Notícias

As obras de caridade da Igreja Católica no mundo

http://pt.churchpop.com/as-obras-de-caridade-da-igreja-catolica-no-mundo/

Sempre ouvimos que a Igreja é rica e fechada em si mesma. Será?! Precisamos conhecer nossa fé e defendê-la com coragem e sabedoria!
Por isso, queremos compartilhar alguns dados sobre as ações caritativas da Igreja no mundo.

Institutos de educação:
No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 73.263 escolas maternas frequentadas por 6.963.669 alunos;
96.822 escolas primárias para 32.254.204 alunos;
45.699 Institutos secundários para 19.407.417 alunos.
Além disto, acompanha 2.309.797 alunos das escolas superiores e 2.727.940 estudantes universitários.

Institutos de saúde, de beneficência e assistência:
Os Institutos de beneficência e assistência administrados pela Igreja incluem:
5.034 hospitais com as presenças maiores na América e África;
16.627 dispensários, na maior parte na África, América e Ásia;
611 leprosários distribuídos principalmente na Ásia e África;
15.518 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes, na maior parte na Europa e América;
9.770 orfanatos na maior parte na Ásia;
12.082 jardins de infância com maior número na Ásia e América;
14.391 consultórios matrimoniais, na maior parte na América e Europa;
3.896 centros de educação e reeducação social;
38.256 instituições de outro tipo.

Você ainda vai acreditar naquele discurso que diz que o Papa precisa vender sua cadeira de “ouro” para alimentar os pobres? Se alguém te disser isso mande-o estudar a história da Igreja e pergunte se ele tem compartilhado os próprios bens com os pobres.

 

A Caridade do Papa Francisco
Prof. Felipe Aquino, 30/7/2013

O Papa Francisco renovou entre nós a verdadeira caridade cristã, sem precisar de ideologias, de luta de classe, de marxismo, violências, invasões, desrespeito às leis, ou coisas piores, e sem ódios aos drogados, aos famintos, aos nus, aos pequenos, etc. Ele reascendeu em todos nós a autêntica caridade que a Igreja sempre fez nestes dois mil anos.
O Papa quer que vivamos a caridade simples e pura de São Francisco, de Madre de Calcutá, de São Vicente de Paulo, de Irmã Dulce, de São Camilo de Lelis; a caridade de milhares santos e santas, de bispos, padres, freiras, leigos, etc.. A Igreja Católica é a Instituição que mais caridade fez e faz no mundo, em todos os tempos. Se ela saísse hoje da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados. Quando a epidemia de Aids estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo.
No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as Casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital. Quem fundou as Santas Casas de Misericórdia?
A Igreja Católica mantém na Ásia 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos;3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos, 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos, 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos; 60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos; 2.370 jardins de infância.
É esta caridade que o Papa Francisco veio reacender entre nós, com tudo o mais que nos deixou de fé, esperança, caridade, bondade, mansidão, pobreza evangélica, simplicidade…
Entre tantos outros ensinamentos ele nos pediu a “cultura da solidariedade”, contra a do desperdício, contra a cultura do provisório, do individualismo, do egoísmo. Pediu a revolução da ternura e do acolhimento. E pediu que a Igreja vá para as ruas, porque, disse, “o pastor deve sentir o cheiro das ovelhas”. Mostrou inclusive que “a política é uma das formas mais altas de caridade porque promove o bem comum”. Tenho disto que a política é boa, o que é mal é a politicagem.
Venceu o amor, venceu o Papa, venceu o povo, venceu a Igreja, venceu Deus.

 

Igreja Católica, a maior instituição de caridade do mundo
http://tocadeassis.org.br/de-olho-na-rua/ver/38/igreja-catolica-a-maior-instituicao-de-caridade-do-mundo

A Igreja Católica é a mais antiga instituição da humanidade. Com 1,2 bilhão de fiéis, é a maior família religiosa e a maior instituição de caridade do planeta. Segundo revelam os dados do último, “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado pela Agência Fides por ocasião da Jornada Missionária, a Igreja administra 115.352 Institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo.
Deste número, 5.167 hospitais (a maior parte na América, 1.493 e 1.298 na África); 17.322 dispensários, a maioria na África, 5.256, América 5.137 e Ásia 3.760; 648 leprosários distribuídos principalmente na Ásia (322) e África (229); 15.699 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes – Europa (8.200) e América (3.815); 10.124 orfanatrófios, principalmente na Ásia (3.980) e América (2.418); 11.596 jardins da infância, a maior parte na América (3.661) e Ásia (3.441); 14.744 consultores matrimoniais, distribuídos no continente americano (5.636) e Europa (6.173); 3.663 centros de educação e reeducação social, além de 36.386 instituições de outros tipos.
No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos; 42.495 escolas superiores médias com 17.114.173 alunos. Além disso, acompanha 2.288.258 jovens de escolas superiores e 3.275.440 estudantes universitários.
Com todas essas instituições, a Igreja Católica e’ um parceiro fantástico na prestação de serviços de saúde das nações pobres. Ela atua em áreas remotas e em favor das camadas mais pobres da população, permitindo- lhes, assim, aceder a esses serviços que de outro modo estariam além do seu alcance. E esse grande trabalho merece reconhecimento e apoio não só dos governos, mas de todo cidadão.

Como a caridade Católica mudou o mundo
No início do século IV, a fome e a doença assolavam exército do imperador Constantino. Pacômio, um soldado pagão, observava com assombro como muitos dos seus companheiros romanos ofereciam comida e assistência aos que precisavam de ajuda, socorrendo-os sem qualquer discriminação. Cheio de curiosidade, quis saber quem eram essas pessoas e descobriu que eram cristãos. Que tipo de religião era aquela, admirou-se, que podia inspirar tais atos de generosidade e humanidade? Começou a instruir-se na fé e, antes de o perceber, já estava no caminho da conversão.(1)
Esse mesmo sentimento de assombro, continuaram a suscitá-lo as obras de caridade católicas através dos tempos. O próprio Voltaire, talvez o mais prolífico propagandista anti-católico do século XVIII, se mostrou respeitosamente admirado com o heróico espírito de sacrifício que animou tantos dos filhos e filhas da Igreja. “Talvez não haja nada maior na terra – disse ele – que o sacrifício da juventude e da beleza com que belas jovens, muitas vezes nascidas em berço de ouro, se dedicam a trabalhar em hospitais pelo alívio da miséria humana, cuja vista causa tanta aversão a nossa sensibilidade. Tão generosa caridade tem sido imitada, mas de modo imperfeito, por gente afastada da religião de Roma”(2).
Exigiria volumes sem conta elaborar uma lista completa das obras de caridade católicas promovidas ao longo da história por pessoas, paróquias, dioceses, mosteiros, missionários, frades, freiras e organizações leigas. Basta dizer que a caridade católica não tem paralelo com nenhuma outra, em quantidade e variedade de boas obras, nem no alivio prestado ao sofrimento e miséria humanos.
Podemos ir mais longe e dizer que foi a Igreja Católica que inventou a caridade tal como a conhecemos no Ocidente.
Tão importante como o puro volume das obras de benemerência é a diferença qualitativa que distinguiu a caridade da Igreja daquela que a havia precedido. Seria tolice negar que os grandes filósofos antigos proclamaram nobres sentimentos traduzidos em filantropia; ou que homens de valor fizeram importantes e substanciais contribuições em prol das suas comunidades.
Não obstante, o espírito de caridade no mundo antigo era em certo sentido, deficiente, se compararmos com aquele que foi praticado pela Igreja. A maior parte dos gestos de generosidade nos tempos antigos envolvia um interesse próprio, não eram puramente gratuitos. Os edifícios financiados pelos ricos exibiam ostensivamente os seus nomes. As doações eram feitas de modo a deixar os beneficiários em dívida para com os doadores, ou então atraíam as atenções para as suas pessoas e a sua grande liberalidade. Servir de coração alegre os necessitados e ampara-los sem nenhuma expectativa de recompensa ou reciprocidade, não era certamente o principio que prevalecia.
Cita-se por vezes o estoicismo – uma antiga escola de pensamento que remonta mais ou menos ao ano 300 a.C. e que permanecia viva nos primeiros séculos da era cristã. Os estóicos ensinavam que homem bom era aquele que, como cidadão do mundo, cultivava o espírito de fraternidade para com seus semelhantes e, por essa razão, parecia ser mensageiro da caridade. Mas também ensinavam que era preciso suprimir os sentimentos e emoções como coisas impróprias de um homem. Rodney Stack diz que a filosofia clássica “considerava a piedade e a compaixão como emoções patológicas, defeitos de caráter que os homens racionais deviam evitar”(3). Assim o filósofo romano Sêneca escreveu:
“O sábio poderá consolar aqueles que choram, mas sem chorar com eles; Não sentirá compaixão. Socorrerá e fará o bem porque nasceu para assistir os seus semelhantes. O seu rosto e sua alma não denunciarão nenhuma emoção quando olhar para o aleijado, o esfarrapado, o encurvado. Só os olhos doentes se umedecem ao verem lagrimas em outros olhos.”(4)
Entre muitos exemplos de estoicismo, ressalta o de Anaxágoras, um homem que, ao ser informado da morte de seu filho, se limitou a observar: “Eu nunca pensei que tivesse gerado um imortal”. Era simplesmente lógico que aqueles homens, tão impermeáveis à realidade do mal, fossem indolentes na hora de aliviar os seus efeitos sobre seus semelhantes: “Homens que se recusam a reconhecer a dor e doença como males – anota um observador – também estavam pouco propensos a alivia-las aos outros”.(5)
O espírito de caridade na Igreja nasceu da inspiração do próprio ensinamento de Cristo: (Jo 13, 34-35; cfr. Ti 4, 11). São Paulo afirmou que os cuidados e caridade dos cristãos deviam ser oferecidos mesmo aos que não pertencessem a comunidade dos fiéis, ainda que inimigos da fé: (cfr. Rom 12, 14-20; Gal 6, 10).
De acordo com William Lecky, critico severo da Igreja, “não se pode sustentar nem na pratica nem na teoria, nem nas instituições fundadas, nem no lugar que a ela foi atribuído na escala dos deveres, que a caridade ocupasse na Antiguidade um lugar comparável aquele que atingiu no cristianismo.”

Os pobres e doentes
A prática de oferecer dádivas destinadas aos pobres desenvolveu-se cedo na história da Igreja. Os primeiros cristãos que jejuavam com frequência, doavam aos pobres o dinheiro que teriam gasto com a comida. São Justino Mártir relata que muitas pessoas que tinham amado as riquezas e as coisas materiais antes de se converterem, agora se sacrificavam de ânimo alegre pelos pobres. Os próprios Padres da Igreja, que legaram um enorme corpo literário e erudito a civilização ocidental, encontraram tempo para se dedicarem pessoalmente ao serviço dos seus semelhantes. São João Crisóstomo fundou uma série de hospitais em Constantinopla. São Cipriano e Santo Efrém empenharam-se em promover obras de assistência em tempos de fome e de epidemias.
A Igreja primitiva institucionalizou a atenção às viúvas e aos órfãos, bem como aos enfermos, especialmente durante as epidemias. No século III, São Cipriano, bispo de Cartago, repreendeu a população pagã porque, em vez de ajudar as vítimas da praga, as saqueava. Esse Padre da Igreja conclamou os cristãos a mobilizar-se para assistir os doentes e enterrar os mortos. No caso de Alexandria, o bispo Dionísio relatou que os pagãos “repeliam os que começassem a ficar doentes, afastavam-se deles, mesmo que se tratasse dos amigos mais queridos”. Em contraste, relatou que muitos cristãos “não fugiam de amparar-se uns aos outros visitavam os doentes sem pensar no perigo que corriam e serviam-nos assiduamente”.
Santo Efrém é lembrado pelo seu heroísmo quando a fome e a peste se abateram sobre Edessa, a cidade em cujos arredores vivia como eremita. Não apenas coordenou a coleta e distribuição de esmolas, mas também fundou hospitais, cuidou dos doentes e dos mortos. Eusébio, o historiador da Igreja do século IV, conta-nos que, como resultado do bom exemplo dos cristãos, muitos pagãos “se interessaram por uma religião cujos discípulos eram capazes de uma dedicação tão desinteressada”. Juliano, o Apóstata, que odiava o cristianismo, lamentou a bondade dos cristãos para com os pagãos: “Esses ímpios galileus não alimentam apenas os seus próprios pobres, mas também os nossos”.

Os primeiros hospitais e os cavaleiros de São João
Discute-se se existiram na Grécia e em Roma instituições semelhantes aos nossos hospitais. Muitos historiadores põem-no em dúvida, enquanto outros apontam alguma rara exceção aqui e acolá, mas mais para cuidar dos soldados doentes ou feridos do que da população em geral. Parece dever-se a Igreja a fundação das primeiras instituições atendidas por médicos, onde se faziam diagnósticos, se prescreviam remédios e se contava com um corpo de enfermagem (6).
No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas depois passaram a cuidar dos doentes, viúvas, órfãos e pobres em geral (7).
Como explica Guenter Risse, os cristãos ultrapassaram “a recíproca hospitalidade que prevalecia na antiga Grécia e as obrigações familiares dos romanos” para cuidarem de atender “grupos sociais marginalizados pela pobreza, doença e idade” (8). No mesmo sentido, o historiador da medicina Fielding Garrison observa que, antes do nascimento de Cristo, “O espírito com que se tratava a doença e o infortúnio não era o de compaixão, e cabe ao cristianismo o crédito pela solicitude em atender o sofrimento humano em larga escala” (9).
Em um ato de penitência cristã, uma mulher chamada Fabíola fundou o primeiro grande hospital público em Roma; percorria as ruas em busca de homens e mulheres pobres e enfermos necessitados de cuidados (2110).
São Basílio Magno, conhecido pelos seus contemporâneos como o Apóstolo das Esmolas, fundou um hospital em Cesárea, no século IV. Era conhecido por abraçar os leprosos miseráveis que ali buscavam alívio. Não é de surpreender que os mosteiros também desempenhassem um papel importante no cuidado dos doentes (11). De acordo com o mais completo estudo da história dos hospitais: “Após a queda do Império Romano, os mosteiros tornaram-se gradualmente provedores de serviços médicos organizados, dos quais não se dispôs por vários séculos em nenhum lugar da Europa. Para prestar esses cuidados práticos, os mosteiros tornaram-se também lugares de ensino medico entre os séculos V e X” (12).
As ordens militares, fundadas durante as Cruzadas, administravam hospitais por toda a Europa. Uma dessas ordens, a dos Cavaleiros de São João (também conhecidos como hospitalários). Fundou um hospital em Jerusalém no qual atendia pobres e peregrinos. Segundo um sacerdote alemão “A casa alimentava tantas pessoas, de fora e de dentro, e dava tão grande quantidade de esmola aos pobres”. Teodorico de Wurzburg, maravilhou-se de que “andando pelas dependências do hospital, não conseguíamos de modo algum avaliar o número de pessoas que lá jaziam, pois eram milhares as camas que víamos. Nenhum rei ou tirano teria poder suficiente para manter o grande número de pessoas alimentadas diariamente naquela casa“(13).
Diz Gunter Risse: “A existência de uma ordem religiosa que manifestava com tanto ardor a sua lealdade aos doentes inspirou a criação de uma rede de instituições similares, especialmente nos portos da Itália e do sul da França…”
As obras de caridade católicas foram tão impressionantes que ate os próprios inimigos da Igreja, muito a contragosto, tiveram de reconhecê-lo. O escritor pagão Luciano (1530-200) observou com espanto: “É inacreditável a determinação com que as pessoas dessa religião se ajudam umas as outras nas suas necessidades. Não se poupam em nada, o seu primeiro legislador meteu-lhes na cabeça que eles eram todos irmãos!”(14)
Juliano, o Apóstata, o imperador romano que, nos anos 360, fez a violenta, mas frustrada, tentativa de fazer o Império retomar ao seu primitivo paganismo, admitiu que os cristãos se avantajavam aos pagãos no seu devotamento às obras de caridade. “Enquanto os sacerdotes pagãos negligenciam os pobres – escreveu -, os odiados galileus [isto é, os cristãos] devotam-se às obras de caridade e em um alarde de falsa compaixão, introduzem com eficácia os seus perniciosos erros. Vede os seus banquetes de amor e as suas mesas preparadas para os indigentes. Tal prática é habitual entre eles e provoca desprezo pelos nossos deuses”(15).
Martinho Lutero, o mais inveterado inimigo da igreja Católica até o fim da vida, viu-se obrigado admitir: “Sob Papado, o povo era ao menos caridosa e não havia necessidade de recorrer à força para obter esmolas. Hoje sob o reinado do Evangelho (com isso, referia-se ao protestantismo), em vez de dar, as pessoas roubam-se umas as outras, parece que ninguém julga possuir alguma coisa enquanto não se apropria dos bens do vizinho”(16).
O economista do século XX Simon Patten observou a propósito da ação da Igreja: “Na Idade Media, era muito comum dar comida e abrigo aos trabalhadores, tratar com caridade os desafortunados e alivia-los das doenças, das pragas e da fome. Quando vemos o número de hospitais e enfermarias. a magnanimidade dos monges e o sacrifício pessoal das freiras, não podemos duvidar de que os marginalizados daqueles tempos eram pelo menos tão bem assistidos como os de agora”(17).
Frederick Hurter, um biógrafo do Papa Inocêncio III no século XIX chegou a declarar: “Todas as instituições de beneficência que a raça humana possui hoje em dia para minorar a sorte dos desafortunados, tudo o que tem sido feito para socorrer os indigentes o os aflitos nas vicissitudes das suas vidas e em qualquer tipo de sofrimento, procede direta ou indiretamente da igreja de Roma. Eia deu o exemplo, perseverou na sua tarefa e, com frequência, proporcionou os meios necessários para leva-la a cabo”(18).
A extensão das atividades caritativas da Igreja aprecia-se as vezes com mais clareza quando deixam de existir.
Na Inglaterra do século XVI, por exemplo, o rei Henrique VIII (separou da igreja Católica) suprimiu os mosteiros e confiscou-lhes as propriedades, distribuindo-as a preço de banana entre os homens influentes do seu reino. O pretexto para essa medida foi que os mosteiros se haviam tornado fonte de escândalo e imoralidade, embora restem poucas dívidas de que tais acusações fantasiosas não faziam mais do que dissimular a cobiça real. As consequências sociais da dissolução dos mosteiros devem ter sido muito significativas. Os Levantes do Norte de 1536, uma rebelião popular também conhecida corno a Peregrinação da Graça, tiveram muito a ver com a ira popular causada peio desaparecimento da caridade monástica. Em uma petição dirigida ao rei dois anos mais tarde, observava-se:
“A experiência que tivemos com a supressão dessas casas mostra-nos claramente que se provocou e continuará a provocar-se neste reino de Vossa Majestade um grande mal e uma grande deterioração, assim como um grande empobrecimento de muitos dos vossos humildes súditos.”
__________________________________________
Referências
(1) Alvin J. Schmicit, Under the Influence: How Christianity Transformed Civilization, Zoncicrvan, Granei Rapids, Michigan, 200 I, pág. J 30.
(2) Michael Davies, For Altar and Throne: The Rising in the Vendee, Rill nant Press, St. Paul, Minnesota, 1997, pág. 13.
(3) Vicent Carroll e David Shiflett, Christianity on Trial, Encounter Books, San Francisco, 2001, pág. 142.
(4) William Edward Hartpole Lecky, History of European Morais from Augustus to Charlemagne, vol. 1, D. Appleton and Co., New York, 1870, págs. 199-200.
(5) Ibid., pág. 202.
(6) Alvin J. Schmidt, Under the Influence, págs. 153-5.
(7) John A. Ryan, ‘Charity and Charities”, em Catholic Enciclopedia; Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls: A History of Hospitais, Oxford University Press, New York, 1999, págs. 79 e segs.
(8) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, pág. 73.
(9) Fielding H. Garrison, An Introduction of the History of Medicine, W.B. Saunders, Philadelphia, 1914, pág. 118; citado em Alvin J. Schmidt, Under the Influence, pág. 131.
(10) William E.H. Lecky, History of European Morais from Augustus to Charlemagne, vol. I, pág. 85.
(11) Roberto Margotta, The History of Medicine, Paul Lewis, cd., Smithmark, New York, 1996, pág. 52.
(12) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, pág. 95.
(13) ibid., pág. 138.
(14) Vincent Carroli e David ShiOett, Christianity on Trial, pág. 143.
(15) Cajctan BaluFri, The Charity or the Church, pág. 16. [16] Ibid., rag. 185. [17] Citado em John A. Ryan, “Chal’ity and Charities”, em Catholic Encyclopedia. [18] Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pág. 257
(16) Ibid., pág. 185.
(17) Citado em John A. Ryan, “Chal’ity and Charities”, em Catholic Encyciopedia.
(18) Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pág. 257.
Texto gentilmente cedido por Portal Conservador

 

Uso e abuso do celular nas escolas

Muitos dos pais talvez já tenham se descabelado com os filhos, deslizando com uma habilidade impressionante os dedos sobre o teclado de um smartphone, enquanto se tenta manter uma refeição em família… Ou mesmo muitos de nós nos surpreendemos desviando a atenção para o celular em ocasião em que deveríamos estar mais atentos às nossas companhias, como num jantar de casal ou de amigos num restaurante. E a imersão que muitas pessoas fazem nesses equipamentos eletrônicos não se restringe às refeições. Muitas vezes emperram o trânsito quando já está aberto o semáforo, participam “de corpo presente” de uma reunião de trabalho etc.

Mas talvez um ambiente mais crítico em que a indevida utilização pode atrapalhar o estudo e a própria convivência saudável é na escola. Manter a concentração dos alunos sempre foi um desafio enorme para o professor. Contudo, tem agora a “concorrência desleal” dos celulares e smartphones. E quase sempre é bem mais gostoso e aprazível manter conversas virtuais com amigos e navegar na INTERNET do que prestar atenção no mestre, por mais habilidoso que ele ou ela seja na arte de ensinar.

Muitas instituições adotam a prática de proibir o uso durante as aulas, ou mesmo o ingresso com esses aparelhos nas escolas. Essas medidas são úteis e muitas vezes necessárias para manter a atenção dos alunos, ou ao menos para evitar que se distraiam. No entanto, não podemos nos esquecer que um grande desafio do educador é formar para o bom uso da liberdade.

Quando as escolas proíbem o uso dos celulares, total ou parcialmente, também fomentam o bom uso da liberdade. Com efeito, respeitar as regras justas e legítimas não nos faz menos livres. Ao contrário, a escolha do que é bom e correto em cada situação é o que verdadeiramente nos liberta. Ao contrário, a infração e descumprimento das regras, ainda que tenham uma aparência de liberdade, no fundo nos faz escravos de nossos caprichos e egoísmo, que a pior mais cruel escravidão.

No entanto, é preciso formar os nossos filhos e alunos para exercer bem a liberdade também naquelas ocasiões em que não se está diante de uma norma específica de conduta, ou mesmo quando não há o menor risco de punição.

Nessa linha, os pais e professores precisam ter a sabedoria para lhes ensinar que, apesar de um mundo virtual e fascinante que o avanço da tecnologia lhes proporciona, há também um mundo real e concreto em que os relacionamentos também necessitam ser formados e cultivados.

Além disso, o mundo virtual tem um chamativo muito especial para fomentar atitudes egoístas. Embora possamos fazer um excelente uso dele, como por exemplo, para postar boas matérias em sites, redes sociais, ou mesmo enviar mensagens de estímulo e alento a nossos familiares, amigos e conhecidos, é também muito frequente adentrarmos no mundo virtual quando queremos, para fazer o que desejamos, buscando muitas vezes uma satisfação pessoal ou o simples entretenimento, esquecendo-nos por completo dos outros.

Também não convém esquecer o quanto os equipamentos eletrônicos nos desviam a atenção. Enquanto escrevia esse artigo fiz ao menos três interrupções para responder a sms da minha esposa, filha e amigo. E quantas vezes não farão o mesmo nossos filhos e alunos durante uma tarde de estudos ou em meio a uma aula?

No mundo cada vez mais virtual em que vivemos, talvez um bom conselho que podemos dar aos nossos filhos e alunos seja o seguinte: “faça o que deve fazer em cada momento e esteja real e concretamente no que se faz”. Isso talvez exija a valentia de desligar ou manter no silencioso os celulares durante as atividades que exijam maior concentração, mesmo que o uso não seja proibido. Porém, além de lhes propormos isso, devemos dar bons exemplos. Afinal, não são poucos os jovens da segunda ou terceira idade que também perdem longas horas do dia bem distantes deste mundo real…

Fábio Henrique Prado de Toledo é Juiz de Direito em Campinas e Especialista em Matrimônio e Educação Familiar pela Universitat Internacional de Catalunya – UIC.

Diante da humildade do apóstolo de Cristo, o demônio foge, assegura Papa Francisco

https://www.acidigital.com/noticias/diante-da-humildade-do-apostolo-de-cristo-o-demonio-foge-assegura-papa-francisco-61062

Papa Francisco durante a Missa na Casa Santa Marta. Foto: Vatican Media

Vaticano, 07 Fev. 19 / 08:55 am (ACI).- Durante a Missa celebrada na quinta-feira, 7 de fevereiro, na Casa Santa Marta, o Papa explicou que para ser verdadeiros apóstolos de Cristo com autoridade, a humildade é necessária, porque, “diante da humildade, diante do poder do nome de Cristo com o qual o apóstolo exerce a sua missão, se é humilde, os demônios fogem”.

O Papa observou que Jesus enviou seus discípulos para curar, da mesma forma que Ele veio ao mundo “para curar a raiz do pecado em nós”, isto é, “o pecado original”.

Explicou que “curar é um pouco como recriar”. “Jesus nos recriou a partir da raiz e depois fez com que fôssemos avante com o seu ensinamento, com a sua doutrina, que é uma doutrina que cura”, ressaltou.

“A primeira cura é a conversão no sentido de abrir o coração para que entre a Palavra de Deus. Converter-se é olhar para o outro lado, convergir para outra parte. E isso abre o coração, mostra outras coisas. Mas se o coração estiver fechado, não pode ser curado”, assinalou.

Assim, citou como exemplo que, “se alguém está doente e por teimosia não quer ir ao médico, não será curado”. É para eles que diz em primeiro lugar: “convertam-se, abram o coração. Mesmo que nós cristãos façamos tantas boas coisas, mas se o coração estiver fechado, é só verniz por fora”.

Diante dessa situação, Francisco convidou a nos perguntar: “Eu sinto este convite a me converter, abrir o coração para ser curado, para encontrar o Senhor, para ir avante?”.

O Papa também convidou a uma vida caracterizada pela “pobreza, humildade, mansidão”. “Se um apóstolo, um convidado, qualquer um de vocês, vai um pouco com o nariz empinado, acreditando ser superior aos outros ou buscando algum interesse humano ou – não sei – buscando posições na Igreja, jamais curará alguém, não conseguirá abrir o coração de ninguém, porque a sua palavra não terá autoridade”.

“O discípulo terá autoridade se seguir o passos de Cristo. E quais são os passos de Cristo? A pobreza. De Deus se fez homem! Ele se aniquilou! Ele se despiu! A pobreza que leva à mansidão, à humildade. O Jesus humilde que sai pela estrada para curar. E assim, um apóstolo com esta atitude de pobreza, de humildade, de mansidão, é capaz de ter a autoridade para dizer: ‘Convertam-se, para abrir os corações’”, concluiu o Papa Francisco.

Leitura comentada pelo Papa Francisco: Mc 6,7-13

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.

9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Se na internet não houver lugar para Cristo, não haverá lugar para o homem

Trabalho midiático de um bispo
Por Thácio Siqueira

BRASILIA, quinta-feira, 06 de setembro de 2012 (ZENIT.org) – “Sem dúvida, a Internet constitui um novo «foro», entendido no antigo sentido romano do lugar público”, dizia João Paulo II na mensagem para a 36º Dia Mundial das Comunicação no ano 2002. O seu potencial para a pregação do evangelho é imenso. “Especialmente numa cultura desprovida de fundamentos, a vida cristã exige a instrução e a catequese permanentes e este é, talvez, o campo em que a Internet pode oferecer uma ajuda excelente”, continuava o Papa na mesma mensagem.

ZENIT entrevistou Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Titular de Acufida e de Palmares que, desde o seu tempo de sacerdote, tem se interessado em evangelizar por meio da Internet. Dom Henrique criou uma página (www.domhenrique.com.br) e um blog (http://costa_hs.blog.uol.com.br) com diversos conteúdos de evangelização continuando, até mesmo depois de bispo, a dar seguimento a esse apostolado. Publicamos a entrevista na íntegra:

ZENIT: Pode um bispo evangelizar utilizando os meios de comunicação?
Dom Henrique: Não somente pode, como também deve, pois é parte integrante do seu munus de pregar o Evangelho. O mundo da internet, as redes sociais são daqueles novos areópagos a que se referia o Bem-aventurado João Paulo II. É imperativo utilizar todos os meios para anunciar o Cristo Jesus. A internet é um universo incrível, cheio de possibilidades; como as realidades deste mundo, é um ambiente ambíguo. Aí se pode plantar o trigo ou o joio. Plantemos Jesus, com entusiasmo e competência, oportuna e inoportunamente!

ZENIT: O senhor começou como padre. Por quê?
Dom Henrique: No meu ministério sacerdotal preguei muitos retiros e ministrei vários cursos e palestras sobre teologia. As pessoas me incentivavam, pressionavam mesmo a disponiblizar meus escritos e artigos – já escrevia para alguns jornais – na Internet. Assim nasceu o site, depois o blog, depois o twitter e, finalmente, a página no Facebook. Posso dizer que todo esse trabalho nasceu da vida, da dinâmica do meu ministério. Não foi algo premeditado. Evito ao máximo utilizar esses meios para comunicações pessoais. É Cristo quem interessa, é Ele que deve ser anunciado, feito conhecido e amado; é Ele a luz que ilumina toda pessoa que vem a este mundo!

ZENIT: Passar a mensagem de Cristo pela Internet não é algo muito complicado?
Dom Henrique: Não é esta a minha experiência. Muito do material que coloco ali é fruto da minha oração, do meu estudo, da minha Lectio Divina. Encontro aí um modo fantástico de partilhar a fé com meus irmãos e com todoas as pessoas de boa vontade. Não me coloco na Internet primeiramente como Bispo, mas simplesmente como homem e cristão, cheio de perguntas e de esperança em Cristo Jesus nosso Senhor. Em suma, para mim, a Internet é um modo de partilhar minha fé. Para mim, é muito significativa a percepção do Santo Padre Bento XVI de que a fé é uma alegria a ser partilhada, comunicada de modo quase que despretencioso, por atração, por contágio. Pensando bem, é aquilo que já experimentava São Paulo quando exclamava: “Ai de mim se não evangelizar!” Não se trata de uma propaganda, mas de um amor, de uma certeza a partilhar com outro, pois o amor é contagiante, é difusivo.

ZENIT: O senhor grava vídeos e posta no seu site. Os fiéis ouvem a sua voz? Qual a temática dos seus vídeos?
Dom Henrique: Gravo poucos vídeos. Na verdade são produzidos para um programa local de TV no qual comento trechos das Escrituras. Comunico-me mais pela escrita. Sobre o que escrevo? Sobre o que me vem no coração: a vida, as perguntas que nos angustiam, a questão de Deus, a relação entre fé e razão, entre ciência e religião, a admiração e contentamento diante de um texto da Escritura, de um escrito dos Santos Padres, exponho temas da nossa fé católica, emito opinião sobre temas discutidos na sociedade… Procuro ser simples, espontâneo, sincero. Como já disse, coloco-me antes como pessoa, como cristão, de coração aberto; certamente, com a consciência de minha responsabilidade como Bispo da santa Igreja, que deve testemunhar a fé para os irmãos e estimulá-los no seguimento de Cristo. Pergunta-me se os fieis escutam. As pessoas escutam – não só os fieis! E, por incrível que pareça, é grande o número de jovens e de sacerdotes e seminaristas!

ZENIT: Quem acessa o seu site nota que a qualidade do conteúdo do mesmo é muito boa. Como é que conseguiu isso?
Dom Henrique: Tenho um coração contemplativo. Gosto de rezar, de pensar diante do Senhor as perguntas da vida. Partilho estas coisas com franqueza e sinceridade, sem a preocupação de agradar. Sinceramente, nunca me preocupo se olham ou não o que escrevo nem me detenho muito no que acham. Simplesmente escrevo e deixo que leiam ou não leiam, como quiserem. Escrevo porque sinto a necessidade de partilhar as riquezas da fé cristã, a alegria imensa e indizível de ter Jesus como Senhor, Mestre e Sentido! Como não falar Dele! Ele é tão belo!

ZENIT: Um bispo, um sacerdote, pode se aventurar no mundo da Internet para transmitir a fé? Quais são as vantagens de evangelizar pela Internet?
Dom Henrique: Claro que sim. Somente é necessário cuidado para não ocupar espaço na Internet com trivialidades. Espera-se de um ministro do Evangelho que Cristo seja sempre o centro e a forja da sua identidade e da sua ação. Entristece-me muito a tendência de alguns de atrairem para si próprios a atenção. É Cristo o centro, é Cristo o astro! É Cristo o grande dom que o  ministro do Evangelho tem para dar ao mundo! Se faz isto, a internet é um excelente instrumento para levar Jesus a ambientes e situações que dificilmente seriam atingidas de outro modo. Uma coisa que constato com admiração é como as pessoas sentem necessidade de ter um contato pessoal com os ministros da Igreja; não um contato burocrático, mas realmente de aconselhamento, de orientação e afeto pastoral. A Internet permite isso! É grande o número de jovens, de sacerdotes, de casados que me pedem ajuda através das redes sociais!

ZENIT: Como está dividido o site? Quais serviços oferece para os fiéis?
Dom Henrique: Meu site necessita ser remodelado. Trabalho sozinho e, depois de Bispo, o tempo e a agenda ficaram muito exíguos! Atualmente, do ponto de vista técnico, o site não tem oferecido muito. Tem, sim, conteúdo: textos de teologia, de estudo bíblico, reflexões, artigos sobre temas variados, mini-cursos. Atualizo mais o blog e a página no Facebook, que são mais dinâmicos e não exigem textos tão elaborados. Mas, meu intento é ir disponibilizando o melhor do blog no site, pois aí o material pode ser consultado de modo mais sistemático e perene.

Desafio viral na internet coloca em alerta pais e educadores

Boneca Momo

Quinta-feira, 30 de agosto de 2018, Thiago Coutinho, com colaboração de Carolina Curvello / Da redação
https://noticias.cancaonova.com/brasil/desafio-viral-na-internet-coloca-em-alerta-pais-e-educadores/

Conhecida como a ‘boneca Momo’, o novo desafio virtual já fez vítimas em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil

Desafio viral Momo é a novidade perigosa que circula pelo Whatsapp, despertando novo alerta em pais e educadores/ Foto: Wesley Almeida – Canção Nova

Mais um desafio viral tem tirado a paz de pais e jovens no mundo todo. A boneca Momo, como é conhecida, tem atraído jovens e adolescentes em países como Espanha, França, Alemanha, Argentina e até no Brasil. Um fenômeno parecido com o Baleia Azul.

Funciona assim: por meio de uma corrente, jovens recebem uma mensagem com um número, cujo código de área é o +81 (Japão) — há relatos, porém, de números de outros países. Ao adicionarem o número à lista de contatos do Whatsapp, uma imagem de uma boneca com os olhos arregalados, cabelos longos e pés de galinha surge no perfil.

Após adicionado, o personagem fictício começa a propor desafios que envolvem asfixia. No Brasil, há pouco mais de dez dias, um menino de apenas 9 anos se enforcou. Segundo informações, ele chegou a mencionar a tal boneca Momo à mãe, que não desconfiou de nada.

Especialistas defendem que os pais devem se manter atentos ao comportamento das crianças em casa e na escola. “O que de diferente meu filho está apresentando em termos de comportamento?”, indaga Ana Cláudia Goldner, diretora pedagógica do Colégio Dom Bosco, em Brasília. “Os pais devem perceber se seus filhos estão com medo, se estão mais acuados. Aqueles que atendemos aqui disseram que a filha não conseguia dormir. Eles têm que ter este olhar diferenciado”, acrescenta.

Para isto, é primordial que os pais estabeleçam laços e uma relação de confiança com as crianças. Segundo a psicóloga Lara Diamantino, só assim conseguirão saber o que se passa no mundo dos filhos e poderão controlar o que fazem de maneira menos invasiva. “Sabendo que a origem do conflito dos filhos começa dentro da dinâmica familiar, é por meio dela que a solução deve começar”, afirma a psicóloga. “Eles devem construir uma relação de confiança, de escuta, de credibilidade, respeito, compreensão, paciência e amor”, detalha Lara.

Ana Cláudia propôs aos pais do colégio uma reunião periódica em que este assunto será abordado. A pedagoga propôs aos pais que monitorem os filhos enquanto estiverem fora do ambiente escolar e, posteriormente, discutam isto em reunião. “Alertamos os pais para isto, a forma como as crianças veem as mídias, acessam o computador, esta forma preventiva tem que ser feita junto com eles”, diz.

Segurança virtual

Wesley de Toledo Costa, especialista em ciência da computação e segurança digital, explica que há ferramentas e aplicativos que podem ajudar a monitorar o que os filhos fazem na internet. O principal, porém, é adverti-los a não divulgar dados sigilosos em redes sociais ou aplicativos de mensagem instantânea — como o Whatsapp.

“Alguns aplicativos podem até bloquear ou monitorar o uso da internet”, afirma Costa. “Mas a melhor maneira ainda é estar atento ao que os filhos estão fazendo e conversar sobre a importância de se manter o sigilo sobre dados nas redes”, alerta. “O bom senso também é importante, por isso mantenha apenas em sua lista de contatos quem conheça e divulgue apenas os dados necessários”, acrescenta.

A origem da boneca Momo e seus desafios ainda são desconhecidos pelas autoridades. A imagem da boneca é, na verdade, uma escultura de uma mulher-pássaro que foi exposta em 2016 numa galeria de arte em Ginza, distrito de Tóquio.

A melhor prevenção é manter um diálogo saudável e aberto com os filhos. “A prevenção é o melhor caminho, para isso é importante que os pais aproximem-se mais de seus filhos, mostrem-se abertos a conhecer mais seu universo, demonstrem interesse real sobre o que pensam, o que sentem, sobre suas frustrações, seus desejos, suas expectativas, falar sobre tristezas, sobre coisas ruins, proporcionar um ambiente de acolhimento e confiança para que possam se sentir mais respeitados e não menos amados diante deste turbilhão de conflitos internos pelos quais estão passando”, finaliza.

Internet e Pornografia

Um relatório britânico pede novas medidas
Por Pe. John Flynn, LC

ROMA, quarta-feira, 30 de abril de 2012 (ZENIT.org) – Foi publicado na Inglaterra, no dia 16 de abril, o relatório final de uma investigação Parlamentar sobre a Proteção Online da Criança. A conclusão é que o Internet Service Provider (ISP) e o governo devem fazer mais para manter as crianças seguras enquanto navegam na rede.

O parlamentar conservador por trás do estudo, Claire Perry, pediu que provedores de Internet ofereçam para os pais uma maneira simples de filtrar conteúdos de adultos.

“Nossa investigação revelou que muitas crianças têm acesso fácil à pornografia através da Internet, bem como a sites que mostram violência extrema ou promovem auto-mutilação e anorexia”, disse à BBC no dia 18 de abril.

O relatório começa elogiando os inúmeros benefícios da Internet, mas ao mesmo tempo, detecta a presença de aspectos negativos, entre os quais o fato, sempre mais evidente, de que a Internet tornou-se uma presença, always-on, ativa, fixa, em nossas vidas .

Muitos na indústria da Internet – observa o relatório – dizem que seria melhor instalar em cada um dos computadores controles ou filtros, em vez de fazê-lo a nível de ISP, mas estes dispositivos a nível de filtros têm limitações e muitos pais não os usam. O uso destes filtros diminuiu 10% nos últimos três anos e quase seis em cada dez crianças têm acesso ilimitado.

Como resultado mais e mais crianças têm encontrado, ou pelo menos buscado, material pornográfico. A idade média em que a criança começa a usar a Internet no Reino Unido é de 8 anos e muitas começam sozinhas.

Uma pesquisa do 2008 constatou que o 27% dos meninos usa material pornográfico a cada semana. Outro estudo descobriu que um quarto dos jovens tinha recebido e-mail pornô indesejado ou mensagens instantâneas.

Antes da investigação parlamentar, seja sondagens que testemunhos tinham expressado sérias preocupações com a facilidade de acesso à pornografia e  às imagens muitas vezes violentas e degradantes disponíveis. Além disso, nos últimos tempos a quantidade de conteúdo explícito tem aumentado significativamente.

Dessensibilização

Na pesquisa algumas testemunhas disseram que o uso regular de pornografia insensibiliza as crianças e os jovens para atos violentos ou sexualmente agressivos, reduzindo as inibições, tornando-as mais vulneráveis aos abusos e à exploração. Além disso, a exposição à pornografia leva os jovens desde muito cedo ao envolvimento sexual.

Em outros setores da mídia, governo e indústria privada trabalham juntos para proteger as crianças, através da criação de avaliações de filmes e normas de publicidade.

O relatório, também lamentou o fato de que, com a Internet, qualquer proposta de regular os conteúdos antes do ponto de entrega seja atacada como censura.

Em qualquer caso, algumas medidas positivas foram tomadas, disse o relatório. De outubro deste ano, as quatro principais ISPs britânicas decidiram implementar novos controles em que o consumidor deve escolher ativamente se instala ou não o dispositivo de filtros como parte do account no processo de inscrição.

Embora este seja um passo na direção certa, o relatório apontou que nove em cada dez crianças vivem em casas que já têm acesso à Internet e as empresas não têm planos detalhados para oferecer esse filtro para clientes existentes.

Além disso, não protege todos os dispositivos através dos quais pode-se acessar à rede. Os telefones celulares, de fato, assim como os jogos, os tocadores portáteis de mídia e e-reader, podem facilmente acessar a Internet e cada um destes dispositivos, em uma casa, precisariam portanto de um próprio filtro.

Deve-se acrescentar também o fato de que, sempre de acordo com o relatório, muitos pais têm dificuldade para instalar os filtros e de mantê-los, e podem ser “superados em astúcia” pelas crianças mais expertas na tecnologia.

A pesquisa também descobriu que os aparelhos não são vendidos com configurações de segurança de acesso ativadas como configurações padrão; os revendedores, além do mais, não perguntam nunca se os computadores ou os aparelhos com acesso à internet que estão vendendo, deverão ser utilizados por crianças e não fornecem informações sobre as configurações de segurança.

Um novo sistema  

“Uma nova abordagem é necessária” afirma portanto o relatório. A proposta é de um sistema de opt-in, através do qual os clientes poderão optar por receber conteúdo pornográfico, preservando assim a escolha do consumidor, mas que fornece, ao mesmo tempo, conteúdos “limpos” da Internet, de forma a proteger as crianças.

Este sistema já está em vigor para telefones celulares na Grã-Bretanha: a maioria das empresas, de fato, já bloqueou os conteúdos para adultos até a idade da verificação de controle estabelecida pelo cliente, ou seja, mais de 18 anos.

Filtros de rede, que são oferecidos por somente um provedor britânico, TalkTalk, protegem todos os dispositivos que compartilham uma conexão com a Internet e melhoram a proteção para as crianças.

Um único filtro de rede aplica os filtros num nível de conta única, de modo que cada dispositivo conectado a uma única conexão Internet está coberto pelas mesmas configurações. Tais sistemas já estão em vigor em muitas empresas e nas escolas.

Não há evidências, afirma em seguida o relatório, que um modelo de opt-in poderia diminuir a velocidade da Internet e as principais objeções ao seu uso parecem ser apenas “ideológicas”.

Outra forma de proteção são os chamados whole-network filters, filtros de toda-rede, que excluem conteúdo de todas as contas atendidas pelos provedores de internet. O relatório disse no entanto que é preciso aprofundar e estudar ainda mais esta opção.

Outros tipos de medidas têm sido recomendadas pelo relatório. Estas incluem a melhoria da educação em segurança na Internet; a filtragem de redes públicas de Wi-Fi e uma nova estrutura de regulamentação para os conteúdos online. É necessário ver se o governo vai implementar as recomendações da investigação.

[Tradução Thácio Siqueira]

Análise Psicológica de uma Mensagem Psicografada

Kloppenburg, Frei Boaventura.
“Espiritismo: orientações para católicos”
7ª Ed., 2002. p. 77-83

Figuremos um fenômeno autêntico de psicografia, sem fraude nem simulação. Façamos mesmo a melhor suposição, do ponto de vista espírita: um médium, residente no Rio, sente repentinamente impulso estranho e involuntário na mão, pega de um lápis, coloca a mão e o lápis sobre uma folha de papel, a mão escreve nervosamente, sem que o médium tenha a menor idéia (é “médium mecânico”, segundo a terminologia de Kardec), e eis que aparece a seguinte mensagem: “Papai está doente. Alice”. – Mas o pai do médium mora em São Paulo e o médium ainda ontem recebera uma carta de casa informando que lá todos vão bem. “Alice” seria o nome do espírito “guia”. Imediatamente nosso médium pede uma ligação telefônica para São Paulo e de lá vem a informação clara e inegável: “Papai está doente”. Eis o fenômeno. Kardec e seus seguidores o terão certamente como um bom e raro fenômeno espírita. Digo “raro” porque a grande maioria das mensagens psicografadas não traz nenhuma surpresa na mensagem; e também porque, segundo Kardec, os médiuns mecânicos são raros. Tentemos agora uma serena análise psicológica deste fenômeno, de acordo com os conhecimentos de hoje. O fenômeno, como se vê, não é simples, mas complexo. Analisando-o e decompondo-o em suas partes constitutivas, teremos quatro elementos:
1. O movimento impulsivo e involuntário da mão do médium com o lápis;
2. a escrita inconsciente, mas inteligente, produzindo uma mensagem;
3. a mensagem surpreendente, com um conteúdo que o médium não podia conhecer;
4. o nome estranho que assina o recado.
Ora, não é difícil demonstrar, à luz dos atuais conhecimentos, que cada Um destes quatro elementos constitutivos está perfeitamente dentro do âmbito das potências e faculdades naturais da alma humana, sem precisar, para sua realização, do concurso de espíritos ou almas desencarnadas. Logo, também o seu conjunto, ou a conjunção dos quatro elementos num só fenômeno complexo, é natural ou, como diriam os espíritas, é “anímico” (segundo a terminologia não muito feliz de Aksakof e Bozzano). Para fazer esta demonstração basta recordar resumidamente o seguinte:
1. A lei da motoricidade específica das imagens é capaz de desencadear movimentos musculares bastante complexos, independentes da vontade e da consciência. Estes movimentos impulsivos e repentinos podem irromper espontaneamente do psiquismo humano. Os espíritas ainda não se conformaram com a idéia do subconsciente no homem. Compreende-se esta atitude reacionária em vista de suas convicções formuladas há mais de um século, quando as descobertas de F. H. W. Myers, W. James, P. Janet, Charcot, Freud, Bleuler, Adler, Jung e outros ainda estavam numa fase totalmente embrionária. Mas como eles constantemente fazem praça de marcar passo com a ciência, está na hora, também para eles, de começar a falar de modo diferente. Já não estamos no orgulhoso século XIX. Ora, estes automatismos explicam cabalmente não apenas o movimento impulsivo e involuntário da mão do médium com o lápis (primeiro elemento), mas também a escrita inconsciente e inteligente, produzindo uma mensagem (segundo elemento). A psiquiatria conhece muito bem o fenômeno da escrita automática de certos dementes, que são capazes de produzir cadernos de mensagens “para salvar o mundo”. Ninguém dirá hoje que eles são movidos por espíritos do além. Falando de um caso semelhante, dizia Richet: “Parece-me sempre mais simples admitir que a bela inteligência de Sardou fez um trabalho inconsciente do que supor que a alma de Mozart veio animar os músculos de Victorien Sardou” (Tratado de metapsíquica, vol. I, p. 82). E não nos esqueçamos deste outro princípio formulado pelo mesmo autor na p. 78: “O inconsciente é capaz de fazer tudo o que o consciente pode fazer”.
2. As experiências (pelo método quantitativo) da escola de Rhine provam a realidade da percepção extra-sensorial no homem. Verificou-se também que esta percepção independe das leis comuns do espaço, isto é: a distância (Rio-São Paulo) não modifica nem afeta a natureza da percepção psigama. Sabe-se ainda que a percepção é mais fácil e mais segura quando incide sobre um objeto carregado de valores existenciais, com ressonância afetiva ( doença do pai, ou morte de uma pessoa, desastre etc.). Assim também o terceiro elemento (a mensagem surpreendente, com um conteúdo que não se podia obter pelas vias normais e conhecidas) recebe hoje sua perfeita explicação natural.
3. A lei da personificação: todo estado de consciência tende para uma forma pessoal. Assim, quando um conteúdo inconsciente surge à consciência ou se exterioriza mediante movimentos automáticos, ele tem a tendência de apresentar-se em forma pessoal. Como o “eu” consciente e normal não se reconhece como autor nem dos movimentos, nem da mensagem, forma-se uma nova síntese mental, com um “eu” próprio, que se responsabiliza por estes estranhos efeitos, tomado mesmo um nome próprio, diferente do nome pelo qual se conhece o “eu” normal e comum. É bastante freqüente, em certos doentes mentais, esta aparição de nova personalidade ou como se diz, o desdobramento da personalidade. O novo “eu, pode até coexistir como o “eu” normal. Tudo isso é natural (“anímico”) e nada tem a ver com espíritos. O “eu” consciente, tomado ou surpreendido por aquele outro “eu”, sente que os movimentos e a mensagem não são “dele”, mas do “outro”, e nega firmemente sua autoria. O “outro” toma então um nome condicionado por suas convicções mais profundas: será um “espírito’” um “guia”, um “caboclo”, um “preto velho”, um “santo” ou o “demônio”, conforme suas crenças. No caso era “Alice”, porque o médium era espírita; se fosse umbandista poderia ser “pai João”. E assim se explica o quarto elemento (o nome estranho que assina o recado). Objetarão que esta explicação é complicada e a espírita é simples. Respondo: o fenômeno também é complexo e a simplicidade de uma explicação nunca foi critério de verdade. O fenômeno simples, com um só elemento, terá explicação simples; o fenômeno composto, com muitos elementos, terá que ser decomposto e ser explicado por partes. Em ciência é assim.

A PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER
O Sr. Francisco de Paula Cândido, mais conhecido como Francisco Cândido Xavier, ou simplesmente Chico Xavier, é nosso médium mais conhecido e idolatrado. Nasceu em Pedro Leopoldo, MG, em 1910. Dizem que não fez mais que o curso primário. De família católica, entrou em contato com o espiritismo em 1927. Desde 1959 vive em Uberaba. Leva uma vida simples, com muita dedicação aos que sofrem e de intensa atividade psicográfica. Seus livros psicografados já passam de 250 e são amplamente difundidos, principalmente pela Federação Espírita Brasileira, fato que, por si só, comprova sua fidelidade à doutrina codificada por AK [Allan Kardec]. Afirma-se que já tem mais de quinze milhões de exemplares vendidos. Não há outro autor que se compare. Em 1982 seu nome foi sugerido para Prêmio Nobel da Paz, com o endosso, segundo dizem, de mais de dez milhões de simpatizantes. No prefácio de sua primeira obra psicografada, Parnaso de Além-Túmulo, o próprio Chico se apresenta como um moço com “o mais pronunciado pendor para a literatura”, com “a melhor boa vontade para o estudo”, que em casa “estudou o que pôde”. O Jornal das moças de 1931 publicava sonetos seus. Um amigo de Belo Horizonte, que o conheceu naqueles anos, deu-me estas informações: – “Conheci o Francisco Xavier em 1933. Nessa época ele ainda trabalhava numa pequena casa de comércio, em Pedro Leopoldo. Na ocasião, em julho de 33, salvo engano, ele me deu para ler Um álbum de poesias dele. Eram poemas, sonetos, quase todos melhores do que a imitação de Guerra Junqueiro que publicou no Parnaso de além túmulo. Foi por intermédio de Francisco Xavier que conheci Augusto dos Anjos. Ele declamava grande parte do Eu. Lera tanto Augusto dos Anjos que o sabia de cor. Ainda me lembro muito de ouvi-lo declamar com entusiasmo o ‘Árvore da serra’. Em 1933 ele estava encantado com Augusto dos Anjos. Já por essa época ele lia o espanhol e o francês: assim me disse várias vezes. Conhecia bem a literatura brasileira e lia muito. Nós nos correspondíamos em fins de 1933 e 1934, e é pena que não tenha guardado as cartas dele, da época. Nelas, o tema era literatura e poder-se-ia ver bem que ele não era quase analfabeto, com apenas a instrução primária, conforme afirma no prefácio no Parnaso. É o que lhe posso informar por conhecimento próprio. Ainda devo acrescentar que lá por 1941 ou 42 visitei, com alunos do Seminário, a Fazenda do Estado, em Pedro Leopoldo, onde me encontrei com ele. Conversamos sobre santa Teresa e são João da Cruz. Eu acabara de ler as obras de santa Teresa e ele conhecia bem não só santa Teresa, mas também são João da Cruz”. A propaganda espírita exalta a perfeição dos vários estilos na obra mediúnica de Chico Xavier. Dizem que Olavo Bilac, Humberto de Campos e outros mestres da nossa literatura reapareceram através do lápis de Chico Xavier em sua antiga perfeição. E propagam que até um Agripino Grieco reconheceu o inconfundível estilo de Humberto de Campos. Mas o que na realidade encontro nas declarações de Agripino Grieco é um pouco diferente. Diz ele, tex-tualmente, ao Diário da Noite, de São Paulo, de 26-6-1944 (no tempo do famoso processo que a família de Humberto de Campos moveu contra a Federação Espírita): – “A Humberto de Campos, entretanto, penso que já bastariam os livros por ele escritos ainda em vida, para que sua glória se tornasse imperecível. Os livros póstumos ou pretensamente póstumos nada lhe acrescentam à glória, sendo mesmo bastante inferiores aos escritos em vida. Interessante: de todos os livros que conheço como sendo psicografados, escritos por intermédio da mão ligeira de um médium, nenhum se equipara aos produzidos quando era o escritor que fazia a pena deslizar sobre o papel. O mesmo sucede com as obras do espírito de Vítor Hugo, ‘apanhadas’ aqui no Brasil e em português. Parecem-me todas de um Vítor Hugo em plena caducidade, com uma catarreira senil das mais alarmantes. Outra coisa: em geral esses livros só se reportam a coisas terrestres: não são livros do além, mas simplesmente do aquém, retrospectivos, autobiográficos, de um mundo que já conhecemos miudamente…”. Outro crítico, o Sr. João Dornas Filho, comparou o Olavo Bilac póstumo de Chico Xavier com as produções do poeta vivo: – “Pois bem, esse homem, que em vida e segundo a doutrina espírita estava sujeito às deficiências, aos erros, à contingência do estado de encarnação e só desencarnado poderia realizar ou iniciar o seu período de perfeição; esse homem que no estágio de imperfeição nunca assinou um verso imperfeito depois de morto ditou ao Sr. Chico Xavier sonetos inteirinhos abaixo de medíocres! Cheios de versos malmedidos, mal-rimados e, sobretudo, numa língua que Bilac absolutamente não escrevia” (Folha da Manhã, SP, 19-4-1945). É necessário assinalar mais um ponto importante. Já AK nos revela nas Obras póstumas (mas não ditadas depois de sua morte) como trabalhou sobre o material acumulado para codificar O livro dos espíritos: “Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes remodeladas no silencio da meditação” nasceu aquela obra fundante do espiritismo. Quando nos vêm mensagens do além, ou até mesmo revelações destinadas a “completar, explicar e desenvolver” a doutrina cristã, coisa que os espíritas pretendem com sua “terceira revelação”, fazemos questão de ter as novas “revelações” exatamente assim como vieram ou foram ditadas e não como foram depois “remodeladas” por algum mortal deste mundo. Coisas semelhantes aconteceram com obras de Chico Xavier. O jornal espírita O poder, de Belo Horizonte, de 10-5-1953 (n. 392), publicou um artigo do espírita Sousa de Prado, com notáveis revelações sobre o que acontece atrás dos bastidores do espiritismo nacional. Sousa de Prado revela que um dia foi procurado pelo presidente da Federação Espírita, Wantuil de Freitas, tendo na mão um maço de provas tipográficas. “Você sabe – dizia ele – que quem corrige todos os trabalhos recebidos pelo Chico Xavier é o Quintão”. Manuel Quintão também foi presidente da Federação. E Sousa de Prado lhe respondeu: “Sei, por sinal que, com tais correções, consegue desfigurar quase completamente o estilo dos espíritos que ditam as obras ao médium, enxertando-lhes termos esdrúxulos, que eles nunca usaram enquanto encarnados”. Confidenciou-lhe então o Sr. Wantuil de Freitas: – Ora, como você sabe, o Quintão erra constantemente, principalmente no emprego da crase, e na pontuação; e eu tenho grande empenho em que isso saia correto. Por isso, fiz uma nova revisão, emendando os principais erros que encontrei. Como, porém, eu sou Um pouco fraco no português… e posso ter emendado coisas que estivessem certas, queria que você conferisse, comigo, as emendas que fiz”. De tudo isso concluo que Chico Xavier é um cidadão bom e inteligente, poeta por inclinação natural, muito lido, capaz de reproduzir mediocremente, em estilos diversos, inúmeras páginas sobre assuntos bastante banais e que são revistas e corrigi das por outras pessoas mais competentes e melhor formadas. A propaganda espírita é muito mais categórica e positiva que o próprio Chico Xavier. Os espíritas não têm dúvidas: aquelas mensagens são realmente dos espíritos do além. No prefácio de Parnaso de além túmulo o próprio Chico Xavier é bem mais reservado e prudente. Eis suas palavras: – “O que psicografo será das personalidades que assinam os poemas? E o que não posso afiançar. O que afirmo categoricamente é que, em consciência, não posso dizer que são minhas, porque não despendi nenhum esforço intelectual ao grafá-las no papel. A sensação que sempre experimentei ao escrevê-las era a de que vigorosa mão impulsionava a minha”. Aqui temos a sincera descrição do fenômeno. Mas é também sua explicação. O fenômeno certamente não foi produzido por forças do além. Qualquer bom psicólogo saberá explicá-lo. Chico Xavier deixa de ser um problema teológico e passa à competência da psicologia.

“NOSSO LAR”: UM EXEMPLO CONCRETO
Mas tomemos um exemplo concreto de uma das obras psicografadas por Chico Xavier, sua obra mais popular: Nosso lar, com 460.000 exemplares vendidos até 1985, ditada por um espírito chamado “André Luis”, que, segundo se afirma nos arraiais espíritas, teria sido em vida o conhecido médico Dr. Osvaldo Cruz. Nesta obra, “André Luís” relata uma multidão de acontecimentos, desde sua morte até seu ingresso, como cidadão, na fantástica colônia espiritual chamada “Nosso lar”. Imediatamente depois da separação do corpo (morte), o espírito, agora “desencarnado”, de André Luís passou por um período bastante difícil, confuso e desorientado, sempre andando, sem saber por onde nem para onde. Era o estado de “erraticidade”, descrito abundantemente por AK. “Persistiam – conta ele – as necessidades fisiológicas, sem modificação. Castigava-me a fome todas as fibras, e, não obstante o abatimento progressivo, não chegava a cair definitivamente em absoluta exaustão. De quando em quando, deparavam-se-me verduras que me pareciam agrestes, em tomo de humildes filetes d’água a que me atirava sequioso. Devorava as folhas desconhecidas, colocava os lábios à nascente turva, enquanto mo permitiam as forças irresistíveis, a impelirem-me para frente. Muitas vezes suguei lama da estrada, recordei o antigo pão de cada dia, vertendo copioso pranto. Não raro era imprescindível ocultar-me das enormes manadas de seres animalescos, que passavam em bando, quais feras insaciáveis” (p. 17; sigo a 4″ edição). Durou oito anos a peregrinação. Até que encontrou outro espírito: Clarêncio, “um velhinho simpático que sorriu paternalmente”, que se apoiava num cajado de substância luminosa. Foi então transportado. Pararam “à frente de grande porta encravada em altos muros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas” (p. 20). Acomodaram-no num leito de emergência, “no pavilhão da direita”. Viu-se então num confortável aposento, “ricamente mobiliado”. Serviram-lhe “caldo reconfortante, seguido de água muito fresca”, portadora “de fluidos divinos”. À noite ouviu “divina melodia”. Levantou-se e chegou a um enorme salão, “onde numerosa assembléia meditava em silêncio”. Soube que era a hora da oração, dirigida pelo governador, através do rádio e da televisão, “com processos adiantados”. No dia seguinte encontrou-se com o “irmão Henrique de Luna”, do Serviço de Assistência Médica daquela Colônia Espiritual. Soube então que, só naquela seção, “existem mais de mil doentes espirituais”. Examinado, recebeu o seguinte diagnóstico: “A zona dos seus intestinos apresenta lesões sérias com vestígios muito exatos de câncer; a região do fígado revela dilacerações; a dos rins demonstra características de esgotamento prematuro” (p. 30). Recebeu como remédio passes magnéticos. Quero lembrar que se trata de descrições da vida do espírito, depois da morte: não de coisas desta terra. Um dia foi passear: “Quase tudo melhorada cópia da Terra. Cores mais harmônicas, substâncias mais delicadas. Forrava-se o solo de vegetação… Aves de plumagens policromas cruzavam os ares… Identificava animais domésticos” (p. 38). Viu “vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas”. Entidades numerosas iam e vinham… Afinal soube que estava numa das muitas colônias espirituais. Esta chama-se “Nosso lar”, consagrada ao Cristo (p. 22) e fundada por portugueses distintos, desencarnados no Brasil, no século XVI, segundo consta dos “arquivos do ministério do esclarecimento” (p. 47). A colônia é dirigida por um governador (que naqueles dias comemorou o 114º aniversário de governança) assistido por 72 colaboradores. Divide-se em 6 ministérios, orientados cada qual por 12 ministros: o ministério da regeneração, do auxílio, da comunicação, do esclarecimento, da elevação e da união divina. É no ministério do auxílio que preparam as “reencarnações terrenas”. Há, na colônia, “mais de um milhão de criaturas” (p. 207). No passado a colônia teve que agüentar muitos apertos. Houve maus governadores, com muita oposição, inclusive assaltos por parte de outros espíritos, “que tentaram invadir a cidade, aproveitando brechas nos serviços de Regeneração, onde grande número de colaboradores entretinha certo intercâmbio clandestino” (p. 48). Mas o governador “mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para emissão dos dardos magnéticos” (p. 49). Um dia foi de aerobus ao bosque das águas. Era um “grande carro, suspenso do solo a uma altura de cinco metros mais ou menos e repleto de passageiros” (p. 50). Outro dia visitou uma casa particular: “Móveis quase idênticos aos terrestres”. Quadros, piano, livros. Com relação aos livros recebeu a seguinte informação: “Os escritores de má fé, os que estimam o veneno psicológico, são conduzidos imediatamente para as zonas obscuras do umbral”. Havia também sala de banho. Ao almoço serviram “caldo reconfortante e frutas perfumadas, que mais pareciam concentrados de fluidos deliciosos” (p. 86). Também o problema da propriedade recebeu sua solução. “Nossas aquisições são feitas à base de horas de trabalho. O bônus-hora, no fundo, é o nosso dinheiro. Quaisquer utilidades são adquiridas com esses cupons. ” Cada família espiritual pode conquistar um lar (nunca mais que um), apresentando trinta mil bônus-hora” (p. 100). Existe também o serviço de recordações. Aplicam-se passes no cérebro, que restituem “trezentos anos de memória integral” (p. 103). Certa vez encontrou um ancião, gesticulando, agarrado ao leito, como se fosse louco, gritando por socorro, pedindo ar, muito ar! O homem estava sendo vítima de uma “carga de pensamentos sombrios, emitidos pelos parentes encarnados” (p. 127). Recebeu então passes de prostração. Há também “água magnetizada” e “operações magnéticas” (p. 136). Num daqueles dias apareceu na colônia uma católica desencarnada na Terra. Chegou benzendo-se e dizendo: – “Cruzes! Credo! Graças à Providência Divina, afastei-me do purgatório…” Revelou que, na Terra, foi mulher de muito bons costumes, que rezou incessantemente e deixou uns dinheirinhos para celebração de missas mensais; em suma, fez o possível para ser boa católica. Confessara-se todos os domingos e comungara. Mas maltratara os escravos. “Padre Amâncio, nosso virtuoso sacerdote, disse-me na confissão que os africanos são os piores entes do mundo, nascidos exclusivamente para servirem a Deus no cativeiro.” Morrera em 1888 e só em 1939 alcançou o “Nosso lar”. Fora longo seu “esforço purgatorial” (p. 164). Também, católica. . . Num domingo o governador resolveu realizar o “culto evangélico” no ministério da regeneração. Havia meninos cantores das escolas de esclarecimento, que cantavam o hino “Sempre contigo, Senhor Jesus”, cantado por duas mil vozes. Depois de outra cerimônia do culto evangélico, cantaram o hino “A ti, Senhor, nossas vidas”. No fim a ministra veneranda entoou “A grande Jerusalém” (p. 208). É assim no “Nosso lar”. Nos outros volumes continua André Luís a descrever a vida e a atividade fantástica do mundo “depois da morte”. Eis a literatura dos nossos espíritas. Este é o tipo de livros que a Federação brasileira propaga, aos milhares, pelo Brasil.

O SOBRINHO TAMBÉM PSICOGRAFAVA…
O Sr. Chico Xavier tem um sobrinho. Chama-se Amauri Pena. Nasceu em 1933, em Pedro Leopoldo. Com ano e meio foi morar em Sabará, MG. Quando tinha apenas dez anos, já lera o Parnaso de além túmulo, do tio. Aos 13 anos escrevia poemas. Inteligente, lia muito e começou a imitar o estilo de outros autores. Educado em ambiente espírita, com o brilhante exemplo do tio à vista, foi persuadido de ser um grande médium. E começou a “psicografar”. Segundo um jornal espírita, “recebeu composições de mais de cinqüenta poetas brasileiros e portugueses, cada qual em seu próprio e inconfundível estilo. Recebeu também uma epopéia camoniana, em estilo quinhentista”. Cruz e Sousa, Gonçalves Dias, Castro Alves, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Luís Guimarães Jr., Casemiro Cunha, Inácio Bittencourt, Cícero Pereira, Hermes Fontes, Fabiano de Cristo, Anália Franco e até Bocage e Rabindranath Tagore apressavam-se em procurar o sobrinho de Chico Xavier para fazer uns versos… Síntese, um boletim espírita de Belo Horizonte, dava ao médium a necessária publicidade. Iam as coisas nas mais risonhas esperanças. E eis que, num belo dia de 1958, Amauri Pena procura a imprensa profana para fazer sensacionais declarações: “Tudo o que tenho psicografado até hoje – declarou – apesar das diferenças de estilo, foi criado por minha própria imaginação, sem que precisasse de interferência de almas de outro mundo”. E explicava: “Depois de ter-me submetido a esse papel mistificador, durante anos, usando apenas conhecimentos literários, resolvi, por uma questão de consciência, contar toda a verdade”. E o sobrinho de Chico Xavier esclareceu mais: “Sempre encontrei muita facilidade em imitar estilos. Por isso os espíritas diziam que tudo quanto saía do meu lápis eram mensagens ditadas pelos espíritos desencarnados. Revoltava-me contra essas afirmativas, porque nada ouvia e sentia de estranho, quando escrevia. Os espíritas, entretanto, procuravam convencer-me de que era médium. Levado a meu tio, um dia, assegurou-me ele, depois de ler o que eu escrevera, que deveria ser seu substituto. Isso animou bastante os espíritas. Insistiam para que fosse médium”. O jovem e improvisado médium Amauri continua na descrição de sua estranha aventura: “Passei a viver pressionado pelos adeptos da chamada terceira revelação. A situação torturava-me e, várias vezes, procurando fugir àquele inferno interior, entreguei-me a perigosas aventuras. Diversas vezes, saí de casa, fugindo à convivência de espíritas. Cansado, enfim, cedi, dando os primeiros passos no caminho da farsa constante. Teria 17 anos. Ainda assim, não me vi com forças para continuar o roteiro. Perseguido pelo remorso e atormentado pelo desespero, cometi desatinos. Em algumas oportunidades, tentei recuar, sucumbindo, atordoado. Vi-me, então, diante de duas alternativas: mergulhar de vez na mentira e arruinar-me para sempre ou levantar-me corajosamente para penitenciar-me diante do mundo e de mim mesmo, libertando-me defi-nitivamente. Foi o que resolvi fazer, procurando um jornal mineiro e revelando toda a farsa. Sei das reações que minhas declarações causarão. Mas não me importo. O certo é que, enquanto me sacrificava pela propaganda de uma mentira, não me julgavam maluco. Não desmascaro meu tio como homem, mas como médium. Chico Xavier ficou famoso pelo seu livro Parnaso de além túmulo. Tenho uma obra idêntica e, para fazê-la, não recorri a nenhuma psicografia”. Eis as principais declarações de Amauri Pena. Claro que não podia faltar a reação espírita. Um dos mais notáveis escritores espíritas do Brasil (“Irmão Saulo”) encontrou logo a explicação mais satisfatória do ponto de vista espírita. Sustenta que a mediunidade de Amauri é “inegável e irretratável”. E explica que o fenômeno espírita “não depende da opinião dos médiuns, e não raro contraria mesmo essa opinião. O fenômeno mediúnico é um fato em si. O caso Amauri é um exemplo disso. Pouco importa que ele se retrate, que se diga autor das comunicações recebidas. O que importa é a análise das comunicações em seus próprios conteúdos, bem como das circunstâncias em que foram dadas”. Não adianta negar a mediunidade, esclarece o espírita, “mesmo que ele não a aceita, mesmo que ele a queira negar”, será e continuará médium. E o Reformador, órgão da Federação Espírita Brasileira, se consolou, ponderando que também Jesus foi traído por um de seus apóstolos… E o Amauri é classificado como “vítima de sua própria afinidade com os obsessores que o trazem acorrentado à vida irregular”. Duas são as lições que podemos colher do rumoroso caso:
1. Amauri Pena prova que é relativamente fácil imitar o estilo de outros. É mais uma questão de exercícios que de espíritos. Lá mesmo, na redação, diante dos jornalistas, imitou vários estilos. Diz ele: “Tenho uma obra idêntica (ao Parnaso de além túmulo) e, para fazê-la, não recorri a nenhuma psicografia”. Um ilustre literato francês assegura que os “escritores vulgares e incapazes de estilo pessoal conseguem imitar admiravelmente o estilo de outrem. O pasticho é, efetivamente, um dom que todos podem ter”.
2. É inútil discutir com espíritas. Atitudes preconcebidas e totalmente anti-científicas esterilizam qualquer discussão séria. Declara Amauri Pena ter consciência de ser ele mesmo o autor dos versos, diz que sempre teve facilidade em imitar estilos, confessa que para isso se utiliza de seus conhecimentos literários – e os espíritas insistem em proclamá-lo médium autêntico, instrumento de Rabindranath Tagore! Nem mesmo AK, cem anos atrás, teria procedido assim. O argumento em que Kardec mais insistia era a passividade e a inconsciência do médium, a completa independência da mensagem que, mesmo contra a vontade do médium e contra suas idéias conscientes, ficava surpreendido ao ver a “comunicação”. Já vimos isso. Poderia recordar muitas passagens nas quais o codificador constantemente argumenta com o fato da “independência absoluta da inteligência que se manifesta”. Foi por isso – e só por isso – que Kardec chegou à conclusão de que esta “inteligência independente” devia ser distinta da alma do médium e, portanto, um espírito desencarnado. Semelhante raciocínio teria ficado totalmente sem base e sem valor, se o médium tivesse respondido tranqüilamente (como Amauri Pena): “Mas tudo quanto tenho escrito foi criado por minha própria imaginação e disso tenho plena consciência”. Falando, por exemplo, do “sonambulismo desperto”, um estado em que “as faculdades intelectuais adquirem um desenvolvimento anormal”, confessa Kardec (na introdução ao Livro dos espíritos, p. 41): “Concordamos em que, efetivamente, muitas manifestações espíritas são explicáveis por esse meio. Contudo, numa observação cuidadosa e prolongada mostra grande cópia de fatos em que a intervenção do médium, a não ser como instrumento Passivo, é materialmente impossível”. Ora, precisamente este estado puramente passivo não é reconhecido pelo sobrinho de Chico Xavier. “Revoltava-me (diz ele) contra essas afirmativas (dos espíritas) porque nada ouvia e sentia de estranho quando escrevia”. Mas nossos espíritas insistem: “Pouco importa que ele se retrate, que se diga autor das comunicações recebidas, mesmo que ele não aceite, ainda que queira negar: ele é um grande médium”! Aqui acabou-se a ciência. Venha, pois, Rabindranath Tagore…

Cardeal Arinze: “Protestantes que querem comungar devem se tornar católicos”

Purpurado nigeriano põe os pingos nos is: “A Sagrada Comunhão não é como compartilhar um bolo com cerveja”
https://pt.aleteia.org/2018/05/28/cardeal-arinze-protestantes-que-querem-comungar-devem-se-tornar-catolicos/

Tem havido discussões em países europeus, principalmente na Alemanha, a respeito da proposta de se permitir que os cônjuges protestantes de fiéis católicos recebam a Sagrada Eucaristia ao participarem da Santa Missa em família.
Os que defendem essa possibilidade alegam que o cônjuge não católico também deveria poder comungar, como se o Corpo de Cristo fosse alguma espécie de “direito” a ser reclamado ou mesmo “herdado”.
Alguns membros da Conferência Episcopal Alemã têm pendido para uma possível autorização da Comunhão a protestantes em determinadas circunstâncias, enquanto outros bispos do país se opõem publicamente à medida e pedem que o Vaticano intervenha. O Papa Francisco tem exortado os bispos alemães a retomarem a unidade na conferência e a serem fiéis à doutrina católica. Eventuais intervenções só ocorreriam se houvesse iminente risco de ruptura, o que não é o caso: trata-se de um debate pastoralmente relevante numa sociedade altamente secularizada e relativista, na qual é preciso agir com equilíbrio entre a firme defesa da fé genuína e a cuidadosa escuta das inquietações dos fiéis unidos em matrimônios mistos. Desafios desse tipo vêm se multiplicando na Igreja.
A resposta, porém, deve necessariamente priorizar a pureza da fé, o que exige preparo consciente de parte do fiel. O próprio católico, afinal, só pode comungar depois de receber uma catequese preparatória para a Primeira Comunhão.
Em recente entrevista ao Catholic News Service, o cardeal Francis Arinze abordou a questão e destacou a importância de se respeitarem os princípios elementares de dignidade e preparação consciente para todo fiel que deseje receber a Eucaristia. Assim sendo, declarou ele, os protestantes que queiram receber a Comunhão devem se tornar católicos. Ele acrescentou que a Sagrada Eucaristia não pode ser compartilhada com os cônjuges protestantes como se fossem “amigos que compartilham cerveja ou bolo”.
“A Sagrada Eucaristia não é uma posse privada que possamos compartilhar com os nossos amigos”.
“Depois da Missa, vocês podem tomar juntos uma xícara de chá e até um copo de cerveja e um pedaço de bolo. Isso está bem. Mas a Missa não é assim”.
“É muito importante olhar para a doutrina. A Celebração Eucarística da Missa não é um culto ecumênico (…) É uma celebração dos mistérios de Cristo, que morreu por nós na cruz, que transformou o pão em Seu Corpo e o vinho em Seu Sangue”.
Ele também falou do termo “comunhão”, que, além de se aplicar à Eucaristia, também se refere ao pertencimento à mesma fé, ou seja, ao fato de “estarmos em comunhão” com a plenitude da fé cristã preservada pela Igreja.
“A Celebração Eucarística da Missa é a celebração da comunidade de fé. Aqueles que acreditam em Cristo estão se comunicando na fé (…) É a comunidade que celebra a Santa Eucaristia. Qualquer pessoa que não seja membro dessa comunidade não se encaixa em nada”.
Aos protestantes desejosos de comungar, o cardeal nigeriano convida:
“Venha! Seja recebido na Igreja! E então você pode receber a Santa Comunhão sete vezes por semana. Caso contrário, não”.
O cardeal Arinze visitou no último dia 24 de maio a abadia inglesa de Buckfast, que comemora mil anos de fundação. O mosteiro fundado em 1018 foi um dos muitos que o rei Henrique VIII suprimiu durante a Reforma anglicana.

Ângelus: é preciso encontrar discípulos que sigam o Espírito Santo

Oração Mariana

Domingo, 3 de fevereiro de 2019, Da redação, com Vatican News

Nesta oração mariana do Ângelus, o Papa falou sobre a postura do cristão no mundo de hoje

Papa Francisco durante a oração mariana do Ângelus neste domingo, 3 / Foto: Reprodução Vatican News

Antes de iniciar sua 27ª viagem apostólica internacional, desta vez a Abu Dhabi, país que fica na península arábica, o Papa Francisco iniciou mais uma oração mariana do Ângelus do palácio apostólico, na Praça São Pedro.

Francisco deu início ao seu tradicional discurso lembrando a liturgia apresentada no último domingo, 27, em que Jesus Cristo lê uma passagem, na sinagoga de Nazaré, do profeta Isaías e conclui que aquelas palavras hoje se concluem Nele. “Jesus se apresenta como aquele sobre o qual pousou o Espírito do Senhor, que O consagrou e O enviou para cumprir a missão em favor da humanidade”, lembrou o Sucessor de Pedro.

No evangelho deste domingo, 3, o Pontífice deu continuidade àquela narração. “E nos mostra admiração de seus cidadãos ao ver que um da cidade deles, o filho de José, pretende ser o Cristo, o enviado do Pai”, explicou. “Jesus, com sua capacidade de penetrar nas mentes e nos corações, entende imediatamente o que pensam, e consideram que sendo Ele um deles, deva demonstrar esta estranha pretensão fazendo milagres em Nazaré como fizera nas cidades vizinhas”, acrescentou.

Jesus, por outro lado, não aceita esta lógica. “Isto não corresponde aos planos de Deus, que quer a fé. Mas eles querem os milagres. Deus quer salvar todos. E eles querem o Messias em favor de seus próprios interesses”, detalha o Pontífice.

Para explicar a lógica de Deus, Jesus então apresenta o exemplo de dois antigos profetas, Elias e Eliseu. “Deus havia os enviara para salvar e curar pessoas, não apenas os judeus, mas de todos os povos”, afirmou o Santo Padre. “Diante deste convite a eles para abrir seus corações à gratuidade e universalidade da salvação, os cidadãos de Nazaré se rebelam e até mesmo assumem uma atitude agressiva que se degenera a ponto de expulsarem Jesus da cidade”.

Jesus, então, é conduzido a uma colina com o objetivo de precipitá-Lo de lá. “Este evangelho nos mostra que o mistério público de Jesus começa com uma rejeição e uma ameaça de morte. Paradoxalmente, por parte de seus próprios cidadãos. Jesus, ao viver a missão a Ele confiado, sabe que terá que enfrentar o cansaço e a rejeição, a perseguição e a derrota. Um preço que ontem como hoje a profecia autêntica é chamada a pagar”, ponderou o Papa.

E assim, também no mundo contemporâneo, é preciso encontrar nos discípulos do Senhor profetas com esta conduta. “Isto é, pessoas que seguem o impulso do Espírito Santo, que as envia a anunciar esperança e salvação aos pobres e aos excluídos, pessoas que seguem a lógica da fé e não dos milagres, pessoas dedicadas ao serviço de todos sem privilégios ou exclusões, pessoas que se abrem para acolher em si mesmas a vontade do Pai”, ressaltou Francisco.

Vítima da ideologia de gênero

Desmascarando a “prova” da diabólica ideologia de gênero apresentada pelo médico norte-americano Dr. John Money a partir dos quase indizíveis sofrimentos de Bruce Reimer
Por Vanderlei de Lima / Amparo, 02 de Julho de 2015 (ZENIT.org)

Pretendemos, hoje, desmascarar a “prova” da diabólica ideologia de gênero apresentada pelo médico norte-americano Dr. John Money a partir dos quase indizíveis sofrimentos de Bruce Reimer, cuja alma recomendamos ao Senhor em nossas preces.
Já foi aqui repetido à exaustão – mas nunca é demais relembrar – o que essa ideologia antinatural ensina: ninguém nasce homem ou mulher, mas, sim, vem ao mundo como um ser neutro que, com o tempo, escolherá tornar-se homem, mulher ou neutro (nem um nem outro) de acordo com a educação recebida. Isso afronta o plano de Deus (cf. Gn 1, 27) e a própria ciência médica que mostra aos pais o sexo do bebê: homem ou mulher. O neutro é invenção ideológica, sem prova científica empírica.
No entanto, nos anos de 1960, o Dr. John Money, médico da John Hopinsk University, de Baltimore (Estados Unidos), tentou, por meios espúrios, comprovar que a sexualidade depende da educação e não da Biologia, usando da boa fé de uma família em desespero que o procurou como médico.
O caso, em suma, foi o seguinte: o casal Janet e Ron Reimer gerou dois filhos homens, Bruce e Brian, mas um deles (Bruce) teve seu órgão genital amputado em uma circuncisão, de modo que os pais entraram em desespero até conhecerem o famoso Dr. Money em um programa de TV. Aí ele defendia que é possível a um bebê ter um sexo neutro ao nascer e que, por isso, pode ser mudado com o correr dos dias.
Ante os pais aflitos, o médico se propôs a mutilar cirurgicamente Bruce com a castração, forçando-os a ensiná-lo como mulher. Daí, na cirurgia plástica, ter-lhe feito as aparência externas de um aparelho genital feminino a fim de que o menino se sentisse menina e fosse educado como tal: vestido, bonecas, brincadeiras de casinha etc.
A primeira tentativa de vestir Bruce – que já, então, era chamada de Brenda – com um vestidinho, no entanto, não deu certo. O menino artificialmente transformado em mulher o arrancou instintivamente, de modo que a mãe, assustada, confessou: “Meu Deus, ele sabe que é um menino e não quer se vestir como menina” (J. Scala. Ideologia de gênero: o neototalitarismo e a morte da família. S. Paulo: Artpress, 2011, p. 24). Era o início do pesadelo de Bruce.
Sim, na escola, ele agia como menina, embora com trejeitos de homem, de modo que ao frequentar o sanitário feminino era ameaçado pela navalha de alguma menina por urinar em pé. Elas imaginavam, talvez, que Bruce fosse um espião em seu banheiro. Daí ele confessar, anos depois, o drama: “Foi uma espécie de lavagem cerebral… Daria qualquer coisa para que um hipnotizador conseguisse apagar todas essas lembranças de meu passado. É uma tortura que não suporto. O que me fizeram no corpo não é tão grave quanto o que me fizeram na mente” (idem).
Na adolescência, o médico, Dr. Money, talvez percebendo esses episódios todos, afastou-se da família Reimer. Foi aí que, perante os sofrimentos do filho, em 1980, o pai lhe contou toda a verdade. Brenda optou por uma cirurgia chamada de faloplastia e, depois de cinco anos, voltou a ter a aparência de um homem normal com o pseudônimo de David. Nessa condição, aos 23 anos, conheceu Jane, uma mãe solteira com três filhos, com quem se casou, mas se separou, no ano 2000, quando sua verdadeira história – de Bruce/Brenda/David – veio a público no difundido livro do Dr. John Colopinto que, no Brasil, foi publicado com o titulo Sexo trocado: a história real do menino criado como menina (Ediouro, 2001).
Em 2002, seu irmão gêmeo, Brian, triste por não ter ajudado melhor Bruce, se suicidou, mas Bruce também se sentiu culpado pela morte do irmão, dado que havia escondido dele sua real situação e também pôs fim à vida em 2004, levando para o caixão a pretensa prova científica da ideologia de gênero do Dr. Money.
Quem conhece tudo isso nunca diz “Sim” à ideologia de gênero que não liberta, mas, ao contrário, pode escravizar os seres humanos de ontem e de hoje.

 

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda