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Santo Evangelho (Mc 16, 9-15)

Oitava da Páscoa – Sábado 22/04/2017

Primeira Leitura (At 4,13-21)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas 13ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheciam que eles tinham estado com Jesus. 14No entanto viam, de pé, junto a eles, o homem que tinha sido curado. E não podiam dizer nada em contrário. 15Mandaram que saíssem para fora do Sinédrio, e começaram a discutir entre si: 16“Que vamos fazer com esses homens? Eles realizaram um milagre cla­ríssimo, e o fato tornou-se de tal modo conhecido por todos os habitantes de Jerusalém, que não podemos negá-lo. 17Contudo, a fim de que a coisa não se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los, para que não falem mais a ninguém a respeito do nome de Jesus”. 18Chamaram de novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. 19Pedro e João responderam: “Julgai vós mesmos, se é justo diante de Deus que obedeçamos a vós e não a Deus! 20Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”. 21Então, insistindo em suas ameaças, deixaram Pedro e João em liberdade, já que não tinham meio de castigá-los, por causa do povo. Pois todos glorificavam a Deus pelo que havia acontecido.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 117,1-21)

— Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.
— Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis.

— A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! O Senhor severamente me provou, mas não me abandonou às mãos da morte.

— Abri-me vós, abri-me as portas da justiça: quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ou­vis­tes e vos tornastes para mim o Salvador!

 

Evangelho (Mc 16,9-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. 12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. 15E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Maria Egipcíaca, se comprometeu a um caminho de conversão 

Santa Maria Egipcíaca, recorreu a Virgem Maria, e em oração se comprometeu a um caminho de conversão

Nasceu no Egito no século V, e com apenas 12 anos tomou a decisão de sair de casa, em busca dos prazeres da vida. Providencialmente, conheceu um grupo de cristãos peregrinos que ia para o Santo Sepulcro, e os acompanhou, apenas movida pelo interesse no passeio.

Por três vezes quis entrar na Igreja, mas não conseguiu. E uma voz interior lhe fez perceber o quanto ela era escrava do pecado. Ela recorreu a Virgem Maria, representada numa imagem que ali estava, e em oração se comprometeu a um caminho de conversão. Ingressou na Igreja e saiu de seu sepulcro.

Com a graça do Senhor ela pôde se arrepender e se propor a um caminho de purificação.

Ela foi levada ao deserto de Judá, onde ficou por quarenta anos, e nas tentações recorria sempre a Virgem Maria. Perto de seu falecimento, padre Zózimo foi passar seus últimos dias também nesse deserto e a conheceu, levou-lhe a comunhão e ela faleceu numa sexta-feira. O padre ao encontrar seu corpo, enterrou-a como a santa havia pedido em um recado.

Santa Maria Egipcíaca, rogai por nós!

Santo Evangelho (João 13, 1-15)

Quinta-Feira, 13 de Abril de 2017 
Ceia do Senhor  

Primeira Leitura (Êx 12,1-8.11-14)
Leitura do Livro do Êxodo:

Naqueles dias: 1O Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2”Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: ‘No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa. 4Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais, conforme o tamanho do cordeiro. 5O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito: 6e devereis guardá-lo preso até ao dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerem. 8Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 11Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘Passagem’ do Senhor! 12E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora, quando eu ferir a terra do Egito. 14Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações, como instituição perpétua.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 115)

— O cálice por nós abençoado/ é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.
— O cálice por nós abençoado/ é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

— Que poderei retribuir ao Senhor Deus/ por tudo aquilo que ele fez em meu favor?/ Elevo o cálice da minha salvação,/ invocando o nome santo do Senhor.

— É sentida por demais pelo Senhor/ a morte de seus santos, seus amigos./ Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,/ mas me quebrastes os grilhões da escravidão!

— Por isso oferto um sacrifício de louvor,/ invocando o nome santo do Senhor./ Vou cumprir minhas promessas ao Senhor/ na presença de seu povo reunido.

 

Segunda Leitura (1Cor 11,23-26)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Jo 13,1-15)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + escrito por João.
— Glória a vós, Senhor!

1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.  2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus.  3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.  6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.  8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!”  Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”.  9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.  10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”.  11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”.  12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Hermenegildo, pai de família e cristão católico 

O santo de hoje era filho de um rei cristão ariano, ou seja, que acreditava em Jesus Cristo como verdadeiro homem, mas não como verdadeiro Deus. Por graça de Deus, através de sua esposa, Hermenegildo pôde tornar-se um autêntico cristão. Seu pai não o acolheu, porque este não aceitava o Arianismo. Então o ameaçou e combateu em guerra. Desprezando o perdão de seu filho, o rei mandou prendê-lo e o entregou aos algozes.

Santo Hermenegildo, pai de família, cristão católico, teve sua cabeça cortada segundo a ordem de seu próprio pai.

Santo Hermenegildo, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 8, 21-30)

5ª Semana da Quaresma – Terça-feira 04/04/2017

Primeira Leitura (Nm 21,4-9)
Leitura do Livro dos Números.

Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 101,2-21)

— Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.
— Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.

— Ouvi, Senhor, e escutai minha oração, e chegue até vós o meu clamor! De mim não oculteis a vossa face no dia em que estou angustiado! Inclinai o vosso ouvido para mim, ao invocar-vos atendei-me sem demora!

— As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece.

— Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados.

 

Evangelho (Jo 8,21-30)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo disse Jesus aos fariseus: 21“Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”. 22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?” 23Jesus continuou: “Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”. 25Perguntaram-lhe pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar, também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”.27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sa­bereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. 30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Isidoro, buscava a salvação das almas 

Foi um homem humilde, de oração e penitência, que buscava a salvação das almas e a edificação das pessoas

O santo de hoje é resultado de uma família de santos, gente que buscou a vontade de Deus em tudo.

Nasceu na Espanha no ano de 560, perdeu os pais muito cedo e ficou aos cuidados dos irmãos que, recebendo dos pais uma ótima formação cristã, puderam introduzir o pequeno Isidoro a este relacionamento com Deus.

Ele se deparou com muitos limites, por exemplo, nos estudos. E fugia desse compromisso.

No entanto, com a graça divina e o esforço humano, ele transcendeu e retomou os estudos, tornando-se um dos homens mais cultos, versados e reconhecido pela Igreja como doutor.

Santo Isidoro foi um homem humilde, de oração e penitência, que buscava a salvação das almas, a edificação das pessoas.

Com o falecimento de um irmão seu, foi eleito bispo em Sevilha, consumindo-se de amor a Cristo, no povo.

No dia 4 de abril de 636, sentindo que a morte estava se aproximando, dividiu seus bens com os pobres, publicamente pediu perdão para os seus pecados, recebeu pela última vez a eucaristia e, orando aos pés do altar, ali morreu.

Santo Isidoro, rogai por nós!

Palavra aos jovens sobre castidade

Castidade: sem ela não se alcança a firmeza

Tenho recebido muitos e-mails de jovens que me perguntam como viver a castidade no namoro; como vencer o vício da masturbação, entre outros. Certamente para o jovem cristão hoje, no meio deste mundo erotizado, viver a castidade é uma conquista heroica; pois tudo o convida a manter vida sexual antes do casamento.  Os filmes pornográfico são abundantes nas locadoras, nos canais de TV por assinatura; as músicas estão repletas de letras excitantes; os rebolados indecorosos de moças seminuas na TV, etc., lançam pólvora no sangue dos rapazes e das moças.

Então, para viver na castidade hoje, como Deus manda no Sexto Mandamento (Não pecar contra a castidade), o jovem precisa ter muito amor ao Senhor. Só trocamos um amor por outro maior, diz o ditado. Só o amor a Jesus Crucificado por nós poderá ser para o jovem de hoje um forte motivo para ele ser casto e aceitar o que o Papa Bento XVI tem chamado de “martírio da ridicularização”, diante dos que zombam de nossa fé.

A gravidade do pecado da impureza, luxúria, é que com ele se mancha o Corpo de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (I Cor 12,27).  “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (I Cor 6,15).  “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (I Cor 6,18). São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo” (I Cor 6,20).

Jovem, se você quer viver a castidade, então, antes de tudo, precisa saber o seu valor; para isso escrevi um livro “O BRILHO DA CASTIDADE”, mostrando toda a sua importância e beleza. Quanto mais for difícil vivê-la, tanto mais bela e mais importante ela será. Vejo o jovem casto hoje como aquele lírio branco que nasce no meio da podridão do lodo. Serão esses jovens que sustentarão a civilização que hoje desliza para o abismo.

Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos e ouvidos vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Não se iluda. Não brinque com fogo!

“A castidade é a virtude que nos eleva da natureza humana à natureza angélica”, afirmou o santo Padre Pio de Pietrelcina. Victor Hugo disse que: “A mais forte de todas as forças é o coração puro”. O Papa Bento XVI, no Campo de Marte, São Paulo, em 11/05/2005, declarou aos jovens: “É preciso dizer ‘não’ àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”.

Jesus proclamou no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os de coração puro porque verão a Deus”. “Para o homem de coração puro, tudo se transforma em mensagem divina”, disse São João da Cruz, doutor da Igreja espanhol. Santo Efrém, também doutor da Igreja, ensinava que a castidade nos faz semelhantes aos anjos. Enfim, a castidade é uma virtude dos fortes que se dominam. Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”.

O Mahatma Gandhi, libertador da Índia, que não era católico, afirmou: “A castidade não é uma cultura de estufa […]. A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária. A vida sem castidade me parece vazia e animalesca. Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço. Deus não pode ser compreendido por quem não é puro de coração”. (Toschi Tomás, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo três, SP, 1977, pg. 105s).

Uma vida lutando pela castidade dá ao jovem o autodomínio sobre as paixões e as más inclinações do coração e o prepara, com têmpera de aço, para ser um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor dos ventos das paixões, da influência da mídia e dos cantos das sereias deste mundo. Eu entendi que a castidade é o esteio que sustenta o equilíbrio de um homem. Os homens e mulheres casados traem seus cônjuges porque não souberam exercitar a força de vontade na luta da castidade. Um casamento forte só pode existir quando ambos aprenderam a se dominar no namoro e no noivado. Mais importante que dominar uma cidade é dominar-se a si mesmo, diz o livro dos Provérbios.

Por tudo isso, jovem cristão, não desanime nem desista de lutar; cada um de nós tem a sua cruz nesta vida; mas com a graça de Deus é possível carregá-la até onde Ele quer. Tenha uma vida de “vigilância e oração”, como Jesus mandou; esse é o grande remédio para não pecar. Não se entregue a maus pensamentos eróticos nem aos filmes, revistas e coisas do tipo; fuja disso heroicamente. Suplique sempre a graça de Deus. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e peça sua ajuda. Participe da Missa e da comunhão sempre que puder, e se confesse sempre que pecar, para ter forças de não cair novamente.

Jamais dê ouvidos a quem lhe disser que “a masturbação não é pecado”, e que o sexo no namoro também não o é; pois o Catecismo da Igreja Católica afirma a desordem existente nessa prática. Ainda que você caia, se continuar a lutar, se continuar a dizer “não” ao pecado no seu coração, levante-se, confesse-se com um sacerdote e continue sua luta e sua caminhada. Não importam quantas vezes você cai; importa que se levante. Jesus sabe que você está numa guerra e que numa guerra, às vezes, o soldado pode cair e ser até baleado, mas nem por isso deve desistir de lutar.

Muitos são os psicólogos não cristãos, e também outros “orientadores”, e a mídia de modo geral, que induzem o jovem à masturbação, ao relacionamento sexual no namoro e fora dele, etc. O namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos, mas sim as suas almas. Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”, isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado e, muitas vezes, acontece o que não deve. Quantas namoradas grávidas…

Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois quiserem se preservar um para o outro. Será preciso, então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “a ocasião faz o ladrão”, e que, “quem brinca com o perigo nele perecerá”. É você quem decide o que quer.

O jovem casto é hoje a esperança de Deus e da Igreja para renovar esse mundo apodrecido pelo pecado do sexo desregrado, que profana a mais sagrada criatura, templo do Espírito Santo. São Paulo diz que: “de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isto mesmo colherá” (Gl 6,7); a castidade que o jovem semear na juventude será transformada em frutos doces na sua futura vida familiar.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

 

Santo Evangelho (Mc 8, 34–9, 1)

6ª Semana Comum – Sexta-feira 17/02/2017

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Gn 11,1-9)
Leitura do Livro do Gênesis.

1Toda a terra tinha uma só linguagem e servia-se das mesmas palavras. 2E aconteceu que, partindo do oriente, os homens acharam uma planície na terra de Senaar, e ali se estabeleceram. 3E disseram uns aos outros: “Vamos, façamos tijolos e cozamo-los ao fogo”. Usaram tijolos em vez de pedra, e betume em lugar de argamassa. 4E disseram: “Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos, e não seremos dispersos por toda a face da terra”. 5Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. 6E o Senhor disse: “Eis que eles são um só povo e falam uma só língua. E isto é apenas o começo de seus empreendimentos. Agora, nada os impedirá de fazer o que se propuserem. 7Desçamos e confundamos a sua língua, de modo que não se entendam uns aos outros”. 8E o Senhor os dispersou daquele lugar por toda a superfície da terra, e eles cessaram de construir a cidade. 9Por isso, foi chamada Babel, porque foi lá que o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo, e de lá dispersou os homens por toda a terra.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 32)

— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

— O Senhor desfaz os planos das nações e os projetos que os povos se propõem. Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar.

— Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.

— Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.

 

ANO PAR

Primeira Leitura (Tg 2,14-24.26)
Leitura da Carta de São Tiago

14Meus irmãos, de que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática? A fé seria então capaz de salvá-lo? 15Imaginai que um irmão ou uma irmã não tem o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; 16se então alguém de vós lhes disser: “Ide em paz, aquecei-vos”, e: “Comei à vontade”, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adiantará isso? 17Assim também a fé: se não se traduz em obras, por si só está morta. 18Em compensação, alguém poderá dizer: “Tu tens a fé e eu tenho a prática! Tu, mostra-me a tua fé sem as obras, que eu te mostrarei a minha fé pelas obras! 19Crês que há um só Deus? Fazes bem! Mas também os demônios creem isso, e estremecem. 20Queres então saber, homem insensato, como a fé sem a prática é vã? 21O nosso pai Abraão foi declarado justo: não será por causa de sua prática, até o ponto de oferecer seu filho Isaac sobre o altar? 22Como estás vendo, a fé concorreu para as obras, e, graças às obras, a fé tornou-se completa. 23Foi assim que se cumpriu a Escritura que diz: ‘Abraão teve fé em Deus, e isto lhe foi levado em conta de justiça, e ele foi chamado amigo de Deus”’. 24Estais vendo, pois, que o homem é justificado pelas obras e não simplesmente pela fé. 26Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem as obras, é morta.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 111)

— Feliz é todo aquele que ama com carinho a lei do Senhor Deus.
— Feliz é todo aquele que ama com carinho a lei do Senhor Deus.

— Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos!

— Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos.

— Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!

 

Evangelho (Mc 8,34–9,1)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 34chamou Jesus a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai salvá-la. 36Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida? 37E o que poderia o homem dar em troca da própria vida? 38Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele quando vier na glória do seu Pai com seus santos anjos”. 9,1Disse-lhes Jesus: “Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus chegar com poder”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Sete Santos fundadores da Ordem dos Servitas 

Os Sete Santos fundadores deram um passo de radicalidade; abandonaram o luxo e foram viver uma vida monástica

Interessante percebermos o contexto do surgimento desta ordem. No século XII e XIII, predominava uma burguesia anticristã na vivência, porque dizer que é cristão, que é católico, não é difícil, mas vivenciar e testemunhar o amor a Cristo, à Igreja e aos pobres, só com muito esforço e muita graça do Senhor.

Providencialmente, Deus, em sua misericórdia, foi suscitando vários santos como verdadeiros caminhos da fé e da felicidade, como os sete santos de hoje que fundaram a Ordem dos Servos de Maria. Eles pertenciam ao grupo de burgueses, até que foram se aproximando de um grupo de oração que se reunia com uma imagem de Nossa Senhora e ali oravam. Aqueles jovens foram se aproximando e a graça de Deus foi conquistando o coração deles.

Foram sete a dar um passo de radicalidade. Abandonaram o luxo, os cavalos, as festas, e foram viver uma vida monástica como sinal de santidade naquela sociedade em decadência. Com exceção de Alessio, que ficou como irmão religioso, os demais tornaram-se sacerdotes. Mas todos eles, como um só sinal de que ser servo de Cristo e da Virgem Maria, é preciso ter muito amor.

Oração, penitência e renúncia são percebidos na vida dos santos. Essas coisas são comuns, porque brotam da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e estão presentes no Evangelho que a Igreja de Cristo prega.

Sete Santos fundadores da Ordem dos Servitas, rogai por nós!

As Virtudes e os Dons

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A vida moral não consiste numa sucessão de atos descontínuos, mas é a expressão de hábitos que dão continuidade e certa unidade ao comportamento humano;  se esses hábitos, arraigados no íntimo do sujeito, inclinam para o bem, são chamados virtudes; se inclinam para o mal, são chamados vícios.

A virtude é uma aptidão ou uma qualidade da mente que inclina o sujeito à pratica do bem. A palavra “virtude” vem do vir (varão, em latim) e significa uma disposição forte e vigorosa. A virtude, sendo um hábito permanente, pode-se tornar segunda natureza. Todas as virtudes culminam no amor a Deus e ao próximo; é também o amor que, em última instância, mobiliza as demais virtudes e estimula o cristão a cultivar a fortaleza, a temperança, a justiça… Vê-se, pois, que as virtudes estão intimamente relacionadas entre si: quem cultiva uma (a justiça, por exemplo) deve cultivar – as outras.

Distinguimos virtudes adquiridas e virtudes infusas.

As virtudes adquiridas são aquelas que decorrem de sucessivos atos bons da mesmo índole; estes vão predispondo o sujeito a novos e novos atos bons da mesmo índole, originando assim o hábito ou a virtude respectiva; assim quem se abstém de álcool durante 24 horas e renova o seu propósito sucessivamente, acaba por adquirir o hábito ou a virtude da temperança.

As virtudes infusas são princípios da ação-dons que Deus comunica às nossas almas, sem que façamos esforços por adquiri-los; são dons de Deus. São alude a isso, dizendo: “O amor de Deus foi difundido em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado” (Rm 5,5). Todo cristão recebe, no Batismo, juntamente com a graça santificante, virtudes infusas, que o habilitam a agir num plano novo, ou seja, como filho de Deus.

Distinguim-se virtudes teologais e virtudes morais.

As virtudes teologais dizem respeito diretamente a Deus; são a fé, a esperança e a caridade, das quais trata freqüentemente São Paulo (cf. 1Cor 13,13; 1Ts 1,3;5,8). No cristão as virtudes teologais são virtudes infusas. Isto não quer dizer que todo cristão seja sempre uma pessoa de fé ou de amor…; mas significa que todo cristão, desde o seu Batismo, tem certas potencialidades para conhecer como Deus conhece e amar como Deus ama; essas potencialidades deverão ser desenvolvidas pela educação religiosa e pelo exercício mesmo dessas virtudes.

As virtudes morais dizem respeito diretamente às criaturas; guiam a conduta do homem em relação aos bens deste mundo. São também chamadas virtudes cardeais, por que constituem os cardines ou as dobradiças e os eixos em torno dos quais gira toda a Moral. Desde Platão (+ 347 ªC) enumeram-se as quatro seguintes:

* Prudência, que estuda os meios oportunos para chegar a determinado fim; tem sede na razão;

* Justiça, que quer observar a reta convivência com todos os homens, tem sede na vontade;

* Fortaleza ou coragem, que se volta para as coisas árduas e difíceis; tem por sujeito o apetite irascível;

* Temperança, que se volta para os bens desejáveis; tem por sujeito o apetite concupiscente ou a cobiça.

As virtudes morais podem ser naturais (ou adquiridas) e sobrenaturais (ou infusas). No batismo o cristão recebe a habilitação para ser prudente, justo, corajoso e temperante não só no plano da natureza, mas também no da filiação divina.

João Paulo II conquistou o amor do mundo

Por Mons. Inácio José Schuster

O Papa São João Paulo II, homem de Deus, durante 27 anos esteve à frente da Igreja de Cristo.
Sem armas, sem poder temporal, obediente somente ao mandato do Senhor, “Confirma teus irmãos na fé” (Lc 22,30), São João Paulo II conquistou o amor do mundo.
Dentre os inúmeros acontecimentos que atestaram esta realidade podemos destacar dois. Um foi a intensa e comovente reação em todos os quadrantes da terra ao atentado de 13 de maio de 1981. Sobre esse dia, escreveu ele no seu Testamento: “(…) no dia do atentado ao Papa, durante a audiência geral, na Praça de São Pedro, a Divina Providência salvou-me de modo milagroso da morte. Aquele que é o único Senhor da vida e da morte, Ele mesmo me prolongou esta vida, de certo modo concedeu-ma de novo. A partir desse momento, ela pertence-lhe ainda mais (…). Peço-lhe que me chame quando Ele mesmo quiser. ‘Na vida e na morte pertencemos ao Senhor… somos do Senhor’” (cf. Rm 14,8). Pessoas de todas as condições sociais, de crenças as mais diversas, sofreram terrível impacto e se uniram na dor, nas lágrimas e na confiança. Outro fato, não menos impactante, mas permeado de uma profunda espiritualidade, foram os momentos que se seguiram desde o final dos seus dias até o seu sepultamento. A 2 de abril de 2005, o mundo chorou a morte do Papa e se regozijou por ter mais um intercessor junto de Deus.
Em pouco tempo, São João Paulo II se constituiu em patrimônio da Humanidade. Todos nós fomos feridos nos sentimentos de amor e admiração pela figura invulgar daquele Papa que, para nós, brasileiros, o chamava-nos de “João de Deus”. Foi o guardião duma verdade que não é deste mundo, mas que nasce do mistério da Cruz e da Ressurreição de Cristo, sem interesses outros que não os de revelar ao homem sua sublime dignidade. Tornou-se símbolo de Fé para tantos que já não mais sabiam crer. Conseguiu devolver a muitos confiança e imortal esperança.
Quem não se lembra de seus ensinamentos? A dignidade intocável do homem, eis o grande tema básico! Em sua Encíclica “Dives in Misericordia”, de 30 de novembro de 1980, com voz poderosa, parece querer acordar um “gigantesco remorso” na consciência dos povos: “Enquanto uns, abastados e fartos, vivem na abundância, dominados pelo consumismo e pelo prazer, não faltam, na mesma família humana, indivíduos e grupos sociais que passam fome. Não faltam crianças que morrem de fome sob o olhar de suas mães” (VI, 11.4).
São João Paulo II compreendeu profundamente os arcanos, os abismos do coração. Descreveu, numa visão genial, as aspirações da época moderna. Diante do mistério da iniquidade, capaz de transformar em rancor, ódio e crueldade a promoção do direito, exclama: “A experiência do passado e do nosso tempo demonstra que a justiça, por si só, não é suficiente” (Idem VI, 12.3). Se o indivíduo não “recorrer a forças mais profundas do espírito, forças que condicionam a própria ordem da justiça”, será ameaçado o fundamento jurídico.
Constituído por Jesus Cristo como Pastor e Mestre, foi, em seu Pontificado, símbolo de misericórdia.
Hoje, com tamanhos sofrimentos que assolam o mundo, tanta dor, morte sem pranto, corações revoltados e que não querem aprender a confiança, repitamos o convite de São João Paulo II: “Devemos recorrer a esta mesma misericórdia em nome de Cristo e em união com ele (…). O Pai, aquele que vê o que é secreto, está continuamente à espera, por assim dizer, de que nós, apelando a ele em todas as necessidades, perscrutemos cada vez mais o seu mistério: o mistério do Pai e do seu amor” (“Dives in misericordia”, I, 2.7).
Quando falamos em São João Paulo II, naturalmente, vem à lembrança suas viagens ao Brasil. Particularmente, as duas vindas ao Rio de Janeiro. Em 1980 preparamos detalhadamente a primeira visita que teve a participação de uma multidão de fiéis, mas o que assisti em 1997, por ocasião do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, ultrapassou tudo o que já havia presenciado em outras ocasiões. Na verdade, convivi com um homem marcado pelo sofrimento, as angústias da humanidade. Ao mesmo tempo, percebia a leveza de espírito que anunciava a alegria do Evangelho autêntico.
Sem se cansar ele conquistou o afeto do povo brasileiro, que carinhosamente chamava de “João de Deus”. Os homens de cultura receberam suas sábias e exigentes orientações. Os doentes, os mais pobres, os leprosos, não só viram suas lágrimas, mas dele ouviram a palavra da Fé, da fraternidade, da esperança e do amor que já não morre. Os políticos e as crianças, índios, os agricultores, operários e presidiários, os sacerdotes, os religiosos, os bispos, todos acolhemos filialmente suas diretrizes, novo ânimo e segurança.
As vibrações do entusiasmo de nosso povo significavam realmente a imagem simbólica e representativa da admiração e gratidão que o mundo devota ao Papa São João Paulo II.
Nosso “João de Deus” fez renascer a confiança e esse estado de espírito jamais será estéril. Seu exemplo, ainda hoje, deve acordar nossas consciências para os ensinamentos de quem recebeu de Cristo a missão de encaminhar os homens para Deus.

Leigo, você tem uma vocação!

Santidade

Alguém já disse que “a primeira vitória de um homem foi ter nascido”.

De fato, esta é a maior graça. Como disse São Paulo, “Deus nos desejou em Cristo, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante de seus olhos” (Ef 1, 4). Logo, esta é a nossa primeira e fundamental vocação. Vivermos a vida para Deus, sermos santos aos seus olhos. O mesmo São Paulo completava exortando os efésios a que levassem “uma vida digna da vocação à qual fostes chamados” (Ef 4, 1).

O nosso Catecismo diz que “o homem é, por natureza e por vocação, um ser religioso” (§ 44).

O Papa São João Paulo II disse certa vez: “Não tenhais medo da santidade, porque nela consiste a plena realização de toda a autêntica aspiração do coração humano” (L’Osservatore Romano, 07/4/1996).

“A santidade é a plenitude da vida” (LR, N.20, 18/5/1996).

Os santos foram os mais felizes e os que atingiram a plenitude da vocação humana segundo os desígnios de Deus. Mas a busca da santidade não está desatrelada da vida cotidiana; muito ao contrário, é inserida no dia a dia que ela se realiza. É no mundo do trabalho, da família, da ciência, da política etc., que a vocação deve se realizar, de modo especial para nós leigos. Jesus foi claro na sua oração sacerdotal: “Pai, não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal” (Jo 17,15).

Quando realizamos o desejo de Deus, somos felizes, porque nos sentimos realizados e úteis. Então, é fundamental descobrir a nossa vocação. Quando você a realiza, dá sentido a sua vida. Cada pessoa é chamada (vocação vem do latim vocare = “chamar”) por Deus a ter uma vida realizada e plena.

É por meio do trabalho – qualquer que seja ele – que o homem é chamado a cooperar com o Criador na obra da criação. Deus nos deu essa honra: ajudá-Lo a criar o mundo, até que este seja divinizado. Mesmo tendo se tornado penoso após o pecado original, o trabalho continua uma bênção. Por meio dele, o homem se santifica e santifica o mundo. A sua importância ficou evidente quando o Filho do Homem assumiu, na terra, por longos anos, a profissão de carpinteiro. Jesus quis nos mostrar a importância salvífica do trabalho.

O nosso Catecismo ensina que “o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (CIC, nº 378).

Quando Paulo VI, em 1964, visitou Israel, diante da carpintaria de Nazaré, falando da vida oculta de Jesus, na família de Nazaré, disse: “Uma lição de trabalho. Nazaré, ó casa do “Filho do Carpinteiro”, é aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei severa e redentora do trabalho humano” (05/01/1964). Portanto, é necessário que cada um, com os talentos que Deus lhe deu, escolha e viva bem a sua profissão, e realize a sua vocação. A primeira maneira de amar bem é trabalhar bem, pois assim estaremos servindo bem os outros. O Papa Paulo VI disse que “o amor é a vocação fundamental do ser humano” (Persona humana, 7).

Deus deu a cada um de nós talentos individuais para que possamos desempenhar uma atividade necessária para os outros. Cabe a cada um identificar esses dons e seguir a profissão para a qual tem aptidão e interesse.

Sabemos o quanto Jesus enfatizou a importância de não enterrar os talentos que Deus nos deu. Ele nos pedirá contas do que fizemos com eles.

Na Carta aos Colossenses, São Paulo diz algo fundamental sobre isso:

“Tudo quanto fizerdes, por palavra ou obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”.“Tudo o que fizerdes, fazei de bom coração, para o Senhor, não para os homens, certos de que recebereis a recompensa das mãos do Senhor. Servi a Cristo Senhor” (Col 3, 17.23). Isso nos indica que todo trabalho é feito, antes de tudo, para Deus, e lhe damos glória quando o realizamos bem em nossa profissão. Não é somente pelo salário que recebemos ou pela vigilância do chefe que devemos trabalhar bem, mas para o Senhor, que nos dará um “salário eterno”.

Deus e a Igreja precisam que cada um de nós encontre o seu lugar, tanto na sociedade quanto na Igreja, sem desperdiçar a vida, pois isso seria um crime, um pecado.

Ninguém pode se sentir inútil ou desnecessário neste mundo, pois para todos Deus tem uma missão, seja solteiro ou casado. Como disse Michel Quoist em seu livro ‘Construindo o homem e o mundo’: “Solteiro ou casado, só o egoísta desperdiça a vida”.

O leigo é chamado a construir o mundo, ser o sal e a luz de Cristo nesta terra. Diz o nosso Catecismo que “é especifico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus. A eles, portanto, cabe, de maneira especial, iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, para que elas continuamente se façam e cresçam segundo Cristo e contribuam para o louvor do Criador e Redentor” (n. 898).

Prof. Felipe Aquino
Viúvo, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”. Site do Professor: http://www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

Valorizar a família

A família nunca cairá de moda

Foi realizada em Roma, junto ao túmulo do Apóstolo São Pedro, a peregrinação internacional da família dentro do Ano da Fé. Esse evento, que reuniu 150 mil famílias, coincidiu com o encerramento da XXI Assembleia Plenária do Pontifício Conselho da Família. Constaram desse evento três jornadas dedicadas ao estudo e ao debate no 30º aniversário da Carta dos Direitos da Família, publicada pelo mesmo dicastério vaticano em 22 de outubro de 1983, sob o Pontificado do Beato João Paulo II. O encontro, aberto ao público, debateu os “Novos horizontes antropológicos e os direitos da família”.

Declarou o Arcebispo Dom Vincenzo Paglia, presidente do Conselho Pontifício para a Família, em entrevista à Rádio Vaticano, que esta Carta dos Direitos da Família é defendida e valorizada como meio “para que não nos esqueçamos que a família, como sujeito jurídico, é uma dimensão que transpassa os séculos, que não nasceu anteontem nem há cem anos. Há uma dimensão que atravessa a história, que fez da família o primeiro lugar em que aprendemos a estar juntos: a família é o primeiro ‘nós'”.

As profundas palavras do Santo Padre, o Papa Francisco, nesse evento, assim como a celebração, deixam claro a importância do tema nesse momento da história da humanidade. Ele recordou no encontro: “Quisestes chamar a este momento «Família, vive a alegria da fé!» Gosto deste título! Entretanto, escutei as vossas experiências, os casos que contastes. Vi tantas crianças, tantos avós… Pressenti a tristeza das famílias que vivem em situação de pobreza e de guerra. Ouvi os jovens que se querem casar, mesmo por entre mil e uma dificuldades. E então nos surge a pergunta: Como é possível, hoje, viver a alegria da fé em família? Mas eu pergunto-vos também: «É possível viver esta alegria ou não é possível?”. Na missa do domingo, na Praça de São Pedro, ele resumiu em três tópicos: a família reza, a família guarda a fé, a família vive a alegria. E concluiu: “E, acima de tudo, um amor paciente: a paciência é uma virtude de Deus e nos ensina, na família, a ter este amor paciente, um com o outro. Ter paciência entre nós. Amor paciente. Só Deus sabe criar a harmonia a partir das diferenças. Se falta o amor de Deus, a família também perde a harmonia, prevalecem os individualismos, apaga-se a alegria. Pelo contrário, a família que vive a alegria da fé, comunica-a espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade.

A família foi querida por Deus desde que o Criador concedeu Adão e lhe deu Eva como esposa, determinando que habitassem a Terra e se perpetuassem pelo seu amor esponsal. Sabemos como a instituição familiar tem sido atacada por todos os lados: instituições internacionais, legislações ideológicas, decretos do executivo, julgamentos nos tribunais, propaganda sistemática na mídia – por todos os lados há muito mais facilidade de se colocar contra a família do que a construção dos valores positivos e essenciais da família humana. São tempos difíceis para a família e é muito importante que, ao valorizarmos a família, saibamos da campanha contrária a ela em tantos âmbitos de nossa sociedade. Como cidadãos, temos o direito de dar nossas opiniões e manifestar nossas convicções, que são importantes para o futuro da humanidade.

Assim, o Papa conclamou os jovens voluntários no seu encontro no Riocentro durante a JMJ Rio 2013: “Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-Lo. Responder à própria vocação é caminhar para a realização feliz de si mesmo. A todos Deus chama à santidade, a viver a sua vida, mas tem um caminho para cada um. Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família por meio do sacramento do matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”. Está fora de moda? [Não…]. Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso, eu peço que vocês sejam revolucionários, eu peço que vocês vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem contra esta cultura do provisório, a qual, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, crê que vocês não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E tenham também a coragem de ser felizes!”

O Documento de Aparecida nos fala dessa importância de valorizar a família e de tutelar os seus direitos neste tempo de mudança de época: a família não é uma mera instituição natural; antes, faz parte do projeto do Criador (cf. Gn 1,27), de modo que “pertence à natureza humana que o homem e a mulher busquem um no outro sua reciprocidade e complementaridade” (n. 116). Na plenitude dos tempos, o Filho de Deus assumiu a nossa natureza humana e, “optando por viver em família em meio a nós, a eleva à dignidade de ‘Igreja doméstica’” (n. 115). O amor conjugal “é assumido no sacramento do matrimônio para significar a união de Cristo com sua Igreja” (n. 117; cf. 175g; 433s). É na família que a pessoa “descobre os motivos e o caminho para pertencer à família de Deus” (n. 118).

O Beato João Paulo II, na Carta às Famílias de 1994, ensinou que: “Dentre essas numerosas estradas, a primeira e a mais importante é a família: uma via comum, mesmo se permanece particular, única e irrepetível, como irrepetível é cada homem; uma via da qual o ser humano não pode separar-se.” Com efeito, normalmente ele vem ao mundo no seio de uma família, podendo-se dizer que a ela deve o próprio fato de existir como homem. Quando falta a família logo à chegada da pessoa ao mundo, acaba por criar-se uma inquietante e dolorosa carência que pesará depois sobre toda a vida. A Igreja une-se com afetuosa solicitude a quantos vivem tais situações, porque está bem ciente do papel fundamental que a família é chamada a desempenhar. Ela sabe, ainda, que normalmente o homem sai da família para realizar, por sua vez, num novo núcleo familiar, a própria vocação de vida. Mesmo quando opta por ficar sozinho, a família permanece, por assim dizer, o seu horizonte existencial, como aquela comunidade fundamental onde se radica toda a rede das suas relações sociais, desde as mais imediatas e próximas até as mais distantes. Porventura, não usamos a expressão “família humana” para nos referirmos ao conjunto dos homens que vivem no mundo? (cf. número 02).

A Igreja protege a família, célula sacramental que nasce do amor de um homem e de uma mulher, em caráter indissolúvel, aberto à vida, promovendo três colunas vitais como direito inalienáveis: primeiro, a dignidade da pessoa humana; segundo, o sacramento do matrimônio e terceiro a inviolabilidade da vida e da família. Assim como os dogmas estão para a fé católica, estes três pilares estão para a prática cristã dos batizados na Igreja Católica, que não devem se cansar de defender os direitos da família constituída pelo amor verdadeiro e eterno.

Desde sempre, o lar formado por Jesus, Maria e José é considerado como escola de amor, oração e trabalho. Da mesma maneira, contemplando a Família Sagrada somos chamados a mostrar ao mundo o amor, o trabalho e o serviço vividos diante de Deus, tal como os viveu a Sagrada Família de Nazaré. As condições de vida mudaram muito e progrediram enormemente nos âmbitos técnicos, sociais e culturais. Não podemos contentar-nos com estes progressos. Juntamente com eles, devem estar sempre presentes os progressos morais, como a atenção, a tutela e a ajuda à família, porque o amor generoso e indissolúvel de um homem e de uma mulher constitui o âmbito eficaz e o fundamento da vida humana na sua gestação, na sua iluminação, no seu crescimento e no seu termo natural.

A família nunca cairá de moda: só onde existem o amor e a fidelidade nasce e perdura a verdadeira liberdade. Por isso, a Igreja luta por adequadas medidas econômicas e sociais, para que no lar e no trabalho a mulher encontre a sua plena realização; a fim de que o homem e a mulher que contraem matrimônio e formam uma família sejam decididamente apoiados pelo Estado; para que se defenda a vida dos filhos como sagrada e inviolável, desde o momento da sua concepção; a fim de que a natalidade seja dignificada, valorizada e apoiada jurídica, social e legislativamente. Por isso, a Igreja opõe-se a todas as formas de negação da vida humana e sustenta aquilo que promove a ordem natural no âmbito da instituição familiar.

Ensina o Concílio Ecumênico Vaticano II que: “Os próprios esposos, feitos à imagem de Deus e estabelecidos numa ordem verdadeiramente pessoal, estejam unidos em comunhão de afeto e de pensamento e com mútua santidade, de modo que, seguindo a Cristo, princípio da vida, se tornem, pela fidelidade do seu amor, através das alegrias e sacrifícios da sua vocação, testemunhas daquele mistério de amor que Deus revelou ao mundo com a sua morte e ressurreição” (GS 52).

O Documento de Aparecida nos ensina que a família se deve tornar “um dos eixos transversais de toda ação evangelizadora da Igreja” (n. 435) – e neste âmbito a “infância” se torna destinatária de uma ação “prioritária” da Igreja (n. 438). Por isso, a pastoral familiar – em suas mais variadas expressões – há de “comprometer de maneira integral e orgânica as outras pastorais, os movimentos e associações matrimoniais e familiares a favor das famílias” (n. 437a). A principal bandeira para valorizar a família é promover a formação e ação de leigos competentes, animá-los a organizar-se para defender a vida e a família, e estimulá-los a participar em organismos nacionais e internacionais.

Que a Sagrada Família proteja as nossas famílias e que seus direitos sejam respeitados para o próprio bem do futuro da humanidade!

Dom Orani João Tempesta, O. Cist
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

3 Pistas para reconhecer a ação do diabo

Servo de Deus, Dom Fulton John Sheen
Arquidiocese de Washington

Tradução e fonte: Sentinela no escuro

1. Amor pela nudez – Isto é claramente manifestado em vários níveis. Primeiro existe a tendência generalizada de vestir-se imodestamente. Já discutimos a modéstia aqui antes e devemos notar que modéstia vem da palavra “modo”, referindo-se ao meio ou a moderação. Por isso, se por um lado procuramos evitar noções opressivamente puritanas sobre o vestuário que impõem fardos pesados (especialmente sobre as mulheres) e que vêem o corpo como algo mau, por outro também devemos criticar muitas das formas modernas de se vestir no outro extremo. Estes “estilos” revelam mais do que razoável e geralmente deveriam, com a pretensão de chamar atenção a aspectos do corpo que são privados e reservados para a união sexual no casamento. Muitos em nossa cultura não vêem problema em desfilar vários níveis de nudez, vestindo peças que possuem a intenção de descobrir e chamar a atenção em vez de esconder as áreas privadas do corpo. Este amor pela exibição e provocação é seguramente um aspecto do próprio amor do Mal pela nudez. E ele tem espalhado esta obsessão a muitas pessoas no moderno Ocidente.

2. Pornografia – como não há nada de novo neste mundo caído, seguramente alcançou proporções epidêmicas por meio da internet. Qualquer psicoterapeuta, conselheiro ou sacerdote te dirá que o vício da pornografia é um enorme problema entre as pessoas de hoje. Sites pornográficos superam outras categorias dez vezes mais. Milhões de americanos estão consumindo enorme quantidade de pornografia e a “indústria” está crescendo exponencialmente. O que uma vez foi escondido nas livrarias, hoje está à distância de um clique na internet. E a ideia de que os hábitos de navegação podem ser facilmente descobertos pouco importa aos viciados na última das formas de escravidão. Muitos estão sobre uma encosta íngreme a ponto de caírem em formas mais degradantes de pornografia. Muitos acabam em sites ilegais e antes mesmo de saberem o que aconteceu, deparam-se com o FBI batendo nas suas portas. O amor de Satanás pela nudez possuiu muitos! A cultura global de sexualização também amarra ao amor satânico pela nudez. Nós sexualizamos a mulher para vender produtos. Nós sexualizamos até mesmo as crianças. As nossas novelas tagarelam excessivamente sobre sexo de um modo muito adolescente e imaturo. Nós somos, coletivamente, tolos e imaturos a respeito do sexo e a nossa cultura vibra como adolescentes fogosos obcecados por algo que eles não compreendem. Sim, o amor satânico pela nudez e tudo o que vem com ela. Violência – nós já discutimos antes como nós, coletivamente, transformamos a violência numa forma de entretenimento. Os nossos filmes de aventura e jogos de vídeo transformam retaliação violenta numa prazerosa forma de entretenimento e a morte numa “solução”. Os últimos Papas têm-nos alertado sobre a cultura da morte, na qual a morte é cada vez mais proposta como solução para os problemas. Na nossa cultura a violência começa no ventre, onde os inocentes são atacados. Chamam isto de “direito” e “escolha”. A violência e a adoção da morte continuam movimentando-se pela cultura por meio da contracepção, atividades violentas de gangues, recursos fáceis para a guerra e pena capital. O século passado talvez tenha sido o mais sangrento já conhecido no planeta e incontáveis pessoas, na casa dos milhões, morreram durante as duas guerras. Além disso, vale lembrar das centenas de conflitos e guerras regionais, terríveis campanhas em favor da fome na Ucrânia, China e outros lugares, genocídios na Europa Central, na África e no sudeste da Ásia. Paul Johnson, no seu livro Modern Times, estima que cerca de 100.000.000 morreram em guerras e de maneiras violentas nos últimos 50 anos do século XX. E a cada morte, Satanás faz a sua “dança intrometida”. Satanás ama a violência. Ele ama colocar o fogo e ver-nos culpando uns aos outros enquanto nos queimamos.

3. Divisão – Satanás ama dividir. Dom Fulton Sheen diz que a palavra “diabólico” vem de duas palavras gregas “dia Bolós”, significando separar, dividir. Tendo como base os meus próprios estudos de grego, por mais parcos que sejam, diria que os resultados da tradução não seriam os mesmos do bispo. “Dia” significa “através” ou “entre” e “bolós” “atirar ou arremessar”. Ainda assim, o bom bispo era um homem estudioso e eu peço a vocês, estudantes de grego, que me compreendam e defendam Dom Sheen. Ainda assim, é claro que o diabo nos quer dividir. Dentro da nossa própria psiqué e entre e os outros. Certamente ele se regozija a cada divisão que provoca. Ele “atira coisas entre nós” (dia bolós)! Eis o propósito diabólico. E, portanto, vemos as nossas famílias divididas, a Igreja dividida, a nossa cultura e o país divididos. Agora nós estamos divididos ao nível máximo: racial, religioso, político e econômico. Nós dividimos a nossa idade, raça, região, Estados azuis e vermelhos, liturgia, música, linguagem e demais pormenores sem fim. As nossas famílias são rachadas, os nossos casamentos são rachados. Os divórcios são exaltados e compromissos de quaisquer tipos são rejeitados e considerados impossíveis. A Igreja está rachada e dividida em facções, assim como o Estado, todos os níveis que compõem os conselhos escolares. Ainda assim, mesmo que concordemos com o essencial, verifica-se que até mesmo quando uma verdade é compartilhada somos chamados de intolerantes. E dentro também, nós lutamos com muitos ímpetos divisivos e formas de esquizofrenia figurativa e literal. Somos puxados para o que é bom, verdadeiro e belo e ainda o que é inferior, falso e mau também nos atrai. Sabemos o que é belo, o que é bom, mas desejamos o que é mau. Procuramos amor, mas cedemos ao ódio e à vingança. Admiramos o inocente, mas frequentemente nos alegramos em destruí-lo ou pelo menos em substituir isto pelo cinismo. E assim Satanás dança a sua “dança intrometida”.

Três características do diabólico: amor pela nudez, violência e divisão. O que achas? O príncipe deste mundo está cumprindo com os seus compromissos? Mais importante ainda: estamos sendo coniventes? O primeiro passo para vencer os compromissos do inimigo é conhecer os seus movimentos, nomeá-los e repreendê-los em Nome de Jesus.

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