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Sem silêncio e solidão não há encontro com Deus

”As pessoas que não suportam o silêncio é porque, na verdade, não se suportam. Elas se sentem agredidas pelo silêncio …”.

“O encontro com Deus não é possível se não silenciarmos, pois se Deus nos fala, precisamos estar prontos para ouvir”. É o que defende o padre Paulo Ricardo Azevedo Júnior, sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá (MT).

A Igreja, junto com o Pontífice, pede a Deus para que os homens e mulheres deste tempo, “tantas vezes mergulhados num ritmo frenético de vida, redescubram o valor do silêncio e saibam escutar Deus e os irmãos”.

Em meio à correria da vida moderna, é comum perceber o pouco número daqueles que conseguem buscar esse encontro consigo e com Deus. Nesse sentido, Padre Paulo ressalta a realidade dos que, mesmo sem perceber, têm medo do silêncio ou da solidão, e por isso têm também a necessidade de estar sempre conectados a algo ou a alguém.

“As pessoas que não suportam o silêncio é porque, na verdade, não se suportam. Elas se sentem agredidas pelo silêncio, porque ele nos obriga a nos encontrarmos conosco mesmo”.

Silêncio: porta de encontro consigo e com Deus

Para o sacerdote, o encontro do indivíduo com ele mesmo é a porta que dá acesso a “Jesus, Vivo e Verdadeiro”. “É a porta em que eu me abro para o Alto, me abrindo para dentro, para o encontro comigo mesmo”.

Portanto, segundo ele, o silêncio é fundamental na vida espiritual, no encontro com Deus que é Palavra. Sem silêncio não há encontro consigo mesmo, nem com Deus. Com isso, a vida espiritual não se desenvolve.

É possível promover esse tipo de encontro a todo o momento, diz o padre. “Se eu me encontro comigo, eu estou me recolhendo, por mais que haja barulho ao meu redor”. No entanto – destacou – “é preciso também me dar um espaço de silêncio e solidão que, poderia dizer, é quase um hábito higiênico. As pessoas precisam também ter o hábito de ter um momento de recolhimento, seu, com Deus”.

O silêncio e a solidão

Esse silêncio, porta para o encontro, está ligado à solidão, segundo o padre. Não se trata de um isolamento depressivo, mas um tipo de solidão que proporciona o contato com Deus, consigo mesmo e com o outro.

Na opinião de padre Paulo, as pessoas vivem agitadas, envolvidas por barulhos e experimentando corriqueiros encontros superficiais. “Não há encontros de coração a coração”, afirmou. Os profundos encontros, segundo o sacerdote, acontecem quando duas solidões se encontram.

“Para a gente se encontrar com uma pessoa, a minha solidão tem que se encontrar com a sua solidão, ou seja, eu preciso enquanto pessoa me encontrar com alguém que sei, é uma outra pessoa que não vai saciar plenamente a minha sede de felicidade. São duas solidões que se encontram. Só assim é possível o encontro”.

Entretanto, o único encontro capaz de produzir felicidade plena é o encontro com Deus. “O encontro com Deus é diferente no sentido que é Ele que consegue saciar essa solidão, mas ele fará isso plenamente no céu. Na vida de oração, a solidão e o silêncio estão juntos, porque estes são a condição para o encontro comigo mesmo e com Deus”.

A Igreja e o valor do silêncio

Nas diversas tradições religiosas da Igreja Católica, “a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas”. Essa afirmação é do Papa emérito Bento XVI, em sua mensagem para o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Para o bispo emérito de Roma, é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de “ecossistema” capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons. Ele também afirma na mensagem que o silêncio é o canal de comunicação entre Deus e o homem, e do homem com Deus.

“Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora”, escreveu o Pontífice.

Terça-feira Santa

Por Pe. Fernando José Cardoso

João, capítulo 13, alguns versículos saltados.

Ontem a cena evangélica se situava em Bethânia, na periferia de Jerusalém. Hoje nós damos um salto e vamos para dentro da cidade, no ambiente da última ceia que antecedeu a morte de Jesus. Jesus meus caríssimos irmãos, está à mesa. Será a última refeição. Quantas vezes Jesus sentou-se à mesa com os pobres pecadores? Quantas vezes Jesus demonstrou nesse momento a Sua amizade, a misericórdia de Deus? Jesus nunca deixou de aceitar um convite, viesse de quem viesse.

Agora é a última vez. Jesus fala de seu traidor porque conhece os seus intentos e tem as rédeas da situação final em suas próprias mãos. Jesus profetiza veladamente que será entregue por Judas nas mãos dos pecadores. Pedro caríssimos irmãos, se assusta, faz um sinal a João que se encontrava ao lado de Jesus para que Jesus seja mais claro. E quando finalmente Jesus se torna um pouco mais claro, Pedro resolve seguir Jesus.

Mas Pedro resolve dar a vida por Jesus. Darás a vida por mim? E pouco depois de ter predito a traição de Judas, Jesus prediz a cena dolorosa e trágica das negações de Pedro. Em verdade vos digo, o galo não cantará três vezes esta noite, sem que tenha me negado por três vezes.

Pedro caríssimos irmãos, era um pobre discípulo de Jesus, muito parecido com cada um de nós. Pedro era generoso à sua maneira. Pedro queria, vejam só, salvar Jesus. Pedro queria transformar-se no salvador de Jesus. Jesus, no entanto, prediz a Pedro o que lhe acontecerá, pouquíssimas horas depois.

Caríssimos irmãos, é possível que não tenhamos chegado aonde chegou Judas Iscariotes. Mas é possível que muitos de nós nos sintamos muito emparentados com Pedro, porque apesar de generosidade, apesar de certos protestos de fidelidade, apesar de certas promessas depois de muitas confissões, nós continuamos os mesmos, nós não nos modificamos. E quem sabe caríssimos irmãos, quantas vezes com maior lucidez do que Pedro, com maior conhecimento de causa que o pobre Pedro naquela noite, nós tenhamos traído Jesus, sabendo que estávamos traindo Deus, sabendo conscientes de que estávamos vanificando, isto é, tornando inútil para nós, no momento da ação pecaminosa, a Paixão de Jesus em nosso favor.

Meus caríssimos irmãos, estes sentimentos todos não nos devem desesperar, mas devem fazer sim, com que humildes e confiantes, busquemos o perdão Naquele que sabe perdoar as piores ofensas que lhes foram cometidas.

 

Na primeira leitura um servidor misterioso, descrito pelo Profeta Isaías, está desencorajado. “Em vão eu trabalhei, em vão eu gastei todas as minhas forças”. Jesus, no Evangelho, também está, de certa maneira, perturbado e afirma a Seus discípulos, na última ceia, que não se sente a vontade; abre-lhes um coração ferido. Sabe que um dos mais próximos irá traí-lo. No entanto, após a saída de Judas, Jesus retoma o controle da situação! Após o abandono de Judas, Jesus demonstra ser Senhor de tudo aquilo que está para acontecer. “Agora o Filho do Homem será glorificado e Deus será glorificado Nele. Se Deus for Nele glorificado também Deus O glorificará sem demora”. Jesus, atribulado, sofredor, com o coração angustiado, não perde o controle da situação. É dono do Seu próprio destino; Ele mesmo havia dito neste Evangelho: “Eu dou a Minha Vida e a retomo! Ninguém retira a minha Vida, Sou Eu quem a ofereço, e novamente a tomo para Mim”. Tribulações, sofrimentos, angústias e feridas no coração, nós todos carregamos, e sobre este aspecto nós prolongamos a Paixão de Jesus. É consolador para nós, nesta terça-feira da Semana Santa, saber que através dos nossos sentimentos, das nossas penas, da nossa tribulação, qualquer que seja, continuamos os sentimentos de Jesus, prolongamos em nosso corpo, e de certa maneira, Ele sofre conosco, porque tudo o que se passa conosco, se passa com Ele também, porque nos tornamos seus membros através do Batismo. No entanto, se estas coisas todas se deram com Jesus e Jesus manteve a calma, serenidade, a presença de Espírito e, sobretudo a coragem. Ele o fez para que nós não sucumbamos sob o peso das nossas feridas e de tudo aquilo que nos contraria em nossa existência. Examine, contemple melhor, cada um em particular e no silêncio da oração prolongada, um Jesus ferido, angustiado, que permanece Senhor de Si mesmo; não desaba no seu Ser na Sua personalidade. Esta força que Jesus manteve durante a Paixão, hoje na Eucaristia, ou através da leitura meditada deste texto, deseja oferecer a você também. Receba-a com gratidão, porque esta força é sua também, para que você já como Ele nas Suas provações, sabendo que do outro lado você chegará após estas tentações, mais consolidado, mais forte.

 

“Um de vós me entregará”. Tais palavras, justamente pela sua imprecisão, devem ter trazido inquietação a todos os apóstolos. “Ele diz de modo geral, escreve Orígenes, para provar a qualidade de seus corações, para mostrar que os Apóstolos acreditavam mais nas palavras de Jesus, que em sua própria consciência… Os Apóstolos eram ainda fracos e temiam, a justo título, pelo que perguntam, duvidando deles mesmos: “Sou eu, Senhor?” O discípulo, que Jesus amava, pergunta ao divino Mestre, quem o entregaria. A Tradição viu neste discípulo, o próprio João, um dos três Apóstolos escolhidos como testemunhas da ressurreição da filha de Jairo, da Transfiguração e da Agonia de Jesus. “Que este discípulo tenha apoiado sua cabeça no peito do Mestre, reflete São Beda era sinal não só da dileção presente, mas do mistério futuro. Como todos os tesouros da sabedoria e da ciência estão escondidos no coração de Jesus, é justo que repouse em seu peito aquele que será repleto de uma sabedoria e de uma ciência incomparáveis”. “É aquele a quem eu der o pão, que vou umedecer no molho”. É alguém que come à sua mesa, nele irá penetrar Satanás, ou seja, aquele por quem o mal chega, a traição como no caso presente. No entanto, Jesus não maldiz, nem condena Judas. Ele deixa a sorte eterna de Judas e de todos, finalmente, entregues à misericórdia divina, encarnada Naquele que deu sua vida para salvar todos os homens. “E era noite”, observação que adquire um valor simbólico. Trata-se, certamente, do poder das trevas. “O infeliz, exclama São Cirilo de Alexandria, respira a pleno pulmão esta “noite” que é a força dos maus desejos”. “Dai-me, ó Senhor, um coração firme que não seja dominado por pensamentos indignos que prejudicam o próximo; um coração valente que não se dobre diante das tribulações; um coração reto para agir segundo vossa vontade”.

O sentido da vida

Por que estamos aqui?

O sentido da vida sempre preocupou a humanidade. Por que vivo? Qual a razão da vida? Qual o objetivo de viver? O grande filósofo grego Aristóteles já perguntava: “Por que estamos aqui?”.

Mary Roberts Rinehart disse sobre o sentido da vida: “Um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor e tudo acabou”. Edmund Cooke afirmou: “Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa da vida”. William Colton: “A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte”. Douglas R. Campbell: “Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados”. Antoine de Rivarol: “Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro”. Charles Chaplin: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, dance, ria e viva intensamente cada minuto de sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. O célebre William Shakespeare: “Viver é uma sombra ambulante”.

Será que todas essas não são afirmações bastante amargas e desanimadoras sobre o sentido da vida? Parece que todos falam apenas de existir e não de viver verdadeiramente.

Nosso Senhor Jesus Cristo tocou no âmago da questão ao afirmar: “Eu sou a Vida” (Jo 14,6). Por isso, o apóstolo São Paulo escreveu sobre o sentido da sua vida: “Portanto, para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21). Por essa razão tamém, o apóstolo São João começou sua primeira epístola com as palavras: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)” (1 Jo 1,1-2).

Na tormenta da vida muita gente se questiona: “Qual o significado da vida quando ela se torna amarga e cruel?”. Sem Jesus Cristo a vida é efêmera, superficial, marginal, virtual e infernal. A vida sem a fé e a graça de Cristo é toda tomada pelas trevas. O mundo engana a vida com falsos prazeres e o resultado é o máximo do “sucesso vazio” e do “esquecimento”. Tudo se esvai no final como areia entre os dedos. Por isso, dê ouvidos à voz do Senhor Jesus, que resume o sentido da vida numa única frase: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17,3).

O vice-diretor do L’osservatore Romano, Carlo Di Circo, escreve: “O Papa Francisco nos exorta a aprender a discernir os acontecimentos da vida e as respostas mais apropriadas para curar. O Papa Francisco impele a Igreja a respirar o Evangelho, afirmando no serviço pastoral o primado da misericórdia”.

Ensina o Papa Francisco: “Uma bela homilia, uma verdadeira homilia, deve começar com o primeiro anúncio da salvação. Depois, deve fazer-se uma catequese, mas o anúncio do amor salvífico de Deus precede a obrigação moral e religiosa”. “Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado”. “Temos necessidades de reconciliação e de comunhão; e a Igreja é uma casa de comunhão” (L’osservatore Romano, 29/09/2013, pp.18,19 e 24).

Realmente, precisamos de sacerdotes que façam o povo encontrar o real e o sagrado sentido da vida no teor de homilias tomadas de paixão, bondade e salvação das almas! O verdadeiro sentido da vida está na misericórdia do Bom Pastor!

Com certeza, o nosso povo quer sacerdotes educados, amorosos, prestativos, mansos, humildes, samaritanos, santos e etnólogos.

Padre Inácio José do Vale
[email protected]

Procuremos a intimidade com José

E assim encontraremos Jesus

Tens de amar muito São José, amá-lo com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais privou com Deus: quem mais O amou, depois da nossa Mãe. Ele merece o teu carinho, e a ti convém-te buscar o seu convívio, porque é mestre de vida interior e pode muito diante do Senhor e diante da Mãe de Deus (Forja, 554).

Nas coisas humanas, José foi mestre de Jesus; conviveu diariamente com Ele, com carinho delicado, e cuidou d’Ele com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos esse varão justo, esse Santo Patriarca, em quem culmina a fé da Antiga Aliança, como mestre de vida interior? A vida interior não é outra coisa senão uma relação de amizade assídua e íntima com Cristo, para nos identificarmos com Ele. E José saberá dizer-nos muitas coisas sobre Jesus. Por isso, não abandonemos nunca a devoção que lhe dedicamos: Ite ad Ioseph, ide a José, como diz a tradição cristã, servindo-se de uma frase tirada do Antigo Testamento.

Mestre de vida interior, trabalhador empenhado no seu ofício, servidor fiel de Deus, em relação contínua com Jesus: este é José. Ite ad Ioseph. Com São José, o cristão aprende o que significa pertencer a Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o mundo. Procuremos a intimidade com José, e encontraremos Maria, que encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré (É Cristo que passa, n. 56).

A Igreja inteira reconhece em São José o seu protetor e padroeiro. Ao longo dos séculos, tem-se falado dele sublinhando diversos aspectos da sua vida, continuamente fiel à missão que Deus lhe confiou. Por isso, desde há muitos anos, agrada-me invocá-lo com este título muito íntimo: nosso pai e senhor.

São José é realmente pai e senhor: protege e acompanha no seu caminho terreno aqueles que o veneram, como protegeu e acompanhou Jesus enquanto crescia e se tornava homem (É Cristo que passa, n. 36).

São Josemaría Escrivá
http://www.opusdei.org.br

“Atenção às óticas preconceituosas sobre a mulher”

Francisco e os fiéis na Praça São Pedro – REUTERS

Rádio Vaticano (RV) – A misericórdia oferece dignidade. Este foi o tema da Audiência Geral do Papa nesta quarta-feira (31/8/2016), na Praça São Pedro. Francisco pontuou sua reflexão com base nas narrações da mulher “cuja fé a salvou”.

“Quanta fé, quanta fé tinha esta mulher. Tida como impura por causa das hemorragias e, por isso, excluída das liturgias, da vida conjugal, das normais relações com os demais: era uma mulher descartada pela sociedade”.

Este caso nos faz refletir sobre como a mulher seja frequentemente percebida e representada, afirmou o Papa.

“Todos devemos prestar atenção, também as comunidades cristãs, para óticas da feminilidade cheias de preconceitos e suspeitas que lesam a intangível dignidade da mulher”, alertou o Pontífice.

“Jesus admirou a fé desta mulher que todos evitavam e transformou sua esperança em salvação. Não sabemos o seu nome, mas as poucas linhas com as quais o Evangelho descreve o seu encontro com Jesus delineiam um itinerário de fé capaz de reestabelecer a verdade e a grandiosidade da dignidade de todas as pessoas”.

Cristo vê a mulher que se aproxima meio que escondida. Um olhar de misericórdia e ternura que salva.

“Isto significa que Jesus não somente a acolhe, mas a considera digna de tal encontro ao ponto de lhe dirigir a sua palavra e sua atenção”.

Coragem, filha, tua fé te salvou. Um encorajamento de Cristo que ecoa hoje.

“Este ‘coragem, filha’ é a expressão de toda a misericórdia de Deus por aquela mulher e por todas as pessoas descartadas. Quantas vezes nos sentimos interiormente descartados pelos nossos pecados, que tanto fizemos, que tanto fizemos. E o Senhor nos diz: ‘coragem, vem, para mim não és um descartado. Coragem filho, tu és um filho e uma filha’. Este é o momento da graça, do perdão, momento de inclusão na vida de Jesus, da Igreja, de misericórdia. Hoje todos nós, grande ou pequenos pecadores, mas todos somos pecadores, o Senhor nos diz: ‘vem, coragem, não estás mais descartado, eu te abraço, eu te perdoo’. Assim é a misericórdia de Deus. Temos que ter coragem e ir até ele, pedir perdão dos nossos pecados e seguir adiante com coragem como fez esta mulher”.

Este abraço de Cristo coloca tudo às claras:

“Um descartado sempre faz algo escondido: ou durante toda a vida. Pensemos aos leprosos daquele tempo, ou aos sem-teto de hoje, pensemos aos pecadores, a nós pecadores, sempre fazemos algo às escondidas, como se tivéssemos a necessidade de agir assim porque nos envergonhamos daquilo que somos: e Cristo nos liberta disso, e nos coloca em pé: ‘levanta, vem, em pé”.

Antes de conceder a benção, o Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa presentes na Praça: em particular os sacerdotes do Pontifício Colégio Pio Brasileiro em Roma, os tripulantes da Marinha do Brasil e os fiéis de Vitória.

(rb)

Obediência e liberdade

Os dois caminhos

Um escrito cristão do século I, chamado “A Didaqué ou Doutrina dos doze Apóstolos”, começa assim: «Há dois caminhos: um da vida e outro da morte. A diferença entre ambos é grande». O caminho da vida – explica – consiste em amar a Deus e ao próximo e observar todos os outros Mandamentos d’Ele. Pelo contrário, quem despreza os Mandamentos da Lei de Deus e se entrega às paixões, hipocrisias, orgulho, adultério, rapinagens, etc., esse envereda pelo caminho da morte. «Filho, fica longe de tudo isso», exorta o autor anônimo desse antiquíssimo texto catequético (I e II).

Como os primeiros cristãos, procuremos compreender os roteiros que os mandamentos da Lei de Deus nos indicam como «caminho da vida». Servindo-nos de uma comparação, vamos imaginar esse «caminho da vida» como uma moderníssima estrada. Podemos pensar numa das grandes rodovias que percorrem o Brasil, por exemplo, a rodovia Belém-Brasília (supondo-a bem conservada).

Tal como acontece com qualquer outra autoestrada, essa permite ao viajante chegar a tempo ao seu destino. Se não houvesse estrada nenhuma, mas apenas a natureza em estado bruto, o viajante ficaria perdido entre matas, capoeiras, brejos, rios e montes, e jamais chegaria ao termo da viagem, ou – como os antigos bandeirantes – demoraria muitos meses até alcançá-lo.

O comerciante desvairado  

Pensemos agora num comerciante que, dizendo encaminhar-se para Belém do Pará, saísse de Brasília (DF) e, uma vez na estrada, comentasse com a esposa, sentada no banco ao lado: – “Vamos a Belém, meu bem, mas eu não estou para aguentar imposições. Estas faixas brancas no asfalto, essas placas, essas sinalizações todas me abafam. Nada de normas rígidas, minha querida. Independência ou morte! Liberdade!”

Nisso, em coerência com os seus devaneios libertários, o nosso motorista resolve sair das “normas rígidas” e acelera em direção à margem direita da estrada, perpendicularmente, como se fosse uma garça, capaz de levantar voo acima de guard-rails, muretas, árvores e construções. O desfecho é fácil de prever: não conseguirá percorrer uns poucos metros sem se espatifar, acabando com a viagem, com o veículo, consigo mesmo e com a esposa.

Pois bem, os Mandamentos de Deus são a estrada que o próprio Deus idealizou, traçou, rasgou e sinalizou para a breve viagem da vida, rumo à eternidade. Essa estrada – se nós a seguimos – conduz-nos a cada passo para mais perto da nossa perfeição, até levar-nos à plenitude da vida eterna.

Obviamente, como toda a autêntica estrada, existem umas margens, está traçada dentro de uns limites. Se os ultrapassamos ou os burlamos, enganamo-nos a nós mesmos e acabamos com a viagem. Quando o Mandamento diz “Não matarás”, “Não roubarás”, “Não mentirás”, “Não cometerás adultério”…, não está, de maneira nenhuma, nos limitando, mas nos encaminhando. Marcando margens além das quais só há descaminho e morte, permite-nos correr pela rota certa e avançar sempre mais, rumo ao horizonte sem fim. Este sentido eminentemente positivo do bom caminho da vida, está perfeitamente indicado pela própria Lei de Deus. Nas rodovias de asfalto, lê-se, com letras e setas: “Para Belo Horizonte”, “Para Goiânia”, “Para Fortaleza”…

No caminho da Lei Divina, mesmo nas “placas” onde se diz “Não”, um viajante lúcido e sensato saberá ler a verdadeira indicação: “Para o amor”, “Para a compreensão”, “Para a fidelidade”, “Para a verdade”, “Para a generosidade”… E, na placa principal, encontrará os dizeres mais claros, que são a meta e a iluminação de todas as outras: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas” (Mt 22, 36-39).

Um “não” que permite dizer “sim”  

Cada proibição que os Mandamentos formulam, quando bem entendida, é o “não” imprescindível para poder dizer um “sim” amoroso e feliz. Se Deus nos proíbe que odiemos, e nos manda dizer “não” ao ódio, é para que possamos dizer um “sim” ao amor, para que fiquemos liberados para o amor. Se Deus nos diz: “Não pecarás contra a castidade”, “Não cometerás adultério”, é para que, dizendo “não” ao sexo egoísta, possamos dizer “sim” ao amor profundo e fiel, vivido com a alma e com o corpo, dentro do matrimônio santo, generoso e fecundo. Dizer “não” à devassidão e à impureza é “afirmar jubilosamente” – como dizia Monsenhor Escrivá – que a castidade é própria de enamorados que sabem entregar-se e aprendem a dar-se, iluminando o mundo com o seu “dom” sorridente…

Estando, como estamos, tão propensos a saltar fora do caminho, a afundar no egoísmo, a errar e perder-nos, é natural que o fato de descobrir essas verdades nos mova a elevar a Deus um cântico de agradecimento por nos ter libertado do erro e do mal, e por ter gravado na nossa consciência o caminho claro da sua Lei Divina -, os Dez Mandamentos e a “lei evangélica” que os completa e os aperfeiçoa -, pois só esta é a autêntica estrada do Amor.

E a obediência ao Amor é o caminho da Liberdade.

(Adaptação de um trecho da obra de F. Faus: A voz da consciência)
*Padre Francisco Faus, nascido em Barcelona em 1931, é sacerdote da prelazia do Opus Dei. Licenciado em Direito pela Universidade de Barcelona e Doutor em Direito Canônico pela Universidade de São Tomás de Aquino de Roma. Ordenado sacerdote em 1955, reside, desde 1961, em São Paulo, onde exerce uma intensa atividade de formação cristã e atenção espiritual entre estudantes universitários e profissionais. Também se dedica ao atendimento espiritual de sacerdotes e seminaristas.
http://www.padrefaus.org/

Os Cinco Mandamentos da Igreja Católica

Prof. Felipe Aquino
http://cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=4511

Além dos 10 mandamentos da Lei de Deus, existem também os 5 Mandamentos da Igreja.
Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de São João Paulo II (1992). É preciso entender que Mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, etc.
Cristo deu poderes à Sua Igreja para estabelecer normas para a salvação do povo. Ele disse aos Apóstolos:
“Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10, 16).
“Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no Céu” (Mt 18, 18).
Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e em conseqüência, ao Pai.
Para a salvação do povo, então, a Igreja estabeleceu Cinco obrigações que todo católico têm de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja. Ele diz:
“Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo” (§ 2041).
Note que o Catecismo diz que isto é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual; podemos e devemos fazer muito mais, pois isto é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.

1º Mandamento: “Participar da Missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”
Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (Código de Direito Canônico-CDC, cân. 1246-1248) (§ 2042).
Os Dias Santos – com obrigação de participar da Missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252) (§ 2177).

2º Mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”
Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencê-los.

3º Mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da Ressurreição”
O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascensão e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920). Também é muito pouco comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a Comunhão diária.
Estão impedidos de receber a Comunhão os casais em 2ª união, divorciados recasados, ajuntados e amasiados, namorados e noivos que tem vida sexual; aqueles que participam de outras igrejas ou seitas, filosofias ou feitiçarias, espiritismo e maçonaria, bem como aqueles que estão devedores de algum dos outros mandamentos da Lei de Deus (roubo, dívidas não negociadas, adultério, injustiça, vingança, cobiça, etc).

4º Mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja” (no Brasil isso deve ser feito na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa)
Este jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já têm mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem. Diz o Catecismo que o jejum “determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.
Jejum (dos 18 aos 60 anos): Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa.
Abstinência de carne (dos 14 anos em diante): Sextas-feiras da Quaresma.

5º Mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”
Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigatório que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo nem o Código de Direito Canônico obrigam esta porcentagem, mas é bom e bonito se assim o for. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja. Em 2005 o Papa emérito Bento XVI modificou este mandamento para: Recolher uma contribuição para atender as necessidades materiais da Igreja. “De modo que para a salvação do povo de Deus, a Igreja estabeleceu cinco obrigações que todo católico tem de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC).
Este ensina: “Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo” (§ 2041). Note que o Catecismo diz que isso é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual dos fiéis. Podemos e devemos fazer muito mais, pois isso é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que, como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.

Nota: Conforme preceitua o Código de Direito Canônico, as Conferências Episcopais de cada país podem estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território (CDC, cân. 455) (§ 2043). Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Beato Papa Paulo VI disse que “quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo”.

Dia Internacional da Mulher

OBRIGADO A TI, MULHER
Carta do Papa João Paulo II às Mulheres
29/6/1995

A Igreja «deseja render graças à Santíssima Trindade pelo ´mistério da mulher´ por toda a mulher e por aquilo que constitui a eterna medida da sua dignidade feminina, pelas ´grandes obras de Deus´ que, na história das gerações humanas, nela e por seu meio se realizaram» (Carta apostólica Mulieris dignitatem, n. 31).
O obrigado ao Senhor pelo seu desígnio sobre a vocação e a missão da mulher no mundo, torna-se também um concreto e direto obrigado às mulheres, a cada mulher, por aquilo que ela representa na vida da humanidade.

Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.

Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida.

Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância.

Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, econômica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento, a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do «mistério», à edificação de estruturas econômicas e políticas mais ricas de humanidade.

Obrigado a ti, mulher-consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a Mãe de Cristo, Verbo Encarnado, te abres com docilidade e fidelidade ao amor de Deus, ajudando a Igreja e a humanidade inteira a viver para com Deus uma resposta «esponsal», que exprime maravilhosamente a comunhão que Ele quer estabelecer com a sua criatura.

Obrigado a ti, mulher, pelo simples fato de seres mulher! Com a percepção que é própria da tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas.

 

SEXO FRÁGIL, CONQUISTAS HERÓICAS
Mulheres percebem melhor o que há de bom nas pessoas

Última obra da criação, primeira na arte de compreender pela via do amor. Um dia para nos lembrar das suas lutas e o resto do ano para nos mostrar como ser melhores. A força da mulher está nos ensinamentos de vida e nos exemplos de superação. Foi de uma condição inferiorizada, de opressão e discriminação, que a mulher partiu para conquistar o direito de ser pessoa.
Mas ainda estamos longe de lhe dar seu verdadeiro valor. Nossa sociedade ainda sofre com uma mentalidade machista e retrógrada. Pensamento que pode prejudicar todo o avanço do ser humano na direção de encontrar harmonia entre os sexos – desde os vários ambientes onde antes era comum a presença maciça dos homens, como em empresas, escritórios e cargos de comando, até em nossas casas –, já que também aí há uma participação mais ativa da mulher, que ajuda a prover a manutenção do lar.
O homem tem seu instinto caçador e pode sentir-se ameaçado quando subordinado a uma mulher ou quando está sendo alcançado por ela. Seja direta, em casa ou no trabalho, ou indiretamente pelos meios sociais, mídia e indústria específicos ao público feminino. Eles podem sentir que sua supremacia está sendo perdida. Isso gera competição e comparações, que em nada contribuem para que ambos os sexos alcancem realização de vida.
Cabe a cada um discernir suas características específicas e agir, buscar a felicidade a partir desses pontos, somando forças e buscando união. Trazer para perto aquele que é diferente resulta em completar, preencher, transbordar de plenitude o outro que era inteiro só em si.
Gostaria de me dirigir mais especificamente às mulheres dizendo-lhes que os traços mais belos do ser feminino estão na percepção, na sensibilidade e na capacidade de amar.
Características próprias delas. A mulher lê nas entrelinhas dos fatos, devolvendo-os sob a ótica do amor muito mais facilmente. Eis os alicerces de tantas conquistas e as vias de outras futuras.
Conquiste seu espaço sendo feminina! Seja mestra em amar. Que seus argumentos sejam em atitudes de amor, decida-se por amar da forma que lhe é própria. Família, marido, namorado, pai, chefe, companheiros de trabalho. Ensine os homens que hoje convivem com você que o amor sempre vence.
Sua sensibilidade, percepção e carinho despertam a atenção dos homens, mostrando-lhes que as coisas podem ser realizadas de forma diferente. Acredite neles. Quando eles têm o incentivo de uma mulher, vão mais longe. Mulheres possuem um sentido apurado em perceber o que há de bom nas pessoas.
Na Sagrada Escritura temos muitos exemplos de mulheres que lutaram e venceram, que ensinaram e transformaram a vida de homens pela docilidade vinda do amor. Suzana: convicção de sua inocência e fidelidade a Deus e ao marido.
Rute: não desamparou a sogra, Noemi, por isso conheceu aquele que tinha direito de resgatá-la e ser seu futuro esposo.
Ester: rainha de Assuero, rei que foi induzido a exterminar o povo judeu. Essa personagem, por sua conduta agradável ao esposo, convenceu-o de que isso seria injusto.
E finalmente Maria: esposa de São José e mãe de Jesus, exemplo de disponibilidade ao plano de Deus, foi companheira, amiga, mãe e é nossa intercessora junto de Deus, sua conduta foi determinante no plano de salvação para os homens e é espelho para toda mulher.
Parabéns, mulher, pelo seu dia! Só temos a lhes agradecer pelo que já aprendemos de vocês e por quanto ainda aprenderemos em lhes dar o que realmente lhes é de direito; serem femininas e amar. Deus as abençoe.
Sandro Ap. Arquejada / [email protected]

 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
O mundo precisa do gênio feminino

DOM JAVIER ECHEVARRÍA , 72, doutor em direito civil e em direito canônico, foi consultor da Congregação para as Causas dos Santos e da Congregação para o Clero, é bispo prelado do Opus Dei.

O dia 8 de março tem o seu referencial no passado, porque lembra a história dos esforços para superar a discriminação da mulher. Mas essa tarefa afeta também o presente e estende o olhar para o futuro: podemos imaginar o que acontecerá e quantos benefícios hão de ser alcançados quando a mulher estiver plenamente incorporada a todos os âmbitos da sociedade. É preciso partir sempre do reconhecimento da igual dignidade entre homem e mulher.
Desde o começo da Sagrada Escritura, é revelado que Deus criou o homem e a mulher como duas formas de ser pessoa, duas expressões de uma humanidade comum. A mulher é imagem de Deus, nem mais nem menos que o varão, e ambos estão chamados à identificação com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem. Com base nessas premissas essenciais da fé cristã, entende-se com especial profundidade a perversão que significa maltratar qualquer pessoa, homem ou mulher.
Os maus-tratos assumem, por vezes, forma violenta, e, em outras ocasiões, modalidades sutis: comercializa-se brutalmente o corpo da mulher, considerando-a como coisa, e não como pessoa; ou, então, informam, de modo amável, mas insidioso, que a gravidez é incompatível com o seu contrato de trabalho.
Ainda existem muitos motivos para recordarmos a necessidade de nos opormos a essas discriminações. No Gênesis, há um segundo elemento fundamental: a diversidade. Pensemos, por exemplo, na família: pai e mãe desempenham papéis diferentes, igualmente necessários, mas não intercambiáveis. A responsabilidade é a mesma, mas o modo de participação é diferente.
Um dos problemas mais agudos e atuais da família é a crise da paternidade. O homem não pode ser considerado uma “segunda mãe” nem deve, por outro lado, desentender as responsabilidades do lar. Mas precisa aprender o que é ser pai. O mesmo se pode dizer da sociedade como um todo, na qual o homem e a mulher devem encontrar um lugar.
O homem tem o direito de se desenvolver como homem, e a mulher, como mulher -sem dar espaço a mimetismos que produzem crises de identidade, complexos psicológicos e problemas sociais de grande transcendência. O princípio da igualdade pode extrapolar-se e perder o equilíbrio quando se confunde igualdade (de dignidade, de direitos e de oportunidades) com dissolução da diversidade.
Se a mulher se homogeneíza com o homem ou o homem com a mulher, os dois ficam desorientados e não sabem como se relacionar. O princípio da diferença também pode ser extrapolado, quando a distinção é usada para justificar a discriminação. Nesse contexto, torna-se necessário considerar a virtude cristã da caridade, que Bento 16 quis situar no começo e no centro do pontificado. A caridade ajuda a harmonizar a igualdade e a diferença e convida à colaboração, já que ordena a relação com Deus e as relações de cada um com os demais.
Com base na caridade, a igreja promove a comunhão, o respeito, a compreensão, a abertura à diversidade, a ajuda mútua, o serviço. No começo do Gênesis, lemos que Deus, em sua bondade, confia ao homem e à mulher, juntos, a missão de cuidar do mundo. Esse empolgante projeto compartilhado ajuda a colocar no devido lugar a questão do relacionamento entre os sexos. Estamos ante um desafio positivo e aberto: os homens e as mulheres temos de trabalhar juntos, em prol de uma sociedade melhor, com idêntica responsabilidade, com contribuições adequadas ao gênio próprio de cada um.
As qualidades masculinas e as femininas precisam umas das outras nessa tarefa coletiva, pois o bem comum somente se alcança mediante um trabalho conjunto. Assim, a discriminação da mulher não representa apenas uma ofensa para ela. Constitui também uma vergonha para o homem e um problema sério para o mundo. A tarefa de cuidar juntos do mundo exige abandonar esquemas maniqueístas e tendências para o conflito. São necessárias atitudes de diálogo, cooperação, delicadeza, sensibilidade.
O homem tem de exigir mais de si mesmo: escutar, compreender, ter paciência, pensar na pessoa.
A mulher precisa compreender, ser paciente, aplicar-se a um diálogo construtivo, aproveitar a sua rica intuição. Provavelmente, os dois deverão rejeitar os modelos propostos por alguns estereótipos dominantes: essas imagens que impelem o homem a competir com dureza ou que convidam a mulher a se comportar com frivolidade -ou com um penoso exibicionismo.
Precisamos de uma nova maneira de pensar, uma nova maneira de olhar para os outros, que supere o domínio e a sedução. Assim, poderá surgir um novo cenário social, sem vencedores nem vencidos.
Na “Carta às Mulheres”, João Paulo II diz que a contribuição da mulher é indispensável para “a elaboração de uma cultura capaz de conciliar razão e sentimento”, bem como para “a edificação de estruturas econômicas e políticas mais ricas em humanidade”. O gênio feminino, com a sua aptidão inata de conhecer, compreender e cuidar do próximo, deve estender a sua influência à família e à sociedade inteira.
São Josemaria Escrivá costumava recordar que, “perante Deus, nenhuma ocupação é por si mesma grande ou pequena. Tudo adquire o valor do amor com que se realiza”.
Quando descobrirmos que o importante é a pessoa, as discriminações terão seus dias contados. A fé cristã possui a capacidade de ser verdadeiro fermento para uma mudança cultural nesse terreno -se as mulheres e os homens soubermos encarná-la na vida cotidiana.

 

MULHERES PRECISAM RESGATAR SUA FEMINILIDADE, ressalta psicóloga
Nicole Melhado Da Redação, com colaboração de Flávia Pereira Segunda-feira, 05 de março de 2012

Psicóloga Elaine Ribeiro reforça que as mulheres precisam redescobrir seus valores e características como mulher  

A feminilidade é o modo de ser, de viver, de pensar, ou seja, as características que fazem a mulher ser feminina e que envolve o ser feminino. O feminismo, por sua vez, foi um movimento social que surgiu na década de 1960,  que reivindicava os direitos e o valor da mulher.

Mas o feminismo, ao mesmo tempo em que trouxe conquistas  importantes para as mulheres, como o direito ao voto, colocou os homens como inimigos, como se eles pudessem estragar a possibilidade da mulher ter uma carreira, colocando homens e mulheres frente a frente numa competição.

“O grande desafio da mulher hoje é entender que ela não compete com o homem, que ela tem características específicas, que ela precisa se identificar profissionalmente, mas não pode esquecer seus sonhos, que não pode deixar se masculinizar, tomar características de um homem”, ressalta a psicóloga Elaine Ribeiro.

Os homens, por sua vez, podem ajudar suas amigas, familiares para que as mulheres não se masculinizem. Hoje especialistas ressaltam que a mulher  precisa  redescobrir sua essência original  para que apareça a verdadeira beleza, sem deixar  de lado  suas  lutas. Porque essa sim vai ser sua principal conquista, a  conquista de si.

Para a psicóloga a mulher precisa resgatar seus valores e características específicas como a delicadeza, a capacidade de ouvir, de ser materna, se permitir ser mulher, ser feminina.

“Ser maternal não é simplesmente apenas dar a luz a um filho, mas acolher um amigo, por exemplo, com um abraço com carinho”, esclarece.

A mulher moderna tem diversos papéis, ela é mãe, profissional e esposa, com isso precisa saber administrar todas as situações para que consiga se sentir completamente mulher.

Muitas vezes as mulheres têm medo de serem femininas, porque pensam que isso pode ser sinônimo de fraqueza, a psicóloga destaca que, de fato, se coloca que ser sensível não é ser competente, ao ser delicada, a mulher não se torna capaz de ser profissionalmente competitiva.

“Homens e mulher têm seu papel e quando cada um toma consciência de seu papel como gênero as coisas se tornam mais harmoniosas”, reforça Elaine Ribeiro.

 

MULHER SEM MEDO DE SER BONITA E BOA
A jornalista e escritora Constanza Miriano fala sobre o seu 8 de Março

ROMA, terça-feira, 6 de marco de 2012 (ZENIT.org) – A jornalista do TG3 Constanza Miriano está longe do estereótipo da feminista. É profundamente católica, mas muito diferente do estereótipo da garota que cresceu na capela.

Seu primeiro livro Sposati e sii sottomessa (Vallecchi) foi o acontecimento editorial do ano passado, acabando com todos os clichês sobre as mulheres e as famílias de hoje. Na entrevista que deu a Zenit, poucos dias antes do Dia Internacional da Mulher, Miriano volta a falar sobre os temas abordados por ela, com sua ironia habitual “Chestertoniana”.

Estamos muito perto do 08 de março, uma festa que é um “totem” para as feministas. Outras mulheres, no entanto, querem aboli-la …
Constanza Miriano: Eu pertenço à segunda categoria! Hoje em dia eu vejo uma situação de desequilíbrio a nosso favor, no sentido que não vejo tantas mulheres discriminadas, exceto nos casos em que não quero desprezar, de abusos. Pelo contrário, vejo a figura do homem cada vez mais degradado, débil, sentimental, forçado a cuidar e desenvolver papéis que não são propriamente masculinos. Falar do homem como autoridade, enérgico, forte equivale quase a insultá-lo, chamando-o de tirano ou machista. Mas acredito que os papéis devem ser absolutamente redescobertos e valorizados, já que um complementa o outro. Assim, com as reivindicações feministas, eu não compartilho.

Se eu desligar a televisão e se eu fechar o jornal, se eu olhar para as mulheres “de carne e osso” que conheço, as reivindicações que fazem são sobre a maternidade, sobre os filhos;  não querem ser obrigadas a trabalhar, ou muito menos querem fazê-lo, dando um contribuição para a sociedade, sendo forçadas a deixar seus filhos por um tempo irracional. Acho que esta é a verdadeira batalha: a da mãe.

Em termos de “emancipação” a batalha está totalmente ganha: se pensamos na minha diretora do TG, Bianca Berlinguer, e na minha diretora geral, Lorenza Lei, são mulheres … Para conquistar papéis de “poder”, que tem tempos e modos masculinos, as mulheres devem deixar de lado a família, a parte humana.

Nos últimos quarenta anos quem tem visto seu papel distorcido, o homem ou a mulher?
Costanza Mriano: O homem sem sombra de dúvida. Roberto Marchesini, escreveu um livro sobre isso, Aquilo que os homens não dizem (Sugarco). Esta publicação explica a retórica à qual o homem deve “feminilizar-se”, assumir papéis de cuidado, acudir as crianças, tirar uma licença parental. Eu, pessoalmente, concordo com o Magistério da Igreja e a Bíblia que “homem e mulher os criou”. A distinção sexual não é uma “entidade externa”, mas refere-se a duas diferentes formas de encarnação do amor de Deus.O homem deve ter o papel de guia: Se ele começa a trocar fraldas ou preparar as refeições não poderá ser a autoridade …

O Papa Bento XVI propôs, como  intenção de oração para março, o reconhecimento da contribuição das mulheres para o desenvolvimento da sociedade. Que tipo de reconhecimento, na sua opinião, espera o Santo Padre?
Constanza Miriano: Não o reconhecimento das partes rosas! Eu acredito que pretenda que as mulheres redescubram a beleza do seu papel, particularmente o  maternal. Nós somos as primeiras que tendemos a esquecer esse papel ou a colocá-lo entre parênteses. Como o próprio Papa escreveu na Carta sobre a colaboração entre homem e mulher, a mais nobre vocação para as mulheres é despertar o bem que existe ns outro, para promover seu crescimento. É ela que primeiramente doa a vida ao filho e depois àqueles ao redor dela, com sua capacidade de valorizar os talentos, de se relacionar, de acolher, de mediar, de ver as coisas a partir de múltiplos pontos de vista.

O homem, mesmo na família, tem uma espécie de amor mais voltado para fora, é aquele que constrói no mundo do trabalho, que fecunda a terra. O homem caça e a mulher colhe! Tenho certeza que o Papa não se refere às batalhas feministas, mas espera que as mulheres tornem a abraçar o seu papel, porque, como tudo o que a Igreja ensina-nos, é para nossa felicidade mais profunda. Vejo muitas mulheres que têm negado esta parte mais feminina da vocação, que investiram tudo no trabalho, ou melhor na carreira, renunciando aos filhos e, no final, sofrem.

Qual foi o modelo feminino em sua vida?
Constanza Miriano: Eu tenho muitas. Mulheres que sabem  ‘espalhar a vida’ adiante são profundamente cristãs. Duas delas, aliás, são mães de seis filhos: uma optou por ficar em casa, a outra em ser médica. Esta última, com uma atividade particular, então flexivel  como o tempo, conseguiu harmonizar bem família e trabalho. Penso, no entanto, na Irmã Elvira da Comunidade Cenáculo de Saluzzo, que é mãe, de outra forma, de milhares de crianças. Antes dela, tivemos um monte de santas: Teresa de Ávila, Teresa de Lisieux, Catarina de Sena, Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), Gianna Beretta Molla, todas as mulheres muito fortes e corajosas que me inspiram e que eu gostaria de ser semelhante.

No mundo do entretenimento, da TV e dos filmes, da uma ênfase particular sobre a beleza feminina, muitas vezes, não na moldura do bom gosto e da elegância. Os meios de comunicação podem devolver a dignidade à mulher?
Constanza Miriano: Um justo cuidado de si como mulheres não é ruim. Nós mulheres católicas às vezes nos iludimos que cuidando do espírito  podemos cuidar menos do corpo, mas acredito que para uma mulher casada é quase um dever de ser agradável. Eu mesma adoro ser um pouco vaidosa e “superficial”! Muitas vezes eu tenho as encíclicas do Papa borradas de esmalte … não vejo conflito entre a beleza física e a espiritual. Eu amo o esporte e pratico muito. A beleza é um dom: deve ser acolhido, cultivado e guardado, claro, sem “jogar pérolas aos porcos”, sem expor de maneira vulgar. No final, o que vemos na televisão é o resultado natural da luta feminista.

Acho que os meios de comunicação podem restituir a dignidade da beleza feminina, não censurando ou condenando,nem destacando o mal, mas mostrando que a verdadeira beleza e a verdadeira felicidade é outra coisa. Nosso desafio como católicos não é fazer o moralista ou o preconceituoso:  não é isso que convence o coração. Precisamos mostrar uma beleza maior, testemunhando, mesmo com esmalte e bronzeada, que a verdadeira felicidade é outra. Não é dito que uma mulher que tem muitos filhos e vive toda uma vida com um único marido, deve necessariamente enfeiar-se. Nosso desafio, como católicos, é mostrar a razoabilidade profunda da fé e a miséria profunda e inevitável que vem de não acreditar. Eu não acho que pode haver felicidade sem Deus, nossos corações são feitos para Ele. Nem mesmo para Brad Pitt e Angelina Jolie vai haver felicidade sem Deus!

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Por Luca Marcolivio (tradução:MEM)

 

O DOM DE SER MULHER 
A natureza tão bela da mulher  

A alegria de ser mulher está entremeada de desafios que nosso tempo impõe ou que nós mesmas colocamos como alterações em nossa forma de ser. Faz parte da realidade feminina, nos dias atuais, várias jornadas de trabalho: empresa, casa, do marido, de si, cuidar dos filhos, levá-los à escola, muitas vezes criá-los sozinhas, e tantas outras situações vivenciadas pela mulher. Porém, muitas mulheres se sentem perdidas, não encontrando sentido na vida, e acabam endurecidas e até mesmo entristecidas.

Mesmo assim, acredito que o grande desafio das mulheres é ser mulher. Como assim? Já percebeu o quanto a mulher perdeu sua origem? Mas qual é o natural do ser mulher? Na competição por direitos iguais, as vemos colocando-se, muitas vezes, como rivais dos homens, como aquelas que disputam, da mesma forma, os espaços antes ocupados por eles. É claro que precisamos trabalhar e ter nossas conquistas, mas já viram quantas se queixam da solidão, da falta de um companheiro, do abandono?

Por que insistimos na diferença entre os sexos? Por que a mulher insiste em ser aquilo que sua própria constituição física não permite? A nossa constituição humana não nos faz ser assim. Homem e mulher não são iguais, a começar pelos cromossomos, não é mesmo?

Na tal “guerra dos sexos” tanto homem quanto mulher são perdedores por deixarem de viver a beleza do dom de cada um. A mulher por ser feminina, doce, sensível, acolhedora, mãe, enfim, batalhadora, persistente. Tudo isso é muito natural na realidade feminina, mas o grande desafio é não deixar de lado as habilidades que foram confiadas a cada uma de nós em nossa constituição.

O Papa João Paulo II tece, em uma de suas cartas, um belíssimo comentário sobre nós, dizendo que “rende graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos, que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, mulheres que, às vezes, carregam uma grande responsabilidade social; pelas mulheres perfeitas e pelas mulheres fracas”.

Com toda a beleza que foi dada especialmente a nós, vale uma grande reflexão ligada à importância da valorização da essência feminina. Ao deixar essa essência de lado, muitas vezes nos fechamos ao amor, àquilo que é natural a cada uma de nós.

Deixamos de nos valorizar e, muitas vezes, queremos ser valorizadas pelos homens. É tempo de rever nossa postura no mundo, de voltar ao essencial; não vamos voltar ao século passado, mas é importante que possamos atualizar o ser mulher em nosso tempo, não nos esquecendo da riqueza deste dom, único e especial: SER MULHER!. É tempo de retomada: viver valores esquecidos, dons adormecidos e sinais do feminino, a natureza tão bela da mulher, do equilíbrio, da doçura e da força, de todo este universo de características que a fazem MULHER e que, muitas vezes, foram deixadas de lado.

Elaine Ribeiro
[email protected]

Católico meia boca

https://afeexplicada.wordpress.com/2013/11/05/catolico-meia-boca/

O Brasil já foi referido muitas vezes como o maior país católico do mundo.

Mas quantos destes conhecem realmente a doutrina católica?

Quantos destes procuram viver de acordo com os mandamentos de Deus e os preceitos da Santa Igreja?

E talvez não procurem viver assim porque nem conheçam a doutrina católica…

A situação torna-se mais complicada ainda quando presenciamos instituições que se denominam católicas e mesmo parte do clero defendendo idéias contrárias à doutrina católica.

Com efeito, o saudoso Papa São João Paulo II, na sua fabulosa Encíclica Veritatis Splendor (1993), mostrou grande preocupação em relação à idéias contrárias à doutrina católica sendo defendidas em instituições que se denominam católicas (n. 116).

A importância de se conhecer a fé e a moral católica, em uma formação consistente, é muitas vezes negligenciada pelos próprios católicos, ignorando que:

•A fé NÃO é um sentimento, e sim uma adesão à um conjunto de verdades que são apreendidas intelectualmente (Catecismo da Igreja Católica, 155).

•Muitos deixam de ser católicos por terem conhecido pouco os fundamentos da fé católica, e acabam aderindo ao protestantismo, ao espiritismo, ao ateísmo, ao agnosticismo, ao indiferentismo religioso, ao relativismo, ao socialismo ou outras doutrinas incompatíveis com a fé católica

•A vida moral é condição necessária para a salvação; embora muitos possam se salvar na ignorância invencível, através da busca sincera da verdade e da vivência da lei natural, existe também um tipo de ignorância que é culposa, quando não se procura suficientemente a verdade e o bem (Catecismo da Igreja Católica, 1790-1791).

•A vida moral é condição necessária para a plena realização humana e a justa ordem social (se a Lei Divina fosse observada, não haveria homicídios voluntários, roubos, assaltos, estupros, drogas, corrupção, adultérios, abortos, invasões de terras, governos totalitários, nacionalismos desordenados, etc).

•Pouco se ama o que pouco se conhece, muito se ama o que muito se conhece. Conhecendo a doutrina católica, mais se ama a Deus, as Suas Obras e a Sua Santa Igreja, mais se deseja realizar a Sua Vontade, mais se deseja o Céu.

•É impossível realizar um apostolado eficaz e dialogar com quem pensa diferente, sem conhecer a doutrina católica. Já dizia São Josemaria Escrivá: “Para o apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração”.

Já dizia Nosso Senhor Jesus Cristo: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

Em tudo isso vemos que não basta, então, ter uma vida espiritual; é preciso também o conhecimento de um conjunto de verdades necessárias para dar a direção adequada a esta vida espiritual.

É como um barco à vela: não basta que ele se mova, mas é preciso se mover para a direção certa.

Para combater, portanto, um relativismo doutrinal “politicamente correto” que muitas vezes é ensinado, em 1992 o Papa São João Paulo II determinou a publicação do “Catecismo da Igreja Católica”, contendo um resumo oficial da doutrina católica. Pela sede que o ser humano naturalmente tem de conhecer à Deus e Sua Verdade, o Catecismo tem se difundido cada vez mais. Mas infelizmente, muitos católicos ainda não tem contato com ele.

Muitos falam da necessidade de conhecer-se a Bíblia, mas ignoram o fato que a Bíblia NÃO contém toda a Verdade Revelada por Deus (há ainda a Tradição Apostólica), e só pode ser autenticamente interpretada pelo Sagrado Magistério da Igreja, que nos transmite a Escritura (a Bíblia) e a Tradição. Diz o Concilio Vaticano II: “O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo” (Dei Verbum, n. 10).

Sem a autoridade do Magistério, portanto, a Bíblia como temos hoje nem existiria, pois foi o próprio Magistério quem definiu os livros que deveriam fazer parte da Sagrada Escritura (os chamados “canônicos”) e quais não deveriam (os chamados “apócrifos”), no pontificado do Papa São Dâmaso, próximo ao Concílio de Éfeso (século IV).  A Bíblia sem o Magistério da Igreja é perigosa, pois pode levar à interpretações equivocadas e com péssimas conseqüências em todos os sentidos.

Assim, é fundamental que cada católico tenha à mão um Catecismo, tanto para um estudo sistemático, como para ser fonte de consulta quando houver necessidade.

O Catecismo pode ser encontrado, em geral, nas livrarias católicas, tanto em sua versão completa como na sua versão em compêndio (na forma de perguntas e respostas).

A versão eletrônica do Catecismo pode ser encontrada em: http://www.vatican.va/archive/ccc/index_po.htm

Papa pede, durante Ângelus, luta e apreço pela vida

Domingo, 4 de fevereiro de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé

Francisco ainda lembrou que a paz e a vida não podem ser esquecida pelas pessoas, num mundo que cada vez mais as desvaloriza

Neste 5º domingo do tempo comum, durante a oração Mariana do Ângelus, o Papa Francisco falou aos fiéis que se aglomeravam junto à Praça São Pedro sobre a luta pela vida e de seu apreço pelas pessoas que a preservam. Antes, porém, o Santo Padre lembrou passagem de Cristo por Cafarnaum, quando curou doentes e chamou a atenção do povo para suas ações ― logo após curar a sogra do apóstolo Pedro.

“O Senhor suscitou a fé nas pessoas”, exaltou o Papa em sua fala. “As pessoas passaram a levar todos os doentes que conheciam para que fossem curados. Jesus não faz a pregação de laboratório, separado das pessoas. Ele está em meio à multidão e passou Sua vida em meio a elas para curar suas feridas físicas e espirituais”, reiterou.

Após este evento, Francisco explicou que a popularidade de Cristo entre os mais necessitados cresceu, fazendo com que mais fiéis trouxessem seus afligidos entes queridos para pudessem ser tocados pela bondade do Filho de Deus ― que parte às aldeias da redondeza para pregar a Palavra de Deus. “Este evento coloca a missão da Igreja sob o signo do andar, a Igreja em caminho, sob o sinal de movimento, e nunca estática”, afirmou.

Movimento pela Vida

O Papa Francisco saudou os fiéis e participantes do Movimento pela Vida, liderado por fiéis italianos ― que atentamente ouviam as palavras do Santo Padre na Praça de São Pedro, no dia em que a Itália comemora o Dia pela Vida. “Exprimo meu apreço por todas as realidades eclesiais que lutam pela vida e saúdo os expoentes aqui presentes. Isto me preocupa, pois não são muitos aqueles que lutam pelas vidas. No mundo, cada vez se fazem mais armas e leis contra a vida, a cultura do descarte, descartar aqueles que não servem. Rezemos pelo povo que passa por este momento de descarte”, exortou.

A Quaresma também foi lembrada pelo Papa, que pediu a união de todos os fiéis, sejam eles cristãos ou não, para um mundo em que reine a concórdia e a harmonia. Assim, o Sucessor de Pedro pediu que no dia 23 de fevereiro, que marca o início da quaresma, os fiéis realizem um jejum pela paz, em especial pelos irmão da República do Congo.

“Como em outras ocasiões, mesmo os não-católicos e cristão, que possamos rezar juntos. O Nosso Pai Celeste sempre escuta Seus filhos que gritam por Ele na angústia. Que cada um de nós também possa ouvir este grito e se pergunte: ‘o que posso fazer pela paz?’”, disse Francisco.

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