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As duas dimensões da família

O casal que reza junto não se separa diante das dificuldades

São Paulo diz que os maridos devem amar as suas esposas. Você está disposto a amar a sua esposa a ponto de se entregar por ela?  É dogma de fé que a Igreja é santa, nunca podemos dizer que a instituição criada por Cristo tem pecado, pois os pecados são dos filhos dela [Igreja], os pecados são nossos. E por que a Igreja é santa? Porque Cristo entregou-se por ela na cruz, para que ela fosse sem mácula.

Pela mentira o demônio quer destruir os casamentos, quando se mente para o marido ou para a esposa, você está dando ocasião para o maligno.  A porta por onde o demônio entra tem nome, se chama pecado, por isso o casal não pode pecar.

Quando o casal está unido no amor de Deus, ninguém o separa. O amor é que une o casal, São Paulo diz que o amor é paciente, é bondoso, não busca os próprios interesses, não acaba nunca, só o amor faz com que perdoemos uns aos outros até mesmo quando um errou com o outro.

É preciso que nos alimentemos do amor de Deus. E isso vai acontecer onde? Na Igreja, na Eucaristia, na oração, pois o casal que reza junto não se separa diante das dificuldades, pois tem forças para superar todos os problemas.

A família tem duas dimensões: a primeira dimensão é o “casal” e a segunda, são os “filhos”. A família é sagrada, ela não foi instituída por homem, por um papa, mas por Deus. Deus Pai quis dar uma ajuda adequada ao homem, por isso, deu-lhe a mulher como vemos no livro do Gênesis. A mulher foi a última criação do Senhor, foi o ápice da criação.

O Todo-Poderoso quis que, na raiz da família, houvesse uma aliança e por essa razão os casais hoje trazem uma aliança em suas mãos. O Papa São João Paulo II pedia: “casais cristãos sejam para o mundo um sinal do amor de Deus”, de forma que – quando os demais (casais) virem superando os problemas existentes no mundo – possam ver o amor de Deus.

O Criador deseja que, através do sacramento do matrimônio, homem e mulher sejam uma só carne, que sejam um só coração, uma só alma, um só espírito. Infelizmente, existem pessoas que estão casadas há anos, porém, ainda não parecem estar casadas.

Falo também aos jovens: se você brincar com seu namoro, você já está destruindo seu casamento, pois ele [namoro] é o alicerce para um casamento, é a preparação, a parte mais demorada, mais difícil. O Papa lá em Sidney, na Austrália, pede ao jovens que aceitem o desafio de viver na castidade, pois um casal só pode se unir e ter uma relação sexual após o casamento, que é o tempo propício para isso.

Jovens cristãos, está na hora de dar uma lição ao mundo. Na África, onde a AIDS mais acontece, em Uganda eles conseguiram baixar de 26% para 5% a contaminação da população do país, pois o presidente católico fez uma campanha para que vivessem o sexo somente no casamento, tantos os jovens como os casais já casados.

Hoje estão colocando máquinas de camisinha nas escolas para que os jovens as usem; porém, eu digo: ensine seu filho a não fazer isso, pois eles devem aprender que seus corpos são um templo santo e não podem viver como o mundo ensina.

O remédio não é empurrar os jovens para o sexo fácil, mas sim, viver a castidade!

Prof. Felipe Aquino

Orçamento familiar: um papo para todos!

Cuidado com o dinheiro que ‘escorre pelo ralo’

Começo de ano, sempre há muitas contas para pagar: despesas com a escola, com o carro, com as festas do fim de ano e tudo o que é típico desta época. Problemas à vista? Não, caso você decida organizar suas finanças.

A melhor situação, nesse caso, quando falamos do orçamento familiar, é tratar do assunto em família. Em muitas casas, apenas o marido é responsável por trazer a renda para casa. Em outras, marido e mulher. Mas e os filhos? Onde entram nessa história? Entram exatamente na necessidade de participarem da vida financeira da família, ou seja, desde pequenos, eles podem aprender a poupar, especialmente, saber usar bem o dinheiro.

Alguns passos são importantes para resolver questões financeiras em sua família. Vamos a eles:

1) A família precisa estar envolvida: saber o que gastar, como gastar, quais as prioridades (por exemplo, quitar um carro, uma casa, pagar dívidas pendentes, economizar nos gastos dos passeios, optar por passeios mais baratos ou gratuitos ou mesmo privar-se de algumas coisas faz parte do que chamamos de educação financeira). Ao colocar a família participando, o assunto se torna mais coletivo e compromete a todos em busca de um objetivo comum.

2) O que tenho para pagar? Muitas vezes, as famílias estão com dívidas que são três, quatro ou mais vezes o valor do salário mensal. Logo, há muito mais gastos do que dinheiro para receber. Equilibrar essas despesas é muito importante. Você sabe o que tem para pagar? Tem ideia de quanto gasta no mês? Acha que as suas dívidas estão um pouco exageradas? Coloque tudo no papel. Na internet, você pode encontrar muitos modelos de planilhas ou aplicativos para seu celular, que ajudam você, de forma simples, a controlar tudo isso.

3) Procure eliminar as dívidas: avalie o que tem juros mais altos, se existem contas que podem ser negociadas, procure comprar à vista e pedir desconto (as lojas têm concedido descontos de até 10 ou 12 % quando se opta pelo pagamento à vista em dinheiro ou cartão de débito). Tem pago apenas o mínimo da fatura do cartão de crédito? Procure fazer um esforço, pois os juros são altíssimos e, quando acumulados, aumentam muito seu débito.

4) Faça uma reserva financeira: faça o propósito de guardar parte do seu salário por mês. Assim, você se previne para situações de risco ou mesmo emergências em saúde ou desemprego.

5) Cuidado com o dinheiro que “escorre pelo ralo”: pequenas despesas, presentes, aquele jantar extra, aquela compra que você caracteriza como “eu mereço, porque…..” podem desequilibrar seu orçamento. É claro que podemos ter tais atitudes, mas se já existe um desequilíbrio nas suas contas, vale a pena pensar num presente alternativo, em algo que você sabe fazer ou evitar tais despesas para uma tranquilidade posterior.

6) Não encare isso como um sofrimento: estudos revelam que 15% dos trabalhadores sofrem estresse por problemas na forma de usar seu dinheiro. Logo, se há estresse nesta área, é porque as finanças não foram bem trabalhadas, e os problemas tendem a aumentar. Se houver um sacrifício, hoje, haverá paz amanhã, e isso, certamente, valerá muito a pena.

Que essas dicas possam ajudar você e sua família. Tenha tranquilidade para falar sobre esse assunto com a sua família. Vamos conversar mais sobre isso?

Elaine Ribeiro
[email protected]  
Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

Família que reza e vai a Missa junto é fortalecida

Nicole Melhado / Da Redação, com site oficial do 7º Encontro Mundial das Famílias – 01/6/2012

Pais são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé, explicou o Cardeal Sean

“Família que reza unida, está unida”. É o que destacou o Arcebispo de Boston (EUA), Cardeal Sean O’Malley, na manhã desta sexta-feira, 1º de junho, terceiro dia do 7º Encontro Mundial das Famílias, que acontece na cidade de Milão, na Itália. O cardeal americano falou sobre o domingo como tempo de estar em família e a importância de ir à Missa nesse dia.

“Eu recomendo que participem da Missa dominical e rezem juntos. Isso fortalece sua família e lhes ajudará a enfrentar os muitos desafios do nosso tempo que frequentemente a dilaceram”, enfatizou.

Dom O’Malley lembra ainda que a Missa é a oração central do catolicismo, fonte e ápice da vida cristã. “Quando participamos da Missa com eles, ensinamos aos nossos filhos e netos uma das lições mais importantes”, reforça.

Durante o Sacramento do Batismo, aos pais é recordado que eles são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé. Para o Arcebispo de Boston, a fé é um patrimônio vivo para os filhos e netos. As crianças sempre olham seus pais e avós e os imitam, desta forma elas são formadas. Aquelas que observam os pais e outros adultos recebendo a Eucaristica com reverência, percebem mais facilmente que a Eucaristia é realmente o Corpo e Sangue de Cristo e o exemplo dos pais é uma parte essencial na preparação para receber a Primeira Comunhão.

“A Eucaristia não é somente algo simbólico. Jesus disse: ‘Eu sou o pão que desceu do céu; quem comer deste pão viverá para sempre; quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá vida eterna e permanece em mim e eu nele”, destaca o cardeal.

Cada domingo, salienta Dom O’Malley, é uma “pequena Páscoa”, porque reafirma a ressurreição de Jesus, Sua vitória sobre a morte.

O prelado enfatiza ainda que a fidelidade à visão da Igreja sobre a família é difícil, particularmente numa sociedade sempre mais secularizada. Mas as famílias católicas podem oferecer à sociedade um testemunho potente do Amor de Deus.

“Jesus não prometeu que Seus caminhos seriam fáceis, mas prometeu que teriam logo a graça necessária para viver a vossa vocação. Recomendo a vocês, pais e mães de jovens famílias, imitem Josué e o povo de Israel. Quando perguntaram se eles serviriam ao Senhor ou aos deuses pagãos eles responderam: ‘eu e minha casa servimos ao Senhor”, concluiu Dom O’Malley.

Semana Nacional da Família começa neste domingo

Resgate de valores

Quinta-feira, 9 de agosto de 2018, Thiago Coutinho, Da redação
https://noticias.cancaonova.com/brasil/semana-nacional-da-familia-comeca-neste-domingo-2/

Assessor nacional da Comissão para a Vida e a Família da CNBB enfatiza necessidade de resgatar a família como célula vital da sociedade

Entre 12 e 18 de agosto, a Igreja no Brasil celebrará a Semana Nacional da Família. O evento é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

O tema deste evento, bem como o subsídio Hora da Família, é “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”, o mesmo adotado pelo IX Encontro Mundial das Famílias, que será realizado de 21 a 26 de agosto, na capital da Irlanda, Dublin.

“Nosso objetivo é ajudar as famílias a pensar cada vez mais na sua importância, fazer com que possam resgatar na sociedade a família como célula vital”, explica o padre Jorge Alves Filho, Assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.

Todas as atividades que serão realizadas nas paróquias, dioceses e demais comunidades vão girar em torno do tema proposto tanto pela Semana da Família quanto pelo Encontro Mundial na Irlanda. “Haverá muita adoração e celebração da palavra, mas existem dioceses que farão outras coisas, como caminhadas, são várias propostas. A cada ano, surge muita criatividade para este evento da família”, explica o padre Jorge.

“É uma semana muito importante para nossa Pastoral Familiar, é uma semana muito forte em que fazemos mais celebrações para que as famílias possam participar”, acrescenta Carlos Santos, coordenador da Pastoral Familiar do setor Lorena, da diocese de Lorena (SP).

Segundo Santos, a fim de reforçar toda a ideia por trás da Semana da Família, a pastoral e seus integrantes costumam visitar as casas e rezar o terço junto com essas pessoas. “Além disto, fazemos momentos de encontro propostos por nosso subsídio Hora da Família, que é muito bom e tem grandes temas. Assim, preparamos o ambiente nas casas com velas, fotos e temas específicos que serão tratados em cada encontro”, explica.

A ideia do subsídio, que é preparado no início do ano, é fazer com que os fiéis e as comunidades falem a mesma língua. “Em agosto, todos vão falar a mesma linguagem, com a ideia de vivenciar nas paróquias, dioceses e regionais a experiência do Evangelho das famílias, de sustentar esta cultura que precisa ser resgatada”, diz.

Além destes encontros, Santos sugere às famílias que façam trabalhos sociais, que ajudem aos mais necessitados, como visitas a asilos e casas de recuperação de dependentes químicos.

O modelo da Sagrada Família

Para a Igreja, o conceito de família é claro, como reitera padre Jorge, e tem como referência a Sagrada Família. “Este modelo deve ser para nós a luz que ilumina a vivência familiar”, afirma o padre. “Queremos destacar a figura da mãe que está sempre presente com o filho, que dá carinho, a figura do pai que ensina os valores morais e éticos, a figura dos filhos que aprendem dentro do lar a serem cidadãos”, reitera o padre Jorge.

O amor que deve ser posto em prática em cada lar é um conceito que a Semana Nacional da Família quer levar aos fiéis nas próximas semanas. “Os avós, os tios, os primos todos estão inseridos neste contexto familiar. É bom esclarecer que nós, enquanto cristãos, não podemos nos deixar levar pelas ideologias do mundo”, adverte. “A sagrada família de Nazaré é a família em que nos inspiramos para nossa vida”, reitera.

“Precisamos, juntos, enquanto Pastoral Familiar, ajudarmos as famílias a se estruturarem, a encontrarem o Cristo que vai amá-las e ajudá-las a superar as dificuldades. Por isto esta é uma semana forte”, pondera Santos.

Amoris laetetia

Em sua exortação apostólica Amoris Laetitia, o Papa Francisco fala justamente sobre o amor na família, um assunto que precisa cada vez mais ser estabelecido, recorda padre Jorge. “É preciso aprender a amar. E por isso o Papa fala sobre o amor vivido na família em Amoris Laetitia, precisamos resgatar a alegria da vivência do amor na família”.

Todos esses encontros, e mesmo esta Semana Nacional destinada às famílias, são essenciais para resgatar este amor dentro da família. “Não queremos dizer que não haja fragilidade, mas sim entender que dentro da fragilidade é possível crescer e estar cada vez mais unido àquilo que Jesus Cristo veio dizer a nós: o amor e a fraternidade. E a família é chamada para reafirmar esta vivência do Evangelho”, finaliza.

Família: Lugar da bênção de Deus

A família, muitas e muitas vezes, não está sendo lugar de bênção. É triste dizer que a família tem sido, muitas e muitas vezes, o lugar da desgraça, da angústia, da falta de amor. E por quê? Quantas e quantas pessoas, na rua são alegres e felizes, mas quando chegam em casa perdem a alegria. Por isso as famílias se tornam lugar de mágoa, de ressentimento, de tristeza, de angústia.
Quando falta Deus na família, falta absolutamente tudo. Observe os grandes ídolos do mundo moderno, cantores, artistas famosos, de vez em quando eles deixam vir à tona  a maior de suas carências. E qual é? A família. A falta desse amor por quê? Porque a família não está sendo lugar de bênção.
Para ser lugar de bênção de Deus, muitas vezes não se precisa de muita coisa. Pequenos detalhes fazem um grande amor. Um grande amor não é feito de grandes coisas, não. Grandes coisas qualquer pessoa faz, tanto para o bem, quanto para o mal, se ela estiver no desespero. Agora, fazer cada dia pequenas coisas, de modo extraordinariamente maravilhoso, só quem tem o Espírito de Deus; do contrário, não consegue. E aí está a santidade. Esse é o segredo.
Cl 3, 12-17: 2 Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. 13 Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. 14 Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15 Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos. 16 A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais. 17 Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
Entranhada misericórdia, doçura… Doçura no falar, no toque, no olhar… Humildade! Marido não tem de ser mais que a mulher, e a mulher não de ser mais que o marido.
São diferentes na função, mas iguaizinhos em dignidade. Humildade é fazer o outro se sentir mais importante. Isso é amor! Amor que não tem humildade não é amor. Humildade, doçura, bondade, paciência. O ser humano é fraco, é limitado. Custa  a crescer, e cresce com o tempo.
Bondade, doçura, paciência. ‘Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente’. O que é suportar? Uma mesa com a perna quebrada precisa de um suporte. Suportar é segurar a fraqueza do outro. Mas suportar é também pegar uma alavanca, um suporte, para ajudar a movimentar algo pesado. Suportar é estender o braço na hora que o outro demonstra sua fraqueza. A mulher precisa ser suporte para o marido. O marido precisa ser suporte para a mulher. O casal precisa ser suporte para os filhos. A família precisa ser suporte para a sociedade.
Suportar é ter a capacidade de se sacrificar, de sofrer calado muitas vezes por causa do outro. Na hora que o outro levanta a voz, eu abaixo a minha. Não é criar pessoas perfeitas, isso não existe! Mas é saber suportar o outro. Na hora da fraqueza do outro, eu vou ser força para ele. O marido não pode chorar no ombro da mulher infelizmente chora no balcão do boteco. Ele chora no colo de uma prostituta.
Essa é a  diferença! Então o marido tem de ser o suporte da esposa, tem de ser o ombro para ela chorar no momento de fraqueza. Não precisa falar nada. É só chegar e dar um abraço. Quantos e quantos casais precisam descobrir que não é uma relação sexual, como o mundo mostra que precisa ter; que muito mais importante,  prazeroso e santo, muitas e muitas vezes, é uma leve passada de mão no cabelo, um aperto de mão, um beijo na testa. Eis o que importa! Mais que suportar, como São Paulo diz, é preciso perdoar mutuamente. ‘Ah, eu amava muito aquela pessoa, até que ela fez isso comigo, aí acabou!’ Nunca amou! A palavra perdoar já traz em si mesma a palavra amar, porque perdoar é per+doar, doar é dar-se. Então, o sinônimo mais perfeito de amar é doar.
Perdoar é amar por inteiro. E dar-se de novo, como Deus se dá a nós. É saber que nós  não somos perfeitos. Sabe qual é o grande segredo para perdoar? É começar a cada dia como novo que é, é não levar dia velho para dia novo. Deus não leva. Quando chega o final do dia, Ele pega o rascunho do dia e joga fora. E chega outro dia… Deus acredita muito em nós! Ele diz que hoje vai dar certo, prepara aquele dia como se fosse o ontem, o anteontem. Perdoar é dar-se. Perdoar é amar de novo, é amar por completo. Perdoar é curar o outro. Uma das grandes missões do matrimônio cristão é curar o outro. Marido, você foi escolhido de Deus e por Deus, para curar sua esposa. Quantas pessoas têm uma doença e vem me pedir para fazer uma oração. Eu tenho feito a seguinte pergunta para muitas delas: A senhora já pediu a seu marido para impor as mãos sobre a senhora e orar? Infelizmente, na grande maioria das vezes nem a mulher reza pelo marido nem o marido pela mulher.
Que tristeza! Vivem juntos. Dormem juntos. Ficam nus um diante do outro, mas não têm coragem de se abençoarem mutuamente. Não rezam um pelo outro. Marido! A sua mão tem dom de cura para sua mulher. Mulher! A sua mão tem dom de cura para seus filhos. Filhos! Vocês têm dom de cura para seus pais.
Além de rezar uns pelos outros, a família precisa ser laboratório de perdão mútuo. Perdoar é não ficar olhando para trás.´

Trecho retirado do livro ´Famílias Restauradas´, de Padre Léo.

Existe um “projeto diabólico” para destruir a família, adverte autoridade vaticana

https://www.acidigital.com/noticias/existe-um-projeto-diabolico-para-destruir-a-familia-adverte-autoridade-vaticana-75442

Imagem referencial / Foto: Pixabay (Domínio Público)

Vaticano, 30 Jul. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri, denunciou que atualmente existe “um projeto diabólico” para combater a família.

Na Missa celebrada em 27 de julho, na paróquia de Sant’Ana, no Vaticano, por ocasião da Festa de São Joaquim e Sant’Ana, o Cardeal Comastri afirmou que há “um projeto diabólico para combater a família e, definitivamente, para o combater o desejo de Deus”.

Afirmou que este mal atual “presume entender mais a Deus, porque combater a família significa isso, estar a serviço do demônio”.

“Parece-me decisivo sublinhar que nós não inventamos a família. Deus inventou a família. A família é um projeto de Deus. O Senhor criou o homem e a mulher para ser o berço da vida e depois se tornar lugar onde as crianças possam crescer e aprender o alfabeto da vida. Devemos estar cegos para não ver isso”, assinalou o Purpurado.

Recordou que o projeto diabólico contra a família também foi denunciado pelo poeta italiano Eugenio Montale, em 1970, quando se recordou em Milão os 25 anos do lançamento da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Cardeal Comastri lembrou que Montale disse que “é justo recordar aquele momento dramático com a esperança de que isso nunca mais se repita. Mas me sinto na consciência e no dever de avisar que está explodindo a bomba atômica da família e que talvez tenha mais vítimas e feridos do que na explosão em Hiroshima e Nagasaki. E a bomba está sendo colocada na mídia, apresentando falsos modelos de vida”.

O Purpurado advertiu que atualmente esses “falsos modelos estão desorientando os jovens” e convidou a refletir as palavras da Virgem Maria quando respondeu ao anjo depois de receber o anúncio de que seria a Mãe de Jesus.

“Maria, através do anjo, recebe o chamado a uma missão que deixaria qualquer pessoa tremendo e a resposta de Nossa Senhora é maravilhosa, de disponibilidade plena”, manifestou.

Esta resposta da Virgem “tem suas raízes no ambiente espiritual da família, na educação e no exemplo dos seus pais. Nas famílias piedosas de Israel, rezavam e meditavam os salmos todos os dias”, afirmou.

Acrescentou que o Magnificat, quando Maria encontra a sua prima Isabel, nasce da meditação familiar do amor de Deus.

“O Magnificat é uma leitura da história na qual domina a certeza de que os humildes serão os vitoriosos. A vida é uma guerra, uma luta. Quem vencerá? Vencerão os humildes, os bons, os puros, os misericordiosos. Maria diz isso no Magnificat, porque tem certeza de que Deus tem a última palavra”, assinalou.

Do mesmo modo, o Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano comentou que Madre Teresa disse que, “há algum tempo, na família se aprendia sobre a generosidade, o altruísmo. Hoje se fortalece o egoísmo dos filhos e se colhe frutos amargos”.

O Cardeal Comastri concluiu a sua homilia perguntando: “O que as crianças respiram em casa? Quais sinais são dados às crianças?”.

“A vida é uma viagem, necessita-se de sinalização ao caminhar. Comprometamo-nos a levar à família um clima de fé convencida para que as crianças, ao olharem para os seus pais, possam entender qual é a sinalização correta”, afirmou.

A importância dos avós

Dia dos avós

Uma criança que respeita os avós certamente será mais consciente do seu papel como cidadão

A formação dos filhos acontece pela interação deles com a família e com a sociedade. Quantas lembranças boas temos da relação com nossos avós! As viagens para a casa deles, a comidinha gostosa, o carinho, o olhar, as histórias. Enfim, a riqueza do relacionamento com eles é significativa na vida de uma criança.

As raízes familiares são transmitidas também pelos avós, e isto é bastante válido. Todo contato é importante e também enriquece a vida deles, que já se encontram em outro momento de vida e se “revitalizam” com seus netos.

Nesta convivência, outro ponto muito importante é ensinar à criança o valor da pessoa mais velha. Num mundo “descartável”, no qual o “velho” é facilmente deixado de lado ou ridicularizado, é extremamente válido que possamos dar à criança o sentido de valor dos mais idosos, bem como o respeito que deve ser dado a eles.

Uma criança que respeita a história, o passado, as tradições certamente será mais consciente do seu papel como cidadão.

A relação entre pais e avós é, dentro do possível, bastante salutar. No entanto, as regras e os limites para a criança devem ser combinados entre eles, caso sejam os avós quem cuidarão dos netos. Assim, a educação das crianças terá regras parecidas e não haverá desentendimentos.

Quando existe uma relação conflituosa dos pais com os avós, é importante que ela seja resolvida entre eles, mas nunca com a participação da criança. Mesmo que sua visão a respeito dos avós seja comprometida, evite um posicionamento que dê essa impressão para seus filhos.

Cada família tem sua configuração, seus conflitos e entendimentos particulares. Assim, cabe a cada família avaliar quando e como seus filhos estarão com os avós. Só não vale usá-los como “cuidadores de luxo”, atendendo às necessidades dos pais e nada mais.

A troca de afetos é muito válida, porque prepara os filhos pequenos para o contato com outras pessoas no mundo. A vinda de novos netos sempre é uma comemoração e dá aos idosos o sentimento de continuação e perpetuação da família. Dá a eles o sentido de que suas histórias serão multiplicadas para outros membros da família, fato extremamente enriquecedor.

Acredito ser bastante importante que também os pais possam rever sua percepção sobre as pessoas mais velhas e sobre o relacionamento que têm com elas. A partir dos exemplos dos pais, a criança terá, de forma melhor ou pior, sua relação com os avós ou com qualquer pessoa mais velha.

A grande lição dessa experiência é que os netos são de fundamental importância na vida dos avós e que o relacionamento entre eles é extremamente importante para os adultos que estão envelhecendo e para as crianças que estão amadurecendo.

Elaine Ribeiro
Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

Solenidade da Natividade de São João Batista – 24 de Junho

João viveu no deserto até o dia em que se manifestou a Israel – Lc 1, 57-66.80

57Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias. 60Mas sua mãe interveio: Não, disse ela, ele se chamará João. 61Replicaram-lhe: Não há ninguém na tua família que se chame por este nome. 62E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse. 63Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: João é o seu nome. Todos ficaram pasmados. 64E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus. 65O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia. 66Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele. 80O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.

Antiga e Nova Aliança
Podemos dizer, hoje, que João Batista é o último profeta da antiga Aliança e o primeiro da nova Aliança. Ele marca a transição entre os dois. Da tradição e da religião judaicas, João Batista criticou abertamente a religião do seu tempo: cf. Lc 3,3.11.14.
No fundo, João Batista denunciou a religião esclerosada do seu tempo e a corrupção generalizada pelos líderes. Foi um grande profeta como Isaias, Amós, Jeremias, e tantos outros.
Entre João Batista e Jesus de Nazaré há uma espécie de parentela espiritual, de modo que São Lucas os apresenta como primos. Enquanto Maria, a nova Aliança visita Isabel, a antiga Aliança, São Lucas diz que elas são parentas (Lc 1,36). São Lucas quer nos mostrar que há uma continuidade entre a pregação de João Batista e o agir de Jesus de Nazaré: cf. Lc 3,16.

Circuncisão:
No Antigo Testamento a circuncisão era um rito instituído por Deus para assinalar como com uma marca os que pertenciam ao povo eleito. Deus mandou a circuncisão a Abraão como sinal da Aliança que estabelecia com ele e com toda a sua descendência (cf. Gn 17,10-14), e prescreveu que se realizasse no oitavo dia do nascimento. O rito realizava-se na casa paterna ou na sinagoga, e além da operação sobre o corpo do menino, incluía bênçãos e a imposição do nome.
Com a instituição do Batismo cristão cessou o mandamento da circuncisão. Os Apóstolos, no Concílio de Jerusalém (cf. At 15,1ss), declararam definitivamente abolida a necessidade do antigo rito.
É bem eloquente o ensinamento de São Paulo (Gl 5,2ss; 6,12ss; Cl 2,11ss) acerca da inutilidade da circuncisão.

Zacarias:
O fato miraculoso profetizado pelo anjo Gabriel a Zacarias, quando lhe anunciou o nascimento do Batista. Observa Santo Ambrósio (397): “Com razão se soltou em seguida a sua língua, porque a fé desatou o que tinha atado a incredulidade”.

João é o seu nome:
Na Bíblia, o nome é algo dinâmico, é um programa de vida. A troca de nome implica uma missão que deve ser realizada pela pessoa (cf. Gn 17,5; Jo 1,42)
Um nome novo: uma aventura que começa; uma história a ser construída.
O nome é ponto de partida e de chegada na relação com Deus.
Agora, sabendo o que Deus Pai pensa de ti, poderias descobrir o teu nome? A tua identidade? Quais os teus sinais digitais divinos? Quem és tu?

João Batista:
Segundo o Evangelho de Lucas: – João, era filho de Zacarias, um sacerdote do templo, e de Isabel, mulher estéril e de idade avançada. É o precursor de Jesus, e preparou-lhe os caminhos pregando a conversão e o arrependimento dos pecados. Batizou muitos com o batismo da penitência e, quando Jesus foi batizado, manifestou-se a Trindade e a Sua missão.
João se vestia com pele de animais e se alimentava de gafanhotos, sempre pregando sobre o arrependimento sincero e a conversão do coração. Gostava de pregar sobre a Palavra de Deus e a vinda do Messias, até que, ao encontrar-se com Jesus, aponta-O como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, enfatizando que não lhe é digno sequer de desamarrar as sandálias de seus pés e ensinando que ele, João, batizava com água, mas aquele que viria depois dele, referindo-se ao Messias, Ele sim os batizaria no Espírito Santo e no fogo.
João Batista é a “voz que grita no deserto” pedindo que sejam preparados e aplainados os caminhos do Senhor. Essa vinda deveria ser preparada pela penitência.
A Solenidade da Natividade de São João Batista nos ensina precisamente isso: anunciar ao mundo Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Levemos a sério a chamada universal de conversão pregada por João Batista e sejamos discípulos-missionários de Jesus Cristo, o Redentor!

Referências:
Reflexões de Raymond Gravel (sacerdote Quebec-Canadá)
Reflexões de Dom Orani João Tempesta, O.Cist. Arcebispo do Rio de Janeiro
Bíblia Sagrada, Santo Evangelhos. Edições Theológica, Braga, 1994
Comentários ao Evangelho pelo Pe. Adroaldo Palaoro, SJ. Aos membros do Curso Extensivo de EE.

Santo Evangelho (Mc 3, 20-35)

10º Domingo do Tempo Comum – 10/06/2018 

Primeira Leitura (Gn 3,9-15)
Leitura do Livro do Gênesis:

Depois que o homem comeu da fruta da árvore, 9o Senhor Deus chamou Adão, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo, porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 129)

— No Senhor toda graça e redenção!
— No Senhor toda graça e redenção!

— Das profundezas eu clamo a vós, Senhor,/ escutai a minha voz!/ Vossos ouvidos estejam bem atentos/ ao clamor da minha prece!

— Se levardes em conta nossas faltas,/ quem haverá de subsistir?/ Mas em vós se encontra o perdão,? Eu vos temo e em vós espero.

— No Senhor ponho a minha esperança,/ espero em sua palavra./ A minh’alma espera no Senhor / mais que o vigia pela aurora.

— Espere Israel pelo Senhor,/ mais que o vigia pela aurora!/ Pois no Senhor se encontra toda graça/ e copiosa redenção./ Ele vem libertar a Israel/ de toda a sua culpa.

 

Segunda Leitura (2Cor 4,13-18-5,1)
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 13Sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus. 16Por isso, não desanimemos. Mesmo se o nosso homem exterior se vai arruinando, o nosso homem interior, pelo contrário, vai-se renovando, dia a dia. 17Com efeito, o volume insignificante de uma tribulação momentânea acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável. 18E isso acontece, porque voltamos os nossos olhares para as coisas invisíveis e não para as coisas visíveis. Pois o que é visível é passageiro, mas o que é invisível é eterno. 5,1De fato, sabemos que, se a tenda em que moramos neste mundo for destruída, Deus nos dá uma outra moradia no céu que não é obra de mãos humanas, mas que é eterna.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Mc 3,20-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. 22Os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. 23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela nos poderá manter-se. 26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. 30Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. 31Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Anjo da Guarda de Portugal – anjo da Paz

Santo Anjo da Guarda de Portugal, Anjo da paz, da pátria e da Eucaristia

Anjo da Paz, da Pátria, da Eucaristia. As 3 aparições deste anjo em Portugal compuseram o ciclo angélico da mensagem de Fátima.

Na primavera de 1916, as 3 crianças estavam na Loca do Cabeço (Fátima) a pastorear, quando apareceu-lhes um jovem de mais ou menos 14 ou 15 anos, mais branco que a neve, dizendo: “Não temais, sou o Anjo da Paz, orai comigo: Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam”. As crianças rezaram por três vezes, com o rosto ao chão. Depois ouviram do anjo: “Orai assim. Os corações de Jesus e de Maria, estão atentos à voz de vossas súplicas”. Esta oração acompanhou os pastorinhos sempre.

A segunda aparição deu-se num dia de verão, no quintal da casa de Lúcia, no Poço do Arneiro. As crianças estavam brincando sobre o poço, quando o anjo apareceu-lhes dizendo: “Que fazeis? Orai, orai muito. Os corações santíssimos de Jesus e de Maria, tem sobre vós desígnios de misericórdia… eu sou o Anjo da sua guarda, o anjo de Portugal”.

Na terceira aparição, outono do mesmo ano, novamente na Loca do Cabeço, as crianças rezavam a oração que aprenderam na primeira aparição, e o Anjo lhes apareceu com o cálice e uma hóstia. A hóstia a pingar gotas de sangue no cálice. Elas ajoelharam, e o anjo ensinou-lhes esta oração profundíssima que diz da essência da mensagem de Fátima: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espirito Santo, adoro-vos profundamente. E ofereço-vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os sacrários da Terra. Em reparação aos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido, e pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”. Depois disso, o Anjo da Eucaristia, entregou a hóstia para Lúcia e o cálice entre Francisco e Jacinta e disse-lhes: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.”

Esta oração nos une com Maria, ao reparador Jesus Cristo, no mistério da Eucaristia para a glória da Santíssima Trindade.

Santo Anjo da Guarda de Portugal, rogai por nós!

Maio de muitas alegrias e de devoções caríssimas!

Com a festa litúrgica de São José Operário, padroeiro de todos os trabalhadores e trabalhadoras, a Igreja Católica inicia o mês de maio. Maio é dedicado aos trabalhadores, as mães que geram a vida humana, à devoção mariana, com a festa de Nossa Senhora de Fátima, que sempre nos aponta para o seguimento de seu filho Jesus.

De maio, quero me lembrar dos terços em família, oportuna iniciativa do saudoso Monsenhor Victor Arantes Vieira, agora no céu, naqueles idos dos anos conclusivos da década de setenta e no início da década de oitenta, anos marcados pela forte espiritualidade e devoção mariana. Aprendi, com papai e mamãe, e com os meus queridos e saudosos vovós Eudete e Orestes Augusto, a rezar o terço. Mas não posso deixar de agradecer muito à Dona Maria José Chagas Rezende, a nossa querida Professora e Diretora do Ginásio São José, carinhosamente conhecida como Dona Dé, e ao seu esposo, o Sr. José de Arimátea Rezende, que coordenando o terço no mês de maio e no restante do ano, sempre nas adjacências da Rua Ludgero Martins e Santo Antônio nos colocaram na atmosfera, na devoção e na proteção de Nossa Senhora, em maio invocada sob o patrocínio de Nossa Senhora de Fátima. Que tempo bonito era aquele, que a novela era trocada pela reza do terço em família, pelas novenas, pelas trezenas, pelas vigílias e pela profunda devoção à Virgem Maria, mãe e patrona da cidade de Dores da Boa Esperança.

Mas como não contemplarmos ao iniciarmos o mês de maio a família de Nazaré: José, homem justo, honesto, trabalhador iniciou seu filho adotivo Jesus no labor da carpintaria, aprendendo e santificando o trabalho humano. São José nos ensina, no trabalho braçal ou intelectual, a fazer de nosso serviço um serviço a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs. O nosso trabalho deve ser sempre santificado como expressão da misericórdia e do amor de Deus por cada um de nós. Seja qual for o trabalho ele é sempre digno, ele é sempre graça de Deus e por isso sempre devemos dar graças pelo serviço que desempenhamos. Todo serviço é único, é santificado e é importante.

Maria, a mulher que soube ouvir, santificou o trabalho doméstico. Ela foi a mulher por excelência, a mãe que educou integralmente o seu Divino Filho Jesus e jamais renunciou ao seu ofício de mulher-mãe que amamentou, que educou, que ensinou os rudimentos da fé judaica e que ensinou o seu filho na obediência à Deus e no cumprimento das Sagradas Escrituras. Num mundo em que as mulheres rejeitam ou retardam a maternidade; que o egocentrismo e o egoísmo querem apenas ter no máximo dois filhos, Maria Santíssima nos dá a senha da vivência da maternidade, a mulher que sempre quer acolher os desígnios de Deus para a sua vida. Ela foi mulher plenamente feminina e que não renunciou ao seu ministério de ser mãe e esposa. Belo exemplo a ser seguido!

Que neste mês de maio, dobremos nossos joelhos ao chão, e peçamos a graça de que Maria Santíssima, pela récita do Rosário, nos ajude a santificar a nossa vida, o nosso trabalho e a nossa missão de discípulos-missionários. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós que recorremos a Vós!

Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG).

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