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Capela Nossa Senhora de Lourdes

A Capela do Bairro Jardim Mauá convida a comunidade em geral para as Celebrações Eucarísticas, os momentos de oração e os eventos promocionais em vista da construção da futura e nova Capela há 52 anos almejada.

Sempre aos sábados, às 19h, temos a celebração da Santa Missa. Os que vem de carro, podem contar com um espaço interno para estacionamento gratuito, mas lembramos que não há seguro para os veículos.

Sempre às terças-feiras, temos a Oração do Terço Mariano, no horário das 19h30min às 20h30min, onde contamos com a participação das famílias da comunidade, bem como aos sábados, às 18h30min, antes da Santa Missa.

Temos ainda programado neste ano de 2019:
27/4 -Jantar Baile (sáb, 20h-02h, convites individuais, no salão festas igreja Matriz) / Missa transf. 28/4 (dom, 19h)
22, 23 e 24/5 -Tríduo (qua [ONDA], qui [CLJ], sex [SãoFrancisco], 19h30min) / 25/5 -Santa Missa Solene da Padroeira com o Coral Misto, seguida de Terço Mariano (sáb, 19h)
17/8 -Bingo Familiar (sáb, 20h-00h, no salão festas igreja Matriz) / Missa transf. 18/8 (dom, 19h)
10/11 -Galeto só p/levar (coxa, sobrecoxa, salada, pão / no salão festas igreja Matriz)

A realização dos eventos sociais é no salão de festas da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, localizado à Rua Leão XIII, n. 180, no Bairro Hamburgo Velho.

A nossa Capela está localizada no Bairro Jardim Mauá, na Rua Lagoa Vermelha, n. 45, esquina com a Rua Santa Vitória do Palmar. As entradas para a Capela e estacionamento, são pela Rua Santa Vitória do Palmar.

Venha participar conosco e traga toda a sua família! Sejam bem-vindos!

Pelo Conselho Econômico, 
Pedro Paulo Maynart

 

Aniversário de Fundação da Capela Nossa Senhora de Lourdes do Bairro Jardim Mauá
– Jubileu de Ouro
30/12/1967 Α╬Ω 30/12/2017
Há 50 anos Nossa Senhora de Lourdes nos leva até seu Filho Jesus.

Do Livro Tombo II (1955-1975) da Paróquia Nossa Senhora da Piedade – Reunião 11/3/1967.
Local: Vila Fleck.
Número de pessoas: 22.
Assunto: Construção de uma Capela.

Relato: O Pároco afirmou que havia um terreno na Vila, pertencente ao Sr. Valburgo Adriano Fleck; é o único dono do terreno. Ele fará doação à Mitra. Providência do Pároco – ir ao Cartório para saber como proceder. É preciso consultar também o Sr. Ivo Lenz. Também há possibilidade de conseguir maior espaço pela doação de terrenos de outras 4 pessoas. Três delas já estão dispostas a entregar o terreno. Após a escrituração é preciso fazer a limpeza do terreno e fazer cerca. Também o grupo achou, aliás, o Pároco sugeriu que fosse eleita uma primeira Comissão. Foi assim constituída: 1º Presidente: Remy Cardoso Machado; Vice-presidente: José Cassemiro Vieira; Secretário: Alfredo Teodoro Kauer; Tesoureiro: Ciro Jaime Martins. Após conseguir a escrituração o Pe. sugeriu que fosse celebrada uma Missa na Vila. Quanto ao material da cerca o Sr. Remy achou que o conseguiria com relativa facilidade. O grupo deseja que antes de ser construída a Capela, deverá ser levantado um pavilhão, que terá finalidades múltiplas.
“Vila Fleck – Nova Capela. Já há algum tempo para cá, os moradores da Vila Fleck, demonstraram o desejo de possuírem uma Capela no bairro, já que dista bastante da igreja Matriz e não ter comunicação e acesso direto para Hamburgo Velho. Em março passado, em reunião efetuada no referido bairro, foi escolhida e empossada uma Diretoria para iniciar o trabalho. Como local da Capela foi escolhido um terreno de aproximadamente 3.200 m2, em si destinado, pelos loteadores, a ser praça, mas nunca ocupado pela municipalidade. O único herdeiro, ainda vivo, do dono do loteamento já falecido, é o Sr. Walburg Alfons Fleck e esposa Waly Fleck. Estes fazem questão que o referido terreno fosse aproveitado para a construção de uma Capela. Efetivamente, em setembro, foi iniciada a construção do prédio, com madeira roliça, tábuas de pinho, forrado, com as tesouras à vista. Os recursos foram adiantados pela Caixa da Comunidade depois dos entendimentos com a Diretoria e Conselho Paroquial. Em dezembro concluía-se a obra, com um puxado nos fundos e lado esquerdo, para funcionamento de copa e cozinha, por ocasião de festejos populares. No dia 30 de dezembro, sábado à tarde às 17h, o Pároco benzia e inaugurava festivamente a nova Capela simples e simpática, dedicada à Nossa Senhora de Lourdes, invocação da imagem, que em 1963, na Cruzada do Rosário em família, fora destacada à Vila Fleck. O povo lotou completamente o recinto, ainda sem bancos. O calor era intenso. O Coro da Paróquia acompanhou com seus cânticos, a 1ª Missa celebrada em honra de Nossa Senhora de Lourdes. A caixa da comunidade adiantou a importância de NCr$ 5.100,00 para cobertura das despesas. O prédio foi construído por empreitada pelo Sr. Alfredo Dapper. Esperamos que Maria Santíssima seja o início de uma nova vida religiosa para todos os moradores da Vila Fleck”.

Você entende o significado da oração do Credo?

Padre Toninho destacou a necessidade de refletir sobre a oração, o que atendeu ao pedido do Papa emérito Bento XVI no Ano da Fé  

No ‘Ano da Fé’, proclamado pelo Papa emérito Bento XVI no período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, o Santo Padre pediu aos fiéis para que rezassem a oração do Credo. Esta é a profissão de fé dos fiéis, ou seja, expressa qual é a verdadeira crença dos fiéis católicos. O noticias.cancaonova.com exibiu uma série de cinco reportagens que refletem o significado da oração.

Existem duas formas de se rezar o Credo. Padre Antônio Justino Filho, conhecido como padre Toninho da Comunidade Canção Nova, explicou que a primeira, denominada Credo niceno-constantinopolitano, é resultado dos primeiros concílios ecumênicos da Igreja: o Niceno, de Niceia, no ano 325, e o de Constantinopla, em 381.

O sacerdote disse que esta oração ainda é muito comum nas grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente. Ela pode ser rezada nas Celebrações Eucarísticas dependendo da liturgia, o que acontece, normalmente, em ocasiões solenes.

Mas há uma forma mais resumida desta oração, o qual é chamado ‘símbolo dos apóstolos’, ou seja, o Credo que se reza normalmente na Santa Missa no momento da Profissão de Fé.

“Nós temos o ‘símbolo dos apóstolos’, assim chamado por ser considerado o resumo fiel da fé deles, um antigo símbolo da fé batismal da Igreja de Roma e sua grande autoridade vem do seguinte fato: ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela na qual Pedro, o primeiro apóstolo, teve a sua fé e para onde ele trouxe a comum expressão de fé, opinião comum. Isto quem diz é Santo Ambrósio, um grande Santo da Igreja”, informou padre Toninho.

O sacerdote ressaltou que o Credo niceno constantinopolitano é o mais completo símbolo de fé. Contudo, este resumo de fé dos apóstolos aconteceu para facilitar a vida da Igreja e dos cristãos, já que a oração fruto dos dois Concílio é um Credo um pouco mais extenso.

Ano da Fé  
Tendo em vista que o Credo é a profissão de fé dos fiéis, o Papa pediu que todos o rezassem com atenção no ‘Ano da Fé’, isso porque a proposta do Ano é, justamente, uma redescoberta da fé, de forma que os cristãos saibam entender e dar razões da fé que têm.

Quanto a isso, padre Toninho acrescentou o fato de que, muitas vezes, se reza muito rápido, mas é necessário parar e refletir sobre o que se está rezando.

“A primeira palavra que a profissão de fé nos mostra é o ‘creio’. Em que você crê? Começa daí, pois a fé é você meditar aquilo que você está rezando. Você crê em quem: no Pai, no Filho, no Espírito Santo, na Igreja, na Ressurreição da Carne? Esse crer significa a minha adesão àquilo que eu estou rezando. Então, nesse Ano da Fé, o Papa pede isso: essa maior interiorização naquilo que se reza”, destacou.

 

Professor explica o significado da crença em Deus Pai  

‘Deus é absoluto, é a plenitude, tudo sabe, tudo pode’, lembra o professor Felipe Aquino  

Creio em Deus Pai todo poderoso, criador do céu e da terra. Esta é a primeira frase da oração do Credo, trecho que reflete a crença dos fiéis em Deus Pai. Esta profissão de fé, no entanto, às vezes passa despercebida pelo fato de ser rezada rapidamente ou de modo mecânico, motivo pelo qual o Papa emérito Bento XVI pediu maior atenção a esta oração em especial no Ano da Fé.

Quando se fala sobre a crença em Deus, junto a isso vêm as características de Deus, e uma delas é a unicidade. O professor Felipe Aquino, que é autor de vários livros sobre a doutrina da Igreja católica, lembrou que Deus é único, os fiéis acreditam em um único Deus, e não poderia ser diferente.

“Deus é absoluto, Deus não pode ser mais de um. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor, então não seria Deus. A própria reflexão filosófica indica que não pode haver dois deuses e também porque isso foi revelado, Deus é absoluto, é a plenitude, tudo sabe, tudo pode”.

Santíssima Trindade: três deuses?
Mas alguns fiéis, mesmo acreditando na unicidade de Deus, ainda têm dúvidas quanto a isso tendo em vista que acreditam na Santíssima Trindade, ou seja, a crença de que Jesus também é Deus, assim como o Espírito Santo.

De acordo com o professor Felipe,  acredita-se em um só Deus, mas em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Porém, ele destacou que as três pessoas não dividem a divindade, de forma que uma não possui mais majestade que a outra, e sim são igualmente Deus.

“O Pai é inteiramente Deus, o Filho é inteiramente Deus e o Espírito Santo é inteiramente Deus. Os três possuem a plenitude da divindade e formam um só Deus. A Igreja explica assim: é uma única natureza, uma única substância, mas com três pessoas distintas. Evidentemente é um mistério que a nossa inteligência não consegue entender 100%, mas por que nós aceitamos? Porque Jesus revelou”.

Onipotência
E assim como é único, Deus é onipotente. Acreditar nisso é acreditar que Deus de fato é aquele que tudo pode. O professor exemplificou a onipotência de Deus lembrando a passagem bíblica em que o anjo conta a Maria sobre a concepção de João Batista, “porque a Deus nenhuma coisa é impossível” (Lc 1, 37).  Isso tendo em vista que Isabel já estava na velhice e era tida como estéril.

E é devido a essa onipotência de Deus, segundo explicou professor Felipe, que às vezes o homem não entende as obras divinas, de forma que as aceita pela fé. “Ele (Deus) nos revelou e nós acreditamos Nele”, disse.

Por que Deus é Pai?
Mesmo professando que Deus é Pai e se deparando com explicações que comprovam essa crença, às vezes encontra-se pessoas que não se sentem filhas de Deus, que não entendem porquê Deus é Pai.

Quanto a isso, o professor explicou que o ser humano foi criado por Deus, não há outra explicação. “Nossos pais foram cooperadores com Deus, mas ninguém pode dar a vida, só Deus, e quem dá a vida é o Pai. Então essas reflexões todas, a revelação bíblica em que nós confiamos mostra Deus como Pai”.

E como mais uma prova, professor Felipe destacou o amor de Deus por todos os seus filhos. “São João diz (Jo 3, 16) que Deus amou-nos a tal ponto que deu seu Filho único para morrer por nós na cruz para que a gente não se perdesse. Não tem amor maior do que isso. O amor de Deus é de Pai, é explícito, agora é preciso ter fé para acreditar nisso”, finalizou.

 

Crer em Jesus Cristo: verdadeiro Deus e verdadeiro homem

Padre Toninho destacou a indissociabilidade entre as naturezas divina e humana de Jesus Cristo  

Os católicos vivem o tempo do Advento, como uma preparação para o Natal. A data celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo, um dos mistérios da fé cristã, que tem Jesus como o Filho de Deus, o enviado pelo Pai para salvar a humanidade. Essa é uma crença que os católicos professam no Credo, oração que foi meditada em especial no Ano da Fé, como forma de entender melhor a fé católica.

Sendo uma das pessoas da Santíssima Trindade, Cristo é chamado pelos católicos como Senhor. O padre Antônio Justino Filho, padre Toninho, da Comunidade Canção Nova, explicou que isso se deve, primeiramente, ao fato de Jesus ser o Filho de Deus Pai. Além disso, Ele habitou entre os seres humanos, sendo a face do Deus que até então ninguém tinha visto.

“A pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo é a imagem visível do Deus invisível (…) por isso ele é o Senhor, porque Ele ressuscitou, e sendo senhor Ele tem esse título de Kyrios: Senhor”.

Essa forma de se referir a Jesus tem um significado especial para os cristãos. O Youcat, recente versão do Catecismo da Igreja Católica voltada aos jovens, explica que dizer que Jesus é o Senhor implica no fato de que um cristão não deve se submeter a nenhum outro poder.  Os cristãos conhecem o poder de Jesus não somente pelas profecias que anunciavam a vinda do Filho de Deus, mas por todos os milagres realizados.

Os fiéis reconhecem em Jesus a divindade, uma vez que é Deus, e a humanidade, pois se fez homem entre os homens. Quanto a isso, padre Toninho lembrou que as naturezas divina e humana de Cristo não se sobrepõem, ou seja, nenhuma é maior que a outra. “Ele não é nem mais Deus e nem mais homem.(…) A divindade e a humanidade de Jesus não se separam, por isso que Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem”.

E quando se fez homem entre os homens, Jesus chamou 12 apóstolos para seguir sua missão de difundir a Palavra de Deus na terra. Mas o chamado não parou por aí. A partir dessas 12 pessoas, a Igreja chamou outros para serem apóstolos da Igreja. Exemplo disso, segundo padre Toninho, são os bispos.

“Os bispos, são os sucessores dos apóstolos e nessa sucessão apostólica, a tradição apostólica vai sendo passada de geração a geração dentro da vida da Igreja. Então hoje, o chamado a viver uma apostolicidade, como assim nós chamamos na Igreja, é para todos os batizados, mas de modo especial para aqueles que têm um chamado especial como são os bispos”.

Mas, afinal, o que mudou no mundo a partir da vinda de Cristo? Padre Toninho lembrou que muita coisa mudou. O ponto destacado por ele foi o grande impulso evangelizador que os discípulos missionários tiveram após a vinda de Cristo, cujas palavras contidas no Evangelho exortam à pregação da Boa Nova a todas as criaturas.

“Se hoje nós temos essa presença da Igreja em vários lugares do mundo, é devido a isso: após a morte e ressurreição de Jesus, os discípulos foram impulsionados a sair em missão. Então eu vejo essa grande novidade da ressurreição de Jesus: o mundo que começou a conhecer a Palavra de Deus”.

 

Entenda a ação do Espírito Santo na vida da Igreja e do cristão

‘O Espírito Santo está em todas as atividades que fazem parte da nossa vida espiritual’, destaca o professor Felipe Aquino  

Creio no Espírito Santo, diz a oração do Credo. Mas você de fato crê no Espírito Santo? Quem é Ele? Como Ele age na vida da Igreja, na vida dos fiéis?

“Crer no Espírito Santo é crer que Deus revelou que o Espírito Santo é Deus, é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, procede do Pai e do Filho e que é a alma da Igreja, a sua força, a sua inspiração, o seu guia e quem revelou isso foi Jesus”, explicou o professor Felipe Aquino, estudioso da doutrina católica.

Ele acrescentou o fato de que, tendo como guia o Espírito Santo, a Igreja é invencível e infalível ao ensinar a verdade da doutrina católica. “É uma questão de fé naquilo que Jesus revelou”.

E a Igreja ficou cheia do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ocasião em que Ele desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo. De acordo com professor Felipe, esse acontecimento marca o nascimento da Igreja como continuadora da missão, da ação, da presença de Cristo no mundo.

“O que faz com que Cristo esteja presente no mundo é a ação do Espírito Santo. Quando por exemplo a Igreja batiza, é Cristo que batiza através da Igreja no poder do Espírito Santo e assim todos os Sacramentos. Então o Espírito Santo torna o Cristo presente hoje na Igreja como um braço prolongado do Cristo na história dos homens”, disse.

Ação do Espírito Santo
Conforme lembrado por professor Felipe, o Espírito Santo age na vida da Igreja tornando presente o próprio Cristo. Na vida de cada fiel em particular, Ele é o santificador.

Retomando o exemplo do Batismo, professor Felipe explicou que, a partir deste sacramento, a criança recebe os chamados dons infusos: sabedoria, ciência, inteligência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus. “Estes são os dons que vão desenvolver a fé na criança, que preparam para a vida de cristão”, destacou.

Mas a ação do Espírito Santo não se resume a este sacramento inicial da vida cristã. O professor lembrou que, ao atingir a adolescência, período em que o jovem começa a enfrentar o mundo e principalmente o pecado, o adolescente precisa ter a força sacramental do Espírito Santo, então recebe o sacramento da Crisma, que é a confirmação do Batismo.

“O Espírito Santo age assim, no Batismo, na Crisma. Depois, em cada Sacramento que a gente recebe Ele age, na oração Ele age, na Palavra de Deus Ele age, na doutrina da Igreja Ele age. Então o Espírito Santo está em todas as atividades que fazem parte da nossa vida espiritual, para a nossa santificação”, finalizou.

 

Por que os fiéis acreditam na Igreja?

Padre Toninho destacou a importância dos fiéis se empenharem no conhecimento da fé católica, no Ano da Fé  

Com quem os fiéis católicos aprendem sobre a doutrina de sua religião? A Igreja, em sua missão de continuar a transmitir o Evangelho a toda a criatura, é quem ensina os cristãos a viverem na fé. Instituição fundada pelo próprio Cristo, a Igreja tem, inclusive, seu próprio Catecismo, a fim de difundir o conhecimento sobre a fé católica.

Nesta última reportagem da série especial sobre a oração do Credo, na qual os fiéis também professam sua fé na Igreja, padre Antônio Justino Filho, o padre Toninho da Comunidade Canção Nova, afirmou que, resumidamente falando, Deus quer a Igreja para que ela seja sinal da Sua presença no mundo. Ele destacou que ela não é um fim, mas é um meio através do qual as pessoas se encontram com Deus.

E é também por esse seu aspecto que a Igreja é mais que uma instituição. “A Igreja tem a missão de dar continuidade à obra redentora do Nosso Senhor Jesus Cristo. Então desde o Papa até os fiéis cristãos, todos são chamados a serem essas verdadeiras testemunhas do Nosso Senhor Jesus Cristo onde se encontram”, disse o sacerdote.

Mas muitos ainda podem se perguntar porquê a Igreja, sendo mais que uma instituição, não é democrática. A autoridade máxima para os católicos na terra é o Papa, e este não é escolhido por voto popular, bem como acontece com a nomeação dos bispos, por exemplo.   Padre Toninho explicou que o Espírito Santo está presente na pessoa do Papa e o que o Papa diz é o próprio Jesus que está dizendo. “Por isso que aquilo que o Papa diz é para toda a Igreja. Se cada um fosse querer dar a sua opinião, a coisa não caminharia. Então o Papa tem essa missão de ser essa ponte, por isso é chamado Pontífice, entre a terra e o céu. E essa autoridade dada ao Papa é reconhecida por toda a Igreja”.

Ser una, santa, católica a apostólica, segundo explica o professor, é uma marca da Igreja para que ela não seja confundida com outra instituição  

Igreja: una, santa, católica e apostólica 
A crença dos católicos na Igreja se pauta basicamente pelo reconhecimento de quatro de seus aspectos: ela é una, santa, católica e apostólica. Autor de vários livros sobre a doutrina católica, o professor Felipe Aquino explicou que estes aspectos constituem a identidade da Igreja, para que ela não seja misturada com outra instituição que não é a Igreja do Senhor Jesus Cristo.

Ele fez uma associação com o documento de identidade de cada pessoa, que possui quatro características que não permitem confundi-la com ninguém: o nome, o número de RG, a foto e a assinatura.

“Una quer dizer que ela é unida, porque o Espírito Santo é que faz essa unidade do corpo místico. E ela é única. Jesus diz: sobre ti, Pedro, edificarei A minha Igreja e não AS, no plural”.

Quanto ao fato dela ser santa, o professor explicou que este é um dogma de fé. Na carta de São Paulo aos Efésios (Ef 5, 25), ele lembrou que São Paulo deixa claro que Cristo santificou a Igreja pelo seu sangue. “Então a Igreja é santa; os pecados não são da Igreja, são dos filhos da Igreja (…) a Igreja como instituição cuja alma é o Espírito Santo e cuja cabeça é Cristo não tem pecado”.

Além de una e santa, a Igreja é católica, que quer dizer universal, foi enviada para evangelizar o mundo inteiro. “Mas não é universal só em termos geográficos, é também em termos teológicos, doutrinários, o que quer dizer que ela detém a plenitude dos meios de salvação”.

Já o “apostólica”, segundo explicou o professor, faz referência aos apóstolos, que são as “colunas” da Igreja. “A lógica da salvação é essa: o Pai enviou o Filho, o Filho enviou a Igreja que é estruturada nos apóstolos”.

Como entender e aumentar a fé na Igreja?  
No Ano da Fé, o Papa emérito Bento XVI propôs uma redescoberta da fé, de forma que os fiéis saibam entender mais e melhor a fé que professam.  Padre Toninho lembrou que o Santo Padre pediu o estudo da Palavra e também do Catecismo da Igreja Católica que, na visão dele, é o livro de cabeceira de cada cristão não somente no Ano da Fé, mas ao longo de toda a vida cristã. Isso porque o catecismo contém a centralidade de tudo o que a Igreja ensina.

“Ninguém ama aquilo que não conhece, por isso que é preciso que os católicos se empenhem neste conhecimento. Então, ler, estudar, e não só isso, mas rezar com o Catecismo da Igreja Católica, porque as verdades de fé estão contidas todas nele”, concluiu.

Por que não devo usar roupas curtas dentro da igreja?

Por Padre Luiz Camilo Junior, C.Ss.R.
http://www.a12.com/redacaoa12/duvidas-religiosas/por-que-nao-devo-usar-roupas-curtas-dentro-da-igreja

Sabemos que a vida não se reduz a aparências. Porém devemos cuidar com muito carinho da nossa imagem, não no sentido de vaidade ou orgulho, mas porque fomos criados a imagem e semelhança de Deus. A imagem que mostramos de nós mesmos deve revelar Deus para os outros.
Todos os ambientes sociais tem uma forma específica de se comportar e se vestir. Numa audiência de um tribunal, por exemplo, os advogados e magistrados usam roupas apropriadas para tal ocasião e a roupa acaba revelando a seriedade e o respeito daquele momento em que se busca a verdade sobre determinado fato. Em hospitais, empresas, há uma forma de se vestir que revela o valor do lugar que se trabalha e a importância do que ali se faz. E na igreja não poderia ser diferente.
Na igreja a dignidade da roupa não está no luxo que esta exprime, mas sim na dignidade da pessoa que ela revela, pois o corpo é templo do Espírito Santo. Não é a roupa que tem que aparecer, no sentido de você se destacar dos outros porque se veste melhor, ou usa uma roupa de marca, mas, a dignidade das vestes está justamente para mostrar quem você é: Você é filho e filha de Deus.
Hoje, infelizmente, tem se relativizado a dignidade dos lugares sagrados. Acabamos nos comportando dentro das igrejas como se estivéssemos numa praça, numa lanchonete ou até mesmo num lugar de lazer. Talvez sobre o pretexto de se sentir confortável, vamos justificando cada vez mais a falta de pudor e até de respeito para com a Casa do Senhor. A casa de Deus é casa de oração, e por mais que a oração seja fundamentalmente a atitude do coração, nós rezamos também na forma como nosso corpo se apresenta, pois nosso corpo também se faz oração.
Observamos em muitas igrejas pessoas usando minissaias, blusas muito decotadas, shorts muito curtos. Talvez muitos digam: Ah! Tá muito calor mesmo, não quero suar. Mas olhemos os sacerdotes que usam as vestes próprias para o serviço do altar, os leitores, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, todos se revestem para revelar o mistério sagrado que está sendo celebrado. Por isso, cada fiel que vai à casa de Deus deve também se revestir da dignidade daquele momento. Roupas muito curtas que expõem demais o corpo, podem acabar atraindo a atenção dos outros para si, sendo que na missa o nosso olhar, nosso pensamento e nosso coração devem estar voltados para o altar. Na oração todos os nossos gestos devem revelar Jesus.
A dignidade das vestes que usamos para ir celebrar a fé na Casa de Deus está acima de tudo na simplicidade e no modo de se vestir. Ao mesmo tempo em que se deve evitar roupas curtas, não se deve fazer também da igreja um lugar de desfile de modas, onde a preocupação está mais com a aparência do que com a verdade de fé que o coração carrega.
Busquemos, então, o equilíbrio, a sobriedade, a discrição e, acima de tudo, o bom senso quando se refere às vestes para ir à igreja. Vale relembrar que no dia do nosso Batismo nós nos revestimos de Cristo, por isso, a humildade e a dignidade devem também ser expressar nas roupas que usamos para que elas sejam sinais de que buscamos a santidade de vida.

Ângelus: Papa Francisco ensina que no batismo recebemos o amor do Pai

https://www.acidigital.com/noticias/angelus-papa-francisco-ensina-que-no-batismo-recebemos-o-amor-do-pai-43280

Papa Francisco no Ângelus deste domingo 13 de janeiro. Foto: Daniel Ibañez/CNA

Vaticano, 13 Jan. 19 / 10:44 am (ACI).- Após concluir na Capela Sistina, a celebração da Santa Missa da Festa do Batismo do Senhor, ocasião em que o Papa batizou algumas crianças, o Santo Padre foi até a janela do seu estúdio no Palácio Apostólico, e rezou o Ângelus com fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro aproveitando o encontro para refletir sobre a importância do batismo como a ocasião que recebemos o amor do Pai como uma chama de fogo que deve ser alimentada com a oração e a caridade.

“Hoje, no encerramento do tempo litúrgico do Natal, celebramos a festa do Batismo do Senhor. A liturgia nos chama a conhecer Jesus, de quem há pouco celebramos o nascimento, ainda mais plenamente e por esta razão que o Evangelho de hoje ilustra dois elementos importantes: a relação de Jesus com o povo e a relação de Jesus com o Pai”, disse o Papa.

“No relato do batismo, conferido por João Batista a Jesus nas águas do Jordão, vemos primeiro o papel do povo. Jesus está no meio do povo. Isto não é apenas um elemento acessório da narração, mas é um componente essencial do evento. Antes de mergulhar na água, Jesus “mergulha” na multidão, junta-se a ela e assume plenamente a condição humana, compartilhando tudo, exceto o pecado. Em sua santidade divina, cheio de graça e misericórdia, o Filho de Deus se fez carne precisamente para tomar sobre si e tirar o pecado do mundo: tomar as nossas misérias, a nossa condição humana. Portanto, o dia de hoje também é uma epifania, porque ao ser batizado por João, entre o povo penitente de seu povo, Jesus manifesta a lógica e o significado de sua missão”, assinalou.

O Santo Padre explicou aos presentes que “ao unir-se às pessoas que pedem a João o Batismo da conversão, Jesus também compartilha o profundo desejo de renovação interior”.

“E o Espírito Santo que desce sobre Ele “em forma de uma pomba” (v.22) é o sinal de que com Jesus começa um novo mundo, uma “nova criação” que inclui todos aqueles que recebem a Cristo em sua vida. Embora cada um de nós, que estamos renasce com Cristo no batismo, viraram as palavras do Pai: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo””, acrescentou.

“Esse amor do Pai, todos nós no recebemos no dia do nosso Batismo, é uma chama que foi acesa em nossos corações, e requer a ser alimentada pela oração e a caridade”, ensinou o Papa Franciscou.

“O segundo elemento enfatizado pelo evangelista Lucas é que após a imersão no povo e nas águas do Jordão, Jesus “mergulha” em oração, isto é, em comunhão com o Pai. O batismo é o começo da vida pública de Jesus, da sua missão no mundo como enviado do Pai para manifestar a sua bondade e o seu amor pelos homens”, acrescentou.

Finalizando sua reflexão o Papa Francisco disse: “Queridos irmãos e irmãs, a festa do Batismo do Senhor é uma boa oportunidade para renovar com gratidão e convicção as promessas do nosso Batismo, comprometendo-nos a viver diariamente em harmonia com ele. Também é muito importante, como eu já disse várias vezes, conhecermos a data do nosso batismo. Eu poderia perguntar: “Quem entre vocês sabe a data do seu batismo?”

O Papa instou os fiéis a perguntar aos pais e avós: “Em que data fui batizada, fui batizado?”. E então não se esqueça: esta é uma data a ser mantida no coração para celebrá-la todos os anos.

“Jesus, que nos salvou não por nossos méritos, mas por realizar a imensa bondade do Pai, nos torne todos misericordiosos. Que a Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, seja nosso guia e nosso modelo”, concluiu o Pontífice.

O Batismo de Jesus

Papa dá orientações de como educar os filhos na Fé e na vida
Mirticeli Medeiros / Da Redação / Radio Vaticana

O Papa Bento XVI presidiu na manhã deste domingo, 08, na Capela Sistina, no Vaticano, a Missa da Solenidade do Batismo do Senhor, na qual foi administrado o Sacramento do Batismo a 16 crianças. Durante toda a homilia, o Santo Padre falou sobre a arte de educar, que segundo ele, acontece primordialmente através do testemunho dos pais e daqueles que são responsáveis pelas pessoas que lhes são confiadas. “Como pessoas adultas, temos o compromisso de atingir fontes boas, pelo nosso bem e daqueles que foram confiados à nossa responsabilidade, em particular, vós, caros pais, padrinhos e madrinhas, para o bem destas crianças. E quais são as fontes de salvação? São a Palavra de Deus e os Sacramentos”, disse. Ainda falando sobre a educação passada de pais para filhos, o Pontífice ressaltou que as crianças devem ser conduzidas desde cedo a um relacionamento profundo com a verdade, para que, a partir disso, possam fazer suas escolhas definitivas. “O verdadeiro educador não liga as pessoas a si, não é possessivo. Quer que o filho, o discípulos, aprenda a conhecer a verdade e estabeleça com ela um relacionamento pessoal”, salientou. Entretanto, o Papa destacou que para que a educação aconteça de forma eficaz, é necessária a ação do Espírito Santo, com o qual, pais e responsáveis devem fazer uma forte experiência de fé. “A oração é a primeira condição para educar, porque rezando, nos colocamos na disposição de deixar a Deus a iniciativa, de confiar os filhos à Ele, que os conhece antes ou melhor que nós e sabe, perfeitamente qual é o verdadeiro bem deles”, citou.

 

HOMILIA Santa Missa na Festa do Batismo do Senhor Capela Sistina
Vaticano Domingo, 08 de janeiro de 2012

Queridos irmãos e irmãs É sempre uma alegria celebrar esta Santa Missa com o Batismo das crianças. Vos saúdo com afeto, caros pais, padrinhos e madrinhas, e todos vocês familiares e amigos! Viestes – a dissestes em alta voz – para que os vossos bebês recebam o dom da graça de Deus, a semente de vida eterna. Vós pais quisestes isso. Pensastes no Batismo antes mesmo que o vosso filho ou a vossa filha viesse à luz. A vossa responsabilidade de pais cristãos vos fez pensar logo no Sacramento que marca o ingresso na vida divina, na Comunidade da Igreja. Podemos dizer que esta foi a vossa primeira escolha educativa como testemunhas da fé em relação aos vossos filhos: a escolha é fundamental. O objetivo dos pais, ajudados pelo padrinho e pela madrinha é o de educar o filho ou a filha. Educar é muito trabalhoso, às vezes é árduo para as nossas capacidades humanas, sempre limitadas. Mas educar se torna uma maravilhosa missão se a cumprimos em colaboração com Deus, que é o primeiro e verdadeiro educador de todos os homens. Na primeira leitura que escutamos tirada do livro do profeta Isaías, Deus se volta para o seu povo exatamente como educador. Protege os israelitas para que estes não saciem a sede e fome em fontes erradas: “Por que gastais dinheiro com aquilo que não é pão, o vosso salário com aquilo que não sacia?” (Is 55,2). Deus quer dar-nos, sobretudo Si mesmo e a sua Palavra: sabe que distanciando-nos dEle, nos encontraremos logo em dificuldade, como o filho pródigo da palavra, e sobretudo perderemos a nossa dignidade humana. E por isto, nos assegura que Ele é misericórdia infinita, que os seus pensamentos e as suas vias não são como as nossas – por sorte nossa! – e que podemos sempre retornar a Ele, à casa do Pai. Nos assegura que se acolhermos a sua Palavra, a mesma trará frutos bons para nossa vida, como a chuva que irriga a terra (Is 55, 10-11). A esta Palavra que o Senhor dirigiu mediante o profeta Isaias, nós respondemos com o refrão do Salmo: “Chegaremos com alegria às fontes de salvação”. Como pessoas adultas, temos o compromisso de atingir fontes boas, pelo nosso bem e daqueles que foram confiados à nossa responsabilidade, em particular, vós, caros pais, padrinhos e madrinhas, para o bem destas crianças. E quais são as fontes de salvação? São a Palavra de Deus e os Sacramentos. Os adultos são os primeiros a alimentarem-se destas fontes, para poder guiar os mais jovens no crescimento deles. Os pais devem dar tanto, mas para poder dar têm a necessidade às vezes de receber, ao contrário, se esvaziarão, se secarão. Os pais não são a fonte, como também nós sacerdotes não somos a fontes: somos os canais, através dos quais deve passar a proteína vital do amor de Deus. Se nos distanciamos da fonte, nós mesmos por primeiro seremos atingidos negativamente e não teremos a capacidade de educar os outros. Por isto nos comprometemos dizendo: “Chegaremos com alegria às fontes da salvação”. E agora vamos para a segunda leitura e para o Evangelho. Os trechos nos dizem que a primeira e principal educação vem através do testemunho. O Evangelho nos fala de João o Batista. João foi um grande educador dos seus discípulos porque os conduziu ao encontro com Jesus, ao qual rendeu testemunho. Não exaltou a si mesmo, não quis ter os discípulos ligados a si. João também era um grande profeta, a sua fama era muito grande. Quando Jesus chegou, ele se colocou atrás e indicou-o: “Depois de mim vem àquele que é mais forte que eu. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará no Espírito Santo” (Mc 1, 7-8). O verdadeiro educador não liga as pessoas a si, não é possessivo. Quer que o filho, o discípulo, aprenda a conhecer a verdade e estabeleça com ela um relacionamento pessoal. O educador cumpre o seu dever até o fim, não permite que falte a sua presença atenta e fiel, mas o seu objetivo é que o educando escute a voz da verdade falar ao seu coração e a siga em um caminho pessoal. Retornemos agora ao testemunho. Na segunda leitura, o apóstolo João escreve: “É o Espirito que dá testemunho” (I Jo 5,6). Se refere ao Espírito Santo, o Espírito de Deus, que rende testemunho a Jesus, atestando que é o Cristo, o Filho de Deus. Isso se vê também na cena do batismo no rio Jordão: o Espírito Santo desce sobre Jesus como uma pomba para revelar que Ele é o Filho Unigênito do eterno Pai (Mc 1,10). Também no seu Evangelho, João sublinha este aspecto, lá onde Jesus diz aos discípulos: “Quando vier o Paráclito, que eu vos mandarei do Pai, o Espírito da verdade que procede do Pai, ele dará testemunho de mim, e também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio” (Jo 15, 26-27). Este é um grande conforto no empenho de educar à fé, porque sabemos que não estamos sós e que o nosso testemunho é sustentado pelo Espírito Santo. É muito importante para vós pais e também para os padrinhos e madrinhas, acreditar fortemente na presença e na ação do Espírito Santo, invocá-lo e acolhê-lo em vós, mediante a oração e os Sacramentos. É Ele, de fato, que ilumina a mente, inflama o coração do educador para que saiba transmitir o conhecimento e Amor de Jesus. A oração é a primeira condição para educar, porque rezando, nos colocamos na disposição de deixar a Deus a iniciativa, de confiar os filhos à Ele, que os conhece antes o melhor que nós, e sabe perfeitamente qual é o verdadeiro bem deles. E, ao mesmo tempo, quando rezamos, nos colocamos em escuta das inspirações de Deus para fazer bem a nossa parte, que nos cabe e devemos realizar. Os Sacramentos, especialmente a Eucaristia e a Penitência, nos permitem de cumprir a ação educativa em união com Cristo, em comunhão com Ele e continuamente renovados pelo seu perdão. A oração e os Sacramentos nos obtém a luz da verdade, graças a qual podemos estar ao mesmo tempo serenos e fortes, usar a docilidade e a firmeza, calar e falar no momento certo, exortar e corrigir na maneira justa. Caros amigos, invoquemos juntos o Espírito Santo, a fim que desça em abundância sobre estas crianças, as consagre à imagem de Jesus Cristo e as acompanhe sempre no caminho da vida deles. As confiamos à direção materna de Maria Santíssima, para que cresçam em idade, sabedoria e graça e se tornem verdadeiros cristãos, testemunhas fiéis e alegres do amor de Deus. Amém.

 

BENTO XVI EXPLICA O SENTIDO DO BATISMO NA INFÂNCIA
Mirticeli Medeiros / Da Redação

Após a celebração da Missa na Solenidade do Batismo do Senhor, o Papa Bento XVI se dirigiu à sacada do Palácio Apostólico para rezar com os fiéis a tradicional oração mariana do Angelus. Durante o discurso que precedeu a oração, o Santo Padre fez um discurso no qual explicou o real sentido do Batismo, Sacramento que nos eleva à qualidade de Filhos de Deus. “O Batismo é um novo nascimento, que precede o nosso fazer. Com a nossa fé podemos ir ao encontro de Cristo, mas somente Ele pode fazer-nos cristãos e dar a esta nossa vontade, a este nosso desejo a resposta, a dignidade, o poder de nos tornarmos filhos de Deus que nós mesmos não temos”, explicou. O Pontífice, que administrou o batismo a 16 crianças na Capela Sistina neste domingo, 08, aproveitou a celebração deste acontecimento para fazer uma breve catequese sobre a administração desse Sacramento, o qual acontece comumente na infância. “Precisamos ter claro que ninguém se faz homem: nascemos sem o nosso próprio fazer, o passivo de ter nascido precede o ativo do nosso fazer. O mesmo também se diz do ser cristão: ninguém pode fazer-se cristão somente pela própria vontade, também ser cristão é um dom que precede nosso fazer”, ressalto.

 

ANGELUS DE BENTO XVI – 08/01/2012
Boletim Sala de Imprensa da Santa Sé (Tradução: Mirticeli Medeiros – equipe do CN notícias)
Queridos irmãos e irmãs Hoje celebramos a festa do Batismo do Senhor. Esta manhã conferi o Batismo a 16 crianças e por isto, gostaria de propor uma breve reflexão sobre nosso ser filhos de Deus. Antes de tudo, partamos do nosso ser simplesmente filhos: esta é a condição fundamental que nos une. Nem todos são pais, mas todos seguramente são filhos. Vir ao mundo não é nunca uma escolha, não nos vem pedido antes de nascer. Mas durante a vida, podemos amadurecer uma atitude livre em relação a própria vida: podemos acolhê-la como um dom e, em um certo sentido, tornar aquilo que já somos: filhos. Esta passagem sinaliza uma etapa de maturidade do nosso ser e no relacionamento com nossos pais, que se enche de reconhecimento. É uma passagem que nos torna também capazes de ser também genitores, não biologicamente, mas moralmente. Também em relação a Deus somos todos filhos. Deus é a origem da existência de toda criatura e é Pai em modo singular de cada ser humano: tem como ele ou com ela uma relação única, pessoal. Cada de nós é querido, é amado por Deus. E também nesta relação com Deus, por assim dizer, podemos renascer, isto é, nos tornar aquilo que somos, Isto acontece mediante a fé, mediante um sim profundo e pessoal a Deus como origem e fundamento da nossa existência. Com este “sim” eu acolho a vida como dom do Pai que está nos céus, um Pai que não vejo, mas no qual creio e que sinto no profundo do coração ser o Meu Pai e de todos os meus irmãos em humanidade, um Pai imensamente bom e fiel. Sobre o que se baseia esta fé em Deus Pai? Se baseia em Jesus Cristo: a sua pessoa e a sua história nos revelam o Pai, o fazem conhecer, o quanto é possível deste modo. Crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, nos conduz a renascer do alto, isto é, de Deus, que é amor (Jo 3,3). E precisamos ter claro que ninguém se faz homem: nascemos sem o nosso próprio fazer, o passivo de ter nascido precede o ativo do nosso fazer. O mesmo é também se diz do ser cristão: ninguém pode fazer-se cristão somente pela própria vontade, também ser cristão é um dom que precede o nosso fazer: devemos renascer em um novo nascimento. São João diz: A quantos o acolheram deu o poder de se tornarem filhos de Deus (Jo 1,12). Este é o sentido do Sacramento do Batismo, o Batismo é um novo nascimento, que precede o nosso fazer. Com a nossa fé podemos ir ao encontro de Cristo, mas somente Ele mesmo pode fazer-nos cristãos e dar a esta nossa vontade, a este nosso desejo a resposta, a dignidade, o poder de nos tornarmos filhos de Deus que de nós mesmos não temos. Caros amigos, este domingo do Batismo do Senhor conclui o Tempo do Natal. Rendamos graças a Deus por esse grande mistério, que é fonte de regeneração para a Igreja e para o mundo inteiro. Deus se fez Filho do Homem, para que o homem se tornasse filho de Deus, mediante o Batismo. À Virgem Maria, Mãe de Cristo e de todos aqueles que crêem nEle, pedimos que nos ajude a viver realmente como filhos de Deus, não com as palavras, e não somente com as palavras, mas com os fatos. Escreve ainda São João: “Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho Jesus e nos amemos uns aos outros, este é o preceito que Ele nos deu (I Jo 3,23).

Festa do Batismo do Senhor

Por Pe. Fernando José Cardoso

Evangelho segundo São Lucas 3, 15-16.21-22
Estando o povo na expectativa e pensando intimamente se ele não seria o Messias, João disse a todos: «Eu batizo-vos em água, mas vai chegar alguém mais forte do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias. Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo e no fogo. Todo o povo tinha sido batizado; tendo Jesus sido batizado também, e estando em oração, o Céu rasgou-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba. E do Céu veio uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado; em ti pus todo o meu agrado.»

Celebra hoje a Igreja a festa do Batismo do Senhor. Com esta celebração encerra o ciclo natalício. É uma celebração importante porque marcou o final de uma etapa da vida de Jesus. Nove décimos transcorridos em Nazaré, a respeito dos quais nada sabemos, e inaugura Ele o último décimo de vida pública que se encerará com a morte e a ressurreição. A respeito das razões psicológicas que levaram Jesus ao batismo de João nunca teremos conhecimento de coisa alguma. No entanto hoje nós vemos a figura de Jesus misturada com a figura de outros pecadores penitentes, que em fila e em ordem, esperava sua vez de ser por João mergulhado naquelas águas. Jesus desta maneira vivia o que seria este último décimo de sua vida e sobre tudo o seu final. Uma solidariedade total que somos, embora inocente pessoalmente quis carregar-se de nossas faltas e não quis se diferenciar de nenhum de nós junto de Deus. O evangelista Lucas nos diz que tendo saído das águas e estando em oração recebeu uma visão de Deus: os céus se abriram. O evangelista tem o cuidado de mostrar um primeiro ato da vida pública de Jesus como sendo um ato de oração. Jesus inicia a vida pública rezando e a Igreja iniciará a sua vida no dia de Pentecostes rezando também, e este é o ensinamento próprio de Lucas. A oração deve anteceder todos os momentos importantes da nossa existência, mas ela deve anteceder as ações de cada dia. Deveríamos entregar a Deus as primícias do nosso dia na oração matutina, como Jesus entregou a Deus as primícias de sua pregação do reino de Deus na oração após o batismo, e então os céus que se encontravam fechados por causa de um curto circuito ávido entre Deus e os homens, o pecado que toda liturgia sacrifical do tempo de Jerusalém era impotente para destruir, agora com Jesus no meio dos pecadores se abre. A comunicação interrompida entre o Céu e a terra, entre Deus e os homens pode novamente se realizar. Mais tarde este mesmo espírito inundará a Igreja, e inundará a vida de todos os batizados que somos nós. Louvemos e bendigamos a Deus por este gesto que Jesus quis fazer conosco, descendo através do batismo que antecipa a sua cruz até as nossas misérias mais profundas, até as nossas chagas mais purulentas, nos recuperar para Deus.

 

«Então o céu rasgou-se»
São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo e Doutor da Igreja
Homilia 39, para a festa das Luzes; PG 36, 349 (a partir da trad. bréviaire)

Cristo é iluminado pelo baptismo, resplandeçamos com Ele; Ele é mergulhado na água, desçamos com Ele para emergir com Ele. […] João está a baptizar e Jesus aproxima-Se: talvez para santificar aquele que O vai baptizar; certamente para sepultar o velho Adão no fundo da água. Mas, antes disso e com vista a isso, Ele santifica o Jordão. E, como Ele é espírito e carne, quer poder iniciar pela água e pelo Espírito. […] Eis Jesus que emerge da água. Com efeito, Ele carrega o mundo; fá-lo subir conSigo. «Ele vê os céus rasgarem-se e abrirem-se» (Mc 1,10), ao passo que Adão os tinha fechado, para si e para a sua descendência, quando foi expulso do paraíso que a espada de fogo defendia. Então o Espírito revela a Sua divindade, pois dirige-Se para Aquele que tem a mesma natureza. Uma voz desce do céu para dar testemunho Daquele que do céu vinha; e, sob a aparência de uma pomba, honra o corpo, pois Deus, ao mostrar-Se sob uma aparência corpórea, diviniza igualmente o corpo. Foi assim que, muitos séculos antes, uma pomba veio anunciar a boa nova do fim do Dilúvio (Gn 8,11). […] Quanto a nós, honremos hoje o baptismo de Cristo e celebremos esta festa de um modo irrepreensível. […] Sede inteiramente purificados e purificai-vos sempre. Pois nada dá tanta alegria a Deus como a recuperação e a salvação do homem: é para isso que tendem todas estas palavras e todo este mistério. Sede «como fontes de luz no mundo» (Fil 2,15), uma força vital para os outros homens. Como luzes perfeitas secundando a grande Luz, iniciai-vos na vida de luz que está no céu; sede iluminados com mais claridade e brilho pela Santíssima Trindade.

 

Com a Festa do Batismo do Senhor, encerramos o ciclo Natal – Epifania. Todo o Evangelho, toda a vida de Jesus, é a grande epifania, ou seja, a grande manifestação de Deus aos homens. Todavia, no evangelho, encontramos alguns momentos característicos de epifania, nos quais Deus se revela com sinais celestiais em Jesus Cristo, “o Filho muito amado” do Pai. Todo o tempo de Natal é uma epifania, como também é a festa de hoje, o Batismo do Senhor, na qual os sinais revelam-nos a identidade de Jesus. Será também uma epifania o primeiro milagre de Jesus em Caná, revelando a sua identidade divina. É também uma epifania a Festa da Transfiguração do Senhor. Muitos momentos da vida de Jesus são momentos epifânicos, especialmente conservados no evangelho de São João. Hoje, somos convidados a centrar a nossa atenção no momento do batismo para, de seguida, compreender o nosso próprio batismo, o que nos abre o caminho para a Eucaristia que celebramos. Hoje, é um dia propício para celebrar batizados dentro da Eucaristia. É uma boa ocasião para falar do sentido do batismo cristão, no horizonte do qual há que entender a teofania do Jordão; ali se declara solenemente que Ele é o Filho predileto do Pai, o Messias esperado, cheio do Espírito de Deus. É a investidura pública e messiânica de Jesus, para iniciar, na história dos homens, a Sua missão salvadora.
A 1ª Leitura faz parte do primeiro dos quatro poemas do Dêutero-Isaías sobre o Servo de Javé. Isaías traça-nos como que um retrato profético deste Servo, que a Comunidade Cristã aplicou a Jesus de Nazaré: “Eis o Meu servo, o Meu eleito, enlevo da Minha alma”. No Evangelho este Servo recebe o nome de Filho: “Tu és o Meu Filho muito amado, em Ti pus o meu enlevo”. Isaías diz: “Sobre Ele fiz pousar o meu Espírito”. E São Lucas escreve: “O Espírito Santo desceu sobre Ele”. Isaías descreve também o modo como, no futuro, irá atuar este Servo: trabalhará a favor da justiça e do direito, mas sem violentar nem agredir ninguém. A Sua missão consistirá em abrir os olhos aos cegos e libertar os cativos. Na 2ª leitura, São Pedro dirá que Jesus “passou (por este mundo) fazendo o bem e curando a todos os que eram dominados pelo Demônio”. Jesus é, pois, este Servo de Javé, humilde e manso. Houve, primeiro, uma declaração pública de que Jesus é o Messias de Deus e houve, depois, a declaração oficial de que este Messias é o Filho de Deus. O nome de Servo foi mudado pelo de Filho. Assim como Javé apresenta o Seu Servo, “enlevo da Sua alma”, também no Batismo do Jordão o Pai apresenta oficialmente ao mundo o Seu “Filho muito amado”, no qual pôs “todo o Seu enlevo”.
O evangelho fala de dois batismos: o Batismo que Jesus recebeu e o Batismo que prometeu: “Eu batizo-vos em água, Ele batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo”. O Batismo de água de João é fundamentalmente uma expressão penitencial em ordem à conversão do coração, tendo em vista a chegada do Reino; é um Batismo para a remissão dos pecados; um Batismo que anuncia outro Batismo. São Lucas descobre nas palavras de João uma dimensão mais profunda, à luz dos acontecimentos pascais. O Espírito, que no Seu Batismo tomou posse de Jesus e o guia, é o dom que Ele dá aos que O acolhem com fé; o Batismo no “fogo” é a manifestação e efusão desse mesmo Espírito no dia de Pentecostes. No Livro dos Atos dos Apóstolos, Jesus Ressuscitado fala de um Batismo distinto do de João: “João batizava em água, mas dentro de pouco tempo, vós sereis batizados no Espírito Santo” (At 1, 5). O Batismo de Jesus e a “teofania” do céu que se abre, da descida do Espírito em forma corporal e da voz celeste, que dá testemunho d’Ele, marca o início da Sua missão profética. Também o nosso Batismo, com a Confirmação e a Eucaristia, sacramentos da iniciação cristã, nos incorpora a Cristo e nos confia a missão de fazer triunfar os valores de Deus no mundo. De ser testemunhas do Seu Evangelho: “Inseridos pelo Batismo no Corpo Místico de Cristo, é pelo Senhor mesmo que os cristãos são destinados ao apostolado” (AA, 3).
A 2ª leitura é um extrato do discurso de São Pedro em casa do centurião Cornélio sobre a proclamação da Boa Notícia da Salvação aos gentios e a sua conversão à fé. Pedro é o primeiro dos Apóstolos a dar um passo em frente para que a comunidade crista acolha no seu seio judeus e não judeus. Não é uma questão pessoal, mas vontade de Deus, “que não à qualidade das pessoas”. Para Deus não há discriminação de qualquer gênero, pois todos são chamados a incorporarem-se em Cristo pelo Batismo integrando-se na grande família dos filhos de Deus. Cornélio é o primeiro pagão a fazer parte desta família – a comunidade cristã. A leitura conclui com um fragmento que resume a vida de Jesus, referindo o Seu Batismo, a unção do Espírito Santo e a Sua atividade libertadora dos males que oprimem o homem e tornam indigno o seu viver humano.

 

No Jordão, Jesus se revela ao mundo e inicia sua missão, diz Papa
Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI presidiu na manhã desde domingo, 10, na Capela Sistina, no Vaticano, a Celebração Eucarística da Festa do Batismo do Senhor. Durante a cerimônia foram batizados alguns recém-nascidos. “Demos graças a Deus, que hoje chama estas crianças a se tornarem seus filhos em Cristo. Nós as envolvemos com a oração e com o afeto e as acolhemos com alegria na comunidade cristã, que a partir de hoje se torna também a sua família” – frisou o Papa em sua homilia. O Pontífice disse ainda que com a Festa do Batismo de Jesus continua o ciclo das manifestações do Senhor, que teve início no Natal com o nascimento em Belém do Verbo encarnado e uma etapa importante na Epifania, quando o Messias se manifestou aos povos. “Hoje Jesus se revela, às margens do Jordão, a João e ao povo de Israel. É a primeira ocasião em que ele, como homem adulto, entra na vida pública, após ter deixado Nazaré”, ressaltou Bento XVI. O batismo do Precursor, João Batista, é um batismo de penitência, um sinal que convida à conversão, a mudar de vida, porque se aproxima Aquele que batizará com o Espírito Santo e com o fogo. Quando João Batista vê aproximar-se dele o Messias, entende que aquele Homem é o misterioso Outro que ele esperava e para o qual toda a sua vida estava orientada. O precursor está diante de Alguém maior que ele e não se sente digno sequer de desatar as correias de suas sandálias. “No Jordão, Jesus se manifesta com uma extraordinária humildade, que evoca a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos com os quais, ao término de seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz. O Filho de Deus, Aquele que não tem pecado, coloca-se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus no caminho de conversão do homem. Jesus assume sobre si o peso da culpa de toda a humanidade, inicia a sua missão colocando-se no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz”, disse o Papa. O Evangelho de Lucas narra que quando Jesus foi batizado o “céu se abriu e desceu sobre ele o Espírito Santo (3, 21-22)” e uma voz disse: “Tu és o meu filho, eu, hoje, te gerei”. “Naquele momento o Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e nos revelam o seu amor que salva. Se são os anjos a levar aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador, e a estrela aos Reis Magos do Oriente, agora é a voz de Deus que indica aos homens a presença no mundo de seu Filho e convida a olhar para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte”, disse Bento XVI. “Podemos dizer que também para estas crianças hoje se abrem os céus. Elas receberão como dom a graça do Batismo e o Espírito Santo habitará nelas como num templo, transformando profundamente seus corações. A partir desse momento, a voz do Pai chamará também elas para serem seus filhos em Cristo e, na sua família que é a Igreja, doará a cada uma delas o dom sublime da fé”, destacou o Pontífice. O Papa sublinhou que com o Batismo estas crianças participam da morte e ressurreição de Cristo, iniciam com ele a aventura alegre e enaltecedora do discípulo. “Os pais, padrinhos e madrinhas assumem o compromisso de educá-las na fé a fim de que possam caminhar na luz de Cristo e resplandecer neste mundo, levando a luz do Evangelho que é vida e esperança”, frisou Bento XVI. O Santo Padre concluiu sua homilia, desejando que com a celebração do Batismo o Senhor conceda a cada um de nós viver a beleza e a alegria de ser cristãos e pediu para as crianças a materna intercessão da Virgem Maria, para que sejam durante toda a vida discípulos de Cristo e corajosas testemunhas do Evangelho.

 

Batismo administrado pelo Papa: bênção dupla
Conversa com o casal Luca Grilone e Samantha Barreca

CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Este domingo pela manhã, a Capela Sistina contava com 14 convidados especiais. Tratava-se dos recém-nascidos – a mais nova do grupo nasceu no dia 3 de dezembro –, que receberam o primeiro sacramento da vida cristã das mãos de Bento XVI, com motivo da festa do Batismo do Senhor. Os afrescos de Michelangelo, assim como “O batismo de Cristo”, de Pietro Perugino e Pinturicchio, que também engrandece a Capela Sistina, testemunharam o início da vida cristã dos pequenos. Escutavam-se na cerimônia choros e sussurros com perguntas que os irmãozinhos mais velhos dos recém-nascidos faziam aos pais. Os batizados são todos filhos de empregados do Vaticano. Estavam acompanhados pelos pais, padrinhos e madrinhas, assim como por um pequenos grupo de familiares. Nesta ocasião, os irmãozinhos mais velhos dos recém-batizados tiveram um papel especial: foram os encarregados de levar as ofertas ao altar. O pontífice saudou cada um dos pequenos e lhes dirigiu algumas palavras. Privilégio e responsabilidade Entre os bebês estava Gabrile, que nasceu dia 1 de dezembro. Seu nome completo é Gabriele Maria Andrea Karol. É o primogênito do casal Luca Grilone, funcionários dos Museus Vaticanos, Samantha Barreca. Eles se casaram em julho de 2008. Em conversa com ZENIT depois da cerimônia, Luca assegurou que o batismo de seu filho é um fato duplamente sagrado: “em primeiro lugar, pelo próprio fato do batismo, e depois porque foi batizado pelo Papa, justo no lugar onde ele foi eleito”. Para o pai do recém-batizado não é uma novidade receber um sacramento pelas mãos do Sumo Pontífice, já que foi o próprio João Paulo II quem lhe deu a primeira comunhão em 1986. Ademais, Luca durante vários anos serviu como acólito em algumas cerimônias papais. “Ao ver os coroinhas, recordava-me que há 20 anos estava em seu lugar. Agora me casei e sou pai”, recorda. Samantha por sua parte, confessa a ZENIT que antes da cerimônia estava preocupada de que seu filho chorasse durante a missa, mas o pequeno Gabriele esteve muito silencioso todo o tempo. O rito do batismo realizou-se na pia de bronze elaborada pelo escultor Mario Toffetti. Os pais do recém-nascido receberam a comunhão das mãos do Santo Padre. (Carmen Elena Villa)

 

Bento XVI apresenta modelo batismal de sociedade: a fraternidade
Nos reconhecemos irmãos ao reconhecermos que há um único Pai

CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).– A fraternidade, explicou o Papa neste domingo, constitui um modelo de sociedade fundamentado na consciência de que “todos somos filhos de um único Pai”. “Nossa condição de filhos de Deus”, explicou o Papa, se faz realidade pelo sacramento do Batismo, pelo qual “o homem se converte verdadeiramente em filho, filho de Deus”, acrescentando que “do Batismo se deriva um modelo de sociedade: o de irmãos”. Falando da janela de seus aposentos aos fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, explicou: “A Fraternidade não pode ser estabelecida por uma ideologia, nem muito menos por decreto de qualquer poder constituído. Nós nos reconhecemos irmãos pela consciência humilde, mas profunda, de sermos filhos de um único Pai Celestial”. E explicou que, com o Batismo, “o propósito da existência do homem passa a ser atingir, de modo livre e consciente, aquele que é, desde o início, o destino do homem”. O sucessor de Pedro sintetizou o programa de vida inaugurado pelo Batismo com a fórmula: “Torna-te aquilo que és” – “este é princípio básico de educação da pessoa humana redimida pela graça”.

 

O mundo necessita redescobrir a alegria da fé, afirma Papa
Ao batizar 14 recém-nascidos

CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de janeiro de 2010 (ZENIT.org) .- O mundo “que com freqüência caminha tateando pelas trevas da dúvida”, necessita redescobrir a alegria da fé, disse Bento XVI neste domingo, ao batizar sete meninas e sete meninos na Capela Sistina. Este “é um grande dia para estes recém-nascidos”, disse o Papa na homilia, interrompida algumas vezes pelo choro dos bebês. “Com o Batismo” – afirmou – “participando da morte e ressurreição de Cristo, iniciam com Ele a alegre e emocionante aventura do discipulado”, acrescentando ainda que “Também em nossos dias, a fé é um dom que deve ser redescoberto, cultivado e testemunhado”. Dirigindo-se aos presentes, em especial aos pais e padrinhos, o Papa expressou seu desejo de que “o Senhor conceda a cada um de nós a graça de viver a beleza e a alegria de sermos cristãos”. Assim, segundo ele, é possível introduzir os demais “na plenitude do compromisso com Cristo.” “O Batismo ilumina com a luz de Cristo, abre nossos olhos para Seu esplendor e nos introduz no mistério de Deus por meio da luz divina da fé”, acrescentou. Referindo-se ao papel dos pais e padrinhos, disse: “devem comprometer-se a alimentar, com palavras e o testemunho de suas vidas, a chama de fé destas crianças, para que esta possa iluminar o mundo”, concluiu.

 

Bento XVI: “Deus nasceu para que pudéssemos renascer”
Discurso de abertura à oração do Angelus

ROMA, domingo, 10 de janeiro de 2010 (ZENIT.org). – Publicamos o discurso que Bento XVI proferiu neste domingo por ocasião da oração mariana do Angelus, recitada em conjunto com os fiéis e peregrinos presentes na Praça de São Pedro. *** Caros irmãos e irmãs! Nesta manhã, durante a Santa Missa celebrada na Capela Sistina, administrei o sacramento do Batismo a alguns recém-nascidos. Este costume está ligado à festa do Batismo do Senhor, com o qual se conclui o tempo litúrgico do Natal. O batismo sugere muito bem o significado global da celebração do Natal, em que o tema de nos tornarmos filhos de Deus por meio da vinda de Seu Filho unigênito em nossa humanidade constitui um elemento dominante. Ele se fez homem para que possamos nos tornar filhos de Deus. Deus nasceu para que nós pudéssemos renascer. Estes conceitos são constantemente retomados nos textos litúrgicos natalinos e constituem um tema entusiasmante para a reflexão e a esperança. Pensemos no que escreve São Paulo aos Gálatas: “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebermos a dignidade de filhos.” (Gálatas 4, 4-5), ou mesmo São João, no prólogo de seu Evangelho: “A quantos, porém, a acolheram, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus: são os que crêem no seu nome” (Jo 1:12). É este mistério maravilhoso que constitui nosso “segundo nascimento” – o renascimento de um ser humano a partir do “alto”, de Deus (cf. Jo 3, 1-8) – é realizado no signo sacramental do batismo. Por este Sacramento, o homem se torna realmente filho, filho de Deus. A partir de então, o propósito da sua existência passa a ser atingir, de modo livre e consciente, aquele que é, desde o início, o destino do homem. “Torna-te aquilo que és” – é o princípio básico de educação da pessoa humana redimida pela graça. Tal princípio apresenta muitas analogias com o crescimento humano, no qual a relação dos pais com as crianças, passando, através de crises e desencontros, da total dependência à plena consciência da condição de filho, à gratidão pelo dom da vida recebida, até a maturidade com a capacidade de conferir o dom da vida. Gerado pelo batismo para uma nova vida, também o cristão inicia sua jornada de crescimento na fé que o levará a invocar conscientemente Deus como “Abbá – Pai”, voltando-se a Ele com gratidão e vivendo a alegria de ser seu filho. Do batismo também é derivado um modelo de sociedade: o de irmãos. A Fraternidade não pode ser estabelecida por uma ideologia, nem muito menos por decreto de qualquer poder constituído. Nós nos reconhecemos irmãos pela consciência humilde, mas profunda, de sermos filhos de um único Pai Celestial. Como cristãos, graças ao Espírito Santo que recebemos no Batismo, temos a graça de viver como filhos de Deus e como irmãos, para assim sermos o “fermento” de uma nova humanidade, solidária e rica de paz e de esperança. Para isto, nos ajuda ter consciência de que, além de termos um Pai no céu, temos também uma mãe, a Igreja, para a qual a Virgem Maria será um modelo para sempre. A ela confiamos as crianças recém-nascidas e suas famílias, e pedimos para todos a alegria de renascer a cada dia “do alto”, do amor de Deus, que faz de nós seus filhos e irmãos.

 

FESTA DO BATISMO DO SENHOR
Lc 3, 15-16. 21-22 “Este é o meu Filho amado, que muito me agrada”

Hoje, no Domingo seguinte à Epifania, celebra-se a Festa do Batismo do Senhor. O batismo de Jesus por João Batista no Rio Jordão é tão importante teologicamente que é tratado por cada um dos quatro evangelistas, cada qual da sua maneira, dependendo da situação da sua comunidade e dos seus interesses teológicos. A história logo se tornou um problema para os primeiros cristãos, pois levantava a questão de como Jesus, sem pecado, podia ter sido batizado num ritual de purificação dos pecados. Por isso, Mateus deixa fora a referência de Mc 1, 4 ao perdão dos pecados, a adiciona os vv. 14 e 15. Para João, o batismo era tão difícil de ser harmonizado com a sua cristologia, que omite qualquer referência ao atual evento, e no seu lugar, faz com que João Batista indica Jesus como o “Cordeiro de Deus” (Jo 1, 29-34). O texto já nos apresenta o programa da vida e missão de Jesus. Lucas se destaca pela insistência em situar Jesus como membro do seu povo – identificando-se com aquela camada do povo marginalizada e menosprezada como “impuro” pela teologia oficial, atrelada ao poder político das elites. Como disse o saudoso Padre Alfredinho, fundador da Fraternidade do Servo Sofredor: “No dia do seu batismo, Jesus entrou na fileira dos excluídos para nunca mais sair dela!” Com o seu batismo, Jesus assume a fidelidade radical à vontade de Deus. O significado disso será mostrado ao longo do Evangelho. Também Jesus, unindo-se aos pecadores, já está, desde o começo, rejeitando a visão de um Messianismo triunfalista. Os sinóticos ressaltam o fato que “o céu se abriu”. Marcos é o mais contundente quando enfatiza que “os céus se rasgaram”. É uma maneira simbólica de expressar que em Jesus acontece a união definitiva entre o céu e a terra (At 7, 56; 10, 11-16; Jo 1, 51) e uma revelação celeste (Is 63, 19; Ez 1, 1; Ap 4, 1; 19, 11). A revelação maior é a confirmação da identidade de Jesus como o Servo de Javé. Mateus, escrevendo num ambiente de polêmica contra o judaísmo formativo do fim do primeiro século, muda a tradição original (Mc 1, 9-11), mantida por Lucas, onde as palavras do Pai se dirigiam a Jesus, para dirigi-las aos ouvintes: “Este é o meu Filho muito amado, aquele que me aprouve escolher” (v 17). Em ambas as tradições, essas palavras associam a terminologia de Sl 2, 7, que repete a profecia de Natã em 2Sm 7, 14 (tu és meu filho…) a Is 42, 1 (meu bem amado que me aprouve escolher). A passagem de Isaías apresenta o Servo que não levanta a voz (42, 2), nem vacila, nem é quebrantado (42, 4). (A tradução grega da Septuaginta usou uma palavra que podia expressar tanto os termos hebraicos para “filho” e para “servo”). Fazendo fusão desses textos do Antigo Testamento, o texto une em Jesus duas figuras proféticas – a do Filho da descendência real davídica e do Servo de Javé. Assim, prevê que o messianismo de Jesus implica a vocação do Servo Sofredor, e rejeita pretensões messiânicas triunfalistas. Podemos dizer que o Batismo é para Jesus o assumir público da sua missão como Servo de Javé. A voz do céu confirma a sua opção de vida. O Pai confirma que Ele reconhece Jesus, desde o início do seu ministério público, como seu Filho (Sl 2, 7), seu bem-amado, objeto da sua predileção. Um dos sentidos mais importantes do nosso batismo também é o nosso compromisso público com a vontade do Pai. Todos nós podemos sentir a veracidade da mesma frase usada pelo Pai diante de Jesus – cada um de nós também é verdadeiramente filho(a) do Pai celeste (1Jo 3, 1), a quem aprouve escolher-nos. Nada pode fazer com que o Pai abandone esse amor incondicional e gratuito – nem a nossa fraqueza, nem o pecado (Rm 8, 39). Importante é reconhecer que Deus nos amou primeiro, incondicionalmente, e cabe a nós responder a este amor gratuito por uma vida digna de filhos e filhas do Pai, no seguimento de Jesus (cf. 1Jo 4, 10-11). Jesus não achou privilégio ser o amado do Pai, mas assumiu as conseqüências – uma vida de fidelidade, que o levava até a Cruz – e a Ressurreição (Fl 2, 6-11). Celebrando essa festa litúrgica, renovemos o compromisso do nosso batismo, comprometendo-nos com o seguimento do Mestre, no esforço de contribuir à criação do mundo que Deus quer, um mundo onde reinam o amor, a justiça e a verdadeira paz. O nosso batismo confirma que somos parceiros de Deus no ato permanente de criação, fazendo crescer o Reino dele, que “já está no meio de nós” (Mc 1, 14).

“Alegria, oração e gratidão” para viver o Natal de modo autêntico

Ao indicar os três comportamentos que devemos ter para viver de forma autêntica o Natal, Francisco ressaltou que com a oração, “podemos entrar em uma relação estável com Deus, que é a fonte da verdadeira alegria’.

Cidade do Vaticano

“Alegria, oração e gratidão” são os três comportamentos indicados pelo Papa Francisco no Angelus deste terceiro Domingo do Advento para nos prepararmos bem para viver o Natal de modo autêntico. Eis sua alocução na íntegra:

“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

(Papa é interrompido pelas felicitações e com o canto do Parabéns).

Muito obrigado! Muito obrigado!

Nos últimos domingos, a liturgia sublinhou o que significa assumir uma postura de vigilância e o que comporta concretamente preparar o caminho do Senhor.

Neste terceiro domingo do Advento, chamado de “domingo da alegria”, a liturgia nos convida a colher o espírito com que tudo isto acontece, isto é, a alegria.

São Paulo nos convida a preparar a vinda do Senhor assumindo três comportamentos. Ouçam bem: três comportamentos. Primeiro, a alegria constante; segundo, oração perseverante; terceiro, a contínua ação de graças. Alegria constante, oração perseverante e contínua ação de graças.

O primeiro comportamento, alegria constante: “Vivei sempre contentes”, diz São Paulo. Vale dizer, permanecer sempre na alegria, mesmo quando as coisas não acontecem segundo os nossos desejos, mas existe aquela alegria profunda que é a paz: a alegria, também, é dentro. E a paz é uma alegria no nível do solo, mas é uma alegria.

As angústias, as dificuldades e os sofrimentos atravessam a vida de cada um, todos nós as conhecemos; e tantas vezes a realidade que nos circunda parece ser inóspita e árida, semelhante a um deserto no qual ecoava a voz de João Batista, como recorda o Evangelho de hoje.

Mas precisamente as palavras de Batista revelam que a nossa alegria se baseia em uma certeza de que este deserto é habitado: “mas no meio de vocês – diz – está quem vós não conheceis”.

Trata-se de Jesus, o enviado do Pai que vem, como sublinha Isaías: “a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade; proclamar um ano de graças da parte do Senhor’.

Estas palavras, que Jesus fará suas no discurso no discurso na sinagoga de Nazaré, esclarecem que a sua missão no mundo consiste na libertação do pecado e das escravidões pessoais e sociais que ele produz. Ele veio à terra para restituir aos homens a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus, que somente Ele pode comunicar.

A alegria que caracteriza a espera do Messias baseia-se na oração perseverante: esta é este segundo comportamento: São Paulo diz: “rezai incessantemente”, diz Paulo.

Por meio da oração, podemos entrar em uma relação estável com Deus, que é a fonte da verdadeira alegria.

A alegria do cristão não se compra: não pode ser comprada; vem da fé e do encontro com Jesus Cristo, razão de nossa felicidade. E quanto mais estivermos arraigados em Cristo, quanto mais estivermos próximos à Jesus, tanto mais encontraremos a serenidade interior, mesmo em meio às contradições cotidianas.

Por isto o cristão, tendo encontrado Jesus, não pode ser um profeta do infortúnio, mas uma testemunha e um arauto da alegria. Uma alegria a ser compartilhada com os outros; uma alegria contagiosa que torna menos cansativo o caminho da vida.

O terceiro comportamento indicado por Paulo é a contínua ação de graças, ou seja, o amor agradecido a Deus. Ele, de fato, é muito generoso conosco, e nós somos enviados a reconhecer sempre seus benefícios, o seu amor misericordioso, a sua paciência e bondade, vivendo assim em um incessante agradecimento.

Alegria, oração e gratidão são três comportamentos que nos preparam a viver o Natal de modo autêntico. Alegria, oração e gratidão. Digamos todos juntos: alegria, oração e gratidão. Mais uma vez: alegria… (continuam: oração e gratidão). Mais forte: (respondem: alegria, oração e gratidão).

Neste último período do tempo do Advento, confiemos nossa vida à materna intercessão da Virgem Maria. Ela é “causa da nossa alegria, não somente porque gerou Jesus, mas porque nos envia continuamente a Ele.

Natal sem Jesus é uma festa vazia, disse o Papa no Angelus

Ao saudar as crianças que foram à Praça São Pedro para a bênção dos “Bambinelli”, chamou a atenção do Papa uma faixa entre a multidão que dizia: “o Oratório é precisamente para cada um de nós, sempre há um lugar para ti”. E é importante que sempre exista um lugar para o Menino Jesus, ressaltou Francisco.

Cidade do Vaticano

No terceiro Domingo do Advento, tradicionalmente crianças romanas – numa iniciativa do Centro Oratórios Romanos – levam até a Praça São Pedro os “Bambinelli”, ou seja, o Menino Jesus que será colocado no Presépio em suas casas, para receber a bênção do Papa.

Após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, Francisco saudou com afeto as crianças, convidando-as a deixarem-se atrair pela ternura do Menino Jesus quando rezarem diante do Presépio, alertando que sem Jesus, o Natal é uma festa vazia.

“Quando rezarem em casa, diante do Presépio com os familiares de vocês, deixem-se atrair pela ternura do Menino Jesus, nascido pobre e frágil em meio a nós, para nos dar o seu amor. Este é o verdadeiro Natal. Se tirarmos Jesus, o que permanece do Natal? Uma festa vazia. Não tirem Jesus do Natal: Jesus é o centro do Natal, Jesus é o verdadeiro Natal, Jesus é o verdadeiro Natal, entenderam?”

É preciso pedir como os discípulos: “Senhor, ensina-nos a rezar”, diz Papa

Quarta-feira, 5 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/e-preciso-pedir-como-os-discipulos-senhor-ensina-nos-rezar-diz-papa/

Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses dedicado ao “Pai-Nosso”

Papa Francisco momentos antes do início da catequese desta quarta-feira, 5/ Foto: Vatican Media

“Senhor, ensina-nos a rezar”. Com essa frase o Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses dedicado ao “Pai-Nosso”. Concluída a série sobre os Dez Mandamentos, o Pontífice se concentra agora na figura de Jesus como homem de oração. Diante de milhares de fiéis na Sala Paulo VI, o Papa partiu sua explicação do Evangelho de Marcos.

Segundo Francisco, desde a primeira noite em Cafarnaum, Jesus demonstra ser um Messias original. “Na última parte da noite, quando o alvorecer se anuncia, os discípulos ainda o buscam, mas não conseguem encontrá-lo. Até que Pedro finalmente o encontra num lugar isolado, completamente absorto em oração. E lhe diz: ‘Todos te buscam!’ (Mc 1,37). Jesus diz aos seus que deve ir além; que não são as pessoas a buscá-Lo, mas é antes de tudo Ele a buscar os outros. Por isso, não deve fincar raízes, mas permanecer continuamente peregrino pelas estradas da Galileia. E também peregrino em relação ao Pai, isto é, rezando. Em caminho de oração”.

O Papa observou que a narração do livro de São Marcos mostra que tudo acontece numa noite de oração. “Em alguma página das Escrituras, parece ser a oração de Jesus, a sua intimidade com o Pai, a governar tudo”, explicou. O Pontífice ainda frisou, o que considera um ponto essencial: “Jesus rezava. Jesus rezava com intensidade nos momentos públicos, mas buscava também locais apartados que lhe permitissem entrar no segredo de sua alma. Rezava com as orações que a mãe lhe havia ensinado”, sublinhou.

“Jesus rezava como reza qualquer homem do mundo. E mesmo assim, no seu modo de rezar, estava contido um mistério, algo que certamente não passou desapercebido aos olhos dos seus discípulos, a ponto de dizerem: ‘Senhor, ensina-nos a rezar’. Eles viam Jesus rezar e tinham vontade de aprender”, contou o Santo Padre, que acrescentou: “E Jesus não recusa, não tem ciúme da sua intimidade com o Pai, mas veio justamente para nos introduzir nesta relação. E assim se torna mestre de oração dos seus discípulos, como certamente quer ser para todos nós”.

Mesmo rezando há muitos anos, Francisco afirmou que os cristãos devem sempre continuar a aprender. “A oração do homem, este anseio que nasce de modo assim tão natural da sua alma, é talvez um dos mistérios mais intensos do universo. E não sabemos nem mesmo se as orações que endereçamos a Deus são realmente as que Ele quer ouvir de nós”, refletiu. O Pontífice afirmou que há orações inoportunas, e citou a parábola do fariseu e do publicano.

“O fariseu era orgulhoso, fazia de conta que rezava, mas seu coração era frio. O primeiro passo para rezar é ser humilde. Ir ao Pai, a Nossa Senhora: ‘Olhe, sou pecador, fraco, malvado’, cada um sabe o que dizer. Mas sempre se começa com a humildade. O Senhor escuta, a oração humilde”, comentou. Para o Santo Padre, com o início deste ciclo de catequeses sobre a oração de Jesus, a coisa mais bela e mais justa que todos devem fazer é repetir a invocação dos discípulos.

De acordo com o Pontífice, será belo no tempo de Advento, que todos os fiéis repitam: “Senhor, ensina-nos a rezar”. Para o Papa, todos podem ir além e rezar melhor: “Ele certamente não deixará cair no vazio a nossa invocação”.

Ao final da catequese, ao saudar os peregrinos poloneses, o Santo Padre saudou os redatores da seção polonesa da Rádio Vaticano, que celebram 80 anos de fundação. “Eu lhes agradeço pelo serviço ao Papa e à Igreja”. Francisco recordou ainda a celebração no próximo domingo, na Polônia, da 19ª Jornada de oração e de Ajuda à Igreja no Leste: “Com reconhecimento penso a todos aqueles que com a oração e as obras concretas, apoiam as comunidades eclesiais dos países vizinhos”.

O Papa lembrou por fim a celebração no próximo sábado, 8 de dezembro, da solenidade da Imaculada Conceição. “Entreguemo-nos a Nossa Senhora! Ela, como modelo de fé e de obediência ao Senhor, nos ajude a preparar os nossos corações a acolher o Menino Jesus no seu Natal”, disse Francisco. Como é tradição, no dia 8 o Papa vai até a Praça de Espanha para uma homenagem com flores a Nossa Senhora.

Audiência: Papa recebe participantes de Corais de todo o mundo

Encontro Internacional de Corais

Sábado, 24 de novembro de 2018, Denise Claro, Da redação
https://noticias.cancaonova.com/mundo/audiencia-papa-recebe-participantes-de-corais-de-todo-o-mundo/

III Encontro Internacional de Corais acontece neste final de semana, em Roma

III Encontro Internacional de Corais acontece neste final de semana, no Vaticano./ Foto: Reprodução VaticanNews

Neste final de semana, acontece em Roma o III Encontro Internacional de Corais, com a participação de cantores e músicos de todo o mundo. O evento é organizado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, em colaboração com o Nova Ópera Onlus.

Na manhã deste sábado, 24, o Santo Padre se encontrou com os participantes do evento, na Sala Paulo IV.

Papa Francisco iniciou seu discurso dizendo aos cantores que a sua presença despertou o Vaticano.

“É bom ouvir as melodias e sentir a alegria e a seriedade com que vocês dão voz à beleza da nossa oração.”

O Papa falou da importância da música como recurso pastoral, lembrando que esta foi tema do próprio Sínodo recente sobre a juventude. Pela música, se consegue alcançar os jovens, pois eles estão constantemente imersos nela. “A música tem uma cultura e uma língua capaz de despertar emoções e moldar a identidade.”

“A música é um verdadeiro instrumento de evangelização na medida em que vocês se tornam testemunhas das profundezas da Palavra de Deus, que toca o coração das pessoas (…) Com a música vocês dão voz às emoções que estão no fundo do coração de todos. Em momentos de alegria e tristeza, a Igreja é chamada a estar sempre próxima das pessoas, para oferecer-lhes a companhia da fé. Quantas vezes a música e a música tornam esses momentos únicos na vida das pessoas, porque as preservam como uma memória preciosa que marcou sua existência.”

Francisco lembrou das diversas tradições particulares, culturais de cada país, e afirmou que a Igreja está ciente de que os povos possuem uma “tradição musical própria”, com a qual sentem a necessidade de expressar seus sentimentos.

“Através dessas músicas e canções, a voz também é dada à oração e, desse modo, um verdadeiro coro internacional é formado, onde, em uníssono, o louvor e a glória de seu povo se elevam ao Pai de todos. (…) Mesmo se falamos línguas diferentes, todos podem entender a música com a qual cantamos, a fé que professamos e a esperança que nos espera.”

Ao final de seu discurso, o Papa fez um alerta aos cantores e músicos, para que não caiam na tentação de um protagonismo que ofusque o compromisso e humilhe a participação ativa das pessoas na oração:

“Sejam animadores da canção de toda a assembleia e não a substituam, privando o povo de Deus de cantar com vocês e de dar testemunho de uma oração eclesial e comunitária.”

E afirmou:

“A música é instrumento de unidade para tornar o Evangelho eficaz no mundo de hoje, através da beleza que ainda fascina e torna possível acreditar, confiando no amor do Pai.”

A fé cristã não é uma teoria, mas é o encontro com Jesus

Cidade do Vaticano (RV) – A fé cristã não é uma teoria ou uma filosofia, mas é o encontro com Jesus. Foi o que destacou o Papa celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta na segunda-feira (28/11), no início do Tempo do Advento.
Em sua homilia, o Pontífice observou que neste período do Ano, a Liturgia nos propõe inúmeros encontros de Jesus: com a sua Mãe no ventre, com São João Batista, com os pastores, com os Magos. Tudo isso nos diz que o Advento é “um tempo para caminhar e ir ao encontro com o Senhor, isto é, um tempo para não ficar parado”.

Oração, caridade e louvor: assim encontraremos o Senhor
Eis então que devemos nos perguntar como podemos ir ao encontro de Jesus. “Quais são as atitudes que devo ter para encontrar o Senhor? Como devo preparar o meu coração para encontrar o Senhor?”, questionou o Papa.
“Na oração no início da Missa, a Liturgia nos fala de três atitudes: vigilantes na oração, operosos na caridade e exultantes no louvor. Ou seja, devo rezar com vigilância; devo ser operoso na caridade – a caridade fraterna: não somente dar esmola, não; mas também tolerar as pessoas que me incomodam, tolerar em casa as crianças quando fazem muito barulho, ou o marido ou a mulher quando estão em dificuldade, ou a sogra… não sei .. mas tolerar: tolerar … Sempre a caridade, mas operosa. E também a alegria de louvar o Senhor: ‘Exultantes na alegria’. Assim devemos viver este caminho, esta vontade de encontrar o Senhor. Para encontrá-lo bem. Não ficar parados. E encontraremos o Senhor”.
Porém, acrescentou o Papa, “ali haverá uma surpresa, porque Ele é o Senhor das surpresas”. Também o Senhor “não está parado”. Eu, afirmou Francisco, “estou em caminho para encontrá-Lo e ele está em caminho para me encontrar. E quando nos encontramos, vemos que a grande surpresa é que Ele está me procurando antes que eu comece a procurá-lo”.

O Senhor sempre nos precede no encontro
“Esta é a grande surpresa do encontro com o Senhor. Ele nos procurou por primeiro. É sempre o primeiro. Ele percorre o seu caminho para nos encontrar”. Foi o que aconteceu com o Centurião:
“O Senhor vai sempre além, vai primeiro. Nós fazemos um passo e Ele faz dez. Sempre. A abundância de sua graça, de seu amor, de sua ternura não se cansa de nos procurar, também, às vezes, com coisas pequenas: Pensamos que encontrar o Senhor seja algo magnífico, como aquele homem da Síria, Naamã, que tinha hanseníase: E não é simples. Ele também teve uma surpresa grande da maneira de Deus agir. O nosso é o Deus das surpresas, o Deus que está nos procurando, nos esperando, e nos pede somente o pequeno passo da boa vontade.”
Devemos ter a “vontade de encontrá-lo”. Depois, Ele “nos ajuda”. “O Senhor nos acompanhará durante a nossa vida”, disse o Papa. Muitas vezes, irá nos ver distanciar Dele, e nos esperará como o Pai do Filho Pródigo.

A fé não é saber tudo sobre dogmática, mas encontrar Jesus
“Muitas vezes”, acrescentou o pontífice, “verá que queremos nos aproximar e sairá ao nosso encontro. É o encontro com o Senhor: isto é importante! O encontro. “Sempre me impressionou o que o Papa Bento XVI disse: que a fé não é uma teoria, uma filosofia, uma ideia: é um encontro. Um encontro com Jesus”. Caso contrário, “se você não encontrou a sua misericórdia pode até rezar o Credo de cor, mas não ter fé”:
“Os doutores da lei sabiam tudo, tudo sobre a dogmática daquele tempo, tudo sobre a moral daquele tempo, tudo. Não tinham fé, porque o seu coração tinha se distanciado de Deus. Distanciar-se ou ter o desejo de ir ao encontro. Esta é a graça que nós hoje pedimos. Ó Deus, nosso Pai, suscite em nós a vontade de ir ao encontro de Cristo, com as boas obras. Ir ao encontro de Jesus. Por isso, recordamos a graça que pedimos na oração, com a vigilância na oração, operosos na caridade e exultantes no louvor. Assim, encontraremos o Senhor e teremos uma linda surpresa”. (BF/MJ)

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