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O católico e a Igreja

Não se pode ser mais ou menos católico

Não se pode ser “mais ou menos católico”, isto é, aceitar uma ou outra verdade religiosa ensinada pela Igreja, deixando algumas de lado. Isso é orgulho espiritual de alguém que pensa saber mais do que a Igreja, assistida e guiada pelo Espírito Santo desde Pentecostes (cf. João 14,15.25; 16,12-13; Lucas 10,16).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina que o que nos salva é a verdade:

“Com efeito, Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (I Tm 2,4). Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. A salvação está  na verdade” (CIC § 851).

E São Paulo afirma que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (I Tm3,15).

“A missão do Magistério está ligada ao caráter definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo com seu Povo; deve protegê-lo dos desvios e dos afrouxamentos e garantir-lhe a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica. O ofício pastoral do Magistério está, assim, ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores do carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes. O exercício deste carisma pode assumir várias modalidades” (CIC § 890).

O grande Papa São Gregório VII (1073-1085), que quebrou a fúria de Henrique IV e a triste “investidura leiga” dos séculos X e XI, declarou no seu documento Dictatus Papae: “A Igreja romana nunca errou, e segundo o testemunho das Escrituras nunca cairá no erro.” (n,22) “Ninguém deve ser considerado católico se não estiver de pleno acordo com a Igreja Católica” (n.26). (Registrum Gregorii VII,MGH, Ep. Sel. II, n. 55ª – História da Igreja, Roland Frohlich).

O grande padre Leonel França, o maior jesuíta que Brasil conheceu, (1893-1948), fundador e reitor da primeira Universidade Católica do Brasil: PUC- RJ, disse: “[…] Quem não tem um conceito exato, uma percepção viva da infinita, absoluta e inefável majestade de Deus, na inviolabilidade soberana dos seus direitos, não pode entender a intransigência dogmática da Igreja Católica. A Igreja não é autora de um sistema humano, filosófico ou religioso, é depositária autêntica de uma revelação divina”.

Cristo ensinou-nos uma doutrina celeste: “A doutrina que eu vos ensinei é d’Aquele que me enviou” (São João, 7,16; 12,49). Aos seus discípulos ordenou que a transmitissem a todo o gênero humano na sua integridade incorruptível. “Ensinai-lhes a observar tudo o que vos mandei’ (Mt 26,20). E para que a falibilidade humana não alterasse o depósito divino, prometeu-lhes a eficácia preservadora de sua assistência. “Estarei convosco até o fim dos séculos”.

A Igreja Católica tem, pois, promessa divina de imortalidade e infalibilidade. Não foi, não será nunca infiel à sublimidade da sua missão. Quando a sinagoga, alarmada com os prodígios que sancionavam o Cristianismo nascente, prendeu os apóstolos e lhes impôs um silêncio criminoso, Pedro respondeu aos sinedritas um sublime: “non possumus” (não podemos).

No volver dos séculos nunca desmentiu a Igreja as promessas deste seu batismo de sinceridade. Todas as vezes em que o erro, armado como a força, mascarado como o sofisma ou “sub dolo” como a política, bateu às portas do Vaticano, pedindo ou impondo-lhe uma concessão, uma aliança, um compromisso, saiu-lhe ao encontro um ancião inerme e venerável na candura simbólica de suas vestes, e, com voz firme e olhar fito no céu, respondeu-lhe: “Non possumus…”.

E a Igreja continuará assim a sua missão de Mãe e Mestra da fé, até que o Cristo volte. São Paulo disse que sempre haveria hereges e heresias, que surgem de dentro da Igreja. Mas o Apóstolo disse que isso era bom para que saibamos onde está o erro e a verdade.

O bom católico não discute o que a Igreja ensina, ele ama e vive com ação de graças o que ela lhe diz. É grato a Deus por lhe mostrar pela Igreja o caminho reto que leva à felicidade neste mundo e ao céu na eternidade. Quando eu era menino ensinaram-me uma oração que nunca esqueci e que fiz dela minha norma de vida. É o ATO DE FÉ:

“Eu creio firmemente que há um só Deus, em três Pessoas realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar e ao terceiro dia ressuscitou. Creio em tudo o mais que crê e ensina a Santa Igreja Católica, porque Deus, Verdade infalível, o revelou. Nesta crença quero viver e morrer”.

Prof. Felipe Aquino
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O que é o Credo?

Fonte: http://afeexplicada.wordpress.com/category/credo/

No encerramento do “Ano da Fé” (30/6/1967 a 30/6/1968), em comemoração dos 1900 anos dos martírios de São Pedro e São Paulo, o Papa Paulo VI quis oferecer à Igreja a sua “Profissão de Fé”, que se chamou o “Credo do Povo de Deus”. Muitas razões tornaram este CREDO de Paulo VI de grande importância para a Igreja, sendo muito utilizado e citado nos documentos posteriores da Igreja. Desde o início de sua vida apostólica, a Igreja elaborou o que passou a ser chamado de “Símbolo dos Apóstolos”, assim chamado por ser o resumo fiel da fé dos Apóstolos; foi uma maneira simples e eficaz da Igreja apostólica exprimir e transmitir a sua fé em fórmulas breves e normativas para todos. Nos seus Doze artigos, o Creio sintetiza tudo aquilo que o católico crê. Este é como que “o mais antigo Catecismo romano”. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma.
Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja, que batizou santo Agostinho, mostra de onde vem a autoridade do Símbolo dos Apóstolos, e a sua importância: “Ele é o Símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro dos Apóstolos, teve a sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão da fé” (Expl. Symb. ,7; PL 17, 1158D; CIC §194). “Este Símbolo é o sêlo espiritual, a mediação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente o tesouro da nossa alma” (Expl. Symb. 1: PL, 1155C; CIC §197). Os seus Doze artigos, segundo uma tradição atestada por Santo Ambrósio, simbolizam com o número dos Apóstolos o conjunto da fé apostólica (cf. CIC §191). A palavra grega “symbolon” significa a metade de um objeto quebrado (como por exemplo, um sinete que traz em baixo ou alto relevo um brasão), e que era apresentada como um sinal de identificação e reconhecimento. As partes quebradas eram então juntadas para formar um todo e identificar assim o seu portador.
Portanto, o Símbolo da fé, o Creio, é a identificação do católico. Assim, ele é professado solenemente no Dia do Senhor, no Batismo e em outras oportunidades. Por causa das heresias trinitárias e cristológicas que agitaram a Igreja nos séculos II a IV, ela foi obrigada a realizar uma série de Concílios ecumênicos (universais), para dissipar os erros dos hereges. Os mais importantes para definir os dogmas básicos da fé cristã, foram os Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla I (381). O primeiro condenou o arianismo de Ário, que ensinava que Jesus não era Deus, mas apenas a maior de todas as criaturas; o segundo condenou o macedonismo, de Macedônio, patriarca de Constantinopla, que ensinava que o Espírito Santo não era Deus.
Desses dois importantes Concílios, originou-se o Creio chamado Niceno-constantinopolitano, que traz os mesmos doze artigos da fé do Símbolo dos Apóstolos, porém de maneira mais explícita e detalhada, especialmente no que se refere às Pessoas divinas de Jesus e do Espírito Santo. Além desses dois símbolos da fé, mais importantes, outros Credos foram elaborados ao longo dos séculos, sempre em resposta a determinadas dificuldades ou dúvidas vividas nas Igrejas apostólicas antigas. Por exemplo, temos notícia do Símbolo “Quicumque”, dito de Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria; as profissões de fé dos Concílios de Toledo (DS 525-541), Latrão (DS 800-802), Lião (DS 851-861), Trento (DS 1862-1870), e também de certos Papas, como a “Fides Damasi” (DS 71-72), do Papa Dâmaso.
O Catecismo da Igreja nos assegura, que: “Nenhum dos símbolos das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado como ultrapassado e inútil. Eles nos ajudam a tocar e a aprofundar hoje a fé de sempre através dos diversos resumos que dela têm sido feitos” (CIC § 193). Falando do Credo, São Cirilo de Jerusalém (315-386), assim se expressa nas Cathecheses illuminandorum (5, 12; PG 33, 521-524; CIC §186): “Este símbolo da fé não foi elaborado segundo opiniões humanas, mas da Escritura inteira recolheu-se o que há de mais importante, para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé. E assim como a semente de mostarda contém em um pequeníssimo grão um grande número de ramos, da mesma forma este resumo da fé encerra em algumas palavras todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento”.
Também o Papa Paulo VI, em 1968, achou oportuno fazer a soleníssima Profissão de Fé, no encerramento do Ano da Fé, que aqui publicamos conforme foi publicado no L’Osservatore Romano, 1-2 de julho de 1968. De fato este Credo do Povo de Deus é um marco da maior importância. Quem o aceita plenamente e o vive de todo o coração, é de fato católico; caso contrário, não será, ainda que afirme ser católico. Na verdade, o Papa Paulo VI quis colocá-lo como um farol e uma âncora para a Igreja caminhar nos tempos difíceis de vivemos, por entre tantas falsas doutrinas e falsos profetas, que se misturam sorrateiramente como o joio no meio do trigo, mesmo dentro da Igreja.
Ao apresentar a sua Profissão de Fé, o Papa Paulo VI disse que a sua intenção era a de cumprir a missão petrina, dada por Jesus, de “confirmar os irmãos na fé” (Lc 22,32), que “sem ser uma definição dogmática propriamente dita, repete substancialmente…o CREDO da imortal Tradição da Santa Igreja”.
O Papa justificou a apresentação da Profissão de Fé, em vista da “inquietação que agita certos meios modernos, em relação à fé”, diante deste mundo que põe em “discussão tantas certezas”.
O Papa não deixa de dizer que preocupa-o “que até católicos se deixam dominar por uma espécie de sede de mudança e de novidade”. São Paulo, há cerca de 1950 anos atrás, já tinha falado a Timóteo desta “sede de novidades”, que acaba levando muitos católicos para o caminho do erro: “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pela curiosidade de escutar novidades, ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2Tm 4, 7). Paulo VI fala também daqueles que atentam “contra os ensinamentos da doutrina cristã”, causando “perturbação e perplexidade em muitas almas fiéis, como se pode verificar nos dias de hoje”.
Assim, fica claro que o Papa quis com a sua Profissão de Fé corrigir erros de doutrina surgidos após o Concílio Vaticano II, às vezes por interpretação errada de suas intenções. Preocupa o Papa as “hipóteses arbitrárias” e subjetivas que são usadas por alguns, mesmo teólogos, para uma interpretação da Revelação divina (hermenêutica), em discordância da autêntica interpretação dada pelo Magistério da Igreja.
Na apresentação do Credo, o Papa conclui dizendo: “Queremos que a nossa Profissão de Fé seja bastante completa e explícita para responder, de maneira adequada, à necessidade de luz que tantas almas fiéis sentem, e que experimentam também todos os que, no mundo, seja qual for a família espiritual a que pertençam, estão em situação de procura da Verdade”. Sabemos que é a Verdade que nos leva à salvação. São Paulo, como já citamos acima, fala da “sã doutrina da salvação” (2Tm 4, 7), e afirma que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15). Na mesma Carta a Timóteo, Paulo alerta o seu fiel discípulo, bispo de Éfeso, que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4). Note que para o Apóstolo, a “salvação” e o “conhecimento da verdade” são coisas conexas. Quando ele fala aos tessalonicenses sobre a grande provação que a Igreja deve passar antes da volta de Jesus, as terríveis seduções do homem da iniquidade, com as armas de satanás, ele diz que os que se perderem terão como causa não terem se apegado à verdade que salva. “Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar” (2Ts 2, 10). “Desse modo serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2Ts 2, 12). Enfim, o Apóstolo exorta os tessalonicenses: “ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras , seja por carta nossa” (2Ts 2, 15). Claramente notamos que a preocupação do Apóstolo é manter os fiéis firmes na verdade ensinada pela Igreja, seja de maneira oral (Tradição), seja por escrito. Jesus é a Verdade (Jo 14,6) e disse que a Verdade nos libertará (Jo 8, 32).
O Credo do Povo de Deus é mais uma das inúmeras maneiras que a Igreja usa para manter o Rebanho do Senhor no caminho da verdade que liberta e salva. Quando o Papa João Paulo II apresentou o Catecismo da Igreja Católica, através da Constituição Apostólica “Fidei Depositum”, fez questão de dizer, logo no início: “Guardar o depósito da fé é a missão que Cristo confiou à sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos”. De fato, em todos os tempos – já vinte séculos – a Igreja cumpre bem este mandato do Senhor, assistida pelo Espírito Santo, não permitindo que se corrompa o “depósito da fé”. Vinte e um concílios ecumênicos foram realizados nestes dois mil anos, a maioria deles a fim de debelar as heresias que ameaçavam o sagrado depósito da verdade que o Senhor confiou à sua Igreja.
E, como essas ameaças à fé são contínuas, a Igreja não cessa de chamar os seus filhos a viverem de acordo com a autêntica verdade que Paulo VI ensina na sua solene Profissão de Fé. Com alegria entregamos aos nossos leitores esse Credo, tão profundo e detalhado, para que fique claro aos nossos olhos a verdade da nossa fé. Que, vivendo a “obediência da fé” (Rm 1, 5), fiéis e submissos à Santa Igreja e ao Sagrado Magistério, possamos chegar todos à salvação; pois, como diz o Apóstolo, “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11, 6), já que o “justo vive pela fé” (Rm 1, 17).

SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS (Os Doze Artigos)
1. Creio em Deus Pai todo-poderoso Criador do céu e da terra.
2. E em Jesus Cristo, seu Único Filho, Nosso Senhor;
3. que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria;
4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
5. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia;
6. subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai; todo-poderoso;
7. donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo;
9. na Santa Igreja Católica; na Comunhão dos Santos;
10. na remissão dos pecados;
11. na ressurreição da carne;
12. na vida eterna. Amém.

SÍMBOLO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO
1. Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
2. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus; Luz da Luz; Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós homens e pela nossa salvação, desceu dos céus
3. e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
4. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
5. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras,
6. e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
7. E de novo há de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
8. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas.
9. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
10. Professo um só batismo para a remissão dos pecados.
11. E espero a ressurreição dos mortos
12. e a vida do mundo que há de vir. Amém.

SÍMBOLO DE NICÉIA
Creio em um só Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há de vir. Amém.

CREDO DE SANTO ATANÁSIO
Este credo, apesar do nome, foi divulgado por Santo Ambrósio, foi incluído na liturgia, é autêntica profissão de fé e é totalmente reconhecido pela Igreja Católica.
01. Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica.
02. Porque aquele que não a professar, integral e inviolavelmente, perecerá sem dúvida por toda a eternidade.
03. A fé católica consiste em adorar um só Deus em três Pessoas e três Pessoas em um só Deus.
04. Sem confundir as Pessoas nem separar a substância.
05. Porque uma só é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo.
06. Mas uma só é a divindade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade.
07. Tal como é o Pai, tal é o Filho, tal é o Espírito Santo.
08. O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado.
09. O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Espírito Santo é imenso.
10. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno.
11. E contudo não são três eternos, mas um só eterno.
12. Assim como não são três incriados, nem três imensos, mas um só incriado e um só imenso.
13. Da mesma maneira, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente.
14. E contudo não são três onipotentes, mas um só onipotente.
15. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus.
16. E contudo não são três deuses, mas um só Deus.
17. Do mesmo modo, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor.
18. E contudo não são três senhores, mas um só Senhor.
19. Porque, assim como a verdade cristã nos manda confessar que cada uma das Pessoas é Deus e Senhor, do mesmo modo a religião católica nos proíbe dizer que são três deuses ou senhores.
20. O Pai não foi feito, nem gerado, nem criado por ninguém.
21. O Filho procede do Pai; não foi feito, nem criado, mas gerado.
22. O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede do Pai e do Filho.
23. Não há, pois, senão um só Pai, e não três Pais; um só Filho, e não três Filhos; um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos.
24. E nesta Trindade não há nem mais antigo nem menos antigo, nem maior nem menor, mas as três Pessoas são coeternas e iguais entre si.
25. De sorte que, como se disse acima, em tudo se deve adorar a unidade na Trindade e a Trindade na unidade.
26. Quem, pois, quiser salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade.
27. Mas, para alcançar a salvação, é necessário ainda crer firmemente na Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
28. A pureza da nossa fé consiste, pois, em crer ainda e confessar que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem.
29. É Deus, gerado na substância do Pai desde toda a eternidade; é homem porque nasceu, no tempo, da substância da sua Mãe.
30. Deus perfeito e homem perfeito, com alma racional e carne humana.
31. Igual ao Pai segundo a divindade; menor que o Pai segundo a humanidade.
32. E embora seja Deus e homem, contudo não são dois, mas um só Cristo.
33. É um, não porque a divindade se tenha convertido em humanidade, mas porque Deus assumiu a humanidade.
34. Um, finalmente, não por confusão de substâncias, mas pela unidade da Pessoa.
35. Porque, assim como a alma racional e o corpo formam um só homem, assim também a divindade e a humanidade formam um só Cristo.
36. Ele sofreu a morte por nossa salvação, desceu aos infernos e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos.
37. Subiu aos Céus e está sentado a direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
38. E quando vier, todos os homens ressuscitarão com os seus corpos, para prestar conta dos seus atos.
39. E os que tiverem praticado o bem irão para a vida eterna, e os maus para o fogo eterno.
40. Esta é a fé católica, e quem não a professar fiel e firmemente não se poderá salvar”.

CREDO NA BÍBLIA
CREIO EM DEUS- Nosso Deus é o único Senhor (Deuteronômio 6, 4; Marcos 12, 29).
PAI TODO-PODEROSO – O que é impossível para os homens é possível para Deus (Lucas 18, 27).
CRIADOR DO CÉU E DA TERRA – No princípio, Deus criou o céu e a terra (Gênesis 1, 1).
CREIO EM JESUS CRISTO – Ele é o resplendor glorioso de Deus, a imagem própria do que Deus é (Hebreus 1, 3).
SEU ÚNICO FILHO – Pois Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único, para que todo aquele que crer nele não morra, mas tenha a vida eterna (João 3, 16).
NOSSO SENHOR – Deus o fez Senhor e Messias (Atos 2, 36).
QUE FOI CONCEBIDO POR OBRA E GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO – O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Deus Altíssimo repousará sobre ti como uma nuvem. Por isso, o menino que irá nascer será chamado Santo e Filho de Deus (Lucas 1, 35).
NASCEU DA SANTA VIRGEM MARIA – Tudo isto ocorreu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito por meio do profeta: A virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que significa: Deus está conosco) (Mateus 1, 22-23).
PADECEU SOB O PODER DE PÔNCIO PILATOS – Pilatos tomou então a Jesus e mandou açoitá-lo. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça de Jesus e o vestiram com uma capa escarlate (João 19, 1-2).
FOI CRUCIFICADO – Jesus saiu carregando sua cruz para ir ao chamado lugar da caveira (que em hebraico chama-se Gólgota). Ali o crucificaram e, com ele, outros dois, um de cada lado. Pilatos mandou afixar sobre a cruz um cartaz, que dizia: Jesus de Nazaré, rei dos judeus (João 19, 17-19).
MORTO E SEPULTADO – Jesus gritou fortemente: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito! e, ao dizer isto, morreu (Lucas 23, 46). Depois de baixá-lo da cruz, o envolveram em um lençol de linho e o puseram em um sepulcro escavado na rocha, onde ninguém ainda havia sido sepultado (Lucas 23, 53).
DESCEU AOS INFERNOS – Como homem, morreu; porém, como ser espiritual que era, voltou à vida. E como ser espiritual, foi e pregou aos espíritos encarcerados (1Pedro 3, 18-19).
AO TERCEIRO DIA, RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS- Cristo morreu por nossos pecados, como dizem as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia (1Coríntios 15, 3-4).
SUBIU AOS CÉUS, ONDE ESTÁ SENTADO À DIREITA DE DEUS PAI TODO-PODEROSO – O Senhor Jesus foi levado ao céu e se sentou à direita de Deus (Marcos 16, 19).
DE ONDE HÁ DE VIR PARA JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS – Ele nos enviou para anunciar ao povo que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos (Atos 10, 42).
CREIO NO ESPÍRITO SANTO – Pois Deus encheu nosso coração com o seu amor por meio do Espírito Santo que nos deu (Romanos 5, 5).
CREIO NA IGREJA QUE É UNA – Para que todos sejam um, como tu, Pai, em mim e Eu em ti; que eles sejam também um em Nós para que o mundo creia que Tu me enviaste (João 17, 21; João 10, 14; Efésios 4, 4-5).
É SANTA – A fé confessa que a Igreja… não pode deixar de ser santa (Efésios 1, 1). Com efeito, Cristo, o Filho de Deus, a quem o Pai e com o Espírito Santo se proclama o Santo, amou a sua Igreja como sua esposa (Efésios 5, 25). Ele se entregou por ela para santificá-la, a uniu a Si mesmo como seu próprio corpo e a encheu do dom do Espírito Santo para a glória de Deus (Efésios 5, 26-27). A Igreja é, portanto, o povo santo de Deus (1Pedro 2, 9) e seus membros são chamados santos (Atos 9, 13; 1Coríntios 6, 1; 16, 1).
É CATÓLICA – E Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e nem o poder da morte poderá vencê-la (Mateus 16, 18). Possui a plenitude que Cristo lhe confere (Efésios 1, 22-23). É católica porque foi enviada em missão por Cristo à totalidade do gênero humano (cf. Mateus 28, 19).
É APOSTÓLICA- O Senhor Jesus dotou a sua comunidade de uma estrutura que permanecerá até a total consumação do Reino. Antes de mais nada houve a escolha dos Doze Apóstolos, tendo Pedro como cabeça (cf. Mateus 3, 14-15), visto que representavam as Doze Tribos de Israel (cf. Mateus 19, 28; Lucas 22, 30). Eles são os fundamentos da Nova Jerusalém (cf. Apocalipse 21, 12-14). Os Doze (cf. Marcos 6, 7) e os outros discípulos (cf. Lucas 10, 1-2) participaram da missão de Cristo, em seu poder e também em sua sorte (cf. Mateus 10, 25; João 15, 20). Com todas estas providências, Cristo preparou e edificou a sua Igreja (2Timóteo 2, 2).
CREIO NA COMUNHÃO DOS SANTOS – Depois disso, olhei e vi uma grande multidão de todas as nações, raças, línguas e povos. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, e eram tantos que ninguém podia contá-los (Apocalipse 7, 9).
NO PERDÃO DOS PECADOS – Aqueles a quem perdoares os pecados ser-lhe-ão perdoados (João 20, 23).
NA RESSURREIÇÃO DA CARNE – Cristo dará nova vida a seus corpos mortais (Romanos 8, 11).
E NA VIDA ETERNA – Ali não haverá noite e os que ali vivem não precisarão da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque Deus, o Senhor, lhes dará sua luz e eles reinarão por todos os séculos (Apocalipse 22, 5).

CREIO EM DEUS
Em primeiro lugar devemos crer que Deus existe. E o que significa este nome – Deus?
Significa precisamente Aquele que governa e cuida de todas as coisas. Tudo o que há no mundo está subordinada à sua providência. Portanto, nada tem sua origem no acaso, mas em Deus que é o único que cria a partir do nada. “Creio em Deus” nossa profissão de fé começa com Deus, pois Ele é o “Primeiro e o Último” (Is 44, 6), o Começo e o Fim de tudo. A confissão da Unicidade de Deus, que tem a sua raiz na Revelação Divina na Antiga Aliança, é inseparável da confissão da existência de Deus, e igualmente fundamental. Deus é Único: só existe um Deus: “A fé cristã confessa que há Um só Deus, por natureza, por Substância e por essência”.
Crer em Deus, o Único, e amá-lo com todo o seu ser, tem conseqüências imensas para toda a nossa vida:
– Significa conhecer a grandeza e a majestade de Deus: “Deus é grande demais para que o possamos conhecer” (Jó 36, 26). É por isso que Deus deve ser o “primeiro a ser servido” (Santa Joana d’Arc).
– Significa viver em ação de graças: Se Deus é o único, tudo o que somos e tudo o que possuímos vem Dele: “Que é que possuis, que não tenhas recebido?” (1Cor 4, 7). “Como retribuirei ao Senhor todo o bem que me faz?” (Sl 116, 12).
– Significa conhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens: Todos eles são feitos a ” imagem e semelhança de Deus” (Gn 1, 26).
– Significa usar corretamente das coisas criadas: A fé no Deus Único nos leva a usar de tudo o que não é ele na medida em que isto nos aproxima dele, e a desapegar-se das coisas na medida em que nos desviam dele (Mt 5, 29-30; 16, 24; 19, 23-24).
– Significa confiar em Deus em qualquer circunstância, mesmo na adversidade: A oração de Santa Teresa de Jesus expressa esta confiança inabalável em Deus – Nada te perturbe/ Nada te assuste / Tudo passa / Deus alcança / Quem a Deus tem, Nada lhe falta. Só Deus basta. Pai todo poderoso… (Cat. 238-248) A invocação de Deus como “Pai” é conhecida em muitas religiões. A divindade é muitas vezes considerada como “pai dos deuses e dos homens”. Deus é pai, mas ainda, em razão da Aliança do dom da Lei a Israel, seu “filho primogênito” (Ex 4, 22).
Ao designar Deus com o nome de “Pai “, a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos:
– que Deus é origem primeira de tudo e autoridade transcendente, e
– que ao mesmo tempo é bondade e solicitude de amor para todos os seus filhos. A linguagem da fé inspira-se assim na experiência humana dos pais (genitores), que são de certo modo os primeiros representantes de Deus para o homem. Mas esta experiência humana ensina também que os pais humanos são falíveis e que podem desfigurar o rosto da paternidade. Convém lembrar que Deus transcende à paternidade humana (Sl 27, 10), embora seja a sua origem e medida (Ef 3, 14; Is 49, 15). Ninguém é pai como Deus o é. Muito particularmente ele é o “Pai dos pobres”, do órfão e da viúva que estão sob sua proteção de amor (Sl 68, 6). A encarnação do Filho de Deus revela que DEUS é o Pai eterno, e que o Filho é consubstancial a Ele, isto é, que o Filho é no Pai e com o Pai o mesmo Deus único. Deus é o Pai todo-poderoso. Sua paternidade e seu poder iluminam-se mutuamente. As Sagradas Escrituras professam várias vezes o poder universal de Deus. Ele é chamado “o Poderoso de Jacó” (Gn 49, 24; Is 1, 24), o “Forte, o Valente” (Sl 24, 8-10). Se Deus é todo-poderoso “no céu e na terra” (Sl 135, 6), é porque os fez. Ele é o Senhor do universo, cuja ordem estabeleceu, ordem esta que lhe permanece inteiramente submissa e disponível; Ele é o Senhor da história. Com efeito, mostra a sua onipotência paternal pela maneira que cuida das nossas necessidades (Mt 6, 32). Por isso, nada é mais propício para sedimentar nossa fé e a nossa esperança do que a certeza profunda gravada no nosso coração que nada é impossível a Deus (Lc 1, 37).
“A fé católica é esta: que veneramos o único Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a majestade” (Cat. 266). Criador do céu e da terra… (Cat. 279-382) Deus é a causa universal de todas as coisas, e não só cria a forma, mas também a matéria. Por isso fez todas as coisas do nada. Recitamos no Credo essa verdade: criador do céu e da terra.
Há diferença entre criar e fazer? criar, é tirar do nada. Fazer, por sua vez, é produzir a partir de uma matéria pré-existente. Se Deus criou as coisas do nada, também pode refazê-las. Pode dar vista a um cego, ressuscitar um morto e fazer outros milagres. Diz a Escritura: O poder está a Vós submetido, quando quereis (Sab 12, 18). Só Deus criou o universo, livre e direta. Nenhuma criatura tem o poder necessário para “criar” no sentido próprio da palavra, isto é produzir e dar o ser àquilo que não o tinha de modo algum. O Símbolo da fé retoma estas palavras confessando Deus Pai todo-poderoso como “o Criador do céu e da terra”, “de todas as coisas visíveis e invisíveis”. Existe um mundo sobrenatural que não podemos ver. Apenas O conhecemos por revelação divina, e mesmo assim, imperfeitamente. Sabemos que existem anjos, espíritos puros, sem corpo, que servem a Deus noite e dia, e que têm como missão o cuidado de cada um nós; há também anjos decaídos, inimigos de Deus e nossos. Temos um céu a ganhar, um inferno a evitar. Mas depois de nos revelar tudo isso, Deus poderia nos dizer: “Vocês terão muito tempo para contemplar todas estas coisas mais tarde”. Deus fez o céu e a terra para nós. Quer se trate de coisas presentes, quer de coisas futuras, diz São Paulo, “tudo é nosso”. Vivemos rodeados pelas criaturas de Deus.
A profissão de fé do IV Concílio de Latrão afirma que Deus “criou conjuntamente, do nada, desde o início do tempo, ambas as criaturas, a espiritual e a corporal, isto é, os anjos e o mundo terrestre; em seguida, a criatura humana que tem algo de ambas por compor-se de espírito e de corpo” (DS 3002). A hierarquia das criaturas é expressa pela ordem dos “seis” dias, que vai do menos ao mais perfeito. Deus ama todas as suas criaturas (Sl 145, 9), cuida de cada uma, até mesmo os pássaros. Jesus diz: “Vós valeis mais do que muitos pássaros” (Lc 12, 6-7), ou ainda: “Um homem vale muito mais que uma ovelha” (Mt 12, 12).
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, homem e mulher Ele os criou (Gn 1, 27), nesta afirmação vamos encontrar dois aspectos importante:
– Deus é o Criador do homem e o criou por amor, criando-o capaz de degustar o Bem eterno.
– Criado a imagem e semelhança de Deus por estar dotado de inteligência e vontade. Deus criou tudo para o homem, este porém, foi criado para servir e amar a Deus e para oferecer-lhe toda a criação. O homem foi criado por Deus e para Deus (Cat. 358). Por exemplo, quando “criamos” alguma coisa , ela passa a pertencer-nos. Deus nos possui: é para Ele que existimos; fazer sua vontade é algo que deve interessar-nos muito mais do que fazer nossa própria vontade. A criação é o fundamento de “todos os desígnios salvíficos de Deus”, “o começo da história da salvação” que culmina em Cristo. Desde o início, Deus tinha em vista a glória da nova criação em Cristo (Rm 8, 18-23). As criaturas existem para nos ajudarem a ter Deus perto de nós, para que, através delas, pensemos como o seu Autor deve ser grande, como deve ser poderoso e possuir uma beleza mais fascinante que o pôr-do-sol. As criaturas existem também, para nos tornarmos agradecidos por sua existência e beleza. Tudo isto é verdade acerca das criaturas terrenas de Deus. Ele fez o céu e a terra. E não é só a terra que é nossa, também o céu é nosso, isto é, existe para que gozemos de suas maravilhas. Contamos já agora com a proteção dos anjos e com as preces de Nossa Senhora e dos Santos, porque somos filhos de Deus, para que possamos deixar para trás o purgatório e encontrarmos no céu o fim para o qual fomos realmente criados, a existência que verdadeiramente satisfaz todos os anseios da nossa natureza.

A ORAÇÃO DO CREDO NA BÍBLIA
O Credo é uma fórmula doutrinária ou profissão de fé. No cristianismo também é conhecido como símbolo dos apóstolos. A palavra tem origem na palavra credo que significa creio.Em 325, passou a ser uma síntese dos dogmas da fé promulgada pela autoridade eclesiástica, através do Concílio de Nicéia (I). A primeira formulação do tipo credo encontra-se no original de uma carta (c. 225) do bispo Marcelo Ancyra. De uma tradução, com algumas alterações, do credo de Ancyra se deriva o credo latino ainda hoje adotado. O Credo Niceno-Constantinopolitano, ou o Ícone/Símbolo da Fé, é uma declaração de fé cristã que é aceite pela Igreja Católica, pela Igreja Ortodoxa Oriental, pela Igreja Anglicana pelas principais igrejas protestantes. O nome tem a ver com o Primeiro Concílio de Nicéia (325), no qual foi adotado, e com o Primeiro Concílio de Constantinopla (381), onde foi aceite uma versão revista.Por esse motivo, ele pode ser referido especificamente como o Credo Niceno-Constantinopolitano para o distinguir tanto da versão de 325 como de versões posteriores que incluem a cláusula fililoque. Houve vários outros credos elaborados em reação a doutrinas que apareceram posteriormente como heresias, mas este, na sua revisão de 381, foi o último em que as comunhões católica e ortodoxa conseguiram concordar em todos os pontos. Segundo uma antiga tradição, certamente lendária, os doze apóstolos, reunidos em Jerusalém, teriam estabelecido em comum os rudimentos da nova fé, cada um ditando seu artigo. Essa versão era recitada pelos novos cristãos no momento do batismo, e ficou conhecida como credo apostólico. É este credo que iremos meditar dentro das passagens bíblicas que se seguem, para que o leitor possa perceber que toda a profissão de fé proferida pela Igreja católica tem fundamentação bíblica.
1. Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso
(2 Timóteo 1, 2) A Timóteo, filho caríssimo: graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Senhor!
2. Criador do Céu e da Terra
(Judite 13, 24) Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo!
3. E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor
(São Mateus 14, 33) Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus.
(Fl 2, 11) E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.
4. Concebido pelo poder do Espírito Santo, Nasceu da Virgem Maria
(Lc 1, 35) Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
(Lc 2, 6s) Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.
5. Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado
(São João 19, 1.5) Pilatos mandou então flagelar Jesus. Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem!
(São Mateus 28, 5) Mas o anjo disse às mulheres: Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado.
(São João 19, 33) Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,
(São João 20, 2) Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!
6. Desceu à mansão dos mortos; Ressuscitou ao terceiro dia
(São Marcos 10, 34) Escarnecerão dele, cuspirão nele, açoitá-lo-ão, e hão de matá-lo; mas ao terceiro dia ele ressurgirá.
(Romanos 8, 34) Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós!
NT. Mansão dos mortos: Na antiguidade mundo inferior, império da morte. As histórias da Bíblia transmitem-nos a “palavra de Deus expressa em línguas humanas”. Isto significa que os homens que testemunham a sua experiência de Deus, o fazem com as representações e as imagens do seu tempo. Imaginam a terra como um disco. Sobre ela, encontra-se a abóbada celeste, o “domínio” onde Deus reina sobre os viventes. Em baixo o mundo subterrâneo (sheol), a região onde reina a morte sobre os defuntos. Por isso se diz: Jesus “desceu” à mansão dos mortos.
7. Subiu aos Céu está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso
(São Marcos 16, 19) Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.
(2 Macabeus 11, 13) Mas Lísias era inteligente. Refletiu, pois, na derrota e concluiu que os hebreus eram invencíveis porque o Deus poderoso combatia com eles.
8. De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos
(Atos dos Apóstolos 10, 42) Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.
9. Creio no Espírito Santo
(São Marcos 1, 8) Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo”.
10. Na Santa Igreja Católica
(At 2, 41-47) Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações. De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.
NT. O primeiro papa da Igreja Católica Apostólica Romana foi São Pedro, seu primeiro discurso está inserido no livro dos Atos dos apóstolos no capítulo 2. Pedro ainda escreveu 2 cartas que estão contidas no segundo testamento. As outras igrejas e seitas de denominações cristãs surgiram após o movimento de protestantismo iniciados por Calvino e Lutero. Não tendo tais den0ominações cristãs menção na Bíblia como a Igreja.
NT2. O nome Igreja Católica Apostólica Romana significa: A comunidade dos cristãos que não distingue grupos nacionais, étnicos, sociais entre outros, tendo uma visão universal dos filhos de Deus. Sediada em Roma; Igreja Romana. Procedente dos apóstolos. Dependente da Santa Sé, de caráter Papal.
11. Na comunhão dos santos
(Apocalipse 7, 9) Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão,
(Sabedoria 18, 9) Por isso, os santos filhos dos justos ofereciam secretamente um sacrifício; de comum acordo estabeleciam o pacto divino: que os santos participariam dos mesmos bens e correriam os mesmos perigos; e entoavam já os hinos de seus pais,
(Efésios 1, 18) que ilumine os olhos do vosso coração, para que compreendais a que esperança fostes chamados, quão rica e gloriosa é a herança que ele reserva aos santos,
12. Na remissão dos pecados
(Atos dos Apóstolos 5, 31) Deus elevou-o pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
(Atos dos Apóstolos 13, 38) Sabei, pois, irmãos, que por ele se vos anuncia a remissão dos pecados.
13. Na ressurreição dos mortos e a vida eterna
(Mt 27, 52s) Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas.
(Mt 22, 31s) Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó
(Ex 3, 6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos.
(São João 3, 16) Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
14. Amém – Sim, assim seja
(Apocalipse 22, 20) Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem Senhor Jesus! Quem diz “Amém” confirma a sua decisão. Amém – sim, assim seja, eu adiro, aceito. Este Evangelho é válido para mim. Agradeço ao Senhor por isto.

O perigo das meias verdades

Uma meia verdade é pior que uma mentira
Prof. Felipe Aquino / [email protected]

À medida que cresce na mídia a tendência do “politicamente correto”, que, na versão católica do Papa Bento XVI, pode-se traduzir como “ditadura do relativismo”, alguns católicos, líderes e, às vezes, pregadores parecem ter medo de assumir a verdade integral pregada pela Igreja. Nota-se certo receio de “ir contra a corrente”, contra a vontade da maioria, esquecendo-se de que Jesus é “sinal de contradição”, e que por isso foi perseguido e crucificado, para não deixar de dar testemunho da verdade que salva. A verdade não depende da maioria, mas de si mesma.

A verdade é fundamental; por isso o Papa tem sido seu paladino incansável. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que o que salva é a verdade: “Com efeito, ‘Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade’ (1Tm 2, 4). Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. A salvação está na verdade” (CIC § 851). Sem a verdade não há salvação. Jesus disse diante de Pilatos que veio ao mundo “para dar testemunho da verdade” (cf. Jo 18, 37) e aceitou morrer para testemunhá-la. E deixou claro que “a verdade vos libertará”. Assim, a verdade não pode ser passada “pela metade”, pois se torna perigosa mentira. Sabemos que uma meia verdade é pior que uma mentira.

Não podemos pregar o Evangelho pela metade, deixando de mostrar especialmente aquilo que visa destruir o pecado e levar o pecador à conversão. Por exemplo, a frase “Não podemos comer comida estragada”, está correta e é muito importante; mas, se eu disser só a metade da frase: “Não podemos comer comida”, muitos vão morrer de fome. Entendeu por que a meia verdade é pior do que uma mentira? “Mutatis mutandis” (mudando o que deve ser mudado), noto que alguns ensinam a fé católica em meias verdades. Como? Ao apresentarem uma questão, expõem apenas uma parte da verdade sobre o assunto, deixando de falar do pecado e das exigências de conversão.

Por essa razão, não podemos, por exemplo, dizer apenas, aos casais de segunda união, que eles não devem se afastar da Igreja e que não podem ser discriminados, etc., sem lhes dizer também que a situação deles não é lícita diante do Evangelho e que não podem receber os sacramentos. Da mesma forma, é claro que temos de acolher, respeitar e não discriminar os homossexuais, e amá-los como verdadeiros irmãos, mas não podemos deixar de lhes dizer que o Catecismo da Igreja Católica considera a prática homossexual (não a tendência) como “depravação grave” (CIC § 2357), tendo em vista que “a tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados” (idem).

Quando se fala aos jovens sobre masturbação e fornicação (sexo realizado por pessoas não casadas), alguns tendem a minimizar a gravidade desses pecados, e alguns até têm a coragem de dizer que não são pecados, quando o Catecismo diz o contrário: “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais” (CIC § 2396). Santo Agostinho dizia: “Não se imponha a verdade sem caridade, mas não se sacrifique a verdade sem caridade”.

Como declarou o Papa emérito Bento XVI, na “Caritas in veritate”, “caridade sem verdade é sentimentalismo”. Jesus perdoou a mulher adúltera e a salvou da morte, mas não deixou de mostrar a ela o seu grave pecado: “Vá e não peques mais”. Sem mostrar o pecado ao pecador ele não pode se libertar da morte espiritual.

O profeta Ezequiel, em dois capítulos (3, 18 e 33) também chama a atenção para a necessidade de se corrigir o pecador: “Se digo ao malévolo que ele vai morrer, e tu não o prevines e não lhe falas para pô-lo de sobreaviso devido ao seu péssimo proceder, de modo que ele possa viver, ele há de perecer por causa de seu delito, mas é a ti que pedirei conta do seu sangue. Contudo, se depois de advertido por ti, não se corrigir da malícia e perversidade, ele perecerá por causa de seu pecado, enquanto tu hás de salvar a tua vida” (Ez 3, 18-19). “Se eu disser ao pecador que ele deve morrer, e tu não o avisares para pô-lo de guarda contra seu proceder nefasto, ele perecerá por causa de seu pecado, mas a ti pedirei conta do seu sangue” (Ez 33, 8).

15 ocasiões em que o Papa Francisco assegurou que o diabo existe

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Papa Francisco. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 05 Jun. 18 / 07:00 pm (ACI).- Em muitas ocasiões ao longo do seu pontificado, o Papa Francisco alertou os fiéis católicos em todo o mundo sobre as armadilhas do demônio ou do diabo.
A seguir, apresentamos quinze ocasiões em que o Santo Padre falou de maneira forte e clara sobre o demônio, sua existência, sua ação e o que um católico pode fazer para combatê-lo:
1. O diabo não é um mito e devemos combatê-lo
Em 30 de outubro de 2014, na homilia da Missa que presidiu na capela da Casa Santa Marta, o Santo Padre disse: “Fizeram crer a esta geração e a tantas outras que o diabo era um mito, uma figura, uma ideia, ideia do mal, mas o diabo existe e nós temos de lutar contra ele! São Paulo disse, não fui eu que disse isso! A Palavra de Deus diz!”.
“O diabo é mentiroso, é o pai dos mentirosos, o pai da mentira”, afirmou.
2. A tática do demônio para tentar o homem
Em 11 de abril de 2014, o Santo Padre explicou que assim como o demônio “tentou Jesus tantas vezes e Jesus sentiu as tentações em sua vida”, também os homens são tentados.
“Também nós somos objeto do ataque do demônio, porque o espírito do mal não quer a nossa santidade, não quer o testemunho cristão, não deseja que sejamos discípulos de Jesus”, disse.
“Como faz o espírito do mal para nos afastar do caminho de Jesus? A tentação começa levemente, mas cresce, cresce sempre. Depois , cresce e contagia outro, transmite-se para outro, procura ser comunitária. E, por fim, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e justifica-se”, advertiu.
3. Existe um demônio e uma guerra contra a verdade e a vida
Em 31 de dezembro de 2015, em uma audiência com milhares de crianças na Sala Paulo VI no Vaticano, o Santo Padre afirmou: “no mundo há a luta entre o bem e o mal, dizem os filósofos. É a luta entre o diabo e Deus. Isto ainda existe. Quando a cada um de nós vem a vontade de fazer uma maldade, aquela pequena maldade é uma inspiração do diabo. Que através da debilidade que o pecado original deixou em nós, leva a isto. Pratica-se o mal nas pequenas coisas como nas grandes”.
“É uma guerra contra a verdade de Deus, a verdade da vida, contra a alegria. Esta luta entre o diabo e Deus, diz a Bíblia, continuará até ao fim”, explicou.
4. O diabo tem 2 armas para destruir a Igreja a partir de dentro
Em 9 de setembro de 2016, em discurso diante de mais de 100 bispos no Vaticano, Francisco assinalou que “as divisões são a arma mais próxima do diabo para destruir a Igreja. Ele tem duas armas, mas a mais perigosa é a divisão. A outra é o dinheiro. O diabo entra no bolso e destrói com a língua, com as fofocas. E fofocar é um hábito ‘terrorista’”.
“O fofoqueiro é um ‘terrorista’, que joga uma bomba – a intriga – para destruir. Por favor, lutem contra as divisões, porque é uma das armas que o diabo usa para destruir a Igreja local e a Igreja universal”.
5. Cuidado com o diabo porque causa divisão e joga sujo!
Em 12 de setembro de 2016, o Santo Padre disse em Santa Marta que na Igreja “o diabo semeia ciúmes, ambições, ideias, mas para dividir! Ou semeia cobiça”.
É como acontece depois de uma guerra: “tudo fica destruído”. “E o diabo vai embora contente. E nós, ingênuos, fazemos o seu jogo”.
6. A guerra vem do demônio porque deseja o mal!
Em 20 de setembro de 2016, na homilia da Missa na Casa Santa Marta, o Papa afirmou que a guerra é um dos sinais do diabo.
“Não existe um deus da guerra”, afirmou e acrescentou que é obra do “maligno”, que “quer matar todo mundo”. Por isso, o Pontífice pediu rezar com a convicção de que “Deus é Deus de paz”.
Hoje, convida-se “todos os homens de boa vontade, de qualquer religião, a rezar pela paz”, porque “o mundo está em guerra! O mundo sofre!”, disse.
7. Corrupção é fazer-se seguidor do diabo
Em 17 de novembro de 2016, em um discurso aos membros da Associação de Empresários Católicos, Francisco disse que a corrupção é “fazer-se seguidor do diabo”.
“A corrupção é gerada pela adoração do dinheiro e volta para o corrupto prisioneiro dessa mesma adoração. A corrupção é uma fraude da democracia e abre as portas a outros males terríveis como a droga, a prostituição e o tráfico de pessoas, a escravidão, o comércio de órgãos, o tráfico de armas etc. A corrupção é fazer-se seguidor do diabo, pai da mentira”, afirmou o Santo Padre.
8. Com o diabo não se dialoga
Em 25 de novembro de 2016, também em Santa Marta, o Pontífice disse que o diabo “é um mentiroso, ou mais: é o pai da mentira, gera mentiras, é um impostor. Leva a crer que se comes a maçã, serás como Deus. Ele a vende assim e tu a compras; no fim, ele te engana, arruína tua vida”.
O Pontífice se perguntou como podemos fazer para não nos deixarmos enganar pelo diabo. “Jesus nos ensina como: não dialogar nunca com o diabo. Com o diabo não se dialoga. O que Jesus fez com o diabo? O expulsava”.
9. Deus permite que o demônio tente sacerdotes para que cresçam na fé
Em 2 de março de 2017, em um encontro com o clero da Diocese de Roma, na Basílica de São João de Latrão, o Papa disse aos sacerdotes que devem seguir como exemplo a fé de Simão Pedro, constantemente submetida a provações pelo diabo. Este tipo de provações, “Deus não as envia diretamente, mas não as impede”, disse.
“Toda a vida de Simão Pedro pode ser vista como um progresso na fé graças ao acompanhamento do Senhor, que lhe ensina a discernir no seu próprio coração o que procede do Pai e o que procede do demônio”.
“Talvez, a maior tentação do demônio foi esta: insinuar em Simão Pedro a ideia de não ser digno de ser amigo de Jesus porque ele o traiu”, indicou o Pontífice. “Mas o Senhor sempre é fiel. E sempre renova a sua fidelidade”.
10. O diabo sempre entra pelo bolso
Em 1º de abril de 2017, no discurso com a Comunidade do Pontifício Colégio Espanhol de São José, em Roma, o Papa disse aos sacerdotes que “o diabo entra sempre pelo bolso”.
Os sacerdotes, disse Francisco, “não podem se contentar com a conduta de uma vida ordenada e confortável, que os permita viver sem preocupações, sem sentir a necessidade de cultivar um espírito de pobreza radicado no Coração de Cristo que, não obstante fosse rico, se fez pobre por nossa causa ou então, como reza o texto, para nos enriquecer”.
11. O que fazer se o demônio te seduz? O Papa dá algumas recomendações
No dia 13 de outubro de 2017, na Missa na capela da Casa Santa Marta, o Papa encorajou os fiéis a estar “atentos” diante das tentações e das ações do diabo, que “lentamente busca mudar os critérios, para levar-nos à mundanidade”.
“Mimetiza-se em nosso modo de agir e nós dificilmente nos damos conta”, disse.
12. Papa Francisco faz uma nova advertência sobre Satanás
O Papa Francisco advertiu em 13 de dezembro de 2017 que o diabo “não é uma coisa difusa”, mas “uma pessoa” com quem não se deve dialogar.
“Com Satanás não se pode dialogar. Porque se você começa a dialogar com Satanás, está perdido. Ele é mais inteligente do que nós. Ele te dá muitas voltas, ele dá voltas no teu pensamento e você está perdido”, assinalou.
13. Papa Francisco: Onde Nossa Senhora está, o diabo não entra
Na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, Itália, o Papa Francisco disse em 29 de janeiro de 2018 que “onde Nossa Senhora é de casa, o diabo não entra”.
“A mãe guarda a fé, protege as relações, salva nas intempéries e preserva do mal”, assegurou.
14. O Papa adverte: O diabo é um derrotado, não se deixem enganar por ele
Em 8 de maio de 2018, o Papa Francisco disse que o diabo “é perigosíssimo. Apresenta-se com todo o seu poder, as suas propostas são mentiras e nós, tolos, acreditamos”.
Entretanto, destacou, o diabo “é um derrotado” e “podemos dizer que é um moribundo”.
15. Papa Francisco: O diabo busca destruir a harmonia entre o homem e a mulher
Na Missa celebrada na manhã do último dia 1º de junho, na capela da Casa Santa Marta, o Santo Padre advertiu que o demônio continua perseguindo e atacando, porque quer destruir a harmonia entre o homem e a mulher, e novamente denunciou as “colonizações ideológicas” e outras formas de destruição.

Solenidade de Pentecostes – Aniversário da Igreja Católica – Ano B

Por Mons. Inácio José Schuster

PENTECOSTES OU BABEL?
Atos 2, 1-11; 1 Coríntios 12, 3b-7.12-13; João 20, 19, 23

O sentido de Pentecostes se contém na frase dos Atos dos Apóstolos: «Ficaram todos cheios do Espírito Santo». O que quer dizer que «ficaram cheios do Espírito Santo», e o que experimentaram naquele momento os apóstolos? Tiveram uma experiência envolvente do amor de Deus, sentiram-se inundados de amor, como por um oceano. Assegura-o São Paulo, quando diz que «o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,5). Todos os que tiveram uma experiência forte do Espírito Santo estão de acordo em confirmar isso. O primeiro efeito que o Espírito Santo produz quando chega a uma pessoa é fazer que se sinta amada por Deus por um amor muito terno, infinito. O fenômeno das línguas é o sinal de que algo novo ocorreu no mundo. O surpreendente é que este falar em «línguas novas e diversas», em vez de gerar confusão, cria ao contrário um admirável entendimento e unidade. Com isso, a Escritura quis mostrar o contraste entre Babel e Pentecostes. Em Babel todos falam a mesma língua e em certo momento ninguém entende já o outro, nasce a confusão das línguas; em Pentecostes cada um fala uma língua diferente e todos se entendem. Como é isto? Para descobrir basta observar do que falam os construtores de Babel e de que falam os apóstolos em Pentecostes. Os primeiros se dizem entre si: «Vamos edificar uma cidade e uma torre com o ápice no céu, e façamo-nos famosos, para não dispersarmo-nos por toda a face da terra» (Gen 11, 4). Estes homens estão animados por uma vontade de poder, querem se «fazer famosos», buscam sua glória. Em Pentecostes os apóstolos proclamam, ao contrário, «as grandes obras de Deus». Não pensam em fazer um nome, mas em fazer-se a Deus; não buscam sua afirmação pessoal, mas a de Deus. Por isso todos os compreendem. Deus voltou a estar no centro; a vontade de poder substituiu-se pela vontade de serviço, a lei do egoísmo pela do amor. Nisso há uma mensagem de vital importância para o mundo de hoje. Vivemos na era das comunicações de massa. Os chamados «meios de comunicação» são os grandes protagonistas do mundo. Tudo isto marca um progresso grandioso, mas implica também um risco. De que comunicação se trata de fato? Uma comunicação exclusivamente horizontal, superficial, freqüentemente manipulada e venal, ou seja, usada para fazer dinheiro. O oposto, em resumo, a uma informação criativa, de manancial, que introduz no ciclo contidos qualitativamente novos e ajuda a cavar em profundidade em nós mesmos e nos acontecimentos. A comunicação converte em um intercâmbio de pobreza, de ânsias, de inseguranças e de gritos de ajuda desatendidos. É falar entre surdos. Quanto mais cresce a comunicação, mais se experimenta a incomunicação. Redescobrir o sentido do Pentecostes cristão é a única coisa que pode salvar nossa sociedade moderna de precipitar-se cada vez mais em um Babel de línguas. Com efeito, o Espírito Santo introduz na comunicação humana a forma e a lei da comunicação divina, que é a pedra e o amor. Por que Deus se comunica com os homens, entretém-se e fala com eles, ao longo de toda a história da salvação? Só por amor, porque o bem é por sua natureza «comunicativo». Na medida em que é acolhido, o Espírito Santo cura as águas contaminadas da comunicação humana, faz dela um instrumento de enriquecimento, de possibilidade de compartilhar e de solidariedade. Cada iniciativa nossa civil ou religiosa, privada ou pública encontra-se ante uma eleição: pode ser Babel ou Pentecostes: é Babel se está ditada por egoísmo e vontade de atropelo; é Pentecostes se está ditada por amor e respeito da liberdade dos demais.

 

Evangelho segundo São João 15, 26-27.16, 12-15
«Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, Ele dará testemunho a meu favor. E vós também haveis de dar testemunho, porque estais comigo desde o princípio.» «Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: ‘Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer’.»

Eis-nos na solenidade de Pentecostes. Esta solenidade provavelmente nos tempos de Lucas, era celebração judaica do Dom da Lei, mas nós não celebramos hoje o Dom da Lei e sim o Dom do Espírito Santo, que é o amor personificado do Pai para com o Filho e do Filho para com o Pai. Hoje nós celebramos de certa maneira, o aniversário da nossa Igreja, que é bela. Embora tenha dois mil anos de idade, a nossa Igreja é bela, e tenha passado por tantas vicissitudes, porque ainda hoje, como no passado, ela contagia tantos corações jovens e adultos. Nossa Igreja é bela porque ela alimenta tantos espíritos com a Palavra de Cristo. A nossa Igreja é bela, sobretudo porque nela age o Espírito de Deus. Por vezes nós temos a tentação de imaginá-la ultrapassada, anacrônica, fora de época, mas o Espírito Santo, de quando em quando a sacode, é capaz de fazê-la ressuscitar como um Ícaro de suas próprias cinzas. O Espírito Santo agiu fortemente na Igreja por ocasião do Concílio Vaticano II, que infelizmente não é bem conhecido dos fiéis católicos até os dias de hoje, quarenta anos depois que ele foi convocado pelo então Papa João XXIII. Mas o Espírito Santo age fora das fronteiras da Igreja católica, Ele é capaz de derrubar os muros de Berlim e de Jerusalém. Ele é capaz de derrubar os racismos onde quer que eles existam, Ele é capaz de derrubar as escravidões que ainda subsistam. O Espírito de Deus trabalha não apenas dentro das fronteiras da Igreja católica. Alarguemos as nossas vistas, olhemos para a nossa história onde quer que haja uma ação boa realizada por uma pessoa de boa vontade, qualquer que seja a religião de sua pertença, ali está o Espírito Santo. Ele não é católico, Ele não é propriedade exclusiva da Igreja católica, Ele age no mundo todo inteiro, Ele fermenta positivamente a massa de bilhões e bilhões de seres humanos, porque graças a Deus, embora a maioria não seja católica, nós temos uma grande porção na humanidade de seres de boa vontade. Todos estes de uma maneira misteriosa, são conduzidos pelo Espírito de Deus, encerrando, pois o tempo Pascal com a presença do Espírito na Igreja e fora da Igreja. Nós louvamos e bendizemos a Deus apesar dos percalços, das perseguições, das incompreensões, de certos anacronismos acusados, Ela caminha em direção ao seu final, conduzida pelo Espírito do Senhor ressuscitado. Feliz e alegre festa de Pentecostes. Que o Espírito Santo traga alegria também ao seu coração.

 

Do Pentecostes judaico ao Pentecostes cristão
São Bruno de Segni (c. 1045-1123), bispo
Comentário ao Êxodo, cap. 15 (trad. Sr Isabelle de la Source, Lire la Bible, vol. 2, p. 78)

O Monte Sinai é o símbolo do Monte Sião. […] Reparai até que ponto as duas alianças se ecoam uma à outra, com que harmonia a festa de Pentecostes é celebrada em cada uma delas. […] O Senhor desceu ao Monte Sião no mesmo dia e de maneira muito semelhante a como tinha descido ao Monte Sinai. […] Escreve Lucas: «Subitamente ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer umas línguas à maneira de fogo, que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles» (At 2, 2-3). […] Sim, tanto num como noutro monte se ouve um ruído violento e se vê um fogo. No Sinai, foi uma nuvem espessa, no Sião o esplendor de uma luz muito forte. No primeiro caso, tratava-se de «imagem e sombra» (Hb 8, 5), no segundo caso da realidade verdadeira. No passado, ouviu-se o trovão, hoje discernem-se as vozes dos apóstolos. De um lado, o brilho dos relâmpagos; do outro, prodígios por todo o lado. […] «Moisés mandou sair o povo do acampamento, para ir ao encontro de Deus, e pararam junto do monte» (Ex 19, 17). E, nos Atos dos Apóstolos, lemos que «ao ouvir aquele som poderoso, a multidão reuniu-se e ficou estupefata» (v. 6). […] O povo de toda a Jerusalém reuniu-se aos pés da montanha de Sião, ou seja, no lugar onde Sião, a imagem da Santa Igreja, começou a ser edificado, a colocar os seus fundamentos. […] «Todo o Monte Sinai fumegava, porque o Senhor havia descido sobre ele no meio de chamas», diz o Êxodo (v. 18). […] Como poderiam deixar de arder aqueles que tinham sido abrasados pelo fogo do Espírito Santo? Assim como o fumo assinala a presença do fogo, assim também, pela segurança dos seus discursos e pela diversidade das línguas que falavam, o fogo do Espírito Santo manifestou a Sua presença no coração dos apóstolos. Felizes os corações que estão cheios deste fogo! Felizes os homens que ardem com este calor! «Todo o monte estremecia violentamente. Os sons da trombeta repercutiam-se cada vez mais» (vv. 18-19). […] Assim também a voz dos apóstolos e a sua pregação se tornaram cada vez mais fortes, fazendo-se ouvir cada vez mais longe, até que «por toda a terra caminha o seu eco, até aos confins do universo a sua palavra» (Sl 18, 5).

 

SOMOS CHAMADOS A PROCLAMAR AS MARAVILHAS DE DEUS
Padre José Augusto

A missa se inicia com a seguinte Oração: Ó Deus, que pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo, e realizai agora no coração dos fiéis as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Que você seja santificado no dia de hoje, que o Espírito Santo derrame sobre você e a toda extensão do mundo os Seus dons. Nós não podemos ser cristãos frios, não podemos continuar evangelizando na frieza, nós precisamos fazer com que hoje essa oração se realize em nossas vidas, pois tem muita gente que precisa conhecer Jesus Cristo, tem muitas pessoas não evangelizadas. Pesa sobre nós um cargo que nos impede de sermos frios, precisamos evangelizar para que as pessoas rezem como você reza, nós precisamos anunciar o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Por causa de muitas palavras de pessoas que não acreditam em Jesus, fomos tomados de uma frieza, e por causa dessa frieza veio o medo. Nós só vamos atrás de pessoas que rezam e que podem rezar por nós. Não! Somos nós que precisamos rezar pelos outros, nós que somos testemunhas do evangelho, somos testemunhas vivas do evangelho de hoje; precisamos tomar consciência disso, o demônio está querendo nos calar, nossos grupos precisam ter aquele fervor de antes, dos inícios, onde aquele fogo caia, agora parece que cai água gelada, nós não podemos esfriar. Hoje em qualquer lugar do mundo, a Igreja está proclamando para que aconteça o que aconteceu no início da Igreja. Mas o que aconteceu no início da Igreja? Atos 1, Jesus está se despedindo dos apóstolos e a partir do versículo 6, Jesus vai subir para o céu e este é o último diálogo com os discípulos. Eu quero que você atualize essa palavra para você, nós somos os discípulos dos tempos de hoje. “mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.” (Atos 1, 8). Força aqui na palavra quer dizer poder. Diga comigo: “o Espírito Santo descerá sobre mim e Ele me dará poder”. O Espírito descerá sobre você para que seja testemunha viva de Jesus a partir de sua cidade, para cidade mais próxima até os confins do mundo. Diga: “eu quero e preciso”. Depois deste momento Jesus sobe para o céu e promete voltar novamente, então os discípulos vão para o cenáculo, aguardando a realização da promessa, e de repente, dentro do cenáculo, onde eles estavam, o Espírito vem como um vento, como um fogo, e vem como línguas. Línguas de fogo desceu e eles começaram a proclamar, ele começaram a anunciar as maravilhas de Deus. ‘Você é chamado a anunciar as maravilhas de Deus’, diz: Padre José Augusto Você é chamado a anunciar as maravilhas de Deus, está é a grande alegria de Deus nos tempos de hoje. Que alegria você ser chamado a proclamar as maravilhas de Deus. Tem muita gente dizendo que Deus não faz maravilhas, não fiquem frio, mas proclamem as maravilhas de Deus. Hoje nós estamos pedindo o Espírito de Deus para voltarmos para casa e proclamarmos as maravilhas de Deus, para contarmos para todo mundo as maravilhas do Senhor e tem uma coisa, nós somos aqueles que tem visto as maravilhas do Senhor, nós temos visto o poder de Deus. Todos estamos aqui para proclamarmos as maravilhas do Senhor, nós não podemos ficar frios, precisamos proclamar o que Deus fez em nossa vida, e na vida daqueles que estão ao nosso redor. Não importa se você fez faculdade ou não, não importa se você sabe falar direito ou não, se nasceu na roça ou em Nova York, todos precisamos proclamar as maravilhas do Senhor. Não precisa fazer faculdade para proclamar as maravilhas do Senhor, pois não fala com a boca, mas fala com a vida. Da Dona Maria a Mary, do João ao John, todos precisam proclamar as maravilhas de Deus, para aqueles que não creem. Os discípulos saíram de lá tomados do Espírito; saíram e proclamaram com prodígios e milagres, e a cada dia ajuntavam mais. Tem muitos que tem vergonha de falarem de Jesus. Cristãos camuflados não tenham vergonha, “saiam para fora”! Se tem vergonha, precisam ser sem-vergonhas, mas cheios do Espírito Santo, proclamando as maravilhas de Deus. “Enquanto isso, realizavam-se entre o povo pelas mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios. Reuniam-se eles todos unânimes no pórtico de Salomão.” (Atos 5,12) diga: “muitos milagres e muitos prodígios”, nossas igrejas precisam aumentarem, nossos grupos de orações precisam se encher novamente, porque estão vendo o poder de Deus realizando em suas vidas. Eu quero pedir que Deus comece a fazer essas coisas a partir de você. É muito simples, não precisam imaginar que terão que ficar em cima de um palco, proclamando as curas, não. Quando você chegar em casa, se tiver alguém doente, imponha as mãos e ore, quando tiver no ônibus, a boca fala do que o coração está cheio, fale de Jesus para pessoas que sentar do seu lado. Na faculdade, no trabalho fale de Jesus, o mundo precisa conhecê-Lo.

 

O ESPÍRITO DO SENHOR REPOUSA SOBRE NÓS!
Dom Eurico dos Santos Veloso, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

Na festa de PENTECOSTES somos convidados a recordar o grande Dom do Espírito Santo e o encerramento do festivo e glorioso tempo Pascal. Os judeus já comemoravam a festa de Pentecostes. Era uma festa eminentemente agrícola celebrada cinqüenta dias após a Páscoa. Nos primórdios era em ação de graças pelas colheitas. Posteriormente os judeus começaram a celebrar em Pentecostes a Aliança, como dom da Lei no Sinai e a constituição do Povo Santo de Deus. Para nós cristãos Pentecostes quer significar o Espírito de Deus, que vem habitar em nosso meio, como Nova e Eterna Aliança, na constituição do novo Povo de Deus. Assim, os apóstolos estão reunidos, trancados numa casa quando o fogo do Espírito se reparte em forma de línguas sobre cada um deles. E eles saem do cenáculo e, em praça pública começam a falar do Cristo ressuscitado, com grande entusiasmo e sabedoria. É a primeira e grande manifestação missionária da Igreja. E seus missionários são os doze apóstolos. E o povo espantado se questiona: “Como os escutamos na nossa língua?” Por obra do Espírito Santo, todos falam uma língua que todos compreendem e que une a todos: a linguagem do amor. Por isso São Lucas apresenta a Igreja como Comunidade que nasce de Jesus, que é animada pelo Espírito e que é chamada a testemunhar aos homens o projeto libertador do Pai. O Evangelho que será lido nesta Solenidade é o de São João que colocou o Dom do Espírito Santo no dia da Páscoa. (Jo 20, 19-23) Os Sinais externos: “anoitecer”, “portas fechadas”, “medo” – revelam a situação de uma Comunidade desamparada, desorientada e insegura. Jesus aparece “no meio deles” e lhes deseja a “PAZ”. Confia a Missão: “Como o Pai me enviou, eu VOS ENVIO”. “Soprou” sobre eles e falou: “Recebei o ESPÍRITO SANTO”.  Nessa perspectiva, Páscoa e Pentecostes são partes do mesmo acontecimento. A preocupação dos evangelistas não foi escrever uma crônica histórica, mas uma catequese sobre o Mistério Pascal e a Igreja. Afirmam a mesma coisa, expressando-se numa linguagem diferente. O Papa Bento XVI disse que “O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é Amor. Mas como entrar no mistério do Espírito Santo, como compreender o segredo do Amor? A página evangélica conduz-nos hoje ao Cenáculo onde, tendo terminado a última Ceia, um sentido de desorientação entristece os Apóstolos. A razão é que as palavras de Jesus suscitam interrogativos preocupantes: Ele fala do ódio do mundo para com Ele e para com os seus, fala de uma sua misteriosa partida e há muitas outras coisas ainda para dizer, mas no momento os Apóstolos não são capazes de carregar o seu peso (cf. Jo 16, 12). Para os confortar explica o significado do seu afastamento: irá mas voltará; entretanto não os abandonará, não os deixará órfãos. Enviará o Consolador, o Espírito do Pai, e será o Espírito que dará a conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d’Ele que se ofereceu, amor do Pai que o concedeu. É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser “expressão e instrumento do amor que d’Ele promana” (Deus caritas est 33). Reunida com Maria, como na sua origem, a Igreja hoje reza: “Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!” O grande Pentecostes continua a acontecer na Igreja. Não só na recepção do Sacramento da Crisma, quando recebemos a plenitude do Espírito Santo para cumprir a nossa missão de discípulos-missionários. O cristão é um enviado: “Como o Pai me enviou, eu também vos envio”. Para viver e contagiar a PAZ. É um dom precioso e ausente muitas vezes no mundo. Cristo e seu Espírito são fontes de paz para que o mundo creia. Para experimentar o PERDÃO e a MISERICÓRDIA. O perdão e a misericórdia são as atitudes da Igreja diante do mundo. Para ser construtores da COMUNIDADE. O Espírito de Deus foi derramado em cada um para conseguir a unidade de todos no amor. O Pentecostes, para nós, é a plenitude da Páscoa. É o nascimento da Igreja com a missão de dar continuidade à obra de Cristo através dos tempos, em meio à diversidade dos povos. Por isso nesta grande festa somos chamados a nos enamorar pelo Amor verdadeiro, aquele que o Espírito sopra sobre nós. Vinde Espírito Santo! Que o Espírito do Senhor Repouse sobre nós e nos ajude a sermos discípulos-missionários! Amém!

Santo Evangelho (Jo 16, 12-15)

6ª Semana da Páscoa – Quarta-feira 09/05/2018

Primeira Leitura (At 17,15.22–18,1)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 17,15os que conduziram Paulo levaram-no até Atenas. De lá, voltando, transmitiram a Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível. E partiram. 22De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: “Homens atenienses, em tudo eu vejo que vós sois extremamente religiosos. 23Com efeito, passando e observando os vossos lugares de culto, encontrei também um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus que vós adorais sem conhecer é exatamente aquele que eu vos anuncio. 24O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais. 26De um só homem ele fez toda a raça humana para habitar sobre a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação. 27Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, 28pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dentre vossos poetas: ‘Somos da raça do próprio Deus’. 29Sendo, portanto, da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante a ouro, prata ou pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia aos homens que todos e em todo lugar se arrependam, 31pois ele estabeleceu um dia em que irá julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou, diante de todos, oferecendo uma garantia, ao ressuscitá-lo dos mortos”. 32Quando ouviram falar da ressurreição dos mortos, alguns caçoavam, e outros diziam: “Nós te ouviremos falar disso em outra ocasião”. 33Assim Paulo saiu do meio deles. 34Alguns, porém, uniram-se a ele e abraçaram a fé. Entre eles estava também Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles. 18,1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 148)

— Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.
— Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

— Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!

— Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o!

— Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o seu nome é excelso! A majestade e esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra.

— Ele exaltou seu povo eleito em poderio; ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.

 

Evangelho (Jo 16,12-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Máximo, homem forte e de oração

São Máximo, tinha coragem e sabedoria para enfrentar todos os perseguidores romanos

Com grande alegria, lembramos São Máximo, bispo de Jerusalém, que entrou para o Martirológio Romano por causa de sua vida de amor a Deus e ao próximo de modo heroico, isto até entrar na glória no ano de 350.

Homem forte, de oração, e responsável no zelo pastoral, São Máximo, pertencente ao clero, já sabia com coragem e sabedoria enfrentar todos os perseguidores romanos. Aconteceu que no seu tempo, começou uma grande perseguição aos cristãos, por isso como modelo e pastor do rebanho foi perseguido, preso, processado e torturado, a ponto de arrancarem-lhe o olho direito e mutilarem-lhe o pé esquerdo, mas nada disso o fez recuar na fé e na fidelidade a Cristo e à Sua Igreja.

Depois da perseguição voltou para Jerusalém e fora aclamado bispo. Desta forma, São Máximo deu seu “máximo” para viver o Evangelho mesmo diante da arrogância dos governantes e hereges que sempre queriam atrapalhar a vida de Igreja de Cristo que é Santa, Una, Católica, Apostólica em suas notas e perseguida em sua história peregrina.

São Máximo, rogai por nós!

Todos os dias se deve aprender a arte de amar

Domingo, 21 de maio de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

No Regina Coeli deste domingo, Papa ressaltou a arte de amar, a exemplo de Deus

O Papa encontrou os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro neste domingo para a oração mariana do Regina Coeli.

O encontro foi marcado também pelo anúncio da criação de 5 novos cardeais.

Francisco recordou o Evangelho do dia, que nos “leva àquele momento comovente e dramático que é a última ceia de Jesus com os seus discípulos. O evangelista João recolhe da boca e do coração do Senhor os seus último ensinamentos, antes da paixão e da morte. Jesus promete aos seus amigos que, depois d’Ele, receberão um outro paráclito, ou seja, um outro “advogado”, defensor e consolador, “o Espírito da verdade”, e acrescenta: “Não vos deixarei órfãos, virei até vocês”.

Estas palavras – prosseguiu o Papa – transmitem a alegria de uma nova vinda de Cristo: Ele, ressuscitado e glorificado, está no Pai e, ao mesmo tempo, vem a nós no Espírito Santo. E nesta sua nova vinda se revela a nossa união com Ele e com o Pai: “Vocês saberão que eu estou no meu Pai e vocês em mim e eu em vocês”.

Missão da Igreja

Meditando estas palavras de Jesus – continuou o Pontífice – hoje nós percebemos com senso de fé de sermos o povo de Deus em comunhão com o Pai e com Jesus mediante o Espírito Santo. Neste Mistério de comunhão, a Igreja encontra a fonte inexaurível da própria missão, que se realiza mediante o amor. Jesus diz no Evangelho de hoje: “Quem acolhe os meus mandamentos e os observa, estes são aqueles que me amam. Quem me ama será amado pelo meu Pai e eu também o amarei e me manifestarei nele”.

“É o amor que nos introduz o conhecimento de Jesus, graças à ação do Espírito Santo. O amor a Deus e ao próximo é o maior mandamento do Evangelho. O Senhor hoje nos chama a corresponder generosamente ao chamado evangélico ao amor, colocando Deus no centro da nossa vida e nos dedicando ao serviço dos irmãos, especialmente os mais necessitados de apoio e de consolação”, afirmou Francisco.

Comunidade cristã

Se existe um comportamento que não é fácil – advertiu o Papa – que não é óbvio sequer para uma comunidade cristã é justamente aquele de saber se amar, de se querer bem a exemplo do Senhor e com a sua graça. Às vezes os contrastes, o orgulho, as invejas, as divisões deixam sinais também sobre o belo rosto da Igreja. Uma comunidade de cristãos deveria viver na caridade de Cristo, e em vez é bem ali que o maligno ‘coloca a pata’ e nós, às vezes, nos deixamos enganar. E quem sofre são as pessoas mais frágeis espiritualmente.

“Quantas delas se afastaram porque não se sentiram acolhidas, compreendidas e amadas. Até mesmo para um cristão saber amar não é algo que se conquista de uma só vez; todos os dias se deve recomeçar, se deve exercitar para que o nosso amor para com os irmãos e irmãs que encontramos passe a ser maduro e purificado dos limites ou pecados que os deixam parcial, egoísta, estéril e infiel. Todos os dias se deve aprender a arte de amar, todos os dias se deve seguir com paciência a escola de Cristo, com a ajuda de seu Espírito”.

Que Nossa Senhora, perfeita discípula de seu Filho e Senhor, nos ajude a sermos sempre mais dóceis ao Paráclito, o Espírito da Verdade, para aprender todos os dias a nos amarmos como Jesus nos amou.

Após a oração do Regina Coeli, o Papa lamentou a retomada da violência na República Centro-Africana e disse que se unirá em oração aos fiéis na China.

Infelizmente chegam notícias dolorosas da República Centro-africana, que tenho no coração, especialmente depois da minha visita em novembro de 2015. Confrontos armados provocaram inúmeras vítimas e desalojados, e ameaçam o processo de paz. Estou próximo à população e aos bispos e a todos aqueles que se esforçam para o bem das pessoas e pela convivência pacífica. Rezo pelos mortos e feridos e renovo o meu apelo: calem-se as armas e prevaleça a boa vontade para dialogar para dar ao país paz e desenvolvimento.

China

No próximo dia 24 de maio nos uniremos espiritualmente aos fiéis católicos na China, na recorrência de Nossa Senhora “Ajuda dos Cristãos”, venerada no santuário de Sheshan, em Xangai. Aos católicos chineses digo: ergamos o olhar a Maria nossa Mãe, para que nos ajude a discernir a vontade de Deus a respeito do caminho concreto da Igreja na China e nos apoie em acolher com generosidade o seu projeto de amor. Maria encoraja a oferecer a nossa contribuição pessoal para a comunhão entre os fiéis e para a harmonia de toda a sociedade. Não esqueçamos de testemunhar a fé com oração e amor, mantendo-nos abertos ao encontro e ao diálogo, sempre.

São Filipe e São Tiago, Apóstolos – 03 de Maio

São Filipe foi natural de Betsaida, na margem do lago da Galiléia. Tinha casa, mulher e três filhas pequenas quando Jesus o chamou para o apostolado com aquele “segue-Me”, que nos deixou são João no Evangelho. Desde esse momento, Filipe não vive senão para Jesus e para a sua causa.
Logo que vê um amigo seu, chamado Natanael, comunica-lhe a alegre notícia de ter encontrado o Messias. Sente-se tão cheio da autoridade e força de Jesus, que às dificuldades que lhe opõe Natanael não responde senão com estas lacônicas e profundas palavras: Vem e vê. Sabia muito bem Filipe que ouvir e conhecer Jesus era decisivo para as almas de boa vontade. E não se equivocou. Natanael ficou também subjugado pelo Mestre.
São Filipe volta a aparecer na primeira multiplicação dos pães, junto ao lago da Galiléia. O Senhor quer prová-lo e pergunta-lhe: “Filipe, como havemos de dar de comer a toda esta gente?” Filipe não pensava no milagre; olhou para os presentes, fez um cálculo e chegou à conclusão de que o salário de 200 operários não bastaria para começar a dar de comer a tanta gente.
Deve ter sido homem simples e bondoso. Segundo (Jo 12, 20), um grupo de gregos queria falar com Jesus e dirigiu-se a Filipe para obter a audiência.
No discurso da última ceia intervém ainda São Filipe com perguntas e respostas de grande ingenuidade. Não sabe ainda que o Filho e o Pai têm a mesma natureza. Quando Jesus pondera tanto as excelências e vantagens da união e conhecimento do Pai, diz-Lhe: “Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta”. “Filipe, responde-lhe Jesus, quem Me vê a Mim, vê o Pai”.
Depois da Ascensão volta a ouvir-se uma vez o nome de São Filipe, entre os Apóstolos que esperam a vinda do Espírito Santo.
A seguir desaparece e somente pela tradição sabemos que esteve na Frigia e morreu na sua capital, Hierápolis. Lá se lhe venerava, no século II, o sepulcro, e o de duas filhas que a Deus consagraram a virgindade. A terceira foi enterrada em Éfeso.
A maior parte dos documentos antigos afirma que são Filipe morreu mártir no tempo de Domiciano (81-96). São João Crisóstomo diz que o sepulcro de São Filipe em Hierápolis foi sempre célebre pelos milagres.
São Tiago, o Menor, chamado assim pela estatura ou pela idade, tem um título que o toma credor de especial veneração: é parente do Senhor, segundo a carne.
Nasceu em Caná, perto de Nazaré. Sua mãe, Maria, e seu pai, Cléofas, pertencem à mesma família que São José. É talvez sobrinho de São José por parte do pai. Tinha um irmão que se chamava Judas, distinto do traidor. Os dois foram escolhidos para o aposto lado. Depois não se fala de São Tiago, senão para ser dito que o Senhor lhe apareceu nos dias da Ressurreição.
Junto com Nossa Senhora e os outros Apóstolos, espera no cenáculo a vinda do Espírito Santo, que o unge e o consagra para o cargo que vai desempenhar, de primeiro bispo de Jerusalém; isto, ou por eleição dos outros Apóstolos, como diz São Jerônimo, ou por designação particular do Senhor, como lemos em Santo Epifânio e São João Crisóstomo.
A sua presença e atividade em Jerusalém foi realmente providencial. São Paulo considera-o coluna fundamental daquela comunidade, mãe de todas as Igrejas. Judeus e cristãos inclinavam-se diante dele pelo amor que tinha à lei e pela grande austeridade. Todos o consideravam com respeito ao vê-lo passar magro, descalço e extenuado; todos o escutavam reverentes, quando falava de Jesus crucificado como «porta» pela qual se chega até Deus Pai.
A sua oração era contínua e fervorosa. Era visto no templo, à entrada do Sancta Sanctorum, com o rosto inclinado até ao chão.
O seu zelo ultrapassou a igreja de Jerusalém. Escreveu uma carta católica dirigida às “Doze tribos da dispersão”, exortando à perseverança, que é “a coroa da vida”, à resignação na pobreza e à generosidade e caridade na riqueza.
“O irmão de condição humilde glorifique-se na sua exaltação e o rico na sua humilhação, porque ele passará como a flor da erva; porque assim como o Sol desponta com ardor e a erva seca e a sua flor cai, perdendo toda a beleza, assim murchará também o rico nos seus caminhos”.
A fé para São Tiago é “graça sobrenatural, dom perfeito que desce de cima, do Pai das luzes e regenera pela palavra da verdade”, mas não desenvolve a sua virtude redentora, senão se a «palavra plantada na alma lançar dela todo o lodo do pecado, fazendo germinar frutos de justiça, de paz e de misericórdia”. Diante da corrupção dos grandes do seu povo, sente-se profeta e anuncia-lhes os castigos que hão de vir sobre Jerusalém: “E agora vós, ó ricos, chorai em altos gritos por causa das desgraças que virão sobre vós. As vossas riquezas estão apodrecidas e os vossos vestidos estão comidos pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem dará testemunho contra vós: devorará a vossa carne como o fogo. Entesourastes nos últimos dias! O salário dos trabalhadores, que ceifaram os vossos campos, foi defraudado por vós, e clama; e os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos. Vivestes na terra rodeados de volúpias e delícias; cevastes os vossos corações para o dia da matança”.
Todas estas previsões se haviam de cumprir muito depressa, no ano 70, quando os exércitos de Tito e Vespasiano rodeassem as muralhas de Jerusalém e a fome corresse por todas as casas e palácios, até ao ponto de algumas mães chegarem a matar os próprios filhos para se alimentarem com as suas carnes inocentes. Antes, porém, tinha de morrer o profeta. Deus queria coroar-lhe a vida com a vitória dos mártires. No ano 62, por ocasião da morte de Festo, Procurador de Roma, houve um momento de exaltação nacionalista. São Tiago foi preso pelos judeus e lançado de cima da muralha do templo. Hoje se venera o seu túmulo na torrente do Cedrão, perto da Basílica da Agonia.

Jesus move os corações e as decisões de cada missionário
Por Pe. Fernando José Cardoso

Na festa dos apóstolos Felipe e Tiago, neste Tempo Pascal, ouvimos no Evangelho de hoje o seguinte: “Em verdade vos digo – diz Jesus – aquele que crê em Mim realizará as obras que Eu faço e fará ainda maiores do que Eu, porque vou para o Pai e tudo aquilo que pedirdes em Seu nome Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”.
Normalmente existe uma pontuação infeliz neste texto, seguida de muitas traduções, inclusive nossas traduções em português. Em muitas bíblias lê-se o seguinte: “Aquele que crê em Mim realizará as obras que Eu faço e as realizará ainda maiores, porque vou para o Pai”. Lido o texto desta maneira, com esta pontuação, temos a impressão de que os discípulos realizarão obras maiores do que o próprio Jesus realizou durante a Sua existência neste mundo.
E não é esta a impressão que nos querem dar o evangelista e o último redator deste texto – é preciso seguir outra pontuação, aquela que faço neste momento: “Aquele que crer em Mim realizará as obras que Eu faço e ainda maiores, porque vou para o Pai e tudo aquilo que pedirdes em Seu nome Eu o farei”. Somente agora se deve colocar o ponto final, não antes. O sentido é totalmente diverso.
Na sua vida pública Jesus se limitou à Palestina, à Galiléia e à Judéia. Ele nunca viajou para o exterior – Jesus não pregou o Evangelho aos pagãos – de início apenas às ovelhas da casa de Israel. Paulo, pelo contrário, pode circular pelo Império inteiro do Oriente e do Ocidente. É então verdade que Paulo realizou obras maiores do que as de Jesus? Não, se o texto for lido obedecida a pontuação que eu manifestei há pouco.
O texto, então, nos diz que Jesus ressuscitado se encontra por detrás de Paulo, por detrás de todo e qualquer missionário ou missionária. Estes poderão ampliar enormemente Suas ações, e poderão levar o Seu Evangelho a todos os rincões deste mundo.
Mas, atenção, é sempre Jesus quem move os corações e as decisões de cada missionário e, desta maneira, nós todos podemos realizar, inclusive, obras maiores. Podemos fazer hoje coisas que Ele não fez.
Jesus, por exemplo, nunca falou diante de uma câmera de televisão, nem se dirigiu a milhares de telespectadores juntos, como estou fazendo faço – mas eu não estou, de forma alguma, realizando algo superior a Cristo. É o Cristo ressuscitado quem suscita em mim a capacidade e a competência de chegar até os irmãos e irmãs deste Brasil, através destas meditações. E o faz não só através de mim, mas através de todos aqueles que se dispõem a pregar em Seu nome o Evangelho.
Neste sentido realizamos obras maiores do que aquelas feitas na Judéia ou na Galiléia.

Jesus nos revela o Pai
*Cf. Konings, J. “Liturgia Dominical”. Ed. Vozes. Petrópolis RJ: 2004.

“Felipe, há tanto tempo estou convosco e não me conheces”? Esta resposta de Jesus a Felipe nos questiona. Aliás, neste dia em que celebramos a Festa de São Felipe e São Tiago, cabe-nos esta pergunta: será que conhecemos a Jesus Cristo? Conhecimento como fruto de uma experiência e não, simplesmente, como fruto de um estudo intelectual, por mais importante que este seja! Do conhecimento de Cristo Jesus subentende-se o “conhecimento” do Pai.
Na plenitude dos tempos, quis o Pai dar-se a conhecer a todos, sem exceção, com o intuito de fazer comunhão e aliança com a humanidade e resgatá-la. Para isso, quis fazer-se Homem, assumindo a nossa humanidade em tudo, exceto o pecado. Para isso toda a Santíssima Trindade concorreu, pois o que não é assumido não pode ser redimido. O Pai envia o Filho; o Filho se deixa enviar e cumpre tudo em obediência ao Pai; o Espírito Santo gera o Filho no seio de Maria. Esta maravilha toda para quê? Para que pudéssemos ter vida na Santíssima Trindade.
O Filho age na força e no poder do Espírito e cumpre a missão, revelando o Pai a toda a criatura, fazendo cada uma se tornar filho/filha de Deus.
Porque o Filho revela o Pai, o Filho sendo um com o Pai, torna-se o Caminho, a Verdade e a Vida. Como deparamos com pessoas totalmente perdidas, vivendo mergulhadas num mundo de ilusão e mentira e, consequentemente, desiludidas, desanimadas da vida! Isso, infelizmente, é óbvio, pois o caminho, a verdade e a vida, não se descobre em Jesus: Ele, por excelência, é o Caminho, a Verdade e a Vida. É muito mais que mostrar e indicar: é Ele próprio.
Nós precisamos, urgentemente, entender que nunca haverá caminho certo para nós, nunca teremos vida e nunca estaremos na verdade se quisermos andar sem Cristo, sem Sua Palavra. É impossível! Ele nos revela o Pai; logo, nos revela – sendo Ele mesmo – o Caminho, a Verdade e a Vida.
“Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe”? A pergunta de Jesus Cristo é forte. Felipe, hoje, tem sobrenome. Sim! Qual o seu nome, meu irmão, minha irmã? Seu nome, meu nome, é o sobrenome de Felipe. Para dizer que esta pergunta de Jesus é feita diretamente para cada um de nós: “Há quanto tempo estou contigo e não me conheces?” Se conhecêssemos, eu e você, nossa vida, nossa família, nossa sociedade, nosso mundo, tudo seria bem diferente; seriam bem menos egoístas, mentirosos, desumanos.
Quem verdadeiramente conhece a Jesus, não consegue mais ter certas atitudes que muitos ainda têm, como por exemplo, pensar numa possível aprovação teste “Plano Nacional de Direitos Humanos”, que nosso Governo estava pensando em implantar. Disparate!
Celebrar a Festa dos Apóstolos São Felipe e São Tiago é celebrar a certeza da presença de um Deus, que é Pai e está presente: primeiro em Jesus, que O revela por excelência, depois nos apóstolos que transmitem esta revelação até nós, por meio da Igreja. Convençamo-nos, irmãos e irmãs: o Caminho, a Verdade e a Vida/Felicidade só são possíveis em uma Pessoa: Jesus Cristo, que se encontra vivo e ressuscitado. Fora d’Ele só há uma certeza: perdição, mentira e morte.

Assim descobri a Tumba de São Filipe
Entrevista com o professor Francesco DAndria, diretor da missão arqueológica que fez a descoberta

ROMA, quinta-feira, 3 de Maio de 2012 (ZENIT.org) – Hoje, dia 3 de maio a Igreja celebra São Felipe e São Tiago menor. Dois apóstolos que fizeram parte dos doze.
Renzo Allegri, jornalista italiano, diretor do jornal Medjugorje Torino, entrevistou o professor D’Andria, da Puglia, formado na Universidade Católica de Milão em Letras clássicas e especializado em arqueologia pela Universidade de Salento-Lecce, que há trinta anos trabalha em Hierápolis, buscando a tumba de São Filipe.
O tema da entrevista foi a descoberta, realizada no verão do ano passado, onde encontrou-se em Hierápolis, na Frigia, a Tumba do apóstolo São Filipe, fato que chamou a atenção de estudiosos de todo o mundo.
Durante a entrevista disse o professor que sobre São Filipe temos poucas notícias: “Dos evangelhos se sabe que era originário de Betsaida, no lago de Genezaré. Pertencia à família de pescadores. João é o único dos quatro evangelistas que o cita várias vezes”. A Tradição nos fala que Filipe passou os últimos anos na Frígia, em Hierápolis. Por meio de uma carta de Policrate, final do segundo século, ao Papa Vitor I, sabemos que Filipe morreu em Hierápolis, que duas filhas suas morreram virgens… e que outra filha sua foi enterrada em Éfeso.
Sobre como e quando morreu o apóstolo, o professor Francesco nos disse que a “maioria dos documentos afirmam que Filipe morreu em Hierápolis, no ano 80 depois de Cristo, quando tinha 85 anos. Morreu mártir pela sua fé, crucificado de cabeça para baixo como São Pedro.” Foi o Papa Pelágio I, no sexto século, que transferiu seus restos mortais a Roma, para uma Igreja construída para essa ocasião, atualmente é a Igreja dos Santos Apóstolos, reformada no ano 1500.
As investigações sobre a tumba de Filipe em Hierápolis começaram no ano de 1957, continua o professor, dizendo que o mérito foi do Professor Paolo Verzone, apaixonado pela arqueologia. A primeira grande descoberta foi uma igreja Bizantina do quinto Século que o professor chegou a pensar que tinha sido construída sobre a tumba do apóstolo Filipe, porém, várias escavações no local não tinham encontrado mais nada.
“Eu mesmo pensava que a tumba se encontrasse na região daquela Igreja” –afirma o professor – porém no ano 2000 “quando me tornei diretor da missão arqueológica italiana de Hierápolis sob concessão do ministério da Cultura da Turquia, mudei de opinião”.
O professor disse ter dirigido a sua atenção a outro ponto, sempre na mesma região. “Os meus colaboradores e eu estudamos atentamente uma série de fotos de satélite da região” – disse o D’Andria- e “entendemos que o Martyrion, a Igreja octonal, era o centro de um complexo devocional mais amplo e articulado”. A colina toda era um complexo preparado para acolher os peregrinos, até mesmo com uma parte termal, para que os peregrinos se lavassem depois das suas longas viagens, antes de visitarem a grande tumba do apóstolo Filipe.
No ano 2010, vieram à luz algumas descobertas também que o levaram até a Tumba do apóstolo: encontrou-se um tumba romana, do primeiro século depois de Cristo. Mas era uma tumba que estava no centro da Igreja, ou seja, sem dúvida, com uma grandíssima importância dada à ela pelos cristãos. No verão do 2011, depois de encontrar uma escada muito consumida, tudo indicava que era pelo grande afluxo de peregrinos naquela Igreja, que era um “extraordinário local de peregrinação”, disse o professor. Na fachada também há muitos grafites nos muros, com desenhos de cruzes, que sacralizaram de certa forma a tumba pagã.
“Mas a confirmação principal de que aquela construção é realmente a tumba de São Filipe” – afirma o professor D’Andria – é um pequeno objeto que se encontra no museu de Richmond nos EUA”. “Trata-se de um selo em bronze com uns 10 centímetros de diâmetro, que servia para autenticar o pão de São Filipe que era distribuído aos peregrinos.”
Foram encontrados ícones com a imagem de São Filipe com um grande pão na mão, assim como hoje temos o Pão de Santo Antonio.
Portanto, no ícone aparece desenhado, como uma autêntica fotografia de todo o complexo de então, e tem levado a entender que a tumba se encontrava na Igreja basilical e não no martyrion.
Por fim, afirmou o professor Francesco que no dia “24 de novembro do ano passado, eu tive a honra de apresentar a descoberta para a Pontifícia academia arqueológica de Roma diante de estudiosos e representantes do Vaticano. Também o patriarca de Constantinópoles, Bartolomeu, primaz da Igreja ortodoxa, quis receber-me para ter detalhes da descoberta, e no dia 14 de novembro, festa de São Filipe para a Igreja Ortodoxa, quis celebrar a Missa sobre a tumba reencontrada em Hierápolis. E eu estava presente, emocionado como nunca estive, também porque os cantos da liturgia grega ressoavam depois de dois mil anos entre as ruínas da Igreja.
[Adaptação e tradução Thácio Siqueira]

1º de abril, um dia para falar a verdade

Consequência da mentira

O folclórico dia da mentira tem sua origem na confusão de um calendário

O fato ocorreu por volta do século XV, quando o então rei da França Carlos IX decretou o início do ano corrente como 1º de janeiro, seguindo o calendário gregoriano.

Alguns camponeses e povoados mais distantes do rei não acreditaram no decreto e continuaram a celebrar o início do ano em 1º de abril. Isso fez com que passassem a ser ridicularizados pelo restante da população com brincadeiras de notícias mentirosas. Essas “peças” passaram a fazer parte da celebração do dia 1º de abril que, ao longo do tempo, tomou conta de toda a França e do mundo, ora com o nome de “dia da mentira”, ora como o dia dos tolos.

Hoje, o dia da mentira é tido como uma brincadeira. Com a globalização, a data ganhou destaque em importantes meios de comunicação e, com o advento da internet, agências de notícias famosas fizeram circular notícias bizarras como forma de celebração desse dia.

Brincadeiras e folclore à parte, a verdade é que mentira pode provocar consequências desastrosas para um país, para uma família, uma empresa, uma pessoa. Como dizia Gandhi: “assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.”

No Brasil, por exemplo, sofremos há anos as consequências da falta de transparência de nossos governantes. A mentira está a serviço da corrupção, que é a maior vilã de nossa sociedade. Os princípios que regem a mentira, o juízo falso de valores e o engano proposital são os geradores de grande parte das mazelas sociais que os brasileiros já testemunharam. A impunidade, a violência, principalmente nas cidades de porte médio, antes locais seguros, só têm crescido na última década, ao mesmo tempo em que os investimentos na saúde pública são ainda desproporcionais à demanda, e a educação não é vista como prioridade para o desenvolvimento do país.

A nossa sociedade está sofrendo também as consequências do abandono e do esquecimento da verdade e dos valores cristãos. No dia da mentira, é verdade que não temos mais tempo para nossos filhos, é verdade que não nos reunimos em família, não temos tempo para ir à Igreja, é verdade também que a dignidade e o direito mais básico, o de viver, já não faz tanto sentido. De fato, temos aqui muitos motivos para, neste 1º de abril, lamentar as consequências da mentira em nossa vida.

Mesmo que no dia 1º de abril contemos alguma mentira para não deixar passar em branco essa “brincadeira”, a verdade é que temos sede de sinceridade, queremos a confiança, queremos reciprocidade, queremos nos manifestar tal como somos, pois não aguentamos por muito tempo a dissimulação, a falsidade e a corrupção. Algo dentro de nós grita pelo verdadeiro e autêntico. No fundo, todo homem anseia viver em comunidade para partilhar a verdade e a justiça.

Jesus disse: “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará (João 8, 32). Aprendamos que só a verdade nos torna pessoas livres, o bem mais precioso para o homem. É na liberdade que começa e termina todos os nossos caminhos, ela é a pérola do nosso querer.

No dia da mentira, precisamos redescobrir a nossa vocação de testemunhar e comunicar a verdade. Não suportamos mais o que o Papa Bento XVI classificou como a “ditadura do relativismo”, queremos mesmo é a liberdade que vem pela verdade. Vivemos tempos de desconfiança e opressão pela mentira, ora lá, ora cá, perguntamo-nos se não estamos sendo enganados, pois quem sabe nos acostumamos com o falso…

No dia da mentira só me resta dizer: Brasil, lute pela verdade!

Autor: Daniel Machado de Assis – Missionário da Comunidade Canção Nova

O profeta católico ‘não obedece ninguém além de Deus’

Domingo, 03 de fevereiro de 2013, Rádio Vaticano

“É verdade que Jesus é o profeta do amor, mas o amor também tem a sua verdade,” ressaltou o Santo Padre

Durante a oração mariana do Angelus, neste domingo, 3, o Papa Bento XVI convidou os católicos a ‘investir’ na vida e na família como resposta eficaz à atual crise, e expressou o desejo de que a Europa seja sempre um lugar em que se defenda a dignidade de todo ser humano.

No breve discurso proferido da sacada de seu escritório, Bento XVI se uniu aos bispos italianos e saudou a celebração na Itália do “Dia pela Vida”, que recorre sempre no primeiro domingo de fevereiro e que este ano lançou a iniciativa “Um de nós”. Trata-se de um apelo que defende a dignidade de todo ser humano como “fundamento de justiça, liberdade, democracia e paz”.

E ainda em referência à tutela da vida, dirigiu um pedido aos professores da Faculdade de Medicina, para que formem profissionais no respeito da cultura da vida.

No início do encontro, o Pontífice recordou o episódio narrado no Evangelho de São Lucas, quando Jesus surpreende os cidadãos de Nazaré e os provoca, deixando a entender que é ele o Messias. As pessoas de sua cidade, que bem conheciam ele e sua família, o julgam presunçoso e o expulsam da sinagoga. No entanto, Jesus sabe que “nenhum profeta é bem-quisto em sua pátria” e assim, levanta-se e vai embora.

Em meio ao povo, surge a dúvida: “Por que esta ruptura? Ele tinha o nosso consenso…”. O Papa esclareceu aos fiéis que Jesus não queria o consenso dos homens, mas “dar testemunho à Verdade”. É verdade que Jesus é o profeta do amor, mas o amor também tem a sua verdade!”.

Como escrevia São Paulo, “o amor não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor; o amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”.

Falando em espanhol, o Papa prosseguiu dizendo que o Apóstolo garante que “o caminho da perfeição não consiste em ter qualidades particulares, mas em viver o amor autêntico, que Deus nos revelou em Jesus Cristo”.

Bento XVI concluiu que o verdadeiro profeta católico “não obedece ninguém além de Deus; está a serviço da verdade e sempre pronto a pagar com a própria vida: crer em Deus significa renunciar aos próprios preconceitos”.

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