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Santo Evangelho (Mc 10, 13-16)

7ª Semana do Tempo Comum – Sábado 25/02/2017

Primeira Leitura (Eclo 17,1-13)
Leitura do Livro do Eclesiástico.

1Da terra Deus criou o homem, e o formou à sua imagem. 2E à terra o faz voltar novamente, embora o tenha revestido de poder, semelhante ao seu. 3Concedeu-lhe dias contados e tempo determinado, deu-lhe autoridade sobre tudo o que está sobre a terra. 4Em todo ser vivo infundiu o temor do homem, fazendo-o dominar sobre as feras e os pássaros. 5Deu aos homens discer­nimento, língua, olhos, ouvidos, e um coração para pensar; encheu-os de inteligência e de sabedoria. 6Deu-lhes ainda a ciência do espírito, encheu o seu coração de bom senso e mostrou-lhes o bem e o mal. 7Infundiu o seu temor em seus corações, mostrando-lhes as grandezas de suas obras. 8Concedeu-lhes que se gloriassem de suas maravilhas, louvassem o seu Nome Santo e proclamassem as grandezas de suas obras. 9Concedeu-lhes ainda a instrução e entregou-lhes por herança a lei da vida. 10Firmou com eles uma aliança eterna e mostrou-lhes sua justiça e seus julgamentos. 11Seus olhos viram as grandezas da sua glória e seus ouvidos ouviram a glória da sua voz. Ele lhes disse: “Tomai cuidado com tudo o que é injusto!” 12E a cada um deu mandamentos em relação a seu próximo. 13Os caminhos dos homens estão sempre diante do Senhor e não podem ficar ocultos a seus olhos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 102)

— O amor do Senhor por quem o respeita, é de sempre e para sempre.
— O amor do Senhor por quem o respeita, é de sempre e para sempre.

— Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Porque sabe de que barro somos feitos, e se lembra de que apenas somos pó.

— Os dias do homem se parecem com a erva, ela floresce como a flor dos verdes campos; mas apenas sopra o vento ela se esvai, já nem sabemos onde era o seu lugar.

— Mas o amor do Senhor Deus por quem o teme é de sempre e perdura para sempre; e também sua justiça se estende por gerações até os filhos de seus filhos, aos que guardam fielmente sua Aliança.

 

Evangelho (Mc 10,13-16)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. 14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. 15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. 16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Valburga – A grande abadessa 

Santa Valburga, foi uma das grandes evangelizadoras da Alemanha e exemplo de santidade para muitos

Santa Valburga nasceu no ano de 710. Era filha de São Ricardo, rei dos Saxões do Oeste. Santa Valburga tinha dois irmãos: o bispo Vilibaldo e o monge Vunibaldo. Durante uma peregrinação com seu pai, mãe e irmãos aos Lugares Santos, Santa Valburga retirou-se numa abadia. E foi ali que descobriu a beleza do chamado de Deus, consagrando-se inteiramente ao Senhor. Seu pai veio a falecer durante a viagem de volta dessa peregrinação.

Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários. Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região.

Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com frequência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado. Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado. Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga.

O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres.

Santa Valburga, rogai por nós!

Santo Evangelho (João 2,1-11)

Sábado antes da Epifania – 07/01/2017 

Primeira Leitura (1Jo 5,14-21)
Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos, 14esta é a confiança que temos em Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido. 16Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir. 19Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. 20Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos com o verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a Vida eterna. 21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 149)

— O Senhor ama seu povo de verdade.
— O Senhor ama seu povo de verdade.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

— Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

— Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.

 

Evangelho (Jo 2,1-11)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”  11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Raimundo de Peñafort
07 de Janeiro  

Nasceu no castelo de Peñafort, Barcelona, Espanha, no ano de 1175. Desde cedo, muito dedicado aos estudos, ele se especializou em Bolonha, na Itália, na universidade onde se tornou também um reconhecido mestre. Deixou aquela realidade que tanto amava para obedecer ao Bispo de Barcelona que o queria como cônego. Ele prestou esse serviço até discernir seu chamado à vida religiosa, quando entrou para a família dominicana e continuou em vários cargos de formação, mas aberto à realidade e às necessidades da Igreja, onde exerceu o papel de teólogo do Cardeal-bispo de Sabina; também foi legado na região de Castela e Aragão; depois, transferido para Roma, ocupou vários cargos.   Ele não buscava nem tinha em mente um projeto de ocupar este ou aquele serviço, mas foi fiel àquilo que davam a ele como trabalho para a edificação da Igreja. Na Cúria Romana, quantos cargos ligados a Teologia, Direito Canônico! Um homem de prudência, de governo. Seu último cargo foi de penitencieiro-mor do Sumo Pontífice. Quiseram até escolhê-lo como Arcebispo, mas, nesta altura, ele voltou para a Espanha; quis viver em seu convento, em Barcelona, como um simples frade, mas fossem os reis, o Papa e tantos outros sempre recorriam ao seu discernimento.   São Raimundo escreveu a respeito da casuística. Enfim, pelos escritos e pelos ensinos, ele investia numa ação de mestres e missionários, pois tinha consciência de que precisava de missionários bem formados para que a evangelização também fluísse. Ele não fez nada sozinho, contou com a ajuda de São Tomás de Aquino, ajudou outros a discernir a vontade do Senhor, como São Pedro Nolasco, que estava discernindo a fundação de uma nova ordem consagrada a Nossa Senhora das Mercês – os mercedários. Homem humilde que se fez servo, foi escolhido como Superior Geral dos Dominicanos. Homem de pobreza, de obediência e pureza; homem de oração. Por isso, os santos como São Raimundo, um exemplo. Faleceu em Roma, em 1275; cem anos consumindo-se pela obra do Senhor.   São Raimundo de Peñafort, rogai por nós!

Catequista, a enxada nas mãos do Jardineiro

Maria é o exemplo mais perfeito do catequista
Por Rachel Lemos Abdalla

Maria é o exemplo mais perfeito do catequista. Quando alguém é chamado a evangelizar, deve se espelhar nela, seguir seus passos e acatar suas poucas palavras, dentre elas, a menor, porém a mais significante e profunda que foi o seu SIM! Nele está inserido a sua entrega total a Deus, a confiança, a obediência e a fé incondicional; o desejo amoroso de mostrar e apresentar Jesus a tantos quantos for possível. Porém, dizer sim quando Deus se revela não é fácil, pois é preciso estar aberto e pronto para que se realize em si mesmo, tudo o que Ele quer construir de novo na sua vida primeiramente! Em Maria, foi o próprio Cristo que foi gerado, e assim deve ser também com o catequista que precisa gestar Jesus em si mesmo, conhecê-Lo intimamente e cultivá-Lo no coração, dia após dia, passando pela ‘experiência’ do encontro do homem com o amor de Deus, tão desejada no Sínodo dos Bispos, de 2012, no momento em que os Bispos trabalhavam um novo olhar voltado para a ‘Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã’. Você está disposto a renovar-se, a deixar-se modelar, tornando-se um bom instrumento nas mãos do Pai que lhe chama para anunciar Jesus Cristo? Maria estava atenta e pronta para ouvir e servir, e essas qualidades de ouvinte e de serva precisam ser trabalhadas no catequista que, para isso tem que estar intimamente ligado à Palavra de Deus, à escuta daquilo que Ele quer lhe dizer ao coração. No momento em que Deus se manifestou à Maria, através do anjo, Ele somente fez um anúncio e esperou a sua resposta. Ela respondeu: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). O anjo não pediu nada! Apenas anunciou! Em poucas palavras eles se entenderam porque Maria já conhecia a Deus, portanto havia ali uma perfeita sintonia, uma partilha de amor que só estava aguardando o momento certo para se revelar. Assim também nós, somente podemos viver e demonstrar a nossa fé se isso for uma realidade na nossa vida, pois não é possível ao transmitir uma mensagem, vibrar de emoção e ter brilho no olhar sem ter passado pela experiência do encontro com a pessoa de Jesus Cristo, marcado pelos olhos nos olhos e de modo íntimo, particular, individual, transbordando e enchendo de amor a nossa vida e o nosso coração, para ser repartido e partilhado entre muitos. Maria, no momento certo, respondeu ao chamado e tornou-se instrumento de Deus no mundo, e do pouco que se expressou tornou-se o muito para ser seguido. Isso nos remete ao pouco que somos, porém importantes aos olhos de Deus, lembrando que não é a enxada que planta, mas sim, o jardineiro, ou seja, somos apenas instrumentos nas mãos do Pai que nos envia para uma missão a exemplo de Maria, para que sejamos os anunciadores de Jesus Cristo ao mundo com a nossa vida e com toda a nossa vontade de servir!

 

Os Escultores da Alma
Denise Simões Ferreira
http://www.portalcatolico.org.br/main.asp?View=%7BFA024D8E%2D7348%2D409C%2DB01E%2D3A19BE979AC2%7D&Team=&params=itemID=%7BB6D35AC2%2DB6B2%2D4F6F%2DB9B7%2D243A15E96674%7D%3B&UIPartUID=%7B2C3D990E%2D0856%2D4F0C%2DAFA8%2D9B4E9C30CA74%7D

Hoje vamos pensar juntos sobre algo muito especial e importantíssimo na sua vida e na minha: “O CATEQUISTA”. Na Palavra de Deus, no livro de Isaías, capítulo 40, versículo 8 (Is 40, 8) diz assim: “Aquele que deseja esculpir a imagem escolhe madeira que não apodrece; põe-se a procura de um operário hábil a fim de assentar uma estátua que não oscile”. Estas são Palavras de Deus para você e para mim! Vamos entender o que ela quer dizer? Pois bem! Pense em um escultor, que com certeza é um artista, fazendo a estátua de uma pessoa. Antes de começar, tem que escolher a madeira certa, que seja firme, mas não muito dura e duradoura. Não pode escolher qualquer uma, pois tem madeira que é mole de mais e apodrece com facilidade. Bem, uma vez escolhidas a madeira certa, precisa de ferramentas adequadas para trabalhar a madeira. Começa tirando uma lasquinha aqui, outra ali; um pedaço maior em cima, outro menor embaixo; Bem devagar e com muito cuidado vai tirando pedacinhos do pedaço de madeira. De repente essa madeira começa a ter uma forma, o rosto já começa a aparecer, meio grosseiro ainda, mas já dá pra perceber; depois o tronco e os membros, tudo ainda bem grosseiro cheio de pontas. Em seguida o escultor troca de ferramenta, pega uma mais fina, e vai tirando com cuidado as pontas e arredondando o rosto, acertando os olhos, nariz, boca, orelhas, cabelo; e no corpo, os braços, mãos com os dedos, as roupas, pernas e pés com sandálias. Tudo foi ficando mais parecido com alguém. Novamente parou e trocou por outra ferramenta mais fina e afiada, trabalhando novamente no rosto, corpo, roupas e sandálias. E por fim pegando uma lixa fina, acertou as pequenas pontinhas que ainda restavam. Parou diante da sua obra-prima e se encantou, estava perfeita, muito boa e estava pronta! Só faltava falar! O artista ficou orgulhoso de sua estátua, pois deu o melhor de si para esculpi-la. E para terminar o seu trabalho, agradeceu a Deus o dom que recebeu e pela missão cumprida. Ah, o escultor esculpiu a estátua de JESUS! Que maravilha não é? E como você viu na palavra, esta estátua não oscilou, ficou firme de pé. E o que tem tudo isso a ver com a sua vida e a minha? Tem tudo a ver! Deus fez a madeira, que é você, eu e todas as pessoas que conhecemos. Deu-nos as ferramentas que são: a FÉ e a nossa DOUTRINA (sacramentos, mandamentos, documentos e cartas escritas pelos bispos e papas, a Bíblia, etc). E colocou escultores maravilhosos para esculpir você e a mim a VIDA, ou seja, dar sentido à sua vida, te ajudando a viver o dia a dia feliz. Sabe quem são esses escultores? São primeiramente seus pais, que te apresentaram Jesus, “Papai do Céu”, Nossa Senhora, desde que era pequenino; eles são os que começam a trabalhar na madeira que é você. Em seguida vêm os CATEQUISTAS, que são os padres, e as pessoas que te ensinam catecismos, e as que te preparam para ser crismados. Muitas vezes ainda tem aqueles que ministram a palavra e as catequeses, no movimento ou pastoral que participamos. Também podem ser seus avós, tios, padrinhos, amigos. E todos usam em você as mesmas ferramentas: a da FÉ e da DOUTRINA. E o interessante da história é que, a madeira sozinha não vira estátua; as ferramentas sozinhas não exculpem nada e o escultor sem as ferramentas e a madeira não tem o que fazer! Que Lindo! Veja bem: você sozinho não é ninguém, a Fé e a Doutrina sozinhas não tem sentido e os catequistas sem VOCÊ, sem a Fé e sem a Doutrina não servem para nada. Por isso, as três partes são necessárias e têm um valor imenso para Deus. Nossa Igreja teve muitos catequistas que são exemplos pra nós, por exemplos Madre Tereza de Calcutá, disse certa vez: “Se mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria para ganhar uma vida sequer pra Jesus!” E realmente ela gastou sua vida catequizando e cuidando daqueles pobres que ninguém queria cuidar. Foi uma “artista de Deus!” Outro exemplo foi Dom Bosco que trabalhou catequizando e orientando os jovens e estudantes, em especial Domingos Sávio, que hoje é chamado de “O pequeno gigante”, pois escutava o padre Dom Bosco falar do amor de Deus e experimentava em sua vida. Morreu cedo, ainda jovenzinho, mas cheio da graça de Deus e feliz. Isso graças a Dom Bosco e à sua docilidade de coração, era um madeiro que se deixava esculpir pelo seu catequista. E você, já agradeceu a Deus, pelos catequistas que colocou em sua vida até hoje? Pois agradeça! Qual é o valor, a importância, o carinho, atenção, o amor, que demonstra a eles? Pois, demonstre, seja atencioso, escute com atenção o que eles têm a te dizer, valorize-os e o que eles ensinam, olhe para eles com amor e gratidão. Seja madeira fácil de ser trabalhada. Eles estão esculpindo a pessoa maravilhosa criada por Deus que é você. Estão te mostrando o caminho certo e te dando a receita de Deus para ser feliz. Louvado seja Deus pelos catequistas que Deus coloca em nossa vida! Que o Espírito Santo dê a cada um deles a graça de dar o melhor de si para esculpir cada “madeirinha” que Deus coloca em suas mãos.

 

Catequista, qual é o seu testemunho?
Coluna de orientação catequética aos cuidados de Rachel Lemos Abdalla
Por Rachel Lemos Abdalla

Testemunhar, segundo o dicionário Houaiss, é declarar ter visto, ouvido ou conhecido. Então, dar o testemunho cristão é expressar ou afirmar ter tido um encontro, ter visto, ouvido ou conhecido Jesus Cristo. Não é possível dar um testemunho sem que o encontro, de fato, não tenha ocorrido! Os catequistas precisam ter passado por este encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo, e pelo Pentecostes que entusiasma e faz renovar todas as coisas, para que possam evangelizar de fato! “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15, 26). O Catequista que não teve este encontro é morno, faz da sua catequese uma teoria distante e complexa para os dias de hoje, segue o material didático à risca, não possui uma linguagem atual e moderna, portanto, também não consegue cativar e nem levar o catequizando a ter este encontro tão importante com Jesus! E, infelizmente, ainda são muitos os que fazem dos encontros de catequese uma aula para falar de religião. O livro serve para dar uma diretriz, um norte, abrir um caminho para o catequista percorrer. Mas, lembremos que a catequese é vida, é viva, e não está trancada dentro de uma cartilha, mas é livre e não contém amarras, é prática que se concretiza no dia a dia. Quem são os catequizandos de hoje? Como eles vivem? Quais são seus interesses? Jesus falava do Reino de Deus a partir da linguagem daquela época, para que todos O entendessem. Contava Parábolas para facilitar ainda mais a compreensão dos homens e mulheres simples ou nobres que O seguiam, e testemunhava a Sua própria vida, o próprio amor de Deus pelos homens. Ele mesmo disse: “As obras que faço em nome de meu Pai, estas dão testemunho de mim” (Jo 10, 25). Da mesma forma devem ser os nossos evangelizadores! Quando o catequista tem o encontro com Jesus, ele dá o seu próprio testemunho, que brilha, que encanta, que fascina quem o ouve, assim como Cristo fez, olhando nos olhos, com palavras que tocam o coração que está endurecido ou fragilizado e que precisa de alento e consolo, ou está sedento para receber a água viva! ‘Todo o planejamento e a ação da Igreja nascem do próprio Cristo e se voltam para Ele que é a razão de ser da catequese; a origem do agir; o Caminho, a Verdade e a Vida de todo cristão’ (DGAE 2011-2015 – 4)[1]. Por isso, catequista, pense qual tem sido o seu testemunho? Quem ou o quê, você, de fato, está querendo anunciar? Seja coerente com a sua condição de discípulo missionário que tanto insiste o Documento de Aparecida! De quem você é discípulo? Qual é a sua missão?

[1] Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2011-2015, § 4

 

Leigos catequistas 

Quando o mês de agosto tem cinco domingos, o último deles é dedicado especialmente aos catequistas. Desta vez são cinco domingos. Na dança entre semanas e meses, a semana encaixa bem no mês, terminando junto com ele.

Mas independente de quatro ou cinco domingos, os catequistas se sentem contemplados no contexto do mês vocacional.  Como de resto se sentem bem à vontade com seus catequizandos, independentemente se a comunidade valoriza, ou não, o seu bonito e importante ministério.

E ainda, há outro detalhe. Sabemos que a grande maioria dos catequistas são mulheres. Se de vez em quando convém usar a linguagem inclusiva, seria muito conveniente falar dos catequistas e, é claro, das catequistas. Mas temos a certeza que elas, as catequistas, não se sentem nem um pouco diminuídas se não enfatizamos sua condição de gênero.

Portanto, mulheres e homens assumem este ministério bonito, de iniciar na fé as crianças, os jovens, e também os adultos. Este ministério é o mais antigo que existe na Igreja. Mesmo quando uma paróquia não chegou ainda a formalizar em sua comunidade os diversos ministérios leigos, a catequese se faz presente.

Podemos dizer que é na catequese que se concretiza, de maneira especial, a assistência do Espírito Santo à Igreja, conforme a promessa feita por Cristo.

Mas se a catequese se realiza mesmo sem o apoio explícito que ela merece, não é que com isto ficamos eximidos de reconhecer sua importância, e de apoiá-la com o mínimo de recursos pedagógicos que devem se colocados à sua disposição.

Dada a importância da catequese na ação de transmitir a fé, assunto que tanto preocupa hoje a Igreja, vale a pena investir em conseguirmos bons roteiros pedagógicos, para as diversas etapas da catequese.

Neste sentido, a Diocese de Jales sente a alegria de ter elaborado, aos poucos, os seus livros de catequese, desde a catequese infantil, até a catequese de adultos, passando pela catequese de Primeira Eucaristia e da Crisma, dentro da série “Viver a Fé Construindo Comunidade”.

Nas reflexões em preparação da romaria diocesana deste ano, realizada no domingo passado, foram destacadas as diversas dimensões, vividas pela Igreja Primitiva. Dizem os Atos dos Apóstolos, que os primeiros cristãos eram “assíduos à doutrina dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações”.

A primeira dessas dimensões tem uma evidente relação com a catequese: a perseverança na doutrina. Os próprios Apóstolos eram os catequistas das primeiras comunidades.

A Igreja Primitiva podia gozar deste privilégio, de ter convivido com o Mestre, de ter sido agraciada com a abundância do Espírito Santo, e de contar com a presença dos primeiros protagonistas da Igreja nascente, a nova comunhão de amor implantada por Cristo no seio da humanidade, onde ela sempre precisa permanecer como semente de força irresistível, como sal, luz e fermento fazendo germinar os sinais do Reino de Deus.

Mesmo não tendo desta vez um domingo especial para os catequistas, queremos reconhecer a importância de sua missão evangelizadora, com votos de que sejam os primeiros a experimentarem a alegria de viver os valores que eles nos transmitem.

