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Confissão: Porque me confessar?

Quando o penitente se aproxima para confessar os pecados, o sacerdote o recebe com benevolência e o saúda amavelmente. Assim começa a celebração do Sacramento da Penitência. Depois, exorta o penitente à confiança em Deus, com estas palavras ou outras semelhantes: “Deus, que fez brilhar a sua luz em nossos corações, te conceda a graça de reconhecer os teus pecados e a grandeza de sua misericórdia”. Em seguida o sacerdote pode recordar um texto da Sagrada Escritura que proclame a misericórdia de Deus e exorte à conversão. Só então a pessoa que foi ao Sacramento para celebrar a grandeza do amor misericordioso de Deus confessa os seus pecados, acolhe oportunos conselhos e a ação penitencial indicada pelo confessor. Misericórdia, benevolência, amor, graça, amabilidade! Que expressões! É a festa do perdão, num tribunal cuja sentença, quando existe a contrição e o desejo de uma vida nova, é sempre a absolvição! Este é o Sacramento do amor misericordioso de Deus! É Sacramento de Quaresma, é graça oferecida a todos os que se reconhecem frágeis e pecadores.

Mas o que é o pecado? Para muitas pessoas, trata-se de infringir uma norma, sendo Deus pensado como um policial que vigia e está pronto para sinalizar e multar! Outras, quem sabe, consideram pecado aquilo que “machuca por dentro”, e chegam a ficar muito tranquilas, pois julgam ser errado apenas o que “pesou”! Consciência legalista ou relaxada.

Difícil e frutuoso é entender o sentido do pecado para o cristão. Tendo reconhecido a grandeza do amor de Deus, uma aliança com a qual Ele nos introduz na comunhão com sua vida sobrenatural, sabendo que amor com amor se paga, o cristão toma consciência de ter rompido a aliança, com seus gestos de egoísmo e de infidelidade. Volta-se, então, para Deus, reconhece o olhar amoroso que o encontra e decide retornar, com todo o júbilo do coração, à comunhão com a vida verdadeira de amor a Deus e ao próximo. Confessar-se e acolher a palavra da Igreja que o absolve é sempre festa, alegria renovada, liberdade interior reencontrada. Se muitas pessoas podem ouvir desabafos ou histórias intrincadas de verdadeiros dramas, é no Sacramento da Penitência que se podem receber as palavras consoladoras: “Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

O confessor que acolhe o penitente é também pecador. Carece do reconhecimento das próprias faltas e do perdão sacramental. Quando, há poucos dias, explorava-se o tema da infalibilidade papal em matéria de fé, foi necessário esclarecer que o sucessor de Pedro que aguardamos eleito proximamente, assim como os que o precederam, é homem como todos os outros, frágil, pecador, amado intensamente pelo Pai do Céu, escolhido através de meios muito simples, como o voto do Colégio Cardinalício, mas gente, carente das orações que o povo de Deus já assegura e o acompanharão durante o Pontificado, pedindo que “o Senhor o guarde e o fortaleça, lhe dê a felicidade nesta terra e não o abandone à perversidade dos seus inimigos” (Oração pelo Papa, usada antes da Bênção Eucarística). Ele será sustentado, como Moisés em oração no alto do Monte, com braços que se estendem, do mundo inteiro, fortes na prece e absolutamente confiantes na graça de Deus, para que, infalível para garantir a prática da fé verdadeira, seja “pedra” como Pedro!

Todos nós, pecadores amados e salvos pela misericórdia de Deus, parecidos com o apóstolo Pedro, escolhido por Jesus, estamos à vontade para acolher a Palavra proclamada pela Igreja no quarto Domingo da Quaresma, domingo da Alegria. Trata-se da Parábola do Pai Misericordioso ou do Filho Pródigo, verdadeiro Evangelho dentro do Evangelho (Lc 15,1-3.11-32). Podemos participar das várias cenas. Quem nunca sonhou com aventuras, desejo de correr pelo mundo e se esbaldar em prazeres? Entre de cheio na Parábola! Um pai frágil em suas exigências, coração mole, julgado por muitos como exagerado em sua condescendência, nós já encontramos ou o fomos! E os donos da verdade, cujos rastros repousam dentro de nosso pretenso bom comportamento? Cara de filho mais velho, bem comportado, juiz dos outros! A parábola é tão realista quanto profunda e envolvente. Ninguém escapa!

Na certeza de que ela pode iluminar o caminho da casa do Deus para muitas pessoas, aqui está o que o que Ele oferece a quem jogou fora o que possuía de melhor, sua própria dignidade, arrependeu-se e quer voltar: esta pessoa, tenha o meu nome ou o seu nome, é destinada à liberdade, não pode ficar descalça como um escravo. Sua roupa, aquela mesma, novinha no Batismo, está guardada no baú da Igreja, pronta para ser de novo endossada. A aliança de amor, proposta por Deus, caiba como um anel no dedo de todos os que se voltarem para ele. E a festa será a da Eucaristia, banquete em que o próprio Filho amado do Pai se faz alimento. A mesa já está preparada!

Para chegar lá, nesta Quaresma todos tenham a graça de ouvir de algum sacerdote (Cf. Ritual da Penitência): “Feliz quem foi perdoado de sua culpa e cujo pecado foi sepultado. Meu irmão, minha irmã, alegra-te no Senhor e vai em paz”.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Papa dedica catequese ao canto do “Glória” e à oração coleta

Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Nesta quarta-feira, Santo Padre deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Santa Missa

O canto do “Glória” e a oração coleta, partes dos ritos iniciais da Missa, foram os temas abordados pelo Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, 10. O encontro foi realizado na Sala Paulo VI, devido ao frio intenso em Roma nessa época do ano, e deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Santa Missa.

A última catequese foi dedicada ao ato penitencial. Hoje, Francisco pontuou que é justamente do encontro entre a miséria humana e a misericórdia divina que toma vida a gratidão expressa no “Glória”, um canto antigo com o qual a Igreja glorifica a Deus. O Santo Padre explicou que o início do hino – “Glória a Deus nos altos céus” – retoma o canto dos anjos no nascimento de Jesus em Belém, o alegre anúncio do abraço entre o céu e a terra.

Sobre a oração coleta, realizada após o Glória ou logo depois do ato penitencial (quando não há o Glória), o Papa explicou que com o convite “oremos”, o padre exorta o povo a recolher-se com ele em um momento de silêncio. O objetivo é ter consciência de estar na presença de Deus e fazer emergir no coração de cada um as intenções pessoais para a Missa, aquilo que cada um deseja pedir.

Mas o silêncio não se reduz à ausência de palavras, observou o Papa, e sim dispor-se a ouvir outras vozes, como a voz do coração e, sobretudo, a voz do Espírito Santo. Nesse ponto da catequese, o Papa explicou que, na liturgia, a natureza do silêncio depende do momento em que ele ocorre, podendo ajudar o recolhimento (durante o ato penitencial e após o convite à oração), ser um chamado à meditação (após as leituras ou a homilia) ou favorecer a oração interior de louvor e súplica (após a Comunhão).

Talvez as pessoas tenham dias difíceis e querem invocar a ajuda de Deus, confiar a Ele o futuro da Igreja e do mundo, observou o Papa, e para isso serve esse breve silêncio antes que o sacerdote, recolhendo as intenções de cada um, faça a comum oração que conclui os ritos iniciais, fazendo a “coleta” das intenções individuais.

“Recomendo vivamente aos sacerdotes observar esse momento de silêncio e não ir com pressa: ‘oremos’, e que se faça o silêncio. Recomento isso aos sacerdotes. Sem esse silêncio, corremos o risco de negligenciar o recolhimento da alma”.

Francisco conclui a catequese dizendo que, no Rito Romano, as orações são concisas, mas ricas em significado, e considerou que meditar os textos, também fora da Missa, pode ajudar a aprender como se dirigir a Deus, o que pedir, quais palavras usar. “Possa a liturgia se tornar para todos nós uma verdadeira escola de oração”.

Cristãos se olhem no espelho antes de julgar

Segunda-feira, 20 de junho de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa lembra que só Deus tem o julgamento verdadeiro, pois julga com misericórdia

Antes de julgar os outros, devemos olhar no espelho para ver como somos, enfatizou o Papa Francisco na missa desta segunda-feira, 20, na Casa Santa Marta. O Pontífice sublinhou que aquilo que distingue o juízo de Deus do juízo humano não é a onipotência, mas a misericórdia.

O juízo pertence somente a Deus; por isso, se a pessoa não quiser ser julgada, também não deve julgar os outros. Concentrando-se no Evangelho do dia, o Papa observou que todos querem que no Dia do Juízo, o Senhor olhe com benevolência, que se esqueça das coisas feias que cada um fez na vida. Por isso, quem julga continuamente os outros será julgado com a mesma medida, advertiu Francisco.

Hipocrisia de quem julga

Segundo o Papa, o convite que Deus faz é para que cada um se olhe no espelho antes de qualquer julgamento.

“Olha no espelho… mas não para se maquiar, para que não se vejam suas rugas. Não, não, não é este o conselho… Olha no espelho para ver você mesmo, como é. ‘Por que olha o cisco que está no olho do seu irmão e não percebe a trave que está no seu? Como você pode dizer a seu irmão ‘Deixa eu tirar o cisco do seu olho, enquanto não presta atenção na trave que está no seu olho?’. E como nos define o Senhor, quando fazemos isso? Com uma só palavra: ‘Hipócrita’. Tira primeira a trave do seu olho, e só então, poderá ver direito e tirar o cisco do olho do seu irmão”.

Rezar pelos outros em vez de julgá-los

O Santo Padre explicou que Deus fica com um pouco de “raiva” nesse momento e chama os homens de hipócritas quando eles se colocam em Seu lugar. Isto, acrescentou, é o que a serpente persuadiu Adão e Eva a fazer. “Se vocês comerem isso, vocês serão como Ele”. Eles, disse o Papa, queriam tomar o lugar de Deus.

“Por isso é feio julgar. O juízo é só de Deus, somente d’Ele! A nós o amor, a compreensão, rezar pelos outros quando vemos coisas que não são boas, mas também falar com eles: ‘Mas, olha, eu vejo isso, talvez …’ Mas jamais julgar. Nunca. E isso é hipocrisia, se nós julgamos”.

Falta misericórdia, só Deus pode julgar

O Pontífice acrescentou que o julgamento humano é pobre, nunca pode ser um verdadeiro julgamento porque falta a misericórdia. Quando Deus julga, o faz com misericórdia.

“Pensemos hoje no que o Senhor nos diz: não julgar, para não ser julgado; a medida, o modo, a medida com a qual julgamos será a mesma que usarão para conosco; e, em terceiro lugar, vamos nos olhar no espelho antes de julgar. ‘Mas aquele faz isso… isto faz o outro…’ ‘Mas, espere um pouco… ‘, eu me olho no espelho e depois penso. Pelo contrário, eu vou ser um hipócrita, porque eu me coloco no lugar de Deus e, também, o meu julgamento é um julgamento pobre; carece-lhe algo tão importante que tem o julgamento de Deus, falta a misericórdia. Que o Senhor nos faça entender bem essas coisas”.

No perdão está todo o Evangelho, todo o Cristianismo

Rádio Vaticano

Qual é a alegria de Deus? Foi o que perguntou o Papa Francisco na manhã de hoje antes de rezar a Oração mariana do Angelus na Praça São Pedro, cheia de fiéis apesar da chuva que caia sobre a Cidade Eterna.

A resposta do Santo Padre foi imediata: “é perdoar, a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a sua ovelha; a alegria de uma mulher que reencontra a sua moeda; é a alegria de um pai que recolhe em casa, o filho que estava perdido, estava morto, e voltou à vida. Aqui está todo o Evangelho, todo o Cristianismo!

O Papa disse isso recordando que na liturgia deste domingo, lemos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a da ovelha perdida, a da moeda perdida, e depois a mais longa de todas as parábolas, típico de Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho “pródigo” e o filho que acredita ser o justo, o santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, da misericórdia de Deus.

“Mas olhem que não é sentimento, não é “ser bonzinho”! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do “câncer” que é o pecado, o mal moral, espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história”.

 

Alegria de Deus é perdoar, diz Papa no Angelus 

“A misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do ‘câncer’ que é o pecado, o mal moral, espiritual”

Da Redação, com Rádio Vaticano

No Angelus deste domingo, 15, o Papa Francisco afirmou que “a alegria de Deus é perdoar”. “É a alegria de um pastor que reencontra a sua ovelha; a alegria de uma mulher que reencontra a sua moeda; é a alegria de um pai que recolhe em casa, o filho que estava perdido, estava morto, e voltou à vida”.

Apesar da chuva desta manhã, a Praça de São Pedro estava cheia de peregrinos que foram a Roma para ouvir o Santo Padre.

Francisco refletiu sobre a liturgia deste domingo, e afirmou que nesta passagem  (cf. Lc 15) está todo o  Evangelho, todo o Cristianismo. O capítulo 15 do Evangelho de São Lucas contém as três parábolas da misericórdia, e que falam da alegria de Deus: a da ovelha perdida, da moeda perdida e a do filho filho pródigo.

“Mas olhem que não é sentimento, não é ‘ser bonzinho’! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do ‘câncer’ que é o pecado, o mal moral, espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história”.

Papa Francisco destacou que Jesus é todo misericórdia, todo amor: é Deus feito homem. E cada um de nós é a ovelha perdida, a moeda perdida, é o filho que desperdiçou sua liberdade seguindo ídolos falsos, ilusões de felicidade, e perdeu tudo. Entretanto, afirmou o Santo Padre, “Deus não se esquece de nós, o Pai nunca nos abandona. Respeita a nossa liberdade, mas permanece sempre fiel. E quando voltarmos a Ele, nos acolhe como filhos, em sua casa, porque ele não pára nunca, nem por um momento, de nos esperar, com amor. E o seu coração está em festa por cada filho que retorna”.

“Qual é o perigo? Que supomos ser justos, e julgamos os outros. Julgamos também Deus, porque pensamos que deveria punir os pecadores, condená-los à morte, em vez de perdoar. Então, sim, corremos o risco de ficar fora da casa do Pai! Como o irmão mais velho da parábola, que, em vez de ficar feliz porque seu irmão voltou, fica com raiva do pai, que o acolheu e faz festa. Se no nosso coração, não há misericórdia, a alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus, mesmo se observamos todos os preceitos, porque é o amor que salva, não só a prática dos preceitos. É o amor a Deus e ao próximo, que realiza todos os mandamentos”.

Em seguida, o Papa Francisco pediu aos fiéis reunidos na Praça São Pedro que rezassem um instante em silêncio por aquela pessoa com a qual se desentenderam. “Vamos pensar naquela pessoa e em silêncio vamos rezar por ela e assim nos tornaremos misericordiosos com ela”.

O Santo Padre disse ainda que se vivermos de acordo com a lei do “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal. “O Maligno é inteligente, e nos ilude que com a nossa justiça humana podemos nos salvar e salvar o mundo. Na realidade, somente a justiça de Deus pode nos salvar! E a justiça de Deus se revelou na Cruz: a Cruz é o julgamento de Deus sobre todos nós e sobre este mundo”.

“Mas como Deus nos julga?”, indagou o Papa, e explicou: “Dando a vida por nós! Eis o ato supremo de justiça que derrotou, uma vez por todas, o Príncipe deste mundo; e esse ato supremo de justiça é também ato supremo de misericórdia. Jesus chama todos a seguirem este caminho: ‘Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6:36)”.

Beatificação na Argentina

Após o Angelus o Papa Francisco recordou que neste sábado, na Argentina, foi proclamado Bem-aventurado José Gabriel Brochero, um sacerdote da diocese de Córdoba, que nasceu em 1840 e faleceu em 1914.

Impulsionado pelo amor de Cristo, dedicou-se inteiramente ao seu rebanho, para conduzir todos ao Reino de Deus com imensa misericórdia e zelo pelas almas. Ele estava com o povo, e procurava levar muitos aos exercícios espirituais. No final da vida, ficou cego e leproso, mas cheio de alegria, da alegria do Bom Pastor!

“Gostaria de unir-me à alegria da Igreja na Argentina pela beatificação deste pastor exemplar, que percorreu incansavelmente com uma mula, os caminhos áridos de sua paróquia, procurando casa por casa, as pessoas a ele confiadas para levá-las a Deus. Peçamos a Cristo, por intercessão do novo Beato, que se multipliquem os sacerdotes que, imitando Brochero, entreguem as suas vidas ao serviço da evangelização, de joelhos diante do Crucifixo, como também testemunhando em todos os lugares o amor e a misericórdia Deus”.

Semana Social dos Católicos italianos

O Papa lembrou ainda que neste domingo, em Turim, norte da Itália se conclui a Semana Social dos católicos italianos, sobre o tema “Família, esperança e futuro para a sociedade italiana.”

“Saúdo todos os participantes e congratulo-me pelo grande compromisso que existe na Igreja na Itália para com as famílias e pelas famílias, e isso é também um forte estímulo para as instituições e para todo o país. Coragem! Continuem neste caminho!”, concluiu o Papa.

Enfim concedeu a todos a sua Benção Apostólica.

20 conselhos do Papa Francisco aos recém-casados

Regra de Ouro
http://formacao.cancaonova.com/relacionamento/casamento/20-conselhos-do-papa-francisco-aos-recem-casados/

Momento especial para os recém-casados receber os conselhos do Santo Padre
Ao final das audiências gerais, já se tornou costume a saudação do Papa a casais recém-casados. Um momento muito especial para essas pessoas que iniciam uma vida a dois receber a benção do Santo Padre. Em primeiro lugar, Francisco elogia a coragem dos jovens por terem escolhido o matrimônio porque, segundo o Papa, casar “requer muita coragem”. Ao longo do ciclo de catequeses direcionadas às famílias, selecionei 20 conselhos aos novos casais:

Conselhos
1. Façam a experiência do amor gratuito como é o amor de Deus pela humanidade.
2. A mansidão dos santos indique a vocês o estilo das relações entre os cônjuges na família.
3. A fortaleza da santidade até o martírio aponte os valores que verdadeiramente valem a pena na vida familiar.
4. Amem a vida que é sempre sagrada, apesar de marcada por fragilidade e doenças.
5. As obras de misericórdia ajudem vocês a viverem a existência conjugal abrindo-a à necessidade dos irmãos.
6. Encontrem na aliança que, Cristo assumiu com Sua Igreja a preço de Seu Sangue, a base a do pacto conjugal de vocês.
7. Construam sua família sobre o mesmo amor que uniu José à Virgem Maria.
8. Desejo de coração que vocês cresçam na generosa disponibilidade em relação ao Senhor, seguindo o exemplo da Virgem Santa.
9. Coloquem Deus no centro para que sua história conjugal tenha mais amor e mais felicidade.
10. Vivam o matrimônio em concreta adesão a Cristo e aos ensinamentos do Evangelho.
11. Vivam o seu amor imitando o amor misericordioso de Jesus.

Virgem Maria
12. Aprendam da Virgem Maria a conceder espaço à escuta da Palavra de Deus e à prática da caridade, vivendo com alegria a pertença à Igreja, à família dos discípulos do Cristo Ressuscitado.
13. A cruz cotidiana seja a referência de vocês para que a vida familiar seja uma lareira de oração e recíproca compreensão.
14. Aprendam a cultivar a devoção à Mãe de Deus pedindo-a para que não falta nunca na casa de vocês o amor e o respeito recíproco.
15. O amor à Eucaristia nutrido pelos santos estimule vocês a fundar a família sobre o amor de Deus.
16. O apostolado dos santos nas periferias convide vocês a ajudar os mais frágeis e necessitados da família.
17. A Devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Coração Imaculado de Maria sustente vocês no caminho conjugal e na educação com amor dos filhos que o Senhor quiser lhes dar.
18. No caminho que vocês assumiram, busquem a Eucaristia para que nutridos de Cristo sejam famílias cristãs tocadas pelo amor do Coração de Jesus.

Santa Mônica
19. Confiemos à intercessão de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, os recém-casados e os pais cristãos para que como Mônica, acompanhem com o exemplo e com a oração o caminho dos filhos.
20. Santa Maria seja o modelo no caminho conjugal de dedicação e fidelidade.

Rodrigo Luiz dos Santos é Missionário, cursou Filosofia e é Jornalista. Atualmente, apresenta o programa ‘Manhã Viva’ na TV Canção Nova e é chefe de reportagem da Central de Jornalismo na mesma emissora. Rodrigo Luiz é casado com Adelita Stoebel, também missionária da Canção Nova, e pai de Tobias.

Pai, onde está o seu filho?

Pai, você sabe o que representa para o seu filho? E o que seu filho representa para você?

“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração e não as vestes; volte o Senhor vosso Deus: ele é benigno, e compassivo, paciente e cheio de misericórdia” (Joel 2, 12-13). Essa reflexão é para aquele pai que perdeu o endereço do seu filho e quer reencontrá-lo.

Lendo o livro ‘Eu e Deus, Deus e Eu’, da autora Cristiana Miranda Lima, fiquei pensando que ali estaria o jeito certo de iniciar este escrito. A autora nos provoca a pensar sobre a importância de nos apresentarmos a Jesus como somos e com o que trazemos dentro de nós. “Se teu coração já não cabe em você de tanta dor e sofrimento, traga-o, em lágrimas e gemidos, com todas as feridas, e junte-o ao coração de Jesus. O Sangue d’Ele vai curar o seu coração. Jesus é misericordioso e zela por você, porque n’Ele nasce e morre todos os nossos sentimentos”, assegura Cristiana Lima. Pois bem, queremos apresentar a esperança e o consolo a todos os pais que tanto desejaram ser pai, mas as circunstâncias mudaram os seus planos. Quer seja pela morte de um filho, uma separação indesejada, o abandono dos seus rebentos ou até mesmo, por não terem conseguido cumprir a sua missão dignamente, e hoje, se encontra só, arrependido, com o coração cheio de lágrimas e gemidos a Jesus.

Pai, onde está o teu filho?

Volte para o Senhor e, juntamente com você, traga o seu filho. Este seria, sem dúvida, um bom retorno. Não voltar sozinho, mas acompanhado de quem você permitiu que viesse ao mundo. Assim, grandes serão as possibilidades de perdão, reencontro, amor, compromisso e aceitação. O Senhor é benigno, compassivo, paciente e cheio de misericórdia para acompanhá-lo nesse retorno. O Senhor é aquele que larga as noventa e nove ovelhas e sai em uma busca de uma. Podemos imaginar o que ele não faria para obter uma família de volta; em especial, um relacionamento saudável entre pai e filho. Eu o convido a pensar na figura do Pai que esteve fora do lugar, mas que decidiu reconquistar o que nunca havia perdido: o amor do filho.

Pai, onde está o seu filho?

Ao entrar em uma casa de assistência aos idosos, observamos tantos pais ali presentes. Sem nenhum julgamento, a curiosidade pesa sobre as causas que os levaram a morar naquele espaço sem a presença da família. Assim também imagino o que levaria uma criança ou um adolescente, um jovem… Enfim, um filho a passar o dia na rua ou diante do WatsApp em busca de uma companhia virtual. Compreendo a semelhança entre o idoso na casa de abrigo, na maioria das vezes abandonado pela família, e esse adolescente na casa de abrigo conhecido como “internet”. Essa prática é consequência da indisciplina dos cuidadores.

Todos, com certeza, queriam estar em suas casas, ao redor da mesa, recebendo diariamente o carinho dos filhos; e os filhos, por sua vez, mesmo que não transpareçam, querendo ser alcançados pelos seus pais. Não é a proibição do computador que vai trazer de volta o filho à mesa, mas a inteligência do pai redimido ao reconhecer que se deixou ser substituído. É a brincadeira, o diálogo saudável, o ambiente alegre, a relação sólida entre pai e filho. É o cultivo da fé que manterá essa chama acesa.

E agora, José, onde estão os seus filhos?

Os pais precisam permitir que seus filhos os alcancem. Filhos precisam alcançar os pais quando pequenos, para que estes possam continuar lhes alcançando por toda a vida. Quem não alcança quem quer no tempo certo, perde-se desse alguém em algum tempo, não é mesmo? Portanto, de tudo fica a certeza de que os filhos não podem perder o pai de vista, e o pai deve aprender como e quando alcançar o filho que nasceu para ser seu para sempre.

Atenção, pais, aos filhos que não lhes correspondem, porque esses também correm o risco de ser abandonados. Os filhos que se assumiram homossexuais, aqueles outros envolvidos com drogas, os que não se formaram doutores, as filhas que não casaram com um bom partido ou aquelas que preferiram a prostituição também precisaram estar na consciência do seu coração. Ainda há tempo, e se assim fizer, não mais precisará continuar se apresentando ao Senhor com o coração cheio de lágrimas e gemidos, mas agradecido a Deus, por ter feito um caminho de volta a partir do reconhecimento das suas faltas.

Pai, busque o seu filho de volta

Que, ao terminar de ler este texto, seu coração e seus pensamentos estejam em movimento. Você se sentirá um pai perdoado por Deus e acolhido pela missão que, em algum momento da vida, quis ter. Pai, o seu filho precisa estar ao lado de alguém que não desistiu de ser pai dele. Lembre-se: “Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura” (Exortação Apostólica – A Alegria do Evangelho do Papa Francisco). Faça você o mesmo em sua casa.

Judinara Braz
Administradora de Empresa com Habilitação em Marketing. Psicóloga especializada em Análise de Comportamento. Autora do Livro “Sala de Aula, a vida como ela é.” Diretora Pedagógica da Escola João Paulo I – Feira de Santana (BA).

Papa pede perseverança e consolação para semear esperança

Quarta-feira, 22 de março de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Perseverança e consolação são transmitidas de modo particular pelas Escrituras, disse o Papa

Na audiência geral desta quarta-feira, 22, o Papa Francisco deu continuidade ao seu ciclo de catequeses sobre a esperança cristã, destacando a perseverança e a consolação, tratadas pelo Apóstolo Paulo na Carta aos Romanos.

Dirigindo-se aos cerca de 15 mil fieis presentes na Praça São Pedro, o Papa explicou que a perseverança ou paciência, é a capacidade de suportar, permanecer fiel, mesmo quando o peso é demasiado grande e há a tentação de abandonar tudo.

A consolação, por sua vez, é a graça de saber perceber e manifestar a presença e a ação compassiva de Deus, em todas as circunstâncias, mesmo quando marcadas pela decepção e sofrimentos. Deste modo a pessoa fica mais forte, a fim de poder permanecer próxima aos irmãos mais fracos, ajudando-os em suas fragilidades.

Francisco recordou que a perseverança e a consolação são transmitidas de modo particular pelas Escrituras. “A Palavra de Deus, em primeiro lugar, nos leva a dirigir o olhar a Jesus, a conhecê-lo melhor, a conformar-nos a Ele, a nos assemelhar a Ele. Em segundo lugar, a Palavra nos revela que o Senhor é realmente “o Deus da perseverança e da consolação”, que permanece sempre fiel ao seu amor por nós e que cuida de nós, cobrindo as nossas feridas com o carinho da sua bondade e da sua misericórdia”.

A expressão de São Paulo “nós que somos fortes, devemos suportar a fraqueza dos fracos e não procurar o que nos agrada” – explica o Papa – poderia parecer presunçosa, “mas na lógica do Evangelho sabemos que não é assim, é justamente o contrário, pois sabemos que a nossa força não vem de nós, mas do Senhor”:

“Quem experimenta na própria vida o amor fiel de Deus e a sua consolação é capaz, ou melhor, tem a obrigação de estar próximo aos fiéis mais frágeis, assumindo as suas fragilidades. E pode fazer isto sem autosatisfação, mas sentindo-se simplesmente como um “canal” que transmite os dons do Senhor; e assim se torna concretamente um “semeador” de esperança”.

E o fruto deste estilo de vida – alerta o Santo Padre – não é uma comunidade em que alguns são de “série A”, isto é os fortes, e outros de “série B”, isto é, os fracos. O fruto, ao contrário, como diz São Paulo, é ter os mesmos sentimentos uns com os outros. A Palavra de Deus alimenta uma esperança que se traduz concretamente na partilha e no serviço recíproco.

“Porque também quem é ‘forte’ experimenta cedo ou tarde a fragilidade e tem necessidade do conforto dos outros; e vice-versa na fraqueza se pode sempre oferecer um sorriso ou uma mão ao irmão em dificuldade. E é uma comunidade assim ‘que a uma só voz dá glória a Deus’. Mas tudo isto é possível somente se coloca no centro Jesus e a sua Palavra. Somente Ele é o “irmão forte” que cuida de cada um de nós. De fato, todos temos necessidade de ser carregados pelo Bom Pastor e de sermos envolvidos pelo seu olhar terno e cuidadoso”.

Você ainda se confessa?

Reconhecer o pecado já é meio caminho andado

No dia 30 de junho, um site de Campo Grande publicou um artigo sobre a confissão, um assunto que parece fora de moda, quase um tabu. Nele, o autor escrevia: «Drogas, questões sexuais e brigas familiares mantêm o sacramento da confissão em alta mesmo em tempos de “é proibido proibir”. Com novos conceitos, como a troca da nomenclatura “pecado” por “dilema”, fim das penitências folclóricas e até a abolição do confessionário, o ato de reconciliação com Deus ganha ares de terapia em Campo Grande. A procura é tão grande que, no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, às quartas-feiras, dez padres atendem até 700 pessoas entre 6 e 22 horas».

Ao longo do texto, o articulista deu a palavra a dois sacerdotes que atuam em Campo Grande: o Pe. Wilson Cardoso de Sá, diretor do Instituto de Teologia João Paulo II, e o Pe. Dírson Gonçalves, reitor do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Em seu sentido mais profundo, explica o Pe. Wilson, o pecado é adultério e idolatria: quebra ou, pelo menos, enfraquece a comunhão que liga o homem a Deus, ao próximo e à criação. Mesmo quando oculto, ele não prejudica apenas a quem o comete, mas a toda a humanidade.

Seu conceito sofreu uma grande transformação na sociedade. Enquanto alguns cristãos pensam que nada mais seja pecado, outros o resumem ao campo da sexualidade. Esquecem que também a fofoca, a corrupção, a droga, a violência e as infrações no trânsito integram a lista das faltas a serem confessadas e corrigidas.

E o que dizer da “penitência” que o padre impõe a quem busca o confessionário? Responde o Pe. Wilson: «Se você fez aborto, nada vai trazer a pessoa de volta; mas você pode dar sua ajuda a uma criança, a uma família. Se roubou, deve devolver o dinheiro. Se caluniou, você precisa pedir perdão não só a quem ofendeu, mas também às pessoas que foram contaminadas…».

Por sua vez, o Pe. Dírson orienta os fiéis a se confessarem pelo menos duas vezes ao ano, nas solenidades do Natal e da Páscoa. Mas é bom fazê-lo também ao longo do ano: «Muita gente vem em busca de orientação e de conselhos. Há pessoas que sofrem relacionamentos complicados no namoro, no casamento, na família. Crescem a cada dia os problemas derivados do consumo da droga, da bebida, da falta ou do excesso de bens materiais».

Como os demais sacramentos da Igreja, a confissão é um grande presente de Deus. Reconhecer o pecado já é meio caminho andado, uma atitude que leva à felicidade e à santidade. É o que reconhecem todas as pessoas que experimentam a misericórdia de Deus: «Feliz o homem que foi perdoado, a quem o Senhor não olha mais como culpado! Enquanto eu escondia o meu pecado, os meus ossos definhavam, as minhas forças fugiam e eu passava o dia chorando e gemendo. Mas quando confessei o meu pecado, tu logo perdoaste a minha culpa» (Sl 32,1-5).

Para a Igreja Católica, a confissão é vista como o sacramento da penitência e da reconciliação, instituído por Jesus no domingo da Páscoa: «Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados; mas, se não os perdoarem, eles ficarão retidos» (Jo 20, 23). Tal doutrina é assim apresentada pelo Concílio Vaticano II: «Os fiéis que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, mas que agora colabora para a sua conversão com caridade, exemplo e orações».

Contudo, a confissão não foi dada “apenas” para perdoar pecados. Deus não precisa dela para demonstrar sua misericórdia a quem se arrepende. O grande milagre operado por ela é permitir que Deus penetre em nossa vida através das fraquezas que lhe entregamos. Ao recebermos a absolvição, o pecado perde a sua força e se transforma em graça. Foi esta a descoberta que levou São Paulo a ter uma nova visão da perfeição cristã: «Se a força de Deus se realiza na fraqueza, prefiro gloriar-me dela, pois, quando sou fraco, então é que sou forte» (2Cor 12, 9-10). Descobrir a arte de aproveitar das próprias faltas para dar a Deus a alegria de ser amor e misericórdia: eis o paraíso já aqui na terra!

Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados (MS)
E-mail para contato: redovinorizzard[email protected]

Em Deus, justiça é misericórdia, diz Papa em homilia

Sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano
 
Francisco advertiu sobre a hipocrisia da casuística e destacou que em Deus justiça é misericórdia e misericórdia é justiça

Na Missa desta sexta-feira, 24, o Papa Francisco advertiu para a hipocrisia e para o engano provocado por uma fé reduzida a uma “lógica casuística”.

“É lícito para um marido repudiar a própria mulher?”. Esta é a pergunta contida no Evangelho de Marcos que os doutores da Lei fazem a Jesus durante sua pregação na Judeia. “E o fazem para colocar Cristo à prova mais uma vez”, observou o Papa, que se inspirou na resposta de Jesus para explicar o que mais conta na fé.

“Jesus não responde se é lícito ou não; não entra na lógica casuística deles. Porque eles pensavam na fé somente em termos de ‘pode’ ou ‘não pode’, até onde se pode, até onde não se pode. É a lógica da casuística: Jesus não entra nisso. E faz uma pergunta: ‘Mas o que Moisés vos ordenou? O que está na vossa lei?’. E eles explicam a permissão que Moisés deu de repudiar a mulher, e são eles a cair na própria armadilha. Porque Jesus os qualifica como ‘duros de coração’: ‘Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento’, e diz a verdade. Sem casuística. Sem permissões. A verdade.”

Francisco destacou que Jesus sempre diz a verdade, explica as coisas como foram criadas, a verdade das Escrituras, da Lei de Moisés. E o faz também quando seus discípulos o interrogam sobre o adultério, aos quais repete: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”.

Mas se a verdade é esta e o adultério é “grave”, como explicar então que Jesus falou “tantas vezes com uma adúltera, com uma pagã”?, pergunta o Papa. “Bebeu de seu copo, que não era puro?”. E no final lhe disse: “Eu não te condeno. Não peques mais”? Como explicar isso?

“O caminho de Jesus – vê-se claramente – é o caminho da casuística à verdade e à misericórdia. Jesus deixa a casuística de fora. Aos que queriam colocá-lo à prova, aos que pensavam com esta lógica do ‘pode’, os qualifica – não aqui, mas em outro trecho do Evangelho – como hipócritas. Também com o quarto mandamento eles negavam de assistir os pais com a desculpa de que tinham dado uma bela oferta à Igreja. Hipócritas. A casuística é hipócrita. É um pensamento hipócrita. ‘Pode – não pode… que depois se torna mais sutil, mais diabólico: mas até que ponto posso? Mas daqui até aqui não posso. É a enganação da casuística”.

O caminho do cristão, portanto, não cede à lógica da casuística, mas responde com a verdade que o acompanha, a exemplo de Jesus, “porque Ele é a encarnação da Misericórdia do Pai, e não pode negar a si mesmo. Não pode negar a si mesmo porque é a Verdade do Pai, e não pode negar a si mesmo porque é a Misericórdia do Pai”. “Este é o caminho que Jesus nos ensina”, notou o Papa, difícil de ser aplicado diante das tentações da vida.

“Quando a tentação toca o coração, este caminho de sair da casuística à verdade e à misericórdia não é fácil: é necessária a graça de Deus para que nos ajude a ir assim avante. E devemos pedi-la sempre. ‘Senhor, que eu seja justo, mas justo com misericórdia’. Não justo, coberto com a casuística. Justo na misericórdia. Como és Tu. Justo na misericórdia. Depois, uma pessoa de mentalidade casuística pode se perguntar: ‘Mas o que é mais importante em Deus? Justiça ou misericórdia?’. Este também é um pensamento doente… o que é mais importante? Não são duas: é somente uma, uma só coisa. Em Deus, justiça é misericórdia e misericórdia é justiça. Que o Senhor nos ajude a entender esta estrada, que não é fácil, mas nos fará felizes, a nós, e fará felizes muitas pessoas”.

Papa Francisco convida fiéis a rezar com insistência

Domingo, 20 de outubro de 2013, Rádio Vaticano

“A luta contra o mal é dura e longa, requer paciência e resistência”. Foi o que recordou o Papa Francisco, na mensagem que precedeu a oração mariana do Angelus, aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro.

“Assim – explica o Santo Padre – há uma luta que deve ser levada avante todos os dias. Deus está ao nosso lado, a fé n’Ele é a força, e a oração é a expressão da fé”.

Inspirando-se na parábola da viúva que pede com insistência a um juiz desonesto para ter justiça, o Papa observa: “Clamar dia e noite” a Deus! Impressiona-nos esta imagem da oração. Mas vamos nos perguntar: por que Deus quer isso? Ele já não conhece as nossas necessidades? Que sentido tem “insistir” com Deus? Esta é uma boa pergunta, que nos faz aprofundar um aspecto muito importante da fé: Deus nos convida a rezar com insistência não porque não sabe do que precisamos, ou porque não nos ouve. Pelo contrário, Ele ouve sempre e sabe tudo sobre nós, com amor.

No nosso caminho cotidiano, – continuou o Papa Francisco, especialmente nas dificuldades, na luta contra o mal fora e dentro de nós, o Senhor está ao nosso lado; nós lutamos com ele ao lado, e a nossa arma é precisamente a oração, que nos faz sentir a sua presença, a sua misericórdia, a sua ajuda.

Mas a luta contra o mal é difícil e longa, exige paciência e resistência – como Moisés, que tinha que levantar os braços para fazer vencer o seu povo (cf. Ex 17,8-13 ) . É assim: há uma luta que deve continuar a cada dia; Deus é o nosso aliado, a fé n’Ele é a nossa força, e a oração é a expressão da fé.

Por isso, Jesus nos garante a vitória, mas pergunta: “O Filho do homem quando vier, encontrará fé sobre a terra?” (Lc 18:08 ). Se se apaga a fé, se se apaga a oração, e nós caminhamos nas trevas, nos perdemos no caminho da vida, disse o Papa.

Francisco continuou dizendo que devemos aprender da viúva do Evangelho a rezar sempre, sem se cansar:

“Era notável esta viúva! Ela sabia lutar pelos seus filhos! E penso em tantas mulheres que lutam por sua família, que rezam, que não se cansam jamais. Uma recordação, hoje, todos nós, a essas mulheres que com o seu comportamento nos dão um verdadeiro testemunho de fé, de coragem, um modelo de oração. Uma recordação a elas! Rezar sempre, mas não para convencer o Senhor com a força da palavras! Ele sabe melhor do que nós do que precisamos! A oração perseverante é ao invés a expressão de fé em um Deus que nos chama a lutar com ele, cada dia, cada momento, para vencer o mal com o bem”.

 

Luta contra o mal exige paciência e resistência, afirma Papa
Angelus

“Deus está ao nosso lado, a fé n’Ele é a força, e a oração é a expressão da fé”, afirmou o Papa no Angelus

“A luta contra o mal é dura e longa, requer paciência e resistência”, afirmou o Papa Francisco no Angelus deste domingo, 20, data em que a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões.

O Santo Padre destacou que essa luta deve se levada adiante todos os dias, mas os fiéis não estão sozinhos nesse combate. “Deus está ao nosso lado, a fé n’Ele é a força, e a oração é a expressão da fé”.

E ao recordar o Evangelho deste domingo, que conta a parábola da viúva que pede ajuda insistente a um juiz desonesto, para que lhe faça justiça, o Papa afirma:

“Clamar dia e noite’ a Deus! Impressiona-nos esta imagem da oração. Mas vamos nos perguntar: por que Deus quer isso? Ele já não conhece as nossas necessidades? Que sentido tem “insistir” com Deus? Esta é uma boa pergunta, que nos faz aprofundar um aspecto muito importante da fé: Deus nos convida a rezar com insistência não porque não sabe do que precisamos, ou porque não nos ouve. Pelo contrário, Ele ouve sempre e sabe tudo sobre nós, com amor”.

Em nosso dia a dia, explicou o Francisco, o Senhor está ao nosso lado.  “Nós lutamos com ele ao lado, e a nossa arma é precisamente a oração, que nos faz sentir a sua presença, a sua misericórdia, a sua ajuda”.

Entretanto, a luta contra o mal é longa e difícil, exige paciência e resistência, afirmou o Papa. “Como Moisés, que tinha que levantar os braços para fazer vencer o seu povo (cf. Ex 17,8-13 )”

Jesus nos garante a vitória, destacou o Papa, mas pergunta: “O Filho do homem quando vier, encontrará fé sobre a terra?’ (Lc 18:08 ). Se você apaga a fé, desliga a oração, nós caminhamos nas trevas, nos perdemos no caminho da vida”, disse o Papa.

Francisco continuou dizendo que devemos aprender da viúva do Evangelho a rezar sempre, sem se cansar:

“Era notável esta viúva! Ela sabia lutar pelos seus filhos! E penso em tantas mulheres que lutam por sua família, que rezam, que não se cansam jamais. Uma recordação, hoje, todos nós, a essas mulheres que com o seu comportamtento nos dão um verdadeiro testemunho de fé, de coragem, um modelo de oração. Uma recordação a elas! Rezar sempre, mas não para convencer o Senhor com a força da palavras! Ele sabe melhor do que nós do que precisamos! A oração perseverante é ao invés a expressão de fé em um Deus que nos chama a lutar com ele, cada dia, cada momento, para vencer o mal com o bem”.

Qual a missão da Igreja?

Após a oração do Angelus o Papa Francisco recordou que neste domingo comemoramos o Dia Mundial das Missões. Qual é a missão da Igreja, perguntou? Difundir em todo o mundo a chama da fé, que Jesus acendeu no mundo: a fé em Deus, que é Pai, Amor, Misericórdia.

O método da missão cristã, acrescentou, não é fazer proselitismo, mas o da chama compartilhada que aquece a alma.

O Pontífice agradeceu a todos aqueles que, através da oração e da ajuda concreta apóiam o trabalho missionário, em especial, a preocupação do Bispo de Roma pela difusão do Evangelho.

“Neste dia estamos próximos a todos os missionários e missionárias, que trabalham muito sem fazer barulho, e dão a vida. Como a italiana Afra Martinelli, que trabalhou por muitos anos na Nigéria: dias atrás, foi assassinada, num assalto; todos choraram, cristãos e muçulmanos. Ela proclamou o Evangelho com a vida, com o trabalho que realizou, um centro de educação; assim espalhar a chama da fé, combateu o bom combate!”

Em seguida o Santo Padre recordou Stefano Sándor, que neste sábado foi beatificado em Budapeste. “Ele era um salesiano leigo, exemplar no serviço aos jovens, no oratório e na educação profissional. Quando o regime comunista fechou todas as obras católicas, – disse o Papa – ele enfrentou a perseguição com coragem, e foi morto aos 39 anos. Vamos nos unir à ação de graças da Família Salesiana e da Igreja húngara.

Terremoto nas Filipinas

O Papa também expressou sua proximidade às populações das Filipinas, atingidas por um terremoto ocorrido na terça-feira, 15. O tremor foi considerado o mais forte do país nos últimos 20 anos.

Francisco convidou todos os fiéis a rezarem por “aquela querida nação, que recentemente sofreu diversas calamidades”.

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