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Eu mesmo devo decidir minha Eternidade… para ser feliz!

Eu mesmo devo decidir minha eternidade, não Deus.
Tu determinas tua existência!

Lemos na Bíblia, no Livro do Eclesiástico cap. 15, vers. 11-20:

Não digas: “É o Senhor que me faz pecar”, porque Ele não faz aquilo que odeia.

Não digas: “É Ele que me faz errar”, porque Ele não tem necessidade de um homem pecador.

O Senhor odeia toda espécie de abominação e nenhuma é amável para os que O temem.

Desde o princípio Ele criou o homem e o abandonou nas mãos de sua própria decisão.

Se quiseres, observarás os mandamentos: a fidelidade está no fazer a Sua vontade.

Ele colocou diante de ti o fogo e a água; para o que quiseres estenderás a tua mão.

Diante dos homens está a vida e a morte, ser-te-á dado o que preferires.

É grande, pois, a sabedoria do Senhor, Ele é Todo-Poderoso e vê tudo.

Seus olhos vêem os que o temem, Ele conhece todas as obras do homem.

Não ordenou a ninguém ser ímpio, não deu a ninguém licença de pecar.

 

PARA SER FELIZ

Um ancião deixou condensadas, em oito pontos, as observações da sua longa experiência, aos 97 anos, sobre o segredo de se ter paz e felicidade. Ei-las:

1º) As orações da manhã e da noite nunca atrasaram o trabalho;

2º) O trabalho no domingo nunca enriqueceu a ninguém;

3º) A blasfêmia traz desgraças; nunca vi um blasfemo viver tranqüilo e morrer em paz;

4º) Um filho rebelde para com seus pais, cedo ou tarde é castigado de um modo exemplar, e quase sempre na vida presente;

5º) O ódio é um câncer no coração. Os bens roubados nunca prosperam;

6º) As esmolas e obras de caridade nunca levaram ninguém à pobreza;

7º) Muito caro se paga na velhice as loucuras da mocidade;

8º) Enfim (e é o ponto principal), quanto mais alguém for atrevido contra Deus durante a vida, tanto mais tremerá na hora da morte.

 

O tempo e a eternidade

“O tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que tem medo, muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festejam, mas para os que amam, o tempo dura uma eternidade”.
Autor desconhecido

 

O que acontece depois da morte?
Carta sobre algumas questões referentes à escatologia, da Congregação para a Doutrina da Fé, da Igreja católica
Por Edson Sampel

Os itens abaixo estão baseados na “Carta sobre algumas questões referentes à escatologia”, da Congregação para a Doutrina da Fé, da Igreja católica.

1) Depois da morte, ocorre a sobrevivência e a substância de um elemento espiritual, dotado de consciência e de vontade. Subsiste, assim, o eu humano, enquanto carece do complemento do seu corpo. Este elemento espiritual se chama alma.

2) Aguarda-se a gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, considerada, entretanto, distinta e postergada em relação à condição própria do homem imediatamente depois da morte.  Alguns teólogos denominam evo [pronuncia-se évo] esse “tempo” que medeia entre a morte e a ressurreição dos mortos, no juízo final. De fato, o tempo (com começo e fim) se refere ao homem na terra; a eternidade (sem começo e sem fim) é um atributo exclusivo de Deus e o evo (começa com o óbito e não tem fim), típico do homem, é definido como uma sucessão de atos psicológicos.

3) A ressurreição dos mortos se refere a todo o homem, isto é, corpo e alma: para os eleitos não é, senão, a extensão da própria ressurreição de Jesus Cristo.

4) A Igreja, em adesão fiel ao novo testamento e à tradição, crê na felicidade dos justos, que estarão um dia com Cristo no céu. Também crê no castigo eterno que espera o pecador, que será privado da visão de Deus, e na repercussão dessa pena em todo o seu ser. Crê, finalmente, em uma eventual purificação para os eleitos, prévia à visão de Deus; de todo diversa, no entanto, do castigo dos condenados. Isto é o que entende a Igreja quando fala do inferno e do purgatório.

5) Os cristãos devem manter-se firmes quanto a dois pontos essenciais: têm de acreditar, por um lado, na continuidade fundamental que existe, por virtude do Espírito Santo, entre a vida presente em Cristo e a vida futura; por outro lado, deve-se saber que ocorre uma ruptura radical entre o presente e o futuro, pelo fato de que à economia da fé sucede a economia da plena luz; ou seja, no céu, nós estaremos com Cristo e veremos Deus (1 Jo 3,2).

Santo Evangelho (Lc 13, 10-17)

30ª Semana Comum – Segunda-feira 29/10/2018

Primeira Leitura (Ef 4,32-5,8)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 4,32sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. 3A devassidão, ou qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. 4Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. 5Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento — que é um idólatra — são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus. 6Que ninguém vos engane com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. 7Não sejais seus cúmplices. 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 1)

— Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.
— Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

— Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

Evangelho (Lc 13,10-17)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus. 14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado”. 15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Narciso – Bispo de Jerusalém

São Narciso, era um homem austero, penitente, humilde, simples e puro

O santo de hoje, São Narciso, foi Bispo de Jerusalém e, quando se deu tal fato, devia ter quase cem anos de idade. Narciso não era judeu e teria nascido no ano 96. Homem austero, penitente, humilde, simples e puro, sabe-se que presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo.

Eusébio narra que em certo dia de festa, em que faltou o óleo necessário para as unções litúrgicas, Narciso mandou vir água de um poço vizinho, e com sua bênção a transformou em óleo. Conta também as circunstâncias que levaram Narciso a demitir-se das suas funções.

Para se justificarem de um crime, três homens acusaram o Bispo Narciso de certo ato infame. “Que me queimem vivo – disse o primeiro – se eu minto”. “E a mim, que me devore a lepra”, disse o segundo. “E que eu fique cego”, acrescentou o terceiro. O desgosto de ser assim caluniado despertou em Narciso o seu antigo desejo pelo recolhimento e, por isso, sem dizer para onde ia, perdoou os caluniadores e saiu de Jerusalém em direção ao deserto. Considerando-o definitivamente desaparecido, deram-lhe por sucessor a Dio, ao qual por sua vez sucederam Germânio e Górdio. Todavia, os três caluniadores não tardaram a sofrer os castigos que em má hora tinham invocado, pois o primeiro pereceu num incêndio com todos os seus, o segundo morreu de lepra e o terceiro cegou à força de tanto chorar o seu pecado.

Alguns anos depois, Narciso reapareceu na cidade episcopal. Nunca tinha sido posta em dúvida a santidade do seu procedimento.; por isso, foi com imensa alegria que Jerusalém recebeu seu antigo pastor. Segundo diz Eusébio, continuou Narciso a governar a diocese até a idade de 119 anos, auxiliado por um coadjutor chamado Alexandre. Faleceu cerca do ano de 212.

São Narciso, rogai por nós!

Solenidade da Assunção de Maria Santíssima

Por Pe. Fernando José Cardoso

Evangelho segundo São Lucas 1, 39-56
Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» Maria disse, então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.» Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.

Hoje, 19 de agosto, com a Igreja do Brasil, nós celebramos a solenidade da Assunção da Santíssima Virgem aos céus em corpo e alma. Uma solenidade que bem examinada e meditada nos faz refletir: A Virgem Maria jamais realizou façanhas extraordinárias na sua vida. Até mesmo a concepção do verbo de Deus e o Seu nascimento se deram em circunstâncias absolutamente normais que não chamaram a atenção de quem quer que fosse. Nossa Senhora nunca realizou façanhas admiráveis, nunca realizou um milagre em sua vida. Durante os largos anos passados na aldeia de Nazaré, juntamente com seu esposo José e seu filho Jesus, jamais atirou e chamou a atenção de quem quer que fosse, a não ser pelo fato de conhecê-La como uma dona de casa. Alguém que na monotonia da existência lavava, cozinhava, passava, limpava a sua casinha. Mais tarde, depois da ressurreição de Jesus, Maria nunca recebeu um ministério publico ou oficial da igreja. Na verdade nós se quer sabemos o que se passou com a mãe de Jesus depois da morte de Jesus. Uma vida tão humilde, tão simples, aparentemente tão vazia, ou pelo menos vazia de coisas espetaculares aos olhos dos homens, termina com a Glória da Assunção somente a ela devida. Isto nos faz pensar: Deus, ao que tudo indica, prefere as pessoas humildes, simples e podemos dizer, como amava Maria, escondeu-A apenas para Si, de resto, nós praticamente nada sabemos de sua existência. A glória de Maria lhe adviria sim, mas lhe adviria somente no futuro, e não mais neste mundo. Somente após o término de sua existência terrestre entre nós. Conosco também Deus age da mesma maneira, ao que tudo indica a lógica de Deus não se modifica. Deus prefere pessoas humildes, simples, obedientes como Maria, pessoas que Lhe escutam a voz diariamente, que ruminam Suas Palavras em seus corações e que fora dos refletores da mídia e do estardalhaço do povo, crescem e amadurecem para Deus.

 

«Em Cristo, todos serão vivificados, cada qual na sua ordem» (1Cor 15, 22-23)
São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e Doutor da Igreja
1º Sermão para a Assunção (a partir da trad. Pain de Cîteaux 32, p. 63 rev.)

Hoje a Virgem Maria sobe, gloriosa, ao céu. É o cúmulo de alegria dos anjos e dos santos. Com efeito, se uma simples palavra sua de saudação fez exultar o menino que ainda estava no seio materno (Lc 1, 44), qual não terá sido sido o regozijo dos anjos e dos santos, quando puderam ouvir a sua voz, ver o seu rosto, e gozar da sua presença abençoada! E para nós, irmãos bem-amados, que festa a da sua assunção gloriosa, que motivo de alegria e que fonte de júbilo temos hoje! A presença de Maria ilumina o mundo inteiro, a tal ponto resplandece o céu, irradiado pelo brilho desta Virgem plenamente santa. Por conseguinte, é justificadamente que ecoa nos céus a acção de graças e o louvor. Ora […], na medida em que o céu exulta da presença de Maria, não seria razoável que o nosso mundo chorasse a sua ausência? Mas não, não nos lastimemos, porque não temos aqui cidade permanente (Heb 13, 14), antes procuramos aquela aonde a Virgem Maria chegou hoje. Se já estamos inscritos no número de habitantes dessa cidade, convém que hoje nos lembremos dela […], compartilhemos a sua alegria, participemos nesta alegria que hoje deleita a cidade de Deus; uma alegria que depois se espalha como o orvalho sobre a nossa terra. Sim, Ela precedeu-nos, a nossa Rainha, precedeu-nos e foi recebida com tanta glória que nós, seus humildes servos, podemos seguir a nossa Rainha com toda confiança gritando [com a Esposa do Cântico dos Cânticos]: «Arrasta-me atrás de ti. Corramos ao odor dos teus perfumes!» (Ct 1, 3-4) Viajantes sobre a terra, enviamos à frente a nossa advogada […], a Mãe de misericórdia, para defender eficazmente a nossa salvação.

 

Maria assunta ao Céu
Padre Pacheco

Hoje, dia do Senhor, domingo, quando celebramos a Páscoa dominical da Ressurreição do Senhor, queremos também celebrar a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. O Papa Pio XII, em 1950, proclama o Dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria, que consiste no seguinte: “Cumprido o curso de sua vida terrena, Maria foi assunta ao Céu em corpo e alma”. Para dizer que: 1º) Maria tem especial participação na Ressurreição do Filho – Ela está unida à glória do Filho; 2º) Ela é a antecipação da sorte dos eleitos – primícias e exemplo da Igreja. Segundo a Tradição da Igreja, logo após a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, João a teria levado para morar com ele, assumindo-a como mãe, numa cidade chamada Éfeso; todavia, antes de Maria vir a morrer – entenda-se esta morte não como conseqüência do pecado, pois Maria não pecou. O termo “dormição” é para dizer de uma morte diferenciada, não como qualquer morte fruto de pecado; a verdade é esta: Maria morreu – João a teria trazido para Jerusalém. Maria morre e é assunta em Jerusalém; pode se dizer que ela tenha sido velada no Monte Sião, em Jerusalém e levada para ser sepultada ao lado do Monte das Oliveiras, túmulo este que se encontra vazio – obviamente – e que pode ser visitado e visto até hoje. A Santíssima Virgem Maria participa da Glória do Filho e é a antecipação da sorte dos eleitos; isso significa que já existe uma criatura ressuscitada no Céu, em copo e alma: Maria. Mas tudo isso devido ao fato de Deus lhe ter preparado para esta missão tão linda e particular: ser a Mãe do Filho d’Ele; todavia, houve uma colaboração e uma correspondência pela parte de Nossa Senhora. Para dizer que ela é modelo de como ser Igreja. O devoto da Virgem Maria é aquele que toma a decisão de viver as virtudes dela, a saber: Mulher do silêncio: Precisamos aprender de Maria a silenciar o nosso coração de todas as agitações do mundo e de todo barulho, fruto das realidades que são contrárias à vontade de Deus na nossa vida. Silenciar é muito mais que não fazer barulho; silenciar é ter a coragem de retirar-se constantemente para encontrar-se com o Senhor e aí escutar o Seu Coração. Mulher da Palavra: A Santíssima Virgem rezava os salmos; era íntima da Palavra de Deus; prova disso é ela repetir o Cântico de Ana ao se encontrar com Isabel, cântico este lá do Antigo Testamento. Muito mais que o fato de narrar esse cântico, a prova de que a Virgem Maria é a mulher da Palavra é a sua total confiança na misericórdia e na providência de Deus, que regia toda a sua vida e a vida do mundo. Mulher do serviço: Maria sobe a montanha para visitar a sua parenta Isabel; ela vai à casa da prima não tendo como prioridade tratar de serviços domésticos, mas vai para levar o mistério até a vida daquela mulher, que, com certeza, muitos traumas trazia pelo fato de ter sido estéril por muitos anos –  fato tido como sinal de maldição. O mistério em Maria, que é o próprio Deus, a leva até a prima, para que esta possa ser curada. Para dizer que devemos ser, efetivamente, portadores e condutores do mistério, que é Deus, às pessoas, pois Ele se encontra em nós, dentro de nós, desde o momento do nosso batismo. Mulher da obediência: Maria só tinha olhar para a vontade de Deus, para obedecer ao Todo-Poderoso nas circunstancias ordinárias da vida; é ela quem diz a cada um de nós – única frase de Maria na Sagrada Escritura, de forma direta: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” Viver esta Solenidade da Assunção de Maria, ser devoto de Maria, por excelência, nada mais é que obedecer a Deus e fazer com que Ele seja o Senhor, verdadeiramente, da nossa vida.

 

Na escola de Maria aprendemos a servir
Padre Aloísio

Quando se caminha na fé não se pergunta, mas se obedece, porque a fé nos dá esta certeza. Obedeça a Deus e obedeça a Igreja, porque quando se vive a fé, tudo é possibilidade de encontro com Deus. Maria nos ensina o caminho da missionariedade, ela sobe a montanha para prestar serviço. A nossa visita à casa de alguém precisa ser carregada dessa espiritualidade. Na escola de Maria a missão é familiar, não é estranha. Se vai na casa de alguém é para prestar o grande serviço de amor. Quando sobe a montanha, que quer dizer lugar de oração e contemplação, não significa subir só para ficar parado, mas também para dizer coisas importantes, pois lá no alto é que Maria pode comunicar a profecia, chegar ao coração de Isabel, e no alto foi comunicado a boa nova e lá também Maria presta serviço.  Quem reza não pode rezar somente olhando para as suas necessidades e problemas, mas a oração deve ser um serviço para todos. Quando rezamos, nos lembramos de todos que nos pedem oração, isso mostra que nos colocamos a serviço do outro. Não deixe de prestar o seu serviço também na vida de oração, para aqueles que te pedem oração e também por aqueles que não estão te pedindo, mas que por amor você não deixe de orar. As riquezas do amor de Deus que chegam até nós, precisam ser transmitida aos outros. Não se vai transformar nenhuma pessoa se não for por amor. O amor que nós somos convidados a estudar com Maria é o amor Ágape, amor de fraternidade, amor de irmão. É lá na montanha que Nossa Senhora nos ensina o que é ter vida interior. Nós somos treinados a viver olhando para o externo, e nos deixamos apavorar, nos deixamos influenciar, e ao perceber as situações do mundo, vivemos tomados de revoltas e rancor, porque ouvimos muito barulho. Maria nos ensina em uma das suas virtudes: o silêncio. Este silêncio que nos ensina a ouvir a voz mais importante, a voz do Cristo. Mas também nos faz ouvir a voz dos nossos irmãos que nos pedem ajuda. A Festa da Assunção nos convida a dar esse espaço que Deus tem direito, de ser Deus dentro de nós, onde nós poderemos ouvir a voz e também o envio, porque esta missão tem missão de eternidade. Não podemos prestar serviço a Deus como se fosse algo comum, para servir a Deus é preciso servir com qualidade, empenho e amor. Para Deus não basta meia resposta, Deus quer tudo, Ele não quer migalhas, porque Ele se deu para nós no seu Filho por inteiro. Assim fez a Virgem Maria, ofereceu o sangue a carne a vida por amor, e por isso, Deus concede a ela a graça de ser aquela que nos precede na eternidade, que nos indica o caminho, mas para isso é preciso ser fiel. Fidelidade a Deus. “Na escola de Maria aprendemos a ser missionários” Quando se é fiel pode se cantar com todo entusiasmo as maravilhas do Senhor. Porque Ele não escolhe pessoas preparadas, mas escolhe os fracos e frágeis para manifestar a sua força e fazer maravilhas. Maria na sua fraqueza, lá na região de Nazaré, foi escolhida para manifestar a força de Deus, por isso ela canta o magnificat: “A minha alma glorifica o Senhor, meu espírito exulta de alegria, em Deus meu salvador”. Esse é um dos cânticos mais belos, porque ela não cantou só com os lábios, mas com todo o coração. Qual é a canção que você precisa cantar hoje na sua vida? A canção da adoração; da oração que diz a Deus que você depende d’Ele, porque esta é a melhor oração que precisamos cultivar em nós. Fruto disso tudo é essa graça de participar desse mistério tão profundo da gloria de seu Filho e de toda Trindade. Mas para isso é preciso ter a coragem de não trazer no seu corpo a mentira, estéticas, imoralidades e exaltações a um corpo vazio que não tem vida, porque um corpo vazio de Deus morre, mas um corpo habitado por Deus é fonte de vida. Você não pode tornar o seu corpo um esgoto. Nós precisamos proclamar com a nossa vida as maravilhas de Deus. Deus não faz “cadastro” para saber quanto você vai dar de lucro, ou para saber até quando você vai dar lucro para as muitas ilusões do mundo. Ele simplesmente oferece a você uma possibilidade, e sem fazer “cadastro” te acolhe, porque para ser santo não precisa fazer cadastro. Para mostrar que seu corpo é morada de Deus você não precisa se mostrar, mas precisa se recobrir de dignidade, porque você que se veste assim não será confundido. Precisamos nos preocupar em nos cuidar por inteiros, porque não somos metade, podemos até ficar aos cacos, mas Deus sabe pegar os cacos e transformá-los em uma linda obra de arte. Pedacinhos de nós colocados em Deus se torna uma linda obra. Na escola de Maria tudo é motivo de cantar a gloria de Deus, quer na alegria, na dor, nas incompreensões. “O Senhor fez em mim maravilhas e santo é seu nome”. Não podemos duvidar disso, pois Deus fez, faz e continuará fazendo maravilhas em nós. Nessa escola de Maria que você vai encontrar a felicidade e a razão da sua vida que é Jesus Cristo.

No Dia dos Namorados, surpreenda seu eterno amor

Criatividade

O Dia dos Namorados está chegando e parece que paira no ar um clima de coraçõezinhos e frases de amor. É a força do romantismo que invade as nossas conversas, invade o comércio e, principalmente, o ânimo das pessoas. Todos nós, em qualquer estado de vida, ficamos mais sensíveis neste tempo.

Para quem está namorando, é ótimo, pois tudo é propício aos casais! Já quem não namora pode escolher entre reclamar ou sonhar.

Existe, no entanto, uma outra turma: a dos casados. Estes já colheram os bons frutos que o namoro lhes trouxe. E como não há um dia especial para eles, talvez se vejam, neste dia 12 de junho, excluídos da atmosfera de amor.

Contudo, os gestos próprios do namoro como o beijo apaixonado, as mãos dadas, as juras de amor, as palavras doces e os abraços calorosos, também um jantar à luz de velas, os presentes e as surpresas caprichadas não são exclusivos aos namorados. O casal unido pelo matrimônio também pode usar e abusar de tais iniciativas neste dia.

Existe até um dito popular que os motiva: “O casamento é um eterno namoro”.

Como podem, então, os casados, neste Dia dos Namorados, surpreender sua (seu) eterna (o) namorada (o)?

Aí vão algumas dicas:

– Seja romântico: Que os compromissos e as responsabilidades do cotidiano da vida de casados não faça morrer o romantismo. Não se deixe levar pela avalanche de obrigações que você tem; afinal, seus afazeres servem para manter sua família, não o contrário.

Reserve um tempo para vocês! Fale mansinho ao pé do ouvido, use aquele perfume ou roupa que ela (e) gosta, repita um gesto do namoro, que tanto os marcou.

– Seja criativo: Faça algo pela primeira vez ou de forma diferente. O Espírito Santo é dinâmico e criativo. Peça Seu auxílio e mãos à obra.

– Relembre o começo do namoro: A dúvida, as investidas para a conquista, a espera, os encontros ou desencontros de antes do namoro e até as “gafes” são um ótimo assunto para esse dia. Quando fazemos memória do quanto um se sacrificou e lutou para estar perto do outro, sentimos, de novo e com mais ardor, a importância que temos um para o outro.

– Presenteie: Você conhece seu cônjuge e sabe do que ela (e) gosta e como melhor agradá-la (o). Associe ao presente material um gesto ou algo que diga da entrega da sua pessoa a ela (e).

– Comprometam-se a, de vez em quando, saírem sozinhos (sem os filhos). Todo casal precisa de um tempo a sós. Cultive o hábito de ser romântico mais vezes. Não precisa gastar muito. Sair para tomar um sorvete já ajuda os dois a terem esse momento para falarem de si. Enfim, não queiram perder nada que o amor esponsal lhes oferece.

Se namorar é bom, casar-se é melhor ainda, pois é no matrimônio que realizamos a nossa vocação e encontramos o sentido desse chamado.

Deus o abençoe! Feliz dia dos “Eternos Namorados”!

Sandro Ap. Arquejada

Santo Evangelho (Mc 9, 41-50)

7ª Semana Comum – Quinta-feira 24/05/2018

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Eclo 5,1-10)
Leitura do Livro do Eclesiástico.

1Não confies nas tuas riquezas e não digas: “Basta-me viver!” 2Não deixes que tua força te leve a seguir as paixões do coração. 3Não digas: “Quem terá poder sobre mim?” ou: “Quem me fará prestar contas das minhas ações?”, pois o Senhor, com certeza, te castigará. 4Não digas: “Pequei, e que de mal me aconteceu?”, pois o Altíssimo é paciente. 5Não percas o temor por causa do perdão, cometendo pecado sobre pecado. 6Não digas: “A misericórdia do Senhor é grande, ele me perdoará a multidão dos meus pecados!”, 7pois dele procedem misericórdia e cólera, e sua ira se abate sobre os pecadores. 8Não demores em voltar para o Senhor, e não adies de um dia para outro, 9pois a sua cólera vem de repente e, no dia do castigo, serás aniquilado. 10Não te apoies em riquezas injustas, pois elas de nada te valerão no dia da desgraça.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 1)

— É feliz quem a Deus se confia!
— É feliz quem a Deus se confia!

— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

— Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

ANO PAR

Primeira Leitura (Tg 5,1-6)
Leitura da Carta de São Tiago.

1E agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós. 2Vossa riqueza está apodrecendo, e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. 3Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e a ferrugem deles vai servir de testemunho contra vós e devorar vossas carnes, como fogo! Amontoastes tesouros nos últimos dias. 4Vede: o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, que vós deixastes de pagar, está gritando, e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso. 5Vós vivestes luxuosamente na terra, entregues à boa vida, cevando os vossos corações para o dia da matança. 6Condenastes o justo e o assassinastes; ele não resiste a vós.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 48)

— Felizes os humildes de espírito porque deles é o Reino dos Céus!
— Felizes os humildes de espírito porque deles é o Reino dos Céus!

— Este é o fim do que espera estultamente, o fim daqueles que se alegram com sua sorte; são um rebanho recolhido ao cemitério, e a própria morte é o pastor que os apascenta.

— São empurrados e deslizam para o abismo. Logo seu corpo e seu semblante se desfazem, e entre os mortos fixarão sua morada. Deus, porém, me salvará das mãos da morte e junto a si me tomará em suas mãos.

— Não te inquietes, quando um homem fica rico e aumenta a opulência de sua casa; pois ao morrer não levará nada consigo, nem seu prestígio poderá acompanhá-lo.

— Felicitava-se a si mesmo enquanto vivo: “Todos te aplaudem, tudo bem, isto que é vida!” Mas vai-se ele para junto de seus pais, que nunca mais e nunca mais verão a luz!

 

Evangelho (Mc 9,41-50)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 41Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. 42E se alguém escandalizar um desses pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. 43Se tua mão te leva a pecar, corta-a! 44É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. 45Se teu pé te leva a pecar, corta-o! 46É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. 47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”. 49Pois todos hão de ser salgados pelo fogo. 50Coisa boa é o sal. Mas se o sal se tornar insosso, com que lhe restituireis o tempero? Tende, pois, sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Vicente de Lérins, um grande pensador, teólogo e místico

São Vicente de Lérins, foi um homem doutorado na graça e defensor da verdade

Nascido no norte da França, São Vicente de Lérins, viveu sua juventude em busca das vaidades do mundo e tornou-se militar.

Vicente ao encontrar-se com Deus e se converter, foi se tornando cada vez mais obediente à Palavra do Senhor. Amou a Palavra de Deus.

Entrou para a vida monástica, tornando-se um exemplo de monge. Aprofundou-se nos mistérios de Deus, tornando-se um grande pensador, teólogo e místico. Combateu muitas heresias no século V. Eleito Abade, o Mosteiro de Lérins tornou-se um lugar de forte formação para santos e bispos da Igreja.

São Vicente foi um homem doutorado na graça, defensor da verdade e que se consumiu pelo Evangelho.

São Vicente de Lérins, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 21, 15-19)

7ª Semana da Páscoa – Sexta-feira 18/05/2018

Primeira Leitura (At 25, 13b-21)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 13bo rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram cumprimentar Festo. 14Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: “Está aqui um homem que Félix deixou como prisioneiro. 15Quando eu estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. 16Mas eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação. 17Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem. 18Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar. 19Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo. 20Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá. 21Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do Augusto Imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 102)

— O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.
— O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

— Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

— O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, e abrange o mundo inteiro seu reinado. Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, valorosos que cumpris as suas ordens.

 

Evangelho (Jo 21, 15-19)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo …+ segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Jesus manifestou-se aos seus discípulos 15e, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. 16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São João I – eleito o sucessor de Pedro

São João I, viveu uma vida de oração, oferecendo e sempre buscando ser dócil à vontade de Deus

O santo de hoje governou a Igreja por apenas dois anos e meio. Foi eleito Papa em 523. Nasceu na Toscana, Florência, no século V. De Florência foi para Roma e tornou-se um sacerdote, um presbítero cardeal. Com a morte do Papa, ele foi eleito o sucessor de Pedro.

Marcou a Igreja com muitos trabalhos pastorais, foi o precursor do canto gregoriano e da restauração de muitas igrejas, mas o objetivo dele como Papa, foi de confirmar a fé dos irmãos; sem dúvida nenhuma, era o serviço da salvação das almas.

Papa João I viveu num tempo e contexto político-religioso complexo. Quem reinava na Itália era Teodorico, um cristão ariano, ou seja, não era fiel à doutrina católica, mas se dizia cristão. Por outro lado, existia um conflito entre Teodorico e Justino; e os dois imperadores se chocavam. No meio deste contexto complexo, a vítima foi o Papa João I, que foi forçado por Teodorico a uma missão. Nunca um Papa tinha saído da Itália; ele foi o primeiro.

A missão não agradou, porque Teodorico queria que o Papa fosse o porta-voz de uma mensagem ariana, por interesses econômicos e políticos. Mas o que podemos perceber é que este homem santo, autoridade máxima da Igreja de Cristo, não perdeu sua paz, não perdeu sua obediência a Deus. Tornou-se santo em meio aos conflitos.

Ele viveu uma vida de oração, uma vida penitencial, oferecendo e sempre buscando ser dócil à vontade de Deus. Papa João I, por causa do ódio de Teodorico, foi aprisionado para morrer de fome e de sede. Foi mártir.

Hoje, podemos recordar este Pastor da Igreja como o pastor que, a exemplo de Cristo, deu a vida pelo rebanho.

São João I, rogai por nós!

3º Domingo da Páscoa – Ano B

Evangelho segundo São Lucas 24, 35-48
E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão. Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito. Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.» Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» Deram-lhe um bocado de peixe assado; e, tomando-o, comeu diante deles. Depois, disse-lhes: «Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos.» Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia; que havia de ser anunciada, em seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas.

 

Por Pe. Fernando José Cardoso

Neste terceiro domingo da Páscoa, Lucas tem duas mensagens importantíssimas a transmitir ao povo de Deus, que você faz parte também. Em primeiro lugar, Lucas mais que outros Evangelistas, insiste na corporeidade de Jesus Ressuscitado: “Tocai-me, vede, um fantasma não tem carne nem ossos como estais vendo que Eu tenho e tendes algo a comer?”. E come um peixe assado na frente de todos eles. O corpo de Jesus possui certas semelhanças ao corpo terrestre, é o mesmo Jesus, porém num outro estado, ao mesmo tempo o corpo possui propriedades novas, ele pode aparecer e desaparecer, ele pode tornar-se visível e também as mais das vezes nas nossas comunidades e diante de cada um de nós presente, porém invisível. Lucas tocava os limites da linguagem, como Paulo também ao falar de um corpo espiritual. Parece uma contradição, como pode um corpo ser espiritual, ou como poderia um espírito ser corpo, Paulo está no limite da linguagem. O nosso linguajar é um linguajar deste mundo, deste universo e nós não sabemos nos exprimir a respeito de realidades que fogem este universo; realidades que o superam, realidades que o transcendem como é o corpo de Jesus ressuscitado. Porém, Lucas falando a um auditório grego e escrevendo a pessoas que poderiam possuir uma cultura grega, platônica, para quem o que vale é a alma e não o corpo insiste na corporeidade. Jesus ressuscitado não é uma simples alma que sobrevive após a morte. A ressurreição é mais do que a imortalidade da alma, esta é a sua primeira mensagem. A segunda mensagem que o Jesus Lucano nos transmite neste terceiro domingo da Páscoa é esta: “Abriu-lhes então o entendimento para que compreendessem as escrituras, o que d’Ele estava escrito na Torá, isto é na lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”. Os primeiros cristãos buscaram logo uma antologia de textos, escolhidos do Antigo Testamento, que pudessem fazê-los compreender melhor o que se passava na plenitude dos tempos com Jesus morto e ressuscitado. Sem o auxilio das Escrituras, sem o auxilio do Antigo Testamento, a ressurreição de Jesus seria um simples prodígio, um simples milagre de Deus, mas sem nenhuma conexão, sem nenhuma preparação remota na história da salvação. É exatamente esta antologia de textos que de maneira velada, mas suficiente, já os antecipavam, que possibilitou a primeira geração cristã, e nós também conhecermos o plano de Deus e inserir a ressurreição de Jesus dentro deste plano na plenitude da história. Hoje você tem os dois Testamentos. E como diz Santo Agostinho: o Novo se esconde no Antigo, o Antigo se aclara no Novo. Leve a sério a Palavra de Deus, leve a sério a Sagrada e Escritura, a Antiga e o Novo Testamento, e repita a experiência da primeira comunidade cristã, lá buscando os traços antecipados de Jesus.

 

«Sou Eu mesmo. Tocai-me»
São Gregório Magno (c. 540-604), papa e Doutor da Igreja
Homilias sobre os Evangelhos, n°26; PL 76,1197 (trad. Barroux rev.; cf. Delhougne, p. 204).

Como é que o corpo do Senhor, uma vez ressuscitado, continuou a ser um corpo verdadeiro, podendo, ao mesmo tempo, entrar no local onde os discípulos se encontravam, apesar de as portas estarem fechadas? Devemos estar cientes de que a ação divina não teria nada de admirável se a razão humana a pudesse compreender e que a fé não teria mérito se o intelecto lhe fornecesse provas experimentais. Sendo, por si mesmas, incompreensíveis, tais obras do nosso Redentor devem ser meditadas à luz das outras ações do Senhor, de tal forma que sejamos levados a acreditar nestes Seus feitos maravilhosos por força daqueles que ainda o são mais. Porque o corpo do Senhor, que se juntou aos discípulos não obstante estarem as portas fechadas, é o mesmo que a Natividade tornou visível aos homens, ao sair do seio fechado da Virgem. Por isso, não vale a pena ficarmos admirados de que o nosso Redentor, após ressuscitado para a vida eterna, tenha entrado, estando embora as portas fechadas, porque, tendo vindo ao mundo para morrer, saiu do seio da Virgem, sem o abrir. E, como a fé daqueles que O viam permanecia hesitante, o Senhor fê-los tocar essa carne que Ele fizera atravessar portas fechadas […]. Ora, aquilo que podemos tocar é necessariamente corruptível, e o que não é corruptível é intocável. Porém, após a Sua ressurreição, o nosso Redentor deu-nos a possibilidade de ver, de uma forma maravilhosa e incompreensível, um corpo, a um tempo, incorruptível e palpável. Mostrando-o incorruptível, convidava-nos à recompensa; dando-o a tocar, confirmava-nos na fé. Assim, fez com que O víssemos tão incorruptível como palpável, para manifestar, firmemente, que o Seu corpo ressuscitado continuava a ter a mesma natureza mas tinha sido elevado a uma glória absolutamente diferente.

 

III Domingo de Páscoa – B
Atos 3, 13-15. 17-19; I João 2, 1-5a; Lucas 24, 35-48
Em verdade ressuscitou!

O Evangelho permite-nos assistir a uma das muitas aparições do Ressuscitado. Os discípulos de Emaús acabam de chegar cansados a Jerusalém e estão relatando o que lhes ocorreu no caminho, quando Jesus em pessoa aparece no meio deles: «A paz esteja convosco». Em um primeiro momento, medo, como se vissem um fantasma; depois, estupor, incredulidade, finalmente alegria. E mais, incredulidade e alegria por sua vez: «Por causa da alegria, não podiam acreditar ainda, assustados». A deles é uma incredulidade de todo especial. É a atitude de quem já crê (senão não haveria alegria), mas não se sabe dar conta. Como quem diz: muito belo para ser certo! Podemos chamá-la, paradoxalmente, de uma fé incrédula. Para convencer-lhes, Jesus lhes pede algo de comer, porque não há nada como comer algo juntos que conforte e crie comunhão. Tudo isto nos diz algo importante sobre a ressurreição. Este não é só um grande milagre, um argumento ou uma prova a favor da verdade de Cristo. É mais. É um mundo novo no qual se entra com a fé acompanhada de estupor e alegria. A ressurreição de Cristo é a «nova criação». Não se trata só de crer que Jesus ressuscitou, trata-se de conhecer e experimentar «o poder da ressurreição» (Filipenses 3, 10). Esta dimensão mais profunda da Páscoa é particularmente sentida por nossos irmãos ortodoxos. Para eles, a ressurreição de Cristo é tudo. No tempo pascal, quando encontram alguém, saúdam-no, dizendo: «Cristo ressuscitou!», e o outro responde: «Em verdade ressuscitou!». Este costume está tão enraizado no povo que se conta esta anedota ocorrida no começo da revolução bolchevique. Havia-se organizado um debate público sobre a ressurreição de Cristo. Primeiro havia falado o ateu, demolindo para sempre, em sua opinião, a fé dos cristãos na ressurreição. Ao baixar, subiu ao palanque o sacerdote ortodoxo, que devia falar em defesa. O humilde padre olhou a multidão e disse simplesmente: «Cristo ressuscitou!». Todos responderam em coro, antes ainda de pensar: «Em verdade ressuscitou!». E o sacerdote desceu em silêncio do palanque. Conhecemos bem como é representada a ressurreição na tradição ocidental, por exemplo, em Piero della Francesca. Jesus que sai do sepulcro erguendo a cruz como um estandarte de vitória. O rosto inspira uma extraordinária confiança e segurança. Mas sua vitória é sobre seus inimigos exteriores, terrenos. As autoridades haviam posto selos em seu sepulcro e guardas para vigiar, e eis aqui as trancas rompem-se e os guardas dormem. Os homens estão presentes a sós como testemunhas inertes e passivas; não tomam parte verdadeiramente na ressurreição. Na imagem oriental, a cena é totalmente diferente. Não se desenvolve a céu aberto, mas sob a terra. Jesus, na ressurreição, não sai, mas desce. Com extraordinária energia toma da mão a Adão e Eva, que esperam no reino dos mortos, e os arrasta consigo para a vida e a ressurreição. Detrás dos dois pais, uma multidão incontável de homens e mulheres que esperam a redenção. Jesus pisoteia as portas dos infernos que acaba de desencaixar e quebrar Ele mesmo. A vitória de Cristo não é tanto sobre os inimigos visíveis, mas sobre os invisíveis, que são os mais tremendos: a morte, as trevas, a angústia, o demônio. Nós estamos envolvidos nesta representação. A ressurreição de Cristo é também nossa ressurreição. Cada homem que olha é convidado a identificar-se com Adão, cada mulher com Eva, e a estender sua mão para deixar-se aferrar e arrastar por Cristo fora do sepulcro. É este o novo e universal êxodo pascal. Deus veio «com braço poderoso e mão estendida» para libertar seu povo de uma escravidão muito mais dura e universal que a do Egito.

 

O terceiro domingo da Páscoa é ainda um domingo de aparições. No ciclo B, neste domingo, toma-se como perícope evangélica a narração de São Lucas sobre a aparição aos Apóstolos. É o único texto que não é de São João em toda Cinquentena Pascal, com exceção do dia da Ascensão. A semelhança da narração de São Lucas com a narração de São João (proclamada no domingo passado) pode originar o perigo da repetição. Então, seria melhor destacar na homilia aquilo que não se fez referência com o texto de São João. Para tal, ajudar-nos-ão as outras leituras. A 1ª Leitura é um fragmento do discurso de Pedro depois de um paralítico ter sido curado. Neste texto, encontramos três afirmações relacionadas com a morte e a ressurreição de Jesus: a) os Apóstolos são testemunhas do que anunciam; b) com as ações dos perseguidores, foram cumpridas as Escrituras; c) toda a humanidade é convidada ao arrependimento e à conversão. A 2ª Leitura apresenta-nos Jesus Cristo Ressuscitado como o “Defensor” dos pecadores junto do Pai. Isto não é motivo para continuar a pecar, mas para corresponder com amor e fidelidade à Palavra de Jesus Cristo. Tendo em conta as leituras, a “temática” da homilia poderia recair na segunda parte da narração: a) o cumprimento das Escrituras no mistério pascal de Cristo; b) a missão da Igreja de pregar em todo o mundo a conversão e o perdão dos pecados; c) a missão dos Apóstolos, como testemunhas da ressurreição. Este domingo é uma boa ocasião para salientar a força da assembléia dominical como experiência e ponto de partida para a missão da Igreja. A Liturgia da Palavra fala-nos sempre do mistério de Cristo. E a pregação deverá ser feita de tal modo que faça ver como as Escrituras nos orientam sempre para Cristo. O mistério de Cristo é “para nós, homens, e para a nossa salvação”. Por isso, o arrependimento e o perdão dos pecados são elementos intrínsecos à mensagem evangélica. Aos membros da assembléia dominical pede-se uma atitude de conversão, de confissão e de arrependimento dos pecados (um retorno batismal). Os Apóstolos são enviados como testemunhas desta realidade. É isto que tem feito a Igreja, através dos tempos com a pregação e a celebração dos sacramentos. O perdão dos pecados (no batismo e na penitência) é o fruto da Páscoa de Cristo. É interessante salientar as referências que se fazem nas orações eucológicas (orações do Missal Romano) do tempo pascal a esta ação da Igreja no mundo. O texto litúrgico é uma pauta para modelar as nossas ações e para fazer surgir uma participação que esteja em harmonia com o que se diz na liturgia: “Mens concordet voci”, “que o nosso interior e o nosso espírito estejam em sintonia com o que dizemos”. Nas orações deste domingo, pedimos: “Exulte sempre o vosso povo, Senhor, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória da adoção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna” (Coleta); na Oração sobre as Oferendas, rezamos: “Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa. Vós que lhe destes tão grande felicidade, fazei-a tomar parte na alegria eterna. Na Oração Depois da Comunhão, pede-se para que o povo fiel, como fruto da comunhão eucarística, alcance também “a gloriosa ressurreição da carne”. Também podemos aqui fazer referência à frase que se repete nos Prefácios Pascais: “na plenitude da alegria pascal, exultam os homens por toda a terra”. Não se trata de uma alegria “fabricada”, mas de pedir ao Senhor a alegria (contemplação e gratidão) dos Apóstolos. Os primeiros cristãos de Jerusalém também sentiam esta alegria, quando “celebravam a fração do pão”. Procuremos celebrar assim também.

Santo Evangelho (Lc 24, 35-48)

Oitava da Páscoa – Quinta-feira 05/04/2018

Primeira Leitura (At 3,11-26)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 11como o paralítico não deixava mais Pedro e João, todo o povo, assombrado, foi correndo para junto deles, no chamado “Pórtico de Salomão”. 12Ao ver isso, Pedro dirigiu-se ao povo: “Israelitas, por que vos es­pantais com o que aconteceu? Por que ficais olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar com nosso próprio poder ou piedade? 13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entre­gastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16Graças à fé no nome de Jesus, este Nome acaba de fortalecer este homem que vedes e reconheceis. A fé que vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde na presença de todos vós. 17E agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes. 18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados. 20Assim podereis alcançar o tempo do repouso que vem do Senhor. E ele enviará Jesus, o Cristo, que vos foi destinado. 21No entanto, é necessário que o céu o receba, até que se cumpra o tempo da restauração de todas as coisas, conforme disse Deus, nos tempos passados, pela boca de seus santos profetas. 22Com efeito, Moisés afirmou: ‘O Senhor Deus fará surgir, entre vós irmãos, um profeta como eu. Escutai tudo o que ele vos disser. 23Quem não der ouvidos a esse profeta, será eliminado do meio do povo’. 24E todos os profetas que falaram, desde Samuel e seus sucessores, também eles anunciaram estes dias. 25Vós sois filhos dos profetas e da aliança, que Deus fez com vossos pais, quando disse a Abraão: ‘Através da tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra’. 26Após ter ressuscitado o seu servo, Deus o enviou em primeiro lugar a vós, para vos abençoar, na medida em que cada um se converta de suas maldades”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 8)

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:

— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

 

Evangelho (Lc 24,35-48)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava con­vosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Vicente Ferrer, homem de penitência, verdade e esperança

São Vicente Ferrer, pregava sobre a segunda vinda de Jesus

Nascido na Espanha em 1350, viveu em tempos difíceis pois, por influência política, havia um cisma na Igreja do Ocidente: por Cardeais foi declarada inválida a eleição de Urbano VI como Papa, e foi escolhido Roberto de Genebra que tomou o nome de Clemente VII. As coroas ibéricas procuraram manter-se neutras entre os dois Papas, mas o de Avinhão esforçou-se por conquistar a obediência delas e mandou como seu legado o Cardeal Pedro de Luna. Este procurou o apoio de Vicente, que lho deu em boa fé e escreveu um tratado sobre o cisma.

São Vicente acompanhou o mesmo legado nalgumas viagens por esses reinos, regressando depois ao ensino e à pregação em Valência. Pouco depois, volta Pedro de Luna a Avinhão e sucede a Clemente VII como Papa, tomando o nome de Bento XIII. E é reclamada a presença de Vicente em Avinhão, onde passa uns anos.

São Vicente Ferrer foi um santo religioso dominicano, grande pregador e fiel ao carisma. Ele pregava sobre a segunda vinda de Jesus, o Juízo Final, mas de uma maneira que provocava uma conversão nas pessoas. Sua pregação, Deus a confirmava com sinais, milagres e conversões.

Um homem de penitência, da verdade, da esperança, que semeava a unidade e essa expectativa do Senhor que voltará.

Vicente pôde contribuir para a eleição do Papa e pôde deixar bem claro, pela sua vida, que a Palavra de Deus precisa ser anunciada com o espírito e com uma vida a serviço da verdade e da Igreja.

São Vicente Ferrer, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 7, 40-53)

4ª Semana da Quaresma – Sábado 17/03/2018

Primeira Leitura (Jr 11,18-20)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

18Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. 19Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício, e não sabia que tramavam contra mim: “Vamos cortar a árvore em toda a sua força, eli­miná-lo do mundo dos vivos, para seu nome não ser mais lembrado”. 20E tu, Senhor dos exércitos, que julgas com justiça e perscrutas os afetos do coração, concede que eu veja a vingança que tomarás contra eles, pois eu te confiei a minha causa.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 7)

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.
— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio: vinde salvar-me do inimigo, libertai-me! Não aconteça que agarrem minha vida como um leão que despedaça a sua presa, sem que ninguém venha salvar-me e libertar-me!

— Julgai-me, Senhor Deus, como eu mereço e segundo a inocência que há em mim! Ponde um fim à iniquidade dos perversos, e confir­mai o vosso justo, ó Deus-Justiça, vós que sondais os nossos rins e corações.

— O Deus vivo é um escudo protetor, e salva aqueles que têm reto coração. Deus é juiz, e ele julga com justiça, mas é um Deus que ameaça cada dia.

 

Evangelho (Jo 7,40-53)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 40ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta”. 41Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia? 42Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?” 43Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” 46Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”. 47Então os fari­seus disseram-lhes: “Também vós vos dei­xastes enganar? 48Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!” 50Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51“Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?” 52Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. 53E cada um voltou para sua casa.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Patrício, sacerdote missionário

São Patrício salvou muitas almas através de seu testemunho de santidade

O santo de hoje nasceu na Grã-Bretanha, no ano 380. Oração, penitência, uma vida de entrega a Deus que foi capacitando São Patrício a responder em Cristo diante das tribulações da vida.

Aos 16 anos foi capturado e preso por piratas irlandeses. No perdão, na oração e na atenção de encontrar um espaço para a fuga, conseguiu fugir para a França, onde continuou seu discernimento na busca da vontade de Deus.

Tornou-se sacerdote missionário, evangelizando na Inglaterra e na Irlanda. Já como bispo, salvou muitas almas através de seu testemunho de santidade, a ponto de tornar a antiga Irlanda toda católica, do empregado ao rei.

A historia da Irlanda ficou marcada com a contribuição de São Patrício, que através da construção que fez de diversos mosteiros, deixou nesse lugar a fama de “ilha dos mosteiros”.

Faleceu com cerca de 80 anos.

São Patrício, rogai por nós!

Papa fala da Liturgia da Palavra: ouvir e acolher a Palavra de Deus

Quarta-feira, 31 de janeiro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa explicou o itinerário da Palavra de Deus: do ouvido passa ao coração e depois às mãos, ou seja, à prática na vida cotidiana

A Liturgia da Palavra, uma das partes da Santa Missa, foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 31. Seguindo no ciclo de reflexões sobre a Missa, hoje Francisco destacou a importância de se alimentar regularmente da Palavra de Deus para seguir nesta peregrinação terrena.

Francisco comentou que tantas vezes, enquanto a Palavra é proclamada na Missa, as pessoas reparam nas outras e fazem comentários diversos, o que não deve ser feito, uma vez que assim não se ouve a Palavra de Deus. “Quando se lê a Palavra de Deus na Bíblia – a primeira Leitura, a segunda, o Salmo Responsorial e o Evangelho – devemos ouvir, abrir o coração, porque é o próprio Deus que nos fala, e não pensar em outras coisas ou falar de outras coisas”, disse.

Segundo o Papa, na Liturgia da Palavra as páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para se tornar palavra viva, pronunciada por Deus. “É Deus que, por meio da pessoa que lê, nos fala e interpela a nós que escutamos com fé”. Mas é preciso também abrir o coração para receber a palavra, ressaltou o Papa. “Deus fala e nós nos colocamos à escuta, para depois colocar em prática o que ouvimos. É muito importante ouvir”.

O Santo Padre destacou que às vezes as pessoas podem não entender bem porque algumas leituras são um pouco difíceis, mas então Deus fala o mesmo de um outro modo, de forma que é preciso estar em silêncio e ouvir a Palavra de Deus.

“Não se esqueçam disso. Na Missa, quando começamos as leituras, ouçamos a Palavra de Deus”, disse o Papa, frisando que de fato se trata de uma questão de vida, como recorda um trecho do Evangelho de Mateus: “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4, 4).

O Papa comentou ainda um outro aspecto: a proclamação litúrgica das mesmas leituras, com os cantos deduzidos da Sagrada Escritura, exprime e favorece a comunhão eclesial. Entende-se, portanto, porque são proibidas escolhas subjetivas, como omissão de leituras ou substituição com textos não bíblicos. “Substituir aquela Palavra com outras coisas empobrece e compromete o diálogo entre Deus e o seu povo em oração”.

“A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. Nós a escutamos com os ouvidos e passa ao coração; não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração; e do coração passa às mãos, às boas obras. Este é o percurso que faz a Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos. Aprendamos essas coisas”.

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