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Amar é construir alguém querido

O amor, quando autêntico, é capaz de superar tudo

Normalmente, é no próprio círculo de amizades e nos ambientes de convívio que os namoros começam. Para namorar, você precisa procurar alguém nos lugares onde as pessoas vivem os mesmos valores que são importantes para você. Se você é cristão, então, procure uma pessoa entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens etc.

O namoro começa com uma amizade, a qual pode ser um “pré-namoro” que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo.

Nunca se esqueça de que o mais importante é “invisível aos olhos”.

Aquilo que você não vê – o caráter da pessoa, a sua simpatia, o seu bom coração, a sua tolerância com os outros, as suas boas atitudes etc. – são coisas que não passam, o tempo não pode destruí-las.

A sua felicidade não está na cor da sua pele, no tipo do seu cabelo nem na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma. Ao escolher o namorado, não se prenda apenas à aparência física, mas desça até as profundezas da alma dele e busque lá os seus valores. Há uma velha música, dos meus tempos de garoto, que dizia assim: “Quem eu quero não me quer, quem me quis mandei embora; por isso já não sei o que será de mim agora”.

Será que você não “mandou embora” quem, de fato, o amava e poderia tê-lo feito feliz? Lembre-se: paixão não é amor. Se você encontrou uma pessoa que satisfaça os valores “mais essenciais”, não seja muito exigente naquilo que é secundário. Você terá de aprender a ceder em alguns pontos, repito, não essenciais.

Há um ditado que diz: “Quem tudo quer, tudo perde”. Se você for “hiperexigente”, poderá ficar só. Muitas vezes, aquele que escolhe muito acaba sendo o último contemplado. Não force um namoro quando o outro não o quer. Se você forçar a situação, o relacionamento não será maduro nem duradouro. Não tente “segurar” o seu namorado junto de você pelo sexo ou por meio de outras chantagens. Namoro não é momento de viver a vida sexual. Espere o casamento.

Certa vez, o Governo fez uma campanha para reduzir o número de acidentes de automóveis e usou este “slogan”: “Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você!”. Posso plagiar esta frase e lhe dizer com toda a segurança: “Não faça do seu corpo uma arma, a vítima pode ser você!”.

Ao escolher com quem namorar, não deixe de lado alguns aspectos como idade, nível social e cultural, situação financeira, religião etc.

Uma diferença de idade muito grande entre ambos pode ser uma dificuldade séria, especialmente se a mais idosa for a mulher. O amor, quando é autêntico, é capaz de superar tudo, mas isso será uma pedrinha a mais no sapato dos dois.

A diferença de nível social e financeiro também pode ser uma dificuldade a mais, mesmo que possa ser vencido por um amor autêntico entre ambos.

Um rapaz culto e estudado pode ter sérias dificuldades para relacionar-se com uma moça sem estudos. Também a diferença de religião deve ser evitada, pois será um entrave para o crescimento espiritual do casal; especialmente na hora de educar os filhos. Na hora de escolher alguém, você precisa ter claro os valores fundamentais para a sua vida toda.

Há coisas que são mutáveis, mas outras não o são.Você pode ajudar sua namorada a estudar e chegar ao seu nível cultural – e isso é muito bonito –, mas será difícil fazê-la mudar de religião se ela for convicta da fé que recebeu dos pais.

O namoro existe para que você perceba essas coisas e jamais reclame que se casou enganado. Isso ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame, amanhã, de ter se casado mal ou com quem não deveria; a escolha será sua.

Sobretudo, lembre-se de que você nunca encontrará alguém perfeito para namorar, mesmo porque “amar é construir alguém querido, não querer alguém já construído.”

Texto extraído do Livro – Namoro
Felipe Aquino
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A vida que vence a morte

A noite é vencida pela luz que resplandece

A luz do Cristo ressuscitado resplandece e ilumina todos os recantos da existência humana, portadora de esperança e vida. É Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo! A Igreja de Cristo celebra sua festa maior, oferecendo a todos os homens e mulheres o grande anúncio: “Eis agora a festa da Páscoa, em que o real Cordeiro se imolou: marcando nossas portas, nossas alma, com seu divino sangue nos salvou. Esta noite de Páscoa lava todo crime, liberta o pecador dos seus grilhões; dissipa o ódio e dobra os poderosos, enche de luz e paz os corações” (Proclamação da Páscoa na grande Vigília).

Celebramos a festa da Páscoa. Na Quinta-feira Santa, ao cair da tarde, entramos no Cenáculo, “num andar de cima” (cf. Mc 14,15). Interrompe-se o ritmo do cotidiano para pensar nas coisas do alto (cf. Cl 3,2). Começou a Páscoa com a Páscoa da Ceia! Ali tudo ganha um novo sentido. A Páscoa é preparada! Quem sabe os discípulos que foram à casa, para que tudo estivesse pronto, sejam figura do povo de Deus que conclui sua Quaresma. Prepara-se esta mesa com a sobriedade do jejum e da abstinência, para se chegar à abundância do banquete da vida eterna. Para entrar no Cenáculo, o bilhete de entrada é a caridade vivida, um amor misterioso que inquieta, pois é mais do que uma simples amizade.

É a noite de Seu novo mandamento, tornado visível no gesto d’Aquele que veio para servir e não ser servido, para que a Igreja continue a lavar os pés de todos, começando dos mais pobres e necessitados! O Cenáculo é novo templo! A comunhão com Deus acontece em torno de uma mesa fraterna, a oração é feita de intimidade. No Cenáculo Jesus antecipa o dom de Sua vida. Antes de Sua cruz, antecipa a nova Páscoa, para que os cristãos façam tudo o que Ele disse e fez, para assegurar a presença perene d’Ele entre nós. Dali para frente, Pão da Vida e Cálice da Salvação, do nascer ao pôr do sol, enquanto esperamos Sua vinda!

