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Papa Francisco: O mundo precisa de cristãos com um coração de filhos e não de escravos

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Papa durante a Audiência Geral. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 20 Jun. 18 / 09:25 am (ACI).- O Papa Francisco seguiu com suas catequeses sobre os Mandamentos e assinalou que o mundo não precisa de legalismos, mas de cristãos com o coração de filhos.

“Todo o cristianismo é a passagem da letra da Lei ao Espírito, que dá a vida”, sublinhou. “Jesus é a Palavra do Pai, não é a condenação do Pai”, explicou na Praça de São Pedro.

“Vê-se quando um homem ou uma mulher viveram esta passagem ou ainda não. As pessoas percebem se um cristão raciocina como filho ou como escravo. E nós mesmos recordamos se nossos educadores cuidaram de nós como pais e mães ou se só impuseram regras”.

Em sua nova catequese, afirmou que “na Bíblia os mandamentos não vivem por si mesmos, mas são parte de um relacionamento, o da Aliança entre Deus e seu povo”.

Francisco explicou que “a tradição hebraica chamará sempre Decálogo as Dez Palavras” e “o termo ‘decálogo’ quer dizer isso (palavras de vida) e tem forma de leis, mas são objetivamente mandamentos”.

O Papa explicou porque se usa na Escritura o termo “dez palavras” e não “dez mandamentos”. “A ordem – explicou – é uma comunicação que não requer diálogo. A palavra, pelo contrário, é o meio essencial da relação como diálogo. Deus Pai cria por meio da sua palavra, e o seu Filho é a Palavra feita carne. O amor nutre-se de palavras e assim a educação ou a colaboração. Duas pessoas que não se amam, não conseguem se comunicar”, mas “quando alguém fala ao nosso coração, nossa solidão termina”.

“Uma coisa é receber uma ordem, outra bem diferente é perceber que alguém fala conosco”, acrescentou.

Neste sentido, indicou que “um diálogo é muito mais do que a comunicação de uma verdade. Realiza-se pelo prazer de falar e pelo bem concreto que se comunica entre eles que se querem bem por meio das palavras”.

O Pontífice recordou que “o Tentador quer enganar o homem e a mulher sobre este ponto: quer convencê-los de que Deus os proibiu de comer do fruto da árvore do bem e do mal para mantê-los submissos”.

“O desafio é justamente este: a primeira norma que Deus deu ao homem, é a imposição de um déspota que proíbe e obriga, ou é o cuidado de um pai que está cuidando os seus pequenos e os protege da autodestruição?”, perguntou-se.

“A mais trágica entre as mentiras que a serpente diz a Eva é a sugestão de uma divindade invejosa e possessiva” e “os fatos demonstram dramaticamente que a serpente mentiu”, sublinhou.

“O homem está diante desta encruzilhada: Deus me impõe as coisas ou cuida de mim? Os seus mandamentos são somente uma lei ou contém uma palavra, para cuidar de mim? Deus é patrão ou Pai?”.

“Este combate, dentro e fora de nós, apresenta-se continuamente: mil vezes devemos escolher entre uma mentalidade de escravos e uma mentalidade de filhos. O Espírito Santo é um Espírito de filhos e o Espírito de Jesus”.

Francisco pontuou que “um espírito de escravos acolhe a Lei de modo opressivo e pode produzir dois resultados opostos: ou uma vida feita de deveres e de obrigações, ou uma reação violenta de rejeição”.

A corrupção é pior que o pecado

O corrupto se cansa de pedir perdão e por isso precisa ser curado
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A corrupção é o mato da nossa época, que se alimenta de aparência e aceitação social, cresce como medida da ação moral e pode consumir a partir de dentro, em uma atitude de “mundanidade espiritual”, quando não “esclerose do coração”, até mesmo na própria Igreja. E se para o pecado existe perdão, para a corrupção, não. Por isso, a corrupção precisa ser curada.

Esta é a crítica mordaz e impiedosa que emerge de algumas páginas escritas em 2005 por Jorge Mario Bergoglio, quando era arcebispo de Buenos Aires, cujo texto foi agora publicado em um livro, “A cura da corrupção”, publicado pela primeira vez em italiano (Editora Missionária Italiana).

Pecado e corrupção

Em seu afresco de cores fortes, Bergoglio explica desde o início que a corrupção está intimamente ligada ao pecado, mas é diferente dele. Na verdade, a corrupção é “não um ato, mas um estado, um estado pessoal e social no qual a pessoa se acostuma a viver”, por meio de hábitos que vão deteriorando e limitando a capacidade de amar.

