Pensamentos Seletos

“Venha, seja minha luz”

Por Brian Kolodiejchuk

1. Se alguma vez vier a ser Santa – serei certamente uma Santa da ‘escuridão’. Estarei continuamente ausente do Céu – para acender a luz daqueles que se encontram na escuridão na Terra.
2. Muito frequentemente me sinto como um lápis nas Mãos de Deus. Ele escreve, Ele pensa, Ele faz os movimentos. Eu só tenho que ser o lápis.
3. Ele usava o seu “nada” para mostrar sua grandeza.
4. Venha, seja minha luz.
5. Sua dolorosa experiência interior: – Era um compartilhamento na Paixão de Cristo na Cruz, com particular ênfase na sede de Jesus. …
6. Sou perfeitamente feliz e grata a Deus por aquilo que Ele dá – Prefiro ser e permanecer pobre com Jesus e os Seus pobres.
7. Raízes de sua missão:… no mistério da missão de Jesus, na união com Aquele que, morrendo na Cruz, Se sentiu abandonado pelo Pai.
8. Ninguém pode receber a confissão sacramental escrevendo os pecados num papel e enviando-o a um sacerdote.

Capítulo I
9. Segure a mão Dele [Jesus], caminhe sozinha com Ele. Siga em frente porque, se olhar para trás, irá voltar.
10. Desde a infância que o Coração de Jesus foi o meu primeiro amor.
11. ADEUS
Estou deixando minha casa querida / E a minha terra amada / Para a fumegante Bengala eu vou / Para orlas longínquas.
Estou deixando meus velhos amigos / Renunciando a família e ao lar / Meu coração me impele avante / A servir ao meu Cristo.
Adeus, Oh mãe querida / Que Deus esteja com todos vocês / Um Poder mais Alto me compele / Em direção à tórrida Índia.
O navio avança lentamente / Cortando as ondas do mar, / Enquanto meus olhos se voltam pela última vez / Para o querido litoral da Europa.
Corajosamente de pé no convés / Alegre, de semblante pacificado, / A feliz pequenina de Cristo / Sua nova noiva prometida.
Tem na mão uma cruz de ferro / Sobre a qual pende o Salvador, / Enquanto sua alma ardente lá oferece o Seu doloroso sacrifício.
Oh Deus, aceitai este sacrifício / Como sinal do meu amor, / Ajudai, por favor, a Vossa criatura / A glorificar o vosso Nome!
Em troca apenas Vos peço / Ó doce Pai de todos nós: / Deixai-me salvar pelo menos uma alma / Uma que já conheçais.
Suaves e puras como o orvalho do verão / Suas delicadas lágrimas agora fluem, / Selando e santificando então / O seu doloroso sacrifício.
12. Se você soubesse como sou feliz, como pequena esposa de Jesus. Não poderia invejar ninguém, nem mesmo aqueles que estão desfrutando de uma felicidade que ao mundo parece perfeita, porque estou desfrutando de minha completa felicidade, mesmo quando sofro qualquer coisa por meu Amado Esposo.
13. Quando as coisas se tornam difíceis, consolo-me com a idéia de que dessa maneira as almas são salvas e de que o meu querido Jesus sofreu muito mais por elas.
14. Não pense que minha vida é um mar de rosas – essa é a flor que raramente encontro pelo caminho.
15. Preciso de muita graça, de muita força de Cristo para perseverar na confiança, neste amor cego que conduz somente a Jesus Crucificado.
16. Trabalho não é oração, oração não é trabalho, mas devemos rezar o trabalho por Ele, com Ele, e para Ele.
17. Na mesma proporção em que aumenta a caridade, diminui o medo do sofrimento e aumenta o medo do pecado, sem enfraquecimento da confiança.
18. Agora abraço a sofrimento mesmo antes de ele chegar, e assim Jesus e eu vivemos no amor.
19. Madre Teresa lutava efetivamente por “beber o cálice até a última gota”, vivendo o compromisso de “ser toda só de Jesus”.
20. Meu Deus, com que facilidade os faço felizes! Dá-me forças para ser sempre a luz da vida deles, a fim de conduzi-los a Ti.

Capítulo II
21. Voto privado: Fiz um voto a Deus, que me compromete sob [pena] de pecado mortal, a dar a Deus qualquer coisa que Ele possa pedir: ‘Não lhe recusar coisa alguma’.
22. Por que devemos nos entregar inteiramente a Deus? Porque Deus Se entregou a nós. Se Deus, que nada nos deve, está pronto a nos entregar nada menos que a Si próprio, responderemos apenas com uma parte de nós? Nos entregarmos inteiramente a Deus é um meio de recebermos o Próprio Deus. Eu por Deus e Deus por mim. Eu vivo por Deus e abdico de meu próprio ser, e, assim, eu o induzo a viver por mim. Conseqüentemente, para possuirmos a Deus devemos permitir que Ele possua a nossa Alma.
23. Pagar amor, com amor.
24. Aquele que ama deseja unir-se ao amado.
25. Voto de humildade: consiste, segundo Ele me disse, em reconhecer que nada sou sem a ajuda de Deus, e em desejar ser desconhecida e desprezada.
26. Um pecado mortal é uma infração grave à lei de Deus. Desvia o homem de Deus, que é o seu último fim, a sua bem-aventurança, preferindo um bem inferior. Se o pecado mortal não for resgatado pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, originará a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno. Para haver pecado mortal, é preciso que sejam verificadas as seguintes condições: matéria grave, plena consciência e propósito deliberado.
27. No silêncio do coração Deus fala.
28. Quando vejo uma pessoa triste, ela costumava dizer, sempre penso que está recusando alguma coisa alguma coisa a Jesus. Era em dar a Jesus tudo o que Ele pedisse que ela encontrava a sua mais profunda e mais duradoura alegria; ao Lhe dar alegria, ela encontrava a sua própria alegria.
29. A alegria é muitas vezes uma capa que esconde uma vida de sacrifício, de contínua união com Deus, de fervor e generosidade.
30. Para o bom Deus nada é pequeno porque Ele é tão grande e nós tão pequenos – é por isso que Ele se abaixa e se dá o trabalho de fazer essas pequenas coisas para nós – para nos dar a chance de provar nosso amor por Ele. Por que Ele as faz, elas são muito grandes. Ele não pode fazer nada pequeno; elas são infinitas.
31. Não procurem coisas grandes, apenas façam coisas pequenas com grande amor.

Capítulo III
32. “Tenho sede”, disse Jesus na Cruz. Ele falou de Sua sede – não de água – mas de amor, de sacrifício.
33. Vamos permanecer sempre com Maria nossa Mãe no Calvário perto de Jesus crucificado, com o nosso cálice feito dos quatro votos, e preenchê-lo com o amor do sacrifício pessoal, o puro amor, sempre erguido próximo ao Seu Coração sofrido, para que Ele possa ficar feliz em aceitar o nosso amor.
34. “Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que fizestes”.
35. Para uma pessoa que está apaixonada, a rendição é mais do que um dever, é uma bem-aventurança.
36. “Venha, venha, leve-Me aos buracos escuros dos pobres. Venha, seja Minha luz”.
37. … Tenho ansiado com muita freqüência por ser toda para Jesus e fazer com que outras almas – …venham e O amem fervorosamente –…
38. Há tantas almas – puras – santas que anseiam por se entregar somente a Deus
39. “Não vais ajudar?”
40. – Abraçar e escolher a solidão e a infância – a incerteza – e tudo isso porque Jesus assim o quer – porque alguma coisa me chama “a deixar tudo e a reunir o pouco – para viver a vida Dele”.
41. “Quero freiras indianas, vítimas do Meu amor, que sejam Maria e Marta. Que estejam tão unidas a Mim que irradiem o Meu amor por sobre as almas. Quero freiras livres, cobertas com Minha pobreza da Cruz”.
42. “Não – a sua vocação é amar e sofrer e salvar almas e, dando esse passo, realizará o desejo do Meu coração por você – É essa a sua vocação.”
43. “Você está sempre dizendo ‘faz comigo tudo o que quiseres’. E agora Eu quero agir – deixe-Me fazê-lo – Minha pequena esposa – Minha pequenina. Não tenha medo – Eu estarei sempre com você. – Sofrerá e sofrerá agora – mas se for a Minha pequena Esposa – a Esposa do Jesus Crucificado – terá que suportar estes tormentos no seu coração. – Deixe-Me agir – Não Me recuse. – Confie amorosamente em Mim – confie cegamente em Mim”.
44. O amor deve ser a palavra, o fogo, que as faça viver a vida em sua plenitude.
45. Deus me chama – indigna e pecadora como sou.
46. Anseio por ser realmente só Dele – por arder por completo por Ele e pelas almas.
47. “Vais recusar?”.

Capítulo IV
48. Se uma única criancinha infeliz passar a ser feliz com o amor de Jesus, … não valerá a pena… dar tudo por isso?
49. … Acreditava que, através da obediência aos representantes de Deus, a vontade divina acabaria por se tornar conhecida com segurança.
50. Ele tudo providenciará. – Quanto mais confiarmos Nele – mais Ele fará.
51. O meu lema é ‘Procurar a Deus em todos e em todas as coisas’.
52. … Aquele que é responsável precisa de discrição, oração fervorosa e constante, e prontidão para cumprir a vontade de Deus…
53. “Vai recusar a fazer isso por Mim?”
54. Não vale a pena passar por todos os sofrimentos possíveis, por uma só alma? Nosso Senhor não fez o mesmo? Que fracasso foi a Sua Cruz no Calvário – e tudo por mim, uma pecadora.
55. Se por um copo de água Ele prometeu tanto, o que não fará por corações vítimas entregues aos pobres? Ele fará tudo. Eu, eu sou apenas um pequeno instrumento nas mãos Dele e, justamente porque eu não sou nada, Ele quer me usar.
56. Confiemos cegamente Nele. – Ele fará com que a nossa confiança Nele não seja frustrada.
57. Por vezes, tenho medo, porque nada tenho, nem inteligência, nem conhecimentos, nem as qualidades que tal trabalho exige, mas, ainda assim, eu digo a Ele que o meu coração está livre de tudo, e por isso pertence por completo a Ele e só a Ele. Ele pode me usar como melhor Lhe agradar. Apenas agradá-Lo é a alegria que procuro.
58. O ‘pequeno nada’… ansiava por ‘levar a alegria ao Coração Sofrido de Jesus’.
59. Meu Deus, dá-me a Tua luz e o Teu amor, para que eu seja capaz de escrever estas coisas para Tua honra e glória. Não permitas que a minha ignorância me impeça de fazer a Tua vontade na perfeição. Supre o que falta em mim.
60. Ele era o seu “Tudo”.
61. Para estarmos completamente unidos e Ele, devemos ser pobres – livres de tudo – aqui entra a pobreza da Cruz – Pobreza Absoluta – e para sermos capazes de ver Deus nos pobres – Castidade Angélica – e para sermos capazes de estar sempre à Sua disposição – Obediência Alegre.
62. …agir a caridade de Cristo entre os mais pobres – fazendo assim com que eles O conheçam e O queiram nas suas vidas infelizes.
63. Nosso Senhor disse: “Não tenha medo – Eu estarei sempre com você […] Confie amorosamente em Mim – confie cegamente em Mim”.
64. Por que será que Nosso Senhor mesmo diz: “Como dói ver estas pobres criancinhas manchadas pelo pecado. […] Eles não Me conhecem – por isso não Me querem […] Como anseio por entrar nos seus buracos – seus lares escuros e tristes. Venha, seja a vítima deles. – Na sua imolação – no seu amor por Mim – eles irão Me ver – irão Me conhecer – irão Me querer […]”

Capítulo V
65. A salvação das almas, o saciar a sede de Cristo de amor e de almas, não é isto suficientemente sério?
66. São João da Cruz: “Os efeitos que estas visões (imaginativas) produzem na alma são a paz, a iluminação, uma alegria semelhante à da glória, doçura, pureza, amor, humildade, e a inclinação ou elevação da mente para Deus”.
67. “Trouxe-lhe aqui – para estar ao cuidado imediato do seu diretor espiritual. […] Obedeça-lhe em todos os pormenores, não serás enganada se obedeceres, pois ele Me pertence por completo. – Deixarei você conhecer a Minha vontade através dele”.
68. Nada é difícil para quem ama. Quem poderá ultrapassar a Deus em Sua generosidade – se nós, pobres seres humanos, Lhe entregamos tudo e submetermos todo o nosso ser ao Seu serviço? – Não – Ele não deixará de estar ao nosso lado, e conosco, porque tudo em nós será Dele.
69. A salvação das almas, o saciar a sede de Cristo de amor e de almas – não é isto suficientemente sério?
70. “A voz”. Não mudaram a minha vida. Elas me ajudaram a ter mais confiança e a me aproximar mais de Deus. Fizeram aumentar o meu desejo de ser cada vez mais a Sua criança.
71. …nada parecia tão sério a ela como “a salvação das almas, o saciar a sede de Cristo”. A sede de Jesus que se encontrava no coração do seu chamado era, em última análise, a razão suprema para prosseguir.
72. Dá-me luz. – Envia-me o Teu próprio Espírito – que me ensinará a Tua própria Vontade – que me dará forças para fazer as coisas que Te são agradáveis. Jesus, meu Jesus, não permitas que eu seja enganada. – Se és Tu que queres isto, dá provas disso, senão, permite que isto abandone minha alma.
73. Jesus, meu Jesus – sou somente Tua – sou tão ignorante – não sei o que dizer – mas faz comigo o que desejares. Não Te amo pelo que me dás, mas pelo que tiras.
74. Vais sofrer – sofrer muito – mas lembre-se de que Eu estou com você. – Mesmo que todo o mundo a rejeite – lembre-se de que você é Minha – e de que Eu somente seu. Não tenhas medo. Sou Eu.

Capítulo VI
75. Vou de livre e espontânea vontade com a bênção da obediência.
76. Ninguém pode me separar de Deus – estou consagrada e Ele e como tal desejo morrer…
77. O nosso trabalho termina aqui. … O resto é inteiramente obra de Deus e nós participamos como instrumentos. …
78. “Um instrumento Dele, e nada mais”.
79. … Estarmos realmente mortas para tudo quanto o mundo reclama como seu.
80. … – O trabalho que teremos que fazer será impossível sem a Sua contínua graça proveniente do sacrário. – Ele terá que fazer tudo. – Nós apenas teremos que segui-Lo.
81. Jesus tinha pedido “freiras cobertas com a Minha pobreza da
Cruz”.
82. No devido tempo, a resposta chegará, permaneça calma. Reze muito e viva intimamente com Nosso Senhor Jesus Cristo, pedindo por luz, forças, decisão; mas não antecipe a Obra Dele. Tente não colocar em tudo isto nada de si mesma. A senhora é instrumento Dele, e nada mais.
83. … Tenho que desaparecer por completo – se quero que Deus tenha tudo.
84. Sua riqueza, porém, estava no seu coração: uma fé inabalável em Deus e uma confiança absoluta na promessa que Ele tinha feito… “Não tenha medo – Eu estarei sempre com você […] – Confie amorosamente em Mim – confie cegamente em Mim”.

Capítulo VII
85. Ó Jesus, único amor do meu coração, desejo sofrer o que sofro e tudo o que Tu quiseres que eu sofra, por Teu puro amor, não pelos méritos que eu possa adquirir, nem pelas recompensas que Tu me prometeste, mas apenas para Te agradar, para Te louvar, para Te dar graças, tanto na dor quanto na alegria.
86. De minha livre escolha Meu Deus e por amor a Ti – desejo permanecer e fazer o que for a Tua Santa Vontade a meu respeito. – Não deixei que caísse uma só lágrima. – Mesmo que sofra mais do que agora sofro – ainda quero fazer a Tua Santa Vontade…
87. Nas minhas meditações e orações, que são atualmente tão cheias de distrações – uma coisa se destaca com grande clareza – minha fraqueza e Sua Graça. Receio tudo da minha fraqueza – mas confio cegamente na Sua Graça.
88. Jesus disse: “Em verdade vos digo, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, permanece sozinho. Mas se morrer dará muito fruto”.
89. O nosso trabalho é grande, mas sem penitência e muito sacrifício seria impossível.
90. “Beber o cálice até a última gota”.
91. – Beber apenas o cálice da dor Dele e dar à Santa Mãe Igreja verdadeiras santas.
92. Quanto aos sofrimentos, não precisa ir à procura deles. Deus Onipotente os proporciona diariamente: …
93. Quero ser santa, saciando a sede de Jesus de amor e de almas. …
94. A sua busca da santidade não era por motivos de auto-glorificação; ao contrário, era uma expressão da profundidade de sua relação com Deus.
95. “O amor exige sacrifícios. Mas, se amarmos até doer, Deus nos dará a Sua paz e a Sua alegria. […] Em si mesmo, o sofrimento nada é; mas o sofrimento partilhado com a Paixão de Cristo é um dom maravilhoso”.
96. … O objetivo de nossa Congregação é saciar a sede de Jesus na Cruz por amor das almas, trabalhando para a salvação e santificação dos pobres…

Capítulo VIII
97. Quero sorrir – mesmo para Jesus – e assim ocultar mesmo a Ele – se possível – a dor e a escuridão da minha alma.
98. O caminho a seguir poderá não ser sempre imediatamente claro. Reze por luz; não decida com demasiada rapidez, escute o que os outros têm a dizer, leve em consideração suas razões. Sempre encontrará alguma coisa que ajude.
99. Quando for muito difícil para você – apenas esconda-se no Sagrado Coração – onde o Meu com o seu encontrarão toda a força e o amor. Você quer sofrer em puro amor – diga antes, no amor que Ele escolher para você. – Precisa ser uma “hóstia imaculada”.
100. Apesar da noite interior, Jesus era o único centro da vida de Madre Teresa; ela O amava e queria estar unida a Ele, em especial na Sua Paixão. Um verdadeiro retrato de sua alma – não influenciada por sentimentos, mas na firme fé…
101. Você sofre muito e a sua alma está crucificada de dor – mas não é que Ele está vivendo a Sua vida na sua.
102. Você aprendeu muito. Saboreou o cálice da Sua agonia – e qual será a sua recompensa minha querida irmã? Mais sofrimento e uma semelhança mais profunda com Ele na Cruz.
103. “Lembrai-vos, ó Piíssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido à Vossa proteção, implorado a Vossa assistência ou reclamado o Vosso socorro fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós Virgem entre todas singular, como a minha Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus Encarnado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.
104. Não é Jesus glorificado, nem no presépio, mas na Cruz – sozinho – despido – sangrando – sofrendo – morrendo na Cruz.
105. Você ainda é uma criança e a vida é bela – mas o caminho que Ele escolheu para você é o caminho verdadeiro. – Por isso sorria – sorria à mão que lhe bate – beije a mão que está pregada na Cruz.
106. “Sagrado Coração de Jesus, eu confio em Ti – vou saciar a Tua sede de almas”.
107. O meu propósito – 1º é seguir a Jesus mais de perto nas humilhações. Com as Irmãs – amável – muito amável – mas firme na obediência. Com os pobres – gentil e atenciosa. Com os doentes – extremamente amável.
2º Sorrir para Deus. Reze por mim para que eu dê glória a Deus no primeiro e no segundo propósito.
108. “Só Deus, Deus em toda a parte, Deus em todos e em todas as coisas, Deus sempre”.
109. Santo Inácio: “O meu único anseio e desejo, a única coisa que almejo ter humildemente é a graça de amar a Deus, de amar só a Ele. Nada mais peço, além disso”.
110. “Por favor, reze por mim, pois agora mais do que nunca, compreendo quão perto de Deus devo chegar se quero levar almas a Ele”.
111. Desde que a escuridão se instalara, abafando o sentimento da presença de Jesus, Madre Teresa O vinha reconhecendo no disfarce angustiante dos pobres: “Quando atravesso as favelas ou entro nos buracos escuros onde vivem os pobres – lá Nosso Senhor está sempre verdadeiramente presente”.
112. – Reze por mim, por favor, para que eu continue sorrindo-Lhe apesar de tudo. Pois sou apenas Dele – então Ele tem todos os direitos sobre mim. Sou perfeitamente feliz por não ser ninguém nem mesmo para Deus.
113. Quero ser uma santa de acordo com o Seu Coração manso e humilde…
114. Quero sorrir – mesmo para Jesus – e assim ocultar mesmo a Ele – se possível – a dor e a escuridão da minha alma.
115. Apesar de tudo isso – sou a Sua pequena – e O amo, não por aquilo que Ele dá – mas por aquilo que tira.
116. “Não vale a pena passar por todos os sofrimentos possíveis, por uma só alma?” e “oferecer tudo – só por essa pessoa – porque essa levará grande alegria ao Coração de Jesus”.
117. Por favor, peça a Nossa Senhora que seja minha Mãe nesta escuridão.
118. Madre Teresa não gostava do sofrimento em si; na verdade, achava-o quase insuportável. Mas apreciava a oportunidade que assim lhe era concedida de estar unida a Jesus na Cruz e de demonstrar o amor que tinha por Ele.
119. A Congregação vive com a vida Dele – trabalha com o Seu poder.
120. O sorriso é uma grande capa que encobre uma multidão de dores.
121. Por favor, peça a nossa Senhora que me mantenha perto Dela para que eu não perca o caminho nesta escuridão.
122. O que realmente lhe importava era o fato de amar a Deus, quer Ele lhe concedesse o consolo e a alegria de sentir a Sua presença ou não. E Cristo preferia uni-la, como a unira a Sua Mãe, Sua sofrida Mãe, à “terrível sede” que Ele próprio sentira na Cruz.

Capítulo IX
123. O que estás fazendo, Meu Deus, a alguém tão pequeno?
124. Através de ti, Ó Mãe de Deus, ofereço o meu abandono absoluto à Santa Vontade de Deus agora, aceitando esta nomeação com fé amor e alegria. – Faz comigo tudo o que quiseres – estou a Tua disposição. Teu pronto instrumento.
125. Que maravilhoso é Deus no Seu simples e infinito amor.
125. A escuridão – a solidão e a dor – a perda e o vazio – da fé – do amor – da confiança – são o que tenho e os ofereço com toda a simplicidade a Deus…
126. Na escuridão… Senhor, meu Deus, quem sou eu para que Tu me abandones? Sou a criança do Teu amor – e agora se tornou a mais odiada – aquela que jogaste fora como indesejada – como não amada. Eu chamo, agarro-me, quero – e não há Ninguém. – Sozinha. A escuridão é tão escura – e eu estou sozinha. – Indesejada, abandonada. – A solidão do coração que quer amor é insuportável. Onde está a minha fé? – Mesmo lá no fundo, bem lá dentro, não há nada a não ser vazio e escuridão. – Meu Deus – que dolorosa é esta dor desconhecida. Dói sem cessar. – Não tenho fé. – Não me atrevo a proferir as palavras e os pensamentos que povoam o meu coração – e me fazem sofrer uma agonia inexpressável. Tantas perguntas sem resposta vivem dentro de mim – temo trazê-las à luz – por causa da blasfêmia. Se houver Deus, por favor, perdoa-me. – Confiança que tudo acaba no Céu com Jesus. – Quando tento elevar o pensamento para o Céu – há um vazio tão acusador que esses mesmos pensamentos regressam como punhais afiados e ferem a minha própria alma. Amor – a palavra – nada traz. Dizem-me que Deus me ama – e – contudo – a realidade da escuridão e da frieza e do vazio é tão grande que nada foca a minha alma.
Ante de iniciar a obra – havia tanta união – amor – fé – confiança – oração sacrifício. – Terei cometido um erro ao submeter-me cegamente ao chamado do Sagrado Coração? O trabalho não é uma dúvida – porque estou convencida de que é Dele e não meu. – Não sinto – nem um único simples pensamento ou tentação entra no meu coração para me apropriar coisa alguma do trabalho.
O tempo todo sorrindo – as pessoas fazem tais comentários. – Acham que a minha fé, confiança e amor enchem o meu próprio ser e que a intimidade com Deus e a união à Sua vontade devem estar absorvendo o meu coração. – Se eles soubessem – e como minha alegria é a capa com a qual cubro o vazio e a miséria.
Apesar de tudo – esta escuridão e este vazio não são tão dolorosos como a ânsia por Deus. – Temo que a contradição irá me desequilibrar. O que estás Tu fazendo meu Deus a alguém tão pequeno? Quando me pediste para imprimir a Tua Paixão no meu coração – é esta a resposta?
Se isto Te traz glória, se Tu obténs uma gota de alegria com isto – se as almas são levadas a Ti – que se o meu sofrimento saciar a Tua Sede – aqui estou Senhor, com alegria aceito tudo até ao final da vida – e sorrirei à Tua Face Oculta – sempre.
127. … O seu sorriso radiante escondia um abismo de dor, ocultava um Calvário interior.
128. “Você sofrerá e já sofre – mas se for a minha pequena Esposa – a Esposa de Jesus Crucificado – terá que suportar estes tormentos em seu coração”.
129. Madre Teresa limitava-se a aceitar a viver, em silêncio, o mistério da Cruz que Cristo a chamava a compartilhar.
130. Seja boa, seja santa – se anime. Não permita que o demônio leve o melhor de você. Sabe o que Jesus e a madre esperam de você. – Apenas fique alegre. Irradie Cristo…
131. – Olhe para a Face Daquele que a ama.
132. Algumas vezes me pego dizendo “Não agüento mais” e, com o mesmo alento, digo “Desculpa, faz comigo o que quiseres”.
133. Tenho muitas coisas a aprender e isso leva tempo.
134. Apesar de tudo quero amar a Deus por aquilo que Ele tira. – Ele destruiu tudo em mim.
135. Dizem que as pessoas no inferno sofrem uma dor eterna devido à perda de Deus – que passariam por todo esse sofrimento se apenas tivessem uma pequena esperança do possuir a Deus.
136. Esta escuridão que me rodeia por todos os lados – não posso elevar a minha alma para Deus – nem luz nem inspiração alguma entram em minha alma.
137. No meu coração não há fé – nem amor nem confiança – há tanta dor – a dor do anseio, a dor de não ser querida. Quero a Deus com toda a força de minha alma – porém, aí entre nós – há esta separação terrível.
138. – Já não rezo mais – A minha alma não é ‘uma’ Contigo – contudo, quando sozinha pelas ruas – falo Contigo durante horas – de meu anseio por Ti.
139. Fizeste comigo segundo a Tua vontade – e Jesus ouve a minha oração – se isto te agrada – se a minha dor e o meu sofrimento – a minha escuridão e a minha separação Te dão uma gota de consolo – meu Jesus, faz comigo o que quiseres – quando quiseres, sem nem sequer um olhar para os meus sofrimentos e a minha dor. Sou tua. – Imprime na minha alma a na minha vida os sofrimentos do Teu Coração.
140. A única coisa que almejava era a Sua (Jesus) felicidade; queria saciar a Sua sede com cada gota de seu sangue. E estava disposta a esperar, se necessário fosse, por toda a eternidade por Aquele em Quem acreditava, mas que sentia não existir, por Aquele a Quem amava mas Cujo amor não percebia.
141. Amei-O cegamente, totalmente, somente. Uso todo o poder em mim mesma – apesar dos meus sentimentos, para fazer que Ele seja pessoalmente amado – pelas irmãs e pelos outros. Vou deixá-Lo ter toda a liberdade comigo e em mim.
142. Sejam amáveis umas com as outras. – Prefiro que cometam erros com amabilidade – do que façam milagres com indelicadeza. Sejam amáveis em palavras. – Vejam o que amabilidade de Nossa Senhora trouxe para ela, vejam como ela falava. – Poderia facilmente ter revelado a São José a mensagem do Anjo – mas não disse uma palavra. – E então Deus mesmo interveio. Guardou todas aquelas coisas em seu coração. – Quem nos dera podermos guardar todas as nossas palavras no coração dela. Tanto sofrimento – tantos mal-entendidos e por quê? Só por uma palavra – um olhar – uma ação fortuita – e a escuridão preenche o coração de sua irmã. Peçam a Nossa Senhora durante esta novena que encha os seus corações de doçura.
143. Madre Teresa esforçava-se por ter um sorriso imediato, uma palavra amável, um gesto acolhedor para com todos.
144. Reze por mim – para que eu possa manter o sorriso de dar sem reservas. Reze para que eu possa encontrar coragem para caminhar corajosamente e com um sorriso. Peça a Jesus que não me permita recusar-Lhe coisa alguma por menor que seja – prefiro morrer.
145. O amor prova-se com obras; quanto mais nos custam, maior é a prova do nosso amor.

