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Levar a luz de Cristo a todos

Domingo, 26 de janeiro  de 2014, Jéssica Marçal / Da Redação

Recordando o início da vida pública de Jesus, Francisco falou da necessidade de sair de si mesmo e ir às periferias que precisam da luz de Cristo

Que nenhuma periferia da vida seja privada da luz de Cristo. Esta foi a exortação do Papa Francisco, no Angelus deste domingo, 26, ao recordar que a salvação de Cristo é para todos, e não para um grupo reservado.

Aos fiéis, na Praça São Pedro, Francisco falou do Evangelho do dia, que conta o início da vida pública de Jesus. O Papa destacou que Cristo não começou Sua missão em Jerusalém, o centro religioso, social e político da época, mas de uma área periférica desprezada, conhecida como “Galileia dos gentios”.

Trata-se, como explicou o Papa, de uma área de trânsito que reunia pessoas de diversas raças, culturas e religiões. Com isso, Galileia tornou-se lugar simbólico para a abertura do Evangelho a todos os povos. E com essa característica, Galileia assemelha-se ao mundo de hoje, marcado por diversas culturas e a necessidade de encontro.

“Jesus nos ensina que a Boa Notícia não é reservada a uma parte da humanidade, mas é para ser comunicada a todos, a quem a espera e também a quem, talvez, não a espere e não tenha nem sequer força de buscá-la e pedi-la”.

O Papa lembrou aos fiéis que ninguém está excluído da salvação de Cristo. Deus prefere, justamente, partir da periferia para alcançar a todos, com um método que é a “misericórdia do Pai”. “Todos somos convidados a aceitar esse chamado: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”.

Esse chamado, finalizou o Papa, é feito, também hoje, na vida cotidiana. Dessa forma, quem sentir o chamado de Deus deve ter a coragem de segui-Lo, porque Ele não desilude jamais. “Deixemo-nos alcançar pelo Seu olhar, pela Sua voz, e O sigamos. Que nenhuma periferia seja privada da Sua luz”.

 

ANGELUS

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

O Evangelho deste domingo conta o início da vida pública de Jesus nas cidades e nos vilarejos da Galileia. A sua missão não parte de Jerusalém, isso é, do centro religioso, centro também social e político, mas parte de uma zona periférica, uma zona desprezada pelos judeus mais observadores, por motivo da presença naquela região de diversas populações estrangeiras; por isto o profeta Isaías a indica como “Galileia dos gentios” (Is 8, 23).

É uma terra de fronteira, uma zona de trânsito onde se encontram pessoas diferentes por raças, culturas e religiões. A Galileia torna-se assim o lugar simbólico para a abertura do Evangelho a todos os povos. Deste ponto de vista, a Galileia assemelha-se ao mundo de hoje: com presença de diversas culturas, necessidade de paralelo e de encontro. Também nós estamos imersos a cada dia em uma “Galileia dos gentios”, e neste tipo de contexto podemos nos assustar e ceder à tentação de construir cercas para estar mais seguros, mais protegidos. Mas Jesus nos ensina que a Boa Nova, que Ele traz, não é reservada a uma parte da humanidade, é para comunicar-se a todos. É um bom anúncio destinado a quantos o esperam, mas também a quantos talvez não esperam mais nada e não têm sequer a força de procurar e de pedir.

Partindo da Galileia, Jesus nos ensina que ninguém está excluído da salvação de Deus, antes, que Deus prefere partir da periferia, dos últimos, para alcançar todos. Ensina-nos um método, o seu método, que porém exprime o conteúdo, isso é, a misericórdia do Pai. “Cada cristão e cada comunidade discernirá qual seja o caminho que o Senhor pede, mas todos somos convidados a aceitar este chamado. Sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que têm necessidade da luz do Evangelho” (Exort.ap. Evangelii gaudium, 20).

Jesus começa a sua missão não somente de um lugar descentralizado, mas também por homens que se diriam, assim, “de baixo perfil”. Para escolher os seus primeiros discípulos e futuros apóstolos, não se dirige às escolas dos escribas e dos doutores da Lei, mas às pessoas humildes e simples, que se preparam com empenho à vinda do Reino de Deus. Jesus vai chamá-los lá onde trabalham, na margem do lago: são pescadores. Chama-lhes, e esses O seguem, imediatamente. Deixam as redes e vão com Ele: as suas vidas se tornarão uma aventura extraordinária e fascinante.

Queridos amigos e amigas, o Senhor chama também hoje! O Senhor passa pelos caminhos da nossa vida cotidiana. Também hoje, neste momento, aqui, o Senhor passa pela praça. Chama-nos para andar com Ele, para trabalhar com Ele pelo Reino de Deus, as “Galileias” dos nossos tempos. Cada um de vocês pense: o Senhor passa hoje, o Senhor me olha, está me olhando! O que me diz o Senhor? E se algum de vocês ouve que o Senhor lhe diz “siga-me”, seja corajoso, vá com o Senhor. O Senhor não desilude jamais. Sintam em seu coração se o Senhor vos chama para segui-Lo. Deixemo-nos alcançar pelo seu olhar, pela sua voz e O sigamos!  “Para que a alegria do Evangelho alcance até os confins da terra e nenhuma periferia seja privada da sua luz” (ibid, 288).

Papa: ter medo de tudo é pecado que paralisa o cristão

Sexta-feira, 27 de janeiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa de hoje, Papa convidou fiéis a fazer memória do passado, viver o presente e ter esperança no futuro, sem jamais ficar parado e ter medo de tudo

Deus livre o homem do pecado que paralisa os cristãos: a pusilanimidade, ou seja, o medo de tudo, pediu o Papa Francisco na Missa desta sexta-feira, 27, na Casa Santa Marta. Francisco destacou que ter medo de tudo faz o cristão não ter memória, esperança, paciência nem coragem.

A Carta aos Hebreus proposta pela liturgia do dia, segundo Francisco, convida a viver a vida cristã com três pontos de referência: o passado, o presente e o futuro. Antes de tudo, convida a fazer memória, porque a vida cristã não começa hoje, continua hoje. Fazer memória é recordar tudo: as coisas boas e as menos boas, é cada um colocar a sua história diante de Deus sem escondê-la.

“’Irmãos, sois chamados à memória daqueles primeiros dias’: os dias do entusiasmo, de seguir adiante na fé, quando se começou a viver a fé, as provações sofridas…Não se entende a vida cristã, também a vida espiritual de cada dia, sem memória. Não somente não se entende: não se pode viver cristãmente sem memória. A memória da salvação de Deus na minha vida, a memória dos problemas da minha vida; mas como o Senhor me salvou destes problemas? A memória é uma graça: uma graça a pedir. ‘Senhor, que eu não me esqueça do seu passado na minha vida, que eu não esqueça os bons momentos, também os ruins; as alegrias e as cruzes’. O cristão é um homem de memória”.

Viver na esperança de encontrar Jesus

Francisco destacou ainda que o autor da Carta faz entender que os homens estão em caminho à espera de alguma coisa, à espera de chegar a um ponto: um encontro com o Senhor. Trata-se da esperança, de olhar para o futuro.

“A vida é um sopro, passa. Quando alguém é jovem, pensa que tem tanto tempo adiante, mas depois a vida nos ensina que aquela palavra que dizemos todos ‘mas como o tempo passa! Esse aqui conheci criança, agora se casa! Como o tempo passa!’. Logo vem. Mas a esperança de encontrá-lo é uma vida em tensão, entre a memória e a esperança, o passado e o futuro”.

Viver o presente com coragem e esperança

O terceiro ponto de referência é o presente, tantas vezes dolorido e triste. O Papa recordou que todos são pecadores, mas devem seguir adiante com coragem e paciência, sem ficar parados, porque isso não levará a crescimento.

Por fim, a liturgia do dia convida ainda a não cometer o pecado de não fazer memória, esperança, coragem e paciência: a pusilanimidade. É um pecado, segundo o Papa, que não deixa seguir adiante por medo. Pusilânimes são aqueles que vão sempre atrás, que protegem muito a si mesmos, que têm medo de tudo.

“O Senhor nos faça crescer na memória, na esperança, nos dê todos os dias coragem e esperança e nos livre da pusilanimidade, ter medo de tudo…Almas restritas para se preservarem. E Jesus diz: ‘quem quer preservar a própria vida, a perde’”.

JMJ: Não confundam felicidade com um sofá, diz Papa aos jovens

Vigília de oração

Sábado, 30 de julho de 2016, André Cunha / Da redação

“Sim, julgar que, para ser felizes, temos necessidade de um bom sofá”, diz Papa na Vigília de Oração com os jovens da JMJ

O “Campus Misericordiae” estava repleto de jovens neste sábado, 30, para a Vigília da JMJ, em Cracóvia. Sob sol forte e céu azul, mais de um milhão e meio participou do evento, segundo informou a Rádio Vaticano.

O Papa Francisco chegou ao local para presidir a Vigília; passou pela Porta Santa junto com cinco jovens que representavam os continentes; depois, quebrou o protocolo e convidou-os para um giro no papamóvel. Surpresos, os jovens embarcaram para um passeio com o Pontífice.

No discurso, Francisco comentou os testemunhos dos três jovens, que iniciaram o encontro. Ele destacou o de Rand, uma jovem síria que contou como a guerra tem destruído seu país e seu povo. O Papa afirmou que, diante desse sofrimento, a resposta da Igreja e dos cristãos não deve ser o ódio, a violência ou o terror, mas a fraternidade.

“Não queremos vencer o ódio com mais ódio, vencer a violência com mais violência, vencer o terror com mais terror. A nossa resposta a este mundo em guerra tem um nome: chama-se fraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunhão, chama-se família”, afirmou.

O Santo Padre disse que o medo, experimentado pelos jovens que testemunharam, não deve causar paralisia. “A paralisia faz-nos perder o gosto de desfrutar do encontro, da amizade, o gosto de sonhar juntos, de caminhar com os outros”.

Mas, para o Papa, há outra paralisia ainda mais perigosa e difícil de identificar: a paralisia que brota quando se confunde a felicidade com um sofá! “Sim, julgar que, para ser felizes, temos necessidade de um bom sofá”.

“Certamente, para muitos, é mais fácil e vantajoso ter jovens pasmados e entontecidos que confundem a felicidade com um sofá; para muitos, isto resulta mais conveniente do que ter jovens vigilantes, desejosos de responder ao sonho de Deus e a todas as aspirações do coração”, afirmou o Papa.

“Mas a verdade é outra! Queridos jovens, não viemos ao mundo para “vegetar”, para transcorrer comodamente os dias, para fazer da vida um sofá que nos adormeça; pelo contrário, viemos com outra finalidade, para deixar uma marca. É muito triste passar pela vida sem deixar uma marca. Mas, quando escolhemos a comodidade, confundindo felicidade com consumo, então o preço que pagamos é muito, mas muito caro: perdemos a liberdade”, completou.

Neste sentido, o Papa afirmou que Jesus é o Senhor do risco, não o Senhor do conforto, da segurança e da comodidade. Para seguir a Jesus, afirmou o Pontífice, é preciso ter uma boa dose de coragem, é preciso decidir-se a trocar o sofá por um par de sapatos que te ajudem a caminhar por estradas nunca sonhadas.

“O tempo que hoje estamos a viver não precisa de jovens-sofá, mas de jovens com os sapatos, ainda melhor, calçados com as botas. Aceita apenas jogadores titulares em campo, não há lugar para reservas”, ressaltou.

O Papa pediu aos jovens que ensinem os adultos a conviverem na diversidade, no diálogo, na partilha da multiculturalidade não como uma ameaça mas como uma oportunidade: “tende a coragem de nos ensinar que é mais fácil construir pontes do que levantar muros!”

“Aceitais? Que respondem as vossas mãos e os vossos pés ao Senhor, que é caminho, verdade e vida?”, perguntou-lhes concluindo o discurso.

Uma vigília de arte, música e oração

A Vigília teve início com os testemunhos de três jovens que relataram experiências pessoais de conversão, sofrimento com a perseguição e a guerra e vício de drogas.

Nas peças de dança e teatro, os jovens retratam o amor aos indiferentes – aqueles que são dependentes das tecnologias e inertes às realidades que os envolvem; o atentado ao Papa João Paulo II em 13 de maio de 1981 e perdão do Pontífice ao atirador.

A figura de Santa Faustina, polonesa padroeira da JMJ, representada no palco por uma jovem, perpassou todas as cenas e testemunhos. Os jovens contaram também sua história de conversão que teve início em uma noite de “balada”.

Uma adoração eucarística concluiu o momento com a presença do Papa Francisco. Mas a festa dos jovens deve continuar pela madrugada a dentro esse domingo, 31, na Missa de Envio que concluirá a JMJ 2016.

Quem não vive para servir não serve para viver

Terça-feira, 31 de maio de 2016, Da redação, com Rádio Vaticano

Na homilia, Papa Francisco dedicou sua reflexão a Nossa Senhora e destacou a atitude de servir ao próximo e à Igreja

“Se aprendêssemos a servir e fôssemos ao encontro dos outros, como isso mudaria o mundo!” Foi a consideração com a qual o Papa Francisco concluiu a homilia da Missa desta terça-feira, 31, que narra a visita de Maria a Santa Isabel.

O Santo Padre dedicou sua reflexão a Nossa Senhora, no dia que se encerra o mês mariano. “Serviço e encontro fazem sentir uma alegria que preenche nossas vidas”, disse ele, acrescentando que coragem feminina, capacidade de ir ao encontro dos outros, estender a mão para uma ajuda, solicitude e principalmente, alegria, daquelas que enchem o coração e dão à vida um novo sentido e uma nova direção.

Esse trecho, junto com as palavras do Profeta Sofonias na primeira leitura; e de São Paulo, na segunda, delineia uma liturgia alegre e chega como um vento novo que preenche a vida de todos.

Alegria e cara virada

“É feio ver cristãos com a cara virada. Ser cristão triste é feio! Não são plenamente cristãos. Acreditam que são, mas não o são totalmente. Essa é a mensagem cristã; nessa atmosfera de alegria que a liturgia nos dá de presente, gostaria de ressaltar apenas duas coisas: primeiro, um comportamento; segundo, um fato. O comportamento é o serviço”.

As mulheres: coragem da Igreja

O serviço de Maria é realizado sem incertezas, observou o Papa. Maria, afirma o Evangelho, “dirigiu-se apressadamente”, embora estivesse grávida e arriscasse deparar-se com malfeitores no decorrer da estrada. “Essa jovem, de 16 ou 17 anos, não mais era corajosa. Levanta-se e vai”, acrescentou Francisco.

“Coragem de mulher. As mulheres corajosas que existem na Igreja são como Nossa Senhora. Essas mulheres que levam avante a família, a educação dos filhos, enfrentam tantas adversidades, tanta dor, que curam os doentes. Corajosas: levantam-se e servem, servem.”

O Santo Padre afirma que o serviço é sinal cristão. Quem não vive para servir não serve para viver. Serviço na alegria, esta é a atitude que gostaria de destacar hoje. Há alegria e também serviço. Sempre para servir”.

O encontro é um sinal cristão
O segundo ponto sobre o qual o Papa se detém é o encontro entre Maria e sua prima. “Essas duas mulheres se encontram, e se encontram com alegria. Aquele momento é só de festa”, evidenciou.

Francisco disse ainda que se todos aprendessem a servir e ir ao encontro dos outros o mundo mudaria.

“O encontro é outro sinal cristão. Uma pessoa que se diz cristã e não é capaz de ir ao encontro dos outros, de encontrar os outros, não é totalmente cristã. Seja o serviço ou o encontro, ambos requerem sair de si mesmo para servir e para encontrar, para abraçar outra pessoa. É com esse serviço de Maria, com esse encontro que se renova a promessa do Senhor, atua-se no presente, naquele presente. E como ouvimos na primeira leitura: ‘O Senhor, teu Deus, está no meio de ti’, o Senhor está no serviço, o Senhor está no encontro”.

Santo Evangelho (Mc 6, 45-52)

Quarta-feira depois da Epifania – Quarta-feira 06/1/2016

Primeira Leitura (1Jo 4,11-18)
Leitura da Primeira Carta de São João.

11Caríssimos: se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado em nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos e damos testemunho, que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 71)

— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo e de todas as nações hão de servi-lo.

— Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

 

Evangelho (Mc 6,45-52)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
—Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca, e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Rafaela Maria

Nasceu em Córdova, na Espanha, no ano de 1850. Juntamente com sua irmã de sangue, fundaram a Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus. Dedicadas à adoração ao Santíssimo Sacramento e ao cuidado das crianças, Santa Rafaela ocupou o cargo de Madre Superiora e sua irmã – co-fundadora – de ecônoma geral. Mas, no ano de 1893, a irmã de Santa Rafela foi partilhando com outras conselheiras a ponto de convencê-las de que sua irmã, Santa Rafaela Maria, por não ser apta na economia, também não poderia continuar governando a congregação. Diante daquele consenso, ela deixou o cargo e sua irmã o ocupou e foi superiora durante 10 anos.

Nos 22 anos de vida que restaram a essa grande serva de Deus, ela viveu na humildade, fazendo os serviços que davam a ela sempre com muito amor e obediência na graça de Deus. Santa Rafaela Maria foi uma verdadeira adoradora diante do Santíssimo Sacramento. Ao falecer, em 1925, partiu para a glória. Não passou muito tempo, veio à luz toda a trama de sua irmã, que não foi reconhecida como santa.

Santa Rafaela Maria, rogai por nós!

O nosso caminho de fé é ligado ao de Maria…

… “Mãe de Deus” e nossa Mãe

Papa Francisco na Missa, em São Pedro

A iniciar o novo ano, a Igreja latina celebra desde tempos imemorais a grande solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Seguindo a tradição, o Papa Francisco preside, na basílica de São Pedro, à celebração eucarística, a partir das 10 horas, que pode ser seguida em directo, neste site, também com comentários em português. A missa é com celebrada por grande número de padres e um certo número de bispos e cardeais presentes em Roma. Este primeiro de Janeiro é também o quadragésimo sétimo Dia Mundial da Paz, instituído pelo Papa Paulo VI. Tema proposto desta vez: Fraternidade, fundamento e caminho para a paz.

A homilia da Missa foi toda ela centrada na figura de Maria, Mãe de Deus, partindo das leituras proclamadas, a começar pela primeira, do Livro dos Números, com a bênção que Deus sugerira a Moisés, para que fosse invocada sobre todo o povo. “É significativo ouvir estas palavras de bênção no início de um novo ano – observou o Papa:

“São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingénua que imagina melhor o futuro, simplesmente porque é futuro.”

É uma esperança que tem a sua razão de ser precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém… os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da protecção amorosa do Senhor, da sua ajuda providente. Ora – prosseguiu Papa Francisco – os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de qualquer outra criatura.

“Mãe de Deus! Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu.”

Papa Francisco evocou, a este propósito, aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria – recordou – ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. “É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura.”

Mas é também o exercício do “sensus fidei” unânime do santo e fiel povo de Deus, que , na unidade, nunca se engana – acrescentou o Papa, logo prosseguindo:

“Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e sobretudo no caminho de fé do povo cristão.”

O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, A sentimos particularmente próxima de nós! – sublinhou o Papa. O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!»

“Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais. E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus; e ama-os como os amava Jesus.”

A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho – observou ainda o Papa Francisco, quase a concluir.

“A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz; e invocamo-La todos juntos: Santa Mãe de Deus! Santa Mãe de Deus! Santa Mãe de Deus!”

Como habitualmente nestas celebrações papais, usaram-se diferentes línguas nas leituras e na oração dos fiéis: – um jovem chinês rezou pela paz entre os povos e nações, invocando Jesus, Príncipe da paz, para que se vençam todas as divisões, ódios e rancores; – uma mãe de família rezou, em espanhol, pelas mulheres e por todas as mães, chamadas a gerar, defender e promover a vida; – em árabe, recordou-se o ano novo, para que Jesus eduque todos a viver activamente na história, sempre orientados para a Vida eterna; – finalmente, em português, rezou-se por toda a assembleia presente…

Eis o texto integral da homilia:

Amados Irmãos e Irmãs, A primeira leitura propôs-nos a antiga súplica de bênção que Deus sugerira a Moisés, para que a ensinasse a Aarão e seus filhos: «O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz» (Nm 6, 24-26). É muito significativo ouvir estas palavras de bênção no início dum novo ano: acompanharão o nosso caminho neste tempo que se abre diante de nós. São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingénua que imagina melhor o futuro, simplesmente porque é futuro. Esta esperança tem a sua razão de ser precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém os votos maiores, os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da protecção amorosa do Senhor, da sua ajuda providente.

Os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de qualquer outra criatura.

Mãe de Deus! Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu. Lembremos aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura. Mais ainda: é o sensus fidei do santo fiel Povo de Deus, que nunca – na sua unidade – nunca se engana.

Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e sobretudo no caminho de fé do povo cristão. «A Igreja caminha no tempo (…). Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria» (JOÃO PAULO II, Enc. Redemptoris Mater, 2). O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, A sentimos particularmente próxima de nós! No que diz respeito à fé, que é o fulcro da vida cristã, a Mãe de Deus partilhou a nossa condição, teve de caminhar pelas mesmas estradas, às vezes difíceis e obscuras, trilhadas por nós, teve de avançar pelo «caminho da fé» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. Lumen gentium, 58).

O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 27). Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais. E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus; e ama-os como os amava Jesus. A mulher que, nas bodas de Caná da Galileia, dera a sua colaboração de fé para a manifestação das maravilhas de Deus na mundo, no Calvário mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho, e comunica-a aos outros com carinho maternal. Assim Maria torna-Se fonte de esperança e de alegria verdadeira.

A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho. Deste modo, a nossa missão será fecunda, porque está modelada pela maternidade de Maria. A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz; e invocamo-La todos juntos: Santa Mãe de Deus!

Na catequese, Papa pede famílias e Igreja de portas abertas

Quarta-feira, 18 de novembro de 2015, Jéssica Marçal / Da Redação

Na catequese de hoje, Papa falou sobre o desejo de uma Igreja de portas abertas para o acolhimento e para sair ao encontro de Jesus

A Igreja deve estar sempre aberta para acolher aqueles que batem à sua porta e para sair ao encontro de Jesus. Esse foi, em resumo, o ensinamento do Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, 18, na Praça São Pedro.

Lembrando a proximidade do Jubileu da Misericórdia, que tem como símbolo a abertura da Porta Santa, o Papa refletiu sobre as “portas” da vida, para falar da necessidade de acolhimento. Também as famílias são convidadas a abrir suas portas para sair ao encontro de Jesus.

Francisco destacou que também Deus pede permissão para entrar; Ele não força a porta jamais. “Imaginemos o Senhor batendo à porta do nosso coração!”. Pelo mundo há muitas portas abertas, reconheceu o Papa, mas também há lugares onde as portas blindadas se tornaram normais.

“Não devemos nos render à ideia de ter que aplicar esse sistema a toda a nossa vida e tão menos à vida da Igreja. Seria terrível, uma Igreja inospitaleira, assim como uma família fechada em si mesma mortifica o Evangelho (…) Nenhuma porta ‘blindada’ na Igreja, tudo aberto”, disse.

A porta deve estar sempre aberta também para ver se do lado de fora há alguém esperando, talvez sem coragem ou força de bater. “Quanta gente perde a confiança, não tem a coragem de bater à porta do nosso coração cristão, às portas das nossas Igrejas. E estão ali, não têm a coragem. Por favor, que isso não aconteça nunca”, pediu o Papa.

Francisco lembrou ainda que a casa de Deus é uma morada, não uma prisão, e a porta se chama Jesus. É preciso passar pela porta e ouvir a voz de Jesus, para poder entrar e sair sem perigo. E a Igreja é também porteira da casa de Deus, não a patroa.

“A Sagrada Família de Nazaré sabe bem o que é uma porta fechada e uma porta aberta. As famílias cristãs façam de suas casas um pequeno grande sinal da porta da misericórdia e do acolhimento de Deus”, finalizou.

Cristãos devem estender a mão aos marginalizados, diz Papa

Sexta-feira, 26 de junho de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa de hoje, Papa destacou o valor da proximidade aos marginalizados; muitas vezes, cristãos devem “sujar” as mãos para ajudá-los, a exemplo de Jesus

O Papa Francisco voltou a defender, nesta sexta-feira, 26, a proximidade aos mais necessitados como um aspecto fundamental da comunidade cristã. Na Missa de hoje, ele destacou que o bem se faz “sujando” as mãos, ou seja, os cristãos devem se aproximar e estender as mãos àqueles que a sociedade tende a excluir.

Aproximando-se dos excluídos do seu tempo, Jesus “sujou” as mãos tocando os leprosos. E, assim, ensinou à Igreja que não se pode fazer comunidade sem proximidade. As reflexões do Papa surgiram a partir do Evangelho do dia, que retrata a cura de um leproso.

O milagre, notou o Papa, aconteceu sob os olhos dos doutores da lei, que consideravam o leproso impuro. Naquela época, a lepra era uma condenação perpétua; curar um leproso era tão difícil como ressuscitar um morto. Por isso os leprosos eram marginalizados, mas Jesus estendeu a mão ao excluído e demonstrou o valor fundamental da palavra “proximidade”.

“Não se pode fazer comunidade sem proximidade. Não se pode fazer a paz sem proximidade. Não se pode fazer o bem sem se aproximar. Jesus poderia muito bem ter dito: ‘Sê purificado!’. Mas não: aproximou-se e o tocou. E mais! No momento em que Ele tocou o impuro, tornou-se também Ele impuro. E esse é o mistério de Cristo: toma para si as nossas sujeiras, as nossas impurezas.”

O trecho do Evangelho registra também o convite que Jesus fez ao leproso curado: que se apresentasse ao sacerdote para que fosse novamente incluído na sociedade. Além da proximidade, também é importante para Jesus a inclusão.

“Tantas vezes penso que seja, não digo impossível, mas muito difícil fazer o bem sem sujar as mãos. E Jesus se sujou. Proximidade. E depois vai além. (…) Quem estava excluído da vida social, Jesus inclui: inclui na Igreja, inclui na sociedade… Ele jamais marginaliza alguém, jamais. Marginaliza a si mesmo para incluir os marginalizados, para nos incluir, pecadores, marginalizados, com a sua vida”.

Proximidade é estender a mão

O Papa ressaltou a admiração que Jesus suscita com as suas afirmações e os seus gestos. “Quantas pessoas seguiram Jesus naquele momento e seguem Jesus na história porque ficam impressionadas pelo modo como fala”

“Quantas pessoas olham de longe e não entendem, não lhes interessa… Quantas pessoas olham de longe, mas com o coração mau, para testar Jesus, para criticá-lo, para condená-lo… E quantas pessoas olham de longe porque não têm a coragem que ele teve de se aproximar, mas têm tanta vontade de fazê-lo! E naquele caso, Jesus estendeu a mão, antes. No seu ser estendeu a mão a todos, fazendo-se um de nós, como nós: pecador como nós, mas sem pecado, mas sujo dos nossos pecados. E esta é a proximidade cristã”.

“Proximidade” é uma bela palavra, concluiu Francisco, convidando os fiéis a um exame de consciência: “Eu sei aproximar-me? Tenho ânimo, força, coragem de tocar os marginalizados?”. Essas são perguntas, disse, que dizem respeito também à Igreja, às paróquias, às comunidades, aos consagrados, aos bispos, aos padres, a todos.

Santo Evangelho (Mc 10, 46-52)

8ª Semana Comum – Quinta-feira 28/05/2015 

Primeira Leitura (Eclo 42,15-26)
Leitura do Livro do Eclesiástico.

15Vou recordar as obras do Senhor, vou descrever aquilo que vi. Pelas palavras do Senhor foram feitas as suas obras, de acordo com a sua vontade realizou-se o seu julgamento. 16O sol brilhante contempla todas as coisas, e a obra do Senhor está cheia da sua glória. 17Os santos do Senhor não são capazes de descrever todas as suas maravilhas. O Senhor todo-poderoso as confirmou, para que tudo continuasse firme para sua glória. 18Ele sonda o abismo e o coração, e penetra em todas as suas astúcias. 19Pois o Altíssimo possui toda a ciência e fixa o olhar nos sinais dos tempos; Ele manifesta o passado e o futuro e revela as coisas ocultas. 20Nenhum pensamento lhe escapa e nenhuma palavra lhe fica escondida. 21Pôs em ordem as maravilhas da sua sabedoria, pois só Ele existe antes dos séculos e para sempre. 22Nada lhe foi acrescentado, nada tirado, e Ele não precisa de conselheiro algum. 23Como são desejáveis todas as suas obras brilhando como centelha que se pode contemplar! 24Tudo isso vive e permanece sempre, e em todas as circunstâncias tudo lhe obedece. 25Todas as coisas existem aos pares, uma em face da outra, e Ele nada fez de incompleto: 26uma coisa completa a bondade da outra, quem, pois, se fartará de contemplar a sua glória?

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 32)

— A palavra do Senhor criou os céus.
— A palavra do Senhor criou os céus.

— Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!

— Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz, merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

— A palavra do Senhor criou os céus, e o sopro de seus lábios, as estrelas. Como num odre junta as águas do oceano, e mantém no seu limite as grandes águas.

— Adore ao Senhor a terra inteira, e o respeitem os que habitam o universo! Ele falou e toda a terra foi criada, ele ordenou e as coisas todas existiram.

 

Evangelho (Mc 10,46-52)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”. 48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 49Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51Então Jesus lhe perguntou: “Que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” 52Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Germano, homem de oração e escuta 

Seu nome quer dizer ‘irmão’. Nasceu em 378 na França. Foi muito cedo para os estudos e acabou estudando Direito em Roma. Mas, seu grande desejo, era o de viver o Santo Evangelho. E foi pautando a sua vida na Palavra do Senhor.

Homem de oração e escuta, era dócil e pronto para renunciar a si mesmo e optar pelo querer de Deus. Germano foi visitado pela Divina Providência. Foi eleito governador da alta Itália mas, de repente, com a morte do Bispo em sua terra natal, o povo e o clero o escolheram Bispo.

São Germano renunciou à sua vontade e quis a vontade de Deus para sua vida. Promoveu a vida monástica e a evangelização na França. Foi um apóstolo de Jesus Cristo, cheio do Espírito Santo. Com o exemplo deste santo, aprendemos que precisamos viver como verdadeiros irmãos.

São Germano, rogai por nós!

Que a vida cristã não seja transformada em museu, pede Papa

Terça-feira, 28 de abril de 2015, Da Redação, com Rádio Vaticano

Santo Padre destacou necessidade de coragem apostólica para que a vida cristã não seja transformada em um museu de recordações

A Igreja segue sua caminhada graças às surpresas do Espírito Santo. Este é um dos trechos da homilia do Papa Francisco na Missa desta terça-feira, 28, na Casa Santa Marta. A partir da pregação do Evangelho aos pagãos, narrada nos Atos dos Apóstolos, Francisco destacou que também hoje é preciso ter “coragem apostólica” para não transformar “a vida cristã em um museu de recordações”.

A homilia foi inspirada no trecho dos Atos dos Apóstolos, na Primeira Leitura, para destacar o quanto é fundamental na vida da Igreja abrir-se sempre ao Espírito Santo. Muitos, na época, ficavam inquietos ao saber que o Evangelho era pregado para além dos judeus. Mas quando Barnabé chega a Antioquia se alegra porque vê que as conversões dos pagãos são obras de Deus.

Não temer o Deus das surpresas

Além disso, destacou o Papa, já nas profecias estava escrito que o Senhor viria salvar todos os seus povos, como no capítulo 60 de Isaías. Entretanto, nem todos compreendiam estas palavras.

“Não entendiam. Não entendiam que Deus é o Deus das novidades. ‘Eu renovo tudo’, nos diz. Que o Espírito Santo veio para isso, para nos renovar e continuamente faz esse trabalho de nos renovar. Isto provoca temores. Na História da Igreja, podemos ver daquele momento até hoje quantos temores diante das surpresas do Espírito Santo. É o Deus das surpresas”.

Francisco ressaltou que existem muitas novidades e para distinguir o que é de Deus e o que não é é necessária uma abertura ao Espírito Santo. “Nós, sozinhos, não podemos. Com a nossa inteligência não podemos. Podemos estudar toda a História da Salvação, podemos estudar toda a Teologia, mas sem o Espírito Santo não podemos entender. É justamente o Espírito que nos faz entender a verdade ou – usando as palavras de Cristo – é o Espírito que nos faz conhecer a voz de Jesus”.

O Espírito Santo e a Igreja

O avançar da Igreja, conforme explicou o Santo Padre, é obra do Espírito Santo, que faz o povo ouvir a voz do Senhor. E para ter certeza que a voz ouvida é a de Jesus, Francisco recomendou a oração.

“Sem oração, não há lugar para o Espírito. Pedir a Deus para nos enviar esse dom (…) a Igreja avança, a Igreja vai em frente com essas surpresas, com essas novidades do Espírito Santo. É preciso discerni-las, e para discerni-las devemos rezar, pedir esta graça”.

Francisco exortou ainda os fiéis a correrem o risco, com a oração e a humildade, de aceitar as mudanças trazidas pelo Espírito Santo, pois este é o caminho.

“O Senhor nos disse que, se comermos o seu corpo e bebermos o seu sangue, teremos vida. Agora vamos continuar esta celebração, com esta palavra: ‘Senhor, Tu que estas aqui conosco na Eucaristia. Tu estarás dentro de nós, dá-nos a graça do Espírito Santo. Dá-nos a graça de não ter medo quando o Espírito, com segurança, nos diz para darmos um passo avante’. E nesta Missa, vamos pedir essa coragem, essa coragem apostólica de levar a vida e não fazer da nossa vida cristã um museu de recordações”.

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