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O Sacramento da Crisma

Confirmação no Espírito Santo

Quarta-feira, 29 de janeiro  de 2014, Jéssica Marçal / Da Redação

Aos fiéis na Praça São Pedro, Francisco falou da importância de cuidar para que os jovens recebam o sacramento, que faz parte da iniciação cristã

Na audiência geral desta quarta-feira, 29, Papa Francisco concentrou-se sobre o sacramento da Crisma. Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos, o Santo Padre destacou a importância da Confirmação, que junto ao Batismo e à Eucaristia forma a iniciação cristã.

Francisco explicou que Crisma significa unção e, de fato, pelo óleo sagrado que se recebe neste sacramento, o homem é confirmado no poder do Espírito Santo.

Trata-se de um sacramento que leva a um crescimento da graça batismal, cumpre a ligação do homem com a Igreja é dá força para propagar e defender a fé. Por isso Francisco defendeu a importância de cuidar para que os jovens recebam este sacramento.

“Talvez não temos tanto cuidado para que recebam a Crisma: ficam no meio do caminho. Este sacramento é tão importante na vida cristã, porque dá a força para seguir adiante”, disse Francisco, pedindo que se faça sempre tudo o possível para concluir essa iniciação cristã.

E para receber a Crisma, é preciso uma boa preparação, disse o Papa. Ele lembrou que a Confirmação, assim como os demais sacramentos, não é obra do homem, mas de Deus, que toma conta da vida humana. Ele infunde no homem o seu Espírito Santo.

“Quando acolhemos o Espírito no nosso coração e O deixamos agir, o próprio Cristo se faz presente em nós e toma forma na nossa vida. Através de nós, será o próprio Cristo a rezar, infundir esperança e consolação, criar comunhão, semear paz. Pensem quão importante é isso”.

Francisco concluiu pedindo que os fiéis se lembrem de que receberam este sacramento e agradeçam por esta graça, além de pedir o auxílio divino para viver como verdadeiros cristãos.

 

CATEQUESE

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

Nesta terceira catequese sobre os Sacramentos, concentremo-nos na Confirmação ou Crisma, que é entendida em continuidade com o Batismo, ao qual está ligada de modo inseparável. Estes dois sacramentos, junto com a Eucaristia, formam um único evento salvífico que se chama “iniciação cristã”, na qual somos inseridos em Jesus Cristo morto e ressuscitado e nos tornamos novas criaturas e membros da Igreja. Eis porque na origem estes três sacramentos se celebravam em um único momento, ao término do caminho catecumenal, normalmente na Vigília Pascal. Assim era selado o percurso de formação e de gradual inserção na comunidade cristã que poderia durar também alguns anos. Fazia-se passo a passo para chegar ao Batismo, depois à Crisma e à Eucaristia.

Comumente se fala de sacramento da “Crisma”, palavra que significa “unção”. E, de fato, através do óleo chamado “Sagrado Crisma” somos confirmados, no poder do Espírito, em Jesus Cristo, o qual é o único e verdadeiro “ungido”, o “Messias”, o Santo de Deus. O termo “Confirmação” recorda-nos então que este Sacramento leva a um crescimento da graça batismal: une-nos mais firmemente a Cristo; cumpre a nossa ligação com a Igreja; dá-nos uma especial força do Espírito Santo para difundir e defender a fé, para confessar o nome de Cristo e para não nos envergonharmos nunca da sua cruz (cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 1303).

Por isto é importante cuidar para que nossas crianças, nossos jovens, recebam este Sacramento.  Todos nós cuidamos para que sejam batizados e isto é bom, mas talvez não cuidamos tanto para que recebam a Crisma. Deste modo, ficam no meio do caminho e não receberão o Espírito Santo, que é tão importante na vida cristã, porque nos dá a força para seguir adiante. Pensemos um pouco, cada um de nós: de fato temos a preocupação que as nossas crianças, os nossos jovens recebam a Crisma? É importante isto, é importante! E se vocês, em suas casas, têm crianças, jovens que ainda não a receberam e têm idade para recebê-la, façam tudo o possível para que esses terminem a iniciação cristã e recebam a força do Espírito Santo. É importante!

Naturalmente, é importante oferecer aos crismandos uma boa preparação, que deve buscar conduzi-los a uma adesão pessoal à fé em Cristo e a despertar neles o sentido de pertença à Igreja.

A Confirmação, como todo Sacramento, não é obra dos homens, mas de Deus, que cuida da nossa vida de modo a plasmar-nos à imagem e semelhança de seu Filho, para nos tornar capazes de amar como Ele. Ele o faz infundindo em nós o seu Espírito Santo, cuja ação permeia toda a pessoa e toda a vida, como refletido pelos sete dons que a Tradição, à luz da Sagrada Escritura, sempre evidenciou. Estes sete dons: eu não quero perguntar a vocês se vocês se lembram dos sete dons. Talvez vocês todos o sabem…Mas os digo eu em nome de vocês. Quais são estes dons? Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus. E estes dons nos foram dados propriamente com o Espírito Santo no sacramento da Confirmação. A estes dons pretendo então dedicar as catequeses que seguirão àquelas sobre os Sacramentos.

Quando acolhemos o Espírito Santo no nosso coração e O deixamos agir, o próprio Cristo se torna presente em nós e toma forma na nossa vida; através de nós, será Ele o próprio Cristo a rezar, a perdoar, a infundir esperança e consolação, a servir os irmãos, a fazer-se próximo aos necessitados e aos últimos, a criar comunhão, a semear paz. Pensem em quão importante é isto: por meio do Espírito Santo, o próprio Cristo vem fazer tudo isso em meio a nós e por nós. Por isso é importante que as crianças e os jovens recebam o Sacramento da Crisma.

Queridos irmãos e irmãs, recordemo-nos de que recebemos a Confirmação! Todos nós! Recordemos antes de tudo para agradecer ao Senhor por este dom, e depois para pedir-lhe que nos ajude a viver como verdadeiros cristãos a caminhar sempre com alegria segundo o Espírito Santo que nos foi dado.

São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos – 28 de Outubro

Evangelho segundo São Lucas 6, 12-19
Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus. Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. Os que eram atormentados por espíritos malignos ficavam curados; e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a todos curava.

Por Pe. Fernando José Cardoso

“Senhor, são muitos a quem se salvam?” Pergunta feita a Jesus à queima roupa, por alguém da multidão. Uma pessoa que faz uma pergunta dessa é uma pessoa que se coloca em um nível especulativo e teórico. Jesus não deseja responder nada neste nível, simplesmente por ser especulativo ou teórico. Jesus chama a cada um ao esforço existencial e a seriedade de um momento que é único e não volta mais: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois são muitos os que buscam a porta larga, e esta conduz à perdição. Ao invés de nos colocar no plano teórico das perguntas desnecessárias, é preciso que, dia-a-dia, saibamos que possuímos uma chance única e que esta nossa vida, que nunca mais se repetirá; pode ser endereçada ou conduzida numa direção, mas pode ser também conduzida em outra direção, pode ir na direção da sua própria destruição. Cada um colabora, dia após dia, pouco, mas eficazmente, quer para o crescimento, quer para a destruição; os exemplos são muitos, e cada um pode retirá-los a partir da própria experiência, ou de contato com outras pessoas. Na verdade, Jesus não deveria responder a esta questão porque se dissesse: “Sim, são poucos os que se salvam”, Ele desanimaria a maioria. Nós poderíamos concluir: bem, eu estou fora deste plano de salvação. Se Jesus respondesse: “Verdadeiramente são muitos os que se salvam”, Jesus estaria imprudentemente oferecendo a alguns a ociosidade nas coisas de Deus, a preguiça e, sobre tudo, na falta de seriedade no desenvolvimento dos próprios talentos naturais e espirituais recebidos. A vida é única, e ela se concluirá ou no reino de Deus, ou na sua condenação eterna. Nós devemos saber que o Evangelho é exigente, e nos coloca, não raramente, na contramão da história, da moda, da mídia, da imprensa, da opinião popular e geral. Tenhamos a coragem de levar a sério o nosso Evangelho. Trata-se nada menos, que da nossa salvação. Porém, sem responder diretamente a pergunta, Jesus não deixa de mostrar o coração amoroso. Virão muitos do oriente e do ocidente a se acertar com o Deus de Abraão, de Isaac e Jacó à mesa dos eleitos. Você que está lendo agora, faça algo que esteja ao alcance da sua mão para ser um daqueles convidados, no último dia, no momento da morte, a ingressar no festim que Deus preparou para seus eleitos; ou pelo contrário, vá perdendo tempo e cavando, dia após dia, de maneira irresponsável, a sua própria destruição. Para que direção a sua vida caminha diante de Deus?

 

«Uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para O ouvir»
Concílio Vaticano II / Constituição Dogmática sobre a Igreja, «Lumen Gentium», §§ 24-25

Os Bispos, como sucessores dos Apóstolos, recebem do Senhor, a Quem foi dado todo o poder no céu e na terra, a missão de ensinar todos os povos e de pregar o Evangelho a toda a criatura, para que todos os homens se salvem pela fé, pelo batismo e pelo cumprimento dos mandamentos (cf. Mc 28, 18; Mc 16, 15-16; At 26, 17ss.). Para realizar esta missão, Cristo Nosso Senhor prometeu o Espírito Santo aos apóstolos, e enviou-O do céu no dia de Pentecostes, para, com o Seu poder, serem testemunhas perante as nações, os povos e os reis, até aos confins da terra (cf. At 1, 8; 2, 1ss.; 9, 15). Este encargo que o Senhor confiou aos pastores do Seu povo é um verdadeiro serviço, significativamente chamado «diaconia», ou ministério (cf. At 1, 17 e 25; 21, 19; Rm 11, 13; 1Tim 1, 12). […] Entre os principais encargos dos Bispos, ocupa lugar preeminente a pregação do Evangelho. Os Bispos são os arautos da fé, que para Deus conduzem novos discípulos. Dotados da autoridade de Cristo, são doutores autênticos, que pregam ao povo a eles confiado a fé que se deve crer e aplicar na vida prática; ilustrando-a sob a luz do Espírito Santo e tirando do tesouro da Revelação coisas novas e antigas (cf. Mt 13, 52), fazem-no frutificar e solicitamente afastam os erros que ameaçam o seu rebanho (1Tim 4, 1-4). Ensinando em comunhão com o Romano Pontífice, devem por todos ser venerados como testemunhas da verdade divina e católica. E os fiéis devem conformar-se ao parecer que o seu Bispo emite em nome de Cristo sobre matéria de fé ou costumes, aderindo a ele com religioso acatamento.

 

A importância da sucessão apostólica
Padre Roger Araújo

O que dá, de fato, legitimidade àquilo que faz a nossa Igreja ao administrar os sacramentos, ao ministrar a fé e ao pregar a Verdade, – dando-me a certeza de que estou no caminho certo – é a sucessão apostólica.

“Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de apóstolos” (cf. Lc 6, 12-15). Hoje, celebramos os apóstolos São Simão e São Judas. São Judas é mais conhecido entre nós por fazer parte de uma devoção mais popular, chamado de São Judas Tadeu para diferenciá-lo de Judas Iscariotes, aquele foi o traidor do Senhor. São Judas escreveu uma carta, que todos nós conhecemos, e junto com ele, nós celebramos São Simão, chamado o zelote (cf. Lc 6, 15), também chamado a ser uma testemunha do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na Liturgia de hoje, a primeira coisa que nós aprendemos é a rezar, a subir com Jesus na montanha e a escutar o Pai antes de tomar qualquer decisão importante. Porque o Senhor passou a noite inteira em oração, uma vez que o Seu Espírito se rendeu, uma vez que Seu Espírito estava em perfeita união com o Pai. E, quando amanheceu, Ele escolheu os doze, entre tantos discípulos que O seguiam. Qual é a missão desses apóstolos, os quais nós vemos ser nomeados no Evangelho de hoje, nome a nome? Os doze apóstolos nos recordam as doze tribos de Israel, eles são para nós a configuração do novo Israel, o povo de Deus, a Igreja do Senhor. Para a nossa fé, isso é muito importante, porque, além de ser católica, ela é uma fé universal e chega a todos os povos; e a Igreja tem todas as verdades de fé para que nós possamos ser salvos. A nossa fé também é fundamentada na mesma fé que os apóstolos receberam. Cada vez que eu olho para um bispo, eu sei que ele é um sucessor dos apóstolos. O que caracteriza e o que dá, de fato, legitimidade àquilo que faz a nossa Igreja ao administrar os sacramentos, ao ministrar a fé e ao pregar a Verdade, – dando-me a certeza de que estou no caminho certo – é a sucessão apostólica. É saber que essa Igreja tem uma continuidade, ela começou com os doze, e estes fizeram outros apóstolos, que chegaram até nós hoje na figura dos nossos bispos. Rezemos, meus irmãos, rezemos por esses homens escolhidos por Deus para estarem à frente das nossas dioceses, governando a Igreja do Senhor, em comunhão com aquele que é o Bispo de Roma, o Papa. Rezemos pelos nossos pastores.

 

Jesus reza por nós mostrando ao Pai suas chagas, diz Papa 
Missa na Casa Santa Marta, segunda-feira, 28 de outubro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano  
Em homilia, Papa lembrou que Jesus mostra ao Pai as suas chagas: o preço da salvação da humanidade

Jesus continua a rezar e a interceder pelo homem, mostrando ao Pai o preço da salvação da humanidade: suas chagas. Foi o que disse o Papa Francisco em Missa celebrada nesta segunda-feira, 28, na casa Santa Marta. No centro da homilia, esteve o trecho do Evangelho no qual Jesus passa a noite rezando ao Pai antes de escolher os doze apóstolos. Cristo “montou seu time”, disse o Papa, e logo depois foi cercado por uma grande multidão que foi escutá-Lo e ser guiada por Ele. Francisco observou que essas são as três relações de Jesus: com o Pai, com os apóstolos e com o povo. Naquela época, Jesus já rezava ao Pai pelos apóstolos e pelo povo, o que faz também hoje. “É o intercessor, aquele que reza a Deus conosco e diante de nós. Jesus nos salvou, fez esta grande oração, o seu sacrifício, a sua vida, para salvar-nos”, disse. O Santo Padre lembrou que Jesus se foi e agora reza por todos, mas não é um espírito, e sim uma pessoa como o homem, mas em glória. Jesus tem as chagas em suas mãos, o preço da salvação de todos, e as mostra ao Pai quando reza pela humanidade, como se dissesse: “Pai, que isso não se perca”. “Ele reza por mim, Ele reza por todos e reza corajosamente porque faz ver ao Pai o preço da nossa justiça: as suas chagas. Pensemos muito nisto e agradeçamos ao Senhor. Agradeçamos por termos um irmão que reza conosco, reza por nós e intercede por nós”. E na conclusão da homilia, Francisco convidou todos a falarem com Jesus, reconhecendo-O como intercessor e pedindo sua oração por cada um. “E confiar os nossos problemas, a nossa vida, tantas coisas a Ele, para que Ele as leve ao Pai”.

 

PERSEVERAR NA FÉ DOS APÓSTOLOS
Padre José Augusto

Diante deste dia tão sublime a Igreja celebra o dia dos apóstolos, de maneira especial São Judas e São Simão. Celebramos também o Deus que nos chega através de seus escolhidos. “Seu som ressoa e se espalha em toda terra” Este som é a voz de Deus que chamam por seus filhos. E hoje vocês estão aqui porque ouviram a voz de Deus. E isso aconteceu porque 12 homens ouviram o apelo de Jesus. A Igreja diz que pela pregação dos Apóstolos chegamos ao conhecimento do Evangelho. Jesus tinha 72 discípulos e escolheu 12 para que pudesse levar o evangelho que chegou a nós. é por causa deles que vocês estão participando do sacrifício da missa, e podem dizer que Jesus Cristo é o Senhor. Precisamos ter uma alma muito agradecida a Deus pelos apóstolos. Homens que deram sangue, que perderam a vida, para ganhar uma vida no céu. Homens simples que viram Jesus andando sobre as águas. Nunca tinham visto um mestre como aquele, que ressuscitou o filho da mulher de Naim, que devolveu a visão a Bartolomeu, que curou o aleijado, que ressuscitou Lázaro, que instituiu a Eucaristia. Um homem que andou sobre águas e que os apóstolos O viram morto numa cruz e depois apareceu ressuscitado. E então a vida desses apóstolos mudam de verdade porque estão diante de um homem que não apenas ressuscitava, mas que morreu e ressuscitou. Hoje eu agradeço a Deus pelos apóstolos, porque se eles não tivessem anunciado o evangelho, dando até a própria a vida, o que seria de mim? Seria um perdido nesse mundo, caminhando para perdição. Mas graça a convicção deles, que quando no sinédrio os mandaram pararem de falar, eles disseram que não podiam deixar de falar aquilo que viram. A Igreja que nós pertencemos hoje, que somos batizados, que recebemos Jesus, que fomos crismados, que temos a graça de recebermos o sacramento da penitência, é a mesma Igreja que os apóstolos disseram Jesus é o Deus verdadeiro. Que no passado derramaram sangue. Agora pergunto: “vocês terão coragem de abandonar essa Igreja? Essa Igreja onde Jesus disse a Pedro “Tu és Pedro e sobre essa rocha edificarei a minha Igreja”. A porta que abre a porta dessa Igreja é a cruz de nosso Senhor. Uma Igreja maravilhosa, que tem defeitos sim, e cada defeito que ela mostra, mostra também que é a Igreja de Cristo. Jesus nunca desiste, Ele casou com uma Igreja defeituosa e nunca a abandona, mas nós no primeiro erro queremos abandonar. O amor dos casais precisa ser como o amor de Cristo a Igreja, eles têm defeitos, mas não podem se separar. Os apóstolos vieram para nos mostrar que o amor de Cristo por nós é um amor eterno. A aliança de Deus comigo está no sangue de Cristo derramado por mim no calvário e agora eu não posso deixá-Lo. Foi isso que os apóstolos nos ensinaram. Eu estou aqui falando para vocês, o que os apóstolos ouviram de Jesus, que por sua vez o Pai disse a Ele. Chegou a hora de vocês também falarem o que os apóstolos nos ensinaram que Jesus veio ao mundo para nos salvar e todo que n’Ele crer será salvo. Bendito seja Deus pelos apóstolos que anunciaram Sua palavra de salvação. E eu peço a vocês que sejam santos, é o que a primeira leitura nos diz, somos chamado a ser santos. A segunda coisa que peço é perseverança. Quem de vocês vai perseverar? A conversão é um passo, a perseverança que é a questão, quem de vocês vai perseverar? Vamos rezar para que Deus nos dê a graça de perseverar para que um dia nos encontremos no céu juntos com os anjos e santos.

 

Conheça e reze com São Judas Tadeu e São Simão Apóstolos

São Judas, designado por Tadeu (que significa o corajoso), é um dos Doze Apóstolos escolhidos por Jesus para o acompanhar na Sua vida pública. Irmão de São Tiago Menor, primo de Jesus, seguiu o Divino Mestre de perto e depois do dia de Pentecostes dedicou-se à pregação do Evangelho na Judéia, Samaria, Mesopotâmia (hoje região do Iraque) e na Pérsia, aonde viria a morrer martirizado juntamente com o Apóstolo São Simão. São Simão apelidado «o Zelote». Costuma ser representado com uma moca ou cacete na mão porque foi assassinado à paulada. O seu corpo foi trazido para Roma, onde é venerado na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O Papa Paulo III concedeu indulgência plenária a quem visitar o seu túmulo no dia da sua festa, que a Igreja fixou no dia 28 de Outubro. Por causa da traição de Judas Iscariotes, o nome de Judas (que significa Deus seja louvado) veio a cair no opróbrio, votando os cristãos tal horror e desprezo por aquela designação que o termo Judas passou a ter usem como equivalente de traidor, criminoso, assassino, homem desprezível ou diabólico. Narra Santa Brígida que Nosso Senhor quis reparar tal estado de coisas e fazer justiça a nome tão belo e sublimemente usada por Seu primo materno. Numa aparição àquela famosa santa sueca, Jesus, num momento difícil, disse-lhe: “para recorrer a São Judas Tadeu, pois ele queria ajudar os seus irmãos neste mundo”. A influência das revelações de Santa Brígida estendeu-se desde a Idade Media ate aos dias de hoje e é por isso que muitos cristãos passaram a recorrer a São Judas, a exemplo de Santa Brígida. Tais foram e têm sido os favores espetaculares do Santo que a sua fama alcançou todo o mundo católico, tornando-se conhecido na tradição cristã como o advogado das causas consideradas perdidas, desesperadas, angustiosas ou muito difíceis de resolver satisfatoriamente. “Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo” (Carta de São Judas 1, 20).

Oração para se rezar nas situações difíceis: Glorioso São Judas, ilustre Apostolo e mártir de Jesus Cristo, resplandecente de virtudes e de milagres, fiel e pronto advogado dos que vos veneram e tem confiança em vós, vós sois o patrono e o poderoso auxílio nas situações difíceis. Por isso, eu recorro e recomendo-me a vós. Vinde em meu auxilio, eu vos suplico, com a vossa poderosa intercessão, pois obtivestes de Deus o privilégio de ajudar os que perderam toda a esperança. Dignai-vos baixar os vossos olhos sobre mim; a minha vida é uma vida de cruz, os meus dias, dias de angústia, e o meu coração um mar de amargura. Todos os meus caminhos estão cobertos de espinhos e quase não tenho um lugar de repouso. Não me abandoneis nesta triste situação. Não vos deixarei enquanto não me tiverdes atendido. Apressai-vos a socorrer-me. Ficar-vos-ei reconhecido o resto da minha vida, reverenciar-vos-ei sempre como meu patrono especial e prometo-vos espalhar o vosso culto e a força do vosso nome. Assim seja.

Louvor e Agradecimento: Ó dulcíssimo Senhor Jesus, em união com o louvor celeste, inefável, com o qual a Santíssima Trindade se louva a si mesma e que se repercute sobre a vossa Humanidade bendita, sobre Maria, os Anjos e os Santos, eu Vos louvo, Vos exalto e Vos bendigo por todos os favores e por todos os privilégios que concedestes a São Judas Tadeu, escolhendo o para vosso Apóstolo. Pelos seus méritos, peço-Vos que me concedais a Vossa graça e que, por sua intercessão, me fortifiqueis e me defendais da ação dos meus inimigos e na hora da morte. Assim seja (3 Pai Nosso, 3 Ave Maria, 3 Glória ao Pai).

Oração diária a São Judas Tadeu: Ó São Judas Tadeu, recordo-vos a felicidade que sentistes quando o bom Mestre vos ensinou, a vós e aos outros Apóstolos, a oração do Pai Nosso. Por essa alegria, peço-vos que me obtenha a graça de ser, até ao fim, um fiel discípulo do Salvador (Pai Nosso).

Oração em honra de São Judas Tadeu, Apóstolo: Senhor Jesus, Tu escolheste São Judas entre os teus Apóstolos e fizeste dele, para o nosso tempo, o Apóstolo das causas desesperadas. Agradeço-Te por todos os benefícios que me concedeste por sua intercessão e peço-Te que me concedas a Tua graça nesta vida para que possa participar um dia, na Tua glória, na alegria eterna. Amém.

Consagração a Nossa Senhora

A consagração a Nossa Senhora é um caminho escolhido por Deus para que encontremos o Amor.

Consagração: caminho para encontrar o Amor João e Maria juntos à cruz de Cristo.

A consagração a Nossa Senhora é um caminho para encontrar o Filho do Altíssimo, Jesus Cristo, Deus que é Amor e se fez homem. O Filho de Deus nos ensinou a amar por sua entrega total à vontade do Pai1, mas por nós mesmos somos incapazes desse amor incondicional. Por isso, precisamos entrar na escola da Virgem Maria, aquela que gerou o Amor e correspondeu totalmente a Ele, dedicando-Lhe toda a sua vida, até as últimas consequências. Mãe e Filho estiveram juntos até o fim2, numa entrega total de si mesmos por amor a Deus e a humanidade. Não tendo mais o que nos dar, nos últimos instantes de sua vida terrena, Jesus confiou-nos, em seu testamento espiritual, aquela que mais amava neste mundo: “Eis a tua Mãe!”3. Por isso, “os verdadeiros devotos de Nossa Senhora devem amá-la não simplesmente com um amor humano, mas com amor teologal, amor caridade, por causa de Deus, de modo que, quando louvem Maria e contemplem suas virtudes, Deus seja amado e glorificado”4.

Deus quis a devoção a Nossa Senhora para que, amando-a, O amássemos de modo mais perfeito. Mas, resta-nos perguntar: porque nos consagrar a Virgem Maria? A resposta é bem simples. Basta lembrarmos que a consagração é a Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada, pelas mãos de Maria5. Nos entregamos ao Filho, por meio de sua Mãe. Não fazemos a consagração diretamente a Jesus porque Ele mesmo, na Cruz, inaugurou a mediação maternal de Maria, quando disse ao Discípulo Amado: “Eis a tua mãe”6, e à sua Mãe: “Mulher, eis o teu filho”7. A Palavra de Deus atesta que “a partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu”, acolhendo-a, mais do que em sua casa, em seu coração. Por isso, à imitação de João, devemos nos entregar totalmente a Maria, repetindo o que também fez o Papa João Paulo II, que deixou sua consagração mariana explícita no lema de seu pontificado: “Totus tuus ego sum, Maria, et omnia mea tua sunt – Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu pertence a ti”8.

Na história da Igreja, houve devotos críticos e escrupulosos, que chamavam de indiscretos ou exagerados os piedosos atos de amor que os fiéis ofereciam a Nossa Senhora. Na passagem do século XVII para XVIII, na França da época de São Luís Maria, os jansenistas chegaram a distribuir vários panfletos com advertências contra supostos excessos de amor à Mãe de Deus. Para justificar essa conduta, esses críticos diziam que o próprio Jesus tratava com desprezo sua Mãe9. Nada mais falso, pois Nosso Senhor “quis humilhá-la e escondê-la durante a vida para favorecer a sua humildade”10. Mas, depois de elevar-Se aos Céus, Jesus glorificou sua Mãe. Desse modo, passou a cumprir-se a profecia de Maria no cântico do Magnificat: “doravante, todas as gerações hão de chamar-me bem-aventurada”11, e também a visão do livro do Apocalipse: “Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas”12.

A Virgem Maria está em corpo e alma nos Céus, mas também permanece em nossas vidas, por meio de uma presença virtual e de uma presença afetiva. Esta presença virtual de Nossa Senhora é ativa e não simbólica ou uma imagem do real. Em teologia, virtual (do grego virtus) significa força, ação, atividade. “Pelo maravilhoso mistério da comunhão dos santos, a Virgem Santíssima, mesmo estando gloriosa no Céu, está bem perto de nós. Quanto à sua presença afetiva, diz respeito ao amor que ela nos devota e ao qual nós devemos corresponder, por amor a Deus”13. Pois, crescer em santidade significa um crescimento generoso no amor14.

Portanto, Jesus escondeu a sua Mãe Santíssima aqui na Terra para elevá-la e glorificá-la nos Céus. O próprio Cristo se escondeu neste mundo, vivendo a maior parte de sua vida ocultamente em Nazaré, e quer que nossa vida esteja escondida com Ele15. Pois se, à imitação de Maria, formos pobres, humildes16, e cheios de graça17 nesta vida, glória semelhante à sua possuiremos no Reino dos Céus. Para a nossa salvação, a consagração a Nossa Senhora não é necessária, mas ela é essencial para alcançarmos a perfeição, a santidade. Se desejamos simplesmente nos salvar, podemos contentar-nos simplesmente em cumprir os Mandamentos de Deus e da Igreja. Mas, se queremos ser santos, além disso, devemos consagrar-nos inteiramente a Jesus Cristo, amando-O de modo mais perfeito, por meio da Virgem Maria. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Referências:
1 Mc 14, 36.
2 Jo 19, 25.
3 Jo 19, 27.
4 PADRE PAULO RICARDO. Consagração a Nossa Senhora, um caminho de santidade.
5 Cf. SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Suplemento B.
6 Jo 19, 27.
7 Jo 19, 26.
8 Cf. PAPA JOÃO PAULO II. Primeira Radiomensagem Urbi et orbi, em 17 de Outubro de 1978: AAS 70 (1978), 927.
9 PADRE PAULO RICARDO. Pode ter Jesus desprezado a sua mãe?.
10 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 5.
11 Lc 1, 48.
12 Ap 12, 1.
13 PADRE PAULO RICARDO. Consagração a Nossa Senhora, um caminho de santidade.
14 SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica, II-II, q. 24, a. 9.
15 Col 3, 3.
16 Lc 1, 48.
17 Lc 1, 28.

Natalino Ueda é brasileiro, católico, missionário da Comunidade Canção Nova, formado em Filosofia e Teologia. Atualmente é produtor de conteúdo do portal cancaonova.com. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é o seu maior apostolado.

O matrimônio do cristão

Os casais devem se amar como Cristo ama Sua Igreja

A diferença é brutal. Pelos anos 70, qualquer paróquia de médio porte alcançava um patamar de 500 casamentos por ano. Hoje, a média se concentra ao redor de uma centena anual, no máximo. Durante décadas, nós criticamos o luxo e a ostentação nas celebrações matrimoniais (todas querendo imitar a riqueza da família real inglesa).

O motivo dessas observações era que tais exageros envergonhavam os pobres que, por essa razão, preferiam não casar na Igreja. Analisando as eventuais razões que levaram a essa amnésia da graça sacramental de Cristo, poderíamos facilmente detectar as seguintes: laicização da vida religiosa. Trata-se de um problema de fé. Um dos noivos, ou os dois, não descobrem sentido no ato religioso.

Assim se ouve um vago propósito de “casarem-se mais tarde”. Mas, de momento, quando muito, casam-se só no civil. Outro motivo é o de deixar uma porta aberta para um eventual novo casamento. Como o casamento religioso tem uma força moral enorme para selar uma “aliança eterna”, então, para descomplicar uma eventual nova experiência, evita-se a celebração religiosa que poderia exigir grandes manobras burocráticas. “O que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19,6).

A nossa juventude católica, que não se une pelo sacramento do matrimônio, precisa crescer na fé. Deve saber que a cerimônia religiosa pode ser um momento de grande graça de fidelidade e de amor que o Cristo quer conceder aos noivos. Não casar pode ser sinal de perder uma grande bênção do Pai Criador. E por outra, não querer se vincular pelos laços sagrados do matrimônio, pode significar que a confiança recíproca ainda não atingiu a maturidade. Devem prolongar o tempo de conhecimento recíproco, e só depois “ajuntar os trapos”.

Mas devem se casar na Igreja para terem aquela bênção especial, que os faça acreditar na sua sublime missão de participar da obra da criação. Para o mundo inteiro, aqueles que “casam no Senhor” são praticantes do amor que Cristo tem pela Sua Igreja. E tem uma garantia de Cristo: “O Senhor é fiel, Ele haverá de vos dar forças e vos preservar do mal”  (2Tes 3,3).

Dom Aloísio Roque Oppermann, scj

Santa Mônica, mulher forte!

A história de santa Mônica é o exemplo mais palpável de quanto pode uma mãe na educação dos filhos e de quanto deve a Igreja às mães cristãs. Santo Agostinho confessa que, depois de Deus, tudo deve a sua mãe. Por isso fala dela com tanto carinho e lágrimas, quando recorda a sua morte. «Não calarei o que me nasce da alma sobre aquela serva vossa que me deu à luz na sua carne para que nascesse para esta vida temporal, e em seu coração para a eterna». Mônica deveu a sua educação cristã «não tanto à diligência da sua mãe, quanto à duma criada decrépita», que se ocupava das filhas dos seus senhores, como se fossem próprias. Educada com honestidade e temperança, casou-se por vontade dos pais com um gentio, chamado Patrício, que ela desde o princípio se esforçou por ganhar para Deus com as virtudes e bons costumes «com que se tomava formosa e reverentemente amável». Seu marido, como pagão, não reconhecia a lei da fidelidade conjugal. Mônica «de tal maneira suportou as suas infidelidades conjugais, que nunca teve com o marido a menor altercação; porque esperava que a vossa misericórdia viesse em ajuda dele, para, crendo em Vós, se tornar casto». Tinha Patrício temperamento forte e muito iracundo, diz-nos seu filho santo Agostinho. «Mas ela sabia não resistir ao marido irado, não já com obras mas nem mesmo com palavras. Depois de ele desafogar e sossegar, se o julgava oportuno dava-lhe explicação do seu proceder, no caso de ele se ter descomposto com alguma desconsideração». O mesmo santo Agostinho nos conta que havia muitas mães de família com maridos mais mansos, que apresentavam os rostos afeados com os sinais das violências que lhes imprimiam os seus esposos. Enquanto elas tornavam.a culpa à vida desordenada dos maridos, Mônica atribuía-a à língua delas. Sabendo todas que feroz marido tinha ela de suportar, maravilhavam-se de nunca Patrício lhe ter batido e perguntava-lhe familiarmente qual o segredo. Ela respondia-lhes que o seu segredo era calar e mostrar-se sempre submissa e sacrificada. As que seguiam esta norma matrimonial, depois de a experimentarem, davam-se os parabéns; as que não a seguiam, sofriam a sujeição e os maus tratos. Mônica, com a sua paciência e silêncio, conseguiu ganhar o marido e até convertê-lo à fé em Cristo. Desde esse momento, já não teve de sofrer a infidelidade. Tropeçou também Mônica com a sogra, suspicaz e avinagrada, e diz-nos Santo Agostinho que «de tal maneira a ganhou com atenções e perseverando em agüentá-la com mansidão», que a converteu na sua melhor panegirista e advogada. Outra grande virtude lhe tinha concedido Deus: «que, entre quaisquer pessoas zangadas e discordes, se mostrava quanto podia tão pacificadora que ouvindo dum e de outro lado amargas acusações… nada referia de uma parte à outra, senão o que podia servir para as reconciliar». Com os pobres e transeuntes foi sempre caritativa e esmo ler, «serva dos vossos servos». A grande obra de santa Mônica foi a conversão e mudança do seu filho Agostinho. Na África velou pelas companhias e mestres do filho, pelos seus costumes, por que se casasse honestamente. Quando soube que o filho projetava trasladar-se a Itália, resolveu embarcar com ele para continuar sendo o seu anjo da guarda. Mas Agostinho, a quem estorvava a companhia santificadora da mãe, conseguiu, enganando-a, fazer-se à vela. «Naquela noite eu parti às escondidas, ela ficou orando e chorando. E que vos pedia com tantas lágrimas, Deus meu?» Chegou Agostinho a Roma e adoeceu, longe da mãe: «Não conhecia a minha mãe o meu perigo; mas ausente orava por mim; e Vós, em toda a parte presente, onde ela orava ouvíei-la, e onde eu estava Vos apiedáveis de mim para que recuperasse a saúde do corpo, embora o coração seguisse delirando com erro sacrílego». De Roma trasladou-se Agostinho para Milão e aqui o encontrou a mãe: «Já a minha mãe, forte com a sua piedade, tinha vindo para o meu lado, seguindo-me por mar e por terra, confiando em Vós em todos os perigos; tanto que nas tempestades do mar esforçava até os marinheiros, fazendo votos por que chegasse com felicidade». Em Milão teve Mônica um enorme gozo: o filho Agostinho tinha travado amizade com santo Ambrósio, bispo da cidade. E redobrou desde então as suas lágrimas e orações, sendo constante na igreja. E o dia suspirado chegou por fim. Quando santo Agostinho comunicou à mãe o propósito, não só de fazer-se católico, mas de consagrar-se totalmente ao serviço de Cristo no estado de castidade perfeita, a mãe não coube em si de gozo. «E trocastes o seu pranto e lágrimas em gozo, muito mais copioso do que ela tinha apetecido, e muito mais caro e casto do que esperava dos netos da minha carne». Isto sucedeu em 387, a 24 ou 25 de Abril. Pouco depois, adoecia e morria Santa Mônica, dentro ainda do ano de 387, como se Deus lhe tivesse conservado a vida só para alcançar a conversão do filho. Cumprida a sua missão neste mundo, não lhe ficava senão subir ao paraíso e receber a coroa das virtudes. Contemplando a beleza e grandeza do amor – na praia de Óstia, junto a Roma – submergiam-se Mônica e Agostinho na felicidade dos santos. Depois de conversarem cinco dias sobre a felicidade do céu, adoecia ela: «Aqui enterrareis a vossa mãe», disse aos seus dois filhos. Agostinho calava-se e reprimia o pranto. A mãe continuou: «Enterra i este corpo em qualquer parte; não continue em vós a preocupação de cuidar dele; somente vos peço que, onde quer que vos encontrardes, vos lembreis de mim diante do altar do Senhor». «No dia nono da sua doença, aos 56 anos da sua idade e 33 da minha, aquela alma piedosa e religiosa foi desatada do corpo. Quando lhe fechava os olhos, afluiu ao meu coração imensa tristeza, que se transformava em lágrimas… E agora, Senhor, eu Vo-lo confesso neste escrito, leia-o quem quiser, e interprete-o como queira. E se achar pecado chorar eu, por uma exígua parte de uma hora, a minha mãe, que por tantos anos me chorou diante dos vossos, não se ria; antes, se tem grande caridade, chore também ele pelos meus pecados diante de Vós, Pai de todos os irmãos do vosso Cristo».

A grandeza da santidade de Agostinho influiu para que sua festa fosse precedida pela de sua santa mãe. A sua vida só é conhecida por nós através das “Confissões” do filho, que tem sobre ela paginas estupendas. Crista de fé robusta, profundamente piedosa, alcançou com sua bondade converter o marido pagão e irascível, e com a força das preces e das lagrimas, o filho transviado. Esperou dezesseis anos com incrível paciência que Agostinho se emendasse. Em busca de aventura, o filho foi para a Itália. Mônica por sua vez, foi a Roma procura-lo, depois a Milão, onde assistiu ao seu batismo. Não mais voltou a África, pois morreu em Óstia, antes do embarque. Forte de ânimo, ardente na fé, firme na esperança, de inteligência brilhante, sensibilíssima às exigências da convivência, assídua na oração e na meditação da Sagrada Escritura.

Texto de Santo Agostinho sobre sua mãe:
Procuremos alcançar a sabedoria eterna Estando bem perto o dia que ela deixaria esta vida – dia que conhecias e que ignorávamos – aconteceu por oculta disposição tua, como penso, que eu e ela estivéssemos sentados sozinhos perto da janela que dava para o jardim da casa onde nos tínhamos hospedado, lá junto de Óstia Tiberina. Ali, longe do povo, antes de embarcarmos, nos refazíamos da longa viagem. Falávamos a sós, com muita doçura e, esquecendo-nos do passado, com os olhos no futuro, indagamos entre nós sobre a verdade presente, quem és tu, como seria a futura vida eterna dos santos, que olhos não viram, nem ouvidos ouviram nem subiu ao coração do homem (cf. 1Cor 2, 9). Mas ansiávamos com os lábios do coração pelas águas celestes de tua fonte, fonte da vida que está junto de ti. Eu dizia estas coisas, não deste modo nem com estas palavras. No entanto, o Senhor, tu sabes que naquele dia, enquanto falávamos, este mundo foi perdendo o valor, junto com todos os seus deleites. Então disse ela: “Filho, quanto a mim, nada mais me agrada nesta vida. Que faço ainda e por que ainda aqui estou não sei. Toda a esperança terrena já desapareceu. Uma só coisa fazia-me desejar permanecer por algum tempo nesta vida: ver-te cristão católico, antes de morrer. Deus me atendeu com a maior generosidade, porque te vejo até como seu servo, desprezando a felicidade terrena. Que faço aqui?”. O que lhe respondi não me lembro bem. Cinco dias depois, talvez, ou não muito mais, caiu com febre. Doente, um dia desmaiou, sem conhecer os presentes. Corremos para junto dela, mas recobrando logo os sentidos, viu-me e mim e a meu irmão e disse-nos, como que procurando algo semelhante: “Onde estava eu?” Em seguida, olhando-nos, opressos pela tristeza, disse: “Sepultai vossa mãe”. Eu me calava e retinha as lágrimas. Mas meu irmão falou qualquer coisa assim que seria melhor não morrer em terra estranha, mas na pátria. Ouvindo isso, ansiosa, censurando-o com o olhar por pensar assim, voltou-se para mim: “Olha o que diz”. Depois falou a ambos: “Ponde este corpo em qualquer lugar. Não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim no altar de Deus, onde quer que estiverdes”. Terminado como pôde de falar, calou-se e continuou a sofrer com o agravamento da doença. Finalmente, no nono dia de sua doença, aos cinqüenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou-se do corpo.
Do Livro das Confissões, de Santo Agostinho, bispo. (Lib. 9,10-11: CSEL 33,215-219) (Séc. V).

Orações: Nobilíssima Santa Mônica rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se com alegria e amor. Rogai virtuosa Santa Mônica, para que se abram os olhos e as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna. A beleza do sacrifício materno. Em um tempo em que se questiona por que se deve deixar nascer um bebê anencéfalo, rogai Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para suas famílias, e para sua própria santificação. Amém.
Ó Esposa e Mãe exemplar, Santa Mônica: Tu que experimentastes as alegrias e as dificuldades da vida conjugal; Tu que conseguiste levar à fé teu esposo Patrício, homem de caráter desregrado e irascível; Tu que chorastes tanto e oraste dia e noite por teu filho Agostinho e não o abandonaste mesmo quando te enganou e fugiu de ti. Intercede por nós, ó grande Santa, para que saibamos transmitir a fé em nossa família; para que amemos sempre e realizemos a paz. Ajuda-nos a gerar nossos filhos também à vida da Graça; conforta-nos nos momentos de tristeza e alcança-nos da Santíssima Virgem, Mãe de Jesus e Mãe nossa a verdadeira paz e a Vida Feliz. Amém.
Mônica encarna o modelo de esposa ideal e mãe cristã. Santa Mônica, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mc 12, 28b-34)

9ª Semana Comum – Quinta-feira 07/06/2018

ANO PAR
Primeira Leitura (2Tm 2,8-15)
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 8lembra-te de Jesus Cristo, da descendência de Davi, ressuscitado dentre os mortos, segundo o meu evangelho. 9Por ele eu estou sofrendo até às algemas, como se eu fosse um malfeitor; mas a palavra de Deus não está algemada. 10Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos, para que eles também alcancem a salvação, que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. 11Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos. 12Se com ele ficamos firmes, com ele reinaremos. Se nós o negamos, também ele nos negará. 13Se lhe somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. 14Lembra-lhes tais coisas e conjura-os por Deus a evitarem discussões vãs, que de nada servem a não ser para a perdição dos ouvintes. 15Empenha-te em apresentar-te diante de Deus como homem digno de aprovação, como operário que não tem de que se envergonhar, mas expõe corretamente a palavra da verdade.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 24)

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!
— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação.

— O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

— Verdade e amor são os caminhos do Senhor para quem guarda sua Aliança e seus preceitos. O Senhor se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a conhecer sua Aliança.

 

ANO ÍMPAR
Primeira Leitura (Tb 6,10-11;7,1.9-17;8,4-9a)  
Leitura do Livro de Tobias.

Naqueles dias, 6,10 depois de penetrarem na Média e aproximan­do-se de Ecbátana, 11 Rafael disse ao jovem: “Tobias, meu irmão!” “Pronto!”, respondeu-lhe Tobias. Rafael prosseguiu: “Esta noi­te devemos hospedar-nos em casa de Raguel”. Este homem é teu parente e tem uma filha que se chama Sara. 7,1 Quando entraram em Ecbátana, Tobias disse a Rafael: “Azarias, meu irmão, conduze-me diretamente à casa do nosso irmão Raguel”. O anjo assim o fez. Encontraram Raguel senta­do junto à porta do pátio e foram os primeiros a saudá-lo. Raguel respondeu: “Muitas saudações, irmãos! Sejam bem-vindos e te­nham saúde!” E os fez entrar em casa. 9 Matou depois um car­neiro do rebanho e fez-lhes calorosa recepção. Depois de toma­rem banho e se terem purificado, puseram-se à mesa. Tobias disse então a Rafael: “Azarias, meu irmão, dize a Raguel que me dê Sara, minha irmã, como esposa. 10 Raguel ouviu aquelas palavras e disse ao jovem: “Come, bebe e passa tranquilamente esta noite. Não há ninguém com direito de receber Sara, minha filha, como esposa, senão tu, meu irmão. Do mesmo modo, tam­bém eu não tenho direito de dá-la a ninguém senão a ti, porque és o meu parente mais próximo. Vou, no entanto, dizer-te toda a verdade, meu filho. 11 Dei-a a sete homens dentre nossos ir­mãos, e todos morreram na noite em que iam aproximar-se dela. Agora, filho, come e bebe, e o Senhor providenciará por vós”. 12 Tobias respondeu: “Não comerei nem beberei, antes que deci­das a minha situação”. Raguel respondeu: “Está bem. E a ti que ela é dada, de acordo com a prescrição do Livro de Moisés. As­sim, se o céu decreta que ela te seja dada, leva contigo tua irmã. Desde agora, tu és seu irmão e ela tua irmã. Desde hoje, ela te é entregue para sempre. Que o Senhor do céu vos faça felizes esta noite, meu filho, e vos conceda misericórdia e paz!” 13 Raguel chamou Sara, sua filha, e ela se aproximou. Ele tomou-a pela mão e entregou-a a Tobias, dizendo: “Recebe-a de acordo com a Lei e de acordo com o preceito escrito no Livro de Moisés, pelo qual ela te deve ser dada como esposa. Toma-a e leva-a, feliz, à casa de teu pai. Que o Deus do céu vos conduza em paz!” 14 Chamou a mãe da moça e disse-lhe que trouxesse uma folha de papiro para escrever o contrato de casamento, declarando que a entregava a Tobias como esposa segundo a sentença da Lei de Moisés. E a mãe dela trouxe a folha de papiro e ele escreveu e assinou. Depois disso, começaram, então, a comer e a beber. 15 Raguel chamou Edna, sua mulher, e disse-lhe: “Irmã, prepara outro quarto e conduze Sara para lá”. 16 Ela foi preparar o leito no quarto, como o marido lhe dissera e para lá conduziu a filha. Chorou sobre ela, mas em, seguida, enxugou as lágrimas e dis­se-lhe: 17 “Coragem, minha filha! O Senhor do céu mude em ale­gria a tua tristeza. Coragem, filha!” E saiu. 8,4 Depois, os pais retiraram-se e fecharam a porta do quarto. Tobias levantou-se do leito e disse a Sara: “Levanta-te, irmã! Oremos e imploremos a nosso Senhor que nos conceda miseri­córdia e salvação”. 5 Ela levantou-se, e ambos se puseram a orar e a suplicar que lhes fosse concedida a salvação. Ele começou dizendo: “Tu és bendito, ó Deus de nossos pais, e bendito é o teu nome, por todos os séculos e gerações! Que os céus e todas as tuas criaturas te bendigam por todos os séculos! 6 Foste tu quem criou Adão, e para ele criaste Eva, sua mulher, para que lhe servisse de ajuda e apoio. De ambos teve início a geração dos homens Tu mesmo disseste: ‘Não é bom que o homem esteja só. Vamos fazer-lhe uma auxiliar semelhante a ele’. 7 Agora, Se­nhor, não e por desejo impuro que eu recebo, como esposa, esta minha irmã, mas faço-o de coração sincero. Sê misericordioso comigo e com ela e concede-nos que cheguemos, juntos, a uma idade avançada”. 8 Disseram, depois, a uma só voz: “Amém! Amém!” 9a E recolheram-se ao leito, aquela noite.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 127)  

— Felizes todos que respeitam o Senhor!
— Felizes todos que respeitam o Senhor!

— Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz tudo irá bem!

— A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.

— Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor e abençoe de Sião, cada dia de tua vida.

 

Evangelho (Mc 12,28b-34)  

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28bum mestre da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendi­mento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro man­damento maior do que estes”. 32O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Pedro de Córdova, fiel leigo

São Pedro de Córdova e companheiros, testemunharam com esperança a ressurreição

O santo de hoje viveu num tempo de grande perseguição. Foi no século IX, no ano de 851: um rei de outra religião estava impondo para os cristãos a renúncia de Cristo e a adesão a tal outra religião. Claro que muitos optaram pela fidelidade a Jesus, mesmo em meio às ameaças e perseguições.

Pedro, fiel leigo, que foi para Córdova junto com outro amigo por causa dos estudos, deparou-se com aquela perseguição. Eles se apresentaram a um juiz, que questionou a fé daqueles cristãos. E Pedro respondeu testemunhando Jesus Cristo, falando sobre a verdadeira religião, da Salvação, do único Salvador. Aquele juiz não aceitou os argumentos e condenou Pedro e seus companheiros ao martírio.

Eles foram com alegria, testemunhando a esperança da ressurreição. Foram degolados e depois tiveram seus corpos dependurados e queimados, e ainda tiveram suas cinzas lançadas num rio, para que ninguém os venerasse.

Diante do testemunho desses mártires, peçamos a Deus a graça da fidelidade.

São Pedro de Córdova e companheiros, rogai por nós!

Catequese: Papa explica os ritos centrais do Batismo

Quarta-feira, 2 de maio de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Nesse tempo pascal, Santo Padre segue no ciclo de reflexões sobre o Batismo

Na Praça São Pedro, Papa faz semanalmente a tradicional catequese para os fiéis / Foto: Reprodução Yotube – Vatican News

A catequese desta quarta-feira, 2, com o Papa Francisco, foi dedicada aos ritos centrais do Batismo. O Santo Padre segue em um ciclo de reflexões sobre o sacramento nesse tempo pascal vivido pela Igreja.

O primeiro elemento citado pelo Santo Padre foi a água, sobre a qual é invocado o poder do Espírito para que se tenha a força para renovar e regenerar. Francisco ressaltou, porém, que o poder de perdoar os pecados não está na água em si: a eficácia é do Espírito Santo.

Uma vez santificada a água da fonte, chega o momento de preparar o coração para receber o Batismo, o que acontece com a renúncia a Satanás e a profissão de fé, explicou o Papa. “À medida em que digo ‘não’ às sugestões do diabo – aquele que divide – sou capaz de dizer ‘sim’ a Deus que me chama a conformar-me a Ele nos pensamentos e nas obras. O diabo divide; Deus sempre une a comunidade”.

Francisco destacou ainda que esses dois atos – a renúncia a Satanás e a profissão de fé – estão estritamente relacionados. “Não é possível aderir a Cristo colocando condições. É preciso separar-se de certas ligações para realmente poder abraçar outras; ou estás bem com Deus ou estás bem com o diabo. Por isso a renúncia e o ato de fé vão juntos”.

O Papa observou que a resposta a essa pergunta – “renunciais a Satanás?” – é feita na primeira pessoa do singular, – “Renuncio”, do mesmo modo que é professada a fé da Igreja – “Creio”. “Eu renuncio e eu creio: esta é a base do Batismo. É uma escolha responsável, que exige ser traduzida em gestos concretos de confiança em Deus”.

“Queridos irmãos e irmãs, quando mergulhamos a mão na água benta – entrando em uma igreja tocamos a água benta – e fazemos o sinal da Cruz, pensemos com alegria e gratidão no Batismo que recebemos – esta água benta nos recorda o Batismo – e renovemos o nosso ‘Amém’ – ‘Sou feliz’ – para vivermos imersos no amor da Santíssima Trindade”, conclui o Pontífice.

Batismo não é fórmula mágica, mas dom do Espírito Santo, diz Papa

Quarta-feira, 25 de abril de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Na catequese de hoje, Santo Padre seguiu refletindo sobre o sacramento do Batismo, desta vez destacando a força para vencer o mal

O Papa Francisco segue com as catequeses sobre o Batismo. Nesta quarta-feira, 25, a ênfase foi para a força de vencer o mal, força que é habilitado na pessoa a partir desse sacramento.

O Santo Padre destacou que a pessoa não está sozinha na fonte batismal, mas sim acompanhada pela oração de toda a Igreja, oração esta que assiste a pessoa na luta contra o mal e a acompanha na vida do bem. “Nós Igreja rezamos pelos outros. É algo bonito rezar pelos outros”, disse.

Nesse sentido, o Papa lembrou que a vida cristã é sempre sujeita à tentação de separar-se de Deus, mas é o Batismo que prepara e dá a força para esta luta cotidiana, também para a luta contra o diabo. “O Batismo não é uma fórmula mágica, mas um dom do Espírito Santo que habilita quem o recebe a lutar contra o espírito do mal”.

Além do aspecto da oração, Francisco mencionou na catequese de hoje outro momento do rito do Batismo: a unção sobre o peito com o óleo dos catecúmenos, um sinal de salvação. “É cansativo combater contra o mal, fugir de seus enganos, retomar força depois de uma luta exaustiva, mas devemos saber que toda a vida cristã é um combate. Devemos, porém, saber que não estamos sozinhos, que a Mãe Igreja reza a fim de que os seus filhos, regenerados no Batismo, não sucumbam às ciladas do maligno, mas as vençam pelo poder da Páscoa de Cristo”.

“Nós todos podemos vencer, vencer tudo, mas com a força que vem de Jesus”, concluiu o Papa.

5º Domingo da Páscoa – Ano B

Por Mons. Inácio José Schuster

V Domingo de Páscoa – B
Atos 9, 26-31; I João 3, 18-24; João 15, 1-8
Toda videira que dá fruto, poda-a
«Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o vinhateiro. Toda videira que em mim não dá fruto, corta-a, e toda a que dá fruto, poda-a, para que dê mais fruto». Em seu ensinamento Jesus parte com freqüência de coisas familiares para todos que lhe escutam, coisas que estavam ante os olhos de todos. Desta vez nos fala com a imagem da videira. Jesus expõe dois casos. O primeiro, negativo: a videira está seca, não dá fruto, assim é cortada e deixada; o segundo, positivo: a videira está ainda viva e sã, então é podada. Já este contraste nos diz que a poda não é um ato hostil para com a videira. O vinhateiro espera ainda muito dele, sabe que pode dar frutos, tem confiança nele. O mesmo ocorre no plano espiritual. Quando Deus intervém em nossa vida com a cruz, não quer dizer que esteja irritado conosco. Justamente o contrário. Mas, por que o vinhateiro poda a videira e faz «chorar», como se costuma dizer, à vinha? Por um motivo muito simples: se não é podada, a força da vinha se desperdiça, dará talvez mais frutos que o devido, com a conseqüência que nem todos amadureçam e de que descenda a graduação do vinho. Se permanece muito tempo sem ser podada, a vinha até se assilvestra e produz só uvas silvestres. O mesmo ocorre em nossa vida. Viver é eleger, e eleger e renunciar. A pessoa que na vida quer fazer demasiadas coisas, ou cultiva uma infinidade de interesses e de afeições, se dispersa; não sobressairá em nada. Deve-se ter o valor de fazer eleições, de deixar à parte alguns interesses secundários para concentrar-se em outros primários. Podar! Isto é ainda mais verdadeiro na vida espiritual. A santidade se parece com a escultura. Leonardo da Vinci definiu a escultura como «a arte de tirar». As outras artes consistem em colocar algo: cor na tela na pintura, pedra sobre pedra na arquitetura, nota após nota na música. Só a escultura consiste em tirar: tirar os pedaços de mármore que estão demais para que surja a figura que se tem na mente. Também a perfeição cristã se obtém assim, tirando, fazendo cair os pedaços inúteis, isto é, ambições, projetos e tendências carnais que nos dispersam por todas as partes e não nos deixam acabar nada. Um dia, Miguelangelo, passando por um jardim de Florença, viu, em uma esquina, um bloco de mármore que surgia desde debaixo da terra, meio coberto de mato e barro. Parou, como se tivesse visto alguém, e dirigindo-se aos amigos que estavam com ele exclamou: «Nesse bloco de mármore está encerrado um anjo; devo tira-lo para fora». E armado de cinzel começou a trabalhar aquele bloco até que surgiu a figura de um belo anjo. Também Deus nos olha e nos vê assim: como blocos de pedra ainda disformes, e diz para si: «Aí dentro está escondida uma criatura nova e bela que espera sair à luz, mais ainda, está escondida a imagem de meu próprio Filho Jesus Cristo [nós estamos destinados a «reproduzir a imagem de seu Filho» (Rm 8, 29. Ndt)]; quero tira-la para fora!». Então o que faz? Toma o cinzel, que é a cruz, e começa a trabalhar-nos; toma as tesouras de podar e começa a fazê-lo. Não devemos pensar em quem sabe que cruzes terríveis! Normalmente Ele não acrescenta nada ao que a vida, por si só, apresenta de sofrimento, fadiga, tribulações; só faz que todas estas coisas sirvam para nossa purificação. Nos ajuda a não desperdiça-las.

 

Neste quinto domingo da Páscoa Jesus afirma: “Ser a verdadeira videira e seu Pai o agricultor. Todo o ramo que não produz fruto, nele será cortado”. E em primeiro lugar notem o adjetivo: “videira verdadeira”, é possível que nas entrelinhas do texto houvesse uma polêmica com o antigo Israel. É possível que o Evangelista quisesse dizer que, contrariamente a Israel, deixou de ser uma vinha produtiva para Deus. Jesus e os seus são a verdadeira videira de Deus. No entanto, este dito proverbial de Jesus é bastante profundo; Jesus é a videira toda inteira e os ramos fazem parte desta videira, os ramos vivem a vida da videira. Notem Jesus não diz: Eu sou o tronco e os cristãos os ramos, Eu sou a videira toda inteira. Neste particular o Evangelista se aproxima da teologia paulina que fala do corpo de Cristo, ao menos nas primeiras cartas, como sendo constituído de Cristo e de todos os seus. Para o Evangelista é imprescindível ao cristão estar unido intimamente a Jesus e através desta união intima com Jesus, produzir frutos normalmente, se entende de maneira inadequada esta produção de frutos, em termos de virtudes. Não, a própria união de um ramo com a videira faz com que ele seja produtivo e este verificado no amor a Deus e no amor aos irmãos. No dualismo de João, que pensa em branco e preto e não dá espaço para cores intermédias, ou se está na videira e se é produtivo para Deus, ou então se é um ramo morto, sem nenhuma vida. Santo Agostinho na antiguidade colheu este dualismo do quarto Evangelho, afirma ele ou na videira, ou no fogo para ser queimado. Hoje nós queremos perguntar a nós e para nossas comunidades, se estamos na videira, se estamos produzindo constantemente frutos de amor para Deus, ou se de algum tempo estamos definitivamente mortos e cortados da vida de Deus.

 

V DOMINGO DA PÁSCOA (B)
“JESUS É A VIDEIRA E NÓS OS RAMOS”
Jesus se compara com a videira. Uma das plantas mais antigas da humanidade que fornece uma bebida que se tornou universal desde a era antiga. Jesus é o transmissor da seiva do Pai. Sem a seiva do amor de Deus jamais seremos felizes. Parece que a humanidade inventa desculpas para justificar a ela mesma. Procura subterfúgios afirmando que eles trazem felicidade. Há muitos galhos secos dentro do mundo. Pessoas infelizes porque não se comunicam com Deus. Nós cristãos precisamos oferecer às pessoas escravas da ditadura do relativismo imposto pelos meios de comunicação social a verdadeira alegria que vem da comunicação permanente com o Criador. Vamos rezar neste domingo pela profunda vocação de nossas mães. Que Deus as ajude para que elas vivam sua maternidade seguindo o exemplo de Maria nossa mãe.
ORAÇÃO: Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que crêem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.
EVANGELHO (Jo 15, 01-08): Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”. “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.
Na comparação que Jesus faz sobre a videira e os ramos, sentimos o quanto somos amados por Deus. Este amor deve fermentar em nós. Levando-nos a uma ação amorizante para que este mundo seja melhor através dos frutos que produzimos em nossa vida. A prática do bem é nosso desafio. Estamos impregnados com a influência do individualismo que leva a pessoa a sua própria ruína. A doutrina de Jesus serve para ser aplicada em todas as épocas. Por esta razão que ele se serve de comparações. De fatos bem comuns do cotidiano do povo, para que se entenda a profundidade de sua doutrina. A videira é um tipo de vegetal bem resistente e que em determinadas épocas do ano parece ter perdido a vida quando os ramos secos são retirados no momento da poda. Parece que não ficou mais nada. Na época certa surge a brotação como um verdadeiro milagre da natureza. Do tronco seco surge um verde belíssimo que enche nossos olhos de alegria. Jesus se utiliza desta beleza simples e significativa que acontece na natureza, para dizer que longe do tronco nós perdemos a vida. Ele é o responsável por transmitir a seiva para nós que somos os ramos. Se nos afastarmos do essencial seguindo nosso egoísmo, estaremos perdendo a seiva do amor de Deus. A oração faz que estejamos sempre unidos a Ele. O diálogo sincero com o Senhor transmite a seiva do amor para nosso coração e aos poucos vai nos transformando. Muitas vezes precisamos ser podados pelo Senhor. Tirar de nossa vida aquilo que nos impede de nos sentirmos amados por Ele. As dificuldades da vida quando lidas de uma forma humilde e oferecidas a Deus podem nos ajudar a crescer continuamente no amor. Na realidade todos passam por momentos difíceis que Deus permite para que sejamos forjados no seu amor. O sintoma da presença do amor é a capacidade de sofrimento do que ama de verdade. Nesta vida não teremos felicidade permanente porque Deus nos reservou a vida eterna. Jesus é a verdadeira videira, porque é por meio dele que alcançamos à salvação. Quando procuramos viver uma vida nova na graça de Deus superamos as barreiras do egoísmo e crescemos no amor. A nossa tarefa é produzir frutos. Eles são conseqüência da nossa comunhão com Cristo. Quando nos aproximamos do bem, produzimos o bem. Quanto mais podados nós formos em nosso egoísmo, mais capacitados nós estaremos em produzir frutos. Só poderemos produzir frutos se estivermos ligados ao tronco. Por nossa própria engenharia não podemos fazer o bem que tem a sua fonte única em Deus. O amor é exigente e transformante. O contato com a seiva de Cristo muda nossas atitudes e valores. Quando amamos de verdade estamos sempre dispostos a deixar algo pelo amado. Hoje as pessoas querem uma felicidade imediata que não passa pela poda da verdade e por isso acabam sofrendo muito mais do que se estivessem a inteira disposição do Senhor. “Senhor Jesus nós vos pedimos a graça de estarmos sempre ligados convosco através da oração”.

“Cristo nos dá força para nos levantarmos”

Francisco durante a oração do Regina Coeli – ANSA
28/03/2016

Cidade do Vaticano (RV) – Na primeira recitação do Regina Coeli deste ano, a oração mariana que substitui o Angelus até a Festa de Pentecostes, o Papa disse que “nossos corações ainda estão repletos da alegria pascal” nesta segunda-feira depois da Páscoa, chamada “Segunda-feira do Anjo”.

“A vida venceu a morte. A Misericórdia e o amor venceram o pecado! Há necessidade de fé e de esperança para se abrir a este novo e maravilhoso horizonte. E nós sabemos que a fé e a esperança são um dom de Deus, e devemos pedir a Ele: ‘Senhor, doai-me a fé, doai-me a esperança! Precisamos tanto!’ Deixemo-nos invadir pelas emoções que ressoam na sequência pascal: ‘Sim, estamos certos: Cristo ressuscitou verdadeiramente. Ele está vivo no meio de nós’”, recordou Francisco.

Cristo, força para se reerguer

“Esta verdade marcou indelevelmente as vidas dos Apóstolos – continuou o Pontífice – que, depois da ressurreição, sentiram novamente a necessidade de seguir o seu Mestre e, recebido o Espírito Santo, saíram sem medo para anunciar a todos o que tinham visto com seus próprios olhos e experimentado pessoalmente”.

“Se Cristo ressuscitou, podemos olhar com olhos e corações novos a todos os eventos da nossa vida, até mesmo aqueles mais negativos. Os momentos de escuridão, de fracasso e pecado podem se transformar e anunciar um caminho novo. Quando chegamos ao fundo da nossa miséria e da nossa fraqueza, Cristo ressuscitado nos dá a força para levantarmos”, encorajou o Papa.

O silêncio de Maria

“O Senhor crucificado e ressuscitado é a plena revelação da misericórdia – afirmou ainda o Papa – presente e ativa na história. Esta é a mensagem pascal que ainda ressoa hoje e que vai ressoar em todo o tempo da Páscoa até Pentecostes”.

Ao falar novamente do silêncio e da espera de Maria pela ressurreição, que permaneceu aos pés da Cruz e não se dobrou diante da dor, ao contrário, a fé de Nossa Senhora a tornou ainda mais forte, Francisco disse:

“No seu coração dilacerado de mãe permaneceu sempre acesa a chama da esperança. Peçamos a Ela que também nos ajude a aceitarmos plenamente o anúncio pascal da Ressurreição, para encarná-lo na realidade de nossas vidas diárias”, pediu o Papa, para então concluir:

“Que a Virgem Maria nos dê a certeza da fé que, cada passo sofrido do nosso caminho, iluminado pela luz da Páscoa, se tornará bênção e alegria para nós e para os outros, especialmente para aqueles que sofrem por causa do egoísmo e da indiferença”. (rb/sp)

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