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É possível medir o amor de mãe?

As alegrias e os desafios da maternidade

O amor materno é algo imensurável, ou seja, que não pode ser medido.

Olhe para uma mãe e você verá alguém tão cheia de amor que não coube dentro de si mesma: transbordou para além do cônjuge, nos filhos. Quem é mãe, nasceu para a maternidade. Maternidade assumida gera sempre mais vida, mais amor.

Descobri cedo que Deus me fez para a maternidade, quando, ainda na infância, ouvindo tantas vezes na escola a música “Maria de Nazaré”, imaginava Nossa Senhora amamentando Jesus, trocando Sua fralda e, depois, dando comida em Sua boca, ensinando-O a falar, caminhar, escovar os dentinhos… E sonhava com os filhos que eu teria um dia.

Cresci com esse sentimento da maternidade em meu coração.

Na época do namoro, eu e meu esposo sonhávamos com a família que constituiríamos, com os muitos filhos que teríamos. Sonhávamos em ter seis filhos.

Já casados, com três crianças, planejávamos o quarto filho. Foi quando alguém me questionou se eu queria mesmo ter mais filhos, que isso era loucura, que a vida era muito corrida, e como eu poderia educá-los. Respondi simplesmente que, se fosse a vontade de Deus, eu queria sim.

Fui para capela rezar e dizia: “Se o Senhor me fez para o matrimônio, o Senhor me fez para maternidade. Então, vou ter todos os filhos que o Senhor quiser me dar!”. E Deus me presenteou com esta Palavra: “Colocarei Nele a minha confiança. Eis-me aqui, eu e os filhos que Deus me deu” (Hb 2,13).

Os meus filhos são bem-vindos, são queridos, em primeiro lugar, por Deus! Só preciso confiar n’Ele! Meu coração encheu-se de uma profunda paz!

De lá para cá, estou grávida do quinto filho ou filha; na verdade, sexto, pois, temos um intercedendo pela família, no céu. E vejo a promessa de Deus se cumprindo em nossa família e em minha vida.

A cada luta, a cada desafio, a cada lágrima derramada na criação, formação e educação dos filhos, brota a esperança, pois sei onde coloquei a minha confiança! E a Divina Providência nos acompanha em todos os momentos.

Nas enfermidades dos pequenos, na hora da correção, na hora de formar o caráter, na hora de pôr no colo e dar carinho, essa confiança no Senhor me orienta.

Errando sim, muitas vezes, mas aprendendo também com os erros, vou vivendo com muito amor e alegria a minha missão como mãe.

Na hora da dúvida, recorro à Virgem Maria. E ela me coloca na via segura, ensinando-me como devo agir.

A cada filho que nascia e chegava em casa e parecia que ainda estava faltando gente. Por fim, passei a perguntar a Deus: “Senhor, ainda está faltando alguém? Pois não quero que fique faltando ninguém!”. E Ele respondeu-me: “Tem lugar para mais um. No carro, na mesa, na casa, na vida e no coração de vocês”.

Deus estava dizendo: “No seu coração, sempre vai haver lugar para mais um”. Assim é o amor de mãe!

Não é preciso ter medo do desafio. Você, mãe, conta com a graça de Deus para cumprir tão sublime missão. Coloque no Senhor a sua confiança e tenha certeza: Deus estará com você, em todos os momentos, pois os seus filhos são queridos e amados por Ele. E as alegrias são bem maiores que as dificuldades!

Alguém já disse: “A melhor herança que se pode deixar para um filho é um irmão!”. Pense sobre isso e deixe a vida florir em seu coração e no seio do seu lar!

Quando você diz para um filho pequenino: “Você mora no meu coração”, e ele, surpreendentemente lhe responde, sorrindo e batendo no peito: “Você também!”. Isso não tem preço. É a recompensa do Céu!

Gilmara Lira – Comunidade Canção Nova

As dúvidas durante o namoro

É preciso perguntar: este namoro nos ajuda a crescer?

Os namoros complicados que se prolongam por muitos anos sem uma definição, havendo, às vezes, várias separações e voltas, sem que o relacionamento amadureça e chegue ao casamento. Então, é preciso examinar bem as razões pelas quais esses casais de namorados já se separaram tantas vezes. Os problemas que geraram as separações foram resolvidos ou será que ambos “taparam o sol com a peneira”? Se os motivos das separações foram importantes e eles souberam resolver em cada caso os problemas em suas raízes, e isso serviu até para uni-los mais, tudo bem, o namoro deve continuar. Mas, se os problemas são os mesmos, se repetem, e eles não conseguem resolvê-los, então é preciso pedir a ajuda de alguém que os oriente, no sentido de se tomarem uma decisão.

Não se pode ficar no namoro como um carro atolado no mesmo lugar; o carro pode até atolar, mas deve sair e continuar a viagem. Faço uma pergunta aos dois: este namoro os ajuda a crescer? Cada um de vocês sente falta da presença do outro?

Toda crise, qualquer que seja, enfrentada com coragem, lucidez, trabalho e uma boa orientação, pode gerar crescimento para a pessoa e para o casal. Uma crise de relacionamento pode até ser um aprendizado para uma futura vida de casados, quando essas crises acontecem com mais frequência.

O mais importante, repito, é não “tapar o sol com a peneira”; isto é, fingir que resolveram os problemas e irem empurrando o namoro com a barriga até o casamento. Quando um casal briga muito nesse período [namoro], pode estar certo de que vai brigar mais ainda depois de casados. Vale a pena isso? Então, se o relacionamento não vai bem e não melhora, então, é melhor terminá-lo. O namoro é para isso mesmo, para verificar se a outra pessoa é adequada para viver comigo para sempre, constituir família e ter filhos. Não caiam jamais no erro do “me engana que eu gosto”; que é a mesma coisa do avestruz que enfia a cabeça na areia para não ver a tempestade à frente; enfrente a tempestade ou então fuja dela.

Nenhum casal de namorados deve partir para o casamento com dúvidas sérias sobre o outro; há muitos casos de separações de casados por causa disso. Há problemas graves que podem ser resolvidos com um bom diálogo, compreensão de ambas as partes, oração, orientação, paciência, entre outros. Mas não se pode acomodar com um problema; o rato morto não pode ficar no porão da casa porque vai fermentar e exalar mau odor.

É preciso aprender a dialogar; tentar entender as razões do outro, saber se calar e esperar o outro falar tudo o que tem para falar. Um segredo que evita muitas brigas no namoro é saber combinar as coisas. Muitos brigam porque não combinam as coisas a fazer. Por exemplo, quando ir à casa de cada um, quando fazer um programa ou outro. Tudo deve ser combinado antes, com antecedência, para que as surpresas da vida não os leve a brigar. O povo diz, e com muita razão, que “o combinado não é caro”. Então, se as coisas são combinadas antes, muitas brigas podem ser evitadas, isso vale inclusive para o noivado e casamento.

Se você tem consciência de que errou e machucou o outro, então a primeira coisa a fazer é pedir perdão e prometer-lhe que não fará mais isso. Esse ato de humildade fortalece o relacionamento e o torna mais humano. Mas mesmo assim, você terá de reconquistar a confiança que talvez tenha sido abalada quando você errou e magoou o outro.

Algumas vezes há coisas mal-entendidas no relacionamento. É preciso esclarecer isso muito bem; não deixe que a fofoca destrua o namoro; coloquem as coisas às claras, com sinceridade e honestidade. A humildade é a fortaleza dos que amam; aquele que tem maior amor deve dar o primeiro passo, vencer o orgulho e ir ao encontro do outro.

Reze e peça a Deus a graça de poder falar com clareza e sabedoria o que precisa ser dito. Consagre seu namoro a Deus e peça a Ele que os conduza.

Prof. Felipe Aquino

Pediatra orienta pais na formação da identidade sexual dos filhos

Jéssica Marçal / Da Redação / Wesley Almeida /Portal CN

O pediatra Christian Snake acompanhado pela coordenadora do Centro de Formação ‘Famílias Novas’, Fabiana Azambuja, durante coletiva de imprensa

A educação dos filhos hoje em dia é assunto que ainda causa dúvida em muitos pais. Como ser pai e mãe nos dias de hoje? Uma das abordagens do evento é a formação da identidade sexual dos filhos.

A proposta, de acordo com a coordenadora do Centro de Formação ‘Famílias Novas’, Fabiana Azambuja, é tentar levar aos pais algumas dicas sobre a criação dos filhos. “Ser pais é uma profissão que não tem escola, mas nós podemos ter pistas para sermos melhores pais, melhores mães. Acreditamos que, assim, construiremos uma sociedade melhor”.

Em coletiva de imprensa, um dos convidados para o evento, o pediatra chileno Christian Snake, que é especialista em bioética, destacou a preocupação com bens materiais como um dos problemas que mais afetam as famílias e prejudicam o diálogo entre seus membros. “Isso faz com que os pais deixem de lado a preocupação com a aproximação e busca de valores espirituais e de intimidade com seus filhos”.

Formação da identidade sexual

Pai e mãe atuam na formação da identidade sexual de seus filhos, mas Dr. Shnake revelou que cada um tem um papel específico nesse processo. O pediatra explicou que a mãe tem uma proximidade muito maior com a criança, em especial na primeira etapa da infância, o que é natural. Desde a amamentação, a mãe transmite à criança que a sexualidade é algo natural e normal da pessoa.

À medida que a criança vai crescendo, entra em ação o papel do pai que é de alguma forma, romper um pouco essa união tão forte com a mãe. “Esse processo, que significa cortar de novo o cordão umbilical, vai permitir à criança projetar-se para o mundo”, revelou o médico chileno, dizendo que, com isso, a criança vai conseguir afirmar sua identidade.

Transtornos de identidade

De acordo com o especialista chileno, o mais importante é os pais prevenirem possíveis transtornos no desenvolvimento da identidade sexual de seus filhos, processo em que se faz necessária a presença dos pais junto à criança. “Os pais devem ter a capacidade de acolher seus filhos como eles são, com suas características pessoais, apoiá-los e fortalecê-los e não rejeitá-los por serem diferentes daquilo que eles esperavam”, orientou.

O médico destacou a ausência do pai como uma das causas dos problemas na área da identidade sexual, tendo em vista o importante papel desempenhado pela figura paterna.

“Muitas crianças estão sendo criadas sem o pai. Nessas situações, é necessária a ajuda de um psicólogo cristão que entenda que não é normal nem natural que se possa desenvolver uma identidade sexual em que se projeta uma atração pelo mesmo sexo. Que entenda que essa atração pelo mesmo sexo é a conseqüência de uma falta de identidade sexual da criança”.

Quanto à aproximação entre pais e filhos nesse diálogo sobre identidade sexual, o pediatra recomendou que se instruam os pais a terem princípios e saberem da importância de sua proximidade com os filhos. “Parece que à medida que as crianças vão crescendo, os pais acreditam que não precisam abraçá-los e os filhos precisam ser abraçados. Isso não os faz menos homens, muito pelo contrário”.

Avanços no pré-natal x aborto

Uma das palestras do dr. Snake durante o ‘Aprofundamento para Famílias’ refere-se aos avanços na medicina pré-natal. Tendo em vista a oposição entre medidas como estes avanços, que buscam maior segurança para o bebê, e outras que favorecem o aborto, o médico revelou que esta é uma das contradições que acontecem na ciência.

Ele citou dois valores considerados fundamentais na maioria das culturas: o respeito à vida e o respeito à autonomia, à liberdade. “Hoje em dia, estamos em um mundo extremamente liberal do ponto de vista filosófico, em que se prima pelo conceito de liberdade, à autonomia, inclusive acima do respeito à vida. Então temos liberdade sem responsabilidade e respeito à vida”.

O especialista em bioética finalizou dizendo que o homem poderá atuar corretamente se ordenar seus valores, colocando em primeiro lugar o respeito à vida e em segundo a liberdade subordinada a esse respeito.

As duas dimensões da família

O casal que reza junto não se separa diante das dificuldades

São Paulo diz que os maridos devem amar as suas esposas. Você está disposto a amar a sua esposa a ponto de se entregar por ela?  É dogma de fé que a Igreja é santa, nunca podemos dizer que a instituição criada por Cristo tem pecado, pois os pecados são dos filhos dela [Igreja], os pecados são nossos. E por que a Igreja é santa? Porque Cristo entregou-se por ela na cruz, para que ela fosse sem mácula.

Pela mentira o demônio quer destruir os casamentos, quando se mente para o marido ou para a esposa, você está dando ocasião para o maligno.  A porta por onde o demônio entra tem nome, se chama pecado, por isso o casal não pode pecar.

Quando o casal está unido no amor de Deus, ninguém o separa. O amor é que une o casal, São Paulo diz que o amor é paciente, é bondoso, não busca os próprios interesses, não acaba nunca, só o amor faz com que perdoemos uns aos outros até mesmo quando um errou com o outro.

É preciso que nos alimentemos do amor de Deus. E isso vai acontecer onde? Na Igreja, na Eucaristia, na oração, pois o casal que reza junto não se separa diante das dificuldades, pois tem forças para superar todos os problemas.

A família tem duas dimensões: a primeira dimensão é o “casal” e a segunda, são os “filhos”. A família é sagrada, ela não foi instituída por homem, por um papa, mas por Deus. Deus Pai quis dar uma ajuda adequada ao homem, por isso, deu-lhe a mulher como vemos no livro do Gênesis. A mulher foi a última criação do Senhor, foi o ápice da criação.

O Todo-Poderoso quis que, na raiz da família, houvesse uma aliança e por essa razão os casais hoje trazem uma aliança em suas mãos. O Papa São João Paulo II pedia: “casais cristãos sejam para o mundo um sinal do amor de Deus”, de forma que – quando os demais (casais) virem superando os problemas existentes no mundo – possam ver o amor de Deus.

O Criador deseja que, através do sacramento do matrimônio, homem e mulher sejam uma só carne, que sejam um só coração, uma só alma, um só espírito. Infelizmente, existem pessoas que estão casadas há anos, porém, ainda não parecem estar casadas.

Falo também aos jovens: se você brincar com seu namoro, você já está destruindo seu casamento, pois ele [namoro] é o alicerce para um casamento, é a preparação, a parte mais demorada, mais difícil. O Papa lá em Sidney, na Austrália, pede ao jovens que aceitem o desafio de viver na castidade, pois um casal só pode se unir e ter uma relação sexual após o casamento, que é o tempo propício para isso.

Jovens cristãos, está na hora de dar uma lição ao mundo. Na África, onde a AIDS mais acontece, em Uganda eles conseguiram baixar de 26% para 5% a contaminação da população do país, pois o presidente católico fez uma campanha para que vivessem o sexo somente no casamento, tantos os jovens como os casais já casados.

Hoje estão colocando máquinas de camisinha nas escolas para que os jovens as usem; porém, eu digo: ensine seu filho a não fazer isso, pois eles devem aprender que seus corpos são um templo santo e não podem viver como o mundo ensina.

O remédio não é empurrar os jovens para o sexo fácil, mas sim, viver a castidade!

Prof. Felipe Aquino

Santo Evangelho (Mt 5, 43-48)

1ª Semana da Quaresma – Sábado 11/03/2017

Primeira Leitura (Dt 26,16-19)
Leitura do Livro do Deutero­nômio.

Moisés dirigiu a palavra ao povo de Israel e lhe disse: 16“Hoje, o Senhor teu Deus te manda cumprir esses preceitos e decretos. Guarda-os e observa-os com todo o teu coração e com toda a tua alma. 17Tu escolheste hoje o Senhor para ser o teu Deus, para seguires os seus caminhos, e guardares seus preceitos, mandamentos e decretos, e para obedecerdes à sua voz. 18E o Senhor te escolheu, hoje, para que sejas para ele um povo particular, como te prometeu, a fim de observares todos os seus mandamentos. 19Assim ele te fará ilustre entre todas as nações que criou, e te tornará superior em honra e glória, a fim de que sejas o povo santo do Senhor teu Deus, como ele disse”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 118,1-8)

— Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
— Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!

— Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa seus preceitos, e de todo coração procura Deus!

— Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fiel­mente observados. Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei!

— Quero louvar-vos com sincero coração, pois aprendi as vossas justas decisões. Quero guardar vossa vontade e vossa lei; Senhor, não me deixeis desamparado!

 

Evangelho (Mt 5,43-48)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvis­tes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Eulógio – Mártire Espanhol 

Deixou muitos escritos para a Igreja, principalmente sobre o martírio

Nascido em Córdova, Espanha, no século VIII, descobriu seu chamado ao sacerdócio e fez um ótimo caminho formativo, também nas áreas da ciência, aprofundando-se nas ciências teológicas.

Era um homem de muito estudo, oração e amor.

A Espanha foi afetada por invasões e o príncipe perseguia cruelmente a Igreja, prendendo e matando a muitos cristãos.

São Eulógio deixou muitos escritos, com testemunhos de mártires e santos, assim como obras apologéticas e a ‘Exortação ao martírio’, que escreveu na prisão.

Ele foi decapitado no dia 11 de março de 859, recebendo a coroa da vida imortal.

Santo Eulógio, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mc 10, 28-31)

8ª Semana do Tempo Comum – Terça-feira 28/02/2017

Primeira Leitura (Eclo 35,1-15)
Leitura do Livro do Eclesiástico.

1Aquele que guarda a lei faz muitas oferendas; 2aquele que cumpre os preceitos oferece um sacrifício salutar (3).4Aquele que mostra agradecimento, oferece flor de farinha, e o que pratica a beneficência oferece um sacrifício de louvor. 5O que agrada ao Senhor é afastar-se do mal, e o que o aplaca é deixar a injustiça. 6Não te apresentes na presença de Deus de mãos vazias, 7porque tudo isso se faz em virtude do preceito. 😯 sacrifício do justo enriquece o altar, o seu perfume sobe ao Altíssimo. 9A oblação do justo é aceitável, e sua memória não cairá no esquecimento. 10Honra ao Senhor com coração generoso e não regateies as primícias que apresentares. 11Faze todas as tuas oferendas com semblante sereno, e com alegria consagra o teu dízimo. 12Dá a Deus segundo a doação que ele te fez, e com generosidade, conforme as tuas posses; 13porque ele é um Deus retri­buidor, e te recompensará sete vezes mais. 14Não tentes corrompê-lo com presentes: ele não os aceita; 15nem confies em sacrifício injusto, porque o Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 49)

— A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
— A todos que procedem reta­mente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

— “Reuni à minha frente os meus eleitos, que selaram a Aliança em sacrifícios!” Testemunha o próprio céu seu julgamento, porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

— “Escuta, ó meu povo, eu vou falar; ouve, Israel, eu testemunho contra ti: Eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus! Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos.

— Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

 

Evangelho (Mc 10,28-31)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 28começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. 29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. 31Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santos Romão e Lupicino – Irmãos peregrinos 

Santos Romão e Lupicino, fundaram mosteiro baseado nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo.

Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali.

Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano.

Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade.

O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino.

Santos Romão e Lupicino, rogai por nós!

Por que ser batizado enquanto criança?

Segunda-feira, 25 de junho de 2012 / Jéssica Marçal / Da Redação

‘Desde cedo devemos desejar que toda a riqueza da graça e das bênçãos divinas habitem na vida de cada filho ou filha’, destacou padre Sérgio  

Livrar o ser humano do pecado original e torná-lo imerso no nome de Deus. Na fé católica, essas duas etapas tão importantes são concretizadas com o sacramento do Batismo, que comumente é realizado logo nos primeiros meses de vida. Muitas pessoas, porém, ainda se perguntam se o mais certo não seria o batismo na fase adulta, uma vez que assim haveria liberdade de escolha.

Na abertura da Conferência Pastoral Eclesial da Diocese de Roma, na Itália, deste ano, o Papa Bento XVI falou sobre a importância do Batismo e o reafirmou enquanto uma necessidade para o ser humano. Ele enfatizou que ser batizado não é uma escolha como outra qualquer, da mesma forma que não é possível escolher nascer ou não neste mundo.

Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, o administrador da Diocese de Tubarão (SC), padre Sérgio Jeremias de Souza, esclareceu algumas das reflexões do Papa sobre o sacramento. Em relação à liberdade de escolha, o padre recordou que Deus não fere a liberdade do ser humano, muito pelo contrário.  “Ele a alarga (a liberdade) e dá a verdadeira dimensão de vida plena. Ele não nos tira nada, mas nos dá tudo, sobretudo a participação em seu ser divino”.

O padre destacou ainda que os pais sempre querem o melhor para seus filhos, daí o batismo acontecer logo na vida da criança. “Se Deus é algo bom para a minha vida de pai e de mãe, aquilo que é um bem para mim eu o quero também para meus filhos. E não há duvidas: o melhor é Deus, sempre”.

noticias.cancaonova.com – Uma das consequências do Batismo, segundo o Papa, é o ato de tornar-se cristão, o que não depende somente da vontade da pessoa, mas de uma ação de Deus. Trata-se então da pessoa aceitar, a partir do Batismo, o projeto de Deus em sua vida?

Pe. Sérgio Jeremias de Souza – Sim, muito mais do que um gesto social ou um gesto feito por tradição religiosa, o santo Batismo é uma imersão no ser de Deus mesmo e, por consequencia, nos planos e desígnios de Deus. Há uma misteriosa “parceria” que acontece a partir do sacramento do Batismo: Deus, que poderia realizar tudo sem minha participação quer, a partir de agora, contar comigo, com meu sim existencial aos seus divinos desígnios. A partir deste momento, a vontade de Deus passa a ter prioridade em minha vida; o que Ele quer e pede que eu faça precisa estar na dianteira de minhas decisões. A partir desta escolha fundamental, aquilo que a palavra de Deus ensina passa a ser um parâmetro de decisões: “Posso fazer tudo o que quero, mas nem tudo me convém” (1 Coríntios 6,12).

noticias.cancaonova.com – O Papa enfatiza que o Batismo é necessário, não é uma escolha qualquer, assim como não se escolhe viver ou não. Como explicar, então, que batizar a criança quando bebê não é uma ofensa à sua liberdade religiosa?

Pe. Sérgio – O Papa foi extremamente sábio ao acenar para esta resposta em seu discurso na Conferência Pastoral da Diocese de Roma, quando disse: “O Batismo das crianças não é algo contra a liberdade, é justamente necessário isso, para justificar também o dom da vida. Somente a vida que está nas mãos de Deus, nas mãos de Cristo, imersa no nome do Deus Trinitário, é certamente um bem que se pode dar sem escrúpulos.” Em outras palavras, poderíamos dizer que, se Deus é algo bom para a minha vida de pai e de mãe, aquilo que é um bem para mim eu o quero também para meus filhos. Costumamos até comparar: os pais sabem que vacinas são necessárias para seus filhos (apesar da dor que muitas vezes sentem ao tomá-las); eles não esperam que seus filhos cresçam para decidirem se vão ou não querer receber estas vacinas, eles encaminham seus filhos para recebê-las porque sabem que é um bem. Poderíamos ainda recordar que nosso Deus em nada fere nossa liberdade, Ele a alarga e dá a verdadeira dimensão de vida plena. Ele não nos tira nada, mas nos dá tudo, sobretudo a participação em seu ser divino.

noticias.cancaonova.com – O Batismo é um sacramento necessário à vida da criança, para que ela possa entrar, desde cedo, em comunhão verdadeira com Deus. Mas, sendo bebê, ela não pode escolher fazê-lo. Isso desperta atenção para o essencial papel dos pais na iniciação da criança na vida cristã. Qual é esse papel, qual a melhor orientação para despertar nos pais essa preocupação em batizar seus filhos o quanto antes?

Pe. Sérgio – Gostaria de tratar de dois temas essenciais para poder responder amplamente a esta pergunta. 1. Desde cedo devemos desejar que toda a riqueza da graça e das bênçãos divinas habitem na vida de cada filho ou filha. É o céu habitando já dentro de nós a partir do santo Batismo. E como não desejar o céu em nós? Como não desejar a presença trinitária nos fazendo templos de sua divindade? Pais conscientes dão o melhor para seus filhos, também e, sobretudo, em termos de fé. E não há duvidas: o melhor é Deus, sempre. 2. Uma das coisas que precisamos lembrar sempre aos pais é que as crianças aprendem, sobretudo, por imitação em suas etapas iniciais da vida. Se Deus for buscado desde cedo pela família, amado pelos pais, celebrado em comunidade eclesial, Ele não será um ilustre desconhecido para os filhos e filhas. Aquilo que aprendemos por gestos concretos (neste caso o amor a Deus) marca permanentemente nossas vidas.

noticias.cancaonova.com – O rito sacramental do Batismo envolve dois elementos, basicamente: a água e a palavra, que têm todo um significado para o sacramento em si. À vezes as pessoas desconhecem a plenitude da riqueza do sacramento. O Batismo seria melhor vivenciado se ele fosse melhor compreendido, em todos os detalhes do rito sacramental?

Pe. Sérgio – Exatamente.  E aí está a importância de cursos para pais e padrinhos bem preparados e administrados. Aquilo que não é conhecido não é amado. Conhecer bem a riqueza dos gestos e símbolos que a Santa Mãe Igreja preparou ao longo dos séculos para a administração de cada sacramento é uma forma de amá-los mais. Há aquilo que é essencial, mas há também outros elementos e gestos belíssimos no sacramento do Batismo que não podem e nem devem ser ignorados. A salvação e libertação que Cristo opera em nós são belissimamente visualizadas em cada momento da recepção deste sacramento. Talvez no Rito de Iniciação Cristã de Adultos para o batismo isso tudo seja mais perceptível, pelo fato de ser solenizado e feito em etapas. Mas também no batismo de crianças esta riqueza está presente.

Na 1º catequese de 2017, Papa fala de lágrimas que geram esperança

Quarta-feira, 4 de janeiro de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Na Catequese, Papa explica que para enxugar as lágrimas do rosto de quem sofre, é preciso unir o nosso pranto ao seu

Dando continuidade ao ciclo de Catequeses sobre a esperança cristã, nesta quarta-feira, 4, o Papa Francisco refletiu sobre o “choro de Raquel por seus filhos”, uma mulher que demonstra a esperança vivida no pranto. Milhares de peregrinos lotaram a Sala Paulo VI, no Vaticano, para participar da Audiência Geral.

Raquel foi esposa de Jacó e mãe de José e de Benjamim. Aquela que, como ilustra o livro do Gênesis, morreu ao dar à luz ao segundo filho.

“Um clamor se ouve em Ramá, de lamento, de choro, de amargura. É Raquel que chora seus filhos e recusa ser consolada, porque eles já não existem!” (Jer 31, 15), cita o profeta Jeremias ao se dirigir aos israelitas, exilados na Babilônia.

Francisco explica que para falar de esperança a quem está desesperado é preciso compartilhar o seu desespero. “Para enxugar as lágrimas do rosto de quem sofre, é preciso unir o nosso pranto ao seu. Só assim podem as nossas palavras ser realmente capazes de dar um pouco de esperança”.

O Pontífice lembra que Raquel morreu precisamente ao dar à luz ao seu segundo filho: morreu para que Benjamim vivesse. Segundo ele, o profeta Jeremias imagina Raquel, ou seja, um povo deportado em lágrimas pelos filhos que já não existem, desapareceram para sempre. Mas Deus, na sua delicadeza e no seu amor, responde ao pranto de Raquel com a promessa: ‘Haverá recompensa para as tuas penas. Eles voltarão do país inimigo’. 

“Descansa tua voz do gemido, poupa os olhos das lágrimas! Pois há uma paga por teus trabalhos: – oráculo do Senhor – eles voltarão da terra inimiga! Há esperança para tua descendência: – oráculo do Senhor – teus filhos voltarão para a terra que é deles” (Jer 31,16-17).

O Papa explica que justamente pelo pranto da mãe, há ainda uma esperança para os filhos. Suas lágrimas geraram esperança: o povo retornará do exílio e poderá livremente viver, na fé, a sua relação com Deus.

“Como sabemos, o evangelista Mateus (cf. 2,16-18) vê estas lágrimas de Raquel nos rostos das mães de Belém que choram os filhos mortos pelos sicários de Herodes, quando este se propôs matar Jesus. As crianças de Belém morreram por causa de Jesus. Mas Ele haveria, por sua vez, de morrer por todos”.

Francisco destacou que o Filho de Deus entrou na dor dos homens, compartilhou e aceitou a morte; a sua palavra é definitivamente palavra de consolação, porque nasce do pranto. E, na cruz, será Ele, o Filho moribundo, a dar uma nova fecundidade à sua Mãe, confiando-Lhe o discípulo João e tornando-A mãe do povo dos crentes.

A morte está vencida e a profecia de Jeremias chega assim ao seu pleno cumprimento. Também as lágrimas de Maria, como as de Raquel, geram esperança e nova vida.

Qual o melhor presente para o Natal?

“Sem amor, não tenho Deus no meu coração e não posso doá-lo aos outros. Nem sequer O conheço” (Van Thuan)

Quem deflagra o amor dentro de nós somos nós mesmos. Portanto, o amor é, antes de tudo, uma decisão. Decida-se pelo amor. Hoje é a vontade de Deus que você escute: “Não tenha medo de amar!”, principalmente neste Natal. Muitas pessoas não ousam amar, porque já sofreram muito na família, no casamento, foram atingidas por doenças, negócios mal-sucedidos, filhos, decepções amorosas…Talvez você já tenha sofrido muito e, é claro, não quer sofrer novamente. Na verdade, deixou de amar para não sofrer. Independentemente dos acontecimentos, é no amor-doação que existe salvação para você. É no amor-doação que as pessoas com quem você se relaciona serão salvas. Apesar das decepções e dos problemas familiares, ame. Decida-se pelo amor. E diga aos decepcionados com tudo e com a própria família que não deixem de amar.

Não são apenas os jovens, mas também os casados e amadurecidos que precisam amar. Quem sabe uma pessoa de idade que conservou uma decepção, uma revolta curtida no coração pelas coisas vividas com o pai alcoólatra, cuja irresponsabilidades o fez gastar dinheiro com jogos, ou pior: arrumar outra família. Os problemas existem e desagradam o coração, mas não é por isso que você não vai amar. Deus lhe dá a capacidade de amar. Você pode se decidir pelo amor e, a partir dessa decisão, tudo muda em sua vida. O mundo é de quem ama! Ame seu familiar e o próximo, apesar de todas as brigas que houve entre vocês. Pelas decepções e revoltas causadas por um irmão ou uma irmã que foi injusto (a) com você, que o desprezou, lesou, ofendeu, causando-lhe prejuízo econômico e prejuízo à sua honra, que falou mal de você, embora fosse seu irmão. Pelas decepções por causa de herança e terra.

Neste Natal dê o melhor o presente: o amor. De que adianta ter tudo, ganhar presentes, ter uma ceia linda de Natal, mas faltar amor e ter a casa vazia por causa das decepções e ressentimentos? Por isso dê o melhor presente: Dê o presente do amor. Você pode demonstrar gestos de carinho com atitudes concretas e presentear a quem você ama, mas não se esqueça de que o melhor presente é você se fazer um com o outro no amor.

(Trecho extraído do livro: “A luta pessoal para resolver os problemas da vida íntima” de monsenhor Jonas Abib).

O sentido do casamento

O mesmo Deus que criou o homem e a mulher uniu-os em matrimônio.

A Bíblia nos diz que, ao criar o homem, Deus sentiu-se insatisfeito, porque não encontrara em todos os seres criados nenhuma criatura que o completasse.

E Deus percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18a). Então, disse ao homem: “Eu vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18b), alguém que seria como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. Retirou “um pedaço” do homem para criar a mulher (cf. Gn 2,21-22).  Nessa linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita da mesma essência e da mesma natureza do homem, isto é, “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gn 1,26). Santo Agostinho nos lembra que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, por que a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas companheira e auxiliar. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.

Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne de minha carne” (Gn 2,23a). Foi, sem dúvida, a primeira declaração de amor do universo. Adão se sentiu feliz e completo em sua carência. Então, Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24).

Isso quer dizer: serão uma só realidade, uma só vida, uma união perfeita. E Jesus fez questão de acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6b).

Após uni-los, Deus disse ao casal: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “frutificai [crescei] e multiplicai”. Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante instituição da humanidade. A família é a célula principal do plano de Deus para os homens e ela surge com o matrimônio.

É muito significativo que Deus tenha dito ao casal: “crescei”; e, em seguida, “multiplicai”. Isso mostra que a primeira dimensão do casamento é o crescimento mútuo do casal, realizado no seu amor fecundo. Ninguém pode multiplicar sem antes crescer. Como é que um casal vai educar os filhos, se eles, antes, não se educaram, não cresceram juntos?

O casamento não é uma aventura nem um “tiro no escuro” como dizem alguns; é, sim, um projeto sério de vida a dois, no qual cada um está comprometido em fazer o outro crescer, isto é, ser melhor a cada dia. Se a esposa não se torna melhor por causa da presença do marido a seu lado, e vice-versa, então o casamento deles está sem sentido, pois não realiza sua primeira finalidade. Também um namoro, um noivado, ou até uma simples amizade, não terão sentido se um não for para o outro um fermento de auxílio e crescimento. Enfim, o casamento não é para “curtirmos a vida a dois”, egoisticamente; ele existe para vivermos ao lado de alguém muito especial e querido que queremos construir. É por isso que se diz que “amar não é querer alguém construído, mas, sim, construir alguém querido.”

Para ajudar o outro a crescer é preciso aceitá-lo como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. A partir daí é possível então, com muita paciência e carinho, ajudar o companheiro a crescer; e crescer quer dizer “atingir a maturidade como pessoa humana” no campo psicológico, emocional, espiritual, moral, etc.

Prof. Felipe Aquino

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