Tag: liberdade

Quero ter um namoro cristão!

Quando alguém diz namoro cristão ou namoro santo, automaticamente, pensamos na castidade. E com toda certeza, namorar santamente envolve, sim, a pureza.

Muitas correntes e ideologias nos instigam, principalmente a juventude, a nos deixarmos levar pelos impulsos da sexualidade, alegando o uso da liberdade pelo indivíduo e uma revolta contra a suposta privação que a Igreja prega. Na verdade, o discurso cristão ensina que a castidade abranda nossos impulsos e, assim, colocamos racionalidade em nossos atos, aliando sentimento, equilíbrio e inteligência a cada gesto; tendo vista que esses impulsos nos levam a ver a outra pessoa como objeto de consumo, diferentemente do que é o verdadeiro amor.

A castidade encaminha a nossa vocação ao amor para o amor ágape, que é capaz de dar de si sem esperar nada em troca, pois, diferentemente do que pensamos, é desse tipo de disposição interior que o nosso melhor vem à tona e nos torna felizes. “Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir” (Lc 14, 14).

Viver a pureza é um processo de aprendizado e domínio de si, por meio do qual a pessoa vai experienciando aos poucos que amar requer sacrifícios; talvez, por isso mesmo, seja o maior desafio convencer as pessoas a viverem santamente o namoro. No entanto, é a única forma de dar um sentido maior a tudo que fazemos, por isso é o que mais vale a pena.

Contudo, um namoro cristão não é só castidade; vai além disso! Existem também outras dimensões. E visto que só Deus é santo, temos que colocar Cristo em meio ao relacionamento para termos um namoro cristão, um namoro santo. E de que forma fazemos isso? Seguindo todos os desígnios que Jesus Cristo nos ensinou sobre santidade, e praticá-los no namoro.

Dentre os principais estão:

Respeito mútuo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 39).  Diferenças sempre existirão nos gostos e preferências, contudo, o casal deve encontrar compatibilidade em seus sonhos, projetos, anseios de vida, caráter, índole e personalidade. E nessa busca por se acertarem, vez ou outra, falta aos dois paciência, preocupação com o processo do outro, atos para preservar a dignidade do outro e até educação e boas maneiras.

O natural de um namoro, que levou ao casamento ou não, seria que as duas pessoas pudessem dizer sobre si mesmas: “Sou alguém melhor. Me descobri, me conheci um pouco mais”; “Não tenho raiva!”; “Não fui usado(a), não me senti enganado(a)!”.

Em seu namoro, você deixa livre, anima, ajuda e acredita em seu par? Ou lança palavras duras quando algo não sai como sua expectativa? Você está construindo ou destruindo seu(a) amado(a)?

Saber perdoar! (cf. Mt 18, 22). Não adianta perdoar, mas ficar lembrando as culpas passadas a todo momento. Jesus nos mandou perdoar setenta vezes sete.

Zelo pelo compromisso. “Quem é fiel no pouco o será também no muito” (Lc 16, 10).  Não se deixe levar por amizades coloridas ou conversas impróprias. A tentação à infidelidade começa a nos envolver a partir de coisas pequenas como “conversas desnecessárias”. E é um grande engano pensar que, quando casado(a), será fiel se não o for agora.

Mesmo namorando nunca deixe de ser amigo(a). “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15, 13). Dialogue muito! Aliás, o ideal seria que, antes de começar um namoro, o casal cultivasse uma amizade para depois namorar. Nisso você já verá traços de identificação ou não.

Concluindo: namoro santo é a única forma de vivermos plenamente nossa afetividade e a vocação de, um dia, ser companheiro(a) de alguém especial.

Sandro Arquejada
Missionário da Canção Nova e autor do Livro “As Cinco Fases do Namoro”  
Twiiter: twitter.com/Sandroacn  
Facebook: facebook.com/sandro.arquejada

São João Paulo II

:: A Liberdade
:: A Vida
:: A Família
:: Deus e a Pessoa Humana
:: Evangelização
:: A Cruz
:: Autênticos seguidores
:: O Sofrimento
:: Confiança em Deus
:: A Paz
:: Oração
:: Rosário
:: Vida Consagrada
:: Fé e razão
:: Concílio Vaticano II
:: A Arte
:: Eucaristia
:: Os jovens
:: A Virgem Maria

A LIBERDADE
1.- “Estamos no mundo sem ser do mundo, constituídos entre os homens como sinais da verdade e da presença de Cristo para o mundo. Entregamo-lhe todo nosso ser concreto como expressão sua, para que Ele continue fazendo o bem” (Cf. At 10, 38).

2.- “O verdadeiro conhecimento e autêntica liberdade encontram-se em Jesus. Deixai que Jesus sempre faça parte de vossa fome de verdade e justiça, e de vosso compromisso pelo bem-estar de vossos semelhantes”.

3.- “A liberdade, em todos seus aspectos, deve se basear na verdade. Quero repetir aqui as palavras de Jesus: “E a verdade vos libertará” (Jo 8, 32). É, pois, meu desejo que vosso senso de liberdade possa estar sempre de mãos dadas com o um profundo senso de verdade e honestidade sobre vós mesmos e das realidades de vossa sociedade”.

4.- “Só a liberdade que se submete à Verdade conduz a pessoa humana a seu verdadeiro bem. O bem da pessoa consiste em estar na Verdade e em realizar a Verdade” (Encíclica Esplendor da Verdade).

A VIDA
1.- “Qualquer ameaça contra o homem, contra a família e a nação me atinge. Ameaças que têm sempre sua origem em nossa fraqueza humana, na forma superficial de considerar a vida”.

2.- Queremos AMAR COMO TU, que dás a vida e a comunicas com tudo o que es. Quiséramos dizer como São Paulo: «Minha vida é Cristo» (Fl. 1, 21). Nossa vida não tem sentido sem ti.

3.- “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção. A partir do primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos seus direitos de pessoa, entre os quais está o direito inviolável de todo ser inocente à vida”.

4.- O respeito à vida é fundamento de qualquer outro direito, inclusive o da liberdade.

5.- Todo ser humano, desde sua concepção, tem direito de nascer, quer dizer, a viver sua própria vida. Não só o bem-estar, mas também, de certo modo, a própria existência da sociedade, depende da salvaguarda deste direito primordial. Se a criança por nascer tem negado este direito, será cada vez mais difícil reconhecer sem discriminações o mesmo direito a todos os seres humanos.

A FAMÍLIA
1.- A família está chamada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração simples, cheia de esforço e de ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se transforme em oração.

2.- Em uma família que reza não faltará nunca a consciência da própria vocação fundamental: a de ser um grande caminho de comunhão.

3.- A família é para os fiéis uma experiência de caminho, uma aventura cheia de surpresas, mas aberta principalmente à grande surpresa de Deus, que vem sempre de modo novo em nossa vida.

4.- O homem é essencialmente um ser social; com maior razão, pode-se dizer que é um ser “familiar”.

5.- O futuro depende, em grande parte, da família, “esta porta consigo o futuro da sociedade; seu papel especialíssimo é o de contribuir eficazmente para um futuro de paz”.

