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Consagração a Nossa Senhora

A consagração a Nossa Senhora é um caminho escolhido por Deus para que encontremos o Amor.

Consagração: caminho para encontrar o Amor João e Maria juntos à cruz de Cristo.

A consagração a Nossa Senhora é um caminho para encontrar o Filho do Altíssimo, Jesus Cristo, Deus que é Amor e se fez homem. O Filho de Deus nos ensinou a amar por sua entrega total à vontade do Pai1, mas por nós mesmos somos incapazes desse amor incondicional. Por isso, precisamos entrar na escola da Virgem Maria, aquela que gerou o Amor e correspondeu totalmente a Ele, dedicando-Lhe toda a sua vida, até as últimas consequências. Mãe e Filho estiveram juntos até o fim2, numa entrega total de si mesmos por amor a Deus e a humanidade. Não tendo mais o que nos dar, nos últimos instantes de sua vida terrena, Jesus confiou-nos, em seu testamento espiritual, aquela que mais amava neste mundo: “Eis a tua Mãe!”3. Por isso, “os verdadeiros devotos de Nossa Senhora devem amá-la não simplesmente com um amor humano, mas com amor teologal, amor caridade, por causa de Deus, de modo que, quando louvem Maria e contemplem suas virtudes, Deus seja amado e glorificado”4.

Deus quis a devoção a Nossa Senhora para que, amando-a, O amássemos de modo mais perfeito. Mas, resta-nos perguntar: porque nos consagrar a Virgem Maria? A resposta é bem simples. Basta lembrarmos que a consagração é a Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada, pelas mãos de Maria5. Nos entregamos ao Filho, por meio de sua Mãe. Não fazemos a consagração diretamente a Jesus porque Ele mesmo, na Cruz, inaugurou a mediação maternal de Maria, quando disse ao Discípulo Amado: “Eis a tua mãe”6, e à sua Mãe: “Mulher, eis o teu filho”7. A Palavra de Deus atesta que “a partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu”, acolhendo-a, mais do que em sua casa, em seu coração. Por isso, à imitação de João, devemos nos entregar totalmente a Maria, repetindo o que também fez o Papa João Paulo II, que deixou sua consagração mariana explícita no lema de seu pontificado: “Totus tuus ego sum, Maria, et omnia mea tua sunt – Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu pertence a ti”8.

Na história da Igreja, houve devotos críticos e escrupulosos, que chamavam de indiscretos ou exagerados os piedosos atos de amor que os fiéis ofereciam a Nossa Senhora. Na passagem do século XVII para XVIII, na França da época de São Luís Maria, os jansenistas chegaram a distribuir vários panfletos com advertências contra supostos excessos de amor à Mãe de Deus. Para justificar essa conduta, esses críticos diziam que o próprio Jesus tratava com desprezo sua Mãe9. Nada mais falso, pois Nosso Senhor “quis humilhá-la e escondê-la durante a vida para favorecer a sua humildade”10. Mas, depois de elevar-Se aos Céus, Jesus glorificou sua Mãe. Desse modo, passou a cumprir-se a profecia de Maria no cântico do Magnificat: “doravante, todas as gerações hão de chamar-me bem-aventurada”11, e também a visão do livro do Apocalipse: “Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas”12.

A Virgem Maria está em corpo e alma nos Céus, mas também permanece em nossas vidas, por meio de uma presença virtual e de uma presença afetiva. Esta presença virtual de Nossa Senhora é ativa e não simbólica ou uma imagem do real. Em teologia, virtual (do grego virtus) significa força, ação, atividade. “Pelo maravilhoso mistério da comunhão dos santos, a Virgem Santíssima, mesmo estando gloriosa no Céu, está bem perto de nós. Quanto à sua presença afetiva, diz respeito ao amor que ela nos devota e ao qual nós devemos corresponder, por amor a Deus”13. Pois, crescer em santidade significa um crescimento generoso no amor14.

Portanto, Jesus escondeu a sua Mãe Santíssima aqui na Terra para elevá-la e glorificá-la nos Céus. O próprio Cristo se escondeu neste mundo, vivendo a maior parte de sua vida ocultamente em Nazaré, e quer que nossa vida esteja escondida com Ele15. Pois se, à imitação de Maria, formos pobres, humildes16, e cheios de graça17 nesta vida, glória semelhante à sua possuiremos no Reino dos Céus. Para a nossa salvação, a consagração a Nossa Senhora não é necessária, mas ela é essencial para alcançarmos a perfeição, a santidade. Se desejamos simplesmente nos salvar, podemos contentar-nos simplesmente em cumprir os Mandamentos de Deus e da Igreja. Mas, se queremos ser santos, além disso, devemos consagrar-nos inteiramente a Jesus Cristo, amando-O de modo mais perfeito, por meio da Virgem Maria. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Referências:
1 Mc 14, 36.
2 Jo 19, 25.
3 Jo 19, 27.
4 PADRE PAULO RICARDO. Consagração a Nossa Senhora, um caminho de santidade.
5 Cf. SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Suplemento B.
6 Jo 19, 27.
7 Jo 19, 26.
8 Cf. PAPA JOÃO PAULO II. Primeira Radiomensagem Urbi et orbi, em 17 de Outubro de 1978: AAS 70 (1978), 927.
9 PADRE PAULO RICARDO. Pode ter Jesus desprezado a sua mãe?.
10 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 5.
11 Lc 1, 48.
12 Ap 12, 1.
13 PADRE PAULO RICARDO. Consagração a Nossa Senhora, um caminho de santidade.
14 SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica, II-II, q. 24, a. 9.
15 Col 3, 3.
16 Lc 1, 48.
17 Lc 1, 28.

Natalino Ueda é brasileiro, católico, missionário da Comunidade Canção Nova, formado em Filosofia e Teologia. Atualmente é produtor de conteúdo do portal cancaonova.com. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é o seu maior apostolado.

Jesus não faz nada pela metade

Francisco entre os fiéisREUTERS 17/08/2016

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa refletiu sobre o milagre da multiplicação dos pães na Audiência geral desta quarta-feira (17/08). Diante de milhares de pessoas que lotaram a Sala Paulo VI, Francisco afirmou:

“Assim era Jesus, sempre com a compaixão. Sempre pensando nos outros”.

O Papa destacou uma reação de Jesus diante da multidão:

“Jesus não é frio, não tem um coração frio. Jesus é capaz de se comover”, disse o Pontífice.

Silêncio

Todavia – recordou o Papa – mesmo sentindo-Se ligado à multidão e sem querer que essa vá embora, Cristo tem necessidade de momentos de solidão, “de oração com o Pai: e muitas vezes passa a noite rezando com seu Pai”, disse Francisco.

E, assim, mais uma vez, Jesus se dedica ao povo. “A sua compaixão não é um sentimento vago; mostra toda a força da Sua vontade de estar próximo a nós e de nos salvar”.

“Nos ama muito, Jesus, e quer estar próximo a nós”, refletiu o Pontífice.

Nascer e renascer

Ao reiterar que o “Senhor vai ao encontro das necessidades do homem”, mas que, todavia, quer que cada um de nós participe concretamente da sua compaixão, o Papa traçou um paralelo entre o milagre dos pães e a Eucaristia.

“A comunidade cristã nasce e renasce continuamente desta comunhão eucarística” – prosseguiu o Papa – “Jesus quer chegar a todos, para levar a todos o amor de Deus. Por isso, faz de cada fiel um servidor da misericórdia”.

“Assim, Jesus vê a multidão, sente compaixão, multiplica os pães – e o mesmo faz com a Eucaristia – e nós fiéis que recebemos este dom, somos incentivados por Jesus a levar este serviço aos outros, com a mesma compaixão de Jesus”.

Tudo!

O Papa então conclui sua reflexão recordando que todos ficaram saciados.

“Quando Jesus com a sua compaixão, com o seu amor nos dá uma graça, perdoa os nossos pecados, nos abraça, nos ama, nunca faz pela metade. Tudo! Como aconteceu aqui. Todos se saciaram. Jesus preenche o nosso coração, a nossa vida, do seu perdão, da sua compaixão”.

Que a saudade de Deus nunca se apague em nós, diz Papa

Quinta-feira, 1 de outubro de 2015, Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco celebrou, na manhã desta quinta-feira, a festa de Santa Teresinha

A alegria do Senhor é a nossa força, n’Ele encontramos nossa identidade. Essa é uma das passagens da homilia do Papa Francisco, na missa celebrada na manhã desta quinta-feira, 1º, na Casa Santa Marta, na festa de Santa Teresa de Lisieux, particularmente cara a Jorge Mario Bergoglio.

O povo de Israel, após longos anos de deportação, retorna a Jerusalém. O Papa iniciou sua reflexão a partir da primeira leitura, tirada do Livro de Neemias, para falar sobre o que dá substância à identidade do cristão. O Pontífice recordou que, também nos anos na Babilônia, o povo sempre se recordava da própria pátria. Após tantos anos – observou – chega finalmente o dia do retorno, da reconstrução de Jerusalém e, como narra a primeira leitura, Neemias pede ao escriba Esdras para ler diante do povo o Livro da Lei. O povo “estava alegre, mas chorava, e ouvia a Palavra de Deus; tinha alegria, mas também o choro, tudo junto”.

Francisco explicou que o povo não somente havia encontrado sua cidade natal, mas, ao ouvir a Lei, havia encontrado algo muito mais importante, sua própria identidade, por isso estava alegre e chorava.

A alegria do Senhor é a nossa força

“Mas chorava de alegria, chorava, porque havia encontrado a sua identidade, havia reencontrado aquela identidade que com os anos de deportação havia se perdido um pouco.” O Papa ressaltou as palavras de Neemias: “Não vos entristeceis, porque a alegria do Senhor é a vossa força”. Francisco lembrou que, muitas vezes, nossa identidade se perde no caminho e precisamos reencontrá-la. “Perde-se em tantas deportações ou autodeportações nossas, quando fazemos um ninho aqui, um ninho lá… um ninho, não a casa do Senhor.”

Somente em Deus encontramos nossa verdadeira identidade

Francisco explica como pode acontecer esse reencontro: “Quando você perdeu o que era seu, a sua casa, veio essa saudade, e essa saudade levou você de volta para sua casa”. E acrescentou: “Esse povo, com esse desejo, sentiu que era feliz e chorava de felicidade por isso, porque a saudade da própria identidade o levou a encontrá-la. Uma graça de Deus”.

O Papa deu um exemplo: “Se nós estamos cheios de comida, não temos fome. Se estamos confortáveis, tranquilos onde estamos, nós não precisamos ir para outro lugar. E eu me pergunto, e seria bom que todos nós nos perguntássemos hoje: “Eu estou tranquilo, feliz, e não preciso de nada – espiritualmente falando – no meu coração? A minha saudade se apagou? Olhemos para esse povo feliz, que chorava e era feliz. Um coração que não tem saudade não conhece a alegria. E a alegria, precisamente, é a nossa força: a alegria de Deus. Um coração que não sabe o que é a saudade não pode fazer festa. E todo esse caminho que começou há anos termina em uma festa”.

O Papa lembrou que o povo regozijava-se com alegria, porque tinha “entendido as palavras que haviam sido proclamadas a ele. Havia encontrado aquilo que a saudade lhe fazia sentir e seguir em frente”. E concluiu: “Vamos nos perguntar como é a nossa saudade de Deus: estamos contentes, estamos felizes assim ou, todos os dias, temos esse desejo de seguir em frente? Que o Senhor nos conceda essa graça: que nunca, nunca, nunca se apague em nosso coração a saudade de Deus”.

Cristãos devem estender a mão aos marginalizados, diz Papa

Sexta-feira, 26 de junho de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa de hoje, Papa destacou o valor da proximidade aos marginalizados; muitas vezes, cristãos devem “sujar” as mãos para ajudá-los, a exemplo de Jesus

O Papa Francisco voltou a defender, nesta sexta-feira, 26, a proximidade aos mais necessitados como um aspecto fundamental da comunidade cristã. Na Missa de hoje, ele destacou que o bem se faz “sujando” as mãos, ou seja, os cristãos devem se aproximar e estender as mãos àqueles que a sociedade tende a excluir.

Aproximando-se dos excluídos do seu tempo, Jesus “sujou” as mãos tocando os leprosos. E, assim, ensinou à Igreja que não se pode fazer comunidade sem proximidade. As reflexões do Papa surgiram a partir do Evangelho do dia, que retrata a cura de um leproso.

O milagre, notou o Papa, aconteceu sob os olhos dos doutores da lei, que consideravam o leproso impuro. Naquela época, a lepra era uma condenação perpétua; curar um leproso era tão difícil como ressuscitar um morto. Por isso os leprosos eram marginalizados, mas Jesus estendeu a mão ao excluído e demonstrou o valor fundamental da palavra “proximidade”.

“Não se pode fazer comunidade sem proximidade. Não se pode fazer a paz sem proximidade. Não se pode fazer o bem sem se aproximar. Jesus poderia muito bem ter dito: ‘Sê purificado!’. Mas não: aproximou-se e o tocou. E mais! No momento em que Ele tocou o impuro, tornou-se também Ele impuro. E esse é o mistério de Cristo: toma para si as nossas sujeiras, as nossas impurezas.”

O trecho do Evangelho registra também o convite que Jesus fez ao leproso curado: que se apresentasse ao sacerdote para que fosse novamente incluído na sociedade. Além da proximidade, também é importante para Jesus a inclusão.

“Tantas vezes penso que seja, não digo impossível, mas muito difícil fazer o bem sem sujar as mãos. E Jesus se sujou. Proximidade. E depois vai além. (…) Quem estava excluído da vida social, Jesus inclui: inclui na Igreja, inclui na sociedade… Ele jamais marginaliza alguém, jamais. Marginaliza a si mesmo para incluir os marginalizados, para nos incluir, pecadores, marginalizados, com a sua vida”.

Proximidade é estender a mão

O Papa ressaltou a admiração que Jesus suscita com as suas afirmações e os seus gestos. “Quantas pessoas seguiram Jesus naquele momento e seguem Jesus na história porque ficam impressionadas pelo modo como fala”

“Quantas pessoas olham de longe e não entendem, não lhes interessa… Quantas pessoas olham de longe, mas com o coração mau, para testar Jesus, para criticá-lo, para condená-lo… E quantas pessoas olham de longe porque não têm a coragem que ele teve de se aproximar, mas têm tanta vontade de fazê-lo! E naquele caso, Jesus estendeu a mão, antes. No seu ser estendeu a mão a todos, fazendo-se um de nós, como nós: pecador como nós, mas sem pecado, mas sujo dos nossos pecados. E esta é a proximidade cristã”.

“Proximidade” é uma bela palavra, concluiu Francisco, convidando os fiéis a um exame de consciência: “Eu sei aproximar-me? Tenho ânimo, força, coragem de tocar os marginalizados?”. Essas são perguntas, disse, que dizem respeito também à Igreja, às paróquias, às comunidades, aos consagrados, aos bispos, aos padres, a todos.

‘Jesus Cristo conta com vocês!’, recordou Papa Francisco aos jovens

Missa de Envio
Domingo, 28 de julho  de 2013
Alessandra Borges / Da redação

Neste último dia da JMJ Rio 2013, cerca de 3 milhões de peregrinos participam da Santa Missa de encerramento, também chamada de “Missa de Envio”, quando o Papa Francisco anunciará o local da próxima Jornada Mundial da Juventude.

Depois de uma semana de peregrinação e der ter enfrentado chuva e frio, sobretudo nesta madrugada, na Praia de Copacabana, o coração dos jovens peregrinos é aquecido mais uma vez pelas palavras doces e carinhosas do Papa Francisco durante a Celebração Eucarística. O Pontífice iniciou sua reflexão exortando os jovens de todos os continentes a seguirem a proposta da JMJ Rio 2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Juventude presente na Missa de Envio, na Praia de Copacabana. Foto: Ed Alves

“Foi bom participar desta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da Terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais». Jesus o chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir”, ressaltou o Santo Padre.

Assim como o Senhor nos confiou, é necessário que partilhemos a experiência de fé, testemunhando a fé e anunciando o Evangelho a toda a Igreja. Para anunciar a Palavra de Deus não existem fronteiras nem limites, pois o Evangelho é para todas as pessoas sem distinções. Portanto, precisamos ir ao encontro das pessoas para que sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.

“Este continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muitos frutos. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que os caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!”, recordou o Papa aos jovens.

O Pontífice ressaltou, em sua reflexão, que os jovens não podem ter medo de anunciar a Palavra de Deus, mesmo que o receio de não se sentirem preparados para esta missão seja mais forte. “Precisamos ser como Jeremias (cf. Jr 1,8) que, mesmo não se sentido preparado, escutou as palavras do Senhor e seguiu a sua missão evangelizadora.

Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: ‘Eu estou com vocês todos os dias’ (Mt 28,20). E isso é verdade também para nós! Jesus não nos deixa sozinhos. Nunca os deixa sozinhos! Sempre acompanha vocês!”, animou o Pontífice.

“A juventude precisa sentir a companhia de toda a Igreja e também dos santos em missão. Portanto, quando enfrentamos juntos os desafios, somos mais fortes e descobrimos uma coragem e recursos que, muitas vezes, não imaginávamos que tínhamos”. O Papa Francisco pediu aos sacerdotes que continuem acompanhando esta juventude com generosidade e alegria, para que esses jovens possam se comprometer ativamente com a Igreja.

“Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho!”, pediu o Santo Padre.

O Papa Francisco concluiu suas palavras reforçando aos jovens presentes na Praia de Copacabana, e a todos os outros que acompanham a Missa de Envio pelos meios de comunicação, que levar o Evangelho às pessoas é levar a força de Deus a todos os lugares.

“Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, os acompanhe sempre com a sua ternura: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’”, recordou o Sucessor de Pedro.

Palavras de agradecimento de Dom Orani João Tempesta – O início da Santa Missa foi marcado pelas palavras do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que agradeceu ao Pontífice a sua visita e destacou que, mesmo com a chuva e frio, o Santo Padre acolheu e saudou todos os peregrinos por onde ele passou de papamóvel. Ao encerrar sua mensagem, o arcebispo salientou que a verdadeira jornada começa hoje com o retorno de todos para casa, pois é preciso que realmente os jovens sigam este ensinamento: ”’Ide e fazei discípulos entre todas as nações’.

Nós também vamos com vocês, iremos com vocês às ruas, às periferias e aos excluídos. Já estamos com saudades! ‘Saudade’ que é uma palavra difícil de traduzir”, lembrou Dom Orani.

O prelado ressaltou que, para sempre, ficará gravada na lembrança destes jovens a presença do Pai e Pastor, pois é o primeiro retorno de Sua Santidade à América Latina e agora como o primeiro Papa latino-americano da história. “Vossa santidade nos confirmou, à luz da fé, em nossa caminhada de Igreja”, afirmou o arcebispo.

Após encerrar sua mensagem de agradecimento ao Sumo Pontífice, o Arcebispo do Rio de Janeiro se dirigiu, emocionado, ao Papa Francisco, o abraçou afetuosamente e lhe entregou uma lembrança.

Agradecimento do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Stanislaw Rilko –  Ao final da Santa Missa o cardeal polonês agradeceu ao Papa Francisco por todo o trabalho realizado durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no Brasil, pois foram dias de muita oração e silêncio com jovens de nacionalidades e culturas diferentes. Dom Stanislaw recordou do bispo emérito de Roma, Bento XVI, que escolheu o Brasil para sediar esta edição da JMJ e agradeceu ao Papa Francisco por ter assumido este compromisso de acompanhar os jovens neste encontro missionário.

“Estes jovens descobriram no papa, uma pai afetuoso e um amigo. Encontram muitas respostas sobre seus questionamentos e que os jovens não tenham medo de ir contra corrente”, disse o cardeal polonês.

Ao fim desta jornada os jovens tem uma grande missão de irem ao mundo para serem discípulos e missionários.

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