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Santo Evangelho (Jo 3, 7b-15)

Segunda Semana da Páscoa – Terça-feira 10/04/2018 

Primeira Leitura (At 4,32-37)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. 36José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 92)

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!

— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!

 

Evangelho (Jo 3,7b-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b“Vós deveis nascer do alto. 😯 vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9Nicodemos perguntou: “Co­mo é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade, te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acre­ditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Madalena de Canossa, fundadora das ‘Filhas da Caridade’

Santa Madalena de Canossa, pela vida de oração galgou degraus para uma mística profunda

A santa de hoje é fundadora das ‘Filhas da Caridade’, congregação que iniciou em Veneza, Itália. Nasceu em Verona, no ano de 1774 e faleceu com 61 anos. Mas viveu o céu já aqui, acolhendo a salvação e sendo canal dela para muitos. Perdeu cedo seus pais.

Teve seu chamado à vocação religiosa, numa consagração total, mas não foi aceita na primeira tentativa, porém, não parou no primeiro obstáculo. Uma mulher mística. Pela sua vida de oração e seu amor a Jesus Crucificado, galgou degraus para uma mística profunda, sendo muito sensível à dor dos irmãos.

Viveu num tempo difícil, de guerras, precisando refugiar-se em Veneza. Ali, ela discerniu o carisma como fundadora, e na prática – por causa dos órfãos, enfermos e vítimas da guerra – sua caridade era ardente e reconhecida por muitos. Napoleão Bonaparte conhecia seu testemunho e a chamava de ‘anjo da caridade’. Entrou na glória de Deus, porque deixou a glória de Deus a transformar aqui.

Santa Madalena de Canossa, rogai por nós!

Papa conclui ciclo de catequeses sobre a Santa Missa

Quarta-feira, 4 de abril de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Na reflexão de hoje, Papa deu destaque para os frutos da Missa na vida cotidiana: “cristãos não vão à Missa para cumprir uma tarefa semanal”

O Papa Francisco concluiu nesta quarta-feira, 4, o ciclo de catequeses sobre a Santa Missa, iniciado em novembro do ano passado. A reflexão de hoje foi dedicada aos ritos finais da Missa: a benção concedida pelo padre e a despedida do povo.

“Os cristãos não vão à Missa para cumprir uma tarefa semanal e depois se esquecem, não. Os cristãos vão à Missa para participar da Paixão e Ressurreição do Senhor e depois viver mais como cristãos: abre-se o compromisso do testemunho cristão”, disse.

Francisco acrescentou que, ao sair da Igreja, o compromisso é “ir em paz”, levar a benção de Deus nas atividades cotidianas; cada vez que a pessoa sai da Missa ela deve sair melhor do que entrou, ponderou o Santo Padre, com mais vida, mais força e vontade de dar testemunho cristão.

“Não devemos esquecer que celebramos a Eucaristia para a prender a tornar homens e mulheres eucarísticos. O que isso significa? Significa deixar Cristo agir nas nossas obras”, observou o Papa, acrescentando que os frutos da Missa são destinados a amadurecer na vida de cada dia.

“Agradeçamos ao Senhor pelo caminho de redescoberta da Santa Missa que nos deu para percorrermos juntos e deixemo-nos atrair com fé renovada a este encontro real com Jesus morto e ressuscitado por nós. E que a nossa vida seja sempre ‘florida’ assim como a Páscoa, com as flores da esperança, da fé, das boas obras”, concluiu.

E tendo em vista que nessa semana a Igreja celebra a oitava de Páscoa, logo no início da reflexão de hoje o Papa convidou os fiéis aos votos de Feliz Páscoa, inclusive ao Papa Emérito Bento XVI, que acompanhava a catequese pela televisão. “Ao Papa Bento, todos demos a Boa Páscoa. E um aplauso forte”.

O sentido da vida

Por que estamos aqui?

O sentido da vida sempre preocupou a humanidade. Por que vivo? Qual a razão da vida? Qual o objetivo de viver? O grande filósofo grego Aristóteles já perguntava: “Por que estamos aqui?”.

Mary Roberts Rinehart disse sobre o sentido da vida: “Um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor e tudo acabou”. Edmund Cooke afirmou: “Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa da vida”. William Colton: “A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte”. Douglas R. Campbell: “Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados”. Antoine de Rivarol: “Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro”. Charles Chaplin: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, dance, ria e viva intensamente cada minuto de sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. O célebre William Shakespeare: “Viver é uma sombra ambulante”.

Será que todas essas não são afirmações bastante amargas e desanimadoras sobre o sentido da vida? Parece que todos falam apenas de existir e não de viver verdadeiramente.

Nosso Senhor Jesus Cristo tocou no âmago da questão ao afirmar: “Eu sou a Vida” (Jo 14,6). Por isso, o apóstolo São Paulo escreveu sobre o sentido da sua vida: “Portanto, para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21). Por essa razão tamém, o apóstolo São João começou sua primeira epístola com as palavras: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)” (1 Jo 1,1-2).

Na tormenta da vida muita gente se questiona: “Qual o significado da vida quando ela se torna amarga e cruel?”. Sem Jesus Cristo a vida é efêmera, superficial, marginal, virtual e infernal. A vida sem a fé e a graça de Cristo é toda tomada pelas trevas. O mundo engana a vida com falsos prazeres e o resultado é o máximo do “sucesso vazio” e do “esquecimento”. Tudo se esvai no final como areia entre os dedos. Por isso, dê ouvidos à voz do Senhor Jesus, que resume o sentido da vida numa única frase: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17,3).

O vice-diretor do L’osservatore Romano, Carlo Di Circo, escreve: “O Papa Francisco nos exorta a aprender a discernir os acontecimentos da vida e as respostas mais apropriadas para curar. O Papa Francisco impele a Igreja a respirar o Evangelho, afirmando no serviço pastoral o primado da misericórdia”.

Ensina o Papa Francisco: “Uma bela homilia, uma verdadeira homilia, deve começar com o primeiro anúncio da salvação. Depois, deve fazer-se uma catequese, mas o anúncio do amor salvífico de Deus precede a obrigação moral e religiosa”. “Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado”. “Temos necessidades de reconciliação e de comunhão; e a Igreja é uma casa de comunhão” (L’osservatore Romano, 29/09/2013, pp.18,19 e 24).

Realmente, precisamos de sacerdotes que façam o povo encontrar o real e o sagrado sentido da vida no teor de homilias tomadas de paixão, bondade e salvação das almas! O verdadeiro sentido da vida está na misericórdia do Bom Pastor!

Com certeza, o nosso povo quer sacerdotes educados, amorosos, prestativos, mansos, humildes, samaritanos, santos e etnólogos.

Padre Inácio José do Vale
[email protected]

Santo Evangelho (Jo 5, 31-47)

4ª Semana da Quaresma – Quinta-feira 15/03/2018

Primeira Leitura (Êx 32,7-14)
Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito. 8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’” 9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. 10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação”. 11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 12Não permitais, te peço, que os egípcios digam: ‘Foi com má intenção que ele os tirou, para fazê-los perecer nas montanhas e exterminá-los da face da terra’. Aplaque-se a tua ira e perdoa a iniquidade do teu povo. 13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos quanto as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre”’. 14E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer a seu povo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 105,19-23)

— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!

— Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno.

— Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.

— Até pensava em acabar com sua raça, se não tivesse Moisés, o seu eleito, interposto, intercedendo junto a ele, para impedir que sua ira os destruísse.

 

Evangelho (Jo 5,31-47)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 31“Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. 32Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com sua luz. 36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. 37E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, 38e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. 39Vós examinais as Escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim, 40mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! 41Eu não recebo a glória que vem dos homens. 42Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. 44Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? 45Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46Se acre­ditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. 47Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Clemente Maria Hofbauer, padre redentorista

São Clemente contribuiu para o aparecimento de muitos conventos e asilos, sinais materiais da força do Evangelho

Dentro de uma família muitos simples, nasceu na Áustria, no ano de 1751.

Perdeu muito cedo seu pai, e foi educado por sua piedosa mãe que dizia a ele: “Procurai andar sempre nos caminhos agradáveis a Deus”.

Vocacionado ao sacerdócio, com muito esforço estudou Filosofia e Teologia. Após ordenado padre redentorista, foi para a Alemanha.

Ali, seu objetivo religioso não era somente servir sua congregação, mas a toda a Igreja local, a ponto de ajudar sua diocese a se redescobrir como pólo evangelizador.

São Clemente contribuiu para o aparecimento de muitos conventos e asilos, sinais materiais da força do Evangelho. Consumido na missão, aos 70 anos, partiu para sua recompensa: a glória de Deus.

São Clemente Maria Hofbauer, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 10, 17-22)

Santo Estêvão, o Primeiro Mártir – Terça-feira 26/12/2017

Primeira Leitura (At 6,8-10;7,54-59)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

8Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 7,54Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 30)

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Vosso amor me faz saltar de alegria, pois olhastes para as minhas aflições.

— Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão!

 

Evangelho (Mt 10,17-22)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17“Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Estêvão, primeiro mártir de toda a história católica

Nos capítulos 6 e 7 dos Atos dos Apóstolos encontramos um longo relato sobre o martírio de Estêvão, que é um dos sete primeiros Diáconos nomeados e ordenados pelos Apóstolos. Santo Estêvão é chamado de Protomártir, ou seja, ele foi o primeiro mártir de toda a história católica. O seu martírio ocorreu entre o ano 31 e 36 da era cristã. Eis a descrição, tirada do livro dos Atos dos Apóstolos:

“Estêvão, porém, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Levantaram-se então alguns da sinagoga, chamados dos Libertos e dos Cirenenses e dos Alexandrinos, e dos da Cicília e da Ásia e começaram a discutir com Estêvão, e não puderam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Subornaram então alguns homens que disseram: ‘Ouvimo-lo proferir palavras blasfematórias contra Moisés e contra Deus’. E amotinaram o povo e os Anciãos e Escribas e apoderaram-se dele e conduziram-no ao Sinédrio; e apresentaram falsas testemunhas que disseram: ‘Este homem não cessa de proferir palavras contra o Lugar Santo e contra a Lei; pois, ouvimo-lo dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este Lugar e mudará os usos que Moisés nos legou’. E todos os que estavam sentados no Sinédrio, tendo fixado os olhares sobre ele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo”.

Num longo discurso, Estêvão evoca a história do povo de Israel, terminando com esta veemente apóstrofe:

“‘Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e de ouvidos, resistis sempre ao Espírito Santo, vós sois como os vossos pais. Qual dos profetas não perseguiram os vossos pais, e mataram os que prediziam a vinda do Justo que vós agora traístes e assassinastes? Vós que recebestes a Lei promulgada pelo ministério dos anjos e não a guardastes’. Ao ouvirem estas palavras, exasperaram-se nos seus corações e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, cheio do Espírito Santo, tendo os olhos fixos no céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus e disse: ‘Vejo os céus abertos e o Filho do homem que está à direita de Deus’. E levantando um grande clamor, fecharam os olhos e, em conjunto, lançaram-se contra ele. E lançaram-no fora da cidade e apedrejaram-no. E as testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um jovem, chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão que invocava Deus e dizia: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito’. Depois, tendo posto os joelhos em terra, gritou em voz alta: ‘Senhor, não lhes contes este pecado’. E dizendo isto, adormeceu”.

Santo Estêvão, rogai por nós!

O mundo não precisa de palavras, mas sim de testemunhas

Papa Beato Paulo VI

22 de outubro de 2010, Posted by Pe. Mateus Maria

Caros irmãos, posto uma pregação muito bela, embora que não saiba a origem, mas serve para cada um de nós, é sobre o martírio, o testemunho, a vivência cristã, e abaixo posto um belo texto que traduzi do italiano – um pronunciamento do Papa Beato Paulo VI.
O Grande Papa Beato Paulo VI, um verdadeiro combatente de Deus, terminou a sua vida dizendo: “Combati o bom combate, guardei a fé, amei a Igreja e os Irmãos, e agora estou indo ao encontro, do meu Senhor!”.
Papa Montini, ainda quando era cardeal, pronunciadas em 26/6/1955 e 26/9/1958, aos sacerdotes, mas servem de meta para cada cristão:
“O nosso povo quer um padre, que seja padre, exemplo de dedicação e sacrifício, de desinteresse e de coragem, um exemplo de generosidade, um homem livre e sem medos, sendo para todos um pai e um servo para cada necessitado, de modo que não seja preso em suas ações, em seus pensamentos, mas perseverante no seu caráter sacro. Mas lembremos que não é por causa disso, de nossa bondade, que encontraremos favores e acolhida, e por isto, vos recordo neste momento de grandeza espiritual: “Ecce Ego mitto vos, sicut oves in médio luporum” (Mt 10, 16).
Sim, irmãos, A Igreja, Nosso Senhor vos envia fracos, em meio aos fortes, desarmados, entre os armados, vos envia como arautos do amor, em um campo de ódio e morte, vos envia como profetas do espírito em um mundo, em um mercado da matéria, vos envia como anunciadores do futuro prometido, com a riqueza de uma tradição, em um mundo sem esperança, sem um ontem e sem um amanhã, em um mundo baseado na conquista do sucesso presente. A Igreja não vos garante a tranqüilidade, ou imunidade, mas lhes diz com Cristo: ‘Nolite Temere!’ Não tenhas Medo!
Hoje a Igreja, tem necessidade de uma fidelidade maior, pois o perigo na luta que ela enfrente, exige um amor maior a Ela e a Cristo, um amor sem medos, um amor maior, porque muitos filhos não a amam mais. ‘Nolite Temere!’ Não tenhas Medo! A vida com Cristo é grandiosa, maravilhosa, mas ao mesmo tempo é um risco, não é feita para os oportunistas, mas é feita de amor e sacrifício, de risco e confiança. Devemos saber que estamos em uma trincheira, onde nós devemos estar bem armados, pois se não estamos armados, e não somos capazes de combater, estamos já derrotados.
Pode ser que na dura luta não resistiremos, mas o Senhor está conosco e não temos o que temer. Posso até dizer que a Providência, quer que nós a sua Igreja, sejamos militantes, e ainda mais, nós que fizemos um juramento a Cristo, um voto, uma promessa no altar, nos oferecemos como sacrifício, e neste mundo moderno, devemos testemunhar o evangelho, devemos sofrer as suas conseqüências, sem medo.
O Senhor não quer aplainar as estradas, não quer tornar fácil o nosso caminho, o nosso ministério, não quer tornar a sua Igreja triunfante, mas nos quer sofredores, lutadores, que dêem o testemunho com perseverança, dom fadiga, com suor, e se a ele agradar, também testemunhar com o sangue, sangrando de fidelidade e amor a Cristo. Ousemos irmãos, ‘Nolite Temere!’ Esta expressão retorna sempre no evangelho, Não tenhas Medo!
Mostremos ao Senhor que o queremos bem. Sejamos dispostos a superar os medos, a ignorar também os insucessos, sejamos dispostos a sacrificar-nos, e a fazer as coisas para o Senhor, para a Igreja, para os irmãos de modo sério, pois se tivermos esta psicologia de querer enfrentar e afrontar os problemas, o mundo, e aquilo que a providência nos colocar a diante no caminho, enfrentando com o Senhor, já somos mais que vencedores! Ousemos!
Por fim, eu não tenho mais o que dizer e a oferecer-vos, além destas palavras: Nolite Temere!’ Não tenhas Medo! Recordo-lhes que Jesus é nosso guia, o mestre, ele é o Senhor vivo na vossa alma, é a vossa coragem, e deseja dar-vos uma grande recompensa, e vos promete: “Gaudete autem, quod nomina vestra scripta sun in caelis” (Lc 10, 20) “Os vossos nomes estarão escritos no céu!”.

 

Confissão do Papa Beato Paulo VI

Ao Papa Beato Paulo VI coube dirigir a Barca de Pedro nos difíceis tempos pós-conciliares. Em 1977, numa confissão marcada pela angústia e, ao mesmo tempo, pela confiança em Deus, que jamais abandona a Igreja, disse:

“Há uma grande perturbação, neste momento, no mundo e na Igreja, e está relacionada com a fé. Vem-me agora repetidamente à memória a frase obscura de Jesus no Evangelho de S. Lucas: ´Quando o Filho do homem retornar, encontrará ainda fé sobre a Terra?´ Vem-me à memória que se publicam livros nos quais a fé está em retirada, em alguns pontos importantes, e que o episcopado se cale, não achando estranhos estes livros; isto, segundo minha opinião, é estranho. Releio às vezes o Evangelho do fim dos tempos e constato que, neste momento, emergem alguns sinais deste fim. Estamos próximos do fim? Isto jamais saberemos. É necessário estarmos sempre prontos, mas tudo pode durar ainda muito tempo. O que me impressiona, quando considero o mundo católico, é que, no interior do catolicismo, parece às vezes dominar um pensamento do tipo não católico e pode acontecer que este pensamento não católico, no interior do catolicismo, torne-se amanhã o mais forte. Mas jamais representará o pensamento da Igreja. É necessário que subsista um pequeno rebanho, por menor que seja” (In.: Jean Guitton. Paulo VI Segredo, p. 152-153).

 

A autoridade da Igreja – audiência de Beato Paulo VI

Diletos filhos e filhas!

A boa palavra, que é esperada de Nós para dar nesta Audiência qualquer simples motivo de reflexão espiritual, refere-se a uma impressão, que quase sempre produz na mente dos visitantes para o encontro com o Papa: a impressão da “autoridade”.

E é impressão exata. Aqui tudo fala de autoridade: as chaves de Pedro figuram em todos os lugares. A composição própria desta reunião coloca em evidência a estrutura orgânica e hierárquica da Igreja. A presença do Papa, da Cabeça visível da Igreja, acentua esta impressão recordando a todos como existe na Igreja um poder maior, que é a prerrogativa pessoal, que tem autoridade sobre toda a comunidade em nome de Cristo; poder não só puramente externo, mas capaz de criar ou dissolver obrigação interna à consciência; e não já deixado à escolha opcional dos fiéis, mas necessário à estrutura da Igreja; e não deriva dessa, mas de Cristo e de Deus. Será útil, peregrinos ou visitantes que são vós, refletirdes sobre esse aspecto da Igreja Católica, o qual adquire nesta sede a sua mais manifesta expressão.

Sim, aqui estamos no centro da autoridade da Igreja. E qual reação desperta em seus corações esta observação, aqui tão óbvia e documentada? Isso: Pode ser que a primeira reação espontânea não seja de alegria. Será talvez uma reação de interesse curioso ou de admiração; mas não em todos, não sempre, de satisfação. Em alguns, de fato, pouco formados ao “sentido da Igreja”, será de desconfiança e quase de defesa, de repulsa para com um poder tão alto e tão indiscutível. Como assim? Por que esta atitude negativa a um poder de paternidade, de serviço e de salvação?

Levaria muito tempo para explicá-lo. Mas todos podem ver que se difundiu bastante em toda parte a mentalidade do protestantismo e do modernismo, negadora da necessidade e existência legítima de uma autoridade intermediária na relação da alma com Deus. “Quantos homens entre mim e Deus!” (Rousseau) exclama a voz famosa de um seguidor dessa mentalidade. E se há falado de religião de autoridade e de religião de espírito, em oposição um ao outro, por identificar na religião da autoridade o catolicismo, e na religião do espírito as correntes do sentimento religioso liberal e subjetivista do nosso tempo, e por concluir que a primeira, a religião chamada da autoridade, não é autêntica e que a segunda deve proceder  e realizar por si só, sem vínculo exterior, arbitrário e sufocante. E assim o plausível progresso da cultura moderna, sobre a personalidade humana, acerca da liberdade individual, acerca da primazia moral da consciência muitas vezes conspiram para tal função, ou diminuir a competência, ou a mortificar o prestígio da autoridade religiosa.

Se realmente a autoridade religiosa – falamos daquela constitutiva e diretiva da Igreja católica – fosse um poder arbitrário, ou fosse contrário à vida espiritual, ou colocasse vínculos indevidos à consciência, ou até mesmo se concebesse à mesma maneira da autoridade temporal, esta desconfiança, este ressentimento, esta reivindicação de autonomia subjetiva teria razão de ser. Mas vós sabeis que não é.

Vós que tendes, e quereis ter o “sentido da Igreja” sabeis muito bem de duas coisas, nesta discussão muito importante. E sabeis, em primeiro lugar, que a autoridade na Igreja, e, portanto, na religião, não se constitui por si só, mas ela foi instituída por Cristo; é o seu pensamento, é sua vontade, é obra sua; e, portanto, antes da autoridade da Igreja, devemos sentir a presença de Cristo. “Quem vos ouve, a mim ouve” (Luc. 10, 16), disse o Senhor. E todas as vezes que se tenta impugnar esta instituição, que é o poder apostólico, tanto de santificação, quanto de magistério e de governo na Igreja, se colide contra a palavra, contra o desejo, contra o amor de Cristo.

Sim, até contra o amor de Cristo. Porque a autoridade na Igreja, para ser eficaz, mesmo quando ela é forte e serva, é um instrumento da sua caridade. A autoridade na Igreja é o veículo do dom divino, é serviço de caridade para a caridade; de fato instituída a fim de pôr em exercício a favor da salvação o grande preceito do amor; não é expressão de orgulho, não está para realizar vantagem própria, nem mesmo é uma cópia da autoridade civil, armada com uma espada e vestida de glória. É uma função pastoral, direcionada para condução e para a prosperidade dos outros; e não só não é contrária à dignidade a vitalidade espiritual da alma em que é exercido, mas é instituída para conferir com precisão a sua dignidade e vitalidade espiritual e para garantir a sua luz da verdade divina, para distribuir os seus dons do Espírito, e para assegurar-lhes o caminho certo para Deus. Santa Catarina diz bem, trazendo palavras sugeridas pelo Senhor: “Eu quis que alguém tivesse necessidade do outro, e assim foram meus ministros para ministrar as graças e dons que receberam de mim. Pois, queira o homem ou não, não pode exercer nada menos do que um ato da caridade.” (Dialogo, Ed. Ferrari, Roma, 1947, p. 19-20). E é, portanto, função providencial e indispensável. Retornamos à Nossa mente as palavras do Pontifical, que Nós dizemos na ordenação do Sacerdote:  «Quanto fragiliores sumus, tanto his pluribus indigemus». [Quanto mais frágeis somos, mais precisamos de vossa ajuda].

Caríssimos Filhos. Gostaríamos que esta Audiência provocasse em vós a meditação deste aspecto da vida eclesiástica, para confortar-lhes o reconhecimento ao Senhor que por sua vontade estabeleceu e para reavivar em si a adesão cordial e fiel a autoridade da Igreja, na qual autoridade agora Nós de todo corações vos abençoamos.

Audiência de Paulo VI, 04 de novembro de 1964.

 

Oração ao Espírito Santo  

“Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja! Um coração grande, desejoso de tornar-se semelhante ao Coração do Senhor Jesus! Um coração grande e forte para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos! Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa! Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário!  Um coração cuja felicidade é palpitar com o Coração de Cristo e cumprir humilde, fiel e virilmente a vontade do Pai. Amém.”
Papa Beato Paulo VI 

Santo Evangelho (Lc 12, 8-12)

28ª Semana do Tempo Comum – Sábado 21/10/2017

Primeira Leitura (Rm 4,13.16-18)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 104)

— O Senhor se lembra sempre da Aliança.
— O Senhor se lembra sempre da Aliança.

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.

— Ele lembrou-se de seu santo juramento, que fizera a Abraão, seu servidor. Fez sair com grande júbilo o seu povo, e seus eleitos, entre gritos de alegria.

 

Evangelho (Lc 12,8-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12Pois, nessa hora, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Úrsula

A Companhia de Santa Úrsula foi criada com o objetivo de dar formação cristã a meninas

Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. A fama de sua beleza se espalhou e ela passou a ser desejada por vários pretendentes (embora Úrsula tenha feito um voto secreto de consagração total a Deus). Seu pai acabou aceitando a proposta de casamento feita pelo duque Conanus, um general de exército pagão, seu aliado.

Úrsula fora educada nos princípios cristãos. Por isso ficou muito triste ao saber que seu pretendente era pagão. Quis recusar a proposta mas, conforme costume da época, deveria acatar a decisão de seu pai. Pediu, então, um período de três anos para se preparar. Ela esperava converter o general Conanus durante esse tempo, ou então, encontrar um meio de evitar o casamento. Mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra.

Conforme o combinado, ela partiu para as núpcias, viajando de navio, acompanhada de onze jovens, virgens como ela, que iriam se casar com onze soldados do duque Conanus. Há lendas e tradições que falam em onze mil virgens, ao invés de onze apenas. Mas outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que foram mesmo onze meninas.

Foram navegando pelo rio Reno e chegaram a Colônia, na Alemanha. A cidade havia sido tomada pelo exército de Átila, rei dos hunos. Eles mataram toda a comitiva, sobrando apenas Úrsula, cuja beleza deixou encantado ao próprio Átila. Ele tentou seduzi-la e lhe propôs casamento. Ela recusou, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Átila, enfurecido, degolou pessoalmente a jovem, no dia 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma igreja guarda o túmulo de Santa Úrsula e suas companheiras.

Durante a Idade Média, a italiana Ângela de Mérici, fundou a Companhia de Santa Úrsula, com o objetivo de dar formação cristã a meninas. Seu projeto foi que essas futuras mamães seriam multiplicadoras do Evangelho, catequizando seus próprios filhos. Foi um avanço, tendo em vista que nesta época a preocupação com a educação era voltada apenas para os homens. Segundo a fundadora, o nome da ordem surgiu de uma visão que ela teve.

Atualmente as Irmãs Ursulinas, como são chamadas as filhas de Santa Ângela, estão presentes nos cinco continentes, mantendo acesas as memórias de Santa Ângela e Santa Úrsula.

Santa Úrsula, rogai por nós!

Ter fé e saber perdoar sempre

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Santo Padre concentrou-se em três palavras-chaves: escândalo, perdão e fé

O perdão esteve no centro da homilia do Papa Francisco, na homilia desta segunda-feira, 10, na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou que cada cristão, qualquer que seja sua vocação, deve saber perdoar e nunca dar escândalo, porque este destrói a fé.

A homilia do Papa foi articulada a partir do Evangelho do dia, concentrando-se em três palavras-chaves: escândalo, perdão e fé. Escândalo, conforme explicou, é dizer e professar um estilo de vida – “sou cristão”– e depois viver como pagão. Isso é um escândalo, porque falta o testemunho, enquanto a fé confessada é vida vivida.

“Quando um cristão ou uma cristã, que vai à igreja, à paróquia, não vive assim, escandaliza os outros. Quantas vezes ouvimos: ‘Mas eu não vou à Igreja, porque é melhor ser honesto em casa e não ir como aqueles que vão e depois fazem isso, isso e isso…’ O escândalo destrói a fé! E por isso Jesus é tão forte: ‘Estejam atentos! Estejam atentos!’. Fará bem a nós repetir isso hoje: ‘Estejam atentos a vós mesmos!’. Todos nós somos capazes de escandalizar”.

Francisco também falou sobre a necessidade de saber perdoar sempre. Ele enfatizou as palavras do próprio Cristo, que nos convida ao perdão “sete vezes em um dia” se um pecador se arrepender e pedir o perdão a quem fez mal. O Santo Padre observou que Jesus exagera para fazer o homem entender a importância do perdão, porque um cristão que não é capaz de perdoar escandaliza, não é cristão.

“Devemos perdoar, para que sejamos perdoados. E isso está no Pai-Nosso, Jesus nos ensinou isso. Mas o perdão não se entende na lógica humana. Esta o leva a não perdoar, leva-o à vingança, ao ódio e à divisão. Quantas famílias divididas por não se perdoarem! Filhos distantes dos pais, marido e mulher distantes… É tão importante pensar nisso: se eu não perdoar, não terei perdão, não terei direito de ser perdoado, e não entendo o que significa o fato de o Senhor ter me perdoado. Esta é a segunda palavra: perdão”.

Entende-se, então, concluiu Francisco, por que os discípulos, ouvindo essas coisas, disseram ao Senhor: “Aumenta em nós a fé”. Sem ela, explicou Francisco, não se pode viver sem escandalizar e sempre perdoando.

“A luz da fé, aquela que recebemos, a fé de um Pai misericordioso, de um Filho que deu a vida por nós, de um Espírito que está dentro de nós e nos ajuda a crescer, da fé na Igreja, da fé no povo de Deus, batizado, santo. Isso é um dom, é um presente. Ninguém com os livros, indo a conferências, pode ter fé. Ela é um presente de Deus dado a você, e por isso os apóstolos pediram a Jesus: ‘Aumenta em nós a fé!’”.

Fofoca impede perdão e distancia os outros

…, diz Papa aos consagrados

Quinta-feira, 17 de setembro de 2015, Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco encontrou-se com cinco mil jovens consagrados e respondeu a três perguntas sobre o chamado vocacional, a missão dos consagrados na Igreja e sobre a vivência coerente da vocação

O Papa Francisco encontrou-se na manhã desta quinta-feira, 17, com cinco mil jovens que participam do Encontro Mundial de Jovens Consagrados, em andamento em Roma.

O Pontífice agradeceu as palavras do Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz, e, em seguida, recordou os mártires sírios e iraquianos de hoje.

“Alguns dias atrás na Praça São Pedro um sacerdote iraquiano se aproximou de mim e me deu uma cruz pequena, uma cruz que tinha nas mãos o sacerdote que foi degolado por não renegar a fé em Jesus Cristo. Esta cruz eu a trago aqui à luz dos testemunhos de nossos mártires de hoje, que são mais do que os mártires do primeiro século, e também dos mártires do Iraque e da Síria”, disse o Santo Padre.

Francisco respondeu perguntas feitas por três jovens consagrados: um sírio de Aleppo, uma indiana e uma espanhola.

O Pontífice alertou que a comodidade é um problema sério na vida consagrada. “Eu faço tudo, cumpro os mandamentos, as regras, mas a observância rígida e estruturada tira a liberdade. Existe uma liberdade que vem do Espírito e outra que vem da mundanidade. A liberdade deve ser unida ao testemunho e à fidelidade”.

“Uma mãe que educa os filhos com rigidez, não deixa os filhos sonhar, crescer, anula o futuro criativo dos filhos. Esses filhos serão estéreis. Também a vida consagrada pode ser estéril quando não é profética, quando não se permite de sonhar”, sublinhou.

O Papa recordou Santa Teresa do Menino Jesus, Padroeira das Missões, que fechada num convento “não perdeu a capacidade de sonhar. Não perdeu o horizonte. Nunca perdeu a capacidade de contemplação. Profecia e capacidade de sonhar é o contrário da rigidez. A observância não deve ser rígida, se é rígida não é observância, mas egoísmo pessoal”, disse.

“Um dos pecados que muitas vezes encontro na vida comunitária é o da incapacidade de perdão entre os irmãos e irmãs. A fofoca numa comunidade impede o perdão e distancia um dos outros. Eu gosto de dizer que fofocar não é somente pecado, mas é também terrorismo, porque quem fofoca joga uma bomba na fama do outro, destrói o outro que não pode se defender. Sempre se fofoca na escuridão, não na luz. A escuridão é o reino do diabo. A luz é o Reino de Jesus”, frisou o Papa.

Sobre a instabilidade na sequela de Jesus, Francisco disse “que desde o início da vida consagrada até hoje existem momentos de instabilidade. São as tentações. Os primeiros monges do deserto escrevem sobre isso e nos ensinam como encontrar a estabilidade interior, a paz. As tentações sempre existirão”.

“Vivemos num tempo muito instável. Vivemos a cultura do provisório e essa cultura entrou também na Igreja, nas comunidades religiosas, nas famílias e no matrimônio. A cultura do definitivo: Deus enviou o seu Filho para sempre, não provisoriamente a uma geração ou a um país, mas a todos. A todos para sempre. Este é um critério de discernimento espiritual”, disse ainda Francisco.

Sobre a pergunta relativa à evangelização, o pontífice disse que “evangelizar não é fazer proselitismo. Evangelizar não é somente convencer, é testemunhar que Jesus Cristo está vivo. Se o seu coração arde de amor por Jesus, você é um bom evangelizador ou evangelizadora.” “Desculpem-me se sou um pouco feminista, mas quero agradecer o testemunho das mulheres consagradas. Não todas, pois têm algumas que são histéricas. Vocês têm sempre o desejo de estarem na vanguarda. Por que? Porque vocês são mães e têm essa maternidade da Igreja. Não percam isso. A religiosa é o ícone da Igreja Mãe e de Maria. Vocês têm esse papel na Igreja: serem ícone da Igreja, ícone de Maria, ícone da ternura da Igreja, do amor da Igreja, da maternidade da Igreja e da maternidade de Nossa Senhora. Não se esqueçam disso”, frisou o Papa.

Respondendo à pergunta do jovem consagrado sírio, Francisco destacou a necessidade de seguir Jesus mais de perto, de maneira profética e sublinhou a palavra ‘memória’. “Os apóstolos nunca se esqueceram do encontro com Jesus. Nos momentos escuros, nos momentos de tentação, nos momentos difíceis de nossa vida consagrada é preciso voltar às fontes, recordar a maravilha que sentimos quando o Senhor nos olhou.”

“Você me pediu para partilhar a minha memória, o primeiro chamado em 21 de setembro de 1953, mas não sei como foi. Sei que por acaso, entrei na Igreja, vi o confessionário e sai dali diferente, sai de outra maneira. A minha vida mudou. O sacerdote que me confessou naquele dia, que eu não conhecia, estava ali por acaso porque sofria de leucemia. Ele morreu um ano depois. Depois me guiou um salesiano que tinha me batizado. Fui a ele e ele me encaminhou para os jesuítas. Ecumenismo religioso! Nos momentos difíceis me ajudou muito recordar o primeiro encontro, porque o Senhor nos encontra sempre definitivamente. O Senhor não entra na cultura do provisório. Ele nos ama e nos acompanha sempre. Por isso, estar próximo às pessoas, a proximidade entre nós, fazer profecia com o nosso testemunho, com o coração que arde, com zelo apostólico que aquece os corações dos outros. Portanto, profecia, memória, proximidade, coração que arde, zelo apostólico e cultura do definitivo, e não descartável”, concluiu Francisco.

Papa exorta fiéis a ser sal e luz no mundo

Terça-feira, 13 de junho de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa desta terça-feira, 13, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre a mensagem evangélica “ser sal e luz” do mundo, exortando os fiéis a não buscar seguranças artificiais, mas a confiar na ação do Espírito Santo.

“Em Jesus não há um ‘não’, mas sempre ‘sim’ para a glória do Pai. Mas, também nós participamos deste ‘sim’ de Jesus, porque Ele nos conferiu a unção, nos imprimiu o sigilo, que nos foram antecipados pelo Espírito. É o Espírito que nos levará ao ‘sim’ definitivo, até à nossa plenitude. É o Espírito que nos ajuda a tornar-nos ‘sal e luz’, ou seja, a sermos testemunhas cristãs”.

Nessa lógica, Francisco ressaltou que quem esconde a luz dá um contratestemunho, refugiando-se um pouco no “sim” e um pouco no “não”. São pessoas que possuem a luz, mas não a doam, e não a faz ver e se não a faz ver não glorifica o Pai que está nos céus.

O Papa destacou que Deus confiou à Igreja e a todos os batizados a atitude de segurança e de testemunho: segurança na plenitude das promessas em Cristo; testemunho aos outros. “E isso é ser cristão: iluminar, ajudar para que a mensagem e as pessoas não se corrompam (…) se se esconde a luz o sal torna-se insípido, sem força, enfraquece – o testemunho será fraco. Mas isso ocorre quando eu não aceito a unção, não aceito o sigilo, não aceito a ‘antecipação’ do Espírito que está em mim. E isso ocorre quando eu não aceito o ‘sim’ em Jesus Cristo”.

A proposta cristã, disse Francisco, é simples, mas decisiva e bela e traz esperança. “Eu sou a luz – podemos nos perguntar – para os outros? Eu – disse ainda o Papa – sou sal para os outros? Que dá sabor à vida e a defende da corrupção? Estou agarrado em Jesus Cristo, que é o ‘sim’? Sinto-me ungido, selado? Eu sei que eu tenho essa segurança que será plena no céu, mas pelo menos é ‘antecipação’, agora, o Espírito?”.

O Papa concluiu a homilia convidando os fiéis a pedir essa graça, de ser enraizado na plenitude das promessas em Cristo Jesus e levar essa plenitude com o sal e a luz do testemunho aos outros para dar glória ao Pai que está nos céus.

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