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Papa: o perdão de Deus não é uma sentença de tribunal

Sexta-feira, 30 de outubro de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa falou da compaixão de Deus, que significa colocar-se no lugar do outro; o perdão de Deus é com coração de Pai, e não como uma sentença de tribunal

A homilia do Papa Francisco nesta sexta-feira, 30, teve como foco a compaixão de Deus. O Santo Padre enfatizou que Deus perdoa os pecados do homem como Pai, não como um funcionário do tribunal que dá uma sentença de absolvição.

“Deus tem compaixão. Tem compaixão por cada um de nós, tem compaixão da humanidade e mandou seu Filho para curá-la, para regenerá-la, para renová-la (…) É interessante que na parábola que todos conhecemos, do Filho Pródigo, diz-se que quando o pai – que é uma representação de Deus que perdoa – vê chegar seu filho, teve compaixão. A compaixão de Deus não é ter piedade: uma coisa não tem nada a ver com a outra”.

Como exemplo, Francisco disse que uma pessoa pode ter piedade do cachorro que está morrendo, mas a compaixão de Deus é colocar-se no problema, na situação do outro, com o coração de Pai. Por isso Deus mandou seu Filho.

“Jesus curava as pessoas, mas não era um curandeiro. Não! Curava as pessoas como um sinal da compaixão de Deus, para salvá-las, para trazer de volta a ovelha perdida, o dinheiro perdido daquela senhora na carteira. Deus tem compaixão. Deus coloca o seu coração de Pai, coloca o seu coração por cada um de nós. E quando Deus perdoa, perdoa como um Pai e não como um funcionário do tribunal, que lê a sentença e diz: ‘Absolvido por insuficiência de provas’. Nos perdoa por dentro. Perdoa porque se colocou no coração desta pessoa”.

E da mesma forma que Jesus foi enviado para trazer a Boa Nova e libertar aqueles que se sentem oprimido, assim devem fazer os padres. “É isto que faz um sacerdote: comover-se, comprometer-se na vida das pessoas, porque um padre é um sacerdote, assim como Jesus é sacerdote. Quantas vezes – e depois temos que nos confessar – criticamos aqueles padres aos quais não interessa aquilo que acontece em sua congregação, que não se preocupam. Não, não é um bom padre! Um bom padre é aquele que se preocupa”.

Um bom padre, concluiu o Papa, é aquele que se envolve em todos os problemas humanos. Ele destacou o serviço oferecido à Igreja pelo Cardeal Javier Lozano Barragán, presente na Missa, por ocasião dos seus 60 anos de sacerdócio. Francisco recordou com gratidão o seu empenho no dicastério para os Agentes de Saúde, no serviço que a Igreja presta aos doentes. “Damos graças a Deus por esses 60 anos de sacerdócio, este é um presente que o Senhor faz ao Cardeal Barragán: Poder viver assim por 60 anos”.

“Deus nos quer livres e Seu amor nos liberta”, afirma Papa

Catequese sobre o “Pai-Nosso”

Quarta-feira, 20 de março de 2019, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/deus-nos-quer-livres-e-seu-amor-nos-liberta-afirma-papa/

“Seja feita a vossa vontade” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência desta quarta-feira, 20

Chegada do Papa Francisco na Praça São Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira, 20/ Foto: Vatican Media

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 20, o Papa Francisco deu prosseguimento à série sobre a oração do “Pai-Nosso”. O Pontífice refletiu sobre a terceira invocação, “Seja feita vossa vontade”, e sobre a expressão “Venha a nós o vosso Reino”. Em referência à terceira invocação, o Santo Padre afirmou que a vontade de Deus foi encarnada em Jesus com a vontade de buscar e salvar aquilo que está perdido.

A partir disto, Francisco reforçou que na oração os fiéis pedem que a oração de Deus se realize, que seu desenho de salvação se realize primeiro em cada um e depois em todo o mundo. “Vocês já pensaram que Deus está me procurando, a cada um de nós, pessoalmente? Deus é grande, quanto amor está por trás disso”, meditou.

O Papa prosseguiu frisando que, com seu amor, Deus bate à porta dos corações para os atrair a Ele e levar todos avante no caminho da salvação. “Deus está próximo a cada um de nós com o seu amor para nos levar pela mão até a salvação”, completou. Rezando “seja feita a vossa vontade”, o Pontífice reforçou que os cristãos não são convidados a abaixar servilmente a cabeça: “Deus nos quer livres e Seu amor nos liberta”.

O “Pai-Nosso” é, de acordo com o Santo Padre, a oração dos filhos que conhecem o coração de seu pai e estão certos do seu desígnio de amor. Francisco alertou: “Ai de nós se, pronunciando essas palavras, levantássemos as costas em sinal de rendição diante de um destino que nos repugna e não conseguimos transformar”.

O Pontífice reforçou que a oração do “Pai-Nosso” é repleta de confiança em Deus, que quer para todos o bem, a vida, a salvação. É uma oração corajosa, reafirmou o Papa, e também combativa, porque no mundo existem demasiadas realidades que não são segundo o plano de Deus: “Ele quer a paz”, sublinhou. O “Pai-Nosso”, disse ainda Francisco, é uma oração que acende em todos o mesmo amor de Jesus pela vontade do Pai, uma chama que leva a transformar o mundo com o amor.

“Não há nada de aleatório na fé dos cristãos: há, ao invés, uma salvação que espera manifestar-se na vida de cada homem e mulher e realizar-se na eternidade”, comentou o Santo Padre, que prosseguiu: “Se rezamos, é porque acreditamos que Deus pode e quer transformar a realidade vencendo o mal com o bem. A este Deus faz sentido obedecer e abandonar-se mesmo na hora da provação mais dura”.

O Papa frisou que Deus, por amor, pode levar todos a caminharem por sendas difíceis, a experimentar feridas e espinhas dolorosas, mas jamais os abandona. “Para um fiel, esta, mais do que uma esperança, é uma certeza. Deus está comigo!”, recordou Francisco. O Papa terminou a catequese convidando os fiéis a rezarem cada um na sua língua a oração do Pai-Nosso.

Onze coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

Por Diego López Marina

REDAÇÃO CENTRAL, 04 Fev. 16 / 07:30 pm (ACI).- A menos de uma semana para o início da Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, que começa na próxima quarta-feira, 06, recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1.- O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a converter-se e a preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinza é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoam e impõem as cinzas obtidas da queima dos ramos usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

2.- Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos quase 400 anos d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma impõe as cinzas no início deste tempo.

3.- Por que impõem as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Devem ajudar aos fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5.- Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6.- Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “és pó e em pó te tornarás” ou “convertam-se e cream no Evangelho”.

7.- O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8.- Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive as não católicas. Como explica o Catecismo (1670 ss.) “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9.- A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10.- Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11.- O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. Outras sextas-feiras do ano também, embora segundo o país pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Sagrada Face de Jesus – terça-feira de carnaval

SAGRADA FACE DE JESUS
Olhar de Jesus
Este Olhar não incomoda nem assusta
É um chamado ao Amor, a cada criatura
Só o Meu olhar te ensinará a amar
E isto, ninguém no mundo poderá te dar
Olha-me com alegria e amor, proteger-te-ei de cada dor
Não adormece sem antes bem fixar o teu olhar no Meu
Falar-te-ão, Meus olhos, de um Amor perfeito e profundo
Fixa bem teu olhar no Meu e afasta-te do mundo…
Quero sussurrar ao teu coração tantas belas coisas em um único segundo
Fixando, profundamente, teu olhar no Meu
Encontrarás Amor, Perdão e Paz
Ao sair de casa, leva o Meu Olhar Bendito
Proteger-te-ei até que retornes ao lar
Não esqueças, em teu labor cotidiano, sê feliz e orgulhoso deste Olhar
Assim que tiveres guardado Meu Olhar em teu coração
Darás a teus irmãos, Amor, Perdão e Paz
Meu filho predileto, então, serás e teu coração encontrará a perfeição.

Ramalhete espiritual
“A Vossa Face Senhor, procuro e A procuro sem parar! Não quero outra coisa, Senhor, senão a Vossa Face, para que Vos possa amar como desejo, porque não encontro o que seja mais precioso” (Santo Agostinho; Enarret. IN PS 26.)
“Vossa Face é minha Pátria, meu reino de amor” (Santa Teresinha).
“Senhor, mostrai-nos a Vossa Face e seremos salvos!” – PS. 8 (Indulgenciada pelo Papa Pio IX em 11/12/1876).
“Senhor, permanecei conosco!” (Indulgenciada por S. Emcia. o Cardeal D. Jaime de Barros Câmara, em 26/11/1959).
“Pai eterno, eu Vos ofereço a adorável Face do Vosso Filho muito amado pela honra e glória do Vosso Nome e pela salvação da alma de … (aqui diga o nome). Amém”.
“Mãe Santíssima, medianeira de todas as graças, oferece por nós ao Pai Eterno a Sagrada Face de teu Filho, alcançando-nos paz, liberdade da fé e o triunfo da verdade” (Indulgenciada por S. Emcia. o Cardeal D. Agnelo Rossi, em 18/11/1966).

