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Santo Evangelho (João 18, 33b-37)

Jesus Cristo, Rei do Universo – Domingo 25/11/2018

Primeira Leitura (Dn 7,13-14)
Leitura da Profecia de Daniel:

13“Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam; seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 92)

— Deus é Rei e se vestiu de majestade,/ glória ao Senhor!
— Deus é Rei e se vestiu de majestade,/ glória ao Senhor!

— Deus é Rei e se vestiu de majestade,/ revestiu-se de poder e de esplendor!

— Vós firmastes o universo inabalável,/ vós firmastes vosso trono desde a origem,/ desde sempre, ó Senhor, vós existis!

— Verdadeiros são os vossos testemunhos,/ refulge a santidade em vossa casa,/ pelos séculos dos séculos, Senhor!

 

Segunda Leitura (Ap 1,5-8)
Leitura do Livro do Apocalipse:

5Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados 6e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. 7Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! 8“Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Jo 18,33b-37)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 33bPilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?”  34Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?”  35Pilatos falou: “Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”  36Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Catarina de Alexandria, protetora do Estado de Santa Catarina

Lembramos a vida desta santa que é inspiradora e protetora de um Estado brasileiro: Santa Catarina

Nascida em Alexandria, recebeu uma ótima formação cristã. É uma das mais célebres mártires dos primeiros séculos, um dos Santos Auxiliadores. O pai, diz a lenda, era Costes, rei de Alexandria. Ela própria era, aos 17 anos, a mais bonita e a mais sábia das jovens de todo o império; esta sabedoria levou-a a ser muitas vezes invocada pelos estudantes. Anunciou que desejava casar-se, contanto que fosse com um príncipe tão belo e tão sábio como ela. Esta segunda condição embargou que se apresentasse qualquer pretendente.

“Será a Virgem Maria que te procurará o noivo sonhado”, disse-lhe o ermitão Ananias, que tinha revelações. Maria aparece, de fato, a Catarina na noite seguinte, trazendo o Menino Jesus pela mão. “Gostas tu d’Ele?”, perguntou Maria. -“Oh, sim”. -“E tu, Jesus, gostas dela?” -“Não gosto, é muito feia”. Catarina foi logo ter com Ananias: “Ele acha que sou feia”, disse chorando. -“Não é o teu corpo, é a tua alma orgulhosa que Lhe desagrada”, respondeu o eremita. Este instruiu-a sobre as verdades da fé, batizou-a e tornou-a humilde; depois disto, tendo-a Jesus encontrado bela, a Virgem Santíssima meteu aos dois o anel no dedo; foi isto que se ficou chamando desde então o “casamento místico de Santa Catarina”.

Ansiosa de ir ter com o seu Esposo celestial, Catarina ficou pensando unicamente no martírio. Conta-se que ela apresentou-se em nome de Deus, diante do perseguidor, imperador Maxêncio, a fim de repreendê-lo por perseguir aos cristãos e demonstrar a irracionalidade e inutilidade da religião pagã. Santa Catarina, conduzida pelo Espírito Santo e com sabedoria, conseguiu demonstrar a beleza do seguimento de Jesus na sua Igreja. Incapaz de lhe responder, Maxêncio reuniu para a confundir os 50 melhores filósofos da província que, além de se contradizerem, curvaram-se para a Verdade e converteram-se ao Cristianismo, isto tudo para a infelicidade do terrível imperador.

Maxêncio mandou os filósofos serem queimados vivos, assim como à sua mulher Augusta, ao ajudante de campo Porfírio e a duzendos oficiais que, depois de ouvirem Catarina, tinham-se proclamado cristãos. Após a morte destes, Santa Catarina foi provada na dor e aprovada por Deus no martírio, tendo sido sacrificada numa máquina com quatro rodas, armadas de pontas e de serras. Isto aconteceu por volta do ano 305. O seu culto parece ter irradiado do Monte Sinai; a festa foi incluída no calendário pelo Papa João XXII (1316-1334).

Santa Catarina de Alexandria, rogai por nós!

Solenidade de Cristo Rei do Universo – Ano B

Por Frei Raniero Cantalamessa, OFM Cap.

Vós o vereis vir entre as nuvens do céu…
Daniel 7, 13-14; Apocalipse 1, 5-8; João 18, 33b-37

No Evangelho deste domingo, Pilatos pergunta a Jesus: «Tu és o rei dos judeus?», e Jesus responde: «Tu o dizes, eu sou Rei». Pouco antes, Caifás lhe havia dirigido a mesma pergunta de outra forma: «És tu o Filho de Deus bendito?», e também desta vez Jesus respondeu afirmativamente: «Sim, eu sou». E mais: segundo o Evangelho de Marcos [Mc 14, 62. ndt.], Jesus reforçou esta resposta, citando e aplicando a si mesmo aquilo que o profeta Daniel havia dito do Filho do homem que vem entre as nuvens do céu e recebe o reino que nunca passará (primeira leitura). Uma visão grandiosa na qual Cristo aparece dentro da história e acima dela, temporal e eterno. Junto a esta imagem gloriosa de Cristo, encontramos, nas leituras da solenidade, a do Jesus humilde e sofredor, mais preocupado por fazer de seus discípulos reis que de reinar sobre eles. Na passagem do Apocalipse, Ele é definido como quem «nos ama e nos lavou com seu sangue de nossos pecados e fez de nós um Reino de Sacerdotes para seu Deus e Pai». Foi sempre difícil manter unidas estas duas prerrogativas de Cristo — majestade e humildade –, derivadas de suas duas naturezas, divina e humana. O homem de hoje não tem dificuldade para reconhecer em Jesus o amigo e o irmão universal, mas acha difícil proclamá-lo também Senhor e reconhecer n’Ele um poder real sobre ele. Nos filmes sobre Jesus, esta dificuldade salta à vista. Em geral, o cinema optou pelo Jesus humilde, perseguido, incompreendido, tão perto do homem como para compartilhar suas lutas, suas rebeliões, seu desejo de uma vida normal. Nesta linha se situam Jesus Cristo Superstar e, de maneira mais crua e dessacralizadora, A última tentação de Cristo — de Martin Scorsese. Também Píer Paolo Pasolini, no Evangelho segundo Mateus, nos apresenta esse Jesus amigo dos apóstolos e dos homens, a nosso alcance, ainda que não carente de certa dimensão de mistério, expressada com muita poesia, sobretudo através de alguns eficazes silêncios. Só Franco Zeffirelli, em seu Jesus de Nazaré, se esforçou por manter juntas as duas marcas d’Ele. Aí se vê a Jesus como homem entre os homens, afável e à mão, mas por sua vez como alguém que, com seus milagres e sua ressurreição, nos situa ante o mistério de sua pessoa que transcende o humano. Não se trata de desqualificar os intentos de voltar a propor em termos acessíveis e populares o acontecimento de Jesus. Em seu tempo, Jesus não se ofendia se «as pessoas» o consideravam um dos profetas. Mas perguntava aos apóstolos: «E vós, quem dizeis que eu sou?», dando a entender que as respostas das pessoas não eram suficientes. O Jesus que a Igreja nos apresenta na solenidade de Cristo Rei é o Jesus completo, humaníssimo e transcendente. Em Paris se conserva, sob custódia especial, a barra que serve para estabelecer a longitude exata do metro, a fim de que esta unidade de medida, introduzida pela Revolução Francesa, não se altere com o passar do tempo. De forma similar, na comunidade de crentes que é a Igreja, se custodia a verdadeira imagem de Jesus de Nazaré que deve servir como critério para medir a legitimidade de toda representação sua na literatura, no cinema, na arte. Não se trata de uma imagem fixa e inerte, que é preciso conservar ao vazio, como o metro, mas de um Cristo vivo que cresce na compreensão da Igreja, também a partir das questões e das provocações sempre novas propostas pela cultura e pelo progresso humano.

 

Evangelho segundo São João 18, 33-37
Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?» Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?» Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?» Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.» Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.»

Por Pe. Fernando José Cardoso

Com toda Igreja, neste último domingo começamos o ano litúrgico, celebramos a solenidade de Cristo Rei do universo. Pede-me – diz Deus no salmo segundo – a teu Cristo, e Eu te darei as nações por herança, reergueras com cetro de ferro. Na verdade, Satanás havia antecipado a esta oferta do Pai a Jesus. Nas tentações, havia oferecido os reinos deste mundo. Dizem os Evangelistas, Matheus e Lucas, que tendo conduzido Jesus a um alto monte, numa tentação imaginativa, Satanás lhes mostra os reinos desta terra: “Tudo isto é meu, eu possuo, e tudo isto eu te darei se me adorares”. Naquela ocasião, repeliu para longe Satanás. Ele estava consciente de que receberia todos os reinos deste mundo, mas não das mãos de Satanás, e sim das mãos do Pai. E o Pai lhe daria estes reinos todos, apos uma vida de entrega e de serviço abnegado a todos os seres humanos. Como é diferente a realeza de Cristo que hoje nós celebramos, como é diferente o Seu Reino dos Reinos e realezas que conhecemos neste mundo. Neste mundo os poucos monarcas que ainda subsistem estão distantes, normalmente não s misturam com os povos. Os chefes das nações nem sempre buscam daqueles que comandam. Quantos candidatos, fazem promessas mirabolantes nos tempos de eleição, que eles mesmos estão conscientes que não poderão realizar? Quanta demagogia, quanta corrupção nos reinos e nos domínios deste mundo. Como somos diariamente vítimas deste desserviço que muitos dos grandes nos prestam na nossa história. Jesus assumiu a Sua realeza, através do duro sacrifício da cruz, foi oferecendo a vida toda inteira, se deixando alto destruir por cada um de nós, que Ele se tornou não apenas o nosso redentor, mas o Rei do Universo. Doravante, todos os redimidos, todos aqueles que de maneira misteriosa se encaminham em direção da vida eterna, possuem em Jesus um ponto de absoluta referência. Você também, juntamente comigo, tem em Cristo o centro de suas atenções. Ele deseja dominar diferentemente dos chefes deste mundo. Ele não é demagogo, não faz promessas temporais, e não nos promete bens deste mundo, Ele deseja possuir o nosso afeto, Ele deseja entrar em nosso coração. O Reino de Deus não vem com ostentação, o Reino de Deus está dentro dos corações de cada um de nós e realiza, pouco a pouco, progressos e crescimentos. Agradeçamos a Deus hoje por nos ter arrancado do poder das trevas e nos ter transferido através da graça e do sacramento da iluminação ao Reino do Seu Filho bem amado, Jesus Cristo.

 

«Venha o Teu Reino» (Mt 6, 10)
Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
A oração, 25; GCS 3, 356 (a partir da trad. do breviário)

O reino do pecado é inconciliável com o reino de Deus. Portanto se queremos que Deus reine sobre nós, «que o pecado não reine mais no vosso corpo mortal». Mas «crucifiquemos os nossos membros no que toca à prática de coisas da terra», demos frutos do Espírito. Assim, como num paraíso espiritual, o Senhor passeará em nós, reinando sozinho com o Seu Cristo. Este será entronado em nós «à direita do Todo-Poderoso» que desejamos receber até que todos os Seus inimigos presentes em nós «se tornem estrado para os Seus pés» e seja expulso para longe «todo o principado, toda a dominação e poder». Tudo isto pode acontecer em cada um de nós até que seja destruído «o último inimigo […]: a morte» e Cristo diga em nós: «Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» Por isso, desde agora, que tudo o que é «corruptível» em nós se torne santo e «se revista de incorruptibilidade» e o que é «mortal» […] se «revista da imortalidade» do Pai. Assim, Deus reinará sobre nós e estaremos desde já na alegria do novo nascimento e da ressurreição. (Referências bíblicas: Rom 6, 12; Col 3, 5; Gn 3, 8; Mt 26, 64; Sl 110, 1; 1Cor 15, 24.26.55.53)

 

O Meu Reino não é deste mundo
Padre Paulinho

Com esta celebração estamos dando início a última semana do tempo comum, preparando nosso coração para o advento, nascimento do menino Jesus. Na verdade Jesus nasce, se dá e quer nos visitar todos os dias. Hoje proclamamos Jesus Rei do universo, e todo reino precisa de um trono. Você sabe em qual trono que Jesus quer sentar? No Trono do nosso coração. E como todo Rei, Ele quer indicar os caminhos, organizar seu reino. Pilatos perguntou para Jesus: “você é Rei?” e Jesus lhe questiona: “é você que está dizendo ou outros te disseram?”. E Jesus diz: “meu reino não é deste mundo”. Todos temos saudades de Deus, era pequenos, fomos crescendo e a saudade de Deus foi ficando maior. Todos temos saudades de nosso familiares, eu me lembro quando fiquei por 4 anos no Tocantins, quanta saudade eu senti de meus pais. Mas existe uma saudade no nosso coração muito maior da que sentimos de nossos familiares, que é a saudade do Rei do Reis, e enquanto não dermos o trono para esse Rei, sentiremos saudades, pois só Deus pode matar essa saudade de nosso coração. É só Jesus que pode organizar a nossa vida. Enquanto eu estava levando Jesus no ostensório, o Rei que se faz pequeno em uma pedaço de pão, para chegar mais perto de nós, eu pude sentir que muitas pessoas foram tocadas. Mesmo que você tenha vindo para cá por outros motivos, Jesus já te esperava. Ele esperava esse momento de se encontrar conosco, pois somos criaturas, somos filhos amados de Deus. Quando nós nos afastamos de Deus, que tristeza para o Seu coração. Eu tenho a graça de atender as pessoas em confissão, e eu vejo o que o pecado faz na vida do ser humano, ele acaba com o ser humano. O inimigo de Deus que quer nos afastar cada vez mais do Pai. Jesus tem pressa te trazer para Ele, para que você proclame que sua vida não é aqui nesta terra, que você precisa buscar as coisas do céu. Você tem que ter suas coisas aqui na terra, mas é preciso ter os pés no chão, mas o coração no céu. Quem vai na missa, está adiantando esta graça, de se chegar no céu. Quando rezamos o terço precisamos deixar a oração passar no coração, para que você experimentar a manifestação de Jesus como Rei na sua vida. Jesus nasceu na pobreza, no meio das ovelhas, cavalos, e este reinado que o Senhor vem trazer para nós. É preciso que o Reinado de Deus se manifeste em nossos atos. Daqui a pouco você irá voltar para casa, e você precisa levar o que experimentou aqui, a alegria, o amor de Deus que nos encontra como estamos. Se fossemos esperar estarmos prontos para encontrar Deus estávamos perdidos. A graça de Deus irá nos conduzir, o que experimentamos aqui, não pode ficar para trás, apenas a vida velha pode ficar para trás. Nós temos que continuar seguindo em frente, só podemos seguir em frente, e a partir desse acampamento dizer: “não dá mais para voltar.” É o amor de deus que nos faz dizer sim a vontade de Deus. Em Dezembro vai fazer dois anos que sou padre, é uma decisão a cada dia, é esta decisão de cada dia que nós fará ter uma vida plena. As coisas deste mundo passam, os desejos, os prazeres da vida passam, mas as coisas do céu não passam. Busque as coisas do céu, as coisas que nos faz matar as saudades de Deus, até que enfim possamos vê-Lo face a face. Eu trabalhava na roça, meu último trabalho ficava a 9km de casa, eu ia de bicicleta rezando o terço, e no meu coração havia uma sede de Deus que eu não tinha controle, eu ia no grupo de oração, na missa. Mas no meio de semana enquanto eu esperava chegar o dia da missa, aquela sede ia aumentando em meu coração. E eu buscava cada vez mais a Deus e eu ia descobrindo os sacramentos, sacramento da confissão. E quando eu comecei a buscar a Deus de todo o meu coração, o Senhor começou a curar essa saudade que muitas vezes eu refletia nas pessoas, indo a festas, numa vida desregrada. E Deus ia me curando, me restaurando, pois a saudade não era de pessoas, mas do próprio Deus. Reze, meu irmão e você verá que sua vida irá mudar muito. Assuma seu chamado, seu lugar na Igreja, se você já faz, continue a fazer. Continue sendo a manifestação de Deus nas vidas das pessoas, mostre a elas que quem dá ordens na sua vida é Jesus. Busquemos as coisas de Deus e sairemos saciados. Minha mãe sempre foi religiosa e ela cuidava das coisas da igreja, e um dia minha mãe, Adelaide seu nome, estava diante do santíssimo, rezando de uma forma diferente, limpando e uma mulher que estava rezando, dona Lia, olhou para ela e percebeu que estava chorando. E Dona Lia perguntou o que tinha acontecido e minha mãe chorosa disse: “eu acho que estou grávida”, e dona Lia ficou feliz e minha mãe continuou chorando, dizendo que está gravidez não poderia ter acontecido, pois ela não tinha condições de ter mais um filho e dona Lia disse: “não se preocupe dona Adelaide, é menino e vai ser padre”. E hoje eu estou aqui, sacerdote de Cristo, para glória do Senhor.

 

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

Esta é a solenidade teve sua origem com o Papa Pio XI, o qual, na Encíclica “Quas primas”, de 11 de dezembro de 1925, “desenvolve a idéia de que um dos meios mais eficazes contra as forças destruidoras da época seria o reconhecimento da realeza de Cristo”. Sua colocação no fim do Ano Litúrgico fica mais dentro daquele contexto escatológico, em que sempre se caracterizou o último domingo na liturgia. A restauração do mundo em Cristo (Cf. Cl 1,15-20), que se consumou na sua Paixão, Morte e ressurreição, com sua vitória definitiva sobre a morte (Cf. 1Cor 15,26), sendo o Cordeiro imolado digno de receber a glória e o poder (Cf. Ap 5,12), traz realmente a característica principal desta solenidade: Aquele que restaura o mundo, nele próprio criado e nele próprio subsistente, é aquele também que vai exercer sobre ele a sua realeza, e esta transcende a dimensão temporal e cósmica, isto é, os domínios de um mundo visível. A realeza, pois, que se celebra nesta solenidade é total, plena e celeste, exercida à direita do Pai (Cf. At 7,56; Hb 1,3-4; Ap 22,1). Saibamos também que a realeza de Cristo é aquela que se manifestou no sacrifício da cruz, com seu paradoxo, com sua “loucura” e com sua simplicidade redentora. Portanto, “supera de longe o modelo davídico”, embora seja, biblicamente, de sua linhagem. Escarnecido por espectadores (Cf. Mt 27,39-44), insultado pelo ladrão impenitente (Lc 23,39) e por soldados da vassalagem imperial (Lc 22,63-65), reverenciado, porém, pelas santas mulheres, venerado e adorado pela própria Mãe, estimado por amigos, mesmo trêmulos e hesitantes, Cristo lhes dá, como também a todos nós, na resposta ao ladrão arrependido, a dimensão mais profunda de sua realeza: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43). De fato, se ele não fosse rei, no verdadeiro sentido, com domínio, pois, até sobre a morte, jamais poderia fazer tal afirmação. “Hoje”, ou seja, “agora”, para mim, para você, para todos, e não só para o ladrão arrependido, começa então de maneira viva, eficaz, definitiva e solene, o início da imortalidade, com nossa participação definitiva na realeza de Cristo, inseridos que fomos, pela graça batismal, no sacerdócio do Filho de Deus, graça que nos confere ainda, além da dimensão régia e sacerdotal, também a dimensão profética para a nossa vida. Sendo a origem, o centro e o fim do universo criado, Cristo é também a sua consumação mais profunda, na medida em que o restaura e o entrega ao Pai (Cf. 1Cor 15,24). O Rei da eterna realeza é o mesmo, “hoje, amanhã e por todos os séculos” (Cf. Hb 13,8), como também é “o Alfa e o Omega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Cf. Ap 22,13). A liturgia faz contemplar a visão do Filho do Homem descrita na primeira leitura (Ano B), ao qual são dados o poder, a majestade e o império, e a segunda leitura, do mesmo ano, mostra o Cristo como “a testemunha fiel, o Primogênito dos Mortos, o Príncipe dos reis da Terra. São aqui títulos ainda tímidos para a compreensão da verdadeira soberania de Cristo. No seu mistério pascal, Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus (Ap 5,10) e, ressuscitado, garantiu a nossa ressurreição, pois “Ele é o Senhor que destruirá também a morte como o último inimigo (Cf. 1Cor 15,26). A exaltação de Cristo, na solenidade de sua realeza, vai permitir-nos rogar-lhe com o coração cheio de confiança: “…fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente” (Oração do dia – Anos A e B). Esta celebração, colocada no fim do Ano Litúrgico, como que o coroa na glória do Cristo-Rei, fazendo também ressoar em toda a Igreja e na vida de todos nós o caráter escatológico de toda a liturgia e seu dinamismo santificador, como já se falou antes. O Reino de Cristo é, pois, um reino que começa por dentro e que não se deixa corroer por forças exteriores, opostas a ele, ou não muito propensas a submeter-se a ele. É o reino da verdade, não deste mundo (Cf. Jo 18,36), que dá testemunho da Verdade, e não como os reinos da Terra, que manipulam a verdade, fabricando-a a seu gosto, substituindo-a pela mentira, fazendo com que ambas (verdade e mentira) vistam a mesma roupagem e dando-lhes o mesmo conceito e o mesmo valor. Sim, diga-se mais: o Reino de Deus não é um reino de interesses mesquinhos, de vassalos e de caricaturas, mas um reino de amor, tão-somente um reino de amor, que não se contenta com “servos”, mas que se abre para a intimidade de “amigos” (Cf. Jo 15,15). Um reino, pois, cujo Senhor revela totalmente seus segredos aos mais humildes e aos mais pequeninos (Cf. Mt 11,25; Lc 10,21).

 

Cristo é um Rei que domina com o amor, explica Papa Não se impõe, mas respeita a liberdade

CIDADE DO VATICANO, domingo, 22 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Cristo é um Rei que domina com o amor, sem impor-se, respeitando a liberdade do homem, explicou Bento XVI na solenidade de Cristo Rei, que a Igreja celebrou neste domingo. A realeza de Cristo não é a dos grandes deste mundo, mas consiste no poder de derrotar o mal e a morte, de “acender a esperança”, inclusive no coração mais endurecido, acrescentou o pontífice, ao rezar ao meio-dia a oração mariana do Ângelus. No último domingo antes do início do Advento, o tempo litúrgico de preparação para o Natal, o Santo Padre explicou aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro que o poder de Cristo “não é como o dos reis e dos grandes deste mundo; é o poder divino para dar a vida eterna, para libertar do mal, derrotar o domínio da morte”. “É o poder do Amor, que sabe extrair bem do mal, enternecer um coração endurecido, levar paz ao conflito mais agudo, acender a esperança na escuridão mais densa. Este Reino da Graça não se impõe jamais, mas respeita sempre nossa liberdade”, acrescentou, falando da janela dos seus aposentos. Segundo o pontífice, “o título de ‘rei’ referido a Jesus é muito importante nos Evangelhos e permite dar uma leitura completa da sua figura e da sua missão de salvação”. “Pode-se observar, neste sentido, uma progressão: começa-se com a expressão ‘rei de Israel’ e se chega à de ‘rei universal’, Senhor do cosmos e da história; portanto, muito além das expectativas do próprio povo judeu”, esclareceu. Diante da grandeza desta realeza, diante do paradoxo do seu sinal, a cruz, toda consciência tem que realizar necessariamente uma “opção”, indicou Bento XVI: “A quem quero seguir? Deus ou o maligno? A verdade ou a mentira?”. “Optar por Cristo não garante o êxito segundo os critérios do mundo, mas assegura essa paz e essa alegria que somente Ele pode dar”, reconheceu. “Demonstra-o, em toda época, a experiência de tantos homens e mulheres que, em nome de Cristo, em nome da verdade e da justiça, souberam opor-se às adulações dos poderes terrenos com suas diferentes máscaras, até selar esta fidelidade com o martírio”, concluiu.

João Paulo II conquistou o amor do mundo

Por Mons. Inácio José Schuster

O Papa São João Paulo II, homem de Deus, durante 27 anos esteve à frente da Igreja de Cristo.
Sem armas, sem poder temporal, obediente somente ao mandato do Senhor, “Confirma teus irmãos na fé” (Lc 22,30), São João Paulo II conquistou o amor do mundo.
Dentre os inúmeros acontecimentos que atestaram esta realidade podemos destacar dois. Um foi a intensa e comovente reação em todos os quadrantes da terra ao atentado de 13 de maio de 1981. Sobre esse dia, escreveu ele no seu Testamento: “(…) no dia do atentado ao Papa, durante a audiência geral, na Praça de São Pedro, a Divina Providência salvou-me de modo milagroso da morte. Aquele que é o único Senhor da vida e da morte, Ele mesmo me prolongou esta vida, de certo modo concedeu-ma de novo. A partir desse momento, ela pertence-lhe ainda mais (…). Peço-lhe que me chame quando Ele mesmo quiser. ‘Na vida e na morte pertencemos ao Senhor… somos do Senhor’” (cf. Rm 14,8). Pessoas de todas as condições sociais, de crenças as mais diversas, sofreram terrível impacto e se uniram na dor, nas lágrimas e na confiança. Outro fato, não menos impactante, mas permeado de uma profunda espiritualidade, foram os momentos que se seguiram desde o final dos seus dias até o seu sepultamento. A 2 de abril de 2005, o mundo chorou a morte do Papa e se regozijou por ter mais um intercessor junto de Deus.
Em pouco tempo, São João Paulo II se constituiu em patrimônio da Humanidade. Todos nós fomos feridos nos sentimentos de amor e admiração pela figura invulgar daquele Papa que, para nós, brasileiros, o chamava-nos de “João de Deus”. Foi o guardião duma verdade que não é deste mundo, mas que nasce do mistério da Cruz e da Ressurreição de Cristo, sem interesses outros que não os de revelar ao homem sua sublime dignidade. Tornou-se símbolo de Fé para tantos que já não mais sabiam crer. Conseguiu devolver a muitos confiança e imortal esperança.
Quem não se lembra de seus ensinamentos? A dignidade intocável do homem, eis o grande tema básico! Em sua Encíclica “Dives in Misericordia”, de 30 de novembro de 1980, com voz poderosa, parece querer acordar um “gigantesco remorso” na consciência dos povos: “Enquanto uns, abastados e fartos, vivem na abundância, dominados pelo consumismo e pelo prazer, não faltam, na mesma família humana, indivíduos e grupos sociais que passam fome. Não faltam crianças que morrem de fome sob o olhar de suas mães” (VI, 11.4).
São João Paulo II compreendeu profundamente os arcanos, os abismos do coração. Descreveu, numa visão genial, as aspirações da época moderna. Diante do mistério da iniquidade, capaz de transformar em rancor, ódio e crueldade a promoção do direito, exclama: “A experiência do passado e do nosso tempo demonstra que a justiça, por si só, não é suficiente” (Idem VI, 12.3). Se o indivíduo não “recorrer a forças mais profundas do espírito, forças que condicionam a própria ordem da justiça”, será ameaçado o fundamento jurídico.
Constituído por Jesus Cristo como Pastor e Mestre, foi, em seu Pontificado, símbolo de misericórdia.
Hoje, com tamanhos sofrimentos que assolam o mundo, tanta dor, morte sem pranto, corações revoltados e que não querem aprender a confiança, repitamos o convite de São João Paulo II: “Devemos recorrer a esta mesma misericórdia em nome de Cristo e em união com ele (…). O Pai, aquele que vê o que é secreto, está continuamente à espera, por assim dizer, de que nós, apelando a ele em todas as necessidades, perscrutemos cada vez mais o seu mistério: o mistério do Pai e do seu amor” (“Dives in misericordia”, I, 2.7).
Quando falamos em São João Paulo II, naturalmente, vem à lembrança suas viagens ao Brasil. Particularmente, as duas vindas ao Rio de Janeiro. Em 1980 preparamos detalhadamente a primeira visita que teve a participação de uma multidão de fiéis, mas o que assisti em 1997, por ocasião do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, ultrapassou tudo o que já havia presenciado em outras ocasiões. Na verdade, convivi com um homem marcado pelo sofrimento, as angústias da humanidade. Ao mesmo tempo, percebia a leveza de espírito que anunciava a alegria do Evangelho autêntico.
Sem se cansar ele conquistou o afeto do povo brasileiro, que carinhosamente chamava de “João de Deus”. Os homens de cultura receberam suas sábias e exigentes orientações. Os doentes, os mais pobres, os leprosos, não só viram suas lágrimas, mas dele ouviram a palavra da Fé, da fraternidade, da esperança e do amor que já não morre. Os políticos e as crianças, índios, os agricultores, operários e presidiários, os sacerdotes, os religiosos, os bispos, todos acolhemos filialmente suas diretrizes, novo ânimo e segurança.
As vibrações do entusiasmo de nosso povo significavam realmente a imagem simbólica e representativa da admiração e gratidão que o mundo devota ao Papa São João Paulo II.
Nosso “João de Deus” fez renascer a confiança e esse estado de espírito jamais será estéril. Seu exemplo, ainda hoje, deve acordar nossas consciências para os ensinamentos de quem recebeu de Cristo a missão de encaminhar os homens para Deus.

Amar significa deixar de lado o egoísmo, diz Papa no Angelus

Domingo, 21 de outubro de 2018, Da redação, com VaticanNews
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/amar-significa-deixar-de-lado-o-egoismo-diz-papa-no-angelus/

Para o Papa Francisco “o caminho do serviço é o antídoto mais eficaz contra a doença da busca dos primeiros lugares”

“O caminho do serviço é o antídoto mais eficaz contra a doença da busca dos primeiros lugares, é o remédio para carreiristas”, disse o Papa no Angelus / Foto Vatican Media

A mensagem do Mestre é clara: enquanto os grandes da terra constroem “tronos” para o próprio poder, Deus escolhe um trono incômodo, a Cruz, para dali reinar dando a vida”: foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, 21, na Praça São Pedro, no Vaticano.

“O Filho do Homem – disse – não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”, explicou, acrescentando: “o caminho do amor está sempre ’em prejuízo’, porque amar significa deixar de lado o egoísmo, a autorreferencialidade, para servir os outros”.

Para o Papa Francisco “o caminho do serviço é o antídoto mais eficaz contra a doença da busca dos primeiros lugares, é o remédio para carreiristas; esta busca dos primeiros lugares contagia muitos contextos humanos e não poupa nem mesmo os cristãos, o povo de Deus, também a hierarquia eclesiástica”.

“Por isso, como discípulos de Cristo, acolhamos este Evangelho como um chamado à conversão, para testemunhar com coragem e generosidade uma Igreja que se inclina aos pés dos últimos, para servir-lhes com amor e simplicidade.

Mudar a mentalidade do mundo

O Evangelho deste domingo – disse Francisco no início da sua alocução – descreve Jesus que, mais uma vez, com grande paciência, tenta corrigir seus discípulos convertendo-os da mentalidade do mundo àquela de Deus. A ocasião foi oferecida pelos irmãos Tiago e João, os dois primeiros apóstolos que Jesus encontrou e chamou para segui-lo. Já tinham caminhado muito com Jesus, e pertenciam ao grupo dos doze Apóstolos.

Por isso, enquanto caminhavam para Jerusalém, onde os discípulos esperavam com ânsia que Jesus, por ocasião da Festa da Páscoa, pudesse finalmente instaurar o Reino de Deus, os dois irmãos tomaram coragem e dirigiram ao Mestre seus pedidos: “’Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!’ (v.37).

Jesus sabe que Tiago e João têm um grande entusiasmo por Ele e pela causa do Reino, mas também sabe que as suas expectativas e seu zelo estão poluídos pelo espírito do mundo. Por isso responde: “Vós não sabeis o que pedis” (v.38). e enquanto eles falavam de “tronos de glória” para sentar ao lado do Cristo Rei, Ele fala de um cálice a ser bebido, de um “batismo” a ser recebido, ou seja, da sua paixão e morte. Tiago e João, sempre pensando ao privilégio esperado, dizem de ímpeto: sim, “podemos”! Mas, aqui também, – disse Francisco – “não se dão conta do que dizem. Jesus preanuncia que eles irão beber o cálice e receberão o batismo, isto é, assim como os outros Apóstolos eles participarão da sua cruz, quando chegar sua hora. Mas, conclui Jesus – “não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado!”. (v.40). Ou seja: agora vocês me sigam e aprendam o caminho do amor “em prejuízo”, e quanto ao prêmio, será o Pai Celeste a dar.

O Papa concluiu pedindo à Virgem Maria, que aceitou plenamente e com humildade à vontade de Deus, para que nos ajude a seguir com alegria Jesus no caminho do serviço, o caminho principal que leva ao Céu.

Palavra aos jovens sobre castidade

Castidade: sem ela não se alcança a firmeza

Tenho recebido muitos e-mails de jovens que me perguntam como viver a castidade no namoro; como vencer o vício da masturbação, entre outros. Certamente para o jovem cristão hoje, no meio deste mundo erotizado, viver a castidade é uma conquista heroica; pois tudo o convida a manter vida sexual antes do casamento.  Os filmes pornográfico são abundantes nas locadoras, nos canais de TV por assinatura; as músicas estão repletas de letras excitantes; os rebolados indecorosos de moças seminuas na TV, etc., lançam pólvora no sangue dos rapazes e das moças.

Então, para viver na castidade hoje, como Deus manda no Sexto Mandamento (Não pecar contra a castidade), o jovem precisa ter muito amor ao Senhor. Só trocamos um amor por outro maior, diz o ditado. Só o amor a Jesus Crucificado por nós poderá ser para o jovem de hoje um forte motivo para ele ser casto e aceitar o que o Papa Bento XVI tem chamado de “martírio da ridicularização”, diante dos que zombam de nossa fé.

A gravidade do pecado da impureza, luxúria, é que com ele se mancha o Corpo de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (I Cor 12,27).  “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (I Cor 6,15).  “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (I Cor 6,18). São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo” (I Cor 6,20).

Jovem, se você quer viver a castidade, então, antes de tudo, precisa saber o seu valor; para isso escrevi um livro “O BRILHO DA CASTIDADE”, mostrando toda a sua importância e beleza. Quanto mais for difícil vivê-la, tanto mais bela e mais importante ela será. Vejo o jovem casto hoje como aquele lírio branco que nasce no meio da podridão do lodo. Serão esses jovens que sustentarão a civilização que hoje desliza para o abismo.

Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos e ouvidos vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Não se iluda. Não brinque com fogo!

“A castidade é a virtude que nos eleva da natureza humana à natureza angélica”, afirmou o santo Padre Pio de Pietrelcina. Victor Hugo disse que: “A mais forte de todas as forças é o coração puro”. O Papa Bento XVI, no Campo de Marte, São Paulo, em 11/05/2005, declarou aos jovens: “É preciso dizer ‘não’ àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”.

Jesus proclamou no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os de coração puro porque verão a Deus”. “Para o homem de coração puro, tudo se transforma em mensagem divina”, disse São João da Cruz, doutor da Igreja espanhol. Santo Efrém, também doutor da Igreja, ensinava que a castidade nos faz semelhantes aos anjos. Enfim, a castidade é uma virtude dos fortes que se dominam. Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”.

O Mahatma Gandhi, libertador da Índia, que não era católico, afirmou: “A castidade não é uma cultura de estufa […]. A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária. A vida sem castidade me parece vazia e animalesca. Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço. Deus não pode ser compreendido por quem não é puro de coração”. (Toschi Tomás, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo três, SP, 1977, pg. 105s).

Uma vida lutando pela castidade dá ao jovem o autodomínio sobre as paixões e as más inclinações do coração e o prepara, com têmpera de aço, para ser um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor dos ventos das paixões, da influência da mídia e dos cantos das sereias deste mundo. Eu entendi que a castidade é o esteio que sustenta o equilíbrio de um homem. Os homens e mulheres casados traem seus cônjuges porque não souberam exercitar a força de vontade na luta da castidade. Um casamento forte só pode existir quando ambos aprenderam a se dominar no namoro e no noivado. Mais importante que dominar uma cidade é dominar-se a si mesmo, diz o livro dos Provérbios.

Por tudo isso, jovem cristão, não desanime nem desista de lutar; cada um de nós tem a sua cruz nesta vida; mas com a graça de Deus é possível carregá-la até onde Ele quer. Tenha uma vida de “vigilância e oração”, como Jesus mandou; esse é o grande remédio para não pecar. Não se entregue a maus pensamentos eróticos nem aos filmes, revistas e coisas do tipo; fuja disso heroicamente. Suplique sempre a graça de Deus. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e peça sua ajuda. Participe da Missa e da comunhão sempre que puder, e se confesse sempre que pecar, para ter forças de não cair novamente.

Jamais dê ouvidos a quem lhe disser que “a masturbação não é pecado”, e que o sexo no namoro também não o é; pois o Catecismo da Igreja Católica afirma a desordem existente nessa prática. Ainda que você caia, se continuar a lutar, se continuar a dizer “não” ao pecado no seu coração, levante-se, confesse-se com um sacerdote e continue sua luta e sua caminhada. Não importam quantas vezes você cai; importa que se levante. Jesus sabe que você está numa guerra e que numa guerra, às vezes, o soldado pode cair e ser até baleado, mas nem por isso deve desistir de lutar.

Muitos são os psicólogos não cristãos, e também outros “orientadores”, e a mídia de modo geral, que induzem o jovem à masturbação, ao relacionamento sexual no namoro e fora dele, etc. O namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos, mas sim as suas almas. Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”, isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado e, muitas vezes, acontece o que não deve. Quantas namoradas grávidas…

Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois quiserem se preservar um para o outro. Será preciso, então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “a ocasião faz o ladrão”, e que, “quem brinca com o perigo nele perecerá”. É você quem decide o que quer.

O jovem casto é hoje a esperança de Deus e da Igreja para renovar esse mundo apodrecido pelo pecado do sexo desregrado, que profana a mais sagrada criatura, templo do Espírito Santo. São Paulo diz que: “de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isto mesmo colherá” (Gl 6,7); a castidade que o jovem semear na juventude será transformada em frutos doces na sua futura vida familiar.

Felipe Aquino
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A consagração e os três inimigos da alma

A consagração a Jesus por Maria como auxílio extraordinário para vencer os três inimigos da alma: a carne, o mundo e o Demônio.

A consagração a Jesus Cristo e a Virgem Maria é um auxílio muito eficaz para vencer os três inimigos da alma: a carne, o mundo e o Demônio. Todos nós temos que combater esses inimigos, primeiramente porque isto é dever de todos os católicos. Todavia, lutar contra estes três inimigos da nossa alma torna-se ainda mais importante quando queremos nos santificar, nos aproximar mais de Deus. Nesse caso, a consagração a Jesus por Maria tem se mostrado na história da Igreja um auxílio de extraordinária eficácia para combater a carne, o mundo e o Demônio e elevar as almas ao Senhor. Esta eficácia é comprovada na vida de muitos os santos, que se valeram desta consagração para combater esses três inimigos da alma e alcançar os altos cumes da santidade. Entre os mais conhecidos, podemos citar São João Bosco, Santa Teresinha do Menino Jesus, São Pio de Pietrelcina, Santo Antônio de Sant’anna Galvão.

Sonho de Dom Bosco com Nossa Senhora aos nove anos de idade

Não menos importante é São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande apóstolo de Nossa Senhora, que transformou o legado de muitos santos e santas, que já viviam esta espiritualidade antes dele, no valiosíssimo tesouro que é o seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Este foi o livro de cabeceira do saudoso Papa São João Paulo II, que tinha como lema em latim “Totus Tuus”, que significa “Todo Teu”, ou “Todo de Maria”. No seu testamento espiritual, intitulado “Totus Tuus ego sum”, que quer dizer “Todo Teu eu sou”, São João Paulo II escreveu seis vezes o seu lema: “Totus Tuus”. Numa dessas referências, expressou sua profunda devoção a Jesus por Maria nestes termos: “Na vida e na morte Totus Tuus mediante a Imaculada”1. O lema “Totus Tuus” é a expressão abreviada do princípio fundamental que Karol Wojtyła, ainda seminarista, assumiu para toda a sua vida e que o ajudou a perseverar até a morte: “Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria – Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Tomo-vos como toda a minha riqueza. Dai-me o vosso coração, ó Maria”2.

O primeiro inimigo da nossa alma: a carne

O primeiro inimigo de nossa alma somos nós mesmos, a nossa própria carne. “As nossas melhores ações são ordinariamente manchadas e corrompidas pelo mau fundo que há em nós”3. Por isso, “quando Deus infunde em nossa alma, corrompida pelo pecado original e atual, as suas graças e orvalhos celestes, ou o vinho delicioso do seu Amor, assim também os Seus dons são ordinariamente manchados e estragados pelo mau fermento e mau fundo que o pecado deixou em nós”4.

Para adquirir a perfeição, que somente alcançamos pela nossa união com Jesus Cristo, devemos esvaziar-nos do que há de mau em nós. Este despojamento de nós mesmos só acontecerá se conhecermos bem, à luz do Espírito Santo, “o nosso fundo mau, a nossa incapacidade para qualquer bem útil à salvação, a nossa fraqueza em todas as coisas, a nossa permanente inconstância, a nossa indignidade de toda a graça, a nossa iniquidade em toda a parte”5. Não foi sem razão que o Senhor mandou renunciar a nós mesmos6, pois, se amamos a nossa alma, a perdemos, mas, se a odiamos, a salvamos7.

Depois de reconhecermos o nosso fundo mau, “para nos despojar de nós mesmos, é preciso morrer todos os dias. Isto quer dizer que é preciso renunciar às operações das potências da nossa alma e dos sentidos do nosso corpo”8. Renunciar as faculdades da nossa alma significa nos desapegar da inteligência, da memória e da vontade. A purificação destas se dá através das três virtudes teologais: fé, esperança e caridade. Quanto à purificação dos sentidos, esta se dá pela mortificação do olfato, da visão, da audição, do paladar e do tato. Como exemplos, podemos purificar: o olfato, deixando de usar perfumes ou usar aqueles que não gostamos; a visão, abstendo-nos de assistir filmes, novelas ou acessar conteúdos que transmitem sensualidade, violência, futilidade, mundanidade; a audição, evitando ouvir músicas do mundo, conversas tolas, piadas de mau gosto; o paladar, através de penitências e jejuns de alimentos e bebidas que gostamos e/ou de comer coisas que não gostamos; o tato, usando roupas ou calçados que não sejam tão confortáveis e macios, que causem um certo incômodo. Estas são medidas simples que fazem toda a diferença na vida espiritual.

A nossa luta contra a carne se faz ainda mais necessária em nossa vida de oração. Temos um exemplo desta renúncia de nós mesmos na comunhão, como nos explica São Luís Maria: “Mas recorda-te de que quanto mais deixares agir Maria na tua comunhão, mais Jesus será glorificado. E deixarás agir tanto mais Maria por Jesus e Jesus em Maria, quanto mais profundamente te humilhares e os escutares em paz e silêncio, sem procurar ver, gostar ou sentir. Pois o justo vive, em tudo, da fé9, e particularmente na sagrada comunhão, que é um ato de fé”10. Estas três operações: “ver, gostar e sentir” dizem respeito ao nosso corpo. Isto significa que quando mais renunciamos aos nossos sentidos e também a nossa inteligência, memória e vontade, mais crescemos na fé, esperança e caridade e consequentemente mais nos aproximamos de Deus.

O segundo inimigo da nossa alma: o mundo

O segundo inimigo de nossa alma é o mundo, corrompido pelo pecado, no qual vivemos. O mundo quer nos escravizar de vários modos, através do materialismo, do dinheiro, do poder, do prazer, das paixões, da moda, do álcool, do fumo, das drogas, da televisão, da internet, da pornografia, do sexo fora do Matrimônio, do “politicamente correto”, das ideologias, das falsas religiões. O resultado de tudo isso que o mundo oferece, com a falsa promessa de felicidade, é a confusão, o desespero, a frustração, a depressão, a neurose, a loucura, a degradação moral, as doenças, a escravidão, a violência, as guerras, o suicídio, a morte.

Pelas consequências, vemos que todas as coisas que o mundo nos oferece não nos darão felicidade. Ao contrário, nos farão cada vez mais infelizes e distantes de Deus. Por isso, devemos romper decididamente com o mundo. No entanto, o mundo “está, presentemente, tão corrompido, que se torna quase inevitável serem os corações religiosos manchados, senão pela sua lama, ao menos pela poeira. Assim, é quase um milagre conservar-se alguém firme no meio desta torrente impetuosa sem ser arrastado; andar neste mar tormentoso sem ser submergido ou pilhado pelos piratas e corsários; respirar este ar empestado sem lhe sentir as más consequências. É a Virgem, a única sempre fiel, sobre a qual a serpente jamais teve poder, quem faz este milagre a favor daqueles e daquelas que a servem da melhor maneira”11.

A Virgem Santíssima obtém de Deus a fidelidade e a perseverança para todos os que se dedicam a ela. Por isso, a Mãe da Igreja pode ser comparada a uma âncora firme, que nos retém e impede que naufraguemos no meio do mar agitado deste mundo, onde tantos perecem por se não segurarem a esta âncora segura. “Nós ligamos as almas à Vossa esperança, como a uma âncora firme”, dizia São Boaventura. “Foi a Ela que os santos que se salvaram mais se amarraram e mais amarraram os outros, para perseverar na virtude. Felizes, pois, mil vezes felizes os cristãos que agora se agarram fiel e inteiramente a Maria, como a uma âncora firme”12. Dessa forma, as tempestades deste mundo não nos fará naufragar, nem perder os seus tesouros celestes.

O terceiro inimigo da nossa alma: Satanás

Este terceiro, não é somente Inimigo de nossa alma, mas também de todos os escravos e filhos de Nossa Senhora. Pois, desde o pecado de Adão e Eva13, “Deus constituiu não somente uma inimizade, mas ‘inimizades’, não apenas entre Maria e o Demônio, mas também entre a descendência da Virgem Santa e a de Satanás”14. Isto significa que Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e escravos da Santíssima Virgem e os filhos e escravos de Satanás. “Os filhos de Belial15, os escravos de Satanás, os amigos do mundo16, até hoje perseguiram sempre, e perseguirão mais do que nunca, aqueles que pertencem à Santíssima Virgem, como outrora Caim perseguiu seu irmão Abel, e Esaú perseguiu Jacó, figuras dos réprobos e dos predestinados”17.

Apesar desta perseguição infernal, não temos o que temer, pois a humilde Virgem Maria sempre alcançará a vitória sobre este orgulhoso, e essa vitória será tão grande que chegará a esmagar-lhe a cabeça, onde mora o seu orgulho. Nossa Senhora sempre descobrirá a sua malícia de serpente e nos mostrará as suas tramas infernais. Ela destruirá os seus conselhos e protegerá os seus servos fiéis contra as garras cruéis do Inimigo, até o fim dos tempos.

O poder de Maria Santíssima sobre todos os demônios brilhará particularmente nos últimos tempos, nos quais “Satanás armará ciladas contra o seu calcanhar, ou seja, contra os humildes escravos e pobres filhos, que ela suscitará para lhe fazer guerra. Eles serão pequenos e pobres na opinião do mundo, humilhados perante todos, calcados e perseguidos como o calcanhar o é em relação aos outros membros do corpo. Mas, em troca, serão ricos da graça de Deus, que Maria lhes distribuirá abundantemente. Serão grandes e de elevada santidade diante de Deus, e superiores a toda criatura pelo seu zelo ardente. Estarão tão fortemente apoiados no socorro divino que esmagarão, com a humildade de seu calcanhar e em união com Maria, a cabeça do Demônio, fazendo triunfar Jesus Cristo”18.

O segredo para vencer a carne, o mundo e o Demônio

Assim, compreendemos que a carne, o mundo e Satanás, são os três maiores inimigos da nossa alma. No entanto, se formos fiéis filhos e consagrados da Virgem Maria, nossa alma será forte e corajosa, para opor-se ao mundo com as suas modas e máximas; à carne com suas angústias e paixões; e ao demônio com suas astúcias e tentações. Uma pessoa verdadeiramente devota da Santíssima Virgem não é volúvel, melancólica, escrupulosa, nem medrosa. Entretanto, isto não significa que não caia em pecado de modo algum, ou que não mude algumas vezes na sensibilidade da sua devoção. “Mas, se cai, estende a mão à sua boa Mãe e levanta-se. Se perde o gosto e a devoção sensível, não se perturba, porque o justo e fiel servo de Maria vive da fé em Jesus e Maria, e não dos sentimentos do corpo”19. Desse modo, os fiéis consagrados serão “um grande esquadrão de bravos e valorosos soldados de Jesus e Maria, de ambos os sexos, que combaterão o mundo, o demônio e a sua própria natureza corrompida, nos tempos perigosos que mais do que nunca se aproximam!20 Façamos parte destes valorosos filhos e escravos, renunciemos ao Demônio, ao mundo, a nós mesmos e consequentemente ao pecado, e entreguemo-nos inteiramente a Jesus Cristo pelas mãos de Maria. Santa Maria, Mãe de Deus, Rogai por nós!

“Ato de entrega dos jovens a Maria: ‘Eis aí a tua Mãe!’21

É Jesus, ó Virgem Maria, que da cruz nos quer confiar a Ti, não para atenuar,

mas para confirmar o seu papel exclusivo de Salvador do mundo.

Se no discípulo João, te foram entregues todos os filhos da Igreja,

Tanto mais me apraz ver confiados a Ti, ó Maria, os jovens do mundo.

A Ti, doce Mãe, cuja proteção eu sempre experimentei, os entrego, novamente, nesta tarde.

Todos, sob o teu manto, procuram refúgio na tua proteção.

Tu, Mãe da divina graça, fá-los brilhar com a beleza de Cristo!

São os jovens deste século, que na aurora do novo milênio,

vivem ainda os tormentos derivados do pecado,

do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra.

Mas são também os jovens para os quais a Igreja olha com confiança,

na consciência de que, com a ajuda da graça de Deus,

conseguirão acreditar e viver como testemunhas do Evangelho no hoje da história.

Ó Maria, ajuda-os a responder à sua vocação.

Guia-os para o conhecimento do amor verdadeiro e abençoa os seus afetos.

Ajuda-os no momento do sofrimento.

Torna-os anunciadores intrépidos da saudação de Cristo no dia de Páscoa: a Paz esteja convosco!

Com eles, também eu me confio mais uma vez a Ti e, com afeto confiante, te repito:

Totus tuus ego sum! Eu sou todo teu!

E também cada um deles Te dizem comigo: Totus tuus! Totus tuus! Amém”22.

 

Links relacionados:

PADRE PAULO RICARDO. A Mãe do Salvador e a Nossa Vida Interior.

TODO DE MARIA. Mudar de vida com o Projeto Segunda Morada.

TODO DE MARIA. Purificar: inteligência, memória e vontade.

Referências:

1 PAPA JOÃO PAULO II. O testamento de João Paulo II: Totus Tuus ego sum.

2 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem, 266.

3 Idem, 78.

4 Idem, ibidem.

5 Idem, 79.

6 Cf. Mt 16, 24.

7 Cf. Jo 12, 25.

8 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 81.

9 Cf. Hb 10, 38

10 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 273.

11 Idem, 89.

12 Idem, 175.

13 Cf. Gn 3, 15.

14 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 54.

15 Cf. Dt 13, 13

16 Segundo São Luís Maria, escravos de Satanás e amigos do mundo são sinônimos, não há diferença entre eles.

17 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 54.

18 Idem, ibidem.

19 Idem, 109. Cf. Hb 10, 38.

20 Idem, 114.

21 Cf. Jo 19, 27.

22 PAPA JOÃO PAULO II. Ato de entrega dos jovens a Maria.

Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, explicado no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, descobriu o caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.

As 5 cifras sobre a Igreja que todo católico deve saber em 2018

Por Walter Sánchez Silva
https://www.acidigital.com/noticias/as-5-cifras-sobre-a-igreja-que-todo-catolico-deve-saber-em-2018-12519

Vaticano, 13 Jun. 18 / 06:00 pm (ACI).- A Tipografia Vaticana publicou em 12 de junho o Anuário Pontifício de 2017 e o Anuário Estatístico da Igreja 2015, nos quais divulgam as últimas cifras sobre o número de católicos em todo o mundo.

Entre as cifras mais importantes, apresentamos estas cinco:

1. Há 1,299 bilhão de católicos, que representam 17,67% da população mundial

Em 2015 esta cifra era de 1,285 bilhão. Embora o aumento tenha sido de 14 milhões, em percentual se observa uma pequena diminuição, pois passou de 17,73% da população mundial para 17,67%.

Em abril de 2015, o Pew Research Center publicou um estudo assinalando que a população cristã (católicos e outras denominações) chegava de 2,3 bilhões, seguidos por muçulmanos com 1,8 bilhão, e aqueles que afirmam não ter nenhuma religião com 1,2 bilhão de habitantes.

O mesmo estudo indica que, em 2035, os muçulmanos superarão os cristãos em nascimentos, com 235 e 224 milhões, respectivamente.

2. A América tem 48,6% de católicos

Deste percentual, informa o jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, 57,5% está na América do Sul.

A Europa está em segundo lugar, com quase 22%, enquanto a África tem 17,6%, seguida da Ásia, com 11%.

A Oceania tem cerca de 10 milhões de católicos, aparece em último lugar com aproximadamente 0,76%.

3. O Brasil é o país com mais católicos no mundo

No Brasil, vivem cerca de 173,6 milhões de católicos, o que representa 13,3% de fiéis do mundo e 27,5% da América do Sul.

4. Há 687 sacerdotes a menos

Em 2016 houve uma diminuição no número de sacerdotes em relação a 2015. Agora, há 687 presbíteros a menos, pois os sacerdotes passaram de 415.656 a 414.969.

Dos sacerdotes, 67,9% pertencem ao clero diocesano, enquanto os outros 32,1% fazem parte do clero religioso.

5. O aumento dos católicos se deve à África

L’Osservatore Romano explica que a África, com 17,6% dos católicos no mundo, se caracteriza por “uma difusão da Igreja Católica muito dinâmica: o número de católicos passou de pouco mais de 185 milhões em 2010 para mais de 228 milhões em 2016, com variação de 23,2%”.

Na África, a República Democrática do Congo está em primeiro lugar no número católicos com mais de 44 milhões, seguida pela Nigéria com 28 milhões; e Uganda, Tanzânia e Quênia, que registram cifras similares.

3 Pistas para reconhecer a ação do diabo

Servo de Deus, Dom Fulton John Sheen
Arquidiocese de Washington

Tradução e fonte: Sentinela no escuro

1. Amor pela nudez – Isto é claramente manifestado em vários níveis. Primeiro existe a tendência generalizada de vestir-se imodestamente. Já discutimos a modéstia aqui antes e devemos notar que modéstia vem da palavra “modo”, referindo-se ao meio ou a moderação. Por isso, se por um lado procuramos evitar noções opressivamente puritanas sobre o vestuário que impõem fardos pesados (especialmente sobre as mulheres) e que vêem o corpo como algo mau, por outro também devemos criticar muitas das formas modernas de se vestir no outro extremo. Estes “estilos” revelam mais do que razoável e geralmente deveriam, com a pretensão de chamar atenção a aspectos do corpo que são privados e reservados para a união sexual no casamento. Muitos em nossa cultura não vêem problema em desfilar vários níveis de nudez, vestindo peças que possuem a intenção de descobrir e chamar a atenção em vez de esconder as áreas privadas do corpo. Este amor pela exibição e provocação é seguramente um aspecto do próprio amor do Mal pela nudez. E ele tem espalhado esta obsessão a muitas pessoas no moderno Ocidente.

2. Pornografia – como não há nada de novo neste mundo caído, seguramente alcançou proporções epidêmicas por meio da internet. Qualquer psicoterapeuta, conselheiro ou sacerdote te dirá que o vício da pornografia é um enorme problema entre as pessoas de hoje. Sites pornográficos superam outras categorias dez vezes mais. Milhões de americanos estão consumindo enorme quantidade de pornografia e a “indústria” está crescendo exponencialmente. O que uma vez foi escondido nas livrarias, hoje está à distância de um clique na internet. E a ideia de que os hábitos de navegação podem ser facilmente descobertos pouco importa aos viciados na última das formas de escravidão. Muitos estão sobre uma encosta íngreme a ponto de caírem em formas mais degradantes de pornografia. Muitos acabam em sites ilegais e antes mesmo de saberem o que aconteceu, deparam-se com o FBI batendo nas suas portas. O amor de Satanás pela nudez possuiu muitos! A cultura global de sexualização também amarra ao amor satânico pela nudez. Nós sexualizamos a mulher para vender produtos. Nós sexualizamos até mesmo as crianças. As nossas novelas tagarelam excessivamente sobre sexo de um modo muito adolescente e imaturo. Nós somos, coletivamente, tolos e imaturos a respeito do sexo e a nossa cultura vibra como adolescentes fogosos obcecados por algo que eles não compreendem. Sim, o amor satânico pela nudez e tudo o que vem com ela. Violência – nós já discutimos antes como nós, coletivamente, transformamos a violência numa forma de entretenimento. Os nossos filmes de aventura e jogos de vídeo transformam retaliação violenta numa prazerosa forma de entretenimento e a morte numa “solução”. Os últimos Papas têm-nos alertado sobre a cultura da morte, na qual a morte é cada vez mais proposta como solução para os problemas. Na nossa cultura a violência começa no ventre, onde os inocentes são atacados. Chamam isto de “direito” e “escolha”. A violência e a adoção da morte continuam movimentando-se pela cultura por meio da contracepção, atividades violentas de gangues, recursos fáceis para a guerra e pena capital. O século passado talvez tenha sido o mais sangrento já conhecido no planeta e incontáveis pessoas, na casa dos milhões, morreram durante as duas guerras. Além disso, vale lembrar das centenas de conflitos e guerras regionais, terríveis campanhas em favor da fome na Ucrânia, China e outros lugares, genocídios na Europa Central, na África e no sudeste da Ásia. Paul Johnson, no seu livro Modern Times, estima que cerca de 100.000.000 morreram em guerras e de maneiras violentas nos últimos 50 anos do século XX. E a cada morte, Satanás faz a sua “dança intrometida”. Satanás ama a violência. Ele ama colocar o fogo e ver-nos culpando uns aos outros enquanto nos queimamos.

3. Divisão – Satanás ama dividir. Dom Fulton Sheen diz que a palavra “diabólico” vem de duas palavras gregas “dia Bolós”, significando separar, dividir. Tendo como base os meus próprios estudos de grego, por mais parcos que sejam, diria que os resultados da tradução não seriam os mesmos do bispo. “Dia” significa “através” ou “entre” e “bolós” “atirar ou arremessar”. Ainda assim, o bom bispo era um homem estudioso e eu peço a vocês, estudantes de grego, que me compreendam e defendam Dom Sheen. Ainda assim, é claro que o diabo nos quer dividir. Dentro da nossa própria psiqué e entre e os outros. Certamente ele se regozija a cada divisão que provoca. Ele “atira coisas entre nós” (dia bolós)! Eis o propósito diabólico. E, portanto, vemos as nossas famílias divididas, a Igreja dividida, a nossa cultura e o país divididos. Agora nós estamos divididos ao nível máximo: racial, religioso, político e econômico. Nós dividimos a nossa idade, raça, região, Estados azuis e vermelhos, liturgia, música, linguagem e demais pormenores sem fim. As nossas famílias são rachadas, os nossos casamentos são rachados. Os divórcios são exaltados e compromissos de quaisquer tipos são rejeitados e considerados impossíveis. A Igreja está rachada e dividida em facções, assim como o Estado, todos os níveis que compõem os conselhos escolares. Ainda assim, mesmo que concordemos com o essencial, verifica-se que até mesmo quando uma verdade é compartilhada somos chamados de intolerantes. E dentro também, nós lutamos com muitos ímpetos divisivos e formas de esquizofrenia figurativa e literal. Somos puxados para o que é bom, verdadeiro e belo e ainda o que é inferior, falso e mau também nos atrai. Sabemos o que é belo, o que é bom, mas desejamos o que é mau. Procuramos amor, mas cedemos ao ódio e à vingança. Admiramos o inocente, mas frequentemente nos alegramos em destruí-lo ou pelo menos em substituir isto pelo cinismo. E assim Satanás dança a sua “dança intrometida”.

Três características do diabólico: amor pela nudez, violência e divisão. O que achas? O príncipe deste mundo está cumprindo com os seus compromissos? Mais importante ainda: estamos sendo coniventes? O primeiro passo para vencer os compromissos do inimigo é conhecer os seus movimentos, nomeá-los e repreendê-los em Nome de Jesus.

Ascensão do Senhor, continuação da missão por parte da Igreja

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco rezou a oração do Regina Coeli, neste domingo (28/5/2017), com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice recordou a Ascensão do Senhor, celebrada neste domingo, quarenta dias depois da Páscoa.

“Os versículos que concluem o Evangelho de Mateus nos apresentam o momento da despedida definitiva do Ressuscitado aos seus discípulos. O cenário é o da Galileia, lugar onde Jesus os chamou para segui-lo e para formar o primeiro núcleo de sua comunidade nova. Agora, aqueles discípulos passaram através do fogo da paixão e da ressurreição. Ao verem Jesus ressuscitado eles se prostram diante dele, alguns porém ainda duvidam. A esta comunidade amedrontada, Jesus deixa a grande tarefa de evangelizar o mundo; e concretiza esta tarefa com o mandato de ensinar e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

Segundo o Papa, “a Ascensão de Jesus ao céu constitui o fim da missão que o Filho recebeu do Pai e o início da continuação desta missão por parte da Igreja. A partir deste momento, do momento da Ascensão, a presença de Cristo no mundo é mediada através de seus discípulos, daqueles que acreditam Nele e o anunciam. Esta missão durará até o fim da história e contará todos os dias com a assistência do Senhor ressuscitado, que garante: “Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”.

“A sua presença traz fortaleza nas perseguições, conforto nas tribulações, sustento nas situações difíceis que a missão e o anúncio do Evangelho encontram. A Ascensão nos recorda esta assistência de Jesus e de seu Espírito que dá confiança e segurança ao nosso testemunho cristão no mundo. Revela-nos porque existe a Igreja: a Igreja existe  para anunciar o Evangelho! Somente para isso! A alegria da Igreja é anunciar o Evangelho.”

Francisco disse ainda que “todos nós batizados somos a Igreja. Hoje, somos convidados a entender melhor que Deus nos deu a grande dignidade e responsabilidade de anunciá-lo ao mundo, de torná-lo acessível à humanidade. Esta é a nossa dignidade, esta é a maior honra de cada um de nós, batizados na Igreja!”

“Nesta festa da Ascensão, enquanto voltamos o nosso olhar para o céu, onde Cristo subiu e está sentado à direita do Pai, fortalecemos os nossos passos na terra para prosseguir com entusiasmo e coragem o nosso caminho, a nossa missão de testemunhar e viver o Evangelho em qualquer ambiente. Estamos bem conscientes de que isso não depende em primeiro lugar de nossas forças, da capacidade organizacional e recursos humanos. Somente com a luz e a força do Espírito Santo podemos efetivamente cumprir a nossa missão de fazer conhecer e experimentar cada vez aos outros o amor e a ternura de Jesus.”

O Papa pediu “à Virgem Maria para nos ajudar a contemplar os bens celestes, que o Senhor nos promete, e a nos tornar testemunhas cada vez mais críveis de sua Ressurreição, da vida verdadeira.”

(MJ)

A perseguição do século XX e o terceiro segredo de Fátima

A Igreja Perseguida / reportagens

A imagem do Terceiro Segredo de Fátima mostra claramente os mártires do século 20, sobretudo os cristãos mortos durante o regime comunista

O século XX pode ser considerado o século com o maior número de mártires de toda a história do cristianismo. Em Fátima, Nossa Senhora já alertava a Igreja sobre a perseguição que se espalharia pelo mundo.

Tal como aconteceu no início do Cristianismo, o século XX também pode ser considerado o século dos mártires. Foram milhares de igrejas e conventos destruídos por regimes totalitários e o número de cristãos presos, torturados e mortos por confessarem a fé em Cristo superou os de toda a história.

“No Jubileu do ano 2000, o Papa João Paulo II fez uma celebração para lembrar os mártires do século XX. O Pontífice disse que só este século produziu mais mártires do que toda a história da Igreja”, contou o professor Felipe Aquino, professor de Teologia.

Estes dados estão de acordo com um relatório de 2011 do Centro de Estudos das Novas Religiões (CESNUR) e apresentado em um seminário organizado pela Universidade Pontifícia Lateranense de Roma. Segundo o diretor do estudo, um sociólogo italiano chamado Massimo Introvigne, o número de martírios cristãos, no mundo, chega a 70 milhões, 45 milhões dos quais aconteceram no século XX.

Os regimes totalitários foram os que mais perseguiram o Cristianismo neste tempo. A Revolução Russa (1917), por exemplo, levou à morte cerca de 17 mil sacerdotes e 34 mil religiosos. O Comunismo declarou a religião como subversiva e inimiga do Estado. Igrejas, conventos e seminários foram fechados e destruídos. São incontáveis os números de mártires em países como União Soviética, Lituânia, Romênia, China, Vietnã, Camboja e Cuba.

A Santa Sé, por exemplo, entendeu que as mensagens de Nossa Senhora de Fátima estão profundamente ligadas a esta era dos mártires do século XX. O terceiro segredo – que muito se fantasiava sobre seu conteúdo – faz menção à opressão da Rússia sobre o mundo e sobre o martírio de milhares de padres, bispos e religiosos.

Assim irmã Lucia descreve o terceiro segredo:

“Vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que pareciam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho que, da mão direita, expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: ‘Penitência, Penitência, Penitência!’ E vimos, numa luz imensa que é Deus, ‘algo semelhante a como se veem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante”. Um bispo vestido de branco; ‘tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre’. Vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subiram uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz de troncos toscos, como se fora de sobreiro com a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas e, meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho. Chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e, assim mesmo, foram morrendo um atrás outros os bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz estavam dois anjos, cada um com um regador de cristal na mão; neles recolhiam o sangue dos mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.”  

Irmã Lúcia, durante um encontro com o Cardeal Tarcísio Bertrone, então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, antes da divulgação do segredo, disse que os segredos contidos na mensagem de Fátima se referem à luta do Comunismo ateu contra a Igreja, os cristãos e os mártires produzidos nesse século.

 

Os mártires dos nossos tempos

O século 21 também iniciou-se sob o sinal de inumeráveis mártires. Cresce a cada dia o número de cristãos torturados, mortos ou expulsos de suas terras por causa de fé em Cristo.

Em 2001, o investigador britânico Dr. David Barrett publicou uma vasta estatística sobre a situação do Cristianismo no mundo, a chamada “World Christian Trends AD 30 – AD 2200″ (Tendências Mundiais Cristãs AD 30 – AD 2200) [veja o estudo em inglês]. Entre os dados, encontramos o alarmante número de cristãos assassinados pelo mundo. 45 milhões foram mortos só no século 20 sob as grandes revoluções e regimes totalitários. Atualmente, cerca de 160 mil cristãos foram martirizados só no início deste milênio, o que, segundo Barrett, corresponde a 1 cristão assassinado a cada 5 minutos.

Os dados de David Barrett foram coletados ao longo de 20 anos. O cruzamento de seus números estão apoiados em 9 mil denominações cristãs, 13 mil povos etnolinguísticos, mais de 5 mil cidades, 3 mil províncias e 239 países.

Segundo Elizabeth Banov, uma missionária evangélica da missão Portas Abertas e que pessoalmente já visitou alguns países hostis ao Cristianismo como Paquistão, Iraque e Cuba, a maior afronta aos cristãos, hoje, vem de países cujo governo está nas mãos de radicais islâmicos. “Em muitos lugares como Iraque, Uzbequistão, por exemplo, você não vê uma igreja, se quer, onde a pessoa possa fazer suas orações. Muitos muçulmanos, que se converteram ao Cristianismo, escondem esta fé com o preço de suas vidas, porque, se são descobertos, eles morrem”, disse Elizabeth.

São milhares de cristão martirizados, em pleno século 21, em países como Coreia do Norte, Irã, Sudão, Paquistão, Afeganistão, entre outros. Um caso típico desta perseguição acontece no Iraque, onde, antes da invasão dos Estados Unidos da América e a queda do regime de Sadan Hussein, o número de cristãos era de 3 milhões; hoje, somam-se, no máximo 400 mil, ou seja, mais de 90% desses nossos irmãos estão deixando sua terra por causa da perseguição de grupos radicais islâmicos que destroem igrejas e matam cristãos.   Confira a entrevista com Elizabeth Banov

Um outro caso bem conhecido é o da paquistanesa Asia Noreeen Bibi, cristã e mãe de 5 filhos, que foi condenada pela lei da blasfêmia. O caso ocorreu quando Asia foi buscar água em um poço comunitário. Mulheres muçulmanas protestaram, dizendo que ela, por ser uma cristã, “contaminaria a água” e exigiu que se convertesse ao islã. Asia Bibi se recusou, dizendo: “Cristo morreu por mim e pela humanidade. E Maomé, o que fez por vocês?”.

O Papa Bento XVI, por exemplo, pediu ao presidente do Paquistão o indulto a Asia Bibi e disse que “acompanhava o caso pessoalmente”. Asia Bibi foi condenada à morte, e quando ouviu a sentença, ainda na prisão, escreveu uma carta comovente.

O que esses cristãos tem a nos ensinar?   “Estes nossos irmãos pagam um preço por serem cristãos e nem por isso abandonam a sua fé. Aqui, no Brasil, nós temos uma gama de cristãos muito “dodóis” que, por qualquer coisa, desistem. Então, estes perseguidos nos ensinam como amar Deus e como ser perseverante”, concluiu Elizabeth.

 

O martírio da ridicularização

Os cristãos precisam estar preparados nos dias de hoje para o martírio da ridicularização, onde, se declarar cristão, carregar um crucifixo no peito ou até uma bíblia na mão, vai lhe custar zombarias e indiferença.

O martírio da ridicularização já está sendo vivido por muitos jovens  
A perseguição ao Cristianismo não acontece somente pela prisão, tortura e morte de cristãos por todo mundo. Existe um segundo tipo de perseguição que é incruento (sem derramamento de sangue), no qual os que creem sofrem um “ataque” ideológico por parte do secularismo, da mídia anticristã, do ateísmo militante. É uma perseguição contra os valores e a moral cristã.
“Temos aqui dois ‘campos de batalha’. Por um lado, todas as questões envolvendo o tema da bioética como o aborto, a eutanásia, pesquisas com células-tronco embrionárias, etc. Por outro, temos a questão da ética sexual e valores da família como divórcio, barriga de aluguel, casamento homossexual, etc. E a Igreja aparece como ‘inimiga’ (para os que defendem estas posições) por quê? É que ela se levanta como uma das únicas resistências que defendem estes valores tradicionais. E não importa que argumentos usemos para tratar destes assuntos, há um preconceito muito forte para denegrir a imagem da Igreja atualmente”, disse padre Demétrio Gomes da arquidiocese de Niterói (RJ).
Segundo o professor Felipe Aquino, apresentador da TV Canção Nova e professor de teologia, os cristãos, hoje, precisam se preparar para um novo tipo de martírio.
“O Papa Bento XVI falou, estes dias, algo muito marcante: os cristãos precisam se preparar para o martírio da ridicularização, ou seja, se você carregar um crucifixo no peito e for para uma universidade você é ridicularizado. Se você anda com a sua Bíblia, vão falar que você é alienado, que acredita em crendices. Então, o Papa tem alertado os cristãos para viverem também este tipo de martírio”, disse professor Felipe Aquino.   Esta perseguição tem se mostrado, sobretudo, pelos veículos de imprensa internacionais que não poupam mentiras e críticas à Igreja Católica, difamações e zombarias a sacerdotes, bispos e, principalmente, à figura do Papa.
Um exemplo clássico deste “martírio da ridicularização” aconteceu este ano quando os jornais BBC e The New York Times publicaram charges zombando da figura do Papa, mas se negaram a fazer o mesmo contra o profeta Maomé, por exemplo, alegando “ser um perigo”. O veterano jornalista da BBC Roger Bolton disse que a redação do jornal está tomada por “liberais céticos humanistas” que “riem e zombam do Cristianismo”. E ainda acrescentou: “qualquer um que se oponha ao casamento gay ou à fertilização in vitro, por exemplo, é tratado como um ‘louco’ por causa de suas crenças religiosas”.
Esta perseguição da moral cristã tem se espalhado pelo mundo, e segundo padre Demétrio só os que possuem uma fé firme e pura sobreviverão a ela. “É muito importante não se assustar com esta apostasia, pois o Senhor mesmo já tinha dito que seríamos um pequeno rebanho. Quando o mundo se cansar destas propostas contemporâneas, ele vai encontrar, na Igreja, esta luz no fim do túnel.”

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