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No Dia dos Namorados, surpreenda seu eterno amor

Criatividade

O Dia dos Namorados está chegando e parece que paira no ar um clima de coraçõezinhos e frases de amor. É a força do romantismo que invade as nossas conversas, invade o comércio e, principalmente, o ânimo das pessoas. Todos nós, em qualquer estado de vida, ficamos mais sensíveis neste tempo.

Para quem está namorando, é ótimo, pois tudo é propício aos casais! Já quem não namora pode escolher entre reclamar ou sonhar.

Existe, no entanto, uma outra turma: a dos casados. Estes já colheram os bons frutos que o namoro lhes trouxe. E como não há um dia especial para eles, talvez se vejam, neste dia 12 de junho, excluídos da atmosfera de amor.

Contudo, os gestos próprios do namoro como o beijo apaixonado, as mãos dadas, as juras de amor, as palavras doces e os abraços calorosos, também um jantar à luz de velas, os presentes e as surpresas caprichadas não são exclusivos aos namorados. O casal unido pelo matrimônio também pode usar e abusar de tais iniciativas neste dia.

Existe até um dito popular que os motiva: “O casamento é um eterno namoro”.

Como podem, então, os casados, neste Dia dos Namorados, surpreender sua (seu) eterna (o) namorada (o)?

Aí vão algumas dicas:

– Seja romântico: Que os compromissos e as responsabilidades do cotidiano da vida de casados não faça morrer o romantismo. Não se deixe levar pela avalanche de obrigações que você tem; afinal, seus afazeres servem para manter sua família, não o contrário.

Reserve um tempo para vocês! Fale mansinho ao pé do ouvido, use aquele perfume ou roupa que ela (e) gosta, repita um gesto do namoro, que tanto os marcou.

– Seja criativo: Faça algo pela primeira vez ou de forma diferente. O Espírito Santo é dinâmico e criativo. Peça Seu auxílio e mãos à obra.

– Relembre o começo do namoro: A dúvida, as investidas para a conquista, a espera, os encontros ou desencontros de antes do namoro e até as “gafes” são um ótimo assunto para esse dia. Quando fazemos memória do quanto um se sacrificou e lutou para estar perto do outro, sentimos, de novo e com mais ardor, a importância que temos um para o outro.

– Presenteie: Você conhece seu cônjuge e sabe do que ela (e) gosta e como melhor agradá-la (o). Associe ao presente material um gesto ou algo que diga da entrega da sua pessoa a ela (e).

– Comprometam-se a, de vez em quando, saírem sozinhos (sem os filhos). Todo casal precisa de um tempo a sós. Cultive o hábito de ser romântico mais vezes. Não precisa gastar muito. Sair para tomar um sorvete já ajuda os dois a terem esse momento para falarem de si. Enfim, não queiram perder nada que o amor esponsal lhes oferece.

Se namorar é bom, casar-se é melhor ainda, pois é no matrimônio que realizamos a nossa vocação e encontramos o sentido desse chamado.

Deus o abençoe! Feliz dia dos “Eternos Namorados”!

Sandro Ap. Arquejada

Santo Evangelho (Mc 9, 41-50)

7ª Semana Comum – Quinta-feira 24/05/2018

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Eclo 5,1-10)
Leitura do Livro do Eclesiástico.

1Não confies nas tuas riquezas e não digas: “Basta-me viver!” 2Não deixes que tua força te leve a seguir as paixões do coração. 3Não digas: “Quem terá poder sobre mim?” ou: “Quem me fará prestar contas das minhas ações?”, pois o Senhor, com certeza, te castigará. 4Não digas: “Pequei, e que de mal me aconteceu?”, pois o Altíssimo é paciente. 5Não percas o temor por causa do perdão, cometendo pecado sobre pecado. 6Não digas: “A misericórdia do Senhor é grande, ele me perdoará a multidão dos meus pecados!”, 7pois dele procedem misericórdia e cólera, e sua ira se abate sobre os pecadores. 8Não demores em voltar para o Senhor, e não adies de um dia para outro, 9pois a sua cólera vem de repente e, no dia do castigo, serás aniquilado. 10Não te apoies em riquezas injustas, pois elas de nada te valerão no dia da desgraça.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 1)

— É feliz quem a Deus se confia!
— É feliz quem a Deus se confia!

— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

— Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

ANO PAR

Primeira Leitura (Tg 5,1-6)
Leitura da Carta de São Tiago.

1E agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós. 2Vossa riqueza está apodrecendo, e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. 3Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e a ferrugem deles vai servir de testemunho contra vós e devorar vossas carnes, como fogo! Amontoastes tesouros nos últimos dias. 4Vede: o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, que vós deixastes de pagar, está gritando, e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso. 5Vós vivestes luxuosamente na terra, entregues à boa vida, cevando os vossos corações para o dia da matança. 6Condenastes o justo e o assassinastes; ele não resiste a vós.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 48)

— Felizes os humildes de espírito porque deles é o Reino dos Céus!
— Felizes os humildes de espírito porque deles é o Reino dos Céus!

— Este é o fim do que espera estultamente, o fim daqueles que se alegram com sua sorte; são um rebanho recolhido ao cemitério, e a própria morte é o pastor que os apascenta.

— São empurrados e deslizam para o abismo. Logo seu corpo e seu semblante se desfazem, e entre os mortos fixarão sua morada. Deus, porém, me salvará das mãos da morte e junto a si me tomará em suas mãos.

— Não te inquietes, quando um homem fica rico e aumenta a opulência de sua casa; pois ao morrer não levará nada consigo, nem seu prestígio poderá acompanhá-lo.

— Felicitava-se a si mesmo enquanto vivo: “Todos te aplaudem, tudo bem, isto que é vida!” Mas vai-se ele para junto de seus pais, que nunca mais e nunca mais verão a luz!

 

Evangelho (Mc 9,41-50)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 41Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. 42E se alguém escandalizar um desses pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. 43Se tua mão te leva a pecar, corta-a! 44É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. 45Se teu pé te leva a pecar, corta-o! 46É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. 47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”. 49Pois todos hão de ser salgados pelo fogo. 50Coisa boa é o sal. Mas se o sal se tornar insosso, com que lhe restituireis o tempero? Tende, pois, sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Vicente de Lérins, um grande pensador, teólogo e místico

São Vicente de Lérins, foi um homem doutorado na graça e defensor da verdade

Nascido no norte da França, São Vicente de Lérins, viveu sua juventude em busca das vaidades do mundo e tornou-se militar.

Vicente ao encontrar-se com Deus e se converter, foi se tornando cada vez mais obediente à Palavra do Senhor. Amou a Palavra de Deus.

Entrou para a vida monástica, tornando-se um exemplo de monge. Aprofundou-se nos mistérios de Deus, tornando-se um grande pensador, teólogo e místico. Combateu muitas heresias no século V. Eleito Abade, o Mosteiro de Lérins tornou-se um lugar de forte formação para santos e bispos da Igreja.

São Vicente foi um homem doutorado na graça, defensor da verdade e que se consumiu pelo Evangelho.

São Vicente de Lérins, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 21, 15-19)

7ª Semana da Páscoa – Sexta-feira 18/05/2018

Primeira Leitura (At 25, 13b-21)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 13bo rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram cumprimentar Festo. 14Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: “Está aqui um homem que Félix deixou como prisioneiro. 15Quando eu estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. 16Mas eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação. 17Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem. 18Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar. 19Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo. 20Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá. 21Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do Augusto Imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 102)

— O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.
— O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

— Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

— O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, e abrange o mundo inteiro seu reinado. Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, valorosos que cumpris as suas ordens.

 

Evangelho (Jo 21, 15-19)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo …+ segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Jesus manifestou-se aos seus discípulos 15e, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. 16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São João I – eleito o sucessor de Pedro

São João I, viveu uma vida de oração, oferecendo e sempre buscando ser dócil à vontade de Deus

O santo de hoje governou a Igreja por apenas dois anos e meio. Foi eleito Papa em 523. Nasceu na Toscana, Florência, no século V. De Florência foi para Roma e tornou-se um sacerdote, um presbítero cardeal. Com a morte do Papa, ele foi eleito o sucessor de Pedro.

Marcou a Igreja com muitos trabalhos pastorais, foi o precursor do canto gregoriano e da restauração de muitas igrejas, mas o objetivo dele como Papa, foi de confirmar a fé dos irmãos; sem dúvida nenhuma, era o serviço da salvação das almas.

Papa João I viveu num tempo e contexto político-religioso complexo. Quem reinava na Itália era Teodorico, um cristão ariano, ou seja, não era fiel à doutrina católica, mas se dizia cristão. Por outro lado, existia um conflito entre Teodorico e Justino; e os dois imperadores se chocavam. No meio deste contexto complexo, a vítima foi o Papa João I, que foi forçado por Teodorico a uma missão. Nunca um Papa tinha saído da Itália; ele foi o primeiro.

A missão não agradou, porque Teodorico queria que o Papa fosse o porta-voz de uma mensagem ariana, por interesses econômicos e políticos. Mas o que podemos perceber é que este homem santo, autoridade máxima da Igreja de Cristo, não perdeu sua paz, não perdeu sua obediência a Deus. Tornou-se santo em meio aos conflitos.

Ele viveu uma vida de oração, uma vida penitencial, oferecendo e sempre buscando ser dócil à vontade de Deus. Papa João I, por causa do ódio de Teodorico, foi aprisionado para morrer de fome e de sede. Foi mártir.

Hoje, podemos recordar este Pastor da Igreja como o pastor que, a exemplo de Cristo, deu a vida pelo rebanho.

São João I, rogai por nós!

3º Domingo da Páscoa – Ano B

Evangelho segundo São Lucas 24, 35-48
E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão. Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito. Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.» Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» Deram-lhe um bocado de peixe assado; e, tomando-o, comeu diante deles. Depois, disse-lhes: «Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos.» Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia; que havia de ser anunciada, em seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas.

 

Por Pe. Fernando José Cardoso

Neste terceiro domingo da Páscoa, Lucas tem duas mensagens importantíssimas a transmitir ao povo de Deus, que você faz parte também. Em primeiro lugar, Lucas mais que outros Evangelistas, insiste na corporeidade de Jesus Ressuscitado: “Tocai-me, vede, um fantasma não tem carne nem ossos como estais vendo que Eu tenho e tendes algo a comer?”. E come um peixe assado na frente de todos eles. O corpo de Jesus possui certas semelhanças ao corpo terrestre, é o mesmo Jesus, porém num outro estado, ao mesmo tempo o corpo possui propriedades novas, ele pode aparecer e desaparecer, ele pode tornar-se visível e também as mais das vezes nas nossas comunidades e diante de cada um de nós presente, porém invisível. Lucas tocava os limites da linguagem, como Paulo também ao falar de um corpo espiritual. Parece uma contradição, como pode um corpo ser espiritual, ou como poderia um espírito ser corpo, Paulo está no limite da linguagem. O nosso linguajar é um linguajar deste mundo, deste universo e nós não sabemos nos exprimir a respeito de realidades que fogem este universo; realidades que o superam, realidades que o transcendem como é o corpo de Jesus ressuscitado. Porém, Lucas falando a um auditório grego e escrevendo a pessoas que poderiam possuir uma cultura grega, platônica, para quem o que vale é a alma e não o corpo insiste na corporeidade. Jesus ressuscitado não é uma simples alma que sobrevive após a morte. A ressurreição é mais do que a imortalidade da alma, esta é a sua primeira mensagem. A segunda mensagem que o Jesus Lucano nos transmite neste terceiro domingo da Páscoa é esta: “Abriu-lhes então o entendimento para que compreendessem as escrituras, o que d’Ele estava escrito na Torá, isto é na lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”. Os primeiros cristãos buscaram logo uma antologia de textos, escolhidos do Antigo Testamento, que pudessem fazê-los compreender melhor o que se passava na plenitude dos tempos com Jesus morto e ressuscitado. Sem o auxilio das Escrituras, sem o auxilio do Antigo Testamento, a ressurreição de Jesus seria um simples prodígio, um simples milagre de Deus, mas sem nenhuma conexão, sem nenhuma preparação remota na história da salvação. É exatamente esta antologia de textos que de maneira velada, mas suficiente, já os antecipavam, que possibilitou a primeira geração cristã, e nós também conhecermos o plano de Deus e inserir a ressurreição de Jesus dentro deste plano na plenitude da história. Hoje você tem os dois Testamentos. E como diz Santo Agostinho: o Novo se esconde no Antigo, o Antigo se aclara no Novo. Leve a sério a Palavra de Deus, leve a sério a Sagrada e Escritura, a Antiga e o Novo Testamento, e repita a experiência da primeira comunidade cristã, lá buscando os traços antecipados de Jesus.

 

«Sou Eu mesmo. Tocai-me»
São Gregório Magno (c. 540-604), papa e Doutor da Igreja
Homilias sobre os Evangelhos, n°26; PL 76,1197 (trad. Barroux rev.; cf. Delhougne, p. 204).

Como é que o corpo do Senhor, uma vez ressuscitado, continuou a ser um corpo verdadeiro, podendo, ao mesmo tempo, entrar no local onde os discípulos se encontravam, apesar de as portas estarem fechadas? Devemos estar cientes de que a ação divina não teria nada de admirável se a razão humana a pudesse compreender e que a fé não teria mérito se o intelecto lhe fornecesse provas experimentais. Sendo, por si mesmas, incompreensíveis, tais obras do nosso Redentor devem ser meditadas à luz das outras ações do Senhor, de tal forma que sejamos levados a acreditar nestes Seus feitos maravilhosos por força daqueles que ainda o são mais. Porque o corpo do Senhor, que se juntou aos discípulos não obstante estarem as portas fechadas, é o mesmo que a Natividade tornou visível aos homens, ao sair do seio fechado da Virgem. Por isso, não vale a pena ficarmos admirados de que o nosso Redentor, após ressuscitado para a vida eterna, tenha entrado, estando embora as portas fechadas, porque, tendo vindo ao mundo para morrer, saiu do seio da Virgem, sem o abrir. E, como a fé daqueles que O viam permanecia hesitante, o Senhor fê-los tocar essa carne que Ele fizera atravessar portas fechadas […]. Ora, aquilo que podemos tocar é necessariamente corruptível, e o que não é corruptível é intocável. Porém, após a Sua ressurreição, o nosso Redentor deu-nos a possibilidade de ver, de uma forma maravilhosa e incompreensível, um corpo, a um tempo, incorruptível e palpável. Mostrando-o incorruptível, convidava-nos à recompensa; dando-o a tocar, confirmava-nos na fé. Assim, fez com que O víssemos tão incorruptível como palpável, para manifestar, firmemente, que o Seu corpo ressuscitado continuava a ter a mesma natureza mas tinha sido elevado a uma glória absolutamente diferente.

 

III Domingo de Páscoa – B
Atos 3, 13-15. 17-19; I João 2, 1-5a; Lucas 24, 35-48
Em verdade ressuscitou!

O Evangelho permite-nos assistir a uma das muitas aparições do Ressuscitado. Os discípulos de Emaús acabam de chegar cansados a Jerusalém e estão relatando o que lhes ocorreu no caminho, quando Jesus em pessoa aparece no meio deles: «A paz esteja convosco». Em um primeiro momento, medo, como se vissem um fantasma; depois, estupor, incredulidade, finalmente alegria. E mais, incredulidade e alegria por sua vez: «Por causa da alegria, não podiam acreditar ainda, assustados». A deles é uma incredulidade de todo especial. É a atitude de quem já crê (senão não haveria alegria), mas não se sabe dar conta. Como quem diz: muito belo para ser certo! Podemos chamá-la, paradoxalmente, de uma fé incrédula. Para convencer-lhes, Jesus lhes pede algo de comer, porque não há nada como comer algo juntos que conforte e crie comunhão. Tudo isto nos diz algo importante sobre a ressurreição. Este não é só um grande milagre, um argumento ou uma prova a favor da verdade de Cristo. É mais. É um mundo novo no qual se entra com a fé acompanhada de estupor e alegria. A ressurreição de Cristo é a «nova criação». Não se trata só de crer que Jesus ressuscitou, trata-se de conhecer e experimentar «o poder da ressurreição» (Filipenses 3, 10). Esta dimensão mais profunda da Páscoa é particularmente sentida por nossos irmãos ortodoxos. Para eles, a ressurreição de Cristo é tudo. No tempo pascal, quando encontram alguém, saúdam-no, dizendo: «Cristo ressuscitou!», e o outro responde: «Em verdade ressuscitou!». Este costume está tão enraizado no povo que se conta esta anedota ocorrida no começo da revolução bolchevique. Havia-se organizado um debate público sobre a ressurreição de Cristo. Primeiro havia falado o ateu, demolindo para sempre, em sua opinião, a fé dos cristãos na ressurreição. Ao baixar, subiu ao palanque o sacerdote ortodoxo, que devia falar em defesa. O humilde padre olhou a multidão e disse simplesmente: «Cristo ressuscitou!». Todos responderam em coro, antes ainda de pensar: «Em verdade ressuscitou!». E o sacerdote desceu em silêncio do palanque. Conhecemos bem como é representada a ressurreição na tradição ocidental, por exemplo, em Piero della Francesca. Jesus que sai do sepulcro erguendo a cruz como um estandarte de vitória. O rosto inspira uma extraordinária confiança e segurança. Mas sua vitória é sobre seus inimigos exteriores, terrenos. As autoridades haviam posto selos em seu sepulcro e guardas para vigiar, e eis aqui as trancas rompem-se e os guardas dormem. Os homens estão presentes a sós como testemunhas inertes e passivas; não tomam parte verdadeiramente na ressurreição. Na imagem oriental, a cena é totalmente diferente. Não se desenvolve a céu aberto, mas sob a terra. Jesus, na ressurreição, não sai, mas desce. Com extraordinária energia toma da mão a Adão e Eva, que esperam no reino dos mortos, e os arrasta consigo para a vida e a ressurreição. Detrás dos dois pais, uma multidão incontável de homens e mulheres que esperam a redenção. Jesus pisoteia as portas dos infernos que acaba de desencaixar e quebrar Ele mesmo. A vitória de Cristo não é tanto sobre os inimigos visíveis, mas sobre os invisíveis, que são os mais tremendos: a morte, as trevas, a angústia, o demônio. Nós estamos envolvidos nesta representação. A ressurreição de Cristo é também nossa ressurreição. Cada homem que olha é convidado a identificar-se com Adão, cada mulher com Eva, e a estender sua mão para deixar-se aferrar e arrastar por Cristo fora do sepulcro. É este o novo e universal êxodo pascal. Deus veio «com braço poderoso e mão estendida» para libertar seu povo de uma escravidão muito mais dura e universal que a do Egito.

 

O terceiro domingo da Páscoa é ainda um domingo de aparições. No ciclo B, neste domingo, toma-se como perícope evangélica a narração de São Lucas sobre a aparição aos Apóstolos. É o único texto que não é de São João em toda Cinquentena Pascal, com exceção do dia da Ascensão. A semelhança da narração de São Lucas com a narração de São João (proclamada no domingo passado) pode originar o perigo da repetição. Então, seria melhor destacar na homilia aquilo que não se fez referência com o texto de São João. Para tal, ajudar-nos-ão as outras leituras. A 1ª Leitura é um fragmento do discurso de Pedro depois de um paralítico ter sido curado. Neste texto, encontramos três afirmações relacionadas com a morte e a ressurreição de Jesus: a) os Apóstolos são testemunhas do que anunciam; b) com as ações dos perseguidores, foram cumpridas as Escrituras; c) toda a humanidade é convidada ao arrependimento e à conversão. A 2ª Leitura apresenta-nos Jesus Cristo Ressuscitado como o “Defensor” dos pecadores junto do Pai. Isto não é motivo para continuar a pecar, mas para corresponder com amor e fidelidade à Palavra de Jesus Cristo. Tendo em conta as leituras, a “temática” da homilia poderia recair na segunda parte da narração: a) o cumprimento das Escrituras no mistério pascal de Cristo; b) a missão da Igreja de pregar em todo o mundo a conversão e o perdão dos pecados; c) a missão dos Apóstolos, como testemunhas da ressurreição. Este domingo é uma boa ocasião para salientar a força da assembléia dominical como experiência e ponto de partida para a missão da Igreja. A Liturgia da Palavra fala-nos sempre do mistério de Cristo. E a pregação deverá ser feita de tal modo que faça ver como as Escrituras nos orientam sempre para Cristo. O mistério de Cristo é “para nós, homens, e para a nossa salvação”. Por isso, o arrependimento e o perdão dos pecados são elementos intrínsecos à mensagem evangélica. Aos membros da assembléia dominical pede-se uma atitude de conversão, de confissão e de arrependimento dos pecados (um retorno batismal). Os Apóstolos são enviados como testemunhas desta realidade. É isto que tem feito a Igreja, através dos tempos com a pregação e a celebração dos sacramentos. O perdão dos pecados (no batismo e na penitência) é o fruto da Páscoa de Cristo. É interessante salientar as referências que se fazem nas orações eucológicas (orações do Missal Romano) do tempo pascal a esta ação da Igreja no mundo. O texto litúrgico é uma pauta para modelar as nossas ações e para fazer surgir uma participação que esteja em harmonia com o que se diz na liturgia: “Mens concordet voci”, “que o nosso interior e o nosso espírito estejam em sintonia com o que dizemos”. Nas orações deste domingo, pedimos: “Exulte sempre o vosso povo, Senhor, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória da adoção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna” (Coleta); na Oração sobre as Oferendas, rezamos: “Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa. Vós que lhe destes tão grande felicidade, fazei-a tomar parte na alegria eterna. Na Oração Depois da Comunhão, pede-se para que o povo fiel, como fruto da comunhão eucarística, alcance também “a gloriosa ressurreição da carne”. Também podemos aqui fazer referência à frase que se repete nos Prefácios Pascais: “na plenitude da alegria pascal, exultam os homens por toda a terra”. Não se trata de uma alegria “fabricada”, mas de pedir ao Senhor a alegria (contemplação e gratidão) dos Apóstolos. Os primeiros cristãos de Jerusalém também sentiam esta alegria, quando “celebravam a fração do pão”. Procuremos celebrar assim também.

Santo Evangelho (Lc 24, 35-48)

Oitava da Páscoa – Quinta-feira 05/04/2018

Primeira Leitura (At 3,11-26)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 11como o paralítico não deixava mais Pedro e João, todo o povo, assombrado, foi correndo para junto deles, no chamado “Pórtico de Salomão”. 12Ao ver isso, Pedro dirigiu-se ao povo: “Israelitas, por que vos es­pantais com o que aconteceu? Por que ficais olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar com nosso próprio poder ou piedade? 13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entre­gastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16Graças à fé no nome de Jesus, este Nome acaba de fortalecer este homem que vedes e reconheceis. A fé que vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde na presença de todos vós. 17E agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes. 18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados. 20Assim podereis alcançar o tempo do repouso que vem do Senhor. E ele enviará Jesus, o Cristo, que vos foi destinado. 21No entanto, é necessário que o céu o receba, até que se cumpra o tempo da restauração de todas as coisas, conforme disse Deus, nos tempos passados, pela boca de seus santos profetas. 22Com efeito, Moisés afirmou: ‘O Senhor Deus fará surgir, entre vós irmãos, um profeta como eu. Escutai tudo o que ele vos disser. 23Quem não der ouvidos a esse profeta, será eliminado do meio do povo’. 24E todos os profetas que falaram, desde Samuel e seus sucessores, também eles anunciaram estes dias. 25Vós sois filhos dos profetas e da aliança, que Deus fez com vossos pais, quando disse a Abraão: ‘Através da tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra’. 26Após ter ressuscitado o seu servo, Deus o enviou em primeiro lugar a vós, para vos abençoar, na medida em que cada um se converta de suas maldades”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 8)

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:

— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

 

Evangelho (Lc 24,35-48)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava con­vosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Vicente Ferrer, homem de penitência, verdade e esperança

São Vicente Ferrer, pregava sobre a segunda vinda de Jesus

Nascido na Espanha em 1350, viveu em tempos difíceis pois, por influência política, havia um cisma na Igreja do Ocidente: por Cardeais foi declarada inválida a eleição de Urbano VI como Papa, e foi escolhido Roberto de Genebra que tomou o nome de Clemente VII. As coroas ibéricas procuraram manter-se neutras entre os dois Papas, mas o de Avinhão esforçou-se por conquistar a obediência delas e mandou como seu legado o Cardeal Pedro de Luna. Este procurou o apoio de Vicente, que lho deu em boa fé e escreveu um tratado sobre o cisma.

São Vicente acompanhou o mesmo legado nalgumas viagens por esses reinos, regressando depois ao ensino e à pregação em Valência. Pouco depois, volta Pedro de Luna a Avinhão e sucede a Clemente VII como Papa, tomando o nome de Bento XIII. E é reclamada a presença de Vicente em Avinhão, onde passa uns anos.

São Vicente Ferrer foi um santo religioso dominicano, grande pregador e fiel ao carisma. Ele pregava sobre a segunda vinda de Jesus, o Juízo Final, mas de uma maneira que provocava uma conversão nas pessoas. Sua pregação, Deus a confirmava com sinais, milagres e conversões.

Um homem de penitência, da verdade, da esperança, que semeava a unidade e essa expectativa do Senhor que voltará.

Vicente pôde contribuir para a eleição do Papa e pôde deixar bem claro, pela sua vida, que a Palavra de Deus precisa ser anunciada com o espírito e com uma vida a serviço da verdade e da Igreja.

São Vicente Ferrer, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 7, 40-53)

4ª Semana da Quaresma – Sábado 17/03/2018

Primeira Leitura (Jr 11,18-20)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

18Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. 19Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício, e não sabia que tramavam contra mim: “Vamos cortar a árvore em toda a sua força, eli­miná-lo do mundo dos vivos, para seu nome não ser mais lembrado”. 20E tu, Senhor dos exércitos, que julgas com justiça e perscrutas os afetos do coração, concede que eu veja a vingança que tomarás contra eles, pois eu te confiei a minha causa.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 7)

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.
— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio: vinde salvar-me do inimigo, libertai-me! Não aconteça que agarrem minha vida como um leão que despedaça a sua presa, sem que ninguém venha salvar-me e libertar-me!

— Julgai-me, Senhor Deus, como eu mereço e segundo a inocência que há em mim! Ponde um fim à iniquidade dos perversos, e confir­mai o vosso justo, ó Deus-Justiça, vós que sondais os nossos rins e corações.

— O Deus vivo é um escudo protetor, e salva aqueles que têm reto coração. Deus é juiz, e ele julga com justiça, mas é um Deus que ameaça cada dia.

 

Evangelho (Jo 7,40-53)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 40ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta”. 41Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia? 42Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?” 43Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” 46Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”. 47Então os fari­seus disseram-lhes: “Também vós vos dei­xastes enganar? 48Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!” 50Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51“Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?” 52Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. 53E cada um voltou para sua casa.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Patrício, sacerdote missionário

São Patrício salvou muitas almas através de seu testemunho de santidade

O santo de hoje nasceu na Grã-Bretanha, no ano 380. Oração, penitência, uma vida de entrega a Deus que foi capacitando São Patrício a responder em Cristo diante das tribulações da vida.

Aos 16 anos foi capturado e preso por piratas irlandeses. No perdão, na oração e na atenção de encontrar um espaço para a fuga, conseguiu fugir para a França, onde continuou seu discernimento na busca da vontade de Deus.

Tornou-se sacerdote missionário, evangelizando na Inglaterra e na Irlanda. Já como bispo, salvou muitas almas através de seu testemunho de santidade, a ponto de tornar a antiga Irlanda toda católica, do empregado ao rei.

A historia da Irlanda ficou marcada com a contribuição de São Patrício, que através da construção que fez de diversos mosteiros, deixou nesse lugar a fama de “ilha dos mosteiros”.

Faleceu com cerca de 80 anos.

São Patrício, rogai por nós!

Papa fala da Liturgia da Palavra: ouvir e acolher a Palavra de Deus

Quarta-feira, 31 de janeiro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa explicou o itinerário da Palavra de Deus: do ouvido passa ao coração e depois às mãos, ou seja, à prática na vida cotidiana

A Liturgia da Palavra, uma das partes da Santa Missa, foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 31. Seguindo no ciclo de reflexões sobre a Missa, hoje Francisco destacou a importância de se alimentar regularmente da Palavra de Deus para seguir nesta peregrinação terrena.

Francisco comentou que tantas vezes, enquanto a Palavra é proclamada na Missa, as pessoas reparam nas outras e fazem comentários diversos, o que não deve ser feito, uma vez que assim não se ouve a Palavra de Deus. “Quando se lê a Palavra de Deus na Bíblia – a primeira Leitura, a segunda, o Salmo Responsorial e o Evangelho – devemos ouvir, abrir o coração, porque é o próprio Deus que nos fala, e não pensar em outras coisas ou falar de outras coisas”, disse.

Segundo o Papa, na Liturgia da Palavra as páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para se tornar palavra viva, pronunciada por Deus. “É Deus que, por meio da pessoa que lê, nos fala e interpela a nós que escutamos com fé”. Mas é preciso também abrir o coração para receber a palavra, ressaltou o Papa. “Deus fala e nós nos colocamos à escuta, para depois colocar em prática o que ouvimos. É muito importante ouvir”.

O Santo Padre destacou que às vezes as pessoas podem não entender bem porque algumas leituras são um pouco difíceis, mas então Deus fala o mesmo de um outro modo, de forma que é preciso estar em silêncio e ouvir a Palavra de Deus.

“Não se esqueçam disso. Na Missa, quando começamos as leituras, ouçamos a Palavra de Deus”, disse o Papa, frisando que de fato se trata de uma questão de vida, como recorda um trecho do Evangelho de Mateus: “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4, 4).

O Papa comentou ainda um outro aspecto: a proclamação litúrgica das mesmas leituras, com os cantos deduzidos da Sagrada Escritura, exprime e favorece a comunhão eclesial. Entende-se, portanto, porque são proibidas escolhas subjetivas, como omissão de leituras ou substituição com textos não bíblicos. “Substituir aquela Palavra com outras coisas empobrece e compromete o diálogo entre Deus e o seu povo em oração”.

“A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. Nós a escutamos com os ouvidos e passa ao coração; não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração; e do coração passa às mãos, às boas obras. Este é o percurso que faz a Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos. Aprendamos essas coisas”.

Santo Evangelho (Mc 6, 1-6)

ANO ÍMPAR

4ª Semana Tempo Comum – Quarta-feira 31/01/2018 

Primeira Leitura (Hb 12,4-7.11-15)
Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos, 4vós ainda não resististes até o sangue na vossa luta contra o pecado, 5e já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te repreende; 6pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”. 7É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige? 11No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados. 12Portanto, “firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; 13acertai os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado. 14Procurai a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; 15cuidai para que ninguém abandone a graça de Deus. Que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vós, tumultuando e contaminando a comunidade.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 102 )

— O amor do Senhor por quem o respeita é de sempre e para sempre.
— O amor do Senhor por quem o respeita é de sempre e para sempre.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

— Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Porque sabe de que barro somos feitos, e se lembra de que apenas somos pó.

— Mas o amor do Senhor Deus por quem o teme é de sempre e perdura para sempre; e também sua justiça se estende por gerações até os filhos de seus filhos, aos que guardam fielmente sua Aliança.

 

Evangelho (Mc 6,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São João Bosco, um homem voltado para o céu

Dom Bosco, criador dos oratórios; catequeses e orientações profissionais, era exemplo para os jovens

Nasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve. Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”.

Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal. Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.

Dom Bosco, criador dos oratórios; catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje. São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicada à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.

Para a Canção Nova, para a Igreja e para todos nós, é um grande intercessor, porque viveu a intimidade com Nosso Senhor. Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu. Mas está conosco no seu testemunho e na sua intercessão.

São João Bosco, rogai por nós!

 

ANO PAR

Primeira Leitura (2Sm 24,2.9-17)
Leitura do Segundo Livro de Samuel.

Naqueles dias, 2disse o rei Davi a Joab e aos chefes de seu exército que estavam com ele: “Percorrei todas as tribos de Israel, desde Dã até Bersabeia, e fazei o recenseamento do povo, de maneira que eu saiba o seu número”. 9Joab apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil homens. 10Mas, depois que o povo foi recenseado, Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: “Cometi um grande pecado, ao fazer o que fiz. Mas perdoa a iniquidade do teu servo, porque procedi como um grande insensato”. 11Pela manhã, quando Davi se levantou, a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad, vidente de Davi, nestes termos: 12“Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor: dou-te a escolher três coisas: escolhe aquela que queres que eu te envie”. 13Gad foi ter com Davi e referiu-lhe estas palavras, dizendo: “Que preferes: três anos de fome na tua terra, três meses de derrotas diante dos inimigos que te perseguem, ou três dias de peste no país? Reflete, pois e vê o que devo responder a quem me enviou”. 14Davi respondeu a Gad: “Estou em grande angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!” 15E Davi escolheu a peste. Era o tempo da colheita do trigo. O Senhor mandou, então, a peste a Israel, desde aquela manhã até o dia fixado, de modo que morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabeia. 16Quando o anjo estendeu a mão para exterminar Jerusalém, o Senhor arrependeu-se desse mal e disse ao anjo que exterminava o povo: “Basta! Retira agora a tua mão!” O anjo estava junto à eira de Areuna, o jebuseu. 17Quando Davi viu o anjo que afligia o povo, disse ao Senhor: “Fui eu que pequei, eu é que tenho a culpa. Mas estes, que são como ovelhas, que fizeram? Peço-te que a tua mão se volte contra mim e contra a minha família!”

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 31)

— Perdoai-me, Senhor, meu pecado!
— Perdoai-me, Senhor, meu pecado!

— Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade!

— Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta.

— Todo fiel pode, assim, invocar-vos, durante o tempo da angústia e aflição, porque, ainda que irrompam as águas, não poderão atingi-lo jamais.

— Sois para mim proteção e refúgio; na minha angústia me haveis de salvar, e envolvereis a minha alma no gozo da salvação que me vem só de vós.

 

Evangelho (Mc 6,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Santo Evangelho (Mc 5, 21-43)

4ª Semana Comum – Terça-feira 30/01/2018

Primeira Leitura (2Sm 18,9-10.14b.24-25a.30-19,3)
Leitura do Segundo Livro de Samuel.

Naqueles dias, 9Absalão encontrou-se por acaso na presença dos homens de Davi. Ia montado numa mula e esta meteu-se sob a folhagem espessa de um grande carvalho. A cabeça de Absalão ficou presa nos galhos da árvore, de modo que ele ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto a mula em que ia montado passou adiante. 10Alguém viu isto e informou Joab, dizendo: “Vi Absalão suspenso num carvalho”. 14bJoab tomou então três dardos e cravou-os no peito de Absalão. 24Davi estava sentado entre duas portas da cidade. A sentinela que tinha subido ao terraço da porta, sobre a muralha, levantou os olhos e divisou um homem que vinha correndo, sozinho. 25aPôs-se a gritar e avisou o rei, que disse: “Se ele vem só, traz alguma boa nova”. 30O rei disse-lhe: “Passa e espera aqui”. Tendo ele passado e estando no seu lugar, 31apareceu o etíope e disse: “Trago-te, senhor meu rei, a boa nova: O Senhor te fez justiça contra todos os que se tinham revoltado contra ti”. 32O rei perguntou ao etíope: “Vai tudo bem para o jovem Absalão?” E o etíope disse: “Tenham a sorte deste jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazer o mal!” 19,1Então o rei estremeceu, subiu para a sala que está acima da porta e caiu em pranto. Dizia entre soluços: “Meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Por que não morri eu em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho!” 2Anunciaram a Joab que o rei estava chorando e lamentando-se por causa do filho. 3Assim, a vitória converteu-se em luto, naquele dia, para todo o povo, porque o povo soubera que o rei estava acabrunhado de dor por causa de seu filho.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 85)

— Inclinai vosso ouvido, ó Senhor, e respondei-me!
— Inclinai vosso ouvido, ó Senhor, e respondei-me!

— Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai, pois sou pobre e infeliz! Protegei-me, que sou vosso amigo, e salvai vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós!

— Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh’alma.

— Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois o perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!

 

Evangelho (Mc 5,21-43)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” 24Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?” 32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. 35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Jacinta Marescotti, mestra das noviças

Santa Jacinta Marescotti empenhou-se na vida de oração, de pobreza, de castidade e vivência da regra

Em Roma, em 1585, nasceu Jacinta, dentro de uma família muito nobre, religiosa, com posses, mas que possuía, principalmente, a devoção, o amor acima de tudo. Seus pais faziam de tudo para que os filhos conhecessem Jesus e recebessem uma ótima educação.

Jacinta Marescotti que, então, tinha como nome de batismo Clarisse, foi colocada num convento para a sua educação, numa escola franciscana, juntamente com as irmãs. Uma das irmãs dela já era religiosa franciscana.

Crescendo na educação religiosa, com valores. No entanto, a boa formação sempre respeita a liberdade. Já moça e distante daqueles valores por opção, ela quis casar-se. Saiu da vida religiosa, começou a percorrer caminhos numa vida de pecados, entregue à vaidade, à formosura e aos prazeres. Enfim, ia se esvaziando. Até que outra irmã sua veio a se casar. Sua reação não foi de alegria ou de festa, pelo contrário, com inveja e revolta ela resolveu entrar novamente na vida religiosa.

A consequência foi muito linda, porque ao entrar nesse segundo tempo, ela voltou como estava: vazia, empurrada por ela própria, pela revolta. Lá dentro, ela foi visitada por sofrimentos. Seu pai, que tanto ela amava e que lhe dava respaldo material, faleceu, foi assassinado. Ela pegou uma enfermidade que a levou à beira da morte. Naquele momento de dor, ela pôde rever a sua vida e perceber o quanto Deus a amava e o quanto ela não correspondia a esse amor.

Arrependeu-se, quis confessar-se e o sacerdote foi muito firme, inspirado naquele momento a dizer: “Eu só entro para o sacramento da reconciliação se sair, do quarto dela, tudo aquilo que está marcado pelo luxo e pela vaidade”. Até as suas vestes eram de seda, diferente das outras irmãs. Ela aceitou, pois já estava num processo de conversão. Arrependeu-se, confessou-se e, dentro do convento, começou a converter-se.

Jacinta Marescotti de tal forma empenhou-se na vida de oração, de pobreza, de castidade e vivência da regra que tornou-se, mais tarde, mestra de noviças e superiora do convento.

Deus faz maravilhas na vida de quem se deixa converter pelo Seu amor.

Santa Jacinta Marescotti, rogai por nós!

São Brás, Bispo e Mártir – 03 de Fevereiro

(Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2002, n. 2, p. 22-23)

De onde vem esse costume singular, de pedir a São Brás a cura das doenças de garganta?
Convidamos o leitor a reviver os fatos maravilhosos da vida deste mártir dos primeiros tempos do cristia­nismo, nos quais encontrará a origem da poderosa intercessão de São Brás. Neste dia, lembramos a vida São Brás, venerado tanto no Oriente como no Ocidente, nasceu na Armênia, no século III, foi médico e bispo em Sebaste. Como médico, usava dos seus conhecimentos para resgatar a saúde, não só do corpo, mas também da alma, pois se ocupava em evangelizar os pacientes. No tempo deste santo aconteceu uma forte perseguição religiosa, por isso, como santo bispo, procurou exortar seus fiéis à firmeza da fé. Por sua vez, São Brás, que era testemunho de segurança em Deus, retirou-se para um lugar solitário, a fim de continuar governando aquela Igreja, porém, ao ser descoberto por soldados, disse: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”. Morreu em 316. Quando as perseguições começaram sob o Imperador Dioclecius (284-305). São Brás fugiu para uma caverna onde ele cuidou dos animais selvagens. Anos mais tarde, caçadores o encontraram e o levaram preso para o governador Agrícola, da Capadócia na Baixa Armênia, durante a perseguição do então Imperador Licinius Lacinianus (308-324). São Brás foi torturado com ferros em brasa e depois foi decapitado. O costume de abençoar as gargantas no seu dia continua até hoje, sendo usadas velas nas cerimônias comemorativas. São utilizadas para lembrar o fato da mãe do menino curado por São Brás, ter levado a ele velas na prisão. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás e é muito venerado na França e Espanha. Suas relíquias estão em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne na Alemanha. Na França em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik na antiga Iugoslávia e em Roma, Taranto e Milão na Itália. Na liturgia da Igreja Católica São Brás é mostrado com velas nas mãos e em frente a ele, uma mãe carregando uma criança com a mão na garganta, como pedindo para ele curá-la. Daí se originou a benção da garganta no seu dia.

Aos pés de uma montanha, numa gruta, nos campos de Sebaste, na Armênia, morava um homem puro e inocente, doce e modesto. O povo da cidade, movido pelas virtudes do Santo Varão, inspirado pelo Espírito Santo, o escolheu como Bispo. Os habitantes da cidade, e até os animais, iam procurá-lo, para obter alívio de seus males. Um dia, os soldados de Agrícola, governador da Capadócia, procuravam feras nos campos de Sebaste, para martirizar os cristãos na arena, quando depararam com muitos animais ferozes de todas as espécies, leões, ursos, tigres, hienas, lobos e gorilas convivendo na maior harmonia. Olhando-se estupefatos e bo­quiabertos, perguntavam-se o que acontecia, quan­do da negra gruta surge, da escuridão para a luz, um homem caminhando entre as feras, levantando a mão, como que abençoando-as. Tranqüilas e em ordem voltaram para suas covas e desertos de onde vieram. Um enorme leão de juba ruiva permaneceu. Os soldados, mortos de medo, viram-no levantar a pata e logo após, Brás aproximou-se dele para extrair-lhe uma farpa que lá se cravara. O animal, tranqüilo, foi-se embora. Sabendo do fato, o governador Agrícola mandou prender o homem da caverna. Brás foi preso sem a menor resistência. Não conseguindo vergar o santo ancião, que se recusou a adorar os ídolos pagãos, Agrícola mandou que o açoitassem e depois o prendessem na mais negra e úmida das masmorras. Muitos iam procurar o Santo Bispo, que os aben­çoava e curava. Uma pobre mulher o buscou, aflita, com seu filho nos braços, quase estrangulado por uma espinha de peixe que lhe atravessava a garganta. Comovido com a fé daquela pobre mãe, São Brás passou a mão na cabeça da criança, ergueu os olhos, rezou por um instante, fez o sinal da cruz na garganta do menino e pediu a Deus que o acudisse. Pouco depois a criança ficou livre da espinha que a maltra­tava. Por várias vezes o santo foi levado à presença de Agrícola, mas sempre perseverava na fé de Jesus Cristo. Em revide era supliciado.

Movido por sua fidelidade e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, São Brás curava e abençoava. Sete mulheres que cui­da­ram de suas fe­ridas, provocadas pelos suplícios de Agrícola, fo­ram também castigadas. Depois o governador foi informado que elas haviam atirado seus ídolos no fundo de um lago próximo, e mandou matá-las. São Brás chorou por elas e Agrícola, enfurecido, con­denou-o à morte, decretando que o lançassem no lago. Brás fez o sinal da cruz sobre as águas e avançou sem afundar. As águas pareciam uma estrada sob seus pés. No meio do lago parou e desafiou os soldados: – Venham! Venham e ponham à prova o poder de seus deuses! Vários aceitaram o desafio. Entraram no lago e afundaram no mesmo instante. Um anjo do Senhor apareceu ao bom Bispo e ordenou que voltasse à terra firme para ser martirizado. O governador o condenou à decapitação. Antes de apresentar a cabeça ao carrasco, São Brás suplicou a Deus por todos aqueles que o haviam assistido no sofrimento, e também por aqueles que lhe pedissem socorro, após ter ele entrado na glória dos céus. Naquele instante, Jesus lhe apareceu e prometeu conceder-lhe o que pedia. Morreu São Brás em plena época de ascensão do Cristianismo, em Sebaste, a 3 de fevereiro. Era natural da Armênia. Brás, brasa, chama do amor de Deus, da fé, do amor ao próximo. A vida heróica de São Brás é um estímulo para que mantenhamos também acesa em nossas almas a brasa da fé, que em meio às trevas sempre arda de zelo, fidelidade e intrepidez a favor do bem. Dentre os milagres que cercaram a vida deste grande santo, há um que chama particularmente a atenção: seu domínio sobre os animais ferozes, que, na companhia do santo, se tornavam mansos como cordeiros.

Qual o sentido de tal fato? No Paraíso Terrestre, antes do pecado original, Adão e Eva tinham poder sobre os animais, que vi­viam em harmonia com o homem, e o serviam. Como castigo do primeiro pecado, que foi uma revolta contra Deus, a natureza se insurgiu contra o violador da ordem, e os animais passaram a hostilizar o homem. Pelo apaziguamento que São Brás operava sobre os animais selvagens, quis Deus mostrar aos peca­dores o poder da virtude, que ordena até a natureza indomável das feras. Hoje em dia, a humanidade geme sob o peso do caos, provocado pelo pecado. E os homens praticam atos de ferocidade nunca vistos. Procuremos a so­lução para a desordem do mundo na Lei de Deus. Pela força da virtude, não só os homens, mas também a própria natureza entrará em ordem. E então que belezas não surgirão de uma sociedade, onde todos pratiquem o bem e amem a verdade?

 

São Brás e sua bênção
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

Conhecido como um dos 14 “santos auxiliares” – grupo dos santos que, desde o século XIV são famosos, pela eficácia de sua intercessão contra várias enfermidades, São Brás, segundo a tradição, nasceu em Sebaste, na Armênia, e foi bispo dessa cidade. As informações históricas são escassas. A lenda preencheu os vazios, adornando a sua vida com relatos milagrosos que fizeram dele um dos santos mais populares da Idade Média. Parece ter sofrido martírio durante a perseguição de Licínio, no século IV. Este mandou prendê-lo numa gruta ou cova que lhe servia de refúgio para suas fugas da cidade. Dali se aproximava, segundo a lenda, até as próprias feras para serem curadas. Um dia, recorreu a ele uma mãe pedindo-lhe que auxiliasse seu filho que estava asfixiando-se por causa de uma espinha de peixe que se havia atravessado em sua garganta. O santo curou-o fazendo o sinal da cruz. Estando mais tarde no cárcere, a mesma mulher trouxe-lhe alimentos e velas. Daí vem à tradição de que aos que sofrem da garganta, se lhes aplica duas velas enquanto se invoca o santo. Ele foi decapitado por volta de 316. Que possamos pedir a São Brás que nos livre de todos os males da garganta e que possamos sempre anunciar, com força o Evangelho da Vida!

O SENTIDO DA BÊNÇÃO DA GARGANTA 

São Brás nasceu em Sebaste, cidade da Armênia, no fim do século III. Era médico, mas abandonou tudo para se dedicar inteiramente ao serviço de Deus, numa vida solitária e penitente.
Segundo a tradição, vivia na gruta do Monte Argeu, rodeado de animais selvagens, mas obedientes às suas ordens. E a ele recorriam numerosas pessoas, buscando alento para suas aflições.
Foi aclamado pelo povo bispo de Sebaste e sofreu o martírio durante a perseguição de Licínio, em 323, pelas mãos de Agrícola, governador da Capadócia.
Um dia recorreu a ele uma mãe pedindo-lhe que auxiliasse seu filho que estava asfixiando-se por causa de uma espinha de peixe que se havia atravessado em sua garganta. O santo curou-o fazendo o sinal da cruz. Estando mais tarde no cárcere, a mesma mulher trouxe-lhe alimentos e velas. Daí vem à tradição de que aos que sofrem da garganta, se lhes apliquem duas velas, enquanto se invoca o santo; “Por intercessão de São Brás, te livre Deus do mal da garganta e de qualquer outro mal”.
São Brás é o protetor contra as doenças da garganta e a festa dedicada a ele é no dia 3 de fevereiro. Vamos acorrer no dia de hoje em nossas Igrejas pedindo aos nossos sacerdotes a bênção da garganta para que Deus nos livre dos males da garganta, amém!

 

ORAÇÃO A SÃO BRÁS

Ó Bem-aventurado São Brás, que recebestes de Deus o poder de proteger os homens contra as doenças da garganta e outros males, afastai de mim a doença que me aflige, conservai a minha garganta sã e perfeita para que eu possa falar corretamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus.
Eu vos prometo, São Brás, que a fala que sair da minha garganta será sempre:
De verdade e não de mentira.
De justiça e não de calúnias.
De bondade e não de aspereza.
De compreensão e não de intransigência.
De perdão e não de condenação.
De desculpa e não de acusação.
De respeito e não de desacato.
De conciliação e não de intriga.
De calma e não de irritação.
De desapego e não de egoísmo.
De edificação e não de escândalo.
De ânimo e não de derrotismo.
De conformidade e não de lamúrias.
De amor e não de ódio.
De alegria e não de tristeza.
De fé e não de descrença.
De esperança e não de desespero.
São Brás, conservai minha garganta livre daquela doença braba, para que minhas palavras possam louvar a Deus, meu Criador, e agradecer a Vós, meu protetor.
Assim seja.

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