Tag: felicidade

Quem quer ir para o céu?

Ele é o fim último e a realização de nossas aspirações

O título faz parte de uma história que se conta por aí. Durante um encontro de ensino religioso, a catequista pergunta aos pequerruchos que estão em sua frente: “Quem quer ir para o céu?” Todas as crianças levantam a mão e respondem em coro: “Eu vou!”. Umas delas, porém, fica em silêncio. “Você não quer?”, indaga curiosa a mestra. E ela: “Não, porque mamãe me disse para voltar logo para casa após a catequese!”.

Passando da brincadeira para a realidade, se conhecêssemos, verdadeiramente, quem é Deus e o que significa “Paraíso”, seríamos atraídos, irresistivelmente para eles, infinitamente mais do que acontece com a lei da gravidade. Infelizmente, ao longo da vida, tantos e tão fortes  “falsos brilhos” aparecem, que, lentamente, dia após dia, nos tornamos cada vez mais cegos às “coisas do céu” e atraídos pelas “coisas da terra”.

Mas, o que é o céu? Para começo de conversa, poderíamos lembrar que sua existência era aceita até mesmo fora do judaísmo, famoso é o exemplo apresentado por Platão. Para ele, o mundo se assemelha a uma caverna escura, habitada por pessoas acorrentadas, de costas para a entrada. Do lado de fora – ou seja, envolvidas pela luz e pela beleza do sol – caminham e trabalham outras pessoas, cheias de vida. É a sombra delas que se reflete no fundo da caverna – sombra que, para os aprisionados, é a única realidade percebida e, portanto, existente.

Para Platão, o frenético corre-corre que atordoa e inferniza os habitantes deste mundo é uma aparência enganosa. A realidade que sustenta e dá sentido a tudo é Deus. Com o filósofo concorda um salmista judeu, que escrevia, mais ou menos, na mesma época: “Setenta anos é a duração de nossa vida. Oitenta, para os mais robustos. A maior parte deles é sofrimento e vaidade. Passam depressa e nós voamos. Ensina-nos, Senhor, a contar os nossos dias, para que tenhamos a sabedoria do coração!” (Sl 90,10.12).

Na “Escola de Atenas”, uma obra estupenda do pintor renascentista italiano Rafael Sanzio, Platão aparece com o dedo apontado para o alto, e Aristóteles, para o chão. É a síntese perfeita da missão do cristão. Quanto mais ele olha para o céu, mais aprende a olhar para a terra. Quanto mais Deus estiver presente em sua vida, mais perfeito e concreto será seu amor pelos irmãos que caminham ao seu lado. Foi provavelmente isso que os anjos quiseram ensinar aos apóstolos no dia da Ascensão de Jesus: “Homens da Galileia, por que ficais aí, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que foi elevado ao céu, virá novamente para vós!” (At 1,11).

Se Jesus “virá novamente no meio de nós”, o céu deixa de ser uma casa que se constrói na terra e se ocupa somente após a morte. Pelo contrário, se alguém, já aqui na terra, conseguir transformar a sua vida numa morte ininterrupta ao egoísmo, cada ato seu corresponderá uma nova experiência de paraíso, até a última, quando ele mesmo se identificará com o céu: “Desde agora já somos filhos de Deus, embora ainda não se tenha tornado claro o que vamos ser. Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é” (1Jo 3,2).

Ao tentar descrever o céu, o Catecismo da Igreja Católica faz esta reflexão: “O céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva. Viver no céu é viver com Cristo. Os eleitos vivem nele, mas lá conservam, ou melhor, lá encontram sua verdadeira identidade, seu próprio nome”. Este mistério de comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo supera toda compreensão e toda imaginação. A Escritura nos fala dele em imagens: “O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração humano não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9)».

Por tudo isso – e por mil outras razões –, Santa Teresa de Ávila repetia para si mesma: “Espera, ó minha alma, espera! Ignoras o dia e a hora. Vigia cuidadosamente, tudo passa com rapidez, ainda que tua impaciência torne duvidoso o que é certo e longo um tempo que é curto. Considera que, quanto mais lutares, mais provarás o amor que tens a teu Deus e mais te alegrarás um dia com Teu Bem-Amado numa felicidade e num êxtase que não poderão jamais terminar”.

Dom Redovino Rizzardo, cs

São Filipe e São Tiago, Apóstolos – 03 de Maio

São Filipe foi natural de Betsaida, na margem do lago da Galiléia. Tinha casa, mulher e três filhas pequenas quando Jesus o chamou para o apostolado com aquele “segue-Me”, que nos deixou são João no Evangelho. Desde esse momento, Filipe não vive senão para Jesus e para a sua causa.
Logo que vê um amigo seu, chamado Natanael, comunica-lhe a alegre notícia de ter encontrado o Messias. Sente-se tão cheio da autoridade e força de Jesus, que às dificuldades que lhe opõe Natanael não responde senão com estas lacônicas e profundas palavras: Vem e vê. Sabia muito bem Filipe que ouvir e conhecer Jesus era decisivo para as almas de boa vontade. E não se equivocou. Natanael ficou também subjugado pelo Mestre.
São Filipe volta a aparecer na primeira multiplicação dos pães, junto ao lago da Galiléia. O Senhor quer prová-lo e pergunta-lhe: “Filipe, como havemos de dar de comer a toda esta gente?” Filipe não pensava no milagre; olhou para os presentes, fez um cálculo e chegou à conclusão de que o salário de 200 operários não bastaria para começar a dar de comer a tanta gente.
Deve ter sido homem simples e bondoso. Segundo (Jo 12, 20), um grupo de gregos queria falar com Jesus e dirigiu-se a Filipe para obter a audiência.
No discurso da última ceia intervém ainda São Filipe com perguntas e respostas de grande ingenuidade. Não sabe ainda que o Filho e o Pai têm a mesma natureza. Quando Jesus pondera tanto as excelências e vantagens da união e conhecimento do Pai, diz-Lhe: “Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta”. “Filipe, responde-lhe Jesus, quem Me vê a Mim, vê o Pai”.
Depois da Ascensão volta a ouvir-se uma vez o nome de São Filipe, entre os Apóstolos que esperam a vinda do Espírito Santo.
A seguir desaparece e somente pela tradição sabemos que esteve na Frigia e morreu na sua capital, Hierápolis. Lá se lhe venerava, no século II, o sepulcro, e o de duas filhas que a Deus consagraram a virgindade. A terceira foi enterrada em Éfeso.
A maior parte dos documentos antigos afirma que são Filipe morreu mártir no tempo de Domiciano (81-96). São João Crisóstomo diz que o sepulcro de São Filipe em Hierápolis foi sempre célebre pelos milagres.
São Tiago, o Menor, chamado assim pela estatura ou pela idade, tem um título que o toma credor de especial veneração: é parente do Senhor, segundo a carne.
Nasceu em Caná, perto de Nazaré. Sua mãe, Maria, e seu pai, Cléofas, pertencem à mesma família que São José. É talvez sobrinho de São José por parte do pai. Tinha um irmão que se chamava Judas, distinto do traidor. Os dois foram escolhidos para o aposto lado. Depois não se fala de São Tiago, senão para ser dito que o Senhor lhe apareceu nos dias da Ressurreição.
Junto com Nossa Senhora e os outros Apóstolos, espera no cenáculo a vinda do Espírito Santo, que o unge e o consagra para o cargo que vai desempenhar, de primeiro bispo de Jerusalém; isto, ou por eleição dos outros Apóstolos, como diz São Jerônimo, ou por designação particular do Senhor, como lemos em Santo Epifânio e São João Crisóstomo.
A sua presença e atividade em Jerusalém foi realmente providencial. São Paulo considera-o coluna fundamental daquela comunidade, mãe de todas as Igrejas. Judeus e cristãos inclinavam-se diante dele pelo amor que tinha à lei e pela grande austeridade. Todos o consideravam com respeito ao vê-lo passar magro, descalço e extenuado; todos o escutavam reverentes, quando falava de Jesus crucificado como «porta» pela qual se chega até Deus Pai.
A sua oração era contínua e fervorosa. Era visto no templo, à entrada do Sancta Sanctorum, com o rosto inclinado até ao chão.
O seu zelo ultrapassou a igreja de Jerusalém. Escreveu uma carta católica dirigida às “Doze tribos da dispersão”, exortando à perseverança, que é “a coroa da vida”, à resignação na pobreza e à generosidade e caridade na riqueza.
“O irmão de condição humilde glorifique-se na sua exaltação e o rico na sua humilhação, porque ele passará como a flor da erva; porque assim como o Sol desponta com ardor e a erva seca e a sua flor cai, perdendo toda a beleza, assim murchará também o rico nos seus caminhos”.
A fé para São Tiago é “graça sobrenatural, dom perfeito que desce de cima, do Pai das luzes e regenera pela palavra da verdade”, mas não desenvolve a sua virtude redentora, senão se a «palavra plantada na alma lançar dela todo o lodo do pecado, fazendo germinar frutos de justiça, de paz e de misericórdia”. Diante da corrupção dos grandes do seu povo, sente-se profeta e anuncia-lhes os castigos que hão de vir sobre Jerusalém: “E agora vós, ó ricos, chorai em altos gritos por causa das desgraças que virão sobre vós. As vossas riquezas estão apodrecidas e os vossos vestidos estão comidos pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem dará testemunho contra vós: devorará a vossa carne como o fogo. Entesourastes nos últimos dias! O salário dos trabalhadores, que ceifaram os vossos campos, foi defraudado por vós, e clama; e os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos. Vivestes na terra rodeados de volúpias e delícias; cevastes os vossos corações para o dia da matança”.
Todas estas previsões se haviam de cumprir muito depressa, no ano 70, quando os exércitos de Tito e Vespasiano rodeassem as muralhas de Jerusalém e a fome corresse por todas as casas e palácios, até ao ponto de algumas mães chegarem a matar os próprios filhos para se alimentarem com as suas carnes inocentes. Antes, porém, tinha de morrer o profeta. Deus queria coroar-lhe a vida com a vitória dos mártires. No ano 62, por ocasião da morte de Festo, Procurador de Roma, houve um momento de exaltação nacionalista. São Tiago foi preso pelos judeus e lançado de cima da muralha do templo. Hoje se venera o seu túmulo na torrente do Cedrão, perto da Basílica da Agonia.

Jesus move os corações e as decisões de cada missionário
Por Pe. Fernando José Cardoso

Na festa dos apóstolos Felipe e Tiago, neste Tempo Pascal, ouvimos no Evangelho de hoje o seguinte: “Em verdade vos digo – diz Jesus – aquele que crê em Mim realizará as obras que Eu faço e fará ainda maiores do que Eu, porque vou para o Pai e tudo aquilo que pedirdes em Seu nome Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”.
Normalmente existe uma pontuação infeliz neste texto, seguida de muitas traduções, inclusive nossas traduções em português. Em muitas bíblias lê-se o seguinte: “Aquele que crê em Mim realizará as obras que Eu faço e as realizará ainda maiores, porque vou para o Pai”. Lido o texto desta maneira, com esta pontuação, temos a impressão de que os discípulos realizarão obras maiores do que o próprio Jesus realizou durante a Sua existência neste mundo.
E não é esta a impressão que nos querem dar o evangelista e o último redator deste texto – é preciso seguir outra pontuação, aquela que faço neste momento: “Aquele que crer em Mim realizará as obras que Eu faço e ainda maiores, porque vou para o Pai e tudo aquilo que pedirdes em Seu nome Eu o farei”. Somente agora se deve colocar o ponto final, não antes. O sentido é totalmente diverso.
Na sua vida pública Jesus se limitou à Palestina, à Galiléia e à Judéia. Ele nunca viajou para o exterior – Jesus não pregou o Evangelho aos pagãos – de início apenas às ovelhas da casa de Israel. Paulo, pelo contrário, pode circular pelo Império inteiro do Oriente e do Ocidente. É então verdade que Paulo realizou obras maiores do que as de Jesus? Não, se o texto for lido obedecida a pontuação que eu manifestei há pouco.
O texto, então, nos diz que Jesus ressuscitado se encontra por detrás de Paulo, por detrás de todo e qualquer missionário ou missionária. Estes poderão ampliar enormemente Suas ações, e poderão levar o Seu Evangelho a todos os rincões deste mundo.
Mas, atenção, é sempre Jesus quem move os corações e as decisões de cada missionário e, desta maneira, nós todos podemos realizar, inclusive, obras maiores. Podemos fazer hoje coisas que Ele não fez.
Jesus, por exemplo, nunca falou diante de uma câmera de televisão, nem se dirigiu a milhares de telespectadores juntos, como estou fazendo faço – mas eu não estou, de forma alguma, realizando algo superior a Cristo. É o Cristo ressuscitado quem suscita em mim a capacidade e a competência de chegar até os irmãos e irmãs deste Brasil, através destas meditações. E o faz não só através de mim, mas através de todos aqueles que se dispõem a pregar em Seu nome o Evangelho.
Neste sentido realizamos obras maiores do que aquelas feitas na Judéia ou na Galiléia.

Jesus nos revela o Pai
*Cf. Konings, J. “Liturgia Dominical”. Ed. Vozes. Petrópolis RJ: 2004.

“Felipe, há tanto tempo estou convosco e não me conheces”? Esta resposta de Jesus a Felipe nos questiona. Aliás, neste dia em que celebramos a Festa de São Felipe e São Tiago, cabe-nos esta pergunta: será que conhecemos a Jesus Cristo? Conhecimento como fruto de uma experiência e não, simplesmente, como fruto de um estudo intelectual, por mais importante que este seja! Do conhecimento de Cristo Jesus subentende-se o “conhecimento” do Pai.
Na plenitude dos tempos, quis o Pai dar-se a conhecer a todos, sem exceção, com o intuito de fazer comunhão e aliança com a humanidade e resgatá-la. Para isso, quis fazer-se Homem, assumindo a nossa humanidade em tudo, exceto o pecado. Para isso toda a Santíssima Trindade concorreu, pois o que não é assumido não pode ser redimido. O Pai envia o Filho; o Filho se deixa enviar e cumpre tudo em obediência ao Pai; o Espírito Santo gera o Filho no seio de Maria. Esta maravilha toda para quê? Para que pudéssemos ter vida na Santíssima Trindade.
O Filho age na força e no poder do Espírito e cumpre a missão, revelando o Pai a toda a criatura, fazendo cada uma se tornar filho/filha de Deus.
Porque o Filho revela o Pai, o Filho sendo um com o Pai, torna-se o Caminho, a Verdade e a Vida. Como deparamos com pessoas totalmente perdidas, vivendo mergulhadas num mundo de ilusão e mentira e, consequentemente, desiludidas, desanimadas da vida! Isso, infelizmente, é óbvio, pois o caminho, a verdade e a vida, não se descobre em Jesus: Ele, por excelência, é o Caminho, a Verdade e a Vida. É muito mais que mostrar e indicar: é Ele próprio.
Nós precisamos, urgentemente, entender que nunca haverá caminho certo para nós, nunca teremos vida e nunca estaremos na verdade se quisermos andar sem Cristo, sem Sua Palavra. É impossível! Ele nos revela o Pai; logo, nos revela – sendo Ele mesmo – o Caminho, a Verdade e a Vida.
“Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe”? A pergunta de Jesus Cristo é forte. Felipe, hoje, tem sobrenome. Sim! Qual o seu nome, meu irmão, minha irmã? Seu nome, meu nome, é o sobrenome de Felipe. Para dizer que esta pergunta de Jesus é feita diretamente para cada um de nós: “Há quanto tempo estou contigo e não me conheces?” Se conhecêssemos, eu e você, nossa vida, nossa família, nossa sociedade, nosso mundo, tudo seria bem diferente; seriam bem menos egoístas, mentirosos, desumanos.
Quem verdadeiramente conhece a Jesus, não consegue mais ter certas atitudes que muitos ainda têm, como por exemplo, pensar numa possível aprovação teste “Plano Nacional de Direitos Humanos”, que nosso Governo estava pensando em implantar. Disparate!
Celebrar a Festa dos Apóstolos São Felipe e São Tiago é celebrar a certeza da presença de um Deus, que é Pai e está presente: primeiro em Jesus, que O revela por excelência, depois nos apóstolos que transmitem esta revelação até nós, por meio da Igreja. Convençamo-nos, irmãos e irmãs: o Caminho, a Verdade e a Vida/Felicidade só são possíveis em uma Pessoa: Jesus Cristo, que se encontra vivo e ressuscitado. Fora d’Ele só há uma certeza: perdição, mentira e morte.

Assim descobri a Tumba de São Filipe
Entrevista com o professor Francesco DAndria, diretor da missão arqueológica que fez a descoberta

ROMA, quinta-feira, 3 de Maio de 2012 (ZENIT.org) – Hoje, dia 3 de maio a Igreja celebra São Felipe e São Tiago menor. Dois apóstolos que fizeram parte dos doze.
Renzo Allegri, jornalista italiano, diretor do jornal Medjugorje Torino, entrevistou o professor D’Andria, da Puglia, formado na Universidade Católica de Milão em Letras clássicas e especializado em arqueologia pela Universidade de Salento-Lecce, que há trinta anos trabalha em Hierápolis, buscando a tumba de São Filipe.
O tema da entrevista foi a descoberta, realizada no verão do ano passado, onde encontrou-se em Hierápolis, na Frigia, a Tumba do apóstolo São Filipe, fato que chamou a atenção de estudiosos de todo o mundo.
Durante a entrevista disse o professor que sobre São Filipe temos poucas notícias: “Dos evangelhos se sabe que era originário de Betsaida, no lago de Genezaré. Pertencia à família de pescadores. João é o único dos quatro evangelistas que o cita várias vezes”. A Tradição nos fala que Filipe passou os últimos anos na Frígia, em Hierápolis. Por meio de uma carta de Policrate, final do segundo século, ao Papa Vitor I, sabemos que Filipe morreu em Hierápolis, que duas filhas suas morreram virgens… e que outra filha sua foi enterrada em Éfeso.
Sobre como e quando morreu o apóstolo, o professor Francesco nos disse que a “maioria dos documentos afirmam que Filipe morreu em Hierápolis, no ano 80 depois de Cristo, quando tinha 85 anos. Morreu mártir pela sua fé, crucificado de cabeça para baixo como São Pedro.” Foi o Papa Pelágio I, no sexto século, que transferiu seus restos mortais a Roma, para uma Igreja construída para essa ocasião, atualmente é a Igreja dos Santos Apóstolos, reformada no ano 1500.
As investigações sobre a tumba de Filipe em Hierápolis começaram no ano de 1957, continua o professor, dizendo que o mérito foi do Professor Paolo Verzone, apaixonado pela arqueologia. A primeira grande descoberta foi uma igreja Bizantina do quinto Século que o professor chegou a pensar que tinha sido construída sobre a tumba do apóstolo Filipe, porém, várias escavações no local não tinham encontrado mais nada.
“Eu mesmo pensava que a tumba se encontrasse na região daquela Igreja” –afirma o professor – porém no ano 2000 “quando me tornei diretor da missão arqueológica italiana de Hierápolis sob concessão do ministério da Cultura da Turquia, mudei de opinião”.
O professor disse ter dirigido a sua atenção a outro ponto, sempre na mesma região. “Os meus colaboradores e eu estudamos atentamente uma série de fotos de satélite da região” – disse o D’Andria- e “entendemos que o Martyrion, a Igreja octonal, era o centro de um complexo devocional mais amplo e articulado”. A colina toda era um complexo preparado para acolher os peregrinos, até mesmo com uma parte termal, para que os peregrinos se lavassem depois das suas longas viagens, antes de visitarem a grande tumba do apóstolo Filipe.
No ano 2010, vieram à luz algumas descobertas também que o levaram até a Tumba do apóstolo: encontrou-se um tumba romana, do primeiro século depois de Cristo. Mas era uma tumba que estava no centro da Igreja, ou seja, sem dúvida, com uma grandíssima importância dada à ela pelos cristãos. No verão do 2011, depois de encontrar uma escada muito consumida, tudo indicava que era pelo grande afluxo de peregrinos naquela Igreja, que era um “extraordinário local de peregrinação”, disse o professor. Na fachada também há muitos grafites nos muros, com desenhos de cruzes, que sacralizaram de certa forma a tumba pagã.
“Mas a confirmação principal de que aquela construção é realmente a tumba de São Filipe” – afirma o professor D’Andria – é um pequeno objeto que se encontra no museu de Richmond nos EUA”. “Trata-se de um selo em bronze com uns 10 centímetros de diâmetro, que servia para autenticar o pão de São Filipe que era distribuído aos peregrinos.”
Foram encontrados ícones com a imagem de São Filipe com um grande pão na mão, assim como hoje temos o Pão de Santo Antonio.
Portanto, no ícone aparece desenhado, como uma autêntica fotografia de todo o complexo de então, e tem levado a entender que a tumba se encontrava na Igreja basilical e não no martyrion.
Por fim, afirmou o professor Francesco que no dia “24 de novembro do ano passado, eu tive a honra de apresentar a descoberta para a Pontifícia academia arqueológica de Roma diante de estudiosos e representantes do Vaticano. Também o patriarca de Constantinópoles, Bartolomeu, primaz da Igreja ortodoxa, quis receber-me para ter detalhes da descoberta, e no dia 14 de novembro, festa de São Filipe para a Igreja Ortodoxa, quis celebrar a Missa sobre a tumba reencontrada em Hierápolis. E eu estava presente, emocionado como nunca estive, também porque os cantos da liturgia grega ressoavam depois de dois mil anos entre as ruínas da Igreja.
[Adaptação e tradução Thácio Siqueira]

Aprender a ser fiel

Nossa Senhora manteve o seu sim e convida-nos a ser leais

A fidelidade a uma pessoa, a um amor, a uma vocação, é um caminho em que se alternam momentos de felicidade e períodos de escuridão e dúvida. Nossa Senhora manteve o seu sim e convida-nos a ser leais, vendo a mão de Deus também naquilo que não compreendemos.

Decorreram quarenta dias após o nascimento de Jesus, e a Sagrada Família põe-se a caminho para cumprir o que está mandado pela Lei de Moisés: todo varão primogênito será consagrado ao Senhor (Lc 2, 23). A distância de Belém a Jerusalém não é muita, mas são necessárias várias horas para percorrê-la a cavalo; uma vez na capital judaica, Maria e José dirigem-se ao Templo. Antes de entrar, cumpririam com toda piedade os ritos de purificação; também comprariam, em uma tenda próxima, a oferta prescrita aos pobres: um par de rolas ou duas pombinhas. A seguir, através das portas de Hulda e dos monumentais corredores subterrâneos por onde transitavam os peregrinos, chegariam à grande explanada. Não é difícil imaginar a sua emoção e recolhimento enquanto se encaminhavam para o átrio das mulheres.

Talvez neste momento teria se aproximado um homem idoso. Em seu rosto reflete-se a satisfação. Simeão saúda com afeto a Maria e a José, e manifesta a ansiedade com que esperava esse momento. É consciente de que seus dias estão chegando ao fim, mas sabe também – o Espírito Santo revelou-lhe (Lc 2, 26) – que não morreria sem ver o Redentor do mundo. Ao vê-los entrar, Deus fez-lhe reconhecer, nesse Menino, o Santo de Deus. Com o lógico cuidado que a tenra idade de Jesus requeria, Simeão o toma em seus braços e eleva comovido a sua oração: agora, Senhor, podes deixar teu servo ir em paz, segundo tua palavra: porque meus olhos viram a tua salvação, a que preparastes ante a face de todos os povos: luz para iluminar aos gentios e glória de teu povo Israel (Lc 2, 29-32).

Ao final da sua prece, Simeão dirige-se especialmente a Maria, introduzindo naquele ambiente de luz e alegria, um vislumbre de sombra. Continua falando da Redenção, mas acrescenta que Jesus será sinal de contradição, a fim de que se descubram os pensamentos de muitos corações, e diz à Virgem: uma espada traspassará a tua alma (Lc 2, 34-35). É a primeira vez que alguém fala desse modo.

Até esse momento, tudo – o anúncio do Arcanjo Gabriel, as revelações a José, as palavras inspiradas da sua prima Isabel e as dos pastores – tinha proclamado a alegria pelo nascimento de Jesus, Salvador do mundo. Simeão profetiza que Maria levará em sua vida o destino do seu povo, e ocupará um papel de primeira grandeza na salvação. Ela acompanhará o seu Filho, colocando-se no centro da contradição, em que os corações dos homens se manifestarão a favor ou contra Jesus.

Evidentemente, a Virgem Maria percebe que a profecia de Simeão não desmente, mas completa tudo o que Deus lhe foi dando a conhecer anteriormente. A sua atitude, nesse momento, será a mesma que as páginas do Evangelho sublinham em outras ocasiões: Maria guardava todas estas coisas meditando-as no seu coração (Lc 2, 19; cf. Lc 2, 51). A Virgem medita os acontecimentos; busca neles a vontade de Deus, aprofunda nas inquietações que Yahvé põe em sua alma e não cai na passividade perante o que acontece ao seu redor. Esse é o caminho, como assinalava João Paulo II, para poder ser leais com o Senhor: «Maria foi fiel antes de mais nada quando se pôs a buscar, com amor, o sentido profundo do desígnio de Deus nela e para o mundo (…). Não haverá fidelidade se não houver, na raiz, esta ardente, paciente e generosa busca; se não se encontrasse no coração do homem uma pergunta, para a qual só Deus tem a resposta, melhor dito, para a qual só Deus é a resposta» (João Paulo II, Homilia na Catedral Metropolitana da Cidade do México, 26/01/1979).

Essa busca da vontade divina leva Maria à acolhida, à aceitação do que descobre. Maria encontrará ao longo de seus dias numerosas oportunidades para poder dizer «que se faça, estou pronta, aceito» (ibid). Momentos cruciais para a fidelidade, nos quais provavelmente advertiria que não era capaz de compreender a profundidade do desígnio de Deus, nem como se levaria a termo; e no entanto, observando-os atenciosamente aparecerá claramente o seu desejo de que se cumpra o querer divino. São acontecimentos nos quais Maria aceita o mistério, encontrando-lhe um lugar na sua alma «não com a resignação de alguém que capitula em frente a um enigma, a um absurdo, senão com a disponibilidade de quem se abre para ser habitado por algo –por Alguém!– maior que o próprio coração»(ibid).

Sob o olhar atento de Nossa Senhora, Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e dos homens (Lc 2, 52); quando chegaram os anos da vida pública do Senhor, ia se dando conta de como se realizava a profecia de Simeão: este será posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel, e para sinal de contradição (Lc 2, 34). Foram anos em que a fidelidade de Maria se expressou no «viver de acordo com o que se crê. Ajustar a própria vida ao objeto da própria adesão. Aceitar incompreensões, perseguições antes que permitir rupturas entre o que se vive e o que se crê»; anos de manifestar de mil modos o seu amor e lealdade a Jesus. Anos, enfim, de coerência: «o núcleo mais íntimo da fidelidade». Mas toda fidelidade – como lhe é própria – «deve passar pela prova mais exigente: a da duração», isto é, a da constância. «É fácil ser coerente por um dia ou por alguns dias. Difícil e importante é ser coerente por toda a vida. É fácil ser coerente na hora da exaltação, difícil ser na hora da tribulação. E só pode se chamar fidelidade uma coerência que dura ao longo de toda a vida» (João Paulo II, Homilia na Catedral Metropolitana da Cidade do México, 26/01/1979).

Assim o fez Nossa Senhora: leal sempre, e mais ainda na hora da tribulação. Encontra-se lá, no transe supremo da Cruz, acompanhada de um reduzido grupo de mulheres e do Apóstolo João. A terra cobriu-se de trevas. Jesus, fincado no madeiro, com uma imensa dor física e moral, lança ao céu uma oração que reúne sofrimento pessoal e radical segurança no Pai: Eloí, Eloí, lemá sabacthaní? –que significa: meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? (Mc 15, 34). Assim começa o Salmo 22, que culmina em um ato de confiança: lembrar-se-ão e converter-se-ão ao Senhor todos os confins da terra (Sl 22 (21), 28).

Quais seriam os pensamentos de Nossa Mãe ao escutar o grito de seu Filho? Durante anos tinha meditado no que o Senhor esperava dela. Agora, vendo o seu Filho sobre a Cruz, abandonado por quase todos, Nossa Senhora teria presentes as palavras de Simeão: uma espada traspassava as suas entranhas. Sofreria, de modo singular, a injustiça que se estava consumando. E, no entanto, na escuridão da Cruz, sua fé lhe poria diante dos olhos a realidade do Mistério: estava se realizando o resgate de todos os homens, de cada homem.

As palavras de Jesus, cheias de confiança, lhe fariam entender com luzes novas que a sua própria aflição a associava mais intimamente à Redenção. Do alto do patíbulo, no momento mesmo da sua morte, Jesus cruza o olhar com o de sua Mãe. Encontra-a ao seu lado, em união de intenções e de sacrifício. E assim, «o fiat de Maria na Anunciação encontra a sua plenitude no fiat silencioso que repete ao pé da Cruz. Ser fiel é não trair, às escuras, o que se aceitou em público» (João Paulo II, Homilia na Catedral Metropolitana da Cidade do México, 26/01/1979).

Com a sua diária correspondência, a Virgem tinha-se preparado para este instante. Sabia que, com a sua entrega incondicional no dia da Anunciação, também tinha abraçado, de algum modo, estes acontecimentos nos quais agora participa com plena liberdade interior. «A sua dor forma um todo com a de seu Filho. É uma dor cheia de fé e de amor. A Virgem Maria no Calvário participa da força salvífica da dor de Cristo, unindo seu fiat, seu sim, ao de seu Filho» (Bento XVI, Discurso do Angelus, 17/09/2006). Maria permanece fiel, e oferece a seu Filho um bálsamo de ternura, de união, de fidelidade; um sim à vontade divina (Via Sacra, IV estação). E sob a proteção dessa fidelidade, o Senhor coloca São João e, com ele, a Igreja de todos os tempos: aí tens a tua mãe (Jo 19, 27).

J.J. Marcos
http://www.opusdei.org.br

A espiritualidade da Quinta-feira Santa

Bebeu o cálice da Paixão até a última e amarga gota

Aqui começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa, a Vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno.

Este é o dia em que a Igreja celebra a instituição dos grandes Sacramentos da Ordem e da Eucaristia. Jesus é o grande e eterno Sacerdote, mas quis precisar de ministros sagrados, retirados do meio do povo, para levar ao mundo a Salvação que Ele conquistou com a Sua Morte e Ressurreição.

Jesus desejou ardentemente celebrar aquela hora: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer.” (Lc 22,15).

Na celebração da Páscoa, após instituir o Sacramento da Eucaristia, ele disse aos discípulos: “Fazei isto em memória de Mim”. Com essas palavras, Ele instituiu o sacerdócio cristão: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (cf. Lc 22,17-19)

Na noite em que foi traído, mais nos amou, bebeu o cálice da Paixão até a última e amarga gota. São João disse que “antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.” (Jo 13,1)

Depois que Jesus passou por toda a terrível Paixão e Morte de Cruz, ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus por cada pessoa.

Aos mesmos discípulos ele vai dizer, depois, no Domingo da Ressurreição: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23). Estava, assim, instituída também a sagrada confissão, o sacramento da penitência; o perdão dos pecados dos homens que Ele tinha acabado de conquistar com o Seu Sangue.

Na noite da Ceia Pascal, o Senhor lavou os pés dos discípulos, fez esse gesto marcante, que era realizado pelos servos, para mostrar que, no Seu Reino, “o último será o primeiro”, e que o cristão deve ter como meta servir e não ser servido. Quem não vive para servir não serve para viver; quem não vive para servir não é feliz, porque a autêntica felicidade o tempo não apaga, as crises não destroem e o vento não leva; ela nasce do serviço ao outro, desinteressadamente.

Nessa mesma noite, Jesus fez várias promessas importantíssimas à Igreja que instituiu sobre Pedro e os apóstolos. Prometeu-lhes o Espírito Santo, e a garantia de que ela seria guiada por Ele a “toda a verdade”. Sem isso, a Igreja não poderia guardar intacto o “depósito da fé”, que São Paulo chamou de “sã doutrina”. Sem a assistência permanente do Espírito Santo, desde Pentecostes, ela não poderia ter chegado até hoje e não poderia cumprir sua missão de levar a salvação a todos os homens de todas as nações.

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós” (Jo 14, 16-17).

Que promessa maravilhosa! O Espírito da Verdade permanecerá convosco e em vós. Como pode alguém ter a coragem de dizer que, um dia, a Igreja errou o caminho? Seria preciso que o Espírito da Verdade a tivesse abandonado.

“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14, 25-26).

Na Última Ceia, o Senhor deixou à Igreja essa grande promessa: O Espírito Santo “ensinar-vos-á todas as coisas”. É por isso que São Paulo disse a Timóteo que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15). Quem desafiar a verdade de doutrina e de fé, ensinada pela Igreja, vai escorregar pelas trevas do erro.

E, na mesma Santa Ceia, o Senhor lhes diz: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade…” (Jo 16, 12-13)

Jesus sabia que aqueles homens simples não tinham condições de compreender toda a teologia cristã; mas lhes assegura que o Paráclito lhes ensinaria tudo, ao longo do tempo, até os nossos dias de hoje. E o Sagrado Magistério dirigido pelo Papa continua assistido pelo Espírito de Jesus.

São essas promessas, feitas à Igreja na Santa Ceia, que dão a ela a estabilidade e a infalibilidade em matéria de fé e de costumes. Portanto, não só o Senhor instituiu os sacramentos da Eucaristia e da ordem, na Santa Ceia, mas colocou as bases para a firmeza permanente da Sua Igreja. Assim, Ele concluiu a obra que o Pai Lhe confiou, antes de consumar Sua missão na cruz.

Felipe Aquino
[email protected]

São João Bosco

Frases de Dom Bosco

1 . “Se fizermos o bem, encontraremos o bem nesta vida e na outra”.

2. “Uma educação eficaz apóia-se inteiramente na razão, na religião e na bondade”.

3. “Lembrai-vos de que a educação é questão de coração, do qual somente Deus pode dar-vos as chaves”.

4 .”Os jovens não só devem ser amados, mas devem saber que são amados. A primeira felicidade de um menino é saber-se amado”.

5. “Quem quer ser amado ama. E quem é amado tudo alcança, sobretudo dos jovens”.

6. “Diante da verdade não tenho medo de ninguém”.

7. “Em todo jovem mesmo no mais infeliz, há um ponto acessível ao bem e a primeira obrigação do educador é buscar esse ponto, essa corda sensível do coração, e tirar bom proveito”.

8. “A prática desse sistema é toda apoiada sobre as palavras de São Paulo, que diz: A caridade é paciente, é benigna, tudo sofre, tudo espera e suporta qualquer incômodo”.

9. “Consideremos (nossos alunos) como filhos, pondo-nos a seu serviço, e não dominando”.

10. “Familiaridade com os jovens especialmente no recreio, sem familiaridade não se demonstra afeto, e sem essa demonstração não pode haver confiança. Quem quer ser amado deve demonstrar que ama. O mestre visto apenas na cátedra é mestre e nada mais, mas, se está no recreio com os jovens torna-se irmão…”.

11. “Meus caros jovens, eu vos amo de todo coração, basta-me saber que sois jovens para que vos ame profundamente”.

12. “Essa querida juventude foi sempre terno objeto de minhas ocupações, dos meus estudos, do meu ministério sacerdotal e da nossa congregação”.

13. “Fiz tudo quanto soube e pude pelos jovens, que são o amor de toda minha vida”.

14. “Conseguir-se-á mais com um olhar de bondade com uma palavra animadora, que encha o coração de confiança, do que com muitas repreensões que só trazem inquietações e matam a espontaneidade”.

15. “Que os jovens não sejam amados, mas que eles próprios saibam que são amados…”.

16. “Que, sendo amados nas coisas que lhe agradam, aprendam a ver o amor nas coisas que naturalmente pouco lhe agradam…”.

17. “O meu sistema? Simplicíssimo: deixar aos jovens plena liberdade de fazer o que mais lhe agrada. O problema é descobrir neles germes de boa disposição e procurar desenvolve-los”.

18. “Geralmente os professores tendem a ser comprazer como os alunos que se sobrassem nos estudos e na capacidade, e na explicação têm vista só esses…”

19 .”Eu sou do parecer oposto. Creio que seja dever de todo professor olhar mais os mais fracos dar aula…”

20. “Basta que sejais jovens para que eu vos ame.”

21. “Nossa vida é um presente de Deus e o que fazemos dela é o nosso presente a Ele.”

22. “Deus nos colocou no mundo para os outros”

23. “Dai-me almas, ficai com o resto”

24. “Descansaremos no céu”

25. “Foi ela (Maria Auxiliadora) quem tudo fez”

26. “Quem confia em Maria jamais será iludido”.

27. “Amai esta vossa mãe celeste, recorrei a ela de coração”.

28. “Em todo perigo, invocai Maria; eu vos asseguro que sereis ouvidos”.

29. “Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio tende, caros jovens, na devoção a Maria santíssima”.

30. “Maria foi verdadeiramente constituída por Deus auxílio dos cristãos”.

31. “Eu recomendo que diga todas as noites, antes de se deitar, três vezes a seguinte oração: querida mãe, virgem Maria, fazei que eu salve a minha alma”.

32. “Maria nos mantenha todos firmes e nos guie pelo caminho do céu”.

33. “Maria protege todos os seus devotos, em todas as necessidades, mas os protege especialmente na hora da morte”.

34. “Amai, honrai e servi a Maria”.

35. “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”

36. “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”.

37. “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”.

38. “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.”

39. “Suporta de bom grado os defeitos alheios, se queres que os outros suportem os teus.”

40. “Tudo eu daria para ganhar o coração dos jovens e assim poder apresentá-los como presente ao Senhor.”

41. “Se queres fazer-te bom pratica apenas três coisas e tudo andará bem. Ei-las: alegria, estudo e piedade.”

42. “Eu não quero outra coisa dos jovens senão que sejam bons e  estejam sempre alegres.”

43. “Desejo ver os meus jovens correr e pular alegremente no recreio.”

44. “Alegria, oração e Santa Comunhão são nosso amparo”.

45. “Se querem que nossa vida seja sempre alegre e tranquila procure  viver sempre na graça.”

46. “Vivam o máximo a alegria, contanto que não façam pecado.”

47. “Quero ensinar um método de vida cristã que seja alegre, mostrando os verdadeiros prazeres de modo que vocês possam dizer: Sirvamos ao Senhor com alegria.”

48. “Quero que todos sirvam de boa mente ao Senhor com santa alegria, mesmo no meio das dificuldades.”

49. “Mostrarmeei contente com o alimento que me foi servido contanto que não seja nocivo à minha saúde.”

50. “Sobriedade no alimento, nunca além do necessário, para se conservar a saúde de corpo e de alma.”

51. “Aquele que se interessa pela salvação de uma alma, tem fundadas esperanças de salvar a própria.”

52. “Aja de modo que, pelas suas ações e pelas suas palavras, qualquer pessoa saiba que você procura o bem das almas.”

53. “Quando vocês entrarem no céu. Deus lhes mostrará as almas que vocês ajudaram a salvar.”

54. “Dom Bosco não se negaria a tirar o chapéu ao Diabo, contanto que o deixe passar para salvar uma alma.”

55. “Uma das últimas frases escritas por Dom Bosco: Quem salva a alma salva tudo; quem perde a alma perde tudo.”

56. “Quem anda com gente virtuosa, será também virtuoso. Se vocês  andarem com os bons irão para o céu.”

57. “Andando com maus companheiros vocês acabam se perdendo, pondo em risco a própria salvação.”

58. “Será grande o dia para aquele que conseguir dobrar um inimigo e conquistar um amigo.”

59. “O amor às coisas terrenas diminui, muitas vezes até apaga o desejo das coisas do céu.”

60. “Nas tentações invoque seu anjo. Ele deseja ajudar você mais do que você deseja ser ajudado por ele.”

61. “Coragem e reze: o seu Anjo reza também por você e você será ouvido.”

62. “Se vocês encontrarem-se em algum perigo de alma e de corpo, invoquem o Anjo da Guarda e eu tenho certeza que eles os assistirá e livrará.”

63. “Não adianta nada ficar lamentando os males, é preciso arregaçar as mangas e dar de tudo para eliminá-los.”

64. “Respeite todas as autoridades constituídas como cidadão.”

65. “Quando vocês se levantarem pela manhã, repitam sempre: Ave Maria.”

66. “Não fomos criados para comer e beber, mas para amar a Deus e salvar a alma.”

67. “Para fazer o bem, ocorre ter um pouco de coragem e estar disposto a alguma mortificação.”

68. “Nunca deixem para amanhã o fazer o bem que vocês podem fazer hoje, porque amanhã poderá ser tarde.”

69.”Fazer o bem quanto podemos, e depois não esperar o reconhecimento do mundo e sim de Deus.”

70. “Sejam firmes no propósito de impedir o mal e fazer o bem, mas sejam sempre dóceis e amáveis, perseverantes e prudentes.”

71. Umas das últimas palavras ditas por D. Bosco, em 13 de janeiro de  1888. “Façamos o bem a todos e o mal a ninguém.”

72. “Fazer o bem sem aparecer. A violeta fica escondida, mas a gente acha o perfume.”

73. “Felizes aqueles que se entregam a Deus, para sempre, na sua juventude.”

74. “Quem atrasa a própria entrega a Deus corre o risco de perder a alma.”

75. “Se fizermos o bem, encontraremos o bem nesta vida e na outra.”

76. “Causa-me mais dor escutar uma blasfêmia do que tomar um soco.”

77. “Ser bom não consiste em não cometer falhas, mas na vontade de corrigir-se.”

78. “A bondade é estimada também pelos homens maus, ainda que não as pratiquem.”

79. “Mostrem-se bons cristãos e homens retos. Assim demonstrarão ser verdadeiros filhos de D. Bosco.”

80. “Nas contradições, o principal remédio é a tranquilidade e a caridade.”

81. “É preciso paciência contínua, constância, perseverança, fadiga.”

82. “A pressa costuma estragar todas as coisas.”

83. “A caridade suporta tudo. Por isso não haverá verdadeira caridade quem não se dispuser a suportar os defeitos dos outros.”

84. “Se ofenderem alguém, procurem logo acalmálo aliviando-lhe o coração de qualquer rancor contra vocês.”

85. “Quem quiser trabalhar com o fruto deve ter caridade no coração e paciência nas obras.”

86. “Meios positivos para se conservar a castidade: oração, faça do ócio, frequência dos sacramentos, vigilância nas pequenas coisas.”

87. “Amem muito a castidade. Lembrem-se, para conservá-la é precioso trabalhar e rezar.”

88. “Se você quiser conservar a castidade, evite as más leituras.”

89. “O mais eficiente defensor da castidade é o pensamento da presença de Deus.”

90. “Esqueça os serviços que prestou, mas não os que recebeu.”

91. “Não fique desculpando seus defeitos, procure corrigilos.”

92. “Fale pouco de você e menos ainda dos outros.”

93. “Os dois mais fortes sustentáculos para a caminhada até o céu são os sacramentos da confissão e da comunhão.”

94. “A vocação se conserva com uma vida recatada e com a santa comunhão.”

95. “É preciso que o Senhor tome posse do coração dos jovens antes que o pecado o faça.”

96. “O que falta radicalmente em tantos jovens que se confessam é a firmeza de propósitos.”

97. “A árvore se conhece pelos frutos. Da melhora da nossa vida aparecerá a bondade de nossas confissões.”

98. “Confessem-se como se sua confissão fosse a última de suas vidas.”

99. “O confessor é um amigo que não deseja outra coisa senão o bem de nossas almas.”

100. “O coração de um jovem que está em pecado é como um mar em contínua agitação.”

101. “Do próximo, ou falar o bem ou calar a boca.”

102. “Vamos seguir essa palavra de ordem, fazer o bem e deixar falar.”

103. “ A nossa cruz são os sofrimentos que todos encontramos na nossa vida.”

104. “Sempre há amarguras para se sofrer: destas sairemos vitoriosos dando uma olhada no crucifixo.”

105. “O demônio não tem medo da penitência e sim da obediência.”

106. “O demõnio quer que fiquemos no ócio, se estamos no ócio ele diz: não preciso trabalhar mais.”

107. “Onde existe trabalho, não está o demônio.”

108. “O demônio faz de tudo para impedir a oração”

109. “Devemos fazer Deus passar no coração dos jovens, não somente na porta da Igreja, mas também da escolar.”

110. “Seja com Deus como o passarinho que sente tremer o ramo, mas continua a cantar, porque sabe que tem asas.”

111. “Deus manifesta seus poder especialmente no compadecer e no perdoar.”

112. “Neste mundo a gente não encontra a felicidade, se não houver a paz com Deus.”

113. “Nunca se divirtam ficando no ócio ou perdendo o tempo inutilmente.”

14. “A palavra escândalo quer dizer tropeço, se chama escandaloso aquele que dá aos outros ocasião, com palavras e fatos, de ofender a Deus.”

115. “Quem com palavras, conversas e ações der escândalos, não é um amigo, mas um assassino de almas.”

116. “Enquanto alguém se conserva casto, tem sempre fé viva, firme esperança e ardente caridade.”

117. “Tenham coragem diante de sua fé e suas convicções. São os maus que devem temer diante dos bons, e não os bons diante dos maus.”

118. “Vocês leem no ofício de Nossa Senhora: “Meu nardo exalou um suave perfume. O nardo só exala perfume quando é amassado, por isso não se importem se forem maltratadas pelo mundo.”

119. “Quando você tiver espinhos, ponha-os na coroa de Jesus.”

120. “A formação dos jovens consiste em duas coisas: doçura e comunhão e confissão frequentes.”

121. “Tratemo-nos uns aos outros com gentileza, cortesia e caridade.”

122. “Infelizes são aqueles que ouvindo bater as graças de Deus em seu coração fecharam-na.”

123. “Se quiserem que suas vidas sejam alegres e tranquilas, procurem viver na graça de Deus.”

124. “Não é possível que quem é grato não possua também outras virtudes.”

125. “Não devemos nos admirar de encontrar ingratos: também entre os doze apóstolos houve um.”

126. “Ai de quem trabalhe esperando os louvores do mundo; o mundo é um mau pagador, e paga sempre com ingratidão.”

127. “A humildade é a fonte de toda a tranquilidade.”

128. “Quem é humilde é amável, será amado por todos, por Deus e pelos homens.”

129. “Faltando a moralidade, se perde a alma pra Deus e a honra para o mundo.”

130. “Se persuadam desta grande verdade: onde esta o sucessor de Pedro, está a verdadeira igreja.”

131. “A glória da igreja é a nossa glória.”

132. “Maria Santíssima Imaculada odeia tudo aquilo que é contrário a pureza.”

133. “Deus quer demonstrar nestes tempos tão depravados que sua Mãe Imaculada é onipotente através do seu divino filho.”

134. “Os três inimigos do homem são: a morte que o surpreende, o tempo que escapa, e o demônio que nos arma seus laços.”

135. “Fujam do pecado como seu maior inimigo.”

136. “A pureza da intenção é fazer aquilo que agrada a Deus. Quem nos dá certeza disso é a obediência.”

137. “A defesa mais segura contra a ira é a demora em desafogá-la.”

138. “A leitura dos jornais rouba grande parte do tempo aos estudos sérios e atrai a alma para muitas coisas inúteis.”

139. “As mentiras, além de ser uma ofensa a Deus, nos tornam filhos do demônio.”

140. “É mentiroso quem se diz cristão e não se comporta como cristão.”

141. “Lembre-se que neste mundo não temos tempo de paz, mas de guerra contínua.”

142. “É preciso trabalhar como se a gente não fosse morrer nunca, e viver como se a gente devesse morrer todos os dias.”

143. “O oratório sem música é um corpo sem alma.”

144. “A música também serve para educar.”

145. “Que triste ver cristãos fazendo pouco caso, ou mesmo nenhum do augusto sacrifício que é feito no altar.”

146. “A mortificação dos olhos é o grande protetor da pureza.”

147. “Quem não tem paz com Deus, não tem paz consigo mesmo nem com os outros.”

148. “Continuem o caminho da virtude e sempre terão paz no coração.”

149. “Quando um filho deixa os pais para seguir uma vocação, Jesus Cristo ocupa o lugar da família.”

150. “Ninguém pode ser católico se não estiver unido ao Papa.”

151. “O paraíso não é feito para os preguiçosos.”

152. “Sabe o quê quer dizer cair em pecado mortal? Quer dizer renunciar o filho de Deus e ser escravo de satanás.”

153. “ A verdadeira causa de todos os males é o pecado. O pecado torna os povos infelizes.”

154. “Maria Santíssima não quer a devoção daqueles que querem continuar vivendo em pecado.”

155. “A vingança do verdadeiro católico é o perdão e a oração pela pessoa que ofende.”

156. “No evangelho está escrito, felizes os que choram, e não felizes os que vivem nos prazeres.”

 

Os Pensamentos de Dom Bosco 

Apresentação

Nestas páginas se podem ler cerca de 1.500 pensamentos de Dom Bosco. Eles abrangem as lúcidas intuições com as quais traçou o seu genial sistema educativo, as sólidas linhas da vida religiosa que marcou para a Congregação Salesiana nascente, as normas simples de vida cristã que escreveu para os seus jovens no Jovem Instruído, e as suas convicções de sacerdote e de cristão que manifestou em cada momento de sua vida: quando escrevia os sermõeszinhos do Mês de Maio e quando falou inúmeras vezes com alunos, ex-alunos, cooperadores, amigos.

Neste mosaico multiforme mais simples em seu desenho (como era, aliás, o pensamento de Dom Bosco) se poderá descobrir a mentalidade cristã com a qual ele via as mais variadas coisas da vida, desde o dinheiro até a vocação religiosa.

As fontes das quais haurimos os pensamentos de Dom Bosco são oito:

1.Giovanni Bosco, Scritti pedagogici e spirituali, editados por Borrego, Braido, Ferreira da Silva, Motto, Prellezo, LAS-Roma 1987. Esta obra oferece em edição crítica Gli inizi: frammenti e documenti (1845-1859); Prime Sintesi (1854, 1863-1864), Entre eles os Ricordi confidenziali ai Direttori; La Maturità: scritti programmatici e normativi (1875-1883), entre os quais os Ricordi ai Missionari, Il Sistema preventivo nella educazione della gioventù, Dei castighi da infliggersi nelle Case salesiane; Avvenimenti e Ricordi (1884-1886) entre eles Due lettere da Roma Del 10 maggio 1884, Memorie dal 1841 al 1884-5-6 ai suoi figliuoli Salesiani e Ter lettere a Salesiani in America.
2.Il mese di maggio consacrato a Maria SS. Immacolata… De Dom Bosco, editado em 1858 em Opere edite, vol. X, LAS-Roma 1976(31 considerações de Dom Bosco sobre os temas principais da fé cristã)
3.Meraviglie della Madre di Dio… Recolhidas por Dom Bosco. Editado em 1868, em Opere edite, vol. XX LAS-Roma 1977(19 pequenos capítulos nos quais Dom Bosco apresenta Nossa Senhora como Auxilio dos Cristãos no Evangelho e na história da Igreja, e conta a origem do Santuário em Valdocco).
4.Il Giubileo Del 1875… De Dom Bosco, publicado em 1875, em Opere edite, vol. XXVI LAS-Roma 1977.
5.Regole e costituzioni della Società di San Francesco di Sales editadas em 1877, em Opere edite, vol XXIX, LAS-Roma 1977(foram tomadas em considerações somente as 40 paginas da introdução sobre os grandes temas da vida religiosa).
6.Il Giovane provedutto per La pratica dei suoi deveri (O Jovem Instruído) de Dom Bosco, edição de 1885, em Opere edite, vol. XXXV LAS-Roma 1977.
7.Giovanni Bosco, Memorie dell’Oratorio di San Francesco di Sales dal 1815 al 1855, edição critica do P. Antonio Carlos Ferreira da Silva, LAS-Roma 1991.
8.Memorie biografiche di Don Giovanni Bosco, 19 volumes de Lemoyne, Amadei, Ceria. São o grande conteúdo que encerra os documentos, as principais cartas, as lembranças e as crônicas de família da grande aventura de Dom Bosco e dos primeiros Salesianos. O grande historiados Jesuíta Padre Giacomo Martina as definiu assim: Documento histórico de primeira ordem, baseado na narração direta de Dom Bosco, a pouca distância dos fatos narrados (Fliche-Martin, Storia della Chiesa XXXI, SAIE-Torino 1964, p.17). Francis Desramaut, na sua tese de láurea sobre o primeiro volume das MB, escreveu: Nove linhas sobre dez deste livro são transmitidas por Dom Lemoyne das fontes escritas, por nós conhecidas. É o caso, entre outros, de quase todos os diálogos que fazem franzir o cenho. Recopiados nos são transmitidos freqüentemente palavra por palavra, a partir de testemunhos excelentes: Don Ruffino, Don Bonetti, as anotações pessoais de Dom Lemoyne (Lês Memorie I de G.B. Lemoyne… par Francis Desrame ut, Faculte de Théologie de Lyon, 1961-1962, p.269).

Teresio Bosco

DE ALEGRIA, DE AMOREVOLEZZA

ALEGRIA – Eu quero ensinar a vocês um método de vida cristã que seja ao mesmo tempo alegre e contente, mostrando quais são os verdadeiros divertimentos e os verdadeiros prazeres, de modo que vocês possam dizer com o santo profeta Davi: Sirvamos ao Senhor com alegria (de O Jovem Instruído SPS 29). Eu não quero outra coisa dos jovens, senão que sejam bons e estejam sempre alegres (MB II, 566) Vivam na máxima alegria, contanto que não façam pecado (MB III, 603) Desejo que os meus jovens correr e pular alegremente no recreio (MB VI, 4) O céu ajuda o homem alegre (MB IX, 819) O demônio tem medo de gente alegre (MB X, 648) Alegria, oração e santa comunhão são os nossos amparo (MB X, 1178) Se querem que a nossa vida seja alegre e tranqüila, procurem viver sempre BA graça (MB XII, 133) Ás FMA que trabalhavam no seu Oratório de Valdocco, 1877: Para fazer o bem às meninas, é preciso estar sempre alegres. É preciso amá-las e estimá-las; a todas, mesmo se uma ou outra não merece (MB XIII, 207). Quero que todos sirvam de boa mente ao Senhor com a santa alegria, mesmo no meio das dificuldades (MB XVII, 632).

ALIMENTO – Mostrar-me-ei contente com o alimento que me for servido, contanto que não seja nocivo à minha saúde. Tomarei vinho misturado com água, e ainda como remédio, quando for exigido pela saúde (Dos propósitos da primeira Missa, Memórias de 1841-1886 SPS 315) Sobriedade no alimento, nunca além do necessário, para se conservar a saúde do corpo e da alma (MB XII, 433) Deve-se ter muito cuidado com o que sobra na mesa. Se até os ricos têm, quanto mais o devemos ter nós, que fizemos voto de pobreza (MB XV, 460)

ALMA – Dos propósitos da primeira Missa: Padecer, agir, humilhar-se sempre e em tudo quando se tratar da salvação das almas (Memórias 1841-1886 SPS 315) Aquele que se interessa pela salvação de uma alma, tem fundadas esperanças de salvar a própria (de O Jovem Instruído). Tenho uma alma. Se eu a perder, perdi tudo. O que me adiantaria ganhar o mundo todo se perco minha alma? (de O Jovem Instruído) Aja de modo que, pelas suas ações e pelas suas palavras, qualquer pessoa saiba que você procura o bem das almas (Lembranças confidenciais SPS 79) Procurem as almas, não dinheiro ou honras nem status (Lembranças aos missionários SPS122) Ao santo Dom Guanella: Ajude-me a salvar as almas. Não me abandone nesta luta (MB XII, 813) A um general, hóspede do conde de Camburzano: Pense em salvar a sua alma (MB V, 333) Os pais nos confiam seus filhos para que sejam instruídos. Mas Deus no-los manda para que cuidem de suas almas (MB VI, 68) O único fim do Oratório é salvar almas (MB IX, 295) Quando vocês entrarem no céu, Deus lhe mostrará as almas que vocês ajudaram a salvar (MB XVI, 245) Desde o momento em que você se torna padre, tornam-se seus parentes todos aqueles que tem uma alma para salvar (MB XI, 240) Dom Bosco não se negaria a tirar o chapéu ao diabo, contanto que o deixe passar para salvar uma alma (MB XIII, 415) Os lucros dos padres devem ser as almas e nada mais (MB XI, 240) Uma das ultimas frases escritas por Dom Bosco: Quem salva a alma salva tudo: quem perde a alma perde tudo (MB XVII, 482)

AMBIÇÃO – Os elogios dos homens só servem para tornar vocês ambiciosos e soberbos. Não servem para mais nada (MB I, 72) A nossa única ambição seja a de salvar almas com os nossos sacrifícios (MB IX, 354)

AMIGOS – AMIZADE – (ver também Sistema Educativo de Dom Bosco). Se quisermos mostrar que somos amigos do verdadeiro bem de nossos alunos e levá-los ao cumprimento de seus deveres, é preciso não esquecer que nós representamos os seus pais. Esta foi sempre minha grande preocupação, e deve ser a de nossa Congregação (Circular sobre os castigos SPS 249) Escutem o que diz o Senhor: quem anda com gente virtuosa, será também virtuoso. O amigo dos estudos fica igual a eles. Fuja do mau companheiro como de uma cobra venenosa. Se vocês andarem com os bons, com eles vocês irão para o céu. Mas andando com maus companheiros, vocês acabarão se perdendo também e pondo em risco a própria salvação (de O Jovem Instruído). O sistema preventivo torna amigo o aluno (O sistema preventivo SPS 194 Meus amigos mais sinceros são os excluídos (MB II, 72) Não considere seu amigo quem o elogia demais (MB III,617) Dê um jeito para que todos aqueles que falam com você se tornem seus amigos (MB X, 1183) Lembrem-se de que será um grande dia para vocês aquele em que conseguirem dobrar um inimigo e conquistar um amigo (MB XVII, 271)

AMOR – AMAR – AMOREVOLEZZA – AFETO – (ver ainda Sistema Educativo de D. Bosco). Meus caros, eu os amo de todo o coração. Basta que vocês sejam jovens para que os ame muito. Dificilmente vocês encontrarão quem os ame mais em Cristo do que eu e alguém que mais do que eu deseje a salvação de vocês (de o Jovem Instruído 1847 SPS,30) Procure fazer-se amar que se fazer temer (Lembranças Confidenciais SPS 179) Entre vocês, amem-se, aconselhem-se, corrijam-se sem guardar nem inveja nem rancor (Lembranças aos missionários SPS 123) O bem de um seja o bem de todos. As dores e sofrimentos de um sejam também de todos (Lembranças aos missionários SPS 123) O sistema preventivo consiste em tornar conhecidas as prescrições e os regulamentos, e depois cuidar para que os alunos tenham sobre si o olhar vigilante dos diretos ou dos assistentes. Estes, como pais amorosos, falem orientem casa acontecimento, dêem conselhos e corrijam com muita doçura (O sistema preventivo 1877 SPS 193) Procure fazer-se amar que depois você se fará obedecer com toda facilidade (Memórias de 1841-1886 SPS 211) Os jovens não só devem ser amados, mais devem também sentir que são amados (Duas cartas de Roma SPS 294) Os jovens quando são amados naquelas coisas, que lhe agradam, porque vocês participam de suas inclinações juvenis, aprendem a ver o amor naquilo que por natureza lhes desagrada, como a disciplina, o estudo, a mortificação de si mesmo, e as fazem com amor (Duas cartas de Roma SPS 294) Professor, visto somente na aula, é professor e nada mais. Mas se está no pátio com os jovens, se torna irmão. Quem é visto somente pregar do púlpito passa a imagem de que está cumprindo uma obrigação, mas se fala uma palavrinha no recreio demonstra que ama (Duas cartas de Roma SPS 297) Por que se quer substituir o amor pela frieza de um regulamento? (Duas cartas de Roma SPS 198) Este sistema se apóia todo na razão, na religião e na amorevolezza (O sistema preventivo 1877 SPS 193) Deus não gosta das coisas feitas só por obrigação. Sendo Deus de amor quer que se faça tudo por amor (MB VI, 15) Ame os seus deveres se você quiser cumpri-los bem (MB VI, 617) O amor às coisas terrenas diminui e, muitas vezes até apaga o desejo das coisas do céu (MB IX 996) A Dom Rua e a Dom Cagliero, no leito de morte, para transmitirem a todos os Salesianos: Queiram-se como irmãos. Amem-se, ajudem-se e suportem-se mutuamente como irmãos. Carreguem os pesos uns dos outros… Prometam-me se amarem como irmão (MB XVIII, 502) A Dom Rua, seu sucessor, no leito de morte: Faça-se amar (MB XVIII, 537) Quando estão certos de serem amados, os jovens se tornam dóceis com aquele que lhes dá ordens (MB XVII, 108) Quem quer ser amado precisa demonstrar que ama (MB XVII, 111) O amor faz suportar as fadigas, os enjoamentos, as ingratidões, as perturbações, as faltas, as negligências dos jovens. Se houver este verdadeiro amor, não se procurará senão a glória de Deus (MB XVII, 111)

ANJOS – Cinco pensamentos de Dom Bosco sobre o anjo da guarda, MB II, 264: Lembre-se que vocês tem um Anjo que é seu companheiro, seu guarda, seu amigo. Nas tentações invoque o seu Anjo. Ele deseja ajudar você mais do que você deseja ser ajudado por ele Coragem e reze: o seu Anjo reza também por você e você será ouvido. Não dê ouvido ao demônio e não o tema: ele treme e foge diante do seu Anjo da Guarda. E vocês, se encontrarem-se em algum perigo de alma e corpo, invoquem o Anjo da Guarda e eu tenho certeza de que ele os assistirá e livrará. A missão das Filhas de Maria Auxiliadora é semelhante à dos Santos Anjos (MB XIII, 212)

APOSTOLADO – è Deus que quer fazer. E nós temos que rezar para que ele tenha a bondade de servir-se de nós para suas santas empresas (MB X, 1080) Foi-se o tempo em que bastava a gente se unir para rezar. Mas agora que aumentaram os meios de perversão, sobretudo dos jovens, é preciso se unir na ação (MB XI, 74) Não adianta nada ficar lamentando os males. É preciso arregaçar as mangas e dar de tudo parra eliminá-los (MB XIV, 116) Quem quiser trabalhar com fruto deve ter a caridade no coração e a paciência na ação (MB XVI, 32)

ASSISTÊNCIA – ASSISTENTES – (Ver ainda Sistema Educativo de Dom Bosco). No sistema preventivo os jovens sejam acompanhados, o mais possível, por uma amável assistência no recreio, na escola, no trabalho; sejam também encorajados com palavras de benevolência. Se faltarem em seus deveres, sejam chamados à atenção com bons modos e conselhos sadios (Conversa com Urbano Rattazzi SPS 65) A parte mais importante dos deveres dos assistentes é estar pontualmente onde os alunos se reúnem para repouso, trabalho, aula, lazer e outros (Lembranças confidenciais SPS 81) Procure se tornar conhecido dos alunos e conhecê-los, passando com eles o Maximo de tempo possível (Lembranças confidenciais SPS 82) Tenham o maior cuidado em impedir que entrem em casa companheiros, livros ou pessoas de más conversas (O sistema preventivo 1877 SPS 197) Na assistência, poucas palavras e muitos fatos. Deve-se deixar liberdade ao educando de expressar livremente seu pensamento. Mas não haja receio de retificar ou mesmo corrigir as expressões, palavras ou fatos não conformes com a educação cristã (Artigos gerias SPS 217) O sistema preventivo consiste em tornar conhecidas as prescrições … e depois cuidar de tal modo, que os alunos tenham sempre sobre eles os olhos vigiantes do diretor ou dos assistentes, que, como pais amorosos, falem, orientem cada acontecimento, aconselhem e corrijam amigavelmente, o que é o mesmo que colocar os alunos na moral impossibilidade de cometer faltas (O sistema preventivo 1877 SPS 193)

AUTORIDADE – (Ver também Política). Respeito todas as autoridades constituídas como cidadão. Como católico e como padre, dependo do Papa (MB IX, 417) Sejam respeitosos com todas as autoridades civis, religiosas, municipais e governamentais (Lembranças aos missionários SPS 122) Meu grande pensamento é este: estudar o modo prático de dar a César o que é de César, e ao mesmo tempo, dar a Deus o que é de Deus (MB XII, 288) Quem tem alguma autoridade, deve servir-se dela para a salvação das almas (MB VIII, 41) Nunca ajam por raiva ou com mau humor, por que, assim agindo, vão perder a autoridade (MB XIV, 441s) Devemos respeitar, como filhos nossos, aqueles sobre os quais temos algum poder. Ponhamo-nos ao seu serviço como fez Jesus (MB XVII, 189)

AVE MARIA – Quando vocês se levantarem de manhã, repitam sempre: Ave Maria (MB VI, 115) Vamos rezar três ave-maria para que o Senhor nos livre de todo o mal (MB VI, 937s) Dom Bosco lembra a Ave-Maria recitada com o primeiro garoto encontrado em Turim, Bartolomeu Garelli, no dia 8 de dezembro de 1841, data que marcou o início do seu Oratório: Todas as bênçãos que por meio de Maria choveram do céu sobre nós, são fruto daquela primeira ave-maria, rezada com fervor e reta intenção (MB XVIII,510).

***

DE BEM, DE BENFEITOR

BEBER – Não fomos criados para beber e comer, mas para amar a Deus e salvar a alma (MB III, 586s) Em uma conversa familiar, na tarde de 14 de agosto de 1876 na mesa, anotada por Dom Barberis: São três as causas que destroem as congregações religiosas. A primeira é o ócio, o pouco trabalho. A segunda é o excesso de comida e de bebida. A terceira, chamem vocês de egoísmo ou mania de reforma, ou de murmuração, para mim é o mesmo; se infiltram-se entre nós as divisões, a congregação não andará mais bem. Unidos num só coração, faremos dez vezes mais tanto trabalho e trabalharemos melhor (MB XII, 383s)

BEM – O padre, para fazer o bem, deve unir a caridade a uma grande franqueza (MB II,49) Para fazer o bem, ocorre ter um pouco de coragem e estar disposto a alguma mortificação (MB III, 52) Fazer o bem, só o bem, a qualquer custo (MB III, 270) Nunca deixem para amanhã o fazer o bem que vocês podem fazer hoje, por que amanhã poderá ser tarde (MB IV,439) Faça o bem com carinho e deixe cantar o passarinho (MB VI, 3) De mim podem falar bem ou mal como quiserem, contanto que eu consiga fazer o bem a alguma alma (MB VI,49 O melhor conselho que dou é de fazer o bem quando podemos, e depois não esperar o reconhecimento do mundo e sim de Deus (MB VII,418) Viver entre muitos que fazem o bem nos encoraja sem que percebemos (MB VII,602) Quando as coisas vão bem, é bom não trocá-las facilmente, sob o pretexto de melhorá-las (MB VIII, 228) Um inteligente medíocre, mas humilde e virtuoso, faz maior bem e coisas maiores do que um gênio orgulhoso (MB VIII, 931) Fazer o bem a quantos a gente conseguir, o mal a ninguém (MB IX,416) Se queremos fazer o bem neste mundo, é preciso que sejamos unidos (MB IX,574) Na hora da morte colheremos o bem que tivemos semeados durante a vida (MB IX, 807) O melhor é inimigo do bem (MB X, 869) Deve-se levar em consideração o jovem que é constante no bem (MB II, 279) Quando se tratar de fazer o bem, não se deve ligar para bens materiais (MB XII, 629) Faça o bem e deixe os outros falarem (MB XIII, 286) Às FMA: Para fazer o bem às meninas é necessário estar sempre alegres (MB XIII, 207) Se queremos fazer o bem, exponhamos a verdade, contemos os fatos, mas sem entrar em polêmicas (MB XIII, 883) Coragem! Não nos cansemos de fazer o bem (MB XV, 176) Sejam firmes no fazer o bem e no impedir o mal, mas sejam sempre dóceis e amáveis, perseverantes e prudentes (MB XVI, 440) Não percam tempo, façam o bem, muito bem e não se arrependerão (MB XVII, 556) Uma das últimas palavras ditas por Dom Bosco, em 13 de janeiro de 1888: Façamos o bem a todos e o mal a ninguém (MB XVIII, 532) Fazer o bem sem aparecer. A violeta fica escondida, mas a gente a acha pelo perfume (MB XVIII, 860)

BENFEITORES – Se pela misericórdia de Deus e pela proteção de Maria, depois da minha morte, eu for considerado digno de entrar no reino eterno, rezarei sempre para todos e de modo particular pelos nossos benfeitores, para que o Senhor abençoe a eles e a suas famílias, a fim de que possam, um dia, cantar e louvar eternamente a majestade do criador (Memórias 1841-1886 SPS 322) Quando eu morrer, o novo Reitor Maior dos salesianos escreverá uma carta aos nossos benfeitores e aos nossos cooperadores, agradecendo-lhes, em meu nome, o quanto fizeram por nós enquanto eu vivi, pedindo a eles para continuarem ajudando as obras salesianas. Eu, sempre na firme esperança de ser acolhido pela misericórdia divina, de lá rezarei sem cessar por eles (Memórias 1841-1886 SPS 327) O Bom Deus pagará com o paraíso quem der a vida pelas almas, e também a quem ajudar os missionários (MB XII, 316) Fundar um instituto de educação, em um país, significa prestar grande beneficio a todas as classes de cidadãos que vivem agora, e a todos os que virão depois (MB XII, 177) Prezada senhora Magliano, desejo que morra pobre e que se desapegue das coisas terrenas, para levar consigo para o céu o fruto de todas as suas obras de caridade (MB XV,648) Se Deus se dignar me receber consigo no céu, meu primeiro pensamento será de pedir a Jesus e a Maria para abençoarem e protegerem a todos aqueles que cooperam com o bem de tantas almas (MB XIV, 444) De vocês depende a salvação do corpo e da alma de tantos meninos e meninas. Nas mãos de vocês está a sua sorte na vida e na eternidade (MB XVII, 464).

No Natal de 1887 Dom Bosco escreveu, atrás de alguns santinhos, os cumprimentos para serem mandados aos benfeitores; são os últimos de sua vida (MB XVIII, 481ss).: Ó Maria, obtenha-nos de Jesus a saúde do corpo, se for para o bem da alma. Mas garanta-nos a salvação eterna. Façam logo o bem, por que poderá faltar o tempo Felizes aqueles que se entregam a Deus, para sempre, na sua juventude. Quem atrasa a própria entrega a Deus, corre risco de perder a alma Meus filhos, conservem o tempo, e o tempo os conservará para a eternidade. Quem semeia boas obras, colhe bons frutos. Se fizermos o bem, encontramos o bem nesta vida e na outra No fim da vida se colhem os frutos das boas obras. Deus nos abençoe e nos livre de todo o mal Distribuam para os pobres, se quiserem ficar ricos. Dêem e lhes será dado. Que Deus os abençoe, e a Virgem Maria seja nossa guia em todos os perigos da vida. Deus abençoe e recompense largamente todos os nossos benfeitores Quem salva a alma salva tudo, quem perde a alma perde tudo Quem ajuda os pobres, será abundantemente recompensado no divino tribunal. Quem protege os órfãos, será abençoada por Deus nos perigos da vida e protegido por Maria na hora da morte. Que grande recompensa teremos de todo o bem que fazemos na vida! Quem faz bem na vida, encontra bem na morte. Eu rezo todos os dias por vocês. Rezem também pela salvação da minha alma. Ó Virgem Maria, ajude-me na hora da minha morte. No céu a gente gozará todos os bens para sempre

BLASFÊMIA – Causa-me mais dor escutar uma blasfêmia do que tomar um soco (MB VII, 129)

BOA-NOITE – Toda noite, após as orações de costume, e antes de os alunos se recolherem, o diretor ou quem por ele, dirija em público algumas palavras afetuosas dando algum aviso ou conselho, a partir de fatos acontecidos durante o dia, em casa ou fora; mas não passe nunca de dois ou três minutos. Está aí a chave da moralidade, do bom andamento e sucesso da educação (O sistema preventivo SPS 196s).

BOLETIM SALESIANO – Será como o jornal da Congregação (MB XIII, 81) A finalidade do BS é torna o mais conhecida possível as nossas coisas (MB XIII, 260) Na vigésima terceira conferencia de Dom Bosco no primeiro Capitulo Geral da Congregação Salesiana, iniciado em 5 de setembro de 1877: Um outro bem que vem da leitura, especialmente do BS, é a unidade de sentimentos que se adquire da parte de todos (MB XIII, 286) O BS apresentará, no verdadeiro ponto de vista, as coisas principais da Congregação (MB XIII, 288) A Sociedade Salesiana prosperará materialmente se procurarmos manter e programar o BS. Finalidade: sustento principal da obra salesiana. Assunto: história do Oratório e cartas dos missionários (MB XVII, 645. 668. 669) Palavras ditas ao santo Bartolomeu Longo: Eis o meu segredo: mando o BS a quem quer e a quem não quer (MB XVII, 670) O BS se tornará uma polemica, não tanto por si mesmo, mas pelas pessoas que reunirá (MB XVI, 413)

BONDADE, BOM, BONS – (Ver também Amorevolezza, Sistema Educativo de D. Bosco). O diretor deve representar a bondade e Deus (MB X, 1094) Só a freqüência dos sacramentos não é sinal de bondade (MB XI,278) A finalidade das obras salesianas é reunir os jovens para torná-los honestos cidadãos tornando-os bons cristãos (MB IV, 19) Ser bons não consiste em não comer faltas, mas na vontade de corrigir-se (MB VI, 322) Não são as confissões freqüentes que nos tornam bons, mas o fruto que se obtém das confissões (MB VII,84) Todos têm necessidade da comunhão: os bons para continuarem bons e os maus para se tornarem bons (MB XII, 567) A bondade é estimulada também pelos homens maus, ainda que não a pratiquem (MB XII, 583) Uma coisa eu lhes recomendo mais do que qualquer outra: onde quer que vocês se encontrem, mostrem-se bons cristãos e homens retos. Assim se demonstrarão verdadeiros filhos de Dom Bosco (MB XIV, 511) Não existe melhor prato do que uma boa acolhida (MB XVII, 112)

***

DE COMUNHÃO, DE CONFISSÃO

CALMA – Nada te perturbe (Lembrança confidenciais SPS 79) Também as pequenas coisas devem ser feitas devagar e bem (MB VII, 19) A pressa costuma estragar todas as coisas (MB VII, 19) Nas contradições, o principal remédio é a tranqüilidade e a caridade (MB X, 448) Prestem atenção: não adianta fúrias nem as raivas repentinas. É preciso paciência continua, constância, perseverança, fadiga (MB XII, 257)

CARIDADE – (Ver Amor, Sistema Educativo de D. Bosco). Usem caridade e muita cortesia com todos, mas fujam de conversa e familiaridade com pessoas do outro sexo ou de conduta suspeita (Lembranças aos missionários SPS 122) Muitas vezes encontrei gente tão empedernida que não deixava mais nenhuma esperança de salvação, e eu mesmo via a necessidade de tomar medidas severas, e que foram dobradas só pela caridade (Circular sobre os castigos SPS 250) Não se pode amar a Deus sem amar o próximo. O mesmo preceito que nos impõe o amor de Deus, nos manda também amar o próximo. A palavra de Deus nos adverte de que é mentiroso quem diz amar a Deus e odeia seu irmão (R 33) Tomem cuidado para não magoar algum irmão, mesmo por brincadeira. Gracejos que desagradam o próximo ou ofendem são contrários à caridade (R 35) Usem de caridade para com todos, mesmo com aqueles que no passado ofenderam vocês, e ainda continuam olhando-os com maus olhos (R 35) A caridade suporta tudo. Por isso, não terá verdadeira caridade, que não se dispuser a suportar os defeitos dos outros. Neste mundo não existe ninguém sem defeitos. Quem quiser que os outros tolerem seus defeitos, comece por tolerar os dos outros. Assim cumprirá a lei de Cristo: carregai os pesos uns dos outros (R 35) Se ofenderam alguém, procurem logo acalmá-lo aliviando-lhe o coração de qualquer rancor contra vocês . Que o sol não se ponha antes de haverem perdoado de todo o coração, e de terem reconciliado com o irmão (R 36) O padre, para fazer o bem, precisa unir a caridade a muita franqueza (MB III, 49) A caridade triunfa sempre (MB III, 369) Não se faça a caridade a troco de pagamento (MB VI, 371) O sistema preventivo é a caridade (MB VI, 381) Estejam sempre prontos a julgar bem o próximo (MB VI, 694) Deus nos pôs no mundo para os outros (MB VII, 30) Vamos nos deixar guiar pela caridade, que sairemos sempre com vantagem (MB VII, 312) O bem de um seja o bem de todos. O mal de um seja afastado como se fosse o mal de todos (MB X, 1311) Toleremo-nos uns outros. Isto vale para todos (MB XI, 169) Dom Bosco se defende, não ofende (MB XII, 187) Sofra tudo, mas não falte à caridade (MB XIII, 881) Quem quiser trabalhar com fruto, deve ter a caridade no coração e a paciência nas obras (MB XVI, 32) A primeira caridade é a que usamos com nossa alma (MB XVI, 316) A caridade desconhece de raça e distancia de lugares (MB XVII, 237) Queiram-se bem como a irmãos: amem-se, ajudem-se mutuamente e se tolerem (Ultimas recomendações de Dom Bosco a Dom Cagliero e a Dom Rua, na noite de 29 de dezembro de 1887, MB XVIII, 502)

CASTIDADE – (Pureza, Bela Virtude). Meios positivos para conservar a castidade: oração, fuga do ócio, freqüência dos sacramentos, vigilância nas pequenas coisas (MB IX, 708; MB IX, 706) O que deve distinguir a nossa Congregação é a castidade (MB X, 35) Sem a castidade, um padre, um clérigo não são nada (MB XII,16) O recreio é um meio eficacíssimo para conservar a castidade (MB XII, 16) Amem muito a castidade, amem-na muito. E lembrem-se de que, para conservá-la, é preciso trabalhar e rezar. Oração e mortificação nos olhares, no descanso, no alimento e principalmente no vinho. Não façam concessões ao corpo. Dêem ao corpo o mínimo necessário e nada mais (MB XII, 470) O Senhor dispersaria a nossa Congregação se nós falhássemos na castidade (MB XIII, 83) Quem não se sente capaz de guardar a castidade não é feito para o sacerdócio. Como padre, só faria mal a si e aos outros (MB XIII, 808) Se você quiser conservar a castidade, evite as más leituras (MB VI, 8) O mais eficiente defensor da castidade é o pensamento da presença de Deus (MB VII, 331)