Muito obrigado, mulheres e homens, catequistas de nossas comunidades! Que Deus os recompense pelo testemunho que nos dão e pelo trabalho que realizam!

D. Demétrio Valentini
Bispo de Jales/SP  

 

Aos catequistas, com gratidão!
Poderíamos dizer muitas coisas, palavras eloquentes e profundas, mas uma só é necessária: Deus lhe pague!
Logo depois de termos celebrado a Semana Nacional da Família, quando nossas famílias foram convidadas a serem transmissoras da nossa fé, dentro do tema do Mês das Vocações, gostaria de fazer chegar a todos os catequistas uma mensagem especial pelo seu dia, neste último final de semana de agosto, refletindo acerca de sua importante missão. Catequista, você é uma pérola especial e um tesouro para Deus e sua amada Igreja. A sua singular vocação foi gerada no coração de Deus Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da vida – Jesus Cristo. Catequista, você não é apenas um transmissor de ideias, conhecimentos, doutrina ou, mais ainda, um professor de conteúdos e teorias, mas é um canal da experiência viva do encontro intrapessoal com a pessoa de Jesus Cristo.
Essa experiência é comunicada pelo Ser, Saber e Saber Fazer em comunidade, no coração da missão catequética. O ser e o saber do catequista se fundamentam numa dinâmica divina pautada na espiritualidade da gratuidade, da confiança, da entrega, da certeza de que somos impulsionados pelo Espírito Santo, fortalecidos pelo Cristo e amparados pelo Pai.
Catequista, com certeza são muitos, grandes e difíceis os desafios hoje de nossa catequese. Vivemos numa realidade que muitas vezes é contrária àquilo que anunciamos em nossa missão de levar e testemunhar a mensagem de Jesus Cristo. Mas temos a certeza de que não caminhamos sozinhos, somos assistidos pela grande catequista, a Virgem Santíssima.
Por isso, peço-lhe que a experiência do encontro com Jesus Cristo seja a força motivadora capaz de lhe trazer o encantamento por esse fascinante caminho de discipulado, cheio de desafios, mas que o faz crescer e acabam gerando profundas alegrias.
“A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã” (CT). Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai…”(cf CIC 1992). A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: ‘Minha doutrina não é minha, mas Daquele que me enviou’ (Jo 7,16) (CIC, 426-427).
Catequista, acolha, neste dia, nosso afetuoso abraço de gratidão de nossa amada mãe Igreja, nos seus bispos, padres e de milhares de pessoas, vidas agradecidas pela sua presença na educação da fé de nossos catequizandos, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Em sua ação se traduz, de uma forma única e original, a vocação da Igreja-Mãe que cuida maternalmente dos filhos que gerou na fé, pela ação do Espírito.
Parabéns catequistas!
Poderíamos dizer muitas coisas, palavras eloquentes e profundas, mas uma só é necessária: Deus lhe pague! E que a Força da Palavra continue a suscitar-lhe a fé e o compromisso missionário!
Que a comunidade continue sendo o referencial da experiência do encontro com Cristo naqueles que sofrem, naqueles que buscam acolhida e necessitam ser amados, amparados e cuidados.
A ternura amorosa do Pai, a paz afável do Filho e a coragem inspiradora do Espírito Santo que cuida com carinho dos seus filhos e filhas, que um dia nos chamou a viver com alegria a vocação de catequista discípulo missionário, estejam na sua vida, na vida da sua comunidade hoje e sempre!
† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Jesus entra em nós com a sua misericórdia

JMJ 2016

Missa no Santuário João Paulo II 

Sábado, 30 de julho de 2016, Da redação, com Rádio Vaticano

Francisco explicou que desde o início, Jesus quis que a Igreja estivesse em saída pelo mundo

O Papa Francisco presidiu neste sábado, 30, uma Missa no Santuário de São João Paulo II, em Cracóvia, Polônia, com a presença de cerca de duas mil pessoas no interior da Igreja e cinco mil na área externa do Santuário.

Após a saudação do cardeal-arcebispo de Cracóvia, Dom Stanislaw Dziwisz, o Santo Padre pronunciou a homilia com base na liturgia da Missa votiva da Misericórdia de Deus, partindo da passagem evangélica, que se refere a um lugar, um discípulo e um livro.

O lugar é aquele onde se encontravam os discípulos, na tarde de Páscoa, chamado Cenáculo. Não obstante as portas estivessem fechadas, oito dias depois, Jesus entrou e transmitiu-lhes a paz, o Espírito Santo e o perdão dos pecados, ou seja, a misericórdia de Deus. Naquele lugar fechado, ressoa forte o seu convite: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio”.

E o Papa explicou: “Jesus envia. Desde o início, ele quis que a Igreja estivesse em saída pelo mundo, como ele foi enviado pelo Pai: não com poder, mas como serviço; não para ser servido, mas para servir e levar a Boa-Nova. Assim, seus discípulos, em todos os tempos, foram enviados”.

Convite de Jesus

O Pontífice destacou que enquanto os discípulos estavam fechados no Cenáculo, com medo, Jesus entrava e os enviava em missão. “ele queria que os seus abrissem as portas e saíssem para transmitir ao mundo o perdão e a paz de Deus, com a força do Espírito Santo”. E complementou: “Este convite é dirigido também a nós e recorda as palavras de São João Paulo II: ‘Abram as portas’”!

Nós, sacerdotes e consagrados, advertiu o Pontífice, às vezes somos tentados a nos fechar em nós mesmos, por medo ou comodidade. Jesus não gosta de portas entreabertas, de vidas duplas. Nossa vida deve ser transparente, de amor concreto, de serviço e disponibilidade à evangelização.

No Evangelho de hoje, recordou Francisco, destaca-se a figura do discípulo Tomé, que tocou com sua mão as chagas de Jesus para crer. Nós, seus discípulos, devemos pôr a nossa humanidade em contato com a carne do Senhor. Ele quer corações abertos, ternos com os fracos, dóceis e transparentes:

“O Apóstolo Tomé, em sua busca apaixonada, chegou não só a acreditar na ressurreição de Jesus, mas encontrou o sentido da sua vida, ao confessar: ‘Meu Senhor e meu Deus’, como se quisesse dizer-lhe: ‘Vós sois meu único bem, o caminho e o coração da minha vida, o meu tudo!”.

Com a transmissão do Espírito Santo aos seus Apóstolos, Jesus deixou a sua misericórdia. Poderíamos dizer que o Evangelho, livro vivo da misericórdia de Deus, que devemos ler e reler continuamente, ainda tem páginas em branco, permanece um livro aberto, que somos chamados a escrever com as nossas obras de misericórdia.

Serviço e gratidão

Por fim, o Papa exortou os presentes a tomar o exemplo de Maria, que acolheu plenamente a Palavra de Deus na sua vida, como Mãe da Misericórdia, para que nos ensine a cuidar das chagas de Jesus nos nossos irmãos e irmãs necessitados, dos próximos como dos distantes, do enfermo e do migrante.

E concluiu:

“Queridos irmãos e irmãs, cada um de nós guarda no coração uma página muito pessoal do livro da Misericórdia de Deus: a história da nossa vocação, a voz do amor que fascinou e transformou a nossa vida, pela qual deixamos tudo e a seguimos. Reavivemos hoje, com gratidão, a memória da sua chamada. Agradeçamos ao Senhor por entrar nas nossas portas fechadas com a sua misericórdia. Como Tomé, ele nos chamou por nome e nos dá a graça de continuar a escrever o seu Evangelho de amor”.

Ao término da celebração da Santa Missa da Misericórdia de Deus, o Santo Padre deu de presente ao Santuário de São João Paulo II, um crucifixo de madre pérola, para ser colocado sobre o altar.

Enfim, o Papa regressou à sede do Arcebispado de Cracóvia, onde almoçou com doze jovens, representantes dos cinco Continentes.

Quem segue Jesus não erra; não confiar em falsos videntes

Segunda-feira, 18 de abril de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa fala aos fiéis sobre a necessidade de reconhecer a voz de Jesus, o Bom Pastor, que conduz pelo caminho da vida

“Se ouvirmos a voz de Jesus e O seguirmos, não erraremos o caminho”. Com essa reflexão, o Papa Francisco celebrou nesta segunda-feira, 18, na Casa Santa Marta.

A porta, o caminho e a voz. O Pontífice se inspirou no Evangelho do dia – quase um “eco” do trecho sobre o Bom Pastor – para comentar três realidades determinantes para a vida do cristão. Antes de tudo, observou, Jesus adverte que “quem não entra no redil das ovelhas pela porta é um ladrão e assaltante”. Cristo é a porta. Não existe outra, afirmou Francisco.

“Jesus sempre falava para as pessoas com imagens simples: toda aquela gente conhecia como era a vida de um pastor, porque a via todos os dias (…) O senhor fala tão claro. Não se pode entrar na vida eterna por outra porta que não seja A porta, isto é, Jesus. É a porta da nossa vida e não somente da vida eterna, mas também da nossa vida cotidiana. No redil se entra somente pela porta, que é Jesus!”

Seguir Jesus, não cartomantes

Francisco explicou que o Pastor conhece as suas ovelhas e as conduz, de forma que não erram o caminho. Assim também é na vida cotidiana, quando Jesus está à frente indicando o caminho a seguir.

“Quem segue Jesus não erra! Mas Padre, as coisas são difíceis. Muitas vezes eu não vejo claro o que fazer. Disseram-me que lá havia uma vidente e eu fui lá. Fui à cartomante que me mostrou as cartas. Se você faz isso, você não segue Jesus! Segue outro que lhe mostra outra estrada, diferente. Ele adiante indica o caminho. Não há outro que possa indicar a estrada. Jesus nos avisou: “Virão outros que dirão: o caminho do Messias é este. Não os escutem! Eu sou o caminho! Jesus é a porta e também a estrada. Se seguirmos Jesus não erraremos.”

Bem-aventuranças

O Papa se deteve na voz do Bom Pastor. “As ovelhas o seguem porque conhecem a sua voz”, disse o Pontífice. Questionando os fiéis se eles podem conhecer a voz de Jesus e se defenderem da voz daqueles que não são Jesus, que entram pela janela, que são bandidos, que destroem e enganam.

“Eu lhe direi a receita, simples. Você encontrará a voz de Jesus nas Bem-aventuranças. Alguém que lhe ensine um caminho contrário às Bem-aventuranças é uma pessoa que entrou pela janela: não é Jesus! Segundo ponto: Você conhece a voz de Jesus? Você pode conhecê-la quando nos fala das obras de misericórdia. Por exemplo, no capítulo 25 de São Mateus: “Se uma pessoa lhe diz aquilo que Jesus diz ali é a voz de Jesus. E terceiro: Você pode conhecer a voz de Jesus quando ele lhe ensina a dizer Pai, ou seja, quando lhe ensina a rezar o Pai Nosso”.

“É tão fácil a vida cristã”, comentou o Papa. Jesus é a porta. Ele nos guia no caminho e nós conhecemos a sua voz nas Bem-aventuranças, nas obras de misericórdia e quando nos ensina a dizer Pai. Lembrem-se! Ele é a porta, o caminho e a voz. Que o Senhor nos ajude a entender esta imagem de Jesus, este ícone: o Pastor, que é a porta, indica o caminho e nos ensina a ouvir a sua voz”.

A oração na vida do 1º mártir cristão

Quarta-feira, 02 de maio de 2012 / Mirticeli Medeiros / Da Redação

‘O testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida’, disse Bento XVI  

O Papa Bento XVI deu continuidade nesta quarta-feira, à série de catequeses sobre a oração nos Atos dos Apóstolos. Desta vez, o Santo Padre concentrou seu discurso sobre a oração de Santo Estevão, o primeiro mártir cristão.

“No momento do seu martírio, narrado nos atos dos apóstolos, se manifesta, mais uma vez, a fecunda relação entre a Palavra de Deus e a oração”, destacou o Santo Padre.

Bento XVI explicou o conteúdo do discurso proferido por Estevão pouco antes do seu martírio e também salientou que a oração feita pelo mártir estava em profunda ligação com aquela proferida por Jesus no alto da cruz.

“A vida e o discurso de Estevão de repente se interrompem com o apedrejamento, mas exatamente o seu martírio é o cumprimento da sua vida e da sua mensagem: ele se torna uma coisa só com Cristo”, disse.

Ao final da catequese, o Pontífice apresentou a vida de Estevão como modelo a ser seguido por todas as pessoas que desejam estreitar os laços de comunhão com Deus.

“Queridos irmãos e irmãs, o testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida. Podemos nos perguntar: de onde este primeiro mártir cristão trouxe forças para enfrentar os seus perseguidores e chegar à doação de si mesmo? A resposta é simples: do seu relacionamento com Deus”, concluiu.

 

CATEQUESE de Bento XVI – Oração de Estevão

Queridos irmãos e irmãs,

Nas últimas catequeses vimos como, na oração pessoal a comunitária, a leitura e a meditação da Sagrada Escritura abram à escuta de Deus que nos fala e infundem luzes para entender o presente. Hoje gostaria de falar do testemunho e da oração do primeiro mártir da Igreja, Santo Estevão, um dos sete escolhidos para o serviço da caridade junto aos necessitados. No momento do seu martírio, narrado nos atos dos apóstolos, se manifesta, mais uma vez, a fecunda relação entre a Palavra de Deus e a oração.

Estevão foi conduzido ao tribunal, diante do Sinédrio, onde foi acusado de ter declarado que “Jesus destruiria este lugar, (o templo), e mudaria os costumes que Moisés havia transmitido” (At 6,14). Durante a sua vida pública, Jesus havia efetivamente preanunciado a destruição do templo de Jerusalém: “Destruais este templo e em três dias eu o farei ressurgir” (Jo 2,19). Todavia, como destaca o evangelista João, “ele falava do templo do seu corpo. Quando, depois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos se recordaram que havia dito aquilo, e acreditaram nas Escrituras e na palavra dita por Jesus” (Jo 2, 21-22).

O discurso de Estevão diante do tribunal, o mais longo dos atos dos apóstolos, se desenvolve exatamente a partir dessa profecia de Jesus, o qual é o novo templo, inaugura o novo culto, e substitui, com a oferta que faz de si mesmo sobre a cruz, os sacrifícios antigos. Estevão quer demonstrar como seja infundada a acusação que lhe foi dirigida de mudar a lei de Moisés e ilustra a sua visão da história da salvação, da aliança entre Deus e o homem. Ele relê então toda a narração bíblica, itinerário contido na Sagrada Escritura, para mostrar que isso conduz ao lugar da presença definitiva de Deus, que é Jesus Cristo, em particular a sua paixão, morte e ressurreição. Nesta prospectiva, Estevão lê também o seu ser discípulo de Jesus, seguindo-o até o martírio. A meditação sobre a Sagrada Escritura lhe permite compreender a sua missão, a sua vida, o seu presente. Nisto ele é guiado pela luz do Espírito Santo, pelo seu relacionamento íntimo com o Senhor, tanto que os membros do Sinédrio viram o seu rosto “como de um anjo” (At 6,15). Tal sinal de assistência divina, faz alusão ao rosto irradiante de Moisés descendo do Monte Sinai após ter encontrado Deus. (Ex 34,29-35; II Cor 3,7-8).

No seu discurso, Estevão parte do chamado de Abraão, peregrino em direção à terra indicada por Deus e que a teve como posse somente em nível de promessa; passa depois a José, vendido pelos irmãos, mas assistido e libertado por Deus, para chegar a Moisés, que se torna instrumento de Deus para libertar o seu povo, mas encontra também e mais vezes a rejeição da sua gente. Nestes eventos narrados pela Sagrada Escritura, diante da qual Estevão demonstra estar em religiosa escuta, emerge sempre Deus, que não se cansa de ir ao encontro do homem apesar de encontrar frequentemente uma obstinada oposição. E isso no passado, no presente e no futuro.

Portanto, em todo o antigo testamento, ele vê a prefiguração da situação vivida pelo próprio Jesus, o Filho de Deus que se fez carne,  que –  como os antigos pais – encontra obstáculos, rejeição, morte. Estevão se refere ainda a Josué, a Davi e a Salomão, que estão relacionados à construção do templo de Jerusalém, e conclui com as palavras do profeta Isaías (66,1-2): “O céu é o meu trono e a terra escabelo dos meus pés. Como casa poderá construir-me, diz o Senhor, a qual será lugar do meu repouso? Não é porventura a minha mão que criou todas estas coisas?” (At 7,49-50). Na sua meditação sobre o agir de Deus na história da salvação, evidenciando a perene tentação de rejeitar Deus e a sua ação, ele afirma que Jesus é o Justo anunciado pelos profetas; nEle Deus mesmo se fez presente em modo único e definitivo: Jesus é o “lugar” do verdadeiro culto. Estevão não nega a importância do templo por um certo tempo, mas sublinha que “Deus não habita em construções feitas pela mão do homem” (At 7,48). O novo e verdadeiro templo no qual Deus habita é seu Filho, que assumiu a carne humana, é a humanidade de Cristo, o Ressuscitado que recolhe os povos e os une no Sacramento do Seu Corpo e do seu Sangue. A expressão a respeito do templo “não construído por mãos de homens”, se encotnra também na teologia de São Paulo e na Carta aos Hebreus: o corpo de Jesus, o qual Ele assumiu para sofrer ele mesmo como vítima do sacrifício para expiar os pecados, é o novo templo de Deus, o lugar da presença de Deus vivente; nEle Deus e homem, Deus e o mundo estão realmente em contato: Jesus toma sobre si todo o pecado da humanidade para levá-lo no amor de Deus e para queimá-lo neste amor. Aproximar-se da cruz, entrar em comunhão com Cristo, quer dizer entrar nesta transformação. E isto é entrar em contato com Deus, entrar no verdadeiro templo.

A vida e o discurso de Estevão de repente se interrompem com o apedrejamento, mas exatamente o seu martírio é o cumprimento da sua vida e da sua mensagem: ele se torna uma coisa só com Cristo. Assim a sua meditação sobre o agir de Deus na história, sobre a Palavra Divina que em Jesus encontrou seu pleno cumprimento, se torna uma participação à mesma oração da Cruz. Antes de morrer, de fato exclama: “Senhor Jesus, recebas o meu espírito” (At 7,59), apropriando-se das palavras do Salmo 31 v.6 e revivendo a última expressão de Jesus no Calvário: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (Luc 23,46); e enfim, como Jesus, grita em alto e bom som diante daqueles que o estavam apedrejando: “Senhor, perdoa-lhes os pecados” (At 7,60). Notamos que, se de um lado a oração de Estevão retoma aquela de Jesus, diferente é o destinatário, porque a invocação é dirigida ao próprio Senhor, isto é, a Jesus que ele contempla glorificado à direita do Pai: “Eis, contemplo os céus abertos e o Filho do homem que está à direita de Deus” (v.55).

Queridos irmãos e irmãs, o testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida. Podemos nos perguntar: de onde este primeiro mártir cristão trouxe forças para enfrentar os seus perseguidores e chegar à doação de si mesmo? A resposta é simples: do seu relacionamento com Deus, da sua comunhão com Cristo, da meditação sobre a história da salvação, do ver o agir de Deus, que em Jesus Cristo chegou ao cume. Também a nossa oração deve ser sempre nutrida pela escuta da Palavra de Deus, na comunhão com Jesus e sua Igreja.

Um segundo elemento: São Estevão vê  preanunciada, na história do amor entre Deus e o homem, a figura e a missão de Jesus. Ele – o Filho de Deus – é o templo “não feito pela mão do homem” no qual a presença de Deus Pai se fez próxima ao ponto de entrar na nossa carne humana para levar-nos a Deus, para abrir-nos as portas do céu. A nossa oração, então, deve ser a contemplação de Jesus à direita de Deus, de Jesus como Senhor da nossa, da minha existência cotidiana. Nele, sob a guia do Espírito Santo, podemos também nos voltarmos a Deus, realizar um contato real com Deus com a confiança e o abandono dos filhos que se dirigem a um Pai que os ama em modo infinito. Obrigado.

Santo Evangelho (Lc 9, 18-22)

25ª Semana Comum – Sexta-feira 25/09/2015

Primeira leitura (Ag 1,15b–2,9)
Leitura da Profecia de Ageu.

1,15bNo segundo ano do reinado de Dario, 2,1no dia vinte e um do sétimo mês, fez-se ouvir a palavra do Senhor, mediante o profeta Ageu: 2“Vai dizer a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote, e ao resto do povo: 3Há dentre vós algum sobrevivente que tenha visto esta casa em seu primitivo esplendor? E como a vedes agora? Não parece aos vossos olhos uma sombra do que era? 4Mas agora, toma coragem, Zorobabel, diz o Senhor, coragem, Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote; coragem, povo todo desta terra, diz o Senhor dos exércitos; ponde mãos à obra, pois eu estou convosco, diz o Senhor dos exércitos. 5Eu assumi um compromisso convosco, quando saístes do Egito, e meu espírito permaneceu no meio de vós: não temais. 6Isto diz o Senhor dos exércitos: Ainda um momento, e eu hei de mover o céu e a terra, o mar e a terra firme. 7Sacudirei todos os povos, e começarão a chegar tesouros de todas as nações, hei de encher de esplendor esta casa, diz o Senhor dos exércitos. 8Pertence-me a prata, pertence-me o ouro, diz o Senhor dos exércitos. 9O esplendor desta nova casa será maior que o da primeira, diz o Senhor dos exércitos; e, neste lugar, estabelecerei a paz, diz o Senhor dos exércitos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 42)

— Espera em Deus! Louvarei novamente o meu Deus Salvador.
— Espera em Deus! Louvarei novamente o meu Deus Salvador.

— Fazei justiça, meu Deus, e defendei-me contra a gente impiedosa; do homem perverso e mentiroso libertai-me, ó Senhor!

— Sois vós o meu Deus e meu refúgio: por que me afastais? Por que ando tão triste e abatido pela opressão do inimigo?

— Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada!

— Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!

 

Evangelho (Lc 9,18-22)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Sérgio, considerado o grande educador do povo russo

“Contemplando a Santíssima Trindade, vencer a odiosa divisão deste mundo”.

Esta frase reflete a alma contemplativa do santo de hoje, São Sérgio, considerado o “São Bento” da Rússia cristã. Na antiga Rússia o Cristianismo penetrou por volta do século IX, sendo Vlademiro, o primeiro príncipe a se converter ao Cristianismo, isto em 1010.

A religião do Cristo esteve sempre na Rússia, ligada mais ao Oriente do que a Roma. Monge Sérgio, tornou-se o grande evangelizador do século XIV, pois através de numerosos mosteiros irradiava a cultura e a verdadeira fé.

Após deixar o declínio da vida monástica na Rússia, Sérgio experimentou, com seu irmão, a construção numa floresta virgem de uma capela dedicada à Santíssima Trindade, devoção desconhecida naquele povo.

O irmão não aguentou, mas com firmeza e santidade, o santo de hoje atraiu a muitos até que edificaram um mosteiro em louvor a Santíssima Trindade.

Ordenado sacerdote para o melhor exercício da vocação de formar os monges na fundamental regra da oração e do trabalho, viveu São Sérgio: os “filhos”, a pobreza, a mansidão e total confiança na Divina Providência.

São Sérgio escreveu tanto que é considerado o grande educador nacional do povo russo. Faleceu com quase 80 anos de idade em 25 de setembro de 1392 no mosteiro da Santíssima Trindade.

São Sérgio, rogai por nós!

Jesus sacia fome de sentido da vida, explica Papa

Domingo, 26 de julho de 2015, Da redação, com Rádio Vaticano

No Angelus deste domingo, Francisco explica passagem da multiplicação dos pães e afirma que Jesus sacia não só a fome material, mas também a de sentido de vida

Na reflexão do Angelus deste domingo, 26, o Papa Francisco comentou o Evangelho do dia que apresenta a multiplicação dos pães.

O Pontífice lembrou que Jesus havia passado para o outro lado do mar da Galileia e foi seguido por grande multidão atraída pelos milagres que Jesus realizava nos doentes. Ele coloca-se numa posição de quem ensina: sobe a um monte e senta-se, explica o Papa, depois, desafia os discípulos dizendo-lhes: o que fazer para dar de comer a esta multidão?

“Participar na Eucaristia significa entrar na lógica de Jesus que é a lógica da gratuidade e da partilha”, diz Papa / Foto: Reprodução CTV

O Papa Francisco recordou Filipe, um dos discípulos, que logo fez contas e considerou que não conseguiriam dar de comer a tanta gente. Este discípulo, e os outros, raciocinam em termos de mercado, mas Jesus substituía a lógica do comprar pela lógica do dar.

Eis que André apresenta um rapazinho que só tinha cinco pães e dois peixes, continuou o Santo Padre, Jesus mandou-os sentar, pegou nos pães e nos peixes, deu graças ao Pai e distribui-os e todos ficaram saciados. Estes gestos antecipam os da Última Ceia.

Desta forma, o Papa afirmou que “participar na Eucaristia significa entrar na lógica de Jesus” que é a “lógica da gratuidade e da partilha”.

A multidão ficou maravilhada com o prodígio da multiplicação dos pães, mas o dom que Jesus oferece é plenitude de vida, afirmou o Santo Padre:

“Jesus sacia não só a fome material, mas também aquela mais profunda, a fome de sentido de vida, a fome de Deus.”

O Papa Francisco apelou, assim, a todos os fiéis para que cumpram pequenos gestos de solidariedade e que Deus os multiplicará tornando-nos participantes do seu dom.

Após o Angelus, o Santo Padre abriu as inscrições da Jornada Mundial da Juventude 2016, na Polônia, fazendo sua própria inscrição por Ipad. Em seguida fez um apelo pela libertação da pessoas sequestradas na Síria e lembrou o dia dos avós, celebrado neste domingo.

Por que somos tentados?

De onde vem a tentação? Qual seu objetivo?

Jesus foi tentado peço demônio; e Ele não tinha o pecado original; então, mesmo Ele e a Virgem Maria podiam ser tentados como Adão e Eva também foram, antes do pecado original. Quem foi criado livre, à imagem e semelhança de Deus, pode ser tentado, não só pelo demônio – o principal tentador – mas também pelo mau uso da liberdade e demais faculdades da alma, como aconteceu com os anjos no céu. Eles não foram tentados por alguém, mas caíram pelo uso mal da liberdade, não querendo servir a Deus, querendo ser “como Deus”. Foi o pecado de soberba, nascido dentro deles mesmos.

Sabemos que o pecado original desorganizou a nossa natureza e ela ficou sujeita à concupiscência; isto é, a atração para o mal, sobretudo para a soberba e orgulho, ganância e ambição, luxúria e adultério. Nossas faculdades inferiores já não obedecem docilmente às inferiores; e por isso há um combate entre o bem e o mal em nossos membros. Por isso, ao invés do homem usar as criaturas para chegar a Deus, ele muitas vezes se torna escravo delas. Elas exercem um fascínio sobre nós, e é ai que a tentação nos desvia de Deus. Nenhum de nós, enquanto estamos nesta vida, somos livres da tentação, por termos nascidos com inclinação ao pecado.

Por que o demônio nos tenta? Porque ele quer afastar-nos da amizade de Deus. Como ele perdeu esta amizade e experimenta definitivamente a frustração, então, tenta aliviar sua dor fazendo-nos também rejeitar a Deus e participar da sua danação. Quem é revoltado como ele, não pode ver os outros em paz e feliz, porque se sente mal com isso.

O livro da Sabedoria explica algo muito importante: “Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza. Foi por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão” (Sab 2, 23-24). “Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma” (Sab 1, 13).

O livro do Apocalipse revela uma triste realidade; “houve uma batalha no céu, Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão, Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos” (Ap 12, 9). São Pedro chama o demônio de adversário a contra quem devemos estar atentos: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como leão que ruge, buscando a quem possa devorar. Resisti-lhe fortes na fé” (1Pe 5, 8).

O demônio é um revoltado contra Deus e contra o Seu Reino, por isso Jesus veio vencê-lo e destruir o seu reino, com Sua morte na Cruz. A morte que o demônio faz entrar no mundo, pelo pecado, é a morte espiritual, da qual a morte física é um sinal. São Paulo explica tudo quando diz que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Há duas mortes, diz São Tomás, uma é quando o corpo se separa da alma, mas a pior é a segunda, quando a alma se separa de Deus pelo pecado mortal.

São Leão Magno (†460), explica bem a ação do Mal: “O antigo inimigo, “disfarçando-se em anjo de luz” (2 Cor 11, 14) não cessa de armar por toda parte as ciladas da mentira e de procurar de todo modo corromper a fé dos crentes. Sabe a quem incutir o ardor da cobiça, a quem oferecer os atrativos da gula, a quem inflamar com a luxúria, em quem infiltrar o veneno da inveja. Sabe a quem perturbar com a tristeza, a quem iludir com a alegria, a quem oprimir com o temor, a quem seduzir pela vaidade. Observa os costumes de todos, investiga as preocupações, perscruta os sentimentos; e procura meios de fazer mal onde vê alguém ocupar-se em algo com interesse. Entre os que acorrentou a si, dispõe de muitos peritos em suas artes, e serve-se de sua habilidade e sua língua para enganar os outros”.

São João disse que “o demônio peca desde o princípio. Eis porque o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio” (1 João 3, 8). Foi a luta sangrenta do bom Pastor contra o lobo, para defender as ovelhas. O Pastor foi ferido mortalmente, mas ressuscitou, e o lobo foi vencido. São Agostinho falava do demônio como um cão acorrentado e na coleira, e que só morte quem lhe chega perto.

O Tentador atua, sobretudo, pela mentira. Jesus nos revelou sua farsa. “Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8, 44-45). Toda tentação é uma sedução pela mentira; como foi com Eva no Paraíso, e também conosco.

Na tentação há algo de bom, senão Deus não a permitiria. Sabemos que o ferro é provado pelo fogo e os justos pela tentação. Nossa maturidade espiritual se forja nas tentações, como o atleta se fortalece nos treinos. Santo Agostinho disse que “toda tentação é uma forma de inquisição. Por meio dela o homem se conhece a si mesmo. Ninguém conhece a si mesmo se não é tentado; nem pode ser coroado, se não vence; nem vencer, se não luta; nem lutar, se lhe faltam inimigos”. “Não fujas das mãos do Artífice e não temas: Deus permite as tentações, não para te arruinar, mas para fazer-te mais forte”.

Orígenes de Alexandria (†284), Padre da Igreja, dizia: “Deus não quer impor o bem, ele quer seres livres… Para alguma coisa a tentação serve. Todos, com exceção de Deus, ignoram o que nossa alma recebeu de Deus, até nós mesmos. Mas a tentação o manifesta, para nos ensinar a conhecer-nos e, com isso, descobrir-nos nossa miséria e nos obrigar a dar graças pelos bens que a tentação nos manifestou”.

Nas tentações verificamos o quanto progredimos na vida espiritual; se revelam as nossas virtudes, e por elas temos méritos diante de Deus.

Não cair em tentação envolve uma decisão do coração. “Onde está o teu tesouro, aí estará também teu coração… Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6, 21.24). “Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também nossa conduta” (Gl 5, 25).

Prof. Felipe Aquino

Na catequese, Papa fala sobre o dom do entendimento

Quarta-feira, 30 de abril de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco retomou, hoje, ciclo de catequeses sobre os dons do Espírito Santo

Passado o período pascal, Papa Francisco retomou, nesta quarta-feira, 30, o ciclo de catequeses sobre os dons do Espírito Santo. O foco da reflexão foi o dom do entendimento, o que, segundo o Santo Padre, está intimamente ligado à fé, pois faz ver as situações com a inteligência de Deus, não com a do homem.

“Não se trata da inteligência humana, da capacidade intelectual de ser mais ou menos dotados. Mas é um dom que torna o cristão capaz de ultrapassar o aspecto exterior da realidade para perscrutar as profundezas do pensamento de Deus e do seu plano de salvação”, explicou Francisco.

Logo, o dom do entendimento tem ligação direta com a fé. Francisco explicou que, quando o Espírito Santo habita o coração e a inteligência do homem, cresce a compreensão dele sobre aquilo que Jesus disse e realizou.

Lembrando que o próprio Cristo prometeu que o Espírito Santo recordaria Seus ensinamentos, Francisco citou o episódio dos dois discípulos a caminho de Emaús, no Evangelho de Lucas. À medida que iam ouvindo Jesus explicar, nas Escrituras, que Ele deveria sofrer e morrer para depois ressuscitar, a mente deles se abriu e recendeu a esperança no coração deles.

“É precisamente o que o Espírito Santo faz: abre a nossa mente para entender melhor as coisas de Deus, as coisas humanas, as situações e todas as coisas”.

O Pontífice concluiu destacando a importância desse dom para a vida cristã. “É importante o dom do entendimento para a nossa vida cristã! Peçamos ao Senhor que nos dê essa graça para entendermos, assim como Ele, as coisas que acontecem, e para entendermos, sobretudo, as palavras d’Ele no Evangelho”.

Na saudação aos fiéis presentes na audiência, aos de língua portuguesa disse: “Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente ao Rancho Folclórico de Macieira da Lixa e ao grupo brasileiro de Araraquara. Agradeço a vossa presença e encorajo-vos a continuar a dar o vosso fiel testemunho cristão na sociedade. Deixai-vos guiar pelo Espírito Santo para entenderdes o verdadeiro sentido da história. De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos”.

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