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Papa Francisco aprendeu esta lição do capelão de uma prisão

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Papa Francisco abençoa fiéis quem participaram da Audiência. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 14 Fev. 19 / 01:00 pm (ACI).- Durante a Audiência Geral de quarta-feira, 13 de fevereiro, no Vaticano, o Papa Francisco contou uma curiosa história que viveu com um capelão de uma prisão:

“Em certa ocasião, o capelão de uma prisão me fez uma pergunta: ‘Diga-me, padre, qual é a palavra contrária a ‘eu’? E eu, ingênuo, disse: ‘tu’. E o capelão respondeu: Esse é o início da guerra. A palavra oposta a ‘eu’ é ‘nós’, onde está a paz, todos juntos’. Esse é um belo ensinamento que recebi daquele sacerdote”, disse o Papa.

O Papa, que não especificou nem qual era a prisão nem quando a conversa aconteceu, queria explicar que o individualismo é contrário ao diálogo com Deus.

“Não há oração elevada a Deus que não seja a oração de uma comunidade de irmãos e irmãs, o nós: somos uma comunidade, somos irmãos e irmãs, somos um povo que reza: ‘nós'”, afirmou o Santo Padre.

O Papa Francisco não autorizou a Comunhão de divorciados

Declaração do Vaticano

Pe. Federico Lombardi (Foto Grupo ACI)

Vaticano, 24 Abr. 14 / 02:10 pm (ACI/EWTN Noticias).- Depois da grande repercussão internacional que gerou as declarações de uma mulher argentina sobre uma conversa telefônica que teria tido com o Papa Francisco na segunda-feira passada, o Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, o Padre Federico Lombardi, explicou que o Santo Padre não autorizou a comunhão para os divorciados.

A declaração de hoje do Padre Lombardi assinala que “telefonemas aconteceram no âmbito das relações pessoais pastorais do Papa Francisco. Não se tratando absolutamente de atividade pública do Papa, não são de esperar informações ou comentários por parte da Sala de Imprensa.

O que foi difundido a este propósito, saindo do âmbito próprio das relações pessoais e sua amplificação midiática consequente, não tem confirmação e é fonte de mal entendido e confusão.

É por isso que se deve evitar deduzir desta circunstância consequências no que diz respeito ao ensinamento da Igreja”, conclui a declaração.

O comunicado do Padre Lombardi foi divulgado por causa da polêmica originada por uma mulher argentina que teria recebido um telefonema do Papa na segunda-feira de Páscoa, no qual lhe teria sido concedida “permissão” para receber a comunhão “em outra paróquia” apesar de estar casada com um homem divorciado. A história se converteu em um relato complexo e duvidoso quanto a alguns de seus detalhes.

A notícia envolve a Jaquelina Lisbona, de 47 anos de idade e a Julio Sabetta, de 50, da cidade de San Lorenzo, localizada a 300 quilômetros ao noroeste da capital Buenos Aires.

Sabetta casou-se pela Igreja em 1985 e se divorciou legalmente sete anos depois, em 1992. Em 1994 se reencontrou com Jaquelina –com quem teve uma relação em sua adolescência– e começaram a morar juntos depois de unir-se civilmente. Têm duas filhas, Candela e Josefina, de 17 e 14 anos de idade, respectivamente.

Faz seis anos, durante a preparação de Candela para a Crisma –as duas filhas receberam o batismo, a primeira comunhão e a crisma– o pároco nesse então –a quem erradamente algumas fontes informaram como se tivesse deixado o ministério sacerdotal– disse a Jaquelina que não podia receber a comunhão devido a sua situação conjugal.

Em setembro do ano passado, alentada por seus amigos, a mulher escreveu ao Papa Francisco sobre a sua situação e seu desejo de receber a Comunhão.

A notícia sobre a “permissão” do Papa para que Jaquelina receba a comunhão foi publicada primeiro por Sabetta na sua página do Facebook quando ele escreveu: “hoje aconteceu comigo uma das coisas mais lindas, depois do nascimento das minhas filhas, recebi um telefonema na minha casa nada mais nada menos que do Papa Francisco, foi uma emoção muito grande até o momento não nos caiu a ficha, esta ligação foi originada por minha Sra. que lhe enviou uma carta e ele dedicou o seu tempo para telefonar para ela e conversar com ela. Posso assegurar que quando fala tem uma paz total. Obrigado Deus por esta bênção!”

A notícia foi logo difundida por “La Red”, uma rádio local, e pelo jornal “La Capital”, depois pela agência oficial argentina Telam até que finalmente monopolizou a imprensa em todo mundo ontem quarta-feira.

O que disse exatamente o Papa a Jaquelina –que em uma das suas declarações admite que se afastou da Igreja, não vai à missa e que não é católica “praticante”– é até agora um assunto que não fica claro. Conversando com La Red, Jaquelina disse que logo depois de falar por uns dez minutos com o Santo Padre, ele lhe teria dito que alguns sacerdotes são “mais papistas que o Papa” e que ela poderia “confessar-se e começar a receber a comunhão em outra paróquia”.

Em uma segunda entrevista, constrangida pela atenção internacional e pelas ligações de todo o mundo, confirmou que tinha recebido “permissão” do Pontífice para receber a comunhão, mas assinalou que “se supunha que isto devia ser discreto, agora não posso ir a lugar algum”. Desde ontem Jaquelina não deu declarações a respeito.

Catholic News Agency (CNA) –agência do grupo – ligou para a casa de Jaquelina e conversou com a sua filha Candela que confirmou que “o Papa Francisco ligou. Estamos muito felizes e honrados como família”, e explicou que sua mãe estava constrangida e que não estava recebendo ligações e tinha deixado de ir trabalhar na pequena loja que a família tem cruzando a rua.

Por sua parte, Sabetta esteve muito disponível para falar com a imprensa. Segundo a sua versão “Francisco disse a minha esposa que estava livre de todo pecado, que podia receber a comunhão, que podia ir com paz mental, já que um divorciado que vai (à comunhão) não está fazendo nada de errado”. “Ele somente lhe disse que volte para a comunhão em outra paróquia para evitar conflito (com o pastor)”.

Por sua parte, o pároco de San Lorenzo, o Padre José Ceschi, disse nesta quarta-feira que a suposta “permissão” para receber a comunhão dada pelo Papa seria “absurdo”.

Falando com a rádio local La Ocho, o sacerdote disse: “me alegro primeiro que o Papa tenha ligado para alguém de San Lorenzo, o Papa surpreende com estas ligações e as pessoas não podem acreditar. Não é que não acredite na ligação, mas o que me parece extremamente estranho é que tenha lhe dado permissão para comungar”.

“O Papa nunca vai fazer isso, é impossível que tenha feito isso, é impossível, se ele (o marido) vem de um sacramento anterior é absolutamente impossível. O que acontece é que o Papa, como todos os bispos e sacerdotes, temos que ser pai, mãe e mestre, para ter o coração aberto, mas não passar da linha, dizer as coisas como são”.

Sobre seu predecessor, que disse a Jaquelina que não podia receber a comunhão, o sacerdote disse que “se o casamento anterior é somente pelo civil, para a Igreja não há nenhum inconveniente para casar-se, depois que houver a separação de maneira legal. Se o casamento foi pelo sacramento do matrimônio, a coisa é diferente, porque a Igreja não pode dar um passo além do que diga Jesus”.

Se o anterior pároco, o Padre Sergio, tivesse dado a “absolvição nestes casos, é como dar um cheque sem fundo, quando você vai ao banco, não tem dinheiro na conta”, disse.

“Esclareço que acredito na ligação de Francisco porque ele surpreende assim às pessoas, mas o outro não, são invenções ou má-interpretações, é absurdo”, concluiu.

Santa Missa do Galo – 24 de Dezembro

Por Pe. Fernando José Cardoso

A palavra do Evangelho diz: “Nasceu hoje, para nós, o Salvador, que é Cristo Senhor”. A liturgia atualiza o que aconteceu no passado. Ela é um mistério e, infelizmente, nós católicos, não temos entrado neste mistério. É como na Santa Missa, na consagração: o que a gente faz é narrado, mas a liturgia atualiza, renova. Enquanto o sacerdote narra, acontece a atualização. Por isso a liturgia é mistério. Assim como na Páscoa se renova a ressurreição, hoje nasceu o Salvador, nasceu para sua vida, para sua casa e para a sua família. Por pior que seja a sua situação, saiba: nasceu para você, para sua casa, o Salvador, que é Cristo Senhor. Só falta você acolher. A liturgia atualiza o mistério e a graça vem do céu, mas se a gente não canaliza, não recolhe, se perde. A liturgia é diferente de qualquer representação: Jesus nasce para sua vida. Então prepare o seu coração para que Jesus, trazendo a salvação, nasça em você que é o presépio. O presépio é você! Pegue o menino Jesus, mesmo que Ele tenha que chorar por causa de seus problemas. Ele se compadece de você e a salvação acontece, porque você é o presépio. Ele não tem medo: Ele nasce no meio dos seus espinhos. Ele está aí para salvar você e a sua família. Talvez você tenha que pegar o Menino no colo e apertar, porque os seus não O acolhem, mas Ele nasceu. Deus te ama com amor incondicional. Você é amado por Jesus, por isso Ele nasceu na situação em que você se encontra. Ele nasce para sua vida miserável. Quanto mais miserável você é, mais Ele te ama. Ele nasceu em Belém e nasce hoje em você. Acredite: Jesus foi até a cruz por você, Ele já libertou as suas misérias. Se você aceita o perdão, o amor de Jesus, Ele nasce em você. Saiba: José e Maria trazem a salvação ao seu coração, mesmo que o seu berço esteja sujo. Não se preocupe, não espere retirar os espinhos para receber o Menino Jesus. Receba-O como você está. É Ele quem vai retirar os espinhos com a ajuda de Maria e José.

 

O NATAL É UMA DECLARAÇÃO DO AMOR DE DEUS POR NÓS
Padre Roger Luís, Comunidade Canção Nova

Estávamos enclausurados nas trevas, era preciso trazer a luz para nos libertar, cativos esperávamos um Salvador’. Assim diz São Gregório. “Quando ninguém cuida de você, Deus cuida”. Hoje a Salvação me alcança, alcança minha família, somos salvos porque Jesus é o salvador que veio nos libertar. Éramos escravos e precisávamos de um libertador. Deus precisava se encarnar para nos salvar, sim precisávamos, porque éramos cativos. O Verbo se fez carne e habitou no meio de nós, o Verbo se encarnou para que nesta noite possamos proclamar que Jesus nos salvou. ‘Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados’ (1Jo 4-10). Em Jesus os nossos pecados são expiados, o Verbo se encarnou para que experimentemos a graça da expiação dos nossos pecados. Na noite de Natal a esperança precisa está nos nossos corações, precisamos esperar a salvação do mundo, que Jesus já nos deu, e não ficarmos desesperados diante das más notícias. Assuma a salvação de Deus nesta noite, a salvação para você e sua família. Por que o Verbo se encarnou? Para que assim experimentássemos o amor. O Emanuel, se fez homem para tocar na nossa humanidade, se fez alguém como nós para que o amor de Deus se manifestasse entre nós. Deus enviou o seu filho único ao mundo, para que nós tenhamos a vida por meio Dele. Esta noite é de alegria, de vitória, a promessa se cumpriu. O natal é uma declaração explicita do amor de Deus por nós, assuma o amor de Deus por você. Jesus é carta de amor de Deus para toda humanidade. Agradeça a Deus pela manifestação de tanto amor em sua vida. Jesus se encarnou para nos ensinar o caminho da santificação. Jesus é o caminho da santidade. “Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade, na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniqüidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predileção, zeloso na prática do bem” (Tito 3, 13-14). O Natal nos leva a olhar o Menino que nasce, e olhar para Jesus que voltará, e precisa nos encontrar vivendo a salvação que Ele mesmos nos deu.

 

NASCEU PARA NÓS O SALVADOR
Mons. Jonas Abib na Missa de Natal na Comunidade Canção Nova

Naquela época, se uma criança nascesse numa situação como a de Jesus, numa estrebaria, era considerada uma criança impura, e para o judeu essas crianças eram consideradas como os leprosos que ficavam separados, num lugar à parte na cidade. Os leprosos eram os impuros, eles só deixavam de ser impuros se acontecesse a cura e os sacerdotes fizessem um ritual de purificação com eles. Jesus nasceu como um impuro. E por que Deus permitiu uma coisa dessas? Fazer o Filho nascer impuro… Aí está o grande segredo para nós: o Pai quis, e Jesus aceitou nascer impuro para salvar o Puro, o Perfeito, o Santo. Digo impuro diante da lei, a lei dos judeus. Era a cultura deles, mas Deus permitiu isso para nos salvar. E assim trazer todo impuro para o Seu coração. É isso que Jesus quer fazer na vida de cada um de nós no Natal: salvar-nos da nossa impureza. E por isso a necessidade de assumir essa Salvação. E hoje, especialmente, a Salvação está no meio de nós, porque Deus vai se adequando às festas litúrgicas, a Salvação vem hoje no Natal. Abramo-nos para a Salvação porque hoje nasceu para nós Cristo, o Senhor. Por pior que seja a sua impureza e a sua maldade, abra-se à Salvação. Jesus se faz pecador para salvar o pecador, esteja o pecador em que pecado estiver. É por isso que Ele acolheu a Zaqueu, acolheu a Maria Madalena… e tantos pecadores. Jesus diz a você: ‘Filho, filha, seja qual for a sua situação, teus pecados estão perdoados’. Somente que para isso você precisa abrir-se para essa misericórdia. Em nenhum outro há Salvação, só em Jesus, o Senhor. A Carta aos Gálatas repete que Aquele que é pregado no madeiro é um maldito – minha mãe e meu pai não me deixavam dizer “maldito” porque é uma palavra pesada –, mas Aquele que ia para a cruz era considerado um maldito, quer dizer: completamente fora da graça de Deus. Cristo nos resgatou da maldição. Por que o Pai exigiu tanto do Senhor? Meus irmãos, é justamente porque Jesus se fez maldito para libertar a mim e a você de toda maldição. O ladrão, ao lado de Jesus na cruz, disse: ‘Senhor, lembra-te de mim quando estiveres no teu reino’, e Jesus respondeu: ‘Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso’. Jesus que falar isso para você hoje. O ladrão precisou render-se. Renda-se você também. A divisão da cruz está justamente entre aqueles que acolhem a Salvação e aqueles que não a acolhem. A decisão é sua! É você quem decide! Todos nós temos medo de decisões, mas essa é a mais linda decisão. Decida-se esta noite! Para que esse medo de se decidir por Jesus? Por que já se acostumou? Já se decepcionou com pessoas? Meu irmão, pelo amor de Deus, deixe de bobagem! Para que ficar com raiva? Por que guardar mágoa? Por que querer viver no mal? Na corrupção? Na impureza? Numa sexualidade errada? Por quê? Por isso que o Pai quis que o Seu Filho nascesse impuro para que você se tornasse puro. Meu irmão, não é por mérito, ou porque você seja bom, é por graça! Talvez você não esteja numa vida errada, mas traz em si sentimentos de culpa, não se perdoa por algo que fez. Isso é um grande mal! Por favor, agarre-se a Jesus nesta noite. Aceite Jesus como seu Senhor, Aquele que manda na sua vida. Se você entrega as rédeas da sua vida a Jesus, você está no caminho da Salvação.

 

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA
Mons. Jonas Abib

“Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador que é o Cristo, o Senhor” (Lc 2, 1-14). Leve isso a sério. Ele nasceu para vós. A Palavra de Deus é sempre presente. Nós nos regemos pelo cronômetro, mas Deus se rege pelo “kayros”, outra palavra para dizer tempo, o tempo de Deus. E o tempo de Deus é agora. É aquilo que São Paulo vai dizer em 2Cor 5, 6: “Agora é o momento favorável”. Eu me recordo bem. Numa das primeiras peregrinações que nós da Canção Nova fizemos à Terra Santa. O programa da peregrinação foi totalmente mudado. Iríamos à Jerusalém, mas fomos aos redores de Jerusalém, porque lá havia explodido um carro-bomba. O guia estava o meu lado e eu o disse: “Quando que esta terra vai ter paz?” Ele me disse: “Padre, essa terra só vai ter paz quando o Messias vier”. Aquilo causou um impacto muito grande dentro de mim. Aquele judeu me ensinou naquele dia. Eu o disse: “Para vocês, ainda é a primeira vinda, para nós será a segunda, pois Ele já veio”. Nós nos abraçamos e ele disse que esperaríamos juntos. É por isso, justamente, que a 2ª leitura, diz: “A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tt 2, 11-14). Veja onde está colocado o Menino Jesus, neste presépio: no colo de Nossa Senhora. Ao lado deles está São José. Mas, olhando para este Natal nós fixamos nossos olhos e coração para o Natal que está para chegar. Precisamos olhar para esta vinda definitiva de Jesus. Está na hora dos católicos deixarem de ter pavor da segunda vinda de Jesus. Alguns, infelizmente, não aceitarão, mas nós não. É por isso que você precisa escolher o seu lado. Você não pode viver numa “coluna do meio”, como se ela existisse. Ou estamos com Ele, ou estamos fora d’Ele. É mais fácil ficar com Ele do que nesse negócio de “coluna do meio”. Pega o Caminho, pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Deixa de querer levar a vida cristão “com a barriga”. É difícil, eu sei que é, porque o pecado entrou no mundo. É como andar em cima da corda bamba. Fixando seus olhos no segundo, derradeiro e definitivo Natal que é segunda e gloriosa vinda de Jesus fique com Ele. Há muito tempo está sendo cada vez maior sobre a humanidade como uma espessa nuvem negra de impiedade, indiferença. As pessoas têm vivido uma indiferença para com Deus. É como se nós, homens, fôssemos donos de nós mesmos, da vida. E quem sabe, nós mesmos, estejamos nos tornando insensíveis. O pior é a insensibilidade. A Palavra de Deus, hoje, vem dizer a nós que precisamos renunciar a toda impiedade que está nos ares. Essa nuvem quer tomar conta também da gente que é de Igreja. Hoje é o dia de nós, pela graça do Salvador, renunciar a toda impiedade. A própria Palavra de Deus também diz para renunciarmos a todas as paixões mundanas. Coisas que nós não imaginávamos, vemos dentro de casa. Quanto pai e quanta mãe chorando na Noite de Natal por causa de seus filhos… Talvez você quisesse que eu fizesse uma pregação muito romântica, mas o próprio Senhor vem nos pedir para renunciar a toda a impiedade e as paixões mundanas. A Palavra de Deus já agiu no seu coração. Que bom, meu irmão! “Senhor, quero estar com o Senhor! Mesmo que uma onda de desconfiança me pegue, eu renuncio a toda insensibilidade para contigo. Quero ter fervor. Obrigado, Senhor, porque a tua Palavra se realiza em minha vida”. Com isso, os anjos, como na gruta de Belém, já estão cantando na sua vida, na sua casa, no seu coração. “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens por ele amados”. Desculpe por não ter feito uma pregação romântica. Nós abrimos os olhos para a realidade e Natal se fez.

 

Homilia de Bento XVI na Missa da noite de Natal
“Foi superada a distância infinita entre Deus e o homem”
CIDADE DO VATICANO, sábado, 25 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos, a seguir, a homilia que Bento XVI pronunciou durante a Missa da noite de Natal, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

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Amados irmãos e irmãs! «Tu és meu filho, Eu hoje te gerei» – com estas palavras do Salmo segundo, a Igreja dá início à liturgia da Noite Santa. Ela sabe que esta frase pertencia, originariamente, ao rito da coroação do rei de Israel. O rei, que por si só é um ser humano como os outros homens, torna-se «filho de Deus» por meio do chamamento e entronização na sua função: trata-se de uma espécie de adoção por parte de Deus, uma ata da decisão, pela qual Ele concede a este homem uma nova existência, atraindo-o para o seu próprio ser. De modo ainda mais claro, a leitura tirada do profeta Isaías, que acabamos de ouvir, apresenta o mesmo processo numa situação de tribulação e ameaça para Israel: «Um menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros» (9, 5). A entronização na função régia é como um novo nascimento. E, precisamente como recém-nascido por decisão pessoal de Deus, como menino proveniente de Deus, o rei constitui uma esperança. O futuro assenta sobre os seus ombros. É o detentor da promessa de paz. Na noite de Belém, esta palavra profética realizou-se de um modo que, no tempo de Isaías, teria ainda sido inimaginável. Sim, agora Aquele sobre cujos ombros está o poder é verdadeiramente um menino. N’Ele aparece a nova realeza que Deus institui no mundo. Este menino nasceu verdadeiramente de Deus. É a Palavra eterna de Deus, que une mutuamente humanidade e divindade. Para este menino, são válidos os títulos de dignidade que lhe atribui o cântico de coroação de Isaías: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da paz (9, 5). Sim, este rei não precisa de conselheiros pertencentes aos sábios do mundo. Em Si mesmo traz a sapiência e o conselho de Deus. Precisamente na fragilidade de menino que é, Ele é o Deus forte e assim nos mostra, face aos pretensiosos poderes do mundo, a fortaleza própria de Deus. Na verdade, as palavras do rito da coroação em Israel não passavam de palavras rituais de esperança, que de longe previam um futuro que haveria de ser dado por Deus. Nenhum dos reis, assim homenageados, correspondia à sublimidade de tais palavras. Neles, todas as expressões sobre a filiação de Deus, sobre a entronização na herança dos povos, sobre o domínio das terras distantes (Sal 2, 8) permaneciam apenas presságio de um futuro – como se fossem painéis sinalizadores da esperança, indicações apontando para um futuro que então era ainda inconcebível. Assim o cumprimento da palavra, que tem início na noite de Belém, é ao mesmo tempo imensamente maior e – do ponto de vista do mundo – mais humilde do que a palavra profética deixava intuir. É maior, porque este menino é verdadeiramente Filho de Deus, é verdadeiramente «Deus de Deus, Luz da Luz, gerado, não criado, consubstancial ao Pai». Fica superada a distância infinita entre Deus e o homem. Deus não Se limitou a inclinar o olhar para baixo, como dizem os Salmos; Ele «desceu» verdadeiramente, entrou no mundo, tornou-Se um de nós para nos atrair a todos para Si. Este menino é verdadeiramente o Emanuel, o Deus-conosco. O seu reino estende-se verdadeiramente até aos confins da terra. Na imensidão universal da Sagrada Eucaristia, Ele verdadeiramente instituiu ilhas de paz. Em todo o lado onde ela é celebrada, temos uma ilha de paz, daquela paz que é própria de Deus. Este menino acendeu, nos homens, a luz da bondade e deu-lhes a força para resistir à tirania do poder. Em cada geração, Ele constrói o seu reino a partir de dentro, a partir do coração. Mas é verdade também que «o bastão do opressor» não foi quebrado. Também hoje marcha o calçado ruidoso dos soldados e temos ainda incessantemente a «veste manchada de sangue» (Is 9, 3-4). Assim faz parte desta noite o júbilo pela proximidade de Deus. Damos graças porque Deus, como menino, Se confia às nossas mãos, por assim dizer mendiga o nosso amor, infunde a sua paz no nosso coração. Mas este júbilo é também uma prece: Senhor, realizai totalmente a vossa promessa. Quebrai o bastão dos opressores. Queimai o calçado ruidoso. Fazei com que o tempo das vestes manchadas de sangue acabe. Realizai a promessa de «uma paz sem fim» (Is 9, 6). Nós Vos agradecemos pela vossa bondade, mas pedimos-Vos também: mostrai a vossa força. Instituí no mundo o domínio da vossa verdade, do vosso amor – o «reino da justiça, do amor e da paz». «Maria deu à luz o seu filho primogênito» (Lc 2, 7). Com esta frase, São Lucas narra, de modo absolutamente sóbrio, o grande acontecimento que as palavras proféticas, na história de Israel, tinham com antecedência vislumbrado. Lucas designa o menino como «primogênito». Na linguagem que se foi formando na Sagrada Escritura da Antiga Aliança, «primogênito» não significa o primeiro de uma série de outros filhos. A palavra «primogênito» é um título de honra, independentemente do fato se depois se seguem outros irmãs e irmãs ou não. Assim, no Livro do Êxodo, Israel é chamado por Deus «o meu filho primogênito» (Ex 4, 22), exprimindo-se deste modo a sua eleição, a sua dignidade única, o particular amor de Deus Pai. A Igreja nascente sabia que esta palavra ganhara uma nova profundidade em Jesus; que n’Ele estão compendiadas as promessas feitas a Israel. Assim a Carta aos Hebreus chama Jesus «o primogênito» simplesmente para O qualificar, depois das preparações no Antigo Testamento, como o Filho que Deus manda ao mundo (cf. Heb 1, 5-7). O primogênito pertence de maneira especial a Deus, e por isso – como sucede em muitas religiões – devia ser entregue de modo particular a Deus e resgatado com um sacrifício de substituição, como São Lucas narra no episódio da apresentação de Jesus no templo. O primogênito pertence a Deus de modo particular, é por assim dizer destinado ao sacrifício. No sacrifício de Jesus na cruz, realiza-se de uma forma única o destino do primogênito. Em Si mesmo, Jesus oferece a humanidade a Deus, unindo o homem e Deus de uma maneira tal que Deus seja tudo em todos. São Paulo, nas Cartas aos Colossenses e aos Efésios, ampliou e aprofundou a idéia de Jesus como primogênito: Jesus – dizem-nos as referidas Cartas – é o primogênito da criação, o verdadeiro arquétipo segundo o qual Deus formou a criatura-homem. O homem pode ser imagem de Deus, porque Jesus é Deus e Homem, a verdadeira imagem de Deus e do homem. Ele é o primogênito dos mortos: dizem-nos ainda aquelas Cartas. Na Ressurreição, atravessou o muro da morte por todos nós. Abriu ao homem a dimensão da vida eterna na comunhão com Deus. Por fim, é-nos dito: Ele é o primogênito de muitos irmãos. Sim, agora Ele também é o primeiro duma série de irmãos, isto é, o primeiro que inaugura para nós a vida em comunhão com Deus. Cria a verdadeira fraternidade: não a fraternidade, deturpada pelo pecado, de Caim e Abel, de Rômulo e Remo, mas a fraternidade nova na qual somos a própria família de Deus. Esta nova família de Deus começa no momento em que Maria envolve o «primogênito» em faixas e O reclina na manjedoura. Supliquemos-Lhe: Senhor Jesus, Vós que quisestes nascer como o primeiro de muitos irmãos, dai-nos a verdadeira fraternidade. Ajudai-nos a tornarmo-nos semelhantes a Vós. Ajudai-nos a reconhecer no outro que tem necessidade de mim, naqueles que sofrem ou estão abandonados, em todos os homens, o vosso rosto, e a viver, juntamente convosco, como irmãos e irmãs para nos tornarmos uma família, a vossa família. No fim, o Evangelho de Natal narra-nos que uma multidão de anjos do exército celeste louvava a Deus e dizia: «Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama» (Lc 2, 14). A Igreja ampliou, no hino «Glória…», este louvor que os anjos entoaram à vista do acontecimento da Noite Santa, fazendo dele um hino de júbilo sobre a glória de Deus. «Nós Vos damos graças por vossa imensa glória». Nós Vos damos graças pela beleza, pela grandeza, pela tua bondade, que, nesta noite, se tornam visíveis para nós. A manifestação da beleza, do belo, torna-nos felizes sem que devamos interrogar-nos sobre a sua utilidade. A glória de Deus, da qual provém toda a beleza, faz explodir em nós o deslumbramento e a alegria. Quem vislumbra Deus, sente alegria; e, nesta noite, vemos algo da sua luz. Mas a mensagem dos anjos na Noite Santa também fala dos homens: «Paz aos homens que Ele ama». A tradução latina desta frase, que usamos na Liturgia e remonta a São Jerônimo, interpreta diversamente: «Paz aos homens de boa vontade». Precisamente nos últimos decênios, esta expressão «os homens de boa vontade» entrou de modo particular no vocabulário da Igreja. Mas qual é a tradução justa? Devemos ler, juntas, as duas versões; só assim compreendemos retamente a frase dos anjos. Seria errada uma interpretação que reconhecesse apenas o agir exclusivo de Deus, como se Ele não tivesse chamado o homem a uma resposta livre e amorosa. Mas seria errada também uma resposta moralizante, segundo a qual o homem com a sua boa vontade poder-se-ia, por assim dizer, redimir a si próprio. As duas coisas andam juntas: graça e liberdade; o amor de Deus, que nos precede e sem o qual não O poderemos amar, e a nossa resposta, que Ele espera e até no-la suplica no nascimento do seu Filho. O entrelaçamento de graça e liberdade, o entrelaçamento de apelo e resposta não podemos dividi-lo em partes separadas uma da outra. Ambas estão indivisivelmente entrançadas entre si. Assim esta frase é simultaneamente promessa e apelo. Deus precedeu-nos com o dom do seu Filho. E, sempre de novo e de forma inesperada, Deus nos precede. Não cessa de nos procurar, de nos levantar todas as vezes que o necessitamos. Não abandona a ovelha extraviada no deserto, onde se perdeu. Deus não se deixa confundir pelo nosso pecado. Sempre de novo recomeça conosco. Todavia espera que amemos juntamente com Ele. Ama-nos para que nos seja possível tornarmo-nos pessoas que amam juntamente com Ele e, assim, possa haver paz na terra. Lucas não disse que os anjos cantaram. Muito sobriamente, escreve que o exército celeste louvava a Deus e dizia: «Glória a Deus nas alturas…» (Lc 2, 13-14). Mas desde sempre os homens souberam que o falar dos anjos é diverso do dos homens; e que, precisamente nesta noite da jubilosa mensagem, tal falar foi um canto no qual brilhou a glória sublime de Deus. Assim, desde o início, este canto dos anjos foi entendido como música vinda de Deus, mais ainda, como convite a unirmo-nos ao canto com o coração em júbilo pelo fato de sermos amados por Deus. Diz Santo Agostinho: Cantare amantis est – cantar é próprio de quem ama. Assim ao longo dos séculos, o canto dos anjos tornou-se sempre de novo um canto de amor e de júbilo, um canto daqueles que amam. Nesta hora, associemo-nos, cheios de gratidão, a este cantar de todos os séculos, que une céu e terra, anjos e homens. Sim, Senhor, nós Vos damos graças por vossa imensa glória. Nós Vos damos graças pelo vosso amor. Fazei que nos tornemos cada vez mais pessoas que amam juntamente convosco e, conseqüentemente, pessoas de paz. Amém. © Copyright 2010 – Libreria Editrice Vaticana

 

MISSA DA MEIA NOITE SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR
HOMILIA DO SANTO PADRE BENTO XVI
Basílica Vaticana 25 de Dezembro de 2008

«Quem se compara ao Senhor, nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas e Se inclina lá do alto a olhar os céus e a terra?» Assim canta Israel num dos seus Salmos (113/112, 5s.), onde exalta simultaneamente a grandeza de Deus e sua benigna proximidade dos homens. Deus habita nas alturas, mas inclina-Se para baixo… Deus é imensamente grande e está incomparavelmente acima de nós. Esta é a primeira experiência do homem. A distância parece infinita. O Criador do universo, Aquele que tudo guia, está muito longe de nós: assim parece ao início. Mas depois vem a experiência surpreendente: Aquele que não é comparável a ninguém, que «está sentado nas alturas», Ele olha para baixo. Inclina-se para baixo. Ele vê-nos a nós, e vê a mim. Este olhar de Deus para baixo é mais do que um olhar lá das alturas. O olhar de Deus é um agir. O fato de Ele me ver, me olhar, transforma-me a mim e o mundo ao meu redor. Por isso logo a seguir diz o Salmo: «Levanta o pobre da miséria…» Com o seu olhar para baixo, Ele levanta-me, toma-me benignamente pela mão e ajuda-me, a mim próprio, a subir de baixo para as alturas. «Deus inclina-Se». Esta é uma palavra profética; e, na noite de Belém, adquiriu um significado completamente novo. O inclinar-Se de Deus assumiu um realismo inaudito, antes inimaginável. Ele inclina-Se: desce, Ele mesmo, como criança na miséria do curral, símbolo de toda a necessidade e estado de abandono dos homens. Deus desce realmente. Torna-Se criança, colocando-Se na condição de dependência total, própria de um ser humano recém-nascido. O Criador que tudo sustenta em suas mãos, de Quem todos nós dependemos, faz-Se pequeno e necessitado do amor humano. Deus está no curral. No Antigo Testamento, o templo era considerado quase como o estrado dos pés de Deus; a arca santa, como o lugar onde Ele estava misteriosamente presente no meio dos homens. Deste modo sabia-se que sobre o templo, escondida, estava a nuvem da glória de Deus. Agora, está sobre o curral. Deus está na nuvem da miséria de uma criança sem lugar na hospedaria: que nuvem impenetrável e, no entanto, nuvem da glória! De fato, de que modo poderia aparecer maior e mais pura a sua predileção pelo homem, a sua solicitude por ele? A nuvem do encobrimento, da pobreza da criança totalmente necessitada do amor, é ao mesmo tempo a nuvem da glória. É que nada pode ser mais sublime e maior do que o amor que assim se inclina, desce, se torna dependente. A glória do verdadeiro Deus torna-se visível quando se abrem os nossos olhos do coração diante do curral de Belém. A narração do Natal feita por São Lucas conta-nos que Deus levantou um pouco o véu do seu encobrimento primeiro diante de pessoas de condição muito humilde, diante de pessoas que habitualmente eram desprezadas na grande sociedade: diante dos pastores que, nos campos ao redor de Belém, guardavam os animais. Lucas diz-nos que estas pessoas «velavam». Nisto podemos ouvir ressoar um motivo central da mensagem de Jesus, na qual volta, repetidamente e com crescente urgência até ao Jardim das Oliveiras, o convite à vigilância, a permanecer acordados para nos darmos conta da vinda do Senhor e estarmos preparados para ela. Por isso, também aqui talvez a palavra signifique algo mais do que o simples estar externamente acordados durante as horas noturnas. Eram pessoas verdadeiramente vigilantes, nas quais estava vivo o sentido de Deus e da sua proximidade; pessoas que estavam à espera de Deus e não se resignavam com o aparente afastamento d’Ele na vida de cada dia. A um coração vigilante pode ser dirigida a mensagem da grande alegria: esta noite nasceu para vós o Salvador. Só o coração vigilante é capaz de crer na mensagem. Só o coração vigilante pode incutir a coragem de pôr-se a caminho para encontrar Deus nas condições de uma criança no curral. Peçamos ao Senhor para que nesta hora nos ajude, a nós também, a tornarmo-nos pessoas vigilantes. São Lucas narra-nos ainda que os próprios pastores ficaram «envolvidos» pela glória de Deus, pela nuvem de luz, encontravam-se dentro do resplendor desta glória. Envolvidos pela nuvem santa ouvem o cântico de louvor dos anjos: «Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens por Ele amados». E quem são estes homens por Ele amados senão os pequenos, os vigilantes, aqueles que estão à espera, esperam na bondade de Deus e procuram-No olhando para Ele de longe? Nos Padres da Igreja, é possível encontrar um comentário surpreendente ao cântico com que os anjos saúdam o Redentor. Até àquele momento – dizem os Padres – os anjos tinham conhecido Deus na grandeza do universo, na lógica e na beleza do cosmos que provêm d’Ele e O refletem. Tinham acolhido por assim dizer o cântico de louvor mudo da criação e tinham-no transformado em música do céu. Mas agora acontecera um fato novo, até mesmo assombroso para eles. Aquele de quem fala o universo, o próprio Deus que tudo sustenta e traz na sua mão, Ele mesmo entrara na história dos homens, tornara-Se um que age e sofre na história. Do jubiloso assombro suscitado por este fato inconcebível, por esta segunda e nova maneira em que Deus Se manifestara – dizem os Padres – nasceu um cântico novo, tendo o Evangelho de Natal conservado uma estrofe para nós: «Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens». Talvez se possa dizer, segundo a estrutura da poesia hebraica, que este versículo nas suas duas frases diz fundamentalmente a mesma coisa, mas duma perspectiva diversa. A glória de Deus está no alto dos céus, mas esta sublimidade de Deus encontra-se agora no curral, aquilo que era humilde tornou-se sublime. A sua glória está sobre a terra, é a glória da humildade e do amor. Mais ainda: a glória de Deus é a paz. Onde está Ele, lá está a paz. Ele está lá onde os homens não querem fazer, de modo autônomo, da terra o paraíso, servindo-se para tal fim da violência. Ele está com as pessoas de coração vigilante; com os humildes e com aqueles que correspondem à sua elevação, à elevação da humildade e do amor. A estes dá a sua paz, para que, por meio deles, entre a paz neste mundo. O teólogo medieval Guilherme de S. Thierry disse uma vez: Deus viu, a partir de Adão, que a sua grandeza suscitava no homem resistência; que o homem se sente limitado no ser ele próprio e ameaçado na sua liberdade. Portanto Deus escolheu um caminho novo. Tornou-Se um Menino. Tornou-Se dependente e frágil, necessitado do nosso amor. Agora – diz-nos aquele Deus que Se fez Menino – já não podeis ter medo de Mim, agora podeis apenas amar-Me. É com tais pensamentos que, esta noite, nos aproximamos do Menino de Belém, daquele Deus que por nós quis fazer-Se criança. Em cada criança, há o revérbero do Menino de Belém. Cada criança pede o nosso amor. Pensemos, pois, nesta noite de modo particular também naquelas crianças às quais é recusado o amor dos pais; nos meninos da rua que não têm o dom de um lar doméstico; nas crianças que são brutalmente usadas como soldados e feitas instrumentos da violência, em vez de poderem ser portadores da reconciliação e da paz; nas crianças que, através da indústria da pornografia e de todas as outras formas abomináveis de abuso, são feridas até ao fundo da sua alma. O Menino de Belém é um renovado apelo que nos é dirigido para fazermos tudo o que for possível a fim de que acabe a tribulação destas crianças; para fazermos tudo o que for possível a fim de que a luz de Belém toque os corações dos homens. Somente através da conversão dos corações, somente através de uma mudança no íntimo do homem se pode superar a causa de todo este mal, pode ser vencido o poder do maligno. Somente se mudarem os homens é que muda o mundo e, para os homens mudarem, precisam da luz que vem de Deus, daquela luz que de modo tão inesperado entrou na nossa noite. E falando do Menino de Belém, pensemos também na localidade que responde ao nome de Belém; pensemos naquela terra onde Jesus viveu e que Ele amou profundamente. E peçamos para que lá se crie a paz. Que cessem o ódio e a violência. Que desperte a compreensão recíproca, se realize uma abertura dos corações que abra as fronteiras. Que desça a paz que os anjos cantaram naquela noite. No Salmo 96/95, Israel e, com ele, a Igreja louvam a grandeza de Deus que se manifesta na criação. Todas as criaturas são chamadas a aderir a este cântico de louvor, encontrando-se lá também este convite: «Alegrem-se as árvores da floresta, diante do Senhor que vem» (12s.). A Igreja lê este Salmo também como uma profecia e simultaneamente uma missão. A vinda de Deus a Belém foi silenciosa. Somente os pastores que velavam foram por uns momentos envolvidos no esplendor luminoso da sua chegada e puderam ouvir uma parte daquele cântico novo que brotara da maravilha e da alegria dos anjos pela vinda de Deus. Esta vinda silenciosa da glória de Deus continua através dos séculos. Onde há fé, onde a sua palavra é anunciada e escutada, Deus reúne os homens e dá-Se-lhes no seu Corpo, transforma-os no seu Corpo. Ele «vem». E assim desperta o coração dos homens. O cântico novo dos anjos torna-se cântico dos homens que, ao longo de todos os séculos, de forma sempre nova cantam a vinda de Deus como Menino e, a partir do seu íntimo, tornam-se felizes. E as árvores da floresta vão até Ele e exultam. A árvore na Praça de São Pedro fala d’Ele, quer transmitir o seu esplendor e dizer: Sim, Ele veio e as árvores da floresta aclamam-No. As árvores nas cidades e nas casas deveriam ser algo mais do que um costume natalício: indicam Aquele que é a razão da nossa alegria – o próprio Deus que vem, o Deus que por nós Se fez menino. O cântico de louvor, no mais fundo, fala enfim d’Aquele que é a própria árvore da vida reencontrada. Pela fé n’Ele, recebemos a vida. No sacramento da Eucaristia, dá-Se a nós: dá uma vida que chega até a eternidade. Nesta hora, juntamo-nos ao cântico de louvor da criação e o nosso louvor é ao mesmo tempo uma oração: Sim, Senhor faça-nos ver algo do esplendor da vossa glória. E dai a paz à terra. Tornai-nos homens e mulheres da vossa paz. Amém. Fonte: © Copyright 2008 – Libreria Editrice Vaticana

 

Homilia do Papa na Missa da Noite Feliz

«O Senhor disse-Me: “Tu és meu filho, Eu hoje Te gerei”». Com estas palavras do Salmo segundo, a Igreja dá início à Santa Missa da vigília de Natal, na qual celebramos o nascimento do nosso Redentor Jesus Cristo no estábulo de Belém. Outrora, este Salmo pertencia ao ritual da coroação dos reis de Judá. O povo de Israel, por causa da sua eleição, sentia-se de modo particular filho de Deus, adotado por Deus. Uma vez que o rei era a personificação daquele povo, a sua entronização era vivida como um ato solene de adoção por parte de Deus, no qual o rei ficava, de certo modo, envolvido no próprio mistério de Deus. Na noite de Belém, estas palavras, que de fato eram mais a expressão duma esperança que realidade presente, ganharam um sentido novo e inesperado. O Menino no presépio é verdadeiramente o Filho de Deus. Deus não é perene solidão, mas um círculo de amor no recíproco dar-se e um dar-se sem cessar. Ele é Pai, Filho e Espírito Santo. Mais ainda: em Jesus Cristo, o Filho de Deus, o próprio Deus Se fez homem. É a Ele que o Pai diz: «Tu és meu filho». O hoje eterno de Deus desceu ao hoje efêmero do mundo e arrasta o nosso hoje passageiro para o hoje perene de Deus. Deus é tão grande que Se pode fazer pequeno. Deus é tão poderoso que Se pode fazer inerme e vir ter conosco como menino indefeso, para que O possamos amar. Deus é tão bom que renuncia ao seu esplendor divino e desce ao estábulo para que O possamos encontrar e, assim, a sua bondade chegue também a nós, se nos comunique e continue a agir por nosso intermédio. O Natal é isto: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei». Deus tornou-Se um de nós, para que nós pudéssemos viver com Ele, tornarmo-nos semelhantes a Ele. Como próprio sinal, escolheu o Menino no presépio: Deus é assim. Deste modo, aprendemos a conhecê-Lo. E em todo o menino brilha algo da luz daquele hoje, da proximidade de Deus que devemos amar e à qual nos devemos submeter – em todo o menino, mesmo na criança ainda não nascida. Ouçamos uma segunda palavra da liturgia desta Noite santa, tomada agora do Livro do profeta Isaías: «Para os que habitavam na terra da escuridão, uma luz começou a brilhar» (9, 1). A palavra «luz» permeia toda a liturgia desta Santa Missa. Aparece um novo aceno no texto da carta de São Paulo a Tito: «Manifestou-se a graça» (2, 11). A palavra «manifestou-se» diz, em língua grega e neste contexto, a mesma coisa que o hebraico exprime com as palavras «uma luz brilhou»: a «manifestação» – a «epifania» – é a irrupção da luz divina no mundo cheio de escuridão e de problemas insolúveis. Por fim, o Evangelho narra-nos que apareceu a glória de Deus aos pastores e «cercou-os de luz» (Lc 2, 9). Onde aparece a glória de Deus, aí irradia a luz pelo mundo. «Deus é luz e Nele não há trevas», diz-nos São João (1Jo 1, 5). A luz é fonte de vida. Mas luz significa, sobretudo conhecimento, significa verdade em contraposição com a escuridão da mentira e da ignorância. Deste modo, a luz faz-nos viver, indica-nos a estrada. Além disso, enquanto gera calor, a luz significa também amor. Onde há amor, levanta-se uma luz no mundo; onde há ódio, o mundo permanece na escuridão. É verdade, no estábulo de Belém, apareceu a grande luz que o mundo espera. Naquele Menino deitado na manjedoura, Deus mostra a sua glória – a glória do amor, em que Ele mesmo Se entrega em dom e Se despoja de toda a grandeza para nos conduzir pelo caminho do amor. A luz de Belém nunca mais se apagou. Ao longo de todos os séculos, envolveu homens e mulheres, «cercou-os de luz». Onde despontou a fé naquele Menino, aí desabrochou também a caridade – a bondade para com todos, a carinhosa atenção pelos débeis e os doentes, a graça do perdão. A partir de Belém, um rasto de luz, de amor, de verdade atravessa os séculos. Se olharmos os Santos – desde Paulo e Agostinho até São Francisco e São Domingos, desde Francisco Xavier e Teresa de Ávila até à Irmã Teresa de Calcutá – vemos esta corrente de bondade, este caminho de luz que se inflama, sempre de novo, no mistério de Belém, naquele Deus que Se fez Menino. Contra a violência deste mundo, Deus opõe, naquele Menino, a sua bondade e chama-nos a seguir o Menino. Juntamente com a árvore de Natal, os nossos amigos austríacos trouxeram-nos também uma pequena chama que tinham aceso em Belém, para nos dizer: o verdadeiro mistério do Natal é o esplendor interior que irradia deste Menino. Deixemos que se comunique a nós esse esplendor interior, que acenda no nosso coração a chama da bondade de Deus; todos nós levemos, com o nosso amor, a luz ao mundo! Não deixemos que esta chama luminosa se apague por causa das correntes frias do nosso tempo! Guardemo-la fielmente e demo-la aos outros! Nesta noite, em que voltamos o nosso olhar para Belém, queremos também rezar de modo especial pelo lugar do nascimento do nosso Redentor e pelos homens que lá vivem e sofrem. Queremos rezar pela paz na Terra Santa: Olhai, Senhor, este ângulo da terra que, como pátria vossa, tanto amais! Fazei que resplandeça lá a vossa luz! Fazei que lá chegue a paz! Com o termo «paz», chegamos à terceira palavra-mestra da liturgia desta Noite santa. Ao Menino que anuncia, Isaías chama-Lhe «Príncipe da paz». A propósito do seu reino, diz-se: «A paz não terá fim». No Evangelho, é anunciado aos pastores: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra…». Outrora lia-se: «…aos homens de boa vontade»; na nova tradução, diz-se: «…aos homens que Ele ama». Que significa esta mudança? Deixou de ter valor a boa vontade? Ponhamos melhor a questão: Quais são os homens que Deus ama e porque é que os ama? Porventura Deus é parcial? Porventura ama apenas certas pessoas, deixando as outras entregues a si mesmas? O Evangelho responde a estas perguntas, mostrando-nos algumas pessoas concretas amadas por Deus. Há pessoas individuais – Maria, José, Isabel, Zacarias, Simeão, Ana, etc. Mas há também dois grupos de pessoas: os pastores e os sábios do Oriente, os chamados reis magos. Nesta noite, detenhamo-nos nos pastores. Que espécie de homens são eles? No seu ambiente, os pastores eram desprezados; eram considerados pouco sérios e, em tribunal, não eram admitidos como testemunhas. Mas, quem eram na realidade? Certamente não eram grandes santos, se por este termo entendemos pessoas de virtudes heróicas. Eram almas simples. O Evangelho evidencia uma característica que mais tarde, nas palavras de Jesus, havia de ter um papel importante: eram pessoas vigilantes. Isto vale primariamente em sentido exterior: de noite vigiavam, perto das suas ovelhas. Mas vale também num sentido mais profundo: estavam disponíveis à palavra de Deus. A sua vida não estava fechada em si mesma; o seu coração estava aberto. De certo modo, no mais fundo de si mesmos, estavam à espera Dele. A sua vigilância era disponibilidade – disponibilidade para ouvirem, disponibilidade para se porem caminho. Estavam à espera da luz que lhes indicasse o caminho. E isto é o que interessa a Deus. Ele ama a todos, porque todos são criaturas suas. Mas, algumas pessoas têm a sua alma fechada; o seu amor não encontra qualquer acesso a eles. Pensam que não têm necessidade de Deus; não O querem. Outros, que moralmente talvez sejam igualmente miseráveis e pecadores, pelo menos sofrem com isso. Estes esperam Deus. Sabem que têm necessidade da sua bondade, embora não tenham uma idéia precisa dela. No seu íntimo, aberto à expectativa, a luz de Deus pode entrar, e com ela a sua paz. Deus procura pessoas que levem e comuniquem a sua paz. Peçamos-Lhe para fazer com que não encontre fechado o nosso coração. Esforcemo-nos por nos tornarmos capazes de ser portadores ativos da sua paz – precisamente no nosso tempo. Além disso, a palavra paz assumiu entre os cristãos um significado de todo especial: tornou-se um nome para designar a Eucaristia. Nesta, está presente a paz de Cristo. Através de todos os lugares onde se celebra a Eucaristia, estende-se uma rede de paz sobre o mundo inteiro. As comunidades reunidas à volta da Eucaristia constituem um reino da paz largo como o mundo. Quando celebramos a Eucaristia, encontramo-nos em Belém, na «casa do pão». Cristo dá-Se a nós, e assim nos dá a sua paz. Dá-no-la para que levemos a luz da paz no nosso íntimo e a comuniquemos aos outros; para que nos tornemos obreiros de paz e contribuamos assim para a paz no mundo. Por isso, suplicamos: Senhor, realizai a vossa promessa! Fazei que, onde houver discórdia, nasça a paz! Fazei que desponte o amor, onde reinar o ódio! Fazei que surja a luz, onde dominarem as trevas! Fazei que nos tornemos portadores da vossa paz! Amém.

Natal bipolar

O Natal é repleto de contradições. Período que tanto se fala de alegria, esperança e paz, enquanto um sentimento estranho de tristeza, desespero e inquietação invade a alma. Famílias reunidas em ceia decorada e separadas em teia de intrigas. Muita comida na barriga e pouco alimento no coração. Gente correndo atrás dos presentes e o mimo do presépio esquecido na manjedoura.

Ruas congestionadas da loucura no trânsito e caminhos vazios do bom senso nos relacionamentos. Luzes coloridas nas casas e praças e sombras cinzentas na vida das pessoas. Gente saindo e gente chegando sem saber aonde ir, sem saber aonde chegar.

Natal é ponto de exclamação e ponto de interrogação. É resposta, é dúvida. Natal é fé no Menino Deus e descrença no Deus Menino. É a criança divina nos braços de Simeão “escolhida por Deus tanto para a destruição como para a salvação de muita gente” (Lucas 2.34). É o amor que conecta o mundo num Salvador, é o ódio que divide a humanidade em fanatismo e perseguições. É a vida no céu, é a morte no inferno. É o indulto pela fé na justiça divina, é a condenação pela dúvida na clemência celestial. Natal é o Deus Eterno gerado na barriga finita da mulher, é o Filho do Homem morto no ventre da cruz “para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna” (João 3.15). Natal é vida, Natal é morte.

Natal é a Criança que foge para o Egito, são os infantes que não conseguem escapar da espada do Herodes. São crianças protegidas, são inocentes massacrados por extremistas religiosos no reino de violência. Natal é deixar que os pequeninos venham a Jesus, é impedir que tenham vida.

Quem pode entender o Natal? Até Maria ficou confusa ao saber que seria mãe do Filho de Deus. “Para Deus nada é impossível”, disse-lhe o anjo. Num mundo tão estranho, do bem e do mal, do amor e do ódio, da alegria e da tristeza, o Natal traz o Céu para a Terra onde “o seu povo não o recebeu. Porém, alguns creram Nele e o receberam” (João 1.12).

 

O Natal derruba os poderosos

Muitos vão cair do seu trono a qualquer momento. A profecia não é minha, é de Maria. Com o Filho de Deus na barriga, ela expressa na canção Magnificat que Deus levanta a sua mão poderosa, derrota os orgulhosos com todos os planos deles, derruba dos seus tronos reis influentes (Lucas 1.51, 52). Deus não acaba com os tronos, com as instituições, com aquilo que mantém a ordem neste mundo suscetível à desordem. Deus acaba com os reizinhos petulantes. “Pois nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por ele” (Romanos 13.1).
O Natal de 2016 vem manifestar outra vez esta profecia. E, desta vez, para todos perceberem que, quanto mais alto, maior o tombo. Nunca antes na história deste País se viu tanta gente em pouco tempo cair dos seus reinados. E estrago na política, nas empresas, nos esportes – no mundo do poder. Uma tempestade que vem do Natal. Não do Natal enfeitado, sofisticado, ostentoso – igual aos tronos. Mas o Natal de Jesus – desnudo, simples, despretensioso.
Por isto, o desprezo dos reis Herodes escandalizados com a miserável estrebaria, desprovida de riqueza e conforto. Mas é a mãe Ignorância com a filha Soberba. Não entendem que o Rei Jesus “abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo” (Filipenses 2.7) para nos livrar do trono do orgulho, da maldade, da corrupção, E nos entronar com o cetro da humildade, do amor, da bondade. “Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios”, lembra a Bíblia, “mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos” (Filipenses 2.3).
Ah, se neste mundo tivesse mais Natal de Jesus. Haveria menos sofrimento. Quantos poderosos ainda cairão dos seus tronos para Jesus reinar?

Marcos Schmidt é pastor luterano
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Devemos ser ‘artesãos da paz’, diz Papa em homilia

Terça-feira, 4 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Papa Francisco ressaltou que a paz deve ser buscada sem ferir o próximo

Papa Francisco, durante homilia na Missa desta terça-feira, 4, na Casa Santa Marta./ Foto: Vatican Media

Preparar-se para o Natal buscando construir a paz na própria alma, na família e no mundo. Esta foi a exortação do Papa Francisco na homilia da Missa na Casa Santa Marta, 4. Fazer a paz – recordou – é um pouco como imitar Deus, fazendo-se humilde, sem falar mal dos outros ou feri-los. A reflexão do Pontífice foi inspirada na Primeira Leitura (Isaías 11,1-10) e no Evangelho (Lc 10,21-24).

Nas palavras de Isaías, há uma promessa de como serão os tempos quando o Senhor virá: “o Senhor fará a paz” e “tudo estará em paz”, recordou o Papa. Isaías o descreve com “imagens um pouco bucólicas”, mas belas: “o lobo e o cordeiro viverão juntos”, “o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito” “e uma criança os guiará”. Isso significa – explicou Francisco – que Jesus doa uma paz capaz de transformar a vida e a história e, por isso, é chamado “Príncipe da paz”, porque vem para nos oferecer esta paz.

Pedir ao Príncipe da paz de nos pacificar a alma

Portanto, o tempo do Advento é justamente “um tempo para nos preparar a esta vinda do Príncipe da paz. É um tempo para nos pacificar”, exortou o Papa. Antes de tudo, trata-se de uma pacificação “conosco, pacificar a alma”. “Muitas vezes, nós não estamos em paz”, mas ansiosos”, “angustiados, sem esperança”. E a pergunta que o Senhor nos faz é: “Como está a sua alma hoje? Está em paz?”. Se não estiver, o Papa exorta a pedir ao Príncipe da paz que a pacifique para se preparar ao encontro com Ele. Nós “estamos acostumados a olhar para a alma dos outros”, mas – este é o convite de Francisco – “olhe para a própria alma”.

Pacificar a família: existem pontes ou muros?

Depois, é preciso “pacificar a casa”, a família. “Existem muitas tristezas nas famílias, muitas lutas, tantas pequenas guerras, desunião”, afirmou ainda Francisco, convidando, também neste caso, a perguntar-se se a própria família está em paz ou em guerra, se um está contra o outro, se há desunião, se existem pontes “ou muros que nos separam”.

O terceiro âmbito que o Papa pede para pacificar é o mundo onde “há mais guerra do que paz”, “há tanta guerra, tanta desunião, tanto ódio, tanta exploração. Não há paz”.

Que faço para ajudar a criar a paz no mundo? “Mas o mundo é demasiado distante, padre”. Mas o que faço para ajudar a paz no bairro, na escola, no local de trabalho? Eu dou sempre qualquer desculpa para entrar em guerra, para odiar, para falar mal dos outros? Isso é fazer a guerra! Sou manso? Busco fazer pontes? Não condeno? Vamos perguntar para as crianças: “O que você faz na escola? Quando há um colega que você não gosta, é um pouco odioso ou é fraco, você faz bullying ou faz as pazes? Procura fazer as pazes? Perdoo tudo?”. Artesão da paz. É necessário este tempo de Advento, de preparação para a vinda do Senhor, que é o Príncipe da paz.

A paz sempre vai avante, nunca está parada, “é fecunda”, “começa na alma e depois volta à alma após fazer todo este caminho de pacificação”, evidenciou ainda o Papa:

E fazer as pazes é um pouco como imitar Deus, quando quis fazer as pazes conosco e nos perdoou, nos enviou Seu Filho para fazer a paz, a ser o Príncipe da paz. Alguém pode dizer: “Mas, padre, eu não estudei como se faz a paz, não sou uma pessoa culta, não sei, sou jovem, não sei …”. Jesus no Evangelho nos diz qual deve ser a atitude: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”. Você não estudou, não é sábio… Faça-se pequeno, faça-se humilde, faça-se servidor dos outros. Faça-se pequeno e o Senhor lhe dará a capacidade de entender como se faz a paz e a força para fazê-la.

A oração neste tempo de Advento, portanto, deve ser “pacificar”, viver em paz na nossa alma, na família, no bairro:

E todas as vezes que nós vemos que existe a possibilidade de uma pequena guerra, seja em casa, seja no meu coração, seja na escola, no trabalho, parar e buscar fazer as pazes. Nunca, nunca ferir o outro. Nunca. “E padre, como posso começar para não ferir o outro?” – “Não falar mal dos outros, não lançar o primeiro canhão”. Se todos nós fizermos isso – não falar mal dos outros – a paz irá avante. Que o Senhor nos prepare o coração para o Natal do Príncipe da paz. Mas nos prepare fazendo o possível, da nossa parte, para pacificar: pacificar o meu coração, a minha alma, pacificar a minha família, a escola, o bairro, o local de trabalho. Homens e mulheres de paz.

Ângelus: o reino de Jesus não é deste mundo, afirma Papa

Domingo, 25 de novembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Francisco, em mais uma oração mariana do Ângelus, falou a respeito do reino de Jesus, repleto de amor, paz e justiça

Papa Francisco durante o Ângelus deste domingo, 25 / Foto: Reprodução Vatican News

Neste 34º domingo do tempo comum, o Papa Francisco celebrou mais uma oração mariana do Ângelus. Desta feita, o discurso do Santo Padre foi centrado na passagem do Evangelho em que Jesus Cristo fora levado de Getsêmani ― amarrado, insultado e humilhado ― às autoridades de Jerusalém.

“Depois de apresentado ao procurador romano como alguém que atenta contra o poder político para se tornar o rei dos judeus, Pilatos faz sua investigação em um interrogatório dramático e pergunta a Ele por duas vezes se é mesmo um rei”, disse Francisco. “Jesus, primeiro, responde que Seu reino não é deste mundo. Tu dizes que sou rei”.

É óbvio, como ressaltou o Sucessor de Pedro, que Jesus jamais teve ambições políticas. “Após o milagre da multiplicação dos pães, o povo quis clamá-lo como um rei para derrubar o poder romano e restaurar o reino de Israel”. Para Jesus, porém, não era necessário o uso da força ou da violência para que suas ideias sejam absorvidas pelo povo.

A atitude de Jesus é deixar claro que acima do poder político a outro poder que não pode ser alcançado pelos humanos. “Ele veio à Terra para exercer esse poder, que é amor, dando testemunho da verdade a verdade. Trata-se da verdade divina que, em última análise, é a mensagem essencial do Evangelho: ‘Deus é amor’ e quer estabelecer no mundo o seu reino de amor, de justiça e de paz”, ponderou Francisco.

Para o Papa, Jesus nos pede que Ele se torne nosso rei. “Mas não devemos esquecer que o reino de Jesus não é deste mundo, Ele poderá dar um novo sentido à nossa vida, às vezes colocada à dura prova também por nossos erros e pecados ― somente com a condição de que nós não sigamos as lógicas do mundo e de seus ‘reis’”, finalizou.

Papa: a paz se faz com humildade, doçura e magnanimidade

Sexta-feira, 26 de outubro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Durante homilia desta sexta-feira, 26, Francisco recordou que São Paulo dirigiu aos cristãos um verdadeiro hino à unidade quando estava na prisão

Papa Francisco durante celebração na Capela da Casa Santa Marta nesta sexta-feira, 26/ Foto: Vatican Media

A paz passa pela humildade, a doçura e a magnanimidade, foi o que disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na manhã desta sexta-feira, 26, na capela da Casa Santa Marta. Refletindo sobre a Primeira Leitura, extraída da Carta de São Paulo aos Efésios, Francisco recordou que Paulo dirigiu aos cristãos um verdadeiro hino à unidade quando estava na prisão, evocando a dignidade de sua vocação.

O próprio Jesus, destacou o Papa, antes de morrer, na Última Ceia, pediu ao Pai a graça da unidade para todos e mesmo assim, constatou Francisco, a humanidade está acostumada a respirar o ar dos conflitos. “Todos os dias, na TV e nos jornais, se fala de conflitos, um atrás do outro, de guerras, sem paz, sem unidade. Não obstante se façam pactos para deter qualquer tipo de conflito, pois esses mesmos acordos não são respeitados. Deste modo, a corrida armamentista, a preparação às guerras, à destruição, avança”, constatou.

Para o Pontífice, as instituições mundiais criadas com a melhor vontade de ajudar a unidade da humanidade, a paz, hoje sentem-se incapazes de encontrar um acordo diante de vetos e interesses. “Enquanto isso, as crianças não têm o que comer, não vão à escola, não são educadas, não há hospitais porque a guerra destrói tudo. Temos uma tendência à destruição, à guerra, à desunião. É a tendência que semeia no nosso coração o inimigo, o destruidor da humanidade: o diabo”, declarou.

Segundo o Santo Padre, Paulo ensina aos cristãos o caminho rumo à unidade. “Ele diz: ‘A unidade está coberta, está ‘blindada’ com o vínculo da paz’. A paz leva à unidade”, afirmou o Pontífice. “Eis então o chamado a um comportamento digno do chamado recebido, com toda humildade, doçura e magnanimidade. Para fazer a paz, a unidade entre nós, humildade, doçura – nós que estamos acostumados a nos insultar, a gritar… doçura – e magnanimidade”, exortou.

“Mas é possível fazer a paz no mundo com essas três pequenas coisas?”, questionou Francisco, que respondeu: “Sim, é o caminho”. De acordo com o Pontífice, Paulo é prático, e aconselha: ‘Suportai-vos uns aos outros no amor’. Francisco citou a distância existente muitas vezes entre os membros de uma mesma família, e destacou que o diabo fica feliz com isso, pois é o início da guerra. “O conselho é então suportar, porque todos nós causamos incômodo, impaciência, porque todos nós somos pecadores, todos temos os nossos defeitos”, frisou.

São Paulo recomenda preservar a unidade do espírito por meio do vínculo da paz, apontou o Santo Padre. A frase do santo, foi certamente sob a inspiração das palavras de Jesus na Última Ceia, afirmou Francisco – ‘Um só corpo e um só espírito’. Para o Pontífice, Paulo faz com que os cristãos vejam o horizonte da paz, com Deus; assim como Jesus fez ver o horizonte da paz na oração: “‘Pai, que sejam um, como eu e Ti’. A unidade’”.

Francisco recordou ainda que no Evangelho de Lucas, proclamado hoje, Jesus aconselha a encontrar um acordo com os adversários. O Pontífice comentou ser um belo conselho, e afirmou não ser difícil encontrar um acordo no início do conflito.

“O conselho de Jesus: entre num acordo no início, fazer as pazes no início: esta é humildade, isso é doçura, isso é magnanimidade. Pode-se construir a paz em todo o mundo com essas três pequenas coisas, porque essas atitudes são as atitudes de Jesus: humilde, manso, perdoa tudo. O mundo hoje necessita de paz, as nossas famílias necessitam de paz, a nossa sociedade necessita de paz. Vamos começar em casa a praticar essas coisas simples: magnanimidade, doçura e humildade. Vamos avante nesta estrada: de fazer sempre a unidade, consolidar a unidade. Que o Senhor nos ajude neste caminho”, finalizou.

Santo Evangelho (Lc 12, 49-53)

29ª Semana Comum – Quinta-feira 25/10/2018

Primeira Leitura (Ef 3,14-21)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 14eu dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem toda e qualquer família recebe o seu nome, no céu e sobre a terra. 16Que ele vos conceda, segundo a riqueza de sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior, 17que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações, que estejais enraizados e fundados no amor. 18Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus. 20Àquele que tudo pode realizar superabundantemente, e muito mais do que nós pedimos ou concebemos, e cujo poder atua em nós, 21a ele glória, na Igreja e em Jesus Cristo, por todas as gerações, para sempre. Amém.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 32)

— Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!
— Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!

— Pois é reta a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

— Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança!

— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.

 

Evangelho (Lc 12,49-53)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 49“Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! 50Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra! 51Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer a divisão. 52Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, homem de paz e caridade

Frei Galvão era cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios

Conhecido como “o homem da paz e da caridade”, Antônio de Sant’Anna Galvão, popularmente conhecido como Frei Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).

Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.

Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do “recolhimento”.

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.

Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: “Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822”. Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.

Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: “O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades”.

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, rogai por nós!

São Francisco de Assis – 04 de Outubro

O pobre de Deus

A Igreja está em festa, porque celebramos hoje um dos Santos que mais se assemelhou a Jesus Cristo, pela sua vida, radicalidade em viver o Evangelho, amor aos pobres e a natureza, São Francisco com a sua vida reconquistou a harmonia que o pecado original havia desfeito. Harmonia com o Pai Criador, com os irmãos e a com natureza, é padroeiro da ecologia. A revista time em uma grande pesquisa o elegeu como personalidade do milênio. Tudo porque ele semeava a paz, como um grande girassol Francisco cresceu sempre voltado para Deus, sua fonte e seu fim, até a morte ele chamou de irmã. Trazemos em nós varias sementes, como temos semeado? O mundo é a grande plantação de Deus, sejamos como Francisco semeemos a paz, o amor, a alegria, o perdão, a paciência… Ele foi eleito o homem do milênio, porque viveu para os outros, “o mundo tem saudade de Francisco”, disse o Papa João Paulo II quando visitou Assis, hoje eu e você precisamos ser grandes plantadores de girassóis. Depois do Pai-Nosso, não há oração mais famosa e difundida no mundo ocidental do que a oração de São Francisco de Assis. Sem sombra de dúvida, e não desmerecendo os demais, Francisco é na atualidade o santo popular de maior apelo universal. O prestígio e a devoção a Francisco ultrapassam as fronteiras da fé cristã e sensibilizam pessoas das mais diferentes crenças e religiões. Ele procurava as grutas para ali rezar ao grande Sol da Justiça: Jesus Cristo, não se achou digno de ser padre, foi Diácono permanente. Uma alma adoradora, que chegou a receber em seu corpo as chagas do Crucificado.

O que significa o Tau?
O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz. São Francisco adotou esta letra, que é a última do alfabeto hebraico e que também é letra do alfabeto grego, como seu símbolo, porque nele viu um sentido positivo e de salvação. Com efeito, lê-se, no livro do profeta Ezequiel: O Senhor disse-lhe «Vai pela cidade, atravessa Jerusalém e marca uma cruz na fronte dos homens que gemem e se lamentam por causa das abominações que nela se praticam.» E aos outros ouvi-o dizer: «Ide pela cidade atrás dele e feri-o. Que o vosso olhar não poupe ninguém nem tenha piedade. Velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, matai-os a todos e exterminai toda a gente; mas não toqueis naqueles que foram marcados na fronte” (Ez 9, 4-6). Na antiga escrita hebraica esta letra tinha a forma de uma cruz oblíqua. Os analfabetos serviam-se deste sinal para assinar (Jb 31, 35). No Apocalipse, os servos de Deus são marcados com um sinal (Ap 7, 2-8; 9,4). Desde os Padres da Igreja até hoje, viu-se no Tau um símbolo da cruz. A forma do Tau fez lembrar a Francisco a cruz em que Jesus foi cravado. E por isso é que ele costumava fazer a sua assinatura com o Tau e o Tau se tornou o seu símbolo e sinal por excelência. Os três nós que se seguem no cordão que o segura ao pescoço, significa os votos de Pobreza, Obediência e Castidade que fazem os religiosos.

ORAÇÃO DA PAZ
Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre fazei que eu procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. E é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém.

Bênção de São Francisco
O Senhor te abençoe e te guarde. Te mostre a sua face e se compadeça de ti. Volva para ti o seu rosto e te dê a paz! O Senhor te abençoe!

“A alegria exorciza o demônio”.

“O amor não é amado!”

 

Deus trouxe-o ao mundo para encamar a prática da pobreza e simplicidade evangélica; com o desapego de si mesmo e de todas as coisas chegou a ser imagem viva do Crucificado e modelo da altura a que pode chegar o homem mortal, com a graça de Deus.
Nasceu em Assis, na Úmbria, Itália, entre 1181 e 1182; deram-lhe o nome de João no batismo, mas uma circunstância casual – o fato de o pai se encontrar na França quando ele veio à luz – determinou que fosse sempre designado com o nome de Francisco, quer dizer, Francês.
Foi de estatura um tanto menor que a média e pele morena. Bem formado o nariz e algum tanto atilado; compridos e delgados os dedos; a testa baixa; direito o corpo; a voz apaixonada, doce e sonora.
Não nasceu santo, pois até aos 25 anos viveu como um de tantos outros jovens: alegre, divertido e amigo de festas, tão esbanjador e pródigo que entre os parentes dizia-se: mais parece um príncipe que o filho de Pedro Bernardone.
Para defender a sua terra contra Perúsia, tomou as armas aos 20 anos e foi aprisionado. Em 1202 alistou-se outra vez, desta nas hostes do papa Inocêncio m. Mas um sonho inesperado desviou-o do caminho da batalha. Ouviu que o chamavam pelo nome, lhe davam uma palmada no ombro e o levavam a formoso palácio, em que habitava uma belíssima noiva. Tudo isto devia referir-se a ele e aos que o seguissem. Alentado com o sonho, saiu para a Apúlia, e em Espoleto ouviu estronda voz: «Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?». Ele respondeu que ao amo. «Porque, então, transformas o amo em criado?», replicou a voz. A alma abriu-se à luz e respondeu, como Paulo: «Que queres que eu faça?» – «Volta ao lugar do teu nascimento e lá te será dito o que deves fazer».
De Espoleto voltou inteiramente mudado a Assis. Todos o notaram: já não era o jovem divertido de antes. Foi como peregrino a Roma e, para experimentar o que era a pobreza, comprou os farrapos a um mendigo e passou um dia inteiro, à porta de São Pedro, pedindo esmola. Ao vir a noite, voltou a ser o filho do comerciante rico de Assis.
Voltando a Assis com grande amor aos pobres, aconteceu-lhe, indo a cavalo, encontrar-se com um leproso que lhe estendeu a mão. Noutro tempo, ter-lhe-ia lançado de longe umas moedas; agora desce, dá-lhe esmola, beija-lhe a mão e abraça-o. Assim ficava abolido o laço com o passado. Começou por cuidar dos leprosos; frequentava-lhes as cabanas e levava-lhes esmolas, beijando sempre essas mãos repelentes.
Fora dos muros, não longe de Assis, havia uma igreja de São Damião, que ameaçava ruína. Francisco entrou para orar e ouviu a um Santo Cristo: «Francisco, vai e repara a minha igreja». Não foi preciso mais para se consagrar com toda a alma à reparação da ermida. Vendeu alguns panos, o cavalo e começou a pedir esmola; tudo entregou ao padre de São Damião e ele próprio colocou-se a servi-lo. Reparou-se a igreja, mas Francisco continuou a mendigar. A rapaziada ria-se dele, atirava-lhe pedras e lodo; o próprio pai, envergonhado e irado, deserdou-o e amaldiçoou-o. Francisco, como única resposta, disse: Daqui por diante, quero dizer: Pai Nosso, que estais nos céus».
Por essa altura, um cavalheiro com cancro na boca, que vinha de visitar o sepulcro de São Pedro, beijou as pisadas de Francisco. O Santo, envergonhado, beijou-lhe por sua vez o cancro e vê-lo sarar imediatamente.
O pai continuava a amaldiçoar o filho todas as vezes que o encontrava com o  estuário de mendigo. Um dia tomou consigo Francisco um pobre e disse-lhe: «Vem comigo e, quando ouvires o meu pai a amaldiçoar-me, eu dir-te-ei: – Abençoa-me, pai. E tu farás sobre mim o sinal da cruz». A um irmão mais novo que, numa manhã de rigoroso Inverno, o vê quase nu e escarnece, pedindo-lhe com ironia que lhe venda uma gota de soro responde: “Não, que o vendo mais caro ao meu Senhor”.
No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora, chamada Porciúncula. Tinha o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.
A vitória cristã das Navas de Tolosa, no ano de 1212, abriu novos horizontes aos olhos apostólicos de São Francisco. No Outono, embarcou em Ancona com idéia de passar à Síria e pregar aos Turcos; uma tempestade obrigou-o a voltar à Itália. Em 1213 saiu da Espanha, a caminho da África; mas adoeceu e teve de voltar atrás.
Em 1215, por causa do IV Concílio de Latrão, vê-lo em Roma. Ouviu falar Inocêncio III sobre a letra Tau, como sinal de penitência e de nova vida. «Tau é a última  do alfabeto grego e representa a forma da cruz, antes que se lhe pusesse o INRI Jesus Nazareno Rei dos Judeus). Traz este sinal dos predestinados, na sua fronte, aquele que submete todas as suas ações ao poder da cruz». Desde então adaptou Francisco o Tau como símbolo da devoção dos seus frades. Tau foi a sua rubrica; com ela marcava os lugares onde habitava, assinava as cartas e sobretudo autenticava a sua alma.
Em 1217, visitou novamente Roma, a seguir a França, e em Junho de 1219 embarcou para o Oriente: Chipre, São João de Acre e Egito. Em Damieta, pregou o Evangelho na própria corte do Sultão. Voltou em 1220 a São João de Acre, na costa da Síria, e peregrinou até aos Lugares Santos, «tendo o coração cheio de ansioso respeito pela terra que tinha pisado o Divino Mestre».
Quando voltou a Itália, no Verão de 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. E com a eleição de Frei Elias para Vigário Geral, o espírito do século foi aumentando. No Capítulo Geral de 1219 tinham-se reunido cerca de 5.000 frades; no de 1221, Francisco esforçou-se por impor o genuíno espírito da Fraternidade, tal como ele a concebia; mas era tarde. Os dois anos seguintes foram a sua agonia.
Da viagem do Oriente tinha voltado muito quebrantado; agora sentiu a infidelidade e a traição; dores físicas e decaimento moral. À posição de desprezo de alguns respondia: Parece-me que não seria eu Frade Menor se não me alegrasse com ser tido por nada e repelido com ignomínia». Em 1223 foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.
Em 1224, no retiro do Monte Alverne, chegou à máxima união a Cristo Senhor com a impressão das cinco chagas no seu corpo, e trouxeram-no de lá como relíquia viva. Aproximava-se a morte e quis que o levassem para Assis, aonde chegou cego e onde o receberam os seus conterrâneos como Santo, não como mortal. Em S. Damião compôs o hino do Irmão Sol e a seguir retirou-se para morrer na Porciúncula. As sombras cobriam a planície, mas os cumes estavam iluminados pelo Sol, símbolo da fraqueza corporal de Francisco e da grandeza espiritual.
No dia em que viu a morte próxima, saudou-a cavalheirescamente como Irmã e disse ao médico que, fazendo de arauto, anunciasse a vinda dela, pois «constituía para ele a porta da vida». Na agonia, os Frades deviam colocá-lo no chão e depois «deixar estendido o seu corpo já defunto, tanto tempo quanto é necessário para caminhar pausadamente uma milha». Até ao fim esteve jazendo sem hábito no chão nu, enquanto lhe liam, por expresso desejo seu, a Paixão segundo São João. Terminada a leitura, quis que o pusessem sobre uma serapilheira e o aspergissem com cinza, prenunciando o seu enterro, porque, sempre cortês, queria dar bom acolhimento à Irmã Morte, com todas as suas pompas austeras.
Rodeado pelos Frades, em dolorosa e reverente espera, morreu a 3 de Outubro de 1226. Era a hora a seguir ao pôr do Sol. Fora da cela, tinha-se reunido uma quantidade de calandras à luz crepuscular e enchia o ar de alegres melodias.
Um dos frades, santo varão, viu naquele momento um resplandecente globo de fogo, levado por uma nuvenzinha, subindo como se atravessasse muitas águas, em direção ao céu. Passados dois anos incompletos, a 16 de Julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

Santo Evangelho (Jo 20, 19-23)

Pentecostes – Domingo 20/05/2018

Primeira Leitura (At 2,1-11)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:

1Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 3Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. 5Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. 6Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. 7Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? 9Nós, que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 11judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus em nossa própria língua!”

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 103)

— Enviai o vosso Espírito, Senhor,/ e da terra toda a face renovai!
— Enviai o vosso Espírito, Senhor,/ e da terra toda a face renovai!

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor!/ Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!/ Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras!/ Encheu-se a terra com as vossas criaturas!

— Se tirais o seu respiro, elas perecem/ e voltam para o pó de onde vieram./ Enviais o vosso espírito e renascem/ e da terra toda a face renovais.

— Que a glória do Senhor perdure sempre,/ e alegre-se o Senhor em suas obras!/ Hoje seja-lhe agradável o meu canto,/ pois o Senhor é a minha grande alegria!

 

Segunda Leitura (1Cor 12,3b-7.12-13)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 3bNinguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. 4Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. 5Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. 6Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. 7A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. 12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-23)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Bernardino de Sena, homem zeloso

São Bernardino, liderou o movimento da observância em prol de uma vivência radical do carisma franciscano

Nasceu em Massa Marítima, na Toscana, Itália, no ano de 1380. Muito cedo, infelizmente, perdeu seus pais; mas, por outro lado, a Providência Santíssima agiu na sua formação através de tias cristãs fervorosas. Tanto que oraram, testemunharam, foram canais da Providência Divina para a vida de São Bernardino.

Numa vida de oração e penitência, ele discerniu seu chamado a uma vida consagrada, entrando para a família franciscana na Ordem dos Frades Menores. Ali, tornou-se sacerdote.

São Bernardino possuía muitas qualidades; muitas delas, sobrenaturais. Muitos dons, dentre eles, o carisma da pregação. Um homem zeloso, liderou o movimento da observância em prol de uma vivência radical do carisma franciscano. Quantas pessoas, na Itália, conheceram esse santo por causa da eficácia do nome de Jesus!

Grande devoto; tanto que nas leituras do ofício de hoje, encontramos um texto tirado de um de seus sermões: “O nome de Jesus é a luz dos pregadores, porque ilumina, com o seu esplendor, os que anunciam e os que ouvem a Sua Palavra. Por que razão a luz da fé se difundiu no mundo inteiro tão rápida e ardentemente, senão porque foi pregado este nome?”. Um grande pregador, ele reconhecia que tudo era graça na sua vida. Muitos puderam conhecer, através dos lábios desse pregador, o amor de Deus. Ele se expressou, revelou-se plenamente em Cristo Jesus na força do seu Espírito.

São Bernardino, como todos os santos e santas da Igreja de todos os tempos, foi conduzido pelo Espírito Santo. Centrado no mistério da Eucaristia, devotíssimo da Santíssima Virgem, ele se consumiu ao serviço da Palavra e do povo de Deus. No ano de 1444, ele partiu para o céu e intercede por nós para que sejamos todos servos da Palavra para glória e de Jesus.

São Bernardino de Sena, rogai por nós!

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