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Maio de muitas alegrias e de devoções caríssimas!

Com a festa litúrgica de São José Operário, padroeiro de todos os trabalhadores e trabalhadoras, a Igreja Católica inicia o mês de maio. Maio é dedicado aos trabalhadores, as mães que geram a vida humana, à devoção mariana, com a festa de Nossa Senhora de Fátima, que sempre nos aponta para o seguimento de seu filho Jesus.

De maio, quero me lembrar dos terços em família, oportuna iniciativa do saudoso Monsenhor Victor Arantes Vieira, agora no céu, naqueles idos dos anos conclusivos da década de setenta e no início da década de oitenta, anos marcados pela forte espiritualidade e devoção mariana. Aprendi, com papai e mamãe, e com os meus queridos e saudosos vovós Eudete e Orestes Augusto, a rezar o terço. Mas não posso deixar de agradecer muito à Dona Maria José Chagas Rezende, a nossa querida Professora e Diretora do Ginásio São José, carinhosamente conhecida como Dona Dé, e ao seu esposo, o Sr. José de Arimátea Rezende, que coordenando o terço no mês de maio e no restante do ano, sempre nas adjacências da Rua Ludgero Martins e Santo Antônio nos colocaram na atmosfera, na devoção e na proteção de Nossa Senhora, em maio invocada sob o patrocínio de Nossa Senhora de Fátima. Que tempo bonito era aquele, que a novela era trocada pela reza do terço em família, pelas novenas, pelas trezenas, pelas vigílias e pela profunda devoção à Virgem Maria, mãe e patrona da cidade de Dores da Boa Esperança.

Mas como não contemplarmos ao iniciarmos o mês de maio a família de Nazaré: José, homem justo, honesto, trabalhador iniciou seu filho adotivo Jesus no labor da carpintaria, aprendendo e santificando o trabalho humano. São José nos ensina, no trabalho braçal ou intelectual, a fazer de nosso serviço um serviço a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs. O nosso trabalho deve ser sempre santificado como expressão da misericórdia e do amor de Deus por cada um de nós. Seja qual for o trabalho ele é sempre digno, ele é sempre graça de Deus e por isso sempre devemos dar graças pelo serviço que desempenhamos. Todo serviço é único, é santificado e é importante.

Maria, a mulher que soube ouvir, santificou o trabalho doméstico. Ela foi a mulher por excelência, a mãe que educou integralmente o seu Divino Filho Jesus e jamais renunciou ao seu ofício de mulher-mãe que amamentou, que educou, que ensinou os rudimentos da fé judaica e que ensinou o seu filho na obediência à Deus e no cumprimento das Sagradas Escrituras. Num mundo em que as mulheres rejeitam ou retardam a maternidade; que o egocentrismo e o egoísmo querem apenas ter no máximo dois filhos, Maria Santíssima nos dá a senha da vivência da maternidade, a mulher que sempre quer acolher os desígnios de Deus para a sua vida. Ela foi mulher plenamente feminina e que não renunciou ao seu ministério de ser mãe e esposa. Belo exemplo a ser seguido!

Que neste mês de maio, dobremos nossos joelhos ao chão, e peçamos a graça de que Maria Santíssima, pela récita do Rosário, nos ajude a santificar a nossa vida, o nosso trabalho e a nossa missão de discípulos-missionários. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós que recorremos a Vós!

Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG).

Homem se realiza no amor e no trabalho

Segunda-feira, 23 de julho de 2012, Nicole Melhado / Da Redação

Dom Petrini é presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família  

O amor é a dimensão mais profunda do ser humano na qual a imagem de Deus se concretiza, pois Deus é Amor. O homem e a mulher se realizam na vivência de um amor que é capaz de doar-se. Mas, além do amor, o homem se realiza no trabalho, como explica o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, da CNBB, e Bispo de Camaçari, Dom João Carlos Petrini.

“É também característica de Deus o trabalho. Jesus diz ‘Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho’ (Jo 5,17-18). O trabalho é como uma complementação à obra divina e o trabalho é condição indispensável para sustenta-se e sustentar a própria família”, salienta.

A relação do trabalho e a dignidade humana no projeto de Deus foi um tema amplamente desenvolvido pelo Papa João Paulo II na Encíclica “Laborem exercens”.

“Ele diz que o trabalho é fundamental para a afirmação da dignidade do homem, isso está explicitado no início da Sagrada Escritura, no livro do Gênese, quando Deus confia ao homem a tarefa de dominar a terra, não no sentido de destruí-la, mas no sentido de colocá-la a serviço do homem, melhorando as condições da natureza através do trabalho”, esclarece Dom Petrini.

O Papa Bento XVI, por sua vez, pede, como intenção geral de oração para o mês de julho, “para que todos tenham trabalho e o possam realizar em condições de estabilidade e segurança”. Esse pedido, para Dom Petrini, demonstra que o Santo Padre está preocupado com a crise econômica que atinge particularmente a Europa e a situação de desemprego em outros continentes.

“Há países na Europa que a taxa de desemprego chega a 20%. Mesmo que o governo dê subsídios para que as famílias não passem fome e para que o desempregado seja amparado, o fato de não ter um trabalho coloca em questão a utilidade, o significado da própria vida”, destaca o Bispo de Camaçari.

O trabalho é uma benção

A compreensão do trabalho como uma benção começa na infância. Dom Petrini salienta que as crianças aprendem mais observando seus pais do que nos sermões que escutam.

“Quando o pai volta para casa, fala de seu trabalho e mesmo cansado traz no rosto a satisfação, a criança acaba entendendo o valor do trabalho e sua beleza. Mas se o pai chega em casa resmungando e blasfemando, ela entende que o trabalho é um sacrifício que deve ser evitado e, quem sabe, quando adolescente busque outros meios para conseguir dinheiro”, ressalva o bispo.

Os jovens e o trabalho

Ainda uma situação que preocupa a Igreja Católica é o desemprego entre os jovens. Dom Petrini salienta que muitas vezes as escolas são de baixa qualidade e o que os jovens aprenderam até o 2º grau não é suficiente para enfrentar o mercado de trabalho e assumir tarefas que exigem melhor qualificação.

“Os jovens vivem uma situação de grande risco, pois sem trabalhar, eles não veem a possibilidade de ter uma casa, uma família, filhos. Eles ficam expostos a situações de risco, às vezes, recebem propostas criminosas que podem ser sedutoras quando a pessoa se vê sem saída”, ressalta o presidente da Comissão Vida e Família.

A relação entre a família e o trabalho deve ser equilibrada

Trabalho, riqueza e poder

No trabalho, a pessoa pode expressar toda sua criatividade e capacidade e pode estabelecer relacionamentos com outros. Mas todos devem estar atentos para não fazerem do trabalho uma idolatria, vendo-o somente como forma de conseguir poder e riqueza e deixando de lado outros aspectos importantes da vida.

“Tem gente que sai de casa às 7h da manhã e chega em casa no fim da noite. Às vezes o trabalho é vivido de maneira desequilibrada. Isso acontece quando o trabalho se torna uma idolatria; então se sacrifica a saúde, o bem estar, os relacionamentos de amizade e o mais grave, se sacrifica a família”, alerta o bispo.

Equilíbrio entre família e trabalho

O relacionamento entre o casal e relacionamento entre pais e filhos são os mais prejudicados com este desequilíbrio. O casal se distancia e os pais acabam tercerizando a educação dos filhos, perdendo momentos preciosos com eles.

“Numa situação que a criança nunca vê o pai por causa do trabalho, ela vai detestar o trabalho, porque ela entende que o trabalho entra em disputa com ela para ter a atenção do pai”, lembra ainda Dom Petrini.

“A família, o trabalho e festa” foi o tema do 7º Encontro Mundial das Famílias, realizado em Milão, na Itália, entre os dias 30 de maio e 3 de junho deste ano.

“A relação do trabalho com a família é muito forte. A família precisa do trabalho para sobreviver, mas ao mesmo tempo necessita que o trabalho seja vivido de maneira equilibrada. Para conseguir esse equilíbrio é preciso não perder de vista esta relação com Deus. O que torna equilibrada a vida de um homem e de uma mulher é ter a consciência que, em todas as atividades, eles vivem uma relação com Deus”, salienta Dom Petrini.

Ao cultivar uma relação com Deus e procurar intuir e compreender Seu designo na própria vida e em toda realidade, certamente o fiel encontra o equilíbrio. E essa realização, explica o bispo, é concreta a partir da Encarnação de Cristo, é o relacionamento com Jesus que se concretiza na vida fraterna, na escuta e meditação da Palavra e na vivência dos sacramentos.

“A vida sai de equilíbrio quando ignora a Deus. Quando cultivamos esse relacionamento com Deus, o equilíbrio se torna espontâneo, essa luz de Cristo ilumina todas as coisas”, conclui Dom Petrini.

Paixão do Senhor: “Apenas misericórdia pode salvar o mundo”

Sexta-feira, 25 de março de 2016, Agência Ecclesia

Pregador da Casa Pontifícia afirma que a misericórdia pode salvar matrimônio e família

O pregador da Casa Pontifícia destacou a “prova suprema” da morte de Jesus e explicou o apelo à reconciliação com Deus dirigido nesta Sexta-feira Santa, 25, a todos no Ano favorável da Misericórdia, na celebração da Paixão do Senhor, no Vaticano.

“A morte de Cristo devia ser para todos a prova suprema da misericórdia de Deus para com os pecadores. É por isso que ela não tem sequer a majestade de certa solidão, mas é enquadrada, entre dois ladrões”, assinalou frei Raniero Cantalamessa, esta tarde, na cerimônia presidida pelo Papa Francisco.

Na celebração da Paixão do Senhor, o franciscano capuchinho explicou que se deve perceber que “o oposto da misericórdia não é a justiça mas a vingança”.

O sacerdote indicou que Jesus “não opôs misericórdia à justiça, mas à lei de talião” e exemplificou que na cruz “não pediu ao Pai que vingasse a sua causa” mas que perdoasse os seus carrascos.

“Temos que desmitificar a vingança! Ela tornou-se um mito penetrante, que contamina tudo e todos, começando pelas crianças”, alertou o pregador da Casa Pontifícia dando como exemplo que “grande parte das histórias” no cinema e nos jogos eletrônicos são “histórias de vingança”.

Misericórdia pode salvar matrimônio e família

“Metade, se não mais, do sofrimento que há no mundo, quando não se trata de males naturais, vêm do desejo de vingança, seja nas relações entre as pessoas, seja nas relações entre países e povos”, acrescentou, sublinhando que apenas a misericórdia “pode salvar o mundo”.

“A misericórdia de Deus pelos homens e dos homens entre si. Ela pode salvar, em particular, a coisa mais preciosa e mais frágil que há no mundo neste momento: o matrimônio e a família”, alertou.

Neste contexto, observou que no matrimônio acontece algo semelhante ao que aconteceu “na relação entre Deus e a humanidade”, no início existe “amor” e não a misericórdia.

“A misericórdia só intervém depois do pecado do homem, também no casamento, no início não há misericórdia mas amor. Depois de anos, ou meses, de vida em comum revelam-se os limites pessoais, os problemas de saúde, dinheiro, filhos; a rotina, que apaga a alegria”, desenvolveu.

O religioso refletiu também sobre a reconciliação com Deus e disse que uma das razões, “talvez a principal”, da alienação do homem moderno com a religião e a fé “é a imagem distorcida de Deus”.

Justiça de Deus

Na Basílica de São Pedro, explicou que para descobrir qual a imagem “predefinida” de Deus no inconsciente humano coletivo “basta fazer” a pergunta: “Que associação de ideias, que sentimentos e reações surgem em mim, antes de qualquer reflexão, quando, na oração do Pai-nosso, chego às palavras ‘seja feita a vossa vontade’.”

“Quem as diz é como se inclinasse interiormente a cabeça em resignação, preparando-se para o pior. É um pouco como se Deus fosse o inimigo de toda festa, alegria, prazer. Um Deus ranzinza e inquisidor”, comentou.

Para o pregador da Casa Pontifícia é um resquício da ideia pagã de Deus, “nunca erradicada de todo, e talvez erradicável, do coração humano”.

Contudo, na homilia da Celebração da Paixão do Senhor, o religioso observa que no cristianismo “nunca foi ignorada” a misericórdia de Deus mas foi-lhe confiada “apenas” a missão de “moderar os rigores irrenunciáveis da justiça”.

Na cerimônia, com 38 cardeais e 33 arcebispos e bispos, o sacerdote considerou que existe “o perigo” de se ouvir falar em justiça de Deus e “ignorando o seu significado, ficar-se com medo em vez de encorajado”.

“A justiça de Deus é o ato pelo qual Deus faz justos, agradáveis a Si, aqueles que creem no Seu Filho. Não é um fazer-se justiça, mas um fazer justos”, acrescentou o pregador da Casa Pontifícia.

Santo Evangelho (Jo 8, 31-42)

5ª Semana da Quaresma – Quarta-feira 21/03/2018

Primeira Leitura (Dn 3,14-20.24.49a.91-92.95)
Leitura da Profecia de Daniel.

Naqueles dias, 14o rei Nabuco­donosor tomou a palavra e disse: “É verdade, Sidrac, Misac e Abdênago, que não prestais culto a meus deuses e não adorais a estátua de ouro que mandei erguer? 15E agora, quando ouvir­des tocar trombeta, flauta, cítara, harpa, saltério e gaitas, e toda espécie de instrumentos, estais prontos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Mas, se não fizerdes adoração, no mesmo instante sereis atirados na fornalha de fogo ardente; e qual é o deus que poderá libertar-vos de minhas mãos?” 16Sidrac, Misac e Abdênago responderam ao rei Nabuco­donosor: “Não há necessidade de respondermos sobre isto: 17se o nosso Deus, a quem rendemos culto, pode livrar-nos da fornalha de fogo ardente, ele também poderá libertar-nos de tuas mãos, ó rei. 18Mas, se ele não quiser libertar-nos, fica sabendo, ó rei, que não prestaremos culto a teus deuses e tampouco adoraremos a estátua de ouro que mandaste fazer”. 19A estas palavras, Nabuco­donosor encheu-se de cólera contra Sidrac, Misac e Abdênago, a ponto de se alterar a expressão do rosto; deu ordem para acender a fornalha com sete vezes mais fogo que de costume; 20e encarregou os soldados mais fortes do exército para amarrarem Sidrac, Misac e Abdênago e os lançarem na fornalha de fogo ardente. 24Os três jovens andavam de cá para lá no meio das chamas, entoando hinos a Deus e bendizendo ao Senhor. 49aMas o anjo do Senhor tinha descido simultaneamente na fornalha para junto de Azarias e seus companheiros. 91O rei Nabucodonosor, tomado de pasmo, levantou-se apressadamente, e perguntou a seus ministros: “Porventura, não lançamos três homens bem amarrados no meio fogo?” Responderam ao rei: “É verdade, ó rei”. 92Disse este: “Mas eu estou vendo quatro homens andando livremente no meio do fogo, sem sofrerem nenhum mal, e o aspecto do quarto homem é semelhante ao de um filho de Deus”. 95Exclamou Nabucodonosor: “Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago que enviou seu anjo e libertou seus servos, que puseram nele sua confiança e transgrediram o decreto do rei, preferindo entregar suas vidas a servir e adorar qualquer outro Deus que não fosse o seu Deus.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Dn 3,52-56)

— A vós louvor, honra e glória eternamente!
— A vós louvor, honra e glória eternamente!

— Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!

— No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória eternamente! E em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!

— Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória eternamente! E superior aos querubins vos assentais. A vós louvor, honra e glória eternamente!

— Sede bendito no celeste firma­mento. A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

Evangelho (Jo 8,31-42)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e co­nhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. 33Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?” 34Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”. 39Eles responderam então: “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai”. Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus”. 42Respondeu-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Nicolau de Flue, eremita

São Nicolau de Flue, entregou-se totalmente à vida de oração, penitência e jejuns

Comemoramos a vida santa de um eremita, São Nicolau de Flue, que nasceu na Suíça em 1417 e passou sua juventude ajudando o pai em trabalhos práticos, sempre inclinado à vida religiosa.

A pedido do pai, casou-se com Doroteia que muito o levou para Deus, tanto que juntos educaram os dez filhos para a busca da santidade. Aconteceu que, em comum acordo e, com os filhos já educados, Nicolau retirou-se na solidão, perto de sua casa, porém, com o propósito de se dedicar exclusivamente a Deus, ele que era um homem popular devido a diversos cargos públicos e administrativos que ocupara na sociedade.

São Nicolau entregou-se totalmente à vida de oração, penitência e jejuns, sem deixar de participar nas Santas Missas de domingo e dias santos, além de ter assumido uma tábua como cama; por travesseiro uma pedra e de primeiro frutas e ervas como alimento, isto até chegar a se alimentar somente da Eucaristia. Todo este processo estendeu-se progressivamente por 33 anos.

Nicolau, que morreu com setenta anos, ao ir para o eremitério com 37 anos, em nada se alienou ao mundo. Pôde ele servir com conselhos e interferir pacificamente nas dificuldades entre católicos e protestantes, a ponto de ser amado e tomado como modelo de pacificador e pai da pátria.

São Nicolau de Flue, rogai por nós!

Dez Mandamentos para pais com filhos na Catequese

https://sites.google.com/site/uptabua/dez-mandamentos-para-pais-com-filhos-na-catequese

1. Não somos uma ilha. Assim como precisamos da família e da sociedade, para fazer nascer e crescer o nosso filho, mesmo que a primeira responsabilidade seja sempre nossa, também precisamos da Igreja, para que o nosso filho, renascido pelo Batismo, cresça connosco na fé.

2. Não nos bastamos a nós próprios na educação da fé, mesmo que sejamos os primeiros catequistas dos nossos filhos. Os catequistas da nossa paróquia estão à nossa disposição, não para ser nossos substitutos, mas para se tornarem nossos colaboradores na educação da fé. O seu trabalho, feito em comunhão com a Igreja, será sempre em vão, sem o nosso empenho e colaboração!

3. Não faltaremos à Catequese. A Catequese não é um «ensino» avulso e desorganizado. É uma educação da fé, feita de modo ordenado e sistemático, de acordo com o programa definido pelos Catecismos. As faltas à Catequese quebram a sequência normal da descoberta e do caminho da fé. Velaremos pela assiduidade dos nossos filhos. E pelo seu acompanhamento, num estreito diálogo com o pároco e os catequistas.

4. Não esperamos da Catequese que faça bons alunos. Antes, pretendemos que ela nos ajude a formar discípulos de Jesus, que O seguem, em comunidade. Não desprezaremos a comunidade dos seus discípulos, a Igreja, nos seus projectos, obras e iniciativas.

5. Não queremos, apesar de tudo, que a Catequese seja o nosso primeiro compromisso cristão. Participar na Eucaristia Dominical é um bem de primeira necessidade. Saberemos organizar a agenda do fim-de-semana, pondo a Eucaristia, em primeiro lugar. Custe o que custar!

6. Não queremos que a Catequese substitua as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica nem o contrário. Porque a Catequese, não é uma “aula”, em ambiente escolar, dirigida sobretudo à inteligência, e destinada a articular a relação entre a fé e a cultura. A Catequese é sobretudo um “encontro”, no ambiente da comunidade, que se dirige à conversão da pessoa inteira, à sua mente, ao seu coração, à sua vida. A disciplina de EMRC e a Catequese não se excluem mas implicam-se mutuamente.

7. Não estaremos preocupados por que os nossos filhos “saibam muitas coisas”. Mas alegrar-nos-emos sempre, ao verificarmos que eles saboreiam a alegria de serem cristãos, e vão descobrindo, com outros cristãos, a Pessoa e o Mistério de Jesus, o Amigo por excelência, o Homem Novo, o Deus vivo e o Senhor das suas vidas!

8. Não exigiremos dos nossos filhos, o que não somos capazes de dar. Por isso, procuraremos receber nós próprios formação e catequese, para estarmos mais esclarecidos e mais bem preparados. Procuraremos estar onde eles estão. Rezar e celebrar com eles, de modo a que a nossa fé seja vivida em comum na pequena Igreja que é a família e se exprima na grande família que é a Igreja.

9. Não exigiremos dos nossos filhos o que não somos capazes de fazer. Procuraremos pensar e viver de acordo com os valores do Evangelho. Sabemos bem que o testemunho é a primeira forma de evangelização. Deste modo, eles aceitarão melhor a proposta dos nossos ideais e valores.

10. Jamais cederemos à tentação de “mandar” os filhos à Catequese, para nos vermos livres deles ou para fugirmos às nossas responsabilidades. 

 

DECÁLOGO SOBRE A CATEQUESE 

1. A comunidade cristã é o sujeito, o ambiente e a meta da Catequese. Família, Catequese e Paróquia, assumem, em comunhão, a responsabilidade por criar o ambiente, onde a fé de cada um possa crescer com o testemunho dos outros, esclarecer-se com a ajuda dos demais, celebrar-se em comum e manifestar-se a todos. Ninguém cresce sozinho e pelas suas mãos, como ninguém cresce na fé, sem a fé dos outros e sem a graça de Deus. É no testemunho vivido da fé, que a Catequese encontra a sua base de apoio!

2. A vida “em grupo” e entre os grupos de catequese, no seio da comunidade, é já uma experiência do ser e do viver em “Igreja”. O ambiente de participação activa e de responsabilidade comum, por parte de todos, quer nas celebrações, quer no compromisso efetivo, nas várias obras, iniciativas e atividades da Paróquia, facilitarão a consciência de sermos “discípulos” de Jesus, numa “Igreja”, chamada a ser comunidade e família de irmãos!

3. Entre os vários modos e momentos de evangelização, a Catequese ocupa um lugar de destaque. Ela preocupa-se por anunciar a Boa Nova, àqueles que, de algum modo, já foram, ao menos, alguma vez, sensibilizados, seduzidos, ou tocados pela beleza da pessoa de Cristo. Espera-se que, de um modo organizado, esse primeiro anúncio, seja, a seu tempo e com largo tempo, esclarecido de boa mente, acolhido no coração, e que dê frutos de vida nova. E que essa vida nova seja expressa, partilhada e fortalecida, no encontro fiel da comunidade com Cristo Ressuscitado, na celebração dos sacramentos, particularmente da Eucaristia e da Reconciliação.

4. Na verdade, a vida cristã é um fato comunitário! E se alguém, por hipotética ocupação, não pudesse dispensar mais que uma hora, por semana, para “estar com o Senhor”, deveria reservar esse tempo, para a participação na Eucaristia Dominical, que é verdadeiramente o ponto de chegada, o ponto de encontro e o ponto de partida da vida e da missão da Igreja. A “catequese” não é “um à parte”, uma “hora” para a educação religiosa ou cívica, como se fizesse algum sentido preocupar-se por não faltar a um encontro de catequese e faltar, sem qualquer justificação, à celebração da Eucaristia e aos compromissos com a vida da comunidade.

5. A Catequese não é uma “aula” de religião ou de moral, nem se dirige somente à capacidade de aprender e de saber bonitas coisas acerca de Deus, acerca dos sete sacramentos, dos dez mandamentos, da Igreja, da vida eterna. A Catequese propõe uma Pessoa e não uma teoria: “Jesus Cristo é o Evangelho, a Boa Nova de Deus”. Nesse sentido, a catequese é evangelizadora, se levar os catequizandos à descoberta, à amizade e ao seguimento de Jesus. Sem essa adesão vital de coração, à Pessoa de Jesus Cristo, qualquer “Moral” se tornará um peso, em vez de se oferecer como um caminho de libertação.

6. Frequentar a Catequese, é bem mais do que “ir à doutrina”. A Catequese é uma “educação da fé” e da “fé” em todas as suas dimensões. O mero conhecimento da “doutrina” sem a celebração e sem a sua aplicação à vida, faria da fé uma bela teoria. A celebração, sem o conhecimento dos seus fundamentos, e desligada da prática da vida, tornar-se-ia, por sua vez, incompreensível e incoerente e até mesmo “alienante”. Todavia, uma fé, proposta e transmitida, que não se aprofunde na experiência da oração, jamais conduzirá a uma relação pessoal com Deus. Ora a fé, pela sua própria natureza, implica ser conhecida, celebrada, vivida e feita oração. Só assim se “segue” verdadeiramente Cristo, com toda a alma e de corpo inteiro!

7. A fé, no contexto em que vivemos, é talvez, mais uma «proposta» de sentido para a vida, do que um mero ato cultural de “transmissão”. Ninguém propõe O que desconhece, nem dá O que não tem. Mas quem tem fé, e a vive, não pode deixar de a “apegar” aos outros e de a propagar a todos. Na educação da fé, tem papel decisivo o “testemunho” e o “entusiasmo” de todos aqueles que, na comunidade, se tornam portadores e servidores da alegria do Evangelho. Uma fé que não se apega, apaga-se!

8. Mais do que se preocuparem, porque não sabem o que responder aos filhos… os pais deveriam procurar “descobrir com os filhos” a Boa nova que eles receberam na Catequese, “rezar com eles”, participar com eles na celebração da Eucaristia. Então as respostas, serão encontradas na vida comum da fé, partilhada em família e em comunidade. Nada disto impede os próprios pais, de procurar integrar um grupo de Catequese, paralela à dos filhos, que os ajude a aprofundar as razões da sua fé, em relação com a cultura e com as responsabilidade sociais, familiares e eclesiais, que assumem diariamente.

9. Pedir a Catequese para os filhos e pôr-se “de fora”, em tudo o que se refere à vivência e à celebração da fé, cria uma “divisão” interior, uma vida dupla, que impede, quem quer que seja, de descobrir e construir a sua própria identidade cristã. Frequentar a Catequese não significa “ter uma aula” por semana, para garantir um diploma, uma festa ou um sacramento no fim do ano. Pedir a Catequese implica comprometer-se a caminhar com toda a comunidade, no anúncio feliz do Deus vivo e na experiência maravilhosa do encontro com Ele.

10. Não faz parte das tarefas da Catequese ocupar os tempos livres, ensinar regras de boa educação ou esgotar o tempo a “decorar” as fórmulas das orações comuns dos cristãos. Mesmo esperando que todo o ambiente de Catequese seja educativo e que tais orações sejam assumidas e bem compreendidas, são tarefas da catequese iniciar as crianças e adolescentes no conhecimento da fé (que se resume no Credo), na celebração (dos sacramentos), na vivência (atitudes de vida) e na experiência pessoal da fé (oração). E isso é obra de todos nós, que somos, mais uma vez, “convocados pela fé”.

A Igreja também nos quer quando estamos sujos, pois ela nos limpa

Homilia do papa na Casa Santa Marta
Francisco nos convida a pedir três graças de Deus: morrer na Igreja, morrer na esperança e morrer deixando o legado de um testemunho cristão
Por Redacao

ROMA, 06 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Como acontece toda manhã, o Santo Padre celebrou hoje a eucaristia na capela da Casa Santa Marta. Durante a homilia desta quinta-feira, ele refletiu sobre o mistério da morte e nos convidou a pedir três graças de Deus: morrer na Igreja, morrer na esperança e morrer deixando o legado de um testemunho cristão. Ao comentar a primeira leitura do dia, sobre a morte de Davi, que passou a vida a serviço do seu povo, o papa destacou três aspectos. Em primeiro lugar, Davi morre “no seio do seu povo”. Ele vive até o final “a sua pertença ao Povo de Deus. Ele tinha pecado: ele mesmo se chama de pecador, mas nunca saiu do seio do Povo de Deus! Pecador sim, traidor não! E esta é uma graça: permanecer até o fim dentro do Povo de Deus. Ter a graça de morrer no seio da Igreja, no seio do Povo de Deus. E este é o primeiro ponto que eu gostaria de enfatizar: pedir para nós também a graça de morrer em casa. Morrer em casa, na Igreja. E é uma graça! Isso não se compra! É um presente de Deus e temos que pedi-lo: Senhor, me dá o presente de morrer em casa, na Igreja! Pecador sim, todos, todos somos pecadores! Mas traidores não! Corruptos não! Sempre dentro! E a Igreja é tão mãe que também nos quer assim: muitas vezes sujos; mas a Igreja nos limpa, ela é mãe!”. Em segundo lugar, o papa destacou que Davi morre “tranquilo, em paz, sereno”, na certeza de ir “para o outro lado para junto dos seus pais”. Por isso, Francisco afirmou que “esta é outra graça: a graça de morrer na esperança, com a consciência de que estão nos esperando do lado de lá, de que no outro lado também continuaremos em casa, continuaremos em família”, não estaremos sozinhos. “Esta é uma graça que queremos pedir, para que, nos últimos momentos da vida, saibamos que a vida é uma luta e que o espírito do mal quer vencer”. O papa continuou: “Santa Teresinha do Menino Jesus dizia que, nos seus últimos tempos, havia uma luta dentro da sua alma, e, quando ela pensava no futuro, naquilo que a esperava depois da morte, no céu, ela sentia uma voz que dizia: ‘Mas não, não sejas boba, só a escuridão te espera. Só a escuridão do nada te espera!’. É ela quem nos conta isso. E aquela voz é a voz do diabo, do demônio, que não queria que ela se fiasse de Deus. Morrer na esperança e morrer confiando-se a Deus! E pedir esta graça. Mas confiar em Deus começa agora, nas pequenas coisas da vida, e também nos grandes problemas: confiar sempre no Senhor, criar o costume de confiar-se ao Senhor e crescer na esperança. Morrer em casa, morrer na esperança”. O terceiro aspecto que o pontífice abordou foi a herança deixada por Davi. O papa recordou que há “muitos escândalos em torno da herança”, “escândalos nas famílias, que as dividem”. Davi, porém, “deixa a herança de 40 anos de governo” e “um povo consolidado, forte”. O papa recordou ainda “um ditado popular que diz que cada homem, na vida, deve ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro: esta é a melhor herança!”. E Francisco nos convidou a perguntar: “Qual é a herança que eu deixo para os que vêm depois de mim? Uma herança de vida? Fiz tanto bem a ponto de as pessoas me quererem como pai, como mãe? Davi deixa essa herança para o filho dizendo a ele: ‘Sê forte e mostra-te homem. Observa a lei do Senhor, teu Deus, seguindo-a”. Ao encerrar a homilia, o Santo Padre declarou: “Esta é a herança: o nosso testemunho, como cristãos, legado aos outros. E alguns de nós deixam uma grande herança: pensemos nos santos que viveram o Evangelho com tanta força, que nos deixam um caminho de vida e um modo de viver como herança. Estas são as três cosas que me vêm ao coração na leitura deste fragmento sobre a morte de Davi: pedir a graça de morrer em casa, morrer na Igreja: pedir a graça de morrer em esperança, com esperança; e pedir a graça de deixar uma bela herança, uma herança humana, uma herança feita com o testemunho da nossa vida cristã. Que São Davi conceda a todos nós essas três graças!”.

 

Papa fala do mistério da morte: “deixar testemunho cristão” 
Homilia, quinta-feira, 6 de fevereiro  de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

A partir do exemplo de Davi, Francisco ressaltou a importância de morrer deixando como legado o testemunho de uma vida cristã

Na Missa, desta quinta-feira, 6, na Casa Santa Marta, Papa Francisco comentou o mistério da morte. Ele convidou os fiéis a pedirem a Deus três graças: morrer na Igreja, morrer na esperança e morrer deixando como herança um testemunho cristão. Na homilia, Francisco comentou a primeira leitura do dia, que conta a morte de Davi depois de uma vida vivida a serviço de seu povo. Ele destacou que o rei viveu, até o fim, a sua pertença ao povo de Deus, embora tenha cometido pecados. “Pecador sim, traidor não! Essa é a graça: permanecer, até o fim, com o povo de Deus, ter a graça de morrer na Igreja, propriamente com povo do Senhor. Isso não se compra; é um presente de Deus e devemos pedi-lo ao Senhor”. O segundo aspecto destacado por Francisco foi o “morrer na esperança”, tendo a consciência de que, do outro lado, alguém espera pelo homem, de forma que ele não estará sozinho. “Morrer na esperança e confiar em Deus! No entanto, a confiança n’Ele começa agora, nas pequenas coisas da vida e também nos grandes problemas.” Francisco também falou da herança deixada por Davi, fato a partir do qual enfatizou a necessidade de morrer deixando como herança um testemunho cristão. O que Davi deixou de herança foram 40 anos de governo e um povo consolidado e forte. Ao seu filho, ele disse que fosse forte, observasse as leis de Deus e seguisse os Seus caminhos. “Este é o legado: o nosso testemunho de cristãos deixado aos outros. Alguns de nós deixam uma grande herança! Pensemos nos santos, os quais viveram o Evangelho com tanta força, que nos deixaram um caminho de vida e um modo de viver (…) Que São Davi conceda a todos nós essas três graças!”

Ainda hoje, cristãos são mortos em nome de Deus

Da Redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Santo Padre falou do testemunho dado por tantos cristãos até o martírio; a força desse testemunho vem do Espírito Santo, disse

Na Missa desta segunda-feira, 11, o Papa Francisco recordou os cristãos perseguidos. Ele lembrou que, ainda hoje, se mata cristãos em nome de Deus, mas o Espírito Santo dá a força de testemunhar até o martírio.

No Evangelho do dia, Jesus anuncia aos discípulos o Espírito Santo. Francisco explicou que Deus fala do futuro, da cruz que espera pelo homem e do Espírito, que prepara a dar o testemunho cristão. Portanto, fala “do escândalo das perseguições”, do “escândalo da Cruz”.

A cruz é considerada um escândalo para os judeus e uma loucura para os pagãos, disse o Papa, mas os cristãos, pelo contrário, pregam Cristo crucificado. Jesus, então, preparou os discípulos para que não se escandalizassem com a sua Cruz, anunciando: virá a hora em que aquele que vos matar julgará realizar um ato de culto a Deus.

“Hoje somos testemunhas dessas pessoas que matam os cristãos em nome de Deus, porque são infiéis, segundo eles. Esta é Cruz de Cristo: ‘E isso farão porque não reconheceram o Pai nem a mim’. ‘O que aconteceu a mim – afirma Jesus – acontecerá também a vós – as perseguições, as tribulações – mas, por favor, não vos escandalizeis: será o Espírito a guiar-nos e a fazer-nos entender’”.

Fiéis degolados

Neste contexto, o Papa recordou o telefonema que recebeu no domingo, 10, do Patriarca copta Tawadros, porque a data constitui o dia da amizade copta-católica.

“Eu recordei os seus fiéis, que foram degolados na praia porque eram cristãos. Esses fiéis, pela força que lhes deu o Espírito Santo, não se escandalizaram. Morreram com o nome de Jesus nos lábios. É a força do Espírito. O testemunho. É verdade, a força do Espírito. O testemunho. É verdade, o martírio é justamente isso, o testemunho supremo”.

O testemunho diário

Francisco lembrou que há também o testemunho diário, que torna presente a fecundidade da Páscoa trazida pelo Espírito Santo, que guia para a verdade plena.

“Um cristão que não leva a sério esta dimensão de martírio da vida não entendeu ainda o caminho que Jesus nos ensinou: o caminho do martírio de todos os dias; de defender os direitos das pessoas; dos filhos: pai e mãe que defendem sua família; o caminho do martírio de tantos, tantos doentes que sofrem por amor de Jesus. Todos nós temos a possibilidade de levar avante esta fecundidade pascal no caminho do martírio, sem nos escandalizar”.

O Papa concluiu com esta oração: “Peçamos ao Senhor a graça de receber o Espírito Santo, que nos fará recordar as coisas de Jesus, que nos guiará rumo a toda a verdade e nos preparará a cada dia para oferecer este testemunho, para oferecer este pequeno martírio de todos os dias ou um grande martírio, segundo a vontade do Senhor”.

A influência da novela na sociedade

A influência das novelas e a descaracterização dos valores
Por Pe. Paulo Ricardo

A sociedade, hoje, está em constante transformação e evolução, mas muitas destas mudanças não trazem benefícios para nós cristãos, porque os valores éticos estão sendo distorcidos. Um exemplo clássico, presente nos lares brasileiros, são as novelas que, atualmente, vem construindo uma ideologia de antivalores.

Enquanto a Igreja procura evangelizar as pessoas para que possam viver uma vida segundo os ensinamentos deixados por Jesus Cristo, a maioria das novelas tem o papel de deturpar os valores cristãos como a instituição da família.

Existem estudos como o da pesquisa do ‘Banco Interamericano de desenvolvimento’, os quais comprovam que as novelas, realmente, podem gerar nas pessoas essas mudanças de comportamento.

“Sem dúvida alguma, isso é uma realidade que já está comprovada inclusive com estudos. Existe um estudo profundo que mostra como as novelas da Globo, durante as década de 70 e 80, alteraram o comportamento das famílias. Um estudo comprovado cientificamente pode medir exatamente a diferença de comportamento entre as pessoas, podendo ser comparado com o sinal da TV Globo, pois, naquela época, as novelas eram as que mais dominavam e o sinal não era forte em todos os lugares do país. Onde o sinal era fraco, o comportamento foi menos alterado, mas onde o sinal era mais forte, o comportamento alterou-se mais”.

Outro ponto abordado durante a entrevista é o fato de que, hoje, as crianças e os adolescentes acompanham novelas e seriados que mostram uma realidade distorcida de família e relacionamentos. O sacerdote alerta que quanto mais cedo as crianças forem expostas a esses valores não cristãos, provavelmente, se tornarão jovens e adultos influenciados por esse ambiente apresentado pelas novelas.

“A realidade das crianças é diferente da dos adultos, porque este tipo de programação tem em vista mudar o comportamento do adulto. Já para as crianças, o objetivo é moldar o comportamento delas desde cedo. A própria forma como aquela criança vai crescendo e vendo o mundo já é distorcido por essa nova realidade e esses desvalores que estão destruindo as famílias”.

Diante de toda realidade apresentada pelas novelas e programas de entretenimento, é preciso que nós, como cristãos, não percamos a essência do que é seguir as doutrinas da Igreja e não nos deixarmos ser influenciados pela mídia.

“Não tenham medo de ser família. Sejam família, gastem-se para seus filhos, educando-os para tê-los consigo o quanto mais vocês puderem. Quem educa o filho não é o videogame, a novela, o joguinho e nada disso, mas o convívio harmonioso com os pais”.

Quero batizar a minha filha em casa, e na igreja!

Gostaria de saber como faço para fazer o batismo em casa?
Mons. Inácio José Schuster, Vigário Geral da Diocese de Novo Hamburgo

Até parece que estamos em outro planeta do sistema solar. Você só pode fazer um único batismo, e só pode batizar em casa se estiver ocorrendo qualquer risco grave ou de morte para a vida da criança.

Não se faz, por nenhum motivo, e sob nenhuma hipótese o batismo em casa, pois já foi o tempo dos dinossauros e a era da pedra lascada.

Isso era quando tudo e todos ficavam longe da cidade ou da igreja Matriz, quando o padre passava uma ou duas vezes por ano naquela localidade, quando ainda se andava no lombo dos burros, quando os recursos e meios de comunicação e transporte ainda não tinham chegado.

Hoje, quando as distâncias se encurtaram, a comunicação ultrapassa fronteiras em um milésimo de segundo, não se admite viver sozinho, batizar sozinho e formar uma fami-ilha.

Ou se passa a pertencer à grande família dos filhos e filhas de Deus e batiza-se na comunidade de fé, na igreja paroquial onde esta comunidade de irmãos se reúne, onde o Senhor Jesus se faz presente realmente. Pois existe “Um só batismo, uma só fé, um só Senhor” (cf. Ef 4, 5).

Ou então, continuamos querendo nos achar a “última bolachinha recheada do pacote”, e assim, não ter compromisso com nada e com ninguém, só gritando que temos direitos. Egoísmo e amor não casam nunca. Uma andorinha sozinha não faz verão, assim como um cristão sozinho não forma comunidade, Igreja.

Não existe esse negócio de dois batismos. Não invente moda que não existe! O Batismo é a porta de entrada dos outros Sacramentos que receberemos também junto da comunidade, e não separados dela.

Natal, Sagrada Família, Ano Novo

10 Verdades sobre o Natal
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2015/12/28/10-verdades-sobre-o-natal/

1- O Papai Noel é um mito, Jesus é uma realidade! Papai Noel é um deleite, Jesus um Sacrifício.

2- A nossa expectativa em esperar o Natal é a mesma de toda a humanidade de todos os tempos a espera de que o Filho de Deus viesse a nós, em nossa natureza, para de novo ligar o Céu com a Terra.

3- O Natal nos lembra que estamos mergulhados no amor de Deus e não damos conta disso.

4- “Estarias morto para sempre, se Ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te libertarias da carne do pecado”. Santo Agostinho

5- “O Natal é a primeira festa litúrgica, o recomeçar do ano religioso, como a nos ensinar que tudo recomeçou ali”. Dom Fernando Rifan

6- “O Natal é o terreno seguro e sempre fecundo, onde brota a esperança da humanidade”. São João Paulo II

7- “Se não tens nem incenso nem ouro para oferecer a Jesus, oferece-Lhe a mirra do teu sofrimento!” São Pio de Pietrelcina

8- Deus se fez homem e nasceu entre nós de maneira humilde e silenciosa, para dizer a cada pessoa de maneira muito concreta: “Eu te amo!”

9- Depois que o Verbo se fez Homem, assumiu nossas dores e sepultou a nossa morte, com a Sua morte, ninguém mais pode duvidar do Amor de Deus.

10- “És Maria, a beleza e o esplendor da terra, és o protótipo da santa Igreja. Por uma mulher, veio a morte, por outra mulher a Vida.” Santo Agostinho

 

NATAL
+ Eurico dos Santos Veloso

O ano litúrgico é composto de dois ciclos. Os ciclos do Natal e Páscoa. A Festa do Natal esta inserida no ciclo do Natal e sendo assim esta é a segunda festa mais importante do ano litúrgico, visto que a primeira festa mais importante é a Festa da Páscoa (ressurreição). O Natal é a festa da alegria, esperança e luz, que é celebrada todos os anos no final do ano civil e inicio do ano litúrgico para revigorar em cada filho e filha de Deus o valor pela própria vida com base nos ensinamentos divinos. O nascimento do menino Jesus ou a vinda do Messias foi predito pelos profetas do antigo testamento. O Filho de Deus era esperado como Aquele que libertaria os pequeninos dos poderes tirânicos dos grandes imperadores da época, mas que para a surpresa de muitos e desapontamento de outros se mostrou um Rei compassivo com uma nova forma de justiça diferente da justiça humana aplicada naquele contexto. A Justiça Divina desenvolvida na figura humano do Cristo igualou todas as raças. Esta Justiça vinda do alto ofereceu maior unidade no povo de Deus, diferente da justiça humana que é uma justiça distributiva dada somente a quem “merece” ou à aqueles que agradavam aos poderes.
O Cristo Rei do Universo vai nascer novamente, mesmo que esteja sufocado com uma contínua preocupação das pessoas com o aspecto material, uma situação que acaba por si mesma colocando em outro plano o que deveria ser primordial. Uma procura continua em comprar e em consumir o que acaba mudando totalmente o sentido natalino. Um Deus tão bondoso que quer se doar aos seus, acaba sendo esquecido e simplesmente o mercado coloca outra figura em seu lugar. Alguns personagens que o mercado usa para colocar no lugar Daquele que deveria ser rememorado vêm destruir não somente o valor da festa de Cristo, mas também valores familiares dando méritos a um ser fictício.
A Encarnação do Verbo é o Supremo ato de amor de Deus que assume a condição humana em sua totalidade. O nascimento do menino Jesus assume não somente a sua corporeidade individual, mas também a condição corpórea de toda a humanidade, integrada em todos os valores de dignidade, justiça e verdade. Todas estas nuâncias são revestidas do amor Divino. “Deus é amor e aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus, nele” (1Jo 4,16). A encarnação do Filho de Deus é a revelação da presença real amorosa, terna, vivificante e eterna de Deus entre homens e mulheres.  O prólogo do evangelho de João apresenta a origem Divina de Jesus como a Palavra eterna que procede de Deus, fazendo-se carne, morando entre nós, e, por Graça, nos tornam filhos etenos na eternidade de Deus.
É verdade: no estábulo de Belém, na fragilidade de uma criança, se contempla a revelação de Deus na história da humanidade, onde apareceu a grande luz que o mundo esperou. Naquele Menino deitado na manjedoura, Deus mostra a sua glória – a glória do amor, em que Ele mesmo Se entrega em dom e Se despoja de toda a grandeza, para nos conduzir pelo caminho do amor. Esta luz de Belém nunca mais se apagou. Ao longo dos séculos, envolveu homens e mulheres, cercou-os de luz, onde despontou a fé naquele Menino, aí desabrochou também a caridade, a bondade para com todos, a carinhosa atenção pelos débeis e os doentes e a graça do perdão. A partir de Belém, um rastro de luz, de amor, de verdade atravessa os séculos. Olhando os Santos se vê esta corrente de bondade, este caminho de luz que se inflama, sempre de novo, no mistério de Belém, naquele Deus que Se fez Menino!
Celebrar o Natal é fazer memória dos fatos libertadores realizados por Deus por meio do seu Filho Jesus, que com sua luz, trouxe a salvação a toda humanidade, fazendo-a brilhar para extinguir as trevas e as incertezas humanas.
Exultem todos no Senhor: nascera o salvador do mundo. Do céu desce a verdadeira paz e felicidade. Na fragilidade da criança contempla-se a revelação de Deus na história da humanidade. Deus se encarna no humano para nos tornar divinos. Naquela manjedoura do presépio, a divindade de uma criança sinaliza-nos de que a salvação é uma realidade para os pobres e oprimidos, pois a graça de Deus traz essa salvação para cada um de seus filhos. Por meio do Menino Jesus, Deus entra na história da humanidade para fazer parte dela, uma vez que Jesus é o Senhor e o Sujeito da história Um Menino que se deixa conhecer pelas vias expressas do coração.
Portanto, acolhamos o Natal de Jesus, festa de alegria, esperança e luz. Este acontecimento é capaz de renovar a nossa vida em nosso itinerário humano nos dias de hoje. Que o encontro com o Menino Jesus nos transforme em pessoas que não pensem somente em si mesmas, mas que se abram às expectativas e às necessidades dos irmãos. “Natal é a presença salvífica de Deus no mundo. Com o nascimento da criança ou menino de Deus renasce a unidade nas famílias que formam o povo de Deus.

SAGRADA FAMÍLIA

Depois de contemplarmos o presépio vivendo ainda a oitava do Santo Natal a Igreja, peregrina e santa, nos convida a refletir sobre a realidade da família de Deus, que é a realidade de nossas famílias hoje.
A Sagrada Família passou por alegrias, dificuldades e, também, por grandes sofrimentos. Após o episódio do Templo, em que aparece no meio dos doutores da lei, os pais de Jesus reconheceram a sua missão específica. Eles não põem nenhuma objeção à vontade do Pai. Nesta família reinou a caridade e a ajuda entre todos, a chamada ajuda mútua, os elementos fundamentais da vivência familiar.
Porque celebrar a família de Deus? Tudo isso para sublinhar que Jesus teve um ambiente histórico e social. Ele teve necessidade de afeto e de cuidados como qualquer outra criança. Isso tudo ilumina nosso itinerário cristão para que os cristãos mirem na Sagrada Família para que, seguindo seus exemplos, possamos crer no Filho de Deus, o Cristo Redentor da Humanidade.
A Sagrada Família foi uma família do cotidiano. Foi uma família de pessoas normais. Maria e José procuravam com sofreguidão por Jesus: aqui está a humanidade da sagrada família que sofre e quer proteger o seu Filho. Este gesto demonstra bem o fio condutor do novo Testamento: a criatura humana é um ser à procura de Deus, que parece estar despreocupado conosco.
Todos temos essa experiência. Se Maria e José, que conviviam fisicamente com Ele, devem sair à sua procura, quanto mais os que como nós só podem viver com Ele pela fé. Mas, depois do desencontro, Jesus volta com seus pais para a sua casa. A obediência de Jesus é maior do que a obediência ao pai e a mãe terrenos; ela se prende à vontade do Pai do Céu. Enfim, o testemunho do Cristo e de seus pais demonstra, também, o imenso resplendor que pode atingir uma vida familiar comum, vivenciada em Deus, na simplicidade e num grande amor compartilhado entre todos.
Que as nossas famílias se espelhem na vida da Sagrada Família e que todos nós possamos valorizar a vida familiar, na graça, na paz e na oração que ilumina a família, nossa Igreja Doméstica.

ANO NOVO
+ Dom Paulo Mendes Peixoto
Ainda em clima de natal, mas com gosto de ano novo, iniciamos o 2016 celebrando o Dia Mundial da Paz e da Fraternidade Universal. A presença de Jesus Cristo, nascido de Maria, é a causa principal e motivadora de paz para todo o ano.
É fundamental, no primeiro dia, evocar a bênção de Deus, já que Ele é “o Senhor que salva”. Assim faz “brilhar sua face” sobre o povo e sobre a humanidade. Em Israel, no início do ano, o sacerdote dava a bênção sobre povo.
Pedir a bênção é querer a paz para a natureza e para o ser humano. Para quem a deseja, Deus deixa brilhar “a luz de sua face”. Só Ele pode abençoar, mas isto acontece também através de todos nós quando nos colocamos como seus verdadeiros instrumentos.
O ano novo deve ser tempo de liberdade, de superação de toda lei que massacra e causa escravidão. Não podemos colocar jugos, pesos sobre os ombros dos outros em nome de certos conceitos. As bênçãos de Deus nos tornam livres e irmãos de Jesus Cristo.
Recebemos um nome, que nos identifica e nos dá a dignidade de humanos. Ele é a nossa referência o ano todo, formando um caminho de responsabilidade. As atitudes sejam de pastores, que cuidam das ovelhas e são preocupados com o bem da humanidade.
Com um nome, com aquilo que nos dá cidadania, somos inseridos na sociedade humana tendo direitos e deveres, cidadãos de uma comunidade política na realização do bem comum. Que esta tarefa não seja traída neste novo ano!
De uma forma ou de outra, pertencemos a uma comunidade de pessoas, onde somos referência de identidade. Quem não pertence a nada não representa ninguém. A perda de identidade fragiliza os compromissos com o bem comum.
Que neste novo ano todas as nossas tradições, culturas, estruturas políticas, sociais e religiosas nos levem por um caminho de vida sadia, fraterna, justa e honesta. Que consigamos superar o mundo de corrupção tão nefasto para o nosso país.

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