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Santo Evangelho (Jo 15, 26–16, 4a)

6ª Semana da Páscoa – Segunda-feira 07/05/2018

Primeira Leitura (At 16,11-15)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

11Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para a ilha de Samotrácia. No dia seguinte, ancoramos em Neápolis, 12de onde passamos para Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia, e que tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade. 13No sábado, saímos além da porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar com as mulheres que estavam aí reunidas. 14Uma delas chamava-se Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu o seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo. 15Após ter sido batizada, assim como toda a sua família, ela convidou-nos: “Se vós me considerais uma fiel do Senhor, permanecei em minha casa”. E forçou-nos a aceitar.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 149)

— O Senhor ama seu povo de verdade.
— O Senhor ama seu povo de verdade.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

— Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória aos seus humildes.

— Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca, eis a glória para todos os seus santos.

 

Evangelho (Jo 15,26–16,4a)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15,26“Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 27E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4aEu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Flávia Domitila, socorria os pobres

Santa Flávia socorria os pobres e cuidava do enterro dos mártires

Era esposa do governador romano chamado Flávio Clemente, pertencente à família dos flavianos.

Os imperadores Vespaziano, Tito e Domiciano pertenciam também a esta família. Os dois primeiros não aplicaram o edito de Nero, que tornava cada cristão um criminoso, mas Domiciano sim. Com interesses econômicos e de impostos, oprimia judeus e cristãos.

Flávia, cujo marido permitia que ela vivesse a fé, vivia a caridade. Socorria os pobres, cuidava do enterro dos mártires. Porém, seu esposo foi assassinado por Domiciano, que não admitia ter uma cristã em sua família. Ele então desterrou Flávia para uma ilha, onde sofreu muitos maus tratos e foi martirizada.

Peçamos a intercessão da santa de hoje, para que o nosso testemunho seja atual na fé e expresso na caridade.

Santa Flávia Domitila, rogai por nós!

São Jorge é santo mesmo?

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2015/04/23/sao-jorge-e-santo-mesmo/

Recebi um  e-mail de uma pessoa me perguntando:

“São Jorge, qual a verdadeira história dele, é um santo mesmo? Da Igreja Católica ou de macumba? Nunca me senti bem em relação a ele, pois já vi sua imagem em lugares nada cristãos… Poderia me esclarecer por favor?”

A Igreja não tem dúvida de que São Jorge existiu e é Santo; tanto assim que sua memória é celebrada no Calendário litúrgico no dia 23 de abril. São Jorge foi mártir; a Igreja possui os “Atos do seu martírio” e  sua “Paixão”, que foi considerada apócrifa pelo Decreto Gelasiano do século VI. Mas não se pode negar de maneira simplista uma tradição tão universal como veremos: a Igreja do Oriente o chama de “grande mártir” e todos os calendários cristãos incluíram-no no elenco dos seus santos.

São Jorge é considerado um dos “oito santos auxiliadores” (8 de agosto). Já no século IV o grande imperador romano Constantino, que se converteu ao cristianismo em 313, construiu uma igreja em sua honra. No século V já havia cerca de 40 igrejas em sua honra no Egito. Em toda a Europa multiplicaram as suas igrejas. Em 1222, o Concílio Regional de Oxford na Inglaterra estabeleceu uma festa em sua honra, e nos primeiros anos do século XV, o arcebispo de Cantuária na Inglaterra ordenou que esta festa fosse celebrada com tanta celebridade como o Natal. No ano de 1330, o rei católico Eduardo III da Inglaterra já tinha fundado a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge.

São Jorge, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de muitas cidades como Gênova, Ravena, Roma, de regiões inteiras espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra, com a solene confirmação, para esta última, do Papa Bento XIV.

O culto de São Jorge começou desde os primeiros anos da Igreja em Lida, na Palestina, onde o mártir foi decapitado e sepultado no início do século IV. Seu túmulo era alvo de peregrinações na época das Cruzadas, no século XII, quando o sultão muçulmano Saladino destruiu a igreja construída em sua honra.

A conhecida imagem de São Jorge como cavaleiro que luta contra o dragão, difundida na Idade Média, é parte de uma lenda contada em suas muitas narrativas de sua paixão.

Diz a lenda que um horrível dragão saía de vez em quando de um lago perto de Silena, na Líbia, e se atirava contra os muros da cidade fazendo morrer muita gente com seu hálito mortal, sendo que os exércitos não conseguiam exterminá-los. Então, o povo, para se livrar desse perigo lhe ofereciam jovens vítimas, escolhidas por sorteio. Só que num desses sorteios, à filha do rei foi sorteada para ser oferecida em comida ao monstro. Desesperado, o rei, que nada pôde fazer para evitar isso, acompanhou-a em prantos até às margens do lago. Mas, de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era são Jorge, que marchou com seu cavalo em direção ao dragão e  atravessou-o com sua lança. Outra lenda diz que ele amansou o dragão como um cordeiro manso, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.

Continua a narração dizendo que  o tribuno e cavaleiro Jorge fez ao povo idólatra da cidade um belo sermão, após o qual o rei e seus súditos se converteram e pediram o batismo. O rei  lhe teria oferecida muito dinheiro, mas Jorge teria partido sem nada levar, mandando o rei distribuir o dinheiro aos pobres.

É claro que isso é uma lenda na qual não somos obrigados a acreditar; mas é preciso entender o valor subjetivo das lendas religiosas sobre os santos. O povo as criava e divulgava para enaltecer a grandeza do santo, de maneira parabólica e fantasiosa; mas nela há um fundo de verdade. É um estilo de literatura, fantasiosa sim, mas que não pode ser desprezada de todo.

Muitos artistas e escultores famosos pintaram e esculpiram imagens do Santo: Rafael, Donatelo, Carpaccio, etc.

Segundo a tradição São Jorge foi condenado  à morte por ter renegado aos deuses do império, o que muito acontecia com os cristãos. Ele foi torturado, mas parecia  que era de ferro, não se queixava. Diz a tradição que diante de sua  coragem e de sua fé, a própria mulher do imperador se converteu, e que muitos cristãos, diante dos carrascos, encontraram a força de dar o testemunho a Cristo com o próprio martírio. Por fim, também são Jorge inclinou a cabeça sobre uma coluna e uma espada super afiada pôs fim à sua jovem vida.

Como houve muitos cristãos que morreram mártires nesses tempos da perseguição romana, nada impede que um deles tenha sido o cavaleiro e tribuno militar Jorge.

Prof. Felipe Aquino

Santo Evangelho (João 3, 31-36)

2ª Semana da Páscoa – Quinta-feira 12/04/2018 

Primeira Leitura (At 5,27-33)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 27eles levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, 28dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” 29Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que a Ele obedecem”. 33Quando ouviram isto, ficaram furiosos e queriam matá-los.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 33)

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

— Mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta.

— Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta.

 

Santo Evangelho (João 3, 31-36)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida.  35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Vitor, viveu toda sua juventude para Deus

São Vitor foi fiel a Cristo em todos os momentos, entregando-se desde a juventude

Nasceu na aldeia de Passos, perto de Braga (Portugal), onde viveu toda sua juventude para Deus. Era catecúmeno, e se preparava para receber a graça do Batismo.

Jovem muito dado, encontrou um grupo de pagãos que prestava culto a um ídolo. Eles o chamavam a adorar este ídolo, e ele se recusou. Então, Vitor foi levado diante do governador e questionado.

Por não renunciar a sua fé, foi preso numa árvore e flagelado. E em seguida, decapitado. São Vitor foi fiel a Cristo em todos os momentos, entregando-se a Jesus desde a juventude.

São Vitor, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 3, 7b-15)

Segunda Semana da Páscoa – Terça-feira 10/04/2018 

Primeira Leitura (At 4,32-37)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. 36José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 92)

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!

— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!

 

Evangelho (Jo 3,7b-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b“Vós deveis nascer do alto. 😯 vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9Nicodemos perguntou: “Co­mo é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade, te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acre­ditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Madalena de Canossa, fundadora das ‘Filhas da Caridade’

Santa Madalena de Canossa, pela vida de oração galgou degraus para uma mística profunda

A santa de hoje é fundadora das ‘Filhas da Caridade’, congregação que iniciou em Veneza, Itália. Nasceu em Verona, no ano de 1774 e faleceu com 61 anos. Mas viveu o céu já aqui, acolhendo a salvação e sendo canal dela para muitos. Perdeu cedo seus pais.

Teve seu chamado à vocação religiosa, numa consagração total, mas não foi aceita na primeira tentativa, porém, não parou no primeiro obstáculo. Uma mulher mística. Pela sua vida de oração e seu amor a Jesus Crucificado, galgou degraus para uma mística profunda, sendo muito sensível à dor dos irmãos.

Viveu num tempo difícil, de guerras, precisando refugiar-se em Veneza. Ali, ela discerniu o carisma como fundadora, e na prática – por causa dos órfãos, enfermos e vítimas da guerra – sua caridade era ardente e reconhecida por muitos. Napoleão Bonaparte conhecia seu testemunho e a chamava de ‘anjo da caridade’. Entrou na glória de Deus, porque deixou a glória de Deus a transformar aqui.

Santa Madalena de Canossa, rogai por nós!

Papa conclui ciclo de catequeses sobre a Santa Missa

Quarta-feira, 4 de abril de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Na reflexão de hoje, Papa deu destaque para os frutos da Missa na vida cotidiana: “cristãos não vão à Missa para cumprir uma tarefa semanal”

O Papa Francisco concluiu nesta quarta-feira, 4, o ciclo de catequeses sobre a Santa Missa, iniciado em novembro do ano passado. A reflexão de hoje foi dedicada aos ritos finais da Missa: a benção concedida pelo padre e a despedida do povo.

“Os cristãos não vão à Missa para cumprir uma tarefa semanal e depois se esquecem, não. Os cristãos vão à Missa para participar da Paixão e Ressurreição do Senhor e depois viver mais como cristãos: abre-se o compromisso do testemunho cristão”, disse.

Francisco acrescentou que, ao sair da Igreja, o compromisso é “ir em paz”, levar a benção de Deus nas atividades cotidianas; cada vez que a pessoa sai da Missa ela deve sair melhor do que entrou, ponderou o Santo Padre, com mais vida, mais força e vontade de dar testemunho cristão.

“Não devemos esquecer que celebramos a Eucaristia para a prender a tornar homens e mulheres eucarísticos. O que isso significa? Significa deixar Cristo agir nas nossas obras”, observou o Papa, acrescentando que os frutos da Missa são destinados a amadurecer na vida de cada dia.

“Agradeçamos ao Senhor pelo caminho de redescoberta da Santa Missa que nos deu para percorrermos juntos e deixemo-nos atrair com fé renovada a este encontro real com Jesus morto e ressuscitado por nós. E que a nossa vida seja sempre ‘florida’ assim como a Páscoa, com as flores da esperança, da fé, das boas obras”, concluiu.

E tendo em vista que nessa semana a Igreja celebra a oitava de Páscoa, logo no início da reflexão de hoje o Papa convidou os fiéis aos votos de Feliz Páscoa, inclusive ao Papa Emérito Bento XVI, que acompanhava a catequese pela televisão. “Ao Papa Bento, todos demos a Boa Páscoa. E um aplauso forte”.

O sentido da vida

Por que estamos aqui?

O sentido da vida sempre preocupou a humanidade. Por que vivo? Qual a razão da vida? Qual o objetivo de viver? O grande filósofo grego Aristóteles já perguntava: “Por que estamos aqui?”.

Mary Roberts Rinehart disse sobre o sentido da vida: “Um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor e tudo acabou”. Edmund Cooke afirmou: “Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa da vida”. William Colton: “A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte”. Douglas R. Campbell: “Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados”. Antoine de Rivarol: “Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro”. Charles Chaplin: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, dance, ria e viva intensamente cada minuto de sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. O célebre William Shakespeare: “Viver é uma sombra ambulante”.

Será que todas essas não são afirmações bastante amargas e desanimadoras sobre o sentido da vida? Parece que todos falam apenas de existir e não de viver verdadeiramente.

Nosso Senhor Jesus Cristo tocou no âmago da questão ao afirmar: “Eu sou a Vida” (Jo 14,6). Por isso, o apóstolo São Paulo escreveu sobre o sentido da sua vida: “Portanto, para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21). Por essa razão tamém, o apóstolo São João começou sua primeira epístola com as palavras: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)” (1 Jo 1,1-2).

Na tormenta da vida muita gente se questiona: “Qual o significado da vida quando ela se torna amarga e cruel?”. Sem Jesus Cristo a vida é efêmera, superficial, marginal, virtual e infernal. A vida sem a fé e a graça de Cristo é toda tomada pelas trevas. O mundo engana a vida com falsos prazeres e o resultado é o máximo do “sucesso vazio” e do “esquecimento”. Tudo se esvai no final como areia entre os dedos. Por isso, dê ouvidos à voz do Senhor Jesus, que resume o sentido da vida numa única frase: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17,3).

O vice-diretor do L’osservatore Romano, Carlo Di Circo, escreve: “O Papa Francisco nos exorta a aprender a discernir os acontecimentos da vida e as respostas mais apropriadas para curar. O Papa Francisco impele a Igreja a respirar o Evangelho, afirmando no serviço pastoral o primado da misericórdia”.

Ensina o Papa Francisco: “Uma bela homilia, uma verdadeira homilia, deve começar com o primeiro anúncio da salvação. Depois, deve fazer-se uma catequese, mas o anúncio do amor salvífico de Deus precede a obrigação moral e religiosa”. “Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado”. “Temos necessidades de reconciliação e de comunhão; e a Igreja é uma casa de comunhão” (L’osservatore Romano, 29/09/2013, pp.18,19 e 24).

Realmente, precisamos de sacerdotes que façam o povo encontrar o real e o sagrado sentido da vida no teor de homilias tomadas de paixão, bondade e salvação das almas! O verdadeiro sentido da vida está na misericórdia do Bom Pastor!

Com certeza, o nosso povo quer sacerdotes educados, amorosos, prestativos, mansos, humildes, samaritanos, santos e etnólogos.

Padre Inácio José do Vale
[email protected]

Santo Evangelho (Jo 5, 31-47)

4ª Semana da Quaresma – Quinta-feira 15/03/2018

Primeira Leitura (Êx 32,7-14)
Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito. 8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’” 9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. 10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação”. 11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 12Não permitais, te peço, que os egípcios digam: ‘Foi com má intenção que ele os tirou, para fazê-los perecer nas montanhas e exterminá-los da face da terra’. Aplaque-se a tua ira e perdoa a iniquidade do teu povo. 13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos quanto as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre”’. 14E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer a seu povo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 105,19-23)

— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!

— Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno.

— Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.

— Até pensava em acabar com sua raça, se não tivesse Moisés, o seu eleito, interposto, intercedendo junto a ele, para impedir que sua ira os destruísse.

 

Evangelho (Jo 5,31-47)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 31“Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. 32Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com sua luz. 36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. 37E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, 38e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. 39Vós examinais as Escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim, 40mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! 41Eu não recebo a glória que vem dos homens. 42Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. 44Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? 45Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46Se acre­ditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. 47Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Clemente Maria Hofbauer, padre redentorista

São Clemente contribuiu para o aparecimento de muitos conventos e asilos, sinais materiais da força do Evangelho

Dentro de uma família muitos simples, nasceu na Áustria, no ano de 1751.

Perdeu muito cedo seu pai, e foi educado por sua piedosa mãe que dizia a ele: “Procurai andar sempre nos caminhos agradáveis a Deus”.

Vocacionado ao sacerdócio, com muito esforço estudou Filosofia e Teologia. Após ordenado padre redentorista, foi para a Alemanha.

Ali, seu objetivo religioso não era somente servir sua congregação, mas a toda a Igreja local, a ponto de ajudar sua diocese a se redescobrir como pólo evangelizador.

São Clemente contribuiu para o aparecimento de muitos conventos e asilos, sinais materiais da força do Evangelho. Consumido na missão, aos 70 anos, partiu para sua recompensa: a glória de Deus.

São Clemente Maria Hofbauer, rogai por nós!

Santo Evangelho (Lc 12, 8-12)

28ª Semana do Tempo Comum – Sábado 21/10/2017

Primeira Leitura (Rm 4,13.16-18)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 104)

— O Senhor se lembra sempre da Aliança.
— O Senhor se lembra sempre da Aliança.

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.

— Ele lembrou-se de seu santo juramento, que fizera a Abraão, seu servidor. Fez sair com grande júbilo o seu povo, e seus eleitos, entre gritos de alegria.

 

Evangelho (Lc 12,8-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12Pois, nessa hora, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Úrsula

A Companhia de Santa Úrsula foi criada com o objetivo de dar formação cristã a meninas

Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. A fama de sua beleza se espalhou e ela passou a ser desejada por vários pretendentes (embora Úrsula tenha feito um voto secreto de consagração total a Deus). Seu pai acabou aceitando a proposta de casamento feita pelo duque Conanus, um general de exército pagão, seu aliado.

Úrsula fora educada nos princípios cristãos. Por isso ficou muito triste ao saber que seu pretendente era pagão. Quis recusar a proposta mas, conforme costume da época, deveria acatar a decisão de seu pai. Pediu, então, um período de três anos para se preparar. Ela esperava converter o general Conanus durante esse tempo, ou então, encontrar um meio de evitar o casamento. Mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra.

Conforme o combinado, ela partiu para as núpcias, viajando de navio, acompanhada de onze jovens, virgens como ela, que iriam se casar com onze soldados do duque Conanus. Há lendas e tradições que falam em onze mil virgens, ao invés de onze apenas. Mas outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que foram mesmo onze meninas.

Foram navegando pelo rio Reno e chegaram a Colônia, na Alemanha. A cidade havia sido tomada pelo exército de Átila, rei dos hunos. Eles mataram toda a comitiva, sobrando apenas Úrsula, cuja beleza deixou encantado ao próprio Átila. Ele tentou seduzi-la e lhe propôs casamento. Ela recusou, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Átila, enfurecido, degolou pessoalmente a jovem, no dia 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma igreja guarda o túmulo de Santa Úrsula e suas companheiras.

Durante a Idade Média, a italiana Ângela de Mérici, fundou a Companhia de Santa Úrsula, com o objetivo de dar formação cristã a meninas. Seu projeto foi que essas futuras mamães seriam multiplicadoras do Evangelho, catequizando seus próprios filhos. Foi um avanço, tendo em vista que nesta época a preocupação com a educação era voltada apenas para os homens. Segundo a fundadora, o nome da ordem surgiu de uma visão que ela teve.

Atualmente as Irmãs Ursulinas, como são chamadas as filhas de Santa Ângela, estão presentes nos cinco continentes, mantendo acesas as memórias de Santa Ângela e Santa Úrsula.

Santa Úrsula, rogai por nós!

Ter fé e saber perdoar sempre

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Santo Padre concentrou-se em três palavras-chaves: escândalo, perdão e fé

O perdão esteve no centro da homilia do Papa Francisco, na homilia desta segunda-feira, 10, na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou que cada cristão, qualquer que seja sua vocação, deve saber perdoar e nunca dar escândalo, porque este destrói a fé.

A homilia do Papa foi articulada a partir do Evangelho do dia, concentrando-se em três palavras-chaves: escândalo, perdão e fé. Escândalo, conforme explicou, é dizer e professar um estilo de vida – “sou cristão”– e depois viver como pagão. Isso é um escândalo, porque falta o testemunho, enquanto a fé confessada é vida vivida.

“Quando um cristão ou uma cristã, que vai à igreja, à paróquia, não vive assim, escandaliza os outros. Quantas vezes ouvimos: ‘Mas eu não vou à Igreja, porque é melhor ser honesto em casa e não ir como aqueles que vão e depois fazem isso, isso e isso…’ O escândalo destrói a fé! E por isso Jesus é tão forte: ‘Estejam atentos! Estejam atentos!’. Fará bem a nós repetir isso hoje: ‘Estejam atentos a vós mesmos!’. Todos nós somos capazes de escandalizar”.

Francisco também falou sobre a necessidade de saber perdoar sempre. Ele enfatizou as palavras do próprio Cristo, que nos convida ao perdão “sete vezes em um dia” se um pecador se arrepender e pedir o perdão a quem fez mal. O Santo Padre observou que Jesus exagera para fazer o homem entender a importância do perdão, porque um cristão que não é capaz de perdoar escandaliza, não é cristão.

“Devemos perdoar, para que sejamos perdoados. E isso está no Pai-Nosso, Jesus nos ensinou isso. Mas o perdão não se entende na lógica humana. Esta o leva a não perdoar, leva-o à vingança, ao ódio e à divisão. Quantas famílias divididas por não se perdoarem! Filhos distantes dos pais, marido e mulher distantes… É tão importante pensar nisso: se eu não perdoar, não terei perdão, não terei direito de ser perdoado, e não entendo o que significa o fato de o Senhor ter me perdoado. Esta é a segunda palavra: perdão”.

Entende-se, então, concluiu Francisco, por que os discípulos, ouvindo essas coisas, disseram ao Senhor: “Aumenta em nós a fé”. Sem ela, explicou Francisco, não se pode viver sem escandalizar e sempre perdoando.

“A luz da fé, aquela que recebemos, a fé de um Pai misericordioso, de um Filho que deu a vida por nós, de um Espírito que está dentro de nós e nos ajuda a crescer, da fé na Igreja, da fé no povo de Deus, batizado, santo. Isso é um dom, é um presente. Ninguém com os livros, indo a conferências, pode ter fé. Ela é um presente de Deus dado a você, e por isso os apóstolos pediram a Jesus: ‘Aumenta em nós a fé!’”.

Fofoca impede perdão e distancia os outros

…, diz Papa aos consagrados

Quinta-feira, 17 de setembro de 2015, Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco encontrou-se com cinco mil jovens consagrados e respondeu a três perguntas sobre o chamado vocacional, a missão dos consagrados na Igreja e sobre a vivência coerente da vocação

O Papa Francisco encontrou-se na manhã desta quinta-feira, 17, com cinco mil jovens que participam do Encontro Mundial de Jovens Consagrados, em andamento em Roma.

O Pontífice agradeceu as palavras do Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz, e, em seguida, recordou os mártires sírios e iraquianos de hoje.

“Alguns dias atrás na Praça São Pedro um sacerdote iraquiano se aproximou de mim e me deu uma cruz pequena, uma cruz que tinha nas mãos o sacerdote que foi degolado por não renegar a fé em Jesus Cristo. Esta cruz eu a trago aqui à luz dos testemunhos de nossos mártires de hoje, que são mais do que os mártires do primeiro século, e também dos mártires do Iraque e da Síria”, disse o Santo Padre.

Francisco respondeu perguntas feitas por três jovens consagrados: um sírio de Aleppo, uma indiana e uma espanhola.

O Pontífice alertou que a comodidade é um problema sério na vida consagrada. “Eu faço tudo, cumpro os mandamentos, as regras, mas a observância rígida e estruturada tira a liberdade. Existe uma liberdade que vem do Espírito e outra que vem da mundanidade. A liberdade deve ser unida ao testemunho e à fidelidade”.

“Uma mãe que educa os filhos com rigidez, não deixa os filhos sonhar, crescer, anula o futuro criativo dos filhos. Esses filhos serão estéreis. Também a vida consagrada pode ser estéril quando não é profética, quando não se permite de sonhar”, sublinhou.

O Papa recordou Santa Teresa do Menino Jesus, Padroeira das Missões, que fechada num convento “não perdeu a capacidade de sonhar. Não perdeu o horizonte. Nunca perdeu a capacidade de contemplação. Profecia e capacidade de sonhar é o contrário da rigidez. A observância não deve ser rígida, se é rígida não é observância, mas egoísmo pessoal”, disse.

“Um dos pecados que muitas vezes encontro na vida comunitária é o da incapacidade de perdão entre os irmãos e irmãs. A fofoca numa comunidade impede o perdão e distancia um dos outros. Eu gosto de dizer que fofocar não é somente pecado, mas é também terrorismo, porque quem fofoca joga uma bomba na fama do outro, destrói o outro que não pode se defender. Sempre se fofoca na escuridão, não na luz. A escuridão é o reino do diabo. A luz é o Reino de Jesus”, frisou o Papa.

Sobre a instabilidade na sequela de Jesus, Francisco disse “que desde o início da vida consagrada até hoje existem momentos de instabilidade. São as tentações. Os primeiros monges do deserto escrevem sobre isso e nos ensinam como encontrar a estabilidade interior, a paz. As tentações sempre existirão”.

“Vivemos num tempo muito instável. Vivemos a cultura do provisório e essa cultura entrou também na Igreja, nas comunidades religiosas, nas famílias e no matrimônio. A cultura do definitivo: Deus enviou o seu Filho para sempre, não provisoriamente a uma geração ou a um país, mas a todos. A todos para sempre. Este é um critério de discernimento espiritual”, disse ainda Francisco.

Sobre a pergunta relativa à evangelização, o pontífice disse que “evangelizar não é fazer proselitismo. Evangelizar não é somente convencer, é testemunhar que Jesus Cristo está vivo. Se o seu coração arde de amor por Jesus, você é um bom evangelizador ou evangelizadora.” “Desculpem-me se sou um pouco feminista, mas quero agradecer o testemunho das mulheres consagradas. Não todas, pois têm algumas que são histéricas. Vocês têm sempre o desejo de estarem na vanguarda. Por que? Porque vocês são mães e têm essa maternidade da Igreja. Não percam isso. A religiosa é o ícone da Igreja Mãe e de Maria. Vocês têm esse papel na Igreja: serem ícone da Igreja, ícone de Maria, ícone da ternura da Igreja, do amor da Igreja, da maternidade da Igreja e da maternidade de Nossa Senhora. Não se esqueçam disso”, frisou o Papa.

Respondendo à pergunta do jovem consagrado sírio, Francisco destacou a necessidade de seguir Jesus mais de perto, de maneira profética e sublinhou a palavra ‘memória’. “Os apóstolos nunca se esqueceram do encontro com Jesus. Nos momentos escuros, nos momentos de tentação, nos momentos difíceis de nossa vida consagrada é preciso voltar às fontes, recordar a maravilha que sentimos quando o Senhor nos olhou.”

“Você me pediu para partilhar a minha memória, o primeiro chamado em 21 de setembro de 1953, mas não sei como foi. Sei que por acaso, entrei na Igreja, vi o confessionário e sai dali diferente, sai de outra maneira. A minha vida mudou. O sacerdote que me confessou naquele dia, que eu não conhecia, estava ali por acaso porque sofria de leucemia. Ele morreu um ano depois. Depois me guiou um salesiano que tinha me batizado. Fui a ele e ele me encaminhou para os jesuítas. Ecumenismo religioso! Nos momentos difíceis me ajudou muito recordar o primeiro encontro, porque o Senhor nos encontra sempre definitivamente. O Senhor não entra na cultura do provisório. Ele nos ama e nos acompanha sempre. Por isso, estar próximo às pessoas, a proximidade entre nós, fazer profecia com o nosso testemunho, com o coração que arde, com zelo apostólico que aquece os corações dos outros. Portanto, profecia, memória, proximidade, coração que arde, zelo apostólico e cultura do definitivo, e não descartável”, concluiu Francisco.

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