Bergoglio resume as principais características desta praga:

1) Imanência. A corrupção tende a gerar uma “verdadeira cultura, com capacidade doutrinal, linguagem própria, jeito próprio de agir”, tornando-se uma “cultura de subtração”. O caminho que levou do pecado à corrupção é um processo de substituição de Deus pelas próprias forças. A gênese pode ser atribuída a um “cansaço da transcendência: frente a um Deus que não se cansa de perdoar, o corrupto se levanta como autossuficiente na expressão de sua salvação: está cansado de pedir perdão”.

2) Boas maneiras. Esta autossuficiência humana, que reflete a atitude do coração com relação a um tesouro que o seduz, tranquiliza e engana, é uma transcendência frívola. Na corrupção, de fato, prevalece uma espécie de imprudência modesta; cria-se um culto às boas maneiras para encobrir os maus hábitos. O corrupto é um acrobata da delicadeza, campeão das boas maneiras. Enquanto “o pecador, reconhecido como tal, de alguma forma, admite a falsidade do tesouro ao qual aderiu ou adere, o corrupto, no entanto, submeteu seu vício a um curso intensivo de boas maneiras”.

3) Medida moral. “O corrupto – escreve Bergoglio – sempre tem necessidade de se comparar com aqueles que parecem ser coerentes em suas vidas (mesmo quando se trata da coerência do publicado que se confessa pecador).” Uma de suas características é a forma como se justifica, apresentando as suas boas maneiras como opostas a situações de pecado extremo ou fruto de caricatura, e assim se levanta para julgar os outros, tornando-se medida de comportamento moral.

4) Triunfalismo. “O triunfalismo é o terreno ideal para o comportamento corrupto.” A este respeito, o teólogo Henri de Lubac fala da ambição e da frivolidade que podem esconder-se na “mundanidade espiritual”, a tentação mais perversa, que concebe como ideal moral o homem e seu aperfeiçoamento, e não a glória de Deus. Segundo Bergoglio, a mundanidade espiritual “nada mais é do que a vitória daqueles que confiam no triunfalismo da capacidade humana; o humanismo pagão adaptado ao bom senso cristão”.

5) Cumplicidade. “O corrupto não conhece a fraternidade ou a amizade, mas só a cumplicidade”; tende a arrastar todos à sua própria medida moral. Os outros são cúmplices ou inimigos. “A corrupção é o proselitista. Ela se disfarça de comportamento socialmente aceitável”, como Pilatos, “que faz de conta que o problema não lhe diz respeito, e por isso lava as mãos, mesmo que no fundo seja para defender a sua zona corrupta de adesão ao poder a qualquer preço”.

A corrupção do religioso

Bergoglio faz, então, uma análise muito lúcida do estado de corrupção cotidiana que lentamente faz a vida religiosa encalhar. É uma espécie de paralisia que ocorre quando uma alma se adapta a viver tranquilamente em paz.

No início, existe “o medo de que Deus nos conduza a caminhos que não podemos controlar”. Mas ao fazer isso, explica Bergoglio, “os horizontes se encolhem à medida da própria desolação ou quietismo. A pessoa teme a ilusão e prefere o realismo do menos à promessa do mais”. Aqui se esconde o perigo, porque, “na preferência pelo menos, que parece mais realista, já existe um processo sutil de corrupção: começa a mediocridade e a tibieza (duas formas de corrupção espiritual)”, um caminho inclinado que leva ao desânimo da alma e a uma lenta, mas definitiva esclerose do coração.

É por isso que a alma se apega a todos os produtos que o supermercado do consumismo religioso lhe oferece, tendendo talvez a interpretar a vida consagrada como uma realização imanente de sua personalidade, buscando a realização profissional ao se deliciar com a estima alheia, ou se dedicando a uma intensa vida social. Daí o convite do então arcebispo de Buenos Aires: “A nossa indigência deve se esforçar um pouco para abrir espaço à transcendência”, porque “o Senhor nunca se cansa de chamar: não tenha medo. Não ter medo de quê? Não ter medo da esperança, porque a esperança não decepciona”.

A Oração Une os dois Sagrados Corações, por Amor a Você!

Por Padre Luizinho

“Se você está cansado /
sem lugar pra repousar
Venha ao Coração Sagrado de Jesus que aberto está  Pode então entrar /
até descansar teu Deus ai espera e quer te amar
Curar tuas feridas, tirar a solidão /
reconstruir com selo tudo que está no chão.
Te dá muito carinho, alegre-se irmão felicidade não é ilusão”
(Com. Recado).

O Coração de Jesus é fornalha ardente de amor. Ele é o Pastor Divino, que nos ama com o coração humano. Cuida de nós, suas ovelhas, como Deus cuidaria, nos coloca em seus ombros lugar de repouso, refúgio e salvação. Onde eu posso descansar seguro, sem medo e sabendo que todas as minhas feridas serão tratadas. Seu Coração diz pra mim: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Cf. Mt 11,28-29). Como os nossos corações têm saudade desse lugar, precisamos nos deixar vencer, eu tenho saudade de Deus! Sejamos como os pássaros, façamos o nosso ninho na fenda da rocha, Jesus é a rocha e a fenda é o seu Coração aberto de onde choram Sangue e água. Fonte inesgotável de vida, de Santidade, lugar de cura e libertação para nós, oh inesgotável Mistério de Amor e misericórdia escondido em forma de coração humano, mas só poderia ser Divino.

No Coração de Jesus cumpre-se a profecia de Ezequiel 37,26-27: “Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo. Tirarei de vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne”. Esse coração novo é o coração de Cristo, Nele revela-se neste maravilhoso Mistério: Deus tem um coração! Coração aberto na cruz pelo soldado é o manancial da salvação, onde nasceu a Igreja, os sacramentos, sangue e água saíram para curar nossas doenças, para matar a nossa sede, sede de Deus, sede de Amor, pois Deus tem um coração ferido de amor por mim e por você.   Os filhos de Deus nascem do amor, nascem do Coração de Jesus. E pelo toque do Espírito Santo, reconhecemos que ele nos ama. NELE está o poder de conferir a vida divina a nós pobres mortais, que em Deus encontramos o elixir da vida eterna, pois o homem tem desejo de eternidade e só a encontra no coração de Deus. Esta realidade me aproxima de Deus, saber que ele tem um coração igual ao meu, sem duvida divino, mas humano, torna reais as possibilidades de ter um coração igual ao Dele: “Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso”.

Acorramos com vivo desejo a esta fonte de vida, depositemos na fenda do coração de Jesus os nossos pecados, desejos e aspirações, nossas necessidades e feridas e descansemos nesta fornalha ardente de amor. Peçamos a Deus que tenhamos o coração ferido do mesmo amor que abrasa o Coração de seu Filho Jesus, hoje eu coloco você, sua vida e suas intenções neste rio que vem trazer alegria, conforto e esperança e descansemos nestes prados verdejantes que é o Coração de Jesus.

Rezemos com a Igreja: “Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, alegrando-nos pela solenidade do Coração do vosso Filho, meditemos as maravilhas de seu amor e possamos receber desta fonte de vida, uma torrente de graças. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade dom Espírito Santo”.

A Oração Une os dois Sagrados Corações, de Jesus e de Maria:

“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Cf. Mt 11,28).

A Igreja celebra a solenidade do SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, fonte de onde jorrou toda justificação e salvação dos nossos pecados. Coração Humano e Divino, mistério aberto na cruz, nascente de água viva e causa de nossa cura e libertação. O Sagrado Coração de Jesus é abismo da misericórdia para nós. No sábado, a Igreja simultaneamente uniu os dois corações, celebra-se o IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA. Esse Imaculado Coração esta prestes a triunfar sobre todo mal, é refugio para os pecadores e para aqueles que buscam a cura no seu Filho Jesus. Na celebração da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus a Igreja reza em particular pela santificação dos sacerdotes.

Quero apresentar para você um terço que uni os Dois Corações a clamar pela nossa cura interior e libertação de todo o mal, que aprendi em um precioso retiro:   No inicio reza-se 1 Pai Nosso, 3 Ave-Marias e Glória.

Nas contas do Pai Nosso reza-se: “Na inocência de minh’alma entrego-me inteiramente a Vós e de Vós tudo espero, ó Sacratíssimos Corações de Jesus e Maria”.

Nas contas das Ave-Marias, em cada dezena reza-se 10 vezes clamando a cura e a libertação:
1° Dezena: Ó Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria: curai-nos com Vosso Amor.
2° Dezena: Ó Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria: curai os que estão caídos pelo caminho.
3° Dezena: Ó Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria: ensinai-nos a amar como Vós amais.
4° Dezena: Ó Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria: ensinai-nos a amar para curar.
5° Dezena: Ó Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria: ajudai-nos a amar o que o Pai ama, querer o que Ele quer e rejeitar todo o mal.

Oração Final: Ofereço-vos, ó meu Deus, neste dia, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, por meio do Imaculado Coração de Maria, as orações e o trabalho, as alegrias e o descanso, as dificuldades e os sofrimentos desta vida, em reparação das nossas ofensas, e por todas as intenções, pelos quais o mesmo Divino Coração está continuamente a interceder e a sacrificar-se por nós em nossos altares. Eu Vos ofereço, em particular, pelas intenções da Vossa Santa Igreja, pela santificação do clero e por nossa Comunidade e nossa família. Amém.

A Verdadeira felicidade está no manancial dos Corações de Jesus e de Maria.

Ser mãe, vocação do amor

Tarefa exigente, árdua, mas recompensadora

A palavra ‘mãe’ traz significados intensos ao nosso imaginário: as lembranças boas, as dificuldades, as brigas em família, o apoio, o abraço ou o desejo pelo carinho que nunca aconteceu. Todos esses pensamentos nos levam a perceber a vocação de uma mãe: amor incondicional e presente.

A vocação de ser mãe é muito mais do que gerar biologicamente uma pessoa, é cuidar amorosamente de alguém que tomou para si como filho. Mais do que o fruto do seu ventre, ser mãe é tomar para si a responsabilidade pela vida, pela educação, pela criação de alguém.

A mãe dos nossos tempos enfrenta todas as adversidades e desafios que a sociedade lhe impõe, mas seu amor é fiel e ela é zelosa na missão que escolheu e com a qual foi presenteada. É por isso que, hoje, a lembrança vai para a mulher que é mãe nas mais diversas situações: aquela que gerou o filho em seu ventre e aquela que é mãe do coração – a qual optou pela adoção como gesto doação e entrega -; a mãe espiritual, que dobra seus joelhos e intercede por seus filhos; aquela que, mesmo não tendo filhos, cuida das pessoas como se fossem, de fato, seus filhos.

Os desafios de uma sociedade que passa por mudanças é uma das maiores preocupações trazidas pelas mulheres ao buscarem a maternidade. Inseguranças, desejos, expectativas sobre os filhos, futuro. Uma imensidão de pensamentos invade o imaginário das futuras mamães ou daquelas que fazem planos para a maternidade. Mas vamos pensar juntos: será que existe um “modelo ideal de mãe”?.

Lembro-me sempre de Gianna Beretta Molla, santa, médica, mãe de família, esposa, fiel a Deus, orante e tendo Virgem Maria como exemplo para sua vida. Uma mulher que, como tantas outras dos nossos dias, teve uma rotina que exigiu dela um desdobramento em muitos papéis. Um mulher, uma santa contemporânea; mulher do nosso tempo, que, mesmo tendo filhos e uma profissão, teve o desprendimento, a dedicação e uma opção: ter Deus como o centro da sua família. Gianna não deixou de lado seus valores e, no momento mais difícil de sua vida, optou, dentre sua vida e a do seu filho, que ele nascesse, mesmo que o risco fosse a morte da mãe. Nem mesmo a possibilidade de deixar seus outros filhos a fez abandonar seu projeto de vida.

Ser mãe é uma tarefa exigente, árdua, recompensadora, mas gera medo, ansiedade, expectativa por cumprir este papel de forma favorável. É muito importante ter em mente que ser mãe é algo que se aprende, e não existe a mãe ideal. Há a mãe que erra, mas tem, em seu desejo mais íntimo, a vontade de acertar. Ser mãe é aprender, a cada dia, a renovar, reciclar, crescer, retomar, cair e levantar, apoiar, ser o ombro, o colo e o calor.

Santa Gianna escreveu, numa oportunidade, uma linda descrição do papel da mãe: “Toda vocação é vocação à maternidade: material, espiritual, moral, porque Deus nos deu o instinto da vida. O sacerdote é pai; e as irmãs são mães de almas.

Os limites de uma mãe são testados a todo momento, passando por situações que jamais imaginaria. Por isto, é tão importante não se fechar em suas dificuldades, mas buscar apoio, conversar, ler e conviver com este contínuo aprendizado. Os limites de uma mãe sempre serão testados, colocados à prova, mas o dom, o amor e a missão farão sempre com que esta supere tudo aquilo que lhe seja dado como prova, bem como a fará experimentar todas as alegrias que esta missão lhe concede!

Que as palavras de Santa Gianna Beretta Molla possam também estar presentes em sua vida, mãe, sempre que as dificuldades de sua missão baterem à sua porta: “Senhor, faz que a luz que se acendeu em minha alma não se apague jamais” .

Parabéns, mãe, por sua vocação!

Elaine Ribeiro
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Mãe testemunha alegria da adoção

Parabéns! Você está grávida!

Para as futuras mamães do coração

“Todo homem que vem a este mundo, seja qual for a sua condição, traz o sinal do amor de Deus. Cristo nasceu para qualquer menino do mundo e por ele deu a vida. Não há, portanto, nenhum menino ou menina que não lhe pertença” (São João Paulo II).

Você já ouviu essa expressão – “meu irmão de criação” –, em algum lugar, sugerindo que foram criados juntos? Na verdade, não existe “irmão de criação”; ou é irmão ou não o é, ou é filho ou não o é. Nós criamos cachorro, gato, boi, mas nunca gente.

Essa ideia preconceituosa vem dos tempos dos coronéis, quando os fazendeiros “pegavam para criar”, sem registrar como filhos, crianças pobres ou negras, unicamente com a intenção de ter, na casa, criados: trabalhadores sem salário, eternamente obrigados a pagar a caridade de terem sido tirados da miséria. Se alguém me diz: “Vou fazer uma caridade, vou adotar uma criança”, eu lhe digo: “Se quer fazer uma caridade, adote a família inteira da criança e não a tire de quem ela possa chamar de mãe”.

Um filho adotivo não é uma caridade. Eu não sou boa, porque adotei uma criança. Deus é que foi bom para mim, que me deu a possibilidade de completar a minha família, dando-me uma linda filha.

Nosso filho Estêvão pedia muito por irmãos, e nós lhe falávamos dos que ele já tinha no Céu. Ele tinha 6 anos quando decidimos pela adoção; então, eu disse a ele: “Ore, peça ao Papai do Céu”. Ele respondeu: “Vou pedir logo dois, que esses que estão no Céu nem sei deles, se são mesmo meus irmãos”. E passou a orar, todos os dias, com muita fé. Acolheu a irmã com amor e alegria desde o primeiro dia. Os dois brincam, riem e brigam como qualquer irmão. O interessante é que, por ter já um filho biológico, eu posso dizer, com propriedade, que não há diferença nenhuma entre um filho biológico e um adotivo, nem no amor, nem em nada. Eu digo a eles: todo filho é da barriga, antes de nascer; e do coração depois que nasce; logo os dois são meus filhos e pronto.

De fato, quando eu, meu esposo e meu filho mais velho, o Estêvão, nos abrimos para mais uma criança na nossa família, por meio adoção, com surpresa nos deparamos com muitos preconceitos entre pessoas das quais nunca esperaríamos isso. Um preconceito é criado pelo medo do desconhecido, por experiências desastrosas espalhadas nos ares. Foi preciso amor para desarmar esses preconceitos.

Esperei minha filha dois anos, foi uma “gravidez de elefante”. Mas foi muito positivo para mim, porque, nesse tempo, li muito, orei muito, gerei minha filha no coração e desvencilhei-me dos preconceitos. Uma psicóloga me deu um livro de um psiquiatra de casos de filhos adotivos que apresentavam distúrbios emocionais. Fiquei muito chateada com ela, mas, depois, agradeci a Deus, pois acabei lendo o livro e descobrindo que a maior causa de filhos adotivos desajustados está em seus pais de criação desajustados. Porque estes mimam demais, e isso estraga qualquer caráter; demoram muito para adotar e, quando resolvem, já estão mais para avós que para pais da criança; especialmente na adolescência, não tem mais pique e paciência. Esses pais fazem planos e expectativas mirabolantes, e acabam se frustrando, esquecendo que a criança não tem de corresponder aos sonhos deles, pois ela tem sua própria personalidade e dons; cabe aos pais descobrirem quais são e investir neles.

Outros fazem do passado da criança um fantasma, trazendo-o à tona cada vez que a criança faz algo errado, como se tudo fosse culpa da genética, tirando, assim, dos ombros, a própria culpa de não saber educar. E para completar o desastre, há aqueles pais que, na verdade, lá no íntimo, não assumem aquela criança como filho e acham, o tempo todo, que ela tem a obrigação de pagar o bem que estão fazendo por ela.

Se, logo depois de ler tudo isso, você, que está dando passos para adotar uma criança, analisar-se e chegar à conclusão de que sua motivação para adotar é o profundo desejo de ser mãe, pois quer completar sua família, e que a adoção é apenas um meio para isso, parabéns! Você está grávida!

Agora, é preciso que você saiba algo sobre a gravidez de uma mãe adotiva: a partir do dia em que você dá entrada no fórum [para o processo de adoção, já está de nove meses de gestação. Mas essa gravidez pode durar um dia ou dois anos. Então, não se angustie com as demores de Deus, pois Ele não demora, Ele capricha!

Adelita Maria Rozetti Frulane
Missionária da Comunidade Canção Nova

A misericórdia como via da paz no mundo

Homilia de Francisco, segunda-feira, 17 de março de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Após semana de exercícios espirituais, Francisco voltou a celebrar na Casa Santa Marta, concentrando-se sobre a necessidade de seguir caminho de misericórdia

Perdoar para encontrar misericórdia: este é o caminho que leva à paz nos corações e no mundo. Este foi o ponto chave da homilia do Papa Francisco na Missa desta segunda-feira, 17, na Casa Santa Marta. O Papa voltou a celebrar nesta manhã após a semana de retiro em Ariccia.

Francisco comentou as palavras de Jesus no Evangelho do dia – “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” – dizendo que não é fácil entender esta atitude porque o ser humano está habituado a julgar. Para ser misericordioso, são necessárias, segundo ele, duas atitudes: conhecer a si mesmo e alargar o coração.

Sobre o conhecimento de si mesmo, o Papa falou da necessidade de reconhecer-se pecador e envergonhar-se dos pecados, pois diante do arrependimento, a justiça de Deus se transforma em misericórdia e perdão.

Muitas vezes, continuou o Santo Padre, justifica-se o pecado jogando a culpa nos outros. Todavia, por mais que alguém tenha facilitado o caminho do pecado, é necessário admitir o próprio erro. “Se nós fazemos isso, quantas coisas boas virão, porque seremos humildes! E com esta atitude de arrependimento, somos mais capazes de ser misericordiosos, porque sentimos sobre nós a misericórdia de Deus”.

A outra atitude para ser misericordioso, segundo Francisco, é alargar o coração, porque um coração pequeno e egoísta é incapaz de misericórdia. Ele também atentou para o fato de que ninguém pode julgar o erro do outro.

“Esta frase: ‘Quem sou eu para julgá-lo? Quem sou eu para fofocar sobre isso? Quem sou eu, que fiz as mesmas coisas ou pior?’. O coração alargado! E o Senhor diz: ‘Não julgueis e não sereis julgados! Não condeneis e não sereis condenados! Perdoai e sereis perdoados! Dai e vos será dado!’ Esta generosidade de coração!”.

O Santo Padre enfatizou que o coração grande não condena, mas perdoa e esquece, porque Deus esqueceu e perdoou os seus pecados. Ele concluiu exortando os fiéis a seguirem esse caminho de misericórdia.

“Se todos nós, se todos os povos, as pessoas, as famílias, os bairros, tivéssemos esta atitude, quanta paz haveria no mundo, quanta paz nos nossos corações! Porque a misericórdia nos leva à paz. Lembrem-se sempre: ‘Quem sou eu para julgar?’. Envergonhar-se e alargar o coração. Que o Senhor nos dê esta graça”.

A nossa fé nasce na manhã de Páscoa

Ressurreição de Cristo

Quarta-feira, 19 de abril de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano

Reflexão semanal do Papa para os fiéis concentrou-se na Páscoa, acontecimento que está no centro da fé católica

A Praça São Pedro ficou lotada na manhã desta quarta-feira, 19, para a tradicional catequese com o Papa Francisco. Ainda no clima da Páscoa que a Liturgia continua a celebrar, o Santo Padre refletiu com os fiéis sobre Cristo Ressuscitado, a esperança, como apresentado por São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios.

A Ressurreição provocava discussões na comunidade de Corinto e Paulo queria esclarecê-la aos cristãos. “Jesus morreu por nossos pecados, foi sepultado e no terceiro dia ressuscitou e apareceu a Pedro e aos Doze Apóstolos”, dizia. “O cristianismo nasce aqui. Não é uma ideologia, não é uma corrente filosófica, mas um caminho de fé que nasce com um evento testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus”, explicou o Papa.

Francisco destacou que a Ressurreição é o núcleo central da fé. “Aceitar que Cristo morreu e que morreu crucificado não é um ato de fé, é um fato histórico. Mas acreditar que ressuscitou, sim! A nossa fé nasce na manhã de Páscoa”.

Explicando este mistério aos cristãos, Paulo conta que de todos os discípulos que viram o Ressuscitado aparecer, ele foi o último, ‘o menos digno’. Paulo tem uma história pessoal dramática: era um perseguidor da Igreja, orgulhoso das próprias convicções, até o dia em que encontrou Jesus no caminho para Damasco. Aquele evento deu uma guinada em sua vida. De perseguidor se tornou Apóstolo, porque viu Jesus vivo e ressuscitado. Este é o fundamento da fé de todos os Apóstolos e também dos fiéis de hoje.

“É belo pensar que o cristianismo, essencialmente é isso!”, comentou o Papa. “Não somos nós a procurar Deus, mas é Deus que nos procura, nos conquista e não nos abandona jamais. O cristianismo é graça; é surpresa, mas deve encontrar nosso coração aberto, capaz de receber maravilhas. Um coração fechado não pode entender o que é o cristianismo. Mesmo sendo pecadores, mesmo olhando para trás e vendo uma vida cheia de insucessos, na manhã de Páscoa podemos ir ao sepulcro de Jesus e ao ver a pedra descartada saberemos que Deus está realizando um futuro para nós. Encontraremos felicidade, alegria e vida onde todos pensavam que havia tristeza, derrotas e trevas. Deus faz crescer suas flores mais belas em meio às pedras mais áridas”.

Terminando sua catequese, o Papa concluiu que “ser cristãos significa não começar pela morte, mas pelo amor de Deus por nós, que derrotou o nosso maior inimigo. É suficiente uma vela acesa para vencer a mais sombria das noites. E se alguém nos perguntar o porquê do nosso sorriso e da nossa paciência e solidariedade, podemos responder que ‘Jesus ainda está aqui, continua vivendo no meio de nós. Ele está aqui na Praça, vivo e ressuscitado’”.

Onze coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

Por Diego López Marina

REDAÇÃO CENTRAL, 04 Fev. 16 / 07:30 pm (ACI).- A menos de uma semana para o início da Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, que começa na próxima quarta-feira, 10, recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1.- O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a converter-se e a preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinza é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoam e impõem as cinzas obtidas da queima dos ramos usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

2.- Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos quase 400 anos d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma impõe as cinzas no início deste tempo.

3.- Por que impõem as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Devem ajudar aos fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5.- Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6.- Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “és pó e em pó te tornarás” ou “convertam-se e cream no Evangelho”.

7.- O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8.- Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive as não católicas. Como explica o Catecismo (1670 ss.) “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9.- A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10.- Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11.- O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. Outras sextas-feiras do ano também, embora segundo o país pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Santo Evangelho (Mc 8, 14-21)

ANO ÍMPAR

6ª Semana do Tempo Comum – Terça-feira 13/02/2018 

Primeira Leitura (Gn 6,5-8;7,1-5.10)
Leitura do Livro do Gênesis.

6,5O Senhor viu que havia crescido a maldade do homem na terra, e como os projetos do seu coração tendiam sempre para o mal. 6Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem na terra e ficou com o coração muito magoado, 7e disse: “Vou exterminar da face da terra o homem que criei; e com ele, os animais, os répteis e até as aves do céu, pois estou arrependido de os ter feito!” 8Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor. 7,1O Senhor disse a Noé: “Entra na arca com toda a tua família, pois tu és o único homem justo que vejo no meio desta geração. 2De todos os animais puros toma sete casais, machos e fêmeas, e dos animais impuros, um casal, macho e fêmea. 3Também das aves do céu tomarás sete casais, machos e fêmeas, para que suas espécies se conservem vivas sobre a face da terra. 4Pois, dentro de sete dias, farei chover sobre a terra, quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres vivos que fiz”. 5Noé fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 10E, passados os sete dias, caíram sobre a terra as águas do dilúvio.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 28)

— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

— Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com o santo ornamento!

— Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa.

— Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!

 

Evangelho (Mc 8,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Martiniano – O jovem eremita

São Martiniano foi capaz de converter muitos que o procuravam e ser instrumento de muitos milagres

Nasceu no século IV, em Cesareia, na Palestina. Muito jovem, discerniu sua vocação à vida de eremita; retirou-se a um lugar distante para se entregar à vida de sacrifício e de oração pela salvação das pessoas e também pela própria conversão. Ele vivia um grande combate contra o homem velho, aquele que tem fome de pecado, que é desequilibrado pela consequência do pecado original que atingiu a humanidade que todos nós herdamos. Mas foi pela Misericórdia, pela força do Espírito Santo que ele se tornou santo.

Sua fama foi se espalhando e muitos procuravam Martiniano. Embora jovem, ele era cheio do Espírito Santo para o aconselhamento, a direção espiritual, até apresentando situações de enfermidades, na qual ele clamava ao Senhor Jesus pela cura e muitos milagres aconteciam. Através dele, Jesus curava os enfermos.

Homem humilde, buscava a vontade de Deus dentro deste drama de querer ser santo e ter a carnalidade sempre presente. Aconteceu que Zoé, uma mulher muito rica, mas dada aos prazeres carnais e também às aventuras com um grupo de amigos, fez uma aposta de que levaria o santo para o pecado. Vestiu-se com vestes simples, pobres, pediu para que ele a abrigasse por um dia. Eles dormiram em lugares distantes, mas ela, depois, vestiu-se com uma roupa bem sedutora e foi ser instrumento de sedução para Martiniano. Conta-nos a história que ele caiu na tentação.

Os santos não foram homens e mulheres de aço, pelo contrário, ao tomar consciência daquele pecado, ele se prostrou, arrependeu-se, penitenciou-se, mergulhou o seu coração e a sua natureza na misericórdia de Deus. Claro que o Senhor o perdoou.

Só há um pecado que Deus não perdoa: aquele do qual não somos capazes de nos arrepender.

São Martiniano arrependeu-se e retomou o seu propósito. Ele foi um instrumento de evangelização para aquela mulher que, de tal forma, também acolheu a graça do arrependimento, entrou para a vida religiosa e consagrou-se, fazendo parte do mosteiro das religiosas de Santa Paula e ali se santificou.

O santo, depois, foi para uma ilha; em seguida para Atenas, na Grécia, e, no ano 400, partiu para a glória tendo recebido os sacramentos.

Santo não é aquele que “nunca pecou”. A oração, a vigilância e o mergulho da própria miséria na Misericórdia Divina é o que nos santifica.

São Martiniano, rogai por nós!

 

ANO PAR

Primeira Leitura (Tg 1,12-18)
Leitura da Carta de São Tiago.

12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. 13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 93)

— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!
— Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!

— É feliz, ó Senhor, quem formais e educais nos caminhos da Lei, para dar-lhe um alívio na angústia.

— O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.

— Quando eu penso: “Estou quase caindo!” Vosso amor me sustenta, Senhor! Quando o meu coração se angustia, consolais e alegrais minha alma.

 

Evangelho (Mc 8,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2018

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/papa-francesco_20171101_messaggio-quaresima2018.html

«Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (Mt 24, 12)

Amados irmãos e irmãs!

Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.

Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Os falsos profetas

Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?

Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!

Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.

Um coração frio

Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo;[2] habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?

O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n’Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos.[3] Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.

A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.

E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.[4]

Que fazer?

Se porventura detetamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.

Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos,[5] para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.

A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?[6]

Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.

Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente connosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!

O fogo da Páscoa

Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.

Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.

Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito»,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.

Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.

Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos

Francisco

[1] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, Oração Coleta.

[2] «Imperador do reino em dor tamanho / saía a meio peito ao gelo baço» (Inferno XXXIV, 28-29).

[3] «É curioso, mas muitas vezes temos medo da consolação, medo de ser consolados. Aliás, sentimo-nos mais seguros na tristeza e na desolação. Sabeis porquê? Porque, na tristeza, quase nos sentimos protagonistas; enquanto, na consolação, o protagonista é o Espírito Santo» (Angelus, 7/XII/2014).

[4] Nn. 76-109.

[5] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 33.

[6] Cf. Pio XII, Carta enc. Fidei donum, III.

[7] Missal Romano, Vigília Pascal, Lucernário.

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