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Santo Evangelho (Jo 20, 19-31)

2º Domingo da Páscoa – 28/04/2019 – Ano C

Primeira Leitura (At 5, 12-16)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:

12Muitos sinais e maravilhas eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. Todos os fiéis se reuniam, com muita união, no Pórtico de Salomão. 13Nenhum dos outros ousava juntar-se a eles, mas o povo estimava-os muito. 14Crescia sempre mais o número dos que aderiam ao Senhor pela fé; era uma multidão de homens e mulheres. 15Chegavam a transportar para as praças os doentes em camas e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, pelo menos a sua sombra tocasse alguns deles. 16A multidão vinha até das cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes e pessoas atormentadas por maus espíritos. E todos eram curados.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 117)

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”

— A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!’/ A casa de Aarão agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ Os que temem o Senhor, agora o digam:/ “Eterna é a sua misericórdia!”

— “A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!/ Este é o dia que o Senhor fez para nós,/ Alegremo-nos e nele exultemos!

— Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação,/ ó Senhor,/ dai-nos também prosperidade!”/ Bendito seja, / em nome do Senhor,/ aquele que em seus átrios vai entrando!/ Desta casa do Senhor vos bendizemos./ Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

 

Segunda Leitura (Ap 1,9-11a.12-13.17-19)
Leitura do Livro do Apocalipse de São João:

9Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação, e também no reino e na perseverança em Jesus, fui levado à ilha de Patmos, por causa da Palavra de Deus e do testemunho que eu dava de Jesus. 10No dia do Senhor, fui arrebatado pelo Espírito e ouvi atrás de mim uma voz forte, como de trombeta, 11aa qual dizia: “O que vais ver, escreve-o num livro”. 12Então voltei-me para ver quem estava falando; e ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro. 13No meio dos candelabros havia alguém semelhante a um “filho de homem”, vestido com uma túnica comprida e com uma faixa de ouro em volta do peito. 17Ao vê-lo, caí como morto a seus pés, mas ele colocou sobre mim sua mão direita e disse: “Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, 18aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre. Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos. 19Escreve pois o que viste, aquilo que está acontecendo e que vai acontecer depois”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-31)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Luís Maria Grignion de Montfort, devoto à Virgem Maria

Neste dia, nós contemplamos o fiel testemunho de Luís que, ao ser crismado, acrescentou ao seu prenome o nome de Maria, devido sua devoção à Virgem Maria, que permeou toda sua vida.

Nascido na França, no ano de 1673, de uma família muito numerosa, ele sentiu bem cedo o desejo de seguir o sacerdócio e assim percorreu o caminho dos estudos.

Como padre, São Luís começou a comunicar o Santo Evangelho e a levar o povo, através de suas missões populares, a viver Jesus pela intercessão e conhecimento de Maria. Foi grande pregador, homem de oração, amante da Santa Cruz, dos doentes e pobres; como bom escravo da Virgem Santíssima não foi egoísta e fez de tudo para ensinar a todos o caminho mais rápido, fácil e fascinante de unir-se perfeitamente a Jesus, que consistia na consagração total e liberal à Santa Maria.

São Luís já era um homem que praticava sacrifícios pela salvação das almas, e sua maior penitência foi aceitar as diversas perseguições que o próprio Maligno derramou sobre ele; tanto assim que foi a Roma para pedir ao Papa permissão para sair da França, mas este não lhe concedeu tal pedido. Na força do Espírito e auxiliado pela Mãe de Deus, que nunca o abandonara, São Luís evangelizou e combateu na França os jansenistas, os quais estavam afastando os fiéis dos sacramentos e da misericórdia do Senhor.

São Luís, que morreu em 1716, foi quem escreveu o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, que influencia ainda hoje, muitos filhos de Maria. Influenciou inclusive o saudoso Papa João Paulo II, que por viver o que São Luís nos partilhou, adotou como lema o Totus Tuus, Mariae, isto é, “Sou todo teu, ó Maria”.

São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós!

Santo Evangelho (Lc 24, 35-48)

Oitava da Páscoa – Quinta-feira 25/04/2019

Primeira Leitura (At 3,11-26)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 11como o paralítico não deixava mais Pedro e João, todo o povo, assombrado, foi correndo para junto deles, no chamado “Pórtico de Salomão”. 12Ao ver isso, Pedro dirigiu-se ao povo: “Israelitas, por que vos es­pantais com o que aconteceu? Por que ficais olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar com nosso próprio poder ou piedade? 13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entre­gastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16Graças à fé no nome de Jesus, este Nome acaba de fortalecer este homem que vedes e reconheceis. A fé que vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde na presença de todos vós. 17E agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes. 18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados. 20Assim podereis alcançar o tempo do repouso que vem do Senhor. E ele enviará Jesus, o Cristo, que vos foi destinado. 21No entanto, é necessário que o céu o receba, até que se cumpra o tempo da restauração de todas as coisas, conforme disse Deus, nos tempos passados, pela boca de seus santos profetas. 22Com efeito, Moisés afirmou: ‘O Senhor Deus fará surgir, entre vós irmãos, um profeta como eu. Escutai tudo o que ele vos disser. 23Quem não der ouvidos a esse profeta, será eliminado do meio do povo’. 24E todos os profetas que falaram, desde Samuel e seus sucessores, também eles anunciaram estes dias. 25Vós sois filhos dos profetas e da aliança, que Deus fez com vossos pais, quando disse a Abraão: ‘Através da tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra’. 26Após ter ressuscitado o seu servo, Deus o enviou em primeiro lugar a vós, para vos abençoar, na medida em que cada um se converta de suas maldades”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 8)

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:

— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

 

Evangelho (Lc 24,35-48)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava con­vosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Marcos Evangelista, fez um lindo trabalho missionário

São Marcos Evangelista, ficou conhecido por ter sido agraciado com o carisma da vivência comunitária

Celebramos com muita alegria a vida de santidade de um dos quatro Evangelistas: São Marcos. Era judeu de origem e de uma família tão cristã que sempre acolheu aos primeiros cristãos em sua casa: “Ele se orientou e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, chamado Marcos; estava lá uma numerosíssima assembleia a orar” (Atos 12,12).

A tradição nos leva a crer que na casa de São Marcos teria acontecido a Santa Ceia celebrada por Jesus, assim como dia de Pentecostes, onde “inaugurou” a Igreja Católica. Encontramos na Bíblia que o santo de hoje acompanhou inicialmente São Barnabé e São Paulo em viagens apostólicas, e depois São Pedro em Roma.

São Marcos na Igreja primitiva fez um lindo trabalho missionário, que não teve fim diante da prisão e morte dos amigos São Pedro e São Paulo. Por isso, evangelizou no poder do Espírito Alexandria, Egito e Chipre, lugar onde fundou comunidades. Ficou conhecido principalmente por ter sido agraciado com o carisma da inspiração e vivência comunitária, que deram origem ao Evangelho querigmático de Jesus Cristo segundo Marcos.

São Marcos, rogai por nós!

II Domingo da Páscoa – Ano C

Por Pe. Fernando José Cardoso

Evangelho segundo São João 20, 19-31
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.» Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.» Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto». Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a vida nele.

Neste segundo domingo na oitava da Páscoa, o evangelista João – fiel a uma tradição anterior a ele – carregou e condensou no apóstolo Tomé a dúvida apostólica. Assim sendo, prestou-nos um grande favor, porque nos diz que os apóstolos, embora simples, não eram pessoas crédulas. Não foi a fé na ressurreição fruto de uma exaltação religiosa, ou fruto de uma alucinação psicológica; sofreram e tiveram que se render diante das evidências, afirmando que o seu Senhor, miseravelmente pregado numa cruz e morto, estava mais vivo do que nunca. Jesus ressuscitado, diz-nos o texto, sopra sobre eles numa ação simbólica, comunicando-lhes o Seu Espírito Santo. Doravante, cheios do Espírito do Ressuscitado, poderão perdoar todos os pecados, porque em Cristo – vencedor do pecado e da morte – Deus resolve dar uma grande absolvição a cada um sem nenhuma exceção, por maiores que possam ser os pecados. Nesta primeira aparição – de acordo com o texto – não estava presente o evangelista da dúvida. Ele se rende oito dias depois, num contexto dominical e, sem querer desvendar o mistério com as próprias mãos, pronuncia o ato de fé mais forte de todo o Novo Testamento, diante de Jesus Ressuscitado. O evangelista gostaria que fosse este o ato de fé provindo do nosso coração: “Meu Senhor e meu Deus”. Jesus – antes que o texto evangélico chegue ao seu final – liberta-Se das amarras do próprio texto e, contemplando-nos desde longe, pronuncia à imensa platéia que somos todos nós a bem-aventurança do final deste evangelho: “Bem aventurados aqueles que crêem sem terem visto” – bem aventurados aqueles que crêem sem sondar o mistério com as próprias mãos. Bem aventurados somos todos nós, desde que a nossa fé seja sincera e, ao mesmo tempo, alegre e feliz.

 

«Recebei o Espírito Santo»
Gregório de Narek (c. 944-c. 1010), monge e poeta arménio
Livro das orações, nº 33 (a partir da trad. SC 78, p. 206)

Onipotente, Benfeitor, Amigo dos homens, Deus de todos, Criador dos seres visíveis e invisíveis, Tu que salvas e fortaleces, Tu que curas e pacificas, Espírito poderoso do Pai […], Tu participas no mesmo trono e na mesma glória, e na ação criadora do Pai […]. Por meio de Ti nos foi revelada a trindade das Pessoas, na unidade da natureza da Divindade; e Tu és uma destas Pessoas, Tu, o Incompreensível. […] Moisés Te proclamou Espírito de Deus (Gn 1, 2): a Ti, que planavas sobre as águas, com protecção envolvente, temível e cheia de solicitude; Tu abriste as asas como sinal de auxílio compadecido aos recém-nascidos, revelando-nos assim o mistério da fonte baptismal. […] Tu criaste, ó Omnipotente, enquanto Senhor, todas as naturezas de tudo quanto existe, todos os seres a partir do nada. Por Ti se renovam pela ressurreição todos os seres por Ti criados, nesse momento que é o último dia da vida nesta terra e o primeiro dia da vida na Terra dos Vivos. Aquele que tem a mesma natureza que Tu, Aquele que é consubstancial ao Pai, o Filho Unigénito, obedeceu-Te, na nossa natureza, como a Seu Pai, unindo a Sua vontade à Tua. Ele Te anunciou como Deus verdadeiro, igual e consubstancial a Seu Pai omnipotente […] e calou aqueles que a Ti resistiam, esses que combatiam Deus (cf Mt 12, 28), perdoando embora àqueles que se Lhe opunham. Ele é o Justo e o Imaculado, o Salvador de todos, que foi entregue por causa dos nossos pecados, e que ressuscitou para nossa justificação (Rm 4, 25). A Ele a glória por Ti, e a Ti o louvor pelo Pai omnipotente, pelos séculos dos séculos, Amém.

 

Páscoa: Nova Criação
Cf. B. CABALLERO. A Palavra de cada dia. Paulus: 2000.

O segundo domingo pascal, domingo das “vestes brancas”, acentua a nova existência do cristão regenerado pelo batismo (ou pela renovação do compromisso batismal). Na primeira leitura, início de uma série de leituras de At, esta novidade se manifesta na atuação da primeira comunidade cristã, suscitando admiração por causa de sua união e dos sinais que o acompanham. O novo povo de Deus cresce ligeiro. Com razão, o salmo responsorial comenta: a pedra rejeitada tornou-se a pedra angular. A segunda leitura é a visão inicial do Apocalipse. No “primeiro dia da semana”, dia da ressurreição e da assembléia cristã, ele vê o Cristo glorioso, o “primeiro e o último”, o “vivo que foi morto” e que “tem as chaves da morte”, ou seja, tem a morte em seu poder. É a aparição do Cristo como Senhor do Universo. Os tempos são nele resumidos e recapitulados. No fim do livro, ele se manifesta como o renovador do Universo. A novidade da situação pascal aparece também no legado que o ressuscitado deixa para a sua Igreja: a paz, como dom e como missão. A paz é dom escatológico por excelência, a renovação da harmonia com Deus, o perdão (evangelho). Esta nova realidade vem no Espírito, o Espírito do batismo, o Espírito de Cristo. Não é fruto do mero esforço, nosso. É um do dado a todos os verdadeiros fieis, os que se confiam a Cristo e em Cristo se tornam homens novos; os que não são determinados por critérios biológicos e sociológicos, mas “nasceram de Deus”. De modo especial, a liturgia de hoje se dirige aos recém-nascidos filhos de Deus. A esta novidade podemos dedicar uma consideração comunitária e histórica, como é sugerido especialmente pelas duas primeiras leituras. A comunidade cristã aparece, no mundo, como um mundo novo, escatológico. As pessoas aderem a ela para “serem salvas”. No Apocalipse, Cristo aparece como o Senhor da História. Este Senhor da História foi morto. Sua morte aconteceu por causa de sua total solidariedade com a história humana, na qual ele se integrou, numa práxis autêntica, conscientizadora e libertadora, procurando restituir ao homem seu Deus, e a Deus, sua Lei e seu povo. Sua prática em prol da vida o levou ao testemunho radical da morte. Ora, se este Senhor, que por nós e conosco enfrentou a rejeição e finalmente a morte, agora vive, então, a História, que ele assumiu, vive com ele. No Cristo pascal revive a História humana para uma vida nova, totalmente diferente, vencedora do antigo pecado, que em Cristo foi crucificado. Uma História que já pertence à não-História, ao fim dos tempos. Pois, “ele”é o primeiro dos homens, realizando a vocação original da humanidade, ou seja, a completa filiação divina; mas nisso ele é também o último, a plenitude. Essa novidade da História humana deve transparecer na comunidade dos renovados pelo batismo. A renovação pascal não é apenas uma revigoração interior, nem apenas um retomar de algumas boas práticas e um provisório discernir de alguns vícios. Temos de compor uma peça nova, tendo uma estrutura nova. E, mesmo se esta for a melhor, o fato de ser nova e melhor que a anterior será um sinal de escolhemos o lado daquele em quem nossa história antiga morreu, para ressuscitar na força de Deus.

 

Reze pelos sacerdotes e jamais lhe faltará Jesus Eucarístico
Padre José Augusto

Jesus está dizendo no Evangelho de hoje: “Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Evangelho de João 20, 21-23). Muitos se confessaram nesses dias. Alguém de vocês tiveram os pecados retidos pelos padres aqui? Não! Eles disseram a vocês: ‘Eu te absolvo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’. Então os pecados de vocês estão perdoados. Eu quero que vocês, cada vez mais olhem para nós, sacerdotes, e confiem no ministério que Deus deu a todos nós. Vocês não podem olhar para os ministros do Altíssimo com olhar de desprezo e desconfiança. Se eles estão aqui, é porque o Senhor dos Senhores os enviou, e se o Altíssimo os enviou, nós devemos acolhê-los. E nós sacerdotes só precisamos de uma coisa: que vocês rezem por nós, porque nós é que vamos dar Jesus para vocês. Eu não sei qual é a concepção que vocês estão tendo dos padres ultimamente, mas quero dizer a vocês que nós também recebemos a graça da misericórdia, porque nós também somos pecadores, por isso nós [sacerdotes] estamos aqui e viemos também receber a graça da misericórdia. Rezem pela nossa perseverança e jamais irá faltar Jesus na vida de vocês. Isso sem falar dos outros sacramentos, mas falo agora do Sacramento da Eucaristia, porque o mundo só não entrou ainda no caos, porque ainda existe a Santa Missa e ela só acontece por causa dos ministros de nosso Senhor Jesus Cristo. Então, amem muito o sacerdote da paróquia de vocês, porque o inferno está furioso e o demônio está com raiva da Igreja Católica, mas eu estou tranqüilo porque ele jamais vai ser o vencedor. Outra coisa, diante de qualquer acontecimento fiquem em paz, porque nada pode levar vocês ao desespero. Jesus Cristo está vivo e ressuscitou de verdade, e hoje Ele os atraiu aqui e por isso estamos unidos na festa da Divina Misericórdia, aconteça o que acontecer diga: “Jesus eu confio em Vós.” “Nós sacerdotes viemos para também receber a Misericórdia de Deus” Diante das calamidades que acontecerem daqui pra frente, o fruto do dia de hoje é dizer: “Jesus eu confio em Vós”. Coloque tudo na Misericórdia do Senhor, porque Ele tem cuidado de vocês, porque Deus não esquece nenhum de seus filhos. Por isso Ele chamou os maiores pecadores para estar perto d’Ele. Hoje o Senhor trouxe cada um para dizer que perdoa os nossos pecados. É preciso apenas que você busque o sacerdote e se confesse. O Senhor que derrama a sua misericórdia também quer hoje derramar o seu Espírito Santo sobre nós. Só o Espírito Santo pode dar a certeza de todas as coisas e a paz no nosso coração. Diga comigo: ‘Ó vinde Espírito Criador, as nossas almas visitai e enchei os nossos corações com Vossos dons celestiais. Vós sois chamado o Intercessor, do Deus excelso o dom sem par, a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar. Sois doador dos sete dons, e Sois poder na Mão do Pai, por Ele prometido a nós, por nós Seus feitos proclamai. A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor. Nosso inimigo repeli, e concedei-nos Vossa paz, se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás. Ao Pai e ao Filho Salvador, por Vós possamos conhecer, que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer’ (oração: Veni Creator).

 

A página evangélica deste domingo convida-nos a viver com os apóstolos a primeira semana – trabalho e festa – vivida com a novidade trazida pela ressurreição de Jesus. É a primeira semana de uma nova existência. A ressurreição de Jesus nada mudou no ritmo normal da semana, nem transtornou o trabalho nem o repouso. A Páscoa do Senhor faz que tudo se viva de uma maneira nova. No meio da normalidade da vida, os discípulos disseram: “Vimos o Senhor”, porque tinham feito essa experiência e deixaram-se tocar por Ele, pelo dom do seu Espírito e da sua paz. A narração evangélica somente nos fala de dois domingos, do primeiro e do segundo. Durante a semana, além do encontro com Tomé, nada se escreve sobre algo que tenha sido importante. Neste encontro, encontramos de forma explícita uma maneira de viver e de transmitir a fé em Jesus Ressuscitado. Viver, conviver, partilhar a vida normal na família, no trabalho, etc; momentos, onde não há nenhuma transcendência aparente. Os discípulos estão reunidos no mesmo lugar. É uma maneira de dizer que são uma comunidade eclesial. O “domingo” – as duas aparições acontecem no domingo – também nos fala de Igreja: é o dia em que nos reunimos para fazer o mesmo: celebrar o Ressuscitado que está no meio de nós. O primeiro dos dois domingos tem uma característica que não tem o segundo: estão fechados com medo dos judeus (esta expressão não tem sentido étnico; refere-se aos dirigentes religiosos do povo). Razões para tal não lhes faltavam. O evangelista João já nos tinha narrado que os seguidores de Jesus tinham “medo dos judeus”, por exemplo, na cura do cego de nascença. Eram tempos difíceis. Mas tanto naquela ocasião como nesta, ter visto o Senhor faz mudar as coisas: o cego, quando O viu perdeu o medo; com os discípulos fechados passa-se o mesmo: no segundo domingo, não se fala de medo. O medo e a fé são, pois, opostos. Como é oportuno fazer um exame de consciência sobre o estado de saúde da fé da Igreja atual! Haverá sintomas de medo e de isolamento? Estaremos, talvez, a viver tempos difíceis que originam tantos obstáculos à nossa confissão de fé em Jesus Cristo! Além do exame de consciência coletivo, que bom seria fazer um exame de consciência pessoal: hoje, como professo a fé na minha vida? Ver o Senhor, anima-nos? Apesar dos discípulos estarem fechados, o Ressuscitado visita-os, toma a iniciativa e aparece no meio deles. É a partir daqui que devemos fazer a nossa reflexão pessoal e comunitária: a Igreja só será construída com o ânimo de Jesus. “Assim como o Pai Me enviou”. O discípulo é convidado a deixar-se modelar por Jesus, da mesma forma que ele se deixou modelar pelo Pai. O que define o discípulo de Jesus é a missão, ser “enviado”. Os seus discípulos e a Igreja serão definidos pela missão que Jesus lhes dá. A missão evangelizadora e o próprio Evangelho têm sentido com a bem – aventurança que o Ressuscitado proclama: “Felizes os que acreditam sem terem visto”. A finalidade da evangelização é fazer “felizes” os que não conhecem Jesus, conhecendo-O; que sejam “felizes” na fé. Neste encontro alegre dos discípulos com o Senhor, tanto no primeiro como no segundo, ocupa um lugar de destaque o mostrar as mãos e o lado, onde estão as marcas da morte na cruz. O Ressuscitado é o próprio Crucificado. A eucaristia é celebrar isto mesmo. Não celebramos uma coisa qualquer, sobretudo não nos celebramos a nós próprios; o que celebramos é a Páscoa do Senhor, porque deste acontecimento vem a fé que nos liberta. Estamos na Páscoa. Oito dias depois, a celebração eucarística deve ser solene, a igreja ornada de flores, a água benta pronta para o rito da aspersão (que substitui o ato penitencial). O rito da aspersão dá às nossas celebrações um “tom” pascal. Para preparar a homilia, o mais importante é contemplar a Palavra de Deus e depois contemplar a vida da comunidade e das pessoas que a formam. Só depois deste duplo exercício, é que poderemos atualizar a Palavra de Deus que nos é proposta nas leituras deste domingo.

Santo Evangelho (Jo 7, 40-53)

4ª Semana da Quaresma – Sábado 06/04/2019

Primeira Leitura (Jr 11,18-20)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

18Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. 19Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício, e não sabia que tramavam contra mim: “Vamos cortar a árvore em toda a sua força, eli­miná-lo do mundo dos vivos, para seu nome não ser mais lembrado”. 20E tu, Senhor dos exércitos, que julgas com justiça e perscrutas os afetos do coração, concede que eu veja a vingança que tomarás contra eles, pois eu te confiei a minha causa.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 7)

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.
— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio: vinde salvar-me do inimigo, libertai-me! Não aconteça que agarrem minha vida como um leão que despedaça a sua presa, sem que ninguém venha salvar-me e libertar-me!

— Julgai-me, Senhor Deus, como eu mereço e segundo a inocência que há em mim! Ponde um fim à iniquidade dos perversos, e confir­mai o vosso justo, ó Deus-Justiça, vós que sondais os nossos rins e corações.

— O Deus vivo é um escudo protetor, e salva aqueles que têm reto coração. Deus é juiz, e ele julga com justiça, mas é um Deus que ameaça cada dia.

 

Evangelho (Jo 7,40-53)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 40ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta”. 41Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia? 42Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?” 43Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” 46Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”. 47Então os fari­seus disseram-lhes: “Também vós vos dei­xastes enganar? 48Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!” 50Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51“Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?” 52Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. 53E cada um voltou para sua casa.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Marcelino, exemplo de verdade e justiça

São Marcelino é exemplo para quem quer doar-se pela verdade e pela justiça

Ocupou um cargo eminente no Império Romano entre os séculos IV e V, tanto que o imperador Honório o enviou para a África, em Cartago, devido a uma confusão com os donatistas, que ensinavam que a eficácia dos sacramentos dependia da santidade dos ministros.

Marcelino se aconselhou com seu amigo, Santo Agostinho, que era bispo de Hipona. E juntos, buscaram o bem comum e a paz para aquela cidade.

O santo de hoje foi mártir. Os donatistas vendo nele um entrave para os interesses pessoais, mandaram assassiná-lo. Pai de família, São Marcelino é exemplo para quem quer doar-se pela verdade e pela justiça.

São Marcelino, rogai por nós!

Qual é a melhor maneira de receber a Comunhão?

https://www.acidigital.com/noticias/qual-e-a-melhor-maneira-de-receber-a-comunhao-86232

Comunhão / Foto: ACI Prensa

REDAÇÃO CENTRAL, 05 Abr. 19 / 01:30 pm (ACI).- Pe. Samuel Bonilla, conhecido nas redes sociais como “Padre Sam”, respondeu às preocupações que surgem no momento de receber a Comunhão.
“Posso recebê-la de pé, de joelhos, nas mãos, na boca, posso receber a comunhão duas vezes?”, são dúvidas frequentes que o Padre Sam esclareceu em seu canal do YouTube.
O sacerdote nascido em El Salvador tomou como referência a instrução “Redemptionis Sacramentum”, assinada em 2004 pelo Cardeal Francis Arinze, então Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
“Primeiramente, deve-se dizer que para recebê-la, deve ser durante a celebração da Eucaristia, a não ser que seja por motivos graves”, como é o caso de uma pessoa doente, explicou Padre Sam.
Como segundo ponto, o sacerdote disse que, “para receber a Eucaristia, devo estar confessado e não ter cometido pecados graves”.

De pé ou ajoelhado?
“As duas formas são válidas, como você preferir, de pé ou de joelhos. Antes do Concílio Vaticano II, só se comungava de joelhos”, mas depois da reforma litúrgica, ambas as formas são válidas, disse Padre Sam.
De acordo com o parágrafo 91 da ‘Redemptionis Sacramentum’, “não é lícito negar a Sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, apenas por querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé”, indicou o sacerdote.

Receber a Comunhão na boca ou na mão?
Padre Sam leu o parágrafo 92 do documento do Vaticano, que diz que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia”.
“Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão”, adverte o texto.
Padre Sam indicou que muitas pessoas se perguntam se podem “mastigar” a Eucaristia. Ele explicou que “não há problema, pode inclusive esperar que se dissolva”.
Depois de comungar, “de preferência, vá para o lugar onde estava sentado e ali, de joelhos ou sentado, agradeça a Deus, porque lhe deu a oportunidade de receber a comunhão. Não é necessário ir ao Santíssimo Sacramento já que você mesmo é um Sacrário vivo nesse momento. No próprio corpo carrega o Corpo de Cristo”, assegurou Padre Sam.

Posso comungar mais de uma vez durante o dia?
Padre Sam respondeu a esta preocupação, citando o número 95 da instrução ‘Redemptionis Sacramentum’, que afirma que “o fiel leigo que já tendo recebido a Santíssima Eucaristia, pode receber outra vez no mesmo dia somente dentro da celebração eucarística na qual participe”.
No final do seu vídeo, o sacerdote lembrou que a Eucaristia, o Corpo e Sangue de Jesus, “é o presente mais precioso que temos, portanto, devemos fazê-lo da melhor maneira”.

Santo Evangelho (Mc 6, 1-6)

ANO ÍMPAR

4ª Semana Tempo Comum – Quarta-feira 06/02/2019 

Primeira Leitura (Hb 12,4-7.11-15)
Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos, 4vós ainda não resististes até o sangue na vossa luta contra o pecado, 5e já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te repreende; 6pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”. 7É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige? 11No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados. 12Portanto, “firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; 13acertai os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado. 14Procurai a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; 15cuidai para que ninguém abandone a graça de Deus. Que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vós, tumultuando e contaminando a comunidade.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 102 )

— O amor do Senhor por quem o respeita é de sempre e para sempre.
— O amor do Senhor por quem o respeita é de sempre e para sempre.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

— Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Porque sabe de que barro somos feitos, e se lembra de que apenas somos pó.

— Mas o amor do Senhor Deus por quem o teme é de sempre e perdura para sempre; e também sua justiça se estende por gerações até os filhos de seus filhos, aos que guardam fielmente sua Aliança.

 

Evangelho (Mc 6,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Paulo Míki e companheiros mártires

São Paulo Míki e companheiros mártires, foram fervorosos, deram testemunho com a vida e a morte

São Paulo Míki nasceu em Kyoto, no Japão, no século XVI dentro de uma família cristã, nobre, que foi canal para que ele recebesse, ainda pequeno, a graça do batismo. A partir de então, buscou também viver a riqueza do “ser batizado”. Discerniu a sua vocação, entrou para a Companhia de Jesus, tornou-se um Jesuíta e correspondeu ao chamado do sacerdócio.

Profundo conhecedor tanto da cultura quanto da língua, foi um homem compadecido do seu povo. Como nos tempos de hoje, o Japão não tinha o Cristianismo como religião predominante, então, São Paulo Míki buscava responder à necessidade da evangelização pela oração e pela penitência. Com estratégias inspiradas pelo Espírito Santo, foi um homem dócil, de comunidade.

Ousado e corajoso, quando ergueu-se à perseguição do Cristianismo no Japão também acabou sendo preso, assim como seus companheiros; mas não arrefeceu na sua fé. Ele, que era um grande pastor e pregador, também no momento do confronto, indicou Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua religião como o único Salvador e a verdadeira religião; verdade que perdura para todos os tempos.

São Paulo Míki, assim como os companheiros de missão e outros cristãos fervorosos, deram testemunho com a vida e também com a morte.

Em Nagasaki, foram todos crucificados em 1595. Sementes para novos cristãos, desde a passagem de São Francisco Xavier já se contavam 300 mil cristãos no Japão. Depois, muito mais com testemunho desses 26 companheiros de Jesus.

Peçamos a intercessão deste santo para que o nosso relacionamento profundo com Deus se traduza em evangelização para a humanidade.

São Paulo Míki e companheiros mártires, rogai por nós!

 

ANO PAR

Primeira Leitura (2Sm 24,2.9-17)
Leitura do Segundo Livro de Samuel.

Naqueles dias, 2disse o rei Davi a Joab e aos chefes de seu exército que estavam com ele: “Percorrei todas as tribos de Israel, desde Dã até Bersabeia, e fazei o recenseamento do povo, de maneira que eu saiba o seu número”. 9Joab apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil homens. 10Mas, depois que o povo foi recenseado, Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: “Cometi um grande pecado, ao fazer o que fiz. Mas perdoa a iniquidade do teu servo, porque procedi como um grande insensato”. 11Pela manhã, quando Davi se levantou, a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad, vidente de Davi, nestes termos: 12“Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor: dou-te a escolher três coisas: escolhe aquela que queres que eu te envie”. 13Gad foi ter com Davi e referiu-lhe estas palavras, dizendo: “Que preferes: três anos de fome na tua terra, três meses de derrotas diante dos inimigos que te perseguem, ou três dias de peste no país? Reflete, pois e vê o que devo responder a quem me enviou”. 14Davi respondeu a Gad: “Estou em grande angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!” 15E Davi escolheu a peste. Era o tempo da colheita do trigo. O Senhor mandou, então, a peste a Israel, desde aquela manhã até o dia fixado, de modo que morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabeia. 16Quando o anjo estendeu a mão para exterminar Jerusalém, o Senhor arrependeu-se desse mal e disse ao anjo que exterminava o povo: “Basta! Retira agora a tua mão!” O anjo estava junto à eira de Areuna, o jebuseu. 17Quando Davi viu o anjo que afligia o povo, disse ao Senhor: “Fui eu que pequei, eu é que tenho a culpa. Mas estes, que são como ovelhas, que fizeram? Peço-te que a tua mão se volte contra mim e contra a minha família!”

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 31)

— Perdoai-me, Senhor, meu pecado!
— Perdoai-me, Senhor, meu pecado!

— Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade!

— Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta.

— Todo fiel pode, assim, invocar-vos, durante o tempo da angústia e aflição, porque, ainda que irrompam as águas, não poderão atingi-lo jamais.

— Sois para mim proteção e refúgio; na minha angústia me haveis de salvar, e envolvereis a minha alma no gozo da salvação que me vem só de vós.

 

Evangelho (Mc 6,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

São Brás, Bispo e Mártir – 03 de Fevereiro

(Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2002, n. 2, p. 22-23)

De onde vem esse costume singular, de pedir a São Brás a cura das doenças de garganta?
Convidamos o leitor a reviver os fatos maravilhosos da vida deste mártir dos primeiros tempos do cristia­nismo, nos quais encontrará a origem da poderosa intercessão de São Brás. Neste dia, lembramos a vida São Brás, venerado tanto no Oriente como no Ocidente, nasceu na Armênia, no século III, foi médico e bispo em Sebaste. Como médico, usava dos seus conhecimentos para resgatar a saúde, não só do corpo, mas também da alma, pois se ocupava em evangelizar os pacientes. No tempo deste santo aconteceu uma forte perseguição religiosa, por isso, como santo bispo, procurou exortar seus fiéis à firmeza da fé. Por sua vez, São Brás, que era testemunho de segurança em Deus, retirou-se para um lugar solitário, a fim de continuar governando aquela Igreja, porém, ao ser descoberto por soldados, disse: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”. Morreu em 316. Quando as perseguições começaram sob o Imperador Dioclecius (284-305). São Brás fugiu para uma caverna onde ele cuidou dos animais selvagens. Anos mais tarde, caçadores o encontraram e o levaram preso para o governador Agrícola, da Capadócia na Baixa Armênia, durante a perseguição do então Imperador Licinius Lacinianus (308-324). São Brás foi torturado com ferros em brasa e depois foi decapitado. O costume de abençoar as gargantas no seu dia continua até hoje, sendo usadas velas nas cerimônias comemorativas. São utilizadas para lembrar o fato da mãe do menino curado por São Brás, ter levado a ele velas na prisão. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás e é muito venerado na França e Espanha. Suas relíquias estão em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne na Alemanha. Na França em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik na antiga Iugoslávia e em Roma, Taranto e Milão na Itália. Na liturgia da Igreja Católica São Brás é mostrado com velas nas mãos e em frente a ele, uma mãe carregando uma criança com a mão na garganta, como pedindo para ele curá-la. Daí se originou a benção da garganta no seu dia.

Aos pés de uma montanha, numa gruta, nos campos de Sebaste, na Armênia, morava um homem puro e inocente, doce e modesto. O povo da cidade, movido pelas virtudes do Santo Varão, inspirado pelo Espírito Santo, o escolheu como Bispo. Os habitantes da cidade, e até os animais, iam procurá-lo, para obter alívio de seus males. Um dia, os soldados de Agrícola, governador da Capadócia, procuravam feras nos campos de Sebaste, para martirizar os cristãos na arena, quando depararam com muitos animais ferozes de todas as espécies, leões, ursos, tigres, hienas, lobos e gorilas convivendo na maior harmonia. Olhando-se estupefatos e bo­quiabertos, perguntavam-se o que acontecia, quan­do da negra gruta surge, da escuridão para a luz, um homem caminhando entre as feras, levantando a mão, como que abençoando-as. Tranqüilas e em ordem voltaram para suas covas e desertos de onde vieram. Um enorme leão de juba ruiva permaneceu. Os soldados, mortos de medo, viram-no levantar a pata e logo após, Brás aproximou-se dele para extrair-lhe uma farpa que lá se cravara. O animal, tranqüilo, foi-se embora. Sabendo do fato, o governador Agrícola mandou prender o homem da caverna. Brás foi preso sem a menor resistência. Não conseguindo vergar o santo ancião, que se recusou a adorar os ídolos pagãos, Agrícola mandou que o açoitassem e depois o prendessem na mais negra e úmida das masmorras. Muitos iam procurar o Santo Bispo, que os aben­çoava e curava. Uma pobre mulher o buscou, aflita, com seu filho nos braços, quase estrangulado por uma espinha de peixe que lhe atravessava a garganta. Comovido com a fé daquela pobre mãe, São Brás passou a mão na cabeça da criança, ergueu os olhos, rezou por um instante, fez o sinal da cruz na garganta do menino e pediu a Deus que o acudisse. Pouco depois a criança ficou livre da espinha que a maltra­tava. Por várias vezes o santo foi levado à presença de Agrícola, mas sempre perseverava na fé de Jesus Cristo. Em revide era supliciado.

Movido por sua fidelidade e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, São Brás curava e abençoava. Sete mulheres que cui­da­ram de suas fe­ridas, provocadas pelos suplícios de Agrícola, fo­ram também castigadas. Depois o governador foi informado que elas haviam atirado seus ídolos no fundo de um lago próximo, e mandou matá-las. São Brás chorou por elas e Agrícola, enfurecido, con­denou-o à morte, decretando que o lançassem no lago. Brás fez o sinal da cruz sobre as águas e avançou sem afundar. As águas pareciam uma estrada sob seus pés. No meio do lago parou e desafiou os soldados: – Venham! Venham e ponham à prova o poder de seus deuses! Vários aceitaram o desafio. Entraram no lago e afundaram no mesmo instante. Um anjo do Senhor apareceu ao bom Bispo e ordenou que voltasse à terra firme para ser martirizado. O governador o condenou à decapitação. Antes de apresentar a cabeça ao carrasco, São Brás suplicou a Deus por todos aqueles que o haviam assistido no sofrimento, e também por aqueles que lhe pedissem socorro, após ter ele entrado na glória dos céus. Naquele instante, Jesus lhe apareceu e prometeu conceder-lhe o que pedia. Morreu São Brás em plena época de ascensão do Cristianismo, em Sebaste, a 3 de fevereiro. Era natural da Armênia. Brás, brasa, chama do amor de Deus, da fé, do amor ao próximo. A vida heróica de São Brás é um estímulo para que mantenhamos também acesa em nossas almas a brasa da fé, que em meio às trevas sempre arda de zelo, fidelidade e intrepidez a favor do bem. Dentre os milagres que cercaram a vida deste grande santo, há um que chama particularmente a atenção: seu domínio sobre os animais ferozes, que, na companhia do santo, se tornavam mansos como cordeiros.

Qual o sentido de tal fato? No Paraíso Terrestre, antes do pecado original, Adão e Eva tinham poder sobre os animais, que vi­viam em harmonia com o homem, e o serviam. Como castigo do primeiro pecado, que foi uma revolta contra Deus, a natureza se insurgiu contra o violador da ordem, e os animais passaram a hostilizar o homem. Pelo apaziguamento que São Brás operava sobre os animais selvagens, quis Deus mostrar aos peca­dores o poder da virtude, que ordena até a natureza indomável das feras. Hoje em dia, a humanidade geme sob o peso do caos, provocado pelo pecado. E os homens praticam atos de ferocidade nunca vistos. Procuremos a so­lução para a desordem do mundo na Lei de Deus. Pela força da virtude, não só os homens, mas também a própria natureza entrará em ordem. E então que belezas não surgirão de uma sociedade, onde todos pratiquem o bem e amem a verdade?

 

São Brás e sua bênção
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

Conhecido como um dos 14 “santos auxiliares” – grupo dos santos que, desde o século XIV são famosos, pela eficácia de sua intercessão contra várias enfermidades, São Brás, segundo a tradição, nasceu em Sebaste, na Armênia, e foi bispo dessa cidade. As informações históricas são escassas. A lenda preencheu os vazios, adornando a sua vida com relatos milagrosos que fizeram dele um dos santos mais populares da Idade Média. Parece ter sofrido martírio durante a perseguição de Licínio, no século IV. Este mandou prendê-lo numa gruta ou cova que lhe servia de refúgio para suas fugas da cidade. Dali se aproximava, segundo a lenda, até as próprias feras para serem curadas. Um dia, recorreu a ele uma mãe pedindo-lhe que auxiliasse seu filho que estava asfixiando-se por causa de uma espinha de peixe que se havia atravessado em sua garganta. O santo curou-o fazendo o sinal da cruz. Estando mais tarde no cárcere, a mesma mulher trouxe-lhe alimentos e velas. Daí vem à tradição de que aos que sofrem da garganta, se lhes aplica duas velas enquanto se invoca o santo. Ele foi decapitado por volta de 316. Que possamos pedir a São Brás que nos livre de todos os males da garganta e que possamos sempre anunciar, com força o Evangelho da Vida!

O SENTIDO DA BÊNÇÃO DA GARGANTA 

São Brás nasceu em Sebaste, cidade da Armênia, no fim do século III. Era médico, mas abandonou tudo para se dedicar inteiramente ao serviço de Deus, numa vida solitária e penitente.
Segundo a tradição, vivia na gruta do Monte Argeu, rodeado de animais selvagens, mas obedientes às suas ordens. E a ele recorriam numerosas pessoas, buscando alento para suas aflições.
Foi aclamado pelo povo bispo de Sebaste e sofreu o martírio durante a perseguição de Licínio, em 323, pelas mãos de Agrícola, governador da Capadócia.
Um dia recorreu a ele uma mãe pedindo-lhe que auxiliasse seu filho que estava asfixiando-se por causa de uma espinha de peixe que se havia atravessado em sua garganta. O santo curou-o fazendo o sinal da cruz. Estando mais tarde no cárcere, a mesma mulher trouxe-lhe alimentos e velas. Daí vem à tradição de que aos que sofrem da garganta, se lhes apliquem duas velas, enquanto se invoca o santo; “Por intercessão de São Brás, te livre Deus do mal da garganta e de qualquer outro mal”.
São Brás é o protetor contra as doenças da garganta e a festa dedicada a ele é no dia 3 de fevereiro. Vamos acorrer no dia de hoje em nossas Igrejas pedindo aos nossos sacerdotes a bênção da garganta para que Deus nos livre dos males da garganta, amém!

 

ORAÇÃO A SÃO BRÁS

Ó Bem-aventurado São Brás, que recebestes de Deus o poder de proteger os homens contra as doenças da garganta e outros males, afastai de mim a doença que me aflige, conservai a minha garganta sã e perfeita para que eu possa falar corretamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus.
Eu vos prometo, São Brás, que a fala que sair da minha garganta será sempre:
De verdade e não de mentira.
De justiça e não de calúnias.
De bondade e não de aspereza.
De compreensão e não de intransigência.
De perdão e não de condenação.
De desculpa e não de acusação.
De respeito e não de desacato.
De conciliação e não de intriga.
De calma e não de irritação.
De desapego e não de egoísmo.
De edificação e não de escândalo.
De ânimo e não de derrotismo.
De conformidade e não de lamúrias.
De amor e não de ódio.
De alegria e não de tristeza.
De fé e não de descrença.
De esperança e não de desespero.
São Brás, conservai minha garganta livre daquela doença braba, para que minhas palavras possam louvar a Deus, meu Criador, e agradecer a Vós, meu protetor.
Assim seja.

Eu mesmo devo decidir minha Eternidade… para ser feliz!

Eu mesmo devo decidir minha eternidade, não Deus.
Tu determinas tua existência!

Lemos na Bíblia, no Livro do Eclesiástico cap. 15, vers. 11-20:

Não digas: “É o Senhor que me faz pecar”, porque Ele não faz aquilo que odeia.

Não digas: “É Ele que me faz errar”, porque Ele não tem necessidade de um homem pecador.

O Senhor odeia toda espécie de abominação e nenhuma é amável para os que O temem.

Desde o princípio Ele criou o homem e o abandonou nas mãos de sua própria decisão.

Se quiseres, observarás os mandamentos: a fidelidade está no fazer a Sua vontade.

Ele colocou diante de ti o fogo e a água; para o que quiseres estenderás a tua mão.

Diante dos homens está a vida e a morte, ser-te-á dado o que preferires.

É grande, pois, a sabedoria do Senhor, Ele é Todo-Poderoso e vê tudo.

Seus olhos vêem os que o temem, Ele conhece todas as obras do homem.

Não ordenou a ninguém ser ímpio, não deu a ninguém licença de pecar.

 

PARA SER FELIZ

Um ancião deixou condensadas, em oito pontos, as observações da sua longa experiência, aos 97 anos, sobre o segredo de se ter paz e felicidade. Ei-las:

1º) As orações da manhã e da noite nunca atrasaram o trabalho;

2º) O trabalho no domingo nunca enriqueceu a ninguém;

3º) A blasfêmia traz desgraças; nunca vi um blasfemo viver tranqüilo e morrer em paz;

4º) Um filho rebelde para com seus pais, cedo ou tarde é castigado de um modo exemplar, e quase sempre na vida presente;

5º) O ódio é um câncer no coração. Os bens roubados nunca prosperam;

6º) As esmolas e obras de caridade nunca levaram ninguém à pobreza;

7º) Muito caro se paga na velhice as loucuras da mocidade;

8º) Enfim (e é o ponto principal), quanto mais alguém for atrevido contra Deus durante a vida, tanto mais tremerá na hora da morte.

 

O tempo e a eternidade

“O tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que tem medo, muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festejam, mas para os que amam, o tempo dura uma eternidade”.
Autor desconhecido

 

O que acontece depois da morte?
Carta sobre algumas questões referentes à escatologia, da Congregação para a Doutrina da Fé, da Igreja católica
Por Edson Sampel

Os itens abaixo estão baseados na “Carta sobre algumas questões referentes à escatologia”, da Congregação para a Doutrina da Fé, da Igreja católica.

1) Depois da morte, ocorre a sobrevivência e a substância de um elemento espiritual, dotado de consciência e de vontade. Subsiste, assim, o eu humano, enquanto carece do complemento do seu corpo. Este elemento espiritual se chama alma.

2) Aguarda-se a gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, considerada, entretanto, distinta e postergada em relação à condição própria do homem imediatamente depois da morte.  Alguns teólogos denominam evo [pronuncia-se évo] esse “tempo” que medeia entre a morte e a ressurreição dos mortos, no juízo final. De fato, o tempo (com começo e fim) se refere ao homem na terra; a eternidade (sem começo e sem fim) é um atributo exclusivo de Deus e o evo (começa com o óbito e não tem fim), típico do homem, é definido como uma sucessão de atos psicológicos.

3) A ressurreição dos mortos se refere a todo o homem, isto é, corpo e alma: para os eleitos não é, senão, a extensão da própria ressurreição de Jesus Cristo.

4) A Igreja, em adesão fiel ao novo testamento e à tradição, crê na felicidade dos justos, que estarão um dia com Cristo no céu. Também crê no castigo eterno que espera o pecador, que será privado da visão de Deus, e na repercussão dessa pena em todo o seu ser. Crê, finalmente, em uma eventual purificação para os eleitos, prévia à visão de Deus; de todo diversa, no entanto, do castigo dos condenados. Isto é o que entende a Igreja quando fala do inferno e do purgatório.

5) Os cristãos devem manter-se firmes quanto a dois pontos essenciais: têm de acreditar, por um lado, na continuidade fundamental que existe, por virtude do Espírito Santo, entre a vida presente em Cristo e a vida futura; por outro lado, deve-se saber que ocorre uma ruptura radical entre o presente e o futuro, pelo fato de que à economia da fé sucede a economia da plena luz; ou seja, no céu, nós estaremos com Cristo e veremos Deus (1 Jo 3,2).