Capítulo X
146. Pela primeira vez… cheguei a amar a escuridão – pois estou agora convencida de que é uma parte, uma parte muito, muito pequena da escuridão e da dor de Jesus neste mundo.
147. A escuridão é tal, que realmente não vejo nada – nem com a mente nem com a razão. – O lugar de Deus na minha alma é um espaço vazio. – Não há Deus em mim – Quanta dor da ânsia é tão grande – só anseio e anseio por Deus – e é então que sinto – que Ele não me quer – que Ele não esta ali. Céu – almas são meras palavras – que nada significam para mim.
148. Anseio por Deus – quero amá-Lo – amá-Lo muito- viver apenas por amor e Ele – só amar – porém não há senão dor – anseio sem amor algum.
149. Quando fora – no trabalho – ou quando estou com pessoas – há uma presença – de alguém que vive muito perto – em mim mesma. – Não sei o que é isto – mas é muito freqüente e mesmo diário – esse amor de Deus em mim torna-se mais real. – Me pego dizendo a Jesus inconscientemente – estranhas palavras de amor.
150. Ensina-me a amar a Deus – ensina-me a amá-Lo muito. … Quero amar a Deus a Deus como o que Ele é para mim, “meu Pai”.
151. O meu coração e a minha alma e o meu corpo pertencem só a Deus.
152. Que Ele faça comigo o que quiser, como Ele quiser, por quanto tempo quiser. Se a minha escuridão é luz para alguma alma – mesmo se não for nada para ninguém – sou perfeitamente feliz – em ser flor do campo de Deus.
153. … Cheguei a amar a escuridão. – Pois agora acredito que é parte, uma parte muito, muito pequena da escuridão e da dor de Jesus neste mundo.
154. Quem sabe mais a cerca da água viva, a pessoa que abre a torneira todos os dias sem pensar muito no assunto, ou o viajante do deserto, torturado pela sede, que busca uma fonte de água?
155. “Deixa-me compartilhar contigo a Sua dor”.
156. “Um caloroso ‘Sim’ a Deus e um grande sorriso para todos”.
157. Continuem sorrindo – Rezem juntos – e Jesus irá sempre encher o coração de vocês com o Seu amor – um pelo outro.
158. São João da Cruz: “Quando a noite do espírito é essencialmente purificadora, sob a influência da graça, que se exerce principalmente pelo dom da compreensão, as virtudes teológicas e a humildade são purificadas de todo o lastro humano. … Assim purificada, a alma pode passar para além da fórmulas dos mistérios e entrar “nas profundezas de Deus”, como diz São Paulo (1Cor 2, 10). Então, apesar de todas as tentações contra a fé e a esperança, a alma acredita firmemente, por um ato direto e da forma mais pura e sublime, que ultrapassa a tentação; e acredita pelo motivo mais puro que se pode atingir sobrenaturalmente: a autoridade de Deus que revela. E também espera, pela simples razão de que Ele é sempre bom, a Misericórdia infinita. E ama-O na mais completa aridez, por que Ele é infinitamente melhor em Si mesmo do que todos os dons que pudesse nos conceder. Quando esta provação é essencialmente reparadora, quando tem como fim principal fazer com que a alma já purificada trabalhe pela salvação do próximo, então preserva as mesmas características elevadas atrás descritas, mas assume outro caráter, que recorda com mais precisão os sofrimentos íntimos de Jesus e de Maria, que não precisam ser purificados”.
159. “Sim” e “Sorriso”.
160. Madre Teresa tinha chegado a um ponto em que era capaz de se alegrar como os seus sofrimentos e de repetir as palavras de São Paulo: “Alegro-me nos sofrimentos suportados por vossa causa e completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo Seu Corpo, que é Igreja” (Col 1, 24).
161. Tentem aprofundar o seu conhecimento deste Mistério da Redenção. – Este conhecimento as conduzirá ao amor – e o amor as fará compartilhar através dos seus sacrifícios na Paixão de Cristo.
162. “Desejo viver neste mundo que está tão longe de Deus, que se afastou tanto da luz de Jesus, para ajudá-los – para tomar sobre mim um tanto do sofrimento deles”.
163. “O que disse Jesus, que carregássemos a cruz na frente Dele ou que O seguíssemos?” Com um grande sorriso, ela olhou para mim e respondeu: “Que O seguíssemos”. Então eu perguntei: “Por que tenta ir à frente Dele?”…
164. – Porque a escuridão é tão escura, a dor é tão dolorosa. Às vezes, o aperto da dor é tão grande – que eu posso ouvir a minha própria voz clamando – Meu Deus, ajuda-me.
165. Quanto maior for a dor e quanto mais escura for a escuridão mais doce será o meu sorriso para Deus.
166. Mas, como testemunhará o seu Amor, já que o Amor se prova com as obras? Pois bem, a criancinha lançará flores, perfumará com os seus aromas o trono real, e cantará com a sua voz prateada o Cântico dos Cânticos. Sim, meu Bem-Amado! Assim se consumirá a minha vida. Não tenho outro meio de Te provar o meu amor, senão o de lançar flores, isto é, não deixar escapar nenhum pequeno sacrifício, nenhum olhar, nenhuma palavra; aproveitar todas as mais pequenas coisas e fazê-las por amor. Quero sofrer por amor e gozar por amor. Assim lançarei flores diante do teu trono. Não encontrarei nenhuma sem desfolhar para Ti. E depois, ao laçar as minhas flores, cantarei…, mesmo quando tiver de colher as minhas flores no meio de espinhos; e o meu cantar será tanto mais melodioso quanto maiores e mais agudos forem aos espinhos (Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face).
167. … Não estou sozinha. – Tenho a escuridão Dele – tenho a dor Dele – tenho este anseio terrível por Deus – de amar e não ser amada.
168. A escuridão não era apenas a escuridão “dela”, era a “escuridão Dele”; ela estava compartilhando a “dor Dele”. Com base na pura fé, sabia que se encontrava em um estado de “união inquebrantável” com Ele, porque percebia que tinha os pensamentos “fixados Nele e apenas Nele”. Estava firmemente unida a Jesus por sua vontade, embora a única coisa que ela sentia dessa “união inquebrantável” fosse a Sua agonia, a Sua Cruz.
169. Jesus, aceito tudo aquilo que deres – e dou-Te tudo aquilo que tirares. – Não há sentido nas minhas palavras, mas tenho certeza de que Ele entenderá.
170. “Toma tudo aquilo que Ele der e dá tudo aquilo que Ele tirar com um grande sorriso”.
171. “Dê a Jesus toda a liberdade e permita que Ele lhe use sem consultar-lhe”.
172. … A minha mente – o meu coração – todos os meus pensamentos e sentimentos parecem estar muito longe – tão longe que eu não sei onde estão, mas quando me recomponho descubro que estão com Deus.
173. Considerando-se incapaz de “chegar” a Deus, continuava alegrando-se por poder ajudar a outros a aproximar-se Dele.
174. Quanto a mim, tenho apenas a alegria de nada ter – nem sequer a realidade da Presença de Deus. – Nem oração, nem amor – nem fé – nada a não ser a dor contínua de ansiar por Deus.
175. … Madre Teresa chegava mesmo a tirar alegria espiritual de sua provação interior: a alegria dela era “a alegria de nada ter”, da “pobreza absoluta’, da pobreza da Cruz”…
176. Vocês devem estar no mundo, mas, não ser do mundo. A luz que dão deve ser tão pura, o amor com que amam deve ser tão ardente – a fé com que crêem deve ser tão convincente – que ao vê-los, eles realmente vejam apenas Jesus. O apostolado de vocês é belíssimo – dar Jesus. Mas só podem dá-Lo – somente se tiverem se rendido por completo a Ele.
177. Mantenha-se perto de Jesus com um rosto sorridente.
178. Santa Margarida Maria: – O seu amor por Jesus deu-me um anseio tão doloroso de amar como ela O amava. Que frio – que vazio – que dolorido está o meu coração. A Sagrada Comunhão – a Santa Missa – todas as coisas santas da vida espiritual – da vida de Cristo em mim – são todas vazias – tão frias – tão indesejadas.
179. A escuridão interior conferia a Madre Teresa a capacidade de compreender os sentimentos dos pobres. “O maior de todos os males é a falta de amor e caridade, a terrível indiferença em relação ao próximo que vive a beira da estrada, assaltado pela exploração, pela corrupção, pela pobreza e pela doença”, diria mais tarde.
180. Jesus foi enviado pelo Pai aos pobres e para ser capaz de compreender os pobres, Jesus teve que conhecer e experimentar essa pobreza no Seu próprio Corpo e na Sua Alma. Também nós devemos experimentar a pobreza se quisermos ser verdadeiras portadoras do amor de Deus. Para sermos capazes de proclamar a Boa Nova aos pobres devemos saber o que é pobreza.
181. O sofrimento de Madre Teresa era no nível mais profundo possível: o de sua relação com Deus. E, no seu zelo pela salvação dos outros, estava totalmente disposta a abraçar por completo esse sofrimento, para que os pobres que amava experimentassem toda a medida do amor de Deus. Consequentemente, a escuridão veio a ser a sua maior bênção: o seu “mais profundo segredo” era, na realidade, o seu maior dom.

