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Catequese do Papa: a esperança é uma Pessoa, Jesus Cristo

Quarta-feira, 5 de abril de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco continuou a refletir sua série de catequeses que tem como tema a “esperança cristã”

O Santo Padre encontrou, na manhã desta quarta-feira, 05, na Praça São Pedro, mais de vinte mil peregrinos e fiéis, provenientes de diversos países do mundo, para a habitual Audiência Geral.

O Papa continuou a refletir sua série de catequeses que tem como tema a “esperança cristã”. Hoje, de modo particular, aprofundou o trecho da primeira Carta de São Pedro, que exorta “a dar razão da nossa esperança a todo aquele que a pedir”.

Com efeito, disse Francisco, o Apóstolo consegue infundir, na sua Carta, grande consolação e paz, levando a perceber que o Senhor está sempre ao nosso lado e nunca nos abandona, sobretudo nos momentos mais delicados e difíceis da nossa vida. Aqui, o Papa perguntou: “Qual o segredo desta Carta e, de modo particular, desta passagem que acabamos de ouvir”? E respondeu:

“O segredo consiste no fato de afundar as suas raízes diretamente na Páscoa, no coração do mistério que estamos para celebrar, fazendo-nos perceber a luz e alegria que brotam da morte e ressurreição de Cristo. Cristo ressuscitou verdadeiramente, está vivo e habita em cada um de nós. É por isso que São Pedro nos convida com força a adorá-lo em nossos corações”.

O Senhor começou a morar em nós, afirmou o Pontífice, a partir do nosso Batismo e, daquele momento em diante, continua a renovar a nós e a nossa vida, com o seu amor e a plenitude do seu Espírito. Eis porque o Apóstolo nos recomenda “a dar razão da nossa esperança a todo aquele que a pedir”. E acrescentou:

“A nossa esperança não é um conceito, nem um sentimento, mas é uma Pessoa, o Senhor Jesus, vivo e presente em nós e nos nossos irmãos. Portanto, dar razão da esperança não se faz em nível teórico, em palavras, mas, sobretudo, com o testemunho da vida, dentro e fora da comunidade cristã”.

E o Papa constatou: “Se Cristo está vivo e habita em nós, no nosso coração, então devemos deixar que ele se torne visível e que aja em nós. Isto quer dizer que ele deve ser sempre o nosso modelo de vida e que, por conseguinte, devemos aprender a comportar-nos como ele”.

Logo, a esperança que está em nós não pode permanecer oculta, mas deve ser externada e até tornar-se perdão a quem nos faz mal. O mal não deve ser vencido com o mal, mas com a humildade, a misericórdia e a mansidão. E Francisco citou a afirmação de São Pedro:

“É melhor sofrer praticando o bem que fazendo o mal. Isto não quer dizer que é bom sofrer, mas, quando sofremos pelo bem, estamos em comunhão com o Senhor, que padeceu e sofreu na cruz pela nossa salvação. Assim, nos tornamos semeadores de vida e esperança na ressurreição, e instrumentos de consolação e paz, fazendo brilhar no mundo a luz da Páscoa”.

O Santo Padre concluiu a sua catequese dizendo que “agora podemos entender porque o apóstolo Pedro nos chama bem-aventurados, quando sofremos pela justiça”. Não se trata de uma questão moral ou ascética, mas de ser sinais vivos e luminosos da esperança entre os últimos e marginalizados.

Ao término da sua catequese semanal, Francisco passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes, em diversas línguas. Eis a saudação que fez aos fiéis de língua portuguesa:

“Dou as boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis de Estrela e aos estudantes de Perafita. Queridos amigos, a fé na Ressurreição nos leva a olhar o futuro, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte que celebramos na Páscoa. Deus vos abençoe!”

Falando em italiano, o Papa fez uma saudação especial aos familiares dos militares que tombaram em Missões internacionais de Paz; saudou os participantes no Encontro promovido pelo Pontifício Conselho da Cultura, aos quais encorajou a refletir sobre o futuro da humanidade à luz das ciências médicas e dos perenes valores morais.

O Pontífice convidou os fiéis a participar da Via Sacra, na Sexta-feira Santa, no Coliseu de Roma, pelas mulheres crucificadas no mundo.

Por fim, recordando que hoje se celebra a memória litúrgica de São Vicente Ferres, pregador Dominicano, o Santo Padre convidou os jovens a aprender, na sua escola, a falar com Deus e de Deus, evitando falar de modo inútil e prejudicial.

Dito isso, o Papa concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Santo Evangelho (Mc 8, 34–9, 1)

6ª Semana Comum – Sexta-feira 17/02/2017

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Gn 11,1-9)
Leitura do Livro do Gênesis.

1Toda a terra tinha uma só linguagem e servia-se das mesmas palavras. 2E aconteceu que, partindo do oriente, os homens acharam uma planície na terra de Senaar, e ali se estabeleceram. 3E disseram uns aos outros: “Vamos, façamos tijolos e cozamo-los ao fogo”. Usaram tijolos em vez de pedra, e betume em lugar de argamassa. 4E disseram: “Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos, e não seremos dispersos por toda a face da terra”. 5Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. 6E o Senhor disse: “Eis que eles são um só povo e falam uma só língua. E isto é apenas o começo de seus empreendimentos. Agora, nada os impedirá de fazer o que se propuserem. 7Desçamos e confundamos a sua língua, de modo que não se entendam uns aos outros”. 8E o Senhor os dispersou daquele lugar por toda a superfície da terra, e eles cessaram de construir a cidade. 9Por isso, foi chamada Babel, porque foi lá que o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo, e de lá dispersou os homens por toda a terra.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 32)

— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

— O Senhor desfaz os planos das nações e os projetos que os povos se propõem. Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar.

— Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.

— Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.

 

ANO PAR

Primeira Leitura (Tg 2,14-24.26)
Leitura da Carta de São Tiago

14Meus irmãos, de que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática? A fé seria então capaz de salvá-lo? 15Imaginai que um irmão ou uma irmã não tem o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; 16se então alguém de vós lhes disser: “Ide em paz, aquecei-vos”, e: “Comei à vontade”, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adiantará isso? 17Assim também a fé: se não se traduz em obras, por si só está morta. 18Em compensação, alguém poderá dizer: “Tu tens a fé e eu tenho a prática! Tu, mostra-me a tua fé sem as obras, que eu te mostrarei a minha fé pelas obras! 19Crês que há um só Deus? Fazes bem! Mas também os demônios creem isso, e estremecem. 20Queres então saber, homem insensato, como a fé sem a prática é vã? 21O nosso pai Abraão foi declarado justo: não será por causa de sua prática, até o ponto de oferecer seu filho Isaac sobre o altar? 22Como estás vendo, a fé concorreu para as obras, e, graças às obras, a fé tornou-se completa. 23Foi assim que se cumpriu a Escritura que diz: ‘Abraão teve fé em Deus, e isto lhe foi levado em conta de justiça, e ele foi chamado amigo de Deus”’. 24Estais vendo, pois, que o homem é justificado pelas obras e não simplesmente pela fé. 26Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem as obras, é morta.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 111)

— Feliz é todo aquele que ama com carinho a lei do Senhor Deus.
— Feliz é todo aquele que ama com carinho a lei do Senhor Deus.

— Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos!

— Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos.

— Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!

 

Evangelho (Mc 8,34–9,1)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 34chamou Jesus a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai salvá-la. 36Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida? 37E o que poderia o homem dar em troca da própria vida? 38Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele quando vier na glória do seu Pai com seus santos anjos”. 9,1Disse-lhes Jesus: “Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus chegar com poder”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Sete Santos fundadores da Ordem dos Servitas 

Os Sete Santos fundadores deram um passo de radicalidade; abandonaram o luxo e foram viver uma vida monástica

Interessante percebermos o contexto do surgimento desta ordem. No século XII e XIII, predominava uma burguesia anticristã na vivência, porque dizer que é cristão, que é católico, não é difícil, mas vivenciar e testemunhar o amor a Cristo, à Igreja e aos pobres, só com muito esforço e muita graça do Senhor.

Providencialmente, Deus, em sua misericórdia, foi suscitando vários santos como verdadeiros caminhos da fé e da felicidade, como os sete santos de hoje que fundaram a Ordem dos Servos de Maria. Eles pertenciam ao grupo de burgueses, até que foram se aproximando de um grupo de oração que se reunia com uma imagem de Nossa Senhora e ali oravam. Aqueles jovens foram se aproximando e a graça de Deus foi conquistando o coração deles.

Foram sete a dar um passo de radicalidade. Abandonaram o luxo, os cavalos, as festas, e foram viver uma vida monástica como sinal de santidade naquela sociedade em decadência. Com exceção de Alessio, que ficou como irmão religioso, os demais tornaram-se sacerdotes. Mas todos eles, como um só sinal de que ser servo de Cristo e da Virgem Maria, é preciso ter muito amor.

Oração, penitência e renúncia são percebidos na vida dos santos. Essas coisas são comuns, porque brotam da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e estão presentes no Evangelho que a Igreja de Cristo prega.

Sete Santos fundadores da Ordem dos Servitas, rogai por nós!

A esperança cristã é esperança da salvação, diz Papa

Quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano 
 
Francisco se dedicou na catequese de hoje a falar da esperança na salvação, uma esperança certa para o cristão

A esperança cristã é a esperança da salvação. Este foi o tema da catequese do Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, 1º, na Sala Paulo VI. O Santo Padre deu sequência à série sobre a esperança. Depois de tratar desta virtude no Antigo Testamento, nas próximas semanas a leitura será feita a partir do Novo Testamento, começando pela Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

Quando o Apóstolo a escreve, passaram-se pouco anos da Páscoa de Cristo. A dificuldade da comunidade não era reconhecer a ressurreição de Jesus, mas a ressurreição dos mortos: dúvida que acomete os fiéis ainda hoje toda vez que perdem uma pessoa querida.

“Realmente existe a vida depois da morte? Poderei rever e reabraçar as pessoas que amei? Pergunta que uma senhora me fez poucos dias atrás”, contou o Pontífice. Diante dos temores e da perplexidade dos tessalonicenses, São Paulo os convida a manter firme a esperança da salvação como um capacete sobre a cabeça.

“Eis a esperança cristã. Quando se fala de esperança, podemos ser levados a compreendê-la segundo a acepção comum do termo, em referência a algo belo que desejamos, que pode ou não se realizar. Quando se diz por exemplo: espero que amanhã o tempo seja bom. Mas a esperança cristã não é assim. A esperança cristã é a espera em algo que já aconteceu e que certamente acontecerá para cada um de nós”.

Portanto, explicou ainda o Papa, a ressurreição dos vivos e aquela dos mortos não é algo que poderá ou não acontecer, mas é uma realidade certa, enquanto radicada no evento da ressurreição de Cristo. Um velhinho, contou Francisco, dizia que não tinha medo da morte, mas tinha medo de vê-la chegar. “A porta está ali, é preciso caminhar até ela”.

“Esperar significa aprender a viver na espera e encontrar a vida. Quando uma mulher descobre que está grávida, todos os dias aprende a viver na espera de ver o olhar daquela criança que virá. Também nós devemos aprender essas esperas humanas e viver na espera de ver o Senhor, de encontrá-Lo. Isso não é fácil, mas se aprende: viver na espera.”

Isso, porém – prosseguiu Francisco – implica um coração humilde, pobre. Somente um pobre sabe esperar. Quem já é pleno de si e dos seus pertences, não sabe depositar a própria confiança em ninguém a não ser em si mesmo.

O Papa concluiu com uma expressão de São Paulo que o impressiona: “E assim, estaremos para sempre com o Senhor”. “Vocês acreditam nisso?”, brincou Francisco, convidando os fiéis a repetirem três vezes a frase de Paulo. “Assim – finalizou – com o Senhor nos encontraremos”.

 

CATEQUESE

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Nas catequeses passadas, começamos o nosso percurso sobre o tema da esperança relendo nessa perspectiva algumas páginas do Antigo Testamento. Agora queremos passar a trazer à luz a importância extraordinária que esta virtude vem a assumir no Novo Testamento, quando encontra a novidade representada por Jesus Cristo e pelo evento pascal: a esperança cristã. Nós cristãos somos homens e mulheres de esperança.

É aquilo que emerge de modo claro desde o primeiro texto que foi escrito, ou seja, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses. No trecho que ouvimos, se pode perceber todo o frescor e a beleza do primeiro anúncio cristão. A comunidade de Tessalônica é uma comunidade jovem, fundada há pouco; no entanto, apesar das dificuldades e das provações, está enraizada na fé e celebra com entusiasmo e com alegria a ressurreição do Senhor Jesus. O apóstolo então se alegra de coração com todos, enquanto aqueles que renascem na Páscoa tornam-se verdadeiros “filhos da luz e filhos do dia” (5, 5), em força da plena comunhão com Cristo.

Quando Paulo lhes escreve, a comunidade de Tessalônica foi apenas fundada e apenas alguns anos a separam da Páscoa de Cristo. Por isso, o apóstolo procura fazer compreender todos os efeitos e as consequências que este evento único e decisivo, isso é, a ressurreição do Senhor, comporta para a história e para a vida de cada um. Em particular, a dificuldade da comunidade não era tanto de reconhecer a ressurreição de Jesus, todos acreditavam, mas de acreditar na ressurreição dos mortos. Sim, Jesus ressuscitou, mas a dificuldade era acreditar que os mortos ressuscitam. Nesse sentido, esta carta se revela mais do que nunca atual. Toda vez que nos encontramos diante da nossa morte ou de uma pessoa querida, sentimos que a nossa fé é colocada à prova. Aparecem todas as nossas trevas, toda a nossa fragilidade e nos perguntamos: “Mas realmente haverá vida após a morte…? Poderei ainda ver e abraçar as pessoas que amei…?”. Uma senhora me fez essa pergunta há poucos dias em uma audiência, manifestando uma dúvida: “Encontrarei os meus?”. Também nós, no contexto atual, precisamos retornar à raiz e ao fundamento da nossa fé, de modo a tomar consciência do quanto Deus fez por nós em Cristo Jesus e o que significa a nossa morte. Todos temos um pouco de medo por esta incerteza da morte. Lembro-me de um velhinho, um idoso, bravo, que dizia: “Não tenho medo da morte. Tenho um pouco de medo de vê-la vir”. Tinha medo disso.

Paulo, diante dos temores e da perplexidade da comunidade, convida a ter firme na cabeça como um capacete, sobretudo nas provações e nos momentos mais difíceis da nossa vida, “a esperança da salvação”.É um capacete. Assim é a esperança cristã. Quando se fala de esperança, podemos ser levados a entendê-la segundo o sentido comum do termo, ou seja, em referência a algo de belo que desejamos, mas que pode realizar-se ou não. Esperamos que aconteça, é como um desejo. Diz-se, por exemplo: “Espero que amanhã faça um tempo bom!”; mas sabemos que no dia seguinte pode fazer mal tempo, em vez disso… A esperança cristã não é assim. A esperança cristã é a espera de algo que já foi realizado; a porta está ali, e eu espero chegar à porta. O que devo fazer? Caminhar para a porta! Estou seguro de que chegarei à porta. Assim é a esperança cristã: ter a certeza de que eu estou em caminho para algo que é, não que eu queira que seja. Esta é a esperança cristã. A esperança cristã é a espera de uma coisa que já foi realizada e que certamente se realizará para cada um de nós. Também a nossa ressurreição e aquela dos queridos falecidos, portanto, não é algo que poderá acontecer ou não, mas é uma realidade certa, enquanto enraizada no evento da ressurreição de Cristo. Esperar, portanto, significa aprender a viver na espera. Aprender a viver na espera e encontrar a vida. Quando uma mulher descobre estar grávida, todos os dias aprende a viver na espera de ver o olhar daquela criança que virá. Assim também nós devemos viver e aprender com estas esperas humanas e viver na espera de olhar para o Senhor, de encontrar o Senhor. Isso não é fácil, mas se aprende: viver à espera. Esperar significa e implica um coração humilde, um coração pobre. Somente um pobre sabe esperar. Quem já está pleno de si e de seus bens não sabe colocar a própria confiança em ninguém mais se não em si mesmo.

Escreve ainda São Paulo: “Ele [Jesus] morreu por nós para que, quer despertemos quer adormeçamos, vivamos junto com ele” (1 Tes 5, 10). Estas palavras são sempre motivo de grande consolo e de paz. Também pelas pessoas amadas que nos deixaram somos, portanto, chamados a rezar para que vivam em Cristo e estejam em plena comunhão conosco. Uma coisa que me toca tanto o coração é uma expressão de São Paulo, sempre dirigida aos Tessalonicenses. A mim enche de segurança da esperança. Diz assim: “E assim para sempre estaremos com o Senhor” (1 Tes 4, 17). Uma coisa bela: tudo passa, mas depois da morte, estaremos para sempre com o Senhor. É a certeza total da esperança, a mesma que, muito tempo antes, fazia Jó exclamar: “Eu sei que o meu redentor está vivo […] Eu o verei, eu mesmo, os meus olhos o contemplarão” (Jo 19, 25.27). E assim para sempre estaremos com o Senhor. Vocês acreditam nisso? Eu pregunto a vocês: acreditam nisso? Para ter um pouco de força eu convido vocês a dizer isso três vezes comigo: “E assim para sempre estaremos com o Senhor”. E lá, com o Senhor, nos encontraremos.

Audiência: “Segurança material não conduz à salvação”

Papa improvisou várias vezes na audiência de quarta (21/12/2016) – AFP
 
Cidade do Vaticano (RV) – Quarta-feira, dia de audiência geral do Papa aos peregrinos. Este momento de encontro semanal aberto ao público é pautado pela catequese, desta vez centrada no tema da esperança. A Sala Paulo VI estava tomada por cerca de 4 mil fiéis e peregrinos de todo o mundo.
 
Mas quando a esperança entrou no mundo? E como Deus nos doou a esperança da vida eterna? A partir destas questões, Francisco desenvolveu sua reflexão.

A esperança de Cristo é visível

Quando se fala de esperança, quase sempre pensamos em algo que não é visível, pois o que esperamos vai além de nossas forças e perspectivas, disse. Mas o Natal de Cristo nos fala de uma esperança diferente: visível e compreensível, porque se fundamenta em Deus:

“Ele entra no mundo e nos doa a força de caminhar com Ele, em Jesus, rumo à plenitude da vida. Para o cristão, esperar significa a certeza de estar em caminho com Cristo rumo ao Pai, que nos aguarda. Esta esperança, trazida pelo Menino Jesus, oferece uma meta, um destino bom para o presente: a salvação da humanidade e as bem-aventuranças a quem se entrega a Deus misericordioso. Como resume São Paulo, ‘Na esperança fomos salvos’”.

Papa interpela os presentes sobre a esperança

Podemos nos perguntar: “Eu caminho na esperança ou a minha vida inteira é parada, fechada? Meu coração está numa gaveta fechada ou aberta à esperança que me faz caminhar, com Jesus?

A partir daí, Francisco falou aos fiéis da tradição de preparar o presépio em nossas casas e de alguns de seus protagonistas, começando pelo cenário: Belém.

“Pequena aldeia da Judeia, Belém não é uma capital e por isso, foi preferida pela providência divina, que ama agir através dos pequenos e humildes. Jesus nasce no lugar aonde a esperança de Deus e a do homem se encontram”.

Maria e José, que acreditaram

Depois, Francisco convidou a olharmos para Maria, Mãe da esperança, que com o seu ‘sim’ abriu a Deus a porta do nosso mundo. Escolhida por ele, acreditou em sua palavra. A seu lado, José, que também acreditou na palavra do anjo. Aquele Menino nascido na manjedoura vinha do Espírito Santo; em Jesus, estava a esperança par todos os homens, porque mediante aquele filho, Deus salvaria a humanidade da morte e do pecado.

“Por isso – acrescentou o Papa, improvisando – é importante olhar o presépio. Parar um pouco e olhar. E ver quanta esperança existe nestas pessoas”.

A simplicidade que transparece no presépio

No presépio, ressaltou o Papa, estão os pastores, representando os humildes e os pobres, que naquele Menino veem a realização das promessas e esperam a salvação de Deus, finalmente, para cada um deles.

“Quem confia nas próprias seguranças, principalmente materiais, não aguarda a salvação de Deus. Os pequenos, ao invés, esperam nele e se alegram quando reconhecem naquele Menino o sinal indicado pelos anjos”.

Precisamente o coro dos anjos – completou o Papa – anuncia, do alto, o grande desígnio que aquele Menino realiza: ‘Glória a Deus no alto dos céus e paz na terra aos homens por Ele amados’. A esperança cristã se expressa no louvor e no agradecimento a Deus, que inaugurou seu Reino de amor, justiça e paz,

Terminando, o Pontífice disse: “Cada ‘sim’ a Jesus que vem é uma semente de esperança. Bom Natal de esperança a todos!”.

(cm)

Beata Chiara Luce

“Se é assim que queres Jesus, também eu quero”.

“Eu já não posso correr, mas gostaria de vos passar a chama, como nas Olimpíadas“.

“Serei santa, se for santa já”.

“Temos uma única vida, e vale a pena vivê-la bem!”

“Descobri que Jesus Abandonado é a chave da unidade com Deus e quero escolhê-lo como meu primeiro esposo e preparar-me para quando Ele vier”.

“Acho que, mais do que sentir medo, o importante é amar”.

Sua História

Chiara Badano nasceu em Sassello, cidade dos Apeninos lígures, que pertence à diocese de Acqui, no dia 29 de outubro de 1971, depois que os pais a aguardaram por 11 anos. O seu nome é Chiara (Clara, em português). Ela é mesmo assim, com seus olhos límpidos e grandes, com o sorriso doce e comunicativo, inteligente e determinado, vivaz, alegre e esportiva, foi educada pela mãe – com as parábolas do Evangelho – a conversar com Jesus e a lhe dizer «sempre sim».

Era sadia, gostava da natureza e de brincar, mas desde pequena se distinguia pelo amor que tinha pelos «últimos», a quem cobria de atenções e de serviços, muitas vezes renunciando a momentos de divertimento. Já no Jardim de Infância colocava as suas economias numa pequena caixa para as «crianças de cor»; e sonhava em poder um dia ir à África como médica para cuidar delas.

Foi uma menina normal, mas com algo mais. Era dócil à graça e ao projeto que Deus tinha para ela que aos poucos foi se revelando. No dia da sua primeira Comunhão recebeu de presente o livro dos Evangelhos. Foi para ela um «magnífico livro» e «uma extraordinária mensagem»; como afirmou: «Para mim, é fácil aprender o alfabeto, deve ser a mesma coisa viver o Evangelho!».

Aos 9 anos entrou como Gen (geração nova) no Movimento dos Focolares. Viveu a sua espiritualidade e pouco a pouco envolveu os pais. Desde então a sua vida foi uma subida, tentando «colocar Deus em primeiro lugar».

Prosseguiu os estudos até o Liceu clássico, e ofereceu a Jesus as suas dificuldades e sofrimentos. Mas aos 17 anos, de repente uma dor aguda no ombro esquerdo revelou nos exames e nas inúteis operações um osteossarcoma, que deu início a um calvário de dois anos aproximadamente. Depois que ouviu diagnóstico, Chiara não chorou nem se revoltou: ficou imóvel em silêncio e depois de 25 minutos saiu dos seus lábios o sim à vontade de Deus. Repetirá muitas vezes: «Se é o que você quer, Jesus, é o que eu quero também». Não perdeu o seu sorriso luminoso; enfrentou tratamentos dolorosos e arrastava no mesmo Amor quem dela se aproximava. Ela não aceitou receber morfina para não perder a lucidez e oferecia tudo pela Igreja, pelos jovens, os ateus, pelo Movimento, pelas missões…, permanecendo serena e forte.

Repetia: «Não tenho mais nada, contudo tenho o meu coração e com ele posso sempre amar». O seu quarto, no hospital em Turim e em casa, era um lugar de encontro, de apostolado, de unidade: era a sua igreja. Também os médicos, até mesmo aqueles não praticantes, ficavam desconsertados com a paz que se sentia ao seu redor e alguns se reaproximaram de Deus. Se sentiam “atraídos como por um ímã” e ainda hoje se recordam dela, falam sobre ela e a invocam.

Quando sua mãe lhe perguntou se ela sofria muito, respondeu: «Jesus tira de mim as manchas dos pontinhos pretos com a água sanitária e isso queima. Quando eu chegar ao Paraíso serei branca como a neve». Estava convencida do Amor de Deus por ela. De fato, afirmava: «Deus me ama imensamente» e, depois de uma noite particularmente dura, acrescentou: «Sofria muito, mas a minha alma cantava…».

Os amigos que a visitavam para consolá-la, voltavam para casa consolados. Pouco antes de partir para o Céu, ela revelou: «…Vocês não podem imaginar como é agora o meu relacionamento com Jesus… Sinto que Deus me pede algo mais, algo maior. Talvez seja ficar neste leito por anos, não sei. Interessa-me unicamente a vontade de Deus, fazê-la bem no momento presente: aceitar os desafios de Deus. Se agora me perguntassem se quero andar (a doença chegou a paralisar as pernas com contrações muito dolorosas), eu diria não, porque assim estou mais perto de Jesus».

Chiara, pela insistência de muitos, num bilhetinho, escreveu a Nossa Senhora: «Mãezinha Celeste, eu te peço o milagre da minha cura; se isso não for vontade de Deus, peço-te a força para nunca ceder!» e permanecerá fiel a este propósito.

Desde muito jovem fez o propósito de não «doar Jesus aos amigos com as palavras, mas com o comportamento». Tudo isso nem sempre é fácil; de fato, repetirá algumas vezes: «Como é duro ir contra a corrente!». E para conseguir superar cada obstáculo, repetia: «É por ti,Jesus!». Para viver bem o cristianismo, Chiara procurava participar da missa todos os dias, quando recebia Jesus que tanto amava. Lia a palavra de Deus e a meditava. Muitas vezes refletia sobre a frase de Chiara Lubich: “Serei santa, se for santa já”.

Quando viu sua mãe preocupada, pois ficaria sem ela, Chiara continuou a repetir: «Confie em Deus, pois você fez tudo»; e «Quando eu tiver morrido, siga Deus e encontrará a força para ir em frente».

Acolhia com amabilidade quem vai visitá-la; escutava e oferecia o próprio sofrimento, porque dizia: «Eu tenho mesmo a matéria!». Nos últimos encontros com o seu Bispo, manifestou um grande amor pela Igreja. Enquanto isso o mal avançava e as dores aumentavam. Nenhum lamento; dos lábios: «Com você, Jesus, por você, Jesus!».

Chiara se preparou para o encontro: «É o Esposo que vem me encontrar», e escolhe o vestido de noiva, as canções e as orações para a “sua” Missa; o rito deverá ser uma «festa», onde «ninguém deverá chorar».

Recebendo pela última vez Jesus Eucaristia aparece imersa nele e suplica que seja recitada a «oração: Vinde Espírito Santo, mandai do Céu um raio da tua luz».

O nome “LUCE” (LUZ) lhe foi dado por Chiara Lubich, com quem teve um intenso e filial relacionamento epistolar desde pequenina.

Não teve medo de morrer. Disse à sua mãe: «Não peço mais a Jesus para vir me pegar e me levar para o Paraíso, porque quero ainda lhe oferecer o meu sofrimento, para dividir com ele ainda por um pouco a cruz». Um pensamento especial aos jovens: «…Os jovens são o futuro. Eu não posso mais correr. Porém, gostaria de lhes passar a tocha, como nas Olimpíadas. Os jovens têm uma vida só e vale a pena empregá-la bem!».

E o «Esposo» veio buscá-la no amanhecer do dia 7 de outubro de 1990, depois de uma noite muito dolorosa. ERA o dia da Virgem do Rosário. Estas foram suas últimas palavras: «Mãezinha, seja feliz, porque eu o sou. Adeus». Ela também fez a doação das suas córneas. O enterro foi celebrado pelo Bispo de então e dele participaram centenas de jovens e muitos sacerdotes. Os membros do Gen Rosso e do Gen Verde tocaram as canções escolhidas por ela.

O exemplo luminoso de Chiara atinge muitos corações de jovens e adultos, os move e os orienta a Deus.

A sua “fama de santidade” se estendeu imediatamente em várias partes do mundo; muitos os “frutos”. Dom Livio Maritano,Bispo da Diocese de Acqui, no dia 11 de junho de 1999 abriu o Processo pela a Causa de canonização. No dia 3 de julho de 2008 ela foi declarada Venerável com o reconhecimento do exercício heróico das virtudes teologais e cardeais. No dia 19 de dezembro de 2009 o Papa Bento XVI reconhece o milagre atribuído à intercessão da Venerável Chiara Badano, e assinou o Decreto para a sua Beatificação. Foi beatificada no dia 25 de setembro de 2010.

O suicídio segundo a Igreja Católica

Meu parente se matou, está condenado no inferno? O que a Igreja Católica diz?

Nestes dias, antes de começar a Santa Missa veio uma senhora conversar comigo dizendo que havia perdido sua irmã que tinha se suicidado. O desespero na família já se apossava de todos os sentimentos, pensamentos e ações, chegando até impedir que alguns seguissem a vida laboral normalmente. A afirmação era: “a fulana era uma pessoa de fé, mas que em meio a tantos problemas, entrou em uma depressão que, mesmo com a ajuda de um especialista, resolveu tirar a vida”. Questão: esta pessoa está condenada, foi para inferno? O que a Igreja diz?

Primeiro temos que entender que o suicídio foi tema que a séculos vendo sendo debatido, definido e contraposto com certas afirmações.

Suicídio é o ato ou efeito de suicidar-se; uma ruína procurada de livre vontade ou por falta de discernimento ou prazer em não querer viver mais. Então, suicidar-se – é dar morte a si próprio. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que o suicídio é um pecado grave, contrário ao amor do Deus Vivo (2281). E que ele contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida (2280). Porque devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para sua honra e salvação de nossas almas. Somos administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou.

Existem muitos sintomas que podemos perceber que, se não trabalhados, podem levar como consequência ao suicídio. Dentre tantos podemos citar os mais comuns: depressão profunda e isolamento, baixo alto-estima, estado constante de euforia, pessimismo agudo, desvalorização de si mesmo, etc., formando em sua mente o suicídio esquematizado que mais cedo ou mais tarde será executado.

Suicídio na Bíblia

Na palavra de Deus encontramos alguns exemplos, bem diversificados de pessoas que se suicidaram, começando pelo Antigo Testamento até o Novo, onde vos convido a tomar a sua Bíblia e ler cada versículo indicado:

– o caso de Abimaleque, que pediu para o matarem por uma questão de ‘honra’- Juízes 9, 54;

– o caso de Saul, e o seu escudeiro, que também por motivo de guerra, para não ser morto pelos incircuncisos, como ele mesmo disse, pede a morte. Onde o seu escudeiro tomou provavelmente a mesma atitude pelo mesmo motivo- I Samuel 31, 4-51;

– o caso Aquitofel, ele é a figura do traidor, colaborador decisivo na ascensão de Absalão que decepcionado se mata- II Samuel 17, 23;

– Zambri, apresenta seu suicídio após o cerco a Tirsa – I Reis 16,18.– talvez o mais conhecido caso, o de Sansão, que se matou, para cumprir um ‘mandado de Deus’- Juizes 16, 30;

– o caso de Judas, que se matou após trair o Senhor, talvez pela angústia que tomou conta de seu ser- Mt 27:5.

O suicídio pode acontecer com qualquer um

Percebemos então que o suicídio pode acontecer com qualquer pessoa, pois se a pessoa está fraca, não encontra mais em quem confiar, não tem amor, nem ajuda espiritual constante, podendo sim, por um descuido qualquer, por parte dos que o rodeiam, procurar o fim de sua vida. Certas pessoas são tentadas, agredidas, humilhadas e cegas pela força do mal, chegando até causar nas pessoas que tem um contato direto com ela, uma certa impaciência que, percebida pelo enfermo, facilitará o mais rápido possível fim da pessoa. Pois o Inimigo existe! e sua alegria é dar fim as almas queridas por Deus. Por isto, nós devemos estar aptos a atender estas criaturas, estando cientes de que devemos encaminhar-las para uma ajuda especializada, dando ao mesmo tempo um forte apoio familiar, moral e espiritual, para que tenha novamente a vontade de viver.

A Sagrada Escritura ensina que a partir do momento, no qual a pessoa verdadeiramente crê em Jesus Cristo e vive de sua palavra, vive eternamente (Jo 3, 16) pela graça do Batismo. Sendo assim, nada pode separar o Batizado do amor de Deus! “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o futuro, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8, 38-39). Se nenhuma “criatura” pode separar um cristão do amor de Deus, então nem mesmo o suicídio pode separá-lo do amor do Senhor da vida. Jesus morreu por todos os nossos pecados… e se um cristão, em tempo de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio – também este é um pecado pelo qual Cristo morreu, cabendo somente a ele o julgamento.

Devemos ter cuidado! aquilo que parece ser uma crise, pode ser uma enfermidade psicológica ou espiritual. A Igreja aconselha a não julgarmos a ninguém que se apresenta com essas falências, tão pouco acusar-las de certas palavras, entre elas, a de “a pessoa matou-se porque era possuída do diabo”, não. Pois cada caso tem de ser analisado detalhadamente. Pois, pode ser que, mesmo que a pessoa esteja sendo acompanhada por um especialista, quase sempre, tal especialista não foi capaz o suficiente para diagnosticar e ajudar o enfermo. Não porque ele seja incompetente, mas o enfermo não se deixou ser ajudado. Quem sabe que o complemento para a cura estava na compaixão, amor, entendimento, assistência e principalmente na fé? Sendo assim, a culpa não está somente na pessoa que resolveu amenizar seu sofrimento com a morte, mas naqueles que estavam a sua volta também.

A pessoa está condenada, foi para o inferno?

Por causa dos distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provocação, do sofrimento ou da tortura, a Igreja nos diz que tal suicídio pode diminuir a responsabilidade do suicida (2282). Sendo assim, não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Porque Deus tem o poder, por caminhos que só ele conhece, de dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. Crendo nisto, a Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida (2283). Não há dúvida que em meio ao início do atentado antes de chegar fim, com a morte, a pessoa se arrepende de imediato. Conheço várias pessoas que tentou contra a sua vida que dizem que “jamais irá praticar tal ato novamente”. Então, por que condenar as pessoas que lamentavelmente por uma fraqueza tirou a sua própria vida? O que falar de pessoas que se matam por um acidente, impensável, mas executado? Se for julgar a todos os casos iguais, elas também estarão na situação de condenação. Mas não!  Esta é uma doutrina, fruto da Palavra de Deus, que precisou de muita reflexão para se chegar a uma conclusão.

No curso da História da Igreja, por falta de um veredicto claro por parte da Igreja, todos os que tiravam suas próprias vidas, não eram enterrados em cemitérios católicos, não tinham o direito de ter uma cerimônia religiosa e tão pouco era lembrado no Santo Sacrifício da Missa, chegando assim a aumentar a dor dos familiares que choravam por anos, a morte de tais pessoas.

Mas, graças também a progressão do pensamento teológico, tendo mais acertadamente a compreensão de “misericórdia” que temos de Deus, oferecida por Jesus, compreendemos melhor essa verdade.

Certa vez, São João Maria Vianney, ao celebrar a Santa Missa notou que uma mulher vestida de luto estava no final da igreja, chorando. Seu marido havia suicidado na véspera, saltando da ponte de um rio. O santo foi até a ela, no final da Missa, e lhe disse: “pode parar de chorar, seu marido foi salvo, está no Purgatório; reze por sua alma”. E explicou à pobre viúva: “Por causa daquelas vezes que ele rezou o Terço com você, no mês de maio, Nossa Senhora obteve de Deus para ele a graça do arrependimento antes de morrer”. Não devemos duvidar dessas palavras.

Com a morte de Jesus Cristo na Cruz, todos os nossos pecados já não têm o poder de nos condenar

Tenhamos sempre em mente que, com a morte de Jesus Cristo na Cruz, todos os nossos pecados já não poderia nos condenar. Somente o pecado que não pôde ser destruído pelo poder da Cruz, foi o pecado contra o Espírito Santo. Que pecado é este? É o pecado que renega a Graça de Deus, renega a Deus de todo o coração, de todo o entendimento e com toda a alma. É odiar a Deus! este pecado, é uma escolha pessoal que o próprio ser humano faz, onde foge da faculdade de Deus, obrigar as suas criaturas de servir a Ele.

O Senhor olhará com justiça para todas as boas obras da pessoa

Compreendemos à luz do ensinamento da Igreja que dependendo do estado da fé e do grau da enfermidade psíquica do suicida, a gravidade do pecado mortal é diminuído, onde Deus não vai sobrepor esse ato horrível de morte sobre todas as ações de fé, caridade, cumprimento da Palavra, vida íntegra e amigável que a pessoa praticou em vida. Mesmo neste caso magno, o Senhor olhará com justiça para todas as boas obras dela. Como nos ensina Daniel (12, 3) que os que tiverem sido sensatos, receberão a paga de suas obras. Um homem em desespero é capaz de praticar ações que cala até os corações dos bons. Momento de dura prova passou Jesus, chegando a perguntar a seu Pai: “Meu Deus, Meus Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27, 46). Se até o Salvador experimentou na pele tal abandono, quem somos nós para dizer que tal criatura que atentou contra sua própria vida está no inferno?

Rezemos para que o Senhor que tem compaixão dos que sofrem, acolha em seus braços estes seus filhos que, por desesperos, não encontraram neste mundo, o descanso e a paz. Não julguemos, mas confiemos tais pessoas ao coração de Deus.

Autor: José Wilson Fabrício da Silva
Bibliografia
TRESE, Leo John. A fé explicada, 8° Ed., São Paulo, Quadrante, 2003;
AGOSTINI, Nilo. Teologia Moral, o que você precisa saber, 4° Ed., Petrópolis, Vozes, 1997;
CATÓLICA, Catecismo da Igreja, Ipiranga, Vozes, 1993;
PEREGRINO, Bíblia do, São Paulo, Paulus, 2002.
Fonte:http://coracaodejesusemaria.blogspot.com.br/2011/08/o-suicidio-segundo-igreja-catolica_31.html

Ouvir a voz de Cristo com o coração

Cidade do Vaticano (RV) – Milhares de fiéis se reuniram na Praça São Pedro para ouvir o Papa recitar a oração mariana do Regina Coeli, neste IV Domingo de Páscoa (17/4/2016).

A alocução de Francisco que precedeu a oração teve como pano de fundo a apresentação de Jesus no Templo, quando Ele se identifica como o Bom Pastor.

“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna e elas jamais perecerão, e ninguém as arrebatará de minha mão”, recordou o Papa o Evangelho de São João.

Ouvir como coração

“Estas palavras nos ajudam a compreender que ninguém pode se dizer seguidor de Jesus, se não presta atenção à Sua voz. E este ‘ouvinte’ não deve ser interpretado de maneira superficial, mas envolvente, a ponto de tornar possível um verdadeiro conhecimento recíproco, do qual pode surgir um seguimento generoso, expresso nas palavras ‘e elas me seguem’. Trata-se de escutar não somente com o ouvido, mas com o coração”, frisou o Pontífice.

Se Cristo é o nosso Salvador e afirma que ninguém nem nada poderá nos arrebatar das suas mãos – acrescentou o Papa – então “estas palavras nos comunicam um sentido de certeza absoluta de e ternura imensa.

“A nossa vida é plenamente ao seguro nas mãos de Jesus e do Pai, que são uma coisa só: um único amor, uma única misericórdia, revelados para sempre no sacrifício da cruz. Para salvar as ovelhas perdidas que somos todos nós, o Pastor fez-se cordeiro e se deixou imolar para tomar para si e tirar os pecados do mundo Deste modo Ele nos doou a vida, a vida em abundância!”

Vida eterna

Mistério que se renova “em uma humildade sempre surpreendente”, no altar da eucaristia, afirmou o Papa.

“Por isso não temos mais medo: a nossa vida já foi salva da perdição. Nada e ninguém poderá nos arrebatar das mãos de Jesus, porque nada e ninguém pode vencer o seu amor. O maligno, o grande inimigo de Deus e das suas criaturas, tenta de muitos modos nos arrebatar a vida eterna. Mas o maligno nada pode se não somos nós a abrir-lhe as portas de nossa alma, seguindo suas mentiras enganadoras”.

Drama dos refugiados

Após a oração mariana, Francisco agradeceu a todos que acompanharam em oração a visita a Lesbos junto com o Patriarca Bartolomeu e o Arcebispo Hieronymos: a viagem, disse o Papa, foi um “sinal da unidade na caridade de todos os discípulos do Senhor”. Visivelmente emocionado, o Pontífice compartilhou com os presentes um dos encontros que teve com os refugiados.

“Gostaria de contar-lhes uma das histórias que vivi. Era a de um homem muçulmano, não tinha nem 40 anos, estava com seus filhos. Ele me contou, chorando, que a sua mulher, que era cristã, foi degolada pelos extremistas por não ter renunciado a sua fé em Cristo. É uma mártir”.

Terremotos

O Pontífice ainda recordou o terremoto que atingiu o Equador e pediu orações ainda para o Japão, onde sismos também foram registrados.

Por fim, o Papa recordou que este domingo marca o Dia Mundial de Oração pelas Vocações e convocou sacerdotes e seminaristas a participarem do seu Jubileu, nos três primeiros dias de junho. Na conclusão, o Papa recordou a presença de fiéis de São Paulo presentes na Praça São Pedro.

(rb)

A mulher, mediadora da paz

As virtudes femininas exaltadas pela Virgem Maria
Irmã M. Caterina Gatti

ROMA, terça-feira, 20 de março de 2012 (ZENIT.org) – O papa Bento XVI escreveu na mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2008 que “a família é a primeira e insubstituível educadora para a paz, porque na sadia vida familiar se experimentam os componentes fundamentais da paz: a justiça e o amor entre irmãos e irmãs, a função da autoridade expressa dos pais, o serviço amoroso dos membros mais frágeis por serem pequenos, doentes ou anciãos, a ajuda mútua nas necessidades da vida, a disponibilidade para acolher o outro e, se necessário, para perdoá-lo”. Todos estes, como outros componentes da paz, são também características fundamentais da mulher: o acolhimento do outro, a ajuda recíproca e a disponibilidade ao sacrifício, o amor desinteressado, a sensibilidade, a atenção. São virtudes ínsitas da feminilidade, o que nos permite dizer que a mulher é chamada a ser testemunha, mensageira, educadora e mestra da paz. A mulher tem uma vocação particular na promoção da paz em família e em todo âmbito da vida social, econômica e política de nível local, nacional e internacional. Ela é mediadora de paz antes de tudo na própria família, para sê-lo depois na sociedade toda, da qual a família constitui a célula primeira. A Igreja, por isso, encaminha um convite particular à mulher para ser educadora de paz, com todo o seu ser e seu agir, nas relações entre as pessoas e as gerações, na cultura, na vida social e política das nações e, de modo particular, nas situações de guerra e de conflito. Tal convite se apóia na consideração de que Deus confia a ela de modo especial o homem, o ser humano (cf. João Paulo II, Mulieris Dignitatem). Para desenvolver melhor esta missão, a mulher precisa primeiro cultivar a paz interior, que é fruto do sentir-se e saber-se amada por Deus e do querer corresponder ao seu amor. Na história, encontramos muitos exemplos de mulheres que souberam enfrentar muitas situações de dificuldade, discriminação, abuso, violência e guerra, graças a esta consciência. Um âmbito em que a paz pode ser promovida pela mulher, como já dito, é o da família: toda mãe exerce um papel de primária importância na educação dos filhos, por fazer nascer neles aquela segurança e confiança que são necessárias para o correto desenvolvimento da identidade pessoal. Isto permitirá, por conseguinte, que eles se relacionem de maneira positiva com os outros. Se a relação com o marido também é caracterizada pelo afeto, pela atenção, estima e respeito recíproco, os filhos aprendem, ao vivo, esses valores que promovem e caracterizam a paz. Tal relação incide na psicologia dos filhos e condiciona os relacionamentos que eles tecerão durante a existência. E disto a mulher deve ser bem ciente: o seu ser como educadora da paz e testemunha de paz no núcleo familiar tem impactos nada indiferentes sobre a sociedade inteira. São Pio de Pietrelcina dizia que a mulher deve ser o anjo da paz em família, construtora do ambiente de acolhida, que permite aos filhos perceberem o amor de Deus nas relações familiares e crescerem numa espontânea abertura aos outros. A paz é posta com frequência nas mãos das mulheres, mesmo na sua decisão de acolher ou não a nova vida que germinou em seu seio. A igreja as convida a se inclinarem sempre à vida, conscientizando-se e procurando transmitir aos outros que o atentado contra a vida humana em seu início é também uma agressão contra a sociedade. A mulher, que é depositária da vida desde a sua concepção, deve se dar conta de que “na violação do direito à vida do indivíduo humano está contida, em germe, a extrema violência da guerra” (Jornada Mundial pela Paz, 1995). O santo padre Bento XVI nos lembra que, junto com as vítimas da guerra, do terrorismo e de muitas formas de violência, existem, não menos importantes, as vítimas silenciosas do aborto e da experimentação com embriões: “Como não ver nisso tudo um atentado contra a paz?”, pergunta o papa. Se uma das características da paz é a postura de acolhimento ao outro, é claro que o aborto, e com ele a experimentação com embriões, constitui um ataque direto a tal princípio indispensável para instaurar relações de paz duradouras. Da mesma opinião era a beata Madre Teresa de Calcutá, que, no já distante ano de 1979, dizia: “Sinto que hoje o maior destruidor da paz é o aborto, porque é uma guerra direta, um assassinato direto, um homicídio direto pela mão da própria mãe. Se uma mãe pode matar o próprio filho, nada resta que me impeça de matar você, nem a você de me matar. O aborto é o princípio que põe a paz do mundo em perigo”. A mulher, para realizar melhor este grande compromisso que Deus lhe confia, tem de recorrer à intercessão de Maria Santíssima, mediadora por excelência, a Rainha da paz. Na grande família que é a igreja, é Nossa Senhora quem desempenha o papel fundamental de mediar a paz entre o homem e Deus. Maria disse a Santa Brígida: “Como o ímã atrai o ferro, assim eu atraio a mim os corações mais endurecidos para reconciliá-los com Deus”. São o seu amor materno, a sua acolhida, a sua doçura que conquistam o pecador e o empurram a pedir perdão pelas faltas para com Deus. Invoquemos Maria Santíssima, Rainha da paz. “Ela suscite mulheres de iniciativa e coragem […] que se tornem, na igreja e na sociedade, tecedoras de união e de paz” (João Paulo II, ângelus, 12 de fevereiro de 1995).

Papa adverte cristãos sobre mundanidade e vida dupla

Terça-feira, 17 de novembro de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Em homilia, Papa advertiu sobre a vida dupla, lembrando que é preciso evitar as tentações da mundanidade

Proteger-se da mundanidade que leva a uma “vida dupla”. Esta foi a advertência que o Papa Francisco fez na Missa desta terça-feira, 17, na Casa Santa Marta. O Pontífice reiterou que, para preservar a identidade cristã, é preciso ser coerente e evitar as tentações de uma vida mundana.

Francisco partiu da Primeira Leitura do dia, do Livro dos Macabeus, para advertir os cristãos novamente sobre as tentações da vida mundana. O velho Eleazar,retratado na Leitura, não se deixa enfraquecer pelo espírito da mundanidade e prefere morrer a se render à apostasia do “pensamento único”. A mundanidade, segundo o Papa, afasta o homem da coerência da vida cristã.

“A mundanidade espiritual nos afasta da coerência de vida, nos faz incoerentes. Uma pessoa finge ser de certa maneira, mas vive de outra”. E a mundanidade, acrescentou o Papa, é difícil de ser conhecida desde o início, porque é como o caruncho que destrói lentamente, degrada o tecido e depois aquele tecido se torna inutilizável. Aquele homem que se deixa levar pela mundanidade perde a identidade cristã”.

“O caruncho da mundanidade destruiu a sua identidade cristã, é incapaz de coerência. ‘Oh, eu sou tão católico, padre, vou à missa todos os domingos, sou tão católico’. E depois vai trabalhar, exercer a sua profissão: ‘Mas se comprar isto, fazemos esta propina e fica com ela’. Isso não é coerência de vida, isso é mundanidade, para dar um exemplo. A mundanidade leva a uma vida dupla, aquela que aparece e aquela que realmente é, e afasta de Deus e destrói a identidade cristã”.

Tentações mundanas

Por isso, o Papa explicou que Jesus é tão forte quando pede que o Pai salve os discípulos do espírito mundano. “O espírito cristão, a identidade cristã, não é nunca egoísta, procura sempre proteger com a própria coerência, proteger, evitar o escândalo, cuidar dos outros, dar um bom exemplo. ‘Mas não é fácil, padre, viver neste mundo, onde as tentações são tantas, e a maquiagem da vida dupla nos tenta todos os dias, não é fácil’. Para nós, não só não é fácil, é impossível. Somente Ele é capaz de realizá-lo. E por isso rezamos no Salmo: ‘O Senhor me sustenta’. O nosso sustento contra a mundanidade que destrói a nossa identidade cristã, que nos leva à vida dupla, é o Senhor”.

Francisco destacou, então, que é preciso que a pessoa se reconheça como pecadora e peça o apoio de Deus para que não caia nesse perigo da vida dupla: fingir ser cristão e viver como pagão.

“Se vocês tiverem um tempo hoje, peguem a Bíblia, o segundo livro dos Macabeus, sexto capítulo, e leiam esta história de Eleazar. Fará bem, dará coragem para ser exemplo a todos e também dará força e sustento para levar adiante a identidade cristã, sem comprometimentos, sem vida dupla”.

Papa explica a importância da festa na família

Quarta-feira, 12 de agosto de 2015, Jéssica Marçal / Da Redação

Santo Padre inicia catequeses sobre três dimensões que articulam o ritmo da vida familiar: a festa, o trabalho e a oração

Francisco explica que os momentos de festa na família são sagrados / Foto: Reprodução CTV

O Papa Francisco começou, nesta quarta-feira, 12, um novo ciclo de catequeses, porém ainda no contexto da família. O Santo Padre fala, nas próximas semanas, de três dimensões que articulam o ritmo da vida familiar: a festa, o trabalho e a oração.

Na catequese de hoje, Francisco se dedicou à festa. O Papa lembrou que o próprio Deus ensina a importância de dedicar um tempo para contemplar e desfrutar daquilo que, no trabalho, foi bem feito. E não se trata de trabalho apenas no sentido de profissão, mas de toda ação com a qual homens e mulheres colaboram para a obra criadora de Deus.

“A festa é, antes de tudo, um olhar amoroso e grato sobre o trabalho bem feito”, explicou Francisco. Ele ressaltou que, às vezes, a festa pode chegar em circunstâncias difíceis ou dolorosas, mas, nesses momentos, é preciso pedir a Deus a força para não esvaziá-la completamente.

Mesmo nos ambientes de trabalho – sem omitir os deveres – faz-se alguma “faísca” de festa, disse o Papa, seja para comemorar aniversários, casamentos ou o nascimento de filhos. “É importante fazer festa. São momentos de familiaridade na engrenagem da máquina produtiva: nos faz bem!”.

Ao falar de trabalho, Francisco destacou que o homem deve ter plena consciência de que ele não é escravo do trabalho, mas senhor, uma vez que foi feito à imagem e semelhança de Deus. Mas a obsessão pelo lucro econômico pode colocar em risco os ritmos humanos da vida.

“O tempo do repouso, sobretudo aquele dominical, é para que nós possamos desfrutar daquilo que não se produz e não se consome, não se compra e não se vende. Em vez disso, vemos que a ideologia do lucro e do consumo quer ‘abocanhar’ também a festa: também essa, às vezes, é reduzida a um ‘negócio’, a um modo para fazer dinheiro e gastá-lo”, advertiu.

Francisco concluiu destacando que o tempo da festa é sagrado, porque Deus está presente nele de modo especial. E a família é dotada de uma grande competência para entender, orientar e apoiar o autêntico valor do tempo da festa. “A festa é um precioso presente de Deus; um precioso presente que Ele deu para a família humana: não a estraguemos!”.

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