Com a Palavra

O Mistério do Sofrimento

Santo Agostinho afirmou que, se Deus não soubesse tirar algo de bom do sofrimento, não permitiria jamais que esse nos atingisse.

Há um mistério profundo no sofrimento. Mistério de dor e angústia que Jesus, pelo Seu sofrimento, transformou em mistério de salvação.

Muitos homens e mulheres mudaram de vida radicalmente por causa do sofrimento. Desde que Jesus escolheu o caminho da dor para nos salvar, o sofrimento passou a ser a “matéria-prima” da salvação. São Paulo falava da “loucura da cruz para aqueles que se perdem, mas poder de Deus para aqueles que se salvam” (citação livre de 1 Cor 1,18). De fato, o poder invisível de Deus se manifesta no sofrimento. Cura a alma, salva o espírito, quebranta o orgulho, elimina a vaidade, abate a opulência, iguala os homens.  E no sofrimento que os homens mais se sentem irmãos, filhos do mesmo Pai. E na hora amarga da dor que se valorizam a fraternidade e a solidariedade. E nessa hora sagrada que os corações se unem, as mãos se apertam e o filho lembra-se do Pai. Não fora o sofrimento angustiante daquele filho pródigo do Evangelho, jamais ele teria abandonado a vida devassa e voltado para a casa do Pai.

Sim, o sofrimento é sagrado! É nele que encontramos a nós mesmos e encontramos os outros, sem máscaras, sem enfeites e sem enganos. Ele não foi criado por Deus, mas Cristo lhe deu um enorme sentido. A dor e a morte são obras trágicas do homem, frutos do seu pecado, do desejo obstinado de querer construir a vida sem Deus. São Paulo não teve dúvida: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23a). E reafirmou: “O pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte; assim a morte passou a todos os homens” (citação livre de Rm 5,12).

Mas Cristo veio exatamente para destruir o pecado e a morte. Como reza a Igreja, “com a Sua morte destruiu a morte, e com a Sua ressurreição devolveu-nos a vida” (missa do Tempo Pascal). O Senhor bebeu o cálice da dor até a última gota, para que todo o sofrimento da terra fosse resgatado, transformado e divinizado. Qualquer que seja a dor, ela é parte da mesma dor do Senhor, pois Ele a assumiu na Sua santa paixão. E por isso que São Paulo afirma: “Completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo” (citação livre de Cl 1,24). Nosso sofrimento é o mesmo sofrimento de Cristo. Assumindo nossa natureza, pela Sua encarnação, Ele assumiu também nosso sofrimento e fez dele o instrumento da nossa salvação. Portanto, qualquer que seja a nossa dor, oferecida a Deus, unida à paixão de Cristo, ela é extremamente valiosa e salvífica. “As nossas tribulações do momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna” (citação livre de II Cor 4,17), nos garante São Paulo.

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja, afirmou que ”não existe coisa mais agradável a Deus do que sofrer com pa­ciência e paz todas as cruzes por Ele enviadas”. E Santa Teresa D’Ávila disse que “o mérito consiste em sofrer e amar.

É o sofrimento que quebra em nós o ímpeto do pecado, destrói nossas más inclinações interiores e exteriores e nos preparam para o céu.

“Os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rm 8,18). São Francisco chegava ao extremo de dizer: “O bem que espe­ro é tão grande que todo sofrimento é prazer para mim.”

Jesus nos manda: “Tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9,23c). Se Ele assim o diz, é porque isso é o melhor para nós. Não há que duvidarmos do Senhor. E é Ele quem sabe qual é a cruz que devemos carregar… Não é uma livre escolha nossa. Por isso, precisamos tomá-la e carregá-la não à força e com repugnância e lamentação, mas com humildade, paciência e fé. Nesta vida, não teremos verdadeira paz interior, se não abraçarmos com amor os sofrimentos, oferecendo-os a Deus. Segundo Santo Afonso: “Essa é a condição a que estamos reduzidos em consequência da corrupção do pecado.”

O valor do sofrimento é tamanho, que os santos consideravam como presentes as doenças e as dores que Deus lhes mandava. Como somos diferentes deles! São Vicente de Paulo, por exemplo, dizia: “Se conhecêssemos o precioso tesouro contido nas doenças, recebê-las-íamos com a alegria com que se recebem os maiores presentes.”

O sofrimento, acolhido com fé, produz a santidade. Portanto, não devemos desesperar-nos perante ele, mas abraçá-lo na fé. Que Deus nos dê essa grande graça. A Palavra de Deus nos diz: “Todas as coisas concorrera para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28a) e mais:

Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo” (1 Ts 5,18).

Sofrer e amar, dando graças a Deus!

Prof. Felipe Aquino

Estou no Facebook ou a rede social está em mim?

Testemunho de vida
Por Pe. Luís Erlin, cmf
Revista Ave Maria, outubro de 2015, págs. 22-23
www.avemaria.com.br

As redes sociais tomaram conta do mundo; são muitas as formas de comunicação digitais que aproximam pessoas. A rede social mais popular no Brasil, sem dúvidas, é o Facebook.
Neste ambiente encontramos amigos antigos, do tempo da escola; fazemos amigos novos, que ainda não conhecemos pessoalmente; compartilhamos ideias; curtimos opiniões; posicionamo-nos sobre nossos ideais, crenças e ideologias. Nossa forma de pensar está de alguma forma retratada em nossa página. Maravilhas da tecnologia!
De fato, o Facebook é um espaço cibernético fantástico, mas muitas vezes perdemos a noção de que as coisas que escrevemos se tornam públicas, e muitas vezes a nossa intimidade pode estar sendo alvo de especulações por pessoas que gostam de nós, e, principalmente, por aquelas que não gostam tanto assim.
Por isso, compartilho algumas dicas de como usar o Facebook sem correr o risco de ser usado por ele ou por seus “usuários”, como o próprio nome já diz.

1 – Nem todas as pessoas que estão na sua lista de amigos são de fato seus amigos; por isso, é perigoso se expor em demasia. Pense que cada publicação é similar a um habitante de uma pequena cidade do interior, que sobe na torre da igreja para gritar em um megafone as coisas que está pensando e sentindo. Algumas pessoas não precisam saber tudo de você. Pelo contrário, seria melhor que não soubessem.
Nas redes sociais, no entanto, o “grito” é permanente. Por mais que apaguemos alguma informação, um amigo (da onça!) pode tê-la copiado. Não são raros os casos de informações publicadas nas redes sociais que acabam sendo usadas fora de contexto.

2 – Nem tudo que é publicado é verdade; muitas vezes nós alimentamos mentiras e boatos graves, pois não fomos capazes de nos certificarmos se aquela informação é verídica ou não. Antes de compartilhar qualquer notícia, certifique-se de aquilo é real. Muitas pessoas tiveram sua honra destruída por causa de mentiras que se espalharam. A título de ilustração, vale lembrar a dona de casa que vivia no Guarujá, no litoral de São Paulo, e foi acusada injustamente de sequestrar crianças. Pessoas “bem intencionadas” compartilharam a informação (falsa) e a mulher foi linchada e morta em praça pública.

3 – O Facebook não é local de lavar roupa suja; ninguém precisa saber que você tem um desafeto, que você brigou com fulano ou com beltrano. Se você tiver algo que resolver com alguém, não mande indiretas; se for seu amigo de verdade fale pessoalmente, mande uma mensagem pessoal. No entanto, se a pessoa está na sua lista de amigos, mas não é seu amigo, é melhor excluí-lo da lista. Todo “barraco” armado no Facebook ou outra rede social vai prejudicar você, só a você.

4 – Preserve sua intimidade e sua vida. Não exponha seu dia a dia com detalhes. Preserve, principalmente, as crianças. Em muitos casos, fotos inocentes foram usadas de forma criminosa.

5 – Viva o Facebook! Mas não viva no Facebook e do Facebook. A vida real pode nos surpreender e ser infinitamente melhor.

Você crê na existência de Deus?

O Criador deixou sua marca em suas obras

“O conhecimento da existência de Deus está naturalmente infundido em todos. Logo, a existência de Deus é por si evidente” (Santo Tomás de Aquino, Sacerdote e Doutor da Igreja).

Você crê na existência de Deus? Em caso afirmativo, pode provar que Ele existe? Na realidade, estamos cercados de evidências de que existe um Criador Sábio, Poderoso, Amoroso e Eterno. Que evidências são essas? Elas são convincentes? Encontramos a resposta ao considerar as palavras do apóstolo São Paulo em sua carta aos cristãos em Roma.

Referindo-se a Deus, o grande apóstolo São Paulo disse: “As suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e divindade, de modo que eles são inescusáveis” (Rm 1,20). O Criador deixou Sua marca em Suas obras, como São Paulo destacou.

Vejamos mais a fundo as palavras do apóstolo dos gentios: As qualidades de Deus podem ser vistas “desde a criação do mundo em diante”, observa São Paulo. Nesse contexto, a palavra grega traduzida por “mundo” não se refere ao planeta Terra, mas à humanidade. Portanto, São Paulo estava dizendo que, a partir do momento em que foram criados, os seres humanos podiam ver as qualidades do Criador evidentes nas coisas que Ele fez.

Essas evidências estão à nossa volta. Não estão escondidas na natureza, mas são “claramente vistas”. Da maior à menor, as criações revelam claramente não apenas que existe um Criador, mas também que Ele tem qualidades maravilhosas. Projetos inteligentes tão óbvios na natureza nos revelam a sabedoria de Deus. Os céus estrelados e a rebentação das ondas do mar mostram o poder do Criador. A variedade de alimentos que tanto apreciamos e a beleza do nascer e do pôr do sol revelam o amor de Deus pela humanidade. (Cf. Sl 19,1-8; Sl 104,24; Is 40,26).

É fácil reconhecer essas evidências? Elas são tão claras que os que não as veem e os que se recusam a acreditar em Deus “são inescusáveis”, ou seja, não têm desculpa. Um sábio ilustra isso da seguinte maneira: imagine um motorista que ignora uma placa com o aviso: “Desvio – vire à esquerda”. Um policial pede para o motorista parar e começa a multá-lo. O motorista tenta argumentar dizendo que não viu a placa. Mas suas palavras não convencem o policial, porque a placa é bem visível e o motorista não tem nenhum problema na vista. Além disso, é responsabilidade do motorista prestar atenção nas placas. O mesmo acontece com as evidências de Deus na natureza, que são como uma placa bem visível. Como criaturas racionais, somos capazes de vê-las. Não há desculpas para ignorá-las!

De fato, o “livro” da criação revela muito sobre nosso Criador, mas há outro livro que revela muito mais sobre Ele: a Sagrada Escritura.

Padre Inácio José do Vale
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Teosofia, o que é?

PERGUNTE e RESPONDEREMOS 017 – maio 1959
Dom Estêvão Bettencourt (OSB)
http://www.pr.gonet.biz/index-read.php?num=2025

FILOSOFIA e RELIGIÃO
ADYR (São Paulo): “Dizem-nos que a Teosofia é a sabedoria do homem espiritualmente maduro ou emancipado de crenças infantis. Que pensar a respeito?”

«Teosofia» é vocábulo que geralmente se contrapõe a «Teologia». Este termo (composto do grego Theós, Deus, e Logos, razão) costuma designar o trabalho da inteligência que reflete sobre as proposições da fé, a fim de lhes penetrar o sentido profundo. Ao contrário, Teosofia (…sophía = sabedoria) vem a ser, como dizem, o conhecimento concernente a Deus recebido por revelação direta da Divindade ou por iluminação reservada a poucos; atinge verdades que o raciocínio já não consegue alcançar…
O título «Teosofia» já era usado por escolas antigas, como a dos Neo-platônicos (séc.-III/VI d. C.), a dos Cabalistas, a dos Alquimistas. Depois de haver caído em descrédito, dada a fantasmagoria dessas escolas, foi reabilitado no fim do século passado por uma corrente de pensamento que refundia idéias antigas, adaptando-as a circunstâncias novas. Sendo assim, começaremos nosso estudo propondo breve histórico das origens da Sociedade Teosófica; a seguir, percorreremos as principais doutrinas teosóficas, para finalmente tomar posição diante dessa ideologia.

 

1. Breve histórico
Protagonistas do movimento teosófico moderno são duas figuras femininas: Helena Petrowna Blavatsky e sua continuadora, Annie Besant.
A Sra. Blavatsky (+1891), de origem russa, abandonou seu marido aos 17 anos de idade, um ano após o casamento, e pôs-se a percorrer o mundo em demanda da sabedoria… Ouviu mestres ocultistas, magos e «médiuns» da Ásia Menor, da Inglaterra, do Egito e, por fim, nos Estados Unidos da América (Nova Iorque) resolveu fundar a Sociedade chamada «Teosófica» (1875), a qual em 1877 transferiu sua sede principal para Adyar, perto de Madras, na índia. Ciência e religião pareciam associar-se na nova escola; fenômenos maravilhosos, semelhantes aos do espiritismo, ai se verificavam: mensagens, luzes no ar, «precipitações» ou descidas de flores, cartas, etc., tudo obtido, como diziam, pela intervenção de espíritos que alguns mestres tibetanos (ou Mahatmas) evocavam. Surgiram, porém, suspeitas sobre a autenticidade de tais prodígios; em consequência, a Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres instituiu inquérito, que terminou em 1885, denunciando ao mundo Mme. Blavatsky como «uma das mais completas, finórias e interessantes mistificadoras que a história jamais tenha conhecido…».
Sem demora, a Sra. Blavatsky retirou-se para a Europa, deixando bastante comprometido o futuro da Sociedade. Quando, porém, morreu (1891), sucedeu-lhe na direção da escola uma de suas discípulas, Annie Besant, a qual havia de reerguer o prestigio da nóvel instituição.
Annie, filha de família irlandesa protestante, também abandonou seu marido, Frank Besant, tornando-se primeiramente pregadora de materialismo. Após dez anos de propaganda ateia, voltou-se para o espiritismo, o hipnotismo e a maçonaria, até que foi atraída por Mme. Blavatsky; muito inteligente e ativa, conseguiu ser colocada à frente da Sociedade Teosófica em 1891.
A nova Presidente esperava um Messias, cujos caminhos ela queria preparar juntamente com um antigo ministro anglicano a quem se associara: Charles Leadbeater. Annie Besant fez-se então tutora de um jovem hindu, Jiddu Krishnamurti, que ela apresentava ao mundo como o futuro Mestre e Salvador da humanidade (cf. «P.R.» 14/1959, qu. 8). Corriam, porém, graves rumores sobre a moralidade de Leadbeater. Nessa situação, o pai do jovem resolveu mover um processo contra os tutores do menino, obtendo finalmente ganho de causa, sem resultado prático, porém. Após a sentença condenatória proferida contra Leadbeater, a seção alemã da Sociedade Teosófica, chefiada por Rudolf Steiner, separou-se do bloco teosofista (1913), constituindo uma escola independente, hoje dita «Antroposofia» (cf. «P. R.» 3/1958, qu. 3).
A Sra. Besant ainda se envolveu em movimentos de política da Índia, o que lhe suscitou novos amigos e adversários. Terminou seus dias em 1933, na sede de Adyar, gozando de prestígio tanto entre os seus discípulos como junto às autoridades britânicas.
Importa-nos agora analisar sumariamente.

 

2. As principais teses da Teosofia
Quatro aspectos doutrinários hão de merecer a nossa atenção:

1) A atitude fundamental do pensamento teosófico. A Teosofia pretende anunciar ao mundo não um sistema religioso à semelhança dos muitos credos propostos no decorrer dos séculos, mas, sim, o patrimônio mesmo donde todas as religiões tiraram algo. Este patrimônio seria antiquíssimo, remontando aos tempos da Atlântida (continente que dizem haver sido submerso 9.000 anos antes de Cristo); os destroços da famosa cultura atlântida teriam sido guardados em arquivos secretos do Egito, do Tibete e da China, e finalmente explorados pelas fundadoras da Sociedade Teosófica. Esta assim apregoa a emancipação do homem frente às tradicionais ideologias religiosas : quem possui a Teosofia possui a luz branca ou a Verdade plena, ao passo que cada sistema religioso só apresenta uma das sete cores do espectro ou uma faceta depauperada da Verdade.
Munida de tais «credenciais», que ensina a Teosofia a respeito de Deus e do homem ?

2) O Deus dos teosofistas não é um Deus pessoal, distinto do mundo, mas é substância neutra que se identifica com tudo : «A Teosofia, em matéria teológica, é panteísta: Deus é tudo, e tudo é Deus» (Annie Besant, Why I became a Theo- sophist. London 1891, 18).
Esse Deus, no interior de cada criatura, vai aos poucos tomando consciência de si ou vai-se desenvolvendo. São palavras de Mme. Blavatsky:
«Cremos em um Princípio universal, do qual tudo procede e no qual tudo será reabsorvido no fim do grande ciclo do Ser… Nossa Divindade é [It is, no gênero neutro] o misterioso poder de evolução e involução, a onipresente, onipotente e mesmo oniciente Potencialidade criadora» (The key to Theosophy 44).

3) Consequentemente, o mundo e o homem, para o teosofista, não são senão aspectos fugazes da Divindade posta em evolução.
Em particular sobre a alma humana, ensina a Teosofia que o Absoluto produz, por emanação, as almas. Portanto, cada alma, chamada Mônada, é fundamentalmente divina. Acontece, porém, que, logo após a emanação, as almas se acham em estado de inconsciência ou como que adormecidas, à semelhança da planta na semente, antes da germinação. Para que despertem, têm que descer ao mundo visível.
Encerradas na matéria, as almas sofrem as vibrações desta, que aos poucos as fazem chegar ao estado de consciência ou vigília. O encarceramento se dá primeiramente na matéria mineral, para se reproduzir em ritmo ascensional através dos reinos vegetal e animal.
Chegando ao estado de consciência, a alma se individualiza, isto é, torna-se um eu distinto do tu e do ele: distingue-se das outras almas, embora conserve em comum com elas a mesma natureza divina. Incumbe então ao indivíduo a tarefa de aprofundar o seu eu, compenetrando-se de que é Deus…, de que constitui uma só substância com os demais seres e apenas uma manifestação do Grande Ser. A fim de realizar este processo de aprofundamento, a alma tem que sofrer encarnações sucessivas, nas quais ela há de se esforçar por purificar-se ou por viver cada vez mais emancipada das ilusões dos sentidos:
No termo final das reencarnações, «aquele que era um pobre e limitado ser humano, verá que sua natureza real é divina e… que ele é Deus» (A. Lyra, O Homem e a Evolução, em «O Teosofista» jan.-fev. 1956, 35). A centelha feita chama perde-se e deixa-se «absorver na essência universal» ou Nirvana (cf. Blavatsky, The key to Theosophy 78).
Nirvana é palavra que etimològicamente significa «extinção». Não implica aniquilação da alma, mas, antes, o estado em que «a alma deixa de ser alguma coisa, visto que se tornou tudo» (Blavatsky, The key to Theosophy 78). Em outros termos: tendo adquirido a consciência perfeita da sua Divindade ou da sua identificação com o Grande Todo, a alma perde todo o senso de separação individual; destrói-se para ela a ilusão do eu e do tu.
Ainda se deve observar que as reencarnações sucessivas se verificam rigorosamente segundo a Lei do Carma. Conforme esta, a alma em sua próxima existência sobre a terra colherá exatamente as consequências das ações praticadas na vida presente; há inexorável correspondência entre a conduta atual do homem e a sua sorte futura. Contra essa lei nada podem o arrependimento e o pranto. Todo ato humano é elo numa corrente inquebrantável de causas e efeitos, ou ainda: todo ato é efeito que se torna causa e infalivelmente produz outro efeito.
Em consequência, cada indivíduo humano vem a ser o autor exclusivo da sua sorte, o seu próprio Salvador. As idéias de redenção gratuita, perdão e indulgência são totalmente alheias às concepções teosofistas.

4) Quanto à Moral que decorre destes princípios, é assaz sóbria. Sintetiza-se num único preceito, que é o de praticar o bem ou o altruísmo, como o fizeram os grandes mestres da humanidade (Buda e Jesus de Nazaré).
Na vida prática, o teosofista, não admitindo um Deus pessoal distinto do homem, vem a ser o seu próprio e absoluto legislador; é o indivíduo quem formula as suas normas de procedimento concreto, sem ter que ouvir autoridade alguma que lhe fale em nome de Deus. . .
Este sumário da doutrina teosófica já nos permite

 

3. Uma tomada de posição
A razão humana teria três observações a fazer à mensagem teosofista.

1) O panteísmo ou a doutrina de que «Deus é tudo e tudo é Deus» (A. Besant) constitui autêntica aberração lógica; cf. «P. R.» 7/1957, qu. 1. De fato, Deus, por definição (formulada pelos teosofistas mesmos), é o Absoluto. Ora o Absoluto de modo nenhum pode coincidir com o ser transitório, quais são o mundo visível e a alma humana, pois tudo que se move e evolui adquire perfeição que não tinha; não é, pois, o Absoluto ou Aquele que esgota o conceito de Ser Perfeito.
Observam alguns pensadores que o panteísmo é forma requintada de ateísmo ou a forma de ateísmo que menos surpreende a natureza humana, porque ainda conserva o rótulo de Deus, de acordo com as exigências da sã razão. A filosofia não cristã moderna não tende tanto ao ateísmo como ao panteísmo e monismo. Porque isto? — Porque, na verdade, estes equivalem àquele, guardando, porém, aparências aptas a seduzir o inelutável senso religioso do homem.
Annie Besant mesma oferece fundamento para esta afirmação, ao escrever:
«A primeira coisa que ensinam os teosofistas, é que toda ideia de sobrenatural deve ser rejeitada… A segunda… é a negação de um Deus pessoal; dai decorre que os agnósticos e os ateus assimilam mais fàcilmente os ensinamentos da Teosofia do que os fiéis dos credos ortodoxos» (Why I became a Theosophist 17s).
A fundadora da Sociedade Teosófica bem reconhecia a afinidade prática, se não filosófica, do panteísmo (negação de um Deus pessoal) com o ateísmo!
Torna-se oportuno observar que a dita «Ordem de Rosa-Cruz», hoje em dia tão notória por sua propaganda, também professa o panteísmo, por muito que se queira dissimular sob as aparências de corrente cristã; cf. «P. R.» 2/1958, qu. 1.

2) A respeito da doutrina da reencarnação, faz-se mister notar que é vã, pois não pode apelar para um só argumento direto e positivo em seu favor. Com efeito,
a) não temos reminiscência de reencarnações sucessivas, como confessam os próprios reencarnacionistas, dos quais é aqui citado W. Lutoslawski:
«O mais importante argumento contra a reencarnação é o esquecimento quase geral das vidas passadas… Se é verdade que já vivemos algumas vezes, como se explica não só o esquecimento geral (das vidas anteriores), mas o esquecimento dessas vidas por espíritos elevados e sobretudo pelos místicos, os quais penetraram até a essência do ser?» (citado por P. Siwek, A reencarnação dos espíritos. São Paulo 1946, 192).
Mme. Blavatsky julgava que a falta de reminiscências é «a velha dificuldade» contra a reencarnação (The key to Theosophy 122).
Os pretensos casos de reencarnação, após os estudos mais modernos, não passam de reconhecidos fenômenos parapsicológicos, os quais nada têm que ver com vidas anteriores à atual; cf. «P.R.» 3/1957, qu. 8.
b) a reencarnação constituiria um castigo injusto. Pergunta-se com razão: de que serviria a uma alma voltar à carne, se ela não sabe por que culpas e taras é enviada a este mundo?… se ela ignora quais as etapas que já percorreu na sua purificação espiritual?
c) a reencarnação prende-se geralmente a falso conceito de Deus, ou seja, ao panteísmo, junto com o qual ela é professada na Índia. De fato, se não há um Deus pessoal, que o homem possa invocar, é este mesmo quem tem que remir a si; ora os esforços do homem em demanda da perfeição são sempre lentos. Donde se segue que uma série de encarnações sucessivas se impõe como solução para o problema. Esta solução errônea, por apregoar autorredenção, não deixa de ser sedutora, pois bajula o orgulho da criatura humana, dando-lhe a ilusão de que ela de ninguém depende.
Conceba, porém, o homem um Deus pessoal e distinto do mundo; saiba humildemente que é amado por esse Deus, o qual toma a iniciativa de salvar a sua criatura…, e ver-se-á dispensado de recorrer aos imaginários ciclos das reencarnações!

3) A Teosofia pretende ser «a essência de todas as religiões e da verdade absoluta, da qual uma gota apenas se encontra em cada crença» (Blavatsky, The key of Theoso- phy, ed. franc. 1916, 85).
O titulo é sumamente lisonjeiro, mas… precisaria de ser comprovado.
Mme. Blavatsky baseava essa sua afirmação no «testemunho dos Videntes», isto é, de Mahatmas iluminados do Tibete,… no ensinamento da «Loja Branca», da «Hierarquia dos Adeptos»,… na cultura do pretenso continente «Atlântida», cultura que em verdade não passa de mera ficção literária de Platão (como prova a critica moderna). Ora aos olhos do bom senso humano tais testemunhos exigem muita fé, e fé não suficientemente justificada, pois as autoridades acima mencionadas são secretas e incontroláveis; já foram mesmo mais de uma vez comprovadas nulas ou falsas, desde que se tenha podido proceder a um inquérito judiciário.
O que no titulo de «quintessência de todas as religiões» muito atrai os homens, parece ser o caráter relativo que ele comunica a todo sistema religioso tradicional; a Teosofia serve para emancipar o homem de qualquer lei religiosa, conferindo-lhe autonomia em matéria de consciência, sem lhe deixar ver que na realidade ele está renegando a Deus…
Na verdade, a Etnologia e a História das Religiões, em suas conclusões mais recentes, ensinam que o patrimônio primitivo do gênero humano não é o panteísmo com o seu reencarnacionismo, mas, antes, o monoteísmo ou crença num Deus que é Pai bondoso e tutor da moralidade; cf. «P. R.» 6/1957, qu. 1.

Feitas estas observações, torna-se oportuno por fim notar que o movimento teosófico, apesar de erros capitais, traz sua mensagem positiva para o homem contemporâneo, pois constitui uma reação de caráter místico (embora de mística falsamente concebida) contra o materialismo e o mecanicismo que invadiam a sociedade em fins do século passado. A Teosofia significa em plena época de ateísmo que impossível é ao homem viver sem Deus, e que, quando ele abandona a face do autêntico Senhor, tem que criar seus ídolos ou forjar um espectro de Deus.

Ser Católico e maçom: qual é o problema?

A Maçonaria não aceita verdades reveladas

Apesar de, na adolescência, alguém ter descortinado em mim indícios de vocação mais militar do que eclesiástica, nunca me senti com armas em punho. Não sei se por virtude, formação ou temperamento, não é de meu feitio inventar inimigos para ter o prazer de destruí-los. Percebo-me mais levado à comunhão do que ao combate.

Nestes oito anos de episcopado, penso que em nenhuma homilia eu tenha perdido tempo condenando a quem pensa diferente, seja ele espírita ou evangélico, ateu ou maçom. Até mesmo porque tenho por mim que é melhor acender uma luz do que amaldiçoar as trevas.

Mas, ao mesmo tempo, tenho consciência que não posso ficar em cima do muro, sem tomar uma posição definida, para não perder os amigos e não ser criticado pelos “inimigos”. Se assim fizesse, estaria sendo infiel à minha missão, como adverte o profeta Ezequiel: «Filho de Adão, eu te coloquei como sentinela na casa de Israel. Quando ouvires uma palavra de minha boca, tu falarás em meu nome. Se eu digo ao perverso que ele morrerá e tu nada disseres para que deixe sua má conduta e conserve a vida, ele perecerá por sua culpa, mas a ti pedirei contas de seu sangue» (3, 17-18).

Fiz essa introdução porque, nestes anos de episcopado, foram inúmeros os católicos que me procuraram para saber se, em sã consciência, poderiam fazer parte da Maçonaria. É a eles que desejo responder neste artigo, sem pretensão de falar em nome de outras denominações cristãs que, talvez, tenham opinião diferente.

Primeiramente, quero lembrar que só se sente realizado quem tem e assume uma identidade clara e definida. Ser ecumênico não significa renunciar a convicções pessoais. Nem ter que ser necessariamente sincretista, nivelando todas as culturas e religiões. O pluralismo só é virtude onde existe maturidade e comunhão.

Dito isso, o que devo responder aos católicos que me perguntam se podem ingressar na Maçonaria? À primeira vista, a resposta pareceria afirmativa, pois assim como o Rotary e o Lions, a Maçonaria não se define como religião, mas como «uma instituição fraterna e filantrópica, uma filosofia humanista, preocupada antes de tudo pelo homem e consagrada à busca da verdade», apesar de considerá-la inacessível.

Mesmo contando com ritos e símbolos que a assemelham a uma religião – tanto que se fala em templos maçônicos –, ela se diz aberta a crentes e não crentes. Talvez seja por isso que, enquanto algumas Lojas manifestam uma verdadeira ojeriza por Deus, outras até parecem exigir de seus membros uma fé religiosa.

Apesar de contar com um grande número de amigos que pertencem simultaneamente à Igreja Católica e à Maçonaria, preciso reconhecer que, entre elas, há princípios que se opõem mutuamente. Tanto é verdade que, se nos primeiros anos de filiação os membros católicos continuam praticando a fé, à medida que sobem na graduação maçônica, a imensa maioria se afasta decididamente da Igreja e dos sacramentos, acabando no indiferentismo religioso.

Os motivos são múltiplos e diversificados. Um deles é o laicismo propugnado pela Maçonaria. Não se trata da laicidade positiva defendida pelo presidente francês Nicolas Sarkozy. O laicismo imposto pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa reduz a religião à esfera privada, vetando-lhe qualquer interferência na vida pública. Nele, os valores são ditados pela democracia e impostos pela maioria. Não tendo origem divina, nenhuma moral é definitiva, mas evolui pelo consenso da sociedade.

Outro ponto de divergência é o racionalismo. A Maçonaria não aceita verdades reveladas. Rejeita os dogmas impostos pela fé. Tudo tem que ser explicado pela razão. Fica complicado, portanto, para um católico maçom continuar acreditando na encarnação e na ressurreição de Jesus – só para dar dois exemplos. A própria imagem de Deus apregoada pelos maçons é muito diferente da que foi revelada por Jesus.

Para a Maçonaria, o Grande Arquiteto do Universo é um Deus abstrato, distante e inacessível, uma espécie de “mestre relojoeiro”. Deixa as coisas acontecerem e não interfere nos assuntos dos homens. Como o leitor católico percebeu, não é simples falar de sintonia e convivência em matéria de religião. Apesar de se declarar tolerante com todas as religiões, a Maçonaria manifesta certa dificuldade em aceitar a influência da Igreja Católica na sociedade.

Contudo – sem entrar no mérito de outros aspectos, como a entreajuda que vigora entre os maçons (e que desaparece quando alguém deixa a entidade), e a seleção rigorosa de seus membros, escolhidos a dedo entre as classes mais favorecidas –, para um diálogo frutuoso e uma convivência pacífica, o primeiro passo a fazer, de ambas as partes, é a sinceridade de intentos, o desarmamento dos ânimos e a superação dos preconceitos criados ao longo dos séculos.

Dom Redovino Rizzardo, cs
[email protected]

 

Católico e Maçom, é possível?
Do livro “Entrai pela porta Estreita” do Prof. Felipe Aquino

Hoje a Maçonaria atrai muitos católicos, infelizmente, embora a Igreja proíba que nos tornemos maçons. Com todo o respeito que devemos a cada pessoa, em face à sua opção, devemos, contudo, lembrar aos que querem ser autenticamente católicos, que a filiação à Maçonaria é considerada pela Igreja Católica “pecado grave”, já que as concepções de Deus e religião, assim como o processo de iniciação secreta imposto aos novos membros, não se coadunam com as noções do Cristianismo relativos a Deus e aos sacramentos, principalmente. A Igreja tem uma posição oficial sobre o assunto, que foi feita pelo pronunciamento da Santa Sé em 26/11/1983, por ocasião da promulgação do atual Código de Direito Canônico pelo Papa João Paulo II. Esta é a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, que vem assinada pelo seu Prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger e pelo Fr. Jérome Hamer, Secretário: “Tem-se perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas. Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isto, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas, estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciar-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240s). O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, definida em reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação”. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983. É importante notar que a Declaração da Santa Sé afirma que “estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”. Isto é muito sério para os católicos. E é a palavra oficial da Igreja sobre a questão! O número 386 da Revista “Pergunte e Responderemos”, de autoria de D. Estevão Bittencourt, nas páginas 323 a 327, traz um elucidativo artigo sobre o assunto. Neste artigo D. Estevão, de reconhecida seriedade e competência, teólogo renomado; afirma: “A Maçonaria professa a concepção de Deus dita “deísta”, ou seja, a que a razão natural pode atingir; – admite “a religião na qual todos os homens estão de acordo, deixando a cada qual as suas opiniões particulares”. Esta noção de Deus e de Religião é vaga e não condiz com o pensamento cristão, que reconhece Jesus Cristo e as grandes verdades por Ele reveladas”. “Além disto, tanto a Maçonaria Regular como a Irregular têm seu processo de iniciação secreta. Propõem o aperfeiçoamento ético do homem através da revelação de doutrinas reservadas a poucos e recebidas dos “grandes iniciados” do passado – entre os quais alguns maçons colocam o próprio Jesus Cristo. Celebram também ritos de índole “secreta ou esotérica”, que vão sendo manifestados e aplicados aos membros novatos à medida que progridem nos graus de iniciação. – Ora um tal processo de formação contrasta com o que o Cristianismo professa: este não conhece verdades nem ritos reservados a poucos; nada tem de oculto ou esotérico”. Outra razão muito séria que D. Estevão levanta, para mostrar ao católico que não se faça maçom, é esta: “Ademais, quem se filia a uma sociedade secreta, não pode prever o que lhe acontecerá, o que se lhe pedirá ou imporá; não sabe se lhe será fácil guardar sua liberdade de opções pessoais. Embora tencione manter fidelidade a seus princípios íntimos, pode-se ver em encruzilhadas constrangedoras”. Por outro lado, é preciso lembrar aos católicos que a fé e a doutrina da Igreja é insuperável e completa: herdada dos profetas e dos Apóstolos; revelada por Deus; confirmada pela Tradição dos Santos Padres, Doutores e Santos; confessada pelo sangue dos mártires e guardada pelo Sagrado Magistério. Não é preciso buscar “coisas novas” para alimentar o espírito, uma vez que o próprio Senhor nos oferece a sua Palavra e o seu próprio Corpo na Eucaristia. O Santo Padre nos outorgou o Catecismo da Igreja Católica, de riqueza inefável, capaz de nos preparar para cumprir aquilo que São Pedro nos pede: “Estai sempre prontos a responder para a vossa defesa a todo aquele que vos perguntar a razão da vossa esperança” (1Pe 3, 15). Antes de buscarmos “coisas novas”, e perigosas para a nossa vida espiritual, ou que põem em risco a nossa própria salvação eterna, vamos antes aprender o que devemos, no seio sagrado e puro da nossa Santa Mãe Igreja. Além do mais é preciso lembrar que a principal virtude do católico é a obediência à Santa Igreja, chamada pelo Papa João XXIII, de Mater et Magistra (Mãe e Mestra). Quem desejar compreender melhor as razões pelas quais a Igreja, como Mãe cautelosa, proíbe os seus filhos de se associarem às lojas maçônicas, poderá ler o livro do Bispo-emérito de Novo Hamburgo, D. Boaventura Kloppenburg, Igreja e Maçonaria, Ed. Vozes, 2a Edição, 1995, ou ainda o livro do Bispo Auxiliar de Brasília, D. João Evangelista Martins Terra, sobre o mesmo assunto. Infelizmente, em desobediência à Igreja, alguns no passado, até mesmo do clero, se associaram à Maçonaria, no intuito, às vezes, de serem úteis à sociedade, mas isto nunca foi permitido pela Igreja.

 

BISPO EXPLICA DIFERENÇA ENTRE SALVAÇÃO NA IGREJA CATÓLICA E NA MAÇONARIA
O Bispo auxiliar de Lisboa, D. Manuel Clemente, referiu ontem que os católicos não podem esquecer as diferenças que os separam da Maçonaria. O prelado, especialista em História da Igreja, lembrou que para a Igreja Católica “a salvação do Homem é sobretudo um ato do próprio Deus, que nos agracia e que, no nosso caso de cristãos, através da palavra de Deus, através da freqüência dos sacramentos, a pouco e pouco nos vai mudando o coração e, a partir daí, há aquela mudança na sociedade porque tanto ansiamos”. Na tradição maçônica, constata por outro lado, “há uma certa relativização desta Fé e dos sacramentos. Mais se acreditará que os homens, pelo seu entendimento mútuo, secular ou laico irão, pouco a pouco, construindo um templo geral de uma Humanidade reconciliada. Nós temos muitas dúvidas que isso seja assim”. “Tememos mesmo que alguns, mesmo crentes, não só católicos, mas de outras confissões, aderindo à prática maçônica, acabem por substituir um sistema que para nós é de Graças e de Sacramentos por outro tipo de ritos, humanos e secularizados, em relação aos quais nós não temos tanta garantia nem confiança”, acrescentou. A intervenção do bispo auxiliar de Lisboa, citada pela RR, abordou ainda a recente cerimônia realizada numa Capela da Basílica da Estrela, quando da morte de Luis Nunes de Almeida. “Eu acho que, porque os rituais são secretos e são próprios das Lojas, que nas Lojas se devem manter. Temos as maiores reservas a que sejam usados espaços não maçônicos para esses rituais. Sobretudo se são espaços confessionais católicos”, afirmou D. Manuel Clemente.
Fonte: Catolicanet

A Maçonaria: Salvação sem Jesus Cristo
Para prosseguirmos com esse artigo vamos primeiramente ler os textos do site: “Por que não sou Maçon?” Muitos fiéis católicos são atraídos pela Maçonaria. Visto que esta é uma sociedade secreta, não sabem exatamente qual mensagem lhes será transmitida na Loja Maçônica, mas acreditam que obterão vantagens de ordem promocional, econômica, jurídica, etc.- o que é suficiente para despertar grande interesse pela maçonaria. Experimentam, porém, certo conflito de consciência, pois sabem que a Igreja Católica condena a maçonaria. Daí perguntarem: por quê?… Quais os motivos pelos quais um católico não pode ser maçom? – É o que exporemos neste opúsculo, começando por apresentar brevemente as origens e histórico da Maçonaria.

I. ORIGEM DA MAÇONARIA
A atual Franco-Maçonaria (o nome vem do francês “Franc-maçonnerie”. Maçon, em francês, significa, “pedreiro”, e franc significa “Livre”. Donde se deduz que Franco –maçonaria quer dizer “Associação de Pedreiros Livres”) se deriva das corporações de pedreiros medievais. Estes, dedicando-se principalmente à construção de igrejas e catedrais (tenha-se em vista a arte gótica da Idade Média), gozavam de numerosos privilégios tanto da parte dos Papas como dos príncipes seculares. No século XVI, o declínio do estilo gótico e a Reforma protestante acarretaram o acaso das corporações de pedreiros. Todavia na Inglaterra tais sociedades, a fim de assegurar a sua subsistência, resolveram, a partir de 1641, receber membros honorários provenientes de outros círculos, inclusive da alta nobreza (“accepted masons”); os novos sócios exerceram influxo decisivo na evolução das corporações de pedreiros. Aos 24 de julho de 1717, festa de São João Batista (patrono dos pedreiros medievais), quatro Lojas maçônicas se coligaram para constituir a “Grande Loja de Londres”. Em 1723 foram promulgados os Estatutos da instituição que o pastor presbiteriano James Anderson elaborara. Essa Magna Carta, retocada em 1738, professava “a religião na qual todos os homens concordam entre si”; admitia, sim, a existência de Deus, mas sem descer a explicitações ou mencionar Jesus Cristo e o Evangelho; assim ficariam excluídos das Lojas maçônicas apenas os ateus e libertinos. A Deus se atribuía o título de “O Grande Arquiteto do Universo”. Na base de tais princípios, assegurava-se a cada membro das Lojas plena liberdade de consciência e de crença; exigia-se, porém, com grande ênfase, integra conduta moral. A Maçonaria propagou-se muito rapidamente, visto que, entre outras coisas, seus membros se prestavam auxílio mútuo no tocante à vida profissional e econômica. A primeira Constituição da maçonaria na França em 1742 professava abertamente o Cristianismo. Vê-se assim que a Maçonaria nada tem que ver com Hiram, rei de Tiro, que ajudou Salomão a construir o templo de Deus em Jerusalém (cf. 1Rs 5, 15-26) nem com os Cavaleiros Templários da Idade Média.

II. EVOLUÇÃO DA MAÇONARIA
A Maçonaria assim fundada não ficou sendo um bloco monolítico, mas se bifurcou, adotando orientações filosófico-religiosas diferentes, representadas respectivamente pelas Lojas anglo-saxônicas e pelas dos países latinos. 1. As Lojas Anglo-saxônicas1 Nos países anglo-saxônicos, a maçonaria conservou seus princípios doutrinários desde a origem até os tempos atuais; por vezes, no decorrer da história, tomou mesmo posições idênticas às da fé cristã. Chama-se, por isto, “Maçonaria Regular”. A Grande Loja da Inglaterra goza de posição primacial na Inglaterra. Em 1950 afirmou “prestar genuína referência ao Deus dos cristãos”. Dizia mais: “A Franco-maçonaria é inspirada pela fé da Idade Média e guarda-lhe fidelidade”. Como se vê, estas declarações são mais cristãs que as da Constituição Maçônica de 1738, que afirmava apenas o reconhecimento de Deus como o “Grande arquiteto do Universo”.2 A razão desta aproximação é que, na Inglaterra, muitos reis dos séculos XIX/XX eram simultaneamente chefes da Maçonaria e da Religião Anglicana; os reis Jorge IV (?1830), Guilherme IV (?1837) e Eduardo VII (?1910) foram maçons; o mesmo se deve dizer de grandes estadistas ingleses, entre os quais Winston Churchill. Na Alemanha e nos países escandinavos (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia) a Maçonaria tem exaltado Jesus Cristo e as concepções cristãs da vida. Na Suécia, as lojas maçônicas constituem como que uma Ordem de Cavaleiros Cristãos com seus patronos (São João Batista, Santo André, São João Evangelista…). A razão disto é que nos países escandinavos também se verifica a união da Maçonaria com a casa real; os reis da Suécia e da Dinamarca tem sido freqüentemente os Grão-Mestres da Maçonaria em seus países, ao mesmo tempo que professavam o protestantismo de Lutero, religião oficial do Estado. Algo de semelhante se deu na Alemanha do século XIX. 2. Países Latinos Nos países latinos da Europa e da América, outras têm sido as atitudes da Maçonaria, merecendo assim a designação de “Maçonaria irregular”. Com efeito, em 1877 a Loja “Grand Orient de France” eliminou de sua Constituição a exigência de profissão de fé no “Todo-poderoso Arquiteto do Universo”. O “Grand Orient” tem sido radicalmente infenso a Igreja. Alguns dos enciclopedistas do século XVIII foram maçons; Voltaire, que se fez maçom três meses antes de morrer repetia o lema:”Ecrasez l’infâme!”- Esmagai a infame[a Igreja]!”. Em 1789 havia 65 Lojas maçônicas em Paris tramando contra a monarquia e a Igreja (o trono e o altar). A Maçonaria francesa cultiva também os ritos de iniciação (distingue 33 graus) e de progressiva penetração na filosofia e nos planos maçônicos. Tais ritos, assim como a ação política e antireligiosa das Lojas da França, conferem a estas um caráter secreto muito pronunciado. Por “anglo-saxônicos” entendemos os povos que habitam a Inglaterra, a Holanda, o Norte da Alemanha e a Escandinávia (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia). 2 Deve-se notar, porém, que essa proximidade da maçonaria com o Cristianismo na Inglaterra foi recentemente julgada insuficiente e condenada como tal por Metodistas e Anglicanos ingleses, como se dirá às pp. 25-32 deste opúsculo. Ainda em 1968 a Grão-Mestre da Maçonaria Francesa, Jacques Miterand, fazendo eco a dizeres de Garnier-Pagès, em 1848, afirmava: “A República tem as suas raízes na Maçonaria e a Maçonaria é a República secreta… O serviço à república exige, no nosso mundo ocidental, a rebelião contra as forças da reação encarnada na Igreja Católica Romana. Nós não nos contentamos com ser a República secreta no interior de nossos templos; somos, ao mesmo tempo, a Anti-Igreja”. Na Itália a Maçonaria, empenhando-se pela unificação da península a partir de 1860, tinha em vista não somente o fim do Estado Pontifício, mas também o da Igreja. Na Espanha os maçons apoiaram intensamente a república esquerdista de 1931-1936. Na América Latina, a partir de fins do séc. XIX a Maçonaria envolveu-se em tramas contrárias ao Cristianismo, podendo mesmo ser designada como “Anti-Igreja” por suas atividades passadas. – A Maçonaria regular desaprovou e condenou sucessivamente tais atividades dos seus irmãos dissidentes ou irregulares. Sabe-se que no Brasil a Maçonaria inspirou aos seus adeptos atitudes anticlericais ou mesmo antieclesiais no fim do período do Segundo Império como também na primeira metade do século XX; fazia parte da corrente irregular da Maçonaria européia. Tenhamos em vista a atitude do Governo Imperial do Brasil “muito inspirado pela Maçonaria”) frente às Ordens Religiosas de nossa pátria: mosteiros e conventos foram impedidos de se recrutar, de sorte que estavam quase completamente despovoados quando foi proclamada a República no Brasil (1889). Seja recordada também a famosa “Questão Religiosa”, em que o bispo de Olinda, Dom Frei Vital, sofreu perseguição e penas no conflito contra a Maçonaria; no Pará, o arcebispo D.Antônio Macedo Costa se viu envolvido em semelhante conflito. Foi esta a questão que motivou a carta do Papa Pio IX ao imperador D. Pedro II, com data de 9/02/1875, carta em que o Pontífice escrevia: “Bem sei que absolutamente não diferem (os maçons da América) dos que aqui existem, e que têm as mesmas tendências, as mesmas regras, o mesmo objetivo, e, assim como estão condenados os maçons da Europa, não resta dúvida de que incidem os maçons da América na mesma condenação. Semelhante Declaração foi feita por Pio IX também aos Bispos do Brasil em Carta Apostólica datada de 1876. Nos tempos atuais verifica-se que a Maçonaria no Brasil está assaz dividida. Há Lojas hostis ao Catolicismo e à Igreja como há outras que são neutras; a configuração e as atividades de cada Loja dependem muito do tipo de seus componentes. Acontece também que, nos três primeiros graus de Iniciação (Aprendiz, Companheiro e Mestre), o maçom ainda ignora o alcance, os planos e as práticas todas da Maçonaria, de modo que facilmente julga estar numa sociedade inócua ou mesmo beneficente e humanitária. Só depois de ultrapassar os primeiros graus é que lhe serão mostrados paulatinamente os “segredos” da Maçonaria…; nessa ocasião, porém, já lhe é muito difícil recuar, visto que sofre a ameaça de sanções.

III. IGREJA E MAÇONARIA
Em 1738, o Papa Clemente XII condenou a Maçonaria mediante a Constituição “In Eminenti”. Semelhante reprovação foi proferida pelos Papas Bento XIV (Constituição “Provida” de 18/05/1751), Leão XII (Const. “Quo graviora” de 13/03/1825), Pio IX (em mais de vinte documentos do seu pontificado), Leão XIII (encíclica “Humanum genus” de 20/04/1884).
Os principais motivos da condenação eram: a) a atitude religiosa vaga ou genérica dos fundadores e mentores da Maçonaria especulativa; b) o caráter secreto das regras e deliberações das Lojas Maçônicas. Já o Direito Romano julgava ilícitas as sociedades secretas; o jurista romano Cecílio Natal escrevia: “Honesta semper publico gaudent, scelera secreta sunt.- As coisas honestas sempre se regozijam quando dadas à luz; os crimes, porém, se guardam em segredo”. Tal princípio foi explicitamente citado por Bento XIV na sua Constituição “Provida” (18/5/1751) sobre a Maçonaria. Deve-se, aliás, notar que, antes mesmo que o Papa Clemente XII condenasse a Maçonaria em 1738, o Governo francês a tinha condenado pelo fato de ser sociedade secreta. Com efeito, aos 14/9/1737, o Chefe Geral da Polícia Francesa baixou este decreto. “É proibido a todo cidadão reunir-se ou formar associação, sob qualquer pretexto e sob qualquer denominação, principalmente sob o título de Franco-Maçonaria. Fica muito expressamente vetado a todos os proprietários de restaurantes, cabarés, albergues e congêneres receber tais grupos”. Impondo aos seus adeptos o juramento de não revelar os segredos da Maçonaria, os mestres das Lojas abusavam dos seus direitos, violentando as consciências humanas e criando um clima de arbitrariedade, que poderia favorecer tramas e maquinações perigosas tanto para Igreja como para o bem da sociedade civil. O Código de Direito Canônico promulgado em 1917, codificando a legislação anterior, impunha a excomunhão a todo católico filiado à Maçonaria. Esta disposição foi um tanto alterada pelo novo Código. Com efeito em 1983 foi promulgado novo Código de Direito Canônico, que já não prevê excomunhão para católicos maçons. Todavia isto não significa sinal verde para os católicos entrarem na Maçonaria. A excomunhão é uma censura ou uma penalidade jurídica de foro externo, que priva o católico de participar da vida da Igreja. Esta pena foi retirada, mas resta o que é mais grave: a filiação à Maçonaria vem a ser, para um católico, uma falta de foro interno ou de consciência ou um pecado. Foi o que a Congregação para a Doutrina da Fé declarou aos 26/11/83, por ocasião da promulgação do novo Código: “Tem-se perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria pelo fato de que, no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas. Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciar-se sobre a natureza das associações maçônicas com juízo que implique em derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cfr. AAS 73, 1981,  pp. 240-241). O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983.

Joseph Card. RATZINGER Prefeito Fr. Jérôme HAMER, O. P. Secretário”

Perguntamos agora: por que ainda hoje se dá a rejeição da Maçonaria?

IV. AS RAZÕES DO NÃO
São quatro os principais pontos.
1. Caráter Secreto
A índole secreta da Maçonaria é motivo de que a rejeitem não só a Igreja, mas também certas entidades civis. Isto se compreende: todo agrupamento secreto é suspeito de alguma trama contra as instituições existentes. Diz o próprio Evangelho: “Quem faz o mal, odeia a luz e não vem para luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade, vem para luz, para que se manifeste que as suas obras são feitas em Deus” (Jô 3, 20s). Verdade é que a índole secreta da Maçonaria é, em suas origens, inocente. Sim; deriva-se do segredo profissional dos antigos membros das Corporações de Pedreiros Medievais. Quando, na Idade Média, as Lojas constavam de autênticos pedreiros, estes tinham seu segredo profissional: as artes que exerciam, eram ensinadas de pai a filho como apanágio exclusivo da família ou da Corporação. Hoje, porém, o segredo da Maçonaria já não versa sobre as técnicas dos pedreiros, mas sobre as intenções filosóficas e os planos de ação das respectivas Lojas.
2. A índole Anticristã
Aliás, sabe-se que na realidade as intenções e os planos de ação da Maçonaria têm sido sorrateiramente hostis ao Cristianismo e à Igreja nos países latinos da Europa e da América. Muitas das dificuldades que se opõem à cristianização da vida pública em tais regiões são derivadas da Maçonaria: escolas confessionais, ensino religioso nas escolas públicas, indissolubilidade do matrimônio, expansão das instituições católicas… têm sido detidas pelas tramas secretas da Maçonaria.
3. A Mentalidade Relativista
A Maçonaria professa o relativismo em relação às grandes verdades que norteiam a existência humana. O dicionário maçônico professa o seguinte: “O ponto de vista da Maçonaria a respeito dos problemas do mundo e da humanidade é o do relativismo. No seu simbolismo e nos réus Rituais transparece claramente a posição relativista”. É certo que a Maçonaria não impõe oficialmente o ateísmo ou indiferentismo religioso. Mas a sua pretensão de ser “um sistema total e totalizante”, que exige dos adeptos fidelidade para a vida e para a morte cria em torno dos fiéis católicos um clima tal que, na prática, acaba por alheá-los totalmente às exigências da fé católica. As concepções relativistas e indiferentistas da Maçonaria acabam substituindo, qual nova “religião” ou nova “cosmovisão”, as proposições cristãs referentes a Deus, ao mundo e ao homem. Em vez de dar interpretação cristã às proposições de Maçonaria, os cristão a esta filiados se deixam arrastar pelo relativismo e indiferentismo aí reinantes; são, portanto, prejudicados. È a experiência que leva a Igreja a falar no caso. Ora o relativismo doutrinatário não se coaduna com os princípios básicos do Cristianismo. Este crê que a razão natural é apta a atingir a verdade, embora o faça mediante discurso lento e às vezes tortuoso; crê além disto, que Deus revelou aos homens o seu plano de salvação, que é a fé formula. Inegavelmente a linguagem humana é sempre pobre para exprimir o transcendental; não obstante, o que ela diz com evidência objetiva, exprime realmente a VERDADE.
4. Maçonaria e Religião
O relativismo doutrinário da Maçonaria faz com que ela seja oposta a Religião na medida em que esta é a adesão firme e constante às verdades da fé ou às verdades por Deus reveladas. Num programa radiofônico da “Deutsche Welle” (Onda Alemã) de Colônia transmitido em diversas línguas aos 04/08/1981 sobre a Maçonaria e a Igreja, foi posto em relevo o relativismo religioso: “Para a Maçonaria, que tem exigências de tolerância, não pode haver alguma cosmovisão ou alguma religião que exija absoluta vinculação à verdade; não se pode admitir, portanto, a atitude da Igreja Católica, que tem a pretensão de proclamar uma autêntica Revelação divina… A Loja (Maçônica) concebe as religiões como sistemas paralelos entre si e concorrentes e contesta a possibilidade de um reconhecimento objetivo da verdade”. O Grão-Mestre Adriano Lemmi (?1906) ainda no século XIX enviou uma carta circular a todas as Lojas dizendo: “O Grande Oriente apela para o espírito de humanidade a fim de que todos os irmãos possam unir as suas forças para dispersar as pedras do Vaticano. Com estas pedras dispersas possa ser construído o templo da Nação chegada a maioridade!” Estes dizeres rejeitam peremptoriamente o âmago mesmo de toda atitude religiosa que é a adesão ao Absoluto de Deus. A propósito observamos: o ser humano não se rebaixa nem diminui quando reconhece a VERDADE que ele não cria, mas descobre já existente; a VERDADE é anterior ao homem, porque é perene, ao passo que o homem é criatura contingente e transitória. A VERDADE reconhecida na sua dimensão perene e absoluta jamais é contrária aos autênticos interesses do homem, mas antes os protege contra todo tipo de manipulação. Estas considerações evidenciam que não é possível ser alguém simultaneamente católico e maçom. Para poder tornar-se um autêntico maçom, o católico deveria conceber a sua fé como uma opinião pessoal ou como fato da consciência subjetiva, em vez de ser uma proposição válida universalmente para todos os homens, ora isto despoja da sua força e da sua identidade os artigos da fé e contraria a essência mesma da origem cristã. Acrescentemos ainda o seguinte: O pesquisador Stephen Knight empenhou-se por desvendar algo do que ocorre nos graus superiores da Maçonaria e, a grande custo, conseguiu colher dados que publicou no sensacional livro “The Brotherhood – A Fraternidade” (Londres 1984). Revelou que o no alto grau de “Holy Royal Arch” (Santa Arca Régia), em vez do “Grande Arquiteto do Universo”, aparece o nome Jah-Bul-Ou: Jah vem de Javeh ( o nome de Deus revelado a Moisés; cf. Ex 3,14s); Bul vem de Baal, a divindade abominável mencionada em 1Rs 18, 22; 19, 18; 2Rs 10, 18.28; Rm 11, 4; e On vem provavelmente de Osíris, divindade mitológica do Egito. Donde se vê como o próprio conceito de Deus é pervertido à medida que o maçom sabe na escala da sua Loja. O maçom Albert Pike em 1873, ao tomar conhecimento dessa designação de Deus, ficou profundamente horrorizado e escreveu: “Ninguém pode obrigar-me a reconhecer como palavra santa, com símbolo da infinita e eterna verdade, um vocábulo que contém o nome de uma Divindade pagã, maldita e detestável, nome que há mais de 2000 anos, é apontado como o de um demônio”. Stephen Knight relata outrossim o caso de um maçom de elevado grau que, tendo deixado sua Loja, testemunhava ser incompatível a Maçonaria com o Cristianismo; todavia, interrogado a respeito de pormenores, recusou peremptoriamente responder, dizendo: “A tal propósito não ouso falar”. Ainda merece atenção o fato de que na Alemanha existe a “Ordem dos Maçons Cristãos”. A propósito a Conferência dos Bispos da Alemanha Ocidental: “É digno de consideração o fato de que na plataforma oficial dessa Maçonaria Cristã não aparece o nome de Cristo, mas o de Bafomet. A Ordem da Maçonaria Cristã se considera como ‘a continuadora da Ordem dos Templários’. Ela claramente quer ser tal, venerando Bafomet, que dizem era cultuado pelos Templários. Os maçons Lennhoff e Posner esclarecem a respeito de Bafomet: ‘Nome da horrenda imagem do demônio, que os Templários foram acusados de venerar” (os Templários eram uma Ordem de Cavaleiros cristãos medievais, que foi extinta em 1312, vítima de graves calúnias como a de adorar um ídolo chamado Bafomet). Ora é inconcebível que um cristão possa cultuar Bafomet. Daí dizer-se com razão que tal corrente de Maçonaria não é cristã, como não o são as outras.

V. HOUVE CLÉRIGOS MAÇONS?
No intuito de mostrar a plena compatibilidade entre a Maçonaria e a fé católica, alguns escritores maçons alegam que muitos membros da hierarquia católica pertenceram à Maçonaria: assim o Papa Pio IX, os cardeais Cari Dalberg, Francisco de São Luiz Saraiva, Bernis, Antonelli, O conde de Irajá, bispo do Rio de Janeiro, Dom José Joaquim de Azevedo Coutinho, bispo de Olinda, Frei Caneca, Frei Montalverne, Frei Sampaio… Examinemos de mais perto a temática: Não se pode negar que vários membros da hierarquia católica se tenham inscrito na Maçonaria. A propósito seguem-se cinco observações:
1) Seria preciso, antes do mais, investigar com exatidão caso por caso a fim de se averiguar se todos foram realmente membros de Lojas maçônicas ou se houve algum equívoco (como nos casos de João XXIII e Pio IX). Com outras palavras: para se poder interpretar um episódio histórico, é mister que se tenha certeza de que é realmente um fato ou algo que ocorreu verdadeiramente. Caso contrário, fazem-se elucubrações no vazio ou sem fundamento.
2) Os nomes de bispos, padres e frades citados como maçons no Brasil e em geral na América Latina são do fim do século XVIII e do início do século XIX. Ora em tal época no Brasil e nos países hispano-americanos fervilhava o ideal da independência nacional. A Maçonaria fora precisamente trazida ao Brasil e aos países da América Latina como arauto e dinamizadora da tese da emancipação nacional; ela nutria aspirações e atividades de ordem política; de modo especial, as Lojas de Pernambuco e da Bahia, pelos anos de 1810, como as do Rio pelos de 1820, eram centros políticos que tramavam a independência; os próprios livros maçônicos insistem neste particular. Na mesma época não poucos membros do clero aspiravam ao ideal da independência pátria. Seja lembrada, por exemplo, a revolução de 1817 em Pernambuco, que foi uma revolução de clérigos. Frei Caneca, Frei Sampaio e Cônego Januário, foram conhecidos por seu patriotismo; ora este era também um dos traços importantes das Lojas Maçônicas. Eis por que muitos clérigos se filiaram a estas.
3) Acresce que na época das lutas pela independência dos países latino-americanos a Maçonaria ainda não se tornara anticlerical. Era, pois, compreensível que os clérigos e os maçons procurassem unir suas forças em torno do ideal patriótico.
4) Tal adesão à maçonaria, embora proibida pelos Papas, podia parecer legítima aos clérigos por circunstâncias jurídicas especiais: em virtude da lei do padroado, as Bulas papais que condenavam a Maçonaria precisavam do beneplácito do rei para ter força de lei no Brasil e nos países sujeitos ao regalismo. Ora o poder régio não sancionava tais bulas, de modo que clérigos podiam não se julgar obrigados a observá-las (em nossos dias, dada a nítida distinção entre Igreja e Estado, não seria possível admitir insegurança, por parte dos clérigos, no tocante aos seus deveres eclesiásticos. O fato, porém, pode ter ocorrido nos tempos do regalismo ou do Padroado).
5) É preciso ainda reconhecer que nem todos os clérigos adeptos da Maçonaria foram disciplinados e exemplares. O seu comportamento deverá ser avaliado no contexto de vida, nem sempre observante, que levavam.
Fonte: http://www.naosoumacom.ubbi.com.br/ http://www.naosoumacom.ubbi.com.br/>

SALVAÇÃO SEM JESUS CRISTO
A Loja Maçônica afirma ser uma organização fraternal e nega que a Maçonaria seja uma religião. Todavia, ensina um plano de salvação que não requer fé em Jesus Cristo. Se você é um mestre maçom, sabe que isso é verdade, pois participou de rituais maçônicos que ensinam salvação sem Jesus e provavelmente já assistiu outros serem conduzidos pelos mesmos rituais. O Que o Ritual Ensina Sobre a Salvação? No grau Aprendiz, o Mestre Venerável pergunta, “Que cobertura tem a loja?” O Administrador Sênior responde: “Um dossel de nuvens ou um céu estrelado ao qual todos os bons maçons esperam chegar no final…” Durante o grau Mestre Maçom, o Venerável pergunta, “Qual é o significado dos três degraus normalmente delineados no Carpete do Mestre? A seguinte resposta é dada pelo Administrador Sênior: “Como Companheiros, devemos aplicar nosso conhecimento ao cumprimento de nossos respectivos deveres a Deus, ao nosso próximo, e a nós mesmos; para que, no tempo devido, como Mestres Maçons, possamos desfrutar as bem-aventuradas reflexões decorrentes de uma vida bem-vivida e morrer na esperança de uma gloriosa imortalidade.” Quando você retratou Hirão-Abi, o Mestre Venerável fez uma oração imediatamente antes de você (como Hirão-Abi) ser “ressuscitado” dos mortos. A oração dele terminou com estas palavras: “Assim, Senhor! Tenha compaixão dos filhos da tua criação; conforta-os nos dias de adversidade, e salva-os com uma eterna salvação. Amém.” No encerramento da lenda do Terceiro Grau, o Administrador Sênior diz: “Finalmente, meus irmãos, imitemos nosso Grande Mestre, Hirão-Abi, em sua virtuosa conduta, sua genuína piedade a Deus, e sua inflexível fidelidade ao que lhe estava confiado; para que, como ele, possamos dar as boas-vindas ao severo tirano, a Morte, e recebê-la como um gentil mensageiro do nosso Supremo Grande Mestre, para nos transportar desta imperfeita para a toda perfeita, gloriosa e celestial Loja lá em cima, onde o Supremo Arquiteto do Universo preside.” A explicação a seguir do significado da Lenda do Terceiro Grau encontra-se na página 96 do Manual of the Lodge [Manual da Loja], de Albert Mackey: “Era o único objeto de todos os ritos e mistérios antigos praticados no seio das trevas pagãs… ensinar a imortalidade da alma. Esse ainda é o principal propósito do terceiro grau da Maçonaria. Esse é o escopo e objetivo do seu ritual. O Mestre Maçom representa o homem, quando jovem, quando adulto, quando velho, e a vida passou como sombras efêmeras, porém ressuscitado do túmulo da iniqüidade, e despertado para uma outra e melhor existência. Por sua lenda e por todo seu ritual, é implícito que fomos redimidos da morte do pecado e o sepulcro da poluição… e a conclusão a qual chegamos é, que a juventude, adequadamente orientada, leva a uma maturidade honrosa e virtuosa, e que a vida do homem adulto, regulada pela moralidade, fé e justiça, será recompensada na hora do seu encerramento pela visão da felicidade eterna… o Mestre Maçom representa um homem salvo do túmulo da iniqüidade, e ressuscitado para a fé da salvação.”
A Maçonaria ensina que os Mestres Maçons, como um grupo, podem morrer na esperança de uma gloriosa imortalidade, que representam aqueles ressuscitados do túmulo da iniqüidade e que foram redimidos da morte do pecado. A Maçonaria está ensinando que os Mestres Maçons têm a salvação! A Bíblia Sagrada Explica o Plano de Deus da Salvação Jesus Cristo é o único caminho para a salvação. O apóstolo Pedro disse: “Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” [Atos 4, 10-12] João registrou as solenes palavras de Jesus Cristo: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” [João 14,6] O grupo de homens conhecidos como Mestres Maçons inclui hindus, muçulmanos, budistas, homens que professam serem cristãos e homens que não tem outra religião além da Maçonaria. Os hindus, muçulmanos, e budistas todos rejeitam a divindade de Jesus Cristo e o rejeitam como Salvador e Redentor de toda a humanidade. Como a Maçonaria está ensinando que os Mestres Maçons, como um grupo, podem morrer na esperança de uma gloriosa imortalidade, que representam aqueles ressuscitados do túmulo da iniqüidade e que foram redimidos da morte do pecado, está ensinando um evangelho de salvação que não requer a fé em Jesus Cristo.
A Penalidade Por Promover um Falso Evangelho: Condenação Paulo, um dos apóstolos de Jesus Cristo, disse: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” [Gálatas 1,8] A Loja Maçônica está promovendo a fé em outro evangelho que condenará os homens a uma eternidade no inferno. Os outros homens na loja compreendem o que os rituais maçônicos ensinam. Poucos deles compreendem o evangelho de Jesus Cristo. Muitos engoliram a mentira maçônica e acreditam que possam receber a salvação por meio da Maçonaria. Eles não conhecem a Jesus Cristo e não vêem necessidade de se tornarem cristãos. Afinal, o que mais Jesus Cristo poderia lhes oferecer? Eles observaram você sentar-se em silenciosa concordância enquanto o ritual maçônico, que ensina salvação sem Jesus Cristo, é encenado. Qualquer credibilidade que você pode ter tido como cristão, “seu testemunho”, foi severamente prejudicado – se não totalmente destruído – pela sua silenciosa participação. [Como diz o ditado, “Quem cala, consente.”] Se o plano da loja de salvação não fosse verdadeiro, você, como cristão, teria feito oposição, não teria? Certamente não estaria participando dele há vários anos e tampouco estaria encorajando outros homens a participar. Na igreja do primeiro século, alguns imaginavam que podiam ser cristãos e continuar participando nas religiões pagãs. Paulo falou claramente sobre essa questão na sua carta aos coríntios: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” [1 Coríntios 10,20-22]
A Maçonaria oferece um plano de salvação sem Jesus Cristo. Portanto, é uma religião não-cristã. As Escrituras são bem claras sobre o assunto da participação do cristão no paganismo. O cristão simplesmente não pode participar no paganismo. Se você consegue participar no paganismo da Maçonaria após ter essas questões levadas ao seu conhecimento, então é óbvio que não tem a intenção de seguir a Cristo. É possível que você não tenha compreendido o alcance total de como tem negado a Jesus Cristo. Ele disse: “Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” [Mateus 10,33] O Senhor Jesus Cristo está disposto a perdoá-lo. Na verdade, ele deseja perdoá-lo. No entanto, o perdão dele depende do seu arrependimento e confissão. Você precisa renunciar à Maçonaria. Paulo escreveu: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.” [2 Coríntios 6,14-7,1] Pode um homem ser cristão e ao mesmo tempo associar-se com outro grupo que oferece salvação sem Jesus Cristo? O que Jesus Cristo diria?
Fonte: Site A Espada do Espírito Enviado por Ronaldo Falcone (São Paulo SP)
“Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãs sutilezas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo.” (Colossenses 2, 8) “Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério” (II Timóteo 4, 1-5). “Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda toma parte em suas obras más.” (2 João 9-11) www.portalanjo.com

Maçonaria: Duas Organizações, Uma Visível, Outra Invisível
Esperamos que todo maçom leia este artigo antes dos demais nesta categoria. Existe uma organização maçônica que a maioria de vocês não conhece, mesmo aqueles já tenham atingido o Grau 33. Freqüentemente, recebemos mensagens de correio eletrônico de maçons que sentem-se angustiados com os nossos artigos que retratam a Maçonaria como satânica. Eles afirmam honestamente que essa NÃO é a situação na loja em que participam; dizem que são maçons de Grau 32 e 33, que certamente sabem o que é e o que não é a Maçonaria, e afirmam categoricamente que ela não é satânica. Nós dois estamos certos. Vocês estão certos quando afirmam que a Maçonaria certamente não é satânica da forma como é praticada na sua loja. E nós estamos certos quando dizemos que a Maçonaria é profundamente satânica e que está preparando o caminho para o Anticristo. Mas como nós dois podemos estar certos ao mesmo tempo? Basicamente, a Maçonaria é uma organização dentro de uma organização. Uma organização é deliberadamente enganada com mentiras e levada a crer em falsas interpretações, enquanto a organização mais interna conhece a verdade espiritual a respeito da Maçonaria, e abraça-a de todo o coração, alma e mente. Descrição da Organização da Maçonaria Ouçamos o autor maçom Manly P. Hall descrever essa organização bidimensional que é a Maçonaria. A Maçonaria é formada de duas organizações distintamente diferentes, uma visível, e a outra invisível. Hall descreve essa organização de dois níveis: [Hall foi honrado pelo The Scottish Rite Journal, que o chamou de “O Ilustre Manly P. Hall’, em setembro de 1990, e também de ‘O Maior Filósofo da Maçonaria’, dizendo, “O mundo é um lugar muito melhor por causa de Manly P. Hall, e somos melhores pessoas for termos conhecido a ele e a sua obra”]. Isto foi o que Manly P. Hall escreveu: “A Maçonaria é uma fraternidade dentro de uma fraternidade – uma organização exterior que esconde uma irmandade interior dos eleitos…. é necessário estabelecer a existência dessas duas ordens separadas, porém independentes, a visível e a outra invisível. A sociedade visível é uma esplêndida camaradagem de homens ‘livres e aceitos’ que reunem-se para dedicarem seu tempo às atividades éticas, educacionais, fraternais, patrióticas e humanitárias. A sociedade invisível é uma fraternidade secreta e augustíssima [de majestosa dignidade e grandiosidade], cujos membros dedicam-se ao serviço dos arcanos [segredos, mistérios].” [Lectures on Ancient Philosophy, Manly P. Hall, pg 433] Muitos homens bem intencionados são membros dessa sociedade visível sem saberem absolutamente nada da sociedade invisível. Na verdade, Albert Pike, um dos mais importantes autores maçons, teve algumas coisas a dizer sobre os irmãos da sociedade visível: “A Maçonaria, como todas as religiões, todos os mistérios, o Hermetismo, e a Alquimia, esconde seus segredos de todos, exceto dos adeptos e sábios, ou eleitos, e usa falsas explicações e falsas interpretações sobre seus símbolos para enganar aqueles que merecem somente ser enganados; para esconder a verdade, que chama de Luz, e afastá-los dela.” [Morals and Dogma (leia a resenha), pg 104-5, Terceiro Grau]. Pike diz que a Maçonaria é uma religião, da ordem dos mistérios satânicos, da mesma categoria que a Filosofia Hermética e a Alquimia! A Maçonaria esconde seus segredos dos irmãos que estão na sociedade visível exterior, independente do grau deles; somente os eleitos na sociedade invisível interna é que conhecem a verdade. Os pobres irmãos na sociedade visível recebem uma dieta de “falsas explicações e falsas interpretações” de seus símbolos” – Por que razão? Esses pobres homens na sociedade visível “merecem somente ser enganados”. Se, no início de sua participação na Maçonaria, um homem demonstra venerar Jesus Cristo, ele será imediatamente colocado na sociedade visível e nunca aprenderá a verdade. Nunca será considerado um adepto, ou um sábio, ou um dos eleitos, pois esses termos são reservados somente para os membros da sociedade invisível. Ele será um daqueles que aprendem mentiras sobre as doutrinas da Maçonaria e que deliberadamente, recebem falsas explicações sobre seus símbolos, para que simplesmente PENSEM que conhecem a verdade. Em seguida, Pike completa suas instruções sobre o engano intencional dos membros da sociedade visível, dizendo, “Portanto, a Maçonaria zelosamente esconde seus segredos e leva os intérpretes presunçosos ao erro.” [Ibidem, pg 105] Os membros da sociedade visível são chamados de ´massas’ e constituem 95% de toda a Maçonaria. Ouça o que Albert Pike diz sobre a verdade da organização para as ‘massas’: “Um Espírito que ama a sabedoria e contempla a Verdade que está por perto, é forçado a disfarçar-se, para induzir as multidões a aceitá-la…. O povo precisa de ficções, e a Verdade torna-e mortal para aqueles que não são fortes o suficiente para contemplá-la em todo seu fulgor.” [Morals and Dogma, pg 103 Terceiro Grau, ênfase adicionada] Se uma pessoa não é capaz de aceitar a verdade que o núcleo interno e invisível da Maçonaria realmente adora e serve a Satanás, então essa verdade se tornaria “mortal” para ela. Portanto, “as ficções são necessárias” para que os maçons visíveis não fiquem tão desnorteados que deixem a Maçonaria e exponham seus segredos internos. Há um pequeno parágrafo que define correta e concisamente o coração e a alma da fraternidade invisível da Maçonaria. Vejamos mais uma citação de Manly P. Hall: “Quando o maçom aprende que o segredo para o guerreiro é a correta aplicação do dínamo do poder da vida, ele aprendeu o mistério de sua Arte. As energias ardentes de Lúcifer estão em suas mãos e antes que ele possa avançar para a frente e para cima, precisa provar sua capacidade de aplicar corretamente a energia.” [The Lost Key to Freemasonry, Manly P. Hall, publicado pela Macoy Publishing and Masonic Supply Company, Richmond, Virgínia, 1976, ênfase adicionada] O Scottish Rite Journal, elogiou Manly P. Hall em 1990, como “O Maior Filósofo da Maçonaria”. Um maçom de Grau 32 escreveu-me dizendo que ele nunca tinha ouvido falar de Manly P. Hall; porém você pode ver que o livro dele foi publicado pela editora Macoy Publishing. A única razão porque esse maçom de grau elevado nunca tinha ouvido falar de Manly P. Hall é que Hall é um líder da Fraternidade Invisível, enquanto esse maçom que me escreveu participava da Fraternidade Visível! Esta é a Maçonaria invisível, sobre a qual você foi mantido na ignorância durante todo este tempo! Para verificar melhor esse fato, encorajo-o a ir ao site da editora e distribuidora de livros da Maçonaria invisível, Kessinger´s Freemasonry and Occult Publishing; essa editora publica todos os livros maçônicos antigos da sociedade invisível e que eram muito secretos no passado.
O endereço na Internet é http://www.kessingerpub.com
Verifique os assuntos listados na parte inferior da página inicial, observando os temas extremamente satânicos e anticristãos que formam a Fraternidade Invisível! Listamos alguns desses assuntos a seguir, conforme o site da editora Kessinger os relaciona, mas introduzindo nossos comentários: Adivinhação [proibida na Bíblia]; Adoração da Natureza [a adoração ao sol é a adoração mais básica na Maçonaria invisível]; Adoração à Serpente [a Maçonaria não apenas é uma religião, como também adora a Serpente, na verdade, o próprio Satanás]; Alquimia; Astrologia [proibida na Bíblia]; Auto-Sugestão; Religiões Antigas; Babilônia; Blavatsky, Helena P. [uma das mais satânicas praticantes de magia negra de todos os tempos, autora de livros da Sociedade Teosófica; seus ensinos foram estudados por Adolf Hitler e forneceram a base para o holocausto judaico]; Budismo; Cabala [reinterpretação satânica do Antigo Testamento]; Caldeus [os mistérios babilônios e caldeus foram aniquilados por Deus por causa do severo satanismo; os mistérios de babilônia também são condenados no livro do Apocalipse]; Carma [doutrina satânica baseada na Reencarnação]; Clarividência [totalmente satânica e proibida na Bíblia]; Consciência do Amor e do Sexo [completamente satânica]; Consciência Cósmica [satânica]; Cores e Sons [criticamente importante no satanismo]; Corpo Astral [prática satânica]; Cristianismo Esotérico [redefinição das doutrinas cristãs]; Druidismo e Celtas [elevaram os sacrifícios humanos aos mais alto níveis]; Doutrinas Orientais; Evolução [e você achava que a Maçonaria era compatível com o verdadeiro cristanismo]; Falicismo [adoração do membro sexual masculino ereto!]; Física Transcendental; Geomancia e Gematria [satânica]; Gnosticismo [o apóstolo Paulo combateu essa doutrina em suas epístolas]; Hermetismo; Hipnotismo; Interpretação pela Bola de Cristal [proibida na Bíblia]; Islã; Leitura da Sorte [proibida na Bíblia]; Leitura de Cartas; Misticismo Cristão [este é o “cristianismo” da Maçonaria, onde todas as doutrinas são reinterpretadas]; Magia [proibida na Bíblia]; Quiromancia [adivinhação satânica por meio da leitura das mãos]; Reencarnação; Sociedade Rosa-Cruz [totalmente satânica]; Santo Graal [alegoria satânica para preparar o Anticristo]; Tarô [adivinhação proibida na Bíblia]; Telepatia [comunicação satânica sem o uso de linguagem audível]; Zoroastrismo [seita satânica destruída por Deus no Antigo Testamento]. Aqui está é o coração e a alma da fraternidade interna e invisível. A parte absolutamente mais negra desse coração é o falicismo, a adoração do órgão sexual masculino ereto. O obelisco é o principal símbolo dessa adoração, e é a razão por que vemos obeliscos por toda a parte associados com a Maçonaria! Já é hora de deixar de ser enganado, você não acha? Veja o que Albert Pike disse a respeito dos obeliscos: “Daí a importância do falo, ou de seu substituto inofensivo, o obelisco, erguido como um emblema da ressurreição pelo túmulo da Deidade enterrada….” [Moral and Dogma, pg 393] Agora, você sabe qual é a explicação para os obeliscos nos túmulos dos maçons, pois é “um emblema da ressurreição da Deidade enterrada”; o maçom que faz parte da sociedade invisível acredita que está se transformando em um deus ao longo de sua vida, de modo que o obelisco em seu túmulo é simplesmente a manifestação visível dessa crença. Os obeliscos foram criados originalmente pelos Mistérios Egípcios, e são mencionados na Bíblia. Veja: “…o rei Jeú disse aos guardas e aos capitães: Entrai, feri-os, que nenhum escape. Feriram-nos ao fio da espada; e os da guarda e os capitães os lançaram fora e penetraram no mais interior da casa de Baal, e tiraram as colunas que estavam na casa de Baal, e as queimaram. Também quebraram a própria coluna de Baal, e derrubaram a casa de Baal, e a transformaram em latrinas até o dia de hoje. Assim exterminou Jeú de Israel a Baal” [2 Reis 10:25-28] O Deus Todo-Poderoso ordenou que os obeliscos satânicos fossem queimados, mas somente após o rei Jeú executar os adoradores do obelisco, também conhecidos como adoradores de Baal. Assim, a Maçonaria invisível dedica-se à adoração aos obeliscos, que foi punida por Deus com a pena de morte. Sua alma preciosa é que está em jogo aqui; você está participando na mais maligna e enganosa organização que existe no mundo. Sua participação na fraternidade visível dá aos demônios o direito legal de afligi-lo, e causar grandes sofrimentos e tristezas, mesmo que você seja totalmente ignorante a respeito da fraternidade interna. Patrocinado por: Clemar Gonçalves – Brasília DF Fonte A Espada do Espírito Nota: Apesar da fonte ser um site evangélico, devo reconhecer que as informações encontradas estão documentadas e com os devidos links que comprovam os fatos.

Entenda na prática porque um Cristão não pode ser Maçom. Suponha que um grupo de pagãos se reúna e resolva fundar um clube só para homens, e cada homem decida de forma independente que iniciará as reuniões com uma oração ao seu demônio-deus. Todos poderão concordar com isso, mas eles terão dificuldades em escolher um nome que seja aceitável para todos. Os hindus quererão adorar a Vishnu, e os homens de outras religiões pagãs quererão adorar seu demônio-deus com o nome apropriado. Eles não conseguirão concordar em usar o nome do demônio-deus de uma religião pagã sem favorecer a essa religião em detrimento das outras. Além disso, se escolherem um nome claramente pagão como objeto de adoração, terão dificuldades em convencer até mesmo os cristãos imaturos a ingressar no clube e adorar com eles. É claro que é isso exatamente o que Satanás quer. No entanto, se escolherem um nome neutro, como Soberano Grande Criador do Universo, e fizerem todas as orações a ele, aí então todos os adoradores ficarão satisfeitos. Mas será que estarão adorando ao Deus de Abraão, Moisés e Jacó, o Deus da Bíblia? Não, ainda estarão adorando aos demônios. Agora imagine a seguinte situação: um cristão vai a um templo hindu e participa da adoração; ele poderia presumir que esteja adorando a Jesus, mesmo estando participando de uma oração grupal a Vishnu. Será que o Deus de Abraão, Moisés e Jacó estaria disposto a aceitar esse tipo de adoração? A resposta encontra-se na primeira epístola de Paulo à igreja de Corinto: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” (1 Coríntios 10:20-22). Agora, considere que os hindus concordem em mudar o nome que usam de Vishnu para Soberano Grande Criador do Universo. Ainda que concordem em mudar o nome que usam para identificar seu demônio, certos elementos dos rituais de adoração pagã, como andar ou dançar em círculos, permanecem. Com a substituição do nome do demônio, seria então aceitável a um cristão participar de uma cerimônia de adoração hindu? E se os hindus decidirem que quando um homem que se diz cristão participar dos serviços, permitirão que faça suas orações a Vishnu em nome de Jesus? Isso tornaria a adoração “cristã”? E se, ao longo de muito tempo, o número de homens que se dizem cristãos aumentasse e o número de hindus diminuísse, até que não houvessem mais hindus participando dos rituais de adoração, aí então ela seria “cristã”? Qual é a diferença em relação à adoração no clube masculino pagão? É claro que os homens diriam que seu clube não é uma religião. Por acaso a adoração aos demônios por orações é menos idólatra por que se afirmou que não é uma religião? Essas situações descrevem precisamente a adoração que ocorre nas lojas maçônicas hoje em dia. A Maçonaria ensina que há apenas um Deus e que os homens de todas as religiões adoram a esse Deus único usando uma variedade de nomes diferentes. Na loja maçônica, todos se unem em oração conjunta ao Grande Arquiteto do Universo (GADU). Quando Christopher Haffner escreveu Workman Unashamed, The Testimony of a Christian Freemason (o Testemunho de um Maçom Cristão), defendeu corretamente o ensino maçônico ao escrever: “Agora imagine que eu esteja na loja com minha cabeça curvada em oração entre o irmão Mamede Bokhary e o irmão Arjun Melwani. Para nenhum deles o Grande Arquiteto do Universo é entendido como sendo a Santíssima Trindade. Para o irmão Bokhary, ele revelou-se como Alá; para o irmão Melwani, provavelmente é entendido como Vishnu. Como acredito que há apenas um único Deus, fico diante de três possibilidades: Eles estão rezando a um demônio enquanto eu rezo a Deus; rezam a ninguém, pois seus deuses não existem; oram ao mesmo Deus que eu, embora suas compreensões sobre a natureza dele sejam imperfeitas”. (como também a minha – 1 Coríntios 13:12). É sem hesitação que aceito a terceira possibilidade.” (Workman Unashamed, pg 39) É uma pena que Haffner não tenha compreendido o capítulo 10 de 1 Coríntios. Se tivesse, saberia que os pagãos adoram aos demônios, e não a Deus. O islamismo nega que Jesus Cristo seja o Filho Unigênito de Deus. Ao invés disso, considera Jesus como sendo apenas um profeta. A doutrina islâmica declara que Alá, o deus do Islã, não tem um Filho. Como o Deus da Bíblia tem um Filho, conclui-se que Alá não pode ser o mesmo Deus da Bíblia. Além disso, se Haffner tivesse lido e compreendido a epístola de 2 João, saberia que os que rejeitam a Jesus Cristo e não seguem seus ensinos nem mesmo têm a Deus. João escreveu: “Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda participa de suas más obras.” (2 João 9-11) Com o entendimento dessa passagem é possível saber que aqueles que organizaram o paganismo conhecido como Maçonaria não eram cristãos. Eles não perseveraram nos ensinamentos das Escrituras. Será que os cristãos substituiriam o nome Deus por GADU e sumiriam com o nome de Jesus, para que os pagãos pudessem se juntar a eles na oração sem se sentirem ofendidos? Não, os cristãos verdadeiros compartilhariam Jesus com os pagãos para que eles também pudessem alcançar a salvação pela fé nele. Além disso, os cristãos verdadeiros não leriam as Escrituras para depois dizer que a revelação deles é tão imperfeita quanto a pagã! É verdade que há um único Deus. No entanto, todos os homens, especificamente os pagãos, não adoram a esse único Deus. Os adoradores de Baal aprenderam essa verdade no monte Carmelo. Baal não é o Deus de Abraão, Moisés e Jacó. O julgamento foi rápido no monte Carmelo (veja 1 Reis 18:20-40). O deus da Maçonaria, o GADU (Grande Arquiteto do Universo), também não é o Deus da Bíblia. Deus julgará os maçons que não se arrependerem e continuarem adorando o GADU, da mesma forma como julgou os adoradores de Baal. “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-10) O que Jesus Cristo dirá aos maçons que declaram serem cristãos? (ou aos cristãos maçons?) “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci, apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:21-23) Quando participamos de cerimônias de adoração pagã, pecamos contra Deus. Quando reconhecemos que o GADU não era o Deus da Bíblia, reivindicamos a promessa encontrada na primeira epístola de João: “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com o outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dizermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1, 5-9) Se você é um cristão, mas foi enlaçado pela Maçonaria, nós o encorajamos a confessar seu envolvimento como pecado e a renunciá-lo. Jesus quer perdoá-lo, mas o perdão depende da sua confissão e do seu arrependimento. Autor: Duane Washum (USA) (enviado pelo amigo Daniel Campos)

Os maçons cristãos fizeram aliança com o povo pagão que adora outro deus, isto é, os hindus, muçulmanos, budistas e todas as outras falsas religiões. Eles se reúnem em volta de um altar estranho, o altar da Maçonaria, e adoram a um deus chamado Grande Arquiteto do Universo (GADU). Se um pagão oferece uma oração na loja ao GADU, está orando ao Deus da Bíblia? É claro que não; está adorando a um demônio. A Maçonaria discorda do ensino da Bíblia e afirma que os pagãos estão orando ao mesmo Deus que os cristãos adoram. Somente esse fato demonstra que a Maçonaria não conhece o Deus da Bíblia. Se ela não conhece o Deus da Bíblia, como pode o deus dela, o GADU, ser realmente o Deus da Bíblia? Se o GADU for um demônio, o maçom cristão está se reunindo em torno de um altar estranho para adorar a um deus falso. Ele ficou enlaçado, exatamente como Deus advertiu os israelitas. Continuando com a suposição que os maçons na igreja realmente sejam “cristãos”, considere o falso plano de salvação que é ensinado no ritual maçônico. Os maçons são levados a acreditar que todos os mestres maçons irão para o céu, incluindo os maçons budistas, hindus e muçulmanos. Os maçons são encorajados a imitar o salvador maçônico, Hirão-Abi, para que possam dar as boas-vindas à morte e serem transportados para o céu. Jesus Cristo não é mencionado no ritual da Loja Azul (os três primeiros graus). Certamente aqueles que conduzem o ritual participam de um grau maior. No entanto, no instante no ritual em que a venda é removida dos olhos do iniciado, todos os presentes batem com os pés no chão e batem as mãos. (Isso é conhecido com o choque da entrada; e surpreende o iniciado.) O maçom cristão está participando na promoção de um falso evangelho. Qual é a questão importante aqui? Importa se o cristão maçom está realmente dependendo da fé em Jesus Cristo para sua própria salvação? Isso salvará a alma do homem que acredita no que aprende no ritual maçônico? Se ele acredita que tem salvação como resultado do evangelho maçônico, é mais ou menos provável que estará aberto a Jesus Cristo em um tempo posterior? Como o testemunho de um maçom cristão é afetado pela sua participação em um ritual que ensina salvação sem Jesus Cristo? A Loja Maçônica afirma ser uma organização fraternal e nega que a Maçonaria seja uma religião. Todavia, ensina um plano de salvação que não requer fé em Jesus Cristo. Se você é um mestre maçom, sabe que isso é verdade, pois participou de rituais maçônicos que ensinam salvação sem Jesus e provavelmente já assistiu outros serem conduzidos pelos mesmos rituais.
Nota deste Portal: A Maçonaria está contribuindo para o avanço da formação da Religião Única, podemos compreender com mais facilidade como ela foi criada para permitir que homens de todas as religiões possam se unir na adoração. Embora todos adorem e orem ao GADU. (inclusive aqueles se dizem “cristãos” e participam dela) A religião única que esta sendo formada irá seguir a regra da liberdade de crenças, todos serão livres para adorar o seu “deus”. O plano infernal da Nova Ordem Mundial é tirar a Divindade de Jesus, reduzi-lo a um mero Jesus histórico, a mais um mestre espiritual, diante de tantos outros que “eles” adoram e veneram. (como Buda, Maomé, Shiva e etc…) Os adeptos postulam o fim do cristianismo em favor de uma religião mundial. Teríamos uma só religião, um só governo, um só sistema financeiro unificado, isso é a idéia básica da Nova Ordem Mundial.
Em outras palavras:
1) Teríamos uma só religião onde todos estariam de comum acordo, pois o importante seria adorar cada um o seu deus.
2) Um governo mundial único formado por uma super elite, que teria poder sobre todos os outros governos do mundo, e sempre a última palavra em qualquer questão mundial.
3) Todo sistema financeiro controlado totalmente por este governo único.
4) Cidadãos devidamente controlados por um sistema parecido com o que controla atualmente todos os nossos produtos de consumo pelo código de barras. (impressões digitais no começo, depois virá o definitivo implante de chip sob a pele)
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Leia também: » Arcebispo Influência os Católicos a Participarem da Maçonaria <http://www.portalanjo.com/portal_artigos/inicio.php?secao=materia&id=527>
» Maçonaria e Catolicismo <http://www.portalanjo.com/portal_artigos/inicio.php?secao=materia&id=296
> (esclarecimento do Pe. Alberto Gambarini) <http://www.portalanjo.com/portal_artigos/inicio.php?secao=materia&id=296>

A tragédia dos “órfãos de pais vivos”

É tão importante a pessoa do pai na vida do filho, que o próprio Filho de Deus encarnado quis ter um pai (adotivo) na Terra. Jesus não pôde ter um pai natural neste mundo porque não havia homem capaz de gerar o Verbo encarnado; então, o Espírito Santo o gerou no sei puríssimo e virginal de Maria Santíssima.

Mas Jesus quis ter um pai adotivo, nutrício, neste mundo; e escolheu São José, o glorioso patrono da Igreja, como proclamou o Papa Pio IX, solenemente, em 1870.

Quando José quis deixar a Virgem Maria, no silêncio da discrição de sua santidade, Jesus mandou que imediatamente o Arcanjo da Anunciação, São Gabriel, logo lhe dissesse em sonho: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por tua esposa, porque o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo” (Mt 1,20). E a José coube a honra de dar-lhe o nome de Jesus, no dia de sua circuncisão (Mt 1,21).

Jesus viveu à sombra protetora do grande São José na vila de Nazaré e carpintaria do grande santo. O povo o chamava de “o filho do carpinteiro”. José o protegeu da fúria de Herodes; o levou seguro para o Egito, o manteve no exílio e o trouxe de volta seguro para Nazaré. Depois partiu deste mundo nos braços de Jesus quando terminou a sua missão terrena. A Igreja o declarou “protetor da boa morte”.

Ora, se até Jesus quis e precisou de um pai neste mundo, o que dizer de cada um de nós. Só quem não teve um pai, ou um bom pai, deixa de saber o seu valor. Ainda hoje, com 65 anos de idade, me lembro com saudade e carinho do meu pai. Quanta sabedoria! Quanta bondade! Quanta pureza! Quanto amor à minha mãe e aos nove filhos!… Ainda hoje com saudade é alegria me lembro de seus conselhos sábios.

O pai é a primeira imagem que o filho tem de Deus; por isso Ele nos deu a honra de sermos chamados pais; pois toda paternidade vem do próprio Deus. Muitos homens e mulheres não têm uma visão correta e amorosa de Deus porque não puderam experimentar o amor de seus pais; muitos foram abandonados e outros ficaram órfãos.

Mas o pior de tudo é a ausência dos pais na vida dos chamados “órfãos de pais vivos”; e são muitíssimos. Muitos e muitos rapazes têm gerado seus filhos, sem o menor amor, compromisso e responsabilidade, buscando apenas o prazer sexual de suas relações com uma moça; que depois é abandonada, vergonhosamente, deixando que ela “se vire” para criar o seu filho como puder. Quase sempre essas crianças são criadas com grandes dificuldades; o peso de sua manutenção e educação é dividido quase sempre com a mãe solteira que se mata de trabalhar e com os avós que quando existem, fazem o possível para ajudar.

Normalmente um filho que tem um bom pai, amoroso, trabalhador, dedicado aos filhos e à esposa, não se perde nos maus caminhos deste mundo.

Por isso tudo é lamentável o constatou o Papa João Paulo II em sua última viagem ao Brasil em 1997. Falando aos jovens no Maracanã, ele disse que por causa do “amor livre”, “no Brasil há milhares de filhos órfãos de pais vivos”. Que vergonha e que dor para todos nós! Quantas crianças com o seus futuros comprometidos por que foram gerados sem amor e abandonadas tristemente.

Sem um pai que eduque o seu filho, a criança não pode crescer com sabedoria, fé, respeito aos outros, amor ao trabalho e à virtude… Deixar uma criança sem pai, estando este vivo, é das maiores covardias que se pode perpetrar contra o ser humano inocente que é a criança.

Hoje, infelizmente, com o advento da inseminação artificial e clinicas de fertilização, há uma geração de jovens que não conhecem os seus pais, pois muitos foram gerados por um óvulo que foi inseminado artificialmente pelo sêmen de um homem anônimo. Esses jovens não conhecem a metade de sua história. Como será o futuro desta geração de jovens? Não é à toa que a Igreja católica é contra a inseminação “in vitro”.

Prof. Felipe Aquino

A vocação à vida consagrada

Sinal e profecia para a comunidade e o mundo

A vida consagrada diz respeito a toda a Igreja; não é uma realidade isolada e marginal. A vida religiosa está colocada no próprio coração da Igreja. Ela é um elemento decisivo para a sua missão, já que exprime a íntima natureza da vocação cristã e a tensão da Igreja-Esposa para a união com o único Esposo. A vida consagrada faz parte da vida, santidade e missão da Igreja.

A profissão dos conselhos evangélicos coloca os consagrados como sinal e profecia para a comunidade dos irmãos e irmãs e para o mundo. A missão profética da vida consagrada vê-se provocada por três desafios principais lançados à própria Igreja, e esses desafios tocam diretamente os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência, estimulando a Igreja, e de modo particular as pessoas consagradas, a pôr em evidência e testemunhar o seu significado antropológico profundo. Na verdade, a opção por esses conselhos, longe de constituir um empobrecimento de valores autenticamente humanos, revela-se antes como uma transfiguração dos mesmos. A profissão de castidade, pobreza e obediência torna-se uma admoestação a que não se subestimem as feridas causadas pelo pecado original, e, embora afirmando o valor dos bens criados, relativiza-os pelo simples fato de apontar Deus como o bem absoluto.

Ainda ecoam fortes as admoestações recentes do Papa Francisco aos religiosos e religiosas acerca da sua missão no mundo. “Desculpem-me se falo assim, mas é importante esta maternidade da vida consagrada, esta fecundidade! Que esta alegria da fecundidade espiritual anime vossa existência, e sejam mães como a figura da Mãe Maria e da Mãe Igreja”, afirmou. “Mas, por favor, (que seja) uma castidade fecunda, uma castidade que gere filhos espirituais na Igreja. A consagrada é mãe, deve ser mãe, não uma ‘solteirona’, acrescentou.

Sim, o Papa Francisco nos anima a sermos fecundos na missão, no anúncio, no testemunho do Evangelho. Nosso Senhor Jesus Cristo nos disse: “Não tenham medo” (Mt 28,5). Como às mulheres na manhã da Ressurreição, nos é repetido: “Por que buscam entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc 24,5). Os sinais da vitória de Cristo Ressuscitado nos estimulam enquanto suplicamos a graça da conversão e mantemos viva a esperança que não defrauda.

O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, os sofrimentos pelos quais passamos, as incompreensões que muitas vezes são impostas em nossas caminhadas, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas todo o amor recebido do Pai, graças a Jesus Cristo, pela unção do Espírito Santo. Esta prioridade fundamental é a que tem presidido todos os nossos trabalhos que oferecemos a Deus, à nossa Igreja, a nosso povo, a cada um dos homens e mulheres a quem somos enviados, enquanto elevamos ao Espírito Santo nossa súplica para que redescubramos a beleza e a alegria de ser cristãos. Aqui está o desafio fundamental que contrapomos: mostrar a capacidade da Igreja de promover e formar discípulos que respondam à vocação recebida e comuniquem em todas as partes, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo, o Redentor. Não temos outro tesouro a não ser este.

Não temos outra felicidade nem outra prioridade que não seja sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço – seu serviço, querido religioso, querida religiosa, a quem quero agradecer o seu delicado e dedicado serviço, Deus seja louvado! – que a Igreja tem que oferecer às pessoas e nações.

Dom Orani João Tempesta, O. Cist
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

A verdadeira devoção a Nossa Senhora dos Navegantes

Entenda

http://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/devocao-nossa-senhora/a-verdadeira-devocao-a-nossa-senhora-dos-navegantes/

Nossa Senhora dos Navegantes é a Estrela que nos conduz no mar, por vezes tempestuoso e sombrio, da história da salvação

A devoção a Nossa Senhora dos Navegantes remonta a Idade Média, na época das Cruzadas, e está intimamente ligada ao título “Estrela do Mar”. Naquele tempo, os cruzados atravessavam o Mar Mediterrâneo rumo à Palestina para proteger os peregrinos e os lugares santos dos infiéis. Tendo em vista os perigos que enfrentariam, esses bravos homens invocavam a Santíssima Virgem Maria pelo nome de “Estrela do Mar”, pois, sob esse título, ela era conhecida como aquela que protegia os navegantes, mostrando-lhes sempre o melhor caminho e um porto seguro para a sua chegada.

Antes das travessias, os navegantes participavam da Santa Missa, na qual pediam proteção de Nossa Senhora dos Navegantes para enfrentar, com coragem, os perigos do mar, as tempestades e os ataques dos piratas.

Com o início das grandes navegações, por parte dos portugueses e espanhóis, e a descoberta de novas rotas comerciais e terras pelo mundo, a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes cresceu ainda mais e chegou a terras cada vez mais longínquas. Sob esse título, a Santa Virgem é a padroeira dos navegantes e dos viajantes, e é também chamada de Nossa Senhora da Boa Viagem.

A origem da devoção a Nossa Senhora dos Navegantes

Essa devoção tem sua origem mais remota no título mariano “Estrela do Mar”. Até nossos dias, não foi possível datar com precisão e saber a origem desse título. No entanto, o hino litúrgico em latim “Ave maris stella”, que pode ser traduzido por “Ave, do mar estrela”, composto por volta do século VII, atesta a antiguidade da devoção a Santíssima Virgem sob este título. Todavia, não há uma unanimidade quanto à autoria e a data da composição do hino litúrgico.

Santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, no seu comentário “A Saudação Angélica”, ensina-nos que a Virgem Maria foi isenta de toda maldição e é bendita entre as mulheres. Nossa Senhora é a única que suprime a maldição, traz a bênção e abre as portas do paraíso. Por isso, convém-Lhe o nome de Maria, que significa “Estrela do mar”1. Da mesma forma que os navegadores são conduzidos pela estrela do mar ao porto, os cristãos são conduzidos à glória do Reino dos Céus por Maria.

Em uma de suas memoráveis homilias, São Bernardo de Claraval, Abade e Doutor da Igreja, afirma que a Virgem Maria é comparada muito apropriadamente a uma estrela, pois esta dá a sua luz sem se alterar, tal como Nossa Senhora deu à luz o seu Filho sem danificar o seu corpo virgem. “Ela é efetivamente essa nobre ‘estrela surgida de Jacob’2, cujo esplendor ilumina o mundo inteiro, que brilha nos céus e penetra até aos infernos. […] Ela é verdadeiramente essa linda e admirável estrela que havia de elevar-se acima do mar imenso, cintilante de méritos, iluminando pelo exemplo”3.

Nossa Senhora, a padroeira dos navegantes e dos viajantes

A primeira razão da devoção a Nossa Senhora dos Navegantes, ou Nossa Senhora da Boa Viagem, é obviamente por sua proteção contras os perigos do mar, o seu socorro nas tempestades. Foi por esse motivo que essa devoção chegou aqui, juntamente com os navegantes portugueses, desde a época do descobrimento do Brasil em 22 de abril de 1500. Naquele tempo, as embarcações eram menores e não tão seguras quanto as atuais. Por isso, as pessoas que viajavam de barco não sabiam se retornariam com vida. Além disso, os recursos de navegação eram quase inexistentes. Então, era muito comum que os marinheiros se orientassem pelo sol, durante o dia; e pelas estrelas durante a noite. Dessa forma, a “Estrela do Mar”, que é a Virgem Maria, tornou-se a Senhora dos navegantes, que por ela se orientavam nas “noites escuras” das suas viagens.

Muitas são as comunidades paroquiais, e até cidades, que tem Nossa Senhora dos Navegantes como padroeira, por todo o Brasil. A sua festa é celebrada no dia 2 de fevereiro. Especialmente nas cidades litorâneas, que têm muitos pescadores e se usa muito o transporte marítimo, a devoção a Virgem Maria sob este título é muito popular, atraindo milhares de peregrinos em suas festas. Na tradicional Festa de Nossa Senhora dos Navegantes de Porto Alegre (RS), que chega este ano à sua 140ª edição, a previsão é de que cerca de 300 mil peregrinos participem4. Na cidade de Navegantes (SC), comemora-se a 120ª Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, que é a Padroeira da cidade5. No entanto, a Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, que tem sua raiz na devoção a Nossa Senhora dos Navegantes, não se limitou às cidades litorâneas, mas chegou a lugares bem distantes do mar, como Belo Horizonte (MG), de onde ela é padroeira.

A devoção a Nossa Senhora dos Navegantes é associada popularmente a Iemanjá. Entretanto, a primeira, que é uma devoção católica, não tem nenhuma relação com a segunda, a não ser que as suas festas são comemoradas no mesmo dia, 2 de fevereiro. Iemanjá é um orixá feminino do Candomblé, da Umbanda e de outras crenças afro-brasileiras, que é comemorada também nos dias 15 de agosto e 8 de dezembro, datas marianas, talvez para associá-la a Nossa Senhora. A raiz dessa associação entre ambas está historicamente ligada à religiosidade do tempo da escravatura, na qual os portugueses não permitiam aos escravos o culto aos seus “deuses”. Em vista disso, muitos escravos continuaram a cultuar essas entidades nas imagens católicas, para evitar problemas com seus senhores. Infelizmente, isso ainda está enraizado na cultura e na religiosidade de muitas pessoas, que continuam a associar a Senhora dos Navegantes com Iemanjá.

Nossa Senhora dos Navegantes, a Estrela do Mar

A segunda e mais importante razão da devoção a Nossa Senhora dos Navegantes está associada com o título que lhe deu origem: “Estrela do Mar”. A Virgem Maria é essa estrela luminosa, que nos guia, que nos mostra a direção certa no mar por vezes tempestuoso da nossa história, para chegarmos ao porto seguro, que é Jesus Cristo. Dessa forma, compreendemos que a Senhora dos Navegantes não é somente a protetora e a intercessora dos navegantes, mas de todos nós, que navegamos nessa grande embarcação que é a Igreja, no mar tantas vezes agitado e perigoso deste mundo.

Seja nas calmarias ou em meio às tempestades, sigamos a Estrela do Mar pelo caminho espiritual indicado por São Bernardo: “Vós todos, quem quer que sejais, seja o que for que sentirdes hoje, em pleno mar, sacudidos pela tormenta e pela tempestade, longe da terra firme, mantende os olhos na luz dessa estrela para evitar o naufrágio. Se se levantarem os ventos da tentação, se vires aproximar-se o escolho das provações, olha para a estrela, invoca Maria! Se te sentires sacudido pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência ou do ciúme, eleva os olhos para a estrela, invoca Maria. […] Se te sentires perturbado pela enormidade dos teus pecados, humilhado pela vergonha da tua consciência, assustado pelo temor do julgamento, se estiveres a ponto de naufragar nas profundezas da tristeza e do desespero, pensa em Maria. No perigo, na angústia, na dúvida, pensa em Maria, invoca Maria!
Que o seu nome nunca saia dos teus lábios nem do teu coração. […] Seguindo-a, não te perderás; rezando-lhe, não desesperarás; pensando nela, evitarás enganar-te no caminho. Se Ela te agarrar pela mão, não te afundarás; se Ela te proteger, nada temerás; conduzido por Ela, ignorarás a fadiga; sob a sua proteção, chegarás ao objetivo. E compreenderás, pela tua própria experiência, como são verdadeiras essas palavras: ‘O nome da virgem era Maria’6”7.

Nossa Senhora dos Navegantes, a Estrela da Esperança

Nossa Senhora dos Navegantes, portanto, é a “Estrela do Mar”, que guia e protege os pescadores, marinheiros e viajantes em suas jornadas pelos mares e os leva a um porto seguro. Em sentido ainda mais profundo e espiritual, a Virgem Maria é a Estrela que nos conduz ao porto seguro da salvação, que é Jesus Cristo. Da mesma forma que os magos do oriente foram guiados pela estrela para Belém, para lá encontrar o Menino Deus e o adorar8, também nós somos guiados pela Estrela do Mar até nos encontrar definitivamente com seu divino Filho, no porto seguro, que é o Reino dos Céus. Por isso, Nossa Senhora é modelo de Igreja, intercessora e auxílio nas tribulações, e Mãe de todos nós, seus filhos e escravos de amor. Diante dessa bela e luminosa Estrela do Mar, que é Maria Santíssima, não temos que temer as tempestades, os mares revoltos, as grandes ondas que por vezes ameaçam nos levar ao naufrágio.

Como disse o Papa Emérito Bento XVI: “A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com retidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d’Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia. E quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela de esperança?”9

No mar tempestuoso da história da salvação, a Virgem Maria é esta Estrela da Esperança, que nos guia principalmente quando a escuridão, ou densas névoas, não nos permite enxergar para onde vamos. Por isso, não tenhamos medo, mas nos confiemos inteiramente a Nossa Senhora: “Vós permaneceis no meio dos discípulos como a sua Mãe, como Mãe da esperança. Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa, ensinai-nos a crer, esperar e amar convosco. Indicai-nos o caminho para o Seu Reino! Estrela do mar, brilhai sobre nós e guiai-nos no nosso caminho!”10 Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós!

1 – SÃO TOMÁS DE AQUINO. O Pai-Nosso e a Ave-Maria.

2 – Cf. Nm 24, 17.

3 – SÃO BERNARDO. Homílias sobre estas palavras do Evangelho: “O anjo foi enviado”.

4 – A12. Festa de Navegantes: 140 anos de devoção em Porto Alegre.

5 – NAVEGANTES. Santuário divulga programação da 120ª Festa de Nossa Senhora dos Navegantes.

6 – Lc 1, 27.

7 – SÃO BERNARDO. Op. cit.

8 – Cf. Mt 2, 1-12.

9 – PAPA BENTO XVI. Carta Encíclica Spe Salvi, 49.

10 –  Idem 50.

O lixo Big Brother

Por Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracajú-SE  

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.

Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho…

Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama…

Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, te mos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…

E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira… Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…).

Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens! Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos!

Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus…

Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”

Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura!

Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem!

Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!

Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.

Carta de São João Bosco à juventude

O demônio tem normalmente duas artimanhas principais para afastar da virtude os jovens.

No dia 31 de janeiro, memória litúrgica de São João Bosco, celebramos a entrada ao céu de um homem nascido no dia 16 de Agosto de 1815 e nascido para a vida eterna no dia 31 de janeiro do ano de 1888. Beatificado por Pio XI no dia 2 de junho de 1929 e canonizado pelo mesmo pontífice no dia 1 de abril de 1934 é conhecido por todos como o educador da juventude. Publicamos a seguir um texto do seu epistolário:

***

O demônio tem normalmente duas artimanhas principais para afastar da virtude os jovens. A primeira consiste em persuadi-los de que o serviço de Deus exige uma vida triste sem nenhum divertimento nem prazer. Mas isto não é verdade, meus caros jovens. Eu vou lhes indicar um plano de vida cristã que poderá mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer ao mesmo tempo quais são os verdadeiros divertimentos e os verdadeiros prazeres, para que vocês possam exclamar com o santo profeta Davi: “Sirvamos ao Senhor na santa alegria”.

A segunda artimanha do demônio consiste em fazê-los conceber uma falsa esperança duma longa vida que permite converter-se na velhice ou na hora da morte. Prestem atenção, meus caros jovens, muitos se deixaram prender por esta mentira. Quem nos garante que chegaremos à velhice? Se se tratasse de fazer um pacto com a morte e de esperar até então… Mas a vida e a morte estão entre as mãos de Deus que dispõe de tudo a seu bel-prazer.

E mesmo se Deus lhes concedesse uma longa vida, escutai, entretanto, sua advertência: “O caminho do homem começa na juventude, ele o segue na velhice até a morte”. Ou seja, se, jovens, começamos uma vida exemplar, seremos exemplares na idade adulta, nossa morte será santa e nos fará entrar na felicidade eterna.

Se, pelo contrário, os vícios começam a nos dominar desde a juventude, é muito provável que eles nos manterão em escravidão toda a nossa vida até a morte, triste prelúdio de uma eternidade terrível. Para que esta infelicidade não lhes aconteça, eu lhes apresento um método de vida alegre e fácil, mas que lhes bastará para se tornarem a consolação de seus pais, a honra da pátria de vocês, bons cidadãos da terra, em seguida felizes habitantes do céu… Meus caros jovens, eu os amo de todo o meu coração e basta-me que vocês sejam jovens para que eu os ame extraordinariamente. Eu lhes garanto que vocês encontrarão livros que lhes foram dirigidos por pessoas mais virtuosas e mais sábias que eu em muitos pontos, mas dificilmente vocês poderão encontrar algum que os ame mais que eu em Jesus Cristo e deseja mais a felicidade de vocês.

Conservem no coração o tesouro da virtude, porque possuindo-o, vocês têm tudo, mas se o perderem, vocês se tornarão os homens mais infelizes do mundo. Que o Senhor esteja sempre com vocês e que Ele lhes conceda seguir os simples conselhos presentes, para que vocês possam aumentar a glória de Deus e obter a salvação da alma, fim supremo para o qual fomos criados. Que o Céu lhes dê longos anos de vida feliz e que o santo temor de Deus seja sempre a grande riqueza que os cumule de bens celestes aqui e por toda a eternidade.

Vivam contentes e que o Senhor esteja com vocês. Seu muito afeiçoado em Jesus Cristo.

João Bosco Sacerdote.

 

Dom Bosco místico
125 anos após a morte, um retrato inédito do pai dos salesianos
ROMA, 31 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) – Dom Bosco, simplesmente dom Bosco. Pai dos salesianos, pai dos jovens do passado, pai dos jovens de hoje, dom Bosco não tem idade, porque não é filho de ideologias, mas filho do evangelho e da tradição. Ele não sai de moda e ainda é mestre de todos, inclusive da Igreja.
125 anos após a sua morte, em 31 de janeiro de 1888, e no bicentenário do seu nascimento, a editora italiana La Fontana di Siloe apresenta o livro de Cristina Siccardi “Dom Bosco místico – Uma vida entre o céu e a terra”, retrato inédito do santo, publicado na forma impressa e como e-book.
Dom Bosco é um dos santos mais famosos e menos compreendidos da história da Igreja. Muitos acham que o conhecem, mas poucos o conhecem realmente. Não faltam livros sobre ele, mas a sua figura e espiritualidade raramente são apresentadas de maneira completa e correta.
À luz de documentos inéditos, Cristina Siccardi revela o coração deste sacerdote orgulhoso da condição de ministro do altar, imerso em espiritualidade e misticismo.
O sonho, a visão e o realismo na existência deste mestre de jovens se apoiam mutuamente, alimentando um ao outro.
O que emerge dessas páginas não é o “santo social”, o “gerente” em voga nos anos 70 e 80, nem o precursor da psicologia moderna ou do Vaticano II, mas um homem feito de céu e de caridade, que trabalha para estabelecer o Reino de Deus na terra.
“Tudo passa: o que não é eterno não é nada”
“Esta não é uma biografia no sentido tradicional. Ela não traz aquela sequência de eventos pessoais e públicos, mas traça as causas e efeitos de uma vida marcada pela fé e pela presença do divino na simplicidade de um jovem, de um homem e de um santo que experimentou o que pode ser feito pela graça e que foi capaz de incutir em seus filhos o segredo da existência: ‘Tudo passa: o que não é eterno não é nada’” (Cristina Siccardi).
“O perscrutar dos corações, as profecias, os sonhos, as visões, os milagres, a bilocação, dons com que Deus enriqueceu este seu servo, embasaram a opinião universal de que, por disposição divina, a fim de promover o restabelecimento cristão da sociedade humana, desviada do caminho da verdade, Deus tivesse enviado João Bosco, o homem de origem humilde, desconhecido e pobre, sem qualquer ambição e ganância, mas impulsionado apenas pelo amor a Deus e ao próximo, zelosíssimo da glória de Deus, benemerentíssimo da civilização e da religião, que preencheu o mundo com o seu nome. E nós ainda o preenchemos, quase 200 anos depois do seu nascimento, porque nunca nos saciamos dele” (Dom Bosco místico, Cristina Siccardi).

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