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O que Maria não diria

Padre Zezinho scj – Site Oficial

Não sou ninguém na Igreja e no Reino de Deus para dizer o que Maria deve ou não dizer. Se ela foi enviada pelo filho como mensageira, se aparições acontecem ela certamente sabe o que dizer. Mas se não confere com a Bíblia, eu fico com a Bíblia e descarto aquelas aparições. O que diz a Bíblia continua sendo mais importante do que o que dizem os livrinhos dos videntes. Ao ler alguns livros de videntes me vem a certeza de que muitos deles estão dizendo que Maria disse uma coisa que Maria nunca diria. Tenho em mãos alguns folhetos de piedosos irmãos católicos dizendo:

a- Que o terceiro milênio será de Maria.

b- Que Jesus se cansou dos pecados do mundo e vai punir.

c- Que Maria está segurando o braço dele.

d- Que a reza do terço é garantia de salvação.

e- Que nove dias depois de começar uma série de orações o milagre acontece.

f- Que bons padres usam batinas e que Jesus quer isso.

g- Que ” todas” as graças do céu passam por Maria.

h- Que se alguém usar um objeto no peito com a imagem dela, terá o coração protegido contra o pecado.

i- Que quem invocar o nome dela será salvo.

j- Que se Jesus não atender é só pedir a ela que Ele dá um jeito.

k- Que ela nos tirará do purgatório logo, se orarmos aquelas orações durante sete sábados.

l- Que ela resolve qualquer problema, se o fiel fizer exatamente aqueles rituais de sete ou nove dias.

Sei que nunca serei bispo, mas se fosse, não aprovaria nenhuma dessas mensagens porque negam verdades da fé. Quem lê a Bíblia e estuda o catecismo católico sabe do que estou falando. Algumas dessas mensagens atribuem a Maria um poder maior que o de Jesus. Outros colocam Maria preocupada com detalhes que nada tem a ver com a fé ou com a moral da pessoa; e outras garantem que o número de vezes e o tipo de oração determina o tamanho de uma graça.

Maria não diria isso porque são inverdades. E há muitas palavras atribuídas a ela que certamente nasceram de cabeças sem Bíblia nem catecismo. Aliás, a quase maioria dos videntes viu anjos demais e Bíblia e catecismo de menos. Depois, atribuem suas frases a Maria e complicam a situação, porque muitos fiéis sem preparo, acabam dizendo que Maria disse coisas que Maria não diria. Há muitas noticias falsas sobre Maria dentro e fora da Igreja, a favor e contra. Depois de Jesus Maria é uma das pessoas mais deturpadas da história! Amar Maria é também defendê-la contra esse tipo de videntes.

Os Santos e Nossa Senhora

São Boaventura
“Todos aqueles que se empenham em divulgar as glórias da Virgem Santíssima, têm o Céu assegurado.”
“Jamais li que algum Santo não tivesse sido devoto especial da Santíssima Virgem Maria.”
“Maria é obra prima de Deus que nela esgotou sua sabedoria, seu poder e suas riquezas.”
“Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria Santíssima, para que nisso conhecêsse-mos que tudo o que temos de esperança, graça e salvação, Dela deriva até nós.”

Santo Afonso Maria de Ligório
“Senhora amabilíssima, Senhora sublimíssima, Senhora graciosíssima, volvei vosso olhar para um pobre pecador que a Vós se recomenda e em Vós põe a sua confiança.”
“Se na hora da morte tivermos Maria a nosso favor, o que poderemos temer?”
“É impossível que se condene um devoto de Maria Santíssima que fielmente a obsequia e a Ela se recomenda.”
“O Santo Rosário é a homenagem mais agradável à Mãe de Deus.”

São Francisco de Sales
“Ninguém terá a Jesus Cristo por irmão, que não tenha a Maria Santíssima por Mãe.”
“Não existe devoção a Deus sem amor à Santíssima Virgem.”
“Na devoção a Nosso Senhor nasce a de sua Mãe. Ninguém pode amar a um sem amar o outro.”

São Bernardo
“Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.”
“Por vós, ó Maria, se encheu o céu e se despovoou o inferno.”
“A piedosa invocação da Virgem Maria é sinal de salvação.”
“A Ave-Maria é um beijo carinhoso que damos em nossa Mãe do Céu. Ela devolve os beijos. Quantas vezes a saudarmos, tantas vezes ela devolverá nossas saudações. Se lhe fizermos mil saudações, mil vezes ela responderá.”

São João d’Ávila
“Um dos principais remédios contra o demônio é recorrer à Virgem Maria.”

São Luís Maria Grignion de Monfort
“Quando o Espírito Santo encontra Maria Santíssima numa alma, sente-se atraído a Ela irresistivelmente e nela faz sua morada.”
“Ainda não se louvou, exaltou, honrou, amou e serviu suficientemente a Maria Santíssima, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço Ela merece.”
“Maria é o Santuário, o repouso da Santíssima Trindade, em que Deus está mais magnífica e divinamente que em qualquer outro lugar do universo, sem excetuar seu trono sobre os serafins e querubins.”
“As grandezas e as excelências de Maria Santíssima, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória.”
“Deus ajuntou todas as águas e deu nome de mar, e ajuntou todas as graças e deu nome de Maria.”
“Maria é a Fonte Selada e a esposa do Espírito Santo.”
“Deus quer servir-se de Maria Santíssima na santificação das almas.”
“A devoção à Santíssima Virgem é necessária a todos os homens para salvação e, muito especialmente, àqueles que são chamados a uma perfeição particular.”
“Deus ajuntou todas as águas e deu o nome de mar, e ajuntou todas as graças e deu o nome de Maria.”
“Deus A escolheu para tesoureira, ecônoma e dispensadora de todas as suas graças; de sorte que todas as suas graças e todos os seus dons passam por suas mãos; e segundo o poder que ela recebeu, como diz São Bernardino, Ela distribui a quem quer, como quer, quando quer e quanto quer, as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.”
“Somente Maria achou graça diante de Deus, tanto para si como para cada homem em particular. Os Patriarcas e os Profetas, todos os Santos da antiga lei não puderam encontrar essa graça. Porque somente Maria é Mãe da graça. Por isso que Maria foi quem deu à luz ao Autor de toda graça, é que a chamamos Mãe da graça, ‘Mater gratiae’.”
“Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo e é também por Ela que deve reinar no mundo.”
“A saudação angélica resume na mais concisa síntese toda a teologia cristã sobre a Santíssima Virgem. Há nela um louvor e uma invocação: encerra o louvor da verdadeira grandeza de Maria; a invocação contém tudo que devemos pedir-Lhe e o que de sua bondade podemos alcançar”.
“Um só suspiro de Nossa Senhora tem mais poder do que as orações de todos os anjos, santos e homens juntos.”
“Onde está Maria, não entra o espírito maligno; e um dos sinais mais infalíveis de que se está sendo conduzido pelo bom espírito é a circunstância de ser muito devoto de Maria, de pensar n’Ela muitas vezes e de falar-lhe frequentemente.”
“A devoção do Santo Rosário cotidiano defronta-se com tantos e tais inimigos, que julgo uma das mais assinaladas mercês de Deus perseverar na mesma até a morte.”

São Fulgêncio
“Maria é a escada celeste pela qual Deus desceu à terra e os homens sobem a Deus.”

São Leonardo de Porto Maurício
“Sois devoto de Nossa Senhora? Ouvi pois e consolai-vos. Vivereis bem, morrereis melhor, salvar-vos-eis.”

Santo Epifânio
“Excetuando-se a Deus só, é Maria Santíssima superior a todas as criaturas.”

Santa Madalena Sofia Barat
“A morte de um filho de Maria Santíssima é o salto de uma criança nos braços de sua Mãe.”

Santo Antonino
Se Maria é por nós, quem será conta nós?

Santo Anselmo
“Deus que criou todas as coisas, fez-se a si mesmo por meio de Maria Santíssima.”
“Nada igual a Maria, nada maior que Maria, senão só Deus.”

Santo Ambrósio
“Com razão só Ela é chamada cheia de graça, porque só Ela conseguiu a graça que nenhuma outra merecera, a de ser cheia do Auto da graça.”

São Metódio
“Vosso nome, ó Mãe de Deus, está cheio de graças e de bênçãos divinas.”

São Sofrônio
“Nada há que se iguale à graça que possuís.”

São Pedro Crisólogo
“Ó Virgem Santíssima, Vosso Criador foi concebido por Vós!”

Santo Eutímio
“Depois de Deus tudo podes, e teu Filho, Deus e Senhor de todos nós, Te concede tudo como à Mãe, pois com toda a justiça se rende a tuas entranhas maternais.”

São Lourenço de Brundisio
“Que pode faltar ao homem que tem a Maria por onipotente advogada diante de Deus onipotente?”

São Bernardino de Sena
“Deus outorgou à Santíssima Virgem tanta graça que mais é impossível conceder a uma criatura, exceto Jesus Cristo.”

Santo Irineu
“O nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria.”

São João Berchmans
“Não estarei seguro da minha salvação, enquanto não estiver seguro da minha devoção à Virgem Maria.”

São Leonardo de Porto Maurício
“Abracemos todos com grande fervor a verdadeira devoção a Maria Santíssima e assim seremos todos salvos.”

Santo Antônio Maria Claret
“Ditoso quem invoca Maria Santíssima, quem recorre ao Imaculado Coração de Maria com confiança, porque alcançará o perdão dos pecados, a graça e, por fim, a glória do Céu.”

São Gabriel da Virgem Dolorosa
“Se possuímos Maria Santíssima, temos tudo com Ela.”

Santa Maria Madalena de Pazzi
“E parecia-me que a plataforma deste templo foi a elevada mente e o alto entendimento da Virgem Maria. Havia também um altar, e percebi que era a vontade da Virgem. E a toalha do mesmo altar era a sua puríssima virgindade. E o cibório onde Jesus se encontra é o Coração da Virgem. E diante do altar vi sete lâmpadas que entendi serem os Sete Dons do Espírito Santo que igual e perfeitamente se encontravam na Virgem Maria. E sobre o altar encontravam-se doze formosíssimos candelabros que eu percebi serem os Doze Frutos do Espírito Santo que a Virgem possuía”.

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars
“As Três Pessoas Divinas contemplam a Santíssima Virgem Maria. Ela é sem mancha, está ornada de todas as virtudes que a tornam tão formosa e agradável à Santíssima Trindade”.
“Deus podia ter criado um mundo mais belo do que este que existe, mas não podia ter dado o ser a uma criatura mais perfeita que Maria Santíssima”.
“O Pai compraz-se em olhar o Coração da Santíssima Virgem como a obra-prima das suas mãos.”
“Se um pai ou uma mãe muito ricos tivessem muitos filhos e todos eles viessem a morrer, restando apenas um, esse herdaria todos os bens. Pelo pecado original, todos os filhos de Adão morreram para a graça, e somente Maria Santíssima, isenta do pecado, herdou as graças de inocência e favores que caberiam aos filhos de Adão, se eles tivessem permanecido em estado de inocência. Deus tornou Maria Santíssima depositária das suas graças”.
“Maria Santíssima deseja tanto que sejamos felizes!”
“São Bernardo diz que converteu mais almas por meio da Ave-Maria que por meio de todos os seus sermões.”
“A Ave-Maria é uma oração que jamais cansa.”
“Se o inferno pudesse arrepender-se, Maria Santíssima alcançaria essa graça.”
“Tenho bebido tanto nessa fonte, no coração da Santíssima Virgem Maria, que há muito tempo teria secado se não fosse inesgotável.”
“Quando as nossas mãos tocam uma substância aromática, perfumam tudo o que tocam. Façamos passar as nossas orações pelas mãos da Santíssima Virgem Maria. Ela as perfumará.”
“O Coração de Maria é tão terno conosco, que o de todas as mães não são mais que pedras de gelo ao lado do Seu.”
“O meio mais seguro de conhecermos a vontade de Deus é rezarmos à nossa boa Mãe, Maria Santíssima.”
“O coração dessa boa Mãe é só amor e misericórdia. Ela só deseja ver-vos felizes. Basta somente volver-se para Ela a fim de serdes ouvidos.”

São Pio de Pietrelcina
“Lembre-se de que você tem no Céu não somente um Pai, mas também uma doce Mãe.”
“Que Maria Santíssima sempre enfeite sua alma com as flores e o perfume de novas virtudes e coloque a mão materna sobre sua cabeça. Fique sempre e cada vez mais perto de nossa Mãe celeste, pois ela é o mar que deve ser atravessado para se atingir as praias do esplendor eterno no reino do amanhecer.”
“Invoquemos sempre o auxílio de Nossa Senhora.”
“O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas.”
“Amai Nossa Senhora e fazei que a amem.”
“Amar a Senhora e rezar o Rosário, porque o Rosário é a arma contra os males do mundo.”
“Descansa o teu ouvido no Seu coração materno e escuta as Suas sugestões, e assim sentirás nascer em ti os melhores desejos de perfeição.”

São Pio X
“O Santo Rosário é a mais bela de todas as orações, a mais rica em graças e a que mais agrada a Santíssima Virgem. Os erros modernos serão destruídos pelo Rosário.”

Santa Rosa de Lima
“O Santo Rosário contém todo o mérito da oração vocal e toda a virtude da oração mental.”

São Pio V
“O Santo Rosário incendiou os fiéis de amor, e deu-lhes nova vida.”

Santo Antonio Maria Claret
“Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças na vida, graças na hora da morte e glória no Céu.”
“Nunca será considerado um bom cristão, quem não reza o Santo Rosário.”

São Francisco de Sales
“O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão.”

São Carlos Borromeu
“O Santo Rosário é a mais divina das devoções.”

São Maximiliano Kolbe
“Toda graça de Deus chega até nós através da intercessão de Maria Santíssima.”
“Não te aflijas pelas contrariedades e as dificuldades, mas entrega cada coisa à Mãe Imaculada.”

São Tomás de Aquino
“A Virgem Maria ultrapassa os Anjos em sua intimidade com o Senhor.”
“A Bem-aventurada Virgem Maria goza de uma intimidade com Deus maior do que a criatura angélica.”
“O Senhor Pai está com Maria, pois Ele não se separa de maneira alguma de seu Filho e Maria possui este Filho, como nenhuma outra criatura, até mesmo angélica.”
“A Bem-aventurada Virgem é o modelo e o exemplo de todas as virtudes. Nela achareis o modelo da humildade.”
“Eu daria toda a minha ciência teológica pelo valor de uma única Ave-Maria.”

São Bernardino
“Ela distribui a quem quer, como quer, quando quer e quanto quer, as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.”

Santo Hilário
“A maior alegria que podemos dar a Maria Santíssima é a de levar Jesus Eucarístico no nosso peito.”

São Vicente Palloti
“Que o meu amor por Maria Santíssima seja igual ao amor de Seu Filho Jesus por Ela.”

São Marcelino Champagnat
“Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus.”

Santo Idelfonso
“Redunda em honra do Filho tudo quanto se oferece à Mãe Santíssima.”

Santo André Corsino
“A menor oração à Mãe de Deus não fica sem resposta.”

São João Bosco
“Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima.”
“Maria protege todos os seus devotos, em todas as necessidades, mas os protege especialmente na hora da morte”.
“Recomendai constantemente a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado.”
“Sê devoto de Maria Santíssima e serás certamente feliz.”
“Jamais se ouviu dizer no mundo que alguém tenha recorrido com confiança a essa Mãe Celeste e não tenha sido prontamente socorrido.”
“Diante de Deus declaro: basta que um jovem entre numa casa salesiana para que a Virgem Santíssima o tome imediatamente debaixo de sua especial proteção”.
“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: a Santa Missa e o Santo Rosário.”
“Nunca deixar passar um sábado, sem fazer um obséquio à Maria Santíssima.”
“Quem confia em Maria Santíssima jamais será iludido”.
“Amai a vossa terna Mãe Celeste, recorrei a Ela de coração.”
“Amai, honrai e servi a Maria Santíssima”.

Beata Jacinta Marto – Aparições de Nossa Senhora de Fátima
“Diz a toda gente, que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria; que peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que ao seu lado se venere o Coração Imaculado de Maria.”

São João Damasceno
“Deus só concede a graça da devoção à Maria Santíssima, àqueles que quer salvar.”

Santo Alberto Magno
“Não há meio mais seguro para vencer os ataques do inferno do que recorrer a Maria Santíssima.”

Santo Antonino
“Todos os devotos de Maria Santíssima necessariamente se salvam.”

São Felipe de Nery
“Se quereis perseverar, sede devotos de Maria Santíssima.”

São João Berchmans
“O que tem amor à Maria Santíssima, esse terá a perseverança.”

São Vicente de Paulo
“Depois da Santa Missa, a devoção do Santo Rosário faz cair sobre as almas bem mais graças que qualquer outra, e pelas Ave-Marias se opera muito mais milagres que qualquer outra oração.”

Maria Santíssima revelou à São Radbod
“Meu filho, nunca esqueço os serviços, mínimos que sejam, que me prestam meus caros filhos. Tende isso por coisa indubitável.”

São João Paulo II
“O Santo Rosário é uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade.”
“Mediante o Santo Rosário, o povo cristão aprende com Maria Santíssima a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor.”
“Através do Santo Rosário, o fiel alcança abundantes graças, como se as recebesse das próprias mãos da Mãe do Redentor.”
“A prática do Santo Rosário é um meio muito válido para favorecer entre os fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão. O Santo Rosário situa-se na melhor e mais garantida tradição da contemplação cristã.”
“O Santo Rosário tem não só a simplicidade de uma oração popular, mas também a profundidade teológica de uma oração adaptada a quem sente a exigência de uma contemplação mais intensa.”
“O Santo Rosário foi desde sempre também a oração da família e pela família.”
“Entre o desespero e a esperança, nada como um Santo Terço bem rezado.”
“No momento da Anunciação, respondendo com o seu «fiat», Maria concebeu um homem que era Filho de Deus, consubstancial ao Pai. Portanto, é verdadeiramente a Mãe de Deus, uma vez que a maternidade diz respeito à pessoa inteira, e não apenas ao corpo, nem tampouco apenas à ‘natureza’ humana. Deste modo o nome ‘Theotókos’ — Mãe de Deus — tornou-se o nome próprio da união com Deus, concedido à Virgem Maria.”
“Desde a minha juventude o Santo Rosário teve um lugar importante na minha vida espiritual.”
“Seria impossível citar a multidão, sem conta, de Santos que encontraram no Santo Rosário um autêntico caminho de santificação.”
“A devoção a Nossa Senhora faz parte essencial dos deveres de um Cristão.”
“Ao pedir ao discípulo predileto que tratasse Maria Santíssima como sua Mãe, Jesus instituiu o culto mariano.”

Santo Alberto Magno
“A Ave-Maria é a porta do Paraíso.”

Santa Teresa d’Ávila ou Santa Teresa de Jesus
“Eu ficaria de bom grado na terra até o fim do mundo, sofrendo os piores tormentos, só para conseguir o merecimento de uma Ave-Maria.”
“No Santo Rosário encontrei os atrativos mais doces, mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir a Deus”.

São Francisco de Sales
“A Santíssima Virgem foi sempre a Estrela polar e o Porto favorável de todos os homens que têm navegado pelos mares deste mundo miserável… Os que dirigem seu barco guiando-se por esta divina Estrela livram-se de soçobrar de encontro aos escolhos do pecado.”
“O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão.”

Papa emérito Bento XVI
“O Santo Rosário não é uma prática piedosa do passado, como uma oração de outros tempos, na qual se pensa com saudades. Ao contrário, o Rosário está conhecendo como que uma nova Primavera. Isto é, sem dúvida, um dos sinais mais eloquentes do amor que as jovens gerações sentem por Jesus e pela sua Mãe, Maria.”
“A presença da Virgem Maria nos diversos lugares das nossas cidades – nas igrejas, capelas, quadros, mosaicos – nos fala de Deus, nos recorda a vitória da Graça sobre o pecado e nos induz a ter esperança mesmo nas situações mais difíceis”.

São Francisco de Assis
“Ave Senhora, Rainha Santa, Santa Mãe de Deus Maria, que és virgem feita Igreja. E escolhida pelo santíssimo Pai do céu, que Ele consagrou com Seu santíssimo dileto Filho e com o Espírito Santo Paráclito, na qual esteve e está toda a plenitude da graça e todo bem. Ave, palácio dele; ave tabernáculo dele; ave casa dele. Ave veste dele; ave serva dele; ave mãe dele. E vós todas santas virtudes, que pela graça e iluminação do Espírito Santo sois infundidas nos corações dos fiéis, para que os façais de infiéis a fiéis a Deus.”
“Quando digo Ave, Maria, os céus sorriem, os anjos rejubilam, o mundo se alegra, treme o inferno e fogem os demônios. Vós sois, ó Maria, a filha do altíssimo Pai Celestial, a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e a Esposa do Divino Espírito Santo.”

Santa Teresa do Menino Jesus
“Não tenhas receio de amar demais a Santíssima Virgem Maria, pois jamais conseguirás amá-la o suficiente e Jesus ficará muito feliz, porque a Virgem Santíssima é sua Mãe.”

São Maximiliano Kolbe
“A Imaculada é o esplendor do amor divino nas nossas almas e a forma de nos aproximarmos do coração de Jesus.”

Santo Agostinho
“A admirável santidade de Maria é fruto da graça de Deus que a cumulou, em vista de sua missão. A Virgem Maria representa o que de mais digno, puro e inocente poderia oferecer esta nossa terra a DEUS, a fim de que o Filho de Deus se dignasse baixar até ela.”
“O fato de ser Mãe de Cristo traz a Maria lugar único no mistério da redenção, já que por meio dela é que veio ao mundo o Salvador. Essa cooperação na obra da Salvação faz de Maria, espiritualmente, a Mãe de todos os homens.”
“Tudo quanto pudermos dizer em louvor de Maria Santíssima é pouco em relação ao que merece por sua dignidade de Mãe de Deus.”
“As orações de Maria Santíssima junto a Deus têm mais poder junto da Majestade Divina que as preces e intercessão de todos os anjos e Santos do Céu e da Terra.”

Santo Idelfonso
“Redunda em honra do Filho tudo quanto se oferece à Mãe Santíssima.”

Santo Alberto Magno
“Não há meio mais seguro para vencer os ataques do inferno do que recorrer à Maria Santíssima.”

Maria, humana como nós

Ela foi a pessoa que melhor realizou a vontade de Deus

O gênero humano possui duas naturezas: a corporal e a espiritual (CIC, 2337). Uma bonita característica desta realidade é que tudo aquilo que somos neste mundo têm como finalidade última revelar a nossa identidade eterna, como disse o Papa São João Paulo II em uma de suas catequeses: “O corpo, de fato, e só ele, é capaz de tornar visível o que é invisível. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus, e assim ser sinal d’Ele (Teologia do Corpo, nº 19, de 20/2/1980).

Até a essência humana do “Homem-Deus” teve esse propósito: “a pessoa humana do Cristo pertence ‘in proprio’ à pessoa divina do Filho de Deus, Sua vontade e inteligência têm como primazia a revelação do ser espiritual da Trindade (CIC, 470).

Podemos identificar uma mostra disso ao checar a vida dos santos, aqueles que já alcançaram a glória junto ao Altissímo, mas que, desde sua vida terrena, enquanto peregrinos neste mundo, demonstravam habilidades, carismas e dons que faziam parte da identidade eterna a respeito deles.

Perceba que aqueles que foram elevados aos altares, os mais conhecidos, são tidos como padroeiros e intercessores de causas específicas conforme suas experiências vividas em sua passagem aqui na terra. Dom Bosco, hoje no céu, continua intercedendo pelos jovens; São Lucas, médico (cf. Cl 4, 14), é padroeiro destes profissionais da medicina; Santa Cecília, musicista, é auxiliar espiritual dos músicos, e assim por diante.

Neste contexto, destacamos Maria Santíssima. Ela foi a pessoa humana que realizou, da maneira mais perfeita, a obediência da fé (CIC, 148), por isso está acima de todos os santos. Ela teve, em sua humanidade, a dádiva de ser mãe como maior incumbência e a mantém na eternidade. Tudo nela diz respeito à maternidade.

Aquilo que conhecemos a seu respeito, proclamado pela Igreja em seus títulos, já tinham um traço, uma característica que ela desenvolveu em sua vida neste mundo. A personalidade, a alegria, o silêncio, o serviço, a feminilidade, a prontidão, o ser educadora, a intimidade, o modo particular de ser mãe, correspondem ao cuidado que Cristo desfrutou e que, ainda nos tempos de hoje, nós também podemos obter de Maria. Nisso tudo, ela antecipava o ser “Auxiliadora”, “Rainha de Paz”, distribuidora de “Graças”, “Medianeira”, mulher “das Dores” etc.

Nela, o “dom da maternidade” atinge seu significado mais profundo e perfeito desde sempre e para sempre.

Maria, a mãe de Jesus, é e sempre será a mãe de toda a Igreja. Sem nenhuma exceção, aqueles que são gerados no Cristo herdam a filiação do Pai das Misericórdias e também dessa Mãe Dulcíssima, que nos acolhe e nos ama, pois, somos membros do Corpo Místico de Jesus, no qual Sua dimensão física foi gerada por Maria.

Ela é o modelo de mãe que concebe o corpo e também cuida para que o filho alcance a plenitude da vida espiritual e da vontade de Deus a seu respeito.

Ao vislumbrar o rosto humano da Virgem de Nazaré, seremos impulsionados a aumentar nosso amor, nossa devoção e entrega a Nossa Senhora, como também será uma provocação, partindo dos exemplos de Maria, a encontrar a iniciativa do Senhor no sentido de nossa própria existência, conhecer o que Deus pensou a nosso respeito para esta vida e para a eternidade.

Maria, mãe da ternura, rogai por nós!

Sandro Ap. Arquejada
blog.cancaonova.com/sandro

Santo Evangelho (Jo 15, 18-21)

5ª Semana da Páscoa – Sábado 25/05/2019

Primeira Leitura (At 16,1-10)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 1Paulo foi para Derbe e Listra. Havia em Listra um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia, crente, e de pai grego. 2Os irmãos de Listra e Icônio davam bom testemunho de Timóteo. 3Paulo quis então que Timóteo partisse com ele. Tomou-o consigo e circuncidou-o, por causa dos judeus que se encontravam nessas regiões, pois todos sabiam que o pai de Timóteo era grego. 4Percorrendo as cidades, Paulo e Timóteo transmitiam as decisões que os apóstolos e anciãos de Jerusalém haviam tomado. E recomendavam que fossem observadas. 5As Igrejas fortaleciam-se na fé e, de dia para dia, cresciam em número. 6Paulo e Timóteo atravessaram a Frígia e a região da Galácia, pois o Espírito Santo os proibira de pregar a Palavra de Deus na Ásia. 7Chegando perto da Mísia, eles tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu. 8Então atravessaram a Mísia e desceram para Trôade. 9Durante a noite, Paulo teve uma visão: na sua frente, estava de pé um macedônio que lhe suplicava: “Vem à Macedônia e ajuda-nos!” 10Depois dessa visão, procuramos partir imediatamente para a Macedônia, pois estávamos convencidos de que Deus acabava de nos chamar para pregar-lhes o Evangelho.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 99)

— Aclamai o Senhor, ó terra inteira.
— Aclamai o Senhor, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!

— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.

— Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor fiel eternamente!

 

Evangelho (Jo 15,18-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18“Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. 19Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia. 20Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: ‘O servo não é maior que seu senhor’. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. 21Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Maria Madalena de Pazzi, entrou para a Ordem Carmelita

Santa Maria Madalena de Pazzi, abandonou tudo, os bens e projetos para consagrar-se totalmente a Deus

Nasceu no ano de 1566 em Florença, na Itália, e pertenceu a uma nobre família.

Ela muito cedo se viu chamada à vida religiosa e queria consagrar-se totalmente. Abandonou tudo: os bens e os projetos. Entrou para a Ordem Carmelita e ali viveu por 25 anos. Uma aventura espiritual mística que resultou em uma grande obra com suas experiências carismáticas.

Todos os santos foram carismáticos. E a nossa Igreja é carismática, pois ela é marcada pelas manifestações do Espírito Santo. Precisamos aprender com os santos a sermos dóceis ao Espírito Santo. Ela sofreu muito. Amou a cruz de cada dia. Santa Maria sofreu com várias enfermidades até que entrou no Céu, com 41 anos. Seu lema foi: “Padecer, Senhor, e não morrer!”

Santa Maria Madalena de Pazzi, rogai por nós!

Deus fala no silêncio “sonoro”

Sexta-feira, 10 de junho de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano
Na Missa de hoje, Papa falou de três atitudes que resumem a vida do cristão: acolher Deus, em silêncio escutar Sua voz e ir em missão

A vida do cristão pode ser resumida em três comportamentos: estar “de pé” para acolher Deus, estar em paciente “silêncio” para escutar a Sua voz e “em saída” para anunciá-Lo aos demais. Esse foi o foco da homilia do Papa Francisco nesta sexta-feira, 10, na Casa Santa Marta.
Um pecador arrependido que decidiu retornar a Deus ou alguém que consagrou a vida a Ele: ambos, em algum momento, podem ser tomados pelo “medo” de não conseguir manter a escolha, refletiu o Papa. E a fé se embaça enquanto a depressão está à espreita.

De pé e em caminho
Para aprofundar este aspecto e indicar a saída do túnel, o Papa evocou por um momento a situação do filho pródigo, deprimido enquanto observa faminto os porcos. Mas Francisco se concentrou, sobretudo no Profeta Elias, personagem da liturgia do dia.
Ele, recordou o Papa, é um vencedor que tanto lutou pela fé e derrotou centenas de idólatras no Monte Carmelo. Mas, ao ser alvo da enésima perseguição, deixa-se abater. Cai por terra sob uma árvore, desencorajado, esperando a morte. Mas Deus não o deixa naquele estado de prostração e envia um anjo com uma frase imperativa: levanta-te, coma, saia.
“Para encontrar Deus é necessário voltar à situação do homem no momento da criação: de pé e em caminho. Assim, Deus nos criou: à Sua altura, à Sua imagem e semelhança e em caminho. “Vai, segue adiante! Cultiva a terra, faça-a crescer; e multiplicai-vos…’. ‘Saia!’. Saia e vá ao Monte e pare no Monte à minha presença. Elias ficou de pé. De pé, ele sai”.

O fio de um silêncio sonoro
Sair para colocar-se à escuta de Deus, mas como ter certeza de que é Ele que fala? Francisco levantou esse questionamento e explicou que o trecho do Livro dos Reis é eloquente nesse ponto. Elias foi convidado pelo anjo para sair da caverna no Monte Horebe, onde encontrou abrigo para estar na “presença” de Deus. No entanto, não foi nem o vento forte que quebra as rochas nem o terremoto, nem o fogo que o fizeram sair.
“Muito ruído, muita majestade, muito movimento e o Senhor não estava ali. ‘E depois do fogo, o sussurro de uma brisa suave’ ou, como está no original, ‘o fio de um silêncio sonoro’. E ali estava o Senhor. Para encontrar o Senhor, é preciso entrar em nós mesmos e sentir aquele ‘fio de um silêncio sonoro’ e Ele nos fala ali”.

A hora da missão
O terceiro pedido do anjo a Elias é: “Saia”. O profeta é convidado a refazer seus passos, em direção do deserto, porque lhe foi dada uma tarefa a cumprir. Nisso, ressalta Francisco, se capta o estímulo a estar em caminho, não fechados, não dentro do egoísmo, da comodidade, mas corajosos em levar aos outros a mensagem do Senhor, isto é, ir em missão.
“Devemos sempre buscar o Senhor. Todos nós sabemos como são os maus momentos: momentos que nos puxam para baixo, momentos sem fé, escuros, momentos em que não vemos o horizonte, somos incapazes de nos levantarmos. Todos nós sabemos isso! Mas é o Senhor que vem, nos restaura com o pão e com a sua força e nos diz: ‘Levante-se e vá em frente! Caminhe!’. Para encontrar o Senhor devemos estar assim: de pé e caminhar. Depois esperar que ele fale conosco: o coração aberto. E Ele vai nos dizer: ‘Sou eu’ e ali a fé se torna forte. A fé é para mim, para preservá-la? Não! É para ir e dar aos outros, para ungir os outros, para a missão”.

 

Quando o silêncio é comunicação

Reflexões de Frei Patricio Sciadini, ocd

Apresentamos uma reflexão intitulada – O silêncio – escrita por Frei Patrício Sciadini, ocd, religioso, Carmelita Descalço; escreveu mais de 60 livros, publicados no Brasil e no exterior e atualmente é o delegado geral no Egito.

*** Hoje assistimos a um silêncio que oprime  e que deve ser rompido com a coragem profética para que a cadeia das injustiças institucionalizadas  não continue a silenciar milhões de pessoas que gritam no deserto. Este silêncio de morte que  vemos por ai  desde o silêncio do medo que a máfia de todas as matizes  espalham ao seu redor e o “não sei não vi,  não escutei”, ao silêncio dos trabalhadores que diante de salários injustos não podem reclamar  pelo medo de ficar sem trabalho e ter uma vida  pior.

Do silêncio  das crianças abortadas que não podem nem gritar e nem defender-se ao silêncio dos presos e torturados  que  devem calar  para que outros não sofram injustamente. Estes silêncios  invadem  os meios de comunicação que, a serviço de poderosos, falsificam a verdade  e se colocam do lado do poder para ter cada vez mais  um posto mais alto.

Há o silêncio do diabo que está ao lado dos justos e dos santos  e com sua presença silenciosa  invade o temor  e insegurança,  gerando o medo coletivo. Não é este o silêncio que deve ser mantido. Este silêncio deve ser rompido para que a voz da verdade possa  ser ouvida em todos os lados e que nasça  no coração das pessoas o silêncio da esperança que está para nascer. O silêncio é útero da sabedoria a verdade. É no mais profundo de si mesmo que o ser humano necessita descer  não para escutar  a si mesmo, as suas lamúrias e fracassos ou sonhos  idealizados, mas sim para escutar a voz  de Deus que o chama a assumir  corajosamente a sua identidade de pessoa de cristão  sem ter medo de nada e de ninguém.

O Papa, na sua catequese sobre o silêncio,  nos recorda  citando Santo Agostinho, “que na medida que o Verbo crescer,  a palavra do homem diminui”. Aliás diante de Cristo  verdade caminho e vida  somente  tem espaço para o silêncio. O caminho  que deve ser percorrido é fugir  do “barulho”, seja qual for,  quer seja visivo  com as imagens que  as TV, internet e outros meios  jogam com  abundância  dentro de nós e que nos impedem de refletir, de avaliar, não nos dão o tempo de  avaliar os fatos porque quando você começa a pensar é outra imagem que vem e leva longe a primeira.

O barulho auditivo que  nos persegue   todos os dias  e sentimos que sempre mais é necessário  gritar mais forte  para que  possa ouvir o barulho distante do outro, mas não escutá-lo. É um burburinho que chega até nós, sons convulsivos,  mas não inteligíveis. São  músicas, são palavras que  impedem o ser humano de  saber  “escutar-se e escutar aos demais”; recuperar o silêncio exterior é fundamental. Criar pelo menos uma vez por semana  um “oásis de silêncio exterior”, onde possamos permanecer “a sós” duas ou três  horas  para ouvir a doce brisa  que chega até nós e na qual o Deus da vida está escondido( 1 Rs 19, 12) Quando o silêncio é fuga  se torna não comunicação,  nervosismo, mal estar  e espalha ao seu redor  um clima de desconfiança e de tristeza.

Quando o silêncio é comunicação é como o perfume que  faz sentir sua presença   embora não seja palpável. É neste silêncio  que devemos entrar novamente  para  compreender o que diz o místico João da Cruz  “Uma palavra falou o Pai, que foi seu Filho, e a fala sempre em eterno silêncio e, em silêncio, há de ser ouvida pela alma”. Os místicos não são pessoas anti-sociais, mas  exemplos de comunicação.

Cada palavra que eles pronunciam é palavra de vida, de esperança, de alegria e de amor. E quando a palavra “é como  espada a dois gumes que penetra até o miolo dos ossos” é para que  seja operadora de conversão e de salvação. Somente  quando o ser humano redescobrir  a necessidade do silêncio para se medir consigo,  com os outros  e com Deus, saberá  que a força do testemunho não é palavra, mas o silêncio, o doce silêncio.

Dando  a palavra ainda a João da Cruz:
A noite sossegada,
Quase aos levantes do raiar da aurora;
A música calada,
A solidão sonora,
A ceia que recreia e que enamora.(C 15)
É o momento de  praticar o que Jesus nos ensina se queremos rezar, falar com Deus  e escutar  seu Filho bem amado: “desce em você, fecha a porta e fala ao Pai.” (Mt 6)

Falsificadores da Palavra de Deus

“Não somos como aqueles muitos que falsificam a palavra de Deus; é, antes, com sinceridade, como enviados de Deus, que falamos na presença de Deus, em Cristo’’ (2 Cor 2, 17).         

Ainda hoje se sabe se certas telas do pintor holandês do século XVII Jan Vermeer, comprada por fortunas por alguns respeitados museus e por colecionador milionário, são verdadeiras. Pois os falsários estão por aí e um dos maiores foi Hanvan Meegeren (1889-1947), retratado em detalhes neste ‘’Eu fui Vermeer – lenda do falsário Que Enganou os Nazistas‘’ do escritor, tradutor e jornalista irlandês Frank Wynne.

Mais do que contar a história de Van Meegeren – a infância oprimida por um pai que execrava seu talento artístico, as obras anacrônicas na juventude (o modernismo eclodia na Europa), as primeiras falsificações, os enriquecimentos, a dependência de drogas, a prisão sob acusação de ter fornecido obras holandesas aos nazistas depois que se descobriu que havia vendido um Veermer (falsificado, naturalmente) a Goeering, o marechal do Terceiro Reich, e o julgamento -, Wynne desvenda como é o minucioso trabalho de peritos na autenticação de uma obra, além de despertar a reflexão sobre o que faz, afinal um trabalhador ser considerado uma obra-prima.

Isto porque o financiamento de Van Meegeren na “arte” de falsificar era tão grande e enganou tantos especialistas ao longo dos anos que, mesmo após confessar ser autor das falsificações, teve de pintar um ‘’Vermeer’’ para um júri. Sua obra, mais do que a de qualquer outro falsário, abalou os alicerces de um universo dependente da autenticação de peritos’’, escreveu Wynne (1).

Nosso tempo é marcado pelo apogeu das heresias e pela indústria da falsificação da palavra de Deus. Tudo isto se deve ao capitalismo da teologia da prosperidade, ao mundo gospel e ao culto a celebridade dos líderes religiosos de tais movimentos.

Os falsos pregadores da palavra de Deus têm tomado quase todo espaço dos verdadeiros ministros do evangelho libertador. Estão em quase todo o seguimento social.

Bons pastores com as suas boas ovelhas sofrem com esses mercenários pregadores que adentram em nossos lares perturbando a nossa mente com as suas heresias.

Para o crente rebelde e sem caráter tem nesses pregadores seu verdadeiro pastor e ídolo.

Alguns pregadores que falsificam a palavra do Senhor – principalmente pela TV e rádio – são escândalos para os pregadores honestos para a Igreja e para o mundo.

A imagem que fica desses pregadores da mídia com seu luxo, glamour, riqueza, soberba e poder mundano são de comerciante da religião.

Tudo isso prejudica demais a propagação do evangelho verdadeiro e macula a imagem dos verdadeiros homens de Deus.

Diz o pastor e teólogo Lourenço Stelio Rega: “Alguns pregadores desejam tomar posse da alma dos telespectadores como se conquistam um bem ou um produto”. Na realidade muitos demonstram estar interessados no bolso do futuro ‘’converso’’. Pregam o Evangelho e vende a salvação como se fosse mercadoria’’ (2).

A MÃE DE TODO DESVIO   

Diz São Paulo Apóstolo: “Não somos como aqueles muitos que falsificam a palavra de Deus’’. “São Paulo já tinha a revelação divina que muitos os bandidos que ganham fortunas com a falsificação da palavra de Deus”.

Segundo o estudioso Padre Oscar Quevedo, SJ, existem, só no Brasil, mais de 56 mil seitas e religiões.

Existem mais de 33.800 denominações protestantes, segundo o pesquisador e ex-missionário protestante americano Dave Armstrong (3).

A poderosa indústria de falsificação da sagrada revelação do Senhor Deus é a maior corrupção e escândalo na história do cristianismo.

Quantas traduções heréticas e interpretações maléficas. Como é vergonhoso o comércio da Bíblia. Ela é usada como a base para fundamentar a interpretação das doutrinas de homens, do demônio e dos dízimos e ofertas, com intuito de fazer a cabeça dos membros e dos visitantes a serem doadores em troca de bênçãos.

O dízimo foi uma prática da Lei do Antigo Testamento e nós vivemos na Era da Graça de Cristo do Novo Testamento. Jesus, os apóstolos e principalmente Paulo, o maior teólogo escritor e missionário da Igreja de Deus, nunca ensinaram tal prática. A citação de Mt 23, 23 está fora do contexto da Nova Aliança, Cristo apenas recorda a Lei para os escribas fariseus, da mesma forma Hebreus, capítulo 7.

O modo mais fácil de enganar e roubar o povo são em nome de Deus. As seitas crescem, falsos profetas e falsos pregadores ficam ricos com a falsificação da Bíblia, porque estão dentro do contexto da Sentença Latina: “VULGUS VULT DÉCIPI” – O POVO QUER SER ENGANADO OU GOSTA DE SER ENGANADO’’. Já foi profetizado pelo grande apóstolo de Cristo São Paulo que esses pregadores: “são lobos vorazes que não pouparão o rebanho e com pregações pervertidas” (Atos 20, 29-30).

Hoje os templos são mais belos e maiores para melhor comercializar em nome de Jesus. Onde está escrito no Novo Testamento a ordem de construir caríssimos templos? Fundar e dar nomes as denominações?

O filósofo francês Luc Ferry disse: ‘’O capitalismo globalizado foi que no fim das contas, liquidificou e liquidou os valores tradicionais, ao exigir que tudo desemboque na lógica de mercado. É por causa do capitalismo globalizado que não existem mais ideais transcendentais e tudo se torna mercadoria. Pois, no mundo de hoje, nós consumimos de tudo, não simplesmente computadores e automóveis, mais também consumimos cultura, religião, escola, política, etc. (4).

Depois do liberalismo teológico, dos cismas, é hoje a teologia da prosperidade a pior heresia, na igreja pós-moderna. Ela é a mãe de todo o desvio eclesial, pastoral e teológico.

Existe hoje uma tremenda incompatibilidade de comunhão entre os pastores devido à famigerada teologia da prosperidade e seu espaço nas denominações neopentecostais e até em denominações ditas históricas. Que o diga os pastores sérios e pobres que não podem participar de grandes e caríssimos eventos. Os pastores ortodoxos e pobres são excluídos dos ricos “pastores”, “bispos”, “apóstolos” com seus megatemplos.

CONCLUSÃO

“O mundo virtual estimula a criação de aparência sem conteúdo próprio’’, afirma a antropóloga Paula Sibilia no seu livro “O Show do Eu’’.

Cada vez mais é preciso aparecer para ser. A espetacularização tornou-se um modo de vida’’ diz Paula Sibilia.

Os pregadores da teologia da prosperidade e do mundo gospel estão dentro do ‘’reality shows’’.

São toneladas de lixo virtual dos ensinamentos desses pregadores fraudulentos do evangelho da saúde, da riqueza e do triunfo.        Seu modo de vida é de um teatro barato sem conteúdo e sem respeito para com Deus e sem para com seu semelhante. Sua espiritualidade é virtual.

Esses pregadores só querem aparecer, esnobar, brilhar mais do que o Sol e promover a sua imagem com intenção de moeda de troca.

A teologia da prosperidade tem o seu papel principalmente de desembocar, desprende no ser humano a ambição, a ganância e a idolatria pelas coisas terrenas.

O mundo virtual, a onda gospel, a teologia da prosperidade com a sua falsificação da palavra de Deus são as nossas terríveis desgraças eclesiais e seculares atuais.

Hoje mais do que nunca devemos atentar para sábias palavras do nosso Mestre e o Senhor Jesus de Nazaré: “Atenção para que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: O Cristo sou eu, enganarão a muito’’. “E SURGIRÃO MUITOS FALSOS PROFETAS E ENGANARÃO A MUITOS” (Mt 24, 4.11).

Pe. Inácio José do Valle, Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja, Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail.: [email protected]

Notas
(1) Valor, sexta-feira e fim de semana, 25,26 e 27 de julho de 2008, p.19.
(2) Eclésia, janeiro de 2003, p.56.
(3) Moura, Jaime Francisco. Porque estes ex-protestantes se tornaram católicos! São José dos Campos: Editora comDeus, 2006, p.18.(4) Valor, sexta-feira e fim de semana, 22, 23 e 24 de agosto de 2008, p.18.

 

TODAS AS RELIGIÕES SÃO BOAS?
http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=92&scat=166&id=1070

Fico impressionado, ao ver um simples mortal ousar fundar uma religião e uma igreja. Parece-me até brincadeira. Com que autoridade? Com que direito? Só mesmo a soberba humana pode explicar isto. Os fundadores de religiões são homens, na maioria das vezes problemáticos, embotados de iluminismo, exibicionismo, messianismo, às vezes charlatanismo… Na maioria das vezes usa-se da boa fé do povo simples, que, às vezes desesperados com os seus problemas, caem nos laços desses malvados. Jesus os chamou de falsos profetas e lobos vorazes (Mt 7, 21). Os Evangelhos narram os grandes milagres de Jesus. Assim Ele provou-nos que é Deus. Provou que é Deus e deu a maior prova de amor que alguém pode dar: deu a Sua vida por nós! Se a nossa vida não tem preço, quanto vale, então, a vida do “autor da Vida”? No entanto, essa Vida, de valor infinito, Ele a deu por nós, por mim e por você. Só Ele tem o poder e a autoridade de fundar A Religião e A Igreja. O resto é falsidade, loucura de homens que ficaram cegos pela própria soberba. É o caso de se perguntar: Será que algum desses pretensos “iluminados” provou que era Deus e morreu pelos seus adeptos e discípulos numa cruz? Consta que Buda ressuscitou? Consta que Maomé ressuscitou? Consta que o reverendo Moon, aceitou ser pregado numa cruz? Será que o Sr. Martinho Lutero provou a sua divindade? Será que João Calvino, João Knox, John Smith, John Weley, Joseph Smith, Charles Ruzzel, Charles Parham, etc, provaram que eram deuses? Nada consta. Será que os Srs. Edir Macedo, Confúcio, Lao Tsé, Massaharu Taniguchi, Meishu Sama, David Brandt, Helena Blavastky, etc, etc, etc, podem ser comparados com Jesus Cristo?…  Que loucura! Que soberba! Quanta ofensa Àquele que disse: “Eu sou a luz do mundo!” (Jo 8, 12). “Antes que Abrãao existisse, Eu Sou” (Jo 8, 58). Como dói, jovem, ver milhões e milhões enganados, saindo da Luz para viver nas trevas do erro. Ele já nos tinha avisado: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes” (Mt 7, 15). Também São Paulo muito alertou a São Timóteo: “O Espírito diz expressamente que nos tempos vindouros, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas diabólicas” (1Tim 4, 1). “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Tendo nos ouvidos o desejo de ouvir novidades, escolherão para si, ao capricho de suas paixões, uma multidão de mestres. Afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2Tim 4, 2-4). É o que vemos hoje: “falsos profetas”, “doutrinas diabólicas”, “multidão de mestres”, milhares de “fábulas”… Não jovem, não aceite mais cuspir no rosto do Senhor; não queira renovar a Sua flagelação, não forneça mais um espinho para a Sua coroa de dores, não ajunte mais uma martelada nos Seus cravos, não empurre ainda mais a lança contra o Seu sagrado coração. A única religião que Jesus fundou foi a que subsiste na Igreja Católica, que tem 2000 anos, e que nunca ficou sem um sucessor de Pedro, que Jesus escolheu como o primeiro chefe da Igreja na terra. Todas as demais religiões ou seitas foram fundadas por simples mortais, e não por Deus. Você vai aceitar seguir um homem ao invés de seguir Jesus? Jamais. Caro jovem, os Evangelhos atestam que Jesus é Deus, pelos seus milagres; logo, é o único que pode fundar uma religião e uma Igreja.

Um milhão de amigos

O que você vai fazer com eles?

“Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar…” Quem não conhece essa música do Roberto Carlos? Muito bonitinha mesmo, tem um ritmo alegre, refrão super bonder (basta passar uma vez pela sua cabeça para ficar grudado), mas será que é bom mesmo ter um milhão de amigos? Você teria tempo para todos eles? Conseguiria responder os recados do Twitter, Facebook, e-mail, SMS (mensagem de celular) de um milhão de pessoas? Será que você conseguiria ter intimidade e se sentir livre para revelar seus maiores segredos para um milhão de pessoas? Vamos descobrir se alguém consegue, realmente, ter um milhão de amigos?

Fico me perguntando o que se passa na cabeça de uma pessoa que, ao encontrar alguém que não conhece e, muitas vezes, de quem nem sabe o nome nem jamais ouviu uma só palavra sobre sua história, de repente, começa um diálogo chamando-o de “amiga”.

Sabe quando você está perdido e não consegue chegar a determinado lugar, mas encontra alguém e lhe diz: “amigo!”; chama um garçom ou recepcionista e lhe pede: ”Amigo, por favor…”

Amigo? Que história é essa? Você conhece, de verdade, o significado dessa palavra? Talvez existam outras fomas de tratamento mais adequadas para essas pessoas, como senhor (a), você…

A palavra “amigo” é sagrada. João Paulo II disse que “Cristo é o maior amigo e, simultaneamente, o educador de toda a amizade autêntica”. Se Ele é um educador, pode nos ensinar como descobrir quem são nossos verdadeiros amigos. Não é difícil descobri-los, basta pegar a Bíblia e abri-la em Jo 15,15b.

Jesus disse: “Eu vos chamo amigos”. Você acha que Ele disse isso para quantas pessoas? Será que o Senhor chamava o balconista da hospedaria de amigo? Ou o beduíno que lhe deu uma informação no meio do deserto? Não. Ele só falou isso para um grupo bem seleto de 12 pessoas, as quais possuíam, pelo menos, quatro características básicas:

1º – Escolha divina: não existia essa história de amizade forçada, pois esta não se inventa, mas é descoberta;

2º – Tempo: só depois de terem passado um bom tempo juntos, Jesus os chama de “amigos”. Essa história de amigo de Orkut, de Facebook ou um “amigo” que conhecemos, hoje, e já é nosso amigo (a) amanhã… não dá, não é bem por aí, não;

3º – Liberdade: os doze não ficaram falando na cabeça de Jesus: “diz que eu sou seu amigo vai, por favor” ou “eu sou seu melhor amigo?”. Não se esqueça de que o amor só pode florir no solo regado pela liberdade;

4º – Intimidade: Jesus disse: “Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai”. O dom da intimidade (recíproca) é característica básica de amizades autênticas.

Jesus tinha também “amigos íntimos”. Alguns os chamam de melhores amigos, mas talvez não seja esta a melhor forma de se referir a eles, no entanto, é uma forma de diferenciá-los. Sabe quem são? Pedro, Tiago e João. É só observar como Jesus os levava para situações-chave da Sua vida, como a Transfiguração (cf. Mt 17,1-9), o Monte das Oliveiras (cf. Mc 14,33) etc.

O mais interessante é que, mesmo que Jesus tivesse amigos íntimos, amigos, discípulos, o povo etc., Ele amava todos! Não lhe importava o “tipo de relacionamento”. Portanto, se você não é o amigo íntimo de alguém ou não consegue tratar todos os amigos da mesma maneira, fique tranquilo, porque isso é normal, chama-se “ser humano”; ser diferente disso que é o problema, pois se chama: “falsidade”. “Eu quero ter um milhão de amigos…” Você quer?

No fim das contas, o que vai valer mesmo não é quantidade de amigos que você tem ou acha que tem, mas se você vai fazer com os amigos que Deus lhe concedeu o mesmo que Jesus fez com os d’Ele: “Eu os amei até o fim (Jo 13,1)”.

Padre Sóstenes Vieira

Moderação no sinal da paz na Missa

VATICANO, 04 Ago. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em uma recente carta circular, anunciou que a localização do sinal da paz dentro da missa não mudará, mas sugeriu várias formas nas quais o rito poderia ser realizado com maior dignidade.

Em um comunicado difundido em 28 de julho, o secretário geral da Conferência Episcopal Espanhola, Pe. José María Gil Tamayo, indicou aos bispos locais que “a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos se pronunciou a favor de manter o ‘rito’ e o ‘sinal’ da paz no lugar onde se encontra hoje no Ordinário da Missa”.

O Pe. Gil Tamayo anotou que isso foi feito porque o rito da paz é “característico do rito romano” e “por não crer que seja conveniente para os fiéis introduzir mudanças estruturais na Celebração Eucarística, no momento”.

O sinal da paz é realizado depois da consagração e justo antes da recepção da Comunhão. Foi sugerido que mudasse para antes da apresentação dos dons.

O comunicado do Pe. Gil Tamayo foi enviado aos bispos espanhóis, e serve de prefácio à carta circular da Congregação para o Culto Divino, que foi assinada em 8 de junho deste ano pelo Cardeal Antonio Cañizares Llovera, seu prefeito, e seu secretário, Dom Arthur Roche.

A carta circular tinha sido aprovada e confirmada no dia anterior pelo Papa Francisco.

A carta fez quatro sugestões concretas sobre como a dignidade do sinal da paz deve ser mantida contra os abusos.

O Pe. Gil Tamayo explicou que a carta circular é um fruto do sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia, em 2005, no qual se discutiu a possibilidade de mover o rito.

“Durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembleia precisamente antes da Comunhão”, escreveu Bento XVI em sua exortação apostólica pós-sinodal “Sacramentum caritatis”.

Bento XVI acrescentou que “pedi aos dicastérios competentes que estudem a possibilidade de mover o sinal da paz a outro lugar, tal como antes da apresentação dos dons no altar… levando em consideração os antigos e veneráveis costumes e os desejos expressos pelos Padres Sinodais”.

Uma inspiração para a mudança sugerida foi a exortação de Cristo em Mateus 5,23, que “se lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”. Também teria levado o rito à conformidade, nesse aspecto, com o rito ambrosiano, celebrado em Milão (Itália).

O Caminho Neocatecumenal, um movimento leigo na Igreja, já moveu o sinal da paz em suas celebrações do rito romano, para antes da apresentação dos dons.

A decisão da congregação vaticana de manter o lugar do sinal da paz foi o fruto do diálogo com os bispos do mundo, que começou em 2008, e em consulta tanto com Bento XVI como com o Papa Francisco.

A Congregação para o Culto Divino disse que “oferecem-se algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos, que suscitam confusão nas assembleias litúrgica antes da Comunhão”.

“Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia”.

Sobre esta base, a congregação ofereceu quatro sugestões que procuram formar o “núcleo” de catequese sobre o sinal da paz.

Primeiro, enquanto confirma a importância do rito, enfatiza que é “totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar ‘mecanicamente’ para se dar a paz”.

O rito é opcional, recordou a congregação, e certamente há vezes e lugares em que não encaixa.

Sua segunda recomendação foi que como as traduções são feitas da típica terceira edição do Missal Romano, as Conferências dos Bispos devem considerar “se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento”. Sugeriu em particular que “os gestos familiares e profanos de saudação” devem ser substituídos com “outros gestos, mais apropriados”.

A Congregação para o Culto Divino também assinalou que há muitos abusos do rito, que devem ser detidos: a introdução de um “canto para a paz”, que não existe no rito romano; Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz; Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis; e quando, em algumas circunstâncias tais como matrimônios ou funerais, torna-se uma ocasião para felicitações ou condolências.

A exortação final da congregação vaticana foi que as conferências episcopais preparem catequeses litúrgicas sobre o significado do rito da paz e sua correta observação.

“A íntima relação entre lex orandi (lei da oração) e lex credendi (lei da fé) deve obviamente estender-se a lex vivendi (lei da vida)”, concluiu a carta da congregação.

“Conseguir hoje um compromisso sério dos católicos frente à construção de um mundo mais justo e pacífico implica uma compreensão mais profunda do significado cristão da paz e de sua expressão na celebração litúrgica”.

“Jesus nos oferece a certeza de que a morte foi vencida”

Urbi et Orbi

Domingo, 27 de março de 2016, Da redação, com Rádio Vaticano

Na bênção Urbi et Orbi, o  Papa Francisco recordou que com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte

“Cristo ressuscitado indica, portanto, caminhos de esperança”, diz Papa em mensagem de Páscoa. Fonte: Instagram @franciscus

Neste domingo de Páscoa, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa na Praça São Pedro, que estava repleta de fiéis e peregrinos provenientes das diversas partes do mundo para assistir a esta celebração e receber a bênção Urbi et Orbi.

A mensagem foi dada pelo Pontífice a partir da varanda central da Basílica de São Pedro, no fim da Celebração Eucarística.

Francisco iniciou falando aos presentes que Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. “Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor! A sua Ressurreição realizou plenamente a profecia do Salmo: a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele baixou até ao fundo do abismo”.

Infinita misericórdia

O Papa prossegue dizendo que diante dos abismos espirituais e morais da humanidade, diante dos vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte, somente uma infinita misericórdia pode dar a salvação. “Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses abismos, e evitar-nos de afundar, permitindo-nos de continuar caminhando juntos, em direção à Terra da liberdade e da vida.”

“O anúncio jubiloso da Páscoa: Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou oferece-nos, por conseguinte, a certeza consoladora de que o abismo da morte foi vencido e, com isso, foram derrotados o luto, o pranto e a dor.”

Francisco observa ainda que o Senhor, que sofreu o abandono dos seus discípulos, o peso de uma condenação injusta e a vergonha de uma morte infame, hoje faz com que todos compartilhem a sua vida imortal, e oferece o seu olhar de ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e violência.

Sofrimento

O Santo Padre recorda ainda que o nosso mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito, um mundo no qual as crônicas diárias estão repletas de relatos de crimes brutais, que muitas vezes acontecem dentro das paredes do “nosso” próprio lar, e de conflitos armados a grande escala, submetendo populações inteiras a provas inimagináveis.

“Eis que Cristo ressuscitado indica, portanto, caminhos de esperança para a querida Síria, um país devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, morte, de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da convivência civil”, ressaltou.

“Confiamos no poder do Senhor ressuscitado. As conversações em curso, de modo que, com a boa vontade e a cooperação de todos, seja possível colher os frutos da paz e dar início à construção de uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão”, disse.

Mensagem de vida

O Pontífice pede ainda que a mensagem de vida proclamada pelo anjo junto da pedra rolada do sepulcro, vença a dureza dos corações e promova um encontro fecundo entre povos e culturas nas outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no Iraque, Iêmen e na Líbia.

“A imagem do homem novo, que resplandece no rosto de Cristo, favoreça a convivência entre israelianos e palestinos na Terra Santa, bem como a disponibilidade paciente e o esforço diário para trabalhar no sentido de construir as bases de uma paz justa e duradoura através de uma negociação direta e sincera. O Senhor da vida acompanhe também os esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra na Ucrânia, inspirando e apoiando igualmente as iniciativas de ajuda humanitária, entre as quais a libertação de pessoas detidas”, continua Francisco.

Jesus ressuscitou

O Senhor Jesus, Paz de todos, que ressuscitando derrotou o mal e o pecado, possa favorecer, nesta festa da Páscoa, a “nossa” proximidade com as vítimas do terrorismo, forma de violência cega e brutal que continua a derramar sangue inocente em diversas partes do mundo, como aconteceu nos ataques recentes na Bélgica, Turquia, Nigéria, Chade, Camarões e Costa do Marfim.

“Possam frutificar os fermentos de esperança e as perspectivas de paz na África. Penso de modo particular ao Burundi, Moçambique, República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, marcados por tensões políticas e sociais”, acrescentou o Papa.

Egoísmo e a morte foram derrotados

Francisco recordou que com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte. Seu Filho Jesus é a porta aberta da misericórdia de par em par para todos. Fez votos para que a sua mensagem pascal possa resplandecer cada vez mais sobre o povo venezuelano nas difíceis condições em que vive e sobre aqueles que detêm em suas mãos os destinos do país, para que se possa trabalhar em vista do bem comum, buscando espaços de diálogo e colaboração entre todos.

“Que por todos os lados possam ser tomadas medidas para promover a cultura do encontro, a justiça e o respeito mútuo, únicos elementos capazes de poder garantir o bem-estar espiritual e material dos cidadãos.”

“Mas também, o Cristo ressuscitado, anúncio de vida para toda a humanidade, ressoa através dos séculos e nos convida não esquecer dos homens e das mulheres em busca de um futuro melhor, grupos cada vez mais numerosos de migrantes e refugiados, entre os quais muitas crianças, que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça social.”

Francisco diz que esses irmãos e irmãs, encontram a morte nos seus caminhos com demasiada frequência, ou a recusa dos que poderiam oferecer-lhes hospitalidade e ajuda.

O Papa fez votos para que a próxima Cimeira Mundial, sobre a Ajuda Humanitária, não deixe de colocar no centro a pessoa humana com a sua dignidade e possa desenvolver políticas capazes de ajudar e proteger as vítimas de conflitos e de outras situações de emergência, especialmente os mais vulneráveis e os que sofrem perseguição por motivos étnicos e religiosos.

Planeta terra

Neste dia, o pensamento do Santo Padre se estende também ao sofrimento da Terra “ainda assim tão abusada mediante uma exploração ávida pelo lucro, que altera o equilíbrio da natureza causando efeitos das mudanças climáticas, que muitas vezes causam secas ou violentas inundações, resultando em crises alimentares em diferentes partes do planeta”.

O pensamento de Francisco se estende ainda à todos os “nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé e pela sua lealdade a Cristo” para lhes dirigir ainda hoje as palavras de Cristo: “’Não tenhais medo! Eu venci o mundo.’ Hoje é o dia radiante desta vitória” disse.

Palavras de conforto e esperança

Finalmente, o Santo Padre dirigiu uma palavra de conforto e de esperança para “todos aqueles que nas sociedades perderam toda a esperança e alegria de viver, para os idosos oprimidos que na solidão sentem esvanecer as forças, para os jovens aos quais parece não existir o futuro”.

A todos, o Pontífice dirigiu mais uma vez as palavras do Ressuscitado “Eis que faço novas todas as coisas (…) a quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante”.

Francisco conclui pedindo que esta mensagem consoladora de Jesus, possa ajudar cada um de nós a recomeçar com mais coragem, para assim construir estradas de reconciliação com Deus e com os irmãos, que hoje há tanta necessidade.

No fim, Francisco agradeceu a todos pela presença festosa e a alegria que souberam trazer neste dia Santo. A todos pediu que continuem a rezar por Ele.

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