Tag: liberdade

Um milhão de amigos

O que você vai fazer com eles?

“Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar…” Quem não conhece essa música do Roberto Carlos? Muito bonitinha mesmo, tem um ritmo alegre, refrão super bonder (basta passar uma vez pela sua cabeça para ficar grudado), mas será que é bom mesmo ter um milhão de amigos? Você teria tempo para todos eles? Conseguiria responder os recados do Twitter, Facebook, e-mail, SMS (mensagem de celular) de um milhão de pessoas? Será que você conseguiria ter intimidade e se sentir livre para revelar seus maiores segredos para um milhão de pessoas? Vamos descobrir se alguém consegue, realmente, ter um milhão de amigos?

Fico me perguntando o que se passa na cabeça de uma pessoa que, ao encontrar alguém que não conhece e, muitas vezes, de quem nem sabe o nome nem jamais ouviu uma só palavra sobre sua história, de repente, começa um diálogo chamando-o de “amiga”.

Sabe quando você está perdido e não consegue chegar a determinado lugar, mas encontra alguém e lhe diz: “amigo!”; chama um garçom ou recepcionista e lhe pede: ”Amigo, por favor…”

Amigo? Que história é essa? Você conhece, de verdade, o significado dessa palavra? Talvez existam outras fomas de tratamento mais adequadas para essas pessoas, como senhor (a), você…

A palavra “amigo” é sagrada. João Paulo II disse que “Cristo é o maior amigo e, simultaneamente, o educador de toda a amizade autêntica”. Se Ele é um educador, pode nos ensinar como descobrir quem são nossos verdadeiros amigos. Não é difícil descobri-los, basta pegar a Bíblia e abri-la em Jo 15,15b.

Jesus disse: “Eu vos chamo amigos”. Você acha que Ele disse isso para quantas pessoas? Será que o Senhor chamava o balconista da hospedaria de amigo? Ou o beduíno que lhe deu uma informação no meio do deserto? Não. Ele só falou isso para um grupo bem seleto de 12 pessoas, as quais possuíam, pelo menos, quatro características básicas:

1º – Escolha divina: não existia essa história de amizade forçada, pois esta não se inventa, mas é descoberta;

2º – Tempo: só depois de terem passado um bom tempo juntos, Jesus os chama de “amigos”. Essa história de amigo de Orkut, de Facebook ou um “amigo” que conhecemos, hoje, e já é nosso amigo (a) amanhã… não dá, não é bem por aí, não;

3º – Liberdade: os doze não ficaram falando na cabeça de Jesus: “diz que eu sou seu amigo vai, por favor” ou “eu sou seu melhor amigo?”. Não se esqueça de que o amor só pode florir no solo regado pela liberdade;

4º – Intimidade: Jesus disse: “Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai”. O dom da intimidade (recíproca) é característica básica de amizades autênticas.

Jesus tinha também “amigos íntimos”. Alguns os chamam de melhores amigos, mas talvez não seja esta a melhor forma de se referir a eles, no entanto, é uma forma de diferenciá-los. Sabe quem são? Pedro, Tiago e João. É só observar como Jesus os levava para situações-chave da Sua vida, como a Transfiguração (cf. Mt 17,1-9), o Monte das Oliveiras (cf. Mc 14,33) etc.

O mais interessante é que, mesmo que Jesus tivesse amigos íntimos, amigos, discípulos, o povo etc., Ele amava todos! Não lhe importava o “tipo de relacionamento”. Portanto, se você não é o amigo íntimo de alguém ou não consegue tratar todos os amigos da mesma maneira, fique tranquilo, porque isso é normal, chama-se “ser humano”; ser diferente disso que é o problema, pois se chama: “falsidade”. “Eu quero ter um milhão de amigos…” Você quer?

No fim das contas, o que vai valer mesmo não é quantidade de amigos que você tem ou acha que tem, mas se você vai fazer com os amigos que Deus lhe concedeu o mesmo que Jesus fez com os d’Ele: “Eu os amei até o fim (Jo 13,1)”.

Padre Sóstenes Vieira

A Cura entre Gerações

D. Estevão Bettencourt, osb
PERGUNTE E RESPONDEREMOS 551
maio 2008

Em síntese: A cura dita “entre gerações” não pode significar que uma geração tenha de prestar expiação pelos pecados dos antepassados, pois cada um responde por si apenas. Pode-se entender tal cura do seguinte modo: todo pecado deixa suas consequências na sociedade em que tenha sido cometido: mau exemplo, ódio de uns para os outros, estímulo à vingança… Ora o que o cristão pede a Deus, não é o perdão dos pecados alheios (no além já não há conversão), mas pede que faça cessar a má influência que os pecados dos antepassados exercem seja extinta, ficando todos os descendentes isentos de qualquer consequência negativa derivada dos pecados dos antepassados.
Debate-se muito a questão da “cura entre gerações”: Deveria uma geração prestar satisfação a Deus pelos pecados de seus antepassados? É o que passamos a examinar nas páginas subsequentes.

1. Uma falsa interpretação
Há quem julgue que o sofrimento que alguém hoje padece não é senão a consequência dos pecados dos antepassados, pois está escrito em Ex 20, 5: “Castigo a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam”. Seria preciso então pedir a Deus a cessação de tal castigo. Esta concepção é falha a mais de um título:
a) pode dar a crer que estamos sujeitos a certa fatalidade, pesada e cruel, atormentando pessoas inocentes. O livre arbítrio não funcionaria; haveria um destino traçado para cada ser humano em consequência dos pecados dos antepassados:
b)- No tempo do exílio de Judá na Babilônia (587-538), muitos dos exilados se recusavam a fazer penitência, pois diziam que estavam sendo punidos não por causa de seus pecados, mas por causa da iniquidade dos ancestrais. Assim se exprimia a mentalidade do clã: todos pagam por um.
c)- A este modo de pensar se opuseram, em nome do Senhor, os profetas Jeremias e Ezequiel: Jr 31, 29s: “Naqueles dias não se dirá mais: os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados. Mas cada um morrerá por sua própria iniquidade: todo aquele que comer uvas verdes, ficará com os dentes embotados”. Ver Ez 18, 1-9.
d)- Como se vê, a responsabilidade é pessoal, ao invés do que pensavam os antigos judeus, que professava a mentalidade do clã: esta não levava devidamente em conta o indivíduo, mas o clã, o conjunto a que pertencia cada indivíduo. Aos poucos foi-se valorizando o indivíduo como tal e suas responsabilidades pessoais. Não há destino; o livre arbítrio do homem é capaz de fazer suas opções, sem depender do que tenham feito ou não feito os antepassados. Locução semelhante ocorre em Ex 20, 8: “Uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e observam os meus mandamentos”. A alusão à mentalidade do clã chega a ser hiperbólica.
– Daí a pergunta:

2. Como entender a cura entre gerações?
Eis a explicação mais plausível: Toda iniquidade, principalmente as graves falhas, deixam marcas na sociedade em que vive o pecador: um mau exemplo, um precedente daninho que se abre, ódio, desejo de retaliação… Não é só o pecador que se prejudica pelo pecado, mas é a sociedade que com ele sofre danos físicos ou morais. Principalmente os familiares mais próximos descendentes do delinquente culpado sentirão a amargura da herança deixada pelo(s) ancestrais falecidos.
João Paulo II dizia: “Todo pecado trás uma hipoteca social para o conjunto da Igreja, pois se um membro do corpo sofre, todos padecem com ele”. Os pecados cometidos pelos antepassados podem ter consequências para as gerações futuras não porque Deus queira castigar a estas, mas porque transmitem um âmbito marcado pelo pecado.   Esse âmbito pode influenciar o livre arbítrio de alguns descendentes, mas não lhe tira a liberdade de optar pelo bem, à revelia do que sugere o legado recebido dos ancestrais. É sobre este pano de fundo que se coloca a cura das gerações. Esta não pede a Deus perdão pelas culpas dos antepassados, mas pede que os desgastes causados pelo pecado dos mais velhos não afetem os descendentes. O sofrimento de que padece alguém hoje não é necessariamente castigo; pode ser uma provação; Deus é pai, que ama seus filhos e, por isto, os educa e corrige, burilando suas arestas para que possam ser cidadãos dignos da Jerusalém celeste. A graça de Deus pode livrar determinado indivíduo dos seus sofrimentos, principalmente quando obtida através da Santa Missa. Mas, como dito, o sofrimento pode ser uma provação valiosa que faz amadurecer a nossa fé e que convém aceitar generosamente, sem que o cristão peça a sua cessação, mas antes peça a coragem para atravessar com alegria e magnanimidade o período da provação, do qual poderá sair ainda mais santificado.
Em conclusão dizemos:
a) após quanto ponderamos não creiamos que todo sofrimento é castigo de pecados do sofredor ou dos seus antepassados.
b) mas também reconheçamos que estamos sujeitos a sofrer das imprudências ou da altivez de nossos ancestrais (sem que Deus esteja punindo por pecados do passado).

 

Pergunte e Responderemos
Ano XLIV
Dezembro de 2003 – 498
Dom Estêvão Bettencourt, OSB
Piedade em questão: “COMO REZAR PELA CURA ENTRE GERAÇÕES”
(Análise do livro de Pe. Alberto Gambarini)

Em síntese: A tese do livro supõe que alguém possa estar atua!¬mente sofrendo males físicos ou psíquicos em decorrência de faltas cometidas pelos ancestrais — o que vem a ser falso; a própria Escritura dissuade de assim pensar (ver Jr 31, 29; Ez 18, 1-4). Ademais o livro emprega certas expressões inadequadas.
* * *
O Pe. Alberto Gambarini é benemérito por seus escritos e seus trabalhos apostólicos. Todavia em alguns de seus livros defende uma tese insustentável aos olhos da reta fé: com ênfase especial é proposta no livro “Como rezar pela cura entre gerações”, obra esta cujo conteúdo será, a seguir, comentado.

1. A tese do livro
O autor afirma que certas pessoas podem estar padecendo males físicos ou psíquicos em conseqüência de faltas cometidas pelos antepassados. Haveria também maldições hereditárias ou proferidas por ancestrais e aplicadas à geração presente. O autor explica seu modo de pensar relatando o seguinte caso: “Um exemplo simples de como a oração pelos falecidos é eficaz foi dado por uma pessoa de minha paróquia. ‘Quando comecei a fazer a árvore da família, não imaginava a possibilidade de ser curada de uma insônia crônica. Já havia tentado todo tipo de tratamento sem alcançar êxito. Aparentemente, não existia motivo para eu não conseguir dormir Perguntando aos meus familiares sobre os nossos antepassados, cheguei ao meu avô. Ele sofria de insônia e ficava acordado a noite inteira. Essa situação incomodava os filhos, que não entendiam seu sofrimento. E ele rogou uma praga dizendo que os filhos dos seus filhos teriam o mesmo problema. Eu era sua neta e estava sofrendo deste mal. Rezando, pude reviver todo o sofrimento de meu avô pela incompreensão dos familiares e, ao mesmo tempo, pedi a Deus para que seu amor misericordioso fosse dado a ele. Também mandei celebrar algumas missas pelo meu avô. Na medida em que eu intercedia em favor de meu avô, pelos seus filhos, meu pai e tios, meu coração foi invadido por uma experiência profunda de paz, e também fui curada para sempre da minha insônia”’ (pp. 22s). Para justificar sua tese, o Pe. Alberto cita passagens bíblicas: “Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zelosa que vinga a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam”(Ex 20, 5). “Senhor, dignai-vos, pela vossa misericórdia, afastar de vossa cidade santa, Jerusalém, vossa cólera e vossa exasperação, porque é devido às nossas iniqüidades e aos pecados de nossos antepassados que Jerusalém e vosso povo são alvo de insultos de todos os nossos vizinhos”(Dn 9, 16).

2)- Pergunta-se agora: Que dizer?
Proporemos três ponderações:

2.1. Mentalidade do clã
Os textos bíblicos sobre os quais se baseia a tese do Pe. Gambarini, supõem a mentalidade do clã, segundo a qual o individuo não tem valor como tal; é o clã ou o grupo que dá significado ao indivíduo; o clã arca com as conseqüências daquilo que o indivíduo faz. Essa mentalidade primitiva foi posteriormente corrigida em Israel; com efeito, durante o exílio na Babilônia (587-538) os exilados alegavam estar sendo punidos por causa dos pecados dos antepassados; seriam eles, no exílio, inocentes e não teriam necessidade de fazer penitência. Intervieram então os Profetas para dissipar o raciocínio e o princípio que o sustentava: Ez 18, 1-4: “A palavra do Senhor veio a mim nestes termos: Que provérbio é este que andais repetindo na terra de Israel ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados’ Juro por minha vida — oráculo do Senhor Deus — não repetireis mais esse provérbio. Tanto a vida do pai como a vida do filho me pertencem. Quem peca é que morrerá”. Jr 31, 29: “Nesses dias já não se dirá: ‘Os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos se embotaram’. Mas cada um morrerá por sua própria falta. Todo homem que tenha comido uvas verdes, terá seus dentes embotados”. Por conseguinte vê-se que Deus não castiga os pecados dos antepassados ferindo os seus descendentes. Em conseqüência não se eximissem de fazer penitência os filhos de Israel exilados.

2.2. Transmissão do pecado
Pelas razões indicadas também não se deve dizer que o pecado se transmite como uma doença física se transmite; não se diga que alguém é hoje libertino(a) em matéria sexual porque sua avó foi tal. Existem micróbios e bactérias que transmitem doenças corporais, sim; mas não existem micróbios que transmitem doenças do espírito ou do comportamento. Não se pode negar que o mau exemplo seja um convite à prática do mal; assim os antepassados criminosos deixam aos seus descendentes uma afinidade familiar com o crime, que estimula a prática do mal não por um vírus do crime, mas por um apelo psicológico.

2.3. Os traumas dos antepassados
Pelo mesmo motivo não se pode dizer que os traumas, os choques ou os males sofridos pelos ancestrais perduram no além, como se as almas dos defuntos continuassem a sofrer as emoções e os sentimentos que sofriam na terra, podendo ser curadas desses traumas pelas orações de seus descendentes. Todas estas concepções redundam, de algum modo, em espiritismo kardecista ou em umbandismo e candomblé. Na verdade, não há comunicação das pessoas na Terra com o além senão pela oração. As preces que são feitas pelos falecidos ou pelas almas do purgatório têm por objetivo tão somente pedir a Deus que o amor as purifique de qualquer resquício de pecado pessoal para que possam desfrutar da visão de Deus sem demora. Podemos também rezar aos Santos, pedindo-lhes que intercedam por nós, a fim de que sejamos dotados das graças necessárias para chegarmos à pátria celeste.

3. Observações complementares

3.1. Feitiço
Às páginas 58s do livro de Gambarini lê-se a seguinte oração: ‘Pai, eu te peço que desfaças na vida de…todo mal. Quebra, Senhor, todo jugo hereditário negativo de …, que caiu sobre ele(a). Quebra toda maldição, praga, feitiço que possam ter recaído sobre esse(a) teu(tua) filho(a)”. Na verdade, nenhuma maldição tem poder mágico, nem é transmissível (como ensinam os profetas). Quanto ao feitiço, seria um objeto manipulado para fazer bem ou mal a alguém. Ora tal tipo de objeto não existe, de modo que é inútil pedir ao Senhor que afaste os malefícios do feitiço; chega a ser nociva tal prece porque dá a crer que feitiços são eficazes, como se crê em terreiros de Umbanda e em certas comunidades pentecostais protestantes.

3.2. Alívio para as almas do purgatório
A pag. 61 encontra-se a seguinte prece: “Pelo último suspiro na cruz, livrai as dores e abrandai as penas das almas santas e benditas do purgatório”. É errônea a concepção que parece estar subjacente a este texto. —O purgatório não é um castigo, mas uma concessão da misericórdia divina para que as almas que não se tenham purificado dos resquícios do pecado na vida presente, possam fazê-lo na vida futura. Na verdade, ninguém pode ver Deus face-a-face trazendo sombra de pecado ou “pecadinho” (impaciência, maledicência, preguiça…). Se o cristão não consegue extinguir as escórias de tais pecados antes de deixar este mundo, deverá fazê-lo posteriormente para poder entrar na visão de Deus. O sofrimento do purgatório não depende de maior ou menor rigor da parte do Juiz Divino, mas sim do fato de ter sido tal cristão negligente ou leviano sobre a Terra, de modo que não se preparou (não preparou a veste nupcial) para poder entrar na ceia da vida eterna logo depois da morte.   Essa dor não passa nem é aliviada por decreto divino; só passa na medida em que a alma se vai libertando do apego ao pecado. Os sufrágios pelos mortos, por conseguinte, não consistem em pedir a Deus anistia para as almas do purgatório, mas sim em pedir que o amor a Deus existente em tais almas acabe quanto antes de extinguir todo amor desregrado remanescente nessas almas; sem demora possa haver nelas tão somente o amor a Deus não contraditado por tendências desordenadas. À guisa de observação final, ainda perguntamos: Que são “os espíritos de hereditariedade má”? E que significa “amarrar esses espíritos”? Tal vocabulário é ambíguo. São estas algumas ponderações que podem ocorrer a um leitor da obra do Pe. Gambarini.

Palavra final: Reconheça-se a boa intenção do autor, mas não se pode deixar de apontar aí concepções estranhas à doutrina Católica.

 

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 394
Ano: 1995 – PR. 131
Análise do livro de Pe. Robert De Grandis

O livro de Robert DeGrandis supõe que pecados cometidos e traumas sofridos por pessoas já falecidas estejam atualmente influenciando a vida dos respectivos descendentes; haveria uma hereditariedade de males morais e desgraças, que se dissiparia mediante a oração de cura interior. Supõe também que haja maldições de antepassados desgraçando a vida de pessoas existentes na Terra. Haveria outrossim objetos portadores de infelicidades…, objetos que atrairiam maus espíritos…
Respondemos que a presumida hereditariedade no plano moral não existe; cada ser humano responde por sua conduta pessoal e não pela de seus ancestrais; cf. Ez 18,2-32; Jr 31, 29s. Também não existem objetos contagiados e contagiantes por efeito de maus espíritos; a desgraça e o pecado não se transmitem por “micróbios ou bactérias espirituais”. São Paulo, em 1Cor 8, refere-se a um caso paralelo ao que consideramos: os cristãos de Corinto que tinham consciência fraca, não queriam comer carne que tivesse sido oferecida aos ídolos em templo pagão, porque a julgavam contaminada, veículo de comunhão com os demônios; o Apóstolo dissipou esta concepção, dizendo que os ídolos nada são (cf. 1Cor 8,4); por isto não contaminam os objetos a eles oferecidos.
Em suma, o livro de R. DeGrandis professa teorias pouco fundamentadas na doutrina católica, podendo até confundir-se com teses do espiritismo. Está circulando em ambientes católicos um livro que tem suscitado dúvidas e mal-entendidos.
Traz o título “Cura entre Gerações” e deve-se à autoria de Robert DeGrandis, membro da Associação Nacional de Terapeutas dos Estados Unidos e dedicado ministro da “cura interior” ou da cura de males espirituais mediante a oração inspirada pelo Espírito Santo.
O autor cita e segue freqüentemente a linha de pensamento e ação do Dr. Kenneth McAll, cirurgião e psiquiatra inglês, que escreveu Healing the Family Tree (Curando a Árvore da Família), “livro capaz de transformar vidas”. (p. 3). Visto que a obra é realmente inovadora, merecerá atenção nas páginas subseqüentes.

1. OS TRAÇOS PRINCIPAIS DO LIVRO

1. Antes do mais, pergunta-se: que significa “cura entre gerações”?
Para Roberto DeGrandis e seus seguidores, muitos dos males que as pessoas hoje em dia padecem, são herança recebida de gerações passadas (pais, avós, bisavós…). Por isto, para curar estes males, é preciso curar a respectiva fonte, isto é, a falha ou a deficiência ainda existente nas almas dos falecidos. O Espírito Santo revela aos carismáticos o tipo de causa que provoca a desgraça das pessoas na Terra. Após esta revelação, o cristão carismático faz a prece correspondente para sanar o(a) falecido(a) e assim libertar os que sofrem de má herança neste mundo. São palavras de Robert DeGrandis: “O cirurgião e psiquiatra inglês Dr. Kenneth McAll abriu meus olhos para alguns modos de cura… Ensinou-me a procurar fontes além dos vivos, para explicar alguns problemas dos vivos. Mas, enquanto ele toma um além, e fala de cura dos mortos através das orações dos vivos, não pretendo focalizar este aspecto. Orações pelos mortos são, porém, parte de nossa tradição católica, e creio que este é um campo importante para estudo… Neste livro falamos da cura dos vivos através de orações pelos mortos. Referimo-nos à cura de certos problemas físicos, mentais, emocionais e espirituais que não têm tratamento” (pp. 17s). “Equipes de oração, usando os dons carismáticos, descobriram, em meus ancestrais, uma variedade de espíritos e adoração do culto, assassinato e todo tipo de negatividade que se possa imaginar. Em minha família, é longa a historia de brutalidade e de tratar sem amor as pessoas. Muitos traços ancestrais de desamor refletiram-se, de certo modo, em minha própria natureza. O Senhor tem querido tocar essas áreas com seu amor e trazer a cura para que eu não aja sob a negatividade não resolvida de eras passadas. Quanto perdoo esses antepassados, cortando os laços com seus pecados, e visualizando-os na presença de Jesus, sinto ser curado. O fruto dessa cura é evidente em minha crescente capacidade de relacionar-se com as pessoas de modo mais solícito e amoroso”” (p. 20). O autor se detém no relato de outros exemplos típicos “Tome, por exemplo, uma mulher hipotética, Henriqueta, que tem um profundo medo irracional de homens. Esse medo pode estar ligado a um trauma não resolvido da bisavó, a quem um homem fez realmente mal. Isto abre algumas interessantes possibilidades na cura interior” (p. 17). “Em 1979, eu estava fazendo cura interior numa senhora negra. Ela e suas irmãs tinham um problema sempre que saíam a lugares públicos. Homens gravitavam em torno delas, mais do que se poderia normalmente esperar. Elas eram todas boas católicas, bastante simpáticas, mas exerciam uma atração sobre os homens mais do que o normal. Em oração com ela, tive uma visão do que pensei ser um navio negreiro. Porque ela era uma líder madura, e compreendia o processo da cura interior, continuei em profundidade: “Você está vendo alguma coisa?”, perguntei. Respondeu: “Estou vendo um navio negreiro”. Quando começou a descrever o que estava acontecendo, eu também o estava vendo em minha mente. Podia dizer, pelo estilo do navio e dos trajes, que estávamos vendo os dias da escravidão.A senhora descreveu uma mulher, que sentia ser sua antepassada. Eu a vi simultaneamente em visão. Usava um lenço vermelho em volta da cabeça e era, claramente, muito promíscua.Imaginamos se a promiscuidade não teria passado abaixo, de geração em geração. Consideramos a possibilidade de que a inexplicável atenção masculina fosse um efeito residual da atividade de sua ancestral promíscua” (P. 21).

2. Mais: segundo R. DeGrandis, pode haver também objetos impregnados de maldição (como se a maldição fosse um micróbio ou um vírus); têm que ser jogados fora.
Tais objetos constituem uma realidade que o livro designa como “o oculto”. Eis um caso típico: “Às vezes, quando estamos fazendo libertação, há bloqueio devido a um amuleto. Tive um caso, em certa cidade, em que um homem tinha uma ardência em sua boca. Ele tinha estado na Clínica Mayo, na Universidade de Alabama e na Clínica Lahey em Boston, e nenhuma delas pôde retirar a ardência de sua boca. Pus a mão sobre ele, e a primeira palavra que o Espírito Santo me deu em diagnóstico, foi “oculto”. Perguntei-lhe se tinha ido a um curandeiro ou adivinho. Disse que sim, de modo que rezei e lhe pedi que renunciasse a ter buscado auxílio em uma fonte oculta.Não houve alívio depois que ele fez a renúncia, de forma que rezei um pouco mais. A próxima ampliação do diagnóstico do Espírito Santo foi: “amuleto”. Perguntei-lhe se a pessoa a quem tinha ido lhe dera alguma coisa. Disse que recebera um amuleto. Perguntado se estava disposto a jogá-lo fora, disse que sim. Sua esposa o fez. Rezei de novo, e a ardência desapareceu. Isto foi há algum tempo, e a última vez que o vi, a ardência não tinha voltado” (p. 45). Mais outra história exemplar: “Lembro-me de ter estado numa cidade, onde pessoas estavam ouvindo vozes à noite. Pediram-nos que abençoássemos a casa. Fizemo-lo, lançando água benta em todos os quartos. Acredito que isto tenha resolvido a dificuldade. Como norma, dever-se-iam procurar na casa objetos do oculto, e então os donos renunciariam a eles e queimá-los-iam. Pedimos a todas as pessoas presentes que renunciassem ao envolvimento com o oculto. Amarramos o mal e o expulsamos, numa oração de libertação normal. Tenta-se obter a identidade da pessoa que assombra a casa, e oferece-se por ela o Santo Sacrifício da Missa. A Eucaristia é oferecida, quer se saiba, quer não se saiba o nome da pessoa. Os moradores então entregam-se ao Senhor Jesus Cristo” (p. 117)

3. Segundo o mesmo autor, a desgraça atual pode decorrer também de uma palavra de maldição proferida por antepassados em desabono das gerações futuras.
São dizeres de Robert DeGrandis: “As maldições são outra área servidão que o Espírito Santo revela com freqüência. A maioria das pessoas que fazem cura interior, identificou maldições, muitas vezes de gerações passadas. Por exemplo, na parte sul dos Estados Unidos, maldições de vudu são especialmente freqüentes. Há efeitos físicos dessas maldições. Assim como o Espírito do Senhor pode tocas as pessoas e libertá-las física, psicologicamente etc., o espírito maligno pode também ligar pessoas na época da maldição e em futuras gerações. A quebra das cadeias dessas maldições e a aplicação da luz e amor do Senhor as libertará na maioria dos casos, desde que não haja outras formas de “feitiço”. O Dr. McAll conta o caso e uma alcóolatra de 45 anos de idade, que destruiu totalmente a vida da família com seu vício. Sua mãe estava profundamente envolvida com o espiritismo e tentando contar seu falecido marido. O Dr. McAll soube que a excessiva bebida da mulher estava ligada com a maldição de mãe sobre ela, por recusar-se a assinar alguns documentos legais sem os ler primeiro. Ele quebrou a maldição sobre ela, ela parou de beber, e sua vida familiar foi restaurada. Quebramos uma maldição orando como segue: “Em nome de Jesus e por sua autoridade, eu venho contra esta maldição (etc.). Invoco o Preciosíssimo Sangue de Jesus e quebro esta maldição sobre minha família ou pessoa, no nome de Jesus”. Esta oração e, com freqüência, dita três vezes para quebrar a maldição porque, em rebelião contra a Santíssima Trindade, as maldições são, freqüentemente, pronunciadas três vezes quando feitas. É também importante que as pessoas compreendam porque devem não dar novamente poder à maldição” (pp. 44s).

4. É interessante notar a oração que DeGrandis profere e recomenda aos leitores para afastar os maus agouros ou as desgraças:
“Coloco-me na presença de Jesus Cristo, e submeto-me ao seu Senhorio. “Revisto-me da armadura de Deus para poder resistir às táticas do demônio” (Ef 6, 10-11). Ocupo o meu terreno, “com o cinturão da verdade em torno da cintura, e a justiça por couraça…” (Ef 6, 14). Empunho o “escudo da fé” para “extinguir os dardos inflamados do maligno …” (Ef 6, 16). Aceito “a salvação de Deus como meu capacete, e recebo a Palavra de Deus do Espírito, para usá-la como espada” (Ef 6,17).No nome de Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado, amarro todos os espíritos do ar, da atmosfera, da água, do fogo, do vento, da terra, de debaixo da terra e do mundo inferior. Amarro também a influência de qualquer alma perdida ou caída, que possa estar presente, e todos os emissários do quartel-general demoníaco, ou todo círculo de bruxas, magos e feiticeiros ou adoradores de Satanás, que possam estar presentes de algum modo sobrenatural. Clamo o sangue de Jesus sobre o ar e a atmosfera, a água, o fogo, o vento, a terra e seus frutos à nossa volta, a região abaixo da terra e o mundo inferior.No nome de Jesus Cristo, proíbo todos os adversários mencionados de comunicarem-se com outros ou se ajudarem de alguma forma, ou comunicarem-se comigo, ou fazerem qualquer coisa senão o que eu mando em nome de Jesus.No nome de Jesus Cristo, eu selo este lugar e todos os presentes e suas famílias e associados, e seus lugares e posses e fontes de suprimento, no sangue de Jesus. (Repetir três vezes). No nome de Jesus Cristo, proíbo quaisquer espíritos perdidos, círculos de feiticeiras ou feiticeiros, grupos ou emissários satânicos ou qualquer de seus associados, subordinados ou superiores, de prejudicar ou tirar vingança de mim, minha família e meus associados, ou causar mal ou dano a qualquer coisa que tenhamos.No nome de Jesus Cristo, e pelos merecimentos de seu Preciosíssimo sangue, quebro e dissolvo toda maldição, malefício, selo, encantamento, feitiço, laço, tentação, armadilha, instrumento, mentira, pedra de tropeço, obstáculo, ilusão, engano, diversão ou distração, corrente espiritual ou influência espiritual, e também qualquer doença de corpo, alma ou espírito lançados sobre nós, ou sobre este lugar, ou sobre algumas pessoas, lugares e coisas mencionadas, por qualquer agente, ou lançada sobre nós por nossos próprios enganos ou pecados. (Repetir três vezes). Agora coloco a cruz de Jesus Cristo entre mim e todas as gerações de minha árvore genealógica. Digo, no nome de Jesus Cristo, que não haverá direta comunicação entre as gerações. Toda comunicação será filtrada no Preciosíssimo Sangue do Senhor Jesus Cristo” (pp. 9s).

4. Em suma, o livro inteiro de R. DeGrandis versa sobre a concepção de que existem forças ocultas derivadas de artimanhas, trabalhos ou também de pecados dos antepassados que causam a infelicidade dos viventes deste planeta. Pelo que se depreende da oração publicada às páginas 9 e 10 do livro, o autor parece acreditar na eficácia de feitiços, amuletos, bentinhos, bruxarias, encantamentos, despachos, etc.
– Daí a surpresa de muitos leitores católicos… Daí também a pergunta:

2. QUE DIZER?
Proporemos três observações conclusivas:

1ª)- Não existe hereditariedade espiritual a pagar de males morais cometidos no passado. Não se pode dizer que os pecados de familiares falecidos são punidos por Deus nos respectivos descendentes. O pecado é de responsabilidade estritamente pessoal: “Cada qual responde a Deus por seu comportamento próprio, e individualmente na liberdade de escolha que Deus lhe deu, prestará contas pessoalmente por ele”. É o que os Profetas do Antigo Testamento ensinaram muito enfaticamente, contradizendo à tese de que Deus castiga filhos e netos por causa das faltas dos antepassados: Jr 31, 29s: “Nesses dias já não se dirá: “Os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos se embotaram”. Mas cada um morrerá por sua própria falta. Todo homem que tenha comido uvas verdes, terá seus dentes embotados”. Cf. Ez 18, 2-32.

2ª)- Por isto também, não se deve dizer que o nosso pecado pessoal se transmite como uma doença física se transmite. Não se diga que alguém é hoje libertino(a) em matéria sexual porque sua avó foi tal. Existem micróbios e bactérias que transmitem doenças corporais, sim; mas não existem micróbios que transmitam doenças do espírito.

3ª)- Pelo mesmo motivo não se pode dizer que os traumas, os choques ou os males sofridos pelos ancestrais perduram no além. Como se as almas dos defuntos continuassem a sofrer as emoções e os sentimentos que sofriam na terra, podendo ser curadas desses traumas pelas orações de seus descendentes, isto é um entendimento deturpado sobre a doutrina do Purgatório.

Papa: para compreender a fé, devemos estar sempre em caminho

Quinta-feira, 11 de maio de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Em homilia na Casa Santa Marta, Papa Francisco apresenta confissão como um passo no caminho até Deus

O Povo de Deus está sempre em caminho para aprofundar a fé: foi o que disse o Papa na missa celebrada na manhã desta quinta-feira, 11 na capela da Casa Santa Marta.

A homilia foi centralizada na Primeira Leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos, em que São Paulo fala da história da salvação desde que o Povo de Israel saiu do Egito até Jesus.

“A salvação de Deus – disse o Papa – está em caminho rumo à plenitude dos tempos, “um caminho com santos e pecadores”. O Senhor “guia o seu povo, com momentos bons e momentos ruins, com liberdade e escravidão; mas guia o povo rumo à plenitude”, rumo ao encontro com o Senhor. No final, portanto, está Jesus. Todavia, observou o Papa, “não acaba ali”. De fato, Jesus “deixou o Espírito”. E justamente o Espírito Santo “nos faz recordar, nos faz entender a mensagem de Jesus: começa um segundo caminho”. A Igreja vai avante assim, disse ainda Francisco, com muitos santos e pecadores; entre graça e pecado”.

Escravidão e pena de morte eram aceitas, hoje são pecado mortal

Este caminho, prosseguiu, é necessário “para entender, para aprofundar a pessoa de Jesus, para aprofundar a fé” e também para “entender a moral, os Mandamentos”. E o que no “passado parecia normal, que não era pecado, hoje é considerado pecado mortal”:

“Pensemos na escravidão: quando íamos à escola, nos diziam o que os escravos faziam, eram trazidos de um lugar, vendidos em outro, na América Latina se vendiam, se compravam … É pecado mortal. Hoje dizemos isso. Mas então se dizia: ‘Não’. Ou melhor, alguns diziam que era permitido, porque essas pessoas não tinham alma! Mas era preciso ir adiante para entender melhor a fé, para entender melhor a moral. ‘Ah, Padre, graças a Deus que hoje não existem mais escravos!’. E existem ainda mais!… mas pelo menos sabemos que é pecado mortal. Fomos para frente: o mesmo com a pena de morte que era normal, uma vez. E hoje dizemos que a pena de morte é inadmissível”.

O povo de Deus está sempre em caminho

O mesmo vale para as “guerras de religião”. Em meio a este “esclarecimento da fé”, “esclarecimento da moral”, retomou o Papa, “existem os santos, os santos que todos conhecemos e os santos escondidos”. A Igreja “está cheia de santos escondidos” e “esta santidade é que nos leva para frente, rumo à segunda plenitude dos tempos, quando o Senhor virá, no final, para ser tudo em todos”. Foi assim que o “Senhor Deus quis se mostrar para o seu povo: em caminho”:

“O povo de Deus está em caminho. Sempre. Quando o povo de Deus para, se torna prisioneiro numa estrebaria, como um burro, ali: não entende, não vai para frente, não aprofunda a fé, o amor, não purifica a alma. Mas há outra plenitude dos tempos, a terceira. A nossa. Cada um de nós está em caminho rumo à plenitude do próprio tempo. Cada um de nós chegará ao momento do tempo pleno e a vida acabará e deverá encontrar o Senhor. E este é o nosso momento. Pessoal. Que nós vivemos no segundo caminho, a segunda plenitude dos tempos do povo de Deus. Cada um de nós está em caminho. Pensemos nisso: os apóstolos, os pregadores, os primeiros, tinham necessidade de fazer entender que Deus amou, escolheu, amou o seu povo em caminho, sempre”.

“Jesus – prosseguiu Francisco – enviou o Espírito Santo para que pudéssemos ir em caminho” e é justamente “o Espírito que nos impulsiona a caminhar: esta é a grande obra de misericórdia de Deus” e “cada um de nós está em caminho rumo à plenitude dos tempos pessoal”. O Papa então destacou que é preciso se questionar se acreditamos que “a promessa de Deus era em caminho” e que ainda hoje a Igreja “está em caminho”.

Confessar-se é um passo no caminho rumo ao encontro com o Senhor

Quando nos confessamos, também devemos nos perguntar se, além da vergonha pelos nossos pecados, compreendemos que “aquele passo que eu dei é um passo no caminho rumo à plenitude dos tempos”. “Pedir perdão a Deus – advertiu – não é algo automático”:

“É entender que estou a caminho, num povo em caminho e que um dia – talvez hoje, amanhã ou daqui 30 anos – me encontrarei cara a cara com aquele Senhor que jamais nos deixa sós, mas nos acompanha neste caminho. Pensem nisso: quando me confesso, penso nessas coisas? Que estou em caminho? Que é um passo rumo ao encontro com o Senhor, rumo à minha plenitude dos tempos? E esta é a grande obra de misericórdia de Deus”.

 

Contemplar o Crucificado, beijá-lo e dizer: “Obrigado, Jesus!”

Na audiência geral da Semana Santa

“… a meio da Semana Santa a liturgia apresenta-nos aquele episódio triste do relato da traição de Judas, que vai ter com os chefes do Sinédrio para mercadejar e entregar-lhes o seu Mestre. Quanto me dais se eu o Entrego? E Jesus passa a ter um preço. Este ato dramático marca o início da Paixão de Cristo, um percurso doloroso que Ele escolhe com absoluta liberdade. Di-Lo claramente Ele próprio: “Eu dou a minha vida…”

Nestes dias, vemos Jesus percorrer, de livre vontade, o caminho da humilhação e do despojamento – afirmou o Papa Francisco – o caminho que atinge o ponto mais profundo na morte de cruz: morre como um derrotado, um falido! Mas, aceitando esta falência por amor, supera-a e vence-a.

“A sua paixão não é um incidente; a sua morte – aquela morte – estava escrita. Trata-se de um mistério desconcertante, mas conhecemos o segredo deste mistério, desta extraordinária humildade: “Deus efetivamente amou tanto o mundo que deu o seu Filho Unigénito.”

Se, depois de todo o bem que realizara, não tivesse existido esta morte tão humilhante, Jesus não teria mostrado a medida total do seu amor – observou o Papa. A falência histórica de Jesus e as frustrações de muitas esperanças humanas são a estrada mestra, por onde Deus realiza a nossa salvação. É uma estrada que não coincide com os critérios humanos; pelo contrário, inverte-os, pois pelas suas chagas fomos curados. Quando tudo parece perdido, é então que Deus intervém com a força da ressurreição.

“A ressurreição de Jesus não é o final feliz de uma linda fábula ou de um filme, mas a intervenção de Deus Pai, quando já toda a esperança humana se tinha desmoronado.”

Também nós somos chamados a seguir Jesus por este caminho de humilhação – continuou o Santo Padre. Quando nos sentimos mergulhados na mais densa escuridão e não vemos qualquer via de saída para as nossas dificuldades, então esse é o momento da nossa humilhação e despojamento total, é a hora em que experimentamos como somos frágeis e pecadores. E nesse momento devemos abrir-nos à esperança tal como fez Jesus – advertiu o Papa Francisco que concluiu a sua catequese exortando todos para a contemplação do Mistério da Cruz:

“Esta semana vai-nos fazer bem pegar no crucifixo e beija-lo tantas vezes e dizer obrigado Jesus, obrigado Senhor. Assim seja.”

No final da audiência o Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção particular do Colégio Nossa Senhora da Assunção. Tomai como amiga e modelo de vida a Virgem Maria, que permaneceu ao pé da cruz de Jesus, amando, também Ela, até ao fim. E quem ama passa da morte à vida. É o amor que faz a Páscoa. A todos vós e aos vossos entes queridos, desejo uma serena e santa Páscoa.”

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!

Reis magos tiveram coragem de caminhar para encontrar a glória

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa presidiu na manhã da sexta-feira (06/1/2017) a Solenidade da Epifania do Senhor, na Basílica de São Pedro.

Em sua reflexão (íntegra), Francisco falou de uma “nostalgia” que impeliu os reis magos a colocarem-se a caminho e seguir a estrela de Belém.

“Os reis magos nos dão, assim, o retrato da pessoa que acredita, da pessoa que tem nostalgia de Deus; o retrato de quem tem saudade da sua casa: a pátria celeste. Refletem a imagem de todos os seres humanos que não deixaram, na sua vida, anestesiar o próprio coração”, disse Francisco.

Essa saudade, refletiu ainda o Papa, pode ser agente de grandes mudanças.

“A nostalgia de Deus tira-nos para fora dos nossos recintos deterministas, que nos induzem a pensar que nada pode mudar. A nostalgia de Deus é a disposição que rompe com inertes conformismos, impelindo a empenhar-nos na mudança que anelamos e precisamos”.

Surpresa

O Pontífice recordou a surpresa dos reis magos que foram até o palácio de Herodes, lugar em que o senso comum indicaria para o nascimento de um rei. Mas não era assim.

“E foi lá precisamente onde começou o caminho mais longo que tiveram de fazer aqueles homens vindos de longe. Lá teve início a ousadia mais difícil e complicada: descobrir que não se encontrava no palácio aquilo que procuravam, mas estava em outro lugar: e não só geográfico, mas também existencial”.

Assim, o novo rei se manifesta sob o signo da liberdade e não da tirania. Ele não humilha, não escraviza, não aprisiona.

“Como é distante, para alguns, Jerusalém de Belém!”, destacou o Papa ao concluir:

“Os Magos puderam adorar, porque tiveram a coragem de caminhar e, prostrando-se diante do pequenino, prostrando-se diante do pobre, prostrando-se diante do inerme, prostrando-se diante do insólito e desconhecido Menino de Belém, descobriram a Glória de Deus”. (rv0)

 

HOMILIA

“Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo” (Mt 2, 2).

Com estas palavras, os Magos, que vieram de terras distantes, explicam o motivo da sua longa caminhada: adorar o Rei recém-nascido. Ver e adorar são duas ações que sobressaem na narração evangélica: vimos uma estrela e queremos adorar.

Estes homens viram uma estrela, que os pôs em movimento. A descoberta de algo fora do comum, que aconteceu no céu, desencadeou uma série inumerável de acontecimentos. Não era uma estrela que brilhou exclusivamente para eles, nem possuíam um DNA especial para a descobrir.

Como justamente reconheceu um Pai da Igreja, os Magos não se puseram a caminho porque tinham visto a estrela, mas viram a estrela porque se tinham posto a caminho (cf. João Crisóstomo). Mantinham o coração fixo no horizonte, podendo assim ver aquilo que lhes mostrava o céu, porque havia neles um desejo que a tal os impelia: estavam abertos a uma novidade.

Os Magos nos dão, assim, o retrato da pessoa que acredita, da pessoa que tem nostalgia de Deus; o retrato de quem sente a falta da sua casa: a pátria celeste. Refletem a imagem de todos os seres humanos que não deixaram, na sua vida, anestesiar o próprio coração.

Esta nostalgia santa de Deus brota no coração que acredita, porque sabe que o Evangelho não é um acontecimento do passado, mas do presente. A nostalgia santa de Deus permite-nos manter os olhos abertos contra todas as tentativas de restringir e empobrecer a vida. A nostalgia santa de Deus é a memória fiel que se rebela contra tantos profetas de desgraça. É esta nostalgia que mantém viva a esperança da comunidade fiel que implora, semana após semana, com estas palavras: «Vinde, Senhor Jesus!»

Era precisamente esta nostalgia que impelia o velho Simeão a ir ao Templo todos os dias, tendo a certeza de que a sua vida não acabaria sem ter nos braços o Salvador. Foi esta nostalgia que impeliu o filho pródigo a sair de uma conduta autodestrutiva e procurar os braços de seu pai. Era esta nostalgia que sentia no seu coração o pastor, quando deixou as noventa e nove ovelhas para ir à procura da que se extraviara.

E foi também o que sentiu Maria Madalena na madrugada do Domingo de Páscoa, fazendo-a correr até ao sepulcro e encontrar o seu Mestre ressuscitado. A nostalgia de Deus tira-nos para fora dos nossos recintos deterministas, que nos induzem a pensar que nada pode mudar. A nostalgia de Deus é a disposição que rompe com inertes conformismos, impelindo a empenhar-nos na mudança que anelamos e precisamos.

A nostalgia de Deus tem as suas raízes no passado, mas não se detém lá: vai à procura do futuro. Impelido pela sua fé, o fiel «nostálgico» vai à procura de Deus, como os Magos, nos lugares mais recônditos da história, pois está seguro, em seu coração, de que lá o espera o seu Senhor. Vai à periferia, à fronteira, aos lugares não evangelizados, para poder encontrar-se com o seu Senhor; e não o faz, seguramente, com uma atitude de superioridade, mas como um mendigo que se dirige a alguém aos olhos de quem a Boa Nova é um terreno ainda a explorar.

Entretanto no palácio de Herodes que distava poucos quilômetros de Belém, animados de procedimento oposto, não se tinham apercebido do que estava a acontecer. Enquanto os Magos caminhavam, Jerusalém dormia; dormia em conluio com Herodes que, em vez de andar à procura, dormia também. Dormia sob a anestesia de uma consciência cauterizada.

E ficou perturbado; teve medo. É aquela perturbação que leva a pessoa, à vista da novidade que revoluciona a história, a fechar-se em si mesma, nos seus resultados, nos seus conhecimentos, nos seus sucessos. A perturbação de quem repousa na sua riqueza, incapaz de ver mais além. É a perturbação que nasce no coração de quem quer controlar tudo e todos; uma perturbação própria de quem vive imerso na cultura que impõe vencer a todo o custo, na cultura onde só há espaço para os “vencedores” e a qualquer preço.

Uma perturbação que nasce do medo e do temor face àquilo que nos interpela, pondo em risco as nossas seguranças e verdades, o nosso modo de nos apegarmos ao mundo e à vida. E Herodes teve medo, e aquele medo levou-o a procurar segurança no crime: «Necas parvulos corpore, quia te necat timor in corde – matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração» (São Quodvultdeus, Sermo 2 de Symbolo: PL 40, 655).

Queremos adorar. Aqueles homens vieram do Oriente para adorar, decididos a fazê-lo no lugar próprio de um rei: no Palácio. Aqui chegaram eles com a sua busca; era o lugar idôneo, porque é próprio de um rei nascer em um palácio, ter a sua corte e os seus súditos. É sinal de poder, de êxito, de vida bem-sucedida.

E pode-se esperar que o rei seja reverenciado, temido e lisonjeado; mas não necessariamente amado. Estes são os esquemas mundanos, os pequenos ídolos a quem prestamos culto: o culto do poder, da aparência e da superioridade. Ídolos que prometem apenas tristeza e escravidão.

E foi lá precisamente onde começou o caminho mais longo que tiveram de fazer aqueles homens vindos de longe. Lá teve início a ousadia mais difícil e complicada: descobrir que não se encontrava no Palácio aquilo que procuravam, mas estava em outro lugar: e não só geográfico, mas também existencial.

Lá não veem a estrela que os levava a descobrir um Deus que quer ser amado, e isto só é possível sob o signo da liberdade e não da tirania; descobrir que o olhar deste Rei desconhecido – mas desejado – não humilha, não escraviza, não aprisiona.

Descobrir que o olhar de Deus levanta, perdoa, cura. Descobrir que Deus quis nascer onde não o esperávamos, onde talvez não o quiséssemos; ou onde muitas vezes o negamos. Descobrir que, no olhar de Deus, há lugar para os feridos, os cansados, os maltratados e os abandonados: que a sua força e o seu poder se chamam misericórdia.

Como é distante, para alguns, Jerusalém de Belém!

Herodes não pode adorar, porque não quis nem pôde mudar o seu olhar. Não quis deixar de prestar culto a si mesmo, pensando que tudo começava e terminava nele. Não pôde adorar, porque o seu objetivo era que o adorassem a ele. Nem sequer os sacerdotes puderam adorar, porque sabiam muito, conheciam as profecias, mas não estavam dispostos a caminhar nem a mudar.

Os Magos sentiram nostalgia, não queriam mais as coisas usuais. Estavam habituados, dominados e cansados dos Herodes do seu tempo. Mas lá, em Belém, havia uma promessa de novidade, uma promessa de gratuidade. Lá estava a acontecer algo de novo.

Os Magos puderam adorar, porque tiveram a coragem de caminhar e, prostrando-se diante do pequenino, prostrando-se diante do pobre, prostrando-se diante do inerme, prostrando-se diante do insólito e desconhecido Menino de Belém, descobriram a Glória de Deus.

 

Luz de Jesus vence as trevas, afirma Papa no Angelus 

Sexta-feira, 6 de janeiro de 2017, Rádio Vaticano

No Angelus, Papa convidou a todos “a não ter medo desta luz e abrir-se ao Senhor”

Cabe a nós escolher qual estrela seguir. Mas saindo de nossa acomodação e buscando a luz de Jesus, encontraremos a alegria verdadeira. Na Solenidade da Epifania, o Papa Francisco rezou o Angelus com cerca de 35 mil, convidando a todos “a não ter medo desta luz e abrir-se ao Senhor”. A sensação térmica na Praça São Pedro era abaixo de zero.

“O símbolo desta luz que resplandece no mundo e quer iluminar a vida de cada um – disse o Papa no início de sua reflexão – é a estrela que guiou os Magos a Belém”. Eles a viram despontar no horizonte e “decidiram segui-la, deixaram-se guiar pela estrela de Jesus”, “uma luz estável, uma luz gentil, que não se apaga, porque não é deste mundo, vem do céu, e resplandece no coração”:

“Também na nossa vida existem diversas estrelas, luzes que brilham e orientam. Cabe a nós escolher quais seguir. Por exemplo, existem luzes intermitentes, que vão e vem, como as pequenas satisfações na vida: ainda que boas, não são suficientes, porque duram pouco e não deixam a paz que buscamos. Existem depois as luzes deslumbrantes do dinheiro e do sucesso, que prometem tudo e logo: são sedutoras, com a sua força cegam e fazem passar dos sonhos de glória à escuridão mais densa”.

A luz verdadeira – reiterou o Papa – é o próprio Jesus, “ele é a nossa luz, uma luz que não ilude, mas acompanha e dá uma alegria única. Esta luz é para todos e chama a cada um: Levanta-te, reveste-te de luz”. Uma luz – a de Jesus – à qual somos chamados a seguir no início de cada novo dia, “entre as tantas estrelas cadentes no mundo (…). Seguindo-a, teremos a alegria, como acontece aos Reis Magos, que ao ver a estrela experimentaram uma alegria grandíssima, porque onde está Deus, ali há alegria”:

“Quem encontrou Jesus, experimentou a alegria da luz que ilumina as trevas e conhece esta luz que ilumina e irradia. Gostaria, com muito respeito, convidar a todos a não ter medo desta luz e abrir-se ao Senhor. Sobretudo gostaria de dizer a quem perdeu a força, está cansado, a quem, sobrecarregado pelas obscuridades da vida, perdeu o ânimo: levanta-te, coragem, a luz de Jesus sabe vencer as trevas mais obscuras, levanta-te, coragem”.

Para encontrar esta luz – recomendou o Papa –  devemos seguir o exemplo dos Magos, que o Evangelho descreve como “sempre em movimento”, “sair de si e buscar, não ficar fechado olhando o que acontece ao redor, mas arriscar a própria vida”:

“A vida cristã é um caminho contínuo, feito de esperança e feito de busca; um caminho que, como o dos Magos, prossegue também quando a estrela desaparece momentaneamente da vista. Neste caminho existem também insídias que devem ser evitadas: as conversas superficiais e mundanas, que freiam o passo; os caprichos paralisantes do egoísmo; o pessimismo, que aprisiona a esperança”.

“Não basta saber que Deus nasceu, se não se faz com Ele Natal no coração”, alertou Francisco. Os Magos fizeram isto, prostraram-se e o adoraram. “Não olharam para ele somente, não fizeram somente uma oração circunstancial e foram embora, mas o adoraram, “entraram em comunhão pessoal de amor com Jesus. Depois, deram a ele ouro, incenso e mirra, isto é, os bens mais preciosos”.

Neste sentido, o Papa exorta a aprendermos dos Magos a não dedicar a Jesus somente os “retalhos de tempo e algum pensamento de vez em quando, pois assim não teremos a sua luz”, mas devemos sim, “nos colocam a caminho, revestindo-nos de luz seguindo a estrela de Jesus e adorar o Senhor com todo nosso ser”.

Meu corpo, regras de Deus

http://blog.cancaonova.com/diarioespiritual/2015/12/04/meu-corpo-regras-de-deus/

Os pagãos gritam: ‘meu corpo, minhas regras’ para eles, tudo é permitido. Mas os cristãos seguem outras regras. E cantam com a vida ‘meu corpo, regras de Deus.’

Meu corpo, regras de Deus

“Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? Poderia eu fazer dos membros de Cristo, membros de uma prostituta?! De modo algum!”

É uma atitude heroica da parte dos cristãos diante de tão grande apelo moral à libertinagem a devassidão. Os Coríntios tinham um ditado: ‘A mim, tudo é permitido’ e com isso, misturavam sua fé aos costumes pagãos de libertinagem e devassidão, sem contar as outras atitudes reprováveis próprias de quem ainda não conheceu Jesus Cristo e vive entregue às próprias paixões. Entre eles, cada qual faz de seu corpo suas próprias regras e se considera livre por agir assim sem reprovação moral, mas aquele que foi lavado, resgatado, salvo pelo nome e pelo precioso sangue de Jesus Cristo, se tornou com ele um só corpo. Corpo santo que não pode ser maculado por causa dos nossos pecados. Aos cristãos, nem tudo convém… Por isso cantamos uma canção de amor e gratidão a Deus: meu corpo, regras de Deus! Porque já não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim (Gl 2, 20).

Diante de tantos apelos, a nossa fé precisa ser cada vez mais marcada pelo amor genuíno intenso e verdadeiro que só Deus tem para nos dar gratuitamente. Assim, banhados neste amor estaremos fortalecidos para resistir à corrupção da carne e do Espírito pois em nossos corpos experimentamos um amor que está acima de todas as paixões desordenadas. Cada estado de vida pode experimentar esse amor de Deus banhando seu modo de amar humano em plena castidade e liberdade dentro de seu estado de vida abençoado por Deus. Amor que os que se entregam à devassidão sequer imaginam, mas buscam nas paixões ávida e inutilmente.

Leia o trecho em I Cor 6, 12-20

Na Bíblia cnbb página 1404-1405

Título: Liberdade cristã e libertinagem

Promessas

I Cor 6, 14

“E Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder.”

Ordens

I Cor 6, 18.20b

“Fugi da devassidão.”

“Então, glorificai a Deus no vosso corpo.”

Princípios Eternos

I Cor 6, 12-13.15-17.18b-20A

“A mim tudo é permitido, mas nem tudo me convém. A mim tudo é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos. Mas Deus destruirá uns e outros. O corpo, porém, não é para a prostituição, ele é para o Senhor, e o Senhor é para o corpo.”

“Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? Poderia eu fazer dos membros de Cristo, membros de uma prostituta?! De modo algum! Não sabeis que aquele que se une a uma prostituta torna-se com ela um só corpo? Pois está escrito: ‘os dois serão uma só carne.’ Mas quem adere ao Senhor, torna-se com ele um só espírito.”

“Em geral, todo pecado que uma pessoa venha a cometer é exterior ao seu corpo. Mas quem pratica imoralidade sexual peca contra seu próprio corpo. Acaso ignorais que vosso corpo é templo do Espírito Santo que mora em vós e que recebestes de Deus? Ignorais que não pertenceis a vós mesmos? De fato, fostes comprados por preço muito alto!”

Qual a mensagem de Deus para mim hoje?

Glorificai a Deus com vosso corpo. Fugi da devassidão.

Como posso pôr isso em prática?

Buscando sempre mais fugir das ocasiões de pecado e procurando desenvolver as virtudes, sobretudo a castidade.

Sede de poder e deslealdade são incompatíveis com o serviço

Terça-feira, 8 de novembro de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Santo Padre reiterou na Missa de hoje que não se pode servir Deus e o mundo

Para servir bem o Senhor, não se pode ser desleal nem buscar o poder. Essa é a síntese da homilia do Papa Francisco na Missa celebrada nesta terça-feira, 8, na Casa Santa Marta. O Pontífice reiterou que não se pode servir Deus e o mundo.

“Somos servos inúteis”, disse o Papa, reiterando que “todo verdadeiro discípulo do Senhor deve repetir esta afirmação repetir a si mesmo”. Mas quais são, questiona o Papa, os obstáculos que impedem de servir o Senhor com liberdade? São muitos, constata com amargura, e um é a sede de poder.

“Quantas vezes vimos, até em nossas casas: ‘aqui sou eu que comando!’. E quantas vezes, sem dizê-lo, fizemos ouvir aos outros ‘que aqui eu comando’, não? Mostrar isso… A sede de poder… E Jesus nos ensinou que aquele que comanda se torna como aquele que serve. Ou se alguém quiser ser o primeiro, seja servidor de todos. Jesus reverte os valores da mundanidade, do mundo. E este desejo de poder não é o caminho para se tornar um servo do Senhor, ao contrário: é um obstáculo, um destes obstáculos que rezamos ao Senhor para que afaste de nós”.

Não à deslealdade de quem quer servir Deus e o dinheiro

O outro obstáculo, segundo o Papa, se verifica também na vida da Igreja e é a deslealdade. Isto acontece quando alguém quer servir o Senhor enquanto serve outras coisas que não são o Senhor.

“O Senhor nos disse que nenhum serviço pode ter dois patrões. Ou serve Deus ou serve o dinheiro. Foi Jesus que o disse. E este é um obstáculo: a deslealdade; que não é o mesmo de ser pecador. Todos somos pecadores e nos arrependemos disso, mas ser desleais é fazer jogo duplo, não? Jogar à direita e à esquerda, jogar com Deus e jogar com o mundo, não? Isto é um obstáculo. Aquele que tem sede de poder e aquele que é desleal dificilmente podem servir ou serem servos livres do Senhor”.

Estes obstáculos, a sede de poder e a deslealdade, retomou Francisco, tiram a paz e causam um tremor no coração que não deixa em paz, mas sempre ansioso. E isto leva a viver na tensão da vaidade mundana, viver para aparecer.

Quanta gente vive somente para ser vitrina, ponderou o Papa, para aparecer, para que digam: ‘Ah, como ele é bom…’, tudo pela fama. Fama mundana”. E assim não se pode servir o Senhor”. Por isso, acrescentou o Santo Padre, “pedimos ao Senhor para remover os obstáculos para que com serenidade, seja do corpo, seja do espírito, possamos dedicar-nos livremente ao seu serviço”.

“O serviço de Deus é livre: nós somos filhos, não escravos. E servir Deus em paz, com serenidade, quando Ele mesmo tirou de nós os obstáculos que tiram a paz e serenidade, é servi-Lo com a liberdade. E quando servimos o Senhor com liberdade, sentimos a paz ainda mais profunda, não é verdade? Da voz do Senhor: ‘Oh, vem, vem, vem, servo bom e fiel’. E todos nós queremos servir o Senhor com bondade e fidelidade, mas precisamos de sua graça: sozinhos não podemos. E por isso, pedir sempre esta graça, que seja Ele a remover esses obstáculos, que seja Ele a nos dar essa serenidade, essa paz do coração para servi-Lo livremente, não como escravos: mas como filhos”.

“Liberdade no serviço”. Francisco evidencia, assim, que também quando o serviço é livre, deve-se repetir que “somos servos inúteis” conscientes de que sozinhos não se pode fazer nada. “Somente devemos pedir e dar espaço para que Ele faça em nós, e Ele nos transforme em servos livres, em filhos, não em escravos. Que o Senhor nos ajude a abrir o coração e deixar trabalhar o Espírito Santo, para que remova de nós esses obstáculos, especialmente o desejo de poder que faz tanto mal, e a deslealdade, a dupla face de querer servir Deus e o mundo. E assim nos dê essa serenidade, essa paz para poder servi-Lo como filho livre, que no final, com muito amor, Lhe diz: ‘Pai, obrigado, mas o Senhor sabe: eu sou um servo inútil”.

Espírito Santo é o protagonista do caminhar da Igreja

Quinta-feira, 6 de outubro de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa de hoje, Francisco falou de três comportamentos com relação ao Espírito Santo, Aquele que de fato leva a Igreja adiante

Papa diz que diabo existe e deve ser combatido com a armadura da verdade / Foto: L’Osservatore Romano

O Espírito Santo foi o destaque da homilia do Papa Francisco nesta quinta-feira, 6, na capela da Casa Santa Marta.

As leituras do dia falam do Espírito Santo. “É o grande dom do Pai. É a força que faz a Igreja sair com coragem para chegar aos confins da terra. O Espírito é o protagonista deste caminhar da Igreja. Sem Ele, há fechamento, medo”, disse o Pontífice.

O Papa indicou três comportamentos que se pode ter com o Espírito. O primeiro é a reprovação que São Paulo faz aos Gálatas: o crer de serem justificados pela Lei e não por Jesus “que dá sentido à Lei”. E assim, eram muito rígidos. São os mesmos que atacavam Jesus e que o Senhor chamava de hipócritas.

“Este apego à Lei faz ignorar o Espírito Santo. Não deixa que a força da redenção de Cristo se sobressaia com o Espírito Santo. Ignora. Existe somente a Lei. É verdade que existem os Mandamentos e nós devemos seguir os Mandamentos, mas sempre pela graça deste grande dom que o Pai nos deu, seu Filho, dom do Espírito Santo. Assim, se entende a Lei, e não reduzir o Espírito e o Filho à Lei. Este era o problema daquela gente: ignoravam o Espírito Santo e não sabiam ir adiante. Eram fechados, fechados nas prescrições: se deve fazer isso, se deve fazer aquilo. Às vezes, pode nos acontecer de cair na mesma tentação”.

Os Doutores da Lei, afirma o Papa, encantam com as ideias. “Porque as ideologias encantam e Paulo diz, aqui: Ó gálatas insensatos, quem é que vos fascinou? Aqueles que pregam com ideologias: é tudo justo! Encantam: tudo claro! Mas, a revelação de Deus não é clara? A revelação de Deus se encontra todos os dias, mais e mais. A caminho sempre. É clara? Sim! Claríssima! É Ele, mas nós devemos encontrá-la a caminho. Aqueles que creem que possuem toda a verdade nas mãos não são ignorantes, Paulo diz: Insensatos! Pois se deixaram encantar.”

A segunda atitude, segundo o Papa, é entristecer o Espírito Santo, o que acontece quando as pessoas não deixam que Ele as inspire, as leve avante na vida cristã, quando não deixam que Ele as diga, não com a teologia da Lei, mas com a liberdade do Espírito, o que devem fazer. Assim – explica o Papa – “nos tornamos mornos, caímos na mediocridade cristã, porque o Espírito Santo não pode fazer a grande obra em nós”.

Ao invés disso, a terceira atitude é abrir-se ao Espírito Santo e deixar que seja Ele a levar adiante. É o que fizeram os Apóstolos: a coragem do dia de Pentecostes. Perderam o medo e se abriram ao Espírito Santo. Para entender, para acolher as palavras de Jesus – afirmou o Papa – é necessário abrir-se à força do Espírito Santo. E quando um homem, uma mulher se abre ao Espírito Santo é como um barco à vela que se deixa levar pelo vento e vai avante e não para mais. Mas é preciso rezar para abrir-se ao Espírito Santo.

“Nós podemos nos perguntar hoje, num momento do dia, eu ignoro o Espírito Santo? E sei que se vou à Missa aos domingos, se faço isso, se faço aquilo é suficiente? Segundo: a minha vida é uma vida pela metade, morna, que entristece o Espírito Santo e não deixa em mim a força de ir avante, de abrir-me, ou a minha vida é uma oração contínua para abrir-se ao Espírito Santo, para que Ele me leve avante com a alegria do Evangelho e me faça entender a doutrina de Jesus, a verdadeira doutrina, aquela que não encanta, aquela que não nos faz tolos, mas a verdadeira? E nos faça entender onde está a nossa fraqueza, aquela que O entristece; e nos leve avante, levando avante também o nome de Jesus aos outros e ensinando o caminho da salvação. Que o Senhor nos dê esta graça: abrir-nos ao Espírito Santo para não nos tornar tolos, encantados, nem homens e mulheres que entristecem o Espírito”.

 

O que é a castidade?

Defendendo um tesouro

Se você tivesse um grande tesouro, e ele estivesse sob o risco de ser roubado, o que você faria?

Começo esse texto chamando a atenção do leitor para que ele não confunda castidade com celibato. Esse é a continência sexual vivida pela causa do Reino de Deus. Já castidade é uma virtude que pode ser vivida em qualquer estado de vida, ou seja, como solteiro, casado e, inclusive, celibatário, religioso e padre.

Esclarecido isso, entramos na questão. Se você tivesse um grande tesouro, e ele estivesse sob o risco de ser roubado, o que você faria? Com certeza, você o protegeria da melhor maneira possível. Aliás, hoje em dia, os bancos existem para isso. E qual é seu maior tesouro? É a capacidade de amar, ou seja, o dom de dar e receber amor. Essa é a grandeza suprema do ser humano. A liberdade tem seu sentido mais profundo quando somos capazes de exercer esse dom do amor.

“A castidade é a energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade, sabe promovê-lo para a sua mais plena realização” 1. A castidade, então, é a proteção, a defesa de nosso maior tesouro: o amor. Assim, a virtude da castidade não pode ser “entendida como uma virtude repressiva, mas, pelo contrário, como a transparência e, ao mesmo tempo, a guarda de um dom recebido, precioso e rico, o dom do amor, em vista do dom de si que se realiza na vocação específica de cada um” 2.

A capacidade de amar do ser humano vem do fato de Deus nos ter feito à Sua imagem e semelhança. “‘Deus é amor’ (1Jo 4,8) e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem, Ele inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação do ser humano”. Assim, o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é “capaz de um tipo de amor superior: não o amor da concupiscência, que vê só objetos com que satisfazer os próprios apetites, mas o amor de amizade e oblatividade, capaz de reconhecer e amar as pessoas por si mesmas”4.

Essa capacidade de amar se manifesta em nossa vida através da nossa sexualidade e afetividade. Contudo, pelo pecado original, nossa capacidade de amar ficou deformada pelo egoísmo e pela busca de satisfação própria (prazer), por um amor desordenado e irracional por si mesmo. Essas marcas nos impedem de viver o amor livre e puro. É justamente aí que entra a castidade: ela nos educa e liberta, devolvendo-nos a capacidade de amar livremente a Deus e aos homens com toda plenitude do nosso ser. Ordena toda a dinâmica da nossa afetividade e sexualidade para Deus, limpando-as dos desvios e da desordem do pecado (amor centrado em si mesmo: egoísmo e busca da própria satisfação – prazer) para que possamos viver o amor na sua dimensão mais pura e sublime que é a caridade: ofertar-se inteiramente para o bem do outro.

Referências Bibliográficas
1- São João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, n. 33
2- Conselho Pontifício para a Família, Sexualidade Humana: Verdade e Significado, n. 4.
3- São João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, n. 11
4- Conselho Pontifício para a Família, Sexualidade Humana: Verdade e Significado, n. 9.

André L. Botelho de Andrade é casado e pai de três filhos. Com formação em Teologia e Filosofia Tomista, Andrade é fundador e moderador geral da comunidade católica Pantokrator, à qual se dedica integralmente. http://www.pantokrator.org.br Contato: http://facebook.com/andreluisbotelhodeandrade

Santo Agostinho de Hipona

“A Lei foi dada para que se implore a graça; a graça foi dada para que se observe a lei.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Bem como a verdade se produz pela medida, também a medida se produz pela verdade.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Bem como toda carência é desgraça, toda desgraça é carência.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A razão não se submeteria nunca, se não se julgasse que há ocasiões em que deve submeter-se.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quem toma bens dos pobres é um assassino da caridade. Quem a eles ajuda, é um virtuoso da justiça.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A ociosidade caminha com lentidão, por isso todos os vícios a atingem.” [ Santo Agostinho  ]

“Existirá a verdade ainda que o mundo pereça.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“No Céu dizem Aleluia, porque na Terra disseram Amém.” [ Santo Agostinho ]

“A necessidade não conhece leis.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A mesma debilidade de Deus procede de sua onipotência.” [ Santo Agostinho ]

“Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Que é, pois o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; se quero explicá-lo a quem me pede, não sei.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos o sejam.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Não há riqueza mais perigosa do que uma pobreza presunçosa.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Convém matar o erro, porém salvar aos que vão errados.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Pensa em tudo o que crê. Porque a fé, se não se pensa no que crê, é nula.”  [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Uma coisa é ter percorrido mais o caminho e outra ter caminhado mais devagar.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“O mundo não foi feito no tempo, mas sim com o tempo.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“No jardim da Igreja se cultivam: As rosas dos mártires, os lírios das virgens, as rosas dos casados, as violetas das viúvas.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Amai a esta Igreja, permanecei nesta Igreja, é de vocês esta Igreja.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A alma desordenada leva em sua culpa a pena.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Não teve tempo algum em que não tivesse tempo.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Nas coisas necessárias, a unidade; nas duvidosas, a liberdade; e em todas, a caridade.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quando estiver em Roma, comporta-te como os romanos.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Uma virtude simulada é uma impiedade duplicada: à  malícia une-se a falsidade.”  [ Santo Agostinho de Hipona ]

“O homem não reza para dar a Deus uma orientação, mas para orientar-se devidamente a si mesmo.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Creio para compreender, e compreendo para crer melhor.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Não se chega à verdade senão através do amor.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Dai-me o que mandas e manda-me o que queiras de mim.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Os homens estão sempre dispostos a vasculhar e averiguar sobre as vidas alheias, mas lhes dá preguiça conhecer-se a si mesmos e corrigir sua própria vida.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Se somos arrastados para Cristo, cremos sem querer; usa-se então a violência, não a liberdade.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“O que mais Deus odeia depois do pecado é a tristeza, porque nos predispõe ao pecado.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Aprova aos bons, tolera os maus e ama a todos.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“É melhor coxear pelo caminho do que avançar a grandes passos fora dele. Pois quem coxea no caminho, ainda que avance pouco, atem-se à meta,enquanto quem vai fora dele, quanto mais corre, mais se afasta.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Casar-se está bem. Não se casar está melhor.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Ninguém nega a Deus, senão aquele a quem lhe convém que Deus não exista.”  [ Santo Agostinho de Hipona ]

“O passado já não é mais e o futuro não é ainda.” [  Santo Agostinho de Hipona ]  “A sabedoria não é outra coisa senão a medida do espírito, isto é, a que nivela ao espírito para que não se extrapole nem se estreite.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Obedecei mais aos que ensinam do que aos que mandam.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“A soberba não é grandeza mas sim inchaço; e o que está inchado parece grande mas não está são.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Não vás para fora, volta a ti mesmo. No homem interior habita a verdade.”  [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Se duvido, se me alucino, vivo. Se me engano, existo. Como enganar-me ao afirmar que existo, se tenho que existir para enganar-me?” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Uma vez ao ano é lícito fazer loucuras.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Dá o que tens para que mereças receber o que te falta.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quando rezamos falamos com Deus, mas quando lemos é Deus quem fala conosco.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quanto melhor é o bom, tanto mais incômodo é para o mau.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Onde não há caridade não pode haver justiça.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“As lágrimas são o sangue do alma.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Quem não teve atribulações para suportar, é porque não começou a ser cristão para valer.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Conhece-te, aceita-te, supera-te.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Deus não manda coisas impossíveis, mas sim, ao mandar o que manda, convida-te a fazer o que possas e pedir o que não possas e te ajuda para que possas.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Se queres conhecer a uma pessoa, não lhe perguntes o que pensa mas sim o que ela ama.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Aquele que não tem ciúmes não está apaixonado.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

“Se precisas uma mão, recorda que eu tenho duas.” [ Santo Agostinho de Hipona ]

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda