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Existe um “projeto diabólico” para destruir a família, adverte autoridade vaticana

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Imagem referencial / Foto: Pixabay (Domínio Público)

Vaticano, 30 Jul. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri, denunciou que atualmente existe “um projeto diabólico” para combater a família.

Na Missa celebrada em 27 de julho, na paróquia de Sant’Ana, no Vaticano, por ocasião da Festa de São Joaquim e Sant’Ana, o Cardeal Comastri afirmou que há “um projeto diabólico para combater a família e, definitivamente, para o combater o desejo de Deus”.

Afirmou que este mal atual “presume entender mais a Deus, porque combater a família significa isso, estar a serviço do demônio”.

“Parece-me decisivo sublinhar que nós não inventamos a família. Deus inventou a família. A família é um projeto de Deus. O Senhor criou o homem e a mulher para ser o berço da vida e depois se tornar lugar onde as crianças possam crescer e aprender o alfabeto da vida. Devemos estar cegos para não ver isso”, assinalou o Purpurado.

Recordou que o projeto diabólico contra a família também foi denunciado pelo poeta italiano Eugenio Montale, em 1970, quando se recordou em Milão os 25 anos do lançamento da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Cardeal Comastri lembrou que Montale disse que “é justo recordar aquele momento dramático com a esperança de que isso nunca mais se repita. Mas me sinto na consciência e no dever de avisar que está explodindo a bomba atômica da família e que talvez tenha mais vítimas e feridos do que na explosão em Hiroshima e Nagasaki. E a bomba está sendo colocada na mídia, apresentando falsos modelos de vida”.

O Purpurado advertiu que atualmente esses “falsos modelos estão desorientando os jovens” e convidou a refletir as palavras da Virgem Maria quando respondeu ao anjo depois de receber o anúncio de que seria a Mãe de Jesus.

“Maria, através do anjo, recebe o chamado a uma missão que deixaria qualquer pessoa tremendo e a resposta de Nossa Senhora é maravilhosa, de disponibilidade plena”, manifestou.

Esta resposta da Virgem “tem suas raízes no ambiente espiritual da família, na educação e no exemplo dos seus pais. Nas famílias piedosas de Israel, rezavam e meditavam os salmos todos os dias”, afirmou.

Acrescentou que o Magnificat, quando Maria encontra a sua prima Isabel, nasce da meditação familiar do amor de Deus.

“O Magnificat é uma leitura da história na qual domina a certeza de que os humildes serão os vitoriosos. A vida é uma guerra, uma luta. Quem vencerá? Vencerão os humildes, os bons, os puros, os misericordiosos. Maria diz isso no Magnificat, porque tem certeza de que Deus tem a última palavra”, assinalou.

Do mesmo modo, o Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano comentou que Madre Teresa disse que, “há algum tempo, na família se aprendia sobre a generosidade, o altruísmo. Hoje se fortalece o egoísmo dos filhos e se colhe frutos amargos”.

O Cardeal Comastri concluiu a sua homilia perguntando: “O que as crianças respiram em casa? Quais sinais são dados às crianças?”.

“A vida é uma viagem, necessita-se de sinalização ao caminhar. Comprometamo-nos a levar à família um clima de fé convencida para que as crianças, ao olharem para os seus pais, possam entender qual é a sinalização correta”, afirmou.

O Matrimônio

Beleza do sacramento

Quarta-feira, 29 de abril de 2015, Jéssica Marçal / Da Redação

Reunido com fiéis na Praça São Pedro, Francisco refletiu sobre o casamento, que hoje em dia é uma realidade distante ou inexistente para muitos jovens

Francisco fala do matrimônio cristão e destaca a família como obra-prima da sociedade / Foto: Reprodução CTV

A catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 29, foi dedicada ao matrimônio. O Santo Padre segue no ciclo de catequeses sobre a família e, desta vez, concentrou-se no casamento, refletindo, por exemplo, sobre a realidade dos jovens que não querem se casar.

Francisco mencionou que o primeiro dos sinais prodigiosos de Jesus foi realizado no contexto do matrimônio: o milagre do vinho nas bodas de Caná. “Assim, Jesus nos ensina que a obra-prima da sociedade é a família: o homem e a mulher que se amam! Esta é a obra-prima!”.

Desta época até hoje, muita coisa mudou, disse o Papa, mas esse sinal de Cristo contém uma mensagem sempre válida. O Pontífice reconheceu que os jovens não querem se casar, que em muitos países aumenta o número de separações e diminui o número de filhos. Essas são as primeiras e mais importantes vítimas de uma separação, destacou o Papa, e isso pode ter reflexos futuros.

“Se você experimenta, desde pequeno, que o casamento é um laço ‘por tempo determinado’, inconscientemente para você será assim. Na verdade, muitos jovens são levados a renunciar ao projeto para si mesmo de um laço irrevogável e de uma família duradoura”.

Essa realidade dos jovens que não querem se casar constitui, segundo o Santo Padre, uma das preocupações dos tempos atuais. Ele lembrou que é importante tentar entender o porquê dos jovens agirem assim, de não terem confiança na família.

Para o Papa, as dificuldades financeiras não são o único motivo. Há quem cite como provável causa a emancipação da mulher, mas isso não é um argumento válido, segundo o Pontífice, mas sim uma forma de machismo que sempre quer dominar a mulher.

Na verdade, Francisco disse que quase todos os homens e mulheres gostariam de ter um casamento sólido, mas muitos têm medo de errar e, mesmo sendo cristãos, não pensam no matrimônio sacramental. “Talvez justamente esse medo de errar seja o maior obstáculo para acolher a Palavra de Cristo, que promete a Sua graça à união conjugal e à família”.

“Os cristãos, quando se casam ‘no Senhor’, são transformados em sinal eficaz do amor de Deus. Os cristãos não se casam somente para si: casam-se no Senhor em favor de toda a comunidade, de toda a sociedade”, concluiu Francisco, anunciado que, na catequese da próxima semana, dará continuidade à reflexão sobre a beleza da vocação do matrimônio cristão.

Este é o meu lugar?

Lazer e tempo livre: oportunidades para chegar à meta da santidade
Por Carlo Climati

Um fenômeno perturbador que afeta grande quantidade de jovens é o dos rachas de rua. Geralmente, [no caso italiano, ao qual o autor se refere diretamente; ndr] os rachas acontecem nas periferias, onde existem mais trechos de ruas e estradas pouco movimentadas. Estas competições insanas se conectam à também triste praga das apostas. Enquanto uns aceleram, outros assistem e apostam dinheiro no possível vencedor. E a vida e a morte se tornam um jogo absurdo.

O que leva alguns jovens a querer medir-se nessas perigosíssimas competições? Um desejo de transgressão que, às vezes, tem raízes no tédio, no desconforto, na incomunicabilidade, na falta de educação por parte da família. Infelizmente, as corridas clandestinas não são a única causa de morte de jovens nas ruas e rodovias. Há também os desastres ligados às noitadas, como resultado do cansaço de quem pega o volante depois de horas e horas na balada. São a consequência trágica do estado de estupor alimentado pelo barulho da música altíssima, pelo consumo de bebidas alcoólicas e pelos efeitos das luzes psicodélicas. As pistas de dança já foram um meio de entretenimento. Um lugar para relaxar depois de uma semana de trabalho e de estudo. Hoje, acontece o contrário.

Depois de uma noite na balada, os jovens saem ainda mais cansados. Ao irem para a balada, os jovens manifestam um desejo saudável de diálogo e de comunicação. Eles querem estar com os outros. Mas, depois, eles se pegam sozinhos. O volume da música é tão alto que os impede de falar. E assim, mesmo rodeados de muita gente, eles permanecem mudos, privados da possibilidade do diálogo. A melhor resposta para certos mecanismos de transgressão é convidar os jovens a redescobrir o verdadeiro significado da diversão.

Para passar uma noite relaxante com amigos, não é preciso varar a madrugada, nem sair bêbado, nem se drogar. Não é preciso participar de loucas corridas clandestinas para provar alguma coisa para os outros. É necessário ensinar os jovens a gerir inteligentemente a sua liberdade, até com o objetivo de uma busca pessoal da santidade. Todo cristão, que recebeu o batismo, é chamado a ser santo.

De que maneira? Pouco a pouco, passo a passo, fazendo um pequeno esforço por dia. Isto significa que você pode se tornar santo também se divertindo, usando a cabeça e fazendo as escolhas certas para a sua vida. Lembremo-nos: somos todos filhos de Deus.

Antes de pôr os pés em certos ambientes extremos, perguntemo-nos: um filho de Deus pode entrar num ambiente como este? É realmente um lugar para mim? E se um amigo me convida a acelerar ao máximo, de noite, numa rua da periferia, eu devo perguntar a mim mesmo: é este o comportamento correto de um filho de Deus?

As oportunidades saudáveis de se divertir e sair com os amigos são muitas. Há clubes onde a música é mais tranquila e onde as drogas e o álcool não circulam. Há ótimos shows, grandes filmes, excelentes espetáculos para ver. Basta escolher e usar o cérebro. A geração mais jovem precisa de uma nova cultura. Existe a necessidade de rotas alternativas, que levem à santidade inclusive através do entretenimento saudável e de uma boa organização do próprio tempo de lazer.

Isso mesmo! É possível ser santo até na balada! Basta lembrar que Deus está sempre conosco, que ele segura a nossa mão e nos acompanha inclusive nas horas de lazer e diversão.

Quero batizar a minha filha em casa, e na igreja!

Gostaria de saber como faço para fazer o batismo em casa?
Pe. Inácio José Schuster, Vigário Judicial da Diocese de Novo Hamburgo

Até parece que estamos em outro planeta do sistema solar. Você só pode fazer um único batismo, e só pode batizar em casa se estiver ocorrendo qualquer risco grave ou de morte para a vida da criança.

Não se faz, por nenhum motivo, e sob nenhuma hipótese o batismo em casa, pois já foi o tempo dos dinossauros e a era da pedra lascada.

Isso era quando tudo e todos ficavam longe da cidade ou da igreja Matriz, quando o padre passava uma ou duas vezes por ano naquela localidade, quando ainda se andava no lombo dos burros, quando os recursos e meios de comunicação e transporte ainda não tinham chegado.

Hoje, quando as distâncias se encurtaram, a comunicação ultrapassa fronteiras em um milésimo de segundo, não se admite viver sozinho, batizar sozinho e formar uma fami-ilha.

Ou se passa a pertencer à grande família dos filhos e filhas de Deus e batiza-se na comunidade de fé, na igreja paroquial onde esta comunidade de irmãos se reúne, onde o Senhor Jesus se faz presente realmente. Pois existe “Um só batismo, uma só fé, um só Senhor” (cf. Ef 4, 5).

Ou então, continuamos querendo nos achar a “última bolachinha recheada do pacote”, e assim, não ter compromisso com nada e com ninguém, só gritando que temos direitos. Egoísmo e amor não casam nunca. Uma andorinha sozinha não faz verão, assim como um cristão sozinho não forma comunidade, Igreja.

Não existe esse negócio de dois batismos. Não invente moda que não existe! O Batismo é a porta de entrada dos outros Sacramentos que receberemos também junto da comunidade, e não separados dela.

Natal, Sagrada Família, Ano Novo

10 Verdades sobre o Natal
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2015/12/28/10-verdades-sobre-o-natal/

1- O Papai Noel é um mito, Jesus é uma realidade! Papai Noel é um deleite, Jesus um Sacrifício.

2- A nossa expectativa em esperar o Natal é a mesma de toda a humanidade de todos os tempos a espera de que o Filho de Deus viesse a nós, em nossa natureza, para de novo ligar o Céu com a Terra.

3- O Natal nos lembra que estamos mergulhados no amor de Deus e não damos conta disso.

4- “Estarias morto para sempre, se Ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te libertarias da carne do pecado”. Santo Agostinho

5- “O Natal é a primeira festa litúrgica, o recomeçar do ano religioso, como a nos ensinar que tudo recomeçou ali”. Dom Fernando Rifan

6- “O Natal é o terreno seguro e sempre fecundo, onde brota a esperança da humanidade”. São João Paulo II

7- “Se não tens nem incenso nem ouro para oferecer a Jesus, oferece-Lhe a mirra do teu sofrimento!” São Pio de Pietrelcina

8- Deus se fez homem e nasceu entre nós de maneira humilde e silenciosa, para dizer a cada pessoa de maneira muito concreta: “Eu te amo!”

9- Depois que o Verbo se fez Homem, assumiu nossas dores e sepultou a nossa morte, com a Sua morte, ninguém mais pode duvidar do Amor de Deus.

10- “És Maria, a beleza e o esplendor da terra, és o protótipo da santa Igreja. Por uma mulher, veio a morte, por outra mulher a Vida.” Santo Agostinho

 

NATAL
+ Eurico dos Santos Veloso

O ano litúrgico é composto de dois ciclos. Os ciclos do Natal e Páscoa. A Festa do Natal esta inserida no ciclo do Natal e sendo assim esta é a segunda festa mais importante do ano litúrgico, visto que a primeira festa mais importante é a Festa da Páscoa (ressurreição). O Natal é a festa da alegria, esperança e luz, que é celebrada todos os anos no final do ano civil e inicio do ano litúrgico para revigorar em cada filho e filha de Deus o valor pela própria vida com base nos ensinamentos divinos. O nascimento do menino Jesus ou a vinda do Messias foi predito pelos profetas do antigo testamento. O Filho de Deus era esperado como Aquele que libertaria os pequeninos dos poderes tirânicos dos grandes imperadores da época, mas que para a surpresa de muitos e desapontamento de outros se mostrou um Rei compassivo com uma nova forma de justiça diferente da justiça humana aplicada naquele contexto. A Justiça Divina desenvolvida na figura humano do Cristo igualou todas as raças. Esta Justiça vinda do alto ofereceu maior unidade no povo de Deus, diferente da justiça humana que é uma justiça distributiva dada somente a quem “merece” ou à aqueles que agradavam aos poderes.
O Cristo Rei do Universo vai nascer novamente, mesmo que esteja sufocado com uma contínua preocupação das pessoas com o aspecto material, uma situação que acaba por si mesma colocando em outro plano o que deveria ser primordial. Uma procura continua em comprar e em consumir o que acaba mudando totalmente o sentido natalino. Um Deus tão bondoso que quer se doar aos seus, acaba sendo esquecido e simplesmente o mercado coloca outra figura em seu lugar. Alguns personagens que o mercado usa para colocar no lugar Daquele que deveria ser rememorado vêm destruir não somente o valor da festa de Cristo, mas também valores familiares dando méritos a um ser fictício.
A Encarnação do Verbo é o Supremo ato de amor de Deus que assume a condição humana em sua totalidade. O nascimento do menino Jesus assume não somente a sua corporeidade individual, mas também a condição corpórea de toda a humanidade, integrada em todos os valores de dignidade, justiça e verdade. Todas estas nuâncias são revestidas do amor Divino. “Deus é amor e aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus, nele” (1Jo 4,16). A encarnação do Filho de Deus é a revelação da presença real amorosa, terna, vivificante e eterna de Deus entre homens e mulheres.  O prólogo do evangelho de João apresenta a origem Divina de Jesus como a Palavra eterna que procede de Deus, fazendo-se carne, morando entre nós, e, por Graça, nos tornam filhos etenos na eternidade de Deus.
É verdade: no estábulo de Belém, na fragilidade de uma criança, se contempla a revelação de Deus na história da humanidade, onde apareceu a grande luz que o mundo esperou. Naquele Menino deitado na manjedoura, Deus mostra a sua glória – a glória do amor, em que Ele mesmo Se entrega em dom e Se despoja de toda a grandeza, para nos conduzir pelo caminho do amor. Esta luz de Belém nunca mais se apagou. Ao longo dos séculos, envolveu homens e mulheres, cercou-os de luz, onde despontou a fé naquele Menino, aí desabrochou também a caridade, a bondade para com todos, a carinhosa atenção pelos débeis e os doentes e a graça do perdão. A partir de Belém, um rastro de luz, de amor, de verdade atravessa os séculos. Olhando os Santos se vê esta corrente de bondade, este caminho de luz que se inflama, sempre de novo, no mistério de Belém, naquele Deus que Se fez Menino!
Celebrar o Natal é fazer memória dos fatos libertadores realizados por Deus por meio do seu Filho Jesus, que com sua luz, trouxe a salvação a toda humanidade, fazendo-a brilhar para extinguir as trevas e as incertezas humanas.
Exultem todos no Senhor: nascera o salvador do mundo. Do céu desce a verdadeira paz e felicidade. Na fragilidade da criança contempla-se a revelação de Deus na história da humanidade. Deus se encarna no humano para nos tornar divinos. Naquela manjedoura do presépio, a divindade de uma criança sinaliza-nos de que a salvação é uma realidade para os pobres e oprimidos, pois a graça de Deus traz essa salvação para cada um de seus filhos. Por meio do Menino Jesus, Deus entra na história da humanidade para fazer parte dela, uma vez que Jesus é o Senhor e o Sujeito da história Um Menino que se deixa conhecer pelas vias expressas do coração.
Portanto, acolhamos o Natal de Jesus, festa de alegria, esperança e luz. Este acontecimento é capaz de renovar a nossa vida em nosso itinerário humano nos dias de hoje. Que o encontro com o Menino Jesus nos transforme em pessoas que não pensem somente em si mesmas, mas que se abram às expectativas e às necessidades dos irmãos. “Natal é a presença salvífica de Deus no mundo. Com o nascimento da criança ou menino de Deus renasce a unidade nas famílias que formam o povo de Deus.

