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Papa: a esperança cristã se baseia na fé em Deus que cria novidade

Quarta-feira, 23 de agosto de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na catequese de hoje, Papa falou sobre a novidade da esperança cristã, baseada na fé em Deus que faz novas todas as coisas

A catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 23, foi inspirada em uma passagem do apocalipse “Eis que faço novas todas as coisas”, para falar sobre a “novidade da esperança cristã”. Trata-se de uma esperança baseada na fé em Deus que sempre cria novidades na vida do homem, novidades e surpresas.

Neste sentido, Francisco destacou que não é cristão caminhar com o olhar voltado para baixo, como fazem os porcos, sem olhar para o horizonte, como se na vida não existisse nenhuma meta e nenhum ponto de chegada.

“As páginas finais da Bíblia nos mostram o horizonte último do caminho do crente: a Jerusalém do Céu, a Jerusalém celeste. Essa é imaginada antes de tudo como uma grande tenda onde Deus acolherá todos os homens para habitar definitivamente com eles. E esta é a nossa esperança”, explicou o Papa.

Francisco convidou os fiéis a refletir sobre a profecia de João em Apocalipse – segundo a qual Deus enxugará as lágrimas e fará novas todas as coisas – mas não de uma forma abstrata, e sim depois de ver tantas tristezas noticiadas nos telejornais, fazendo alusão aos recentes ocorridos em Barcelona e Congo. O Papa lamentou que a vida tenha tantas tristezas, como crianças amedrontadas pela guerra, sonhos desfeitos de tantos jovens e a situação dos refugiados, mas destacou a presença de Deus diante também dessa realidade.

“Nós temos um Pai que sabe chorar, que chora conosco. Um Pai que espera para nos consolar, porque conhece os nossos sofrimentos e preparou para nós um futuro diferente. Esta é a grande visão da esperança cristã, que se dilata sobre todos os dias da nossa existência, e nos quer reerguer!”, pontuou Francisco.

“Nós acreditamos e sabemos que a morte e o ódio não são as últimas palavras pronunciadas sobre a parábola da existência humana. Ser cristão implica uma nova perspectiva: um olhar cheio de esperança”, acrescentou.

O Santo Padre acrescentou que, diante das calamidades, algumas pessoas pensam que a vida não tem sentido, mas os cristãos não acreditam nisso. Pelo contrário, os cristãos acreditam que no horizonte há um sol que ilumina sempre e dias mais belos estão por vir.

“Somos gente mais de primavera do que de outono: vemos os brotos de um mundo novo antes que as folhas amareladas nos ramos. Não nos refugiamos em nostalgias, arrependimentos e lamentações: sabemos que Deus nos quer herdeiros de uma promessa e incansáveis cultivadores de sonhos”.

Esperar contra toda esperança, pede Papa na catequese

Exemplo de Abraão

Quarta-feira, 29 de março de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

No ciclo de catequeses sobre esperança cristã, Papa falou hoje do exemplo de Abraão e convidou fiéis a seguir seu exemplo

A catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 29, foi inspirada no episódio narrado por Paulo na Carta aos Romanos. Segundo Francisco, este trecho é um ‘grande dom’, porque mostra Abraão como ‘pai da esperança’ e preanuncia a Ressurreição: a vida nova que vence o mal e até a morte.

“Abraão não vacilou na fé, apesar de ver o seu físico desvigorado por sua idade e considerando o útero de Sara já incapaz de conceber”, diz o trecho lido em várias línguas aos 13 mil fiéis presentes na Praça São Pedro.

Francisco explicou que o apóstolo ensina que o homem é chamado a viver esta experiência, a ‘esperar contra toda esperança’; a acreditar no Deus que salva, que chama à vida e o tira do desespero e da morte. “

“Deus ‘ressuscitou dos mortos a Jesus’ para que nós também possamos passar Nele da morte à vida. Pode-se bem dizer que Abraão se tornou ‘pai de muitos povos’, porque resplandece como o anúncio de uma nova humanidade, resgatada por Cristo do pecado e conduzida para sempre ao abraço do amor de Deus”.

A esperança cristã vai além da esperança humana

Paulo também ajuda a compreender a íntima relação entre fé e esperança, disse o Papa. A esperança cristã não se baseia em raciocínios, previsões e garantias humanas; ela se manifesta quando não há mais nada em que esperar, exatamente como o fez Abraão ante sua morte iminente e a esterilidade de Sara, sua esposa. Era o fim para eles, não podiam ter filhos, mas Abraão acreditou, teve esperança.

A grande esperança se fundamenta na fé e precisamente por isso é capaz de ir além de qualquer esperança. Não se baseia em palavras humanas, mas na Palavra de Deus, explicou Francisco à multidão. “E é neste sentido que somos chamados a seguir o exemplo de Abraão, que mesmo diante da evidência de uma realidade que o levaria à morte, confia em Deus, plenamente convencido de que Ele tem poder para cumprir o que prometeu”.

Dirigindo-se aos fiéis presentes na Praça, o Papa perguntou: “Estamos convencidos realmente de que Deus nos quer bem? Que ele pode cumprir o que prometeu? Qual seria o seu preço? Abrir o coração! A força de Deus ensinará o que é a esperança. Este é o único preço: abrir o coração à fé e Ele fará o resto!”.

“Queridos irmãos e irmãs, peçamos ao Senhor a graça de permanecer firmes não apenas em nossas seguranças, em nossas capacidades, mas na esperança que brota da promessa de Deus. Assim, a nossa vida terá uma nova luz, na certeza de que Aquele que ressuscitou o seu Filho ressuscitará a nós também, tornando-nos uma só coisa com Ele, junto de todos os nossos irmãos na fé”.

Ex-evangélico explica porque retornou ao Catolicismo

http://igrejamilitante.wordpress.com/2012/08/27/ex-evangelico-explica-porque-retornou-ao-catolicismo/

Testemunho de A. Silva
Originalmente publicado por Voz da Igreja

Eu, que por muitos anos frequentei igrejas evangélicas de diversas denominações, e por muito tempo fui enganado e explorado pelos seus pastores, dedico este testemunho a todos aqueles que se declaram “ex-católicos”, sem nunca terem sido católicos de fato, mas sobem aos púlpitos protestantes “evangélicos”, que eles, por pura ignorância, chamam de “altar” – Se não há sacrifício não é e nem pode ser altar: só existe Altar na Igreja Católica –  para induzirem ao erro seus irmãos mais ingênuos. Não creio que um dia tenham sido católicos os que depõem seus falsos testemunhos dizendo que encontraram a salvação em alguma “igreja evangélica”, porque os verdadeiros católicos já encontraram Jesus e a Salvação na Igreja que Ele mesmo nos deu, e não podem abandonar a Comunhão com Deus, seu Criador e Salvador, a não ser que nunca tenham comungado, de fato, com o Senhor Jesus Cristo. Enumero abaixo Algumas razões porque deixei o protestantismo e retornei a primeira e única Igreja de Jesus Cristo.

1) O princípio “só a Bíblia” (Sola Scriptura)
Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria mais de um século e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (cf. Mateus 28, 19-20). Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. A Bíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!” (João 5, 39-40). Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somenteas Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (cf. 2 Tessalonicenses 2, 15 e 2 Tessalonicenses 3, 6, entre outros). Contrariando a Bíblia, os “evangélicos” rejeitam a Tradição.

2) O princípio “Só a fé salva”
A mesma Bíblia ensina que a fé sem obras é morta, na Epístola de Tiago (2, 14-26). A mesma Bíblia ensina que o cristão deve perseverar até o fim para ser salvo (Mt 24, 13). E ainda acrescenta que seremos julgados,todos, por nossas ações boas ou más. Existem várias passagens que dão conta de um julgamento futuro e, sendo assim, é falso que alguém aqui na terra já esteja salvo só porque “aceitou Jesus”. Não basta ir à frente de uma assembleia e dizer “Aceito Jesus como meu Senhor e Salvador” para ganhar o Céu. Não, não. É preciso muito mais do que isso. Conversão não é da boca para fora: é preciso que cada um tome a sua cruz e siga o Senhor, que, aliás, nunca prometeu prosperidade para quem o seguisse. Portanto, é totalmente mentirosa a afirmação de que basta ter fé para ser salvo. Ora, os demônios também creem (Tiago 2, 19)…

3) Lutero
Foi Martinho Lutero quem começou com as “igrejas” protestantes, que deram origem às “igrejas evangélicas” de hoje. Mas o que ele pensava é seguido apenas em parte pelos “evangélicos” de hoje. Eles seguem somente os princípios “Só a Bíblia” e “Só a Fé”. Embora Lutero seja o fundador de todas as igrejas evangélicas que existem hoje, por que não são todos luteranos? Na verdade, isso seria bem menos pior… Por outro lado, se reconhecem que Lutero é um homem falível, como é possível a um “evangélico” ter tanta certeza de que os princípios que ele inventou sejam dignos de confiança absoluta? Mais do que o que ensina a única Igreja que tem 2.000 anos e foi instituída diretamente por Jesus Cristo? Mais: o próprio Lutero contestou o Papa e decretou que não se deve confiar num sacerdote. Mas ele mesmo era um ex-sacerdote católico. Então, se ele mesmo se descarta como pessoa confiável, quem é tolo o suficiente para dar crédito ao que ele disse ou escreveu?

4) Subjetivismo religioso I
Uma denominação evangélica não é igual a outra em matéria de fé. Isso é fato, pois: Umas batizam crianças, outras não; Umas admitem o divórcio, outras o repudiam; Umas aceitam mulheres como “pastoras”, outras não; Umas praticam a “santa ceia”, outras não; Umas ensinam que devemos guardar o sábado, outras não; Algumas ensinam a teologia da prosperidade, outras a repudiam; Por aí vai… Tem “bispo evangélico” por aí defendendo até o aborto, só porque a Igreja Católica é (claro) contra! É comum ouvirmos frases como estas: “Nesta ‘igreja’ está o verdadeiro caminho”, ou “Deus levantou este ministério” ou ainda “a tua vitória está aqui”. Mais comum ainda é os “pastores” dizerem que as igrejas deles são “ungidas”… Ora, se todas essas igrejas ditas “evangélicas” são tão diferentes entre si, e a Verdade é uma só, como é possível um “evangélico” ter certeza que está no caminho certo, ou que o seu “pastor” está pregando a “Verdade”, se existem tantos outros “pastores” (que também dizem seguir a Bíblia e afirmam que são “ungidos”) que discordam dele?

5) Subjetivismo religioso II
Cada “crente” pode interpretar a Bíblia do jeito que quiser, segundo a tese protestante de Lutero. Mas todos nós sabemos que um “crente” não concorda com outro em todas as coisas. Muitas vezes divergem entre si mais do que convergem. Se cada qual interpreta a Bíblia do seu jeito, e nem poderia ser diferente, então, como é possível um “evangélico” ter a certeza de que está certo na sua interpretação? E por quê, meu Deus, por quê apenas a interpretação da Igreja Católica é que está totalmente errada, em tudo? Essa é a mais cruel de todas as incoerências das “igrejas” ditas “evangélicas”: praticamente todas elas se reservam o direito de criticar umas às outras, mas todas são unânimes em criticar a Igreja Católica! O mais incrível é não percebem que, agindo assim, estão cumprindo as profecias bíblicas do próprio Senhor Jesus Cristo: “Sereis odiados de todos por causa do meu Nome” (Lucas 21, 17); “Bem aventurados sereis quando, mentindo, disserem toda espécie de mal contra vós, por amor ao meu Nome” (Mateus 5, 11-12)… Os pastores se ajoelham e se prostram diante de réplicas da Arca da Antiga Aliança, mas eles não chamam esses pastores de “idólatras”. Só os católicos são chamados assim. Eles idolatram até lencinhos embebidos no suor de alguns pastores, mas não acham que isso é idolatria… Em algumas denominações, acontece a distribuição de lembrancinhas, sabonetinhos para espantar “olho gordo”, vidrinhos de óleo “ungido”, “rosas consagradas”, etc, etc… Mas nada disso, para eles, é idolatria. Somente os católicos é que são idólatras. Todos pensam assim, porque todos sofreram a mesma lavagem cerebral, que é muito difícil de reverter.

6) Subjetivismo religioso III
A interpretação pessoal da Bíblia por cada “crente” e “pastor” afronta claramente a Bíblia. De acordo com a santa Palavra de Deus, interpretação alguma é de caráter individual. Examinar a Bíblia não é o mesmo que interpretá-la. Posso examinar uma pessoa e lhe informar que encontrei uma mancha na sua pele. Mas o diagnóstico deve ser feito pelo médico, e não por mim, que sou leigo.

7) “Igreja não importa” e “igreja não salva”…
Todo “crente” diz em alto e bom som: “Igreja não salva ninguém”. Ora, se igreja não salva ninguém e cada um pode interpretar a Bíblia pessoalmente, para quê frequentar alguma denominação? Quando ocorre algum escândalo envolvendo algum “pastor”, o crente também diz: “Olha para Jesus e não para o pregador”. Mas se o pregador ensina tolices e princípios contrários ao verdadeiro cristianismo, por que eu deveria ouvir o que ele diz? Não é possível “olhar para Jesus” assim. Pelo contrário, isso só vai colocar em risco a minha alma! Se cada crente pode interpretar pessoalmente a Bíblia, se “igreja” não salva ninguém e o pastor não é confiável (ele é só um homem falível), então por que os “evangélicos” continuam dando tanto crédito aos pregadores?

8) Evangelização ou PROSELITISMO?
E se cada um de fato pode interpretar a Bíblia a partir da sua leitura pessoal, que conta com a assistência do Espírito Santo, por que ao invés de pregar não se imprimem Bíblias e se distribui à população? Ora, se basta ter fé para ser salvo e se cada um pode ser o próprio intérprete da Bíblia, para que servem as denominações, os cultos, os “pastores”, as pregações, livros, CDs e DVDs? Ao invés dos milhões em dízimos e ofertas, que sustentam toda uma estrutura que é desnecessária (afinal todos os que crerem já estão salvos…), por que não reunir esses recursos e construir gráficas e mais gráficas para a impressão de Bíblias e distribuí-las para todos aqueles que não conhecem Jesus? Eu digo porquê: porque os “pastores” se encarregam de passar a sua interpretação pessoal da Bíblia aos ingênuos que os seguem. E essa interpretação é deturpada e não tem nada a ver com a Mensagem original nos Evangelhos. Os “evangélicos” pensam que entendem a Bíblia, mas na verdade tudo o que eles conhecem é a interpretação pessoal deste ou daquele “pastor”. Se nem o pregador é digno de confiança, razão pela qual o crente deve confrontar o seu entendimento pessoal da Palavra com a pregação do palestrante, por que razão alguém deveria dar crédito a um desconhecido que lhe vem falar como porta-voz de Jesus?

9) Interpretação bíblica
Agora, se cada um pode interpretar a Bíblia e se todas as interpretações estão corretas, mesmo que sejam todas diferentes entre si, por que só a interpretação católica está errada? A Bíblia só pode ser interpretada se a pessoa está sob o rótulo de “evangélico”? Nesse caso, o que salva não é a fé, é o rótulo. E se for assim, ao contrário do que eles afirmam, a placa da igreja ou o rótulo de “evangélico” é que salva. Pela visão protestante, milhares e milhares de denominações estão corretas nas suas interpretações bíblicas, mesmo que sejam diferentes entre si. Todas elas estão certas e apenas uma está errada, que seria a Igreja Católica. Justamente a primeira igreja que existiu é que não conta com a assistência do Espírito Santo. Nesse caso, Jesus mentiu quando disse que os portais do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mt 16, 18) pois o inferno teria triunfado contra a Igreja Católica, e também quando disse que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo: ele só se faz presente para quem carrega o rótulo de “evangélico”…

10) O Pai Nosso
A oração é bíblica. Foi ensinada pelo Senhor Jesus. O “evangélico” a repudia. Por quê? Para não parecer católico! O “crente” jura defender a Bíblia, mas é o primeiro a não obedecê-la… Ele decidiu que não irá recitar o Pai Nosso e fim de papo. E pior. Quem o faz está errado, ainda que esteja obedecendo à Bíblia. O crente se acha melhor do que Jesus. Jesus fez a oração do Pai Nosso, mas o “evangélico” não tem que fazê-la…

11) Maria
Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo com a visita de Maria, chamou-a de “mãe do meu Senhor”. O crente a chama de “mulher como outra qualquer”… Isabel recebeu o Espírito Santo com a chegada de Maria, grávida de Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso. O “evangélico” fica cheio de ira quando se menciona o nome de Maria… João Batista estremece no ventre de Isabel ao ouvir a voz de Maria. O crente se enfurece quando ouve o nome Maria… A Bíblia diz que Maria será chamada de bem aventurada por todas as gerações. O crente a chama de mulher pecadora como qualquer outra. O protestante rasga os Textos Sagrados. E jura defender a Bíblia. Seguem o que querem e desprezam o que não lhes interessa!

12) Confissão
A Bíblia é clara: aos Apóstolos foi dado o poder de reter e perdoar pecados (Lucas 20, 21-23). Como é possível reter ou perdoar se alguém não lhes confessa? Desnecessário falar mais a respeito.

13) Fundação de “igrejas”
A Bíblia não faz qualquer referência à milhares de “igrejas” diferentes e separadas, mundo afora. Mas para fundarem suas denominações, os “evangélicos” não fazem questão da tal da base bíblica de que tanto falam. A Bíblia diz que devemos ser um só corpo. Eles fazem o contrário. Dividem-se, subdividem-se, de novo e de novo. Se uma igreja não está agradando, procuram outra mais ao seu gosto, e os mais espertos fundam as suas próprias igrejas, do jeito que acham mais certo (ou do jeito que dá mais lucro, em muitos casos), segundo sua própria interpretação da Bíblia. E todos dizem que estão sendo guiados por Deus. Existe um Deus ou muitos deuses? Se é um só Deus, como tantas igrejas podem ensinar coisas diferentes, e todas estão certas, menos a católica? Eles fragmentam o Corpo e pulverizam a mensagem do Evangelho. Fazem o contrário do que o Senhor ordenou! Basta um crente discordar do outro, – e isso é a coisa mais fácil de acontecer, – que já surge uma nova denominação. Seus líderes podem ter “visões” para fundarem novas denominações. Mas somente as revelações católicas aprovadas pela Santa Igreja é que são refutadas… O crente acredita no que deseja. E rejeita tudo que é católico. Sempre dois pesos e duas medidas. O pastor falou que teve uma visão e todo mundo engole. Nessa hora o “biblicamente” ou “a Palavra de Deus” não tem qualquer importância.

 

“A Igreja não está formada somente pelos padres, a Igreja somos todos”, diz o Papa

VATICANO, 11 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco retomou nesta manhã as catequeses sobre a Igreja neste Ano da Fé e, ante umas cinquenta mil pessoas presentes na Praça de São Pedro, explicou que a Igreja é mãe e que todos somos parte dela, não só os bispos “e os padres”. “Às vezes ouço: ‘Eu creio em Deus, mas não na Igreja… Ouvi que a Igreja diz… os padres dizem…’. Mas uma coisa são os padres, mas a Igreja não é formada somente de padres, a Igreja somos todos! E se você diz que crê em Deus e não crê na Igreja, está dizendo que não acredita em si mesmo; e isto é uma contradição”. O Papa Francisco disse que “a Igreja somos todos: da criança recentemente batizada aos Bispos, ao Papa; todos somos Igreja e todos somos iguais aos olhos de Deus! Todos somos chamados a colaborar ao nascimento à fé de novos cristãos, todos somos chamados a ser educadores na fé, a anunciar o Evangelho… Todos participamos da maternidade da Igreja, todos somos Igreja, a fim de que a luz de Cristo alcance os extremos confins da terra. E viva à santa mãe Igreja!”. O Santo Padre refletiu em torno da maternidade da Igreja, recordando que “entre as imagens que o Concílio Vaticano II escolheu para fazer-nos entender melhor a natureza da Igreja, há aquela da ‘mãe’: a Igreja é nossa mãe na fé, na vida sobrenatural”. “Para mim, é uma das imagens mais belas da Igreja: a Igreja mãe! Em que sentido e de que modo a Igreja é mãe? Partamos da realidade humana da maternidade: o que faz uma mãe?”. “Antes de tudo, uma mãe gera a vida, leva no seu ventre por nove meses o próprio filho e depois o abre à vida, gerando-o. Assim é a Igreja: nos gera na fé, por obra do Espírito Santo que a torna fecunda, como a Virgem Maria”. Certamente, prosseguiu o Santo Padre, “a fé é um ato pessoal… mas eu recebo a fé dos outros, em uma família, em uma comunidade que me ensina a dizer “eu creio”, “nós cremos”. Um cristão não é uma ilha! Nós nãos nos tornamos cristãos em laboratório, não nos tornamos cristãos sozinhos e com as nossas forças, mas a fé é um presente, é um dom de Deus que nos vem dado na Igreja e através da Igreja”. “E a Igreja nos doa a vida de fé no Batismo: aquele é o momento no qual nos faz nascer como filhos de Deus, o momento no qual nos dá a vida de Deus, nos gera como mãe… Isto nos faz entender uma coisa importante: o nosso fazer parte da Igreja não é um fato exterior e formal, não é preencher um cartão que nos deram, mas é um ato interior e vital; não se pertence? à Igreja como se pertence a uma sociedade, a um partido ou a qualquer outra organização. O vínculo é vital, como aquele que se tem com a própria mãe, porque, como afirma Santo Agostinho, a ‘Igreja é realmente mãe dos cristãos’”. O Papa ressaltou que “uma mãe não se limita a gerar a vida, mas com grande cuidado ajuda os seus filhos a crescer, dá a eles o leite, alimenta-os, ensina-lhes o caminho da vida, acompanha-os sempre com a sua atenção, com o seu afeto, com o seu amor, mesmo quando são grandes. E nisto sabe também corrigir, perdoar, compreender, sabe ser próxima na doença, no sofrimento. Em uma palavra, uma boa mãe ajuda os filhos a sair de si mesmos, a não permanecer comodamente debaixo das asas maternas”. “A Igreja, como boa mãe, faz a mesma coisa: acompanha o nosso crescimento transmitindo a Palavra de Deus, que é uma luz que nos indica o caminho da vida cristã; administrando os Sacramentos. Alimenta-nos com a Eucaristia, traz a nós o perdão de Deus através do Sacramento da Penitência, sustenta-nos no momento da doença com a Unção dos enfermos. A Igreja nos acompanha em toda a nossa vida de fé, em toda a nossa vida cristã”. Francisco assinalou que nos primeiros séculos da Igreja havia uma realidade muito clara: “a Igreja, enquanto é mãe dos cristãos, enquanto ‘forma’ os cristãos, é também ‘formada’ por eles. A Igreja não é algo diferente de nós mesmos, mas é vista como a totalidade dos crentes, como o “nós” dos cristãos: eu, você, todos nós somos parte da Igreja”.

Por que você não pode faltar à Missa dominical?

Naquela tarde de domingo da Páscoa judaica, no terceiro dia da morte de Jesus, os apóstolos se encontravam reunidos a portas trancadas, ainda sob o impacto da crucificação do Mestre e com medo dos judeus, quando Cristo ressuscitado apareceu entre eles dizendo “Paz seja convosco!” e provocando o maior espanto e comoção.

Diante da incredulidade dos Seus melhores seguidores, Ele lhes mostrou as mãos laceradas e o lado ferido pela lança.

Alegraram-se, então, os discípulos ao reconhecer o Senhor e Jesus repetiu “Paz seja convosco”, acrescentando “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”.

Disse isto, soprou sobre eles e completou: “Recebei o Espírito Santo. Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, serão retidos”.

É justamente essa intensa experiência do reencontro dos apóstolos com Cristo ressuscitado que os cristãos revivem na Missa dominical.

O domingo, que sempre foi um dia especial porque assinala o primeiro dia da criação do mundo, para os cristãos tem esse valor especial: marca o dia em que, ressuscitando, Jesus deu a prova mais perfeita de Sua missão divina, principal fato sobre o qual se apóia a fé cristã.

Celebrar um acontecimento tão importante só uma vez por ano, na Páscoa, seria muito pouco. Por isso a Igreja celebra todos os domingos a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte. Em verdade, a vida da Igreja se centra na celebração dominical da Páscoa e da Eucaristia do Senhor.

A Igreja não é uma entidade separada dos fiéis, na verdade a Igreja são os fiéis (igreja vem do grego “ekklesía”, que quer dizer “assembléia, reunião de pessoas”). Então, a Igreja somos nós todos reunidos, e este foi o desejo de Cristo quando a criou: Ele queria que fortalecêssemos a nossa fé reunidos em assembléia.

Resumindo: é certo que é muito importante para a nossa vida de fé que nos reunamos aos outros irmãos em qualquer dia da semana para, juntos, celebrar a Páscoa do Senhor no sacramento da Nova Aliança.

Mas essa mesma celebração aos domingos tem um sentido maior, porque comemora mais uma semana da ressurreição de Cristo que aconteceu naquele outro domingo da Páscoa judaica.

Cristo recebe a sua presença nas Missas dominicais como uma homenagem que O agrada especialmente.

Só falte por um motivo grave.

Dom João Bosco Óliver de Faria

Maria: Pedagoga da Solidariedade

A simplicidade dos gestos e palavras nos ensina a ser melhores

A palavra “pedagogia” é de origem grega. Entre os ocidentais ela firmou-se como a ciência do ensino. Nas Sagradas Escrituras encontramos inúmeros pedagogos que nos ensinam o caminho da felicidade em Deus. Dentre estes inúmeros professores na arte da fé encontramos a Virgem Maria.

Na simplicidade dos gestos e palavras, Nossa Senhora ocupa um lugar especial dentro da história da salvação. Escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador, ela nos ensina o caminho que nos conduz a seu Filho Jesus Cristo. A Santíssima Virgem Maria é o caminho do amor para chegarmos a Cristo. Foi por intermédio do “sim” de Maria que Jesus Cristo realizou a Sua primeira visita aos homens.

Na pedagogia da escola de Maria aprendemos o valor do serviço em um mundo extremamente agitado por tantas vozes e sons que nos dizem que, em primeiro lugar, deve ser feita a nossa vontade. Em meio a uma sociedade que passa a ver o outro como alguém distante, corremos o risco de assistir as necessidades e o sofrimento dos nossos irmãos e irmãs como se estivéssemos vendo um telejornal.

Não! A dor do outro não é um programa jornalístico. Ela é real e requer que saiamos de nossas anestesias da indiferença e sintamos verdadeiramente a dor de nossos irmãos e irmãs de maneira caridosa e fraterna.  Quem precisa de nossa ajuda não é um estranho, cujo indiferentismo possa nos fazer acreditar que nada temos a ver com a realidade de quem sofre.

A Virgem Maria, quando soube pelo Anjo Gabriel que sua prima Isabel estava grávida, não esperou um convite formal para ir ao encontro das necessidades da prima. Nossa Senhora percebeu, naquele acontecimento, uma oportunidade de colocar-se a serviço daquela que precisava de sua ajuda.

“E eis que Isabel, tua parenta, está também para dar à luz um filho em sua velhice e já está sem eu sexto mês, ela que era chamada estéril. Naquele tempo, Maria partiu às pressas, ruma à região montanhosa, para uma cidade de Judá” (cf. Mc 1,26-45).

Diante da realidade de Isabel, Maria sabia, em seu coração, que sua amiga precisava de sua ajuda. Ela vai às pressas. Nada foi obstáculo para ela. Atravessou uma região montanhosa. Venceu as dificuldades do caminho para estar a serviço. O gesto solidário de Nossa Senhora é um caminho pedagógico-espiritual para todos nós.

A Santíssima Virgem atualiza em sua vida o ensinamento que seu Filho vai nos deixar: “Pois o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate pela multidão” (Cf. Mc 10,45). Diante da necessidade de Isabel, Maria vê, com os olhos do coração, uma oportunidade de fazer o bem. O gesto solidário da Mãe do Salvador é um exemplo para que o frio da indiferença não estacione no tempo de nossa vida.

A pedagogia mariana é uma lição de cuidado e carinho com relação às diversas necessidades daqueles que estão do nosso lado. Na metodologia do cuidado com o outro não é necessário esperar um convite formal para a prática do bem. A solidariedade é sempre um convite não formal para o bem. Pequenos gestos podem fazer grande diferença. Maria é a grande pedagoga do amor generoso e solidário com os necessitados. Ela nos ensina,  a cada dia, a arte de sermos conduzidos por um amor de Mãe e Mestra na arte do cuidado com o próximo…

Padre Flávio Sobreiro
Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre – MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG. http://www.flaviosobreiro.com

Para seguir Jesus é preciso mover-se, diz Papa

Sexta-feira, 13 de janeiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Papa falou da importância de seguir Jesus em vez de ficar parado apenas olhando, como faziam os escribas

Para seguir Jesus é preciso caminhar, não ficar com “alma sentada”, disse o Papa Francisco na Missa desta sexta-feira, 13, na Casa Santa Marta. Francisco destacou que a fé, se é autêntica, sempre faz correr riscos, mas dá a verdadeira esperança.

O povo segue Jesus por interesse ou por uma palavra de conforto. O Santo Padre se concentrou no Evangelho do dia para destacar que, mesmo se a pureza de intenção não é “total”, perfeita, é importante seguir Jesus, caminhar atrás Dele. As pessoas se sentiam atraídas por sua autoridade; pelas coisas que dizia e como dizia se fazia entender e também curava.

Algumas vezes, explicou o Papa, Jesus repreendia o povo que o seguia porque estava mais interessando em uma conveniência que na Palavra de Deus. Mas o Senhor se deixava seguir por todos, porque sabia que todos são pecadores. O problema maior era os que ficavam parados.

“Os parados! Aqueles que estavam à beira do caminho, olhavam. Ficavam sentados. Ficavam sentados lá alguns escribas: estes não seguiam, olhavam. Olhavam do balcão. Não iam caminhando na própria vida: ‘balconavam’ a vida! Justamente ali: não arriscavam nunca! Somente julgavam. Também os juízes eram fortes, não? Em seu coração: ‘que povo ignorante! Que gente supersticiosa!’ E quantas vezes também nós, quando vemos a piedade do povo simples, nos vem em mente aquele clericalismo que faz tanto mal à Igreja”.

Essas pessoas que seguiam Jesus não ficavam paradas, mas arriscavam para encontrá-Lo, para encontrar aquilo que queriam. O Papa citou como exemplo o caso da cananeia, da pecadora na casa de Simão e da Samaritana. Todas arriscaram e encontraram, a salvação.

“Seguir Jesus não é fácil, mas é belo! E sempre se arrisca (…) Seguir Jesus, porque precisamos de algo ou seguir Jesus arriscando e isso significa seguir Jesus com fé: esta é a fé. Confiar em Jesus. ‘Confio em Jesus, confio a minha vida a Jesus? Estou em caminho atrás de Jesus, mesmo se pareço ridículo às vezes? Ou estou sentado olhando como faziam os outros, olhando a vida, ou estou com a alma sentada – digamos assim – com a alma fechada para a amargura, a falta de esperança?’ Cada um de nós pode se fazer estas perguntas hoje”.

Papa aos pais: ensinar a fé às crianças e fazê-la crescer

Festa do Batismo do Senhor

Domingo, 8 de janeiro de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Na Solenidade do Batismo do Senhor, o Papa observou que a fé não é apenas “recitar o Creio quando vamos à Missa no domingo, não é só isto!…”

Na Festa do Batismo de Jesus, neste domingo, 8, o Papa  Francisco presidiu à celebração Eucarística na Capela Sistina, batizando 28 crianças.

Em sua breve homilia, pronunciada de forma espontânea, Francisco exortou os pais a “custodiarem a fé das crianças e a fazê-la crescer, para que se torne um testemunho para os outros”.

“Vocês pediram para vossas crianças a fé que será dada no Batismo – explicou – porque a fé deve ser vivida. Caminhar na estrada da fé e dar testemunho da fé”.

O Papa observou que a fé não é apenas “recitar o Creio quando vamos à Missa no domingo, não é só isto! A fé é acreditar naquilo que é a verdade: o Pai que enviou o Filho e o Espírito que nos vivifica”. E ressaltou:

“Mas a fé também é confiar-se a Deus e isto vocês devem ensinar a eles com vosso exemplo, vossa vida. A fé é luz”.

Ao referir-se à vela presente no rito do Batismo, Francisco recordou que nos primeiros tempos do cristianismo, o Batismo era chamado de “a iluminação, porque a fé ilumina o coração, faz ver as coisas com outra luz”.

“A Igreja dá a fé pelo Batismo aos vossos filhos e vocês têm a missão de fazê-la crescer, custodiá-la para se tornar testemunho para todos os outros. Este é o sentido de toda esta cerimônia”.

Ao final da homilia, de forma muito descontraída, o Papa referiu-se ao “concerto” proporcionado pelo choro de algumas crianças:

“Começou o concerto, hein?!?! Porque as crianças estão em um lugar que não conhecem, talvez tenham se levantado mais cedo do que o habitual. Aí uma começa, dá o tom, e as outras vão atrás. Muitas choram porque a outra chora. E gosto de recordar que Jesus também fez isto. A primeira oração de Jesus na estrebaria foi um choro”.

Antes de concluir, Francisco disse às mães para sentirem-se à vontade caso quisessem amamentar seus filhos durante a cerimônia na Capela Sistina, visto a duração da cerimônia e as crianças poderiam estar com fome.

Após suas palavras, Francisco batizou uma por uma das 28 crianças.

Programação Neurolinguística e a Fé Cristã

Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 450

http://blog.comshalom.org/carmadelio/6105-a-programacao-neurolinguistica-o-que-e

Em síntese: A Neurolingüística parte do princípio de que o comportamento humano é dependente do pensar e das emoções da pessoa. Em conseqüência ensina a programar pensamentos e sentimentos de tal modo que redundem em comportamento desejado pelo indivíduo. – Tal teoria não deixa de ter seu fundo de verdade; todavia há escolas de Neurolingüística que adotam uma concepção antropológica panteísta ou alheia ao pensamento cristão. Daí a ambigüidade das propostas neurolingüísticas.
A Neurolingüística é, como dizem os seus arautos, uma ciência e uma arte. Teve origem nos Estados Unidos na década de 1970 e vem-se propagando com certo aparato que impressiona o público, embora os livros de Neurolingüística não sejam de fácil leitura.
A seguir, proporemos uma síntese do que seja a nova ciência e lhe faremos alguns comentários. A nossa exposição utilizará o vocabulário e a linguagem dos mestres mesmos da PNL.

1. A Programação Neurolingüística (PNL)
Como dizem os arautos da nova ciência, a expressão “Programação Neurolingüística” é um tanto obscura, mas compreende três conceitos simples.
O vocábulo “Neuro” professa a idéia fundamental de que todos os nossos comportamentos têm origem nos processos neurológicos da visão, da audição, do olfato, do paladar; do tato e das sensações em geral. Percebemos o mundo através dos cinco (ou seis) sentidos externos que temos, e fazemos, em conseqüência, o nosso mapa do mundo. “Compreendemos” as informações assim recebidas e depois agimos. Somos psicossomáticos; o corpo e o psiquismo formam urna unidade inquebrantável, que é o ser humano.
O termo “Lingüística” indica que usamos a linguagem para ordenar nossos pensamentos e comportamentos e para nos comunicarmos com os outros.
O substantivo “Programação” significa que devemos organizar nossas idéias e atividades a fim de obter os resultados desejados. Precisamente a PNL trata da maneira como elaboramos o que captamos através dos sentidos para chegarmos aos objetivos almejados. – A Programação também examina a forma como descrevemos nossos pensamentos e como agimos, intencionalmente ou não, para produzir resultados.
Sintetizando, pode-se dizer com Richard Bandler, um dos fundadores da PNL, que “a PNL é o estudo da estrutura da experiência subjetiva do ser humano e do que pode ser feito com ela”.
Tal definição é baseada no pressuposto de que todo comportamento humano tem uma estrutura e esta pode ser descoberta, modelada e transformada (reprogramada).
Eis outra definição, também proposta pelos arautos da PNL:
“PNL e’ o estudo de como representamos a realidade em nossas mentes e de como podemos perceber; descobrir e alterar esta representação para atingirmos resultados desejados” (Getúlio Barnasque).
Assim, afirmam os cultores da PNL, “a PNL é uma ferramenta educacional, não uma forma de terapia. Nós ensinamos as pessoas coisas sobre a maneira como seus cérebros funcionam e como elas usam tais informações para mudar seu comportamento” (Richard Bandler).
Pergunta-se agora:

2. Como funciona a Programação de Neurolingüística?
A Neurolingüística divide o ser humano em três eus: o eu superior, o médio e o interior, que são conceituados do seguinte modo:

a) Eu inferior: é o responsável pelos processos automáticos do corpo físico, pelas emoções animais (raiva, medo, etc.) e por certos processos mentais mecânicos e condicionados.

b) Eu médio: é responsável basicamente pelas tomadas de decisão conscientes. É analítico e especulativo; mas costuma ser influenciado (muitas vezes, sem o perceber) pelo eu inferior.

c) Eu superior: É uma consciência tetradimensional, com abrangência espaço-temporal muito mais ampla do que a do eu médio. Sua influência sobre o eu médio costuma ser muito mais rara do que a correspondente influência do eu inferior. Os principais indícios de sua influência sobre o eu médio são: plenitude, desprendimento e sentimento de invulnerabilidade.

Na base de tal concepção do ser humano, a Neurolingüística assim faz a sua programação:

1) O eu médio deve amortecer as atividades do eu inferior, obtendo, com isto, não só uma melhor ligação com o eu superior, mas também melhores condições de influenciar o eu inferior. E como realiza esse amortecimento?
– paralisando o diálogo interno;
– relaxando a musculatura voluntária;
– acalmando as emoções.
A paralisação do diálogo interno faz parte da autodefesa psíquica. Associada à respiração profunda, facilita a obtenção da etapa seguinte, ou seja, o relaxamento da musculatura. Assim é atingido sem dificuldade o termo final, que consiste em acalmar as emoções.
Através da melhor ligação com o eu superior, o eu médio pode receber informações intuitivas e/ou influenciar o eu superior a pedir ajuda a outros eus superiores; estes últimos tentarão enviar a ajuda necessária através de seus respectivos eus médios.
Uma vez amortecidas as atividades do eu inferior, o programador formula, mentalmente, uma ou mais orações que expressam o seu objetivo. Ao fazê-lo, deve levar em conta certas regras muito importantes, a saber:

a) nunca use negações explícitas ou implícitas. Exemplo de negação explícita: “O meu filho não vai ficar doente”. Exemplo de negação implícita: “O sol será incapaz de queimar a minha pele”. O primeiro exemplo poderia ser reformulado do seguinte modo: “O meu filho continua e continuará sendo saudável”.
Por que não se devem usar negações? – Porque, se você usar negações, estará atraindo para Si aquilo que deseja evitar.

b) Seja o mais minucioso e preciso possível. Por quê? – Porque, se não for preciso, poderá obter algo que não corresponda ao seu anseio. Veja-se o caso da jovem que programou: “O meu noivo vai voltar são e salvo da Guerra do Golfo e vai casar-se”. Resultado: O noivo voltou são e salvo, mas casou-se com outra mulher. A formulação correta teria sido:
“O meu noivo vai voltar são e salvo da Guerra do Golfo e vai casar-se comigo, dentro de um ano após a sua volta”.

c) Use tempos verbais presentes (de preferência, o gerúndio) ou futuros com limitação de data, conforme o caso. Por conseguinte, diga: “A minha saúde está melhorando” ou “A minha esposa obterá um emprego cujo salário será superior a mil reais até o final do mês de dezembro de 1999″.
Deve-se observar que, para algumas pessoas altamente questionadoras e analíticas, o uso do presente simples (eu sou, eu tenho) pode gerar conflito com o eu médio, pois se fixará na incompatibilidade entre o presente real e o presente programado. Para tais pessoas, é mais seguro o uso do futuro com limitação de data. – E por que a limitação de data é necessária? Pela razão seguinte: Se Marcelo, com 21 anos de idade, faz programação para ganhar dez mil reais, usando tempo futuro sem limitação de data, poderá acontecer que, aos 92 anos de idade, receba uma herança no valor de dez ml reais,… herança que ele não poderá utilizar por estar moribundo no hospital.

d) Faça suas programações diariamente, de preferência sempre no mesmo horário. Evite fazer programações durante os processos digestivos. Seja persistente e paciente.

3. Que Aplicações têm a PNL?
“Neurolingüística é a soma dos sistemas internos de comunicação que permitem ao sujeito iniciar seu processo de interação com o mundo e alterá-lo na medida em que interpreta dentro de si os resultados que obtém” (Dr. Marco Ceda Natali)
A Programação Neurolingüística, em sigla PNL, é uma ferramenta muito útil para localizar e organizar recursos dentro das pessoas.
Alcunhada por um de seus criadores como “Manual de instruções para o uso da mente”, a PNL oferece uma vasta gama de aplicações.
Apenas algumas dessas possibilidades serão citadas aqui:
• Como acrescentar recursos e intensificar resultados.
• Como aumentar o rapport nos processos de comunicação.
• Como conhecer e alcançar os cinco estados essenciais.
• Como contatar o “lado criança” e conseguir acordos entre as partes.
• Como descobrir causas de incongruência.
• Como descobrir e compreender suas motivações básicas.
• Como descobrir modelos de mudança.
• Como eliciar estados de excelência.
• Como entender os mecanismos do mapa e dos filtros.
• Como implantar e modificar âncoras.
• Como modelar e adotar pontos de vista e excelências.
• Como proceder a uma cura rápida de fobia.
• Como proceder à Mudança de História Pessoal.
• Como proceder a Ressignificações de palavras, de significado e de contexto.
• Como programar objetivos
• Como se comunicar com os aliados internos descobrindo objetivos positivos.
• Como trabalhar as crenças e o sistema de crenças
• Como trabalhar com crenças conflitantes.
• Como usar a Associação, Dissociação e Tela Mental.
• Como usar a estrutura decisória T.O.T.S.
• Como usar a hipnose ericksoniana para mudar recursos e comportamentos.
• Como usar a Linha do Tempo.
• Como usar a modelagem para adquirir novos recursos internos.
• Como usar a técnica do reimprinting da linha temporal parental como recurso de reeducação emocional.
• Como usar as submodalidades para descobrir estados de recurso.
• Como usar metáforas.
• Como usar métodos de visualização e verificação ecológica.
• Como usar o Círculo de Excelência para conquistar novos recursos.
• Como usar o metamodelo da linguagem de Fritz Perls.
• Como utilizar os Níveis Neurológicos para tomadas de decisão e implante de modificações.
• Como utilizar os sistemas representacionais.

Põe-se agora a questão:
4. Que dizer?
Não é fácil compreender o linguajar da Neurolingüística. Todavia pode-se dizer que tenciona propor benefícios aos seus clientes mediante dois fatores: a sugestão ou o condicionamento que o indivíduo faz a si mesmo, e… outra força não claramente definida.
A sugestão funciona realmente e com grande eficácia, como se verá abaixo. Quanto à outra força, alguns mestres da PNL parecem identificá-la com o eu superior, que seria divino – o que redunda em panteísmo e não resiste ao crivo da razão. Tal outra força pode ser entendida também como um fator parapsicológico: percepção extra-sensorial, hiperestesia, pantomnésia…; tais fatores são reconhecidos pela ciência e podem, de fato, produzir efeitos inesperados. – Resta, pois, pedir aos arautos da PNL que expliquem claramente quais os fatores que, além da sugestão, produzem benefícios aos usuários dessa arte.
Examinemos mais precisamente o que é a sugestão e como atua.

4.1. Sugestão: que é?
A palavra sugestão vem de sub-gerere e significa: “levar, transportar alguma coisa para baixo ou sob…”; vem a ser uma insinuação ou também uma subordinação. Em psicologia a sugestão ocorre quando se leva ao subconsciente de alguém uma idéia, que irá abrindo caminho no consciente desse sujeito e poderá tornar-se uma persuasão ou convicção.
Para compreender bem o funcionamento da sugestão, devemos lembrar que o organismo humano tem a capacidade de se adaptar ao meio ambiente e a seus dados variáveis. Há estímulos externos que provocam respostas inconscientes e automáticas do organismo, chamadas reflexos: assim a temperatura elevada suscita a secreção de suor, a temperatura em baixa provoca arrepios, a proximidade de comida apetitosa provoca secreção de saliva…
Os reflexos podem ser incondicionados e condicionados. Incondicionados, quando suscitados espontaneamente pela própria natureza (a secreção de saliva, de suor…). Há quem os identifique com os instintos. Condicionados são os reflexos que respondem a um estímulo neutro ou indiferente, como é, por exemplo, o toque de uma campainha; este pode suscitar as mais diversas reações da parte de alguém (campainha para despertar, para a refeição, para começar ou acabar o trabalho…). Se um operador consegue fazer de um estímulo neutro excitante de tal ou tal determinada reação, diz-se que esse estímulo provoca um reflexo condicionado. Tal é o caso, por exemplo, de um cachorro que, na hora de comer, recebe um pedaço de carne e, por isto, ensaliva naturalmente a boca; se, antes de se lhe oferecer a carne, se toca uma campainha, o animal secreta saliva já ao toque da campainha; esse reflexo condicionado se torna habitual a ponto que, mesmo que não se dê carne ao cachorro, ele ensaliva a boca ao ouvir a campainha.
Todo excitante externo que desencadeie respostas biológicas, é chamado sinal: assim o som, a luz, o tato, a palavra. Principalmente para o ser humano a palavra é um sinal muito eficaz; ela pode desencadear atividades biológicas diversas. Quando isto acontece, a palavra é chamada “sugestão”; a resposta à sugestão não é sempre consciente e racional.
A sugestão que vem de fora, é chamada hétero-sugestão. Acontece, porém, que a sugestão pode vir do próprio sujeito ou da imaginação e da memória do indivíduo: tal é a auto-sugestão. Exemplo: se ouço uma campainha que realmente toca aos meus ouvidos, recebo uma hétero-sugestão. Se, porém, sonho com o toque dessa campainha ou a imagino em delírio, sofro uma auto-sugestão.

Consideremos agora
4.2. O Poder da Sugestão

1. A sugestão pode ser recebida ou concebida por alguém, que passa a guardá-la no seu subconsciente, sem fazer caso da mesma. Não obstante, a sugestão pode, mesmo assim, exercer enorme influência sobre o comportamento do sujeito respectivo. Este, sem o saber, estará agindo sob a força de uma sugestão que ele talvez tenha explicitamente rejeitado em primeira instância. Imaginemos, por exemplo, um amigo que diga a seu amigo: “Como você está magro e pálido!”. Este, ouvindo tal juízo, protestará e afirmará o contrário. Mas, aos poucos, poderá ir-se sentindo indisposto e crer que está padecendo de algum mal sério, principalmente se em seu íntimo estiver predisposto a tanto. Importa notar que a idéia sugerida muitas vezes vai tomando vulto, e até lugar primacial, na mente de alguém, apesar da resistência que essa pessoa lhe queira opor. De modo especial, o ser humano repele a idéia de ser vítima de alguma sugestão ou de não ser mais ele mesmo no seu modo de pensar ou agir; ora, apesar dessa repulsa espontânea o poder da sugestão é imenso. São verídicas as palavras de Claude Bernard, principalmente quando se tem em vista o inconsciente: “O homem pode muito mais do que ele julga poder”.

2. Principalmente em questões de saúde e doença a força da sugestão é reconhecida. Tem grande aplicação em todos os tipos de curandeirismo.
Com efeito. Sabemos quão benéfico sobre um processo de recuperação da saúde é o otimismo do paciente; uma boa notícia comunicada a este pode logo desencadear melhoras fisiológicas.
Também são conhecidos os casos em que remédios “milagrosos” produziram efeitos altamente positivos em pacientes gravemente enfermos; tais remédios “milagrosos”, uma vez analisados, não revelaram nenhuma propriedade particular. Diz-se mesmo em tom irônico: “É preciso apressar-se em tomar remédios novos, enquanto eles curam”. São chamados placebo (= agradarei).
O Dr. Mathieu chegou a realizar uma experiência assaz cruel em seu Sanatório de tuberculosos. Anunciou aos enfermos que acabava de ser descoberto o antídoto da tuberculose, que haveria de os curar imediatamente. Depois de ter preparado os ânimos dos doentes durante um período de tempo razoável, o médico injetou-lhes, em dias consecutivos, um pouco de água salgada, que ele chamava pelo nome mágico de antifimose. Então os pacientes obtiveram resultados maravilhosos: a tosse e os escarros diminuíram consideravelmente, os doentes começaram a sentir apetite devorador, que os fez subir de peso numa média de três quilos em poucos dias. Infelizmente, porém, um dos enfermos percebeu que se tratava de um logro e que o médico nada tinha de especial para curá-los. Logo as melhoras cessaram e todos os sintomas da moléstia reapareceram em condições mais graves, porque os pacientes estavam desanimados.
Podemos fazer menção também dos cataplasmas1, que outrora eram aplicados com freqüência, obtendo, como se dizia, bons resultados. Os observadores julgam que, em grande parte, esses efeitos positivos se deviam ao fato de que cada cataplasma exigia meia-hora de preparação; durante essa meia-hora o doente tinha a oportunidade de ansiar pelo tratamento e de se compenetrar da eficácia do mesmo.
Com outras palavras ainda: está demonstrado que, mediante sugestões, somos capazes de produzir efeitos que consciente e voluntariamente não produziríamos. Sirvam de exemplos a modificação da pressão arterial, alterações na pulsação, na sudoração, no nível de açúcar no sangue, no metabolismo, em sistemas glandulares endócrinos, no sistema cardiovascular, na secreção gástrica… Isto explica que a sugestão possa curar doenças ditas “funcionais” ou dependentes de bloqueio nervoso ou emocional: asma, doenças da pele (eczemas), cegueiras funcionais e daltonismo, náuseas e vômitos…

3. Não é necessário que o paciente seja altamente sugestionável para que a sugestão verbal possa produzir efeitos reais e objetivos no organismo. É claro que, nas pessoas mais sensíveis à sugestão, os efeitos são mais rápidos e perceptíveis do que nos pacientes mais indiferentes.

4. As sugestões são eficientes também em estado de vigília ou em pacientes acordados. É erro bastante comum pensar que a sugestão verbal só provoca resposta fisiológica quando o paciente está em sono provocado ou hipnótico. É certo, porém, que um leve estado de sonolência de pessoa em atitude passiva favorece o desencadeamento das reações inconscientes e fisiológicas. Este estado pode afetar todas as pessoas normais.

5. A sugestão indireta pode ser mais eficaz do que a sugestão verbal direta.
A sugestão verbal direta utiliza a própria palavra e sua eficácia para exercer uma ação de comando.
A sugestão indireta recorre não a uma palavra imperativa, mas a um objeto ou uma ação, aos quais se atribui implícita ou explicitamente um efeito maravilhoso. Assim, para obter que alguém adormeça, em vez de se lhe dar a ordem de tentar dormir, ofereça-se-lhe um pó branco neutro (pode ser farinha de trigo), dizendo-lhe que é sonífero. Geralmente verifica-se o efeito almejado, ao passo que a palavra só, por mais meiga que seja, pode não conseguir o mesmo resultado.
São sugestões indiretas os passes, as águas “fluídicas”, as ervas para chá e para banho distribuídas pelos espíritas e curandeiros; estes podem estar de boa-fé acreditando no valor medicinal de tais recursos; na verdade, não fazem senão oferecer estímulos-sinais, que condicionam os seus clientes e os levam ao desbloqueio psicológico de que necessitam.
Pode-se, pois, estabelecer como princípio: “A sugestão é tanto mais eficiente quanto mais indireta ou dissimulada”; quando indiretamente sugestionado, o paciente pensa menos em se defender do imperativo vindo de fora.

1 Cataplasma é “uma placa medicamentosa que se aplica, entre dois panos, a uma parte do corpo dolorida ou inflamada” (Dicionário de Aurélio).

Santo Evangelho (Lc 17, 5-10)

27º Domingo do Tempo Comum – Domingo 02/10/2016

Primeira Leitura (Hab 1,2-3; 2,2-4)
Leitura da profecia de Habacuc.

2Senhor, até quando chamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti: “Violência!”, sem me socorreres? 3Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia. 2,2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 94)

— Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!
— Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

— Vinde, exultemos de alegria no Senhor,/ aclamemos o Rochedo que nos salva!/ Ao seu encontro caminhemos com louvores,/ e com cantos de alegria o celebremos!

— Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,/ e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!/ Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,/ e nós somos o seu povo e seu rebanho,/ as ovelhas que conduz com sua mão.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:/ “Não fecheis os corações como em Meriba,/ como em Massa, no deserto, aquele dia,/ em que outrora vossos pais me provocaram,/ apesar de terem visto as minhas obras”.

 

Segunda Leitura (2Tm 1,6-8.13-14)
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo: 6Exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8Não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 13Usa um compêndio das palavras sadias que de mim ouviste em matéria de fé e de amor em Cristo Jesus. 14Guarda o precioso depósito, com a ajuda do Espírito Santo, que habita em nós.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Evangelho (Lc 17,5-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 5os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria. 7Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santos Anjos da Guarda

Encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos protetores de cada um de nós

Neste dia em que fazemos memória do nosso protetor, a Igreja termina assim o hino e oração da manhã: “Salvai por vosso filho a nós, no amor; ungidos sejamos pelos anjos; por Deus trino, protegidos!”

A palavra anjo significa, “enviado, mensageiro divino”, muitas vezes encontramos as manifestações dos anjos como missionários de Deus, e por isso, com clareza lemos no salmo 91: “Pois Ele encarregará seus anjos de guardar-te em todos os teus caminhos”.

Quando nos deparamos com a Anunciação e outros Mistérios da vida de Jesus, conseguimos perceber que este salmo profetiza a presença dos anjos na vida do Senhor. Ora, Cristo é o primogênito de todas as criaturas, nosso irmão e modelo. Se portanto sua humanidade, apesar de unida com a Divindade, era continuamente protegida por anjos, logo quanto mais devemos ser nós, seus membros tão frágeis. Tanto o Pai quer isto que revelou a Jesus: “Guardai-vos de desprezar algum desses pequeninos, pois eu vos digo, nos céus os seus anjos se mantêm sem cessar na presença do meu Pai que está nos céus.” (Mt 18,10)

Nos Atos dos Apóstolos e nos escritos de São Bernardo, Santo Tomás de Aquino e outros Doutores da Igreja, encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos protetores de cada um, pois atesta a Sagrada Escritura: “Não são todos (os anjos) eles espíritos cumpridores de funções e enviados a serviço, em proveito daqueles que devem receber a salvação como herança?” (Hb 1,14)

Na Inglaterra desde o ano 800 acontecia uma festa dedicada aos Anjos da Guarda e a partir do ano 1111 surgiu uma linda oração (apresentada a seguir). Da Inglaterra esta festa se estendeu de maneira universal depois do ano 1608 por iniciativa do Sumo Pontífice da época. Aprendamos e rezemos esta quase milenar prece: “Anjo do Senhor – que por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião – guardai-me neste dia (tarde ou noite); iluminai meu entendimento; dirigi meus afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e Senhor. Amém.”

Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!

Maria, exemplo de fidelidade e obediência a Deus

São João Paulo II, no ano de 1997, reflete sobre a figura da Virgem Santíssima em três catequeses: “Maria, singular cooperadora da Redenção”, “Mulher, eis aí o teu Filho” e “Eis aí a tua Mãe!”.

A Virgem Maria, que é a primeira redimida por Cristo na sua Imaculada Conceição, torna-se capaz de uma singular contribuição na obra da salvação.

As catequeses: “Mulher, eis aí o teu Filho” e “Eis aí a tua Mãe!” são iniciadas com os versículos nos quais Jesus se dirige a Maria e ao discípulo amado: “Ao ver Sua Mãe e junto dela o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua Mãe: ‘Mulher, eis aí o teu Filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua Mãe” (Jo 19, 26-27). Essas palavras revelam profundos sentimentos de Cristo e são de grande riqueza de significados para a fé e a espiritualidade cristãs.

Segundo o saudoso Santo Padre, a intenção primeira de Jesus não era de confiar sua Mãe a João, mas de entregar o discípulo a Maria, atribuindo a ela uma nova missão. O fato de o Senhor chamar Maria de “Mulher”, termo usado por Ele também nas “Bodas de Caná” (cf. Jo 2, 1-11), é para destacar uma nova dimensão do seu ser Mãe, colocando-a num plano mais elevado. Em Maria, a figura da mulher é reabilitada e a maternidade assume a tarefa de difundir entre os homens a vida nova em Cristo.

Além do assentimento de Nossa Senhora ao sacrifício do Filho, no Calvário se revela o desígnio divino de estender à humanidade inteira a maternidade da Mãe de Jesus. Dessa forma, a Virgem Santíssima é constituída Mãe de todos os cristãos.

O Papa afirma que as palavras “Eis aí a tua Mãe!” mostram a intenção de Jesus de despertar nos discípulos uma atitude de amor e confiança para com Maria, assumindo-a como Mãe. Pois, na escola de Maria os discípulos aprendem a ter uma íntima e perseverante relação de amor com Jesus.

Dessa forma, descobrimos também a alegria de nos confiarmos ao amor materno da Mãe, vivendo como filhos afetuosos e dóceis. Maria é um caminho que leva a Cristo, por isso, a devoção a ela não nos tira a intimidade com Ele, mas sim a leva a altos graus de perfeição.

Portanto, Maria é a Mãe amorosa de Cristo, que nos foi dada por Ele no ápice de sua doação pela humanidade. Jesus nos entregou tudo. Depois de nos revelar o amor do Pai, pelo Espírito Santo, ofereceu a vida em sacrifício por cada um de nós. Na cruz, não obstante a generosa entrega de si mesmo, Cristo entregou-nos também a própria Mãe.

Em resposta à vontade de Nosso Senhor Jesus na cruz, cada um de nós é chamado a entregar-se com confiança ao amor materno de Nossa Senhora. Como o discípulo amado, somos chamados a acolhê-la em nossa casa, em nossa vida, reconhecendo o seu papel de cooperadora da redenção.

Natalino Ueda
Missionário da Comunidade Canção Nova

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