Capítulo XI
182. Estou disposta aceitar tudo aquilo que Ele der e a dar tudo aquilo que Ele tirar, com um grande sorriso.
183. As suas dificuldades e as minhas – devemos oferecê-las a Jesus pelas almas. … Sei que quero, com todo o meu coração, o que Ele quiser, como Ele quiser e enquanto Ele quiser.
184. … A sua maneira de seguir Jesus na escuridão: “Só me resta fazer uma coisa, seguir de perto os passos do meu dono, como um cãozinho. Reze para que eu seja um cãozinho alegre”.
185. Com freqüência pergunto-me o que realmente Deus obtém de mim neste estado – sem fé, sem amor – nem sequer em sentimentos.
186. Madre Teresa tinha fé, uma fé bíblica, uma fé cega, uma fé que fora posta à prova e testada na fornalha do sofrimento e que abria cominho em direção a Ele através da escuridão.
187. – Eu simplesmente abro o meu coração – e Ele fala.
188. Pergunto-me o que Jesus vai me tirar por eles, uma vez que já me tirou tudo pelas irmãs. Estou disposta a aceitar tudo o que Ele me der e dar tudo o que Ele tirar com um grande sorriso.
189. “Dar toda a liberdade a Jesus” continuava sendo a medida da sua auto-entrega.
190. Dia após dia – repito a mesma coisa – talvez apenas com os meus lábios – “Faz-me sentir o que Tu sentiste. Faz-me compartilhar Contigo a Tua dor”. Quero estar à disposição Dele.
191. Ao longo de toda a Quaresma e, na realidade, ao longo de sua vida como Missionária da Caridade, a oração de Madre Teresa estava sendo respondida; “Faz-me sentir o que Tu sentistes. Faz-me compartilhar Contigo a Tua dor”. Não estava ela experimentando a agonia de Jesus e a agonia dos pobres também?
192. “Viva a sua vida de amor a Jesus com grande alegria – porque o que você tem é presente Dele – use tudo para maior glória do Seu nome, … Mantenha-se perto de Jesus sempre com um rosto sorridente – para que – possa aceitar tudo quanto Ele der e der tudo que Ele tirar”.
193. Aceito não com os meus sentimentos – mas com a minha vontade, a Vontade de Deus. – Aceito a Sua vontade – não só por um tempo, mas por toda eternidade. Na minha alma – não sou capaz de dizer – como está escuro, como é doloroso, como é terrível. – Os meus sentimentos são muito traiçoeiros. – Tenho a sensação de “recusar a Deus” e, contudo, o pior e mais difícil de suportar – é este terrível anseio por Deus.
194. – Não me queixarei. – Aceito Sua Santa Vontade tal como ela vem a mim.
195. “O pior e o mais difícil de suportar”, insistia Madre Teresa, era “este terrível anseio por Deus”. Ainda mais dolorosa do que a própria escuridão era esta sede de Deus. Na realidade, estava experimentando algo da sede de Jesus na Cruz,…
196. Essa sede “terrível” de Deus exprimia-se em uma ardente sede de almas, em especial das almas dos mais pobres dos pobres.
197. Quanto dano o pecado pode fazer. Que mundo terrível é este – sem o amor de Cristo.
198. “Terrível é o ódio quando começa a tocar os seres humanos”.
199. … A Madre via o ódio em ação e buscava permanentemente formas de substituí-lo pelo amor.
200. Só Deus pode pedir sacrifícios como estes.
201. Reze por mim – porque a vida dentro de mim está mais difícil de viver. Estar enamorada e – contudo – não amar, viver de fé e – contudo – não acreditar. Gastar-me por completo e – contudo – estar em total escuridão.
202. Não sei o que sentem as outras pessoas – mas eu amo as minhas Irmãs como a Jesus – com todo o meu coração, a minha alma e a minha mente e as minhas forças.
203. Madre Teresa reconhecia que a escuridão em que vivia era o preço a pagar por acender “o fogo do amor”.
204. Acontece com freqüência que aqueles que passam o tempo dando luz aos outros permanecem, eles próprios, na escuridão.
205. – Se há inferno – Este deve ser um. Que terrível é estar sem Deus – nem oração – nem fé – nem amor.
206. E contudo… Quero ser-Lhe fiel – quero esgotar-me por Ele, quero amá-Lo não por aquilo que Ele dá, mas por aquilo que tira – quero estar à Sua disposição. – Não Lhe peço que mude a Sua atitude para comigo ao os planos para mim. – Peço-Lhe apenas que me use…
207. “Que terrível é estar sem Deus”, … E, ainda mais terrível era para ela – que tinha estado tão perto Dele – ter, por assim dizer, perdido por completo o senso de Sua presença.
208. Na Encarnação, Jesus tornou-Se igual a nós em todas as coisas exceto no pecado; mas no momento da Paixão, tornou-se pecado. – Tomou sobre Si os nossos pecados e é por isso que foi rejeitado pelo Pai. Eu penso que esse foi o maior de todos os sofrimentos por que Ele teve de passar e aquilo que mais temia na agonia do Jardim. Essas Suas palavras na Cruz foram uma expressão da profundidade da Sua solidão e da Sua Paixão – que até mesmo o Seu próprio Pai não o reconheceu como Seu Filho. Que, apesar de todos os seus sofrimentos e angústia, Seu Pai não O reconheceu como Seu Filho amado, como tinha feito no Batismo por São João Batista e na Transfiguração. E podemos perguntar: Por quê? Porque Deus não pode aceitar o pecado e Jesus tinha tomado sobre Si – tinha-se tornado pecado.
209. “Venha, venha, salva-nos – leve-nos a Jesus. Ao abraçar a escuridão em que viviam, Madre Teresa os estava levando para a luz – Jesus”.
210. “Importa que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3, 30).
211. O calor aqui é simplesmente abrasador. – Uma grande consolação para mim – já que não posso arder com o amor de Deus – pelo menos deixe-me arder com o calor de Deus – e assim, desfruto do calor.
212. “Quero fazer a Sua Santa Vontade – Isso é tudo. Ainda que mal a compreenda”.
213. … Minha alma esta vazia – mas não tenho medo. – Ele fez maravilhas por mim – Santo é o Seu nome.
214. – Como minha alma anseia por Deus – e apenas por Ele, como é doloroso estar sem Ele.
215. – Como crescer na “profunda união pessoal do coração humano com o Coração de Cristo? Desde a infância que o Coração de Jesus é meu primeiro amor.
216. Jesus foi o primeiro amor de Madre Teresa e o seu único amor, em uma relação que foi se tornando mais intensa em cada período de sua vida. Seu coração seria atraído com singular intensidade para o Coração de Cristo até o dia de sua morte. Uma das melhores descrições de Madre Teresa a apresenta como uma mulher “totalmente, apaixonadamente, loucamente enamorada de Jesus”.
217. “O insulto despedaçou-me o coração e tornou-o incurável; esperei compaixão, mas em vão, alguém que me consolasse, mas não encontrei” (Sl 68, 21).
218. Diga a Jesus: “Eu serei esse ‘alguém’”. Irei reconfortá-Lo, encorajá-Lo e amá-Lo. Fique com Jesus. Ele rezou e rezou, e depois foi procurar consolo, mas não encontrou nenhum. Eu escrevo sempre esta frase: ‘Procurei alguém que Me consolasse, mas não encontrei ninguém’.
219. Seja esse alguém. … Seja esse alguém que saciará a Sede.
220. Sim, bastaria que voltássemos ao espírito de Cristo – bastaria que vivêssemos a vida eucarística, bastaria que percebêssemos o que é o Corpo de Cristo – não haveria tanto sofrimento – tanto do que temos hoje. – A Paixão de Cristo está sendo revivida mais uma vez em toda a sua realidade – Devemos rezar muito pela Igreja – a Igreja no Mundo – e o mundo na Igreja.
221. Estamos aqui para ir para lá – para casa junto de Deus – e lá não há infidelidade, mas apenas Shanti (paz) – uma verdadeira “Shanti Nagar” (Cidade da Paz).
222. … Nós mais e mais devemos ser Sua Luz – Seu caminho – Sua vida – Seu amor nas favelas.
223. Quero amá-lo como Ele nunca foi amado antes – com um amor terno, pessoal e íntimo.
224. Tenho um anseio tão profundo por Deus e pela morte. … Reze por mim para que eu use a alegria do Senhor como minha força.
225. Sofria imensamente ao ver os sofrimentos daqueles que amava, mas continuava salientando o valor e o sentido do sofrimento humano como forma de compartilhar a Paixão de Jesus.
226. Mantenham a luz da fé sempre acesa – pois só Jesus é o caminho que conduz ao Pai. Só Ele é a vida que habita no nosso coração. Só Ele é a luz que ilumina e escuridão. Não tenham medo, Cristo não nos enganará.
227. As palavras de Jesus no Evangelho de São Mateus – “o que fizestes ao mais pequenino… a Mim o fizestes – eram o rocha sobre a qual assentavam as suas convicções.
228. … Cristo não pode nos enganar. – Por isso tudo o que fizermos ao menor – é a Ele que fazemos. Que a alegria do Senhor seja a sua força. Porque só Ele é o caminho que vale a pena seguir, a luz que vale a pena acender, a vida que vale a pena viver – e o amor que vale a pena amar.

Capítulo XII
229. “Deus usa o que é nada para mostrar a Sua grandeza”.
230. Eu me maravilho com a Sua imensa humildade e a minha pequenez – o meu nada. Acredito que é aqui que Jesus e eu nos encontramos. – Ele é tudo para mim – e eu – a Sua pequenina – tão incapaz – tão vazia – tão pequena.
231. Só Jesus pode abaixar-Se tanto para enamorar-se de alguém como eu.
232. … Me maravilho com a Sua imensa humildade e minha pequenez – o meu nada. – Acredito que é aqui que Jesus e eu nos encontramos. – Ele é tudo para mim – e eu – a Sua pequenina – tão indefesa – tão vazia – tão pequena.
233. O Seu jeito é tão bonito – em pensar que temos a Deus Onipotente se inclinando tão baixo para amar a você e a mim e fazer uso de nós – e nos faz sentir que Ele realmente precisa de nós. – À medida que vou envelhecendo a minha admiração de Sua humildade vai aumentando mais e mais e O amo não por aquilo que Ele dá – mas por aquilo que Ele é – o Pão da Vida – o Faminto.
234. Ela fazia tudo como dizia: “Devemos mantê-Lo continuamente nos nossos corações e nas nossas mentes”.
235. Só quando percebemos o nosso nada, o nosso nada, o nosso vazio, é que Deus pode nos encher com Ele mesmo. Quando nos tornamos cheios de Deus então podemos dar Deus aos outros, porque da plenitude do coração fala a boca.
236. … Quero amar Jesus com o amor de Maria, e ao Pai com o amor de Jesus.
237. Tire os seus olhos de si mesmo e alegre-se por não ter nada – por não ser nada – por não poder fazer nada. Dê a Jesus um grande sorriso – cada vez que o seu nada o assustar.
238. Esta é a pobreza de Jesus. O senhor e eu devemos permitir-Lhe viver em nós e através de nós no mundo.
239. Agarre-se a Nossa Senhora – pois ela também – antes de poder se tornar cheia de graça – cheia de Jesus – teve que passar por essa escuridão. “Como pode ser isso?” – Mas no momento em que disse “Sim”, teve necessidade de ir apressadamente dar Jesus a João e à família dele.
Continue dando Jesus ao seu povo não pelas palavras, mas pelo seu exemplo – por estar enamorado de Jesus – por irradiar a santidade Dele e espalhar Sua fragrância de amor onde quer que o senhor vá.
Apenas mantenha a alegria de Jesus como sua força. Seja feliz e esteja em paz. Aceite tudo aquilo que Ele der – e dê tudo aquilo que Ele tirar com um grande sorriso. – O senhor pertence a Ele – diga-Lhe sou Teu e se me cortares em pedaços, cada um desses pedaços será somente e todo Teu.
240. Mantenha a luz, Jesus, acesa em você com o óleo de sua vida. As dores que você tem nas costas – a pobreza que sente são gotas de óleo que mantêm a luz, Jesus, acesa e afastam a escuridão do pecado – onde quer você vá. Não faça nada que leve a aumentar a dor – mas aceite com um grande sorriso o pouco que Ele lhe dá com grande amor.
241. A impressão que eu tinha era a de que estava lidando com uma mulher que, de alguma forma, via Deus e sentia Deus no sofrimento dos pobres, uma mulher que tinha uma fé imensa na luz e na escuridão.
242. … Isso é a santidade – fazer a vontade Dele com um grande sorriso.
243. Ainda bem que a Cruz nos leva ao Calvário e não a uma sala de estar. – A Cruz – o Calvário foi muito real durante algum tempo.
244. Jesus deu-me uma graça muito grande – aceitar tudo com um grande sorriso.
245. – Começo a aprender mais e mais porque Jesus quer que aprendamos com Ele a ser mansos e humildes de coração. Porque sem a mansidão nunca seremos capazes de aceitar os outros nem de amar os outros como Ele ama. – Então, antes de aprendermos a humildade, sem a qual não podemos amar a Deus – temos que aprender a amar-nos uns aos outros. Precisamos da mansidão e da humildade para poder comer o Pão da Vida.
246. … Peço-Lhe que diga a Jesus – quando pelas suas palavras o Pão se transforma no Seu Corpo e o vinho se transforma no Seu Sangue – que mude o meu coração – que me dê o Seu próprio Coração – para que eu possa amá-Lo como Ele me ama.
247. – Eu devo ser capaz de dar só Jesus ao mundo. As pessoas estão famintas de Deus. Que encontro terrível teríamos com o próximo se apenas lhe déssemos a nós mesmos.
248. “Os nossos sofrimentos, suportados como devem sê-lo, são, pois, como dissemos, beijos dados ao nosso Jesus Crucificado. Mas o sofrimento também é o beijo de Jesus Crucificado em nossa alma. As almas comuns nada mais costumam ver no sofrimento do que um castigo de Deus, uma prova da Sua injustiça ou do Seu desagrado. A alma generosa, pelo contrário, encontra no sofrimento uma prova do amor de Deus por ela, não vendo a cruz despida, mas vendo Jesus Crucificado nela, Jesus que a abraça com amor e que dela, espera, em troca, um assentimento generoso e amoroso. … A mim, a única coisa que me faz sofrer é Cruz de Jesus. Os beijos de Jesus à minha alma – por muito estranho que isso possa parecer – são os numerosos sofrimentos minúsculos da minha vida diária”.
249. A dor, o sofrimento, a solidão são “um beijo de Jesus” – um sinal de que você chegou tão perto de Jesus que Ele pode beijá-la.
250. O sofrimento, a dor, o fracasso – nada mais são do que um beijo de Jesus, um sinal de que você chegou tão perto de Jesus na Cruz que Ele pode beijá-la(lo).
251. Maior amor nem sequer Deus poderia dar do que o de entregar a Si Mesmo como o Pão da Vida.
252. A grandeza da humildade de Deus. Realmente não há amor maior – amor maior do que o amor de Cristo. – Estou certa de que o senhor deve sentir com freqüência o mesmo quando – às suas palavras – nas suas mãos – o pão se transforma no Sangue de Cristo. – Que grande deve ser o seu amor por Cristo. – Não há amor maior – do que o amor do sacerdote por Cristo seu Senhor e seu Deus.
253. “Não temos o direito de recusar nossa vida aos outros, nos quais contatamos com Cristo”.
254. “Ela nunca pensava em si própria, mas sempre pensava nos outros. ‘Deixem que as pessoas a devorem’. A Madre viveu essa frase plenamente até ao final de sua vida”.
255. Sim, quero ser pobre como Jesus – que sendo rico se fez pobre por amor a nós. … Não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.
256. “Estou Crucificado com Cristo! Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim”, escreveu São Paulo, em palavras que descrevem, apropriadamente, a realidade da união de Madre Teresa com Deus: Cristo estava, de fato, vivendo e agindo nela, espalhando o Seu amor pelo mundo.
257. – Que Jesus faça o que quiser sem me consultar, porque eu pertenço a Ele.
258. Como podia sofrer tanto e não se quebrar, ela que olhava e escutava, mas nem via nem ouvia Aquele que procurava? Apenas havia silêncio e escuridão para tornar a sua escuridão dolorosa e assustadora. No entanto, apesar de se sentir, “indefesa”, era verdadeiramente “ousada”, porque estava mais decidida do que nunca a dar-Lhe “toda a liberdade”.
259. A Madre sempre nos disse: “Deus ama a quem dá com alegria. Se não vamos às pessoas com uma cara alegre, apenas aumentamos sua escuridão e suas misérias e suas aflições

Os Santos e Nossa Senhora

São Boaventura
“Todos aqueles que se empenham em divulgar as glórias da Virgem Santíssima, têm o Céu assegurado.”
“Jamais li que algum Santo não tivesse sido devoto especial da Santíssima Virgem Maria.”
“Maria é obra prima de Deus que nela esgotou sua sabedoria, seu poder e suas riquezas.”
“Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria Santíssima, para que nisso conhecêsse-mos que tudo o que temos de esperança, graça e salvação, Dela deriva até nós.”

Santo Afonso Maria de Ligório
“Senhora amabilíssima, Senhora sublimíssima, Senhora graciosíssima, volvei vosso olhar para um pobre pecador que a Vós se recomenda e em Vós põe a sua confiança.”
“Se na hora da morte tivermos Maria a nosso favor, o que poderemos temer?”
“É impossível que se condene um devoto de Maria Santíssima que fielmente a obsequia e a Ela se recomenda.”
“O Santo Rosário é a homenagem mais agradável à Mãe de Deus.”

São Francisco de Sales
“Ninguém terá a Jesus Cristo por irmão, que não tenha a Maria Santíssima por Mãe.”
“Não existe devoção a Deus sem amor à Santíssima Virgem.”
“Na devoção a Nosso Senhor nasce a de sua Mãe. Ninguém pode amar a um sem amar o outro.”

São Bernardo
“Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.”
“Por vós, ó Maria, se encheu o céu e se despovoou o inferno.”
“A piedosa invocação da Virgem Maria é sinal de salvação.”
“A Ave-Maria é um beijo carinhoso que damos em nossa Mãe do Céu. Ela devolve os beijos. Quantas vezes a saudarmos, tantas vezes ela devolverá nossas saudações. Se lhe fizermos mil saudações, mil vezes ela responderá.”

São João d’Ávila
“Um dos principais remédios contra o demônio é recorrer à Virgem Maria.”

São Luís Maria Grignion de Monfort
“Quando o Espírito Santo encontra Maria Santíssima numa alma, sente-se atraído a Ela irresistivelmente e nela faz sua morada.”
“Ainda não se louvou, exaltou, honrou, amou e serviu suficientemente a Maria Santíssima, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço Ela merece.”
“Maria é o Santuário, o repouso da Santíssima Trindade, em que Deus está mais magnífica e divinamente que em qualquer outro lugar do universo, sem excetuar seu trono sobre os serafins e querubins.”
“As grandezas e as excelências de Maria Santíssima, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória.”
“Deus ajuntou todas as águas e deu nome de mar, e ajuntou todas as graças e deu nome de Maria.”
“Maria é a Fonte Selada e a esposa do Espírito Santo.”
“Deus quer servir-se de Maria Santíssima na santificação das almas.”
“A devoção à Santíssima Virgem é necessária a todos os homens para salvação e, muito especialmente, àqueles que são chamados a uma perfeição particular.”
“Deus ajuntou todas as águas e deu o nome de mar, e ajuntou todas as graças e deu o nome de Maria.”
“Deus A escolheu para tesoureira, ecônoma e dispensadora de todas as suas graças; de sorte que todas as suas graças e todos os seus dons passam por suas mãos; e segundo o poder que ela recebeu, como diz São Bernardino, Ela distribui a quem quer, como quer, quando quer e quanto quer, as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.”
“Somente Maria achou graça diante de Deus, tanto para si como para cada homem em particular. Os Patriarcas e os Profetas, todos os Santos da antiga lei não puderam encontrar essa graça. Porque somente Maria é Mãe da graça. Por isso que Maria foi quem deu à luz ao Autor de toda graça, é que a chamamos Mãe da graça, ‘Mater gratiae’.”
“Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo e é também por Ela que deve reinar no mundo.”
“A saudação angélica resume na mais concisa síntese toda a teologia cristã sobre a Santíssima Virgem. Há nela um louvor e uma invocação: encerra o louvor da verdadeira grandeza de Maria; a invocação contém tudo que devemos pedir-Lhe e o que de sua bondade podemos alcançar”.
“Um só suspiro de Nossa Senhora tem mais poder do que as orações de todos os anjos, santos e homens juntos.”
“Onde está Maria, não entra o espírito maligno; e um dos sinais mais infalíveis de que se está sendo conduzido pelo bom espírito é a circunstância de ser muito devoto de Maria, de pensar n’Ela muitas vezes e de falar-lhe frequentemente.”
“A devoção do Santo Rosário cotidiano defronta-se com tantos e tais inimigos, que julgo uma das mais assinaladas mercês de Deus perseverar na mesma até a morte.”

São Fulgêncio
“Maria é a escada celeste pela qual Deus desceu à terra e os homens sobem a Deus.”

São Leonardo de Porto Maurício
“Sois devoto de Nossa Senhora? Ouvi pois e consolai-vos. Vivereis bem, morrereis melhor, salvar-vos-eis.”

Santo Epifânio
“Excetuando-se a Deus só, é Maria Santíssima superior a todas as criaturas.”

Santa Madalena Sofia Barat
“A morte de um filho de Maria Santíssima é o salto de uma criança nos braços de sua Mãe.”

Santo Antonino
Se Maria é por nós, quem será conta nós?

Santo Anselmo
“Deus que criou todas as coisas, fez-se a si mesmo por meio de Maria Santíssima.”
“Nada igual a Maria, nada maior que Maria, senão só Deus.”

Santo Ambrósio
“Com razão só Ela é chamada cheia de graça, porque só Ela conseguiu a graça que nenhuma outra merecera, a de ser cheia do Auto da graça.”

São Metódio
“Vosso nome, ó Mãe de Deus, está cheio de graças e de bênçãos divinas.”

São Sofrônio
“Nada há que se iguale à graça que possuís.”

São Pedro Crisólogo
“Ó Virgem Santíssima, Vosso Criador foi concebido por Vós!”

Santo Eutímio
“Depois de Deus tudo podes, e teu Filho, Deus e Senhor de todos nós, Te concede tudo como à Mãe, pois com toda a justiça se rende a tuas entranhas maternais.”

São Lourenço de Brundisio
“Que pode faltar ao homem que tem a Maria por onipotente advogada diante de Deus onipotente?”

São Bernardino de Sena
“Deus outorgou à Santíssima Virgem tanta graça que mais é impossível conceder a uma criatura, exceto Jesus Cristo.”

Santo Irineu
“O nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria.”

São João Berchmans
“Não estarei seguro da minha salvação, enquanto não estiver seguro da minha devoção à Virgem Maria.”

São Leonardo de Porto Maurício
“Abracemos todos com grande fervor a verdadeira devoção a Maria Santíssima e assim seremos todos salvos.”

Santo Antônio Maria Claret
“Ditoso quem invoca Maria Santíssima, quem recorre ao Imaculado Coração de Maria com confiança, porque alcançará o perdão dos pecados, a graça e, por fim, a glória do Céu.”

São Gabriel da Virgem Dolorosa
“Se possuímos Maria Santíssima, temos tudo com Ela.”

Santa Maria Madalena de Pazzi
“E parecia-me que a plataforma deste templo foi a elevada mente e o alto entendimento da Virgem Maria. Havia também um altar, e percebi que era a vontade da Virgem. E a toalha do mesmo altar era a sua puríssima virgindade. E o cibório onde Jesus se encontra é o Coração da Virgem. E diante do altar vi sete lâmpadas que entendi serem os Sete Dons do Espírito Santo que igual e perfeitamente se encontravam na Virgem Maria. E sobre o altar encontravam-se doze formosíssimos candelabros que eu percebi serem os Doze Frutos do Espírito Santo que a Virgem possuía”.

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars
“As Três Pessoas Divinas contemplam a Santíssima Virgem Maria. Ela é sem mancha, está ornada de todas as virtudes que a tornam tão formosa e agradável à Santíssima Trindade”.
“Deus podia ter criado um mundo mais belo do que este que existe, mas não podia ter dado o ser a uma criatura mais perfeita que Maria Santíssima”.
“O Pai compraz-se em olhar o Coração da Santíssima Virgem como a obra-prima das suas mãos.”
“Se um pai ou uma mãe muito ricos tivessem muitos filhos e todos eles viessem a morrer, restando apenas um, esse herdaria todos os bens. Pelo pecado original, todos os filhos de Adão morreram para a graça, e somente Maria Santíssima, isenta do pecado, herdou as graças de inocência e favores que caberiam aos filhos de Adão, se eles tivessem permanecido em estado de inocência. Deus tornou Maria Santíssima depositária das suas graças”.
“Maria Santíssima deseja tanto que sejamos felizes!”
“São Bernardo diz que converteu mais almas por meio da Ave-Maria que por meio de todos os seus sermões.”
“A Ave-Maria é uma oração que jamais cansa.”
“Se o inferno pudesse arrepender-se, Maria Santíssima alcançaria essa graça.”
“Tenho bebido tanto nessa fonte, no coração da Santíssima Virgem Maria, que há muito tempo teria secado se não fosse inesgotável.”
“Quando as nossas mãos tocam uma substância aromática, perfumam tudo o que tocam. Façamos passar as nossas orações pelas mãos da Santíssima Virgem Maria. Ela as perfumará.”
“O Coração de Maria é tão terno conosco, que o de todas as mães não são mais que pedras de gelo ao lado do Seu.”
“O meio mais seguro de conhecermos a vontade de Deus é rezarmos à nossa boa Mãe, Maria Santíssima.”
“O coração dessa boa Mãe é só amor e misericórdia. Ela só deseja ver-vos felizes. Basta somente volver-se para Ela a fim de serdes ouvidos.”

São Pio de Pietrelcina
“Lembre-se de que você tem no Céu não somente um Pai, mas também uma doce Mãe.”
“Que Maria Santíssima sempre enfeite sua alma com as flores e o perfume de novas virtudes e coloque a mão materna sobre sua cabeça. Fique sempre e cada vez mais perto de nossa Mãe celeste, pois ela é o mar que deve ser atravessado para se atingir as praias do esplendor eterno no reino do amanhecer.”
“Invoquemos sempre o auxílio de Nossa Senhora.”
“O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas.”
“Amai Nossa Senhora e fazei que a amem.”
“Amar a Senhora e rezar o Rosário, porque o Rosário é a arma contra os males do mundo.”
“Descansa o teu ouvido no Seu coração materno e escuta as Suas sugestões, e assim sentirás nascer em ti os melhores desejos de perfeição.”

São Pio X
“O Santo Rosário é a mais bela de todas as orações, a mais rica em graças e a que mais agrada a Santíssima Virgem. Os erros modernos serão destruídos pelo Rosário.”

Santa Rosa de Lima
“O Santo Rosário contém todo o mérito da oração vocal e toda a virtude da oração mental.”

São Pio V
“O Santo Rosário incendiou os fiéis de amor, e deu-lhes nova vida.”

Santo Antonio Maria Claret
“Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças na vida, graças na hora da morte e glória no Céu.”
“Nunca será considerado um bom cristão, quem não reza o Santo Rosário.”

São Francisco de Sales
“O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão.”

São Carlos Borromeu
“O Santo Rosário é a mais divina das devoções.”

São Maximiliano Kolbe
“Toda graça de Deus chega até nós através da intercessão de Maria Santíssima.”
“Não te aflijas pelas contrariedades e as dificuldades, mas entrega cada coisa à Mãe Imaculada.”

São Tomás de Aquino
“A Virgem Maria ultrapassa os Anjos em sua intimidade com o Senhor.”
“A Bem-aventurada Virgem Maria goza de uma intimidade com Deus maior do que a criatura angélica.”
“O Senhor Pai está com Maria, pois Ele não se separa de maneira alguma de seu Filho e Maria possui este Filho, como nenhuma outra criatura, até mesmo angélica.”
“A Bem-aventurada Virgem é o modelo e o exemplo de todas as virtudes. Nela achareis o modelo da humildade.”
“Eu daria toda a minha ciência teológica pelo valor de uma única Ave-Maria.”

São Bernardino
“Ela distribui a quem quer, como quer, quando quer e quanto quer, as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.”

Santo Hilário
“A maior alegria que podemos dar a Maria Santíssima é a de levar Jesus Eucarístico no nosso peito.”

São Vicente Palloti
“Que o meu amor por Maria Santíssima seja igual ao amor de Seu Filho Jesus por Ela.”

São Marcelino Champagnat
“Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus.”

Santo Idelfonso
“Redunda em honra do Filho tudo quanto se oferece à Mãe Santíssima.”

Santo André Corsino
“A menor oração à Mãe de Deus não fica sem resposta.”

São João Bosco
“Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima.”
“Maria protege todos os seus devotos, em todas as necessidades, mas os protege especialmente na hora da morte”.
“Recomendai constantemente a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado.”
“Sê devoto de Maria Santíssima e serás certamente feliz.”
“Jamais se ouviu dizer no mundo que alguém tenha recorrido com confiança a essa Mãe Celeste e não tenha sido prontamente socorrido.”
“Diante de Deus declaro: basta que um jovem entre numa casa salesiana para que a Virgem Santíssima o tome imediatamente debaixo de sua especial proteção”.
“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: a Santa Missa e o Santo Rosário.”
“Nunca deixar passar um sábado, sem fazer um obséquio à Maria Santíssima.”
“Quem confia em Maria Santíssima jamais será iludido”.
“Amai a vossa terna Mãe Celeste, recorrei a Ela de coração.”
“Amai, honrai e servi a Maria Santíssima”.

Beata Jacinta Marto – Aparições de Nossa Senhora de Fátima
“Diz a toda gente, que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria; que peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que ao seu lado se venere o Coração Imaculado de Maria.”

São João Damasceno
“Deus só concede a graça da devoção à Maria Santíssima, àqueles que quer salvar.”

Santo Alberto Magno
“Não há meio mais seguro para vencer os ataques do inferno do que recorrer a Maria Santíssima.”

Santo Antonino
“Todos os devotos de Maria Santíssima necessariamente se salvam.”

São Felipe de Nery
“Se quereis perseverar, sede devotos de Maria Santíssima.”

São João Berchmans
“O que tem amor à Maria Santíssima, esse terá a perseverança.”

São Vicente de Paulo
“Depois da Santa Missa, a devoção do Santo Rosário faz cair sobre as almas bem mais graças que qualquer outra, e pelas Ave-Marias se opera muito mais milagres que qualquer outra oração.”

Maria Santíssima revelou à São Radbod
“Meu filho, nunca esqueço os serviços, mínimos que sejam, que me prestam meus caros filhos. Tende isso por coisa indubitável.”

São João Paulo II
“O Santo Rosário é uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade.”
“Mediante o Santo Rosário, o povo cristão aprende com Maria Santíssima a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor.”
“Através do Santo Rosário, o fiel alcança abundantes graças, como se as recebesse das próprias mãos da Mãe do Redentor.”
“A prática do Santo Rosário é um meio muito válido para favorecer entre os fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão. O Santo Rosário situa-se na melhor e mais garantida tradição da contemplação cristã.”
“O Santo Rosário tem não só a simplicidade de uma oração popular, mas também a profundidade teológica de uma oração adaptada a quem sente a exigência de uma contemplação mais intensa.”
“O Santo Rosário foi desde sempre também a oração da família e pela família.”
“Entre o desespero e a esperança, nada como um Santo Terço bem rezado.”
“No momento da Anunciação, respondendo com o seu «fiat», Maria concebeu um homem que era Filho de Deus, consubstancial ao Pai. Portanto, é verdadeiramente a Mãe de Deus, uma vez que a maternidade diz respeito à pessoa inteira, e não apenas ao corpo, nem tampouco apenas à ‘natureza’ humana. Deste modo o nome ‘Theotókos’ — Mãe de Deus — tornou-se o nome próprio da união com Deus, concedido à Virgem Maria.”
“Desde a minha juventude o Santo Rosário teve um lugar importante na minha vida espiritual.”
“Seria impossível citar a multidão, sem conta, de Santos que encontraram no Santo Rosário um autêntico caminho de santificação.”
“A devoção a Nossa Senhora faz parte essencial dos deveres de um Cristão.”
“Ao pedir ao discípulo predileto que tratasse Maria Santíssima como sua Mãe, Jesus instituiu o culto mariano.”

Santo Alberto Magno
“A Ave-Maria é a porta do Paraíso.”

Santa Teresa d’Ávila ou Santa Teresa de Jesus
“Eu ficaria de bom grado na terra até o fim do mundo, sofrendo os piores tormentos, só para conseguir o merecimento de uma Ave-Maria.”
“No Santo Rosário encontrei os atrativos mais doces, mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir a Deus”.

São Francisco de Sales
“A Santíssima Virgem foi sempre a Estrela polar e o Porto favorável de todos os homens que têm navegado pelos mares deste mundo miserável… Os que dirigem seu barco guiando-se por esta divina Estrela livram-se de soçobrar de encontro aos escolhos do pecado.”
“O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão.”

Papa emérito Bento XVI
“O Santo Rosário não é uma prática piedosa do passado, como uma oração de outros tempos, na qual se pensa com saudades. Ao contrário, o Rosário está conhecendo como que uma nova Primavera. Isto é, sem dúvida, um dos sinais mais eloquentes do amor que as jovens gerações sentem por Jesus e pela sua Mãe, Maria.”
“A presença da Virgem Maria nos diversos lugares das nossas cidades – nas igrejas, capelas, quadros, mosaicos – nos fala de Deus, nos recorda a vitória da Graça sobre o pecado e nos induz a ter esperança mesmo nas situações mais difíceis”.

São Francisco de Assis
“Ave Senhora, Rainha Santa, Santa Mãe de Deus Maria, que és virgem feita Igreja. E escolhida pelo santíssimo Pai do céu, que Ele consagrou com Seu santíssimo dileto Filho e com o Espírito Santo Paráclito, na qual esteve e está toda a plenitude da graça e todo bem. Ave, palácio dele; ave tabernáculo dele; ave casa dele. Ave veste dele; ave serva dele; ave mãe dele. E vós todas santas virtudes, que pela graça e iluminação do Espírito Santo sois infundidas nos corações dos fiéis, para que os façais de infiéis a fiéis a Deus.”
“Quando digo Ave, Maria, os céus sorriem, os anjos rejubilam, o mundo se alegra, treme o inferno e fogem os demônios. Vós sois, ó Maria, a filha do altíssimo Pai Celestial, a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e a Esposa do Divino Espírito Santo.”

Santa Teresa do Menino Jesus
“Não tenhas receio de amar demais a Santíssima Virgem Maria, pois jamais conseguirás amá-la o suficiente e Jesus ficará muito feliz, porque a Virgem Santíssima é sua Mãe.”

São Maximiliano Kolbe
“A Imaculada é o esplendor do amor divino nas nossas almas e a forma de nos aproximarmos do coração de Jesus.”

Santo Agostinho
“A admirável santidade de Maria é fruto da graça de Deus que a cumulou, em vista de sua missão. A Virgem Maria representa o que de mais digno, puro e inocente poderia oferecer esta nossa terra a DEUS, a fim de que o Filho de Deus se dignasse baixar até ela.”
“O fato de ser Mãe de Cristo traz a Maria lugar único no mistério da redenção, já que por meio dela é que veio ao mundo o Salvador. Essa cooperação na obra da Salvação faz de Maria, espiritualmente, a Mãe de todos os homens.”
“Tudo quanto pudermos dizer em louvor de Maria Santíssima é pouco em relação ao que merece por sua dignidade de Mãe de Deus.”
“As orações de Maria Santíssima junto a Deus têm mais poder junto da Majestade Divina que as preces e intercessão de todos os anjos e Santos do Céu e da Terra.”

Santo Idelfonso
“Redunda em honra do Filho tudo quanto se oferece à Mãe Santíssima.”

Santo Alberto Magno
“Não há meio mais seguro para vencer os ataques do inferno do que recorrer à Maria Santíssima.”

Deus fala no silêncio “sonoro”

Sexta-feira, 10 de junho de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano
Na Missa de hoje, Papa falou de três atitudes que resumem a vida do cristão: acolher Deus, em silêncio escutar Sua voz e ir em missão

A vida do cristão pode ser resumida em três comportamentos: estar “de pé” para acolher Deus, estar em paciente “silêncio” para escutar a Sua voz e “em saída” para anunciá-Lo aos demais. Esse foi o foco da homilia do Papa Francisco nesta sexta-feira, 10, na Casa Santa Marta.
Um pecador arrependido que decidiu retornar a Deus ou alguém que consagrou a vida a Ele: ambos, em algum momento, podem ser tomados pelo “medo” de não conseguir manter a escolha, refletiu o Papa. E a fé se embaça enquanto a depressão está à espreita.

De pé e em caminho
Para aprofundar este aspecto e indicar a saída do túnel, o Papa evocou por um momento a situação do filho pródigo, deprimido enquanto observa faminto os porcos. Mas Francisco se concentrou, sobretudo no Profeta Elias, personagem da liturgia do dia.
Ele, recordou o Papa, é um vencedor que tanto lutou pela fé e derrotou centenas de idólatras no Monte Carmelo. Mas, ao ser alvo da enésima perseguição, deixa-se abater. Cai por terra sob uma árvore, desencorajado, esperando a morte. Mas Deus não o deixa naquele estado de prostração e envia um anjo com uma frase imperativa: levanta-te, coma, saia.
“Para encontrar Deus é necessário voltar à situação do homem no momento da criação: de pé e em caminho. Assim, Deus nos criou: à Sua altura, à Sua imagem e semelhança e em caminho. “Vai, segue adiante! Cultiva a terra, faça-a crescer; e multiplicai-vos…’. ‘Saia!’. Saia e vá ao Monte e pare no Monte à minha presença. Elias ficou de pé. De pé, ele sai”.

O fio de um silêncio sonoro
Sair para colocar-se à escuta de Deus, mas como ter certeza de que é Ele que fala? Francisco levantou esse questionamento e explicou que o trecho do Livro dos Reis é eloquente nesse ponto. Elias foi convidado pelo anjo para sair da caverna no Monte Horebe, onde encontrou abrigo para estar na “presença” de Deus. No entanto, não foi nem o vento forte que quebra as rochas nem o terremoto, nem o fogo que o fizeram sair.
“Muito ruído, muita majestade, muito movimento e o Senhor não estava ali. ‘E depois do fogo, o sussurro de uma brisa suave’ ou, como está no original, ‘o fio de um silêncio sonoro’. E ali estava o Senhor. Para encontrar o Senhor, é preciso entrar em nós mesmos e sentir aquele ‘fio de um silêncio sonoro’ e Ele nos fala ali”.

A hora da missão
O terceiro pedido do anjo a Elias é: “Saia”. O profeta é convidado a refazer seus passos, em direção do deserto, porque lhe foi dada uma tarefa a cumprir. Nisso, ressalta Francisco, se capta o estímulo a estar em caminho, não fechados, não dentro do egoísmo, da comodidade, mas corajosos em levar aos outros a mensagem do Senhor, isto é, ir em missão.
“Devemos sempre buscar o Senhor. Todos nós sabemos como são os maus momentos: momentos que nos puxam para baixo, momentos sem fé, escuros, momentos em que não vemos o horizonte, somos incapazes de nos levantarmos. Todos nós sabemos isso! Mas é o Senhor que vem, nos restaura com o pão e com a sua força e nos diz: ‘Levante-se e vá em frente! Caminhe!’. Para encontrar o Senhor devemos estar assim: de pé e caminhar. Depois esperar que ele fale conosco: o coração aberto. E Ele vai nos dizer: ‘Sou eu’ e ali a fé se torna forte. A fé é para mim, para preservá-la? Não! É para ir e dar aos outros, para ungir os outros, para a missão”.

 

“Jesus nos oferece a certeza de que a morte foi vencida”

Urbi et Orbi

Domingo, 27 de março de 2016, Da redação, com Rádio Vaticano

Na bênção Urbi et Orbi, o  Papa Francisco recordou que com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte

“Cristo ressuscitado indica, portanto, caminhos de esperança”, diz Papa em mensagem de Páscoa. Fonte: Instagram @franciscus

Neste domingo de Páscoa, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa na Praça São Pedro, que estava repleta de fiéis e peregrinos provenientes das diversas partes do mundo para assistir a esta celebração e receber a bênção Urbi et Orbi.

A mensagem foi dada pelo Pontífice a partir da varanda central da Basílica de São Pedro, no fim da Celebração Eucarística.

Francisco iniciou falando aos presentes que Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. “Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor! A sua Ressurreição realizou plenamente a profecia do Salmo: a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele baixou até ao fundo do abismo”.

Infinita misericórdia

O Papa prossegue dizendo que diante dos abismos espirituais e morais da humanidade, diante dos vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte, somente uma infinita misericórdia pode dar a salvação. “Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses abismos, e evitar-nos de afundar, permitindo-nos de continuar caminhando juntos, em direção à Terra da liberdade e da vida.”

“O anúncio jubiloso da Páscoa: Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou oferece-nos, por conseguinte, a certeza consoladora de que o abismo da morte foi vencido e, com isso, foram derrotados o luto, o pranto e a dor.”

Francisco observa ainda que o Senhor, que sofreu o abandono dos seus discípulos, o peso de uma condenação injusta e a vergonha de uma morte infame, hoje faz com que todos compartilhem a sua vida imortal, e oferece o seu olhar de ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e violência.

Sofrimento

O Santo Padre recorda ainda que o nosso mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito, um mundo no qual as crônicas diárias estão repletas de relatos de crimes brutais, que muitas vezes acontecem dentro das paredes do “nosso” próprio lar, e de conflitos armados a grande escala, submetendo populações inteiras a provas inimagináveis.

“Eis que Cristo ressuscitado indica, portanto, caminhos de esperança para a querida Síria, um país devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, morte, de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da convivência civil”, ressaltou.

“Confiamos no poder do Senhor ressuscitado. As conversações em curso, de modo que, com a boa vontade e a cooperação de todos, seja possível colher os frutos da paz e dar início à construção de uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão”, disse.

Mensagem de vida

O Pontífice pede ainda que a mensagem de vida proclamada pelo anjo junto da pedra rolada do sepulcro, vença a dureza dos corações e promova um encontro fecundo entre povos e culturas nas outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no Iraque, Iêmen e na Líbia.

“A imagem do homem novo, que resplandece no rosto de Cristo, favoreça a convivência entre israelianos e palestinos na Terra Santa, bem como a disponibilidade paciente e o esforço diário para trabalhar no sentido de construir as bases de uma paz justa e duradoura através de uma negociação direta e sincera. O Senhor da vida acompanhe também os esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra na Ucrânia, inspirando e apoiando igualmente as iniciativas de ajuda humanitária, entre as quais a libertação de pessoas detidas”, continua Francisco.

Jesus ressuscitou

O Senhor Jesus, Paz de todos, que ressuscitando derrotou o mal e o pecado, possa favorecer, nesta festa da Páscoa, a “nossa” proximidade com as vítimas do terrorismo, forma de violência cega e brutal que continua a derramar sangue inocente em diversas partes do mundo, como aconteceu nos ataques recentes na Bélgica, Turquia, Nigéria, Chade, Camarões e Costa do Marfim.

“Possam frutificar os fermentos de esperança e as perspectivas de paz na África. Penso de modo particular ao Burundi, Moçambique, República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, marcados por tensões políticas e sociais”, acrescentou o Papa.

Egoísmo e a morte foram derrotados

Francisco recordou que com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte. Seu Filho Jesus é a porta aberta da misericórdia de par em par para todos. Fez votos para que a sua mensagem pascal possa resplandecer cada vez mais sobre o povo venezuelano nas difíceis condições em que vive e sobre aqueles que detêm em suas mãos os destinos do país, para que se possa trabalhar em vista do bem comum, buscando espaços de diálogo e colaboração entre todos.

“Que por todos os lados possam ser tomadas medidas para promover a cultura do encontro, a justiça e o respeito mútuo, únicos elementos capazes de poder garantir o bem-estar espiritual e material dos cidadãos.”

“Mas também, o Cristo ressuscitado, anúncio de vida para toda a humanidade, ressoa através dos séculos e nos convida não esquecer dos homens e das mulheres em busca de um futuro melhor, grupos cada vez mais numerosos de migrantes e refugiados, entre os quais muitas crianças, que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça social.”

Francisco diz que esses irmãos e irmãs, encontram a morte nos seus caminhos com demasiada frequência, ou a recusa dos que poderiam oferecer-lhes hospitalidade e ajuda.

O Papa fez votos para que a próxima Cimeira Mundial, sobre a Ajuda Humanitária, não deixe de colocar no centro a pessoa humana com a sua dignidade e possa desenvolver políticas capazes de ajudar e proteger as vítimas de conflitos e de outras situações de emergência, especialmente os mais vulneráveis e os que sofrem perseguição por motivos étnicos e religiosos.

Planeta terra

Neste dia, o pensamento do Santo Padre se estende também ao sofrimento da Terra “ainda assim tão abusada mediante uma exploração ávida pelo lucro, que altera o equilíbrio da natureza causando efeitos das mudanças climáticas, que muitas vezes causam secas ou violentas inundações, resultando em crises alimentares em diferentes partes do planeta”.

O pensamento de Francisco se estende ainda à todos os “nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé e pela sua lealdade a Cristo” para lhes dirigir ainda hoje as palavras de Cristo: “’Não tenhais medo! Eu venci o mundo.’ Hoje é o dia radiante desta vitória” disse.

Palavras de conforto e esperança

Finalmente, o Santo Padre dirigiu uma palavra de conforto e de esperança para “todos aqueles que nas sociedades perderam toda a esperança e alegria de viver, para os idosos oprimidos que na solidão sentem esvanecer as forças, para os jovens aos quais parece não existir o futuro”.

A todos, o Pontífice dirigiu mais uma vez as palavras do Ressuscitado “Eis que faço novas todas as coisas (…) a quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante”.

Francisco conclui pedindo que esta mensagem consoladora de Jesus, possa ajudar cada um de nós a recomeçar com mais coragem, para assim construir estradas de reconciliação com Deus e com os irmãos, que hoje há tanta necessidade.

No fim, Francisco agradeceu a todos pela presença festosa e a alegria que souberam trazer neste dia Santo. A todos pediu que continuem a rezar por Ele.

“Onde há mentira, não pode haver amor”

Quarta-feira, 14 de novembro de 2018, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/onde-ha-mentira-nao-pode-haver-amor-afirma-papa/

Francisco deu continuidade às catequeses sobre os 10 mandamentos, falando sobre o oitavo: “Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”

“Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”. A catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 14, foi dedicada ao oitavo mandamento. Aos milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro, o Pontífice explicou o significado profundo da verdade e afirmou que o oitavo mandamento ensina que não se pode falsificar a verdade nas relações com os outros.

“Viver de comunicações não autênticas é grave, porque impede as relações e, portanto, o amor. Onde há mentira, não pode haver amor. E quando falamos de comunicação entre as pessoas não entendemos somente as palavras, mas também os gestos, as atitudes e até mesmo os silêncios e as ausências. Uma pessoa fala com tudo aquilo que é e o que faz. Todos nós vivemos comunicando e estamos continuamente num frágil equilíbrio entre a verdade e a mentira”, afirmou.

Francisco perguntou aos presentes o significado de dizer a verdade, e respondeu: “É algo que vai além do nosso ponto de vista ou a revelação de fatos pessoais ou reservados. É um modo de manifestar o amor”. O Papa afirmou que as fofocas matam, e dedicou esta constatação ao apóstolo Tiago.

“Os fofoqueiros são pessoas que matam os outros porque a língua mata como uma faca. Fiquem atentos. O fofoqueiro é um terrorista, porque com a sua língua lança a bomba e vai embora e esta bomba destrói a fama dos outros. Fofocar é matar, não esqueçam”, alertou o Pontífice. Francisco prosseguiu explicando que as palavras ‘não levantarás falso testemunho contra teu próximo’, pertencem à linguagem jurídica. Segundo o Santo Padre, os Evangelhos culminam com a narração do processo, da execução da sentença contra Jesus e sua consequência inaudita.

O Pontífice recordou que Jesus, quando interrogado por Pilatos, disse que veio a este mundo para dar testemunho da verdade. “A verdade, portanto, encontra sua plena realização na própria pessoa de Jesus, no seu modo de viver e de morrer, fruto da sua relação com o Pai. E esta existência como filho de Deus, Jesus a doa também a nós. Em cada ato, o homem afirma ou nega esta verdade. Eu sou uma testemunha da verdade ou sou um mentiroso fantasiado de verdadeiro? Cada um se questione”, recomendou o Papa.

A verdade não se limita a discursos, mas é um modo de existir, de viver, frisou o Papa, que continuou afirmando que a verdade é a revelação maravilhosa de Deus, do seu rosto de Pai, do seu amor sem limites. “Esta verdade corresponde à razão humana, mas a supera infinitamente”, sublinhou. Francisco então concluiu: “Não levantar falso testemunho quer dizer viver como filhos de Deus, que jamais desmente a si mesmo, jamais mente, deixando emergir em cada ato a grande verdade: que Deus é Pai e é possível confiar Nele. Eu confio em Deus, esta é a grande verdade. E dessa nossa confiança em Deus Pai, de que Ele nos ama, nasce a minha verdade e o ser verdadeiro e não mentiroso”.

A felicidade é Cristo, não um aplicativo no celular

Praça S. Pedro ficou lotada para Missa presidida pelo Papa – ANSA

Cidade do Vaticano (RV) – Os jovens voltaram a se encontrar com o Papa Francisco este domingo (24/04), desta vez para a Santa Missa por ocasião do Jubileu dos Adolescentes.

O cenário para este encontro foi novamente a Praça S. Pedro, depois da maratona de confissões sábado pela manhã – ocasião em que Francisco confessou 16 moças e rapazes.

Com a participação de cerca de 100 mil fiéis, a homilia do Pontífice foi inspirada no Evangelho do dia, no mandamento de Jesus aos discípulos, “amai-vos uns aos outros como eu vos ameis”.

“O amor é a carteira de identidade do cristão, é o único ‘documento’ válido para sermos reconhecidos como discípulos de Jesus. Se este documento perde a validade e não for renovado, deixamos de ser testemunhas do Mestre”, disse Francisco, que reconheceu que amar não é fácil. É exigente e requer esforço, pois significa oferecer algo de nós mesmos: o próprio tempo, a própria amizade e as próprias capacidades. Não é o amor das novelas. É livre, porque não possui.

O segredo para amar é Jesus, acrescentou o Papa, que oferece o dom maior, um dom para a vida: Ele nos oferece uma amizade fiel, da qual nunca nos privará. A principal ameaça que impede de crescer como se deve é ninguém se importar conosco, é nos sentirmos deixados de lado. Ao contrário, o Senhor está sempre conosco. Ele no espera pacientemente e aguarda o nosso «sim».

A felicidade não é um ‘app’ no celular

Francisco falou ainda do desejo de liberdade que os adolescentes sentem. Ser livre, afirmou ele, não significa fazer aquilo que se quer, mas é o dom de poder escolher o bem: é livre quem procura aquilo que agrada a Deus, mesmo que nos obrigue a escolhas corajosas. Ser livre é saber dizer sim e não. “Não se contentem com a mediocridade, ficando cômodos e sentados; não confiem em quem os distrai da verdadeira riqueza, dizendo que a vida só é bela se possuir bens materiais. A felicidade não tem preço, nem se comercializa; não é um ‘aplicativo’ que se baixa no celular: nem a versão mais atualizada os ajudará a torná-los livres e grandes no amor.”

Com efeito, o amor é o dom livre de quem tem o coração aberto; é uma responsabilidade que dura toda a vida; é um compromisso diário, feito também de sonhos. “Ai dos jovens que não sabem sonhar. Se um jovem dessa idade não sonha, já está aposentado.” O amor não se realiza falando dele, mas o colocando em prática! Para crescer no amor, o segredo também é o Senhor. “Quando parecer difícil dizer não àquilo que é errado, ergam os olhos para a cruz de Jesus e não larguem a sua mão que os conduz para o alto”, indicou o Papa. Esta mão que, muitas vezes, pode ser a de um pai, de uma mãe ou de um amigo para não nos deixar caídos. “Deus nos quer em pé, sempre.”

Treinar o amor

Mas também para amar é preciso treinamento, disse Francisco, como os campões esportivos, começando desde já com empenho e afinco. Como programa diário desse treinamento, o Papa sugeriu as obras de misericórdia. “Assim, se tornarão campeões de vida, campeões de amor, e serão reconhecidos como discípulos de Jesus. E lhes garanto: a alegria será completa.”

Ao final da Missa, o Papa percorreu toda a Praça S. Pedro a bordo de seu papamóvel para saudar os fiéis.

Deus é o verdadeiro amor

Sexta-feira, 8 de janeiro de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Papa lembrou que Deus ama a humanidade, não importa o quanto ela seja pecadora

Nem todo amor vem de Deus, mas Deus é o verdadeiro amor. Esse foi o pensamento que conduziu a homilia do Papa Francisco nesta sexta-feira, 8, na Casa Santa Marta. Francisco lembrou que Deus ama sempre e primeiro, não importa o quanto o homem seja pecador.

Na Primeira Leitura, o apóstolo João faz uma longa reflexão sobre dois mandamentos principais da vida de fé: o amor de Deus e o amor do próximo.

“Esta palavra ‘amor’ é uma palavra usada tantas vezes e não se sabe, quando se usa, o que significa exatamente. O que é o amor? Às vezes pensamos no amor das telenovelas, não, aquilo não parece amor. O amor pode parecer um entusiasmo por uma pessoa e depois…se apaga. De onde vem o verdadeiro amor? Qualquer um que ama foi gerado por Deus, porque Deus é amor”.

O ano do perdão

Francisco observou que João destaca uma característica do amor de Deus: ama “por primeiro”. A prova disso é a narração no Evangelho da multiplicação dos pães, proposta pela liturgia: Jesus olha para a multidão e sente “compaixão”, o que não é a mesma coisa que “sentir pena”, ressaltou o Papa. O amor que Jesus nutre pelas pessoas leva-O a sofrer com elas e esse amor de Deus é exemplificado de inúmeras formas, como nas passagens sobre Zaqueu, Natanael e o filho pródigo.

“Quando temos alguma coisa no coração e queremos pedir perdão ao Senhor, é Ele que nos espera para nos dar o perdão. Este Ano da Misericórdia recorda um pouco isso também: que nós sabemos que o Senhor está nos aguardando, a cada um de nós. Por que? Para nos abraçar. Nada de mais. Para dizer: filho, filha, te amo. Deixei que crucificassem meu Filho para ti; este é o preço do meu amor; este é o presente de amor”.

O Papa enfatizou que Deus espera pelo homem, mas quer que ele abra a porta do seu coração, é preciso ter essa certeza sempre. “Ir ao Senhor e dizer: ‘Mas tu sabes, Senhor, que te amo’. Ou senão, posso dizer assim: ‘Sabes, Senhor, que eu gostaria de te amar, mas sou muito pecador, muito pecadora”. E Ele fará o mesmo que fez com o filho pródigo, que gastou todo o dinheiro em vícios: nem te deixará acabar a frase, e com um abraço te calará. O abraço do amor de Deus”.

Todos os dias se deve aprender a arte de amar

Domingo, 21 de maio de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

No Regina Coeli deste domingo, Papa ressaltou a arte de amar, a exemplo de Deus

O Papa encontrou os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro neste domingo para a oração mariana do Regina Coeli.

O encontro foi marcado também pelo anúncio da criação de 5 novos cardeais.

Francisco recordou o Evangelho do dia, que nos “leva àquele momento comovente e dramático que é a última ceia de Jesus com os seus discípulos. O evangelista João recolhe da boca e do coração do Senhor os seus último ensinamentos, antes da paixão e da morte. Jesus promete aos seus amigos que, depois d’Ele, receberão um outro paráclito, ou seja, um outro “advogado”, defensor e consolador, “o Espírito da verdade”, e acrescenta: “Não vos deixarei órfãos, virei até vocês”.

Estas palavras – prosseguiu o Papa – transmitem a alegria de uma nova vinda de Cristo: Ele, ressuscitado e glorificado, está no Pai e, ao mesmo tempo, vem a nós no Espírito Santo. E nesta sua nova vinda se revela a nossa união com Ele e com o Pai: “Vocês saberão que eu estou no meu Pai e vocês em mim e eu em vocês”.

Missão da Igreja

Meditando estas palavras de Jesus – continuou o Pontífice – hoje nós percebemos com senso de fé de sermos o povo de Deus em comunhão com o Pai e com Jesus mediante o Espírito Santo. Neste Mistério de comunhão, a Igreja encontra a fonte inexaurível da própria missão, que se realiza mediante o amor. Jesus diz no Evangelho de hoje: “Quem acolhe os meus mandamentos e os observa, estes são aqueles que me amam. Quem me ama será amado pelo meu Pai e eu também o amarei e me manifestarei nele”.

“É o amor que nos introduz o conhecimento de Jesus, graças à ação do Espírito Santo. O amor a Deus e ao próximo é o maior mandamento do Evangelho. O Senhor hoje nos chama a corresponder generosamente ao chamado evangélico ao amor, colocando Deus no centro da nossa vida e nos dedicando ao serviço dos irmãos, especialmente os mais necessitados de apoio e de consolação”, afirmou Francisco.

Comunidade cristã

Se existe um comportamento que não é fácil – advertiu o Papa – que não é óbvio sequer para uma comunidade cristã é justamente aquele de saber se amar, de se querer bem a exemplo do Senhor e com a sua graça. Às vezes os contrastes, o orgulho, as invejas, as divisões deixam sinais também sobre o belo rosto da Igreja. Uma comunidade de cristãos deveria viver na caridade de Cristo, e em vez é bem ali que o maligno ‘coloca a pata’ e nós, às vezes, nos deixamos enganar. E quem sofre são as pessoas mais frágeis espiritualmente.

“Quantas delas se afastaram porque não se sentiram acolhidas, compreendidas e amadas. Até mesmo para um cristão saber amar não é algo que se conquista de uma só vez; todos os dias se deve recomeçar, se deve exercitar para que o nosso amor para com os irmãos e irmãs que encontramos passe a ser maduro e purificado dos limites ou pecados que os deixam parcial, egoísta, estéril e infiel. Todos os dias se deve aprender a arte de amar, todos os dias se deve seguir com paciência a escola de Cristo, com a ajuda de seu Espírito”.

Que Nossa Senhora, perfeita discípula de seu Filho e Senhor, nos ajude a sermos sempre mais dóceis ao Paráclito, o Espírito da Verdade, para aprender todos os dias a nos amarmos como Jesus nos amou.

Após a oração do Regina Coeli, o Papa lamentou a retomada da violência na República Centro-Africana e disse que se unirá em oração aos fiéis na China.

Infelizmente chegam notícias dolorosas da República Centro-africana, que tenho no coração, especialmente depois da minha visita em novembro de 2015. Confrontos armados provocaram inúmeras vítimas e desalojados, e ameaçam o processo de paz. Estou próximo à população e aos bispos e a todos aqueles que se esforçam para o bem das pessoas e pela convivência pacífica. Rezo pelos mortos e feridos e renovo o meu apelo: calem-se as armas e prevaleça a boa vontade para dialogar para dar ao país paz e desenvolvimento.

China

No próximo dia 24 de maio nos uniremos espiritualmente aos fiéis católicos na China, na recorrência de Nossa Senhora “Ajuda dos Cristãos”, venerada no santuário de Sheshan, em Xangai. Aos católicos chineses digo: ergamos o olhar a Maria nossa Mãe, para que nos ajude a discernir a vontade de Deus a respeito do caminho concreto da Igreja na China e nos apoie em acolher com generosidade o seu projeto de amor. Maria encoraja a oferecer a nossa contribuição pessoal para a comunhão entre os fiéis e para a harmonia de toda a sociedade. Não esqueçamos de testemunhar a fé com oração e amor, mantendo-nos abertos ao encontro e ao diálogo, sempre.

Não sou mais virgem, mas quero um namoro santo

Castidade

É possível namorar sem sexo, mesmo não sendo virgem

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo tem uma força libertadora. Jesus provoca uma revolução na vida daqueles que se deixam atingir por Seu amor. Quem tem um encontro pessoal com Deus muda seus conceitos, sua mentalidade, muda sua vivência, porque sente e experimenta como é ser amado e valorizado no coração do Altíssimo.

O ideal seria que todos nós conhecêssemos a grandiosidade do amor divino nos primeiros anos de nossa vida. Mas a maioria de nós só se deixará envolver pelo amor de Deus depois de adultos ou após a vida ter nos marcado negativamente em algum aspecto. Por isso, vemos muitas pessoas que, primeiramente, vivem a sexualidade do mundo e não como pede o Senhor. Mas quando se deparam com o amor de Deus, resolvem viver a castidade. Que bom que Deus os alcançou! No entanto, a virgindade, que caracteriza a não iniciação da pessoa na vida sexual, tanto no sentido do corpo quanto a sua experiência psíquica, já não existe mais.

Daí, muitos pensam: “Não sou mais virgem, mas quero um namoro santo. Só que, agora, eu conheço o sexo e as carícias. Será que vou aguentar?” Ou: “Será que mereço isso?”. Até há aqueles que se perguntam: “Nesta minha condição, será que alguém vai querer namorar comigo?”.

Sim, você pode viver castamente! É possível namorar sem sexo, mesmo que isso tenha se tornado uma espécie de dependência para você. Mais ainda: você merece namorar santamente e encontrará quem o aceite como você é e com o que já viveu.

Você só precisa ter em mente que será um desafio; afinal, foi inserido no contexto sexual e o tem registrado em sua memória, de forma muito maior do que antes da perda da virgindade.

Cuidado! Fuja das oportunidades de pecado sempre que elas estiverem à espreita. Toda vez que um pequeno gesto começar a enfraquecer a sua decisão, não o deixe acontecer.

Apesar das marcas que você pode ter em si, saiba que para Deus o que importa é a pureza de coração. “O que o homem vê não é o que importa: o homem vê o que está diante dos olhos, mas o Senhor olha o coração” (I Sm 16,7).

Se, no seu coração, você deseja atingir essa pureza, tem tudo para conseguir. Ela é possível em qualquer estágio da vida. Diz o Catecismo da Igreja Católica que a Boa Nova de Cristo restaura constantemente a vida por dentro (interior do coração), restaura as qualidades do espírito e os dotes da pessoa (cf. CIC art. nº2527). Ou seja, a luta pela castidade fará de você uma pessoa pura no corpo e na intenção.

Não importa o seu passado. Deus lhe perdoa sempre. Se você se arrependeu, mas se confessou, Ele o perdoou. “Vai e não tornes a pecar” (Jo 8, 11).

Se Deus o perdoa, quem são os homens para condená-lo? Não importa seu passado, porque você é portador de um dom, e “o dom e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29). Isso significa que o Senhor não tira as dádivas e as qualidades que Ele mesmo imprimiu nas criaturas, mesmo que essas errem.

Você é uma bênção do Senhor, neste mundo, por tudo aquilo que o Altíssimo depositou em sua essência. Você merece alguém que valorize as belezas que existem em você. Assuma-se assim!

Talvez, seja difícil adquirir a pureza e libertar-se das marcas negativas de uma sexualidade mal vivida; portanto, tenha paciência com você mesmo. Se, por acaso, você tornar a errar, não desista, procure a confissão e recomece.

Se o ato sexual ou a masturbação tornaram-se um vício, procure ajuda com um profissional ou um diretor espiritual. Tenha sempre um confessor apenas, um sacerdote em que você encontre misericórdia. Conte a ele suas fraquezas para que ele entenda melhor seu processo e identifique, na queda, as possíveis circunstâncias. Assim, ele o orientará melhor. Não desista de você, nunca pare de lutar!

A castidade parte de uma decisão por corresponder ao amor de Deus. Jesus entregou não somente Seu corpo, mas se esgotou, esvaziou-se de tudo o que Ele é, até de ser Deus, por causa de você, para que você também ame da forma correta. Então, é olhando para Jesus, principalmente nas horas mais difíceis, que encontraremos forças para não cair no pecado.

Para Deus atuar em nós basta a nossa decisão de deixá-Lo entrar em nossa vida. Você quer ser casto? Então, tome com afinco essa decisão.

Sempre é possível recomeçar!

Sandro Arquejada

“Deus é poderoso e pode fazer tudo, menos uma coisa: parar de nos amar”

Na homilia desta manhã, Francisco sublinha que Deus ama também os piores de nós “com a ternura de um pai”, ou “como a galinha com seus pintinhos”

Cidade do Vaticano,  29 de Outubro de 2015  (ZENIT.org)

Deus não condena: Deus ama. E ama a ponto de que o amor é a sua “fraqueza”, a ponto de chorar pelos ímpios e pelos que se afastam dele. Com essa imagem de ternura quase maternal, o papa retratou na missa em Santa Marta o amor do Pai pelo homem.

“Jesus chora sobre Jerusalém, que mata os profetas que lhe anunciam a salvação. E Deus diz a Jerusalém e a todos nós: ‘Quantas vezes quis eu juntar os teus filhos, como a galinha junta a sua ninhada debaixo das asas, e tu não quiseste!’ E quantas vezes ‘eu quis fazer sentir esse carinho, esse amor, como a galinha com seus pintinhos, e tu recusaste’”.

“Todo homem, toda mulher, pode recusar o presente” de Deus e preferir a sua vaidade, o seu orgulho, o seu pecado. “Mas o presente está ali”, porque Deus “não pode ficar longe de nós. Essa é a ‘impotência’ de Deus. Nós dizemos: ‘Deus é poderoso, pode fazer tudo!’. Menos uma coisa: ficar longe de nós”.

Não é por nada que São Paulo se diz “convencido de que nem morte nem vida, nem anjos, nem principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos deste amor”. Na primeira leitura, o Apóstolo dos gentios enfatiza que os cristãos são vencedores porque, “se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Quem nos condenará, se Deus nos salva?

Mas essa “força de vencedor”, que é um presente, os cristãos não podem considerar “como uma propriedade”, adverte o papa. O sentido não é o de “somos os campeões”, mas o de “somos vencedores não porque temos este presente em mãos, e sim porque nada nem ninguém ‘poderá separar-nos do amor de Deus, que é em Cristo Jesus, nosso Senhor’”.

“Não é que sejamos vencedores sobre os nossos inimigos, sobre o pecado. Não! Nós estamos tão ligados ao amor de Deus que nenhuma pessoa, nenhum poder, nada pode nos separar deste amor. Paulo viu no presente Aquele que dá o presente: é o dom de recriação, é o dom do renascimento em Cristo Jesus. Ele viu o amor de Deus. Um amor que não pode ser explicado”.

Um amor que leva Jesus às lágrimas, como diz o Evangelho, fazendo-nos entender um pouco sobre ele, observa Francisco: “Jesus chorou! Chorou sobre Jerusalém e aquele choro é toda a ‘impotência’ de Deus: a sua incapacidade de não amar, de não ficar longe de nós. Deus chora, chora por mim quando me afasto; chora por cada um de nós; chora pelos iníquos, que fazem tantas coisas ruins, tanto mal para a humanidade… Ele espera, não condena. Ele chora. Por quê? Porque ama!”, diz o pontífice.

“Deus não pode não amar!”, insiste o papa. “E esta é a nossa segurança. Eu posso rejeitar esse amor, como o bom ladrão o recusou até o fim da sua vida. Mas lá estava aquele amor esperando por ele. O pior de nós, o maior blasfemador é amado por Deus com uma ternura de pai, de papai”. Ou, como diz São Paulo, como diz o Evangelho, como diz Cristo, “como uma galinha ama os seus pintinhos”.

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