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Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro

Ele assumiu a natureza humana sem deixar de ser Deus

“Ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Deus seu Filho, nascido de uma mulher” (cf. Gal 4,4). Assim se cumpre a promessa de um Salvador, que Deus fez a Adão e Eva ao serem expulsos do Paraíso: “Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a dela; ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar” (Gn 3,15). Este versículo do Gênesis é conhecido por “Proto-Evangelho”, pois constitui o primeiro anúncio da Boa Nova da salvação. Tradicionalmente, tem-se interpretado que a mulher a que se refere é tanto Eva, em sentido imediato, como Maria em sentido pleno; e que a descendência da mulher refere-se tanto à humanidade como a Cristo.

Desde então, até o momento em que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14), Deus foi preparando a humanidade para que pudesse acolher, frutuosamente, a seu Filho Unigênito. Deus escolheu para si o povo israelita, estabeleceu com ele uma aliança e o formou progressivamente, intervindo em sua história, manifestando-lhe Seus desígnios por meio dos patriarcas e dos profetas, santificando-o para si. Tudo isso, como preparação e figura daquela nova e perfeita aliança que havia de concluir-se em Cristo e daquela plena e definitiva revelação que devia ser efetuada pelo próprio Verbo encarnado.

Ainda que Deus tenha preparado a vinda do Salvador, principalmente mediante a eleição do povo de Israel, isto não significa que abandonasse os demais povos, os “gentios”, pois nunca deixou de dar testemunho de si mesmo (cfr. Atos 14,16-17). A Providência divina fez com que os gentios tivessem uma consciência mais ou menos explícita, da necessidade da salvação, e até nos últimos rincões da Terra se conservava o desejo de serem redimidos.

A Encarnação tem sua origem no amor de Deus pelos homens: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco, em que Deus enviou ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por meio dEle” (1Jo 4,9). A Encarnação é a demonstração por excelência do amor do Pai para com os homens, já que nela é o próprio Senhor que se entrega aos homens, fazendo-se participante da natureza humana na unidade da pessoa.

Após a queda de Adão e Eva no Paraíso, a Encarnação tem uma finalidade salvadora e redentora, como professamos no Credo: “por nós homens e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem”. Cristo afirmou de Si mesmo que o Filho do homem veio para buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19, 19; cf. Mt 18,11) e que “Deus não enviou seu Filho para condenar o mundo, mas que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3,17).

A Encarnação não só manifesta o infinito amor de Deus aos homens, Sua infinita misericórdia, Sua justiça, Seu poder, mas também a coerência do plano divino da salvação. A profunda sabedoria divina consiste na forma segundo o qual Deus decidiu salvar o homem, isto é, do modo como convém à natureza, que é precisamente mediante a Encarnação do Verbo.

Jesus Cristo, o Verbo encarnado, “não é um mito nem uma ideia abstrata qualquer. É um Homem que viveu em um contexto concreto e que morreu depois de ter levado Sua própria existência dentro da evolução da história. A investigação histórica sobre Ele é, pois, uma exigência da fé cristã” .

A existência de Jesus é um fato provado pela ciência histórica, sobretudo mediante a análise do Novo Testamento, cujo valor histórico está fora de dúvida. Há outros testemunhos antigos não cristãos, pagãos e judeus sobre a existência de Jesus. Precisamente por isto, não são aceitáveis as posições de quem contrapõe um Jesus histórico ao Jesus da fé e defendem a hipótese de que quase tudo o que o Novo Testamento diz acerca de Cristo seria uma interpretação de fé que fizeram os Seus discípulos, mas não Sua autêntica figura histórica, que ainda permaneceria oculta para nós.

Essas posturas, as quais encerram um forte preconceito contra o sobrenatural, não levam em conta que a investigação histórica contemporânea concorda em afirmar que a apresentação feita pelo Cristianismo primitivo de Jesus baseia-se em fatos autênticos sucedidos realmente.

José Antonio Riestra
http://www.opusdei.org.br

Por que dedicar um dia ao nome de Maria?

Mãe de Deus

O anjo enviado por Deus disse a Nossa Senhora: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”.

A liturgia celebra, no dia 12 de setembro, o Nome Santíssimo da Virgem Maria (Miryam, em hebraico). O objetivo dessa festa é que os fiéis possam recomendar a Deus, de modo especial pela intercessão de Sua Santíssima Mãe, as necessidades da Igreja e as próprias necessidades, além de agradecer ao Senhor as graças recebidas por intermédio da intercessão da Virgem Maria.

Essa festa teve início na Espanha, em 1513, e espalhou-se por todo o país. Em 1683, o Papa Inocêncio XI a estendeu para toda a Igreja do Ocidente como um ato de ação de graças pelo levantamento do cerco de Viena e a derrota dos turcos por João Sobieski, rei da Polônia. Na época, a data dessa celebração foi definida para ser no domingo dentro da oitava da Natividade de Nossa Senhora.

O nome de uma pessoa é muito importante na Bíblia, pois representa a própria pessoa. Certamente, São Joaquim e Santa Ana foram inspirados pelo céu ao escolherem esse nome para a Virgem que seria, um dia, a Mãe do Redentor e nossa Mãe.

São Lucas registra: “O nome da Virgem era Maria”. O anjo enviado por Deus diz a ela: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”. Segundo os mariólogos, o nome “Miryam” pode ter origens diversas. Alguns estudiosos afirmam que ele é derivado da raiz “mery“, que em egípcio significa “muito amada”. Também são atribuídos a ela o significado de “Estrela do Mar”, entre outros.

Mais importante do que o significado exato desse nome é saber que ele é poderoso, pois é o nome da Mãe de Deus e deve ser invocado sempre.

O nome de Maria é como um bálsamo que corre agradavelmente sobre os membros dos enfermos e os penetra com eficácia, os reanima e suaviza, lhes dá força e saúde. Mais do que o nome de todos os santos, Maria pede a Deus que Ele cure os nossos males, ilumine nossa cegueira e nos encorage em nossos desânimos.

Ricardo de São Vítor disse: “O nome de Maria cura os males do pecador com mais eficácia que os unguentos mais procurados. Não há doença, por desastrosa que seja, que não ceda imediatamente à voz desse bendito nome”.

Alguém disse que o nome de Maria desarma o coração de Deus. Não há pecador, por mais criminoso que seja, que o pronuncie em vão. Por ela, o perdão desce sobre as almas pecadoras, não porque tenha ela o direito de o conceder, mas porque é onipotente para o implorar a Deus. O nome de Maria abre o coração de Deus e põe todos os tesouros d’Ele à disposição da alma que o invoca. São Bernardo a chamou de “onipotência suplicante”.

Um santo disse que Jesus Cristo entrega tudo o que tem àqueles que Lhe estendem a mão em nome de Sua Mãe. Deus Pai, fonte de toda riqueza, concede toda graça àqueles que pedem algo a Ele invocando o nome de Sua Filha bem-amada.

O nome da Santíssima Virgem Maria nos salva dos perigos de pecar, das tentações e de todas as dificuldades. Ele dissipa a tristeza na alma que o pronuncia. Quem tem temor de Deus e de Seus julgamentos deve pensar sempre em Maria e invocar o nome dela. Assim, sua confiança em Deus renascerá. Diante de qualquer dificuldade humana, diante dos adversários e dos perigos, pense em Nossa Senhora e invoque o seu santo nome; porque dele os demônios fogem.

Da mesma forma, se há o medo da morte, pensemos na Santíssima Virgem Maria e invoquemos sempre seu nome para termos a coragem de aceitar esse supremo e último sacrifício. Quaisquer que sejam os inimigos que nos ameacem, venham eles do inferno ou do mundo, invoquemos o poderoso nome de Maria e a todos eles venceremos.

Diante de nossas fraquezas e pecados – orgulho, ganância, sensualidade, gula, inveja e preguiça – confiemos o nosso fraco coração aos cuidados da Mãe de Deus, invocando o seu poderoso nome.

“O nome de Maria, diz Santo Antônio de Pádua, é júbilo para o coração, mel para a boca e doce melodia para o ouvido.”

São Boaventura afirma: “Bem-aventurado o que ama vosso nome, ó Maria, porque este é uma fonte de graça que refresca a alma sedenta e a faz produzir frutos de justiça. Ó Mãe de Deus, que glorioso e admirável é vosso nome! Quem o leva em seu coração se verá livre do medo da morte. Basta pronunciá-lo para fazer tremer todo o inferno e por em fuga todos os demônios. O que deseja possuir a paz e a alegria do coração, que honre vosso santo nome.”

São Pedro Crisólogo destaca: “O nome de Maria é salvação para os regenerados, sinal de todas as virtudes, honra da castidade; é o sacrifício agradável a Deus; é a virtude da hospitalidade; é a escola de santidade; é, enfim, um nome completamente maternal.”

São Bernardo declarou: “Ó amabilíssima Maria, vosso santo nome não pode passar pela boca sem abrasar o coração. Os que vos amam não podem pensar em vós sem um consolo e um gozo muito particulares. Nunca entrais sem doçura na memória dos que vos honram.”

Tomás de Kempis, em seu livro “Imitação de Cristo”, escreveu a respeito do glorioso nome da Mãe de Deus: “Os espíritos malignos tremem ante a Rainha dos Céus e fogem como se corre do fogo ao ouvir seu santo nome. Causa-lhes pavor o santo e terrível nome de Maria, que para o cristão é um extremo amável e constantemente celebrado”.

Prof. Felipe Aquino

São Bernardo de Claraval, doce poeta de Nossa Senhora

E o nome da Virgem era Maria
Exortação a invocar Maria, a Estrela do Mar (São Bernardo)

E o nome da Virgem era Maria (Lc 1, 27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. … Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despencar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: “E o nome da Virgem, era Maria”.

 

O segredo do último lugar

Se soubéssemos claramente em que lugar Deus põe cada um de nós, deveríamos aceitar tal decisão, sem nunca nos pormos nem acima nem abaixo desse lugar. Mas, no nosso presente estado, os decretos de Deus estão envoltos em trevas e a sua vontade nos está oculta. Por isso, é mais seguro, de acordo com o conselho da própria Verdade, escolher o último lugar, de onde nos tirarão depois com honra, para nos darem um melhor. Se passarmos debaixo de uma porta muito baixa, podemos baixar-nos tanto quanto quisermos sem nada temer mas, se nos levantarmos um dedo que seja acima da altura da porta, bateremos com a cabeça. É por isso que não se deve recear qualquer humilhação, mas antes temer e reprimir o menor movimento de auto-suficiência. Não vos compareis nem aos que são maiores que vós, nem aos vossos inferiores, nem a quaisquer outros, nem sequer a um só. Que sabeis deles? Imaginemos um homem que parece o mais vil e desprezível de todos, cuja vida infame nos horroriza. Pensais que o podeis desprezar, não só por comparação convosco mesmos, que aparentemente viveis na sobriedade, na justiça e na piedade, mas até por comparação a outros malfeitores, dizendo que ele é o pior de todos. Mas sabeis se ele não será um dia melhor que vós e se o não é já aos olhos do Senhor? Por isso é que Deus não quis que ocupássemos um lugar intermédio, nem o penúltimo, nem sequer um dos últimos, mas disse: “Toma o último lugar” a fim de se ficar verdadeiramente só na última fila. Desse modo não pensarás, já não digo a preferir-te, mas simplesmente a comparar-te a quem quer que seja.

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
Sermão 37 sobre o Cântico dos Cânticos

 

São Bernardo de Claraval, doce poeta de Nossa Senhora

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Catequese pronunciada pelo Papa Bento XVI

Queridos irmãos e irmãs: Hoje, eu gostaria de falar sobre São Bernardo de Claraval, chamado de “o último dos Padres” da Igreja, porque no século XII, mais uma vez, ele renovou e fez presente a grande teologia dos padres. Não conhecemos em detalhe os anos da sua juventude; sabemos, contudo, ele nasceu em 1090 em Fontaines, na França, em uma família numerosa e discretamente acomodada. Ainda muito jovem, dedicou-se ao estudo das chamadas artes liberais – especialmente da gramática, retórica e dialética – na Escola dos Canônicos da igreja de Saint-Vorles, em Châtillon-sur-Seine, e amadureceu lentamente a decisão de entrar na vida religiosa. Por volta dos 20 anos, entrou em Cîteaux (Cister, N. da T.), uma fundação monástica nova, mais ágil com relação dos antigos e veneráveis mosteiros de então e, ao mesmo tempo, mais rigorosa na prática dos conselhos evangélicos. Alguns anos mais tarde, em 1115, Bernardo foi enviado por Santo Estêvão Harding, terceiro abade de Cister, a fundar o mosteiro de Claraval (Clairvaux). O jovem abade, com somente 25 anos, pôde aqui afinar sua própria concepção da vida monástica e empenhar-se em traduzi-la à prática. Observando a disciplina de outros mosteiros, Bernardo falou com decisão da necessidade de uma vida sóbria e comedida, tanto à mesa como na indumentária e nos edifícios monásticos, recomendando a sustentação e o cuidado dos pobres. Entretanto, a comunidade de Claraval era cada vez mais numerosa e multiplicava suas fundações. Nessa mesma época, antes de 1130, Bernardo empreendeu uma vasta correspondência com muitas pessoas, tanto importantes como de modestas condições sociais. Às muitas cartas deste período, é preciso acrescentar os numerosos Sermões, como também Sentenças e Tratados. Destaca-se também, nesses anos, a grande amizade de Bernardo com Guilherme, abade de Saint-Thierry, e com Guilherme de Champeaux, uma das figuras mais importantes do século XII. De 1130 em diante, começou a ocupar-se de muitas e graves questões da Santa Sé e da Igreja. Por este motivo, teve de sair mais frequentemente do seu mosteiro, inclusive fora da França. Fundou também alguns mosteiros femininos e foi protagonista de um vivo epistolário com Pedro o Venerável, abade de Cluny, sobre quem falei na última quarta-feira. Ele dirigiu seus escritos polêmicos sobretudo contra Abelardo, um grande pensador que iniciou uma nova forma de fazer teologia, introduzindo o método dialético-filosófico na construção do pensamento teológico. Outra frente contra a qual Bernardo lutou foi a heresia dos Cátaros, que desprezavam a matéria e o corpo humano, desprezando, por conseguinte, o Criador. Ele, no entanto, sentiu-se no dever de defender os judeus, condenando os cada vez mais difundidos brotos de antissemitismo. Por este último aspecto de sua ação apostólica, algumas décadas mais tarde, Epharim, rabino de Bonn, dedicou a Bernardo uma vibrante homenagem. Nesse mesmo período, o santo abade escreveu suas obras mais famosas, como os celebérrimos Sermões sobre o Cântico dos cânticos. Nos últimos anos da sua vida – ele faleceu em 1153 –, Bernardo teve de limitar as viagens, ainda que sem interrompê-las totalmente. Aproveitou para revisar definitivamente o conjunto das Cartas, dos Sermões e dos Tratados. Vale a pena mencionar um livro bastante particular, que ele terminou precisamente nesse período, em 1145, quando um aluno seu, Bernardo Pignatelli, foi eleito Papa com o nome de Eugênio III. Nessa circunstância, Bernardo, em qualidade de pai espiritual, escreveu a esse filho espiritual o texto De Consideratione, que contém ensinamentos para poder ser um bom papa. Nesse livro, que continua sendo uma leitura conveniente para os papas de todos os tempos, Bernardo não indica somente como ser um bom papa, mas expressa também uma profunda visão do mistério da Igreja e do mistério de Cristo, que se resolve, no final, com a contemplação do mistério de Deus uno e trino: “Deveria prosseguir ainda a busca desse Deus que ainda não foi bastante buscado – escreve o santo abade –, mas talvez se possa buscar e encontrar mais facilmente coma oração que com a discussão. Terminemos, portanto, aqui o livro, mas não a busca” (XIV, 32: PL 182, 808). Eu gostaria de deter-me somente em dois aspectos centrais da rica doutrina de Bernardo: estes se referem a Jesus Cristo e a Maria Santíssima, sua Mãe. Sua solicitude pela íntima e vital participação do cristão no amor de Deus em Jesus Cristo não traz orientações novas no status científico da teologia. Mas, de forma mais decidida que nunca, o abade de Claraval configura o teólogo com o contemplativo e o místico. Só Jesus – insiste Bernardo, frente às complexas reflexões dialéticas do seu tempo – é “mel na boca, cântico no ouvido, júbilo no coração” (mel in ore, in aure melos, in corde iubilum). Daqui provém o título, atribuído a ele pela tradição, de Doctor mellifluus: seu louvor a Jesus Cristo “se derrama como o mel”. Nas extenuantes batalhas entre nominalistas e realistas – duas correntes filosóficas da época –, o abade de Claraval não se cansa de repetir que só há um nome que conta, o de Jesus Nazareno. “Árido é todo alimento da alma – confessa – se não for tocado por este óleo; é insípido se não for temperado com este sal. O que escreves não tem sabor para mim, se não leio nele Jesus”. E conclui: “Quando discutes ou falas, nada tem sabor para mim, se não sinto ressoar o nome de Jesus” (Sermões em Cantica Canticorum XV, 6: PL 183,847). Para Bernardo, de fato, o verdadeiro conhecimento de Deus consiste na experiência pessoal, profunda, de Jesus Cristo e do seu amor. E isso, queridos irmãos e irmãs, vale para todo cristão: a fé é, antes de mais nada, um encontro pessoal e íntimo com Jesus; é fazer a experiência da sua proximidade, da sua amizade, do seu amor, e somente assim se aprende a conhecê-lo cada vez mais, a amá-lo e segui-lo cada vez mais. Que isso possa acontecer com cada um de nós! Em outro célebre sermão do domingo dentro da oitava da Assunção, o santo abade descreveu em termos apaixonados a íntima participação de Maria no sacrifício redentor do seu Filho: “Ó santa Mãe – exclama –, verdadeiramente uma espada transpassou tua alma! (…) Até tal ponto a violência da dor transpassou tua alma, que com razão podemos te chamar mais que mártir, porque em ti a participação na paixão do Filho superou muito em intensidade os sofrimentos físicos do martírio” (14: PL 183,437-438). Bernardo não hesita: “per Mariam ad Iesum”: através de Maria somos conduzidos a Jesus. Ele confirma com clareza a subordinação de Maria a Jesus, segundo os fundamentos da mariologia tradicional. Mas o corpo do Sermão documenta também o lugar privilegiado da Virgem na economia da salvação, dada sua particularíssima participação como Mãe (compassio) no sacrifício do Filho. Não por acaso, um século e meio depois da morte de Bernardo, Dante Alighieri, no último canto da “Divina Comédia”, colocará nos lábios do Doutor melífluo a sublime oração a Maria: “Virgem Mãe, filha do teu Filho/ humilde e mais alta criatura / término fixo do eterno conselho…” (Paraíso 33, vv. 1ss.). Estas reflexões, características de um enamorado de Jesus e de Maria, como São Bernardo, provocam ainda hoje, de forma saudável, não somente os teólogos, mas todos os crentes. Às vezes se pretende resolver as questões fundamentais sobre Deus, sobre o homem e sobre o mundo com as únicas forças da razão. São Bernardo, ao contrário, solidamente fundado na Bíblia e nos Padres da Igreja, recorda-nos que sem uma profunda fé em Deus, alimentada pela oração e pela contemplação, por uma relação íntima com o Senhor, nossas reflexões sobre os mistérios divinos correm o risco de serem um vão exercício intelectual e perdem sua credibilidade. A teologia reenvia à “ciência dos santos” a sua intuição dos mistérios do Deus vivo, a sua sabedoria, dom do Espírito Santo, que são ponto de referência do pensamento teológico. Junto a Bernardo de Claraval, também nós devemos reconhecer que o homem busca melhor e encontra mais facilmente Deus “com a oração que com a discussão”. No final, a figura mais verdadeira do teólogo continua sendo a do apóstolo João, que apoiou sua cabeça no coração do Mestre. Eu gostaria de concluir estas reflexões sobre São Bernardo com as invocações a Maria, que lemos em sua bela homilia: “Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida. Seguindo-a, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro. Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim” (Hom. II super “Missus est”, 17: PL 183, 70-71).

Aceitar Jesus não é mudar de Igreja, mas mudar de vida

http://berakash.blogspot.com.br/2015/11/aceitar-jesus-nao-e-mudar-de-igreja-mas.html

Eu aceito Jesus quando experimento de seu amor e de sua misericórdia e digo SIM a Ele. Sim Senhor, eu quero Te amar acima de todas as coisas, Jesus! Quero, por meio dos meus irmãos, levar Seu amor a quem precisar.
Maria aceitou Jesus quando disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça se em mim segundo a tua palavra”.Mas antes de tudo, aceitar Jesus é dizer não ao mal e ao pecado e a tudo que é contra o plano e projeto de Deus para nós e para o mundo.É encarar o que o Evangelho nos diz e fazer de tudo para segui-lo através do magistério seguro da Igreja.
Por isso, não tenhamos medo de dizer: SOU CRISTÃO, SOU CATÓLICO E ACEITO E RENOVO MINHA EXPERIÊNCIA COM JESUS TODOS OS DIAS!
Aceito Jesus quando reconheço que minha vida é d’Ele, aceito Jesus em cada Santa Missa e todas as vezes que Ele vem até mim na Eucaristia. Eu te aceito Jesus!
Aceitar Jesus – O que é verdadeiramente?

1)- Eu já aceitei Jesus e já me batizei em outra denominação Cristã, preciso aceitar de novo e me re-batizar?
Não!!! Pois isto não tem respaldo nem na bíblia e nem na tradição dos primeiros Cristãos. A palavra de Deus diz em Efésios 4, 4-5: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo…” Aceitar Jesus é uma decisão que se toma uma vez só, é um compromisso que assumimos diante do Senhor e publicamente na Igreja, desde que seja verdadeiro não há necessidade de aceitar novamente. Com relação ao batismo deste que tenha sido na forma ordenada por Cristo em nome da Trindade (Mateus 28, 19), é válido. É evidente que todos os dias devemos estar renovando este nosso compromisso com Deus.

2)- Depois de aceitar a Jesus, eu preciso continuar indo na igreja?
Sim. Muitas pessoas vão à igreja, aceitam o Senhorio de Jesus e depois não voltam mais, isto está errado. Aceitar viver sob o Senhorio de Jesus é apenas o início da nossa caminhada com o Senhor, temos que cultivar e renovar constantemente este nosso compromisso. Veja o que diz em Mateus 24, 13: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”. Perceba que a salvação é condicional à nossa fidelidade a Deus em seu caminho até o fim, e sozinho é muito difícil perseverar.

3)- O que vai mudar na minha vida depois que eu aceitar Jesus?
O primeiro e principal acontecimento será a salvação, todos aqueles que arrependem-se de seus pecados, os confessa e aceitam Jesus como Senhor e Salvador verdadeiramente em seus corações e são batizados, são salvos, e já não pesa mais nenhuma condenação.Veja o que diz em Romanos 10, 9:
“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.
Mas isto não significa que você não tenha que mudar ainda a sua vida, pois inúmeras pessoas aceitam Jesus tendo suas vidas completamente tortas, porém isto será mudado gradativamente com a operação do Espírito Santo na vida desta nova pessoa e sua livre colaboração, pois assim está escrito:
Filipenses 2, 12-16: “Efetuai a vossa salvação com temor e tremor”.

4)- E se não for verdadeira a minha decisão de aceitar Jesus?
Muitas pessoas aceitam Jesus da boca para fora, isto é, não fazem isto com o coração. É importante observar aqui que mesmo que tenha sido de forma inexpressiva, Deus vai considerar a sua decisão, cabendo agora a você assumir ou não, o compromisso diante de Deus. Contudo a salvação só é operada naqueles que aceitarem Jesus de forma verdadeira e só será mantida naqueles que permanecerem nos caminhos do Senhor.

5)- Depois de aceitar Jesus, posso perder a salvação?
Sim. Basta você abandonar o compromisso que fez com Jesus e afastar dos seus caminhos. O que nos revela a palavra de Deus sobre isto?
“Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, bondade para contigo, suposto que permaneça fiel a essa bondade; do contrário, também tu serás cortada” (Romanos 11, 22).
“Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada” (Hb 6, 4-8).
“Aquele, pois, que estar em pé, cuide para que não caia” (1Cor 10, 12).
“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar…” (1Pd 5, 8).
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal (Mateus 7, 21-23).
O próprio Paulo é inseguro da sua própria salvação:
“Com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para frente. Persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo” (Filipenses 3, 11-14).
“Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1Cor 9, 27).

