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“Procurar, encontrar e seguir Jesus, este é o caminho”, afirma Papa

Domingo, 14 de janeiro de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé

Felicidade, amor, uma vida boa e plena são buscas do ser humano que podem ser encontradas, de acordo com Francisco, em Jesus

Às vésperas de sua viagem apostólica ao Chile e Peru, Papa Francisco retomou o Evangelho (Jo 1, 35-42) no Ângelus deste domingo, 14, e reforçou o convite feito por João Batista aos seus discípulos, o de seguir Jesus. “Após o contemplarmos no mistério do Natal, somos chamados para segui-lo na vida cotidiana (…). Procurar, encontrar e seguir Jesus, este é o caminho”, afirmou.

Segundo Francisco este domingo de introdução ao tempo litúrgico comum serve para animar a fé dos cristãos na vida cotidiana, e indica características essenciais do itinerário da fé, como questionar-se: O que procuro? Pergunta feita por Jesus aos discípulos de João Batista e a Maria Madalena na manhã de Páscoa. Felicidade, amor, uma vida boa e plena são buscas do ser humano que podem ser encontradas, de acordo com Francisco, em Jesus.

João Batista é testemunha de pessoa que fez a jornada e conheceu o Senhor, ação que fez, segundo o Papa, com que Batista dirigisse seus discípulos ao encontro de Jesus, a uma nova experiência. “Esses dois não poderão mais esquecer a beleza desse encontro (…). Apenas um encontro pessoal com Jesus gera uma jornada de fé e discipulado”, lembrou o Papa. “Poderíamos ter muitas experiências, realizar muitas coisas, estabelecer relacionamentos com muitas pessoas, mas apenas Jesus (…) pode dar pleno significado às nossas vidas e tornar nossos projetos e iniciativas frutíferas”.

O Santo Padre prosseguiu afirmando que não basta construir uma imagem de Deus com base em rumores, deve-se buscar Deus e ir aonde ele habita. “O pedido dos dois discípulos a Jesus: ‘Onde você mora?’ (Versículo 38), tem um forte sentido espiritual: expressa o desejo de saber onde o Mestre vive, estar com Ele. A vida de fé consiste no desejo de ser com o Senhor e, portanto, buscar o lugar onde ele mora. Isso significa que somos chamados a superar uma religiosidade habitual e óbvia, revivendo o encontro com Jesus na oração, na meditação sobre a Palavra de Deus e no atendimento aos sacramentos, para estar com ele e dar frutos graças a Ele, à Sua ajuda, a Sua graça” suscitou.

“Que a Virgem Maria nos apoie a este respeito para seguir Jesus, ir e ficar onde ele mora, ouvir sua Palavra de vida, aderir a ele que tira o pecado do mundo, para encontrar esperança e impulso espiritual nele”, pediu o Papa ao encerrar o Ângelus deste domingo, 14.

Após o Angelus

Ao concluir a oração Mariana do Ângelus, Francisco lembrou aos fiéis que neste domingo, 14, é comemorado o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados e comentou sobre a celebração que presidiu nesta manhã, que contou com a participação de um bom grupo de migrantes e refugiados residentes na diocese de Roma.

“Na minha mensagem para este dia, eu enfatizei que a migração hoje é um sinal dos tempos. Todo estranho que bate à nossa porta é uma oportunidade de conhecer Jesus Cristo, que se identifica com o estrangeiro que foi aceito ou rejeitado em todas as épocas. (…) Gostaria de reafirmar que a nossa resposta comum poderia ser articulada em torno de quatro verbos baseados nos princípios da doutrina da Igreja: acolhimento, proteção, promoção e integração”, suscitou o Santo Padre.

Viagem Apostólica e saudação

O Papa pediu orações aos fiéis concentrados na Praça São Pedro por sua jornada apostólica ao Chile e Peru que começará nesta segunda-feira, 15. O pontífice aproveitou a oportunidade para saudar todos os peregrinos e também à comunidade latino-americana de Santa Lúcia em Roma, que celebra 25 anos de fundação.

Para encontrar Jesus é preciso pôr-se a caminho, afirma Papa

Epifania do Senhor

Sábado, 6 de janeiro de 2018, Da redação

Em celebração, Francisco apontou que para encontrar Jesus, como os magos, é preciso olhar para o alto, caminhar e oferecer presentes gratuitos

Papa Francisco celebrou neste sábado, 6, na Basílica São Pedro, no Vaticano, a solenidade da Epifania do Senhor. A celebração eucarística, que comemora a manifestação de Jesus Cristo como o Messias, indica segundo o Santo Padre três pontos do percurso realizado pelos três reis magos como o caminho que leva o ser humano a um encontro com o Senhor. “Eles veem a estrela, põe-se a caminho e oferecem presentes”, apontou.

Segundo Francisco ver a estrela é o ponto de partida para um encontro sincero com Jesus, ato por vezes sublinhado pelo pontífice como distante do ser humano quando este se contenta a apenas olhar para a terra. “Basta a saúde, algum dinheiro e um pouco de divertimento. Me pergunto, nós ainda sabemos levantar os nossos olhos para o céu? Sabemos sonhar e nos alegrar por Deus, sabemos esperar a sua novidade? Ou nos deixamos levar pela vida, como um ramo seco pelo vento?”, indagou.

Para viver de verdade, de acordo com o Papa, é preciso intuir como os magos: ter uma meta alta e manter alto o olhar. A estrela de Jesus não é deslumbrante, não brilha mais do que as outras, afirmou Francisco, mas é mansa, guia pela mão, acompanha, não promete recompensas materiais, mas garante a paz e dá, como para os magos, uma imensa alegria, porém, também pede para caminhar. “Caminhar, é a segunda ação dos magos e é essencial para encontrar Jesus”, indicou o Santo Padre.

“A sua estrela [de Jesus] solicita a decisão de se pôr a caminho. A fadiga diária da caminhada pede à pessoa, para se libertar de pesos inúteis e situações embaraçantes que estorvam, e a aceitar os imprevistos que não aparecem assinalados no mapa da vida tranquila. Jesus se deixa encontrar por quem o busca, mas para buscá-lo é preciso mover-se, sair, não ficar a espera, mas arriscar, não ficar parados, avançar. Jesus é exigente a quem o busca, propõe deixar as poltronas das comodidades mundanas (…). Seguir Jesus não é um educado protocolo a respeitar, mas um êxodo a viver”, afirmou o Papa.

Para encontrar Jesus é preciso perder o medo, ressaltou Francisco, que indica que ao arriscar-se para encontrar um menino — Jesus —, o ser humano descobre ternura e amor, para enfim descobrir a si mesmo. Mas alertou que independente do chamado, a escolha é individual, difícil e pode ser a tentação de quem se considera crente há muito tempo e olha para a fé como algo já conhecido, e não se compromete pessoalmente com o Senhor.

“Viemos adorá-lo”, frase dos magos apontado por Francisco como primeira ação de gratuidade daqueles que conhecem e se encontram de fato com Jesus. “Ofereceram as suas preciosidades: ouro, incenso e mirra. O evangelho se cumpre quando o caminho da vida chega a doação, dar gratuitamente, por amor ao Senhor, sem esperar nada em troca. Isto é sinal certo de ter encontrado Jesus, que diz: ‘Recebestes de graça, daí de graça’. Praticar o bem sem cálculos, (…) mesmo se não faz ganhar nada, mesmo se não nos apetece, isto é o que Deus deseja”, indicou.

Segundo o pontífice o cristão que encontra o Senhor oferece algo pelos mais pequeninos, os que não tem com o quê retribuir, os necessitados, os famintos, os presos, os pobres. “Oferecer um presente agradável a Jesus é cuidar de um doente, dedicar tempo a uma pessoa difícil, ajudar alguém que não nos inspira, oferecer o perdão a quem nos ofendeu, são presentes gratuitos, não podem faltar na vida cristã, caso contrário, como nos recorda Jesus, amando apenas aqueles que nos amam, fazemos como os pagãos” alertou o Papa, que convidou os fiéis a procurarem neste tempo festivo um presente gratuito, sem retribuição, para ser ofertado a Deus.

“Queridos irmãos e irmãs façamos como os magos: olhar para o alto, caminhar e oferecer presentes gratuitos” concluiu Francisco, que pediu: “Senhor fazei me redescobrir a alegria de dar”.

Não são os magos que nos salvam…

… nem os tarôs ou nós mesmos, somente Jesus salva
05/04/2013   

Cidade do Vaticano  – Somente no nome de Jesus há salvação: foi o que disse o Papa na manhã desta sexta-feira na breve homilia da missa presidida na capelinha da Casa Santa Marta, no Vaticano. Participaram da celebração alguns sediários pontifícios e um grupo de funcionários da Farmácia vaticana.

Comentando as leituras desta Sexta-feira da Oitava de Páscoa, o Santo Padre recordou com São Pedro que somente no nome de Jesus somos salvos: “Em nenhum outro há salvação”.

Pedro, que havia renegado Jesus, agora com coragem, na prisão, dá o seu testemunho diante dos chefes judeus, explicando que é graças à invocação do nome de Jesus que um paralítico é curado. É “aquele nome que nos salva”. Pedro não pronuncia aquele nome sozinho, mas “repleto do Espírito Santo”.

De fato – explicou Francisco –, “nós não podemos confessar Jesus, não podemos falar sobre Jesus, não podemos dizer algo sobre Jesus sem o Espírito Santo. É o Espírito que nos impele a confessar Jesus ou a falar sobre Jesus ou a ter confiança em Jesus. Jesus que está no nosso caminho da vida, sempre”.

Francisco contou um fato: “na Cúria de Buenos Aires trabalha um homem humilde, trabalha há 30 anos; pai de oito filhos. Antes de sair, antes de fazer as coisas, sempre diz: ‘Jesus!’ E eu, uma vez, perguntei-lhe: ‘Por que você sempre diz ‘Jesus’?’ Quando eu digo ‘Jesus’ – disse-me este homem humilde – me sinto forte, sinto poder trabalhar, e sei que Ele está a meu lado, que Ele me protege'”.

“Este homem – observou – não estudou Teologia, tem somente a graça do Batismo e a força do Espírito. E esse testemunho – afirmou o Papa Francisco – me fez um grande bem”: porque nos recorda que “neste mundo que nos oferece tantos salvadores” somente o nome de Jesus salva.

Para resolver seus problemas, muitos recorrem aos magos ou aos tarôs – ressaltou. Mas somente Jesus salva “e devemos dar testemunho disso! Ele é o único”.

Por fim, fez um convite a ter Maria como companheira: “Nossa Senhora nos conduz sempre a Jesus”, como fez em Caná quando disse: “Fazei aquilo que Ele vos disser!” Assim, confiemo-nos ao nome de Jesus, invoquemos o nome de Jesus, deixando que o Espírito Santo nos impulsione “a fazer esta oração confiante no nome de Jesus – concluiu Francisco – … nos fará bem!”.

Fonte: Rádio Vaticano  

Natal

Em dezembro de 2008 foi publicada na Zero Hora esta charge: “Existe um homem que não vai descansar enquanto não matar Jesus e o verdadeiro sentido do Natal que ele representa. Herodes? Não papai Noel”. E hoje ao ler a Zero Hora vejo estampada na contra capa a imagem: Maria de braços abertos e Papai Noel descendo da Catedral de Pedra (veja anexo).
Diz a reportagem: “Em vez de trenó, rapel. Foi descendo pelas paredes da Catedral de Pedra, em Canela, que Papai Noel abriu oficialmente a programação natalina na cidade da Serra. E mais: “fazendo rapel, o bom velhinho, acompanhado de oito gnomos, desceu os 65 metros da fachada da torre do prédio”. Talvez seja bom saber o que são gnomos.
Segundo a WIKIPÉDIA– a enciclopédia livre…
“Os gnomos são espíritos de pequena estatura amplamente conhecidos e descritos entre os seres elementais da terra. A origem das lendas dos gnomos terá muito provavelmente sido no oriente e influenciado de forma decisiva a cultura antiga da Escandinávia.
Com a evolução dos contos, o gnomo tornou-se na imaginação popular um anão, senão um ser muito pequeno com poucos centímetros de altura. É comum serem representados como seres mágicos não só protetores da natureza e dos seus segredos como dos jardins, aparecendo como ornamento. Usam barretes vermelhos e barbas brancas, trajando por vezes túnicas azuis ou de cores suaves. Na mitologia nórdica, os gnomos confundem-se com a tradição dos anões, pelo que não é invulgar associá-los a seres que habitam as cavernas ou grutas escuras e não suportam a luz do sol. No conceito geral, têm a capacidade de penetrar em todos os poros de terra e até de se introduzirem nas raízes das montanhas, explorando os mais ricos minérios ocultos e trabalhando-os com intenso e delicado labor. Como são difíceis de ver, simbolizam o ser invisível que através do inconsciente ou da imaginação e visão onírica tornam visíveis os objetos e materiais desejados pela cobiça humana. São os guardiões de tesouros íntimos da humanidade. Por vezes um gnomo capturado pode conceder desejos a um humano que o capture, mas a maioria das vezes o desejo realizado pode acabar por se tornar uma maldição. Tal atitude deve-se ao fato que um gnomo castiga com ardis o ser que odeia e, por isso, na imaginação popular da cultura européia mediterrânea o gnomo é feio, disforme e malicioso”.
O segundo domingo do advento nos interpelou a “preparar o caminho do Senhor” (e não do Papai Noel) e esta preparação não só passa pelo coração (conversão para o perdão dos pecados) mas pelo testemunho de João passa também pelo jeito de comer e vestir (João vestia pele de camelo e comia mel do campo e gafanhotos (frutas do lokustbaum ).
Eu me pergunto: até que ponto estamos colaborando para matar Jesus e o verdadeiro espírito do Natal que ele representa, dando espaço para Papai Noel e os gnomos descerem das fachadas das nossas Igrejas? Estaremos ajudando a promover o consumismo do Natal e nos esquecendo que precisamos nos preparar para receber o Senhor e o novo que Ele nos traz? É neste espírito que mergulha a nossa evangelização? Nossas santas missões vão descer das fachadas de nossas igrejas e trazer um novo espírito que animem nossos cristãos a vivencia do Evangelho ou de nossas fachadas apenas vão continuar a descer o papai Noel e seus gnomos?
Os milhares de turistas voltam para casa do Natal Luz, do Sonho de Natal, do Natal dos Anjos (e de tantos outros que se criaram apenas com fins comerciais) convertidos para viverem o verdadeiro espírito do Natal? Ou tudo não passa de fachada? Se a nossa evangelização não atinge o centro do espírito do Natal o que restará no futuro para nosso povo? Jesus? Papai Noel?
Vamos pensar nesta charge, feita por um jornalista, mas que reflete o que estamos vivendo no momento presente…
Pe. Paulo Wendling

“I bambinelli”: Jesus nos ajude a amar

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco saudou durante o Angelus, deste domingo (11/12), várias crianças e adolescentes de Roma que foram à Praça São Pedro para a tradicional bênção dos ‘bambinelli’, imagens do menino Jesus que depois são colocadas nos presépios das casas romanas.

“Queridas crianças, quando vocês rezaram diante de seu presépio, com seus pais, peçam ao Menino Jesus para que ajude todos nós a amar a Deus e ao próximo”, disse o Papa às crianças.

Antes do Angelus, as crianças participaram da celebração eucarística na Basílica de São Pedro junto com seus catequistas e animadores, na Basílica de São Pedro, presidida pelo Cardeal Angelo Comastri.

Esta iniciativa se realiza anualmente no III Domingo do Advento, duas semanas antes do Natal, promovida pelas escolas católicas e oratórios das paróquias romanas. (MJ)

 

Papa abençoa imagens do Menino Jesus e pede às crianças que rezem por si

Francisco sublinhou proximidade do Natal, época para ir ao encontro de quem sofre

Cidade do Vaticano, 11 dez 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco saudou hoje no Vaticano as crianças de Roma que acorreram à Praça de São Pedro para a tradicional bênção dos ‘bambinelli’, as imagens do menino Jesus que vão depois colocar nos presépios, em casa.

“Caras crianças, quando rezardes diante do vosso presépio, com os vossos pais, pedi ao Menino Jesus que nos ajude todos a amar a Deus e ao próximo. E lembrai-vos de rezar também por mim, como eu me lembro de vós”, disse, após a recitação da oração do ângelus, ao meio-dia de Roma (menos uma em Lisboa).

A iniciativa, que acontece anualmente no terceiro domingo do Advento, a duas semanas do Natal, é organizada pelas escolas católicas e oratórios paroquiais romanos.

O Papa falou da proximidade da celebração do nascimento de Jesus, com os sinais de aproximação do Natal “nas ruas e nas casas”, bem como na própria Praça de São Pedro, onde já estão instalados o presépio e a árvore.

“Estes sinais exteriores convidam-nos a acolher o Senhor que vem sempre e bate à nossa porta; convidam-nos a reconhecer os seus passos entre os dos irmãos que passam ao nosso lado, especialmente os mais fracos e necessitados”, declarou.

Francisco sublinhou a importância da “alegria” na vida cristã e sustentou que, no Natal, os católicos devem celebrar a “intervenção de salvação e de amor de Deus” na história da humanidade.

“Somos chamados a partilhar esta alegria com os outros, dando conforto e esperança aos pobres, aos doentes, às pessoas sós e infelizes”, prosseguiu.

No final do encontro de oração, o Papa saudou alguns dos grupos presentes no Vaticano, incluindo o Coro do Mosteiro de Grijó, de Portugal.

Francisco despediu-se pedindo às crianças que cantassem: “Queremos ouvir uma canção vossa”. OC

Por que 25 de dezembro?

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

Se procurarmos no Evangelho indicação sobre o dia do nascimento de Jesus, nada encontraremos. Na visão dos apóstolos e evangelistas, não se tratava de um fato digno de registro; no centro de sua pregação estava a ressurreição do Senhor. A preocupação que tinham, ao falar dele a quem não o conhecia, era clara: apresentar uma pessoa viva, não alguém do passado. É o que notamos, por exemplo, nos dez discursos querigmáticos (querigma: primeiro anúncio; apresentação das verdades centrais do cristianismo) que encontramos nos Atos dos Apóstolos. A idéia fundamental desses discursos é a mesma: “A este Jesus, Deus o ressuscitou; disso todos nós somos testemunhas” (At 2, 32).

Voltemos ao Natal. No tempo do Papa Júlio I, que dirigiu a Igreja do ano 337 a 352, é que foi introduzida essa solenidade no calendário da Igreja. Até então celebrava-se apenas a festa da Epifania – isto é, a manifestação do Senhor aos povos pagãos, representados pelos magos do Oriente. Ficava assim claro que Jesus era o Salvador de todos os povos, e não apenas de um só povo. Por que, então, 25 de dezembro como data do Natal?

O Império Romano havia decidido que todos os povos deveriam comemorar a festa do “sol invicto”, o renascimento do sol invencível. Era invencível uma vez que caía (morria) de noite e renascia a cada manhã, eternamente. Esse renascimento diário era celebrado no dia 25 de dezembro. O sol era também símbolo da verdade e da justiça, igualmente consideradas invencíveis uma vez que, por mais que muitos tentassem destruí-las, sempre renasciam vitoriosas. O sol, considerado um deus, era uma luz poderosa, que iluminava o mundo inteiro. Igualmente a verdade e a justiça eram luzes poderosas para todos os povos.

Em vez de simplesmente combater essa festa pagã, os cristãos passaram a apresentar Jesus Cristo, nascido em Belém, como o verdadeiro sol, já que nos veio trazer a verdade e a justiça. Também ele passou pela morte, mas dela ressurgiu, mostrando que era invencível. Seu nascimento – isto é, seu natal –, já que não se sabia em que dia havia ocorrido, passou a ser celebrado no dia do sol invicto.

A tradição – louvável tradição! – dos presépios é posterior: na noite de Natal de 1223, em Greccio – Itália, São Francisco de Assis fez o primeiro presépio. Ele maravilha-se que Jesus, o Filho de Deus, havia-se encarnado para que pudéssemos conhecer o rosto de Deus. Com Jesus, passamos a ter em nosso meio um Deus que “trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado” (GS, 22). Como não representar, então, seu nascimento, ocorrido numa gruta de Belém? Ao longo dos tempos e dos lugares, cada povo foi deixando suas próprias marcas nos presépios. Os presépios que vemos pela cidade de Salvador (que seja, um dia, a cidade “do” Salvador!), em parte fruto da iniciativa do projeto: “Salvador, cidade natal do Brasil”, é uma prova disso. Por sinal, não deixa de ser significativo que tal iniciativa tenha tido tanta acolhida na cidade que se identifica com o nome de Jesus. Afinal, o anúncio dos anjos em Belém, foi claro: “Eu vos anuncio uma grande alegria…: nasceu para vós o Salvador!” (Lc 2, 10).

O nascimento de Jesus é o fato central da história da humanidade; tanto assim que contamos os anos a partir desse acontecimento. Na proximidade do Natal, caminhemos ao encontro do Menino que nos é dado, para contemplá-lo e lhe dizer: “Vimos te adorar, Menino Jesus. Estamos maravilhados diante da grandeza e da simplicidade do teu amor! Tu agora estás conosco para sempre! Tu, pobre, frágil, pequeno… para nós, para mim! Em ti resplende a divindade e a paz. Tu nos ofereces a vida da graça. Teu sorriso volta-se para os pequenos, pobres e simples. Por isso, depositamos a teus pés nossas orações, nossa vida e tudo o que somos e temos. Olha com especial carinho, contudo, para todos aqueles que não te conhecem e, por não te conhecerem, não te amam. Amém!”

A Primeira Comunhão é a “Festa da fé”

Bento XVI exortava os sacerdotes, catequistas e famílias a “prepararem bem” as crianças para o sacramento

Lucas Marcolivio  

CIDADE ‘DO VATICANO, domingo, 22 de abril, 2012 (ZENIT.org) – No terceiro domingo da Páscoa, no Regina Caeli, o Papa Bento XVI deu uma breve catequese sobre a realidade de Jesus ressuscitado e verdadeiramente presente entre os homens.

Referindo-se ao Evangelho do dia, em que os discípulos, primeiramente confundem o Ressuscitado com um fantasma (cf. Lc 24,36), o Papa citou Romano Guardini, que definiu a ressurreição como uma realidade “não compreensível”, mas ao mesmo tempo real enquanto “corpórea”. “O Senhor mudou”, escreveu o teólogo ítalo-alemão.

Em face de uma ressurreição que não apagou as marcas da crucificação, Jesus está vivo e encarnado, ao ponto de comer normalmente o peixe assado oferecido a ele (cf. Lc 24, 42-43). O peixe assado, de acordo com São Gregório Magno, não é nada mais que o símbolo ardente da “paixão de Jesus, Mediador entre Deus e os homens”.

São esses “sinais muito realistas”, que ajudam os discípulos a superarem a “dúvida inicial” sobre a Ressurreição, assim, finalmente, compreendem as profecias do Antigo Testamento (cf. Lc 24, 44).

Cristo está presente entre nós, também na Eucaristia, como foi testemunhado pelos discípulos de Emaús que o reconhecem “no partir do pão” (cf. Lc 24, 35). Como afirma São Tomás de Aquino, citado pelo Papa, “deve ser reconhecido de acordo com a fé católica, que Cristo está presente neste Sacramento … porque a divindade nunca deixou o corpo que assumiu”.

Pouco antes da oração mariana, Bento XVI exortou os párocos, pais e catequistas a “prepararem bem” os filhos para o sacramento da Primeira Comunhão, que geralmente é realizada durante a época da Páscoa.

A Primeira Comunhão é, de fato, uma “festa da fé “que deve ser preparada “com grande fervor, mas também com sobriedade”. Trata-se de um dia que “permanece na memória como o primeiro momento em que… você entende a importância do encontro pessoal com Jesus (Sacramentum Caritatis, 19)”.

Após o Regina Caeli, o Santo Padre recordou o dia da Universidade do Sagrado Coração, que é comemorado hoje, e cujo tema é o futuro do país no coração da juventude. “É importante que os jovens sejam formados nos valores, bem como no conhecimento científico e técnico – disse o Papa -. Por isso o padre Gemelli fundou a Universidade Católica, a qual espero estar a par com os tempos, mas sempre fiel às suas origens”.

O pensamento sobre o Reino dos Céus

Por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

À reflexão de seus seguidores Jesus propôs um dos temas mais difíceis sobre qual seja o Reino dos céus. Pedagogo Divino, Cristo expôs inúmeras parábolas para falar sobre os mistérios deste Reino (cf. Mt 13, 1-52). Não é, realmente, fácil reportar às verdades invisíveis. O grande perigo é projetar falsas idéias no Reino, que já é agora uma realidade, mas que ainda está para se consumar para cada um. Há sempre toda uma carga de nosso imaginário consciente ou inconsciente. Cumpre evitar pintar o Reino a vir com as cores de um paraíso à moda das grandes mitologias pagãs, com suas descrições encantadoras, mas irreais.
Para deixar claro em que consiste o Reino, o Mestre Divino recorreu às parábolas, ou seja, a narrações alegóricas nas quais o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
É impossível fechar numa descrição unívoca o que é o Reino dos céus. Ele escapa a toda determinação precisa. Ele, porém, está intimamente ligado à Pessoa mesma que o anuncia: Jesus de Nazaré. É tesouro oculto, pérola rara, comparação que mostra sua preciosidade. Quem o valoriza deixa qualquer outro bem para ter a posse dele.
Neste Reino, representado por uma rede, entram bons e maus, mas um dia se dará a separação definitiva no fim dos tempos, quando os infiéis receberão justo castigo. Para isso cumpre fugir da utopia política e não se deixar levar pelo fervor dos falsos profetas e seus arroubos messiânicos. Promessas dos que fabricam usinas de ilusão. É preciso ficar atento às mensagens da mídia que não passam de sistema de ideias dogmaticamente organizado como um instrumento de enganação política.
Somente Jesus tem promessas de vida eterna no Reino dos céus. O céu e a terra passarão, mas felizes os que compreendem a salvação que Deus oferece em seu Filho Jesus Cristo. Entretanto, como o Reino dos céus é algo a ser conquistado, apenas os que cooperarem para o progresso e o desenvolvimento da cidade terrena, competentes nas tarefas específicas confiadas a cada um é que poderão, um dia, possuir em plenitude este Reino lá na eternidade.
Trata-se do cumprimento do dever em casa, no trabalho, no apostolado. É preciso, de fato, ir além da estrutura social para sempre contemplar as pessoas que vivem os acontecimentos históricos como co-herdeiros do céu.
O pensamento do Reino dos céus não pode ser alienante, mas deve levar a ações concretas a bem do próximo. Mostra que as instituições e a sociedade no seu conjunto devem estar a serviço, sobretudo, dos marginalizados, dos mais pobres e deserdados da fortuna. Ao falar do Reino dos céus, Jesus nos convida precisamente a modificar nossa maneira e nossos critérios humanos.
É participando da história do mundo visível que cada um trabalha para que ninguém perca o rumo do Paraíso. São os mesmos atos, as mesmas decisões, os mesmos engajamentos que tomam sentido e valor numa e noutra realidade. Corre-se, de fato, o risco de se ater a valores diferentes segundo os critérios do mundo e os do Reino.
Tão somente alguém entrará no Reino se puder dizer ao deixar esta terra: “O mundo ficou melhor porque eu por ele passei”. É, portanto, participando de acordo com a vocação específica de cada um e sua responsabilidade social que se entrará na posse definitiva do Reino oferecido por Cristo. Trata-se de cultivar os talentos que o Ser Supremo conferiu a cada ser pensante, velando pelos irmãos no meio dos quais Deus nos chama a servi-Lo. Deste modo se aguarda o retorno de Jesus na hora da morte e no fim dos tempos.
Esta expectativa é que permite a cada um se situar de maneira justa nos engajamentos concretos que é preciso assumir na sociedade em que vive. É esta abertura contínua para o outro que nos guarda de toda idolatria funesta e de todo descorajamento. Estas foram as primeiras palavras de São João Paulo II ao assumir a Cátedra de Pedro: “Não tenhais medo. Abri todas as portas da sociedade a Cristo”. Essa é a tarefa sublime do cristão que deve trabalhar no desenvolvimento integral das pessoas, levando a mensagem do Reino dos céus. É pedir então a Jesus que dê a cada um de Seus seguidores olhos para ver as necessidades do próximo e ouvidos para entender os apelos do Espírito Santo. Então, sim, o seguidor do Mestre Divino será semelhante a um proprietário que tira de seu tesouro coisas novas e velhas. Para isso é necessário pedir sempre ao Senhor: “Venha a nós o vosso Reino” e trabalhar corajosamente para que todos deles participem para glória de Deus e bem das almas.

PLACA DE IGREJA NÃO SALVA NINGUÉM, QUEM SALVA É JESUS E / OU « IGREJA NÃO SALVA NINGUÉM, QUEM SALVA É JESUS »
Por Mons. Inácio José Schuster

Hoje em dia muitos utilizam essa falsa expressão, difundida principalmente no meio protestante, para dizer que rótulo de Igreja não salva ninguém, ou ainda, que não precisamos de Igreja para ser salvo, basta crer em Jesus.
Esta frase repetida aos quatro ventos pelos “filhos de Lutero” pode levar o leitor desatento a pensar que seja uma verdade.
Ledo engano! Não passa de falácia ou sofisma (= mentira com aparência de verdade).
– Essa expressão equivale a dizer: «Bisturi não opera ninguém, quem opera é o médico».
– Ora… assim como o médico opera através do bisturi, também Jesus salva através da Igreja.
– Ou será que Jesus iria fundar uma Igreja que não vale nada?
– Se Jesus fundou UMA IGREJA e prometeu estar nela até o fim do mundo (Mt 28, 20), é evidente que ela é NECESSÁRIA para a salvação. Por isso os Padres da Igreja nunca tiveram dúvidas: FORA DA IGREJA, NINGUÉM SE SALVA!
“Cristo é a Cabeça do corpo da Igreja” (Cl 1, 18). Portanto Ele salva com a Igreja. Ele age através dela, para efetivar a sua obra salvífica.
Na Parábola do Bom Samaritano (que é o próprio Jesus), Ele salva o homem caído (todos nós), e o leva à Hospedaria (Igreja). Entrega ao hospedeiro (Pedro = o Papa) duas moedas (Antiga e a Nova Aliança). E vai embora (volta ao Céu). Mas voltará no fim dos tempos.
Feridos como ficamos, fora da Hospedaria (Igreja) não sobreviveremos até sua volta! Portanto, fora da hospedaria você morre. – SÓ NA IGREJA TEMOS A CURA (Confissão) e o ALIMENTO (Eucaristia).
Quanto às milhares de seitas protestantes (que eles chamam de “igrejas”), elas nada têm a ver com Jesus. São frutos de mentes INCHADAS DE SOBERBA, que provocaram divisão e confusão no povo de Deus… e, portanto, SÃO OBRAS DO DIVISOR (diabo = o que divide).
A Igreja não salva se o que salva na Igreja for algo que não seja a fonte de salvação. Ou seja, a Igreja nunca salvará ninguém se a fonte de salvação que ela propõe for ela por ela mesma.
Entretanto a Igreja pode sim salvar, se nela estiver contida a fonte da salvação, a mensagem de Cristo para todos os povos, para a justificação e salvação dos povos, que guarda a riqueza do “depósito da fé” e que oferta o Corpo e o Sangue do Cordeiro para que todos tenham a vida eterna.
A Igreja que possui isto, salva.
Ela salva não por ela, pela sua física, mas pela graça que ela traz em seu tesouro, assim como somos salvos não pelos nossos méritos, mas pela graça de Deus agindo em nós.
Mas é interessante esta afirmação nascida das igrejas protestantes. A Eclesiologia protestante, afastando-se progressivamente da mensagem do Evangelho e se aproximando cada vez mais da mensagem dos seus fundadores, desloca o papel da igreja para segundo, terceiro, quarto ou até plano nenhum. Não precisa ir em igreja para ser salvo, basta ler a bíblia – sozinho – em casa que está tudo bem.
Jesus veio, edificou uma Igreja, mas ninguém precisa estar nela.
A Igreja é o Corpo de Cristo, mas ninguém precisa dela, não salva ninguém, ou seja, o Corpo de Cristo não salva ninguém. O protestante pode ser sua própria “igreja”, afinal, ele tem a bíblia, e somente a bíblia e toda ela – Sola Scriptura / Tota Scriptura – é necessária à salvação. Ai! de quem não souber ler.
E o que mais é hilário, sem querer ser mórbido com isso, é que as igrejas protestantes se vêm vazias. Não foram poucas as vezes em que eu já escutei um protestante dizer: “Eu creio em Deus, já é o bastante”…
Os protestantes costumam dizer que “placa de igreja não salva ninguém”… Placa de Igreja não salva, mas pertencer à verdadeira Igreja salva, pois quem estava fora da arca de Noé foi envolvido pela água do dilúvio, e assim na barca de Pedro, a Igreja, quem não estiver nela pode encontrar o mesmo fim, só que de forma menos molhada.

Nos braços de Maria

Na verdade, esta é a posição que Maria assume nos dias de hoje: ela nos toma em seus braços, como tomou naquele dia o Corpo de Jesus, descido da cruz.
Quando Cristo morreu, era preciso tirar, rapidamente, o Corpo Dele da cruz, porque o dia terminava às seis horas da tarde. Os corpos não podiam ficar ali depois desse horário porque começava o dia do sábado. Ao ser tirado da cruz, o Corpo do Senhor foi deixado nos braços da Virgem Maria. Michelangelo esculpiu uma linda estátua traduzindo isso. É a chamada Pietà, a Nossa Senhora da Piedade.
Todos nós precisamos estar, assim, nos braços de Nossa Senhora. O Corpo de Jesus ficou estraçalhado: depois da flagelação, da coroação de espinhos, da subida para o Calvário, o Corpo Dele foi sendo dilacerado. Por fim, na cruz, chegou o auge disso. Os romanos amarravam os prisioneiros uns aos outros para percorrerem o caminho até a cruz. Os condenados andavam em fila carregando cada um o pedaço transversal da cruz. As mãos eram amarradas naquele pedaço de madeira. A corda que amarrava as mãos do que estava à frente amarrava também os pés do prisioneiro de trás e assim por diante, um amarrado no outro.
O condenado mais perigoso, naquela época, era sempre crucificado no meio de outros. E Jesus foi considerado o prisioneiro mais perigoso: temiam toda aquela gente que queria chaciná-lo ou mesmo que Seus amigos interviessem. Ele, por ser o condenado mais perigoso, foi colocado no meio dos outros dois. Imagine, então: a qualquer queda ou solavanco daquele prisioneiro que estava à frente, Cristo iria ao chão… Pior ainda! Quando o de trás tropeçava, Jesus, sem defesa, por estar com as mãos presas no madeiro, ia de rosto ao chão. O Santo Sudário mostra que a face do Senhor ficou transfigurada. É o que está descrito em Isaías 53 e no Salmo 22: “Aquele diante do qual a gente esconde o rosto”.
Quando você vê um acidente feio demais, automaticamente fecha os olhos ou leva a mão ao rosto para não ver. Realmente, o rosto de Nosso Senhor Jesus Cristo ficou deformado, por tantas vezes que Ele caiu de rosto no chão. O Santo Sudário mostra – e os especialistas examinaram – o hematoma de um dos olhos d´Ele, que ficou como que destruído com aquelas quedas.
Você sabe tudo o que Jesus passou ao ser crucificado e nas três horas em que ficou na cruz. Foi esse Corpo que a Santíssima Virgem Maria recebeu ao pé do madeiro. Foi esse Corpo que ela recebeu ao pé da cruz nos seus braços. O que aconteceu com o Corpo de Cristo é apenas um sinal, porque Ele carregou sobre Si todos os nossos pecados e enfermidades. Ele tomou sobre Si todas as nossas enfermidades. Todos os nossos sofrimentos. As nossas chagas do corpo, da alma e do espírito. Os nossos pecados. As deformações que os vícios fizeram em cada um de nós. Todo estrago que o pecado fez em nós o Senhor carregou sobre o Seu Corpo.
Foi por isso que o Corpo de Jesus Cristo ficou naquele estado. Maria está nos tomando na mesma situação em que tomou o Corpo de Jesus. Tomou-nos em seus braços para curar nossas chagas, nossas enfermidades e todos os estragos que a vida, o pecado e o mundo fizeram em nós. Mesmo que exteriormente não pareça, infelizmente, em nosso interior, em nossa alma, em nosso espírito, ficaram todas essas deformações.
Nossa Senhora, ao pé da cruz, quer tomar a cada um de nós em seus braços para nos banhar no Sangue de Jesus. Para nos curar e nos libertar. Tocar uma por uma em nossas chagas. E fazer-nos, realmente, novos. Imagine quantas machucaduras a vida vez em você! Coisas das quais você teve ou não teve culpa. Porém, a vida fez em você.
Quanta gente foi mal amada e rejeitada até pelas pessoas mais importantes, como o pai, a mãe. Quantos de nós fomos “socados” quando éramos crianças. Passamos necessidades. Até fome. Mas, muito mais que fome de alimento, tínhamos fome de amor, necessidade de carinho e de presença, mas não os tivemos.
Não temos culpa dessas marcas todas. Mas carregamos essas feridas. Quantos de nós, pequeninos ainda, já fomos vítimas de paixões humanas. Abusaram de nós. Ensinaram-nos coisas terríveis. Não estou dizendo que haja culpa. Não! Nós acabamos sendo vítimas. Mas é impressionante como isso fica na lembrança! Até as brincadeiras sexuais que fizeram conosco, porque éramos novos, como uma chapa fotográfica muito sensível, tudo ficou gravado. De quando em quando isso volta à nossa lembrança, com pesar, sentimento de culpa e de acusação.
Como fomos estragados pelo álcool, pelas drogas, por amigos e amigas!… Estragados por uma sexualidade malvivida em nossa adolescência e juventude! Estragados em nossos afetos, porque usaram e abusaram de nossa necessidade de amar e ser amados. Quantos de nós carregamos, hoje, uma ferida terrível por causa de maus-tratos de pai e mãe. Por causa de brigas e até separação dos pais… Por causa de adultério, infidelidade… Nós somos uma chaga viva!
Assim como o rosto de Jesus ficou irreconhecível de tanto ir ao chão, o nosso rosto – a nossa identidade, aquilo que somos –, o nosso rosto de filhos de Deus é que foi jogado, violentamente, ao chão. O nosso rosto ficou tão desfigurado, uma chaga viva, a ponto de não se ver em nós a face de filhos de Deus.
Nossa Senhora quer curar tudo isso! Peça que ela venha curá-lo.

(Trecho retirado do livro “Maria – A Mulher do Gênesis ao Apocalipse” de monsenhor Jonas Abib).

A Igreja “está fora de moda”

Vaticano, 18 Set. 12 / 12:07 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan, respondeu com simplicidade e precisão, baseado na vida cotidiana, àqueles que afirmam que que a Igreja é “anacrônica” ou está “fora  de moda”.

Na mais recente publicação de seu blog pessoal no site da Arquidiocese de Nova Iorque, o Cardeal respondeu às críticas que dizem que a Igreja deve “colocar-se ao dia com as novas épocas ou vai perder fiéis!”

Com um claro tom de ironia, o Cardeal comenta que também uns dizem que o Papa Juan XXIII ia iniciar algumas mudanças com o Concílio Vaticano II para “colocar a Igreja em dia”, mas que o “indeciso” Paulo VI e “o polonês de mente fechada” João Paulo II, e o “autoritativo Panzerkardinal” Joseph Ratzinger, agora Bento XVI, “arruinaram tudo com seu conservadorismo!”

A seguir o Cardeal explica que o Papa João XXIII reuniu o Concílio para debater a melhor forma de transmitir a fé “sem comprometer ou diluir sua integridade. E, de acordo aos ensinamentos do mesmo Concílio, é o Papa, unido aos Bispos da Igreja, que proporcionam a genuína interpretação do significado do Concílio”.

O Cardeal explica logo que o que deve adequar-se aos tempos é a forma que a fé é apresentada e que a missão da Igreja e seus ensinamentos não devem ser alterados, mas devem estar conformes à Revelação de Deus na Bíblia, ao direito natural, aos ensinamentos de Jesus e ao Magistério da Igreja (os ensinamentos do Papa e dos bispos).

Para deixar ainda mais claro que os ensinamentos da Igreja não estão “fora de moda”, o Cardeal põe três exemplos concretos.

O primeiro se refere à convivência antes do matrimônio e a vida sexual ativa, que segundo a Igreja pertence apenas ao âmbito do matrimônio. “Tal afirmação, como sabem, é qualificada de tola, imprática e repressiva”.

Entretanto, prossegue o prelado, “não foi um jornal católico –a não ser justamente o contrário– o New York Timas (que no dia 15 de Abril de 2012) informou as sombrias estatísticas de como a convivência antes do matrimônio gera altos graus de infelicidade marital e divórcio!”

O segundo caso é o de uma mulher que procura o seu pároco para pedir consolo porque agora não pode ficar grávida porque, segundo o seu médico, durante 15 anos tomou a pílula anticoncepcional, um tema com o qual alguns se burlavam da Igreja. “A mulher mesmo conclui que o respeito da Igreja pela integridade natural do corpo não está para nada ‘ultrapassado’”.

O terceiro caso é um homem que se aproxima do próprio Cardeal para contar-lhe o seu drama: está velho, sozinho e vai morrer. Deixou a sua esposa e filhos uma década atrás, procurou dinheiro, prestígio, propriedades e uma esposa mais bonita e mais jovem. Anos atrás ele se burlou do sacerdote que lhe advertiu sobre os perigos de “adorar o dinheiro e o prazer”.

“E agora –diz o Cardeal Dolan– o homem está morrendo sozinho, recordando as palavras de Jesus: ‘De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro se ao fazê-lo perde seu alma?’ O homem admite que, no final das contas, a Igreja tinha razão”.

O Arcebispo assinala que “a Igreja ‘não está fora de foco’, mas ao contrário se encontra no meio de tudo e bastante mais adiante de nós porque tem os olhos na eternidade. É uma mãe amorosa e sábia, fundada sobre Aquele que é ‘o Caminho, a Verdade e a Vida’”.

“Ela, a Igreja, não tem que mudar de perspectiva, mas nós temos que mudar de vida. Esqueçam-se de ‘adaptar-se aos novos tempos’ no que diz respeito à fé e à moral. Em vez disso ‘coloquem-se em dia com o eterno!’, concluiu”.

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