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Santo Evangelho (Mt 18, 15-20)

23º Domingo Comum – Domingo 10/09/2017 

Primeira Leitura (Ez 33,7-9)
Leitura da Profecia de Ezequiel:

Assim diz o Senhor: 7“Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome. 8Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte. 9Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém, tu salvarás tua vida.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 94)

— Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!
— Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!

— Vinde, exultemos de alegria no Senhor,/ aclamemos o Rochedo que nos salva!/ Ao seu encontro caminhemos com louvores,/ e com cantos de alegria o celebremos!

— Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!

— Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,/ e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!/ Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,/ e nós somos o seu povo e seu rebanho,/ as ovelhas que conduz com sua mão.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:/ “Não fecheis os corações como em Meriba,/ como em Massa, no deserto, aquele dia,/ em que outrora vossos pais me provocaram,/ apesar de terem visto as minhas obras”.

 

Segunda Leitura (Rm 13,8-10)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:

Irmãos: 8não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei. 9De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “não matarás”, “não roubarás”, “não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, se resumem neste: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. 10O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Mt 18,15-20)

—O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
—PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como um pagão ou um pecador público. 18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Nicolau de Tolentino – eremita

São Nicolau de Tolentino percorria os bairros mais pobres da cidade consolando aos aflitos, levando os sacramentos aos moribundos

O santo de hoje nasceu na Itália em 1245 dentro de uma família muito religiosa. Seus pais, não podendo ter filhos e para conseguir do Céu a graça de que lhes chegasse algum herdeiro, fizeram uma peregrinação ao Santuário de São Nicolau de Mira na cidade de Bari. No ano seguinte, nasceu este menino e em agradecimento ao santo que lhes tinha conseguido o presente do Céu, puseram-lhe por nome Nicolau.

Com vinte anos, Nicolau ficou impressionado com a pregação de um monge eremita agostiniano. A partir disso, acolheu o desafio da vida monástica como eremita. Ordenado sacerdote em 1270, foi visitar um convento de sua comunidade e lhe pareceu muito formoso e muito confortável e dispôs pedir que o deixassem ali, mas ao chegar à capela ouviu uma voz que lhe dizia: “A Tolentino, a Tolentino, ali perseverará”. Comunicou esta notícia a seus superiores, e a essa cidade o mandaram.

Ao chegar a Tolentino se deu conta de que a cidade estava arruinada moralmente por uma espécie de guerra civil entre dois partidos políticos, o guelfos e os gibelinos, que se odiavam até a morte. E se propôs dedicar-se a pregar como recomenda São Paulo: “Oportuna e inoportunamente”. E aos que não iam ao templo, pregava-lhes nas ruas.

São Nicolau percorria os bairros mais pobres da cidade consolando aos aflitos, levando os sacramentos aos moribundos, tratando de converter os pecadores, e levando a paz aos lares desunidos. Passava horas e horas no confessionário, absolvendo aos que se arrependiam ao escutar seus sermões.

São Nicolau de Tolentino viu em um sonho que um grande número de almas do Purgatório lhe suplicavam que oferecesse orações e missas por elas. Desde então dedicou-se a oferecer muitas Santas Missas pelo descanso das benditas almas.

Morreu em 10 de setembro de 1305, e quarenta anos depois de sua morte foi encontrado seu corpo incorrupto.

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

Aceitar Jesus não é mudar de Igreja, mas mudar de vida

http://berakash.blogspot.com.br/2015/11/aceitar-jesus-nao-e-mudar-de-igreja-mas.html

Eu aceito Jesus quando experimento de seu amor e de sua misericórdia e digo SIM a Ele. Sim Senhor, eu quero Te amar acima de todas as coisas, Jesus! Quero, por meio dos meus irmãos, levar Seu amor a quem precisar.
Maria aceitou Jesus quando disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça se em mim segundo a tua palavra”.Mas antes de tudo, aceitar Jesus é dizer não ao mal e ao pecado e a tudo que é contra o plano e projeto de Deus para nós e para o mundo.É encarar o que o Evangelho nos diz e fazer de tudo para segui-lo através do magistério seguro da Igreja.
Por isso, não tenhamos medo de dizer: SOU CRISTÃO, SOU CATÓLICO E ACEITO E RENOVO MINHA EXPERIÊNCIA COM JESUS TODOS OS DIAS!
Aceito Jesus quando reconheço que minha vida é d’Ele, aceito Jesus em cada Santa Missa e todas as vezes que Ele vem até mim na Eucaristia. Eu te aceito Jesus!
Aceitar Jesus – O que é verdadeiramente?

1)- Eu já aceitei Jesus e já me batizei em outra denominação Cristã, preciso aceitar de novo e me re-batizar?
Não!!! Pois isto não tem respaldo nem na bíblia e nem na tradição dos primeiros Cristãos. A palavra de Deus diz em Efésios 4, 4-5: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo…” Aceitar Jesus é uma decisão que se toma uma vez só, é um compromisso que assumimos diante do Senhor e publicamente na Igreja, desde que seja verdadeiro não há necessidade de aceitar novamente. Com relação ao batismo deste que tenha sido na forma ordenada por Cristo em nome da Trindade (Mateus 28, 19), é válido. É evidente que todos os dias devemos estar renovando este nosso compromisso com Deus.

2)- Depois de aceitar a Jesus, eu preciso continuar indo na igreja?
Sim. Muitas pessoas vão à igreja, aceitam o Senhorio de Jesus e depois não voltam mais, isto está errado. Aceitar viver sob o Senhorio de Jesus é apenas o início da nossa caminhada com o Senhor, temos que cultivar e renovar constantemente este nosso compromisso. Veja o que diz em Mateus 24, 13: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”. Perceba que a salvação é condicional à nossa fidelidade a Deus em seu caminho até o fim, e sozinho é muito difícil perseverar.

3)- O que vai mudar na minha vida depois que eu aceitar Jesus?
O primeiro e principal acontecimento será a salvação, todos aqueles que arrependem-se de seus pecados, os confessa e aceitam Jesus como Senhor e Salvador verdadeiramente em seus corações e são batizados, são salvos, e já não pesa mais nenhuma condenação.Veja o que diz em Romanos 10, 9:
“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.
Mas isto não significa que você não tenha que mudar ainda a sua vida, pois inúmeras pessoas aceitam Jesus tendo suas vidas completamente tortas, porém isto será mudado gradativamente com a operação do Espírito Santo na vida desta nova pessoa e sua livre colaboração, pois assim está escrito:
Filipenses 2, 12-16: “Efetuai a vossa salvação com temor e tremor”.

4)- E se não for verdadeira a minha decisão de aceitar Jesus?
Muitas pessoas aceitam Jesus da boca para fora, isto é, não fazem isto com o coração. É importante observar aqui que mesmo que tenha sido de forma inexpressiva, Deus vai considerar a sua decisão, cabendo agora a você assumir ou não, o compromisso diante de Deus. Contudo a salvação só é operada naqueles que aceitarem Jesus de forma verdadeira e só será mantida naqueles que permanecerem nos caminhos do Senhor.

5)- Depois de aceitar Jesus, posso perder a salvação?
Sim. Basta você abandonar o compromisso que fez com Jesus e afastar dos seus caminhos. O que nos revela a palavra de Deus sobre isto?
“Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, bondade para contigo, suposto que permaneça fiel a essa bondade; do contrário, também tu serás cortada” (Romanos 11, 22).
“Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada” (Hb 6, 4-8).
“Aquele, pois, que estar em pé, cuide para que não caia” (1Cor 10, 12).
“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar…” (1Pd 5, 8).
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal (Mateus 7, 21-23).
O próprio Paulo é inseguro da sua própria salvação:
“Com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para frente. Persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo” (Filipenses 3, 11-14).
“Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1Cor 9, 27).

6)- Preciso mudar de denominação Cristã para aceitar Jesus e ser salvo?
Aceitar Jesus é algo que tem que acontecer no coração, é uma experiência marcante, profunda entre você e o Senhor Jesus. Envolve arrependimento, quebrantamento de coração e entrega pessoal e total a Deus no filho por meio da graça do Espírito Santo. Se a sua denominação Cristão está comprometida com a palavra de Deus, prega que seus membros devam buscar a viver em santidade, que precisam obedecer a palavra de Deus, e ao sagrado magistério como nos ordena as escrituras, neste caso específico, não precisa sair, mas cada caso é um caso. Nosso Senhor disse aos apóstolos:
“Quem vos ouve, a mim ouve, e o que vos despreza a Mim despreza” (Lc 10, 16).
E disse a Pedro:
“Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21, 15-18).
E declarou que a Pedro daria as chaves do Reino dos Céus (Mateus 16, 18). Portanto isto é grave e muito relevante a salvação. Não queira cair no pecado do orgulho de satanás. Quem não aceita Pedro, e quem não ouve os apóstolos despreza o próprio Cristo, coisa que o ladrão arrependido não fez. O bom ladrão confessou que Cristo era o Senhor, dizendo:
“Senhor, lembra-te de mim, quando entrares em teu Reino” (Lc 23, 42).
Ele se salvou confessando a Deus, e foi batizado por seu sangue. Porque há também um batismo de sangue. E no juízo final Cristo julgará os homens pela Fé e pela observância da lei de Deus, da qual “nem um só jota será tirado” (Mt 5, 18).E no juízo ele dirá “não vos conheço” para aqueles que não alimentaram a lâmpada da fé com as boas obras. Por isso lhes dirá “Tive fome, e não me destes de comer” (Mt 25, 34-46).
Hereges e filhos do diabo são, pois os que deformam a doutrina e a lei de Deus, ora negando o que Cristo ensinou, ora se atribuindo uma fé que recusa as boas obras. De modo que só se salvam as ovelhas de Cristo, e quem recusa ouvir a Pedro, despreza Cristo, e será punido por ele como filho do demônio.
“Fora da Igreja não há salvação”
O que esta frase quer dizer? Esta sentença é dos grandes Padres da Igreja, como Santo Agostinho (430), São Justino (165), Santo Irineu (200), etc., e mostra que a Igreja é fundamental para a nossa salvação.
Como entender esta afirmação?
De maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça através da Igreja que é o seu Corpo, explica o Catecismo da Igreja:
“Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio Vaticano II] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação”.
Jesus Cristo é o único mediador e caminho da salvação, mas Ele se torna presente para nós no seu Corpo, que é a Igreja. Ele, mostrando a necessidade da fé e do batismo para a nossa salvação [Mc 16, 16 – “Quem crer e for batizado será salvo…”], ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta. Diz o Catecismo que:
“Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja Católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar, ou então perseverar (LG 14)” (Cat. § 846).
Quando a Igreja nos toca pelos Sacramentos, é o próprio Cristo que nos toca. Jesus disse aos Apóstolos (hoje os bispos):
“Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou’ (Lc 10, 16).
Desprezar a Igreja e seu magistério sagrado, é desprezar a Cristo. São Paulo na Carta a S. Timóteo diz que: “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4), e afirma em seguida que:
“A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15).
A Igreja é apostólica: está construída sobre “Os doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap 21, 14); ela é indestrutível (Mt 16, 18); é infalivelmente mantida na verdade (Jo 14, 25; 16, 13; § 869).
Para manter a Igreja isenta de erros de doutrina “Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade” (LG 12; DV 10).
Mas o Catecismo Católico explica que:
“Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com o coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida através do ditame da consciência, podem conseguir a salvação eterna” (§ 848).
Ora o ladrão na Cruz não era Cristão e foi salvo por Cristo, sem proclamar solenemente Cristo como seu único senhor e salvador. Um índio e os povos de uma cultura não Cristã se salvariam, diz a doutrina Católica, se obedecessem toda a lei natural, lei que Deus colocou no coração de cada homem.
Diz São Paulo que aqueles que não podem conhecer a verdade católica por uma situação de ignorância invencível, isto é, que não tinham meio algum de conhecer a Revelação, ELES SERIAM JULGADOS PELA LEI NATURAL, pois obedecendo essa lei natural que todos conhecem, eles se salvariam (Romanos 2, 12-16). Tais pessoas, como o índio, não pertencem ao corpo da Igreja, mas pertencem à alma da Igreja.

7)- Para aceitar Jesus é necessário que eu esteja na igreja ou posso aceitar e ficar na minha própria casa? Cristo Sim, Igreja não?
O grupo que se autodenomina como os “Sem Igreja” (Cristo sim igreja não) se dizem salvos também. E você o que acha? Eles estão salvos ou a Caminho da Condenação?. Se os “sem igreja” estão salvos, tal como aqueles que frequentam denominações, podemos dizer que igrejas protestantes não servem para nada já que não são essenciais para a salvação? Sim ou não?. Qual dos grupos está salvo? Os “Sem Igreja” ou os “Com milhares de Igrejas”?. Se ambos estão salvos, para que então frequentar Igrejas? e ainda tentar fazer proselitismo? Tentando ganhar adeptos para uma denominação?
O QUE NOS DIZ A PALAVRA DE DEUS SOBRE ISTO?
“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hb 10, 25).
Ajuntai-vos, e vinde, todos os gentios em redor, e congregai-vos. Ó Senhor, faze descer ali os teus fortes (Joel 3, 11).
Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor (Salmos 122, 1).
Lc 24, 53: E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus.

8)- É possível aceitar Jesus pelo rádio, TV, ou internet?
Sim. Como visto nas perguntas acima, aceitar Jesus é algo a princípio particular entre você e o Senhor Jesus, portanto não importa o meio que alguém usou para dizer que você precisa aceitar Jesus. Se você sentiu tocado pelo Espírito Santo e deseja se entregar a Jesus poderá ser sim pela internet, rádio, TV, ou qualquer outro meio lícito. Depois é necessário tornar isto público, pois assim nos diz as escrituras:
“E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus, mas quem me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus…” (Lucas 12, 8-9).

9)- QUAL A VERDADEIRA IGREJA “VISÍVEL” QUE CRISTO NOS DEIXOU? Qual igreja devo frequentar?
Apresento cinco Critérios bíblicos para você confirmar:
1. Que Possua Unidade: Consenso de doutrina e crença (Atos 2, 46; Efésios 4, 3.13).
2. Que seja Universal (CATÓLICA): Prega o evangelho no mundo todo e para todos (Hebreus 12, 23; Apocalipse 14, 6; Marcos 16, 15)
3. Que esta Igreja esteja de acordo com a doutrina dos apóstolos (Apostolicidade: Atos 2, 42) – Pergunta que não cala: Teologia da Prosperidade, campanhas, votos e desafios em dinheiro é bíblico? Blasfemar contra a mãe de Deus e aos Santos, faz parte do ensino dos apóstolos? Faça a você mesmo estas perguntas e compare com a atual denominação que você está e seja dócil e obediente a vós de Deus, mesmo que isto lhe custe perder amizades e suas seguranças humanas.
4. NÃO É POPULAR NEM DEMOCRÁTICA – VAI CONTRA O PENSAMENTO DO MUNDO: Contra o aborto, contra a homossexualidade e a depravação sexual, a favor da família constituída por um homem e uma mulher, que favoreça a moral e os bons costumes (Apocalipse 12, 17; Romanos 9, 27 e Lucas 12, 32).
5. Ensina a salvação pela fé em Jesus Cristo, mas acompanhada das BOAS OBRAS: Enquanto os protestantes estão preocupados em decorar trechos bíblicos e ATACAR OS CATÓLICOS, generalizar falhas e buscar controvérsias, etc, os Católicos procuram viver o Evangelho, portanto tire suas conclusões. Os protestantes como revela a palavra de Deus, são muito lentos e retardados no entendimento das coisas de Deus: “Teríamos muita coisa a dizer sobre isso, e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender. A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus” (Hebreus 5, 11-14).
A Religião perfeita é: “A religião pura e verdadeira é esta: Ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e não se manchar com as coisas más deste mundo” (Tiago 1, 26-27).

Onde está escrito na bíblia que Religião não salva ninguém?
Os protestantes não sabem nem ao menos o que dizem, apenas repetem como PAPAGAIOS o que seus FALSOS PASTORES lhe impõem. Ora dizer que a verdadeira religião não salva é negar a própria RELIGIÃO CRISTÃ, pois Cristo disse em João 14, 5: Eu Sou o caminho a verdade e a vida, e NINGUEM VEM AO PAI SENÃO POR MIM… Com esta promessa Cristo estabeleceu a única e verdadeira Religião (Religare) e a confiou a Pedro em Mateus 16, 18. E como poderão salvar-se os que não conhecem Jesus ou consideram verdadeira a sua própria religião? Obviamente neste caso a fé será substituída pelas obras de misericórdia, necessárias também entre os cristãos porque a fé sem obras está morta (Tg 2, 17) e Paulo afirma que a fé só tem valor mediante o amor (Gl 5, 6). Por fim a promessa de Cristo é dirigida aqueles que combinaram a fé com as boas obras: “VINDE BENDITOS DO MEU PAI, tive fome e me deste de beber, nu e me vestistes, preso e fostes me visitar, estrangeiro e me acolhestes… (Mt 25, 31-46). Não agir assim é uma fé vazia, esta que o próprio Cristo combate:
“Este povo me louva com a boca, mas o seu coração está longe de mim…” (Mt 15, 8).
Por fim, a própria passagem que os protestantes adoram citar (incompleta claro), fala da necessidade das boas obras para confirmar a verdadeira fé professada:
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2, 4-10).
Analise na verdade e na sinceridade, e veja em qual Igreja você encontrará estes 5 pontos em um só lugar?Não fiquem espantados com a saída de falsos católicos e a diminuição dos fieis e verdadeiros católicos, pois é preciso que se cumpra as escrituras:
Quando Jesus vier buscar a sua igreja ele não irá levar a maioria, pois será salvo apenas um resto como está profetizado em Romanos 9, 27.
1Jo 2, 19 – “Eles Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas, [saíram] para que se mostrasse que nem todos são dos nossos, nem do número dos eleitos.
“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon…” PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Por que os protestantes e suas lideranças pulam essa parte do Evangelho? – Nunca os vi comentarem sobre esse trecho do Evangelho – Devem sentir-se constrangidos em ter de enfrentar a esta verdade dita pelo Cristo, contradizendo suas pregações de bençolatria, dizimolatria, sucessolatria e seus altos padrões de vida a custo dos ignorantes.
Procure uma paróquia próxima de você, ou algum grupo de oração que siga os cinco critérios acima, e diga ao padre, ou coordenador do grupo que você experimentou da misericórdia de Deus, por meio de seu filho Jesus, ouvindo um programa de rádio, TV ou através da internet, e diga que deseja segui-lo e servi-lo. Procure estar presente nas reuniões de louvor, e serviço. Procure fazer os cursos oferecidos pela paróquia ou grupo de oração, pois são importantes para enriquecer o seu conhecimento de Cristo e de sua vontade, e responder as dúvidas que são muito comuns nesta fase da caminhada cristã.

ALGUNS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS:
As igrejas que conhecemos hoje, com nome, CNPJ e até marca registrada, são instituições fundadas e geridas por homens, elas possuem um papel importante no ponto de vista da organização, e apoio aos crentes na expansão da fé cristã através de trabalhos missionários, pois sem as igrejas e seus missionários, os primeiros Cristãos não teriam sido alcançados pelo evangelho, e consequentemente nós também não, portanto devemos nossa gratidão sim, a todos os Santos missionários do passado e do presente.
Sendo a Igreja uma instituição inspirada por Deus, mas gerida pelo homem, é natural que nela haja falhas, afinal o homem é falho, nos ensina as Sagradas Escrituras:
“não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque” (Eclesiastes 7, 20).
Todas as denominações, sem exceções, têm suas virtudes e também suas falhas, somente “o caminho de Deus é perfeito”, em somente o magistério Petrino, auxiliado pelo Espírito Santo é infalível e somente “a palavra do Senhor é pura” e somente Deus “é um escudo para todos os que nele se refugiam” (Salmo 18, 30).
A igreja que disser não ter defeitos, que seus ministros não pecam, que as palavras ditas nos seus púlpitos são puras, está tentando roubar o papel principal da fé cristã, que é o de Jesus, único perfeito, que é também o autor da salvação (Hebreus 5, 9). Nem sempre as falhas que originam os defeitos nas igrejas são originados com más intenções, nem sempre são premeditadas, o problema é a falibilidade e limitação humana mesmo. Geralmente os dirigentes em sua maioria, estão imbuídos de bons sentimentos e boas intenções. Lógico que há pessoas que por vaidade, politicagem, ganância e poder acham que os fins justificam os meios, há “servos” que agem por interesses próprios, não servindo a Deus, mas a si próprio; estes, porém já receberam seu galardão.

10)- Podemos continuar buscando a Deus em lugares que estão cheio de erros e que conhecemos muitos destes erros?
Como disse acima, não existe igreja e nem grupo perfeito, a busca por uma igreja perfeita seria infinita, porém, existem igrejas maduras e você pode se fixar em qualquer uma delas desde que se sinta acolhido por ela, mas não se iluda, até mesmo as igrejas maduras possuem defeitos, por isso, devemos agir como os crentes de Beréia que se aplicavam em conhecer as Sagradas Escrituras e agir conforme a orientação do apostolo Paulo, que disse:
“examinai tudo, retenha apenas o que é bom” (I Tessalonicenses 21).
Deus se permite ser encontrado por todos que o buscam (Jeremias 29, 13). Então, a princípio, não deixe de buscar a Deus e experimentar de seu amor e de sua misericórdia. Deixe que Espírito Santo seja o teu guia, reze e peça a Deus a direção com sinceridade de coração e Ele será fiel, pois diz a palavra:
“Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir um peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?…” (Lucas 11, 10-13).
Não precisamos necessariamente esperar estar numa igreja para conhecer a Bíblia (principalmente se próximo a você não tem uma ou um grupo de pessoas que se reúnem para partilhá-la comunitariamente), nada impede que você abra sua Bíblia na sua casa, e estude a palavra pura que foi inspirada por Deus (2° Timóteo 3, 16-17) e é rica em verdade que liberta (João 8, 32) o homem do jugo pesado imposto pelos homens que lideram uma igreja ou grupo com fardos pesados que nem eles estão dispostos a carregar, com dízimos interesseiros e exploradores, deturpando a palavra de Deus para seus interesses mesquinhos.
Muitas vezes nós erramos, e somos coniventes com os erros da igreja exatamente por não conhecer as Escrituras (Mateus 22, 29).

11) – Será que Deus está presente “também” na denominação onde Congrego? Caso contrário, o que devemos fazer?
Deus se faz presente onde dois ou três em seu nome se reunirem (Mateus 18, 20). Dei ênfase no “também” porque alguns tomam o próprio lugar de Deus e do Espírito que sopra onde Ele quer, e não onde nós determinamos, pois assim está escrito:
“O Ruah sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai…” (João 3, 8).
Podemos concluir então, que Deus está presente onde dois ou mais se reunirem em seu nome (cf. Mateus 18, 20) mas, já não podemos afirmar com a mesma certeza que todos os líderes destas reuniões estejam com Deus, pois assim está escrito:
“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade…” (Mateus 7, 22-23). Não se espante, pois homem é falho, é corruptível e muitas vezes fazem associações obscuras e incompatíveis com a fé que professa.

O que fazer?
Conte sempre com Deus e com sua Palavra, que é “lâmpada para seus pés e luz para seus caminhos” (Salmos 119, 105) e também trás consolo e esperança (Romanos 15, 4). Mas principalmente sigamos o conselho de Cristo:
“Dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos, disse: Os escribas e os fariseus (Sacerdotes, e bispos) sentaram-se na cadeira de Moisés (No caso Católico na cadeira de Pedro). Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem. Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo. Fazem todas as suas ações para serem vistos pelos homens…” (Mateus 23, 1-5).
Independente de qual igreja você esteja, sempre reze a Deus pelos teus ministros, sacerdotes, bispos, e lideranças Cristãs, e pelos seus ministérios nas igrejas de Deus em geral na face da Terra, para que a vontade Dele seja sempre manifesta e que as ervas daninhas sejam extirpadas do seio da igreja, e assim possamos melhor servir ao Senhor em verdade e em santidade e com sincero coração. Servimos a Deus, não ao homem. Devemos sim honrar e respeitar nossos ministros, mas aquilo que é ensinado por eles se não tem fundamento bíblico, magisterial ou tradicional, deve ser rejeitado e combatido (Gálatas 1, 8).
Hoje em dia, muitos buscam as igrejas motivados por necessidades materiais ou sentimentais, e podem buscar, mas naquela frase, o Mestre atingiu a essência da necessidade humana: o novo nascimento. Sem esta experiência, todas as bênçãos serão inúteis ou de pouco valor. É como se Jesus dissesse a cada pessoa: “Sua vida não tem conserto. Você precisa nascer de novo”. O evangelho não oferece uma simples reforma na vida do homem, mas sim uma nova vida.
O novo nascimento não é reencarnação, mas um nascimento espiritual que acontece quando o indivíduo crê em Jesus Cristo como seu Salvador e o recebe sinceramente no coração pela fé. Podemos ilustrar este conceito bíblico por meio de dois animais: a lagarta e a borboleta. A lagarta é feia, repugnante, tem visão limitada, anda arrastando, é um bicho devorador de plantações e, algumas vezes, nocivo ao ser humano. Como consequência, é temida, desprezada, rejeitada e pisada pelas pessoas. A borboleta, embora não seja uma espécie diferente da lagarta, passou por uma transformação. Agora, ela é bonita, agradável, tem visão mais ampla e consegue voar. A borboleta é admirada, elogiada e sempre bem-vinda em nossos lares.
Podemos comparar a lagarta ao homem sem Cristo, e a borboleta ao homem convertido. Paulo usaria as expressões “velho homem” e “novo homem”. O contraste entre a lagarta e a borboleta é muito grande e essa transformação acontece durante um período intermediário em que o animal toma a forma de crisálida. Ao final do processo, ocorre o que podemos chamar de “novo nascimento”, ou METANOIA (Conversão). Agora, tudo será diferente. Algo semelhante é experimentado por aqueles que recebem a Jesus como Senhor de suas vidas. A conversão, de acordo com a bíblia, não é mudança de religião, mas uma profunda transformação na vida, de dentro para fora. É uma mudança de caráter que afeta também as ações. Isto nos faz lembrar a mudança experimentada por Jacó, que se tornou Israel, e por Saulo de Tarso, que veio a ser o grande apóstolo Paulo. Embora a fase da crisálida seja para o bem, parece morte e sepultamento. A situação do animal parece ter piorado. Antes se arrastava, agora não se move. Antes, tinha companhia, agora há solidão. Antes, devorava tudo, agora tem uma nova fome de Deus. Assim também acontece com as transformações espirituais. Elas podem não ser imediatas, mas sim o fruto de um processo demorado que, a princípio, parece piorar a condição do indivíduo. Jacó saiu mancando do seu encontro com Deus, mas, enquanto doía por fora, o Senhor operava por dentro.
Saulo, quando se encontrou com Jesus, caiu por terra e ficou cego. As coisas pareciam piorar. Ele perdeu suas prerrogativas entre os judeus e não foi recebido logo pelos cristãos. Começou então um período de reclusão, isolamento. Deve ter sido um tempo muito difícil, mas útil para sua preparação espiritual antes de iniciar seu magnífico ministério. Quando termina o tempo da crisálida, uma nova vida começa. A borboleta mudou de nome e de aparência, mas não foi apenas isso. Seu comportamento é outro. Ela passa a frequentar outros ambientes e tem novas companhias. Sua visão agora é superior e até o seu alimento mudou.
Precisamos nos conscientizar do que Deus espera de nós, mesmo sabendo que não o surpreendemos com nossas quedas e fraquezas:
Ele espera por tudo aquilo que Ele mesmo gratuitamente nos deu, aguarda um modo de vida coerente com o novo nascimento. Talvez pensássemos que tudo isso fosse automático, mas não é. Afinal de contas, temos uma nova natureza, mas não perdemos a antiga. Temos duas naturezas que lutam dentro de nós. A borboleta tem condições de voar, mas não perdeu a capacidade de caminhar. Portanto, ela pode escolher abdicar-se de sua nova habilidade, voltando aos antigos ambientes e à velha vida. Quantos cristãos transformados em águias, vivem como se fossem galinhas. São como filhos pródigos entre os porcos. Antes, você era incapaz de vencer o pecado. Agora, pode vencê-lo, mas precisa escolher e re escolher isto todos os dias. Vem a primeira conversão e a fase do testemunho. Depois vem a segunda conversão e a fase do CONTRA TESTEMUNHO, mas quando re escolhemos Deus, o contra testemunho se torna um grande testemunho. Nesta linha de pensamento enquadram-se diversas admoestações de Paulo para as igrejas ao orientar os irmãos no sentido de viverem de acordo com sua nova condição espiritual:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12, 1-3).
“Quanto ao procedimento anterior, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente; e revesti-vos do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade. Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira; nem deis lugar ao Diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia. Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4, 22-32).
“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; nas quais também em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas; mas agora despojai-vos também de tudo isto: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca; não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3, 1-10).
Sempre encontramos pessoas em condição degradante, rejeitadas pela sociedade. Algumas vezes, isto ocorre por causa de crimes que cometeram, ou por um conjunto de outras situações. A nossa tendência é rejeitar e pisar nessas vidas marginalizadas, mas Deus vê potencial nelas. Se receberem o Senhor Jesus em seus corações, experimentarão verdadeira metanoia (Conversão/Mudança).
Assim, aqueles que se convertem pela fé no evangelho são transformados, não com o propósito de serem ricos ou famosos, mas para serem cada vez mais parecidos com o Senhor Jesus Cristo, em comunhão com ele e em obediência aos seus mandamentos. Sabendo que Deus nunca serve o melhor vinho no começo, mas no fim, portanto, paciência com você mesmo(a),e perseveremos até o fim.
“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”

Santo Evangelho (Mt 16, 13-20)

21º Domingo Tempo Comum – Domingo 27/08/2017

Primeira Leitura (Is 22,19-23)
Leitura do Livro do Profeta Isaías:

Assim diz o Senhor a Sobna, o administrador do palácio: 19“Eu vou te destituir do posto que ocupas e demitir-te do teu cargo. 20Acontecerá que nesse dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias, 21e o vestirei com a tua túnica e colocarei nele a tua faixa, porei em suas mãos a tua autoridade; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. 22Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir. 23Hei de fixá-lo como estaca em lugar seguro e aí ele terá o trono de glória na casa de seu pai”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 137)

— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Completai em mim a obra começada!
— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Completai em mim a obra começada!

— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,/ porque ouvistes as palavras dos meus lábios!/ Perante os vossos anjos vou cantar-vos/ e ante o vosso templo vou prostrar-me.

— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Completai em mim a obra começada!

— Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,/ porque fizestes muito mais que prometestes;/ naquele dia, em que gritei, vós me escutastes/ e aumentastes o vigor da minha alma.

— Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres,/ e de longe reconhece os orgulhosos./ Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Eu vos peço: não deixeis inacabada/ esta obra que fizeram vossas mãos!

 

Segunda Leitura (Rm 11,33-36)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:

33Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! 34De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? 35Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? 36Na verdade, tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Mt 16,13-20)

—O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
—PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso, eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho

Santa Mônica nos provou com sua vida que realmente “tudo pode ser mudado pela força da oração”

Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã que lhe entregou – segundo o costume da época e local – como esposa de um jovem chamado Patrício.

Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

Santa Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras. Contudo, a mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”.

Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: “Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.

Santa Mônica, rogai por nós!

O Matrimônio e a Família no Plano de Deus

1. O que ensina a Igreja sobre a família?

A Igreja ensina que a família é um dos bens mais preciosos da humanidade.

2. Por que é um bem tão precioso?

A família é um dom precioso porque forma parte do plano de Deus para que todas as pessoas possam nascer e desenvolver-se em uma comunidade de amor, ser bons filhos de Deus neste mundo e participar na vida futura do Reino dos Céus: Deus quis que os homens, formando a família, colaborem com Ele nesta tarefa.

3. Onde estão revelados os planos de Deus sobre o matrimônio e a família?

Nas Sagradas Escrituras -a Bíblia-, se narra a criação do primeiro homem e da primeira mulher: Deus os criou a sua imagem e semelhança; os fez varão e mulher, os abençoou e os mandou crescer e multiplicar-se para povoar a terra (cf. Gn 1, 27). E para que isto fosse possível de um modo verdadeiramente humano, Deus mandou que o homem e a mulher se unissem para formar a comunidade de vida e amor que é o matrimônio (cf. Gn 2, 19-24).

4. Que benefícios traz formar uma família como Deus manda?

Quando as famílias se formam segundo a vontade de Deus, são fortes, sanas e felizes; possibilitam a promoção humana e espiritual dos seus membros contribuindo à renovação de toda a sociedade e da mesma Igreja.

5. Como ajuda a Igreja aos homens para conheçam o bem da família?

A Igreja oferece sua ajuda a todos os homens recordando-lhes qual é o desígnio de Deus sobre a família e sobre o matrimônio. Corresponde de modo especial aos católicos compreender e dar testemunho dos ensinamentos de Jesus neste campo.

6 . Como é possível realizar plenamente o projeto de Deus sobre o matrimônio e a família?

Somente com a ajuda da graça de Deus, vivendo de verdade o Evangelho, é possível realizar plenamente o projeto de Deus sobre o matrimônio e a família.

7. Por que existem tantas famílias quebradas ou com dificuldades? Por que às vezes parece tão difícil cumprir a vontade de Deus sobre o matrimônio?

Adão e Eva pecaram desobedecendo a Deus e desde então todos os homens nasceu com o pecado original. Este pecado e os que cada pessoa comete tornam fazem que seja difícil conhecer e cumprir a vontade de Deus sobre o matrimônio Por isso Jesus Cristo quis vir ao mundo: para redimir-nos do pecado e para que pudéssemos viver como filhos de Deus nesta vida e alcançar o Céu. É necessária a luz do Evangelho e da graça de Cristo para devolver ao homem, e também ao matrimônio e à família, sua bondade e beleza originais.

8. Quais são as conseqüências para a sociedade por não cumprir o plano de Deus sobre a família e o matrimônio?

Quando a infidelidade, o egoísmo e a irresponsabilidade dos pais com respeito aos filhos são as normas de conduta, toda a sociedade se vê afetada pela corrupção, pela desonestidade de costumes e pela violência.

9. Qual é a situação da família e nossa sociedade?

As mudanças culturais das últimas décadas influenciaram fortemente no conceito tradicional da família. Entretanto, a família é uma instituição natural dotada de uma extraordinária vitalidade, com grande capacidade de reação e defesa. Não todas estas mudanças foram prejudiciais e por isso o panorama atual sobre a família se pode dizer que está composto de aspectos positivos e negativos.

10. Quais aspectos positivos se notam em muitas famílias?

O sentido cristão da vida influenciou muito para que em nossa sociedade se promova cada vez mais: uma consciência mais viva da liberdade e responsabilidades pessoais no seio das famílias; o desejo de que as relações entre os esposos e dos pais com os filhos sejam virtuosas; uma grande preocupação pela dignidade da mulher; uma atitude mais atenta à paternidade e maternidade responsáveis; um maior cuidado com a educação dos filhos; uma maior preocupação pelas famílias para que se relacionem e se ajudem entre si.

11. Quais aspectos negativos encontramos nas famílias do nosso país?

São muitos e todos eles revelam as conseqüências que provoca o rechaço do amor de Deus pelos homens e mulheres da nossa época. De modo resumido podemos indicar: uma equivocada concepção da independência dos esposos; defeitos na autoridade e na relação entre pais e filhos; dificuldades para que a família transmita os valores humanos e cristãos; crescente número de divórcios e de uniões não matrimoniais; o recurso fácil à esterilização, ao aborto e a extensão de uma mentalidade anti-natalista muito difundida entre os matrimônios; condições morais de miséria, insegurança e materialismo; a emergência silenciosa de grande número de crianças de rua fruto da irresponsabilidade ou da incapacidade educativa dos seus pais; grande quantidade de pessoas abandonadas pela falta de famílias estáveis e solidárias.

12. O que podemos fazer para que os sinais negativos não prevaleçam?

A única solução eficaz é que cada homem e cada mulher se esforcem para viver nas suas famílias os ensinamentos do Evangelho, com autenticidade. O sentido cristão da vida fará que sempre prevaleçam os sinais positivos sobre os negativos, por mais que estes nunca faltem.

13. Jesus Cristo nos deu algum exemplo especial sobre a família?

Sim, porque Jesus Cristo nasceu em uma família exemplar; seus pais foram José e Maria. Ele os obedeceu em tudo (cf. Lc 2, 51) e aprendeu deles a crescer como verdadeiro homem. Assim pois, a família de Cristo é exemplo e modelo para toda família.

14. Estes ensinamentos são válidos para a família dos dias de hoje?

Os exemplos da Sagrada Família alcançam os homens de todas as épocas e culturas, porque o único modo de conseguir a realização pessoal e a dos seres amados é criar um lar onde a ternura, o respeito, a fidelidade, o trabalho, o serviço desinteressado sejam as normas de vida.

15. Quem deve sentir-se responsável por fortalecer a instituição familiar?

Cada homem é responsável de uma maneira ou de outra pela sociedade em que vive, e portanto da instituição familiar, que é o seu fundamento. Os casados, devem responder pela família que formaram para que seja segundo o desígnio de Deus: os que permanecem solteiros, devem cuidar daquela na qual nasceram. Os jovens e adolescentes têm uma particular responsabilidade de prepararem-se para construir estavelmente sua futura família.

Fonte: Catecismo da família e do matrimônio
Padres Fernando Castro e Jaime Molina  

 

Se nos amamos e vamos nos casar, por que não podemos ter relações?
“A relação sexual dentro do matrimônio defende a integridade do amor: seja a dos cônjuges entre si, seja o amor deles para com o fruto natural do matrimônio: o filho”
Roma,  12 de Agosto de 2013  (Zenit.org)  Pe. Anderson Alves

Essa é uma pergunta que alguns namorados cristãos comprometidos se fazem. Se eles sentem um amor real, por que não podem expressá-lo num gesto de intimidade que poderia ajudar a crescer o afeto entre os dois? Se a união corporal será comum dentro de pouco tempo, por que não iniciá-la quando o amor parece já ser maduro? Certamente, a maioria dos cristãos aceita que uma relação realizada por pessoas que mal se conhecem é irresponsável e pecaminosa. Mas não seria exagerado dizer o mesmo do ato realizado por namorados sinceros, fiéis e que estão (quase) decididos a se casar?

Para responder a essa questão é preciso lembrar que a Igreja não tem autoridade para mudar o que Deus revelou. A Palavra de Deus é sempre viva e eficaz, é uma luz que guia nossos passos. E ela ensina: “O corpo não é para a fornicação, e sim para o Senhor, e o Senhor é para o corpo”; “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo”[1]. Esses textos expressam o valor altíssimo do corpo humano, que é templo do Espírito Santo, e não algo que possa ser usado ou abusado. E a fornicação (ato sexual fora do casamento) é um ato pecaminoso, porque reduz o valor do corpo humano ao de uma coisa, a algo utilizável. As relações sexuais não são meros atos físicos, mas devem ser expressão de algo mais profundo: a doação total e incondicional de uma pessoa a outra. E essa doação é real e se concretiza com o pacto matrimonial. Por isso, o ato sexual é bom quando busca o bem do casal e está aberto à transmissão da vida[2]. Esses são os dois fins do matrimônio.

Mas como aceitar isso nos nossos dias? Há algum motivo racional que poderia convencer-nos da verdade desses ensinamentos? Cremos que há vários motivos. Apresentamos agora alguns.

1. A relação sexual dentro do matrimônio defende especialmente a mulher e o possível fruto dessa relação: o filho. Se a geração de um filho se dá antes do matrimônio, o que geralmente ocorre? Esse novo ser passa a ser visto mais como um problema do que como um dom. Pois a concepção de um filho não obriga ao homem (o pai) a se casar. Se o pai é reto e tem um sentido apurado de justiça, manterá suas obrigações financeiras para com esse filho e para com a mulher. Mas isso não basta para a criança. Cada filho tem o direito de nascer dentro de um matrimônio sólido, no qual os pais busquem a felicidade juntos. Dentro do matrimônio, o filho é seu fruto natural, está protegido social e juridicamente e é naturalmente visto como um dom, e não como um fruto indesejável;

2. Em geral, quem vive a castidade no namoro terá menos dificuldades de viver a fidelidade ao matrimônio. Hoje em dia, o “permissivismo” moral é grande. A “educação sexual” transmitida pelos meios de comunicação e, às vezes, pelas escolas, diz somente: “faça o que você quiser, desde que seja com preservativos e escondido dos seus pais”. Para vencer nesse ambiente hostil e irresponsável é necessária uma verdadeira educação à castidade, que é a proteção do amor autêntico. E o período de namoro serve para isso: para que o casal cresça no conhecimento mútuo, elabore projetos comuns e adquira virtudes indispensáveis para a vida matrimonial. Se o casal vive bem esse período, sem chegar a ter intimidades próprias da vida matrimonial, passará por uma verdadeira escola de castidade e de fidelidade. Constatamos que pecar contra a castidade antes do matrimônio é tão fácil quanto pecar contra a fidelidade dentro dele. Assim, estará mais preparado para viver a fidelidade quem se preparou bem antes, vivendo a castidade no namoro;

3. O amor matrimonial não se reduz a um exercício físico, mas é a comunhão total de vida. Certa vez, disse Chesterton: «Em tudo que vale a pena, até em cada prazer, há um ponto de dor ou tédio que deve ser preservado, para que o prazer possa reviver e durar. A alegria da batalha vem depois do primeiro medo da morte; a alegria em ler Virgílio vem depois do tédio de aprendê-lo; o brilho no banhista vem depois do choque gelado do banho do mar; e o sucesso do casamento vem depois da decepção com a lua-de-mel»[3]. O que diz esse autor, que foi um homem bem casado por muitos anos, é uma verdade comprovável. O prazer do ato sexual certamente existe, mas não é tudo na vida matrimonial. O ato sexual é, como todo ato humano, sempre ambíguo, pois ao mesmo tempo em que realiza quem o faz, causa certa frustração, porque o coração humano é feito para o infinito e não se contenta com atos singulares. Todo jovem deve reconhecer isso, que faz parte de todo processo de maturação, e o ideal é que isso ocorra dentro do matrimônio. Só quem supera a “decepção” inicial pode ser feliz no matrimônio, pois a felicidade vem de Deus, do amor fiel e responsável renovado diariamente em atos de doação mútua. O amor não é o mesmo que o prazer, mas é uma entrega voluntária e fiel, que supera todas as dificuldades.

4. Boa parte dos casais que fazem planos sérios de casamento acabam por se separar antes que isso se realize. Nem o namoro e nem o noivado dão ao casal o mesmo nível de comprometimento um com o outro que só dá o matrimônio. Por isso, quem tem relações sexuais antes do casamento corre o sério risco de se entregar a alguém com quem, ao fim, não se unirá sacramentalmente. E tal pecado sempre marca profundamente a alma e traz sérias consequências (principalmente afetivas), ainda que seja plenamente perdoado por Deus após uma boa Confissão.

Nos tempos atuais as pessoas “usam” o sexo como se fosse um jogo. E o que ocorre? Cada vez menos pessoas adquirem a capacidade de fazer escolhas definitivas, cada vez menos pessoas se casam. O ato matrimonial, ao qual Deus quis unir um prazer sensível, deve produzir um prazer superior, de natureza espiritual: a alegria de saber que se está cumprindo a vontade de Deus. E o ato de gerar um filho é algo de milagroso, no qual se dá a união das partes materiais provenientes dos pais e a criação de uma nova alma humana, diretamente por Deus. O prazer que os pais têm ao saber que estão colaborando com Deus é algo único.

A resposta à pergunta diz, portanto, que o amor não é somente um sentimento vago, nem mesmo se reduz ao prazer. Mas é algo bem prático e exigente, que implica a vontade concreta de colaborar com os planos de Deus, que concebeu o ato matrimonial como a expressão perfeita de uma doação integral de duas pessoas, um homem e uma mulher, colaborando assim com a mesma obra criadora de Deus.

[1] 1Cor 6, 13 e 18; cfr.: Tob 4, 13; At 21, 25; Ef 5, 3.
[2]  Cfr. Catecismo da Igreja Católica, § 2361-2363.
[3] Chesterton, O que há de errado no mundo, EditoraEcclesiae,Campinas2012.

 

Festa de Santo Inácio de Loyola

Igreja Romana de Jesus
Quarta-feira, 31 de julho de 2013

Boletim da Santa Sé Tradução: Jéssica Marçal

Nesta Eucaristia na qual celebramos o nosso Pai Inácio de Loyola, à luz das leituras que escutamos, gostaria de propor três simples pensamentos guiados por três expressões: colocar no centro Cristo e a Igreja; deixar-se conquistar por Ele para servir; sentir a vergonha dos nossos limites e pecados, para ser humilde diante Dele e dos irmãos.

1. O brasão de nós Jesuítas é um monograma, significa “Iesus Hominum Salvator” (IHS). Cada um de vós poderá dizer-me: sabemos disso muito bem! Mas este brasão nos recorda continuamente uma realidade que não devemos nunca esquecer: a centralidade de Cristo para cada um de nós e para toda a Companhia, que Santo Inácio quis propriamente chamar de “de Jesus” para indicar o ponto de referência. Além disso, também no início dos Exercícios Espirituais, coloca-nos diante do nosso Senhor Jesus Cristo, do nosso Criador e Salvador (cfr EE, 6). E isto leva todos nós Jesuítas e toda a Companhia a sermos “descentralizados”, a ter adiante o “Cristo sempre maior”, o “Deus sempre maior”, o “intimior intimo meo“, que nos leva continuamente para fora de nós mesmos, leva-nos a uma certa kenosis, a “sair do próprio amor, querer e interesse” (EE, 189). Não é descontada a pergunta para nós, para todos nós: Cristo é o centro da minha vida? Coloco verdadeiramente Cristo no centro da minha vida? Porque há sempre a tentação de pensar estarmos nós no centro. E quando um Jesuíta coloca a si mesmo no centro e não Cristo, erra. Na primeira Leitura, Moisés repete com insistência ao povo para amar o Senhor, para caminhar pelos seus caminhos, “porque é Ele a tua vida” (cfr Dt 30, 16.20). Cristo é a nossa vida! À centralidade de Cristo corresponde também a centralidade da Igreja: são dois focos que não se pode separar: eu não posso seguir Cristo se não na Igreja e com a Igreja. E também neste caso nós Jesuítas e toda a Companhia não estamos no centro, estamos, por assim dizer, “movidos”, estamos a serviço de Cristo e da Igreja, a Esposa de Cristo nosso Senhor, que é a nossa Santa Mãe Igreja Hierárquica (cfr EE, 353). Ser homens enraizados e fundados na Igreja: assim nos quer Jesus. Não pode haver para nós caminhos paralelos ou isolados. Sim, caminhos de busca, caminhos criativos, sim, isto é importante: ir rumo às periferias, às tantas periferias. Por isto requer criatividade, mas sempre em comunidade, na Igreja, com esta pertença que nos dá coragem para seguir adiante. Servir Cristo é amar esta Igreja concreta, e servi-la com generosidade e espírito de obediência.

2. Qual é o caminho para viver esta dupla centralidade? Olhemos para a experiência de São Paulo, que é também a experiência de Santo Inácio. O Apóstolo, na Segunda Leitura que escutamos, escreve: esforço-me para correr rumo à perfeição de Cristo “porque também eu fui conquistado por Jesus Cristo” (Fil 3,12). Para Paulo, aconteceu no caminho de Damasco, para Inácio na sua casa de Loyola, mas o ponto fundamental é comum: deixar-se conquistar por Cristo. Eu procuro Jesus, eu sirvo Jesus porque Ele me procurou primeiro, porque fui conquistado por Ele: e este é o coração da nossa experiência. Mas Ele é o primeiro. Em espanhol, há uma palavra que é muito gráfica, que o explica bem: Ele nos “primeireia”, “Ele nos primeireia”. É o primeiro sempre. Quando nós chegamos, Ele já chegou e nos espera. E aqui gostaria de chamar a meditação para o Reino da Segunda Semana. Cristo, Nosso Senhor, Rei eterno, chama cada um de nós dizendo-nos: “quem quer vir comigo deve trabalhar comigo, para que seguindo-me no sofrimento, siga-me também na alegria” (EE, 95): Ser conquistado por Cristo para oferecer a este Rei toda a nossa pessoa e todo o nosso cansaço (cfr EE, 96); dizer ao Senhor querer fazer tudo pelo seu maior serviço e louvor, imitá-lo no suportar também as injúrias, desprezo, pobreza (cfr EE, 98). Mas penso no nosso irmão na Síria neste momento. Deixar-se conquistar por Cristo significa estar sempre voltado para o que está na frente, em direção à meta de Cristo (cfrFil 3,14) e perguntar-se com verdade e sinceridade: O que tenho feito por Cristo? O que faço por Cristo? O que devo fazer por Cristo? (cfr EE, 53).

3. E chego ao último ponto. No Evangelho Jesus nos diz: “Quem quer salvar a própria vida, a perderá, mas quem perder a própria vida por causa de mim, a salvará… Quem se envergonhar de mim…” (Lc 9, 23). E assim vai. A vergonha do Jesuíta. O convite que faz Jesus é de não envergonhar-se nunca Dele, mas de segui-lo sempre com dedicação total, confiando Nele. Mas olhando para Jesus, como nos ensina Santo Inácio na Primeira Semana, sobretudo olhando o Cristo crucificado, nós sentimos aquele sentimento tão humano e tão nobre que é a vergonha de não estar no alto; olhamos para a sabedoria de Cristo e à nossa ignorância, à sua onipotência e à nossa fraqueza, à sua justiça e à nossa iniquidade, à sua bondade e à nossa maldade (cfr EE, 59). Pedir a graça da vergonha; vergonha que vem do contínuo diálogo de misericórdia com Ele; vergonha que nos faz corar diante de Jesus Cristo; vergonha que nos coloca em sintonia com o coração de Cristo que se fez pecado por mim; vergonha que coloca em harmonia o nosso coração nas lágrimas e nos acompanha no seguimento cotidiano do “meu Senhor”. E isto nos leva sempre, como indivíduos e como Companhia, à humildade, a viver esta grande virtude. Humildade que nos torna conscientes a cada dia de que não somos nós a construir o Reino de Deus, mas é sempre a graça do Senhor que age em nós; humildade que nos impele a colocarmos todo o nosso ser não a serviço próprio ou das nossas ideias, mas a serviço de Cristo e da Igreja, como vasos de argila, frágeis, inadequados, insuficientes, mas nos quais há um tesouro imenso que levamos e que comunicamos (2 Cor 4, 7). A mim sempre agradou pensar no pôr-do-sol do jesuíta, quando um jesuíta termina a sua vida, quando ele se vai. E a mim vêm sempre dois ícones deste pôr-do-sol do jesuíta: um clássico, aquele de São Francisco Xavier, olhando a China. A arte o pintou tantas vezes este pôr-do-sol, este final de Xavier. Também a literatura, naquele belo pedaço de Pemán. No final, sem nada, mas diante do Senhor; isto a mim faz bem, pensar nisto. Outro pôr-do-sol, outro ícone que me vem como exemplo é aquele de Padre Arrupe no último diálogo no campo dos refugiados, quando nos tinha dito – uma coisa que ele mesmo dizia – “isto o digo como se fosse o meu canto de cisne: rezem”. A oração, a união com Jesus. E depois de ter dito isto, pegou o avião, chegou a Roma com l’ictus, que deu início àquele pôr-do-sol tão longo e tão exemplar. Dois pôr-do-sol, dois ícones que a todos nos fará bem olhar, e tornar a estes dois. E pedir a graça de que o nosso pôr-do-sol seja como o deles.

Queridos irmãos, dirijamo-nos à Nossa Senhora, Ela que levou Cristo em seu ventre e acompanhou os primeiros passos da Igreja, nos ajude a colocar sempre no centro da nossa vida e do nosso ministério Cristo e a sua Igreja; Ela que foi a primeira e mais perfeita discípula de seu Filho, nos ajude a deixar-nos conquistar por Cristo para segui-Lo e servi-Lo em cada situação; Ela que respondeu com a mais profunda humildade ao anúncio do Anjo: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38), nos faça provar a vergonha pela nossa insuficiência diante do tesouro que nos foi confiado, para viver a humildade diante de Deus. Acompanhe o nosso caminho a paterna intercessão de Santo Inácio e de todos os Santos Jesuítas, que continuam a ensinar-nos a fazer tudo com humildade, ad maiorem Dei gloriam.

Santo Inácio de Loyola – 31 de Julho

‘Sermão sobre Santo Inácio de Loyola’
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Santo Inácio de Loyola: Soldado de Cristo  
“Ele será um dia o defensor, o sustentáculo, o ornamento da Igreja; será reformador do mundo. Por ele, a luz do Evangelho será levada às mais longínquas nações” (testemunho do primeiro confessor de Santo Inácio).
Pe. Ignacio Montojo Magro, EP  

Muito já se escreveu sobre as vaidades do jovem Inácio de Loyola, anteriores à sua conversão. Menos apregoadas e de maior utilidade para nossos dias são as maravilhas que Deus operou nele e por ele.
Nascido em 1491, época em que as grandes navegações alargavam as fronteiras do mundo, o espírito irrequieto e turbulento de Inácio preferia os riscos da guerra a uma vida ociosa na corte.
Em combate na defesa de Pamplona, teve uma perna fraturada por um projétil. Submeteu-se a penoso tratamento, findo o qual notou que a perna ficara deformada. Ordenou, então, aos médicos que a quebrassem e consertassem. Não lhe sendo satisfatório o resultado dessa cirurgia, mandou fazer outra, pois não queria aparecer manco ante as donzelas da corte.
Essa têmpera de caráter e força de vontade, seu espírito insaciável de grandezas, tudo deve ser visto na perspectiva da grandiosa missão que a Providência lhe reservara de Fundador da Companhia de Jesus.
No período de convalescença, ocupou-se em ler os dois únicos livros existentes no castelo: a Vida de Cristo e a Vida dos Santos. Tocado pela graça divina, ele perguntou-se: “Por que não faço eu o que fizeram São Francisco e São Domingos? Se eles realizaram tão grandes feitos, por que não posso realizá-los também?”
Não formemos, pois, um juízo sobre Inácio, no seu ponto de partida, pois o que mais importa é a segunda fase de sua vida, sobretudo, o final de sua carreira.

Mudança de vida  
Uma vez recuperado, o jovem guerreiro estava decidido a penitenciar-se de seus pecados, pôr-se ao serviço de Deus e fazer por Ele grandes coisas, seguindo os exemplos dos Santos.
Uma noite, ele se prostrou diante de uma imagem da Virgem Maria e ofereceu-se a Jesus como seu fiel soldado. Ao concluir esta “consagração”, ouviu-se um grande estrondo no interior do castelo de Loyola, o qual foi abalado até os fundamentos. O quarto de Inácio foi mais violentamente atingido. Em suas altas paredes, produziu-se uma larga rachadura, existente até hoje. Era o demônio a manifestar sua fúria, na previsão dos terríveis golpes que sua malfazeja obra receberia da Companhia de Jesus.
O Capitão de Loyola estava com a mente povoada de exemplos lidos nas vidas de Cristo, de São Francisco, São Domingos, São Bruno e São Bento. Seu único anelo era, doravante, fazer por Deus grandes coisas. Ante esta manifestação extraordinária do espírito das trevas, ele tomou a resolução definitiva: “O que os santos fizeram, eu prometo, com a graça de Deus, fazê-lo também”. Não são mais as proezas da cavalaria profana que o atraem, mas esta santa emulação com os santos, no anseio de realizar grandes feitos “para a máxima glória de Deus”.
Naquela noite, apareceu-lhe a Santa Virgem com o Menino Jesus, durante um notável espaço de tempo. Após essa visão, ele sentiu que todas as imagens de sua vida passada lhe foram apagadas da alma. Desde então, jamais consentiu em qualquer tentação contra a virtude da pureza.
Iniciando sua nova vida, partiu em peregrinação para o Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, onde fez uma confissão geral, após a qual trocou suas preciosas vestes pelas de um mendigo e depositou sua espada no altar de Nossa Senhora. A partir de então, só se ocuparia do serviço de Deus.

Comunicações divinas  
O próprio Divino Redentor se ocupou, por vias extraordinárias, de sua formação religiosa.
Certo dia, Santo Inácio estava na escadaria da igreja dos Dominicanos e recitava o ofício da Santíssima Virgem. De repente, o seu espírito foi arrebatado até ao seio de Deus, e lhe foi dado compreender o incompreensível mistério de um Deus único em três pessoas distintas. Ao sair da igreja, falou aos religiosos sobre este mistério numa linguagem sublime. Ninguém duvidava de que ele havia recebido luzes sobrenaturais. “Jamais algum doutor da Igreja falou tão eloqüentemente e com tanta clareza sobre este mistério!” — exclamavam admirados.
Durante um êxtase, Deus lhe infundiu um tal conhecimento das Sagradas Escrituras que, mesmo se elas desaparecessem, ele não hesitaria em sustentá-las à custa do seu sangue!
Voltando a si de outro êxtase — que durou oito dias, durante os quais não tomou alimento algum nem mudou de posição — exclamava embevecido: “Oh Jesus! Oh Jesus!” A quem lhe perguntava sobre este colóquio com Deus, limitava-se a responder: “É inexprimível!” Seus biógrafos são de opinião que nesse êxtase Deus revelou ao Santo os Exercícios Espirituais e o plano da Companhia de Jesus.

Nasce a Companhia de Jesus  
Santo Inácio partiu para Roma, onde passou a Semana Santa visitando as igrejas da Cidade Eterna e recebeu a bênção do Soberano Pontífice, Adriano VI. Ele sabia que Deus o destinava à fundação de uma Companhia de Apóstolos. Para isto, queria recrutar discípulos entre estudantes jovens e de valor. Pôs-se, então, a estudar as ciências humanas, passando pelas Universidades de Barcelona, Alcalá, Salamanca e Paris.
Em breve, o Santo reuniu em torno de si um grupo de escol: Pedro Fabro, Francisco Xavier, Diogo Laynes, Afonso Salmerón, Simão Rodrigues e Nicolau Bobadilha. Feitos os Exercícios Espirituais, todos mostraram-se dispostos a sacrificar tudo pela máxima glória de Deus. A 15 de agosto de 1534, pronunciaram os votos religiosos na igreja de Montmartre. Após esse solene ato, os novos apóstolos sentiam-se tão felizes que não mais podiam separar-se. Constituía-se assim o primeiro esboço da Companhia de Jesus.
A 8 de janeiro de 1537, Santo Inácio achava-se em Veneza, com seus discípulos, de onde os enviou a Roma. Pedro Ortiz, ex-professor em Paris, era embaixador do Imperador Carlos V junto ao Papa. Sabendo que os jovens professores da Universidade de Paris vinham pedir a bênção apostólica ao Soberano Pontífice, encarregou-se de lhes obter a audiência, elogiando suas virtudes e ciência pouco comuns. O Papa logo quis vê-los durante o jantar, ocasião em que foram convidados a tomar parte numa discussão.
Eles trataram com tão grande ciência e talento as questões propostas, e apresentaram os argumentos com tanta humildade, que Paulo III, não podendo conter sua admiração, abraçou-os dizendo: “Alegro-me de ver unida a tanta ciência tamanha modéstia”. Em seguida abençoou-os e deu aos que ainda não eram sacerdotes autorização para receberem as sagradas Ordens.

Atividade apostólica baseada na santidade de vida  
Decidiram, a partir daí, fazer apostolado nas cidades onde as universidades atraíam os jovens. Francisco Xavier e Bobadilha foram para Bolonha, Simão Rodrigues e Lejay para Ferrara, Broet e Salmerón para Siena, Codure e Hoces para Pádua. Santo Inácio dirigiu-se a Roma com Fabro e Laynez.
Pedro Ortiz obteve para Santo Inácio uma audiência com o Sumo Pontífice, que acolheu com alegria a proposta dos novos apóstolos, cujo zelo e ciência já haviam adquirido tanta reputação. O Papa quis lançá-los em atividade sem demora. Ao Pe. Laynez confiou a cadeira de Escolástica no Colégio Sapiência, e ao Pe. Fabro a de Escritura Sagrada. Quanto ao Pe. Inácio, encarregou-o do ministério apostólico em Roma, cujos costumes tinham grande necessidade de reforma.
Santo Inácio pregava os Exercícios Espirituais em público, obtendo em pouco tempo uma reforma geral dos costumes. Os novos apóstolos eram estimados e procurados por grandes e pequenos, graças à unção de sua palavra e santidade de suas vidas.

Virtudes próprias de Fundador e Superior Geral  
Na quaresma de 1538, Santo Inácio convocou seus filhos a Roma para a ereção definitiva da Companhia em Ordem Religiosa. Todos se apressaram a obedecer-lhe.
Apresentada a Paulo III as Constituições, o Papa as acolheu com estas palavras: “O dedo de Deus está aí”. A nova Ordem foi erigida por uma bula de 27 de setembro de 1540. Em 19 de abril de 1541, Santo Inácio foi aclamado Superior Geral da Companhia. Ele tudo vigiava e orientava. Estava ao corrente de tudo o que interessava a cada uma das casas da Ordem. Informava-se até dos progressos dos alunos de todos os colégios da Companhia. Os professores prestavam-lhe contas todas as semanas. Os trabalhos dos alunos eram vistos por ele. Lia tudo e fazia examinar esses escritos por outros.
Dirigia a casa de Roma, correspondia-se com os superiores das casas espalhadas pelo mundo, ocupava-se dos colégios, tratava os negócios da Igreja com o Papa e os Cardeais, mantinha correspondência com os soberanos da Europa, dirigia novas fundações, tudo isso sem interromper suas obras de misericórdia na Cidade Eterna, de que sempre dava exemplo aos seus discípulos. Pergunta-se, com razão, se isso é possível sem milagre. Deus multiplicava os prodígios em favor do Santo, para o desenvolvimento da Companhia.
Em Santo Inácio, conjugavam-se a flexibilidade com a firmeza, a sensibilidade com a disciplina, o arrojo com a prudência; a humildade não se opunha ao destemor na defesa da Santa Igreja; o despojamento de si mesmo era irmão do amor ao próximo. Todos estes aparentes antagonismos brilhavam na vida do Fundador. Requisitos, aliás, indispensáveis a uma instituição jovem que se desenvolvia com grande pujança em oposição à onda libertária que tudo procurava arrastar em sentido contrário.
Um seu discípulo narra que qualquer pessoa triste ou angustiada, ao aproximar-se dele, logo recobrava a paz de espírito e a verdadeira alegria. Sabia quando algum discípulo seu estava passando por dificuldade ou provação, e o confortava. Tinha o discernimento certeiro para a seleção dos candidatos a membros da Companhia. Era inflexível quanto à disciplina. Num dia de Pentecostes, chegou a expulsar doze noviços.
Mas estava longe de ser uma pessoa impulsiva. Pelo contrário, tinha tudo medido, pesado e contado. Às vezes adiava a execução de uma penalidade, ponderando: “Convém dormir sobre o caso”. Outras vezes dizia: “É preciso acomodar-nos aos negócios que não podem acomodar-se a nós; é necessário sabermos entrar pela porta de certas pessoas, a fim de as fazer sair pela nossa”.

Método pessoal de cativar e conduzir as almas  
Um noviço japonês, enviado a Roma por São Francisco Xavier, era tratado com extrema indulgência por Santo Inácio. Deu-lhe os encargos mais suaves, recomendando-lhe que o avisasse quando estivesse muito fatigado.
A um noviço italiano, de olhar muito vivo e aberto, o Santo disse: “Irmão Domenico, por que não procura fazer ler nos seus olhos a modéstia com que Deus aprouve adornar-lhe a alma?” Com estas poucas palavras, Domenico se corrigiu.
Às vezes o Santo era de uma severidade espantosa com alguns Padres veteranos, que ele estimava de todo o coração, querendo aperfeiçoá-los ainda mais pelo exercício da humildade.
Certo dia encontrou-se, no corredor do Colégio, com um jovem sorridente e alegre. O Santo perguntou-lhe:
— Por que andas sempre sorrindo?
— Sou feliz por estar em vossa Companhia! — respondeu ele.
— Continua sempre assim, pois a tristeza não cabe no serviço de Deus — disse o Santo, após abençoá-lo.
Tal jeito inaciano de cativar e atrair as gentes para a Igreja de Cristo era um eficaz instrumento de que se servia a graça divina para reaquecer no amor de Deus as almas que a heresia protestante havia esfriado na Fé.
É talvez por isso que, apenas com 16 anos de fundação, a Companhia de Jesus contava já com mais de 1000 membros, ocupando 100 casas, em 10 províncias.
O Padre Gonçalves da Câmara dizia: “Nesses tempos em que todos são obrigados a restringir-se, é um milagre da Providência a existência das nossas casas vivendo unicamente da caridade”.

Pronunciou pela última vez o santo Nome de Jesus e voou para Deus  
Chegou o ano de 1556. O grande combatente havia travado nesta terra, com argúcia e energia admiráveis, a gloriosa luta em defesa da Fé. Na Europa, seus filhos espirituais reconquistavam para a Igreja milhões de almas desgarradas pela heresia. Nos outros continentes, os missionários jesuítas, sempre infatigáveis e insaciáveis de almas a salvar, levavam a luz da Fé a milhões de infelizes pagãos. Sua obra estava consolidada, Deus resolveu chamá-lo a Si, para dar-lhe a “recompensa demasiadamente grande”.
No dia 30 de julho, Santo Inácio chamou o Padre Polanco e lhe disse:
— Chegou o momento de mandar dizer a Sua Santidade que estou prestes a morrer, e lhe peço humildemente sua bênção, para mim e para um dos nossos Padres, que não tardará a falecer também. Diga ainda a Sua Santidade que, depois de ter orado muito por ele neste mundo, continuarei a fazê-lo no Céu, se lá a divina Bondade se dignar receber-me.
— Os médicos não vos julgam tão mal como pensa… Posso adiar a incumbência para amanhã? — perguntou o Pe. Polanco.
— Faça como quiser, abandono-me à sua vontade — respondeu o Santo.
No dia 31, após receber a bênção apostólica, Santo Inácio pronunciou pela última vez o santo Nome de Jesus e sua alma voou para Deus. Foi canonizado em 12 de março de 1622. A bula de canonização menciona duzentos milagres operados por sua intercessão.
Eis o perfil de um Santo que poderia ter cantado, no ponto terminal de sua carreira, estas palavras do Magnificat: “O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome…”
Este é Santo Inácio de Loyola!

 

«Tinha alma maior que o mundo», diz Gregório XV na Bula de canonização e, na oração litúrgica do Santo, diz a Igreja que o Santo teve como missão propagar a maior glória do seu nome. A característica do ideal apostólico de Santo Inácio está na promoção da maior glória, que foi a substância verdadeira da sua atividade. A maior glória diante da simples glória; o ato intenso em oposição ao remisso, o assinalar-se e distinguir-se no serviço do Rei Eterno, que está bem longe do mero contentar da alma; o afeiçoar-se intensamente e fazer oblações de maior estima e momento, procurando sempre todo o serviço e glória da sua Divina Majestade.
A vida de santo Inácio divide-se em três períodos que refletem a grandeza da alma, a ascensão constante até ao cume. Nos trinta primeiros anos – 1491 a 1521 – foi cortesão e pecador, soldado vão e doidivanas. Desde 1521 até 1540 fez-se penitente, estudante e peregrino do ideal da maior glória de Deus.
Em 1540 e até à morte, que se deu em 1556, Inácio chega à posse do ideal e toma-se o capitão da Companhia de Jesus, legislador e vencedor em muitas batalhas. O mais novo de doze irmãos «era rijo e valente, muito animoso para empreender coisas grandes, de nobre ânimo e liberal, e tão engenhoso e prudente nas coisas do mundo, que naquilo em que se metia e a que se aplicava, mostrava-se sempre para muito». «Começando a ferver-lhe o sangue», «brioso e de grande ânimo», deu-se desde o começo a todos os exercícios de armas, procurando «avantajar-se» acima de todos os iguais, com desejo de alcançar nome de «valoroso».
Para os seus sonhos de ambição humana encontrou protetor no nobre cavaleiro de Arévalo, João Velázquez de Cuellar, contador maior de Castela. De pajem sobe a oficial do Duque de Nájera, vice-rei de Navarra. Um dia vai sozinho pelo passeio duma rua e diante dele vem uma «fila» de gente que não lhe cede a passagem, mas o empurra contra a parede. Inácio puxa da espada e arremete contra todos, disposto a matar e a morrer em defesa da sua honra. Sitiada Pamplona pelos Franceses, Inácio está ali como capitão. O perigo é grande. Não há sacerdote e ele pede perdão a Deus e confessa os seus pecados a um companheiro.
Tanta é a sua fé de cristão! O comandante Herrera e outros capitães querem render-se. Inácio interpõe-se e o seu valor impõe a resistência até ao fim. Só ao cair ferido por uma bala de canhão, se rende Pamplona ao inimigo francês. Caído o corpo, a alma continua de pé. Teve de sofrer tratamentos dolorosos; os ossos desencaixados houveram de ser reconduzidos ao lugar próprio. «Nunca disse palavra, nem mostrou outro sinal de dor senão apertar muito os punhos». Tinha-lhe ficado um osso «encavalado» noutro, de maneira que as pernas não estavam iguais. E leva a que lhe cortem o osso, com dor mais viva que a das curas, “a fim de poder usar uma bota muito justa e polida”. Quiseram-no atar, mas opôs-se. Em seguida foi necessário alongar-lhe a perna; para isso sujeitou-se a uma espécie de cavalete ou ecúleo.
Na longa convalescença de Loiola, cai-lhe providencialmente nas mãos a vida de Cristo e dos Santos. A alma começa a abrir-se-lhe para um mundo novo de grandeza. Se na noite do mundo, queria ser o primeiro, agora no dia da conversão precisa também de sobressair. “São Francisco fez isto, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isto, pois eu tenho também de o fazer”. Mesmo antes da confissão geral, que lhe levou três dias, não o preocupavam tanto os pecados, quanto o fazer coisas grandes por Deus.
Para imitar os Santos, deixa a casa e os vestuários ricos, e esconde-se numa cova, nos hospitais; veste um saco de penitência, deixa crescer o cabelo e até as unhas; faz sete horas de oração ao dia e passa uma semana completa sem provar nem beber nada. Durante uma noite inteira vela armas de pé, diante da Senhora dos seus novos ideais e amores, Nossa Senhora de Monserrate, e realiza uma peregrinação à Terra Santa, sem nada desde o joelho para baixo. Em Barcelona é espancado e fica meio morto; ao deitarem-no, os amigos vêem que o seu vestuário interior é um asperíssimo saco.
Em 1535, ao tratarem-no, encontram-lhe as costas feridas e meio podres, por causa de tantas disciplinas. Tinha pensado em ficar na Terra Santa para a conversão dos Turcos, mas foi vontade de Deus que voltasse, e compreendeu em Barcelona que devia estudar por causa do apostolado. Entrou em aulas de latim com meninos de dez e doze anos, quando ele contava 33; ao mestre, que usava de certas considerações, pediu de joelhos para castigá-lo todas as vezes que não soubesse a lição.
Para os estudos de filosofia e teologia, peregrinou até Alcalá, Salamanca e Paris, exercitando o apostolado e a pregação, dando esmolas a estudantes pobres com o dinheiro que mendigava para a sua vida.
O ideal da maior glória de Deus vai tomando cada dia formas mais concretas. Os primeiros companheiros de Alcalá e Salamanca deixam-no; é em Paris que vai encontrar os que hão de ser capitães da Companhia de Jesus, que ele dirigirá como general. O primeiro que se lhe juntou, para nunca o deixar, foi Pedro Fabro, depois Xavier, e em seguida Laínez, Salmerón, Simão Rodrigues e Bobadilla.
A 15 de Agosto de 1534 fazem os primeiros votos em Montmartre, Paris, e nasce a Companhia de Jesus, que é confirmada por Paulo III em 1540. O conceito de santo Inácio sobre o mundo é guerreiro. Em Deus está o Imperador, tudo deve convergir para a sua glória. O Generalíssimo, na terra, é o papa; por isso, coloca aos pés do Sumo Pontífice a sua Companhia e dispõe que ela pronuncie um quarto voto de «especial obediência ao Sumo Pontífice no que se refere a missões entre hereges e pagãos». Era necessário conquistar os novos povos descobertos e reconquistar os antigos paganizados.
Requeriam-se batalhas e requeriam-se soldados que trabalhassem muito, comessem pouco, dormissem mal e lutassem de contínuo. «O fim desta Companhia não é somente ocupar-se, com a graça divina, da salvação e perfeição das almas próprias, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição das do próximo». Sob o governo de santo Inácio desde 1540 até 1556, em que morre em Roma, a Companhia de Jesus consolida-se e expande-se; combate as primeiras e mais gloriosas batalhas pela maior glória de Deus.
É a última das religiões, mas o primeiro dos missionários, Xavier, leva a fé até ao centro do Japão; outros espalham-se pelas ilhas da Oceânia, nunca visitadas pelo zelo apostólico; outros chegam ao Indostão, Brasil e Etiópia. Fabro santifica com os exercícios de santo Inácio a camada mais alta das cortes do Imperador, do Rei de Portugal e do Príncipe dom Filipe. Laínez e Salmerón assombram com o talento e sabedoria a mais augusta assembléia do orbe, o Concílio Tridentino. Abrem-se colégios e universidades em toda a Europa, e em Roma os Colégios Romano e Germânico para a formação de apóstolos. Em 1544, já a comunidade do colégio de Coimbra subia a 45 membros.
Ao morrer Santo Inácio, a 31 de Julho de 1556, deixava um milhar de filhos, que se havia de multiplicar com o tempo. Estão espalhados por todo o mundo, sob as ordens diretas do Papa, animados pelo zelo e grandeza de alma de Inácio, que a meditação do Rei Temporal resume: «Os que mais se quiserem afeiçoar e assinalar em todo o serviço do seu Rei eterno e Senhor universal, não somente oferecerão as suas pessoas ao trabalho, mas também, indo contra a sua própria sensualidade e contra o seu amor carnal e mundano, farão oblações de maior estima e momento… que eu quero e desejo e é minha determinação deliberada, contanto que seja vosso maior serviço e louvor, imitar-vos em passar todas as injúrias e todo o vitupério e toda a pobreza tanto atual como espiritual».

 

EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS de Santo Inácio de Loyola
Nasceu em Loiola na Cantábria (Espanha), em 1491; viveu primeiramente na corte e seguiu carreira militar. Depois, consagrando-se totalmente ao Senhor, estudou teologia em Paris, onde reuniu os primeiros companheiros com quem mais tarde fundou, em Roma, a Companhia de Jesus (Os Jesuítas). Exerceu intensa atividade apostólica não apenas com os seus escritos, mas formando discípulos que muito contribuíram para a reforma da Igreja. Morreu em Roma no ano de 1556.

Maneira de rezar um texto da Bíblia – como sugere Santo Inácio de Loyola
1. Escolha um lugar e hora para sua leitura orante. Pode ser que você aproveite o horário do almoço do seu serviço e vá a uma Igreja que fique aberta. Pode ser que você reze na sua casa, diante de uma simples estampa, de uma vela acesa. O importante é que você arrume um ambiente que ajude você a estar em oração.
2. Lembre-se! Por detrás e pela frente ele – nosso bom Deus – nos abrange (Sl 139/138). Em boa paz, acomode-se e acolha sua Presença amorosa e sábia.
3. Faça a oração preparatória, como os discípulos: “Ensina-nos a rezar!” Santo Inácio sugeria pedir ao Pai: Senhor, que todas as minhas orações e ações estejam voltadas somente para Ti!
4. Assuma com ele de dar o tempo que você combinou para a leitura orante. Se tiver tentação de diminuir, porque hoje não está “tão gostoso” como ontem, aumente um minutinho o tempo, mas nunca diminua! Sugerimos de 15 a 30 minutos cada dia.
5. Crie também um ambiente interno para sua oração! Santo Inácio chamava este momento de “composição de lugar”. Cada passagem do Evangelho vai pedir uma diferente: o presépio, uma casa humilde, um campo, a beira de uma estrada, uma feira livre, uma sala de uma casa rica, o Calvário. Vamos ajudar você em cada leitura. O importante é que você irá deixando que o que diz a Palavra de Deus “evangelize” também sua imaginação.
*Então você tome o texto da Bíblia. Leia todo, mas com calma, uma primeira vez. Pare um pouco: faça o pedido de graça, que aquele Evangelho sugere. Varia conforme o que Jesus quer mostrar.
*Depois leia de novo a passagem. Desta vez, versículo por versículo. Pare a cada versículo lido. Preste atenção ao “barulhinho” que ele faz lá dentro de você. Ou repare na “pequena chama” que o Espírito de Jesus acendeu dentro de você. Aprenda com seu coração. Diga para Jesus ou para o Pai ou para Maria ou para José ou para aquela mulher pecadora ou aquele discípulo o que seu coração falar!
*Terminando o tempo, agradeça o tempo, diga amais alguma coisa que você queira, responda a alguma inspiração ou apelo que você percebeu e se despeça rezando, com carinho, o Pai Nosso ou Alma de Cristo ou Ave Maria, conforme o caso e você preferir.
*É muito bom anotar, depois, a alguma coisa mais importante que foi dada a você: uma iluminação, uma inspiração, um apelo. Parece muita coisa de uma vez só? Não se impressione! Queremos ajudar a ir seguindo com sossego este bom caminho. Você vai ver como irá longe!
LEITURA: Lc 10, 38-42: Jesus entrou num povoado, e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Ela tinha uma irmã, Maria, a qual se sentou aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com os muitos afazeres da casa. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda, pois que ela venha me ajudar!” O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.
No seu lugar e na sua hora de oração, abra com carinho a Bíblia e leia o texto!
Faça sua oração preparatória: Senhor eu esteja somente com meu coração voltado para escutar teu ensinamento!
Composição de lugar: com os olhos da imaginação, veja Jesus na sala da casa de seus amigos, Lázaro, Maria e Marta (Jo 11,1). Imagine um rancho grande do interior. Pense como “gente da roça” sabe receber os amigos! Marta toma a frente, para que tudo saia bem. Lázaro deve ter ido matar uns frangos ou um cabrito para assar. Jesus está com seus acompanhantes, discípulos e discípulas.
Você é discípulo, discípula? Vá chegando! Fique à vontade!. Jesus fala e Maria de Betânia escuta e aprende! Hoje você também é como Maria de Betânia: quer ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida e aprender com ele como é ser cristão.
Aproveite para fazer seu pedido de graça: Jesus, você disse que somente os puros de coração têm a felicidade de ver a Deus. Limpa meu coração de todo egoísmo, falta de solidariedade, raiva, ressentimento para que eu possa ver você, Bom Jesus!
Oração: Abri Senhor, os meus lábios para bendizer o vosso santo nome. Purificai o meu coração de todos os pensamentos vãos, desordenados e estranhos. Iluminai o meu entendimento e inflamai minha vontade para que possa rezar digna, atenta e devotamente esta oração, e mereça ser atendido na presença da vossa divina Majestade. Por Cristo, nosso Senhor Amém.
Ó Deus, que suscitastes em vossa Igreja Santo Inácio de Loiola para propagar a maior glória do vosso nome, fazei que, auxiliados por ele, imitemos seu combate na terra, para partilharmos no céu sua vitória. Por Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Santo Inácio de Loiola rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 16, 13-19)

São Pedro e São Paulo, Apóstolos – Domingo 02/07/2017 

Primeira Leitura (At 12,1-11)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. 4“Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos. 😯 anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 33)

— De todos os temores/ me livrou o Senhor Deus.
— De todos os temores/ me livrou o Senhor Deus.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/ Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

 

Segunda Leitura (2Tm 4,6-8.17-18)
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo: 6Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Evangelho (Mt 16,13-19)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Bernardino Realino, salvava almas para Deus

Durante sua linda caminhada de fé e testemunho, descobriu sua vocação, renunciou a tudo e entrou com 35 anos na Companhia de Jesus

Diante da vida do santo de hoje, poderíamos afirmar que nada tinha para chegar aos altares, até que passou a ter tudo, pois decidiu-se por Jesus. Bernardino Realino nasceu em Capri, próximo a Nápoles, em 1530, numa família religiosa que o promoveu para os estudos de Direito, o qual exerceu em Nápoles.

Como era de costume na época, o jovem andava armado com um punhal, até que diante de um desentendimento feriu gravemente um adversário, e por isso fugindo de complicações jurídicas e vingança, foi para o Norte da Itália.

Ao entrar na carreira política e administrativa, Bernardino progrediu, chegando a ser prefeito em muitas cidades. Jesus entrou em sua vida através de um sacerdote jesuíta, que falou sobre a riqueza da vida cristã e seus deveres. Desta maneira, Bernardino começou a rezar com empenho o Santo Terço, que o arrancou de todo indiferentismo religioso.

Durante sua linda caminhada de fé e testemunho, descobriu sua vocação, renunciou a tudo e entrou com 35 anos na Companhia de Jesus. Encaminhou-se ao Sacerdócio, exercendo-o na cidade de Lecce.

Como exemplo e reflexo do Bom Pastor, São Bernardino Realino no confessionário, pregação e direção espiritual salvava almas para Deus e com Deus, que o levou para o Céu com 86 anos.

São Bernardino Realino, rogai por nós!

 

São Pedro e São Paulo Apóstolos, principais líderes da Igreja Cristã Primitiva

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

Bebidas alcóolicas e festas de igreja

D. Orlando Brandes condena o uso de bebidas alcoólicas nas festas de igreja. Firma sua posição sobre doze itens que manifestam a inconveniência de fomentar o alcoolismo.

Como bispo de Joinville (SC), D. Orlando Brandes (hoje Arcebispo de Aparecida, SP) escreveu uma Carta aos seus diocesanos pela qual condena o uso de bebidas alcoólicas nas festas de igreja. O texto chegou a PR Pergunte & Responderemos – 531/2006

 

O USO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS NAS FESTAS DE IGREJA
O alcoolismo é uma doença. É a primeira e a mais consumida de todas as drogas. É alarmante o índice de jovens, mulheres e adultos dependentes do álcool. Mortes no trânsito, violência familiar, infidelidade conjugal e doenças derivantes do álcool, são conseqüências negativas do hábito ou da dependência de bebidas alcoólicas. Grande parte do setor de ortopedia dos hospitais é ocupada por acidentados alcoolizados. Os gastos públicos são astronômicos, e poderiam ser evitados se houvesse mais conscientização.
As escolas e estádios proibiram o uso de álcool em suas festas. A CNBB promoveu e apoiou a Pastoral da Sobriedade e coordenou a Campanha da Fraternidade “Vida Sim, Drogas Não”. No texto-base está dito pela CNBB: “A pior das drogas é o alcoolismo”. Não podemos em nossas festas lucrar com dinheiro da pior das drogas e com festas mundanas, que levam o nome de “festa de igreja”.
Depois de três anos de conscientização, através de reuniões, assembléias pastorais, conselhos de pastoral e o aval do clero, a Assembléia Diocesana de Pastoral votou unanimemente em favor das festas sem álcool. Doze razões foram elencadas em carta enviada às comunidades para aprofundamento da questão. Eis os doze pontos:
1. O alcoolismo é uma doença. Nós somos pela defesa da vida, da saúde e da boa convivência humana. O quinto mandamento da lei de Deus manda: “Não matarás”. O álcool mata o alcoólatra e muitas vezes ele mata os irmãos em casa, nas festas, no trânsito e nas brigas.
2. O alcoolismo já está atingindo a juventude, as mulheres e também pessoas da Igreja. Não podemos continuar dando mau exemplo em nossas Igrejas e colaborar com o prejuízo das pessoas.
3. Temos na CNBB e nas Dioceses a Pastoral da Sobriedade. Na diocese de Joinville, temos a Pastoral Antialcoólica. Permitir bebidas nas nossas festas é um contra-testemunho e uma contradição com estas Pastorais.
4. Não somos contra as festas. Pelo contrário; o que queremos é que nossas festas sejam verdadeiramente religiosas, sadias, agradáveis, num espírito de família e de boa convivência. Nos lugares onde foram tiradas as bebidas alcoólicas, as festas melhoraram em tudo.
5. Para tirar as bebidas alcoólicas, é preciso implantar bem o dízimo nas comunidades. Onde o Dízimo é bem organizado, melhorou em muito o lado econômico da comunidade e pode-se então abolir as bebidas alcoólicas das festas sem prejuízo financeiro. O segredo está na boa implantação da Pastoral do Dízimo.
6. As festas com bebidas alcoólicas, mais a contratação de músicos, cantores e conjuntos musicais, acabam sendo muito dispendiosas. E a maior parte do lucro não fica na comunidade. Não podemos mais continuar apoiando coisas do mundo, nas festas religiosas. “Detesto vos¬sas festas, tornaram-se uma carga que não suporto mais” (Is 1, 14).
7. O povo e a comunidade, aprovam a abolição das bebidas alcoólicas em nossas festas. Quem ainda quer fazer festa com bebidas alcoólicas são as lideranças mais antigas, que não conhecem as novas experiências, de festas sem álcool. Algumas vezes pessoas da Igreja também não estão ainda bem convencidas no assunto. Geralmente quem bebe, são pessoas que não freqüentam a comunidade. Elas aparecem nas festas, depois não participam da comunidade.
8. As Paróquias e comunidades que já tiraram as bebidas alcoólicas de suas festas, começaram primeiro conscientizando a comunidade, e paralelamente implantaram a Pastoral do Dízimo. Algumas fizeram uma votação, ou melhor, um plebiscito. Tudo deu certo. O povo está feliz, e as finanças aumentaram, sem as bebidas alcoólicas nas festas.
9. Tirando as bebidas alcoólicas, estamos dando bom exemplo para outras religiões, colaborando com a saúde pública, sendo coerentes com nossa fé e nossas Pastorais.
10. Após alguns anos de conscientização, a Assembléia Diocesana de Pastoral, em 2005 votou pela abolição de bebidas alcoólicas em festas de igreja. Padres e lideranças, devem dar oportunidade de conscientização da comunidade sobre este assunto.
11. “Não vos embriagueis, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5, 18). A experiência tem mostrado que suco de uva e outras bebidas substituem as bebidas alcoólicas. Para maior clareza, decidimos que, se alguém aluga salões da igreja para casamentos e outros encontros, consideramos que tais festas não são promoção da igreja e por isso o uso de bebidas alcoólicas é da responsabilidade dos encarregados da festa.
12. Percebemos também que nas comunidades onde o Pároco assume a responsabilidade de tirar as bebidas alcoólicas, o povo aceita e as lideranças se rendem. Onde o Padre fica neutro ou é contra, é quase impossível a mudança do hábito.

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Ano A

Por Mons. Inácio José Schuster

Este ano, a Solenidade de São Pedro e de São Paulo, Apóstolos, coincide com o domingo, substituindo a liturgia do domingo comum correspondente a este dia. É uma oportunidade para celebrar mais festivamente esta solenidade que nos recorda dois grandes personagens da história da nossa fé cristã, ou seja, os dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. Neles encontramos um exemplo para a nossa vida, não esquecendo que são nossos intercessores diante de Deus. A liturgia tem uma missa de vigília, não havendo nada que impeça somente a celebração da missa do dia. As orações próprias (especialmente a coleta) acentuam esta idéia: “por meio dos apóstolos São Pedro e São Paulo, comunicastes à vossa Igreja os primeiros ensinamentos da fé”; e pedem que “a Igreja se mantenha sempre fiel à doutrina daqueles que foram o fundamento da sua fé”. O prefácio desta solenidade é de grande beleza, pondo em paralelo os dois apóstolos: “Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo, e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel, e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração”. Pedro foi o primeiro dos apóstolos. Não é o primeiro na ordem cronológica, mas sim o primeiro no grupo dos discípulos. No Evangelho desta solenidade, Jesus diz. “Tu és Pedro: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (missa do dia). Pelo fato de Pedro ter sido o primeiro do grupo dos Doze, hoje, o Papa é considerado o sucessor de Pedro. Simão era um pescador, um homem simples, mas um homem apaixonado que viu em Jesus o sentido da sua vida; por isso, seguiu-O. Frágil como nós, experimentou a dificuldade de reconhecer a fé e negou Jesus por três vezes, mas depois, como nos diz o livro dos Atos dos Apóstolos, deu testemunho de Jesus (1ª leitura da vigília), até entregar a sua vida, sendo feito prisioneiro (1ª leitura do dia) e morrendo mártir em Roma. Paulo é o outro grande Apóstolo. Não conheceu Jesus e durante muitos anos foi um perseguidor dos cristãos. Todos sabem como Saulo se converteu e como descobre a fé em Jesus, transformando-se no grande apóstolo dos gentios – daqueles que não eram judeus – pregando o Evangelho por toda a região mediterrânea com as suas viagens e com as suas cartas. Paulo será preso e martirizado em Roma. As suas cartas, tantas vezes proclamadas nas nossas celebrações, ajudam-nos a conhecer o seu carisma e a sua mensagem. Na 2ª leitura desta solenidade, narra-nos como foi chamado e enviado por Jesus (vigília), como também nos fala da entrega total da sua vida pela causa do Evangelho, com a ajuda de Deus, confiando de que receberá o prêmio no dia em que se apresentar diante do Senhor, justo juiz (dia). Pedro e Paulo são os dois grandes apóstolos, são os fundamentos da Igreja. Esta solenidade deve fortalecer a nossa fé. Pedro e Paulo foram dois homens simples, cada um com a sua história, com as suas fraquezas e dificuldades, mas também foram testemunhas firmes de Jesus, até dar a vida no martírio em Roma. De Pedro e de Paulo procede a nossa fé que se foi transmitindo de geração em geração na unidade da Igreja. Nós somos homens e mulheres simples, frágeis, por vezes com dificuldade em acreditar e em ser autênticos discípulos de Jesus. Mas em Pedro e Paulo encontramos um modelo, um exemplo, ânimos para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, verdadeiros membros da Sua Igreja. Por intercessão de Pedro e de Paulo, rezemos pela Igreja, pelo Papa, pelos Bispos, por todos os cristãos do mundo para que permaneçamos firmes na fé. No Evangelho da missa do dia, Jesus pergunta aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”. Os discípulos respondem: “Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias, ou algum dos profetas”. Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Então Simão Pedro tomou a palavra e disse: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. Hoje, Jesus repete-nos a pergunta: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Cada um terá de dar uma resposta. Para mim, quem é Jesus? Como Pedro, podemos afirmar que Jesus é o Senhor, o Filho de Deus, Aquele que dá sentido à nossa vida, Aquele em quem podemos encontrar as raízes mais profundas do nosso ser. Que a profissão de fé de Pedro e de Paulo seja hoje exemplo e bálsamo para que cada um de nós faça da vida uma verdadeira profissão de fé.

 

FAZER UM ENCONTRO PESSOAL COM JESUS
Padre Roger Luis

A Igreja hoje celebra a solenidade de São Pedro e São Paulo. Eles são os dois pilares da Igreja. “No dia seguinte, João estava lá, de novo, com dois dos seus discípulos. Vendo Jesus caminhando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus”! Os dois discípulos ouviram esta declaração de João e passaram a seguir Jesus. Jesus voltou-se para trás e, vendo que eles o seguiam, perguntou-lhes: “Que procurais?” Eles responderam: “Rabi ( que quer dizer Mestre ), onde moras?” Ele respondeu: “Vinde e vede”! Foram, viram onde morava e permaneceram com ele aquele dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido a declaração de João e seguido Jesus. Ele encontrou primeiro o próprio irmão, Simão, e lhe falou: “Encontramos o Cristo!” ( que quer dizer Messias )Então, conduziu-o até Jesus, que lhe disse, olhando para ele: “Tu és Simão, filho de João. Tu te chamarás Cefas!” (que quer dizer Pedro). No dia seguinte, ele decidiu partir para a Galiléia e encontrou Filipe. Jesus disse a este: “Segue-me”! (Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro). Filipe encontrou-se com Natanael e disse-lhe: “Encontramos Jesus, o filho de José, de Nazaré, aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, bem como os Profetas”. Natanael perguntou: “De Nazaré pode sair algo de bom?” Filipe respondeu: “Vem e vê”! (João 3, 35-46). André apresentou Jesus a Pedro, um Cristo completo, um Jesus que faz milagres, mas também que sofreu e morreu na cruz. E essa é a missão da Canção Nova, apresentar um Messias com tudo que Ele é. Jesus ao se encontrar com Pedro, muda toda a sua vida, muda a sua história, Pedro deixa os seus sonhos para fazer aquilo que está no coração do Senhor. Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos discípulos: “Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas”. “E vós”, retomou Jesus, “quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus então declarou: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Em seguida, recomendou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo (Mateus 16, 13-20). Quem é Jesus para você, quem Jesus na sua família? Você tem mostrado com sua vida quem é Jesus? Você tem proclamado com a sua vida, que Jesus é o messias? Jesus que Pedro declara como filho de Deus é um Cristo inteiro, que vem trazer milagres, prodígios que veio para que tivéssemos um encontro pessoal com Ele e nossa vida fosse transformada. Ele veio libertar os pobres sim, mas não podemos reduzir sua missão somente a isso, Ele veio para que tivéssemos um encontro com Ele. Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama se espalhou por toda a região. Ele ensinava nas sinagogas deles, e todos o elogiavam. Foi então a Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, no dia de sábado, foi à sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, encontrou o lugar onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor”. Depois, fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele. Então, começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” (Lucas 4, 14-21). Jesus disse: “Em mim se cumpre essa profecia de Isaías é libertar os pobres, curar os que estão cegos fisicamente, mas também espiritualmente.” Jesus tem um novo tempo para sua vida. Um tempo de graça, de restauração para sua vida. Pois foi isso que ele veio trazer. São Pedro em sua primeira pregação disse que Jesus de Nazaré era um homem credenciado pelos sinais e milagres que Ele fez. A igreja toda tem o direito de experimentar o Cristo por inteiro que nos visita e nos toca. No tempo em que vivemos se nossa evangelização não for carismática, não vamos atingir as pessoas que estão imersas no pecado. Hoje os discursos são tão grandes para que paremos de falar sobre as curas, os milagres de Jesus que eu me questiono se estou errado, mas a Palavra de Deus me dá um respaldo. E eu toco nos milagres do Senhor. E eu entendo a via da perseguição, e eu vou continuar pregando, pois o Senhor me deu um espírito de coragem e não de covardia. Eu me questiono se as pessoas que estão sofrendo não tem o direito de vivenciar os milagres do Senhor, mas a Palavra de Deus vem em meu socorro, em Atos dos Apóstolos está escrito que Pedro e João foram presos por fazerem um milagre, mas a comunidade deu suporte a eles, orando para que crescessem os milagres e prodígios. O desejo de Jesus é que as pessoas experimentem a graça dos prodígios e milagres, que esses acontecimentos se multipliquem. Uma coisa que tem sumido é o temor de Deus, basta ver como o pecado hoje está naturalizado. Muitos não se preocupam dizendo que Deus é misericordioso, mas a misericórdia de Deus é a justiça. Precisamos proclamar Jesus na sua totalidade. Jesus é o mesmo de ontem, de hoje e de sempre e Ele continua realizando milagres e prodígios. E você tem o direito de experimentar esse Cristo que Pedro e Paulo experimentaram. Cegos recobram a vida, paralíticos andam, mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada, mas depende muito de você. Você quer? Depende de você querer e entender esse mistério. Saulo perseguia aos cristãos, mas Jesus entrou na sua vida e o transformou completamente. Quando nós nos abrimos a experiência com Cristo, ele renova, muda toda nossa vida. Não importa o que você era antes, como vivia, se era alguém frio na sua fé, que não acreditava que Jesus poderia fazer algo na sua vida, mas agora Deus começou a te convencer que você pode ter um vida reta. O que fez a diferença na vida de Pedro e Paulo foi o encontro pessoal com Jesus. Ele está operando também na sua vida, não tenha medo do que o Senhor fará em sua vida. Jesus Cristo quer te libertar, te dar vida nova, foi isso que os pilares da Igreja experimentaram. Nós não pregamos poesia, pregamos o evangelho. Não temos medo porque nos experimentamos o Espírito Santo que nos libertou do medo, que nos deu um avivamento. Saulo recebeu o Espírito Santo quando Ananias impôs suas mãos sobre ele. Pedro ficou cheio do Espírito quando foi batizado no cenáculo junto com Maria, e após esse batismo ele fez um pregação e se converteram 3 mil pessoas, ele com certeza não pregou poesia. Que hoje você experimente os milagres e prodígios que Deus tem para você.

 

ONDE ESTÁ PEDRO, AÍ ESTÁ A IGREJA!
Padre Bantu Mendonça

Estamos diante da questão da identidade de Jesus. Perante isto, dois títulos se confrontam: “Filho do Homem” e “Cristo”. Jesus, com frequência, identifica-se como o “Filho do Homem”. Por outro lado, os discípulos originários do Judaísmo identificam Jesus como o “Cristo”. O “Filho do Homem” é uma expressão que aparece quase uma centena de vezes no profeta Ezequiel, exprimindo a condição humana -comum e frágil- de alguém que coloca toda sua confiança em Deus. “Cristo”, que é sinônimo de Messias ou Ungido, é um título aplicado abundantemente a Davi, ou a um seu descendente, no Antigo Testamento, estando associado à idéia de um chefe poderoso e dominador. Nós, católicos, temos a certeza e o orgulho de sermos a única Igreja cristã, edificada sobre fundamento rochoso, sobre Pedro (ver Mt 7, 24). Daí que nos orgulhamos em afirmar: “Onde está Pedro, aí está a Igreja!” (Santo Ambrósio). Deixemos a primeira pergunta “Quem dizem os homens que sou eu?” e respondamos à segunda pergunta “E vós, quem dizeis que eu sou?” Hoje não é suficiente a resposta de Pedro: “O Messias, o esperado de Israel”. A nossa resposta deveria ser: O Filho de Deus encarnado, que se entregou e morreu por mim. (ver Gl 2,20) Por isso, vivemos a vida presente pela fé no Filho de Deus. Na verdade, essa imagem de Cristo que todos nós levamos dentro – desde o nosso Batismo – está, ou destroçada ou escurecida. Como poderemos ser apóstolos se não sentimos Sua presença dentro de nós? Como “vender um produto” do qual não estamos nós, os vendedores, convencidos? A resposta de Jesus dada a Simão indica que a nossa resposta, admitindo Seu senhorio total como Messias e como Filho de Deus, é também um dom do céu e que ela merece um makarismo especial. Não seremos os chefes, como Pedro, mas a Igreja estará fundada em nós e em nossas famílias. Além de Cristo como figura central, temos Pedro como figura destacada, por duas razões: por sua fé em Jesus e por sua lista de serviços como chefe da comunidade. A revelação de confessar Jesus como Messias, Filho de Deus, é um dom do Pai e isso serve para todos nós. A chefia da comunidade eclesial é própria dele e continua em seus sucessores através dos séculos. A eles pertence o poder das chaves, jurídico e doutrinal, como o entende a Igreja Católica. Não foi dado este poder aos outros discípulos e, portanto, devemos distingui-lo do poder evangelizador e de governo dado ao resto dos apóstolos, do qual todos nós participamos como discípulos e missionários de Jesus Cristo com uma missão específica. Que os dois pilares da Igreja PEDRO e PAULO, intercedam por cada um de nós a fim de que – verdadeiramente – exercendo as nossas tarefas diárias, professemos a nossa fé em Cristo, Filho do Deus Vivo.

 

A Solenidade de São Pedro e de São Paulo, Apóstolos é uma oportunidade para celebrar festivamente esta solenidade que nos recorda dois grandes personagens da história da nossa fé cristã, ou seja, os dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. Neles encontramos um exemplo para a nossa vida, não esquecendo que são nossos intercessores diante de Deus. A liturgia tem uma missa de vigília, não havendo nada que impeça somente a celebração da missa do dia. As orações próprias (especialmente a coleta) acentuam esta idéia: “por meio dos apóstolos São Pedro e São Paulo, comunicastes à vossa Igreja os primeiros ensinamentos da fé”; e pedem que “a Igreja se mantenha sempre fiel à doutrina daqueles que foram o fundamento da sua fé”. O prefácio desta solenidade é de grande beleza, pondo em paralelo os dois apóstolos: “Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo, e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel, e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração”. Pedro foi o primeiro dos apóstolos. Não é o primeiro na ordem cronológica, mas sim o primeiro no grupo dos discípulos. No Evangelho desta solenidade, Jesus diz. “Tu és Pedro: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (missa do dia). Pelo fato de Pedro ter sido o primeiro do grupo dos Doze, hoje, o Papa é considerado o sucessor de Pedro. Simão era um pescador, um homem simples, mas um homem apaixonado que viu em Jesus o sentido da sua vida; por isso, seguiu-O. Frágil como nós, experimentou a dificuldade de reconhecer a fé e negou Jesus por três vezes, mas depois, como nos diz o livro dos Atos dos Apóstolos, deu testemunho de Jesus (1ª leitura da vigília), até entregar a sua vida, sendo feito prisioneiro (1ª leitura do dia) e morrendo mártir em Roma. Paulo é o outro grande Apóstolo. Não conheceu Jesus e durante muitos anos foi um perseguidor dos cristãos. Todos sabem como Saulo se converteu e como descobre a fé em Jesus, transformando-se no grande apóstolo dos gentios – daqueles que não eram judeus – pregando o Evangelho por toda a região mediterrânea com as suas viagens e com as suas cartas. Paulo será preso e martirizado em Roma. As suas cartas, tantas vezes proclamadas nas nossas celebrações, ajudam-nos a conhecer o seu carisma e a sua mensagem. Na 2ª leitura desta solenidade, narra-nos como foi chamado e enviado por Jesus (vigília), como também nos fala da entrega total da sua vida pela causa do Evangelho, com a ajuda de Deus, confiando de que receberá o prêmio no dia em que se apresentar diante do Senhor, justo juiz (dia). Pedro e Paulo são os dois grandes apóstolos, são os fundamentos da Igreja. Esta solenidade deve fortalecer a nossa fé. Pedro e Paulo foram dois homens simples, cada um com a sua história, com as suas fraquezas e dificuldades, mas também foram testemunhas firmes de Jesus, até dar a vida no martírio em Roma. De Pedro e de Paulo procede a nossa fé que se foi transmitindo de geração em geração na unidade da Igreja. Nós somos homens e mulheres simples, frágeis, por vezes com dificuldade em acreditar e em ser autênticos discípulos de Jesus. Mas em Pedro e Paulo encontramos um modelo, um exemplo, ânimos para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, verdadeiros membros da Sua Igreja. Por intercessão de Pedro e de Paulo, rezemos pela Igreja, pelo Papa, pelos Bispos, por todos os cristãos do mundo para que permaneçamos firmes na fé. No Evangelho da missa do dia, Jesus pergunta aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”. Os discípulos respondem: “Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias, ou algum dos profetas”. Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Então Simão Pedro tomou a palavra e disse: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. Hoje, Jesus repete-nos a pergunta: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Cada um terá de dar uma resposta. Para mim, quem é Jesus? Como Pedro, podemos afirmar que Jesus é o Senhor, o Filho de Deus, Aquele que dá sentido à nossa vida, Aquele em quem podemos encontrar as raízes mais profundas do nosso ser. Que a profissão de fé de Pedro e de Paulo seja hoje exemplo e bálsamo para que cada um de nós faça da vida uma verdadeira profissão de fé.

 

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E DE SÃO PAULO, A
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

Na cidade do Vaticano, no dia 29 de junho de 2014, quarta-feira, o Sumo Pontífice Francisco, gloriosamente reinante, preside a Santa Missa da Solenidade de São Pedro e de São Paulo quando impõe aos Arcebispos Eleitos desde junho de 2014 até o presente momento o Pálio, símbolo da Dignidade Arquiepiscopal. No Brasil, queremos nos unir ao Romano Pontífice e celebrar, com júbilo, a solenidade dos dois alicerces de nossa fé católica. Diz o Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil que a Solenidade de São Pedro e de São Paulo será transferida para o próximo domingo. Pedro foi o primeiro Pontífice e é o fundamento da Igreja. Seu nome era Simão. Jesus o apelidou de Pedro, isto é, de pedra, ao lhe dizer que sobre ele fundaria a Sua Igreja(cf. Mt 16,18). Desde a fundação da Santa Igreja, de São Pedro ao Papa Francisco, a Santa Igreja teve 268 papas. Todos eles fundamento – ou seja – pedra da Igreja como Pedro. Jesus poderia manter a sua Igreja somente com o seu desejo. Entretanto, quis repartir o trabalho, a responsabilidade e o poder. Permanece sempre presente. Por isso São Paulo dirá que “Jesus Cristo foi e é a pedra principal do edifício. É nele que o edifício se une e cresce”(cf. Ef 2,20-21). Jesus confia a Pedro, o papa, o poder de governar, de decidir, de legislar, o poder de santificar, o poder de confortar, o poder de apascentar o Rebanho. Assim, a festa de hoje é a festa do Papa, que nos garante na fé. Prezados fiéis, A Primeira Leitura desta solenidade nos apresenta a prisão e libertação de Pedro(cf. At 12,1-11). Acerca de 43dC Herodes Agripa I manda executar Tiago, filho de Zebedeu. Depois, manda aprisionar Pedro. Mas o “anjo do Senhor” o liberta – como libertou os israelitas do Egito. A comunidade recorreu à arma da oração: é Deus quem age. Ele é o libertador. Queridos Irmãos, Pedro era Galileu, que tinha um irmão que também era Apóstolo: André. A profissão de Pedro era pescador e ele era filho de Jonas. Quando conheceu Jesus Pedro residia em Cafarnaum. Pedro era casado e sua sogra morava com ele. Mas a grandiosidade de Pedro estava na disponibilidade com que aceitou o convite de Jesus para deixar de ser pescador de peixes para se transformar em pescador de homens, de seguidores do Cristo. Coube a Pedro, juntamente com João e Tiago Maior, o privilégio de assistir à transfiguração de Jesus, e à ressurreição da filha de Jairo. A tudo isso, o episódio mais conhecido de São Pedro foi o momento em que na noite da Quinta-Feira, apesar de ter sido prevenido por Jesus, Pedro renega Jesus por três vezes. A negação de Pedro é um crime comparável ao de Judas. Porém, enquanto Judas entrou no desespero, Pedro entrou no caminho da conversão. Jesus não lhe tira o mandato apostólico, mas volta a confirma-lo depois da ressurreição. Após a festa de Pentecostes, Pedro assume de fato a direção dos apóstolos e é ele quem preside a eleição de Matias, para substituir Judas. Pedro prega a Palavra do Evangelho na Galiléia, na Samaria e Judéia. Tem a força dos milagres, a ponto de ressuscitar mortos. Depois de uma visão, compreende que também a salvação vem para os pagãos. Isso sim, que os pagãos tem o direito ao batismo. Pedro foi preso e, por milagre de Deus, foi solto. Pedro toma a palavra no Primeiro Concílio de Jerusalém e, depois, viaja para Antioquia. Mais tarde, Pedro chega à cidade de Roma, onde vive por alguns anos, até ser martirizado entre os anos 64 e 67, durante a perseguição do Imperador Nero. Fala a tradição da Igreja que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, em respeito ao Senhor. Amados Irmãos, O Filho de Deus, Jesus que foi enviado a este mundo para recriar a humanidade e fazer de todas as criaturas um reinado capaz de dar ao Criador toda a honra e toda a glória, entregou o papado a Pedro em Cesaréia de Filipe(cf. Mt 16,13). Jesus entregou a Pedro o poder das chaves: “A quem perdoar os pecados os pecados serão perdoados. A quem reterdes os pecados os pecados serão retidos”. O poder das chaves que foi dado por Cristo a Pedro e aos seus sucessores, simbolizam a autoridade sobre a cidade, sobre a casa, sobre a Igreja, sobre todos os batizados. Pedro, e seus sucessores, poderá permitir ou impedir o acesso ao Reino, à comunidade cristã. A figura do “atar e desatar” reforça o símbolo das chaves. O fato de Jesus usar dois verbos antônimos, numa figura que reforça a primeira – as chaves – significa dizer três vezes a mesma coisa, ou seja, dizer com autoridade, sem deixar nenhuma dúvida. Pedro, assim, representa todos os homens e mulheres, pecadores e santos ao mesmo tempo, com uma sede incontida de Deus e capaz de pesadas traições. Cada um de nós tem essa experiência. As fraquezas e grandezas de Pedro podem nos servir de consolo e estímulo. Deus não fundou a Igreja sobre anjos, mas sobre uma pessoa de carne pecadora e espírito possuído de grande amor e esperança. Se temos a experiência do pecado, tenhamos também a experiência da conversão e da humildade. O amor que estava encheu o coração de Pedro era maior do que o pecado, por isso ele mesmo disse: “O amor cobre a multidão dos pecados”(cf. 1Pd 4,8). A esperança supera o desânimo. Esperança que, em nome de Cristo, Pedro anunciou com misericórdia, com caridade, com graça, manifestando a doce presença de Cristo. Estimados Irmãos, Paulo, que também celebramos em 25 de janeiro, aparece mais na qualidade de fundador carismático da Igreja. Sua vocação se dá na visão do Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, transforma-se em mensageiro de Cristo; “apóstolo das gentes”. Paulo é que realiza, por excelência, a missão dos apóstolos, de serem testemunhas de Cristo “até os extremos da terra”(cf. At 1,8). As cartas a Timóteo, escritas da prisão de Roma, são a prova inequívoca disso, pois Roma é a capital do mundo, o trampolim para o Evangelho se espalhar por todo o mundo civilizado daquele tempo. Ele é o “apóstolo das nações”. No fim de sua vida, pode oferecer sua vida “como oferenda adequada” a Deus, assim como ele ensinou(cf. Rm 12,1). Como Pedro, ele experimentou Deus como um Deus que liberta da tribulação. Caros fiéis, A Segunda Leitura(cf. 2Tm 4,6-8.17-18) nos apresenta a oferenda da vida de Paulo. Paulo, que sempre trabalhou com as suas próprias mãos, está agrilhoado; na defesa, ninguém o assistiu. Contudo, fala cheio de gratidão e de esperança. “Guardou a fidelidade”: a sua e a dos fiéis. Aguarda com confiança o encontro com o Senhor. Ofereceu a sua vida no amor, e o amor não tem fim. Seu último ato religioso é a oferenda de sua vida. Mas a sua vida está nas mãos de Deus, que a arrebata da boca das feras. Amigos e amigas, Pedro e Paulo representam duas vocações na Igreja, duas dimensões do apostolado, diferentes, mas complementares. As duas foram necessárias para que pudéssemos comemorar, hoje, os fundadores da Igreja Católica que peregrina na universalidade do mundo. A complementaridade dos dois “carismas” continua atual: a responsabilidade institucional e a criatividade missionária. Hoje celebra-se, com gáudio, o “dia do Santo Padre”. Enseja uma reflexão sobre o serviço de responsabilidade última. Importa crescermos em uma obediência adulta, sem mistificação da autoridade, nem anarquia. O governo pastoral da Igreja, hoje sob a barca de Francisco, é um serviço legítimo, autêntico e necessário para a Igreja. Mas, importa observar também que aquele que tem a última palavra deve escutar as penúltimas palavras de muita gente. Pedro e Paulo são testemunhas de Cristo. Por isso, unidos à coroa do martírio, recebam por toda a terra igual veneração que hoje depositamos em orações no coração do Augusto Sumo Pontífice Francisco, a quem rezamos, para que guie a Igreja de Cristo, sendo a primeira testemunha do Ressuscitado, Amém!

 

TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO!
Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração
SOLENIDADE DOS SANTOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO

Pedro e Paulo: dois nomes que desde o início da comunidade cristã indicaram o conjunto dos apóstolos e a Tradição ininterrupta da fé da Igreja, fundada sobre a pregação e o testemunho dos apóstolos. Todo domingo proclamamos na profissão de fé: “Creio na igreja, una, santa, católica, apostólica”. Na cidade de Roma, que recebeu pela pregação de Pedro e de Paulo, “as primícias da fé” (Oração do dia), desde o séc. IV é celebrada no mesmo dia a memória sagrada do martírio deles. As recentes descobertas arqueológicas feitas nas escavações em baixo das “confissões” do altar mor, das basílicas de São Pedro e de São Paulo em Roma, confirmaram a antiquíssima veneração dos grandes apóstolos nos lugares sagrados onde foram guardados seus corpos. A presença e a pregação dos dois apóstolos e o martírio comum deles na cidade imperial, em testemunho de Cristo e do evangelho, fizeram da Igreja de Roma e do seu bispo, o sinal da fidelidade na fé pregada pelos apóstolos, e da comunhão entre os fiéis de todas as comunidades cristãs. Nesse sentido, é significativo que, dentre os títulos com que são chamados os romanos pontífices, Francisco, enquanto bispo de Roma, use habitualmente de preferência o título de “sucessor de São Pedro”, quase como que para destacar a continuidade com a fé de Pedro e dos apóstolos, no exercício do seu ministério de confirmar os irmãos na fé, e de promover a unidade entre todos os cristãos, nesta nossa época em que a fé cristã é chamada a enfrentar tantos desafios. Apesar de serem diferentes, seja no temperamento natural, na formação cultural e religiosa, na história familiar e pessoal, bem como na relação pessoal com o próprio Jesus, Pedro e Paulo estão unidos na mesma fé, no mesmo testemunho de Jesus até o dom da vida, e chamados a “congregar a única família de Cristo por meios diferentes”, como afirma o Prefácio da missa da festa: “Pedro fundou a igreja primitiva sobre a herança de Israel, Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação”. Pedro destaca a fidelidade de Deus à sua aliança com Israel; Paulo evidencia que esta aliança, pela gratuidade do amor de Deus, abraça não somente o povo de Israel, mas todos os povos que se tornam herdeiros da fé de Abraão. A atividade missionária deles, narrada nos Atos dos Apóstolos, e as respectivas Cartas, manifestam claramente a progressiva entrada de Pedro e de Paulo na perspectiva do chamado universal à nova aliança em Cristo, quer dos judeus quer dos pagãos. Esta entrada deles no projeto de Deus, passa através de uma profunda conversão da própria mentalidade ao plano de Deus, revelado e atuado em Cristo Jesus.  Neste caminho de conversão interior e de estilo no ministério apostólico, Pedro e Paulo se tornam modelo e exemplo de todo discípulo de Jesus, em todo tempo e lugar. Eles são exemplo admirável também para a Igreja do nosso tempo, que está passando de um modelo de cultura consolidada por séculos e de cristandade, a um modelo de sociedade secularizada e de culturas diferentes que convivem uma junto da outra. Com o Concílio Vaticano II, a Igreja destacou a exigência de aprender a reconhecer, com o discernimento do Espírito, os sinais da presença de Deus e da ação misteriosa do seu Espírito também nas novas situações, ao invés de se limitar ao queixar-se das transformações radicais em ato na sociedade. É comovente a pedagogia com a qual o Senhor chama os dois, com gratuita iniciativa, e os forma segundo modalidades e etapas que valorizam a personalidade especifica de cada um. Pedro, o pescador do lago de Genesaré, será transformado no pescador de homens que, confiando na palavra de Jesus, terá a coragem de lançar novamente a rede depois de ter trabalhado em vão a noite inteira, e a fé deixará a rede apanhar uma pesca superabundante (Lc 5, 11; cf Jo, 21). É o mesmo Pedro que, iluminado pelo Pai, confessará, também em nome dos outros apóstolos: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Por isso Jesus, mudando seu nome de Simão para Pedro – Rocha -, o indicará como a pedra sobre a qual ele irá construir sua Igreja, sendo esta proclamação da fé inspirada pelo Pai, a razão da sua escolha e da sua missão para confirmar os irmãos na mesma fé (Evangelho do dia). É o mesmo Pedro que, logo depois de tal confissão de fé, não consegue afinar-se com o projeto de Deus, revelado e assumido por Jesus, ao anunciar a sua paixão e morte como condição para realizar sua missão de salvador (Mt 16, 21-23). O evangelista Mateus salienta logo que seguir a Jesus no seu caminho pascal não é questão somente para Pedro, mas para todo discípulo: “Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, a perderá, mas o que perder sua vida por causa de mim a encontrará” (Mt 16, 24-25). À generosa proposta de seguir Jesus até a morte, se for necessário (Mt 26, 33-35), segue ao invés a negação de até mesmo conhecer Jesus (Mt 26, 69-74). Mas o choro amargo da conversão (Mt 26,75) marca o nascimento do novo Pedro. Cheio do Espírito Santo, chegará a proclamar que o Jesus, crucificado pelo povo, Deus o ressuscitou, está vivo, e enviou os apóstolos como suas testemunhas para a alegria e a salvação de Israel e de todo povo (cf. At. 2, 14-36). O processo de transformação de Pedro, porém, alcançará seu cume quando, na casa do pagão Cornélio, aprenderá definitivamente o chamado dos pagãos à salvação em Cristo, reivindicando por todos a gratuidade do dom de Deus: “Portanto, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós, que cremos no Senhor Jesus, quem seria eu para impedir a Deus de agir? Ouvindo isto, tranqüilizaram-se e glorificavam a Deus, dizendo: ‘Logo, também aos gentios Deus concedeu o arrependimento que conduz à vida’” (At 11, 17-18). Esta inteligência de fé do evento por parte de Pedro, e sua capacidade de iluminar os irmãos de Jerusalém, abrindo-os ao plano de Deus, constitui o primeiro verdadeiro exercício do seu ministério de confirmar na fé os irmãos. Tal ministério amadurece através de várias passagens de obediência ao Espírito e de conversão interior do próprio Pedro, modelo do caminho de obediência na fé de todo discípulo que se põe ao seguimento de Jesus e do seu Espírito. Mas esta exigência de constante conversão ao método do Senhor, para atuar verdadeiramente o serviço de iluminar e guiar os irmãos, se torna particularmente forte por aqueles que são chamados na Igreja a presidir a comunidade em nome do Senhor. Convosco sou cristão – afirma Santo Agostinho – e para vocês, pastor. Por isso escuto com temor cada palavra de Deus”   Não menos surpreendente e iluminador sobre a pedagogia de Deus é o chamado e o caminho de Saulo/Paulo. Uma experiência que marcará profundamente sua maneira de entender e proclamar o mistério de Jesus e da Igreja, e o chamado à salvação de todo homem e mulher em Cristo. Ele mesmo falará várias vezes sobre o seu encontro inesperado e inimaginável com o Senhor Jesus na estrada para Damasco; encontro este que mudou radicalmente sua existência. A transformação de perseguidor dos seguidores de Jesus em seu apóstolo iluminado e corajoso, fará de Paulo a testemunha privilegiada da gratuidade da salvação pela fé no Senhor Jesus, e o construtor da comunidade dos discípulos como único corpo vivente do próprio Cristo, constituído pelos judeus e os pagãos, enriquecido pela variedade dos dons e carismas do Espírito, cada um e todos juntos, finalizados à edificação da caridade que tudo anima. A fé, o batismo e a partilha do seu corpo e do seu sangue fazem de todo fiel uma pessoa radicalmente partícipe do seu mistério de morte e ressurreição, uma criatura nova, que desde já antecipa a plenitude da vida do Espírito do Pai e do seu reino. Nesta profunda conexão com Cristo, Paulo experimenta e proclama aquela liberdade suprema que nasce da consciência de ser amado sem limite pelo Pai e o próprio Jesus: “Se Deus está conosco, quem estará contra nós? Quem não poupou seu próprio Filho e o entregou por todos nó, como não nos haverá de agraciar em tudo junto com ele?…. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, os perigos, a espada?… Mas em tudo isto somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou” (Rm 8, 31-37). A confissão de Paulo sobre sua radical conformação a Cristo, num processo que o faz morrer à sua precedente identificação com a lei judaica e sua presunção de auto-salvação, se torna na realidade a meta sonhada e procurada por todo discípulo: “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a pela feno Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 19-20) Na radicalidade comum em Cristo dos dois apóstolos e na comunhão recíproca entre eles no Espírito, que acolhe e valoriza as diversidades das experiências e dos pensamentos, a Igreja contempla e celebra o mistério da própria identidade e da própria missão entre os povos. Com efeito, os dois apóstolos realizaram em si mesmos, cada um na sua forma, a Palavra de Jesus segundo a qual o discípulo está destinado a partilhar a sorte do mestre: “O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima do seu senhor” (Mt 10,24). Os Atos dos Apóstolos (primeira leitura), narram a atuação de Herodes em relação a Pedro, como aconteceu com o próprio Jesus, quando foi preso, julgado e condenado à morte durante os dias precedentes à Páscoa. Lucas nos dá do evento, não somente uma descrição acurada até os pormenores, mas sobretudo o sentido teológico e espiritual. Pedro partilha a sorte pascal de Jesus, assim como é pedido a todo discípulo, se quer realmente ficar fiel ao Mestre Jesus. “Eram os dias dos Pães Ázimos. Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um” (At 12, 3-4). Frente à prepotência do poder político e do fundamentalismo nacionalista e religioso, está somente a pequena Igreja que fica rezando com fervor e perseverança a Deus por Pedro, entregando-lhe a sorte do apóstolo (At 12, 5), assim como o próprio Jesus, ele que entrega a si mesmo e os discípulos ao cuidado fiel do Pai (Jo 17, 9-10). O anjo enviado por Deus acorda Pedro e lhe ordena: “Levanta-te depressa”, e as correntes caem das suas mãos; ele sai através dos portões e por entre os guardas, e toma consciência da ação de Deus: “Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (At 12, 7- 11). O conjunto dos eventos constitui a narração da Páscoa de Pedro por obra de Deus, como a ressurreição de Jesus: preso, guardado com forte esquema de segurança como Jesus no sepulcro, libertado por Deus, como Jesus subtraído à morte pelo poder do Pai. Paulo, por parte sua, na carta a Timóteo, resume o curso da sua vida e da sua missão, nos termos do combate valoroso que chega a seu fim e da corrida bem sucedida, perseverando na fé, e na oferta sacrifical que está para ser derramada em cima do altar do amor por Cristo. “Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento da minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa de justiça que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia” (2 Tm 4, 6-8).  O Senhor não deixou que seu apóstolo ficasse sozinho frente aos desafios e aos sofrimentos repetidos que acompanharam sua missão. Esta experiência da proximidade e fidelidade de Deus é garantia que ele libertará do mal o seu apóstolo, também no juízo final e o introduzirá na plenitude do reino de Deus. Nos apóstolos Pedro e Paulo, não somente a Igreja de Roma, mas a Igreja inteira e todo discípulo contempla com estupor e celebra as maravilhas do Senhor, como cada um é chamado a seguir Jesus e a partilhar sua sorte, de morte e de vida nova. Evangelizados em maneira sempre nova pela memória da grande experiência de Jesus por eles vivenciada, nos tornamos evangelizadores e apóstolos para o nosso tempo. Com a vida, mais do que com as palavras: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!”

Corpus Christi: entenda o significado dessa solenidade

Os tapetes confeccionados para a celebração de Corpus Christi é uma forma dos fiéis exaltarem a Eucaristia  

Nesta quinta-feira, 15, a Igreja Católica no mundo inteiro celebra uma importante solenidade que reveste o mistério central de sua fé: Corpus Christi. Neste dia, celebra-se o Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo. Como tradição popular, muitos fiéis enfeitam as ruas com tapetes feitos à base de pó de serragem, com o objetivo de preparar o local para a procissão que traz o grande motivo da festa, Jesus Eucarístico.

Esta é uma solenidade que há séculos faz parte da vida dos cristãos católicos. O assessor da Comissão Episcopal Pastoral de Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Hernaldo Pinto Farias, explicou que a festa nasceu de uma prática da devoção popular que tem início no final do século IX, mas já no século XI ao XIII está muito difundida em vários lugares da Europa. Depois, em 8 de setembro de 1264, o Papa Urbano IV, com a Bula Transiturus, instituiu esta celebração para toda a Igreja.

Essa prática surgiu por causa da defesa da compreensão da teologia da presença real. “Contra as heresias do início do segundo milênio, essa festa vem reforçar a posição e a orientação da Igreja sobre a presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento”.

A Reforma Litúrgica procurou ampliar o Missal de 1970 até o atual, utilizando a denominação de Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. “Ou seja, é uma solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, não só do Corpo, pra não dar esse sentido de redução da compreensão do próprio mistério do Corpo e Sangue de Cristo”.

Importância

Para enfatizar a importância de se reconhecer em Corpus Christi uma solenidade não só do Corpo, mas também do Sangue de Cristo, padre Hernaldo recorreu à uma menção que o Papa São João Paulo II, fez sobre o Sacramento na Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, de 2004. Nessa carta, São João Paulo II disse que nenhuma dimensão desse Sacramento da Eucaristia pode ser deixada de lado, esquecida.

“Neste sentido, os textos bíblicos propostos, portanto, para esta festa nos trazem todas as riquezas deste Sacramento, como alimento, como banquete, aliança, sacramento da unidade da Igreja, do memorial da morte e da ressurreição de Cristo, não fica apenas no sentido da morte, mas revela o mistério como tal”.

O sentido maior dessa solenidade está na celebração da Quinta-feira Santa. Dessa forma, Corpus Christi é como uma repetição, uma duplicação do dia da instituição da Eucaristia, porém com um aspecto mais devocional, o que também é bem vindo para a Igreja. “A Igreja não condena, porém ela quer nos ajudar a não ficar no puro devocional, se não a gente se perde”.

A tradição dos tapetes, por exemplo, que todos os anos tomam as ruas de diversas cidades do país para preparar a procissão que traz Jesus Eucarístico, é costume popular de reverenciar, de dar importância e exaltar a própria Eucaristia. O Padre explicou que, no entanto, a Igreja não pode parar nesse puro reverenciar.

“A gente lembra os Santos Padres que nos convidavam a olhar o Sacramento para além dele, ou seja, a gente tem que celebrar, ver o Sacramento para além daquilo que ele está mostrando enquanto realidade física, ele está revelando também todo um mistério  que esse Sacramento quer nos ajudar a viver”.

Participação ativa

Como padre Hernaldo explicou, os tapetes de Corpus Christi já fazem parte da tradição popular. Em Lorena (SP), o professor aposentado Cláudio César de Araújo, que já foi ministro da Eucaristia e fez a experiência de ajudar nesta tradição dos tapetes, contou que é muito gratificante poder participar ativamente.   “A sensação primeira é de gratidão. A gente vai mesmo por gratidão de tantas bênçãos que a gente recebe Dele (Jesus) e pelo prazer de querer deixar uma rua bem bonita e bem enfeitada para que Jesus passe por lá, é o mínimo que nós podemos fazer. É uma alegria poder participar sabendo que Jesus vai passar por ali”, relatou.   O aposentado acredita que a celebração de Corpus Christi é o momento que representa o respeito e o amor que se tem por Jesus, pela Sagrada Eucaristia. Ele contou que receber este Sacramento pela primeira vez marcou muito sua vida; foi seu primeiro encontro com Cristo.   “Eu me lembro do entusiasmo, da alegria, da fé que eu tive quando eu recebi a Eucaristia pela primeira vez, então pra mim ali foi o meu primeiro encontro. Depois eu tive vários reencontros, então essa comunhão com Jesus é sempre, espiritualmente é sempre”.

Eucaristia: como vivenciar este mistério?

Para os católicos, a Eucaristia é o sacramento mais importante, é a centralidade da vida cristã. Tendo em vista a importância desse Sacramento, padre Hernaldo deixou dois conselhos para que esta intimidade com Jesus Eucarístico seja vivenciada não só na celebração de Corpus Christi, mas ao longo de toda a vida cristã.

“Aí entra a importância, sobretudo, do Dia do Senhor, que tem que ser cada vez mais valorizado em nossas comunidades. O domingo é o dia por excelência da Eucaristia, porque é o dia por excelência da ressurreição do Cristo. O conselho que eu dou é preparar melhor as nossas celebrações dominicais, celebrá-la com mais intensidade, sem interferências. Outro conselho, por decorrência, é o aprofundamento, o estudo da liturgia da Eucaristia”.

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