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Ângelus: Papa Francisco ensina que no batismo recebemos o amor do Pai

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Papa Francisco no Ângelus deste domingo 13 de janeiro. Foto: Daniel Ibañez/CNA

Vaticano, 13 Jan. 19 / 10:44 am (ACI).- Após concluir na Capela Sistina, a celebração da Santa Missa da Festa do Batismo do Senhor, ocasião em que o Papa batizou algumas crianças, o Santo Padre foi até a janela do seu estúdio no Palácio Apostólico, e rezou o Ângelus com fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro aproveitando o encontro para refletir sobre a importância do batismo como a ocasião que recebemos o amor do Pai como uma chama de fogo que deve ser alimentada com a oração e a caridade.

“Hoje, no encerramento do tempo litúrgico do Natal, celebramos a festa do Batismo do Senhor. A liturgia nos chama a conhecer Jesus, de quem há pouco celebramos o nascimento, ainda mais plenamente e por esta razão que o Evangelho de hoje ilustra dois elementos importantes: a relação de Jesus com o povo e a relação de Jesus com o Pai”, disse o Papa.

“No relato do batismo, conferido por João Batista a Jesus nas águas do Jordão, vemos primeiro o papel do povo. Jesus está no meio do povo. Isto não é apenas um elemento acessório da narração, mas é um componente essencial do evento. Antes de mergulhar na água, Jesus “mergulha” na multidão, junta-se a ela e assume plenamente a condição humana, compartilhando tudo, exceto o pecado. Em sua santidade divina, cheio de graça e misericórdia, o Filho de Deus se fez carne precisamente para tomar sobre si e tirar o pecado do mundo: tomar as nossas misérias, a nossa condição humana. Portanto, o dia de hoje também é uma epifania, porque ao ser batizado por João, entre o povo penitente de seu povo, Jesus manifesta a lógica e o significado de sua missão”, assinalou.

O Santo Padre explicou aos presentes que “ao unir-se às pessoas que pedem a João o Batismo da conversão, Jesus também compartilha o profundo desejo de renovação interior”.

“E o Espírito Santo que desce sobre Ele “em forma de uma pomba” (v.22) é o sinal de que com Jesus começa um novo mundo, uma “nova criação” que inclui todos aqueles que recebem a Cristo em sua vida. Embora cada um de nós, que estamos renasce com Cristo no batismo, viraram as palavras do Pai: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo””, acrescentou.

“Esse amor do Pai, todos nós no recebemos no dia do nosso Batismo, é uma chama que foi acesa em nossos corações, e requer a ser alimentada pela oração e a caridade”, ensinou o Papa Franciscou.

“O segundo elemento enfatizado pelo evangelista Lucas é que após a imersão no povo e nas águas do Jordão, Jesus “mergulha” em oração, isto é, em comunhão com o Pai. O batismo é o começo da vida pública de Jesus, da sua missão no mundo como enviado do Pai para manifestar a sua bondade e o seu amor pelos homens”, acrescentou.

Finalizando sua reflexão o Papa Francisco disse: “Queridos irmãos e irmãs, a festa do Batismo do Senhor é uma boa oportunidade para renovar com gratidão e convicção as promessas do nosso Batismo, comprometendo-nos a viver diariamente em harmonia com ele. Também é muito importante, como eu já disse várias vezes, conhecermos a data do nosso batismo. Eu poderia perguntar: “Quem entre vocês sabe a data do seu batismo?”

O Papa instou os fiéis a perguntar aos pais e avós: “Em que data fui batizada, fui batizado?”. E então não se esqueça: esta é uma data a ser mantida no coração para celebrá-la todos os anos.

“Jesus, que nos salvou não por nossos méritos, mas por realizar a imensa bondade do Pai, nos torne todos misericordiosos. Que a Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, seja nosso guia e nosso modelo”, concluiu o Pontífice.

O caminho de fé e caridade traçado pelo Batismo

Angelus, domingo, 12 de janeiro  de 2014, Jéssica Marçal / Da Redação

Francisco destacou necessidade de um “suplemento” de caridade e amor fraterno

No Angelus deste domingo, 12, Papa Francisco pediu a intercessão de Maria para que cada um possa seguir o caminho da fé e da caridade, um percurso traçado pelo Batismo. Trata-se de se deixar invadir pelo amor de Deus para ver “céus abertos”, uma invocação muito presente no tempo do Advento.

“Se os céus permanecem fechados, o nosso horizonte nesta vida terrena é escuro, sem esperança. Em vez disso, celebrando o Natal, a fé mais uma vez nos deu a certeza de que os céus se rasgaram com a vinda de Jesus”, disse.

A partir do Evangelho do dia, Francisco afirmou que, com o nascimento de Jesus, os céus se abrem e Deus dá em Cristo a garantia de um amor indestrutível. E como o Verbo se fez carne, é possível ver os céus abertos. Cada um dos homens pode fazer isso se se deixar invadir pelo amor de Deus, que é doado pela primeira vez no Batismo.

O Papa lembrou ainda que, quando Jesus recebeu o Batismo, Deus fez ouvir a sua voz, que reconhecia Cristo como o Seu Filho, enviado para partilhar a condição humana. Isso porque partilhar é o verdadeiro modo de amar.

“Não parece que no nosso tempo nos seja necessário um suplemento de partilha fraterna e de amor? Não parece que todos temos necessidade de um suplemento de caridade?”, questionou o Papa, dizendo que não se trata de uma ajuda sem envolvimento, mas de uma caridade que partilha, que cuida do sofrimento do irmão.

“Peçamos à Virgem Santa para nos apoiar com a sua intercessão no nosso empenho de seguir Cristo no caminho da fé e da caridade, o caminho traçado pelo nosso Batismo”, concluiu.

 

ANGELUS

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje é a festa do Batismo do Senhor. Nesta manhã, batizei 32 crianças. Agradeço convosco ao Senhor por estas novas criaturas e por cada vida nova. Eu gosto de batizar crianças. Eu gosto tanto! Cada criança que nasce é um dom de alegria e de esperança, e cada criança que é batizada é um prodígio da fé e uma festa para a família de Deus.

O Evangelho de hoje enfatiza que, quando Jesus recebeu o Batismo por João no Rio Jordão, “se abrem para ele os céus” (Mt 3, 16). Isto realiza as profecias. De fato, há uma invocação que a liturgia nos faz repetir no tempo do Advento: “Se rasgásseis os céus, se descêsseis” (Is 63, 19). Se os céus permanecem fechados, o nosso horizonte nesta vida terrena é escuridão, sem esperança. Em vez disso, celebrando o Natal, a fé mais uma vez nos deu a certeza de que os céus se rasgaram com a vinda de Jesus. E no dia do batismo de Cristo ainda contemplamos os céus abertos. A manifestação do Filho de Deus sobre a terra marca o início do grande tempo da misericórdia, depois que o pecado tinha fechado os céus elevando uma barreira entre o ser humano e o seu Criador. Com o nascimento de Jesus, os céus se abrem! Deus nos dá em Cristo a garantia de um amor indestrutível. Uma vez que o Verbo se fez carne é possível ver os céus abertos. Foi possível para os pastores de Belém, para os Magos do Oriente, para o Batista, para os apóstolos de Jesus, para Santo Estêvão, o primeiro mártir, que exclamou: “Contemplo os céus abertos!” (At 7, 56). E é possível também para cada um de nós, se nos deixamos invadir pelo amor de Deus, que nos vem dado pela primeira vez no Batismo por meio do Espírito Santo. Deixemo-nos invadir pelo amor de Deus! Este é o grande tempo da misericórdia! Não se esqueçam disso: este é o grande tempo da misericórdia!

Quando Jesus recebeu o batismo de penitência de João o Batista, solidarizando com o povo penitente – Ele sem pecado e não necessitado de conversão – , Deus Pai fez ouvir a sua voz do céu: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado” (v. 17) Jesus recebe a aprovação do Pai celeste, que o enviou propriamente para aceitar partilhar a nossa condição, a nossa pobreza. Partilhar é o verdadeiro modo de amar. Jesus não se dissocia de nós, considera-nos irmãos e partilha conosco. E assim nos torna filhos, junto com Ele, de Deus Pai. Esta é a revelação e a fonte do verdadeiro amor. E este é o grande tempo da misericórdia!

Não parece que no nosso tempo nos seja necessário um suplemento de partilha fraterna e de amor? Não parece que todos temos necessidade de um suplemento de caridade? Não aquela que se contenta com a ajuda de improviso, que não envolve, não coloca em jogo, mas aquela caridade que partilha, que cuida da necessidade e do sofrimento do irmão. Que sabor conquista a vida quando se deixa inundar pelo amor de Deus!

Peçamos à Virgem Santa para nos apoiar com a sua intercessão no nosso empenho de seguir Cristo no caminho da fé e da caridade, o caminho traçado pelo nosso Batismo.

 

A fé é a herança mais bela, diz Papa na festa do Batismo do Senhor
Missa na Capela Sistina, domingo, 12 de janeiro  de 2014, Jéssica Marçal / Da Redação

Em breve homilia, Francisco destacou a necessidade de transmitir a fé às crianças
Na festa do Batismo do Senhor, Francisco batizou 32 crianças / Foto: Arquivo-Reprodução CTV

Na manhã deste domingo, 12, Papa Francisco celebrou a Missa na Capela Sistina, no Vaticano, na Festa do Batismo do Senhor. Na ocasião, em que batizou 32 crianças, o Santo Padre destacou a transmissão da fé, dizendo que esta é a mais bela herança que se pode deixar a uma criança.

Francisco lembrou que hoje os pais batizam seus filhos, mas daqui a alguns anos estes terão outra criança para batizar. Trata-se de uma sequência, em que os pais são transmissores da fé.

“Vocês têm o dever de transmitir a fé a estas crianças. É a mais bela herança que vocês deixarão para elas: a fé! Somente isto”.

O Santo Padre prosseguiu pedindo que os presentes levassem para casa hoje este pensamento acerca da necessidade de ser transmissor de fé e o modo de fazê-lo.

“E agora, com esta consciência de ser aqueles que transmitem a fé, continuemos a cerimônia do Batismo”, disse Francisco, que em seguida batizou as 32 crianças presentes.

 

HOMILIA

Jesus não tinha necessidade de ser batizado, mas os primeiros teólogos dizem que, com o seu corpo, com a sua divindade, no Batismo abençoou todas as águas, para que as águas tivessem o poder de dar o Batismo. E depois, antes de subir ao Céu, Jesus nos disse para ir a todo o mundo e batizar. E daquele dia até o dia de hoje, esta foi uma sequência ininterrupta: batizavam-se os filhos e os filhos depois aos filhos, aos filhos… E hoje também esta sequência prossegue. Estas crianças são o elo de uma sequência.

Vocês pais têm um menino ou uma menina para batizar, mas depois de alguns anos serão eles que terão uma criança para batizar ou um netinho… É assim a sequência da fé! O que quer dizer isto? Eu gostaria de dizer-vos somente isso: vocês são aqueles que transmitem a fé; vocês têm o dever de transmitir a fé a estas crianças. É a mais bela herança que vocês deixarão para elas: a fé! Somente isto. Hoje levem para casa este pensamento. Nós devemos ser aqueles que transmitem (transmissores) a fé. E pensem nisto. Pensem sempre como transmitir a fé às crianças.

Hoje canta o coro, mas o coro mais belo é este das crianças, que fazem barulho… Algumas choram, porque não estão confortáveis ou porque têm fome: se têm fome, mamães dêem a elas de comer! Tranquilas, hein! Porque elas são aqui as protagonistas. E agora, com esta consciência de ser aqueles que transmitem a fé, continuemos a cerimônia do Batismo.

Papa no ângelus: vivamos o Natal centrados em Jesus não em nós mesmos

Imagem Referencial: Papa Francisco se dirige aos fiéis durante o Angelus. Foto: Vatican Media / ACI Group
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Vaticano, 23 Dez. 18 / 08:16 am (ACI).- Neste domingo 23 de dezembro, o último do tempo do Advento, o Papa acolheu os milhares de peregrinos na Praça de São Pedro para rezar com ele a oração do Ângelus e aproveitou a ocasião para exortar os fiéis a viverem o Natal centrados em Jesus e imitando a Virgem Maria, que apenas tendo concebido Jesus no seu ventre virginal foi às pressas servir Isabel sua parente.

“A liturgia deste quarto domingo do Advento concentra-se na figura de Maria, a Virgem Mãe, esperando para dar à luz a Jesus, o Salvador do mundo. Vamos fixar nosso olhar nela, que é modelo de fé e caridade; e podemos nos perguntar: quais foram seus pensamentos durante os meses de espera? A resposta vem da passagem do Evangelho de hoje, a história da visita de Maria à sua parente idosa, Isabel (cf. Lc 1, 39-45). O anjo Gabriel disse-lhe que Isabel estava grávida e já estava no sexto mês (cf. Lc 1, 26,36). Em seguida, a Virgem, que tinha acabado de conceber Jesus em seu ventre pelo poder de Deus, deixou às pressas a cidade de Nazaré, na Galileia, para ir até as montanhas da Judéia”, disse o Pontífice ao inaugurar sua reflexão dominical.

Comentando a passagem do Evangelho da missa do IV Domingo do Advento o Santo Padre ensinou: “O Evangelho nos diz: “Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel” (v.40). Certamente ela estava feliz por ela por sua maternidade, e por sua vez, Isabel cumprimentou Maria dizendo: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como tenho a honra de que a mãe do meu Senhor venha a mim? ”(Vs. 42-43). E imediatamente elogia a fé de Maria: “Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento daquilo que o Senhor lhe disse” (v.45). É evidente o contraste entre Maria, que tinha fé, e Zacarias, o marido de Isabel, que não acreditou na promessa do anjo e, portanto, permaneceu em silêncio até o nascimento de João”.

“Este episódio nos ajuda a ler com uma luz muito especial o mistério do encontro do homem com Deus. Um encontro que não está marcado por fatos extraordinários e prodigiosos, mas que nos ensina a fé e a caridade. De fato, Maria é abençoada porque acreditou: o encontro com Deus é fruto da nossa fé”.

“A visita de Maria a Isabel no Evangelho de hoje nos prepara para viver bem o Natal, comunicando o dinamismo da fé e da caridade. Esse dinamismo é obra do Espírito Santo: o Espírito de Amor que fecundou o ventre virginal de Maria e instou-a a sair ao serviço da parente idosa. Um dinamismo cheio de alegria, como vemos no encontro entre as duas mães, que é todo um hino de alegre exultação no Senhor, que faz grandes coisas com os pequeninos que nele confiam”, explicou o Papa Francisco.

Concluindo suas palavras o Sumo Pontífice fez uma prece a Nossa Senhora: “Que a Virgem Maria obtenha para nós a graça de viver um Natal “extrovertido”, ou seja, que no centro não esteja o nosso “eu”, mas o “Tu” que é Jesus e o “Eles” que são os irmãos, especialmente aqueles que precisam de ajuda. Então vamos deixar espaço para o amor que, ainda hoje, quer se tornar carne e viver entre nós”.

Ao final da oração mariana o Santo Padre disse rezou pelas vítimas do violento tsunami ocorrido na Indonésia na noite de ontem, que resultou em mais de 200 mortos, cerca de 800 feridos e milhares de desabrigados. Centenas de famílias estão aflitas buscando parentes entre os mortos e os deslocados. O tsunami atingiu as localidades de Lampung e Samatra, e as regiões de Serang e Pandeglang, em Java.

“Meus pensamentos vão, agora mesmo, para as populações da Indonésia, afetadas por violentos desastres naturais, que causaram graves perdas em vidas humanas, numerosos desaparecidos e desabrigados e extensos danos materiais. Convido todos a se unirem a mim em oração pelas vítimas e seus entes queridos. Eles estão espiritualmente próximos dos desabrigados e de todas as pessoas que estão sendo provadas nesta situação, implorando a Deus por alívio em seu sofrimento. Apelo para que a nossa solidariedade e o apoio da comunidade internacional não faltem a esses irmãos e irmãs”.

“O centro da nossa vida é Jesus”, diz Papa no Ângelus

Domingo, 9 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Liturgia do segundo domingo do Advento apresenta João Batista

Papa Francisco, durante Ângelus deste domingo, 9./ Foto: Vatican Media

Neste segundo Domingo do Advento, dia 9, o Papa Francisco rezou ao meio-dia a oração mariana do Angelus com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo reunidos na grande Praça São Pedro, embelezada pelos símbolos do Natal: o presépio e a árvore.

Depois de recordar que no último domingo a liturgia nos convidava a viver o tempo do Advento e da espera do Senhor com a atitude de vigilância, este segundo domingo, disse o Papa, nos vem indicado como dar substância a essa espera: empreendendo um caminho de conversão.

Como guia para este caminho, – continuou Francisco – o Evangelho nos apresenta a figura de João Batista, que “percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados”. Para descrever a missão do Batista, o evangelista Lucas recolhe a antiga profecia de Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas”.

“Para preparar o caminho para o Senhor que vem, é necessário levar em conta as exigências da conversão a que o Batista nos convida. Antes de mais nada, somos chamados a recuperar os buracos produzidos pela frieza e pela indiferença, abrindo-nos aos outros com os mesmos sentimentos de Jesus, isto é, com a cordialidade e a atenção fraternas que se responsabiliza pelas necessidades do nosso próximo, isto é recuperar os buracos produzidos pela frieza. E não se pode ter uma relação de amor, de caridade, de fraternidade com o próximo se há buracos, como não se pode caminhar por uma estrada com muitos buracos. E tudo isso fazer com um cuidado especial para com os mais necessitados”.

Então, – prosseguiu Francisco – precisamos reduzir tantas severidades causadas pelo orgulho e pela soberba, fazendo gestos concretos de reconciliação com os nossos irmãos, pedindo perdão pelas nossas faltas. Não é fácil reconciliar-se, acrescentou o Papa. Sem se pensa, quem irá dar o primeiro passo? O Senhor nos ajuda nisto se temos boa vontade.

“A conversão, na verdade, é completa se leva a reconhecer humildemente os nossos erros, as nossas infidelidades e omissões”.

O fiel, sublinhou o Papa na sua alocução antes de rezar o Angelus -, é aquele que, estando próximo de seu irmão, como João Batista abre estradas no deserto, ou seja, indica perspectivas de esperança mesmo naqueles contextos existenciais impenetráveis, marcados pelo fracasso e pela derrota.

“Não podemos nos render a situações negativas de fechamento e rejeição; não devemos nos deixar sujeitar à mentalidade do mundo, porque o centro da nossa vida é Jesus e a sua palavra de luz, de amor, de consolação”.

O Batista convidava as pessoas de seu tempo à conversão com força, vigor e severidade. No entanto, ele sabia ouvir, sabia como realizar gestos de ternura e de perdão para com as multidões de homens e mulheres que iam até ele para confessar seus pecados e serem batizados com o batismo de penitência.

Seu testemunho de vida, – acrescentou o Papa – a pureza de seu anúncio, a sua coragem em proclamar a verdade conseguiram despertar as expectativas e esperanças do Messias que há muito tempo estavam adormecidas. Ainda hoje, os discípulos de Jesus são chamados a ser suas humildes mas corajosas testemunhas para reacender a esperança, para fazer entender que, apesar de tudo, o reino de Deus continua a ser construído dia a dia com o poder do Espírito Santo.

Pensemos, cada um de nós – disse Francisco –, “como eu posso mudar algo no meu comportamento para preparar o caminho do Senhor?

Que a Virgem Maria – concluiu o Santo Padre -, nos ajude a preparar dia após dia o caminho do Senhor, começando por nós mesmos; e a espalhar em torno a nós, com tenaz paciência, sementes de paz, de justiça e de fraternidade.

A fé cristã não é uma teoria, mas é o encontro com Jesus

Cidade do Vaticano (RV) – A fé cristã não é uma teoria ou uma filosofia, mas é o encontro com Jesus. Foi o que destacou o Papa celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta na segunda-feira (28/11), no início do Tempo do Advento.
Em sua homilia, o Pontífice observou que neste período do Ano, a Liturgia nos propõe inúmeros encontros de Jesus: com a sua Mãe no ventre, com São João Batista, com os pastores, com os Magos. Tudo isso nos diz que o Advento é “um tempo para caminhar e ir ao encontro com o Senhor, isto é, um tempo para não ficar parado”.

Oração, caridade e louvor: assim encontraremos o Senhor
Eis então que devemos nos perguntar como podemos ir ao encontro de Jesus. “Quais são as atitudes que devo ter para encontrar o Senhor? Como devo preparar o meu coração para encontrar o Senhor?”, questionou o Papa.
“Na oração no início da Missa, a Liturgia nos fala de três atitudes: vigilantes na oração, operosos na caridade e exultantes no louvor. Ou seja, devo rezar com vigilância; devo ser operoso na caridade – a caridade fraterna: não somente dar esmola, não; mas também tolerar as pessoas que me incomodam, tolerar em casa as crianças quando fazem muito barulho, ou o marido ou a mulher quando estão em dificuldade, ou a sogra… não sei .. mas tolerar: tolerar … Sempre a caridade, mas operosa. E também a alegria de louvar o Senhor: ‘Exultantes na alegria’. Assim devemos viver este caminho, esta vontade de encontrar o Senhor. Para encontrá-lo bem. Não ficar parados. E encontraremos o Senhor”.
Porém, acrescentou o Papa, “ali haverá uma surpresa, porque Ele é o Senhor das surpresas”. Também o Senhor “não está parado”. Eu, afirmou Francisco, “estou em caminho para encontrá-Lo e ele está em caminho para me encontrar. E quando nos encontramos, vemos que a grande surpresa é que Ele está me procurando antes que eu comece a procurá-lo”.

O Senhor sempre nos precede no encontro
“Esta é a grande surpresa do encontro com o Senhor. Ele nos procurou por primeiro. É sempre o primeiro. Ele percorre o seu caminho para nos encontrar”. Foi o que aconteceu com o Centurião:
“O Senhor vai sempre além, vai primeiro. Nós fazemos um passo e Ele faz dez. Sempre. A abundância de sua graça, de seu amor, de sua ternura não se cansa de nos procurar, também, às vezes, com coisas pequenas: Pensamos que encontrar o Senhor seja algo magnífico, como aquele homem da Síria, Naamã, que tinha hanseníase: E não é simples. Ele também teve uma surpresa grande da maneira de Deus agir. O nosso é o Deus das surpresas, o Deus que está nos procurando, nos esperando, e nos pede somente o pequeno passo da boa vontade.”
Devemos ter a “vontade de encontrá-lo”. Depois, Ele “nos ajuda”. “O Senhor nos acompanhará durante a nossa vida”, disse o Papa. Muitas vezes, irá nos ver distanciar Dele, e nos esperará como o Pai do Filho Pródigo.

A fé não é saber tudo sobre dogmática, mas encontrar Jesus
“Muitas vezes”, acrescentou o pontífice, “verá que queremos nos aproximar e sairá ao nosso encontro. É o encontro com o Senhor: isto é importante! O encontro. “Sempre me impressionou o que o Papa Bento XVI disse: que a fé não é uma teoria, uma filosofia, uma ideia: é um encontro. Um encontro com Jesus”. Caso contrário, “se você não encontrou a sua misericórdia pode até rezar o Credo de cor, mas não ter fé”:
“Os doutores da lei sabiam tudo, tudo sobre a dogmática daquele tempo, tudo sobre a moral daquele tempo, tudo. Não tinham fé, porque o seu coração tinha se distanciado de Deus. Distanciar-se ou ter o desejo de ir ao encontro. Esta é a graça que nós hoje pedimos. Ó Deus, nosso Pai, suscite em nós a vontade de ir ao encontro de Cristo, com as boas obras. Ir ao encontro de Jesus. Por isso, recordamos a graça que pedimos na oração, com a vigilância na oração, operosos na caridade e exultantes no louvor. Assim, encontraremos o Senhor e teremos uma linda surpresa”. (BF/MJ)

Santos de carne e osso

O verdadeiro santo foge das condecorações e elogios
Pe. José Fernandes de Oliveira – Pe. Zezinho, scj

Há muitos santos modernos agindo em nome de Deus e vivendo uma caridade séria, não fingida, sem caricatura e sem teatralidade. Não parecem santos, mas o são. Guardaram-se para seu Criador, aceitam Jesus, vivem para sua família, para o grande amor de suas vidas, são fiéis à verdade, aos amigos, à palavra dada, e ao seu batismo. Não têm nem cara nem trejeitos de santos, mas estabeleceram um projeto de vida e o constroem tijolo por tijolo, ato por ato, coerência por coerência. Muitas pessoas nem percebem que eles são santos, porque são gente de carne e osso como nós. Mas uma análise do que fazem pelos outros, da sua humildade, da sua fé e da sua serenidade aponta para mais um dos santos que Jesus formou. Diferente é o santo fingido. Ele decidiu que gostaria de ser visto como santo pela projeção social, como no tempo de Jeremias, 650 anos antes de Jesus e no tempo do próprio Jesus, quando posar de santo e de profeta dava lucro e angariava louvores e primeiros lugares. Então muita gente fingia jejuar e orar ostentado uma santidade que não tinha. E havia os que garantiam que Deus falava com eles e que eles sabiam levar a Deus [aos demais]. Ganhavam seu sustento com sua cara de santos. Isaías, Jeremias, Jesus e os apóstolos alertaram sobre eles. Mas como muita gente adora uma novela e não dispensa um teatro, sempre haverá quem despreze o santo sereno que não dá espetáculo e corra atrás do que grita, chora, esperneia, garante visões, revelações quentíssimas, curas e milagres em local dia e hora marcados. Trocam a verdade, a simplicidade e a honestidade do santo que não faz marketing pelo “pseudossanto” que dá espetáculo, cura dramaticamente, entrevista o demônio ao microfone e transforma a fé em espetáculo. Até que ponto isso é válido? Que santidade é essa em que não só a mão esquerda sabe o que faz a direita como também câmeras e microfones veiculam aquilo para todo o mundo? O mesmo Jesus que disse para anunciar a verdade por sobre os telhados e que nossa luz brilhasse, teve o cuidado de mandar que orássemos de portas trancadas e que não fizéssemos alarde da nossa caridade e dos nossos carismas. Ele mesmo pedia que os beneficiados por Ele não espalhassem a notícia. Jesus, que é santo de verdade e nunca fingia poder ou santidade, e que nos pediu que seguíssemos Seu exemplo a ponto de, elogiados e incensados, dizermos que não fizemos mais do que nossa obrigação e que não buscássemos os primeiros lugares, este mesmo Jesus concordaria com o que se vê na mídia religiosa de hoje? Uma coisa é ser santo sem caricatura, sem cabeça torta, sem chorar orando e dando murros no chão, sem dramaticidade televisiva, com atos de justiça que só Deus vê porque aquele cristão não divulga o bem que faz. Outra coisa é buscar os holofotes e desabridamente, sem nenhum escrúpulo, chamar a atenção para si mesmo, para sua obra e garantir que Deus quer que ele ou ela apareçam para Sua maior honra e glória. Pior ainda: ganhar dinheiro grosso em cima dessa exibição de santidade. Cristo condenou e criticou os fariseus que assim agiam. Santo que é santo não finge que o é. É discreto. Faz o que deve fazer e foge do incenso, das condecorações e dos elogios. Há santos de verdade ao nosso redor e há caricaturas de santos vendendo e ostentando uma fé que aponta mais para si mesmos do que para Jesus, cujo nome usam com estardalhaço. Você que crê na Bíblia terá que escolher a quem seguir. Aos que dão a entender que são os novos santos ou os que nada dizem; simplesmente vivem a Palavra e a praticam. Se você é dos que dizem que ainda não estão convertidos, mas que estão se convertendo, merecerá mais crédito do que os que garantem que Jesus os salvou e que eles sabem o caminho. Em termos de fé quem segue procurando está mais perto do que aquele que diz ter achado e agora aponta para si mesmo como exemplo do que Deus faz por um pecador. Eu prefiro o santo que aponta para os outros convertidos e santos e não fala nada sobre si mesmo, exceto que precisa de preces para ser mais de Cristo. Desconfiemos de santos que gostam de medalhas, condecorações, incensos e elogios. Apostemos em que só os aceita por obediência.

“Entrará no Reino de Deus quem não recusa Jesus”, diz Papa

Terça-feira, 6 de novembro de 2018, Da redação, com Vatican News
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Tema da homilia desta terça-feira, 6, o Evangelho do dia, extraído do capítulo 14 de Lucas, é sobre os convidados que rejeitaram o banquete

Papa Francisco durante missa desta terça-feira, 6/ Foto: Vatican Media

O Papa Francisco começou a terça-feira, 6, celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta. O tema da homilia foi o trecho do Evangelho do dia, extraído do capítulo 14 de Lucas, sobre os convidados que rejeitaram o banquete. Durante reflexão, Francisco afirmou: “Entrará no Reino de Deus quem não recusa Jesus ou quem não é rejeitado por Ele”.

A narração é sobre um almoço, que um chefe dos fariseus organizou e ao qual Jesus também foi convidado. Naquela ocasião, narra o Evangelho de ontem, cujo de hoje é a continuação, Jesus tinha curado um doente e observou que muitos convidados tentavam ocupar os primeiros lugares. E recomendou ao fariseu que convidasse para o almoço os últimos, aqueles que não poderiam retribuir o favor.

A um certo ponto, no banquete – início do Evangelho de Lucas –, um dos comensais exclama: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!”. É o trecho da rejeição dupla, disse o Papa. Jesus então conta a história de um homem que pede um grande jantar e faz muitos convites. Os seus servos dizem aos convidados: “Vinde, pois tudo está pronto!”. Francisco revela que todos começam a arrumar desculpas para não ir. “É sempre desculpas. Eles se desculpam”, frisou.

Desculpar-se é a palavra educada para não dizer: “Rejeito”, disse o Papa. Então o patrão fica zangado e diz ao empregado para sair pelas praças e ruas da cidade, obrigando os aleijados, cegos e coxos a participar. E o trecho do Evangelho termina com a segunda rejeição, mas desta vez da boca de Jesus. (…). “Quem recusa Jesus, Jesus espera, dá uma segunda oportunidade, talvez uma terceira, uma quarta, quinta.. Mas no final recusa Jesus”, apontou o Santo Padre.

“A rejeição também deve nos fazer pensar nas vezes que Jesus nos chama; nos chama a fazer festa com Ele, a estar perto Dele, mudar de vida. Pensem que ele busca seus amigos mais íntimos e eles O rejeitam! Depois busca os doentes…e vão; talvez alguém rejeita. Mas quantas vezes nós sentimos a chamada de Jesus para ir até Ele, para fazer uma obra de caridade, para rezar, para encontra-Lo e nós dizemos: ‘Mas desculpe, Senhor, estou atarefado, não tenho tempo. Sim, amanhã, não posso…’ E Jesus fica ali”, alertou o Pontífice.

O Papa questionou os fiéis sobre quantas vezes é pedido desculpas a Jesus quando Ele chama seus filhos para um encontro, uma bela conversa, e comentou: “Também nós rejeitamos o convite de Jesus”. Francisco prosseguiu refletindo: “Cada um de nós pense: na minha vida, quantas vezes senti a inspiração do Espírito Santo a fazer uma obra de caridade, a encontrar Jesus naquela obra de caridade, ir rezar, de mudar de vida nisto, nisto que não vai bem? E sempre encontrei um motivo para me desculpar, para rejeitar”.

Para quem diz que Jesus é bom e perdoa tudo, o Papa observou: “Sim, é bom, é misericordioso” – é misericordioso, mas é justo. Se você fecha a porta do seu coração, Ele não pode abri-la, porque respeita o nosso coração. Rejeitar Jesus é fechar a porta a partir de dentro e Ele não pode entrar”.

Há outro elemento que o Papa observa: “Quem paga o banquete?”. “É Jesus!”, respondeu o Pontífice. Segundo o Santo Padre, o Apóstolo na Primeira Leitura mostra o “recibo da festa”, ao falar que Jesus esvaziou-se a si mesmo, assumindo uma condição de servo e fazendo-se obediente até a morte na cruz. “Com a sua vida Jesus pagou a festa. (…) Que o Senhor nos dê a graça de entender este mistério da dureza de coração, de obstinação, de rejeição e a graça de chorar”, concluiu.

“Quem não vive para servir, não serve para viver”

Francisco durante a Audiência Geral abençoa criança – OSS_ROM
30/06/2016

Cidade do Vaticano (RV) – Esta quinta-feira (30/06) foi dia de audiência jubilar no Vaticano. Na Praça S. Pedro, cerca de 15 mil fiéis ouviram o Papa Francisco falar das obras de misericórdia.

“É importante jamais esquecer que a misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um estilo de vida. Eu posso ou não ser misericordioso. Uma coisa é falar de misericórdia, outra coisa é vive-la”, disse.

O Pontífice citou o Apóstolo Tiago, que diz que a misericórdia sem as obras está morta em seu isolamento. “É exatamente assim”, frisou Francisco: “O que torna viva a misericórdia é o seu dinamismo constante de ir ao encontro de quem precisa e das necessidades de quem se encontra em dificuldade espiritual e material.  A misericórdia tem olhos para ver, ouvidos para escutar e mãos para ajudar”.

Servir para viver

De modo especial, o Pontífice falou da importância do perceber o estado de sofrimento dos outros. Às vezes, afirmou, passamos diante de situações dramáticas de pobreza e parece que estas não nos tocam; tudo continua como se nada fosse, numa indiferença que, ao final, nos torna hipócritas e, sem perceber, acaba numa forma de letargia espiritual em que o ânimo se torna insensível e a vida, estéril. “Tem gente que passa toda a vida sem nunca perceber as necessidades dos outros”, lamentou. Pessoas que passam sem viver, que não servem os outros. Lembrem-se bem: quem não vive para servir, não serve para viver”.

“Quem experimentou na própria vida a misericórdia do Pai não pode permanecer insensível diante das necessidades dos irmãos”, completou Francisco, que citou as obras que estão contidas no Evangelho de Mateus: assistir que tem fome, sede, quem está nu, refugiado, doente e na prisão. “As obras não são temas teóricos, mas testemunhos concretos. Obrigam a arregaçar as mangas para aliviar o sofrimento”.

Essencial

Com o multiplicar-se da pobreza material e espiritual, o Papa Francisco pede uma caridade criativa para identificar novas formas de ajudar quem precisa. “Portanto, pede-se a nós que permaneçamos vigilantes como sentinelas para que, diante das pobrezas produzidas pela cultura do bem-estar, o olhar do cristão não se enfraqueça e se torne incapaz de ver o essencial.”

Ver o essencial, explicou, significa “olhar Jesus no faminto, na prisioneiro, no doente, no nu, em quem não tem trabalho e deve levar avante uma família. Olhar Jesus em quem está triste, só, em quem erra, em quem precisa de conselho, caminhar em silêncio com quem precisa de companhia – estas são as obras que Jesus pede a nós. Olhar Jesus nestas pessoas. Por quê? Porque Jesus nos olha assim”.

Tratou-se da última audiência jubilar deste período de verão europeu. Ao saudar os peregrinos alemães, o Pontífice recordou que neste período de férias e repouso seria importante também cuidar das relações humanas e viver a misericórdia. Já aos poloneses, pede orações para si e para os jovens que em todo o mundo estão se preparando para o iminente encontro em Cracóvia para a Jornada Mundial da Juventude, no final de julho.

As audiências jubilares serão retomadas em 10 de setembro. (bf)

São Pio de Pietrelcina – 23 de Setembro

Este grande seguidor de São Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina, Arquidiocese de Benevento. Foi batizado no dia seguinte, sendo-lhe dado o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos. Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficando a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de são Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, davam-se conta da sua grande espiritualidade. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de maio de 1956. Para o padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus. Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, como, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele. O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade. A máxima expressão da sua caridade para com o próximo, vemo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele a todos acolhia, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial. Nele refulgiu também a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas. Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo contemplado pelos favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que reza». Desde a juventude, a sua saúde não foi muito boa e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de setembro de 1968 aos 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente. No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da sua morte, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas por quê? Por ser, talvez, um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de Nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento». Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas, mas nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo e entre todas as categorias de pessoas. No dia 2 de Maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística na Praça de são Pedro, Sua Santidade João Paulo II, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de Pietrelcina, estabelecendo o dia 23 de Setembro como data da sua festa litúrgica. O mesmo João Paulo II viria a canonizá-lo no dia 16 de Junho de 2002. O padre Pio foi um generoso dispensador da misericórdia divina, estando sempre disponível para todos através do acolhimento, da direção espiritual, e, sobretudo da administração do sacramento da Penitência. De fato, a razão última da eficácia apostólica do padre Pio, a raiz profunda de tanta fecundidade espiritual encontra-se na íntima e constante união com Deus de que eram testemunhas eloqüentes as longas horas passadas em oração. Estava profundamente convencido de que «a oração é a melhor arma que possuímos, uma chave que abre o Coração de Deus». «Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gal 6, 14). Tal como o apóstolo Paulo, o padre Pio colocou no centro da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou, imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 19). Os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.

 

SÃO PIO DE PIETRELCINA: O SANTO DE TODOS OS DIAS
Frei Patrício Sciadini, ocd  

Aproximar-se dos santos é uma aventura rica e apaixonante; nos sentimos atraídos a viver como eles e a sermos apaixonados por Deus como eles. Quem encontra um “tesouro ou uma pérola preciosa” vai, vende tudo o que tem para comprar este tesouro. É interessante contemplar a vida dos santos. São pessoas iguais a nós, frágeis, fracas, cheias até de defeitos, mas que lutaram contra si mesmas para revestir-se de Cristo. Foram provados pelas “noites escuras”, foram visitados pela dor e sofrimento, perceberam como é duro em certos momentos carregar a cruz de Cristo, mas nunca desanimaram porque queriam ser como Jesus. Nada melhor para “reavivar em nós a chama do amor de Deus”. Sem os santos a Igreja correria o risco de se acomodar e de se tornar medíocre. Os santos nos acordam do nosso sono e tranqüilidade. Não há nenhum santo igual ao outro, como não há nenhuma folha de árvore igual a outra, nenhuma pétala… todos somos diferentes. Deus nos criou por amor e o amor não se repete nunca, é sempre novo, sempre fiel e criativo. Nada mais belo que parar e contemplar os santos, “amigos de Deus e nossos amigos”. Frei Pio da Pietrelcina é um santo curioso, amável, cheio de vida, ternura, simplicidade. Possui um forte senso de humanidade e compreensão para com todos os que sofrem. Diríamos porém que é um “santo rude, de maneiras exigentes e às vezes até brutas, mas sempre para que as pessoas, caindo em si mesmas, possam voltar a Deus.”   Padre Pio, mistério de Deus A vida do Frei Pio foi longa, difícil, mas cheia do amor de Deus e de aventuras humanas e divinas. Nasceu em 1887 e morreu em 1968, com 81 anos, vividos com intensidade, todo ao serviço de Deus e dos irmãos. Descobriu a missão de ser apóstolo da misericórdia de Deus para os pecadores. Dedicava-se horas e horas ao apostolado do confessionário. Podemos destacar no Padre Pio um amor apaixonado pelos pecadores que encontravam nele uma palavra de ânimo, coragem e perdão, ou às vezes uma palavra dura e forte para que pudessem compreender os próprios erros e se converterem. É interessante notar que em 1887, também na vida de outra grande santa, acontece algo de impressionante, a descoberta da sua vocação para se dedicar à salvação dos pecadores. Santa Teresinha tem 14 anos, está toda animada com a idéia de entrar no Carmelo aos 15. Será neste ano que realiza a sua visita a Roma e que pede ao Papa Leão XIII permissão para entrar no Carmelo. Mas o que é bonito é que ela descobre, lendo escondidamente o jornal “La Croix”, que o assassino Alessandro Pranzini está para ser condenado à guilhotina e Teresinha suplica ao Senhor por ele que, antes de morrer, dá sinais de conversão. Teresinha, cheia de alegria, contará mais tarde na História de uma Alma este fato… “Apesar da proibição de papai de lermos jornais, não pensava desobedecer lendo as passagens que falavam de Pranzini. No dia seguinte à sua execução, cai-me às mãos o jornal La Croix. Abro-o apressada e o que vejo?… Ah! minhas lágrimas traíram minha emoção e fui obrigada a me esconder… Pranzini não se confessou, subiu ao cadafalso e preparava-se para colocar a cabeça no buraco lúgubre quando, numa inspiração repentina, virou-se, apanhou um Crucifixo que lhe apresentava o sacerdote e beijou por três vezes suas chagas sagradas!… Sua alma foi receber a sentença misericordiosa” (MA 46f). Padre Pio de Pietrelcina tinha a plena consciência de que era um “mistério” para os outros e para si mesmo. Viveu a santidade na simplicidade de sua vida. Os fenômenos extraordinários com que foi enriquecido por Deus, por exemplo, os estigmas, levitação, conhecimento das consciências, ou bilocação… tudo isto não comprova a sua santidade. De fato o que faz um santo não são os fenômenos, mas sim a vivência heróica das virtudes teologais. Padre Pio sempre se sentiu “humilhado” por ter recebido de Deus estes sinais extraordinários. Ele sempre quis que as pessoas agradecessem a Jesus Cristo e não a ele. Nunca o humilde frade capuchinho serviu-se dos dons extraordinários de Deus para fazer “propaganda de si mesmo”. Fugia com todos os meios de todas as pessoas que queriam ver suas “chagas”. Esta atitude é muito importante para a nossa vida de cada dia. Uma lição sublime que podemos aprender na escola do Padre Pio. Não precisamos colocar em evidência os nossos dons, o Senhor se encarrega disto. Não necessitamos que os outros nos promovam, será sempre o Espírito Santo que vai agindo em nós. A exemplo de Jesus quando o queriam fazer rei porque tinha multiplicado os pães, Ele fugiu, escondeu-se, subiu ao monte para rezar… assim não precisamos de autoprojeção no bem que fazemos. O Senhor deve nos usar como bem lhe agrada. Padre Pio de Pietrelcina não dava nenhuma importância aos fenômenos grandiosos que ele tinha, aliás, estes mesmos fenômenos eram para ele um peso, uma cruz quase insuportável. Sentia-se mistério para si mesmo e não compreendia por que Deus o tinha escolhido para tão grande missão. Quando foi impedido de celebrar com o povo a Eucaristia e de atender às confissões confidenciou com alguém mais próximo: “Tirar o ministério do altar e das confissões a um sacerdote significa matá-lo!” Ao mesmo tempo em que ele sentia sobre si todo o peso da graça de Deus também não era compreendido pelos outros. Nem pelos seus confrades que o viam no início como um impostor; nem pelas autoridades religiosas. Roma o considerava um elemento perigoso. E nem pelos livres pensadores ateus que viam nele somente um enganador do povo. Mas então quem compreendia o Padre Pio? Deus que o amava imensamente até ao ponto de conceder-lhe o sinal mais visível da paixão do seu Filho Unigênito. E o povo simples que vinha de longe enfrentando perigos e dificuldades para estar por breves minutos com “il santo frate” de San Giovanni Rotondo.   O demônio, inimigo dos santos Seria de estranhar que o demônio, inimigo declarado de Deus e de todo o bem fosse amigo do Padre Pio de Pietrelcina. São João da Cruz, que entendia bem de Deus e do demônio, nos recorda que o demônio não suporta os santos e os persegue declaradamente e com todos os meios. Quando lemos a vida de Padre Pio permanecemos intrigados de como o demônio pode lutar tanto contra este frade humilde, pobre e simples. Mas na verdade, toda a preocupação do santo capuchinho era lutar contra o mal e salvar almas. Como pode o mal estar tranqüilo diante de tudo isto? Não somente eram tentações que poderíamos chamar “normais”, de qualquer pessoa que luta para ser santo, mas investidas físicas, lutas corporais. O demônio acordava o Padre Pio no meio da noite e batia nele até deixá-lo meio morto. São fatos que têm suas explicações os que têm fé e nunca para os incrédulos. Mas o que provavelmente mais fez sofrer a São Pio de Pietrelcina não foram os ataques diretos do demônio, mas sim uma rede de mal que se criou ao seu redor, vestida de bem, de luz e de defesa da verdade. Ainda vale a pena recordar o que diz João da Cruz: o demônio sabe se “vestir em anjo de luz” para enganar melhor aos outros. Padre Pio, porém, animado e fortalecido pela graça de Deus aceitou toda esta terrível noite escura com serenidade, amor, generosidade e plena e total obediência à Igreja que, para ele, lhe transmitia a vontade de Deus. Padre Pio será sempre para todos o exemplo de uma fidelidade única à Igreja.   Padre Pio: contador de piadas Somos acostumados a ver os santos sempre de óculos escuros, sérios e pouco sorridentes. Isso é um grande erro. Deus é feliz e é sempre sorriso e alegria para os seus filhos. E como é edificante encontrar pessoas que nós consideramos santas e que ao mesmo tempo são cheias de alegria e sabem viver a vida na sua normalidade. Afinal, dizia um santo Padre do deserto, também os santos comem e bebem, dormem e choram, e riem como todos os outros. Padre Pio gostava de contar piadas e alegrar os seus frades com anedotas que sabia contar com um espírito todo particular no seu dialeto. Há até uma coleção de piadas do Padre Pio. Dizem que uma vez Padre Pio estava na horta do convento passeando com os demais frades. Todos falavam sobre tudo. A um certo momento Padre Pio diz: “Vocês sabem como se chama o diabo?” Cada um deu uma resposta: Belzebu, satanás, demônio… lúcifer… E o Padre Pio, com serenidade diz: “Não, não!” E então, como se chama, Padre Pio, o diabo? E o padre, com muita perspicácia diz: “Quando dizemos: Eu, eu faço, eu digo, eu posso, eu alcanço, eu conquisto… eu, eu e eu… Isto é o verdadeiro diabo.”   São Pio, modelo para todos São Pio de Pietrelcina é modelo para todos nós. Modelo de quê? Antes de mais nada de docilidade em acolher das mãos de Deus tudo o que Ele nos envia. É necessário acolher das mãos de Deus tudo porque Ele e somente Ele sabe o que nos convém para a nossa santidade. Às vezes o Senhor concede dons que criam “dificuldades” para os que os têm porque, colocando-os ao serviço dos outros, provocam inveja, ciúme, incompreensões, divisões… Mas o amigo de Deus, sendo verdadeiro profeta, não pode trair nem a si mesmo nem a Deus e nem aos outros. Padre Pio se faz para nós modelo de simplicidade. Deus, para realizar a grande obra que queria realizar na sua Igreja para o benefício dos sofredores, não foi buscar nem poderosos nem doutos mas gente pobre e humilde. O grande complexo que Padre Pio criou chamado “Casa Alívio do Sofrimento” foi e é fruto de doações anônimas de milhões de pessoas. Deus sempre age assim. Os pequenos não precisam de “pedestal” para se fazerem conhecidos, é Deus quem se revela neles. Padre Pio é para todos modelo de amor à cruz, ele a carregou com amor, generosidade e sempre com o sorriso nos lábios. E é também modelo de profeta. Soube dizer não a todos quando foi necessário, sem medo. Por isso os nossos “sims” a Deus que muitas vezes nos fazem atravessar desertos e solidões duras, trazem ao nosso coração uma grande alegria, a alegria de fazer a vontade de Deus. Os fenômenos místicos do Padre Pio de Pietrelcina não são o mais importante, eles não são necessários para a santidade. Fixemos antes o nosso olhar neste pobre e humilde servo de Jesus e imitador de São Francisco de Assis.

 

SÃO PIO, EXEMPLO DE AMOR A MARIA
Intervenção ao rezar o Ângelus em San Giovanni Rotondo

SAN GIOVANNI ROTONDO, domingo, 21 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento XVI pronunciou neste domingo, após presidir a Santa Missa no átrio da igreja de São Pio de Pietrelcina, em San Giovanni Rotondo.

Queridos irmãos e irmãs:
Ao concluir esta solene celebração, convido-vos a rezar comigo, como todo domingo, a oração mariana do Ângelus. Mas aqui, no santuário de San Pio de Pietrelcina, parece que escutamos sua voz, que nos exorta a dirigir-nos a Nossa Senhora com coração de filhos: “Amai Nossa Senhora e fazei que a amem”. Ele repetia isso a todos, porém, mais do que as palavras, valia o testemunho exemplar de sua profunda devoção à Mãe celestial. Batizado na igreja Santa Maria dos Anjos, de Pietrelcina, com o nome de Francisco, como o Pobrezinho de Assis, ele sempre teve um amor muito terno por Nossa Senhora. A providência o trouxe depois para cá, a San Giovanni Rotondo, ao santuário de Santa Maria das Graças, onde permaneceu até a morte e onde descansam seus restos mortais. Toda a sua vida e seu apostolado se desenvolveram sob o olhar maternal da Santíssima Virgem e com a potência de sua intercessão. Ele considerava a Casa Alívio do Sofrimento como obra de Maria, “Saúde dos enfermos”. Portanto, queridos amigos, seguindo o exemplo do Padre Pio, também eu quero confiar todos vós, hoje, à maternal proteção da Mãe de Deus. De modo particular, invoco-a para a comunidade dos Frades Capuchinhos, para os doentes do Hospital e para os que cuidam deles com amor, assim como também para os Grupos de Oração que continuam seguindo, na Itália e no mundo, a recomendação espiritual do seu santo fundador. Eu gostaria de confiar à intercessão da Santíssima Virgem e de São Pio de Pietrelcina, de maneira especial, o Ano Sacerdotal, que inaugurei na sexta-feira passada, solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Que seja uma ocasião privilegiada para destacar o valor da missão e da santidade dos sacerdotes ao serviço da Igreja e da humanidade do terceiro milênio. Oremos neste dia também pela situação difícil e às vezes dramática dos refugiados. Ontem comemorou-se precisamente o Dia Mundial do Refugiado, promovido pelas Nações Unidas. Muitas são as pessoas que procuram refúgio em outros países, escapando de situações de guerra, perseguição e calamidade, e sua acolhida apresenta muitas dificuldades, mas, no entanto, é um dever. Se Deus quiser, com o compromisso de todos, conseguiremos eliminar o máximo possível das causas de um fenômeno tão triste. Com grande carinho, saúdo todos os peregrinos aqui reunidos. Expresso meu agradecimento às autoridades civis e àqueles que colaboraram na preparação da minha visita. Obrigado, de coração! Repito a todos: ide pelo caminho que o Padre Pio vos indicou, o caminho da santidade segundo o Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. Neste caminho, Nossa Senhora sempre vos precederá e, com mãos maternas, Ela vos guiará à pátria celeste.
[Tradução: Aline Banchieri.© Copyright 2009 – Libreria Editrice Vaticana]
http://pt.gloria.tv/?media=102451
San Pío de Pietrelcina y el Santo Rosario

 

PADRE PIO E O ANJO DA GUARDA
Monsenhor Jonas Abib

Padre Pio tinha uma devoção muito especial, delicada e respeitosa pelo Anjo da guarda. Seu ‘pequeno companheiro de infância’, ‘o bom anjinho’, sempre o ajudou. Foi amigo obediente, fiel, pontual, que, como grande mestre de santidade, exerceu sobre ele um estimulo continuo a progredir no exercício de todas as virtudes. Sua ação assídua e discreta foi de guia, de conselho e de amparo. Se, por antes do demônio, algumas cartas de seu confessor chegavam até o Padre manchadas de tinta, ele sabia como torná-las legíveis porque o ”anjinho lhe sugeriria que quando a carta chegasse, a aspergisse com água benta antes de abri-la“ (cf. Epistolário, 1. p. 321). Quando recebia uma carta escrita em francês, era o Anjo da Guarda que lhe servia de tradutor: “Se a missão de nosso Anjo é grande, a do meu é maior ainda, já que deve ainda fazer o papel de mestre e ensinar-me outras línguas”. Valia-se do auxílio do anjo para difundir seu apostolado mariano: “Gostaria de ter uma voz muito alta, para convidar os pecadores de todo o mundo a amar Nossa senhora. Mas, como isso não está em meu poder, orei e continuarei a orar ao meu anjinho para que faça isso por mim”. O Anjo da guarda era o amigo íntimo que, de manhã, depois de tê-lo acordado, junto com ele louvava o Senhor: “Quando a noite chega, ao fechar os olhos, vejo o véu cair e abrir-se diante de mim o Paraíso. Assim, embalado por essa visão, durmo com um sorriso de doce beatitude nos lábios e com uma perfeita calma na fronte, esperando que o pequeno companheiro de minha infância venha despertar-me para que, juntos, possamos elevar os louvores matutinos ao escolhido de nossos corações”. Nas investidas infernais, era o Anjo da guarda, seu amigo invisível, que aliviava seus sofrimentos: “O companheiro da minha infância procura atenuar as dores que aqueles apóstatas impuros me infligem, acalentando-me o espírito em sinal de esperança”. Quando o Anjo demorava a intervir, Padre Pio, confidencialmente, sabia dirigir-lhe uma reprovação áspera e fraterna: “Nem imaginam como aqueles infelizes têm me machucado. Algumas vezes tenho a impressão de que vou morrer. Sábado, pareceu que queriam acabar comigo. Não sabia nem qual santo invocar. Volto-me para meu anjo, Depois de esperar algum tempo, ei-lo enfim a voar ao meu redor e, com sua voz angelical, cantar hinos à divina Majestade. Então, eu o repreendi duramente por ter demorado tanto, enquanto eu não me esquecera de chamá-lo em meu socorro. Para castigá-lo, recusei-me a olhar seu rosto, queria afastar-me dele, queria evitá-lo, mas ele, coitadinho, alcançou-me quase chorando, até que, elevando o olhar, vi seu rosto e o encontrei todo desgostoso. ‘…Estou sempre perto de você’, ele disse, ‘nunca o abandono, esta minha afeição por você não terminará nem mesmo com a vida”. Padre Pio reconheceu e apreciou a função de “mensageiro” do amigo invisível. “Se precisarem”, dizia a seus filhos espirituais, “enviem-me o seu Anjo da guarda”. E durante várias horas, de dia ou de noite, ocupava-se em ouvir as “mensagens” de seus filhos que tantas criaturas angelicais, obedientes, lhe traziam.
Trecho retirado do livro Anjos companheiros no dia-a-dia

 

RELATO INÉDITO DA ESTIGMATIZAÇÃO DO PADRE PIO
«Eu te associo à minha Paixão»: um dom de graça para a «saúde» dos irmãos
Por Mirko Testa

ROMA, segunda-feira, 22 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- O Padre Pio de Pietrelcina recebeu em 1918 os estigmas de Jesus Crucificado, que em uma aparição o convidou a unir-se à sua Paixão para participar da salvação dos irmãos, em especial dos consagrados. Este elemento particular foi conhecido graças à recente abertura dos arquivos do antigo Santo Ofício de 1939 (atual Congregação para a Doutrina da Fé), que custodiam as revelações secretas do frade sobre fatos e fenômenos nunca contados a ninguém. Agora saíram à luz no livro «Padre Pio sotto inchiesta. L’autobiografia segreta» (Pe. Pio indagado. A auto-biografia secreta, N. do T.), com prólogo de Vittorio Messori, e preparado pelo sacerdote italiano Francesco Castelli, historiador para a causa de beatificação de Karol Wojtyla e professor de História da Igreja moderna e contemporânea no ISSR «R. Guardini», de Tarento (Itália). Até hoje parecia, de fato, que o Padre Pio, por pudor ou talvez por considerar-se indigno dos extraordinários carismas recebidos, não teria revelado a ninguém o que aconteceu no dia de sua estigmatização. Só existe um dado a respeito disso, que se encontra em uma carta enviada a seu diretor espiritual, o Pe. Benedetto de São Marco in Lamis, quando fala da aparição de um «misterioso personagem», mas sem deixar transluzir outros detalhes. O livro, que oferece pela primeira vez o informe na íntegra, redigido por Dom Raffaello Carlo Rossi, bispo de Volterra e Visitador Apostólico enviado pelo Santo Ofício para «inquirir» em secreto o Padre Pio, declara finalmente que o santo de Gargano teve um colóquio com Jesus crucificado. Dom Rossi foi o único representante de uma congregação vaticana encarregado de estudar os estigmas do Padre Pio. Ele se pronunciou favoravelmente, considerando que sua origem era divina, desmentindo ponto por ponto as hipóteses apresentadas pelo Pe. Agostino Gemelli, que definiu os estigmas como «fruto da sugestão». Uma segunda fonte autobiográfica do Padre Pio, prestada sob juramento, foi acrescentada ao seu epistolário, oferecendo as chaves de leitura adequadas para conhecer a personalidade e a missão de «sacerdote associado à Paixão de Cristo» do frade com os estigmas. Chamado a responder jurando sobre o Evangelho, pouco depois dos fenômenos místicos, o Padre Pio revelou pela primeira vez a identidade daquele que o estigmatizou. Em 15 de junho de 1921, por volta das 17 horas, interrogado pelo bispo, o Padre Pio respondeu assim: «Em 20 de setembro de 1918, depois da celebração da Missa, ao entreter-me para fazer a ação de graças no Coro, em um momento fui assaltado por um grande tremor, depois voltei para a calma e vi NS (Nosso Senhor) com a postura de quem está na cruz». «Não teria me impressionado se tivesse a Cruz, lamentando-se da falta de correspondência dos homens, especialmente dos consagrados a Ele e, por isso, mais favorecidos.» «Assim – continua seu relato – se manifestava que ele sofria e que desejava associar as almas à sua Paixão. Convidava-me a compenetrar-me com suas dores e a meditá-las: ao mesmo tempo, a ocupar-me da saúde dos irmãos. Imediatamente me senti cheio de compaixão pelas dores do Senhor e lhe perguntava o que podia fazer.» «Ouvi esta voz: ‘Eu te associo à minha Paixão’. E logo depois, desaparecida a visão, voltei a mim, recobrei a razão e vi estes sinais aqui, dos quais pingava sangue. Antes não tinha nada.» O Padre Pio revela, portanto, que a estigmatização não foi resultado de um pedido seu, mas um convite do Senhor, que, lamentando-se da ingratidão dos homens, particularmente dos consagrados, tornava-o destinatário de uma missão, como cume de um caminho de preparação interior e mística. Por outro lado, explica o autor do livro, «o tema da falta de correspondência dos homens, particularmente daqueles que haviam sido mais favorecidos por Deus, não é novo nas revelações privadas do capuchinho». De fato, o Padre Pio relatou que em uma aparição, no dia 7 de abril de 1913, Jesus, com «uma grande expressão de desgosto no rosto», olhando para uma multidão de sacerdotes, disse-lhe: «Eu estarei em agonia até o fim do mundo, por causa das almas mais beneficiadas por mim». Entrevistado pela ZENIT, Francesco Castelli afirma que «há um aspecto decisivo no fato de que não haveria um pedido dos estigmas por parte do Padre Pio. Isso nos dá a entender a liberdade e a humildade do capuchinho, que não mostrava absolutamente nenhum interesse em mostrar as feridas». «A humildade do Padre Pio se transluz também em sua reação, ao recobrar os sentidos: os sinais da Paixão marcados em sua carne – sublinha o historiador –. Uma vez concluída a cena mística, ele não fala dela. Não faz nenhum comentário.» Das conversas, de sua correspondência, das testemunhas interrogadas por Dom Rossi e inclusive de seu informe se desprende o fato de que o Padre Pio sentia desgosto pelos sinais da Paixão, que tentava escondê-los e que sofria por ter de mostrá-los pelos contínuos pedidos do visitador apostólico. A ferida do lado e a sexta chaga do patibulum crucis O livro refere também as conclusões de Dom Rossi aos reconhecimentos realizados sobre os estigmas do Padre Pio, efetuados pessoalmente por ele, dos quais se tinha notícia só em parte, e que oferecem grandes novidades, especialmente no que diz respeito à morfologia da ferida do lado e a suposta sexta chaga das costas. Em seu informe, o visitador revela que as feridas do Padre Pio não se fechavam, não cicatrizavam. Permaneciam inexplicavelmente abertas e sangrando, apesar de o frade ter deixado de untá-las com tintura de iodo para tentar conter o sangue. «A descrição de Dom Rossi sobre o estigma do lado – afirma Castelli à Zenit – é decididamente diferente das daqueles que o precederam e dos que o seguiram. Não lhe é apresentado como uma cruz inclinada ou inclusive obliqua, mas como uma ‘mancha triangular’ e, portanto, de contornos definidos.» Na ata do exame, o bispo de Volterra, contrariamente ao que revelam outros médicos, sustenta que «não há aberturas, cortes ou feridas» e que em tal caso «se pode supor legitimamente que o sangue saia por exsudação», ou seja – explica Castelli – que se tratava de «material sanguíneo que saiu por uma forma de hiper-permeabilidade das paredes dos vasos». «Isso testifica a favor de sua autenticidade – explica o historiador –, porque o ácido fênico, que segundo alguns teria sido utilizado pelo Padre Pio para produzir as chagas, uma vez aplicado, acaba por consumir os tecidos, inflamando as áreas circundantes.» «É difícil pensar que o Padre Pio tivesse estado em grau de produzir-se estas feridas durante 60 anos e de forma constante», comenta Castelli. «Aas chagas se desprendia também um perfume intenso de violeta ao lugar do odor fétido causado pelos processos degenerativos, pelas necroses dos tecidos, ou pela presença de infecções.» Outro elemento digno de menção é o fato de que o Pe. Pio ter confessado abertamente não ter outros sinais visíveis da Paixão fora dos das mãos, dos pés e do lado, excluindo a existência de uma chaga à altura do ombro onde Jesus levava a cruz, da qual fala uma oração atribuída a São Bernardo. Antes de então, no entanto, haviam surgido hipóteses sobre sua existência, especialmente sobre a base das revelações a respeito disso do cardeal Andrzej Maria Deskur, que em uma entrevista havia falado sobre um encontro, em São Giovanni Rotondo, em abril de 1948, entre o então sacerdote Karol Wojtyla e o frade estigmatizado. Segundo Castelli, «esta revela fixa agora em 1921 o limite antes do qual não se pode subir ao atribuir ao Padre Pio a existência de qualquer outro sinal da Paixão».

 

FICA COMIGO, SENHOR
São Pio de Pietrelcina

Fica comigo, Senhor, pois preciso da Tua presença para não Te esquecer. Sabes quão facilmente posso Te abandonar.

Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da Tua força para não cair.

Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem Ti perco o fervor.

Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem Ti reina a escuridão.

Fica comigo, Senhor, para me mostrar Tua vontade.

Fica comigo, Senhor, para que ouça Tua voz e Te siga.

Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-Te e permanecer sempre em Tua companhia.

Fica comigo, Senhor, se queres que Te seja fiel.

Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para Ti, um ninho de amor.

Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de Ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Ó, quanto preciso de Ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.

Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de Ti. Faze, Senhor, que Te reconheça como Te reconheceram Teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.

Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a Ti, senão pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da Tua presença, ah, isso sim Te suplico!

Fica comigo, Senhor, pois é só a Ti que procuro, Teu amor, Tua graça, Tua vontade, Teu coração, Teu Espírito, porque Te amo, e a única recompensa que Te peço é poder amar-Te sempre mais. Como este amor resoluto desejo amar-Te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a Te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.

 

Reze com São Padre Pio: Fica Senhor comigo!
Por Padre Luizinho

Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: “Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.

1. “O Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve” (Mt 11, 30).

As palavras dirigidas por Jesus aos discípulos, que acabamos de ouvir, ajudam-nos a compreender a mensagem mais importante desta solene celebração. De fato, podemos considerá-las, num  certo  sentido,  como  uma  magnífica síntese de toda a existência do Padre Pio de Pietrelcina, hoje proclamado santo.

A imagem evangélica do “jugo” recorda as numerosas provas que o humilde capuchinho de San Giovanni Rotondo teve que enfrentar. Hoje contemplamos nele como é suave o “jugo” de Cristo e verdadeiramente leve o seu fardo quando é carregado com amor fiel. A vida e a missão do Padre Pio testemunham que as dificuldades e os sofrimentos, se forem aceites por amor, transformam-se num caminho privilegiado de santidade, que abre perspectivas de um bem maior, que só Deus conhece.

2. “Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6, 14).

Não é porventura precisamente a “glorificação da Cruz” o que mais resplandece em Padre Pio? Como é atual a espiritualidade da Cruz vivida pelo humilde Capuchinho de Pietrelcina! O nosso tempo precisa redescobrir o valor para abrir o coração à esperança.

Em toda a sua existência, ele procurou conformar-se cada vez mais com o Crucificado, tendo clara consciência de ter sido chamado para colaborar de modo peculiar na obra da redenção. Sem esta referência constante à Cruz não se compreende a sua santidade.

No plano de Deus, a Cruz constitui o verdadeiro instrumento de salvação para toda a humanidade e o caminho proposto explicitamente pelo Senhor a todos aqueles que desejam segui-l’O (cf. Mc 16, 24). O Santo Frade do Gargano compreendeu isto muito bem, e na festa da Assunção de 1914 escreveu:  “Para alcançar a nossa única finalidade é preciso seguir o Chefe divino, o qual, unicamente pelo caminho que ele percorreu deseja conduzir a alma eleita; isto é, pelo caminho da abnegação e da Cruz” (Epistolário II, pág. 155).

3. “Eu sou o Senhor, que exerço a misericórdia” (Jr. 9, 23).

Padre Pio foi um generoso dispensador da misericórdia divina, estando sempre disponível para todos através do acolhimento, da direção espiritual, e, sobretudo da administração do sacramento da Penitência. O ministério do confessionário, que constitui uma das numerosas características que distinguem o seu apostolado, atraía numerosas multidões de fiéis ao Convento de San Giovanni Rotondo.

Mesmo  quando aquele singular confessor tratava os peregrinos com severidade aparente, eles, tomando consciência da gravidade do pecado e arrependendo-se sinceramente, voltavam quase sempre atrás para o abraço pacificador do perdão sacramental.

Oxalá o seu exemplo anime os sacerdotes a realizar com alegria e assiduidade este ministério, muito importante também hoje, como desejei recordar na Carta aos Sacerdotes por ocasião da passada Quinta-Feira Santa.

4. “Senhor, és tu o meu único bem”.

Cantamos assim no Salmo Responsorial. Através destas palavras o novo Santo convida-nos a pôr Deus acima de tudo, a considerá-lo como o nosso único e sumo bem.

De fato, a razão última da eficácia apostólica do Padre Pio, a raiz profunda de tanta fecundidade espiritual encontra-se na íntima e constante união com Deus de que eram testemunhas eloquente as longas horas passadas em oração. Gostava de repetir:  “Sou um pobre frade que reza”, convencido de que “a oração é a melhor arma que possuímos, uma chave que abre o coração de Deus”. Esta característica fundamental da sua espiritualidade continua nos “Grupos de Oração” por ele fundados, que oferecem à Igreja e à sociedade o admirável contributo de uma oração incessante e confiante. O Padre Pio unia à oração também uma intensa atividade caritativa, da qual é uma extraordinária expressão a “Casa Alívio do Sofrimento”. Oração e caridade, eis uma síntese muito concreta do ensinamento do Padre Pio, que hoje é proposto a todos. HOMILIA DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II  NA CANONIZAÇÃO DO PADRE PIO DE PIETRELCINA

5. “Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, por que… estas coisas… as revelaste aos pequeninos” (Mt 11, 25).

Fica Senhor comigo: Oração de São Padre Pio: 

Fica Senhor comigo, porque é necessária a Vossa presença para não Vos esquecer. Sabeis quão facilmente Vos abandono.

Permanecei, Senhor, comigo, pois sou fraco e preciso da Vossa força para não cair tantas vezes.

Permanecei, Senhor, comigo, porque Vós sois a minha luz e sem Vós estou nas trevas.

Permanecei, Senhor, comigo, pois Vós sois a minha vida e sem Vós esmoreço no fervor.

Permanecei, Senhor, comigo, para me dares a conhecer a Vossa vontade.

Permanecei, Senhor, comigo, para que ouça a Vossa voz e Vos siga. Permanecei, Senhor, comigo, pois desejo amar-Vos muito e estar sempre em Vossa companhia.

Permanecei, Senhor, comigo, se quereis que Vos seja fiel.

Permanecei, Senhor, comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, deseja ser para Vós um lugar de consolação e um ninho de amor.

Permanecei, Jesus, comigo, pois é tarde e o dia declina… Isto é, a vida passa à morte, o juízo, a eternidade se aproximam e é preciso refazer minhas forças para não me demorar no caminho, e para isso tenho necessidade de Vós. Já é tarde e a morte se aproxima. Temo as trevas, as tentações, a aridez, a cruz, os sofrimentos, e quanta necessidade tenho de Vós, meu Jesus, nesta noite de exílio.

Permanecei, Jesus, comigo, porque nesta noite da vida, de perigos, preciso de Vós. Fazei que, como Vossos discípulos, Vos reconheça na fração do pão, isto é, que a comunhão eucarística seja a luz que dissipe as trevas, a força que me sustente e a única alegria do meu coração. 

Permanecei, Senhor, comigo, porque na hora da morte quero ficar unido a Vós, senão pela comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Permanecei, Jesus, comigo, não Vos peço consolações divinas porque não as mereço, mas o dom de Vossa presença, ah! Sim, vo-lo peço. 

Fica Senhor comigo, é só a Vós que procuro Vosso amor, Vossa graça, Vossa vontade, Vosso coração, Vosso Espírito, porque Vos amo e não peço outra recompensa senão amar-Vos mais. Com um amor firme, prático, amar-Vos de todo o meu coração na terra para continuar a Vos amar perfeitamente por toda a eternidade. 

Padre Pio que diz: “Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar”.

São Padre Pio, Rogai por nós!

O amor hipócrita

Alegria de amar

Quarta-feira, 15 de março de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano
 
É preciso amar como Deus ama, sem hipocrisia, refletiu o Papa em mais esta catequese do ciclo sobre a esperança cristã

O Papa Francisco retomou nesta quarta-feira, 15, o ciclo de catequeses sobre a esperança cristã, após a pausa da semana passada para o retiro quaresmal. A cerca de 12 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre falou sobre a alegria de amar, pedindo que os fiéis amem como Deus: sem hipocrisia.

A reflexão foi inspirada num trecho da Carta aos Romanos que fala sobre a alegria de amar, o grande mandamento deixado por Jesus: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. “Somos chamados ao amor, à caridade. Esta é a nossa vocação mais sublime, a nossa vocação por excelência”.

Porém, o Papa advertiu para o risco do amor hipócrita, que é quando o homem se move por interesses pessoais, faz caridade para ganhar visibilidade, por amor interesseiro ou “amor de novela”.

O convite do apóstolo Paulo, explicou Francisco, é reconhecer-se pecador e reconhecer que também o modo de amar do homem é marcado pelo pecado. O que se deve fazer pelos irmãos é uma resposta ao que Deus faz por todos: abrir uma via de libertação, de salvação, viver o mandamento do amor servindo principalmente os mais necessitados.

“De fato, todos nós fazemos a experiência de não viver plenamente ou como deveríamos o mandamento do amor. Mas também esta é uma graça, porque nos faz compreender que também para amar precisamos que o Senhor renove continuamente este dom no nosso coração, através da experiência de sua infinita misericórdia”.

Somente deste modo, acrescentou o Santo Padre, será possível voltar a apreciar as pequenas coisas, de todos os dias e amar os outros como Deus os ama, isto é, procurando apenas o seu bem. “Aqui está o segredo para ‘sermos alegres na esperança’: porque temos a certeza de que, em todas as circunstâncias, inclusive nas mais adversas, e apesar das nossas faltas, o amor de Deus por nós não esmorece. E assim, certos de sua fidelidade inabalável, vivemos na alegre esperança de retribuir nos irmãos, com o pouco que nos é possível, o muito que recebemos Dele todos os dias.”

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