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Creio no Espírito Santo

A Missão do Espírito Santo

A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade coopera com o Pai e o Filho desde o início do desígnio de nossa salvação até sua consumação, mas, nos “últimos tempos” – inaugurados com a Encarnação redentora do Filho –, o Espírito se revelou e nos foi dado, foi reconhecido e acolhido como Pessoa (cfr. Catecismo, 686).

Por obra do Espírito, o Filho de Deus se fez Carne nas entranhas puríssimas da Virgem Maria. O Espírito O ungiu desde o início; por isso, Jesus Cristo é o Messias desde o início de Sua humanidade, isto é, desde Sua própria Encarnação (cf. Lc 1,35). Jesus Cristo revela o Espírito com Seus ensinamentos, cumprindo a promessa feita aos patriarcas (cf. Lc 4, 18s), e o comunica à Igreja nascente, exalando o Seu alento sobre os apóstolos, depois de Sua Ressurreição (cf. Compêndio, 143).

No dia de Pentecostes, o Espírito foi enviado para permanecer, desde então, na Igreja, Corpo místico de Cristo, vivificando-a e guiando-a com Seus dons e com a Sua presença. Por isso se diz também que a Igreja é Templo do Espírito Santo, e que Este é como a alma da Igreja.

No dia de Pentecostes, o Espírito desceu sobre os apóstolos e os primeiros discípulos, mostrando, com sinais externos, a vivificação da Igreja fundada por Cristo. “A missão de Cristo e do Espírito se converte na missão da Igreja, enviada para anunciar e difundir o mistério da comunhão trinitária” (Compêndio,144). O Paráclito faz o mundo entrar nos “últimos tempos”, no tempo da Igreja.

A animação da Igreja pelo Espírito Santo garante que se aprofunde, conserve-se, sempre vivo e sem perda, tudo o que Cristo disse e ensinou nos dias em que viveu na Terra, até Sua ascensão; além disso, pela celebração-administração dos sacramentos, o Espírito santifica a Igreja e os fiéis, fazendo com que ela continue sempre a levar as almas a Deus.

“A missão do Filho e a do Espírito Santo são inseparáveis, porque, na Trindade indivisível, o Filho e o Espírito são distintos, mas inseparáveis. Com efeito, desde o princípio até o fim dos tempos, quando Deus envia Seu Filho, envia também Seu Espírito, que nos une a Cristo na fé, a fim de que possamos, como filhos adotivos, chamar a Deus de ‘Pai’ (Rm 8, 15). O Espírito é invisível, mas nós o conhecemos por meio de Sua ação, quando nos revela o Verbo e quando atua na Igreja” (Compêndio, 137).

Miguel de Salis Amaral
http://www.opusdei.org.br

Santo Evangelho (Jo 17,11b-19)

7ª Semana da Páscoa – Quarta-feira 16/05/2018

Primeira Leitura (At 20,28-38)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Paulo disse aos anciãos da Igreja de Éfeso: 28“Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos colocou como guardas, para pastore­ar a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho. 29Eu sei, depois que eu for embora, aparecerão entre vós lobos ferozes, que não pouparão rebanho. 30Além disso, do vosso próprio meio aparecerão homens com doutrinas perversas que arrastarão discípulos atrás de si. 31Por isso, estai sempre atentos: lembrai-vos de que, durante três anos, dia e noite, com lágrimas, não parei de exortar a cada um em particular. 32Agora entrego-vos a Deus e à mensagem de sua graça, que tem poder para edificar e dar a herança a todos os que foram santificados. 33Não cobicei prata, ouro ou vestes de ninguém. 34Vós bem sabeis que estas minhas mãos providenciaram o que era necessário para mim e para os que estavam comigo. 35Em tudo vos mostrei que, trabalhando deste modo, se deve ajudar os fracos, recordando as palavras do Senhor Jesus, que disse: ‘Há mais alegria em dar do que em receber’”. 36Tendo dito isto, Paulo ajoelhou-se e rezou com todos eles. 37Todos, depois, prorromperam em grande pranto, e lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam, 38aflitos, sobretudo por lhes haver ele dito que não tornariam a ver-lhe o rosto. E o acompanharam até o navio.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Salmo 67

— Reinos da terra cantai ao Senhor.
— Reinos da terra cantai ao Senhor.

— Suscitai, ó Senhor Deus, suscitai vosso poder, confirmai este poder que por nós ma­nifestastes, a partir de vosso templo, que está em Jerusalém, para vós venham os reis e vos ofertem seus presentes!

— Reinos da terra, celebrai o nosso Deus, cantai-lhe salmos! Ele viaja no seu carro sobre os céus dos céus eternos. Eis que eleva e faz ouvir a sua voz, voz poderosa.

— Dai glória a Deus e exaltai o seu poder por sobre as nuvens. Sobre Israel, eis sua glória e sua grande majestade! Em seu templo ele é admirável e a seu povo dá poder. Bendito seja o Senhor Deus, agora e sempre. Amém, amém!

 

Santo Evangelho (Jo 17,11b-19)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: 11b“Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. 12Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura. 13Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. 14Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. 15Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. 16Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. 17Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. 18Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. 19Eu me consagro por eles, a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Simão Stock, homem de obediência ao Senhor

São Simão Stock, consagrou-se na penitência e na busca da salvação das almas

O santo de hoje nasceu no condado de Kant (Inglaterra). Com apenas 12 anos, movido pelo Espírito Santo de Deus, abandonou sua família por uma vida eremítica, uma vida no deserto. Ele fez do tronco de uma árvore a sua morada, por isso o ‘Stock’ em seu nome (stock = tronco). Ali, se consagrou na penitência e na busca da salvação das almas. Descia até o povoado para visitar os doentes e evangelizar, e voltava para o seu retiro.

Simão, homem de obediência ao Senhor. Deus o quis na família carmelita, recém chegados à Inglaterra. Após discernir, tornou-se um religioso nesta Ordem. Profundamente mariano, era um homem do serviço e dedicado aos irmãos. Nossa Senhora apareceu a ele, com o escapulário, apresentando-o como uma proteção especial àqueles que o usarem com devoção. Quanto mais marianos, mais cristãos!

São Simão Stock, rogai por nós!

A importância da mãe e da maternidade

A missão mais sublime que Deus confiou à mulher
Prof. Felipe Aquino / [email protected]

É tão grande a missão da mãe e do pai na vida dos filhos que Deus nos deu o Mandamento “Honrar pai e mãe”; o primeiro que encabeça a segunda Tábua das Leis.  O livro do Eclesiástico diz que “Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles” (Eclo 3, 3). “Quem teme ao Senhor honra pai e mãe. Servirá aqueles que lhe deram a vida como a seus senhores” (v. 8).

A missão da mãe está ligada diretamente à vida. Ela gera e educa o filho para a sociedade e para Deus. Por isso, a maior contradição é uma mãe abortar seu filho. A mãe é a grande defensora da vida, desde a concepção até a morte natural do filho. A criatura mais desnaturada, mais perversa, é a mãe que rejeita o próprio filho.

A mãe é a primeira educadora do homem; ela o molda para viver as virtudes, o amor ao próximo, a civilidade, e desenvolver todos os seus talentos para o bem próprio e dos outros.

“Educar é uma obra do coração”, dizia Dom Bosco, por isso a mãe tem o primado do amor. Com paciência e perícia ela vai tirando os maus hábitos do filho e fomentando as virtudes dele. Michel Quoist afirmava “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus”.

Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes da mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida. Sem experimentar o amor materno o homem futuro será triste.

É no colo da mãe que a criança aprende o que é a fé, aprende a rezar e a amar a Deus e as pessoas. A maioria das pessoas que se dizem ateias, ou avessas à religião, não receberam a fé no colo de suas mães; porque é na primeira infância que o homem tem o seu primeiro e fundamental encontro com Deus.

É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração. É no colo materno que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e a não desprezar ninguém.

É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura na castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios. É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua “plantinha” que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da má-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela quem vai ensinando a criança a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro. É a mãe que, nas primeiras tarefas do lar, lhe ensina o caminho redentor do trabalho e da responsabilidade. A mãe é a grande combatente do pecado original.

Até o Filho de Deus quis ter uma Mãe para cumprir a missão de salvar a humanidade; e Ele fez o primeiro milagre nas Bodas de Caná exatamente porque ela Lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.

Infelizmente o secularismo, que tomou conta do mundo atual e expulsa Deus da sociedade, das famílias, das escolas e das instituições, desvalorizou a maternidade, enterrou seus imensos valores e empanou o brilho de sua grandeza. Hoje, muitas e muitas mulheres, inclusive católicas, já não querem ser mães, ou então têm receio da maternidade, como se não fosse uma bênção a acolher.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que: “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja veem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC § 2373; GS 50, 2). E afirma que “os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC § 2378).

Como, então, rejeitar os filhos, se são uma bênção de Deus? Será que o medo e o comodismo estão superando a nossa fé? Será que Deus não cuidará mais daqueles a quem Ele deseja lhes dar a vida?

Nunca me esqueci do que um homem pobre me disse quando eu era ainda jovem e solteiro. Tinha nascido seu oitavo filho e ele me contava que estava tão mal financeiramente que, no dia do batismo, o padrinho da criança pediu para levar o afilhado para criar. Ao que o pai lhe disse: “Não, Deus dá, Deus cria”. E depois desse ainda teve muitos outros filhos. A mãe desses filhos – os Guatura – ainda é viva com seus noventa anos na cidade de Lorena (SP). É a maior prova de que a maternidade faz muito bem à vida e à saúde da mulher.

O Salmo 126 diz com todas as letras: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu sua aljava […]” (Sl 126, 3-5). Ainda cremos nessa palavra de Deus? Vitor Hugo declarou que “um lar sem filhos é como uma colmeia sem abelhas”; acaba ficando sem a doçura do mel.

Na “Carta às Famílias” (CF) o saudoso Papa João Paulo II denunciou o perigo do mundo que vive hoje buscando só o prazer: “Visando exclusivamente ao prazer, pode chegar até a matar o amor, matando o seu fruto. Para a cultura do prazer, o “fruto bendito do teu ventre” (cf. Lc 1, 42) torna-se, em certo sentido, um “fruto maldito” (CF, 21).

São Paulo diz que a mulher tem na maternidade um meio poderoso de sua salvação, embora não seja, é claro, o único: “A mulher será salva pela maternidade, contanto que permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade” (1Tm 2, 15).

No Dia das Mães é preciso que cada mulher, especialmente a mulher católica, medite profundamente sobre a missão de ser mãe, a mais sublime que Deus confiou à mulher.

 

Toda mãe traz os traços de Maria
O amor materno é capaz de apoiar os filhos
Sandro Ap. Arquejada

Ser mãe vem ao encontro da plenitude do ser feminino. Toda mulher é chamada a gerar um novo ser humano, seja física ou espiritualmente. Com Maria, Mãe de Jesus, também foi assim. Ela foi escolhida por Deus para uma gravidez incomum, em que o fruto de seu ventre traria a vida eterna para toda a humanidade. Para isso Nossa Senhora contou com auxílio do Céu, nasceu imaculada, para o propósito divino de ser geradora do Salvador, mas o Pai dotou-a de virtudes naturais que são inerentes ao ser mulher e que, na maior parte dos acontecimentos de sua vida, ela dispôs do que lhe era humano para que o plano do Altíssimo acontecesse. Desde a Anunciação, em que ela abre mão de seus planos de constituir uma família, até o Pentecostes, evento em que ela está firme e perseverante na oração junto aos apóstolos, o ministério de Jesus é marcado pela presença dela. Como então separar Maria do ministério do Cristo? É nesse caminhar junto, dispondo da energia natural ao que é vontade de Deus, que acontece a maternidade espiritual. Ser mãe é ser Maria na vida dos filhos, que não apenas os traz ao mundo, mas os encaminha para sua missão, indicando o que é nobre, justo e verdadeiro. O amor do coração materno as impulsiona a estarem sempre presentes na vida dos filhos, não somente de forma física ou tomando-os como propriedades, mas vislumbrando na maternidade de Maria, como educar para o crescimento em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e diante dos homens. O grande milagre da vida realiza-se quando o sopro amoroso da existência, vindo de Deus, perpassa o ser de alguém que se desfaz de si para elevar o pequeno e indefeso até a grandiosidade de sua missão neste mundo. Se foi tão importante para Nosso Salvador Jesus Cristo ter a presença materna até a vinda do Espírito Santo é porque o amor materno é capaz de apoiar os filhos de forma extraordinária na realização de um desígnio de vida. Obrigado a todas as mães por serem Maria em nossas vidas! Um feliz Dia das Mães e abençoado mês de Maria.

 

Profissão Mãe

Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era sua profissão. Ela hesitou, sem saber como se classificar.

– O que eu pergunto é se tem algum trabalho, insistiu o funcionário.

– Claro que tenho um trabalho, exclamou Ana. Sou mãe, disse.

– Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa, disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

– Qual é a sua ocupação, perguntou.

Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:

– Sou Doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, falei à funcionária.

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar pra o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

– Posso perguntar disse-me ela com novo interesse: o que faz exatamente?

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:

– Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?). O grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24).

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu-me a porta. Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 5. Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento – um bebê de seis meses – testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante!

Maternidade… Que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas doutora-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas, as bisavós doutora-executiva-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas e as tias doutora-assistente.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, doutoras na arte de fazer a vida melhor!

 

AS MÃES NA VIDA DA IGREJA
São as primeiras transmissoras da fé
Dom Canísio Klaus, Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul – RS

A Igreja Católica, desde seus primórdios, tem na mãe um amparo seguro para sua fé. O exemplo típico é Maria, a Mãe de Jesus, que estava presente junto aos apóstolos no momento em que o Espírito Santo desceu sobre eles no domingo de Pentecostes. O Documento de Aparecida diz que “Maria é a presença materna indispensável e decisiva na gestação de um povo de filhos e irmãos, de discípulos e missionários de seu Filho” (nº 524). A partir da Santíssima Virgem Maria, muitas outras mães marcaram a caminhada da Igreja. Mães do estilo de Santa Mônica, que derramou muitas lágrimas para que seu filho abandonasse a vida desregrada que estava levando e se transformasse no grande teólogo e doutor da Igreja, Santo Agostinho. Mães como Santa Rita de Cássia, que sofreu os maus-tratos do marido e, depois de viúva, entrou para a vida religiosa. Mães do estilo de Santa Isabel de Portugal, que na condição de rainha entregou seus bens pessoais aos necessitados e viveu na pobreza voluntária. Mães de papas, bispos, padres e religiosas. Mães catequistas, animadoras de comunidades e dinamizadoras do serviço da caridade. Mães dedicadas à transmissão da fé para seus filhos e solícitas companheiras para seus consortes, também na motivação para a prática religiosa. O Documento de Aparecida reconhece que as mulheres “constituem, geralmente, a maioria de nossas comunidades. São as primeiras transmissoras da fé e colaboradoras dos pastores”. Por isso, “é urgente valorizar a maternidade como missão excelente das mulheres”. A mãe “é insubstituível no lar, na educação dos filhos e na transmissão da fé” (456). Por ocasião do Dia das Mães deste ano, queremos manifestar a nossa gratidão às inúmeras mães que assumem a sua fé na família e na comunidade. Queremos manifestar a nossa solidariedade às mães que sofrem por verem seus filhos trilhando o caminho das drogas e da violência. Manifestar o nosso apoio às mães que lutam para que seus filhos desenvolvam autênticos valores de vida e fé. Manifestar o nosso incentivo às mães que se empenham para que, conforme nos alertava a Campanha da Fraternidade, a vida possa continuar a seguir o seu normal rumo idealizado por Deus no momento da criação. Manifestar o nosso reconhecimento às mães que assumem sozinhas a educação dos filhos, pelo fato de terem sido abandonadas ou por terem se tornado viúvas. Manifestar a nossa admiração para com as mães que já são avós e que têm a graça de conviver com os filhos dos seus filhos. Finalmente, queremos parabenizar a todas vocês mães! Que Deus as abençoe e lhes dê muitas alegrias por intermédio dos filhos que geraram! Parabéns!

 

A minha mãe em seu dia…

Algo muito bom deve ser uma Mãe, quando até mesmo Deus quis ter a Sua.

