Quinta-feira Santa – Ano C

Por Pe. Fernando José Cardoso

Evangelho segundo São João 13, 1-15
Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo. O diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a decisão de o entregar. Enquanto celebravam a ceia, Jesus, sabendo perfeitamente que o Pai tudo lhe pusera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que atara à cintura. Chegou, pois, a Simão Pedro. Este disse-lhe: «Senhor, Tu é que me lavas os pés?» Jesus respondeu-lhe: «O que Eu estou a fazer tu não o entendes por agora, mas hás-de compreendê-lo depois.» Disse-lhe Pedro: «Não! Tu nunca me hás-de lavar os pés!» Replicou-lhe Jesus: «Se Eu não te lavar, nada terás a haver comigo.» Disse-lhe, então, Simão Pedro: «Ó Senhor! Não só os pés, mas também as mãos e a cabeça!» Respondeu-lhe Jesus: «Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés, pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todos.» Ele bem sabia quem o ia entregar; por isso é que lhe disse: ‘Nem todos estais limpos’. Depois de lhes ter lavado os pés e de ter posto o manto, voltou a sentar-se à mesa e disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me ‘o Mestre’ e ‘o Senhor’, e dizeis bem, porque o sou. Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também.

Nesta Quinta-feira Santa, a partir do horário vespertino, nós iniciamos o sagrado Tríduo Pascal, que se encerrará no Domingo de Páscoa à noite. Todos nós gostaríamos de nos sentar à mesa para a última refeição com Jesus. De fato, assim o evangelista João no-lo mostra, ao descrever Seus últimos atos e Seus últimos gestos. Dentro de pouquíssimas horas Ele deixará de ser livre, não terá mais liberdade de movimento, Suas mãos estarão atadas, amarradas. Os acontecimentos, os eventos sinistros da paixão já se puseram em movimento de maneira irrevogável: Jesus vai infalivelmente – embora livremente – ao encontro do Seu destino e do Seu cálice terrível. Que faz Jesus nos Seus últimos momentos de liberdade, quando ainda Se sente senhor de Si? Aqui está a maravilha da Quinta-feira Santa: Jesus toma o pão em Suas mãos e, depois de ter dado graças a Deus, imprime neste pão a Sua paixão. “Tomai todos e comei, isto é o Meu corpo, que será entregue por vós”. Toma um cálice com vinho e imprime naquele vinho do mundo o Seu sangue, as Suas dores, a violência da Sua morte: “Tomai todos e bebei, este é o cálice do Meu sangue, o sangue da aliança, que será dentro em breve derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados”. E assim nós recebemos hoje o último gesto livre e responsável de Jesus: entregar-nos, como dom, a Sua própria paixão, entregar-nos como dom impresso no pão e no vinho Suas dores, Sua morte e Sua ressurreição. Para que? Para que este dom de transformar-Se no único sacrifício que oferecemos em Seu nome ao Pai – através do corpo e do sangue de Cristo – seja também o nosso dom, o nosso gesto, a nossa entrega existencial com Cristo e por Cristo nas mãos de Deus. Nós nunca admiraremos em profundidade a beleza, a riqueza, e, sobretudo o transbordamento de amor  de um coração divino e humano impresso na Eucaristia que está ao nosso alcance em todos os altares, onde o santo sacrifício vem a ser atualizado e celebrado. Normalmente, alguém pede a Deus que, em primeiro lugar, o livre de um perigo e depois Lhe rende graças. Jesus Se antecipa na Sua trajetória, no pão e no vinho, e rende graças a Deus, louva e bendiz a Deus por dar a Ele – Jesus – a ocasião de manifestar assim o extremo amor que tem para cada um de nós. É com o coração transbordante de gratidão e de alegria que nós recebemos em nossas mãos o último e definitivo amor de Jesus, o dom Dele mesmo para nossa vida e a vida do mundo.

 

«Amou-os até ao fim»
São João-Maria Vianney (1786-1859); presbítero, Cura d’Ars
Sermão para a Quinta-Feira Santa

Que amor, que caridade, a de Jesus Cristo, em ter escolhido a véspera do dia em que ia ser morto para instituir um sacramento por meio do qual permanecerá entre nós, como Pai, como Consolador, e como toda a nossa felicidade! Mais felizes ainda do que aqueles que O conheceram na Sua vida mortal pois, estando Ele num só lugar, tinham de se deslocar de longe para terem a felicidade de O ver, nós encontramo-Lo em toda a parte, e essa felicidade foi-nos prometida até ao fim do mundo. Ó imenso amor de Deus pelas Suas criaturas! Não, nada pode detê-Lo, quando quer mostrar-nos a grandeza do Seu amor. Neste momento de felicidade para nós, toda a Jerusalém está a ferro e fogo, a populaça está enfurecida, todos conspiram para a Sua perda, todos querem verter o Seu adorável sangue – e é precisamente nesse momento que Ele prepara para eles, como para nós, a prova mais inefável do Seu amor.

 

A Ceia do Senhor

Hoje é um dia memorável na vida de uma comunidade cristã. Quinta-feira única no ano litúrgico. Se a Celebração Eucarística é sempre memorial da Morte e Ressurreição do Senhor, hoje o é mais, se é que isso é possível. Durante quarenta dias, preparamo-nos para a Páscoa, que hoje começa com o  Tríduo  Pascal, cujo centro celebrativo é o mistério da redenção humana pela Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. O Tríduo Pascal evidencia a união inseparável que existe entre a teologia da cruz e a teologia da glória, como se representa visivelmente em Jesus Ressuscitado, mostrando aos Seus discípulos os sinais da cruz no Seu Corpo glorioso. Hoje celebramos a instituição da Eucaristia por Jesus na Santa Ceia de despedida dos Seus discípulos, na véspera de Sua Paixão. Tarde cheia de recordações, palavras de despedida, sinais sacramentais e gestos de profundo sabor fraterno. Entre os temas principais que se destacam na liturgia de hoje: Eucaristia, sacerdócio ministerial e amor fraterno na comunidade cristã, o primeiro e determinante dos outros é a Eucaristia, memorial da Paixão e Morte do Senhor até que Ele volte de novo, e nova Páscoa ou Banquete  Sacrifical do povo cristão, que vem substituir a Ceia Pascal judaica, memorial de libertação. A Ceia do Senhor é situada por alguns teólogos como o nascimento da Igreja, pois é evidente que o mandato de Jesus: “Fazei isto em memória de mim” origina a repetição da Eucaristia e, portanto, a convocação permanente da assembléia eclesial através dos tempos. Do mesmo modo, esse mandato e desejo de Cristo de repetir a sua Ceia Eucarística é possível na comunidade graças ao ministério sacerdotal dos bispos e presbíteros em continuidade com os apóstolos do Cenáculo. No decorrer da Última Ceia, Jesus disse aos discípulos: “Resta-me pouco tempo para estar convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. O sinal pelo qual conhecerão que sois meus discípulos será que vos amais uns aos outros”. O amor fraterno ou mandamento de Jesus aparece como sinal visível da comunidade cristã. Será o que a identifica perante o mundo. Há dois gestos na Ceia do Senhor que apontam o amor fraterno: o ato do Lava-pés dos apóstolos por Jesus e a mesa comum, que se torna Eucaristicamente e, pela primeira vez, o Seu Corpo e o Seu Sangue. Ambos os gestos são expressão de serviço, amor e entrega por parte de Cristo e convite para que nós façamos o mesmo, pois a ambos aplica Jesus o mandato de repeti-los em memória e a exemplo d’Ele. O amor do Senhor não ficou apenas em palavras, nem sequer nestes dois sinais: Eucaristia e Lava-pés, mas passou à ação: Cristo deu a vida pelos Seus amigos e por todos nós. De fato, é o amor o que dá perspectiva e a profundidade de espaço ao quadro da Quinta-feira Santa. Naquela tarde, realizaram-se duas entregas bem diferentes. Jesus dá-se aos amigos na Eucaristia: “Este pão é o meu Corpo, que se entrega por vós; este vinho é o meu sangue, derramado por vós”. A esta doação sem reservas Judas responde com a traição, que o Senhor já conhecia: “Um de vós vai entregar-me”. Dar-se a si mesmo, como Jesus, ou vender o irmão, como Judas, é o paradoxo que constantemente nos apresenta a vida. A nossa opção de cristãos não pode ser outra a não ser a de Jesus em tal dia como hoje: amar os outros como Ele nos amou.
*Cf. B, CABALLERO. A Palavra de cada dia. p. 169-170. Paulus: 2000.

 

Reflexão da quinta-feira santa

O Evangelho de João, utilizado para a missa da tarde, mostra que a Páscoa de Jesus não está relacionada com a Páscoa judaica. João não menciona essa páscoa e nem Jerusalém. Para João, a verdadeira Páscoa é a celebrada por Jesus com sua morte. Ao sentar-se à mesa com seus discípulos, Jesus explicita partilha de vida e de ideais. Isso deveria vir à nossa mente e ao nosso coração quando nos dirigimos a alguma celebração eucarística. Só posso celebrá-la se minha vida é uma constante partilha não só daquilo que tenho, mas principalmente daquilo que sou, partilha de mim mesmo como dom. João inicia falando da “hora” de Jesus, do amor extremo do Senhor pelos seus e imediatamente mostra que esse amor é concreto e culmina com a cruz. Jesus ensina que o serviço é amor e quem mais serve é porque mais ama. Ele assume o papel que era atribuído ao escravo gentio e vai lavar os pés de seus discípulos. Pedro, chocado com o que vê, reage peremptoriamente, mas Jesus lhe diz: ou deixa que eu lave seus pés e aceita a nova sociedade onde o súdito é igual ao patrão, ou você não participará do projeto de Deus, da adesão ao Jesus-servo. Ser cristão é ser servo dos outros! Pedro precisa mudar sua cabeça. Apesar de servo, tem cabeça de patrão. Está inserido na sociedade classista onde o maior deverá ser servido pelo menor, onde há superiores e inferiores. Cristo inaugura a nova sociedade, a dos filhos de Deus, a dos irmãos em Cristo. Jesus volta à mesa, isto é, retoma a posição de homem livre – só os livres se sentam à mesa -, mas não retira o avental. O símbolo do servo, o avental, ele o conserva sob o manto. Jesus comenta o que fez, assume que é o Mestre e Senhor de todos e proclama a ordem da nova sociedade: lavar os pés uns dos outros. Jesus concluirá o lava-pés na cruz, quando de fato nos purificará, nos possibilitará a entrada na Casa do Pai. O entregar-se vai muito além do simples serviço. Entregar-se é dar-se como dom, como dom de si para o outro. Nisso está o amor. De fato, a entrega de Jesus na cruz para a nossa Redenção – sacrifício que estamos para celebrar – é expressão máxima do Amor de Deus por todos nós
Fonte: Rádio Vaticano, 01/4/2010

 

Quinta Feira Santa
Cristo inaugurou um novo sacerdócio
D. Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Na Quinta-feira Santa à tarde, quando se inicia o Tríduo Pascal, a Igreja celebra a instituição do maior dos sacramentos, a Eucaristia. É o sacramento do amor – sacramentum caritatis. A oferta de Jesus na cruz foi sacramentalmente antecipada na última Ceia pelas palavras do Divino Mestre sobre o pão e sobre o vinho, respectivamente: “Isto é o meu corpo entregue. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, derramado…” Jesus, com efeito, ordenou aos apóstolos que, repetindo o seu gesto, celebrassem sacramentalmente o Seu sacrifício ao longo da história da Igreja. A Igreja, na verdade, recebeu a ordem de celebrar a Eucaristia como um verdadeiro dom, um presente inestimável de Deus. Pela Eucaristia, a Igreja é associada ao sacrifício redentor de Cristo em favor da salvação do mundo. Pela Eucaristia, a presença de Jesus à Igreja se realiza de um modo intenso e extraordinário. Pela Eucaristia, o Povo de Deus a caminho é alimentado e fortalecido com o Pão do Céu. Vemos, assim, a importância da nossa participação anual nessa celebração e a alegria de celebrá-la solenemente aos domingos e dias de semana. Esse grande dom que o Senhor nos concede, alimentando-nos com Seu Corpo e Seu Sangue, também nos fala pelas Escrituras e nos une em comunidade de fé como irmãos e irmãs – e nos envia ao mundo com a missão de anunciar a todos a Boa Notícia. Ao ordenar aos apóstolos a celebração da Eucaristia, Jesus instituiu o sacerdócio ministerial. Na Igreja, em virtude do Batismo, todos são inseridos no único sacerdócio de Cristo. Entretanto, como o plano de Deus obedece à economia sacramental, existem na Igreja aqueles que fazem as vezes de Cristo Sacerdote, Cabeça da Igreja. Estes são os sacerdotes ordenados. Ora, o sacerdócio ordenado existe para o bem do Povo de Deus. Pela pregação da Palavra, pelo governo da Igreja, pela celebração dos sacramentos – especialmente a Eucaristia –, o ministro ordenado, representando Cristo Cabeça, serve aos fiéis batizados a fim de que todos sejam associados ao único Sacerdote da Nova e Eterna Aliança. Com efeito, Cristo inaugurou um novo sacerdócio, o sacerdócio da Nova Aliança. Os sacerdotes do Antigo Testamento ofereciam a Deus sacrifícios externos, como o novilho ou o cordeiro. Jesus, no entanto, ofereceu ao Pai a sua própria vida. De outra coisa não quis saber senão de obedecer em tudo ao seu Pai. O sacrifício que Jesus Sacerdote ofereceu a Deus é um sacrifício existencial, mas o sacrifício da vida conformada à vontade divina. A morte na cruz é o grande sinal de que Jesus não se acovardou, mas levou até o fim a missão que o Pai lhe confiara. Jesus é o novo Adão. O velho Adão desobedeceu a Deus, mas o novo foi-Lhe fiel até o derramamento do próprio sangue. Para que a humanidade se renovasse e pudesse obedecer a Deus à semelhança do Homem Novo, Jesus Cristo, Ele dispôs que todos os homens se associassem a seu Filho pela graça. A graça é uma ajuda, um favor de Deus concedido em benefício da nossa fraqueza. A graça de Deus nos tira do pecado, renova-nos, santifica-nos e nos dispõe para receber um dia a glória celeste em todo o seu esplendor. Ora, de acordo com a economia sacramental do Plano de Deus, a graça de que necessitamos vem até nós de modo especial pelos sacramentos, especialmente a Eucaristia. A Eucaristia comunica-nos a vida mesma de Cristo, a fim de que façamos o que Cristo fez: entregar a vida a Deus como um sacrifício de louvor. Na verdade, servir a Deus significa realizar nossa suprema vocação. E servir a Deus é reinar. O sacerdócio ordenado, na verdade, resulta de uma especial participação do sacerdócio de Cristo e, como tal, existe para o bem espiritual do Povo de Deus. Os ministros ordenados, sobretudo pela celebração da Eucaristia, perpetuam sacramentalmente o sacerdócio de Cristo e, assim, levam aos fiéis os dons da Redenção, associando a Igreja ao sacrifício de seu Esposo. A finalidade suprema é a união com Cristo e a tradução dessa união em gestos concretos de amor ao próximo. Deixar que a vida de Cristo seja a nossa vida é a grande meta de todos nós. Como Cristo ofereceu-se ao Pai, a Igreja também deve fazê-lo. E a força que ela recebe para isso vem do próprio Cristo, que, por seus ministros ordenados, atua eficazmente em favor de seu Corpo Místico. Recorda-nos o rito de ordenação de presbíteros: “Este irmão, após prudente exame, será constituído sacerdote na Ordem dos Presbíteros para servir ao Cristo Mestre, Sacerdote e Pastor, que, por seu ministério, edifica e faz crescer o seu Corpo, que é a Igreja, como povo de Deus e Templo do Espírito Santo.” E ainda: “Desempenha, portanto, com verdadeira caridade e contínua alegria, a missão do Cristo sacerdote, procurando não o que é teu, mas o que é de Cristo”. Que a Quinta-feira Santa, dia da Eucaristia e da instituição do sacerdócio ordenado, seja para o Povo de Deus, principalmente para os sacerdotes, o grande dia de contemplar o amor de Deus. O Senhor deixou à Igreja o sacramento da caridade, e o sacerdócio ordenado, que, nas palavras de São João Maria Vianney, é “o amor do coração de Jesus”. Que o Ano Sacerdotal, que ora celebramos, reavive em nós a consciência da importância da Eucaristia e dos ministros ordenados para a vida da Igreja. E os ministros ordenados agradeçam ao Senhor, sabendo que tudo é dom de Deus para o bem da Igreja, e sejam fiéis ao dom recebido, mostrando pela vida e pelas palavras que a fidelidade de Cristo é que garante a fidelidade do sacerdote. “Seja, portanto, a tua pregação, alimento para o povo de Deus e a tua vida, estímulo para os féis, de modo a edificares a casa de Deus, isto é, a Igreja, pela palavra e pelo exemplo”. Ao agradecer a Deus pelo Seu Filho presente entre nós, de modo especialíssimo pela Eucaristia, pois acreditamos nas Palavras que Ele nos deixou nas Escrituras, rezemos também pelos que são chamados a servir ao Povo de Deus no ministério sacerdotal, entregando suas vidas para a glória de Deus e a santificação das pessoas. Nós recordamos com carinho que na Sexta-feira Santa deste ano, dia 2 de abril, voltava para a casa do Pai o nosso querido Papa João Paulo II, o grande Servo de Deus, fiel até o fim, dando a sua vida até o último suspiro na fidelidade ao Evangelho, e que governou a Igreja de 1978 a 2005. As celebrações da Paixão e Morte do Senhor na Sexta Feira Santa e grande Vigília Pascal, quando renovamos as promessas batismais, completarão esse importante tríduo sacro, centro de nosso ano litúrgico. Somos todos convidados a “fazer Páscoa”, participando com nossas comunidades desses momentos marcantes de nossa vida católica. Ao iniciarmos com esta celebração da Ceia do Senhor as celebrações pascais deste ano, permitam-me agradecer a todos pela comunhão e unidade e desejar que a Páscoa que ora vivemos possa iluminar todos os momentos de nossas vidas e ser o centro de toda a nossa história. Ter a certeza de que, com Cristo, passamos da morte para a vida, e na madrugada do primeiro dia da semana, iremos, também nós, anunciar ao mundo a grande notícia: o Senhor está vivo, Ele está conosco, Ele Ressuscitou! Aleluia! Feliz Páscoa a todos!

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