6.- Que toda família do mundo possa repetir com verdade o que afirma o salmista: “Vede como é doce, como é agradável conviver os irmãos reunidos” (Sl 133, 1).

7.- “O matrimônio e a família cristã edificam a Igreja. Os filhos são fruto precioso do matrimônio” (Familiaris Consortio 14, 16).

8.- A acolhida, o amor, a estima, o serviço múltiplo e unitário -material, afetivo, educativo, espiritual- a cada criança vinda a este mundo, deveria constituir sempre uma nota distintiva e irrenunciável dos cristãos, especialmente das famílias cristãs; assim as crianças, ao mesmo tempo em que crescem “em sabedoria, em estatura e em graça perante Deus e perante os homens”, serão uma preciosa ajuda para a edificação da comunidade familiar para a santificação dos pais (Familiaris Consortio, 1981).

9.- A família é “base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que os guiarão durante toda a vida”.

10.- Os pais têm direitos e responsabilidades específicas na educação e na formação de seus filhos nos valores morais, especialmente na difícil idade da adolescência.

DEUS E A PESSOA HUMANA
1.- “A pessoa humana tem uma necessidade que é ainda mais profunda, uma fome que é maior que aquele a que o pão pode saciar –é a fome que possui o coração humano da imensidade de Deus”.

2.- “A caridade procede de Deus, e tudo o que ele ama nasce de Deus e conhece a Deus… porque Deus é amor (1Jo 4, 7-9). Somente o que é construído sobre Deus, sobre o amor, é durável”.

EVANGELIZAÇÃO
1.- “Como os Reis Magos, sede também vós peregrinos animados pelo desejo de encontrar o Messias e de adorá-lo! Anunciai com valentia que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!”

2.- “Mas, se quiserdes ser eficazes pregadores da Palavra, deveis ser homens de fé profunda, e ao mesmo tempo ouvintes e atuantes da Palavra”.

3.- “A Palavra de Deus é digna em todos vossos esforços. Abraçá-la em toda sua pureza e integridade, e difundi-la com o exemplo e a pregação, é uma grande missão. Esta é vossa missão hoje, amanhã e pelo resto de vossas vidas”.

A CRUZ
1.- “A cruz veio ser para nós a Cátedra suprema da verdade de Deus e do homem. Todos devemos ser alunos desta Cátedra em curso ou fora de curso. Então compreenderemos que a cruz é também berço do homem novo”.

2.- “Onde surge a Cruz, vê-se o sinal de que chegou a Boa Notícia da salvação do homem mediante o amor. Onde se ergue a cruz, está o sinal de que foi iniciada a evangelização”.

3.- “A cruz se transforma também em símbolo de esperança. De instrumento de castigo, passa a ser imagem de vida nova, de um mundo novo”.

4.- “A cruz, na qual se morre para viver; para viver em Deus e com Deus, para viver na verdade, na liberdade e no amor, para viver eternamente”.

AUTÊNTICOS SEGUIDORES
1.- “São José é a prova de que para ser bons e autênticos seguidores de Cristo não são necessárias “grandes coisas”, mas apenas as virtudes comuns, humanas, simples, mas verdadeiras e autênticas”.

O SOFRIMENTO
1.- “As palavras da oração de Cristo no Getsemani provam a verdade do sofrimento”.

2.- “O Getsemani é o lugar no qual precisamente este sofrimento, expressado em toda a verdade pelo profeta sobre o mal padecido nele mesmo, revelou-se quase espiritualmente perante os olhos de Cristo”.

3.- “O sofrimento humano alcançou seu ápice na paixão de Cristo”.

4.- “A cruz de Cristo tornou-se uma fonte da qual brotam rios de água viva.”

5.- “Na cruz de Cristo não apenas se cumpriu a redenção mediante o sofrimento, como o próprio sofrimento humano foi redimido.”

6.- “Peço para vós a graça da luz e da força Espiritual no sofrimento, para que não percais o valor, mas que descubrais individualmente o sentido do sofrimento e possais, com a oração e o sacrifício, aliviar os demais”.

CONFIANÇA EM DEUS
1.- “Sabei também vós, queridos amigos, que esta missão não é fácil. E que pode tornar-se até mesmo impossível, se contardes apenas com vós mesmos. Mas «o que é impossível para os homens, é possível para Deus» (Lc 18, 27; 1, 37)”.

2.- “Os verdadeiros discípulos de Cristo têm consciência de sua própria fragilidade. Por isto colocam toda sua confiança na graça de Deus que acolhem com coração indiviso, convencidos de que sem Ele não podem fazer nada (cfr Jo 15, 5). O que os caracteriza e distingue do resto dos homens não são os talentos ou as disposições naturais. É sua firme determinação em caminhar sobre as pegadas de Jesus”.

A PAZ
1.- “Neste tempo ameaçado pela violência, pelo ódio e pela guerra, testemunhai que Ele, e somente Ele, pode dar a verdadeira paz ao coração do homem, às famílias e aos povos da terra. Esforçai-vos em buscar e promover a paz, a justiça e a fraternidade. E não esqueçais da palavra do Evangelho: «Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque eles serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).”

2.- “A paz e a violência germinam no coração do homem, sobre o qual somente Deus tem poder”.

3.- “A violência jamais resolve os conflitos, nem mesmo diminui suas conseqüências dramáticas”.

4.- “Homens e mulheres do terceiro milênio! Deixai-me repetir: abri o coração a Cristo crucificado e ressuscitado, que vos oferece a paz! Onde entra Cristo ressuscitado, com Ele entra a verdadeira paz”.

5.- “Que ninguém se iluda de que a simples ausência de guerra, mesmo sendo tão desejada, seja sinônimo de uma paz verdadeira. Não há verdadeira paz sem vir acompanhada de igualdade, verdade, justiça, e solidariedade”.

6.- “A verdadeira reconciliação entre homens em conflito e em inimizade só é possível, se se deixam reconciliar ao mesmo tempo com Deus”.

7.- “Não há paz sem justiça, não há paz sem perdão”.

ORAÇÃO
1.- É hora de redescobrir, queridos irmãos e irmãs, o valor da oração, sua força misteriosa, sua capacidade de voltar a nos conduzir a Deus e de nos introduzirmos na verdade radical do ser humano.

2.- Quando um homem ora, coloca-se perante Deus, perante um Tu, um Tu divino, e compreende ao mesmo tempo a íntima verdade de seu próprio eu: Tu divino, eu humano, ser pessoal criado a imagem de Deus.

3.- Em nossas noites físicas e morais, se tu estás presente, e nos amas, e nos falas, já nos basta, embora muitas vezes não sentiremos o consolo.

ROSÁRIO
1.- “Em sua simplicidade e profundidade, continua sendo também neste terceiro Milênio apenas iniciado uma oração de grande significado, destinada a produzir frutos de santidade”.

2.- “O Rosário, com efeito, embora se distinga por seu caráter mariano, é uma oração centrada na cristologia. Na sobriedade de suas partes, concentra em si a profundidade de todo a mensagem evangélica, da qual é como um compêndio”.

3.- “Com ele, o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor”.

4.- “Mediante o Rosário, o fiel obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da Mãe do Redentor”.

5.- “Esta oração teve um posto importante em minha vida espiritual desde minha juventude”.

6.- “O Rosário me acompanhou nos momentos de alegria e nos de tribulação. A ele confiei tantas preocupações e nele sempre encontrei consolo”.

7.- “Há vinte e quatro anos, no dia 29 de outubro de 1978, duas semanas depois da eleição à Sede de Pedro, como abrindo minha alma, expressei-me assim: «O Rosário é minha oração predileta. Prece maravilhosa! Maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade” […].

8.- “Hoje, no início do vigésimo quinto ano de serviço como Sucessor de Pedro, quero fazer o mesmo. Quantas graças recebi da Santíssima Virgem através do Rosário nestes anos: Magnificat anima mea Dominum! Desejo elevar meu agradecimento ao Senhor com as palavras de sua Mãe Santíssima, sob cuja proteção coloquei meu ministério petrino: Totus tuus!”

9.- “O Rosário, compreendido em seu pleno significado, conduz ao coração da vida cristã e oferece uma oportunidade cotidiana e fecunda espiritual e pedagógica, para a contemplação pessoal, a formação do Povo de Deus e da nova evangelização”.

10.- “…o motivo mais importante para voltar a propor com determinação a prática do Rosário é por ser um meio sumamente válido para favorecer nos fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão, que propus na Carta Apostólica Novo millennio ineunte como verdadeira e própria “pedagogia da santidade”: «é necessário um cristianismo que se distinga principalmente na arte da oração»”.

11.- “Não se pode recitar o Rosário sem sentir-se implicados em um compromisso concreto de servir à paz, com uma particular atenção à terra Jesus, ainda hoje tão atormentada e tão querida pelo coração cristão”.

12.- “No marco de uma pastoral familiar mais ampla, fomentar o Rosário nas famílias cristãs é uma ajuda eficaz para contrastar os efeitos desoladores desta crise atual”.

13.- “Numerosos sinais mostram como a Santíssima Virgem exerce também hoje, precisamente através desta oração, aquela solicitude materna para com todos os filhos da Igreja que o Redentor, pouco antes de morrer, confiou-lhe na pessoa do predileto: «Mulher, eis aí o teu filho!» (Jo 19, 26)”.

14.- “Maria vive olhando a Cristo e tem em mente cada uma de suas palavras: « Guardava todas estas coisas, e as meditava em seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As memórias de Jesus, impressas em sua alma, a acompanharam em todo momento, levando-a a percorrer com o pensamento os diversos episódios de sua vida junto ao Filhos. Foram aquelas lembranças que constituíram, em certo sentido, o “rosário” que Ela recitou constantemente nos dias de sua vida terrena”.

15.- “Quando recita o Rosário, a comunidade cristã está em sintonia com a memória e com o olhar de Maria”.

16.- “…como destacou Paulo VI: «Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e sua oração corre o risco de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de contradizer a advertência de Jesus: “Quando rezardes, não sejais charlatães como os pagãos, que pensam que são escutados em virtude de sua loquacidade” (Mt 6, 7)”.

17.- “Percorrer com Maria as cenas do Rosário é como ir à “escola” de Maria para ler a Cristo, para penetrar em seus segredos, para entender sua mensagem”.

18.- “…isto diz o Beato Bartolomeu Longo: «Como dois amigos, freqüentando-se, costumam se parecer também nos costumes, assim nós, conversando familiarmente com Jesus e com a Virgem, ao meditar os Mistérios do Rosário, e formando juntos uma mesma vida de comunhão, podemos chegar a ser, na medida de nossa pequenez, parecidos com eles, e aprender com estes eminentes exemplos o ver humilde, pobre, escondido, paciente e perfeito»”.

19.- “O Rosário nos transporta misticamente junto a Maria, dedicada a seguir o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Isso lhe permite educar-nos e modelar-nos na mesma diligência, até que Cristo «seja formado» plenamente em nós (cf. Gl 4, 19)”.

20.- ‘O Rosário promove este ideal, oferecendo o “segredo” para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e comprometido de Cristo. Poderíamos chamá-lo de caminho de Maria”.

VIDA CONSAGRADA
1.- “A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de vosso testemunho no mundo. Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço”.

2.- “A necessidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interna, à retidão e santidade de vida de cada religiosa”.

3.- “A Profissão religiosa coloca no coração de cada um e cada uma de vós, queridos Irmãos e Irmãs, o amor do Pai; aquele amor que há no coração de Jesus Cristo, Redentor do mundo. Este é um amor que abarca o mundo e tudo o que nele vem do Pai e que ao mesmo tempo deve vencer no mundo tudo o que «não vem do Pai” (Redemptionis Donum, 9).

4.- “O consagrado é aquele que afirma e vive em si mesmo o senhorio absoluto de Deus, que quer ser tudo em todos”.

5.- “A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de vosso testemunho perante o mundo”.

6.- “Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço”.

7.- “A necessidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interior, à retidão e santidade de vida de cada religiosa”.

8.- “Esta entrega nossa “transpasso de propriedade”, nos marcou com um sinal particular, que passou a ser nossa identidade”.

FÉ E RAZÃO
1.- “A fé e a razão (Fides et ratio) são como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade. Deus colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, definitivamente, de conhecê-lo para que, conhecendo-o e amando-o, possa alcançar também a plena verdade sobre si mesmo (cf. Ex 33, 18; Sl 27 [26], 8-9; 63 [62], 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2). Carta encíclica Fides et Ratio Sobre as relações entre Fé e Razão. 14 de setembro de 1998.

CONCÍLIO VATICANO II
1.- Depois de sua conclusão, o Concílio não parou de inspirar a vida da Igreja. Em 1985 quis afirmar: “Para mim que tive a graça especial de participar e colaborar ativamente em seu desenvolvimento, o Vaticano II foi sempre, e é de modo particular nestes anos de meu pontificado, o ponto de referência constante de toda minha ação pastoral, com o compromisso responsável de traduzir suas diretrizes em aplicação concreta e fiel, em cada igreja e em toda a Igreja. Devemos recorrer incessantemente a essa fonte” (João Paulo II, Homilia de 25 de janeiro de 1985, cf. L’Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 3 de fevereiro de 1985, p. 12).

2.- Depois do encerramento do Sínodo, fiz meu esse desejo, ao considerar que respondia “realmente às necessidades da Igreja universal e das Igrejas particulares” (5). João Paulo II, Discurso na sessão de encerramento da II Assembléia geral extraordinária do Sínodo dos bispos, 7 de dezembro de 1985; AAS 78 (1986), p. 435; cf. L’Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 15 de dezembro de 1985, p. 11.

A ARTE
1.- “Aquele que cria dá o próprio ser, tira alguma coisa do nada —ex nihilo sui et subiecti, se diz em latim— e isto, em senso estrito, é o modo de proceder exclusivo do Onipotente. O artífice, ao contrário, utiliza algo já existente, dando-lhe forma e significado”.