SAGRADA FAMÍLIA

Depois de contemplarmos o presépio vivendo ainda a oitava do Santo Natal a Igreja, peregrina e santa, nos convida a refletir sobre a realidade da família de Deus, que é a realidade de nossas famílias hoje.
A Sagrada Família passou por alegrias, dificuldades e, também, por grandes sofrimentos. Após o episódio do Templo, em que aparece no meio dos doutores da lei, os pais de Jesus reconheceram a sua missão específica. Eles não põem nenhuma objeção à vontade do Pai. Nesta família reinou a caridade e a ajuda entre todos, a chamada ajuda mútua, os elementos fundamentais da vivência familiar.
Porque celebrar a família de Deus? Tudo isso para sublinhar que Jesus teve um ambiente histórico e social. Ele teve necessidade de afeto e de cuidados como qualquer outra criança. Isso tudo ilumina nosso itinerário cristão para que os cristãos mirem na Sagrada Família para que, seguindo seus exemplos, possamos crer no Filho de Deus, o Cristo Redentor da Humanidade.
A Sagrada Família foi uma família do cotidiano. Foi uma família de pessoas normais. Maria e José procuravam com sofreguidão por Jesus: aqui está a humanidade da sagrada família que sofre e quer proteger o seu Filho. Este gesto demonstra bem o fio condutor do novo Testamento: a criatura humana é um ser à procura de Deus, que parece estar despreocupado conosco.
Todos temos essa experiência. Se Maria e José, que conviviam fisicamente com Ele, devem sair à sua procura, quanto mais os que como nós só podem viver com Ele pela fé. Mas, depois do desencontro, Jesus volta com seus pais para a sua casa. A obediência de Jesus é maior do que a obediência ao pai e a mãe terrenos; ela se prende à vontade do Pai do Céu. Enfim, o testemunho do Cristo e de seus pais demonstra, também, o imenso resplendor que pode atingir uma vida familiar comum, vivenciada em Deus, na simplicidade e num grande amor compartilhado entre todos.
Que as nossas famílias se espelhem na vida da Sagrada Família e que todos nós possamos valorizar a vida familiar, na graça, na paz e na oração que ilumina a família, nossa Igreja Doméstica.

ANO NOVO
+ Dom Paulo Mendes Peixoto
Ainda em clima de natal, mas com gosto de ano novo, iniciamos o 2016 celebrando o Dia Mundial da Paz e da Fraternidade Universal. A presença de Jesus Cristo, nascido de Maria, é a causa principal e motivadora de paz para todo o ano.
É fundamental, no primeiro dia, evocar a bênção de Deus, já que Ele é “o Senhor que salva”. Assim faz “brilhar sua face” sobre o povo e sobre a humanidade. Em Israel, no início do ano, o sacerdote dava a bênção sobre povo.
Pedir a bênção é querer a paz para a natureza e para o ser humano. Para quem a deseja, Deus deixa brilhar “a luz de sua face”. Só Ele pode abençoar, mas isto acontece também através de todos nós quando nos colocamos como seus verdadeiros instrumentos.
O ano novo deve ser tempo de liberdade, de superação de toda lei que massacra e causa escravidão. Não podemos colocar jugos, pesos sobre os ombros dos outros em nome de certos conceitos. As bênçãos de Deus nos tornam livres e irmãos de Jesus Cristo.
Recebemos um nome, que nos identifica e nos dá a dignidade de humanos. Ele é a nossa referência o ano todo, formando um caminho de responsabilidade. As atitudes sejam de pastores, que cuidam das ovelhas e são preocupados com o bem da humanidade.
Com um nome, com aquilo que nos dá cidadania, somos inseridos na sociedade humana tendo direitos e deveres, cidadãos de uma comunidade política na realização do bem comum. Que esta tarefa não seja traída neste novo ano!
De uma forma ou de outra, pertencemos a uma comunidade de pessoas, onde somos referência de identidade. Quem não pertence a nada não representa ninguém. A perda de identidade fragiliza os compromissos com o bem comum.
Que neste novo ano todas as nossas tradições, culturas, estruturas políticas, sociais e religiosas nos levem por um caminho de vida sadia, fraterna, justa e honesta. Que consigamos superar o mundo de corrupção tão nefasto para o nosso país.

Vamos celebrar com alegria o aniversário do nascimento de Jesus

“Jesus: rosto humano de Deus, rosto divino do homem”.

Natal vem chegando e a expectativa pela festa acende a esperança no coração de muita gente. A cidade brilha com os enfeites natalinos e o comércio aproveita a ocasião para estimular as compras e aquecer as vendas… Há  luzes, músicas, presentes, enfeites natalinos… a alegria invade corações e casas, porque está próxima a celebração do aniversário do nascimento de Jesus.

Ele merece, com certeza todas as nossas homenagens. Mas será que nós o conhecemos? Sabemos quem Ele é? Como viveu,  o que ensinou? A festa só terá realmente o verdadeiro significado se nós soubermos a quem estamos festejando e o porquê de tanta alegria.

Existem centenas de milhares de livros sobre Jesus; também foram produzidos muitos filmes e gravadas muitas músicas. As pessoas gostam de escrever, de cantar e de falar sobre Jesus, mas será que O conhecem de fato? Para muitas pessoas Ele é um mestre, o homem mais importante que já existiu, um grande milagreiro, um pregador extraordinário… Jesus é tudo isso e muito mais.

Além de ser uma pessoa encantadora, Ele foi, é, e será para sempre o Filho de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo eterno que se encarnou. Deus se fez humano, irmão, pequenino e frágil, abrigado por uma família pobre e desconhecida de Nazaré. Celebrar o Natal é deixar-se envolver pela paz do presépio. Em Belém a simplicidade caracteriza a gruta, a manjedoura, as pessoas.

É a profecia que se realiza:

“O povo que andava na escuridão viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu.” Isaías 9,1

“Pois nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado. O poder de governar está em seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz. Ele estenderá seu domínio e para a paz não haverá limites. Sentado no trono, com o poder real de Davi, fortalece e firma esse poder, com a prática da justiça, a partir de agora e sempre. O amor apaixonado do Senhor dos exércitos que há de fazer tudo isso”.Isaías 9,5-6

Natal é a festa do amor que traz Paz para nossos corações, nossas casas, nossas igrejas e para a sociedade toda. Assim afirmamos com fé, alegria e esperança, que Jesus Cristo é a luz de Deus que vem trazer vida e salvação ao mundo.

‘Natal sem amor é Natal sem Jesus e Natal sem Jesus é Natal sem sentido’.

SENHA – Serviço Ecumênico de Novo Hamburgo Composto pelas Igrejas: Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Evangélica Luterana do Brasil

 

Prepare sua vida, não a deixe passar

Quem adia as soluções dos problemas não os quer resolver de fato

Sem tomar conselho, erra-se muito. Sem ser organizado, perde-se muito tempo e eficácia. Aquele que não arruma bem o seu armário não consegue organizar o seu espírito. O povo diz, sabiamente, que um homem prevenido vale por dois, porque é um homem organizado. “Melhor prevenir do que remediar”. Mas a organização só é possível quando somos pacientes e não somos preguiçosos. É a preguiça a mãe da bagunça.

Ninguém faz um edifício sem uma planta arquitetônica, uma planta elétrica, hidráulica e estrutural. Se fizer, estará correndo sério risco de ter que refazer muita coisa a um custo muito maior. Sabemos que Deus projetou cada um de nós detalhadamente em cada uma de nossas células.

Muita gente se atrapalha, porque, por preguiça, sempre prorroga as coisas a fazer, hoje, para o dia de amanhã. Quem adia as soluções dos problemas não os quer resolver de fato. Amanhã é o dia em que os preguiçosos trabalham, os perversos reformam suas vidas e os pecadores se arrependem.

Um problema enfrentado logo, e bem definido, é um problema meio resolvido. As tarefas adiadas com alegria, muitas vezes, têm de ser feitas depois com lágrimas. Que nos digam aqueles que puderam estudar na juventude, mas não o fizeram; depois, tiveram de estudar já casados!

Diz um provérbio árabe que “tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá, certamente, uma terceira vez”. Então é preciso estar prevenido e saber se precaver das coisas que já fizemos errado uma vez. Os fatos não deixam de existir por serem ignorados. Não feche os olhos para os fatos; o pior cego é o que não quer ver.

A desordem é sinal da ausência de autoridade e disciplina. É preciso ordem; onde muitos mandam, pouco se realiza. A chefia é imprescindível; não há uma instituição humana que possa ter bom desempenho se não tiver um chefe: a nação, a família, a empresa, a cidade… O provérbio diz que “dois capitães afundam o navio”.

Ser organizado e eficiente não quer dizer tomas decisões precipitadas; elas são imaturas. Outro provérbio árabe diz que “ninguém experimenta a profundidade de um rio com os dois pés”. Isso pode acontecer pela precipitação.

Para sermos organizados e previdentes, precisamos aprender muito com a vida; pouco se aprende com uma vitória, mas muito se aprende com uma derrota. Você já notou que são nas pedras pequenas que tropeçamos? As grandes nós as enxergamos. Com organização e tempo acha-se o segredo de fazer tudo bem feito.

As empresas buscam qualidade, e isso significa vender o melhor produto do mercado pelo menor preço. Essa é imbatível! Mas exige organização, métodos, procedimentos corretos etc.   Os manuais de qualidade de qualquer empresa nos ensinam que ser otimista é uma qualidade, ser educado, organizado e prevenido também são qualidades. Também é uma característica positiva ser atencioso, fiel e cumpridor da palavra. Respeitar a saúde, ser paciente, dizer sempre a verdade são qualidades essenciais, assim como amar a família e os amigos. Perceba que a “qualidade” está mais nas pessoas que nos produtos; este é apenas uma consequência.

Um belo conselho que Jesus nos deixou é que devemos “viver um dia de cada vez”.

Todas as operações de cada dia se repetem: comer, beber, dormir etc., porque Deus fez a nossa natureza assim. Se você não a respeitar, não terá saúde e paz. Você pode carregar o peso do seu dia de hoje, porque tem forças para isso, mas não pode somar o peso de ontem e o de amanhã. Jesus nos deixou isso bem claro: “Não vos preocupeis pois com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas próprias preocupações. A cada dia basta o seu cuidado” (Mt 6,34).

Qualquer que seja o medo que você possa ter do futuro – desemprego, cuidados dos filhos, doença… –, deixe tudo nas mãos de Deus, e apenas faça a sua parte hoje. Lembre-se de que Deus não toma à força o peso das suas preocupações, mas caminha a seu lado, discreto e paciente, esperando que você O chame e Lhe entregue as preocupações e tribulações do dia.

Aquele trabalho difícil de fazer o inquieta? Entregue-o a Deus. Você verá que será mais fácil. Se é uma perda irreparável, entregue-Lhe o que foi perdido. Só assim será possível ter paz.

Aprenda a entregar tudo ao Senhor. É um aprendizado lento, longo e requer perseverança, mas é valioso. A cada dia aceite morrer para as preocupações, para as angústias, os medos e as provações. Repita mil vezes com o salmista: “Nas tuas mãos, Senhor, está o meu destino” (Sl 30,16). “Ó Altíssimo, quando o terror me assalta, é em Vós que eu ponho a minha confiança” (Sl 53,4). “Abrigo-me à sombra de vossas asas, até que a tormenta passe” (Sl 56,2).

O sucesso, muitas vezes, depende do que fazemos enquanto os outros descansam. Muitas vezes, ele é construído à noite. Durante o dia, você faz o que todos fazem, mas para conseguir um resultado diferente da maioria, então você precisa fazer mais do que ela.   Se você quiser atingir uma meta especial, então, talvez você terá de estudar no horário em que os outros estão se divertindo. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar, enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. Terá de estudar enquanto os outros dormem. A realização de um sonho depende da sua dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.

Quem não sabe aonde quer chegar, não chegará a lugar nenhum. Por isso, planeje a sua vida. Você sabe o que quer para os próximos cinco anos? Prepare sua vida, não a deixe passar, não a “empurre com a barriga”.

Trecho retirado do livro “Para ser Feliz”
Prof. Felipe Aquino
[email protected]

O caminho da vida em Deus

A vida deve nos tornar felizes

“Cada um de nós vive com a esperança de que vai conseguir o que lhe cabe; seja na profissão, na amizade, no amor ou na família. A vida deve nos tornar felizes, pois, em primeiro lugar e antes de tudo, desejamos ser felizes; algo tão simples, porém tão difícil” (Dom Notker Wolf – Abade-Primaz da Ordem dos Beneditinos).

Às vezes, o caminho da vida parece tão difícil e longo demais. Não tenho forças nem vontade para a jornada. Então, lembro-me de que o bom Deus conhecia esse caminho muito antes de eu ser chamado a percorrê-lo. Ele sempre soube das dificuldades pelas quais eu passaria, a dor que não conseguiria explicar aos outros. Ele sabe e oferece Sua presença.

Talvez, hoje, você esteja oprimido por tristeza. Ela pode ser o peso de um ministério difícil, a preocupação de um casamento problemático, a tristeza de uma criança sofrendo, o cuidado com um parente envelhecendo, o desemprego, os vícios na família, um sonho que custa a se realizar ou outras situações que a vida nos apresenta. “Certamente”, diz você, “Deus não me faria andar dessa maneira. Deve haver outro caminho mais fácil a percorrer”.

Escreve o reverendo David H. Roper: “Mas, qualquer um de nós é sábio o suficiente para saber que alguma outra maneira nos transformaria em filhos melhores e mais sábios? Não, nosso Pai Celestial conhece o melhor, de todos os caminhos possíveis, para nos levar à realização (Salmo 142,1-3)”.

Seus caminhos são mais altos do que os nossos caminhos; Seus pensamentos são mais altos do que os nossos pensamentos (Isaías 55,9). Podemos tomar, humildemente o caminho que Ele traçou para nós, hoje, com absoluta confiança em Sua infinita sabedoria e amor. Ele é mais sábio e mais amoroso do que podemos imaginar. Aquele que vê anteviu e não nos desviará do caminho, pois este está entregue ao Senhor Deus com absoluta confiança (cf. Salmo 37,5).

A nossa vida vive no caminho da providência do Pai Eterno.

Padre Inácio José do Vale
[email protected]

A oração que tem transformado a vida dos homens

Masculinidade

Existe uma oração que está transformando a vida dos homens e impulsionando-os a buscar sua verdadeira missão

Algo novo tem acontecido nas paróquias. De modo até tímido, temos visto os chamados grupos de Terço dos Homens começarem e, aos poucos, angariarem cada vez mais varões, podendo, em não poucos casos, chegarem a mil, mil e quinhentas, duas mil pessoas para a oração do Santo Terço.

O mais importante é que essa oração tem transformado a vida de muitos homens, tirado muitos do vício, pornografia, adultério e seitas secretas; devolvendo-os à companhia da família e à frequência dos sacramentos da Igreja. Por isso achei importante escrever um livro que descrevesse todas essas maravilhas.

A obra retrata o que vem a ser o Terço dos Homens, a origem do movimento em nosso país, como acontecem essas conversões e o que se passa no íntimo desses homens. No entanto, não me contentei em falar somente do Terço dos Homens sob o aspecto da vida de oração e seus efeitos, mas vi uma ótima oportunidade de falar também de vida, de assuntos de interesse masculino, e ofertar alguma literatura que pudesse dar um norte ao homem de hoje, como é pedido pelo movimento Mãe Rainha três vezes admirável de Schoenstatt – de quem veio o principal impulso, nesses últimos tempos, para a propagação do Terço dos Homens –, em que um dos pilares dos grupos de Terço é a formação humana para os homens.

Tenho percebido que, a partir da oração do Rosário, os homens têm se convertido, voltado aos sacramentos e, a partir disso, buscado um sentido maior para a vida deles; daí vem a segunda parte do título do livro: ‘A grande missão masculina’.

Mas qual é essa grande missão?

Vou relatar, brevemente aqui, quatro características das quais Deus pensou para o homem em sua origem, desde quando formou o ser masculino, a fim de que este chegue a concretizar sua missão neste mundo.

Acolhedor – Deus fez o homem primeiro que a mulher. Por quê? Para ele ser maior que ela? Não! Para que, a partir do que Ele criou, preparar-lhe o ambiente. O homem é como o anfitrião da mulher.

Podemos ver essa imagem também na cultura judaica. Quando um casal estava prometido em casamento, sabemos, pela tradição, que a obrigação de construir a casa era do homem e, no dia do casamento, ele ia buscar, com os seus amigos (cf. Jo 3,29), a noiva, que o esperava na casa de seus pais junto com as virgens (cf. Mt 25,1). Portanto, a mulher foi dada ao homem, o Senhor a apresentou a ele (cf. Gn 2,22). Temos de ver as mulheres de forma diferente da que o mundo nos propõe; temos de vê-las pela ótica do Senhor, ou seja, como Deus as vê. A partir daí, conseguiremos enxergar a riqueza daquela que compartilhará nossa vocação esponsal.

Portanto, se um homem não respeita, não acolhe nem tem cuidado com a mulher, se ele a enxerga como objeto de sua satisfação, está agindo fora de sua própria essência, pois está desobedecendo ao sentido de sua existência e, consequentemente, não se realizará enquanto pessoa, não será feliz.

Você já viu algum homem feliz ou de bem com a vida, que usa ou expõe uma mulher, que a tortura psicologicamente, a agride verbal ou fisicamente?

Dom de autoridade de Deus Pai

Condutor – O homem deve “Chamar para si a responsabilidade de guiar sua esposa e seus filhos pelos caminhos corretos e santos para chegarem ao Céu.[…] Conduzir aqui não significa ser opressor, invasor, centrado em si mesmo, que faz com que todos sigam seu pensamento. Mas simboliza o sacrifício de si próprio para o bem-estar do outro. Muitas vezes, aquele que vai à frente numa viagem é o que se dispõe a colocar-se primeiro diante dos riscos, justamente para assegurar a vida daqueles que vêm atrás. Ele motiva e estimula quando necessário, mas está atento aos seus e ao ritmo diferente de cada um. Certa vez, lendo um livro de espiritualidade, encontrei uma representação do que é isso:[..] ‘Quando meu pai colocou o anel no dedo da minha mãe, e o padre os declarou marido e mulher, Nosso Senhor entregou ao meu pai um cajado, que parecia um pauzinho curvo de Luz, tratava-se de uma graça que Deus dá ao homem. É um dom de autoridade de Deus Pai, para esse homem guiar o pequeno rebanho que são os filhos, que nascem desse matrimônio, e também para defender o matrimônio’ (Lv. ‘O livro da vida! Da ilusão à verdade’. POLO, Glória. Goiânia: América Ltda, 2009. p. 40)”.

A mais profunda vocação do homem é ser pai

Paternidade – A mais profunda vocação do homem é ser pai. Ele nasce e se desenvolve para isso. O homem, com tudo o que lhe pertence – seus dons, talentos e habilidades, todo seu conhecimento, prática e técnica que adquire, tudo o que desenvolve durante sua vida –, só encontrará plena realização se canalizar tudo para o exercício da sua paternidade.

Geralmente, é a figura paterna quem ensina o filho a andar de bicicleta – segura-o para não cair, soltando-o quando vê que ele já adquiriu certo equilíbrio, ainda que o pequeno não confie em si mesmo. A criança experimenta o prazer de ser desafiada pelas ocasiões da existência e alcançar pequenas vitórias pessoais. Também é o pai quem, na maioria das vezes, brinca pedindo ao filho que pule de alguma altura para segurá-lo no colo. Dificilmente, veremos uma mãe brincando assim!

Tudo isso vai sendo registrado na cabecinha da criança como: “Você é capaz”, “Eu acredito em você”, “Existe alguém junto com você, alguém que o olha, mesmo quando você se sente sozinho no desafio”.

Na pré-adolescência ou juventude, também é comum que seja o pai a ensinar como o mundo funciona ou até mesmo ensinar um ofício ao seu filho. Jesus aprendeu a ser carpinteiro com seu pai José.

Se um pai não gosta de trabalhar, é adúltero ou cultiva vícios, seu filho seguirá seu exemplo ou entrará em “pé de guerra” contra ele.

Todo homem precisa de uma luta

Enfrentamento – “O substrato básico do ser humano está na feminilidade, e o sexo masculino, para se desenvolver, precisa surgir por meio de um esforço”. Isso é verdadeiro biológica, psíquica e espiritualmente.

Biológico, pois o embrião inicialmente é feminino. Se seguir de forma linear, ou seja, conforme já vem acontecendo o desenvolvimento do embrião desde sua fecundação, nascerá então uma menina. Para que surja um menino, é preciso que ocorra uma revolução química. Não que não haja as propriedades masculinas, o cromossomo Y está ali, mas precisa acontecer essa revolução.

Psíquico, porque tanto o menino quanto a menina são criados pela mãe; consequentemente, ficam mais tempo com ela. As meninas estão em harmonia com a mãe e se desenvolvem femininas. O menino precisa se afastar do mundo da mãe e, ao afastar-se, torna-se homem.

Espiritual, porque “o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher”.

Desde pequenos, buscamos autenticar nossa masculinidade – competimos entre nós, desafiamo-nos, impomos condições, ritos de passagem para sermos aceitos e aprovarmos o outro.

Todo homem precisa ter por que lutar. O prêmio final, a vitória será a consequência do que adquirirmos durante a batalha. Portanto, a grande missão masculina é sermos acolhedores, condutores e paternos, enfrentarmos o mundo como linha de frente.

Que grande graça é o Terço dos Homens! A partir da oração simples, mas feita com o coração, ele pode revelar e autenticar todas essas características que Deus já depositou em nós.

Não canso de repetir que esse movimento é iniciativa de Nossa Senhora, a mulher que gerou Jesus e quer formar, gerar em nós características, infundir em nós o mesmo Espírito de Seu Filho divino. Cristo é o modelo do homem que frequenta o Terço dos Homens.

Sandro Aparecido Arquejada é missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente trabalha no setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor do livro “Maria, humana como nós” e “As cinco fases do namoro”. Também é colunista do Portal Canção Nova, além de escrever para algumas mídias seculares.

Nota da CNBB sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo

Quinta-feira, 16 de maio de 2013

‘Desejamos recordar nossa rejeição à grave discriminação contra pessoas devido à sua orientação sexual, manifestando-lhes nosso profundo respeito’  

“Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 14, 15 e 16 de maio de 2013, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar. Desejamos também recordar nossa rejeição à grave discriminação contra pessoas devido à sua orientação sexual, manifestando-lhes nosso profundo respeito.

Diante da Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a “habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo” (n. 175/2013), recordamos que “a diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural” (Nota da CNBB, 11 de maio de 2011). A família, assim constituída, é o âmbito adequado para a plena realização humana e o desenvolvimento das diversas gerações, constituindo-se o maior bem das pessoas.

Ao dar reconhecimento legal às uniões estáveis como casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em nosso país, a Resolução interpreta a decisão do Supremo Tribunal Federal de 2011 (cf. ADI 4277; ADPF 132). Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil. As uniões de pessoas do mesmo sexo, no entanto, não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família, que se fundamentam no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e à educação dos filhos.

Com essa Resolução, o exercício de controle administrativo do CNJ sobre o Poder Judiciário gera uma confusão de competências, pois orienta a alteração do ordenamento jurídico, o que não diz respeito ao Poder Judiciário, mas sim ao conjunto da sociedade brasileira, representada democraticamente pelo Congresso Nacional, a quem compete propor e votar leis.

Unimo-nos a todos que legítima e democraticamente se manifestam contrários a tal Resolução. Encorajamos os fiéis e todas as pessoas de boa vontade, no respeito às diferenças, a aprofundar e transmitir, no seio da família e na escola, os valores perenes vinculados à instituição familiar, para o bem de toda a sociedade.

Que Deus ilumine e oriente a todos em sua vocação humana e cristã!”

Brasília-DF, 16 de maio de 2013

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

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