Tag: fé

Ângelus: Ser testemunhas de bondade e de misericórdia, pede Papa

Domingo, 10 de fevereiro de 2019, Denise Claro, Da redação, com Vatican Media
https://noticias.cancaonova.com/papa/angelus-ser-testemunhas-de-bondade-e-de-misericordia-pede-papa/

Francisco abordou em sua mensagem o chamado de Deus e a resposta generosa esperada de cada um

Papa Francisco, durante o Ângelus deste domingo, 10./ Foto: Reprodução Youtube VaticanMedia

Neste domingo, 10, o Papa Francisco rezou o Ângelus com os fiéis, na Praça de São Pedro, e iniciou sua mensagem abordando o evangelho deste V domingo do Tempo Comum (cf. Lc 5,1-11).

O evangelho fala de Pedro, que cansado, desiludido por não ter pescado nada, organizava as redes, quando foi surpreendido por Jesus. O Mestre entrou em seu barco e pediu que se afastasse um pouco da terra.

“Então Jesus se senta no barco de Simão e ensina a multidão reunida ao longo da costa. Mas suas palavras reabrem à confiança também o coração de Simão. Então Jesus, com outro “movimento” surpreendente, diz a ele “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar”.

Ao pedido de Jesus, Simão responde com uma objeção: “Mestre, trabalhamos a noite toda e não apanhamos nada ….” E como pescador experiente, ele poderia ter acrescentado: “Se não apanhamos nada durante a noite, muito menos apanharemos de dia.” Em vez disso, inspirado pela presença de Jesus e iluminado pela sua Palavra diz: “… mas por causa da tua palavra, lançarei as redes”.

Francisco afirmou que esta é a resposta da fé, que todos os cristãos são chamados a dar. Uma atitude de disponibilidade que Deus pede a todos os seus discípulos. A partir dela, a Graça acontece.

“Trata-se de uma pesca milagrosa, sinal do poder da palavra de Jesus: quando nos colocamos com generosidade ao seu serviço, Ele faz grandes coisas em nós. Assim age com cada um de nós, nos pede para acolhê-lo no barco da nossa vida, para compartilhar com ele e navegar um novo mar que se revela cheio de surpresas. O seu convite para sair ao mar aberto da humanidade do nosso tempo, para ser testemunhas de bondade e de misericórdia, dá um novo sentido à nossa existência, que muitas vezes corre o risco de debruçar-se sobre si mesmo.”

Em seu discurso, o Papa lembrou que muitas vezes quem recebe o chamado é tentado a rejeitá-lo, por causa das próprias incapacidades, mas que Jesus encorajou a Pedro:

“Também Pedro, depois daquela incrível pesca, disse a Jesus: “Senhor, afasta-te de mim, pois sou um pecador”. Mas diz isso de joelhos diante daquele que já reconhece como “Senhor”. E Jesus o encoraja dizendo: “Não temas; de agora em diante serás pescador de homens “, porque Deus, se confiamos nele, nos liberta de nosso pecado e abre diante de nós um novo horizonte: colaborar na sua missão.”

Francisco frisou que o maior milagre realizado por Jesus a Simão e aos outros pescadores desiludidos e cansados, não é tanto a rede cheia de peixes, mas tê-los ajudado a não cair vítimas da desilusão e do desânimo diante das derrotas. Os abriu para se tornarem anunciadores e testemunhas da sua palavra e do Reino de Deus. E a resposta dos discípulos foi imediata e total, “E, atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram”.

Por fim, o Papa pediu a intercessão de Maria a todos:

“Que a Virgem Santa, modelo de imediata adesão à vontade de Deus, nos ajude a sentir o fascínio do chamado do Senhor, e nos torne disponíveis para colaborar com ele para propagar em todos os lugares a sua palavra de salvação.”

Cardeal Arinze: “Protestantes que querem comungar devem se tornar católicos”

Purpurado nigeriano põe os pingos nos is: “A Sagrada Comunhão não é como compartilhar um bolo com cerveja”
https://pt.aleteia.org/2018/05/28/cardeal-arinze-protestantes-que-querem-comungar-devem-se-tornar-catolicos/

Tem havido discussões em países europeus, principalmente na Alemanha, a respeito da proposta de se permitir que os cônjuges protestantes de fiéis católicos recebam a Sagrada Eucaristia ao participarem da Santa Missa em família.
Os que defendem essa possibilidade alegam que o cônjuge não católico também deveria poder comungar, como se o Corpo de Cristo fosse alguma espécie de “direito” a ser reclamado ou mesmo “herdado”.
Alguns membros da Conferência Episcopal Alemã têm pendido para uma possível autorização da Comunhão a protestantes em determinadas circunstâncias, enquanto outros bispos do país se opõem publicamente à medida e pedem que o Vaticano intervenha. O Papa Francisco tem exortado os bispos alemães a retomarem a unidade na conferência e a serem fiéis à doutrina católica. Eventuais intervenções só ocorreriam se houvesse iminente risco de ruptura, o que não é o caso: trata-se de um debate pastoralmente relevante numa sociedade altamente secularizada e relativista, na qual é preciso agir com equilíbrio entre a firme defesa da fé genuína e a cuidadosa escuta das inquietações dos fiéis unidos em matrimônios mistos. Desafios desse tipo vêm se multiplicando na Igreja.
A resposta, porém, deve necessariamente priorizar a pureza da fé, o que exige preparo consciente de parte do fiel. O próprio católico, afinal, só pode comungar depois de receber uma catequese preparatória para a Primeira Comunhão.
Em recente entrevista ao Catholic News Service, o cardeal Francis Arinze abordou a questão e destacou a importância de se respeitarem os princípios elementares de dignidade e preparação consciente para todo fiel que deseje receber a Eucaristia. Assim sendo, declarou ele, os protestantes que queiram receber a Comunhão devem se tornar católicos. Ele acrescentou que a Sagrada Eucaristia não pode ser compartilhada com os cônjuges protestantes como se fossem “amigos que compartilham cerveja ou bolo”.
“A Sagrada Eucaristia não é uma posse privada que possamos compartilhar com os nossos amigos”.
“Depois da Missa, vocês podem tomar juntos uma xícara de chá e até um copo de cerveja e um pedaço de bolo. Isso está bem. Mas a Missa não é assim”.
“É muito importante olhar para a doutrina. A Celebração Eucarística da Missa não é um culto ecumênico (…) É uma celebração dos mistérios de Cristo, que morreu por nós na cruz, que transformou o pão em Seu Corpo e o vinho em Seu Sangue”.
Ele também falou do termo “comunhão”, que, além de se aplicar à Eucaristia, também se refere ao pertencimento à mesma fé, ou seja, ao fato de “estarmos em comunhão” com a plenitude da fé cristã preservada pela Igreja.
“A Celebração Eucarística da Missa é a celebração da comunidade de fé. Aqueles que acreditam em Cristo estão se comunicando na fé (…) É a comunidade que celebra a Santa Eucaristia. Qualquer pessoa que não seja membro dessa comunidade não se encaixa em nada”.
Aos protestantes desejosos de comungar, o cardeal nigeriano convida:
“Venha! Seja recebido na Igreja! E então você pode receber a Santa Comunhão sete vezes por semana. Caso contrário, não”.
O cardeal Arinze visitou no último dia 24 de maio a abadia inglesa de Buckfast, que comemora mil anos de fundação. O mosteiro fundado em 1018 foi um dos muitos que o rei Henrique VIII suprimiu durante a Reforma anglicana.

Fidelidade a Jesus Cristo e a Sua Igreja

FIDELIDADE A DEUS
http://reporterdecristo.com/fidelidade-a-deus

Há um versículo que aparece pelo menos quatro vezes na Sagrada Escritura: ´O justo vive pela fé´ (Hab 2, 4; Rm 1, 17; Gl 3, 11; Hb 10, 36). A palavra fé na Bíblia é também traduzida como ´fidelidade´ a Deus. É a atitude daquele que crê e que obedece o Senhor. Neste sentido São Paulo fala aos romanos da ´obediência da fé´ (Rm 1, 5). A fé é um ato de adesão a Deus; isto é, submissão que implica obediência à Sua santa e perfeita vontade. A fraqueza da nossa natureza humana impede muitas vezes que a nossa fé seja coerente; quer dizer, às vezes os nossos atos não estão conforme as exigências da fé. Portanto, não basta crer, é preciso obedecer. Depois que o povo hebreu recebeu a Lei de Deus por meio de Moisés, exclamou: ´Tudo do que Iahweh falou, nós o faremos e obedeceremos´ (Ex 24, 7). Esta era a vontade do povo, no entanto, sabemos que este mesmo povo prevaricou tantas vezes prestando culto aos deuses dos pagãos. Depois que Josué, no limiar da morte, conclamou o povo, a ser fiel a Deus, e só a Ele prestar culto na Terra que Deus lhe dava, o povo respondeu: ´A Iahweh nosso Deus serviremos e à sua voz obedeceremos´ (Js 24, 24). Mas sabemos que logo após atravessar o rio Jordão, e tomar posse da Terra tão esperada, este povo não demorou a render-se aos encantos dos deuses dos cananeus. Isto mostra que não é fácil, também para nós, viver a fidelidade a Deus, pois também hoje os deuses falsos nos atraem, e querem ocupar o nosso coração. A obediência sempre foi e sempre será a prova e a garantia da fidelidade. Foi por ela que Jesus salvou a humanidade, porque fez exatamente o que o primeiro Adão recusara fazer. Na obediência radical a Deus o Cristo desatou o nó da desobediência de Adão e nos reconciliou com o Pai. Da mesma forma, ensinam os Santos Padres, pela obediência da Virgem, ela desatou o laço da desobediência de Eva que lançou a humanidade na danação. A partir daí, a obediência a Deus passou a ser a marca principal daquele que crê. Ela é o melhor remédio para os males que o pecado original deixou em nossa natureza: orgulho, vaidade, presunção, auto-suficiência, exibicionismo, etc. O profeta afirma que: ´A obediência é melhor do que o sacrifício´ (1Sm 15, 22). E Thomas de Kempis, na ´Imitação de Cristo´, assegura que: ´Obedecer é muito mais seguro do que mandar´. No pátio da Academia Militar das Agulhas Negras, está escrito, para que os cadetes leiam todos os dias: ´Cadete, ide comandar, aprendei a obedecer!´ Se a obediência é tão necessária para com os homens, quanto mais para com Deus. A outra característica da fidelidade a Deus é o firme propósito de servir-lhe sempre e com perseverança e reta intenção, mesmo nos momentos mais difíceis. Como agrada a Deus o filho fiel! O profeta diz: ´Iahweh guarda os passos dos que lhe são fiéis´ (2Sm 22, 26). E o Senhor Jesus disse: ´Muito bem servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Vem alegrar-te com o teu Senhor´ (Mt 25, 21). Tudo o que recebemos de Deus nesta vida, é este ´pouco´ sobre o qual é testada a nossa fidelidade a Deus. Ser fiel a Deus é ser obediente às suas leis, à sua vontade, e servir-lhe com toda a alma. Santo Inácio de Loyola afirmava que viver bem é ´amar e servir a Deus nesta vida´. Jesus disse aos Apóstolos na última Ceia: ´Se me amais, guardareis os meus mandamentos´ (Jo 14, 15). Portanto, amar a Deus, mais do que um sentimento, é uma ´decisão´: guardar os seus mandamentos, cumprir a sua vontade. ´Nem todo aquele que diz, Senhor, Senhor,… mas aquele que faz a vontade de meu Pai´ (Mt 7, 21). Dessas palavras fica claro que amar a Deus é viver os seus ensinamentos. O Senhor deixou a Igreja para que a Sua vontade fosse expressa e objetivamente conhecida, e não ficasse ao sabor do julgamento de cada um. Ele garantiu à Sua Igreja que o Espírito Santo a conduziria ´a toda a verdade´ (Jo 16, 13), e que a voz da Igreja é a Sua voz. ´Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita; e quem Me rejeita, rejeita aquele que me enviou´ (Lc 10, 16). Então, ser fiel ao Senhor, é ser fiel à Sua Igreja, e tudo aquilo que ela ensina. O Papa Paulo Vi disse certa vez que: ´quem não ama a Igreja, não ama Jesus Cristo´. É lógico, a Igreja é o Corpo de Cristo! Quem não é fiel à Igreja, não é fiel a Jesus Cristo! Quem não serve a Igreja, não serve a Jesus Cristo… A Igreja é o Cristo prolongado na história dos homens. Quando se toca a Igreja, se toca o próprio Senhor. A fidelidade está muito ligada à perseverança e à paciência. Santo Agostinho disse: ´Os que perseveram em vossas companhias sejam vossos modelos. E os que vão ficando pelas calçadas, aumentem vossa vigilância´. E o grande São João da Cruz ensinava que: ´A constância de ânimo, com paz e tranquilidade, não só enriquece a pessoa, como a ajuda muito a julgar melhor as adversidades, dando-lhes a solução conveniente.´ Mas, para que haja serviço a Deus, perseverante e alegre, e para que possamos amar e cumprir os seus mandamentos, é preciso uma vida de piedade, vigilância e oração, sem o que, a alma esfria. Sabemos que ´mosca não assenta em prato frio´; quando a alma esfria, os demônios se aproximam dela para vencê-la pela tentação. Não seremos julgados pela nossa capacidade intelectual, e nem pela grandeza das nossas obras, mas, como disseram os santos, pela pureza do nosso amor a Deus e pela perseverança nesta vivência. Jesus garantiu que diante de todas as adversidades que virão, ´quem perseverar até o fim será salvo´ (24, 13).

 

FIDELIDADE AO SENHOR
Cardeal D. Eusébio Oscar Scheid, Arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro  

Nenhuma situação na vida, nem as dificuldades, ou mesmo as tentações são tão fortes, que possam superar a graça de Deus e o seu amor por nós e em nós. Assim, a cada passo de fé, o cristão vai crescendo na presença do Senhor e se fortalecendo em suas convicções sobre as realidades da vida com Cristo. Se, por acaso, tropeçar, cair ou se ferir, Deus estende a mão para levantá-lo. “Deus é fiel: não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças…” (cf. 1Cor 10, 13). Na vida espiritual, a fidelidade nasce como um fruto do Espírito, entendida, desse modo, como “uma perfeição que o Espírito Santo modela em nós como parte daquelas primícias da glória eterna” (Cat. Ig.Católica, n.1832). A cada ato de fidelidade, amplia-se, diante dos seus olhos, o entendimento que deve ter da misericórdia, do perdão e, enfim, da salvação em Jesus Cristo. A Cruz do Senhor é o maior testemunho de fidelidade que o homem recebe para todas as circunstâncias da sua vida. Aliás, em todos os momentos, Jesus demonstrou uma fidelidade absoluta aos desígnios do Pai. Em Cristo, enxergamos a “trajetória” da fidelidade humana, o caminho que devemos percorrer para sermos fiéis: da confiança na humilhação, passando pela firmeza em meio às tentações, até a alegria da vida transformada. A fidelidade nasce da conversão de nossos desejos e de nossas vontades. Nutridos pela confiança, pela fé e pela alegria, nós, os filhos de Deus, experimentamos uma fidelidade redentora, que nos assegura a salvação prometida pelo Senhor, pois Ele mesmo a faz crescer pela sua graça. Não obstante, a Igreja é fortalecida pelo testemunho sempre vivo dos mártires e dos santos. Exemplos de solicitude e de doação, os santos não colocaram limites na sua entrega absoluta a Deus. Enquanto Pedro estava preso, a comunidade cristã permanecia em oração; por ocasião das perseguições aos cristãos dos primeiros séculos da era cristã, Santo Inácio de Antioquia, o Diácono São Lourenço, São Sebastião, patrono de nossa Arquidiocese e Santa Inês se tornaram, entre tantos outros, modelos de fidelidade. Mesmo ameaçados de morte, mantiveram integra a sua postura diante da verdade e do Evangelho, dando a própria vida em testemunho de lealdade a Cristo e à sua Igreja. Não são poucos e nem mesmo menores os desafios que hoje a Igreja enfrenta, enquanto busca os “caminhos da fidelidade total” ao Divino Mestre e Senhor da História. A vida conjugal tem sido, constantemente, ameaçada por inúmeros problemas. Em pouco tempo de matrimônio, vários casais já estão se separando. Outros mais abrem mão dos filhos, que poderiam ter, em nome de um bem-estar exagerado. De fato, o homem e a mulher são muito tentados a serem infiéis. A infidelidade no matrimônio é um mal que cresce cada vez mais. A Igreja insiste em ensinar, que é por meio da mútua fidelidade que os pais assumirão a responsabilidade primordial de educar os filhos. Para estes a ternura, o perdão, o respeito e o serviço desinteressado servem como regra de crescimento e amadurecimento diante de Deus. Desta forma, os filhos são educados na fidelidade a serem também fiéis (cf. Cat. Ig. Católica, n. 2223). Por um lado, encontramos a proposta cristã de permanecermos fiéis àquilo que Jesus Cristo nos ensinou. Por outro, nos deparamos com o fascínio das novelas e as fantasias das produções cinematográficas que insistem na infidelidade. Pretendem dizer, que não é possível alguém permanecer fiel. Por isso, “a fidelidade dos batizados é a condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. Para manifestar diante dos homens a sua força de verdade e de irradiação, a mensagem da salvação deve ver autenticada pelo testemunho da vida dos cristãos” (Cat. Ig. Católica, n. 2044). Revestida com a glória celestial, pelos méritos do seu Filho Ressuscitado, Nossa Senhora nos apresenta o resultado final da fidelidade. “A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos” (Cat. Ig. Católica, n. 966). Na sua humildade e na sua simplicidade, a Virgem Silenciosa soube ser fiel e Deus recompensou essa fidelidade. Ela foi fiel, quando escutou as palavras de Jesus e as conservava em seu coração; foi fiel, quando, de pé, viu o seu Filho morto na cruz; foi fiel, quando, no cenáculo, se reunia com os Apóstolos; foi fiel até o dia da sua glorificação. O “Magnificat” de Nossa Senhora canta as bênçãos para os que desejam caminhar com fidelidade: sentimentos de ação de graças, humildade, santidade, misericórdia, justiça… Nossa fidelidade consiste no amor a Deus e aos irmãos, segundo os ensinamentos de Jesus. Somos fiéis, quando nos empenhamos a caminhar em comunhão com Cristo e com a Igreja, superando os interesses próprios e os conceitos pessoais, acolhendo, com firmeza, o que nos é transmitido pela Palavra de Deus. Dificilmente, seremos infiéis se cultivarmos, em nosso coração, a confiança no Senhor, a busca da Verdade e a resposta, livre e pronta, à graça divina. Permanecendo fiéis à Igreja e à vocação para a qual fomos chamados, não queremos frustrar os desígnios de Deus em nossa vida ou decepcionar as pessoas que amamos. “As misericórdias do Senhor não terminaram, sua compaixão não se esgotou; ela se renova todas as manhãs e grande é a sua fidelidade! Por isso, eu repito: a minha escolha é o Senhor! Eis, porque nele espero” (Lm 3, 23-24).

 

A IGREJA, MINHA MÃE
http://www.veritatis.com.br/apologetica/105-igreja-papado/845-a-igreja-minha-mae
D. Estêvão Bettencourt, OSB

Existe na rica Tradição cristã uma afirmação de São Cipriano, Bispo de Cartago e mártir (+ 258), que talvez surpreenda muitos cristãos de nossos dias: «Não pode ter Deus como Pai quem não tenha a Igreja por Mãe» (De Catholicae Ecclesiae Unitate, c. 6). Estas palavras foram escritas numa época turbulenta, em que São Cipriano se via frente a duas tentativas de ruptura da Igreja; para ele, a fidelidade à Igreja era a fidelidade a Deus Pai; ser filho do Pai Celeste é ser filho da Igreja. Como entender isso? O Evangelho nos diz que «ninguém vai ao Pai senão por Cristo” (Jo 14, 6)… Cristo que é inseparável do seu corpo eclesial ou da sua Igreja (cf. Cl 1, 24). O mistério da Encarnação não é um fato isolado, mas algo que repercute em toda a história do Cristianismo. A vida do Pai, que se derramou sobre a humanidade de Cristo, chega a cada cristão através da Santa Igreja, que, por isto, é adequadamente chamada “Mãe” na Tradição cristã. Mãe… Este vocábulo é dos mais significativos para todo ser humano. É talvez o primeiro conceito que a criança formula, a primeira palavra que ela pronuncia. É da mãe que a criança recebe a vida e os rudimentos da educação e do saber; os ensinamentos, os exemplos, os costumes, o amor da mãe se gravam na memória dos filhos e se tornam decisivos para o futuro destes. É na sua mãe que a criança encontra o primeiro sustentáculo, o seu amparo, a sua força e alegria; é a mãe que explica o mundo ao filho e lhe mostra tudo o que há de bom e belo, como também o que há de insidioso, neste mundo. Pois bem. A Tradição cristã é constante ao afirmar que a Igreja é nossa Mãe. Não conheço Jesus Cristo senão através dos ensinamentos multisseculares da Santa Mãe Igreja; recebi o Livro que me fala de Jesus Cristo das mãos dessa Mãe e Mestra; foi ela que ouviu, por primeiro, a Palavra de Cristo; vivenciou-a, aprofundou-a e consignou-a por escrito nos livros do Novo Testamento. Aliás, que cristão seria eu, que seria de minha fé, que seria minha oração, se eu estivesse entregue a mim mesmo e me encontrasse a sós diante da Bíblia? Talvez eu fizesse a Bíblia dizer o que eu pensasse, em vez de ouvir a genuína mensagem de Cristo recebida de viva voz pela Igreja e oportunamente redigida pelas suas mãos, que foram Mateus, Marcos, Lucas,… Mesmo aqueles que se afastam da Igreja para ficar somente com Jesus Cristo só podem falar do Cristo que eles conhecem através da Igreja. Não há outra via de acesso a Cristo senão a Tradição viva da Igreja. Apesar disto, há aqueles que a abandonam, embora alimentados por essa Santa Mãe. Um vento de crítica amarga bate em muitas mentes e resseca os corações, impedindo-os de ouvir o sopro do Espírito. Muito sabiamente dizia Santo Agostinho: «Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus». A Igreja é minha Mãe… As censuras que lhe são feitas, não carecem, todas, de fundamento. Mas o volume dessas queixas não supera a grandeza do mistério-sacramento que é a Santa Igreja, o Corpo de Cristo prolongado!

 

A FIDELIDADE À IGREJA
Escrito por Prof. Felipe Aquino

Os cristãos dos primeiros tempos não tinham dúvidas em afirmar que “O mundo foi criado em vista da Igreja”. São Clemente de Alexandria († 215), por exemplo, dizia: “Assim como a vontade de Deus é um ato e se chama mundo, assim também sua intenção é a salvação dos homens, e se chama Igreja” (Catecismo nº 760). Muitos filhos dessa querida Mãe souberam ser-lhe fiel até o fim. Em 1988, Monsenhor Ignatius Ong Pin-Mei, Bispo de Shangai, no dia seguinte de sua libertação, depois de passar 30 longos anos nas prisões da China, por amor a Cristo e fidelidade à Igreja Católica, declarou: “Eu fiquei fiel à Igreja Católica Romana. Trinta anos de prisão não me mudaram. Eu guardei a fé. Eu estou pronto amanhã a voltar novamente à prisão para defender minha fé”. Igualmente o Cardeal da Tchecoslováquia, Frantisek Tomasek, arcebispo de Praga, no ano de 1985, nos tempos difíceis da perseguição comunista, perguntado por um repórter: “Eminência, não está cansado de combater sem êxito?”, respondeu: “Digo sempre uma coisa: quem trabalha pelo Reino de Deus faz muito; quem reza, faz mais; quem sofre, faz tudo. Este tudo é exatamente o pouco que se faz entre nós na Tchecoslováquia” (IL Sabato 8, 14/6/1985, p.11), (PR, n.284, jan86). É bom recordar aqui que, alguns anos depois, em 1989, o comunismo começava a desmoronar em toda a Cortina de Ferro. Em todos os tempos, os cristãos derramaram o seu sangue por causa da fé da Igreja; desde os mártires do império romano, passando pelos mártires do nazismo, do comunismo e também dos tempos modernos. No século III, o bispo e historiador da Igreja Tertuliano, escrevia ao imperador do seu tempo, dizendo que não adiantava eliminar os cristãos porque “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. Quanto mais cristãos eram devorados pelas feras, queimados vivos ou eliminados pela espada, tanto mais crescia o Cristianismo em Roma, até que o próprio imperador Constantino se converteu a Cristo, por volta do ano 313, quando então, proibiu a perseguição aos cristãos. No ano 390 o imperador Teodósio transformava o Cristianismo na religião do Império. Anos depois o seu sucessor, Juliano, cognominado de “o apóstata”, quis voltar atrás e ressuscitar o paganismo, mas já era tarde; morreu com essa exclamação nos lábios: “Tu venceste ó Galileu!”.

Família é uma riqueza social insubstituível

Segunda-feira, 6 de julho de 2015, André Cunha / Da redação

Na primeira Missa celebrada no Equador, o Papa Francisco destacou a família como uma riqueza social insubstituível

O Equador vive dias especiais com a presença do Papa Francisco em suas terras. Esta segunda-feira, 6, foi o dia da primeira Missa presidida pelo Pontífice em solo equatoriano. Especificamente, a celebração aconteceu no Parque Samanes, em Guayaquil, maior cidade do Equador e principal porto do país.

Na homilia, o Papa Francisco destacou a família como a grande “riqueza social, que outras instituições não podem substituir”. O Santo Padre disse que ela deve ser ajudada e reforçada “para não perder jamais o justo sentido dos serviços que a sociedade presta aos cidadãos”.

“Na família, a fé mistura-se com o leite materno: experimentando o amor dos pais, sente-se envolvido pelo amor de Deus”, disse o Papa na homilia / Foto: Reprodução CTV

Em outubro, a Igreja celebrará o Sínodo Ordinário dedicado às famílias. O objetivo, segundo o Pontífice, é amadurecer um verdadeiro discernimento espiritual e encontrar soluções concretas para as inúmeras dificuldades e importantes desafios que a família enfrenta nos dias atuais.

O Bispo de Roma pediu que os fiéis intensifiquem as orações por este evento para que, mesmo aquilo que pareça impuro, escandalize ou espante, “Deus – fazendo-o passar pela sua ‘hora’ – possa milagrosamente transformá-lo”.

A reflexão sobre a família na Missa desta segunda-feira, 6, foi motivada pelo Evangelho de São João que narra o episódio das Bodas de Caná. No contexto, Maria leva a Jesus o problema da falta de vinho. Ele, segundo os relatos bíblicos, realiza o milagre e transforma a água em vinho.

Para o Papa, Maria ensina o exercício de colocar-se sempre à disposição de Jesus, que veio para servir, não para ser servido. “O serviço é o critério do verdadeiro amor. E isto aprende-se especialmente na família, onde nos tornamos servidores uns dos outros por amor. Dentro da família, ninguém é descartado”.

“Na família, os milagres fazem-se com o que há com o que somos, com aquilo que a pessoa tem à mão. Muitas vezes não é o ideal, não é o que sonhamos, nem o que ‘deveria ser’. O vinho novo das bodas de Caná nasce das talhas de purificação, isto é, do lugar onde todos tinham deixado o seu pecado”, considerou o Papa.

O Papa concluiu a homilia, afirmando que o melhor dos “vinhos” ainda não veio para cada pessoa que aposta no amor. “E ainda não veio, mesmo que todas as variáveis e estatísticas digam o contrário; o melhor vinho ainda não chegou para aqueles que hoje veem desmoronar-se tudo”.

Francisco encerrou a homilia pedindo: “Como Maria nos convida, façamos ‘o que Ele nos disser’ e agradeçamos por, neste nosso tempo e nossa hora, o vinho novo, o melhor, nos fazer recuperar a alegria de ser família”.

Após a Missa, o Santo Padre almoça com a Comunidade dos Jesuítas e com a comitiva papal. Em seguida, retorna à Quito onde, ainda nesta segunda-feira, 6, visita o presidente da república e a catedral da cidade.

Papa no ângelus: vivamos o Natal centrados em Jesus não em nós mesmos

Imagem Referencial: Papa Francisco se dirige aos fiéis durante o Angelus. Foto: Vatican Media / ACI Group
https://www.acidigital.com/noticias/papa-no-angelus-vivamos-o-natal-centrados-em-jesus-nao-em-nos-mesmos-10472

Vaticano, 23 Dez. 18 / 08:16 am (ACI).- Neste domingo 23 de dezembro, o último do tempo do Advento, o Papa acolheu os milhares de peregrinos na Praça de São Pedro para rezar com ele a oração do Ângelus e aproveitou a ocasião para exortar os fiéis a viverem o Natal centrados em Jesus e imitando a Virgem Maria, que apenas tendo concebido Jesus no seu ventre virginal foi às pressas servir Isabel sua parente.

“A liturgia deste quarto domingo do Advento concentra-se na figura de Maria, a Virgem Mãe, esperando para dar à luz a Jesus, o Salvador do mundo. Vamos fixar nosso olhar nela, que é modelo de fé e caridade; e podemos nos perguntar: quais foram seus pensamentos durante os meses de espera? A resposta vem da passagem do Evangelho de hoje, a história da visita de Maria à sua parente idosa, Isabel (cf. Lc 1, 39-45). O anjo Gabriel disse-lhe que Isabel estava grávida e já estava no sexto mês (cf. Lc 1, 26,36). Em seguida, a Virgem, que tinha acabado de conceber Jesus em seu ventre pelo poder de Deus, deixou às pressas a cidade de Nazaré, na Galileia, para ir até as montanhas da Judéia”, disse o Pontífice ao inaugurar sua reflexão dominical.

Comentando a passagem do Evangelho da missa do IV Domingo do Advento o Santo Padre ensinou: “O Evangelho nos diz: “Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel” (v.40). Certamente ela estava feliz por ela por sua maternidade, e por sua vez, Isabel cumprimentou Maria dizendo: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como tenho a honra de que a mãe do meu Senhor venha a mim? ”(Vs. 42-43). E imediatamente elogia a fé de Maria: “Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento daquilo que o Senhor lhe disse” (v.45). É evidente o contraste entre Maria, que tinha fé, e Zacarias, o marido de Isabel, que não acreditou na promessa do anjo e, portanto, permaneceu em silêncio até o nascimento de João”.

“Este episódio nos ajuda a ler com uma luz muito especial o mistério do encontro do homem com Deus. Um encontro que não está marcado por fatos extraordinários e prodigiosos, mas que nos ensina a fé e a caridade. De fato, Maria é abençoada porque acreditou: o encontro com Deus é fruto da nossa fé”.

“A visita de Maria a Isabel no Evangelho de hoje nos prepara para viver bem o Natal, comunicando o dinamismo da fé e da caridade. Esse dinamismo é obra do Espírito Santo: o Espírito de Amor que fecundou o ventre virginal de Maria e instou-a a sair ao serviço da parente idosa. Um dinamismo cheio de alegria, como vemos no encontro entre as duas mães, que é todo um hino de alegre exultação no Senhor, que faz grandes coisas com os pequeninos que nele confiam”, explicou o Papa Francisco.

Concluindo suas palavras o Sumo Pontífice fez uma prece a Nossa Senhora: “Que a Virgem Maria obtenha para nós a graça de viver um Natal “extrovertido”, ou seja, que no centro não esteja o nosso “eu”, mas o “Tu” que é Jesus e o “Eles” que são os irmãos, especialmente aqueles que precisam de ajuda. Então vamos deixar espaço para o amor que, ainda hoje, quer se tornar carne e viver entre nós”.

Ao final da oração mariana o Santo Padre disse rezou pelas vítimas do violento tsunami ocorrido na Indonésia na noite de ontem, que resultou em mais de 200 mortos, cerca de 800 feridos e milhares de desabrigados. Centenas de famílias estão aflitas buscando parentes entre os mortos e os deslocados. O tsunami atingiu as localidades de Lampung e Samatra, e as regiões de Serang e Pandeglang, em Java.

“Meus pensamentos vão, agora mesmo, para as populações da Indonésia, afetadas por violentos desastres naturais, que causaram graves perdas em vidas humanas, numerosos desaparecidos e desabrigados e extensos danos materiais. Convido todos a se unirem a mim em oração pelas vítimas e seus entes queridos. Eles estão espiritualmente próximos dos desabrigados e de todas as pessoas que estão sendo provadas nesta situação, implorando a Deus por alívio em seu sofrimento. Apelo para que a nossa solidariedade e o apoio da comunidade internacional não faltem a esses irmãos e irmãs”.

Ex-evangélico explica porque retornou ao Catolicismo

http://igrejamilitante.wordpress.com/2012/08/27/ex-evangelico-explica-porque-retornou-ao-catolicismo/

Testemunho de A. Silva
Originalmente publicado por Voz da Igreja

Eu, que por muitos anos frequentei igrejas evangélicas de diversas denominações, e por muito tempo fui enganado e explorado pelos seus pastores, dedico este testemunho a todos aqueles que se declaram “ex-católicos”, sem nunca terem sido católicos de fato, mas sobem aos púlpitos protestantes “evangélicos”, que eles, por pura ignorância, chamam de “altar” – Se não há sacrifício não é e nem pode ser altar: só existe Altar na Igreja Católica –  para induzirem ao erro seus irmãos mais ingênuos. Não creio que um dia tenham sido católicos os que depõem seus falsos testemunhos dizendo que encontraram a salvação em alguma “igreja evangélica”, porque os verdadeiros católicos já encontraram Jesus e a Salvação na Igreja que Ele mesmo nos deu, e não podem abandonar a Comunhão com Deus, seu Criador e Salvador, a não ser que nunca tenham comungado, de fato, com o Senhor Jesus Cristo. Enumero abaixo Algumas razões porque deixei o protestantismo e retornei a primeira e única Igreja de Jesus Cristo.

1) O princípio “só a Bíblia” (Sola Scriptura)
Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria mais de um século e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (cf. Mateus 28, 19-20). Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. A Bíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!” (João 5, 39-40). Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somenteas Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (cf. 2 Tessalonicenses 2, 15 e 2 Tessalonicenses 3, 6, entre outros). Contrariando a Bíblia, os “evangélicos” rejeitam a Tradição.

2) O princípio “Só a fé salva”
A mesma Bíblia ensina que a fé sem obras é morta, na Epístola de Tiago (2, 14-26). A mesma Bíblia ensina que o cristão deve perseverar até o fim para ser salvo (Mt 24, 13). E ainda acrescenta que seremos julgados,todos, por nossas ações boas ou más. Existem várias passagens que dão conta de um julgamento futuro e, sendo assim, é falso que alguém aqui na terra já esteja salvo só porque “aceitou Jesus”. Não basta ir à frente de uma assembleia e dizer “Aceito Jesus como meu Senhor e Salvador” para ganhar o Céu. Não, não. É preciso muito mais do que isso. Conversão não é da boca para fora: é preciso que cada um tome a sua cruz e siga o Senhor, que, aliás, nunca prometeu prosperidade para quem o seguisse. Portanto, é totalmente mentirosa a afirmação de que basta ter fé para ser salvo. Ora, os demônios também creem (Tiago 2, 19)…

3) Lutero
Foi Martinho Lutero quem começou com as “igrejas” protestantes, que deram origem às “igrejas evangélicas” de hoje. Mas o que ele pensava é seguido apenas em parte pelos “evangélicos” de hoje. Eles seguem somente os princípios “Só a Bíblia” e “Só a Fé”. Embora Lutero seja o fundador de todas as igrejas evangélicas que existem hoje, por que não são todos luteranos? Na verdade, isso seria bem menos pior… Por outro lado, se reconhecem que Lutero é um homem falível, como é possível a um “evangélico” ter tanta certeza de que os princípios que ele inventou sejam dignos de confiança absoluta? Mais do que o que ensina a única Igreja que tem 2.000 anos e foi instituída diretamente por Jesus Cristo? Mais: o próprio Lutero contestou o Papa e decretou que não se deve confiar num sacerdote. Mas ele mesmo era um ex-sacerdote católico. Então, se ele mesmo se descarta como pessoa confiável, quem é tolo o suficiente para dar crédito ao que ele disse ou escreveu?

4) Subjetivismo religioso I
Uma denominação evangélica não é igual a outra em matéria de fé. Isso é fato, pois: Umas batizam crianças, outras não; Umas admitem o divórcio, outras o repudiam; Umas aceitam mulheres como “pastoras”, outras não; Umas praticam a “santa ceia”, outras não; Umas ensinam que devemos guardar o sábado, outras não; Algumas ensinam a teologia da prosperidade, outras a repudiam; Por aí vai… Tem “bispo evangélico” por aí defendendo até o aborto, só porque a Igreja Católica é (claro) contra! É comum ouvirmos frases como estas: “Nesta ‘igreja’ está o verdadeiro caminho”, ou “Deus levantou este ministério” ou ainda “a tua vitória está aqui”. Mais comum ainda é os “pastores” dizerem que as igrejas deles são “ungidas”… Ora, se todas essas igrejas ditas “evangélicas” são tão diferentes entre si, e a Verdade é uma só, como é possível um “evangélico” ter certeza que está no caminho certo, ou que o seu “pastor” está pregando a “Verdade”, se existem tantos outros “pastores” (que também dizem seguir a Bíblia e afirmam que são “ungidos”) que discordam dele?

5) Subjetivismo religioso II
Cada “crente” pode interpretar a Bíblia do jeito que quiser, segundo a tese protestante de Lutero. Mas todos nós sabemos que um “crente” não concorda com outro em todas as coisas. Muitas vezes divergem entre si mais do que convergem. Se cada qual interpreta a Bíblia do seu jeito, e nem poderia ser diferente, então, como é possível um “evangélico” ter a certeza de que está certo na sua interpretação? E por quê, meu Deus, por quê apenas a interpretação da Igreja Católica é que está totalmente errada, em tudo? Essa é a mais cruel de todas as incoerências das “igrejas” ditas “evangélicas”: praticamente todas elas se reservam o direito de criticar umas às outras, mas todas são unânimes em criticar a Igreja Católica! O mais incrível é não percebem que, agindo assim, estão cumprindo as profecias bíblicas do próprio Senhor Jesus Cristo: “Sereis odiados de todos por causa do meu Nome” (Lucas 21, 17); “Bem aventurados sereis quando, mentindo, disserem toda espécie de mal contra vós, por amor ao meu Nome” (Mateus 5, 11-12)… Os pastores se ajoelham e se prostram diante de réplicas da Arca da Antiga Aliança, mas eles não chamam esses pastores de “idólatras”. Só os católicos são chamados assim. Eles idolatram até lencinhos embebidos no suor de alguns pastores, mas não acham que isso é idolatria… Em algumas denominações, acontece a distribuição de lembrancinhas, sabonetinhos para espantar “olho gordo”, vidrinhos de óleo “ungido”, “rosas consagradas”, etc, etc… Mas nada disso, para eles, é idolatria. Somente os católicos é que são idólatras. Todos pensam assim, porque todos sofreram a mesma lavagem cerebral, que é muito difícil de reverter.