2.- “Na « criação artística » o homem revela-se mais do que nunca « imagem de Deus » e realiza esta tarefa principalmente convertendo a estupenda « matéria » da própria humanidade e, depois, exercendo um domínio criativo sobre o universo que o rodeia”.

3.- “O Artista divino, com admirável condescendência, transmite ao artista humano uma faísca de sua sabedoria transcendente, chamando-o a compartilhar de sua potência criadora”.

4.- “o artista, quanto mais consciente é de seu « dom », tanto mais se sente movido a olhar a si mesmo e à toda a criação com olhos capazes de contemplar e de agradecer, elevando a Deus seu hino de louvor. Somente assim pode compreender a fundo a si mesmo, sua própria vocação e missão”.

5.- “Nem todos estão chamados a ser artistas no sentido específico da palavra. Entretanto, segundo a expressão do Gênesis, a cada homem é confiada a tarefa de ser artífice da própria vida; de certo modo, deve fazer dela uma obra de arte, uma obra-prima”.

EUCARISTIA
1.- “Tua presença na Eucaristia começou com o sacrifício da última ceia e continua como comunhão e doação de tudo o que és”.

2.- “O culto eucarístico brota do amor e serve ao amor, para o qual todos nós somos chamados em Cristo Jesus. E fruto vivo desse mesmo culto é o aperfeiçoamento da imagem de Deus que trazemos em nós, imagem que corresponde àquela que Cristo nos revelou. Tornando-nos assim “adoradores do Pai em espírito e verdade”, nós amadurecemos numa cada vez mais plena união com Cristo, estamos mais unidos a Ele” (24.02.1980).

3.- “E Eucaristia é grande apelo para a conversão. Sabemos que ela é convite para o Banquete; que, alimentando-nos com a Eucaristia, recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, sob as aparências do pão e do vinho. E precisamente porque é convite, a Eucaristia é e continua a ser apelo para a conversão” (29.09.1979).

4.- “Numa plena e ativa participação no Sacrifício Eucarístico e na vida litúrgica completa da Igreja, todo o povo encontra a primeira e indispensável fonte do verdadeiro espírito cristão. Na Eucaristia encontra a força que o torna capaz de dar ao mundo o testemunho de vida” (26.04.1979).

5.- “O Santo Sacrifício da Missa quer ser também a celebração festiva da nossa salvação” (29.09.1979).

OS JOVENS
1.- “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13-14)… (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude).

2.- “A Igreja os vê com confiança e espera que sejam o povo das bem-aventuranças!” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

3.- “Não temam responder generosamente ao chamado do Senhor. Deixem que sua fé brilhe no mundo, que suas ações mostrem seu compromisso com a mensagem salvadora do Evangelho!” (Saudação final do Papa João Paulo II aos participantes da JMJ 2002 Downsview Lands, Toronto, 28 de julho de 2002).

4.- “Vivais comprometidos, na oração, na atenta escuta e no compartilhar gozoso estas ocasiões de “formação permanente”, manifestando vossa fé ardente e devota! Como os Reis Magos, sejam também peregrinos animados pelo desejo de encontrar ao Messias e de adorá-lo! Anunciai com coragem que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!”

5.- “Também vós, queridos jovens, vos enfrenteis ao sofrimento: a solidão, os fracassos e as desilusões em vossa vida pessoal; as dificuldades para adaptar-se ao mundo dos adultos e à vida profissional; as separações e os lutos em vossas famílias; a violência das guerras e a morte dos inocentes. Porém sabeis que nos momentos difíceis, que não faltam na vida de cada um, não estais sós: como a João ao pé da Cruz, Jesus vos entrega também a Mãe dele, para que vos conforte com ternura” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

6.- “Queridos jovens, já sabeis que o cristianismo não é uma opinião e não consiste em palavras vãs. O cristianismo é Cristo! ¡É uma Pessoa, é o que Vive! Encontrar a Jesus, amá-lo e fazê-lo amar: eis aqui a vocação cristã” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

7.- “Queridos jovens, só Jesus conhece vosso coração, vossos desejos mais profundos. Só Ele, quem os amou até a morte, (cf Jo 13,1), é capaz de saciar vossas aspirações. Suas palavras de vida eterna, palavras que dão sentido à vida. Ninguém fora de Cristo poderá dar-vos a verdadeira felicidade” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

8.- “Agora mais que nunca é urgente que sejais os “centinelas da manhã”, os vigias que anunciam a luz da alvorada e a nova primavera do Evangelho, da que já são vistas os brotos. A humanidade necessita imperiosamente o testemunho de jovens livres e valentes, que se atrevam a caminhar contra a corrente e a proclamar com força e entusiasmo a própria fé em Deus, Senhor e Salvador” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

A VIRGEM MARIA
1.- “O anúncio de Simeão aparece como um segundo anúncio a Maria, pois lhe indica a concreta dimensão histórica na qual o Filho cumprirá sua missão, isso é, na incompreensão e na dor” (Mãe do Redentor 16).

2.- “O dogma da maternidade divina de Maria foi para o Concílio de Éfeso e é para a Igreja como um selo do dogma da Encarnação na que o Verbo assume realmente na unidade de sua pessoa a natureza humana sem anula-la” (Mãe do Redentor 4)

3.- “Maria é “cheia de graça”, porque a Encarnação do Verbo, a união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e cumpre precisamente nela” (Mãe do Redentor 9).

4.- “O ir ao encontro das necessidades do homem significa, ao mesmo tempo, sua introdução no raio de ação da missão messiânica e do poder salvador de Cristo. Por conseguinte, sucede uma mediação: Maria se põe entre seu Filho e os homens na realidade de suas privações, indigências e sofrimentos. Se põe “no meio”, ou seja se faz mediadora não como uma pessoa desconhecida, senão no seu papel de mãe, consciente de que como tal pode – melhor “tem o direito de” – fazer presente ao Filho às necessidades dos homens” (Mãe do Redentor 21).

5.- “A Mãe de Cristo se apresenta diante dos homens como porta-voz da vontade do Filho, indicadora daquelas exigências que devem cumprir-se para que possa ser manifestado o poder salvador do Messias” (Mãe do Redentor 21).

6.- “Em Caná, mercê à intercessão de Maria e à obediência dos criados, Jesus começa sua hora” (Mãe do Redentor 21).

7.- “Em Caná Maria aparece como a que crê em Jesus, sua fé provoca o primeiro “sinal” e contribui a despertar a fé dos discípulos” (Mãe do Redentor 21).

8.- “A missão maternal de Maria aos homens de nenhuma maneira escurece nem diminui esta única mediação de Cristo, pelo contrário, mostra sua eficácia. Esta função maternal brota, segundo o privilégio de Deus, da sobreabundância dos méritos de Cristo… dela depende totalmente e da mesma extrai toda a sua virtude” (Mãe do Redentor 22).

9.- “Esta nova maternidade de Maria, gerada pela fé, é fruto do “novo” amor, que amadurecido nela definitivamente junto à Cruz, a través da sua participação no amor redentor do Filho” (Mãe do Redentor 23).

10.- Nos deste tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração. Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe.

 

O Papa São João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’” (WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)

Sede de poder e deslealdade são incompatíveis com o serviço

Terça-feira, 8 de novembro de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Santo Padre reiterou na Missa de hoje que não se pode servir Deus e o mundo

Para servir bem o Senhor, não se pode ser desleal nem buscar o poder. Essa é a síntese da homilia do Papa Francisco na Missa celebrada nesta terça-feira, 8, na Casa Santa Marta. O Pontífice reiterou que não se pode servir Deus e o mundo.

“Somos servos inúteis”, disse o Papa, reiterando que “todo verdadeiro discípulo do Senhor deve repetir esta afirmação repetir a si mesmo”. Mas quais são, questiona o Papa, os obstáculos que impedem de servir o Senhor com liberdade? São muitos, constata com amargura, e um é a sede de poder.

“Quantas vezes vimos, até em nossas casas: ‘aqui sou eu que comando!’. E quantas vezes, sem dizê-lo, fizemos ouvir aos outros ‘que aqui eu comando’, não? Mostrar isso… A sede de poder… E Jesus nos ensinou que aquele que comanda se torna como aquele que serve. Ou se alguém quiser ser o primeiro, seja servidor de todos. Jesus reverte os valores da mundanidade, do mundo. E este desejo de poder não é o caminho para se tornar um servo do Senhor, ao contrário: é um obstáculo, um destes obstáculos que rezamos ao Senhor para que afaste de nós”.

Não à deslealdade de quem quer servir Deus e o dinheiro

O outro obstáculo, segundo o Papa, se verifica também na vida da Igreja e é a deslealdade. Isto acontece quando alguém quer servir o Senhor enquanto serve outras coisas que não são o Senhor.

“O Senhor nos disse que nenhum serviço pode ter dois patrões. Ou serve Deus ou serve o dinheiro. Foi Jesus que o disse. E este é um obstáculo: a deslealdade; que não é o mesmo de ser pecador. Todos somos pecadores e nos arrependemos disso, mas ser desleais é fazer jogo duplo, não? Jogar à direita e à esquerda, jogar com Deus e jogar com o mundo, não? Isto é um obstáculo. Aquele que tem sede de poder e aquele que é desleal dificilmente podem servir ou serem servos livres do Senhor”.

Estes obstáculos, a sede de poder e a deslealdade, retomou Francisco, tiram a paz e causam um tremor no coração que não deixa em paz, mas sempre ansioso. E isto leva a viver na tensão da vaidade mundana, viver para aparecer.

Quanta gente vive somente para ser vitrina, ponderou o Papa, para aparecer, para que digam: ‘Ah, como ele é bom…’, tudo pela fama. Fama mundana”. E assim não se pode servir o Senhor”. Por isso, acrescentou o Santo Padre, “pedimos ao Senhor para remover os obstáculos para que com serenidade, seja do corpo, seja do espírito, possamos dedicar-nos livremente ao seu serviço”.

“O serviço de Deus é livre: nós somos filhos, não escravos. E servir Deus em paz, com serenidade, quando Ele mesmo tirou de nós os obstáculos que tiram a paz e serenidade, é servi-Lo com a liberdade. E quando servimos o Senhor com liberdade, sentimos a paz ainda mais profunda, não é verdade? Da voz do Senhor: ‘Oh, vem, vem, vem, servo bom e fiel’. E todos nós queremos servir o Senhor com bondade e fidelidade, mas precisamos de sua graça: sozinhos não podemos. E por isso, pedir sempre esta graça, que seja Ele a remover esses obstáculos, que seja Ele a nos dar essa serenidade, essa paz do coração para servi-Lo livremente, não como escravos: mas como filhos”.

“Liberdade no serviço”. Francisco evidencia, assim, que também quando o serviço é livre, deve-se repetir que “somos servos inúteis” conscientes de que sozinhos não se pode fazer nada. “Somente devemos pedir e dar espaço para que Ele faça em nós, e Ele nos transforme em servos livres, em filhos, não em escravos. Que o Senhor nos ajude a abrir o coração e deixar trabalhar o Espírito Santo, para que remova de nós esses obstáculos, especialmente o desejo de poder que faz tanto mal, e a deslealdade, a dupla face de querer servir Deus e o mundo. E assim nos dê essa serenidade, essa paz para poder servi-Lo como filho livre, que no final, com muito amor, Lhe diz: ‘Pai, obrigado, mas o Senhor sabe: eu sou um servo inútil”.

Seguir exemplo de Maria: caminhar com Deus

Natividade de Nossa Senhora

Segunda-feira, 8 de setembro de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco ressaltou que o homem não faz seu caminho sozinho, pois Deus optou por caminhar com ele ao longo da história

“Olhando para a história de Maria, perguntemos se deixamos que Deus caminhe conosco”. Esta foi a reflexão proposta pelo Papa Francisco na Missa desta segunda-feira, 8, na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a Natividade de Nossa Senhora. O Pontífice destacou que Deus está nas coisas grandes, mas também nas pequenas e tem paciência de caminhar com o ser humano, mesmo se este é pecador.

Na homilia, Francisco falou da Criação e do caminho que Deus faz com o homem na história. Ao ler o livro do Gênesis, há o perigo de pensar em Deus como um “mágico” que fazia as coisas com uma “varinha mágica”. Porém, advertiu o Papa, não foi assim, pois Deus fez as coisas e as deixou andar conforme leis internas; deu ao universo autonomia, mas não independência.

“Porque Deus não é um mágico, é criador! Quando, no sexto dia, daquela história, chega à criação do homem dá uma outra autonomia, um pouco diversa, mas não independente: uma autonomia que é a liberdade. E diz ao homem para seguir adiante na história, faz dele o responsável pela criação, também para que a levasse adiante e, assim, chegasse à plenitude dos tempos. E qual era a plenitude dos tempos? Aquilo que Ele tinha no coração: a chegada do seu Filho”.

Deus predestinou todos a serem conforme a imagem do seu Filho e este é o caminho da humanidade, explicou o Santo Padre. Ele dirigiu o pensamento, então, para o Evangelho do dia, que fala da genealogia de Jesus. Trata-se de um elenco que conta com santos e pecadores, mas de toda forma a história segue adiante porque Deus quis que os homens fossem livres. Quando o homem usou mal a sua liberdade, Deus o expulsou do Paraíso, mas fez uma promessa e, com isso, o homem pôde sair do Paraíso com esperança.

“O homem não faz seu caminho sozinho: Deus caminha com ele. Porque Deus fez uma opção: optou pelo tempo, não pelo momento. É o Deus do tempo, é o Deus da história, é o Deus que caminha com os seus filhos, caminha com justos e pecadores”.

Ao mesmo tempo em que é grande, Deus está também nas coisas pequenas e caminha com cada um com paciência, disse Francisco. E assim, chega-se a Maria, pequena, santa, escolhida para se tornar a Mãe de Deus.

“Hoje podemos olhar para Nossa Senhora e nos perguntarmos: ‘Como eu caminho na minha história? Deixo que Deus caminhe comigo ou quero caminhar sozinho? Deixo que Ele me ajude, me perdoe, me leve adiante para chegar ao encontro com Jesus Cristo?’ Este será o fim do nosso caminho: encontramo-nos com o Senhor. (…) E assim podemos louvar o Senhor e pedir humildemente que nos dê a paz, aquela paz do coração que somente Ele pode nos dar, que somente nos dá quando deixamos que Ele caminhe conosco”.

O que é a castidade?

Defendendo um tesouro

Se você tivesse um grande tesouro, e ele estivesse sob o risco de ser roubado, o que você faria?

Começo esse texto chamando a atenção do leitor para que ele não confunda castidade com celibato. Esse é a continência sexual vivida pela causa do Reino de Deus. Já castidade é uma virtude que pode ser vivida em qualquer estado de vida, ou seja, como solteiro, casado e, inclusive, celibatário, religioso e padre.

Esclarecido isso, entramos na questão. Se você tivesse um grande tesouro, e ele estivesse sob o risco de ser roubado, o que você faria? Com certeza, você o protegeria da melhor maneira possível. Aliás, hoje em dia, os bancos existem para isso. E qual é seu maior tesouro? É a capacidade de amar, ou seja, o dom de dar e receber amor. Essa é a grandeza suprema do ser humano. A liberdade tem seu sentido mais profundo quando somos capazes de exercer esse dom do amor.

“A castidade é a energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade, sabe promovê-lo para a sua mais plena realização” 1. A castidade, então, é a proteção, a defesa de nosso maior tesouro: o amor. Assim, a virtude da castidade não pode ser “entendida como uma virtude repressiva, mas, pelo contrário, como a transparência e, ao mesmo tempo, a guarda de um dom recebido, precioso e rico, o dom do amor, em vista do dom de si que se realiza na vocação específica de cada um” 2.

A capacidade de amar do ser humano vem do fato de Deus nos ter feito à Sua imagem e semelhança. “‘Deus é amor’ (1Jo 4,8) e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem, Ele inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação do ser humano”. Assim, o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é “capaz de um tipo de amor superior: não o amor da concupiscência, que vê só objetos com que satisfazer os próprios apetites, mas o amor de amizade e oblatividade, capaz de reconhecer e amar as pessoas por si mesmas”4.

Essa capacidade de amar se manifesta em nossa vida através da nossa sexualidade e afetividade. Contudo, pelo pecado original, nossa capacidade de amar ficou deformada pelo egoísmo e pela busca de satisfação própria (prazer), por um amor desordenado e irracional por si mesmo. Essas marcas nos impedem de viver o amor livre e puro. É justamente aí que entra a castidade: ela nos educa e liberta, devolvendo-nos a capacidade de amar livremente a Deus e aos homens com toda plenitude do nosso ser. Ordena toda a dinâmica da nossa afetividade e sexualidade para Deus, limpando-as dos desvios e da desordem do pecado (amor centrado em si mesmo: egoísmo e busca da própria satisfação – prazer) para que possamos viver o amor na sua dimensão mais pura e sublime que é a caridade: ofertar-se inteiramente para o bem do outro.

Referências Bibliográficas
1- São João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, n. 33
2- Conselho Pontifício para a Família, Sexualidade Humana: Verdade e Significado, n. 4.
3- São João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, n. 11
4- Conselho Pontifício para a Família, Sexualidade Humana: Verdade e Significado, n. 9.

André L. Botelho de Andrade é casado e pai de três filhos. Com formação em Teologia e Filosofia Tomista, Andrade é fundador e moderador geral da comunidade católica Pantokrator, à qual se dedica integralmente. http://www.pantokrator.org.br Contato: http://facebook.com/andreluisbotelhodeandrade

Santo Agostinho de Hipona

“A Lei foi dada para que se implore a graça; a graça foi dada para que se observe a lei.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Bem como a verdade se produz pela medida, também a medida se produz pela verdade.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Bem como toda carência é desgraça, toda desgraça é carência.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A razão não se submeteria nunca, se não se julgasse que há ocasiões em que deve submeter-se.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quem toma bens dos pobres é um assassino da caridade. Quem a eles ajuda, é um virtuoso da justiça.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A ociosidade caminha com lentidão, por isso todos os vícios a atingem.” [ Santo Agostinho  ]

“Existirá a verdade ainda que o mundo pereça.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“No Céu dizem Aleluia, porque na Terra disseram Amém.” [ Santo Agostinho ]

“A necessidade não conhece leis.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A mesma debilidade de Deus procede de sua onipotência.” [ Santo Agostinho ]

“Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Que é, pois o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; se quero explicá-lo a quem me pede, não sei.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos o sejam.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Não há riqueza mais perigosa do que uma pobreza presunçosa.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Convém matar o erro, porém salvar aos que vão errados.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Pensa em tudo o que crê. Porque a fé, se não se pensa no que crê, é nula.”  [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Uma coisa é ter percorrido mais o caminho e outra ter caminhado mais devagar.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“O mundo não foi feito no tempo, mas sim com o tempo.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“No jardim da Igreja se cultivam: As rosas dos mártires, os lírios das virgens, as rosas dos casados, as violetas das viúvas.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Amai a esta Igreja, permanecei nesta Igreja, é de vocês esta Igreja.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A alma desordenada leva em sua culpa a pena.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Não teve tempo algum em que não tivesse tempo.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Nas coisas necessárias, a unidade; nas duvidosas, a liberdade; e em todas, a caridade.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quando estiver em Roma, comporta-te como os romanos.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Uma virtude simulada é uma impiedade duplicada: à  malícia une-se a falsidade.”  [ Santo Agostinho de Hipona ]

“O homem não reza para dar a Deus uma orientação, mas para orientar-se devidamente a si mesmo.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Creio para compreender, e compreendo para crer melhor.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Não se chega à verdade senão através do amor.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Dai-me o que mandas e manda-me o que queiras de mim.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Os homens estão sempre dispostos a vasculhar e averiguar sobre as vidas alheias, mas lhes dá preguiça conhecer-se a si mesmos e corrigir sua própria vida.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Se somos arrastados para Cristo, cremos sem querer; usa-se então a violência, não a liberdade.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“O que mais Deus odeia depois do pecado é a tristeza, porque nos predispõe ao pecado.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Aprova aos bons, tolera os maus e ama a todos.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“É melhor coxear pelo caminho do que avançar a grandes passos fora dele. Pois quem coxea no caminho, ainda que avance pouco, atem-se à meta,enquanto quem vai fora dele, quanto mais corre, mais se afasta.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Casar-se está bem. Não se casar está melhor.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Ninguém nega a Deus, senão aquele a quem lhe convém que Deus não exista.”  [ Santo Agostinho de Hipona ]

“O passado já não é mais e o futuro não é ainda.” [  Santo Agostinho de Hipona ]  “A sabedoria não é outra coisa senão a medida do espírito, isto é, a que nivela ao espírito para que não se extrapole nem se estreite.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Obedecei mais aos que ensinam do que aos que mandam.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A soberba não é grandeza mas sim inchaço; e o que está inchado parece grande mas não está são.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Não vás para fora, volta a ti mesmo. No homem interior habita a verdade.”  [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Se duvido, se me alucino, vivo. Se me engano, existo. Como enganar-me ao afirmar que existo, se tenho que existir para enganar-me?” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Uma vez ao ano é lícito fazer loucuras.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Dá o que tens para que mereças receber o que te falta.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quando rezamos falamos com Deus, mas quando lemos é Deus quem fala conosco.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quanto melhor é o bom, tanto mais incômodo é para o mau.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Onde não há caridade não pode haver justiça.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“As lágrimas são o sangue do alma.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quem não teve atribulações para suportar, é porque não começou a ser cristão para valer.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Conhece-te, aceita-te, supera-te.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Deus não manda coisas impossíveis, mas sim, ao mandar o que manda, convida-te a fazer o que possas e pedir o que não possas e te ajuda para que possas.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Se queres conhecer a uma pessoa, não lhe perguntes o que pensa mas sim o que ela ama.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Aquele que não tem ciúmes não está apaixonado.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Se precisas uma mão, recorda que eu tenho duas.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

Descobriu sua vocação após pergunta de amigo agnóstico e agora é sacerdote

https://www.acidigital.com/noticias/descobriu-sua-vocacao-apos-pergunta-de-amigo-agnostico-e-agora-e-sacerdote-51060

Ordenação de Pe. Juan Pablo Aroztegi pelo Bispo de San Sebastián, Dom José Ignacio Munilla. Foto: Diocese de San Sebastián

San Sebastián, 06 Jul. 18 / 10:00 am (ACI).- Pe. Juan Pablo Aroztegi foi ordenado sacerdote no dia 2 de julho pelo Bispo de San Sebastián (Espanha), Dom José Ignacio Munilla, na catedral do Bom Pastor. O novo presbítero tem 35 anos, é engenheiro industrial e agora também é o sacerdote mais jovem da diocese.

Segundo relataram diversos meios de comunicação locais, Pe. Juan Aroztegi começou a discernir sua vocação depois que um amigo agnóstico lhe perguntou por que era cristão.

Até então, não tinha se questionado por que seguia Jesus Cristo, nem o que queria fazer de sua vida. Na época, trabalhava em uma empresa de software livre em Pamplona (Espanha), mas, depois de uma profunda reflexão, decidiu ingressar no seminário.

Quando Pe. Juan Pablo decidiu entrar no seminário, em um dos “maiores momentos de liberdade” de sua vida, e comunicou ao amigo que tinha lhe feito essas perguntas que mudaram sua vida, este o respondeu que esperava por isso.

“Os teus amigos te conhecem e podem intuir as tuas decisões. É irônico que um amigo agnóstico tenha me feito questionar minha vida cristã e minha vocação”, afirmou.

E, embora a maioria de seus amigos não sejam crentes, Pe. Juan Pablo assegura que têm “muito respeito”, por isso, alguns foram à Missa de ordenação sacerdotal no último domingo.

“As conversas que tive com alguns deles para comunicar sobre minha decisão foi um dos momentos mais bonitos da minha vida. Eu me senti livre e me mostrei como sou. Falamos de temas importantes que nunca havíamos tratado antes”, recordou.

Pe. Aroztegi explicou ao ‘Diario Vasco’ que nos dias antes da ordenação estava “tranquilo e emocionado”, porque “o que a princípio era como uma chama de fogo dentro de mim, pequena mas da qual não podia duvidar, durante esses anos foi ganhando força. Chego [à ordenação] sereno, porque me sinto muito livre. E, ao mesmo tempo, a emoção é grande. Estou emocionado por tudo o que significa e porque poderei me dar totalmente àquilo ao qual me sinto chamado”.

Segundo afirmou, sua família se surpreendeu quando contou sua decisão, embora sempre tivesse vivido a fé “de uma maneira muito natural”.

“ia à Missa aos domingos com eles [sua família]. Claro que durante a minha juventude e adolescência, não via o sacerdócio para minha vida, pensava que meu futuro era o de formar uma família. Mas, a vida dá muitas voltas”, afirma.

Segundo declarações ao ‘Diario Vasco’, este jovem sacerdote assegurou que gosta de “estar aberto às surpresas da vida. Quem me diria com 15 ou 22 anos que ia acabar sendo sacerdote, nem me passava pela cabeça. Sem dúvidas, as melhores coisas que aconteceram na minha vida foram inesperadas. Nesse sentido, hoje estou ansioso por tudo o que me espera na vida sacerdotal. Sinceramente, espero uma vida intensa e apaixonante, com momentos bons e outros de cruz e sofrimento, como em qualquer outro caminho na vida”.

Além disso, indicou que gostaria de seguir o exemplo de alguns sacerdotes que foram importantes em sua vida.

“Admiro os [sacerdotes] que não buscam ter êxito nem aplausos, mas ajudar a quem precisa sem que ninguém saiba. Atrai-me o sacerdote que é humilde em todos os sentidos, o que vê a si mesmo como um cristãos a mais, um discípulo de Jesus que está a caminho como qualquer outro. O que é um homem de Deus, reza por seu povo e não busca nada mais do que as coisas de Deus. E, sobretudo, atrai-me o sacerdote que cria unidade, que sabe estar com os demais”, assegurou.

Explicou ainda que um dos desafios do sacerdote de hoje é “formar comunidades cristãs nas quais se possa viver a grandeza da vida em Cristo”. Para isso, incentiva a “ir ao essencial, ao que importa na vida, a amar e ser amados”. E afirmou que se o cristianismo é vivido com autenticidade, “é verdadeiramente atrativo”.

Meu corpo, regras de Deus

http://blog.cancaonova.com/diarioespiritual/2015/12/04/meu-corpo-regras-de-deus/

Os pagãos gritam: ‘meu corpo, minhas regras’ para eles, tudo é permitido. Mas os cristãos seguem outras regras. E cantam com a vida ‘meu corpo, regras de Deus.’

Meu corpo, regras de Deus

“Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? Poderia eu fazer dos membros de Cristo, membros de uma prostituta?! De modo algum!”

É uma atitude heroica da parte dos cristãos diante de tão grande apelo moral à libertinagem a devassidão. Os Coríntios tinham um ditado: ‘A mim, tudo é permitido’ e com isso, misturavam sua fé aos costumes pagãos de libertinagem e devassidão, sem contar as outras atitudes reprováveis próprias de quem ainda não conheceu Jesus Cristo e vive entregue às próprias paixões. Entre eles, cada qual faz de seu corpo suas próprias regras e se considera livre por agir assim sem reprovação moral, mas aquele que foi lavado, resgatado, salvo pelo nome e pelo precioso sangue de Jesus Cristo, se tornou com ele um só corpo. Corpo santo que não pode ser maculado por causa dos nossos pecados. Aos cristãos, nem tudo convém… Por isso cantamos uma canção de amor e gratidão a Deus: meu corpo, regras de Deus! Porque já não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim (Gl 2, 20).

Diante de tantos apelos, a nossa fé precisa ser cada vez mais marcada pelo amor genuíno intenso e verdadeiro que só Deus tem para nos dar gratuitamente. Assim, banhados neste amor estaremos fortalecidos para resistir à corrupção da carne e do Espírito pois em nossos corpos experimentamos um amor que está acima de todas as paixões desordenadas. Cada estado de vida pode experimentar esse amor de Deus banhando seu modo de amar humano em plena castidade e liberdade dentro de seu estado de vida abençoado por Deus. Amor que os que se entregam à devassidão sequer imaginam, mas buscam nas paixões ávida e inutilmente.

Leia o trecho em I Cor 6, 12-20

Na Bíblia cnbb página 1404-1405

Título: Liberdade cristã e libertinagem

Promessas

I Cor 6, 14

“E Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder.”

Ordens

I Cor 6, 18.20b

“Fugi da devassidão.”

“Então, glorificai a Deus no vosso corpo.”

Princípios Eternos

I Cor 6, 12-13.15-17.18b-20A

“A mim tudo é permitido, mas nem tudo me convém. A mim tudo é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos. Mas Deus destruirá uns e outros. O corpo, porém, não é para a prostituição, ele é para o Senhor, e o Senhor é para o corpo.”

“Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? Poderia eu fazer dos membros de Cristo, membros de uma prostituta?! De modo algum! Não sabeis que aquele que se une a uma prostituta torna-se com ela um só corpo? Pois está escrito: ‘os dois serão uma só carne.’ Mas quem adere ao Senhor, torna-se com ele um só espírito.”

“Em geral, todo pecado que uma pessoa venha a cometer é exterior ao seu corpo. Mas quem pratica imoralidade sexual peca contra seu próprio corpo. Acaso ignorais que vosso corpo é templo do Espírito Santo que mora em vós e que recebestes de Deus? Ignorais que não pertenceis a vós mesmos? De fato, fostes comprados por preço muito alto!”

Qual a mensagem de Deus para mim hoje?

Glorificai a Deus com vosso corpo. Fugi da devassidão.

Como posso pôr isso em prática?

Buscando sempre mais fugir das ocasiões de pecado e procurando desenvolver as virtudes, sobretudo a castidade.

A primeira vitória de um homem é nascer

O homem tem o valor que dá a si próprio

Havia, na Índia, um sábio que era assiduamente procurado. Certa vez, um jovem ousado quis testar a sabedoria do velho sábio. Pegou um passarinho vivo, escondeu-o atrás do corpo e apresentou-se diante do homem de cabelos brancos.

– O senhor é sábio mesmo?

– Dizem que eu sou.

– Então, me responda: o que eu tenho em minhas mãos?

– Deve ser um pássaro; jovens como você gostam muito de caçar os pássaros.

– É verdade, o senhor acertou, parece que é sábio mesmo. Mas me diga: o pássaro está vivo ou está morto?

O sábio agora estava numa situação difícil. Se ele dissesse que o passarinho estava morto, o jovem o soltaria a voar; se dissesse que estava vivo, o jovem o mataria em suas mãos sem que o sábio o notasse. Uma cilada de mestre!

– Então, senhor sábio, o passarinho está vivo ou está morto? Responda-me. O senhor não é sábio?

O velho abaixou a cabeça e pensou um pouco. Depois, respondeu ao jovem:

– Depende de você!

Pensativo e cabisbaixo, o jovem foi se afastando e, ao longe, olhando para o velho, soltou o passarinho.

Cada um de nós tem esse passarinho dentro de si. Podemos matá-lo ou deixá-lo viver, depende de nós e de ninguém mais, pois recebemos o dom mais precioso deste mundo que é a liberdade.

Esse pássaro de ouro, que é sua vida, criada à imagem e semelhança de Deus, está em nossas mãos.

A vida é sua e de mais ninguém. É o único dom que, de fato, é inteiramente seu. O resto é seu, mas está fora de você.

A primeira vitória de um homem foi ter nascido. Cada pessoa é uma palavra de Deus que não se repete. A verdadeira medida do homem está não no que ele possui, mas no que ele é.

Tagore, prêmio Nobel de literatura em 1913, disse que “cada criança, ao nascer, nos traz a mensagem de que Deus não perdeu ainda a esperança nos homens”.

O homem tem o valor que dá a si próprio.

(Extraído do livro “Para ser feliz” escrito pelo Professor Felipe Aquino)
[email protected]

Identidade cristã vem do Espírito Santo

Terça-feira, 2 de setembro de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco explicou que não é a sabedoria humana que faz a identidade do cristão: “Você pode ter cinco diplomas em teologia e não ter o Espírito de Deus”, disse

A autoridade do cristão vem do Espírito Santo, não da sabedoria humana ou das graduações em teologia, afirmou o Papa Francisco na Missa desta terça-feira, 2, na Casa Santa Marta. O Pontífice reiterou que a identidade cristã é ter o Espírito de Cristo, não o “espírito do mundo”.

O povo ficava maravilhado com os ensinamentos de Jesus porque a sua palavra tinha autoridade. Francisco partiu desse trecho do Evangelho do dia para se concentrar na natureza da autoridade do Senhor e, consequentemente, do cristão.

“Jesus não era um pregador comum, pois a sua autoridade vinha da unção especial do Espírito Santo (…) Jesus é o Filho do Deus ungido e enviado para trazer a salvação, a liberdade. Algumas pessoas se escandalizavam com este estilo de Jesus, a sua identidade e liberdade”.

Francisco propôs uma reflexão sobre a identidade do cristão, partindo do exemplo de São Paulo, que não pregava por ter estudado em alguma universidade, e sim por ter tido a sabedoria vinda do Espírito Santo.

“Essa sabedoria lhe foi ensinada pelo Espírito. Ele dizia coisas espirituais em termos espirituais… mas o homem, com suas forças, não compreende o Espírito de Deus: o homem sozinho não pode entender isso!”.

Segundo o Papa, sem entender as coisas do Espírito não se pode oferecer testemunho, não se tem uma identidade.  Já o cristão é uma pessoa que tem o pensamento de Cristo, ou seja, do Espírito Santo.

“Esta é a identidade cristã; não ter o espírito do mundo, com seu modo de pensar, seu modo de julgar… Você pode ter cinco diplomas em teologia e não ter o Espírito de Deus! Pode até ser um grande teólogo, mas não ser um cristão, porque não tem o Espírito de Deus, aquele que dá autoridade, que dá identidade, a unção do Espírito Santo”.

Era justamente por isso que o povo não gostava das pregações dos doutores da lei, explicou Francisco, pois estes falavam de teologia, mas não tocavam o coração. Com suas palavras, o povo não encontrava a própria identidade, porque eles não eram ungidos pelo Espírito Santo.

“A autoridade de Jesus – e a do cristão – provém justamente desta capacidade de entender as coisas do Espírito, de falar a mesma língua do Espírito. Vem da unção do Espírito Santo. Muitas vezes, vemos entre nossos fiéis velhinhas simples, que nem terminaram o ensino fundamental, mas que sabem dizer as coisas melhor do que um teólogo, porque têm o Espírito de Cristo, o que São Paulo possuía e que todos devemos pedir”.

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda