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Santo Evangelho (Jo 4, 43-54)

4ª Semana da Quaresma – Segunda-feira 27/03/2017

Primeira Leitura (Is 65,17-21)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Assim fala o Senhor: 17Eis que eu criarei novos céus e nova terra, coisas passadas serão esquecidas, não voltarão mais à memória. 18Ao contrário, haverá alegria e exultação sem fim em razão das coisas que eu vou criar; farei de Jerusalém a cidade da exultação e um povo cheio de alegria. 19Eu também exulto com Jerusalém e alegro-me com o meu povo; ali nunca mais se ouvirá a voz do pranto e o grito de dor. 20Ali não haverá crianças condenadas a poucos dias de vida nem anciãos que não completem seus dias. Será considerado jovem quem morrer aos cem anos; e quem não alcançar cem anos, passará por maldito. 21Construirão casas para nelas morar, plantarão vinhas para comer seus frutos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 29)

— Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!
— Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!

— Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, quando estava já morrendo!

— Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira; se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria.

— Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! Transformastes o meu pranto em uma festa, Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

 

Evangelho (Jo 4,43-54)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 43Jesus partiu da Samaria para a Galileia. 44O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. 45Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado água em vinho. Havia em Cafarnaum um fun­cionário do rei que tinha um filho doente. 47Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Ca­farnaum curar seu filho, que estava morrendo. 48Jesus disse-lhe: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”. 49O funcionário do rei disse: “Senhor, desce, antes que meu filho morra!” 50Jesus lhe disse: “Podes ir, teu filho está vivo”. O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora. 51Enquanto descia para Ca­farnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. 52O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: “A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde”. 53O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: “Teu filho está vivo”. Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. 54Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Ruperto, grande apóstolo da Baviera 

São Ruperto evangelizou a muitos, fazendo a Boa Nova chegar às altas autoridades

O santo de hoje foi um grande apóstolo da Baviera, Alemanha. A pedido do rei, foi convidado a evangelizar a França, e fez este belo trabalho. Após ser eleito bispo, a corte da Baviera o chamou, convidando-o também a evangelizar aquelas terras. Juntamente com o apoio do rei pôde ter o apoio de muitos religiosos, inclusive de sua irmã, que também era consagrada.

São Ruperto evangelizou a muitos, fazendo a Boa Nova chegar às altas autoridades, ao ponto do sucessor do rei já ser evangelizado. Antes de sua última Santa Missa, sua irmã ouviu sua oração de entrega: “Pai, em Tuas mãos eu entrego o meu espírito”. Em toda sua vida, e também na morte, viveu entregue a Deus.

São Ruperto, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 21, 33-43.45-46)

2ª Semana da Quaresma – Sexta-feira 17/03/2017

Primeira Leitura (Gn 37,3-4.12-13a.17b-28)
Leitura do Livro do Gênesis.

3Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas longas. 4Vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 12Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai em Siquém, 13adisse Israel a José: “Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles”. 17bPartiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19Disseram entre si: “Aí vem o sonhador! 20Vamos matá-lo e lançá-lo numa cisterna, depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos”. 21Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22“Não lhe tiremos a vida”! E acrescentou: “Não derrameis sangue, mas lançai-o naquela cisterna do deserto, e não o toqueis com as vossas mãos”. Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da túnica de mangas longas, pegaram nele 24e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito. 26E Judá disse aos irmãos: “Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos, pois ele é nosso irmão e nossa carne”. Concordaram os irmãos com o que dizia. 28Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 104,6-21)

— Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
— Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

— Mandou vir, então, a fome sobre a terra e os privou de todo pão que os sustentava; um homem enviara à sua frente, José que foi vendido como escravo.

— Apertaram os seus pés entre grilhões e amarraram seu pescoço com correntes, até que se cumprisse o que previra, e a palavra do Senhor lhe deu razão.

— Ordenou, então, o rei que o libertassem, o soberano das nações mandou soltá-lo; fez dele o senhor de sua casa, e de todos os seus bens o despenseiro.

 

Evangelho (Mt 21,33-43.45-46)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +  segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. 45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Patrício, sacerdote missionário 

Salvou muitas almas através de seu testemunho de santidade

O santo de hoje nasceu na Grã-Bretanha, no ano 380. Oração, penitência, uma vida de entrega a Deus que foi capacitando São Patrício a responder em Cristo diante das tribulações da vida.

Aos 16 anos foi capturado e preso por piratas irlandeses. No perdão, na oração e na atenção de encontrar um espaço para a fuga, conseguiu fugir para a França, onde continuou seu discernimento na busca da vontade de Deus.

Tornou-se sacerdote missionário, evangelizando na Inglaterra e na Irlanda. Já como bispo, salvou muitas almas através de seu testemunho de santidade, a ponto de tornar a antiga Irlanda toda católica, do empregado ao rei.

A historia da Irlanda ficou marcada com a contribuição de São Patrício, que através da construção que fez de diversos mosteiros, deixou nesse lugar a fama de “ilha dos mosteiros”.

Faleceu com cerca de 80 anos.

São Patrício, rogai por nós!

Casais contam como vivem o domingo em família

Segunda-feira, 21 de maio de 2012 / Nicole Melhado / Da Redação  

A série de catequeses sobre família está disponível no site oficial do evento

Crescem as expectativas em Milão para o 7º Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá de 30 de maio a 3 de junho deste ano.

Nesse período que antecede o grande evento, uma série de catequeses preparatórias sobre a família, o trabalho e a festa foi promovida na Arquidiocese de Milão e disponibilizada no site oficial www.family2012.com.

Segundo o Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Cardeal Ennio Antonelli, as 10 catequeses bíblicas acompanhadas por textos do magistério podem ser utilizadas diretamente pelas comunidades eclesiais e pelas família.

O Arcebispo de Milão, Cardeal Dionigi Tettamanzi, por sua vez, salienta que as catequeses podem ajudar no caminho de tantas dioceses em todo mundo e se tornar referência útil para as iniciativas das pastorais familiares.

A história do casal italiano Vera e Andrea, por exemplo, elucida a 8ª catequese que tem o tema “A festa, tempo para a família”. Ela tem 35 anos e ele 37 e sempre viram o sábado e o domingo como dois dias especiais, sobretudo quando adotaram a pequena Chiara.

“Estando seis anos e meio sozinhos, existem os equilíbrios e hábitos que quando ela chegou foram mudados um pouco, também porque nós não tivemos nove meses para nos darmos conta, para nos habituarmos à ideia, que nos tornaríamos pais, mas apenas três dias”, conta Vera em entrevista ao programa No Coração da Igreja, exibido pela TV Canção Nova.

A mãe de Chiara conta ainda que o casal sempre teve o hábito de rezar junto e com a chegada da filha a oração se modificou.

“Não temos mais todo aquele tempo para rezar, buscamos nos envolver com ela, porém não é que não podemos doutriná-la, devemos acompanhá-la. Assim, rezamos com ela, por ela, mas, sobretudo, junto a ela”, explica Vera.

Antes das refeições, a oração já se tornou mais que um hábito para Chiara, é um compromisso.

“No domingo, ela sabe que vamos a Jesus. Eis o que para nós é muito importante: acreditamos que não existe um modo para ensinar seu filho a se tornar cristão, mas seu filho deve entender que para você isso é importante”, salienta Vera.

Domingo, dia de festa

“A Festa, tempo para o Senhor”: este é o tema de outra catequese, que, por sua vez, é retratada na história de Maria Pia e Roberto, que são casados há 32 anos. Além de criar um filho natural, eles decidiram abrir as portas para jovens em dificuldade.

Para eles, o domingo é um dia muito importante, que dá sentido a toda a semana. Roberto destaca que para a família, a Missa é o momento mais forte do dia de domingo, porque eles vão juntos rezar e dar graças a Deus.

“Vivemos a Missa porque somos convictos que ali encontramos nosso sustento… São coisas difíceis às vezes de se concretizar, mas quando as vivemos juntos se tornam mais simples”, afirma Maria Pia.

Uma família aberta aos outros

As catequeses preparatórias de Milão são encerradas com “A festa, tempo para a comunidade”, apresentada pelo casal italiano Manuela e Fabio, que escolheram fazer uma experiência missionária por três anos no Brasil, antes de saber da chegada da pequena Marta.

“De uma coisa estávamos seguros, segundo eu, quando nos casamos, que queríamos ser uma família aberta. Se queremos ser uma família aberta, a meu ver, as possibilidades são muitas. Para cada família, todavia, há um projeto, assinado por Deus antes; deve-se somente descobrir qual é o seu”, destaca Marta.

Para Fabio, sua vocação familiar é aquela de ser uma família aberta com um olhar sobre o mundo. Mas ele enfatiza que ter um olhar sobre o mundo não significa necessariamente sair como missionário, como eles fizeram, mas estar aberto aos outros; como seu vizinho, por exemplo, que está diante da sua casa e que, talvez, você nem conheça.

Santo Evangelho (Mt 7, 7-12)

1ª Semana da Quaresma – Quinta-feira 09/03/2017

Primeira Leitura (Est 4,17ss)
Leitura do Livro de Ester.

Naqueles dias, 17na rainha Ester, temendo o perigo de morte que se aproximava, buscou refúgio no Senhor. 17pProstrou-se por terra desde a manhã até o anoitecer, juntamente com suas servas, e disse: 17q“Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, tu és bendito. Vem em meu socorro, pois estou só e não tenho outro defensor fora de ti, Senhor, 17rpois eu mesma me expus ao perigo. 17aaSenhor, eu ouvi, dos livros de meus antepassados, que tu libertas, Senhor, até o fim, todos os que te são caros. 17bbAgora, pois, ajuda-me, a mim que estou sozinha e não tenho mais ninguém senão a ti, Senhor meu Deus. 17ggVem, pois, em auxílio de minha orfandade. Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para que este pereça com todos os seus cúmplices. 17hhE livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 137)

— Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!
— Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.

— Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

— Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos!

 

Evangelho (Mt 7,7-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! 8Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate a porta será aberta. 9Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? 10Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? 11Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Francisca Romana 

Santa Francisca Romana se sobressaiu pelas graças extraordinárias, fazendo milagres

Santa Francisca Romana nasceu em Roma, no ano de 1384. Seu pai, Paulo Busa di Leoni pertencia a nobreza romana. Desde sua infância sentiu-se atraída pela pureza e obrigou-se por voto a ser religiosa. Mas, teve de condescender com os desejos do pai, que a deu em matrimônio aos 12 anos ao jovem aristocrata Lourenço de Ponziani. Teve com ele três filhos: Inês, João Evangelista e João Baptista.

A história de Santa Francisca confunde-se com a da Cidade Eterna naquela época. Roma estava dividida em dois bandos que se guerreavam, os Orsíni, que lutavam em favor do Papa, e os Colonnas, que apoiavam Ladislau de Nápoles.

Lourenço ficou gravemente ferido e, perdida a batalha, Ladislau entrou vitorioso em Roma e levou como refém os filhos das famílias mais distintas. Santa Francisca viu-se obrigada a entregar seu filho João Baptista.

Apesar de o marido estar ferido, o filho cativo e o palácio saqueado, Francisca não perdeu a paz de alma, a resignação e o fervor, que a levavam a fazer o bem a todos. Tudo o que caía em suas mãos era em favor dos pobres e doentes.

A sua volta reuniram-se depois outras senhoras, desejosas de imitar seus impulsos generosos. Ela dirigia-as espiritualmente, apartando-as das vaidades do mundo e ensinando-lhes o caminho evangélico da caridade e sacrifício. Assim nasceu a confraria de Oblatas Beneditinas.

Em 1436 seu esposo faleceu, Francisca retirou-se para a casa das suas Oblatas, que a nomearam Superiora Geral, cargo que desempenhou até a morte.

A vida de Santa Francisca se sobressaiu pelas graças extraordinárias, como o poder de fazer milagres e de penetrar nos segredos do outro mundo. Via seu anjo da guarda. Viu o inferno com o seu fogo e os suplícios horríveis, e o purgatório com o seu fogo.

Levada pela mão de Deus penetrou no paraíso no ano de 1440. Em 1608, o Cardeal São Roberto Belarmino junto ao seu voto favorável a declaração de que esta Santa – tendo vivido primeiro em virgindade e depois uma série de anos em casto matrimônio, tendo suportado os incômodos da viúvez e tendo seguido finalmente a vida de perfeição no claustro – merecia tanto mais as honras dos altares, quanto mais podia ser apresentada como modelo de virtude a todos. Francisca foi canonizada no dia 29 de maio de 1608.

Santa Francisca Romana, rogai por nós!

Cristo e sua Mãe são inseparáveis

Solenidade de Maria, Mãe de Deus

Quinta-feira, 1 de janeiro de 2015, Da redação, com Rádio Vaticano

O Pontífice explicou que “assim como Cristo e sua Mãe são inseparáveis, igualmente são inseparáveis Cristo e a Igreja”

Nesta quinta-feira, primeiro dia de 2015, o Papa Francisco presidiu a Missa por ocasião da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus e pelo 48º Dia Mundial da Paz. A celebração foi na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Em sua homilia, o Papa recordou que “nenhuma criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Maria, que deu uma face humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar”.

O Pontífice reiterou que “assim como Cristo e sua Mãe são inseparáveis”, “igualmente são inseparáveis Cristo e a Igreja”.

Francisco observou que entre Cristo e sua Mãe existe uma relação estreitíssima, como entre cada filho e sua mãe: “A carne de Cristo foi tecida no ventre de Maria”.

Escolhida para ser a Mãe do Redentor, Maria compartilhou intimamente toda a sua missão, até o calvário:

“Maria está assim tão unida a Jesus, porque recebeu d’Ele o conhecimento do coração, o conhecimento da fé, alimentada pela experiência materna e pela união íntima com o seu Filho. A Virgem Santa é a mulher de fé, que deu lugar a Deus no seu coração, nos seus projetos; é a crente capaz de individuar no dom do Filho a chegada daquela ‘plenitude do tempo’ (Gl 4, 4) na qual Deus, escolhendo o caminho humilde da existência humana, entrou pessoalmente no sulco da história da salvação. Por isso, não se pode compreender Jesus sem a sua Mãe”.

Igualmente inseparáveis são Cristo e a Igreja – disse o Papa – observando que não se pode compreender a salvação realizada por Jesus sem considerar a maternidade da Igreja:

“Separar Jesus da Igreja seria querer introduzir uma ‘dicotomia absurda’, como escreveu o Beato Paulo VI. Não é possível ‘amar a Cristo, mas sem amar a Igreja, ouvir Cristo mas não a Igreja, ser de Cristo mas fora da Igreja’. Na verdade, é precisamente a Igreja, a grande família de Deus, que nos traz Cristo. A nossa fé não é uma doutrina abstrata nem uma filosofia, mas a relação vital e plena com uma pessoa: Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus que Se fez homem, morreu e ressuscitou para nos salvar e que está vivo no meio de nós. Onde podemos encontrá-Lo? Encontramo-Lo na Igreja. É a Igreja que diz hoje: ‘Eis o Cordeiro de Deus’; é a Igreja que O anuncia; é na Igreja que Jesus continua a realizar os seus gestos de graça que são os sacramentos”.

Francisco afirmou que a ação e missão da Igreja exprimem a sua maternidade:

“Na verdade, ela é como uma mãe que guarda Jesus com ternura, e O dá a todos com alegria e generosidade. Nenhuma manifestação de Cristo, nem sequer a mais mística, pode jamais ser separada da carne e do sangue da Igreja, da realidade histórica concreta do Corpo de Cristo. Sem a Igreja, Jesus Cristo acaba por ficar reduzido a uma ideia, a uma moral, a um sentimento. Sem a Igreja, a nossa relação com Cristo ficaria à mercê da nossa imaginação, das nossas interpretações, dos nossos humores”.

Maria, disse o Papa, é “aquela que abre a estrada da maternidade da Igreja e sempre sustenta a sua missão materna destinada a todos os homens. O seu testemunho discreto e materno caminha com a Igreja desde as origens. Ela, Mãe de Deus, é também Mãe da Igreja e, por intermédio dela, é Mãe de todos os homens e de todos os povos”.

Ao concluir, o Pontífice recordou o Dia Mundial da Paz, celebrado no 1º dia do ano, pedindo que “o Senhor dê paz a estes nossos dias: paz nos corações, paz nas famílias, paz entre as nações”.

Ao recordar o tema deste ano “Já não escravos, mas irmãos”, Francisco disse:

“Todos somos chamados a ser livres, todos chamados a ser filhos; e cada um chamado, segundo as próprias responsabilidades, a lutar contra as formas modernas de escravidão. Nós todos, de cada nação, cultura e religião, unamos as nossas forças. Que nos guie e sustente Aquele que, para nos tornar irmãos a todos, Se fez nosso servo”.

 

HOMILIA
Hoje voltam à mente as palavras com que Isabel pronunciou a sua bênção sobre a Virgem Santa: «Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?» (Lc 1,42-43).

Esta bênção está em continuidade com a bênção sacerdotal que Deus sugerira a Moisés para que a transmitisse a Aarão e a todo o povo: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça. O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz» (Nm 6,24-26). Ao celebrara solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, a Igreja recorda-nos que Maria é a primeira destinatária desta bênção. N’Ela tem a sua realização perfeita: na verdade, mais nenhuma criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Maria, que deu umaface humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar.

E, para além de contemplar a face de Deus, podemos também louvá-Lo e glorificá-Lo como os pastores, que regressaram de Belém com um cântico de agradecimento depois de ter visto o Menino e a sua jovem mãe (cf. Lc 2, 16). Estavam juntos, como juntos estiveram no Calvário, porque Cristo e sua Mãe são inseparáveis: há entre ambos uma relação estreitíssima, como aliás entre cada filho e sua mãe. A carne de Cristo – que é charneira da nossa salvação (Tertuliano) – foi tecida no ventre de Maria (cf. Sal 139/138,13). Tal inseparabilidade é significada também pelo facto de Maria, escolhida para ser Mãe do Redentor, ter compartilhado intimamente toda a sua missão, permanecendo junto do Filho até ao fim no calvário.

Maria está assim tão unida a Jesus, porque recebeu d’Ele o conhecimento do coração, o conhecimento da fé, alimentada pela experiência materna e pela união íntima com o seu Filho. A Virgem Santa é a mulher de fé, que deu lugar a Deus no seu coração, nos seus projectos; é a crente capaz de individuar no dom do Filho a chegada daque la«plenitude do tempo» (Gl 4,4) na qual Deus, escolhendo o caminho humilde da existência humana, entrou pessoalmente no sulco da história da salvação. Por isso, não se pode compreender Jesus sem a sua Mãe.

Igualmente inseparáveis são Cristo e a Igreja, e não se pode compreender a salvação realizada por Jesus sem considerar a maternidade da Igreja. Separar Jesus da Igreja seria querer introduzir uma «dicotomia absurda», como escreveu o Beato Paulo VI (cf. Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 16). Não é possível «amar a Cristo, mas sem amar a Igreja, ouvir Cristo mas não a Igreja, ser de Cristo mas fora da Igreja» (Ibid., 16). Na verdade, é precisamente a Igreja, a grande família de Deus, que nos traz Cristo. A nossa fé não é uma doutrina abstracta nem uma filosofia, mas a relação vital e plena com uma pessoa: Jesus Cristo, o Filho unigénito de Deus que Se fez homem, morreu e ressuscitou para nos salvar e que está vivo no meio de nós. Onde podemos encontrá-Lo? Encontramo-Lo na Igreja. É a Igreja que diz hoje: «Eis o Cordeiro de Deus»; é a Igreja que O anuncia; é na Igreja que Jesus continua a realizar os seus gestos de graça que são os sacramentos.

Esta acção e missão da Igreja exprimem a sua maternidade. Na verdade, ela é como uma mãe que guarda Jesus com ternura, e O dá a todos com alegria e generosidade. Nenhuma manifestação de Cristo, nem sequer a mais mística, pode jamais ser separada da carne e do sangue da Igreja, da realidade histórica concreta do Corpo de Cristo. Sem a Igreja, Jesus Cristo acaba por ficar reduzido a uma ideia, a uma moral, a um sentimento. Sem a Igreja, a nossa relação com Cristo ficaria à mercê da nossa imaginação, das nossas interpretações, dos nossos humores.

Amados irmãos e irmãs! Jesus Cristo é a bênção para cada homem e para a humanidade inteira. Ao dar-nos Jesus, a Igreja oferece-nos a plenitude da bênção do Senhor. Esta é precisamente a missão do povo de Deus: irradiar sobretodos os povos a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo. E Maria, a primeira e perfeita discípula de Jesus, modelo da Igreja em caminho, é Aquela que abre esta estrada de maternidade da Igreja e sempre sustenta a sua missão materna destinada a todos os homens. O seu testemunho discreto e materno caminha com a Igreja desde as origens. Ela, Mãe de Deus, é também Mãe da Igreja e, por intermédio dela, é Mãe de todos os homens e de todos os povos.

Que esta Mãedoce e carinhosa nos obtenha a bênção do Senhor para a família humana inteira! Hoje, Dia Mundial da Paz, invoquemos de modo especial a sua intercessão para que o Senhor dê paz a estes nossos dias: paz nos corações, paz nas famílias, paz entre as nações. Este ano, a mensagem especial para o Dia Mundial da Pazreza: «Já não escravos, mas irmãos». Todos somos chamados a ser livres, todos chamados a ser filhos; e cada um chamado, segundo as próprias responsabilidades, a lutar contra as formas modernas de escravidão. Nós todos, de cada nação, cultura e religião, unamos as nossas forças. Que nos guie e sustente Aquele que, para nos tornar irmãosa todos, Se fez nosso servo!

Por que Nossa Senhora foi concebida sem pecado?

A Igreja celebra em 8 de dezembro a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria; e explica que para ser a Mãe do Salvador, Maria “foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função”.

No momento da Anunciação o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”, isto é, sem pecado, viveu  totalmente “sob a moção da graça de Deus” (CIC §490). Ao longo dos séculos a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus (Lc 1, 28), foi redimida desde a concepção pelo sangue de Cristo. É isto que confessa o dogma da Imaculada conceição (ou concepção), proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:

“A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original.” Esta “santidade inteiramente singular” da qual Maria é “enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição” lhe vem inteiramente de Cristo: “Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime”. Mais do que qualquer outra pessoa criada, o Pai a “abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo” (Ef 1,3). Ele a “escolheu nele, desde antes da fundação do mundo, para ser santa e imaculada na sua presença, no amor”. Fica claro que Maria foi também salva do pecado por Jesus, mas de maneira antecipada, como alguém que toma uma vacina para não ser infectado pela doença.

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja (†1787), disse: “Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente, não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (Glória de Maria, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (idem).

São Bernardino de Sena, falecido (†1444), diz a Maria: “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).

São Tomas de Vilanova, (†1555), disse em sua teologia sobre Nossa Senhora: “Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (GM, p. 211). E pergunta Santo Anselmo, bispo e doutor da Igreja (†1109): “Deus, que pode conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”. “A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).

É importante notar que Santo Afonso de Ligório afirma: “O espírito mal buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas louvado seja Deus! O Senhor a preveniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM, p. 210).

Prof. Felipe Aquino

Santo Evangelho (Lc 1, 26-38)

Nossa Senhora do Rosário – Sexta-feira 07/10/2016

Primeira Leitura (At 1,12-14)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Depois que Jesus subiu ao céu, 12os apóstolos voltaram para Jerusalém, vindo do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, a mais ou menos um quilômetro. 13Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. 14Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Lc 1,46s.)

— O poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.
— O poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

— A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador.

— Pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome!

— Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.

— Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.

— Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

 

Evangelho (Lc 1,26-38)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26o anjo Ga­briel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Naza­ré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Nossa Senhora do Rosário

Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.

A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: “Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”.

Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas – por isso Rosário – é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Santa Mônica, mulher forte!

A história de santa Mônica é o exemplo mais palpável de quanto pode uma mãe na educação dos filhos e de quanto deve a Igreja às mães cristãs. Santo Agostinho confessa que, depois de Deus, tudo deve a sua mãe. Por isso fala dela com tanto carinho e lágrimas, quando recorda a sua morte. «Não calarei o que me nasce da alma sobre aquela serva vossa que me deu à luz na sua carne para que nascesse para esta vida temporal, e em seu coração para a eterna». Mônica deveu a sua educação cristã «não tanto à diligência da sua mãe, quanto à duma criada decrépita», que se ocupava das filhas dos seus senhores, como se fossem próprias. Educada com honestidade e temperança, casou-se por vontade dos pais com um gentio, chamado Patrício, que ela desde o princípio se esforçou por ganhar para Deus com as virtudes e bons costumes «com que se tomava formosa e reverentemente amável». Seu marido, como pagão, não reconhecia a lei da fidelidade conjugal. Mônica «de tal maneira suportou as suas infidelidades conjugais, que nunca teve com o marido a menor altercação; porque esperava que a vossa misericórdia viesse em ajuda dele, para, crendo em Vós, se tornar casto». Tinha Patrício temperamento forte e muito iracundo, diz-nos seu filho santo Agostinho. «Mas ela sabia não resistir ao marido irado, não já com obras mas nem mesmo com palavras. Depois de ele desafogar e sossegar, se o julgava oportuno dava-lhe explicação do seu proceder, no caso de ele se ter descomposto com alguma desconsideração». O mesmo santo Agostinho nos conta que havia muitas mães de família com maridos mais mansos, que apresentavam os rostos afeados com os sinais das violências que lhes imprimiam os seus esposos. Enquanto elas tornavam.a culpa à vida desordenada dos maridos, Mônica atribuía-a à língua delas. Sabendo todas que feroz marido tinha ela de suportar, maravilhavam-se de nunca Patrício lhe ter batido e perguntava-lhe familiarmente qual o segredo. Ela respondia-lhes que o seu segredo era calar e mostrar-se sempre submissa e sacrificada. As que seguiam esta norma matrimonial, depois de a experimentarem, davam-se os parabéns; as que não a seguiam, sofriam a sujeição e os maus tratos. Mônica, com a sua paciência e silêncio, conseguiu ganhar o marido e até convertê-lo à fé em Cristo. Desde esse momento, já não teve de sofrer a infidelidade. Tropeçou também Mônica com a sogra, suspicaz e avinagrada, e diz-nos Santo Agostinho que «de tal maneira a ganhou com atenções e perseverando em agüentá-la com mansidão», que a converteu na sua melhor panegirista e advogada. Outra grande virtude lhe tinha concedido Deus: «que, entre quaisquer pessoas zangadas e discordes, se mostrava quanto podia tão pacificadora que ouvindo dum e de outro lado amargas acusações… nada referia de uma parte à outra, senão o que podia servir para as reconciliar». Com os pobres e transeuntes foi sempre caritativa e esmo ler, «serva dos vossos servos». A grande obra de santa Mônica foi a conversão e mudança do seu filho Agostinho. Na África velou pelas companhias e mestres do filho, pelos seus costumes, por que se casasse honestamente. Quando soube que o filho projetava trasladar-se a Itália, resolveu embarcar com ele para continuar sendo o seu anjo da guarda. Mas Agostinho, a quem estorvava a companhia santificadora da mãe, conseguiu, enganando-a, fazer-se à vela. «Naquela noite eu parti às escondidas, ela ficou orando e chorando. E que vos pedia com tantas lágrimas, Deus meu?» Chegou Agostinho a Roma e adoeceu, longe da mãe: «Não conhecia a minha mãe o meu perigo; mas ausente orava por mim; e Vós, em toda a parte presente, onde ela orava ouvíei-la, e onde eu estava Vos apiedáveis de mim para que recuperasse a saúde do corpo, embora o coração seguisse delirando com erro sacrílego». De Roma trasladou-se Agostinho para Milão e aqui o encontrou a mãe: «Já a minha mãe, forte com a sua piedade, tinha vindo para o meu lado, seguindo-me por mar e por terra, confiando em Vós em todos os perigos; tanto que nas tempestades do mar esforçava até os marinheiros, fazendo votos por que chegasse com felicidade». Em Milão teve Mônica um enorme gozo: o filho Agostinho tinha travado amizade com santo Ambrósio, bispo da cidade. E redobrou desde então as suas lágrimas e orações, sendo constante na igreja. E o dia suspirado chegou por fim. Quando santo Agostinho comunicou à mãe o propósito, não só de fazer-se católico, mas de consagrar-se totalmente ao serviço de Cristo no estado de castidade perfeita, a mãe não coube em si de gozo. «E trocastes o seu pranto e lágrimas em gozo, muito mais copioso do que ela tinha apetecido, e muito mais caro e casto do que esperava dos netos da minha carne». Isto sucedeu em 387, a 24 ou 25 de Abril. Pouco depois, adoecia e morria Santa Mônica, dentro ainda do ano de 387, como se Deus lhe tivesse conservado a vida só para alcançar a conversão do filho. Cumprida a sua missão neste mundo, não lhe ficava senão subir ao paraíso e receber a coroa das virtudes. Contemplando a beleza e grandeza do amor – na praia de Óstia, junto a Roma – submergiam-se Mônica e Agostinho na felicidade dos santos. Depois de conversarem cinco dias sobre a felicidade do céu, adoecia ela: «Aqui enterrareis a vossa mãe», disse aos seus dois filhos. Agostinho calava-se e reprimia o pranto. A mãe continuou: «Enterra i este corpo em qualquer parte; não continue em vós a preocupação de cuidar dele; somente vos peço que, onde quer que vos encontrardes, vos lembreis de mim diante do altar do Senhor». «No dia nono da sua doença, aos 56 anos da sua idade e 33 da minha, aquela alma piedosa e religiosa foi desatada do corpo. Quando lhe fechava os olhos, afluiu ao meu coração imensa tristeza, que se transformava em lágrimas… E agora, Senhor, eu Vo-lo confesso neste escrito, leia-o quem quiser, e interprete-o como queira. E se achar pecado chorar eu, por uma exígua parte de uma hora, a minha mãe, que por tantos anos me chorou diante dos vossos, não se ria; antes, se tem grande caridade, chore também ele pelos meus pecados diante de Vós, Pai de todos os irmãos do vosso Cristo».

A grandeza da santidade de Agostinho influiu para que sua festa fosse precedida pela de sua santa mãe. A sua vida só é conhecida por nós através das “Confissões” do filho, que tem sobre ela paginas estupendas. Crista de fé robusta, profundamente piedosa, alcançou com sua bondade converter o marido pagão e irascível, e com a força das preces e das lagrimas, o filho transviado. Esperou dezesseis anos com incrível paciência que Agostinho se emendasse. Em busca de aventura, o filho foi para a Itália. Mônica por sua vez, foi a Roma procura-lo, depois a Milão, onde assistiu ao seu batismo. Não mais voltou a África, pois morreu em Óstia, antes do embarque. Forte de ânimo, ardente na fé, firme na esperança, de inteligência brilhante, sensibilíssima às exigências da convivência, assídua na oração e na meditação da Sagrada Escritura.

Texto de Santo Agostinho sobre sua mãe:
Procuremos alcançar a sabedoria eterna Estando bem perto o dia que ela deixaria esta vida – dia que conhecias e que ignorávamos – aconteceu por oculta disposição tua, como penso, que eu e ela estivéssemos sentados sozinhos perto da janela que dava para o jardim da casa onde nos tínhamos hospedado, lá junto de Óstia Tiberina. Ali, longe do povo, antes de embarcarmos, nos refazíamos da longa viagem. Falávamos a sós, com muita doçura e, esquecendo-nos do passado, com os olhos no futuro, indagamos entre nós sobre a verdade presente, quem és tu, como seria a futura vida eterna dos santos, que olhos não viram, nem ouvidos ouviram nem subiu ao coração do homem (cf. 1Cor 2, 9). Mas ansiávamos com os lábios do coração pelas águas celestes de tua fonte, fonte da vida que está junto de ti. Eu dizia estas coisas, não deste modo nem com estas palavras. No entanto, o Senhor, tu sabes que naquele dia, enquanto falávamos, este mundo foi perdendo o valor, junto com todos os seus deleites. Então disse ela: “Filho, quanto a mim, nada mais me agrada nesta vida. Que faço ainda e por que ainda aqui estou não sei. Toda a esperança terrena já desapareceu. Uma só coisa fazia-me desejar permanecer por algum tempo nesta vida: ver-te cristão católico, antes de morrer. Deus me atendeu com a maior generosidade, porque te vejo até como seu servo, desprezando a felicidade terrena. Que faço aqui?”. O que lhe respondi não me lembro bem. Cinco dias depois, talvez, ou não muito mais, caiu com febre. Doente, um dia desmaiou, sem conhecer os presentes. Corremos para junto dela, mas recobrando logo os sentidos, viu-me e mim e a meu irmão e disse-nos, como que procurando algo semelhante: “Onde estava eu?” Em seguida, olhando-nos, opressos pela tristeza, disse: “Sepultai vossa mãe”. Eu me calava e retinha as lágrimas. Mas meu irmão falou qualquer coisa assim que seria melhor não morrer em terra estranha, mas na pátria. Ouvindo isso, ansiosa, censurando-o com o olhar por pensar assim, voltou-se para mim: “Olha o que diz”. Depois falou a ambos: “Ponde este corpo em qualquer lugar. Não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim no altar de Deus, onde quer que estiverdes”. Terminado como pôde de falar, calou-se e continuou a sofrer com o agravamento da doença. Finalmente, no nono dia de sua doença, aos cinqüenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou-se do corpo.
Do Livro das Confissões, de Santo Agostinho, bispo. (Lib. 9,10-11: CSEL 33,215-219) (Séc. V).

Orações: Nobilíssima Santa Mônica rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se com alegria e amor. Rogai virtuosa Santa Mônica, para que se abram os olhos e as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna. A beleza do sacrifício materno. Em um tempo em que se questiona por que se deve deixar nascer um bebê anencéfalo, rogai Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para suas famílias, e para sua própria santificação. Amém.
Ó Esposa e Mãe exemplar, Santa Mônica: Tu que experimentastes as alegrias e as dificuldades da vida conjugal; Tu que conseguiste levar à fé teu esposo Patrício, homem de caráter desregrado e irascível; Tu que chorastes tanto e oraste dia e noite por teu filho Agostinho e não o abandonaste mesmo quando te enganou e fugiu de ti. Intercede por nós, ó grande Santa, para que saibamos transmitir a fé em nossa família; para que amemos sempre e realizemos a paz. Ajuda-nos a gerar nossos filhos também à vida da Graça; conforta-nos nos momentos de tristeza e alcança-nos da Santíssima Virgem, Mãe de Jesus e Mãe nossa a verdadeira paz e a Vida Feliz. Amém.
Mônica encarna o modelo de esposa ideal e mãe cristã. Santa Mônica, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 9, 1-8)

13ª Semana Comum – Quinta-feira 30/06/2016

ANO PAR

Primeira Leitura (Am 7,10-17)
Leitura da Profecia de Amós.

Naqueles dias, 10Amasias, sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: “Amós conspira contra ti, dentro da própria casa de Israel; o país não consegue evitar que se espalhem todas as suas palavras. 11Ele anda dizendo: ‘Jeroboão morrerá pela espada, e Israel será deportado de sua própria pátria, como escravo’”. 12Disse depois Amasias a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”. 14Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’. 16E agora ouve a Palavra do Senhor. Tu dizes: ‘Não profetizes contra Israel e não insinues palavras contra a casa de Isaac’. 17Pois bem, isto diz o Senhor: ‘Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e filhas morrerão pela espada, tuas terras serão tomadas e loteadas; tu mesmo morrerás em terra poluída, e Israel será levado em cativeiro para longe de seu país’”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 18)

— Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.
— Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

— A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.

— Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.

— É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

— Mais desejáveis do que o ouro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos.

 

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Gn 22,1-19)
Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias, 1 Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2 E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 3 Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4 No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5 Disse, então, aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”. 6 Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7 lsaac disse a Abraão: “Meu pai . “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse: “Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holo­causto?” 8 Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos. 9 Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10 Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11 E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12 E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13 Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14 Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”. 15 O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16 e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17 eu te abençoarei e tomarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descenden­tes conquistarão as cidades dos inimigos. 18 Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeces­te”. 19 Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puse­ram-se a caminho de Bersabeia, onde Abraão passou a morar.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 114)

— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.

— Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.

— Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor “Salvai, ó Senhor, minha vida!”

— O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.

— Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.

 

Evangelho (Mt 9,1-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2 Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” 3 Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4 Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5 O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7 O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8 Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Protomártires da Igreja de Roma

O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus

Depois da solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, a liturgia nos apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso, protomártires.

O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus, principalmente nos momentos mais difíceis que todos nós temos. Os mártires viveram tudo em Cristo.

No ano de 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e acusou os cristãos. Naquela época a comunidade cristã, vítima de preconceitos, era tida como uma seita, e inimiga, pois não adoravam o Imperador.

Qualquer coisa que acontecia de negativo, os cristãos eram acusados. Por isso, foram acusados de terem posto fogo em Roma, e a partir daí, no ano 64, começaram a ser perseguidos.

Os escritos históricos em Roma narram que os cristãos eram lançados nas arenas para servirem de espetáculo ao povo, junto às feras. Cobertos de piches, como tochas humanas e muitos outros atos atrozes. E a resposta era sempre o perdão e a misericórdia.

O Papa São Clemente I escreveu: “Nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição: consideremos o que é belo, o que é bom e o que é agradável ao nosso criador.”

Protomártires da Igreja de Roma, rogai por nós!

“Rezar ao Pai perdoando todos, esquecendo…

… os insultos é a melhor oração que você pode fazer”

Homilia diária do Papa Francisco na capela da casa Santa Marta
16 junho 2016•Redacao•Papa Francisco

Não desperdiçar palavras como os pagãos, não pensar que as orações são palavras ‘mágicas’, disse o Pontífice inspirando-se no Evangelho do dia, quando Jesus ensina a oração do ‘Pai Nosso’ a seus discípulos e refletiu sobre o valor de rezar ao Pai na vida do cristão. Jesus, disse, “indica o espaço da oração em uma só palavra: ‘Pai’”.

Este Pai, observou, “sabe do que precisamos antes que lhe peçamos”. É um Pai que “nos escuta às escondidas, no segredo, como Ele, Jesus, nos aconselha a rezar: no segredo”.

“Este Pai nos dá a identidade de filhos. Eu digo ‘Pai’, mas chego às raízes da minha identidade: a minha identidade cristã é ser filho e esta é uma graça do Espírito. Ninguém pode dizer ‘Pai’ sem a graça do Espírito. ‘Pai’ é a palavra que Jesus usava quando era cheio de alegria, de emoção: “Pai, te louvo porque revelas estas coisas as crianças”; ou chorando, diante do túmulo de seu amigo Lázaro. “Pai, te agradeço porque me ouvistes”; ou ainda, nos momentos finais de sua vida, no fim”.

“Nos momentos mais fortes”, evidenciou Francisco, Jesus diz: ‘Pai’. “É a palavra que mais usa; Ele fala com o Pai. É o caminho da oração e por isso – reiterou – eu me permito dizer, é o espaço de oração”. “Sem sentir que somos filhos, sem dizer ‘Pai’ – advertiu o Papa – a nossa oração é pagã, é uma oração de palavras”.

Certo, acrescentou, podemos rezar a Nossa Senhora, aos anjos e Santos, mas a pedra angular da oração é o ‘Pai’. Se não formos capazes de iniciar a oração com esta palavra, “a oração não vai dar certo”:

“Pai. É sentir o olhar do Pai sobre mim, sentir que aquela palavra “Pai” não é um desperdício como as palavras das orações dos pagãos: é um chamado para Aquele que me deu a identidade de filho. Este é o espaço da oração cristã – “Pai” – e, em seguida, rezamos a todos os Santos, os Anjos, fazemos também as procissões, as peregrinações… Tudo bonito, mas sempre começando com “Pai” e na consciência de que somos filhos e que temos um Pai que nos ama e que conhece todas as nossas necessidades. Este é o espaço”.

Francisco em seguida dirigiu o pensamento à parte onde na oração do “Pai Nosso”, Jesus refere-se ao perdão do próximo como Deus nos perdoa. “Se o espaço da oração é dizer Pai – observou -, a atmosfera da oração é dizer ‘nosso’: somos irmãos, somos uma família”. Então o Papa recordou o que aconteceu com Caim, que odiou o filho do Pai, odiou seu irmão. O Pai nos dá a identidade e a família. “Por isso – disse o Papa – é tão importante a capacidade de perdoar, de esquecer, de esquecer as ofensas, a saudável habitude, mas, deixemos para lá… que o Senhor faça, e não carregar o rancor, o ressentimento, o desejo de vingança”.

“Rezar ao Pai perdoando todos, esquecendo os insultos – disse -, é a melhor oração que você pode fazer”:

“É bom que às vezes façamos um exame de consciência sobre isso. Para mim, Deus é Pai, e eu o sinto Pai? E se não o sinto assim, mas peço ao Espírito Santo que me ensine a senti-lo assim. E eu sou capaz de esquecer as ofensas, de perdoar, de deixar para lá e se não, pedir ao Pai, ‘mas também estes são seus filhos, eles me fizeram uma coisa ruim… ajude-me a perdoar’?. Façamos esse exame de consciência sobre nós e nos fará bem, muito bem. ‘Pai’ e ‘nosso’”: nos dão a identidade de filhos e nos dão uma família para “caminhar” juntos na vida”. (Com informações Rádio Vaticano)

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