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Papa: converter-se é passar da vida morna ao anúncio de Jesus

Terça-feira, 23 de maio de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Em homilia na Casa Santa Marta, Papa Francisco lembrou que o consagrado é perseguido por dizer a verdade

Muitas pessoas consagradas foram perseguidas por terem denunciado atitudes de mundanidade: o espírito mau prefere uma Igreja sem risco e morna. Foi o que disse o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, nesta terça-feira, 23.

Em sua homilia, o Pontífice comentou o capítulo 16 dos Atos dos Apóstolos, que narra Paulo e Silas em Filipos. Uma escrava que tinha um espírito de adivinhação começou a segui-los e, gritando, os indicou como “servos de Deus”. Era um louvor, mas Paulo, sabendo que esta mulher estava possuída por um espírito maligno, um dia o expulsou. Paulo – notou o Papa – entendeu que “aquele não era o caminho da conversão daquela cidade, porque tudo permanecia tranquilo”. Todos aceitavam a doutrina, mas não havia conversões.

Muitos consagrados perseguidos por terem dito a verdade

Isto se repete na história da salvação: quando o povo de Deus estava tranquilo, não arriscava ou servia – não “digo aos ídolos” – mas “à mundanidade”, explica Francisco. Então o Senhor enviava os profetas que eram perseguidos “porque incomodavam”, como ocorreu com Paulo: ele entendeu o engano e mandou embora esse espírito que, apesar de dizer a verdade – isto é, que ele e Silas eram homens de Deus – no entanto, era “um espírito de torpor, que tornava a igreja morna”. “Na Igreja – afirma – quando alguém denuncia tantos modos de mundanidade é encarado com olhos tortos, não deve ser assim, melhor que se distancie”:

“Eu lembro na minha terra, tantos, tantos homens e mulheres, consagrados bons, não ideólogos, mas que diziam: ‘Não, a Igreja de Jesus…’ – ‘Ele é comunista, fora!’, e os expulsavam, os perseguiam. Pensemos no beato Romero, não?, o que aconteceu por dizer a verdade. E muitos, muitos na história da Igreja, também aqui na Europa. Por quê? Porque o espírito maligno prefere uma Igreja tranquila sem riscos, uma Igreja dos negócios, uma Igreja cômoda, na comodidade do torpor, morna”.

No capítulo 16, se fala ainda dos patrões dessa escrava, que ficaram bravos com ela porque não podiam mais ganhar dinheiro às suas custas por ter perdido o poder de adivinhação. O Papa destacou que “o espírito maligno sempre entra pelo bolso”. “Quando a Igreja está morna, tranquila, toda organizada, não existem problemas, mas olhem onde há negócios”, afirmou Francisco.

Mas além do dinheiro, há outra palavra ressaltado pelo Pontífice, que é a “alegria”. Paulo e Silas são arrastados pelos patrões da escrava diante dos juízes, que ordenaram que fossem açoitados e levados à prisão. O carcereiro os leva para a parte mais escondida da prisão. Paulo e Silas cantavam. Por volta da meia-noite, há um forte tremor de terremoto e todas as portas da prisão se abrem. O carcereiro está para se matar antes que fosse assassinado por ter deixado os prisioneiros escaparem, mas Paulo o exorta a não se machucar, porque – disse – “estamos todos aqui”. Então o carcereiro pede explicações e se converte. Lava as feridas deles, é batizado e fica cheio de alegria”:

“E este é o caminho da nossa conversão diária: passar de um estado de vida mundano, tranquilo, sem riscos, católico, sim, sim, mas assim, morno, a um estado de vida de verdadeiro anúncio de Jesus Cristo, à alegria do anúncio de Cristo. Passar de uma religiosidade que olha demasiado para os lucros para uma religiosidade de fé e de proclamação: ‘Jesus é o Senhor’”.

Este é o milagre que o Espírito Santo faz. O Papa exortou então a ler o capítulo 16 dos Atos para ver como o Senhor “com os seus mártires” leva a Igreja para frente:

“Uma Igreja sem mártires não dá nenhuma confiança; uma Igreja que não se arrisca provoca desconfiança; uma Igreja que tem medo de anunciar Jesus Cristo e afugentar os demônios, os ídolos, o outro senhor, que é o dinheiro, não é a Igreja de Jesus. Na oração pedimos a graça e também agradecemos o Senhor pela renovada juventude que nos dá com Jesus e pedimos a graça que ele mantenha esta renovada juventude. Esta Igreja de Filipos foi renovada e tornou-se uma Igreja jovem. Que todos nós tenhamos isso: uma renovada juventude, uma conversão do modo de viver morno ao anúncio alegre que Jesus é o Senhor”.

Oração, força em meio a tribulação

Os barcos da época de Jesus eram conduzidos pelo vento ou por remo, pois não tinham motor. A parte da frente, chamada proa, cortava as águas em direção à outra margem e recebia pancadas das fortes ondas. Mas era na parte de trás, na popa do barco, que se localizava o leme ou timão, uma importante estrutura de madeira usada pelo navegador mais experiente (timoneiro) para direcionar toda a embarcação. Ela define para qual direção a embarcação seria deslocada sobre a água. Por isso a enorme importância do timoneiro, principalmente no momento da tempestade. Ele não podia deixar seu poto em nenhuma circunstância, pois, em meio à agitação do temporal, o único que poderia influenciar do direcionamento da embarcação era o Grande Timoneiro: Jesus Cristo.

Ao acalmar a tempestade, Ele se direciona para os discípulos e, ali mesmo, proporciona a eles uma formação. Faz uma pergunta: “Por que sois tão medrosos?”.

O medo nasce, automaticamente, no coração de quem se vê sozinho, desamparado e sente-se “órfão do Pai do Céu”. Aqueles discípulos estavam apavorados, porque ainda não haviam encontrado Jesus na parte posterior do barco. Eles sabiam “teoricamente” da presença de Jesus, mas, de fato, precisavam fazer uma experiência da presença ativa de Jesus e do seu Senhorio em suas vidas. É incompreensível que, ainda hoje, muitos cristãos vivam sua fé apenas na teoria, sem ter um encontro pessoal com Jesus, o qual pode sustentá-los no tempo da tribulação.

Para o cristão, a passagem pela tribulação é uma oportunidade de vivenciar uma conversão pessoal a partir de um esvaziamento de si mesmo (processo kenótico), para estar cheio de Deus. Aprender a lidar com as tribulações e sofrimentos é um credenciamento necessário para o seguimento de Cristo. Ele disse: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, cada dia, e siga-me” (Lc9, 23). Trate-se de uma exigência do Senhor para os que querem segui-Lo; e Ele não abre exceção para ninguém. “Quem não carrega sua cruz e não caminha após mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27). Jesus não fez propaganda enganosa de um “Cristianismo light e frouxo”, mas deixou claro que deveríamos tomar a cruz a cada dia. Aquela que, tantas vezes, é motivo de reclamação, mas que Ele mesmo avisou que existiria. Perceba que os ensinamento de Jesus são válidos até hoje para nós. Ele não enganou ninguém a respeito das exigências necessárias para ser um discípulo, um verdadeiro cristão.

Cientes de todas as dificuldades do tempo da provação, devemos nos empenhar no fortalecimento da nossa fé, que em nada se assemelha a uma vida sem lutas ou sofrimentos, mas solidificada, que pode nos dar o suporte necessário para o enfrentamento do tempo da tribulação. A nossa fé deve se firmar, crescer e amadurecer à medida que enfrentamos os sofrimentos e as adversidades.

Trecho do livro “Fortes na Tribulação” do Padre Fabrício Andrade

Semana Santa: entenda as tradições que antecedem a Páscoa

Terça-feira, 03 de abril de 2012 / Jéssica Marçal Da Redação

‘As pessoas se identificam com o Cristo morto na Cruz, se identificam também por causa dos seus sofrimentos, das suas dores’, diz padre Hernaldo

Com a celebração do Domingo de Ramos no último domingo, 1º, os católicos iniciaram a Semana Santa, que todos os anos mobiliza milhares de fiéis para reviver os últimos passos de Jesus Cristo. Diversas tradições são realizadas ao longo de toda a semana em preparação ao acontecimento mais importante para esses religiosos: a Páscoa do Senhor.

De acordo com o assessor da Pastoral Litúrgica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Hernaldo Pinto Farias, o povo tem uma religiosidade muito marcada e, nesses dias da Semana Santa, são muitas as pessoas que procuram a Igreja.

“As pessoas se identificam com o Cristo morto na Cruz, com o Cristo sofredor, das lágrimas, com o Cristo que acolhe as mulheres que choram, que se identificam também por causa dos seus sofrimentos, das suas dores”, explicou.

O padre destacou que essa identificação é importante porque leva a uma vivência da fé, a uma intimidade com o Cristo que, na Sua Cruz, acolhe os sofrimentos de todos os povos.

O sacerdote, porém, ressaltou a constante necessidade de formação para vivenciar bem estes dias, embora a Igreja já invista nesse processo formativo. “Quanto mais somos formados, sobretudo no campo litúrgico, melhor vivemos nossa fé. Nosso crescimento não é apenas de estatura, de idade, mas crescemos também no campo da fé”, enfatizou.

Tradições populares

Nem todas as celebrações da Semana Santa são universais. Procissão do Encontro, na Quarta-feira Santa, Procissão do Fogaréu, conhecida também como Noite da Prisão, Procissão do Enterro ou do Senhor Morto e Malhação do Judas no Sábado de Aleluia são algumas ações que não são realizadas em todas as paróquias.

A explicação, segundo padre Hernaldo, é que estas não são celebrações prescritas pela Igreja para a Semana Santa, mas fazem parte do universo da religiosidade popular e acabam sendo mais intensas em alguns lugares e em outros não.

Essas tradições podem ser vistas como práticas da piedade popular, o que a Igreja não condena. De acordo com padre Hernaldo, a piedade popular tem o seu valor na experiência de fé do povo; são práticas que ajudam o povo a se colocar nessa intimidade com o Senhor.  “É uma forma de eles manifestarem sua fé, à sua maneira, sim, mas o que temos que fazer que a Igreja sempre solicitou é que essas práticas não sejam fins em si mesmas, ou seja, que elas conduzam à verdadeira liturgia”, ressaltou padre Hernaldo.

Significado das tradições da Semana Santa

– Missa de Ramos: abre a Semana Santa. Na procissão, o louvor do povo com os ramos é o reconhecimento messiânico da pessoa de Jesus

– Missa dos Santos Óleos: acontece na manhã da Quinta-feira Santa. O óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.

– Missa de Lava pés: acontece na Quinta-feira Santa à noite. O gesto de Cristo em lavar os pés dos apóstolos deve despertar a humildade, mansidão e respeito com os outros. Neste dia, faz-se memória à Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia. Ainda na quinta-feira, o altar é despido para tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus.

– Tríduo Pascal: começa na Quinta-feira Santa. São três dias santos em que a Igreja faz memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

– Jejum e abstinência de carne vermelha: realizados na Sexta-feira Santa, constituem uma forma de participar do sofrimento de Jesus. É um dia alitúrgico na Igreja, com a celebração da adoração da Cruz. Impera o silêncio e clima de oração, fazendo memória à paixão e morte do Senhor.

– Vigília Pascal: é realizada no Sábado de Aleluia, em que se vai anunciar a ressurreição de Cristo; sua vitória sobre a morte.

Santo Evangelho (Mc 10, 13-16)

7ª Semana do Tempo Comum – Sábado 25/02/2017

Primeira Leitura (Eclo 17,1-13)
Leitura do Livro do Eclesiástico.

1Da terra Deus criou o homem, e o formou à sua imagem. 2E à terra o faz voltar novamente, embora o tenha revestido de poder, semelhante ao seu. 3Concedeu-lhe dias contados e tempo determinado, deu-lhe autoridade sobre tudo o que está sobre a terra. 4Em todo ser vivo infundiu o temor do homem, fazendo-o dominar sobre as feras e os pássaros. 5Deu aos homens discer­nimento, língua, olhos, ouvidos, e um coração para pensar; encheu-os de inteligência e de sabedoria. 6Deu-lhes ainda a ciência do espírito, encheu o seu coração de bom senso e mostrou-lhes o bem e o mal. 7Infundiu o seu temor em seus corações, mostrando-lhes as grandezas de suas obras. 8Concedeu-lhes que se gloriassem de suas maravilhas, louvassem o seu Nome Santo e proclamassem as grandezas de suas obras. 9Concedeu-lhes ainda a instrução e entregou-lhes por herança a lei da vida. 10Firmou com eles uma aliança eterna e mostrou-lhes sua justiça e seus julgamentos. 11Seus olhos viram as grandezas da sua glória e seus ouvidos ouviram a glória da sua voz. Ele lhes disse: “Tomai cuidado com tudo o que é injusto!” 12E a cada um deu mandamentos em relação a seu próximo. 13Os caminhos dos homens estão sempre diante do Senhor e não podem ficar ocultos a seus olhos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 102)

— O amor do Senhor por quem o respeita, é de sempre e para sempre.
— O amor do Senhor por quem o respeita, é de sempre e para sempre.

— Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Porque sabe de que barro somos feitos, e se lembra de que apenas somos pó.

— Os dias do homem se parecem com a erva, ela floresce como a flor dos verdes campos; mas apenas sopra o vento ela se esvai, já nem sabemos onde era o seu lugar.

— Mas o amor do Senhor Deus por quem o teme é de sempre e perdura para sempre; e também sua justiça se estende por gerações até os filhos de seus filhos, aos que guardam fielmente sua Aliança.

 

Evangelho (Mc 10,13-16)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. 14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. 15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. 16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Valburga – A grande abadessa 

Santa Valburga, foi uma das grandes evangelizadoras da Alemanha e exemplo de santidade para muitos

Santa Valburga nasceu no ano de 710. Era filha de São Ricardo, rei dos Saxões do Oeste. Santa Valburga tinha dois irmãos: o bispo Vilibaldo e o monge Vunibaldo. Durante uma peregrinação com seu pai, mãe e irmãos aos Lugares Santos, Santa Valburga retirou-se numa abadia. E foi ali que descobriu a beleza do chamado de Deus, consagrando-se inteiramente ao Senhor. Seu pai veio a falecer durante a viagem de volta dessa peregrinação.

Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários. Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região.

Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com frequência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado. Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado. Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga.

O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres.

Santa Valburga, rogai por nós!

Nos braços de Maria

Na verdade, esta é a posição que Maria assume nos dias de hoje: ela nos toma em seus braços, como tomou naquele dia o Corpo de Jesus, descido da cruz.
Quando Cristo morreu, era preciso tirar, rapidamente, o Corpo Dele da cruz, porque o dia terminava às seis horas da tarde. Os corpos não podiam ficar ali depois desse horário porque começava o dia do sábado. Ao ser tirado da cruz, o Corpo do Senhor foi deixado nos braços da Virgem Maria. Michelangelo esculpiu uma linda estátua traduzindo isso. É a chamada Pietà, a Nossa Senhora da Piedade.
Todos nós precisamos estar, assim, nos braços de Nossa Senhora. O Corpo de Jesus ficou estraçalhado: depois da flagelação, da coroação de espinhos, da subida para o Calvário, o Corpo Dele foi sendo dilacerado. Por fim, na cruz, chegou o auge disso. Os romanos amarravam os prisioneiros uns aos outros para percorrerem o caminho até a cruz. Os condenados andavam em fila carregando cada um o pedaço transversal da cruz. As mãos eram amarradas naquele pedaço de madeira. A corda que amarrava as mãos do que estava à frente amarrava também os pés do prisioneiro de trás e assim por diante, um amarrado no outro.
O condenado mais perigoso, naquela época, era sempre crucificado no meio de outros. E Jesus foi considerado o prisioneiro mais perigoso: temiam toda aquela gente que queria chaciná-lo ou mesmo que Seus amigos interviessem. Ele, por ser o condenado mais perigoso, foi colocado no meio dos outros dois. Imagine, então: a qualquer queda ou solavanco daquele prisioneiro que estava à frente, Cristo iria ao chão… Pior ainda! Quando o de trás tropeçava, Jesus, sem defesa, por estar com as mãos presas no madeiro, ia de rosto ao chão. O Santo Sudário mostra que a face do Senhor ficou transfigurada. É o que está descrito em Isaías 53 e no Salmo 22: “Aquele diante do qual a gente esconde o rosto”.
Quando você vê um acidente feio demais, automaticamente fecha os olhos ou leva a mão ao rosto para não ver. Realmente, o rosto de Nosso Senhor Jesus Cristo ficou deformado, por tantas vezes que Ele caiu de rosto no chão. O Santo Sudário mostra – e os especialistas examinaram – o hematoma de um dos olhos d´Ele, que ficou como que destruído com aquelas quedas.
Você sabe tudo o que Jesus passou ao ser crucificado e nas três horas em que ficou na cruz. Foi esse Corpo que a Santíssima Virgem Maria recebeu ao pé do madeiro. Foi esse Corpo que ela recebeu ao pé da cruz nos seus braços. O que aconteceu com o Corpo de Cristo é apenas um sinal, porque Ele carregou sobre Si todos os nossos pecados e enfermidades. Ele tomou sobre Si todas as nossas enfermidades. Todos os nossos sofrimentos. As nossas chagas do corpo, da alma e do espírito. Os nossos pecados. As deformações que os vícios fizeram em cada um de nós. Todo estrago que o pecado fez em nós o Senhor carregou sobre o Seu Corpo.
Foi por isso que o Corpo de Jesus Cristo ficou naquele estado. Maria está nos tomando na mesma situação em que tomou o Corpo de Jesus. Tomou-nos em seus braços para curar nossas chagas, nossas enfermidades e todos os estragos que a vida, o pecado e o mundo fizeram em nós. Mesmo que exteriormente não pareça, infelizmente, em nosso interior, em nossa alma, em nosso espírito, ficaram todas essas deformações.
Nossa Senhora, ao pé da cruz, quer tomar a cada um de nós em seus braços para nos banhar no Sangue de Jesus. Para nos curar e nos libertar. Tocar uma por uma em nossas chagas. E fazer-nos, realmente, novos. Imagine quantas machucaduras a vida vez em você! Coisas das quais você teve ou não teve culpa. Porém, a vida fez em você.
Quanta gente foi mal amada e rejeitada até pelas pessoas mais importantes, como o pai, a mãe. Quantos de nós fomos “socados” quando éramos crianças. Passamos necessidades. Até fome. Mas, muito mais que fome de alimento, tínhamos fome de amor, necessidade de carinho e de presença, mas não os tivemos.
Não temos culpa dessas marcas todas. Mas carregamos essas feridas. Quantos de nós, pequeninos ainda, já fomos vítimas de paixões humanas. Abusaram de nós. Ensinaram-nos coisas terríveis. Não estou dizendo que haja culpa. Não! Nós acabamos sendo vítimas. Mas é impressionante como isso fica na lembrança! Até as brincadeiras sexuais que fizeram conosco, porque éramos novos, como uma chapa fotográfica muito sensível, tudo ficou gravado. De quando em quando isso volta à nossa lembrança, com pesar, sentimento de culpa e de acusação.
Como fomos estragados pelo álcool, pelas drogas, por amigos e amigas!… Estragados por uma sexualidade malvivida em nossa adolescência e juventude! Estragados em nossos afetos, porque usaram e abusaram de nossa necessidade de amar e ser amados. Quantos de nós carregamos, hoje, uma ferida terrível por causa de maus-tratos de pai e mãe. Por causa de brigas e até separação dos pais… Por causa de adultério, infidelidade… Nós somos uma chaga viva!
Assim como o rosto de Jesus ficou irreconhecível de tanto ir ao chão, o nosso rosto – a nossa identidade, aquilo que somos –, o nosso rosto de filhos de Deus é que foi jogado, violentamente, ao chão. O nosso rosto ficou tão desfigurado, uma chaga viva, a ponto de não se ver em nós a face de filhos de Deus.
Nossa Senhora quer curar tudo isso! Peça que ela venha curá-lo.

(Trecho retirado do livro “Maria – A Mulher do Gênesis ao Apocalipse” de monsenhor Jonas Abib).

Santo Evangelho (João 2,1-11)

Sábado antes da Epifania – 07/01/2017 

Primeira Leitura (1Jo 5,14-21)
Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos, 14esta é a confiança que temos em Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido. 16Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir. 19Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. 20Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos com o verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a Vida eterna. 21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 149)

— O Senhor ama seu povo de verdade.
— O Senhor ama seu povo de verdade.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

— Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

— Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.

 

Evangelho (Jo 2,1-11)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”  11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Raimundo de Peñafort
07 de Janeiro  

Nasceu no castelo de Peñafort, Barcelona, Espanha, no ano de 1175. Desde cedo, muito dedicado aos estudos, ele se especializou em Bolonha, na Itália, na universidade onde se tornou também um reconhecido mestre. Deixou aquela realidade que tanto amava para obedecer ao Bispo de Barcelona que o queria como cônego. Ele prestou esse serviço até discernir seu chamado à vida religiosa, quando entrou para a família dominicana e continuou em vários cargos de formação, mas aberto à realidade e às necessidades da Igreja, onde exerceu o papel de teólogo do Cardeal-bispo de Sabina; também foi legado na região de Castela e Aragão; depois, transferido para Roma, ocupou vários cargos.   Ele não buscava nem tinha em mente um projeto de ocupar este ou aquele serviço, mas foi fiel àquilo que davam a ele como trabalho para a edificação da Igreja. Na Cúria Romana, quantos cargos ligados a Teologia, Direito Canônico! Um homem de prudência, de governo. Seu último cargo foi de penitencieiro-mor do Sumo Pontífice. Quiseram até escolhê-lo como Arcebispo, mas, nesta altura, ele voltou para a Espanha; quis viver em seu convento, em Barcelona, como um simples frade, mas fossem os reis, o Papa e tantos outros sempre recorriam ao seu discernimento.   São Raimundo escreveu a respeito da casuística. Enfim, pelos escritos e pelos ensinos, ele investia numa ação de mestres e missionários, pois tinha consciência de que precisava de missionários bem formados para que a evangelização também fluísse. Ele não fez nada sozinho, contou com a ajuda de São Tomás de Aquino, ajudou outros a discernir a vontade do Senhor, como São Pedro Nolasco, que estava discernindo a fundação de uma nova ordem consagrada a Nossa Senhora das Mercês – os mercedários. Homem humilde que se fez servo, foi escolhido como Superior Geral dos Dominicanos. Homem de pobreza, de obediência e pureza; homem de oração. Por isso, os santos como São Raimundo, um exemplo. Faleceu em Roma, em 1275; cem anos consumindo-se pela obra do Senhor.   São Raimundo de Peñafort, rogai por nós!

Não são os magos que nos salvam…

… nem os tarôs ou nós mesmos, somente Jesus salva
05/04/2013   

Cidade do Vaticano  – Somente no nome de Jesus há salvação: foi o que disse o Papa na manhã desta sexta-feira na breve homilia da missa presidida na capelinha da Casa Santa Marta, no Vaticano. Participaram da celebração alguns sediários pontifícios e um grupo de funcionários da Farmácia vaticana.

Comentando as leituras desta Sexta-feira da Oitava de Páscoa, o Santo Padre recordou com São Pedro que somente no nome de Jesus somos salvos: “Em nenhum outro há salvação”.

Pedro, que havia renegado Jesus, agora com coragem, na prisão, dá o seu testemunho diante dos chefes judeus, explicando que é graças à invocação do nome de Jesus que um paralítico é curado. É “aquele nome que nos salva”. Pedro não pronuncia aquele nome sozinho, mas “repleto do Espírito Santo”.

De fato – explicou Francisco –, “nós não podemos confessar Jesus, não podemos falar sobre Jesus, não podemos dizer algo sobre Jesus sem o Espírito Santo. É o Espírito que nos impele a confessar Jesus ou a falar sobre Jesus ou a ter confiança em Jesus. Jesus que está no nosso caminho da vida, sempre”.

Francisco contou um fato: “na Cúria de Buenos Aires trabalha um homem humilde, trabalha há 30 anos; pai de oito filhos. Antes de sair, antes de fazer as coisas, sempre diz: ‘Jesus!’ E eu, uma vez, perguntei-lhe: ‘Por que você sempre diz ‘Jesus’?’ Quando eu digo ‘Jesus’ – disse-me este homem humilde – me sinto forte, sinto poder trabalhar, e sei que Ele está a meu lado, que Ele me protege'”.

“Este homem – observou – não estudou Teologia, tem somente a graça do Batismo e a força do Espírito. E esse testemunho – afirmou o Papa Francisco – me fez um grande bem”: porque nos recorda que “neste mundo que nos oferece tantos salvadores” somente o nome de Jesus salva.

Para resolver seus problemas, muitos recorrem aos magos ou aos tarôs – ressaltou. Mas somente Jesus salva “e devemos dar testemunho disso! Ele é o único”.

Por fim, fez um convite a ter Maria como companheira: “Nossa Senhora nos conduz sempre a Jesus”, como fez em Caná quando disse: “Fazei aquilo que Ele vos disser!” Assim, confiemo-nos ao nome de Jesus, invoquemos o nome de Jesus, deixando que o Espírito Santo nos impulsione “a fazer esta oração confiante no nome de Jesus – concluiu Francisco – … nos fará bem!”.

Fonte: Rádio Vaticano  

Natal

Em dezembro de 2008 foi publicada na Zero Hora esta charge: “Existe um homem que não vai descansar enquanto não matar Jesus e o verdadeiro sentido do Natal que ele representa. Herodes? Não papai Noel” (veja anexo). E hoje ao ler a Zero Hora vejo estampada na contra capa a imagem: Maria de braços abertos e Papai Noel descendo da Catedral de Pedra (veja anexo).
Diz a reportagem: “Em vez de trenó, rapel. Foi descendo pelas paredes da Catedral de Pedra, em Canela, que Papai Noel abriu oficialmente a programação natalina na cidade da Serra. E mais: “fazendo rapel, o bom velhinho, acompanhado de oito gnomos, desceu os 65 metros da fachada da torre do prédio”. Talvez seja bom saber o que são gnomos.
Segundo a WIKIPÉDIA– a enciclopédia livre…
“Os gnomos são espíritos de pequena estatura amplamente conhecidos e descritos entre os seres elementais da terra. A origem das lendas dos gnomos terá muito provavelmente sido no oriente e influenciado de forma decisiva a cultura antiga da Escandinávia.
Com a evolução dos contos, o gnomo tornou-se na imaginação popular um anão, senão um ser muito pequeno com poucos centímetros de altura. É comum serem representados como seres mágicos não só protetores da natureza e dos seus segredos como dos jardins, aparecendo como ornamento. Usam barretes vermelhos e barbas brancas, trajando por vezes túnicas azuis ou de cores suaves. Na mitologia nórdica, os gnomos confundem-se com a tradição dos anões, pelo que não é invulgar associá-los a seres que habitam as cavernas ou grutas escuras e não suportam a luz do sol. No conceito geral, têm a capacidade de penetrar em todos os poros de terra e até de se introduzirem nas raízes das montanhas, explorando os mais ricos minérios ocultos e trabalhando-os com intenso e delicado labor. Como são difíceis de ver, simbolizam o ser invisível que através do inconsciente ou da imaginação e visão onírica tornam visíveis os objetos e materiais desejados pela cobiça humana. São os guardiões de tesouros íntimos da humanidade. Por vezes um gnomo capturado pode conceder desejos a um humano que o capture, mas a maioria das vezes o desejo realizado pode acabar por se tornar uma maldição. Tal atitude deve-se ao fato que um gnomo castiga com ardis o ser que odeia e, por isso, na imaginação popular da cultura européia mediterrânea o gnomo é feio, disforme e malicioso”.
O segundo domingo do advento nos interpelou a “preparar o caminho do Senhor” (e não do Papai Noel) e esta preparação não só passa pelo coração (conversão para o perdão dos pecados) mas pelo testemunho de João passa também pelo jeito de comer e vestir (João vestia pele de camelo e comia mel do campo e gafanhotos (frutas do lokustbaum ).
Eu me pergunto: até que ponto estamos colaborando para matar Jesus e o verdadeiro espírito do Natal que ele representa, dando espaço para Papai Noel e os gnomos descerem das fachadas das nossas Igrejas? Estaremos ajudando a promover o consumismo do Natal e nos esquecendo que precisamos nos preparar para receber o Senhor e o novo que Ele nos traz? É neste espírito que mergulha a nossa evangelização? Nossas santas missões vão descer das fachadas de nossas igrejas e trazer um novo espírito que animem nossos cristãos a vivencia do Evangelho ou de nossas fachadas apenas vão continuar a descer o papai Noel e seus gnomos?
Os milhares de turistas voltam para casa do Natal Luz, do Sonho de Natal, do Natal dos Anjos (e de tantos outros que se criaram apenas com fins comerciais) convertidos para viverem o verdadeiro espírito do Natal? Ou tudo não passa de fachada? Se a nossa evangelização não atinge o centro do espírito do Natal o que restará no futuro para nosso povo? Jesus? Papai Noel?
Vamos pensar nesta charge, feita por um jornalista, mas que reflete o que estamos vivendo no momento presente…
Pe. Paulo Wendling

Francisco abençoa “i bambinelli”: Jesus nos ajude a amar

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco saudou durante o Angelus, deste domingo (11/12), várias crianças e adolescentes de Roma que foram à Praça São Pedro para a tradicional bênção dos ‘bambinelli’, imagens do menino Jesus que depois são colocadas nos presépios das casas romanas.

“Queridas crianças, quando vocês rezaram diante de seu presépio, com seus pais, peçam ao Menino Jesus para que ajude todos nós a amar a Deus e ao próximo”, disse o Papa às crianças.

Antes do Angelus, as crianças participaram da celebração eucarística na Basílica de São Pedro junto com seus catequistas e animadores, na Basílica de São Pedro, presidida pelo Cardeal Angelo Comastri.

Esta iniciativa se realiza anualmente no III Domingo do Advento, duas semanas antes do Natal, promovida pelas escolas católicas e oratórios das paróquias romanas. (MJ)

 

Papa abençoa imagens do Menino Jesus e pede às crianças que rezem por si

Francisco sublinhou proximidade do Natal, época para ir ao encontro de quem sofre

Cidade do Vaticano, 11 dez 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco saudou hoje no Vaticano as crianças de Roma que acorreram à Praça de São Pedro para a tradicional bênção dos ‘bambinelli’, as imagens do menino Jesus que vão depois colocar nos presépios, em casa.

“Caras crianças, quando rezardes diante do vosso presépio, com os vossos pais, pedi ao Menino Jesus que nos ajude todos a amar a Deus e ao próximo. E lembrai-vos de rezar também por mim, como eu me lembro de vós”, disse, após a recitação da oração do ângelus, ao meio-dia de Roma (menos uma em Lisboa).

A iniciativa, que acontece anualmente no terceiro domingo do Advento, a duas semanas do Natal, é organizada pelas escolas católicas e oratórios paroquiais romanos.

O Papa falou da proximidade da celebração do nascimento de Jesus, com os sinais de aproximação do Natal “nas ruas e nas casas”, bem como na própria Praça de São Pedro, onde já estão instalados o presépio e a árvore.

“Estes sinais exteriores convidam-nos a acolher o Senhor que vem sempre e bate à nossa porta; convidam-nos a reconhecer os seus passos entre os dos irmãos que passam ao nosso lado, especialmente os mais fracos e necessitados”, declarou.

Francisco sublinhou a importância da “alegria” na vida cristã e sustentou que, no Natal, os católicos devem celebrar a “intervenção de salvação e de amor de Deus” na história da humanidade.

“Somos chamados a partilhar esta alegria com os outros, dando conforto e esperança aos pobres, aos doentes, às pessoas sós e infelizes”, prosseguiu.

No final do encontro de oração, o Papa saudou alguns dos grupos presentes no Vaticano, incluindo o Coro do Mosteiro de Grijó, de Portugal.

Francisco despediu-se pedindo às crianças que cantassem: “Queremos ouvir uma canção vossa”. OC

A Primeira Comunhão é a “Festa da fé”

Bento XVI exortava os sacerdotes, catequistas e famílias a “prepararem bem” as crianças para o sacramento

Lucas Marcolivio  

CIDADE ‘DO VATICANO, domingo, 22 de abril, 2012 (ZENIT.org) – No terceiro domingo da Páscoa, no Regina Caeli, o Papa Bento XVI deu uma breve catequese sobre a realidade de Jesus ressuscitado e verdadeiramente presente entre os homens.

Referindo-se ao Evangelho do dia, em que os discípulos, primeiramente confundem o Ressuscitado com um fantasma (cf. Lc 24,36), o Papa citou Romano Guardini, que definiu a ressurreição como uma realidade “não compreensível”, mas ao mesmo tempo real enquanto “corpórea”. “O Senhor mudou”, escreveu o teólogo ítalo-alemão.

Em face de uma ressurreição que não apagou as marcas da crucificação, Jesus está vivo e encarnado, ao ponto de comer normalmente o peixe assado oferecido a ele (cf. Lc 24, 42-43). O peixe assado, de acordo com São Gregório Magno, não é nada mais que o símbolo ardente da “paixão de Jesus, Mediador entre Deus e os homens”.

São esses “sinais muito realistas”, que ajudam os discípulos a superarem a “dúvida inicial” sobre a Ressurreição, assim, finalmente, compreendem as profecias do Antigo Testamento (cf. Lc 24, 44).

Cristo está presente entre nós, também na Eucaristia, como foi testemunhado pelos discípulos de Emaús que o reconhecem “no partir do pão” (cf. Lc 24, 35). Como afirma São Tomás de Aquino, citado pelo Papa, “deve ser reconhecido de acordo com a fé católica, que Cristo está presente neste Sacramento … porque a divindade nunca deixou o corpo que assumiu”.

Pouco antes da oração mariana, Bento XVI exortou os párocos, pais e catequistas a “prepararem bem” os filhos para o sacramento da Primeira Comunhão, que geralmente é realizada durante a época da Páscoa.

A Primeira Comunhão é, de fato, uma “festa da fé “que deve ser preparada “com grande fervor, mas também com sobriedade”. Trata-se de um dia que “permanece na memória como o primeiro momento em que… você entende a importância do encontro pessoal com Jesus (Sacramentum Caritatis, 19)”.

Após o Regina Caeli, o Santo Padre recordou o dia da Universidade do Sagrado Coração, que é comemorado hoje, e cujo tema é o futuro do país no coração da juventude. “É importante que os jovens sejam formados nos valores, bem como no conhecimento científico e técnico – disse o Papa -. Por isso o padre Gemelli fundou a Universidade Católica, a qual espero estar a par com os tempos, mas sempre fiel às suas origens”.

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