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Catequese do Papa: a esperança é uma Pessoa, Jesus Cristo

Quarta-feira, 5 de abril de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco continuou a refletir sua série de catequeses que tem como tema a “esperança cristã”

O Santo Padre encontrou, na manhã desta quarta-feira, 05, na Praça São Pedro, mais de vinte mil peregrinos e fiéis, provenientes de diversos países do mundo, para a habitual Audiência Geral.

O Papa continuou a refletir sua série de catequeses que tem como tema a “esperança cristã”. Hoje, de modo particular, aprofundou o trecho da primeira Carta de São Pedro, que exorta “a dar razão da nossa esperança a todo aquele que a pedir”.

Com efeito, disse Francisco, o Apóstolo consegue infundir, na sua Carta, grande consolação e paz, levando a perceber que o Senhor está sempre ao nosso lado e nunca nos abandona, sobretudo nos momentos mais delicados e difíceis da nossa vida. Aqui, o Papa perguntou: “Qual o segredo desta Carta e, de modo particular, desta passagem que acabamos de ouvir”? E respondeu:

“O segredo consiste no fato de afundar as suas raízes diretamente na Páscoa, no coração do mistério que estamos para celebrar, fazendo-nos perceber a luz e alegria que brotam da morte e ressurreição de Cristo. Cristo ressuscitou verdadeiramente, está vivo e habita em cada um de nós. É por isso que São Pedro nos convida com força a adorá-lo em nossos corações”.

O Senhor começou a morar em nós, afirmou o Pontífice, a partir do nosso Batismo e, daquele momento em diante, continua a renovar a nós e a nossa vida, com o seu amor e a plenitude do seu Espírito. Eis porque o Apóstolo nos recomenda “a dar razão da nossa esperança a todo aquele que a pedir”. E acrescentou:

“A nossa esperança não é um conceito, nem um sentimento, mas é uma Pessoa, o Senhor Jesus, vivo e presente em nós e nos nossos irmãos. Portanto, dar razão da esperança não se faz em nível teórico, em palavras, mas, sobretudo, com o testemunho da vida, dentro e fora da comunidade cristã”.

E o Papa constatou: “Se Cristo está vivo e habita em nós, no nosso coração, então devemos deixar que ele se torne visível e que aja em nós. Isto quer dizer que ele deve ser sempre o nosso modelo de vida e que, por conseguinte, devemos aprender a comportar-nos como ele”.

Logo, a esperança que está em nós não pode permanecer oculta, mas deve ser externada e até tornar-se perdão a quem nos faz mal. O mal não deve ser vencido com o mal, mas com a humildade, a misericórdia e a mansidão. E Francisco citou a afirmação de São Pedro:

“É melhor sofrer praticando o bem que fazendo o mal. Isto não quer dizer que é bom sofrer, mas, quando sofremos pelo bem, estamos em comunhão com o Senhor, que padeceu e sofreu na cruz pela nossa salvação. Assim, nos tornamos semeadores de vida e esperança na ressurreição, e instrumentos de consolação e paz, fazendo brilhar no mundo a luz da Páscoa”.

O Santo Padre concluiu a sua catequese dizendo que “agora podemos entender porque o apóstolo Pedro nos chama bem-aventurados, quando sofremos pela justiça”. Não se trata de uma questão moral ou ascética, mas de ser sinais vivos e luminosos da esperança entre os últimos e marginalizados.

Ao término da sua catequese semanal, Francisco passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes, em diversas línguas. Eis a saudação que fez aos fiéis de língua portuguesa:

“Dou as boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis de Estrela e aos estudantes de Perafita. Queridos amigos, a fé na Ressurreição nos leva a olhar o futuro, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte que celebramos na Páscoa. Deus vos abençoe!”

Falando em italiano, o Papa fez uma saudação especial aos familiares dos militares que tombaram em Missões internacionais de Paz; saudou os participantes no Encontro promovido pelo Pontifício Conselho da Cultura, aos quais encorajou a refletir sobre o futuro da humanidade à luz das ciências médicas e dos perenes valores morais.

O Pontífice convidou os fiéis a participar da Via Sacra, na Sexta-feira Santa, no Coliseu de Roma, pelas mulheres crucificadas no mundo.

Por fim, recordando que hoje se celebra a memória litúrgica de São Vicente Ferres, pregador Dominicano, o Santo Padre convidou os jovens a aprender, na sua escola, a falar com Deus e de Deus, evitando falar de modo inútil e prejudicial.

Dito isso, o Papa concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Papa: Jesus é a plenitude da lei com a misericórdia e o perdão

Segunda-feira, 3 de abril de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Diante do pecado e da corrupção, Jesus é a plenitude da lei, explicou o Papa na Missa de hoje

“Jesus, que julga com misericórdia, é a plenitude da lei”, disse o Papa Francisco na missa desta segunda-feira, 3, na Casa Santa Marta.

Diante do pecado e da corrupção, Jesus é a “plenitude da lei”. O Papa refletiu em sua homilia sobre o Evangelho de João que propõe o trecho em que Cristo, a propósito da mulher surpreendida em adultério, diz a quem a acusa: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”.

O Pontífice se deteve também na Primeira Leitura, extraída do Livro do Profeta Daniel, dedicada a Susana, que foi vítima de dois juízes anciãos do povo que orquestraram contra ela um “adultério falso, fictício”. Ela é obrigada a escolher entre fidelidade a Deus e à lei e salvar a vida: “era fiel ao marido”, disse o Papa, “talvez tivesse outros pecados, pois todos somos pecadores”. “A única mulher que não tem pecado é Nossa Senhora”.

Nos dois episódios se encontram inocência, pecado, corrupção e lei, pois nos dois casos os juízes eram corruptos. “Sempre existiram no mundo juízes corruptos. Existem também hoje em todas as partes do mundo. Por que a corrupção chega a uma pessoa? Porque uma coisa é o pecado: Eu pequei, escorreguei, sou infiel a Deus, mas procuro não fazer mais ou procuro me ajeitar com o Senhor ou pelo menos sei que isso não é bom. Outra é a corrupção. Existe corrupção quando o pecado entra, entra na consciência e não deixa lugar nem mesmo para o ar”.

Quando tudo se torna pecado, isso é corrupção, destacou o Santo Padre. “Os corruptos pensam em fazer bem com a impunidade”, disse o Papa. No caso de Susana, os juízes anciãos foram corruptos dos vícios da luxúria, ameaçando-a de testemunhar falsidades contra ela. “Não é o primeiro caso”, refletiu Francisco, “que nas Escrituras aparecem falsos testemunhos. Isso nos recorda Jesus, condenado à morte por falso testemunho”.

No caso da verdadeira adúltera, quem a acusa são outros juízes que tinham “perdido a cabeça” fazendo crescer neles uma interpretação tão rígida da lei que não deixava espaço ao Espírito Santo ou seja, a corrupção da legalidade, legalismo, contra a graça. Depois, Jesus, verdadeiro Mestre da lei diante de falsos juízes que tinham o coração pervertido ou que davam sentenças injustas oprimindo os inocentes e absolvendo os malvados.

“Jesus diz poucas coisas, poucas cosias. Diz: ‘Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra’. E à pecadora diz: Eu não te condeno. Não peques mais’. Esta é a plenitude da lei, não a dos escribas e fariseus que tinham a mente corrompida, fazendo várias leis sem deixar espaço à misericórdia. Jesus é a plenitude da lei e Jesus julga com misericórdia.”

“Nós também julgamos no coração os outros, hein? Somos corruptos? Ou ainda não? Parem. Paremos e olhemos Jesus que sempre julga com misericórdia: Eu também não te condeno. Podes ir em paz, e não peques mais.”

Santo Evangelho (Jo 5, 31-47)

4ª Semana da Quaresma – Quinta-feira 30/03/2017

Primeira Leitura (Êx 32,7-14)
Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito. 8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’” 9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. 10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação”. 11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 12Não permitais, te peço, que os egípcios digam: ‘Foi com má intenção que ele os tirou, para fazê-los perecer nas montanhas e exterminá-los da face da terra’. Aplaque-se a tua ira e perdoa a iniquidade do teu povo. 13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos quanto as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre”’. 14E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer a seu povo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 105,19-23)

— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!

— Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno.

— Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.

— Até pensava em acabar com sua raça, se não tivesse Moisés, o seu eleito, interposto, intercedendo junto a ele, para impedir que sua ira os destruísse.

 

Evangelho (Jo 5,31-47)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 31“Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. 32Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com sua luz. 36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. 37E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, 38e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. 39Vós examinais as Escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim, 40mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! 41Eu não recebo a glória que vem dos homens. 42Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. 44Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? 45Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46Se acre­ditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. 47Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São João Clímaco, viveu um verdadeiro combate espiritual 

Correspondeu ao chamado de Deus por meio de duras penitências, pouca alimentação, sacrifícios e intercessões

Nasceu na Palestina em 579, dentro de uma família cristã que passou para ele muitos valores, possibilitando a ele uma ótima formação literária.

Clímaco desde cedo foi discernindo sua vocação à vida religiosa. Diante do testemunho de muitos cristãos que optavam por ir ao Monte Sinai, e ali no mosteiro viviam uma radicalidade, ele deixou os bens materiais e levou os bens espirituais para o Sinai. Ali, com outros irmãos, deixou-se orientar por pessoas com mais experiência, fazendo um caminho pessoal e comunitário de santidade.

Foi atacado diversas vezes por satanás, vivendo um verdadeiro combate espiritual.

São João Clímaco buscou corresponder ao chamado de Deus por meio de duras penitências, pouca alimentação, sacrifícios, intercessões e participação nas Santas Missas.

Perseverou até o fim da vida, partindo para a glória aos 70 anos de idade.

São João Clímaco, rogai por nós!

Papa aos pais: ensinar a fé às crianças e fazê-la crescer

Festa do Batismo do Senhor

Domingo, 8 de janeiro de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Na Solenidade do Batismo do Senhor, o Papa observou que a fé não é apenas “recitar o Creio quando vamos à Missa no domingo, não é só isto!…”

Na Festa do Batismo de Jesus, neste domingo, 8, o Papa  Francisco presidiu à celebração Eucarística na Capela Sistina, batizando 28 crianças.

Em sua breve homilia, pronunciada de forma espontânea, Francisco exortou os pais a “custodiarem a fé das crianças e a fazê-la crescer, para que se torne um testemunho para os outros”.

“Vocês pediram para vossas crianças a fé que será dada no Batismo – explicou – porque a fé deve ser vivida. Caminhar na estrada da fé e dar testemunho da fé”.

O Papa observou que a fé não é apenas “recitar o Creio quando vamos à Missa no domingo, não é só isto! A fé é acreditar naquilo que é a verdade: o Pai que enviou o Filho e o Espírito que nos vivifica”. E ressaltou:

“Mas a fé também é confiar-se a Deus e isto vocês devem ensinar a eles com vosso exemplo, vossa vida. A fé é luz”.

Ao referir-se à vela presente no rito do Batismo, Francisco recordou que nos primeiros tempos do cristianismo, o Batismo era chamado de “a iluminação, porque a fé ilumina o coração, faz ver as coisas com outra luz”.

“A Igreja dá a fé pelo Batismo aos vossos filhos e vocês têm a missão de fazê-la crescer, custodiá-la para se tornar testemunho para todos os outros. Este é o sentido de toda esta cerimônia”.

Ao final da homilia, de forma muito descontraída, o Papa referiu-se ao “concerto” proporcionado pelo choro de algumas crianças:

“Começou o concerto, hein?!?! Porque as crianças estão em um lugar que não conhecem, talvez tenham se levantado mais cedo do que o habitual. Aí uma começa, dá o tom, e as outras vão atrás. Muitas choram porque a outra chora. E gosto de recordar que Jesus também fez isto. A primeira oração de Jesus na estrebaria foi um choro”.

Antes de concluir, Francisco disse às mães para sentirem-se à vontade caso quisessem amamentar seus filhos durante a cerimônia na Capela Sistina, visto a duração da cerimônia e as crianças poderiam estar com fome.

Após suas palavras, Francisco batizou uma por uma das 28 crianças.

Alegrai-vos!

Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor!

Nesta que é a mais “feliz de todas as noites”, somos chamados a testemunhar, com imensa alegria, a bondade de Deus que, por amor à humanidade, enviou Seu Filho Unigênito. É Natal! Mais do que ricas iguarias sobre a mesa, mais do que inúmeros presentes compartilhados, mais do que enfeites luminosos e tantas outras coisas, a maior dádiva do Natal está na alegria que experimentamos quando – a exemplo dos pastores – contemplamos o Menino Deus naquela simples manjedoura.

Contemple esta criança! Nesta data tão especial, Deus vem ao seu encontro para amá-lo e ensiná-lo sobre o verdadeiro sentido da vida humana. Nada de medo, nada de tristeza! Que cessem as discussões, as rivalidades e a falta de perdão em nosso meio. Que neste Natal você possa fazer a linda experiência de se deixar contagiar por esta verdadeira alegria, que é fruto do Alto.

São Lucas nos conta, no capítulo 2 do seu Evangelho, a experiência única que aqueles humildes pastores fizeram na noite de Natal. O evangelista narra que “um anjo do Senhor lhes apareceu, e a glória do Senhor os envolveu de luz. Os pastores ficaram com muito medo” (Lc 2,9).

Aqueles homens sentiram medo. Mesmo na presença de um anjo de Deus e envoltos numa intensa luz, as trevas do medo tomaram conta dos seus corações. O anjo do Senhor, percebendo aqueles semblantes assustados, apressa-se logo em tranquilizar os pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lc 2,10-11).

O restante da história você já conhece. Após a multidão dos anjos cantar “Glória a Deus no mais alto dos céus”, os pastores se põem a caminho de Belém e, ali, encontram o recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura ao lado de Maria e José. Tudo conforme o anjo lhes havia anunciado.

A partir disso, de simples ouvintes, aqueles pastores se transformam em alegres testemunhas: “Quando o viram, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino” (Lc 2,17). Os que ouviam os pastores “ficavam admirados com aquilo que contavam” (Lc 2,18).

São Lucas concluirá sua narrativa da seguinte forma: “Os pastores retiraram-se, louvando e glorificando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, de acordo com o que lhes tinha sido dito” (Lc 2,20).

Qual lição, afinal, podemos aprender com o testemunho desses humildes pastores?

A lição de que a alegria sempre supera o medo, e que esta alegria é o “combustível” que a nossa alma tanto necessita para darmos um belo testemunho de Jesus Cristo ao mundo.

Como aqueles pastores, podemos também glorificar a Deus por tudo o que vimos e ouvimos. Quanta coisa boa Deus já não realizou em nossas vidas! Não é verdade? E tudo isso precisa ser celebrado com os nossos familiares e amigos, principalmente junto à comunidade cristã. Fica aqui a dica: participe da Santa Missa de Natal, pois é ali, ao redor do altar, que celebramos, alegremente, o aniversário de Jesus com fé e nos alimentamos do Seu amor para testemunhá-Lo ao mundo.

Já não é preciso mais ter medo. Afinal, Jesus nasceu! Esta é a nossa alegre certeza e o grande presente de Natal que o Pai Celeste, em Sua paz, ofereceu aos homens “objetos da benevolência divina” (Lc 2,14).

Desejamos a você um Feliz e Santo Natal!

Santo Evangelho (Jo 5, 33-36)

3ª Semana do Advento – Sexta-feira 16/12/2016 

Primeira Leitura (Is 56,1-3a.6-8)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.

1Isto diz o Senhor: “Cumpri o dever e praticai a justiça, minha salvação está prestes a chegar e minha justiça não tardará a manifestar-se”. 2Feliz do homem que assim proceder e que nisso perseverar, observando o sábado, sem o profanar, preservando suas mãos de fazer o mal. 3aNão diga o estrangeiro que aderiu ao Senhor: “Por certo o Senhor me excluirá de seu povo”. 6Aos estrangeiros que aderem ao Senhor, prestando-lhe culto, honrando o nome do Senhor, servindo-o como servos seus, a todos os que observam o sábado e não o profanam, e aos que mantêm aliança comigo 7— a esses conduzirei ao meu santo monte e os alegrarei em minha casa de oração; aceitarei com agrado em meu altar seus holocaustos e vítimas, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”. 8Diz o Senhor Deus, que reúne os dispersos de Israel: “Ainda reunirei com eles outros, além dos que já estão reunidos”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 66)

— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.

— Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.

— A terra produziu sua colheita: o Senhor e nosso Deus nos abençoa. Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!

 

Evangelho (Jo 5,33-36)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse aos judeus: 33“Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz. 36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São José Moscati, recebeu o título de médico e pai dos pobres 

São José Moscati, na prática da caridade para com os pobres manifestou toda sua grandeza

O nosso Papa João Paulo II apresentou para nossa devoção São José Moscati, que muito bem soube viver a fé, a caridade e a ciência. Nasceu na Itália em 1880 no seio de uma família cristã. Com apenas 17 anos obrigou-se particularmente ao voto de castidade perpétua.

Inclinado aos estudos, José Moscati cursou a faculdade de medicina na Universidade de Nápoles e chegou, com 23 anos, ao doutorado e nesta área pôde ocupar altos cargos, além de representar a Itália nos Congressos Médicos Internacionais. Com competência profissional, Moscati curou com particular eficiência e caridade milhares e milhares de doentes.

Em Nápoles, embora procurado por toda classe de doentes, dava, contudo, preferência aos mais pobres e indigentes. Sem dúvida, foi na prática da caridade para com os pobres que se manifestou toda sua grandeza, ao ponto de receber o título de “Médico e Pai dos pobres”, isto num tempo em que a cultura se afastava da fé.

José Moscati viveu corajosamente até 1927 e testemunhou a Verdade, tanto assim que encontramos em seus escritos: “Ama a Verdade, mostra-te como és, sem fingimentos, sem receios, sem respeito humano. Se a Verdade te custa a perseguição, aceita-a; se te custa o tormento, suporta-o. E se, pela Verdade, tivesses que sacrificar-te a ti mesmo e a tua vida, sê forte no sacrifício”.

São José Moscati, rogai por nós!

 

Evangelizar não é se exibir, é dar testemunho de vida

Sexta-feira, 9 de setembro de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia desta sexta-feira, Papa refletiu sobre o que é evangelizar: não é proselitismo nem passeio, mas testemunho

Não reduzir a evangelização ao funcionalismo nem a um simples ‘passeio’: é o convite feito pelo Papa Francisco na homilia desta sexta-feira, 9, na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou a importância que o testemunho deve assumir na vida dos cristãos, alertando para a tentação de fazer proselitismo ou convencer à força de palavras.

O que significa evangelizar e como fazê-lo? Francisco se inspirou na Carta de São Paulo aos Coríntios e questionou o significado de dar testemunho de Cristo. Primeiramente, explicou o que não é evangelizar: ‘reduzi-la a uma função’.

Evangelizar não é se exibir

Infelizmente – disse – hoje, em algumas paróquias, este serviço é vivido como uma função. Leigos e sacerdotes se exibem sobre o que fazem.

“Isto é ostentação: é se exibir”; reduzir o Evangelho a uma função ou a uma ostentação. “Eu vou evangelizar e levo a Igreja a muitos”. É fazer proselitismo, que é também uma exibição.

Evangelizar não é fazer proselitismo e nem fazer um passeio, nem reduzir o Evangelho a uma função, explicou Francisco. Isto é o que Paulo diz: “Para mim não é um motivo de exibição, para mim é uma necessidade que se impõe”.

Mas qual seria, então, o “estilo” da evangelização?, perguntou o Papa. “É fazer tudo a todos, é ir e compartilhar a vida com os outros, acompanhar no caminho de fé, fazer crescer no caminho da fé”.

Evangelizar é dar testemunho

O Papa atentou ainda para a necessidade das pessoas se colocarem na condição do outro. “Se ele está doente, me aproximo e não o atormento com argumentos, é estar próximo, assistir, ajudar”. Evangeliza-se, segundo o Papa, com este comportamento de misericórdia: fazer tudo a todos; é este o testemunho que leva a Palavra”.

Enfim, Francisco recordou que, durante o almoço com os jovens na JMJ de Cracóvia, um jovem lhe perguntou o que deveria dizer a um amigo querido, ateu.

“É uma boa pergunta! Todos conhecemos pessoas que estão afastadas da Igreja: o que devemos dizer a elas? E eu respondi: ‘A última coisa que deve fazer é dizer algo! Começa a fazer e ele verá o que tu fazes e te perguntará; e quando te perguntar, tu dizes. Evangelizar é dar este testemunho: eu vivo assim, porque creio em Jesus Cristo; eu reacendo em ti a curiosidade da pergunta ‘mas porque fazes estas coisas?’. Porque creio em Jesus Cristo e anuncio Jesus Cristo e não somente com a Palavra – se deve anunciá-lo com a Palavra – mas com a vida”.

Este evangelizar, disse o Papa, também é um ato gratuito, “porque recebemos de graça o Evangelho, a graça, a salvação, não se compra nem se vende: é grátis! E de graça devemos dá-la”.

Viver a fé

O Santo Padre finalizou a homilia recordando São Pedro Claver, que a Igreja celebra nesta sexta-feira. Um missionário, pontuou, que “foi anunciar o Evangelho”. Talvez, refletiu o Papa, ele pensasse que seu futuro seria pregar: no seu futuro o Senhor pediu-lhe que estivesse próximo, junto aos descartados daquele tempo, aos escravos, aos negros, que chegavam lá da África para ser vendidos.

“E este homem não passeou, dizendo que evangelizava; não reduziu a evangelização a um funcionalismo e tampouco a um proselitismo: anunciou Jesus Cristo com gestos, falando aos escravos, vivendo com eles, vivendo como eles! E como ele na Igreja existem tantos! Tantos que anulam a si mesmos para anunciar Jesus Cristo. E também todos nós, irmãos e irmãs, temos a obrigação de evangelizar, que não é bater à porta do vizinho ou da vizinha e dizer: ‘Cristo ressuscitou’. É viver a fé, é falar da fé com docilidade, com amor, sem vontade de convencer ninguém, mas gratuitamente. É dar de graça aquilo que Deus nos deu gratuitamente: isto é evangelizar”.

Sexualidade! Como educar os filhos?

Diálogo

Educar os filhos para uma sexualidade sadia

O trabalho de oferecer educação sexual aos filhos deverá ser entendido como uma ação da família, algo que já foi implantado desde quando os pais decidiram tê-los. Vencer as resistências sobre esse assunto é demonstrar amadurecimento, equilíbrio pessoal e sexual no processo educativo dos filhos. Pensando assim, pode-se afirmar que a sexualidade não é uma fase que cai de paraquedas no início da puberdade, em torno dos 12 anos, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ela é fruto da relação que foi construída entre a mãe e o filho e do empenho do pai diante da sua função.

A sexualidade não se educa numa lição ou conversa, mas pelo testemunho de uma boa convivência, da presença constante do diálogo, do abraço, do reconhecimento do valor que os pais e os filhos têm no ambiente familiar, além das estratégias próprias que esse conteúdo exige para que seja educado em casa, e não tão somente na escola ou pelos meios de comunicação.

A grande porta aberta e disponível aos filhos está sendo os canais abertos de TV sem total controle dos pais, a exposição de revistas e sites pornográficos, a falta de esclarecimento das dúvidas apresentadas pelos meninos e pelas meninas e a condição de despreparo na qual muitos pais se encontram, fazendo com que as orientações sejam antecipadas ou postergadas.

Atualizar-se para educar os rebentos nessa dimensão não significa que será preciso abandonar o que foi aprendido nas gerações passadas dos seus familiares. Ao contrário dessa ideia, acredita-se ser necessário que os pais tirem proveito do que lhes foi ensinado, atribuindo novos significados e novas formas de ensinar e de aprender. Uma orientação dessa natureza deverá nascer das crenças, dos costumes e princípios da família, mesmo que estejam um tanto quanto ultrapassadas. Caso contrário, os pais viram fantoches das orientações despersonalizadas, sem responsáveis, sem donos, entregues ao vento. Será a partir da sua própria história que os pais deverão nortear essa formação. Portanto, trata-se de uma orientação que não deverá ser terceirizada à escola ou aos meios de comunicação. Uma família cristã deverá considerar os ensinamentos da Igreja e fazer uma opção baseada no Evangelho.

Conversar com os filhos sobre a expectativa que os pais têm em relação à vida sexual deles não deve ser nenhum bicho de sete cabeças, mas algo tão simples quanto falar da vocação profissional, das vestimentas adequadas para determinados ambientes e tantos outros assuntos necessários, a fim de que se estabeleça um vínculo familiar duradouro e fortalecido no amor, na aceitação e no respeito. Mas é justamente nesse assunto que as famílias travam e o rito da virgindade, da proteção e defesa ao corpo não são conversados nem discutidos em família. É encarado ou com muita simplicidade ou com estranha complexidade, virando motivo de crítica, descaso ou um papo de crentes ou de católico carismático. A falsa ideia de que as famílias têm de acompanhar a modernidade as afasta da oportunidade de tentar ser uma célula que gera vida, que se posiciona diante do que é efêmero e do que traz consequências danosas. A omissão não deverá ser entendida como respeito, mas como demonstração do medo que paralisou para agradar a sociedade nascida de um sistema considerado bruto, desigual e desumano. Por que o mundo pode apresentar suas ideias em nossa casa e nós não podemos viver nele de acordo com a nossa formação e com o nosso proceder?

O que você pensa sobre sexualidade? Você é daqueles pais que dizem que o filho tem de ser um pegador e a filha uma princesa? Nós estamos no mundo para fazer a diferença também na forma como conduzimos a nossa sexualidade. Inclusive, é um grande motivo para completar, diariamente, o bem-estar do casal.

Segundo Richard O. Straub, em seu livro ‘Psicologia da Saúde’, no mundo inteiro, mais adolescentes estão se tornando sexualmente ativos numa idade mais precoce do que nunca. A tríade está formada: tabaco, drogas (lícitas e ilícitas) e sexo livre são elementos comuns na vida dos jovens. O estudioso alerta sobre a adolescência de risco quando consideramos a sexualidade de forma tão banal. Com a chegada da puberdade e da adolescência, os filhos se tornam mais responsáveis por sua saúde, tomando decisões que favorecem e algumas que comprometem o seu bem-estar físico psicossocial.

A gravidez indesejada, por exemplo, e as consequências negativas da atividade sexual precoce implicam em vários transtornos que incluem as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs); consequentemente, esse comportamento não produzirá autoestima, mas produzirá tantos outros problemas como já se observa nos dias de hoje. Contudo, não será o discurso moral nem o religioso que dará conta dessa formação. Não se trata apenas de uma condição social, mas genética. Mudanças hormonais, fatores sociodemográficos e a necessidade de aceitação pelo grupo de amigo faz com que o adolescente, de acordo com Straub, comporte-se de forma que o ajude a ser aceito. Essas necessidades deverão estar sob os cuidados da família, da escola, da Igreja e do Estado.

A Palavra de Deus nos diz que o testemunho edifica a alma. Então, o testemunho dos pais é uma grande arma para distorcer as informações que chegam velozmente em nossa casa. Um dia, meu filho me perguntou: “Mãe, quantas vezes na semana você namora o meu pai?”. Eu lhe respondi: “Filho, ainda bem que não tenho essa reposta para lhe dar. Namorar com seu pai não é uma obrigação, é maravilhoso e necessário para o casal”. Continuei: “Mas sei lhe dizer que, quando estamos bem, o namoro sempre acontece; quando estamos chateados, o perdão precisa vir primeiro”. Meu filho sorriu e saiu convencido da resposta. Outro dia, uma irmã de comunidade disse para ele: “Como faço para o meu filho ter a mesma intimidade comigo como vejo que você tem com seus pais?” Ele respondeu: “A uma altura dessa está difícil! Desde que sou pequeno, trocamos roupas e tomamos banho juntos. Aqui em casa, conversa-se sobre tudo, até…” Nesse momento, ele olhou para mim e sua expressão disse tudo: sexualidade!

Judinara Braz
Administradora de Empresa com Habilitação em Marketing. Psicóloga especializada em Abordagem e Análise do Comportamento Autora do Livro Sala de Aula, a vida como ela é. Diretora Pedagógica da Escola João Paulo I – Feira de Santana (BA).

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos – Ano C

Por Mons. Inácio José Schuster

A Solenidade de São Pedro e de São Paulo, Apóstolos é uma oportunidade para celebrar festivamente esta solenidade que nos recorda dois grandes personagens da história da nossa fé cristã, ou seja, os dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. Neles encontramos um exemplo para a nossa vida, não esquecendo que são nossos intercessores diante de Deus. A liturgia tem uma Missa de vigília, não havendo nada que impeça somente a celebração da Missa do dia. As orações próprias (especialmente a coleta) acentuam esta idéia: “por meio dos apóstolos São Pedro e São Paulo, comunicastes à vossa Igreja os primeiros ensinamentos da fé”; e pedem que “a Igreja se mantenha sempre fiel à doutrina daqueles que foram o fundamento da sua fé”. O prefácio desta solenidade é de grande beleza, pondo em paralelo os dois apóstolos: “Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo, e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel, e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração”. Pedro foi o primeiro dos apóstolos. Não é o primeiro na ordem cronológica, mas sim o primeiro no grupo dos discípulos. No Evangelho desta solenidade, Jesus diz. “Tu és Pedro: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (missa do dia). Pelo fato de Pedro ter sido o primeiro do grupo dos Doze, hoje, o Papa é considerado o sucessor de Pedro. Simão era um pescador, um homem simples, mas um homem apaixonado que viu em Jesus o sentido da sua vida; por isso, seguiu-O. Frágil como nós, experimentou a dificuldade de reconhecer a fé e negou Jesus por três vezes, mas depois, como nos diz o livro dos Atos dos Apóstolos, deu testemunho de Jesus (1ª leitura da vigília), até entregar a sua vida, sendo feito prisioneiro (1ª leitura do dia) e morrendo mártir em Roma. Paulo é o outro grande Apóstolo. Não conheceu Jesus e durante muitos anos foi um perseguidor dos cristãos. Todos sabem como Saulo se converteu e como descobre a fé em Jesus, transformando-se no grande apóstolo dos gentios – daqueles que não eram judeus – pregando o Evangelho por toda a região mediterrânea com as suas viagens e com as suas cartas. Paulo será preso e martirizado em Roma. As suas cartas, tantas vezes proclamadas nas nossas celebrações, ajudam-nos a conhecer o seu carisma e a sua mensagem. Na 2ª leitura desta solenidade, narra-nos como foi chamado e enviado por Jesus (vigília), como também nos fala da entrega total da sua vida pela causa do Evangelho, com a ajuda de Deus, confiando de que receberá o prêmio no dia em que se apresentar diante do Senhor, justo juiz (dia). Pedro e Paulo são os dois grandes apóstolos, são os fundamentos da Igreja. Esta solenidade deve fortalecer a nossa fé. Pedro e Paulo foram dois homens simples, cada um com a sua história, com as suas fraquezas e dificuldades, mas também foram testemunhas firmes de Jesus, até dar a vida no martírio em Roma. De Pedro e de Paulo procede a nossa fé que se foi transmitindo de geração em geração na unidade da Igreja. Nós somos homens e mulheres simples, frágeis, por vezes com dificuldade em acreditar e em ser autênticos discípulos de Jesus. Mas em Pedro e Paulo encontramos um modelo, um exemplo, ânimos para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, verdadeiros membros da Sua Igreja. Por intercessão de Pedro e de Paulo, rezemos pela Igreja, pelo Papa, pelos Bispos, por todos os cristãos do mundo para que permaneçamos firmes na fé. No Evangelho da missa do dia, Jesus pergunta aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”. Os discípulos respondem: “Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias, ou algum dos profetas”. Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Então Simão Pedro tomou a palavra e disse: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. Hoje, Jesus repete-nos a pergunta: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Cada um terá de dar uma resposta. Para mim, quem é Jesus? Como Pedro, podemos afirmar que Jesus é o Senhor, o Filho de Deus, Aquele que dá sentido à nossa vida, Aquele em quem podemos encontrar as raízes mais profundas do nosso ser. Que a profissão de fé de Pedro e de Paulo seja hoje exemplo e bálsamo para que cada um de nós faça da vida uma verdadeira profissão de fé.

 

SOLENIDADE de SÃO PEDRO e SÃO PAULO
Mt 16, 13-20 “E vocês, quem dizem que eu sou?”

Aqui temos a versão mateana da profissão de fé de Pedro, que Marcos (Mc 8, 27-35) coloca como pivô de todo o seu evangelho.
Este trecho levanta as duas perguntas fundamentais de todos os evangelhos: quem é Jesus? O que é ser discípulo dele?  São duas perguntas interligadas, pois a segunda resposta depende muito da primeira. A minha visão de Jesus determinará a maneira do meu seguimento dele. O diálogo começa com uma pergunta um tanto inócua: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”
É inócua, pois não compromete – o “diz que” não compromete ninguém, pois expressa a opinião dos outros.
Por isso, chove respostas da parte dos discípulos: “João Batista, Elias, Jeremias, ou um dos  profetas!”.  Mas Jesus não quer parar aqui – esta pergunta foi só uma introdução. Depois vem a facada!: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Agora não chove respostas, pois quem responde vai se comprometer – não será a opinião dos outros, mas a opinião pessoal!  E esta opinião traz consequências práticas para a vida.
Finalmente, Pedro se arrisca: “O Messias, o Filho de Deus vivo”. Aqui Mateus acrescenta vv. 17-19, pois quer destacar o papel de Pedro (e por conseguinte dos líderes da sua própria comunidade), na função de ligar e desligar da comunidade, que nos Evangelhos somente aqui e em Cap. 18 é chamada de “Igreja”.
“As chaves do Reino” não se referem ao poder de perdoar pecados, mas de integrar e desligar pessoas da comunidade dos discípulos. O fundamento, o alicerce, dessa comunidade é o conteúdo da profissão de Pedro “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”.  Mas continuam no ar as duas perguntas que são o cerne do Evangelho: “Quem é Jesus?”, e “o que significa segui-lo?”
Pois os termos que Pedro usa são ambíguos, porque cada um os interpreta conforme a sua cabeça.  Por isso, Jesus toma uma atitude, aparentemente estranha: “Ele ordenou os discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias!” Que coisa esquisita!  Jesus proíbe que se fala a verdade sobre ele!  Como é que ele espera angariar discípulos deste jeito?  O assunto merece mais atenção. Realmente, Pedro acertou em termos de teologia, de “ortodoxia”, conforme diríamos hoje.  Ele usou o termo certo para descrever Jesus.
Mas Jesus quer esclarecer o que significa ser “O Messias de Deus”.  Pois cada um pode entender este termo conforme os seus desejos.  Jesus quer deixar bem claro que ser “messias” para ele é ser o “Servo de Iahweh”. É vivenciar o projeto do Pai, que necessariamente vai levá-lo a um choque com as autoridades políticas, religiosas, e econômicas, enfim, com a classe dominante do seu tempo, e não o Messias nacionalista e triunfalista das expectativas de então.  Pedro teve que aprender essa exigência do discipulado, de uma maneira lenta e dolorosa, passando até pela negação de Jesus na noite da sua prisão.  Aprendeu tão bem que chegou a dar a sua vida como mártir, também morrendo, conforme a tradição, numa cruz, no Circo de Nero, onde atualmente se localiza a Basílica que traz o se nome.  Paulo, que durante os seus primeiros anos da vida adulta, perseguia os discípulos, também teve a graça da conversão, chegando a  afirmar que não queria saber nada a não ser Jesus Cristo e Jesus Cristo Crucificado!!!  Ele também pagou coma a sua vida essa decisão pelo discipulado. No nosso tempo, quando é moda apresentar um Jesus “light”, sem exigências, sem paixão, sem Cruz, sem compromisso com a transformação social, o texto nos desafia para clarificar em que Jesus acreditamos?  O Jesus “Oba! Oba!” tão propagado por setores da mídia, ou o Jesus bíblico, o Servo de Iahweh, que veio para dar a vida em favor de todos?

 

Solenidade de São Pedro e São Paulo Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica
Padre Wagner Augusto Portugal

“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Meus queridos Irmãos, Celebramos hoje a festa das duas colunas da Igreja: São Pedro e São Paulo. Pedro: Simão responde pela fé dos seus irmãos (cf. Evangelho de Mateus 16, 13-19). Por isso, Jesus lhe dá o nome de Pedro, que significa sua vocação de ser “pedra”, rocha, para que o Senhor edifique sobre ele a comunidade daqueles que aderem a ele na fé. Pedro deverá dar firmeza aos seus irmãos (cf. Lc 22, 32). Esta “nomeação” vai acompanhada de uma promessa infalível: as “portas” (que correspondem à cidade, reino) do inferno (o poder do mal, da morte) não poderão nada contra a Santa Igreja de Cristo, que é uma realização do “Reino do Céu” (de Deus). A libertação da prisão ilustra esta promessa na primeira Leitura. Cristo lhe confia também “o poder das chaves”, ou seja, o serviço de “mordomo” ou administrador de sua casa, de sua família, de sua comunidade ou cidade. Na medida em que a Igreja é a realização, provisória, parcial, do Reino de Deus, Pedro e seus sucessores, os Papas, são administradores dessa parcela do Reino de Deus. Eles têm a última responsabilidade do serviço pastoral. Pedro, sendo aquele que responde “pelos Doze”, administra ou governa as responsabilidades da evangelização. E recebe, ainda, o poder de ligar e de desligar, o poder de decisão, de obrigar ou deixar livre. Não se trata de um poder ilimitado, mas da responsabilidade pastoral, que concerne à orientação dos fiéis para a vida em Deus, no caminho de Cristo. Paulo aparece mais na qualidade de fundador carismático da Igreja. Sua vocação se dá na visão de Nosso Senhor Jesus Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, transforma-se em mensageiro de Cristo, “apóstolo”, grande pedagogo da missão e da vida do Senhor. É Paulo que realiza, por excelência, a missão dos apóstolos de serem testemunhas do Ressuscitado até os confins da terra. As cartas a Timóteo, escritas da prisão de Roma, são a prova disso, pois Roma é a capital do mundo, o trampolim para o Evangelho se espalhar por todo o mundo civilizado daquele tempo. São Paulo é o apóstolo das nações. No fim da sua vida, pode oferecer uma vida como oferenda adequada a Deus, assim como ele ensinou. Como Pedro, Paulo experimentou Deus como Aquele que nos liberta da tribulação. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Os artistas da iconografia católica colocaram as chaves da Igreja em sua mão, para distinguir o seu encargo de possuidor das chaves da salvação. Paulo foi morto decapitado por ser cidadão romano, o que o impedia de ser crucificado. Os artistas da iconografia católica lhe põem sempre na mão uma espada, além de um livro, para simbolizar as várias epístolas teológicas que legou para a Igreja de Cristo. Por isso o Evangelho nos fala da confissão de fé de Pedro e a promessa de Jesus para seu futuro. Jesus apelidara Simão de Cefas, que, em aramaico, significa “pedra”. O apelido pegara a ponto de todos o chamarem de Simão Pedro ou simplesmente de Pedro. Pedro assim será o fundamento da Igreja, do novo Povo de Deus. A pedra na Bíblia significava e significa a segurança, a solidez e a estabilidade, como régio és meu penedo de salvação. Mas Jesus sabia que, sendo criatura humana, Pedro, por mais fiel que Lhe fosse, seria sempre uma criatura fraca. Por isso, se faz de Pedro o fundamento, reserva para si todo o peso e todo o equilíbrio da construção e sem a qual o inteiro edifício viria abaixo. O simbolismo das chaves é claro. A chave abre e fecha. Possuir a chave significa garantia, propriedade, poder de administrar. Isaías tem uma profecia sobre a derrubada do administrador. Sobna e sua substituição pelo obscuro empregado Eliaquim. Põe na boca de Deus estas palavras: “Colocarei as chaves da casa de Davi sobre seus ombros: ele abrirá e ninguém fechará, ele fechará e ninguém abrirá” (cf. Is 22, 22). O texto aproxima-se muito à promessa de Jesus, até mesmo na escolha de um humilde pescador para administrar a nova casa de Deus. Assim como Eliaquim não se tornou o dono da casa de Davi, também Pedro não será o dono da nova comunidade. O dono continuará sempre sendo o próprio Deus. Em linguagem jurídica, diríamos que Pedro tornou-se o fiduciário de Cristo. O binômio ligar-desligar repete o abrir-fechar das chaves. Pedro recebe o direito e a obrigação de decidir sobre a autenticidade da doutrina e comportamento dos cristãos diante dos ensinamentos de Jesus. Esta missão de todos os Papas, sucessores de Pedro, que bem podem ser definidos como os guardiões da verdade e da caridade. Celebrar São Pedro, para os cristãos, é também celebrar o Papa. Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica, diferentes, mas complementares. As duas foram necessárias, para que pudéssemos comemorar hoje os fundadores da Igreja Universal. Esta complementaridade dos carismas de Pedro e Paulo continua atual na Igreja de Cristo hoje: a responsabilidade institucional e criatividade missionária, responsabilidade de todos nós! Rezemos, pois, pelo nosso Santo Padre Bento XVI que para fiel a missão de ter o serviço da caridade de dirigir a Igreja de Cristo nos interpele para seguirmos a missão de Pedro e de Paulo para sermos testemunhas de Cristo no mundo. Amém!

 

Profissão de fé
Dom Paulo Mendes Peixoto

Duas personalidades bíblicas, Pedro e Paulo, unidos por um ideal comum, o seguimento dos princípios de Jesus Cristo, mas com estruturas pessoais totalmente diversas. Ambos conviveram com as realidades que anunciavam, a justiça e a verdade, e morreram por elas. Pedro e Paulo foram martirizados em Roma, um representando a Instituição, a Igreja, e o outro, testemunhando a missão. Os dois são definidos como colunas mestras da Igreja, porque lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro, revelando uma profunda profissão de fé. Como seguidores de Jesus Cristo, esses dois apóstolos se destacaram como homens do serviço, trabalhando pela liberdade das pessoas, promovendo a vida e rejeitando todas as formas de opressão e morte. Este é o fundamento da ação de todo aquele que se coloca na posição de líder numa comunidade de pessoas. Toda liderança supõe despojamento e renúncias importantes. O alvo principal não deve ser a pessoa do líder, mas o objetivo definido como ação. Sempre está em jogo o bem comum e o bem das pessoas. Se o foco for o bem próprio, esse líder está traindo a sua missão, podendo estar também desviando o bem público. Olhando para o sofrimento de Pedro e Paulo, imaginamos o sofrimento do povo hoje, numa realidade tão próspera, mas mal conduzida pelo despreparo e pela baixa preocupação com o bem dos mais sofridos. Sentimos a síndrome da política suja, sem perspectiva e sem esperança. Até a ficha limpa está já sendo burlada. Pedro e Paulo cumpriram sua liderança com fidelidade até a morte. Tiveram coragem de enfrentar os sofrimentos e as perseguições, sempre marcados pela esperança de vida nova. Conseguiram motivar o povo desanimado e decepcionado com outras lideranças sem compromisso. Estamos no mundo das divergências, de pensamentos detonantes liderados até por pessoas mal intencionadas, motivadas por conquista de poder ou de dinheiro. Líderes que se deixam levar pela injustiça, pela droga, a violência, a permissividade, a cultura da morte, a ganância, a falta de ética na política. Não é este o ideal do verdadeiro líder que desejamos para o país.

Promoção da vida pela solidariedade

A Igreja Católica vive o Ano Santo da Misericórdia e propõe aos seus fiéis a experiência do testemunho concreto, através da prática de obras espirituais e corporais. Dar de comer aos famintos, dar de beber aos que tem sede e vestir os nus é uma missão da Cáritas como pastoral social.

Com o frio intenso que atingiu nossa região, na primeira quinzena de junho, iniciamos na comunidade paroquial, as Campanhas do Agasalho e do Alimento, cujo principal objetivo é ajudar as famílias em situação de pobreza extrema, a enfrentarem o inverno com mais conforto, segurança e dignidade.

Atendemos, especificamente, dentro desse critério, as famílias mais carentes dos Loteamentos Marisol e Kipling, Bairros Canudos, Kephas e São José.

O resultado superou as expectativas! Gratidão aos nossos parceiros nessa campanha, especialmente a Terramar Imobiliária, Escola de Música Sol&Cia, o ONDA Paroquial, a Capela Beata Regina Protmann da Vila Nova, além de outros incontáveis e incansáveis colaboradores e benfeitores, que apoiaram a iniciativa, confiando sob nossa responsabilidade a distribuição dessa arrecadação preciosa: alimentos, roupas, agasalhos, calçados, cobertores, utilidades e utensílios em geral, acessórios, roupas de cama, mesa e banho.

Sensibilizadas, agradecemos tantos gestos de solidariedade e a prática concreta da caridade, em favor dos mais necessitados.

Não nos cansemos de fazer o bem!

Coordenação e voluntária(o)s da Cáritas Paroquial

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