Tag: jesus

Quando se busca Deus no lugar errado

Onde estão hoje as chagas de Jesus?

Na noite do dia 2 de julho, cerca de duzentas pessoas, escolhidas entre os pobres e mendigos de Roma, jantaram nos jardins do Vaticano, em frente à gruta de Nossa Senhora de Lourdes. Foram acolhidas pelo Cardeal Giuseppe Bertello, que lhes deu as boas-vindas em nome do Papa Francisco: «Como vocês sabem, esta é a casa de vocês, e nós os recebemos com alegria. Diante de nós está a imagem de Nossa Senhora, que nos olha com serenidade. É o mesmo olhar que eu desejo a todos vocês e àqueles que os acompanham com muito amor».

O jantar foi organizado pelo “Círculo de São Pedro”, uma antiga associação romana de leigos cristãos, que procuram demonstrar em fatos concretos o amor de Deus e da Igreja pelas pessoas em necessidade. Foi o que explicou, naquela noite, um de seus membros: «Todos os dias, nos três refeitórios de que dispomos, alimentamos a quem nos procura, sem olhar para a nacionalidade ou religião a que pertencem. Os comensais aqui presentes foram escolhidos dentre esses nossos frequentadores habituais. Fomos buscá-los em quatro pontos da cidade».

Na manhã seguinte, festa de São Tomé, como de costume, o Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta, onde reside. Referindo-se ao Apóstolo que, tocando nas chagas de Jesus, descobriu a sua ressurreição e divindade, o Pontífice indicou o caminho mais rápido para chegar a Deus: sanar as feridas de Jesus que machucam uma multidão de irmãos sofredores.

Trago alguns tópicos de sua homilia. A tradução não é literal, mas o pensamento é autêntico.

Quando Tomé vê Jesus em seu corpo limpo, perfeito e luminoso, é convidado a colocar o dedo na ferida dos pregos e em seu lado transpassado. Com este gesto, ele reconhece a ressurreição e a divindade de Jesus, revelando, assim, que não há outro caminho para o encontro com Jesus-Deus senão as suas feridas.

Na história da Igreja, sempre houve e há enganos no percurso que leva a Deus. Muitos pensam que o Deus vivo possa ser encontrado na especulação, e se esforçam para aprofundar suas reflexões. Não são poucos os que se perdem nessa busca, pois, mesmo que possam chegar ao conhecimento da existência de Deus, nunca chegam à experiência de Jesus Cristo, Filho de Deus. É o caminho dos gnósticos, gente muito esforçada, que trabalha, mas que não descobre o rumo certo. Percorrem um caminho complicado, que não leva a lugar nenhum.

Outros pensam que, para chegar a Deus, precisam mortificar-se, ser austeros, e optam pelo caminho da penitência e do jejum. Infelizmente, nem eles chegam ao Deus vivo e verdadeiro, ao Deus de Jesus Cristo. São os pelagianos. Acreditam que só podem alcançar a Deus a partir de si mesmos, com seus esforços e méritos. Eles também não conhecem o caminho indicado por Jesus para encontrá-lo: as suas chagas.

A questão é descobrir onde estão hoje as chagas de Jesus. A resposta é simples: nós tocamos nas feridas de Jesus quando praticamos as obras de misericórdia corporais e espirituais em favor do próximo. Hoje quero destacar as corporais, aquelas que me levam a socorrer os irmãos e as irmãs que sofrem, que passam fome, que têm sede, que estão nus, que são humilhados, que são escravizados, que estão presos, que jazem nos hospitais.

Estas são hoje as chagas de Jesus. Sem dúvida, é coisa boa, útil e até mesmo necessária fundar centros para socorrer os necessitados. Mas, se pararmos nisso, não passamos de filantropos. Devemos tocar nas feridas de Jesus, acariciar as feridas de Jesus, cuidar das feridas de Jesus, beijar as feridas de Jesus. Como São Francisco que, depois de abraçar o leproso, viu a sua vida mudar.

Como se percebe, não precisamos de cursos de reciclagem para chegar a Deus, mas simplesmente sair às ruas e buscar e tocar nas chagas de Cristo em quem é pobre, frágil e marginalizado. Sem dúvida, não será simples nem espontâneo. Mas, é para isso que existem a oração e a penitência: para obtermos a coragem de penetrar nas feridas de Jesus em quem sofre ao nosso lado. E, assim, ter a certeza de encontrar o Deus vivo e verdadeiro.

Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados (MS)
[email protected]

Deixaram cair a Eucaristia na Missa e a reação deste sacerdote viralizou

Por Walter Sánchez Silva
https://www.acidigital.com/noticias/deixaram-cair-a-eucaristia-na-missa-e-a-reacao-deste-sacerdote-viralizou-95395

Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público.

DETROIT, 15 Jan. 19 / 02:35 pm (ACI).- Há alguns dias, em uma Missa nos Estados Unidos, uma pessoa deixou a hóstia consagrada cair no chão e a reação do sacerdote celebrante viralizou nas redes sociais.

“Na Missa desta noite, alguém deixou a Eucaristia cair no chão e essa foi a reação do Pe. Jim. Depois que todos receberam a Comunhão, ele se prostrou em um dos joelhos, levantou a hóstia e a consumiu. Em seguida, limpou o chão com a mão e lambeu sua mão”, escreveu Nick Switzer em sua conta do Facebook em 5 de janeiro.

A publicação viralizou rapidamente, foi compartilhada mais de 4700 vezes e tem mais de 9 mil reações.

A Missa foi presidida pelo pároco Pe. James (Jim) Rafferty na Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation, na cidade de Rockwood, Arquidiocese de Detroit, Michigan.

“Enquanto um dos acólitos foi buscar um sanguíneo e água, Pe. Jim ficou no lugar em posição de genuflexão como se estivesse adorando o local onde a Eucaristia caiu, como se fosse terra santa”, continuou o relato.

“O acólito lhe deu o sanguíneo e a água, e Pe. Jim limpou completamente o local e de forma muito reverente. Foi lindo. A mulher que estava à minha frente chorou e eu quase chorei. O organista continuou tocando enquanto isso acontecia. Foi muito inspirador”, disse Switzer.

Depois do relato, Nick Switzer fez uma reflexão sobre o que significou para ele aquela reação devota do sacerdote.

“A Eucaristia não é apenas pão, mas o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo. E são os sacerdotes como Pe. Jim, que tratam a Eucaristia como o que a Eucaristia realmente é, que mostram aos seus fiéis o presente incrível que temos na Igreja Católica. Obrigado Padre Jim”, escreveu.

A Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation confirmou ao Grupo ACI a autenticidade do relato de Switzer.

O que se deve fazer quando uma hóstia consagrada cai no chão?

O numeral 280 da Instrução Geral do Missal Romano declara que, “se cair no chão alguma hóstia ou partícula, recolhe-se reverentemente. Se acaso se derramar o Sangue do Senhor, lava-se com água o local em que tenha caído e deita-se depois essa água no sumidoiro colocado na sacristia”.

O sumidoiro é uma “bacia especial que tem um dreno diretamente no solo, onde se joga a água que sobra da celebração da Eucaristia, assim como a água com que se lavam os objetos sagrados. Geralmente fica na sacristia”.

A definição do numeral 280 da Instrução Geral do Missal Romano tem suas origens em um documento mais antigo chamado De Defectibus, no qual se lê que “se a hóstia consagrada, ou qualquer partícula dela, cair no chão, ela deve ser reverentemente retomada, e o lugar onde caiu lavado e ligeiramente raspado, sendo o ponto ou a raspagem colocados no sacrário”.

Em relação à posição em que Pe. Rafferty esperou para receber a água e sanguíneo cabe recordar que realmente se chama genuflexão, conforme relatado por Nick Switzer.

O numeral 274 da Instrução Geral do Missal Romano afirma que “a genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até ao solo, significa adoração; é por isso reservada ao Santíssimo Sacramento e à santa Cruz desde a solene adoração na Ação litúrgica da Sexta-Feira da Paixão do Senhor, até ao início da Vigília pascal”.

Quando termina o Natal? Sacerdote esclarece

https://www.acidigital.com/noticias/quando-termina-o-natal-sacerdote-esclarece-64985

Imagem referencial / Crédito: Pexels

MANILA, 02 Jan. 19 / 10:13 am (ACI).- Um sacerdote das Filipinas, Pe. Rolly Arjonillo, recordou que o Natal não termina com a celebração do dia 25 de dezembro, mas que, para os católicos, este tempo começa e deve seguir sendo celebrado.

“Depois de quatro semanas de preparação no Advento para este evento tão importante na história da humanidade, hoje, toda a Igreja e o mundo cristão estão cheios de alegria e gratidão à Santíssima Trindade, à Mãe Maria e a São José, pois finalmente é comemorado o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e Salvador”, disse Pe. Rolly através da página do Facebook e do site ‘Católicos Esforçando-se pela Santidade’.

Como indica CBCP News, o sacerdote disse que a liturgia da Igreja assinala que o Natal não é apenas um dia, mas uma temporada completa que dura desde a véspera do Natal, em 24 de dezembro, até a festa do Batismo do Senhor (geralmente o domingo depois da Epifania).

“A proclamação natalina do nascimento do Salvador deve impregnar todos os momentos de nossa existência, convencidos de que o imenso amor de Deus por cada um de nós está sempre disposto a fazer o que for necessário para nos levar à felicidade sem fim e à vida eterna. Ele está conosco sempre e nunca nos abandona”, continuou o presbítero.

Finalmente, disse que o católico deve fazer deste Natal “um encontro novo e especial com Deus, se o contemplamos e entramos no verdadeiro Natal de Cristo”.

A oração sempre transforma a realidade, diz Papa na catequese

Quarta-feira, 9 de janeiro de 2019, Da Redação, com Boletim da Santa Sé
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/oracao-sempre-transforma-realidade-diz-papa-na-catequese/

Santo Padre frisou a necessidade de rezar, uma vez que nenhuma oração fica sem ser ouvida, Deus sempre responde

Papa Francisco segue no ciclo de reflexões sobre o Pai Nosso / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News

O Papa Francisco deu continuidade nesta quarta-feira, 9, ao ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso. Ele frisou a necessidade de sempre rezar, uma vez que a oração transforma a realidade e jamais permanecerá sem ser ouvida. Não se sabe o tempo, mas Deus sempre responderá à oração, afirmou.

A reflexão de hoje partiu do Evangelho de Lucas; sobretudo este livro é o que descreve a figura de Jesus em uma atmosfera densa de oração, ressaltou o Papa. Ele explicou que cada passo da vida de Jesus é impulsionado pelo sopro do Espírito, que o guia em todas as ações.

“Jesus reza no Batismo no Jordão, dialoga com o Pai antes de tomar as decisões mais importantes, retira-se, muitas vezes, na solidão a rezar, intercede por Pedro que dali a pouco o negará (…) Até mesmo a morte do Messias é imersa em um clima de oração, tanto que as horas da paixão aparecem marcadas por uma calma surpreendente”.

É no Evangelho de Lucas que aparece o pedido dos discípulos – “Senhor, ensina-nos a rezar”. Segundo Francisco, esse é um pedido para os fiéis fazerem também hoje. E Jesus ensina aos seus com quais palavras e sentimentos devem se dirigir a Deus; e a primeira parte deste ensinamento é justamente o Pai Nosso.

“Nós podemos estar todo o tempo da oração com aquela palavra somente: ‘Pai’. E sentir que temos um pai: não um patrão nem um padrasto. Não: um pai. O cristão se dirige a Deus chamando-O, antes de tudo, de ‘Pai’”.

Jesus também faz entender, acrescentou o Santo Padre, que Deus responde sempre; nenhuma oração ficará sem ser ouvida, porque Deus é Pai e não esquece seus filhos que sofrem. Francisco disse que às vezes pode parecer que uma oração não tenha resultado, mas nessas situações Jesus diz para insistir e não dar-se por vencido.

“A oração transforma sempre a realidade, sempre. Se não mudam as coisas ao nosso redor, ao menos mudamos nós, muda o nosso coração. Jesus prometeu o dom do Espírito Santo a cada homem e a cada mulher que reza”.

Foi com essa reflexão que o Papa concluiu a catequese: pediu que os fiéis nunca se esqueçam que a oração muda a realidade. “Ou muda as coisas ou muda o nosso coração, mas sempre muda. (…) Ao final da oração, ao final de um tempo em que estamos rezando, ao final da vida: o que há? Há um Pai que espera tudo e todos com os braços escancarados. Olhemos para este Pai”.

Não são os magos que nos salvam…

… nem os tarôs ou nós mesmos, somente Jesus salva
05/04/2013   

Cidade do Vaticano  – Somente no nome de Jesus há salvação: foi o que disse o Papa na manhã desta sexta-feira na breve homilia da missa presidida na capelinha da Casa Santa Marta, no Vaticano. Participaram da celebração alguns sediários pontifícios e um grupo de funcionários da Farmácia vaticana.

Comentando as leituras desta Sexta-feira da Oitava de Páscoa, o Santo Padre recordou com São Pedro que somente no nome de Jesus somos salvos: “Em nenhum outro há salvação”.

Pedro, que havia renegado Jesus, agora com coragem, na prisão, dá o seu testemunho diante dos chefes judeus, explicando que é graças à invocação do nome de Jesus que um paralítico é curado. É “aquele nome que nos salva”. Pedro não pronuncia aquele nome sozinho, mas “repleto do Espírito Santo”.

De fato – explicou Francisco –, “nós não podemos confessar Jesus, não podemos falar sobre Jesus, não podemos dizer algo sobre Jesus sem o Espírito Santo. É o Espírito que nos impele a confessar Jesus ou a falar sobre Jesus ou a ter confiança em Jesus. Jesus que está no nosso caminho da vida, sempre”.

Francisco contou um fato: “na Cúria de Buenos Aires trabalha um homem humilde, trabalha há 30 anos; pai de oito filhos. Antes de sair, antes de fazer as coisas, sempre diz: ‘Jesus!’ E eu, uma vez, perguntei-lhe: ‘Por que você sempre diz ‘Jesus’?’ Quando eu digo ‘Jesus’ – disse-me este homem humilde – me sinto forte, sinto poder trabalhar, e sei que Ele está a meu lado, que Ele me protege'”.

“Este homem – observou – não estudou Teologia, tem somente a graça do Batismo e a força do Espírito. E esse testemunho – afirmou o Papa Francisco – me fez um grande bem”: porque nos recorda que “neste mundo que nos oferece tantos salvadores” somente o nome de Jesus salva.

Para resolver seus problemas, muitos recorrem aos magos ou aos tarôs – ressaltou. Mas somente Jesus salva “e devemos dar testemunho disso! Ele é o único”.

Por fim, fez um convite a ter Maria como companheira: “Nossa Senhora nos conduz sempre a Jesus”, como fez em Caná quando disse: “Fazei aquilo que Ele vos disser!” Assim, confiemo-nos ao nome de Jesus, invoquemos o nome de Jesus, deixando que o Espírito Santo nos impulsione “a fazer esta oração confiante no nome de Jesus – concluiu Francisco – … nos fará bem!”.

Fonte: Rádio Vaticano  

A oração na vida do 1º mártir cristão

Quarta-feira, 02 de maio de 2012 / Mirticeli Medeiros / Da Redação

‘O testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida’, disse Bento XVI  

O Papa Bento XVI deu continuidade nesta quarta-feira, à série de catequeses sobre a oração nos Atos dos Apóstolos. Desta vez, o Santo Padre concentrou seu discurso sobre a oração de Santo Estevão, o primeiro mártir cristão.

“No momento do seu martírio, narrado nos atos dos apóstolos, se manifesta, mais uma vez, a fecunda relação entre a Palavra de Deus e a oração”, destacou o Santo Padre.

Bento XVI explicou o conteúdo do discurso proferido por Estevão pouco antes do seu martírio e também salientou que a oração feita pelo mártir estava em profunda ligação com aquela proferida por Jesus no alto da cruz.

“A vida e o discurso de Estevão de repente se interrompem com o apedrejamento, mas exatamente o seu martírio é o cumprimento da sua vida e da sua mensagem: ele se torna uma coisa só com Cristo”, disse.

Ao final da catequese, o Pontífice apresentou a vida de Estevão como modelo a ser seguido por todas as pessoas que desejam estreitar os laços de comunhão com Deus.

“Queridos irmãos e irmãs, o testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida. Podemos nos perguntar: de onde este primeiro mártir cristão trouxe forças para enfrentar os seus perseguidores e chegar à doação de si mesmo? A resposta é simples: do seu relacionamento com Deus”, concluiu.

 

CATEQUESE de Bento XVI – Oração de Estevão

Queridos irmãos e irmãs,

Nas últimas catequeses vimos como, na oração pessoal a comunitária, a leitura e a meditação da Sagrada Escritura abram à escuta de Deus que nos fala e infundem luzes para entender o presente. Hoje gostaria de falar do testemunho e da oração do primeiro mártir da Igreja, Santo Estevão, um dos sete escolhidos para o serviço da caridade junto aos necessitados. No momento do seu martírio, narrado nos atos dos apóstolos, se manifesta, mais uma vez, a fecunda relação entre a Palavra de Deus e a oração.

Estevão foi conduzido ao tribunal, diante do Sinédrio, onde foi acusado de ter declarado que “Jesus destruiria este lugar, (o templo), e mudaria os costumes que Moisés havia transmitido” (At 6,14). Durante a sua vida pública, Jesus havia efetivamente preanunciado a destruição do templo de Jerusalém: “Destruais este templo e em três dias eu o farei ressurgir” (Jo 2,19). Todavia, como destaca o evangelista João, “ele falava do templo do seu corpo. Quando, depois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos se recordaram que havia dito aquilo, e acreditaram nas Escrituras e na palavra dita por Jesus” (Jo 2, 21-22).

O discurso de Estevão diante do tribunal, o mais longo dos atos dos apóstolos, se desenvolve exatamente a partir dessa profecia de Jesus, o qual é o novo templo, inaugura o novo culto, e substitui, com a oferta que faz de si mesmo sobre a cruz, os sacrifícios antigos. Estevão quer demonstrar como seja infundada a acusação que lhe foi dirigida de mudar a lei de Moisés e ilustra a sua visão da história da salvação, da aliança entre Deus e o homem. Ele relê então toda a narração bíblica, itinerário contido na Sagrada Escritura, para mostrar que isso conduz ao lugar da presença definitiva de Deus, que é Jesus Cristo, em particular a sua paixão, morte e ressurreição. Nesta prospectiva, Estevão lê também o seu ser discípulo de Jesus, seguindo-o até o martírio. A meditação sobre a Sagrada Escritura lhe permite compreender a sua missão, a sua vida, o seu presente. Nisto ele é guiado pela luz do Espírito Santo, pelo seu relacionamento íntimo com o Senhor, tanto que os membros do Sinédrio viram o seu rosto “como de um anjo” (At 6,15). Tal sinal de assistência divina, faz alusão ao rosto irradiante de Moisés descendo do Monte Sinai após ter encontrado Deus. (Ex 34,29-35; II Cor 3,7-8).

No seu discurso, Estevão parte do chamado de Abraão, peregrino em direção à terra indicada por Deus e que a teve como posse somente em nível de promessa; passa depois a José, vendido pelos irmãos, mas assistido e libertado por Deus, para chegar a Moisés, que se torna instrumento de Deus para libertar o seu povo, mas encontra também e mais vezes a rejeição da sua gente. Nestes eventos narrados pela Sagrada Escritura, diante da qual Estevão demonstra estar em religiosa escuta, emerge sempre Deus, que não se cansa de ir ao encontro do homem apesar de encontrar frequentemente uma obstinada oposição. E isso no passado, no presente e no futuro.

Portanto, em todo o antigo testamento, ele vê a prefiguração da situação vivida pelo próprio Jesus, o Filho de Deus que se fez carne,  que –  como os antigos pais – encontra obstáculos, rejeição, morte. Estevão se refere ainda a Josué, a Davi e a Salomão, que estão relacionados à construção do templo de Jerusalém, e conclui com as palavras do profeta Isaías (66,1-2): “O céu é o meu trono e a terra escabelo dos meus pés. Como casa poderá construir-me, diz o Senhor, a qual será lugar do meu repouso? Não é porventura a minha mão que criou todas estas coisas?” (At 7,49-50). Na sua meditação sobre o agir de Deus na história da salvação, evidenciando a perene tentação de rejeitar Deus e a sua ação, ele afirma que Jesus é o Justo anunciado pelos profetas; nEle Deus mesmo se fez presente em modo único e definitivo: Jesus é o “lugar” do verdadeiro culto. Estevão não nega a importância do templo por um certo tempo, mas sublinha que “Deus não habita em construções feitas pela mão do homem” (At 7,48). O novo e verdadeiro templo no qual Deus habita é seu Filho, que assumiu a carne humana, é a humanidade de Cristo, o Ressuscitado que recolhe os povos e os une no Sacramento do Seu Corpo e do seu Sangue. A expressão a respeito do templo “não construído por mãos de homens”, se encotnra também na teologia de São Paulo e na Carta aos Hebreus: o corpo de Jesus, o qual Ele assumiu para sofrer ele mesmo como vítima do sacrifício para expiar os pecados, é o novo templo de Deus, o lugar da presença de Deus vivente; nEle Deus e homem, Deus e o mundo estão realmente em contato: Jesus toma sobre si todo o pecado da humanidade para levá-lo no amor de Deus e para queimá-lo neste amor. Aproximar-se da cruz, entrar em comunhão com Cristo, quer dizer entrar nesta transformação. E isto é entrar em contato com Deus, entrar no verdadeiro templo.

A vida e o discurso de Estevão de repente se interrompem com o apedrejamento, mas exatamente o seu martírio é o cumprimento da sua vida e da sua mensagem: ele se torna uma coisa só com Cristo. Assim a sua meditação sobre o agir de Deus na história, sobre a Palavra Divina que em Jesus encontrou seu pleno cumprimento, se torna uma participação à mesma oração da Cruz. Antes de morrer, de fato exclama: “Senhor Jesus, recebas o meu espírito” (At 7,59), apropriando-se das palavras do Salmo 31 v.6 e revivendo a última expressão de Jesus no Calvário: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (Luc 23,46); e enfim, como Jesus, grita em alto e bom som diante daqueles que o estavam apedrejando: “Senhor, perdoa-lhes os pecados” (At 7,60). Notamos que, se de um lado a oração de Estevão retoma aquela de Jesus, diferente é o destinatário, porque a invocação é dirigida ao próprio Senhor, isto é, a Jesus que ele contempla glorificado à direita do Pai: “Eis, contemplo os céus abertos e o Filho do homem que está à direita de Deus” (v.55).

Queridos irmãos e irmãs, o testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida. Podemos nos perguntar: de onde este primeiro mártir cristão trouxe forças para enfrentar os seus perseguidores e chegar à doação de si mesmo? A resposta é simples: do seu relacionamento com Deus, da sua comunhão com Cristo, da meditação sobre a história da salvação, do ver o agir de Deus, que em Jesus Cristo chegou ao cume. Também a nossa oração deve ser sempre nutrida pela escuta da Palavra de Deus, na comunhão com Jesus e sua Igreja.

Um segundo elemento: São Estevão vê  preanunciada, na história do amor entre Deus e o homem, a figura e a missão de Jesus. Ele – o Filho de Deus – é o templo “não feito pela mão do homem” no qual a presença de Deus Pai se fez próxima ao ponto de entrar na nossa carne humana para levar-nos a Deus, para abrir-nos as portas do céu. A nossa oração, então, deve ser a contemplação de Jesus à direita de Deus, de Jesus como Senhor da nossa, da minha existência cotidiana. Nele, sob a guia do Espírito Santo, podemos também nos voltarmos a Deus, realizar um contato real com Deus com a confiança e o abandono dos filhos que se dirigem a um Pai que os ama em modo infinito. Obrigado.

Natal

Em dezembro de 2008 foi publicada na Zero Hora esta charge: “Existe um homem que não vai descansar enquanto não matar Jesus e o verdadeiro sentido do Natal que ele representa. Herodes? Não papai Noel”. E hoje ao ler a Zero Hora vejo estampada na contra capa a imagem: Maria de braços abertos e Papai Noel descendo da Catedral de Pedra (veja anexo).
Diz a reportagem: “Em vez de trenó, rapel. Foi descendo pelas paredes da Catedral de Pedra, em Canela, que Papai Noel abriu oficialmente a programação natalina na cidade da Serra. E mais: “fazendo rapel, o bom velhinho, acompanhado de oito gnomos, desceu os 65 metros da fachada da torre do prédio”. Talvez seja bom saber o que são gnomos.
Segundo a WIKIPÉDIA– a enciclopédia livre…
“Os gnomos são espíritos de pequena estatura amplamente conhecidos e descritos entre os seres elementais da terra. A origem das lendas dos gnomos terá muito provavelmente sido no oriente e influenciado de forma decisiva a cultura antiga da Escandinávia.
Com a evolução dos contos, o gnomo tornou-se na imaginação popular um anão, senão um ser muito pequeno com poucos centímetros de altura. É comum serem representados como seres mágicos não só protetores da natureza e dos seus segredos como dos jardins, aparecendo como ornamento. Usam barretes vermelhos e barbas brancas, trajando por vezes túnicas azuis ou de cores suaves. Na mitologia nórdica, os gnomos confundem-se com a tradição dos anões, pelo que não é invulgar associá-los a seres que habitam as cavernas ou grutas escuras e não suportam a luz do sol. No conceito geral, têm a capacidade de penetrar em todos os poros de terra e até de se introduzirem nas raízes das montanhas, explorando os mais ricos minérios ocultos e trabalhando-os com intenso e delicado labor. Como são difíceis de ver, simbolizam o ser invisível que através do inconsciente ou da imaginação e visão onírica tornam visíveis os objetos e materiais desejados pela cobiça humana. São os guardiões de tesouros íntimos da humanidade. Por vezes um gnomo capturado pode conceder desejos a um humano que o capture, mas a maioria das vezes o desejo realizado pode acabar por se tornar uma maldição. Tal atitude deve-se ao fato que um gnomo castiga com ardis o ser que odeia e, por isso, na imaginação popular da cultura européia mediterrânea o gnomo é feio, disforme e malicioso”.
O segundo domingo do advento nos interpelou a “preparar o caminho do Senhor” (e não do Papai Noel) e esta preparação não só passa pelo coração (conversão para o perdão dos pecados) mas pelo testemunho de João passa também pelo jeito de comer e vestir (João vestia pele de camelo e comia mel do campo e gafanhotos (frutas do lokustbaum ).
Eu me pergunto: até que ponto estamos colaborando para matar Jesus e o verdadeiro espírito do Natal que ele representa, dando espaço para Papai Noel e os gnomos descerem das fachadas das nossas Igrejas? Estaremos ajudando a promover o consumismo do Natal e nos esquecendo que precisamos nos preparar para receber o Senhor e o novo que Ele nos traz? É neste espírito que mergulha a nossa evangelização? Nossas santas missões vão descer das fachadas de nossas igrejas e trazer um novo espírito que animem nossos cristãos a vivencia do Evangelho ou de nossas fachadas apenas vão continuar a descer o papai Noel e seus gnomos?
Os milhares de turistas voltam para casa do Natal Luz, do Sonho de Natal, do Natal dos Anjos (e de tantos outros que se criaram apenas com fins comerciais) convertidos para viverem o verdadeiro espírito do Natal? Ou tudo não passa de fachada? Se a nossa evangelização não atinge o centro do espírito do Natal o que restará no futuro para nosso povo? Jesus? Papai Noel?
Vamos pensar nesta charge, feita por um jornalista, mas que reflete o que estamos vivendo no momento presente…
Pe. Paulo Wendling

Quem segue Jesus não erra; não confiar em falsos videntes

Segunda-feira, 18 de abril de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa fala aos fiéis sobre a necessidade de reconhecer a voz de Jesus, o Bom Pastor, que conduz pelo caminho da vida

“Se ouvirmos a voz de Jesus e O seguirmos, não erraremos o caminho”. Com essa reflexão, o Papa Francisco celebrou nesta segunda-feira, 18, na Casa Santa Marta.

A porta, o caminho e a voz. O Pontífice se inspirou no Evangelho do dia – quase um “eco” do trecho sobre o Bom Pastor – para comentar três realidades determinantes para a vida do cristão. Antes de tudo, observou, Jesus adverte que “quem não entra no redil das ovelhas pela porta é um ladrão e assaltante”. Cristo é a porta. Não existe outra, afirmou Francisco.

“Jesus sempre falava para as pessoas com imagens simples: toda aquela gente conhecia como era a vida de um pastor, porque a via todos os dias (…) O senhor fala tão claro. Não se pode entrar na vida eterna por outra porta que não seja A porta, isto é, Jesus. É a porta da nossa vida e não somente da vida eterna, mas também da nossa vida cotidiana. No redil se entra somente pela porta, que é Jesus!”

Seguir Jesus, não cartomantes

Francisco explicou que o Pastor conhece as suas ovelhas e as conduz, de forma que não erram o caminho. Assim também é na vida cotidiana, quando Jesus está à frente indicando o caminho a seguir.

“Quem segue Jesus não erra! Mas Padre, as coisas são difíceis. Muitas vezes eu não vejo claro o que fazer. Disseram-me que lá havia uma vidente e eu fui lá. Fui à cartomante que me mostrou as cartas. Se você faz isso, você não segue Jesus! Segue outro que lhe mostra outra estrada, diferente. Ele adiante indica o caminho. Não há outro que possa indicar a estrada. Jesus nos avisou: “Virão outros que dirão: o caminho do Messias é este. Não os escutem! Eu sou o caminho! Jesus é a porta e também a estrada. Se seguirmos Jesus não erraremos.”

Bem-aventuranças

O Papa se deteve na voz do Bom Pastor. “As ovelhas o seguem porque conhecem a sua voz”, disse o Pontífice. Questionando os fiéis se eles podem conhecer a voz de Jesus e se defenderem da voz daqueles que não são Jesus, que entram pela janela, que são bandidos, que destroem e enganam.

“Eu lhe direi a receita, simples. Você encontrará a voz de Jesus nas Bem-aventuranças. Alguém que lhe ensine um caminho contrário às Bem-aventuranças é uma pessoa que entrou pela janela: não é Jesus! Segundo ponto: Você conhece a voz de Jesus? Você pode conhecê-la quando nos fala das obras de misericórdia. Por exemplo, no capítulo 25 de São Mateus: “Se uma pessoa lhe diz aquilo que Jesus diz ali é a voz de Jesus. E terceiro: Você pode conhecer a voz de Jesus quando ele lhe ensina a dizer Pai, ou seja, quando lhe ensina a rezar o Pai Nosso”.

“É tão fácil a vida cristã”, comentou o Papa. Jesus é a porta. Ele nos guia no caminho e nós conhecemos a sua voz nas Bem-aventuranças, nas obras de misericórdia e quando nos ensina a dizer Pai. Lembrem-se! Ele é a porta, o caminho e a voz. Que o Senhor nos ajude a entender esta imagem de Jesus, este ícone: o Pastor, que é a porta, indica o caminho e nos ensina a ouvir a sua voz”.

“I bambinelli”: Jesus nos ajude a amar

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco saudou durante o Angelus, deste domingo (11/12), várias crianças e adolescentes de Roma que foram à Praça São Pedro para a tradicional bênção dos ‘bambinelli’, imagens do menino Jesus que depois são colocadas nos presépios das casas romanas.

“Queridas crianças, quando vocês rezaram diante de seu presépio, com seus pais, peçam ao Menino Jesus para que ajude todos nós a amar a Deus e ao próximo”, disse o Papa às crianças.

Antes do Angelus, as crianças participaram da celebração eucarística na Basílica de São Pedro junto com seus catequistas e animadores, na Basílica de São Pedro, presidida pelo Cardeal Angelo Comastri.

Esta iniciativa se realiza anualmente no III Domingo do Advento, duas semanas antes do Natal, promovida pelas escolas católicas e oratórios das paróquias romanas. (MJ)

 

Papa abençoa imagens do Menino Jesus e pede às crianças que rezem por si

Francisco sublinhou proximidade do Natal, época para ir ao encontro de quem sofre

Cidade do Vaticano, 11 dez 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco saudou hoje no Vaticano as crianças de Roma que acorreram à Praça de São Pedro para a tradicional bênção dos ‘bambinelli’, as imagens do menino Jesus que vão depois colocar nos presépios, em casa.

“Caras crianças, quando rezardes diante do vosso presépio, com os vossos pais, pedi ao Menino Jesus que nos ajude todos a amar a Deus e ao próximo. E lembrai-vos de rezar também por mim, como eu me lembro de vós”, disse, após a recitação da oração do ângelus, ao meio-dia de Roma (menos uma em Lisboa).

A iniciativa, que acontece anualmente no terceiro domingo do Advento, a duas semanas do Natal, é organizada pelas escolas católicas e oratórios paroquiais romanos.

O Papa falou da proximidade da celebração do nascimento de Jesus, com os sinais de aproximação do Natal “nas ruas e nas casas”, bem como na própria Praça de São Pedro, onde já estão instalados o presépio e a árvore.

“Estes sinais exteriores convidam-nos a acolher o Senhor que vem sempre e bate à nossa porta; convidam-nos a reconhecer os seus passos entre os dos irmãos que passam ao nosso lado, especialmente os mais fracos e necessitados”, declarou.

Francisco sublinhou a importância da “alegria” na vida cristã e sustentou que, no Natal, os católicos devem celebrar a “intervenção de salvação e de amor de Deus” na história da humanidade.

“Somos chamados a partilhar esta alegria com os outros, dando conforto e esperança aos pobres, aos doentes, às pessoas sós e infelizes”, prosseguiu.

No final do encontro de oração, o Papa saudou alguns dos grupos presentes no Vaticano, incluindo o Coro do Mosteiro de Grijó, de Portugal.

Francisco despediu-se pedindo às crianças que cantassem: “Queremos ouvir uma canção vossa”. OC

Por que 25 de dezembro?

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

Se procurarmos no Evangelho indicação sobre o dia do nascimento de Jesus, nada encontraremos. Na visão dos apóstolos e evangelistas, não se tratava de um fato digno de registro; no centro de sua pregação estava a ressurreição do Senhor. A preocupação que tinham, ao falar dele a quem não o conhecia, era clara: apresentar uma pessoa viva, não alguém do passado. É o que notamos, por exemplo, nos dez discursos querigmáticos (querigma: primeiro anúncio; apresentação das verdades centrais do cristianismo) que encontramos nos Atos dos Apóstolos. A idéia fundamental desses discursos é a mesma: “A este Jesus, Deus o ressuscitou; disso todos nós somos testemunhas” (At 2, 32).

Voltemos ao Natal. No tempo do Papa Júlio I, que dirigiu a Igreja do ano 337 a 352, é que foi introduzida essa solenidade no calendário da Igreja. Até então celebrava-se apenas a festa da Epifania – isto é, a manifestação do Senhor aos povos pagãos, representados pelos magos do Oriente. Ficava assim claro que Jesus era o Salvador de todos os povos, e não apenas de um só povo. Por que, então, 25 de dezembro como data do Natal?

O Império Romano havia decidido que todos os povos deveriam comemorar a festa do “sol invicto”, o renascimento do sol invencível. Era invencível uma vez que caía (morria) de noite e renascia a cada manhã, eternamente. Esse renascimento diário era celebrado no dia 25 de dezembro. O sol era também símbolo da verdade e da justiça, igualmente consideradas invencíveis uma vez que, por mais que muitos tentassem destruí-las, sempre renasciam vitoriosas. O sol, considerado um deus, era uma luz poderosa, que iluminava o mundo inteiro. Igualmente a verdade e a justiça eram luzes poderosas para todos os povos.

Em vez de simplesmente combater essa festa pagã, os cristãos passaram a apresentar Jesus Cristo, nascido em Belém, como o verdadeiro sol, já que nos veio trazer a verdade e a justiça. Também ele passou pela morte, mas dela ressurgiu, mostrando que era invencível. Seu nascimento – isto é, seu natal –, já que não se sabia em que dia havia ocorrido, passou a ser celebrado no dia do sol invicto.

A tradição – louvável tradição! – dos presépios é posterior: na noite de Natal de 1223, em Greccio – Itália, São Francisco de Assis fez o primeiro presépio. Ele maravilha-se que Jesus, o Filho de Deus, havia-se encarnado para que pudéssemos conhecer o rosto de Deus. Com Jesus, passamos a ter em nosso meio um Deus que “trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado” (GS, 22). Como não representar, então, seu nascimento, ocorrido numa gruta de Belém? Ao longo dos tempos e dos lugares, cada povo foi deixando suas próprias marcas nos presépios. Os presépios que vemos pela cidade de Salvador (que seja, um dia, a cidade “do” Salvador!), em parte fruto da iniciativa do projeto: “Salvador, cidade natal do Brasil”, é uma prova disso. Por sinal, não deixa de ser significativo que tal iniciativa tenha tido tanta acolhida na cidade que se identifica com o nome de Jesus. Afinal, o anúncio dos anjos em Belém, foi claro: “Eu vos anuncio uma grande alegria…: nasceu para vós o Salvador!” (Lc 2, 10).

O nascimento de Jesus é o fato central da história da humanidade; tanto assim que contamos os anos a partir desse acontecimento. Na proximidade do Natal, caminhemos ao encontro do Menino que nos é dado, para contemplá-lo e lhe dizer: “Vimos te adorar, Menino Jesus. Estamos maravilhados diante da grandeza e da simplicidade do teu amor! Tu agora estás conosco para sempre! Tu, pobre, frágil, pequeno… para nós, para mim! Em ti resplende a divindade e a paz. Tu nos ofereces a vida da graça. Teu sorriso volta-se para os pequenos, pobres e simples. Por isso, depositamos a teus pés nossas orações, nossa vida e tudo o que somos e temos. Olha com especial carinho, contudo, para todos aqueles que não te conhecem e, por não te conhecerem, não te amam. Amém!”

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda