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Família: Lugar da bênção de Deus

A família, muitas e muitas vezes, não está sendo lugar de bênção. É triste dizer que a família tem sido, muitas e muitas vezes, o lugar da desgraça, da angústia, da falta de amor. E por quê? Quantas e quantas pessoas, na rua são alegres e felizes, mas quando chegam em casa perdem a alegria. Por isso as famílias se tornam lugar de mágoa, de ressentimento, de tristeza, de angústia.
Quando falta Deus na família, falta absolutamente tudo. Observe os grandes ídolos do mundo moderno, cantores, artistas famosos, de vez em quando eles deixam vir à tona  a maior de suas carências. E qual é? A família. A falta desse amor por quê? Porque a família não está sendo lugar de bênção.
Para ser lugar de bênção de Deus, muitas vezes não se precisa de muita coisa. Pequenos detalhes fazem um grande amor. Um grande amor não é feito de grandes coisas, não. Grandes coisas qualquer pessoa faz, tanto para o bem, quanto para o mal, se ela estiver no desespero. Agora, fazer cada dia pequenas coisas, de modo extraordinariamente maravilhoso, só quem tem o Espírito de Deus; do contrário, não consegue. E aí está a santidade. Esse é o segredo.
Cl 3, 12-17: 2 Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. 13 Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. 14 Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15 Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos. 16 A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais. 17 Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
Entranhada misericórdia, doçura… Doçura no falar, no toque, no olhar… Humildade! Marido não tem de ser mais que a mulher, e a mulher não de ser mais que o marido.
São diferentes na função, mas iguaizinhos em dignidade. Humildade é fazer o outro se sentir mais importante. Isso é amor! Amor que não tem humildade não é amor. Humildade, doçura, bondade, paciência. O ser humano é fraco, é limitado. Custa  a crescer, e cresce com o tempo.
Bondade, doçura, paciência. ‘Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente’. O que é suportar? Uma mesa com a perna quebrada precisa de um suporte. Suportar é segurar a fraqueza do outro. Mas suportar é também pegar uma alavanca, um suporte, para ajudar a movimentar algo pesado. Suportar é estender o braço na hora que o outro demonstra sua fraqueza. A mulher precisa ser suporte para o marido. O marido precisa ser suporte para a mulher. O casal precisa ser suporte para os filhos. A família precisa ser suporte para a sociedade.
Suportar é ter a capacidade de se sacrificar, de sofrer calado muitas vezes por causa do outro. Na hora que o outro levanta a voz, eu abaixo a minha. Não é criar pessoas perfeitas, isso não existe! Mas é saber suportar o outro. Na hora da fraqueza do outro, eu vou ser força para ele. O marido não pode chorar no ombro da mulher infelizmente chora no balcão do boteco. Ele chora no colo de uma prostituta.
Essa é a  diferença! Então o marido tem de ser o suporte da esposa, tem de ser o ombro para ela chorar no momento de fraqueza. Não precisa falar nada. É só chegar e dar um abraço. Quantos e quantos casais precisam descobrir que não é uma relação sexual, como o mundo mostra que precisa ter; que muito mais importante,  prazeroso e santo, muitas e muitas vezes, é uma leve passada de mão no cabelo, um aperto de mão, um beijo na testa. Eis o que importa! Mais que suportar, como São Paulo diz, é preciso perdoar mutuamente. ‘Ah, eu amava muito aquela pessoa, até que ela fez isso comigo, aí acabou!’ Nunca amou! A palavra perdoar já traz em si mesma a palavra amar, porque perdoar é per+doar, doar é dar-se. Então, o sinônimo mais perfeito de amar é doar.
Perdoar é amar por inteiro. E dar-se de novo, como Deus se dá a nós. É saber que nós  não somos perfeitos. Sabe qual é o grande segredo para perdoar? É começar a cada dia como novo que é, é não levar dia velho para dia novo. Deus não leva. Quando chega o final do dia, Ele pega o rascunho do dia e joga fora. E chega outro dia… Deus acredita muito em nós! Ele diz que hoje vai dar certo, prepara aquele dia como se fosse o ontem, o anteontem. Perdoar é dar-se. Perdoar é amar de novo, é amar por completo. Perdoar é curar o outro. Uma das grandes missões do matrimônio cristão é curar o outro. Marido, você foi escolhido de Deus e por Deus, para curar sua esposa. Quantas pessoas têm uma doença e vem me pedir para fazer uma oração. Eu tenho feito a seguinte pergunta para muitas delas: A senhora já pediu a seu marido para impor as mãos sobre a senhora e orar? Infelizmente, na grande maioria das vezes nem a mulher reza pelo marido nem o marido pela mulher.
Que tristeza! Vivem juntos. Dormem juntos. Ficam nus um diante do outro, mas não têm coragem de se abençoarem mutuamente. Não rezam um pelo outro. Marido! A sua mão tem dom de cura para sua mulher. Mulher! A sua mão tem dom de cura para seus filhos. Filhos! Vocês têm dom de cura para seus pais.
Além de rezar uns pelos outros, a família precisa ser laboratório de perdão mútuo. Perdoar é não ficar olhando para trás.´

Trecho retirado do livro ´Famílias Restauradas´, de Padre Léo.

Natal, Sagrada Família, Ano Novo

10 Verdades sobre o Natal
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2015/12/28/10-verdades-sobre-o-natal/

1- O Papai Noel é um mito, Jesus é uma realidade! Papai Noel é um deleite, Jesus um Sacrifício.

2- A nossa expectativa em esperar o Natal é a mesma de toda a humanidade de todos os tempos a espera de que o Filho de Deus viesse a nós, em nossa natureza, para de novo ligar o Céu com a Terra.

3- O Natal nos lembra que estamos mergulhados no amor de Deus e não damos conta disso.

4- “Estarias morto para sempre, se Ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te libertarias da carne do pecado”. Santo Agostinho

5- “O Natal é a primeira festa litúrgica, o recomeçar do ano religioso, como a nos ensinar que tudo recomeçou ali”. Dom Fernando Rifan

6- “O Natal é o terreno seguro e sempre fecundo, onde brota a esperança da humanidade”. São João Paulo II

7- “Se não tens nem incenso nem ouro para oferecer a Jesus, oferece-Lhe a mirra do teu sofrimento!” São Pio de Pietrelcina

8- Deus se fez homem e nasceu entre nós de maneira humilde e silenciosa, para dizer a cada pessoa de maneira muito concreta: “Eu te amo!”

9- Depois que o Verbo se fez Homem, assumiu nossas dores e sepultou a nossa morte, com a Sua morte, ninguém mais pode duvidar do Amor de Deus.

10- “És Maria, a beleza e o esplendor da terra, és o protótipo da santa Igreja. Por uma mulher, veio a morte, por outra mulher a Vida.” Santo Agostinho

 

NATAL
+ Eurico dos Santos Veloso

O ano litúrgico é composto de dois ciclos. Os ciclos do Natal e Páscoa. A Festa do Natal esta inserida no ciclo do Natal e sendo assim esta é a segunda festa mais importante do ano litúrgico, visto que a primeira festa mais importante é a Festa da Páscoa (ressurreição). O Natal é a festa da alegria, esperança e luz, que é celebrada todos os anos no final do ano civil e inicio do ano litúrgico para revigorar em cada filho e filha de Deus o valor pela própria vida com base nos ensinamentos divinos. O nascimento do menino Jesus ou a vinda do Messias foi predito pelos profetas do antigo testamento. O Filho de Deus era esperado como Aquele que libertaria os pequeninos dos poderes tirânicos dos grandes imperadores da época, mas que para a surpresa de muitos e desapontamento de outros se mostrou um Rei compassivo com uma nova forma de justiça diferente da justiça humana aplicada naquele contexto. A Justiça Divina desenvolvida na figura humano do Cristo igualou todas as raças. Esta Justiça vinda do alto ofereceu maior unidade no povo de Deus, diferente da justiça humana que é uma justiça distributiva dada somente a quem “merece” ou à aqueles que agradavam aos poderes.
O Cristo Rei do Universo vai nascer novamente, mesmo que esteja sufocado com uma contínua preocupação das pessoas com o aspecto material, uma situação que acaba por si mesma colocando em outro plano o que deveria ser primordial. Uma procura continua em comprar e em consumir o que acaba mudando totalmente o sentido natalino. Um Deus tão bondoso que quer se doar aos seus, acaba sendo esquecido e simplesmente o mercado coloca outra figura em seu lugar. Alguns personagens que o mercado usa para colocar no lugar Daquele que deveria ser rememorado vêm destruir não somente o valor da festa de Cristo, mas também valores familiares dando méritos a um ser fictício.
A Encarnação do Verbo é o Supremo ato de amor de Deus que assume a condição humana em sua totalidade. O nascimento do menino Jesus assume não somente a sua corporeidade individual, mas também a condição corpórea de toda a humanidade, integrada em todos os valores de dignidade, justiça e verdade. Todas estas nuâncias são revestidas do amor Divino. “Deus é amor e aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus, nele” (1Jo 4,16). A encarnação do Filho de Deus é a revelação da presença real amorosa, terna, vivificante e eterna de Deus entre homens e mulheres.  O prólogo do evangelho de João apresenta a origem Divina de Jesus como a Palavra eterna que procede de Deus, fazendo-se carne, morando entre nós, e, por Graça, nos tornam filhos etenos na eternidade de Deus.
É verdade: no estábulo de Belém, na fragilidade de uma criança, se contempla a revelação de Deus na história da humanidade, onde apareceu a grande luz que o mundo esperou. Naquele Menino deitado na manjedoura, Deus mostra a sua glória – a glória do amor, em que Ele mesmo Se entrega em dom e Se despoja de toda a grandeza, para nos conduzir pelo caminho do amor. Esta luz de Belém nunca mais se apagou. Ao longo dos séculos, envolveu homens e mulheres, cercou-os de luz, onde despontou a fé naquele Menino, aí desabrochou também a caridade, a bondade para com todos, a carinhosa atenção pelos débeis e os doentes e a graça do perdão. A partir de Belém, um rastro de luz, de amor, de verdade atravessa os séculos. Olhando os Santos se vê esta corrente de bondade, este caminho de luz que se inflama, sempre de novo, no mistério de Belém, naquele Deus que Se fez Menino!
Celebrar o Natal é fazer memória dos fatos libertadores realizados por Deus por meio do seu Filho Jesus, que com sua luz, trouxe a salvação a toda humanidade, fazendo-a brilhar para extinguir as trevas e as incertezas humanas.
Exultem todos no Senhor: nascera o salvador do mundo. Do céu desce a verdadeira paz e felicidade. Na fragilidade da criança contempla-se a revelação de Deus na história da humanidade. Deus se encarna no humano para nos tornar divinos. Naquela manjedoura do presépio, a divindade de uma criança sinaliza-nos de que a salvação é uma realidade para os pobres e oprimidos, pois a graça de Deus traz essa salvação para cada um de seus filhos. Por meio do Menino Jesus, Deus entra na história da humanidade para fazer parte dela, uma vez que Jesus é o Senhor e o Sujeito da história Um Menino que se deixa conhecer pelas vias expressas do coração.
Portanto, acolhamos o Natal de Jesus, festa de alegria, esperança e luz. Este acontecimento é capaz de renovar a nossa vida em nosso itinerário humano nos dias de hoje. Que o encontro com o Menino Jesus nos transforme em pessoas que não pensem somente em si mesmas, mas que se abram às expectativas e às necessidades dos irmãos. “Natal é a presença salvífica de Deus no mundo. Com o nascimento da criança ou menino de Deus renasce a unidade nas famílias que formam o povo de Deus.

