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O estranho

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade. Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.

O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.

Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.

Meus pais eram instrutores complementares: Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer. Mas o estranho era nosso narrador. Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.

Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.

Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!

Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir, e me fazia chorar. O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava. Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora). Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las. As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar. Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos. Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.

Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.

Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio. Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia…

Seu nome?

Nós o chamamos Televisor…
Agora ele tem uma esposa que se chama Computador
e um filho que se chama Celular!

O Matrimônio

Beleza do sacramento

Quarta-feira, 29 de abril de 2015, Jéssica Marçal / Da Redação

Reunido com fiéis na Praça São Pedro, Francisco refletiu sobre o casamento, que hoje em dia é uma realidade distante ou inexistente para muitos jovens

Francisco fala do matrimônio cristão e destaca a família como obra-prima da sociedade / Foto: Reprodução CTV

A catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 29, foi dedicada ao matrimônio. O Santo Padre segue no ciclo de catequeses sobre a família e, desta vez, concentrou-se no casamento, refletindo, por exemplo, sobre a realidade dos jovens que não querem se casar.

Francisco mencionou que o primeiro dos sinais prodigiosos de Jesus foi realizado no contexto do matrimônio: o milagre do vinho nas bodas de Caná. “Assim, Jesus nos ensina que a obra-prima da sociedade é a família: o homem e a mulher que se amam! Esta é a obra-prima!”.

Desta época até hoje, muita coisa mudou, disse o Papa, mas esse sinal de Cristo contém uma mensagem sempre válida. O Pontífice reconheceu que os jovens não querem se casar, que em muitos países aumenta o número de separações e diminui o número de filhos. Essas são as primeiras e mais importantes vítimas de uma separação, destacou o Papa, e isso pode ter reflexos futuros.

“Se você experimenta, desde pequeno, que o casamento é um laço ‘por tempo determinado’, inconscientemente para você será assim. Na verdade, muitos jovens são levados a renunciar ao projeto para si mesmo de um laço irrevogável e de uma família duradoura”.

Essa realidade dos jovens que não querem se casar constitui, segundo o Santo Padre, uma das preocupações dos tempos atuais. Ele lembrou que é importante tentar entender o porquê dos jovens agirem assim, de não terem confiança na família.

Para o Papa, as dificuldades financeiras não são o único motivo. Há quem cite como provável causa a emancipação da mulher, mas isso não é um argumento válido, segundo o Pontífice, mas sim uma forma de machismo que sempre quer dominar a mulher.

Na verdade, Francisco disse que quase todos os homens e mulheres gostariam de ter um casamento sólido, mas muitos têm medo de errar e, mesmo sendo cristãos, não pensam no matrimônio sacramental. “Talvez justamente esse medo de errar seja o maior obstáculo para acolher a Palavra de Cristo, que promete a Sua graça à união conjugal e à família”.

“Os cristãos, quando se casam ‘no Senhor’, são transformados em sinal eficaz do amor de Deus. Os cristãos não se casam somente para si: casam-se no Senhor em favor de toda a comunidade, de toda a sociedade”, concluiu Francisco, anunciado que, na catequese da próxima semana, dará continuidade à reflexão sobre a beleza da vocação do matrimônio cristão.

Virtude, a alegria sem opressão

Valorizá-las é o melhor passo para respeitar o próximo

Comparada a educação aplicada às novas gerações, as pessoas que têm mais de 40 anos percebem, facilmente, a grande diferença que há na maneira como elas foram educadas. Talvez, temendo a desonra ou a ofensa à reputação da família, exigia-se dos filhos o pudor, não somente no comportamento ou nas roupas, mas nas brincadeiras e em todas as outras atitudes.

Os ensinamentos de uma educação rígida parecia pesar mais sobre as mulheres. Assim, os decotes eram comportados e as saias compridas à altura dos joelhos. As roupas, de maneira geral, em nada podiam marcar a silhueta do corpo feminino. A mesma preocupação havia para os trajes de banho, pois estes deveriam cobrir, de maneira moderada, algumas partes do corpo.

Transmitindo, ainda hoje, a ideia de que tudo é vergonhoso, imoral ou desrespeitoso, algumas pessoas têm dificuldades para acolher, com naturalidade, as partes mais íntimas do seu próprio corpo. Outras, mal conseguem se despir perto da pessoa com quem se casou.

É claro que os modos de se vestir não formam o caráter de ninguém. Sabemos que os tempos são outros e reconhecemos que, no passado, a maneira de se transmitir valores, quase sempre acontecia de modo opressor. No entanto, hoje, temos a impressão de que se tornou proibido proibir.

Percebemos estar cercados por uma cultura que maximiza o apelo à sensualidade. Isso parece ser a principal via em todas as mídias e está presente nos programas humorísticos, nas novelas, nas propagandas… Em quase tudo, observa-se a presença de uma bela modelo e, muitas vezes, ela chama mais a atenção do público do que o próprio produto apresentado.

Houve um tempo no qual as revistas com conteúdo impróprio para menores eram vendidas em embalagens escuras para ocultar as imagens da capa. Atualmente, em alguns sites na internet, ampliou-se os poderes da imaginação com cenas explícitas de sexo em alta definição. Com tanta informação disponível, pessoas de todas as idades vivem embaladas ao ritmo do prazer vendido nas fotografias ou vídeos, comportando-se como quem sofre de uma verdadeira compulsão por tudo aquilo que diz respeito ao erótico ou ao sensual. A inocência foi ofuscada pela lascividade.

Jovens e adultos, numa concepção frágil sobre aquilo que interpretam como liberdade, rompem escrúpulos, derrubam normas, vivem relacionamentos desordenados, quase tudo por conta do liberalismo massificado. Ainda que eles saibam das consequências de seus atos, vivem como se tudo fosse natural, a ponto de transformar um ato sexual numa experiência sem compromisso. Muitas vezes, com alguém que conheceu há um dia ou com outras pessoas que, normalmente, não se relacionariam.

Não é difícil encontrar pessoas se comportando como se não tivessem domínio sobre si mesmas, revelando uma incapacidade de controlar seus impulsos.

Ensinar nossos filhos sobre a valorização das virtudes é prepará-los para viver o respeito ao próximo. Cabe a nós pais formar neles essa consciência. Assim como foi preciso nosso exemplo para lhes ensinar a balbuciar as primeiras palavras, será necessário ajudá-los a alcançar uma vida dentro da moral e dos bons costumes, a fim de que eles possam discernir sobre tudo aquilo que está maquiado como “normal”.

Tal ensinamento propicia a alegria de quem amamos, sem tolher a felicidade ou oprimir sua liberdade.

Dado Moura
[email protected]

Leigas e leigos, ânimo!

No mês vocacional, lembremo-nos do preponderante da missão dos leigos
Por Edson Sampel / São Paulo, Região Sudeste, Brasil, 24 de Agosto de 2015 (ZENIT.org)

Qual é o papel dos leigos na Igreja? O Concílio Vaticano II nos dá a resposta. A “índole secular”, isto é, a vocação para estar no mundo, caracteriza especialmente os leigos, segundo a constituição dogmática “Lumen Gentium” (n.º 31). Deste modo, os leigos são responsáveis pela evangelização das realidades seculares, como a família, o mundo do trabalho, a economia e, principalmente, a política.
O cumprimento destas “tarefas terrestres” por parte dos leigos é tão importante, que o Concílio lhes faz uma séria advertência: “Afastam-se da verdade os que, sabendo não termos aqui [neste mundo] cidade permanente, mas buscarmos a futura, julgam, por conseguinte, poder negligenciar os seus deveres terrestres, sem perceberem que estão mais obrigados a cumpri-los, por causa da própria fé (…)” (Constituição pastoral “Gaudium et Spes”, n.º 43).
O decreto “Apostolicam Actuositatem”, também do Concílio Vaticano II, discorre especificamente acerca do apostolado dos leigos e preceitua constituir obrigação deles “aperfeiçoar as coisas temporais dentro do espírito cristão (n.º 4), bem como construir a ordem temporal, em espírito de concórdia (n.º 7).
Por fim, a legislação eclesiástica confirma o plano do Concílio Vaticano II para os leigos, convidando-os a animar e a aperfeiçoar a ordem das realidades temporais com o espírito do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo (cânon 225, § 2.º do C.I.C.). Dadeus Grings, arcebispo emérito de Porto Alegre, escreveu que quando se indaga a Igreja sobre o que ela faz em prol do bem-comum, deve-se devolver a pergunta aos leigos (“A Ortopráxis na Igreja”, p. 60).
Pelo que se constata do magistério do Concílio Vaticano II, a alma do apostolado laical se situa em todas as atividades inerentes ao dia a dia de qualquer cidadão. É verdade que muitas vezes os leigos são solicitados para o auxílio em encargos intraeclesiais (catequese, liturgia, ministério extraordinário etc.), porém, isto não é o típico do apostolado laical que, como vimos, caracteriza-se pela secularidade (estar no mundo), ou seja, por dar o testemunho do evangelho fora da Igreja.
Participar dos sacramentos, máxime da santíssima eucaristia aos domingos, é condição sine qua non para que os leigos possam desempenhar frutuosamente as chamadas atividades seculares, levando a boa nova do Divino Salvador aos lugares onde somente eles conseguem penetrar (cânon 225, §1.º do C.I.C.).
Infelizmente ainda permanece em muitas comunidades eclesiais certa mentalidade que visa a “clericalizar” os leigos, tendo-os por bons apenas se eles desempenham alguma função estritamente pastoral. Tal modo de pensar, conforme vimos acima, vai de encontro ao projeto do Concílio Vaticano II e infantiliza os católicos leigos.
Onde estão, por exemplo, as “bancadas católicas” nos diversos parlamentos legislativos do Brasil? Verificamos, isto sim, a presença das “bancadas evangélicas”, porquanto nossos irmãos separados parecem estar mais cônscios de sua laicidade e, graças a Deus, pugnam pelos valores do cristianismo, combatendo projetos de lei que anelam por destroçar a família.
Os leigos não podem fazer uma dicotomia entre a fé e a vida quotidiana, mormente porque o papel deles é exatamente santificar a vida quotidiana, evangelizando no trabalho, na família, na arte, na política, enfim, nas cidades, nas ruas.
Os leigos hão de seguir o exemplo de uma leiga, Maria santíssima, a mãe de Jesus. Esta mulher leiga é decerto o protótipo do autêntico discípulo do Messias e o comportamento dela serve de parâmetro tanto para leigos quanto para clérigos.

 

UM PASSO PARA FRENTE
Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá – AP

Aconteceu durante uma guerra. Os homens lutavam para escrever uma página da história. O grupo estava avançando, afundando na lama. Não havia caminho e cada passo exigia um esforço fora do comum. O capitão decidiu fazer uma última e desesperada tentativa. Juntou os soldados, quase irreconhecíveis, com os uniformes incrustados de lama e de medo.

– Preciso de voluntários – gritou o comandante olhando aqueles rostos e querendo ver neles algum sinal de heroísmo – vou lhes deixar alguns instantes para decidirem, quem se oferecer dê um passo para frente! – Virou as costas e esperou.

Quando encarou novamente os homens viu uma única fila compacta.

– Ninguém se ofereceu? – perguntou com amargura.

– Capitão, todos nós demos um passo para frente – respondeu, quase sem voz, o mais jovem daqueles uniformes.

Parece uma cena de filme, de tão acostumados que estamos com a ficção da televisão. Histórias verdadeiras de heroísmo, porém, existem e acontecem todos os dias. Falo de pessoas honestas, cumprindo o seu dever com humildade e dedicação. Outras ajudando o próximo ou servindo a quem precisa sem alarde e sem propaganda. Existem também os casos que se tornam manchetes como os de alguém que devolve dinheiro alheio, encontrado por acaso, e também em ocasiões de desastres quando a solidariedade e o amparo vêm, muitas vezes, de quem menos se esperava. Assim é o heroísmo: um gesto que suscita admiração e deveria conduzir à imitação. Debochar de quem se esforçou, arriscou a vida ou simplesmente mostrou solidariedade e honestidade é, no mínimo, inverter os valores sobre os quais deveria alicerçar-se uma sociedade que busca o bem e a convivência pacífica de todos. É importante que, ao menos algumas vezes, o bem se torne notícia, para não esquecermos que a atitude mais comum a todos nós deveria ser praticar aquelas virtudes que embelezam e enriquecem a vida. É sempre bom que, no meio de tantas notícias trágicas ou sobre as futilidades dos “famosos”, apareçam notícias, do bem, bem feitas e merecedoras de reconhecimento.

A esta altura, não seria o caso de pensar que nós todos poderíamos ou deveríamos ser um pouco mais heróis? Quando Jesus nos convida a segui-lo carregando a nossa cruz nos manda, afinal, a não fugir das nossas responsabilidades e das infinitas possibilidades de fazer o bem que, com certeza, aparecem todos os dias à nossa frente. Se o extraordinário chama a nossa atenção, o cotidiano pode fazer de nós verdadeiros heróis da paciência, da perseverança, e da fidelidade. Talvez a cruz de todos os dias seja tão pesada quanto um gesto ocasional único e irrepetível. Ou, talvez, o gesto heróico se torne possível porque todos os dias treinamos um pouco de amor para não perder o costume da generosidade, a sensibilidade do coração, enfim a disposição a fazer o bem. Não é por acaso que o pior inimigo da nossa vida cristã não seja tanto o mal que, graças a Deus, não cometemos tanto assim, mas a mediocridade, isto é, a incapacidade de sobressair: na nossa maneira de falar e agir, pelo bem que cumprimos, pelas virtudes que praticamos, pela bondade que espalhamos. Para nós cristãos, esforçarmo-nos para sermos melhores não é ambição, mas obrigação. Simplesmente para não cair na indiferença e esquecer a alegria de doarmos um pouco, ou muito, da nossa própria vida. Somente assim nos salvamos da mediocridade e ajudamos a outros a dar um sentido melhor à própria vida. Para sermos bons cristãos não basta não fazer o mal, é urgente fazer o bem.

Neste último domingo de agosto, precisamos agradecer a tantos irmãos e irmãs que ajudam nas nossas paróquias e comunidades. Além daquelas pessoas maravilhosas sempre disponíveis para ajudar em tudo o que for preciso, existem também muitos ajudando em serviços específicos conforme a disponibilidade e as capacidades de cada um. Lembramos de maneira especial as catequistas e os catequistas e todos aqueles que procuram fazer conhecer e amar mais a nossa fé. No entanto qualquer um que pratica o bem é, de fato, um evangelizador, um sinal de esperança e de vida nova para quem o encontra.

Estamos combatendo uma guerra contra a indiferença e a mediocridade, precisamos de voluntários. Quem puder dê um passo para frente. Qualquer vitória contra o egoísmo começa assim.

Papa Francisco: Famílias, vós sois a esperança da Igreja e do mundo

https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-familias-vos-sois-a-esperanca-da-igreja-e-do-mundo-99247

Papa Francisco na Festa das Famílias em Dublin. Foto: Rudolf Gehrig / EWTN Germany.

DUBLIN, 25 Ago. 18 / 07:06 pm (ACI).- Ao presidir a Festa das Famílias na capital Dublin (Irlanda), o Papa Francisco assegurou que as famílias “são a esperança da Igreja e do mundo”.

No evento, no marco do Encontro Mundial das Famílias, o Santo Padre destacou que “Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, criaram a humanidade à sua imagem para fazê-la partícipe de seu amor, para que fosse uma família de famílias e gozasse dessa paz que só ele pode dar”.

Diante de mais de 70.000 pessoas reunidas no estádio Croke Park Stadium, o Papa destacou que “É bom estar aqui! É bom celebrar, porque nos torna mais humanos e mais cristãos. Também nos ajuda a partilhar a alegria de saber que Jesus nos ama, acompanha no percurso da vida e, cada dia, nos atrai para mais perto de Si”.

“Hoje, em Dublin, reunimo-nos para uma celebração familiar de ação de graças a Deus pelo que somos: uma única família em Cristo, espalhada por toda a terra. A Igreja é a família dos filhos de Deus; uma família, onde se regozija com aqueles que estão na alegria e se chora com aqueles que estão na tribulação ou se sentem desanimados com a vida. Uma família onde se cuida de cada um, porque Deus nosso Pai nos fez, a todos, seus filhos no Batismo”, assinalou.

O Papa assegurou que “o Evangelho da família é verdadeiramente alegria para o mundo”, pois na família “sempre se pode encontrar Jesus; lá habita, em simplicidade e pobreza, como fez na casa da Sagrada Família de Nazaré”.

“Foi para nos ajudar a reconhecer a beleza e a importância da família, com as suas luzes e sombras, que escrevi a Exortação Amoris laetitia sobre a alegria do amor, e quis que o tema deste Encontro Mundial das Famílias fosse «O Evangelho da família, alegria para o mundo»”, disse o Papa Francisco.

“Deus quer que cada família seja um farol que irradia a alegria do seu amor pelo mundo. Que significa isto? Significa que nós, depois de ter encontrado o amor de Deus que salva, procuramos, com palavras ou sem elas, manifestá-lo através de pequenos gestos de bondade na vida rotineira de cada dia e nos momentos mais simples da jornada”.

“Isto é santidade”, acrescentou.

O Papa assegurou que “a graça de Deus ajuda dia a dia a viver com um só coração e uma só alma. Mesmo as sogras e as noras! Ninguém diz que seja fácil… É como preparar um chá: é fácil ferver a água, mas uma boa taça de chá requer tempo e paciência; é preciso deixar em infusão! Então, dia após dia, Jesus aquece-nos com o seu amor, fazendo de modo que penetre todo o nosso ser. Do tesouro do seu Sagrado Coração, derrama sobre nós a graça que precisamos para curar as nossas enfermidades e abrir a mente e o coração para nos escutarmos, compreendermos e perdoarmos uns aos outros”.

Francisco destacou além que “não existe uma família perfeita; sem o hábito do perdão, a família cresce doente e gradualmente desmorona-se”.

“Perdoar significa dar algo de si mesmo. Jesus nos perdoa sempre. Com a força de seu perdão, também nós podemos perdoar a outros, se realmente o quisermos”.

“É tarde e estais cansados! Mas deixai que vos diga uma última coisa. Vós, famílias, sois a esperança da Igreja e do mundo! Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, criou a humanidade à sua imagem para fazê-la participante do seu amor, para que fosse uma família de famílias e gozasse daquela paz que só Ele pode dar. Com o vosso testemunho do Evangelho, podeis ajudar Deus a realizar o seu sonho. Podeis contribuir para aproximar todos os filhos de Deus, para que cresçam na unidade e aprendam o que significa, para o mundo inteiro, viver em paz como uma grande família”.

O Santo padre depois rezou a oração do Encontro Mundial das Famílias com os presentes e outorgou a sua bênção apostólica.

O Encontro Mundial das Famílias decorre até este domingo 26 de agosto, e terá como ponto alto uma missa no Phoenix Park, em Dublin, às 10:00h, horário de Brasília.

Assim atuou a “mão de Deus” na vida da mãe de CR7 e a impediu de abortar o craque

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Cristiano Ronaldo / Foto: Wikimedia (Domínio público)

Lisboa, 21 Ago. 18 / 10:00 am (ACI).- Maria Dolores Aveiro, a mãe do craque português Cristiano Ronaldo, já revelou ao mundo que chegou a pensar em abortar seu filho, mas um médico não permitiu; porém, recente artigo do site ‘Diário de Notícias’ recordou sua história, ressaltando como “a mão de Deus” agiu em sua vida.

O artigo ‘Maria Dolores Aveiro: a mão de Deus’, de Dulce Garcia, narra como a mãe enfrentou dificuldades familiares em sua história até ser atualmente mãe de quatro filhos, entre os quais o atacante português.

Maria Dolores ficou órfã de mãe aos 6 anos de idade e, com sua irmã Laurentina, então com 4 anos, foi enviada a um orfanato pelo pai, sendo afastada dos outros irmãos.

Neste local, embora recebesse os cuidados necessários, “tinha saudades da mãe, sentia a falta do pai e dos irmãos e transformava essa amálgama de dor num comportamento que as freiras consideravam deplorável”.

Durante muitos fins de semana, ficou sem receber a visita do pai, testemunhando apenas “a alegria das outras miúdas” que recebiam seus familiares. Até que certo dia, seu pai foi visitá-la, porém, acompanhado por uma mulher que se tornaria sua madrasta e que já tinha cinco filhos, os quais passaram a morar com seu pai.

Mais tarde, devido ao comportamento de Dolores e suas fugas, a madre superiora chamou seu pai “e comunicou-lhe que se podia sustentar cinco filhos que nem dele eram, haveria de arranjar maneira de alimentar mais uma boca, sangue do seu sangue, que ali só servia para semear a desobediência”.

Assim, aos 9 anos, retornou para casa, onde começou “outra etapa do seu calvário”, ao sofrer maus-tratos por parte da madrasta, a quem o pai lhe obrigava chamar de mãe. Além disso, aos 13 anos teve que sair da escola para trabalhar.

Tempos depois, já aos 18 anos, quando seu pai soube que estava namorando Dinis Aveiro, deu o prazo de três meses para que casasse e saísse de casa. Assim o fez e logo depois, aos 19 anos, já tinha a primeira filha e estava grávida do segundo.

Em seguida, seu marido foi para a guerra e quando retornou da África, “já não era aquele com quem casara”. No livro ‘Mãe Coragem’, editado pela Matéria-Prima, o autor Paulo Sousa Costa descreve que “Dinis não apresentava sinais de recuperação, de reação, de querer sair do buraco negro onde se enfiara desde que viera da Guerra Colonial. Tinha deixado de trabalhar e o álcool passar a ser o aliado das suas batalhas interna”.

Diante disso, Dolores decidiu emigrar, “juntando-se a um irmão que vivia em França”. Porém, “seis meses depois, as saudades trouxeram-na de volta a casa e a família cresceu”, com a terceira filha.

Sobre esta época, relata o artigo, “Maria Dolores trabalha de sol a sol para sustentar três filhos e uma casa, sem poder contar com o apoio do marido – que, ainda assim, jamais crucifica”.

Foi então que descobriu a quarta gravidez, “e é aqui que a mão de Deus a agarra, firme”, narra o texto aparecido no jornal português Diário de Notícias.

Ao acreditar que não conseguiria “lutar por mais um”, procurou um médico “com a intenção de fazer um aborto mas este recusa pactuar com tal solução”.

Entretanto, conta o artigo, “pela boca de uma das filhas da madrasta, ouve falar numa mezinha para fazer o desmancho em casa: beber o conteúdo de uma cerveja preta fervida e correr até perder as forças” e “ao fim de poucas horas o embrião seria expulso”.

“Mas Deus tinha outros planos para ela – para eles”, acrescenta o texto, ao contar que “ao cabo das tais horas que seriam de aborto, e como nada acontecesse ao bebê, percebeu que ia ser mãe de novo”.

“Quem sabe o médico não tinha razão quando, para a dissuadir do aborto, lhe dissera que aquela criança ia ser a alegria da casa?”, completa.

Assim, desistiu definitivamente de abortar o quarto filho, que nasceu em 5 de fevereiro de 1985 no Funchal, e que Dolores batizou como Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro mas a história viria a batizá-lo simplesmente como “CR7”, um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. O autor Paulo Sousa Costa conta ainda em seu livro que, após o parto e “para atenuar a tensão do momento”, o médico lançou uma frase profética sobre o menino, e que ficou para sempre na memória de Dolores: ‘Com uns pés como estes, vai ser jogador de futebol’”.

As duas dimensões da família

O casal que reza junto não se separa diante das dificuldades

São Paulo diz que os maridos devem amar as suas esposas. Você está disposto a amar a sua esposa a ponto de se entregar por ela?  É dogma de fé que a Igreja é santa, nunca podemos dizer que a instituição criada por Cristo tem pecado, pois os pecados são dos filhos dela [Igreja], os pecados são nossos. E por que a Igreja é santa? Porque Cristo entregou-se por ela na cruz, para que ela fosse sem mácula.

Pela mentira o demônio quer destruir os casamentos, quando se mente para o marido ou para a esposa, você está dando ocasião para o maligno.  A porta por onde o demônio entra tem nome, se chama pecado, por isso o casal não pode pecar.

Quando o casal está unido no amor de Deus, ninguém o separa. O amor é que une o casal, São Paulo diz que o amor é paciente, é bondoso, não busca os próprios interesses, não acaba nunca, só o amor faz com que perdoemos uns aos outros até mesmo quando um errou com o outro.

É preciso que nos alimentemos do amor de Deus. E isso vai acontecer onde? Na Igreja, na Eucaristia, na oração, pois o casal que reza junto não se separa diante das dificuldades, pois tem forças para superar todos os problemas.

A família tem duas dimensões: a primeira dimensão é o “casal” e a segunda, são os “filhos”. A família é sagrada, ela não foi instituída por homem, por um papa, mas por Deus. Deus Pai quis dar uma ajuda adequada ao homem, por isso, deu-lhe a mulher como vemos no livro do Gênesis. A mulher foi a última criação do Senhor, foi o ápice da criação.

O Todo-Poderoso quis que, na raiz da família, houvesse uma aliança e por essa razão os casais hoje trazem uma aliança em suas mãos. O Papa São João Paulo II pedia: “casais cristãos sejam para o mundo um sinal do amor de Deus”, de forma que – quando os demais (casais) virem superando os problemas existentes no mundo – possam ver o amor de Deus.

O Criador deseja que, através do sacramento do matrimônio, homem e mulher sejam uma só carne, que sejam um só coração, uma só alma, um só espírito. Infelizmente, existem pessoas que estão casadas há anos, porém, ainda não parecem estar casadas.

Falo também aos jovens: se você brincar com seu namoro, você já está destruindo seu casamento, pois ele [namoro] é o alicerce para um casamento, é a preparação, a parte mais demorada, mais difícil. O Papa lá em Sidney, na Austrália, pede ao jovens que aceitem o desafio de viver na castidade, pois um casal só pode se unir e ter uma relação sexual após o casamento, que é o tempo propício para isso.

Jovens cristãos, está na hora de dar uma lição ao mundo. Na África, onde a AIDS mais acontece, em Uganda eles conseguiram baixar de 26% para 5% a contaminação da população do país, pois o presidente católico fez uma campanha para que vivessem o sexo somente no casamento, tantos os jovens como os casais já casados.

Hoje estão colocando máquinas de camisinha nas escolas para que os jovens as usem; porém, eu digo: ensine seu filho a não fazer isso, pois eles devem aprender que seus corpos são um templo santo e não podem viver como o mundo ensina.

O remédio não é empurrar os jovens para o sexo fácil, mas sim, viver a castidade!

Prof. Felipe Aquino

Orçamento familiar: um papo para todos!

Cuidado com o dinheiro que ‘escorre pelo ralo’

Começo de ano, sempre há muitas contas para pagar: despesas com a escola, com o carro, com as festas do fim de ano e tudo o que é típico desta época. Problemas à vista? Não, caso você decida organizar suas finanças.

A melhor situação, nesse caso, quando falamos do orçamento familiar, é tratar do assunto em família. Em muitas casas, apenas o marido é responsável por trazer a renda para casa. Em outras, marido e mulher. Mas e os filhos? Onde entram nessa história? Entram exatamente na necessidade de participarem da vida financeira da família, ou seja, desde pequenos, eles podem aprender a poupar, especialmente, saber usar bem o dinheiro.

Alguns passos são importantes para resolver questões financeiras em sua família. Vamos a eles:

1) A família precisa estar envolvida: saber o que gastar, como gastar, quais as prioridades (por exemplo, quitar um carro, uma casa, pagar dívidas pendentes, economizar nos gastos dos passeios, optar por passeios mais baratos ou gratuitos ou mesmo privar-se de algumas coisas faz parte do que chamamos de educação financeira). Ao colocar a família participando, o assunto se torna mais coletivo e compromete a todos em busca de um objetivo comum.

2) O que tenho para pagar? Muitas vezes, as famílias estão com dívidas que são três, quatro ou mais vezes o valor do salário mensal. Logo, há muito mais gastos do que dinheiro para receber. Equilibrar essas despesas é muito importante. Você sabe o que tem para pagar? Tem ideia de quanto gasta no mês? Acha que as suas dívidas estão um pouco exageradas? Coloque tudo no papel. Na internet, você pode encontrar muitos modelos de planilhas ou aplicativos para seu celular, que ajudam você, de forma simples, a controlar tudo isso.

3) Procure eliminar as dívidas: avalie o que tem juros mais altos, se existem contas que podem ser negociadas, procure comprar à vista e pedir desconto (as lojas têm concedido descontos de até 10 ou 12 % quando se opta pelo pagamento à vista em dinheiro ou cartão de débito). Tem pago apenas o mínimo da fatura do cartão de crédito? Procure fazer um esforço, pois os juros são altíssimos e, quando acumulados, aumentam muito seu débito.

4) Faça uma reserva financeira: faça o propósito de guardar parte do seu salário por mês. Assim, você se previne para situações de risco ou mesmo emergências em saúde ou desemprego.

5) Cuidado com o dinheiro que “escorre pelo ralo”: pequenas despesas, presentes, aquele jantar extra, aquela compra que você caracteriza como “eu mereço, porque…..” podem desequilibrar seu orçamento. É claro que podemos ter tais atitudes, mas se já existe um desequilíbrio nas suas contas, vale a pena pensar num presente alternativo, em algo que você sabe fazer ou evitar tais despesas para uma tranquilidade posterior.

6) Não encare isso como um sofrimento: estudos revelam que 15% dos trabalhadores sofrem estresse por problemas na forma de usar seu dinheiro. Logo, se há estresse nesta área, é porque as finanças não foram bem trabalhadas, e os problemas tendem a aumentar. Se houver um sacrifício, hoje, haverá paz amanhã, e isso, certamente, valerá muito a pena.

Que essas dicas possam ajudar você e sua família. Tenha tranquilidade para falar sobre esse assunto com a sua família. Vamos conversar mais sobre isso?

Elaine Ribeiro
[email protected]  
Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

Família que reza e vai a Missa junto é fortalecida

Nicole Melhado / Da Redação, com site oficial do 7º Encontro Mundial das Famílias – 01/6/2012

Pais são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé, explicou o Cardeal Sean

“Família que reza unida, está unida”. É o que destacou o Arcebispo de Boston (EUA), Cardeal Sean O’Malley, na manhã desta sexta-feira, 1º de junho, terceiro dia do 7º Encontro Mundial das Famílias, que acontece na cidade de Milão, na Itália. O cardeal americano falou sobre o domingo como tempo de estar em família e a importância de ir à Missa nesse dia.

“Eu recomendo que participem da Missa dominical e rezem juntos. Isso fortalece sua família e lhes ajudará a enfrentar os muitos desafios do nosso tempo que frequentemente a dilaceram”, enfatizou.

Dom O’Malley lembra ainda que a Missa é a oração central do catolicismo, fonte e ápice da vida cristã. “Quando participamos da Missa com eles, ensinamos aos nossos filhos e netos uma das lições mais importantes”, reforça.

Durante o Sacramento do Batismo, aos pais é recordado que eles são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé. Para o Arcebispo de Boston, a fé é um patrimônio vivo para os filhos e netos. As crianças sempre olham seus pais e avós e os imitam, desta forma elas são formadas. Aquelas que observam os pais e outros adultos recebendo a Eucaristica com reverência, percebem mais facilmente que a Eucaristia é realmente o Corpo e Sangue de Cristo e o exemplo dos pais é uma parte essencial na preparação para receber a Primeira Comunhão.

“A Eucaristia não é somente algo simbólico. Jesus disse: ‘Eu sou o pão que desceu do céu; quem comer deste pão viverá para sempre; quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá vida eterna e permanece em mim e eu nele”, destaca o cardeal.

Cada domingo, salienta Dom O’Malley, é uma “pequena Páscoa”, porque reafirma a ressurreição de Jesus, Sua vitória sobre a morte.

O prelado enfatiza ainda que a fidelidade à visão da Igreja sobre a família é difícil, particularmente numa sociedade sempre mais secularizada. Mas as famílias católicas podem oferecer à sociedade um testemunho potente do Amor de Deus.

“Jesus não prometeu que Seus caminhos seriam fáceis, mas prometeu que teriam logo a graça necessária para viver a vossa vocação. Recomendo a vocês, pais e mães de jovens famílias, imitem Josué e o povo de Israel. Quando perguntaram se eles serviriam ao Senhor ou aos deuses pagãos eles responderam: ‘eu e minha casa servimos ao Senhor”, concluiu Dom O’Malley.

Semana Nacional da Família começa neste domingo

Resgate de valores

Quinta-feira, 9 de agosto de 2018, Thiago Coutinho, Da redação
https://noticias.cancaonova.com/brasil/semana-nacional-da-familia-comeca-neste-domingo-2/

Assessor nacional da Comissão para a Vida e a Família da CNBB enfatiza necessidade de resgatar a família como célula vital da sociedade

Entre 12 e 18 de agosto, a Igreja no Brasil celebrará a Semana Nacional da Família. O evento é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

O tema deste evento, bem como o subsídio Hora da Família, é “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”, o mesmo adotado pelo IX Encontro Mundial das Famílias, que será realizado de 21 a 26 de agosto, na capital da Irlanda, Dublin.

“Nosso objetivo é ajudar as famílias a pensar cada vez mais na sua importância, fazer com que possam resgatar na sociedade a família como célula vital”, explica o padre Jorge Alves Filho, Assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.

Todas as atividades que serão realizadas nas paróquias, dioceses e demais comunidades vão girar em torno do tema proposto tanto pela Semana da Família quanto pelo Encontro Mundial na Irlanda. “Haverá muita adoração e celebração da palavra, mas existem dioceses que farão outras coisas, como caminhadas, são várias propostas. A cada ano, surge muita criatividade para este evento da família”, explica o padre Jorge.

“É uma semana muito importante para nossa Pastoral Familiar, é uma semana muito forte em que fazemos mais celebrações para que as famílias possam participar”, acrescenta Carlos Santos, coordenador da Pastoral Familiar do setor Lorena, da diocese de Lorena (SP).

Segundo Santos, a fim de reforçar toda a ideia por trás da Semana da Família, a pastoral e seus integrantes costumam visitar as casas e rezar o terço junto com essas pessoas. “Além disto, fazemos momentos de encontro propostos por nosso subsídio Hora da Família, que é muito bom e tem grandes temas. Assim, preparamos o ambiente nas casas com velas, fotos e temas específicos que serão tratados em cada encontro”, explica.

A ideia do subsídio, que é preparado no início do ano, é fazer com que os fiéis e as comunidades falem a mesma língua. “Em agosto, todos vão falar a mesma linguagem, com a ideia de vivenciar nas paróquias, dioceses e regionais a experiência do Evangelho das famílias, de sustentar esta cultura que precisa ser resgatada”, diz.

Além destes encontros, Santos sugere às famílias que façam trabalhos sociais, que ajudem aos mais necessitados, como visitas a asilos e casas de recuperação de dependentes químicos.

O modelo da Sagrada Família

Para a Igreja, o conceito de família é claro, como reitera padre Jorge, e tem como referência a Sagrada Família. “Este modelo deve ser para nós a luz que ilumina a vivência familiar”, afirma o padre. “Queremos destacar a figura da mãe que está sempre presente com o filho, que dá carinho, a figura do pai que ensina os valores morais e éticos, a figura dos filhos que aprendem dentro do lar a serem cidadãos”, reitera o padre Jorge.

O amor que deve ser posto em prática em cada lar é um conceito que a Semana Nacional da Família quer levar aos fiéis nas próximas semanas. “Os avós, os tios, os primos todos estão inseridos neste contexto familiar. É bom esclarecer que nós, enquanto cristãos, não podemos nos deixar levar pelas ideologias do mundo”, adverte. “A sagrada família de Nazaré é a família em que nos inspiramos para nossa vida”, reitera.

“Precisamos, juntos, enquanto Pastoral Familiar, ajudarmos as famílias a se estruturarem, a encontrarem o Cristo que vai amá-las e ajudá-las a superar as dificuldades. Por isto esta é uma semana forte”, pondera Santos.

Amoris laetetia

Em sua exortação apostólica Amoris Laetitia, o Papa Francisco fala justamente sobre o amor na família, um assunto que precisa cada vez mais ser estabelecido, recorda padre Jorge. “É preciso aprender a amar. E por isso o Papa fala sobre o amor vivido na família em Amoris Laetitia, precisamos resgatar a alegria da vivência do amor na família”.

Todos esses encontros, e mesmo esta Semana Nacional destinada às famílias, são essenciais para resgatar este amor dentro da família. “Não queremos dizer que não haja fragilidade, mas sim entender que dentro da fragilidade é possível crescer e estar cada vez mais unido àquilo que Jesus Cristo veio dizer a nós: o amor e a fraternidade. E a família é chamada para reafirmar esta vivência do Evangelho”, finaliza.

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