6) Subjetivismo religioso III
A interpretação pessoal da Bíblia por cada “crente” e “pastor” afronta claramente a Bíblia. De acordo com a santa Palavra de Deus, interpretação alguma é de caráter individual. Examinar a Bíblia não é o mesmo que interpretá-la. Posso examinar uma pessoa e lhe informar que encontrei uma mancha na sua pele. Mas o diagnóstico deve ser feito pelo médico, e não por mim, que sou leigo.

7) “Igreja não importa” e “igreja não salva”…
Todo “crente” diz em alto e bom som: “Igreja não salva ninguém”. Ora, se igreja não salva ninguém e cada um pode interpretar a Bíblia pessoalmente, para quê frequentar alguma denominação? Quando ocorre algum escândalo envolvendo algum “pastor”, o crente também diz: “Olha para Jesus e não para o pregador”. Mas se o pregador ensina tolices e princípios contrários ao verdadeiro cristianismo, por que eu deveria ouvir o que ele diz? Não é possível “olhar para Jesus” assim. Pelo contrário, isso só vai colocar em risco a minha alma! Se cada crente pode interpretar pessoalmente a Bíblia, se “igreja” não salva ninguém e o pastor não é confiável (ele é só um homem falível), então por que os “evangélicos” continuam dando tanto crédito aos pregadores?

8) Evangelização ou PROSELITISMO?
E se cada um de fato pode interpretar a Bíblia a partir da sua leitura pessoal, que conta com a assistência do Espírito Santo, por que ao invés de pregar não se imprimem Bíblias e se distribui à população? Ora, se basta ter fé para ser salvo e se cada um pode ser o próprio intérprete da Bíblia, para que servem as denominações, os cultos, os “pastores”, as pregações, livros, CDs e DVDs? Ao invés dos milhões em dízimos e ofertas, que sustentam toda uma estrutura que é desnecessária (afinal todos os que crerem já estão salvos…), por que não reunir esses recursos e construir gráficas e mais gráficas para a impressão de Bíblias e distribuí-las para todos aqueles que não conhecem Jesus? Eu digo porquê: porque os “pastores” se encarregam de passar a sua interpretação pessoal da Bíblia aos ingênuos que os seguem. E essa interpretação é deturpada e não tem nada a ver com a Mensagem original nos Evangelhos. Os “evangélicos” pensam que entendem a Bíblia, mas na verdade tudo o que eles conhecem é a interpretação pessoal deste ou daquele “pastor”. Se nem o pregador é digno de confiança, razão pela qual o crente deve confrontar o seu entendimento pessoal da Palavra com a pregação do palestrante, por que razão alguém deveria dar crédito a um desconhecido que lhe vem falar como porta-voz de Jesus?

9) Interpretação bíblica
Agora, se cada um pode interpretar a Bíblia e se todas as interpretações estão corretas, mesmo que sejam todas diferentes entre si, por que só a interpretação católica está errada? A Bíblia só pode ser interpretada se a pessoa está sob o rótulo de “evangélico”? Nesse caso, o que salva não é a fé, é o rótulo. E se for assim, ao contrário do que eles afirmam, a placa da igreja ou o rótulo de “evangélico” é que salva. Pela visão protestante, milhares e milhares de denominações estão corretas nas suas interpretações bíblicas, mesmo que sejam diferentes entre si. Todas elas estão certas e apenas uma está errada, que seria a Igreja Católica. Justamente a primeira igreja que existiu é que não conta com a assistência do Espírito Santo. Nesse caso, Jesus mentiu quando disse que os portais do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mt 16, 18) pois o inferno teria triunfado contra a Igreja Católica, e também quando disse que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo: ele só se faz presente para quem carrega o rótulo de “evangélico”…

10) O Pai Nosso
A oração é bíblica. Foi ensinada pelo Senhor Jesus. O “evangélico” a repudia. Por quê? Para não parecer católico! O “crente” jura defender a Bíblia, mas é o primeiro a não obedecê-la… Ele decidiu que não irá recitar o Pai Nosso e fim de papo. E pior. Quem o faz está errado, ainda que esteja obedecendo à Bíblia. O crente se acha melhor do que Jesus. Jesus fez a oração do Pai Nosso, mas o “evangélico” não tem que fazê-la…

11) Maria
Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo com a visita de Maria, chamou-a de “mãe do meu Senhor”. O crente a chama de “mulher como outra qualquer”… Isabel recebeu o Espírito Santo com a chegada de Maria, grávida de Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso. O “evangélico” fica cheio de ira quando se menciona o nome de Maria… João Batista estremece no ventre de Isabel ao ouvir a voz de Maria. O crente se enfurece quando ouve o nome Maria… A Bíblia diz que Maria será chamada de bem aventurada por todas as gerações. O crente a chama de mulher pecadora como qualquer outra. O protestante rasga os Textos Sagrados. E jura defender a Bíblia. Seguem o que querem e desprezam o que não lhes interessa!

12) Confissão
A Bíblia é clara: aos Apóstolos foi dado o poder de reter e perdoar pecados (Lucas 20, 21-23). Como é possível reter ou perdoar se alguém não lhes confessa? Desnecessário falar mais a respeito.

13) Fundação de “igrejas”
A Bíblia não faz qualquer referência à milhares de “igrejas” diferentes e separadas, mundo afora. Mas para fundarem suas denominações, os “evangélicos” não fazem questão da tal da base bíblica de que tanto falam. A Bíblia diz que devemos ser um só corpo. Eles fazem o contrário. Dividem-se, subdividem-se, de novo e de novo. Se uma igreja não está agradando, procuram outra mais ao seu gosto, e os mais espertos fundam as suas próprias igrejas, do jeito que acham mais certo (ou do jeito que dá mais lucro, em muitos casos), segundo sua própria interpretação da Bíblia. E todos dizem que estão sendo guiados por Deus. Existe um Deus ou muitos deuses? Se é um só Deus, como tantas igrejas podem ensinar coisas diferentes, e todas estão certas, menos a católica? Eles fragmentam o Corpo e pulverizam a mensagem do Evangelho. Fazem o contrário do que o Senhor ordenou! Basta um crente discordar do outro, – e isso é a coisa mais fácil de acontecer, – que já surge uma nova denominação. Seus líderes podem ter “visões” para fundarem novas denominações. Mas somente as revelações católicas aprovadas pela Santa Igreja é que são refutadas… O crente acredita no que deseja. E rejeita tudo que é católico. Sempre dois pesos e duas medidas. O pastor falou que teve uma visão e todo mundo engole. Nessa hora o “biblicamente” ou “a Palavra de Deus” não tem qualquer importância.

 

“A Igreja não está formada somente pelos padres, a Igreja somos todos”, diz o Papa

VATICANO, 11 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco retomou nesta manhã as catequeses sobre a Igreja neste Ano da Fé e, ante umas cinquenta mil pessoas presentes na Praça de São Pedro, explicou que a Igreja é mãe e que todos somos parte dela, não só os bispos “e os padres”. “Às vezes ouço: ‘Eu creio em Deus, mas não na Igreja… Ouvi que a Igreja diz… os padres dizem…’. Mas uma coisa são os padres, mas a Igreja não é formada somente de padres, a Igreja somos todos! E se você diz que crê em Deus e não crê na Igreja, está dizendo que não acredita em si mesmo; e isto é uma contradição”. O Papa Francisco disse que “a Igreja somos todos: da criança recentemente batizada aos Bispos, ao Papa; todos somos Igreja e todos somos iguais aos olhos de Deus! Todos somos chamados a colaborar ao nascimento à fé de novos cristãos, todos somos chamados a ser educadores na fé, a anunciar o Evangelho… Todos participamos da maternidade da Igreja, todos somos Igreja, a fim de que a luz de Cristo alcance os extremos confins da terra. E viva à santa mãe Igreja!”. O Santo Padre refletiu em torno da maternidade da Igreja, recordando que “entre as imagens que o Concílio Vaticano II escolheu para fazer-nos entender melhor a natureza da Igreja, há aquela da ‘mãe’: a Igreja é nossa mãe na fé, na vida sobrenatural”. “Para mim, é uma das imagens mais belas da Igreja: a Igreja mãe! Em que sentido e de que modo a Igreja é mãe? Partamos da realidade humana da maternidade: o que faz uma mãe?”. “Antes de tudo, uma mãe gera a vida, leva no seu ventre por nove meses o próprio filho e depois o abre à vida, gerando-o. Assim é a Igreja: nos gera na fé, por obra do Espírito Santo que a torna fecunda, como a Virgem Maria”. Certamente, prosseguiu o Santo Padre, “a fé é um ato pessoal… mas eu recebo a fé dos outros, em uma família, em uma comunidade que me ensina a dizer “eu creio”, “nós cremos”. Um cristão não é uma ilha! Nós nãos nos tornamos cristãos em laboratório, não nos tornamos cristãos sozinhos e com as nossas forças, mas a fé é um presente, é um dom de Deus que nos vem dado na Igreja e através da Igreja”. “E a Igreja nos doa a vida de fé no Batismo: aquele é o momento no qual nos faz nascer como filhos de Deus, o momento no qual nos dá a vida de Deus, nos gera como mãe… Isto nos faz entender uma coisa importante: o nosso fazer parte da Igreja não é um fato exterior e formal, não é preencher um cartão que nos deram, mas é um ato interior e vital; não se pertence? à Igreja como se pertence a uma sociedade, a um partido ou a qualquer outra organização. O vínculo é vital, como aquele que se tem com a própria mãe, porque, como afirma Santo Agostinho, a ‘Igreja é realmente mãe dos cristãos’”. O Papa ressaltou que “uma mãe não se limita a gerar a vida, mas com grande cuidado ajuda os seus filhos a crescer, dá a eles o leite, alimenta-os, ensina-lhes o caminho da vida, acompanha-os sempre com a sua atenção, com o seu afeto, com o seu amor, mesmo quando são grandes. E nisto sabe também corrigir, perdoar, compreender, sabe ser próxima na doença, no sofrimento. Em uma palavra, uma boa mãe ajuda os filhos a sair de si mesmos, a não permanecer comodamente debaixo das asas maternas”. “A Igreja, como boa mãe, faz a mesma coisa: acompanha o nosso crescimento transmitindo a Palavra de Deus, que é uma luz que nos indica o caminho da vida cristã; administrando os Sacramentos. Alimenta-nos com a Eucaristia, traz a nós o perdão de Deus através do Sacramento da Penitência, sustenta-nos no momento da doença com a Unção dos enfermos. A Igreja nos acompanha em toda a nossa vida de fé, em toda a nossa vida cristã”. Francisco assinalou que nos primeiros séculos da Igreja havia uma realidade muito clara: “a Igreja, enquanto é mãe dos cristãos, enquanto ‘forma’ os cristãos, é também ‘formada’ por eles. A Igreja não é algo diferente de nós mesmos, mas é vista como a totalidade dos crentes, como o “nós” dos cristãos: eu, você, todos nós somos parte da Igreja”.

Para seguir Jesus é preciso mover-se

Sexta-feira, 13 de janeiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Papa falou da importância de seguir Jesus em vez de ficar parado apenas olhando, como faziam os escribas

Para seguir Jesus é preciso caminhar, não ficar com “alma sentada”, disse o Papa Francisco na Missa desta sexta-feira, 13, na Casa Santa Marta. Francisco destacou que a fé, se é autêntica, sempre faz correr riscos, mas dá a verdadeira esperança.

O povo segue Jesus por interesse ou por uma palavra de conforto. O Santo Padre se concentrou no Evangelho do dia para destacar que, mesmo se a pureza de intenção não é “total”, perfeita, é importante seguir Jesus, caminhar atrás Dele. As pessoas se sentiam atraídas por sua autoridade; pelas coisas que dizia e como dizia se fazia entender e também curava.

Algumas vezes, explicou o Papa, Jesus repreendia o povo que o seguia porque estava mais interessando em uma conveniência que na Palavra de Deus. Mas o Senhor se deixava seguir por todos, porque sabia que todos são pecadores. O problema maior era os que ficavam parados.

“Os parados! Aqueles que estavam à beira do caminho, olhavam. Ficavam sentados. Ficavam sentados lá alguns escribas: estes não seguiam, olhavam. Olhavam do balcão. Não iam caminhando na própria vida: ‘balconavam’ a vida! Justamente ali: não arriscavam nunca! Somente julgavam. Também os juízes eram fortes, não? Em seu coração: ‘que povo ignorante! Que gente supersticiosa!’ E quantas vezes também nós, quando vemos a piedade do povo simples, nos vem em mente aquele clericalismo que faz tanto mal à Igreja”.

Essas pessoas que seguiam Jesus não ficavam paradas, mas arriscavam para encontrá-Lo, para encontrar aquilo que queriam. O Papa citou como exemplo o caso da cananeia, da pecadora na casa de Simão e da Samaritana. Todas arriscaram e encontraram, a salvação.

“Seguir Jesus não é fácil, mas é belo! E sempre se arrisca (…) Seguir Jesus, porque precisamos de algo ou seguir Jesus arriscando e isso significa seguir Jesus com fé: esta é a fé. Confiar em Jesus. ‘Confio em Jesus, confio a minha vida a Jesus? Estou em caminho atrás de Jesus, mesmo se pareço ridículo às vezes? Ou estou sentado olhando como faziam os outros, olhando a vida, ou estou com a alma sentada – digamos assim – com a alma fechada para a amargura, a falta de esperança?’ Cada um de nós pode se fazer estas perguntas hoje”.

Papa Francisco: preparar-se para o Natal com a coragem da fé

Segunda-feira, 10 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-francisco-preparar-se-para-o-natal-com-a-coragem-da-fe/

Na homilia da missa de hoje, Papa Francisco falou sobre a vivência da segunda semana do Advento

Na homilia da missa desta segunda-feira, 10, Papa falou sobre a vivência da fé./ Foto: Vatican Media

Celebrar o Natal com verdadeira fé. Este foi o convite do Papa Francisco na homilia da Missa na Casa Santa Marta desta segunda-feira, 10, na qual comentou o episódio do Evangelho do dia, que narra a cura de um paralítico. Foi a ocasião para o Papa reiterar que a fé infunde coragem e é o caminho para tocar o coração de Jesus.

Pedimos a fé no mistério de Deus feito homem. A fé também hoje, no Evangelho, mostra como toca o coração do Senhor. O Senhor muitas vezes fala a respeito da catequese sobre a fé, insiste. “Vendo-lhes a fé”, diz o Evangelho. Jesus viu aquela fé – porque é necessário coragem para fazer um buraco no telhado e descer o leito com o doente ali… precisa de coragem. Aquela coragem, aquelas pessoas tinham fé! Eles sabiam que se o doente fosse levado diante de Jesus, ele seria curado.

O Natal não se celebra de modo mundano

Francisco recordou que “Jesus admira a fé nas pessoas”, como no caso do centurião que pede a cura para seu servo; da mulher sírio-fenícia que intercede pela filha possuída pelo demônio ou também da senhora que, somente tocando a barra da veste de Jesus, se cura das perdas de sangue que a afligiam. Mas “Jesus – acrescentou o Papa – repreende as pessoas de pouca fé”, como Pedro que duvida. “Com a fé – continuou – tudo é possível”.

Hoje pedimos esta graça: nesta segunda semana do Advento, nos preparar com fé para celebrar o Natal. É verdade que o Natal – todos o sabemos – muitas vezes se celebra não com muita fé, se celebra também mundanamente ou de modo pagão; mas o Senhor nos pede que o façamos com fé e nós, nesta semana, devemos pedir esta graça: poder celebrá-lo com fé. Não é fácil custodiar a fé, não é fácil defender a fé: não é fácil.

O ato de fé com o coração

Para o Papa, é emblemático o episódio da cura do cego no capítulo 9 de João, o seu ato de fé diante de Jesus que reconhece como o Messias. Francisco então exorta a confiar a nossa fé em Deus, defendendo-a das tentações do mundo:

Hoje, e também amanhã e durante a semana, nos fará bem pegar este capítulo e ler esta história tão bonita do jovem cego desde o nascimento. E concluir do nosso coração com o ato de fé: “Creio, Senhor. Ajuda minha pouca fé. Defende a minha fé da mundanidade, das superstições, das coisas que não são fé. Defende-a de reduzi-la a teorias, sejam elas ‘teologizantes’ ou moralistas … não. Fé em Ti, Senhor”.

Programação Neurolinguística e a Fé Cristã

Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 450

http://blog.comshalom.org/carmadelio/6105-a-programacao-neurolinguistica-o-que-e

Em síntese: A Neurolingüística parte do princípio de que o comportamento humano é dependente do pensar e das emoções da pessoa. Em conseqüência ensina a programar pensamentos e sentimentos de tal modo que redundem em comportamento desejado pelo indivíduo. – Tal teoria não deixa de ter seu fundo de verdade; todavia há escolas de Neurolingüística que adotam uma concepção antropológica panteísta ou alheia ao pensamento cristão. Daí a ambigüidade das propostas neurolingüísticas.
A Neurolingüística é, como dizem os seus arautos, uma ciência e uma arte. Teve origem nos Estados Unidos na década de 1970 e vem-se propagando com certo aparato que impressiona o público, embora os livros de Neurolingüística não sejam de fácil leitura.
A seguir, proporemos uma síntese do que seja a nova ciência e lhe faremos alguns comentários. A nossa exposição utilizará o vocabulário e a linguagem dos mestres mesmos da PNL.

1. A Programação Neurolingüística (PNL)
Como dizem os arautos da nova ciência, a expressão “Programação Neurolingüística” é um tanto obscura, mas compreende três conceitos simples.
O vocábulo “Neuro” professa a idéia fundamental de que todos os nossos comportamentos têm origem nos processos neurológicos da visão, da audição, do olfato, do paladar; do tato e das sensações em geral. Percebemos o mundo através dos cinco (ou seis) sentidos externos que temos, e fazemos, em conseqüência, o nosso mapa do mundo. “Compreendemos” as informações assim recebidas e depois agimos. Somos psicossomáticos; o corpo e o psiquismo formam urna unidade inquebrantável, que é o ser humano.
O termo “Lingüística” indica que usamos a linguagem para ordenar nossos pensamentos e comportamentos e para nos comunicarmos com os outros.
O substantivo “Programação” significa que devemos organizar nossas idéias e atividades a fim de obter os resultados desejados. Precisamente a PNL trata da maneira como elaboramos o que captamos através dos sentidos para chegarmos aos objetivos almejados. – A Programação também examina a forma como descrevemos nossos pensamentos e como agimos, intencionalmente ou não, para produzir resultados.
Sintetizando, pode-se dizer com Richard Bandler, um dos fundadores da PNL, que “a PNL é o estudo da estrutura da experiência subjetiva do ser humano e do que pode ser feito com ela”.
Tal definição é baseada no pressuposto de que todo comportamento humano tem uma estrutura e esta pode ser descoberta, modelada e transformada (reprogramada).
Eis outra definição, também proposta pelos arautos da PNL:
“PNL e’ o estudo de como representamos a realidade em nossas mentes e de como podemos perceber; descobrir e alterar esta representação para atingirmos resultados desejados” (Getúlio Barnasque).
Assim, afirmam os cultores da PNL, “a PNL é uma ferramenta educacional, não uma forma de terapia. Nós ensinamos as pessoas coisas sobre a maneira como seus cérebros funcionam e como elas usam tais informações para mudar seu comportamento” (Richard Bandler).
Pergunta-se agora:

2. Como funciona a Programação de Neurolingüística?
A Neurolingüística divide o ser humano em três eus: o eu superior, o médio e o interior, que são conceituados do seguinte modo:

a) Eu inferior: é o responsável pelos processos automáticos do corpo físico, pelas emoções animais (raiva, medo, etc.) e por certos processos mentais mecânicos e condicionados.

b) Eu médio: é responsável basicamente pelas tomadas de decisão conscientes. É analítico e especulativo; mas costuma ser influenciado (muitas vezes, sem o perceber) pelo eu inferior.

c) Eu superior: É uma consciência tetradimensional, com abrangência espaço-temporal muito mais ampla do que a do eu médio. Sua influência sobre o eu médio costuma ser muito mais rara do que a correspondente influência do eu inferior. Os principais indícios de sua influência sobre o eu médio são: plenitude, desprendimento e sentimento de invulnerabilidade.

Na base de tal concepção do ser humano, a Neurolingüística assim faz a sua programação:

1) O eu médio deve amortecer as atividades do eu inferior, obtendo, com isto, não só uma melhor ligação com o eu superior, mas também melhores condições de influenciar o eu inferior. E como realiza esse amortecimento?
– paralisando o diálogo interno;
– relaxando a musculatura voluntária;
– acalmando as emoções.
A paralisação do diálogo interno faz parte da autodefesa psíquica. Associada à respiração profunda, facilita a obtenção da etapa seguinte, ou seja, o relaxamento da musculatura. Assim é atingido sem dificuldade o termo final, que consiste em acalmar as emoções.
Através da melhor ligação com o eu superior, o eu médio pode receber informações intuitivas e/ou influenciar o eu superior a pedir ajuda a outros eus superiores; estes últimos tentarão enviar a ajuda necessária através de seus respectivos eus médios.
Uma vez amortecidas as atividades do eu inferior, o programador formula, mentalmente, uma ou mais orações que expressam o seu objetivo. Ao fazê-lo, deve levar em conta certas regras muito importantes, a saber:

a) nunca use negações explícitas ou implícitas. Exemplo de negação explícita: “O meu filho não vai ficar doente”. Exemplo de negação implícita: “O sol será incapaz de queimar a minha pele”. O primeiro exemplo poderia ser reformulado do seguinte modo: “O meu filho continua e continuará sendo saudável”.
Por que não se devem usar negações? – Porque, se você usar negações, estará atraindo para Si aquilo que deseja evitar.

b) Seja o mais minucioso e preciso possível. Por quê? – Porque, se não for preciso, poderá obter algo que não corresponda ao seu anseio. Veja-se o caso da jovem que programou: “O meu noivo vai voltar são e salvo da Guerra do Golfo e vai casar-se”. Resultado: O noivo voltou são e salvo, mas casou-se com outra mulher. A formulação correta teria sido:
“O meu noivo vai voltar são e salvo da Guerra do Golfo e vai casar-se comigo, dentro de um ano após a sua volta”.

c) Use tempos verbais presentes (de preferência, o gerúndio) ou futuros com limitação de data, conforme o caso. Por conseguinte, diga: “A minha saúde está melhorando” ou “A minha esposa obterá um emprego cujo salário será superior a mil reais até o final do mês de dezembro de 1999″.
Deve-se observar que, para algumas pessoas altamente questionadoras e analíticas, o uso do presente simples (eu sou, eu tenho) pode gerar conflito com o eu médio, pois se fixará na incompatibilidade entre o presente real e o presente programado. Para tais pessoas, é mais seguro o uso do futuro com limitação de data. – E por que a limitação de data é necessária? Pela razão seguinte: Se Marcelo, com 21 anos de idade, faz programação para ganhar dez mil reais, usando tempo futuro sem limitação de data, poderá acontecer que, aos 92 anos de idade, receba uma herança no valor de dez ml reais,… herança que ele não poderá utilizar por estar moribundo no hospital.

d) Faça suas programações diariamente, de preferência sempre no mesmo horário. Evite fazer programações durante os processos digestivos. Seja persistente e paciente.

3. Que Aplicações têm a PNL?
“Neurolingüística é a soma dos sistemas internos de comunicação que permitem ao sujeito iniciar seu processo de interação com o mundo e alterá-lo na medida em que interpreta dentro de si os resultados que obtém” (Dr. Marco Ceda Natali)
A Programação Neurolingüística, em sigla PNL, é uma ferramenta muito útil para localizar e organizar recursos dentro das pessoas.
Alcunhada por um de seus criadores como “Manual de instruções para o uso da mente”, a PNL oferece uma vasta gama de aplicações.
Apenas algumas dessas possibilidades serão citadas aqui:
• Como acrescentar recursos e intensificar resultados.
• Como aumentar o rapport nos processos de comunicação.
• Como conhecer e alcançar os cinco estados essenciais.
• Como contatar o “lado criança” e conseguir acordos entre as partes.
• Como descobrir causas de incongruência.
• Como descobrir e compreender suas motivações básicas.
• Como descobrir modelos de mudança.
• Como eliciar estados de excelência.
• Como entender os mecanismos do mapa e dos filtros.
• Como implantar e modificar âncoras.
• Como modelar e adotar pontos de vista e excelências.
• Como proceder a uma cura rápida de fobia.
• Como proceder à Mudança de História Pessoal.
• Como proceder a Ressignificações de palavras, de significado e de contexto.
• Como programar objetivos
• Como se comunicar com os aliados internos descobrindo objetivos positivos.
• Como trabalhar as crenças e o sistema de crenças
• Como trabalhar com crenças conflitantes.
• Como usar a Associação, Dissociação e Tela Mental.
• Como usar a estrutura decisória T.O.T.S.
• Como usar a hipnose ericksoniana para mudar recursos e comportamentos.
• Como usar a Linha do Tempo.
• Como usar a modelagem para adquirir novos recursos internos.
• Como usar a técnica do reimprinting da linha temporal parental como recurso de reeducação emocional.
• Como usar as submodalidades para descobrir estados de recurso.
• Como usar metáforas.
• Como usar métodos de visualização e verificação ecológica.
• Como usar o Círculo de Excelência para conquistar novos recursos.
• Como usar o metamodelo da linguagem de Fritz Perls.
• Como utilizar os Níveis Neurológicos para tomadas de decisão e implante de modificações.
• Como utilizar os sistemas representacionais.

Põe-se agora a questão:
4. Que dizer?
Não é fácil compreender o linguajar da Neurolingüística. Todavia pode-se dizer que tenciona propor benefícios aos seus clientes mediante dois fatores: a sugestão ou o condicionamento que o indivíduo faz a si mesmo, e… outra força não claramente definida.
A sugestão funciona realmente e com grande eficácia, como se verá abaixo. Quanto à outra força, alguns mestres da PNL parecem identificá-la com o eu superior, que seria divino – o que redunda em panteísmo e não resiste ao crivo da razão. Tal outra força pode ser entendida também como um fator parapsicológico: percepção extra-sensorial, hiperestesia, pantomnésia…; tais fatores são reconhecidos pela ciência e podem, de fato, produzir efeitos inesperados. – Resta, pois, pedir aos arautos da PNL que expliquem claramente quais os fatores que, além da sugestão, produzem benefícios aos usuários dessa arte.
Examinemos mais precisamente o que é a sugestão e como atua.

4.1. Sugestão: que é?
A palavra sugestão vem de sub-gerere e significa: “levar, transportar alguma coisa para baixo ou sob…”; vem a ser uma insinuação ou também uma subordinação. Em psicologia a sugestão ocorre quando se leva ao subconsciente de alguém uma idéia, que irá abrindo caminho no consciente desse sujeito e poderá tornar-se uma persuasão ou convicção.
Para compreender bem o funcionamento da sugestão, devemos lembrar que o organismo humano tem a capacidade de se adaptar ao meio ambiente e a seus dados variáveis. Há estímulos externos que provocam respostas inconscientes e automáticas do organismo, chamadas reflexos: assim a temperatura elevada suscita a secreção de suor, a temperatura em baixa provoca arrepios, a proximidade de comida apetitosa provoca secreção de saliva…
Os reflexos podem ser incondicionados e condicionados. Incondicionados, quando suscitados espontaneamente pela própria natureza (a secreção de saliva, de suor…). Há quem os identifique com os instintos. Condicionados são os reflexos que respondem a um estímulo neutro ou indiferente, como é, por exemplo, o toque de uma campainha; este pode suscitar as mais diversas reações da parte de alguém (campainha para despertar, para a refeição, para começar ou acabar o trabalho…). Se um operador consegue fazer de um estímulo neutro excitante de tal ou tal determinada reação, diz-se que esse estímulo provoca um reflexo condicionado. Tal é o caso, por exemplo, de um cachorro que, na hora de comer, recebe um pedaço de carne e, por isto, ensaliva naturalmente a boca; se, antes de se lhe oferecer a carne, se toca uma campainha, o animal secreta saliva já ao toque da campainha; esse reflexo condicionado se torna habitual a ponto que, mesmo que não se dê carne ao cachorro, ele ensaliva a boca ao ouvir a campainha.
Todo excitante externo que desencadeie respostas biológicas, é chamado sinal: assim o som, a luz, o tato, a palavra. Principalmente para o ser humano a palavra é um sinal muito eficaz; ela pode desencadear atividades biológicas diversas. Quando isto acontece, a palavra é chamada “sugestão”; a resposta à sugestão não é sempre consciente e racional.
A sugestão que vem de fora, é chamada hétero-sugestão. Acontece, porém, que a sugestão pode vir do próprio sujeito ou da imaginação e da memória do indivíduo: tal é a auto-sugestão. Exemplo: se ouço uma campainha que realmente toca aos meus ouvidos, recebo uma hétero-sugestão. Se, porém, sonho com o toque dessa campainha ou a imagino em delírio, sofro uma auto-sugestão.

Consideremos agora
4.2. O Poder da Sugestão

1. A sugestão pode ser recebida ou concebida por alguém, que passa a guardá-la no seu subconsciente, sem fazer caso da mesma. Não obstante, a sugestão pode, mesmo assim, exercer enorme influência sobre o comportamento do sujeito respectivo. Este, sem o saber, estará agindo sob a força de uma sugestão que ele talvez tenha explicitamente rejeitado em primeira instância. Imaginemos, por exemplo, um amigo que diga a seu amigo: “Como você está magro e pálido!”. Este, ouvindo tal juízo, protestará e afirmará o contrário. Mas, aos poucos, poderá ir-se sentindo indisposto e crer que está padecendo de algum mal sério, principalmente se em seu íntimo estiver predisposto a tanto. Importa notar que a idéia sugerida muitas vezes vai tomando vulto, e até lugar primacial, na mente de alguém, apesar da resistência que essa pessoa lhe queira opor. De modo especial, o ser humano repele a idéia de ser vítima de alguma sugestão ou de não ser mais ele mesmo no seu modo de pensar ou agir; ora, apesar dessa repulsa espontânea o poder da sugestão é imenso. São verídicas as palavras de Claude Bernard, principalmente quando se tem em vista o inconsciente: “O homem pode muito mais do que ele julga poder”.

2. Principalmente em questões de saúde e doença a força da sugestão é reconhecida. Tem grande aplicação em todos os tipos de curandeirismo.
Com efeito. Sabemos quão benéfico sobre um processo de recuperação da saúde é o otimismo do paciente; uma boa notícia comunicada a este pode logo desencadear melhoras fisiológicas.
Também são conhecidos os casos em que remédios “milagrosos” produziram efeitos altamente positivos em pacientes gravemente enfermos; tais remédios “milagrosos”, uma vez analisados, não revelaram nenhuma propriedade particular. Diz-se mesmo em tom irônico: “É preciso apressar-se em tomar remédios novos, enquanto eles curam”. São chamados placebo (= agradarei).
O Dr. Mathieu chegou a realizar uma experiência assaz cruel em seu Sanatório de tuberculosos. Anunciou aos enfermos que acabava de ser descoberto o antídoto da tuberculose, que haveria de os curar imediatamente. Depois de ter preparado os ânimos dos doentes durante um período de tempo razoável, o médico injetou-lhes, em dias consecutivos, um pouco de água salgada, que ele chamava pelo nome mágico de antifimose. Então os pacientes obtiveram resultados maravilhosos: a tosse e os escarros diminuíram consideravelmente, os doentes começaram a sentir apetite devorador, que os fez subir de peso numa média de três quilos em poucos dias. Infelizmente, porém, um dos enfermos percebeu que se tratava de um logro e que o médico nada tinha de especial para curá-los. Logo as melhoras cessaram e todos os sintomas da moléstia reapareceram em condições mais graves, porque os pacientes estavam desanimados.
Podemos fazer menção também dos cataplasmas1, que outrora eram aplicados com freqüência, obtendo, como se dizia, bons resultados. Os observadores julgam que, em grande parte, esses efeitos positivos se deviam ao fato de que cada cataplasma exigia meia-hora de preparação; durante essa meia-hora o doente tinha a oportunidade de ansiar pelo tratamento e de se compenetrar da eficácia do mesmo.
Com outras palavras ainda: está demonstrado que, mediante sugestões, somos capazes de produzir efeitos que consciente e voluntariamente não produziríamos. Sirvam de exemplos a modificação da pressão arterial, alterações na pulsação, na sudoração, no nível de açúcar no sangue, no metabolismo, em sistemas glandulares endócrinos, no sistema cardiovascular, na secreção gástrica… Isto explica que a sugestão possa curar doenças ditas “funcionais” ou dependentes de bloqueio nervoso ou emocional: asma, doenças da pele (eczemas), cegueiras funcionais e daltonismo, náuseas e vômitos…

3. Não é necessário que o paciente seja altamente sugestionável para que a sugestão verbal possa produzir efeitos reais e objetivos no organismo. É claro que, nas pessoas mais sensíveis à sugestão, os efeitos são mais rápidos e perceptíveis do que nos pacientes mais indiferentes.

4. As sugestões são eficientes também em estado de vigília ou em pacientes acordados. É erro bastante comum pensar que a sugestão verbal só provoca resposta fisiológica quando o paciente está em sono provocado ou hipnótico. É certo, porém, que um leve estado de sonolência de pessoa em atitude passiva favorece o desencadeamento das reações inconscientes e fisiológicas. Este estado pode afetar todas as pessoas normais.

5. A sugestão indireta pode ser mais eficaz do que a sugestão verbal direta.
A sugestão verbal direta utiliza a própria palavra e sua eficácia para exercer uma ação de comando.
A sugestão indireta recorre não a uma palavra imperativa, mas a um objeto ou uma ação, aos quais se atribui implícita ou explicitamente um efeito maravilhoso. Assim, para obter que alguém adormeça, em vez de se lhe dar a ordem de tentar dormir, ofereça-se-lhe um pó branco neutro (pode ser farinha de trigo), dizendo-lhe que é sonífero. Geralmente verifica-se o efeito almejado, ao passo que a palavra só, por mais meiga que seja, pode não conseguir o mesmo resultado.
São sugestões indiretas os passes, as águas “fluídicas”, as ervas para chá e para banho distribuídas pelos espíritas e curandeiros; estes podem estar de boa-fé acreditando no valor medicinal de tais recursos; na verdade, não fazem senão oferecer estímulos-sinais, que condicionam os seus clientes e os levam ao desbloqueio psicológico de que necessitam.
Pode-se, pois, estabelecer como princípio: “A sugestão é tanto mais eficiente quanto mais indireta ou dissimulada”; quando indiretamente sugestionado, o paciente pensa menos em se defender do imperativo vindo de fora.

1 Cataplasma é “uma placa medicamentosa que se aplica, entre dois panos, a uma parte do corpo dolorida ou inflamada” (Dicionário de Aurélio).

Um católico pode se casar com alguém de outra religião?

Imagem referencial / Crédito: Pixabay
https://www.acidigital.com/noticias/um-catolico-pode-se-casar-com-alguem-de-outra-religiao-65046

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Nov. 18 / 06:00 am (ACI).- Um sacerdote no Brasil disse que “um casamento entre um católico e um evangélico não tem como dar certo”, enquanto celebrava a união de duas pessoas de religiões diferentes.

“Eu não acredito que pessoas de religiões diferentes devam se misturar. Católico tem que casar com católico. Evangélico tem que casar com evangélico”, foram as palavras de Padre Ricardo para os noivos Maria Fernanda e Jeferson, segundo indicou este último em junho de 2017.

Diante dessa situação, cabe perguntar: A Igreja Católica aceita o matrimônio de católicos com pessoas que não professam a mesma fé?

A resposta é sim, e o nome que se dá a esta figura é “matrimônio misto”. Isso ocorre quando se casam duas pessoas cristãs, das quais uma foi batizada na Igreja Católica e a outra está vinculada a uma igreja que não está em plena comunhão com a Igreja Católica.

A Igreja regula a preparação, celebração e o posterior acompanhamento desses casais, segundo o Código de Direito Canônico nos cânones 1124 a 1128. Também oferece orientações no diretório de Ecumenismo (números 143-160) para velar pela dignidade do matrimônio e a estabilidade de uma família cristã.

Os matrimônios mistos também podem ocorrer entre católicos e pessoas de outra religião. Para um matrimônio misto se requer a licença expressa da autoridade competente, ou seja, do bispo.

Para outorgar a licença do matrimônio misto deve se dar três condições estabelecidas pelo Código de Direito Canônico no numeral 1125.

1. A parte católica declare estar disposta a evitar os perigos de abandonar a fé, e faça a promessa sincera de se esforçar para que todos os filhos venham a ser batizados e educados na Igreja católica;

2. Dê-se oportunamente conhecimento à outra parte destas promessas feitas pela parte católica, de tal modo que conste que se tornou consciente da promessa e da obrigação da parte católica;

3. Ambas as partes sejam instruídas acerca dos fins e das propriedades essenciais do matrimônio, que nenhuma delas pode excluir.

Além de recordar que este tipo de matrimônios apresentam uma série de desafios adicionais que devem ser superados, o Código de Direito Canônico estabelece no cânon 1126 que “compete à Conferência episcopal estabelecer tanto as normas sobre o modo como se devem fazer estas declarações e promessas, que se exigem sempre, como determinar o modo pelo qual delas conste no foro externo e como a parte não católica delas tome conhecimento”.

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda