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Uma história impressionante de martírio e fé no Dia da Candelária

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Estátua de Santa Anne Line na escola secundário St. Anne, em Basildon, Essex (Inglaterra) / Foto: Wikimedia Commons

REDAÇÃO CENTRAL, 02 Fev. 19 / 07:00 am (ACI).- Em Londres, em 2 de fevereiro de 1601, dia da Festa da Apresentação do Senhor ou da Candelária, um grupo de católicos que se recusou a comparecer aos cultos da Igreja da Inglaterra (culto oficial do Estado) se reuniu em um esconderijo para celebrar e participar da Santa Missa, o que na época era considerado crime.

Naquela época, o sacerdote católico Pe. John Gerard conseguiu uma casa para ser seu esconderijo e colocou uma viúva, Anne Line, responsável pela administração do local.

O sacerdote, cuja autobiografia descreve sua prisão, tortura e fuga posterior da Torre de Londres, que naquela época era uma prisão, confiou em Anne porque ela era “uma mulher de grande prudência e bom senso” e precisava se refugiar na casa, tanto quanto os sacerdotes que iam para lá.

Anne Line, seu irmão e seu marido, foram deserdados por seus pais quando se converteram ao catolicismo. Mais tarde, seu marido Roger e seu irmão William foram presos e exilados por participarem da Missa.

Enquanto Roger estava no território dos Países Baixos espanhóis, recebeu um estipêndio do rei Felipe II, depois enviou parte desse dinheiro para a casa de Anne. Quando Roger morreu, aquela fonte de renda acabou e Anne ficou sozinha, desamparada e sofrendo de uma doença crônica.

Anne teve que deixar a casa que Pe. Gerard tinha alugado porque as autoridades ainda estavam procurando por ele, após a sua incrível fuga da Torre em 1597. Suspeitavam que havia alguma relação entre o sacerdote fugitivo e a viúva.

No entanto, ela continuava protegendo os sacerdotes nos novos quartos que conseguiu depois e, no dia 2 de fevereiro, os vizinhos notaram a presença de um grande grupo de pessoas e notificaram as autoridades.

O altar e os paramentos para a Missa estavam prontos e o jesuíta Pe. Francis Page foi investido para iniciar a procissão e a bênção das velas; no entanto, naquele momento os perseguidores chegaram à porta para vasculhar os quartos.

O sacerdote teve que tirar as vestes para não ser preso e evitar a morte; mas as autoridades viram o altar e prenderam Anne Line por suspeita de ajudar algum presbítero, já que era sua residência.

Anne Line foi detida na prisão de Newgate e ficou tão debilitada que teve que ser levada a julgamento.

As autoridades não tinham provas de que Anne Line tivesse ajudado algum sacerdote, já que nenhum padre foi preso durante a invasão de domicílio. Apesar de tudo, o tribunal a considerou culpada em 26 de fevereiro.

No entanto, após o veredicto, a viúva proclamou que só se arrependia de não ter ajudado mais sacerdotes a escaparem.

Anne Line foi enforcada em Tyburn no dia seguinte com dois sacerdotes, um dos quais tinha sido seu confessor: Pe. Roger Filcock.

Antes de ser executada, a mulher repetiu a declaração que havia dado em seu julgamento: “Condenam-me à morte por abrigar um padre católico, e eu estou muito longe de me arrepender de ter feito isso, teria desejado com toda a minha alma ter hospedado mil!”.

Pe. Filcock, ainda pendurado na forca proclamou: “Oh bendita Senhora Line, que agora recebeu sua recompensa, vai a nossa frente, mas nós te seguiremos rapidamente nas bem-aventuranças se for do agrado do Todo-Poderoso”.

Antes de morrer, Pe. Filcock rezou com Pe. Mark Barkworth, que depois foi enforcado e esquartejado.

Por sua parte, Pe. Francis Page, que fugiu no dia da festa da Apresentação do Senhor, foi executado pelo crime de “ser sacerdote” em 20 de abril de 1602.

Santa Anne Line foi canonizada entre os 40 mártires da Inglaterra e do País de Gales em 1970 pelo Papa Paulo VI.

Pe. Mark Barkworth e Pe. Francis Page foram beatificados entre um grande grupo de mártires em 1929 pelo Papa Pio XI, já Pe. Roger Filcock foi beatificado entre os 85 mártires de Inglaterra e País de Gales pelo Papa João Paulo II em 1987.

Vida consagrada: religiosa fala de renúncias e escolha vocacional

Quinta-feira, 22 de agosto de 2013, André Alves / Da Redação, com colaboração de Jéssica Marçal

Mosteiro de São João
Comunidade monástica de São João (Ordem de São Bento)

Desde o último domingo, 18, a Igreja celebra uma semana dedicada à Vida Consagrada; àqueles que servem, em tempo integral, à causa do Reino de Deus. São monges e monjas, freis e freiras, homens e mulheres consagrados a Deus em institutos de vida religiosa.

Inclusa neste ambiente de entrega, está a Irmã Maria de Nazaré, 71 anos. Ela é uma das monjas do mosteiro beneditino São João, em Campos do Jordão, interior paulista, e há dez anos ingressou na Ordem Religiosa de São Bento.

Como a maioria das pessoas que assumem a vida consagrada, Irmã Maria também fez renúncias ao responder ao chamado de Deus. Segundo ela, do ponto de vista humano, a principal renúncia foi a do convívio familiar. No entanto, explica que, chegando ao mosteiro, entendeu que não houve um abandono da família, mas uma presença diferenciada.

“Nós, como intercessoras aqui no Mosteiro, entendemos que trazemos todos os homens, todas as famílias, todas as circunstâncias e oferecemos a Deus a cada dia e pedimos por eles. Então, eles estão muito próximos de nós”, disse.

Apesar de ter deixado a família, a religiosa considera que a principal renúncia foi a da própria vontade. Segundo ela, é necessário ao vocacionado entrar numa atmosfera de despojamento; deixar tudo, inclusive as certezas humanas. “A gente tem que se esvaziar e se tornar discípulo”, diz a religiosa. “Para ser discípulo não é possível vir com a taça cheia porque você não vai conseguir aprender como se dá a caminhada dentro da vida monástica”, afirmou.

Irmã Maria viveu no Rio de Janeiro durante muitos anos, em meio a uma vida ativa e com trabalhos pastorais. Para ela, ter deixado tudo isso, a família, os projetos e até sonhos pessoais foi uma atitude certa. “Certíssima! Demorei muito tempo para entender que o trabalho que fazia tinha essa conotação de serviço e que este seria feito de uma outra forma e até com mais qualidade num mosteiro. No meu caso foi certíssima, e eu dou graças a Deus pela minha vocação”.

Para Irmã Maria, ser consagrada a Deus significa viver a vida cristã em sua plenitude e radicalidade, sem negar nada a Cristo. Representa também a alegria de ter ouvido o chamado de Deus e respondido “sim”, o que para ela é motivo de profunda gratidão.

“Nós devemos rezar agradecendo esse chamado. Rezar com um espírito de gratidão por Ele [Cristo] ter nos escolhido e chamado para viver a vida cristã na sua plenitude dentro de um mosteiro”.

O chamado à vida consagrada não foi exclusividade da Irmã Maria de Nazaré; outros familiares também aceitaram o apelo de Cristo e entregaram sua vida. Segundo a Irmã, na família do pai, há três sacerdotes e uma religiosa da Congregação das Irmãs Filhas de Santana, falecida com 65 anos de vida consagrada. Na linha materna, Irmã Maria é a primeira vocação religiosa.

Filmes: quais convêm assistir?

Entretenimento

Não há como assistir a um filme e não se identificar com ele, perceber-se em um personagem ou não se ver no enredo

Os filmes sempre fascinaram o homem nos diversos tempos. Parece que isso está muito ligado à capacidade que eles têm de mobilizar em nós sentimentos de identificação, desejos e até de recusas daquilo que não queremos. Não há como assistir a um filme e não se identificar, ver-se, perceber-se em um personagem, em um enredo. Não há uma neutralidade quando assistimos a determinadas cenas. Elas sempre mobilizarão conteúdos inconscientes em nós.

Pare e pense no filme que marcou a sua vida. Agora, responda-me por que ele o marcou tanto? Será que um dos personagens não diz muito do que você é? Ou do que gostaria de ser? Será que o enredo não parece um pouco com sua história ou até mesmo com seu desejo de ter uma história como essa?

O fato é que os filmes movimentam nosso interior. Nós nos vemos nos heróis, nos protagonistas, desejamos, muitas vezes, viver aquela aventura. É fato também que até o que não é tão nobre nos desperta o que não está bem resolvido em nós. Quantas vezes um personagem não desperta em nós sentimentos de aversão? E quando vamos pensar um pouco mais, vemos nele a réplica exata de alguém concreto que está em  nossa vida ou passou por ela?

Aí entram boas questões referentes aos filmes. Diante daquilo a que assisto, tenho atitude passiva ou ativa? Quando penso em escolher uma obra cinematográfica, quais têm sido os critérios que me movimentam? Suas escolhas fazem você. Pode acreditar nisso!

Um filme de romance o leva à lugares no amor que, de fato, definem seu referencial de amar e ser amado. Quantas vezes você quer aquela história para você? Isso pode revelar certezas e frustrações. Eu lhe pergunto: nesta hora, você escuta o que rola em seu interior ou simplesmente deixa passar?

O que me faz querer assistir ao gênero de terror, no qual mortes de inocentes acontecerão e a ação do mal parecerá igualada à força do bem? Por que me dá prazer ver sangue escorrendo pela tela? Por que desejo me assustar frente àquelas cenas?

E um filme mais picante? Quando o selecionamos, há uma motivação por trás de nossas escolhas. E quantos jovens não se perdem aí! A ânsia de assistir a um “besteirol americano” ou a um antigo filme brasileiro, em que cenas explícitas de sexo aparecerão, podem revelar este desejo pelo obsceno.

Como então pessoas conseguem gostar de filmes medonhos e cruéis?

Que mecanismos estão por trás de um espectador apreciador do gênero ‘terror’? De onde vem este terror? O que movimenta alguém a se deter em vídeos “pornôs”? Para onde ele deseja levar sua sexualidade?

Ai retomo ao título do texto: “Filmes: quais convêm assistir?”. Convém assistir àquilo que diz dos seus valores, de sua identidade, de sua crença, de sua esperança! Isso sim convém assistir.

Sei que há muitas boas obras e, no meio deles, encontramos cenas, situações contrárias ao que acreditamos. É nesta hora que você precisa ser ativo. Fazer a leitura do filme à luz da fé. Como diz São Paulo: “Examinar tudo e ficar com o que é bom!”. Às vezes, terá de ter a atitude de simplesmente deixar de assistir!

Acredito, no entanto, que alguns estilos de filmes nem de perto dá para tirar algo de bom. Ou você espera encontrar em um vídeo de “besteirol”, super-sexual, a referência de um amor livre, total, fiel e fecundo? Ou pensa encontrar naqueles filmes de terror, no qual o prazer do mal é mostrar seu poder destruidor, encontrar a ideia de salvação do bem, a esperança de uma vida?

Neste texto, fui bem na linha do que o motiva, pois para mim aí mora a questão que a luz de Cristo precisa iluminar. Nem fui para a influência espiritual de tais filmes em nossa vida; se fosse, teria muita coisa a falar também.

Deixo-lhe estas perguntas:

Diante do que assisto, qual motivação me leva a essa ação? Ela me coloca mais perto daquilo que Deus espera e sonhou para mim?

Bons filmes para você!

Adriano Gonçalves, mineiro de Contagem (MG), é membro da Comunidade Canção Nova. Cursou Filosofia no Instituto da Comunidade e é acadêmico de Psicologia na Unisal (Lorena). Atua na TV Canção Nova como apresentador do programa Revolução Jesus. Mais que um programa, o Revolução Jesus é uma missão que desafia o jovem a ser santo sem deixar de ser jovem. Dessa forma, propõe uma nova geração: a geração dos Santos de Calça Jeans. É autor dos seguintes livros: “Santos de Calça Jeans”, “Nasci pra Dar Certo!” e “Quero um Amor Maior”

Você entende o significado da oração do Credo?

Padre Toninho destacou a necessidade de refletir sobre a oração, o que atendeu ao pedido do Papa emérito Bento XVI no Ano da Fé  

No ‘Ano da Fé’, proclamado pelo Papa emérito Bento XVI no período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, o Santo Padre pediu aos fiéis para que rezassem a oração do Credo. Esta é a profissão de fé dos fiéis, ou seja, expressa qual é a verdadeira crença dos fiéis católicos. O noticias.cancaonova.com exibiu uma série de cinco reportagens que refletem o significado da oração.

Existem duas formas de se rezar o Credo. Padre Antônio Justino Filho, conhecido como padre Toninho da Comunidade Canção Nova, explicou que a primeira, denominada Credo niceno-constantinopolitano, é resultado dos primeiros concílios ecumênicos da Igreja: o Niceno, de Niceia, no ano 325, e o de Constantinopla, em 381.

O sacerdote disse que esta oração ainda é muito comum nas grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente. Ela pode ser rezada nas Celebrações Eucarísticas dependendo da liturgia, o que acontece, normalmente, em ocasiões solenes.

Mas há uma forma mais resumida desta oração, o qual é chamado ‘símbolo dos apóstolos’, ou seja, o Credo que se reza normalmente na Santa Missa no momento da Profissão de Fé.

“Nós temos o ‘símbolo dos apóstolos’, assim chamado por ser considerado o resumo fiel da fé deles, um antigo símbolo da fé batismal da Igreja de Roma e sua grande autoridade vem do seguinte fato: ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela na qual Pedro, o primeiro apóstolo, teve a sua fé e para onde ele trouxe a comum expressão de fé, opinião comum. Isto quem diz é Santo Ambrósio, um grande Santo da Igreja”, informou padre Toninho.

O sacerdote ressaltou que o Credo niceno constantinopolitano é o mais completo símbolo de fé. Contudo, este resumo de fé dos apóstolos aconteceu para facilitar a vida da Igreja e dos cristãos, já que a oração fruto dos dois Concílio é um Credo um pouco mais extenso.

Ano da Fé  
Tendo em vista que o Credo é a profissão de fé dos fiéis, o Papa pediu que todos o rezassem com atenção no ‘Ano da Fé’, isso porque a proposta do Ano é, justamente, uma redescoberta da fé, de forma que os cristãos saibam entender e dar razões da fé que têm.

Quanto a isso, padre Toninho acrescentou o fato de que, muitas vezes, se reza muito rápido, mas é necessário parar e refletir sobre o que se está rezando.

“A primeira palavra que a profissão de fé nos mostra é o ‘creio’. Em que você crê? Começa daí, pois a fé é você meditar aquilo que você está rezando. Você crê em quem: no Pai, no Filho, no Espírito Santo, na Igreja, na Ressurreição da Carne? Esse crer significa a minha adesão àquilo que eu estou rezando. Então, nesse Ano da Fé, o Papa pede isso: essa maior interiorização naquilo que se reza”, destacou.

 

Professor explica o significado da crença em Deus Pai  

‘Deus é absoluto, é a plenitude, tudo sabe, tudo pode’, lembra o professor Felipe Aquino  

Creio em Deus Pai todo poderoso, criador do céu e da terra. Esta é a primeira frase da oração do Credo, trecho que reflete a crença dos fiéis em Deus Pai. Esta profissão de fé, no entanto, às vezes passa despercebida pelo fato de ser rezada rapidamente ou de modo mecânico, motivo pelo qual o Papa emérito Bento XVI pediu maior atenção a esta oração em especial no Ano da Fé.

Quando se fala sobre a crença em Deus, junto a isso vêm as características de Deus, e uma delas é a unicidade. O professor Felipe Aquino, que é autor de vários livros sobre a doutrina da Igreja católica, lembrou que Deus é único, os fiéis acreditam em um único Deus, e não poderia ser diferente.

“Deus é absoluto, Deus não pode ser mais de um. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor, então não seria Deus. A própria reflexão filosófica indica que não pode haver dois deuses e também porque isso foi revelado, Deus é absoluto, é a plenitude, tudo sabe, tudo pode”.

Santíssima Trindade: três deuses?
Mas alguns fiéis, mesmo acreditando na unicidade de Deus, ainda têm dúvidas quanto a isso tendo em vista que acreditam na Santíssima Trindade, ou seja, a crença de que Jesus também é Deus, assim como o Espírito Santo.

De acordo com o professor Felipe,  acredita-se em um só Deus, mas em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Porém, ele destacou que as três pessoas não dividem a divindade, de forma que uma não possui mais majestade que a outra, e sim são igualmente Deus.

“O Pai é inteiramente Deus, o Filho é inteiramente Deus e o Espírito Santo é inteiramente Deus. Os três possuem a plenitude da divindade e formam um só Deus. A Igreja explica assim: é uma única natureza, uma única substância, mas com três pessoas distintas. Evidentemente é um mistério que a nossa inteligência não consegue entender 100%, mas por que nós aceitamos? Porque Jesus revelou”.

Onipotência
E assim como é único, Deus é onipotente. Acreditar nisso é acreditar que Deus de fato é aquele que tudo pode. O professor exemplificou a onipotência de Deus lembrando a passagem bíblica em que o anjo conta a Maria sobre a concepção de João Batista, “porque a Deus nenhuma coisa é impossível” (Lc 1, 37).  Isso tendo em vista que Isabel já estava na velhice e era tida como estéril.

E é devido a essa onipotência de Deus, segundo explicou professor Felipe, que às vezes o homem não entende as obras divinas, de forma que as aceita pela fé. “Ele (Deus) nos revelou e nós acreditamos Nele”, disse.

Por que Deus é Pai?
Mesmo professando que Deus é Pai e se deparando com explicações que comprovam essa crença, às vezes encontra-se pessoas que não se sentem filhas de Deus, que não entendem porquê Deus é Pai.

Quanto a isso, o professor explicou que o ser humano foi criado por Deus, não há outra explicação. “Nossos pais foram cooperadores com Deus, mas ninguém pode dar a vida, só Deus, e quem dá a vida é o Pai. Então essas reflexões todas, a revelação bíblica em que nós confiamos mostra Deus como Pai”.

E como mais uma prova, professor Felipe destacou o amor de Deus por todos os seus filhos. “São João diz (Jo 3, 16) que Deus amou-nos a tal ponto que deu seu Filho único para morrer por nós na cruz para que a gente não se perdesse. Não tem amor maior do que isso. O amor de Deus é de Pai, é explícito, agora é preciso ter fé para acreditar nisso”, finalizou.

 

Crer em Jesus Cristo: verdadeiro Deus e verdadeiro homem

Padre Toninho destacou a indissociabilidade entre as naturezas divina e humana de Jesus Cristo  

Os católicos vivem o tempo do Advento, como uma preparação para o Natal. A data celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo, um dos mistérios da fé cristã, que tem Jesus como o Filho de Deus, o enviado pelo Pai para salvar a humanidade. Essa é uma crença que os católicos professam no Credo, oração que foi meditada em especial no Ano da Fé, como forma de entender melhor a fé católica.

Sendo uma das pessoas da Santíssima Trindade, Cristo é chamado pelos católicos como Senhor. O padre Antônio Justino Filho, padre Toninho, da Comunidade Canção Nova, explicou que isso se deve, primeiramente, ao fato de Jesus ser o Filho de Deus Pai. Além disso, Ele habitou entre os seres humanos, sendo a face do Deus que até então ninguém tinha visto.

“A pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo é a imagem visível do Deus invisível (…) por isso ele é o Senhor, porque Ele ressuscitou, e sendo senhor Ele tem esse título de Kyrios: Senhor”.

Essa forma de se referir a Jesus tem um significado especial para os cristãos. O Youcat, recente versão do Catecismo da Igreja Católica voltada aos jovens, explica que dizer que Jesus é o Senhor implica no fato de que um cristão não deve se submeter a nenhum outro poder.  Os cristãos conhecem o poder de Jesus não somente pelas profecias que anunciavam a vinda do Filho de Deus, mas por todos os milagres realizados.

Os fiéis reconhecem em Jesus a divindade, uma vez que é Deus, e a humanidade, pois se fez homem entre os homens. Quanto a isso, padre Toninho lembrou que as naturezas divina e humana de Cristo não se sobrepõem, ou seja, nenhuma é maior que a outra. “Ele não é nem mais Deus e nem mais homem.(…) A divindade e a humanidade de Jesus não se separam, por isso que Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem”.

E quando se fez homem entre os homens, Jesus chamou 12 apóstolos para seguir sua missão de difundir a Palavra de Deus na terra. Mas o chamado não parou por aí. A partir dessas 12 pessoas, a Igreja chamou outros para serem apóstolos da Igreja. Exemplo disso, segundo padre Toninho, são os bispos.

“Os bispos, são os sucessores dos apóstolos e nessa sucessão apostólica, a tradição apostólica vai sendo passada de geração a geração dentro da vida da Igreja. Então hoje, o chamado a viver uma apostolicidade, como assim nós chamamos na Igreja, é para todos os batizados, mas de modo especial para aqueles que têm um chamado especial como são os bispos”.

Mas, afinal, o que mudou no mundo a partir da vinda de Cristo? Padre Toninho lembrou que muita coisa mudou. O ponto destacado por ele foi o grande impulso evangelizador que os discípulos missionários tiveram após a vinda de Cristo, cujas palavras contidas no Evangelho exortam à pregação da Boa Nova a todas as criaturas.

“Se hoje nós temos essa presença da Igreja em vários lugares do mundo, é devido a isso: após a morte e ressurreição de Jesus, os discípulos foram impulsionados a sair em missão. Então eu vejo essa grande novidade da ressurreição de Jesus: o mundo que começou a conhecer a Palavra de Deus”.

 

Entenda a ação do Espírito Santo na vida da Igreja e do cristão

‘O Espírito Santo está em todas as atividades que fazem parte da nossa vida espiritual’, destaca o professor Felipe Aquino  

Creio no Espírito Santo, diz a oração do Credo. Mas você de fato crê no Espírito Santo? Quem é Ele? Como Ele age na vida da Igreja, na vida dos fiéis?

“Crer no Espírito Santo é crer que Deus revelou que o Espírito Santo é Deus, é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, procede do Pai e do Filho e que é a alma da Igreja, a sua força, a sua inspiração, o seu guia e quem revelou isso foi Jesus”, explicou o professor Felipe Aquino, estudioso da doutrina católica.

Ele acrescentou o fato de que, tendo como guia o Espírito Santo, a Igreja é invencível e infalível ao ensinar a verdade da doutrina católica. “É uma questão de fé naquilo que Jesus revelou”.

E a Igreja ficou cheia do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ocasião em que Ele desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo. De acordo com professor Felipe, esse acontecimento marca o nascimento da Igreja como continuadora da missão, da ação, da presença de Cristo no mundo.

“O que faz com que Cristo esteja presente no mundo é a ação do Espírito Santo. Quando por exemplo a Igreja batiza, é Cristo que batiza através da Igreja no poder do Espírito Santo e assim todos os Sacramentos. Então o Espírito Santo torna o Cristo presente hoje na Igreja como um braço prolongado do Cristo na história dos homens”, disse.

Ação do Espírito Santo
Conforme lembrado por professor Felipe, o Espírito Santo age na vida da Igreja tornando presente o próprio Cristo. Na vida de cada fiel em particular, Ele é o santificador.

Retomando o exemplo do Batismo, professor Felipe explicou que, a partir deste sacramento, a criança recebe os chamados dons infusos: sabedoria, ciência, inteligência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus. “Estes são os dons que vão desenvolver a fé na criança, que preparam para a vida de cristão”, destacou.

Mas a ação do Espírito Santo não se resume a este sacramento inicial da vida cristã. O professor lembrou que, ao atingir a adolescência, período em que o jovem começa a enfrentar o mundo e principalmente o pecado, o adolescente precisa ter a força sacramental do Espírito Santo, então recebe o sacramento da Crisma, que é a confirmação do Batismo.

“O Espírito Santo age assim, no Batismo, na Crisma. Depois, em cada Sacramento que a gente recebe Ele age, na oração Ele age, na Palavra de Deus Ele age, na doutrina da Igreja Ele age. Então o Espírito Santo está em todas as atividades que fazem parte da nossa vida espiritual, para a nossa santificação”, finalizou.

 

Por que os fiéis acreditam na Igreja?

Padre Toninho destacou a importância dos fiéis se empenharem no conhecimento da fé católica, no Ano da Fé  

Com quem os fiéis católicos aprendem sobre a doutrina de sua religião? A Igreja, em sua missão de continuar a transmitir o Evangelho a toda a criatura, é quem ensina os cristãos a viverem na fé. Instituição fundada pelo próprio Cristo, a Igreja tem, inclusive, seu próprio Catecismo, a fim de difundir o conhecimento sobre a fé católica.

Nesta última reportagem da série especial sobre a oração do Credo, na qual os fiéis também professam sua fé na Igreja, padre Antônio Justino Filho, o padre Toninho da Comunidade Canção Nova, afirmou que, resumidamente falando, Deus quer a Igreja para que ela seja sinal da Sua presença no mundo. Ele destacou que ela não é um fim, mas é um meio através do qual as pessoas se encontram com Deus.

E é também por esse seu aspecto que a Igreja é mais que uma instituição. “A Igreja tem a missão de dar continuidade à obra redentora do Nosso Senhor Jesus Cristo. Então desde o Papa até os fiéis cristãos, todos são chamados a serem essas verdadeiras testemunhas do Nosso Senhor Jesus Cristo onde se encontram”, disse o sacerdote.

Mas muitos ainda podem se perguntar porquê a Igreja, sendo mais que uma instituição, não é democrática. A autoridade máxima para os católicos na terra é o Papa, e este não é escolhido por voto popular, bem como acontece com a nomeação dos bispos, por exemplo.   Padre Toninho explicou que o Espírito Santo está presente na pessoa do Papa e o que o Papa diz é o próprio Jesus que está dizendo. “Por isso que aquilo que o Papa diz é para toda a Igreja. Se cada um fosse querer dar a sua opinião, a coisa não caminharia. Então o Papa tem essa missão de ser essa ponte, por isso é chamado Pontífice, entre a terra e o céu. E essa autoridade dada ao Papa é reconhecida por toda a Igreja”.

Ser una, santa, católica a apostólica, segundo explica o professor, é uma marca da Igreja para que ela não seja confundida com outra instituição  

Igreja: una, santa, católica e apostólica 
A crença dos católicos na Igreja se pauta basicamente pelo reconhecimento de quatro de seus aspectos: ela é una, santa, católica e apostólica. Autor de vários livros sobre a doutrina católica, o professor Felipe Aquino explicou que estes aspectos constituem a identidade da Igreja, para que ela não seja misturada com outra instituição que não é a Igreja do Senhor Jesus Cristo.

Ele fez uma associação com o documento de identidade de cada pessoa, que possui quatro características que não permitem confundi-la com ninguém: o nome, o número de RG, a foto e a assinatura.

“Una quer dizer que ela é unida, porque o Espírito Santo é que faz essa unidade do corpo místico. E ela é única. Jesus diz: sobre ti, Pedro, edificarei A minha Igreja e não AS, no plural”.

Quanto ao fato dela ser santa, o professor explicou que este é um dogma de fé. Na carta de São Paulo aos Efésios (Ef 5, 25), ele lembrou que São Paulo deixa claro que Cristo santificou a Igreja pelo seu sangue. “Então a Igreja é santa; os pecados não são da Igreja, são dos filhos da Igreja (…) a Igreja como instituição cuja alma é o Espírito Santo e cuja cabeça é Cristo não tem pecado”.

Além de una e santa, a Igreja é católica, que quer dizer universal, foi enviada para evangelizar o mundo inteiro. “Mas não é universal só em termos geográficos, é também em termos teológicos, doutrinários, o que quer dizer que ela detém a plenitude dos meios de salvação”.

Já o “apostólica”, segundo explicou o professor, faz referência aos apóstolos, que são as “colunas” da Igreja. “A lógica da salvação é essa: o Pai enviou o Filho, o Filho enviou a Igreja que é estruturada nos apóstolos”.

Como entender e aumentar a fé na Igreja?  
No Ano da Fé, o Papa emérito Bento XVI propôs uma redescoberta da fé, de forma que os fiéis saibam entender mais e melhor a fé que professam.  Padre Toninho lembrou que o Santo Padre pediu o estudo da Palavra e também do Catecismo da Igreja Católica que, na visão dele, é o livro de cabeceira de cada cristão não somente no Ano da Fé, mas ao longo de toda a vida cristã. Isso porque o catecismo contém a centralidade de tudo o que a Igreja ensina.

“Ninguém ama aquilo que não conhece, por isso que é preciso que os católicos se empenhem neste conhecimento. Então, ler, estudar, e não só isso, mas rezar com o Catecismo da Igreja Católica, porque as verdades de fé estão contidas todas nele”, concluiu.

“Os jovens são fermento de paz no mundo”, afirma Papa

Quarta-feira, 30 de janeiro de 2019, Da redação, com Vatican News
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Nesta quarta-feira, 30, Francisco destacou que enquanto houver novas gerações capazes de dizer ‘eis-me aqui’ a Deus, haverá um futuro para o mundo

A Sala Paulo VI, no Vaticano, ficou repleta de fiéis nesta quarta-feira, 30. Os cristãos acompanharam a Audiência Geral com o Papa Francisco, que aproveitou o momento de catequese para recordar sua Viagem Apostólica ao Panamá, realizada entre os dias 24 e 27 de janeiro.

O Pontífice agradeceu a Deus pelos momentos vividos no país, o acolhimento caloroso e familiar do presidente do Panamá e das demais autoridades, e também a recepção realizada pelos voluntários e pessoas que se esforçaram para saudá-lo.

O Papa disse que as pessoas levantavam as crianças, como se estivessem dizendo: ‘Eis o meu orgulho, eis o meu futuro!’. “Quanta dignidade nesse gesto, e quanto é eloquente para o inverno demográfico que estamos vivendo na Europa”, disse ele.

“O motivo dessa viagem foi a Jornada Mundial da Juventude. Todavia, nos encontros com os jovens se realizaram outros ligados à realidade do país: com as autoridades, bispos, jovens detentos, consagrados e uma casa-família. Tudo foi contagiado e amalgamado pela presença alegre dos jovens: uma festa para eles e uma festa para o Panamá, e também para toda a América Central, marcada por várias situações e necessitada de esperança e paz”, frisou o Santo Padre.

Francisco recordou que antes da Jornada Mundial da Juventude, foram realizados os encontros dos jovens indígenas e afro-americanos: “Uma iniciativa importante que manifestou ainda melhor o rosto multiforme da Igreja na América Latina. Depois com a chegada de grupos de várias partes do mundo, formou-se uma grande sinfonia de rostos e línguas, típica desse evento”, observou.

De acordo com o Pontífice, ver todas as bandeiras desfilarem juntas, dançando nas mãos dos jovens alegres, foi um sinal profético, um sinal contracorrente em relação à triste tendência atual aos nacionalismos conflitantes. “É um sinal de que os jovens cristãos são fermento de paz no mundo”, afirmou. O Papa disse ainda que esta JMJ teve uma forte impressão mariana, pois o seu tema foram as palavras da Virgem ao Anjo: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”.

Para o Santo Padre, foi forte ouvir as palavras proferidas pelos representantes dos jovens dos cinco continentes e vê-las transparecer em seus rostos. “Enquanto houver novas gerações capazes de dizer ‘eis-me aqui’ a Deus, haverá um futuro para o mundo”, sublinhou. Francisco recordou alguns momentos da JMJ, como a Via-Sacra com os jovens, afirmando que no Panamá os jovens levaram, com Jesus e Maria, o peso da condição de muitos irmãos e irmãos que sofrem na América Central e no mundo inteiro.

Em seguida, o Papa recordou a Liturgia Penitencial com os jovens reclusos no Centro Correcional de Menores e a visita ao Lar do Bom Samaritano que acolhe os portadores de Hiv/Aids. O Pontífice falou também da Vigília e da missa com os jovens, ressaltando que na celebração eucarística fez um apelo à responsabilidade dos adultos para que não faltem às novas gerações educação, trabalho, comunidade e família.

Para Francisco, o encontro com os bispos da América Central foi um momento de consolo. “Juntos nos deixamos instruir pelo testemunho de São Oscar Romero, a fim de aprender melhor o ‘sentir com a Igreja’, que era o seu lema episcopal, estando próximos aos jovens, aos pobres, aos sacerdotes e ao santo povo fiel de Deus”, recordou.

A consagração do altar da Igreja de Santa Maria La Antigua, que foi restaurado, teve segundo o Santo Padre, um forte valor simbólico: “Um sinal da beleza reencontrada, para a glória de Deus, para a fé e a festa do seu povo”, disse o Papa. Ao final, Francisco afirmou: “Que a família da Igreja no Panamá e no mundo inteiro possa obter do Espírito Santo sempre nova fecundidade, para que continue e se difunda na terra a peregrinação dos jovens discípulos missionários de Jesus Cristo”.

Papa: “Casais que vivem unidade e fidelidade refletem a imagem de Deus”

Terça-feira, 29 de janeiro de 2019, Da redação, com Vatican News
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Em audiência com oficiais, advogados e colaboradores do Tribunal Apostólico da Rota Romana, Francisco falou sobre o Sacramento do matrimônio

O Papa Francisco inaugurou nesta terça-feira, 29, o Ano Judiciário recebendo em audiência, na Sala Clementina, no Vaticano, oficiais, advogados e colaboradores do Tribunal Apostólico da Rota Romana. No discurso aos presentes, o Pontífice interpretou o Sacramento do matrimônio em meio ao momento vivido pela atual sociedade como “sempre mais secularizada” e que não “favorece o crescimento da fé”.

Nesse contexto, afirmou o Papa, a Igreja precisa agir a serviço do matrimônio cristão, oferecendo um suporte espiritual e pastoral adequado. Os membros da Rota Romana, recordou o Pontífice, podem trabalhar em cima de dois bens matrimoniais como valores importantes e necessários entre os cônjuges, fundamentais da teologia e do direito matrimonial canônico, mas também da própria essência da Igreja de Cristo: a unidade e a fidelidade.

“Estes dois bens irrenunciáveis e constitutivos do matrimônio requerem ser ilustrados adequadamente não só aos futuros casados, mas solicitam a ação pastoral da Igreja, especialmente dos bispos e dos sacerdotes, para acompanhar a família nas diversas etapas da sua formação e do seu desenvolvimento. […] É necessária uma preparação tripla ao matrimônio: remota, próxima e permanente”, observou o Santo Padre.

A etapa permanente, de acordo com o Pontífice, refere-se à formação da vida conjugal, mediante um acompanhamento que ajude no crescimento do casal, na consciência dos valores e dos compromissos da vocação. Para Francisco, aí entra a responsabilidade primária dos pastores, em virtude do próprio ofício e ministério, e a participação ativa dos componentes das comunidades eclesiais, sob orientação do bispo e do pároco. Francisco fez referência aos mais fiéis companheiros da missão de São Paulo, os cônjuges Áquila e Priscila, com fé robusta e espírito apostólico.

“O cuidado pastoral constante e permanente da Igreja para o bem do matrimônio e da família precisa ser realizado com os vários meios pastorais: a aproximação à Palavra de Deus, especialmente mediante a lectio divina; os encontros de catequese; o envolvimento na celebração dos Sacramentos, sobretudo a Eucaristia; a conversa e a direção espiritual; a participação em grupos familiares e de serviços beneficentes para fazer um paralelo com outras famílias e a abertura às necessidades dos mais desfavorecidos”.

O Papa Francisco, então, citou os casais que representam uma ajuda preciosa pastoral à Igreja ao viver o matrimônio na unidade generosa e com amor fiel. “Os casados que vivem na unidade e na fidelidade refletem bem a imagem e a semelhança de Deus. Essa é a boa notícia: que a fidelidade é possível porque é um dom, nos casados como nos presbíteros. Essa é a notícia que deveria tornar mais forte e encorajante também o ministério fiel e cheio de amor evangélico de bispos e sacerdotes; como foram de conforto para Paulo e Apolo o amor e a fidelidade conjugal do casal Áquila e Priscila”.

Se a Igreja é tão rica por que não vende seus tesouros?

Responde o Papa Francisco

Vaticano, 06 Nov. 15 / 03:25 pm (ACI).- Durante a entrevista que concedeu à revista holandesa Straatnieuws, o Papa Francisco respondeu a uma das perguntas mais populares entre católicos e não católicos a respeito das riquezas da Igreja.

A entrevista foi feita por Marc, um homem de 51 anos, que não tem lar e vende a revista na cidade holandesa de Utrecht. Junto a ele estiveram Frank Dries – editor da revista – e os jornalistas Stijn Pantanos e Jan-Willen Astucia.

O entrevistador lhe recordou que “São Francisco escolheu a pobreza radical e vendeu também seu evangeliário” e lhe perguntou se como “Papa e Bispo de Roma, se sentiu, alguma vez, sob pressão para vender os tesouros da Igreja?”

A resposta do Papa Francisco foi clara: “Esta é uma pergunta fácil. Não são os tesouros da Igreja, mas são os tesouros da humanidade. Por exemplo, se eu amanhã digo que a Pietà de Michelangelo será leiloada, não é possível, porque não é de propriedade da Igreja. Está em uma igreja, mas é da humanidade. Isso se aplica a todos os tesouros da Igreja”.

O Santo Padre recordou ainda: “Começamos a vender presentes e outras coisas que são dadas para mim. E os rendimentos da venda vão para Dom Krajewski, que é meu elemosineiro. E depois tem também a loteria. Há carros que foram vendidos ou cedidos em uma loteria e os recursos recolhidos utilizados para os pobres. Há coisas que se podem vender e essas se vendem”.

Do mesmo modo, explicou que “se fizermos um catálogo dos bens da Igreja, se pensa: a Igreja é muito rica. Mas, quando foi feito a Concordata com a Itália em 1929 sobre a Questão Romana, o governo italiano daquele tempo ofereceu à Igreja um grande parque em Roma. O papa na época, Pio XI, disse: não, eu gostaria apenas de meio quilômetro quadrado para garantir a independência da Igreja. Este princípio vale ainda hoje”.

“Os bens imóveis da Igreja são muitos, mas nós os usamos para manter as estruturas da Igreja e para manter muitas obras que são feitas em países necessitados: hospitais, escolas. Ontem, por exemplo, eu pedi para enviar ao Congo 50 mil euros para construir três escolas em lugares pobres; a educação é uma coisa importante para as crianças. Eu fui à administração competente, fiz este pedido e o dinheiro foi enviado”, explicou o Santo Padre.

 

 

Homilia do Papa Francisco na Missa de encerramento da JMJ Panamá 2019

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O Papa Francisco na Missa de hoje na JMJ Panamá 2019. Foto: David Ramos / ACI Prensa

PANAMÁ, 27 Jan. 19 / 11:11 am (ACI).- Diante de uma multidão de jovens que chegaram ao Panamá vindos dos cinco continentes, o Papa Francisco preside a Missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019, no Campo São João Paulo II.

A seguir, o texto completo da homilia pronunciada pelo Santo Padre:

«Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos n’Ele. Começou, então, a dizer-lhes: “Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir” » (Lc 4, 20-21).

O Evangelho apresenta-nos, assim, o início da missão pública de Jesus. Apresenta-O na sinagoga que O viu crescer, circundado por conhecidos e vizinhos e talvez até por algum dos seus «catequistas» de infância que Lhe ensinou a lei. Momento importante na vida do Mestre quando Ele – a criança que Se formara e crescera dentro daquela comunidade – Se levantou e tomou a palavra para anunciar e realizar o sonho de Deus. Uma palavra até então proclamada apenas como promessa do futuro, mas que, na boca de Jesus, só podia ser pronunciada no presente, tornando-se realidade: «Cumpriu-se hoje».

Jesus revela o agora de Deus, que vem ao nosso encontro para nos chamar, também a nós, a tomar parte no seu agora, no qual «anunciar a Boa-Nova aos pobres», «proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos a recuperação da vista», «mandar em liberdade os oprimidos» e «proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (cf. Lc 4, 18-19). É o agora de Deus que, com Jesus, se faz presente, se faz rosto, carne, amor de misericórdia que não espera situações ideais ou perfeitas para a sua manifestação, nem aceita desculpas para a sua não-realização. Ele é o tempo de Deus que torna justos e oportunos todos os espaços e situações. Em Jesus, começa e faz-se vida o futuro prometido.

Quando? Agora. Mas nem todos aqueles que lá O ouviram, se sentiam convidados ou convocados. Nem todos os seus vizinhos de Nazaré estavam prontos para acreditar em alguém que conheciam e tinham visto crescer e que os convidava a realizar um sonho há muito aguardado. Antes, pelo contrário! «Diziam: “Não é este o filho de José?” » (Lc 4, 22).

A nós, também pode suceder o mesmo. Nem sempre acreditamos que Deus possa ser tão concreto no dia-a-dia, tão próximo e real, e menos ainda que Se faça assim presente agindo através de alguém conhecido, como um vizinho, um amigo, um parente. Nem sempre acreditamos que o Senhor nos possa convidar a trabalhar e meter as mãos na massa juntamente com Ele no seu Reino de forma tão simples mas incisiva. Custa a aceitar que «o amor divino se tornou concreto e quase experimentável na história com todas as suas vicissitudes ásperas e gloriosas» (Bento XVI, Catequese na Audiência Geral de 28/IX/2005).

Não é raro comportarmo-nos como os vizinhos de Nazaré, preferindo um Deus à distância: magnífico, bom, generoso mas distante e que não incomode, um Deus domesticado. Porque um Deus próximo no dia a dia, amigo e irmão pede-nos para aprendermos proximidade, presença diária e, sobretudo, fraternidade. Ele não quis manifestar-Se de modo angélico ou espetacular, mas quis dar-nos um rosto fraterno e amigo, concreto, familiar. Deus é real, porque o amor é real; Deus é concreto, porque o amor é concreto. E é precisamente esta «dimensão concreta do amor aquilo que constitui um dos elementos essenciais da vida dos cristãos» (Bento XVI, Homilia, 1/III/2006).

Também nós podemos correr os mesmos riscos que os vizinhos de Nazaré, quando, nas nossas comunidades, o Evangelho se quer fazer vida concreta e começamos a dizer: «Mas, estes jovens, não são filhos de Maria, de José, e não são irmãos de…? Não são aquelas crianças que ajudamos a crescer? Este ali, não é o que partia sempre os vidros com a bola?» E, assim, uma pessoa que nascera para ser profecia e anúncio do Reino de Deus acaba domesticada e empobrecida. Querer domesticar a Palavra de Deus é realidade de todos os dias.

E também a vós, queridos jovens, pode acontecer o mesmo, sempre que pensais que a vossa missão, a vossa vocação, e até a vossa vida é uma promessa que vale só para o futuro, nada tem a ver com o vosso presente. Como se ser jovem fosse sinônimo de «sala de espera» para quem aguarda que chegue o seu turno. E, enquanto este não chega, inventam para vós ou vós próprios inventais um futuro higienicamente bem embalado e sem consequências, bem construído e garantido com tudo «bem assegurado». Não queremos oferecer a vocês um futuro de laboratório.

É a «ficção» da alegria. Não é a alegria do hoje, do concreto, do amor. Assim, com esta ficção da alegria, vos «tranquilizamos» e adormentamos para não fazerdes barulho, para não incomodarem muito, para não colocardes interrogativos a vós mesmos e aos outros, para não vos pordes em discussão a vós próprios e aos outros; e «entretanto» os vossos sonhos perdem altitude, começam a adormentar-se e tornam-se «ilusões» rasteiras, pequenas e tristes (cf. Francisco, Homilia do Domingo de Ramos, 25/III/2018), só porque consideramos ou considerais que o vosso agora ainda não chegou; que sois demasiado jovens para vos envolverdes no sonho e construção do amanhã. E assim seguimos os procrastinando. E sabem uma coisa, que muitos jovens gostam disso. Por favor, ajudemo-los a que não gostem disso, que se rebelem, que queiram viver o agora de Deus.

Um dos frutos do Sínodo recente foi a riqueza de nos podermos encontrar e, sobretudo, escutar.

A riqueza da escuta entre gerações, a riqueza do intercâmbio e o valor de reconhecer que precisamos uns dos outros, que devemos esforçar-nos por promover canais e espaços onde nos comprometamos a sonhar e construir o amanhã, já hoje. Não isoladamente, mas unidos, criando um espaço em comum: um espaço que não nos é oferecido de prenda, nem o ganhamos na loteria, mas um espaço pelo qual deveis lutar vós também. Vocês, jovens, devem lutar pelo seu espaço hoje, porque a vida é hoje, ninguém pode lhe prometer um dia de amanhã. Jogue você hoje, seu espaço é hoje, como está respondendo a isso?

Porque vós, queridos jovens, não sois o futuro, porque é normal dizer os jovens são o futuro, não. São o presente, vocês, jovens, são o agora de Deus. Ele convoca-vos e chama-vos, nas vossas comunidades e cidades, para irdes à procura dos avós, dos mais velhos; para vos erguerdes de pé e, juntamente com eles, tomar a palavra e realizar o sonho com que o Senhor vos sonhou.

Não amanhã; mas agora! Pois, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (cf. Mt 6, 21); e, aquilo que vos enamora, conquistará não apenas a vossa imaginação, mas envolverá tudo. Será aquilo que vos faz levantar de manhã e incita nos momentos de cansaço, aquilo que vos abrirá o coração enchendo-o de maravilha, alegria e gratidão. Senti que tendes uma missão e apaixonai-vos por ela, tudo dependerá disto (cf. Pedro Arrupe S.J., Nada és más práctico). Poderemos ter tudo; mas, queridos jovens, se falta a paixão do amor, faltará tudo! A paixão do amor hoje e deixemos que o Senhor nos enamore e nos leve até o amanhã.

Para Jesus, não há um «entretanto», mas amor de misericórdia que quer penetrar no coração e conquistá-lo. Ele quer ser o nosso tesouro, porque Jesus não é um «entretanto» na vida nem uma moda passageira: é amor de doação que convida a doar-se.

É amor concreto, próximo, real; é alegria festiva que nasce da opção de participar na pesca miraculosa da esperança e da caridade, da solidariedade e da fraternidade frente a tantos olhares paralisados e paralisadores por causa dos medos e da exclusão, da especulação e da manipulação. Irmãos, o Senhor e a sua missão não são um «entretanto» na nossa vida, qualquer coisa de passageiro, não são apenas uma Jornada Mundial da Juventude: são a nossa vida, de hoje e sempre caminhando!

Ao longo de todos estes dias, como um fundo musical, acompanhou-nos de modo especial o «faça-se» de Maria. Ela não Se limitou a acreditar em Deus e nas suas promessas como algo possível, mas acreditou em Deus e teve a coragem de dizer «sim» para participar neste agora do Senhor. Sentiu que tinha uma missão, apaixonou-Se, e isso decidiu tudo. Que vocês sintam que têm uma missão, deixem-se apaixonar e o Senhor decidirá tudo.

Como sucedeu na sinagoga de Nazaré, o Senhor, no meio de nós, dos seus amigos e conhecidos, de novo Se ergue de pé, toma o livro e diz-nos: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir» (Lc 4, 21).

Quereis viver em concreto o vosso amor? O vosso «sim» continue a ser a porta de entrada para que o Espírito Santo conceda um novo Pentecostes ao mundo e à Igreja. Que assim seja!

A problemática do suicídio

Jéssica Marçal / Da Redação

Citando o que diz o Catecismo, padre Mário explica que ainda há salvação para os que atentaram contra a própria vida

No mês de outubro de 2013, a intenção de oração geral do Papa Francisco trouxe à tona a problemática do suicídio. O Santo Padre rezou por todos os que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, para que sintam a proximidade de Deus.

Mas o que leva uma pessoa ao suicídio? Segundo o psicólogo João Carlos Medeiros, que trabalha com psicologia há 20 anos, os motivos podem variar de uma frustração a transtornos psiquiátricos. Especialmente o “vazio” de um mundo secularizado pode levar ao esvaziamento existencial e à depressão, causando desespero maior como o suicídio.

João explica que, por algum desses dois fatores, a mente da pessoa entra em tal estado que ela acha melhor a morte como solução para um problema que ela tem em vida.

“Ela não percebe as consequências que isso pode gerar na vida dela ou então na vida das pessoas que vão ficar. Ela não se dá conta disso. Ela está em uma frustração muito grande, em um vazio existencial e não vê sentido na vida”.

O sentido que a vida tem hoje é um dos pontos destacados pelo padre Mário Marcelo Coelho, sjc, doutor em teologia moral. Ele explica que quando o sentido da vida é colocado em algo material que não é alcançado, isso causa frustração. Entretanto, mesmo quando se consegue o que queria, isso não leva à uma realização, e a pessoa se frustra da mesma maneira.

“Tanto é que um grande índice hoje de pessoas que têm depressão, tristeza e chegam até mesmo ao suicídio são de países ricos. Então não é o bem material que vai trazer uma satisfação pessoal”, destaca o sacerdote.

Posição da Igreja

A Igreja trata da questão do suicídio no Catecismo da Igreja Católica (CIC), especificamente nos números 2280, 2281 e 2282. Uma das primeiras considerações é de que a vida é um valor e precisa ser respeitada. O padre explica, então, que é preciso cada um reconhecer a vida como um dom de Deus, sentindo-se administrador dessa vida e não seu proprietário.

“Nós não podemos dispor dessa vida. O suicídio contradiz a própria inclinação pessoal do ser humano, de perpetuar e conservar a sua vida, e ele fere gravemente o amor a si mesmo, o dom que Deus deu, que é a própria vida”, pontuou o sacerdote.

Objeto de atenção devem ser, então, segundo o padre, as causas que levam ao suicídio, que podem ser variadas, conforme já citou o psicólogo. Esses são fatores que podem, inclusive, anular a responsabilidade da pessoa diante do suicídio.

“Mesmo sendo um atentado contra a vida, a responsabilidade da pessoa pode ser diminuída. Portanto, o que a Igreja pede? Fazer um discurso valorizando a vida e ajudar as pessoas que passam por momentos difíceis a darem um sentido à sua própria vida”, disse padre Mário.

O sacerdote esclareceu que mesmo a pessoa que cometeu suicídio pode ser salva, inclusive essa é uma questão que a Igreja pede em seus documentos. Ele citou como exemplo o número 2283 do Catecismo: “Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida”.

E a Igreja pede um carinho e atenção para com a família de quem cometeu suicídio, pois em muitos casos os familiares acabam se responsabilizando pelo que acontece. “Rezar, pedir que a misericórdia de Deus desça sobre a família e sobre a pessoa que se matou”, finalizou o padre.

Vigília na JMJ 2019: Papa destaca que é ser um “influencer” no século XXI

Vigília do Papa

Domingo, 27 de janeiro de 2019, Da redação, com VaticanNews
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No discurso na vigília da JMJ 2019, o Papa Francisco falou da “mulher que teve maior influência na história”

Papa durante a Vigília com os jovens na JMJ 2019 / Foto: VaticanMedia

Um verdadeira festa feita de oração, cantos, danças, testemunhos e reflexão: assim foi a vigília que se realizou no Campo São João Paulo II com os jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Panamá.

O ápice foi a adoração ao Santíssimo, mas o discurso do Papa Francisco foi outro grande momento, que – como sempre – usou a linguagem dos seus interlocutores. O Pontífice se inspirou no testemunho dado momentos antes por alguns jovens para transmitir a sua mensagem, desta vez mariana.

“A salvação que o Senhor nos dá é um convite para participar numa história de amor”, disse o Papa e foi assim que Ele surpreendeu Maria.

O Pontífice destacou que a jovem de Nazaré não aparecia nas redes sociais, não era uma “influencer” – uma influenciadora digital – mas, sem querer nem procurá-lo, “tornou-Se a mulher que maior influência teve na história”.

Influencer de Deus

Francisco definiu Maria como a “influencer de Deus”, que com palavras soube dizer «sim», “confiando no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas todas as coisas”.

A força desse “sim” impressiona, prosseguiu Francisco. Foi o «sim» de quem quer comprometer-se e arriscar. Nesta estrada, o primeiro passo é não ter medo de receber a vida como ela vem, com suas imperfeições e dificuldades.

“O amor do Senhor é maior que todas as nossas contradições, fragilidades e mesquinhices, mas é precisamente através das nossas contradições, fragilidades e mesquinhices que Ele quer escrever esta história de amor.”

Comunidade

Retomando a linguagem juvenil, o Papa recordou que não basta estar conectado o dia inteiro para se sentir reconhecido e amado. Mas é preciso encontrar espaços onde os jovens possam sentir-se parte de uma comunidade.

Portanto, o segundo passo é criar elos, laços, família: uma comunidade onde possam se sentir amados. Espaços onde receber raízes e leva-las adiante.

“Ser um influencer no século XXI significa ser guardião das raízes, guardião de tudo aquilo que impede a nossa vida de tornar-se ‘gasosa’, evaporando-se no nada. Sejam guardiões de tudo o que permite sentir-nos parte uns dos outros, pertencer-nos mutuamente.”

Faça-se em Mim

Interagindo com a multidão, Francisco perguntou se os jovens estão dispostos a responder o “sim” Maria, “Faça-se em Mim”:

“O Evangelho ensina-nos que o mundo não será melhor por haver menos pessoas doentes, debilitadas, frágeis ou idosas de que ocupar-se, nem por haver menos pecadores, mas será melhor quando forem mais as pessoas que, como estes amigos, estiverem dispostas e tiverem a coragem de dar à luz o amanhã e acreditar na força transformadora do amor de Deus.”

Coragem foi a palavra final do Papa: “Não tenham medo de dizer ao Senhor que vocês também querem fazer parte da sua história de amor no mundo.”

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