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Papa na catequese: o amor se manifesta na fidelidade

Sexto mandamento

Quarta-feira, 31 de outubro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé
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Na reflexão de hoje, Papa seguiu falando sobre o sexto mandamento, destacando que se refere explicitamente à fidelidade matrimonial

Papa na catequese fala sobre o sexto mandamento / Foto: Reprodução Youtube Vatican Media

Na catequese desta quarta-feira, 31, o Papa Francisco deu sequência à reflexão sobre o sexto mandamento – “não cometerás adultério” – evidenciando que o amor fiel de Cristo é a luz para viver a beleza da afetividade humana.

O amor se manifesta na fidelidade, no acolhimento e na misericórdia, disse Francisco. Ele ressaltou que o sexto mandamento se refere explicitamente à fidelidade matrimonial, e por isso é bom refletir mais a fundo sobre esse significado. Ele descreveu como “revolucionário” o trecho da Carta de São Paulo em que este afirma que o marido deve amar a esposa como Cristo amou a Igreja. “Talvez, naquele tempo, é a coisa mais revolucionária que foi dita sobre o matrimônio. Sempre no caminho do amor”.

Na realidade, este mandamento de fidelidade é para todos, disse o Papa, uma vez que é uma Palavra paterna de Deus dirigida a cada homem e mulher. O caminho de amadurecimento humano, explicou, é o percurso do próprio amor, que vai do receber cuidado à capacidade de oferecê-lo, de receber a vida à capacidade de dar a vida.

Nesse sentido, o adúltero, o infiel é uma pessoa imatura, que tem para si a própria vida e interpreta as situações com base no próprio bem estar. “Para casar-se, não basta celebrar o matrimônio! É preciso fazer um caminho do eu ao nós, do pensar sozinho ao pensar em dois, do viver sozinho a viver em dois: é um belo caminho”.

Alargando um pouco a perspectiva, Francisco destacou que toda vocação cristã, nesse sentido, é esponsal. O sacerdócio é esponsal porque é o chamado, em Cristo e na Igreja, a servir a comunidade com todo afeto, cuidado concreto e sabedoria que o Senhor dá.

“Toda vocação cristã é esponsal, porque é fruto da ligação de amor em que todos somos regenerados, a ligação de amor com Cristo, como nos recordou o trecho de São Paulo lido no início. A partir da sua fidelidade, da sua ternura, da sua generosidade, olhamos com fé ao matrimônio e a cada vocação, e compreendemos o sentido pleno da sexualidade”.

Nesse ponto, Francisco destacou que o corpo humano não é um instrumento de prazer, mas lugar do chamado ao amor, e no amor autêntico não há espaço para a luxúria e para a superficialidade. “Os homens e as mulheres merecem mais que isso!”.

Concluindo a reflexão, o Papa frisou que o sexto mandamento, mesmo se em forma negativa, orienta ao chamado original: o amor esponsal pleno e fiel, que Jesus revelou e doou.

Papa: nenhuma relação humana é autêntica sem fidelidade

Quarta-feira, 24 de outubro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé
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No ciclo de catequeses sobre os Mandamentos, Papa refletiu hoje sobre a fidelidade

Papa Francisco na catequese, falando a fiéis de várias partes do mundo / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News

A fidelidade é um estilo de vida, disse o Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, 24, dando continuidade ao ciclo de reflexões sobre os Mandamentos. Hoje, Francisco refletiu sobre o sexto mandamento – “não cometerás adultério” – concentrando-se no valor da fidelidade, algo que não é alcançado apenas com “boa vontade humana”, mas sim com a graça de Deus.

O Santo Padre destacou que nenhuma relação humana é autêntica sem fidelidade e lealdade. “A fidelidade é a característica da relação humana livre, madura, responsável”. Não se pode amar somente até quando convém, acrescentou, destacando que o amor se manifesta quando se doa totalmente sem reservas.

Nesse sentido, o Papa lembrou que o ser humano precisa ser amado sem condições. Quem não recebe esta acolhida leva em si uma certa incompletude, um vazio que procura preencher aceitando uma mediocridade que só tem um vago sabor de amor. “Assim, acontece de superestimar, por exemplo, a atração física, que em si é um dom de Deus, mas é destinada a preparar o caminho para uma relação autêntica e fiel com a pessoa”.

Com essa reflexão, Francisco voltou a insistir na necessidade de uma boa preparação ao sacramento do Matrimônio. Isso tendo em vista que o chamado à vida conjugal requer um preciso discernimento sobre a qualidade da relação; os noivos precisam amadurecer a certeza de que na relação deles há a mão de Deus que os precede e acompanha.

“Não podem [os noivos] prometer fidelidade ‘na alegria e na dor, na saúde e na doença’ e de amar-se e honrar-se todos os dias de sua vida somente na base da boa vontade ou da esperança que ‘a coisa funcione’. Precisam se basear no terreno sólido do amor fiel de Deus”, disse.

Por isso, o Papa defendeu que antes de receber o sacramento do Matrimônio é preciso uma preparação, porque não se brinca com o amor. E por preparação, ressaltou Francisco, não se pode definir três ou quatro conferências dadas na paróquia. “A preparação deve ser madura e precisa de tempo. Não é um ato formal: é um Sacramento. Deve-se preparar com um verdadeiro catecumenato”.

O Papa concluiu a catequese destacando que a fidelidade é um estilo de vida: uma vida tecida de fidelidade se exprime em todas as dimensões e leva a ser homens e mulheres fiéis e confiáveis em toda circunstância. Porém, para chegar a uma vida assim bela não basta a natureza humana, é preciso que a fidelidade de Deus contagie.

“Esta Sexta Palavra nos chama a dirigir o olhar para Cristo, que com a sua fidelidade pode tirar de nós um coração adúltero e nos doar um coração fiel”.

Papa afirma: “Matrimônio é união de amor que implica fidelidade”

Domingo, 7 de outubro de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé
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Francisco aproveitou o tema para reafirmar proximidade da Igreja também com aqueles que vivem a experiência de relacionamentos rompidos

Papa Francisco durante o Ângelus deste domingo, 7/ Foto: Vatican Media

Matrimônio, este foi o tema do evangelho (cf. Mc 10,2-16) deste domingo, 7, e também da reflexão que antecede a tradicional oração dominical do Ângelus, presidida na Praça São Pedro, no Vaticano, pelo Papa Francisco. Segundo o Santo Padre, no projeto original do Criador, homem e mulher são chamados a se reconhecerem, se completarem, e se ajudarem mutuamente no casamento. “Este ensinamento de Jesus é muito claro e defende a dignidade do matrimônio, como uma união de amor que implica fidelidade”, frisou.

O evangelho de hoje começa com a provocação dos fariseus que perguntam a Jesus se é lícito ao marido divorciar-se de sua esposa, conforme estabelecido pela lei de Moisés. Jesus, com a sabedoria e autoridade que vem do Pai a ele, afirmou o Pontífice, reduz a prescrição mosaica dizendo: ‘Pela dureza do seu coração ele — isto é, o antigo legislador — escreveu esta regra para você’ (v. 5). “Esta é uma concessão que serve para amortecer as falhas produzidas pelo nosso egoísmo, mas não corresponde à intenção original do Criador”.

O Papa relembrou a citação de Jesus ao texto do Livro do Gênesis.“‘Desde o princípio da criação (Deus) os fez homem e mulher; por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua esposa e os dois se tornarão uma só carne’ (versículos 6-7). E ele concluiu: ‘Portanto, o homem não divide o que Deus uniu’”. O ensinamento de Jesus é, para o Santo Padre, muito claro e defende a dignidade do matrimônio como união de amor que implica fidelidade. O compromisso com o outro permite, de acordo com o Papa, que casais mantenham-se unidos no matrimônio e sejam fomentados pelo amor mútuo de auto-entrega sustentado pela graça de Cristo.

“Se, por outro lado, o interesse individual e a satisfação prevalecerem nos cônjuges, então a união deles não poderá resistir”, alertou Francisco. O Pontífice chamou atenção para a mesma página do Evangelho que lembra, com grande realismo, que homem e mulher, chamados a viver a experiência do relacionamento e do amor, podem ter práticas dolorosos que os colocam em crise. “Jesus não admite tudo o que pode levar ao afundamento do relacionamento. Ele faz isso para confirmar o plano de Deus, no qual a força e a beleza das relações humanas se destacam”, interpretou.

O Santo Padre fez questão também de frisar que a Igreja não se cansa de confirmar a beleza da família, como é dada pela Escritura e pela Tradição, e, ao mesmo tempo, se esforça para fazer com que sua proximidade materna seja concreta para aqueles que vivem a experiência de relacionamentos rompidos ou que se desenvolvem de maneira dolorosa e cansativa.

“O modo de agir do próprio Deus com o seu povo infiel, isto é conosco, nos ensina que o amor ferido pode ser curado por Deus através da misericórdia e do perdão. Portanto, à Igreja, nestas situações, não é solicitado imediatamente e somente a condenação. Pelo contrário, em face de tantos dolorosos fracassos conjugais, a Igreja se sente chamada a viver a sua presença de caridade e de misericórdia, para levar de volta a Deus os corações feridos e perdidos”, concluiu.

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida – 12 de Outubro

PADROEIRA E RAINHA DO BRASIL

A intercessora do povo
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

“Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas jóias”

O Brasil está unido, de norte a sul, de leste a oeste, para a grande festa de nossa excelsa padroeira: a Virgem da Conceição, Aparecida das águas do Rio Paraíba, no vale do mesmo nome, no ano de 1717. A devoção a Virgem Maria que nos abre o caminho mais rápido para contemplarmos a Santíssima Trindade. No majestoso Santuário Nacional de Nossa Senhora, na paulista Aparecida, ou nas Catedrais, Igrejas Matrizes, Igrejas Filiais e Capelanias de todo o imenso território nacional os fiéis precedidos de seus Pastores, louvam a Deus, por intermédio de sua Mãe que nos legou o mais simples e profundo modo de seguir a Jesus Cristo, o Redentor: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” (cf. Jo 2, 5). Maria deve ser colocada, dentro de um bom entendimento da liturgia de hoje, como a intercessora do povo, como principal padroeira do povo Brasileiro. A Virgem Aparecida nos traz recordações importantes na vida cristã: como a ternura maternal da Virgem, sua dedicação a Jesus como mulher de fé, seu serviço prestado a toda a humanidade. Em Maria temos o mais perfeito exemplo do discípulo e da discípula de Jesus, que sabe cumprir os mandamentos e fazer realizar a única vontade do Pai, que se concretiza na salvação do povo de Deus. A Virgem Maria deve ser apresentada como o Modelo acabado de fidelidade do ser humano a Deus. Maria da fraternidade. Maria da acolhida. Maria da graça. Maria da partilha. Maria da misericórdia. Maria da graça santificante. Maria da generosidade. Maria do serviço! Relembramos assim, a visita do Conde de Assumar, em 1717, em Guaratinguetá, quando os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso foram escalados para pescar peixes para a refeição da visita ilustre, sendo este dia uma sexta-feira, dia de abstinência de carne. Os homens simples do Vale do Paraíba nada pescaram. Quando já estavam quase desanimando jogaram a rede e retiram uma imagem pequena de Nossa Senhora da Conceição, um pouco enegreada pela água, sem a cabeça. Outro arremesso. Veio a cabeça da imagem. Assim prosseguiu mais um arremesso e veio a pesca abundante. Deus abençoava, naquele momento, os três pescadores. A imagem da Virgem da Conceição, feita de barro cozido, enegrecida pelas águas e pelo tempo, medindo 36 cm, foi levada para o culto divino. Em 1745 foi construída uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros. Nascia, assim, a devoção a Virgem Aparecida, Mãe do Povo Brasileiro. Em 1888 foi substituída a primitiva capela por uma Igreja. Em 1894 a Igreja e a devoção a Nossa Senhora foi enriquecida pela presença dos Missionários Redentoristas que passaram a gerir o Santuário Nacional. Desde 1953, a festa de Nossa Senhora Aparecida, tem como dia de celebração o dia 12 de outubro. Desde 1930 Nossa Senhora Aparecida abençoa o povo brasileiro como sua Padroeira Nacional. Em 4 de Julho de 1980 o Sumo Pontífice João Paulo II, de venerável memória, consagrou o novo Santuário Nacional. Em 13 de maio de 2007, o Sumo Pontífice Reinante, Papa Bento XVI, abriu a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e caribenho nos fazendo o doce convite para “sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo para que todos tenham vida e vida plenamente”. Na véspera deste memorável encontro, no interior da majestosa Basílica, o Santo Padre rezara o terço com os ministros sagrados e o povo de Deus, na mais cândida homenagem a Maria que abençoa o povo brasileiro. A história ensina que Maria é a verdadeira salvaguarda da fé; em cada crise, a Igreja reúne-se à volta d’Ela. Só assim os discípulos do Senhor poderão ser para os outros sal da terra a luz do mundo (cf. Mt 5, 13.14). “Feliz do povo, cujo Senhor é Deus, cuja Rainha é a Mãe de Deus!” Assim proclamava o Papa Pio XII e assim poderá exclamar essa dileta arquidiocese de Aparecida, se devidamente souber voltar os olhos para Aquela que gerou, por obra do Espírito Santo, o Verbo feito carne. É que a missão essencial da Igreja consiste precisamente em fazer nascer Cristo no coração dos fiéis (cf. Lumen gentium, 65) pela ação do mesmo Espírito Santo, através da evangelização. Salvos das águas pela fé e pelo Batismo, os cristãos podem atingir algo daquilo que contemplam na Virgem Aparecida, a Imaculada, se seguirem o seu conselho: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”. Esta parte fica como a nossa missão na festa da Virgem Maria Aparecida. Amém!

 

APARECIDA E SUA MENSAGEM
Deus se encantou com esta mulher e a fez sua Mãe
Pe. Rinaldo Roberto de Rezende, Cura da Catedral de São Dimas

Bem escreveu Dom Helder Câmara, saudoso arcebispo de Recife e Olinda: “Não nos basta tua sombra, ó Mãe, comove-nos tua imagem!” É assim que nos sentimos diante da pequenina imagem da Senhora Aparecida. Como aconteceu esta “aparição”? A história é muito comentada, mas podemos nos perder nos detalhes e, por isso, arrisco contá-la numa pequena síntese. Em 1717, iria passar pelo nosso Vale do Paraíba o Conde de Assumar, uma visita ilustre para os pobres moradores da região ribeirinha. Fazia parte da viagem passar pelo Porto de Itaguaçu, hoje cidade de Aparecida. Conta-se que iriam servir uma refeição para o Conde. O que tinham de melhor? Os peixes do Rio Paraíba. Mas o rio não estava para peixe. Com receio de não terem o que servir, pediram ajuda aos céus. Lançaram as redes, e nada. Até que pescaram o corpo de uma pequena imagem e, em seguida, veio para a rede a cabeça, da mesma imagem. Que imagem era essa? Uma imagem barroca, de terracota, da Imaculada Conceição. Acredita-se que esta imagem tenha sido lançada no Rio Paraíba na altura da cidade de Jacareí. Por sinal, bem junto à ponte que liga a Praça dos Três Poderes ao bairro São João, existe uma antiga capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Mais um detalhe, a padroeira da Matriz de Jacareí é a Imaculada Conceição. A partir daí a pequenina imagem de cor morena, devido ao lodo do fundo do rio, passou a ter como casa a casa dos pescadores. Tempos depois improvisaram uma pequena capela. A fama da imagem foi crescendo. Qual imagem? Aquela “aparecida” nas águas do rio. Daí vem o nome, que se tornou nome de tantos e tantas: Aparecida. Alguém poderia se perguntar: qual a mensagem deixada? Como tantos outros já disseram, aqui registro o seguinte: a mensagem de Aparecida está ligada ao modo como apareceu e ao contexto histórico. A imagem da Imaculada Conceição traz Maria grávida de Jesus. É de uma mulher grávida. Maria vem para nos apresentar Jesus, para nos apresentar a Jesus. Isto é o que importa. A imagem está de mãos postas, como que rezando. A nós ela pede que façamos o que Jesus nos disser, a Ele ela intercede por nós: “Eles não têm mais vinho”, como no Evangelho de João, no capítulo segundo. A cabeça e o corpo precisam ser unidos, como a Igreja Corpo Místico de Cristo precisa estar unida a “Cristo Cabeça”. Sem Ele, cabeça deste corpo, nada somos e nada podemos. Ainda, a imagem vem para a barca dos pescadores. A barca é símbolo da Igreja nos Evangelhos. Maria entra na história do nosso povo, da Igreja no Brasil. A imagem brota das águas, como nós brotamos para a Igreja pelas águas purificadoras do Batismo. A imagem vem para os pequenos, para os pobres, e num período em que os negros viviam no regime da escravatura. Aí vem uma outra “coincidência”: só em 1888 a imagem recebe uma “casa digna”, que hoje chamamos de Basílica Velha. Parece-nos que ela esperou seus pobres filhos serem libertos para aceitar um presente melhor. A casa só veio quando seus filhos foram libertos. Ela é a Mãe Morena do povo brasileiro. Também quero sublinhar os presentes que o povo deu à imagenzinha: uma coroa, uma capa. Assim ela foi ornamentada. Deus se encantou com esta mulher e a fez sua Mãe. Ela, por sua vez, também nos encantou. Contemplando a pequenina imagem, vemos um esboço de sorriso em seus lábios. Ela é, sem dúvida alguma, o sorriso de Deus para a nossa gente, para todos nós!

 

BRASIL, NASCIDO NOS BRAÇOS DA SANTÍSSIMA VIRGEM

O Brasil é o maior país católico do mundo, como disse o Papa São João Paulo II, por ocasião do centenário da coroação de Nossa Senhora de Aparecida, em 2004. Foi o Papa São Pio X quem solenemente coroou a Virgem Maria como “Rainha do Brasil”, em 1904. Todavia, a história da devoção mariana neste país surge no início do século XVI, quando a frota do navegador português, Pedro Álvares Cabral (1467-1520), em abril de 1500, desembarca nas costas de uma terra ainda desconhecida, e que será chamada, inicialmente, Ilha de Vera Cruz e, em seguida, Terra de Santa Cruz, antes de receber o nome atual, Brasil (da palavra brasa em referência aos tons avermelhados dos troncos de uma espécie de árvore conhecida como pau-brasil).

“O Brasil nasceu nos braços de Maria”
E foi, na verdade, no início de 1500, após ter-se colocado sob a maternal proteção de Maria e ter assistido à Santa Missa numa capela dedicada a Nossa Senhora de Belém, que a frota portuguesa, comandada por Pedro Álvares Cabral partiu, visando a descobrir novas e longínquas terras, além do Atlântico. A Virgem Maria, sob o vocábulo de Nossa Senhora da Esperança, foi, também, a primeira a colocar os pés em terras brasileiras, graças a Pedro Álvares Cabral que, assim que chegou, fez rezar a primeira Missa neste novo solo, em presença da estátua da Virgem que viajara com ele. Eis o motivo pelo qual os brasileiros gostam de dizer que “o Brasil nasceu nos braços de Maria”. Em conseqüência disso, todos os portos e aldeias do novo país surgiam com uma pequena igreja, devotada, durante um bom  tempo, à Maria. Além disso, todo o litoral brasileiro é consagrado à Virgem! Em 1584 a Paraíba era chamada de Nossa Senhora dos Mares; ainda hoje, um sem-número de vestígios datando desta época pioneira, pode nos revelar a existência de outras igrejas dedicadas a Maria. O primeiro grande santuário Mariano de que se tem notícia no Brasil é o de Nossa Senhora das Graças, na Bahia, que lhe foi erigido, por volta de 1530, após a aparição da Mãe de Deus a uma jovem índia casada com um português.

“A Rainha bem-amada do povo brasileiro”
Assinalamos, igualmente, o santuário de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Itanhaém (perto de São Paulo), sem dúvida, o primeiro dedicado à Maria com este vocábulo, naquela região. Já no  Espírito Santo, o santuário é devotado à Nossa Senhora das Vitórias e, em Porto Seguro, à Nossa Senhora do Socorro. Na província do Pará se encontra o importante santuário de Nossa Senhora de Nazaré, sua importante Basílica e a imensa sala dos ex-votos, oferecidos para agradecer a Nossa Senhora tantos milagres e graças recebidos mediante a sua intervenção. Entretanto, o maior testemunho, no Brasil, da devoção a Maria, em sua Imaculada Conceição, certamente é o santuário construído em honra à Virgem Imaculada em Aparecida, sobre as margens do rio Paraíba, no estado de São Paulo. Foi neste local, diante da Virgem Aparecida que, em 1946, o Brasil renovou a consagração do povo brasileiro ao coração Imaculado de Maria. Vale assinalar, também, que, a partir de 1940, de forma particular, o Brasil sempre esteve na vanguarda do movimento Mariano em relação ao mundo inteiro. Neste país, as Congregações marianas não cessam de florescer; contamos, hoje, com aproximadamente três mil delas, que agrupam grande quantidade de jovens, (os “Marianos”)! Pois Maria é, verdadeiramente, “a Rainha bem-amada do povo brasileiro”.

Fonte: MDN

 

Um modelo de docilidade
Maria simples criatura escolhida como mestra do amor
Marina Adamo / [email protected]

A alegria e a emoção invadem o meu coração neste momento que escrevo sobre Maria, a mulher que se abandonou inteiramente nas mãos do Criador. A mestra do amor que gera o Mestre do amor, pois só quem ama e capaz de submeter-se ao amor e assumir todas as suas conseqüências. Maria, uma mulher que teve a coragem de renunciar ao seu lindo plano de amor, que era casar-se com Jose, por causa de um Bem Maior: ser a Mãe do Salvador. Muitas vezes em nossa vida, nos não conseguimos viver a vontade de Deus, porque temos dificuldades de fazer a troca de um Bem por um Bem Maior. Mas, quando amamos a Deus sobre todas as coisas, os nossos desejos e interesses são considerados mesquinhos e pequenos diante da grandeza, bondade, sabedoria e amor do Pai. Maria fez da sua felicidade a realização do projeto de Deus. Nós também somente conquistamos a felicidade autêntica imitando-a na realização de uma total entrega a Deus. E todo aquele que ama Jesus prefere a vontade e os desejos do Pai. Entre inúmeras virtudes de Maria, saliento a sua docilidade e obediência a Palavra de Deus, que capacitou Maria para gerar o próprio Deus. Os discípulos de Jesus são aqueles que acolhem a Palavra e permitem que as suas vidas sejam transformadas e conduzidas por ela. Jesus reconhece todas as pessoas que seguem o exemplo da sua mãe. “Felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 28). Se todos ouvissem a Deus como Maria, teríamos pessoas mais felizes e uma convivência humana bem mais fácil. Maria, simples criatura de Deus, foi escolhida como modelo de abertura total à ação do Criador. Ele olhou para a humildade da Sua serva; e ela, apesar de uma escolha de destaque, continuou sendo simples e humilde. Torna-se verdadeira discípula e assume a missão de apresentar o filho de Deus para o mundo. Para entendermos a missão de Maria é preciso nos abrirmos ao projeto de Deus, que visa o bem humano, a nossa união, a convivência fraterna de todos, tendo em vista a conquista ao Premio Celeste: o Céu. Toda a humanidade deveria reconhecer a escolha de Deus: Maria, a Mãe de Deus, como esta no evangelho de Lucas: “Todas as gerações me chamarão Bem-Aventurada” (Lc 1, 48). Ela deseja que todos os seus filhos brasileiros a acolham como a anfitriã do nosso País, a nossa mãe. O mundo atual tem levado as pessoas a serem egoístas e competitivas, mas nos brasileiros não podemos deixar que esta maneira de ser nos contagie, porque somos um povo que acolhe o estrangeiro e tem gestos de amor para com o outro. Neste dia da Virgem Aparecida, a Rainha e Padroeira do Brasil, vamos pedir ao Pai que Ele una os nossos corações, para que cada vez mais possamos nos render ao amor daquela que e a mestra do amor e que gerou o Mestre do Amor. O amor não divide, o amor se multiplica. Aprendamos com ela a amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a nos mesmos. Se você ainda não se relaciona com Maria como uma mãe, comece hoje a dar os primeiros passos, e deixe que ela entre em sua casa, em seu coração e seja a sua educadora e mestra, a sua amiga, conselheira, consoladora, auxilio e companheira rumo ao Céu!

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate!

Arcanjos

Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão

Talvez entre os três arcanjos, Rafael, Gabriel e Miguel, este último seja o mais invocado pelos cristãos. Existe até mesmo a devoção da “Quaresma de São Miguel”, com início no dia 15 de agosto, Dia da Assunção de Nossa Senhora, e término em 28 de setembro, véspera da festa dos santos arcanjos.

O Arcanjo Miguel sempre foi muito amado e venerado pelo povo de Deus. Diante de algumas passagens da Sagrada Escritura a Igreja foi entendendo melhor o papel e a missão que ele tem, junto ao Senhor, em favor dos homens, como, por exemplo, no Livro do Profeta Daniel: “Naquele dia vai prevalecer Miguel, o grande comandante, sempre de pé ao lado do teu povo” (Dn 12, 1). Daí sabemos que o Senhor o constituiu guarda e protetor da Igreja.

A tradição o vê também como guardião dos agonizantes, aquele que leva as almas ao Trono de Deus para o julgamento, invocado como nosso advogado na vida e na hora da morte (cf. Jd 1, 9).

Nas artes, ele é representado vestindo armadura, de espada em punho e atacando o diabo, que está derrotado aos seus pés. Praticamente visualizamos esta imagem em suas palavras ao demônio: “Que o Senhor te repreenda” na Epístola de São Judas 1, 9, e em Apocalipse 12, 7-8: “Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão lutou, juntamente com seus anjos, mas foi derrotado, e eles perderam seu lugar no céu”.

Contudo, sua maior virtude vem da decisão e atitude anterior a todos esses feitos e exercícios ministeriais, em que diante da loucura de uma criatura que desejava ser comparada ao Senhor, Miguel declara: “Quem como Deus?”. Seu nome é uma alusão ao alto grau de convicção e fidelidade que este arcanjo tem ao Altíssimo. “Miguel” significa “Quem como Deus?”, exatamente na forma de pergunta, dada em resposta à arrogância de satanás.

“Deus resiste aos soberbos, mas concede a graça aos humildes” (Tg 4, 6). A força do arcanjo Miguel vem desta sua certeza e docilidade ao Senhor, por isso ele vence a serpente orgulhosa.

Num mundo tão competitivo, muitas vezes, não percebemos o quanto estamos impregnados de arrogância quando queremos defender nossos direitos, nossa vez e voz e exaltamos a nós mesmos numa luta ferrenha por reconhecimento.

Palavras que significam pecados e também a pretensão de superioridade para com outras pessoas, como “ostentação”, “ambição” e “vaidade”, se tornaram sinônimos de “coisas boas”, estão na moda e nós as absorvemos em nossas atitudes.

Talvez a grande graça que devamos pedir ao Arcanjo Miguel e o que mais podemos aprender dele seja derrotar todo resquício de altivez em nós.

A humildade atrai o favor do Senhor e nos torna agradáveis ao Seu coração. “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5, 3). A soberba é a raiz de todos os pecados e pode nos privar do destino de eterna felicidade “para não acontecer que se ensoberbeça e incorra na mesma condenação que atingiu o diabo” (I Tm 3, 6).

Que pela intercessão de Maria, “a mais humilde das criaturas” (cf. CIC n. 722), e de São Miguel – aliados não somente no Dia da Assunção, 15 de agosto, mas para sempre no Reino de Deus – possamos nos esforçar e chegar ao nosso lugar no céu vivendo a virtude da humildade aqui nesta terra.

Rezemos: Levanta-se Deus pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, de São Miguel Arcanjo, e de todas as milícias celestes, que sejam dispersos seus inimigos e fujam de Sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.

São Miguel Arcanjo, rogai por nós!

Sandro Aparecido Arquejada é missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente trabalha no setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor do livro “Maria, humana como nós” e “As cinco fases do namoro”. Também é colunista do Portal Canção Nova, além de escrever para algumas mídias seculares.

Quatro verdades fundamentais do Sacramento do Matrimônio

Construção de uma família cristã

Iluminados pela Exortação Apostólica Amoris Laetitia e por catequeses contidas em meu livro “Papa Francisco às Famílias”, vamos refletir sobre quatro aspectos essenciais da família: indissolubilidade, unidade, fidelidade e abertura à vida. Nessa mútua recepção unida à graça de Cristo, “os noivos prometem um ao outro entrega total, fidelidade e abertura à vida, e também reconhecem como elementos constitutivos do matrimônio os dons que Deus lhes oferece, tomando a sério o seu mútuo compromisso, em nome de Deus e perante a Igreja”, afirma o Pontífice.

Depois de dois anos de reflexão sobre a família no mundo atual, o resultado foi um lindo hino à instituição base da sociedade sobre a alegria do amor na família. Católicos de todos os continentes puderam contribuir, respondendo questionários enviados às dioceses. A partir desse material, dois Sínodos confrontaram ideias de maneira aberta, permanecendo e fortalecendo-se a convicção de verdades fundamentais do Sacramento do Matrimônio.

“O próprio mistério da família cristã só se pode compreender plenamente à luz do amor infinito do Pai, que se manifestou em Cristo entregue até ao fim e vivo entre nós. Por isso, quero contemplar Cristo vivo que está presente em tantas histórias de amor e invocar o fogo do Espírito sobre todas as famílias do mundo”, destaca o Santo Padre no terceiro capítulo do documento.

Indissolubilidade

Elemento essencial do ensinamento da Igreja acerca do matrimônio e da família é a indissolubilidade. Francisco afirma: “O que Deus uniu não o separe o homem” (Mt 19,6). Isso não deve ser entendido como um peso, mas um presente. O caminho do casal é acompanhado pela bondade divina. Por meio da graça, o coração é curado e transformado. Vocação recebida pela Igreja ao longo do tempo, o matrimônio é um dom do Senhor (cf. 1 Cor 7, 7) que deve ser cuidado. “Seja o matrimônio honrado por todos e imaculado o leito conjugal” (Heb 13, 4). Esse dom de Deus inclui a sexualidade: “Não vos recuseis um ao outro” (1 Cor 7, 5).

Unidade

Ao viver essa unidade, a família torna-se “comunidade de vida e amor (cf. n. 48)”, como definiu o Concílio Ecumênico Vaticano II na Constituição pastoral Gaudium et spes sobre a promoção da dignidade do matrimônio e da família (cf. nn. 47-52). O ponto de unidade é o amor no centro da família. A união dos esposos integra a dimensão sexual e a afetividade. Na raiz dessa unidade, Cristo Senhor “vem ao encontro dos esposos cristãos com o sacramento do matrimônio” (n. 48).

A exortação Amoris Laetitia recorda ainda que a união sexual é caminho de “crescimento na vida da graça para os esposos”. A união dos corpos é expressa nas palavras do consentimento, pelas quais se acolheram e doaram reciprocamente para partilhar a vida toda. Tal consentimento e união dos corpos são instrumentos da ação divina que os torna uma só carne.

Fidelidade

Mais que um sinal de visível compromisso, o matrimônio é um dom para santificação e salvação dos esposos, porque sua pertença recíproca é a representação real da mesma relação de Cristo com a Igreja. Os esposos são, portanto, para a Igreja, a lembrança permanente daquilo que aconteceu na cruz; são um para o outro, e para os filhos, testemunhas da salvação, da qual o sacramento os faz participar.

Abertura à vida

“Nenhum ato sexual dos esposos pode negar esse significado, embora, por várias razões, nem sempre possa efetivamente gerar uma nova vida”. Amoris Laetitia recorda que também “os esposos a quem Deus não concedeu a graça de ter filhos podem ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristãmente falando”. A escolha da adoção e do acolhimento exprime uma fecundidade particular da experiência conjugal. O matrimônio é, em primeiro lugar, uma “íntima comunidade da vida e do amor conjugal”, que constitui um bem para os próprios esposos; e a sexualidade “ordena-se para o amor conjugal do homem e da mulher”. O bebê que chega “não vem de fora juntar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio coração desse dom mútuo, do qual é fruto e complemento”. A abertura à vida implica em uma vivência harmoniosa e consciente do casal em sintonia com uma paternidade responsável.

Rodrigo Luiz dos Santos é editor-chefe de Jornalismo da TVCN e apresentador de programas relacionados à Igreja. Missionário na Canção Nova, estudou Filosofia e formou-se em Jornalismo pela Faculdade Canção Nova. Casado com Adelita Stoebel, missionária na mesma comunidade católica, Rodrigo é pai de Tobias.

Santo Evangelho (Mt 23, 23-26)

21ª Semana Comum – Terça-feira 28/08/2018 

Primeira Leitura (2Ts 2,1-3a.14-17)  
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

1No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: 2não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo. 3aQue ninguém vos engane de modo algum. 14Deus vos chamou para que, por meio do nosso evangelho, alcanceis a glória de nosso senhor Jesus Cristo. 15Assim, portanto, irmãos, ficai firmes e conservai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta. 16Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, 17animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório(Sl 95)  

— O Senhor vem julgar nossa terra.
— O Senhor vem julgar nossa terra.  

— Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.

— O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem.

— E exultem as florestas e as matas na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.

 

Evangelho (Mt 23,23-26)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 23Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo. 24Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Agostinho, grande Bispo e Doutor da Igreja

Santo Agostinho fundou uma comunidade cristã atuante na oração, estudo da Palavra e caridade

Celebramos neste dia a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.

Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.

Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.

O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:”…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

Santo Agostinho, rogai por nós!

Não há lugar mais importante para transmitir a fé que o lar, afirma o Papa Francisco

https://www.acidigital.com/noticias/nao-ha-lugar-mais-importante-para-transmitir-a-fe-que-o-lar-afirma-o-papa-francisco-32219

O Papa abençoando os fiéis na Pro-catedral. Foto: Vatican Media.

DUBLIN, 25 Ago. 18 / 02:10 pm (ACI).– Um dos temas aos que o Papa Francisco aludiu na tarde do sábado em Dublin, durante sua visita a Pro-catedral de Santa Maria, é a transmissão da fé aos filhos, e afirmou que “o primeiro e mais importante lugar para transmitir a fé é o lar”.

Depois de escutar o testemunho de um casal de idosos que acaba de celebrar seus 50 anos de matrimônio, o Papa respondeu às perguntas de um casal de jovens.

Francisco assegurou que “em casa, que podemos chamar ‘igreja doméstica’, os filhos aprendem o significado da fidelidade, da honestidade e do sacrifício”. “Veem como mãe e pai se comportam entre eles, como se cuidam um do outro e dos outros, como eles amam a Deus e a Igreja”.

“Assim os filhos podem respirar o ar fresco do Evangelho e aprender a compreender, julgar e atuar de modo coerente com a fé que herdaram. A fé, irmãos e irmãs, transmite-se ao redor da mesa doméstica, na conversa do dia-a-dia, através da linguagem que só o amor perseverante sabe falar”.

Neste sentido, destacou que “a fé se transmite em dialeto, o dialeto da casa, o dialeto da vida do lar, da vida em família”.

O Santo Padre recomendou os casais a seguirem rezando “juntos em família”. “Falem de coisas boas e santas, deixem que Maria nossa Mãe entre em sua vida familiar. Celebrem as festas cristãs”.

“Vivam em profunda solidariedade com quantos sofrem e estão à margem da sociedade”, exortou.

“Quando fazem isto junto com seus filhos, seus corações pouco a pouco se enchem de amor generoso pelos demais. Pode parecer óbvio, mas às vezes nos esquecemos. Seus filhos aprenderão a compartilhar os bens da terra com outros, se virem que seus pais se preocupam por quem é mais pobre ou menos afortunado que eles. Enfim, seus filhos aprenderão de vocês o modo de viver cristão; vocês serão seus primeiros professores na fé”.

Dirigindo-se ao casal que celebrava seus 50 anos, o Papa perguntou: “vocês já discutiram muito?”. “É parte do matrimônio, o matrimônio onde não se discute é um pouco tedioso. Podem até voar pratos, mas o segredo é fazer as pazes antes de que termine o dia. E para fazer as pazes não é necessário um discurso, basta uma carícia e se faz as pazes”, afirmou.

O Pontífice lamentou que “hoje não estamos acostumados a algo que dure realmente toda a vida”.

“Não há nada verdadeiramente importante que dure? Nem sequer o amor?”, perguntou-se. “Sabemos o fácil que é hoje cair prisioneiros da cultura do provisório, do efêmero. Esta cultura ataca as próprias raízes de nossos processos de amadurecimento, do nosso crescimento na esperança e no amor. Como podemos experimentar, nesta cultura do efêmero, o que é verdadeiramente duradouro?”.

O Papa assegurou que “entre todas as formas da fecundidade humana, o matrimônio é único. É um amor que dá origem a uma vida nova. Implica a responsabilidade mútua na transmissão do dom divino da vida e oferece um ambiente estável em que a vida nova pode crescer e florescer”.

“O matrimônio na Igreja, quer dizer o sacramento do matrimônio, participa de modo especial no mistério do amor eterno de Deus. Quando um homem e uma mulher cristãos se unem no vínculo do matrimônio, a graça do Senhor os possibilita prometer-se livremente um ao outro em um amor exclusivo e duradouro. Desse modo sua união se converte em sinal sacramental da nova e eterna aliança entre o Senhor e sua esposa, a Igreja”.

O Papa convidou os presentes a “arriscar” porque “o matrimônio é um risco que vale a pena, para toda a vida. Porque o amor é assim”.

“Não tenham medo desse sonho. Sonhem grande! Custodiem-no como um tesouro e sonhem juntos cada dia de novo. Assim, serão capazes de se sustentar mutuamente com esperança, com força, e com o perdão nos momentos em que o caminho se faz árduo e resulta difícil percorrê-lo”.

10 frases do Papa Francisco para refletir nesta Semana Nacional da Família

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Papa Francisco saúda uma família no Vaticano/ Foto: Bohumil Petrik (ACI Prensa)

REDAÇÃO CENTRAL, 12 Ago. 18 / 09:00 am (ACI).- Em diversas oportunidades, o Papa Francisco dedicou algumas palavras para destacar a importância da família, tendo inclusive convocado um Sínodo Extraordinário e um Sínodo Ordinário para abordar este tema, resultando na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Por ocasião da Semana Nacional da Família, que tem início neste domingo no Brasil, apresentamos a seguir 10 frases do Pontífice sobre a família, sua importância e missão na Igreja e na sociedade:

1. “A aliança de amor e fidelidade, vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história. Sobre este fundamento, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo”. (Amoris Laetitia, numeral 66, capítulo 3).

2. “Uma família e uma casa são duas realidades que se reclamam mutuamente. Este exemplo mostra que devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais. A família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa ser protegida”. (Amoris Laetitia, numeral 44, capítulo 2).

3. “O que é a família? Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um ‘centro de amor’, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos ‘centros de poder’ mundanos” (Mensagem ao 1º Congresso Latino-americano de Pastoral Familiar, ocorrido em agosto de 2014)

4. “Esta é a grande missão da família: deixar lugar a Jesus que vem, acolher Jesus na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós… Jesus está aí. É preciso acolhê-lo ali, para que cresça espiritualmente naquela família” (Catequese da Audiência Geral de 17 de dezembro de 2014).

5. “As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade” (Homilia na celebração do matrimônio de 20 casais na Basílica de São Pedro, em 14 de setembro de 2014).

6. “Discute-se muito hoje sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós, nesta família que falou, em cada um de vós: deixemos um mundo com famílias. É o melhor legado” (discurso no encontro com as famílias em Cuba, em 22 de setembro de 2015).

7. “O convívio é um termômetro garantido para medir a saúde das relações: se em família tem algum problema, ou uma ferida escondida, à mesa compreende-se imediatamente. Uma família que raramente faz as refeições unida, ou na qual à mesa não se fala mas assiste-se à televisão, ou se olha para o smartphone, é uma família ‘pouco família’” (Catequese da Audiência Geral de 11 de novembro de 2015).

8. “O dom mais valioso para os filhos não são as coisas, e sim o amor dos pais. E não me refiro só ao amor dos pais para os filhos, mas o amor dos pais entre eles, quer dizer, a relação conjugal. Isto faz muito bem a vocês e também a seus filhos! Não descuidem a família!” (Discurso durante audiência aos funcionários da Santa Sé, em 21 de dezembro de 2015).

9. “As famílias não são peças de museu, mas é através delas que se concretiza o dom, no compromisso recíproco e na abertura generosa aos filhos, assim como no serviço à sociedade” (Discurso em audiência aos participantes de encontro promovido pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas, em 1º de junho de 2017).

10. “Vocês são um ícone de Deus: a família é um ícone de Deus. O homem e a mulher: precisamente a imagem de Deus. Ele disse, não sou eu que digo. E isso é grande, é sagrado” (discurso durante audiência com delegação do Fórum das Associações Familiares, em 16 de junho de 2018).

A gratuidade de Deus

Quarta-feira, 8 de julho de 2015, Alessandra Borges / Da Redação

O Papa pede aos religiosos que nunca se esqueçam da própria origem e da gratuidade do serviço prestado a Deus

Em seu último compromisso oficial no Equador, nesta quarta-feira, 8, o Papa Francisco visitou o Santuário Nacional Mariano de El Quinche, onde discursou ao clero, aos religiosos, às religiosas e aos seminaristas do país.

O Santo Padre foi recepcionado pelos presentes com uma calorosa cerimônia de boas-vindas. Nas palavras de saudação dirigidas à Sua Santidade destacaram-se a grande admiração e o carinho do povo equatoriano e a expectativa para essa visita desde sua eleição.

A gratuidade no serviço e a recordação da origem foram o centro da mensagem do Bispo de Roma ao clero, religiosos e seminaristas.

“Façam este caminho de retorno à gratuidade para a qual Deus os escolheu, pois vocês não pagaram a entrada para entrar [vida religiosa]. Toda a vida de um religioso, sacerdote ou seminarista tem que ser um caminho de gratuidade e de voltar-se para Deus. Somos objetos da gratuidade de Deus, mas, se nos esquecemos disso, vamos nos distanciando da gratuidade de Deus”, frisou o Papa.

O Santo Padre pediu aos consagrados presentes que nunca vão dormir sem agradecer ao Senhor por esta gratuidade para que nunca se esqueçam de suas raízes e de seu verdadeiro chamado.

“Cuidem da saúde e não se deixem cair em uma enfermidade que é muita perigosa, não caiam no ‘Alzheimer espiritual’. Não percam a memória, sobretudo a memória de onde vocês provêm! Nunca se esqueçam de onde vocês vieram”, aconselhou o Sucessor de Pedro.

Durante sua mensagem, o Sumo Pontífice também alertou sobre o perigo de o religioso querer “fazer carreira” e perder o sentido da missão para a qual o Senhor o chamou e, assim, se distanciar de seu verdadeiro chamado: evangelizar e ir até o necessitado para levar-lhe a alegria, a paz e o amor de Deus.

Ao ressaltar que os religiosos não devem se distanciar de sua origem nem deixar de servir a Igreja e os filhos de Deus de modo simples, sincero e gratuito – a exemplo de Nossa Senhora –, o Santo Padre recordou que a Santíssima Virgem Maria é o modelo cristão de gratuidade no serviço ao irmão e de fidelidade à sua origem e ao seu chamado.

E encerrou sua fala abençoando todos os sacerdotes, religiosos e seminaristas presentes no encontro e também pediu a eles que não deixem de rezar por ele para que ele também não se esqueça de sua origem e da gratuidade de Deus.

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