SAGRADA FAMÍLIA

Depois de contemplarmos o presépio vivendo ainda a oitava do Santo Natal a Igreja, peregrina e santa, nos convida a refletir sobre a realidade da família de Deus, que é a realidade de nossas famílias hoje.
A Sagrada Família passou por alegrias, dificuldades e, também, por grandes sofrimentos. Após o episódio do Templo, em que aparece no meio dos doutores da lei, os pais de Jesus reconheceram a sua missão específica. Eles não põem nenhuma objeção à vontade do Pai. Nesta família reinou a caridade e a ajuda entre todos, a chamada ajuda mútua, os elementos fundamentais da vivência familiar.
Porque celebrar a família de Deus? Tudo isso para sublinhar que Jesus teve um ambiente histórico e social. Ele teve necessidade de afeto e de cuidados como qualquer outra criança. Isso tudo ilumina nosso itinerário cristão para que os cristãos mirem na Sagrada Família para que, seguindo seus exemplos, possamos crer no Filho de Deus, o Cristo Redentor da Humanidade.
A Sagrada Família foi uma família do cotidiano. Foi uma família de pessoas normais. Maria e José procuravam com sofreguidão por Jesus: aqui está a humanidade da sagrada família que sofre e quer proteger o seu Filho. Este gesto demonstra bem o fio condutor do novo Testamento: a criatura humana é um ser à procura de Deus, que parece estar despreocupado conosco.
Todos temos essa experiência. Se Maria e José, que conviviam fisicamente com Ele, devem sair à sua procura, quanto mais os que como nós só podem viver com Ele pela fé. Mas, depois do desencontro, Jesus volta com seus pais para a sua casa. A obediência de Jesus é maior do que a obediência ao pai e a mãe terrenos; ela se prende à vontade do Pai do Céu. Enfim, o testemunho do Cristo e de seus pais demonstra, também, o imenso resplendor que pode atingir uma vida familiar comum, vivenciada em Deus, na simplicidade e num grande amor compartilhado entre todos.
Que as nossas famílias se espelhem na vida da Sagrada Família e que todos nós possamos valorizar a vida familiar, na graça, na paz e na oração que ilumina a família, nossa Igreja Doméstica.

ANO NOVO
+ Dom Paulo Mendes Peixoto
Ainda em clima de natal, mas com gosto de ano novo, iniciamos o 2016 celebrando o Dia Mundial da Paz e da Fraternidade Universal. A presença de Jesus Cristo, nascido de Maria, é a causa principal e motivadora de paz para todo o ano.
É fundamental, no primeiro dia, evocar a bênção de Deus, já que Ele é “o Senhor que salva”. Assim faz “brilhar sua face” sobre o povo e sobre a humanidade. Em Israel, no início do ano, o sacerdote dava a bênção sobre povo.
Pedir a bênção é querer a paz para a natureza e para o ser humano. Para quem a deseja, Deus deixa brilhar “a luz de sua face”. Só Ele pode abençoar, mas isto acontece também através de todos nós quando nos colocamos como seus verdadeiros instrumentos.
O ano novo deve ser tempo de liberdade, de superação de toda lei que massacra e causa escravidão. Não podemos colocar jugos, pesos sobre os ombros dos outros em nome de certos conceitos. As bênçãos de Deus nos tornam livres e irmãos de Jesus Cristo.
Recebemos um nome, que nos identifica e nos dá a dignidade de humanos. Ele é a nossa referência o ano todo, formando um caminho de responsabilidade. As atitudes sejam de pastores, que cuidam das ovelhas e são preocupados com o bem da humanidade.
Com um nome, com aquilo que nos dá cidadania, somos inseridos na sociedade humana tendo direitos e deveres, cidadãos de uma comunidade política na realização do bem comum. Que esta tarefa não seja traída neste novo ano!
De uma forma ou de outra, pertencemos a uma comunidade de pessoas, onde somos referência de identidade. Quem não pertence a nada não representa ninguém. A perda de identidade fragiliza os compromissos com o bem comum.
Que neste novo ano todas as nossas tradições, culturas, estruturas políticas, sociais e religiosas nos levem por um caminho de vida sadia, fraterna, justa e honesta. Que consigamos superar o mundo de corrupção tão nefasto para o nosso país.

Vamos celebrar com alegria o aniversário do nascimento de Jesus

“Jesus: rosto humano de Deus, rosto divino do homem”.

Natal vem chegando e a expectativa pela festa acende a esperança no coração de muita gente. A cidade brilha com os enfeites natalinos e o comércio aproveita a ocasião para estimular as compras e aquecer as vendas… Há  luzes, músicas, presentes, enfeites natalinos… a alegria invade corações e casas, porque está próxima a celebração do aniversário do nascimento de Jesus.

Ele merece, com certeza todas as nossas homenagens. Mas será que nós o conhecemos? Sabemos quem Ele é? Como viveu,  o que ensinou? A festa só terá realmente o verdadeiro significado se nós soubermos a quem estamos festejando e o porquê de tanta alegria.

Existem centenas de milhares de livros sobre Jesus; também foram produzidos muitos filmes e gravadas muitas músicas. As pessoas gostam de escrever, de cantar e de falar sobre Jesus, mas será que O conhecem de fato? Para muitas pessoas Ele é um mestre, o homem mais importante que já existiu, um grande milagreiro, um pregador extraordinário… Jesus é tudo isso e muito mais.

Além de ser uma pessoa encantadora, Ele foi, é, e será para sempre o Filho de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo eterno que se encarnou. Deus se fez humano, irmão, pequenino e frágil, abrigado por uma família pobre e desconhecida de Nazaré. Celebrar o Natal é deixar-se envolver pela paz do presépio. Em Belém a simplicidade caracteriza a gruta, a manjedoura, as pessoas.

É a profecia que se realiza:

“O povo que andava na escuridão viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu.” Isaías 9,1

“Pois nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado. O poder de governar está em seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz. Ele estenderá seu domínio e para a paz não haverá limites. Sentado no trono, com o poder real de Davi, fortalece e firma esse poder, com a prática da justiça, a partir de agora e sempre. O amor apaixonado do Senhor dos exércitos que há de fazer tudo isso”.Isaías 9,5-6

Natal é a festa do amor que traz Paz para nossos corações, nossas casas, nossas igrejas e para a sociedade toda. Assim afirmamos com fé, alegria e esperança, que Jesus Cristo é a luz de Deus que vem trazer vida e salvação ao mundo.

‘Natal sem amor é Natal sem Jesus e Natal sem Jesus é Natal sem sentido’.

SENHA – Serviço Ecumênico de Novo Hamburgo Composto pelas Igrejas: Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Evangélica Luterana do Brasil

 

São João Paulo II

:: A Liberdade
:: A Vida
:: A Família
:: Deus e a Pessoa Humana
:: Evangelização
:: A Cruz
:: Autênticos seguidores
:: O Sofrimento
:: Confiança em Deus
:: A Paz
:: Oração
:: Rosário
:: Vida Consagrada
:: Fé e razão
:: Concílio Vaticano II
:: A Arte
:: Eucaristia
:: Os jovens
:: A Virgem Maria

A LIBERDADE
1.- “Estamos no mundo sem ser do mundo, constituídos entre os homens como sinais da verdade e da presença de Cristo para o mundo. Entregamo-lhe todo nosso ser concreto como expressão sua, para que Ele continue fazendo o bem” (Cf. At 10, 38).

2.- “O verdadeiro conhecimento e autêntica liberdade encontram-se em Jesus. Deixai que Jesus sempre faça parte de vossa fome de verdade e justiça, e de vosso compromisso pelo bem-estar de vossos semelhantes”.

3.- “A liberdade, em todos seus aspectos, deve se basear na verdade. Quero repetir aqui as palavras de Jesus: “E a verdade vos libertará” (Jo 8, 32). É, pois, meu desejo que vosso senso de liberdade possa estar sempre de mãos dadas com o um profundo senso de verdade e honestidade sobre vós mesmos e das realidades de vossa sociedade”.

4.- “Só a liberdade que se submete à Verdade conduz a pessoa humana a seu verdadeiro bem. O bem da pessoa consiste em estar na Verdade e em realizar a Verdade” (Encíclica Esplendor da Verdade).

A VIDA
1.- “Qualquer ameaça contra o homem, contra a família e a nação me atinge. Ameaças que têm sempre sua origem em nossa fraqueza humana, na forma superficial de considerar a vida”.

2.- Queremos AMAR COMO TU, que dás a vida e a comunicas com tudo o que es. Quiséramos dizer como São Paulo: «Minha vida é Cristo» (Fl. 1, 21). Nossa vida não tem sentido sem ti.

3.- “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção. A partir do primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos seus direitos de pessoa, entre os quais está o direito inviolável de todo ser inocente à vida”.

4.- O respeito à vida é fundamento de qualquer outro direito, inclusive o da liberdade.

5.- Todo ser humano, desde sua concepção, tem direito de nascer, quer dizer, a viver sua própria vida. Não só o bem-estar, mas também, de certo modo, a própria existência da sociedade, depende da salvaguarda deste direito primordial. Se a criança por nascer tem negado este direito, será cada vez mais difícil reconhecer sem discriminações o mesmo direito a todos os seres humanos.

A FAMÍLIA
1.- A família está chamada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração simples, cheia de esforço e de ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se transforme em oração.

2.- Em uma família que reza não faltará nunca a consciência da própria vocação fundamental: a de ser um grande caminho de comunhão.

3.- A família é para os fiéis uma experiência de caminho, uma aventura cheia de surpresas, mas aberta principalmente à grande surpresa de Deus, que vem sempre de modo novo em nossa vida.

4.- O homem é essencialmente um ser social; com maior razão, pode-se dizer que é um ser “familiar”.

5.- O futuro depende, em grande parte, da família, “esta porta consigo o futuro da sociedade; seu papel especialíssimo é o de contribuir eficazmente para um futuro de paz”.

6.- Que toda família do mundo possa repetir com verdade o que afirma o salmista: “Vede como é doce, como é agradável conviver os irmãos reunidos” (Sl 133, 1).

7.- “O matrimônio e a família cristã edificam a Igreja. Os filhos são fruto precioso do matrimônio” (Familiaris Consortio 14, 16).

8.- A acolhida, o amor, a estima, o serviço múltiplo e unitário -material, afetivo, educativo, espiritual- a cada criança vinda a este mundo, deveria constituir sempre uma nota distintiva e irrenunciável dos cristãos, especialmente das famílias cristãs; assim as crianças, ao mesmo tempo em que crescem “em sabedoria, em estatura e em graça perante Deus e perante os homens”, serão uma preciosa ajuda para a edificação da comunidade familiar para a santificação dos pais (Familiaris Consortio, 1981).

9.- A família é “base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que os guiarão durante toda a vida”.

10.- Os pais têm direitos e responsabilidades específicas na educação e na formação de seus filhos nos valores morais, especialmente na difícil idade da adolescência.

DEUS E A PESSOA HUMANA
1.- “A pessoa humana tem uma necessidade que é ainda mais profunda, uma fome que é maior que aquele a que o pão pode saciar –é a fome que possui o coração humano da imensidade de Deus”.

2.- “A caridade procede de Deus, e tudo o que ele ama nasce de Deus e conhece a Deus… porque Deus é amor (1Jo 4, 7-9). Somente o que é construído sobre Deus, sobre o amor, é durável”.

EVANGELIZAÇÃO
1.- “Como os Reis Magos, sede também vós peregrinos animados pelo desejo de encontrar o Messias e de adorá-lo! Anunciai com valentia que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!”

2.- “Mas, se quiserdes ser eficazes pregadores da Palavra, deveis ser homens de fé profunda, e ao mesmo tempo ouvintes e atuantes da Palavra”.

3.- “A Palavra de Deus é digna em todos vossos esforços. Abraçá-la em toda sua pureza e integridade, e difundi-la com o exemplo e a pregação, é uma grande missão. Esta é vossa missão hoje, amanhã e pelo resto de vossas vidas”.

A CRUZ
1.- “A cruz veio ser para nós a Cátedra suprema da verdade de Deus e do homem. Todos devemos ser alunos desta Cátedra em curso ou fora de curso. Então compreenderemos que a cruz é também berço do homem novo”.

2.- “Onde surge a Cruz, vê-se o sinal de que chegou a Boa Notícia da salvação do homem mediante o amor. Onde se ergue a cruz, está o sinal de que foi iniciada a evangelização”.

3.- “A cruz se transforma também em símbolo de esperança. De instrumento de castigo, passa a ser imagem de vida nova, de um mundo novo”.

4.- “A cruz, na qual se morre para viver; para viver em Deus e com Deus, para viver na verdade, na liberdade e no amor, para viver eternamente”.

AUTÊNTICOS SEGUIDORES
1.- “São José é a prova de que para ser bons e autênticos seguidores de Cristo não são necessárias “grandes coisas”, mas apenas as virtudes comuns, humanas, simples, mas verdadeiras e autênticas”.

O SOFRIMENTO
1.- “As palavras da oração de Cristo no Getsemani provam a verdade do sofrimento”.

2.- “O Getsemani é o lugar no qual precisamente este sofrimento, expressado em toda a verdade pelo profeta sobre o mal padecido nele mesmo, revelou-se quase espiritualmente perante os olhos de Cristo”.

3.- “O sofrimento humano alcançou seu ápice na paixão de Cristo”.

4.- “A cruz de Cristo tornou-se uma fonte da qual brotam rios de água viva.”

5.- “Na cruz de Cristo não apenas se cumpriu a redenção mediante o sofrimento, como o próprio sofrimento humano foi redimido.”

6.- “Peço para vós a graça da luz e da força Espiritual no sofrimento, para que não percais o valor, mas que descubrais individualmente o sentido do sofrimento e possais, com a oração e o sacrifício, aliviar os demais”.

CONFIANÇA EM DEUS
1.- “Sabei também vós, queridos amigos, que esta missão não é fácil. E que pode tornar-se até mesmo impossível, se contardes apenas com vós mesmos. Mas «o que é impossível para os homens, é possível para Deus» (Lc 18, 27; 1, 37)”.

2.- “Os verdadeiros discípulos de Cristo têm consciência de sua própria fragilidade. Por isto colocam toda sua confiança na graça de Deus que acolhem com coração indiviso, convencidos de que sem Ele não podem fazer nada (cfr Jo 15, 5). O que os caracteriza e distingue do resto dos homens não são os talentos ou as disposições naturais. É sua firme determinação em caminhar sobre as pegadas de Jesus”.

A PAZ
1.- “Neste tempo ameaçado pela violência, pelo ódio e pela guerra, testemunhai que Ele, e somente Ele, pode dar a verdadeira paz ao coração do homem, às famílias e aos povos da terra. Esforçai-vos em buscar e promover a paz, a justiça e a fraternidade. E não esqueçais da palavra do Evangelho: «Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque eles serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).”

2.- “A paz e a violência germinam no coração do homem, sobre o qual somente Deus tem poder”.

3.- “A violência jamais resolve os conflitos, nem mesmo diminui suas conseqüências dramáticas”.

4.- “Homens e mulheres do terceiro milênio! Deixai-me repetir: abri o coração a Cristo crucificado e ressuscitado, que vos oferece a paz! Onde entra Cristo ressuscitado, com Ele entra a verdadeira paz”.

5.- “Que ninguém se iluda de que a simples ausência de guerra, mesmo sendo tão desejada, seja sinônimo de uma paz verdadeira. Não há verdadeira paz sem vir acompanhada de igualdade, verdade, justiça, e solidariedade”.

6.- “A verdadeira reconciliação entre homens em conflito e em inimizade só é possível, se se deixam reconciliar ao mesmo tempo com Deus”.

7.- “Não há paz sem justiça, não há paz sem perdão”.

ORAÇÃO
1.- É hora de redescobrir, queridos irmãos e irmãs, o valor da oração, sua força misteriosa, sua capacidade de voltar a nos conduzir a Deus e de nos introduzirmos na verdade radical do ser humano.

2.- Quando um homem ora, coloca-se perante Deus, perante um Tu, um Tu divino, e compreende ao mesmo tempo a íntima verdade de seu próprio eu: Tu divino, eu humano, ser pessoal criado a imagem de Deus.

3.- Em nossas noites físicas e morais, se tu estás presente, e nos amas, e nos falas, já nos basta, embora muitas vezes não sentiremos o consolo.

ROSÁRIO
1.- “Em sua simplicidade e profundidade, continua sendo também neste terceiro Milênio apenas iniciado uma oração de grande significado, destinada a produzir frutos de santidade”.

2.- “O Rosário, com efeito, embora se distinga por seu caráter mariano, é uma oração centrada na cristologia. Na sobriedade de suas partes, concentra em si a profundidade de todo a mensagem evangélica, da qual é como um compêndio”.

3.- “Com ele, o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor”.

4.- “Mediante o Rosário, o fiel obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da Mãe do Redentor”.

5.- “Esta oração teve um posto importante em minha vida espiritual desde minha juventude”.

6.- “O Rosário me acompanhou nos momentos de alegria e nos de tribulação. A ele confiei tantas preocupações e nele sempre encontrei consolo”.

7.- “Há vinte e quatro anos, no dia 29 de outubro de 1978, duas semanas depois da eleição à Sede de Pedro, como abrindo minha alma, expressei-me assim: «O Rosário é minha oração predileta. Prece maravilhosa! Maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade” […].

8.- “Hoje, no início do vigésimo quinto ano de serviço como Sucessor de Pedro, quero fazer o mesmo. Quantas graças recebi da Santíssima Virgem através do Rosário nestes anos: Magnificat anima mea Dominum! Desejo elevar meu agradecimento ao Senhor com as palavras de sua Mãe Santíssima, sob cuja proteção coloquei meu ministério petrino: Totus tuus!”

9.- “O Rosário, compreendido em seu pleno significado, conduz ao coração da vida cristã e oferece uma oportunidade cotidiana e fecunda espiritual e pedagógica, para a contemplação pessoal, a formação do Povo de Deus e da nova evangelização”.

10.- “…o motivo mais importante para voltar a propor com determinação a prática do Rosário é por ser um meio sumamente válido para favorecer nos fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão, que propus na Carta Apostólica Novo millennio ineunte como verdadeira e própria “pedagogia da santidade”: «é necessário um cristianismo que se distinga principalmente na arte da oração»”.

11.- “Não se pode recitar o Rosário sem sentir-se implicados em um compromisso concreto de servir à paz, com uma particular atenção à terra Jesus, ainda hoje tão atormentada e tão querida pelo coração cristão”.

12.- “No marco de uma pastoral familiar mais ampla, fomentar o Rosário nas famílias cristãs é uma ajuda eficaz para contrastar os efeitos desoladores desta crise atual”.

13.- “Numerosos sinais mostram como a Santíssima Virgem exerce também hoje, precisamente através desta oração, aquela solicitude materna para com todos os filhos da Igreja que o Redentor, pouco antes de morrer, confiou-lhe na pessoa do predileto: «Mulher, eis aí o teu filho!» (Jo 19, 26)”.

14.- “Maria vive olhando a Cristo e tem em mente cada uma de suas palavras: « Guardava todas estas coisas, e as meditava em seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As memórias de Jesus, impressas em sua alma, a acompanharam em todo momento, levando-a a percorrer com o pensamento os diversos episódios de sua vida junto ao Filhos. Foram aquelas lembranças que constituíram, em certo sentido, o “rosário” que Ela recitou constantemente nos dias de sua vida terrena”.

15.- “Quando recita o Rosário, a comunidade cristã está em sintonia com a memória e com o olhar de Maria”.

16.- “…como destacou Paulo VI: «Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e sua oração corre o risco de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de contradizer a advertência de Jesus: “Quando rezardes, não sejais charlatães como os pagãos, que pensam que são escutados em virtude de sua loquacidade” (Mt 6, 7)”.

17.- “Percorrer com Maria as cenas do Rosário é como ir à “escola” de Maria para ler a Cristo, para penetrar em seus segredos, para entender sua mensagem”.

18.- “…isto diz o Beato Bartolomeu Longo: «Como dois amigos, freqüentando-se, costumam se parecer também nos costumes, assim nós, conversando familiarmente com Jesus e com a Virgem, ao meditar os Mistérios do Rosário, e formando juntos uma mesma vida de comunhão, podemos chegar a ser, na medida de nossa pequenez, parecidos com eles, e aprender com estes eminentes exemplos o ver humilde, pobre, escondido, paciente e perfeito»”.

19.- “O Rosário nos transporta misticamente junto a Maria, dedicada a seguir o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Isso lhe permite educar-nos e modelar-nos na mesma diligência, até que Cristo «seja formado» plenamente em nós (cf. Gl 4, 19)”.

20.- ‘O Rosário promove este ideal, oferecendo o “segredo” para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e comprometido de Cristo. Poderíamos chamá-lo de caminho de Maria”.

VIDA CONSAGRADA
1.- “A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de vosso testemunho no mundo. Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço”.

2.- “A necessidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interna, à retidão e santidade de vida de cada religiosa”.

3.- “A Profissão religiosa coloca no coração de cada um e cada uma de vós, queridos Irmãos e Irmãs, o amor do Pai; aquele amor que há no coração de Jesus Cristo, Redentor do mundo. Este é um amor que abarca o mundo e tudo o que nele vem do Pai e que ao mesmo tempo deve vencer no mundo tudo o que «não vem do Pai” (Redemptionis Donum, 9).

4.- “O consagrado é aquele que afirma e vive em si mesmo o senhorio absoluto de Deus, que quer ser tudo em todos”.

5.- “A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de vosso testemunho perante o mundo”.

6.- “Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço”.

7.- “A necessidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interior, à retidão e santidade de vida de cada religiosa”.

8.- “Esta entrega nossa “transpasso de propriedade”, nos marcou com um sinal particular, que passou a ser nossa identidade”.

FÉ E RAZÃO
1.- “A fé e a razão (Fides et ratio) são como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade. Deus colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, definitivamente, de conhecê-lo para que, conhecendo-o e amando-o, possa alcançar também a plena verdade sobre si mesmo (cf. Ex 33, 18; Sl 27 [26], 8-9; 63 [62], 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2). Carta encíclica Fides et Ratio Sobre as relações entre Fé e Razão. 14 de setembro de 1998.

CONCÍLIO VATICANO II
1.- Depois de sua conclusão, o Concílio não parou de inspirar a vida da Igreja. Em 1985 quis afirmar: “Para mim que tive a graça especial de participar e colaborar ativamente em seu desenvolvimento, o Vaticano II foi sempre, e é de modo particular nestes anos de meu pontificado, o ponto de referência constante de toda minha ação pastoral, com o compromisso responsável de traduzir suas diretrizes em aplicação concreta e fiel, em cada igreja e em toda a Igreja. Devemos recorrer incessantemente a essa fonte” (João Paulo II, Homilia de 25 de janeiro de 1985, cf. L’Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 3 de fevereiro de 1985, p. 12).

2.- Depois do encerramento do Sínodo, fiz meu esse desejo, ao considerar que respondia “realmente às necessidades da Igreja universal e das Igrejas particulares” (5). João Paulo II, Discurso na sessão de encerramento da II Assembléia geral extraordinária do Sínodo dos bispos, 7 de dezembro de 1985; AAS 78 (1986), p. 435; cf. L’Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 15 de dezembro de 1985, p. 11.

A ARTE
1.- “Aquele que cria dá o próprio ser, tira alguma coisa do nada —ex nihilo sui et subiecti, se diz em latim— e isto, em senso estrito, é o modo de proceder exclusivo do Onipotente. O artífice, ao contrário, utiliza algo já existente, dando-lhe forma e significado”.

2.- “Na « criação artística » o homem revela-se mais do que nunca « imagem de Deus » e realiza esta tarefa principalmente convertendo a estupenda « matéria » da própria humanidade e, depois, exercendo um domínio criativo sobre o universo que o rodeia”.

3.- “O Artista divino, com admirável condescendência, transmite ao artista humano uma faísca de sua sabedoria transcendente, chamando-o a compartilhar de sua potência criadora”.

4.- “o artista, quanto mais consciente é de seu « dom », tanto mais se sente movido a olhar a si mesmo e à toda a criação com olhos capazes de contemplar e de agradecer, elevando a Deus seu hino de louvor. Somente assim pode compreender a fundo a si mesmo, sua própria vocação e missão”.

5.- “Nem todos estão chamados a ser artistas no sentido específico da palavra. Entretanto, segundo a expressão do Gênesis, a cada homem é confiada a tarefa de ser artífice da própria vida; de certo modo, deve fazer dela uma obra de arte, uma obra-prima”.

EUCARISTIA
1.- “Tua presença na Eucaristia começou com o sacrifício da última ceia e continua como comunhão e doação de tudo o que és”.

2.- “O culto eucarístico brota do amor e serve ao amor, para o qual todos nós somos chamados em Cristo Jesus. E fruto vivo desse mesmo culto é o aperfeiçoamento da imagem de Deus que trazemos em nós, imagem que corresponde àquela que Cristo nos revelou. Tornando-nos assim “adoradores do Pai em espírito e verdade”, nós amadurecemos numa cada vez mais plena união com Cristo, estamos mais unidos a Ele” (24.02.1980).

3.- “E Eucaristia é grande apelo para a conversão. Sabemos que ela é convite para o Banquete; que, alimentando-nos com a Eucaristia, recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, sob as aparências do pão e do vinho. E precisamente porque é convite, a Eucaristia é e continua a ser apelo para a conversão” (29.09.1979).

4.- “Numa plena e ativa participação no Sacrifício Eucarístico e na vida litúrgica completa da Igreja, todo o povo encontra a primeira e indispensável fonte do verdadeiro espírito cristão. Na Eucaristia encontra a força que o torna capaz de dar ao mundo o testemunho de vida” (26.04.1979).

5.- “O Santo Sacrifício da Missa quer ser também a celebração festiva da nossa salvação” (29.09.1979).

OS JOVENS
1.- “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13-14)… (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude).

2.- “A Igreja os vê com confiança e espera que sejam o povo das bem-aventuranças!” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

3.- “Não temam responder generosamente ao chamado do Senhor. Deixem que sua fé brilhe no mundo, que suas ações mostrem seu compromisso com a mensagem salvadora do Evangelho!” (Saudação final do Papa João Paulo II aos participantes da JMJ 2002 Downsview Lands, Toronto, 28 de julho de 2002).

4.- “Vivais comprometidos, na oração, na atenta escuta e no compartilhar gozoso estas ocasiões de “formação permanente”, manifestando vossa fé ardente e devota! Como os Reis Magos, sejam também peregrinos animados pelo desejo de encontrar ao Messias e de adorá-lo! Anunciai com coragem que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!”

5.- “Também vós, queridos jovens, vos enfrenteis ao sofrimento: a solidão, os fracassos e as desilusões em vossa vida pessoal; as dificuldades para adaptar-se ao mundo dos adultos e à vida profissional; as separações e os lutos em vossas famílias; a violência das guerras e a morte dos inocentes. Porém sabeis que nos momentos difíceis, que não faltam na vida de cada um, não estais sós: como a João ao pé da Cruz, Jesus vos entrega também a Mãe dele, para que vos conforte com ternura” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

6.- “Queridos jovens, já sabeis que o cristianismo não é uma opinião e não consiste em palavras vãs. O cristianismo é Cristo! ¡É uma Pessoa, é o que Vive! Encontrar a Jesus, amá-lo e fazê-lo amar: eis aqui a vocação cristã” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

7.- “Queridos jovens, só Jesus conhece vosso coração, vossos desejos mais profundos. Só Ele, quem os amou até a morte, (cf Jo 13,1), é capaz de saciar vossas aspirações. Suas palavras de vida eterna, palavras que dão sentido à vida. Ninguém fora de Cristo poderá dar-vos a verdadeira felicidade” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

8.- “Agora mais que nunca é urgente que sejais os “centinelas da manhã”, os vigias que anunciam a luz da alvorada e a nova primavera do Evangelho, da que já são vistas os brotos. A humanidade necessita imperiosamente o testemunho de jovens livres e valentes, que se atrevam a caminhar contra a corrente e a proclamar com força e entusiasmo a própria fé em Deus, Senhor e Salvador” (Mensagem do Papa João Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002).

A VIRGEM MARIA
1.- “O anúncio de Simeão aparece como um segundo anúncio a Maria, pois lhe indica a concreta dimensão histórica na qual o Filho cumprirá sua missão, isso é, na incompreensão e na dor” (Mãe do Redentor 16).

2.- “O dogma da maternidade divina de Maria foi para o Concílio de Éfeso e é para a Igreja como um selo do dogma da Encarnação na que o Verbo assume realmente na unidade de sua pessoa a natureza humana sem anula-la” (Mãe do Redentor 4)

3.- “Maria é “cheia de graça”, porque a Encarnação do Verbo, a união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e cumpre precisamente nela” (Mãe do Redentor 9).

4.- “O ir ao encontro das necessidades do homem significa, ao mesmo tempo, sua introdução no raio de ação da missão messiânica e do poder salvador de Cristo. Por conseguinte, sucede uma mediação: Maria se põe entre seu Filho e os homens na realidade de suas privações, indigências e sofrimentos. Se põe “no meio”, ou seja se faz mediadora não como uma pessoa desconhecida, senão no seu papel de mãe, consciente de que como tal pode – melhor “tem o direito de” – fazer presente ao Filho às necessidades dos homens” (Mãe do Redentor 21).

5.- “A Mãe de Cristo se apresenta diante dos homens como porta-voz da vontade do Filho, indicadora daquelas exigências que devem cumprir-se para que possa ser manifestado o poder salvador do Messias” (Mãe do Redentor 21).

6.- “Em Caná, mercê à intercessão de Maria e à obediência dos criados, Jesus começa sua hora” (Mãe do Redentor 21).

7.- “Em Caná Maria aparece como a que crê em Jesus, sua fé provoca o primeiro “sinal” e contribui a despertar a fé dos discípulos” (Mãe do Redentor 21).

8.- “A missão maternal de Maria aos homens de nenhuma maneira escurece nem diminui esta única mediação de Cristo, pelo contrário, mostra sua eficácia. Esta função maternal brota, segundo o privilégio de Deus, da sobreabundância dos méritos de Cristo… dela depende totalmente e da mesma extrai toda a sua virtude” (Mãe do Redentor 22).

9.- “Esta nova maternidade de Maria, gerada pela fé, é fruto do “novo” amor, que amadurecido nela definitivamente junto à Cruz, a través da sua participação no amor redentor do Filho” (Mãe do Redentor 23).

10.- Nos deste tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração. Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe.

 

O Papa São João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’” (WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)

XXV Domingo do Tempo Comum – Ano A

Por Mons. Inácio José Schuster

A parábola que, neste domingo, nos narra o evangelista Mateus, é eivada de dificuldades. Trata-se da história de um senhor que, nas horas mais diversas do dia, sai à procura de trabalhadores para sua vinha, e os contrata. Ao final do dia, inicia o pagamento pelos últimos que recebem a mesma quantia dos primeiros. São muitos os comentaristas e os pregadores que não sabem exatamente como explicá-la ao povo fiel. Seria uma injustiça esta, equiparar os últimos aos primeiros? Bem, se se trata de um prêmio na vida eterna, então nós deveríamos dizer que um texto desses cancela outros textos do Novo Testamento, onde vem dito que Deus dará a cada um de acordo com sua conduta. É evidente que não é possível equiparar, na vida eterna, quem viveu sempre segundo Cristo, com as exigências do Evangelho, entrando sempre pela porta estreita, transitando sempre pela via estreita, perdendo-se neste mundo, a outro que arranca a salvação na última hora através de uma confissão que tente remediar uma vida inteira de pecados e desordens de todo tipo. É evidente que Deus não pode, na eternidade, equiparar estes dois tipos de pessoas. Mas aqui não se trata do prêmio eterno; aqui se trata do Reino dos Céus que é trazido a este mundo, e é assim que, efetivamente, inicia-se a parábola: “o Reino dos Céus é semelhante a…” Aqui se trata da disponibilidade diante do Reino dos Céus. Esta parábola, na boca de Jesus, quis dizer o seguinte: Existem pessoas marginais, ou consideradas tais pelas autoridades religiosas, sacerdotes e fariseus; existem pecadores públicos, prostitutas e publicanos, ladrões e arrecadadores de impostos que, diante da pregação de João, e da pregação de Jesus, converteram-se. E essas pessoas, apesar de serem o que foram no passado, agora estão em situação melhor, diante de Deus, do que a dos fariseus letrados e autoridades religiosas que não deram sequer o primeiro passo na conversão. Estes últimos aqui dão verdadeira lição aos primeiros; estes foram dóceis, os outros endureceram o próprio coração. Mais tarde, esta parábola serviu para falar dos Judeus que, em massa, apostataram, ou melhor, não quiseram entrar no Reino inicialmente oferecido por Jesus, e este Reino foi entregue aos pagãos; aos convidados da última hora que foram mais dóceis em aceitar a proposta que os primeiros. É assim que o texto deve ser lido: Deus quer sempre o acolhimento e a disponibilidade, não importa o momento. O momento é graça que não depende de nós.

 

NA JUSTIÇA DO REINO NÃO HÁ DESIGUALDADE
Padre Bantu Mendonça

A parábola de hoje nasce no contexto da realidade agrícola do povo da Galileia. Era uma região rica, de terra boa, mas com seu povo empobrecido, pois as terras estavam nas mãos de poucos e a maioria trabalhava como arrendatários. O texto nos ensina que a lógica do Reino não é a lógica da sociedade vigente. Em nossa sociedade, uma pessoa vale pelo que produz – logo, quem não produz não tem valor. Assim se faz pouco caso do idoso, do aposentado, do doente e do deficiente físico. A parábola compara o Reino dos Céus ao patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. À primeira vista, tudo bem. Se, porém, examinarmos com atenção o ambiente social da parábola, encontramos uma situação lastimável: a praça da cidade, lugar onde todos se encontram, está cheia de pessoas desempregadas. Nós, que estamos tão acostumados com essa realidade, não medimos muitas vezes o alcance dessa situação. A parábola não nos diz por que se chegou a tal situação de desemprego. Contudo, a Bíblia nos afirma que o ideal de todo israelita era ter seu pedaço de terra, plantar suas parreiras, usufruir dos frutos de seu trabalho. Por que, então, há tantas pessoas desenraizadas da terra? Por que estão perambulando pela praça da cidade? Como chegaram a esse estado? Como sobrevivem essas pessoas? Mas vamos ao nosso texto: A parábola nos diz que o patrão combinou – com os trabalhadores contratados de manhã cedo – uma moeda de prata por dia. Para o povo da Bíblia, o salário devia ser pago no fim do dia. Esse versículo nos mostra que o salário não é imposto pelo patrão. É fruto de um acordo entre ele e o empregado, de modo que seja evitada a exploração do primeiro em relação ao segundo. O empregado concordou com o salário estipulado e isso supõe que, com uma moeda de prata diária, poderia levar uma vida digna. O patrão passa novamente pela praça por volta das nove horas. Encontra mais gente desempregada. Contrata-os para trabalhar na vinha, não mais prometendo pagar uma moeda de prata, e sim o que for justo. A essa altura, a parábola começa a provocar suspense: o que o patrão entende por justiça? O versículo cinco nos mostra que o patrão faz a mesma coisa ao meio-dia, às três horas da tarde e também em torno das cinco horas, quando o dia está por terminar. A praça da cidade ainda está cheia de gente desempregada: “Ninguém nos contratou”, ou seja, não houve quem se interessasse pela situação dessa gente. Quantas pessoas – e por quantas vezes – chegaram ao fim do dia sem ter “sua moeda de prata”, sem ter como defender a própria vida e a de seus dependentes? O patrão os manda para sua vinha sem lhes dizer o que vão receber por uma hora apenas de trabalho. Isso aumenta, no ouvinte, o suspense em relação ao final da parábola. O fim do dia chegou. E chega também a novidade que nos mostra o que é a justiça do Reino: “O patrão disse ao administrador: ‘Chame os trabalhadores e pague uma diária a todos! Comece pelos últimos e termine pelos primeiros’”. A inversão na ordem de pagar os empregados cria o suspense maior, provocando assim o diálogo entre o patrão e o empregado da primeira hora que reclama pelo fato de os últimos terem sido igualados aos primeiros. A decisão do patrão é o coração da parábola e traça uma nítida distinção entre a justiça da nossa sociedade e a justiça do Reino. A justiça dos homens funciona desta forma: cada qual recebe pelo que fez, sem levar em conta as necessidades de cada um nem os motivos pelos quais as pessoas estavam desempregadas após terem perdido seu pedaço de terra. A justiça do Reino, por sua vez, tem este princípio: todos têm direito à vida em abundância. Os marginalizados não carecem em primeiro lugar de beneficência, mas da justiça que arrebenta os trilhos estreitos daquilo que normalmente entendemos por justiça. É isso que faz o patrão: dá a cada um segundo a justiça do Reino. Os que foram contratados de manhã cedo murmuram. Sua queixa revela com exatidão quais são os critérios de Deus: “Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor do dia inteiro”. Nesse sentido, “operários da primeira hora” somos todos nós quando admitimos e defendemos a desigualdade brutal existente entre o salário de um trabalhador braçal e o de um executivo, de uma professora de primeiro grau, de um político, entre outros. O projeto de Deus, diferente do nosso, – até que nos convertamos aos pensamentos e caminhos de Deus – preveem igualdade para que todos possam usufruir da vida: “Tome o que é seu e volte para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou você está com ciúme porque eu estou sendo generoso?” O trabalho não existe para criar desigualdade. O ciúme desse operário da primeira hora é, no Evangelho de Mateus, pequena amostra de todos os conflitos que Jesus enfrentou por causa de Sua opção por fazer justiça aos últimos. Resultado final desse “ciúme” é Sua condenação à morte. Soa, portanto, aos nossos ouvidos – mais uma vez – o programa de Jesus: “Devemos cumprir toda a justiça”, e o programa dos Seus seguidores: “Se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e a dos fariseus, vocês não entrarão no Reino dos Céus”. Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais: teus filhos.

 

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM, A
“Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre”.
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Campanha(MG)

Meus irmãos, Hoje vivenciamos a liturgia da gratuidade de Deus, num estudo apurado das realidades do Reino de Deus. Tudo isso dentro daquilo que a todos os homens que não são serenos aflige: “Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”(cf. Mt 20,16). A liturgia quer nos ensinar o que é a justiça: a bondade que vem de Deus Nosso Senhor. A Justiça de Deus não é contrária à sua bondade, pelo contrário, ela é idêntica. Isso porque Deus perdoa a todos os pecadores que se convertem. Deus não está interessado em pagamento, mas em vida, e vida em abundância: “Não quero a morte do pecador, mas sim, que ele se converta e viva”. (cf. Ez 18, 23). Essa mensagem é a primeira mensagem que vamos levar para casa hoje, refletindo a primeira leitura de Isaías, que nos oferece o convite para o tempo messiânico, que é também o tempo da plena revelação da estranha justiça de Deus, que tanto ultrapassa à nossa, quando o céu transcende a terra. Irmãos,  A Primeira Leitura – Is 55,6-9 – nos apresenta o tempo favorável da conversão. Isaías 55 é colocado como conclusão do chamado livro da Consolação(Is 40-55, o Segundo Isaías); é uma exortação dos judeus exilados para não procurar sua consolação junto aos deuses da Babilônia, mas junto ao único Deus verdadeiro, Javé, fonte de toda a sabedoria e vida. Com palavras que lembram Ez 18,21-23, o profeta insiste que nem mesmo o pecado é um empecilho para converter-se, voltar a Javé e sua justiça, vivida na Lei judaica. Não adere à intolerância dos que só dão chances aos “impecáveis”. O povo está para voltar à sua terra, graças ao decreto do rei Ciro. Mas esta volta não resolve nada, sem a volta a Javé, o Deus que perdoa e não pensa como os homens. Amigos e amigas, O Evangelho de hoje(Mt 20,1-16) nos convida a sermos gratuitos como o Pai do Céu é gratuito para com todos os viventes, dentro da universalidade da Salvação. A lição de hoje é muito difícil e provocadora: é a lição da gratuidade. Deus oferece e dá porque é generoso, não porque alguém o mereça ou tenha “comprado” direitos que possam garantir algum ganho em troca. Todos os homens recebem o dom da vida com gratuidade, e esse deveria ser o seu comportamento por toda a sua peregrinação neste vale de lágrimas, rumo à Jerusalém Celeste. A gratuidade é a maior demonstração do tanto que Jesus nos ama e nos quer bem: “Ele morreu generosa e gratuitamente no Madeiro da Cruz para a salvação de toda a humanidade”. Hoje a parábola não nos fala de trabalho/salário, mas da generosidade do patrão, do empregador, que deve ser a nossa meta para a nossa vida diária. A lição central da Missa de hoje é a bondade do patrão, que pagou aos últimos tanto quanto aos primeiros, dentro do sentido do Reino de Deus, usando não os critérios dos homens, mas os critérios de Deus, que nos ensina que ama os últimos como ama aos primeiros. Deus não faz acepção de pessoas e nem comete injustiça, pelo contrário, é o patrão das bem-aventuranças, da acolhida sem limites, do perdão, da partilha, do acolhimento, com generosidade superabundante do amor gratuito. Irmãos e Irmãs, Não pensemos que a lição central de hoje foi fácil no tempo de Jesus. Ainda mais nos nossos tempos, a lição é provocadora, porque a gratuidade é difícil de ser entendida e dificílima de ser vivida. No tempo de Jesus os hebreus comprovam com “moeda” as bênçãos de Deus, pela observância das leis. Jesus veio dar um novo sentido de sofrimento, iluminado pela sua Cruz e Ressurreição Redentora, porque os homens recebem não porque a criatura o mereça, não porque a criatura é boa, mas porque Deus é bom, misericordioso, gratuito, generoso e quer dar.  Tudo isso junto com as boas obras que somos convidados a empreender, mas o critério básico é o desapegar-se e a gratuidade. Não adianta ao homem querer comprar a Deus, porque o Reino de Deus é o reino da gratuidade, do despojamento, da gratuidade. A gratuidade é a realização da perfeição da lei. Jesus ensinou que o operário é digno de seu salário (cf. Lc 10,7). Mas Deus ensinou mais com o projeto da gratuidade. Deus é sempre gratuito e todas as ações de seus filhos devem ser a mesma linha do desapegamento dos pagamentos e recompensas, para a generosidade de tudo, até de si mesmo, para alcançar o Reino das bem-Aventuranças. A lição da gratuidade é a grande meta desta semana, de nossas ações, de nossos trabalhos,de nossos relacionamentos, de nossa vida de comunidade. Devemos agir sem esperar receber nada, mas com bondade, compaixão, misericórdia. Jesus ensinou e viveu o que pregou. Jesus não faz acepção entre os primeiros e os últimos. Um pecador que passou toda a sua existência fazendo o mal, convertendo-se arrependido de seus pecados será acolhido no céu igualmente ao homem justo e santo, porque DEUS CARITAS EST, ou seja, DEUS É AMOR E CARIDADE. Tudo isso é muito difícil de assimilar aos olhos humanos, mas a gratuidade que provém de Deus nos chama para procurarmos o rosto sereno e radioso do Senhor “cuja plenitude recebemos graça sobre graça” (cf. Jo 1,16). O amor de Jesus é perfeito. Irmãos e Irmãs, Hoje refletimos sobre o modo de agir de Jesus. Isso é muito bom, porque se fossemos medidos por Jesus poucos entrariam no Reino dos Céus. Mas Deus não faz estatísticas. Ele faz acolhimento com generosidade. Pensemos em Paulo, que escreve aos Filipenses que ele não sabe o que escolher: viver para um frutuoso trabalho ou morrer para estar com o Ressuscitado. Continuar a trabalhar não teria para ele o sentido de ganhar o céu; desejá-lo somente porque seria bom para os filipenses. Mas o que ele deseja mesmo é participar ativamente da proximidade do Senhor Jesus. Viver, para ele, é Cristo. Uma vida animada pela amizade por Cristo, não pelo cálculo…. Na mesma Carta, ele dirá que seu espírito de merecimento, suas vantagens conforme os critérios farisaicos, ele as considera como perda, como esterco (cf. Fl 3, 7-8). Só a graça, a gratuita bondade que Deus lhe manifestou em Cristo Jesus, o impulsiona ainda. Jesus revelou com clareza e insistência a sua preferência pelos pobres, humildes e abandonados, os últimos. São eles, que em contacto com a benevolência gratuita e proveniente de Deus, são destinados a ser os primeiros, os ricos, os eleitos. Não se deve esquecer a aventura do povo judaico que, de primeiro, se torna último; de eleito, rejeitado. A parábola de Jesus mantêm atual conserva seu valor de admoestação também para os novos chamados, que já começaram a pertencer ao reino, porque para eles também há o perigo de assumir a atitude dos primeiros chamados, e de se esquecerem de que tudo quanto tem é puro dom, é pura graça, e, portanto, não pode motivar nenhuma retribuição ou pretensão. O epitáfio do túmulo do mais ilustre purpurado mineiro do século XX, Cardeal Lucas Moreira Neves, resume bem a liturgia da gratuidade deste domingo: “Passou a vida na busca do rosto sereno e radioso do Seu Senhor. Agora o encontrou”. Vamos buscar a gratuidade deste rosto e transfigurá-lo na nossa vida, no nosso compromisso evangelizador!

 

25º Domingo do Tempo Comum
Mt 20,1-16a: “Ao romper da manhã, saiu para contratar trabalhadores para sua vinha”

1Com efeito, o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha. 2Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha. 3Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada. 4Disse-lhes ele: – Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário. 5Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo. 6Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: – Por que estais todo o dia sem fazer nada? 7Eles responderam: – É porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele, então: – Ide vós também para minha vinha. 8Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: – Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros. 9Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário. 10Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário. 11Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: 12- Os últimos só trabalharam uma hora… e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor. 13O senhor, porém, observou a um deles: – Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário? 14Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. 15Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom? 16Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.

Contemplamos a narrativa de São Mateus sobre a Parábola dos trabalhadores da vinha, muito oportuno naquela época, em que o Evangelista pregava aos judeus convertidos, e esta parábola vai direto ao coração do povo judaico, os primeiros a ser chamados por Deus, desde séculos, com a Aliança realizada com Abraão. A partir da Encarnação do Filho de Deus, os gentios passam a ser chamados, estes são aqueles das horas posteriores, conforme a parábola. Neste sentido, todos são chamados a fazer parte deste novo Povo de Deus, que é a Igreja. Como o convite é gratuito, os judeus, que foram chamados primeiro, não tinham o que reclamar, todos têm direito ao mesmo prêmio. Em princípio o protesto parece justo, devido a maneira com que enxergamos e entendemos. Jesus na parábola deixa claro, que diversos são os caminhos pelos quais nos chama, mas o prêmio será o mesmo para todos: o Céu. O denário, citado na parábola, era uma moeda de prata com a imagem de César Augusto (Mt 22,19-21), e equivalia a um jornada de trabalho de um operário agrícola da época. Os judeus, naquela época, calculavam o tempo de modo diferente. Dividiam o tempo em oito partes, quatro para a noite (que chamavam de vigílias, cf. Lc 12,38) e quatro partes entre o nascer e o por do sol, que chamavam de horas: prima, tércia, sexta e noa. A hora prima, começava no nascer do sol e terminava pelas nove; a da tercia ia até às doze horas; a da sexta até às três da tarde e da noa até o por do sol. Com isto, podemos verificar que as horas prima e noa não possuíam o mesmo tempo, eram menores durante o outono e inverno e cresciam durante a primavera e verão. No versículo 6, vemos a expressão: “Finalmente, pela undécima hora…”, hora esta, que era para realçar o pouco tempo que faltava para o pôr do sol, fim do trabalho. A parábola quer nos mostrar que Cristo passa pela nossa vida, não importando a idade que temos. Ele passa, e chama! Qual a minha resposta? Mostra também que nossa resposta deverá ser generosa, conforme o Seu modo de agir, pois “os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos” (Is 55,8-9). Ao sermos chamados, que nossa resposta não seja exigente, mas amorosa e gratuita.

 

SER GENEROSO
A prática da vida cristã deve ser a do amor

Os nossos critérios de ação devem ultrapassar a realidade unicamente humana. Na origem das atitudes há os dados da ética e da moral, mas também as questões divinas que estão relacionadas com as questões da fé.

Ser generoso não é simplesmente ser justo, mas atender às necessidades de quem está em jogo. Não é fato apenas de merecimento e de justiça, mas de solidariedade e de partilha de forma fraterna, para que todos tenham vida digna.

O mundo é como um terreno onde se planta de tudo. É daí que tiramos os alimentos. Mas todos devem trabalhar, uns mais e outros menos, dependendo das condições de cada pessoa. Os frutos são para sustento da coletividade e de forma solidária. Para o trabalho, há pessoas que chegam cedo, outras trabalham menos, mas ambos têm necessidade de vida e de alimento. Na partilha, ninguém pode ser injustiçado, mesmo que alguém receba além do que é justo por não ter trabalhado o tempo todo.

Jesus conta a parábola do patrão que combinou o salário do dia com um trabalhador. Outros foram chegando ao transcorrer do dia, havendo até quem chegasse ao final da tarde. A ambos o patrão pagou o mesmo valor. Ele agiu com justiça e com generosidade.

No mundo capitalista as atitudes são diferentes, mesmo sabendo da existência de quem partilha com os trabalhadores os lucros da empresa. No mundo de Deus, a ternura e a generosidade ultrapassam as nossas, a lógica é diferente do que fazemos.

A prática da vida cristã deve ser a do amor, com capacidade de doação maior do que aquilo que merecemos. É a misericórdia, a paciência, a compaixão, a bondade e a justiça, tendo como objetivo viver bem, tendo uma vida que faça sentido.

Para Deus, a partilha não é matemática, nem é mesquinha, porque Ele olha a necessidade da pessoa. A bondade do Senhor ultrapassa os critérios humanos e Seus dons são sem medida. O que importa não é o que fazemos, mas a forma como fazemos as coisas.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Família que reza e vai a Missa junto é fortalecida

Nicole Melhado / Da Redação, com site oficial do 7º Encontro Mundial das Famílias – 01/6/2012

Pais são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé, explicou o Cardeal Sean

“Família que reza unida, está unida”. É o que destacou o Arcebispo de Boston (EUA), Cardeal Sean O’Malley, na manhã desta sexta-feira, 1º de junho, terceiro dia do 7º Encontro Mundial das Famílias, que acontece na cidade de Milão, na Itália. O cardeal americano falou sobre o domingo como tempo de estar em família e a importância de ir à Missa nesse dia.

“Eu recomendo que participem da Missa dominical e rezem juntos. Isso fortalece sua família e lhes ajudará a enfrentar os muitos desafios do nosso tempo que frequentemente a dilaceram”, enfatizou.

Dom O’Malley lembra ainda que a Missa é a oração central do catolicismo, fonte e ápice da vida cristã. “Quando participamos da Missa com eles, ensinamos aos nossos filhos e netos uma das lições mais importantes”, reforça.

Durante o Sacramento do Batismo, aos pais é recordado que eles são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé. Para o Arcebispo de Boston, a fé é um patrimônio vivo para os filhos e netos. As crianças sempre olham seus pais e avós e os imitam, desta forma elas são formadas. Aquelas que observam os pais e outros adultos recebendo a Eucaristica com reverência, percebem mais facilmente que a Eucaristia é realmente o Corpo e Sangue de Cristo e o exemplo dos pais é uma parte essencial na preparação para receber a Primeira Comunhão.

“A Eucaristia não é somente algo simbólico. Jesus disse: ‘Eu sou o pão que desceu do céu; quem comer deste pão viverá para sempre; quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá vida eterna e permanece em mim e eu nele”, destaca o cardeal.

Cada domingo, salienta Dom O’Malley, é uma “pequena Páscoa”, porque reafirma a ressurreição de Jesus, Sua vitória sobre a morte.

O prelado enfatiza ainda que a fidelidade à visão da Igreja sobre a família é difícil, particularmente numa sociedade sempre mais secularizada. Mas as famílias católicas podem oferecer à sociedade um testemunho potente do Amor de Deus.

“Jesus não prometeu que Seus caminhos seriam fáceis, mas prometeu que teriam logo a graça necessária para viver a vossa vocação. Recomendo a vocês, pais e mães de jovens famílias, imitem Josué e o povo de Israel. Quando perguntaram se eles serviriam ao Senhor ou aos deuses pagãos eles responderam: ‘eu e minha casa servimos ao Senhor”, concluiu Dom O’Malley.

A importância dos avós

Dia dos avós

Uma criança que respeita os avós certamente será mais consciente do seu papel como cidadão

A formação dos filhos acontece pela interação deles com a família e com a sociedade. Quantas lembranças boas temos da relação com nossos avós! As viagens para a casa deles, a comidinha gostosa, o carinho, o olhar, as histórias. Enfim, a riqueza do relacionamento com eles é significativa na vida de uma criança.

As raízes familiares são transmitidas também pelos avós, e isto é bastante válido. Todo contato é importante e também enriquece a vida deles, que já se encontram em outro momento de vida e se “revitalizam” com seus netos.

Nesta convivência, outro ponto muito importante é ensinar à criança o valor da pessoa mais velha. Num mundo “descartável”, no qual o “velho” é facilmente deixado de lado ou ridicularizado, é extremamente válido que possamos dar à criança o sentido de valor dos mais idosos, bem como o respeito que deve ser dado a eles.

Uma criança que respeita a história, o passado, as tradições certamente será mais consciente do seu papel como cidadão.

A relação entre pais e avós é, dentro do possível, bastante salutar. No entanto, as regras e os limites para a criança devem ser combinados entre eles, caso sejam os avós quem cuidarão dos netos. Assim, a educação das crianças terá regras parecidas e não haverá desentendimentos.

Quando existe uma relação conflituosa dos pais com os avós, é importante que ela seja resolvida entre eles, mas nunca com a participação da criança. Mesmo que sua visão a respeito dos avós seja comprometida, evite um posicionamento que dê essa impressão para seus filhos.

Cada família tem sua configuração, seus conflitos e entendimentos particulares. Assim, cabe a cada família avaliar quando e como seus filhos estarão com os avós. Só não vale usá-los como “cuidadores de luxo”, atendendo às necessidades dos pais e nada mais.

A troca de afetos é muito válida, porque prepara os filhos pequenos para o contato com outras pessoas no mundo. A vinda de novos netos sempre é uma comemoração e dá aos idosos o sentimento de continuação e perpetuação da família. Dá a eles o sentido de que suas histórias serão multiplicadas para outros membros da família, fato extremamente enriquecedor.

Acredito ser bastante importante que também os pais possam rever sua percepção sobre as pessoas mais velhas e sobre o relacionamento que têm com elas. A partir dos exemplos dos pais, a criança terá, de forma melhor ou pior, sua relação com os avós ou com qualquer pessoa mais velha.

A grande lição dessa experiência é que os netos são de fundamental importância na vida dos avós e que o relacionamento entre eles é extremamente importante para os adultos que estão envelhecendo e para as crianças que estão amadurecendo.

Elaine Ribeiro
Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

O Matrimônio

Beleza do sacramento

Quarta-feira, 29 de abril de 2015, Jéssica Marçal / Da Redação

Reunido com fiéis na Praça São Pedro, Francisco refletiu sobre o casamento, que hoje em dia é uma realidade distante ou inexistente para muitos jovens

Francisco fala do matrimônio cristão e destaca a família como obra-prima da sociedade / Foto: Reprodução CTV

A catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 29, foi dedicada ao matrimônio. O Santo Padre segue no ciclo de catequeses sobre a família e, desta vez, concentrou-se no casamento, refletindo, por exemplo, sobre a realidade dos jovens que não querem se casar.

Francisco mencionou que o primeiro dos sinais prodigiosos de Jesus foi realizado no contexto do matrimônio: o milagre do vinho nas bodas de Caná. “Assim, Jesus nos ensina que a obra-prima da sociedade é a família: o homem e a mulher que se amam! Esta é a obra-prima!”.

Desta época até hoje, muita coisa mudou, disse o Papa, mas esse sinal de Cristo contém uma mensagem sempre válida. O Pontífice reconheceu que os jovens não querem se casar, que em muitos países aumenta o número de separações e diminui o número de filhos. Essas são as primeiras e mais importantes vítimas de uma separação, destacou o Papa, e isso pode ter reflexos futuros.

“Se você experimenta, desde pequeno, que o casamento é um laço ‘por tempo determinado’, inconscientemente para você será assim. Na verdade, muitos jovens são levados a renunciar ao projeto para si mesmo de um laço irrevogável e de uma família duradoura”.

Essa realidade dos jovens que não querem se casar constitui, segundo o Santo Padre, uma das preocupações dos tempos atuais. Ele lembrou que é importante tentar entender o porquê dos jovens agirem assim, de não terem confiança na família.

Para o Papa, as dificuldades financeiras não são o único motivo. Há quem cite como provável causa a emancipação da mulher, mas isso não é um argumento válido, segundo o Pontífice, mas sim uma forma de machismo que sempre quer dominar a mulher.

Na verdade, Francisco disse que quase todos os homens e mulheres gostariam de ter um casamento sólido, mas muitos têm medo de errar e, mesmo sendo cristãos, não pensam no matrimônio sacramental. “Talvez justamente esse medo de errar seja o maior obstáculo para acolher a Palavra de Cristo, que promete a Sua graça à união conjugal e à família”.

“Os cristãos, quando se casam ‘no Senhor’, são transformados em sinal eficaz do amor de Deus. Os cristãos não se casam somente para si: casam-se no Senhor em favor de toda a comunidade, de toda a sociedade”, concluiu Francisco, anunciado que, na catequese da próxima semana, dará continuidade à reflexão sobre a beleza da vocação do matrimônio cristão.

O caminho da vida em Deus

A vida deve nos tornar felizes

“Cada um de nós vive com a esperança de que vai conseguir o que lhe cabe; seja na profissão, na amizade, no amor ou na família. A vida deve nos tornar felizes, pois, em primeiro lugar e antes de tudo, desejamos ser felizes; algo tão simples, porém tão difícil” (Dom Notker Wolf – Abade-Primaz da Ordem dos Beneditinos).

Às vezes, o caminho da vida parece tão difícil e longo demais. Não tenho forças nem vontade para a jornada. Então, lembro-me de que o bom Deus conhecia esse caminho muito antes de eu ser chamado a percorrê-lo. Ele sempre soube das dificuldades pelas quais eu passaria, a dor que não conseguiria explicar aos outros. Ele sabe e oferece Sua presença.

Talvez, hoje, você esteja oprimido por tristeza. Ela pode ser o peso de um ministério difícil, a preocupação de um casamento problemático, a tristeza de uma criança sofrendo, o cuidado com um parente envelhecendo, o desemprego, os vícios na família, um sonho que custa a se realizar ou outras situações que a vida nos apresenta. “Certamente”, diz você, “Deus não me faria andar dessa maneira. Deve haver outro caminho mais fácil a percorrer”.

Escreve o reverendo David H. Roper: “Mas, qualquer um de nós é sábio o suficiente para saber que alguma outra maneira nos transformaria em filhos melhores e mais sábios? Não, nosso Pai Celestial conhece o melhor, de todos os caminhos possíveis, para nos levar à realização (Salmo 142,1-3)”.

Seus caminhos são mais altos do que os nossos caminhos; Seus pensamentos são mais altos do que os nossos pensamentos (Isaías 55,9). Podemos tomar, humildemente o caminho que Ele traçou para nós, hoje, com absoluta confiança em Sua infinita sabedoria e amor. Ele é mais sábio e mais amoroso do que podemos imaginar. Aquele que vê anteviu e não nos desviará do caminho, pois este está entregue ao Senhor Deus com absoluta confiança (cf. Salmo 37,5).

A nossa vida vive no caminho da providência do Pai Eterno.

Padre Inácio José do Vale
[email protected]

Orçamento familiar: um papo para todos!

Cuidado com o dinheiro que ‘escorre pelo ralo’

Começo de ano, sempre há muitas contas para pagar: despesas com a escola, com o carro, com as festas do fim de ano e tudo o que é típico desta época. Problemas à vista? Não, caso você decida organizar suas finanças.

A melhor situação, nesse caso, quando falamos do orçamento familiar, é tratar do assunto em família. Em muitas casas, apenas o marido é responsável por trazer a renda para casa. Em outras, marido e mulher. Mas e os filhos? Onde entram nessa história? Entram exatamente na necessidade de participarem da vida financeira da família, ou seja, desde pequenos, eles podem aprender a poupar, especialmente, saber usar bem o dinheiro.

Alguns passos são importantes para resolver questões financeiras em sua família. Vamos a eles:

1) A família precisa estar envolvida: saber o que gastar, como gastar, quais as prioridades (por exemplo, quitar um carro, uma casa, pagar dívidas pendentes, economizar nos gastos dos passeios, optar por passeios mais baratos ou gratuitos ou mesmo privar-se de algumas coisas faz parte do que chamamos de educação financeira). Ao colocar a família participando, o assunto se torna mais coletivo e compromete a todos em busca de um objetivo comum.

2) O que tenho para pagar? Muitas vezes, as famílias estão com dívidas que são três, quatro ou mais vezes o valor do salário mensal. Logo, há muito mais gastos do que dinheiro para receber. Equilibrar essas despesas é muito importante. Você sabe o que tem para pagar? Tem ideia de quanto gasta no mês? Acha que as suas dívidas estão um pouco exageradas? Coloque tudo no papel. Na internet, você pode encontrar muitos modelos de planilhas ou aplicativos para seu celular, que ajudam você, de forma simples, a controlar tudo isso.

3) Procure eliminar as dívidas: avalie o que tem juros mais altos, se existem contas que podem ser negociadas, procure comprar à vista e pedir desconto (as lojas têm concedido descontos de até 10 ou 12 % quando se opta pelo pagamento à vista em dinheiro ou cartão de débito). Tem pago apenas o mínimo da fatura do cartão de crédito? Procure fazer um esforço, pois os juros são altíssimos e, quando acumulados, aumentam muito seu débito.

4) Faça uma reserva financeira: faça o propósito de guardar parte do seu salário por mês. Assim, você se previne para situações de risco ou mesmo emergências em saúde ou desemprego.

5) Cuidado com o dinheiro que “escorre pelo ralo”: pequenas despesas, presentes, aquele jantar extra, aquela compra que você caracteriza como “eu mereço, porque…..” podem desequilibrar seu orçamento. É claro que podemos ter tais atitudes, mas se já existe um desequilíbrio nas suas contas, vale a pena pensar num presente alternativo, em algo que você sabe fazer ou evitar tais despesas para uma tranquilidade posterior.

6) Não encare isso como um sofrimento: estudos revelam que 15% dos trabalhadores sofrem estresse por problemas na forma de usar seu dinheiro. Logo, se há estresse nesta área, é porque as finanças não foram bem trabalhadas, e os problemas tendem a aumentar. Se houver um sacrifício, hoje, haverá paz amanhã, e isso, certamente, valerá muito a pena.

Que essas dicas possam ajudar você e sua família. Tenha tranquilidade para falar sobre esse assunto com a sua família. Vamos conversar mais sobre isso?

Elaine Ribeiro
[email protected]  
Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

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