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“Fé e medo” disputam o coração do homem

Segunda meditação do Padre Ermes Ronchi, nos exercícios espirituais – OSS_ROM 07/03/2016

Ariccia (RV) – Prosseguem, em Ariccia, nas proximidades de Roma, os exercícios espirituais do Papa com seus colaboradores da Cúria Romana. Depois da primeira meditação, domingo (06/03), na chegada, esta manhã pregador, Padre Ermes Ronchi, propôs como tema o trecho evangélico de Marcos “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”.

O medo é a falta de confiança em Deus

“Medo e fé” – afirmou o religioso servita – são “os antagonistas que disputam eternamente o coração do homem. A Palavra de Deus, do início ao fim da Bíblia, conforta e insiste: não temeis, não tenhais medo!”. “O medo não é tanto a falta de coragem, mas a falta de confiança. O medo de Deus é porque temos uma imagem errada Dele, como Adão e Eva que creem que num “Deus que tira e não num Deus que ama”:

“Creem num Deus que rouba liberdade, ao invés de dar possibilidades; creem num Deus a quem interesse mais a lei do que a alegria de seus filhos; num Deus que julga, do qual fugir e não correr atrás; um Deus, no fundo, de quem não se deve confiar. O primeiro de todos os pecados é o pecado contra a fé”.

Deus não nos salva da cruz, mas na cruz

Citando o teólogo luterano alemão Bonhoeffer, Padre Ronchi disse que “Deus não salva do sofrimento, mas no sofrimento, não protege da dor, mas na dor, não salva da cruz, mas na cruz. Deus não traz a solução de nossos problemas, traz a si mesmo e doando-se, nos da tudo. Pensávamos que o Evangelho resolveria os problemas do mundo ou pelo menos reduziria as violências e as crises da história, mas não é assim. Ao contrário, o Evangelho trouxe consigo a negação, as perseguições e outras cruzes; por exemplo, pensemos nas 4 religiosas mortas em Aden”.

“Jesus – observou o pregador – nos ensina que existe um único modo para derrotar o medo: a fé!. E a missão da Igreja, também em seu interno – é liberar do medo que nos leva a vestir máscaras diferentes com os nossos parente, colegas e superiores. Quem transmite a fé deve educar a não ter medo, não incutir medo e libertar do medo”:

A Igreja e a fé mesclada com o medo

“Por muito tempo, a Igreja transmitiu uma fé mesclada de medo, que rodava ao redor do paradigma culpa/ castigo, e não de florescimento e plenitude. O medo nasceu em Adão porque ele não soube imaginar a misericórdia e seu fruto, que é a alegria. O medo, por sua vez, produz um cristianismo triste, um Deus sem alegria. Libertar do medo significa trabalhar para retirar o véu de medo do coração de tantas pessoas: o medo do outro, o medo do estrangeiro. Passar da hostilidade, que pode ser instintiva, à hospitalidade; da xenofobia à xenofilia… e libertar os fiéis do medo de Deus, ser anjos que libertam do medo”. (CM)

Adão e Eva existiram de verdade?

Muitos tem dúvidas  se Adão e Eva existiram realmente

Os primeiros homens de que fala o Gênesis podem muito bem ter sido rudimentares, como mostram os indícios dos fósseis da pré-história. As ideias religiosas de Adão poderão ter sido puras, mas sob a forma de intuições concretas como dos povos primitivos e das crianças; não se tratava de altos conhecimentos teológicos.

Adão (= Adam, homem) e Eva (=Mãe dos viventes) representam o ser humano criado por Deus. São tão reais quanto é real o gênero humano. Deus se apresentou ao homem nas suas origens, ao homem real e não a um ser fictício. Eles existiram de fato; foram os primeiros seres humanos que receberam de Deus uma alma imortal.

Adão e Eva não são nomes próprios

Por outro lado, Adão e Eva não são nomes próprios como João, Pedro e Maria o são. Então, não necessariamente representam apenas o primeiro casal de humanos, mas os primeiros humanos. São nomes de origem hebraica que significam apenas “homem” e “mulher”. Por isso, a Igreja deixa para o estudo dos cientistas mostrar como os seres humanos surgiram trazidos por Deus; se de apenas um casal (monogenismo) ou de vários casais de um mesmo tronco (poligenismo). O que a Igreja não aceita é que a humanidade tenha surgido, ao mesmo tempo, de vários troncos, em lugares diferentes.

Então o que a Bíblia quer nos ensinar?

O Gênesis, em seus três primeiros capítulos, usa de linguagem figurada para revelar verdades religiosas, não científicas ou históricas. Em resumo, a Bíblia quer nos ensinar apenas o seguinte:

1) Deus criou o ser humano, homem e mulher, podendo ter utilizado a evolução da matéria preexistente até chegar ao grau de complexidade do corpo humano;

2) O Senhor concedeu aos primeiros pais graças espirituais especiais: “justiça original” (harmonia consigo, com a mulher, com a natureza e com Deus), e “estado de santidade” (comunhão profunda com Deus, participação da vida divina), dons preternaturais (não sofrer, morrer, ciência infusa, etc).

3) O Criador indicou aos primeiros pais um modelo de vida figurado pela proibição de comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal. Isso significava que o homem não deveria ser “o árbitro do bem e do mal”, e já que foi elevado à especial comunhão com Deus, deveria comportar-se não simplesmente de acordo com seu bom senso ou suas intuições racionais, mas segundo as normas correspondentes de sua dignidade de filho de Deus;

4) O homem, por soberba e desobediência, disse ‘não’ a esse modelo de vida e ao convite do Criador, perdendo assim o “estado de santidade” e de “justiça original”. Dessa forma, o sofrimento e a morte entraram no mundo por causa do pecado original; isso levou São Paulo a dizer que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6, 23).

Não é preciso exagerar a perfeição do estado primitivo da humanidade por causa dos dons preternaturais, e da ” justiça original”. Foi um estado belo, mas do ponto de vista religioso e moral apenas, não sob o aspecto da civilização ou da cultura.

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

Audiência: mulher não é réplica do homem nem inferior a ele

Brasileiros de Jequié (BA), de Curitiba (PR) e de Louveira (SP) estiveram presentes na Audiência – REUTERS
22/04/2015
Cidade do Vaticano (RV) – Quarta-feira é dia de Audiência Geral. A Praça S. Pedro acolheu esta manhã (22/04) cerca de 30 mil peregrinos de várias partes do mundo, inclusive do Brasil.

Um dos momentos mais aguardados da Audiência se dá logo no início, quando Francisco percorre a Praça de papamóvel para cumprimentar os fiéis. Na sequência, o Papa se dirigiu à multidão, prosseguindo sua catequese sobre a família. O Pontífice deu continuidade ao tema tratado na semana passada, isto é, à complementaridade entre homem e mulher.

Imagem bíblica

No livro do Gênesis, lemos que inicialmente Adão, o primeiro homem, sentia-se sozinho, mesmo vivendo cercado de tantos animais. Para acabar com sua solidão, Deus lhe apresenta a mulher, que o homem acolhe exultante, como um ser igual. O Papa explicou que com a imagem bíblica da costela de Adão, da qual Eva é plasmada por Deus, não se quer afirmar uma inferioridade da mulher – ela não é uma réplica do homem-, mas expressa uma reciprocidade entre eles. De modo algum a mulher é criatura do homem, mas de Deus.

Contudo, por sugestão do maligno, os dois são tentados pelo delírio da onipotência e desobedecem a Deus. Este pecado rompe a harmonia que existia entre eles, gerando desconfiança, divisão, prepotência, como demonstra a história.

Ceticismo

“Pensemos , por exemplo, nos excessos negativos das culturas patriarcais. Pensemos nas múltiplas formas de machismo, em que a mulher é considerada de segunda classe. Na instrumentalização e mercantilização do corpo feminino na atual cultura mediática.” O Papa citou ainda uma recente “epidemia” de ceticismo, e até mesmo de hostilidade que se difunde na nossa cultura, em especial a partir de uma compreensível desconfiança das mulheres em relação a uma aliança saudável entre os gêneros. Para Francisco, a desvalorização social desta aliança é certamente um perda para todos, e os filhos virão ao mundo sempre mais desarraigados. “Devemos honrar o matrimônio e a família!”, concluiu.

Tutela do Meio Ambiente

Ao saudar os grupos presentes na Praça em várias línguas, o Papa recordou que neste dia 22 se celebra o Dia Internacional da Terra. “Exorto todos a verem o mundo com os olhos de Deus Criador: a terra é o ambiente a ser protegido e o jardim a cultivar. Que a relação dos homens com a natureza  não seja guiada pela avidez, pela manipulação e pela exploração, mas preserve a harmonia divina entre as criaturas e a criação, na lógica do respeito e do cuidado, para coloca-la a serviço dos irmãos, inclusive das futuras gerações.

Papa fala da complementaridade entre homem e mulher

Teoria do gênero

Quarta-feira, 15 de abril de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na catequese, Papa identificou o risco de retroceder na teoria de gênero, tendo em vista dúvidas e ceticismos introduzidos na sociedade moderna

Nesta quarta-feira, 15, prosseguindo o ciclo de catequeses sobre a família, o Papa Francisco falou de um tema que ele considera central: a complementariedade entre homem e mulher.

“Deus criou o ser humano à Sua imagem, criou-os homem e mulher.” Esta afirmação do Gênesis, explicou Francisco, diz que não só o homem nem só a mulher são imagem de Deus, mas ambos, como casal, são imagem do Criador. A diferença entre eles tem em vista a comunhão e a geração, e não a contraposição nem a subordinação. “Somos feitos para nos ouvir e nos ajudar reciprocamente. Sem esse enriquecimento recíproco, não se pode entender profundamente o que significa ser homem e mulher”, disse o Papa.

A cultura moderna e contemporânea, no entanto, abriu novos espaços para a compreensão dessa diferença, introduzindo dúvidas e ceticismo. “Pergunto-me, por exemplo, se a chamada ‘teoria de gênero’ não seja expressão de uma frustração e resignação, com a finalidade de cancelar a diferença sexual por não saber mais como lidar com ela. Sim, corremos o risco de retroceder”, afirmou Francisco, advertindo que a remoção da diferença é o problema, e não a solução.

Se o homem e a mulher têm divergências, estas devem ser resolvidas com o diálogo, para que eles se amem mais e se conheçam melhor. “O elo matrimonial e familiar é algo sério, e o é para todos, não só para os fiéis. Gostaria de exortar os intelectuais a não abandonarem este tema, como se tivesse se tornado um empenho secundário a favor de uma sociedade mais livre e mais justa”.

Francisco recordou que Deus confiou a terra à aliança do homem e da mulher: a falência desta aliança gera a aridez dos afetos no mundo e obscurece o céu da esperança. Os sinais são visíveis e preocupantes, disse, indicando duas reflexões que merecem atenção.

A primeira é a certeza de que se deve fazer muito mais a favor da mulher para reforçar a reciprocidade entre os dois gêneros. “De fato, é necessário que a mulher não seja apenas ouvida, mas que sua voz tenha um peso real, que seja reconhecida na sociedade e na Igreja”. O Papa citou como exemplo o modo como o próprio Jesus considerou as mulheres num período em que eram relegadas ao segundo plano.

A segunda reflexão diz respeito ao tema do homem e da mulher criados à imagem de Deus. “Pergunto-me se a crise de confiança coletiva em Deus não esteja relacionada à crise de aliança entre homem e mulher, já que a comunhão com o Senhor se reflete na comunhão do casal humano.”

Eis então a grande responsabilidade da Igreja e de todos os fiéis para redescobrir a beleza do projeto criador. “A terra enche-se de harmonia e confiança quando a aliança entre o homem e a mulher é vivida no bem. Jesus nos encoraja explicitamente ao testemunho dessa beleza”, concluiu o Papa.

Ao saudar os numerosos grupos na Praça, aos de língua árabe pediu esforços para que, na Igreja e na sociedade, a igualdade entre os gêneros seja respeitada, rejeitando toda forma de abuso e injustiça, em especial contra as mulheres.

Papa retoma Missa diária: “Jesus é Salvador e intercessor”

Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Santo Padre destacou na homilia que Jesus mostra ao Pai o preço da salvação do homem, intercedendo por ele em todos os momentos da vida

O mais importante não é a graça de uma cura física, mas o fato de que Jesus salva o homem e intercede por ele em todos os momentos da vida. Essa foi a reflexão central do Papa Francisco, na homilia desta quinta-feira, 22, ao retomar as Missas na Casa Santa Marta, após a viagem ao Sri Lanka e Filipinas, na semana passada.

Comentando o Evangelho do dia, que mostra a multidão correndo para Jesus de todas as regiões, o Papa observou que o povo de Deus encontra no Senhor uma esperança, porque o Seu modo de agir e de ensinar toca o coração, pois tem a força da Palavra de Deus.

“O povo sente isso e vê que em Jesus se cumprem as promessas, que n’Ele Jesus há uma esperança. O povo estava um pouco entediado com o modo de ensinar a fé dos doutores da lei daquele tempo, que carregavam nos ombros tantos mandamentos, tantos preceitos, mas não chegavam ao coração do povo.”

Francisco explicou que a multidão vai até Jesus para ser curada e que o caminho do homem deve seguir Deus com pureza de intenções. Segundo o Pontífice, o mais importante não é que Jesus cure nem que Suas palavras cheguem ao coração, e sim o fato de que Ele intercede constantemente pelo homem e o salva. Salvação e intercessão são, portanto, as duas palavras-chave.

“Jesus salva! Essas curas, essas palavras que chegam ao coração são o sinal e o início de uma salvação. O percurso de salvação de muitas pessoas que começam a ouvir Jesus ou a pedir uma cura e depois voltam a Ele e sentem a salvação. Mas o que é mais importante, que Jesus cure? Não, não é o mais importante. Que nos ensine? Não é o mais importante. Que salve! Ele é o Salvador e nós somos salvos por Ele. E esta é a força da nossa fé”.

Nos momentos em que o homem está abatido por algum motivo, o Pontífice disse que é importante lembrar que Jesus mostra ao Pai as Suas chagas, o preço da salvação, e assim intercede pelo homem diariamente.

“Que a nossa vida cristã se convença cada vez mais de que nós fomos salvos, que temos um Salvador, Jesus à direita do Pai, que intercede. Que o Senhor, o Espírito Santo, nos faça compreender essas coisas”.

Santo Evangelho (Mc 9, 38-40)

7ª Semana do Tempo Comum – Quarta-feira 22/05/13

Primeira Leitura (Eclo 4,12-22)
Leitura do Livro do Eclesiástico

12A sabedoria comunica a vida a seus filhos e acolhe os que a procuram. 13Os que a amam, amam a vida; os que a procuram desde manhã cedo serão repletos de alegria pelo Senhor. 14Quem a ela se apega herdará a glória; para onde for, Deus o abençoará. 15Os que a veneram prestam culto ao Santo; pois Deus ama os que a amam. 16Quem a escutar julgará as nações; quem a ela se dedicar viverá em segurança. 17Se alguém confiar nela, vai recebê-la em herança; e na sua posse continuarão seus descendentes. 18No começo, ela o acompanha por caminhos contrários, 19trazendo-lhe temor e tremor; começa a prová-lo com a sua disciplina, até que ele a tenha em seus pensamentos e nela deponha sua confiança. 20Então voltará a ele em linha reta, o confirmará e lhe dará alegria, 21lhe revelará os seus segredos e lhe dará o tesouro da ciência e da compreensão da justiça. 22Se, porém, se desviar, ela o abandonará e o entregará às mãos de seu inimigo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 118,165-175)

— Os que amam vossa lei, têm grande paz!
— Os que amam vossa lei, têm grande paz!

— Os que amam vossa lei têm grande paz, e não há nada que os faça tropeçar.

— Serei fiel à vossa lei, vossa Aliança; os meus caminhos estão todos ante vós.

— Que prorrompam os meus lábios em canções, pois me fizestes conhecer vossa vontade!

— Desejo a vossa salvação ardentemente e encontro em vossa lei minhas delícias!

— Possa eu viver e para sempre vos louvar; e que me ajudem, ó Senhor, vossos conselhos!

 

Evangelho (Mc 9,38-40)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. 39Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. 40Quem não é contra nós é a nosso favor”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Rita de Cássia

Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se à vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.

Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.

Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. E passou por um grande sofrimento ao ter o marido assassinado e ao descobrir depois que os dois filhos pensavam em vingar a morte do pai. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que os levasse antes que cometessem esse grave pecado. Pouco tempo mais tarde, os dois rapazes morreram depois de preparar-se para o encontro com Deus.

Sem o marido e filhos, Santa Rita entregou-se à oração, penitência e obras de caridade e tentou ser admitida no Convento Agostiniano em Cássia, fato que foi recusado no início. No entanto, ela não desistiu e manteve-se em oração, pedindo a intercessão de seus três santos patronos – São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolas de Tolentino – e milagrosamente foi aceita no convento. Isso aconteceu por volta de 1441.

Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.

Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa exemplar.

Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada.

Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez padecer por 4 anos.

Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida, pois é conhecida como a “Santa dos Impossíveis”.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

O sentido do casamento

O mesmo Deus que criou o homem e a mulher uniu-os em matrimônio. A Bíblia nos diz que, ao criar o homem, Deus sentiu-se insatisfeito, porque não encontrara em todos os seres criados nenhuma criatura que o completasse.

E Deus percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18a). Então, disse ao homem: “Eu vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18b), alguém que seria como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. Retirou “um pedaço” do homem para criar a mulher (cf. Gn 2,21-22).  Nessa linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita da mesma essência e da mesma natureza do homem, isto é, “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gn 1,26). Santo Agostinho nos lembra que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, por que a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas companheira e auxiliar. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.

Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne de minha carne” (Gn 2,23a). Foi, sem dúvida, a primeira declaração de amor do universo. Adão se sentiu feliz e completo em sua carência. Então, Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24).

Isso quer dizer: serão uma só realidade, uma só vida, uma união perfeita. E Jesus fez questão de acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6b).

Após uni-los, Deus disse ao casal: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “frutificai [crescei] e multiplicai”. Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante instituição da humanidade. A família é a célula principal do plano de Deus para os homens e ela surge com o matrimônio.

É muito significativo que Deus tenha dito ao casal: “crescei”; e, em seguida, “multiplicai”. Isso mostra que a primeira dimensão do casamento é o crescimento mútuo do casal, realizado no seu amor fecundo. Ninguém pode multiplicar sem antes crescer. Como é que um casal vai educar os filhos, se eles, antes, não se educaram, não cresceram juntos?

O casamento não é uma aventura nem um “tiro no escuro” como dizem alguns; é, sim, um projeto sério de vida a dois, no qual cada um está comprometido em fazer o outro crescer, isto é, ser melhor a cada dia. Se a esposa não se torna melhor por causa da presença do marido a seu lado, e vice-versa, então o casamento deles está sem sentido, pois não realiza sua primeira finalidade. Também um namoro, um noivado, ou até uma simples amizade, não terão sentido se um não for para o outro um fermento de auxílio e crescimento. Enfim, o casamento não é para “curtirmos a vida a dois”, egoisticamente; ele existe para vivermos ao lado de alguém muito especial e querido que queremos construir. É por isso que se diz que “amar não é querer alguém construído, mas, sim, construir alguém querido.”

Para ajudar o outro a crescer é preciso aceitá-lo como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. A partir daí é possível então, com muita paciência e carinho, ajudar o companheiro a crescer; e crescer quer dizer “atingir a maturidade como pessoa humana” no campo psicológico, emocional, espiritual, moral, etc.

Prof. Felipe Aquino

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