Santo Evangelho (Lc 13, 10-17)

30ª Semana Comum – Segunda-feira 29/10/2018

Primeira Leitura (Ef 4,32-5,8)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 4,32sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. 3A devassidão, ou qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. 4Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. 5Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento — que é um idólatra — são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus. 6Que ninguém vos engane com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. 7Não sejais seus cúmplices. 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 1)

— Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.
— Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

— Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

Evangelho (Lc 13,10-17)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus. 14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado”. 15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Narciso – Bispo de Jerusalém

São Narciso, era um homem austero, penitente, humilde, simples e puro

O santo de hoje, São Narciso, foi Bispo de Jerusalém e, quando se deu tal fato, devia ter quase cem anos de idade. Narciso não era judeu e teria nascido no ano 96. Homem austero, penitente, humilde, simples e puro, sabe-se que presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo.

Eusébio narra que em certo dia de festa, em que faltou o óleo necessário para as unções litúrgicas, Narciso mandou vir água de um poço vizinho, e com sua bênção a transformou em óleo. Conta também as circunstâncias que levaram Narciso a demitir-se das suas funções.

Para se justificarem de um crime, três homens acusaram o Bispo Narciso de certo ato infame. “Que me queimem vivo – disse o primeiro – se eu minto”. “E a mim, que me devore a lepra”, disse o segundo. “E que eu fique cego”, acrescentou o terceiro. O desgosto de ser assim caluniado despertou em Narciso o seu antigo desejo pelo recolhimento e, por isso, sem dizer para onde ia, perdoou os caluniadores e saiu de Jerusalém em direção ao deserto. Considerando-o definitivamente desaparecido, deram-lhe por sucessor a Dio, ao qual por sua vez sucederam Germânio e Górdio. Todavia, os três caluniadores não tardaram a sofrer os castigos que em má hora tinham invocado, pois o primeiro pereceu num incêndio com todos os seus, o segundo morreu de lepra e o terceiro cegou à força de tanto chorar o seu pecado.

Alguns anos depois, Narciso reapareceu na cidade episcopal. Nunca tinha sido posta em dúvida a santidade do seu procedimento.; por isso, foi com imensa alegria que Jerusalém recebeu seu antigo pastor. Segundo diz Eusébio, continuou Narciso a governar a diocese até a idade de 119 anos, auxiliado por um coadjutor chamado Alexandre. Faleceu cerca do ano de 212.

São Narciso, rogai por nós!

Solenidade da Assunção de Maria Santíssima

Por Pe. Fernando José Cardoso

Evangelho segundo São Lucas 1, 39-56
Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» Maria disse, então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.» Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.

Hoje, 19 de agosto, com a Igreja do Brasil, nós celebramos a solenidade da Assunção da Santíssima Virgem aos céus em corpo e alma. Uma solenidade que bem examinada e meditada nos faz refletir: A Virgem Maria jamais realizou façanhas extraordinárias na sua vida. Até mesmo a concepção do verbo de Deus e o Seu nascimento se deram em circunstâncias absolutamente normais que não chamaram a atenção de quem quer que fosse. Nossa Senhora nunca realizou façanhas admiráveis, nunca realizou um milagre em sua vida. Durante os largos anos passados na aldeia de Nazaré, juntamente com seu esposo José e seu filho Jesus, jamais atirou e chamou a atenção de quem quer que fosse, a não ser pelo fato de conhecê-La como uma dona de casa. Alguém que na monotonia da existência lavava, cozinhava, passava, limpava a sua casinha. Mais tarde, depois da ressurreição de Jesus, Maria nunca recebeu um ministério publico ou oficial da igreja. Na verdade nós se quer sabemos o que se passou com a mãe de Jesus depois da morte de Jesus. Uma vida tão humilde, tão simples, aparentemente tão vazia, ou pelo menos vazia de coisas espetaculares aos olhos dos homens, termina com a Glória da Assunção somente a ela devida. Isto nos faz pensar: Deus, ao que tudo indica, prefere as pessoas humildes, simples e podemos dizer, como amava Maria, escondeu-A apenas para Si, de resto, nós praticamente nada sabemos de sua existência. A glória de Maria lhe adviria sim, mas lhe adviria somente no futuro, e não mais neste mundo. Somente após o término de sua existência terrestre entre nós. Conosco também Deus age da mesma maneira, ao que tudo indica a lógica de Deus não se modifica. Deus prefere pessoas humildes, simples, obedientes como Maria, pessoas que Lhe escutam a voz diariamente, que ruminam Suas Palavras em seus corações e que fora dos refletores da mídia e do estardalhaço do povo, crescem e amadurecem para Deus.

 

«Em Cristo, todos serão vivificados, cada qual na sua ordem» (1Cor 15, 22-23)
São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e Doutor da Igreja
1º Sermão para a Assunção (a partir da trad. Pain de Cîteaux 32, p. 63 rev.)

Hoje a Virgem Maria sobe, gloriosa, ao céu. É o cúmulo de alegria dos anjos e dos santos. Com efeito, se uma simples palavra sua de saudação fez exultar o menino que ainda estava no seio materno (Lc 1, 44), qual não terá sido sido o regozijo dos anjos e dos santos, quando puderam ouvir a sua voz, ver o seu rosto, e gozar da sua presença abençoada! E para nós, irmãos bem-amados, que festa a da sua assunção gloriosa, que motivo de alegria e que fonte de júbilo temos hoje! A presença de Maria ilumina o mundo inteiro, a tal ponto resplandece o céu, irradiado pelo brilho desta Virgem plenamente santa. Por conseguinte, é justificadamente que ecoa nos céus a acção de graças e o louvor. Ora […], na medida em que o céu exulta da presença de Maria, não seria razoável que o nosso mundo chorasse a sua ausência? Mas não, não nos lastimemos, porque não temos aqui cidade permanente (Heb 13, 14), antes procuramos aquela aonde a Virgem Maria chegou hoje. Se já estamos inscritos no número de habitantes dessa cidade, convém que hoje nos lembremos dela […], compartilhemos a sua alegria, participemos nesta alegria que hoje deleita a cidade de Deus; uma alegria que depois se espalha como o orvalho sobre a nossa terra. Sim, Ela precedeu-nos, a nossa Rainha, precedeu-nos e foi recebida com tanta glória que nós, seus humildes servos, podemos seguir a nossa Rainha com toda confiança gritando [com a Esposa do Cântico dos Cânticos]: «Arrasta-me atrás de ti. Corramos ao odor dos teus perfumes!» (Ct 1, 3-4) Viajantes sobre a terra, enviamos à frente a nossa advogada […], a Mãe de misericórdia, para defender eficazmente a nossa salvação.

 

Maria assunta ao Céu
Cf. B. CABALLERO. A Palavra de cada dia. Paulus: 2000.

Hoje, dia do Senhor, domingo, quando celebramos a Páscoa dominical da Ressurreição do Senhor, queremos também celebrar a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. O Papa Pio XII, em 1950, proclama o Dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria, que consiste no seguinte: “Cumprido o curso de sua vida terrena, Maria foi assunta ao Céu em corpo e alma”. Para dizer que: 1º) Maria tem especial participação na Ressurreição do Filho – Ela está unida à glória do Filho; 2º) Ela é a antecipação da sorte dos eleitos – primícias e exemplo da Igreja. Segundo a Tradição da Igreja, logo após a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, João a teria levado para morar com ele, assumindo-a como mãe, numa cidade chamada Éfeso; todavia, antes de Maria vir a morrer – entenda-se esta morte não como conseqüência do pecado, pois Maria não pecou. O termo “dormição” é para dizer de uma morte diferenciada, não como qualquer morte fruto de pecado; a verdade é esta: Maria morreu – João a teria trazido para Jerusalém. Maria morre e é assunta em Jerusalém; pode se dizer que ela tenha sido velada no Monte Sião, em Jerusalém e levada para ser sepultada ao lado do Monte das Oliveiras, túmulo este que se encontra vazio – obviamente – e que pode ser visitado e visto até hoje. A Santíssima Virgem Maria participa da Glória do Filho e é a antecipação da sorte dos eleitos; isso significa que já existe uma criatura ressuscitada no Céu, em copo e alma: Maria. Mas tudo isso devido ao fato de Deus lhe ter preparado para esta missão tão linda e particular: ser a Mãe do Filho d’Ele; todavia, houve uma colaboração e uma correspondência pela parte de Nossa Senhora. Para dizer que ela é modelo de como ser Igreja. O devoto da Virgem Maria é aquele que toma a decisão de viver as virtudes dela, a saber: Mulher do silêncio: Precisamos aprender de Maria a silenciar o nosso coração de todas as agitações do mundo e de todo barulho, fruto das realidades que são contrárias à vontade de Deus na nossa vida. Silenciar é muito mais que não fazer barulho; silenciar é ter a coragem de retirar-se constantemente para encontrar-se com o Senhor e aí escutar o Seu Coração. Mulher da Palavra: A Santíssima Virgem rezava os salmos; era íntima da Palavra de Deus; prova disso é ela repetir o Cântico de Ana ao se encontrar com Isabel, cântico este lá do Antigo Testamento. Muito mais que o fato de narrar esse cântico, a prova de que a Virgem Maria é a mulher da Palavra é a sua total confiança na misericórdia e na providência de Deus, que regia toda a sua vida e a vida do mundo. Mulher do serviço: Maria sobe a montanha para visitar a sua parenta Isabel; ela vai à casa da prima não tendo como prioridade tratar de serviços domésticos, mas vai para levar o mistério até a vida daquela mulher, que, com certeza, muitos traumas trazia pelo fato de ter sido estéril por muitos anos –  fato tido como sinal de maldição. O mistério em Maria, que é o próprio Deus, a leva até a prima, para que esta possa ser curada. Para dizer que devemos ser, efetivamente, portadores e condutores do mistério, que é Deus, às pessoas, pois Ele se encontra em nós, dentro de nós, desde o momento do nosso batismo. Mulher da obediência: Maria só tinha olhar para a vontade de Deus, para obedecer ao Todo-Poderoso nas circunstancias ordinárias da vida; é ela quem diz a cada um de nós – única frase de Maria na Sagrada Escritura, de forma direta: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” Viver esta Solenidade da Assunção de Maria, ser devoto de Maria, por excelência, nada mais é que obedecer a Deus e fazer com que Ele seja o Senhor, verdadeiramente, da nossa vida.

 

Na escola de Maria aprendemos a servir
Padre Aloísio

Quando se caminha na fé não se pergunta, mas se obedece, porque a fé nos dá esta certeza. Obedeça a Deus e obedeça a Igreja, porque quando se vive a fé, tudo é possibilidade de encontro com Deus. Maria nos ensina o caminho da missionariedade, ela sobe a montanha para prestar serviço. A nossa visita à casa de alguém precisa ser carregada dessa espiritualidade. Na escola de Maria a missão é familiar, não é estranha. Se vai na casa de alguém é para prestar o grande serviço de amor. Quando sobe a montanha, que quer dizer lugar de oração e contemplação, não significa subir só para ficar parado, mas também para dizer coisas importantes, pois lá no alto é que Maria pode comunicar a profecia, chegar ao coração de Isabel, e no alto foi comunicado a boa nova e lá também Maria presta serviço.  Quem reza não pode rezar somente olhando para as suas necessidades e problemas, mas a oração deve ser um serviço para todos. Quando rezamos, nos lembramos de todos que nos pedem oração, isso mostra que nos colocamos a serviço do outro. Não deixe de prestar o seu serviço também na vida de oração, para aqueles que te pedem oração e também por aqueles que não estão te pedindo, mas que por amor você não deixe de orar. As riquezas do amor de Deus que chegam até nós, precisam ser transmitida aos outros. Não se vai transformar nenhuma pessoa se não for por amor. O amor que nós somos convidados a estudar com Maria é o amor Ágape, amor de fraternidade, amor de irmão. É lá na montanha que Nossa Senhora nos ensina o que é ter vida interior. Nós somos treinados a viver olhando para o externo, e nos deixamos apavorar, nos deixamos influenciar, e ao perceber as situações do mundo, vivemos tomados de revoltas e rancor, porque ouvimos muito barulho. Maria nos ensina em uma das suas virtudes: o silêncio. Este silêncio que nos ensina a ouvir a voz mais importante, a voz do Cristo. Mas também nos faz ouvir a voz dos nossos irmãos que nos pedem ajuda. A Festa da Assunção nos convida a dar esse espaço que Deus tem direito, de ser Deus dentro de nós, onde nós poderemos ouvir a voz e também o envio, porque esta missão tem missão de eternidade. Não podemos prestar serviço a Deus como se fosse algo comum, para servir a Deus é preciso servir com qualidade, empenho e amor. Para Deus não basta meia resposta, Deus quer tudo, Ele não quer migalhas, porque Ele se deu para nós no seu Filho por inteiro. Assim fez a Virgem Maria, ofereceu o sangue a carne a vida por amor, e por isso, Deus concede a ela a graça de ser aquela que nos precede na eternidade, que nos indica o caminho, mas para isso é preciso ser fiel. Fidelidade a Deus. “Na escola de Maria aprendemos a ser missionários” Quando se é fiel pode se cantar com todo entusiasmo as maravilhas do Senhor. Porque Ele não escolhe pessoas preparadas, mas escolhe os fracos e frágeis para manifestar a sua força e fazer maravilhas. Maria na sua fraqueza, lá na região de Nazaré, foi escolhida para manifestar a força de Deus, por isso ela canta o magnificat: “A minha alma glorifica o Senhor, meu espírito exulta de alegria, em Deus meu salvador”. Esse é um dos cânticos mais belos, porque ela não cantou só com os lábios, mas com todo o coração. Qual é a canção que você precisa cantar hoje na sua vida? A canção da adoração; da oração que diz a Deus que você depende d’Ele, porque esta é a melhor oração que precisamos cultivar em nós. Fruto disso tudo é essa graça de participar desse mistério tão profundo da gloria de seu Filho e de toda Trindade. Mas para isso é preciso ter a coragem de não trazer no seu corpo a mentira, estéticas, imoralidades e exaltações a um corpo vazio que não tem vida, porque um corpo vazio de Deus morre, mas um corpo habitado por Deus é fonte de vida. Você não pode tornar o seu corpo um esgoto. Nós precisamos proclamar com a nossa vida as maravilhas de Deus. Deus não faz “cadastro” para saber quanto você vai dar de lucro, ou para saber até quando você vai dar lucro para as muitas ilusões do mundo. Ele simplesmente oferece a você uma possibilidade, e sem fazer “cadastro” te acolhe, porque para ser santo não precisa fazer cadastro. Para mostrar que seu corpo é morada de Deus você não precisa se mostrar, mas precisa se recobrir de dignidade, porque você que se veste assim não será confundido. Precisamos nos preocupar em nos cuidar por inteiros, porque não somos metade, podemos até ficar aos cacos, mas Deus sabe pegar os cacos e transformá-los em uma linda obra de arte. Pedacinhos de nós colocados em Deus se torna uma linda obra. Na escola de Maria tudo é motivo de cantar a gloria de Deus, quer na alegria, na dor, nas incompreensões. “O Senhor fez em mim maravilhas e santo é seu nome”. Não podemos duvidar disso, pois Deus fez, faz e continuará fazendo maravilhas em nós. Nessa escola de Maria que você vai encontrar a felicidade e a razão da sua vida que é Jesus Cristo.

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