DEVOÇÃO À SAGRADA FACE
Dia de devoção da Sagrada Face: toda terça-feira
Festa da Sagrada Face: terça-feira de Carnaval

“Toda vez que alguém contemplar a Minha Face, derramarei o Meu amor nos corações. E por meio da Minha Face obter-se-á a salvação de muitas almas (Nosso Senhor a Beata Irmã Maria Pierina, 1945, em Milão).
Muitas vezes durante o dia, troque um olhar com Ele!
Todas as noites, reze 3 vezes o Pai Nosso, a Ave Maria e o Glória, contemplando Sua Divina Face.
Sobre a propagação da Devoção à Sagrada Face, o Cardeal Gennari, em nome do Papa São Pio X às Carmelitas de Lisieux, disse: O Santo Padre deseja que esta imagem seja distribuída profusamente por todas as partes e que seja venerada em todas as famílias cristãs. Recomenda Sua Santidade a propagação de seu culto, particularmente aos Excelentíssimos Senhores Bispos, como a todos os Eclesiásticos, e abençoa especialmente todos aqueles que se tornam seus propagadores.
Neste sentido pronunciou-se também Pio XI dizendo: Em toda casa e em toda Igreja haja um quadro da Santa Face.

PROMESSAS AOS DEVOTOS DA SAGRADA FACE feitas a Santa Matilde e Santa Gertrudes sobre esta devoção:
“Eu garantirei aos devotos, contrição tão perfeita que seus pecados serão transformados diante de Mim em jóias de precioso ouro. Nenhum deles será afastado de Mim. Na oferenda de Minha Face ao Pai, eles terão acalmado Sua cólera e eles vão adquirir como com moeda celestial, o perdão por seus pecados. Eu abrirei Minha boca para pedir ao Pai para garantir todas as preces que eles Me apresentarem. Vou iluminá-los com Minha luz, e vou consumi-los com Meu amor. Eu lhes darei frutos de boas obras. Eles vão, como a piedosa Verônica, enxugar a Minha adorável Face ultrajada pelo pecado, e Eu vou imprimir Minha Divina Fisionomia em suas almas. Em suas mortes, vou renovar neles a imagem de Deus, apagada pelo pecado. Semelhante à Minha Face, eles brilharão mais do que muitos outros na vida eterna e o brilho da Minha Face vai enchê-los de prazer”.

LADAINHA DA SAGRADA FACE
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do Mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Sagrada Face do Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
Sagrada Face, espelho da majestade divina, tende piedade de nós.
Sagrada Face do nosso Salvador, tende piedade de nós.
Sagrada Face, inundada de suor e sangue, tende piedade de nós.
Sagrada Face, humilhada pelo beijo do traidor, tende piedade de nós.
Sagrada Face, barbaramente contundida por bofetões, tende piedade de nós.
Sagrada Face, acumulada de ignomínias e insultos, tende piedade de nós.
Sagrada Face, coberta dum véu e cinicamente ludibriada, tende piedade de nós.
Sagrada Face, atormentada por febre e sede, tende piedade de nós.
Sagrada Face, no julgamento, perante a multidão amotinada, tende piedade de nós.
Sagrada Face, banhada de lágrimas de dor, tende piedade de nós.
Sagrada Face, impressa na toalha de Verônica, tende piedade de nós.
Sagrada Face, coberta de blasfêmias horrendas, tende piedade de nós.
Sagrada Face, ao morrer na Cruz, inclinada para nós, tende piedade de nós.
Sagrada Face, desfigurada por feridas e golpes, tende piedade de nós.
Sagrada Face, revelada milagrosamente no Santo Sudário, tende piedade de nós.
Sagrada Face, glorificada pela ressurreição, tende piedade de nós.
Sagrada Face, alegria de todos os anjos e santos, tende piedade de nós.
Sagrada Face, por cuja veneração alcançamos auxílio nas angústias, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, mostrai-nos a Vossa Sagrada Face, volvei a nós Vossa Sagrada Face, a fim de sermos salvos. Amém.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, mostrai-nos a Vossa Sagrada Face, volvei a nós Vossa Sagrada Face, a fim de sermos salvos. Amém.

Oração de Amor e Adoração
“Chagas benditas do meu amado Jesus, eu vos amo.
Chagas benditas do meu amado Jesus, eu vos adoro.
Chagas benditas do meu amado Jesus, eu vos rendo graças.
Chagas benditas do meu amado Jesus, eu vos adoro.
Por todas as chagas que sofrestes por amor, eu vos adoro, Jesus” (de Nossa Senhora a uma piedosa confidente).

EXPLICAÇÃO SOBRE A DEVOÇÃO À SAGRADA FACE pelo Bispo Auxiliar Dom Sebastião Roque Rabelo Mendes, Diretor Arquidiocesano do Apostolado da Sagrada Face da Arquidiocese de Belo Horizonte, MG.
* A origem da devoção à Sagrada Face de Jesus. Não podemos dizer que o Apostolado da Sagrada Face está ligado à Verônica, nem talvez ao Santo Sudário. Entretanto tem um pouco de influência.
A Sagrada Face é uma expressão muito Bíblica. Está muito ligada à Paixão de Jesus. Nos Salmos, sempre falamos que queremos ver a Face de Deus. Mas com a vinda de Jesus à terra, sobretudo no Monte Tabor, Jesus se transfigurou: seu rosto ficou cheio de luz, um rosto que reflete a divindade, e ao mesmo tempo a humanidade.
Podemos imaginar o rosto de Jesus, alegre, confiante. Mas a devoção à Sagrada Face, é a Face ensangüentada do Cristo, é a Face do Horto das Oliveiras, que todos os quatro Evangelistas falam, é a Paixão de Jesus, da sua dor que Ele teve lá na sua agonia. Depois de coroado de espinhos, crucificado e morto, é colocado no sepulcro.
O Santo Sudário é um pouco ligado à devoção, mas, fundamentalmente, se não houvesse nada do Santo Sudário, nem de Verônica, nós teríamos este culto à Sagrada Face. O Santo Sudário ajuda um pouco. Verônica que nem está na Bíblia também ajuda. Mas, independente do Santo Sudário e da Verônica, é um culto muito profundo, muito humano, muito divino sobre a Sagrada Face.
No dia 10 de Janeiro de 1959, a Congregação dos Ritos em Roma com a aprovação do grande Papa João XXIII, concedeu aos Bispos e Sacerdotes do Brasil a aprovação para a festa da Sagrada Face, a ser comemorada na 3ª Feira de Carnaval, aprovando o texto da Missa. Podemos dizer que esta devoção já está espalhada pelo mundo inteiro. Ela é muito antiga, cheia de contemplação, de oração e intercessão.
Todos os dias às 15h, os membros do apostolado se reúnem ou em casa, com as famílias, ou na Igreja para lembrar a hora em que Jesus morreu e de um modo especial nas terças-feiras.
A espiritualidade do Apostolado da Sagrada Face é viver os ensinamentos de Jesus, meditar o Evangelho e tirar dali, o modo de viver que Jesus nos ensinou; É também contemplar a Face de Jesus na Cruz, no Calvário, no Horto das Oliveiras, e contemplar a Face do Cristo no rosto dos nossos irmãos, principalmente dos mais sofridos, marginalizados, dos abandonados, das crianças, sobretudo os doentes, daqueles que não tem voz nem vez.
É viver o Evangelho de Mateus, cap.25, 35-36 colocando-o em prática.
Que todos nós tenhamos esta devoção à Sagrada Face unida à Eucaristia, pois é na Hóstia Consagrada que contemplamos fielmente o Cristo.
A segunda carta de São Paulo aos Coríntios, cap, 4 vers.3 ,4,6 fala: “Se nosso Evangelho ainda está encoberto é para os que se perdem que ele permanece velado, para os infiéis, nos quais o deus deste século obscureceu os espíritos, a fim de que não vejam brilhar a luz do evangelho da glória de Cristo o qual é a imagem de Deus”.
O deus deste século é claro que é o inimigo de Deus. Ele faz com que os espíritos fiquem embotados a fim de que não vejam brilhar a luz do evangelho. Porque Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz!” Ele mesmo reluziu em nossos corações para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo. Dissemos “não” aos procedimentos secretos e vergonhosos, não agimos com astúcia, nem falsificamos a palavra de Deus. Ao contrário, manifestando a verdade, nos recomendamos diante de Deus à consciência de cada homem.

REVELAÇÕES
Segundo as últimas revelações à Beata Irmã Maria Pierina Micheli, na primeira terça-feira (da paixão de 1937) depois de ter sido instruída na devoção da Sagrada Face, conforme ela escreveu, Jesus lhe disse: “Pode ser que algumas almas receiem, que a devoção e o culto da Minha Face venha a diminuir a do Meu Coração. Diga-lhes, que ao contrário, será completada e aumentada. Contemplando a Minha Face, as almas participarão das Minhas dores e sentirão a necessidade de amar e reparar. Pois não é talvez esta a verdadeira devoção a Meu Coração?”
O Papa Pio XII na sua Encíclica HAURETIS AQUAS: “É na Face que se revela o Coração”.
“Vossa Face é minha pátria, meu reino de amor” (Santa Terezinha do Menino Jesus).
“Espírito de Santidade, sopro divino que agita o universo, vinde e renovai a face da terra. Suscitai, nos cristãos, o desejo da unidade plena, para serem, no mundo, sinal e instrumento eficaz da união íntima com Deus e da unidade de todo o gênero humano” (Oração do Papa João Paulo II o missionário da paz, testemunho de Deus vivo, no 2º ano de preparação para o grande jubileu 2000, ano dedicado ao Espírito Santo).
“Que não seja derramado uma só lágrima na face de um irmão, sem que não se encontre um apóstolo da Sagrada Face para enxugá-la” (Apelo do Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, Arcebispo de Belo Horizonte aos Apóstolos da Sagrada Face em 01-10-1998).
“Senhor, fazei brilhar sobre o Mundo a Luz da Vossa Face e seremos salvos”. Glória ao Pai.

SANTA TERESINHA E A SAGRADA FACE
Na terça-feira de carnaval, muitas igrejas celebram a festa da Sagrada Face de Jesus. Devoção calcada nas Sagradas Escrituras, inspirada especialmente nos salmos e nos cânticos do “Servo Sofredor”,  encontrou,  no decorrer da história, vários homens e mulheres, místicos conhecidos ou menos conhecidos, que se encarregaram de propagá-la.
A “Sagrada Face” ou “Santa Face” (para ser mais fiel ao termo francês), foi objeto de especial afeição por parte de santa Teresinha.
Vejamos porque a Sagrada Face participa ativamente do “corpus” da espiritualidade de nossa padroeira. Entender o amor de Teresa à Sagrada Face poderá nos ajudar a enriquecer nossa compreensão da caminhada teresiana, a passos largos, rumo  à  santidade.
As famílias Martin e Guérin (tios de Santa Teresinha) nutriam uma grande devoção à Santa Face de Jesus, incentivados pelo “santo homem de Tours”, o Sr. Dupont e pela espiritualidade de Irmã Maria de São Pedro e da Santa Face, carmelita na mesma cidade de Tours, na França (1816-1848).
O Sr. Isodore Guérin, tio de nossa santa, ao ler a vida do famoso homem de Tours, tornou-se devoto da Santa Face e, por seu intermédio, foi instalado um quadro da Sagrada Face em uma das capelas laterais da catedral de São Pedro, em Lisieux. Teresinha amava muito este quadro. No coro do Carmelo havia também um quadro da Sagrada Face e nossa padroeira fará dela uma reprodução que será colocada no cortinado do seu leito de enfermo para, assim, contemplar com amor a Face querida do seu Bem-Amado (CA 5.8.9).
Aos 12 anos, Teresa se inscreve na Confraria reparadora de Tours (26.04.1885). A partir de 19.01.1889, data de sua tomada  do hábito, Irmã Teresa do Menino Jesus completará seu nome religioso, passando a assinar “da Santa Face”. Deu tanta importância este acréscimo, que ora escreve “Ir. Teresa do Menino Jesus e da Sagrada face”, ora escreve “Ir. Teresa do Menino Jesus da Santa Face”.
No segundo modo de assinar, ela retira a preposição, talvez para ressaltar sua íntima ligação com a Sagrada Face. Provavelmente queira também mostrar o profundo nexo que une o mistério da Encarnação (Belém) ao da Paixão e Morte (Calvário), único e arrebatador mistério da bondade misericordiosa do Senhor.
Aos diversos sofrimentos próprios à vida religiosa, vividos por Teresa desde os 15 anos, deve-se acrescentar os advindos pela enfermidade mental de seu pai. Em 12.02.1889, o Sr. Martin precisa ser hospitalizado. Nesta situação de dor, Teresa escreve à sua irmã Celina: “Jesus arde em amor por nós… Olhe sua face adorável!… Olhe estes olhos fechados e abaixados!… Olhe essas chagas… Olhe Jesus na sua Face. Lá você verá como ele nos ama” (Carta 87).
Encontraremos diversos comentários sobre a Santa Face em outras cartas: “Sim, a face de Jesus é luminosa, mas se em meio às feridas e às lágrimas ela já é tão bela, como não o será quando a virmos no céu?… Oh, o céu, o céu! (Carta 95).
“Seu rosto estava escondido!… Ele o está ainda hoje, pois quem é que compreende as lágrimas de Jesus?” (Carta 105).
“Jesus me pegou pela mão, fez-me entrar em um subterrâneo onde não faz frio nem calor, onde o sol não brilha, e que não é visitado nem pela chuva nem pelo vento; um subterrâneo onde não vejo nada senão uma luz meio apagada, o brilho que espalham ao seu redor os olhos da Face de meu Noivo!…” (Carta 110).
“Após ter sorrido para Jesus no meio das lágrimas, você gozará dos raios de sua Face divina… ” (Carta 149).
Em 1895, evocando seus anos de sofrimento, assim resumirá suas intuições: “A Florzinha transplantada para a montanha do Carmelo devia desabrochar à sombra da cruz; as lágrimas, o sangue de Jesus tornaram-se seu orvalho e seu Sol foi sua face adorável coberta de lágrimas… Até então não sentira a profundidade dos tesouros escondidos da santa Face… Aquele cujo reino não é deste mundo me mostrou que a verdadeira sabedoria consiste em “querer ser ignorada e tida por nada” – em “por sua alegria no desprezo de si mesmo”… Ah, como o de Jesus, eu queria que “Meu rosto fosse verdadeiramente escondido, que na terra ninguém me reconhecesse” (MA 77v).
Celina (Irmã Genoveva), a respeito do amor de Teresa à Sagrada Face, escreveu: “Esta devoção foi o coroamento e o pleno desabrochar de seu amor pela sagrada Humanidade de Jesus. A Santa Face era o espelho no qual contemplava a Alma e o Coração de seu Amado, em que ela o contemplava em sua inteireza” (Conselhos e Lembranças).
A Santa Face não foi para Teresa uma simples devoção privada: encontra-se no coração de sua Cristologia, de seu amor apaixonado pelo Jesus escondido. Contudo sabia que o Desfigurado seria um dia Transfigurado em sua Ressurreição. No Processo Informativo Ordinário, Irmã Maria do Sagrado Coração irá afirmar: “Desde muito tempo, ela tinha uma devoção muito especial ao Menino Jesus e à Sagrada Face, mas esta última devoção se desenvolveu, sobretudo no Carmelo” (PO 250).
Fontes: “Santa Teresa de Lisieux, Diccionario”, Ed. Monte Carmelo, Burgos, Espanha, pp. 604-605.
“Dicionário de Santa Teresinha”, Pedro Teixeira Cavalcante, Ed. Paulus, 1997, p. 224

TERÇO DA SAGRADA FACE
Oferecimento
Ó Sagrada Face adorável
Espelho de sofrimento
Emblema Santo de dor
Pelos tormentos atrozes
Sofridos em vossa cruz
Aceitai as nossas dores
Para vos consolar, Jesus!
SOBRE A CRUZ, rezar (Creio, Pai Nosso, Ave Maria)
SOBRE O PAI NOSSO, rezar: Ó Jesus Cristo, fazei resplandecer a vossa face sobre nós.
Resposta: Permanecei Conosco Senhor!
NAS PRIMEIRAS AVE MARIAS, rezar: Sagrada Face de Jesus suavizai a nossa Cruz.
NAS OUTRAS AVE MARIAS, rezar: Senhor Jesus Cristo mostrai-nos a Vossa Sagrada Face e seremos salvos.
BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE O CULTO DA SAGRADA FACE
Esta salutar devoção que se diria instituída pelo próprio Salvador no dia de Sua morte imprimindo sua Efígie Sagrada no Santo Sudário, tem tomado nestes últimos tempos um desenvolvimento considerável, seja em virtude da decisiva importância que a Divina Face teve na vida de Santa Terezinha, ou pelos surpreendentes estudos da figura de Jesus na toalha mortuária de Turim, ou ainda por causa das recentes revelações à Beata Irmã M. Pierina de Micheli (+1945), privilegiada mensageira da Sagrada Face dos dias Atuais.
É como um sopro divino que passa sobre o mundo para combater os estragos das imagens sedutoras e preservar a humanidade dos castigos da justiça do alto. As consoladoras promessas de Nosso Senhor confirmadas por uma feliz experiência, mostram quanto é agradável a Deus e útil às almas a veneração e o culto da Sagrada Face. E além de tudo: a contemplação do divino Rosto é o meio mais fácil e eficaz de conhecer a Nosso Senhor e merecer, como que de imediato o seu amor. Sim, basta CONTEMPLÁ-LO.
Observou a este respeito a Beata M. Pierina: “A Sagrada Face é tudo para mim, porque me leva diretamente ao seu coração, como se fosse a porta de entrada”.
É o que quer dizer também o Papa Pio XII na sua Encíclica Haurietis Aquas: “É na Sagrada Face que se revela o Coração”.
Quanto a propagação, escreveu no dia 4 de junho de 1906 o Cardeal Gennari em nome do Papa São Pio X às Carmelitas de Lisieux, referindo-a Sagrada Face da autoria da Madre Genoveva, irmã de Santa Terezinha: “O Santo Padre Deseja que esta imagem seja distribuída profusamente por todas as partes e que seja venerada em todas as famílias cristãs. Recomenda a propagação de seu culto particularmente aos Exmos. Senhores Bispos, bem como a todos os Eclesiásticos e abençoa especialmente todos aqueles que se tornarem seus propagadores”.
E neste sentido pronunciou-se também Pio XI dizendo: “Em toda casa e em toda Igreja haja um quadro da Santa Face” (Oss. Rom. 8-V-1930). Poderia esta devoção ter encontrado uma recomendação mais autêntica e abençoada? Propaguemos, pois, a imagem adorável do Nosso Salvador! Que cada família a possua! Zelemos por sua devoção nas terças feiras! Distribuamos conforme Nossa Senhora pediu, a nova medalha e cuidemos da celebração da festa na terça feira de carnaval, preparando-a por uma piedosa novena! Não há dúvida: a vista do exposto, se vê que Deus quer que o mundo de hoje, angustiado como nunca, volte a procurar a Face de Seu Filho, Divina Fonte da verdadeira Paz e Liberdade.

NOVENA À SAGRADA FACE
Essa edificante devoção que seria instituída pelo próprio Salvador no dia de Sua morte, imprimindo milagrosamente Sua Imagem Sagrada no Sudário de Verônica, tem tomado nesses últimos tempos um desenvolvimento considerável. As consoladoras promessas de Nosso Senhor, confirmadas por uma feliz experiência, mostram quanto é agradável a Deus e útil às almas a veneração e o culto da Sagrada Face!
Observou a esse respeito Beata M. Pierina: “A Sagrada Face é tudo para mim, porque me leva diretamente a Seu coração, como se fosse a porta de entrada”.
Zelemos por Sua devoção nas terças-feiras! Distribuamos, conforme Nossa Senhora pediu, a nova medalha e cuidemos da celebração da festa na terça-feira de Carnaval, preparando-nos por uma piedosa novena! Não há dúvida: à vista do exposto, se vê que Deus quer que o mundo de hoje, angustiado como nunca, volte a procurar a Face de Seu Filho, divina fonte da verdadeira paz!

ORAÇÃO PREPARATÓRIA PARA TODOS OS DIAS
Senhor, procuro Vossa Face! Não me afasteis para longe dela por causa de meus pecados; não desvieis de mim Vosso Santo Espírito. Fazei brilhar sobre mim a luz da Vossa Face, instruí-me no caminho dos Vossos mandamentos. Eterno Pai, contemplai a Face de Vosso Filho e por seus infinitos merecimentos concedei-me um ardente desejo de reparar as injúrias feitas à Vossa Divina Majestade e a graça que desejo alcançar nessa novena. Assim seja.

19/02 – Primeiro dia
Oração: Oh! Amorosíssimo Jesus! Vossa palavra e a expressão de Vossa Face abrasada em amor, nos revelam, no Cenáculo, a veemência com que Vosso coração desejava a hora de dar-nos a Eucaristia! Inflamai meu coração de amor por esse sacramento adorável, visitando-o e recebendo-o freqüentemente com a pureza dos anjos. Consideração: Se Jesus me ama, se Sua Face me procura, o que me detém?… Que me pede Jesus, senão amor e confiança?… Negar-lhe-ei?…
Virtude a praticar: Desprendei-vos, pelo menos de coração, de todas as coisas da terra. Seja Jesus vosso tesouro. Oração final para todos os dias: Deus Todo-Poderoso e Misericordioso, nós Vos suplicamos que, venerando a Face Santíssima de Vosso Filho, desfigurada na Paixão por causa de nossos pecados, mereçamos contemplá-la eternamente no resplendor da glória celeste. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Assim seja.

20/02 – Segundo dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Oh, Vítima Divina, meu doce Jesus! Face adorável, banhada em suor de sangue no Getsêmani, descobre-me a grandeza de Vossas dores e a gravidade dos meus pecados. Dai-me a mim e a todos os pecadores um sincero arrependimento com firmíssimo propósito de nunca mais pecar.
Consideração: Por toda a parte onde se mostrou sobre a terra, a Sagrada Face de Jesus abençoou, perdoou, curou e fez o bem…Jesus dirige o mundo com Seu olhar! Eu O invoco, porque não serei atendido?…
Virtude a praticar: Sede dócil às inspirações da graça. O olhar de Jesus que vos solicita é uma graça; entregai-vos a sua celeste influência.
Oração final sempre como no primeiro dia

21/02 – Terceiro dia
Oração: Oh! Meu amabilíssimo Jesus! Vossa Face augusta e serena teve uma expressão de dor imensa ao receber o beijo do traidor. Dai-me a graça, eu vos suplico, de participar de Vossa íntima aflição pelos sacrilégios que cometem os que Vos recebem em pecado mortal no Sacramento de amor, desagravando assim, a traição de Judas.
Consideração: Sim, eu sei, meu Redentor está vivo. Esta mesma Face que eu contemplo, hoje tão amargurada pela traição de um apóstolo infiel, hei de contemplar um dia radiante de graça e de esplendores. E, se eu for fiel, assim a contemplarei por toda a eternidade. Meu bom Jesus, mostrai-me Vossa Face.
Virtude a praticar: Fidelidade em observar os mandamentos divinos: “Falai, Senhor, Vosso servo Vos escuta”.
Oração final como no primeiro dia

22/02 – Quarto dia
Oração: Oh! Meu dulcíssimo Jesus! Vossa Face de infinita bondade é objeto do mais vil insulto pela cruel mão de um servo em casa de Anás. Assim Vos tratam, meu doce Salvador, porque aborrecem Vossas palavras de justiça e de caridade sem limites. Não permitais que eu jamais me vingue de meus inimigos, mas que os perdoe sempre e de todo o coração.
Consideração: Devo oferecer-me inteiramente a Deus, para fazer só sua adorável vontade; farei esse oferecimento em união com Jesus orando, a Face contra a terra, no Jardim das Oliveiras.
Virtude a praticar: Fazei penitência; praticai a contrição de vossos pecados alheios; aceitai, em espírito de expiação, as penas e amarguras que Deus aprouver enviar-vos.
Oração final como no primeiro dia

23/02 – Quinto dia
Oração: Oh! Meu pacientíssimo Jesus! Na noite tenebrosa de Vossa Paixão, Vossa Face sacrosanta tornou-se semelhante à de um leproso! Desprezos, escarros, bofetadas e injúrias sem número, desfiguram Vosso formoso semblante! Perdoai, Senhor, Vosso povo ingrato que com suas blasfêmias e crimes de toda espécie, renovam tão horríveis afrontas à Vossa Face augusta e venerada! Perdoai, Senhor!
Consideração: Jesus tem os olhos cerrados para não ver meus pecados… Continuarei nas minhas iniqüidades?… Até quando afrontarei essa Face que pacientemente sofre e me espera?… Até quando?… Até quando?… Não a consolarei com a minha entrega total?
Virtude a praticar: Tende a coragem da fé, não temais o olhar e as palavras dos homens, quando se tratar de um dever a cumprir ou de uma falta a evitar.
Oração final como no primeiro dia

24/02 Sexto dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Soberano Rei e Salvador! A majestosa dignidade de Vossa Face, vilipendiada e coroada de espinhos, proclamou solenemente Vossa realeza sobre as nações, confirmadas pela profética voz de Pilatos diante do povo judeu, ao dizer: “Eis o vosso Rei”. Concedei-me, ó Rei da Glória, um ardoroso zelo para propagar Vosso Reino, ainda que seja à custa de minha vida.
Consideração: Acabrunhado sob o peso de minhas iniqüidades, que farei diante de meu divino Rei? Por que hesitas, minha alma…Não é Ele teu Salvador?… Por acaso sua Face não te contempla com doçura e amor? Cheia de confiança, prosta-te aos pés de Jesus, dizendo-lhe de todo coração: “Meu Senhor e meu Rei! Eis aqui minha alma e meu corpo: eu me ponho, inteiramente sob o império de Vossa Face ultrajada”. Reinai sobre mim para sempre!
Virtude a praticar: Fazer morrer em vós, pela mortificação, todos os desejos e movimentos aviltantes que poderiam ofender a Sagrada Face e renovar as suas dores.
Oração final como no primeiro dia

25/02 – Sétimo dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Oh! Meu querido e generosíssimo Jesus! Vossa Face de Deus-Homem se iluminou, subitamente, com os esplendores de um santo gozo, ao estreitar em Vossos braços a suspirada cruz! Dai-me coragem para tomar a minha cruz e seguir-vos com ânimo constante e generoso até o fim de minha vida.
Consideração: Se amo e me compadeço verdadeiramente dos ultrajes pela Face adorável de meu Salvador, devo amar meus irmãos desgarrados e pedir a Deus que os converta.
Virtude a praticar: Que o zelo de reparação vos inflame! Exercei-o por meio de comunhões, orações, palavras e exemplos, enfim, por todos os meios que a vista do mal cometido deve inspirar-vos.
Oração final como no primeiro dia

26/02 – Oitavo dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Oh! Meu terníssimo Jesus! Qual não deve ter sido a expressão de doçura de Vossa Face, quando Verônica se aproximou de Vós para enxugá-la! Com que amorosa gratidão a contemplastes e qual não foi o seu assombro ao achar impressa em seu véu a Vossa Face desfigurada, mas cheia de amor!… Fazei que eu contemple, meu amado Redentor, Vossa Paixão com tanto amor e ternura que os traços da Vossa Face fiquem gravados em meu coração.
Consideração: Meditando no amor de Deus por mim, amor estampado em Sua Face retalhada e amortecida, ainda terei dificuldade em esquecer os males que me causaram, de perdoar os que me ofenderam, de qualquer maneira, de amar sinceramente meu próximo e pedir a salvação para todos os homens?…
Virtude a praticar: Suportar pacientemente as injúrias e as friezas de vosso próximo, aceitai o que elas têm de penoso para o coração, em espírito de reparação, por tudo o que Jesus sofreu em Sua Face adorável.
Oração final como no primeiro dia

27/02 – Nono dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Oh! Meu Santíssimo e amado Jesus! Vossa Face de Reparador divino, coberta pelas sombras da morte, aplacou as justiças do Eterno Pai, e Vossas últimas palavras foram penhor seguro de eterna felicidade. Que minha vida e minha morte sejam uma contínua reparação unida à Vossa e à de Vossa Mãe Santíssima, a quem invocarei sempre com o nome da Mãe.
Consideração: Quando irei e aparecerei diante da Face de meu Deus? Quando o verei face a face?…
Virtude a praticar: “Quem me contempla me consola! Se alguém contemplar a minha Face Eu derramarei meu amor nos corações e por meio de minha Face se obterá a salvação de muitos pecadores!” Almas generosas, procurai e contemplai sempre a adorável Face de Jesus!
Oração final como no primeiro dia

EXPLICAÇÃO SOBRE A DEVOÇÃO À SAGRADA FACE
Esta edificante devoção que seria instituída pelo próprio Salvador no dia de sua morte, imprimindo milagrosamente Sua Imagem Sagrada no Sudário de Verônica, tem tomado nestes últimos tempos um desenvolvimento considerável.
Seja em virtude da decisiva importância que a Divina FACE teve na vida de Santa Teresinha, ou dos surpreendentes estudos da figura de JESUS na toalha mortuária de Turim, como ainda por causa das recentes revelações a Irmã M. Pierina de Michele (+1945), a privilegiada mensageira da SAGRADA FACE.
Irmã M. Pierina de Michele tomou o hábito das Filhas da Imaculada Conceição no dia 14 de Maio de 1914. Alma ardente de amor a JESUS e às almas, entregou-se desde logo incondicionalmente ao Esposo Divino, e Ele a fez objeto de suas complacências. Desde criança, praticava atos de reparação, os quais, aos poucos, levaram-na a uma imolação completa de si mesma. Por isso não é de admirar, que, quando menina de doze anos apenas na Sexta-feira Santa, na Igreja de São Pedro em Milão, ouvi-se uma voz bem clara a dizer-lhe: “ninguém me dá um beijo de amor na FACE, para reparar o beijo de Judas”.
Quando noviça ainda, obteve a licença de fazer adoração noturna, e quando na noite de Quinta-feira Santa estava rezando diante do crucificado, escutou as palavras “Beija-me!” Irmã Pierina obedeceu sem demora, e seus lábios, em vez de pousar sobre uma face de gesso, sentira viva a FACE DE JESUS.
A noite inteira passou na igreja, pois quando a Madre superiora ali a encontrou, já era de manha. O coração abalado com o sofrimento de JESUS, sentiu o desejo de reparar os ultrajes que Ele recebera na SAGRADA FACE e continua a receber cada dia no SANTÍSSIMO SACRAMENTO. Em 1919, Irmã Pierina é transferida para a Casa-Mãe em Buenos Aires. Ali no dia 12 de Abril de 1920, quando durante uma oração se queixava de suas aflições, JESUS se lhe manifestou ensangüentado, e com ternura e dor ao mesmo tempo lhe disse: “E EU, que é que fiz!” (para sofrer tanto). “Destas palavras eu nunca me esquecerei”, escreveu Irmã Pierina em seu diário.
Mas agora compreendia a Devoção à SAGRADA FACE, que daí em diante se tornou seu livro de meditação. Em 1921, voltou pra Milão, onde continuo a intensificar seu amor a JESUS. Eleita logo depois superiora da Casa de Milão, não tardou a ser nomeada superiora regional da Itália.
Mas apesar de seus muitos trabalhos, não deixou de ser Apóstola da Devoção à SAGRADA FACE, tanto entre suas irmãs como entre as pessoas conhecidas; contudo, procurando sempre ocultar seus privilégios divinos, dos quais as próprias irmãs de hábito, raríssimas vezes, foram testemunhas.
Irmã M. Pierina, um dia, até pediu a JESUS que sua vida passasse desapercebida; pedido que lhe foi concedido. Com o passar dos anos, JESUS se lhe manifestava de vez em quando, ora triste, ora ensangüentado, pedindo sempre reparação. E foi por isso que o desejo de sofrer e de se sacrificar pelas almas cresceu mais e mais no coração de Irmã Pierina.
Durante a oração noturna da primeira Sexta-feira da quaresma em 1936, JESUS, depois de havê-la feito participante das dores da agonia do Getsêmani, disse-lhe, mostrando sua FACE coberta de sangue e tomada de grande tristeza: “Quero que MINHA FACE, que reflete a Minha íntima aflição de meu ânimo, a dor de Meu coração seja mais honrado. QUEM ME CONTEMPLA, ME CONSOLA”.
Na terça-feira daquele ano, JESUS tornou a dizer-lhe: “Cada vez que se contemplar a MINHA FACE, derramarei o Meu Amor nos corações, e por meio de MINHA SAGRADA FACE obter-se-á a salvação de muitas almas”. Beata Irmã M. Pierina faleceu, unindo-se Àquele que amou tanto, em 26 de julho de 1945.
Sua morte não teve as características da morte dos homens em geral; foi uma passagem de amor como ela mesma escreveu em seu diário no dia 19 de julho de 1941: “tenho sentido uma imensa necessidade de viver sempre mais unida a JESUS, de amá-lo intensamente, para que minha morte seja uma passagem de amor ao meu JESUS”.

O escândalo da vida dupla

Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano
 
Francisco denunciou exemplos de católicos que vão à Missa, mas são motivo de escândalo por terem vida dupla
 
Na Missa desta quinta-feira, 23, o Papa Francisco condenou o escândalo da vida dupla, citando como exemplo disso católicos que vão à Missa todo domingo mas não têm atitudes cristãs no dia a dia.

“Não escandalizar os pequeninos com a vida dupla, porque o escândalo destrói”, disse o Papa, destacando que o escândalo é dizer uma coisa e fazer outra; é ter vida dupla.

“Vida dupla em tudo: sou muito católico, vou sempre à missa, pertenço a esta e àquela associação; mas a minha vida não é cristã. Não pago o que é justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios, reciclo dinheiro, vida dupla. Muitos católicos são assim. Eles escandalizam. Quantas vezes ouvimos dizer, nos bairros e outras partes: ‘Ser católico como aquele, melhor ser ateu’. O escândalo é isso. Destrói. Joga você no chão. Isso acontece todos os dias, basta ver os telejornais e ler os jornais. Os jornais noticiam vários escândalos e fazem publicidade de escândalos. Com os escândalos se destrói”.

O Papa citou o exemplo de uma empresa importante que estava à beira da falência. As autoridades queriam evitar uma greve justa, mas que não faria bem e queriam conversar com os chefes da empresa. As pessoas não tinham dinheiro para arcar com as despesas cotidianas, pois não recebiam o salário. O responsável, um católico, estava de férias numa praia no Oriente Médio e as pessoas souberam disso mesmo que a notícia não tenha saído nos jornais. “Estes são escândalos”, disse Francisco.

“No Evangelho, Jesus fala daqueles que escandalizam, sem dizer a palavra escândalo, mas se entende: ‘Você chegará ao Céu, baterá à porta e: Sou eu, Senhor! Não se lembra? Eu ia à Igreja, estava sempre com você, pertencia À associação tal, fazia muitas coisas. Não se lembra de todas as ofertas que eu fiz? Sim, lembro-me! As ofertas! Lembro-me bem: todas sujas, roubadas aos pobres. Não o conheço. Esta será a resposta de Jesus aos escandalosos que fazem vida dupla”.

O Papa explicou que a vida dupla vem do seguir as paixões do coração, os pecados mortais que são as feridas do pecado original. A Primeira Leitura exorta a não se deixar levar pelas paixões do coração e a não confiar nas riquezas.

“A todos nós, a cada um de nós, fará bem, hoje, pensar se há algo de vida dupla em nós, de parecer justos. Parecer bons fiéis, bons católicos, mas por baixo fazer outra coisa; se há algo de vida dupla, se há uma confiança excessiva: O Senhor me perdoará tudo. Então, continuo. Ok! Isso não é bom. Irei me converter, mas hoje não! Amanhã. Pensemos nisso. Aproveitemos da Palavra do Senhor e pensemos que o Senhor nisso é muito duro. O escândalo destrói”.

 

REFLEXÃO
Entenda o sentido da homília do Papa Francisco sobre vida dupla
http://formacao.cancaonova.com/liturgia/catequese-liturgica/entenda-a-homilia-do-papa-francisco-que-condena-vida-dupla/

Nessa quinta-feira (23), jornais de todas as emissoras anunciaram que o Papa Francisco “teria sugerido” que é melhor ser ateu do que católico hipócrita. Ora irmãos, a ironia está na hipocrisia dessas notícias, que visam nada mais do que obter audiência por meio do escândalo, exatamente o oposto do que pregava o Santo Papa. De fato, o Papa comentava o Evangelho do dia, onde Jesus Cristo ensinava aos Seus discípulos: “E se alguém escandalizar um desses pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço” (Mc 9,42).

Na leitura do Evangelho, encontramos orientações de Jesus Cristo sobre a simplicidade da fé. Devemos nos atentar por nossas ações cotidianas, as quais nos levam ao pecado. Jesus nos ensina que é melhor entrar no Reino dos Céus sem uma das mãos, sem um dos pés ou sem um dos olhos, se estes nos fazem pecar, do que sermos jogados por inteiro no inferno. Se um de seus membros o leva a pecar, corta-o. O Papa Francisco nos ensina essa passagem citando que manter os membros que nos levam ao pecado é o escândalo. Propõe o Santo Papa que reflitamos sobre se há algo de vida dupla em nós e nos convertermos desde já, em vez de persistir no pecado sobre a ideia de que “O Senhor me perdoará tudo”, pois isso não é bom.

O Papa nos ensina que se vivermos uma vida dupla, frequentando a Missa, entregando ofertas e participando de grupos, mas nos mantivermos no pecado em nossa vida particular, aproveitando-nos dos pequenos, não cumprindo com nossas obrigações, ao bater na porta dos céus, Jesus não nos reconhecerá, pois somos, de fato, pecadores e não os bons católicos como nos apresentamos à comunidade. Jesus Cristo conhece-nos profundamente. Para concluir dessa forma, o Santo Papa utiliza-se do exemplo de um empresário católico, que estava de férias no Oriente Médio, enquanto seus funcionários ameaçavam iniciar uma greve justa por não ter dinheiro para arcar com as despesas cotidianas, pois não recebiam o salário.

É certo que o Santo Papa não deixou de citar que “Quantas vezes ouvimos dizer, nos bairros e outras partes que ‘ser católico como aquele, melhor ser ateu’”. Sejamos sensatos, irmãos, pois o que nos foi noticiado foram essas palavras como próprias do Sumo Pontífice, e não como o exemplo de palavras que ouvimos pelo mundo, como de fato foram utilizadas na homilia. Anunciar as palavras do Santo Papa sem o compromisso de evangelizar é ameaçador aos ouvidos dos fiéis desatentos pelas ocupações do dia a dia.

Saibamos nós que é este, irmãos, o ensinamento do Santo Papa: “Não escandalizar os pequeninos com a vida dupla, porque o escândalo destrói”.

Na homília da Missa matutina celebrada, nessa quinta-feira, 23, na Casa Santa Marta, a reflexão se faz por meio do Evangelho de Marcos. Atentos, não nos deixemos levar pelo sensacionalismo das mídias que anunciam as palavras do Santo Papa sem qualquer compromisso com a missão de evangelizar, mas sim buscando audiência por meio do escândalo. Em sua homília, Papa Francisco ainda ensina: “Os jornais noticiam vários escândalos e fazem publicidade de escândalos. Com os escândalos se destrói”. Não nos deixemos destruir, mas antes busquemos com fidelidade a Liturgia, entendamos pela fé as palavras do Sumo Pontífice e a Liturgia do Senhor.

Luis Gustavo Conde
 Advogado e Professor de Ribeirão Preto (SP)

REFERÊNCIAS

RÁDIO VATICANA Papa: abandonar vida dupla, o escândalo destrói. Disponível em: <http://www.news.va/pt/news/papa-abandonar-vida-dupla-o-escandalo-destroi>

Fernanda Zapparoli é missionária da Canção Nova. Jornalista. Autora dos livros “A mulher segundo o coração de Deus” e “A beleza da mulher a ser revelada”. Hoje trabalha como produtora de conteúdo no setor de Internet da Canção Nova sendo responsável pelas séries e pelo canal de formação.

Santo Evangelho (Mc 8, 14-21)

ANO ÍMPAR

6ª Semana do Tempo Comum – Terça-feira 19/02/2019 

Primeira Leitura (Gn 6,5-8;7,1-5.10)
Leitura do Livro do Gênesis.

6,5O Senhor viu que havia crescido a maldade do homem na terra, e como os projetos do seu coração tendiam sempre para o mal. 6Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem na terra e ficou com o coração muito magoado, 7e disse: “Vou exterminar da face da terra o homem que criei; e com ele, os animais, os répteis e até as aves do céu, pois estou arrependido de os ter feito!” 8Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor. 7,1O Senhor disse a Noé: “Entra na arca com toda a tua família, pois tu és o único homem justo que vejo no meio desta geração. 2De todos os animais puros toma sete casais, machos e fêmeas, e dos animais impuros, um casal, macho e fêmea. 3Também das aves do céu tomarás sete casais, machos e fêmeas, para que suas espécies se conservem vivas sobre a face da terra. 4Pois, dentro de sete dias, farei chover sobre a terra, quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres vivos que fiz”. 5Noé fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 10E, passados os sete dias, caíram sobre a terra as águas do dilúvio.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 28)

— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

— Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com o santo ornamento!

— Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa.

— Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!

 

Evangelho (Mc 8,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Conrado – Eremita franciscano

São Conrado fez uma caminhada séria e profunda no Cristianismo, buscando a vontade de Deus

O santo de hoje viveu em Placência, na Itália, lugar onde casou-se também. Um homem de muitos bens, dado aos divertimentos e à caça. Numa ocasião de caçada, acidentalmente provocou um incêndio, prejudicando a muitas pessoas.

Ele então fugiu, e a polícia prendeu um inocente, que não sabendo se defender, estava prestes a ser condenado e executado. Quando Conrado soube disso, se apresentou como responsável pelo incêndio e se propôs a vender todos os bens para reconstruir tudo o que o incêndio destruiu.

A partir daí, ele e sua esposa começaram a fazer uma caminhada séria e profunda no Cristianismo, buscando a vontade de Deus.

No discernimento dessa vontade, o casal fez o ‘voto josefino’. Ambos se consagraram a Deus para viverem o celibato. Ela foi para um convento e ele retirou-se para um alto monte vivendo por quarenta anos como um eremita. Na oração e na intimidade com Deus, se ofertou a muitos. A muitos que hoje causam prejuízos para si e para os outros.

São Conrado, rogai por nós!

 

ANO PAR

Primeira Leitura (Tg 1,12-18)
Leitura da Carta de São Tiago.

12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. 13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 93)

— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!
— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!

— É feliz, ó Senhor, quem formais e educais nos caminhos da Lei, para dar-lhe um alívio na angústia.

— O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.

— Quando eu penso: “Estou quase caindo!” Vosso amor me sustenta, Senhor! Quando o meu coração se angustia, consolais e alegrais minha alma.

 

Evangelho (Mc 8,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O caminho que vai do pecado à corrupção

Quinta-feira, 16 de março de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa de hoje, Papa pediu fim da indiferença em relação aos pobres, uma forma de corrupção

É preciso ter cuidado para não se fechar em si mesmo, ignorando os pobres e sem-teto, disse o Papa Francisco na Missa desta quinta-feira, 16, na Casa Santa Marta. Comentando a parábola do rico e do Lázaro, no Evangelho do dia, Francisco advertiu sobre o risco de tomar o caminho que vai do pecado à corrupção.

O Pontífice destacou que quem deposita o seu amparo na carne, isto é, nas coisas que pode administrar, na vaidade, no orgulho, nas riquezas, este homem se afasta de Deus. Trata-se de um caminho perigoso confiar somente no próprio coração, acrescentou.

“Quando uma pessoa vive no seu ambiente fechado, respira aquele ar próprio dos seus bens, da sua satisfação, da vaidade, de sentir-se seguro e confia somente em si mesmo, perde a orientação, perde a bússola e não sabe onde estão os limites”. É justamente aquilo que acontece com o rico de que fala o Evangelho de Lucas, que passava a vida dando festas e não se importava com o pobre que estava à porta de sua casa.

“Ele sabia quem era o pobre: sabia. Porque depois, quando fala com o pai Abraão, diz: ‘Envia-me Lázaro’. Ah, sabia inclusive como se chamava! Mas não lhe importava. Era um homem pecador? Sim. Mas do pecado se pode voltar atrás: pede-se perdão e o Senhor perdoa. O seu coração o levou a um caminho de morte a tal ponto que não se podia voltar atrás. Há um instante, um momento, há um limite do qual dificilmente se volta atrás: é quando o pecado se transforma em corrupção. E ele não era um pecador, era um corrupto. Porque sabia de tantas misérias, mas era feliz ali, não lhe importava nada”.

“Maldito o homem que confia em si mesmo, que confia em seu coração”, sublinhou o Papa citando o Salmo 1. “Nada é mais traiçoeiro do que o coração, e dificilmente se cura. Quando você percorre aquele caminho de doença, dificilmente irá se curar”.

Francisco convidou os fiéis a pensar no que sentem quando andam pelas ruas e veem os sem-teto, as crianças sozinhas que pedem esmola. Esta é uma realidade que faz parte do panorama da cidade, como uma estátua, disse o Papa. “Os sem-teto fazem parte da cidade? É normal isso? Fiquem atentos! Fiquemos atentos! Quando essas coisas em nosso coração passam como normais, quando penso: ‘mas a vida é assim, eu no entanto, como e bebo, e para tirar-me um pouco o sentimento de culpa dou uma oferta e sigo em frente. Se penso assim, este caminho não é bom”.

O Papa reiterou a necessidade de perceber quando se está no caminho escorregadio do pecado rumo à corrupção. “Peçamos ao Senhor: Escruta, ó Senhor, o meu coração! Vê se o meu caminho está errado, se estou no caminho escorregadio do pecado rumo à corrupção, do qual não se pode voltar atrás, habitualmente: o pecador, se se arrepende, volta atrás; o corrupto dificilmente, porque está fechado em si mesmo. Escruta, Senhor, o meu coração: que seja hoje esta oração. Faça-me entender em que caminho estou, qual estrada estou percorrendo”.

Papa Francisco: A liturgia é um tesouro que não pode ser reduzido a gostos e correntes

Por Mercedes de la Torre
https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-a-liturgia-e-um-tesouro-que-nao-pode-ser-reduzido-a-gostos-e-correntes-81393

Papa Francisco na Assembleia Plenária da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos sacramentos. Foto: Vatican Media

Vaticano, 14 Fev. 19 / 03:00 pm (ACI).- A liturgia sagrada é um “tesouro vivo que não pode ser reduzido a gostos, receitas e correntes”, assinalou o Papa Francisco durante audiência concedida à Assembleia Plenária da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos nesta quinta-feira, 14 de fevereiro, quando também disse que “para que a vida seja verdadeiramente um louvor agradável a Deus, é preciso de fato mudar o coração”.

O Santo Padre recordou que a assembleia deste ano tem como tema “A formação litúrgica do Povo de Deus” e disse que, “de fato, a tarefa que nos espera é essencialmente difundir entre o povo de Deus, o esplendor do mistério vivo do Senhor, que se manifesta na liturgia”.

“Falar da formação litúrgica do Povo de Deus significa antes de tudo tomar consciência do papel insubstituível que a liturgia desempenha na Igreja e para a Igreja. E pode ajudar concretamente o povo de Deus a interiorizar melhor a oração da Igreja, a amá-la como experiência de encontro com o Senhor e com os irmãos e, diante disso, redescobrir nela o conteúdo e observar seus ritos”, explicou o Papa.

Desse modo, o Pontífice reconheceu que “não basta mudar os livros litúrgicos para melhorar a qualidade da liturgia. Somente isto seria um engano”, mas, “para que a vida seja verdadeiramente um louvor agradável a Deus, é preciso de fato mudar o coração”.

Por isso, o Santo Padre destacou que “a conversão cristã é orientada a celebração cristã, que é um encontro da vida com o Deus dos vivos” e acrescentou que este é também o objetivo do trabalho da Congregação do Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, voltado a “ajudar o Papa a exercer o seu ministério em benefício da Igreja em oração espalhada por toda a terra”.

“Na comunhão eclesial, atuam tanto a Sé Apostólica como as Conferências Episcopais, em espírito de cooperação, diálogo e sinodalidade. A Santa Sé, de fato, não substitui os bispos, mas colabora com eles para servir, na riqueza das várias línguas e culturas, a vocação orante da Igreja no mundo”, afirmou.

Conferências Episcopais

Nesta linha, o Papa explicou que, com o Motu proprio “Magnum principium”, promulgado em3 de setembro de 2017, quis “favorecer, entre outras coisas, a necessidade de uma constante cooperação, plena de confiança recíproca, vigilante e criativa, entre as Conferências Episcopais e o Dicastério da Sé Apostólica que exerce a missão de promover a sagrada liturgia”.

Por isso, o Santo Padre assinalou que “o desejo é prosseguir no caminho da mútua colaboração, conscientes das responsabilidades envolvidas pela comunhão eclesial, na qual a unidade e a variedade encontram harmonia. É um problema de harmonia”.

O Papa Francisco também abordou o desafio da formação e disse que “não podemos esquecer que a liturgia é vida que forma, não uma ideia a ser aprendida”. E advertiu que é bom “na liturgia, como em outros âmbitos da vida eclesial, não acabar em estéreis polarizações ideológicas que nascem muitas vezes quando, considerando as próprias ideias válidas para todos os contextos, chega-se a assumir uma atitude de perene dialética em relação a quem não as compartilha”.

Portanto, o Pontífice reconheceu que em certas ocasiões “corre-se o risco de voltar-se a um passado que não existe mais ou de fugir para um futuro presumido como tal. O ponto de partida, pelo contrário, é reconhecer a realidade da sagrada liturgia, tesouro vivo que não pode ser reduzido a gostos, receitas e correntes, mas deve ser acolhido com docilidade e promovido com amor, enquanto alimento insubstituível para o crescimento orgânico do Povo de Deus”.

“A liturgia não é ‘o campo do faça-você-mesmo’, mas a epifania da comunhão eclesial”, assegurou o Papa. “Portanto, nas orações e nos gestos ressoa o ‘nós’ e não o ‘eu’; a comunidade real, não o sujeito ideal. Quando se recordam nostalgicamente tendências passadas ou se querem impor novas, corre-se o risco de antepor a parte ao todo, o eu ao Povo de Deus, o abstrato ao concreto, a ideologia à comunhão, e na raiz, o mundano ao espiritual”, indicou.

Desse modo, o Papa explicou que, “sendo a liturgia uma experiência voltada à conversão da vida pela assimilação do modo de pensar e de comportar-se do Senhor, a formação litúrgica não pode limitar-se simplesmente em oferecer conhecimentos – isso é errado –, mesmo necessários, sobre os livros litúrgicos, e tampouco tutelar o cumprimento das disciplinas rituais”, advertiu.

“Para que a liturgia possa cumprir sua função formativa e transformadora, é necessário que os pastores e leigos sejam introduzidos a compreender dela o significado e a linguagem simbólica, incluindo a arte, o canto e a música a serviço do mistério celebrado, também o silêncio”.

Além disso, o Santo Padre recordou que o Catecismo da Igreja Católica “adota o caminho mistagógico para ilustrar a liturgia, valorizando nela a oração e os sinais”, e explicou que a mistagogia é “um caminho idôneo para entrar no mistério da liturgia, no encontro vivo com o Senhor crucificado e ressuscitado. Mistagogia significa descobrir a vida nova que no Povo de Deus recebemos mediante os Sacramentos, e redescobrir continuamente a beleza de renová-la”, afirmou.

Formação permanente

Sobre as etapas da formação, o Papa Francisco recordou que “é necessário cultivar a formação permanente do clero e dos leigos, especialmente aqueles envolvidos nos ministérios ao serviço da liturgia. A formação não apenas uma vez, mas permanente”.

Assim, o Pontífice ressaltou que “as responsabilidades educativas são compartilhadas, mesmo que cada diocese esteja mais envolvida na fase operativa” e assinalou que “a reflexão de vocês vai ajudar o Dicastério a amadurecer linhas e diretrizes para oferecer, no espírito de serviço, a quem – Conferências Episcopais, dioceses, institutos de formação, revistas – tem a responsabilidade de cuidar e acompanhar a formação litúrgica do Povo de Deus”.

Ao finalizar, o Santo Padre assegurou que “todos somos chamados a aprofundar e reavivar a nossa formação litúrgica”, porque a liturgia é, de fato, “o caminho principal através do qual a vida cristã passa em cada fase de seu crescimento”.

“Diante de vocês está esta grande e bela tarefa: trabalhar para que o povo de Deus redescubra a beleza de encontrar o Senhor na celebração de seus mistérios, e encontrando-o, tenha vida em seu nome”.

Papa: “Na oração cristã não há espaço para o ‘eu'”

Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-na-oracao-crista-nao-ha-espaco-para-o-eu/

Na audiência geral, Francisco lembrou que o ‘Pai Nosso’ não é uma oração individualista

Na catequese desta quarta-feira, 13, o Papa Francisco propôs uma reflexão sobre o ‘Pai Nosso’, explicando como rezar melhor a oração ensinada por Jesus. A Sala Paulo VI, dentro do Estado do Vaticano, ficou repleta de fiéis, romanos e turistas, que receberam o Papa com o carinho de sempre, cantos e aplausos e em seguida, ouviram suas palavras com atenção.

Introspecção do diálogo com Jesus

Para rezar, iniciou o Papa, são necessários silêncio e introspecção.

“A verdadeira oração se realiza no segredo na consciência, do fundo do coração: com Deus é impossível fingir, é como o olhar de duas pessoas, o homem e Deus, quando se cruzam”. Mas apesar disso, Jesus não nos ensina uma oração intimista ou individualista. Não deixamos o mundo fora da porta do nosso quarto… levamos as pessoas e situações em nosso coração!

“Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência: uma palavra que em nossos tempos – como talvez sempre – todos consideram importante: a palavra ‘eu’.”

Primeiramente nos dirigimos a Deus como a Alguém que nos ama e escuta (seja santificado o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade) e, depois, quando lhe apresentamos uma série de petições (dai-nos hoje o nosso pão cotidiano, perdoai as nossas ofensas, não nos deixeis cair em tentação, livrai-nos do mal), as fazemos na primeira pessoa do plural ― “nós” ― isto é, rezamos como uma comunidade de irmãos e irmãs.

“Até as necessidades mais elementares do homem ― como ter alimento para saciar sua fome ― são todas feitas no plural. Na oração cristã, ninguém pede o pão para si, mas o suplica para todos os pobres do mundo”, disse Francisco.

Pedir a Jesus que nos faça ter compaixão

Na oração, o cristão leva todas as dificuldades e sofrimentos de quem está ao seu lado, tanto dos amigos como de quem lhe faz mal, imitando a compaixão que Jesus sentia pelos pecadores.

Mas pode acontecer ― ressalvou o Papa ― que alguém não perceba o sofrimento a seu redor, não sinta pena pelas lágrimas dos pobres, fique indiferente a tudo. Isto significa que seu coração está petrificado. Neste caso, seria bom pedir ao Senhor que o toque com o seu Espírito e sensibilize seu coração.

“Cristo não ficou alheio às misérias do mundo. Toda vez que percebia uma solidão, uma ferida no corpo ou no espírito, sentia forte compaixão”.

Às 7 mil pessoas presentes, o Papa perguntou: “Quando rezamos, nos abrimos ao grito de tanta gente, próxima ou distante? Ou penso na oração como uma espécie de anestesia, para ficar mais tranquilo? Isto seria um terrível equívoco”.

A oração deve abrir o coração ao próximo para que amemos com um amor compassivo e concreto, sabendo que tudo aquilo que fizermos “a um destes meus irmãos mais pequeninos, ― afirma Jesus ― foi a mim mesmo que o fizestes”.

Santo Evangelho (Mc 7, 1-13)

ANO ÍMPAR

5ª Semana Comum – Terça-feira 12/02/2019 

Primeira Leitura (Gn 1,20–2,4a)
Leitura do Livro do Gênesis.

20Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”. 21Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. 24Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez. 25Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis do solo segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão sementes sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. 3Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação. 4aEsta é a história do céu e da terra, quando foram criados.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 8)

— Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
— Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

— Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes.

— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

 

Evangelho (Mc 7,1-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Eulália – Mártir e virgem espanhola

Santa Eulália, teve a coragem de testemunhar o amor a Deus até as últimas consequências

Virgem e mártir, viveu no século III em Barcelona. Educada e muito bem formada pela sua família cristã, desde pequena ela buscou o relacionamento com Deus e a fuga do pecado. Era uma pessoa muito sociável, gostava de brincar com as amigas da mesma idade, mas sempre fugia da vaidade.

Santa Eulália amava Jesus Cristo acima de tudo e O amou em todos os momentos, inclusive na dor. Aconteceu que, por parte do terrível Deocleciano, a perseguição aos cristãos chegou na Espanha. Os pais da santa decidiram viajar para fugir dessa perseguição, mas Eulália foi até o governador a fim de denunciar, com a sua pouca idade, a injustiça que estava sendo cometida contra os cristãos. O governador, diante daquela ousadia, quis que ela apostatasse da fé, ou seja, que adorasse outros deuses para que ficasse livre do sofrimento. No entanto, ela deixou claro que o seu Senhor, o Rei dos reis, o Senhor de todos os dominadores, é Jesus Cristo.

O ódio daquele governador e a maldade contra uma menina, fez com que ela fosse queimada com ferro e fogo, mas, durante tanto sofrimento, o seu testemunho era este: “Agora, vejo em mim as marcas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Para nós, hoje, ela é um exemplo de ousadia. Com pouca idade, com muito amor e uma fé adulta, não renunciou a Jesus em meio ao sofrimento. Ela morreu queimada, mas antes, cheia do fogo de Deus. Por isso, se encontra na glória a interceder por todos nós para que a nossa vida cristã busque, constantemente, a santidade na alegria e na paz, mas também no sofrimento e na perseguição. É momento de reconhecer que a nossa força é o Espírito Santo.

Santa Eulália, rogai por nós!

 

ANO PAR

Primeira Leitura (1Rs 8,22-23.27-30)
Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, 22Salomão pôs-se de pé diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel, estendeu as mãos para o céu e disse: 23“Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nem no mais alto dos céus, nem aqui embaixo na terra; tu és fiel à tua misericordiosa aliança com teus servos, que andam na tua presença de todo o seu coração. 27Mas será que Deus pode realmente morar sobre a terra? Se os mais altos céus não te podem conter, muito menos esta casa que eu construí! 28Mas atende, Senhor meu Deus, à oração e à súplica do teu servo, e ouve o clamor e a prece que ele faz hoje em tua presença. 29Teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar. 30Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 83)

— Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
— Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

— Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

— Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

— Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de louvar! Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, vede a face do eleito, vosso Ungido!

— Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!

 

Evangelho (Mc 7,1-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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