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Por que Nossa Senhora foi concebida sem pecado?

A Igreja celebra em 8 de dezembro a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria; e explica que para ser a Mãe do Salvador, Maria “foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função”.

No momento da Anunciação o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”, isto é, sem pecado, viveu  totalmente “sob a moção da graça de Deus” (CIC §490). Ao longo dos séculos a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus (Lc 1, 28), foi redimida desde a concepção pelo sangue de Cristo. É isto que confessa o dogma da Imaculada conceição (ou concepção), proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:

“A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original.” Esta “santidade inteiramente singular” da qual Maria é “enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição” lhe vem inteiramente de Cristo: “Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime”. Mais do que qualquer outra pessoa criada, o Pai a “abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo” (Ef 1,3). Ele a “escolheu nele, desde antes da fundação do mundo, para ser santa e imaculada na sua presença, no amor”. Fica claro que Maria foi também salva do pecado por Jesus, mas de maneira antecipada, como alguém que toma uma vacina para não ser infectado pela doença.

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja (†1787), disse: “Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente, não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (Glória de Maria, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (idem).

São Bernardino de Sena, falecido (†1444), diz a Maria: “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).

São Tomas de Vilanova, (†1555), disse em sua teologia sobre Nossa Senhora: “Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (GM, p. 211). E pergunta Santo Anselmo, bispo e doutor da Igreja (†1109): “Deus, que pode conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”. “A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).

É importante notar que Santo Afonso de Ligório afirma: “O espírito mal buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas louvado seja Deus! O Senhor a preveniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM, p. 210).

Prof. Felipe Aquino

“Rezar ao Pai perdoando todos, esquecendo…

… os insultos é a melhor oração que você pode fazer”

Homilia diária do Papa Francisco na capela da casa Santa Marta
16 junho 2016•Redacao•Papa Francisco

Não desperdiçar palavras como os pagãos, não pensar que as orações são palavras ‘mágicas’, disse o Pontífice inspirando-se no Evangelho do dia, quando Jesus ensina a oração do ‘Pai Nosso’ a seus discípulos e refletiu sobre o valor de rezar ao Pai na vida do cristão. Jesus, disse, “indica o espaço da oração em uma só palavra: ‘Pai’”.

Este Pai, observou, “sabe do que precisamos antes que lhe peçamos”. É um Pai que “nos escuta às escondidas, no segredo, como Ele, Jesus, nos aconselha a rezar: no segredo”.

“Este Pai nos dá a identidade de filhos. Eu digo ‘Pai’, mas chego às raízes da minha identidade: a minha identidade cristã é ser filho e esta é uma graça do Espírito. Ninguém pode dizer ‘Pai’ sem a graça do Espírito. ‘Pai’ é a palavra que Jesus usava quando era cheio de alegria, de emoção: “Pai, te louvo porque revelas estas coisas as crianças”; ou chorando, diante do túmulo de seu amigo Lázaro. “Pai, te agradeço porque me ouvistes”; ou ainda, nos momentos finais de sua vida, no fim”.

“Nos momentos mais fortes”, evidenciou Francisco, Jesus diz: ‘Pai’. “É a palavra que mais usa; Ele fala com o Pai. É o caminho da oração e por isso – reiterou – eu me permito dizer, é o espaço de oração”. “Sem sentir que somos filhos, sem dizer ‘Pai’ – advertiu o Papa – a nossa oração é pagã, é uma oração de palavras”.

Certo, acrescentou, podemos rezar a Nossa Senhora, aos anjos e Santos, mas a pedra angular da oração é o ‘Pai’. Se não formos capazes de iniciar a oração com esta palavra, “a oração não vai dar certo”:

“Pai. É sentir o olhar do Pai sobre mim, sentir que aquela palavra “Pai” não é um desperdício como as palavras das orações dos pagãos: é um chamado para Aquele que me deu a identidade de filho. Este é o espaço da oração cristã – “Pai” – e, em seguida, rezamos a todos os Santos, os Anjos, fazemos também as procissões, as peregrinações… Tudo bonito, mas sempre começando com “Pai” e na consciência de que somos filhos e que temos um Pai que nos ama e que conhece todas as nossas necessidades. Este é o espaço”.

Francisco em seguida dirigiu o pensamento à parte onde na oração do “Pai Nosso”, Jesus refere-se ao perdão do próximo como Deus nos perdoa. “Se o espaço da oração é dizer Pai – observou -, a atmosfera da oração é dizer ‘nosso’: somos irmãos, somos uma família”. Então o Papa recordou o que aconteceu com Caim, que odiou o filho do Pai, odiou seu irmão. O Pai nos dá a identidade e a família. “Por isso – disse o Papa – é tão importante a capacidade de perdoar, de esquecer, de esquecer as ofensas, a saudável habitude, mas, deixemos para lá… que o Senhor faça, e não carregar o rancor, o ressentimento, o desejo de vingança”.

“Rezar ao Pai perdoando todos, esquecendo os insultos – disse -, é a melhor oração que você pode fazer”:

“É bom que às vezes façamos um exame de consciência sobre isso. Para mim, Deus é Pai, e eu o sinto Pai? E se não o sinto assim, mas peço ao Espírito Santo que me ensine a senti-lo assim. E eu sou capaz de esquecer as ofensas, de perdoar, de deixar para lá e se não, pedir ao Pai, ‘mas também estes são seus filhos, eles me fizeram uma coisa ruim… ajude-me a perdoar’?. Façamos esse exame de consciência sobre nós e nos fará bem, muito bem. ‘Pai’ e ‘nosso’”: nos dão a identidade de filhos e nos dão uma família para “caminhar” juntos na vida”. (Com informações Rádio Vaticano)

Deus é o verdadeiro amor

Sexta-feira, 8 de janeiro de 2016, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Papa lembrou que Deus ama a humanidade, não importa o quanto ela seja pecadora

Nem todo amor vem de Deus, mas Deus é o verdadeiro amor. Esse foi o pensamento que conduziu a homilia do Papa Francisco nesta sexta-feira, 8, na Casa Santa Marta. Francisco lembrou que Deus ama sempre e primeiro, não importa o quanto o homem seja pecador.

Na Primeira Leitura, o apóstolo João faz uma longa reflexão sobre dois mandamentos principais da vida de fé: o amor de Deus e o amor do próximo.

“Esta palavra ‘amor’ é uma palavra usada tantas vezes e não se sabe, quando se usa, o que significa exatamente. O que é o amor? Às vezes pensamos no amor das telenovelas, não, aquilo não parece amor. O amor pode parecer um entusiasmo por uma pessoa e depois…se apaga. De onde vem o verdadeiro amor? Qualquer um que ama foi gerado por Deus, porque Deus é amor”.

O ano do perdão

Francisco observou que João destaca uma característica do amor de Deus: ama “por primeiro”. A prova disso é a narração no Evangelho da multiplicação dos pães, proposta pela liturgia: Jesus olha para a multidão e sente “compaixão”, o que não é a mesma coisa que “sentir pena”, ressaltou o Papa. O amor que Jesus nutre pelas pessoas leva-O a sofrer com elas e esse amor de Deus é exemplificado de inúmeras formas, como nas passagens sobre Zaqueu, Natanael e o filho pródigo.

“Quando temos alguma coisa no coração e queremos pedir perdão ao Senhor, é Ele que nos espera para nos dar o perdão. Este Ano da Misericórdia recorda um pouco isso também: que nós sabemos que o Senhor está nos aguardando, a cada um de nós. Por que? Para nos abraçar. Nada de mais. Para dizer: filho, filha, te amo. Deixei que crucificassem meu Filho para ti; este é o preço do meu amor; este é o presente de amor”.

O Papa enfatizou que Deus espera pelo homem, mas quer que ele abra a porta do seu coração, é preciso ter essa certeza sempre. “Ir ao Senhor e dizer: ‘Mas tu sabes, Senhor, que te amo’. Ou senão, posso dizer assim: ‘Sabes, Senhor, que eu gostaria de te amar, mas sou muito pecador, muito pecadora”. E Ele fará o mesmo que fez com o filho pródigo, que gastou todo o dinheiro em vícios: nem te deixará acabar a frase, e com um abraço te calará. O abraço do amor de Deus”.

X Domingo do Tempo Comum – Ano C

Por Mons. Inácio José Schuster

Evangelho segundo São Lucas 7, 11-17
Em seguida, dirigiu-se a uma cidade chamada Naim, indo com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando estavam perto da porta da cidade, viram que levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva; e, a acompanhá-la, vinha muita gente da cidade. Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: «Não chores.» Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o transportavam pararam. Disse então: «Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te!» O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe. O temor apoderou-se de todos, e davam glória a Deus, dizendo: «Surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo!» E a fama deste milagre espalhou-se pela Judeia e por toda a região.

Existem três narrações de ressurreições de mortos nos nossos evangelhos canônicos. Nenhuma delas é transmitida com fins exclusivamente miraculosos. Hoje Jesus ressuscita o filho da viúva de Naim. Na verdade nós temos neste texto a vitória da vida sobre a morte. À entrada da pequena aldeia de Naim, dois cortejos se encontram casualmente; de um lado está Jesus, seguido de discípulos e acompanhantes – é um cortejo festivo – a seu encontro vem um cortejo fúnebre: um jovem morto, filho único de uma mãe viúva, é conduzido para a sepultura. Lucas, com maestria, mostra-nos o contato realizado às portas de Naim entre a vida e a morte. A catequese que o evangelista nos transmite é esta: Jesus veio a este mundo não apenas para ensinar-nos uma doutrina, como a do alto sermão da montanha. Jesus veio a este mundo não apenas para indicar-nos uma estrada a seguir – seria um Mestre, um Rabi, seria aquele que aponta um caminho a alguém – Ele realiza muito mais. Jesus veio transformar um velho mundo, que desgraçadamente caminha de maneira inexorável para a morte, num mundo novo, do qual a morte seja completamente banida. É verdade, estes três sujeitos que ressuscitaram, estas três pessoas ressuscitaram para trás, isto é, houve mais do que uma ressurreição, houve um ressuscitamento – voltaram a uma vida mortal e certamente tiveram que morrer novamente. Jesus, no entanto, com Sua ressurreição não ressuscitou para trás, ressuscitou para a frente. Sua ressurreição não é a de um cadáver para uma vida mortal. Sua ressurreição foi um ato escatológico que Deus Nele operou, levando-O ao final de todos os tempos. A ressurreição que Ele nos promete não é o ressuscitamento, não é ressurreição para trás, é, com Ele, uma ressurreição para a escatologia e para a Glória de Deus. Estas três ressurreições – melhor, estes três ressuscitamentos – são uma amostra distante, longínqua, de um Deus que não deseja a morte como vencedora e última palavra para nenhum de Seus filhos.

 

As lágrimas de uma mãe
Santo Ambrósio (cc 340-397), bispo de Milão e doutor da Igreja
Sobre o Evangelho de S. Lucas, V, 89 (trad. cf SC 45, p. 214)

A misericórdia divina deixa-se facilmente vergar pelos gemidos desta mãe. Ela é viúva; os sofrimentos ou a morte do seu único filho quebraram-na. […] Creio que esta viúva, rodeada da multidão do povo, é mais do que uma simples mulher que merece pelas suas lágrimas a ressurreição de um filho, jovem e único. Ela é a própria imagem da Santa Igreja que, com as suas lágrimas, no meio do cortejo fúnebre e até junto do túmulo, obtém que seja devolvido à vida o jovem povo deste mundo. […] Porque à palavra de Deus os mortos ressuscitam, reencontram a voz e a mãe recupera o seu filho; ele foi chamado do túmulo, foi arrancado ao sepulcro. Que túmulo é este para vós, senão o vosso mau comportamento? O vosso túmulo é a falta de fé. […] Desse sepulcro, Cristo vos liberta; saireis do túmulo se escutardes a Palavra de Deus. E, se o vosso pecado for demasiado grave para que o possam lavar as lágrimas da vossa penitência, que intervenham por vós as lágrimas da vossa mãe Igreja. […] Ela intercede por cada um dos seus filhos, como por outros tantos filhos únicos. Com efeito, ela é plena de compaixão e experimenta uma dor espiritual e materna sempre que vê os seus filhos arrastados para a morte pelo pecado.

 

Deus visita seu povo
Padre Pacheco

Em Israel, no tempo de Jesus, não havia situação pior que a da viúva. Tinha de se virar sozinha para se sustentar a si mesma e aos filhos. Estes, por sua vez, eram a esperança de sua velhice, pois, ainda crianças, já podiam ajudar um pouco e, mais tarde, cuidariam dela. A 1ª leitura e o Evangelho nos contam como, respectivamente, Elias e Jesus ressuscitam um filho de uma viúva: Elias, com muitos trabalhos; Jesus, com um toque de mão. Se Elias era um “homem de Deus”, um profeta, Jesus é o “Senhor”, e o povo exclama: “Um grande profeta nos visitou! Deus visitou o Seu povo!” Essa visita de Deus a Seu povo é muito peculiar. Quando um governador ou presidente visita uma cidade, dificilmente vai parar para se ocupar com um cortejo de enterro que casualmente cruzar seu caminho. Vai ver o prefeito, isso sim. Mas o Filho de Deus se torna presente à vida de uma pobre viúva que está levando seu filho – sua esperança – ao enterro. Deus visita os pobres e os pecadores: a viúva, Zaqueu… Aqueles que são abandonados pelos outros. Em Jesus, o Todo-Poderoso nos mostra o caminho que conduz aos marginalizados. Assim é o sistema de Deus, diferente do nosso. Enquanto nós gostamos de investir naqueles que já têm poder e influência; Jesus começa com aqueles que estão à margem da sociedade. O Reino de Deus começa onde existem irmãos que mais carecem de tudo! E revela-se um Reino da vida para os deserdados. A visita de Deus deixa Seu povo também com “responsabilidade da gratidão”. O povo espalhou a fama de Jesus por toda a região. Mostrou que soube dar valor à visita que recebeu. A Igreja terá de celebrar a mesma gratidão por Deus, que faz grandes coisas aos pequenos. Muitos ainda não são capazes disso. Não sabem se alegrar com a visita de Deus aos pequeninos, por isso lhes escapa a grandeza da visita. Mas, afinal, quando é que sentimos Deus mais verdadeiramente próximo de nós: ao se realizar uma grande solenidade ou quando um gesto de amor atinge uma pessoa carente?
*Cf. Konings, J. “Liturgia Dominical”, p.420-421. Ed. Vozes. Petrópolis RJ: 2004.

 

DÉCIMO DOMINGO COMUM
“Ao vê-la, o Senhor teve compaixão dela”
Lucas 7, 11-18

De novo, nos deparamos com um dos temas centrais de Lucas – a compaixão de Jesus, ou melhor, a compaixão de Deus manifestada em Jesus.  Em qualquer sociedade, em qualquer época, a morte do filho único de uma viúva seria trágica.
Mas na sociedade patriarcal do tempo de Jesus, mais ainda.
Pois uma mulher, sem marido e sem filho, seria totalmente desamparada, sem segurança qualquer. “Ao vê-la, o Senhor teve compaixão dela” (v. 13). Ele nem a conhecia, não sabia se era ‘gente boa”, “gente de fé”, ou não.
Bastava ver o seu sofrimento para que Jesus sentisse compaixão dela.
Lucas aqui desafia a todos nós para que superemos o moralismo e a mania de julgar, para simplesmente ver as pessoas com os seus sofrimentos como Jesus as vê; para termos “coração de carne e não coração de pedra” (cf. Ez 36, 26).
Peçamos este dom – pois realmente é uma graça de Deus! Jesus disse-lhe “Não chore!” Quantas vezes ouvimos estas palavras de “pano quente” dirigidas às pessoas sofridas, para que escondem o seu pranto e parem de nos incomodar.
Mas na boca de Jesus não são meras palavras paliativas – mas garantia de esperança!  Ele não conforta com palavras vazias, mas faz o que pode.
Tais palavras só têm sentido quando pronunciadas por pessoas solidárias, que tomam passos concretos para aliviar as dores alheias. “E Jesus o entregou à sua mãe” (v. 15b). Com esta frase, Lucas evoca a figura do Profeta Elias, que devolveu o filho único morto à viúva de Sarepta (cf. 1Rs 17, 23).
Neste gesto de Jesus, feito em solidariedade e com compaixão, a multidão vê a presença do Deus misericordioso e amoroso: “Glorificavam a Deus dizendo: “Um grande  profeta apareceu entre nós, e Deus veio  visitar o seu povo” (v. 16). É certo que nós não temos poder de ressuscitar fisicamente os defuntos – mas podemos lutar pela vida, pela saúde, contra a morte prematura, em favor de um sistema social adequado de saúde!
Podemos ressuscitar pessoas desanimadas, com palavras de coragem e ânimo: “O Senhor Javé me deu a capacidade de falar  como discípulo, para que eu saiba ajudar os desanimados com uma palavra de coragem.”(Is 50,4)
Podemos sentir e manifestar compaixão, ser solidários, ser sinal da presença do Deus de vida.  Lucas nos desafia mais uma vez, para que a nossa vivência cristã leve os sofridos a dizer: “Realmente Deus visitou o seu povo!”

 

Quem será mais carente e desamparado neste mundo do que uma mulher viúva que perde o seu único filho? A desolação é total. Por isso mesmo, a Bíblia apresenta os órfãos e as viúvas como expressão dos marginalizados e o amparo a eles deve ser expressão da verdadeira religião.
Neste domingo, temos o evangelho do jovem de Naim. Na 1ª leitura, temos a ressurreição do filho da viúva de Sarepta, realizada pelo profeta Elias. Jesus chega com os seus discípulos à cidade de Naim e encontra-se com uma viúva cujo filho era levado para o cemitério, fora da cidade. “Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: “Não chores”. Mas não ficou somente nas palavras: “Jesus aproximou-se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: “Jovem, Eu te ordeno: levanta-te”. O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe”. Todos reconheceram que Deus visitou o seu povo.
Como é que estas leituras poderão exprimir a experiência pascal das nossas comunidades? A cena de Sarepta e de Naim repete-se tantas vezes na história. Não precisamos ir muito longe, porque ela está presente em cada comunidade. Ainda hoje, frequentemente, levam-se jovens, filhos únicos de mães viúvas, aos cemitérios. Isto acontece quando a vida gerada é tirada. Vê-se no abandono das pessoas, nas injustiças, nos oprimidos e perseguidos. A nossa sociedade está cheia de mães viúvas, que levam os seus filhos únicos para o cemitério. A última esperança de vida é “absorvida” pela morte.
Então, esta é a hora da comunidade entrar em ação. É importante que ela esteja a caminho, como Jesus e como Elias. Mas não pode passar longe dos problemas. Precisa parar, precisa entrar na casa, na cidade, para “visitar as viúvas”. Deverá fazer como Jesus: compadecer-se, consolar, agir, “ressuscitando o jovem” para que o povo glorifique a Deus.
Para que isso aconteça, temos que ser, como São Paulo, ministros convictos e zelosos do evangelho: deixar revelar-se em nós o Filho de Deus. Neste domingo, demos graças a Deus, sobretudo, por aqueles e por aquelas que, nesta sociedade injusta e violenta, se comprometem em defender e alimentar a vida dos irmãos necessitados.

Solenidade de São José – 19 de Março

Por Mons. Inácio José Schuster

Evangelho segundo São Mateus 1, 16.18-21.24
Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo. Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa.

Celebramos hoje a solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e padroeiro da Santa Igreja de Cristo. José, como ele é desconhecido de todos nós. Podemos imaginar um jovenzinho de Nazaré, orientado a se casar com uma jovem de Nazaré, chamada Maria. Naquela época na Galiléia era comum as famílias organizarem o matrimônio dos seus filhos, porém como eram ainda adolescentes, entre a promessa feita e a coabitação, demorava algum tempo mais. Foi exatamente neste meio tempo que, de acordo com os evangelistas, Maria se tornou grávida pela ação do Espírito Santo. Nós podemos compreender o pobre José. Que crise não terá ele passado. Terá sido, quem sabe, sujeito de zombarias na cidade de Nazaré. É fato que durante muitos séculos ele foi objeto de zombarias na literatura, nas poesias e até nas canções. Mas José como viveu aquele drama inesperado de descobrir que sua esposa prometida estava grávida, nós não sabemos. Ou Maria não terá dito coisa alguma esperando que Deus tivesse a iniciativa de informar como quisesse o seu prometido esposo, ou Maria lhe teria contado alguma coisa, mas José não teria ainda recebido aquela revelação divina tranqüilizadora e serenante. O texto nos diz que resolveu abandoná-la secretamente por ser justo. Um homem justo na Bíblia  é um homem de Deus. Nós podemos imaginar José diante de um mistério que ele não conseguia desvendar. É possível imaginá-lo diante de um mistério para ele divino, cuja trama ele não podia visualizar, e então com dor e crise terrível no coração, resolve abandonar Maria, ou seja, ele José, não se sente digno de permanecer diante de algo que o ultrapassa imensamente, é então que a Palavra de Deus lhe chega tranqüilizadora através do sonho angélico. Admiremos a justiça de José, admiremos, sobretudo o sim de José diante de um plano de Deus que lhe escapava por completo – nós estamos acostumados a admirarmos o sim de Maria. Hoje a liturgia nos convida a admirarmos também o sim de José, como Deus o escolheu, não para um papel secundário ou relevante, mas para ser o pai legal, através do qual Jesus receberia a filiação davídica.

 

São José, guardião fiel dos mistérios da salvação
São Bernardino de Siena (1380-1444), franciscano
Homilia sobre São José; OC 7, 16. 27-50 (a partir da trad. do breviário)

Quando a bondade divina escolhe alguém para uma graça singular, dá-lhe todos os carismas necessários, o que aumenta muito a sua beleza espiritual. Isto verificou-se totalmente com São José, pai legal de Nosso Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Soberana dos anjos. O Pai eterno escolheu-o para ser o guardião fiel dos Seus principais tesouros, quer dizer, de Seu Filho e de Sua esposa, função que ele desempenhou muito fielmente. Foi por isso que o Senhor disse: «Servo bom e fiel, entra no gozo do teu senhor» (Mt 25, 21). Se comparares José com o resto da Igreja de Cristo, não é verdade que é um homem particularmente escolhido, pelo qual Cristo entrou no mundo de maneira regular e honrosa? Pois se toda a Santa Igreja é devedora para com a Virgem Maria porque foi a Ela que foi dado receber Cristo, após Ela, é a São José que deve um reconhecimento e um respeito sem paralelo. Ele é, com efeito, o epílogo do Antigo Testamento: é nele que a dignidade dos patriarcas e dos profetas recebe o fruto prometido. Só ele possuiu realmente o que a bondade divina lhes tinha prometido. Certamente não podemos duvidar de que a intimidade e o respeito que, durante a Sua vida humana, Cristo deu a José, como um filho a seu pai, não lhe foram negados no céu, antes foram enriquecidos e completados. O Senhor também acrescentou: «Entra no gozo do teu senhor». Lembra-te de nós, bem-aventurado José, intercede, pelo auxílio da tua oração, junto de teu Filho adoptivo; torna igualmente propícia a bem-aventurada Virgem, tua esposa, porque Ela é a mãe Daquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos sem fim.

 

São José, o Esposo da Virgem Maria
Padre Pacheco

A festa de São José toca cordas muito sensíveis ao coração humano. Tem um aspecto de mistério, que, à primeira vista, parece ser um “estar por fora”, porém, no olhar da fé, revela ser um “estar por dentro”. O Evangelho de Mateus expressa isso muito bem. É construído sobre a estrutura do paradoxo que acabamos de apontar. Diante da constatação da gravidez da Virgem Maria, José reage, primeiro, conforme a lógica: sente-se por fora e, prudentemente, tira a conclusão: decide deixá-la, em segredo, para que ela não fique exposta à perseguição. Porém, exatamente esta “justiça” em sua forma de tratar a questão mostra que ele está profundamente envolvido. Quando o anjo lhe explica que o fruto no útero de  Santíssima Virgem é obra de Deus, sua justiça produz a fé, que o faz assumir este mistério como seu. Está envolvido muito mais do que a mera paternidade física poderia fazê-lo. Paternidade não é uma questão biológica; é uma questão de fé. Com este slogan diversos aspectos poderiam ser abordados da mais candente atualidade. Filho a gente tem não tanto gerando-o quanto assumindo-o, entregando-o a Deus como instrumento de Seu projeto. Ou, em expressão popular: filhos, a gente não os faz; recebe-os. Recebe-os como um dom de Deus, na fé, e, por isso, por não serem um produto exclusivamente nosso, dedicamo-nos a eles ainda mais. Com isso, chegamos a um segundo tema: a responsabilidade. São José aparece como o homem responsável, fiel e prudente, a quem Deus confiou Seu Filho. Nós temos o costume de achar que responsabilidade só diz respeito ao que nós mesmos fazemos. Mas muito maior é a participação quando nos tornamos responsáveis por aquilo que não tem em nós a sua origem. Neste caso, comungamos com uma outra fonte. Neste caso, a responsabilidade é realmente livre e escolhida, não importa a natureza. É o caso de São José. Por isso, Deus lhe confia sua “casa”, a plenitude da “casa de Davi” (primeira leitura). Ora, este tipo de “paternidade responsável” – José comungando de um mistério que é maior do que ele – causa também surpresas. No Evangelho, Jesus, aos doze anos, é um exemplo disso. O que é mistério não nos pertence. O “Filho de Deus” não pertence a seus pais, mas estes pertencem a Deus. Esta realidade vale também na vida da família cristã. Ser transmissor de vida biológica é fácil. Ser transmissor de um presente de Deus à humanidade, como foi Jesus e como deveriam ser também nossos filhos, é difícil. Nós não temos a última palavra. Na liturgia de hoje entra também o aspecto da fidelidade de Deus, realização de Sua Promessa no dom da vida de Jesus, desde Sua concepção no seio virginal de Maria. A fidelidade do Altíssimo encontra, em José, a fé do homem, como a encontrou já em Abraão e Davi. Fé e fidelidade têm a mesma raiz, completam-se. Não podemos acreditar em quem não é fiel. Por outro lado, a fidelidade de Deus é a razão de nossa fé. Por essa fé, José reconheceu o que aconteceu em Maria como realização da fidelidade de Deus e não como um desastre. A fé é o sentido que nos faz descobrir a obra da fidelidade de Deus.

 

Cura interior é conformar a nossa vida à vontade do Pai
Padre Fabrício

Nós nascemos sabendo ser filhos, mas crescemos, amadurecemos e nos esquecemos disso. Isso não é de hoje, mas também do povo de aliança, que foi escolhido por um Deus que é Pai. Deus nos adotou e estabeleceu conosco uma aliança que vem do coração d’Ele. É como se a paternidade do Senhor estivesse em nosso DNA. No entanto, parece que fazemos questão de nos esquecer de que somos filhos de Deus. É um dom ser filho de Deus, e não temos o direito de deformar este dom. É por causa de José que Jesus pôde dizer que é Filho de Davi. Naquele tempo, a cabeça de José e Maria já estava estruturada para o casamento de acordo com os costumes daquele povo. No entanto, assim como no roteiro da vida que escolhemos houve um “mas”, José, que era marido de Maria também viu sua vida transformada. Mas ele é apresentado como justo. José é aquele que escolheu ajustar-se à vontade do Pai. No céu só há justos; não justiceiros que fazem justiça com as próprias mãos. Enquanto José pensava no que fazer quando soube da gravidez de Maria, um anjo apareceu a ele e disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo” (Mateus 1, 20). Quem colocou na cabeça de José que ele era pai de Jesus? Naquela época, era tradição que o nome do filho fosse dado pelo pai, pois era este quem comunicava a descendência de seu filho. “José é um homem conforme a vontade de Deus” José entendeu que o convite de Deus era para ele ser pai. O mais lindo é que este homem, cuja vida foi toda bagunçada – porque ia se casar –, dá a resposta de um homem curado, um homem profundamente humano, mas com o anseio de amar com o amor de entranhas. Deus escolheu muitos homens e os fez fecundos na geração de santos. Profundamente homens, podemos ser fecundos pela forma justa como vivemos, como modelo de São José. Quando acordou do sonho que teve com o anjo, José fez o que o anjo havia lhe mandado. E o Evangelho nos mostra duas definições sobre quem é José: “O homem justo, porque faz a vontade do Pai”; e “José é um homem conforme a vontade de Deus”. Ele se esforçou para se conformar com a vontade divina. Cura interior é conformar a nossa vida à vontade do Pai, por isso, na sexta-feira, nos abandonamos à vontade d’Ele. Basta entender, ler e ouvir? Não. É preciso conformar-se. Mas vemos muitas pessoas deformadas, se autoflagelando para ser muitas coisas. A liturgia, hoje, nos faz a proposta de acolhermos Deus como Pai. O que precisa ser mais vivo em nós? É a realidade de que somos filhos de Deus.

Santo Evangelho (João 6, 24-35)

18º Domingo do Tempo Comum 02/08/2015

Primeira Leitura (Êx 16,2-4.12-15)
Leitura do Livro do Êxodo:

Naqueles dias, 2a Comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão, no deserto, dizendo: 3“Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos junto às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxestes a este deserto para matar de fome a toda esta gente?” 4O Senhor disse a Moisés: “Eis que farei chover para vós o pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. 12Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão. Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”. 13Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra. 15Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 77)

— O Senhor deu a comer o pão do céu.
— O Senhor deu a comer o pão do céu.

— Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos,/ e transmitiram para nós os nossos pais,/ não haveremos de ocultar a nossos filhos,/ mas à nova geração nós contaremos:/ as grandezas do Senhor e seu poder.

— Ordenou, então, às nuvens lá dos céus,/ e as comportas das alturas fez abrir;/ fez chover-lhes o maná e alimentou-os,/ e lhes deu para comer o pão do céu.

— O homem se nutriu do pão dos anjos,/ e mandou-lhes alimento em abundância;/ conduziu-os para a Terra Prometida, para o Monte que seu braço conquistou.

 

Segunda Leitura (Ef 4,17.20-24)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:

Irmãos: 17Eis, pois, o que eu digo e atesto no Senhor: não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva para o nada. 20Quanto a vós, não é assim que aprendestes de Cristo, 21se ao menos foi bem ele que ouvistes falar, e se é ele que vos foi ensinado, em conformidade com a verdade que está em Jesus. 22Renunciando à vossa existência passada, despojai-vos do homem velho, que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras, 23e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. 24Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Jo 6,24-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 24quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?”  26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?”  29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. 30Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”  32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Eusébio de Vercelli, sacerdote e bispo 

Da comunhão com seus sacerdotes conseguiu forças para vencer os bons combates do dia-a-dia

Hoje nós lembramos o testemunho de santidade de Eusébio, que nasceu no começo do século IV, na Sardenha e não tinha este nome, até ir para Roma em procura de lucro com a Política e o Direito.

Encontrado por Jesus, converteu-se e recebeu as águas do Batismo e o novo nome de Eusébio, pois foi batizado pelo Papa Eusébio. De simples leitor da Igreja de Roma, Eusébio foi ordenado sacerdote e depois em 345, Bispo em Vercelli, onde exerceu seu ministério com zelo, muito amor às almas e à verdade. Dentre tantas inspirações para a Diocese, Eusébio vivia comunitariamente com seus sacerdotes, e desta comunhão conseguiu forças para vencer os bons combates do dia-a-dia.

Santo Eusébio de Vercelli por opor-se ao Arianismo que buscava erroneamente negar a divindade de Cristo, foi exilado com outros santos Bispos pelo imperador Constâncio. Despachado com algemas para a Palestina, Eusébio sofreu torturas e sobreviveu por seis anos fechado numa prisão. Quando liberto aproveitou para visitar as Igrejas do Oriente.

Ao voltar foi acolhido como vencedor pelos irmãos no Episcopado, Clero e todo o povo, e até entrar no Céu em 370, venceu o Arianismo com Santo Hilário e unificou as Igrejas.

Santo Eusébio de Vercelli, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 16, 13-19)

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Domingo 28/06/2015

Primeira Leitura (At 12,1-11)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, 1 o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2 Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3 E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. 4 Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5 Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6 Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7 Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos. 8 O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9 Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10 Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11 Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 33)

— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/ Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

 

Segunda Leitura (2Tm 4,6-8.17-18)
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo: 6 Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7 Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17 Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18 O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Evangelho (Mt 16,13-19)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Irineu, grande bispo e mártir

Celebramos a memória do grande bispo e mártir, Santo Irineu que, pelos seus escritos, tornou-se o mais importante dos escritores cristãos do século II.

Nascido na Ásia Menor, foi discípulo de São Policarpo, que por sua vez conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista. Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu foi para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo (que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio).

Importante contribuição deu à Igreja do Oriente quando foi em missão de paz para um diálogo com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, pois o Oriente corria ao risco de excomunhão, sendo fiel ao significado do seu próprio nome – portador da paz – logrou êxito nessa missão, já que isto nada interferia na unidade da fé.

Ao voltar da missão deparou-se com a morte do bispo Potino, o qual o havia enviado para Roma e, sendo assim, foi ele o escolhido para sucessor do episcopado de Lião. Erudito, simples, orante e zeloso bispo, foi Santo Irineu quem escreveu contra os hereges, sobre a sucessão apostólica e muito dos dados que temos hoje, sobre a história da Igreja do século II.

Este grande bispo morreu mártir na perseguição do imperador Severo.

Santo Irineu, rogai por nós!

A bênção de um pequenino

Deus valoriza muito as bênçãos, seja dos sacerdotes como dos pais.

Toda Missa termina com a Bênção sacerdotal.

Quando Deus chamou Abraão – o pai de todos que creem – disse-lhe: “Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos” (Gen 2,2).

Abraão é como que a figura de todos os pais, “uma fonte de bênçãos” para os seus filhos. De modo muito significativo, o livro do Gênesis mostra a preocupação de Isaac em abençoar Esaú, antes de morrer.,

“Tu vês, estou velho e não sei quando vou morrer… Prepara-me o que gosto e traze-mo para que o coma e minha alma te abençoe antes que eu morra” (Gen 27,4).

Vemos em seguida todo o esforço de Rebeca para que a Benção do Patriarca seja dada a Jacó no lugar de Esaú. É porque esta benção era determinante: “Eu o abençoarei e ele será bendito” (Gen 27,33).

Esta palavra se aplica a cada pai que abençoa o seu filho em nome de Deus: “Eu o abençoarei e ele será bendito”. A benção dada pelos pais aos filhos é a própria benção de Deus, porque foi por meio deles que Deus os gerou. Urge portanto resgatar este santo costume: “A benção pai! A benção mãe!”

“Deus te abençoe meu filho!”

A Palavra de Deus diz: “Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência a fim de que ele te dê a sua bênção “… afim de que ele te dê a sua benção e que esta permaneça em ti até o teu último dia “ (Eclo 3,9-10).

Tenho para comigo que muitos filhos seriam livres de tantos perigos, no corpo e na alma, se sempre pedissem a benção de seus pais e dos sacerdotes. Diz o Eclesiástico que: “A benção do pai fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (3,11).

Gosto te pedir a Bênção, sobretudo aos bispos e padres, pois, pelo sacramento da Ordem, eles têm o poder de nos abençoar em nome de Cristo. No entanto, percebo, com tristeza, que alguns padres não correspondem com satisfação e fé quando os fiéis lhes pedem a bênção. Alguns simplesmente não respondem… e muito menos permitem que lhes beije a mão ungida pelo óleo santo.

Por outro lado, note que, sempre, quando dou uma esmola a um pequenino, mesmo sem lhe pedir, ele me diz: DEUS TE ABENÇOE! E eu acolho com alegria essa bênção em meu coração, pois o Espírito Santo diz: “Encerra a esmola no coração do pobre, e ela rogará por ti a fim de te preservar de todo mal” (Eclo 29,15). “Quem se apieda do pobre, empresta ao Senhor, que lhe restituirá o benefício” (Prov. 19,17). São Leão Magno dizia que “a mão do pobre é o banco de Deus”.

“Dá esmola de teus bens, e não te desvies de nenhum pobre, pois, assim fazendo, Deus tampouco se desviará de ti” (Tob 6,8).

É por isso que eu acolho com amor e gratidão as bênçãos que esses pequeninos me dão!

Prof. Felipe Aquino

Santo Evangelho (Mt 13, 54-58)

Santo Afonso Maria de Ligório – Sexta-feira 01/08/2014 

Primeira Leitura(Jr 26,1-9)  
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1No início do reinado de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá, foi comunicada da parte do Senhor esta palavra, que dizia: 2“Assim fala o Senhor: Põe-te de pé no átrio da casa do Senhor e fala a todos os que vêm das cidades de Judá, para adorar o Senhor no templo, todas as palavras que eu te mandei dizer. Não retires uma só palavra; 3talvez eles as ouçam e voltem do mau caminho, e eu me arre­penda da decisão de castigá-los por suas más obras. 4A eles então dirás: Isto diz o Senhor: Se não vos dispuserdes a viver segundo a lei que vos dei, 5a escutar as palavras dos meus servos, os profetas, que eu vos tenho enviado com solicitude e para vossa orientação, e que vós não tendes escutado, 6farei desta casa uma segunda Silo e farei desta uma cidade amaldiçoada por todos os povos da terra”. 7Os sacerdotes e profetas, e todo o povo presente ouviram Jeremias dizer estas palavras na casa do Senhor. 8Quando Je­remias acabou de dizer tudo e que o Senhor lhe ordenara falasse a todo o povo, prenderam-no os sacerdotes, os profetas e o povo, dizendo: “Este homem tem que morrer! 9Por que dizes, em nome do Senhor, a profecia: ‘Esta casa será como Silo, e esta cidade será devastada e vazia de habitantes’?” Todo o povo juntou-se contra Jeremias na casa do Senhor.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório(Sl 68)

— Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor.
— Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor.

— Mais numerosos que os cabelos da cabeça, são aqueles que me odeiam sem motivo; meus inimigos são mais fortes do que eu; contra mim eles se voltam com mentiras! Por acaso poderei restituir alguma coisa que de outros não roubei?

— Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe.

— Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador; e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!

— Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha!

 

Evangelho (Mt 13,54-58)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso? 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Afonso Maria de Ligório, santo Bispo e Doutor da Igreja 

Celebramos, neste dia, a memória de um santo Bispo e Doutor da Igreja que se tornou pelo seu testemunho “Patrono dos confessores e teólogos de doutrina moral”. Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles, na Itália, em 1696, numa nobre família que, ao saber das qualidades do menino prodígio, proporcionaram-lhe o caminho dos estudos a fim de levá-lo à fama.

Com 16 anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e já se destacava em sua posição social quando se deparou, involuntariamente, sustentando uma falsidade, isto levou Afonso a profundas reflexões, a ponto de passar três dias seguidos em frente ao crucifixo. Escolhendo a renúncia profissional, a herança e títulos de nobreza, Santo Afonso acolheu sua via vocacional, já que o Senhor o queria advogando as causas do Cristo.

Santo Afonso Maria de Ligório colocou todos os seus dons a serviço do Reino dos Céus, por isso, como sacerdote, desenvolveu várias missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e camponeses; isto até contagiar vários e fundar a Congregação do Santíssimo Redentor, ou Redentoristas. Depois de percorrer várias cidades e vilas do sul da Itália convertendo pecadores, reformando costumes e santificando as famílias, Santo Afonso de Ligório, com 60 anos, foi eleito Bispo e assim pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus, mesmo com a realidade de ter perdido a amizade do Papa e sido expulso de sua fundação.

Entrou no Céu com 91 anos, depois de deixar vários escritos sobre a Doutrina Moral, sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento e a respeito da Mãe de Deus, sendo o mais conhecido: “As Glórias de Maria”.

Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 16, 13-23)

São Domingos – Quinta-feira 08/08/13

Primeira Leitura (Nm 20,1-13)
Leitura do Livro dos Números.

Naqueles dias, 1toda a comunidade dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin, no primeiro mês, e o povo permaneceu em Cades. Ali morreu Maria e ali mesmo foi sepultada. 2Como não havia água para o povo, este juntou-se contra Moisés e Aarão, 3e, levantando-se em motim, disseram: “Antes tivéssemos morrido, quando morreram nossos irmãos diante do Senhor! 4Para que trouxestes a comunidade do Senhor a este deserto, a fim de que morrêssemos, nós e nossos animais? 5Por que nos fizestes sair do Egito e nos trouxestes a este lugar detestável, em que não se pode semear, e que não produz figueiras, nem vinhas nem romãzeiras, e, além disso, não tem água para beber?” 6Deixando a comunidade, Moisés e Aarão foram até a entrada da Tenda da Reunião, e prostraram-se com a face em terra. E a glória do Senhor apareceu sobre eles. 7O Senhor falou, então, a Moisés, dizendo: 8“Toma a tua vara e reúne o povo, tu e teu irmão Aarão; na presença deles ordenai à pedra e ela dará água. Quando fizeres sair água da pedra, dá de beber à comunidade e aos seus animais”. 9Moisés tomou, então, a vara que estava diante do Senhor, como lhe fora ordenado. 10Depois, Moisés e Aarão reuniram a assembleia diante do rochedo, e Moisés lhes disse: “Ouvi, rebeldes! Poderemos, acaso, fazer sair água desta pedra para vós?” 11E, levantando a mão, Moisés feriu duas vezes a rocha com a vara, e jorrou água em abundância, de modo que o povo e os animais puderam beber. 12Então o Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Visto que não acreditastes em mim, para manifestar a minha santidade aos olhos dos filhos de Israel, não introduzireis este povo na terra que lhe vou dar”. 13Estas são as águas de Meriba, onde os filhos de Israel disputaram contra o Senhor, e ele lhes manifestou a sua santidade.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 94)

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba.
— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba.

— Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!

— Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.

 

Evangelho (Mt 16,13-23)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Domingos de Gusmão

Neste dia lembramos aquele que, ao lado de São Francisco de Assis, marcou o século XIII com sua santidade vivida na mendicância e no total abandono em Deus e desapego material.

São Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha em 1170, Espanha, e pertencia à alta linhagem dos Gusmão. O pai, Félix de Gusmão, queria entusiamá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe, Joana de Aza, grande esmoler, e com clérigos e monges.

Interessante é que antes de Domingos nascer sua mãe sonhou com um cão, que trazia na boca uma tocha acesa de que irradiava grande luz sobre o mundo. Mais do que sonho foi uma profecia, pois Domingos de Gusmão, de estatura mediana, corpo esguio, rosto bonito e levemente corado, cabelos e barba levemente vermelhos, belos olhos luminosos, não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho, isso depois de se desapegar a tal ponto de si e das coisas, que chegou a vender todos os seus ricos livros, a fim de comprar comida aos famintos.

Homem de oração, penitência e amor à Palavra de Deus, São Domingos acolheu o chamado ao sacerdócio e ao ser ordenado (no ano de 1203 em Osma, onde foi nomeado cônego). No ano de 1204, Domingos seguiu para Roma a fim de obter do Papa licença para evangelizar os bárbaros na Germânia. No entanto, o Papa Inocêncio III orientou-o para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França com suas heresias. Desta forma, Domingos fez do sul da França, o seu principal campo de ação. Quando os hereges depararam com a verdadeira pobreza evangélica de São Domingos de Gusmão, muitos aderiram à Verdade, pois nesta altura já nascia, no ano de 1215 em Tolosa, a primeira casa dos Irmãos Pregadores, também conhecidos como Dominicanos (cães do Senhor) que na mendicância, amor e propagação do Rosário da Virgem Maria, rígida formação teológica e apologética, levavam em comunidade a Véritas, ou seja, a verdade libertadora. São Domingos de Gusmão entrou no Céu com 51 anos e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em 1234.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

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