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Onze coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

Por Diego López Marina

REDAÇÃO CENTRAL, 04 Fev. 16 / 07:30 pm (ACI).- A menos de uma semana para o início da Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, que começa na próxima quarta-feira, 10, recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1.- O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a converter-se e a preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinza é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoam e impõem as cinzas obtidas da queima dos ramos usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

2.- Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos quase 400 anos d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma impõe as cinzas no início deste tempo.

3.- Por que impõem as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Devem ajudar aos fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5.- Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6.- Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “és pó e em pó te tornarás” ou “convertam-se e cream no Evangelho”.

7.- O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8.- Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive as não católicas. Como explica o Catecismo (1670 ss.) “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9.- A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10.- Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11.- O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. Outras sextas-feiras do ano também, embora segundo o país pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Santo Evangelho (Mc 8, 14-21)

ANO ÍMPAR

6ª Semana do Tempo Comum – Terça-feira 13/02/2018 

Primeira Leitura (Gn 6,5-8;7,1-5.10)
Leitura do Livro do Gênesis.

6,5O Senhor viu que havia crescido a maldade do homem na terra, e como os projetos do seu coração tendiam sempre para o mal. 6Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem na terra e ficou com o coração muito magoado, 7e disse: “Vou exterminar da face da terra o homem que criei; e com ele, os animais, os répteis e até as aves do céu, pois estou arrependido de os ter feito!” 8Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor. 7,1O Senhor disse a Noé: “Entra na arca com toda a tua família, pois tu és o único homem justo que vejo no meio desta geração. 2De todos os animais puros toma sete casais, machos e fêmeas, e dos animais impuros, um casal, macho e fêmea. 3Também das aves do céu tomarás sete casais, machos e fêmeas, para que suas espécies se conservem vivas sobre a face da terra. 4Pois, dentro de sete dias, farei chover sobre a terra, quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres vivos que fiz”. 5Noé fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 10E, passados os sete dias, caíram sobre a terra as águas do dilúvio.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 28)

— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

— Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com o santo ornamento!

— Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa.

— Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!

 

Evangelho (Mc 8,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Martiniano – O jovem eremita

São Martiniano foi capaz de converter muitos que o procuravam e ser instrumento de muitos milagres

Nasceu no século IV, em Cesareia, na Palestina. Muito jovem, discerniu sua vocação à vida de eremita; retirou-se a um lugar distante para se entregar à vida de sacrifício e de oração pela salvação das pessoas e também pela própria conversão. Ele vivia um grande combate contra o homem velho, aquele que tem fome de pecado, que é desequilibrado pela consequência do pecado original que atingiu a humanidade que todos nós herdamos. Mas foi pela Misericórdia, pela força do Espírito Santo que ele se tornou santo.

Sua fama foi se espalhando e muitos procuravam Martiniano. Embora jovem, ele era cheio do Espírito Santo para o aconselhamento, a direção espiritual, até apresentando situações de enfermidades, na qual ele clamava ao Senhor Jesus pela cura e muitos milagres aconteciam. Através dele, Jesus curava os enfermos.

Homem humilde, buscava a vontade de Deus dentro deste drama de querer ser santo e ter a carnalidade sempre presente. Aconteceu que Zoé, uma mulher muito rica, mas dada aos prazeres carnais e também às aventuras com um grupo de amigos, fez uma aposta de que levaria o santo para o pecado. Vestiu-se com vestes simples, pobres, pediu para que ele a abrigasse por um dia. Eles dormiram em lugares distantes, mas ela, depois, vestiu-se com uma roupa bem sedutora e foi ser instrumento de sedução para Martiniano. Conta-nos a história que ele caiu na tentação.

Os santos não foram homens e mulheres de aço, pelo contrário, ao tomar consciência daquele pecado, ele se prostrou, arrependeu-se, penitenciou-se, mergulhou o seu coração e a sua natureza na misericórdia de Deus. Claro que o Senhor o perdoou.

Só há um pecado que Deus não perdoa: aquele do qual não somos capazes de nos arrepender.

São Martiniano arrependeu-se e retomou o seu propósito. Ele foi um instrumento de evangelização para aquela mulher que, de tal forma, também acolheu a graça do arrependimento, entrou para a vida religiosa e consagrou-se, fazendo parte do mosteiro das religiosas de Santa Paula e ali se santificou.

O santo, depois, foi para uma ilha; em seguida para Atenas, na Grécia, e, no ano 400, partiu para a glória tendo recebido os sacramentos.

Santo não é aquele que “nunca pecou”. A oração, a vigilância e o mergulho da própria miséria na Misericórdia Divina é o que nos santifica.

São Martiniano, rogai por nós!

 

ANO PAR

Primeira Leitura (Tg 1,12-18)
Leitura da Carta de São Tiago.

12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. 13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 93)

— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!
— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!

— É feliz, ó Senhor, quem formais e educais nos caminhos da Lei, para dar-lhe um alívio na angústia.

— O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.

— Quando eu penso: “Estou quase caindo!” Vosso amor me sustenta, Senhor! Quando o meu coração se angustia, consolais e alegrais minha alma.

 

Evangelho (Mc 8,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2018

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/papa-francesco_20171101_messaggio-quaresima2018.html

«Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (Mt 24, 12)

Amados irmãos e irmãs!

Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.

Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Os falsos profetas

Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?

Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!

Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.

Um coração frio

Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo;[2] habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?

O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n’Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos.[3] Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.

A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.

E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.[4]

Que fazer?

Se porventura detetamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.

Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos,[5] para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.

A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?[6]

Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.

Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente connosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!

O fogo da Páscoa

Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.

Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.

Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito»,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.

Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.

Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos

Francisco

[1] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, Oração Coleta.

[2] «Imperador do reino em dor tamanho / saía a meio peito ao gelo baço» (Inferno XXXIV, 28-29).

[3] «É curioso, mas muitas vezes temos medo da consolação, medo de ser consolados. Aliás, sentimo-nos mais seguros na tristeza e na desolação. Sabeis porquê? Porque, na tristeza, quase nos sentimos protagonistas; enquanto, na consolação, o protagonista é o Espírito Santo» (Angelus, 7/XII/2014).

[4] Nn. 76-109.

[5] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 33.

[6] Cf. Pio XII, Carta enc. Fidei donum, III.

[7] Missal Romano, Vigília Pascal, Lucernário.

Sagrada Face de Jesus – terça-feira de carnaval

SAGRADA FACE DE JESUS
Olhar de Jesus
Este Olhar não incomoda nem assusta
É um chamado ao Amor, a cada criatura
Só o Meu olhar te ensinará a amar
E isto, ninguém no mundo poderá te dar
Olha-me com alegria e amor, proteger-te-ei de cada dor
Não adormece sem antes bem fixar o teu olhar no Meu
Falar-te-ão, Meus olhos, de um Amor perfeito e profundo
Fixa bem teu olhar no Meu e afasta-te do mundo…
Quero sussurrar ao teu coração tantas belas coisas em um único segundo
Fixando, profundamente, teu olhar no Meu
Encontrarás Amor, Perdão e Paz
Ao sair de casa, leva o Meu Olhar Bendito
Proteger-te-ei até que retornes ao lar
Não esqueças, em teu labor cotidiano, sê feliz e orgulhoso deste Olhar
Assim que tiveres guardado Meu Olhar em teu coração
Darás a teus irmãos, Amor, Perdão e Paz
Meu filho predileto, então, serás e teu coração encontrará a perfeição.

Ramalhete espiritual
“A Vossa Face Senhor, procuro e A procuro sem parar! Não quero outra coisa, Senhor, senão a Vossa Face, para que Vos possa amar como desejo, porque não encontro o que seja mais precioso” (Santo Agostinho; Enarret. IN PS 26.)
“Vossa Face é minha Pátria, meu reino de amor” (Santa Teresinha).
“Senhor, mostrai-nos a Vossa Face e seremos salvos!” – PS. 8 (Indulgenciada pelo Papa Pio IX em 11/12/1876).
“Senhor, permanecei conosco!” (Indulgenciada por S. Emcia. o Cardeal D. Jaime de Barros Câmara, em 26/11/1959).
“Pai eterno, eu Vos ofereço a adorável Face do Vosso Filho muito amado pela honra e glória do Vosso Nome e pela salvação da alma de … (aqui diga o nome). Amém”.
“Mãe Santíssima, medianeira de todas as graças, oferece por nós ao Pai Eterno a Sagrada Face de teu Filho, alcançando-nos paz, liberdade da fé e o triunfo da verdade” (Indulgenciada por S. Emcia. o Cardeal D. Agnelo Rossi, em 18/11/1966).

DEVOÇÃO À SAGRADA FACE
Dia de devoção da Sagrada Face: toda terça-feira
Festa da Sagrada Face: terça-feira de Carnaval

“Toda vez que alguém contemplar a Minha Face, derramarei o Meu amor nos corações. E por meio da Minha Face obter-se-á a salvação de muitas almas (Nosso Senhor a Beata Irmã Maria Pierina, 1945, em Milão).
Muitas vezes durante o dia, troque um olhar com Ele!
Todas as noites, reze 3 vezes o Pai Nosso, a Ave Maria e o Glória, contemplando Sua Divina Face.
Sobre a propagação da Devoção à Sagrada Face, o Cardeal Gennari, em nome do Papa São Pio X às Carmelitas de Lisieux, disse: O Santo Padre deseja que esta imagem seja distribuída profusamente por todas as partes e que seja venerada em todas as famílias cristãs. Recomenda Sua Santidade a propagação de seu culto, particularmente aos Excelentíssimos Senhores Bispos, como a todos os Eclesiásticos, e abençoa especialmente todos aqueles que se tornam seus propagadores.
Neste sentido pronunciou-se também Pio XI dizendo: Em toda casa e em toda Igreja haja um quadro da Santa Face.

PROMESSAS AOS DEVOTOS DA SAGRADA FACE feitas a Santa Matilde e Santa Gertrudes sobre esta devoção:
“Eu garantirei aos devotos, contrição tão perfeita que seus pecados serão transformados diante de Mim em jóias de precioso ouro. Nenhum deles será afastado de Mim. Na oferenda de Minha Face ao Pai, eles terão acalmado Sua cólera e eles vão adquirir como com moeda celestial, o perdão por seus pecados. Eu abrirei Minha boca para pedir ao Pai para garantir todas as preces que eles Me apresentarem. Vou iluminá-los com Minha luz, e vou consumi-los com Meu amor. Eu lhes darei frutos de boas obras. Eles vão, como a piedosa Verônica, enxugar a Minha adorável Face ultrajada pelo pecado, e Eu vou imprimir Minha Divina Fisionomia em suas almas. Em suas mortes, vou renovar neles a imagem de Deus, apagada pelo pecado. Semelhante à Minha Face, eles brilharão mais do que muitos outros na vida eterna e o brilho da Minha Face vai enchê-los de prazer”.

LADAINHA DA SAGRADA FACE
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do Mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Sagrada Face do Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
Sagrada Face, espelho da majestade divina, tende piedade de nós.
Sagrada Face do nosso Salvador, tende piedade de nós.
Sagrada Face, inundada de suor e sangue, tende piedade de nós.
Sagrada Face, humilhada pelo beijo do traidor, tende piedade de nós.
Sagrada Face, barbaramente contundida por bofetões, tende piedade de nós.
Sagrada Face, acumulada de ignomínias e insultos, tende piedade de nós.
Sagrada Face, coberta dum véu e cinicamente ludibriada, tende piedade de nós.
Sagrada Face, atormentada por febre e sede, tende piedade de nós.
Sagrada Face, no julgamento, perante a multidão amotinada, tende piedade de nós.
Sagrada Face, banhada de lágrimas de dor, tende piedade de nós.
Sagrada Face, impressa na toalha de Verônica, tende piedade de nós.
Sagrada Face, coberta de blasfêmias horrendas, tende piedade de nós.
Sagrada Face, ao morrer na Cruz, inclinada para nós, tende piedade de nós.
Sagrada Face, desfigurada por feridas e golpes, tende piedade de nós.
Sagrada Face, revelada milagrosamente no Santo Sudário, tende piedade de nós.
Sagrada Face, glorificada pela ressurreição, tende piedade de nós.
Sagrada Face, alegria de todos os anjos e santos, tende piedade de nós.
Sagrada Face, por cuja veneração alcançamos auxílio nas angústias, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, mostrai-nos a Vossa Sagrada Face, volvei a nós Vossa Sagrada Face, a fim de sermos salvos. Amém.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, mostrai-nos a Vossa Sagrada Face, volvei a nós Vossa Sagrada Face, a fim de sermos salvos. Amém.

Oração de Amor e Adoração
“Chagas benditas do meu amado Jesus, eu vos amo.
Chagas benditas do meu amado Jesus, eu vos adoro.
Chagas benditas do meu amado Jesus, eu vos rendo graças.
Chagas benditas do meu amado Jesus, eu vos adoro.
Por todas as chagas que sofrestes por amor, eu vos adoro, Jesus” (de Nossa Senhora a uma piedosa confidente).

EXPLICAÇÃO SOBRE A DEVOÇÃO À SAGRADA FACE pelo Bispo Auxiliar Dom Sebastião Roque Rabelo Mendes, Diretor Arquidiocesano do Apostolado da Sagrada Face da Arquidiocese de Belo Horizonte, MG.
* A origem da devoção à Sagrada Face de Jesus. Não podemos dizer que o Apostolado da Sagrada Face está ligado à Verônica, nem talvez ao Santo Sudário. Entretanto tem um pouco de influência.
A Sagrada Face é uma expressão muito Bíblica. Está muito ligada à Paixão de Jesus. Nos Salmos, sempre falamos que queremos ver a Face de Deus. Mas com a vinda de Jesus à terra, sobretudo no Monte Tabor, Jesus se transfigurou: seu rosto ficou cheio de luz, um rosto que reflete a divindade, e ao mesmo tempo a humanidade.
Podemos imaginar o rosto de Jesus, alegre, confiante. Mas a devoção à Sagrada Face, é a Face ensangüentada do Cristo, é a Face do Horto das Oliveiras, que todos os quatro Evangelistas falam, é a Paixão de Jesus, da sua dor que Ele teve lá na sua agonia. Depois de coroado de espinhos, crucificado e morto, é colocado no sepulcro.
O Santo Sudário é um pouco ligado à devoção, mas, fundamentalmente, se não houvesse nada do Santo Sudário, nem de Verônica, nós teríamos este culto à Sagrada Face. O Santo Sudário ajuda um pouco. Verônica que nem está na Bíblia também ajuda. Mas, independente do Santo Sudário e da Verônica, é um culto muito profundo, muito humano, muito divino sobre a Sagrada Face.
No dia 10 de Janeiro de 1959, a Congregação dos Ritos em Roma com a aprovação do grande Papa João XXIII, concedeu aos Bispos e Sacerdotes do Brasil a aprovação para a festa da Sagrada Face, a ser comemorada na 3ª Feira de Carnaval, aprovando o texto da Missa. Podemos dizer que esta devoção já está espalhada pelo mundo inteiro. Ela é muito antiga, cheia de contemplação, de oração e intercessão.
Todos os dias às 15h, os membros do apostolado se reúnem ou em casa, com as famílias, ou na Igreja para lembrar a hora em que Jesus morreu e de um modo especial nas terças-feiras.
A espiritualidade do Apostolado da Sagrada Face é viver os ensinamentos de Jesus, meditar o Evangelho e tirar dali, o modo de viver que Jesus nos ensinou; É também contemplar a Face de Jesus na Cruz, no Calvário, no Horto das Oliveiras, e contemplar a Face do Cristo no rosto dos nossos irmãos, principalmente dos mais sofridos, marginalizados, dos abandonados, das crianças, sobretudo os doentes, daqueles que não tem voz nem vez.
É viver o Evangelho de Mateus, cap.25, 35-36 colocando-o em prática.
Que todos nós tenhamos esta devoção à Sagrada Face unida à Eucaristia, pois é na Hóstia Consagrada que contemplamos fielmente o Cristo.
A segunda carta de São Paulo aos Coríntios, cap, 4 vers.3 ,4,6 fala: “Se nosso Evangelho ainda está encoberto é para os que se perdem que ele permanece velado, para os infiéis, nos quais o deus deste século obscureceu os espíritos, a fim de que não vejam brilhar a luz do evangelho da glória de Cristo o qual é a imagem de Deus”.
O deus deste século é claro que é o inimigo de Deus. Ele faz com que os espíritos fiquem embotados a fim de que não vejam brilhar a luz do evangelho. Porque Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz!” Ele mesmo reluziu em nossos corações para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo. Dissemos “não” aos procedimentos secretos e vergonhosos, não agimos com astúcia, nem falsificamos a palavra de Deus. Ao contrário, manifestando a verdade, nos recomendamos diante de Deus à consciência de cada homem.

REVELAÇÕES
Segundo as últimas revelações à Beata Irmã Maria Pierina Micheli, na primeira terça-feira (da paixão de 1937) depois de ter sido instruída na devoção da Sagrada Face, conforme ela escreveu, Jesus lhe disse: “Pode ser que algumas almas receiem, que a devoção e o culto da Minha Face venha a diminuir a do Meu Coração. Diga-lhes, que ao contrário, será completada e aumentada. Contemplando a Minha Face, as almas participarão das Minhas dores e sentirão a necessidade de amar e reparar. Pois não é talvez esta a verdadeira devoção a Meu Coração?”
O Papa Pio XII na sua Encíclica HAURETIS AQUAS: “É na Face que se revela o Coração”.
“Vossa Face é minha pátria, meu reino de amor” (Santa Terezinha do Menino Jesus).
“Espírito de Santidade, sopro divino que agita o universo, vinde e renovai a face da terra. Suscitai, nos cristãos, o desejo da unidade plena, para serem, no mundo, sinal e instrumento eficaz da união íntima com Deus e da unidade de todo o gênero humano” (Oração do Papa João Paulo II o missionário da paz, testemunho de Deus vivo, no 2º ano de preparação para o grande jubileu 2000, ano dedicado ao Espírito Santo).
“Que não seja derramado uma só lágrima na face de um irmão, sem que não se encontre um apóstolo da Sagrada Face para enxugá-la” (Apelo do Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, Arcebispo de Belo Horizonte aos Apóstolos da Sagrada Face em 01-10-1998).
“Senhor, fazei brilhar sobre o Mundo a Luz da Vossa Face e seremos salvos”. Glória ao Pai.

SANTA TERESINHA E A SAGRADA FACE
Na terça-feira de carnaval, muitas igrejas celebram a festa da Sagrada Face de Jesus. Devoção calcada nas Sagradas Escrituras, inspirada especialmente nos salmos e nos cânticos do “Servo Sofredor”,  encontrou,  no decorrer da história, vários homens e mulheres, místicos conhecidos ou menos conhecidos, que se encarregaram de propagá-la.
A “Sagrada Face” ou “Santa Face” (para ser mais fiel ao termo francês), foi objeto de especial afeição por parte de santa Teresinha.
Vejamos porque a Sagrada Face participa ativamente do “corpus” da espiritualidade de nossa padroeira. Entender o amor de Teresa à Sagrada Face poderá nos ajudar a enriquecer nossa compreensão da caminhada teresiana, a passos largos, rumo  à  santidade.
As famílias Martin e Guérin (tios de Santa Teresinha) nutriam uma grande devoção à Santa Face de Jesus, incentivados pelo “santo homem de Tours”, o Sr. Dupont e pela espiritualidade de Irmã Maria de São Pedro e da Santa Face, carmelita na mesma cidade de Tours, na França (1816-1848).
O Sr. Isodore Guérin, tio de nossa santa, ao ler a vida do famoso homem de Tours, tornou-se devoto da Santa Face e, por seu intermédio, foi instalado um quadro da Sagrada Face em uma das capelas laterais da catedral de São Pedro, em Lisieux. Teresinha amava muito este quadro. No coro do Carmelo havia também um quadro da Sagrada Face e nossa padroeira fará dela uma reprodução que será colocada no cortinado do seu leito de enfermo para, assim, contemplar com amor a Face querida do seu Bem-Amado (CA 5.8.9).
Aos 12 anos, Teresa se inscreve na Confraria reparadora de Tours (26.04.1885). A partir de 19.01.1889, data de sua tomada  do hábito, Irmã Teresa do Menino Jesus completará seu nome religioso, passando a assinar “da Santa Face”. Deu tanta importância este acréscimo, que ora escreve “Ir. Teresa do Menino Jesus e da Sagrada face”, ora escreve “Ir. Teresa do Menino Jesus da Santa Face”.
No segundo modo de assinar, ela retira a preposição, talvez para ressaltar sua íntima ligação com a Sagrada Face. Provavelmente queira também mostrar o profundo nexo que une o mistério da Encarnação (Belém) ao da Paixão e Morte (Calvário), único e arrebatador mistério da bondade misericordiosa do Senhor.
Aos diversos sofrimentos próprios à vida religiosa, vividos por Teresa desde os 15 anos, deve-se acrescentar os advindos pela enfermidade mental de seu pai. Em 12.02.1889, o Sr. Martin precisa ser hospitalizado. Nesta situação de dor, Teresa escreve à sua irmã Celina: “Jesus arde em amor por nós… Olhe sua face adorável!… Olhe estes olhos fechados e abaixados!… Olhe essas chagas… Olhe Jesus na sua Face. Lá você verá como ele nos ama” (Carta 87).
Encontraremos diversos comentários sobre a Santa Face em outras cartas: “Sim, a face de Jesus é luminosa, mas se em meio às feridas e às lágrimas ela já é tão bela, como não o será quando a virmos no céu?… Oh, o céu, o céu! (Carta 95).
“Seu rosto estava escondido!… Ele o está ainda hoje, pois quem é que compreende as lágrimas de Jesus?” (Carta 105).
“Jesus me pegou pela mão, fez-me entrar em um subterrâneo onde não faz frio nem calor, onde o sol não brilha, e que não é visitado nem pela chuva nem pelo vento; um subterrâneo onde não vejo nada senão uma luz meio apagada, o brilho que espalham ao seu redor os olhos da Face de meu Noivo!…” (Carta 110).
“Após ter sorrido para Jesus no meio das lágrimas, você gozará dos raios de sua Face divina… ” (Carta 149).
Em 1895, evocando seus anos de sofrimento, assim resumirá suas intuições: “A Florzinha transplantada para a montanha do Carmelo devia desabrochar à sombra da cruz; as lágrimas, o sangue de Jesus tornaram-se seu orvalho e seu Sol foi sua face adorável coberta de lágrimas… Até então não sentira a profundidade dos tesouros escondidos da santa Face… Aquele cujo reino não é deste mundo me mostrou que a verdadeira sabedoria consiste em “querer ser ignorada e tida por nada” – em “por sua alegria no desprezo de si mesmo”… Ah, como o de Jesus, eu queria que “Meu rosto fosse verdadeiramente escondido, que na terra ninguém me reconhecesse” (MA 77v).
Celina (Irmã Genoveva), a respeito do amor de Teresa à Sagrada Face, escreveu: “Esta devoção foi o coroamento e o pleno desabrochar de seu amor pela sagrada Humanidade de Jesus. A Santa Face era o espelho no qual contemplava a Alma e o Coração de seu Amado, em que ela o contemplava em sua inteireza” (Conselhos e Lembranças).
A Santa Face não foi para Teresa uma simples devoção privada: encontra-se no coração de sua Cristologia, de seu amor apaixonado pelo Jesus escondido. Contudo sabia que o Desfigurado seria um dia Transfigurado em sua Ressurreição. No Processo Informativo Ordinário, Irmã Maria do Sagrado Coração irá afirmar: “Desde muito tempo, ela tinha uma devoção muito especial ao Menino Jesus e à Sagrada Face, mas esta última devoção se desenvolveu, sobretudo no Carmelo” (PO 250).
Fontes: “Santa Teresa de Lisieux, Diccionario”, Ed. Monte Carmelo, Burgos, Espanha, pp. 604-605.
“Dicionário de Santa Teresinha”, Pedro Teixeira Cavalcante, Ed. Paulus, 1997, p. 224

TERÇO DA SAGRADA FACE
Oferecimento
Ó Sagrada Face adorável
Espelho de sofrimento
Emblema Santo de dor
Pelos tormentos atrozes
Sofridos em vossa cruz
Aceitai as nossas dores
Para vos consolar, Jesus!
SOBRE A CRUZ, rezar (Creio, Pai Nosso, Ave Maria)
SOBRE O PAI NOSSO, rezar: Ó Jesus Cristo, fazei resplandecer a vossa face sobre nós.
Resposta: Permanecei Conosco Senhor!
NAS PRIMEIRAS AVE MARIAS, rezar: Sagrada Face de Jesus suavizai a nossa Cruz.
NAS OUTRAS AVE MARIAS, rezar: Senhor Jesus Cristo mostrai-nos a Vossa Sagrada Face e seremos salvos.
BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE O CULTO DA SAGRADA FACE
Esta salutar devoção que se diria instituída pelo próprio Salvador no dia de Sua morte imprimindo sua Efígie Sagrada no Santo Sudário, tem tomado nestes últimos tempos um desenvolvimento considerável, seja em virtude da decisiva importância que a Divina Face teve na vida de Santa Terezinha, ou pelos surpreendentes estudos da figura de Jesus na toalha mortuária de Turim, ou ainda por causa das recentes revelações à Beata Irmã M. Pierina de Micheli (+1945), privilegiada mensageira da Sagrada Face dos dias Atuais.
É como um sopro divino que passa sobre o mundo para combater os estragos das imagens sedutoras e preservar a humanidade dos castigos da justiça do alto. As consoladoras promessas de Nosso Senhor confirmadas por uma feliz experiência, mostram quanto é agradável a Deus e útil às almas a veneração e o culto da Sagrada Face. E além de tudo: a contemplação do divino Rosto é o meio mais fácil e eficaz de conhecer a Nosso Senhor e merecer, como que de imediato o seu amor. Sim, basta CONTEMPLÁ-LO.
Observou a este respeito a Beata M. Pierina: “A Sagrada Face é tudo para mim, porque me leva diretamente ao seu coração, como se fosse a porta de entrada”.
É o que quer dizer também o Papa Pio XII na sua Encíclica Haurietis Aquas: “É na Sagrada Face que se revela o Coração”.
Quanto a propagação, escreveu no dia 4 de junho de 1906 o Cardeal Gennari em nome do Papa São Pio X às Carmelitas de Lisieux, referindo-a Sagrada Face da autoria da Madre Genoveva, irmã de Santa Terezinha: “O Santo Padre Deseja que esta imagem seja distribuída profusamente por todas as partes e que seja venerada em todas as famílias cristãs. Recomenda a propagação de seu culto particularmente aos Exmos. Senhores Bispos, bem como a todos os Eclesiásticos e abençoa especialmente todos aqueles que se tornarem seus propagadores”.
E neste sentido pronunciou-se também Pio XI dizendo: “Em toda casa e em toda Igreja haja um quadro da Santa Face” (Oss. Rom. 8-V-1930). Poderia esta devoção ter encontrado uma recomendação mais autêntica e abençoada? Propaguemos, pois, a imagem adorável do Nosso Salvador! Que cada família a possua! Zelemos por sua devoção nas terças feiras! Distribuamos conforme Nossa Senhora pediu, a nova medalha e cuidemos da celebração da festa na terça feira de carnaval, preparando-a por uma piedosa novena! Não há dúvida: a vista do exposto, se vê que Deus quer que o mundo de hoje, angustiado como nunca, volte a procurar a Face de Seu Filho, Divina Fonte da verdadeira Paz e Liberdade.

NOVENA À SAGRADA FACE
Essa edificante devoção que seria instituída pelo próprio Salvador no dia de Sua morte, imprimindo milagrosamente Sua Imagem Sagrada no Sudário de Verônica, tem tomado nesses últimos tempos um desenvolvimento considerável. As consoladoras promessas de Nosso Senhor, confirmadas por uma feliz experiência, mostram quanto é agradável a Deus e útil às almas a veneração e o culto da Sagrada Face!
Observou a esse respeito Beata M. Pierina: “A Sagrada Face é tudo para mim, porque me leva diretamente a Seu coração, como se fosse a porta de entrada”.
Zelemos por Sua devoção nas terças-feiras! Distribuamos, conforme Nossa Senhora pediu, a nova medalha e cuidemos da celebração da festa na terça-feira de Carnaval, preparando-nos por uma piedosa novena! Não há dúvida: à vista do exposto, se vê que Deus quer que o mundo de hoje, angustiado como nunca, volte a procurar a Face de Seu Filho, divina fonte da verdadeira paz!

ORAÇÃO PREPARATÓRIA PARA TODOS OS DIAS
Senhor, procuro Vossa Face! Não me afasteis para longe dela por causa de meus pecados; não desvieis de mim Vosso Santo Espírito. Fazei brilhar sobre mim a luz da Vossa Face, instruí-me no caminho dos Vossos mandamentos. Eterno Pai, contemplai a Face de Vosso Filho e por seus infinitos merecimentos concedei-me um ardente desejo de reparar as injúrias feitas à Vossa Divina Majestade e a graça que desejo alcançar nessa novena. Assim seja.

19/02 – Primeiro dia
Oração: Oh! Amorosíssimo Jesus! Vossa palavra e a expressão de Vossa Face abrasada em amor, nos revelam, no Cenáculo, a veemência com que Vosso coração desejava a hora de dar-nos a Eucaristia! Inflamai meu coração de amor por esse sacramento adorável, visitando-o e recebendo-o freqüentemente com a pureza dos anjos. Consideração: Se Jesus me ama, se Sua Face me procura, o que me detém?… Que me pede Jesus, senão amor e confiança?… Negar-lhe-ei?…
Virtude a praticar: Desprendei-vos, pelo menos de coração, de todas as coisas da terra. Seja Jesus vosso tesouro. Oração final para todos os dias: Deus Todo-Poderoso e Misericordioso, nós Vos suplicamos que, venerando a Face Santíssima de Vosso Filho, desfigurada na Paixão por causa de nossos pecados, mereçamos contemplá-la eternamente no resplendor da glória celeste. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Assim seja.

20/02 – Segundo dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Oh, Vítima Divina, meu doce Jesus! Face adorável, banhada em suor de sangue no Getsêmani, descobre-me a grandeza de Vossas dores e a gravidade dos meus pecados. Dai-me a mim e a todos os pecadores um sincero arrependimento com firmíssimo propósito de nunca mais pecar.
Consideração: Por toda a parte onde se mostrou sobre a terra, a Sagrada Face de Jesus abençoou, perdoou, curou e fez o bem…Jesus dirige o mundo com Seu olhar! Eu O invoco, porque não serei atendido?…
Virtude a praticar: Sede dócil às inspirações da graça. O olhar de Jesus que vos solicita é uma graça; entregai-vos a sua celeste influência.
Oração final sempre como no primeiro dia

21/02 – Terceiro dia
Oração: Oh! Meu amabilíssimo Jesus! Vossa Face augusta e serena teve uma expressão de dor imensa ao receber o beijo do traidor. Dai-me a graça, eu vos suplico, de participar de Vossa íntima aflição pelos sacrilégios que cometem os que Vos recebem em pecado mortal no Sacramento de amor, desagravando assim, a traição de Judas.
Consideração: Sim, eu sei, meu Redentor está vivo. Esta mesma Face que eu contemplo, hoje tão amargurada pela traição de um apóstolo infiel, hei de contemplar um dia radiante de graça e de esplendores. E, se eu for fiel, assim a contemplarei por toda a eternidade. Meu bom Jesus, mostrai-me Vossa Face.
Virtude a praticar: Fidelidade em observar os mandamentos divinos: “Falai, Senhor, Vosso servo Vos escuta”.
Oração final como no primeiro dia

22/02 – Quarto dia
Oração: Oh! Meu dulcíssimo Jesus! Vossa Face de infinita bondade é objeto do mais vil insulto pela cruel mão de um servo em casa de Anás. Assim Vos tratam, meu doce Salvador, porque aborrecem Vossas palavras de justiça e de caridade sem limites. Não permitais que eu jamais me vingue de meus inimigos, mas que os perdoe sempre e de todo o coração.
Consideração: Devo oferecer-me inteiramente a Deus, para fazer só sua adorável vontade; farei esse oferecimento em união com Jesus orando, a Face contra a terra, no Jardim das Oliveiras.
Virtude a praticar: Fazei penitência; praticai a contrição de vossos pecados alheios; aceitai, em espírito de expiação, as penas e amarguras que Deus aprouver enviar-vos.
Oração final como no primeiro dia

23/02 – Quinto dia
Oração: Oh! Meu pacientíssimo Jesus! Na noite tenebrosa de Vossa Paixão, Vossa Face sacrosanta tornou-se semelhante à de um leproso! Desprezos, escarros, bofetadas e injúrias sem número, desfiguram Vosso formoso semblante! Perdoai, Senhor, Vosso povo ingrato que com suas blasfêmias e crimes de toda espécie, renovam tão horríveis afrontas à Vossa Face augusta e venerada! Perdoai, Senhor!
Consideração: Jesus tem os olhos cerrados para não ver meus pecados… Continuarei nas minhas iniqüidades?… Até quando afrontarei essa Face que pacientemente sofre e me espera?… Até quando?… Até quando?… Não a consolarei com a minha entrega total?
Virtude a praticar: Tende a coragem da fé, não temais o olhar e as palavras dos homens, quando se tratar de um dever a cumprir ou de uma falta a evitar.
Oração final como no primeiro dia

24/02 Sexto dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Soberano Rei e Salvador! A majestosa dignidade de Vossa Face, vilipendiada e coroada de espinhos, proclamou solenemente Vossa realeza sobre as nações, confirmadas pela profética voz de Pilatos diante do povo judeu, ao dizer: “Eis o vosso Rei”. Concedei-me, ó Rei da Glória, um ardoroso zelo para propagar Vosso Reino, ainda que seja à custa de minha vida.
Consideração: Acabrunhado sob o peso de minhas iniqüidades, que farei diante de meu divino Rei? Por que hesitas, minha alma…Não é Ele teu Salvador?… Por acaso sua Face não te contempla com doçura e amor? Cheia de confiança, prosta-te aos pés de Jesus, dizendo-lhe de todo coração: “Meu Senhor e meu Rei! Eis aqui minha alma e meu corpo: eu me ponho, inteiramente sob o império de Vossa Face ultrajada”. Reinai sobre mim para sempre!
Virtude a praticar: Fazer morrer em vós, pela mortificação, todos os desejos e movimentos aviltantes que poderiam ofender a Sagrada Face e renovar as suas dores.
Oração final como no primeiro dia

25/02 – Sétimo dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Oh! Meu querido e generosíssimo Jesus! Vossa Face de Deus-Homem se iluminou, subitamente, com os esplendores de um santo gozo, ao estreitar em Vossos braços a suspirada cruz! Dai-me coragem para tomar a minha cruz e seguir-vos com ânimo constante e generoso até o fim de minha vida.
Consideração: Se amo e me compadeço verdadeiramente dos ultrajes pela Face adorável de meu Salvador, devo amar meus irmãos desgarrados e pedir a Deus que os converta.
Virtude a praticar: Que o zelo de reparação vos inflame! Exercei-o por meio de comunhões, orações, palavras e exemplos, enfim, por todos os meios que a vista do mal cometido deve inspirar-vos.
Oração final como no primeiro dia

26/02 – Oitavo dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Oh! Meu terníssimo Jesus! Qual não deve ter sido a expressão de doçura de Vossa Face, quando Verônica se aproximou de Vós para enxugá-la! Com que amorosa gratidão a contemplastes e qual não foi o seu assombro ao achar impressa em seu véu a Vossa Face desfigurada, mas cheia de amor!… Fazei que eu contemple, meu amado Redentor, Vossa Paixão com tanto amor e ternura que os traços da Vossa Face fiquem gravados em meu coração.
Consideração: Meditando no amor de Deus por mim, amor estampado em Sua Face retalhada e amortecida, ainda terei dificuldade em esquecer os males que me causaram, de perdoar os que me ofenderam, de qualquer maneira, de amar sinceramente meu próximo e pedir a salvação para todos os homens?…
Virtude a praticar: Suportar pacientemente as injúrias e as friezas de vosso próximo, aceitai o que elas têm de penoso para o coração, em espírito de reparação, por tudo o que Jesus sofreu em Sua Face adorável.
Oração final como no primeiro dia

27/02 – Nono dia
Oração preparatória como no primeiro dia
Oração: Oh! Meu Santíssimo e amado Jesus! Vossa Face de Reparador divino, coberta pelas sombras da morte, aplacou as justiças do Eterno Pai, e Vossas últimas palavras foram penhor seguro de eterna felicidade. Que minha vida e minha morte sejam uma contínua reparação unida à Vossa e à de Vossa Mãe Santíssima, a quem invocarei sempre com o nome da Mãe.
Consideração: Quando irei e aparecerei diante da Face de meu Deus? Quando o verei face a face?…
Virtude a praticar: “Quem me contempla me consola! Se alguém contemplar a minha Face Eu derramarei meu amor nos corações e por meio de minha Face se obterá a salvação de muitos pecadores!” Almas generosas, procurai e contemplai sempre a adorável Face de Jesus!
Oração final como no primeiro dia

EXPLICAÇÃO SOBRE A DEVOÇÃO À SAGRADA FACE
Esta edificante devoção que seria instituída pelo próprio Salvador no dia de sua morte, imprimindo milagrosamente Sua Imagem Sagrada no Sudário de Verônica, tem tomado nestes últimos tempos um desenvolvimento considerável.
Seja em virtude da decisiva importância que a Divina FACE teve na vida de Santa Teresinha, ou dos surpreendentes estudos da figura de JESUS na toalha mortuária de Turim, como ainda por causa das recentes revelações a Irmã M. Pierina de Michele (+1945), a privilegiada mensageira da SAGRADA FACE.
Irmã M. Pierina de Michele tomou o hábito das Filhas da Imaculada Conceição no dia 14 de Maio de 1914. Alma ardente de amor a JESUS e às almas, entregou-se desde logo incondicionalmente ao Esposo Divino, e Ele a fez objeto de suas complacências. Desde criança, praticava atos de reparação, os quais, aos poucos, levaram-na a uma imolação completa de si mesma. Por isso não é de admirar, que, quando menina de doze anos apenas na Sexta-feira Santa, na Igreja de São Pedro em Milão, ouvi-se uma voz bem clara a dizer-lhe: “ninguém me dá um beijo de amor na FACE, para reparar o beijo de Judas”.
Quando noviça ainda, obteve a licença de fazer adoração noturna, e quando na noite de Quinta-feira Santa estava rezando diante do crucificado, escutou as palavras “Beija-me!” Irmã Pierina obedeceu sem demora, e seus lábios, em vez de pousar sobre uma face de gesso, sentira viva a FACE DE JESUS.
A noite inteira passou na igreja, pois quando a Madre superiora ali a encontrou, já era de manha. O coração abalado com o sofrimento de JESUS, sentiu o desejo de reparar os ultrajes que Ele recebera na SAGRADA FACE e continua a receber cada dia no SANTÍSSIMO SACRAMENTO. Em 1919, Irmã Pierina é transferida para a Casa-Mãe em Buenos Aires. Ali no dia 12 de Abril de 1920, quando durante uma oração se queixava de suas aflições, JESUS se lhe manifestou ensangüentado, e com ternura e dor ao mesmo tempo lhe disse: “E EU, que é que fiz!” (para sofrer tanto). “Destas palavras eu nunca me esquecerei”, escreveu Irmã Pierina em seu diário.
Mas agora compreendia a Devoção à SAGRADA FACE, que daí em diante se tornou seu livro de meditação. Em 1921, voltou pra Milão, onde continuo a intensificar seu amor a JESUS. Eleita logo depois superiora da Casa de Milão, não tardou a ser nomeada superiora regional da Itália.
Mas apesar de seus muitos trabalhos, não deixou de ser Apóstola da Devoção à SAGRADA FACE, tanto entre suas irmãs como entre as pessoas conhecidas; contudo, procurando sempre ocultar seus privilégios divinos, dos quais as próprias irmãs de hábito, raríssimas vezes, foram testemunhas.
Irmã M. Pierina, um dia, até pediu a JESUS que sua vida passasse desapercebida; pedido que lhe foi concedido. Com o passar dos anos, JESUS se lhe manifestava de vez em quando, ora triste, ora ensangüentado, pedindo sempre reparação. E foi por isso que o desejo de sofrer e de se sacrificar pelas almas cresceu mais e mais no coração de Irmã Pierina.
Durante a oração noturna da primeira Sexta-feira da quaresma em 1936, JESUS, depois de havê-la feito participante das dores da agonia do Getsêmani, disse-lhe, mostrando sua FACE coberta de sangue e tomada de grande tristeza: “Quero que MINHA FACE, que reflete a Minha íntima aflição de meu ânimo, a dor de Meu coração seja mais honrado. QUEM ME CONTEMPLA, ME CONSOLA”.
Na terça-feira daquele ano, JESUS tornou a dizer-lhe: “Cada vez que se contemplar a MINHA FACE, derramarei o Meu Amor nos corações, e por meio de MINHA SAGRADA FACE obter-se-á a salvação de muitas almas”. Beata Irmã M. Pierina faleceu, unindo-se Àquele que amou tanto, em 26 de julho de 1945.
Sua morte não teve as características da morte dos homens em geral; foi uma passagem de amor como ela mesma escreveu em seu diário no dia 19 de julho de 1941: “tenho sentido uma imensa necessidade de viver sempre mais unida a JESUS, de amá-lo intensamente, para que minha morte seja uma passagem de amor ao meu JESUS”.

“Se o coração não muda, não somos verdadeiros cristãos”

Domingo, 30 de agosto de 2015, Da redação, com Rádio Vaticano

No Angelus, Francisco afirmou que manter a observação exterior da lei não é o suficiente para sermos bons cristãos

“As atitudes exteriores são a consequência daquilo que decidimos no coração, mas não o contrário. Com as atitudes exteriores, se o coração não muda, não somos verdadeiros cristãos”. Foi o que afirmou o Papa Francisco na oração do Angelus deste domingo, 30, diante de milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro, no Vaticano.

Na ocasião, o Pontífice explicava o Evangelho de hoje onde Jesus discute com os fariseus e escribas a prática “escrupulosa” da lei de Moisés e da “tradição dos antigos”, como “expressões de autêntica religiosidade”.

Neste sentido, Francisco afirmou que manter a observação exterior da lei não é o suficiente para sermos bons cristãos. “Como naquela época para os fariseus, existe também para nós o perigo de nos considerarmos tranquilos ou melhores que os outros pelo simples fato de observarmos as regras, as tradições, mesmo se não amamos o próximo, somos duros de coração e orgulhosos”.

Para o Papa, a observação literal dos preceitos é estéril se não muda o coração e não se traduz em comportamentos concretos: “abrir-se ao encontro com Deus e à sua Palavra, procurar a justiça e a paz, socorrer os pobres, os fracos, os oprimidos”.

“Todos sabemos, nas nossas comunidades, nas nossas paróquias, nos nossos bairros, quanto mal fazem à Igreja e a escandalizam aquelas pessoas que se dizem ‘muito católicas’ e vão frequentemente à igreja mas, depois, na sua vida quotidiana, descuidam da família, falam mal dos outros e assim por diante. Isso é aquilo que Jesus condena, porque é um testemunho contra a vida cristã”, disse o Papa.

Francisco destacou ainda um aspecto “mais profundo” que Jesus aborda no Evangelho: “Não existe nada fora do homem que, entrando nele, possa torná-lo impuro. Mas são as coisas que saem do homem que o tornam impuro”. Segundo o Papa, Jesus enaltece assim o primado da interioridade, isto é, do ‘coração’: “não são as coisas exteriores que nos fazem santos ou não santos, mas é o coração que expressa as nossas intenções, as nossas escolhas e o desejo de fazer tudo pelo amor de Deus”.

“Jesus dizia: ‘O teu tesouro é onde está o coração’. Qual é o meu tesouro? É Jesus, a sua doutrina? É o coração bom ou o tesouro é uma outra coisa. Portanto, é o coração que deve ser purificado e se converter. Sem um coração purificado, não se pode ter mãos realmente limpas e lábios que pronunciem palavras sinceras de amor: tudo é duplo, não? Palavras que pronunciam misericórdia, perdão: somente isso pode fazer o coração sincero e purificado”, afirmou.

E concluiu: “Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, para nos dar um coração puro, livre de toda hipocrisia. Esse é o adjetivo que Jesus disse aos fariseus: ‘hipócritas’, porque dizem uma coisa e fazem outra. Livre de toda hipocrisia, assim, que sejamos capazes de viver segundo o espírito da lei e alcançar o seu fim, que é o amor.”

Santo Evangelho (Mc 7, 1-13)

ANO ÍMPAR

5ª Semana Comum – Terça-feira 06/02/2018 

Primeira Leitura (Gn 1,20–2,4a)
Leitura do Livro do Gênesis.

20Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”. 21Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. 24Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez. 25Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis do solo segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão sementes sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. 3Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação. 4aEsta é a história do céu e da terra, quando foram criados.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 8)

— Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
— Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

— Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes.

— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

 

Evangelho (Mc 7,1-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Paulo Míki e companheiros mártires

São Paulo Míki e companheiros mártires, foram fervorosos, deram testemunho com a vida e a morte

São Paulo Míki nasceu em Kyoto, no Japão, no século XVI dentro de uma família cristã, nobre, que foi canal para que ele recebesse, ainda pequeno, a graça do batismo. A partir de então, buscou também viver a riqueza do “ser batizado”. Discerniu a sua vocação, entrou para a Companhia de Jesus, tornou-se um Jesuíta e correspondeu ao chamado do sacerdócio.

Profundo conhecedor tanto da cultura quanto da língua, foi um homem compadecido do seu povo. Como nos tempos de hoje, o Japão não tinha o Cristianismo como religião predominante, então, São Paulo Míki buscava responder à necessidade da evangelização pela oração e pela penitência. Com estratégias inspiradas pelo Espírito Santo, foi um homem dócil, de comunidade.

Ousado e corajoso, quando ergueu-se à perseguição do Cristianismo no Japão também acabou sendo preso, assim como seus companheiros; mas não arrefeceu na sua fé. Ele, que era um grande pastor e pregador, também no momento do confronto, indicou Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua religião como o único Salvador e a verdadeira religião; verdade que perdura para todos os tempos.

São Paulo Míki, assim como os companheiros de missão e outros cristãos fervorosos, deram testemunho com a vida e também com a morte.

Em Nagasaki, foram todos crucificados em 1595. Sementes para novos cristãos, desde a passagem de São Francisco Xavier já se contavam 300 mil cristãos no Japão. Depois, muito mais com testemunho desses 26 companheiros de Jesus.

Peçamos a intercessão deste santo para que o nosso relacionamento profundo com Deus se traduza em evangelização para a humanidade.

São Paulo Míki e companheiros mártires, rogai por nós!

 

ANO PAR

Primeira Leitura (1Rs 8,22-23.27-30)
Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, 22Salomão pôs-se de pé diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel, estendeu as mãos para o céu e disse: 23“Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nem no mais alto dos céus, nem aqui embaixo na terra; tu és fiel à tua misericordiosa aliança com teus servos, que andam na tua presença de todo o seu coração. 27Mas será que Deus pode realmente morar sobre a terra? Se os mais altos céus não te podem conter, muito menos esta casa que eu construí! 28Mas atende, Senhor meu Deus, à oração e à súplica do teu servo, e ouve o clamor e a prece que ele faz hoje em tua presença. 29Teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar. 30Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 83)

— Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
— Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

— Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

— Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

— Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de louvar! Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, vede a face do eleito, vosso Ungido!

— Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!

 

Evangelho (Mc 7,1-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Papa fala da Liturgia da Palavra: ouvir e acolher a Palavra de Deus

Quarta-feira, 31 de janeiro de 2018, Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa explicou o itinerário da Palavra de Deus: do ouvido passa ao coração e depois às mãos, ou seja, à prática na vida cotidiana

A Liturgia da Palavra, uma das partes da Santa Missa, foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 31. Seguindo no ciclo de reflexões sobre a Missa, hoje Francisco destacou a importância de se alimentar regularmente da Palavra de Deus para seguir nesta peregrinação terrena.

Francisco comentou que tantas vezes, enquanto a Palavra é proclamada na Missa, as pessoas reparam nas outras e fazem comentários diversos, o que não deve ser feito, uma vez que assim não se ouve a Palavra de Deus. “Quando se lê a Palavra de Deus na Bíblia – a primeira Leitura, a segunda, o Salmo Responsorial e o Evangelho – devemos ouvir, abrir o coração, porque é o próprio Deus que nos fala, e não pensar em outras coisas ou falar de outras coisas”, disse.

Segundo o Papa, na Liturgia da Palavra as páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para se tornar palavra viva, pronunciada por Deus. “É Deus que, por meio da pessoa que lê, nos fala e interpela a nós que escutamos com fé”. Mas é preciso também abrir o coração para receber a palavra, ressaltou o Papa. “Deus fala e nós nos colocamos à escuta, para depois colocar em prática o que ouvimos. É muito importante ouvir”.

O Santo Padre destacou que às vezes as pessoas podem não entender bem porque algumas leituras são um pouco difíceis, mas então Deus fala o mesmo de um outro modo, de forma que é preciso estar em silêncio e ouvir a Palavra de Deus.

“Não se esqueçam disso. Na Missa, quando começamos as leituras, ouçamos a Palavra de Deus”, disse o Papa, frisando que de fato se trata de uma questão de vida, como recorda um trecho do Evangelho de Mateus: “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4, 4).

O Papa comentou ainda um outro aspecto: a proclamação litúrgica das mesmas leituras, com os cantos deduzidos da Sagrada Escritura, exprime e favorece a comunhão eclesial. Entende-se, portanto, porque são proibidas escolhas subjetivas, como omissão de leituras ou substituição com textos não bíblicos. “Substituir aquela Palavra com outras coisas empobrece e compromete o diálogo entre Deus e o seu povo em oração”.

“A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. Nós a escutamos com os ouvidos e passa ao coração; não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração; e do coração passa às mãos, às boas obras. Este é o percurso que faz a Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos. Aprendamos essas coisas”.

Angelus com o Papa no Peru: não se pode “photoshopear” o coração

Domingo, 21 de janeiro de 2018, Da Redação

Falando aos jovens reunidos para a oração mariana, Francisco destacou que Jesus ama cada um como é, não se deve “maquiar” o coração

Papa fala aos jovens e demais fiéis reunidos na Praça das Armas, em Lima, para a oração mariana do Angelus / Foto: Reprodução Youtube Vatican Media

Confiar em Jesus, que ama cada um como é; não se pode “photoshopear” o coração. Essa foi, em resumo, a reflexão central do Papa Francisco antes do Angelus deste domingo, 21, na Praça das Armas, em Lima, capital do Peru. No último dia de sua visita ao país, Francisco se reuniu com jovens e demais fiéis para a oração mariana.

O Santo Padre manifestou sua satisfação de estar com os jovens, em especial neste ano em que será realizado um Sínodo dos Bispos sobre os jovens. “Os vossos rostos, as vossas aspirações, a vossa vida são importantes para a Igreja: devemos dar-lhes a importância que merecem e ter a coragem que demonstraram muitos jovens desta terra que não tiveram medo de amar e apostar em Jesus”.

Aos jovens reunidos na Praça das Armas, o Papa indicou o exemplo de São Martinho de Porres, que teve confiança no Senhor e, sendo como era, nada o impediu de realizar seus sonhos, de amar, de gastar a vida pelos outros. “A cada um de nós, o Senhor confia alguma coisa e a resposta é confiar Nele. Cada um de vocês pense nisso agora, ‘o que o Senhor me confiou’?”.

Francisco reconheceu que há momentos difíceis, quando podem surgir pensamentos negativos, mas é preciso seguir em frente, confiando. “Queridos amigos, nesses momentos em que parece apagar-se a fé, não vos esqueçais que Jesus está ao vosso lado. (…) Não vos esqueçais dos Santos, que nos acompanham do céu; recorrei a eles, rezai e não vos canseis de pedir a sua intercessão”.

Outro ponto importante destacado pelo Papa foi a importância de cada um ser o que é, sem tentar “maquiar” o coração. “Sei que é muito belo ver fotos retocadas digitalmente, mas isso serve só para as fotografias, não podemos fazer o ‘photoshop’ aos outros, à realidade, a nós próprios. Os filtros coloridos e a alta definição funcionam bem apenas nos vídeos; nunca podemos aplicá-los aos amigos. Há fotos que são muito lindas, mas estão todas maquiadas; e deixai que vos diga: o coração não se pode ‘photoshopear’, porque é nele onde se joga o amor verdadeiro; nele joga-se a felicidade (…) Jesus te ama assim como é, não se deixe maquiar, maquiar o coração”.

Apelo pela República Democrática do Congo

Ainda em sua reflexão, o Papa fez um apelo pela República Democrática do Congo. Francisco disse que hoje recebeu notícias preocupantes sobre o país africano, então pediu a oração de todos.

“Peço às autoridades, aos responsáveis e a todos nesse amado país que façam o máximo empenho e o máximo esforço para evitar toda forma de violência e procurar soluções em favor do bem comum. Todos juntos vamos, em silêncio, rezar por essa intenção, pelos nossos irmãos na República Democrática do Congo”, finalizou.

Demais compromissos e o retorno a Roma

Após o Angelus, Papa Francisco dirigiu-se para a nunciatura apostólica para o almoço com a comitiva papal. Mais tarde, às 19h10 (horário de Brasília), ele preside a Santa Missa na base aérea “Las Palmas”, seu último compromisso no Peru. Após a Missa, Francisco retorna a Roma.

Natal é encontro com Jesus de coração aberto

Missa na Casa Santa Marta, segunda-feira, 2 de dezembro  de 2013, Da Redação, com Rádio Vaticano

Santo Padre indicou a oração, a caridade e o louvor como caminhos para uma boa preparação para o Natal

Papa lembrou que Natal não é só recordação de algo belo, mas o encontro com Cristo / Foto: L’Osservatore Romano

Preparar-se para o Natal com a oração, a caridade e o louvor, mantendo o coração aberto para deixar-se encontrar pelo Senhor que tudo renova. Este foi o convite feito pelo Papa Francisco na Missa celebrada nesta segunda-feira, 2, na Casa Santa Marta. A homilia insere-se no tempo litúrgico do Advento, iniciado neste domingo, 1º.

Francisco recordou que nestes dias se inicia um novo caminho, um caminho de Igreja rumo ao Natal. Trata-se de ir ao encontro do Senhor, pois o Natal, como enfatizou o Papa, não é somente uma recorrência temporal ou uma recordação de algo belo.

“O Natal é mais: nós vamos por este caminho para encontrar o Senhor. O Natal é um encontro! E caminhamos para encontrá-Lo, com o coração, com a vida, encontrá-Lo vivo, como Ele é, encontrá-Lo com fé”.

Francisco concentrou-se ainda sobre o exemplo do oficial romano descrito no Evangelho do dia, destacando a sua fé, o que maravilhou Jesus. A partir da fé, não só o oficial romano encontrou Deus, mas foi encontrado por Deus.

“Quando nós somente encontramos o Senhor, somos nós – entre aspas, digamos – os patrões deste encontro, mas quando nós nos deixamos encontrar por Ele, é Ele que entra em nós, é Ele que nos refaz tudo, porque esta é a vinda, aquilo que significa quando vem o Cristo: refazer tudo, refazer o coração, a alma, a vida, a esperança, o caminho”.

E ao longo de todo esse processo, o Papa ressaltou a importância de manter o coração aberto, para que Deus encontre o homem e lhe diga o que for preciso. Dessa forma, Francisco falou, por fim, de alguns comportamentos que ajudam neste caminho rumo ao Natal.

“A perseverança na oração, rezar mais; o trabalho na caridade fraterna, aproximar-se um pouco mais daqueles que precisam; e a alegria no louvor do Senhor. Então, a oração, a caridade e o louvor, com o coração aberto, para que o Senhor nos encontre”.

Santo Evangelho (Mt 11, 28-30)

2ª Semana do Advento – Quarta-feira 13/12/2017

Primeira Leitura (Is 40,25-31)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.

25“Com quem haveis de me comparar, e a quem seria eu igual?” – fala o Santo. 26Levantai os olhos para o alto e vede: Quem criou tudo isto? – Aquele que expressa em números o exército das estrelas e a cada uma chama pelo nome: tal é a grandeza e força e poder de Deus que nenhuma delas falta à chamada. 27Então, por que dizes, Jacó, e por que falas, Israel: “Minha vida ocultou-se da vista do Senhor e meu julgamento escapa ao do meu Deus?” 28Acaso ignoras, ou não ouviste? O Senhor é o Deus eterno que criou os confins da terra; ele não falha nem se cansa, insondável é sua sabedoria; 29ele dá coragem ao desvalido e aumenta o vigor do mais fraco. 30Cansam-se as crianças e param, os jovens tropeçam e caem, 31mas os que esperam no Senhor renovam suas forças, criam asas como as águias, correm sem se cansar, caminham sem parar.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 102)

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor.
— Bendize, ó minha alma, ao Senhor.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, o seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

— Pois ele te perdoa toda culpa e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão;

— O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo, não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.

 

Evangelho (Mt 11,28-30)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Luzia, protetora dos olhos

Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa

O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.

Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.

Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do “não” para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.

Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.

Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.

Santa Luzia, rogai por nós!

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