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Santo Evangelho (Jo 16, 12-15)

6ª Semana da Páscoa – Quarta-feira 24/05/2017

Primeira Leitura (At 17,15.22–18,1)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 17,15os que conduziram Paulo levaram-no até Atenas. De lá, voltando, transmitiram a Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível. E partiram. 22De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: “Homens atenienses, em tudo eu vejo que vós sois extremamente religiosos. 23Com efeito, passando e observando os vossos lugares de culto, encontrei também um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus que vós adorais sem conhecer é exatamente aquele que eu vos anuncio. 24O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais. 26De um só homem ele fez toda a raça humana para habitar sobre a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação. 27Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, 28pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dentre vossos poetas: ‘Somos da raça do próprio Deus’. 29Sendo, portanto, da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante a ouro, prata ou pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia aos homens que todos e em todo lugar se arrependam, 31pois ele estabeleceu um dia em que irá julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou, diante de todos, oferecendo uma garantia, ao ressuscitá-lo dos mortos”. 32Quando ouviram falar da ressurreição dos mortos, alguns caçoavam, e outros diziam: “Nós te ouviremos falar disso em outra ocasião”. 33Assim Paulo saiu do meio deles. 34Alguns, porém, uniram-se a ele e abraçaram a fé. Entre eles estava também Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles. 18,1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 148)

— Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.
— Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

— Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!

— Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o!

— Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o seu nome é excelso! A majestade e esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra.

— Ele exaltou seu povo eleito em poderio; ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.

 

Evangelho (Jo 16,12-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Vicente de Lérins, um grande pensador, teólogo e místico 

Foi um homem doutorado na graça, defensor da verdade e que se consumiu pelo Evangelho

Nascido no norte da França, São Vicente de Lérins, viveu sua juventude em busca das vaidades do mundo e tornou-se militar.

Vicente ao encontrar-se com Deus e se converter, foi se tornando cada vez mais obediente à Palavra do Senhor. Amou a Palavra de Deus.

Entrou para a vida monástica, tornando-se um exemplo de monge. Aprofundou-se nos mistérios de Deus, tornando-se um grande pensador, teólogo e místico. Combateu muitas heresias no século V. Eleito Abade, o Mosteiro de Lérins tornou-se um lugar de forte formação para santos e bispos da Igreja.

São Vicente foi um homem doutorado na graça, defensor da verdade e que se consumiu pelo Evangelho.

São Vicente de Lérins, rogai por nós!

Papa: abrir o coração ao Espírito Santo para testemunhar Jesus

Segunda-feira, 22 de maio de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Em homilia, Papa Francisco frisou que o Espírito Santo é o companheiro de caminhada de todo cristão

Somente o Espírito Santo nos ensina a dizer: “Jesus é o Senhor”. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa na manhã desta segunda-feira, 22, na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou que devemos abrir o coração para ouvir o Espírito Santo e, assim, poder testemunhar Jesus Cristo.

Francisco desenvolveu sua homilia a partir do longo discurso de Jesus aos seus discípulos na Última Ceia. O Papa falou de modo especial sobre o Paráclito, o Espírito Santo, que – observou – nos acompanha e “nos dá a segurança de sermos salvos por Jesus”. O Espírito Santo é o Defensor enviado por Jesus para nos defender diante do Pai.

O Espírito Santo, companheiro de caminhada da Igreja

Francisco recordou que é o Espírito Santo que nos ensina a dizer: ‘Jesus é o Senhor”:

“Sem o Espírito, nenhum de nós é capaz de dizer, ouvir e viver Jesus. Em outras partes deste longo discurso, Jesus diz do Espírito: ‘Ele os conduzirá à plena Verdade’, nos acompanhará rumo à plena Verdade. ‘Ele lhes fará lembrar de todas as coisas que eu disse; lhes ensinará tudo’. Isto é, o Espírito Santo é o companheiro de caminhada de todo cristão, é o também o companheiro de caminhada da Igreja. E este é o dom que Jesus nos dá”.

Abrir o coração ao Espírito Santo para que possa entrar

O Espírito Santo, disse, é “um dom: o grande dom de Jesus”, “aquele que não nos deixa errar”. Mas onde mora o Espírito?, perguntou o Papa. Na Primeira Leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos, encontramos a figura de Lídia, “comerciante de púrpura”, alguém que “sabia fazer as coisas”, a quem “o Senhor abriu o coração para aderir à Palavra de Deus”:

“O Senhor abriu o seu coração para que o Espírito Santo entrasse e ela se tornasse discípula. É justamente no coração que levamos o Espírito Santo. A Igreja o chama como ‘o doce hóspede do coração’: está aqui. Mas num coração fechado ele não pode entrar. ‘Ah, então onde se compram as chaves para abrir o coração?’. Não: também este é um dom. É um dom de Deus. ‘Senhor, abra-me o coração para que entre o Espírito e me faça entender que Jesus é o Senhor’”.

O Papa reiterou que esta é uma oração que devemos fazer nesses dias: “Senhor, abra-me o coração para que eu possa entender aquilo que Tu nos ensinaste. Para que eu possa recordar as Tuas palavras. Para que eu chegue à plena verdade”.

Abrir realmente o coração

Portanto, coração aberto “para que o Espírito entre, e nós, ouvir o Espírito”. Dessas duas Leituras é possível fazer duas perguntas:

“Primeira: eu peço ao Senhor a graça de ter um coração aberto? Segunda pergunta: eu busco ouvir o Espírito Santo, as suas inspirações, as coisas que Ele diz ao meu coração para que eu prossiga na vida cristã, e possa testemunhar também eu que Jesus é o Senhor? Pensem nessas duas coisas hoje: o meu coração está aberto e eu faço o esforço de ouvir o que o Espírito de me diz. E assim iremos avante na vida cristã e daremos também nós testemunho de Jesus Cristo.”

Papa: Todos os dias se deve aprender a arte de amar

Domingo, 21 de maio de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

No Regina Coeli deste domingo, Papa ressaltou a arte de amar, a exemplo de Deus

O Papa encontrou os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro neste domingo para a oração mariana do Regina Coeli.

O encontro foi marcado também pelo anúncio da criação de 5 novos cardeais.

Francisco recordou o Evangelho do dia, que nos “leva àquele momento comovente e dramático que é a última ceia de Jesus com os seus discípulos. O evangelista João recolhe da boca e do coração do Senhor os seus último ensinamentos, antes da paixão e da morte. Jesus promete aos seus amigos que, depois d’Ele, receberão um outro paráclito, ou seja, um outro “advogado”, defensor e consolador, “o Espírito da verdade”, e acrescenta: “Não vos deixarei órfãos, virei até vocês”.

Estas palavras – prosseguiu o Papa – transmitem a alegria de uma nova vinda de Cristo: Ele, ressuscitado e glorificado, está no Pai e, ao mesmo tempo, vem a nós no Espírito Santo. E nesta sua nova vinda se revela a nossa união com Ele e com o Pai: “Vocês saberão que eu estou no meu Pai e vocês em mim e eu em vocês”.

Missão da Igreja

Meditando estas palavras de Jesus – continuou o Pontífice – hoje nós percebemos com senso de fé de sermos o povo de Deus em comunhão com o Pai e com Jesus mediante o Espírito Santo. Neste Mistério de comunhão, a Igreja encontra a fonte inexaurível da própria missão, que se realiza mediante o amor. Jesus diz no Evangelho de hoje: “Quem acolhe os meus mandamentos e os observa, estes são aqueles que me amam. Quem me ama será amado pelo meu Pai e eu também o amarei e me manifestarei nele”.

“É o amor que nos introduz o conhecimento de Jesus, graças à ação do Espírito Santo. O amor a Deus e ao próximo é o maior mandamento do Evangelho. O Senhor hoje nos chama a corresponder generosamente ao chamado evangélico ao amor, colocando Deus no centro da nossa vida e nos dedicando ao serviço dos irmãos, especialmente os mais necessitados de apoio e de consolação”, afirmou Francisco.

Comunidade cristã

Se existe um comportamento que não é fácil – advertiu o Papa – que não é óbvio sequer para uma comunidade cristã é justamente aquele de saber se amar, de se querer bem a exemplo do Senhor e com a sua graça. Às vezes os contrastes, o orgulho, as invejas, as divisões deixam sinais também sobre o belo rosto da Igreja. Uma comunidade de cristãos deveria viver na caridade de Cristo, e em vez é bem ali que o maligno ‘coloca a pata’ e nós, às vezes, nos deixamos enganar. E quem sofre são as pessoas mais frágeis espiritualmente.

“Quantas delas se afastaram porque não se sentiram acolhidas, compreendidas e amadas. Até mesmo para um cristão saber amar não é algo que se conquista de uma só vez; todos os dias se deve recomeçar, se deve exercitar para que o nosso amor para com os irmãos e irmãs que encontramos passe a ser maduro e purificado dos limites ou pecados que os deixam parcial, egoísta, estéril e infiel. Todos os dias se deve aprender a arte de amar, todos os dias se deve seguir com paciência a escola de Cristo, com a ajuda de seu Espírito”.

Que Nossa Senhora, perfeita discípula de seu Filho e Senhor, nos ajude a sermos sempre mais dóceis ao Paráclito, o Espírito da Verdade, para aprender todos os dias a nos amarmos como Jesus nos amou.

Após a oração do Regina Coeli, o Papa lamentou a retomada da violência na República Centro-Africana e disse que se unirá em oração aos fiéis na China.

Infelizmente chegam notícias dolorosas da República Centro-africana, que tenho no coração, especialmente depois da minha visita em novembro de 2015. Confrontos armados provocaram inúmeras vítimas e desalojados, e ameaçam o processo de paz. Estou próximo à população e aos bispos e a todos aqueles que se esforçam para o bem das pessoas e pela convivência pacífica. Rezo pelos mortos e feridos e renovo o meu apelo: calem-se as armas e prevaleça a boa vontade para dialogar para dar ao país paz e desenvolvimento.

China

No próximo dia 24 de maio nos uniremos espiritualmente aos fiéis católicos na China, na recorrência de Nossa Senhora “Ajuda dos Cristãos”, venerada no santuário de Sheshan, em Xangai. Aos católicos chineses digo: ergamos o olhar a Maria nossa Mãe, para que nos ajude a discernir a vontade de Deus a respeito do caminho concreto da Igreja na China e nos apoie em acolher com generosidade o seu projeto de amor. Maria encoraja a oferecer a nossa contribuição pessoal para a comunhão entre os fiéis e para a harmonia de toda a sociedade. Não esqueçamos de testemunhar a fé com oração e amor, mantendo-nos abertos ao encontro e ao diálogo, sempre.

Santo Evangelho (Jo 14, 15-21)

6º Domingo da Páscoa – Domingo 21/05/2017 

Primeira Leitura (At 8,5-8.14-17)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade. 14Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e enviaram lá Pedro e João. 15Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito Santo. 16Porque o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; apenas tinham recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. 17Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 65)

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!
— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,/ cantai salmos a seu nome glorioso,/ dai a Deus a mais sublime louvação!/ Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras!/ Toda a terra vos adore com respeito/ e proclame o louvor de vosso nome!”/ Vinde ver todas as obras do Senhor:/ seus prodígios estupendos entre os homens!

— O mar ele mudou em terra firme,/ e passaram pelo rio a pé enxuto./ Exultemos de alegria no Senhor!/ Ele domina para sempre com poder!

— Todos vós, que a Deus temeis, vinde escutar:/ vou contar-vos todo bem que ele me fez!/ Bendito seja o Senhor Deus que me escutou,/ não rejeitou minha oração e meu clamor,/ nem afastou longe de mim o seu amor!

 

Segunda Leitura (1Pd 3,15-18)
Leitura da Primeira Carta de São Pedro:

Caríssimos: 15Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir. 16Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. 17Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta for a vontade de Deus, do que praticando o mal. 18Com efeito, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Jo 14,15-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo André Bóbola, dedicado aos jovens e a Palavra de Deus 

Santo André Bóbola, pertenceu à Companhia de Jesus, dedicado aos jovens

Santo do século XVII, ele nasceu na Polônia e ficou conhecido como “caçador de almas”. Santo André Bóbola pertenceu à Companhia de Jesus como sacerdote jesuíta dedicado aos jovens e ao anúncio da Palavra de Deus num tempo dos cismas, quando a fé católica não era obedecida. Viveu também dentro de um contexto onde politicamente existia um choque entre a Polônia e a Rússia.

Certa vez, com a invasão dos soldados cossacos, ou seja russos na Polônia, os cismáticos aproveitaram a ocasião para entregar o santo. Ele, que tinha sido instrumento para muito se voltarem ao Senhor, foi preso injustamente e sofreu na mão dos acusadores. Foi violentado, mas não renunciou a sua fé. Renunciou a própria vida, mas não a vida em Deus. No ano de 1657, morreu mártir. O “caçador de almas” hoje intercede para que nós.

Santo André Bóbola, rogai por nós.

O que ando lendo?

Hábitos

O que me é permitido como católico ler?

A palavra de São Paulo é parâmetro para muitas decisões que precisamos tomar: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. Gosto muito desta passagem bíblica, porque ela me coloca num lugar onde eu creio que Deus quer que eu esteja: em minha liberdade de escolha! Posso tudo, tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Mas o que me convém?

Convém que minhas escolhas traduzam o que trago de verdade, de anseio e valores. Quando escolho algo, preciso estar atento àquela escolha, pois ela será uma tentativa de definição, de identificação. Aí, deparo-me com várias possibilidades de escolha e entro numa boa questão: como católico, o que me é permitido ler? Tudo, pois o fato de ser católico não tira a minha liberdade dada por Deus. Mas tudo que lemos nos convêm? Aqui, há um critério muito bom para fazer uma escolha: será que aquilo que estamos lendo ou querendo ler diz de nós, daquilo em que acreditamos?

Quantas vezes lemos o que não acreditamos, mas que é preciso para que saibamos? Estamos errados? Acredito que tudo parte de sua postura e motivação interior. Quantos conteúdos acadêmicos precisamos ler e que bate de frente com nossa fé? Nesta hora, é preciso prudência e atenção. Leia, estude, compreenda e, assim, confronte esse conteúdo com sua fé e deixe que ela o convença da verdade. A Igreja sempre nos dá a resposta acertada. Busque-a!

Mas aqui entra um questionamento: leituras de livros obscenos, livros de espiritualidade que batem de frente com a nossa fé, convém que sejam lidos?

Antes de responder, é preciso entender: Por que você deseja ler esses livros? Quais têm sido suas motivações? Ao se deparar com as respostas, você perceberá que não são desejos nobres nem mesmo motivações coerentes; você entrará numa confusão e sairá muito “atrapalhado das ideias”! Purifique os motivos e sua ação será mais acertada com aquilo que, de fato, seu coração merece!

O que o católico pode ou não pode ler? Não gosto de dar respostas acabadas a perguntas assim, pois para mim esta pergunta traz um mundo de motivos, e estes precisam ser conhecidos, pois mostram o caminho que desejo trilhar. Se não entendermos nossas motivações interiores, não daremos passos acertados! Lembre-se: “ Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”.

Tamu junto!

Adriano Gonçalves dos Santos é membro da Comunidade Canção Nova. Cursou Filosofia no Instituto da Comunidade e é acadêmico de Psicologia na Unisal (Lorena). Atua na TV Canção Nova como apresentador do programa Revolução Jesus. Mais que um programa, o Revolução Jesus é uma missão que desafia o jovem a ser santo sem deixar de ser jovem. Dessa forma, propõe uma nova geração: a geração dos Santos de Calça Jeans. É autor dos seguintes livros: “Santos de Calça Jeans”, “Nasci pra Dar Certo!” e “Quero um Amor Maior”

Sola Scriptura, Sola Fide e Sola Gratia

HERESIAS PROTESTANTES
http://santopapabentoxvi.blogspot.com.br/2011/02/sola-scripturas-sola-fide-e-sola-gratia.html

Aqui está a BASE DA DOUTRINA PROTESTANTE e suas HERESIAS descaradas:

– 1° Pelo pecado original o homem está decaído e tudo que faça é pecado mortal; a salvação pelas boas obras é impossível.
– 2° Deus impõe sua Lei no Antigo Testamento, mas ela é impraticável; a finalidade desta Lei é desencorajar, desesperar e finalmente nos lançar nos braços da misericórdia.
– 3° Depois da Lei ter-nos dado o desespero, faz-nos brilhar a fé, pois a Salvação vem dos méritos de Cristo morto na Cruz.
– 4° Desde toda a eternidade Deus predestinou uns para o inferno (para aqueles que recusam sua Lei), garantindo a Salvação para outros (aqueles que aceitam a Lei).
– 5° A eficácia dos Sacramentos do Batismo e da Eucaristia é apenas a fé que suscita no coração de quem os recebe.

Pela Escritura sabemos que há somente duas religiões na história: a religião verdadeira, composta por aqueles que são da raça da mulher, e a anti-religião, que é constituída pela raça da serpente (Gn 3,15). Também Santo Agostinho nos fala em duas religiões, quando define as suas famosas duas cidades:
“Dois amores deram origem a duas cidades: o amor de Deus levado ao desprezo de si mesmo deu origem à cidade de Deus; e o amor de si mesmo levado ao desprezo de Deus, deu origem à cidade do homem”.
E Santo Inácio usa as duas bandeiras como metáfora da luta contínua entre essas duas religiões na história. Assim, vemos que apesar da enormidade de seitas conhecidas hoje, só há duas religiões no mundo, a primeira delas a religião verdadeira, a religião Católica, divinamente revelada e única guardiã da verdade divina revelada. E a outra, composta por essa infinidade de seitas, que é a anti-religião, a religião do demônio, a sinagoga de satanás.

O sola scriptura (somente a Escritura) é contra a Escritura, pois impinge ao livro sagrado um poder mágico de auto-interpretação que ele não possui. Algumas pessoas chegam a usar a Bíblia como cartas de tarô, abrem aleatoriamente suas páginas e afirmam que a Palavra lá escrita é a mensagem de Deus para aquele momento. Quando os protestantes pretendem exaltar a Bíblia, na verdade a destroem. Lutero mesmo, na gênese desse movimento sectário, retirou vários livros da Bíblia (não materialmente, mas os desqualificando – Tiago como sendo uma epístola de palha, Apocalipse como sendo nem evangélico nem profético), mostrando que a Bíblia era escrava da vontade dos reformadores. Ao desprezar tudo o que Lutero considerava humano em relação à revelação, como os livros deuterocanônicos e a tradição, bem como os concílios e a hierarquia, de fato Lutero se opunha a tudo o que era material, ele se opunha à criação. Para Lutero, esses livros retirados da Bíblia não produziam a experiência que despertaria no fiel a noção de salvação, e por isso não poderiam ser inspirados. Tais livros não traduziam de fato o kerigma, que é – mais importante que as verdades reveladas – o anúncio salvífico.

Ao propor o sola scriptura, Lutero queria a libertação da matéria, para ouvir somente a voz (divina) que falaria ao interior do homem. Porém não foi isto que Cristo deixou! Cristo edificou sua Igreja e deu autoridade aos Sacerdotes, e nos mostrou que devíamos ter uma hierarquia, da mesma forma que um corpo tem membros e cada membro sua função.

O sola fide (somente a fé) é qualquer coisa, menos fé verdadeira. Pois para o protestante o que vale é a experiência com Cristo, e não a aceitação das verdades reveladas por Deus. Geralmente se considera que o sola fide se opõe apenas às boas obras. Porém, se nos detivermos um pouco mais nesse princípio, veremos que ele se opõe à participação da inteligência na obra da regeneração, pois a fé protestante não pode passar pela razão, mas provém unicamente da emoção e da experiência vivencial. Assim é evidente sua recusa a forma que Deus deu à criação; pois somos racionais, e nossa fé antes de emotiva tem que ser racional. O coração do homem é como um mar agitado e a fé tem que ser solidificada na razão; da mesma forma que 2+2 sempre serão 4, eu sempre irei crer em Deus e em minha Igreja, aconteça o que acontecer, esteja eu sentindo o que for, minha convicção não depende e não se ampara em minhas emoções.  A inteligência – desprezada e odiada por Lutero – impede que o homem chegue ao verdadeiro conhecimento de Deus, que segundo Lutero se dá através da experiência catalisada pela leitura da Bíblia.

O sola gratia vai contra a verdadeira graça santificante. Esse princípio atesta que o fiel justificado está livre de pecado, não porque não os possua mais ou não possa cometê-los, mas porque os têm encobertos pela graça de Cristo. Assim, o justificado tem graça e pecado ao mesmo tempo. Com isso, dá-se ao fiel a ilusão de impecabilidade, e mesmo a permissão de pecar com a garantia do perdão antecipado – Com isso, Lutero habilmente conseguiu impugnar os dez mandamentos, ao dizer que o homem é incapaz de praticá-los e, portanto, não pode ser culpado por cometê-los.

Ora, a graça é propriamente a participação na vida divina, pois a Santíssima Trindade de fato habita na alma justificada pelos méritos de Cristo. Como poderia habitar Deus e pecado na mesma alma como afirmava Lutero? É impossível, e uma ofensa à graça divina. Por isso o pecado mortal é a expulsão de Deus da alma, cuja presença se adquire com o Batismo e se recupera com a Confissão.

Papa: não à teologia do ‘pode e não pode’; deixar-se guiar pelo Espírito

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou a missa, nesta segunda-feira (24/4/2017), na Casa Santa Marta, primeira missa matutina após a pausa das festividades pascais.

O Conselho dos Nove Cardeais (C9), que se reúne com o Santo Padre, no Vaticano, a partir desta segunda-feira até a próxima quarta-feira, 26, também participou da celebração eucarística na Casa Santa Marta.

O encontro de Nicodemos com Jesus e o testemunho de Pedro e João depois da cura de um homem coxo de nascença foram o centro da homilia do Papa Francisco.

“Jesus explica a Nicodemos, com amor e paciência, que é preciso nascer do alto, nascer do Espírito. Portanto, mudar de mentalidade.” Para entender melhor isso, o Papa refletiu sobre a Primeira Leitura da liturgia do dia, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos. “Pedro e João curaram um homem coxo de nascença, e os doutores da lei não sabiam como fazer, como esconder este fato público.”

No interrogatório, Pedro e João “respondem com simplicidade” e quando são intimados a não falar mais sobre o assunto, Pedro responde: “Não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Continuaremos assim.”
 
“Eis a concretude de um fato, a concretude da fé” em relação aos doutores da lei que “querem negociar para alcançar um acordo”: “Pedro e João têm coragem, franqueza, a franqueza do Espírito que significa falar abertamente, com coragem, a verdade, sem nenhum pacto. Este é o ponto, a fé concreta”:

“Às vezes, esquecemo-nos de que a nossa fé é concreta: o Verbo se fez carne, não se fez ideia: tornou-se carne. Quando rezamos o Credo dizemos coisas concretas: Creio em Deus Pai que fez o céu e a terra, creio em Jesus Cristo que nasceu, que morreu…’. São coisas concretas. O Credo não diz: Creio que devo fazer isso, que devo fazer aquilo ou que as coisas são para isso…’ Não! São coisas concretas. A concretude da fé que leva à franqueza, ao testemunho até o martírio, não faz pactos ou idealização da fé.”

“Para os doutores da lei, o Verbo não se fez carne, mas lei. É preciso fazer isso só até aqui. Deve ser feito isso e não aquilo”:

“E assim, se engaiolaram nesta mentalidade racionalista que não terminou com eles, hein? Na História da Igreja muitas vezes, a própria Igreja que condenou o racionalismo, o Iluminismo, caiu nesta teologia do ‘pode e não pode’, do ‘até aqui e até lá’, e se esqueceu da força, da liberdade do Espírito, do renascer do Espírito que nos dá a liberdade, a franqueza da pregação e de anunciar que Jesus Cristo é o Senhor.”

“Peçamos ao Senhor esta experiência do Espírito que vai e vem e nos leva adiante, do Espírito que nos dá a unção da fé, a unção da concretude da fé”:

”O vento sopra onde quer e ouve-se a sua voz, mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasce do Espírito: ouve a voz, segue o vento, segue a voz do Espírito sem saber aonde terminará, pois optou pela fé concreta e pelo renascimento no Espírito. Que o Senhor dê a todos nós este Espírito pascal a fim de caminhar nas estradas do Espírito sem acordos, sem rigidez, mas com a liberdade de anunciar Jesus Cristo assim como Ele veio: em carne.” (MJ)
 

O profeta católico ‘não obedece ninguém além de Deus’

Domingo, 03 de fevereiro de 2013, Rádio Vaticano

“É verdade que Jesus é o profeta do amor, mas o amor também tem a sua verdade,” ressaltou o Santo Padre

Durante a oração mariana do Angelus, neste domingo, 3, o Papa Bento XVI convidou os católicos a ‘investir’ na vida e na família como resposta eficaz à atual crise, e expressou o desejo de que a Europa seja sempre um lugar em que se defenda a dignidade de todo ser humano.

No breve discurso proferido da sacada de seu escritório, Bento XVI se uniu aos bispos italianos e saudou a celebração na Itália do “Dia pela Vida”, que recorre sempre no primeiro domingo de fevereiro e que este ano lançou a iniciativa “Um de nós”. Trata-se de um apelo que defende a dignidade de todo ser humano como “fundamento de justiça, liberdade, democracia e paz”.

E ainda em referência à tutela da vida, dirigiu um pedido aos professores da Faculdade de Medicina, para que formem profissionais no respeito da cultura da vida.

No início do encontro, o Pontífice recordou o episódio narrado no Evangelho de São Lucas, quando Jesus surpreende os cidadãos de Nazaré e os provoca, deixando a entender que é ele o Messias. As pessoas de sua cidade, que bem conheciam ele e sua família, o julgam presunçoso e o expulsam da sinagoga. No entanto, Jesus sabe que “nenhum profeta é bem-quisto em sua pátria” e assim, levanta-se e vai embora.

Em meio ao povo, surge a dúvida: “Por que esta ruptura? Ele tinha o nosso consenso…”. O Papa esclareceu aos fiéis que Jesus não queria o consenso dos homens, mas “dar testemunho à Verdade”. É verdade que Jesus é o profeta do amor, mas o amor também tem a sua verdade!”.

Como escrevia São Paulo, “o amor não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor; o amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”.

Falando em espanhol, o Papa prosseguiu dizendo que o Apóstolo garante que “o caminho da perfeição não consiste em ter qualidades particulares, mas em viver o amor autêntico, que Deus nos revelou em Jesus Cristo”.

Bento XVI concluiu que o verdadeiro profeta católico “não obedece ninguém além de Deus; está a serviço da verdade e sempre pronto a pagar com a própria vida: crer em Deus significa renunciar aos próprios preconceitos”.

Auto-de-Fé

A Igreja na Inquisição da Opinião Pública

Zita Seabra entrevista Padre Gonçalo Portocarrero de Almada

OS CATÓLICOS: UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO?

Tratamos da fé e das provas da existência ou não existência de Deus. Pedia‑lhe então que me explicasse o que é para si ser católico. Ouve‑se muitas vezes as pessoas dizerem que são católicas, mas não são praticantes. Pode ser‑se católico sem ser praticante?
Ser católico quer dizer pertencer à Igreja Católica, e essa pertença adquire‑se, sobretudo, através do sacramento do batismo, em virtude do qual a pessoa que foi validamente batizada fica membro de pleno direito dessa comunidade de crentes. A prática da fé cristã tem a ver com a sua vivência. É bom ter em conta que o cristianismo não é apenas uma doutrina, que o cristianismo é vida. É uma vida que tem, sem dúvida, um pressuposto doutrinário, uma teoria subjacente, ou que parte de um conhecimento sobrenatural. Mas o cristão não é aquele que conhece o cristianismo: o cristão é aquele que vive o cristianismo, ou pelo menos que se esforça por fazê‑lo.

Considera que viver o cristianismo implica ser católico praticante?
Sem dúvida. Ser católico praticante também não se pode reduzir, como por vezes se tende a pensar, a ir à missa. Nem pensar que o católico praticante é aquele que não falta a um ato cultual! Ser católico praticante também quer dizer praticar as virtudes cristãs: um católico que vá à missa e que não pratique a verdade, ou que não pratique a honestidade, não é um católico praticante, porque há um aspecto da sua fé que ele não está a praticar, não está a viver. O essencial, de fato, não é tanto a adesão intelectual a um conjunto de princípios, mas a prática, a vivência. Por isso, Jesus Cristo não pede aos apóstolos que assinem um conjunto de princípios, ou que subscrevam uma determinada teoria, mas que o sigam (Mt 4, 18-22; Mc 1, 16-20; Lc 5, 27-32; etc.). Ou seja, aquilo que está em primeiro lugar é a vivência, é a atitude, é a vida. É claro que é uma vida de acordo com princípios. É claro que estes princípios podem e devem ser conhecidos e aprofundados, mas pode haver uma pessoa que, por exemplo, domine o conhecimento do cristianismo, que saiba tudo da teologia católica, que saiba tudo dos padres da Igreja, mas se não quiser viver essa doutrina não é cristã, embora seja um sábio do cristianismo, talvez até o melhor especialista em cristianismo. Também pode acontecer que uma pessoa que porventura tenha menos luzes, menos conhecimentos, menos formação doutrinária, se identifique, de fato, na sua vida com o exemplo de Cristo – e, nesse sentido, é cristã. Mas a prática não é uma realidade diferente da doutrina, é a consequência lógica dessa doutrina. Aliás, quando nós falamos de princípios, falamos de princípios de quê? Princípios da ação. Se aquele princípio não informa a minha ação, se aquilo que eu faço não nasce daquele princípio, então aquilo não é princípio para mim, porque não tem consequências, não tem seguimento. Nós dizemos que o princípio é o começo, porque é a partir daquele princípio que eu, depois, atuo daquela forma. Então, é um princípio para mim. Se o princípio não tem nenhuma consequência prática, não é princípio, é uma coisa que está desligada da minha vida, não tem a ver com aquilo que eu sou. É interessante ver como o próprio Cristo fala desta realidade quando, na parábola dos dois filhos – o que diz que sim e que, depois, não vai e o que diz que não e, depois, vai –, Nosso Senhor diz que aquele que cumpriu é aquele que diz que não, mas depois foi (Mt 21, 28-32). Ou seja, aquilo que tem prioridade não é tanto a adesão intelectual, porque o outro tinha dito que sim, mas aquilo que tem prioridade é a vida, são as obras, e assim aquele que disse inicialmente que não, depois, como foi, acabou por ser fiel. Há também um outro aspecto que é muito interessante e que é sublinhado por São Tiago, na sua epístola, quando diz: «Tens fé? Ainda bem que tens fé, mas os demônios também têm fé e isso nada lhes aproveita» (Tg 2, 14-19). Por isso, uma fé sem obras é uma fé morta. É uma fé que não tem qualquer valor. Nem sequer é fé no seu sentido mais correto. Por isso, um cristão não é uma pessoa que simpatiza com Cristo, um católico não é uma pessoa que gosta da Igreja, mas um cristão ou um católico é uma pessoa que se esforça por viver de acordo com aquilo em que acredita – e, se não se esforça, é porque verdadeiramente não crê.

Permita‑me que recorra a uma versão mais completa da mesma tese. Há quem afirme: «Sou católico, gosto de Jesus Cristo, mas não da Igreja, nem dos seus padres, nem do papa», e retire a respectiva conclusão: «A minha relação é diretamente com Deus, não necessito de intermediários.»
Isso ouve‑se muito. É um disparate bastante corrente, mas é uma contradição, porque esta separação entre Cristo e a Igreja não tem lugar. E não tem lugar, porque a Igreja é Cristo. Nosso Senhor di‑lo claramente, quando explica a São Paulo – que persegue a Igreja e persegue os cristãos – que é Ele, Jesus, a quem São Paulo persegue (At 9, 39). Na realidade, Saulo persegue os cristãos, mas não persegue Cristo, porque Cristo na altura já tinha ressuscitado, já tinha subido aos céus e, para ele, Cristo era uma figura que já tinha passado, que já não interessava. Saulo persegue a Igreja, persegue os cristãos, e quando Jesus lhe aparece não diz: «Saulo, porque é que persegues os cristãos, ou porque é que persegues a Igreja, ou porque é que persegues os meus discípulos?», mas: «Porque é que Me persegues a Mim?» E, depois, quando Saulo lhe pergunta: «Mas quem és tu, Senhor?», Jesus volta a dizer: «Eu sou Jesus a quem tu persegues.» Se fosse só uma vez, ainda poderíamos dizer: bom, foi uma forma simples de se referir ao assunto – mas não; na resposta, volta a dizer o mesmo. A Igreja é Cristo, a Igreja é Cristo no mundo, a Igreja é Cristo na História. O meu amor a Cristo só é verdadeiro se for amor à Igreja também. Se o meu amor a Cristo não se manifesta no amor à Igreja, não é amor ao Cristo real.

Mas façamos então a pergunta de outra forma: também é muito comum afirmar «sou católico, mas não concordo com o atual papa, só gostava muito de João Paulo II». Esta ressalva chega a ser frequentemente bem-vista e politicamente correta. Outras vezes surge a ideia mais generalizada e sincera de que se perdeu a confiança na Igreja porque houve papas muito maus, papas que fizeram guerras, houve até um que assinalou o início do seu pontificado com uma tourada na Praça de São Pedro. Logo, associa‑se isso à imagem da Igreja, de que inevitavelmente me afasto. Então, o meu relacionamento pode ser direto com Deus.
Mas Deus quer relacionar‑se conosco diretamente através da Igreja, e não tenho ou não conheço outro canal em virtude do qual essa relação se possa estabelecer. Se excluo a Igreja, então excluo o canal através do qual Deus quer que eu me relacione com Ele. Isso não quer dizer que Deus não possa vir ao meu encontro, ou conceder‑me alguma graça, por outros caminhos que eu não sei. Mas não tenho a certeza disso. O mais provável é que se eu excluir, consciente e deliberadamente, o caminho através do qual Deus quer chegar até mim, ou me quer salvar, estou a excluir a própria salvação. E, por isso, o Evangelho é claro quando diz: «Ide por todo o mundo, proclamando a boa notícia a toda a humanidade. Quem crer e for batizado se salvará; quem não crer se condenará» (Mc 16, 15-16) Aquele que, sabendo que deve crer, não crê, incorre em culpa. Uma culpa que pode ter como consequência a sua não salvação. Mas é bom termos em conta que nós não acreditamos nem cremos na Igreja pelos papas, nem pelos cristãos, nem pelas instituições, nem pelos padres. Nós cremos por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Essa é a razão pela qual acreditamos. A figura do Santo Padre, que é sempre uma figura venerável e uma figura queridíssima para qualquer católico coerente, é uma figura secundária, porque aquele que é a razão da fé não é o papa, mas Cristo, que é a Palavra do Pai no dom do seu Espírito.

Houve momentos na História da Igreja em que os papas não eram assim uma figura tão venerável.
Sim. Mas é interessante termos em conta que um papa pode não ser, pessoalmente, uma figura exemplar. De fato, houve papas que não tiveram uma vida exemplarmente cristã. Normalmente, é desses que se fala… Exatamente. Mas esses papas, se quisermos os maus papas, aqueles que deram um mau exemplo com a sua vida desordenada, com os seus prazeres, com a sua avareza, às vezes até com algum despotismo no exercício da sua função, esses papas fizeram um serviço enorme à Igreja, porque, sendo eles maus, não perverteram nem alteraram nada daquilo que era a doutrina, nem a moral da Igreja. Humanamente, como não tinham nenhuma autoridade sobre eles, poderiam ter dito: «Meus senhores, como não vivo desta forma, vou mudar a lei para que não esteja em contradição, para que a minha vida não esteja em oposição com aquilo que eu digo.» Mas eles sabiam que, enquanto Simão, por assim dizer, eles eram defectíveis, enquanto Simão, eles eram pecadores, enquanto Simão, eles eram homens iguais aos outros, como todos os papas são. Mas não enquanto Pedro: enquanto Pedro eles são aqueles que têm a obrigação de confirmar os irmãos na fé. São aqueles pelos quais Cristo rezou. Como disse Cristo: «Mas eu rezei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos» (Lc 22, 32).

Disse isso a São Pedro?
Disse isso a São Pedro. De fato, Jesus Cristo, depois de ressuscitado, teve aquele diálogo com Pedro, em que lhe perguntou três vezes se Pedro o amava (Jo 21, 15-17). Já alguma vez imaginei que aquela conversa deveria ter sido diferente e que Nosso Senhor podia ter dito: «Olha, Pedro, a história da Igreja vai ser muito complicada, vai ser muito difícil, vai haver papas que vão ficar um bocado aquém daquilo que era de esperar, isto vai escandalizar os cristãos, e mesmo os não-cristãos. Tu tiveste um episódio um bocado infeliz, negaste‑me três vezes, não estiveste a meu lado no momento da minha paixão e morte.» São Pedro claudicou, apesar de antes ter jurado que nunca o faria e de ter sido prevenido com antecedência de que tal ia acontecer (Jo 13,36-38). Nosso Senhor podia ter dito a Pedro: «Olha, Pedro, tu continuas apóstolo com certeza e eu perdoo‑te, mas não vamos exagerar e, se te parecer bem, fica João à frente da Igreja, porque João sempre foi o discípulo amado, o meu discípulo predileto, o que esteve ao pé da Cruz, a quem entreguei Nossa Senhora!» João era, a muitos títulos, o candidato ideal, até porque era mais novo e mais forte, para além de mais fiel e, seguramente, mais santo. Contudo, Nosso Senhor mantém Pedro à frente da Igreja, o Pedro que pecou, o mesmo Pedro a quem o Senhor disse: «Afasta‑te de mim, Satanás!» (Mt 16, 23). Porquê? Eu creio que é uma grande prova do amor do Senhor e uma grande lição de esperança para todos nós. Precisamente por isto, não nos podemos escandalizar com as fraquezas pessoais dos membros da Igreja, mas temos de ver neles – e apesar deles – a ação de Deus, a ação do Espírito Santo. O Senhor escolheu Pedro, sabendo da sua fraqueza e, apesar da fraqueza, Pedro foi um grande papa, um grande santo e um grande mártir. Pedro, sendo papa, podia ter dito ao evangelista: «Tira aí esse versículo em que o Senhor me chama Satanás, ou o episódio da minha tripla negação do Mestre, que está a mais e, se calhar, nem faz muita falta… Se agora os cristãos de Corinto ou os de Salónica lerem isso, depois não me aceitam nem me obedecem.» Mas, pelo contrário, Pedro faz questão que isso esteja lá, Pedro faz questão que isso conste, para que as pessoas saibam que ele não foi escolhido por ser o melhor, mas pelo amor que o Senhor lhe tem. E que, mesmo quando nós não valemos, quando nós não prestamos, o Senhor não desiste e continua a confiar inteiramente em nós. Se Nosso Senhor não se escandalizou com a fraqueza de Pedro e o quis para seu primeiro papa, para seu primeiro representante aqui na Terra, para seu primeiro vigário, quem somos nós para nos podermos escandalizar com a fraqueza de algum irmão ou de alguma irmã que, eventualmente, não se comportem de acordo com aquilo que nós desejaríamos?!

Voltando à questão dos católicos praticantes e não praticantes, o senhor padre Gonçalo escreveu um artigo sobre os «católicos adversativos». Que conceito é esse?
Já tinha há algum tempo essa ideia de rebater a atitude de algumas pessoas que dizem «sou católico, mas», e a seguir ao «mas» incluem geralmente alguma reticência em relação ao papa, em relação à doutrina, em relação à moral, em relação ao que seja. É uma atitude que não faz muito sentido. Ninguém é obrigado a ser católico, não se obriga ninguém a ser cristão.

A fé é livre.
A fé é livre e a fé só faz sentido como um todo. De certo modo, quando nós aderimos à fé, não aderimos à ideia, nem aderimos apenas a um corpo doutrinal, aderimos a Cristo. Eu não posso recusar Cristo, eu não posso dizer gosto muito de Cristo, mas não gosto da sua mão esquerda. Eu gosto muito de Cristo, mas não gosto do pé direito de Nosso Senhor. Ou O aceito na sua totalidade e O amo e O sigo, ou, então, se rejeito alguma coisa, rejeito‑O no seu todo.

Essa ideia de religião à la carte por vezes dá jeito, permite facilitar a vida de qualquer cristão.
Sim, mas seria um engano, seria uma duplicidade, uma hipocrisia. Se eu entendesse que era cristão naquilo que a mim me convém no cristianismo, mas não naquilo que não me agrada tanto, estaria a enganar‑me a mim próprio. Jesus Cristo, que tem um respeito imenso pela liberdade humana, nunca excluiu ninguém, nunca forçou ninguém, nunca amaldiçoou ninguém que dele se tivesse afastado – antes pelo contrário, deu sempre total liberdade a todos os homens, sem excluir os próprios discípulos. Com efeito, quando muitos dos seus discípulos O abandonaram, depois do discurso eucarístico proferido na sinagoga de Cafarnaúm (Jo 6, 60-67), Nosso Senhor não foi atrás deles, a chamar‑lhes nomes, mas deixou‑os ir e perguntou aos apóstolos se eles também não queriam ir, porque ele, por amor à liberdade humana, estava disposto até a ficar sozinho. Nosso Senhor, que nunca coagiu ninguém, que nunca forçou ninguém, que nunca amaldiçoou ninguém pelo fato de O não seguir, ou porque, tendo começado a segui‑lo, tivesse depois desistido, também disse claramente que aquele que descuida a coisa mais pequena é o mais pequeno no reino dos céus, e aquele que cuida até das coisas mais pequenas é o maior no reino dos céus (Mt 5, 19). Nosso Senhor dá‑nos a entender que, na nossa fé, não há nada de pouca importância. Na nossa fé, não há nada que seja acidental, na nossa vida cristã não há nada de que nós possamos prescindir. Por isso, não faz sentido o «mas». É aliás curioso o «mas», porque, quando utilizamos o «mas», como conjunção adversativa, temos a noção clara de que o «mas» restringe aquilo que nós dissemos antes. Se eu disser: «eu sou casado, mas não gosto da minha mulher», é porque se supõe que uma pessoa que é casada gosta da mulher; «sou casado, mas não tenho filhos», porque se supõe que uma pessoa que é casada tem filhos. Ninguém diz «eu sou casado, mas uso meias amarelas». As meias amarelas não têm nada a ver com o casamento, logo, se eu sou casado, posso usar meias amarelas. A própria pessoa que diz «eu sou católico, mas…» está a reconhecer implicitamente que aquilo que está a acrescentar é algo que afeta negativamente a sua própria condição cristã. Se ela própria reconhece que aquela sua característica é uma restrição da sua condição cristã, então tem de rever a sua posição, para reencontrar a plenitude da fé, que é ser católico sem «mas» – ser católico, ponto final. Ser católico sem ter a veleidade de querer corrigir de algum modo uma fé que conhecemos como um dom de Deus, uma graça sobrenatural.

 

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<< Jesus Cristo não pede aos apóstolos que assinem um conjunto de princípios, ou que subscrevam uma determinada teoria, mas que o sigam (Mt 4, 18-22; Mc 1, 16-20; Lc 5, 27-32; etc.). Ou seja, aquilo que está em primeiro lugar é a vivência, é a atitude, é a vida. É claro que é uma vida de acordo com princípios. É claro que estes princípios podem e devem ser conhecidos e aprofundados, mas pode haver uma pessoa que, por exemplo, domine o conhecimento do cristianismo, que saiba tudo da teologia católica, que saiba tudo dos padres da Igreja, mas se não quiser viver essa doutrina não é cristã, embora seja um sábio do cristianismo, talvez até o melhor especialista em cristianismo.
Também pode acontecer que uma pessoa que porventura tenha menos luzes, menos conhecimentos, menos formação doutrinária, se identifique, de fato, na sua vida com o exemplo de Cristo – e, nesse sentido, é cristã. Mas a prática não é uma realidade diferente da doutrina, é a consequência lógica dessa doutrina. Aliás, quando nós falamos de princípios, falamos de princípios de quê? Princípios da ação. Se aquele princípio não informa a minha ação, se aquilo que eu faço não nasce daquele princípio, então aquilo não é princípio para mim, porque não tem consequências, não tem seguimento. Nós dizemos que o princípio é o começo, porque é a partir daquele princípio que eu, depois, atuo daquela forma. Então, é um princípio para mim. Se o princípio não tem nenhuma consequência prática, não é princípio, é uma coisa que está desligada da minha vida, não tem a ver com aquilo que eu sou. É interessante ver como o próprio Cristo fala desta realidade quando, na parábola dos dois filhos – o que diz que sim e que, depois, não vai e o que diz que não e, depois, vai –, Nosso Senhor diz que aquele que cumpriu é aquele que diz que não, mas depois foi (Mt 21,28-32). Ou seja, aquilo que tem prioridade não é tanto a adesão intelectual, porque o outro tinha dito que sim, mas aquilo que tem prioridade é a vida, são as obras, e assim aquele que disse inicialmente que não, depois, como foi, acabou por ser fiel. Há também um outro aspecto que é muito interessante e que é sublinhado por São Tiago, na sua epístola, quando diz: «Tens fé? Ainda bem que tens fé, mas os demônios também têm fé e isso nada lhes aproveita» (Tg 2, 14-19). Por isso, uma fé sem obras é uma fé morta. É uma fé que não tem qualquer valor. Nem sequer é fé no seu sentido mais correto. Por isso, um cristão não é uma pessoa que simpatiza com Cristo, um católico não é uma pessoa que gosta da Igreja, mas um cristão ou um católico é uma pessoa que se esforça por viver de acordo com aquilo em que acredita – e, se não se esforça, é porque verdadeiramente não crê. >>

1º de abril, um dia para falar a verdade

Consequência da mentira

O folclórico dia da mentira tem sua origem na confusão de um calendário

O fato ocorreu por volta do século XV, quando o então rei da França Carlos IX decretou o início do ano corrente como 1º de janeiro, seguindo o calendário gregoriano.

Alguns camponeses e povoados mais distantes do rei não acreditaram no decreto e continuaram a celebrar o início do ano em 1º de abril. Isso fez com que passassem a ser ridicularizados pelo restante da população com brincadeiras de notícias mentirosas. Essas “peças” passaram a fazer parte da celebração do dia 1º de abril que, ao longo do tempo, tomou conta de toda a França e do mundo, ora com o nome de “dia da mentira”, ora como o dia dos tolos.

Hoje, o dia da mentira é tido como uma brincadeira. Com a globalização, a data ganhou destaque em importantes meios de comunicação e, com o advento da internet, agências de notícias famosas fizeram circular notícias bizarras como forma de celebração desse dia.

Brincadeiras e folclore à parte, a verdade é que mentira pode provocar consequências desastrosas para um país, para uma família, uma empresa, uma pessoa. Como dizia Gandhi: “assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.”

No Brasil, por exemplo, sofremos há anos as consequências da falta de transparência de nossos governantes. A mentira está a serviço da corrupção, que é a maior vilã de nossa sociedade. Os princípios que regem a mentira, o juízo falso de valores e o engano proposital são os geradores de grande parte das mazelas sociais que os brasileiros já testemunharam. A impunidade, a violência, principalmente nas cidades de porte médio, antes locais seguros, só têm crescido na última década, ao mesmo tempo em que os investimentos na saúde pública são ainda desproporcionais à demanda, e a educação não é vista como prioridade para o desenvolvimento do país.

A nossa sociedade está sofrendo também as consequências do abandono e do esquecimento da verdade e dos valores cristãos. No dia da mentira, é verdade que não temos mais tempo para nossos filhos, é verdade que não nos reunimos em família, não temos tempo para ir à Igreja, é verdade também que a dignidade e o direito mais básico, o de viver, já não faz tanto sentido. De fato, temos aqui muitos motivos para, neste 1º de abril, lamentar as consequências da mentira em nossa vida.

Mesmo que no dia 1º de abril contemos alguma mentira para não deixar passar em branco essa “brincadeira”, a verdade é que temos sede de sinceridade, queremos a confiança, queremos reciprocidade, queremos nos manifestar tal como somos, pois não aguentamos por muito tempo a dissimulação, a falsidade e a corrupção. Algo dentro de nós grita pelo verdadeiro e autêntico. No fundo, todo homem anseia viver em comunidade para partilhar a verdade e a justiça.

Jesus disse: “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará (João 8, 32). Aprendamos que só a verdade nos torna pessoas livres, o bem mais precioso para o homem. É na liberdade que começa e termina todos os nossos caminhos, ela é a pérola do nosso querer.

No dia da mentira, precisamos redescobrir a nossa vocação de testemunhar e comunicar a verdade. Não suportamos mais o que o Papa Bento XVI classificou como a “ditadura do relativismo”, queremos mesmo é a liberdade que vem pela verdade. Vivemos tempos de desconfiança e opressão pela mentira, ora lá, ora cá, perguntamo-nos se não estamos sendo enganados, pois quem sabe nos acostumamos com o falso…

No dia da mentira só me resta dizer: Brasil, lute pela verdade!

Autor: Daniel Machado de Assis – Missionário da Comunidade Canção Nova

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