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Santo Evangelho (Lc 12, 8-12)

28ª Semana do Tempo Comum – Sábado 21/10/2017

Primeira Leitura (Rm 4,13.16-18)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 104)

— O Senhor se lembra sempre da Aliança.
— O Senhor se lembra sempre da Aliança.

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.

— Ele lembrou-se de seu santo juramento, que fizera a Abraão, seu servidor. Fez sair com grande júbilo o seu povo, e seus eleitos, entre gritos de alegria.

 

Evangelho (Lc 12,8-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12Pois, nessa hora, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Úrsula

A Companhia de Santa Úrsula foi criada com o objetivo de dar formação cristã a meninas

Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. A fama de sua beleza se espalhou e ela passou a ser desejada por vários pretendentes (embora Úrsula tenha feito um voto secreto de consagração total a Deus). Seu pai acabou aceitando a proposta de casamento feita pelo duque Conanus, um general de exército pagão, seu aliado.

Úrsula fora educada nos princípios cristãos. Por isso ficou muito triste ao saber que seu pretendente era pagão. Quis recusar a proposta mas, conforme costume da época, deveria acatar a decisão de seu pai. Pediu, então, um período de três anos para se preparar. Ela esperava converter o general Conanus durante esse tempo, ou então, encontrar um meio de evitar o casamento. Mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra.

Conforme o combinado, ela partiu para as núpcias, viajando de navio, acompanhada de onze jovens, virgens como ela, que iriam se casar com onze soldados do duque Conanus. Há lendas e tradições que falam em onze mil virgens, ao invés de onze apenas. Mas outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que foram mesmo onze meninas.

Foram navegando pelo rio Reno e chegaram a Colônia, na Alemanha. A cidade havia sido tomada pelo exército de Átila, rei dos hunos. Eles mataram toda a comitiva, sobrando apenas Úrsula, cuja beleza deixou encantado ao próprio Átila. Ele tentou seduzi-la e lhe propôs casamento. Ela recusou, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Átila, enfurecido, degolou pessoalmente a jovem, no dia 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma igreja guarda o túmulo de Santa Úrsula e suas companheiras.

Durante a Idade Média, a italiana Ângela de Mérici, fundou a Companhia de Santa Úrsula, com o objetivo de dar formação cristã a meninas. Seu projeto foi que essas futuras mamães seriam multiplicadoras do Evangelho, catequizando seus próprios filhos. Foi um avanço, tendo em vista que nesta época a preocupação com a educação era voltada apenas para os homens. Segundo a fundadora, o nome da ordem surgiu de uma visão que ela teve.

Atualmente as Irmãs Ursulinas, como são chamadas as filhas de Santa Ângela, estão presentes nos cinco continentes, mantendo acesas as memórias de Santa Ângela e Santa Úrsula.

Santa Úrsula, rogai por nós!

O cristão é missionário de esperança, diz Papa na catequese

Quarta-feira, 4 de outubro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Reflexão da catequese de hoje teve como contexto o mês das missões, celebrado pela Igreja em outubro

O tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 4, foi “missionários de esperança hoje”, tendo em vista o início do mês das missões para a Igreja católica e o dia de um grande missionário de esperança, São Francisco de Assis , como recordou o Papa. O Santo Padre destacou que o cristão é um missionário de esperança, não um profeta de desgraças, como se tudo tivesse terminado no calvário ou na sepultura.

Dirigindo-se aos mais de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa recordou que os discípulos estavam abatidos depois da crucifixão e sepultamento de Jesus. Aquela pedra, rolada contra a entrada do sepulcro, pôs fim a três anos de vida esperançosa e entusiasmante na companhia do Mestre vindo de Nazaré. Parecia o fim de tudo, e alguns já começavam a deixar Jerusalém para regressar para suas casas.

“Mas Jesus ressuscita!”, lembrou o Papa, este fato inesperado transformou a mente e o coração dos discípulos, uma transformação que ficou completa quando receberam a força do Espírito Santo no dia de Pentecostes. “Não terão somente uma bela notícia para levar a todos – sublinhou o Santo Padre – mas estarão eles mesmos diferentes de antes, como renascidos para uma vida nova”.

“Como é bonito pensar que se é anunciadores da ressurreição de Jesus, não somente com palavras, mas com os fatos e com o testemunho de vida! Jesus não quer discípulos capazes somente de repetir fórmulas aprendidas de memória. Quer testemunhos: pessoas que propagam esperança com o seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Sobretudo de amar: porque a força da ressurreição torna os cristãos capazes de amar mesmo quando o amor parece ter perdido as suas razões”.

Francisco destacou que a fé e a esperança cristãs não são somente um otimismo, mas algo a mais; é como se os crentes fossem pessoas com um “pedaço de céu a mais” sobre suas cabeças, acompanhados de uma esperança que o mundo sequer consegue intuir. “Assim a tarefa dos cristãos neste mundo é a de abrir espaços de salvação, como células de regeneração capazes de restituir a seiva vital àquilo que parecia perdido para sempre”.

O Santo Padre não deixou de comentar o alto preço que os discípulos terão que pagar por esta esperança dada por Jesus. Ele citou como exemplo os cristãos perseguidos, pessoas que não abandonaram seu povo e continuaram esperando em Deus. “E pensemos em nossos irmãos, em nossas irmãs do Oriente Médio que dão testemunho de esperança e também oferecem a vida por este testemunho. Estes são verdadeiros cristãos! Eles trazem o céu no coração, olham além. Quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus, pode ainda esperar no inesperado”.

Concluindo a catequese, o Papa reforçou que quem tem Cristo a seu lado não teme nada, por isso os verdadeiros cristãos nunca são acomodados e são missionários de esperança. “Não por mérito seu, mas graças a Jesus, o grão de trigo que, caído em terra, morreu e deu muito fruto”.

Ter fé e saber perdoar sempre

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Santo Padre concentrou-se em três palavras-chaves: escândalo, perdão e fé

O perdão esteve no centro da homilia do Papa Francisco, na homilia desta segunda-feira, 10, na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou que cada cristão, qualquer que seja sua vocação, deve saber perdoar e nunca dar escândalo, porque este destrói a fé.

A homilia do Papa foi articulada a partir do Evangelho do dia, concentrando-se em três palavras-chaves: escândalo, perdão e fé. Escândalo, conforme explicou, é dizer e professar um estilo de vida – “sou cristão”– e depois viver como pagão. Isso é um escândalo, porque falta o testemunho, enquanto a fé confessada é vida vivida.

“Quando um cristão ou uma cristã, que vai à igreja, à paróquia, não vive assim, escandaliza os outros. Quantas vezes ouvimos: ‘Mas eu não vou à Igreja, porque é melhor ser honesto em casa e não ir como aqueles que vão e depois fazem isso, isso e isso…’ O escândalo destrói a fé! E por isso Jesus é tão forte: ‘Estejam atentos! Estejam atentos!’. Fará bem a nós repetir isso hoje: ‘Estejam atentos a vós mesmos!’. Todos nós somos capazes de escandalizar”.

Francisco também falou sobre a necessidade de saber perdoar sempre. Ele enfatizou as palavras do próprio Cristo, que nos convida ao perdão “sete vezes em um dia” se um pecador se arrepender e pedir o perdão a quem fez mal. O Santo Padre observou que Jesus exagera para fazer o homem entender a importância do perdão, porque um cristão que não é capaz de perdoar escandaliza, não é cristão.

“Devemos perdoar, para que sejamos perdoados. E isso está no Pai-Nosso, Jesus nos ensinou isso. Mas o perdão não se entende na lógica humana. Esta o leva a não perdoar, leva-o à vingança, ao ódio e à divisão. Quantas famílias divididas por não se perdoarem! Filhos distantes dos pais, marido e mulher distantes… É tão importante pensar nisso: se eu não perdoar, não terei perdão, não terei direito de ser perdoado, e não entendo o que significa o fato de o Senhor ter me perdoado. Esta é a segunda palavra: perdão”.

Entende-se, então, concluiu Francisco, por que os discípulos, ouvindo essas coisas, disseram ao Senhor: “Aumenta em nós a fé”. Sem ela, explicou Francisco, não se pode viver sem escandalizar e sempre perdoando.

“A luz da fé, aquela que recebemos, a fé de um Pai misericordioso, de um Filho que deu a vida por nós, de um Espírito que está dentro de nós e nos ajuda a crescer, da fé na Igreja, da fé no povo de Deus, batizado, santo. Isso é um dom, é um presente. Ninguém com os livros, indo a conferências, pode ter fé. Ela é um presente de Deus dado a você, e por isso os apóstolos pediram a Jesus: ‘Aumenta em nós a fé!’”.

Fofoca impede perdão e distancia os outros

…, diz Papa aos consagrados

Quinta-feira, 17 de setembro de 2015, Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco encontrou-se com cinco mil jovens consagrados e respondeu a três perguntas sobre o chamado vocacional, a missão dos consagrados na Igreja e sobre a vivência coerente da vocação

O Papa Francisco encontrou-se na manhã desta quinta-feira, 17, com cinco mil jovens que participam do Encontro Mundial de Jovens Consagrados, em andamento em Roma.

O Pontífice agradeceu as palavras do Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz, e, em seguida, recordou os mártires sírios e iraquianos de hoje.

“Alguns dias atrás na Praça São Pedro um sacerdote iraquiano se aproximou de mim e me deu uma cruz pequena, uma cruz que tinha nas mãos o sacerdote que foi degolado por não renegar a fé em Jesus Cristo. Esta cruz eu a trago aqui à luz dos testemunhos de nossos mártires de hoje, que são mais do que os mártires do primeiro século, e também dos mártires do Iraque e da Síria”, disse o Santo Padre.

Francisco respondeu perguntas feitas por três jovens consagrados: um sírio de Aleppo, uma indiana e uma espanhola.

O Pontífice alertou que a comodidade é um problema sério na vida consagrada. “Eu faço tudo, cumpro os mandamentos, as regras, mas a observância rígida e estruturada tira a liberdade. Existe uma liberdade que vem do Espírito e outra que vem da mundanidade. A liberdade deve ser unida ao testemunho e à fidelidade”.

“Uma mãe que educa os filhos com rigidez, não deixa os filhos sonhar, crescer, anula o futuro criativo dos filhos. Esses filhos serão estéreis. Também a vida consagrada pode ser estéril quando não é profética, quando não se permite de sonhar”, sublinhou.

O Papa recordou Santa Teresa do Menino Jesus, Padroeira das Missões, que fechada num convento “não perdeu a capacidade de sonhar. Não perdeu o horizonte. Nunca perdeu a capacidade de contemplação. Profecia e capacidade de sonhar é o contrário da rigidez. A observância não deve ser rígida, se é rígida não é observância, mas egoísmo pessoal”, disse.

“Um dos pecados que muitas vezes encontro na vida comunitária é o da incapacidade de perdão entre os irmãos e irmãs. A fofoca numa comunidade impede o perdão e distancia um dos outros. Eu gosto de dizer que fofocar não é somente pecado, mas é também terrorismo, porque quem fofoca joga uma bomba na fama do outro, destrói o outro que não pode se defender. Sempre se fofoca na escuridão, não na luz. A escuridão é o reino do diabo. A luz é o Reino de Jesus”, frisou o Papa.

Sobre a instabilidade na sequela de Jesus, Francisco disse “que desde o início da vida consagrada até hoje existem momentos de instabilidade. São as tentações. Os primeiros monges do deserto escrevem sobre isso e nos ensinam como encontrar a estabilidade interior, a paz. As tentações sempre existirão”.

“Vivemos num tempo muito instável. Vivemos a cultura do provisório e essa cultura entrou também na Igreja, nas comunidades religiosas, nas famílias e no matrimônio. A cultura do definitivo: Deus enviou o seu Filho para sempre, não provisoriamente a uma geração ou a um país, mas a todos. A todos para sempre. Este é um critério de discernimento espiritual”, disse ainda Francisco.

Sobre a pergunta relativa à evangelização, o pontífice disse que “evangelizar não é fazer proselitismo. Evangelizar não é somente convencer, é testemunhar que Jesus Cristo está vivo. Se o seu coração arde de amor por Jesus, você é um bom evangelizador ou evangelizadora.” “Desculpem-me se sou um pouco feminista, mas quero agradecer o testemunho das mulheres consagradas. Não todas, pois têm algumas que são histéricas. Vocês têm sempre o desejo de estarem na vanguarda. Por que? Porque vocês são mães e têm essa maternidade da Igreja. Não percam isso. A religiosa é o ícone da Igreja Mãe e de Maria. Vocês têm esse papel na Igreja: serem ícone da Igreja, ícone de Maria, ícone da ternura da Igreja, do amor da Igreja, da maternidade da Igreja e da maternidade de Nossa Senhora. Não se esqueçam disso”, frisou o Papa.

Respondendo à pergunta do jovem consagrado sírio, Francisco destacou a necessidade de seguir Jesus mais de perto, de maneira profética e sublinhou a palavra ‘memória’. “Os apóstolos nunca se esqueceram do encontro com Jesus. Nos momentos escuros, nos momentos de tentação, nos momentos difíceis de nossa vida consagrada é preciso voltar às fontes, recordar a maravilha que sentimos quando o Senhor nos olhou.”

“Você me pediu para partilhar a minha memória, o primeiro chamado em 21 de setembro de 1953, mas não sei como foi. Sei que por acaso, entrei na Igreja, vi o confessionário e sai dali diferente, sai de outra maneira. A minha vida mudou. O sacerdote que me confessou naquele dia, que eu não conhecia, estava ali por acaso porque sofria de leucemia. Ele morreu um ano depois. Depois me guiou um salesiano que tinha me batizado. Fui a ele e ele me encaminhou para os jesuítas. Ecumenismo religioso! Nos momentos difíceis me ajudou muito recordar o primeiro encontro, porque o Senhor nos encontra sempre definitivamente. O Senhor não entra na cultura do provisório. Ele nos ama e nos acompanha sempre. Por isso, estar próximo às pessoas, a proximidade entre nós, fazer profecia com o nosso testemunho, com o coração que arde, com zelo apostólico que aquece os corações dos outros. Portanto, profecia, memória, proximidade, coração que arde, zelo apostólico e cultura do definitivo, e não descartável”, concluiu Francisco.

Papa exorta fiéis a ser sal e luz no mundo

Terça-feira, 13 de junho de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa desta terça-feira, 13, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre a mensagem evangélica “ser sal e luz” do mundo, exortando os fiéis a não buscar seguranças artificiais, mas a confiar na ação do Espírito Santo.

“Em Jesus não há um ‘não’, mas sempre ‘sim’ para a glória do Pai. Mas, também nós participamos deste ‘sim’ de Jesus, porque Ele nos conferiu a unção, nos imprimiu o sigilo, que nos foram antecipados pelo Espírito. É o Espírito que nos levará ao ‘sim’ definitivo, até à nossa plenitude. É o Espírito que nos ajuda a tornar-nos ‘sal e luz’, ou seja, a sermos testemunhas cristãs”.

Nessa lógica, Francisco ressaltou que quem esconde a luz dá um contratestemunho, refugiando-se um pouco no “sim” e um pouco no “não”. São pessoas que possuem a luz, mas não a doam, e não a faz ver e se não a faz ver não glorifica o Pai que está nos céus.

O Papa destacou que Deus confiou à Igreja e a todos os batizados a atitude de segurança e de testemunho: segurança na plenitude das promessas em Cristo; testemunho aos outros. “E isso é ser cristão: iluminar, ajudar para que a mensagem e as pessoas não se corrompam (…) se se esconde a luz o sal torna-se insípido, sem força, enfraquece – o testemunho será fraco. Mas isso ocorre quando eu não aceito a unção, não aceito o sigilo, não aceito a ‘antecipação’ do Espírito que está em mim. E isso ocorre quando eu não aceito o ‘sim’ em Jesus Cristo”.

A proposta cristã, disse Francisco, é simples, mas decisiva e bela e traz esperança. “Eu sou a luz – podemos nos perguntar – para os outros? Eu – disse ainda o Papa – sou sal para os outros? Que dá sabor à vida e a defende da corrupção? Estou agarrado em Jesus Cristo, que é o ‘sim’? Sinto-me ungido, selado? Eu sei que eu tenho essa segurança que será plena no céu, mas pelo menos é ‘antecipação’, agora, o Espírito?”.

O Papa concluiu a homilia convidando os fiéis a pedir essa graça, de ser enraizado na plenitude das promessas em Cristo Jesus e levar essa plenitude com o sal e a luz do testemunho aos outros para dar glória ao Pai que está nos céus.

Catequese do Papa: a esperança é uma Pessoa, Jesus Cristo

Quarta-feira, 5 de abril de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco continuou a refletir sua série de catequeses que tem como tema a “esperança cristã”

O Santo Padre encontrou, na manhã desta quarta-feira, 05, na Praça São Pedro, mais de vinte mil peregrinos e fiéis, provenientes de diversos países do mundo, para a habitual Audiência Geral.

O Papa continuou a refletir sua série de catequeses que tem como tema a “esperança cristã”. Hoje, de modo particular, aprofundou o trecho da primeira Carta de São Pedro, que exorta “a dar razão da nossa esperança a todo aquele que a pedir”.

Com efeito, disse Francisco, o Apóstolo consegue infundir, na sua Carta, grande consolação e paz, levando a perceber que o Senhor está sempre ao nosso lado e nunca nos abandona, sobretudo nos momentos mais delicados e difíceis da nossa vida. Aqui, o Papa perguntou: “Qual o segredo desta Carta e, de modo particular, desta passagem que acabamos de ouvir”? E respondeu:

“O segredo consiste no fato de afundar as suas raízes diretamente na Páscoa, no coração do mistério que estamos para celebrar, fazendo-nos perceber a luz e alegria que brotam da morte e ressurreição de Cristo. Cristo ressuscitou verdadeiramente, está vivo e habita em cada um de nós. É por isso que São Pedro nos convida com força a adorá-lo em nossos corações”.

O Senhor começou a morar em nós, afirmou o Pontífice, a partir do nosso Batismo e, daquele momento em diante, continua a renovar a nós e a nossa vida, com o seu amor e a plenitude do seu Espírito. Eis porque o Apóstolo nos recomenda “a dar razão da nossa esperança a todo aquele que a pedir”. E acrescentou:

“A nossa esperança não é um conceito, nem um sentimento, mas é uma Pessoa, o Senhor Jesus, vivo e presente em nós e nos nossos irmãos. Portanto, dar razão da esperança não se faz em nível teórico, em palavras, mas, sobretudo, com o testemunho da vida, dentro e fora da comunidade cristã”.

E o Papa constatou: “Se Cristo está vivo e habita em nós, no nosso coração, então devemos deixar que ele se torne visível e que aja em nós. Isto quer dizer que ele deve ser sempre o nosso modelo de vida e que, por conseguinte, devemos aprender a comportar-nos como ele”.

Logo, a esperança que está em nós não pode permanecer oculta, mas deve ser externada e até tornar-se perdão a quem nos faz mal. O mal não deve ser vencido com o mal, mas com a humildade, a misericórdia e a mansidão. E Francisco citou a afirmação de São Pedro:

“É melhor sofrer praticando o bem que fazendo o mal. Isto não quer dizer que é bom sofrer, mas, quando sofremos pelo bem, estamos em comunhão com o Senhor, que padeceu e sofreu na cruz pela nossa salvação. Assim, nos tornamos semeadores de vida e esperança na ressurreição, e instrumentos de consolação e paz, fazendo brilhar no mundo a luz da Páscoa”.

O Santo Padre concluiu a sua catequese dizendo que “agora podemos entender porque o apóstolo Pedro nos chama bem-aventurados, quando sofremos pela justiça”. Não se trata de uma questão moral ou ascética, mas de ser sinais vivos e luminosos da esperança entre os últimos e marginalizados.

Ao término da sua catequese semanal, Francisco passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes, em diversas línguas. Eis a saudação que fez aos fiéis de língua portuguesa:

“Dou as boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis de Estrela e aos estudantes de Perafita. Queridos amigos, a fé na Ressurreição nos leva a olhar o futuro, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte que celebramos na Páscoa. Deus vos abençoe!”

Falando em italiano, o Papa fez uma saudação especial aos familiares dos militares que tombaram em Missões internacionais de Paz; saudou os participantes no Encontro promovido pelo Pontifício Conselho da Cultura, aos quais encorajou a refletir sobre o futuro da humanidade à luz das ciências médicas e dos perenes valores morais.

O Pontífice convidou os fiéis a participar da Via Sacra, na Sexta-feira Santa, no Coliseu de Roma, pelas mulheres crucificadas no mundo.

Por fim, recordando que hoje se celebra a memória litúrgica de São Vicente Ferres, pregador Dominicano, o Santo Padre convidou os jovens a aprender, na sua escola, a falar com Deus e de Deus, evitando falar de modo inútil e prejudicial.

Dito isso, o Papa concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Papa: Jesus é a plenitude da lei com a misericórdia e o perdão

Segunda-feira, 3 de abril de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Diante do pecado e da corrupção, Jesus é a plenitude da lei, explicou o Papa na Missa de hoje

“Jesus, que julga com misericórdia, é a plenitude da lei”, disse o Papa Francisco na missa desta segunda-feira, 3, na Casa Santa Marta.

Diante do pecado e da corrupção, Jesus é a “plenitude da lei”. O Papa refletiu em sua homilia sobre o Evangelho de João que propõe o trecho em que Cristo, a propósito da mulher surpreendida em adultério, diz a quem a acusa: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”.

O Pontífice se deteve também na Primeira Leitura, extraída do Livro do Profeta Daniel, dedicada a Susana, que foi vítima de dois juízes anciãos do povo que orquestraram contra ela um “adultério falso, fictício”. Ela é obrigada a escolher entre fidelidade a Deus e à lei e salvar a vida: “era fiel ao marido”, disse o Papa, “talvez tivesse outros pecados, pois todos somos pecadores”. “A única mulher que não tem pecado é Nossa Senhora”.

Nos dois episódios se encontram inocência, pecado, corrupção e lei, pois nos dois casos os juízes eram corruptos. “Sempre existiram no mundo juízes corruptos. Existem também hoje em todas as partes do mundo. Por que a corrupção chega a uma pessoa? Porque uma coisa é o pecado: Eu pequei, escorreguei, sou infiel a Deus, mas procuro não fazer mais ou procuro me ajeitar com o Senhor ou pelo menos sei que isso não é bom. Outra é a corrupção. Existe corrupção quando o pecado entra, entra na consciência e não deixa lugar nem mesmo para o ar”.

Quando tudo se torna pecado, isso é corrupção, destacou o Santo Padre. “Os corruptos pensam em fazer bem com a impunidade”, disse o Papa. No caso de Susana, os juízes anciãos foram corruptos dos vícios da luxúria, ameaçando-a de testemunhar falsidades contra ela. “Não é o primeiro caso”, refletiu Francisco, “que nas Escrituras aparecem falsos testemunhos. Isso nos recorda Jesus, condenado à morte por falso testemunho”.

No caso da verdadeira adúltera, quem a acusa são outros juízes que tinham “perdido a cabeça” fazendo crescer neles uma interpretação tão rígida da lei que não deixava espaço ao Espírito Santo ou seja, a corrupção da legalidade, legalismo, contra a graça. Depois, Jesus, verdadeiro Mestre da lei diante de falsos juízes que tinham o coração pervertido ou que davam sentenças injustas oprimindo os inocentes e absolvendo os malvados.

“Jesus diz poucas coisas, poucas cosias. Diz: ‘Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra’. E à pecadora diz: Eu não te condeno. Não peques mais’. Esta é a plenitude da lei, não a dos escribas e fariseus que tinham a mente corrompida, fazendo várias leis sem deixar espaço à misericórdia. Jesus é a plenitude da lei e Jesus julga com misericórdia.”

“Nós também julgamos no coração os outros, hein? Somos corruptos? Ou ainda não? Parem. Paremos e olhemos Jesus que sempre julga com misericórdia: Eu também não te condeno. Podes ir em paz, e não peques mais.”

Papa aos pais: ensinar a fé às crianças e fazê-la crescer

Festa do Batismo do Senhor

Domingo, 8 de janeiro de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Na Solenidade do Batismo do Senhor, o Papa observou que a fé não é apenas “recitar o Creio quando vamos à Missa no domingo, não é só isto!…”

Na Festa do Batismo de Jesus, neste domingo, 8, o Papa  Francisco presidiu à celebração Eucarística na Capela Sistina, batizando 28 crianças.

Em sua breve homilia, pronunciada de forma espontânea, Francisco exortou os pais a “custodiarem a fé das crianças e a fazê-la crescer, para que se torne um testemunho para os outros”.

“Vocês pediram para vossas crianças a fé que será dada no Batismo – explicou – porque a fé deve ser vivida. Caminhar na estrada da fé e dar testemunho da fé”.

O Papa observou que a fé não é apenas “recitar o Creio quando vamos à Missa no domingo, não é só isto! A fé é acreditar naquilo que é a verdade: o Pai que enviou o Filho e o Espírito que nos vivifica”. E ressaltou:

“Mas a fé também é confiar-se a Deus e isto vocês devem ensinar a eles com vosso exemplo, vossa vida. A fé é luz”.

Ao referir-se à vela presente no rito do Batismo, Francisco recordou que nos primeiros tempos do cristianismo, o Batismo era chamado de “a iluminação, porque a fé ilumina o coração, faz ver as coisas com outra luz”.

“A Igreja dá a fé pelo Batismo aos vossos filhos e vocês têm a missão de fazê-la crescer, custodiá-la para se tornar testemunho para todos os outros. Este é o sentido de toda esta cerimônia”.

Ao final da homilia, de forma muito descontraída, o Papa referiu-se ao “concerto” proporcionado pelo choro de algumas crianças:

“Começou o concerto, hein?!?! Porque as crianças estão em um lugar que não conhecem, talvez tenham se levantado mais cedo do que o habitual. Aí uma começa, dá o tom, e as outras vão atrás. Muitas choram porque a outra chora. E gosto de recordar que Jesus também fez isto. A primeira oração de Jesus na estrebaria foi um choro”.

Antes de concluir, Francisco disse às mães para sentirem-se à vontade caso quisessem amamentar seus filhos durante a cerimônia na Capela Sistina, visto a duração da cerimônia e as crianças poderiam estar com fome.

Após suas palavras, Francisco batizou uma por uma das 28 crianças.

Alegrai-vos!

Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor!

Nesta que é a mais “feliz de todas as noites”, somos chamados a testemunhar, com imensa alegria, a bondade de Deus que, por amor à humanidade, enviou Seu Filho Unigênito. É Natal! Mais do que ricas iguarias sobre a mesa, mais do que inúmeros presentes compartilhados, mais do que enfeites luminosos e tantas outras coisas, a maior dádiva do Natal está na alegria que experimentamos quando – a exemplo dos pastores – contemplamos o Menino Deus naquela simples manjedoura.

Contemple esta criança! Nesta data tão especial, Deus vem ao seu encontro para amá-lo e ensiná-lo sobre o verdadeiro sentido da vida humana. Nada de medo, nada de tristeza! Que cessem as discussões, as rivalidades e a falta de perdão em nosso meio. Que neste Natal você possa fazer a linda experiência de se deixar contagiar por esta verdadeira alegria, que é fruto do Alto.

São Lucas nos conta, no capítulo 2 do seu Evangelho, a experiência única que aqueles humildes pastores fizeram na noite de Natal. O evangelista narra que “um anjo do Senhor lhes apareceu, e a glória do Senhor os envolveu de luz. Os pastores ficaram com muito medo” (Lc 2,9).

Aqueles homens sentiram medo. Mesmo na presença de um anjo de Deus e envoltos numa intensa luz, as trevas do medo tomaram conta dos seus corações. O anjo do Senhor, percebendo aqueles semblantes assustados, apressa-se logo em tranquilizar os pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lc 2,10-11).

O restante da história você já conhece. Após a multidão dos anjos cantar “Glória a Deus no mais alto dos céus”, os pastores se põem a caminho de Belém e, ali, encontram o recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura ao lado de Maria e José. Tudo conforme o anjo lhes havia anunciado.

A partir disso, de simples ouvintes, aqueles pastores se transformam em alegres testemunhas: “Quando o viram, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino” (Lc 2,17). Os que ouviam os pastores “ficavam admirados com aquilo que contavam” (Lc 2,18).

São Lucas concluirá sua narrativa da seguinte forma: “Os pastores retiraram-se, louvando e glorificando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, de acordo com o que lhes tinha sido dito” (Lc 2,20).

Qual lição, afinal, podemos aprender com o testemunho desses humildes pastores?

A lição de que a alegria sempre supera o medo, e que esta alegria é o “combustível” que a nossa alma tanto necessita para darmos um belo testemunho de Jesus Cristo ao mundo.

Como aqueles pastores, podemos também glorificar a Deus por tudo o que vimos e ouvimos. Quanta coisa boa Deus já não realizou em nossas vidas! Não é verdade? E tudo isso precisa ser celebrado com os nossos familiares e amigos, principalmente junto à comunidade cristã. Fica aqui a dica: participe da Santa Missa de Natal, pois é ali, ao redor do altar, que celebramos, alegremente, o aniversário de Jesus com fé e nos alimentamos do Seu amor para testemunhá-Lo ao mundo.

Já não é preciso mais ter medo. Afinal, Jesus nasceu! Esta é a nossa alegre certeza e o grande presente de Natal que o Pai Celeste, em Sua paz, ofereceu aos homens “objetos da benevolência divina” (Lc 2,14).

Desejamos a você um Feliz e Santo Natal!

Santo Evangelho (Jo 5, 33-36)

3ª Semana do Advento – Sexta-feira 16/12/2016 

Primeira Leitura (Is 56,1-3a.6-8)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.

1Isto diz o Senhor: “Cumpri o dever e praticai a justiça, minha salvação está prestes a chegar e minha justiça não tardará a manifestar-se”. 2Feliz do homem que assim proceder e que nisso perseverar, observando o sábado, sem o profanar, preservando suas mãos de fazer o mal. 3aNão diga o estrangeiro que aderiu ao Senhor: “Por certo o Senhor me excluirá de seu povo”. 6Aos estrangeiros que aderem ao Senhor, prestando-lhe culto, honrando o nome do Senhor, servindo-o como servos seus, a todos os que observam o sábado e não o profanam, e aos que mantêm aliança comigo 7— a esses conduzirei ao meu santo monte e os alegrarei em minha casa de oração; aceitarei com agrado em meu altar seus holocaustos e vítimas, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”. 8Diz o Senhor Deus, que reúne os dispersos de Israel: “Ainda reunirei com eles outros, além dos que já estão reunidos”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 66)

— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.

— Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.

— A terra produziu sua colheita: o Senhor e nosso Deus nos abençoa. Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!

 

Evangelho (Jo 5,33-36)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse aos judeus: 33“Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz. 36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São José Moscati, recebeu o título de médico e pai dos pobres 

São José Moscati, na prática da caridade para com os pobres manifestou toda sua grandeza

O nosso Papa João Paulo II apresentou para nossa devoção São José Moscati, que muito bem soube viver a fé, a caridade e a ciência. Nasceu na Itália em 1880 no seio de uma família cristã. Com apenas 17 anos obrigou-se particularmente ao voto de castidade perpétua.

Inclinado aos estudos, José Moscati cursou a faculdade de medicina na Universidade de Nápoles e chegou, com 23 anos, ao doutorado e nesta área pôde ocupar altos cargos, além de representar a Itália nos Congressos Médicos Internacionais. Com competência profissional, Moscati curou com particular eficiência e caridade milhares e milhares de doentes.

Em Nápoles, embora procurado por toda classe de doentes, dava, contudo, preferência aos mais pobres e indigentes. Sem dúvida, foi na prática da caridade para com os pobres que se manifestou toda sua grandeza, ao ponto de receber o título de “Médico e Pai dos pobres”, isto num tempo em que a cultura se afastava da fé.

José Moscati viveu corajosamente até 1927 e testemunhou a Verdade, tanto assim que encontramos em seus escritos: “Ama a Verdade, mostra-te como és, sem fingimentos, sem receios, sem respeito humano. Se a Verdade te custa a perseguição, aceita-a; se te custa o tormento, suporta-o. E se, pela Verdade, tivesses que sacrificar-te a ti mesmo e a tua vida, sê forte no sacrifício”.

São José Moscati, rogai por nós!

 

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