Começamos a Páscoa com Jesus e não podemos voltar atrás. O medo dos discípulos de outrora, superado com a unção do Espírito Santo, faz com que os de hoje caminhem valorosos para chegar ao Calvário. Sexta-feira Santa é a Páscoa da cruz. Olhar para a cruz, árvore da vida! Quais pássaros migratórios que percorrem os ares do mundo, pousemos sobre seus braços. Mais ainda, com suprema ousadia, entremos lá dentro do Coração de Cristo, para olhar o mundo pela fenda da chaga aberta pela lança! Tudo ficará diferente! Conversão radical, renúncia ao olhar egoísta dos fatos e sofrimentos. Na cruz de Cristo, indo com Ele até a experiência do abandono! Ele foi até o fundo do poço para resgatar o escravo. Não há mais qualquer escuridão e tristeza, desespero e até ateísmo que não sejam preenchidos pelo amor eterno de Deus.

Prostremo-nos por terra em adoração! Beijemos devotos a cruz de Cristo! Que ela seja içada, qual estandarte, sobre todos os montes do orgulho humano, marcada nas frontes para que todos os homens e mulheres olhem para o Alto, onde Cristo está sentado à direita do Pai, e olhem uns para os outros, estabelecendo os laços da fraternidade. No Coração de Cristo, onde se encontram os dois caminhos da cruz, está a vitória definitiva, celebrada e comunicada a todos os passantes!

No Sábado Santo, inquietos pelo silêncio misterioso, Ele “desceu aos infernos. Significa que Cristo ultrapassou a porta da solidão, desceu ao mais profundo e inalcançável de nossa condição de solidão. Mas mesmo na noite mais escura e extrema, na qual não penetra qualquer palavra, em que nos sentimos como crianças abandonadas que choram, aparece uma voz que chama, uma mão que nos toma e nos conduz, e a noite humana mais escura é superada porque Ele entrou na noite! O inferno foi vencido quando Ele entrou na região da morte e a ‘terra de ninguém’ da solidão foi habitada por Ele” (Cardeal Joseph Ratzinger, “O sábado da história”, 1998).

Com as mulheres da esperança, vamos à porta do sepulcro. Parece que a terra pulsa ofegante! Certamente o coração da Mãe desolada que teve o Corpo exangue de Jesus nos braços continua batendo ao ritmo da fé. Os discípulos escondidos experimentam um misto de santa vergonha e inquietação. Dá para imaginá-los algum tempo depois, comentando o que sentiram! De repente, o primeiro dia da semana ultrapassou o sábado judaico! Ele está vivo! A morte foi vencida! O testemunho é maior dos que as notícias falsas espalhadas pelos que tramaram Sua Morte. Quando tudo parecia terminado, agora começou! “Eu vi o Senhor”, diz a apóstola dos apóstolos, Maria Madalena!

E a Igreja chega à Páscoa da Ressurreição! A noite é vencida pela luz que resplandece: “Eis a luz de Cristo!”. À luz desse lume que se espalha, a Igreja se recolhe, ouve as maravilhas da História da Salvação. Ressoa de novo o Aleluia – Louvai a Deus! Os sinos repicam e os corações exultam. De pé – posição de ressuscitado! – ouvimos o Evangelho da Ressurreição, o querigma que converte gerações! O Batismo celebrado na noite de Páscoa recebe os que renascem em Cristo e todo o povo num comum “aniversário de Batismo”, renova a fé e assume de novo seus compromissos cristãos. Enfim, recolhidos em torno do Altar, celebramos o verdadeiro Cordeiro Pascal. Alimentados na Eucaristia Pascal, são enviados os cristãos, portadores de vida, quais procissões que cantam o Aleluia, revestidos da novidade que brota da Ressurreição. Homens novos para um mundo novo. Santa e feliz Páscoa!

Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo de Belém – PA

Santo Evangelho (Mc 12, 28b-34)

3ª Semana da Quaresma – Sexta-feira 29/03/2019

Primeira Leitura (Os 14,2-10)
Leitura da Profecia de Oseias.

Assim fala o Senhor Deus: 2“Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ‘Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. 4A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia”. 5Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. 7Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. 8Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 80,6-17)

— Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!
— Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

— Eis que ouço uma voz que não conheço: “Aliviei as tuas costas de seu fardo, cestos pesados eu tirei de tuas mãos. Na angústia a mim clamaste, e te salvei.

— De uma nuvem trovejante te falei, e junto às águas de Meriba te provei. Ouve, meu povo, porque vou te advertir! Israel, ah! se quisesses me escutar.

— Em teu meio não exista um deus estranho, nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei.

— Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos. Eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com mel que sai da rocha o fartaria”.

 

Evangelho (Mc 12,28b-34)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28bum escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor”. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. 32O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Constantino, anunciava o nome de Jesus na Inglaterra

São Constantino, converteu-se ao Cristianismo e assumiu seriamente o chamado à santidade

Rei de uma região da Inglaterra, casou-se, mas não assumiu seriamente esta aliança, tanto que deixou a esposa para se dedicar às guerras militares. Nesta aventura de poder e fama, ele – como São Paulo – ‘caiu do cavalo’. Era pagão, converteu-se ao Cristianismo e assumiu seriamente o chamado à santidade.

Entrou para um mosteiro irlandês e descobriu seu chamado ao sacerdócio. Junto com outro santo, percorreu muitas regiões da Inglaterra anunciando o nome de Jesus, que tem o poder de nos dar a vitória sobre o ‘homem velho’.

Constantino foi martirizado no ano de 598, atacado por pagãos duros de coração ante o Evangelho.

São Constantino, rogai por nós!

Papa exorta fiéis a iniciarem a Quaresma pedindo “a graça da memória”

Quinta-feira, 7 de março de 2019, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-exorta-fieis-iniciarem-quaresma-pedindo-graca-da-memoria/

Durante homilia desta quinta-feira, 7, Francisco aconselhou os cristãos a não voltarem atrás e alertou para o perigo da idolatria e da surdez da alma

Papa Francisco durante homilia nesta quinta-feira, 7/ Foto: Vatican Media

Iniciar a Quaresma pedindo a graça da memória, de recordar aquilo que o Senhor fez. Este foi o pedido do Papa Francisco na homilia da missa desta quinta-feira, 7, realizada na casa Santa Marta, no Vaticano. Durante a reflexão, o Pontífice frisou a importância dos cristãos estarem atentos durante o caminho rumo ao encontro com Cristo ressuscitado, pediu que não voltem atrás ou sejam surdos na alma, e alertou para o perigo da idolatria.

A homilia partiu da Primeira Leitura do dia, extraída do Deuteronômio. Trata-se de uma parte do discurso que Moisés fez ao povo para prepará-lo para entrar na Terra prometida, colocando-o diante de uma escolha entre a vida e a morte. “É um apelo à nossa liberdade”, explicou o Santo Padre detendo-se em particular sobre três frases de Moisés: “se o teu coração se volta para trás”, “se tu não ouves” e “se te deixas levar a prostrar-te diante de outros deuses”.

“Quando o coração se volta para trás, quando toma uma estrada que não é a estrada justa – seja atrás, seja outra estrada, mas não vai pela estrada justa – perde a orientação, perde a bússola, rumo à qual deve seguir adiante. E um coração sem bússola é um perigo público; é um perigo para a pessoa e para os outros. E quando um coração toma essa estrada errada, é quando não ouve, é quando se deixa levar, conduzir-se pelos deuses, quando se torna idólatra”, comentou Francisco.

O Papa salientou também a incapacidade de ouvir. “Muitos surdos na alma”, afirmou. O Pontífice advertiu para os “fogos de artifício” e “os falsos deuses” que chamam homens e mulheres à idolatria. “Esse é o perigo ao longo da estrada, rumo à terra que foi prometida a todos nós: a terra do encontro com Cristo ressuscitado”, revelou.

O Santo Padre afirmou que a Quaresma ajuda na caminhada e recordou que não ouvir o Senhor e as promessas que ele fez, é perder a memória: “É quando se perde a memória das grandes coisas que o Senhor fez na nossa vida, que fez na sua Igreja, em seu povo, e nos habituamos a caminharmos nós, com nossas forças”. Francisco exortou os fiéis a iniciarem a Quaresma pedindo “a graça da memória” e retomou o discurso que Moisés dirigiu ao povo pouco antes de recordar todo o caminho que o Senhor lhe fez percorrer: “Quando estamos bem, quando temos tudo ao alcance da mão, espiritualmente seguimos bem, há o perigo de perder a memória do caminho”.

“O bem-estar, inclusive o bem-estar espiritual tem este perigo: o perigo de cair numa certa amnésia, uma falta de memória: estou bem assim e me esqueço daquilo que o Senhor fez em minha vida, de todas as graças que nos deu e creio que é mérito meu e sigo adiante assim. E aí o coração começa a caminhar para trás, porque não ouve a voz do próprio coração: a memória. A graça da memória”, frisou o Papa.

Em seguida, Francisco evocou uma passagem da Carta aos Hebreus que exorta a recordar os primeiros dias. “Também o povo de Israel perdeu a memória, porque no perder a memória há algo de seletivo: recordo aquilo que me convém agora e não recordo algo que me ameaça. Por exemplo, o povo recordava no deserto que Deus o havia salvado, não podia esquecer isso. Mas começou a lamentar-se pela falta de água e carne e a pensar nas coisas que tinha no Egito, como as cebolas”, afirmou o Santo Padre que observou se tratar de algo seletivo porque o povo se esquecia que todas essas coisas as comiam na mesa da escravidão.

O Pontífice reiterou o convite à memória que coloca os cristãos no caminho justo. “É preciso recordar para seguir adiante; não perder a história: a história da salvação, a história da minha vida, a história de Jesus comigo. E não parar, não voltar atrás, não deixar-se levar pelos ídolos. A idolatria, efetivamente, não é somente ir a um templo pagão e adorar uma estátua. A idolatria é uma atitude do coração, quando tu preferes isso porque é mais cômodo para ti e não prefere o Senhor porque O esqueceste”.

No início da Quaresma, Francisco exortou os fiéis a pedirem a graça de custodiar a memória do Senhor inteiramente, e a partir dessa recordação, continuar seguindo adiante. “Nos fará bem também repetir continuamente o conselho de Paulo a Timóteo, seu amado discípulo: ‘Recorda-te de Jesus Cristo ressuscitado dos mortos’. Repito: ‘Recorda-te de Jesus Cristo ressuscitado’, recorda-te de Jesus, Jesus que me acompanhou até agora e que me acompanhará até o momento no qual devo comparecer diante d’Ele, Jesus glorioso. O Senhor nos dê essa graça de conservar a memória”, concluiu.

Escola de samba encena Satanás “vencendo” Jesus em desfile e gera polêmica

Por Natália Zimbrão
https://www.acidigital.com/noticias/escola-de-samba-encena-satanas-vencendo-jesus-em-desfile-e-gera-polemica-54742

Trecho do polêmico desfile da Gaviões da Fiel. Foto: captura Youtube.

SÃO PAULO, 04 Mar. 19 / 01:18 pm (ACI).- No desfile da escola de samba Gaviões da Fiel, na madrugada do domingo, 3 de fevereiro, em São Paulo, a comissão de frete trazia uma encenação na qual Jesus era vencido por Satanás, em uma “batalha do bem contra o mal”.

A escola de samba paulista reeditou o samba-enredo de 1994, “A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente”, sobre a história do tabaco.

Ao trazer a descrição do desfile da escola de samba, o site ‘Carnavalesco’ explica que a comissão de frente da Gaviões conta “sobre uma lenda árabe” sobre o surgimento do tabaco, relacionada a Santo Antão.

Esse santo “teria abdicado sua vida toda a percorrer a África levando a mensagem de Cristo, ele acreditava nesse conceito cristão. Já adulto encontrou uma serpente, maltratada, judiada, com sede, descamando, e a acolheu. Quando ela se restabeleceu, a serpente picou o braço desse santo, traiu a confiança dele. O santo assustado pela picada, jogou a cobra longe e chupou o veneno da cobra na mordida. No local que ele cuspiu esse veneno, surgiu um pé de tabaco”, descreve o site.

Diante disso, comentaristas do desfile afirmaram que o personagem da comissão de frente vestido com um tecido em volta do quadril, usando uma coroa de espinhos e com marcas de flagelação era o santo e não Jesus Cristo.

Entretanto, durante a transmissão da Rede Globo, logo após o desfile, os comentaristas receberam no estúdio integrantes da comissão e o coreógrafo, quando foi feita a correção de que o personagem em questão não era o Santo Antão, mas sim Jesus Cristo.

“O foco era chocar. Essa comissão de frente foi incrível e alcançou nosso objetivo, que era mexer com essa polêmica de Jesus e o diabo, com a fé de cada um”, afirmou o coreógrafo Edgar Junior.

O fato logo levou à repercussões nas redes sociais, com muitos cristãos lamentando esta encenação.

“Gaviões da Fiel encenou o diabo batendo e vencendo Jesus Cristo logo na comissão de frente. Comentaristas da Globo alegaram ser Santo Antão do Deserto, o místico do norte da África. Balela. O dançarino portava até uma coroa de espinhos”, comentou ensaísta, tradutor e intelectual católico Bernardo Pires Küster, ao lamentar que “o sonho da carne é vencer o Santo mesmo”.

Por sua vez, Padre Augusto Bezerra, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, escreveu em sua página de Facebook: “Quem produziu e encenou a vitória de Satanás sobre Jesus no sambódromo terminou de ver a série antes da última temporada. Vou dar o spoiler: o Maldito Cão caiu no lagar de fogo e foi pisado pelo Cordeiro Imolado Ressuscitado junto com seus anjos e os homens que se rebelaram contra Deus”.

Sem citar diretamente o desfile da escola de samba, Padre José Eduardo, da Diocese de Osasco (SP), também comentou em suas redes sociais: “A zombaria é o anestésico pelo qual o diabo dessensibiliza a alma para a sua própria desgraça”.

Orações a São Rafael pelos doentes

Anjo da cura

São Rafael, Medicina de Deus

A missão de São Rafael Arcanjo

Oração

Ficai conosco, ó arcanjo Rafael, chamado Medicina de Deus! Afastai para longe de nós as doenças do corpo, da alma e do espírito e trazei-nos a saúde e toda plenitude de vida prometida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Ladainha de São Rafael

Senhor, tenha piedade de nós
Cristo, tenha piedade de nós
Cristo, graciosamente nos escutai,
Deus Pai, tende piedade de nós,
Senhor, tenha piedade de nós,
Deus Filho, redentor do mundo,
Tenha piedade de nós,
Deus Espirito Santo,
Tenha piedade de nós,
Santa Trindade e Um só Deus,
Tenha piedade de nós
Santa Maria, rainha dos anjos ,rogai por nós.
São Rafael, rogai por nós
São Rafael, cheio da misericórdia de Deus, rogai por nós
São Rafael, perfeito adorador do Divino Mestre, rogai por nós
São Rafael, terror dos demônios, rogai por nós
São Rafael, exterminador dos vícios, rogai por nós
São Rafael, saúde dos doentes, rogai por nós
São Rafael, refugio em nossas necessidades, rogai por nós
São Rafael, consolador dos prisioneiros, rogai por nós
São Rafael, alegria dos tristes, rogai por nós
São Rafael, cheio de zelo para a salvação de nossas almas, rogai por nós
São Rafael, cujo nome significa, cura, rogai por nós
São Rafael, amante da castidade, rogai por nós
São Rafael, acoite dos demônios, rogai por nós
São Rafael, nosso protetor na peste, na fome, na guerra, rogai por nós
São Rafael, anjo da paz e da prosperidade, rogai por nós
São Rafael, repleto da graça da cura, rogai por nós
São Rafael, guia seguro no caminho da virtude e santificação, rogai por nós
São Rafael, socorro de todos que imploram a sua ajuda, rogai por nós
São Rafael, que guiou e consolou Tobias em sua jornada, rogai por nós
São Rafael, aquele que as Escrituras saúdam, como “Rafael o santo anjo do Senhor foi enviado para curar”, rogai por nós
São Rafael, nosso advogado, nos salve,
Cordeiro de Deus que tirastes os pecados do mundo,
Tenha piedade de nós,
Cristo, escutai nossas preces
Tenha misericórdia de nós.
São Rafael, rogai por nós a Nosso Senhor Jesus Cristo,
Agora e na hora de nossa morte. Amém!

Deixaram cair a Eucaristia na Missa e a reação deste sacerdote viralizou

Por Walter Sánchez Silva
https://www.acidigital.com/noticias/deixaram-cair-a-eucaristia-na-missa-e-a-reacao-deste-sacerdote-viralizou-95395

Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público.

DETROIT, 15 Jan. 19 / 02:35 pm (ACI).- Há alguns dias, em uma Missa nos Estados Unidos, uma pessoa deixou a hóstia consagrada cair no chão e a reação do sacerdote celebrante viralizou nas redes sociais.

“Na Missa desta noite, alguém deixou a Eucaristia cair no chão e essa foi a reação do Pe. Jim. Depois que todos receberam a Comunhão, ele se prostrou em um dos joelhos, levantou a hóstia e a consumiu. Em seguida, limpou o chão com a mão e lambeu sua mão”, escreveu Nick Switzer em sua conta do Facebook em 5 de janeiro.

A publicação viralizou rapidamente, foi compartilhada mais de 4700 vezes e tem mais de 9 mil reações.

A Missa foi presidida pelo pároco Pe. James (Jim) Rafferty na Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation, na cidade de Rockwood, Arquidiocese de Detroit, Michigan.

“Enquanto um dos acólitos foi buscar um sanguíneo e água, Pe. Jim ficou no lugar em posição de genuflexão como se estivesse adorando o local onde a Eucaristia caiu, como se fosse terra santa”, continuou o relato.

“O acólito lhe deu o sanguíneo e a água, e Pe. Jim limpou completamente o local e de forma muito reverente. Foi lindo. A mulher que estava à minha frente chorou e eu quase chorei. O organista continuou tocando enquanto isso acontecia. Foi muito inspirador”, disse Switzer.

Depois do relato, Nick Switzer fez uma reflexão sobre o que significou para ele aquela reação devota do sacerdote.

“A Eucaristia não é apenas pão, mas o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo. E são os sacerdotes como Pe. Jim, que tratam a Eucaristia como o que a Eucaristia realmente é, que mostram aos seus fiéis o presente incrível que temos na Igreja Católica. Obrigado Padre Jim”, escreveu.

A Paróquia St. Mary Our Lady of the Annunciation confirmou ao Grupo ACI a autenticidade do relato de Switzer.

O que se deve fazer quando uma hóstia consagrada cai no chão?

O numeral 280 da Instrução Geral do Missal Romano declara que, “se cair no chão alguma hóstia ou partícula, recolhe-se reverentemente. Se acaso se derramar o Sangue do Senhor, lava-se com água o local em que tenha caído e deita-se depois essa água no sumidoiro colocado na sacristia”.

O sumidoiro é uma “bacia especial que tem um dreno diretamente no solo, onde se joga a água que sobra da celebração da Eucaristia, assim como a água com que se lavam os objetos sagrados. Geralmente fica na sacristia”.

A definição do numeral 280 da Instrução Geral do Missal Romano tem suas origens em um documento mais antigo chamado De Defectibus, no qual se lê que “se a hóstia consagrada, ou qualquer partícula dela, cair no chão, ela deve ser reverentemente retomada, e o lugar onde caiu lavado e ligeiramente raspado, sendo o ponto ou a raspagem colocados no sacrário”.

Em relação à posição em que Pe. Rafferty esperou para receber a água e sanguíneo cabe recordar que realmente se chama genuflexão, conforme relatado por Nick Switzer.

O numeral 274 da Instrução Geral do Missal Romano afirma que “a genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até ao solo, significa adoração; é por isso reservada ao Santíssimo Sacramento e à santa Cruz desde a solene adoração na Ação litúrgica da Sexta-Feira da Paixão do Senhor, até ao início da Vigília pascal”.

Motivações para um Ano Novo

Um ano novo traz novas esperanças. É um momento de reflexão, de olhar para o ano que passou e fazer uma avaliação sobre o que fizemos de bom…

Há um provérbio que diz que “um homem motivado vai a Lua, sem motivação não atravessa a rua!”.

Um ano novo traz novas esperanças. É um momento de reflexão, de olhar para o ano que passou e fazer uma avaliação sobre o que fizemos de bom, e manter para o novo ano; e o que fizemos de mal e que deve ser deixado ou corrigido. Agradecer as graças que recebemos de Deus e pedir perdão por nossos erros. Continuar a caminhada em busca da perfeição querida por Deus.

Precisamos ter metas pessoais para o novo ano, sem isso nada se realiza de bom. O objetivo geral deve ser amadurecer e crescer na fé, na espiritualidade, no amor às pessoas, no desapego das coisas transitórias; enfim, fazer a alma crescer. São Paulo nos lembra que “não importa que o corpo vá desfalecendo, desde que o espírito se renove…” E ele nos lembra ainda que “a nossa tribulação presente, momentânea e ligeira, nos prepara um peso eterno de glória sem medidas” (2 Cor 4,16).

Para isso, manter a luta constante contra os pecados, aproveitar melhor o tempo que Deus nos dá; melhorar a qualidade da oração e da meditação diária, receber bem os sacramentos, exercitar a paciência e não ficar murmurando nas contrariedades, viver na fé, confiando em Deus.  Não se deixar vencer pelo mau humor.

A escolha das metas, não muitas, deve ser feita em cima do exame do que não fizemos bem no ano que findou. O que eu preciso mudar? Ser bem objetivo e prático. Em seguida, perseguir essas metas com perseverança, pedindo a Deus a graça de cumpri-las, com calma e alegria, sabendo recomeçar se falhar, mas não desanimar e nem desistir. Santa Teresa de Jesus aconselhava: “Importa muito, em tudo, uma grande e muito determinada força de não parar até chegar à meta, venha o que vier, suceda o que suceder, custe o que custar, murmure quem murmurar”.

Alguém disse que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Se as nossas metas forem “pequenas”, o Ano será pequeno. Não podemos ter apenas como metas objetivos temporários: ganhar dinheiro, comprar um carro,  trocar os móveis, emagrecer, viajar mais, comer melhor, e assim por diante. Essas aspirações, se não forem tomadas como um fim, mas como um meio, não são erradas, mas insuficientes para satisfazer a nossa alma; pois ela tem sede do Infinito.

