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Ex-evangélico explica porque retornou ao Catolicismo

http://igrejamilitante.wordpress.com/2012/08/27/ex-evangelico-explica-porque-retornou-ao-catolicismo/

Testemunho de A. Silva
Originalmente publicado por Voz da Igreja

Eu, que por muitos anos frequentei igrejas evangélicas de diversas denominações, e por muito tempo fui enganado e explorado pelos seus pastores, dedico este testemunho a todos aqueles que se declaram “ex-católicos”, sem nunca terem sido católicos de fato, mas sobem aos púlpitos protestantes “evangélicos”, que eles, por pura ignorância, chamam de “altar” – Se não há sacrifício não é e nem pode ser altar: só existe Altar na Igreja Católica –  para induzirem ao erro seus irmãos mais ingênuos. Não creio que um dia tenham sido católicos os que depõem seus falsos testemunhos dizendo que encontraram a salvação em alguma “igreja evangélica”, porque os verdadeiros católicos já encontraram Jesus e a Salvação na Igreja que Ele mesmo nos deu, e não podem abandonar a Comunhão com Deus, seu Criador e Salvador, a não ser que nunca tenham comungado, de fato, com o Senhor Jesus Cristo. Enumero abaixo Algumas razões porque deixei o protestantismo e retornei a primeira e única Igreja de Jesus Cristo.

1) O princípio “só a Bíblia” (Sola Scriptura)
Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria mais de um século e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (cf. Mateus 28, 19-20). Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. A Bíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!” (João 5, 39-40). Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somenteas Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (cf. 2 Tessalonicenses 2, 15 e 2 Tessalonicenses 3, 6, entre outros). Contrariando a Bíblia, os “evangélicos” rejeitam a Tradição.

2) O princípio “Só a fé salva”
A mesma Bíblia ensina que a fé sem obras é morta, na Epístola de Tiago (2, 14-26). A mesma Bíblia ensina que o cristão deve perseverar até o fim para ser salvo (Mt 24, 13). E ainda acrescenta que seremos julgados,todos, por nossas ações boas ou más. Existem várias passagens que dão conta de um julgamento futuro e, sendo assim, é falso que alguém aqui na terra já esteja salvo só porque “aceitou Jesus”. Não basta ir à frente de uma assembleia e dizer “Aceito Jesus como meu Senhor e Salvador” para ganhar o Céu. Não, não. É preciso muito mais do que isso. Conversão não é da boca para fora: é preciso que cada um tome a sua cruz e siga o Senhor, que, aliás, nunca prometeu prosperidade para quem o seguisse. Portanto, é totalmente mentirosa a afirmação de que basta ter fé para ser salvo. Ora, os demônios também creem (Tiago 2, 19)…

3) Lutero
Foi Martinho Lutero quem começou com as “igrejas” protestantes, que deram origem às “igrejas evangélicas” de hoje. Mas o que ele pensava é seguido apenas em parte pelos “evangélicos” de hoje. Eles seguem somente os princípios “Só a Bíblia” e “Só a Fé”. Embora Lutero seja o fundador de todas as igrejas evangélicas que existem hoje, por que não são todos luteranos? Na verdade, isso seria bem menos pior… Por outro lado, se reconhecem que Lutero é um homem falível, como é possível a um “evangélico” ter tanta certeza de que os princípios que ele inventou sejam dignos de confiança absoluta? Mais do que o que ensina a única Igreja que tem 2.000 anos e foi instituída diretamente por Jesus Cristo? Mais: o próprio Lutero contestou o Papa e decretou que não se deve confiar num sacerdote. Mas ele mesmo era um ex-sacerdote católico. Então, se ele mesmo se descarta como pessoa confiável, quem é tolo o suficiente para dar crédito ao que ele disse ou escreveu?

4) Subjetivismo religioso I
Uma denominação evangélica não é igual a outra em matéria de fé. Isso é fato, pois: Umas batizam crianças, outras não; Umas admitem o divórcio, outras o repudiam; Umas aceitam mulheres como “pastoras”, outras não; Umas praticam a “santa ceia”, outras não; Umas ensinam que devemos guardar o sábado, outras não; Algumas ensinam a teologia da prosperidade, outras a repudiam; Por aí vai… Tem “bispo evangélico” por aí defendendo até o aborto, só porque a Igreja Católica é (claro) contra! É comum ouvirmos frases como estas: “Nesta ‘igreja’ está o verdadeiro caminho”, ou “Deus levantou este ministério” ou ainda “a tua vitória está aqui”. Mais comum ainda é os “pastores” dizerem que as igrejas deles são “ungidas”… Ora, se todas essas igrejas ditas “evangélicas” são tão diferentes entre si, e a Verdade é uma só, como é possível um “evangélico” ter certeza que está no caminho certo, ou que o seu “pastor” está pregando a “Verdade”, se existem tantos outros “pastores” (que também dizem seguir a Bíblia e afirmam que são “ungidos”) que discordam dele?

5) Subjetivismo religioso II
Cada “crente” pode interpretar a Bíblia do jeito que quiser, segundo a tese protestante de Lutero. Mas todos nós sabemos que um “crente” não concorda com outro em todas as coisas. Muitas vezes divergem entre si mais do que convergem. Se cada qual interpreta a Bíblia do seu jeito, e nem poderia ser diferente, então, como é possível um “evangélico” ter a certeza de que está certo na sua interpretação? E por quê, meu Deus, por quê apenas a interpretação da Igreja Católica é que está totalmente errada, em tudo? Essa é a mais cruel de todas as incoerências das “igrejas” ditas “evangélicas”: praticamente todas elas se reservam o direito de criticar umas às outras, mas todas são unânimes em criticar a Igreja Católica! O mais incrível é não percebem que, agindo assim, estão cumprindo as profecias bíblicas do próprio Senhor Jesus Cristo: “Sereis odiados de todos por causa do meu Nome” (Lucas 21, 17); “Bem aventurados sereis quando, mentindo, disserem toda espécie de mal contra vós, por amor ao meu Nome” (Mateus 5, 11-12)… Os pastores se ajoelham e se prostram diante de réplicas da Arca da Antiga Aliança, mas eles não chamam esses pastores de “idólatras”. Só os católicos são chamados assim. Eles idolatram até lencinhos embebidos no suor de alguns pastores, mas não acham que isso é idolatria… Em algumas denominações, acontece a distribuição de lembrancinhas, sabonetinhos para espantar “olho gordo”, vidrinhos de óleo “ungido”, “rosas consagradas”, etc, etc… Mas nada disso, para eles, é idolatria. Somente os católicos é que são idólatras. Todos pensam assim, porque todos sofreram a mesma lavagem cerebral, que é muito difícil de reverter.

6) Subjetivismo religioso III
A interpretação pessoal da Bíblia por cada “crente” e “pastor” afronta claramente a Bíblia. De acordo com a santa Palavra de Deus, interpretação alguma é de caráter individual. Examinar a Bíblia não é o mesmo que interpretá-la. Posso examinar uma pessoa e lhe informar que encontrei uma mancha na sua pele. Mas o diagnóstico deve ser feito pelo médico, e não por mim, que sou leigo.

7) “Igreja não importa” e “igreja não salva”…
Todo “crente” diz em alto e bom som: “Igreja não salva ninguém”. Ora, se igreja não salva ninguém e cada um pode interpretar a Bíblia pessoalmente, para quê frequentar alguma denominação? Quando ocorre algum escândalo envolvendo algum “pastor”, o crente também diz: “Olha para Jesus e não para o pregador”. Mas se o pregador ensina tolices e princípios contrários ao verdadeiro cristianismo, por que eu deveria ouvir o que ele diz? Não é possível “olhar para Jesus” assim. Pelo contrário, isso só vai colocar em risco a minha alma! Se cada crente pode interpretar pessoalmente a Bíblia, se “igreja” não salva ninguém e o pastor não é confiável (ele é só um homem falível), então por que os “evangélicos” continuam dando tanto crédito aos pregadores?

8) Evangelização ou PROSELITISMO?
E se cada um de fato pode interpretar a Bíblia a partir da sua leitura pessoal, que conta com a assistência do Espírito Santo, por que ao invés de pregar não se imprimem Bíblias e se distribui à população? Ora, se basta ter fé para ser salvo e se cada um pode ser o próprio intérprete da Bíblia, para que servem as denominações, os cultos, os “pastores”, as pregações, livros, CDs e DVDs? Ao invés dos milhões em dízimos e ofertas, que sustentam toda uma estrutura que é desnecessária (afinal todos os que crerem já estão salvos…), por que não reunir esses recursos e construir gráficas e mais gráficas para a impressão de Bíblias e distribuí-las para todos aqueles que não conhecem Jesus? Eu digo porquê: porque os “pastores” se encarregam de passar a sua interpretação pessoal da Bíblia aos ingênuos que os seguem. E essa interpretação é deturpada e não tem nada a ver com a Mensagem original nos Evangelhos. Os “evangélicos” pensam que entendem a Bíblia, mas na verdade tudo o que eles conhecem é a interpretação pessoal deste ou daquele “pastor”. Se nem o pregador é digno de confiança, razão pela qual o crente deve confrontar o seu entendimento pessoal da Palavra com a pregação do palestrante, por que razão alguém deveria dar crédito a um desconhecido que lhe vem falar como porta-voz de Jesus?

9) Interpretação bíblica
Agora, se cada um pode interpretar a Bíblia e se todas as interpretações estão corretas, mesmo que sejam todas diferentes entre si, por que só a interpretação católica está errada? A Bíblia só pode ser interpretada se a pessoa está sob o rótulo de “evangélico”? Nesse caso, o que salva não é a fé, é o rótulo. E se for assim, ao contrário do que eles afirmam, a placa da igreja ou o rótulo de “evangélico” é que salva. Pela visão protestante, milhares e milhares de denominações estão corretas nas suas interpretações bíblicas, mesmo que sejam diferentes entre si. Todas elas estão certas e apenas uma está errada, que seria a Igreja Católica. Justamente a primeira igreja que existiu é que não conta com a assistência do Espírito Santo. Nesse caso, Jesus mentiu quando disse que os portais do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mt 16, 18) pois o inferno teria triunfado contra a Igreja Católica, e também quando disse que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo: ele só se faz presente para quem carrega o rótulo de “evangélico”…

10) O Pai Nosso
A oração é bíblica. Foi ensinada pelo Senhor Jesus. O “evangélico” a repudia. Por quê? Para não parecer católico! O “crente” jura defender a Bíblia, mas é o primeiro a não obedecê-la… Ele decidiu que não irá recitar o Pai Nosso e fim de papo. E pior. Quem o faz está errado, ainda que esteja obedecendo à Bíblia. O crente se acha melhor do que Jesus. Jesus fez a oração do Pai Nosso, mas o “evangélico” não tem que fazê-la…

11) Maria
Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo com a visita de Maria, chamou-a de “mãe do meu Senhor”. O crente a chama de “mulher como outra qualquer”… Isabel recebeu o Espírito Santo com a chegada de Maria, grávida de Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso. O “evangélico” fica cheio de ira quando se menciona o nome de Maria… João Batista estremece no ventre de Isabel ao ouvir a voz de Maria. O crente se enfurece quando ouve o nome Maria… A Bíblia diz que Maria será chamada de bem aventurada por todas as gerações. O crente a chama de mulher pecadora como qualquer outra. O protestante rasga os Textos Sagrados. E jura defender a Bíblia. Seguem o que querem e desprezam o que não lhes interessa!

12) Confissão
A Bíblia é clara: aos Apóstolos foi dado o poder de reter e perdoar pecados (Lucas 20, 21-23). Como é possível reter ou perdoar se alguém não lhes confessa? Desnecessário falar mais a respeito.

13) Fundação de “igrejas”
A Bíblia não faz qualquer referência à milhares de “igrejas” diferentes e separadas, mundo afora. Mas para fundarem suas denominações, os “evangélicos” não fazem questão da tal da base bíblica de que tanto falam. A Bíblia diz que devemos ser um só corpo. Eles fazem o contrário. Dividem-se, subdividem-se, de novo e de novo. Se uma igreja não está agradando, procuram outra mais ao seu gosto, e os mais espertos fundam as suas próprias igrejas, do jeito que acham mais certo (ou do jeito que dá mais lucro, em muitos casos), segundo sua própria interpretação da Bíblia. E todos dizem que estão sendo guiados por Deus. Existe um Deus ou muitos deuses? Se é um só Deus, como tantas igrejas podem ensinar coisas diferentes, e todas estão certas, menos a católica? Eles fragmentam o Corpo e pulverizam a mensagem do Evangelho. Fazem o contrário do que o Senhor ordenou! Basta um crente discordar do outro, – e isso é a coisa mais fácil de acontecer, – que já surge uma nova denominação. Seus líderes podem ter “visões” para fundarem novas denominações. Mas somente as revelações católicas aprovadas pela Santa Igreja é que são refutadas… O crente acredita no que deseja. E rejeita tudo que é católico. Sempre dois pesos e duas medidas. O pastor falou que teve uma visão e todo mundo engole. Nessa hora o “biblicamente” ou “a Palavra de Deus” não tem qualquer importância.

 

“A Igreja não está formada somente pelos padres, a Igreja somos todos”, diz o Papa

VATICANO, 11 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco retomou nesta manhã as catequeses sobre a Igreja neste Ano da Fé e, ante umas cinquenta mil pessoas presentes na Praça de São Pedro, explicou que a Igreja é mãe e que todos somos parte dela, não só os bispos “e os padres”. “Às vezes ouço: ‘Eu creio em Deus, mas não na Igreja… Ouvi que a Igreja diz… os padres dizem…’. Mas uma coisa são os padres, mas a Igreja não é formada somente de padres, a Igreja somos todos! E se você diz que crê em Deus e não crê na Igreja, está dizendo que não acredita em si mesmo; e isto é uma contradição”. O Papa Francisco disse que “a Igreja somos todos: da criança recentemente batizada aos Bispos, ao Papa; todos somos Igreja e todos somos iguais aos olhos de Deus! Todos somos chamados a colaborar ao nascimento à fé de novos cristãos, todos somos chamados a ser educadores na fé, a anunciar o Evangelho… Todos participamos da maternidade da Igreja, todos somos Igreja, a fim de que a luz de Cristo alcance os extremos confins da terra. E viva à santa mãe Igreja!”. O Santo Padre refletiu em torno da maternidade da Igreja, recordando que “entre as imagens que o Concílio Vaticano II escolheu para fazer-nos entender melhor a natureza da Igreja, há aquela da ‘mãe’: a Igreja é nossa mãe na fé, na vida sobrenatural”. “Para mim, é uma das imagens mais belas da Igreja: a Igreja mãe! Em que sentido e de que modo a Igreja é mãe? Partamos da realidade humana da maternidade: o que faz uma mãe?”. “Antes de tudo, uma mãe gera a vida, leva no seu ventre por nove meses o próprio filho e depois o abre à vida, gerando-o. Assim é a Igreja: nos gera na fé, por obra do Espírito Santo que a torna fecunda, como a Virgem Maria”. Certamente, prosseguiu o Santo Padre, “a fé é um ato pessoal… mas eu recebo a fé dos outros, em uma família, em uma comunidade que me ensina a dizer “eu creio”, “nós cremos”. Um cristão não é uma ilha! Nós nãos nos tornamos cristãos em laboratório, não nos tornamos cristãos sozinhos e com as nossas forças, mas a fé é um presente, é um dom de Deus que nos vem dado na Igreja e através da Igreja”. “E a Igreja nos doa a vida de fé no Batismo: aquele é o momento no qual nos faz nascer como filhos de Deus, o momento no qual nos dá a vida de Deus, nos gera como mãe… Isto nos faz entender uma coisa importante: o nosso fazer parte da Igreja não é um fato exterior e formal, não é preencher um cartão que nos deram, mas é um ato interior e vital; não se pertence? à Igreja como se pertence a uma sociedade, a um partido ou a qualquer outra organização. O vínculo é vital, como aquele que se tem com a própria mãe, porque, como afirma Santo Agostinho, a ‘Igreja é realmente mãe dos cristãos’”. O Papa ressaltou que “uma mãe não se limita a gerar a vida, mas com grande cuidado ajuda os seus filhos a crescer, dá a eles o leite, alimenta-os, ensina-lhes o caminho da vida, acompanha-os sempre com a sua atenção, com o seu afeto, com o seu amor, mesmo quando são grandes. E nisto sabe também corrigir, perdoar, compreender, sabe ser próxima na doença, no sofrimento. Em uma palavra, uma boa mãe ajuda os filhos a sair de si mesmos, a não permanecer comodamente debaixo das asas maternas”. “A Igreja, como boa mãe, faz a mesma coisa: acompanha o nosso crescimento transmitindo a Palavra de Deus, que é uma luz que nos indica o caminho da vida cristã; administrando os Sacramentos. Alimenta-nos com a Eucaristia, traz a nós o perdão de Deus através do Sacramento da Penitência, sustenta-nos no momento da doença com a Unção dos enfermos. A Igreja nos acompanha em toda a nossa vida de fé, em toda a nossa vida cristã”. Francisco assinalou que nos primeiros séculos da Igreja havia uma realidade muito clara: “a Igreja, enquanto é mãe dos cristãos, enquanto ‘forma’ os cristãos, é também ‘formada’ por eles. A Igreja não é algo diferente de nós mesmos, mas é vista como a totalidade dos crentes, como o “nós” dos cristãos: eu, você, todos nós somos parte da Igreja”.

Para seguir Jesus é preciso mover-se

Sexta-feira, 13 de janeiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Papa falou da importância de seguir Jesus em vez de ficar parado apenas olhando, como faziam os escribas

Para seguir Jesus é preciso caminhar, não ficar com “alma sentada”, disse o Papa Francisco na Missa desta sexta-feira, 13, na Casa Santa Marta. Francisco destacou que a fé, se é autêntica, sempre faz correr riscos, mas dá a verdadeira esperança.

O povo segue Jesus por interesse ou por uma palavra de conforto. O Santo Padre se concentrou no Evangelho do dia para destacar que, mesmo se a pureza de intenção não é “total”, perfeita, é importante seguir Jesus, caminhar atrás Dele. As pessoas se sentiam atraídas por sua autoridade; pelas coisas que dizia e como dizia se fazia entender e também curava.

Algumas vezes, explicou o Papa, Jesus repreendia o povo que o seguia porque estava mais interessando em uma conveniência que na Palavra de Deus. Mas o Senhor se deixava seguir por todos, porque sabia que todos são pecadores. O problema maior era os que ficavam parados.

“Os parados! Aqueles que estavam à beira do caminho, olhavam. Ficavam sentados. Ficavam sentados lá alguns escribas: estes não seguiam, olhavam. Olhavam do balcão. Não iam caminhando na própria vida: ‘balconavam’ a vida! Justamente ali: não arriscavam nunca! Somente julgavam. Também os juízes eram fortes, não? Em seu coração: ‘que povo ignorante! Que gente supersticiosa!’ E quantas vezes também nós, quando vemos a piedade do povo simples, nos vem em mente aquele clericalismo que faz tanto mal à Igreja”.

Essas pessoas que seguiam Jesus não ficavam paradas, mas arriscavam para encontrá-Lo, para encontrar aquilo que queriam. O Papa citou como exemplo o caso da cananeia, da pecadora na casa de Simão e da Samaritana. Todas arriscaram e encontraram, a salvação.

“Seguir Jesus não é fácil, mas é belo! E sempre se arrisca (…) Seguir Jesus, porque precisamos de algo ou seguir Jesus arriscando e isso significa seguir Jesus com fé: esta é a fé. Confiar em Jesus. ‘Confio em Jesus, confio a minha vida a Jesus? Estou em caminho atrás de Jesus, mesmo se pareço ridículo às vezes? Ou estou sentado olhando como faziam os outros, olhando a vida, ou estou com a alma sentada – digamos assim – com a alma fechada para a amargura, a falta de esperança?’ Cada um de nós pode se fazer estas perguntas hoje”.

Papa Francisco: preparar-se para o Natal com a coragem da fé

Segunda-feira, 10 de dezembro de 2018, Da redação, com Vatican News
https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-francisco-preparar-se-para-o-natal-com-a-coragem-da-fe/

Na homilia da missa de hoje, Papa Francisco falou sobre a vivência da segunda semana do Advento

Na homilia da missa desta segunda-feira, 10, Papa falou sobre a vivência da fé./ Foto: Vatican Media

Celebrar o Natal com verdadeira fé. Este foi o convite do Papa Francisco na homilia da Missa na Casa Santa Marta desta segunda-feira, 10, na qual comentou o episódio do Evangelho do dia, que narra a cura de um paralítico. Foi a ocasião para o Papa reiterar que a fé infunde coragem e é o caminho para tocar o coração de Jesus.

Pedimos a fé no mistério de Deus feito homem. A fé também hoje, no Evangelho, mostra como toca o coração do Senhor. O Senhor muitas vezes fala a respeito da catequese sobre a fé, insiste. “Vendo-lhes a fé”, diz o Evangelho. Jesus viu aquela fé – porque é necessário coragem para fazer um buraco no telhado e descer o leito com o doente ali… precisa de coragem. Aquela coragem, aquelas pessoas tinham fé! Eles sabiam que se o doente fosse levado diante de Jesus, ele seria curado.

O Natal não se celebra de modo mundano

Francisco recordou que “Jesus admira a fé nas pessoas”, como no caso do centurião que pede a cura para seu servo; da mulher sírio-fenícia que intercede pela filha possuída pelo demônio ou também da senhora que, somente tocando a barra da veste de Jesus, se cura das perdas de sangue que a afligiam. Mas “Jesus – acrescentou o Papa – repreende as pessoas de pouca fé”, como Pedro que duvida. “Com a fé – continuou – tudo é possível”.

Hoje pedimos esta graça: nesta segunda semana do Advento, nos preparar com fé para celebrar o Natal. É verdade que o Natal – todos o sabemos – muitas vezes se celebra não com muita fé, se celebra também mundanamente ou de modo pagão; mas o Senhor nos pede que o façamos com fé e nós, nesta semana, devemos pedir esta graça: poder celebrá-lo com fé. Não é fácil custodiar a fé, não é fácil defender a fé: não é fácil.

O ato de fé com o coração

Para o Papa, é emblemático o episódio da cura do cego no capítulo 9 de João, o seu ato de fé diante de Jesus que reconhece como o Messias. Francisco então exorta a confiar a nossa fé em Deus, defendendo-a das tentações do mundo:

Hoje, e também amanhã e durante a semana, nos fará bem pegar este capítulo e ler esta história tão bonita do jovem cego desde o nascimento. E concluir do nosso coração com o ato de fé: “Creio, Senhor. Ajuda minha pouca fé. Defende a minha fé da mundanidade, das superstições, das coisas que não são fé. Defende-a de reduzi-la a teorias, sejam elas ‘teologizantes’ ou moralistas … não. Fé em Ti, Senhor”.

Programação Neurolinguística e a Fé Cristã

Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 450

http://blog.comshalom.org/carmadelio/6105-a-programacao-neurolinguistica-o-que-e

Em síntese: A Neurolingüística parte do princípio de que o comportamento humano é dependente do pensar e das emoções da pessoa. Em conseqüência ensina a programar pensamentos e sentimentos de tal modo que redundem em comportamento desejado pelo indivíduo. – Tal teoria não deixa de ter seu fundo de verdade; todavia há escolas de Neurolingüística que adotam uma concepção antropológica panteísta ou alheia ao pensamento cristão. Daí a ambigüidade das propostas neurolingüísticas.
A Neurolingüística é, como dizem os seus arautos, uma ciência e uma arte. Teve origem nos Estados Unidos na década de 1970 e vem-se propagando com certo aparato que impressiona o público, embora os livros de Neurolingüística não sejam de fácil leitura.
A seguir, proporemos uma síntese do que seja a nova ciência e lhe faremos alguns comentários. A nossa exposição utilizará o vocabulário e a linguagem dos mestres mesmos da PNL.

1. A Programação Neurolingüística (PNL)
Como dizem os arautos da nova ciência, a expressão “Programação Neurolingüística” é um tanto obscura, mas compreende três conceitos simples.
O vocábulo “Neuro” professa a idéia fundamental de que todos os nossos comportamentos têm origem nos processos neurológicos da visão, da audição, do olfato, do paladar; do tato e das sensações em geral. Percebemos o mundo através dos cinco (ou seis) sentidos externos que temos, e fazemos, em conseqüência, o nosso mapa do mundo. “Compreendemos” as informações assim recebidas e depois agimos. Somos psicossomáticos; o corpo e o psiquismo formam urna unidade inquebrantável, que é o ser humano.
O termo “Lingüística” indica que usamos a linguagem para ordenar nossos pensamentos e comportamentos e para nos comunicarmos com os outros.
O substantivo “Programação” significa que devemos organizar nossas idéias e atividades a fim de obter os resultados desejados. Precisamente a PNL trata da maneira como elaboramos o que captamos através dos sentidos para chegarmos aos objetivos almejados. – A Programação também examina a forma como descrevemos nossos pensamentos e como agimos, intencionalmente ou não, para produzir resultados.
Sintetizando, pode-se dizer com Richard Bandler, um dos fundadores da PNL, que “a PNL é o estudo da estrutura da experiência subjetiva do ser humano e do que pode ser feito com ela”.
Tal definição é baseada no pressuposto de que todo comportamento humano tem uma estrutura e esta pode ser descoberta, modelada e transformada (reprogramada).
Eis outra definição, também proposta pelos arautos da PNL:
“PNL e’ o estudo de como representamos a realidade em nossas mentes e de como podemos perceber; descobrir e alterar esta representação para atingirmos resultados desejados” (Getúlio Barnasque).
Assim, afirmam os cultores da PNL, “a PNL é uma ferramenta educacional, não uma forma de terapia. Nós ensinamos as pessoas coisas sobre a maneira como seus cérebros funcionam e como elas usam tais informações para mudar seu comportamento” (Richard Bandler).
Pergunta-se agora:

2. Como funciona a Programação de Neurolingüística?
A Neurolingüística divide o ser humano em três eus: o eu superior, o médio e o interior, que são conceituados do seguinte modo:

a) Eu inferior: é o responsável pelos processos automáticos do corpo físico, pelas emoções animais (raiva, medo, etc.) e por certos processos mentais mecânicos e condicionados.

b) Eu médio: é responsável basicamente pelas tomadas de decisão conscientes. É analítico e especulativo; mas costuma ser influenciado (muitas vezes, sem o perceber) pelo eu inferior.

c) Eu superior: É uma consciência tetradimensional, com abrangência espaço-temporal muito mais ampla do que a do eu médio. Sua influência sobre o eu médio costuma ser muito mais rara do que a correspondente influência do eu inferior. Os principais indícios de sua influência sobre o eu médio são: plenitude, desprendimento e sentimento de invulnerabilidade.

Na base de tal concepção do ser humano, a Neurolingüística assim faz a sua programação:

1) O eu médio deve amortecer as atividades do eu inferior, obtendo, com isto, não só uma melhor ligação com o eu superior, mas também melhores condições de influenciar o eu inferior. E como realiza esse amortecimento?
– paralisando o diálogo interno;
– relaxando a musculatura voluntária;
– acalmando as emoções.
A paralisação do diálogo interno faz parte da autodefesa psíquica. Associada à respiração profunda, facilita a obtenção da etapa seguinte, ou seja, o relaxamento da musculatura. Assim é atingido sem dificuldade o termo final, que consiste em acalmar as emoções.
Através da melhor ligação com o eu superior, o eu médio pode receber informações intuitivas e/ou influenciar o eu superior a pedir ajuda a outros eus superiores; estes últimos tentarão enviar a ajuda necessária através de seus respectivos eus médios.
Uma vez amortecidas as atividades do eu inferior, o programador formula, mentalmente, uma ou mais orações que expressam o seu objetivo. Ao fazê-lo, deve levar em conta certas regras muito importantes, a saber:

a) nunca use negações explícitas ou implícitas. Exemplo de negação explícita: “O meu filho não vai ficar doente”. Exemplo de negação implícita: “O sol será incapaz de queimar a minha pele”. O primeiro exemplo poderia ser reformulado do seguinte modo: “O meu filho continua e continuará sendo saudável”.
Por que não se devem usar negações? – Porque, se você usar negações, estará atraindo para Si aquilo que deseja evitar.

b) Seja o mais minucioso e preciso possível. Por quê? – Porque, se não for preciso, poderá obter algo que não corresponda ao seu anseio. Veja-se o caso da jovem que programou: “O meu noivo vai voltar são e salvo da Guerra do Golfo e vai casar-se”. Resultado: O noivo voltou são e salvo, mas casou-se com outra mulher. A formulação correta teria sido:
“O meu noivo vai voltar são e salvo da Guerra do Golfo e vai casar-se comigo, dentro de um ano após a sua volta”.

c) Use tempos verbais presentes (de preferência, o gerúndio) ou futuros com limitação de data, conforme o caso. Por conseguinte, diga: “A minha saúde está melhorando” ou “A minha esposa obterá um emprego cujo salário será superior a mil reais até o final do mês de dezembro de 1999″.
Deve-se observar que, para algumas pessoas altamente questionadoras e analíticas, o uso do presente simples (eu sou, eu tenho) pode gerar conflito com o eu médio, pois se fixará na incompatibilidade entre o presente real e o presente programado. Para tais pessoas, é mais seguro o uso do futuro com limitação de data. – E por que a limitação de data é necessária? Pela razão seguinte: Se Marcelo, com 21 anos de idade, faz programação para ganhar dez mil reais, usando tempo futuro sem limitação de data, poderá acontecer que, aos 92 anos de idade, receba uma herança no valor de dez ml reais,… herança que ele não poderá utilizar por estar moribundo no hospital.

d) Faça suas programações diariamente, de preferência sempre no mesmo horário. Evite fazer programações durante os processos digestivos. Seja persistente e paciente.

3. Que Aplicações têm a PNL?
“Neurolingüística é a soma dos sistemas internos de comunicação que permitem ao sujeito iniciar seu processo de interação com o mundo e alterá-lo na medida em que interpreta dentro de si os resultados que obtém” (Dr. Marco Ceda Natali)
A Programação Neurolingüística, em sigla PNL, é uma ferramenta muito útil para localizar e organizar recursos dentro das pessoas.
Alcunhada por um de seus criadores como “Manual de instruções para o uso da mente”, a PNL oferece uma vasta gama de aplicações.
Apenas algumas dessas possibilidades serão citadas aqui:
• Como acrescentar recursos e intensificar resultados.
• Como aumentar o rapport nos processos de comunicação.
• Como conhecer e alcançar os cinco estados essenciais.
• Como contatar o “lado criança” e conseguir acordos entre as partes.
• Como descobrir causas de incongruência.
• Como descobrir e compreender suas motivações básicas.
• Como descobrir modelos de mudança.
• Como eliciar estados de excelência.
• Como entender os mecanismos do mapa e dos filtros.
• Como implantar e modificar âncoras.
• Como modelar e adotar pontos de vista e excelências.
• Como proceder a uma cura rápida de fobia.
• Como proceder à Mudança de História Pessoal.
• Como proceder a Ressignificações de palavras, de significado e de contexto.
• Como programar objetivos
• Como se comunicar com os aliados internos descobrindo objetivos positivos.
• Como trabalhar as crenças e o sistema de crenças
• Como trabalhar com crenças conflitantes.
• Como usar a Associação, Dissociação e Tela Mental.
• Como usar a estrutura decisória T.O.T.S.
• Como usar a hipnose ericksoniana para mudar recursos e comportamentos.
• Como usar a Linha do Tempo.
• Como usar a modelagem para adquirir novos recursos internos.
• Como usar a técnica do reimprinting da linha temporal parental como recurso de reeducação emocional.
• Como usar as submodalidades para descobrir estados de recurso.
• Como usar metáforas.
• Como usar métodos de visualização e verificação ecológica.
• Como usar o Círculo de Excelência para conquistar novos recursos.
• Como usar o metamodelo da linguagem de Fritz Perls.
• Como utilizar os Níveis Neurológicos para tomadas de decisão e implante de modificações.
• Como utilizar os sistemas representacionais.

Põe-se agora a questão:
4. Que dizer?
Não é fácil compreender o linguajar da Neurolingüística. Todavia pode-se dizer que tenciona propor benefícios aos seus clientes mediante dois fatores: a sugestão ou o condicionamento que o indivíduo faz a si mesmo, e… outra força não claramente definida.
A sugestão funciona realmente e com grande eficácia, como se verá abaixo. Quanto à outra força, alguns mestres da PNL parecem identificá-la com o eu superior, que seria divino – o que redunda em panteísmo e não resiste ao crivo da razão. Tal outra força pode ser entendida também como um fator parapsicológico: percepção extra-sensorial, hiperestesia, pantomnésia…; tais fatores são reconhecidos pela ciência e podem, de fato, produzir efeitos inesperados. – Resta, pois, pedir aos arautos da PNL que expliquem claramente quais os fatores que, além da sugestão, produzem benefícios aos usuários dessa arte.
Examinemos mais precisamente o que é a sugestão e como atua.

4.1. Sugestão: que é?
A palavra sugestão vem de sub-gerere e significa: “levar, transportar alguma coisa para baixo ou sob…”; vem a ser uma insinuação ou também uma subordinação. Em psicologia a sugestão ocorre quando se leva ao subconsciente de alguém uma idéia, que irá abrindo caminho no consciente desse sujeito e poderá tornar-se uma persuasão ou convicção.
Para compreender bem o funcionamento da sugestão, devemos lembrar que o organismo humano tem a capacidade de se adaptar ao meio ambiente e a seus dados variáveis. Há estímulos externos que provocam respostas inconscientes e automáticas do organismo, chamadas reflexos: assim a temperatura elevada suscita a secreção de suor, a temperatura em baixa provoca arrepios, a proximidade de comida apetitosa provoca secreção de saliva…
Os reflexos podem ser incondicionados e condicionados. Incondicionados, quando suscitados espontaneamente pela própria natureza (a secreção de saliva, de suor…). Há quem os identifique com os instintos. Condicionados são os reflexos que respondem a um estímulo neutro ou indiferente, como é, por exemplo, o toque de uma campainha; este pode suscitar as mais diversas reações da parte de alguém (campainha para despertar, para a refeição, para começar ou acabar o trabalho…). Se um operador consegue fazer de um estímulo neutro excitante de tal ou tal determinada reação, diz-se que esse estímulo provoca um reflexo condicionado. Tal é o caso, por exemplo, de um cachorro que, na hora de comer, recebe um pedaço de carne e, por isto, ensaliva naturalmente a boca; se, antes de se lhe oferecer a carne, se toca uma campainha, o animal secreta saliva já ao toque da campainha; esse reflexo condicionado se torna habitual a ponto que, mesmo que não se dê carne ao cachorro, ele ensaliva a boca ao ouvir a campainha.
Todo excitante externo que desencadeie respostas biológicas, é chamado sinal: assim o som, a luz, o tato, a palavra. Principalmente para o ser humano a palavra é um sinal muito eficaz; ela pode desencadear atividades biológicas diversas. Quando isto acontece, a palavra é chamada “sugestão”; a resposta à sugestão não é sempre consciente e racional.
A sugestão que vem de fora, é chamada hétero-sugestão. Acontece, porém, que a sugestão pode vir do próprio sujeito ou da imaginação e da memória do indivíduo: tal é a auto-sugestão. Exemplo: se ouço uma campainha que realmente toca aos meus ouvidos, recebo uma hétero-sugestão. Se, porém, sonho com o toque dessa campainha ou a imagino em delírio, sofro uma auto-sugestão.

Consideremos agora
4.2. O Poder da Sugestão

1. A sugestão pode ser recebida ou concebida por alguém, que passa a guardá-la no seu subconsciente, sem fazer caso da mesma. Não obstante, a sugestão pode, mesmo assim, exercer enorme influência sobre o comportamento do sujeito respectivo. Este, sem o saber, estará agindo sob a força de uma sugestão que ele talvez tenha explicitamente rejeitado em primeira instância. Imaginemos, por exemplo, um amigo que diga a seu amigo: “Como você está magro e pálido!”. Este, ouvindo tal juízo, protestará e afirmará o contrário. Mas, aos poucos, poderá ir-se sentindo indisposto e crer que está padecendo de algum mal sério, principalmente se em seu íntimo estiver predisposto a tanto. Importa notar que a idéia sugerida muitas vezes vai tomando vulto, e até lugar primacial, na mente de alguém, apesar da resistência que essa pessoa lhe queira opor. De modo especial, o ser humano repele a idéia de ser vítima de alguma sugestão ou de não ser mais ele mesmo no seu modo de pensar ou agir; ora, apesar dessa repulsa espontânea o poder da sugestão é imenso. São verídicas as palavras de Claude Bernard, principalmente quando se tem em vista o inconsciente: “O homem pode muito mais do que ele julga poder”.

2. Principalmente em questões de saúde e doença a força da sugestão é reconhecida. Tem grande aplicação em todos os tipos de curandeirismo.
Com efeito. Sabemos quão benéfico sobre um processo de recuperação da saúde é o otimismo do paciente; uma boa notícia comunicada a este pode logo desencadear melhoras fisiológicas.
Também são conhecidos os casos em que remédios “milagrosos” produziram efeitos altamente positivos em pacientes gravemente enfermos; tais remédios “milagrosos”, uma vez analisados, não revelaram nenhuma propriedade particular. Diz-se mesmo em tom irônico: “É preciso apressar-se em tomar remédios novos, enquanto eles curam”. São chamados placebo (= agradarei).
O Dr. Mathieu chegou a realizar uma experiência assaz cruel em seu Sanatório de tuberculosos. Anunciou aos enfermos que acabava de ser descoberto o antídoto da tuberculose, que haveria de os curar imediatamente. Depois de ter preparado os ânimos dos doentes durante um período de tempo razoável, o médico injetou-lhes, em dias consecutivos, um pouco de água salgada, que ele chamava pelo nome mágico de antifimose. Então os pacientes obtiveram resultados maravilhosos: a tosse e os escarros diminuíram consideravelmente, os doentes começaram a sentir apetite devorador, que os fez subir de peso numa média de três quilos em poucos dias. Infelizmente, porém, um dos enfermos percebeu que se tratava de um logro e que o médico nada tinha de especial para curá-los. Logo as melhoras cessaram e todos os sintomas da moléstia reapareceram em condições mais graves, porque os pacientes estavam desanimados.
Podemos fazer menção também dos cataplasmas1, que outrora eram aplicados com freqüência, obtendo, como se dizia, bons resultados. Os observadores julgam que, em grande parte, esses efeitos positivos se deviam ao fato de que cada cataplasma exigia meia-hora de preparação; durante essa meia-hora o doente tinha a oportunidade de ansiar pelo tratamento e de se compenetrar da eficácia do mesmo.
Com outras palavras ainda: está demonstrado que, mediante sugestões, somos capazes de produzir efeitos que consciente e voluntariamente não produziríamos. Sirvam de exemplos a modificação da pressão arterial, alterações na pulsação, na sudoração, no nível de açúcar no sangue, no metabolismo, em sistemas glandulares endócrinos, no sistema cardiovascular, na secreção gástrica… Isto explica que a sugestão possa curar doenças ditas “funcionais” ou dependentes de bloqueio nervoso ou emocional: asma, doenças da pele (eczemas), cegueiras funcionais e daltonismo, náuseas e vômitos…

3. Não é necessário que o paciente seja altamente sugestionável para que a sugestão verbal possa produzir efeitos reais e objetivos no organismo. É claro que, nas pessoas mais sensíveis à sugestão, os efeitos são mais rápidos e perceptíveis do que nos pacientes mais indiferentes.

4. As sugestões são eficientes também em estado de vigília ou em pacientes acordados. É erro bastante comum pensar que a sugestão verbal só provoca resposta fisiológica quando o paciente está em sono provocado ou hipnótico. É certo, porém, que um leve estado de sonolência de pessoa em atitude passiva favorece o desencadeamento das reações inconscientes e fisiológicas. Este estado pode afetar todas as pessoas normais.

5. A sugestão indireta pode ser mais eficaz do que a sugestão verbal direta.
A sugestão verbal direta utiliza a própria palavra e sua eficácia para exercer uma ação de comando.
A sugestão indireta recorre não a uma palavra imperativa, mas a um objeto ou uma ação, aos quais se atribui implícita ou explicitamente um efeito maravilhoso. Assim, para obter que alguém adormeça, em vez de se lhe dar a ordem de tentar dormir, ofereça-se-lhe um pó branco neutro (pode ser farinha de trigo), dizendo-lhe que é sonífero. Geralmente verifica-se o efeito almejado, ao passo que a palavra só, por mais meiga que seja, pode não conseguir o mesmo resultado.
São sugestões indiretas os passes, as águas “fluídicas”, as ervas para chá e para banho distribuídas pelos espíritas e curandeiros; estes podem estar de boa-fé acreditando no valor medicinal de tais recursos; na verdade, não fazem senão oferecer estímulos-sinais, que condicionam os seus clientes e os levam ao desbloqueio psicológico de que necessitam.
Pode-se, pois, estabelecer como princípio: “A sugestão é tanto mais eficiente quanto mais indireta ou dissimulada”; quando indiretamente sugestionado, o paciente pensa menos em se defender do imperativo vindo de fora.

1 Cataplasma é “uma placa medicamentosa que se aplica, entre dois panos, a uma parte do corpo dolorida ou inflamada” (Dicionário de Aurélio).

Um católico pode se casar com alguém de outra religião?

Imagem referencial / Crédito: Pixabay
https://www.acidigital.com/noticias/um-catolico-pode-se-casar-com-alguem-de-outra-religiao-65046

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Nov. 18 / 06:00 am (ACI).- Um sacerdote no Brasil disse que “um casamento entre um católico e um evangélico não tem como dar certo”, enquanto celebrava a união de duas pessoas de religiões diferentes.

“Eu não acredito que pessoas de religiões diferentes devam se misturar. Católico tem que casar com católico. Evangélico tem que casar com evangélico”, foram as palavras de Padre Ricardo para os noivos Maria Fernanda e Jeferson, segundo indicou este último em junho de 2017.

Diante dessa situação, cabe perguntar: A Igreja Católica aceita o matrimônio de católicos com pessoas que não professam a mesma fé?

A resposta é sim, e o nome que se dá a esta figura é “matrimônio misto”. Isso ocorre quando se casam duas pessoas cristãs, das quais uma foi batizada na Igreja Católica e a outra está vinculada a uma igreja que não está em plena comunhão com a Igreja Católica.

A Igreja regula a preparação, celebração e o posterior acompanhamento desses casais, segundo o Código de Direito Canônico nos cânones 1124 a 1128. Também oferece orientações no diretório de Ecumenismo (números 143-160) para velar pela dignidade do matrimônio e a estabilidade de uma família cristã.

Os matrimônios mistos também podem ocorrer entre católicos e pessoas de outra religião. Para um matrimônio misto se requer a licença expressa da autoridade competente, ou seja, do bispo.

Para outorgar a licença do matrimônio misto deve se dar três condições estabelecidas pelo Código de Direito Canônico no numeral 1125.

1. A parte católica declare estar disposta a evitar os perigos de abandonar a fé, e faça a promessa sincera de se esforçar para que todos os filhos venham a ser batizados e educados na Igreja católica;

2. Dê-se oportunamente conhecimento à outra parte destas promessas feitas pela parte católica, de tal modo que conste que se tornou consciente da promessa e da obrigação da parte católica;

3. Ambas as partes sejam instruídas acerca dos fins e das propriedades essenciais do matrimônio, que nenhuma delas pode excluir.

Além de recordar que este tipo de matrimônios apresentam uma série de desafios adicionais que devem ser superados, o Código de Direito Canônico estabelece no cânon 1126 que “compete à Conferência episcopal estabelecer tanto as normas sobre o modo como se devem fazer estas declarações e promessas, que se exigem sempre, como determinar o modo pelo qual delas conste no foro externo e como a parte não católica delas tome conhecimento”.

Pais: ensinar a fé às crianças e fazê-la crescer

Festa do Batismo do Senhor

Domingo, 8 de janeiro de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Na Solenidade do Batismo do Senhor, o Papa observou que a fé não é apenas “recitar o Creio quando vamos à Missa no domingo, não é só isto!…”

Na Festa do Batismo de Jesus, neste domingo, 8, o Papa  Francisco presidiu à celebração Eucarística na Capela Sistina, batizando 28 crianças.

Em sua breve homilia, pronunciada de forma espontânea, Francisco exortou os pais a “custodiarem a fé das crianças e a fazê-la crescer, para que se torne um testemunho para os outros”.

“Vocês pediram para vossas crianças a fé que será dada no Batismo – explicou – porque a fé deve ser vivida. Caminhar na estrada da fé e dar testemunho da fé”.

O Papa observou que a fé não é apenas “recitar o Creio quando vamos à Missa no domingo, não é só isto! A fé é acreditar naquilo que é a verdade: o Pai que enviou o Filho e o Espírito que nos vivifica”. E ressaltou:

“Mas a fé também é confiar-se a Deus e isto vocês devem ensinar a eles com vosso exemplo, vossa vida. A fé é luz”.

Ao referir-se à vela presente no rito do Batismo, Francisco recordou que nos primeiros tempos do cristianismo, o Batismo era chamado de “a iluminação, porque a fé ilumina o coração, faz ver as coisas com outra luz”.

“A Igreja dá a fé pelo Batismo aos vossos filhos e vocês têm a missão de fazê-la crescer, custodiá-la para se tornar testemunho para todos os outros. Este é o sentido de toda esta cerimônia”.

Ao final da homilia, de forma muito descontraída, o Papa referiu-se ao “concerto” proporcionado pelo choro de algumas crianças:

“Começou o concerto, hein?!?! Porque as crianças estão em um lugar que não conhecem, talvez tenham se levantado mais cedo do que o habitual. Aí uma começa, dá o tom, e as outras vão atrás. Muitas choram porque a outra chora. E gosto de recordar que Jesus também fez isto. A primeira oração de Jesus na estrebaria foi um choro”.

Antes de concluir, Francisco disse às mães para sentirem-se à vontade caso quisessem amamentar seus filhos durante a cerimônia na Capela Sistina, visto a duração da cerimônia e as crianças poderiam estar com fome.

Após suas palavras, Francisco batizou uma por uma das 28 crianças.

Em um dia como hoje, festa de São Mateus, o Papa descobriu sua vocação sacerdotal

https://www.acidigital.com/noticias/em-um-dia-como-hoje-festa-de-sao-mateus-o-papa-descobriu-sua-vocacao-sacerdotal-51514

REDAÇÃO CENTRAL, 21 Set. 18 / 06:00 am (ACI).- Há 65 anos, em uma data como esta, festa do Apóstolo São Mateus, o Papa Francisco descobriu seu chamado à vida sacerdotal, acontecimento cujos detalhes ele mesmo contou durante a Vigília de Pentecostes em 2013.

Participaram daquela Vigília alguns representantes de diversos movimentos e associações eclesiais que tiveram um diálogo com o Papa. Entre eles, uma jovem perguntou a Francisco: “Como alcançou na sua vida a certeza da fé?”.

Francisco explicou que um dia “muito importante” em sua vida foi o dia 21 de setembro de 1953, era o dia do estudante na Argentina, o qual coincide com o dia da primavera, que se celebra com uma grande festa.

“Antes de ir à festa passei em frente à paróquia que eu frequentava e encontrei um sacerdote que eu não conhecia e senti a necessidade de me confessar, e esta foi para mim uma experiência de encontro, encontrei alguém que me esperava”.

“Não sei o que aconteceu, não lembro, não sei por que esse sacerdote estava ali ou por que senti esta necessidade de me confessar, mas a verdade é que alguém me esperava, estava me esperando desde muito tempo e depois da confissão senti que algo havia mudado”.

“Eu não era o mesmo, havia sentido uma voz, um chamado. Fiquei convencido de que tinha que ser sacerdote, e esta experiência na fé é importante”, contou o Santo Padre.

Mais tarde, como recordação deste acontecimento, ao ser nomeado Bispo, Bergoglio escolheu como lema uma expressão de São Beda, que faz referência ao chamado de São Mateus, cuja festa é celebrada justamente no dia 21 de setembro: “miserando atque eligendo” (Olhou-o com misericórdia e o escolheu).

Atualmente, o Papa Francisco conserva esta frase em seu escudo pontifício. Do mesmo modo, sempre recomenda aos fiéis lerem o Evangelho de Mateus e, de maneira especial, o capítulo 25 das obras de misericórdia.

Há três anos, na Missa celebrada em Holguín (Cuba) na festa de São Mateus, o Papa Francisco destacou que quando o Senhor passou perto do evangelista “parou diante dele e sem pressa o olhou com paz, com olhos de misericórdia; olhou para ele como ninguém nunca havia olhado. E esse olhar abriu seu coração, o libertou e curou, deu-lhe uma esperança, uma nova vida”.

“Embora não tenhamos a coragem de levantar o olhar ao Senhor, Ele sempre nos olha primeiro. É nossa história pessoal; assim como a muitas pessoas, cada um de nós pode dizer: eu também sou um pecador em quem Jesus colocou o seu olhar”.

Neste sentido, exortou os fiéis a se deixarem olhar por Jesus. “Deixemo-nos olhar pelo Senhor na oração, na Eucaristia, na Confissão, em nossos irmãos, especialmente naqueles que se sentem desprezados e sozinhos. E aprendamos a olhar como Ele nos olha”.

“Uma fé que se reduz a fórmulas é uma fé míope”, diz o Papa no Ângelus

Domingo, 16 de setembro de 2018, Da redação, com Boletim da Santa Sé

“Uma fé que se reduz a fórmulas é uma fé míope”, diz o Papa no Ângelus

Apoiado no Evangelho de São Marcos, o Papa Francisco falou a respeito sobre a fé em Jesus Cristo

Papa Francisco, durante o Ângelus deste domingo, 16 / Foto: Reprodução Vatican News

Neste domingo, 16, o Papa Francisco celebrou mais uma oração mariana do Ângelus. Desta feita, o Papa centrou seu discurso no evangelho de São Marcos em que questiona: quem é Jesus?

“Mas, desta vez, é o próprio Jesus quem pergunta aos discípulos, ajudando-os a enfrentar os interrogativos sobre sua identidade”, explicou o Santo Padre. “Antes de interpelar diretamente os doze [apóstolos], Jesus quer ouvir deles o que as pessoas pensam a seu respeito. Ele sabe que seus discípulos são muito sensíveis à sua popularidade. E por isto pergunta: ‘Quem dizem os homens que eu sou?’. Jesus é considerado pelo povo um grande profeta, mas ele não está interessado no que as pessoas falam”, reitera.

O Sucessor de Pedro explica que Jesus não aceita que seus discípulos respondam a esta pergunta com fórmulas e conceitos preconcebidos. “Uma fé que se reduz a fórmulas é uma fé míope”, assevera o Papa. O Senhor quer que Seus discípulos de ontem e hoje estabeleçam com Ele uma relação pessoal, explica Francisco.

“E vós, quem dizeis que eu sou?”, indaga Jesus. “Jesus, hoje, dirigi esta pergunta tão direta e confidencial a cada um de nós: ‘Você, quem sou eu para você? Quem sou eu para vocês? Cada um de nós é chamado a responder no próprio coração”, pondera o Papa.

O Sucessor de Pedro salientou ainda que a profissão de fé em Jesus Cristo não pode parar nas palavras, “mas pede que seja autenticada por escolhas e gestos concretos, por uma vida marcada pelo amor de Deus”, salientou.

Mas, para o Papa Francisco, é no amor que o caminho para a salvação será encontrado. “Os testemunhos dos santos demonstram isto”, assevera. “Que a Virgem Maria, que viveu a sua fé seguindo fielmente o seu filho Jesus, ajude também nós a caminhar em sua estrada, vivendo nossa vida generosamente por Ele e pelos irmãos”, acrescentou.

Visita à Sicília

Por ocasião de sua visita a Palermo, na Sicília, o Papa Francisco prestou uma singela homenagem ao padre Pino Puglisi no Bairro Brancaccio ― onde o religioso nasceu e morreu. Durante a oração do Ângelus, Francisco pediu uma salva de palmas à memória de Puglisi.

“Que o exemplo e o testemunho do padre Puglisi continue a iluminar todos nós, e a nos dar confirmação de que o bem é mais forte do que o mal, que amor é mais forte do que o ódio”, finalizou o Sucessor de Pedro.

A comunicação entre Deus e o homem

Domingo, 6 de setembro de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Para se comunicar com o homem, Deus se faz homem. Não apenas fala pela lei e pelos profetas, mas se torna presente na pessoa de seu Filho, explica Francisco

“Jesus é o grande ‘construtor de pontes’, que constrói em si mesmo a grande ponte da comunhão plena com o Pai”. No Angelus deste XXIII Domingo do Tempo Comum, o Papa Francisco inspirou-se no episódio da cura do surdo-mudo narrado no Evangelho do dia para falar da comunicação do homem com Deus e com os próprios homens.

Considerando inicialmente que o milagre é realizado em uma região pagã, o Papa explica que “aquele surdo-mudo que é levado até Jesus torna-se o símbolo do não-crente que realiza um caminho em direção à fé”. E continuou, “a sua surdez  expressa a incapacidade de escutar e de compreender não somente as palavras dos homens, mas também a Palavra de Deus. E São Paulo nos recorda que a fé nasce da escuta da pregação.”

O Papa disse que a primeira coisa que Jesus faz é levar aquele homem para longe da multidão. “Não quer fazer publicidade do gesto que está por realizar, mas não quer tampouco que a sua palavra seja abafada pelo rumor das vozes e dos mexericos do ambiente. A Palavra de Deus que o Cristo nos transmite tem necessidade de silêncio para ser ouvida como Palavra que cura, que reconcilia e restabelece a comunicação”.

O Papa recorda que na narrativa fala-se dos dois gestos de Jesus: tocar os ouvidos e a língua do surdo-mudo. “Para iniciar a relação com aquele homem ‘travado’ na comunicação, Jesus procura primeiro restabelecer o contato. Mas o milagre é um dom do alto, que Jesus implora ao Pai; por isto eleva os olhos aos céus e ordena: ‘Abre-te!’. Os ouvidos do surdo se abrem, se dissolve o nó da sua língua e começa a falar corretamente”.

“O ensinamento que tiramos deste episódio é que Deus não é fechado em si mesmo, mas se abre e se coloca em comunicação com a humanidade. Na sua imensa misericórdia, supera o abismo da infinita diferença entre ele e nós e vem ao nosso encontro. Para realizar esta comunicação com o homem, Deus se faz homem: não lhe basta falar-nos mediante a lei e os profetas, mas se torna presente na pessoa de seu Filho, a Palavra feita carne. Jesus é o grande ‘construtor de pontes’, que constrói em si mesmo a grande ponte da comunhão plena com o Pai”.

Francisco destacou que este Evangelho fala também aos homens de hoje

“Frequentemente nós somos voltados e fechados em nós mesmos e criamos tantas ilhas inacessíveis e inóspitas. Até mesmo as relações humanas mais elementares às vezes criam realidades incapazes de abertura recíproca: o casal fechado, a família fechada, o grupo fechado, a paróquia fechada, a pátria fechada…isto não é de Deus, é coisa nossa, é o pecado!”.

Também no Batismo, recordou o Papa, existe aquela palavra de Jesus “Effatà! – Abre-te!”, que nos cura “da surdez do egoísmo e da mudez do fechamento e passamos a ser inseridos na grande família da Igreja; podemos ouvir Deus que nos fala e comunicar a sua Palavra àqueles que nunca a ouviram, ou a quem a esqueceu e sepultou sob os espinhos das preocupações e dos enganos do mundo”.

O Santo Padre concluiu pedindo a Virgem Santa, “mulher de escuta e do testemunho jubiloso”, para que nos sustente no compromisso “de professar a nossa fé e de comunicar as maravilhas do Senhor àqueles que encontramos em nosso caminho”.

Apelo pelos refugiados

Após recitar a oração do Angelus e antes de saudar os grupos presentes na Praça, o Papa lançou um apelo em favor dos milhares de refugiados que vem buscar uma esperança na Europa.

Apelo pela Venezuela e Colômbia

O Pontífice também pediu a superação da crise entre Venezuela e Colômbia de forma fraterna e solidária.

Beatificação na Espanha

O Papa recordou ainda que ontem, em Gerona, na Espanha, foram proclamadas Beatas as Irmãs Fidelia Oller, Josefa Monrabal e Facunda Margenat, religiosas do Instituto das Irmãs de São José de Gerona:

“Mortas pela fidelidade a Cristo e à Igreja. Apesar das ameaças e as intimidações, estas mulheres permaneceram com coragem onde estavam para assistir os doentes, confiando em Deus. Que os seus testemunhos heroicos, até o derramamento de sangue, deem força e esperança a todos aqueles que hoje são perseguidos por motivo da fé cristã. E nós sabemos que são tantos!”.

Jogos Africanos

O Santo Padre também recordou que há dois dias foi aberta em Brazzaville, capital da República do Congo, a 11ª edição dos Jogos Africanos, aos quais participam milhares de atletas de todo o continente. “Desejo que esta grande festa do esporte contribua para a paz, a fraternidade e o desenvolvimento de todos os países da África. Saudemos os africanos que estão realizando estes Jogos”.

Ter fé é bom para a pátria

Por Cardeal Odilo Scherer

A celebração do Dia da Pátria, no aniversário da independência do Brasil, oferece-nos a ocasião para algumas considerações. Como pessoas de fé estamos conscientes de que não temos aqui cidade permanente, mas estamos a caminho da pátria que há de vir (cf Hb 13,14); mas temos também clara consciência de sermos cidadãos deste mundo, com uma pátria que nos acolhe e serve de casa; somos membros de um povo, com o qual nos identificamos e para cujo bem estamos – e devemos estar – inteiramente comprometidos.
É bem verdade que a globalização vai trazendo à tona, sempre mais, a noção da pertença a uma família humana grande e única, com a qual nos devemos sentir ligados e solidários. A própria Igreja, na sua antropologia e no seu magistério social, vai divulgando esta consciência e não poderia ser diferente. Cremos num único Deus e Pai, que a todos quer bem, como a filhos, e quer que vivam como irmãos. Um povo não pode ser indiferente aos outros, nem deixar de se interessar pelo bem e pela sorte sempre mais compartilhada por todos os membros da comunidade humana. Limites territoriais, tradições culturais, diferenças raciais, heranças históricas e interesses econômicos, em vez de contrapostos, deveriam ser cada vez mais conjugados e harmonizados.
As recentes Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid, no Rio de Janeiro e em Cracóvia, com a participação de jovens de 170 países diferentes, convivendo em harmonia e solidariedade, e compartilhando os mesmos princípios essenciais, mostrou que o sonho de uma família humana integrada e vivendo em paz não é irreal. A impressão que se tinha, é que todos fossem irmãos, filhos de uma única grande família, onde as diferenças não dividiam, mas somavam e enriqueciam.
Isso mesmo também já pode acontecer em nosso Brasil? Somos um país imenso, com uma variedade muito grande de etnias, tradições culturais, situações locais e regionais, com riqueza e pobreza que se mesclam por toda parte e desníveis sociais ainda imensos, apesar do esforço que já se faz para a superação da miséria e para possibilitar a ascensão social da grande massa de pobres, que o país ainda tem. Nosso país pode ser justo e solidário, como convém aos membros de uma mesma família?
É nisso que acreditamos; e nesta tarefa, todas as pessoas de fé são chamadas a participar com convicção e esperança. Para nós, cristãos e católicos, de modo especial, está claro que a fé não pode ser desvinculada de nossa participação na edificação do mundo, à luz dos valores do reino de Deus. Bom cristão também precisa ser bom cidadão. O ensino social da Igreja traz-nos as diretrizes para traduzir o Evangelho para o nosso viver e agir neste mundo.
Além de cumprir os deveres cívicos, como os demais cidadãos, qual outra contribuição as pessoas de fé podem dar para o bem de um povo? Esta questão mereceria uma longa reflexão, pois nos introduz no próprio sentido da religião, frequentemente questionado. Temos algo de próprio para contribuir para o bem da humanidade e da Pátria. A própria fé em Deus, bem vivida e manifestada publicamente, com as convicções que dela decorrem traduzidas em cultura, é uma contribuição fundamental para o bem comum. A fé bem vivida e testemunhada enriquece o convívio social, de muitos modos.
Quando se dá espaço para Deus, também o homem cresce em importância: sua dignidade, seus direitos e o sentido de sua vida neste mundo são iluminados. Quando se exclui Deus do convívio humano, da esfera privada ou pública, começam a pairar sombras sobre a existência humana e a faltar bases sólidas para os valores e as virtudes e as relações sociais. Ter fé em Deus e manifestá-la abertamente, indo às suas consequências éticas e antropológicas, faz bem à Pátria.

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