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Pentecostes: Festa da comunicação

Deus comunica-se com Seu povo

Festa da comunicação, da presença do Comunicador de Deus, presente no Espírito Santo. Com Ele, a Palavra de Deus tem dimensão globalizada. Palavra que atinge o mundo com força transformadora, provocando mudanças de atitudes. É como o caminho virtual da nova comunicação, passando pelas fibras óticas, chegando instantaneamente aos quatro cantos do mundo.

Pentecostes tem dimensão de solidariedade, cultura de paz, aglutinador, reunindo nele todos os povos para vivenciar a Páscoa do Filho de Deus. Aí está a fonte da salvação e da vida plena para todos. É a plenitude da comunicação do divino com o humano, possibilitando vida mais digna, fraterna e feliz.

Em Pentecostes se celebra a vinda do Espírito Santo, fato este narrado pela Bíblia, quase como uma releitura do acontecido no Monte Sinai, quando Moisés recebe de Deus as Tábuas da Lei. Agora é um novo Sinai que acontece, é Deus vindo comunicar-se com Seu povo para confirmá-lo na missão.

Falamos aqui sobre o início da ação da Igreja como evangelizadora e instrumento de vida para os que creem. Para isso ela usa a linguagem da comunicação apresentando as propostas do Reino de Deus. A presença do Espírito Santo é a força inspiradora dessa linguagem que atinge os corações.

A paz, o shalom em hebraico, tem o sentido de completar o valor justo, o vazio deixado pelo objeto tirado. Assim entendemos que ela, trazida pelo Espírito Santo, é a eterna harmonia com Deus, com as pessoas e com o universo. Isso deve ser o sonho de todas as pessoas que têm a marca da esperança de um mundo melhor.

Deus, em nossa vida, é a presença da paz e da esperança. Toda comunidade pascal é portadora de paz, sinal da ação do Espírito que faz passar da morte para a vida todo o universo. É uma mensagem que deve combater as forças do mal que fragilizam a dignidade humana. Para isso, o Espírito Santo vem ser a marca unificadora da diversidade na unidade, abrindo portas de vida nova para o mundo.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Ser mãe: missão para a vida!

Os desafios de uma sociedade que passa por mudanças é uma das maiores preocupações trazidas pelas mulheres ao buscarem a maternidade. Inseguranças, desejos, expectativas sobre os filhos, futuro: uma imensidão de pensamentos invade o imaginário das futuras mamães ou daquelas que fazem esse plano. Mas, vamos pensar juntos: será que existe um “modelo ideal de mãe”?
A missão de mãe da mulher inicia-se no momento da concepção, a partir disso, todos os ideais vão sendo construídos. Não existe a mãe ideal, mas sim a mãe possível e disponível; isso, sim, é importante! Muitas vezes, constrói-se o ideal da “mãe perfeita”, da “mãe que não erra”.
Mas o que seria positivo para a criação de um filho? Ter o equilíbrio para cuidar dele, para protegê-lo, para educá-lo, para apoiá-lo, para prover-lhe as necessidades físicas e materiais, mas, especialmente, para prover as necessidades de afeto. Dar o consolo necessário, estar disponível e disposta a olhar, a conversar, ser empática, ou seja, a entender ou a colocar-se no lugar dos filhos e do seu momento de vida são algumas das formas de construir a missão de ser mãe.
É claro que a vida não é estática nem oferece condições que fazem com que tudo esteja bem o tempo todo: para isso, é necessário que saibamos nos observar para não transferirmos as experiências negativas vividas em nossa formação para a formação de nosso filho. Como diz o título de um livro, é importante que cada mãe possa “falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar (do livro: Falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar de Adele Faber e Elaine Mazlish). Recusar os sinais que ele dá, não olhar nos olhos dele, desconfiar dele, não dar peso às coisas que ele fala, não o ajuda em nada. É importante que saibamos ensinar, mas que também saibamos confiar e dar autonomia e possibilidade para que nosso filho amadureça com pessoa.
Estar bem emocionalmente faz que possamos contribuir para o crescimento e o desenvolvimento saudável de nossos filhos do ponto de vista psicológico. Faço aqui uma observação especial para as mães: cuide dos outros, mas também cuide de si. Viver em harmonia com sua dimensão espiritual, afetiva, social, biológica, é essencial para que você possa cuidar bem dos outros e consiga lidar com as alegrias, tristezas, conquistas e dificuldades próprias da vida. Lembre-se de que, em primeiro lugar, você é mulher, e com isso, toda a beleza do ser mulher virá com esses cuidados, que depois se farão extensão ao cuidado com o outro, com seu marido, com os filhos.
Mães aprendem a todo momento: desde o choro do bebê que identifica fome ou dor, aprendem também a ligação íntima e profunda que têm com seus filhos. Aprendem pela experiência do ser mãe e, sendo mães, reformulam, superam e vivem positivamente conflitos passados em sua vida. Há uma ligação tão profunda e poderosa existente entre mães e filhos que esta sobrevive para sempre em algum lugar muito além das palavras e é algo de uma beleza indescritível.
Você, mãe, trocaria essa beleza e o poder dessa ligação materna por alguma coisa?
Ser mãe é ser a todo tempo, a toda hora, sem limites. Os limites de uma mãe sempre serão testados, colocados à prova, mas o dom, o amor e a missão farão sempre com que esta supere tudo aquilo que seja lhe dado como prova, bem como a fará experimentar todas as alegrias que esta missão lhe concede!
Muito obrigada a você, mãe, por este e por todos os dias de sua missão!

O que a Ascensão de Jesus diz ao cristão de hoje?

Corações voltados para o alto!

O futuro é fruto do que semeamos nos campos da vida. Não há colheita sem o devido cuidado com a plantação. No campo da vida, o amor é essencial, para que possamos produzir os mais belos frutos de um tempo novo, nascido da esperança que cultivamos com a fé. O céu que esperamos começa a ser construído no hoje de nossa história. Na esperança da glória futura estão impressas as marcas do amor.

Na solenidade da Ascensão do Senhor voltamos nosso olhar para Aquele que nos aponta a esperança de nossa vida futura juntos do Seu amor. O hoje de nossa história é tempo teológico para sacramentalizarmos o amor em gestos concretos de vida em plenitude. O Cristo que olhamos é o mesmo que esteve e continua entre nós. O cotidiano da vida é uma preparação para um tempo novo que sonhamos. Um futuro onde cada um de nós terá uma participação plena na vida de Deus.

Juntos de Deus viveremos uma nova relação entre Criador e criatura. Na total transparência dos sentimentos, seremos livres dos limites e dificuldades da condição terrena. No amor trinitário saborearemos a plenitude da comunhão eterna. Em Deus conheceremos o amor que hoje de modo limitado sentimos. A esperança da glória futura nos abre diante da vida as mais belas possibilidades de vivermos hoje o futuro glorioso que esperamos.

A Eucaristia antecipa em nossa alma a comunhão celeste. No pão e no vinho consagrados, corpo e sangue de Cristo, está presente toda a criação, fruto da terra e do trabalho do homem. Na comunhão eucarística já pertencemos aos céus novos e à terra nova. Todos nós que comungamos da Eucaristia estamos, em esperança, na realidade do céu. O céu que nosso coração contempla é antecipado no amor de Cristo doado e partilhado por toda a humanidade.

Esta solenidade que celebramos ensina-nos também a vivermos na terra com as realidades do céu. A comunhão eterna é antecipada em cada gesto de amor e fraternidade entre nós. A paz divina é vivida, ainda que de modo limitado, em cada gesto que devolve vida à humanidade. O amor trinitário é antecipado em cada ato que se faz solidariedade e compaixão entre nós.

Com o coração voltado para o alto, caminhos na terra construindo junto de cada irmão e irmã os céus novos e a terra nova que esperamos um dia viver de maneira plena e infinita. O mundo novo que sonhamos começa a ser vivido em cada gesto de fraternidade.

Corações voltados para o alto com os pés enraizados no amor de Cristo. Eis a nossa missão diante da ascensão de Cristo: fazermos de nossa vida terrena uma antecipação da glória da futura.

Padre Flávio Sobreiro

A importância da mãe e da maternidade

A missão mais sublime que Deus confiou à mulher
Prof. Felipe Aquino / [email protected]

É tão grande a missão da mãe e do pai na vida dos filhos que Deus nos deu o Mandamento “Honrar pai e mãe”; o primeiro que encabeça a segunda Tábua das Leis.  O livro do Eclesiástico diz que “Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles” (Eclo 3, 3). “Quem teme ao Senhor honra pai e mãe. Servirá aqueles que lhe deram a vida como a seus senhores” (v. 8).

A missão da mãe está ligada diretamente à vida. Ela gera e educa o filho para a sociedade e para Deus. Por isso, a maior contradição é uma mãe abortar seu filho. A mãe é a grande defensora da vida, desde a concepção até a morte natural do filho. A criatura mais desnaturada, mais perversa, é a mãe que rejeita o próprio filho.

A mãe é a primeira educadora do homem; ela o molda para viver as virtudes, o amor ao próximo, a civilidade, e desenvolver todos os seus talentos para o bem próprio e dos outros.

“Educar é uma obra do coração”, dizia Dom Bosco, por isso a mãe tem o primado do amor. Com paciência e perícia ela vai tirando os maus hábitos do filho e fomentando as virtudes dele. Michel Quoist afirmava “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus”.

Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes da mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida. Sem experimentar o amor materno o homem futuro será triste.

É no colo da mãe que a criança aprende o que é a fé, aprende a rezar e a amar a Deus e as pessoas. A maioria das pessoas que se dizem ateias, ou avessas à religião, não receberam a fé no colo de suas mães; porque é na primeira infância que o homem tem o seu primeiro e fundamental encontro com Deus.

É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração. É no colo materno que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e a não desprezar ninguém.

É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura na castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios. É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua “plantinha” que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da má-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela quem vai ensinando a criança a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro. É a mãe que, nas primeiras tarefas do lar, lhe ensina o caminho redentor do trabalho e da responsabilidade. A mãe é a grande combatente do pecado original.

Até o Filho de Deus quis ter uma Mãe para cumprir a missão de salvar a humanidade; e Ele fez o primeiro milagre nas Bodas de Caná exatamente porque ela Lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.

Infelizmente o secularismo, que tomou conta do mundo atual e expulsa Deus da sociedade, das famílias, das escolas e das instituições, desvalorizou a maternidade, enterrou seus imensos valores e empanou o brilho de sua grandeza. Hoje, muitas e muitas mulheres, inclusive católicas, já não querem ser mães, ou então têm receio da maternidade, como se não fosse uma bênção a acolher.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que: “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja veem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC § 2373; GS 50, 2). E afirma que “os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC § 2378).

Como, então, rejeitar os filhos, se são uma bênção de Deus? Será que o medo e o comodismo estão superando a nossa fé? Será que Deus não cuidará mais daqueles a quem Ele deseja lhes dar a vida?

Nunca me esqueci do que um homem pobre me disse quando eu era ainda jovem e solteiro. Tinha nascido seu oitavo filho e ele me contava que estava tão mal financeiramente que, no dia do batismo, o padrinho da criança pediu para levar o afilhado para criar. Ao que o pai lhe disse: “Não, Deus dá, Deus cria”. E depois desse ainda teve muitos outros filhos. A mãe desses filhos – os Guatura – ainda é viva com seus noventa anos na cidade de Lorena (SP). É a maior prova de que a maternidade faz muito bem à vida e à saúde da mulher.

O Salmo 126 diz com todas as letras: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu sua aljava […]” (Sl 126, 3-5). Ainda cremos nessa palavra de Deus? Vitor Hugo declarou que “um lar sem filhos é como uma colmeia sem abelhas”; acaba ficando sem a doçura do mel.

Na “Carta às Famílias” (CF) o saudoso Papa João Paulo II denunciou o perigo do mundo que vive hoje buscando só o prazer: “Visando exclusivamente ao prazer, pode chegar até a matar o amor, matando o seu fruto. Para a cultura do prazer, o “fruto bendito do teu ventre” (cf. Lc 1, 42) torna-se, em certo sentido, um “fruto maldito” (CF, 21).

São Paulo diz que a mulher tem na maternidade um meio poderoso de sua salvação, embora não seja, é claro, o único: “A mulher será salva pela maternidade, contanto que permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade” (1Tm 2, 15).

No Dia das Mães é preciso que cada mulher, especialmente a mulher católica, medite profundamente sobre a missão de ser mãe, a mais sublime que Deus confiou à mulher.

 

Toda mãe traz os traços de Maria
O amor materno é capaz de apoiar os filhos
Sandro Ap. Arquejada

Ser mãe vem ao encontro da plenitude do ser feminino. Toda mulher é chamada a gerar um novo ser humano, seja física ou espiritualmente. Com Maria, Mãe de Jesus, também foi assim. Ela foi escolhida por Deus para uma gravidez incomum, em que o fruto de seu ventre traria a vida eterna para toda a humanidade. Para isso Nossa Senhora contou com auxílio do Céu, nasceu imaculada, para o propósito divino de ser geradora do Salvador, mas o Pai dotou-a de virtudes naturais que são inerentes ao ser mulher e que, na maior parte dos acontecimentos de sua vida, ela dispôs do que lhe era humano para que o plano do Altíssimo acontecesse. Desde a Anunciação, em que ela abre mão de seus planos de constituir uma família, até o Pentecostes, evento em que ela está firme e perseverante na oração junto aos apóstolos, o ministério de Jesus é marcado pela presença dela. Como então separar Maria do ministério do Cristo? É nesse caminhar junto, dispondo da energia natural ao que é vontade de Deus, que acontece a maternidade espiritual. Ser mãe é ser Maria na vida dos filhos, que não apenas os traz ao mundo, mas os encaminha para sua missão, indicando o que é nobre, justo e verdadeiro. O amor do coração materno as impulsiona a estarem sempre presentes na vida dos filhos, não somente de forma física ou tomando-os como propriedades, mas vislumbrando na maternidade de Maria, como educar para o crescimento em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e diante dos homens. O grande milagre da vida realiza-se quando o sopro amoroso da existência, vindo de Deus, perpassa o ser de alguém que se desfaz de si para elevar o pequeno e indefeso até a grandiosidade de sua missão neste mundo. Se foi tão importante para Nosso Salvador Jesus Cristo ter a presença materna até a vinda do Espírito Santo é porque o amor materno é capaz de apoiar os filhos de forma extraordinária na realização de um desígnio de vida. Obrigado a todas as mães por serem Maria em nossas vidas! Um feliz Dia das Mães e abençoado mês de Maria.

 

Profissão Mãe

Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era sua profissão. Ela hesitou, sem saber como se classificar.

– O que eu pergunto é se tem algum trabalho, insistiu o funcionário.

– Claro que tenho um trabalho, exclamou Ana. Sou mãe, disse.

– Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa, disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

– Qual é a sua ocupação, perguntou.

Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:

– Sou Doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, falei à funcionária.

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar pra o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

– Posso perguntar disse-me ela com novo interesse: o que faz exatamente?

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:

– Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?). O grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24).

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu-me a porta. Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 5. Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento – um bebê de seis meses – testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante!

Maternidade… Que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas doutora-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas, as bisavós doutora-executiva-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas e as tias doutora-assistente.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, doutoras na arte de fazer a vida melhor!

 

AS MÃES NA VIDA DA IGREJA
São as primeiras transmissoras da fé
Dom Canísio Klaus, Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul – RS

A Igreja Católica, desde seus primórdios, tem na mãe um amparo seguro para sua fé. O exemplo típico é Maria, a Mãe de Jesus, que estava presente junto aos apóstolos no momento em que o Espírito Santo desceu sobre eles no domingo de Pentecostes. O Documento de Aparecida diz que “Maria é a presença materna indispensável e decisiva na gestação de um povo de filhos e irmãos, de discípulos e missionários de seu Filho” (nº 524). A partir da Santíssima Virgem Maria, muitas outras mães marcaram a caminhada da Igreja. Mães do estilo de Santa Mônica, que derramou muitas lágrimas para que seu filho abandonasse a vida desregrada que estava levando e se transformasse no grande teólogo e doutor da Igreja, Santo Agostinho. Mães como Santa Rita de Cássia, que sofreu os maus-tratos do marido e, depois de viúva, entrou para a vida religiosa. Mães do estilo de Santa Isabel de Portugal, que na condição de rainha entregou seus bens pessoais aos necessitados e viveu na pobreza voluntária. Mães de papas, bispos, padres e religiosas. Mães catequistas, animadoras de comunidades e dinamizadoras do serviço da caridade. Mães dedicadas à transmissão da fé para seus filhos e solícitas companheiras para seus consortes, também na motivação para a prática religiosa. O Documento de Aparecida reconhece que as mulheres “constituem, geralmente, a maioria de nossas comunidades. São as primeiras transmissoras da fé e colaboradoras dos pastores”. Por isso, “é urgente valorizar a maternidade como missão excelente das mulheres”. A mãe “é insubstituível no lar, na educação dos filhos e na transmissão da fé” (456). Por ocasião do Dia das Mães deste ano, queremos manifestar a nossa gratidão às inúmeras mães que assumem a sua fé na família e na comunidade. Queremos manifestar a nossa solidariedade às mães que sofrem por verem seus filhos trilhando o caminho das drogas e da violência. Manifestar o nosso apoio às mães que lutam para que seus filhos desenvolvam autênticos valores de vida e fé. Manifestar o nosso incentivo às mães que se empenham para que, conforme nos alertava a Campanha da Fraternidade, a vida possa continuar a seguir o seu normal rumo idealizado por Deus no momento da criação. Manifestar o nosso reconhecimento às mães que assumem sozinhas a educação dos filhos, pelo fato de terem sido abandonadas ou por terem se tornado viúvas. Manifestar a nossa admiração para com as mães que já são avós e que têm a graça de conviver com os filhos dos seus filhos. Finalmente, queremos parabenizar a todas vocês mães! Que Deus as abençoe e lhes dê muitas alegrias por intermédio dos filhos que geraram! Parabéns!

 

A minha mãe em seu dia…

Algo muito bom deve ser uma Mãe, quando até mesmo Deus quis ter a Sua.

Assim é uma Mãe

Doce… quando nos olha.
Terna… quando nos acaricia.
Amorosa… quando nos beija.
Transparente… quando nos fala.
Sábia… quando nos aconselha.
Calada… ante nossas incompreensões.
Paciente… ante nossas rebeldias.
Branda… ante nossos rogos.
Confidente… de nossos segredos.
Alento… de nossas aspirações.
Consolo… de nossos pesares.
Um Anjo… para cuidar-nos.
Valente… para defender-nos.
Abnegada… até o sacrifício.
Um pequeno deus… para compreender-nos e perdoar-nos.

Angel Ramos

Felicidades! Mãe venerada!

Aqui estou contigo. Se me dedicaste tantos anos, como não dedicar-te, íntegro, este dia.

Catequese do Papa Francisco sobre Batismo: a regeneração

Quarta-feira, 9 de maio de 2018, Boletim da Santa Sé / Tradução: Jéssica Marçal (Canção Nova)

Praça São Pedro – Vaticano

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

A catequese sobre o sacramento do Batismo nos leva a falar hoje do santo derramamento acompanhado da invocação da Santíssima Trindade, ou seja, o rito central que propriamente “batiza” – isso é emerge – no Mistério pascal de Cristo (cfr Catecismo da Igreja Católica, 1239). São Paulo recorda o sentido desse gesto aos cristãos de Roma, primeiro perguntando: “Não sabeis que quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?”, e depois respondendo: “Por meio do Batismo fomos sepultados junto a ele na morte a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos, assim também nós possamos caminhar em uma vida nova” (Rm 6, 4). O Batismo nos abre a porta a uma vida de ressurreição, não a uma vida mundana. Uma vida segundo Jesus.

A fonte batismal é o lugar em que se faz Páscoa com Cristo! É sepultado o homem velho, com suas paixões enganosas (cfr Ef 4, 22), para que renasça uma nova criatura; realmente as coisas velhas passaram e nasceram novas (cfr 2 Cor 5, 17). Nas “Catequeses” atribuídas a São Cirilo de Jerusalém, é assim explicado aos neo-batizados o que aconteceu com eles na água do Batismo. É bela esta explicação de São Cirilo: “No mesmo instante morreram e nasceram, e a própria onda salutar se torna para vós sepulcro e mãe” (n.20, Mistaggogica 2, 4-6: PG 33, 1079-1082). O renascimento do novo homem exige que seja reduzido a pó o homem corrompido pelo pecado. As imagens do túmulo e do ventre materno referidas à fonte são de fato incisivas para exprimir o que acontece de grande através dos simples gestos do Batismo. Gosto de citar a inscrição que se encontra no antigo Batistério romano de Latrão, em que se lê, em latim, esta expressão atribuída ao Papa Sisto III: “A Mãe Igreja dá à luz virginalmente através da água aos filhos que concebe pelo sopro de Deus. Quantos renasceram desta fonte, esperem o reino dos céus” [1]. É belo: a Igreja que nos faz nascer, a Igreja é o ventre, é mãe nossa por meio do Batismo.

Se os nossos pais nos geraram à vida terrena, a Igreja nos regenerou à vida eterna no Batismo. Nós nos tornamos filhos no seu Filho Jesus (cfr Rm 8, 15; Gal 4, 5-7). Também sobre cada um de nós, renascidos da água e do Espírito Santo, o Pai celeste faz ressoar com infinito amor a sua voz que diz: “Tu és o meu filho amado” (cfr Mt 3, 17). Esta voz paterna, imperceptível aos ouvidos mas bem ouvida pelo coração de quem crê, nos acompanha por toda a vida, sem nunca nos abandonar. Durante toda a vida o Pai diz: “Tu és o meu filho amado, tu és a minha filha amada”. Deus nos ama tanto, como um Pai, e não nos deixa sozinhos. Isso do momento do Batismo. Renascidos filhos de Deus, o somos para sempre! O Batismo de fato não se repete, porque imprime um sinal espiritual indelével: “Pecado algum apaga esta marca, se bem que possa impedir o Batismo de produzir frutos de salvação” (CIC, 1272). O sinal do Batismo não se perde nunca! “Padre, mas se uma pessoa se torna um bandido, daqueles mais famosos, que mata pessoas, que faz injustiças, o sinal se vai?” Não. Pela própria vergonha o filho de Deus que é aquele homem faz estas coisas, mas o sinal não se vai. E continua a ser filho de Deus, que vai contra Deus, mas Deus nunca renega seus filhos. Entenderam esta última coisa? Deus nunca renega seus filhos. Vamos repetir todos juntos? “Deus nunca renega seus filhos”. Um pouco mais forte, que eu ou estou surdo ou não entendo: [repetem mais forte] “Deus nunca renega os seus filhos”. Bem, assim está bem.

Incorporados a Cristo por meio do Batismo, os batizados são, portanto, conformados a Ele, “o primogênito de muitos irmãos” (Rm 8, 29). Através da ação do Espírito Santo, o Batismo purifica, santifica, justifica, para formar em Cristo, de muitos, um só corpo (cfr 1 Cor 6,11; 12,13). Exprime isso a unção crismal, “que é sinal do sacerdócio real do batizado e da sua agregação à comunidade do povo de Deus” (Rito do Batismo das Crianças, Introdução, n. 18, 3). Portanto, o sacerdote unge com o sagrado crisma a cabeça de cada batizado, depois de ter pronunciado estas palavras que explicam o significado: “O próprio Deus vos consagra com o crisma da salvação, para que inseridos em Cristo, sacerdote, rei e profeta, sejam sempre membro do seu corpo para a vida eterna” (ibid., n.71).

Queridos irmãos e irmãs, a vocação cristã está toda aqui: viver unidos a Cristo na santa Igreja, partícipes da mesma consagração para desenvolver a mesma missão, neste mundo, produzindo frutos que duram para sempre. Animado pelo único Espírito, de fato, todo o Povo de Deus participa das funções de Jesus Cristo, “Sacerdote, Rei e Profeta”, e leva a responsabilidade da missão e serviço que dela derivam (cfr CIC, 783-786). O que significa participar do sacerdócio real e profético de Cristo? Significa fazer de si uma oferta agradável a Deus (cfr Rm 12, 1), dando-lhe testemunho por meio de uma vida de fé e de caridade (cfr Lumen gentium, 12), colocando-a a serviço dos outros, seguindo o exemplo do Senhor Jesus (cfr Mt 20, 25-28; Jo 13, 13-17). Obrigado.

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[1] «Virgineo fetu genitrix Ecclesia natos / quos spirante Deo concipit amne parit. / Caelorum regnum sperate hoc fonte renati».

Conselhos para as famílias crescerem no amor

Segunda-feira, 18 de junho de 2012 / Jéssica Marçal / Da Redação

Ouvir o Papa falar com tanta profundidade confirma no coração a certeza de que o caminho melhor é aquele que Jesus preparou para nós, diz Dom Petrini  

Palavras de amor, esperança, fidelidade, conselhos. Fiéis do mundo inteiro puderam se fortalecer em sua fé a partir das mensagens do Papa Bento XVI durante o Encontro Mundial das Famílias, realizado em Milão, na Itália, de 31 de maio a 3 de junho deste ano. Em uma sociedade em que se tornou difícil viver os verdadeiros valores cristãos, o Santo Padre vem trazer esperança e confiança a este núcleo tão importante para o desenvolvimento do ser humano: a família.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), participou do encontro em Milão e disse que sentiu as pessoas muito comovidas com seriedade e atenção dispensadas ao evento. Ele contou que sempre é importante fortalecer as mensagens e propostas de vida que Deus tem para as famílias, para cada um na sociedade.

“O amor como dom sincero de si para o bem e felicidade da outra pessoa, é sempre algo que fascina e surpreende. Talvez isso possa atemorizar um pouco pela responsabilidade, mas ao mesmo tempo é uma riqueza notável e extraordinária”.

O bispo não deixou de citar as características do mundo atual, em que, segundo ele, há uma “tendência poderosa” para desvalorizar a visão cristã da família. Por isso mesmo, ele acredita que quem participou do encontro, presencialmente ou não, ficou impressionado com as palavras ditas pelo Pontífice. “Ele (o Papa) fala com uma autoridade extraordinária, é o representante de Jesus Cristo entre nós. Então ouvi-lo falar com tanta profundidade e beleza renova e confirma no coração a certeza de que o caminho melhor é aquele que Jesus preparou para nós”.

Família reunida em Milão durante VII Encontro Mundial das Famílias

Casamento

Um dos momentos marcantes durante o evento, segundo Dom Petrini, foi o diálogo do Papa com algumas famílias. O bispo destacou a resposta dada por Bento XVI a um casal que perguntou sobre o caráter eterno que o amor assume com o casamento.

“O Papa deu uma resposta com muita beleza e sabedoria. Claro, reconhecendo as dificuldades, mas no fundo ele dizia que não é verdade que o amor no casamento começa grande e vai diminuindo até desaparecer. É o contrário. Ele deu o exemplo do vinho nas núpcias de Canaã: o vinho que chegou depois era melhor, tinha uma qualidade superior. Quer dizer, o amor entre marido e mulher pode ter uma qualidade muito superior, por todo o conhecimento, a partilha de vida que já aconteceu”

Mas às vezes essa partilha na vida de um casal acaba sendo prejudicada pelo individualismo e pela preocupação excessiva com a carreira. Quanto a isso, Dom Petrini lembrou o papel importante do amor na relação de um casal.

“Um homem se realiza amando, a mulher se realiza no amor e o amor se caracteriza pelo dom sincero de si para os outros, para o bem de outras pessoas, até mesmo com sacrifícios. Agora o ideal que vai se afirmando cada vez mais no nosso tempo é que, acima de tudo, é o bem estar individual mesmo com sacrifício de outros”, ressaltou.

Conselho do Papa

Já sabendo da dificuldade que os casais encontram para constituir uma família sólida e feliz, tendo em vista as adversidades do mundo atual, Bento XVI deu alguns conselhos para as famílias crescerem no amor. Um deles foi perseverar em Deus e participar da vida eclesial.

O bispo de Camaçari disse que isso foi, com certeza, um convite para as famílias participarem mais das atividades da Igreja. Ele contou que existe uma diferença muito grande quando os casais não se restringem à participação na Missa dominical, mas se reúnem em grupos, nem que seja uma vez por mês, para ler a Palavra de Deus, rezar juntos e partilhar experiências.

“Isso fortalece porque esta partilha de experiência ajuda; a pessoa não se sente tão sozinha para enfrentar os desafios, os problemas. Aquilo que o outro já viveu abre os olhos e o coração para eu também dar um passo mais acertado, para fazer como o outro fez ou para não repetir o erro do outro. Isso é de fundamental importância”.

Ao citar essa participação ativa na Igreja, Dom Petrini lembrou a necessidade das famílias se unirem não só como Igreja, mas também como associações familiares. “Para poder dialogar com os poderes públicos e não em nome da religião, mas em nome da cidadania, que tem todo o direito de reivindicar a liberdade para preservar o Domingo como um dia de repouso e de festa ou horários mais condizentes com a situação de ser pai ou mãe no trabalho”, exemplificou.

Próximo encontro: EUA

No fim do encontro com as famílias em Milão, Bento XVI anunciou que o próximo evento será nos Estados Unidos. Dom Petrini explicou que há uma orientação no Vaticano para que um evento tão significativo como este esteja presente em continentes e ambientes culturais diferentes. “Por exemplo, se faz na Argentina, não vai fazer três anos depois no Chile, porque, no fundo, a mentalidade de países da América Latina é muito semelhante”.

O bispo lembrou ainda que a diversidade de línguas é importante para que pessoas de diferentes partes do mundo possa se sentir acolhida. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, os povos mais familiarizados com a língua inglesa se sentem mais diretamente envolvidos e convidados.

“É claro que é uma mentalidade muito diferente. Aquilo que a Igreja está realizando é um grande diálogo entre o mundo e o modo mundano de viver o afeto, o amor, a fraternidade, a maternidade e o modo cristão de ver a família, o afeto, a paternidade, o afeto, o trabalho e a festa. Este diálogo é sempre necessário”, finalizou.

Santo Evangelho (João 15, 9-17)

6º Domingo da Páscoa – 06/05/2018 

Primeira Leitura (At 10,25-26.34-35.44-48)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:

25Quando Pedro estava para entrar em casa, Cornélio saiu-lhe ao encontro, caiu a seus pés e se prostrou. 26Mas Pedro levantou-o, dizendo: “Levanta-te. Eu também sou apenas um homem”. 34Então Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença”. 44Pedro estava ainda falando, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a palavra. 45Os fiéis de origem judaica, que tinham vindo com Pedro, ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado também sobre os pagãos. 46Pois eles os ouviam falar e louvar a grandeza de Deus em línguas estranhas. Então Pedro falou: 47“Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas que receberam, como nós, o Espírito Santo?” 48E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Eles pediram, então, que Pedro ficasse alguns dias com eles.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 97)

— O Senhor fez conhecer a salvação/ e revelou sua justiça às nações.
— O Senhor fez conhecer a salvação/ e revelou sua justiça às nações.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ porque ele fez prodígios!/ Sua mão e seu braço forte e santo/ alcançaram-lhe a vitória.

— O Senhor fez conhecer a salvação/ e revelou sua justiça às nações.

— O Senhor fez conhecer a salvação,/ e às nações, sua justiça;/ recordou o seu amor sempre fiel/ pela casa de Israel.

— Os confins do universo contemplaram/ a salvação do nosso Deus./ Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,/ alegrai-vos e exultai!

 

Segunda Leitura (1Jo 4,7-10)
Leitura da Primeira Carta de São João:

Caríssimos: 7Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Jo 15,9-17)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9“Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11Eu vos disse isso, para que minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Domingos Sávio – Padroeiro dos acólitos

São Domingos Sávio, ofereceu a sua juventude por amor a Deus e Maria Santíssima

O santo de hoje viveu o lema “Antes morrer do que pecar”.

Nascido em Turim, na Itália, no ano de 1842, Domingos conheceu muito cedo Dom Bosco e participou do Oratório – lugar de formação integral – onde seu coração se apaixonou por Jesus e Nossa Senhora Auxiliadora.

Pequeno na estatura, mas gigante na busca de corresponder ao chamado à santidade, foi um ícone da alegria de ser santo. Um jovem comum, que buscava cumprir os seus deveres e amava a vida de oração.

Com a saúde fragilizada, faleceu com apenas 15 anos.

São Domingos Sávio, rogai por nós.

Santo Evangelho (Jo 15, 12-17)

5ª Semana da Páscoa – Sexta-feira 04/05/2018 

Primeira Leitura (At 15,22-31)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 22pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, de acordo com toda a Comunidade de Jerusalém, escolher alguns da Comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. 23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. 25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!” 30Depois da despedida, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a assembleia e entregaram a carta. 31A sua leitura causou alegria, por causa do estímulo que trazia.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 56)

— Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos.
— Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos.

— Meu coração está pronto, meu Deus, está pronto o meu coração! Vou cantar e tocar para vós: desperta, minha alma, desperta! Despertem a harpa e a lira, eu irei acordar a aurora!

— Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, dar-vos graças por entre as nações! Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens a vossa verdade! Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra!

 

Evangelho (Jo 15,12-17)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Floriano, padroeiro dos bombeiros

Muitos optavam por salvar a própria pele, mas Floriano optou pelo amor a Jesus Cristo

Pertenceu a um grupo de militares que serviam ao império romano. O imperador era Diocleciano que, influenciado por um genro, passou a ter um grande preconceito e ódio ao Cristianismo, a ponto de estabelecer um edito onde dizia que a Palavra de Deus escrita devia ser queimada e os cristãos, quando identificados, precisavam oferecer sacrifícios aos ‘deuses’ em sinal de adoração.

Muitos optavam por testemunhar Jesus até o último instante a renunciar sua fé no Cristo. Outros para salvar a própria pele, abandonavam a Igreja, Jesus e a comunidade. A opção de Floriano foi pelo amor a Cristo.

A ordem do Imperador chegou até ele e em nome de 40 soldados cristãos, ele manifestou-se, denunciando toda aquela ignorância e injustiça. Aquilino, que devia defendê-los pois comandava o pelotão, ao contrário, entregou todos aqueles militares. E aqueles soldados tiveram que optar pelo imperador ou por Cristo. Para servir a Cristo, é preciso testemunhá-lo. E a perseguição não demora a vir.

Floriano teve uma corda amarrada ao seu pescoço e foi lançado ao rio e morreu afogado. E todos os outros soldados também foram martirizados.

São Floriano, rogai por nós!

O equilíbrio entre o trabalho e a festa na vivência familiar

Segunda-feira, 13 de agosto de 2012, Kelen Galvan / Da Redação

‘Família que faz festa sabe equilibrar também o trabalho’, destaca padre Wladimir

“A família e o trabalho e a festa constituem dádivas e bençãos de Deus para nos ajudar a viver uma existência plenamente humana”. A frase do Papa Bento XVI no 7º Encontro Mundial das Famílias, realizado em Milão, na Itália, há alguns meses, conduz também as reflexões da Igreja no Brasil, que promove de 12 a 18 deste mês a “Semana Nacional da Família.

O tema é o mesmo do encontro mundial: “A Família: o trabalho e a festa”. Primeiramente para estar em sintonia com o Pontifício Conselho para as Famílias e com o próprio Papa, já que a sugestão do tema foi apresentada por ele. E em segundo lugar porque essas duas dimensões da família trazem ensinamentos muito profundos, conforme explica o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) da CNBB, padre Wladimir Porreca.

Segundo o sacerdote, a “família que faz festa sabe equilibrar também o trabalho. E fazer festa significa relacionar-se, encontrar-se, comemorar a vida humana em todas as suas etapas e também celebrar a maior festa que é a Missa”.

“Qual a melhor forma de equilibrar o trabalho numa família? Entrando na dimensão da festa. E o Papa Bento XVI apresentou isso, de forma muito bonita, quando ele motivou todos os cristãos católicos a não perderem o sentido da festa humana, da festa cristã, que é a grande festa dos filhos de Deus”, explica padre Wladimir.

Muitas famílias têm conseguido administrar bem essas duas dimensões e, mesmo com os desafios, não entraram na “ditadura do consumismo”, mas conseguiram colocar em primeiro lugar o relacionamento humano, a vida familiar, só depois vem todo o resto, destaca o sacerdote.

Porém, segundo ele, outras tantas, mesmo tendo consciência do valor da família, são arrastadas pelo consumismo desenfreado.

Diante disso, a Semana Nacional da Família quer refletir sobre a dimensão do trabalho e da festa na vivência familiar, destacando a importância de cada uma e orientando sobre o equilíbrio que precisa haver para que, de fato, o trabalho esteja a serviço da pessoa humana.

Com a valorização do relacionamento familiar será fortalecida a unidade e a paz na família, como destaca o subsídio “Hora da Família” proposto pela Comissão da CNBB para orientar as reflexões desta semana.

O noticias.cancaonova.com irá auxiliar nessas reflexões com matérias especiais durante toda essa semana, aprofundando alguns desdobramentos ligados ao tema “A família: o trabalho e a festa”.

São Filipe e São Tiago, Apóstolos – 03 de Maio

São Filipe foi natural de Betsaida, na margem do lago da Galiléia. Tinha casa, mulher e três filhas pequenas quando Jesus o chamou para o apostolado com aquele “segue-Me”, que nos deixou são João no Evangelho. Desde esse momento, Filipe não vive senão para Jesus e para a sua causa.
Logo que vê um amigo seu, chamado Natanael, comunica-lhe a alegre notícia de ter encontrado o Messias. Sente-se tão cheio da autoridade e força de Jesus, que às dificuldades que lhe opõe Natanael não responde senão com estas lacônicas e profundas palavras: Vem e vê. Sabia muito bem Filipe que ouvir e conhecer Jesus era decisivo para as almas de boa vontade. E não se equivocou. Natanael ficou também subjugado pelo Mestre.
São Filipe volta a aparecer na primeira multiplicação dos pães, junto ao lago da Galiléia. O Senhor quer prová-lo e pergunta-lhe: “Filipe, como havemos de dar de comer a toda esta gente?” Filipe não pensava no milagre; olhou para os presentes, fez um cálculo e chegou à conclusão de que o salário de 200 operários não bastaria para começar a dar de comer a tanta gente.
Deve ter sido homem simples e bondoso. Segundo (Jo 12, 20), um grupo de gregos queria falar com Jesus e dirigiu-se a Filipe para obter a audiência.
No discurso da última ceia intervém ainda São Filipe com perguntas e respostas de grande ingenuidade. Não sabe ainda que o Filho e o Pai têm a mesma natureza. Quando Jesus pondera tanto as excelências e vantagens da união e conhecimento do Pai, diz-Lhe: “Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta”. “Filipe, responde-lhe Jesus, quem Me vê a Mim, vê o Pai”.
Depois da Ascensão volta a ouvir-se uma vez o nome de São Filipe, entre os Apóstolos que esperam a vinda do Espírito Santo.
A seguir desaparece e somente pela tradição sabemos que esteve na Frigia e morreu na sua capital, Hierápolis. Lá se lhe venerava, no século II, o sepulcro, e o de duas filhas que a Deus consagraram a virgindade. A terceira foi enterrada em Éfeso.
A maior parte dos documentos antigos afirma que são Filipe morreu mártir no tempo de Domiciano (81-96). São João Crisóstomo diz que o sepulcro de São Filipe em Hierápolis foi sempre célebre pelos milagres.
São Tiago, o Menor, chamado assim pela estatura ou pela idade, tem um título que o toma credor de especial veneração: é parente do Senhor, segundo a carne.
Nasceu em Caná, perto de Nazaré. Sua mãe, Maria, e seu pai, Cléofas, pertencem à mesma família que São José. É talvez sobrinho de São José por parte do pai. Tinha um irmão que se chamava Judas, distinto do traidor. Os dois foram escolhidos para o aposto lado. Depois não se fala de São Tiago, senão para ser dito que o Senhor lhe apareceu nos dias da Ressurreição.
Junto com Nossa Senhora e os outros Apóstolos, espera no cenáculo a vinda do Espírito Santo, que o unge e o consagra para o cargo que vai desempenhar, de primeiro bispo de Jerusalém; isto, ou por eleição dos outros Apóstolos, como diz São Jerônimo, ou por designação particular do Senhor, como lemos em Santo Epifânio e São João Crisóstomo.
A sua presença e atividade em Jerusalém foi realmente providencial. São Paulo considera-o coluna fundamental daquela comunidade, mãe de todas as Igrejas. Judeus e cristãos inclinavam-se diante dele pelo amor que tinha à lei e pela grande austeridade. Todos o consideravam com respeito ao vê-lo passar magro, descalço e extenuado; todos o escutavam reverentes, quando falava de Jesus crucificado como «porta» pela qual se chega até Deus Pai.
A sua oração era contínua e fervorosa. Era visto no templo, à entrada do Sancta Sanctorum, com o rosto inclinado até ao chão.
O seu zelo ultrapassou a igreja de Jerusalém. Escreveu uma carta católica dirigida às “Doze tribos da dispersão”, exortando à perseverança, que é “a coroa da vida”, à resignação na pobreza e à generosidade e caridade na riqueza.
“O irmão de condição humilde glorifique-se na sua exaltação e o rico na sua humilhação, porque ele passará como a flor da erva; porque assim como o Sol desponta com ardor e a erva seca e a sua flor cai, perdendo toda a beleza, assim murchará também o rico nos seus caminhos”.
A fé para São Tiago é “graça sobrenatural, dom perfeito que desce de cima, do Pai das luzes e regenera pela palavra da verdade”, mas não desenvolve a sua virtude redentora, senão se a «palavra plantada na alma lançar dela todo o lodo do pecado, fazendo germinar frutos de justiça, de paz e de misericórdia”. Diante da corrupção dos grandes do seu povo, sente-se profeta e anuncia-lhes os castigos que hão de vir sobre Jerusalém: “E agora vós, ó ricos, chorai em altos gritos por causa das desgraças que virão sobre vós. As vossas riquezas estão apodrecidas e os vossos vestidos estão comidos pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem dará testemunho contra vós: devorará a vossa carne como o fogo. Entesourastes nos últimos dias! O salário dos trabalhadores, que ceifaram os vossos campos, foi defraudado por vós, e clama; e os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos. Vivestes na terra rodeados de volúpias e delícias; cevastes os vossos corações para o dia da matança”.
Todas estas previsões se haviam de cumprir muito depressa, no ano 70, quando os exércitos de Tito e Vespasiano rodeassem as muralhas de Jerusalém e a fome corresse por todas as casas e palácios, até ao ponto de algumas mães chegarem a matar os próprios filhos para se alimentarem com as suas carnes inocentes. Antes, porém, tinha de morrer o profeta. Deus queria coroar-lhe a vida com a vitória dos mártires. No ano 62, por ocasião da morte de Festo, Procurador de Roma, houve um momento de exaltação nacionalista. São Tiago foi preso pelos judeus e lançado de cima da muralha do templo. Hoje se venera o seu túmulo na torrente do Cedrão, perto da Basílica da Agonia.

Jesus move os corações e as decisões de cada missionário
Por Pe. Fernando José Cardoso

Na festa dos apóstolos Felipe e Tiago, neste Tempo Pascal, ouvimos no Evangelho de hoje o seguinte: “Em verdade vos digo – diz Jesus – aquele que crê em Mim realizará as obras que Eu faço e fará ainda maiores do que Eu, porque vou para o Pai e tudo aquilo que pedirdes em Seu nome Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”.
Normalmente existe uma pontuação infeliz neste texto, seguida de muitas traduções, inclusive nossas traduções em português. Em muitas bíblias lê-se o seguinte: “Aquele que crê em Mim realizará as obras que Eu faço e as realizará ainda maiores, porque vou para o Pai”. Lido o texto desta maneira, com esta pontuação, temos a impressão de que os discípulos realizarão obras maiores do que o próprio Jesus realizou durante a Sua existência neste mundo.
E não é esta a impressão que nos querem dar o evangelista e o último redator deste texto – é preciso seguir outra pontuação, aquela que faço neste momento: “Aquele que crer em Mim realizará as obras que Eu faço e ainda maiores, porque vou para o Pai e tudo aquilo que pedirdes em Seu nome Eu o farei”. Somente agora se deve colocar o ponto final, não antes. O sentido é totalmente diverso.
Na sua vida pública Jesus se limitou à Palestina, à Galiléia e à Judéia. Ele nunca viajou para o exterior – Jesus não pregou o Evangelho aos pagãos – de início apenas às ovelhas da casa de Israel. Paulo, pelo contrário, pode circular pelo Império inteiro do Oriente e do Ocidente. É então verdade que Paulo realizou obras maiores do que as de Jesus? Não, se o texto for lido obedecida a pontuação que eu manifestei há pouco.
O texto, então, nos diz que Jesus ressuscitado se encontra por detrás de Paulo, por detrás de todo e qualquer missionário ou missionária. Estes poderão ampliar enormemente Suas ações, e poderão levar o Seu Evangelho a todos os rincões deste mundo.
Mas, atenção, é sempre Jesus quem move os corações e as decisões de cada missionário e, desta maneira, nós todos podemos realizar, inclusive, obras maiores. Podemos fazer hoje coisas que Ele não fez.
Jesus, por exemplo, nunca falou diante de uma câmera de televisão, nem se dirigiu a milhares de telespectadores juntos, como estou fazendo faço – mas eu não estou, de forma alguma, realizando algo superior a Cristo. É o Cristo ressuscitado quem suscita em mim a capacidade e a competência de chegar até os irmãos e irmãs deste Brasil, através destas meditações. E o faz não só através de mim, mas através de todos aqueles que se dispõem a pregar em Seu nome o Evangelho.
Neste sentido realizamos obras maiores do que aquelas feitas na Judéia ou na Galiléia.

Jesus nos revela o Pai
*Cf. Konings, J. “Liturgia Dominical”. Ed. Vozes. Petrópolis RJ: 2004.

“Felipe, há tanto tempo estou convosco e não me conheces”? Esta resposta de Jesus a Felipe nos questiona. Aliás, neste dia em que celebramos a Festa de São Felipe e São Tiago, cabe-nos esta pergunta: será que conhecemos a Jesus Cristo? Conhecimento como fruto de uma experiência e não, simplesmente, como fruto de um estudo intelectual, por mais importante que este seja! Do conhecimento de Cristo Jesus subentende-se o “conhecimento” do Pai.
Na plenitude dos tempos, quis o Pai dar-se a conhecer a todos, sem exceção, com o intuito de fazer comunhão e aliança com a humanidade e resgatá-la. Para isso, quis fazer-se Homem, assumindo a nossa humanidade em tudo, exceto o pecado. Para isso toda a Santíssima Trindade concorreu, pois o que não é assumido não pode ser redimido. O Pai envia o Filho; o Filho se deixa enviar e cumpre tudo em obediência ao Pai; o Espírito Santo gera o Filho no seio de Maria. Esta maravilha toda para quê? Para que pudéssemos ter vida na Santíssima Trindade.
O Filho age na força e no poder do Espírito e cumpre a missão, revelando o Pai a toda a criatura, fazendo cada uma se tornar filho/filha de Deus.
Porque o Filho revela o Pai, o Filho sendo um com o Pai, torna-se o Caminho, a Verdade e a Vida. Como deparamos com pessoas totalmente perdidas, vivendo mergulhadas num mundo de ilusão e mentira e, consequentemente, desiludidas, desanimadas da vida! Isso, infelizmente, é óbvio, pois o caminho, a verdade e a vida, não se descobre em Jesus: Ele, por excelência, é o Caminho, a Verdade e a Vida. É muito mais que mostrar e indicar: é Ele próprio.
Nós precisamos, urgentemente, entender que nunca haverá caminho certo para nós, nunca teremos vida e nunca estaremos na verdade se quisermos andar sem Cristo, sem Sua Palavra. É impossível! Ele nos revela o Pai; logo, nos revela – sendo Ele mesmo – o Caminho, a Verdade e a Vida.
“Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe”? A pergunta de Jesus Cristo é forte. Felipe, hoje, tem sobrenome. Sim! Qual o seu nome, meu irmão, minha irmã? Seu nome, meu nome, é o sobrenome de Felipe. Para dizer que esta pergunta de Jesus é feita diretamente para cada um de nós: “Há quanto tempo estou contigo e não me conheces?” Se conhecêssemos, eu e você, nossa vida, nossa família, nossa sociedade, nosso mundo, tudo seria bem diferente; seriam bem menos egoístas, mentirosos, desumanos.
Quem verdadeiramente conhece a Jesus, não consegue mais ter certas atitudes que muitos ainda têm, como por exemplo, pensar numa possível aprovação teste “Plano Nacional de Direitos Humanos”, que nosso Governo estava pensando em implantar. Disparate!
Celebrar a Festa dos Apóstolos São Felipe e São Tiago é celebrar a certeza da presença de um Deus, que é Pai e está presente: primeiro em Jesus, que O revela por excelência, depois nos apóstolos que transmitem esta revelação até nós, por meio da Igreja. Convençamo-nos, irmãos e irmãs: o Caminho, a Verdade e a Vida/Felicidade só são possíveis em uma Pessoa: Jesus Cristo, que se encontra vivo e ressuscitado. Fora d’Ele só há uma certeza: perdição, mentira e morte.

Assim descobri a Tumba de São Filipe
Entrevista com o professor Francesco DAndria, diretor da missão arqueológica que fez a descoberta

ROMA, quinta-feira, 3 de Maio de 2012 (ZENIT.org) – Hoje, dia 3 de maio a Igreja celebra São Felipe e São Tiago menor. Dois apóstolos que fizeram parte dos doze.
Renzo Allegri, jornalista italiano, diretor do jornal Medjugorje Torino, entrevistou o professor D’Andria, da Puglia, formado na Universidade Católica de Milão em Letras clássicas e especializado em arqueologia pela Universidade de Salento-Lecce, que há trinta anos trabalha em Hierápolis, buscando a tumba de São Filipe.
O tema da entrevista foi a descoberta, realizada no verão do ano passado, onde encontrou-se em Hierápolis, na Frigia, a Tumba do apóstolo São Filipe, fato que chamou a atenção de estudiosos de todo o mundo.
Durante a entrevista disse o professor que sobre São Filipe temos poucas notícias: “Dos evangelhos se sabe que era originário de Betsaida, no lago de Genezaré. Pertencia à família de pescadores. João é o único dos quatro evangelistas que o cita várias vezes”. A Tradição nos fala que Filipe passou os últimos anos na Frígia, em Hierápolis. Por meio de uma carta de Policrate, final do segundo século, ao Papa Vitor I, sabemos que Filipe morreu em Hierápolis, que duas filhas suas morreram virgens… e que outra filha sua foi enterrada em Éfeso.
Sobre como e quando morreu o apóstolo, o professor Francesco nos disse que a “maioria dos documentos afirmam que Filipe morreu em Hierápolis, no ano 80 depois de Cristo, quando tinha 85 anos. Morreu mártir pela sua fé, crucificado de cabeça para baixo como São Pedro.” Foi o Papa Pelágio I, no sexto século, que transferiu seus restos mortais a Roma, para uma Igreja construída para essa ocasião, atualmente é a Igreja dos Santos Apóstolos, reformada no ano 1500.
As investigações sobre a tumba de Filipe em Hierápolis começaram no ano de 1957, continua o professor, dizendo que o mérito foi do Professor Paolo Verzone, apaixonado pela arqueologia. A primeira grande descoberta foi uma igreja Bizantina do quinto Século que o professor chegou a pensar que tinha sido construída sobre a tumba do apóstolo Filipe, porém, várias escavações no local não tinham encontrado mais nada.
“Eu mesmo pensava que a tumba se encontrasse na região daquela Igreja” –afirma o professor – porém no ano 2000 “quando me tornei diretor da missão arqueológica italiana de Hierápolis sob concessão do ministério da Cultura da Turquia, mudei de opinião”.
O professor disse ter dirigido a sua atenção a outro ponto, sempre na mesma região. “Os meus colaboradores e eu estudamos atentamente uma série de fotos de satélite da região” – disse o D’Andria- e “entendemos que o Martyrion, a Igreja octonal, era o centro de um complexo devocional mais amplo e articulado”. A colina toda era um complexo preparado para acolher os peregrinos, até mesmo com uma parte termal, para que os peregrinos se lavassem depois das suas longas viagens, antes de visitarem a grande tumba do apóstolo Filipe.
No ano 2010, vieram à luz algumas descobertas também que o levaram até a Tumba do apóstolo: encontrou-se um tumba romana, do primeiro século depois de Cristo. Mas era uma tumba que estava no centro da Igreja, ou seja, sem dúvida, com uma grandíssima importância dada à ela pelos cristãos. No verão do 2011, depois de encontrar uma escada muito consumida, tudo indicava que era pelo grande afluxo de peregrinos naquela Igreja, que era um “extraordinário local de peregrinação”, disse o professor. Na fachada também há muitos grafites nos muros, com desenhos de cruzes, que sacralizaram de certa forma a tumba pagã.
“Mas a confirmação principal de que aquela construção é realmente a tumba de São Filipe” – afirma o professor D’Andria – é um pequeno objeto que se encontra no museu de Richmond nos EUA”. “Trata-se de um selo em bronze com uns 10 centímetros de diâmetro, que servia para autenticar o pão de São Filipe que era distribuído aos peregrinos.”
Foram encontrados ícones com a imagem de São Filipe com um grande pão na mão, assim como hoje temos o Pão de Santo Antonio.
Portanto, no ícone aparece desenhado, como uma autêntica fotografia de todo o complexo de então, e tem levado a entender que a tumba se encontrava na Igreja basilical e não no martyrion.
Por fim, afirmou o professor Francesco que no dia “24 de novembro do ano passado, eu tive a honra de apresentar a descoberta para a Pontifícia academia arqueológica de Roma diante de estudiosos e representantes do Vaticano. Também o patriarca de Constantinópoles, Bartolomeu, primaz da Igreja ortodoxa, quis receber-me para ter detalhes da descoberta, e no dia 14 de novembro, festa de São Filipe para a Igreja Ortodoxa, quis celebrar a Missa sobre a tumba reencontrada em Hierápolis. E eu estava presente, emocionado como nunca estive, também porque os cantos da liturgia grega ressoavam depois de dois mil anos entre as ruínas da Igreja.
[Adaptação e tradução Thácio Siqueira]

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