Deus tem planos para nós! E Ele mostra-nos a sua vontade em nossa vida diária, em cada acontecimento que nos envolve. Por meio deles, Deus nos corrige, purifica, ainda que muitas vezes sejam carregados de dor e de lágrimas. Isto não quer dizer que não somos felizes; ao contrário.

Jesus ensina como o cristão deve viver cada dia do ano: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33). Isto quer dizer, “Deus em primeiro lugar” no Ano Novo. “Amar a Deus sobre todas as coisas” é o Mandamento mais importante.

Então, é preciso “fazer a vontade de Deus” e aceitar o que Deus permite que ocorra em nossa vida neste Ano, sabendo viver cada acontecimento na fé. São Paulo diz que “o justo vive pela fé” (Rom 1,17), e “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6).

Não se preocupe com o futuro, viva bem o presente, na comunhão permanente com Deus que habita em nossa alma. Não somos  dignos disso, mas Ele o quer assim. Tralhando com honestidade e competência, hoje, você prepara o seu futuro  e da sua família, sem estresse.

Uma orientação segura é esta que São Paulo nos deixou:

“Tudo o que fizerdes, fazei de bom coração, não para os homens, mas para o Senhor, certos de que recebereis a recompensa das mãos do Senhor. Servi a Cristo Senhor!” (Col 3,23)

Faça tudo para o Senhor: a casa que você limpa, a roupa que você lava, o bebê que você alimenta, o marido que você consola, o doente que você opera… E terás um Ano Novo Feliz!

É isso que nós desejamos, neste Ano Novo da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Ano é Dele, pois Ele é o Senhor da História. Não tenha medo, Ele, ressuscitado caminhará conosco cada dia.

Prof. Felipe Aquino

O Presépio que Deus colocou

MONASTERIO, Enrique. El Belén que puso Dios.
Madrid, Ediciones Palabra, 2004, 152 págs.  
Tradução do espanhol: Pe. Inácio José Schuster

No princípio Deus quis colocar um presépio, e criou o universo para enfeitar a manjedoura.
Primeiro inventou o tempo, e dividiu-o em meses, em semanas e em dias. Os dias estavam formados por milhões de anos, que são como instantes para Deus.
E começou seu trabalho.
Fez o céu, e encheu-o de estrelas e de pássaros.
Fez a luz, e logo o sol (assim conta a Bíblia, ainda que pareça estranho), e acendeu uma lâmpada branca na noite para que se visse bem a cara de Jesus e não se enganassem os anjos da Noite feliz.
Fez as montanhas, tão autênticas que pareciam de rolha, e as coroou de águias e de neve. Fez mares e oceanos de papel de prata, e grandes desertos de areia dourada para os camelos dos Reis Magos.
Depois chamou a menor de todas as estrelas (tinha apenas 6 milhões de hipergigawatts), e levou-a até a outra ponta do universo. Ali, com muito cuidado, deu-lhe um empurrãozinho com o dedo, com a força justa para que, milhares de séculos mais tarde, iluminasse sobre as praias da Arábia à vista dos Magos do Oriente.
Tudo isto não foi muito difícil para o Senhor. Com o seu olhar coloriu todas as espécies de flores que havia criado, e atapetou de musgo as margens dos rios. Também fez crescer as árvores, que, ao espreguiçar-se, agitaram o ar e formaram a brisa e os vendavais. Agora dizem que é o vento quem move as árvores e não ao contrário, mas isto teria que demonstrá-lo.
Do vento nasceram as dunas e a primeira música do campo.
Logo Deus fez uma pausa, e pensou onde colocar seu presépio. E decidiu que em Belém. Imaginou as figuras: o boi, a mula, as lavadeiras, os pastores… E, como não tinha pressa, lhes deu uma estirpe: pais, avós, bisavós… Centenas de vidas para criar cada vida; centenas de amores para conseguir o gesto, o tom de voz, a mão estendida na postura exata do presépio de Deus.
Pensou em sua Mãe: toda a eternidade sonhou com Ela. E, desejando suas carícias, foi desenhando nos antepassados de Maria como esboços dessa flor que havia de brotar a seu tempo.
Igual a um artista que persegue tenazmente a pincelada perfeita, Deus pintou milhares de sorrisos em outros tantos lábios. E ensaiou em outros olhos o olhar limpíssimo que teria sua Mãe. Até que um dia nasceu a Virgem, sua Filha predileta, sua Esposa Imaculada, sua obra mestra. E a colocou no presépio junto à manjedoura, com Jesus, que, por ser só de Maria, era seu retrato vivo.
E viu Deus tudo o que havia feito. E tudo era muito bom; mais ainda, estupendo. E tanto gostou que decidiu transmitir diretamente o nascimento de seu Filho a todos os dezembros da história, e a todos os corações que tivessem lugar para um presépio. Assim inventou o Natal.
O Natal não é um aniversário, nem uma recordação. Muito menos só um sentimento. É o dia em que Deus coloca um presépio em cada alma. Somente pede-nos que lhe reservemos um canto limpo; que lavemos as orelhas para ouvir a canção dos anjos na Noite feliz; que tiremos a sujeira acumulada, acudindo ao estupendo detergente da Penitência; que abramos as janelas e olhemos o Céu se passarem de novo os Magos; que são verdade, que existem, e vem seguindo a estrela de então, caminho do mesmo portal.
Ainda que talvez só vejamos um casal jovem de imigrantes que acabam de chegar à cidade. Não trazem o burrico, porque a espécie está em perigo de extinção, mas uma moto desvencilhada, que sabe Deus como ainda segue funcionando. Não encontrarão lugar nos hotéis, e ela deverá dar a luz no Metrô. Difícil será para a estrela entrar ali embaixo e situar-se na estação sem permissão da polícia municipal.
Se passarem por tua porta, não lhes digas que tens a casa cheia de hóspedes. Eles se conformam com o estábulo de teu coração. Abre-o de par em par, e, como é Natal, disponha-te a brincar de bonecas com Maria. Deixa-me que te acompanhe: emprestar-te-ei a rolha das montanhas, meu castelo de Herodes, um burrico com a orelha rasgada, a prata para o rio e um racimo de anjos, que nos ensinarão canções de manjedoura para o Menino do presépio.