6)- Preciso mudar de denominação Cristã para aceitar Jesus e ser salvo?
Aceitar Jesus é algo que tem que acontecer no coração, é uma experiência marcante, profunda entre você e o Senhor Jesus. Envolve arrependimento, quebrantamento de coração e entrega pessoal e total a Deus no filho por meio da graça do Espírito Santo. Se a sua denominação Cristão está comprometida com a palavra de Deus, prega que seus membros devam buscar a viver em santidade, que precisam obedecer a palavra de Deus, e ao sagrado magistério como nos ordena as escrituras, neste caso específico, não precisa sair, mas cada caso é um caso. Nosso Senhor disse aos apóstolos:
“Quem vos ouve, a mim ouve, e o que vos despreza a Mim despreza” (Lc 10, 16).
E disse a Pedro:
“Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21, 15-18).
E declarou que a Pedro daria as chaves do Reino dos Céus (Mateus 16, 18). Portanto isto é grave e muito relevante a salvação. Não queira cair no pecado do orgulho de satanás. Quem não aceita Pedro, e quem não ouve os apóstolos despreza o próprio Cristo, coisa que o ladrão arrependido não fez. O bom ladrão confessou que Cristo era o Senhor, dizendo:
“Senhor, lembra-te de mim, quando entrares em teu Reino” (Lc 23, 42).
Ele se salvou confessando a Deus, e foi batizado por seu sangue. Porque há também um batismo de sangue. E no juízo final Cristo julgará os homens pela Fé e pela observância da lei de Deus, da qual “nem um só jota será tirado” (Mt 5, 18).E no juízo ele dirá “não vos conheço” para aqueles que não alimentaram a lâmpada da fé com as boas obras. Por isso lhes dirá “Tive fome, e não me destes de comer” (Mt 25, 34-46).
Hereges e filhos do diabo são, pois os que deformam a doutrina e a lei de Deus, ora negando o que Cristo ensinou, ora se atribuindo uma fé que recusa as boas obras. De modo que só se salvam as ovelhas de Cristo, e quem recusa ouvir a Pedro, despreza Cristo, e será punido por ele como filho do demônio.
“Fora da Igreja não há salvação”
O que esta frase quer dizer? Esta sentença é dos grandes Padres da Igreja, como Santo Agostinho (430), São Justino (165), Santo Irineu (200), etc., e mostra que a Igreja é fundamental para a nossa salvação.
Como entender esta afirmação?
De maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça através da Igreja que é o seu Corpo, explica o Catecismo da Igreja:
“Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio Vaticano II] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação”.
Jesus Cristo é o único mediador e caminho da salvação, mas Ele se torna presente para nós no seu Corpo, que é a Igreja. Ele, mostrando a necessidade da fé e do batismo para a nossa salvação [Mc 16, 16 – “Quem crer e for batizado será salvo…”], ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta. Diz o Catecismo que:
“Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja Católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar, ou então perseverar (LG 14)” (Cat. § 846).
Quando a Igreja nos toca pelos Sacramentos, é o próprio Cristo que nos toca. Jesus disse aos Apóstolos (hoje os bispos):
“Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou’ (Lc 10, 16).
Desprezar a Igreja e seu magistério sagrado, é desprezar a Cristo. São Paulo na Carta a S. Timóteo diz que: “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4), e afirma em seguida que:
“A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15).
A Igreja é apostólica: está construída sobre “Os doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap 21, 14); ela é indestrutível (Mt 16, 18); é infalivelmente mantida na verdade (Jo 14, 25; 16, 13; § 869).
Para manter a Igreja isenta de erros de doutrina “Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade” (LG 12; DV 10).
Mas o Catecismo Católico explica que:
“Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com o coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida através do ditame da consciência, podem conseguir a salvação eterna” (§ 848).
Ora o ladrão na Cruz não era Cristão e foi salvo por Cristo, sem proclamar solenemente Cristo como seu único senhor e salvador. Um índio e os povos de uma cultura não Cristã se salvariam, diz a doutrina Católica, se obedecessem toda a lei natural, lei que Deus colocou no coração de cada homem.
Diz São Paulo que aqueles que não podem conhecer a verdade católica por uma situação de ignorância invencível, isto é, que não tinham meio algum de conhecer a Revelação, ELES SERIAM JULGADOS PELA LEI NATURAL, pois obedecendo essa lei natural que todos conhecem, eles se salvariam (Romanos 2, 12-16). Tais pessoas, como o índio, não pertencem ao corpo da Igreja, mas pertencem à alma da Igreja.

7)- Para aceitar Jesus é necessário que eu esteja na igreja ou posso aceitar e ficar na minha própria casa? Cristo Sim, Igreja não?
O grupo que se autodenomina como os “Sem Igreja” (Cristo sim igreja não) se dizem salvos também. E você o que acha? Eles estão salvos ou a Caminho da Condenação?. Se os “sem igreja” estão salvos, tal como aqueles que frequentam denominações, podemos dizer que igrejas protestantes não servem para nada já que não são essenciais para a salvação? Sim ou não?. Qual dos grupos está salvo? Os “Sem Igreja” ou os “Com milhares de Igrejas”?. Se ambos estão salvos, para que então frequentar Igrejas? e ainda tentar fazer proselitismo? Tentando ganhar adeptos para uma denominação?
O QUE NOS DIZ A PALAVRA DE DEUS SOBRE ISTO?
“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hb 10, 25).
Ajuntai-vos, e vinde, todos os gentios em redor, e congregai-vos. Ó Senhor, faze descer ali os teus fortes (Joel 3, 11).
Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor (Salmos 122, 1).
Lc 24, 53: E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus.

8)- É possível aceitar Jesus pelo rádio, TV, ou internet?
Sim. Como visto nas perguntas acima, aceitar Jesus é algo a princípio particular entre você e o Senhor Jesus, portanto não importa o meio que alguém usou para dizer que você precisa aceitar Jesus. Se você sentiu tocado pelo Espírito Santo e deseja se entregar a Jesus poderá ser sim pela internet, rádio, TV, ou qualquer outro meio lícito. Depois é necessário tornar isto público, pois assim nos diz as escrituras:
“E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus, mas quem me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus…” (Lucas 12, 8-9).

9)- QUAL A VERDADEIRA IGREJA “VISÍVEL” QUE CRISTO NOS DEIXOU? Qual igreja devo frequentar?
Apresento cinco Critérios bíblicos para você confirmar:
1. Que Possua Unidade: Consenso de doutrina e crença (Atos 2, 46; Efésios 4, 3.13).
2. Que seja Universal (CATÓLICA): Prega o evangelho no mundo todo e para todos (Hebreus 12, 23; Apocalipse 14, 6; Marcos 16, 15)
3. Que esta Igreja esteja de acordo com a doutrina dos apóstolos (Apostolicidade: Atos 2, 42) – Pergunta que não cala: Teologia da Prosperidade, campanhas, votos e desafios em dinheiro é bíblico? Blasfemar contra a mãe de Deus e aos Santos, faz parte do ensino dos apóstolos? Faça a você mesmo estas perguntas e compare com a atual denominação que você está e seja dócil e obediente a vós de Deus, mesmo que isto lhe custe perder amizades e suas seguranças humanas.
4. NÃO É POPULAR NEM DEMOCRÁTICA – VAI CONTRA O PENSAMENTO DO MUNDO: Contra o aborto, contra a homossexualidade e a depravação sexual, a favor da família constituída por um homem e uma mulher, que favoreça a moral e os bons costumes (Apocalipse 12, 17; Romanos 9, 27 e Lucas 12, 32).
5. Ensina a salvação pela fé em Jesus Cristo, mas acompanhada das BOAS OBRAS: Enquanto os protestantes estão preocupados em decorar trechos bíblicos e ATACAR OS CATÓLICOS, generalizar falhas e buscar controvérsias, etc, os Católicos procuram viver o Evangelho, portanto tire suas conclusões. Os protestantes como revela a palavra de Deus, são muito lentos e retardados no entendimento das coisas de Deus: “Teríamos muita coisa a dizer sobre isso, e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender. A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus” (Hebreus 5, 11-14).
A Religião perfeita é: “A religião pura e verdadeira é esta: Ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e não se manchar com as coisas más deste mundo” (Tiago 1, 26-27).

Onde está escrito na bíblia que Religião não salva ninguém?
Os protestantes não sabem nem ao menos o que dizem, apenas repetem como PAPAGAIOS o que seus FALSOS PASTORES lhe impõem. Ora dizer que a verdadeira religião não salva é negar a própria RELIGIÃO CRISTÃ, pois Cristo disse em João 14, 5: Eu Sou o caminho a verdade e a vida, e NINGUEM VEM AO PAI SENÃO POR MIM… Com esta promessa Cristo estabeleceu a única e verdadeira Religião (Religare) e a confiou a Pedro em Mateus 16, 18. E como poderão salvar-se os que não conhecem Jesus ou consideram verdadeira a sua própria religião? Obviamente neste caso a fé será substituída pelas obras de misericórdia, necessárias também entre os cristãos porque a fé sem obras está morta (Tg 2, 17) e Paulo afirma que a fé só tem valor mediante o amor (Gl 5, 6). Por fim a promessa de Cristo é dirigida aqueles que combinaram a fé com as boas obras: “VINDE BENDITOS DO MEU PAI, tive fome e me deste de beber, nu e me vestistes, preso e fostes me visitar, estrangeiro e me acolhestes… (Mt 25, 31-46). Não agir assim é uma fé vazia, esta que o próprio Cristo combate:
“Este povo me louva com a boca, mas o seu coração está longe de mim…” (Mt 15, 8).
Por fim, a própria passagem que os protestantes adoram citar (incompleta claro), fala da necessidade das boas obras para confirmar a verdadeira fé professada:
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2, 4-10).
Analise na verdade e na sinceridade, e veja em qual Igreja você encontrará estes 5 pontos em um só lugar?Não fiquem espantados com a saída de falsos católicos e a diminuição dos fieis e verdadeiros católicos, pois é preciso que se cumpra as escrituras:
Quando Jesus vier buscar a sua igreja ele não irá levar a maioria, pois será salvo apenas um resto como está profetizado em Romanos 9, 27.
1Jo 2, 19 – “Eles Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas, [saíram] para que se mostrasse que nem todos são dos nossos, nem do número dos eleitos.
“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon…” PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Por que os protestantes e suas lideranças pulam essa parte do Evangelho? – Nunca os vi comentarem sobre esse trecho do Evangelho – Devem sentir-se constrangidos em ter de enfrentar a esta verdade dita pelo Cristo, contradizendo suas pregações de bençolatria, dizimolatria, sucessolatria e seus altos padrões de vida a custo dos ignorantes.
Procure uma paróquia próxima de você, ou algum grupo de oração que siga os cinco critérios acima, e diga ao padre, ou coordenador do grupo que você experimentou da misericórdia de Deus, por meio de seu filho Jesus, ouvindo um programa de rádio, TV ou através da internet, e diga que deseja segui-lo e servi-lo. Procure estar presente nas reuniões de louvor, e serviço. Procure fazer os cursos oferecidos pela paróquia ou grupo de oração, pois são importantes para enriquecer o seu conhecimento de Cristo e de sua vontade, e responder as dúvidas que são muito comuns nesta fase da caminhada cristã.

ALGUNS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS:
As igrejas que conhecemos hoje, com nome, CNPJ e até marca registrada, são instituições fundadas e geridas por homens, elas possuem um papel importante no ponto de vista da organização, e apoio aos crentes na expansão da fé cristã através de trabalhos missionários, pois sem as igrejas e seus missionários, os primeiros Cristãos não teriam sido alcançados pelo evangelho, e consequentemente nós também não, portanto devemos nossa gratidão sim, a todos os Santos missionários do passado e do presente.
Sendo a Igreja uma instituição inspirada por Deus, mas gerida pelo homem, é natural que nela haja falhas, afinal o homem é falho, nos ensina as Sagradas Escrituras:
“não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque” (Eclesiastes 7, 20).
Todas as denominações, sem exceções, têm suas virtudes e também suas falhas, somente “o caminho de Deus é perfeito”, em somente o magistério Petrino, auxiliado pelo Espírito Santo é infalível e somente “a palavra do Senhor é pura” e somente Deus “é um escudo para todos os que nele se refugiam” (Salmo 18, 30).
A igreja que disser não ter defeitos, que seus ministros não pecam, que as palavras ditas nos seus púlpitos são puras, está tentando roubar o papel principal da fé cristã, que é o de Jesus, único perfeito, que é também o autor da salvação (Hebreus 5, 9). Nem sempre as falhas que originam os defeitos nas igrejas são originados com más intenções, nem sempre são premeditadas, o problema é a falibilidade e limitação humana mesmo. Geralmente os dirigentes em sua maioria, estão imbuídos de bons sentimentos e boas intenções. Lógico que há pessoas que por vaidade, politicagem, ganância e poder acham que os fins justificam os meios, há “servos” que agem por interesses próprios, não servindo a Deus, mas a si próprio; estes, porém já receberam seu galardão.

10)- Podemos continuar buscando a Deus em lugares que estão cheio de erros e que conhecemos muitos destes erros?
Como disse acima, não existe igreja e nem grupo perfeito, a busca por uma igreja perfeita seria infinita, porém, existem igrejas maduras e você pode se fixar em qualquer uma delas desde que se sinta acolhido por ela, mas não se iluda, até mesmo as igrejas maduras possuem defeitos, por isso, devemos agir como os crentes de Beréia que se aplicavam em conhecer as Sagradas Escrituras e agir conforme a orientação do apostolo Paulo, que disse:
“examinai tudo, retenha apenas o que é bom” (I Tessalonicenses 21).
Deus se permite ser encontrado por todos que o buscam (Jeremias 29, 13). Então, a princípio, não deixe de buscar a Deus e experimentar de seu amor e de sua misericórdia. Deixe que Espírito Santo seja o teu guia, reze e peça a Deus a direção com sinceridade de coração e Ele será fiel, pois diz a palavra:
“Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir um peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?…” (Lucas 11, 10-13).
Não precisamos necessariamente esperar estar numa igreja para conhecer a Bíblia (principalmente se próximo a você não tem uma ou um grupo de pessoas que se reúnem para partilhá-la comunitariamente), nada impede que você abra sua Bíblia na sua casa, e estude a palavra pura que foi inspirada por Deus (2° Timóteo 3, 16-17) e é rica em verdade que liberta (João 8, 32) o homem do jugo pesado imposto pelos homens que lideram uma igreja ou grupo com fardos pesados que nem eles estão dispostos a carregar, com dízimos interesseiros e exploradores, deturpando a palavra de Deus para seus interesses mesquinhos.
Muitas vezes nós erramos, e somos coniventes com os erros da igreja exatamente por não conhecer as Escrituras (Mateus 22, 29).

11) – Será que Deus está presente “também” na denominação onde Congrego? Caso contrário, o que devemos fazer?
Deus se faz presente onde dois ou três em seu nome se reunirem (Mateus 18, 20). Dei ênfase no “também” porque alguns tomam o próprio lugar de Deus e do Espírito que sopra onde Ele quer, e não onde nós determinamos, pois assim está escrito:
“O Ruah sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai…” (João 3, 8).
Podemos concluir então, que Deus está presente onde dois ou mais se reunirem em seu nome (cf. Mateus 18, 20) mas, já não podemos afirmar com a mesma certeza que todos os líderes destas reuniões estejam com Deus, pois assim está escrito:
“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade…” (Mateus 7, 22-23). Não se espante, pois homem é falho, é corruptível e muitas vezes fazem associações obscuras e incompatíveis com a fé que professa.

O que fazer?
Conte sempre com Deus e com sua Palavra, que é “lâmpada para seus pés e luz para seus caminhos” (Salmos 119, 105) e também trás consolo e esperança (Romanos 15, 4). Mas principalmente sigamos o conselho de Cristo:
“Dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos, disse: Os escribas e os fariseus (Sacerdotes, e bispos) sentaram-se na cadeira de Moisés (No caso Católico na cadeira de Pedro). Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem. Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo. Fazem todas as suas ações para serem vistos pelos homens…” (Mateus 23, 1-5).
Independente de qual igreja você esteja, sempre reze a Deus pelos teus ministros, sacerdotes, bispos, e lideranças Cristãs, e pelos seus ministérios nas igrejas de Deus em geral na face da Terra, para que a vontade Dele seja sempre manifesta e que as ervas daninhas sejam extirpadas do seio da igreja, e assim possamos melhor servir ao Senhor em verdade e em santidade e com sincero coração. Servimos a Deus, não ao homem. Devemos sim honrar e respeitar nossos ministros, mas aquilo que é ensinado por eles se não tem fundamento bíblico, magisterial ou tradicional, deve ser rejeitado e combatido (Gálatas 1, 8).
Hoje em dia, muitos buscam as igrejas motivados por necessidades materiais ou sentimentais, e podem buscar, mas naquela frase, o Mestre atingiu a essência da necessidade humana: o novo nascimento. Sem esta experiência, todas as bênçãos serão inúteis ou de pouco valor. É como se Jesus dissesse a cada pessoa: “Sua vida não tem conserto. Você precisa nascer de novo”. O evangelho não oferece uma simples reforma na vida do homem, mas sim uma nova vida.
O novo nascimento não é reencarnação, mas um nascimento espiritual que acontece quando o indivíduo crê em Jesus Cristo como seu Salvador e o recebe sinceramente no coração pela fé. Podemos ilustrar este conceito bíblico por meio de dois animais: a lagarta e a borboleta. A lagarta é feia, repugnante, tem visão limitada, anda arrastando, é um bicho devorador de plantações e, algumas vezes, nocivo ao ser humano. Como consequência, é temida, desprezada, rejeitada e pisada pelas pessoas. A borboleta, embora não seja uma espécie diferente da lagarta, passou por uma transformação. Agora, ela é bonita, agradável, tem visão mais ampla e consegue voar. A borboleta é admirada, elogiada e sempre bem-vinda em nossos lares.
Podemos comparar a lagarta ao homem sem Cristo, e a borboleta ao homem convertido. Paulo usaria as expressões “velho homem” e “novo homem”. O contraste entre a lagarta e a borboleta é muito grande e essa transformação acontece durante um período intermediário em que o animal toma a forma de crisálida. Ao final do processo, ocorre o que podemos chamar de “novo nascimento”, ou METANOIA (Conversão). Agora, tudo será diferente. Algo semelhante é experimentado por aqueles que recebem a Jesus como Senhor de suas vidas. A conversão, de acordo com a bíblia, não é mudança de religião, mas uma profunda transformação na vida, de dentro para fora. É uma mudança de caráter que afeta também as ações. Isto nos faz lembrar a mudança experimentada por Jacó, que se tornou Israel, e por Saulo de Tarso, que veio a ser o grande apóstolo Paulo. Embora a fase da crisálida seja para o bem, parece morte e sepultamento. A situação do animal parece ter piorado. Antes se arrastava, agora não se move. Antes, tinha companhia, agora há solidão. Antes, devorava tudo, agora tem uma nova fome de Deus. Assim também acontece com as transformações espirituais. Elas podem não ser imediatas, mas sim o fruto de um processo demorado que, a princípio, parece piorar a condição do indivíduo. Jacó saiu mancando do seu encontro com Deus, mas, enquanto doía por fora, o Senhor operava por dentro.
Saulo, quando se encontrou com Jesus, caiu por terra e ficou cego. As coisas pareciam piorar. Ele perdeu suas prerrogativas entre os judeus e não foi recebido logo pelos cristãos. Começou então um período de reclusão, isolamento. Deve ter sido um tempo muito difícil, mas útil para sua preparação espiritual antes de iniciar seu magnífico ministério. Quando termina o tempo da crisálida, uma nova vida começa. A borboleta mudou de nome e de aparência, mas não foi apenas isso. Seu comportamento é outro. Ela passa a frequentar outros ambientes e tem novas companhias. Sua visão agora é superior e até o seu alimento mudou.
Precisamos nos conscientizar do que Deus espera de nós, mesmo sabendo que não o surpreendemos com nossas quedas e fraquezas:
Ele espera por tudo aquilo que Ele mesmo gratuitamente nos deu, aguarda um modo de vida coerente com o novo nascimento. Talvez pensássemos que tudo isso fosse automático, mas não é. Afinal de contas, temos uma nova natureza, mas não perdemos a antiga. Temos duas naturezas que lutam dentro de nós. A borboleta tem condições de voar, mas não perdeu a capacidade de caminhar. Portanto, ela pode escolher abdicar-se de sua nova habilidade, voltando aos antigos ambientes e à velha vida. Quantos cristãos transformados em águias, vivem como se fossem galinhas. São como filhos pródigos entre os porcos. Antes, você era incapaz de vencer o pecado. Agora, pode vencê-lo, mas precisa escolher e re escolher isto todos os dias. Vem a primeira conversão e a fase do testemunho. Depois vem a segunda conversão e a fase do CONTRA TESTEMUNHO, mas quando re escolhemos Deus, o contra testemunho se torna um grande testemunho. Nesta linha de pensamento enquadram-se diversas admoestações de Paulo para as igrejas ao orientar os irmãos no sentido de viverem de acordo com sua nova condição espiritual:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12, 1-3).
“Quanto ao procedimento anterior, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente; e revesti-vos do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade. Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira; nem deis lugar ao Diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia. Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4, 22-32).
“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; nas quais também em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas; mas agora despojai-vos também de tudo isto: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca; não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3, 1-10).
Sempre encontramos pessoas em condição degradante, rejeitadas pela sociedade. Algumas vezes, isto ocorre por causa de crimes que cometeram, ou por um conjunto de outras situações. A nossa tendência é rejeitar e pisar nessas vidas marginalizadas, mas Deus vê potencial nelas. Se receberem o Senhor Jesus em seus corações, experimentarão verdadeira metanoia (Conversão/Mudança).
Assim, aqueles que se convertem pela fé no evangelho são transformados, não com o propósito de serem ricos ou famosos, mas para serem cada vez mais parecidos com o Senhor Jesus Cristo, em comunhão com ele e em obediência aos seus mandamentos. Sabendo que Deus nunca serve o melhor vinho no começo, mas no fim, portanto, paciência com você mesmo(a),e perseveremos até o fim.
“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”

O Espírito Santo é Mestre de vida interior

Recorda-nos as palavras de Jesus, e leva-nos a falar aos outros: Papa na Missa de Pentecostes

Decorre neste momento, a partir das 10 horas, na basílica de São Pedro, a Missa do Pentecostes, presidida pelo Papa Francisco, que, na homilia, comelou por sublinhar que a efusão do Espírito Santo não ficou confinada àquele dia, em Jerusalém, mas é um evento que continua a renovar-se. Cristo glorificado continua a manter a sua promessa enviando sobre a Igreja o Espírito vivificante que nos ensina, nos recorda, nos leva a falar.

Ensina, recorda, leva a falar: estas as três acções do Espírito Santo desenvolvidas pelo Papa na homilia desta missa e por ele recapitulados no final, nos seguintes termos: “o Espírito Santo ensina-nos o caminho; recorda-nos e explica-nos as palavras de Jesus; faz-nos rezar e chamar Pai a Deus, leva-nos a aos homens no diálogo fraterno e na profecia”.

Antes de mais, o Espírito ensina o caminho, é Mestre de vida: “O Espírito Santo ensina-nos, é o Mestre interior. Guia-nos pelo justo caminho, através das situações da vida. Ensina-nos o caminho.

Nos primeiros tempos da Igreja – recordou o Papa – o Cristianismo era chamado “a Via”, o caminho, que é Jesus. Mais do que mestre de doutrina, o Espírito é um mestre de vida. Por outro lado, o Espírito Santo recorda-nos tudo o que Jesus disse. É a memória viva da Igreja.

Não é só uma questão mental, de palavras a fixar. É um aspecto essencial da presença de Cristo em nós e na Igreja. O Espírito de verdade e caridade faz-nos entrar cada vez mais plenamente no sentido das suas palavras.

Um cristão sem memória não é um verdadeiro cristão, é um prisioneiro do momento, que não sabe… viver a sua história como história de salvação… Com a ajuda do Espírito Santo, podemos interpretar as inspirações interiores e os acontecimentos da vida à luz das palavras de Jesus”.

 

Sair e anunciar
No Regina Coeli, Papa fala sobre festa de Pentecostes  
Domingo, 8 de junho de 2014, Jéssica Marçal / Da Redação

Francisco destacou que a Igreja que nasce em Pentecostes não é elemento decorativo, mas chamada a sair e anunciar Cristo

No Regina Coeli deste domingo, 8, Papa Francisco falou sobre a festa de Pentecostes, celebrada pela Igreja hoje. Ele destacou que este é um acontecimento que marca o nascimento da Igreja e seu caráter de sair e ir ao encontro das pessoas, não ficar fechada em si mesma. Francisco explicou que a festa de Pentecostes comemora a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no Cenáculo. Um elemento fundamental dessa festa, segundo ele, é a surpresa. “A Igreja que nasce em Pentecostes é uma comunidade que suscita estupor porque, com a força que vem de Deus, anuncia a mensagem nova – a Ressurreição de Cristo – com uma linguagem nova – aquela universal do amor”. Os discípulos foram revestidos de poder do alto e começaram a falar com coragem e a liberdade do Espírito Santo. A Igreja, disse Francisco, é chamada a ser sempre assim, capaz de surpreender anunciando a todos que Jesus Cristo venceu a morte. “Justamente para essa missão Jesus ressuscitado deu o seu Espírito à Igreja. Uma Igreja que não tem a capacidade de surpreender é uma Igreja fraca”. O Santo Padre destacou outro aspecto da celebração de Pentecostes: a confusão. Ele explicou que, naquela época, alguém teria preferido que os discípulos de Jesus permanecessem fechados em casa para não criar desordem, mas em vez disso, Jesus os envia ao mundo. “A Igreja de Pentecostes é uma Igreja que não se resigna a ser inócua, elemento decorativo. É uma Igreja que não hesita em ir para fora, ao encontro das pessoas, para anunciar a mensagem que lhe foi confiada, embora essa mensagem perturbe e inquiete as consciências”. Concluindo suas reflexões, o Santo Padre convidou todos a se dirigirem a Maria para que ela interceda por uma renovada efusão do Espírito de Deus sobre a Igreja e o mundo.

 

REGINA COELI

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! A festa de Pentecostes comemora a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no Cenáculo. Como a Páscoa, é um evento que aconteceu durante a pré-existente festa judaica, e que leva a uma realização surpreendente. O livro dos Atos dos Apóstolos descreve os sinais e os frutos daquela extraordinária efusão: o vento forte e as chamas de fogo; o medo desaparece e dá lugar à coragem; as línguas se soltam e todos entendem o anúncio. Onde chega o Espírito de Deus, tudo renasce e se transfigura. O evento de Pentecostes marca o nascimento da Igreja e a sua manifestação pública; e nos surpreendem dois aspectos: é uma Igreja que surpreende e desordena. Um elemento fundamental de Pentecostes é a surpresa. O nosso Deus é o Deus das surpresas, sabemos disso. Ninguém esperava mais nada dos discípulos: depois da morte de Jesus, eram um grupo insignificante, derrotados órfãos de seu Mestre. Em vez disso, se verifica um evento inesperado que desperta admiração: as pessoas ficam perturbadas porque cada uma ouvia os discípulos falarem em sua própria língua, contando as grandes obras de Deus (cfr. At 2, 6-7.11). A Igreja que nasce em Pentecostes é uma comunidade que causa admiração porque, com a força que vem de Deus, anuncia uma mensagem nova – a Ressurreição de Cristo – com uma linguagem nova – aquela universal do amor. Um anúncio novo: Cristo está vivo, ressuscitou; uma linguagem nova: a linguagem do amor. Os discípulos são revestidos de poder do alto e falam com coragem – poucos minutos antes estavam todos covardes, mas agora falam com coragem e franqueza, com a liberdade do Espírito Santo. Assim é chamada a ser sempre a Igreja: capaz de surpreender anunciando a todos que Jesus Cristo venceu a morte, que os braços de Deus estão sempre abertos, que sua paciência está sempre ali nos esperando para nos curar, para nos perdoar. Justamente para esta missão Jesus ressuscitado doou o seu Espírito à Igreja. Atenção: se a Igreja está viva, deve sempre surpreender. É próprio da Igreja viva surpreender. Uma Igreja que não tem a capacidade de surpreender é uma Igreja fraca, doente, moribunda e precisa ser internada na unidade de terapia intensiva, o quanto antes! Alguém, em Jerusalém, teria preferido que os discípulos de Jesus, bloqueados pelo medo, permanecessem fechados em casa para não criar desordem. Também hoje tantos querem isso dos cristãos. Em vez disso, o Senhor ressuscitado leva-os ao mundo: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20, 21). A Igreja de Pentecostes é uma Igreja que não se resigna em ser inócua, tão “destilada”. Não, não se resigna a isto! Não quer ser um elemento decorativo. É uma Igreja que não hesita em ir para fora, ao encontro do povo, para anunciar a mensagem que lhe foi confiada, mesmo se aquela mensagem perturba ou inquieta as consciências, mesmo se aquela mensagem leva, talvez, problemas e também, às vezes, nos leva ao martírio. Essa nasce una e universal, com uma identidade precisa, mas aberta, uma Igreja que abraça o mundo, mas não o captura; deixa-o livre, mas o abraça como a colunata desta Praça: dois braços que se abrem para acolher, mas não se fecham para segurar. Nós cristãos somos livres e a Igreja nos quer livres! Dirijamo-nos à Virgem Maria, que naquela manhã de Pentecostes estava no Cenáculo, e a Mãe estava com os filhos. Nela a força do Espírito Santo realizou realmente “coisas grandes” (Lc 1, 49). Ela mesma o havia dito. Ela, Mãe do Redentor e Mãe da Igreja, obtenha com a sua intercessão uma renovada efusão do Espírito de Deus sobre a Igreja e sobre o mundo.

Identidade cristã vem do Espírito Santo

Terça-feira, 2 de setembro de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco explicou que não é a sabedoria humana que faz a identidade do cristão: “Você pode ter cinco diplomas em teologia e não ter o Espírito de Deus”, disse

A autoridade do cristão vem do Espírito Santo, não da sabedoria humana ou das graduações em teologia, afirmou o Papa Francisco na Missa desta terça-feira, 2, na Casa Santa Marta. O Pontífice reiterou que a identidade cristã é ter o Espírito de Cristo, não o “espírito do mundo”.

O povo ficava maravilhado com os ensinamentos de Jesus porque a sua palavra tinha autoridade. Francisco partiu desse trecho do Evangelho do dia para se concentrar na natureza da autoridade do Senhor e, consequentemente, do cristão.

“Jesus não era um pregador comum, pois a sua autoridade vinha da unção especial do Espírito Santo (…) Jesus é o Filho do Deus ungido e enviado para trazer a salvação, a liberdade. Algumas pessoas se escandalizavam com este estilo de Jesus, a sua identidade e liberdade”.

Francisco propôs uma reflexão sobre a identidade do cristão, partindo do exemplo de São Paulo, que não pregava por ter estudado em alguma universidade, e sim por ter tido a sabedoria vinda do Espírito Santo.

“Essa sabedoria lhe foi ensinada pelo Espírito. Ele dizia coisas espirituais em termos espirituais… mas o homem, com suas forças, não compreende o Espírito de Deus: o homem sozinho não pode entender isso!”.

Segundo o Papa, sem entender as coisas do Espírito não se pode oferecer testemunho, não se tem uma identidade.  Já o cristão é uma pessoa que tem o pensamento de Cristo, ou seja, do Espírito Santo.

“Esta é a identidade cristã; não ter o espírito do mundo, com seu modo de pensar, seu modo de julgar… Você pode ter cinco diplomas em teologia e não ter o Espírito de Deus! Pode até ser um grande teólogo, mas não ser um cristão, porque não tem o Espírito de Deus, aquele que dá autoridade, que dá identidade, a unção do Espírito Santo”.

Era justamente por isso que o povo não gostava das pregações dos doutores da lei, explicou Francisco, pois estes falavam de teologia, mas não tocavam o coração. Com suas palavras, o povo não encontrava a própria identidade, porque eles não eram ungidos pelo Espírito Santo.

“A autoridade de Jesus – e a do cristão – provém justamente desta capacidade de entender as coisas do Espírito, de falar a mesma língua do Espírito. Vem da unção do Espírito Santo. Muitas vezes, vemos entre nossos fiéis velhinhas simples, que nem terminaram o ensino fundamental, mas que sabem dizer as coisas melhor do que um teólogo, porque têm o Espírito de Cristo, o que São Paulo possuía e que todos devemos pedir”.

Creio no Espírito Santo

A Missão do Espírito Santo

A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade coopera com o Pai e o Filho desde o início do desígnio de nossa salvação até sua consumação, mas, nos “últimos tempos” – inaugurados com a Encarnação redentora do Filho –, o Espírito se revelou e nos foi dado, foi reconhecido e acolhido como Pessoa (cfr. Catecismo, 686).

Por obra do Espírito, o Filho de Deus se fez Carne nas entranhas puríssimas da Virgem Maria. O Espírito O ungiu desde o início; por isso, Jesus Cristo é o Messias desde o início de Sua humanidade, isto é, desde Sua própria Encarnação (cf. Lc 1,35). Jesus Cristo revela o Espírito com Seus ensinamentos, cumprindo a promessa feita aos patriarcas (cf. Lc 4, 18s), e o comunica à Igreja nascente, exalando o Seu alento sobre os apóstolos, depois de Sua Ressurreição (cf. Compêndio, 143).

No dia de Pentecostes, o Espírito foi enviado para permanecer, desde então, na Igreja, Corpo místico de Cristo, vivificando-a e guiando-a com Seus dons e com a Sua presença. Por isso se diz também que a Igreja é Templo do Espírito Santo, e que Este é como a alma da Igreja.

No dia de Pentecostes, o Espírito desceu sobre os apóstolos e os primeiros discípulos, mostrando, com sinais externos, a vivificação da Igreja fundada por Cristo. “A missão de Cristo e do Espírito se converte na missão da Igreja, enviada para anunciar e difundir o mistério da comunhão trinitária” (Compêndio,144). O Paráclito faz o mundo entrar nos “últimos tempos”, no tempo da Igreja.

A animação da Igreja pelo Espírito Santo garante que se aprofunde, conserve-se, sempre vivo e sem perda, tudo o que Cristo disse e ensinou nos dias em que viveu na Terra, até Sua ascensão; além disso, pela celebração-administração dos sacramentos, o Espírito santifica a Igreja e os fiéis, fazendo com que ela continue sempre a levar as almas a Deus.

“A missão do Filho e a do Espírito Santo são inseparáveis, porque, na Trindade indivisível, o Filho e o Espírito são distintos, mas inseparáveis. Com efeito, desde o princípio até o fim dos tempos, quando Deus envia Seu Filho, envia também Seu Espírito, que nos une a Cristo na fé, a fim de que possamos, como filhos adotivos, chamar a Deus de ‘Pai’ (Rm 8, 15). O Espírito é invisível, mas nós o conhecemos por meio de Sua ação, quando nos revela o Verbo e quando atua na Igreja” (Compêndio, 137).

Miguel de Salis Amaral
http://www.opusdei.org.br

Pentecostes: a consequência de um evento bem sucedido

Padre Anderson Marçal explica solenidade de Pentecostes como um acontecimento da salvação

No oitavo domingo dos cinquenta dias pascais, celebra-se a efusão do Espírito Santo sobre a Igreja. O significado deste domingo nos é dado pelo prefacio do Missal Romano: “Hoje se completou o mistério pascal e sobre aqueles que fez filhos de adoção em Cristo teu Filho, efundiu o Espírito Santo, que na Igreja nascente revelou a todos os povos o mistério escondido nos séculos e reuniu todas as línguas da família humana em uma profissão de uma única fé”.

O Pentecostes cristão não é a festa do Espírito Santo, entendido como Pessoa Divina em si mesma, mas a celebração de um acontecimento de salvação, ou seja, de uma das tantas intervenções de Deus, que na realização do plano da salvação decidem em modo único e definitivo das coisas do mundo. Este evento consiste sobretudo no dom do Espírito Santo.

O sentido do Pentecostes, como acontecimento de salvação, se dá pelos seguintes aspectos:

a) Efusão do Espírito Santo como sinal dos últimos tempos. Pedro cita o profeta Joel, evidenciando como o Pentecostes realiza as promessas de Deus, segundo as quais nos últimos tempos o Espírito seria dado a todos (cf. Ez 36,27). Os Santos Padres compararam este batismo no Espírito Santo, que marca a investidura apostólica da Igreja, ao batismo de Jesus, o qual marcou o início do ministério publico do Senhor. O Pentecostes, por isso, foi visto pelos Padres como o dom da nova lei à Igreja, segundo os anúncios proféticos (cf. Jr 31,33; Ez 36,27). A lei da Igreja, de fato, não é mais a lei escrita, mas o próprio Espírito Santo, como afirma o apóstolo Paulo (cf. Rm 5,5).

b) Coroação da Páscoa de Cristo. A catequese primitiva colocava em relevo que o Cristo morto, ressuscitado e glorificado à direita do Pai, leva a termo a sua obra de salvação efundindo o Espírito sobre a comunidade apostólica. O Pentecostes portanto, é a plenitude da Páscoa, o mistério pascal total.

c) Reunião da comunidade messiânica. O Pentecoste realiza em Jerusalém a unidade espiritual dos judeus e dos prosélitos de todas as nações, dóceis ao ensinamento dos apóstolos, estes participam, na comunhão fraterna, na mesa eucarística e na oração comum. O Pentecostes, porém, não é o início ou o nascimento da Igreja, se entendemos por início a sua constituição ou a sua instituição: estas foram sendo atualizadas durante a vida de Jesus, enquanto Ele anunciava o evangelho, revelava o Pai, instituía o apostolado dos Doze, fundava o primado de Pedro, inaugurava os sacramentos, etc. O Pentecostes é precisamente a vinda ao mundo da Igreja. “Vinda ao mundo” no sentido no qual se diz de uma criança que vem ao mundo, ou seja, que depois de ser gerada no seio materno, vem à luz e começa a conduzir a própria existência.

d) Comunidade aberta a todos os povos. O fato que gente de diferente língua compreenda a língua na qual falam os apóstolos diz que a primeira comunidade messiânica se estenderá a todos os povos. A divisão operada em Babel (cf. Gn 11,1-9) encontra aqui a sua antítese e o seu término positivo. O milagre de Pentecostes é por isso a resposta divina à confusão e à dispersão.

e) Envio em missão. O Pentecoste reúne a comunidade messiânica e marca o ponto de partida da sua missão. O discurso de Pedro é o primeiro ato da missão confiada por Jesus aos apóstolos e que hoje é a mesma para cada um de nós. “Recebereis uma força, o Espírito Santo… Então sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8).

 

Espírito Santo
Pentecostes: uma vida sob a ação do Espírito  

Quando falamos da vida segundo o Espírito, não devemos imaginar uma vida fora da realidade

O Pai ama por meio do Filho (cf. Jo 10,17) e derrama o Seu Espírito, o Defensor, para que permaneça com os Seus (cf. Jo 14,16), ou seja, é um dom de Deus para toda a humanidade. Desde os primórdios, os padres da Igreja ensinam que esta nasceu no Espírito Santo doado por Cristo no alto da cruz, e também no cenáculo em Pentecostes. O Pentecostes, narrado no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, é o mais famoso relato sobre Sua vinda, porém houve outros Pentecostes (Atos 4,31; 8,16-17; 11,44-48).

A Igreja nasceu no Espírito. Ela é movida, sustentada, guiada por Ele. Enfim, sem o Espírito Santo fica difícil pensar em Igreja, assim também nos membros dela. Nós não podemos e não conseguiremos viver sem o sopro do Espírito.

O Espírito Santo é invocado nos sacramentos. Como é maravilhoso perceber que, nas fases da vida cristã, recebemos essa força do Senhor! No batismo, somos batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Quando somos perdoados no sacramento da penitência, somos perdoados pelo Espírito enviado do Pai e do Filho, e assim todos os sacramentos são realizados pela ação do Espírito.

Quando falamos da vida segundo o Espírito, não devemos imaginar uma vida fora da realidade, desvinculada de si mesma; aliás, a vida humana é composta pela realidade física, biológica, psíquica e espiritual. Nenhuma deve ser descartada, pois o ser humano é um todo. Devemos ter bem claro isso: somos um conjunto, mas precisamos reconhecer que, quando a vida espiritual vai mal, as outras realidades acabam indo mal; e quando se vive uma espiritualidade sadia, consegue-se superar o males físicos, biológicos e psíquicos. Quando há saúde espiritual, os males em outras áreas podem não ser sanados, mas superados pela força do Espírito. O mal físico e a violência podem nos impedir de caminhar alguns metros e nos limitar, enquanto o Espírito nos leva a distâncias longínquas, porque n’Ele somos livres.

Hoje, sem dúvida, temos de valorizar a vida espiritual, uma vida segundo o Espírito de Deus. Em nosso tempo, uma das grandes dificuldades que as pessoas vivem é uma vida sem sabor, sem sentido, uma vida de erros, à qual chamamos de pecado. Uma vida sem o auxílio do Alto é fadada ao fracasso, susceptível às doenças psíquicas e físicas. Quantas pessoas doentes no espírito, quantas pessoas perdidas! Quantas pessoas vão à igreja, mas, desanimadas, não conseguem se levantar ou possuem dificuldades para fazer isso?

Tanto para as pessoas que estão na igreja quanto para as que não estão fica o convite: precisamos ter uma vida no Espírito para que todos sejamos saudáveis, fortes, esperançosos, para que não desanimemos frente às limitações humanas e aos poderes do mal.

Essa vida segundo o Espírito é vivida sob a orientação de Deus, sob a moção divina. Mas como consegui-la? É possível, por meio de uma vida de oração, ter contato com Deus, onde o Espírito Santo é o que nos impulsiona, é o que nos esclarece e ordena, é Aquele que nos faz perseverar e entender as situações. E mesmo que não as entendamos, Ele nos dá esperança, sentido à nossa vida. Os dons do Espírito nos ajudam no dia a dia.

Nós devemos buscar uma vida em Deus não só nos momentos difíceis, pois todo o tempo estamos sendo testados. Somos chamados, a cada momento, a dar uma resposta coerente, segundo o Cristo. Graças a Deus, existe um caminho que podemos percorrer para não nos perdermos: a Igreja Católica Apostólica Romana, pois esta já fez e faz um caminho sob a orientação do Espírito Santo.

Jesus, como narra e evangelista João, soprou sobre os discípulos o Espírito Santo (Jo 20,22). O Paráclito não foi derramado sobre um, mas sobre todos os discípulos, sobre a primeira comunidade reunida, a Igreja. Assim, eles se tornam apóstolos, e, encorajados pelo Sopro Divino, anunciam, com ousadia, o Cristo Ressuscitado. Quando surgiam os problemas e as dúvidas, os apóstolos podiam contavam uns com os outros. Pedro até poderia, como o primeiro, decidir, mas tomava a decisão junto com os apóstolos. Um exemplo é a eleição dos diáconos (Atos 6,1-6). Já no capítulo 15 de Atos, Paulo e Barnabé, em Antioquia, encontraram dificuldades com alguns cristãos judeus e foram tratar do assunto em Jerusalém. Esse é o primeiro concílio da Igreja.

A Igreja é mãe e mestra, afinal, são “apenas” dois mil anos de experiência, de acertos e erros. Nós aprendemos e somos educados por ela. Quando digo que vivemos movidos pelo Espírito, digo que somos movidos pelas orientações da Igreja. O Espírito nos orienta quando nos colocamos em oração, quando temos sensibilidade para realizar algo; principalmente quando tudo isso está dentro daquilo que a Igreja aprova e nos orienta.

Por fim, uma vida segundo o Espírito é uma vida no Espírito Santo, seguindo Suas orientações numa comunhão com a Igreja, a qual nos leva a discernir entre o certo e o errado, ajuda-nos a fazer a vontade de Deus e nos orienta em todos os momentos da nossa vida, principalmente quando nos impulsiona a viver a caridade. A vida segundo o Espírito nos faz pessoas melhores não para nós mesmos, não para nos sentirmos bem, mas ela nos leva ao necessitado, nos faz desprendidos das coisas terrenas, livres para servir aos outros e amá-los.

Deus seja louvado!

Padre Marcio

27 razões para não ser Católico

Apologética

Em síntese: O presente artigo responde ao questionamento apresentado por um irmão protestante, que nada de novo diz. As respostas dadas ao irmão poderão ser úteis a quantos fiéis católicos se vêem assediados por objeções – às vezes caluniosas – de irmãos separados.
Eis o que escreve o interlocutor anônimo:

1. “Ele me salvou”
“1. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, primeiramente porque Jesus Cristo salvou-me de meus pecados (Mt 1, 21), garantindo-me a remissão por Sua graça (Ef 1, 7), ao arrepender-me (Lc 13, 3; At 3, 19;  11.18) e crer em seu sacrifício na Cruz do Calvário (At 20, 21; Rm 3, 26). Assim o Senhor me fez uma nova criatura (Jo 3, 3-6; 2 Co 5, 17; Ez 36, 26) e seu filho (Jo 1, 12; Rm 8, 14-17; 1 Jo 3, 1), para que hoje eu pudesse glorificá-lo através da minha vida e testemunhar aos outros acerca de tão grande salvação que me foi concedida pelo Filho de Deus (ver Gl 2, 20; Ef 2, 10; Hb 13, 15-16; 1Pd 2. 5, 9-10; Mc 16, 15; Rm 10, 13-15)”.
Nesta passagem chama-nos a atenção o caráter individualista da locução: as partículas “eu, me, a mim” voltam constantemente como se o Cristianismo fosse algo do foro privado. – Ora tal atitude é profundamente antibíblica; sim, Jesus fala da “minha Igreja” com sua hierarquia (cf. Mt 16, 16-19; 18, 18). Ser cristão é ser membro do Corpo de Cristo Cabeça (cf. 1Cor 12, 12-21), é ser ramo do tronco de videira, que é Cristo (cf. Jo 15, 1-5).
O protestantismo põe de lado o sacramento da Igreja, fazendo do indivíduo autor do seu Credo em conseqüência do princípio do livre exame da Bíblia. Esse subjetivismo redunda no relativismo que tanto caracteriza o pensamento contemporâneo.

2. Somente a Escritura
“2. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque creio na Suprema Autoridade das Escrituras, como única regra de fé e prática (Sl 19, 7-8; Sl 119, 105; ls 8, 20; Mt 22, 29; Lc 16, 29; Jo 5, 39; 10, 35; Jo 17, 17; Rm 15, 4; At 15, 15; 17, 11; 24, 14; 2Tm 2, 15; 3, 15-17; 2Pd 1, 19-21). Esta autoridade das Escrituras deriva de sua divina inspiração (2Tm 3, 16) e de sua revelação que “não foi dada por vontade humana” (2Pd 1, 21), o que lhe garante evidente proeminência”.
Os católicos também seguem a Bíblia, e a seguem mais fielmente do que seus irmãos protestantes. Sim, aceitam a Bíblia quando ela diz que nem tudo o que Jesus fez está consignado no Livro Sagrado; ver Jo 20, 30s; 21, 24s. A própria Bíblia manda seguir a mensagem transmitida por via oral (cf. 2Tm 2, 2) sem restrição que subordine a palavra oral à escrita. Como se compreende, não se trata de qualquer tradição, mas de Tradição divino-apostólica, que começa com Jesus e os Apóstolos. Sem o acompanhamento dessa Palavra oral, a Bíblia se torna um livro que os homens estraçalham, dele deduzindo as mais contraditórias e estranhas teorias, como acontece no Protestantismo dividido e subdividido por falta de um referencial na leitura das Escrituras. Tenha-se em vista, por exemplo, o seguinte conjunto de palavras sem pontuação (como era praxe entre os antigos):
RESSUSCITOU NÃO ESTÁ AQUI
Estas palavras podem ser lidas em dois sentidos:
RESSUSCITOU. NÃO ESTÁ AQUI.
RESSUSCITOU? NÃO! ESTÁ AQUI.
É o tom de voz ou a palavra oral que vai definir o significado da escrita.
Donde se vê que a Bíblia não pode ser lida independentemente da Tradição oral, que lhe é anterior, a berçou e a acompanha através dos séculos. Entende-se que, para distinguir das muitas tradições a autêntica Tradição, haja uma instância abalizada, que, no caso, é o magistério da Igreja, a quem Jesus prometeu sua assistência infalível (cf. Mt 28, 19-20; 18, 18; Lc 22, 31s).

3. Calvário e Eucaristia
“3. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque eu creio na plena consumação do Sacrifício de Cristo. Isto significa dizer que eu creio que Cristo morreu pelos nossos pecados de uma vez por todas (1Cor 15, 3; 1Pd 2, 24; Hb 10, 10; cf. 9, 11-12); não sendo necessário (Hb 7, 27; 9, 26; 10, 14.18) e nem mesmo possível (Hb 9, 27-28) renovar ou perpetuar este sacrifício irrepetível, segundo a pretensão a que se realizam as missas católicas”.
O irmão protestante tem razão ao lembrar que Cristo morreu uma vez por todas e já não pode morrer. Por isto a Missa não repete nem renova o sacrifício do Calvário, mas o torna presente ou o perpetua. E isto, para que a Igreja ou os fiéis possam tomar parte na entrega de Cristo ao Pai. Ser cristão não é apenas seguir um Mestre, mas é comungar com a vida de Cristo Cabeça – o que se faz mediante os sacramentos, dos quais a Eucaristia é o principal. Foi assim que as gerações cristãs durante quinze séculos entenderam as palavras de Cristo, que na última ceia entregou aos discípulos o seu corpo e o seu sangue “para a remissão dos pecados”. Segundo o protestantismo, tal entendimento terá sido falso, de modo que só após Lutero no século XVI se entende corretamente a intenção de Jesus na última ceia. Ora dizer isto equivale a acusar o Senhor de haver esquecido a sua Igreja a quem prometeu perpétua assistência (cf. Mt 28, 20). Será lícito acusar de negligência Jesus e seu Santo Espírito? Pergunta-se: quem errou – Jesus ou Lutero e o protestantismo?

4. Fé e obras
“4. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque as Sagradas Escrituras nos ensinam repetidas vezes que a salvação é pela graça e exclusivamente por meio da fé (Jo 1, 12; 3, 15-16; 36; 5, 24; 6, 28-29, 39-40, 47; 11, 25-26; 20, 31; At 10, 43; 13, 39; 15, 11; 16, 31; Rm 1, 16-17; 3, 22-26, 28, 30; Rm 4, 5-8; 5, 1-2; 5, 15-21; 6, 23; 10, 10-11; 1Cor 1, 21; Gl 2, 16; Gl 3, 8; 11; Fp 3, 9; Ef 1, 6-7, 13-14; 2, 8-9; 2Tm 1, 9; 3, 15; 1Pd 2, 6; 1Jo 5, 13; Ap 21, 6; 22, 17) e que as boas obras apenas evidenciam a fé salvífica (Gl 5, 6; 22-23; Tt 2, 14; 3, 8; Tg 2, 18; Ef 2, 10), sendo conseqüência e não causa de salvação. Além disso, as Sagradas Escrituras encerram dentro de uma impossibilidade a hipótese estapafúrdia de que a salvação poderia vir em parte pela graça e em parte pelas obras – como desejaria o Romanismo -, pois o apóstolo Paulo afirma que “Se é pela graça, já não é pelas obras do contrário, a graça já não é graça” (Rm 11, 6; compare com Ef 2, 9; Tt 3, 5-7).
Na tentativa de amenizar a contradição existente entre a doutrina bíblica e a teologia papista, os católicos romanos, mediante uma interpretação débil e que despreza a exegese bíblica, normalmente citam Tg 2, 18-26 em contraposição a Rm 3-5, como se a verdade das Sagradas Escrituras fosse auto-refutante. Porém, eles é que estão equivocados em sua deturpação (2Pd 3, 16) por omitirem o fato de que o apóstolo Paulo está se referindo unicamente à justificação diante de Deus (ver Gl 3, 11), enquanto o apóstolo Tiago está se referindo à justificação diante dos homens (cf. Tg 2, 18: “…mostra-me a tia fé… te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”), cujo significado é vindicar e na qual as obras testificam diante dos homens a existência da fé verdadeira (cf. Tg 2, 14-18), sendo [meramente] frutos da mesma – algo coerente com as demais Escrituras (cf. Ef 2, 10 Gl 5, 6)”.
Não se pode ler São Paulo sem ler também São Tiago.
São Paulo tem em vista a entrada na graça ou a passagem do estado de pecado para o de amigo de Deus; é o que se chama “justificação”, fazer justo, amigo de Deus. Isto ocorre gratuitamente, sem que o homem o mereça por suas obras boas.
São Tiago considera uma comunidade que foi justificada e tem fé, mas é inerte, não praticando os ditames que a fé recomenda; esses cristãos têm uma fé morta, como a do demônio, que crê, mas estremece, porque a sua fé sem obras correspondentes não o salva. Por conseguinte. São Tiago exige boas obras da parte dos crentes não apenas como manifestação da fé, mas como o necessário desabrochamento da fé.
Com outras palavras: São Paulo tem em mira a entrada na vida cristã, ao passo que São Tiago visa a perseverança na mesma. Distingam-se uma da outra justificação e salvação. Alguém pode ser justificado, mas não será salvo se não perseverar na graça recebida ou se na última hora não estiver na graça de Deus que frutifica em boas obras.
Como se vê, as boas obras não são efetuadas independentemente da graça divina, mas são o efeito desta, de tal modo que Santo Agostinho podia dizer: “Deus em nós coroa os seus méritos”.

5. Cristo e os Santos
“5. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque as Sagradas Escrituras enfatizam que apenas o Soberano e Eterno Senhor – que não divide a Sua glória (Is 42, 8; 48, 11: ‘A minha glória não darei a outrem’) – deve ser cultuado. O Senhor Jesus Cristo disse e está escrito: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto’ (Mt 4, 10 e Lc 4, 8; veja também Ap 4, 11; 5, 12; 14, 7; 19, 10; 22, 9; 1Cr 16, 29; Sl 96, 9). Perante estas palavras do Senhor e tal ensinamento bíblico referente ao culto exclusivo a Deus, que os cristãos bíblicos preservam e devem preservar, certamente eu jamais poderia concordar com a Mariolatria (devidamente refutada por Jesus em Lc 11, 27-28; veja também Mt 12, 48-50; Mc 3, 33-35) e o culto aos santos, o qual foi recusado até mesmo pelos apóstolos (At 3, 12ss; 10, 25-26; 14, 14-15)”.
É certo que Deus Eterno e Absoluto não pode tolerar outro Eterno e Absoluto ao seu lado; isto seria ilógico. Mas Ele pode – e quer – dar às suas criaturas a graça de ser carnais ou instrumentos da sua ação santificadora; tais são os Santos; por sua intercessão junto ao Pai colaboram com Cristo na salvação dos irmãos, sem diminuir de modo algum a grandeza do ministério de Cristo Sacerdote. Esta verdade pode ser ilustrada pela imagem do professor, que não guarda egoisticamente o seu saber, mas o comunica aos discípulos; assim tem origem muitos sábios sem que o professor perca algo da sua sabedoria. Tal gesto não empobrece, mas, ao contrário, nobilita o professor – Ora algo de análogo se dá com Cristo e os Santos. Estes são venerados e não adorados, como venerados são pai e mãe, como venerado (não adorado) é Tiradentes no dia 21 de abril.
De resto, já os judeus no Antigo Testamento tinham consciência de que os justos no além intercedem por seus irmãos militantes na terra; cf. 2Mc 15, 12-15. É de notar que Lutero, adotando o catálogo bíblico de Jâmnia, retirou da Bíblia, entre outros, os dois livros dos Macabeus.
Em Lc 11, 27 Maria Santíssima não é excluída da bem-aventurança proclamada por Jesus, mas incluído porque ouviu a Palavra de Deus e a pôs em prática por excelência.

6. As imagens
“6. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque as Sagradas Escrituras ensinam de uma forma evidente acerca da proibição divina no que tange ao culto prestado às imagens”.
Já se tem abordado freqüentemente este assunto. A Bíblia proíbe as imagens feitas para a adoração ou idolatria; cf. Ex 20, 4-6. Não as proíbe, porém, quando servem ao fiel para se elevar até as realidades transcendentais, passando do visível ao Invisível, de acordo com a índole própria do psiquismo humano. Tenha-se em vista os numerosos querubins que o próprio Iahweh mandou esculpir no Templo de Salomão; cf. 1Rs 6, 29.

7. Fora da Igreja não há salvação
“7. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque, sabendo que a Palavra de Deus não nos diz que é necessário ser um católico romano para ser salvo (Jo 3, 16-18, 36; 10, 1-11, 27-30; 14, 6; At 16, 31; Rm 10, 9; 1Jo 4, 9; 5, 12). Eu jamais poderia aceitar a pretensão romanista expressa na afirmação de que não há salvação fora da Igreja Católica Romana. Na realidade, quem acrescenta este tipo de condição espúria para a salvação do pecador está pregando um outro Evangelho, ao qual devemos rejeitar (Sl 1, 8)”.
Quem é de Cristo, é também da Igreja de Cristo; não há Cabeça sem corpo, não há tronco de videira sem ramos. O Cristianismo é vivido em comunidade.
Dentre as muitas “Igrejas” cristãs hoje existentes só uma foi fundada diretamente por Cristo, com a promessa da assistência indefectível do Fundador: a Católica, confiada a Pedro e seus sucessores. Esta conserva a sucessão apostólica fiel ao seu primaz, o sacerdócio válido e a Eucaristia.
A pertença à Igreja de Cristo pode ser visível ou invisível. É visível, quando os fiéis professam o mesmo Credo, recebem os mesmos sacramentos e obedecem à mesma hierarquia, como se dá no caso dos católicos praticantes. – A pertença invisível ocorre quando alguém professa e vivencia candidamente um Credo errôneo, acreditando que é o verdadeiro. Deus não revela a fé cristã, mas faz-se presente a tal pessoa mediante a voz da consciência sincera; quem segue fielmente a sua consciência sincera, segue a Deus e pertence invisivelmente à Igreja de Cristo. Quantos são os que assim vivem, só Deus o sabe.
É neste sentido que os católicos entendem o axioma: “Fora da Igreja Católica não há salvação”.

8. O Purgatório
“8. NÃO SOU UM CATÓLICO ROMANO, porque as Sagradas Escrituras testemunham acerca da eficácia do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é capaz de nos purificar de ‘todo pecado’ (cf. 1Jo 1, 7). A doutrina bíblica enfatiza que, mediante seu sacrifício vicário, Jesus Cristo a si mesmo se deu por nós, a fim de ‘remir-nos de toda a iniqüidade’ (Tt 2, 14; cf. Hb 9, 28; 10, 14; 1Jo3, 5). Tendo sido transpassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades, ao levar sobre si o castigo que nos era devido (Is 53, 5; 1Pd 2, 24 compare com Mt 1, 21; Lc 1, 77; 2Cor 5, 20-21; Jo 1, 29). Por isso, creio que nossos irmãos – aqueles que já estão gozando da presença do Senhor – não estão no céu por terem sido purificados pelo fogo de um suposto purgatório, como supõe os católicos romanos”.
Jesus Cristo, por sua Paixão, morte e ressurreição, nos mereceu o ingresso na vida eterna. Todavia Ele não impõe a salvação; espera, antes, que a criatura a aceite livremente. Esta aceitação tem por termo final a visão de Deus face-a-face. Ora, para chegar a tal termo, requer-se que a criatura elimine da sua alma todo resquício de pecado, pois qualquer sombra de pecado é incompatível com a santidade de Deus… Daí a necessidade que incumbe a cada cristão de eliminar do seu coração toda desordem que nele fica mesmo depois de perdoado o pecado; têm que desaparecer as raízes da impaciência, da maledicência, da preguiça… Esta purificação se faz ou na vida presente mediante a ascese vigilante ou na vida póstuma (no purgatório).
Dir-se-á: mas Cristo já não satisfez por nós, obtendo-nos o perdão dos pecados? – Respondemos que Cristo já nos obteve o perdão, que é dado a quem o pede sinceramente; mas o perdão no foro religioso difere do perdão no foro civil. Neste, quando o juiz declara absolvido o réu, o indivíduo absolvido não deve mais nada à Justiça; continuará sua vida portador das mesmas paixões que o levaram ao crime. No foro religioso o perdão implica o total apagamento das raízes do pecado perdoado,… apagamento que fica a cargo da pessoa absolvida porque a visão de Deus face-a-face o exige. Com outras palavras: o perdão de Deus exige uma renovação ontológica e não fica apenas no foro jurídico.
O purgatório não é um lugar de fogo ardente, mas é um estado de alma, em que o indivíduo se arrepende radicalmente de qualquer desordem cometida no seu relacionamento com Deus. A crença na existência desse estado já era professada pelo povo judeu, do qual passou para os cristãos; ver 2Mc 12, 38-45. Lutero rejeitou tal livro, que se encontrava na Bíblia tradicional.

Conclusão
O panfleto em fico apresenta 19 outras razões para não ser católico; são quase todas iguais entre si e baseiam-se na pretensão de que o protestante segue somente a Bíblia; aceita unicamente argumentos bíblicos para dirimir dúvidas ocorrentes. Peça-se-lhe então que responda pela Bíblia uma questão fundamental de criteriologia: onde é que a Bíblia responde à pergunta: os livros sagrados são 66 (como dizem os protestantes) ou 73 (como dizem os católicos)? Onde é que a Bíblia define o seu catálogo?
Caso não possa responder pela Bíblia, reconheça o irmão que está enganado e deixe de formular objeções contra os católicos “somente a partir da Bíblia”.

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, Osb.
Nº 523, Ano 2006, Página 43.

A veneração da Misericórdia do Senhor

A última tábua da salvação!
Ricardo Sá

Parece o fim, mas não o é! O fato é que Jesus Cristo, mesmo após ter a vida entregue à morte na cruz, não obstante Seus inúmeros feitos como o Filho de Deus que era; após caminhar sobre as águas, ressuscitar mortos, renascer após três dias, subir aos céus e assim dar início à maior e mais profunda revolução na história da humanidade… Após ter o Corpo exposto à vergonha e chagas, ter o peito aberto, a fronte coroada de espinhos, sendo submetido à humilhação e ao desprezo… Este homem, ainda assim, considerou Seus feitos – por fraqueza nossa – ineficazes. Motivo pelo qual apareceu para a Irmã Faustina Kowalska, na Polônia, em 1931. Nessa oportunidade, Jesus pediu que fosse celebrada a Festa da Misericórdia. Em seu diário, na página 49 Irmã Faustina registra esse pedido para que Sua “imagem seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”. Disse que o perdão total das faltas e dos castigos será concedido àquele que nesse dia se aproximar da Fonte da Vida. “Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate.” Assim, ao escolher o primeiro domingo depois da Páscoa, o Senhor desejou indicar a estreita união entre o mistério pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia de Deus. “As almas se perdem apesar da Minha amarga paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Misericórdia. Se não venerarem a Minha Misericórdia, perecerão por toda a eternidade.” A Festa da Misericórdia destina-se aos pecadores, considerados por Jesus os mais dignos de Suas graças. Sua mensagem tem pressa, pois evoca a brevidade do tempo e a teimosia de quem não quer ou pouco consegue enxergar que a humanidade inteira afunda num mar de desencontros e mal. Suas palavras são repletas de esperança e salvação, concedendo uma intensa luz a quem já se sente cego por causa de seus próprios erros e desorientação. É a imagem de Jesus ressuscitado que traz aos homens a paz pela remissão dos pecados! Assim é Jesus Misericordioso! Suas vestes são brancas, Seu peito está aberto, de onde brotam sangue e água, para a salvação de todos sem distinção. Seus olhos são os mesmos expostos em Seu rosto na exata hora da crucificação; Suas chagas são a mais perfeita identificação com os menores de Seu Reino e são plenas indicações de que o caminho é mesmo feito em meio a dores, perda de sangue e entrega. Suas mãos abençoam! São bênçãos para todos, sob a condição de que saibam escolher que o tempo é agora! As graças? São colhidas com o vaso da confiança! Em poucas palavras, o tempo chegou! É tempo de Misericórdia!

 

O fundamento da misericórdia está na confiança
Padre Marcos Pacheco

A palavra que vamos partilhar está em (São Lucas 15, 11-32). “O vaso que acolhe o coração do Pai chama-se confiança” (Santa Faustina). Não existe um discípulo da misericórdia que não se deixe tomar pelo amor misericordioso de Deus. Do portão de casa pra fora é fácil viver a “misericórdia”, todo mundo é bom e misericordioso. Mas na vida daqueles que conhecem as nossas misérias, não é fácil viver a misericórdia. O demônio sabe que a misericórdia de Deus é infinita, que ele não possui a última palavra em nossa vida, ele quer que não consigamos ver o Senhor como Ele é. São Lucas quer apresentar um Deus que é Pai tomado de compaixão, de misericórdia, que perdoa, acolhe, quer nos apresentar um Deus que nos resgata. O demônio sabe: “Quando fazemos o encontro pessoal com Deus, a nossa vida nunca mais se torna a mesma”. A desconfiança nos faz sairmos da presença do Pai. E caímos na bobagem de pedir a parte na herança. Herança? Só existe uma, que é Deus. Precisamos cair em nós mesmos e voltarmos para casa. É preciso nos perguntarmos: “O que eu estou fazendo de minha vida?” O ingresso para entrar na misericórdia é a nossa miséria, através o pecado. Miserável é aquele que é necessitado da misericórdia, que somos nós. Ao voltar para casa o filho prepara um discurso: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Quando chega em casa, não foi o filho que viu o pai, mas o pai que viu o filho de longe. Se eu chegasse agora em minha casa, e só tocasse na corrente do portão. Minha mãe saberia que era eu. Pai e mãe conhece o filho de longe, pois conhece o filho que tem. Se conhecemos o filho de longe imagina Deus? “O pai viu o filho se aproximar, e tomado de compaixão correu ao seu encontro.”
Entrei para o seminário aos 13 anos. Meus pais foram as pessoas que mais me trouxeram dificuldades para que eu pudesse ser padre. Meu pai foi tão pai, que eu queria ser pai para os meus filhos. A mesma saudade que eu tinha de meus pais, eles também a tinham. Imagina a saudade do Pai por nós. ‘Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos.’ Ele apertou o filho com força, mas o enchendo de beijos. O discípulo da misericórdia não pode apertar ninguém sobre o passado da vida dos outros. Não conseguimos amar, pois estamos ressentidos. Jesus nunca perguntou sobre o passado de ninguém. Acolher, não significa aceitar o pecado do outro, mas amar. Esta foi a atitude do pai que não o questionou. Como é bom sermos abraçados por Deus! Tive a graça de fazer uma experiência com o Senhor aos 5 anos. Em um hospital vi imagem de Jesus, naquele momento estava próximo ao ouvido do meu pai e ali cochichando disse: “Seu veio, quem é aquele homem no fundo daquela parede?” Ele disse: “Tu não conhece?” Foi o próprio Senhor me falando naquele momento. “Você não faz idéia de quem Ele é?” Foi Ele que deu você para mim. Enquanto muitos pais deveriam levar e seus filhos para Deus, estão o levando para “zona”. Ainda não há a misericórdia na nossa casa, pois não estamos levando o testemunho. Meu pai e minha mãe foram o canal de misericórdia para mim e meus irmãos. Não devemos questionar as pessoas que amamos. Quando o filho começou a falar: Trata-me como a um dos teus empregados’. Seu pai pediu para que matassem um boi. Para ter um boi da qualidade narrado por Lucas, foi por mais de 6 meses tratando do animal. O pai sabia que o filho iria voltar e sabendo não se preocupou com a maneira que chegaria. Para dizer que Deus não nos olha como chegamos, o que importa para Ele é que estamos chegando. O que nos faz perder a confiança em Deus é a concepção como Deus nos olha, a nossa confiança em Deus. Você não é amado pelo que faz, mas pelo que é. Lugar do filho é no colo do Pai. Porque o filho mais velho se encolerizou? ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos.´ Ele não se tornou o canal da misericórdia, mas um trator na vida do outro. Quando eu faço a experiência: Sou amado pelo que sou filho de Deus. Quando o outro faz errado, eu me compadeço. Em Bethânia, certa vez chegou um filho andarilho que não conseguia tirar o calçado dos pés, pois estava inchado devido aos dez dias caminhando. A perna desta pessoa cheirava de carniça, mesmo depois de tomado o banho. E, naquela sala rezando o terço não agüentávamos o cheiro. O odor de Cristo não é fácil, acredito que Jesus estava ali naquele homem. Ele resolveu pedir a herança e assim como filho pródigo. Depois de algum tempo, ele voltou entorpecido com um discurso igual ao filho mais moço disse: “Eu vim aqui para ver se tem alguma vaga. Se não tiver, poderia me arrumar uma comida?” Não poderia deixar ele ir embora. Não tinha vagas, disse: Daqui deste lugar tu não vai levar comida nenhuma, eu pensei em te levar para onde estava, mas não! Porque você vai ficar aqui, é tua casa. Naquele momento o efeito da droga saiu daquele filho. Só toca na misericórdia, quem acredita em Deus. Aquele que foi tocado pela misericórdia com certeza será o canal. Depois de tomado banho, disse: “Vamos dormir?”. Ele me respondeu: “Quero rezar com vocês por esta graça.” Precisamos pedir a graça da libertação da concepção errada ao Senhor. O Senhor não esta ao nosso lado, pois Ele sempre esteve dentro de nós.

 

Seja misericórdia para sua família
Ricardo e Eliana Sá

A festa da misericórdia é o primeiro domingo depois da Páscoa. Esta devoção nasceu na Polônia, terra natal do Papa João Paulo II. O Papa que elevou Santa Faustina aos altares. Jesus quer que celebremos bem a festa da misericórdia, devemos estar com o coração aberto para receber todas as graças que Deus tem para nós e para nossas famílias.
O que mais o demônio tem atacado é as nossas famílias. A sua casa precisa de você, não sei as circunstâncias que sua família está vivendo, problemas com alcoolismo, drogas, relacionamentos com mágoas, ódio. A sua família precisa de você, busque graças para sua família. Diga: “Jesus eu confio em vós.” Deixa Jesus fazer a renovação em sua família. “Senhor eu creio no teu amor, por minha família mando embora toda descrença, para que ela seja renovada.” Não desanime com a salvação dos seus, por pior que seja a situação eles são amados por Jesus misericordioso. “Envolve Senhor as nossas família com o sangue e água que jorram de seu coração.” Deus disse a Santa Faustina: “Ainda que a alma esteja em decomposição – como um cadáver, e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração e tudo se encontre perdido, as coisas não são assim para Deus. A maravilha da Misericórdia de Deus fará ressurgir a alma para uma vida plena. (D 1448). Tenha esperança, Deus não vê a nossa família como vemos. Proclame: “A minha família é uma benção, é abençoada, é querida por Deus, e o lugar da minha família é o céu!”. Olhe com os olhos do Pai, olhe com esperança para a sua família, ela precisa do olhar de Jesus. Deus tem muito mais para os da sua casa, mais do que você pode imaginar, chega de grito e reclamação dentro do seu lar. O seus precisa de você, seja o canal da graça frente as necessidades. No lugar do desespero a esperança e a oração. Sabe aquelas situação dolorosas que vivemos em nossa família e que já imaginamos a solução, mas Deus tem soluções inexplicáveis, melhores que a nossa, Ele tem o melhor para a nossa família. Muitas vezes você olha para a Deus e diz: o Senhor precisa fazer isto. Deixe Deus ser Deus em sua família e irá se surpreender. Precisamos abrir as portas da misericórdia, por isso abra um sorriso para a sua família. O mais lindo que hoje é o dia da preparação para a festa da misericórdia e o nosso fundador Monsenhor Jonas declarou a Canção Nova como casa da misericórdia. No ano de 2002, Monsenhor Jonas saiu em retiro com o diário da Santa Faustina. Ele disse que a Canção Nova não é a apenas um lugar físico, mas que cada um de nós (membro da Canção Nova) seja a misericórdia de Jesus para o outro. Amanhã é uma data muito importante teremos um momento em que veneramos a imagem de Jesus misericordioso. Ele quer que sua misericórdia chegue as nossas casas. Jesus conta com você para a salvação do seu lar, não maldiga a sua família, mas abençoe. O Senhor tem planos para sua casa, na sua família você tem que ser o primeiro a perdoar, acolher, a ter paciência, misericórdia. Você tem que ter a misericórdia primeiro. Tenha misericórdia entre lagrimas, Deus nuca te decepcionará. Jesus está curando você, deixa Jesus te curar. Jesus tem caminho que só a misericórdia conhece. Uma vez que Jesus não desiste de sua família você também não pode. Pode ser que você não veja mudanças em sua família. No último segundo entre a vida e a morte a misericórdia de Deus pode alcançar sua vida. A Igreja nos convida a esperança dos pecados. As nossas famílias devem ir ao céu. Tudo é um grande mistério não conhecemos o tempo, as horas. Você pode dizer este homem bebeu até a morte, mas não pode dizer que ele foi para o inferno. Pois a misericórdia pode ter lhe alcançado. São os piores da sua família que precisam de misericórdia. Você é o apostolo da divina misericórdia, precisa ser misericordioso com quem está ao seu redor. O inimigo quer que digamos que tudo esta perdido. Mas, Jesus misericordioso nos diz que não está, Ele tem soluções melhores. Confia no Senhor. Quem confia se entrega, se abandona, não se desespera. Não pense quem confia não experimenta a dor, a cruz, mas quem confia é feliz, segue em frente não abandona sua casa, Seu marido, pois confia no Senhor. A sua família precisa conhecer a divina misericórdia através de você. Jesus quer dar a salvação para sua família. Seja instrumento para que a salvação se concretize. Diário de Santa Faustina: 1577- “Diz às almas que não impeçam a entrada da Minha misericórdia nos seus corações, pois Ela deseja tanto agir neles. A Minha misericórdia trabalha em todos os corações que lhe abrem as suas portas. E tanto o pecador como o justo necessitam da Minha Misericórdia. A conversão e a perseverança são uma graça da Minha misericórdia”.

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