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Papa dedica catequese ao canto do “Glória” e à oração coleta

Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Nesta quarta-feira, Santo Padre deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Santa Missa

O canto do “Glória” e a oração coleta, partes dos ritos iniciais da Missa, foram os temas abordados pelo Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, 10. O encontro foi realizado na Sala Paulo VI, devido ao frio intenso em Roma nessa época do ano, e deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Santa Missa.

A última catequese foi dedicada ao ato penitencial. Hoje, Francisco pontuou que é justamente do encontro entre a miséria humana e a misericórdia divina que toma vida a gratidão expressa no “Glória”, um canto antigo com o qual a Igreja glorifica a Deus. O Santo Padre explicou que o início do hino – “Glória a Deus nos altos céus” – retoma o canto dos anjos no nascimento de Jesus em Belém, o alegre anúncio do abraço entre o céu e a terra.

Sobre a oração coleta, realizada após o Glória ou logo depois do ato penitencial (quando não há o Glória), o Papa explicou que com o convite “oremos”, o padre exorta o povo a recolher-se com ele em um momento de silêncio. O objetivo é ter consciência de estar na presença de Deus e fazer emergir no coração de cada um as intenções pessoais para a Missa, aquilo que cada um deseja pedir.

Mas o silêncio não se reduz à ausência de palavras, observou o Papa, e sim dispor-se a ouvir outras vozes, como a voz do coração e, sobretudo, a voz do Espírito Santo. Nesse ponto da catequese, o Papa explicou que, na liturgia, a natureza do silêncio depende do momento em que ele ocorre, podendo ajudar o recolhimento (durante o ato penitencial e após o convite à oração), ser um chamado à meditação (após as leituras ou a homilia) ou favorecer a oração interior de louvor e súplica (após a Comunhão).

Talvez as pessoas tenham dias difíceis e querem invocar a ajuda de Deus, confiar a Ele o futuro da Igreja e do mundo, observou o Papa, e para isso serve esse breve silêncio antes que o sacerdote, recolhendo as intenções de cada um, faça a comum oração que conclui os ritos iniciais, fazendo a “coleta” das intenções individuais.

“Recomendo vivamente aos sacerdotes observar esse momento de silêncio e não ir com pressa: ‘oremos’, e que se faça o silêncio. Recomento isso aos sacerdotes. Sem esse silêncio, corremos o risco de negligenciar o recolhimento da alma”.

Francisco conclui a catequese dizendo que, no Rito Romano, as orações são concisas, mas ricas em significado, e considerou que meditar os textos, também fora da Missa, pode ajudar a aprender como se dirigir a Deus, o que pedir, quais palavras usar. “Possa a liturgia se tornar para todos nós uma verdadeira escola de oração”.

As famílias devem viver com fé e simplicidade

Homilia -encontro com as famílias, domingo, 27 de outubro  de 2013, Jéssica Marçal, Da Redação  

Francisco destacou a necessidade de um rezar pelo outro, vivendo na alegria de Deus

Rezar juntos na família, com fé e simplicidade, como a Sagrada Família de Nazaré. Esta foi a mensagem que o Papa Francisco deixou às famílias durante homilia na Missa celebrada por ele neste domingo, 27, por ocasião da Jornada das Famílias no Vaticano.

Partindo do Evangelho do dia, o Santo Padre falou de duas maneiras de rezar: uma falsa, a do fariseu, e outra autêntica, a do publicano. Enquanto o fariseu faz uma oração sobrecarregada pelo peso da vaidade, o publicano reconhece-se pecador diante de Deus e faz uma oração simples, que vem do coração.

“O publicano, ao contrário, não multiplica as palavras. A sua oração é humilde, sóbria, permeada pela consciência de sua própria indignidade, das próprias misérias: este é um homem que realmente se reconhece necessitado do perdão de Deus, da misericórdia de Deus”.

Esse foi o modelo indicado pelo Papa às famílias, recomendando a oração do Pai Nosso em volta da mesa, por exemplo, e também a oração do Rosário. Ele falou da necessidade de um rezar pelo outro: pai rezar pela mãe, pelos filhos, e vice-versa. “Isso é rezar em família, torna a família forte (…) Todas as famílias precisam de Deus, de sua ajuda, da sua força, da sua benção, da sua misericórdia”.

Um segundo aspecto destacado pelo Pontífice foi a conservação da fé na família. Francisco citou o exemplo do apóstolo Paulo, que não conservou sua fé em um cofre, mas a irradiou, levando-a adiante.

“Falou francamente sem medo. São Paulo conservou a fé porque, como a havia recebido, doou-a, indo às periferias sem se apegar a posições defensivas. Nós podemos perguntar: em família, como mantemos a nossa fé? Nós a temos para nós, na nossa família, como um bem privado, como uma conta no banco, ou sabemos partilhá-la com o testemunho, com o acolhimento, com a abertura aos outros?”

Uma última reflexão do Santo Padre na homilia foi sobre a família que vive a alegria. Ele convidou cada um a refletir em silêncio sobre a alegria em seu lar, lembrando que a verdadeira alegria da família não é superficial, não vem das coisas, mas sim da harmonia entre as pessoas, da beleza que é estar junto. E a base desse sentimento é a presença de Deus na família.

“Só Deus pode criar a harmonia das diferenças. Se falta o amor de Deus, também a família perde a alegria (…) Queridas famílias, vivam sempre com fé e simplicidade como a Sagrada Família de Nazaré. A alegria e a paz do Senhor estejam sempre com vocês”.

Ao final da Missa, o Sumo Pontífice colocou-se diante de um ícone da Sagrada Família e fez uma oração por todas as famílias. E antes de rezar a oração mariana do Angelus com os fiéis, ele agradeceu pela participação de todos na Jornada das Famílias.

 

HOMILIA
Santa Missa pela Jornada das Famílias em ocasião do Ano da Fé

Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 27 de outubro de 2013

As leituras deste domingo nos convidam a meditar sobre algumas características fundamentais da família cristã.

1. A primeira: a família que reza. O trecho do Evangelho coloca em evidência dois modos de rezar, um falso – aquele do fariseu – e outro autêntico – aquele do publicano. O fariseu encarna uma atitude que não exprime a gratidão a Deus pelos seus benefícios e a sua misericórdia, mas sim satisfação de si. O fariseu se sente justo, se sente no lugar, se apoia nisso e julga os outros do alto de seu pedestal. O publicano, ao contrário, não multiplica as palavras. A sua oração é humilde, sóbria, permeada pela consciência de sua própria indignidade, das próprias misérias: este é um homem que realmente se reconhece necessitado do perdão de Deus, da misericórdia de Deus. A oração do publicano é a oração do pobre, é a oração que agrada a Deus, que, como diz a primeira Leitura “chega às nuvens” (Eclo 35, 20), enquanto a do fariseu é sobrecarregada pelo peso da vaidade.

À luz desta Palavra, gostaria de perguntar a vocês, queridas famílias: rezam alguma vez em família? Alguns sim, eu sei. Mas tantos me dizem: como se faz? Mas, se faz como o publicano, é claro: humildemente, diante de Deus. Cada um com humildade se deixa olhar pelo Senhor e pede a sua bondade, que venha a nós. Mas, em família, como se faz? Porque parece que a oração seja algo pessoal e então não há nunca um momento adequado, tranquilo, em família… Sim, é verdade, mas é também questão de humildade, de reconhecer que temos necessidade de Deus, como o publicano! E todas as famílias têm necessidade de Deus: todos, todos! Necessidade da sua ajuda, da sua força, da sua benção, da sua misericórdia, do seu perdão. E é necessário simplicidade: para rezar em família, é necessário simplicidade! Rezar junto o “Pai Nosso”, em torno da mesa, não é algo extraordinário: é algo fácil. E rezar junto o Rosário, em família, é muito bonito, dá tanta força! E também rezar um pelo outro: o marido pela esposa, a esposa pelo marido, ambos pelos filhos, os filhos pelos pais, pelos avós… Rezar um pelo outro. Isto é rezar em família, e isto torna forte a família: a oração.

2. A Segunda Leitura nos sugere um outro ponto: a família conserva a fé.O apóstolo Paulo, no fim de sua vida, faz um balanço fundamental e diz: “Conservei a fé” (2 Tm 4, 7). Mas como a conservou? Não em um cofre! Não a escondeu sob a terra, como aquele servo um pouco preguiçoso. São Paulo compara a sua vida a uma batalha e a uma corrida. Conservou a fé porque não se limitou a defendê-la, mas a anunciou, irradiou-a, levou-a longe. Colocou-se do lado oposto a quem queria conservar, “embalsamar” a mensagem de Cristo nos confins da Palestina. Por isto fez escolhas corajosas, foi a territórios hostis, deixou-se provocar pelos distantes, por culturas diversas, falou francamente sem medo. São Paulo conservou a fé porque, como a havia recebido, doou-a, indo às periferias sem se apegar a posições defensivas.

Também aqui, podemos perguntar: de que modo nós, em família, conservamos a nossa fé? Nós a temos para nós, na nossa família, como um bem privado, como uma conta no banco, ou sabemos partilhá-la com o testemunho, com o acolhimento, com a abertura aos outros? Todos sabemos que as famílias, especialmente as mais jovens, muitas vezes são “apressadas”, muito ocupadas: mas alguma vez já pensaram que esta “corrida” pode ser também a corrida da fé? As famílias cristãs são famílias missionárias. Mas, ontem ouvimos, aqui na Praça, o testemunho de famílias missionárias. São missionárias também na vida de todos os dias, fazendo as coisas de todos os dias, colocando em tudo o sal e o fermento da fé! Conservar a fé na família e colocar o sal e o fermento da fé nas coisas do cotidiano.

3. Um último aspecto recebemos da Palavra de Deus: a família que vive a alegria. No Salmo responsorial encontra-se esta expressão: “os pobres escutem e se alegrem” (33/34, 3). Todo este Salmo é um hino ao Senhor, origem de alegria e de paz. E qual é o motivo deste alegrar-se? É este: o Senhor está próximo, escuta o grito dos humildes e os livra do mal. Escrevia ainda São Paulo: “Alegrai-vos sempre…o Senhor está próximo” (Fil 4, 4-5). É…eu gostaria de fazer uma pergunta hoje. Mas, cada um leve-a ao seu coração, a sua casa, como uma tarefa a fazer, certo? E se responda sozinho. Como está a alegria na sua casa? Como está a alegria na sua família? E dêem vocês a resposta.

Queridas famílias, vocês sabem bem: a verdadeira alegria que se desfruta na família não é algo superficial, não vem das coisas, das circunstâncias favoráveis…A alegria verdadeira vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos sentem no coração, e que nos faz sentir a beleza de estar junto, de apoiar-nos uns aos outros no caminho da vida. Mas na base deste sentimento de alegria profunda está a presença de Deus, a presença de Deus na família, está o seu amor acolhedor, misericordioso, respeitoso para com todos. E, sobretudo, um amor paciente: a paciência é uma virtude de Deus e nos ensina, em família, a ter este amor paciente, um com o outro. Ter paciência entre nós. Amor paciente. Somente Deus sabe criar a harmonia das diferenças. Se falta o amor de Deus, também a família perde a harmonia, prevalecem os individualismos e se extingue a alegria. Em vez disso, a família que vive a alegria da fé a comunica espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade.

Queridas famílias, vivam sempre com fé e simplicidade, como a Sagrada Família de Nazaré. A alegria e a paz do Senhor estejam sempre com vocês!

 

Oração do Papa Francisco à Sagrada Família
“Jesus, Maria e José a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos”

Jesus, Maria e José
a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos
a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.
Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.
Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.
Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.
Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos.

Santo Evangelho (Lc 1, 46-56)

22 de Dezembro – Sexta-feira 22/12/2017

Primeira Leitura (1Sm 1,24-28)
Leitura do Primeiro Livro de Samuel.

Naqueles dias, 24Ana, logo que o desmamou, levou consigo Samuel à casa do Senhor em Silo, e mais um novilho de três anos, três arrobas de farinha e um odre de vinho. O menino, porém, era ainda uma criança. 25Depois de sacrificarem o novilho, apresentaram o menino a Eli. 26E Ana disse-lhe: “Ouve, meu Senhor, por tua vida, eu sou a mulher que esteve aqui orando ao Senhor, na tua presença. 27Eis o menino por quem eu pedi, e o Senhor ouviu a minha súplica. 28Portanto, eu também o ofereço ao Senhor, a fim de que só a ele sirva em todos os dias de sua vida”. E adoraram o Senhor.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (1Sm 2,1-8)

— Meu coração exultou no meu Senhor, Salvador.
— Meu coração exultou no meu Senhor, Salvador.

— Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; Minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação!

— O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.

— É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

— O Senhor ergue do pó o homem fraco, e do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.

 

Evangelho (Lc 1,46-56)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Francisca Xavier Cabríni, a heroína dos tempos modernos

Chamada por Pio XII de “heroína dos tempos modernos”, Santa Francisca nasceu em Sant’Angelo de Lódi, na Lomabardia, Itália, em 1850. Última dos 13 filhos de Agostinho Cabríni e Estela Oldini, recebeu no batismo o nome de Maria Francisca, ao qual mais tarde ajuntou o de Xavier, pelo seu amor e veneração ao apóstolo das Índias.

Aos 11 anos fez voto de castidade. Seguiu a carreira do magistério com as religiosas Filhas do Sagrado Coração de Jesus, em Arluno, terminando-a aos 18 anos. Sentindo vocação divina, pretendeu entrar para essa Congregação religiosa, mas foi recusada por falta de saúde.

Exerceu durante dois anos o cargo de professora primária em Vidardo e durante três anos dedicou-se na sua terra à instrução religiosa da juventude e ao tratamento dos enfermos e daqueles que eram atingidos pela peste. Aos 23 anos tentou mais uma vez ser religiosa nas Filhas do Sagrado Coração, mas de novo obteve uma negativa.

Após isso, Santa Francisca transladou-se à “Casa da Providência” em Codogno, a fim de a reformar, pois estava em franca decadência. Fez a profissão em 1877 e a partir disso, em meio a grandes tribulações e sofrimentos, ela encontrou as sete primeiras companheiras de sua futura Obra.

Três anos mais tarde, fundou uma nova Congregação religiosa. A 10 de novembro de 1880 alojou-se, com sete companheiras, num desmantelado Convento franciscano, onde, a 14 do mesmo mês, deu princípio ao novo Instituto, com a inauguração de uma capela em honra ao Sagrado Coração de Jesus. Um mês mais tarde, a sua Obra recebia a aprovação episcopal. Francisca contava então 30 anos.

Enquanto se dedicava com as companheiras à educação das meninas e à catequização dos rapazes, foi compondo as regras do seu Instituto, obra de prudência sobre-humana, que recebeu aprovação episcopal em 1881 e a definitiva da Santa Sé em 1907. Em 1884, com 7 anos de vida, a Obra já contava com cinco casas.

Em 1887, partiu para Roma onde, a princípio, só encontrou dificuldades e portas fechadas até que, com fé, simplicidade e perseverança, Santa Francisca obteve a autorização do Cardeal Vigário para construir uma escola gratuita para pobres fora da Porta Pia e um asilo infantil na Sabina, em Aspra.

O problema da emigração italiana para a América do Norte preocupava o então Bispo de Placença, Mons. Scalabrini, que pediu à serva de Deus algumas das suas religiosas para irem socorrer aqueles desamparados. Mas a virtuosa fundadora não se decidia a responder, pois pensava nas Missões do Oriente. Foi então consultar o Papa Leão XIII que, após ouvir Francisca, concluiu: “Não ao Oriente mas ao Ocidente”. E desde esse momento ficou decidida a sua partida para Nova Iorque, a qual veio realizar pela primeira vez em 1889.

Quase aos 40 anos de idade, começa uma série ininterrupta de viagens, percorrendo a América inteira, transpondo a cavalo a Cordilheira dos Andes, sendo por toda parte conhecida como a “Mãe dos emigrados”. Ia de casa em casa, a procura da ovelha perdida, do enfermo e da criança ignorante. Lutou denotadamente contra a fome, as enfermidades e a própria morte.

Em 1912 fez a sua última viagem de Roma a Nova Iorque. A santa fundadora das Missionárias do Sagrado Coração morreu em Illinois, perto de Chicago, a 22 de dezembro de 1917, com 67 anos de idade. Igual era o número das casas que então deixara fundadas e que em 1938 subiam a mais de 100, com cerca de 4.000 religiosas.

A fama das suas virtudes e os prodígios por ela operados fizeram que logo após a morte se começasse o processo da sua beatificação, que veio a se realizar em 1938. Foi canonizada pelo Papa Pio XII a 7 de julho de 1946.

Santa Francisca Xavier Cabríni, rogai por nós!

As 4 formas de comungar na Igreja Católica e…

… as 2 Mesas à nossa disposição

Nem todos podem tudo…

Por Mons. Inácio José Schuster

1) COMUNHÃO ESPIRITUAL (desejar)

Α╬Ω A Comunhão espiritual é uma devoção que consiste em unir-se a Jesus presente na Eucaristia recebendo-O não sacramentalmente, mas com um vivo desejo que procede da fé, animada pela caridade. Esta prática é muito louvada e desde o Concílio de Trento a Igreja exorta os fiéis a praticá-la. Os efeitos dessa prática são semelhantes ao da Comunhão Eucarística, menos a sua intensidade, que é menor, enquanto que o modo perfeito de comungar é o de receber o Sacramento. Às vezes, porém, estes efeitos podem ser superiores aos que são produzidos na Comunhão sacramental se as disposições são puríssimas, se bem que na igualdade das disposições, como já tínhamos dito, são evidentemente menos abundantes que na Comunhão Eucarística; de fato eles não se produzem ex opere operato (em virtude da instituição divina), mas só ex opere operantis (em virtude das disposições do indivíduo e são proporcionais a estas). A comunhão espiritual pode ser feita todas as vezes que a alma o desejar. Como prova disto, lembra claramente a Imitação de Cristo (1, IV, c. 10): “Toda pessoa pode, de resto, todos os dias e todas as horas, entregar-se livre e salutarmente às comunhões espirituais”.

Α╬Ω Sem a Comunhão Espiritual não pode existir a Comunhão Eucarística – A Exortação Apostólica do Beato João Paulo II, Familiaris Consortio, explica que existe uma diferença entre a comunhão espiritual e a comunhão eucarística, que afirma que sem a primeira, não pode existir a segunda. A comunhão espiritual é a forma em que a pessoa se une pessoalmente a Cristo no momento da redenção do Santo Sacrifício, para assim, depois, receber a comunhão eucarística. Isto não é uma disciplina inventada pela Igreja e, portanto, no matrimônio, os cônjuges fazem um pacto com Deus, e Deus faz um pacto com eles, que cria um sacramento indissolúvel. Para a comunhão é necessário preparar o coração para receber ao Senhor, e deste modo, quando os divorciados que voltaram a casar deixam de comungar, dão muito mais honra ao Senhor com seu sacrifício e oferecendo-se eles mesmos, através da dor que têm nos seus corações, no sacramento da Eucaristia. Eles sofrem por isso, mas, há mais honra dada pelo corpo de Cristo nesta situação, que quando os batizados vão de maneira superficial e às vezes, de maneira pouco digna, a receber a Comunhão, seja qual seja o estado de suas almas. A respeito, o Beato João Paulo II assinala que “a Igreja deseja que estes casais participem da vida da Igreja até onde lhes seja possível (e esta participação na Missa, adoração Eucarística, devoções e outros serão de grande ajuda espiritual para eles) enquanto trabalham para obter a completa participação sacramental”.

 

2) ADORAÇÃO EUCARÍSTICA (considerar, meditar, contemplar)

Α╬Ω «ADORAÇÃO é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que Jesus me mostra o caminho a seguir, me faz entender que só vivo bem se conheço a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra. Portanto, Adorar é dizer: “Jesus, eu sou Teu e Te sigo na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão Contigo”. Poderia também dizer que a adoração na sua essência é um abraço com Jesus, no qual eu digo: “Eu sou Teu e Te peço que estejas também Tu sempre comigo”» (Papa emérito Bento XVI). A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Mestre de Tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele prestarás culto” (Lc 4, 8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6, 13). “Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer o nada da criatura, que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que Seu Nome é Santo. A Adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo” (Catecismo da Igreja Católica n. 2096 e 2097). Toda vez que estivermos perante o Santíssimo, esteja Ele exposto ou no sacrário, devemos nos colocar numa atitude de despojamento e professarmos a fé na Sua presença no pão e no vinho que para nós são Corpo e Sangue de Cristo. E podemos fazê-lo com estas palavras ou de forma espontânea: “Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

Α╬Ω Adorar o Senhor no Santíssimo Sacramento – Em sua Carta Apostólica “Mane Nobiscum Domine”, o Beato Papa João Paulo II nos apresenta o dom da Eucaristia como um grande mistério. Mistério a ser celebrado de maneira digna; que deve ser adorado e contemplado. Queremos assim nos animar mutuamente a estarmos unidos à Santíssima Eucaristia também em seu culto fora da Missa. De um lado, sabemos que antes de tudo a Eucaristia é o sacrifício pascal de Nosso Senhor; que é na Missa onde se atualiza o Mistério da vida, morte e ressurreição de Jesus. Daí a necessidade de celebrarmos com toda dignidade, não somente em decoro, mas em comunhão profunda com o Mistério celebrado e com o corpo comunitário. Participar ativa e conscientemente do inesgotável dom de Cristo. Por outro lado, a Igreja nos anima a estarmos diante do tabernáculo do Senhor ‘perdendo o nosso tempo’: “A presença de Jesus no tabernáculo deve constituir como que um pólo de atração para um número sempre maior” de almas apaixonadas por ele, capazes de ficar longo tempo escutando a voz e quase que sentindo o palpitar do coração” (MND, 18).

 

3) PRÁTICA DAS 14 OBRAS DE MISERICÓRDIA CORPORAIS E ESPIRITUAIS (caridade e justiça, pureza e misericórdia – praticar concretamente no dia a dia)

Α╬Ω Partindo da Palavra de Deus e da Tradição da Igreja (CIC § 2447), podemos falar em 14 obras de misericórdia. Das quais, 7 são obras de misericórdia espirituais e 7 corporais.

OBRAS DE MISERICÓRDIA CORPORAIS:
1ª) Dar de comer a quem tem fome;
2ª) Dar abrigo aos peregrinos;
3ª) Assistir os enfermos;
4ª) Dar de beber ao sedento;
5ª) Vestir os nus;
6ª) Socorrer os prisioneiros;
7ª) Enterrar os mortos.

OBRAS DE MISERICÓRDIA ESPIRITUAIS:
1ª) Instruir (ensinar os que não sabem);
2ª) Aconselhar (dar bons conselhos aos que necessitam);
3ª) Consolar (Aliviar o sofrimento dos aflitos);
4ª) Confortar (Fortalecer os angustiados e abatidos);
5ª) Perdoar (as injustiças de boa vontade);
6ª) Suportar com paciência (as adversidades e fraquezas do próximo);
7ª) Rogar a Deus pelos vivos e pelos mortos.

Α╬Ω 3.1. Envolvimento com as pastorais sociais da Igreja (comungar na vida dos irmãos)

╬Caritas Brasileira (atua tanto em calamidades, como através de programas no serviço especialmente dos mais pobres, no sentido de sua organização e busca de autonomia); ╬Pastoral da Criança (atende mães gestantes e crianças até 6 anos de idade, cuja atuação reduziu significativamente a mortalidade infantil no Brasil); ╬Pastoral da Saúde (junto aos que se dedicam a servir os doentes, na medicina preventiva e popular).
╬Pastorais por setores sociais: a Pastoral da Terra (mediando em conflitos pela terra e na promoção da Reforma Agrária), a Pastoral dos Pescadores, a Pastoral Operária.
╬Pastoral de pessoas em situação de especial vulnerabilidade: a Pastoral do Menor (menores infratores), da Mulher Marginalizada, dos Nômades, Carcerária, Migrantes, da Sobriedade, da Pessoa Idosa.
╬Pastoral de minorias étnicas: a Pastoral afro-brasileira, e com Indígenas (CIMI-Conselho Indigenista Missionário).
A CARIDADE “apaga uma multidão de pecados” (cf. 1Pd 4, 8); ela é sinal da autenticidade da nossa fé em Deus e a expressão mais coerente do seguimento de Jesus.

 

4) COMUNHÃO EUCARÍSTICA – CORPO E SANGUE DE CRISTO

Α╬Ω São Paulo já constatava entre os primeiros cristãos de Corinto: “O que fazeis não é comer a ceia do Senhor” (1Cor 11, 20) e advertia: Essa vossa maneira de agir “longe de vos levar ao melhor, vos prejudica” (11, 17). E finalmente, ele clama: “Que cada um examine a si mesmo, antes de comer deste pão e beber deste cálice, pois aquele que come sem discernir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação” (11, 28ss). Esse é o ensinamento da Igreja. Quem comunga em pecado grave “come e bebe a própria condenação” e quem vive numa união “de fato”, sem o Sacramento do Matrimônio, mesmo impossibilitado de regularizá-lo, deve praticar sua Fé, mas somente no que não implique o prévio estado de graça. Não tem valor à apreciação subjetiva ou autorização indébita de algum eclesiástico que ensine à margem da doutrina da Igreja. A consciência é farol seguro, quando formada objetivamente, segundo as orientações emanadas do Magistério legítimo. Faz-se necessário estar em condições exigidas, para que produza vida e não morte. O homem é condicionado ou, pelo menos, influenciado em seus comportamentos por costumes, imposição da opinião pública, controle social. Na atualidade, também em nome do subjetivismo e individualismo exacerbados. Segue um modo de pensar pessoal, impelido por seus interesses e conveniências e não pelos princípios que se radicam em Deus. Vivendo em desordem ética e moral, o homem tende a tornar-se norma de seus atos. E assim não só se expõe ao erro, mas se degrada em seu íntimo, pois, como ensina o Concílio Vaticano II, “no fundo da própria consciência o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo”. Ela lhe é dada como dom e expressão de ser imagem de Deus. Duas conclusões imediatas são claras: a) nenhuma maioria de votos, nem o volume dos aplausos da opinião pública podem ser última instância moral; b) em quem não cultiva sua consciência, reorientando-a sempre de novo para a verdade, “a consciência vai-se progressivamente cegando com o hábito do pecado” (Gaudium et Spes, 16). Em se tratando dos males decorrentes de uma consciência mal formada, tornam-se mais graves quando atingem os valores sagrados. Esse desvio pode ser motivado por ignorância culposa da Lei do Senhor ou por influência de um subjetivismo prepotente. O mesmo se pode dizer quando essa consciência se relaciona com a dignidade de outrem, como na amizade, no matrimônio ou ainda na educação dos filhos, pois isso leva a prejuízos que já não são de nosso alcance sanar.

Α╬Ω Da Comunhão Eucarística, quem pode participar e em que condições?
Qualquer tomada de posição subjetiva e individualista – “eu sou cristão adulto”, ou “eu mesmo sei decidir” – torna-se não só uma irreverência leve, mas algo grave diante da verdade intrínseca desse Sacramento. Não é um exercício qualquer de piedade. O Concílio Vaticano II chama-o de “fonte e ápice de toda a vida cristã” (Lumen Gentium, 11). Nele, Deus se entrega a nós e o faz sob o signo da kénosis, isto é, do total aniquilamento do seu Filho amado. Ele se entrega, na hora da morte, às mãos do Pai para nos arrancar do pecado, do ódio, de toda perdição e poder do inferno. A Santa Comunhão supõe sempre esse profundo ato de Fé, esse desejo de se assemelhar a Jesus em seu abandono confiante ao Pai, em sua vitória sobre o pecado. Praticamente, isso significa converter-se, aceitar a verdade proposta pelo Magistério eclesiástico, os mandamentos e, com o radicalismo da entrega de Jesus, procurar viver a vontade de Deus. E ainda dar sua vida para edificar a Igreja como comunidade santa, em um mundo marcado pela desobediência a Deus. Contra todas as tentações, Jesus implora o derradeiro dom: “Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade” (cf. Jo 17, 16s). Não são critérios subjetivos que permitem a participação em tão santa Ceia, mas a obediência com amor a este Deus que se nos revela sob os sinais da morte redentora, neste Sacramento. Em nossos dias, faz-se necessário bradar fortemente para evitar o sacrilégio. Isto ocorre em particular nas celebrações matrimoniais, exéquias, em reuniões, quando se celebra o Santo Sacrifício da Missa. Nesta oportunidade e em outras, não é raro pessoas sem as condições requeridas se aproximarem do altar para comungar: “A Comunhão eucarística está desvirtuada do seu significado: Assiste-se a um fenômeno de ”dinâmica de grupo“ (todos participam nela), separada do discernimento do Corpo de Deus, de que São Paulo fala”.

Tomar e comer, conforme o pedido de Jesus na Última Ceia, e em cada Santa Missa, significa também considerar, significa meditar, significa contemplar. Toma e come, toma e bebe todo aquele e aquela que se põe diante do Santíssimo Sacramento do altar, contemplando a realidade de Jesus Cristo que, a todos, entrega-Se nestes sinais. Come e bebe aquele que adora o Santíssimo Sacramento no altar. E como são bonitas nossas igrejas quando, dentro delas, existe um tabernáculo; quando dentro delas existe uma lampadazinha vermelha convidando-nos à adoração e à contemplação. As nossas igrejas não são salões vazios, não são salões sem nenhuma festa e certamente não são salões despidos. Como existia em Israel a Arca da Aliança, existe aqui o tabernáculo onde Jesus é Emanuel, isto é, Deus conosco. Quando estamos ali em silêncio, estamos também, segundo Sua vontade, comendo e bebendo.

Cristãos se olhem no espelho antes de julgar

Segunda-feira, 20 de junho de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa lembra que só Deus tem o julgamento verdadeiro, pois julga com misericórdia

Antes de julgar os outros, devemos olhar no espelho para ver como somos, enfatizou o Papa Francisco na missa desta segunda-feira, 20, na Casa Santa Marta. O Pontífice sublinhou que aquilo que distingue o juízo de Deus do juízo humano não é a onipotência, mas a misericórdia.

O juízo pertence somente a Deus; por isso, se a pessoa não quiser ser julgada, também não deve julgar os outros. Concentrando-se no Evangelho do dia, o Papa observou que todos querem que no Dia do Juízo, o Senhor olhe com benevolência, que se esqueça das coisas feias que cada um fez na vida. Por isso, quem julga continuamente os outros será julgado com a mesma medida, advertiu Francisco.

Hipocrisia de quem julga

Segundo o Papa, o convite que Deus faz é para que cada um se olhe no espelho antes de qualquer julgamento.

“Olha no espelho… mas não para se maquiar, para que não se vejam suas rugas. Não, não, não é este o conselho… Olha no espelho para ver você mesmo, como é. ‘Por que olha o cisco que está no olho do seu irmão e não percebe a trave que está no seu? Como você pode dizer a seu irmão ‘Deixa eu tirar o cisco do seu olho, enquanto não presta atenção na trave que está no seu olho?’. E como nos define o Senhor, quando fazemos isso? Com uma só palavra: ‘Hipócrita’. Tira primeira a trave do seu olho, e só então, poderá ver direito e tirar o cisco do olho do seu irmão”.

Rezar pelos outros em vez de julgá-los

O Santo Padre explicou que Deus fica com um pouco de “raiva” nesse momento e chama os homens de hipócritas quando eles se colocam em Seu lugar. Isto, acrescentou, é o que a serpente persuadiu Adão e Eva a fazer. “Se vocês comerem isso, vocês serão como Ele”. Eles, disse o Papa, queriam tomar o lugar de Deus.

“Por isso é feio julgar. O juízo é só de Deus, somente d’Ele! A nós o amor, a compreensão, rezar pelos outros quando vemos coisas que não são boas, mas também falar com eles: ‘Mas, olha, eu vejo isso, talvez …’ Mas jamais julgar. Nunca. E isso é hipocrisia, se nós julgamos”.

Falta misericórdia, só Deus pode julgar

O Pontífice acrescentou que o julgamento humano é pobre, nunca pode ser um verdadeiro julgamento porque falta a misericórdia. Quando Deus julga, o faz com misericórdia.

“Pensemos hoje no que o Senhor nos diz: não julgar, para não ser julgado; a medida, o modo, a medida com a qual julgamos será a mesma que usarão para conosco; e, em terceiro lugar, vamos nos olhar no espelho antes de julgar. ‘Mas aquele faz isso… isto faz o outro…’ ‘Mas, espere um pouco… ‘, eu me olho no espelho e depois penso. Pelo contrário, eu vou ser um hipócrita, porque eu me coloco no lugar de Deus e, também, o meu julgamento é um julgamento pobre; carece-lhe algo tão importante que tem o julgamento de Deus, falta a misericórdia. Que o Senhor nos faça entender bem essas coisas”.

A morte e a vida eterna

1- O mundo passa. A vida é breve. A morte é certa. Quem faz o bem e cumpre o dever não precisa ter medo da morte, pelo contrário, espera a vida. O bem já é o céu antecipado. Nosso corpo na eternidade será glorioso, incorruptível, espiritual, imortal. O que parece ser um fim, um fracasso é na verdade um começo, um início. Quem tem fé já vive o início da festa eterna.

2- O cemitério é uma cidade viva. Sim, ali está viva a saudade e a recordação da vida dos nossos entes queridos. É cidade da saudade, da esperança na ressurreição, cidade que leva a pensar e até a mudar de vida. É a cidade da igualdade social, da paz, da transformação da morte em vida.

3- Os túmulos são também berços. Deus promete abrir os túmulos e então nascemos para a nova vida junto Dele. Eis o início da nova vida. A morte é fim da vida terrena e início da vida nova, da plenitude da vida. Descemos para o seio da terra e entramos no seio de Abraão, isto é, de Deus. Descemos ao túmulo, para subir aos céus. Voltamos para a terra para voltar ao Criador e com Ele conviver.

4- Levamos flores, neste dia. A flor vem de uma semente e de um botão que morreu. Eis o que é a páscoa pessoal. A flor é o símbolo de nossa realidade pascal. Ela é também sinônimo de gratidão, respeito, carinho, homenagem para quem esteve entre nós e está vivo em Deus, no jardim celeste e suas mansões. Transformemos o deserto em jardim.

5- No dia de finados costumamos acender velas. De fato, a luz das boas obras que nossos mortos praticaram ainda ilumina. O esplendor do bem, a luminosidade do amor não passa. O bem não morre. A vela acesa é símbolo da fé que transforma as trevas em luz e projeta o futuro. Somos como velas que quanto mais se consomem, tanto mais iluminam. Brilhe vossas boas obras, pediu Jesus.

6- Finados é dia de reflexão, de retiro, de interiorização. A morte nos faz todos iguais. Acabam as classes sociais. A morte faz pensar. Ela é escola de filosofia. Impele a vencer ilusões, enganos porque ajuda a parar, a rezar, a rever a vida. A morte faz parte da vida, é nossa irmã. Ela é parto e porta para a plenitude, a glória, a eterna felicidade. Morte é passagem para outra margem, é ponte que leva ao rumo certo.

7- As coroas sobre os túmulos querem lembrar a coroação da vida, do bem, do amor que os nossos mortos realizaram. No céu seremos coroados pela Santíssima Trindade, tomaremos posse do reino. A vida termina com o coroamento da pessoa humana, chamada a reinar com Cristo. Quem combateu o bom combate, receberá a coroa da glória.

8- A morte é benção porque através dela entramos na vida. Ela é condição para a glorificação dos pecadores perdoados. A face do Senhor é vossa verdadeira pátria. A morte não é inimiga, porque ela ajuda a viver com retidão e a praticar a justiça, o bem, o amor. Pensar na morte não é patologia, é sabedoria. “Pensa na morte e não pecarás”. Diante dos túmulos nós rezamos: “tu foste o que eu sou, eu serei o que tu és”.

9- A pior morte é o pecado, ou seja, a morte espiritual. A boa morte que devemos desejar e pedir, é a morte do egoísmo, do mal, do pecado, portanto a morte mística que nos torna altruístas, servidores, solidários. A morte biológica foi vencida pela ressurreição do Senhor. Jesus matou a morte. Somos seres de esperança.

10- Levaremos o amor com que fizemos todas as coisas. O amor não passa, o bem é eterno, a alma é imortal. Nossas boas obras são passaporte para o céu. Nossa vida não é tirada, mas transformada. A promessa de Jesus a quem se converte é esta: “hoje estarás comigo no paraíso”. Não há reencarnação na fé cristã. O sangue de Jesus é que salva e a fé nos torna justos, puros, santos, agradáveis a Deus. Um gesto de amor vale mais que toda beleza das coisas e a massa do universo. Somos uma cloaca, diz Pascal, que o sangue de Jesus lavou e perfumou. Nossa grandeza está em reconhecer nossa miséria e confiar na misericórdia.

 

A MORTE NA VIDA CRISTÃ

No ano 2006, Bento XVI dirigiu um discurso aos fiéis, começando com estas palavras: “Nestes dias, que se seguem à comemoração dos fiéis defuntos, celebra-se em muitas paróquias o oitavário dos defuntos. Uma ocasião propícia para recordar na oração os nossos familiares e meditar sobre a realidade da morte, que a chamada “civilização do bem-estar” muitas vezes procura remover da consciência do povo, completamente absorvida pelas preocupações da vida quotidiana. Morrer, na realidade, faz parte do viver, e isto não só no fim, mas, considerando bem, em cada momento” (Ângelus, 5-XI-2006). Paradoxalmente a reflexão sobre a morte ajuda a viver em plenitude a vida presente, pois só quem tem clara a meta – o destino eterno – é que sabe para onde está dirigindo os seus passos.

Uma realidade da qual não é possível fugir

Um antigo conto narra que um funcionário real ao abrir a porta de casa deu de cara com a morte. Ele ficou apavorado, mas viu que também a morte parecia surpresa de encontrá-lo. Rapidamente se dirigiu ao seu senhor para expor a situação e pedir o melhor cavalo para fugir bem longe. Foi-lhe concedido o seu desejo e começou uma fuga a toda velocidade. Ao cair da noite o cavalo não conseguia dar mais um passo. Ele próprio estava bem cansado, mas ainda conseguiu caminhar um bom trecho até que esgotado deitou ao pé de uma grande árvore. Pouco depois viu a morte se aproximar dele calmamente, e antes de que pudesse pegá-lo pediu licença para fazer uma pergunta. “Por que hoje ao abrir a porta e ver-me você se surpreendeu?”. E a morte respondeu: “Eu sabia que devia te pegar hoje a noite ao pé desta árvore, mas como estávamos tão longe pensei: Como será que ele vai fazer para chegar até aqui?”. O conto ilustra bem a nossa relação com a morte, e dá para tirar uma primeira conclusão: Já que não é possível fugir dela, é melhor encará-la.

O padre Antônio Vieira escreve num sermão que “três coisas fazem duvidosa, perigosa e terrível a morte. Ser uma, ser certa, e ser momentânea (…) E de todas estas dificuldades e perigos se livra seguramente só: quem? Quem não guarda a morte para a morte, quem acaba a vida antes de morrer, quem se resolve a ser pó antes de ser pó: pulvis es”  (Sermão2 da IV de Cinzas, n II). Vale pois a pena dedicar um tempo da vida a meditar na morte… e treinar para esse momento, não seja que nos pegue de surpresa e não saibamos como fazer quando ela se apresentar.

Uma pintura e uma reflexão (de um santo)

Juan de Valdés Leal (1622-1690) foi um artista famoso pelas pinturas que realizou para o Hospital da Caridade de Sevilha sobre a brevidade da vida e a caducidade dos bens temporais. Uma das mais famosas leva por título Finis gloriae mundi (O fim da glória do mundo). Certamente não é uma pintura alegre… mas ajuda a pensar.

Ao contemplar a imagem é fácil observar os detalhes. No lado esquerdo, há uma coruja e, voando por cima dela, um morcego, símbolos das trevas. No primeiro plano, o caixão aberto de um bispo paramentado (com mitra e báculo) e, junto dele, o cadáver de um cavaleiro com a capa da Ordem de Calatrava, referências diretas à morte.

No centro da composição, aparece uma referência ao juízo particular da alma após o falecimento: a mão chagada de Jesus – envolta por uma luz dourada – segura uma balança de dois pratos. No lado esquerdo, decorado com as palavras “Ni más” (nem mais) aparecem os símbolos dos pecados capitais, caminho da condenação eterna. No direito, que tem a inscrição “Ni menos” (nem menos),  mostram-se símbolos da virtude, da oração e da penitência. Segundo a opinião de Jonathan Brown  “o significado fica totalmente claro por causa das palavras pintadas em cada prato: não é preciso fazer mais (do que está representado) para cair no pecado, nem é preciso fazer menos (das virtudes que se mostram nesse prato) para sair do pecado” (Imágenes e ideas en la pintura española del siglo XVII).

Não apenas os críticos de arte fazem referência a esta obra, também os santos. Um deles escreveu: “Aqueles quadros de Valdez Leal, com tantos “restos” ilustres – bispos, cavaleiros – em viva podridão, parece-me impossível que não te impressionem [“muevan”, lemos no original espanhol]. Mas… e o gemido do duque de Gandia: Não mais servir a senhor que me possa morrer?” (São Josemaria Escrivá, Caminho, n.742). Em verdade o pensamento da morte é sobre o futuro para aprender a viver o presente.

O padre Vieira perguntava-se: “Como se aprende a escrever?”. E respondia: “Escrevendo”. E continuava: “Assim também se há de aprender a morrer não só meditando, mas morrendo”. E concluía: “Se quereis morrer bem (como é certo que quereis) não deixeis o morrer para a morte, morrei em vida; não deixeis o morrer para a enfermidade e para a cama, morrei na saúde e em pé” (Pe. Vieira, Sermão2 da IV de Cinzas, n III). Como só morremos uma vez, vale a pena saber como fazê-lo e, pelo menos, pensar nisso. É triste ficar sabendo de alguns que são expressão viva do que escreveu Blaise Pascal: “Não tendo os homens podido curar a morte, a miséria, a ignorância, acharam de bom aviso, para se tornarem felizes, não pensar nisso” (Pensamentos, art. XXI, XIV)… É a miséria humana!

Para fechar esta primeira parte resta só falar brevemente da personagem que São Josemaria Escrivá citava: O duque de Gandia. Quem ele era?

Com o apelido de “Duque de Gandia” se faz referência a São Francisco de Borja, por ser esse o titulo nobiliárquico que herdou da família. Ao falecer a imperatriz Isabel de Portugal, esposa de Carlos V, Francisco de Borja foi um dos nobres que acompanhou a procissão funerária desde Toledo até Granada. A data escolhida para o sepultamento foi o dia 17 de Maio de 1539. Mas antes disso os nobres que tinham acompanhado a procissão deviam reconhecer o cadáver jurando que era o da imperatriz. Ao chegar a vez de Francisco, perante esse corpo, que já foi belo mas que agora estava se descompondo, ele fez este propósito: “Não mais servir a Senhor que possa morrer”. Foi o primeiro passo de uma mudança de vida. Seria realmente arriscado deixar a reflexão sobre a morte para o último momento da vida!

Uma visão nova

Na verdade o pensamento sobre a morte não é apenas uma consideração sobre a brevidade da vida, ou sobre o sentido passageiro das coisas materiais. Para os cristãos, porém, tem um sentido mais profundo, que nasce da consciência de que Jesus Cristo venceu a morte, morrendo. Ele revolucionou o sentido da morte com o seu ensinamento, mas sobretudo enfrentando-a Ele próprio. “Com um Espírito que não podia morrer Cristo matou a morte que matava o homem” (Melitão de Sardes, Sobre a Páscoa, 66).

“O Filho de Deus quis desta forma (morrendo Ele próprio), partilhar até ao fim a nossa condição humana, para reabri-la à esperança. Em última análise, Ele nasceu para poder morrer, e assim, nos libertar da escravidão da morte. Diz a Carta aos Hebreus: experimentou ‘a morte em favor de todos’ (Hb 2, 9). Desde então, a morte já não é a mesma: foi privada, por assim dizer, do seu veneno” (Bento XVI, Ângelus, 5-XI-2006). A grande novidade é que Cristo, com a sua morte, abriu-nos as portas do céu: Agora, para quem quiser, é possível entrar nele. Que mistério profundo coloca diante de nossos olhos! Que grande mudança na compreensão da morte!

São João afirma que, em Cristo, a vida humana é “passagem deste mundo para o Pai” (Jo 13, 1). Por isso para o cristão a hora da morte é o momento no qual o trânsito para a eternidade realiza-se de maneira concreta e definitiva. O cristianismo deu um sentido novo a morte tão forte que até o local dos sepultamentos mudou de nome: de necrópole (cidade dos mortos) passou para cemitério (lugar para dormir). Em outras palavras, as sepulturas deixaram de ser lugares perenes para virar estações de passagem. Esta é a grande mudança que vale a pena não esquecer nunca: A morte é uma porta para a vida: “A vida é transformada, não tirada” (Prefácio I de Defuntos).

Os cristãos dos primeiros séculos tinham bem presente o sentido da morte como de passagem para uma vida plena. Num epitáfio do século III lê-se: “Uma mulher de vinte e oito anos morreu de parto; seu nome, Aurélia Licinia Flórida. Foi embora deste mundo no nome de Cristo, fiel (=cristã) em Cristo, feliz por isto”. Nela se exprime claramente que migrou deste mundo para o outro (Cf. M.T. Muñoz García de Iturrospe, Una destacada inscripción cristiana en la ‘Casa del Anfiteatro’ de Mérida). Quantos haverá – tal vez que não tenham fé – que morrem de medo ao pensar na morte! E aqui se nos apresenta uma mãe, jovem ainda, e fecunda, que está feliz por encontrar Jesus.

Alguns deixam o mundo angustiados, ou vêem a vida vazia, sem sentido. Bento XVI na sua segunda encíclica fez referência a um epitáfio de uma sepultura dos primeiros séculos. Desta vez corresponde a uma pessoa sem fé. Nela está escrito: “In nihil ab nihilo quam cito recidimus” (No nada, do nada, quão cedo recaímos) (Cf. Spe Salvi, n. 2). É o resumo de uma vida sem sentido. Não será que também há pessoas que dizem acreditar em Deus, mas, na verdade, não deixam espaço para Ele na própria vida? Homens e mulheres que pensam no presente (ficar ricos, ser famosos, cuidar do físico…) mas estão vazios por dentro? Não será que há quem viva no temor por não considerar que Jesus déu um sentido novo à morte… e à vida?

A fé da igreja primitiva, como aliás a de hoje, é a que nos transmite São Paulo. “Irmãos, não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais, como os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morreram” (1 Tes. 4, 13-14).

É bonito ver que esta imagem da existência – e do seu fim – não é apenas coisa do passado. Também hoje há quem, quando surpreendido pela morte, demonstra ter experiência acumulada, e também possuir o sentido cristão da passagem. Seria possível pensar em muitos exemplos. Um deles, bem recente é o de Chiara Badano, uma jovem italiana que faleceu aos 18 anos, vítima de um osteossarcoma. Foi escrito numa sua biografia: “Não teve medo de morrer. Disse à sua mãe: «Não peço mais a Jesus para vir me pegar e me levar para o Paraíso, porque quero ainda lhe oferecer o meu sofrimento, para dividir com ele, ainda por um pouco, a cruz». Um pensamento especial aos jovens: «…Os jovens são o futuro. Eu não posso mais correr. Porém, gostaria de lhes passar a tocha, como nas Olimpíadas. Os jovens têm uma vida só e vale a pena empregá-la bem!»”. Chiara faleceu no amanhecer do dia 7 de outubro de 1990, depois de uma noite muito dolorosa. “As suas últimas palavras foram: «Mãezinha, seja feliz, porque eu o sou. Adeus»” (Biografia do folheto da Celebração Eucarística para a beatificação da serva de Deus Chiara Badano, Roma 25-IX-2010).

Tomara que cada homem pudesse viver com um sentido transcendente da vida; e pedir, com uma oração tradicional da Igreja: “Que eu morra como o glorioso São José, acompanhado por Jesus e Maria, pronunciando estes nomes dulcíssimos, que espero bendizer por toda a eternidade”.

Reconhecer-se pecador é a porta para encontrar Jesus, diz Papa

Quinta-feira, 21 de setembro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Homilia do Papa foi inspirada no relato da conversão de São Mateus, celebrado hoje pela Igreja

“A porta para encontrar Jesus é reconhecer-se pecador”, afirmou o Papa Francisco na Missa desta quinta-feira, 21, na Capela da Casa Santa Marta. Sua homilia repassou a conversão de São Mateus, festejado hoje pela Igreja.

O Santo Padre falou das etapas do acontecido: encontro, festa e escândalo. Jesus havia curado um paralítico e encontrou Mateus, sentado no banco dos impostos. Fazia o povo de Israel pagar os impostos para depois dá-los aos romanos e por isto era desprezado, considerado um traidor da pátria. Jesus olhou para ele e disse: “Segue-me”. Ele se levantou e o seguiu, como narra o Evangelho do dia.

De um lado, o olhar de São Mateus, um olhar desconfiado, que mirava com um olho Deus e com o outro o dinheiro, e também com um olhar impertinente. De outro, o olhar misericordioso de Jesus que – disse o Papa – olhou para ele com tanto amor. A resistência daquele homem que queria o dinheiro “cai”: levantou-se e o seguiu. “É a luta entre a misericórdia e o pecado”, sintetizou o Papa.

O amor de Jesus pôde entrar no coração daquele homem porque “sabia ser pecador”, sabia “não ser bem quisto por ninguém”, era desprezado. E justamente a consciência de pecador abriu a porta para a misericórdia de Jesus. Assim, deixou tudo e foi. Este é o encontro entre o pecador e Jesus.

“É a primeira condição para ser salvo: sentir-se em perigo; a primeira condição para ser curado: sentir-se doente. E sentir-se pecador, é a primeira condição para receber este olhar de misericórdia. Mas pensemos no olhar de Jesus, tão bonito, tão bom, tão misericordioso. E também nós, quando rezamos, sentimos este olhar sobre nós; é o olhar de amor, o olhar da misericórdia, o olhar que nos salva. Não ter medo”.

A festa

Como Zaqueu, também Mateus, sentindo-se feliz, convidou depois Jesus para comer em sua casa. A segunda etapa é justamente “a festa”. Mateus convidou todos os amigos, aqueles do mesmo sindicato, pecadores e publicanos. Certamente à mesa, faziam perguntas ao Senhor e ele respondia.

Isto – observou o Papa – faz pensar naquilo que disse Jesus no capítulo 15 de Lucas: “Haverá mais festa no Céu por um pecador que se converta do que por cem justos que permanecem justos”. Trata-se da festa do encontro do Pai, a festa da misericórdia. Jesus, de fato, trata a todos com misericórdia sem limite, afirmou Francisco.

O escândalo

Então, o terceiro momento, o do “escândalo”. Os fariseus, vendo que publicanos e pecadores sentaram-se à mesa com Jesus, perguntavam aos seus discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”. “Um escândalo sempre começa com esta frase: “Por que?””, explicou o Papa.

Os fariseus conheciam muito bem a Doutrina, sabiam como seguir pelo caminho do Reino de Deus, conheciam melhor do que ninguém como se devia fazer, mas haviam esquecido o primeiro mandamento do amor. Em síntese, acreditavam que a salvação viesse deles próprios, sentiam-se seguros. “Não! Deus nos salva, nos salva Jesus Cristo”, enfatizou o Papa.

“Aquele ‘por que’ que tantas vezes ouvimos entre os fiéis católicos quando viam obras de misericórdia. ‘Por que?’ E Jesus é claro, é muito claro: ‘Ir e aprender’. E os mandou aprender, não? ‘Ide e aprendei o que quer dizer misericórdia – (aquilo que) eu quero – e não sacrifícios, porque eu não vim, de fato, para chamar os justos, mas os pecadores’. Se tu queres ser chamado por Jesus, reconhece-te pecador”.

Francisco exortou os fiéis, portanto, a se reconhecerem pecadores, não de forma abstrata, mas com pecados concretos, que são tantos. “Deixemo-nos olhar por Jesus com aquele olhar misericordioso cheio de amor”, prosseguiu.

E detendo-se ainda no escândalo, o Papa ressaltou que existem tantos. “Existem tantos, tantos. E sempre, também na Igreja hoje. Dizem: “Não, não se pode, é tudo claro, é tudo, não, não… eles são pecadores, devemos afastá-los”. Também tantos Santos são perseguidos ou se levanta suspeitas sobre eles. Pensemos em Santa Joana d’Arc, mandada para a fogueira, porque pensavam que fosse uma bruxa, pensem no Beato Rosmini. “Misericórdia eu quero, e não sacrifícios”. E a porta para encontrar Jesus é reconhecer-se como somos, a verdade. Pecadores. E ele vem, e nos encontramos. É tão bonito encontrar Jesus!”

No perdão está todo o Evangelho, todo o Cristianismo

Rádio Vaticano

Qual é a alegria de Deus? Foi o que perguntou o Papa Francisco na manhã de hoje antes de rezar a Oração mariana do Angelus na Praça São Pedro, cheia de fiéis apesar da chuva que caia sobre a Cidade Eterna.

A resposta do Santo Padre foi imediata: “é perdoar, a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a sua ovelha; a alegria de uma mulher que reencontra a sua moeda; é a alegria de um pai que recolhe em casa, o filho que estava perdido, estava morto, e voltou à vida. Aqui está todo o Evangelho, todo o Cristianismo!

O Papa disse isso recordando que na liturgia deste domingo, lemos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a da ovelha perdida, a da moeda perdida, e depois a mais longa de todas as parábolas, típico de Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho “pródigo” e o filho que acredita ser o justo, o santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, da misericórdia de Deus.

“Mas olhem que não é sentimento, não é “ser bonzinho”! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do “câncer” que é o pecado, o mal moral, espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história”.

 

Alegria de Deus é perdoar, diz Papa no Angelus 

“A misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do ‘câncer’ que é o pecado, o mal moral, espiritual”

Da Redação, com Rádio Vaticano

No Angelus deste domingo, 15, o Papa Francisco afirmou que “a alegria de Deus é perdoar”. “É a alegria de um pastor que reencontra a sua ovelha; a alegria de uma mulher que reencontra a sua moeda; é a alegria de um pai que recolhe em casa, o filho que estava perdido, estava morto, e voltou à vida”.

Apesar da chuva desta manhã, a Praça de São Pedro estava cheia de peregrinos que foram a Roma para ouvir o Santo Padre.

Francisco refletiu sobre a liturgia deste domingo, e afirmou que nesta passagem  (cf. Lc 15) está todo o  Evangelho, todo o Cristianismo. O capítulo 15 do Evangelho de São Lucas contém as três parábolas da misericórdia, e que falam da alegria de Deus: a da ovelha perdida, da moeda perdida e a do filho filho pródigo.

“Mas olhem que não é sentimento, não é ‘ser bonzinho’! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do ‘câncer’ que é o pecado, o mal moral, espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história”.

Papa Francisco destacou que Jesus é todo misericórdia, todo amor: é Deus feito homem. E cada um de nós é a ovelha perdida, a moeda perdida, é o filho que desperdiçou sua liberdade seguindo ídolos falsos, ilusões de felicidade, e perdeu tudo. Entretanto, afirmou o Santo Padre, “Deus não se esquece de nós, o Pai nunca nos abandona. Respeita a nossa liberdade, mas permanece sempre fiel. E quando voltarmos a Ele, nos acolhe como filhos, em sua casa, porque ele não pára nunca, nem por um momento, de nos esperar, com amor. E o seu coração está em festa por cada filho que retorna”.

“Qual é o perigo? Que supomos ser justos, e julgamos os outros. Julgamos também Deus, porque pensamos que deveria punir os pecadores, condená-los à morte, em vez de perdoar. Então, sim, corremos o risco de ficar fora da casa do Pai! Como o irmão mais velho da parábola, que, em vez de ficar feliz porque seu irmão voltou, fica com raiva do pai, que o acolheu e faz festa. Se no nosso coração, não há misericórdia, a alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus, mesmo se observamos todos os preceitos, porque é o amor que salva, não só a prática dos preceitos. É o amor a Deus e ao próximo, que realiza todos os mandamentos”.

Em seguida, o Papa Francisco pediu aos fiéis reunidos na Praça São Pedro que rezassem um instante em silêncio por aquela pessoa com a qual se desentenderam. “Vamos pensar naquela pessoa e em silêncio vamos rezar por ela e assim nos tornaremos misericordiosos com ela”.

O Santo Padre disse ainda que se vivermos de acordo com a lei do “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal. “O Maligno é inteligente, e nos ilude que com a nossa justiça humana podemos nos salvar e salvar o mundo. Na realidade, somente a justiça de Deus pode nos salvar! E a justiça de Deus se revelou na Cruz: a Cruz é o julgamento de Deus sobre todos nós e sobre este mundo”.

“Mas como Deus nos julga?”, indagou o Papa, e explicou: “Dando a vida por nós! Eis o ato supremo de justiça que derrotou, uma vez por todas, o Príncipe deste mundo; e esse ato supremo de justiça é também ato supremo de misericórdia. Jesus chama todos a seguirem este caminho: ‘Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6:36)”.

Beatificação na Argentina

Após o Angelus o Papa Francisco recordou que neste sábado, na Argentina, foi proclamado Bem-aventurado José Gabriel Brochero, um sacerdote da diocese de Córdoba, que nasceu em 1840 e faleceu em 1914.

Impulsionado pelo amor de Cristo, dedicou-se inteiramente ao seu rebanho, para conduzir todos ao Reino de Deus com imensa misericórdia e zelo pelas almas. Ele estava com o povo, e procurava levar muitos aos exercícios espirituais. No final da vida, ficou cego e leproso, mas cheio de alegria, da alegria do Bom Pastor!

“Gostaria de unir-me à alegria da Igreja na Argentina pela beatificação deste pastor exemplar, que percorreu incansavelmente com uma mula, os caminhos áridos de sua paróquia, procurando casa por casa, as pessoas a ele confiadas para levá-las a Deus. Peçamos a Cristo, por intercessão do novo Beato, que se multipliquem os sacerdotes que, imitando Brochero, entreguem as suas vidas ao serviço da evangelização, de joelhos diante do Crucifixo, como também testemunhando em todos os lugares o amor e a misericórdia Deus”.

Semana Social dos Católicos italianos

O Papa lembrou ainda que neste domingo, em Turim, norte da Itália se conclui a Semana Social dos católicos italianos, sobre o tema “Família, esperança e futuro para a sociedade italiana.”

“Saúdo todos os participantes e congratulo-me pelo grande compromisso que existe na Igreja na Itália para com as famílias e pelas famílias, e isso é também um forte estímulo para as instituições e para todo o país. Coragem! Continuem neste caminho!”, concluiu o Papa.

Enfim concedeu a todos a sua Benção Apostólica.

A Igreja como família de Deus

Na audiência geral, quarta-feira, 29 de maio  de 2013, André Alves / Da redação

“A Igreja é uma família em que se ama e é amado”, disse o Santo Padre

“Mas é a Igreja que nos leva a Cristo, que nos leva a Deus, a Igreja é a grande família dos filhos de Deus”, ressaltou o Papa Francisco. (FOTO: L’Osservatore Romano)

Na catequese desta quarta-feira, 29, o Papa Francisco iniciou um novo ciclo de ensinamentos. O Pontífice fará, a partir de então, reflexões sobre o mistério da Igreja, explorando algumas expressões contidas nos textos do Concílio Vaticano II, partindo da primeira que trata da Igreja como família de Deus.

Durante a audiência geral, Francisco voltou a citar o Papa emérito Bento XVI, recordando sua afirmação de que a Igreja é obra de Deus, nascida de Seu plano de amor e que se concretiza progressivamente na história. “A Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todo homem à comunhão com Ele, à Sua amizade e a participar como filhos de sua vida divina”, acrescentou o Pontífice.

O Santo Padre também criticou aqueles que dizem crer no Cristo, mas não crêem na Igreja, assim como, aqueles que afirmam: “eu acredito em Deus, mas não nos sacerdotes”. Segundo o Papa, é a Igreja que leva Cristo aos homens e também os leva a Deus, assim, afirmou Francisco, “a Igreja é a grande família dos filhos de Deus”.

No entanto, o Papa também reconheceu os aspectos humanos da Instituição, evidentes naqueles que a compõem – pastores e fiéis. “Há defeitos, imperfeições, pecados e o Papa também os tem e são muitos, mas o belo é que, quando nos damos conta de que somos pecadores, encontramos a misericórdia de Deus, que sempre perdoa. Não se esqueça: Deus sempre perdoa e nos recebe em seu amor de perdão e misericórdia”.

Enfatizando o tema central da audiência, o Papa destacou que a Igreja é uma família na qual se ama e se é amado. “Na família de Deus, na Igreja, a seiva vital é o amor de Deus que se constitui em amá-Lo e amar os outros, todos, sem distinção e medida.”

Diante disso, Francisco questionou os católicos a cerca do amor que se tem pela Igreja e como os mesmos estão cuidando desta Instituição que, segundo Francisco, é uma obra de inspiração de divina, gerada no coração de Deus.

“Nos perguntemos hoje: quanto amo a Igreja? Rezo por ela? Eu me sinto parte da família da Igreja? O que faço para que seja uma comunidade onde todos se sintam acolhidos e compreendidos, sintam a misericórdia e o amor de Deus que renova a vida?”, interrogou.

O Papa encerrou a catequese pedindo a Deus que, especialmente neste Ano da Fé, as comunidades católicas e toda a Igreja sejam cada vez mais verdadeiras famílias que vivam e levem o calor de Deus ao mundo.

 

Catequese
Praça de São Pedro, Vaticano
Quarta-feira, 29 de maio de 2013

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quarta-feira passada eu abordei o vínculo profundo entre o Espírito Santo e a Igreja. Hoje gostaria de começar algumas reflexões sobre o mistério da Igreja, mistério que todos nós vivemos e do qual fazemos parte. Quero utilizar expressões contidas nos textos do Concílio Vaticano II.

Hoje, a primeira: a Igreja como Família de Deus.

Nos últimos meses, mais de uma vez eu fiz referência à Parábola do Filho Pródigo, ou melhor, do Pai Misericordioso (cf. Lc 15:11-32). O filho mais novo deixa a casa do pai, desperdiça tudo e decide voltar porque percebe que cometeu um erro, mas já não é considerado digno de ser filho e pensa em poder ser recebido de volta como servo. Mas o pai corre ao seu encontro e o abraça, lhe restitui de volta sua dignidade de filho e faz festa. Esta parábola, como outras no Evangelho, mostra bem o desígnio de Deus para a humanidade.

Qual é este plano de Deus? É fazer de todos nós uma única família de filhos, em que cada um se sinta próximo e amado por Ele, como na parábola do Evangelho, sinta o calor de ser família de Deus. Neste grande projeto, encontra sua raiz na Igreja, que não é uma organização fundada por pessoas, mas – como nos recordou tantas vezes o Papa Bento XVI – é obra de Deus, nasceu exatamente deste plano de amor que se concretiza progressivamente na história. A Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todo homem à comunhão com Ele, à Sua amizade e a participar como filhos de sua vida divina. A própria palavra “Igreja”, do grego ekklesia, significa “convocação”: Deus nos chama, nos impulsiona a sair do individualismo, da tendência de nos fechar em nós mesmos e nos chama a fazer parte de sua família. E este chamado tem origem na própria criação. Deus nos criou para que vivêssemos em uma relação de profunda amizade com Ele e até mesmo quando o pecado quebrou esta relação com Deus, com os outros e com a criação, Deus não nos abandonou. Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, oferece-lhe seu amor, o acolhe. Ele chamou Abraão para ser o pai de uma multidão, escolheu o povo de Israel para firmar uma aliança que abraçasse todas as nações e enviou, na plenitude dos tempos, seu Filho, para que seu plano de amor e salvação fosse realizado em uma nova e eterna aliança com toda a humanidade. Quando lemos os Evangelhos, vemos que Jesus reúne em torno de si uma pequena comunidade que acolhe a sua palavra, segue-o, compartilha sua jornada, se torna Sua família e com esta comunidade Ele prepara e constrói Sua Igreja.

Onde nasce a Igreja, então? Nasce do supremo ato de amor na Cruz, do lado trespassado de Jesus, de onde jorram sangue e água, símbolo dos sacramentos da Eucaristia e do Batismo. Na família de Deus, na Igreja, a seiva vital é o amor de Deus que se constitui em amá-Lo e amar os outros, todos, sem distinção e medida. A Igreja é uma família em que se ama e é amado.

Quando se manifesta a Igreja? Celebramos esse momento há dois domingos. Se manifesta quando o dom do Espírito Santo enche o coração dos Apóstolos e os impele a sair e começar o caminho para anunciar o Evangelho, espalhar o amor de Deus.

Mesmo hoje em dia, alguém diz: “Cristo sim, a Igreja não”. Como aqueles que dizem “eu acredito em Deus, mas não nos sacerdotes”. Mas é a Igreja que nos leva a Cristo, que nos leva a Deus, a Igreja é a grande família dos filhos de Deus. Claro que há também aspectos humanos, naqueles que a compõem, pastores e fiéis, há defeitos, imperfeições, pecados e o Papa também os tem e são muitos, mas o belo é que, quando nos damos conta de que somos pecadores, encontramos a misericórdia de Deus, que sempre perdoa. Não se esqueça: Deus sempre perdoa e nos recebe em seu amor de perdão e misericórdia. Alguns dizem que o pecado é uma ofensa a Deus, mas também uma oportunidade de humilhação para perceber que não há nada mais belo: a misericórdia de Deus. Pensemos nisso.

Nos perguntemos hoje: quanto amo a Igreja? Rezo por ela? Eu me sinto parte da família da Igreja? O que faço para que seja uma comunidade onde todos se sintam acolhidos e compreendidos, sintam a misericórdia e o amor de Deus que renova a vida? A fé é um dom e um ato que nos afeta pessoalmente, mas Deus nos chama a viver a nossa fé juntos, como família, como Igreja.

Peçamos ao Senhor, de maneira especial neste Ano da Fé, que as nossas comunidades, toda a Igreja, sejam cada vez mais verdadeiras famílias que vivem e levam o calor de Deus.

20 conselhos do Papa Francisco aos recém-casados

Regra de Ouro
http://formacao.cancaonova.com/relacionamento/casamento/20-conselhos-do-papa-francisco-aos-recem-casados/

Momento especial para os recém-casados receber os conselhos do Santo Padre
Ao final das audiências gerais, já se tornou costume a saudação do Papa a casais recém-casados. Um momento muito especial para essas pessoas que iniciam uma vida a dois receber a benção do Santo Padre. Em primeiro lugar, Francisco elogia a coragem dos jovens por terem escolhido o matrimônio porque, segundo o Papa, casar “requer muita coragem”. Ao longo do ciclo de catequeses direcionadas às famílias, selecionei 20 conselhos aos novos casais:

Conselhos
1. Façam a experiência do amor gratuito como é o amor de Deus pela humanidade.
2. A mansidão dos santos indique a vocês o estilo das relações entre os cônjuges na família.
3. A fortaleza da santidade até o martírio aponte os valores que verdadeiramente valem a pena na vida familiar.
4. Amem a vida que é sempre sagrada, apesar de marcada por fragilidade e doenças.
5. As obras de misericórdia ajudem vocês a viverem a existência conjugal abrindo-a à necessidade dos irmãos.
6. Encontrem na aliança que, Cristo assumiu com Sua Igreja a preço de Seu Sangue, a base a do pacto conjugal de vocês.
7. Construam sua família sobre o mesmo amor que uniu José à Virgem Maria.
8. Desejo de coração que vocês cresçam na generosa disponibilidade em relação ao Senhor, seguindo o exemplo da Virgem Santa.
9. Coloquem Deus no centro para que sua história conjugal tenha mais amor e mais felicidade.
10. Vivam o matrimônio em concreta adesão a Cristo e aos ensinamentos do Evangelho.
11. Vivam o seu amor imitando o amor misericordioso de Jesus.

Virgem Maria
12. Aprendam da Virgem Maria a conceder espaço à escuta da Palavra de Deus e à prática da caridade, vivendo com alegria a pertença à Igreja, à família dos discípulos do Cristo Ressuscitado.
13. A cruz cotidiana seja a referência de vocês para que a vida familiar seja uma lareira de oração e recíproca compreensão.
14. Aprendam a cultivar a devoção à Mãe de Deus pedindo-a para que não falta nunca na casa de vocês o amor e o respeito recíproco.
15. O amor à Eucaristia nutrido pelos santos estimule vocês a fundar a família sobre o amor de Deus.
16. O apostolado dos santos nas periferias convide vocês a ajudar os mais frágeis e necessitados da família.
17. A Devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Coração Imaculado de Maria sustente vocês no caminho conjugal e na educação com amor dos filhos que o Senhor quiser lhes dar.
18. No caminho que vocês assumiram, busquem a Eucaristia para que nutridos de Cristo sejam famílias cristãs tocadas pelo amor do Coração de Jesus.

Santa Mônica
19. Confiemos à intercessão de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, os recém-casados e os pais cristãos para que como Mônica, acompanhem com o exemplo e com a oração o caminho dos filhos.
20. Santa Maria seja o modelo no caminho conjugal de dedicação e fidelidade.

Rodrigo Luiz dos Santos é Missionário, cursou Filosofia e é Jornalista. Atualmente, apresenta o programa ‘Manhã Viva’ na TV Canção Nova e é chefe de reportagem da Central de Jornalismo na mesma emissora. Rodrigo Luiz é casado com Adelita Stoebel, também missionária da Canção Nova, e pai de Tobias.

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