Com a prece e a bênção copiosa do Céu, um Santo Natal de nosso Senhor JESUS CRISTO e um Abençoado 2014.  
Mons. Inácio José Schuster
Pároco

 

O SENHOR OLEIRO

Criou, pois, Deus ao homem a sua imagem, a imagem de Deus lhe criou, homem e mulher os criou (Gênesis 1, 27).

O oleiro, sentado a sua tarefa (…) com seu braço molda a argila, com seus pés vence sua resistência; põe seu coração em acabar o envernizado, e gasta suas vigílias em limpar o forno.
Todos estes põem sua confiança em suas mãos, e cada um se mostra sábio em sua tarefa.
Sem eles não se construiria cidade alguma, nem se poderia habitar nem circular por ela. (…)
Não demonstram instrução nem juízo, nem se lhes encontra entre os que dizem máximas. Mas asseguram a criação eterna; e o objeto de sua oração são os trabalhos de seu ofício (Eclesiástico 38, 29-34).

Sabíeis que os anjos trabalham, e que no Céu há oficinas de todas as classes? Não podia ser de outro modo já que os anjos são seres espirituais, e criar é próprio do espírito. Também os homens que alcançaram a glória gozam do mesmo privilégio. Não vos parece razoável que os grandes pintores, os poetas, os escultores ou os trompetistas continuem sua tarefa no Paraíso? Que seria de Mozart sem a música? Como poderia Velázquez seguir sendo Velázquez no Céu sem uma paleta cheia de cores e um grande lenço diante? Pois igual ocorre com os que fazem novelas, com os agricultores, com os cozinheiros, com os palhaços ou com os notários. No Céu, trabalhar é parte da felicidade que Deus concede.
—Mas então—me direis— em que fica o famoso descanso eterno?
Descansa-se, naturalmente, mas só da fadiga, do suor, das angústias deste mundo; não da condição humana. E já diz o Livro de Jó que o homem nasce para o trabalho e as aves para voar. Portanto, se essa é nossa condição, não teria sentido que nos passássemos a eternidade folgando.
Mas vamos a nosso assunto. Antes que o Senhor criasse o homem, nas oficinas do Céu não se trabalhava a madeira nem a pedra nem o bronze, nem nenhuma outra coisa material. Os anjos desenhavam criaturas só com a imaginação, e as armazenavam em um depósito de obras de fantasia: ali se empilhavam (é um dito, já que o espírito não ocupa lugar) montões de projetos: camelos para o deserto, burricos para o campo, pores de sol para a Antártida, nuvens de diferentes texturas para tormentas tropicais… Às vezes o Senhor —que é o único Criador de verdade (os demais são só criativos)— visitava aquele armazém de sonhos, aprovava algum dos projetos e lhes dava o ser, tirando-os do nada.
Assim funcionavam as coisas. Por isso surpreendeu tanto ali acima que, uma manhã, Deus decidiu manchar-se as mãos de barro.
O Senhor havia feito uma pausa. Percorreu de novo com o olhar todo o criado, e, por um instante, parou o relógio central das galáxias: deteve o piscar das estrelas, o vôo dos cometas, a torrente dos rios, o silvo da brisa… Até as ondas ficaram, durante aquele segundo, de gregas no oceano como frias esculturas de prata. E se produziu no mundo um silêncio tão profundo que até os anjos temiam rompê-lo com seu vôo. E disse Deus:
—Vamos começar o segundo ato da Criação. Tudo está disposto para receber ao soberano deste mundo. Façamos, pois, ao homem a nossa imagem e semelhança…
Baixou então a terra, e, à sombra de uns álamos, junto ao rio, abriu sua oficina de olaria.
Tomou o Senhor lodo do solo. Era uma terra avermelhada e branda que em seguida se amoldou às carícias do Criador.
—Primeiro formarei o corpo de vosso rei, disse o Senhor.
E inclinando-se sobre a terra, começou a modelá-lo, enquanto lhe falava em voz muito baixa:
—Teu corpo será formoso e forte. Caminharás erguido, porque não deves humilhar-te ante criatura alguma: só ante teu Deus.
Teus olhos contemplarão de frente como as águias; e verão o relevo; medirão as distâncias e gozarão com as cores das coisas. Acenderei neles uma luz para que as demais criaturas reconheçam em ti a seu dono.
Tuas mãos serão atrativas e fortes: servirão para golpear, mas também repartirão carícias. Terão seu próprio idioma, tão expressivo como o olhar ou a palavra. Servir-te-ão para criar beleza; manejarão instrumentos toscos e refinados; serão sensíveis e rebeldes.
Vou modelar-te um coração: uma bomba de sangue que, além de dar vida ao corpo inteiro, será o sismógrafo do espírito que registre, em uma precisa escala de latidos, todas as emoções que tua alma possa experimentar.
Terás um cérebro vigoroso, capaz de conhecer as leis mais secretas deste universo que te criei. Com ele, chegarás longe: nem tu mesmo alcançarás a conhecer seus limites. Serás uma máquina perfeita se souberes submeter-se ao espírito, que é seu guia; se te humilhares ante a verdade e creres nela; se aprenderes a escolher a Sabedoria antes que a genialidade: se não renunciares a conhecer-me a mim, que sou teu Criador.
Concedo-te também o dom que até agora só outorguei aos anjos. Serás capaz de amar e de receber amor. Ao entregar teu corpo, entregarás tua alma e todo teu ser, como eu mesmo me entrego. Poderás unir-te a tua esposa —e ela a ti— em um amor fiel e fecundo. E quando digas “para sempre”, assim será: amando, te farás eterno, como eu sou eterno.
Este barro, com o qual te formo, é sagrado. Vais ser lodo e espírito em uma só peça. Não te vendas; não desprezes a matéria que te dei. Porque teu corpo também foi feito a imagem de Deus.
O Corpo de meu Filho me serviu de modelo para criar-te a ti, Adão.
A continuação, soprou o Senhor um vento de furacão que endureceu o barro, penetrou por todos seus poros e o encheu de vida.
Assim nasceu o primeiro homem, a única criatura material que, por ser imagem de Deus, falava cara a cara com o Senhor; amava como ama o Senhor, e era senhor de quanto se movia sobre a terra.
—Realmente é importante —lhe disse seu Criador—: o universo é teu.
Coloca um nome em cada animal e em cada planta, porque todas as criei para ti, e ainda não sabem o que são nem para que estão no cosmos: tu deves defini-las e explicá-lo.
Aprende a ser dono desta terra. Não lhe peças que te dê o que só eu posso dar-te, porque me ofenderias a mim, te destruirias a ti mesmo e a terra te castigaria. Ama ao mundo como eu o amo, respeitando suas leis. Contempla-o, e não deixes nunca de assombrar-te ante a beleza: assim me conhecerás a mim, que sou seu Criador. E trabalha: ajuda-me a completar minha obra. Manifestarás teu senhorio sobre a terra convertendo-a em teu lar, domesticando-a para teu serviço e o de meu filho.
Eu dispus tudo em Belém para o nascimento de Jesus; mas ainda faltam os caminhos por onde chegarão os pastores e os Magos. A ti te corresponde fazer o plano de rodovias, e construir o castelo de Herodes, o presépio do portal, a pousada…
Os cavalos ainda estão descalços. Terás que fazer-te ferreiro para resolver o problema. E oleiro, como eu, para guardar a água e o trigo em minha casa de Belém. E deves inventar a pecuária, porque é preciso enchê-la toda de ovelhas. E te darei sementes de todas as plantas, para que nasça a agricultura. Deves saber, além do mais, que escondi petróleo nas entranhas da terra, e carreguei de energia o coração da matéria. Tem paciência: já a descobrirás, e serás poderoso.
Criei oito mil espécies de aves, para que aprendas a imitar seu vôo. Elas serão também tuas professoras de música. (Também há oito mil espécies de formigas; mas duvido que possam ensinar-te algo prático, por muito que se empenhem os fabulistas).
Por último, te concedi o dom da palavra, para que falemos em tua língua quando me necessites: fala-me, que quero ser teu interlocutor a todas as horas. Oferece-me teu trabalho de cada dia e canta-me a mim em todas tuas canções.
Diga sempre a verdade: não profanes a palavra que te dei. Se te cansas de fazê-lo, podes inventar a literatura.
Com tudo isso, saberás ajudar-me a montar o presépio?

Natal é encontro com Jesus de coração aberto

Missa na Casa Santa Marta, segunda-feira, 2 de dezembro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

Santo Padre indicou a oração, a caridade e o louvor como caminhos para uma boa preparação para o Natal

Papa lembrou que Natal não é só recordação de algo belo, mas o encontro com Cristo / Foto: L’Osservatore Romano

Preparar-se para o Natal com a oração, a caridade e o louvor, mantendo o coração aberto para deixar-se encontrar pelo Senhor que tudo renova. Este foi o convite feito pelo Papa Francisco na Missa celebrada nesta segunda-feira, 2, na Casa Santa Marta. A homilia insere-se no tempo litúrgico do Advento, iniciado neste domingo, 1º.

Francisco recordou que nestes dias se inicia um novo caminho, um caminho de Igreja rumo ao Natal. Trata-se de ir ao encontro do Senhor, pois o Natal, como enfatizou o Papa, não é somente uma recorrência temporal ou uma recordação de algo belo.

“O Natal é mais: nós vamos por este caminho para encontrar o Senhor. O Natal é um encontro! E caminhamos para encontrá-Lo, com o coração, com a vida, encontrá-Lo vivo, como Ele é, encontrá-Lo com fé”.

Francisco concentrou-se ainda sobre o exemplo do oficial romano descrito no Evangelho do dia, destacando a sua fé, o que maravilhou Jesus. A partir da fé, não só o oficial romano encontrou Deus, mas foi encontrado por Deus.

“Quando nós somente encontramos o Senhor, somos nós – entre aspas, digamos – os patrões deste encontro, mas quando nós nos deixamos encontrar por Ele, é Ele que entra em nós, é Ele que nos refaz tudo, porque esta é a vinda, aquilo que significa quando vem o Cristo: refazer tudo, refazer o coração, a alma, a vida, a esperança, o caminho”.

E ao longo de todo esse processo, o Papa ressaltou a importância de manter o coração aberto, para que Deus encontre o homem e lhe diga o que for preciso. Dessa forma, Francisco falou, por fim, de alguns comportamentos que ajudam neste caminho rumo ao Natal.

“A perseverança na oração, rezar mais; o trabalho na caridade fraterna, aproximar-se um pouco mais daqueles que precisam; e a alegria no louvor do Senhor. Então, a oração, a caridade e o louvor, com o coração aberto, para que o Senhor nos encontre”.

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