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Santo Evangelho (Lc 18, 1-8)

29º Domingo do Tempo Comum – Domingo 16/10/2016

Primeira Leitura (Êx 17,8-13)
Leitura do livro do Êxodo:

Naqueles dias, 8os amalecitas vieram atacar Israel em Rafidim. 9Moisés disse a Josué: “Escolhe alguns homens e vai combater contra os amalecitas. Amanhã estarei, de pé, no alto da colina, com a vara de Deus na mão”. 10Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado e combateu os amalecitas. Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina. 11E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec. 12Ora, as mãos de Moisés tornaram-se pesadas. Pegando então uma pedra, colocaram-na debaixo dele para que se sentasse, e Aarão e Ur, um de cada lado, sustentavam as mãos de Moisés. Assim, suas mãos não se fatigaram até ao pôr do sol, 13e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 120)

— Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor, que fez o céu e fez a terra.
— Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor, que fez o céu e fez a terra.

— Eu levanto os meus olhos para os montes:/ de onde pode vir o meu socorro?/ “Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor que fez o céu e fez a terra!”
— Ele não deixa tropeçarem os meus pés,/ e não dorme quem te guarda e te vigia./ Oh! não! ele não dorme nem cochila,/ aquele que é o guarda de Israel!
— O Senhor é o teu guarda, o teu vigia,/ é uma sombra protetora à tua direita./ Não vai ferir-te o sol durante o dia,/ nem a lua através de toda a noite.
— O Senhor te guardará de todo o mal,/ ele mesmo vai cuidar da tua vida!/ Deus te guarda na partida e na chegada./ Ele te guarda desde agora e para sempre!

 

Segunda Leitura (2Tm 3,14-4,2)
Leitura da segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo: 14Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. 15Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. 16Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, 17a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra. 4,1Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os mortos, e em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com insistência: 2proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Evangelho (Lc 18,1-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2”Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Margarida Maria Alacoque, devota do Sagrado Coração de Jesus

Provada e preparada no cadinho da humilhação, começou a cultuar o Santíssimo Sacramento do Altar e diante do Coração Eucarístico começou a ter revelações divinas

Deus suscitou este luzeiro, ou seja, portadora da luz, que é Cristo, num período em que na Igreja penetrava as trevas do Jansenismo (doutrina que pregava um rigorismo que esfriava o amor de muitos e afastava o povo dos sacramentos). O nome de Santa Margarida Maria Alacoque está intimamente ligado à fervorosa devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Nasceu na França em 1647, teve infância e adolescência provadas, sofridas. Órfã de pai e educada por Irmãs Clarissas, muito nova pegou uma estranha doença que só a deixou depois de fazer o voto à Santíssima Virgem.
Confira também: Consagração ao Sagrado Coração de Jesus
Com a intercessão da Virgem Maria, foi curada e pôde ser formada na cultura e religião. Até que provada e preparada no cadinho da humilhação, começou a cultuar o Santíssimo Sacramento do Altar e diante do Coração Eucarístico começou a ter revelações divinas.
“Eis aqui o coração que tanto amou os homens, até se esgotar e consumir para testemunhar-lhe seu amor e, em troca, não recebe da maior parte senão ingratidões, friezas e desprezos”. As muitas mensagens insistiram num maior amor à Santíssima Eucaristia, à Comunhão reparadora nas primeiras sextas-feiras do mês e à Hora Santa em reparação da humanidade.
Incompreendida por vários, Margarida teve o apoio de um sacerdote, recebeu o reconhecimento do povo que podia agora deixar o medo e mergulhar no amor de Deus. Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus e o Papa Pio XIII recomendou esta devoção que nos leva ao encontro do Coração Eucarístico de Jesus. Santa Margarida Maria Alacoque morreu em 1690 e foi canonizada pelo Papa Bento XV em 1920.
Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

A teologia marxista da libertação está equivocada

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé

ROMA, 26 Jul. 12 / 03:53 pm (ACI/EWTN Noticias) – O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Arcebispo alemão Gerhard Müller, explicou que a teologia marxista da libertação está equivocada, em uma entrevista concedida ao jornal vaticano L’Osservatore Romano (LOR) e publicada em sua edição de 25 de julho em italiano.

Devido à sua importância para o contexto atual, apresentamos duas das perguntas e suas respectivas respostas na íntegra. As perguntas se referem à teologia da libertação, ao diálogo com os lefebvristas e uma investigação às religiosas dos Estados Unidos: todos eles temas tratados pelo dicastério agora chefiado pelo Arcebispo Müller.

LOR: Você tem muitos contatos com a América Latina: como nasce esta relação?

Dom Müller: Estive com freqüência na América Latina, no Peru, mas também em outros países. Em 1988 fui convidado a participar de um seminário com Gustavo Gutiérrez. Fui com algumas reservas como teólogo alemão, também porque conhecia bem as duas declarações da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a teologia da libertação publicadas em 1984 e 1986.

Mas pude constatar que é necessário distinguir entre uma teologia da libertação equivocada e uma correta. Considero que toda boa teologia deve estar relacionada à liberdade e à alegria dos filhos de Deus. Indubitavelmente, entretanto, uma mistura da doutrina de uma auto-redenção marxista e a salvação doada por Deus, deve ser rechaçada.

Por outro lado devemos perguntar-nos sinceramente: como podemos falar do amor e da misericórdia de Deus ante o sofrimento de tantas pessoas que não têm alimento, água ou assistência sanitária, que não sabem como oferecer um futuro aos próprios filhos, onde realmente falta a dignidade humana, onde os direitos humanos são ignorados pelos poderosos?

Em última instância isto só é possível com a disposição de estar com as pessoas, de aceitá-las como irmãos e irmãs, sem paternalismo da outra parte. Se nos considerarmos a nós mesmos como família de Deus, então podemos contribuir a fazer que estas situações indignas do homem mudem e sejam melhoradas.

Na Europa, logo depois da Segunda guerra mundial e as ditaduras, construímos uma nova sociedade democrática também graças à doutrina social católica. Como cristãos devemos sublinhar que do cristianismo é que os valores de justiça, solidariedade e dignidade das pessoas foram introduzidos nas nossas Constituições.

Eu mesmo venho de Mainz. Ali, ao início do século XIX, houve um grande Bispo, o barão Wilhelm Emmanuel von Ketteler, que está nos inícios da doutrina e das encíclicas sociais. Um menino católico de Mainz tem a paixão social no sangue e por isso me sinto orgulhoso.

Foi certamente com miras a este horizonte do qual vim aos países da América Latina. Durante 15 anos sempre passava dois ou três meses por ano, vivendo em condições muito simples. Ao início para um cidadão da Europa central isto implica um grande esforço. Mas quando se aprende a conhecer as pessoas de forma pessoal e se vê como vivem, então a aceitação é possível. Estive também na Africa do Sul com nosso Domspatzen, o famoso coral que o irmão do Papa dirigiu por 30 anos.

Pude dar conferências em diversos seminários e universidades, não só na América Latina, mas também na Europa e na América do Norte. E isto foi o que pude experimentar: sente-se em casa em qualquer lugar, onde há um altar, Cristo está presente, onde quer que esteja, faz-se parte da grande família de Deus.

LOR: O que pensa das discussões com os lefebvristas e com as religiosas americanas?

Dom Müller: Para o futuro da Igreja é importante superar os enfrentamentos ideológicos donde quer que provenham. Existe uma única revelação de Deus em Jesus Cristo que foi confiada à Igreja inteira. Por isso não são negociáveis em relação à Palavra de Deus e não se pode acreditar e ao mesmo tempo não acreditar. Não se podem pronunciar os três votos religiosos e logo não tomá-los a sério. Não posso fazer referência à tradição da Igreja e logo aceitar apenas algumas das suas partes.

O caminho da Igreja segue adiante e todos são convidados a não fechar-se em um modo de pensar autorreferencial, mas a aceitar a vida plena e a fé plena da Igreja. Para a Igreja Católica é totalmente evidente que o homem e a mulher têm igual valor: já o relato da criação o disse e o confirma a ordem da salvação. O ser humano não tem necessidade de emancipar-se nem de criar ou inventar-se a si mesmo. Ele já está emancipado e liberado através da graça de Deus.

Muitas declarações se referem à admissão das mulheres ao sacramento da Ordem ignorando um aspecto importante do ministério sacerdotal. Ser sacerdote não significa criar uma posição. Não se pode considerar o ministério sacerdotal como uma espécie de posição de poder terreno e pensar que a emancipação se dará só quando todos possam ocupá-la.

A fé católica sabe que não formos nós quem colocamos as condições para a admissão ao ministério sacerdotal e que atrás do sacerdote estão sempre a vontade e a chamada de Cristo. Convido a renunciar às polêmicas e à ideologia e a inundar-se na doutrina da Igreja.

Nos próprios Estados Unidos as religiosas e os religiosos realizaram coisas extraordinárias para a Igreja, para a educação e a formação dos jovens. Cristo necessita de jovens que prossigam este caminho e que se identifiquem com a própria opção fundamental. O Concílio Vaticano II afirmou coisas maravilhosas para a renovação da vida religiosa, como também sobre a vocação comum à santidade. Importante reforçar a confiança recíproca em lugar de brigar os uns contra os outros.

A misericórdia de Deus leva à verdadeira justiça

Quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016, Jéssica Marçal / Da Redação

Na catequese de hoje, Papa levou aos fiéis o conforto da misericórdia de Deus, que leva à verdadeira justiça e quer a salvação de todos

Deus é misericórdia infinita e justiça perfeita, não quer a condenação de ninguém, mas a salvação de todos. Essas foram palavras do Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, 3, na Praça São Pedro.

O Santo Padre explicou que pode parecer uma realidade contraditória Deus ser misericórdia e justiça, mas não existe contradição. “É justamente a misericórdia de Deus leva ao cumprimento da verdadeira justiça”.

Não se trata, disse o Papa, da justiça dos tribunais; esse caminho não leva à verdadeira justiça porque não vence o mal. “Só respondendo com o bem que o mal pode ser realmente vencido”.

Já a Bíblia indica o caminho-mestre a percorrer para fazer justiça: prevê que a vítima se dirija diretamente ao culpado para convidá-lo à conversão, ajudando a entender que está fazendo o mal, apelando à sua consciência. “O coração se abre ao perdão que lhe é oferecido”, disse o Papa, acrescentando que este é o modo de resolver os contrastes dentro das famílias, nas relações entre pais e filhos.

Deus e o pecador

O Pontífice reconheceu que este é um caminho difícil, requer que a pessoa que sofreu o mal esteja disposta a perdoar e deseje o bem e a salvação de quem o ofendeu. “Mas somente assim a justiça pode triunfar, porque se o culpado reconhece o mal feito e deixa de fazê-lo, não tem mais o mal e aquele que era injusto se torna justo, porque perdoado e ajudado a retomar o caminho do bem”.

É assim que Deus age com o pecador, afirmou o Papa. Deus oferece o seu perdão e ajuda o homem a acolhê-lo, a tomar consciência do mal para poder libertar, porque Deus não quer a condenação, mas a salvação. “Deus não quer a condenação de ninguém, de ninguém. Alguém poderia me dizer: ‘mas, padre, a condenação de Pilatos foi merecida, Deus a queria. Não, Deus queria salvar Pilatos, também Judas, todos. Ele, o Senhor da Misericórdia, quer salvar todos, o problema é deixar que Ele entre no coração”.

Padre, figura do Pai no confessionário

O coração de Deus, conforme lembrou Francisco, é um coração de Pai que ama e quer que seus filhos vivam no bem e na justiça. “Um coração de Pai que vai além do nosso pequeno conceito de justiça para nos abrir aos horizontes sem fim da sua misericórdia. Um coração de Pai que não nos trata segundo os nossos pecados e não nos repara segundo as nossas culpas”.

É precisamente um coração de Pai que as pessoas buscam quando vão ao confessionário, observou o Papa. Lá elas querem encontrar um pai que ajude a mudar de vida, que dê a força de ir adiante, que perdoe em nome de Deus. “Por isso, ser confessor é uma responsabilidade tão grande, tão grande, porque aquele filho ou filha que vem a você só quer encontrar um pai. E você, padre, que está ali no confessionário, está ali no lugar do Pai que faz justiça com a sua misericórdia”.

Terceiro Domingo do Advento – Gaudete – Ano C

Por Mons. Inácio José Schuster

Evangelho segundo São Lucas 3, 10-18
E as multidões perguntavam-lhe: «Que devemos, então, fazer?» Respondia-lhes: «Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos faça o mesmo.» Vieram também alguns cobradores de impostos, para serem batizados e disseram-lhe: «Mestre, que havemos de fazer?» Respondeu-lhes: «Nada exijais além do que vos foi estabelecido.» Por sua vez, os soldados perguntavam-lhe: «E nós, que devemos fazer?» Respondeu-lhes: «Não exerçais violência sobre ninguém, não denuncieis injustamente e contentai-vos com o vosso soldo.» Estando o povo na expectativa e pensando intimamente se ele não seria o Messias, João disse a todos: «Eu batizo-vos em água, mas vai chegar alguém mais forte do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias. Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo e no fogo. Tem na mão a pá de joeirar, para limpar a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; mas queimará a palha num fogo inextinguível.» E, com estas e muitas outras exortações, anunciava a Boa-Nova ao povo.

Neste terceiro domingo do Advento, João nos ensina que ele não apenas batizava, mas se transformou também num catequista e evangelizador. Os que por ele eram batizados vinham novamente a ele e perguntavam: “Mestre e agora, o que devemos fazer?” O quanto os sacerdotes gostariam que o povo fiel viesse a sua procura com docilidade e prontidão: “Padre, que devo eu fazer após meu batismo, após minha conversão, para agradar a Deus?” As respostas que dá João são surpreendentes: “Aquele que tem duas túnicas, dê uma a quem nada tem, aos soldados exerçam a sua função sem realizarem violências inúteis”. A todos, de uma maneira ou de outra, João dá uma lição prática, não extraordinária, mas que pode ser posta em prática concretamente no nosso dia a dia: cada um seja capaz de co-dividir o que tem. Não haveria modo melhor de esperarmos Jesus Cristo e prepararmos nosso coração para sua nova visita neste natal se não co-dividir com os nossos irmãos, o muito ou pouco que possuímos. Você possui muitas riquezas? Seja sensível a quem nada tem. Você é rico em sabedoria ou em ciência? Reparta um pouco do seu saber com quem nada sabe. Você possui auto-suficiência na vida? Ajude um necessitado. Você sente bem e feliz? Distribua sorrisos a quem se encontra na tristeza ou na provação. Você já passou por provações? Console aquele que esta passando por esses momentos difíceis. Numa palavra, neste terceiro domingo do Advento, não há ninguém que não possa fazer algo de concreto para transformar a sua vida numa co-divisão de bens materiais, de bens psicológicos, e não se esqueça de bens espirituais também. Co-divida sua fé, sua catequese, o seu tempo livre com a Igreja, preste-se algum serviço voluntário em sua paróquia. Eis modos bem concretos e ao alcance de cada um de nós, pequenos e grandes, jovens e idosos, que o Batista aconselha neste terceiro domingo do advento.

 

«Vai chegar alguém mais forte do que eu»
São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo
Sermão 88 (a partir da trad. Année en Fêtes, Migne 2000, p. 37)

João não falava apenas do seu tempo quando anunciou o Senhor aos fariseus, dizendo: «Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as Suas veredas» (Mt 3, 3). João brada hoje em nós, e o trovão da sua voz abala o deserto dos nossos pecados. Mesmo abafada pelo sono do martírio, a sua voz ressoa ainda, e continua a dizer-nos: «Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as Suas veredas». […] João Batista ordenou, pois, que preparássemos os caminhos do Senhor. Vejamos que caminho preparou ele para o Salvador. Desde o princípio, traçou e ordenou na perfeição o caminho para a chegada de Cristo, pois foi em todas as coisas sóbrio, humilde, contido e virgem. É ao descrever todas estas virtudes que o evangelista afirma: «João trazia um trajo de pêlos de camelo e um cinto de couro à volta da cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre» (Mt 3, 4). Que sinal maior de humildade pode haver num profeta do que o desprezo pelas vestes elegantes, em troca de pêlos rugosos? Que mais profundo sinal de fé pode haver do que estar sempre pronto, de rins cingidos, para desempenhar todas as tarefas servis? Que marca de abstinência mais notável pode haver, do que a renúncia às delícias desta vida, para se alimentar de gafanhotos e mel silvestre? Todos estes comportamentos do profeta eram, a meu ver, proféticos em si mesmos. Que o mensageiro de Cristo se vestisse de pêlos de camelo significava, muito simplesmente, que Cristo, ao vir a este mundo, Se revestiria do nosso corpo humano, deste tecido grosso, enrugado pelos nossos pecados. […] O cinto de couro significa que a nossa frágil carne, orientada para o vício antes da vinda de Cristo, seria por Ele conduzida à virtude.

 

Advento é tempo de alegria
Padre Bruno

Estamos no domingo da alegria, alegria da expectativa do Senhor que há de vir. Quando se espera por uma visita, a primeira coisa que a dona de casa faz é a faxina, e este tempo é exatamente para isto, para limpar nossa casa, para esperar Jesus. Durante toda a semana que passou, a palavra que mais foi proclamada foi a esperança e nessa terceira semana, é a semana que precisamos nos alegrar, não é um tempo de tristezas, mas sim de mudança, de conversão, de dizer não as coisas de mal e assumir Jesus. A segunda leitura diz “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo!” (Filipenses 4, 4-5). Por isso a urgência de uma mudança verdadeira, não podemos nos acostumar as coisas que do mundo, que quer vivamos no mais ou menos. Você pode até achar que está sozinho, mas o mestre de Israel nunca te abandona. “Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus” (Filipenses 4, 6-7). Nesse domingo temos que assumir essa palavra e vivê-la com desejo. Eu sei que todos trazemos dificuldades, mas alegrai-vos no Senhor. Se estivermos alicerçados na palavra de Deus, superaremos todas as tribulações. E precisamos pedir a Deus para que escutemos Sua voz e pratiquemos sua Palavra Devemos escutá-la [palavra de Deus], e colocar em prática. A nossa alegria, vem do Senhor. Diante de todas as tribulações que vivemos, temos que ter essa ordem em nossa mente “Alegrai-vos”. Mas nós na primeira dificuldade, queremos pular do barco. “Seja uma pessoa positiva, que acredita em Deus, que luta” Precisamos nos fortalecer na Palavra do Senhor com toda a radicalidade. Na primeira leitura diz: O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal (Sofonias 3, 15). Para viver isso é preciso de fé, a palavra ainda fala “Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti” (Sofonias 3, 16-1a). O Senhor está no nosso meio. Não desanime, olhe para frente, não será tudo sempre maravilhas, problemas sempre tivemos, temos e teremos, mas Cristo é nossa força. As tribulações virão, mas essa profecia do Senhor se realiza. As promessas todas se realizarão, mas no seu tempo. Estamos num tempo de esperança, para mostrar que a Igreja espera o Senhor, mas para o Senhor vir, é preciso mudança de vida. Você não está aqui a toa, você tem um missão. O Senhor nos fala, e agora é preciso praticar. Eu preciso saber escutar e assumir a palavra de Deus na minha vida. Quem quer benção, restauração viva a palavra de Deus. 2012 foi um ano de dificuldades para todo o Brasil, mas quem é maior, Deus ou nossos problemas? Deus, então por que tanta tristeza? Vamos ser bálsamo de alegria para nossos irmãos. Seja uma pessoa positiva, que acredita em Deus, que luta. Sábio cristão é aquele que sabe se levantar.

 

A esperança é a característica do tempo do Advento
A esperança cristã faz viver no momento presente o que se espera no futuro; ainda não o vivemos plenamente, mas já o estamos a viver. Por isso, é uma esperança confiante, liberta de todas as escravidões do momento presente, permitindo viver agora o futuro; é uma esperança ativa que nos motiva a caminhar. Neste domingo, todos os momentos da celebração convidam-nos a viver nesta esperança. Toda a celebração convida-nos a uma alegria interior, serena e confiante naquilo que celebraremos no Natal com “alegria renovada” (Oração Coleta), porque um dia se realizará plenamente na nossa vida. A esperança e a fé estão intimamente ligadas; a fé conduz à esperança. Esta esperança convicta de que a vida tem sempre sentido e que de vale sempre a pena viver a vida é uma mensagem muito atual na sociedade hodierna, onde reina a idéia do imediato. Os nossos olhos estão postos em Deus que em nós continua a fazer prodígios. Toda a celebração deste domingo respira o júbilo e a alegria que brotam deste mistério da esperança fiel. “Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém”, diz o Profeta Sofonias na primeira leitura. “Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião”, clama o Profeta Isaías no Salmo Responsorial. “Alegrai-vos sempre o Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos”, diz São Paulo na Carta aos Filipenses. Mas, qual é o motivo para esta alegria? “O Senhor está próximo”, diz São Paulo (2ª leitura). “O Senhor, Rei de Israel, está no meio de ti”, diz Sofonias. “É grande no meio de vós o Santo de Israel”, canta o Salmo. No tempo do Advento, aguardamos pelas festas do Natal que se aproximam, apesar de sabermos que Aquele por quem esperamos, já está presente no meio de nós, no interior de cada um e de cada comunidade. Esperamo-Lo, porque já está presente; virá, porque já está aqui, da mesma forma como fez na primeira vez. O Prefácio do Advento II, próprio para os últimos dias do Advento, proclama: “Foi Ele que os Profetas anunciaram, a Virgem Mãe esperou com inefável amor, João Baptista proclamou estar para vir e mostrou já presente no meio dos homens. É Ele que nos dá a graça de nos prepararmos com alegria para o mistério do seu nascimento”. Seria bom que nesta semana celebrássemos o Sacramento da Reconciliação, sentindo ainda mais a presença de Deus encarnado entre nós, para O recebermos com toda a alegria. “Que devemos fazer?” Era a pergunta que faziam a João. É também a nossa questão. E João, de certeza, responderá: partilhar com os outros, viver praticando a justiça, considerar os outros como irmãos, sem abusar de ninguém. É assim que se prepara o Reino. Todavia, João sabe como é difícil viver assim! Ele somente pode aconselhar, batizar com água e pedir todo o esforço das pessoas. Mas esta é a preparação necessária para o verdadeiro batismo que ele não pode dar. Esta é a missão do Messias: “Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”. Então, a pregação de João não responde à pergunta “Que devemos fazer?”, mas a outra pergunta: “Como devemos ser?” Temos de ser novas criaturas e isso só acontece através da ação do Espírito Santo. Só Ele nos pode dar o dom da conversão e transformar este mundo num lugar onde reine a justiça que João pregava. No evangelho, vemos que o povo estava na expectativa. É a nossa missão: criar esperança em todos aqueles que nos rodeiam, porque só assim tem pleno sentido levar-lhes a Boa Nova. Como João, teremos que mostrar ao mundo e proclamar bem alto que não somos a boa nova, porque a salvação vem somente de Deus. Ele é a Boa Nova para a humanidade de hoje. A Oração Sobre as Oferendas resume muito bem o sentido da celebração deste domingo quando pedimos a Deus que “com a celebração do mistério por Vós instituído, realize em nós plenamente a obra da salvação”.

 

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO
Lucas 3, 10-18
“Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo”

Esta passagem trata da pregação de João Batista, que: “Percorria toda a região do rio Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados” (v. 3) O início do texto de hoje, versículos 10-14, que constam somente em Lucas,  mostra bem a sua teologia e contexto – não são os líderes religiosos que estão prontos para arrepender-se, mas o povo comum, e até pessoas que estavam à margem da sociedade, – como cobradores de impostos e soldados.  Mais adiante no Evangelho, são estas as pessoas que vão responder positivamente diante da pregação do próprio Jesus.  Escrevendo para as comunidades pelo ano 80-85 d.C., Lucas quer lembrar aos cristãos que eles também devam estar abertos para achar sinceridade e bondade fora das vias “aceitáveis”- como fizeram João e Jesus! A frase lapidar do trecho é a pergunta que os diversos grupos formulam para João: “O que devemos fazer?”  Esta pergunta aparece mais vezes no Terceiro Evangelho, em Lc 10, 25 (na boca dum doutor da Lei) e Lc 18, 18 (uma pessoa importante), e também nos Atos dos Apóstolos: At 2, 37 (os judeus depois da pregação do Pedro), At 16, 30  (o carcereiro gentio de Filipos), At 22, 10 (Saulo, o perseguidor).  Usando este artifício, Lucas quer salientar que é uma pergunta que tem que ser feita constantemente durante a nossa caminhada.  Não há cristão que possa se dispensar de fazê-la sempre, por achar que já sabe a resposta. É interessante que João, embora uma pessoa de cunho fortemente ascético, não exige sacrifícios, ou práticas religiosos como jejum e abstinência.  Ela enfatiza uma exigência muito mais radical, que atinge o cerne do nosso ser – uma preocupação com os mais pobres, manifestada na busca de justiça e solidariedade.  As Campanhas da Fraternidade seguem esta linha de João – pois muitas vezes é mais fácil abster-se de uma carne ou uma bebida do que engajar-se na luta por um mundo melhor. Este trecho traz à tona mais uma vez um dos temas principais do Evangelho de Lucas – o uso correto dos bens materiais.  No fundo, João aqui prega antecipadamente o que mais tarde Jesus vai ensinar – a partilha dos bens com as pessoas que sofrem necessidades, a justiça nos relacionamentos econômicos e políticos,  a conversão que se manifesta numa mudança radical da vida. A segunda parte da passagem insiste que João é inferior a Jesus.  João batiza com água como agente de purificação, mas Jesus usará a força purificadora maior do Espírito Santo e do fogo.  Lucas vai mostrar em Atos 2 – na história de Pentecostes – como o fogo do Espírito Santo cumpre a sua missão nas pessoas. E o texto termina com a declaração que “João anunciava a Boa Notícia ao povo de muitos  outros modos” (v. 18). O que João prega é tão semelhante ao que Jesus pregará que também merece ser taxado de “Boa Notícia”.  A boa notícia da chegada da misericórdia e da salvação de Deus duma forma gratuita, mas que exige resposta de cada pessoa.  É a crise existencial do mundo todo – aceitar ou rejeitar a salvação oferecida gratuitamente em Jesus.  E para Lucas, esta decisão tem que ser renovada sempre, através da pergunta “o que devemos fazer”, enquanto continuamos andando “pelo caminho”!

Adão e Eva existiram de verdade?

Muitos tem dúvidas  se Adão e Eva existiram realmente

Os primeiros homens de que fala o Gênesis podem muito bem ter sido rudimentares, como mostram os indícios dos fósseis da pré-história. As ideias religiosas de Adão poderão ter sido puras, mas sob a forma de intuições concretas como dos povos primitivos e das crianças; não se tratava de altos conhecimentos teológicos.

Adão (= Adam, homem) e Eva (=Mãe dos viventes) representam o ser humano criado por Deus. São tão reais quanto é real o gênero humano. Deus se apresentou ao homem nas suas origens, ao homem real e não a um ser fictício. Eles existiram de fato; foram os primeiros seres humanos que receberam de Deus uma alma imortal.

Adão e Eva não são nomes próprios

Por outro lado, Adão e Eva não são nomes próprios como João, Pedro e Maria o são. Então, não necessariamente representam apenas o primeiro casal de humanos, mas os primeiros humanos. São nomes de origem hebraica que significam apenas “homem” e “mulher”. Por isso, a Igreja deixa para o estudo dos cientistas mostrar como os seres humanos surgiram trazidos por Deus; se de apenas um casal (monogenismo) ou de vários casais de um mesmo tronco (poligenismo). O que a Igreja não aceita é que a humanidade tenha surgido, ao mesmo tempo, de vários troncos, em lugares diferentes.

Então o que a Bíblia quer nos ensinar?

O Gênesis, em seus três primeiros capítulos, usa de linguagem figurada para revelar verdades religiosas, não científicas ou históricas. Em resumo, a Bíblia quer nos ensinar apenas o seguinte:

1) Deus criou o ser humano, homem e mulher, podendo ter utilizado a evolução da matéria preexistente até chegar ao grau de complexidade do corpo humano;

2) O Senhor concedeu aos primeiros pais graças espirituais especiais: “justiça original” (harmonia consigo, com a mulher, com a natureza e com Deus), e “estado de santidade” (comunhão profunda com Deus, participação da vida divina), dons preternaturais (não sofrer, morrer, ciência infusa, etc).

3) O Criador indicou aos primeiros pais um modelo de vida figurado pela proibição de comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal. Isso significava que o homem não deveria ser “o árbitro do bem e do mal”, e já que foi elevado à especial comunhão com Deus, deveria comportar-se não simplesmente de acordo com seu bom senso ou suas intuições racionais, mas segundo as normas correspondentes de sua dignidade de filho de Deus;

4) O homem, por soberba e desobediência, disse ‘não’ a esse modelo de vida e ao convite do Criador, perdendo assim o “estado de santidade” e de “justiça original”. Dessa forma, o sofrimento e a morte entraram no mundo por causa do pecado original; isso levou São Paulo a dizer que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6, 23).

Não é preciso exagerar a perfeição do estado primitivo da humanidade por causa dos dons preternaturais, e da ” justiça original”. Foi um estado belo, mas do ponto de vista religioso e moral apenas, não sob o aspecto da civilização ou da cultura.

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

Ele fez bem todas as coisas

Na obra criadora de Deus, existe a semente do bem

Ao modo de leitura orante da Palavra de Deus, chamada “Lectio Divina”, aproximemo-nos do Evangelho que a Igreja proclama nestes dias. Para tanto, comecemos bem longe, no princípio… “Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom” (Gn 1,31). Na obra criadora do Senhor, existe a semente do bem. O sábio, que identifica o sentido daquilo que o Pai fez, tem consciência de que “Deus não fez a morte, nem se alegra com a perdição dos vivos. Ele criou todas as coisas para existirem, e as criaturas do orbe terrestre são saudáveis: nelas não há nenhum veneno mortal, e não é o mundo dos mortos que reina sobre a terra, pois a justiça é imortal” (Sb 1,13-15).

De fato, “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. Ela existia, no princípio, junto de Deus. Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito de tudo o que existe. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1,1-3). E esta Palavra “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Jesus Cristo é o Verbo de Deus, Palavra eterna que se fez carne, em quem todas as coisas foram criadas, aquele que “faz bem todas as coisas” (Mc 7, 37), o que restaura toda a obra criadora do Pai, em quem tudo ganha sentido e valor (Cf. Ef 1,10).

Tornar-se discípulo da Palavra de Deus que se faz carne é acompanhar Jesus pelas estradas da vida e testemunhar o acontecimento da “nova criação”. Vamos lá! Jesus deixou a região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole, onde tinha chegado sua fama. Cercava-o a incompreensão a respeito de sua pessoa e de suas ações. O Evangelista São Marcos, o único que conta este episódio, mostra a entrada em cena de um surdo-mudo que, curado, torna-se um sinal da abertura para acolher o mistério de Jesus. Pedem que o Senhor imponha as mãos sobre o homem.

Jesus, tomando-o à parte, longe da multidão, leva a sério sua presença e sua situação, pôs os dedos nos seus ouvidos, tocou com a própria saliva a língua do homem, olhou para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te”. Imediatamente, os ouvidos do homem se abriram, sua língua soltou-se e ele começou a falar corretamente. Jesus recomendou, com insistência, que não contassem o ocorrido para ninguém. É que o anúncio do Evangelho e a resposta da fé devem ser os únicos sinais inequívocos da inauguração dos novos tempos que se realizam com sua chegada. Contudo, quanto mais ele insistia, mais a notícia se espalhava! Cheios de grande admiração, todos diziam: “Tudo ele tem feito bem. Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem” (Cf. Mc 7,31-37). Em Jesus Cristo se realizam as promessas antigas reportadas pelo profeta Isaías (Is 35,4-7). Ele realiza uma nova criação e é portador da salvação definitiva. Ele é a Salvação! Os gestos de Jesus, que faz tudo bem feito, os dedos nos ouvidos do homem, a saliva na boca, o suspiro, a palavra forte que abre os sentidos humanos para Deus, conduzem ao nosso batismo, quando fomos introduzidos numa nova vida. Abram-se nossos sentidos da fé para reconhecer o Salvador e participarmos todos da nova criação! A consequência será um olhar otimista em relação às pessoas e situações, começando pela nossa própria vida. A esperança brotará quando entendermos que Jesus não é um milagreiro à nossa disposição, mas o Salvador, cuja presença e ação conferem novo e definitivo sentido à existência.

Os homens e mulheres renascidos pelo batismo são chamados a se comprometerem com esta nova criação. Cabe-lhes passar pela terra fazendo o bem e fazendo tudo bem feito! Nenhum recanto do mundo fique privado da presença dos cristãos. Antes, aceitem o desafio de transformá-lo a partir de dentro. Uma nova mentalidade ilumine o mundo do trabalho, a política, as relações sociais. E os valores da eternidade, já presentes nesta terra pelo mistério de Cristo, se espalharão por toda parte, pois ele faz bem todas as coisas.

Sabendo que somos frágeis para enfrentar tamanha empreitada, pedimos confiantes com a Igreja (oração do dia do vigésimo terceiro domingo do Tempo Comum): “Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna”.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA

Santo Evangelho (Mt 23, 23-26)

21ª Semana Comum – Terça-feira 25/08/2015

Primeira Leitura (1Ts 2,1-8)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

1Bem sabeis, irmãos, que nossa vinda até vós não foi em vão. 2Apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como sabeis, encontramos em Deus a coragem de vos anunciar o Evangelho, em meio a grandes lutas. 3A nossa exortação não se baseia no erro, na ambiguidade ou no desejo de enganar. 4Ao contrário, uma vez que Deus nos achou dignos, a ponto de nos confiar o Evangelho, falamos não para agradar aos homens, mas a Deus, que examina os nossos corações. 5Bem sabeis que nunca usamos palavras de adulação, nem procedemos movidos por dis­farçada ganância. Deus é testemunha disso. 6E também não procuramos elogios humanos, nem da parte de vós, nem de outros, 7embora pudéssemos fazer valer a nossa autoridade de apóstolos de Cristo. Foi com muita ternura que nos apresentamos a vós, como uma mãe que acalenta os seus filhinhos. 8Tanto bem vos queríamos, que desejávamos dar-vos não somente o Evangelho de Deus, mas até a própria vida; a tal ponto chegou a nossa afeição por vós.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 95)

— Senhor, vós me sondais e me conheceis.
— Senhor, vós me sondais e me conheceis.

— Senhor, vós me sondais e me conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.

— A palavra nem chegou à minha língua, e já, Senhor, a conheceis inteiramente. Por detrás e pela frente me envolveis; pusestes sobre mim a vossa mão. Esta verdade é por demais maravilhosa, é tão sublime que não posso compreendê-la.

 

Evangelho (Mt 23,23-26)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 23Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo. 24Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Luís, homem de oração e caridade

Nós celebramos neste dia a vida do santo, que foi rei da França, Luís IX. Ele nasceu em Poissy a 25 de abril de 1214 e teve a graça de ter uma mãe muito religiosa, tanto assim que o aconselhava depois do Batismo: “Filhinho, agora és um templo do Espírito Santo, conserva sempre teu coração puro e jamais o manches com o pecado “.

A rainha-mãe, Branca de Castela, providenciou ótimos professores e instrutores para uma formação digna do filho, dessa forma quando o pai de Luís morreu, quando este tinha apenas 12 anos, o jovem pôde ser coroado e na idade de 21 anos começar a reger toda a nação, sem esquecer sua realidade de pai e esposo. São Luís era penitente, humilde, homem de oração e caridade; participava com tanta perseverança da Santa Missa diária que, ao ser provocado por nobres, respondia: “Se eu dedicasse tempo dobrado para os jogos ou para a caça, ninguém repreenderia!”

São Luís buscava intensamente viver a justiça do Reino de Deus enquanto rei e cristão, por isso praticava o que aconselhava: “Não tiremos o bem dos outros nem sequer para o dar a Deus”. Cheio de amor a Cristo, à Igreja e ao Papa, São Luís organizou até mesmo cruzadas a fim de resgatar os lugares santos; certa vez ficou preso durante 5 anos e depois de solto empenhou-se numa outra cruzada que o vitimou com uma peste mortífera (tifo). Ao receber os santos sacramentos esse grande santo entrou no Céu a 25 de agosto de 1270.

Foi canonizado em 1297, pelo Papa Bonifácio VIII.

São Luís, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 5, 1-12)

10ª Semana Comum – Segunda-feira 08/06/2015

Primeira Leitura (2Cor 1,1-7)
Início da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

1 Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus e o irmão Timóteo, à Igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos que se encontram em toda a Acaia: 2 para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação. 4 Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição. 5 Pois, à medida que os sofrimentos de Cristo crescem para nós, cresce também a nossa consolação por Cristo. 6 Se estamos em aflições, é para a vossa consolação e salvação; se somos consolados, é para a vossa consolação. E essa consolação sustenta a vossa paciência em meio aos mesmos sofrimentos que nós também padecemos. 7 E a nossa esperança a vosso respeito é firme, pois sabemos que, assim como participais dos nossos sofrimentos, participais também da nossa consolação.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 33)

— Provai e vede quão suave é o Senhor!
— Provai e vede quão suave é o Senhor!

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

 

Evangelho (Mt 5,1-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão sa­ciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12 Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Medardo, preferia os pobres e os mais sofridos

O nome do santo recordado neste dia, significa: “audaz”.

De origem simples, pobre, agrícola, Medardo tinha a maior riqueza: a fé no amor de Deus. Ele foi crescendo na piedade e na generosidade, tanto que diante de um pobre viajante que, tendo sido roubado o seu cavalo, chorava copiosamente e por isso, o santo deu generosamente a ele seu próprio cavalo.

Medardo queria uma vida de consagração total. Seu pai que o conhecia e amava, foi quem mais o ajudou a perceber sua vocação ao sacerdócio ordenado. Com 33 anos ele tornou-se padre. Um homem apostólico, que preferia os pobres e mais sofridos.

O santo de hoje, depois de viver seu apostolado como sacerdote, foi escolhido para ser bispo e foi um grande pastor. Sua generosidade continuou sendo instrumento de evangelização para muitos. Nas palavras e nas obras. Faleceu em 560 tornando-se para nós um grande exemplo e intercessor.

São Medardo, rogai por nós!

As exigências do Pai Nosso

Crer que Deus é nosso Pai tem consequências enormes para toda a nossa vida, e exige de nós algumas atitudes!

Sabemos que esta é a “Oração perfeita”, pois saiu do coração de Jesus quando um dos discípulos pediu-lhe que os ensinassem a rezar (Lc 11,1). São sete pedidos perfeitos ao Pai. Saudamos a Deus como Pai – uma ousadia de amor – e lhe fazemos três pedidos para a Sua Glória e realização de Sua santa vontade, e mais quatro pedidos para nossas necessidades.

O Pai Nosso é o resumo de todo o Evangelho, como disse Santo Agostinho, “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na Oração do Senhor”.

No Sermão da Montanha e no Pai Nosso a Igreja ensina que o Espírito Santo dá forma nova aos nossos desejos, o que anima a nossa vida. De um lado Jesus nos ensina uma “vida nova”, por palavras, e por outro lado nos ensina a pedi-la ao Pai na oração, para a podermos viver.

É a oração dos filhos de Deus, que deve ser rezada com o coração, na intimidade com o Pai, para que se torne em nós “espírito e vida”. Isto é possível porque o Pai enviou aos nossos corações o Espírito do Seu Filho que clama em nós Abba, Pai. (Gal 4,6), e nos fez seus filhos adotivos em Jesus Cristo.

De pecadores que somos, mas perdoados em Cristo, podemos levantar os olhos para o Pai e dizer “Pai Nosso”.

Crer que Deus é nosso Pai tem consequências enormes para toda a nossa vida, e exige de nós algumas atitudes:

1 – Conhecer a majestade e a grandeza de Deus. “Deus é grande demais para que o possamos conhecer”(Jó 36,26). Santa Joana D`Arc disse, “Deus deve ser o primeiro a ser servido”.

2 – Viver em ação de graças. Tudo o que somos e possuímos vem Dele. “Que é que possuis que não tenhas recebido?”(1Cor 4,7). “Como retribuirei ao Senhor todo o bem que Ele me fez?”(Sl 116,12).

3 – Confiar em Deus em qualquer circunstância, mesmo na adversidade. “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo”(Mt 6,33).

4 – Conversão continua e vida nova. Desejo e vontade de assemelhar-se a Ele, pois fomos criados a sua semelhança.

5 – Se comportar como filho e não como mercenário que age por interesse ou escravo que obedece por temor.

6 – Contemplar sem cessar a beleza do Pai e deixá-la impregnar a alma.cpa_como_fazer_a_vontade_de_deus

7 – Cultivar um coração de criança, humilde e confiante no Pai, pois é aos pequeninos que Ele se revela.

8 – Conversar com Deus como seu próprio Pai, familiarmente, com ternura e piedade.

9 – Ter a esperança de alcançar o que lhe pede na oração. Como Ele pode nos recusar alguma coisa se nos aceitou adotar como filhos.

10 – Conhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens, todos criados a imagem e semelhança de Deus (Gen 1,27).

11 – Desapegar-se das coisas que nos desviam Dele. “Meu Senhor e meu Deus, tirai de mim tudo o que me afasta de vós. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo que me aproxima de vós. Meu Senhor e meu Deus, desprendei-me de mim mesmo para doar-me inteiramente a vós.” (S. Nicolau de Flue).

O Pai nos ama tanto que não nos quer perder de forma alguma para os deuses falsos que querem lhe roubar a glória e o nosso coração. Por isso o Pai nos corrige com “correção paterna”(cf. Hb 12,4s). Nem sempre entendemos os seus mistérios, mas Ele sabe o que precisamos e conduz a nossa vida com amor.

Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja disse, `Tudo procede do amor, tudo está ordenado a salvação do homem, Deus não faz nada que não seja para esta finalidade”.

Prof. Felipe Aquino

Santo Evangelho (Mt 23, 23-26)

21ª Semana Comum – Terça-feira 26/08/14 

Primeira Leitura (2Ts 2,1-3a.14-17)  
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

1No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: 2não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo. 3aQue ninguém vos engane de modo algum. 14Deus vos chamou para que, por meio do nosso evangelho, alcanceis a glória de nosso senhor Jesus Cristo. 15Assim, portanto, irmãos, ficai firmes e conservai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta. 16Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, 17animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório(Sl 95)  

— O Senhor vem julgar nossa terra.
— O Senhor vem julgar nossa terra.  

— Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.

— O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem.

— E exultem as florestas e as matas na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.

 

Evangelho (Mt 23,23-26)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 23Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo. 24Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Zeferino, chefiou a Igreja de Cristo 

Neste dia celebramos a vida de santidade do Papa São Zeferino que no amor de pastor chefiou com o Espírito Santo a Igreja de Cristo. Zeferino era romano, filho de Abôndio e assumiu no século II a Cátedra de Pedro, num período de grande perseguição para os cristãos, tanto assim que os seus treze predecessores morreram todos mártires.

O que mais abalava a Igreja não eram as perseguições e massacres, mas sim as heresias que foram surgindo conjuntamente à tentativa de elaborar as Revelações com dados puramente filosóficos. Os gnósticos chegavam a negar a divindade de Cristo; Teodoro subordinou de tal forma Cristo ao Pai que fez dele uma simples criatura e Montano profetizava e pregava sobre o fim do mundo a partir da consciência de ser a revelação do Espírito Santo.

Diante de todas as agitações, São Zeferino, mesmo não sendo um teólogo e nem escritor, soube com o bom senso e a ajuda do Espírito Santo unir-se a grande sábios da ortodoxia da época, como Santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, a fim de livrar os cristãos da mentira e rigorismos. São Zeferino foi martirizado e entrou na Igreja Triunfante no ano de 217.

São Zeferino, rogai por nós!

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