Assim é uma Mãe

Doce… quando nos olha.
Terna… quando nos acaricia.
Amorosa… quando nos beija.
Transparente… quando nos fala.
Sábia… quando nos aconselha.
Calada… ante nossas incompreensões.
Paciente… ante nossas rebeldias.
Branda… ante nossos rogos.
Confidente… de nossos segredos.
Alento… de nossas aspirações.
Consolo… de nossos pesares.
Um Anjo… para cuidar-nos.
Valente… para defender-nos.
Abnegada… até o sacrifício.
Um pequeno deus… para compreender-nos e perdoar-nos.

Angel Ramos

Felicidades! Mãe venerada!

Aqui estou contigo. Se me dedicaste tantos anos, como não dedicar-te, íntegro, este dia.

Mãe testemunha alegria da adoção

Parabéns! Você está grávida!

Para as futuras mamães do coração

“Todo homem que vem a este mundo, seja qual for a sua condição, traz o sinal do amor de Deus. Cristo nasceu para qualquer menino do mundo e por ele deu a vida. Não há, portanto, nenhum menino ou menina que não lhe pertença” (São João Paulo II).

Você já ouviu essa expressão – “meu irmão de criação” –, em algum lugar, sugerindo que foram criados juntos? Na verdade, não existe “irmão de criação”; ou é irmão ou não o é, ou é filho ou não o é. Nós criamos cachorro, gato, boi, mas nunca gente.

Essa ideia preconceituosa vem dos tempos dos coronéis, quando os fazendeiros “pegavam para criar”, sem registrar como filhos, crianças pobres ou negras, unicamente com a intenção de ter, na casa, criados: trabalhadores sem salário, eternamente obrigados a pagar a caridade de terem sido tirados da miséria. Se alguém me diz: “Vou fazer uma caridade, vou adotar uma criança”, eu lhe digo: “Se quer fazer uma caridade, adote a família inteira da criança e não a tire de quem ela possa chamar de mãe”.

Um filho adotivo não é uma caridade. Eu não sou boa, porque adotei uma criança. Deus é que foi bom para mim, que me deu a possibilidade de completar a minha família, dando-me uma linda filha.

Nosso filho Estêvão pedia muito por irmãos, e nós lhe falávamos dos que ele já tinha no Céu. Ele tinha 6 anos quando decidimos pela adoção; então, eu disse a ele: “Ore, peça ao Papai do Céu”. Ele respondeu: “Vou pedir logo dois, que esses que estão no Céu nem sei deles, se são mesmo meus irmãos”. E passou a orar, todos os dias, com muita fé. Acolheu a irmã com amor e alegria desde o primeiro dia. Os dois brincam, riem e brigam como qualquer irmão. O interessante é que, por ter já um filho biológico, eu posso dizer, com propriedade, que não há diferença nenhuma entre um filho biológico e um adotivo, nem no amor, nem em nada. Eu digo a eles: todo filho é da barriga, antes de nascer; e do coração depois que nasce; logo os dois são meus filhos e pronto.

De fato, quando eu, meu esposo e meu filho mais velho, o Estêvão, nos abrimos para mais uma criança na nossa família, por meio adoção, com surpresa nos deparamos com muitos preconceitos entre pessoas das quais nunca esperaríamos isso. Um preconceito é criado pelo medo do desconhecido, por experiências desastrosas espalhadas nos ares. Foi preciso amor para desarmar esses preconceitos.

Esperei minha filha dois anos, foi uma “gravidez de elefante”. Mas foi muito positivo para mim, porque, nesse tempo, li muito, orei muito, gerei minha filha no coração e desvencilhei-me dos preconceitos. Uma psicóloga me deu um livro de um psiquiatra de casos de filhos adotivos que apresentavam distúrbios emocionais. Fiquei muito chateada com ela, mas, depois, agradeci a Deus, pois acabei lendo o livro e descobrindo que a maior causa de filhos adotivos desajustados está em seus pais de criação desajustados. Porque estes mimam demais, e isso estraga qualquer caráter; demoram muito para adotar e, quando resolvem, já estão mais para avós que para pais da criança; especialmente na adolescência, não tem mais pique e paciência. Esses pais fazem planos e expectativas mirabolantes, e acabam se frustrando, esquecendo que a criança não tem de corresponder aos sonhos deles, pois ela tem sua própria personalidade e dons; cabe aos pais descobrirem quais são e investir neles.

Outros fazem do passado da criança um fantasma, trazendo-o à tona cada vez que a criança faz algo errado, como se tudo fosse culpa da genética, tirando, assim, dos ombros, a própria culpa de não saber educar. E para completar o desastre, há aqueles pais que, na verdade, lá no íntimo, não assumem aquela criança como filho e acham, o tempo todo, que ela tem a obrigação de pagar o bem que estão fazendo por ela.

Se, logo depois de ler tudo isso, você, que está dando passos para adotar uma criança, analisar-se e chegar à conclusão de que sua motivação para adotar é o profundo desejo de ser mãe, pois quer completar sua família, e que a adoção é apenas um meio para isso, parabéns! Você está grávida!

Agora, é preciso que você saiba algo sobre a gravidez de uma mãe adotiva: a partir do dia em que você dá entrada no fórum [para o processo de adoção, já está de nove meses de gestação. Mas essa gravidez pode durar um dia ou dois anos. Então, não se angustie com as demores de Deus, pois Ele não demora, Ele capricha!

Adelita Maria Rozetti Frulane
Missionária da Comunidade Canção Nova

Santo Evangelho (Mt 13, 54-58)

São José Operário – Terça-feira 01/05/2018

Primeira Leitura (Gn 1,26–2,3)
Leitura do Livro do Gênesis.

26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Do­minai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. 3Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Ou (escolhe-se uma das leituras)

Primeira Leitura (Cl 3,14-15.17.23-24)
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses.

14Irmãos, acima de tudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. 15Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. 17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. 23Tudo o que fizerdes, fazei-o de coração, como para o Senhor e não para os homens. 24Pois vós bem sabeis que recebereis do Senhor a herança como recompensa. Servi a Cristo, o Senhor.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 89)

— Ó Senhor, fazei dar frutos o labor de nossas mãos!
— Ó Senhor, fazei dar frutos o labor de nossas mãos!

— Já bem antes que as montanhas fossem feitas ou a terra e o mundo se formassem, desde sempre e para sempre vós sois Deus.

— Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

— Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!

— Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo dia! Manifestai a vossa obra a vossos servos, e a seus filhos revelai a vossa glória!

 

Evangelho (Mt 13,54-58)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São José Operário, protetor e modelo de todos os trabalhadores

A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!” O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: “Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).

São José Operário, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 4, 43-54)

4ª Semana da Quaresma – Segunda-feira 12/03/2018

Primeira Leitura (Is 65,17-21)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Assim fala o Senhor: 17Eis que eu criarei novos céus e nova terra, coisas passadas serão esquecidas, não voltarão mais à memória. 18Ao contrário, haverá alegria e exultação sem fim em razão das coisas que eu vou criar; farei de Jerusalém a cidade da exultação e um povo cheio de alegria. 19Eu também exulto com Jerusalém e alegro-me com o meu povo; ali nunca mais se ouvirá a voz do pranto e o grito de dor. 20Ali não haverá crianças condenadas a poucos dias de vida nem anciãos que não completem seus dias. Será considerado jovem quem morrer aos cem anos; e quem não alcançar cem anos, passará por maldito. 21Construirão casas para nelas morar, plantarão vinhas para comer seus frutos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 29)

— Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!
— Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!

— Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, quando estava já morrendo!

— Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira; se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria.

— Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! Transformastes o meu pranto em uma festa, Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

 

Evangelho (Jo 4,43-54)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 43Jesus partiu da Samaria para a Galileia. 44O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. 45Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado água em vinho. Havia em Cafarnaum um fun­cionário do rei que tinha um filho doente. 47Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Ca­farnaum curar seu filho, que estava morrendo. 48Jesus disse-lhe: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”. 49O funcionário do rei disse: “Senhor, desce, antes que meu filho morra!” 50Jesus lhe disse: “Podes ir, teu filho está vivo”. O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora. 51Enquanto descia para Ca­farnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. 52O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: “A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde”. 53O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: “Teu filho está vivo”. Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. 54Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Inocêncio – Promotor da Paz

Santo Inocêncio foi um dos maiores papas da história do Cristianismo

O santo recordado hoje foi Papa da nossa Igreja nos anos de 401 a 417; nasceu perto de Roma. Pertencia ao Clero até chegar à Cátedra de Pedro. Trabalhou na construção de muitas igrejas, no culto aos mártires, elaborou e definiu os livros consagrados e inspirados da Bíblia.

Dentre tantos acontecimentos, que marcaram o pontificado de Santo Inocêncio, foram três os que se destacaram: a luta contra o Pelagianismo; corrigiu um temível imperador; protegeu como pôde Roma dos invasores. Pelágio foi um monge que semeava a mentira doutrinal sobre o pecado original e outras mentiras que invalidavam a necessidade da graça e da redenção do Cristo. Santo Inocêncio, com a ajuda do Doutor da Graça – Santo Agostinho – e de outros mais condenou a heresia pelagiana.

Quanto ao imperador, denunciou a traição deste para com São João Crisóstomo, e com relação aos invasores, que assaltaram Roma, Santo Inocêncio fez de tudo para afastar esses bárbaros da Cidade Eterna. Este grande santo, empenhado pela paz e conversão dos pagãos, é considerado um dos maiores Santos Padres do Cristianismo.

Santo Inocêncio, rogai por nós!

Santo Evangelho (João 3,14-21)

4º Domingo da Quaresma – Domingo 11/03/2018

Primeira Leitura (2Cr 36,14-16.19-23)
Leitura do Segundo Livro das Crônicas:

Naqueles dias, 14todos os chefes dos sacerdotes e o povo multiplicaram suas infidelidades, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs, e profanaram o templo que o Senhor tinha santificado em Jerusalém. 15Ora, o Senhor Deus de seus pais dirigia-lhes frequentemente a palavra por meio de seus mensageiros, admoestando-os com solicitude todos os dias, porque tinha compaixão do seu povo e da sua própria casa. 16Mas eles zombavam dos enviados de Deus, desprezavam as suas palavras, até que o furor do Senhor se levantou contra o seu povo e não houve mais remédio. 19Os inimigos incendiaram a casa de Deus e deitaram abaixo os muros de Jerusalém, atearam fogo a todas as construções fortificadas e destruíram tudo o que havia de precioso. 20Nabucodonosor levou cativos para a Babilônia, todos os que escaparam à espada, e eles tornaram-se escravos do rei e de seus filhos, até que o império passou para o rei dos persas. 21Assim se cumpriu a palavra do Senhor pronunciada pela boca de Jeremias: “Até que a terra tenha desfrutado de seus sábados, ela repousará durante todos os dias da desolação, até que se completem setenta anos”. 22No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor pronunciada pela boca de Jeremias, o Senhor moveu o espírito de Ciro, rei da Pérsia, que mandou publicar em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte proclamação: 23“Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e encarregou-me de lhe construir um templo em Jerusalém, que está no país de Judá. Quem dentre vós todos pertence ao seu povo? Que o Senhor, seu Deus, esteja com ele, e que se ponha a caminho”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 136)

— Que se prenda a minha língua ao céu da boca, / se de ti, Jerusalém, eu me esquecer!
— Que se prenda a minha língua ao céu da boca, / se de ti, Jerusalém, eu me esquecer!

— Junto aos rios da Babilônia / nos sentávamos chorando, / com saudades de Sião. / Nos salgueiros por ali / penduramos nossas harpas.

— Pois foi lá que os opressores / nos pediram nossos cânticos; / nossos guardas exigiam / alegria na tristeza: / “Cantai hoje para nós / algum canto de Sião!”

— Como havemos de cantar / os cantares do Senhor / numa terra estrangeira? / Se de ti, Jerusalém, / algum dia eu me esquecer, / que resseque a minha mão!

— Que se cole a minha língua / e se prenda ao céu da boca, / se de ti não me lembrar! / Se não for Jerusalém / minha grande alegria!

 

Segunda Leitura(Ef 2,4-10)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:

Irmãos: 4Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, 5quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos! 6Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar nos céus, em virtude de nossa união com Jesus Cristo. 7Assim, pela bondade que nos demonstrou em Jesus Cristo, Deus quis mostrar, através dos séculos futuros, a incomparável riqueza de sua graça. 8Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; é dom de Deus! 9Não vem das obras, para que ninguém se orgulhe. 10Pois é ele quem nos fez; nós fomos criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão, para que nós as praticássemos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Jo 3,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Eulógio – Mártire Espanhol

Santo Eulógio deixou muitos escritos para a Igreja, principalmente sobre o martírio

Nascido em Córdova, Espanha, no século VIII, descobriu seu chamado ao sacerdócio e fez um ótimo caminho formativo, também nas áreas da ciência, aprofundando-se nas ciências teológicas.

Era um homem de muito estudo, oração e amor.

A Espanha foi afetada por invasões e o príncipe perseguia cruelmente a Igreja, prendendo e matando a muitos cristãos.

São Eulógio deixou muitos escritos, com testemunhos de mártires e santos, assim como obras apologéticas e a ‘Exortação ao martírio’, que escreveu na prisão.

Ele foi decapitado no dia 11 de março de 859, recebendo a coroa da vida imortal.

Santo Eulógio, rogai por nós!

 

 

POR QUE O IV DOMINGO DA QUARESMA É O DOMINGO “LAETARE”?
http://www.salvemaliturgia.com/2010/03/por-que-o-iv-domingo-da-quaresma-e-o.html
Publicada por Alfredo Votta

Cada Santa Missa é identificada, com precisão, de acordo com a posição que ocupa no calendário litúrgico. Assim, ao assistirmos ao sacrifício, sabemos que aquela Liturgia é, por exemplo, a da Quinta-feira da 27ª Semana do Tempo Comum; ou então, a do Primeiro Domingo da Quaresma; ou a da Solenidade de Pentecostes; e assim por diante.

Algumas Missas, além de trazerem esta identificação, receberam da tradição um nome adicional que poderíamos até entender como um “apelido”. Não são muitas.

Por exemplo: dá-se o nome de Requiem à Missa celebrada em memória dos fiéis defuntos. Inúmeros compositores, ao longo dos séculos, colocaram em música o Próprio desta Missa, e é suficiente escrever na capa da partitura: Requiem; todos já sabem do que se trata.

E esse “apelido” foi dado porque Requiem é a primeira palavra do Introito. Ao se abrir um Missal latino, dá-se de cara, imediatamente, com essa palavra. Muito lógico, então: Missa de Requiem.

Dois outros casos muito conhecidos ocorrem um no Advento e o outro na Quaresma. Estes dois tempos litúrgicos são penitenciais, cada um com suas peculiaridades. Entretanto, o penúltimo Domingo de cada um destes tempos é um pouco menos penitencial, com certos aspectos que nos vêm lembrar que a alegria está chegando (o Natal, num caso, e a Páscoa da Ressurreição, no outro).

Portanto, dos quatro Domingos do Advento, o terceiro é esse Domingo de certa alegria: chama-se Domingo Gaudete – porque gaudete é a primeira palavra do Introito.

Dos cinco Domingos da Quaresma, o quarto é que antecipa um pouco o júbilo: chama-se Domingo Lætare – porque seu Introito começa com a palavra lætare.

O texto é conforme Is 66, 10-11: alegrai-vos, Jerusalém, reuni-vos, todos que a amais; regozijai-vos com alegria, vós que estivestes na tristeza; exultai e sereis saciados com a consolação que flui de seu seio.

Em latim: lætare, Ierusalem, et conventum facite omnes qui diligites eam; gaudete cum lætitia, qui in tristitia fuistis; ut exsultetis, et satiemini ab uberibus consolationis vestræ.

4º Domingo de Quaresma – Ano B

Por Pe. Inácio José Schuster

DEUS AMOU TANTO O MUNDO!
2 Crônicas 36, 14-16. 19-23; Efésios 2, 4-10; João 3, 14-21

No Evangelho deste domingo, encontramos uma das frases absolutamente mais belas e consoladoras da Bíblia: «Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho único, para que todo aquele que nele creia não pereça, mas tenha vida eterna». Para falar-nos de seu amor, Deus serviu-se das experiências de amor que o homem tem no âmbito natural. Dante diz que em Deus existe, como atado em um único volume, «o que no mundo se desencaderna».
Todos os amores humanos –conjugal, paterno, materno, de amizade– são páginas de um caderno, ou fagulhas de um incêndio, que tem em Deus sua fonte e plenitude. Antes de tudo, Deus, na Bíblia, fala-nos de seu amor por meio da imagem do amor paterno. O amor paterno está feito de estímulo, de impulso. O pai quer fazer crescer o filho, impulsionando-o a que dê o melhor de si. Por isso, dificilmente um pai louvará o filho incondicionalmente em sua presença. Teme que não se esforce mais.
Uma marca do amor paterno é também a correção. Mas um verdadeiro pai é desta forma aquele que dá liberdade, segurança ao filho, que o faz sentir-se protegido na vida. Eis aqui por que Deus se apresenta ao homem, ao longo de toda a revelação, como sua «rocha e baluarte», «fortaleza sempre perto nas angústias».
Outras vezes, Deus fala-nos com a imagem do amor materno. «Acaso uma mulher esquece seu filho, sem compadecer-se do filho de suas entranhas? Pois ainda que essas chegassem a esquecer, eu não te esqueço» (Is 49, 15). O amor da mãe está feito de acolhida, de compaixão e de ternura; é um amor «entranhável». As mães são sempre um pouco cúmplices dos filhos e com freqüência devem defendê-los e interceder por eles perante o pai. Fala-se sempre do poder de Deus e de sua força; mas a Bíblia fala-nos também de uma fraqueza de Deus, de uma impotência sua. É a «fraqueza» materna.
O homem conhece por experiência outro tipo de amor, o amor esponsal, do qual se diz que é «forte como a morte» e cujas chamas «são flechas de fogo» (Ct 8, 6). E também a este tipo de amor recorreu Deus para convencer-nos de seu apaixonado amor por nós. Todos os termos típicos do amor entre homem e mulher, inclusive o termo «sedução», são empregados na Bíblia para descrever o amor de Deus pelo homem. Jesus levou a cumprimento todas estas formas de amor, paterno, materno, esponsal (quantas vezes se comparou a um esposo!); mas lhes acrescentou outra: o amor de amizade. Dizia a seus discípulos: «Já não vos chamo de servos… chamo-vos de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai vos dou a conhecer» (João 15, 15).
O que é a amizade? A amizade pode constituir um vínculo mais forte que o parentesco mesmo. O parentesco consiste em ter o mesmo sangue; a amizade em ter os mesmos gostos, ideais, interesses. Nasce da confidência, isto é, do fato de que confio a outro o mais íntimo e pessoal de meus pensamentos e experiências. Agora: Jesus explica que nos chama amigos porque tudo o que ele sabia de seu Pai celestial nos deu a conhecer, confiou-nos. Fez-nos partícipes dos segredos da família da Trindade! Por exemplo, do fato de que Deus prefere os pequenos e os pobres, de que nos ama como um pai, de que nos tem preparado um lugar. Jesus dá à palavra «amigos» seu sentido mais pleno.
Que devemos fazer depois de ter recordado este amor? Algo simplíssimo: crer no amor de Deus, acolhê-lo; repetir comovidos, com São João: «Nós cremos no amor que Deus tem por nós!» (I João 4, 16).

 

Por Pe. Fernando José Cardoso

Na tradição litúrgica da Igreja, este DOMINGO foi sempre conhecido pelo nome “LAETARE” (Alegrai-vos). A preparação da celebração e a sua própria realização devem ter em conta o que diz a Oração Coleta: “Deus de misericórdia… concedei ao povo cristão fé viva e espírito generoso, a fim de caminhar alegremente para as próximas solenidades pascais”. Os ornamentos de flores poderão aparecer, mas muito discretos, como sinal deste momento de alegria que se situa a meio do caminho da Páscoa.
Seguindo a sequência das etapas mais importantes da história da salvação, na 1ª Leitura iremos ouvir a crônica do exílio (Segundo Livro das Crônicas). Para o cronista, a história do povo judeu é um hino à fidelidade de Deus e à sua paciência que tudo fez para manter e renovar a fidelidade dos homens. No centro de toda esta narração, encontramos o templo, destruído em primeiro lugar, e depois a convocatória para a sua reconstrução.
O salmo 136 canta não só o passado marcado pelo pecado (“se eu me não lembrar de ti, Jerusalém”), mas também o futuro que poderá ser melhor, através da graça do perdão. São Paulo convida-nos a alegria, porque a ressurreição de Jesus é a nossa ressurreição por obra e graça do amor de Deus. Estando mortos por causa dos nossos pecados, Deus deu-nos a vida. “É pela graça que fostes salvos, por meio da fé”. Sendo assim, não podemos ficar indiferentes. Temos que corresponder com boas obras ao amor imenso de Deus, manifestado em Jesus Cristo.
O melhor itinerário quaresmal é ter os olhos fixos na morte e ressurreição de Cristo, realizando ao mesmo tempo uma conversão. Nas trevas da noite pessoal de Nicodemos, Jesus vem ao seu encontro e entra em diálogo com ele. Toda a caminhada de fé se orienta para o mistério pascal. Hoje, a partir da imagem da serpente elevada no deserto para ser salvação, este mistério apresenta-se através de uma linguagem de exaltação. O Filho do Homem será elevado pelos homens na cruz; Deus O exaltará na sua glorificação. A cruz e a glória encontram-se. A cruz torna-se luz e ilumina todos os homens e as suas obras.
A partir da cruz, o Filho do Homem torna-se visível a todos os homens que o queiram “ver”, que desejem vê-lo face a face para n’Ele descobrir toda a radicalidade da humanidade que é a mesma que Deus assumiu ao enviar o seu único Filho ao mundo para redimi-lo. Por isso, a cruz é o caminho da fé e, com ela, da verdadeira salvação, para que todos os que acreditam tenham a vida eterna. Deus não enviou o seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Não podemos esquecer isto, porque, hoje, Deus envia a sua Igreja (todos nós) ao mundo para que continue a ser instrumento de salvação. Deus ama este mundo e nós devemos imitar o nosso Pai. Este amor divino é manifestado a todos nós na Eucaristia. Novamente, Deus é “elevado” e apresentado a todos, para que a nossa fé cresça e ansiemos pela salvação que nos vem da Páscoa do Senhor. “Nós somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo, em vista das boas obras que Deus de antemão preparou, como caminho que devemos seguir” (2ª Leitura). Que Cristo continue a modelar a nossa vida.

 

A LUZ DA VERDADE ILUMINA NAS TREVAS
Evangelho do IV Domingo da Quaresma
Por Padre Angelo del Favero

Jo 3,14-21
“Então Jesus disse a Nicodemos: ‘Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o filho do Homem, a fim de que todo aquele que crer tenha nele vida eterna. Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; quem não crê, já está julgado; porque não creu no Nome do filho único de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque as suas obras eram más. Pois quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus’.

Neste IV domingo da Quaresma (“laetare”), a Palavra divina bate em nosso coração trazendo a alegria de um grande anúncio: “Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16); e é justamente o Filho unigênito que o revela “de noite” para Nicodemos, figura de cada homem, pesquisador (por natureza) da Verdade (Jo 3,1). Conversando com ele, Jesus declara: “Em verdade, em verdade, te digo: quem não nascer do alto não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3,3); e o “mestre em Israel” ingenuamente pergunta como pode um homem voltar para útero materno. A resposta é um caminho da mente que começa há muito tempo: “Pois Deus amou o mundo ..”. Com este “pois”, Jesus traça um paralelo entre o fato narrado no livro dos Números e o seu destino: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho Homem, a fim de que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”(Jo 3,14).
Lembro-me aqui do episódio: no tempo do êxodo dos israelitas no deserto, muitos deles morreram por causa da picada de serpentes venenosas enviadas por Deus para punir a desconfiança do povo. Só se salvaram aqueles que conseguiram olhar para uma serpente de bronze colocada em um poste por Moisés, sob as instruções do próprio Deus (Nm 21, 4b-9). A partir da figura deste evento bíblico, Jesus revela a Nicodemos a necessidade salvífica (“necessita”) que Ele mesmo seja levantado no madeira da cruz, em uma espécie de identificação vicária e reparadora com a serpente – pecado: “Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus “(2 Cor 5,21). Essa nossa “justificação” consiste em uma espécie de “gravidez” da natureza humana na morte de Cristo, graças à qual cada um de nós foi regenerado Nele para a vida nova do Espírito Santo. Nenhum homem da história humana foi excluído deste renascimento “do alto”, mas só a vida daqueles que não querem fazer o mal pode ser efetivamente regenerada.
De fato, Jesus diz a Nicodemos: “quem faz o mal odeia a luz e não vem para luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus”(Jo 3,20-21). Estas palavras do Senhor lançam um raio de luz divina na questão aparecida no dia 23 de Fevereiro de 2012 no Journal of Medical Ethics, título de um artigo de medicina moral. Ela foi colocada por dois estudiosos italianos que operam na Austrália, e já percorreu o mundo, não só científico. A questão (perversamente retórica) é esta: “O aborto depois do nascimento: por que a criança deveria viver?”.
A tese dos dois “pesquisadores” é expressa com palavras que comparam a vida da criança antes e depois do nascimento, aspecto que pode trazer o mal-entendido “gestacional” de Nicodemos. E eis aqui as suas declarações absurdas: “quando depois do nascimento se verificam as mesmas circunstâncias que justificam o aborto antes do nascimento, deveria ser permitido o que nós chamamos de aborto pós-natal” (do Zenit italiano, 13/03/2012: “O aborto após o nascimento? “). Porém, eis, ao contrário, a pergunta sincera de Nicodemos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Por acaso pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer? “(Jo 3,4).
Do artigo em questão, eu só li as citações publicadas pela agência Zenit, que entre outras coisas, informa que “numa carta aberta, os autores do artigo se declararam maravilhados pela reação hostil, dizendo que “devia ser um mero exercício de lógica”” (Zenit, italiano, 12/03/2012: “O aborto eo infanticídio”). Apesar das minhas limitações, acho que posso comentar o conjunto com o juízo que Jesus faz hoje: “a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque as suas obras eram más. Pois quem faz o mal odeia a luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus” (Jo 3,19-21).
Em outras palavras, baseando-se somente na lógica “pura” (e não na razão iluminada pela luz da Verdade), é arriscado acabar no abismo moral do qual os autores escrevem: substituir o valor da vida com a qualidade da vida significa simplesmente não reconhecer a dignidade do homem. E a sua dignidade, fonte de grande alegria, é esta: “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).

 

QUARTO DOMINGO DA QUARESMA – Ano B
“Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações” (Is 66, 10s).
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha, MG

Meus irmãos,
Estamos vivendo um momento de aproximação do teatro da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Este é o domingo LAETERE, ou seja, o domingo em que os paramentos podem ser róseos. Por isso, todos nós somos convidados a restaurar nossas vidas em Cristo Senhor.
Na Quaresma, a liturgia relaciona a caminhada de Israel com a revelação em Cristo e a nossa salvação pela fé, professada no Batismo. Por isso, pela recepção do Batismo o fiel é convidado a formar uma comunidade de luz e de misericórdia.
A primeira leitura – 2Cr 36,14-16.19-23) Deus encarregou Ciro de reconstruir o Templo. O final de 2Cr esboça uma teologia da história de Israel – que findou, pelo Exílio, em 587 aC. O Cronista pensa como Jeremias e Ezequiel: Deus advertiu bastante, pela boca dos profetas, mas Israel não obedeceu e os reis quiseram fazer a sua própria vontade: por isso veio o Juízo: a destruição de Jerusalém e o exílio de sua elite. Mas a última palavra de Deus é de misericórdia: como ele fez destruir, assim, também faz reconstruir. Para isso, usa-se do vencedor dos babilônios: Ciro, o persa. Deus castiga mas não para destruir, mas para renovar o homem.

Caros fiéis,
O trecho que relaciona o episódio referente a Israel, narrado neste domingo, à primeira vista não parece ilustrar o Evangelho. Contudo, é bom que se observe que a liturgia de hoje apareça atravessada de um fio homogêneo: a passagem da morte à vida, das trevas à luz, do pecado à reconciliação, do pecado à graça santificante. Israel estava morto, a terra e a cidade estavam destruídos. E, pior do que tudo isso, o povo hebreu estava exilado. Mas, Deus fez o povo hebreu reviver, levando-o de volta. E isso, sem mérito da parte daquele Povo, mas pelo intermédio de um pagão, o rei Ciro, conforme relata a primeira leitura, que se apresenta a si mesmo como encarregado de Javé para realizar esta obra.
Na mesma linha de entendimento, a segunda leitura fala de nossa revivificação com Cristo, numa terminologia eminentemente batismal. Acentua fortemente a gratuidade desse agir de Nosso Deus. Não foi por nossos méritos, mas porque Deus assim o quis, em sua grande e insondável misericórdia. O que não quer dizer que não precisamos fazer nada. Não somos salvos pelas obras, mas para as obras, para as obras boas que Deus nos preparou em sua eterna providência.  A Carta aos Efésios(Ef 2,4-10) apresenta Deus que restaurou a nossa vida em Cristo. Todos os homens afastaram-se de Deus e estão mais perto da morte do que da vida. A isso responde o texto deste domingo: Deus nos corressuscitou em Cristo e nos deu um lugar na sua vida. Morto mesmo é quem está entregue ao seu egoísmo; para reviver, precisa de amor que seja maior do que o seu fechamento à riqueza da graça, que Deus nos demonstra em Jesus Cristo. Esta maravilha do amor deve manifestar-se, também, na vida dos que assim são renovados: devem realizar a caridade que Deus desde sempre sonhou para eles.

Irmãos e Irmãs,
Da morte de Jesus nasce a vida. Por isso, celebramos este domingo que é chamado de Domingo da Alegria, conforme canta a antífona da entrada: “Alegra-te, Jerusalém! Exultai e alegrai-vos, vós todos que estáveis tristes!”. É o domingo do amor de Deus, do amor narrado – primeira leitura retirada do Livro das Crônicas -; do amor anunciado – segunda leitura; e do amor plenamente revelado na pessoa de Jesus Cristo – Evangelho. Um amor surpreendente e único de Jesus que assume a condição humana, inclusive a morte. Da morte de Jesus, porém, nasce a vida, a vida eterna. Da maldição da cruz brota a graça salvadora para as criaturas.
Nicodemos era fariseu, magistrado e membro do Sinédrio. Foi um dos poucos da classe dominante a reconhecer que na pessoa de Jesus havia alguma coisa a mais que profeta. Mas se manteve sempre com discrição, tanto que foi procurar Jesus pela noite, ou seja, às escondidas. Foi Nicodemos quem teve a oportunidade para defender Jesus, estando presente e agindo com desenvoltura no sepultamento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Caríssimos irmãos,
Deus amou o mundo, assim anuncia o Evangelista João(cf. Jo 3,14-21). Mundo significa o universo e as criaturas criadas. Mundo pode significar a humanidade invadida pelo mal, que não quer receber a doutrina salvadora de Jesus, que se opõe ao Reino de Deus, especialmente nos grandes momentos da paixão, morte e ressurreição. Por isso, Jesus anunciou: “Coragem, eu venci o mundo!” (Jo 16,33).
É, pois, necessário fazer uma transposição de mundo para o sentido da liturgia de hoje: “Deus amou o mundo” (Jo 3, 16a). Esse amor de Deus mistura dois sentidos: o  de enviar o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. O mundo é englobado por tudo: pecadores, ovelhas desgarradas, corações transviados, os Zaqueus, os Dimas, as Madalenas, os Judas. A condição para todos é a mesma: crer que no nome do Filho único de Deus.
Crer é ter a experiência de Cristo, como temos do alimento, da alegria, das cores. Crer implica entrar em contacto com o Mistério da Salvação. É preciso estar em comum união com Cristo, o que implica falar, agir, viver, conviver com o mistério da Cruz, que é escândalo para uns, loucura para outros, e poder e sabedoria de Deus para os cristãos verdadeiros, porque enquanto o mundo gira a Cruz permanece de pé.
A cruz não é um incidente de percurso. A cruz está prevista e querida por Deus, ainda que espante o modo de pensar humano. Aqui reside a novidade da liturgia de hoje: na Páscoa podemos vestir as vestes da luz, da salvação, da comunhão com Deus, sob a condição de ser levantado com o Cristo na cruz.
A salvação que vem da Cruz é certa. Cristo não mente. Não será por acaso que, no momento em que se fala da salvação que vem da Cruz, menciona-se a palavra “verdade” e a palavra “luz”. Quem age conforme a verdade, se aproxima da luz. João aproxima no seu Evangelho a verdade da luz. Luz, com um sentido maior que claridade, significa presença de Deus e o estado em que se encontram os que foram redimidos por Jesus. São Paulo diz que os cristãos são filhos da luz, isto é, vivem envolvidos por Deus.
Jesus se identificou com a verdade e é um único caminho da verdade e da vida. Agir conforme a verdade significa pautar o pensamento, o sentimento e a ação no modo de agir, sentir e pensar de Jesus. Como São Francisco, que fez da verdade um critério básico do seguimento de Cristo, iluminando sua vida e seu agir, podemos seguir o que nos ensinou Pio XI a respeito do pobre frade de Assis: “um quase Cristo redivivo”.

Meus irmãos,
Como batizados, podemos nos perguntar: participamos da comunidade? Nossa comunidade reflete a luz de Cristo? Nosso mundo é um pouco melhor porque nossa comunidade existe?
No momento em que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil nos propõe um tema específico para meditação durante a Quaresma, por meio da Campanha da Fraternidade, busquemos nos identificar com tão salutar proposta e posicionemo-nos em defesa da dignidade humana, contra todas as formas de violência, construindo um mundo de paz. Isso porque cremos em Cristo e crer nEle significa segui-Lo. Crer em Cristo significa amá-Lo. Crer em Cristo significa viver nEle e por Ele em Deus.
Aproximamo-nos da grande Festa da Páscoa. Por isso, somos chamados à alegria de uma estreita preparação para esta festa da misericórdia, da redenção, do amor. Não há lugar para a tristeza onde o amor está vencendo. A certeza do amor de Deus nos enche de consolação e nos afasta de qualquer atitude de desesperança e de tristeza.
Apesar de nossas contínuas infidelidades, Deus, misericordioso e sempre fiel à sua aliança, incansavelmente nos chama à obediência filial e à reconciliação. Que Deus nos ajude e nos ilumine a perceber os sinais de amor presente na vida quotidiana, porque da morte gloriosa de Cristo nasceu a vida plena.

Caríssimos irmãos,
Nesta ocasião especial de uma experiência mística especial, em que a liturgia nos propõe a meditação da misericórdia de Deus que sempre se nos derrama como bálsamo em nossas chagas, abertas pelo pecado, as rosas deste domingo, no prenúncio da primavera (lembrando que estamos às vésperas da estação das flores nos trópicos), nos antecipa, por meio da Santa Igreja e, mais ainda, da participação à Sagrada Eucaristia, o gozo eterno que desfrutaremos no céu.
Na Antigüidade cristã, este Domingo era chamado Dia das Rosas, pois os cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas da primavera. No século X, entrou na liturgia deste dia a singular Bênção da Rosa, sendo que em Roma a rosa passou a ser de ouro. O Papa ia à Basílica estacional de Santa Cruz de Jerusalém, levando na mão uma rosa de ouro que significava a alegria pela proximidade da Páscoa e, regressando, presenteava com ela o prefeito de Roma.
Dessa solenidade derivou o costume, ainda hoje em vigor, do Soberano Pontífice benzer neste dia uma rosa de ouro e a oferecer a uma pessoa, a uma igreja ou a uma instituição, em sinal de particular atenção. No Brasil há três rosas de ouro: uma que foi ofertada à Princesa Isabel, em 1888, pelo papa Leão XIII, pela abolição da escravatura; uma outra oferecidas à Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 1966, pelo papa Paulo VI, devido à monumentalidade de sua edificação; e o papa Bento XVI, em visita àquele Santuário Nacional, em 2007, ofereceu a simbólica rosa de ouro à Senhora Aparecida.
Neste dia, a Santa Igreja faz como que uma pausa na penitência quaresmal e demonstra alegria pelo toque do órgão, pelos ornamentos dos altares e pela cor rósea dos paramentos. Toda a missa respira alegria e júbilo pela grande festa que se aproxima.
Vivendo esse momento especial da liturgia, procederemos, após o Ofertório da Missa, a bênção das rosas. Na oração. Pediremos a Deus a graça de, ao experimentar a fragrância de tão belas rosas, sejamos reconciliados “no odor dos vossos ungüentos e, cheios de alegria e exaltando de fé, corramos ao encontro das festas que se aproximam”, a alegria pascal. Amém.

Santo Evangelho (Mt 21, 33-43.45-46)

2ª Semana da Quaresma – Sexta-feira 02/03/2018

Primeira Leitura (Gn 37,3-4.12-13a.17b-28)
Leitura do Livro do Gênesis.

3Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas longas. 4Vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 12Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai em Siquém, 13adisse Israel a José: “Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles”. 17bPartiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19Disseram entre si: “Aí vem o sonhador! 20Vamos matá-lo e lançá-lo numa cisterna, depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos”. 21Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22“Não lhe tiremos a vida”! E acrescentou: “Não derrameis sangue, mas lançai-o naquela cisterna do deserto, e não o toqueis com as vossas mãos”. Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da túnica de mangas longas, pegaram nele 24e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito. 26E Judá disse aos irmãos: “Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos, pois ele é nosso irmão e nossa carne”. Concordaram os irmãos com o que dizia. 28Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 104,6-21)

— Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
— Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

— Mandou vir, então, a fome sobre a terra e os privou de todo pão que os sustentava; um homem enviara à sua frente, José que foi vendido como escravo.

— Apertaram os seus pés entre grilhões e amarraram seu pescoço com correntes, até que se cumprisse o que previra, e a palavra do Senhor lhe deu razão.

— Ordenou, então, o rei que o libertassem, o soberano das nações mandou soltá-lo; fez dele o senhor de sua casa, e de todos os seus bens o despenseiro.

 

Evangelho (Mt 21,33-43.45-46)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +  segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. 45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Simplício – Papa dos primeiros séculos

São Simplício, cheio do Espírito Santo se tornou cada vez mais canal da luz, que é Cristo

Papa da Igreja, pertencente ao Clero de Roma, o santo viveu mergulhado num contexto de grande instabilidade, seja por parte das heresias que rondavam a Igreja, como também por parte externa, da sociedade e do Império que estava para ruir.

Foi escolhido para sucessor de São Pedro no ano de 468. Um homem de testemunho e oração, sensível aos ataques internos que a Igreja sofria por parte do Nestorianismo – que buscava espalhar a mensagem entre os cristãos de que Cristo não teria nenhuma ligação com Deus, negando o mistério da Encarnação – e também o Monofisismo, onde pregravam como verdade que a natureza divina suprimiu a natureza humana de Cristo.

Simplício se deparava com essa realidade, mas com autoridade, cheio do Espírito Santo e em comunhão com o Clero, se tornou cada vez mais canal da luz, que é Cristo, para essas situações.

São Simplício demonstrou com a vida que vale a pena caminharmos com o coração fixo na recompensa que o Senhor quer nos dar na Glória.

Faleceu em 483, e hoje intercede por nós.

São Simplício, rogai por nós!

Cristo e sua Mãe são inseparáveis

Solenidade de Maria, Mãe de Deus

Quinta-feira, 1 de janeiro de 2015, Da redação, com Rádio Vaticano

O Pontífice explicou que “assim como Cristo e sua Mãe são inseparáveis, igualmente são inseparáveis Cristo e a Igreja”

Nesta quinta-feira, primeiro dia de 2015, o Papa Francisco presidiu a Missa por ocasião da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus e pelo 48º Dia Mundial da Paz. A celebração foi na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Em sua homilia, o Papa recordou que “nenhuma criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Maria, que deu uma face humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar”.

O Pontífice reiterou que “assim como Cristo e sua Mãe são inseparáveis”, “igualmente são inseparáveis Cristo e a Igreja”.

Francisco observou que entre Cristo e sua Mãe existe uma relação estreitíssima, como entre cada filho e sua mãe: “A carne de Cristo foi tecida no ventre de Maria”.

Escolhida para ser a Mãe do Redentor, Maria compartilhou intimamente toda a sua missão, até o calvário:

“Maria está assim tão unida a Jesus, porque recebeu d’Ele o conhecimento do coração, o conhecimento da fé, alimentada pela experiência materna e pela união íntima com o seu Filho. A Virgem Santa é a mulher de fé, que deu lugar a Deus no seu coração, nos seus projetos; é a crente capaz de individuar no dom do Filho a chegada daquela ‘plenitude do tempo’ (Gl 4, 4) na qual Deus, escolhendo o caminho humilde da existência humana, entrou pessoalmente no sulco da história da salvação. Por isso, não se pode compreender Jesus sem a sua Mãe”.

Igualmente inseparáveis são Cristo e a Igreja – disse o Papa – observando que não se pode compreender a salvação realizada por Jesus sem considerar a maternidade da Igreja:

“Separar Jesus da Igreja seria querer introduzir uma ‘dicotomia absurda’, como escreveu o Beato Paulo VI. Não é possível ‘amar a Cristo, mas sem amar a Igreja, ouvir Cristo mas não a Igreja, ser de Cristo mas fora da Igreja’. Na verdade, é precisamente a Igreja, a grande família de Deus, que nos traz Cristo. A nossa fé não é uma doutrina abstrata nem uma filosofia, mas a relação vital e plena com uma pessoa: Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus que Se fez homem, morreu e ressuscitou para nos salvar e que está vivo no meio de nós. Onde podemos encontrá-Lo? Encontramo-Lo na Igreja. É a Igreja que diz hoje: ‘Eis o Cordeiro de Deus’; é a Igreja que O anuncia; é na Igreja que Jesus continua a realizar os seus gestos de graça que são os sacramentos”.

Francisco afirmou que a ação e missão da Igreja exprimem a sua maternidade:

“Na verdade, ela é como uma mãe que guarda Jesus com ternura, e O dá a todos com alegria e generosidade. Nenhuma manifestação de Cristo, nem sequer a mais mística, pode jamais ser separada da carne e do sangue da Igreja, da realidade histórica concreta do Corpo de Cristo. Sem a Igreja, Jesus Cristo acaba por ficar reduzido a uma ideia, a uma moral, a um sentimento. Sem a Igreja, a nossa relação com Cristo ficaria à mercê da nossa imaginação, das nossas interpretações, dos nossos humores”.

Maria, disse o Papa, é “aquela que abre a estrada da maternidade da Igreja e sempre sustenta a sua missão materna destinada a todos os homens. O seu testemunho discreto e materno caminha com a Igreja desde as origens. Ela, Mãe de Deus, é também Mãe da Igreja e, por intermédio dela, é Mãe de todos os homens e de todos os povos”.

Ao concluir, o Pontífice recordou o Dia Mundial da Paz, celebrado no 1º dia do ano, pedindo que “o Senhor dê paz a estes nossos dias: paz nos corações, paz nas famílias, paz entre as nações”.

Ao recordar o tema deste ano “Já não escravos, mas irmãos”, Francisco disse:

“Todos somos chamados a ser livres, todos chamados a ser filhos; e cada um chamado, segundo as próprias responsabilidades, a lutar contra as formas modernas de escravidão. Nós todos, de cada nação, cultura e religião, unamos as nossas forças. Que nos guie e sustente Aquele que, para nos tornar irmãos a todos, Se fez nosso servo”.

 

HOMILIA
Hoje voltam à mente as palavras com que Isabel pronunciou a sua bênção sobre a Virgem Santa: «Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?» (Lc 1,42-43).

Esta bênção está em continuidade com a bênção sacerdotal que Deus sugerira a Moisés para que a transmitisse a Aarão e a todo o povo: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça. O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz» (Nm 6,24-26). Ao celebrara solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, a Igreja recorda-nos que Maria é a primeira destinatária desta bênção. N’Ela tem a sua realização perfeita: na verdade, mais nenhuma criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Maria, que deu umaface humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar.

E, para além de contemplar a face de Deus, podemos também louvá-Lo e glorificá-Lo como os pastores, que regressaram de Belém com um cântico de agradecimento depois de ter visto o Menino e a sua jovem mãe (cf. Lc 2, 16). Estavam juntos, como juntos estiveram no Calvário, porque Cristo e sua Mãe são inseparáveis: há entre ambos uma relação estreitíssima, como aliás entre cada filho e sua mãe. A carne de Cristo – que é charneira da nossa salvação (Tertuliano) – foi tecida no ventre de Maria (cf. Sal 139/138,13). Tal inseparabilidade é significada também pelo facto de Maria, escolhida para ser Mãe do Redentor, ter compartilhado intimamente toda a sua missão, permanecendo junto do Filho até ao fim no calvário.

Maria está assim tão unida a Jesus, porque recebeu d’Ele o conhecimento do coração, o conhecimento da fé, alimentada pela experiência materna e pela união íntima com o seu Filho. A Virgem Santa é a mulher de fé, que deu lugar a Deus no seu coração, nos seus projectos; é a crente capaz de individuar no dom do Filho a chegada daque la«plenitude do tempo» (Gl 4,4) na qual Deus, escolhendo o caminho humilde da existência humana, entrou pessoalmente no sulco da história da salvação. Por isso, não se pode compreender Jesus sem a sua Mãe.

Igualmente inseparáveis são Cristo e a Igreja, e não se pode compreender a salvação realizada por Jesus sem considerar a maternidade da Igreja. Separar Jesus da Igreja seria querer introduzir uma «dicotomia absurda», como escreveu o Beato Paulo VI (cf. Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 16). Não é possível «amar a Cristo, mas sem amar a Igreja, ouvir Cristo mas não a Igreja, ser de Cristo mas fora da Igreja» (Ibid., 16). Na verdade, é precisamente a Igreja, a grande família de Deus, que nos traz Cristo. A nossa fé não é uma doutrina abstracta nem uma filosofia, mas a relação vital e plena com uma pessoa: Jesus Cristo, o Filho unigénito de Deus que Se fez homem, morreu e ressuscitou para nos salvar e que está vivo no meio de nós. Onde podemos encontrá-Lo? Encontramo-Lo na Igreja. É a Igreja que diz hoje: «Eis o Cordeiro de Deus»; é a Igreja que O anuncia; é na Igreja que Jesus continua a realizar os seus gestos de graça que são os sacramentos.

Esta acção e missão da Igreja exprimem a sua maternidade. Na verdade, ela é como uma mãe que guarda Jesus com ternura, e O dá a todos com alegria e generosidade. Nenhuma manifestação de Cristo, nem sequer a mais mística, pode jamais ser separada da carne e do sangue da Igreja, da realidade histórica concreta do Corpo de Cristo. Sem a Igreja, Jesus Cristo acaba por ficar reduzido a uma ideia, a uma moral, a um sentimento. Sem a Igreja, a nossa relação com Cristo ficaria à mercê da nossa imaginação, das nossas interpretações, dos nossos humores.

Amados irmãos e irmãs! Jesus Cristo é a bênção para cada homem e para a humanidade inteira. Ao dar-nos Jesus, a Igreja oferece-nos a plenitude da bênção do Senhor. Esta é precisamente a missão do povo de Deus: irradiar sobretodos os povos a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo. E Maria, a primeira e perfeita discípula de Jesus, modelo da Igreja em caminho, é Aquela que abre esta estrada de maternidade da Igreja e sempre sustenta a sua missão materna destinada a todos os homens. O seu testemunho discreto e materno caminha com a Igreja desde as origens. Ela, Mãe de Deus, é também Mãe da Igreja e, por intermédio dela, é Mãe de todos os homens e de todos os povos.

Que esta Mãedoce e carinhosa nos obtenha a bênção do Senhor para a família humana inteira! Hoje, Dia Mundial da Paz, invoquemos de modo especial a sua intercessão para que o Senhor dê paz a estes nossos dias: paz nos corações, paz nas famílias, paz entre as nações. Este ano, a mensagem especial para o Dia Mundial da Pazreza: «Já não escravos, mas irmãos». Todos somos chamados a ser livres, todos chamados a ser filhos; e cada um chamado, segundo as próprias responsabilidades, a lutar contra as formas modernas de escravidão. Nós todos, de cada nação, cultura e religião, unamos as nossas forças. Que nos guie e sustente Aquele que, para nos tornar irmãosa todos, Se fez nosso servo!

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