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12 Ensinamentos do Beato Dom Filipi Rinaldi

Muitos ainda não conhecem o Beato Filipe Rinaldi… sucessor de Dom Bosco

No dia 5 de dezembro, comemora-se a figura do Beato Pe. Filipe Rinaldi (1856-1931), III Sucessor de Dom Bosco à frente da Congregação e da FS.

O Pe. Rinaldi consolidou e expandiu o carisma salesiano com o exercício de uma autoridade paterna e sábia. É considerado o fundador da obra salesiana na Espanha e em Portugal, além de iniciador genial do Instituto Secular das Voluntárias de Dom Bosco (VDB).

A sua vocação nasceu de um encontro com o mesmo Dom Bosco, pelo qual foi iniciado no caminho da formação religiosa e sacerdotal. Rinaldi emulou-lhe de modo tal as virtudes e as características espirituais que o chamavam sua “imagem vivente”.

Aceso de amor pela Igreja, promoveu sua presença renovadora entre os Povos com uma autêntica mobilização missionária, também com candidatos juveníssimos. Dentre as figuras de santos salesianos, o que caracteriza a do Pe. Rinaldi é a nota da paternidade. Como Diretor, aos 33 anos, havia-se proposto: “Caridade e mansidão com os irmãos, suportando qualquer coisa que me possa acontecer”.

Como Inspetor dirá: “Serei pai. Evitarei os modos ásperos. Quando vierem falar comigo, não darei mostras de estar cansado ou de ter pressa”. Do Pe. Rinaldi, o P. Francésia, salesiano da primeira geração, dirá: “De Dom Bosco, só lhe falta a voz: o mais, ele o tem”.

Conheça abaixo 12 ensinamentos deste Beato Salesiano para edificar a sua alma e a sua caminhada na fé:

1 – “Ser santo, quer dizer: fazer a vontade de Deus… a vontade de Deus faz-se cumprindo perfeitamente o dever a todas as horas do dia.”

2 – “Saber meditar é uma grande ciência… uma ciência que conduz à perfeição.”

3 – “Perder a coragem diante dos próprios defeitos, é sinal de falta de confiança em Deus e muita confiança em si.”

4 – “O demônio pesca facilmente na perturbação, na agitação, no desencorajamento. Não percais a coragem. As nuvens escondem o esplendor do Sol, mas nem por isso o Sol desaparece. Brilha sempre mais depois da tempestade.”

5 – “A nossa união com Jesus Cristo só pode ser solidamente estabelecida sobre o fundamento de uma mortificação contínua. Temos de velar sobre os nossos sentidos e refreá-los. As mortificações do espírito são-nos trazidas pelas pessoas com que vivemos.”

6 – “As obras mais santas devem contar que serão contrariadas até por pessoas boas. Que nos importa a crítica dos homens, quando temos Deus pela nossa parte.”

7 – “Amar a Deus nas horas de alegria, não representa grande mérito; mas conserva-nos inteiramente ligados a Ele quando tudo conspira para nos afastar, eis o que revela verdadeira virtude.”

8 – “O fervor sensível é um dom gratuito que Deus pode fazer; em troca, devemos dar-lhe a nossa constância nas horas de secura e aridez.”

9 – “Só o homem perseverante possui verdadeira sabedoria e pode fazer-se santo.”

10 – “O amor é nos dados por Deus para nos prender a Ele. Quanto mais amamos mais somos amados, mais podemos fazer bem… Mas tenhamos cuidado que não nos façamos amar por nós próprios. Devemos ser escadas que ajudem a subir para Deus.”

11 – “A mais bela homenagem que pode oferecer a Nosso Senhor uma alma que se lhe consagrou e que quereria a todos os momentos renovar esta consagração, consiste em ter de si apenas um fardo de misérias, de defeitos, de incapacidades e de faltas e lançar-se com um abandono total no Sagrado Coração de Jesus.”

12 – “Estou dia a dia mais convencido de que um só bem conta: amar a cruz e a Jesus vivo na Eucaristia.”

Referências: http://www.missaosalesiana.org.br/salesianos-celebram-o-dia-do-beato-filipe-rinaldi/

Como enfrentar as provações?

Sofrer, com paciência, é sabedoria, pois assim se vive com paz  

As provações nos fortalecem para o combate espiritual; por isso, os Apóstolos sempre estimularam os fiéis a enfrentá-las com coragem. São Pedro diz: “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo…” (1 Pe 4,12). Ensinando-nos que essas dificuldades nos levarão à perfeição: “O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vós fortificará” (1 Pe 5,10).

O mesmo Apóstolo ensina-nos que a provação nos “aperfeiçoará” e nos tornará “inabaláveis”. É importante não se deixar perturbar no fogo da provação. Não se exasperar, não perder a paz e a calma, pois é exatamente isso que o tentador deseja.

Uma alma agitada fica a seu bel-prazer. Não consegue rezar, fica irritada, mal-humorada, triste, indelicada com os outros e acaba deprimida.

O antídoto contra tudo isso é a humilde aceitação da vontade de Deus no exato momento em que algo desagradável nos ocorre, dando, de imediato, glória a Deus, como São Paulo ensina:   “Em todas as circunstâncias dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus” (1Tes 5, 16).

É preciso fazer esse grande e difícil exercício de dar glória a Deus na adversidade. Nesses momentos gosto de glorificar a Deus, rezar muitas vezes o “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo…” até que minha alma se acalme e se abandone aos cuidados do Senhor.

Essa atitude muito agrada ao Senhor, pois é a expressão da fé pura de quem se abandona aos Seus cuidados. É como a fé de Maria e de Abraão que “esperaram contra toda a esperança” (cf. Hb11,17-19), e assim, agradaram a Deus sobremaneira.

Da mesma forma, Jó agradou muito ao Todo-poderoso porque no meio de todas as provações, tendo perdido todos os seus bens e todos os seus filhos, ainda assim soube dizer com fé:

“Nu saí do ventre da minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jo 1,21).

Afirmam os santos que vale mais um “Bendito seja Deus!”, pronunciado com o coração, no meio do fogo da provação, do que mil atos de ação de graças quando tudo vai bem.

O Jardineiro Divino da nossa alma sabe os métodos que deve empregar para limpar cada alma. Não se assuste com as podas que Ele fizer no jardim de sua alma.

Santa Teresa diz que ouviu Jesus dizer-lhe: “Fica sabendo que as pessoas mais queridas de meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos”. E por isso afirmava que não trocaria os seus sofrimentos por todos os tesouros do mundo. Tinha a certeza de que Deus a santificava pelas provações. A grande santa da Igreja chegou a dizer que “quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz”.

Para nós, essas palavras parecem um absurdo, mas não para os santos, que conheceram todo o poder salvífico e santificador do sofrimento.

“As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna” (2Cor 4, 17).

Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que o Senhor tivesse se esquecido dele. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, diz que “é melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.

As ofensas, as injúrias, os desprezos, os cinismos irritantes, as doenças, as dores, as lágrimas, as tentações, a humilhação do pecado próprio, etc., nos são necessários, pois nos dão a oportunidade de lutar contra as nossas misérias.

Isso tudo, repito mais uma vez, não quer dizer que Deus seja o autor do mal ou que Ele se alegre com o nosso sofrimento, não. O que o Senhor faz, de maneira até amável, é transformar o sofrimento, que é o salário do próprio pecado do homem, em matéria-prima de nossa própria salvação, dando assim, um sentido à nossa dor.

A partir daí, sob a luz da fé, podemos sofrer com esperança. É o enorme abismo que nos separa dos ateus, para quem a dor e a morte continuam a ser o mais terrível dos absurdos da vida humana.

A provação produz a perseverança, e por ela, passo a passo, chegaremos à perfeição, como nos ensina São Tiago.

“Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança…” (Rom 5,3-5).

Sofrer com paciência é sabedoria, pois assim se vive com paz. Quem sofre sem paciência e sem fé, revolta-se, desespera-se, sofre em dobro, além de fazer os outros sofrerem também.

Santo Afonso disse que “neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele “essa é a condição a que estamos reduzidos em consequência da corrupção do pecado”.

Prof. Felipe Aquino

Pais e Mestres: vocês mentiram!

Reflexões de Dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro

Só depois que estudei nos bons colégios de São Paulo e numa das melhores faculdades de Medicina do Brasil, a da Universidade de São Paulo é que percebi uma realidade na vida. Só depois que aprofundei na Teologia Católica doutorando-me com uma tese que me custou sangue e só depois de 34 anos de sacerdócio, dos quais os 7 últimos como Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, é que confirmei essa minha percepção. Descobri que os meus pais e os meus mestres “mentiram” para mim.

Os meus pais “mentiram” quando eles me ensinaram, e eu vi com meus próprios olhos, que o casamento é fundamentado no amor indissolúvel e fecundo entre um homem e uma mulher.

Os meus pais “mentiram” mostrando-me, com suas vidas sacrificadas e heroicas, que a honestidade e o trabalho andam de mãos dadas e o estudo e a profissão não são só para ganhar dinheiro, mas é para sustentar-nos e colaborar com os mais pobres e necessitados.

Os meus pais “mentiram” dizendo que os filhos são uma dádiva de Deus e que eles vêm do amor entre eles e que ser mãe e ser pai é uma enorme alegria, mesmo quando nós fomos concebidos e os surpreendemos fora dos seus planejamentos.

Os meus pais “mentiram” ensinando a mim e aos meus irmãos que a Igreja Católica é uma Mãe melhor que eles e que segui-la na doutrina e na moral só nos faria pessoas mais livres e felizes.

Os meus pais “mentiram” afirmando que o Papa, os Bispos e os padres são, certamente, pessoas felizes, mas trazem para o mundo, com os sacramentos e com a Palavra, o que o mundo não é capaz de dar, o Emanuel, o Deus-conosco.

Os meus pais “mentiram” quando me matricularam em colégios onde o ensino religiosos neles administrado demonstrava ser um grande benefício para o meu futuro e que deveria estudar religião com o mesmo empenho que as outras disciplinas.

Os meus pais “mentiram” exortando-me para a cidadania, para a obediência às leis e para o respeito aos nossos governantes e que até rezasse por eles.

E os meus mestres, “mentiram” para mim? Foram outros grandes “mentirosos”!

Desde o primário até o ginásio ensinaram-me Educação Moral e Cívica, matéria que ocupava o tempo que poderia estar jogando futebol, e nessa matéria diziam-me que nos Três Poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário tinham pessoas íntegras e competentes e que elas eram a favor do povo, da família, da vida, do casamento, da saúde, etc., e, sobretudo, do bem da nação brasileira.

Na faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo os meus professores “mentiram” com a maior “cara de pau”. Começando pelos professores de Anatomia, pois eles “mentiram” quando exigiam respeito aos ossos dos cadáveres e aos corpos do indigentes que eram dissecados para o aprendizado do corpo humano.

“Mentiram descaradamente” ao proferirem nos anfiteatros da Faculdade ou junto aos leitos hospitalares que a finalidade dos médicos é salvar vidas e quando chegasse o momento que não conseguíssemos mais esse objetivo deveríamos aliviar os sofrimentos dos nossos pacientes e não criar outros.

No Curso de Ética Médica o mestre especialista dessa matéria “mentiu impunemente”, pois dizia, dentro do seu avental branco e impoluto , que o juramento médico – o de Hipócrates – não era um fingimento, mas um compromisso em favor da dignidade da nossa profissão e do valor inegociável da vida humana.

E quantos médicos e residentes, meus professores durante a prática médica em enfermarias e no Pronto-socorro do Hospital das Clínicas, “mentiram” sem que lhes crescessem os narizes, porque me diziam que não deveria, jamais e sob nenhuma hipótese, ser colaborador de pessoas e de organismos públicos e privados que só têm interesses econômicos, políticos e ideológicos e só querem que os médicos façam aborto, eutanásia, castração das mulheres, etc… Mentiram quando garantiram que ser médico é ser a favor da dignidade da pessoa e da vida sempre!   Durante os anos de formação para o sacerdócio e na vida pastoral, e agora episcopal, também houve “mentiras”.

“Mentiram” para mim ao dizer que a Igreja é Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana. Que a moral católica era ensinada e defendida tanto por leigos e padres, todos juntos, consumados na unidade, e que ser a favor do casamento entre homem e mulher, a favor da confissão e do celibato, da recepção da comunhão em estado de graça e da liturgia vivida com dignidade seguindo os ritos, eram, todas essas atitudes, sinais de amor a Deus e não só cumprimento de leis humanas.

“Mentiram” também os meus formadores ao valorizarem a obediência ao Papa e ao Magistério da Igreja, a fraternidade sacerdotal, a comunhão com os Bispos, a maturidade afetiva tão importante para a vida em comunidade, o amor ao povo, a dedicação intensa e exclusiva ao ministério pastoral, etc.

Quantas “mentiras”, mas na verdade não foram mentiras, por isso coloquei entre aspas essa palavra, aliás, nunca ouvi sair dos lábios dos meus pais e mestres nenhuma mentira em termos de valores. Na realidade eram as grandes Verdades da vida!

O quanto devo agradecer a eles pela fidelidade que souberam viver e, sobretudo, pela coragem e pelo amor que a mim dedicaram, porque não foram “politicamente corretos”, porque cederam às pressões culturais, porque não permitiram que houvesse “buracos negros” na minha consciência.

Graças aos meus pais e mestres que me ensinaram a boa ciência e a boa teologia, hoje eu amo e defendo a vida humana desde a sua concepção até a sua morte natural.

Eu amo e defendo o casamento entre um homem e uma mulher e fico admirado como o amor íntimo entre eles é fonte de afetos e prazeres, mas é principalmente, fonte de santidade matrimonial e de vida transmitida aos filhos.

Eu amo e defendo as verdades buscadas inteligentemente, não permitindo a manipulação ideológica e cultural da minha razão, pois com ela eu participo – com limites, é claro! – da Inteligência de Deus.

Eu amo e defendo o mundo, que saiu bom das mãos do Criador, e que devo serví-Lo com paixão procurando o seu bem e o bem de todos os homens.

Eu amo e defendo as pessoas que sofrem, no corpo e no espírito, com o desemprego, com as drogas, com as injustiças, com as mentiras ditas pelos politicamente corretos, e busco com outras pessoas de boa vontade as autênticas soluções sociais que correspondam à dignidade humana.

Eu amo e defendo a liberdade humana e sei que só com liberdade na verdade que poderei realizar-me como homem e contribuir para que meus irmãos e irmãs sejam livres em sociedade.

Eu amo e defendo as leis do meu país, desde que sejam realmente justas e benéficas para todos, sem favorecimento de grupos menores, e por isso mesmo é que respeito os governantes, os legisladores, os juristas, homens que devem atuar conscientes de que, um dia, prestarão contas ao Supremo Legislador como eu também irei prestar.

Amo e defendo todas as pessoas que vivem a mesma época que vivo e independentemente de suas opções de vida, não as discrimino, nem sou intolerante com elas, mesmo quando elas não obedecendo a Deus, preferem obedecer seus impulsos ou seus interesses sombrios.

Eu amo e defendo, com todas as forças da minha vida, a Santa Mãe, a Igreja, o Papa, os Bispos, os padres, a doutrina de fé e de moral presente no Catecismo e nos documentos do seu Magistério e nunca vacilo quando devo obedecer antes a Deus do que aos homens.

Eu amo e defendo a Verdade, o Bem e a Beleza, categorias divinas e humanas que estão acima das pesquisas de opinião pública, dos censos nacionais, dos debates nas redes televisivas e sociais, e por meio dessas três realidades encontro-me com Deus Uno e Trino, origem e destino da vida de todos os meus companheiros e companheiras de viagem nesse planeta maravilhoso, que é a Terra.

Pais e mestres, vocês são os referenciais das crianças e dos jovens! Não abdiquem dessa bela missão de informar e de formar cidadãos das duas cidades, a terrena e a eterna, porque o dia em que vocês começarem a ser “politicamente corretos”, nesse mesmo dia vocês começarão a ser “autenticamente Pinóquios” para seus filhos e alunos.

Não mintam sobre Deus, sobre a família, sobre a Igreja, sobre o valor da vida em geral, especialmente sobre a dignidade e a inviolabilidade da vida humana!

Não mintam sobre a identidade do homem e da mulher, sobre o amor humano mais forte e mais realizador do que os afetos sensíveis, nem sobre a formosura do casamento e da educação dos filhos para esse amor!

Por favor, pais e mestres, sejam autênticos, sejam corajosos, sejam retos e corretos, sejam limpos nas consciências e limpos, lúcidos e leis com seus ensinamentos!

Feliz dia das mães, feliz dia dos pais, feliz dia do Professor!

Santo Evangelho (Mt 14, 22-36)

18ª Semana do Tempo Comum – Terça-feira 08/08/2017 

ANO PAR

Primeira Leitura (Jr 30,1-2.12-15.18-22)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1Palavra que foi dirigida a Jeremias, da parte do Senhor: 2“Isto diz o Senhor, Deus de Israel: Escreve para ti, num livro, todas as palavras que te falei. 12Isto diz o Senhor: Incurável é tua ferida, maligna tua chaga; 13não há quem conheça teu diagnóstico; uma úlcera tem remédio, mas em ti não se produz cicatrização. 14Todos os teus amigos te esqueceram, não te procuram mais; eu te causei uma ferida, como se fosses inimigo, como um castigo cruel: por causa do grande número de maldades que te fez endurecer no pecado. 15Por que gritas em teu sofrimento? É insanável a tua dor. Eu te tratei com rudeza por causa das tuas inúmeras maldades e por causa do teu endurecimento no pecado. 18Isto diz o Senhor: Eis que eu mudarei a sorte das tendas de Jacó e terei compaixão de suas moradias, a cidade ressurgirá das suas ruínas e a fortaleza terá lugar para suas fundações; 19de lá sairão cânticos de louvor e sons festivos. Hei de multiplicá-los, eles não diminuirão, hei de glorificá-los, eles não serão humilhados. 20Teus filhos serão felizes como outrora, e sua Comunidade, estável na minha presença; e agirei contra todos os que os molestarem. 21Para chefe será escolhido um dos seus, e o soberano sairá do seu meio; eu o incitarei, e ele se aproximará de mim. Quem dará a vida em penhor da sua aproximação de mim? – diz o Senhor. 22Sereis meu povo e eu serei vosso Deus.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 101)

— O Senhor olhou a terra do alto céu.
— O Senhor olhou a terra do alto céu.

— As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece.

— Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados.

— Assim também a geração dos vossos servos terá casa e viverá em segurança, e ante vós se firmará sua descendência. Para que cantem o seu nome em Sião e louve ao Senhor Jerusalém, quando os povos e as nações se reunirem e todos os impérios o servirem.

 

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Nm 12,1-13)
Leitura do Livro dos Números.

Naqueles dias, 1Maria e Aarão criticaram Moisés por causa de sua mulher etíope. 2E disseram: “Acaso o Senhor falou só através de Moisés? Não falou, também, por meio de nós?” E o Senhor ouviu isto. 3Moisés era um homem muito humilde, mais do que qualquer outro sobre a terra. 4Então o Senhor disse a Moisés, Aarão e Maria: “Ide todos os três à Tenda da Reunião”. E eles foram. 5O Senhor desceu na coluna de nuvem, parou à entrada da Tenda, e chamou Aarão e Maria. Quando se aproximaram, ele lhes disse: 6“Escutai minhas palavras! Se houver entre vós um profeta do Senhor, eu me revelarei a ele em visões e falarei com ele em sonhos. 7O mesmo, porém, não acontece com o meu servo Moisés, que é o mais fiel em toda a minha casa! 8Porque a ele eu falo face a face; é às claras, e não por figuras, que ele vê o Senhor! Como, pois, vos atreveis a rebaixar o meu servo Moisés?” 9E, indignado contra eles, o Senhor retirou-se. 10A nuvem que estava sobre a Tenda afastou-se, e no mesmo instante, Maria se achou coberta de lepra, branca como a neve. Quando Aarão olhou para ela e a viu toda coberta de lepra, 11disse a Moisés: “Rogo-te, meu Senhor! Não nos faças pagar pelo pecado que tivemos a insensatez de cometer. 12Que Maria não fique como morta, como um aborto que é lançado fora do ventre de sua mãe, já com metade da carne consumida pela lepra”. 13Então Moisés clamou ao Senhor, dizendo: “Ó Deus, eu te suplico, dá-lhe a cura!”

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 50)

— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

— Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

— Mostrais assim quanto sois justo na sentença, e quanto é reto o julgamento que fazeis. Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade e pecador já minha mãe me concebeu.

— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

 

Evangelho (Mt 14,22-36)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34Após a travessia desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram, ficaram curados.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Domingos de Gusmão, homem de oração

São Domingos não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho

Neste dia lembramos aquele que, ao lado de São Francisco de Assis, marcou o século XIII com sua santidade vivida na mendicância e no total abandono em Deus e desapego material.

São Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha em 1170, Espanha, e pertencia à alta linhagem dos Gusmão. O pai, Félix de Gusmão, queria entusiasmá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe, Joana de Aza, grande esmoler, e com clérigos e monges. Interessante é que antes de Domingos nascer sua mãe sonhou com um cão, que trazia na boca uma tocha acesa de que irradiava grande luz sobre o mundo. Mais do que sonho foi uma profecia, pois Domingos de Gusmão, de estatura mediana, corpo esguio, rosto bonito e levemente corado, cabelos e barba levemente vermelhos, belos olhos luminosos, não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho, isso depois de se desapegar a tal ponto de si e das coisas, que chegou a vender todos os seus ricos livros, a fim de comprar comida aos famintos.

Homem de oração, penitência e amor à Palavra de Deus, São Domingos acolheu o chamado ao sacerdócio e ao ser ordenado (no ano de 1203 em Osma, onde foi nomeado cônego). No ano de 1204, Domingos seguiu para Roma a fim de obter do Papa licença para evangelizar os bárbaros na Germânia.

No entanto, o Papa Inocêncio III orientou-o para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França com suas heresias. Desta forma, Domingos fez do sul da França, o seu principal campo de ação. Quando os hereges depararam com a verdadeira pobreza evangélica de São Domingos de Gusmão, muitos aderiram à Verdade, pois nesta altura já nascia, no ano de 1215 em Tolosa, a primeira casa dos Irmãos Pregadores, também conhecidos como Dominicanos (cães do Senhor) que na mendicância, amor e propagação do Rosário da Virgem Maria, rígida formação teológica e apologética, levavam em comunidade a Véritas, ou seja, a verdade libertadora.

São Domingos de Gusmão entrou no Céu com 51 anos e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em 1234.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 9, 1-8)

13ª Semana Comum – Quinta-feira 06/07/2017

ANO PAR

Primeira Leitura (Am 7,10-17)
Leitura da Profecia de Amós.

Naqueles dias, 10Amasias, sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: “Amós conspira contra ti, dentro da própria casa de Israel; o país não consegue evitar que se espalhem todas as suas palavras. 11Ele anda dizendo: ‘Jeroboão morrerá pela espada, e Israel será deportado de sua própria pátria, como escravo’”. 12Disse depois Amasias a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”. 14Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’. 16E agora ouve a Palavra do Senhor. Tu dizes: ‘Não profetizes contra Israel e não insinues palavras contra a casa de Isaac’. 17Pois bem, isto diz o Senhor: ‘Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e filhas morrerão pela espada, tuas terras serão tomadas e loteadas; tu mesmo morrerás em terra poluída, e Israel será levado em cativeiro para longe de seu país’”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 18)

— Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.
— Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

— A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.

— Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.

— É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

— Mais desejáveis do que o ouro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos.

 

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Gn 22,1-19)
Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias, 1 Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2 E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 3 Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4 No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5 Disse, então, aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”. 6 Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7 lsaac disse a Abraão: “Meu pai . “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse: “Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holo­causto?” 8 Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos. 9 Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10 Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11 E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12 E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13 Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14 Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”. 15 O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16 e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17 eu te abençoarei e tomarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descenden­tes conquistarão as cidades dos inimigos. 18 Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeces­te”. 19 Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puse­ram-se a caminho de Bersabeia, onde Abraão passou a morar.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 114)

— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.

— Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.

— Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor “Salvai, ó Senhor, minha vida!”

— O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.

— Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.

 

Evangelho (Mt 9,1-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2 Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” 3 Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4 Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5 O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7 O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8 Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Maria Goretti, virgem e mártir

Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus

A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de “sim” a Deus e “não” ao pecado. Nascida em Corinaldo, centro da Itália, era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus.

Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alexandre. Aconteceu que este jovem por várias vezes tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”

Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não. A resposta de Alexandre foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade, na confidência à sua mãe: “Sim, o perdoo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”.

O martírio desta adolescente, de apenas 12 anos, foi a causa da conversão do jovem assassino, que depois de sair da cadeia esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, e ao lado da mãe dela, que o perdoou também.

Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso na glória reina com Cristo.

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

Na catequese, Papa fala dos santos, testemunhas de esperança

Quarta-feira, 21 de junho de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa recordou intercessão frequente dos santos e disse que é mais fácil ser santo que delinquente

O tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 21, foram os santos, testemunhas e companheiros de esperança. A penúltima catequese antes da pausa de verão reunião cerca de 15 mil fiéis, entre os quais brasileiros de Bom Jesus do Gurgueia (PI), Jundiaí (SP), São Carlos (SP) e Santo André (SP).

O Pontífice recordou os momentos na vida cristã em que se invoca a intercessão dos santos: durante o Batismo, o Matrimônio e a ordenação sacerdotal. O cristianismo, explicou, cultiva uma incurável confiança: não acredita que as forças negativas e desagregadoras possam prevalecer. “A última palavra na história do homem não é o ódio, não é a morte, não é a guerra”, disse o Papa.

Em cada momento da vida cristã, o homem é assistido pela mão de Deus e pela discreta presença de todos os fiéis que o precederam. Francisco frisou que a existência dos santos diz que a vida cristã não é um ideal inalcançável e traz o conforto de que o homem não está só, que a Igreja é feita de inúmeros irmãos, com frequência anônimos, que o precederam e que, por ação do Espírito Santo, estão envolvidos nos acontecimentos de quem ainda vive aqui. Os esposos sabem que precisam da graça de Deus e da ajuda dos santos para dizer “para sempre”. “Não é como alguns dizem, ‘até que o amor dure’. Para sempre ou nada. Do contrário, é melhor não se casar”, disse o Papa.

Nos momentos difíceis, acrescentou o Santo Padre, é preciso ter a coragem de elevar os olhos ao céu, pensando nos muitos cristãos que passaram por atribulações. “Deus não nos abandona nunca: toda vez que precisarmos, virá um anjo para nos consolar. ‘Anjos’ algumas vezes com um rosto e um coração humanos, porque os santos de Deus estão sempre aqui, escondidos no meio de nós”

“Que o Senhor nos doe a esperança de sermos santos. É o grande presente que cada um de nós pode dar ao mundo. Alguém poderá me perguntar: mas é possível ser santo na vida de todos os dias? Ser santo não significa rezar o tempo todo, mas fazer o seu dever. Rezar, trabalhar, cuidar dos filhos, mas fazer tudo com o coração aberto a Deus. Assim nos tornaremos santos. É possível. Não é difícil. É mais fácil ser santo do que delinquente. É possível porque o Senhor nos ajuda”.

Ao final da catequese, o Papa concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Papa: não à teologia do ‘pode e não pode’; deixar-se guiar pelo Espírito

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou a missa, nesta segunda-feira (24/4/2017), na Casa Santa Marta, primeira missa matutina após a pausa das festividades pascais.

O Conselho dos Nove Cardeais (C9), que se reúne com o Santo Padre, no Vaticano, a partir desta segunda-feira até a próxima quarta-feira, 26, também participou da celebração eucarística na Casa Santa Marta.

O encontro de Nicodemos com Jesus e o testemunho de Pedro e João depois da cura de um homem coxo de nascença foram o centro da homilia do Papa Francisco.

“Jesus explica a Nicodemos, com amor e paciência, que é preciso nascer do alto, nascer do Espírito. Portanto, mudar de mentalidade.” Para entender melhor isso, o Papa refletiu sobre a Primeira Leitura da liturgia do dia, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos. “Pedro e João curaram um homem coxo de nascença, e os doutores da lei não sabiam como fazer, como esconder este fato público.”

No interrogatório, Pedro e João “respondem com simplicidade” e quando são intimados a não falar mais sobre o assunto, Pedro responde: “Não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Continuaremos assim.”
 
“Eis a concretude de um fato, a concretude da fé” em relação aos doutores da lei que “querem negociar para alcançar um acordo”: “Pedro e João têm coragem, franqueza, a franqueza do Espírito que significa falar abertamente, com coragem, a verdade, sem nenhum pacto. Este é o ponto, a fé concreta”:

“Às vezes, esquecemo-nos de que a nossa fé é concreta: o Verbo se fez carne, não se fez ideia: tornou-se carne. Quando rezamos o Credo dizemos coisas concretas: Creio em Deus Pai que fez o céu e a terra, creio em Jesus Cristo que nasceu, que morreu…’. São coisas concretas. O Credo não diz: Creio que devo fazer isso, que devo fazer aquilo ou que as coisas são para isso…’ Não! São coisas concretas. A concretude da fé que leva à franqueza, ao testemunho até o martírio, não faz pactos ou idealização da fé.”

“Para os doutores da lei, o Verbo não se fez carne, mas lei. É preciso fazer isso só até aqui. Deve ser feito isso e não aquilo”:

“E assim, se engaiolaram nesta mentalidade racionalista que não terminou com eles, hein? Na História da Igreja muitas vezes, a própria Igreja que condenou o racionalismo, o Iluminismo, caiu nesta teologia do ‘pode e não pode’, do ‘até aqui e até lá’, e se esqueceu da força, da liberdade do Espírito, do renascer do Espírito que nos dá a liberdade, a franqueza da pregação e de anunciar que Jesus Cristo é o Senhor.”

“Peçamos ao Senhor esta experiência do Espírito que vai e vem e nos leva adiante, do Espírito que nos dá a unção da fé, a unção da concretude da fé”:

”O vento sopra onde quer e ouve-se a sua voz, mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasce do Espírito: ouve a voz, segue o vento, segue a voz do Espírito sem saber aonde terminará, pois optou pela fé concreta e pelo renascimento no Espírito. Que o Senhor dê a todos nós este Espírito pascal a fim de caminhar nas estradas do Espírito sem acordos, sem rigidez, mas com a liberdade de anunciar Jesus Cristo assim como Ele veio: em carne.” (MJ)
 

O diabo não é mito e deve ser combatido com a verdade

Quinta-feira, 30 de outubro de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Santo Padre desmistifica a figura do diabo como uma “ideia do mal” e o considera um inimigo real, que deve ser combatido com a armadura da verdade

A vida cristã é um “combate” contra o demônio, o mundo e as paixões da carne. Foi o que afirmou o Papa Francisco, na Missa desta quinta-feira, 30, na Casa Santa Marta. Comentando um trecho da Carta de São Paulo aos Efésios, o Santo Padre reiterou que o diabo existe e é preciso lutar contra ele com a armadura da verdade.

Força e coragem. A homilia do Pontífice se concentrou nas palavras de São Paulo que, dirigindo-se aos Efésios, desenvolve em uma “linguagem militar” a vida cristã. Francisco destacou a necessidade de defender a vida em Deus para levá-la adiante e, para isso, é preciso ter força e coragem para resistir e anunciar.

Para seguir adiante na vida espiritual, disse, é preciso combater. E não se trata de um simples confronto, mas de um combate contínuo. O Papa citou os três inimigos da vida cristã: o demônio, o mundo e a carne. Ele recordou que a salvação dada por Jesus é gratuita, mas há o chamado para defendê-la.

“De quem devo me defender? O que devo fazer? ‘Vestir a armadura de Deus’, nos diz Paulo, isto é, aquilo que é de Deus nos ajuda a resistir às armadilhas do diabo. Não se pode pensar em uma vida espiritual, em uma vida cristã sem resistir às tentações, sem lutar contra o diabo, sem vestir essa armadura do Senhor, que nos dá forças e nos defende.”

São Paulo destaca que a batalha do homem não é contra coisas pequenas, mas contra o diabo e os seus. O Santo Padre explicou que fizeram muitas gerações acreditar que o inimigo fosse um mito, uma ideia do mal, mas ele existe e é preciso lutar contra ele. E a armadura de Deus, que deve ser usada nesse combate, à qual São Paulo se refere, é a verdade.

O diabo é mentiroso, disse o Papa, então, precisamos ter ao nosso lado a verdade, nos vestirmos com a couraça da justiça. O que ajudaria nesse processo, segundo Francisco, é cada um se perguntar sobre a própria crença, pois sem fé não se pode seguir adiante. Todos precisam desse escudo da fé. O Pontífice pediu, então, que os fiéis peguem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, e rezem constantemente.

“A vida é uma milícia, a vida cristã é uma luta belíssima. Quando o Senhor vence, em cada passo da nossa vida, dá-nos uma alegria, uma felicidade grande: aquela alegria que o Senhor venceu em nós, com a Sua gratuidade de salvação. Mas, sim, todos somos um pouco preguiçosos na luta, e nos deixamos levar adiante pela paixão, por algumas tentações. É porque somos pecadores, todos! Mas não desanimemos! Coragem e força, porque o Senhor está conosco”.

Papa pede coragem e humildade para anunciar o Evangelho

Terça-feira, 14 de fevereiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa de hoje, Francisco indicou as três características de quem é um arauto do Evangelho

Coragem, oração e humildade: estes são os traços que caracterizam os grandes “arautos” que ajudaram a Igreja a crescer no mundo, que contribuíram à sua missionariedade. Foi o que disse o Papa na Missa celebrada na manhã de terça-feira, 14, na capela da Casa Santa Marta.

Francisco reforçou que é preciso “semeadores de Palavra”, missionários, verdadeiros arautos para formar o povo de Deus, como foram Cirilo e Metódio, irmãos intrépidos e testemunhas de Deus que fizeram da Europa mais forte, padroeiros do continente. Na homilia, o Papa indicou as três características da personalidade de um “enviado” que proclama a Palavra de Deus, inspirando-se no Evangelho de Lucas que a liturgia propõe.

“A Palavra de Deus não pode ser levada como uma proposta – “bom, se você gostar…” – ou como uma ideia filosófica ou moral, boa – “você pode viver assim …” … Não. É outra coisa. Precisa ser proposta com esta franqueza, com aquela força, para que a Palavra penetre, como diz o próprio Paulo, até os ossos. A Palavra de Deus deve ser anunciada com esta franqueza, com esta força … com coragem. A pessoa que não tem coragem – coragem espiritual, coragem no coração, que não está apaixonada por Jesus, e dali vem a coragem! – não, dirá, sim, algo de interessante, algo moral, algo que fará bem, um bem filantrópico, mas não tem a Palavra de Deus. E esta palavra é incapaz de formar o povo de Deus. Somente a Palavra de Deus proclamada com esta franqueza, com esta coragem, é capaz de formar o povo de Deus”.

Necessidade de oração

Do capítulo décimo do Evangelho de Lucas foram extraídas outras duas características próprias de um arauto da Palavra de Deus. Um Evangelho “um pouco estranho”, afirmou o Papa, porque rico de elementos acerca do anúncio. “A messe é abundante, mas são poucos os operários. Rezem portanto ao Senhor da messe para que mande operários para a sua messe”, repetiu Francisco, e é assim, portanto, que depois da coragem está a oração.

“A Palavra de Deus deve ser proclamada com oração também, sempre. Sem oração, se pode fazer uma bela conferência, uma bela palestra: boa, boa; mas não é a Palavra de Deus. Somente de um coração em oração pode sair a Palavra de Deus. A oração, para que o Senhor acompanhe este ‘semear’ a Palavra, para que o Senhor regue a semente e ela brote, a Palavra. A Palavra de Deus deve ser proclamada com oração: a oração daquilo que anuncia a palavra de Deus”.

Humildade

No Evangelho consta também um terceiro ‘trecho interessante’. O Senhor envia os discípulos como “cordeiros em meio aos lobos”. “O verdadeiro pregador é o que sabe ser fraco, sabe que não se pode defender sozinho. ‘Tu vai como cordeiro em meio aos lobos’. ‘Mas, Senhor, para que eles me comam?’. ‘Tu, vai, é este o caminho’. E creio que o Crisóstomo faz uma reflexão muito profunda quando diz: “Se tu não for como cordeiro, mas como lobo entre os lobos, o Senhor não te protegerá: defende-te sozinho”. Quando o pregador se acha muito inteligente ou quando quem tem responsabilidade de levar adiante a Palavra de Deus e quer dar uma de esperto… ‘Ah, eu sei me sair com esta gente!’, ele termina mal. Negociará com a Palavra de Deus: aos poderosos, aos soberbos…”.

E para ressaltar a humildade dos grandes arautos, Francisco citou um episódio que lhe contaram de um sacerdote que “se vangloriava de pregar bem a Palavra de Deus e se sentia um lobo”: depois de uma bela pregação – recorda o Papa, foi ao confessionário e encontrou um grande pecador que chorava… queria pedir perdão”. Este confessor – prosseguiu Francisco – ‘começou a encher-se de vaidade e a curiosidade o levou a perguntar que Palavra o havia tocado tanto ao ponto de levá-lo ao arrependimento. “Foi quando o Senhor disse: passamos para outro assunto. “Não sei se é verdade – afirma o Papa – mas confirma que termina-se sempre mal quando se sente lobos e não cordeiros, faltando assim na defesa do Senhor”.

Esta é a missionariedade da Igreja e os grandes arautos que semearam e ajudaram a crescer as Igrejas no mundo, foram homens corajosos, de oração e humildes, reiterou Francisco. A oração final foi para que os Santos Cirilo e Metódio ajudem a proclamar a Palavra de Deus assim como eles o fizeram.

Levar a luz de Cristo a todos

Domingo, 26 de janeiro  de 2014, Jéssica Marçal / Da Redação

Recordando o início da vida pública de Jesus, Francisco falou da necessidade de sair de si mesmo e ir às periferias que precisam da luz de Cristo

Que nenhuma periferia da vida seja privada da luz de Cristo. Esta foi a exortação do Papa Francisco, no Angelus deste domingo, 26, ao recordar que a salvação de Cristo é para todos, e não para um grupo reservado.

Aos fiéis, na Praça São Pedro, Francisco falou do Evangelho do dia, que conta o início da vida pública de Jesus. O Papa destacou que Cristo não começou Sua missão em Jerusalém, o centro religioso, social e político da época, mas de uma área periférica desprezada, conhecida como “Galileia dos gentios”.

Trata-se, como explicou o Papa, de uma área de trânsito que reunia pessoas de diversas raças, culturas e religiões. Com isso, Galileia tornou-se lugar simbólico para a abertura do Evangelho a todos os povos. E com essa característica, Galileia assemelha-se ao mundo de hoje, marcado por diversas culturas e a necessidade de encontro.

“Jesus nos ensina que a Boa Notícia não é reservada a uma parte da humanidade, mas é para ser comunicada a todos, a quem a espera e também a quem, talvez, não a espere e não tenha nem sequer força de buscá-la e pedi-la”.

O Papa lembrou aos fiéis que ninguém está excluído da salvação de Cristo. Deus prefere, justamente, partir da periferia para alcançar a todos, com um método que é a “misericórdia do Pai”. “Todos somos convidados a aceitar esse chamado: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”.

Esse chamado, finalizou o Papa, é feito, também hoje, na vida cotidiana. Dessa forma, quem sentir o chamado de Deus deve ter a coragem de segui-Lo, porque Ele não desilude jamais. “Deixemo-nos alcançar pelo Seu olhar, pela Sua voz, e O sigamos. Que nenhuma periferia seja privada da Sua luz”.

 

ANGELUS

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

O Evangelho deste domingo conta o início da vida pública de Jesus nas cidades e nos vilarejos da Galileia. A sua missão não parte de Jerusalém, isso é, do centro religioso, centro também social e político, mas parte de uma zona periférica, uma zona desprezada pelos judeus mais observadores, por motivo da presença naquela região de diversas populações estrangeiras; por isto o profeta Isaías a indica como “Galileia dos gentios” (Is 8, 23).

É uma terra de fronteira, uma zona de trânsito onde se encontram pessoas diferentes por raças, culturas e religiões. A Galileia torna-se assim o lugar simbólico para a abertura do Evangelho a todos os povos. Deste ponto de vista, a Galileia assemelha-se ao mundo de hoje: com presença de diversas culturas, necessidade de paralelo e de encontro. Também nós estamos imersos a cada dia em uma “Galileia dos gentios”, e neste tipo de contexto podemos nos assustar e ceder à tentação de construir cercas para estar mais seguros, mais protegidos. Mas Jesus nos ensina que a Boa Nova, que Ele traz, não é reservada a uma parte da humanidade, é para comunicar-se a todos. É um bom anúncio destinado a quantos o esperam, mas também a quantos talvez não esperam mais nada e não têm sequer a força de procurar e de pedir.

Partindo da Galileia, Jesus nos ensina que ninguém está excluído da salvação de Deus, antes, que Deus prefere partir da periferia, dos últimos, para alcançar todos. Ensina-nos um método, o seu método, que porém exprime o conteúdo, isso é, a misericórdia do Pai. “Cada cristão e cada comunidade discernirá qual seja o caminho que o Senhor pede, mas todos somos convidados a aceitar este chamado. Sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que têm necessidade da luz do Evangelho” (Exort.ap. Evangelii gaudium, 20).

Jesus começa a sua missão não somente de um lugar descentralizado, mas também por homens que se diriam, assim, “de baixo perfil”. Para escolher os seus primeiros discípulos e futuros apóstolos, não se dirige às escolas dos escribas e dos doutores da Lei, mas às pessoas humildes e simples, que se preparam com empenho à vinda do Reino de Deus. Jesus vai chamá-los lá onde trabalham, na margem do lago: são pescadores. Chama-lhes, e esses O seguem, imediatamente. Deixam as redes e vão com Ele: as suas vidas se tornarão uma aventura extraordinária e fascinante.

Queridos amigos e amigas, o Senhor chama também hoje! O Senhor passa pelos caminhos da nossa vida cotidiana. Também hoje, neste momento, aqui, o Senhor passa pela praça. Chama-nos para andar com Ele, para trabalhar com Ele pelo Reino de Deus, as “Galileias” dos nossos tempos. Cada um de vocês pense: o Senhor passa hoje, o Senhor me olha, está me olhando! O que me diz o Senhor? E se algum de vocês ouve que o Senhor lhe diz “siga-me”, seja corajoso, vá com o Senhor. O Senhor não desilude jamais. Sintam em seu coração se o Senhor vos chama para segui-Lo. Deixemo-nos alcançar pelo seu olhar, pela sua voz e O sigamos!  “Para que a alegria do Evangelho alcance até os confins da terra e nenhuma periferia seja privada da sua luz” (ibid, 288).

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