CATECISMO, CATEQUISTAS – Sustento e alimento da nossa alma é a Palavra de Deus, isto é, a pregação e explicação do evangelho e o catecismo (de O Jovem Instruído) Meu prazer era dar catecismo aos meninos (MB II, 18) O catecismo nos Oratórios festivos é a única tábua de salvação para tantos pobres (MB XIV, 541) O tempo do catecismo é breve. Por isso se empregue todo o tempo na explicação… Cuidado com a vaidade de ficar falando muito bonito. O Senhor vai nos perguntar se nós instruímos os jovens e não se nós os divertimos (MB XIV, 838) Para os jovens o catecismo é como a bíblia para os teólogos. É o resumo da teologia adatado á sua idade (MB XIV, 838) Vocês, catequistas, ensinando o catecismo, estão fazendo uma obra meritória diante de Deus. Estão cooperando para a salvação das almas remidas pelo sangue precioso de Jesus e mostrando o caminho da verdadeira salvação. Quem os ouvir, abençoará sempre suas palavras, porque ensinaram o caminho para eles se tornarem bons cristãos, bons cidadãos, úteis à própria família e mesmo à sociedade civil (MB III, 102) Ninguém se meta a explicar, antes de haver aprendido a matéria a ser exposta… Não se deve abordar matéria difícil nem entrar em questões que a gente não sabe resolver com clareza e palavras fáceis (MB III, 103) O catequista apareça sempre de cara boa e mostre a importância daquilo que ensina. Quando tiver que corrigir ou aconselhar, use sempre palavras que encorajem e não humilhem. Estimule quem merece e tenha cuidado no repreender (MB III, 104)

CLÉRIGOS – ASSISTENTES – Conselhos escritos que Dom Bosco dava em bilhetinhos aos seus primeiros clérigos assistentes: Fale pouco de vocês e menos dos outros – Ame os seus deveres se você deseja cumpri-los bem – Tolere os defeitos dos outros se quiser que os outros tolerem os seus – Não fiquem desculpando os seus defeitos; procure corrigi-los – Perdoe tudo nos outros, em você nada – Não considere seu amigo quem o louva demasiado – Esqueça os serviços que prestou, mas não os que recebeu – A defesa mais segura contra a ira é demorar em desafogá-la (MB III, 617)

COMUNHÃO – (Eucaristia). A confissão e a comunhão freqüentes, a missa cotidiana são as colunas que devem sustentar um edifício educativo, do qual se queira eliminar a ameaça e a vara (O sistema preventivo 1877 SPS 195s) Recomende constantemente a freqüência dos sacramentos da confissão e da comunhão (Três cartas de Roma SPS 369) Comunhão espiritual sugerida por Dom Bosco: Meu querido e bom Jesus, já que nesta manhã eu não posso receber a hóstia santa,venha tomar posse de mim com a sua graça, para que eu viva sempre no seu amor (de O Jovem Instruído) Cristão, se você quiser fazer a ação mais eficaz para vencer as tentações, e a mais segura para fazer você perseverar no bem, comungue sempre que puder (MM 437) Os dois mais fortes sustentáculos da caminhada para o céu são os sacramentos da confissão e da comunhão. São, portanto, inimigos da alma de vocês, quem os procura afastar deles (MB III, 162) É preciso que o Senhor tome posse do coração dos jovens antes que o pecado o faça (MB IV, 386) A comunhão é o alimento que dá vida, alimento que dá força (MB IX, 709) A vocação se conserva com uma vida recatada e com a santa comunhão (MB I, 460) Se a gente tem que comer todos os dias, por que não comungar também todos os dias? (MB VIII, 697) Há gente que diz que para comungar é preciso ser santo. Não é verdade. A comunhão é para quem quer ser santo. Remédio é para os doentes, alimentos é para os fracos (MB VII, 679) Um dia, conversando sobre a importância da comunhão freqüente para orientar os jovens no caminho da perfeição, Dom Bosco exclamou num pulo: É este o grande segredo (MB XVII, 438)

COMUNIDADE – Quando na comunidade reina o amor fraterno, todos os sócios se amam mutuamente e cada um goza do bem do outro como se fosse bem próprio, e a casa se torna um paraíso (R 33) Creio que uma casa religiosa fica melhor quando se reza pouco mas se trabalha muito, do que outra onde se reza muito e se trabalha pouco (MB IX, 566) Para que fique suave morar juntos, é necessário eliminar toda inveja, todo ciúme. É preciso amar-nos como irmãos, tolerar-nos uns aos outros, ajudar-nos, socorrer-nos, estimar-nos, compartilhar (MB IX, 572) Ai daquelas casas religiosas nas quais se vive como ricos (MB IX, 702) Unidade de comando, de espírito, de administração: fundamentos da comunidades religiosas (MB XII, 499) Medíocres, haverá sempre em toda comunidade (MB XIV, 112)

CONFISSÃO, CONFESSOR (Penitencia) – Quando forem solicitados para ouvir confissões, não demonstrem impaciência ou má vontade, mas rosto alegre (SPS 316) Acolher com bondade qualquer tipo de penitente, especialmente os jovens. Ajudá-los a expor os problemas de consciência, insistir que venham confessar-se com freqüência. É este o meio seguro para afastá-los do pecado (Biografia de Miguel Magone SPS 316) O que falta radicalmente em tantos jovens que se confessam é a firmeza de propósitos (Carta de Roma 1884 SPS 317) A árvore se conhece pelo fruto. Da melhora de nossa vida aparecerá a bondade de nossas confissões (MM 127) Querem que se freqüente a confissão em suas igrejas? 1. Falem muito dela nos sermões. 2. Dêem comodidade aos fieis de confessar-se (MB III, 465) Não tornar odiosa e chata a confissão com sua impaciência e advertências (MB III, 466) Ao se falar duas palavras em público, uma seja sobre a boa confissão (MB VI, 903) Confessem-se como se a sua confissão fosse a última da vida (MB XIII, 418) O confessor é um amigo que não deseja outra coisa que o bem da nossa alma, é um médico capaz de curar nossa alma, é uma juiz, não para nos condenar, mas para absolver-nos e nos livrar da morte eterna com o sangue de Jesus (MM 131) O sacerdote é o ministro da misericórdia de Deus que é infinita (MM 132)

CONGREGAÇÃO SALESIANA – (Ver Salesianos, Sociedade Salesiana). A finalidade da Sociedade Salesiana é a perfeição cristã de seus menbros, toda obra de caridade espiritual e corporal para com os jovens, especialmente os mais pobres, e também a educação do clero jovem. Esta sociedade se compõe de clérigos e leigos (Primeiro artigo das Regras Salesianas 1877, R 53) Jesus Cristo começou a fazer e a ensinar; assim também os sócios Salesianos começarão a aperfeiçoar-se com a prática de toda virtude interna e externa, e com a aquisição da ciência e se dedicarão ao beneficio do próximo (Segundo artigo das Regras Salesianas 1877, R 53) Primeiro exercício de caridade da sociedade Salesiana será recolher os jovens pobre e abandonados, para instruí-los na santa religião Católica, particularmente nos dias festivos (Terceiro artigo das Regras Salesianas 1877, R 540). O trabalho e a temperança farão florescer a congregação salesiana (MB XII, 466) Deus chamou a pobre Congregação salesiana para promover as vocações eclesiásticas entre a juventude pobre e de classe humilde (MB XVII, 261) A nossa Congregação é guiada por Deus e protegida por Maria Santíssima (MB XVIII, 531)

COOPERADORES SALESIANOS – São aqueles que desejam ocupar-se de obras caritativas, não genericamente, mas de acordo com, e segundo o espírito da Congregação Salesiana (Dom Bosco apresentando a figura do C.S. ao primeiro capitulo Geral da Congregação, MB XIII, 261) Os Cooperadores e as Cooperadoras Salesianas são bons cristãos que vivem dentro de sua próprias famílias, mantêm no meio do mundo o espírito da congregação salesiana e a ajudam com meios materiais e morais, com o fim de favorecer especialmente a educação cristã da juventude. Eles formam algo de semelhante a uma Ordem Terceira e se propõem exercícios e obras de caridade para com o próximo, sobretudo a juventude marginalizada (Segundo artigo do Estatuto dos Cooperadores, assumindo pelo Capitulo Geral dos Salesianos em 1877, no livro das Regras Salesianas. MB XIII, 605) A finalidade dos Cooperadores é ajudar os catecismos a propagar a boa imprensa, enviar os meninos a boas escolas (MB XVI, 413)

CONSCIÊNCIA – Tenho a consciência tranqüila, fiz o meu dever em tudo que pude (Mamãe Margarida ao morrer, MB V, 563) Nesta vida é feliz quem não tem remorsos de consciência (MB V, 926) Ciência sem consciência é a ruína da alma (MB VIII, 166) O coração de um jovem que esta em pecado é como o mar em contínua agitação (MB XII, 133) Bom é manter-se limpo na pessoa, como convém. Melhor é ter a consciência limpa de toda a culpa (MB XIII, 417)

CONSTÂNCIA – Fiquemos nas coisas fáceis, mas façamo-las com perseverança (MB VI, 9) Agrada-me mais uma virtude constante do que graças extraordinárias (MB VI, 969) Dom Bosco, uma vez começada uma empresa, não é homem de parar no meio do caminho (MB XIII, 53) Se tenha muita estima de um jovem constante no bem (MB XI, 279)

CONSTRUÇÕES – Podem dizer e repetir que é um dia de ouro, o dia em que não há pedreiro em casa (MB XII, 376) Certas construções nossas acabam custando o dobro com os desmancha-faz (MB XVI, 421) Ao permitir construções ou consertos de casas, deve haver rigor para impedir o luxo, aparato, a elegância (MB XVII, 258)

CONTENTAS – Nascendo dissensões ou contendas, ouça cada um com bondade, mas ordinariamente dirá separadamente o seu parecer, de modo que um não saiba o que diz o outro (Lembranças confidenciais SPS 82) Em caso de questão sobre coisas materiais, seja o mais condescendente que você puder, mesmo com algum prejuízo, contanto que se afaste qualquer pretexto de briga ou de outra coisa que possa ofender a caridade (Lembranças confidenciais SPS 84) Em se tratando de coisas espirituais,as questões devem se resolver como podem ser para a maior glória de Deus. Compromissos, picuinhas, espírito de vingança, amor próprio, razões, pretensões, e mesmo a honra, tudo deve ser sacrificado para evitara o pecado (Lembranças confidenciais SPS 84)

CRITICA – Do próximo, ou falar bem ou calar a boca (MB VI, 1006) Vamos trabalhar e deixar pra lá o que falam. Não vamos ligar para o que falam de nós. Nós vamos falar bem de todos (MB XI, 169) Espinho na garganta das congregações são aqueles que procuram sempre criticar, tanto certo quanto errado (MB XII, 468) Vamos seguir esta palavra de ordem: fazer o bem e deixar falar. Em briga, a gente sempre sai perdendo, mesmo sendo vitorioso (MB XIII, 286)

CRUZ, CRUCIFIXO – Todos devemos carregar a cruz como Jesus. A nossa cruz são os sofrimentos que todos encontramos na vida (MB X, 648) Não basta pegar a cruz com a mão e beijá-la. É preciso carregá-la (MB XII, 601) Sempre há amarguras para sofrer: destas sairemos vitoriosos dando uma olhada no crucifixo (MB XII, 601) Os achaques da velhice são nossas cruzes (MB XVII, 555) No leito de morte, exortado a lembrar Jesus na cruz, Dom Bosco respondeu: Sim, é o que faço sempre (MB VII, 531)

CORAÇÃO – Não apeguem o coração a nenhuma coisa terrena (MB I, 118) O mundo enche seu coração de terra (MB VII, 6) Eu daria tudo para ganhar o coração dos jovens e assim poder presenteá-los ao Senhor (MB VII, 250) Quando um sacerdote vive puro e casto torna-se dos corações (MB IX, 387 A educação é coisa do coração, e só Deus é dele senhor. Nós não podemos conseguir nada, se Deus não nos ensinar a arte dos corações (MB XVI, 447)

CORAÇÃO DE JESUS – Propaguem esta devoção que resume todas: a devoção ao Sagrado Coração de Jesus (MB XV, 195) Ó coração pacientíssimo de meu Jesus, venero humildemente a invencível paciência que teve para suportar, por meu amor, tantas dores na cruz. Já que não posso lavar com o meu sangue aqueles lugares onde foi tão maltratado, prometo-lhes usar de todo o meio para ressarcir seu Divino Coração de tantas ofensas (Uma da orações sugeridas por Dom Bosco, no O Jovem Instruído) Propaguem a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Tenham sempre diante o pensamento do amor de Deus (MB XVI, 195) Entre seus corações, Jesus e Maria, ponham meu pobre corações, para que se inflame de todo seu amor (de O Jovem Instruído)

CORAGEM – Para fazer o bem é necessário ter um pouco de coragem, estar prontos a sofrer alguma mortificação (MB III, 52) A coragem dos maus é sustentada pelo medo dos bons. Sejam corajosos e vocês os verão baixar o facho (MB VIII, 165) Meu caro, tenha coragem: descansaremos no Paraíso (Dom Bosco ao cansadíssimo Dom Belmonte, MB XIV, 421)

CONSTITUIÇÕES – REGRAS – Não reformar as nossas regras, mas praticá-las (MB X, 870) Se queremos que a nossa Sociedade vá para frente com as bênçãos do Senhor, é indispensável que cada artigo das Construções seja norma para a ação (MB X, 1097) A Regra é a voz de Deus (MB XI, 365) O único meio para propagar o espírito da Congregação é a observância das nossas Regras (MB XII, 80) As Regras, foi o Senhor que no-las deus; observemo-las e viveremos (MB XII, 460) As Regras sejam com um código, com o qual unificamos nossa vida (MB XI, 471) Não é a nossa vontade que nós, superiores, devemos fazer, mas a da Regra. A Regra é superior a todos: é a voz de Deus (MB XIV, 849)

***

DE DINHEIRO, DE DOÇURA

DEMÔNIO, DIABO – O demônio não tem meda da penitência e sim da obediência (Máxima que Dom Bosco atribuirá a São Francisco de Sales,em O JovemInstruído) Não escute nem tema o demônio: ele treme e foge diante do seu Anjo (MB II, 264) Quando o demônio desanimar de perseguir as almas, eu também pararei de procurar novos meios para salva-las dos seus enganos e das suas mentiras (MB VI, 603) Quando vejo os jovens todos ocupados no recreio, fico tranqüilo, porque sei que o demônio não vai conseguir nada (MB Viii, 48) Quero dizer-lhes o que o demônio quer de nos: quer que vocês fiquem no ócio, e tem muito medo de ver vocês ocupados. Se vocês estão no ócio, ele diz: não preciso trabalhar mais. O ócio faz por mim (MB VIII, 895s). O demônio faz de tudo para impedir a oração (MB IX, 997) Participar da santa Missa estraga todo o lucro do demônio (MB X, 47) Lembrem-se de que o demônio tem medo de gente alegre (MB X, 648) Quando vou às casas salesianas e vejo que se trabalha muito, vivo tranqüilo. Onde existe trabalho, não está o demônio (MB XIII, 116) O demônio tem ajudantes em toda parte (MB XIII, 800)

DINHEIRO – A sórdida ganância não me guiará nunca nas coisas que se referem a gloria de Deus (MB VII, 154) O amor ao dinheiro está mais arraigado no coração dos ricos do que dos pobres (MB IX, 578) Ficar acumulando dinheiro par o futuro é fechar o caminho à Divina Providencia. Quando nestas coisas entra o homem. Deus se afasta (MB XIV, 114) Vocês querem levar o dinheiro de vocês para a eternidade? Dêem esmolas aos pobres (MB XVII, 70) A Congregação florescerá até que os salesianos saibam dar valos ao dinheiro (ao pároco Dom Della Valle, explicando-lhe que o dinheiro de sua congregação vinha de Deus, e era preciso usá-lo bem e não esbanjá-lo (MB XVII, 486)

DEFEITOS – Tolere de boa mente os defeitos dos outros, se você quiser que os outros suportem os seus (MB III, 617) Meus filhos, fiquem atentos, porque quando o demônio quer nos levar ao mal, usa esta palavra: não é nada (MB VI, 100) Nós não vemos os nossos defeitos (MB IX, 999) Aos outros perdoe tudo, a você nada (Máxima escrita por Dom Bosco em um bilhetinho, quando era padre novo, MB III, 617)

DIFICULDADE – Com o andar a carroça as abóboras se ajeitam: agindo, se superam as dificuldades (MB VI, 405) Quando encontro uma dificuldade, faço como quem encontra uma tora atravessada na estrada: se não consigo tirá-la, dou a volta (MB VII, 457) Verifiquei que, quando mais faltarem os recursos humanos, Deus põe os seus (MB VII, 319) Na dificuldades, o remédio principal é a tranqüilidade, é a caridade. Vença o mal como bem, e fiquemos muito alegres e unidos a Deus (MB X, 448) O auxilio deve ir do alto. Mas para obtê-lo, é preciso descer muito baixo (MB XII, 188) É preciso ter paciência, saber tolerar. Ao invés de ficar lamuriando, trabalhando o mais que posso (MB XII, 288) Se alguma dificuldade houver da parte de alguma autoridade, expliquem o que fizeram. A explicação pessoal de sua boas intenções diminui, e até mesmo destrói qualquer má impressão (MB XVII, 270)

DIGNIDADE – (D. Bosco, padre jovem, entre os meninos fechados na cadeia) À medida em que eu lhes fazia a dignidade do homem, que é racional e deve ganhar o pão com o trabalho honesto e não com o roubo, apenas despertava em suas mentes o principio moral e religioso, sentiam no coração um prazer, do qual não sabiam dar explicação, mas os levava a decidir a ser melhores (MB II, 107)

DEUS, CONFIANÇA EM DEUS – Levantem os olhos, meus filhos e observem tudo o que existe no céu e na terra. O sol, a lua, as estrela, o ar, a água, o fogo, são todas coisas que um dia não existiam. Deus, com sua onipotência, as tirou do nada. Este Deus, que sempre existiu e existirá, depois de ter criado as coisas, criou o homem. Por isso os nossos olhos, os pés, a boca, a língua, os ouvidos, as mãos, são todos dons do Senhor (de O Jovem Instruído) O grande amor de Deus nos tem, deve levar-nos a amá-lo e a servi-lo. Ele tem uma afeição particular pelos jovens, porque vocês estão numa idade simples, humilde, inocente, e porque vocês podem ainda fazer muitas boas obras (de O Jovem Instruído) Pense, ó meu filho, que Deus o fez filho seu no santo batismo, amou-o e o ama como um terno pai (de O Jovem Instruído) Você deve também pensar que este Deus, ainda que bom e infinitamente misericordioso, fica muito indignado quando você o ofende (de O Jovem Instruído) Quem admira uma casa de linda construção, não irá dizer que foi o acaso que a construiu e organizou. Quem dissesse que um relógio se fez por si mesmo, seria desprezado com um louco. Assim, vendo a ordem e a magnífica harmonia que reina no universo, não se pode hesitar um só instante em crerem um Deusque criou, deu movimento a todas as coisas e as conserva (de O Jovem Instruído) Todas as coisas que admiramos no universo, Deus as criou para nós. O sol que brilha, a lua, as estrelas que ornam o céu, o ar que respiramos, o fogo, a terra que nos dá os seus frutos, tudo foi feito por Deus para nós. Gratidão, respeito, amor por um Deus tão grande e bom! (de O Jovem Instruído) Paremos para considerar a imensa bondade de Deus, e fixemos a mente em dois pensamentos: o tesouro precioso que carregamos conosco, a nossa alma pela qual Deus se fez homem; e o pecado, o grande mal pelo qual Jesus morreu na cruz (de O Jovem Instruído) Mamãe Margarida aos seus filhinhos: Lembrem-se de que Deus os vê, e vê também os seus pensamentos (MB I, 44) Nada os perturbe: quem tem Deus, tem tudo (MB IV, 516) Amemos a Deus, amemo-lo porque é nosso Pai (MB IV, 556) Deus não abandona ninguém (MB V, 160) O que Deus faz, é sempre melhor do que tudo o que podemos desejar (MB V, 518) Nas necessidades mais graves é que testamos se confiamos verdadeiramente em Deus (MB VI, 328) Devemos fazer Deus passar no coração dos jovens, não somente pela porta da igreja, mas também da escola e da oficina (MB VI, 815) A saúde é um dom de Deus, e para ele devemos usá-la toda. Os olhos devem ver para Deus, os pés caminhar para Deus, as mãos trabalhar para Deus, o coração bater para Deus, todo nosso corpo servir para Deus (MB VII, 834) Lembremo-nos sempre que Deus é pai e nó somos os seus filhos (MB IX, 355) Deus faz suas obras com magnificência (MB XII, 117) Deus pode custar quanto quiser, nunca é caro demais (MB XII, 383) Aos seminaristas do Seminário Lombardo, em Roma, Dom Bosco já velho: tenham cuidado com aquilo que o Senhor poderá dizer de vocês. Não importa o que de vocês poderão falar os homens, tanto de bom quanto de ruim (MB XVIII, 329) Coloquemo-nos nas mãos de Deus com plena confiança, rezemos e tudo era bem (MB V,850) O Senhor manda grandes ajudas para grandes necessidades (MB XIII, 626) A nossa vida é semeada de cruzes, mas Deus piedoso não deixa de mandar, a seu tempo, as consolações (MB XII, 833) Os nossos tempos são difíceis? Foram sempre assim, mas Deus não falhou nunca com sua ajuda (MB XIII, 858) Coragem, coragem sempre. Não nos cansemos de fazer o bem e Deus estará conosco (MB XV, 176) Seja com Deus como o passarinho que sente tremer o ramo, mas continua a cantar, porque sabe que tem asas (Máxima que Dom Bosco leu em uma imagem francesa, e depois a mandou a Dom Berto, (MB XVIII, 281) Deus manifesta seu poder especialmente no compadecer-se e no perdoar (MB IX, 178)

DIRETOR – (Ver Sistema Educativo de D. Bosco). Deve pois o diretor consagrar-se totalmente a seus educandos: jamais assuma compromisso que o afastem das suas funções. Pelo contrario permaneça sempre com seus alunos, todas as vezes que não estiverem regulamente ocupados, salvo estejam por outros assistidos. (O sistema preventivo 1877 SPS 168) A caridade e a cortesia sejam as notas características de um diretor (MB X, 54) O diretor seja constantemente um pai amoroso que deseja saber tudo para fazer o bem a todos e o mal a ninguém (MB X, 1102) Para o regular andamento da casa, a base deve ser esta: o diretor seja diretor, isso é, saiba fazer agir os outros: vigie, disponha, mas não deve ele mesmo fazer… fazendo assim, lhe sobrará tempo para fazer aquilo que eu sempre recomendei: o diretor quando puder, gire por toda a casa todos os dias, veja o andamento de tudo, saiba tudo aquilo que se faz… Se fizer isto, nenhuma desordem criará raízes na casa e muitos inconvenientes serão evitados (Primeiro Capitulo Geral dos Salesianos, MB XIII, 258) Não se esqueça nunca de que você é o pai de todos (Carta ao diretor Dom Ronchail, 15 de agosto de 1878, MB XIII, 716) O seu governo seja a caridade que se desdobra em fazer o bem a todos e o mal a ninguém (Carta a Dom Perrot, MB XIII, 723) Aos diretores: paciência de Jó (MB XIV, 383) A mesma regra (explicação de pessoa a pessoa) devem seguir os diretores com os seus súditos. Dialoguem, expliquem-se, e facilmente se entenderão sem ruptura da caridade cristã contra os interesses da nossa Congregação (MB XVII, 271)

DESCONTENTAMENTO – É muito importante fazer todo o possível para que um menino não se afaste de nós descontente (MB II, 153) Neste mundo a gente não encontra a felicidade, se não houver a paz com Deus. Se você anda assim descontente, cheio de raiva é porque não está pensando na salvação de sua alma (MB III, 78) Sem a obediência, vem à desordem, o descontentamento (MB VII, 389) O descontentamento produzido pela murmuração afasta da vida religiosa (MB XI, 517) Quando alguém tiver motivo de descontentamento, fale com o superior (MB XII, 105) Se alguém tiver motivo de descontentamento e não o diz aos outros, o mau humor acaba por si mesmo e nada acontece de mal. Se porém o manifesta, os outros tomam partido, e o descontentamento se espalha pelos outros, e toda a casa irá mal (MB XIII, 91)

DESAPEGO – Procurem as almas e não dinheiro, honras ou dignidades (Lembranças aos missionários SPS 122) Quando se trata de servir a Deus nosso Pai, é preciso estar dispostos a sacrificar tudo (MB II, 535) Não se esqueçam de que somos pobres, e este espírito de pobreza nós o devemos ter, não só no coração e no desapego do mesmo das coisas materiais, mas devemos demonstrá-lo também exteriormente (MB V, 675) Caminhem com o pé na terra e com o coração no céu (MB VIII, 752) Desapeguemo-nos dos bens materiais para melhor atender os jovens, com maior liberdade, e trabalhar para o Senhor (MB X, 99) Se começarmos a acumular, a Providência vai embora (MB X, 99) Além do alimento, os lucros do padre devem ser para as almas, e nada mais (MB Xi, 240) A partir do momento em que você se faz padre, se tornam seus parentes todos àqueles que têm uma alma para salvar, e você deve pensar neles e em nada mais (MB XI, 240) Eu creio que a nossa Congregação daria um grande passo, quando ao mudar de casa, não fosse necessário encher baús, mas se pudesse partir logo, com uma pequena trouxa debaixo do braço (MB XIII, 268) Beneméritas cooperadoras, quero recomendar-lhes encarecidamente que não deixem entrar na casa de vocês e menos ainda no coração a praga do luxo, nem muito nem pouco (MB XIV, 134) Quando alguém renuncia à própria vontade, pode-se fazer com ele grande coisas (MB XVI, 197)

DIVERTIMENTOS – Quando vocês estiverem no recreio, no papo ou em outro passatempo qualquer, voltem de vez em quando o pensamento para Deus, oferecendo aqueles momentos alegres para o louvor e sua glória (de O Jovem Instruído) Não chamem de divertimento um dia que deixe remorsos no coração e medo do juízo de Deus (MB II, 31) Fiz sempre de tudo para mostrar que a gente pode se divertir sem ofender a Deus (MB IX, 534) Nunca se divirtam ficando no ócio ou perdendo tempo inutilmente (MB XIII, 434)

DOÇURA – (Ver Amorevolezza, Sistema Educativo de D. Bosco) Sejam firmes no querer o bem e no impedir o mal, mas sempre com doçura e prudência (Circular sobre os castigos SPS 250) Na conversa e no trato, usem de doçura com todos, principalmente com aqueles que ofenderam vocês no passado, e ainda continuam magoados com vocês (R 233) A doçura no falar, no agir, no avisar, no corrigir, ganha tudo e todos (Três cartas e Roma SPS 366) Nosso Senhor, no sonho dos nove anos, diz a Joãozinho Bosco: Não com pancadas, mas com a mansidão e a caridade deverás conquistar estes teus amigos (MB I, 125) Dom Cagliero, em 1858-59, ouve Dom Bosco narrar o sonho com estas palavras: Se quer conquistar esta molecada, não vá na base de porradas, mas com doçura e persuasão (MB I, 425) A caridade e a doçura de ao Francisco de Sales me guiarão em tudo (é o terceiro propósito da primeira Missa, SPS 315) A gente tem que dar duro e malhar muito para conservar a doçura, e, às vezes, é preciso derramar sangue para não perdê-la (MB XIII, 303)

DOENTES – Faça-se economia em tudo, mas aos doentes não deve faltar nada (Lembranças confidenciais SPS 85) Cuidem especialmente dos doentes, dos meninos, dos velhos e dos pobres, e ganharão as bênçãos de Deus e a benevolência dos homens (Lembranças aos missionários SPS 122)

***

DE EXERCICIOS ESPIRUTUAIS, DE EDUCAÇÃO

ENSINO – O ensinamento mais eficaz é fazer aquilo que se exige dos outros (MB V, 562) Quem ensina deve interrogar, interrogar muito, interrogar muitíssimo (MB XI, 218) No ensino, eu gostaria que as explicações fossem fiéis ao texto, explicando bem os seus ternos (MB XI, 218) Explicações muito altas é o mesmo que dar golpe no ar (MB XI, 218) Mesmo no ensino superior, ocorrem brevidade, precisão, clareza (MB XI, 439) No ensino, abaixar-se até a capacidade dos alunos, não ficar em dissertações sublimes e longas (MB XI, 291)

ESCANDALO – A palavra escândalo quer dizer tropeço, e se chama escandaloso aquele que dá a outros, com palavras e fatos, de ofender a Deus. O escândalo é um pecado enorme, porque rouba a Deus as almas que ele criou para o paraíso e resgatou com sangue precioso de Jesus, e as rouba para pô-las nas mãos do demônio (de O Jovem Instruído) Dom Bosco é o homem mais tolerante que existe sobre a face da terra: mas não dêem escândalo, não arruínem as almas, porque ele vira uma ferra (MB IV, 568) Quem com palavras, conversas e ações der escândalo, não é um amigo, mas um assassino da alma (MB IV, 750) A sociedade lamenta, com freqüência, fatos imorais com a corrupção dos costumes e escândalos horríveis. É um grande mal, um desastre, e eu peço a Deus para fazer de tal modo, que as nossas casas sejam fechadas, antes que sucedam tais desgraças (Circular de 5 de fevereiro de 1874, MB X, 1105) Se alguém der mal exemplo ou escândalo, deve ser afastado sem remissão, cuidando-se porém de preservar, o quanto possível, a sua honra (MB XVI, 447)

ESCRITOR – O meu esforço no pregar e no escrever foi sempre preocupado em fazer-me entender por todos, tanto nas exposições quanto no uso de vocabulário simples (MB IV, 650)

ESMOLA – Vocês sabem o quanto me custou pedir esmola (MB IV, 8) Não só os ricos nos fazem o bem nos dando esmolas, mas nós também fazemos o bem a eles, dando-lhes oportunidade de dar esmola (MB X, 1129) Nosso salvador está representado na pessoa dos pobres, dos mais abandonados. Portanto não são mais os meninos pobres que pedem caridade, mas é Jesus na pessoa de seus pobres (MB XIII, 109) No evangelho não está escrito “quanto morrerem deixem o supérfluo aos pobres” e sim “dêem o supérfluo aos pobres” (MB XIV, 258) Alguns pensam que dar esmola seja um conselho e não um mandamento. Este é um engano fatal, que impede tantas obras boas e arrasta tantas almas para a eterna perdição, como aconteceu com o rico Epulão (MB XIV, 546) Há muita gente que pensa que está fazendo muito bem ajudando de vez em quando, sem sacrifício nenhum. É um engano, Jesus ordena a esmola: “o que sobra, dêem-no em esmola” (MB XV, 518) Vivi no meio dos pobres e tive que freqüentar também meios ricos. Em geral vi que os ricos dão muito pouca esmola e muitos deles não fazem bom uso de suas riquezas (MB XV, 527) 4 de junho de 1887, 8 meses antes de morrer: Algumas noites atrás sonhei com Nossa Senhora. Ela me repreendeu porque eu estava falando pouco sobre a obrigação de dar esmolas. Ela se lamentava porque muitos padres têm medo em suas pregações de falar do dever de dar o supérfluo aos pobres, e assim os ricos acabam acumulando o ouro em seus cofres (MB XVIII, 361)

ESPERANÇA – Em todo jovem, mesmo no mais infeliz, há sempre um ponto acessível ao bem. A primeira obrigação do educador é descobrir esta ponto, esta corda sensível e fazê-la vibrar (MB V, 367) Mesmo se muitos nos abandonam, importa pouco: é Deus que nos deve ajudar (MB VII, 795) Vamos semear, e depois imitemos o agricultor que espera com paciência o tempo da colheita (MB XIV, 514) Depositemos a nossa confiança em Deus e vamos pra frente sem medo (MB XV, 468) Lembre-se de que o paraíso será o seu prêmio (MB XIII, 322)

ESTUDANTES – Se tivermos a ciência humana sem a humildade, não seremos nunca filhos de Deus, mas filhos do pai da soberba, que é o demônio (MB III, 614) Um estudante soberbo é um estúpido ignorante (MB IV, 747) Eu desejo aos estudantes que adquiram a ciência profana, sem esquecer a ciência dos santos (MB VI, 1071) Para aprender é necessário ler, ler livros muito úteis (MB XIII, 430)

EVANGELHO – Alimento e sustento da nossa alma é a Palavra de Deus, isto é, as pregações, as explicações do Evangelho e o Catecismo (de O Jovem Instruído) Estou pronto, ´s Senhor, a confessar a fé do evangelho a custo de minha vida, professando as grandes verdades nele contidas. Dê-me a graça e a força para fazer sua santa vontade, para fugir do pecado e de todas as ocasiões de pecar (Oração sugerida por Dom Bosco aos seus meninos, antes de ouvir o evangelho na santa Missa)

EXEMPLO – A liderança mais eficaz de um superior é o bom exemplo (MB II, 54) O bom exemplo de ações virtuosas vale muito mais do que bonitos discursos (MB II, 196) Um jovem que se confessa e comunga com freqüência e com devoção, causa nas almas dos outros melhor impressão do que um comprido sermão (MB III, 163) Mamãe Margarida: o ensinamento mais eficaz é fazer aquilo que a gente manda os outros fazer (MB V, 562) Nós somos o sal da terra e a luz do mundo. Devemos nos comportar de tal modo que se realizem as palavras do Salvador: os homens vejam as nossas boas obras e glorifiquem o nosso Pai que esta nos céus (MB V, 654) Procure sempre praticar com os fatos aquilo que você propõe aos outros com as palavras (MB IX, 33) Demonstrem ao mundo que vocês são pobres no modo de se vestir, na alimentação, nas casa e vocês serão ricos diante de Deus e se tornarão donos dos corações dos homens (Lembranças aos missionários SPS 123) Sejam missionários uns dos outros com o bom exemplo (MB XI, 407) Lindas palavras sem bom exemplo não valem nada (MB IV, 489) Estar entre muitos que fazem o bem, nos anima sem que o percebamos (MB VII, 602)

EXERCICIOS ESPIRITUAIS – Os exercícios Espirituais são muito importantes e muito úteis (MB XI, 234) Pensem nestes dias naquilo de que se deve fugir, e naquilo que se deve adquirir e praticar no futuro (MB VIII, 909) O silencio é com certeza um dos principais requisitos para se fazer bem e com frutos os Exercícios Espirituais (MB XI, 235)

EX-ALUNOS – 24 de junho de 1880, festa de aniversário de Dom Bosco. Ele fala aos ex-alunos. Dom Bonetti publica estas palavras no Boletim Salesiano de setembro de 1880. Dom Ceria as registra nas Memórias Biográficas de Dom Bosco: Fico muito satisfeito em saber que vocês se organizam bem, vivem como bons cristãos e cidadãos honrados Onde quer que vocês se encontrem, mostrem-se sempre bons cristãos e homens retos. Amem, respeitem, pratiquem a nossa santa religião com a qual os eduquei e preservei dos perigos e dos danos do mundo: aquela religião que nos consola nas dores da vida, nos conforta nas angustias da morte, nos abre as portas de uma felicidade sem fim. Não devemos nos admirar de encontrar gente ingrata: mesmo entre os doze Apóstolos houve um ingrato, apesar de ter recebido por três anos a educação do Mestre dos mestres, do próprio filho de Deus. A nossa vingança será rezar por eles, para que voltem as Senhor antes da morte. Muitos de vocês já tem família. Aquela educação que receberam no Oratório de Dom Bosco, passem-na aos seus caros… Assim entre todos propagaremos no mundo a maior gloria de Deus, cooperaremos para a salvação das almas, e para diminuir o mal nas sociedades. Nosso alegre banquete terminou: mas eu os convido para um outro que não terá mais fim: em nome de Deus e de Maria Auxiliadora os convido ao banquete do céu, e rezo e suplico que não falte ninguém (MB XIV, 511) 13 de julho de 1884: congresso dos ex-alunosem Valdocco. Entreestes estavam três jovens que Dom Bosco viu cochilar diante de um altar na igreja de São Francisco de Assis, e convidou para o catecismo naquele longínquo 8 de dezembro de 1841. Dom Bosco fala comovido no final do congresso:[ Vejo que muitos de vocês já estão carecas, alguns de cabelo branco e cara enrugada. Vocês não são mais aqueles meninos que eu tanto amei: mas sinto que agora os amo mais do que antes, porque com a sua presença me dão certeza de que estão firmes em seus corações, aqueles princípios da nossa santa religião que eu lhes ensinei, e que são o guia de sua vidas. Além disso os amo ainda mais, porque me demonstram que seus corações estão sempre com Dom Bosco Continuem no bom caminho que percorrem há tantos anos. Dom Bosco poderá orgulhar-se daqueles jovens tão amados por ele um dia, e que agora, homens feitos, souberam conservar e praticar o que aprenderam de seus lábios Vocês serão luz que brilha no meio do mundo, e com seus exemplo ensinarão aos outros como se deve fazer o bem e detestar e fugir do mal. Estou certo que vocês continuarão sendo o consolo de Dom Bosco Meus caros filhos, o Senhor nos ajude com a sua graça, para que possamos um dia encontrar-nos todos juntos no paraíso (MB XVI, 174) Lembrem-se sempre de que são filhos de Dom Bosco (MB XVII, 489)

***

DE FAMILIA, DE FILHAS DE MARIA AUXILIADORA

FAMILIA, FAMILIARIDADE – O maior presente que Deus pode fazer a uma família é um filho sacerdote (MB VI, 111) Quando um filho deixa o lar para obedecer à vocação, Jesus ocupa seu lugar na família (MB IX, 704) As feridas em família devem ser medicadas e não pioradas. Dissimular o que desagrada, falar com todos, e com todos unir a caridade com a firmeza (MB IX, 736) Dom Bosco às Filhas de Maria Auxiliadora: quando vocês escrevem aos seus pais, digam a eles que Dom Bosco reza por eles e mandem-lhes as minhas saudações. Nossa Senhora abençoa aquelas famílias que dão suas filhas a esta Congregação (MB X, 651) Quando escrevem aos seus parentes digam que Dom Bosco os saúda, e que todas aquelas famílias que têm salesianos ou Filhas de Maria Auxiliadora serão salvas até a terceira e quarta geração (MB X, 651) Familiaridade com os jovens especialmente no recreio. Sem familiaridade não se demonstra afeto, Jesus Cristo se fez pequeno com os pequenos. Aí está o mestre da familiaridade. O professor visto apenas na cátedra é professor e nada mais, mas se está no recreio com os jovens, torna-se irmão (MB XVII, 111) O diretor deve tratar a todos com muita familiaridade (MB XVII, 267)

FÉ – Nunca perturbe em uma alma a simplicidade da fé (MB III, 468) Como profissão de fé, todos devem fazer com recolhimento e devoção o sinal da santa Cruz (MB III, 588) Todos devem ter fé porque todo bem, tanto espiritual quanto material, vem do Senhor (MB III, 613) Tenham a coragem de sua fé e das suas convicções… São os maus que devem tremer diante dos bons, e não os bons diante dos maus (MB VI, 482) No meio das provas mais duras se requer uma grande fé com Deus. Até o momento em que alguém é casto, tem sempre viva fé, firme esperança e ardente caridade (MB VIII, 319) É a fé que faz tudo (MB X, 90) Quantos milagres o Senhor operou em nosso meio! Mas teria operado muito mais se Dom Bosco tivesse tido mais fé (MB XVI, 684) Fé e oração são as nossas armas, o nosso apoio (MB XV, 805) Se eu tivesse tudo cem vezes mais fé, feito cem vezes mais do que fiz (MB XVII, 587) Enquanto alguém se conserva casto, tem sempre viva fé, firme esperança e ardente caridade (MB IX, 706)

FELICIDADE – Meu único desejo é ver vocês felizes agora e na eternidade (Duas cartas de Roma, 1884 SPS 285) Se não houver paz com Deus, não se pode encontrar a felicidade neste mundo (MB III, 78) A primeira felicidade de um menino é saber que é amado (MB IV, 544) Onde reina caridade reina a felicidade (MB VI, 645) As riquezas não fazem ninguém feliz (MB VII, 660) Se você quiser ser feliz, é necessário que a mereça tendo bom coração com todos, amando seus amigos, sendo paciente e generoso com seus inimigos, chorando com quem chora, não invejando a felicidade dos outros, fazendo o bem a todos e o mal a ninguém (MB IX, 662) É inútil procurar rosas sobre esta terra (MB X, 1179) Lembre-se de que só fazer o bem nos faz felizes (MB XII, 491) A religião é o único conforto seguro entre as misérias e as aflições desta vida; só ela nos garante a felicidade no tempo e na eternidade (MB XVI, 545)

FÉRIAS – Tiraremos as nossas férias no paraíso (MB VIII, 444) As férias sejam tempo de repouso mas, ao mesmo tempo, ocupadas de tal modo, que o descanso corporal não prejudique o espírito (MB XI, 296) Vi muitos perder a vocação durante as férias (MB XI, 297) As férias são prêmios de suas fadigas (MB XII, 366) Recomendo-lhes como um pai que ama muito seus filhos: fuga do ócio, presença de Deus, Missa e meditação cotidianas, confissão semanal, orações da manhã e da noite. Assim as suas férias serão verdadeiras férias e, o que é mais importante, sem a ofensa de Deus (MB XIII, 436)

FESTA – A santificação da festa traz a benção do Senhor sobre todas as ocupações da semana (MB III, 167) Dom Bosco não considera boa uma festa sem a confissão e a comunhão (MB VI, 245) No meio das festas deste mundo devemos sempre misturar as lagrimas (MB XIII, 872) Na vigília de uma festa, um bom pensamento, mas com pouquíssimas palavras. Não fazer um sermão (MB XVII 502)

FILHAS DE MARIA AUXILIADORA – Rezem sim, mais façam todo o bem possível à juventude; façam o possível para impedir ainda que seja um só pecado venial (MB IX, 618) Sinais de vocação: Obedientes nas pequenas coisas, não se ofendem quando corrigidas, demonstram espírito de mortificação (MB X 598) Faremos juntos a grande promessa de viver e morrer pelo Senhor, sob a proteção e com o belo nome de Maria Auxiliadora (MB X, 615) Seja seu andar nem muito depressa nem muito devagar, seu comportamento modesto e recolhido, sereno e tranqüilo, os olhos baixos mas não a cabeça; façam com que todas as suas atitudes demonstrem que são religiosas, isto é, consagradas a Deus (MB X, 616) Em 15 de agosto de 1873 Dom Bosco, em Mornese, recebe os votos das primeiras onze Filhas de Maria Auxiliadora, entre as quais Maria Mazzarello. Às professas entrega o Crucifixo, e às noviças (quatro), dá a medalha de Maria Auxiliadora. Depois fala, dizendo o seguinte: entre as plantas muito baixas, das quais fala a Sagrada Escritura, freqüentemente se encontra o nardo. Vocês lêem no oficio de Nossa Senhora: “o meu nardo exalou um suave perfume.” Mas sabem quando isto acontece? O nardo exala perfume quando é bem amassado… Não se importem, minhas caras filhas, de ser assim maltratadas agora no mundo. Coragem e se consolem, porque só assim se tornarão capazes de fazer alguma coisa na nova missão (MB X, 617) O mundo está cheio de laços: não se pode dar um passo sem encontrar perigos; mas se vocês viverem dignas da nossa nova condição, passarão ilesas e poderão fazer um grande bem às suas almas e àquelas de seu próximo (MB X, 617) 15 de junho de 1874. São eleitas as primeiras Superioras das FMA. Dom Bosco fala às Superioras e diz: eu as exorto a assecundar, o mais possível, a inclinação das Noviças e da Irmãs, no que diz respeito às suas ocupações. Às vezes se pensa que seja virtude fazer renegar a vontade com este ou aquele trabalho, contrario ao gosto individual. Isto pode prejudicar a irmã e a Congregação. Antes empenhem-se em ensinar a elas a mortificar-se, a santificar e espiritualizar estas inclinações, tendo sempre em mente a glória de Deus (MB X, 637) Quando escreverem a seus parentes, digam que Dom Bosco os saúda, e que todos aqueles que têm Salesianos ou FMA serão todos salvos até a terceira e quarta geração (MB X, 651) Até quando os Salesianos e as FMA se dedicarem à oração e ao trabalho, praticarem a temperança e cultivarem o espírito de pobreza as duas Congregações farão um grande bem; mas se perderem o fervor e fugirem d trabalho, e passarem a amar as comodidades da vida, terão feito o seu tempo, começará para eles o caminho da descida (MB X, 652) A uma postulante FMA: quando você tiver espinhos, ponha-os na coroa de Jesus (MB XI, 363) Não esperem um dia marcado ou um momento já esperado de maior necessidade para pedir um conselho, dar um aviso, ou manifestar uma dor: mas as Superioras com as súditas, estas com aquelas e com as irmãs, partilhem palmo a palmo as coisas com respeito, calma e serenidade (MB XI, 363) Seria realmente bonito que as FMA estivessem sempre na esperança de Deus (MB III, 117) A Henriqueta Sorbone: Você vai a Mornese. Deixe sua vontade na porta (MB XIII, 203) A missão das FMA é semelhante à dos anjos (MB XIII, 212) Para fazer o bem às meninas, é preciso estar sempre alegre; ocorre amá-las e estimá-las todas, mesmo se um ou outra não o mereça (MB XIII, 207) Em 22 de agosto de 1885,em Nizza Monferrato, “cansado e cambaleado a ponto de não parar em pé”, Dom Bosco recebe os votos das novas FMA, entrega os crucifixos e as medalhas de Nossa Senhora, e fala dizendo, entre outro, estes pensamentos: Distribuí cruzes. Recomendo-lhes carregá-las de boa mente; e não a cruz que nós queremos, mas aquela que quer a santa vontade de Deus. Carreguem-na com alegria (Cronistoria FMA 5/4) Pensemos e digamos: “Ó cruz bendita, agora você está pensando um pouco, mas será por breve tempo, e esta será a cruz que nos fará ganhar uma coroa de rosas para a eternidade… Cruz santa, faça que eu sue glória (Ibidem 49) Carreguemos com amor a cruz, e não a façamos pesar sobre os outros, antes ajudemos os outros a carregar a própria. Digam a vocês mesmas: certo, eu serei cruz para os outros, como os outros são muitas vezes cruz para mim. Mas eu quero carregar a minha cruz e não quero ser cruz para os outros (Ibidem 49) Quero deixar-lhes uma lembrança da qual vocês nunca se arrependerão de praticar: façam o bem, pratiquem boas obras; cansem-se, trabalhem muito pelo Senhor, e todas com boa vontade. Não percam tempo, façam o bem, e nunca se arrependerão de tê-lo feito (Ibidem 49) Querem uma outra lembrança? A prática da Santa Regra. Pratiquem-na, e eu lhes repito ainda não se arrependerão nunca… Leiam-nas, meditem-nas, procurem entendê-las bem e praticá-las… A observância delas as fará tranqüilas no tempo e felizes na eternidade (Ibidem 50) Não muito depois, instante mente rogado pelas madres, Dom Bosco, no parlatório, disse ainda: estou velho e doente e não posso mais quase nem falar. Mas quero dizer-lhes que Nossa Senhora as ama muito e lhes quer muito bem; e está no meio de vocês. (como Dom Bonetti, que o acompanhava, vendo-o comovido, repetiu quase corrigindo-o: “Nossa Senhora olha e protege vocês”, Dom Bosco retomou): Não, não. Quero dizer que Nossa Senhora está mesmo aqui nesta casa, e está muito contente com vocês; e que se vocês continuarem no espírito que reina atualmente, e que é justamente aquele que Nossa Senhora quer… (diante de uma nova interrupção de Dom Bonetti que procurava “interpretar” Dom Bosco enternecido dizendo que “se forem sempre boas. Nossa Senhora ficará contente com vocês”. Dom Bosco retornou com força).: Mas não, mas não. Quero dizer-lhes que Nossa Senhora está realmente aqui no meio d vocês! Nossa Senhora passeia nesta casa e cobre vocês com seu manto” (e com o gesto dos braços estendidos queria dizer que ele via realmente Nossa Senhora caminhar por toda a casa como se fosse casa sua, e toda a casa debaixo de manto de Nossa Senhora). (Cronistoria FMA 5,52)

FORMAÇÃO – A formação dos jovens consiste em duas coisas: doçura em tudo e igreja sempre aberta, com toda facilidade para freqüentar a confissão e a comunhão (MB XVI, 168) As almas dos jovens, no período de sua formação, precisam experimentar os benéficos efeitos que emanam da doçura sacerdotal (MB XVI, 169)

FORTALEZA, FORÇA – A força que nos temos é uma força moral. Nós falamos principalmente ao coração da juventude (MB V, 225) Eu não deixo nunca de fazer uma obra que sei que deve ser feita, sejam quais forem as dificuldades que se apresentarem. Me desdobro em quatro, dou de tudo. O resto eu deixo ao Senhor (MB VI, 670) A mortificação dos sentidos ajuda muito a conservar a castidade e a fortificar o espírito (MB XII, 15) Da cruz podemos adquirir fortaleza com a oração e com a meditação (MB XII, 601) Nada no mundo nos deve desanimar (MB XVII, 130) Tenha a coragem da sua fé e de suas convicções (MB VI, 482)

FRIO – Cada um esteja disposto a suportar o calor e o frio, a sede, a fome, o cansaço, os desprezos quando contribuírem para promover a glória de Deus e a salvação da própria alma (MB X, 666) O calor, o frio, as doenças, as coisas, as pessoas… Não faltam ocasiões para modificar-se (MB IV, 216) Aceite o calor, o frio, a sede, os desgostos como presentes (MB XV, 641)

FRUTO – Nunca se tolere a imoralidade, nem o fruto, nem a blasfêmia (MB VI, 353) Eu digo que quem não dá o supérfluo aos pobres, está roubando de Deus (MB XV, 525)

FUTURO – A nossa Congregação tem diante de si um futuro brilhante preparado pela divina Providencia, e a sua gloria durará enquanto observarmos nossa regras (Memórias 1841-86 SPS 352) Quando começarem entre nós comodidades ou fartura, nossa Sociedade terá terminado sua carreira (Ibidem SPS 352) O mundo nos acolherá sempre como prazer enquanto nossas solicitudes se dirigem aos indígenas, aos meninos mais pobres, mais periclitantes da sociedade. Essa é para nós a verdadeira riqueza, que ninguém haverá de roubar (Ibidem SPS 352) Com o tempo as nossas missões irão para a China e justamente para Pequim. Mas não nos esqueçamos de que lá vamos para os meninos pobres e abandonados. Lá, entre povos desconhecidos e que ignoram o verdadeiro Deus, ver-se-ão maravilhas até agora inacreditáveis, mas que Deus Todo-poderoso manifestará ao mundo (Ibidem SPS 353) Às Filhas de Maria Auxiliadora: Eu lhes posso garantir que o instituto terá um grande futuro, se você se mantiverem simples, pobres e mortificadas (MB XI, 366) Interrogado em 1884 por um jornalista francês sobre o futuro a Igreja, Dom Bosco respondeu: Eu não sou um profeta. Vocês, jornalistas, são todos um pouco profetas. Por isso é a vocês que a gente deveria perguntar sobre o que vai acontecer. Ninguém, a não ser Deus, conhece o futuro; contudo, humanamente falando, é de se crer que o futuro será difícil. Minhas previsões são muito tristes, mas eu não tenho medo de nada. Deus salvará sempre a sua Igreja e Nossa Senhora, que visivelmente protege o mundo, suscitará outros redentores (MB XVII, 86)

***

DE GENTILEZA, DE GRAÇA

GENTILEZA – Vamos deixar de lado toda palavra grosseira. Tratemo-nos uns aos outros com gentileza com cortesia, com caridade (MB IX, 713) Para ter êxito com os jovens, façam um grande esforço para usar de boas maneiras com eles (MB XIV, 513)

GRAÇA, GRAÇAS – Querem que o Senhor lhes dê muitas graças? Visitem-no com freqüência (MB VIII, 49) Para se obter graças: Muita fé, muita oração, e alguma obra de caridade (MB X, 92) Se precisarem obter alguma graça espiritual, rezem a Nossa Senhora com está invocação: Maria, Auxiliadora os cristãos, roga por nós (MB XIII, 411) O Senhor costuma conceder graças extraordinárias em tempo de exercícios espirituais (MB XIII, 419) Quem não é generoso com Deus, tem pouca esperança de receber dele graças extraordinárias (MB XVIII, 30)

GRAÇAS A DEUS – Felizes aqueles que correspondem à graça de Deus: mas infelizes aqueles que, ouvindo-o bater na porta de seus corações, fecham-na. Eles correm grave risco de Deus não voltar (MB VI, 164) A graça de Deus é nosso maior tesouro (MB VI, 835) Se quiserem que suas vidas sejam alegres e tranqüilas, procurem viver na graça de Deus (MB III, 133) Quem está na graça de Deus, cai na cama e dorme sem pensar no dia seguinte (MB XII, 609) Vamos nos esforçar para nos manter na graça de Deus, e estaremos sempre seguros em nossas ações (MB XIII, 439)

GRATIDÃO – É comprovado pela experiência que a gratidão nos meninos é indicação de um futuro feliz (MB VII, 494) Não é possível que quem é grato não possua também as outra virtudes (MB XIII, 756) Nós lamentamos pelos ingratos porque são infelizes (MB XIV, 511) Não devemos nos admirar de encontrar ingratos: também entre os doze Apóstolos houve em (MB XIV, 511) Saibam ser gratos para qualquer um que os beneficie; saibam ser com o trabalho incansável, com a boa conduta, ser a consolação de seus superiores (MB XIII, 760) Para agradecer ao Senhor pelos favores obtidos, convém juntar à oração, que é agradecimento em palavras, a esmola, que é o agradecimento em obras (MB XVI, 121) Ai de quem trabalha esperando os louvores do mundo: o mundo é um mau pagador, e paga sempre com a ingratidão (MB X, 266)

GRUPOS FORMATIVOS – O Pequeno Clero, as Companhias de São Luis, do Santíssimo Sacramento e da Imaculada Conceição devem ser recomendadas e promovidas. De mostre benevolência e satisfação com aqueles que a elas pertencem; mas você seja somente o animador; considere tudo obra dos jovens (Lembranças confidenciais aos Diretores salesianos SPS 83) O espírito e o crescimento moral de nossa casa depende da promoção de grupos formativos (MB X, 1103) Eu creio que os grupos formativos podem ser chamados de sustentáculo das vocações (MB XII, 26) Sou da opinião de que o Pequeno Clero é a sementeira das vocações sacerdotais (MB XII, 89)

GULA, GULOSOS – As intemperanças encurtam a vida dos gulosos (MB I, 115) Quem não sabe frear a gula, não é homem. A gula é a mãe de mil vícios (MB III, 367) Se um jovem for guloso, beberrão, dorminhoco, aos poucos terá todos os vícios. Se tornará estúpido, irresponsável, descontrolado e tudo vai dar mal para ele (MB IV, 184) Comer para viver e não viver para comer (MB IV, 190) A gula e o ócio são péssimos conselheiros (MB IX, 178) Na admissão de novos salesianos, os preguiçosos e os gulosos devem ser excluídos (MB XIVV, 124) Quem não é sóbrio não pode vigiar, não pode ser forte na fé (MB XIII, 802)

GOVERNO, GOVERNAR – O comando mais eficaz de um superior é o bom exemplo (MB II, 54) Nunca será bom para comandar, quem não for capaz de obedecer (MB IX, 526) As inovações devem ser introduzidas pouco a pouco, quase imperceptivelmente (MB XII, 385)

GUERRA – Eu disse sempre que a guerra é algo horroroso, contrária à caridade (MB VI, 373) É coisa horrível ver jovens são e robustos, que em suas casa são a delicia de suas famílias, baterem-se uns contra os outros, morrer como animais. Isto é pavoroso! Todos aqueles que estão na guerra, ou sabem o que é uma guerra, dizem: livrai-nos da guerra, Senhor (MB VI, 375) Minha mãe dizia sempre: “a guerra é um flagelo que deus manda aos homens por causa de seus pecados” (MB VII, 375). Ajudem-me a fazer guerra ao pecado (MB VII, 376s)

***

DE HÁBITO, DE HISTÓRIA

HÁBITO – O habito mais recomendável para um religioso é a santidade da vida, unida a um comportamento edificante em todas as ações (MB X, 666) Não tolerem mais o habito do padre? Nos vestiremos como os outros (MB X, 1058)

HUMILDADE – A humildade é a fonte de toda tranqüilidade (Duas cartas de Roma SPS 287) De Deus pense conforme a fé, do próximo conforme a caridade, de você conforme a humildade. De Deus, fale com veneração; do próximo, como gostaria que falassem de você; de você mesmo, ou fale com humildade ou cale a boca (MB III, 614) Não fique querendo desculpar-se de seus defeitos; procure primeiro corrigi-los (MB III, 617) Quem é humilde e amável, será amado por todos, por Deus e pelos homens (MB VI, 102). Para que sua palavra tenha prestígio e obtenha o efeito desejado, é preciso que cada superior, em cada circunstância, destrua o próprio eu (MB VI, 289). Não sou nada, a não ser aquilo que sou diante de Deus (MB VII, 375). Pela paz em casa sejam humildes e tolerantes (MB VII, 509). Alguém que não seja lá essas coisas em termos de capacidade intelectual, mas é humilde e virtuoso, acaba fazendo muito mais bem e coisas muito maiores do que um intelectual orgulhoso (MB VIII, 931). A caridade, a castidade e a humildade são três rainhas que vem sempre juntas. Uma não pode sustentar-se sem a outra (MB IX, 706). A ajuda vem do alto, mas para obtê-la ocorre muito baixo. Quanto mais embaixo, tanto mais a ajuda virá do alto (MB XII, 188). Lembrem-se sempre de que Dom Bosco não foi senão um mísero instrumento nas mãos de um artista habilíssimo e onipotente que é Deus; a ela portanto todo louvor e glória (MB XVI, 290). Eu acho que se o Senhor tivesse encontrado um instrumento mais vil, mais fraco do que eu, se teria servido dele para levar em frente sua obra (MB XVIII, 587). Façam o maior bem possível sem ficar aparecendo. A violeta fica escondida, mas a gente a descobre pelo cheiro (MB VIII, 860).

HONRA – Riquezas, honras, prazeres, de que me servirão na hora da minha morte? (MB IX, 567).

Se queremos fazer bem no mundo, é necessário que estejamos unidos entre nós, e que os outros nos estimem (MB IX, 574). Ninguém pode imaginar como os jovens ficam ofendidos com certas frase, certas gozações feitas sem critério. O pobre se altera tanto quanto o rico, antes, é mais violento (MB XIV, 846). Faltando a moralidade, se perde a alma para Deus e a honra para o mundo (MB VI, 417).

***

DE IMACULADA, DE INVEJA

IGREJA, POVO DE DEUS – Eu pretendo viver e morrer na santa religião católica, que tem por chefe o romano Pontífice, vigário de Jesus Cristo sobre a terra. Creio e professo todas as verdades da fé que Deus revelou à sua Igreja (Memória 1841 – 1886 SPS 351). Se persuadam desta grande verdade: onde está o sucessor de Pedro, lá está a verdadeira Igreja (MB IV, 226). Toda fadiga é pouca quando se trata da Igreja e do Papa (MB V, 577). Trabalho e desejo que todos os salesianos trabalhem pela Igreja até o último suspiro (MB XIV, 229). A glória da Igreja é a nossa glória (MB VII, 491). Igreja templo: na igreja, a posição exterior do corpo ajudará muito o recolhimento exterior (MB XII, 446).

IMACULADA – (Ver Maria Santíssima). Maria Santíssima é Imaculada, e odeia tudo aquilo que é contrário à pureza (MB VII, 824). Domingos Sávio me procurou na vigília da Imaculada Conceição e me disse: Eu gostaria de fazer bem esta novena…Que deveria fazer? Cumpre bem as suas práticas de piedade… Comungue com mais freqüência (MB XII, 575). Deus quer demonstrar nestes tempos tão depravados que a Virgem Maria é a Rainha do Céu, sua Mãe Imaculada, e que ela é onipotente através de seu Divino Filho (MB XII, 578). Nós de vemos tudo a Maria. As nossas maiores casas tiveram início e acabamento no dia da Imaculada (MB XVII, 510).

IMAGINAÇÃO – Pensamentos e imaginações não são pecados… Não ligue para elas. São como moscas que zumbem em suas orelhas (MB VII, 554).

IMPRESSÕES – As primeiras impressões que as mentes virgens e os corações generosos dos meninos recebem, duram todo o tempo de sua vida (MB XVII, 197).

IMPUREZA – É preferível fechar a casa e tolerar estes pecados no Oratório (MB V, 164).

INCLINAÇÕES – O Superior estude a índole de seus súditos, as suas inclinações, os seus modos de pensar, de modo a tornar fácil a obediência (MB IX, 713).

INFERNO – O padre não vai sozinho para o Céu nem sozinho para o inferno. Se faz bem, irá para o Céu com as almas salvas pelo seu bom exemplo; se faz mal, se dá escândalo, irá para a perdição com as almas condenadas pelo seu escândalo (Conclusão dos Exercícios Espirituais em preparação para a primeira Missa SPS 314(. Com as obras de caridade fechamos as portas do inferno e nos preparamos para o Céu (MB XVIII, 509).

INIMIGOS – Lembrem-se sempre de que será para vocês um grande dia, aquele em que vocês conseguirem vencer um inimigo com algum benefício e fazer um amigo (Memórias 18841-1886 SPS 350). Faça todo o esforço para diminuir o número de inimigos, aumentar o número de amigos, e tornar todos amigos de Jesus (MB V, 512). Os três inimigos do homem são: a morte que surpreende, o tempo que nos escapa e o demônio que nos arma os seus laços (MB V, 926). Se não tiverem um amigo para corrigir-lhe os defeitos, paguem um inimigo para fazê-lo (MB IX, 999). O ótimo é inimigo do bem (MB X, 716). Maria é a onipotente por graça. Devemos invocá-la, e ela nos dará a força necessária para vencer os inimigos de nossas almas (MB XII, 578). Fujam do pecado como do seu maior inimigo (MB X, 769).

INTENÇÃO – Pureza de intenção é fazer aquilo que agrada a Deus. Quem nós dá certeza disso é a obediência (MB IX, 986).

INTERESSES MATERIAIS – Em negócios de importância, fazer de qualquer jeito é andar mal (MB XIV, 114). O interesse escuso nunca me guiará nas coisas que se referem à glória de Deus (MB VII, 154).

INVEJA – O bem de um seja o bem de todos e o mal de um seja o mal de todos. É preciso que nos ajudemos mutuamente, e que nunca um despreza aquilo que o outro faz, nunca haja inveja (Conferência aos salesianos, 1876, MB XII, 630).

IRA – (Ver Sistema Educativo de D. Bosco). Que o sol nunca se ponha entre a ira de vocês, nem fiquem jogando na cara ofensas perdoadas, não lembrem nunca o prejuízo, o erro já esquecido. Digamos de coração: perdoa as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Mas com um esquecimento absoluto e definitivo de tudo aquilo que no passado nos tenha ultrajado (Memórias 1841 – 1886 SPS 350). A defesa mais segura contra a ira é a demora em desafogá-la (MB III, 617).

***

DE JESUS, DE JOVENS, DE JUVENTUDE

JEJUM – Nem todos podem jejuar, mas todos podem amar a Deus (MB V, 556).

Eu não digo a vocês para jejuarem, mas lhes recomendo a temperança (MB XII, 20). Ao invés de fazer obras de penitência, façam as da obediência (MB XIII, 89).

JESUS – O Divino Salvador considera feito a Ele qualquer ato de caridade feito aos infelizes…Portanto não são mais pobres meninos que pedem caridade, mas é Jesus na pessoa dos pobrezinhos (O sistema preventivo SPS 163). Se depois da primeira admoestação não se vê nenhuma melhora, deve-se falar como um outro superior a quem o educando ouve melhor. Finalmente se deve falar com o Senhor (Circular sobre os castigos SPS 250). Consideremos filhos nossos aqueles sobre os quais temos algum poder. Sejamos seus servidores, como Jesus, que veio para obedecer e não para mandar. Nos envergonhem quaisquer ares de dominadores (Circular sobre os castigos SPS 253). Jesus nos disse para aprender dele a ser mansos e humildes de coração (Circular sobre os castigos SPS 253). Lembremos o nosso Divino Redentor que perdoou aquela cidade que não o quis receber, apesar das insinuações sobre a sua dignidade humilhada daqueles seus dois zeloso apóstolos, que gostariam de ver fulminada com justo castigo aquela cidade (Circular sobre os castigos SPS 253). Esquecer e fazer esquecer é a arte suprema do bom educador. À Madalena, não se lê que Jesus lhe tenha lembrado a vida transviada (Circular sobre os castigos SPS 255). Jesus quis se fazer nosso modelo, nosso caminho, nosso exemplo em tudo, especialmente na educação da juventude (Circular sobre os castigos SPS 259). Jesus se fez pequeno com os pequenos e carregou as nossas fraquezas. Ele não quebrou a cana já partida nem apagou a mecha que fumega. Eis o vosso modelo (Duas cartas de Roma SPS 287). Aos salesianos, carta a ser mandada por ocasião de sua morte: Morreu o vosso primeiro Reitor. Mas o nosso verdadeiro superior, Jesus Cristo, não morrerá. Ele será sempre nosso mestre, nosso guia, nosso modelo. Não vos esqueçais porém, de que, a seu tempo, ele mesmo será o nosso juiz e remunerador da nossa fidelidade ao seu serviço (Memórias 1841 – 1886 SPS 325). Nosso Salvador, ainda que onipotente, quis nos ensinar a obedecer, submetendo-se em tudo a Nossa Senhora e a São José, no humilde trabalho de carpinteiro (de O Jovem Instruído). Nosso Divino Salvador garante que considera feitos a ele mesmo os benefícios feitos às crianças. Ameaça terrivelmente aqueles que, com palavras ou atos, os escandalizam (de O Jovem Instruído). Meus caros, experimentem servir ao Senhor e verão quanto é doce e suave o seu serviço (de O Jovem Instruído). Jesus ensina que é preciso estender a nossa benção a todos os homens, mesmo aos nossos inimigos, porque a finalidade de sua religião e de SUS vinda é a caridade (MM 30). Na Eucaristia Jesus Cristo nos dá o seu corpo, o seu sangue, a sua alma e a sua divindade. Com um ato de amor imenso, encontrou um jeito de dar às nossas almas um alimento espiritual, dando-nos sua própria divindade (MM 56s). O Senhor faz tudo revertes para o bem daqueles que o amam (MB II, 394).

JUBILEU – Na Bíblia, no capítulo 25 do livro do Levítico, lemos: O Senhor disse a Moisés: contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, isto é, o tempo de sete semanas de anos, quarenta e nove anos. No sétimo mês, no décimo dia do mês, farás vibrar o toque da trombeta; no dia das Expiações, fareis soar a trombeta em todo o país. Declarareis santo o qüinquagésimo ano e proclamareis a libertação de todos os moradores da terra. Será para vós um jubileu: cada um de vós retornará a seu patrimônio, e cada um de vós voltará ao seu clã. O qüinquagésimo ano será para vós um ano jubilar: não semeareis, nem ceifareis as espigas que não forem reunidas em feixe, e não vindimareis as cepas que tiverem brotado livremente. O jubileu será para vós uma coisa santa e comereis do produto dos campos. Na Bíblia aparece claro qual objetivo tenha tido Deus, ordenando o jubileu. Queria que aquele povo se habituasse a ser benigno e misericordioso com o próximo; por isso no ano do jubileu eram perdoadas todas as dívidas. Aqueles que tinham vendido ou empenhado casas, vinhas, campos ou outras coisas, naquele ano recuperavam tudo; os exilados voltavam para sua pátria e os escravos eram postos em liberdade sem nenhum resgate. Deste modo se impedia que os ricos adquirissem demais, os pobres podiam conservar a herança dos seus antepassado, e se combatia a escravidão tão praticada naqueles tempos… Além disso, devendo cessar os trabalhos materiais, o povo podia ocupar-se inteiramente das coisas de Deus, e assim ricos e pobres, escravos e senhores se uniam em um só coração e uma só alma para bendizer e agradecer ao Senhor pelos benefícios recebidos (O Jubileu de 1875 pp. 49-52). O Evangelho de Lucas, no capítulo quarto, conta que tendo ido Jesus a Nazaré, sua pátria, lhe foi apresentada a Bíblia para que ele a explicasse ao povo. Ele abriu o livro de Isaías e leu: o Senhor me ungiu com seu Espírito. Ele me escolher para levar a boa nova aos pobres. Me mandou para proclamar a libertação aos prisioneiros e o dom da vista aos cegos, para libertar os oprimidos para anunciar o tempo no qual o Senhor será benigno. Por estas palavras sabemos que o Salvador, lembrando o Jubileu antigo, anunciava o verdadeiro tempo de Deus, o ano no qual, com seus milagres, a sua paixão e morte, teria dado a verdadeira liberdade aos povos escravos do pecado (O Jubileu de 1875 PP 55s). Visto que o ano do Jubileu entre os hebreus era um ano de remissão e de perdão, assim foi também instituído o ano do Jubileu entre os cristãos, no qual se concedem grandíssimas indulgências, ou seja remissão e perdão dos pecados. Daí acontece que o ano do Jubileu entre os cristãos foi chamado ano santo, tanto pelas muitas obras de piedade que os cristãos costumam fazer neste ano, quanto pelos grandes favores que cada um pode procurar (Ibidem p.57) Para encorajar os pecadores a participar do Jubileu, em todo este ano santo, é costume dar a cada confessor a faculdade de absolver qualquer pecado, mesmo reservado. Cada um pode adquirir a Indulgência plenária, isto é, a remissão de toda pena que ele deveria descontar na vida ou no purgatório (Ibidem pp. 92).

JULGAR – Quando lhe disserem alguma coisa, ouça tudo, mas procure esclarecer bem os fatos e escutar ambas as partes antes de julgar (Lembranças confidenciais SPS 80). Sejam lentos em julgar (MB IV, 439). Sejam sempre benignos em julgar o próximo e, quando não puderem, julguem bem as intenções, desculpando ao menos por elas (MB VI, 694). Pensem sempre naquilo que Deus poderá dizer de vocês, não naquilo que ou bem ou de mal os homens dirão de vocês (MB XVIII, 329).

JORNAIS – A leitura dos jornais rouba grande parte do tempo aos estudos sérios, atrai a alma para muitas coisas inúteis, e para alguns até prejudiciais, e acende as paixões políticas (MB III, 488s). Os jornais católicos, quando criticam a Santa Fé, fazem mais mal que os outros (MB X, 546). Dom Bosco lê quais jornais? Nenhum (MB X, 537). Para responder aos jornais, basta um simples desmentido. Se apresentam provas, dá-se importância aos seus artigos e matéria para novos insultos. Deve-se protestar e dizer que, se querem saber como são as coisas, procurem eles as provas (MB XVII, 338).

JOVENS, JUVENTUDE (ver Sistema Educativo de Dom Bosco).

***

DE LIVROS, DE LEITURA

LIVROS, LEITURA – Em cada página dos meus livros, tive sempre presente este princípio: iluminar a mente para tornar bom o coração, e transmitir o mais popularmente possível o conhecimento da Bíblia Sagrada (História sagrada, prefácio, SPS 32). Os livros devem ser adaptados à inteligência daqueles a quem se fala, como o alimento deve ser adaptado ao organismo dos indivíduos (História da Itália SPS 45). Recomendo-lhes encarecidamente, pela glória de Deus e salvação das almas, a difusão dos bons livros. Não tenho medo de chamar divino este meio, uma vez que o próprio Deus usou dele para a regeneração do homem. Foram os livros por ele inspirados que levaram a reta doutrina para todo o mundo (Este pensamento e os seguintes são tirados da carta DIFUSÃO DOS BONS LIVROS, datada de 19 de março de 1885, que consta no volume CARTAS CIRCULARES DE DOM BOSCO E DE DOM RUA…AOS SALESIANOS). Os bons livros, difundidos no meio do povo, são um dos meios aptos a manter o Reino do Salvador em tantas almas (Ibidem pp. 25). Os livros católicos são ainda mais necessários, porque a impiedade e a imoralidade usam, hoje em dia, a arma do livro para provocar estragos no rebanho de Cristo, para arrastar para a perdição os incautos e desobedientes. É, portanto, necessário opor arma a arma (Ibidem pp.25). O livro, se por um lado não tem aquela força intrínseca que tem a palavra viva, por outro apresenta maiores vantagens em certas circunstâncias. O bom livro entra até nas casas onde não pode entrar o padre, é tolerado até pelos maus como lembrança ou como presente. Quando se apresenta, não fica vermelho; se é desprezado, não se importa; lido, ensina a verdade com calma; ofendido, não se lamenta, e provoca o remorso que talvez desperta o desejo de conhecer a verdade, pois está sempre pronto a ensiná-la. Às vezes fica empoeirado em cima de uma mesinha ou em uma biblioteca. Ninguém pensa nele, mas chega a hora da solidão ou da tristeza, ou da dor, ou da rotina, ou da necessidade de descanso, ou da espera ansiosa pelo futuro; e este amigo fiel sacode a poeira, abre suas folhas, e acontecem as admiráveis conversões de Santo Agostinho… e de Santo Inácio (Ibidem p. 25). Quantas almas foram salvas pelos livros bons, quantas preservadas do erro, quantas reforçadas no bem (Ibidem p. 25s). Quem doa um livro bom, mesmo se tivesse só o mérito de ter suscitado um pensamento de Deus, conquistou já incomparável mérito diante de Deus (Ibidem p.26). Um livro em família, se não for lido por aquele que o ganhou ou comprou, será lido pelo filho ou pela filha, pelo amigo ou pelo vizinho. Em uma cidade, um livro passa às vezes pelas mãos de centenas de pessoas. Só Deus sabe o bem que um livro faz numa cidade,em uma BIBLIOTECAambulante, numa agremiação, em um hospital, livro doado muitas vezes como sinal de amizade (Ibidem p. 26). A difusão de bons livros foi uma das principais iniciativas que a Divina Providência me confiou…Esta difusão dos bons livros é um dos fins principais da nossa Congregação (Ibidem p. 27). Os salesianos se empenharão em difundir bons livros no meio do povo, usando todos aquelas meios que a caridade cristã inspira. Com a palavra e com os ESCRITOS, procuraremos dar um basta à impiedade e à heresia, que de tantos modos tenta infiltrar-se entre os rudes e ignorantes. A este objetivo devem destinar-se as pregações que regularmente se faz ao povo, os tríduos, as novenas e a DIFUSÃO DE BONS LIVROS (Artigo 7 das primeiras Regras dos Salesianos, citado por Dom Bosco na carta DIFUSÃO DOS BONS LIVROS. As maiúsculas são introduzidas por ele. Ver p. 27). Peço-lhes e os esconjuro até, para não descuidarem esta parte importantíssima de nossa missão. Comecem-na não somente entre os jovens que a Divina Providência lhes confiou, mas com suas palavras e exemplos, façam destes jovens outros tantos apóstolos da boa imprensa (Ibidem p. 28). Lembrem-se de que o Bispo Santo Agostinho, mestre de literatura e de eloqüência, preferia as impropriedades da língua e nenhuma elegância de estilo, ao risco de não ser entendido pelo povo (Ibidem p. 29).

LÍNGUAS – Cada língua que a gente aprende derruba uma barreira entre a gente e milhões de irmãos de outros povos, e nos torna aptos a fazer o bem (MB II, 279),

LOUVOR, LOUVORES – O louvor à coisa bem feitas e a repulsa ao mal feito são já um prêmio ou um castigo) O sistema preventivo SPS 199). O catequista deve louvar a quem merecer, e repreender o mínimo possível (MB III, 104). Desejo que vocês sejam o menos sensíveis possível aos elogios e às críticas (MB VI, 101). Sou indiferente aos elogios e às fisgadas porque, se me louvam, dizem o que eu deveria ser; se me criticam, dizem o que sou realmente (MB VI, 853). A caridade é hábil em encontrar motivos para louvar (MB IX, 565). Ai de quem trabalha esperando os louvores do mundo. O mundo é um mau pagador e paga sempre com a ingratidão (MB X, 266). Não considere amigo quem o louva demais (MB III, 617).

LOTERIA – São estes os números da loteria: 5, 10, 14. os cinco mandamentos da Igreja, os dez mandamentos da lei de Deus e as catorze obras de misericórdia. Joguem, que vão ganhar um tesouro infinito (MB VII, 24s).

***

DE MARIA, DE MISSIONÁRIOS

MARIA SANTÍSSIMA – Recomendem constantemente a devoção a Maria Auxiliadora e a Jesus Sacramentado (Lembranças aos missionários SPS 123). Preguem a todos, grandes e pequenos, que se lembrem sempre de que são filhos de Maria Santíssima Auxiliadora (Duas cartas de Roma SPS 289). Basta que um jovem entre em uma causa salesiana, para que a Virgem Santíssima o tome logo debaixo de sua especial proteção (Duas cartas de Roma SPS 289). A festa de Maria Auxiliadora deve ser prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos, um dia, no paraíso (Duas cartas de Roma SPS 289). Nestes tempos, faltando os meios materiais para educar à fé e ao bom costume os abandonados, a Santa Virgem se constituiu, ela mesma sua protetora (Memórias 1841 – 1886 SPS 318). Maria Auxiliadora obteve e obterá sempre graças especiais, mesmo extraordinárias e miraculosas, para aqueles que colaboram para dar educação cristã à juventude excluída, com obras, com conselho, com bom exemplo ou simplesmente com a oração (Memórias 1841 – 1886 SPS 327). A santa Virgem Maria continuará certamente a proteger nossa congregação e as obras salesianas, se nós continuarmos a confiar nela e continuarmos a promover seu culto (Memórias 1841 – 1886 SPS 329). Recomendemos, em todas as ocasiões que pudermos, aos nossos jovens, que se aproximem, em honra de Maria, dos santos sacramentos (Memórias 1841 – 1886 SPS 329). Ouvir com devoção a santa Missa, a visita a Jesus Sacramentado, a comunhão sacramental freqüente ou ao menos a espiritual, agradam muito a Maria (Memórias 1841 – 1886 SPS 329). Por falta de meios, não deixem nunca de receber um jovem que dê esperança de vocação. Gastem tudo aquilo que tem, se for preciso peçam esmolas, e, se depois disso, se encontrarem ainda em dificuldades, não se apavorem, porque a Santíssima Virgem, até mesmo com milagres, os socorrerá (Memórias 1841 – 1886 SPS 331). Maria Santíssima Auxiliadora foi sempre nossa mãe (Circular de 22/11 de 1886 SPS 350). Maria nos mantenha todos firmes e nos guie pelo caminho do céu (Três cartas de Roma SS 369). Ó meus caros jovens, na devoção a Maria Santíssima vocês tem um amparo seguro e uma arma potente contra as insídias do demônio (de O Jovem Instruído). Maria nos garante que, se formos seus devotos, nos alistará entre seus filhos, nos cobrirá com seu manto, nos encherá de bênçãos neste mundo, para nos obter depois o céu. (Ibidem). Amem esta sua Mãe celeste, recorram a ela de coração. E estejam certos de que, quantas graças vocês pedirem a ela, ela lhes concederá, contanto que não peçam coisas prejudiciais a vocês. (Ibidem). Tornando-se mãe de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Maria se tornou também nossa mãe. Jesus, na sua grande misericórdia, quis chamar-nos seus irmãos, e com tal nome, nos faz todos filhos adotivos de Maria (MM 14). Maria é mãe de Deus e mãe nossa, mãe poderosa e terna que deseja ardentemente cumular-nos de favores celestes (MM 16). Nós estamos neste mundo como em um mar encapelado, como em um exílio, em um vale de lágrimas. Maria é a estrela do mar, o conforto do nosso exílio, a luz que nos mostra o caminho do céu, enxugando-nos as lágrimas (MM 169). Maria protege os seus devotos em todas as necessidades, mas os protege especialmente na hora da morte (MM 175). As mães terrenas não abandonam nunca os seus filhos. Assim Maria, que tanto ama os seus filhos na vida, com que ternura, com que bondade, não correrá para protegê-los nos últimos momentos, quando mais precisam? (MM 177). Recomendo-lhes dizer toda noite antes de deitar, por três vezes, a seguinte oração: Querida Mãe Virgem Maria, fazei que eu salve a minha alma (MM 182). A necessidade, hoje universalmente sentida, de invocar Maria, não é particular, mas geral. Não há somente pecadores para se converter… mas é a própria Igreja Católica que foi assaltada. Foi assaltada no seu Chefe, na sua doutrina, na sua disciplina. Foi assaltada como Igreja Católica, como centro da verdade, como mestra de todos os fiéis (MD 6s). Maria foi verdadeiramente constituída por Deus auxílio dos cristãos (MD7s). Maria ajuda os justos, porque conserva neles a graça de Deus; ajuda os pecadores, porque intercede por eles diante da misericórdia de Deus (MD 17). Nela pus toda a minha confiança (MB I, 243). Amem, honrem, sirvam a Maria. Procurem torná-la conhecida, amada e honrada pelos outros. Não somente não perecerá um filho que tenha honrado esta mãe, mas poderá aspirar também a uma grande coroa (MB V, 655). É quase impossível ir a Jesus se não for por meio de Maria (MB VII, 677). Maria quer a realidade não a aparência (MB VIII, 130). Humildade, obediência e castidade farão vocês muito aceitos por Maria (MB VIII, 131). Só no paraíso poderemos, estupefatos, conhecer aquilo que Maria fez por nós, e as vezes que nos livrou do inferno. E lhe seremos gratos pelos séculos sem fim (MB X, 1078). Conheci vocações dúbias ou inteiramente erradas que, com a intercessão de Maria, se ajeitaram perfeitamente (MB XII, 578). Falando com Dom Rua sobre a situação das casas salesianas da França, onde havia desencadeado uma onda de anticlericalismo: Nossa Senhora faz aquilo que quer (MB XIV, 609). Coloquemo-nos todos debaixo do seu manto. Ela nos livrará dos perigos e nos guiará a porto seguro. Quem confiaem Nossa Senhoranão será jamais confundido (MB VIII, 276s). Nossa Senhora não faz as coisas só pela metade (MB XIII, 151). Maria Santíssima Auxiliadora foi a fundadora e será a mantenedora de nossas obras (Summarium 412, n. 190). Maria Santíssima Auxiliadora nunca deixou de ser nossa Mãe (MB XVIII, 191).

MATRIMÔNIO – O Matrimônio é aquele sacramento que dá a graça aos casados, de viver entre si na paz e na caridade, e de educar cristãmente seus filhos (MM 57s).

MEDITAÇÃO – Nunca omitir a meditação cada manhã (Lembranças confidenciais SPS 79). Quem não puder fazer a meditação metódica por causa de viagens, trabalhos ou negócios que não comportam dilação, faça ao menos a meditação, que eu chamo dos mercadores. Estes pensam sempre em seus negócios onde quer que se encontrem. Pensam em comprar as mercadorias, em revendê-las com seu lucro, nas perdas que poderiam ter… (MB IX, 355).

MENTIRA – Digamos sempre a verdade com franqueza. As mentiras além de ser uma ofensa a Deus, nos tronam filhos do demônio, príncipe da mentira. E as mentiras, uma vez descobertas, nos declaram mentirosos, desonrados diante de nossos superiores e dos amigos (MB III, 166). É mentiroso quem se diz cristão e não se comporta como cristão (MB XIII, 364).

MENINOS – Verem Sistema Educativode Dom Bosco.

MÊS DE MAIO – O mês de maio é a festa da nossa Mãe, da nossa celeste protetora. Celebremo-la com alegria. As mais belas flores que podemos oferecer-lhe são as virtudes, das quais Ela nos ofereceu luminoso exemplo (MM 16). Desejo que todos, neste mês e nesta novena a Maria, peçam a esta boa Mãe a graça de se verem livres de todos os perigos da vida e do mundo (MB XIII, 407).

MISSA – (Ver também Comunhão). Celebre a santa Missa e recite o Brevário com piedade, atenção e devoção. Isto vale para você e para seus dependentes (Lembranças confidenciais SPS 79). Farei ao menos quinze minutos de preparação e outros quinze de ação de graças da Santa Missa. Se quiser ter uma idéia justa da Santa Missa, leve seu pensamento ao cenáculo, quando o Salvador a celebrou pela primeira vez com seus apóstolos. Nas vésperas de sua paixão, no fim da ceia, ele tomou o pão, abençoou-o, o deu a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, este é o meu corpo, aquele corpo que será sacrificado pela vossa salvação. Tomou depois um cálice de vinho, e levantando os olhos ao céu, abençoou-o, em seguida o deu a seus apóstolos, dizendo: Tomai e bebei todos: este é meu sangue, que será derramado pela remissão dos pecados do mundo. Todas as vezes que fizerdes isto fazei-o em minha memória. Com estas palavras, Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia e portanto instituiu a Santa Missa (Dos propósitos da primeira santa Missa SPS 315). Que triste ver tantos cristãos fazer pouco caso, ou mesmo nenhum deste augusto sacrifício do altar! Alguns vão assisti-la raramente e de má vontade; outros a assistem distraídos, sem veneração, sem respeito, às vezes rindo, às vezes conversando ou olhando para os lados. Procuremos assisti-la com o máximo recolhimento. O nosso espírito, o coração, os sentimentos não se voltem para nada, a não ser para honrar a Deus (MM 137). A comunhão freqüente e a Missa cotidiana são as colunas que devem sustentar um edifício educativo (MB III, 355).

MISSÕES, MISSIONÁRIOS – Lembranças dadas aos religiosos Salesianos no dia 11 de novembro de 1875, quando partiam da igreja de Maria Auxiliadora, para empreender a viagem para a República Argentina: Procurai almas e não dinheiro, honras, dignidades Usai de caridade e suma cortesia para com todos, mas evitai as conversas e a familiaridade com pessoas de outro sexo ou de procedimento suspeito. Não façais visitas, a não ser por motivo de caridade e necessidade. Nunca aceiteis convites para refeições, senão por gravíssimos motivos. Nesses casos, procurai ter um companheiro. Cuidai de modo especial dos doentes, meninos, velhos e pobres, e ganharei as bênçãos de Deus e a benevolência dos homens. Sede obsequiosos com todas as autoridades civis, religiosas, municipais e governativas. Encontrando na rua alguma pessoa de autoridade, cumprimentai-a respeitosamente. O mesmo fareis com os eclesiásticos ou membros de institutos religiosos. Fugi do ócio e das discussões. Grande sobriedade nos alimentos, bebidas e repouso. Amai, reverenciai, respeitai as outras ordens religiosas e falai sempre bem delas. É esse o meio de vos fazerdes estimar por todos e promover o bem da Congregação. Tende cuidado com a vossa saúde. Trabalhai, mas não além do que comportam as vossas forças. Fazei que o mundo conheça que sois pobres, no vestuário, no alimento, na habitação e sereis ricos diante de Deus, e conquistareis o coração dos homens. Amai-vos, aconselhai-vos e corrigi-vos mutuamente, mas não haja nunca entre vós inveja nem rancor; antes, o bem de um seja o bem de todos; as penas e os sofrimentos de um considerem-se como penas e sofrimentos de todos, e procure cada um afastá-los, ou, ao menos, minorá-los. Observai as vossas Regras, e nunca vos esqueçais do exercício mensal da boa morte. Cada manhã recomendai a Deus as ocupações do dia, especialmente as confissões, aulas, catecismo e pregações Recomendai constantemente a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado Aos meninos recomendai a confissão e a comunhão freqüentes Para cultivar as vocações eclesiásticas, inculcai: a) amor à castidade; b) horror ao vicio oposto; c) fuga dos maus; d) comunhão freqüente; e) caridade, com sinais de bondade e especial benevolência Nas coisas contenciosas, antes de julgar, ouçam-se ambas as partes Nas fadigas e sofrimentos, não nos esqueçamos de que nos aguarda um grande prêmio no céu. Amém Começada uma missão em terras estrangeiras, continuem com energia e sacrifício. O esforço seja sempre criar escolas e suscitar vocações para o estado eclesiástico, ou alguma irmã entre as meninas (Memórias 1841-1886 SPS 352) A seu tempo levaremos nossas missões para a China, precisamente para Pequim. Mas não nos esqueçamos de que vamos para os meninos pobres e abandonados. Lá, entre povos desconhecidos e que ignoram o verdadeiro Deus, ver-se-ão maravilhas até agora inacreditáveis, mas que Deus Todo-Poderoso manifestará ao mundo (Memórias de 1841-1886 SPS 353) Aos jovens: sejam missionários uns dos outros, dando-se bom exemplo (MB XI, 407). Um missionário deve estar pronto a dar a vida pela maior glória de Deus (MB XII, 107). Infelizmente também os nossos países católicos tornaram-se terra de missão (MB XVII, 20).

MILAGRES – Os santos são milagres vivos pela prática heróica de virtudes, que estão infinitamente acima da pobre força humana (MB V, 727). Confiemem Jesus Sacramentadoeem Maria Auxiliadorae vocês verão o que são milagres (MB XI, 395).

MISERICÓRDIA – Se você deseja um fato que demonstre até que ponto chegou a misericórdia de Deus, levante o olhar para um crucifixo e verá o Filho de Deus morto por nós, para salvar nossas almas (MM 121). Não merece misericórdia quem abusa da misericórdia do Senhor para ofendê-lo (MB VI, 442).

MEL – Pegam-se mais mosquitos com uma colher de mel do que com um barril de vinagre (MB IV, 553).

MUNDO – O mundo é enganador, o verdadeiro amigo é Deus (MB III, 608). O mundo enche seu coração de terra (MB VII, 6). O Senhor nos pôs neste mundo para os outros (MB VII, 30). O mundo odeia os religiosos, e se não pode fazer-lhes mal hoje, fá-lo-á amanhã (MB VII, 773). Lembrem-se de que neste mundo não temos tempo de paz, mas de guerra contínua. Teremos um dia a verdadeira paz, se formos fortes na guerra nesta terra (MB X, 129). Ai de quem trabalha esperando os louvores do mundo; o mundo é um mau pagador, e paga sempre com a ingratidão (MB X, 266). Este mundo é como uma cena de teatro: passa num instante (MB XII, 509). Aos salesianos: não procuremos pretexto para voltar para o meio do mundo. Fiquemos longe (MB XII, 606). Estamos em tempos nos quais é preciso trabalhar. O mundo se tornou material, por isso é preciso trabalhar e tornar conhecido o bem que se faz. O mundo precisa ver e tocar (MB XIII, 126). O mundo atual quer ver obras, quer ver os padres trabalhar instruindo e educando a juventude pobre e abandonada, com obras de caridade, com internatos, escolas (MB XIII, 127). Fiquem atentos, e façam com que nem o amor do mundo, nem o afeto da família, nem o desejo de uma vida mais cômoda, os levem ao grande despropósito de profanar os sagrados votos, e assim trair a profissão feita, com a qual nos ligamos e nos consagramos ao Senhor (MB XVII, 258).

MURMURAÇÃO – Coisa que muito prejudica s comunidades religiosas é a murmuração, diretamente contrária à caridade. O murmurador manchará sua alma e será odiado por Deus e pelos homens (Regras ou Constituições 1885. SPS 343). Tenhamos cuidado, ó meus caros filhos, para não cair no grave defeito da murmuração, que é tão contrária à caridade, odiosa a Deus e perigosa para a comunidade (Circular de 21 de novembro de 1886 SPS 344).

MORTE – A morte é uma dívida que todos devemos pagar, mas depois seremos generosamente recompensados por todas as fadigas suportadas por amor do nosso divino Mestre, o nosso bom Jesus (Memórias 1841 – 1886 SPS 324s).

Se não deixarmos o mundo por amor, deveremos um dia deixá-lo por força (Regras ou Constituições 1875 SPS 333n). De uma vida bem vivida depende uma boa morte e uma eternidade de glória (de O Jovem Instruído). No momento da morte, a gente julga as coisas sob pontos de vista bem diferentes (MB IV, 163). É preciso trabalhar como se a gente não fosse morrer nunca, e viver como se a gente devesse morrer todos os dias (MB VII, 484). Nunca vi ninguém na hora da morte se lamentando de ter feito bem demais (MB VII, 663). A morte não olha a cara de ninguém (MB XII, 609). Quem faz bem na vida, encontra bem na morte (MB XVIII, 863). No fim da vida se recolhem os frutos das boas obras (MB XVIII, 864).

MORTIFICAÇÃO – Para fazer o bem é preciso um pouco de coragem, estar disposto a sofrer alguma mortificação, não mortificar ninguém e ser muito amável (MB III, 52). Comecem por mortificar-se nas coisas grandes (MB III, 614). O calor, o frio, as doenças, as coisas, as pessoas, os acontecimentos são todos meios para vivermos mortificados (MB IV, 216). Cada um esteja disposto a sofrer frio e calor, se, fome, cansaços, desprezo, todas as vezes que tais coisas contribuem para promover a glória de Deus e a salvação da própria alma (MB X, 666). Mortifiquem-se suportando com caridade e paz algum defeito de seu companheiros (MB XII, 144). Vale mais um café da manhã tomado por obediência do que qualquer mortificação feita por capricho (MB XII, 564). Mortificação no falar sempre a verdade. Mortificação do coração, amando todos por amor de Deus. Mortificação no ler, evitando toda leitura má ou inoportuna (MB XVII, 727).

MÚSICA – Um oratório sem música é um corpo sem alma (MB V, 347). Também a música serve para educar (MB XIII, 828). A música dos meninos a gente ouve com o coração e não com os ouvidos (MB XV, 76).

***

DE NATAL, DE NOVIÇOS

NATAL – Recordem-se com freqüência de Jesus menino, do amor que tem por vocês e das demonstrações que lhes deu de seu amor até à morte por vocês (MB VI, 351). Nós temos inveja dos pastores que foram à gruta de Belém, que o viram apenas nascido. Pastores felizes, dizemos nós. No entanto, não temos a invejar, porque a sorte deles é também a nossa. O próprio Jesus que foi visitado pelos pastores na sua gruta, está aqui no tabernáculo…e não existe coisa mais agradável a ele do que a gente ir visitá-lo com freqüência (MB VI, 351). Este menino nasceu, morrei expressamente por mim, por mim sofreu tanto. Que sinal de gratidão lhe darei? (MB VI, 359). Um Deus que se fez homem para salvar nossa alma. É preciso, por isso, que a nossa alma seja algo de grande (MB X, 1036).

NOVENA – Para que uma novena seja feita com gosto, agradável a Deus e aproveite a quem a faz, é preciso começá-la na graça de Deus (MB VI, 84). A grande coisa que eu recomendaria nesta novena é que cada um tenha tanta paz na consciência, que possa comungar todos os dias (MB XII, 30).

NOVIÇOS – O Papa Pio IX a Dom Bosco sobre os noviços salesianos: Não os ponha na sacristia, porque ficarão ociosos. Mas ocupe-os em trabalhar! (MB X, 799). Se tenha em grande conta um jovem, quando ele é constante no bem (MB XI, 279). Pode-se transigir sobre a ciência, mas haja rigor quanto aos dotes morais (MB XIII, 247). As virtudes não adquiridas no tempo de noviciado, em geral não se adquirem depois (MB XVII, 269).

NADA – Muito faz quem faz pouco, mas faz aquilo que deve; não faz nada, aquele que faz muito, mas não faz aquilo que deve (MB I, 401).

***

DE OBEDIÊNCIA, DE ÓCIO

OBEDIÊNCIA – Procure fazer-se amar, que depois você será obedecido com toda a facilidade (Memórias 1841 – 1886 SPS 316). Honra teu pai e tua mãe, e terás vida longa sobre a terra, diz o Senhor. Mas em que consiste esta honra? Consiste na obediência, no respeito e na assistência. Na obediência: por isso quando lhes mandam alguma coisa, façam-na prontamente, sem demonstrar-se contrários, e tomem cuidado para não ser como aqueles tais que esperneiam, balançam os ombros, sacodem a cabeça e, ainda pior, dizem insolências. Este fazem grande injustiça a seus pais e ao próprio Deus. O nosso Salvador, ainda que onipotente, quis nos ensinar a obedecer, submetendo-se em tudo a Maria e a José (de O Jovem Instruído). Ninguém está apto para mandar se não for capaz de obedecer (Lembranças confidenciais aos diretores das Casas salesianas SPS 84). Deve-se obedecer não porque é fulano de tal que manda, mas porque é Deus que manda; ele manda por meio de quem ele quer (MB XI, 356). Fazendo o voto d obediência, vocês sacrificaram a Deus a própria vontade (MB XII, 564). Não devemos obedecer com nariz torcido; devemos fazer tudo de boa mente, com rosto alegre, sabendo que aquilo que os superiores nos mandam é o mesmo que o próprio Deus mandaria (MB XII, 564). Ao invés de fazer obras de penitência, façam as da obediência (MB XIII, 89). Para que tantos raciocínios quando se trata de obedecer? O superior deu uma ordem? Seja cumprida. Mas porque deu a ordem? Porque, porque. Vamos fazer o nosso dever, que o superior fará o seu (MB XIII, 91). As regras foram aprovadas pela santa Igreja, que não erra nunca. Assim, obedecendo a elas, nós obedecemos diretamente a Deus (MB XVII, 296). É mais agradável a Deus comer um bom prato por obediência do que jejuar contra a obediência (MB XIV, 512). Na prática encontram-se casos nos quais parece melhor fazer diferente do que foi mandado. Não é verdade. O melhor é sempre obedecer (MB XVII, 895). É sacrilégio fazer o voto de obediência, e depois agir como alguns que obedecem só quando lhes agrada (MB XVIII, 502).

OCASIÕES – Não devemos nunca deixar passar uma ocasião que Deus nos apresenta para fazer o bem (MB VI, 493).

OLHOS – A mortificação dos olhos é um grande protetor da pureza. Faça sempre o que fica bem aos olhos de Deus (MB V, 165). Querem que eu lhes sugira um jeito de fazer penitência adaptada à idade de vocês? Façam seus olhos jejuar (MB XII, 143).

OBRAS – A um mundo mau não podemos opor nem pais-nossos e nem milagres: é preciso obras; é preciso atender a muitos meninos (Segundo Capítulo Geral 1880 SPS 353 n). Só as obras boas são as riquezas que nos preparam um lugar no céu (MB XII, 328). Além de rezar, que não deve faltar nunca, é preciso trabalhar, trabalhar intensamente; do contrário se arruína tudo (MB XIV, 541). Não percam tempo, façam o bem, façam muito bem, e nunca se arrependerão de tê-lo feito (MB XVII, 556). Com as obras de caridade nós abrimos as portas do céu e fechamos as do inferno (MB XVIII, 509). No fim da vida se recolhem os frutos das boas obras (MB XVIII, 842).

ORATÓRIO, ORATÓRIO FESTIVO – Dei o nome de oratório a esta casa, para indicar bem claramente como a oração é a única garantia sobre a qual podemos construir alguma coisa (MB III, 110). A finalidade do Oratório é reunir os jovens para torná-los honestos cidadãos fazendo-os bons cristãos (MB IV, 19). A única finalidade do oratório é salvar as almas (MB IX, 293). O catecismo católico nos oratórios festivos é a única tábua de salvação para tanta juventude pobre, que vive nos perigos da sociedade (MB XIV, 541). Devemos ter por base que nosso objetivo principal são os oratórios festivos. Enquanto estivermos ao lado dos jovens pobres e abandonados, ninguém terá inveja de nós (MB XVII, 364). O oratório festivo é, para muitos jovens, especialmente nas aldeias e cidades, a única tábua de salvação (MB XVIII, 703).

ÓRFÃOS – Se entre vocês se encontra algum órfão, tenham um cuidado muito especial com ele (MB XVI, 245). Uma das últimas frases escritas por Dom Bosco, na novena do Natal de 1887: Quem protege os órfãozinhos será abençoado por Deus nos perigos da vida, e protegido por Maria na hora da morte (MB VIII, 482).

OTIMISMO – Em todo jovem, mesmo no mais corrompido, existe um ponto acessível ao bem. O primeiro dever do educador é descobrir este ponto, esta corda sensível do coração e aproveitá-la (MB V, 367). Vamos confiar em Deus e ir em frente sem medo (MB XV, 468).

ÓCIO – O ócio, diz o Espírito Santo, é o pai de todos os vícios, e a ocupação os combate e vence a todos (de O Jovem Instruído). É preciso manter os jovens sempre ocupados (MB V, 347).

ORAÇÃO – Toda manhã recomendem a Deus as ocupações do dia (Lembranças aos missionários SPS 123). Enquanto estão brincando, conversando ou em outras distrações, elevem alguma vez a mente ao Senhor, oferecendo-lhe aquela ações (de O Jovem Instruído). Para o sacerdote a oração é como a água para o peixe, o ar para o passarinho, a fonte para o cervo (MB III, 246). A oração é, para a alma, o que é o calor para o corpo (MB IX, 997). A oração é como uma arma que devemos ter sempre pronta para nos defender no momento do perigo (XIII, 803). A oração faz violência no coração de Deus (MB XII, 626). A oração do pobre sobe sempre agradável ao trono do Eterno (MB XIV, 485). Sempre experimentei a eficácia das orações e das comunhões dos nossos jovens (MB XVII, 261). É como a oração e com o sacrifício que se prepara a ação (MB XIX, 220).

***

DE PAZ, DE PARAÍSO

PAZ – Quem não tem paz com Deus, não tem paz consigo mesmo nem com os outros (Duas cartas de Roma SPS 287). Se o coração não tiver a paz de Deus, fica angustiado, irrequieto, rebelde à obediência, se irrita por nada, tudo lhe parece andar mal (Duas cartas de Roma SPS 287). Sejamos humildes e tolerantes pela paz em casa (MB VII, 509). Quem tem a paz da consciência tem tudo (MB XI, 248). Continuem o caminho da virtude e terão sempre a paz no coração (MB XII, 278). Afastadas as murmurações e as parcialidades das comunidades, haverá perfeita paz (Duas cartas de Roma SPS 287). A Dom Bonetti, diretor do BOLETIM SALESIANO, de Roma, Dom Bosco escreve no dia 14 de fevereiro de 1878: Deixe de lado a guerra e escreva palavras pacíficas, como lhe recomendei tantas vezes (MB XIII, 861).

PAI, PAI NOSSO – Ao jovem Reviglio, maltratado pelos pais: Não se esqueça de que eu serei seu pai no que der e vier. Quando as coisas ficarem feias por aí, venha para cá (MB III, 341). Como é consolador aquele Pai-Nosso que nós recitamos de manhã e de noite; como é gostoso pensar que temos no céu um pai que pensa em nós (MB V, 456). Formem nas casas outras tantas famílias, nas quais o diretor seja um pai (MB X, 1094). Mais do que cabeça de superior, é preciso ter coração de pai (MB XVIII, 866).

PAIS – Honra teu pai e tua mãe e terás vida longa sobre a terra, diz o Senhor. Mas, em que consiste esta honra? Consiste na obediência, no respeito, na assistência a eles…O nosso Salvador quis nos ensinar a obedecer submetendo-se em tudo a Nossa Senhora e a São José, no trabalho humilde de carpinteiro (de O Jovem Instruído). É dever rigoroso dos filhos rezar de manhã e à noite pelos pais, para que Deus lhes conceda todo bem espiritual e corporal (de O Jovem Instruído). Os pais dos jovens no-los confiam para que sejam instruídos. Mas o Senhor no-los confia para que nós nos interessemos pelas suas almas. Tudo o mais é secundário (MB VI, 68). Quando um filho deixa os pais para obedecer à vocação, Jesus Cristo ocupa seu lugar na família (MB IX, 704). Quando escreverem a seus pais, digam que todos aqueles que tem Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora serão todos salvos até à terceira e quarta geração (MB X, 651).

PÃO – Na minha casa tem pão, e este é a Providência que manda dia a dia; tem trabalho, e cada um tem que fazer por três; tem paraíso, porque quem come e trabalha para Deus, tem direito a um cantinho no céu (MB XVII, 251). A Francisco Picollo, 11 anos, que havia “roubado” dois pães na merenda e foi se confessar com Dom Bosco: Fome de pão, sede de água, boa fome, boa sede (Lembranças autobiográficas).

PAPA – Eu pretendo viver e morrer na santa religião católica que tem por chefe o romano pontífice, vigário de Jesus Cristo na terra (Memórias 1841 – 1886 SPS 351). Ninguém pode ser católico se não estiver unido ao Papa (MM 41). Se persuadam destas grandes verdades: onde estiver o sucessor de São Pedro, lá está a verdadeira Igreja de Jesus Cristo; ninguém se encontra na verdadeira religião se não for católico; ninguém é católico sem o Papa (MB IV, 226). Qualquer sacrifício é pouco quando se trata da Igreja e do Papa (MB V, 557). Objetivo principal da Sociedade Salesiana é defender a autoridade do Papa (MB VII, 622). O desejo do Papa é uma ordem para mim (MB XIV, 557).

PARAÍSO – Nas fadigas e nos sofrimentos, não nos esqueçamos de que temos um grande prêmio preparado no céu (Lembranças aos missionários SPS 123). Na carta que o Vigário da Congregação deveria mandar a todos os salesianos após a morte de Dom Bosco: Eu os espero no céu. Lá falaremos de Deus, de Maria, mãe e sustentáculo da nossa Congregação. Lá bendiremos eternamente esta nossa Congregação, cuja observância das Regras contribuiu poderosa e eficazmente para nos salvar (SPS 325). O prêmio que você vai ter no paraíso compensará infinitamente tudo aquilo que terá de sofrer na vida presente (de O Jovem Instruído). O paraíso não é feito para os preguiçosos (MB VII, 7). Um pedaço de paraíso conserta tudo (MB VIII, 444). As nossas férias serão no paraíso (MB VIII 444). Todas as nossas casas terão trabalho, pão e paraíso (MB XII, 600). Última frase escrita por Dom Bosco: No paraíso se gozam de todos os bens (MB XVIII, 863). Com as obras de caridade, nós abrimos as portas do céu e fechamos as do inferno (MB XVIII, 509). No leito de morte, a Dom Bonetti: Diga aos jovens que os espero a todos no paraíso (MB XVIII, 509). Todo bem que os outros farão por nossa causa, aumentará o esplendor da nossa glória no paraíso (MB XVII, 491).

PARENTES – A partir do momento em que você se torna padre, se tornam seus parentes todos aqueles que tem uma alma para salvar, e você deve pensar neles e não em outras coisas (MB XI, 240) Fiquem atentos, e façam de modo que nem o amor do mundo, nem o afeto dos parentes, nem o desejo de uma vida mais cômoda os levem ao grande despropósito de profanar os santos votos (MB XVII, 258). Quando escreverem a seus parentes, digam que todos aqueles que tem Salesianos ou FMA serão todos salvos até a terceira e quarta geração (MB X, 651).

PALAVRA – (falar). Falem-se, expliquem-se e facilmente se entenderão sem romper a caridade cristã… a explicação pessoal de suas boas intenções diminui bastante, e muitas vezes até desaparecer idéias erradas que podem pairar na mente de alguém (Memórias 1841-1886 SPS 349). Recomendo-lhes encarecidamente: evitem em seu falar modos ásperos e mordazes: saibam perdoar uns aos outros como bons irmãos (MB IV, 208). Do próximo, ou falar bem ou calar a boca (MB VI, 1006). O seu falar seja sempre temperado de doçura (MB VIII, 490). Um padre é sempre padre e deve manifestar-se tal em cada palavra sua (MB III, 74).

PALAVRA DE DEUS – Alimento e sustento da nossa alma é a Palavra de Deus, isto é, sermões, a explicação do evangelho e o catecismo (de O Jovem Instruído).

PÁROCO, PARÓQUIA – Nos dedicamos de boa vontade ao serviço religioso, à pregação, a celebrar missas para atender ao povo, a atender as confissões, todas as vezes que a caridade e os deveres do nosso estado nos permitam, especialmente na paróquia onde se encontra nossa casa. Mas não assumam outros compromissos que possam impedir o cumprimento dos deveres confiados a cada um (Lembranças Confidenciais SPS 84).  O fundamento do bom êxito paroquial é cuidas dos meninos, assistir aos doentes e quere bem aos velhos (MB XII, 200).

PÁSCOA – Três lembranças aos jovens para conservar o fruto da comunhão pascoal:

1.Santificar o dia festivo, não deixando nunca de ouvir devotamente a santa Missa e de ouvir a Palavra de Deus. 2. Fugir, como da peste, dos maus companheiros. 3.Aproximar-se com muita freqüência do Sacramento da Penitência. Não deixar passar um mês sem se confessar, e também de comungar, conforme o parecer do confessor (MB IX, 54s).

PAIXÃO DE JESUS – A cruz do Senhor esta comigo, a cruz é meu refúgio (de O Jovem Instruído) Desejo que vocês façam a via sacra com verdadeira compaixão das dores de Jesus e verdadeiro arrependimento de seus pecados (MB VIII, 86) Só ele com a sua paixão e morte nos fez filhos de Deus, seus irmãos, membros de seu próprio Corpo (MB XII, 641)

PAIXÕES – Como fazer para vencer as próprias paixões? mortificá-las. Este conselho é sempre exato, infalível para obter o fim (MB VII, 682) As pequenas paixões são como outras tantas sementes que, se não forem extirpadas, crescerão de tal modo que, eu lhes asseguro, se tornarão tempestade e borrasca no coração de vocês (MB XII, 252) Estes pequenos observadores que são os nossos alunos vêem, por pouca ou leve que seja, a comoção da nossa face, se é zelo do nosso dever ou ardor da paixão (MB XVI, 442)

PARTIDOS – (Ver também Políticas). Eu não sou de nenhum partido (MB VI, 683)

PATRIA – Nos perigos e nas necessidades da pátria, cada cidadão deve dar a cooperação que as próprias forças permitem (MB VI, 228)

PACIÊNCIA – Procure fazer-se amar de fazer-se temer. A caridade e a paciência o acompanhem constantemente no mandar, no corrigir (Lembranças Confidenciais SPS 79) Com a paciência se ajeitam tantas coisas (MB III, 147) A força do sacerdote está na paciência e no perdão (MB IV, 628) Os professores tenham paciência, procurem igualar-se muito desçam até a capacidade de seus alunos (MB XI, 2) Fiquem atentos: não adiantam as fúrias, não adiantam os arroubos instantâneos, ocorre paciência contínua, constância, perseverança, fadiga (MB XII, 457) Cada um seja paciente no dever que tem a cumprir: execute-o bem, o mais que puder e não se preocupe com o resto (MB XII, 459) Semeemos e imitemos o agricultor que espera com paciência o tempo da colheita (MB XIV, 514) Quem quer trabalhar com fruto, deve ter caridade no coração e paciência na ação (MB XVI, 32) O que santifica não é o sofrimento, mas a paciência (MB XVIII, 129)

PECADO – Tolera qualquer coisa quando se trata de impedir o pecado (Lembranças Confidenciais SPS 79) Compromissos, sutilezas, espírito de vingança, amor próprio, razões, pretensões e até mesmo a honra, tudo deve ser sacrificado para evitar o pecado (Lembranças confidenciais SPS 84) Sabem o que quer dizer cair em pecado mortal? Quer dizer que renunciar a ser filho de Deus para ser escravo de Satanás. Quer dizer perder aquela beleza que nos torna lindos como amigos aos olhos de Deus, para nos tornar disformes diante dele como demônios. Quer dizer, perder todos os méritos já adquiridos para a vida eterna… Quer dizer, ofender enormemente uma Bondade infinita, que é o maior mal que se possa imaginar (de O Jovem Instruído). Quem peca, diz com os fatos ao Senhor: Vá, ó Deus, para longe de mim, eu não quero mais obedecer-lhe, não quero mais servir-lhe, não quero mais reconhecê-lo como meu Senhor. Meu Deus é aquele prazer, aquela vingança, aquela cólera, aquela má conversa, aquela blasfêmia. Pode-se imaginar uma ingratidão mais monstruosa do que essa?… Pecando, você se serve daquelas mesmas coisas que Deus lhe deu, Orelhas, olhos, boca, língua, mãos, pés, tudo foi-lhe dado por Deus, e você se serviu desses dons para ofendê-lo (de O Jovem Instruído). Sou feito assim: quando vejo a ofensa de Deus, mesmo tendo contra mim um exército, não me retiro, não cedo (MB III, 331) Nós aqui toleramos qualquer traquinagem, qualquer capricho, qualquer desgosto, mas nunca a ofensa de Deus (MB XII, 585) Ajudem-me a fazer guerra ao pecado (MB VII, 376) A verdadeira causa de todos os males é o pecado. O pecado torna os povos infelizes (MB VI, 470) Maria Santíssima não quer a devoção daqueles que querem continuar vivendo no pecado (MB VIII, 7) Sofrer, e até morrer, mas não pecar (MB IX, 567)

PENITENCIA – (Ver Confissão).

PENSAR – De Deus pense conforme a fé, do próximo conforme a caridade, de você conforme a humildade (MB III, 614)

PERDÃO – Digamos de coração: Perdoa-nos as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Mas com um esquecimento absoluto e definitivo de tudo aquilo que no passado nos tiver magoado (Memórias 1741-1886 SPS 350) Quando acontecer que o irmão que os ofendeu vier a pedir-lhes perdão, tomem cuidado de recebê-lo bem, sem cara feia ou de responder com palavras duras; demonstrem-lhes antes afeto, benevolência, educação (Regras ou Constituições de 1885 SPS 350) Se acontecer que vocês venham a ofender outros, procurem logo acalmá-los e tirar-lhes do coração todo rancor. E conforme a advertência de São Paulo, não caia o sol sem que de bom coração tenham perdoado qualquer ressentimento, e se tenham perdoado qualquer ressentimento, e se tenham perdoado mutuamente (Regras ou Constituições 1885-1886 SPS 350) A vingança do verdadeiro católico é o perdão e a oração pela pessoa que ofende (MB IV, 312) Aos outros perdoe tudo, a você nada (MB III, 617) A força do sacerdote está na paciência e no perdão (MB IV, 628) Não joguem na cara uma correção passada e as ofensas esquecidas (MB VI, 694) A obra mais eficaz para obter o perdão dos pecados e garantir-nos a vida eterna é a caridade feita aos pequenos (MB XVIII, 622).

PERIGOS – Lembrem-se de que os mando pescar e não ser pescados (MB III, 592). Em todo o perigo, invoquem a Maria, e eu lhes garanto que serão ouvidos (MB VIII, 360)

PERSEVERANÇA – Queremos ficar seguros da perseverança na vocação?  Sejamos sempre obedientes (MB XIII, 210)

PRAZERES – Riquezas, honras, prazeres, de que me adiantariam na hora da morte? (MB IX, 567) As alegrias deste mundo passam como um raio (MB IX, 837) No evangelho está escrito: felizes os que choram, e não felizes os que vivem nos prazeres (MB XII, 631) Gostaríamos nós de viver coroados de rosas, quando Jesus foi coroado de espinhos? (MB XIII, 233)

PIEDADE – Piedade, estudo, alegria lhes haverão de trazer tantas consolações doces como o mel (MB 602) Às FMA: fazer as meninas crescer numa piedade simples, franca espontânea (MB X, 592) O Papa me disse que se quisermos fazer sempre florescer as nossas instituições, devemos tomar cuidado para introduzir entre nós e propagar entre os jovens estas três coisas: 1. O espírito de piedade; 2. O espírito de moralidade; 3. O espírito de economia (MB XIII, 69)

PRESSA – A pressa costuma estragar tudo (MB VII, 19) Se eu não tivesse grande confiança em Deus, vocês iam ficar aterrorizados, vendo que a Congregação cresce muito depressa (MB XII 77) A vida é muito breve. É preciso fazer aquele pouco de bem que se pode antes que a morte nos surpreenda (MB XI, 409)

PREGUIÇOSO – Na aceitação dos noviços salesianos, excluir os preguiçosos e os gulosos (MB XIV, 124) Um jovem preguiçoso indisciplinado será sempre um jovem infeliz (MB VII, 129)

POLITICA – É minha firme decisão manter-me estranho a tudo o que se refere à política (MB III, 294) A Dom Bonomelli, bispo de Cremona: Eu percebi que se quisesse fazer um pouco de bem, deveria deixar de lado qualquer política. Cuidei-me e assim pude fazer alguma coisa sem encontrar obstáculos, antes eu tive lá onde menos esperava (MB VI, 688) Na Igreja não faltam aqueles que sabem tratar habilmente estas árduas e perigosas questões, e em um exercito existem aqueles que são destinados a combater, e aqueles destinados às bagagens e a outros ofícios igualmente necessários para cooperar com a vitoria (MB III, 487) O padre católico não tem outra política senão a do santo evangelho (MB VI, 679) Ao Papa Pio IX: A minha política é a do Pai-Nosso: venha o teu reino! (MB VIII, 593) Eis a minha única política: eu respeito todas as autoridades civis como cidadão, e como católico e como padre dependo do Papa (MB IX, 417) Nós deixamos de lado qualquer idéia de partido (MB XIII, 123) É certo que no mundo devem existir também aqueles que se interessam pelas coisas políticas, para dar conselhos, para alertar sobre os perigos ou outras coisas: mas esta função não é para nós, pobrezinhos (MB XVI, 291) Nossa obra tende a diminuir os negligentes e os vagabundos, a abaixar o número dos pequenos malfeitores e dos ladrõezinhos, a escravizar as prisões, em uma palavra, tende a formar bons cidadãos… Esta é a nossa política (MB XVI, 291)

POBRES, POBREZA – Devemos amar a pobreza e os companheiros da pobreza. Portanto é preciso evitar qualquer despesa não absolutamente necessária nas roupas, nos livros, nos moveis, nas viagens etc. … (Lembranças confidenciais SPS 86) Tenham cuidado especial dos doentes, das crianças, dos velhos e dos pobres, e ganharão as bênçãos de Deus e a benevolência dos homens (Lembranças aos missionários SPS 122) Façam que o mundo saiba que vocês são pobres nas roupas, na comida, nas casa, e serão ricos diante de Deus e se tornarão patrões do coração dos homens (Lembranças aos missionários SPS 123) Na forma das construções, na escolha dos materiais, na mão de obra, na execução dos trabalhos, na decoração, não se esqueça nunca da pobreza religiosa. Ofende o olho das pessoas honestas ver elegância e luxo nos edifícios, no mobiliário, nas composições de mesa daqueles que costumam pedir-lhes caridade (deliberação do Capítulo Geral 1887 SPS 323n) Amem a pobreza se quiserem conservar em bom estado as finanças da congregação. Procurem que ninguém tenham a dizer: este móvel não é sinal de pobreza: esta mesa, esta roupa, este quarto não é de pobre. Quem der motivos razoáveis a tais conservas, causa um desastre para nossa congregação, que deve sempre gloriar-se do voto de pobreza (Memórias de 1841-1886 SPS 349) Ai de nós se as pessoas das quais esperamos caridade puderem dizer que temos uma vida mais cômoda do que deles (Memórias 1841-1886 SPS 350) O mundo nos acolherá sempre com prazer, enquanto nossas solicitudes se dirigem as indígenas, aos meninos mais pobres, mais periclitantes da sociedade. Essa é para nós a verdadeira riqueza, que ninguém haverá de roubar (Memórias 1841-1886 SPS 352) Dever do sacerdote é atender aos pobres e não às próprias comodidades (MB V 407) Lembrem-se de que o que temos não pertence a nós, mas aos pobres: ai de nós se disto não fizemos bom uso (MB V 682) Como podemos ser discípulos de Jesus se nos demonstramos tão diferentes do mestre? Jesus nasceu pobre, viveu pobre e morreu paupérrimo (MB V 682) O que o padre possui é patrimônio do pobre (MB XIII, 808) Quem protege o pobre será abundantemente recompensado no tribunal divino (Uma das ultimas frases escritas por Dom Bosco. MB XVIII, 482) Companheiros da pobreza são as privações, os sacrifícios, o trabalho (MB IX, 701) Os pobres são os nossos depositários, nossos banqueiros (MB X 321) Não recusemos nunca uma vocação por causa da pobreza. As vocações, mesmo pobres, tornam rico o instituto (MB XII, 283)

PREGAÇÕES – Nas pregações aos meninos é bom narrar exemplos, parábolas, comparações. Mas o que mais importa é que as narrações sejam bem contadas, com muitos detalhes: explorem as pequenas circunstâncias (MB II, 340) Meus esforço no pregar e no escrever foi sempre e unicamente de me fazer entender por todos (MB IV 649) Quando se dizem duas palavras do púlpito, uma seja sobre a boa confissão (MB VI, 903) Na medida das possibilidades escrevam as pregações: assim sairão mais proveitosas para quem as ouve, e obrigará o pregador a manter uma unidade (MB XIII, 257) Nas pregações de vocês falem freqüentemente sobre a morte. Lembrem a todos que nós não somos donos da nossa vida. Só Deus é seu dono (MB XVII, 178)

PRESENÇA DE DEUS – Eu julgo impossível que nas tentações seja vencido aquele que recorre à presença de Deus (de O Jovem Instruído). O melhor modo de fazer bem as coisas é fazê-la na presença de Deus (de O Jovem Instruído) Vá onde quiser e estará sempre na presença de Deus (MM, 71) Deus vê o copo de água fresca dado em sua honra e glória, e o recompensa (MM 72) Basta o pensamento da presença de Deus para nos livrar do pecado em qualquer lugar e em qualquer perigo em que nos encontremos (MM 74) Seria realmente belo se as Filhas de Maria Auxiliadora estivessem sempre na presença de Deus. Mas, podemos fazer assim: renovar intenção a cada troca de ocupação (MB XII, 17) O pensamento da presença de Deus deve acompanhar-nos em todo o tempo, em todo lugar em toda ação (MB XIII, 427) Cada um cumpra os deveres de seu ofício na presença de Deus (MB XVII, 187)

PADRE – (Sacerdote, Sacerdócio): – Os padres devem trabalhar (MB II, 464) Um padre é sempre padre, e em cada palavra sua deve manifestar-se tal (MB III, 74) O padre não deve ter outra política senão a do evangelho (MB VI, 679) O descanso do padre é no paraíso (MB X 367) Além da comida, os lucros do padre devem ser as almas e nada mais (MB XI, 240) Os bens dos padres são patrimônio dos pobres (MB XI, 240) A força do sacerdote está na paciência e no perdão (MB IV 628) Dever do sacerdote é prover os pobrezinhos e não as próprias comodidades (MB V, 407) Quando um sacerdote vive puro e casto, torna-se dono dos corações e conquista a veneração dos fiéis (MB IX 387) O maior dom que Deus pode fazer a uma família é o de uma vocação ao sacerdócio (MB VI, 111) Quando um filho abandona a família para seguir a vocação, Jesus ocupa seu lugar na família (MB IX, 704)

PROFESSORES – (Ver Sistema Educativo de Dom Bosco). No sonho dos nove anos, o Senhor de majestoso aspecto diz a Joãozinho, enquanto mostra a Senhora: Eu te darei a Mestra, sob cuja direção podes tornar-te, e sem qualquer sabedoria se torna estultície (MB I 124) Maria é a nossa guia, a nossa mestra, a nossa mãe (MB VII, 676) Aos professores dizia D. Bosco: sejam vocês os primeiros a chegar às salas e os últimos a sair. Tenham um carinho especial com aqueles que ficam atrás nas salas… Quando o professor é amado pelos alunos, sua palavra tem grande influência (MB VII, 855) Os professores se lembrem de que a escola não é senão um meio para poder fazer o bem: eles são como os párocos na sua paróquia, missionários no seu campo de trabalho; portanto, de quando em quando, devem dar destaque às verdades cristãs, falar dos deveres para com Deus, dos Sacramentos, da devoção a Nossa Senhora: enfim, as suas lições são cristãs, e devem ser francas e amáveis no exortar os alunos a serem bons cristãos (MB X 1018) Cada professor deve ser lembrar de que é um professor cristão (MB X 1103) A experiência é uma grande professora (MB X, 1099). O verdadeiro regulamento está na atitude de quem ensina (MB XI, 151). Geralmente os professores tendem a comprazer-se com os alunos que estão em primeiro lugar pelo estudo e pela inteligência. Quando explicam, olham só para eles.

PROFISSÃO RELIGIOSA – Quem faz os votos religiosos põe de novo a sua alma no estado de inocência, como se recebesse o batismo e adquirisse diante de Deus o mérito de quem dá o sangue pela fé: fica como mártir santo do Senhor (MB XII, 448). Sabem o que quer dizer fazer os santos votos? Quer dizer colocar-se nas primeiras fileiras das milícias do Divino Salvador (MB XI, 451).

PRÓXIMO – (Ver também Amor). Do próximo pense sempre conforme a caridade, e fale como você gostaria que falassem de você (MB III, 614). Do próximo, ou falar bem ou calar a boca (MB VI, 1006). Suporte com paciência os defeitos dos outros, se quer que os outros suportem os seus (MMB III, 617).

PROVIDÊNCIA – Vamos fazer nós aquilo que podemos, e o Pai da misericórdia acrescentará o que falta (MB II, 534). Fiquemos contentes com pouco, deixemos o belo e o cômodo, e seremos mais bem vistos e ajudados pela Divina Providência (MB IV, 473). O Senhor Deus, sendo dono, é preciso deixá-lo mandar, porque o que ele faz é sempre melhor do que podemos nós desejar (MB V, 518). Coloquemo-nos nas mãos de Deus com pela confiança, rezemos e tudo irá bem (MB V, 850). Se começarmos acumular, a Providência vai embora (MB X, 99). Eu confio ilimitadamente na Divina Providência; mas também a Providência quer ser ajudada pelos nossos grandes esforços (MB XI, 55). O Senhor manda grandes ajudas para grandes necessidades (MB XIII, 626). Não me é possível encontrar um ecônomo que satisfaça inteiramente minhas aspirações, que saiba ter confiança ilimitada na Providência e não procure simplesmente acumular alguma coisa para prover o futuro. Quando nestas coisas entra o homem, Deus se retira (MB XIV, 114). Vocês me perguntam o que fazer para chamar a Divina Providência para ajudar vocês. Deus mesmo disse: dêem e lhes será dado (MB XVII, 793).

PRUDÊNCIA – Sejam prudentes: mas não nos esqueçamos de que a nossa prudência deve consistir em resguardar a fé, a consciência e a nossa alma (MB VII, 32). Quando relatarem alguma coisa a respeito de alguém, procurem esclarecer bem o fato antes de julgar (MB VII, 524). Muitas vezes lhes serão ditas coisas que parecem traves e são ciscos (MB VII, 524). Não se devem tomar decisões antes de ouvir bons conselhos (MB XI, 300). Em negócios importantes dizer que se vai em frente de qualquer jeito é o mesmo que dizer que se vai mal (MB XIV, 114). Falem-se, expliquem-se e facilmente se entenderão, sem prejuízo para a caridade cristã e sem prejudicar nossa própria congregação (MB XVII, 271). Procure ver seus problemas com os seus olhos (MB XVII, 630).

PUBLICIDADE – Dom Bosco, falando da conveniência de fazer a máxima publicidade das obras, dizia: É este único meio para torná-las conhecidas e para mantê-las. O mundo atual quer ver obras (MB XIII, 126s).

PUREZA (Ver Castidade).

***

DE RELIGIÃO, DE RAZÃO

RAZÃO – (Ver Sistema Educativo de Dom Bosco). Este sistema apóia-se todo inteiro na razão, na religião e na bondade (O sistema preventivo 1877 SPS 173). Deixe-se guiar sempre pela razão e não pela paixão) MB X, 1023).

RELIGIÃO – (Ver Sistema Educativo de Dom Bosco). Só a religião é capaz de começas e terminar a grande obra de uma verdadeira educação (MB III, 605). A verdadeira religião não consiste só em palavras: precisa mostrar obras (MB VI, 144). A religião foi todo o tempo considerada o sustentáculo da sociedade humana e das famílias: onde não existe religião, não existe senão imoralidade e desordem (MB VII, 252). Razão e Religião são as duas molas de todo o meu sistema educativo (MB VII, 761). Somente a religião pode em qualquer tempo e em todas as idades tornar o homem feliz no tempo e na eternidade (MB VIII, 982). Amem, pratiquem, respeitem a nossa Santa Religião; aquela religião na qual eu os eduquei e preservei dos perigos e danos do mundo;aquela religião que nos consola nas dores da vida, nos conforta nas angústias da morte, nos abre as portas de uma felicidade sem fim (MB XIV, 511).

RELIGIOSO/A, RELIGIOSOS/AS – O religioso se encontra em uma fortaleza guardada pelo Senhor (R5). O homem que se consagra a Deus como religioso vive com maior pureza de coração, de vontade e de obras. Cada obra sua, cada palavra é espontaneamente oferecida a Deus (R 16). Quem vive no mundo, se por desgraça cai em algum mal, estará sozinho, não tem quem o ajude; antes acontece muitas vezes de ser gozado e desprezado. Mas na vida religiosa, se porventura alguém vier a cair, tem logo quem o ajude. As regras, as práticas de piedade, o exemplo dos irmãos, os apelos, os conselhos dos superiores, tudo contribui para fazê-lo levantar-se (R 16s). Sobre o religioso cai com mais freqüência o orvalho das graças de Deus. Renunciou ao mundo e a todas as suas vaidades. Mediante a observância dos votos religiosos, empenhado unicamente naquilo que redunda na maior glória de Deus, se torna merecedor a cada momento das bênçãos divinas e de graças especiais (R17). Como o religioso se afasta de toda preocupação material, pode livremente ocupar-se do serviço do Senhor, entregando todo pensamento presente e futuro nas mãos de Deus e dos superiores (R17). O religioso no céu terá uma remuneração mais copiosa. Quem, por amor de Deus, der um copo de água fresca, terá a sua recompensa. Assim, aquele que abandona o mundo, renuncia a toda satisfação terrena, dá a vida e os recursos para seguir o divino Mestre, que recompensa não terá no céu? (R18). O mundo odeia os religiosos, e se não pode fazer-lhes o mal hoje, o fará amanhã (MB VII, 773). A ruína de todas as ordens religiosas foram as riquezas. O afeto pela terra diminui e freqüentemente apaga os desejos das coisas celestes (MB IX, 296). Para que entre os religiosos seja agradável morar juntos, precisa acabar toda inveja, todo ciúme; é preciso amar-nos como irmãos, tolerar-nos uns aos outros; ajudar-nos, socorrer-nos, estimar-nos, compadecer-nos. Cada um deve ter cuidado de não falar mal da congregação, antes, deve fazê-la amada por todos (MB IX, 572s). Um religioso deve possuir o que possuía Jesus (MB IX, 701). O hábito mais precioso do religioso é a santidade da vida (MB X, 66). O religioso deve estar preparado cada momento para partir de sua cela e para compadecer diante do seu Criador sem nada que o aflija ao abandoná-la (MB X, 1098). Se alguém não está moralmente certo, com a graça de Deus, de poder conservar a castidade, este, por caridade, não procure fazer-se padre nem religioso (MB XI, 574). As famílias de religiosos, com a firmeza na fé, com as boas obras materiais, devem combater as idéias de quem vê no homem somente a matéria. Estes muitas vezes desprezam quem prega e quem medita, mas se verão obrigados a acreditar na s obras que virem com seus olhos (MB XIII, 489). O decoro do religioso é a pobreza acompanhada da delicadeza das pessoas (MB XIV, 549). Nos fizemos religiosos não para levar vida cômoda, mas para ser pobres como Jesus, sofrer com Jesus sobre a terra para fazer-nos dignos da sua glória no céu (MB XVII, 17).

RIQUEZAS, RICOS – Riquezas, honras, prazeres, de que me servirão na hora da morte? (MB IX, 567). A primeira, a única e verdadeira riqueza é o santo temor de Deus (MB XII, 327). Quem vive na abundância se esquece facilmente do Senhor (MB VI, 329). Não só os ricos fazem-nos o bem dando-nos esmolas. Mas nós também fazemos o bem aos ricos, dando-lhes ocasião de dar esmolas (MB X, 1129). Vivi entre os pobres e tive que freqüentar as casas dos ricos. Vi que em geral se á pouca esmola, e que muitos senhores fazem pouco bom uso de suas riquezas. O Senhor pedirá rigorosas contas do que lhes deu, para que usassem em benefício dos pobres (MB XV, 527s).

REPOUSO – A noite é feita para repousar. Exceto em caso de necessidade, depois do jantar ninguém deve aplicar-se em coisas científicas. Um homem forte aguentará bastante, mas sempre causará algum dano à sua saúde (MB I, 318). Vou descansar quando estiver alguns quilômetros além da lua (MB V, 634). Vamos trabalhar de coração. Deus saberá nos pagar como bom patrão. A eternidade é suficientemente longa para descansarmos (MB VII, 164). Como querem vocês que eu descanse se o demônio não descansa nunca? (MB VII, 413). Muitas vezes nos encontraremos cansados, desanimados, dominados por algum dissabor; mas não percamos a coragem: lá em cima vamos descansar, e vamos descansar para sempre (MB VII, 647). O descanso do padre é o paraíso (MB X, 367).

RESPEITO/RESPPEITO HUMANO – Respeito todo mundo, mas não tenho medo de ninguém (MB V, 661). Tenha a coragem da sua fé e das suas convicções…São os maus que devem tremer diante dos bons e não os bons diante dos maus (MB VI, 482). Se os padres não são respeitados, às vezes é por culpa deles (MB VII, 109). Há duas coisas que não se combatem e não se vencem nunca completamente: a nossa carne e o respeito humano (MB VII, 292). O que é o respeito humano? Um monstro de papel velho que não morde (MB VIII, 165). Não liguemos para os adversários e para seus escárnios. A coragem dos tristes existe por causa do medo dos outros. Sejamos corajosos e vocês verão que abaixarão a crista (MB VIII, 165). Todos aqueles que exercem alguma autoridade, se quiserem ser obedecidos e respeitados, façam o mesmo com os seus superiores (MB XIII, 848). Nós usaremos prudência, mantendo os bons princípios e respeitando as pessoas (MB XIII, 618).

RETIRO ESPIRITUAL MENSAL – Façam todo mês o retiro espiritual mensal. Façam bem todo mês o retiro espiritual mensal. Façam todo mês impreterivelmente e bem o retiro espiritual mensal (O texto das MB fala de Exercício da Boa Morte, MB IV, 117). O retiro espiritual mensal consiste especialmente em fazer uma boa confissão e uma comunhão como se fossem as últimas da nossa vida (MB XI, 464). Todo mês reservem realmente um dia no qual, deixando de lado, porquanto possível, qualquer outra ocupação, pensem em por em ordem os negócios da alma (MB XI(I, 459).

ROMANCE – Eu não pensava que pudesse existir tanta mania…como existe agora…de perder tempo e prejudicar a alma com os romances (MB XVII, 196).

***

DE SISTEMA EDUCATIVO, DE SALESIANO

SALESIANO – Quem procura vida cômoda, não entre na nossa Sociedade (MB VIII, 829) Ou salesianos santos ou não salesianos (Durante os Exercícios Espirituais 1871, MB X, 1078). Em todas as nossas casas vocês terão pão, trabalho e paraíso. Poderá acontecer, como os Hebreus no deserto, de encontrarem águas amargas, isto é, desgostos, doenças, provas difíceis, tentações; pois bem, recorram ao remédio indicado por Moisés: ponham nas águas amargas a madeira que tem a propriedade de adoçar, quer dizer o lenho da cruz, ou seja a memória da Paixão de Jesus e do seu divino sacrifício, que se renova cotidianamente sobre os nossos altares (MB XII, 600). Cada salesiano se faça amigo de todos, procure não tirar vingança, seja fácil em perdoar, e não fique relembrando as coisas já uma vez perdoadas (Três cartas a salesianos na América…SPS 365). Tenha bem fixo na mente que vocês se fez salesiano para se salvar; pregue e recomende a todos os nossos irmãos a mesma verdade. Lembre-se de que não basta saber as coisas, mas é preciso praticá-las (Três cartas a salesianos na América…SPS 366). Nós procuramos somente que nos deixem trabalhar no meio da juventude; por isso fiquemos fora da política. Estaríamos fora de lugar se não estivéssemos no meio dos meninos (MB XIII, 684). Não nos esqueçamos de que nós somos Salesianos, Sal ET Lux (Sal e Luz). Sal da doçura, da paciência, da caridade. Luz em todas as ações externas (MB XV, 15). Todos os Salesianos que moram numa mesma casa devem formar um só coração e uma só alma com o seu diretor (MB XVII, 267). Quando os jovens pedirem conselho sobre sua vocação, se descobre-se que faltam contra a bela virtude, sejam aconselhados a não fazer-se salesianos (MB XVII, 461). Os Salesianos existem para defender a autoridade do Papa, onde quer que trabalhem, onde quer que se encontrem (MB XVIII, 491). Quem não sabre trabalhar não é Salesiano (MB XIX, 157).

SALVAÇÃO (Ver Alma).

SACERDOTE (Ver Padre).

SACRIFÍCIO (Ver Mortificação, Sofrimento).

SAÚDE – A temperança é abençoada pelo Senhor e ajuda a inteligência e a saúde (MB II, 395) Não me fiz padre para cuidar da minha saúde (MB II, 459). O trabalho bem ordenado não prejudica a saúde (MB II, 517). Cuidem da saúde. Trabalhem, mas só o que comportam as próprias forças (Lembranças aos missionários SPS 123). A saúde é um grande presente do Senhor, e devemos empregá-la toda para ele (MB VII, 834). Cada um se ocupe e trabalhe o tanto que permitam a própria saúde e capacidade (MB IX, 574). Recomendo encarecidamente a todos cuidar da própria saúde (MB XI, 169) O movimento é o que mais ajuda a saúde. Sou do parecer de que uma causa não indiferente da diminuição da saúde em nossos dias, provém do fato de que o povo não se movimento tanto quanto outrora (MB XII, 343). Meio eficaz para conservar a saúde é o repouso suficiente (MB XIII, 246). Depois da graça de Deus, a saúde é o primeiro tesouro (MB XIV, 382).

SÃO FRANCISCO DE SALES – Nosso caro e manso S. Francisco de Sales costumava dizer: “tenho medo de perder, em quinze minutos, aquele pouco de doçura que procurei acumular em vinte anos, gota a gota, como orvalho em meu coração” (Circular sobre os castigos, MB XVI, 443). A caridade daqueles que mandam, a caridade daqueles que devem obedecer, façam reinar entre nós o espírito de S. Francisco de Sales (MB XIV, 114).

SÃO JOSÉ – S. José, tendo tido a invejável sorte de morrer assistido por Jesus e Maria, é o protetor dos moribundos. Sejamos seus devotos na vida, se quisermos que nos ajude na morte (de O Jovem Instruído). São José, que passou a vida na obscuridade, é o modelo da santidade interior (MB VIII, 568).

SANTOS / SANTIFICAÇÃO – Seja obediente e será santo (MB VI, 416). Não é a ciência que faz os santos, mas a virtude (MB VIII, 93). Sem a paciência não podemos nos fazer santos (MB XII, 626). Santifique os outros santificando-se (MB XIII, 880).

SILÊNCIO – Melhor um pouco de barulho que um silencia raivoso suspeito (MB V, 845). Uma comunidade religiosa que observa com exatidão o silêncio nos tempos marcados, é certamente fiel a todas as outras suas constituições; se, pelo contrário, cada um fala a seu talante, ordinariamente não se observam nem as regras nem a ordem (Palavras aos clérigos MB VI, 773). Só no silêncio o Senhor concebe as suas graças (MB IX, 343). O silêncio é o fundamento do bom andamento dos Exercícios Espirituais (MB XII, 446). É uma grande coisa que haja silêncio absoluto desde a noite até a manhã (MB XV, 417).

SINCERIDADE – Sejam sinceros nas palavras, e cuidado com a mentira, porque se você for pego mentindo, além da ofensa a Deus, você seria desonrado na presença de seus companheiros e de seus superiores. (de O Jovem Instruído).

SISTEMA EDUCATIVO DE DOM BOSCO – (Ver Razão, Religião, Amorevolezza). Chamado também de SISTEMA PREVENTIVO. Trazemos aqui os principais pensamento de Dom Bosco, extraídos do pequeno tratado que ele escreveu com o título “O Sistema Preventivo na educação da juventude1877”, da circular “Dos castigos a ser aplicados” das “Duas cartas de Roma”, conhecidas também como “O sonho de 1884, das Memórias de1841 a1886”e das “Três cartas a Salesianos da América”, todas elas reunidas em edição críticaem SCRITTI PEDAGOGICIESPIRITUALI, Lãs 1987. São dois os sistemas em todo tempo usados na educação da juventude: Preventivo e Repressivo. O sistema Repressivo consiste em fazer que os súditos conheçam a lei, e depois vigiar para saber os seus transgressores e infligir-lhes, quando necessário, o merecido castigo. Nesse sistema, as palavras e o semblante do superior devem constantemente ser severos e até ameaçadores, e ele próprio deve evitar tida a familiaridade com os dependentes…Diferente e, eu diria oposto, é o sistema Preventivo. Consiste em tornar conhecidas as prescrições e as regras de uma instituição, e depois vigiar de modo que os alunos estejam sempre sob os olhares atentos do diretor ou dos assistentes. Estes, como pais carinhosos, falem, sirvam de guia em todas as circunstâncias, dêem conselhos e corrijam com bondade. Consiste pois, em colocar os alunos na impossibilidade de cometer faltas (O sistema preventivo 1877 SPS 193). Este sistema apóia-se todo inteiro na razão, na religião e na bondade. Exclui, por isso todo o castigo violento, e procura evitar até as punições leves (Ibidem 193). “A caridade é benigna e paciente; tudo sofre, mas espera tudo e suporta qualquer incômodo. “Por isso somente o cristão pode aplicar com êxito o sistema Preventivo, Razão e Religião são os instrumentos de que o educador se deve servir; deve inculcá-los, praticá-los ele mesmo, se quiser ser obedecido e alcançar os resultados que deseja… Porquanto possível, os assistentes sejam os primeiros a achar-se no lugar onde os alunos de devem reunir; entretenham-se com eles enquanto não vier um substituto; nunca os deixem desocupados (Ibidem 195). Dê-se ampla liberdade de correr, pular e gritar à vontade. Os exercícios ginásticos e desportivos, a música, a declamação, o teatro, os passeios, são meios eficacíssimos para se alcançar a disciplina, favorecer a moralidade e conservar a saúde (Ibidem 195). A confissão freqüente, a comunhão freqüente e a missa cotidiana são as colunas que devem sustentar um edifício educativo, do qual se queira eliminar a ameaça e a vara. Nunca se obriguem os jovens a freqüentar os santos Sacramentos: basta encorajá-los e dar-lhes comodidade de se aproveitarem deles (Ibidem 195s). Usa-se a máxima vigilância para impedir que entrem no instituto companheiros, livros ou pessoas que tenham más conversas. A escolha de um bom porteiro é um tesouro para uma casa de educação (Ibidem 196). Dir-se-á que esse sistema é difícil na prática. Observo que, da parte dos alunos, torna-se bastante mais fácil, agradável e vantajoso. Para o educador, encerra alguma dificuldade que, porém, diminuirá, se ele se entregar com zelo à sua missão (Ibidem 197). O educador é um indivíduo consagrado ao bem de seus alunos: por isso, deve estar pronto a enfrentar qualquer incômodo e canseira, para conseguir o fim que tem em vista: a formação cívica, moral e científica dos seus alunos (Ibidem 197s). É certamente muito mais fácil irritar-se do que ter paciência, ameaçar um menino do que persuadi-lo. Diria que é mais cômodo para o nosso orgulho e para a nossa impaciência castigar os rebeldes do que corrigi-los, tolerando-os com firmeza e benignidade (Circular sobre os castigos SPS 249). Não se deve repreender em público, a não ser para impedir o escândalo, ou para repará-lo, se por acaso tivesse já acontecido (Ibidem 250). Se, depois da primeira admoestação, não se chegou a nada, deve-se falar com um outro superior que tenha algum ascendente sobre o culpado; finalmente se fale com o Senhor (Ibidem 250). Sejam firmes em querer o bem e em impedir o mal, mas sempre doces e prudentes; sejam perseverantes e amáveis, e verão que Deus os fará senhores também do coração menos dócil (Ibidem 250). Muitas vezes encontrei ânimos tão endurecidos, tão resistentes a qualquer insinuação boa, que não davam mais nenhuma esperança de recuperação, e eu mesmo via já a necessidade de tomar medidas extremas, e que foram dobrados somente com a caridade (Ibidem 250). Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais devemos exercer algum poder. Ponhamo-nos portanto a seu serviço, como Jesus, que veio para obedecer e não para mandar, envergonhando-nos daquilo que em nós pudesse ter aparências de dominadores (Ibidem 253). Conseguiremos mais com um olhar de caridade, com uma palavra de encorajamento, que traga confiança ao seu coração, do que com muitos pitos, que só servem para perturbar (Ibidem 255). Todos os jovens tem o seu dia agitado, vocês também o tiveram! E ai de nós se não procurarmos ajudá-los a superá-los logo e sem violência (Ibidem 255). Lembremo-nos de que a força pune o vício, mas não corrige o viciado. Não se cultiva a planta curvando-a com violência, e não se educa a vontade dobrando-a com jugo violento (Ibidem 256). Nada de expressões humilhantes. Deve-se demonstrar boa esperança sobre ele, declarando-se pronto a esquecer tudo, a partir do momento em que ele der sinal de boa conduta (Ibidem 256). Lembre-se que a educação é coisa de coração e deste só Deus é senhor, e nós não podemos conseguir nada, se Deus não nos ensinar sua arte e não nos der sua chave (Ibidem 259). Jesus Cristo se fez pequeno com os pequenos e carregou nossas misérias. Ele não quebrou a cana já partida, nem apagou a mecha que fumegava. Eis o modelo de vocês (Duas cartas de Roma SPS 287). Por que se quer substituir à caridade a frieza de um regulamento?… Por que, ao sistema de prevenir com a vigilância e amorosamente as desordens, se vai substituindo pouco a pouco o sistema, menos pesado e mais cômodo para quem manda, de impor leis que se mantêm com castigos, acendem ódios e geram desgosto? (Ibidem 298). Se quiserem obter muito dos nossos alunos, não se mostrem ofendidos contra ninguém. Tolerem seus defeitos, corrijam-nos, mas esqueçam-nos. Mostrem-se sempre afeiçoados a eles, e façam-nos saber que todos os seus esforços são orientados para eles e para o bem de suas almas (Memórias 1841 – 1886 SPS 349). Os avisos, as repreensões, as alusões feitas em público ofendem, e não obtêm resultado (Ibidem 341). Caridade, paciência, doçura, e nunca esculhambações humilhantes, nunca castigos. Façam o bem a quem se pode e mal a ninguém (Três cartas a salesianos na América SPS 363). O sistema preventivo seja nossa característica. Nunca castigos humilhantes, palavras humilhantes, repreensões severas na presença de outro. Mas, nas aulas, soe a palavra doçura, caridade, paciência. Nunca palavras irônicas, nem um tapa, ainda que leve. Se faça uso dos sistemas negativos, e sempre de tal modo, que aqueles que são corrigidos, se tornem mais amigos nossos do que antes, e não levem rancor contra nós (Ibidem 365).

SOFRIMENTO/SOFRER – (Ver Mortificação). Lembre-se de que você sofre e trabalha para um bom patrão, que é Deus (MB VIII, 444). Trabalhe e sofra por amor de Jesus Cristo, que tanto trabalhou e sofre por você (MB VIII, 444). As pílulas mais amargas são as melhores para a saúde (MB VIII, 448). Os espinhos da vida serão as flores para a eternidade (MB VIII, 476). Todos devemos levar a nossa cruz como Jesus. A nossa cruz são os sofrimentos, que todos encontramos na vida (MB X, 648). Cada um esteja disposto a sofrer calor e frio, sede e fome, desprezo e cansaço, todas as vezes que isto contribuir para promover a glória de Deus e a salvação da própria alma (MB X, 666). O caminho da Cruz é o que conduz a Deus (MB XI, 363). Quem quer gozar com Jesus, deve ser crucificado com ele (MB XI, 513). Para se colher rosas, é forçoso encontrar também os espinhos; mas com os espinhos está sempre a rosa (MB XVII, 131). Não lhes recomendo penitências ou mortificações especiais: vocês terão grande mérito e serão a glória da congregação, se souberem suportar mutuamente as dores e os desgostos da vida, com resignação cristã (MB XVII, 267).

SONHOS DE DO BOSCO – Chamem-nos sonhos, chamem-nos parábolas, dêem a eles o nome que quiserem, eu estou certo de que, contados, farão o bem (MB I, 256).

SUFRÁGIOS – É duplo o resultado que se tem com as orações pelas almas do purgatório: em primeiro lugar, se aliviam as penas destas pobres almas, e depois, é grandíssimo o mérito que adquirimos e que o Senhor prepara para nos recompensar, quando fomos encontrá-lo (MB XII, 559). As indulgências que ganharem, apliquem-nas às almas do purgatório…usem com elas esta caridade, especialmente com as de seus parentes (MB XIII, 440).

SOBERBOS / SOBERBA – O soberbo é odioso aos olhos de Deus e desprezível diante dos homens (MB IV, 750) A soberba nos faz faltar à caridade, nos faz esquecer o mandamento do perdão, nos afasta dos companheiros e nos trona odiosos a todos (MB VI, 102).

SUPERIOR – (Ver ainda Diretor e Sistema Educativo de Dom Bosco). A ordem mais eficaz de um superior é o bom exemplo (MB II, 54). Honrem e amem aqueles que ocupam o lugar de Deus e de seus parentes, e quando lhes obedecem, pensem em obedecer ao próprio Deus (MB IV, 749). Um superior deve ser pai, médico, juiz, mas pronto a tolerar e a esquecer (MB VII, 509). O superior deve ter três qualidades especiais: rápido para perdoar; lento para punir; rapidíssimo para esquecer (MB VIII, 416). Nunca será bom para mandar, quem não é capaz de obedecer (MB IX, 526). Um superior, antes de tomar uma deliberação, se ponha na presença de Deus, examine a sua consciência, reze para que o Senhor queira iluminá-lo e fazê-lo ver se aquela decisão que pretende tomar é a melhor para seus súditos, examine ponderadamente as coisas, e depois aja conforme o Senhor lhe inspirar (MB XII, 146). O seu comando seja a caridade, que se desdobra em fazer o bem a todos e mal a ninguém (MB XIII, 726).

SUSCETIBILIDADE – Desejo que vocês sejam menos sensíveis aos elogios e às críticas (MB VI, 101). Os superiores não se apoquentem com ninharias. Sejam calmos, dêem tempo, esperem, examinem, antes de dar importância a esta ou aquela coisa (MB X, 1018).

***

DE TEMPO, DE TEMOR DE DEUS

TEMPERANÇA – A temperança é abençoada por Deus e útil à inteligência e à saúde corporal (MB II, 395) Dêem-me um jovem que seja temperante no comer, no beber e no dormir, e vocês o verão virtuoso, assíduo nos seus deveres e amante de todas as virtudes (MB IIIV, 184). O trabalho e a temperança farão florescer a Congregação salesiana (MB XII, 466). Trabalho e temperança. São duas armas com as quais conseguiremos vencer tudo e todos (MB XIII, 432). A temperança e o trabalho são dois melhores guardas da virtude (MB XV, 460).

TEMPO – Ocupe rigorosamente o tempo (Propósitos de Dom Bosco na primeira Missa SPS 315). O tempo é um tesouro precioso. Em um momento de tempo bem empregado, o homem pode ganhar a eterna felicidade. Por isso um momento de tempo pode valer tanto quanto Deus (MM 66). O tempo é precioso. Por isso devem-se remover todos os obstáculos que possam impedir de ocupá-lo bem (MB IV, 746). Na hora da morte você vai se arrepender de ter perdido tanto tempo, sem nenhuma vantagem para sua alma (MB VI, 442). Para ser verdadeiro operário do evangelho, é preciso não perder tempo, mas trabalhar (MB XII, 630). Eu não pensava que poderia existir a mania de perder tempo e arruinar a alma com os romances (MB VII, 196). Não percam tempo, façam o bem, façam muito bem, e jamais se arrependerão de tê-lo feito (MB XVII, 556). Meus filhos, conservem o tempo, e o tempo vai conservá-los para sempre (MB XVIII, 482).

TENTAÇÕES – Quando vocês forem tentados, não fiquem esperando que a tentação tome conta do coração de vocês, mas façam alguma coisa para livrarem-se dela, ou com o trabalho, ou com a oração. Se a tentação continuar, façam o sinal da cruz e digam: Maria, Auxiliadora dos cristãos, rogai por mim. (de O Jovem Instruído). Eu ceio que é impossível ser vencido pelas tentações, aquele que, em tais perigos, apela para a presença de Deus (Ibidem). Somente os humildes são fortalecidos por Deus no combate contra as tentações dos sentidos (MM 153). Querem ser fortes para combater contra o demônio e as suas tentações? Amem a Igreja, venerem-se o Sumo Pontífice, freqüentem os sacramentos, visitem com freqüência a Jesus nos seus tabernáculos, sejam muito devotos de Maria Santíssima, ofereçam-lhe seus coração, e então superação todas as batalhas e os enganos do mundo (MB VI, 347). Todo aquele que tem fé, que visita a Jesus Sacramentado, que faz sua meditação todos os dias e tem boas intenções, é impossível que peque (MB IX, 355).

TERRA – O afeto à terra diminui e muitas vezes apaga o desejo das coisas do céu (MB IX, 996).

TEMOR / TEMOR DE DEUS – O sistema preventivo é a caridade, o santo temos de Deus infuso nos corações (MB VI, 381). A verdadeira riqueza é o santo temor de Deus (MB X, 1038). O temor de Deus e a freqüência dos santos sacramentos é o que faz acontecer milagres com a juventude (MB XI, 221).

TRADIÇÕES – Não se deve introduzir nenhuma novidade na casa; ainda que se veja que algo seria melhor, não importa. Deixemos o melhor e fiquemos simplesmente com o bom. Não se faça nenhuma interpretação, nenhuma violência às regras; não se abandonem certas práticas de piedade para substituí-las com novas (MB VI, 721). As tradições se distinguem das regras, enquanto ensinam o modo de explicar as próprias regras. É preciso cuidar para que estas tradições continuem depois de minha morte, sejam conservadas pelos sucessores (MB XVII, 279). As tradições são as normas práticas para entender, explicar e praticar fielmente as regras, e formam o espírito e a vida da nossa Pia Sociedade (MB XVII, 281).

TRABALHO – Trabalhem, mas só o quanto as próprias forças comportam (Lembranças aos missionários SPS 123). Quando acontecer que um salesiano venha a sucumbir e morrer trabalhando pelas almas, vocês poderão dizer que a nossa congregação conseguiu uma grande vitória, e sobre ela descerão copiosas bênçãos do céu (Memórias 1841 – 1886 SPS 353). O trabalho é uma arma poderosa contra os inimigos da alma (MB I 518) O trabalho bem ordenado nunca é aquele que traz prejuízo à saúde (MB II, 517) A primeira coisa é a oração; e com a oração, o trabalho. Quem não trabalha, não tem direito à comida (MB III, 345) Trabalha para o Senhor. O céu paga tudo (MB III, 587) Meus caros jovens, não lhes recomendo penitência e macerações, mas trabalho, trabalho e trabalho (MB IV, 216) Por trabalho entendo o cumprimento dos próprios deveres. (do primeiro Plano de Regulamento para a Casa do Oratório, MB IV, 748) Quem não se habitua ao trabalho, em geral se torna um preguiçoso até a velhice (MB IV, 748) Quem está obrigado a trabalhar e não trabalha, rouba a Deus e a seus superiores (MB IV, 748) Faço as coisas como se fossem as últimas de minha vida. Trabalho como se devesse viver ainda por longos anos (MB VI, 933) O homem nasceu para trabalhar, e somente quem trabalha com assiduidade e amor, acha a fadiga leve (MB VII, 118) Trabalhe e sofra por Deus, que tanto trabalhou e sofreu por você (MB VIII, 444) Estudo, trabalho e oração: eis o que manterá os jovens bons (MB IX, 160) Cada um se esforce e trabalhe o quanto permitirem a saúde e a capacidade (MBH IX, 574) Companheiros da pobreza são as privações, os esforços e o trabalho (MB IX, 990) Trabalhamos continuamente nesta vida para salvar a nossa alma e tantas outras; descartaremos na feliz eternidade (MB X, 9) O trabalho e a temperança farão florescer a Congregação (MB X, 102) Ai de quem trabalha esperando os louvores do mundo: o mundo é um mau pagador e paga sempre com a ingratidão (MB X, 266) Enquanto os salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora se dedicarem ao trabalho e à oração, praticando a temperança e cultivando o espírito de pobreza, as duas Congregações farão um grande bem (MB X, 651) Se não for possível trabalhar aqui, se vai para ali (MB XI, 83) Até os maus sabem apreciar, quando se trabalha verdadeiramente sem interesse, e se trabalha muito (MB XI, 168) Tenham cuidado com a saúde. Trabalhem, mas só o quanto as forças comportam (MB XI, 390) Façam aquilo que podem. Deus fará o que não podemos fazer (MB XI, 395) A vida é muito breve. É preciso fazer logo aquele pouco de bem que se pode, antes que a morte nos surpreenda (MB XI, 409) A quem entra para Congregação, Dom Bosco promete Pão, Trabalho e Paraíso (MB XII, 598) O Personagem do sonho diz a Dom Bosco: É preciso que você mande imprimir estas palavras, que serão o lema de vocês, sua palavra de ordem, seu distintivo. Tome nota: O trabalho e a temperatura farão florescer a Congregação Salesiana. Estas palavras, você as fará explicar, repetir, insistir … O trabalho e a temperança são a herança que você deixa para a Congregação, e, ao mesmo tempo, serão a sua gloria (MB XII, 466s) Para conservar a castidade é preciso trabalhar e rezar… Sim, oração e mortificações (MB XII, 470) Aos noviços salesianos: em todos os lugares vocês terão pão, trabalho e paraíso (MB XII, 600) Trabalhamos para o paraíso (MB XII, 701) Quando eu vou às casas salesianas e vejo que há muito que trabalhar vivo tranqüilo. Onde há trabalho não está o demônio (MB XIII, 116) Estamos em tempos nos quais é preciso trabalhar. O mundo se tornou material, por isso é preciso trabalhar e mostrar o bem que se faz (MB XIII, 126) O mundo atual quer ver obras, quer ver o clero trabalhar na instrução e educação da juventude pobre e abandonada, com obras de caridade, com casas de acolhida e escolas (MB XIII, 127) O trabalho deve ser santificado com a reta intenção, com atos de união ao Senhor e a Nossa Senhora, e fazendo o melhor que se pode (MB XIII, 208) Trabalhem, trabalhem muito, mas dêem um jeito de trabalhar por longo tempo (MB XIV, 254) Trabalhemos para a gloria de Deus, com a caridade, com a Constancia na religião e com a firmeza na defesa dos princípios católicos (MB XV, 486) Cada um faça o próprio dever para que não aconteça que um trabalhe por três e o outro por nenhum (MB XV, 20) Trabalhe, mas sempre com a doçura de São Francisco de Sales e com paciência de Jô (MB XV, 680) Quem quiser trabalhar com fruto, deve ter a caridade no coração e praticar a paciência no trabalho (MB XV, 32) Na minha casa tem pão, e este a Providência no-lo manda dia a dia; tem trabalhado: casa um deve trabalhar por três; tem paraíso, porque quem trabalha para Deus, tem direito a um cantinho no paraíso (MB XVII, 251) Trabalho, trabalho, trabalho! Deveria ser este o objetivo e a gloria dos padres. Não cansar-se nunca de trabalhar. Assim, quantas almas se salvariam. Mas, infelizmente, muitos têm medo de trabalhar, e preferem as próprias comodidades (MB XVII, 383) Quem não sabe trabalhar não é salesiano (MB XIX, 157)

DE UNIDADE, DE UNIÃO

UNIDADE/UNIÃO – Renunciemos às propensões individuais e façamos um esforço para formar um só corpo (MB X 1071) O bem de um seja o bem de todos, o mal de um seja afastado, como se fora o mal de todos (MB 10, 1311) Lembrem-se sempre que, se infiltrar-se entre nós um pouco de divisão, a congregação não caminhará bem. Unidos num só coração, se fará dez vezes mais trabalho e se trabalhará melhor (MB XII, 384) Unidade de comando, de espírito, de administração: fundamento das comunidades religiosas (MB XII, 499) Façam qualquer sacrifício para conservar a união com os irmãos (MB XIII, 880) Se insista para que, em cada casa, ponham o diretor no centro. É um desastre, quando em uma casa se formam dois centros! São como dois campos, como duas bandeiras, e se não forem contrários, serão ao menos divididos (MB IV, 45)

***

DE VIDA, DE VOCAÇÃO

VINGANÇA – A vingança do verdadeiro católico é o perdão e a oração pela pessoa que nos ofende (MB IV, 312)

VINHO – Beberei vinho misturado com água, e somente como remédio: somente quando for exigido pela saúde (Dos propósitos da primeira Missa SPS 315) Gula e castidade, especialmente vinho e castidade, não podem andar juntos (MB XI, 517)

VIRTUDE – A primeira virtude de um jovem é a obediência ao pai e à mãe (MB III, 166) Desde jovem entreguem-se à virtude, porque esperar para dar-se a Deus em idade avançada, é colocar-se em perigo gravíssimo de perder-se eternamente (MB IV, 748) As virtudes que formam o mais belo ornamento de um jovem cristão são: a modéstia, a humildade, a obediência, e a caridade (MB IV, 748) Quem quiser se tornar realmente grande, precisa começar desde jovem a percorrer corajosamente o caminho da virtude (MB VI, 99) Gosto mais de uma virtude constante do que de graças extraordinárias (MB VI, 969) Não é a ciência que faz os santos, mas a virtude (MB VIII, 931) Deus não abandona o jovem virtuoso (MB IX 567) Não devemos nunca pretender dos nossos dependentes que façam um ato de virtude que nós descuidamos (MB X 1105) As práticas de piedade são alimentos, sustentáculos da virtude (MB XII, 82) Continuem o caminho da virtude, e terão sempre a paz no coração, a benevolência dos homens e a benção do Senhor (MB XII, 278) Se não se fizerem verdadeiros esforços, a virtude diminuirá sempre (MB XIII, 805) A obediência é a base e a garantia de qualquer virtude (MB XVII, 890)

VISITA AO SS. SACRAMENTO – Todo dia empregarei algum tempo para meditação e para a leitura espiritual. Durante o dia, farei breve visita, e ao menos uma oração ao SS. Sacramento. Farei ao menos quinze minutos de preparação, e outros quinze de ação de graças na Santa Missa (Dos propósitos da primeira Missa SPS 315) Vocês querem que o Senhor vos dê muitas graças? Visitem-no com freqüência. Querem poucas graças ? Visitem-no pouco (MB VIII, 49) Deve-se ir aos pés do tabernáculo, nem que seja para dizer um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, quando não for possível mais. Basta isso para nos tornar fortes contra as tentações (MB XI, 355s)

VIDA – Vida e morte estão nas mãos do Senhor, que poderá dispor delas como quiser (O Jovem Instruído 1847, SPS 30) Se nós começamos uma vida boa, agora que somos jovens, seremos bons nos anos maduros, boa a nossa morte e principio de uma eternidade feliz (Ibidem 30) Caminhem com os pés na terra, e habitem o céu como o coração (MB VIII, 752) A minha vida esta consagrada ao bem estar dos jovens pobres (MB II, 462) A nossa vida está nas mãos do Senhor, que é um bom Pai: ele sabe até quando deve conservá-la (MB VI, 120) É preciso trabalhar como se não se devesse morrer nunca, e viver como se devesse morrer cada dia (MB VII, 484) Se quiser viver feliz, protegido por Deus, respeitado e amado pelos homens, é necessário merecê-lo tendo bom coração com todos, amando seus amigos, sendo paciente e generoso com seus inimigos, chorando com quem chora, não tendo inveja da felicidade alheia, fazendo o bem a todos e o mal a ninguém (MB IX, 284) Nesta vida temos os espinhos e na outra as rosas (MB X, 648) A nossa vida é muito breve. É preciso fazer logo aquele pouco que se pode, antes que a morte nos surpreenda (MB XI, 409) Este mundo é como uma cena de teatro: passa num momento (MB XI, 509) Considere cada dia como o último da vida (MB XV, 606) Cuide de fazer um sacrifício total da sua vida ao Senhor, e de querer trabalhar até o ultimo suspiro pela sua gloria, suportando com paciência as diversidades e contrariedades ao fazer o bem (MB XVI, 31)

VIDA RELIGIOSA – (Ver Religioso, Pobreza, Castidade, Obediência). A obediência verdadeira é a espinha dorsal de toda a vida religiosa (MB VI, 933) Ai daquelas casa religiosas nas quais se começa a viver como ricos (MB IX, 702) Pondo-nos no seguimento do nosso Divino Mestre, devemos mostrar-nos prontos a suportar a qualquer sofrimento por seu amor (MB XI, 510) A castidade deve servir de fundamento prático de todo o edifício religiosos (MB XI, 581) Antes de entrar naquela casa santa, deixem fora da porta a própria vontade (MB XIII, 203) Não se engane pensando que a vida religiosa é uma vida inteira de sacrifício. Primeiro vêm os espinhos e depois as rosas. É verdade que a vida religiosa exige trabalho contínuo, espírito de sacrifício, abnegação humildade de si mesmo, mas estas mesmas provações são fontes de graças maiores e de grandíssimas consolações (MB XIII, 233) O Senhor trata bem os seus servos mesmo neste mundo (MB XIII, 426)

VICIO – O ócio e a desocupação carregam consigo todos os vícios (MB III, 92) A soberba conduz ao vicio (MB III, 992) Se o jovem for guloso, dado ao vinho, dorminhoco, pouco a pouco terá todos os vícios (MB IV, 184) Como é difícil desenraizar um vicio que se enraizou na juventude (MB XII, 626)

VOCAÇÃO (Religiosa e sacerdotal). – Para cultivar a vocação eclesiástica deve-se estimular 1. Amor à castidade, 2. Horror ao vicio oposto, 3. Exclusão dos displicentes, 4.Comunhão freqüente, 5. Caridade com sinais de bondade e de benevolência especial (Lembranças aos missionários SPS 121) Quando um jovem manifesta sinais de vocação, procurem fazer-se amigo dele. É indispensável afastá-lo das más leituras e dos companheiros de más conversas. A confissão e a comunhão freqüentes conservarão nele a rainha das virtudes, a pureza dos costumes (Memórias 1841-1886 SPS 317) Deus chamou a pobre Congregação Salesiana para promover as vocações eclesiásticas entre a juventude pobre e de baixa condição) Ibidem 329) AS famílias ricas em geral estão muito impregnadas do espírito do mundo, do qual infelizmente se imbuem também os seus filhos, fazendo-os perder assim o principio de vocação que Deus pôs no seu coração. Se cultiva esse espírito e for desenvolvido, vem a maturação e os frutos serão copiosos. Do contrario não somente o germe de vocação, mas muitas vezes a própria vocação já nascida e começada tão bem, é sufocada, enfraquecida e se perde (Ibidem 330) Lembremo-nos de que fazemos um grande presente à Igreja quando procuramos um boa vocação: se esta vocação ou este padre vai para a diocese, para as missões, ou para um casa religiosa, não importa. É sempre um grande tesouro que se dá de presente à Igreja de Jesus Cristo (Ibidem 330) Não se trata de forçar a entrada para o estado eclesiástico quem não tem vocação para ele, mas de cultivá-la e desenvolvê-la nos jovens que demonstram sinais claros (Segundo Capitulo Geral SPS nota 30) O que recomendei encarecidamente é o cultivo das vocações, tanto dos Salesianos quanto das Filhas de Maria Auxiliadora. Faça o possível, faça projetos, não olhe despesas, contanto que se consiga algum padre para a Igreja, especialmente para as Missões (Carta a Dom Lasagna SPS nota 33) Não deixem nunca de receber um jovem que apresente esperança de vocação por falta de meios. Gastem tudo aquilo que têm, se preciso for peçam esmolas, e se depois disto conseguirem, não desanimem, que Santíssima Virgem de um jeito ou de outro, até com milagres virá ajudar (Memórias 1841-1886 SPS 331) A vida exemplar, piedosa, exata dos Salesianos, a caridade entre eles, as boas maneiras e a doçura com os alunos são meios eficazes para cultivar as vocações ao estado eclesiástico, porque as palavras movem, os exemplos arrastam (Segundo Capitulo Geral SPS nota 331) Digo portanto e repito a doçura, a caridade entre nós, Salesianos, e com os jovens são os meios mais poderosos para poder educá-los bem e para cultivar as vocações (Segundo Capitulo Geral SPS nota 331) Como fazer então para cultivar o germe da vocação que o Senhor pôs no peito de muitos nestes tempos de corrupção geral?… Começar a tempo e não perdê-los mais a vista: encurtar as férias o mais que se puder, e recomendar muito que, mesmo em sua casa, freqüentem os Santos Sacramentos, e evitem as más companhias (Ibidem, nota 332) O Senhor põe no coração de muitos o germe da vocação, e se vêem muitos jovens enquanto são bons amar e aspirar ao estado eclesiástico, mas a gente parece ver o Senhor se retirar quando o jovem se deixa dominar pelos pecados e especialmente, se perde o tesouro da castidade (Ibidem, nota 332) Os chamados divinos à vida mais perfeita certamente são graças especiais e muito grandes, que Deus não dá a todos (R 7) O estado religioso é estado sublime e verdadeiramente angélico. Aqueles que por amor de Deus e de sua eterna salvação sentem o seu coração tocado pelo desejo de abraçar este sublimíssimo estado, podem sem duvida crer que este desejo vem do céu, porque é demasiado generoso, demasiado elevado acima dos sentimentos da natureza (R 8) Os homens do mundo, quando alguém que entrar na vida religiosa e levar vida mais perfeita e mais segura contra os perigos do mundo, dizem que para tais resoluções é preciso muito tempo, para ter certeza de que a vocação vem realmente de Deus e não do demônio. Mas não são mais da mesma opinião quando se trata de aceitar um cargo de honra, onde tantos são os perigos de perdição (R 9) As vocações se conservam somente com a oração. Quem deixa a oração, certamente deixará a vocação. É preciso rezar e rezar muito (R 13) Para conservar a vocação religiosa é necessário o recolhimento, que comporta o afastamento das conversas e dos divertimentos mundanos. Basta um dia de divertimento… uma paixão pouco mortificada… quem não abandonar a boa vida, pode estar certo de que perderá a vocação (R 14) A base das vocações é a freqüência aos Santos Sacramentos (MB XIV 44) Com os jovens: não somente tratá-los bem, mas se cuide melhor dos mais crescidos que dão algum sinal de vocação (MB XII 88) O maior dom que Deus possa fazer a uma família é o de uma vocação ao sacerdócio (MB VI, 111) Quando um filho deixa os pais para obedecer a vocação, Jesus Cristo ocupa o seu lugar na família (MB IX, 704) Quando escreverem a seus parente, digam que Dom Bosco os saúda, e que todos aqueles que têm Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora serão todos salvos até a terceira e quarta geração (MB X, 651) Em toda casa Salesiana haja o Maximo cuidado de promover as Pequenas Associações, isto é, o Pequeno Clero, a Companhia do Santíssimo Sacramento, de São Luís, de Maria Auxiliadora, da Imaculada Conceição. Ninguém tenha medo de falar delas, de recomendá-las, de favorecê-las… Eu creio que tais Associações podem ser chamadas Chave da piedade, Conservatório da moral, sustento das vocações eclesiásticas e religiosas (Da Circular do dia 12 de janeiro de 1876, assinada por Dom Bosco e endereçada a todos os salesianos. O grifo está no texto de Dom Bosco MB XII, 26) Agora indicarei alguns instrumentos que podem ajudar muito a cultivar as vocações: 1. Freqüência seria dos Sacramentos; não insisto muito sobre este ponto, porque todos já sabem. Nas nossas casas esta freqüência é regular. 2. É necessário usar de muita bondade com os jovens; tratá-los bem. Este bom trato venha de todos, sem exceção de ninguém… basta um para afastar todos (MB XII, 88) Sementeira de muitas vocações e instrumento de bem extraordinário são os oratórios, os orfanatos, os internatos (MB XII, 374) Recomendo muito cuidado das vocações sugerindo três meios: falar freqüentemente de vocação; falar muito das missões, fazer ler as cartas dos missionários (MB XIII, 86)

VONTADE DE DEUS – Os maus hábitos podem ser vencidos por quem se submete à provação com boa vontade (MB VII, 190) A obediência no garante que fazemos a vontade de Deus (MB VII, 876) A sabedoria é a arte de bem governar a própria vontade (MB IX, 933) Deus sabe recompensar largamente os sacrifícios feitos para obedecer à sua santa vontade (MB XI, 243) A educação dos meninos deveria ter por base a formação da vontade (MB XV, 78) Quando alguém renuncia à própria vontade, pode-se fazer dele grandes coisas (MB XVI, 197)

VOTOS RELIGIOSOS – (Ver Religioso, Vida religiosa, Pobreza, Castidade, Obediência). Tomem cuidado, e façam com que nem amor do mundo, nem o afeto dos parentes, nem o desejo de uma vida mais cômoda, os levem ao grande despropósito de profanar os santos votos (MB XVII, 258)

Quem se oferece com voto, oferece-se todo inteiro (MB VI, 560)

Quando alguém faz os votos perpétuos, reconquista a inocência batismal (MB X 561)

VOTOS (desejos) – A graça do Senhor esteja sempre com vocês neste ano (MB VI, 114) Que vocês possam fazer a vontade de Deus (MB VI, 114) A Santíssima Virgem os tenha debaixo de sua proteção (MB VI,114) Aos estudantes eu desejo que possam aprender a ciência profana, sem esquecer a ciência dos santos (MB VI, 1071) A santíssima virgem nos ajude a caminhar pela estrada do céu (MB VIII, 518) Deus abençoe a todos, e a todos conceda a graça de bem viver e de bem morrer (MB XIII, 26) (Ver outros votos em BENFEITORES)

***

DE ZELO

ZELO – (Ver também caridade). Haja zelo verdadeiro, mas sempre com calma, doçura e paciência (MB XII, 457)

***

ACONTECIMENTOS FUNDAMENTAIS NA VIDA DE SÃO JOÃO BOSCO

16 DE AGOSTO DE 1815. João Bosco nasce nos Becchi, um grupo de casa que pertence a Morialdo, fração de Castelnuovo D’ Asti. Seus pais são Francisco e Margarida Occhiena. De um primeiro matrimonio Francisco teve dois filhos: Antonio, nascido em 1808 e Teresa Maria, nascida em 1810 e morta com apenas dois dias de vida

1817. Morre o pai , Francisco Bosco, deixando órfãos João e José (Os filhos que teve de Margarida) e Antonio.

1824. Um sonho misterioso revela a Jaó Bosco a missão à qual Deus o chama: cuidar dos jovens abandonados e embrenhados por maus caminhos

1826. João faz a primeira Comunhão

FEVEREIRO DE 1827. Por desavenças com Antonio, que não o quer ver estudar, ainda muito jovem abandona a casa e vai trabalhar como empregado de fazenda com os Maglia, em Moncucco.

NOVEMBRO DE 1829. Já de volta da fazenda dos Moglia, João começa a estudar com Dom Calosso, em Morialdo

NOVEMBRO DE 1830. Morre Dom Calosso. Antonio, que está para se casar, não liga mais para os estudos de João, que pode agora freqüentar as escolas publicas de Castenuovo

4 DE NOVEMBRO DE 1831. João desce a Chieri. Passará ali dez anos de sua vida. Ganhando o pão e pagando as despesas com mil expedientes, pode freqüentar a escola publica.

1832. Funda a sua primeira associação com os companheiros de escola: A Sociedade da Alegria. O programa se resume a dois pontos: cumprir bem os próprios deveres de estudantes e estar sempre alegres.

1833. É crismado em Buttigliera d’ Asti

1834. Faz amizade com Luís Comollo, o primeiro menino santo que encontra em sua vida. Dele escreverá uma pequena biografia dez anos depois, em 1844

OUTUBRO DE 1835. Veste a batina dos clérigos e entra para o seminário de Chieri. Decidiu que será sacerdote

1839. Morre Luís Comollo e a aparece no dormitório dos seminaristas. João fica muito doente.

29 DE MARÇO DE 1841. É ordenado diácono (O primeiro volume das Memórias Biográficas abrange os anos 1815-1841)

5 DE JUNHO DE 1841. João Bosco é ordenado sacerdote pelo Arcebispo de Turim, Dom Fransoni, na capela do arcebispado. No dia seguinte reza a sua primeira missa no altar do Anjo da Guarda, na igreja de São Francisco de Assis. Assiste-o Dom Cafasso, que se tornará o guia espiritual de sua vida.

OUTONO DE 1841.  Recusa os primeiros cargos que lhe são oferecidos e se inscreve no Convitto Eclesiástico de São Francisco de Assis, para aperfeiçoar os estudos teológicos . Faz um primeiro levantamento da cidade de Turim, e descobre o grave problema da juventude, pobre e abandonada por causa da revolução industrial que está chegando àquela cidade.

EM 1841 Dom Bosco começa a escrever os apontamentos que serão recolhidos depois sob titulo “Memórias 1841-1884-5-5”

8 DE DEZEMBRO DE 1841. Na sacristia da igreja de São Francisco de Assis encontra um jovem migrante, Bartolomeu Garelli de Asti. Convida-o e a seus amigos para um encontro semanal. É o início do Oratório .

OUTONO DE 1844. Começa o Oratório ambulante por diversas partes da cidade: na Obra da Marquesa Barolo, no cemitério de São Pedro in Vincoli, nos Moinhos da cidade, na casa Moretta, nos prados dos irmãos Filippi. Em todo lugar os jovens são mal suportados por causa do barulho que fazem. Dom Bosco é suspeito de provocar rebeliões contra as autoridades civis e até mesmo de loucura

SETEMBRO E 1845 . Quando o Oratório está nos Moinhos da cidade, D. Bosco tem um encontro fundamental em sua vida. Chega perto dele um garotinho pálido de 8 anos, órfão de pai: Miguel Rua. Ele se tornará seu braço direito e seu sucessor à frente da Congregação Salesiana.

OUTUBRO DE 1845. Publica a História eclesiástica para uso das escolas. Virão depois a História sagrada (1847)., O sistema métrico decimal (1849)., A História da Itália (1855), e muitos outros livros.

12 DE ABRIL DE 1846. O Oratório muda para um pequeno barracão alugado ao senhor Francisco Pinardi, em Valdocco. É o dia de Páscoa, e é sua mudança definitiva.

JULHO DE 1846. Doença quase mortal de Dom Bosco. Os jovens trabalhadores que freqüentam o Oratório , arrancam de Nossa Senhora a graça da cura, com suas orações.

3 DE NOVEMBRO DE 1846. Depois de uma longa convalescência passada nos Becchi, Dom Bosco volta ao Oratório, acompanhado de Mamãe Margarida, que vem para ser mãe dos seus meninos. Em duas pequenas salas alugadas tem início a escola.

DEZEMBRO DE 1846. Dom Bosco aluga toda a casa de Francisco Pinardi, e dá um impulso decisivo na escola noturna. (O segundo volume das Memórias Biográficas abrange os anos 1841-4846)

12 DE ABRIL DE 1847. No Oratório nasce a primeira associação de jovens comprometidos: a Companhia de São Luís

MAIO DE 1847. Dom Bosco hospeda, na cozinha, o primeiro garoto que lhe pede para ficar com ele, um imigrado da Valsésia. Neste mesmo ano Dom Bosco começa um curso de Exercícios Espirituais para seus melhores jovens. Irá repeti-lo todos os anos, e será um dos meios para selecionar “vocações salesiansa”

DEZEMBRO DE 1847. Abre um segundo Oratórioem Porta Nuovae o dedica a São Luís. Ainda em 1847 Dom Bosco publica a primeira edição do “O Jovem Instruído”

FEVEREIRO DE 1848. Dom Bosco recusa o convite do marquês Roberto d’Azeglio para participar de manifestações políticas. “Agora e sempre quero ficar estranho à política.”

MARÇO DE 1848. Estoura a primeira guerra de independência italiana. A “política” se espalha entre os ajudantes de Dom Bosco, que se revoltam contra os jovens mais crescidos dos oratórios de Valdocco e de São Luís. Durante a primavera, alguém lhe dispara um tiro da janela da capela. Erra o tiro

OUTONO DE 1848. Pela primeira vez um discípulo de Dom Bosco recebe a batina. Chama-se Ascanio Sávio. Ficará quatro anos no Oratório para ajudar Dom Bosco. Neste ínterim, em Turim surgem graves tumultos, por causa da derrota do exercito de Carlos Alberto

1849. Em janeiro morre Antonio, irmão de Dom Bosco, com apenas 41 anos . Em fevereiro ele funda o jornal O Amigo da Juventude. Será ima pequena falência: deverá fechar após 61 edições. Como o Seminário diocesano é fechado, Dom Bosco acolhe vários seminaristas no Oratório, onde podem continuar os estudos (O terceiro volume das Memórias Biográficas abarca os anos 1847-1849)

1850. Dom Bosco funda no Oratório uma Sociedade de mútuo socorro para os jovens trabalhadores.

1851. Dom Bosco compra a casa Pinardi, até agora alugada. Começa a construção da igreja dedicada a S. Francisco de Sales, que será terminada e consagrada em 1852. Assina os primeiros contratos de aprendizado para os seus meninos que vão trabalhar na cidade, antecipando a ação sindical em defesa dos jovens aprendizes.

1852. Aexploração da fabrica de pólvora quase destrói a casa Pinardi, e põe à prova a vida do Oratório.

1853. Dom Bosco funda as Leituras Católicas, livrinhos mensais para a instituição cristã do povo. Começam a funcionar no Oratório as primeiras oficinas profissionais, e crescem as escolas internas. (O quarto volume das Memórias Biográficas abrange ao anos 1850-1852).

26 DE JANEIRO DE 1854. Dom Bosco propõe a quatro jovens (Rua, Cagliero, Rocchietti, Artiglia) a fundação dos Salesianos: trata-se de fazer uma promessa de comprometer-se “na caridade para com o próximo”

VERÃO DE 1854. Em Turim explode o cólera. Os discípulos de Dom Bosco se destacam na cura dos doentes. Tinham a garantia de Dom Bosco nenhum deles seria contagiado, se conservassem na graça de Deus e levassem no pescoço uma medalha de Nossa Senhora.

29 DE OUTUBRO DE 1854. Entra para o Oratório Domingos Sávio, o “menino santo”

25 DE MARÇO DE 1855. Miguel Rua faz voto de pobreza, castidade e obediência nas mãos de D. Bosco. É o primeiro Salesiano

8 DE JUNHO DE 1856. Domingos Sávio funda a Companhia da Imaculada. É um grupo escolhido de jovens que colaboram com D. Bosco no assistir e no fazer o bem aos próprios companheiros

9 DE MARÇO DE 1857. Morre Domingo Sávio. D. Bosco, logo em seguida, escreve sua “Vida,” que terá uma grandíssima difusão. Pio XII proclamará “santo” Domingos Sávio em 1954.

1857. D. Bosco começa a escrever as Regras dos Salesianos. (O quinto volume das Memórias Biográficas abrange os anos 1854-1857)

1858. Primeira viagem de D. Bosco a Roma, para apresentar a sua obra ao Papa. Pio IX o convida a escrever as “coisas maravilhosas” que estão na origem da sua obra. Publica “O Mês de Maio consagrado a Maria SS”.

1859. Segunda guerra de independência italiana, que termina com a sangrenta batalha de Solferino. D. Bosco escreve: “Depois da batalha de Solferino, eu sempre disse que a guerra é uma coisa horrorosa, e eu creio que é realmente contrária à caridade”.

18 DE DEZEMBRO DE 1859.  Nasce oficialmente a Congregação Salesiana. Contando com D. Bosco, os primeiros salesianos são dezoito.

1860. Morre Dom José Cafasso, o grande conselheiro espiritual de Dom Bosco. Um dos primeiros discípulos de D. Bosco, Miguel Rua se torna padre.

1861. Quatorze salesianos constituem uma “comissão secreta” para conservar memórias escrita daquilo que faz e diz D. Bosco. (O sexto volume das Memórias Biográficas abrange os anos 1858-1861).

1862. Morre José, o irmão de Dom Bosco, com 49 anos.

1863. Dom Bosco abre a primeira casa salesiana fora de Turim: o pequeno seminário de Mirabello Monferrato. Manda Dom Rua para dirigi-la. Escreve para ele algumas paginas de “Lembranças Confidenciais”, que constituem um dos documentos fundamentais do estilo educativo salesiano.

MARÇO DE 1864. É posta a primeira pedra fundamental do Santuário de Maria Auxiliadora em Valdocco. (O sétimo volume das Memórias Biográficas abrange os anos de 1862-1864)

1866. Dom Bosco é mediador entre a Santa Sé e o Governo Italiano para retorno de 45 bispos exilados, às suas dioceses e para eleição de novos bispos.

1867. Pio IX torna a dar a Dom Bosco a ordem para escrever as “origens maravilhosas” de sua obra. A maior parte destas “memórias” será escrita por Dom Bosco entre 1873 e 1875. (O oitavo volume das Memórias Biográficas abrange os anos 1865-1867).

9 DE JULHO DE 1868.  Consagração do Santuário de Maria Auxiliadora. Dom Bosco publica “Maravilhas da Mãe de Deus”.

1º DE MARÇO DE1869. APia Sociedade Salesiana é aprovada pela Santa Sé.

1869. D. Bosco começa a publicação da Biblioteca da Juventude Italiana, com a finalidade de pôr nas mãos dos jovens os clássicos italianos antigos e modernos, expurgados dos trechos considerados inoportunos para a sua educação. A edição dos volumes é mensal. De1860 a1885 serão publicados 204. D. Bosco inicia a Associação dos devotos de Maria Auxiliadora (O nono volume das Memórias Biográficas abrange os anos 1868-1871)

26 DE NOVEMBRO DE 1871. Entra em Turim o novo Arcebispo Dom Gastaldi. Foi nomeado por Pio IX, também por indicação de D. Bosco.

7 DE DEZEMBRO DE 1871. D. Bosco cai gravemente doente enquanto visita a casa salesiana de Varazze. A doença dura cinqüenta dias.

5 DE AGOSTO DE 1872. Nasce a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora, que se une à obra dos salesianos. Superiora é Maria Mazzarello, que junto com outras dez jovens, neste dia, recebe o hábito e faz os votos religiosos.

1873. Morre Dom Borel. Têm graves desavenças com o Arcebispo Dom Gastaldi. D. Bosco começa a escrever as Memórias do Oratório de S. Francisco de Sales.

3 DE ABRIL DE 1874. São definitivamente aprovadas pela Santa Sé as Regras ou Constituições da Sociedade de S. Francisco de Sales. (O décimo volume das Memórias Biográficas abrange os anos 1871-1874)

11 DE NOVEMBRO DE 1875. Começam as Missões salesianas. Comandados por Dom Cagliero, partem para a América do Sul os primeiros dez missionários. A eles D. Bosco entrega as “Lembranças aos Missionários”. (o décimo primeiro volume das Memórias biográficas abrange o ano de 1875).

1876. D. Bosco fundia, com a aprovação da Santa Sé, a terceira família salesiana: os Cooperadores. Eles deverão “ajudar a Igreja, os Bispos, os Párocos, promovendo o bem segundo o espírito da Sociedade salesiana”. (O décimo segundo volume das Memórias Biográficas abrange o ano de 1876)

1877. Reúne-seem Lanzo Torineseo primeiro Capitulo Geral da Sociedade Salesiana. As primeiras FMA partem para as Missões, para ajudar o trabalho dos missionários Salesianos. Tem início a publicação do Boletim Salesiano, que manterá a ligação entre D. Bosco e seus cooperadores, “Salesianos no mundo”.

Em 1877. D. Bosco publica as breves e clássicas paginas sobre o “Sistema preventivo”

1879. Os primeiros missionários salesianos entram na Patagônia

1880. Leão XIII confia a Dom Bosco a construção do Templo do Sagrado Coração em Roma (O décimo quarto volume das Memórias Biográficas abrange os anos 1879-7880)

1881. Morre Madre Mazzarello, confunda Dora das FMA. (O décimo quinto volume das Memórias Biográficas abarca os anos 1881-1882)

1883. Durante quatro meses Dom Bosco viaja pela França pedindo esmola para o Templo do Sagrado Coração. Neste ínterim morre Mons. Gastaldi. O Novo Arcebispo de Turim é o cardeal Alimonda, amigo de Dom Bosco desde longa data. Neste ano é escrita a carta circular “Sobre os castigos a serem dados nas Casa Salesianas”. (O décimo sexto volume da Memórias Biográficas abrange o ano de 1883).

10 DE MAIO DE 1884. Dom Bosco manda de Roma a Turim duas cartas que terão o título “O sonho de1884”. Em 7 de dezembro do mesmo ano, um dos primeiros pupilos de Dom Bosco, João Cagliero, é ordenado Bispo. Depois será feito Cardeal.

1885. Dom Bosco manda para a América, aos seus missionários, três famosas cartas sobre o seu sistema educativo. São chamadas “Três cartas a Salesianos da América”. (O décimo sétimo volume das Memórias Biográficas abarca os anos 1884-1885)

1886.Em abril DomBoscochega à Espanha e ali fica trinta dias pedindo esmolas para o Templo do Sagrado Coração em Roma. É uma viagem triunfal.

1887.Em abril DomBoscodesce uma última vez a Roma para a Consagração do Templo do Sagrado Coração. Seu estado de saúde é precário.

31 DE JANEIRO DE 1888. Dom Bosco morre ao amanhecer. (O décimo oitavo volume das Memórias Biográficas abrange os anos de 1886-1888)

ABREVIAÇÕES

SPS – Giovanni Bosco, Scritti Pedagogici e Spirituali, LAS – Roma 1987.

MM – Giovanni Bosco, II mese di Maggio consacrato a Maria SS. Immacolata, LAS-Roma 1976.

R – Regole o Costituzioni della Società di San Francesco di Sales, edição de 1877.

MD – Giovanni Bosco, Meraviglie della Madre di Dio, edição de 1868.

MO – Giovanni Bosco, Memorie dell’Oratorio di San Francesco di Sales dal 1815 al 1855, edição crítica do P. Antônio Carlos da Silva Ferreira, LAS – Roma 1991.

MB – Memorie Biografiche di Don Giovanni Bosco, Torino 1898 – 1939.

Copyright © 2011 – Irmãs Caritas – Desenvolvido por KYU design gráfico

Angelus com o Papa no Peru: não se pode “photoshopear” o coração

Domingo, 21 de janeiro de 2018, Da Redação

Falando aos jovens reunidos para a oração mariana, Francisco destacou que Jesus ama cada um como é, não se deve “maquiar” o coração

Papa fala aos jovens e demais fiéis reunidos na Praça das Armas, em Lima, para a oração mariana do Angelus / Foto: Reprodução Youtube Vatican Media

Confiar em Jesus, que ama cada um como é; não se pode “photoshopear” o coração. Essa foi, em resumo, a reflexão central do Papa Francisco antes do Angelus deste domingo, 21, na Praça das Armas, em Lima, capital do Peru. No último dia de sua visita ao país, Francisco se reuniu com jovens e demais fiéis para a oração mariana.

O Santo Padre manifestou sua satisfação de estar com os jovens, em especial neste ano em que será realizado um Sínodo dos Bispos sobre os jovens. “Os vossos rostos, as vossas aspirações, a vossa vida são importantes para a Igreja: devemos dar-lhes a importância que merecem e ter a coragem que demonstraram muitos jovens desta terra que não tiveram medo de amar e apostar em Jesus”.

Aos jovens reunidos na Praça das Armas, o Papa indicou o exemplo de São Martinho de Porres, que teve confiança no Senhor e, sendo como era, nada o impediu de realizar seus sonhos, de amar, de gastar a vida pelos outros. “A cada um de nós, o Senhor confia alguma coisa e a resposta é confiar Nele. Cada um de vocês pense nisso agora, ‘o que o Senhor me confiou’?”.

Francisco reconheceu que há momentos difíceis, quando podem surgir pensamentos negativos, mas é preciso seguir em frente, confiando. “Queridos amigos, nesses momentos em que parece apagar-se a fé, não vos esqueçais que Jesus está ao vosso lado. (…) Não vos esqueçais dos Santos, que nos acompanham do céu; recorrei a eles, rezai e não vos canseis de pedir a sua intercessão”.

Outro ponto importante destacado pelo Papa foi a importância de cada um ser o que é, sem tentar “maquiar” o coração. “Sei que é muito belo ver fotos retocadas digitalmente, mas isso serve só para as fotografias, não podemos fazer o ‘photoshop’ aos outros, à realidade, a nós próprios. Os filtros coloridos e a alta definição funcionam bem apenas nos vídeos; nunca podemos aplicá-los aos amigos. Há fotos que são muito lindas, mas estão todas maquiadas; e deixai que vos diga: o coração não se pode ‘photoshopear’, porque é nele onde se joga o amor verdadeiro; nele joga-se a felicidade (…) Jesus te ama assim como é, não se deixe maquiar, maquiar o coração”.

Apelo pela República Democrática do Congo

Ainda em sua reflexão, o Papa fez um apelo pela República Democrática do Congo. Francisco disse que hoje recebeu notícias preocupantes sobre o país africano, então pediu a oração de todos.

“Peço às autoridades, aos responsáveis e a todos nesse amado país que façam o máximo empenho e o máximo esforço para evitar toda forma de violência e procurar soluções em favor do bem comum. Todos juntos vamos, em silêncio, rezar por essa intenção, pelos nossos irmãos na República Democrática do Congo”, finalizou.

Demais compromissos e o retorno a Roma

Após o Angelus, Papa Francisco dirigiu-se para a nunciatura apostólica para o almoço com a comitiva papal. Mais tarde, às 19h10 (horário de Brasília), ele preside a Santa Missa na base aérea “Las Palmas”, seu último compromisso no Peru. Após a Missa, Francisco retorna a Roma.

Viver a felicidade para mudar a cara “emburrada” de cristãos melancólicos

VATICANO, 10 Mai. 13 / 02:03 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na habitual homilia da Missa que celebra na Casa Santa Marta, o Papa Francisco disse hoje que a felicidade é um dom do cristão que o sacia interiormente e que não deve ficar parada, mas deve avançar; para poder assim pregar e anunciar Jesus aos demais.

À Missa, concelebrada pelo Arcebispo de Mérida (Venezuela), Dom Baltazar Cardozo, e pelo abade primado dos beneditinos Notker Wolf, estiveram presentes alguns grupos de empregados da Rádio Vaticano, acompanhados pelo seu diretor geral, Padre Federico Lombardi.

Em sua homilia, o Papa remarcou a atitude gozosa dos discípulos, no tempo entre a Ascensão e Pentecostes: “os cristãos são homens e mulheres felizes, como nos ensina Jesus e a Igreja especialmente neste tempo. Mas o que é essa felicidade? É a alegria? Não: não é o mesmo. Alegrar-se é bom, mas a felicidade é algo mais, é outra coisa. É uma coisa que não provêm de razões momentâneas: é uma coisa mais profunda. É um dom”.

“A alegria, se queremos vivê-la em todo momento, no fim se transforma em superficialidade e nos faz sentir um pouco ingênuos, tolos, sem a sabedoria cristã (…). A felicidade é outra coisa. A felicidade é um dom do Senhor, é como uma unção do Espírito; é a certeza de que Jesus está conosco e com o Pai”.

O homem feliz, prosseguiu, é um homem seguro. Certo de que “Jesus está conosco, que Jesus está com o Pai”. Mas esta felicidade, perguntou-se o Papa, “podemos engarrafá-lo um pouco, para tê-la sempre conosco?”.

“Não, porque quando queremos ter essa felicidade só para nós ao final adoece e nosso coração se encolhe um pouco, e nossa cara não transmite felicidade, mas só melancolia, o que não é saudável”.

“Algumas vezes estes cristãos melancólicos têm a cara de “pimenta com vinagre” daqueles que não tem a vida bonita. A felicidade não pode ficar parada: deve avançar. É uma virtude peregrina. É um dom que caminha pelo itinerário das nossas vidas, caminha com Jesus: rezar, anunciar Jesus e a felicidade alonga e alarga o caminho”.

O Papa explicou que a felicidade “é propriamente uma virtude dos grandes, daqueles grandes que estão acima das pequenezas humanas, que não se deixam envolver em picuinhas da comunidade e da Igreja, pois olham sempre ao horizonte”.

A felicidade é “peregrina”, ressaltou o Santo Padre. “O cristão canta com felicidade, caminha e leva esta felicidade”.

A felicidade, disse logo o Papa, “é o dom que nos leva à virtude da magnanimidade. O cristão é magnânimo, não pode ser covarde: é magnânimo. E justamente a magnanimidade é a virtude do respiro, é a virtude de ir sempre adiante, mas com aquele espírito cheio do Espírito Santo. A felicidade é uma graça que devemos pedir ao Senhor”.

“Nestes dias de maneira especial, porque a Igreja se convida, a Igreja nos convida a pedir a felicidade e também o desejo: aquilo que leva para frente a vida do cristão é o desejo. Quanto maior for o desejo, maior será a felicidade. O cristão é um homem, é uma mulher de desejo: desejar cada vez mais no caminho da vida. Peçamos ao Senhor esta graça, este dom do Espírito: a felicidade cristã. longe da tristeza, longe da simples alegria… que é outra coisa. É uma graça que devemos pedir”.

Hoje, concluiu o Papa Francisco, há um belo motivo para a felicidade pela presença em Roma de Tawadros II, Patriarca de Alexandria. É um motivo de gozo, sublinhou, “porque é um irmão que vem ao encontro da Igreja de Roma para falar”, para fazermos juntos “um trecho do caminho”.

Papa: ter o rosto da alegria de ser perdoados, o pessimismo não é cristão

Na homilia da missa de quinta-feira (21/12), Francisco falou da verdadeira alegria, que brota do fato de sermos perdoados. É preciso ter o rosto desta felicidade, não de “vigília fúnebre”, disse o Papa.

Cidade do Vaticano
http://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2017-12/papa–ter-o-rosto-da-alegria-de-ser-perdoados.html

Ter um rosto de pessoas redimidas, perdoadas, não de “vigília fúnebre”. Esta foi a reflexão que guiou a homilia do Papa Francisco na manhã desta quinta-feira, na capela da Casa Santa Marta.

Seja a Primeira Leitura, seja o Evangelho, falam da alegria profunda que vem de dentro, fruto do perdão dos pecados e da proximidade do Senhor. Não da alegria de uma festa.

A alegria nasce de ser perdoados

Três são os aspectos dessa alegria identificada pelo Papa. Antes de tudo, se trata de uma alegria que nasce do perdão: “Esta é a raiz própria da alegria cristã”. Basta pensar na alegria de um prisioneiro quando lhe vem comutada a pena ou aos doentes, aos paralíticos curados no Evangelho. É preciso, portanto, estar conscientes da redenção que Jesus nos trouxe:

Um filósofo criticava os cristãos, ele se dizia agnóstico ou ateu, não me lembro, mas criticava os cristãos e dizia isso: “Mas esses – os cristãos – dizem ter um Redentor; eu acreditarei, acreditarei no Redentor quando tiverem o rosto de redimidos, alegres por serem redimidos”. Mas se você tem o rosto de vigília fúnebre, como posso acreditar que você é um redimido, que os seus pecados foram perdoados? Este é o primeiro ponto, a primeira mensagem da liturgia de hoje: você é um perdoado, cada um de nós é um perdoado.

“Deus é o Deus do perdão”, disse o Papa, exortando, portanto, a receber este perdão e a ir avante com alegria, porque o Senhor perdoará depois também as coisas que, por fraqueza, todos fazemos.

Alegria, porque o Senhor caminha conosco

O segundo convite é o de ser alegres, mesmo porque o Senhor “caminha conosco” desde o momento em que chamou Abraão. “Está no meio de nós”, em nossas provações, dificuldades, alegrias, em tudo. Francisco pediu para que durante o dia dirijamos “alguma palavra ao Senhor que está conosco”, em nossa vida.

O terceiro aspecto é o não deixar “cair os braços” diante das desgraças:

O pessimismo da vida não é cristão

O pessimismo da vida não é cristão. Nasce de uma raiz que não sabe que foi perdoada, nasce de uma raiz que nunca sentiu o carinho de Deus. O Evangelho, podemos dizer, nos mostra esta alegria: “Maria levantou-se alegre e foi rapidamente”. A alegria nos leva rapidamente, sempre, porque a graça do Espírito Santo não conhece lentidão, não conhece. O Espírito Santo sempre vai apressado, sempre nos impele a ir adiante, adiante como o vento no barco à vela.

Em síntese, trata-se de uma alegria que faz o menino exultar no ventre de Isabel no encontro com Maria:

Esta é a alegria que a Igreja nos diz: por favor, sejamos cristãos alegres, façamos todo esforço para mostrar que nós acreditamos que fomos redimidos, que o Senhor nos perdoou tudo e se cometermos algum erro, Ele nos perdoará porque é o Deus do perdão, é o Senhor no meio de nós e que não deixará cair os nossos braços. Esta é a mensagem de hoje: Levanta-te. Aquele levanta-te de Jesus, aos doentes: Levante, vá, grite de alegria, alegre-se, exulte e aclame de todo coração.

Chamado à santidade é para todos

Terça-feira, 1 de novembro de 2016, Jéssica Marçal / Da Redação
Em Missa na Suécia no Dia de Todos os Santos, Papa falou dos santos de hoje e propôs novas bem-aventuranças para a época atual

Antes de deixar a Suécia nesta terça-feira, 1º, Solenidade de Todos os Santos, o Papa Francisco presidiu a Missa para a pequena comunidade católica do país no estádio de Swedbank, em Malmo. Enfatizando que o chamado à santidade é para todos, o Santo Padre falou do exemplo dos santos e beatos de hoje, pessoas comuns que vivem plenamente a fé.
“Os santos nos encorajam com sua vida e sua intercessão junto a Deus e nós precisamos uns dos outros para nos tornarmos santos, para nos ajudarmos a tornar santos”.
Francisco recordou que nesta solenidade não se recordam apenas os que foram proclamados santos ao longo da história, mas também aqueles que viveram sua vida cristã na plenitude da fé e do amor através de uma existência simples e escondida. “Seguramente, entre esses, estão muitos dos nossos parentes, amigos, conhecidos”.
Esta é, então, a festa da santidade, disse o Papa. Uma santidade que às vezes não se manifesta em grandes obras, mas que sabe viver fielmente e cotidianamente as necessidades do batismo. “Uma santidade feita de amor por Deus e pelos irmãos. Amor fiel ao ponto de se esquecer de si mesmo e doar-se totalmente aos outros, como a vida daquelas mães e daqueles pais que se sacrificam por suas famílias sabendo renunciar voluntariamente, embora não seja sempre fácil, a tantas coisas, a tantos projetos ou programas pessoais”.
O Santo Padre destacou a felicidade como uma característica dos santos. Ele explicou que os santos descobriram o segredo da felicidade autêntica que tem como fonte o amor de Deus. Por isso mesmo os santos são chamados bem-aventurados, destacou Francisco.
Assim também os fiéis de hoje são chamados a ser bem-aventurados e seguidores de Jesus, disse o Papa, indicando novas situações para viver com espírito renovado e sempre atual.
“Bem-aventurados aqueles que suportam com fé os males que lhe infligem e perdoam de coração; bem-aventurados os que olham nos olhos dos descartados e marginalizados mostrando a eles proximidade; bem-aventurados aqueles que reconhecem Deus em cada pessoa e lutam para que também outros o descubram; bem-aventurados aqueles que protegem e cuidam da casa comum; bem-aventurados os que renunciam ao próprio bem pelo bem dos outros; bem-aventurados os que rezam e trabalham pela plena comunhão dos cristãos”.

Homilia
Celebramos hoje, com toda a Igreja, a solenidade de Todos os Santos. Assim recordamos não só aqueles que foram proclamados Santos ao longo da história, mas também muitos irmãos nossos que viveram a sua vida cristã na plenitude da fé e do amor através duma existência simples e reservada. Contam-se certamente, entre eles, muitos dos nossos parentes, amigos e conhecidos.
Celebramos, pois, a festa da santidade. Aquela santidade que, às vezes, não se manifeste em grandes obras nem em sucessos extraordinários, mas que sabe viver, fiel e diariamente, as exigências do Batismo. Uma santidade feita de amor a Deus e aos irmãos. Amor fiel até ao esquecimento de si mesmo e à entrega total aos outros, como a vida daquelas mães e pais que se sacrificam pelas suas famílias sabendo renunciar de boa vontade, embora nem sempre seja fácil, a tantas coisas, tantos projetos ou programas pessoais.
Mas, se alguma coisa há que caracterize os Santos, é o fato de serem verdadeiramente felizes. Descobriram o segredo da felicidade autêntica, que mora no fundo da alma e tem a sua fonte no amor de Deus. Por isso, os Santos são chamados bem-aventurados. As Bem-aventuranças são o seu caminho rumo ao seu destino, rumo à pátria. As Bem-aventuranças são o caminho de vida que o Senhor nos indica, para podermos seguir os seus passos. Ouvimos, no Evangelho de hoje, como Jesus as proclamou perante uma grande multidão num monte junto do lago da Galileia.
As Bem-aventuranças são o perfil de Cristo e, consequentemente, do cristão. Dentre elas, quereria destacar uma: «Felizes os mansos» (Mt 5, 5). Jesus diz de Si mesmo: «Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29). Este é o seu retrato espiritual, e desvenda-nos a riqueza do seu amor. A mansidão é uma maneira de ser e viver que nos assemelha a Jesus e nos faz estar unidos entre nós; faz com que deixemos de lado tudo o que nos divide e contrapõe, a fim de procurar formas sempre novas para avançar no caminho da unidade, como fizeram filhos e filhas desta terra, entre os quais se conta Santa Maria Elisabeth Hesselblad, recentemente canonizada, e Santa Brígida, Brigitta Vadstena, co-padroeira da Europa. Elas rezaram e trabalharam para estreitar os laços de unidade e comunhão entre os cristãos. Um sinal muito eloquente é o fato de ser aqui no seu país, caracterizado pela convivência de populações muito diferentes, que estamos a comemorar em conjunto o quinto centenário da Reforma. Os Santos obtêm mudanças graças à mansidão do coração. Com ela, compreendemos a grandeza de Deus e adoramo-Lo com sinceridade; além disso, é a atitude de quem não tem nada a perder, porque a sua única riqueza é Deus.
As Bem-aventuranças são de algum modo o cartão de identidade do cristão, que o identifica como seguidor de Jesus. Somos chamados a ser bem-aventurados, seguidores de Jesus, enfrentando os sofrimentos e angústias do nosso tempo com o espírito e o amor de Jesus. Neste sentido, poderíamos assinalar novas situações para as vivermos com espírito renovado e sempre atual: felizes os que suportam com fé os males que outros lhes infligem e perdoam de coração; felizes os que olham nos olhos os descartados e marginalizados fazendo-se próximo deles; felizes os que reconhecem Deus em cada pessoa e lutam para que também outros o descubram; felizes os que protegem e cuidam da casa comum; felizes os que renunciam ao seu próprio bem-estar em benefício dos outros; felizes os que rezam e trabalham pela plena comunhão dos cristãos… Todos eles são portadores da misericórdia e ternura de Deus, e d’Ele receberão sem dúvida a merecida recompensa.
Queridos irmãos e irmãs, a chamada à santidade é para todos, e temos que a receber do Senhor com espírito de fé. Os Santos encorajam-nos com a sua vida e a sua intercessão diante de Deus, e nós precisamos uns dos outros para nos tornar santos. Ajudemo-nos a tornar-nos santos! Juntos, peçamos a graça de acolher, com alegria, esta chamada e trabalhar unidos para a levar a cumprimento. À nossa Mãe do Céu, Rainha de todos os Santos, confiamos as nossas intenções e o diálogo em busca da plena comunhão de todos os cristãos, para que sejamos abençoados nos nossos esforços e alcancemos a santidade na unidade.

São Pio de Pietrelcina

“Diante de Deus ajoelhe-se sempre”.

“Seja perseverante nas orações e nas santas leituras”.

“Dirás tu o mais belo dos credos quando houver noite em redor de ti, na hora do sacrifício, na dor, no supremo esforço duma vontade inquebrantável para o bem. Este credo é como um relâmpago que rasga a escuridão de teu espírito e no seu brilho te eleva a Deus”.

“Menosprezai vossas tentações e não vos demoreis nelas. Imaginai estar na presença de Jesus. O crucificado se lança em vossos braços e mora no vosso coração. Beijai-Lhe a chaga do lado, dizendo: ‘Aqui está minha esperança; a fonte viva da minha felicidade. Seguro-vos, ó Jesus, e não me aparto de vós, até que me tenhais posto a salvo’”.

“O amor é a rainha das virtudes. Como as pérolas se ligam por um fio, assim as virtudes, pelo amor. Fogem as pérolas quando se rompe o fio. Assim também as virtudes se desfazem afastando-se o amor”.

“É preciso amar, amar e nada mais”.

“Quando Jesus vem a nós na santa comunhão, encontra alegria em Sua criatura. Por nossa parte, procuremos Nele a nossa alegria”.

“O santo silêncio nos permite ouvir mais claramente a voz de Deus”.

“Quando te encontrares diante de Deus, na oração considera-te banhado na luz da verdade, fala-lhe se puderes, deixa simplesmente que te veja e não tenhas preocupação alguma”.

“Quanto mais te deixares enraizar na santa humildade, tanto mais íntima será a comunicação da tua alma com Deus”.

“Resigna-te a ser neste momento uma pequena abelha. E enquanto esperas ser uma grande abelha, ágil, hábil, capaz de fabricar bom mel, humilha-te com muito amor perante Deus e os homens, pois Deus fala aos que se mantêm diante dele humildemente”.

“Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus”.

“As almas não são oferecidas como dom; compram-se. Vós ignorais quanto custaram a Jesus. É sempre com a mesma moeda que é preciso pagá-las”.

“Imitemos o coração de Jesus, especialmente na dor, e assim nos conformaremos cada vez mais e mais com este coração divino para que, um dia, lá em cima no Céu, também nós possamos glorificar o Pai celeste ao lado daquele que tanto sofreu”.

“O verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo, que está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda humildade e simplicidade”.

“O trabalho é tão sagrado como a oração”.

“A maior alegria de um pai é que os filhos se amem, formem um só coração e uma só alma. Não fostes vós que me escolhestes, mas o pai celeste que, na minha primeira missa, me fez ver todos os filhos que me confiava”.

“Rezai e continuai a rezar para não ficardes entorpecidos”.

“As almas! As almas! Se alguém soubesse o preço que custam”.

“O homem sem Deus é um ser mutilado”.

“Deus nunca me recusou um pedido”.

“O sábio elogia a mulher forte dizendo: os seus dedos manejaram o fuso. A roca é o alvo dos seus desejos. Fie, portanto, cada dia um pouco. Puxe fio a fio até a execução e, infalivelmente, você chegará ao fim. Mas não tenha pressa, pois senão você poderá misturar o fio com os nós e embaraçar tudo”.

“O temor e a confiança devem dar as mãos e proceder como irmãos. Se nos damos conta de que temos muito temor devemos recorrer à confiança. Se confiamos excessivamente devemos ter um pouco de temor”.

“Como distinguir uma tentação de um pecado e como estar certo de que não se pecou? – perguntou um penitente. Padre Pio sorriu e respondeu: “Como se distingue um burro de um homem? O burro tem de ser conduzido; o homem conduz a si mesmo!”

“O Senhor se comunica conosco à medida que nos libertamos do nosso apego aos sentidos, que sacrificamos nossa vontade própria e que edificamos nossa vida na humildade”.

“Deus é servido apenas quando é servido de acordo com a Sua vontade”.

“Tenhamos sempre horror ao pecado mortal e nunca deixemos de caminhar na estrada da santa eternidade”.

“Que Nossa Senhora nos obtenha o amor à cruz, aos sofrimentos e às dores”.

“O Senhor sempre orienta e chama; mas não se quer segui-lo e responder-lhe, pois só se vê os próprios interesses. Às vezes, pelo fato de se ouvir sempre a Sua voz, ninguém mais se apercebe dela; mas o Senhor ilumina e chama. São os homens que se colocam na posição de não conseguir mais escutar”.

Por que a tentação passada deixa na alma uma certa perturbação? perguntou um penitente a Padre Pio. Ele respondeu: “Você já presenciou um tremor de terra? Quando tudo estremece a sua volta, você também é sacudido; no entanto, não necessariamente fica enterrado nos destroços!”

“Como é belo esperar!”

“Para mim, Deus está sempre fixo na minha mente e estampado no meu coração”.

“Ouço interiormente uma voz que constantemente me diz: Santifique-se e santifique!”

“Subamos sem nos cansarmos, sob a celeste vista do Salvador. Distanciemo-nos das afeições terrenas. Despojemo-nos do homem velho e vistamo-nos do homem novo. Aspiremos à felicidade que nos está reservada”.

“Mesmo a menor transgressão às leis de Deus será levada em conta”.

“Deus ama quem segue o caminho da virtude”.

“Comunguemos com santo temor e com grande amor”.

“Nossa Senhora recebeu pela inefável bondade de Jesus a força de suportar até o fim as provações do seu amor. Que você também possa encontrar a força de perseverar com o Senhor até o Calvário!”

“Tente percorrer com toda a simplicidade o caminho de Nosso Senhor e não se aflija inutilmente”.

“O medo excessivo nos faz agir sem amor, mas a confiança excessiva não nos deixa considerar o perigo que vamos enfrentar”.

“Onde não há obediência, não há virtude. Onde não há virtude, não há bem, não há amor; e onde não há amor, não há Deus; e sem Deus não se chega ao Paraíso. Tudo isso é como uma escada: se faltar um degrau, caímos”.

“Desapegue-se daquilo que não é de Deus e não leva a Deus”.

“Que Nossa Senhora aumente a graça em você e a faça digna do Paraíso”.

“Nas tribulações é necessário ter fé em Deus”.

“O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas”.

“Queira o dulcíssimo Jesus conservar-nos na Sua graça e dar-nos a felicidade de sermos admitidos, quando Ele quiser, no eterno convívio…”

“Quanto mais se caminha na vida espiritual, mais se sente a paz que se apossa de nós”.

“Que Jesus o aperte sempre mais ao Seu divino coração. Que Ele o alivie no sofrimento e lhe dê o abraço final no Paraíso”.

“O bem dura eternamente”.

“Deve-se caminhar em nuvens cada vez que se termina uma confissão!”

“Lembre-se de que você tem no Céu não somente um pai, mas também uma Mãe”.

“O amor nada mais é do que o brilho de Deus nos homens”.

“O passado não conta mais para o Senhor. O que conta é o presente e estar atento e pronto para reparar o que foi feito”.

“Se você fala das próprias virtudes para se exibir ou para vã ostentação perde todo o mérito”.

“De todos os que vierem pedir meu auxílio, nunca perderei nenhum!”

“O Pai celeste está sempre disposto a contentá-lo em tudo o que for para o seu bem”.

“Um filho espiritual perguntou a Padre Pio: Como posso recuperar o tempo perdido? Padre Pio respondeu-lhe “Multiplique suas boas obras!”

“Diga ao Senhor: Faça em mim segundo a Tua vontade, mas antes de mandar-me o sofrimento, dê-me forças para que eu possa sofrer com amor”.

“A cada vitória sobre o pecado corresponde um grau de glória eterna”.

“Feliz a alma que atinge o nível de perfeição que Deus deseja!”

“Proponha-se a exercitar-se nas virtudes”.

“A sua casa deve ser uma escada para o Céu”.

“Quem te agita e te atormenta é o demônio. Quem te consola é Deus”!

“De que vale perder-se em vãos temores?”

“Agradeça sempre ao Pai eterno por sua infinita misericórdia”.

“Pense na felicidade que está reservada para nós no Paraíso”.

“É loucura fixar o olhar no que rapidamente passa”.

“Amar significa dar aos outros – especialmente a quem precisa e a quem sofre – o que de melhor temos em nós mesmos e de nós mesmos; e de dá-lo sorridentes e felizes, renunciando ao nosso egoísmo, à nossa alegria, ao nosso prazer e ao nosso orgulho”.

“Seja paciente e espere com confiança o tempo do Senhor”.

“Invoquemos sempre o auxílio de Nossa Senhora”.

“No juízo final daremos contas a Deus até de uma palavra inútil que tenhamos dito”.

“Para consolar uma alma na sua dor, mostre todo o bem que ela ainda pode fazer”.

“Apóie-se, como faz Nossa Senhora, à cruz de Jesus e nunca lhe faltará conforto”.

“Se precisamos ter paciência para suportar os defeitos dos outros, quanto mais ainda precisamos para tolerar nossos próprios defeitos!”

“Enquanto estivermos vivos sempre seremos tentados. A vida é uma contínua luta. Se às vezes há uma trégua é para respirarmos um pouco”.

“Que Maria sempre enfeite sua alma com as flores e o perfume de novas virtudes e coloque a mão materna sobre sua cabeça. Fique sempre e cada vez mais perto de nossa Mãe celeste, pois ela é o mar que deve ser atravessado para se atingir as praias do esplendor eterno no reino do amanhecer”.

“Meu Deus, perdoa-me. Nunca Te ofereci nada na minha vida e, agora, por este pouco que estou sofrendo, em comparação a tudo o que Tu sofreste na Cruz, eu reclamo injustamente!”

“Os talentos de que fala o Evangelho são os cinco sentidos, a inteligência e a vontade. Quem tem mais talentos, tem maior dever de usá-los para o bem dos outros”.

“Pobres e desafortunadas as almas que se envolvem no turbilhão de preocupações deste mundo. Quanto mais amam o mundo, mais suas paixões crescem, mais queimam de desejos, mais se tornam incapazes de atingir seus objetivos. E vêm, então, as inquietações, as impaciências e terríveis sofrimentos profundos, pois seus corações não palpitam com a caridade e o amor. Rezemos por essas almas desafortunadas e miseráveis, para que Jesus, em Sua infinita misericórdia, possa perdoá-las e conduzi-las a Ele”.

“Um dia você verá surgir o infalível triunfo da justiça Divina sobre a injustiça humana”.

“Há duas razões principais para se orar com muita satisfação: primeiro para render a Deus a honra e a glória que Lhe são devidas. Segundo, para falar com Ele e ouvir a Sua voz por meio das Suas inspirações e iluminações interiores”.

“O meu passado, Senhor, à Tua misericórdia. O meu Presente, ao Teu amor. O meu futuro, à Tua Providência”.

“O passado não conta mais para o Senhor. O que conta é o presente e estar atento e pronto para reparar o que foi feito”.

“Quando fizer o bem, esqueça. Se fizer o mal, pense no que fez e se arrependa”.

“Se quiser me encontrar, vá visitar Jesus Sacramentado; eu também estou sempre lá”.

“Pense em Jesus flagelado por amor a você, e ofereça com generosidade um sacrifício a Ele”.

“Devemos odiar os nossos pecados, visto que o amor ao Senhor significa paz”.

“Mesmo quando perdemos a consciência deste mundo, quando parecemos já mortos, Deus nos dá ainda uma chance de entender o que é realmente o pecado, antes de nos julgar. E se entendemos corretamente, como podemos não nos arrepender?”

“Temos muita facilidade para pedir, mas não para agradecer”.

“Peçamos a São José o dom da perseverança até o final”.

“Padre, eu não acredito no inferno – falou um penitente. Padre Pio disse: Acreditará quando for para lá?” O maldito “eu” o mantém apegado a Terra e o impede de voar para Jesus. “O mais belo Credo é o que se pronuncia no escuro, no sacrifício, com esforço”.

“É na dor que o amor se torna mais forte”.

“Padre Pio disse a um filho espiritual: Trabalhe! Ele perguntou: No que devo trabalhar, Padre? Ele respondeu: Em amar sempre mais a Jesus!”

“O demônio é forte com quem o teme, mas é fraquíssimo com quem o despreza”.

“Quando ofendemos a justiça de Deus, apelamos à Sua misericórdia. Mas se ofendemos a Sua misericórdia, a quem podemos apelar? Ofender o Pai que nos ama e insultar quem nos auxilia é um pecado pelo qual seremos severamente julgados”.

“A sua função é tirar e transportar as pedras, e arrancar os espinhos. Jesus é quem semeia, planta, cultiva e rega. Mas seu trabalho também é obra de Jesus. Sem Ele você nada pode fazer”. Jesus lhe quer bem, da maneira que só Ele sabe amar”.

“A sua função é tirar e transportar as pedras, e arrancar os espinhos. Jesus é quem semeia, planta, cultiva e rega. Mas seu trabalho também é obra de Jesus. Sem Ele você nada pode fazer”.

“Amemos ao próximo. Custa tão pouco querer bem ao outro”.

“Deus sempre nos dá o que é melhor para nós”.

A humildade e a caridade são as “cordas mestras”. Todas as outras virtudes dependem delas. Uma é a mais baixa; a outra é a mais alta. A firmeza de todo o edifício depende da fundação e do teto!

“O grau sublime da humildade é não só reconhecer a abnegação, mas amá-la”.

“Você deve ter sempre prudência e amor. A prudência tem olhos; o amor tem pernas. O amor, como tem pernas, gostaria de correr a Deus. Mas seu impulso de deslanchar na direção dEle é cego e, algumas vezes, pode tropeçar se não for guiado pela prudência, que tem olhos”.

“Jesus e a sua alma devem cultivar a vinha de comum acordo”.

“Façamos o bem, enquanto temos tempo à nossa disposição. Assim, daremos glória ao nosso Pai celeste, santificaremos nós mesmos e daremos bom exemplo aos outros”.

“Seja paciente nas aflições que o Senhor lhe manda”.

“Viva sempre sob o olhar do Bom Pastor e você ficara’ imune aos pastos contaminados”.

“Lembre-se de que os santos foram sempre criticados pelas pessoas deste mundo, e puseram sob seus pés o mundo e as suas máximas”.

“Esforce-se, mesmo se for um pouco, mas sempre…”

“Todas as pessoas que escolhem a melhor parte (viver em Cristo) devem passar pelas dores de Cristo; algumas mais, algumas menos…”

“Que Jesus o mergulhe no esplendor da Sua imortal juventude”.

“Quanto maiores forem os dons, maior deve ser sua humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado como empréstimo”.

“Para que se preocupar com o caminho pelo qual Jesus quer que você chegue à pátria celeste – pelo deserto ou pelo campo – quando tanto por um como por outro se chegará da mesma forma à beatitude eterna?”

“Para consolar uma alma na sua dor, mostre-lhe todo o bem que ela ainda pode fazer”.

“A caridade é o metro com o qual o Senhor nos julgará”.

“Nossa Senhora recebeu pela inefável bondade de Jesus a força de suportar até o fim as provações do seu amor. Que você também possa encontrar a força de perseverar com o Senhor até o Calvário!”

“Deus não opera prodígios onde não há fé”.

“Seja modesto no olhar”.

“Para mim, Deus está sempre fixo na minha mente e estampado no meu coração”.

“Como é belo esperar!”

Por que a tentação passada deixa na alma uma certa perturbação? perguntou um penitente a Padre Pio. Ele respondeu: “Você já presenciou um tremor de terra? Quando tudo estremece a sua volta, você também é sacudido; no entanto, não necessariamente fica enterrado nos destroços!”

“O Senhor sempre orienta e chama; mas não se quer segui-lo e responder-lhe, pois só se vê os próprios interesses. Às vezes, pelo fato de se ouvir sempre a Sua voz, ninguém mais se apercebe dela; mas o Senhor ilumina e chama. São os homens que se colocam na posição de não conseguir mais escutar”.

“Que Nossa Senhora nos obtenha o amor à cruz, aos sofrimentos e às dores”.

“Tenhamos sempre horror ao pecado mortal e nunca deixemos de caminhar na estrada da santa eternidade”.

“Deus é servido apenas quando é servido de acordo com a Sua vontade”.

“O Senhor se comunica conosco à medida que nos libertamos do nosso apego aos sentidos, que sacrificamos nossa vontade própria e que edificamos nossa vida na humildade”.

“Não nos preocupemos quando Deus põe à prova a nossa fidelidade. Confiemo-nos à Sua vontade; é o que podemos fazer. Deus nos libertará, consolará e encorajará”.

“O temor e a confiança devem dar as mãos e proceder como irmãos. Se nos damos conta de que temos muito temor devemos recorrer à confiança. Se confiamos excessivamente devemos ter um pouco de temor”.

“O sábio elogia a mulher forte dizendo: os seus dedos manejaram o fuso. A roca é o alvo dos seus desejos. Fie, portanto, cada dia um pouco. Puxe fio a fio até a execução e, infalivelmente, você chegará ao fim. Mas não tenha pressa, pois senão você poderá misturar o fio com os nós e embaraçar tudo”.

“A caridade é o metro com o qual o Senhor nos julgará”.

“Para consolar uma alma na sua dor, mostre-lhe todo o bem que ela ainda pode fazer”.

“Para que se preocupar com o caminho pelo qual Jesus quer que você chegue à pátria celeste – pelo deserto ou pelo campo – quando tanto por um como por outro se chegará da mesma forma à beatitude eterna?”

“Quanto maiores forem os dons, maior deve ser sua humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado como empréstimo”.

“Comunguemos com santo temor e com grande amor”.

“Tente percorrer com toda a simplicidade o caminho de Nosso Senhor e não se aflija inutilmente”.

“Deus ama quem segue o caminho da virtude”.

“Mesmo a menor transgressão às leis de Deus será levada em conta”.

“Subamos sem nos cansarmos, sob a celeste vista do Salvador. Distanciemo-nos das afeições terrenas. Despojemo-nos do homem velho e vistamo-nos do homem novo. Aspiremos à felicidade que nos está reservada”.

“Caminhe com alegria e com o coração o mais sincero e aberto que puder. E quando não conseguir manter esta santa alegria, ao menos não perca nunca o valor e a confiança em Deus”.

“Ouço interiormente uma voz que constantemente me diz: Santifique-se e santifique!”

“Que Nossa Mãe do Céu tenha piedade de nós e com um olhar maternal levante-nos, purifique-nos e eleve-nos a Deus”.

“Não há nada mais inaceitável do que uma mulher caprichosa, frívola e arrogante, especialmente se é casada. Uma esposa cristã deve ser uma mulher de profunda piedade em relação a Deus, um anjo de paz na família, digna e agradável em relação ao próximo”.

“Nossa Senhora está sempre pronta a nos socorrer, mas por acaso o mundo a escuta e se emenda?”

“Seja grato e beije docemente a mão de Deus. É sempre a mão de um pai que pune porque lhe quer bem”.

“Você teme um homem, um pobre instrumento nas mãos de Deus, mas não teme a justiça divina?”

Uma filha espiritual perguntou a Padre Pio: “O Senhor cura tantas pessoas, por que não cura esta sua filha espiritual?” Padre Pio respondeu-lhe em voz baixa: “E não nos oferecemos a Deus?”

“A divina bondade não só não rejeita as almas arrependidas, como também vai em busca das almas teimosas”.

“Pode-se manter a paz de espírito mesmo no meio das tempestades da vida”.

“Caminhe sempre e somente no bem e dê, cada dia, um passo à frente na linha vertical, de baixo para cima”.

“A oração é a efusão de nosso coração no de Deus”.

“Nunca vá se deitar sem antes examinar a sua consciência sobre o dia que passou. Enderece todos os seus pensamentos a Deus, consagre-lhe todo o seu ser e também todos os seus irmãos. Ofereça à glória de Deus o repouso que você vai iniciar e não esqueça do seu Anjo da Guarda que está sempre com você”.

“A meditação não é um meio para chegar a Deus, mas um fim. A finalidade da meditação é o amor a Deus e ao próximo”.

“Viva feliz. Sirva ao Senhor alegremente e com o espírito despreocupado”.

“Mantenha-se sempre muito unido à Igreja Católica, pois somente ela pode lhe dar a verdadeira paz, porque somente ela possui Jesus Sacramentado que é o verdadeiro príncipe da paz”.

“Não desperdice suas energias em coisas que geram preocupação, perturbação e ansiedade. Uma coisa somente é necessária: elevar o espírito e amar a Deus”.

“Procuremos servir ao Senhor com todo o coração e com toda a vontade. Ele nos dará sempre mais do que merecemos”.

“Que Jesus reine sempre soberano no seu coração e o faça cada vez mais digno de seus divinos dons”.

“O demônio é forte com quem o teme, mas é fraco com quem o despreza”.

“Reflita no que escreve, pois o Senhor vai lhe pedir contas disso”.

“O Coração de Jesus não deixará cair no vazio a nossa oração se ela for plena de fé e de confiança”.

“A pessoa que nunca medita é como alguém que nunca se olha no espelho e, assim, não se cuida e sai desarrumada. A pessoa que medita e dirige seus pensamentos a Deus, que é o espelho de sua alma, procura conhecer seus defeitos, tenta corrigi-los, modera seus impulsos e põe em ordem sua consciência”.

“É sempre necessário ir para a frente, nunca para trás, na vida espiritual. O barco que pára em vez de ir adiante é empurrado para trás pelo vento”.

“Não sejamos mesquinhos com Deus que tanto nos enriquece”.

“O amor tudo esquece, tudo perdoa, sem reservas”.

“Na igreja se fala somente com Deus”.

“Não se fixe voluntariamente naquilo que o inimigo da alma lhe apresenta”.

“Reze pelos infiéis, pelos fervorosos, pelo Papa e por todas as necessidades espirituais e temporais da Santa Igreja, nossa terna mãe. E faça uma oração especial por todos os que trabalham para a salvação das almas e para a glória do nosso Pai celeste”.

“Se você não entrega seu coração a Deus, o que lhe entrega? Você deve seguir outra estrada. Tire de seu coração todas as paixões deste mundo, humilhe-se na poeira e reze! Dessa forma, certamente você encontrará Deus, que lhe dará paz e serenidade nesta vida e a eterna beatitude na próxima”.

“Sigamos o caminho que nos conduz a Deus”.

“A natureza humana também quer a sua parte. Até Maria, Mãe de Jesus, que sabia que por meio de Sua morte a humanidade seria redimida, chorou e sofreu – e como sofreu!”

“Cuide de estar sempre em estado de graça”.

“Não se desencoraje, pois, se na alma existe o contínuo esforço de melhorar, no final o Senhor a premia fazendo nela florir, de repente, todas as virtudes como num jardim florido”.

“É necessário manter o coração aberto para o Céu e aguardar, de lá, o celeste orvalho”.

“Onde há mais sacrifício, há mais generosidade”.

“Enquanto tiver medo de ser infiel a Deus, você não será’. Deve-se ter medo quando o medo acaba!”

“Reze, reze! Quem muito reza se salva e salva os outros. E qual oração pode ser mais bela e mais aceita a Nossa Senhora do que o Rosário?”

“A ingenuidade é uma virtude, mas apenas ate certo ponto; ela deve sempre ser acompanhada da prudência. A astúcia e a safadeza, por outro lado, são diabólicas e podem causar muito mal”.

“Cada Missa lhe obtém um grau mais alto de gloria no Céu!”

“Se você tem dúvidas sobre a fé é exatamente porque tem fé!”

“A prática das bem-aventuranças não requer atos de heroísmo, mas a aceitação simples e humilde das várias provações pelas quais a pessoa passa”.

“A maior caridade é aquela que arranca as pessoas vencidas pelo demônio, a fim de ganhá-las para Cristo. E isso eu faço assiduamente, noite e dia”.

“Aquele que procura a vaidade das roupas não conseguirá jamais se revestir com a vida de Jesus Cristo”.

“Quando o dia seguinte chegar, ele também será chamado de hoje e, então, você pensará nele. Tenha sempre muita confiança na Divina Providência”.

“É doce o viver e o penar para trazer benefícios aos irmãos e para tantas almas que, vertiginosamente, desejam se justificar no mal, a despeito do Bem Supremo”.

“O Santo Sacrifício da Missa é o sufrágio mais eficaz, que ultrapassa todas as orações, as boas obras e as penitências. Infalivelmente produz seu efeito para vantagem das almas por sua virtude própria e imediata”.

“Combata vigorosamente, se está interessado em obter o prêmio destinado às almas fortes”.

“Não queremos aceitar o fato de que o sofrimento é necessário para nossa alma e de que a cruz deve ser o nosso pão cotidiano. Assim como o corpo precisa ser nutrido, também a alma precisa da cruz, dia a dia, para purificá-la e desapegá-la das coisas terrenas. Não queremos entender que Deus não quer e não pode salvar-nos nem santificar-nos sem a cruz. Quanto mais Ele chama uma alma a Si, mais a santifica por meio da cruz”.

“Nunca se canse de rezar e de ensinar a rezar”.

“Todas as percepções humanas, de onde quer que venham, incluem o bem e o mal. É necessário saber determinar e assimilar todo o bem e oferecê-lo a Deus, e eliminar todo o mal”.

“Faltar com a caridade é como ferir a pupila dos olhos de Deus”.

“Há alegrias tão sublimes e dores tão profundas que não se consegue exprimir com palavras. O silêncio é o último recurso da alma, quando ela está inefavelmente feliz ou extremamente oprimida!”

“Seria mais fácil a Terra existir sem o sol do que sem a santa Missa!”

“Os corações fortes e generosos não se lamentam, a não ser por grandes motivos e,ainda assim,não permitem que tais motivos penetrem fundo no seu íntimo. “Recorramos a Jesus e não às pessoas, pois só ele nunca nos faltará”.

“Jesus vê, conhece e pesa todas as suas ações”.

“Sejam como pequenas abelhas espirituais, que levam para sua colméia apenas mel e cera. Que, por meio de sua conversa, sua casa seja repleta de docilidade, paz, concórdia, humildade e piedade!”

“Quando a videira se separa da estaca que a sustenta, cai, e ao ficar na terra apodrece com todos os cachos que possui. Alerta, portanto, o demônio não dorme!”

“Deus quer que as suas misérias sejam o trono da Sua misericórdia”.

“Leve Deus aos doentes; valera’ mais do que qualquer tratamento!”

“A mansidão reprime a ira”.

“Não abandone sua alma à tentação, diz o Espírito Santo, já que a alegria do coração é a vida da alma e uma fonte inexaurível de santidade”.

“Jesus está com você, e o Cireneu não deixa de ajudar-te a subir o Calvário”.

“Vive-se de fé, não de sonhos”.

“Submeter-se não significa ser escravo, mas ser livre para receber santos conselhos”.

“Todas as graças que pedimos no nome de Jesus são concedidas pelo Pai eterno”.

“Uma Missa bem assistida em vida será mais útil à sua salvação do que tantas outras que mandarem celebrar por você após sua morte!”

“Como Jesus, preparemo-nos a duas ascensões: uma ao Calvário e outra ao Céu. A ascensão ao Calvário, se não for alegre, deve ao menos ser resignada!”

“Nas tentações, combata com coragem! Nas quedas, humilhe-se, mas não desanime!”

“No tumulto das paixões terrenas e das adversidades, surge a grande esperança da misericórdia inexorável de Deus. Corramos confiantes ao tribunal da penitência onde Ele, com ansiedade paterna, espera-nos a todo instante”.

“Que o Espírito Santo guie a sua inteligência, faça-o descobrir a verdade escondida na Sagrada Escritura e inflame a sua vontade para praticá-la”.

“Se tanta atenção é dada aos bens desta Terra, quanto mais se deve dar aos do Céu? Faça, portanto, uma boa leitura espiritual, a santa meditação, o exame de consciência, e fará progresso na perfeição cristã e no amor de Jesus”.

“O amor e o temor devem sempre andar juntos. O temor sem amor torna-se covardia. O amor sem temor torna-se presunção”.

“Não se desencoraje se você precisa trabalhar muito para colher pouco. Se você pensasse em quanto uma só alma custou a Jesus, você nunca reclamaria!”

“Que Maria seja toda a razão da sua existência e o guie ao porto seguro da eterna salvação. Que Ela lhe sirva de doce modelo e inspiração na virtude da santa humildade”.

“Se quisermos colher é necessário não só semear, mas espalhar as sementes num bom campo. Quando as sementes se tornarem plantas, devemos cuidá-las para que as novas plantas não sejam sufocadas pelas ervas daninhas”.

“Não se aflija a ponto de perder a paz interior. Reze com perseverança, com confiança, com calma e serenidade”.

“É difícil tornar-se santo. Difícil, mas não impossível. A estrada da perfeição é longa, tão longa quanto a vida de cada um. O consolo é o repouso no decorrer do caminho. Mas, apenas restauradas as forças, é necessário levantar-se rapidamente e retomar a viagem!”

“O mal não se vence com o mal, mas com o bem, que tem em si uma força sobrenatural”.

“A mulher forte é a que tem temor de Deus, a que mesmo à custa de sacrifício faz a vontade de Deus”.

“O Anjo de Deus não nos abandona jamais”.

“Somente por meio de Jesus podemos esperar a salvação”.

“O Senhor nos dá tantas graças e nós pensamos que tocamos o céu com um dedo. Não sabemos, no entanto, que para crescer precisamos de pão duro, das cruzes, das humilhações, das provações e das contradições”.

“Devo fazer somente a vontade de Deus e, se lhe agrado, o restante não conta”.

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda