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Santa Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá (nascida em 27 de Agosto 1910 e falecida em 05 de Setembro 1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedônia e naturalizada indiana, beatificada e canonizada pela Igreja Católica.

O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.

Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.

Quando descanso? Descanso no amor.

O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.

Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão.

As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.

Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade.

A falta de amor é a maior de todas as pobrezas.

O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o.

Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.

A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração.

Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor.

O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.

O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa.

Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.

Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.

A falta de amor é a maior de todas as pobrezas.

“Se um dia eu for Santa, serei com certeza a santa da escuridão’. Estarei continuamente ausente do Paraíso”, escreveu a monja.

”… Se você vive julgando as pessoas, não tem tempo para amá-las… ”

“Ama-me por Amor somente”.

AMA-ME POR AMOR SOMENTE
Não digas: “Amo-a pelo seu olhar, o seu sorriso, o modo de falar honesto e brando. Amo-a porque se sente minh’alma em comunhão constantemente com a sua”.

Porque pode mudar isso tudo, em si mesmo, ao perpassar do tempo, ou para ti unicamente. Nem me ames pelo pranto que a bondade de tuas mãos enxuga, pois se em mim secar, por teu conforto, esta vontade de chorar, teu amor pode ter fim! Ama-me por amor do amor, e assim me hás de querer por toda a eternidade. Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você decepciona-se… Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação!!! O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu daria. Só por dinheiro se pode dar banho a um leproso.

A VIDA  
A vida é uma oportunidade, aproveita-a. A vida é beleza, admira-a. A vida é beatificação, saborei-a. A vida é sonho, torna-o realidade. A vida é um desafio, enfrenta-o. A vida é um dever, cumpre-o. A vida é um jogo, joga-o. A vida é preciosa, cuida-a. A vida é riqueza, conserva-a. A vida é amor, goza-a. A vida é um mistério, desvela-o. A vida é promessa, cumpre-a. A vida é tristeza, supera-a. A vida é um hino, canta-o. A vida é um combate, aceita-o. A vida é tragédia, domina-a. A vida é aventura, afronta-a. A vida é felicidade, merece-a. A vida é a VIDA, defende-a.

É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.

ASSIM MESMO  
Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo. Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro. Seja gentil, assim mesmo. Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo. Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo. Seja honesto assim mesmo. O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra. Construa assim mesmo. Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja. Seja Feliz assim mesmo. Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo. Veja que, no final das contas, é entre você e DEUS. Nunca foi entre você e as outras pessoas.

“Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas… Continue, quando todos esperam que desistas. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha”.

Mantenha seus olhos puros para que Jesus possa olhar através deles. Mantenha sua língua pura para que Jesus possa falar por sua boca. Mantenha suas mãos puras para que Jesus possa trabalhar com suas mãos. Mantenha sua mente pura para que Jesus possa pensar seus pensamentos em sua mente. Mantenha seu coração puro para que Jesus possa amar com seu coração. Peça a Jesus para viver sua própria vida em você porque: Ele é a Verdade da humildade. Ele é a Luz da caridade. Ele é a Vida da santidade.

Papa fala aos jovens sobre família, vocação, trabalho e missão

Visita a Assis, sexta-feira, 4 de outubro  de 2013, Jéssica Marçal e Rodrigo Santos / Da Redação

Em sua visita a Assis, Francisco encontrou-se com jovens e respondeu seus questionamentos

Cerca de 12 mil jovens acolheram o Papa Francisco nesta sexta-feira, 4, na Praça da Basílica Santa Maria dos Anjos, em Assis, Itália. Em um clima de grande festa, a juventude acolheu o primeiro pontífice a assumir o nome do santo italiano festejado hoje. Na ocasião, o Santo Padre respondeu quatro perguntas feitas pelos próprios jovens sobre vocação, família, trabalho e missão.

Na chegada ao local, o Papa esbanjou atenção e abraços para os jovens. Após percorrer, de papamóvel, a praça da Basílica de Santa Maria dos Anjos, entrou na Basílica. Depois da visita e a oração silenciosa na Porciúncula, o Santo Padre dirigiu-se aos jovens presentes.

Oito jovens representaram as oito dioceses úmbrias. A primeira pergunta foi de um casal jovem, questionando sobre o matrimônio. Francisco considerou que hoje em dia a base não é mais garantida pelas famílias e pela tradição social, mas sim pela valorização do indivíduo mais do que a família. Mas destacou que o Espírito Santo sempre tem respostas aos novos tempos, como os novos cursos de preparação para noivos e os grupos de jovens casais nas paróquias.

“Então, gostaria de dizer para vocês não terem medo de dar passos definitivos na vida como é o matrimônio: aprofundem o amor de vocês, respeitando o tempo e as expressões de cada um, rezem, se preparem bem, mas tenham também confiança de que o Senhor não deixa vocês sozinhos!”.

Em outra pergunta, os jovens indagaram como podem reconhecer o chamado de Deus, em especial ao celibato e à vida consagrada. O Papa indicou então dois caminhos essenciais: rezar e caminhar na Igreja, mantendo uma relação familiar com o Senhor.

“Deus nos surpreende sempre! É Deus que chama; porém é importante ter uma relação cotidiana com Ele, escutá-Lo em silêncio diante do Tabernáculo e no íntimo de nós mesmos, falar com Ele, aproximar-se dos Sacramentos”.

Com relação às outras duas perguntas, Francisco respondeu-as a partir da palavra “Evangelho”. As perguntas foram sobre o compromisso social, neste período de crise que ameaça a esperança, e sobre a evangelização, levar Jesus aos outros.

“O Evangelho, esta mensagem de salvação, tem duas destinações que estão ligadas: a primeira, suscitar a fé, e esta é a evangelização; a segunda, transformar o mundo de acordo com o desígnio de Deus, e esta é a animação cristã da sociedade. Mas não são duas coisas separadas, são uma única missão: levar o Evangelho, com o testemunho da nossa vida transformar o mundo! Este é o caminho!

 

RESPOSTA DO PAPA ÀS PERGUNTAS DOS JOVENS
Visita Pastoral a Assis
Encontro com os jovens da Úmbria na Praça da Basílica de Santa Maria dos Anjos
Sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Boletim da Santa Sé Tradução: Rodrigo Santos

Queridos jovens da Úmbria,  Boa tarde!

Obrigado por terem vindo, obrigado por esta festa! E obrigado pelas perguntas, muito importantes.

Fico contente que a primeira pergunta tenha sido de um casal jovem. Um belo testemunho! Dois jovens que escolheram, decidiram, com alegria e coragem formar uma família. Sim, porque é verdade mesmo, é preciso coragem para formar uma família!

Sim, é preciso ter coragem, é preciso ter coragem para formar uma família!

E a pergunta de vocês, jovens casados, se une à pergunta sobre a vocação. O que é o matrimônio? É uma verdadeira e própria vocação, como o são o sacerdócio e a vida religiosa. Dois cristãos que se casam reconheceram na própria história de amor o chamado do Senhor, a vocação a formar a partir dos dois, homem e mulher, uma só carne, uma só vida. E o Sacramento do matrimônio envolve este amor com a graça de Deus, o enraíza no próprio Deus. Com este dom, com a certeza deste chamado, é possível partir seguros, não se tem medo de nada, pode se enfrentar tudo, juntos!

Pensemos em nossos pais, nossos avós ou bisavós: se casaram em condições muito mais pobres do que as nossas, alguns em tempo de guerra, ou de pós-guerra; alguns são emigrados, como os meus pais. Onde encontravam a força? A encontravam na certeza de que o Senhor estava com eles, que a família é abençoada por Deus com o Sacramento do matrimônio, e que abençoada é a missão de colocar no mundo os filhos e educá-los. Com estas certezas superaram também as provações mais duras. Eram certezas simples, mas verdadeiras, formavam colunas que sustentavam o amor deles.

Não foi fácil a vida deles. Eles tinham problemas, tantos problemas, mas estas certezas simples os ajudavam a seguir adiante. E conseguiram formar uma bela família, a dar vida, conseguiram criar os filhos.

Queridos amigos, é preciso esta base moral e espiritual para construir bem, de maneira sólida! Hoje, esta base não é mais garantida pelas famílias e pela tradição social. Ao contrário, a sociedade em que vocês nasceram privilegia os direitos individuais mais do que a família, estes direitos individuais, as relações que duram para que não surjam dificuldades, e por isso às vezes fala de relações do casal, da família e do matrimônio de modo superficial e equívoco. Bastaria olhar certos programas televisivos!

E podemos ver estes valores… Quantas vezes os párocos – eu também ouvi isso algumas vezes-, quando chega um casal que quer se casar e diz “nos amamos muito mas ficaremos juntos até que o amor acabe”. Isso é egoísmo. Quando não sinto, corto o matrimônio, e esqueço daquilo que é uma só carne, que não pode separar-se, é arriscado casar-se. O egoísmo nos ameaça. Dentro de nós temos a possibilidade de uma dupla personalidade: uma que diz o outro e outra que diz eu, meu, comigo… é egoísmo sempre, que não sabe se abrir aos outros.

A outra dificuldade é esta cultura do provisório, de não buscar nada que seja definitivo, mas o provisório, o amor enquanto dura.

Uma vez eu ouvi um seminarista muito bom que dizia: “quero ser padre por dez anos, depois vejamos”. Essa é a cultura do provisório. Mas Jesus não nos salvou de maneira provisória, nos salvou definitivamente.

Mas, o Espírito Santo suscita sempre respostas novas às novas exigências! E assim, se multiplicaram na Igreja os caminhos para os noivos, os cursos de preparação para o Matrimônio, os grupos de jovens casais nas paróquias, os movimentos familiares… São uma riqueza imensa! São pontos de referência para todos: jovens em busca, casais em crise, pais em dificuldade com os filhos e vice-versa. Mas nos ajudam todos. E há ainda as diferentes formas de acolhimento como: adoção temporária, adoção, abrigos para menores de vários tipos… A fantasia [me permita a palavra] do Espírito Santo é infinita, mas é também muito concreta! Então, gostaria de dizer para vocês não terem medo de dar passos definitivos. Não tenham medo.

Quantas vezes ouço mães que me dizem “tenho um filho de 30 anos anos que não se decide, não se casa. Ele namora, mas não casa”. Então eu digo, “senhora, não passe mais as camisas dele”. Não tenham medo de dar passos definitivos como o é o matrimônio: aprofundem o amor de vocês, respeitando o tempo e as expressões de cada um, rezem, se preparem bem, mas tenham também confiança de que o Senhor não deixa vocês sozinhos! Façam com que Ele entre na casa de vocês como alguém da família, Ele sempre sustentará vocês.

A família é a vocação que Deus escreveu na natureza do homem e da mulher, mas há uma outra vocação complementar ao matrimônio: o chamado ao celibato e à virgindade pelo Reino dos céus. É a vocação que o próprio Jesus viveu. Como reconhecê-la? Como segui-la? É a terceira pergunta que vocês me fizeram.

Alguns de vocês pode perguntar: “como esse bispo é bom, acabaram de perguntar e já tem as respostas escritas”. É que eu já respondi uns dias atrás…

E respondo para vocês com dois elementos essenciais: rezar e caminhar na Igreja. Estas duas coisas devem seguir juntas, são interligadas. Na origem de cada vocação à vida consagrada existe sempre uma experiência forte de Deus, uma experiência que não se esquece, que se recorda por toda a vida! Foi o que aconteceu com Francisco. E isso nós não podemos calcular ou programar. Deus nos surpreende sempre! É Deus que chama; porém é importante ter uma relação cotidiana com Ele, escutá-Lo em silêncio diante do Tabernáculo e no íntimo de nós mesmos, falar com Ele, aproximar-se dos Sacramentos. Ter esta relação familiar com o Senhor é como ter aberta a janela da nossa vida para que Ele nos faça ouvir sua voz, o que Ele quer de nós. Seria belo ouvir vocês, ouvir os padres aqui presentes, as freiras… Seria belíssimo, porque cada história é única, mas todas partem de um encontro que ilumina no profundo, que toca o coração e envolve toda a pessoa: afeto, intelecto, sentidos, tudo.

A relação com Deus não diz respeito somente a uma parte de nós mesmos, diz respeito a tudo. É um amor tão grande, tão belo, tão verdadeiro, que merece tudo e merece toda a nossa confiança. E uma coisa gostaria de dizer com força, especialmente hoje: a virgindade pelo Reino de Deus não é um “não”, é um “sim”! Certo, comporta a renúncia a um elo conjugal e uma própria família, mas na base está o “sim”, como resposta ao “sim” total de Cristo para conosco, e este “sim” os torna fecundos.

Mas, aqui em Assis não há necessidade de palavras! Aqui tem Francisco, tem Clara, eles falam! O carisma deles continua a falar a tantos jovens no mundo inteiro: rapazes e moças que deixam tudo para seguir Jesus no caminho do Evangelho.

E isso, Evangelho. Gostaria de tomar a palavra “Evangelho” para responder outras duas perguntas que vocês me fizeram, a segunda e a quarta. Uma diz respeito ao compromisso social, neste período de crise que ameaça a esperança; e a outra diz respeito à evangelização, o levar o anúncio de Jesus aos outros. Vocês me perguntaram: o que podemos fazer? Qual pode ser nossa contribuição?

Aqui em Assis, aqui perto da Porciúncula, parece que podemos ouvir a voz de são Francisco que nos repete: “Evangelho, Evangelho!”. O diz também a mim, melhor, primeiro a mim: Papa Francisco, seja servidor do Evangelho!

Se eu não consigo ser um servidor do Evangelho, a minha vida não vale nada. Mas, o Evangelho, queridos amigos, não diz respeito somente à religião, diz respeito ao homem, todo o homem, e diz respeito ao mundo, à sociedade, à civilização humana. O Evangelho é a mensagem de salvação de Deus pela humanidade. Mas quando dizemos “mensagem de esperança”, não é um modo de dizer, não são simples palavras ou palavras vazias como existem tantas hoje! A humanidade precisa ser salva verdadeiramente! O vemos todos os dias quando folheamos o jornal, o ouvimos nas notícias na televisão; mas o vemos também ao nosso redor, nas pessoas, nas situações…; nós o vemos em nós mesmos! Cada um de nós precisa da salvação! Sozinhos não conseguimos. Salvação do que? Do mal. O mal opera, faz seu trabalho. Mas o mal não é invencível e o cristão não se rende diante do mal. E vocês jovens, querem se render ao mal, às injustiças, às dificuldades?

Querem ou não?

O nosso segredo é que Deus é maior que o mal: E isso é verdade: Deus é maior que o mal. Deus é amor infinito, misericórdia sem limites, e este Amor venceu o amor pela raiz na morte e a ressurreição de Cristo. Este é o Evangelho, a Boa Notícia: o amor de Deus venceu! Cristo morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou. Com Ele nós podemos lutar contra o mal e vencê-lo todos os dias. Cremos nisto ou não?  SIM!

Mas este sim deve ser levado na vida. Se eu creio que Jesus venceu o mal e me salva, devo seguir o caminho de Jesus durante toda a vida.

Então, o Evangelho, esta mensagem de salvação, tem duas destinações que estão ligadas: a primeira, suscitar a fé, e esta é a evangelização; a segunda, transformar o mundo de acordo com o desígnio de Deus, e esta é a animação cristã da sociedade. Mas não são duas coisas separadas, são uma única missão: levar o Evangelho com o testemunho da nossa vida transforma o mundo! Este é o caminho! Levar o Evangelho com o testemunho da nossa vida  Olhemos para Francisco: ele fez todas estas duas coisas, com a força do único Evangelho. Francisco fez crescer a fé, renovou a Igreja; e ao mesmo tempo renovou a sociedade, a tornou mais fraterna, mas sempre com o Evangelho.

Sabem o que uma vez Francisco disse aos seus irmãos. Preguem sempre o Evangelho e se for necessário, também com palavras. Mas, como é possível pregar o Evangelho sem palavras: sim com o testemunho, primeiro o testemunho.

Jovens da Úmbria: façam assim vocês também! Hoje, em nome de são Francisco, digo para vocês: ouro e prata não tenho para lhes dar, mas algo muito mais precioso, o Evangelho de Jesus. Vão com coragem! Com o Evangelho no coração e nas mãos, sejam testemunhas da fé com a vida de vocês.

Levem Cristo à casa de vocês. Acolham e testemunhem nos pobres. Jovens deem à Úmbria uma mensagem de paz e esperança. Vocês podem fazer isso.

Eduque seus filhos com valores cristãos

Educar os filhos é formar bons cristãos e honestos cidadãos

A Igreja ensina que os primeiros catequistas dos filhos são os pais. É no lar que estes se tornam cristãos. Por isso, é preciso que os pais vivam a fé católica, conheçam a doutrina cristã, frequentem os sacramentos, leiam com os filhos a Palavra de Deus, cultivem a moral católica e rezem com eles em casa.

São Paulo ensina aos romanos que “a fé entra pelo ouvido”. “E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” (Rom 10,15). É ouvindo os ensinamentos cristãos dos pais que os filhos vão sendo doutrinados na fé. É no colo da mãe e do pai que os filhos aprendem a crer em Deus, a respeitar tudo o que é sagrado, a rezar o santo terço, a amar a Virgem Maria, os anjos e os santos. É com os pais que os filhos devem aprender as verdadeiras bases da nossa fé, os doze artigos do Credo, os sete sacramentos, os dez mandamentos e a maneira correta de viver a vida como cristãos.

Dom Bosco dizia que educar os filhos é “formar bons cristãos e honestos cidadãos”. Nem sempre a escola dá às crianças uma educação moral correta. Dá-nos arrepios quando lemos que os governantes querem colocar, nas escolas, ensinamentos morais que contradizem a fé católica, ensinando, por exemplo, uma deseducação sexual, sem castidade e sem pudor. Que tristeza saber que muitas escolas ensinam os jovens a usar “camisinha”! Algumas chegam a colocar máquinas para distribuir os preservativos aos jovens, fomentando a promiscuidade e a vivência sexual fora do plano de Deus. É por isso que os pais precisam ficar muito atentos sobre tudo o que seus filhos estão aprendendo e vendo nas escolas hoje. Há cartilhas sobre “educação sexual”, em algumas escolas públicas, que são verdadeiras aberrações.

Para que os pais possam passar a seus filhos a boa educação católica é preciso amá-los de todo coração, gastar tempo com eles, aceitar renunciar aos seus momentos de diversão para estar com eles. Sem isso, não será possível conquistá-los nem educá-los como precisam; e sem conquistá-los, não será possível falar das coisas de Deus para eles de maneira convincente. O filho que não gosta do pai, porque é maltratado e humilhado por ele, não pode aprender a amar Deus. O pai da terra é a primeira noção que o filho tem do Pai do céu.

Os pais devem aproveitar os momentos de convívio – na hora do almoço e do lanche, nas conversas e nos passeios – para moldar a fé e o comportamento dos filhos segundo a fé da Igreja. Os pais devem ensinar aos filhos as boas maneiras, o respeito com cada pessoa, especialmente com os mais velhos, com os deficientes e pobres. É no lar que a criança precisa aprender o que é caráter, honradez, justiça, amor, pureza, bondade, desprendimento e humildade. É em casa que os pequenos aprendem a dizer sempre a verdade e a trabalhar. Enfim, o lar deve ser a primeira escola de virtude e de bons valores. O povo diz, com sabedoria, que “filho de peixe peixinho é”.

O livro do Eclesiástico, no capitulo 30, ensina como os pais devem educar os filhos. “Aquele que dá ensinamentos a seu filho será louvado por causa dele” (v.2). “Um cavalo indômito torna-se intratável, uma criança entregue a si mesma torna-se temerária” (v.8). “Não lhe dê toda liberdade na juventude, não feches os olhos às suas extravagâncias” (v. 11).

Os educadores são unânimes em dizer que educamos os filhos muito mais pelos exemplos do que pelas palavras. Então, os pais devem ter todo o cuidado com o seu comportamento diante dos filhos. Se ele mente, o filho aprende a mentir; se fala palavrões, o filho os repete; se a mãe é preguiçosa e desleixada, a filha a imita; se os pais rezam, os filhos rezam, naturalmente, sem dificuldade.

Disso tudo, vemos a importância que a família tem na formação na criança. E que dizer de muitas crianças que não tem um pai a seu lado, porque este abandonou a família? A base de tudo é a família. O filho tem o direito de ter um pai, uma mãe, um lar, ser amado e educado com todo amor.

Prof. Felipe Aquino

Papa altera parágrafo do Catecismo sobre pena de morte

Respeito a toda vida

Quinta-feira, 2 de agosto de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-altera-paragrafo-do-catecismo-sobre-pena-de-morte/

Alteração se dá a fim de reunir melhor o desenvolvimento da doutrina sobre a pena de morte nos últimos tempos

A Santa Sé anunciou nesta quinta-feira, 2, a nova redação do parágrafo 2267 do Catecismo da Igreja Católica, trecho que mostra a posição da Igreja sobre a pena de morte. A alteração foi aprovada pelo Papa Francisco. O objetivo da reformulação deste parágrafo é, segundo o Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Francisco Ladaria, tornar cada vez mais claro o posicionamento da Igreja acerca do respeito a toda a vida humana. (Confira a nova redação do parágrafo ao final do texto).

“Se, de fato, a situação política e social do passado tornava a pena de morte um instrumento aceitável para a proteção do bem comum, hoje a consciência cada vez maior de que a dignidade de uma pessoa não se perde nem mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos, a compreensão aprofundada do sentido das sanções penais aplicadas pelo Estado e o desenvolvimento dos sistemas de detenção mais eficazes que garantem a indispensável defesa dos cidadãos, contribuíram para uma nova compreensão que reconhece a sua inadmissibilidade e, portanto, apela à sua abolição”, afirmou o cardeal Ladaria em carta aos bispos da Igreja Católica.

O ensinamento da Carta encíclica Evangelium vitae, de João Paulo II foi, segundo Cardeal Ladaria, um importante documento utilizado por Francisco no novo trecho sobre a pena de morte. “O Santo Padre incluiu entre os sinais de esperança de uma nova civilização da vida ‘a aversão cada vez mais difusa na opinião pública à pena de morte, mesmo vista só como instrumento de “legítima defesa” social, tendo em consideração as possibilidades que uma sociedade moderna dispõe para reprimir eficazmente o crime, de forma que, enquanto torna inofensivo aquele que o cometeu, não lhe tira definitivamente a possibilidade de se redimir’.”, afirmou.

Desde João Paulo II, o cardeal recordou que os esforços para a abolição da pena de morte e o apelo ao respeito à dignidade da pessoa são sucessivos entre os Pontífices. Dom Ladaria recordou Bento XVI, que teve seu pontificado marcado por pedidos voltados aos responsáveis da sociedade para a necessidade da eliminação da pena capital, e agora Francisco, que ao pedir a revisão da formulação do Catecismo da Igreja Católica, reafirmou que a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa.

A nova formulação do parágrafo 2267 do Catecismo, expressa, de acordo com o cardeal Ladaria, um autêntico desenvolvimento da doutrina, que não está em contradição com os ensinamentos anteriores do Magistério. A iniciativa impulsionará, segundo o cardeal, um firme compromisso e diálogo respeitoso com as autoridades políticas, uma mentalidade que reconheça a dignidade de toda vida humana e a criação de condições que permitam eliminar o instituto jurídico da pena de morte, em vigor em alguns países. “O Evangelho nos convida à misericórdia e à paciência do Senhor, que oferece a todos, tempo para se converterem”, reiterou.

Confira a nova redação do parágrafo 2267:

2267. Durante muito tempo, considerou-se o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum.

Hoje vai-se tornando cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos. Além disso, difundiu-se uma nova compreensão do sentido das sanções penais por parte do Estado. Por fim, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que garantem a indispensável defesa dos cidadãos sem, ao mesmo tempo, tirar definitivamente ao réu a possibilidade de se redimir.

Por isso a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que «a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa»[1], e empenha-se com determinação a favor da sua abolição em todo o mundo.

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[1] Francisco, Discurso aos participantes no encontro promovido pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, 11 de outubro de 2017: L’Osservatore Romano, 13 de outubro de 2017, 5 (ed. port. 19 de outubro de 2017, 13).

Santo Evangelho (Mc 6, 30-34)

16º Domingo do Tempo Comum – 22/07/2018 

Primeira Leitura (Jr 23,1-6)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias:

1“Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho de minha pastagem, diz o Senhor! 2Deste modo, isto diz o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes o meu rebanho, e o afugentastes e não cuidastes dele; eis que irei verificar isso entre vós e castigar a malícia de vossas ações, diz o Senhor. 3E eu reunirei o resto de minhas ovelhas de todos os países para onde foram expulsas, e as farei voltar a seus campos, e elas se reproduzirão e multiplicarão. 4Suscitarei para elas novos pastores que as apascentem; não sofrerão mais o medo e a angústia, nenhuma delas se perderá, diz o Senhor. 5Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei nascer um descendente de Davi; reinará como rei e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra. 6Naqueles dias, Judá será salvo e Israel viverá tranquilo; este é o nome com que o chamarão: ‘Senhor, nossa Justiça’”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 22)

— O Senhor é o pastor que me conduz;/ felicidade e todo bem hão de seguir-me!
— O Senhor é o pastor que me conduz;/ felicidade e todo bem hão de seguir-me!

— O Senhor é o pastor que me conduz;/ não me falta coisa alguma./ Pelos prados e campinas verdejantes/ ele me leva a descansar./ Para as águas repousantes me encaminha,/ e restaura as minhas forças.

— Ele me guia no caminho mais seguro,/ pela honra do seu nome./ Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,/ nenhum mal eu temerei/ estais comigo com bastão e com cajado;/ eles me dão a segurança!

— Preparais à minha frente uma mesa,/ bem à vista do inimigo,/ e com óleo vós ungis minha cabeça;/ o meu cálice transborda.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me/ por toda a minha vida;/ e na casa do Senhor habitarei/ pelos tempos infinitos.

 

Segunda Leitura (Ef 2,13-18)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:

Irmãos: 13Agora, em Jesus Cristo, vós, que outrora estáveis longe, vos tornastes próximos, pelo sangue de Cristo. 14Ele, de fato, é a nossa paz: do que era dividido, ele fez uma unidade. Em sua carne ele destruiu o muro de separação: a inimizade. 15Ele aboliu a Lei com seus mandamentos e decretos. Ele quis, assim, a partir do judeu e do pagão, criar em si um só homem novo, estabelecendo a paz. 16Quis reconciliá-los com Deus, ambos em um só corpo, por meio da cruz; assim ele destruiu em si mesmo a inimizade. 17Ele veio anunciar a paz a vós, que estáveis longe, e a paz aos que estavam próximos. 18É graças a ele que uns e outros, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Mc 6,30-34)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Maria Madalena, primeira testemunha da Ressurreição de Jesus

Maria Madalena, discípula fiel, viveu uma vida de testemunho e de luta pela santidade

Natural de Mágdala, na Galileia, Maria Madalena foi contemporânea de Jesus Cristo, tendo vivido no Século I. O testemunho de Maria Madalena é encontrado nos quatro Evangelhos:

“Os doze estavam com ele, e também mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças. Maria, dita de Mágdala, da qual haviam saído sete demônios…” (Lc 8,1-2).

Após ter sido curada por Jesus, Maria Madalena coloca-se a serviço do Reino de Deus, fazendo um caminho de discipulado, de seguimento a Nosso Senhor no amor e no serviço. E este amor maduro de Maria Madalena levou-a até ao momento mais difícil da vida e da missão de Nosso Senhor, permanecendo ao lado d’Ele: “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena” (Jo 19,25).

Maria Madalena foi a primeira testemunha da Ressurreição de Jesus: “Então, Jesus falou: ‘Maria!’ Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: ‘Rabûni!’ (que quer dizer: Mestre)” (Jo 20,16).

A partir deste encontro com o Ressuscitado, Maria Madalena, discípula fiel, viveu uma vida de testemunho e de luta pela santidade.

Existe também uma tradição de que Maria Madalena, juntamente com a Virgem Maria e o Apóstolo João, foi evangelizar em Éfeso, onde depois veio a falecer nesta cidade.

O culto à Santa Maria Madalena no Ocidente propagou-se a partir do Século XII.

Santa Maria Madalena, rogai por nós!

Eliminando os maus vícios

Para manter-se fiel é preciso ser coerente

Nossa vida nem sempre está preparada para acolher novidades, projetos novos, etc. A vida pode ser comparada a um campo virgem; no momento em que se deseja plantar nele, é preciso prepará-lo bem. O agricultor, que somos nós, prepara o terreno, busca fertilizar a terra e só depois planta os grãos. Enquanto não era fértil, nada nele crescia, mas agora que o terreno é bom, nele também podem crescer sementes de outras plantas que não foram semeadas, que estavam ali antes do solo ser adubado e que colocam em risco a boa semente. Assim também acontece com um ideal.

Ao lado de um ideal, surgem também vícios e hábitos adquiridos antes dele, os quais, se não forem combatidos, acabam por ferir ou mesmo destruir todo o objetivo, todo o projeto e, por fim, toda a vida. Não é possível cultivar costumes de naturezas diversas no mesmo campo. No Evangelho de Mateus (Mt 13), encontramos a parábola do semeador e vemos os riscos que a semente corre para seu desenvolvimento, porque o terreno está cheio de hostilidades. Se os espinhos crescem ao lado da boa semente, podem vir a sufocá-la. O ideal, que é a semente, era boa; a terra era de boa qualidade e fertilizada, mas as pragas do campo terminaram por sufocar a semente.

O bom trigo não cresce onde os espinhos não são arrancados. Por isso, se não arrancamos de nós os hábitos contrários aos nossos projetos, eles acabarão sufocando aquilo que de bom estávamos cultivando. Ao lado de um ideal sempre crescem seus opostos; se algo é exigente, a preguiça e a distração logo se achegam como uma força contrária que impulsiona a abandonar tudo. Podemos ter os melhores projetos e propósitos, mas se não estivermos atentos às vozes contrárias que se insinuam, desorganizam nossa vida e enfraquecem nossas determinações, teremos nosso terreno, onde foi semeado o bom trigo, transformado em um grande matagal de espinhos; pior ainda quando se termina por apenas justificar a infidelidade e abandonar o terreno.

É sempre muito forte em nós um hábito antigo, um vício, etc. Se não ficarmos atentos, podemos, depois de ter trabalhado tanto, ter nosso terreno transformado em selva. Imagine tanto tempo e esforço investido em algo que, depois, termina em nada, porque faltou o último esforço. Parecendo com alguém que prepara um bolo e, depois, o deixa queimar no forno, perdendo, assim, os ingredientes e o esforço, ainda sobrando a fôrma para ser lavada.

Um exemplo disto nos dá São Paulo (1Cor 9,24-25) “Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. Todo atleta se impõe todo tipo de disciplina. Eles assim procedem para conseguir uma coroa corruptível. Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível”.

Não se compreende alguém que, desejando um casamento feliz, não procura crescer nas qualidades necessárias para um bom matrimônio e termina por destruí-lo apenas por não ter lutado contra os hábitos incompatíveis a ele. Ou alguém que, num momento de dificuldade, não busca adequar seu jeito de ser ou comportamento, de tal forma que possa superar o problema. A boa disposição deve comportar a capacidade de privar-se daquilo que é menor que o ideal, de tal forma a poder conquistá-lo. Não é possível ficar com a melhor parte de tudo.

Para manter-se fiel e perseverante é preciso ser coerente. Quando se propõe uma meta, um ideal de vida e um crescimento é preciso limpar a alma do vício que lhe é contrário. Interessante que uma gota de veneno em um copo de água limpa torna toda a água um veneno; mesmo a proporção do mal sendo pequena, ele é sempre nocivo. É preciso escolher. Não pode haver incompatibilidade entre os ideais e os meios para atingi-los. Devemos rejeitar tudo que é incompatível com nosso ideal de vida para conseguirmos realizá-lo um dia. Uma vez que se deseja algo também é preciso desejar os meios corretos que conduzem a ele, mesmo que existam incômodos que, se rejeitados, conduziriam o ideal ao fracasso.

Padre Antônio Xavier – Comunidade Canção Nova
http://blog.cancaonova.com/padrexavier

Milagres de Santo Antônio

Santo Antônio, um dos santos mais venerados da Igreja no Brasil

O milagre dos peixes

Santo Antônio foi em vida pregar na cidade de Rímini, onde dominavam os hereges. Eles resolveram, de comum acordo, não ouvi-lo em hipótese alguma. Frei Antônio subiu ao púlpito e viu que, diante de sua presença, quase todos se retiravam e fugiam. Não esmoreceu porém o seu zelo, pregou aos que tinham ficado e, inflamado de ardor celeste, falou com tal energia que aqueles hereges reconheceram seu erro e resolveram mudar de vida. O Santo não se contentou com aquele resultado parcial e, retirando-se a uma cela, elevou preces ao Altíssimo para que toda a cidade se convertesse. Saindo do retiro, foi direto às praias do Mar Adriático e, em altas, clamou aos peixes que o ouvissem e celebrassem os louvores do seu supremo Criador, já que os homens ingratos não queriam fazê-lo. Diante daquela voz imperiosa, apareceram logo os incontáveis habitantes das águas, e se distribuíram ordenadamente, cada qual junto com os da sua espécie e tamanho. Os peixes ergueram suas cabeças da água e ficaram longo tempo imóveis, a ouvi-lo.

O prato envenenado

Alguns hereges resolveram matar Santo Antônio, envenenando-o. Convidaram-no certo dia a comer com eles, dando como pretexto debater alguns artigos da Fé. Santo Antônio nunca se negava a comparecer a essas disputas e polêmicas. Os hereges puseram diante dele, entre outros pratos, um que continha veneno mortal. Antes que o tocasse, Deus revelou-lhe a cilada e o Santo, conservando toda a calma, repreendeu os hereges pela traição que lhe faziam. Vendo descoberto seu intento perverso, não se abalaram e responderam cinicamente: “É verdade que esse prato tem veneno, mas nós o colocamos aí porque desejamos fazer uma experiência: no Evangelho está escrito que Jesus Cristo disse aos seus discípulos que ainda que tomassem veneno mortal nenhum mal sofreriam, e estamos querendo saber se és de fato discípulo de Cristo”. Santo Antônio fez o sinal da Cruz sobre aquele prato e o comeu com apetite, saboreando a comida envenenada como se fosse alimento saudável, e nada sofreu, deixando mais uma vez os hereges confusos e assombrados.

O milagre da bilocação

No domingo de Páscoa, enquanto pregava na Catedral, Santo Antônio lembrou-se de que fora designado para entoar a Alleluia, na Missa que se celebrava naquele momento na Igreja do Convento franciscano. Não querendo faltar com a obediência e não podendo descer do púlpito, parou um pouco, calou-se como se estivesse retomando a respiração e, nesse momento foi milagrosamente visto no Coro de seu convento, entoando a Alleluia. Esse prodigioso milagre de bi locação foi visto e certificado por testemunhas, e logo se divulgou, aumentando em todos os locais a veneração pelo grande taumaturgo. Isso, evidentemente, resultou em ainda maior proveito para seu trabalho apostólico.

Controle sobre o tempo

Num dia de festa, em Limoges, Santo Antônio pediu licença para pregar numa igreja paroquial. Como era imensa a sua fama, juntou-se tanto povo que não cabia no recinto, e foi obrigado a pregar em praça pública. Mal havia começado o sermão, os céus se escureceram, e principiaram relâmpagos e trovões, anunciando tempestade próxima. O povo, atemorizado, começou a murmurar e já se dispunha a sair dali em busca de abrigo. Mas Santo Antônio pediu silêncio e, em nome de Deus, assegurou que não choveria naquele local, recomendando a todos que ficassem atentos à pregação. Tranquilizados, os fiéis ouviram o sermão até o fim. Quando se retiravam para suas casas verificaram, com muita admiração, que embora estivesse perfeitamente seco o local da pregação, todas as redondezas estavam completamente alagadas pela tempestade.

Santo Antônio cura um insano

Em meio a um sermão de Santo Antônio, entrou um louco que, com vozes e gestos desordenados, perturbava os ouvintes, que não conseguiam prestar atenção nas palavras do pregador. De repente, em meio à agitação, o louco disse: “Não sossegarei enquanto aquele homem (e apontou para Santo Antônio) não me der o cordão que usa na cintura”. O Santo retirou o cordão e com ele envolveu o louco, que foi imediatamente curado e adquiriu juizo perfeito.

Menino salvo pela fé

Quando pregava em Briba, uma senhora, na pressa de ir ouvi-lo, deixou sobre o fogo um caldeirão com água, sem se lembrar que seu filho pequeno ficava sozinho em casa. Ao chegar da pregação, viu com horror que o menino havia caído dentro do caldeirão e que a água estava fervendo. Bem se pode imaginar os gritos de desespero que deu a pobre mãe! Nem se atrevia a se aproximar, certa de se encontrar a inocente vítima horrivelmente queimada e morta. Mas, cheia de fé em Santo Antônio, invocou-o e quando chegou o filho estava são e salvo, brincando e pulando na água fervente, sem que esta lhe fizesse mal.

A chuva não molhou as roupas de uma criada

Certo dia, faltou ao convento de Briba alimentação para a comunidade, e Frei Antônio mandou que se fosse pedir a uma senhora devota que possuía uma grande propriedade, a esmola de algumas verduras. Apesar de estar chovendo fortemente, a piedosa senhora ordenou a uma criada que fosse apanhar as verduras na horta, que ficava distante da casa. A criada obedeceu, mas muito mal-humorada com aquela ordem incômoda e inesperada. Foi quando se deu conta de que, apesar da chuva torrencial que caía, não estava molhando nem os pés nem a roupa. Chegou à horta, colheu as verduras, foi entregá-las no convento e retornou à casa completamente seca. Tanto ela quanto sua senhora ficaram assombradas diante daquele prodígio, e não mais se cansaram de apregoar os altos merecimentos do Santo.

Ressuscitou um morto

Vinha Frei Antônio de uma aldeia, carregado e muito cansado, quando encontrou no caminho um carroceiro que levava no veículo um homem adormecido. O Santo pediu-lhe por amor de Deus que levasse nele alguns víveres que ele e seu companheiro haviam recebido de esmola para o sustento da comunidade e que traziam penosamente às costas. O carroceiro respondeu de modo rude que não podia, porque estava conduzindo um defunto no carro. O Santo acreditou, rezou pelo descanso eterno da alma do falecido e continuou seu caminho. Qual não foi o espanto do carroceiro quando, mais tarde, foi acordar o amigo que supunha adormecido e o encontrou realmente morto! Cheio de confusão e arrependimento, foi em busca de Santo Antônio e prostrou-se aos seus pés, pedindo-lhe humildemente perdão. Frei Antônio se compadeceu do homem, aproximou-se da carroça e, depois de uma curta oração, fez o sinal da Cruz sobre o cadáver e o restituiu milagrosamente à vida.

Salvou um homem da morte por esmagamento

Durante a construção do convento de Leontino, aconteceu o seguinte milagre: Estava sendo conduzida para o portal da igreja uma grande pedra; ao ser retirada da carroça, caiu sobre o carroceiro e lhe esmagou o corpo, deixando-o à beira da morte. Frei Antônio, querendo por humildade ocultar seu dom de fazer milagres, disse aos presentes que invocassem o auxílio do Venerável Pai São Francisco. Imediatamente levantou-se o homem ferido, perfeitamente são, como se nenhum acidente lhe tivesse ocorrido.

Curou um menino paralítico

Aproximou-se dele uma mulher, trazendo nos braços um filho paralítico de nascença, e rogando em altos brados que o curasse. O Santo manifestou certo desagrado por aquela forma ruidosa de pedir algo que o repugnava a sua humildade, mas a mulher não se calou. Tanto ela pediu e suplicou, auxiliada por Frei Lucas, que na ocasião acompanhava o Santo, que este, afinal, se deixou vencer e fez sobre o menino paralítico o sinal da cruz, curando-o imediatamente. Com modéstia, atribuiu o milagre não à sua virtude, mas à fé da boa mulher e recomendou-lhe que não contasse o ocorrido à ninguém enquanto ele fosse vivo.

O Menino Jesus aparece para o Santo

Certa vez, Santo Antônio precisou de um alojamento em Pádua, e um senhor nobre de nome tiso, da família dos Condes de Camposampiero, teve a honra de o acolher em sua casa. Uma noite, vendo o lado de fora do quarto em que Frei Antônio rezava alguns raios de luz extraordinária, aproximou-se e viu o Santo segurando nos braços um gracioso Menino que suavemente o acariciava. Ficou cheio de espanto por tão extraordinária maravilha, e compreendeu que era o Menino Jesus que se tornara visível ao Santo para o recompensar com celestes consolações das grandes fadigas que sofria por sua glória. Nesse meio tempo, o Menino desapareceu. Saindo do êxtase, Frei Antônio deixou o quarto e dirigiu-se ao dono da casa, dando-lhe a conhecer que já sabia ter ele observado a aparição. Pediu então com a maior insistência que não revelasse o que tinha visto. Tiso cumpriu a palavra, e somente depois da morte do Santo deu a público o extraordinário acontecimento, que de tal modo o tocara que, todas as vezes que o relatava, não conseguia reter as lágrimas.

Reconstitui um pé decepado

Um jovem chamado Leonardo confessou-se com o Santo e acusou-se de ter, levado pela cólera, dado um pontapé em sua mãe. Frei Antônio, para fazê-lo compreender a gravidade do pecado que cometera, disse-lhe: “Teu pé bem merecia ser cortado”. Essas palavras impressionaram tão fortemente o jovem, que este,chegando a sua casa, aterrado com o que fizera, cortou fora o pé, o qual, caindo com ruído no chão, fez com que sua mãe acorresse para ver o que estava acontecendo. Horrorizada com a cena e por saber as razões pelas quais o filho assim procedera, correu logo a procurar Frei Antônio, que foi à casa do rapaz. Comovido pelo estado em que o encontrou, quase à beira da morte pelo sangue perdido, animou-o a ter confiança em Deus. O rapaz se reanimou e o Santo, pegando o pé cortado, recolocou-o no lugar. Imediatamente se reuniram na perfeição os ossos, os nervos, as artérias, os músculos, a carne e a pele. O sangue voltou a circular, cessaram as dores e só ficou um sinal do golpe, em testemunho do grande milagre sucedido.

Faz um morto falar para defender seu pai

Aconteceu que um rapaz foi assassinado perto da casa de Martim de Bulhões, e os assassinos, por malvadez, levaram o corpo para o quintal de Martim e ali o enterraram sem que o proprietário do terreno se desse conta. Mais tarde, foi descoberto pela Justiça o corpo de delito em casa do infeliz fidalgo, e este foi acusado pelo crime. Diante dos gravíssimos indícios de que era culpado, permaneceu quinze meses preso e, afinal, estava sendo julgado e seria com certeza condenado à morte. Deus, porém, houve por bem avisar a Frei Antônio do perigo que ameaçava seu pai terreno, e o Santo foi logo pedir ao Guardião do convento que o deixasse ausentar-se de Pádua por um tempo breve. De Pádua, viu-se transportado num instante a Lisboa, onde se apresentou ao tribunal e, depois de beijar a mão de seu pai em sinal de respeito, tomou a sua defesa. Os juízes ficaram impressionados com o aparecimento daquele inesperado advogado, e com a segurança com que ele falava, mas não se convenceram da inocência do réu, tantas eram as aparências de que Martim de Bulhões era culpado. Faltando testemunhas de defesa, Santo Antônio apelou para o depoimento do assassinado. Os assistentes, surpresos com a estranha proposta, já se dispunham a rir. Mas Frei Antônio insistiu e os juízes levados pela curiosidade, consentiram que ele chamasse o morto como testemunha da defesa. Chegados à sepultura do falecido, o Santo ordenou que a abrissem, e chamou o frio cadáver em voz alta, ordenando-lhe em nome de Deus que dissesse aos juízes se era verdade que Martim de Bulhões o assassinara. Levantou-se logo o morto e, como se estivesse vivo, respondeu com voz sonora e ouvida por todos que Martim de Bulhões era inocente e não se havia manchado no seu sangue. Em seguida, novamente se deitou na sepultura, e o Santo, depois de se despedir do pai, desapareceu. Ficaram os juízes e a assistência assombrados com o milagre portentoso que acabavam de presenciar, e o nobre Martim de Bulhões, graças ao seu santo filho, salvou a vida e conservou seu nome sem desonra.

Salva seu pai da prisão

Já anteriormente, enquanto o Santo estava em Milão, havia salvado seu pai da desonra e do descrédito. Martim de Bulhões era depositário, em Lisboa, de valores elevados pertencentes ao Rei, destinados ao pagamento de despesas relativas ao serviço público. Confiando em pessoas que não eram dignas, Martim adiantou quantias consideráveis a várias pessoas que deveriam recebê-las, mas não lhes pediu os recibos. Quando chegou a hora da prestação de contas ao tesouro real, os indivíduos mentiram, negando ter recebido as quantias, e Martim foi preso, sendo seus bens embargados. Estava o Santo pregando numa praça de Milão quando soube que naquele momento estava o pai diante dos juízes. Encostou-se no púlpito e naquela mesma hora apareceu em Lisboa, diante do tribunal. Saudou os juízes e depois, com ar severo, increpou os mentirosos que negavam ter recebido o dinheiro: “Vós desafiais a Deus, negando que recebestes o dinheiro de meu pai. Ele confiou em vós, e vós lhe retribuís arrastando-o para a desonta, juntamente com sua família! Vós, em tal dia (e foi dizendo a cada um), em tal hora, em tal lugar, recebestes tanto, vós tanto, vós, tanto… Confessai a verdade, se não quereis que Deus vos mande um terrível castigo”. Os culpados confessaram que haviam mentido e o Santo ainda conseguiu dos juízes que fossem perdoados. Depois abraçou o pai, beijou-lhe respeitosamente a mão e… no mesmo instante recomeçava em Milão o sermão interrompido!

Recupera os cabelos arrancados de uma mulher

Em Arezzo vivia um homem nobre, mas tão colérico que quando se irritava parecia ter perdido o juízo. A esposa, senhora de muito siso e prudência, teve um dia a infelicidade de proferir umas palavras que encolerizaram o marido, a tal ponto que ele se atirou sobre ela a maltratou cruelmente, chegando a lhe arrancar os cabelos. Aos gritos da infeliz acorreram os vizinhos, socorrendo-a e deixando-a quase morta na cama. O marido, depois de serenar, envergonhou-se do que tinha feito. Lembrando-se da fama de Santo Antônio, foi procurá-lo e, arrependido, pediu que o ajudasse. O piedoso Santo foi logo procurar a senhora, abençoou-a, e fez-lhe o sinal da Cruz e se pôs a rezar. Pouco a pouco ela foi recuperando o antigo vigor e, por milagre insigne, quando se ajoelhou aos pés do Santo reapareceu lhe todo o cabelo.

Conserva um copo intacto e faz nascer uvas numa videira sem frutos

Um soldado espanhol, chamado Aleardino, que havia perdido a Fé católica, chegou a Pádua no dia do enterro de Santo Antônio. Jactando-se de sua incredulidade, segurou um grande compo de vidro e disse a muitas pessoas que o censuravam: “Se este copo ficar inteiro depois que eu o atirar àquelas pedras, acreditarei que esse padre faz milagres”. E atirou o copo com toda a força, mas ele não se partiu. Abjurou então de seus erros, publicamente, e quis converter a um amigo, também incrédulo. Chegou, pois, ao amigo e lhe contou todo o acontecido, mostrando-lhe o copo objeto do prodígio. O amigo ouviu-o com risadas e sinais de desprezo, e respondeu: “Não acredito no que dizes. O que estás dizendo é tão impossível como aquela videira (e apontou para uma que estava perto, completamente sem folhas e frutos) de repente se ver carregada de ramos e cachos, e nós com suas uvas fazermos um vinho que encha esse teu copo!” Mal acabara de falar, a videira se encheu prodigiosamente de folhas e belos cachos de saborosas uvas, as quais, espremidas por Aleardino, encheram o copo com seu licor maravilhoso. Esse copo ainda hoje se conserva no relicário da Basílica de Santo Antônio, em Pádua.

Faz achar um anel sumido

D. Inácio Manrique, Bispo de Córdoba e Inquisidor Geral da Espanha, muito devoto de Santo Antônio, possuía um anel que estimava grandemente. Certo dia notou a falta dele: ou o tinha perdido, ou o tinham furtado. Passou-se muito tempo sem que o anel aparecesse. Um dia, estava o Prelado à mesa com alguns senhores seus parentes, quando casualmente se falou no poder de Santo Antônio para encontrar bens perdidos. Disse então o Bispo: “Tenho recebido grandes favores do Santo, mas ele ainda não ouviu as súplicas que lhe tenho feito para achar um anel que perdi”. Mal tinha acabado de proferir essas palavras quando o anel desaparecido caiu no meio da mesa, à vista de todos, sem que ninguém soubesse explicar de onde vinha…

Ajuda um Bispo a recuperar papéis perdidos

Estava saindo de Tolosa o Bispo D. Frei Ambrósio Catarino, grande escritor. Levava na bagagem muitos papéis e apontamentos particulares para polemizar com os hereges, e um livro intitulado A Glória dos Santos. Já tinha caminhado dezenas de quilômetros quando notou que haviam caído no caminho três escritos preciosos que muito trabalho lhe tinham dado. Com enorme tristeza, refez o caminho, para ver se os encontrava. Não houve cuidado nem providência que não tomasse para reencontrar os manuscritos, mas tudo em vão. Lembrou-se então de Santo Antônio, dirigiu a ele uma prece fervorosa, prometendo que se encontrasse o que perdera, acrescentaria ao livro A Glória dos Santos a narração daquela graça de Santo Antônio. Nesse mesmo instante aproxima-se dele um desconhecido que lhe pergunta se não havia perdido uns papéis. E, ante a reposta afirmativa do Prelado, estende-lhe os papéis tão desejados!

Recupera um anel desaparecido

Na vila de Alcácer do Sal vivia um homem rico muito devoto, que tinha o costume de todos os anos pagar as despesas da festa de Santo Antônio. Aconteceu que esse senhor certo dia foi lavar as mãos junto a um poço muito profundo que possuía em seu quintal e, num movimento desastrado, deixou cair dentro um anel pelo qual tinha muita estima. Todas as tentativas feitas para recuperá-lo foram inúteis. Confiou então o caso a Santo Antônio e não pensou mais nele. Tempos depois, durante a festa de Santo Antônio que, como de costume custeara, estava o homem dentro da igreja, assistindo à solenidade. Nisso aproximou-se dele um criado muito contente, e lhe estendeu o anel. Ante a curiosidade do senhor, esclareceu que tinha ido tirar água do poço e deixara nele cair o balde. Lançara então um gancho para prendê-lo e, ao puxar, na ponta do gancho viera o anel, tão bem encaixadinho que parecia ter sido posto de propósito por alguém. Curiosamente, Santo Antônio parece ter querido demorar a devolução do anel até sua festa, para manifestar quanto lhe agradava a devoção do bom homem pela mesma festa.

Fonte: Site Igreja Hoje  

3 conquistas de quem é conduzido pelo Espírito Santo

Quarta-feira, 16 de maio de 2012 / Kelen Galvan / Da Redação / Reuters  

Papa saúda peregrinos presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, para a Catequese desta quarta-feira, 16  

Após ter dedicado as últimas catequeses sobre a oração nos Atos dos Apostólos, o Papa Bento XVI anunciou que a partir desta quarta-feira, 16, as próximas catequeses refletirão sobre a oração nas cartas de São Paulo.

O Santo Padre destacou que um primeiro elemento ensinado pelo apóstolo Paulo é que a oração não deve ser vista como uma “simples boa obra” que as pessoas fazem para Deus mas, antes de tudo, é um dom, fruto da presença vivificante do Pai e de Jesus Cristo em cada um.

Sabemos que é verdadeiro o que diz São Paulo, na carta aos Romanos, afirmou Bento XVI, de que “não sabemos rezar de modo conveniente” (Rm 8, 26). “Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entre em verdadeiro diálogo”, explicou o Papa.

Mas é exatamente essa falta de palavras e também o desejo de entrar em contato com Deus, que é “a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva e interpreta diante de Deus”, disse o Santo Padre explicando as palavras do apóstolo. “Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer”, ressaltou.

Bento XVI destacou também três consequências na vida dos cristãos quando se deixam conduzir pelo Espírito Santo.       A primeira é que com a oração a pessoa experimenta a liberdade doada pelo Espírito: “uma liberdade autêntica, que é liberdade do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus”. O Papa explicou que sem a oração animada pelo Espírito, que alimenta a cada dia a intimidade dos fiéis com Cristo, esses permanecerão na condição descrita pelo Apóstolo: “não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos” (Rm 7, 19).

Uma segunda consequência, de acordo com o Santo Padre, é que “o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo” ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. “Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na perspectiva de participar também da sua glória” (Rom 8,17), enfatizou.

E o terceiro ponto é que a oração do fiel se abre às dimensões da humanidade e de toda criação, se torna intercessão pelos outros e assim, ele libera a si mesmo, para ser canal de esperança para toda criação (cf. Rm 8, 19). “A oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros”, disse Bento XVI.

Por fim, o Papa destacou que São Paulo ensina os cristãos quanto ao dever de se abrirem na oração à presença do Espírito Santo, “o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis para nos levar a aderir a Deus de todo o coração”.

“O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração ‘fraca’, a luz da nossa oração ‘apagada’, o fogo da nossa oração ‘árida’, doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós e abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação”, concluiu.

 

Catequese Bento XVI – Oração Cartas de Paulo (1)
Boletim de Sala de Imprensa da Santa Sé (Tradução: Mirticeli Medeiros – equipe do CN notícias)

Queridos irmãos e irmãs,

Nas últimas catequeses refletimos sobre a oração nos Atos dos Apóstolos, hoje gostaria de começar a falar sobre a oração nas cartas de São Paulo, o apóstolo dos gentios. Antes de tudo, queria fazer notar como as suas cartas sejam introduzidas e se fechem com expressões de oração: no início agradecimento e louvor, e no final, desejo de que a graça de Deus guie o caminho das comunidades as quais é endereçada a carta. Entre a fórmula de abertura: “agradeço o meu Deus por meio de JEsus Cristo” (Rm 1,8), e o desejo final: “a graça do Senhor Jesus esteja com todos vocÊs” (I Cor. 16,23), se desenvolvem os conteúdos das cartas do Apóstolo. Aquela de São Paulo é uma oração que se manifesta em uma grande riqueza de formas que vão desde o agradecimento à benção, do louvor ao pedido de intercessão, do hino à súplica: uma variedade de expressões que demonstra como a oração envolva e penetre todas as situações da vida, sejam aquelas pessoais, sejam aquelas das comunidade às quais se dirige.

Um primeiro elemento que o apóstolo quer nos fazer compreender é que a oração não deve ser vista como uma simples obra boa feita por nós para Deus, uma ação nossa. É, antes de tudo, um dom, fruto da presença viva, vivificante do Pai e de Jesus Cristo em nós. Na carta aos Romnanos, escreve: “Do mesmo modo, o Espírito Santo vem em auxílio à nossa fraqueza: não sabemos, de fato, como rezar em modo conveniente, mas o Espírito mesmo intercede com gemidos inefáveis (8,26). E sabemos como é verdadeiro o que diz o Apóstolo: “Não sabemos como rezar em modo conveniente”. Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entre em verdadeiro diálogo. O apóstolo diz: exatamente essa falta de palavas, essa ausência de palavras, e também o desejo de entrar em contato com Deus, é a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva, interpreta diante de Deus. Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer.

Na oração nós experimentamos, mais que em outras dimensões da existência, a nossa fraqueza, a nossa pobreza, o nosso ser criaturas, porque somos colocados diante da Onipotência e da transcendência de Deus. E quanto mais progredimos na escuta e no diálogo com Deus, para que a oração se torne o respiro cotidiano da nossa alma, mais percebemos a dimensão do nosso limite, não somente diante das situações concretas de cada dia, mas também em relação ao próprio relacionamento com o Senhor. Cresce então em nós, a necessidade de confiar, de confiarmo-nos sempre mais a Ele; compreendemos que “não sabemos…como rezar de modo conveniente” (Rom 8,26). E é o Espírito Santo que ajuda a nossa incapacidade, ilumina a nossa mente e esquenta o nosso coração, guiando o nosso dirigir-se a Deus. Para São Paulo, a oração é, sobretudo, o agir do Espírito Santo na nossa humanidade, que se encarrega da nossa fraqueza e transforma-nos de homens ligados às realidades materiais em homem espirituais. Na primeira Carta aos Coríntios diz: “Agora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus para conhecer aquilo que Deus nos deu. Desta nós falamos, com palavras não sugeridas pela sabedoria humana, mas sim, ensinadas pelo Espírito, exprimindo coisas espirituais em termos espirituais” (2,2-12). Com o seu habitar na nossa fragilidade humana, o Espírito Santo nos transforma, intercede por nós, nos conduz às alturas de Deus (Rom 8,26).

Com essa presença do Espírito Santo se realiza a nossa união a Cristo, já que se trata do Espírito do Filho de Deus, no qual nos tornamos filhos. São Paulo fala do Espírito de Cristo (Rom 8,9), não somente do Espírito de Deus. É obvio: se Cristo é o Filho de Deus, o seu Espírito é também Espírito de Deus e assim, se o Espírito de Deus, Espírito de Cristo, se torna já muito próximo a nós no Filho de Deus e no Filho do Homem, o Espírito de Deus se torna também espírito humano e nos toca; podemos entrar na comunhão do Espírito. É como se disesse que não somente Deus Pai se fez visível: na Encarnação do Filho, mas também o Espírito de Deus se manifesta na vida e na ação de Jesus, de Jesus Cristo, que viveu, foi crucificado, morreu e ressuscitou. O Apóstolo recorda que “ninguém pode dizer “Jesus é o Senhor”, se não sob a ação do Espírito Santo” (I Cor 12,3). Portanto, o Espírito orienta o nosso coração a Jesus Cristo, de modo que não sejamos mais nós a viver, mas Cristo a viver em nós” (Gal 2,20). Nas suas Catequeses sobre os Sacramentos, refletindo sobre a Eucaristia, Santo Ambrósio afirma: “Quem se inebria do Espírito, está enraizado em Cristo” (5,3.17: PL 16, 450).

E gostaria agora de evidenciar três consequências da nossa vida cristã quando deixar operar em nós não o Espírito do mundo, mas o Espírito de Cristo como princípio interior de todo o nosso agir.

Antes de tudo, com a oração animada pelo Espírito, somos colocados em condição de abandonar e superar todo medo e escravidão, vivendo a autêntica liberdade dos filhos de Deus. Sem a oração que alimenta cada dia o nosso ser em Cristo, em uma intimidade que cresce progressivamente, nos encontramos na condição descrita por São Paulo na Carta aos Romanos: não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos (Rom 7,19). E esta é a expressão de alienação do ser humano, de destruição da nossa liberdade, para as circunstâncias do nosso ser para o pecado original: queremos o bem que não fazemos e fazemo aquilo que não queremos, o mal. O Apóstolo quer fazer entender que não é a nossa vontade a liberar-nos desta condições e nem mesmo a Lei, mas sim, o Espírito Santo. E já que, “onde está o Espírito do Senhor, está a liberdade” (II Cor 3,17), com a oração experimentamos a liberdade doada pelo Espírito: uma liberdade autêntica, que é liberdade  do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus. A liberdade do Espírito, continua São Paulo, não se identifica nunca com a libertinagem, nem com a possibilidade de fazer a escolha pelo mal, mas sim, com o fruto do Espírito que é amor, alegria, paz, magnamidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio de si” (Gal 5,22). Esta é a verdadeira liberdade: poder realmente seguir o desejo do bem, da verdaeira alegria, da comunhão com Deus e não ser oprimido pelas circunstâncias que nos pedem outras direções.

Uma segunda consequência se verifica na nossa vida quando deixamos agir em nós o Espírito de Cristo é que o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na expectativa de participar também da sua glória (Rom 8,17). Muitas vezes, na nossa oração, pedimos a Deus de sermos liberados do mal físico e espiritual, e o fazemos com grande confiança. Todavia, frequentemente temos a impressão de não sermos ouvidos e então caímos no risco de nos desencorajarmos e de não perseverar. Na realidade, não existe grito humano que não escutado por Deus e exatamente na oração constante e fiel, compreendemos com São Paulo que os sofrimentos do tempo presente não impedem a glória futura que será revelada em nós (Rom 8,18). A oração não nos isenta da prova ou dos sofrimentos, mas – diz São Paulo –  nós gememos interiormente esperando a adoração de filhos, a redenção do nosso corpo” (Rom 8,26); ele diz que a oração não nos isenta do sofrimento, mas a oração nos permite vivê-lo e enfrentá-lo com uma força nova, com a mesma confiança de Jesus, o qual – segundo a carta aos hebreus – “nos dias da sua vida terrana ofereceu orações e súplicas com fortes gritos e lágrimas, a Deus que podia savá-lo da morte e, pelo seu pleno abandono, foi ouvido” (5,7). A resposta de Deus Pai ao Filho, aos seus fortes gritos e lágrimas, não foi a libertação dos sofrimentos, da cruz, da morte, mas foi uma realização muito maior, uma resposta muito mais profunda; através da cruz e da morte, Deus respondeu com a ressurreição do Filho, com a nova vida. A oração animada pelo Espírito Santo leva-nos também a viver cada dia o caminho da vida com suas provas e sofrimentos, na plena esperança, na confiança em Deus que responde como respondeu a seu Filho.

E, terceiro, a oração do fiel se abre também às dimensões da humanidade e de toda a criação, tomando a ardente expectativa da criação, colocada em direção à revelação dos filhos de Deus (Rom 8,19). Isso significa que a oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros. Se torna intercessão pelos outros, e assim liberação de mim, canal de esperança para toda a criação, expressão daquele amor de Deus que foi derramos sobre os nosso corações por meio do Espírito que nos foi dado (Rom 5,5). E exatamente esse é um sinal de verdadeira oração, que não se encerra em nós mesmos, mas se abre aos outros e assim me libera, assim ajuda a redenção do mundo.

Queridos irmãos e irmãs, São Paulo nos ensina que na nossa oração devemos abrir-nos à presença do Espírito Santo, o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis, para levar-nos a aderir a Deus com todo o nosso coração e com todo o nosso ser. O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração “fraca”, a luz da nossa oração “apagada”, o fogo da nossa oração “árida”, doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós, abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação ” que geme e sofre as dores de parto” (Rom 8,22).

Obrigado!

Oração das mães pelos filhos

Maternidade

É grande o poder da oração de uma mãe para seu filho

Deus estabeleceu uma lei: precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida para sermos atendidos. Jesus foi enfático: “E eu vos digo: pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11,8-10).

Jesus disse isso depois de contar aquele caso do vizinho que bateu na porta da casa do outro para pedir um pouco de pão à meia noite, porque tinha recebido uma visita e estava sem pão. Como o outro não o quis atender, Jesus disse: “Eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação, se levantará e lhe dará quantos pães necessitar”.

A oração da mãe pelos filhos

Ora, o que Jesus está querendo nos ensinar com isso? Que devemos fazer o mesmo com Deus. Importuná-lo! Mas por que Deus faz assim? É para saber se, de fato, confiamos n’Ele, se temos fé de verdade, como aquela mulher cananeia, que não era judia, mas pediu, com insistência, que Ele curasse o filho endemoniado dela.

“E eis que uma cananeia, originária daquela terra, gritava: ‘Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio’” (Mt 15, 22). Quando Jesus lhe disse que não podia tirar os pães dos filhos (judeus) para dar aos cachorrinhos (pagãos), ela não desistiu, e pediu para receber, ao menos, as migalhas que caiam da mesa. Jesus ficou tocado e curou a filha dela. “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como desejas”. E na mesma hora sua filha ficou curada.

Se pedimos uma vez ou duas, mas não recebemos a graça, e não pedimos mais, é porque não confiamos no Senhor. Santo Agostinho ensinou o seguinte:

“Deus não nos mandaria pedir se não nos quisesse ouvir. A oração é uma chave que nos abre as portas do céu. Quando vires que tua oração não se apartou de ti, podes estar certo de que a misericórdia tão pouco se afastou de ti. Os grandes dons exigem um grande desejo, porquanto tudo o que se alcança com facilidade não se estima tanto como o que se desejou por muito tempo. Deus não quer te dar logo o que pedes, para aprenderes a desejar com grande desejo”.

Ninguém como ele entendeu a força da oração de uma mãe por seu filho; pois, durante vinte anos, sua mãe Santa Mônica rezou pela conversão dele e conseguiu. Ele mesmo conta isso no seu livro “Confissões”.

O santo disse que ela ia, três vezes por dia, diante do sacrário em Hipona, e pedia a Jesus que seu Agostinho se tornasse “um bom cristão”. Era tudo o que ela queria, não pedia que ele fosse, um dia, padre, bispo, santo, doutor da Igreja ou um dos maiores teólogos e filósofos de todos os tempos. Mas Deus queria lhe dar mais. Queria que Agostinho fosse esse ‘gigante’ da Igreja, por isso ela precisou rezar mais tempo e sem desanimar. Santa Mônica não desanimou! Por isso temos, hoje, esse gigante da fé. Fico pensando se ela parasse de rezar depois de pedir durante 19 anos. Não teria o seu filho convertido e nós não teríamos o Doutor da Graça.

Quando Agostinho deixou a África do Norte e foi ser o orador oficial do imperador romano, em Milão, ela foi atrás dele. Tomou o navio, atravessou o Mediterrâneo e foi rezar por seu filho. Um dia, foi ao bispo de Milão, em lágrimas, dizer-lhe que não sabia mais o que fazer pela conversão de seu Agostinho, que o bispo bem conhecia por sua fama. Simplesmente, o bispo lhe respondeu: “Minha filha, é impossível que Deus não converta o filho de tantas lágrimas”. E aconteceu. Santo Agostinho, ouvindo as pregações de Santo Ambrósio, bispo de Milão, se converteu; foi batizado por ele, e, logo, foi ordenado padre, escolhido para bispo e um dos maiores santos da Igreja. Tudo porque aquela mãe não se cansou de rezar pela conversão de seu filho… vinte anos!

Santo Agostinho disse, em “Confissões”, que as lágrimas de sua mãe, diante do Senhor no Sacrário, era como “o sangue do seu coração destilado em lágrimas nos seus olhos”.  Que beleza! Que fé! É exatamente o que a Igreja ensina: que nossa oração deve ser humilde, confiante e perseverante. Humilde como a do publicano, que batia no peito e pedia perdão diante do fariseu orgulhoso; confiante como a da mãe cananeia e perseverante como a da mãe Mônica. Deus não resiste às lágrimas e às orações de uma mãe que reza assim.

Prof. Felipe Aquino

Santo Evangelho (Jo 16, 16-20)

6ª Semana da Páscoa – Quinta-feira 10/05/2018

Primeira Leitura (At 18,1-8)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. 2Aí encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que acabava de chegar da Itália, e sua esposa Priscila, pois o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo entrou em contato com eles. 3E, como tinham a mesma profissão – eram fabricantes de tendas – Paulo passou a morar com eles e trabalhavam juntos. 4Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos. 5Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à Palavra, testemunhando diante dos judeus que Jesus era o Messias. 6Mas, por causa da resistência e blasfêmias deles, Paulo sacudiu as vestes e disse: “Vós sois responsáveis pelo que acontecer. Eu não tenho culpa; de agora em diante, vou dirigir-me aos pagãos”. 7Então, saindo dali, Paulo foi para casa de um pagão, um certo Tício Justo, adorador do Deus único, que morava ao lado da sinagoga. 8Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com toda a sua família; e muitos coríntios, que escutavam Paulo, acreditavam e recebiam o batismo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 97)

— O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.
— O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

— O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

 

Evangelho (Jo 16,16-20)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo”. 17Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo, e não me vereis, e outra vez pouco tempo, e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai?’”. 18Diziam, pois: “O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. 19Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então disse-lhes: ‘Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis?’ 20Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Antonino – Bispo e Arcebispo de Florença

Santo Antonino, trabalhou com prudência e energia contra tudo o que atrapalhava as famílias

Neste dia, lembramos um grande santo que nasceu na Itália, no ano de 1389, cujo nome de batismo era Antônio (e que ficou conhecido como Antonino devido sua estatura). Pertencente a uma família nobre, Antonino caminhou para os estudos de Direito, mas devido ao forte chamado do Senhor, tomou a decisão de ser religioso.

Encontrou certa dificuldade para ingressar nos Dominicanos, mas com humildade e perseverança superou as barreiras e expectativas, pois por sua radicalidade na vivência do Evangelho tornou-se um exemplo como religioso. Obediente à regra e perseverante, começou a ocupar grandes responsabilidades de serviço chegando a Superior.

Convocado pelo Papa, Antonino, o pequeno gigante, foi chamado para ser Bispo e logo Arcebispo de Florença. Cheio do Espírito Santo, trabalhou com prudência e energia contra tudo o que atrapalhava as famílias e por isso sofreu muito, mas por uma causa justa, ou seja, para levar muitos para Deus. Entrou na Igreja triunfante com 70 anos.

Santo Antonino, rogai por nós!

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