Pensamentos Seletos

Católico meia boca

https://afeexplicada.wordpress.com/2013/11/05/catolico-meia-boca/

O Brasil já foi referido muitas vezes como o maior país católico do mundo.

Mas quantos destes conhecem realmente a doutrina católica?

Quantos destes procuram viver de acordo com os mandamentos de Deus e os preceitos da Santa Igreja?

E talvez não procurem viver assim porque nem conheçam a doutrina católica…

A situação torna-se mais complicada ainda quando presenciamos instituições que se denominam católicas e mesmo parte do clero defendendo idéias contrárias à doutrina católica.

Com efeito, o saudoso Papa São João Paulo II, na sua fabulosa Encíclica Veritatis Splendor (1993), mostrou grande preocupação em relação à idéias contrárias à doutrina católica sendo defendidas em instituições que se denominam católicas (n. 116).

A importância de se conhecer a fé e a moral católica, em uma formação consistente, é muitas vezes negligenciada pelos próprios católicos, ignorando que:

•A fé NÃO é um sentimento, e sim uma adesão à um conjunto de verdades que são apreendidas intelectualmente (Catecismo da Igreja Católica, 155).

•Muitos deixam de ser católicos por terem conhecido pouco os fundamentos da fé católica, e acabam aderindo ao protestantismo, ao espiritismo, ao ateísmo, ao agnosticismo, ao indiferentismo religioso, ao relativismo, ao socialismo ou outras doutrinas incompatíveis com a fé católica

•A vida moral é condição necessária para a salvação; embora muitos possam se salvar na ignorância invencível, através da busca sincera da verdade e da vivência da lei natural, existe também um tipo de ignorância que é culposa, quando não se procura suficientemente a verdade e o bem (Catecismo da Igreja Católica, 1790-1791).

•A vida moral é condição necessária para a plena realização humana e a justa ordem social (se a Lei Divina fosse observada, não haveria homicídios voluntários, roubos, assaltos, estupros, drogas, corrupção, adultérios, abortos, invasões de terras, governos totalitários, nacionalismos desordenados, etc).

•Pouco se ama o que pouco se conhece, muito se ama o que muito se conhece. Conhecendo a doutrina católica, mais se ama a Deus, as Suas Obras e a Sua Santa Igreja, mais se deseja realizar a Sua Vontade, mais se deseja o Céu.

•É impossível realizar um apostolado eficaz e dialogar com quem pensa diferente, sem conhecer a doutrina católica. Já dizia São Josemaria Escrivá: “Para o apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração”.

Já dizia Nosso Senhor Jesus Cristo: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

Em tudo isso vemos que não basta, então, ter uma vida espiritual; é preciso também o conhecimento de um conjunto de verdades necessárias para dar a direção adequada a esta vida espiritual.

É como um barco à vela: não basta que ele se mova, mas é preciso se mover para a direção certa.

Para combater, portanto, um relativismo doutrinal “politicamente correto” que muitas vezes é ensinado, em 1992 o Papa São João Paulo II determinou a publicação do “Catecismo da Igreja Católica”, contendo um resumo oficial da doutrina católica. Pela sede que o ser humano naturalmente tem de conhecer à Deus e Sua Verdade, o Catecismo tem se difundido cada vez mais. Mas infelizmente, muitos católicos ainda não tem contato com ele.

Muitos falam da necessidade de conhecer-se a Bíblia, mas ignoram o fato que a Bíblia NÃO contém toda a Verdade Revelada por Deus (há ainda a Tradição Apostólica), e só pode ser autenticamente interpretada pelo Sagrado Magistério da Igreja, que nos transmite a Escritura (a Bíblia) e a Tradição. Diz o Concilio Vaticano II: “O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo” (Dei Verbum, n. 10).

Sem a autoridade do Magistério, portanto, a Bíblia como temos hoje nem existiria, pois foi o próprio Magistério quem definiu os livros que deveriam fazer parte da Sagrada Escritura (os chamados “canônicos”) e quais não deveriam (os chamados “apócrifos”), no pontificado do Papa São Dâmaso, próximo ao Concílio de Éfeso (século IV).  A Bíblia sem o Magistério da Igreja é perigosa, pois pode levar à interpretações equivocadas e com péssimas conseqüências em todos os sentidos.

Assim, é fundamental que cada católico tenha à mão um Catecismo, tanto para um estudo sistemático, como para ser fonte de consulta quando houver necessidade.

O Catecismo pode ser encontrado, em geral, nas livrarias católicas, tanto em sua versão completa como na sua versão em compêndio (na forma de perguntas e respostas).

A versão eletrônica do Catecismo pode ser encontrada em: http://www.vatican.va/archive/ccc/index_po.htm

As bem-aventuranças e a paz

Terça-feira, 16 de janeiro de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé

Somos convidados e desafiados a caminhar para o horizonte das Bem-aventuranças, disse o Papa em sua primeira homilia no Chile

Paz e justiça foram dois pontos abordados pelo Papa Francisco durante sua primeira homilia na capital chilena, Santiago, nesta terça-feira, 16. A celebração, realizada no Parque O’Higgins, teve como Evangelho as bem-aventuranças, que foram o fio condutor da homilia do Santo Padre.

O encontro entre Deus e seu povo é apontado pelo Papa como o ponto de partida para o nascimento das Bem-aventuranças, horizonte para o qual todos são convidados e desafiados a caminhar. Mas o alerta de Francisco ficou por conta da passividade com que muitos agem diante da realidade, atitude que segundo o Santo Padre impede o nascimento, nos corações, das Bem-aventuranças.

“[As Bem-aventuranças] Não nascem dos profetas de desgraças, que se contentam em semear decepções; nem de miragens que nos prometem a felicidade com um ‘clique’, num abrir e fechar de olhos. Pelo contrário, as Bem-aventuranças nascem do coração compassivo de Jesus, que se encontra com o coração de homens e mulheres que desejam e anseiam por uma vida feliz”, afirmou o Pontífice.

Em referência aos vários terremotos já enfrentados pela população chilena, Francisco citou os vários homens e mulheres que conhecem o sofrimento, as frustrações e as angústias geradas quando o “chão lhes treme debaixo dos pés” ou “os sonhos acabam submersos”, mas que se reafirmam na luta para continuarem adiante, para reconstruir e recomeçar. O Papa aproveitou então para reforçar que as Bem-aventuranças não nascem de atitudes de crítica, julgamento, falta de comprometimento e sim de processos de transformação e reconstrução de comunidades e de vidas em particular.

Crianças chilenas participaram do ofertório da missa presidida pelo Papa / /Foto: Reprodução TV Canção Nova – Vatican News

“Jesus, quando diz bem-aventurado o pobre, o que chorou, o aflito, o que sofre, o que perdoou…, vem extirpar a imobilidade paralisadora de quem pensa que as coisas não podem mudar, de quem deixou de crer no poder transformador de Deus Pai e nos seus irmãos, especialmente nos seus irmãos mais frágeis, nos seus irmãos descartados. Jesus, quando proclama as Bem-aventuranças, vem sacudir aquela prostração negativa chamada resignação que nos faz crer que se pode viver melhor, se evitarmos os problemas, se fugirmos dos outros, se nos escondermos ou fecharmos nas nossas comodidades, se nos adormentarmos num consumismo tranquilizador”, alertou.

Desta forma, Francisco afirmou que as bem-aventuranças fazem, dos que comungam delas, artífices de paz. “Felizes aqueles que são capazes de sujar as mãos e trabalhar para que outros vivam em paz. Felizes aqueles que se esforçam por não semear divisão”, ressaltou o Pontífice, que prosseguiu respondendo a questões comuns ao ser humano: “Queres ser ditoso? Queres felicidade? Felizes aqueles que trabalham para que outros possam ter uma vida ditosa. Queres paz? Trabalha pela paz”.

O Papa seguiu citando, entre aplausos, um trecho da homilia do já falecido cardeal chileno, Dom Raúl Silva Henríquez, como parte da reflexão de sua homilia: “Se queres a paz, trabalha pela justiça” (…). E se alguém nos perguntar: “Que é a justiça?” ou se porventura consiste apenas em “não roubar”, dir-lhe-emos que existe outra justiça: a que exige que todo o homem seja tratado como homem”, relembrou.

Para semear a paz, o Santo Padre sublinhou a necessidade da proximidade, de ir ao encontro de quem se encontra em dificuldade, de quem não foi tratado como pessoa. Segundo Francisco, esta é a única maneira para tecer um futuro de paz, para tecer de novo uma realidade passível de se desfiar, e citou — sob aplausos — a frase de Santo Alberto Hurtado: “Está muito bem não fazer o mal, mas está muito mal não fazer o bem”.

Ao final de sua homilia, Francisco confiou à Virgem Imaculada a cidade de Santiago. “Que Ela nos ajude a viver e a desejar o espírito das Bem-aventuranças, para que, em todos os cantos desta cidade, se ouça como um sussurro: ‘Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus’”, concluiu.

Nesta terça-feira, 16, Francisco prosseguirá com sua agenda de compromissos e fará uma breve visita ao Centro Penitenciário Feminino de Santiago, se encontrará com sacerdotes, religiosos e religiosas, consagrados e seminaristas na Catedral de Santiago, e com os bispos do Chile na sacristia da Catedral. O dia de hoje será encerrado com uma visita privada ao Santuário de São Alberto Hurtado e um encontro, também privado, com os sacerdotes da Companhia de Jesus.

 

 

Homilia do Papa em Missa no Parque O’Higgins, em Santiago, Chile

«Ao ver a multidão…» (Mt 5, 1): nestas primeiras palavras do Evangelho de hoje, encontramos a atitude com que Jesus quer vir ao nosso encontro, a mesma atitude com que Deus sempre surpreendeu o seu povo (cf. Ex 3, 7). A primeira atitude de Jesus é ver, fixar o rosto dos seus. Aqueles rostos põem em movimento o entranhado amor de Deus. Não foram ideias nem conceitos que moveram Jesus; foram os rostos, as pessoas. É a vida que clama pela Vida, que o Pai nos quer transmitir.

Ao ver a multidão, Jesus encontra o rosto das pessoas que O seguiam; e o mais interessante é que elas, por sua vez, encontram, no olhar de Jesus, o eco das suas buscas e aspirações. De tal encontro, nasce este elenco de Bem-aventuranças, o horizonte para o qual somos convidados e desafiados a caminhar. As Bem-aventuranças não nascem duma atitude passiva perante a realidade, nem podem nascer de um espectador que se limite a ser um triste autor de estatísticas do que acontece. Não nascem dos profetas de desgraças, que se contentam em semear deceções; nem de miragens que nos prometem a felicidade com um «clique», num abrir e fechar de olhos. Pelo contrário, as Bem-aventuranças nascem do coração compassivo de Jesus, que se encontra com o coração de homens e mulheres que desejam e anseiam por uma vida feliz; de homens e mulheres que conhecem o sofrimento, que conhecem a frustração e a angústia geradas quando «o chão lhes treme debaixo dos pés» ou «os sonhos acabam submersos» e se arruína o trabalho duma vida inteira; mas conhecem ainda mais a tenacidade e a luta para continuar para diante; conhecem ainda mais o reconstruir e o recomeçar.

Como é perito o coração chileno em reconstruções e novos inícios! Como vós sois peritos em levantar-vos depois de tantas derrocadas! A este coração, faz apelo Jesus; para este coração são as Bem-aventuranças!

As Bem-aventuranças não nascem de atitudes de crítica fácil nem do «palavreado barato» daqueles que julgam saber tudo, mas não se querem comprometer com nada nem com ninguém, acabando assim por bloquear toda a possibilidade de gerar processos de transformação e reconstrução nas nossas comunidades, na nossa vida. As Bem-aventuranças nascem do coração misericordioso, que não se cansa de esperar; antes, experimenta que a esperança «é o novo dia, a extirpação da imobilidade, a sacudidela duma prostração negativa» (Pablo Neruda, El habitante y su esperanza, 5).

Jesus, quando diz bem-aventurado o pobre, o que chorou, o aflito, o que sofre, o que perdoou…, vem extirpar a imobilidade paralisadora de quem pensa que as coisas não podem mudar, de quem deixou de crer no poder transformador de Deus Pai e nos seus irmãos, especialmente nos seus irmãos mais frágeis, nos seus irmãos descartados. Jesus, quando proclama as Bem-aventuranças, vem sacudir aquela prostração negativa chamada resignação que nos faz crer que se pode viver melhor, se evitarmos os problemas, se fugirmos dos outros, se nos escondermos ou fecharmos nas nossas comodidades, se nos adormentarmos num consumismo tranquilizador (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 2). Aquela resignação que nos leva a isolar-nos de todos, a dividir-nos, a separar-nos, a fazer-nos cegos perante a vida e o sofrimento dos outros.

As Bem-aventuranças são aquele novo dia para quantos continuam a apostar no futuro, continuam a sonhar, continuam a deixar-se tocar e impelir pelo Espírito de Deus.

Como nos faz bem pensar que Jesus, desde Cerro Renca ou de Puntilla, nos vem dizer: «Bem-aventurados…» Sim, bem-aventurado tu… e tu…, bem-aventurados vós que vos deixais contagiar pelo Espírito de Deus, lutando e trabalhando por este novo dia, por este novo Chile, porque vosso será o reino do Céu. «Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

Perante a resignação que, como uma rude zoada, mina os nossos laços vitais e nos divide, Jesus diz-nos: bem-aventurados aqueles que se comprometem em prol da reconciliação. Felizes aqueles que são capazes de sujar as mãos e trabalhar para que outros vivam em paz. Felizes aqueles que se esforçam por não semear divisão. Desta forma, a bem-aventurança faz-nos artífices de paz; convida a empenhar-nos para que o espírito da reconciliação ganhe espaço entre nós. Queres ser ditoso? Queres felicidade? Felizes aqueles que trabalham para que outros possam ter uma vida ditosa. Queres paz? Trabalha pela paz.

Não posso deixar de evocar aquele grande Pastor que teve Santiago e que disse num Te Deum: «“Se queres a paz, trabalha pela justiça” (…). E se alguém nos perguntar: “Que é a justiça?” ou se porventura consiste apenas em “não roubar”, dir-lhe-emos que existe outra justiça: a que exige que todo o homem seja tratado como homem» (Cardeal Raúl Silva Henríquez, Homilia no Te Deum ecuménico, 18/IX/1977).

Semear a paz à força de proximidade, de vizinhança; à força de sair de casa e observar os rostos, de ir ao encontro de quem se encontra em dificuldade, de quem não foi tratado como pessoa, como um digno filho desta terra. Esta é a única maneira que temos para tecer um futuro de paz, para tecer de novo uma realidade sempre passível de se desfiar. O obreiro de paz sabe que muitas vezes é necessário superar mesquinhezes e ambições, grandes ou subtis, que nascem da pretensão de crescer e «tornar-se famoso», de ganhar prestígio à custa dos outros. O obreiro de paz sabe que não basta dizer «não faço mal a ninguém», pois, como dizia Santo Alberto Hurtado: «Está muito bem não fazer o mal, mas está muito mal não fazer o bem» (Meditación radial, abril de 1944).

Construir a paz é um processo que nos congrega, estimulando a nossa criatividade para criar relações capazes de ver no meu vizinho, não um estranho ou um desconhecido, mas um filho desta terra.

Confiemo-nos à Virgem Imaculada que, do Cerro San Cristóbal, guarda e acompanha esta cidade. Que Ela nos ajude a viver e a desejar o espírito das Bem-aventuranças, para que, em todos os cantos desta cidade, se ouça como um sussurro: «Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

São Valentim, patrono dos namorados

Bispo de Terni e mártir, foi criador de centenas de milagres e conversões
Por Pietro Barbini

ROMA, terça-feira 12 de Junho de 2012 (ZENIT.org) –  Hoje se celebra o dia de São Valentim no Brasil, 14 de Fevereiro em Portugal, festa dedicada “aos namorados”. Chocolates, rosas, jóias e as lembranças mais impensáveis: hoje em dia a comemoração do santo patrono dos namorados transformou-se no festival do consumismo, do materialismo e do eros desenfreado, comercializada ao ponto de esquecer a razão desta festa, quem foi realmente São Valentim e o que ele tem a ver com os namorados. Esta tradição, inicialmente, foi espalhada pelos monges da ordem de São Bento, que foram os primeiros guardiões da Basílica dedicada ao Santo, que continha seus restos mortais, e instituída pelo Papa Gelásio I em 496, com a intenção de substituir a antiga festa pagã dos Lupercalia, comemorada no mesmo dia pelos romanos em honra do deus Fauno, que era o protetor dos animais e, ao mesmo tempo divulgar a mensagem do amor cristão através do trabalho de São Valentim. Mas quem foi realmente Sao Valentim? Nascido em uma família nobre, foi consagrado bispo de Terni, na idade de 21 anos por São Feliciano de Foligno, e no 270 foi chamado a Roma, a convite do filósofo e orador grego e latino Cráton, onde pregou o Evangelho, convertendo muitos pagãos, graças também à sua oratória eloqüente. Diz-se que quando falava “todos pendiam dos seus lábios que abria o coração até mesmo dos pagãos mais endurecidos em seus vícios”. Foi muito amado e respeitado pelo povo, dada a sua particular atenção às crianças, aos doentes e aos jovens, que muitas vezes pediam-lhe conselhos. Morreu decapitado na idade de 97 anos, no ano 273, depois de ter sido flagelado  fora dos muros de Roma ao longo da Via Flaminia, por causa das perseguições contra os cristãos sob o imperador Aureliano. Até o momento existem poucos documentos que contam a vida do Santo mártir: o documento mais antigo data do século VIII e narra alguns detalhes do martírio, da tortura, da decapitação e da sepultura por obra dos discípulos Próculo, Efebo e Apolônio, também eles decapitados por terem pego o corpo do Santo; os próprios discípulos dizem-nos do milagre que provocou a conversão imediata de muitas almas, incluindo a eles mesmos, ou seja, a cura de Chermone, o filho do Cráton, atacado por uma paralisia. Após este milagre, o mesmo Cráton, nascido de uma família pagã, se converteu ao cristianismo, sendo batizado com sua esposa e a família inteira, e ao mesmo tempo, também se converteram os seus alunos: Atenieses, Próculo, Efebo, Apolônio e Abondio, filho de Annio Placido, que era prefeito de Roma; foi Abondio que recolheu os corpos martirizados de Efebo, Proculo e Apolônio, que enterrou ao lado de São Valentim. Também Cráton, junto com toda a família, foi condenado à morte sob a acusação de seguir Valentim; o único sobrevivente foi o filho Chermone (diz-se que foi ele quem construiu a primeira basílica dedicada ao santo padroeiro de Terni). Narram-se muitos milagres realizados pelo Santo, como muitos são também as narrações populares proferidas ao longo dos séculos, por exemplo, aquele que diz ter dado a visão à filha cega de seu carcereiro, Asterius (quando foi capturado e preso pela primeira vez por ordem Imperador Claudio II, o Gótico). Outro milagre importante remonta ao 225 dC e foi a cura de um escravo em seu leito de morte (depois de tal milagre o irmão, Fonteyo Triburzio, iniciou o seu serviço na casa de Cráton em Roma). Doentes de todos os tipos vinham regularmente à sua casa pedindo orações e curas (curas que muitas vezes aconteciam); conta-se que todos entravam com sofrimentos na sua casa e saíam confortados e fortalecidos no espírito. Aquilo que o Santo fazia, de fato, era convidar as pessoas a louvar e agradecer a Deus, insistindo na fé, o único meio graças ao qual, dizia, é possível curar. A sua associação com os namorados, então, refere-se ao seu longo ministério. Ao longo da sua vida, de fato, o santo dirigiu uma atenção especial aos jovens e seus familiares, que acolhia dentro do seu belíssimo jardim de flores, dando a todos conselhos e apoio. Valentim repetia com frequência: “Deus nos ama e devemos devolver-lhe este amor, amando o próximo como ele nos amou”. Era normal dar uma rosa aos jovens namorados que iam até ele pedindo uma benção. As famílias que estavam em dificuldades econômicas, ou que eram incapazes de ter filhos, convidava-as a olhar para a Sagrada Família de Nazaré, a confiar na providência divina, insistindo em voltar a atenção para a figura da Virgem Maria, incentivando-os, abençoando-os e orando com eles, assegurando-lhes sempre as suas orações.É por isso que São Valentim está associado ao Dia dos Namorados: na sua longa jornada da vida levou muito a sério os jovens casais e as famílias. Entre as histórias mais citadas está aquela segundo a qual o santo passeando pela estrada viu dois namorados brigarem e, aproximando-se, colocou uma rosa em cada um deles convidando-lhes a tê-las nas suas mãos e pouco tempo depois os dois se pacificaram jurando-se eterno amor; uma segunda versão, também, conta que Valentim, já bispo de Terni, fez voar em torno de dois namorados briguentos vários casais de pombos que trocavam efusões de afeto, de tal forma que inspiravam paz e amor nos dois. Outra história famosa conta que Vatentim uniu em matrimônio a cristã Serapia com o centurião romano Sabino, um amor obstaculizado pelo pai dela, porque o centurião era pagão. Quando a jovem adooeceu gravemente, o centurião, no leito de morte, chamou Valentim pedindo-lhe, de acordo com Serapia, que ele fizesse algo para que eles nunca se separassem, de tal forma que naquele dia o bispo batizou o centurião pagão, uniu os dois jovens em matrimônio e logo depois os dois morreram. São Valentim, neste dia, é celebrado pela Igreja Católica, Ortodoxa e Anglicana.
[Traduçao Thácio Siqueira]

Não devemos ter atitudes triunfalistas

Anunciar Jesus sem medo e sem vergonha

Os cristãos são chamados a anunciar Jesus sem medo, sem vergonha e sem triunfalismos. Esta a ideia principal da meditação do Papa Francisco nesta manhã na Missa na Casa de Santa Marta (10/9/2013). Jesus é o Vencedor, Aquele que venceu sobre a morte e sobre o pecado. O Papa Francisco desenvolveu a sua meditação partindo das palavras sobre Jesus na Carta aos Colossenses. A todos nós, disse o Santo Padre, São Paulo aconselha de caminharmos com Jesus “porque Ele venceu”. Este é o ponto principal: “Jesus Ressuscitou”. E isto é difícil de compreender, como quando Paulo chegou a Atenas, onde foi ouvido com interesse, até falar de ressurreição… Um episódio que ainda nos interroga hoje em dia… “Há tantos cristãos sem Ressurreição, cristãos sem o Cristo Ressuscitado: acompanham Jesus até ao túmulo, choram, gostam tanto d’Ele, mas só até ali. “Pensando nestas atitudes, o Papa Francisco enquadrou três tipos de perfis de cristãos: os temerosos; os envergonhados e os triunfalistas. Os primeiros temem de pensar na Ressurreição, pois têm medo do Ressuscitado; os segundos, os envergonhados, acham que confessar que Cristo Ressuscitou dá um pouco de vergonha neste mundo tão avançado nas ciências. Finalmente existem os triunfalistas que no fundo sofrem de complexo de inferioridade e então fazem da Ressurreição um triunfo majestoso. E fazem-no na pastoral, na liturgia, em todas as suas atitudes. Segundo o Santo Padre, no fundo do seu coração “não acreditam profundamente no Ressuscitado”. Por isso, diz o Papa, façamos como “os doentes que o queriam tocar” e deixemo-nos levar pela sua força porque Ele é a nossa esperança… “A nossa fé, a fé no Ressuscitado: Aquele que vence o mundo! Vamos para Ele e deixemo-nos, como os doentes, tocar por Ele, pela Sua força, porque Ele é de carne e osso, não é uma ideia espiritual. Ele está vivo. Ressuscitou mesmo. E assim venceu o mundo. Que o Senhor nos dê a graça de perceber e viver estas coisas.”
Fonte: News.Va  

 

Papa exorta fiéis a anunciarem Jesus sem temor e vergonha 
Missa diária com o Papa, terça-feira, 10 de setembro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano  

Francisco advertiu que há cristãos sem a crença no Cristo Ressuscitado

Os cristãos são chamados a anunciar Jesus sem temor, sem vergonha e sem triunfalismo. Esta foi a reflexão do Papa Francisco na Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta terça-feira, 10, no Vaticano. Ele reafirmou que Cristo é sempre o centro e a esperança da vida. A homilia do Santo Padre desenvolveu-se a partir das palavras sobre Jesus na Carta de São Paulo aos Colossenses, recordando que São Paulo aconselha todos a caminharem com Jesus. “Porque Ele venceu, caminhar com Ele enraizados e construídos sobre Ele, sobre esta vitória, firmes na fé”. Francisco destacou que a ressurreição de Jesus é o ponto chave, mas nem sempre é fácil entendê-la. Ele explicou que há muitos cristãos sem o Cristo Ressuscitado e, pensando nesses casos, ele destacou três atitudes desses cristãos: os temerosos, os vergonhosos e os triunfalistas. “Estes três não se encontraram com Cristo Ressuscitado!”, disse. Os temerosos, segundo o Santo Padre, são aqueles que temem pensar na Ressurreição. Sobre os vergonhosos, ele explicou que são aqueles que têm vergonha de confessar que Cristo ressuscitou tendo em vista um mundo com tantos avanços na ciência. Por fim, Francisco falou dos triunfalistas, que em seu íntimo não acreditam no Ressuscitado e querem fazer uma ressurreição mais majestosa que a verdadeira. “Quando nós olhamos para estes cristãos, com tantas atitudes triunfalistas, na sua vida, em seus discursos e em suas pastorais, na Liturgia, tantas coisas assim, é porque no mais íntimo não acreditam profundamente no Ressuscitado”. O Papa destacou, por fim, que esta é a mensagem de Paulo para o dia de hoje: Cristo é tudo, é a totalidade e a esperança. “Jesus está vivo, é o Ressuscitado. E assim venceu o mundo. Que o Senhor nos dê a graça de entender e viver estas coisas”, finalizou.

Fidelidade à nova vida em Cristo

O cristão precisa sempre demonstrar seu amor a Deus

No ano novo as coisas continuarão as mesmas, o que vai mudar é nosso coração. O cristão pode mudar o mundo. O cristão não pode ser triste, ele olha para qualquer situação do mundo e a enfrenta em nome de Deus e diz: “nós vamos mudar essa situação”. Essa é a esperança Cristã, a vida que vence a morte.  Houve uma fase na história da humanidade, quando desabou o império Romano por causa da sua imoralidade e em que os bárbaros dominaram o maior império, e parecia que o mundo iria acabar. São Jerônimo, derramava lágrimas porque era cidadão romamo. Ele teve que parar a tradução do livro de Isaías por causa das suas lágrimas, e dizia o mundo acabou, porque os Bárbaros estavam destruindo tudo. Santo Agostinho escreveu um obra “Cidade de Deus”, dizendo ninguém pode vencer Deus, o mundo vai sobreviver. E o mundo sobreviveu. E a Igreja Católica foi a única instituição que ficou de pé, porque ela tinha grandes santos, tinha os mosteiros que são celeiros de grande santos. E a Igreja converteu os Bárbaros. A fé venceu a desgraça.

Nenhuma fase da história o cristianismo poderá ser vencido. Estamos vendo no mundo muitas blasfêmias, ataques, mas não tenham medo porque Deus sempre venceu e sempre vencerá. Não é o mundo que precisa mudar, somos nós cristãos que precisamos mudar o mundo. A Igreja nunca escolheu a quem ela deve levar o Evangelho. Ela não escolhe quem evangelizar, ela evangeliza quem está na sua frente.

O Reino de Deus se estabelece primeiramente no nosso coração e depois nas nossas famílias. Não esperemos que o ano seja diferente, nós que vamos fazê-lo diferente. Não espere que o ano seja uma vida nova, nós que faremos uma vida nova. O que se fez velho não é o ano, é a nossa vida sem cristo. E a vida nova é a nova vida em Cristo. Você só terá um feliz ano novo, se você tiver uma vida em Cristo.

A pessoa que não conhece Jesus Cristo, não sabe quem ela é. Ela não conhece sua identidade, porque casa, porque não casa, não sabe quem ele é. O homem que não encontrou sua identidade está perdido no escuro, sua vida é um vazio. Só tem uma pessoa que pode dar sentido nessa vida, Jesus Cristo. E Ele veio para esse mundo para dar sentido a sua vida, você é um filho amado de Deus. O Senhor te criou a sua imagem e semelhança. Você não poderia ser criado de uma maneira mais bonita.

Você foi criado a imagem do grande artista. Valorize sua vida. Não diga eu não presto para nada. Porque cristo veio lhe dizer, você é um filho amado de Deus, tanto que Ele deu a vida por você numa cruz. Não jogue no lixo a imagem de Deus que é você. Levanta-te.

“Não esperemos que o ano seja diferente, nós que vamos fazê-lo diferente” Sejamos luz para o mundo. Somos como a lua, que não tem luz própria, mas ela reflete a luz do sol sobre a terra. Nós somos escuridão, mas quando a luz de Cristo vem sobre nós, nós podemos refletir essa luz de Cristo para as pessoas.

Deus nos fez inteligentes, livres. Mas porque Ele nos fez tão frágeis, um vaso de barro? São Paulo responde, para que saibamos que não é mérito nosso, é graça de Deus. Um vaso de barro precisa ser manuseado com muito cuidado, porque senão eles se quebram. É por isso que muitos filhos de Deus se perdem, não foram tratados com cuidados.

Jesus disse aos discípulos: “Vigiai e orai, porque os espírito é forte, mas a carne é fraca”. Nós fazemos um monte de propósitos, mas muitas vezes não conseguimos porque a carne é fraca, por isso Jesus nos manda orar. E com a oração temos força para vencer o pecado, para ter uma vida em nova em Cristo.

Não adianta você querer ter uma vida nova, se não fizer essas duas coisas: Vigiar e orar. O inimigo de Deus nos domina pelo pecado, São Paulo diz “o salário do pecado é a morte”. Se não fosse o pecado não existiria a morte. Cristo veio tirar o pecado do mundo. João Batista disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” Ele não disse que Ele veio curar. Jesus veio para tirar a causa dos sofrimentos, o pecado do mundo.

A Igreja, que é o corpo do Cristo, existe para tirar o pecado do mundo. Ela continuar a fazer o que Cristo fez, tirar o pecado do mundo.

Não importa se vamos viver um ano com tribulações, porque Deus está conosco. O Cristão sabe que Deus está com Ele a todo instante. O que importa que é o homem interior se renova a cada dia, isso que você precisa levar para o ano novo, mesmo que se desconjunte o homem exterior, o homem interior se renova a cada dia, essa é a nossa esperança.

A revolução que a Igreja fez no mundo, foi a revolução da Cruz. O cristão tem os pés no mundo, mas caminha com o coração no céu. Quando os primeiros cristão compreenderam que a felicidade não está nesse mundo, ninguém mais os segurou. Ficamos com vergonha da nossa fé, diante da fé deles, eles eram entregues à boca dos leões, mas não negavam sua fé em Jesus Cristo. Perpétua e Felicidade, foram presas e condenadas por serem cristãs, mas elas não negaram Jesus Cristo. Só a fé na eternidade pode proporcionar essa coragem. Milhares de pessoas morreram, para não negarem a fé em Cristo.

Se nós não fossemos tão frágeis, não iriamos querer saber do céu. Deus tem algo tão bom para nós que São Paulo não pode descrever, “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2, 9). Era essa esperança que impulsionava os mártires a deixar tudo nessa vida para conseguir o céu. Nossa pátria não é nessa Terra, nossa pátria é no Céu. Somos cidadãos do céu. Se queremos viver um ano novo, uma vida nova, vamos viver em Jesus Cristo.

“Não tenham medo porque Cristo Ressuscitado caminha conosco” (São João Paulo II).

Prof. Felipe Aquino

Injeção de espírito familiar na vida cotidiana

Quarta-feira, 7 de outubro de 2015, Jéssica Marçal / Da Redação

Na catequese de hoje, Santo Padre defendeu o espírito familiar, lembrando que a família é fundamental para o testemunho do amor de Deus

O espírito familiar foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 7. Enquanto os bispos estavam reunidos na assembleia sinodal que começou no último domingo, 4, Francisco falou aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, destacando as contribuições que a família oferece para a humanidade.

“A família que caminha na via do Senhor é fundamental no testemunho do amor de Deus e merece, por isso, toda a dedicação de que a Igreja é capaz”, disse o Papa ao anunciar que, neste período de Sínodo, as catequeses serão inspiradas na relação entre a Igreja e a família.

O Santo Padre considerou que o estilo das relações de hoje – civis, econômicas, jurídicas, profissionais e cidadãs – parece muito racional e formal, tornando-se, às vezes, insuportável, o que mostra a necessidade de uma injeção de espírito familiar. Segundo o Papa, esse espírito familiar é uma carta constitucional para a Igreja.

Mesmo diante da contribuição que a família oferece para a formação humana, o Papa lembrou que não é dado a ela o devido peso, reconhecimento e apoio. Lembrando que Jesus transformou Pedro em “pescador de homens”, Francisco destacou que hoje a família é uma das redes mais importantes para a missão de Pedro e da Igreja. “Não é uma rede que faz prisioneiros, pelo contrário, liberta das águas más do abandono e da indiferença, que afogam muitos seres humanos no mar da solidão e da indiferença”.

E com base nisso, Francisco manifestou o desejo de que os padres sinodais – aqueles que estão reunidos no Sínodo – possam fomentar a dinâmica de uma Igreja que abandona as velhas redes e se coloca a pescar confiando na Palavra de Deus.

Orações a São Rafael pelos doentes

Anjo da cura

São Rafael, Medicina de Deus

A missão de São Rafael Arcanjo

Oração

Ficai conosco, ó arcanjo Rafael, chamado Medicina de Deus! Afastai para longe de nós as doenças do corpo, da alma e do espírito e trazei-nos a saúde e toda plenitude de vida prometida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Ladainha de São Rafael

Senhor, tenha piedade de nós
Cristo, tenha piedade de nós
Cristo, graciosamente nos escutai,
Deus Pai, tende piedade de nós,
Senhor, tenha piedade de nós,
Deus Filho, redentor do mundo,
Tenha piedade de nós,
Deus Espirito Santo,
Tenha piedade de nós,
Santa Trindade e Um só Deus,
Tenha piedade de nós
Santa Maria, rainha dos anjos ,rogai por nós.
São Rafael, rogai por nós
São Rafael, cheio da misericórdia de Deus, rogai por nós
São Rafael, perfeito adorador do Divino Mestre, rogai por nós
São Rafael, terror dos demônios, rogai por nós
São Rafael, exterminador dos vícios, rogai por nós
São Rafael, saúde dos doentes, rogai por nós
São Rafael, refugio em nossas necessidades, rogai por nós
São Rafael, consolador dos prisioneiros, rogai por nós
São Rafael, alegria dos tristes, rogai por nós
São Rafael, cheio de zelo para a salvação de nossas almas, rogai por nós
São Rafael, cujo nome significa, cura, rogai por nós
São Rafael, amante da castidade, rogai por nós
São Rafael, acoite dos demônios, rogai por nós
São Rafael, nosso protetor na peste, na fome, na guerra, rogai por nós
São Rafael, anjo da paz e da prosperidade, rogai por nós
São Rafael, repleto da graça da cura, rogai por nós
São Rafael, guia seguro no caminho da virtude e santificação, rogai por nós
São Rafael, socorro de todos que imploram a sua ajuda, rogai por nós
São Rafael, que guiou e consolou Tobias em sua jornada, rogai por nós
São Rafael, aquele que as Escrituras saúdam, como “Rafael o santo anjo do Senhor foi enviado para curar”, rogai por nós
São Rafael, nosso advogado, nos salve,
Cordeiro de Deus que tirastes os pecados do mundo,
Tenha piedade de nós,
Cristo, escutai nossas preces
Tenha misericórdia de nós.
São Rafael, rogai por nós a Nosso Senhor Jesus Cristo,
Agora e na hora de nossa morte. Amém!

A unção dos enfermos

Quarta-feira, 26 de fevereiro  de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco lembrou que a unção dos enfermos é o sacramento da compaixão de Deus com o sofrimento humano

Unção dos enfermos. Este foi o sacramento sobre o qual o Papa Francisco refletiu, na catequese desta quarta-feira, 26, na Praça São Pedro. Trata-se do sacramento da compaixão de Deus com o sofrimento do homem no momento da doença e da velhice, explicou o Santo Padre.

Francisco recordou que Jesus ensinou Seus discípulos a terem Sua mesma predileção pelos enfermos e necessitados, confiando-lhes a tarefa de atendê-los em Seu nome por meio desse sacramento.

“Que alegria saber que, nos momentos de dor, não estamos sozinhos. O sacerdote e a comunidade cristã, reunida junto ao que sofre, alimentam sua fé e sua esperança”, disse.

Nesse contexto de ajuda e compaixão para com os doentes, o Pontífice citou como exemplo a parábola do Bom Samaritano, que cuidou de um homem sofredor encontrado pelo caminho. O Bom Samaritano cuidou das feridas do homem e, depois, o confiou a um hospedeiro, sem pensar nos gastos, para que continuasse cuidando dele.

“Ora, quem é este hospedeiro? É a Igreja, a comunidade cristã, somos nós, aos quais, todos os dias, o Senhor Jesus confia aqueles que estão aflitos, no corpo e no espírito, para que possamos continuar a derramar sobre eles, sem medida, toda a Sua misericórdia e a Sua salvação”.

Aos que consideram o sofrimento e a doença como um tabu, o Papa lembrou que Jesus mostra, com a unção dos enfermos, que o ser humano pertence a Ele. Nesse sentido, este sacramento, considerado em verdade, é a presença de Jesus próximo ao doente.

“Cristo nos toma pela mão e nos lembra que pertencemos a Ele, que nada nem ninguém, nenhum mal, nem sequer a morte poderá nos separar d’Ele”.

No momento das saudações, Francisco dirigiu algumas palavras aos peregrinos de língua portuguesa. “Em cada um dos sacramentos da Igreja, Jesus está presente e nos faz participar da Sua vida e da Sua misericórdia. Procurem conhecê-Lo sempre mais para poderem servi-Lo nos irmãos, especialmente nos doentes. Sobre vós e sobre vossas comunidades, desça a bênção do Senhor!”.

Muitos batizados vivem como se Cristo não existisse

https://www.acidigital.com/noticias/muitos-batizados-vivem-como-se-cristo-nao-existisse-adverte-o-papa-31592

Papa durante o Ângelus. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 08 Jul. 18 / 09:25 am (ACI).- O Papa Francisco lamentou, durante a oração do Ângelus deste domingo, 8 de julho, que muitos cristãos vivem como se Cristo não existisse.

O Santo Padre assinalou que “a falta de fé um obstáculo à graça de Deus” e assegurou que muitos cristãos “repetem os gestos e os sinais da fé, mas a eles não correspondem uma real adesão à pessoa de Jesus e ao seu Evangelho”.

Em seu ensinamento, Francisco se centrou no episódio evangélico em que “Jesus regressa a Nazaré e começa a ensinar na sinagoga em um sábado”.

“Desde que havia ido embora e iniciado a pregar nos povoados e nos vilarejos das redondezas, não tinha mais regressado à sua pátria. Portanto, toda a cidadezinha se reuniu para ouvir este filho do povo cuja fama de sábio mestre e de poder de curador se difundia por toda a Galielia e outras regiões”, explicou o Pontífice.

Entretanto, “aquilo que se anunciava como um sucesso, transformou-se em uma clamorosa rejeição, ao ponto de que Jesus não pôde fazer nenhum prodígio, apenas algumas curas”.

No Evangelho de Marcos narra-se a evolução da atitude dos habitantes de Nazaré para com Jesus. “Os habitantes de Nazaré primeiro escutam e ficam admirados. Depois, perguntam-se perplexos: ‘De onde recebeu tudo isso, essa sabedoria?’. E finalmente se escandalizam, reconhecendo nele o carpinteiro , o filho de Maria, que eles viram crescer”.

Por isso, “Jesus conclui com a expressão que se tornou em provérbio: ‘Um profeta só não é estimado em sua pátria’”.

O Papa perguntou: “Como é possível que os vizinhos de Jesus passem do estupor à incredulidade? Eles fazem uma comparação entre a humilde origem de Jesus e suas capacidades atuais: é um carpinteiro, não estudou, mesmo assim, prega melhor do que os escribas e faz milagres”.

Os habitantes de Nazaré, “em vez de se abrir à realidade, se escandalizam. Segundo eles, Deus é demasiado grande para se abaixar e falar por meio de um homem tão simples. É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus feito carne que pensa com mente de homem, trabalha e atua com as mãos de um homem, ama com coração de homem. Um Deus que se cansa, que come e dorme como um de nós”.

“O Filho de Deus inverte todos os esquemas humanos: não são os discípulos que lavam os pés do Senhor, mas é o Senhor que lava os pés dos discípulos. Este é um motivo de escândalo e de incredulidade em todas as épocas, inclusive hoje”, explicou o Papa.

Frente a essa atitude, “devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro”.

O Santo Padre assegurou que “a mudança introduzida por Jesus abriga seus discípulos de ontem e de hoje a um exame pessoal e comunitário. Também em nossos dias, de fato, pode acontecer que nos nutramos de preconceitos que impeçam de acolher a realidade”.

“O Senhor nos convida hoje a assumir uma atitude de escuta humilde e de espera dócil, porque a graça de Deus com frequência nos é apresentada de maneiras surpreendentes que não correspondem a nossas expectativas”.

O Papa citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, “uma religiosa pequena, que ia pelas ruas recolhendo os moribundos para que tivessem uma morte digna. E esta pequena religiosa, com a oração e suas obras, fez maravilhas. A pequenez daquela mulher revolucionou as obras de caridade na Igreja. É um exemplo de nossos dias”.

Antes de finalizar seu ensinamento para rezar o Ângelus, Francisco afirmou que “todo cristão, cada um de nós, é chamado a aprofundar nesta pertença fundamental, buscando testemunhá-la com uma conduta de vida coerente, cujo fio condutor é e sempre será a caridade”.

Angelus: “Deus não se conforma aos preconceitos”, diz Papa
Domingo, 8 de julho de 2018, Denise Claro / Da redação
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/angelus-deus-nao-se-conforma-aos-preconceitos-diz-papa/

Francisco ressaltou que é preciso abrir o coração e a mente, para receber a realidade divina

No Angelus deste domingo, 8, o Papa Francisco comentou o Evangelho do dia, no qual Jesus volta à Nazaré e volta a ensinar na sinagoga.

Desde que tinha saído para pregar, não havia mais voltado à sua pátria.

“Mas aquilo que se anunciava um sucesso, se transformou numa ‘clamorosa rejeição’, a ponto que Jesus não pôde realizar ali nenhum milagre, mas somente curar alguns doentes.”

A dinâmica daquele dia foi contada de maneira detalhada pelo evangelista Marcos. Os habitantes daquela cidade primeiro escutam, depois ficam perplexos “De onde recebeu tudo isso? De onde vem toda essa sabedoria?” E por fim se escandalizam, vendo em Jesus o filho do carpinteiro, que eles viram crescer.

Por isso Jesus conclui: “Um profeta só não é estimado em sua pátria.”

Papa Francisco lembrou que os compatriotas de Jesus ao verem a sabedoria Dele, se escandalizaram, ao invés de se abrirem ao que percebiam.

“É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus feito carne, que pensa com a mente de um homem, trabalha e atua com as mãos de um homem, ama com coração de homem, um Deus que fadiga, come e dorme como um de nós.”

O Pontífice reforçou que esta inversão provocada por Jesus causa escândalo ainda hoje, que também hoje há quem reaja com incredulidade diante do mistério, por se fechar a ele:

“Deus não se conforma aos preconceitos. Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro. Trata-se de ter fé: a falta de fé é um obstáculo à Graça de Deus.”

Por fim, Francisco pediu a Nossa Senhora que dissolva a dureza dos corações e a limitação da mente, para que todos tenham abertura à Graça de Deus, à Sua verdade, e à Sua missão de bondade e de misericórdia, que é endereçada a todos, sem qualquer exclusão.

Sofrimento é realidade que Jesus ensina a viver

Sábado, 17 de maio de 2014, Da redação, com Rádio Vaticano

Francisco explica que o sofrimento não é um valor em si mesmo mas uma realidade que Jesus ensina a viver com a atitude justa, com confiança e esperança

O Papa Francisco concluiu sua série de audiências, na manhã deste sábado, recebendo, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de cinco mil peregrinos das Associações fundadas pelo beato Luigi Novarese, entre os quais 350 em cadeiras de roda.

O encontro com o Papa se realiza, precisamente, após um ano da beatificação de Luigi Novarese, sacerdote nascido, em 1914, na diocese de Alessandria, Itália, e falecido, em 1984, em Rocca Priora, nas imediações de Roma. Este ano ocorre o Centenário de nascimento de Novarese, definido por João Paulo II, “apóstolo dos enfermos”.

No discurso que entregou aos numerosos presentes, o Santo Padre apresentou o Beato fundador como “um sacerdote apaixonado por Cristo e pela Igreja e um zeloso apóstolo dos enfermos”.

Sua experiência pessoal de sofrimento, quando foi acometido por uma tuberculose óssea na infância, tornou-o sensível à dor humana, a ponto de fundar duas Associações: os Operários Silenciosos da Cruz e o Centro de Voluntários do Sofrimento.

A seguir, o Pontífice recordou a bem-aventurança “Felizes os que choram, porque serão consolados”, referindo-se à condição da vida terrena: o sofrimento humano. Jesus também passou pelas aflições morais e físicas e as humilhações, assumindo os sofrimentos na sua carne, como a fome, o cansaço, as amarguras, as traições, o abandono, a flagelação, a crucificação.

Porém, ponderou o Papa, ao afirmar que são bem-aventurados os que choram, Jesus não declara feliz uma condição desfavorável da vida. O sofrimento não é um valor em si mesmo mas uma realidade que Jesus ensina a viver com a atitude justa, com confiança e esperança, colocando o amor de Deus e do próximo também no sofrimento.

Precisamente isto, quis ensinar o Beato Luigi Novarese, que orientou os enfermos e os portadores de deficiências a dar o devido valor ao sofrimento, assumindo-o com fé e amor.

Uma pessoa doente, explicou Francisco, pode ser apoio e luz para outros sofredores. Por isso, exortou os peregrinos a manterem o carisma de seu fundador, beato Luigi Novarese, como dom para a Igreja, sendo solidários com as pessoas sofredoras nas paróquias, como testemunhas de Cristo ressuscitado.

Assim, concluiu o Papa, “vocês poderão enriquecer e colaborar com a missão evangelizadora da Igreja”.

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