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Santo Evangelho (Lc 14, 1.7-11)

30ª Semana Comum – Sábado 04/11/2017 

ANO PAR

Primeira Leitura (Fl 1,18b-26)
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos, 18bde qualquer maneira, com segundas intenções ou com sinceridade, Cristo é anunciado. E eu me alegro com isso, e sempre me alegrarei. 19Pois eu sei que isso resultará na minha salvação graças à vossa oração e à assistência do Espírito de Jesus Cristo. 20Segundo a minha viva expectativa e a minha esperança, não terei de corar de vergonha. Se a minha firmeza continuar total, como sempre, então Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. 23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho desejo de partir, para estar com Cristo – o que para mim seria de longe o melhor – 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. 25Por isso, sei com certeza que vou ficar e continuar com vós todos, para que possais progredir e alegrar-vos na fé. 26Assim, com a minha volta para junto de vós, vai aumentar ainda a razão de vos gloriardes em Cristo Jesus.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 41)

— Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!
— Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

— Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!

— Minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?

— Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus, entre gritos, louvor e alegria da multidão jubilosa.

 

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Rm 11,1-2a.11-12.25-29)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 1eu pergunto: Será que Deus rejeitou o seu povo? — de modo algum. Pois também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim… 2aDeus não rejeitou o seu povo, que ele desde sempre considerou. 11Eu pergunto: Acaso eles tropeçaram para cair? — Não, de modo algum. De fato, o passo em falso que eles deram serviu para a salvação dos pagãos, e a salvação dos pagãos, por sua vez, deve servir para despertar ciúme neles. 12Ora, se o passo em falso deles foi riqueza para o mundo e o pequeno número de crentes dentre eles foi riqueza para os pagãos, que riqueza não será a adesão de todos eles ao Evangelho! 25Irmãos, para não serdes presunçosos por causa da vossa sabedoria, é importante que conheçais o mistério, a saber: o endurecimento de uma parte de Israel é para durar até que a totalidade dos pagãos tenha entrado na salvação. 26E então todo o Israel será salvo, como está escrito: “De Sião virá o libertador; ele tirará as impiedades do meio de Jacó. 27Essa será a realização da minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados”. 28De fato, com relação ao evangelho, eles são inimigos para benefício vosso, mas com relação à escolha divina, eles são amados, por causa dos patriarcas. 29Pois os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 93)

— O Senhor não rejeita o seu povo!
— O Senhor não rejeita o seu povo!

— É feliz, ó Senhor, quem formais e educais nos caminhos da Lei, para dar-lhe um alívio na angústia.

— O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.

— Se o Senhor não me desse uma ajuda, no silêncio da morte estaria! Quando eu penso: “Estou quase caindo!” Vosso amor me sustenta, Senhor!

 

Evangelho (Lc 14,1.7-11)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8“Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Carlos Borromeu

São Carlos Borromeu, procurava os pobres doentes dos quais ninguém lembrava, consolava-os e dava-lhes os santos sacramentos

Carlos, o segundo filho de Gilberto, nasceu em 2 de outubro de 1538. Menino ainda, revelou ótimo talento e uma inteligência rara. Ao lado destas qualidades, manifestou forte inclinação para a vida religiosa, pela piedade e o temor a Deus. Ainda criança, era seu prazer construir altares minúsculos, diante dos quais, em presença dos irmãos e companheiros de idade, imitava as funções sacerdotais que tinha observado na Igreja. O amor à oração e o aborrecimento aos divertimentos profanos, eram sinais mais positivos da vocação sacerdotal.

O ano de 1562 veio a Carlos com a graça do sacerdócio. No silêncio da meditação, lançou Carlos planos grandiosos para a reorganização da Igreja Católica. Estes todos se concentraram na ideia de concluir o Concílio de Trento. De fato, era o que a Igreja mais necessitava, como base e fundamento da renovação e consolidação da vida religiosa. Carlos, sem cessar, chamava a atenção do seu tio (que era Cardeal e foi eleito Papa, com o nome de Pio IV) para esta necessidade, reclamada por todos os amigos da Igreja. De fato, o Concílio se realizou, e Carlos quis ser o primeiro a executar as ordens da nova lei, ainda que por esta obediência tivesse de deixar sua posição para ocupar outra inferior.

Carlos sabia muito bem que a caridade abre os corações também à religião. Por isto foi que grande parte de sua receita pertencia aos pobres, reservando ele para si só o indispensável. Heranças ou rendimentos que lhe vinham dos bens de família, distribuía-os entre os desvalidos. Tudo isto não aguenta comparação com as obras de caridade que o Arcebispo praticou, quando em 1569-1570, a fome e uma epidemia, semelhante à peste, invadiram a cidade de Milão. Não tendo mais o que dar, pedia ele próprio esmolas para os pobres e abria assim fontes de auxílio, que teriam ficado fechadas.

Quando, porém, em 1576, a cidade foi atingida pela peste, e o povo abandonado pelos poderes públicos, visto que ninguém se compadecia do povo, ainda procurava os pobres doentes dos quais ninguém lembrava, consolava-os e dava-lhes os santos sacramentos. Tendo-se esgotado todas as fontes de recurso, Carlos lançou mão de tudo o que possuía, para amenizar a triste sorte dos doentes. Mais de cem sacerdotes tinham pago com a vida, na sua dedicação e serviço aos doentes. Deus conservava a vida do Arcebispo, e este se aproveitou da ocasião para dizer duras verdades aos ímpios e ricos esquecidos de Deus.

Gregório XIII, não só rejeitou as acusações infundados feitas ao Arcebispo, mas ainda recebeu Carlos Borromeu em Roma, com as mais altas distinções. Em resposta a este gesto do Papa, o governador de Milão, organizou no primeiro domingo da Quaresma de 1579, um indigno préstito carnavalesco pelas ruas de Milão, precisamente à hora da missa celebrada pelo Arcebispo. O mesmo governador, que tanta guerra ao Prelado movera, e tantas hostilidades contra São Carlos estimulara, no leito de morte reconheceu o erro e teve o consolo da assistência do santo Bispo na hora da agonia. Seu sucessor, Carlos de Aragão, duque de Terra Nova, viveu sempre em paz com a autoridade eclesiástica. O Arcebispo gozou deste período só dois anos.

Quando em outubro de 1584, como era de costume, se retirara para fazer os exercícios espirituais, teve fortes acessos de febre, aos quais não deu importância e dizia: “Um bom pastor de almas, deve saber suportar três febres, antes de se meter na cama”. Os acessos renovaram-se e consumiram as forças do Arcebispo. Ao receber os santos sacramentos, expirou aos 03 de novembro de 1584. Suas últimas palavras foram: “Eis Senhor, eu venho, vou já”. São Carlos Borromeu tinha alcançado a idade de 46 anos.

O Papa Paulo V, canonizou-o em 1610 e fixou-lhe a festa para o dia 04 de novembro.

São Carlos Borromeu, rogai por nós!

Santo Evangelho (Lc 11, 15-26)

27º Semana Comum – Sexta-feira 13/10/2017

Primeira Leitura (Jl 1,13-15; 2,1-2)
Leitura da Profecia de Joel.

1,13Ponde as vestes e chorai, sacerdotes, gemei, ministros do altar. Entrai no templo, deitai-vos em sacos, ministros de Deus; a casa de vosso Deus está vazia de oblações e libações. 14Prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia, con­gregai os anciãos e toda a gente do povo na casa do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor: 15“Ai de nós neste dia! O dia do Senhor está às portas, está chegando com a força devastadora da tempestade. 2,1Tocai trombeta em Sião, gritai alerta em meu santo monte; tremam os habitantes da terra, pois está chegando o dia do Senhor, ele está às portas. 2É um dia de escuridão fechada, dia de nuvens e remoinhos; como aurora espraiada nos montes, assim é um povo numeroso e forte, tal como jamais se viu algum outro nem jamais se verá, até os anos de gerações futuras”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 9)

— O Senhor há de julgar o mundo inteiro com justiça.
— O Senhor há de julgar o mundo inteiro com justiça.

— Senhor, de coração vos darei graças, as vossas maravilhas cantarei! Em vós exultarei de alegria, cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!

— Repreendestes as nações, e os maus perdestes, apagastes o seu nome para sempre. Os maus caíram no buraco que cavaram, nos próprios laços foram presos os seus pés.

— Mas Deus sentou-se para sempre no seu trono, preparou o tribunal do julgamento; julgará o mundo inteiro com justiça, e as nações há de julgar com equidade.

 

Evangelho (Lc 11,15-26)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. 15Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. 16Outros, para tentar Jesus, pediram-lhe um sinal do céu. 17Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os de­mônios. 19Se é por meio de Bel­zebu que eu expulso demô­nios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo dispersa. 24Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: ‘Vou voltar para minha casa de onde saí’. 25Quando ele chega encontra a casa varrida e arrumada. 26Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Beata Alexandrina Maria da Costa

Beata Alexandrina teve experiências místicas cada vez mais fortes, e alimentou-se unicamente da Eucaristia

Alexandrina Maria nasceu em Balasar (Portugal) no dia 30 de março de 1904, aos 14 anos não hesitou em jogar-se pela janela para fugir de três homens que ameaçavam a sua pureza. As consequências foram terríveis, mas não imediatas; depois de alguns anos, ela foi obrigada a ficar em cama por causa de uma paralisia que foi agravando-se durante os trinta anos que lhe restou de vida. Ela não se desesperou e abandonou-se nas mãos de Jesus com essas palavras: “Jesus, Tu és prisioneiro no tabernáculo como eu sou na minha cama, assim fazemos companhia um ao outro”.

Em seguida começou a ter experiências místicas cada vez mais fortes que começavam numa sexta-feira, 3 de outubro de 1938 e terminavam no dia 24 de março de 1942. Experimentou 182 vezes, todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão e desde 1942 até o dia da sua morte, Alexandrina alimentou-se unicamente da Eucaristia por mais de treze anos.

Depois dos dez longos anos de paralisia que ela havia oferecido para a reparação Eucarística e para a conversão dos pecadores, no dia 30 de julho de 1935 Jesus apareceu-lhe e lhe disse: “Eu te coloquei no mundo para que vivas somente de Mim, para testemunhar ao mundo o valor da Eucaristia (…) A cadeia mais forte que acorrenta as almas a Satanás é a carne, é a impureza. Nunca se viu antes uma expansão de vícios, de maldades e crimes como hoje! Nunca se pecou tanto (…) A Eucaristia, o meu Corpo e o Meu Sangue! A Eucaristia: eis a salvação do mundo”.

Também a Virgem Maria apareceu-lhe no dia 2 de setembro de 1949 com um terço na mão, dizendo: “O mundo agoniza e morre no pecado. Quero oração, quero penitência. Protege com o meu terço aos que amas e a todo o mundo”. No dia 13 de outubro de 1955, aniversário da última aparição de Nossa Senhora de Fátima, Alexandrina exclamou: “Sou feliz porque vou ao Céu”. Às 19:30 h desse mesmo dia expirou.

Conhecida como a “Santinha de Balasar”, Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, a 25 de Abril de 2004. A cura milagrosa de uma devota emigrada na França serviu para concluir o seu processo de Beatificação. Balasar, atualmente, é o segundo local de maior peregrinação em Portugal (o primeiro local é Fátima).

Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!

Santo Evangelho (Lc 9, 1-6)

25º Semana Comum – Quarta-feira 27/09/2017

Primeira Leitura (Esd 9,5-9)
Leitura do Livro de Esdras.

5Na hora da oblação da tarde, eu, Esdras, levantei-me da minha prostração. E, com as vestes e o manto rasgados, caí de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus. 6E disse: “Meu Deus, estou coberto de vergonha e confusão ao levantar a minha face para ti, porque nossas iniquidades multiplicaram-se acima de nossas cabeças e nossas faltas se acumularam até o céu. 7Desde os tempos de nossos pais até este dia, uma grande culpa pesa sobre nós: por causa de nossas iniquidades, nós, nossos reis e nossos sacerdotes, fomos entregues às mãos dos reis estrangeiros, à espada, ao cativeiro, à pilhagem e à vergonha, como acontece ainda hoje. 8Mas agora, por um breve instante, o Senhor nosso Deus concedeu-nos a graça de preservar dentre nós um resto, e de permitir que nos fixemos em seu lugar santo. Assim o nosso Deus deu brilho aos nossos olhos e concedeu-nos um pouco de vida no meio de nossa servidão. 9Pois éramos escravos, mas em nossa servidão o nosso Deus não nos abandonou. Antes, conseguiu para nós o favor dos reis da Pérsia, deu-nos bastante vida para podermos reconstruir o templo de nosso Deus e restaurar suas ruínas, e concedeu-nos um abrigo seguro em Judá e em Jerusalém.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Tb 13,2-8)

— Bendito seja Deus que vive eternamente!
— Bendito seja Deus que vive eternamente!

— Vós sois grande, Senhor, para sempre, e vosso reino se estende nos séculos! Porque vós castigais e salvais, fazeis descer aos abismos da terra, e de lá nos trazeis novamente: de vossa mão nada pode escapar.

— Vós que sois de Israel, dai-lhe graças e por entre as nações celebrai-o! O Senhor dispersou-vos na terra para narrardes sua glória entre os povos, e fazê-los saber, para sempre, que não há outro Deus além dele.

— Castigou-nos por nossos pecados, seu amor haverá de salvar-nos. Compreendei o que fez para nós, dai-lhe graças com todo o respeito!

— Bendizei o Senhor, seus eleitos, fazei festa e alegres louvai-o!

 

Evangelho (Lc 9,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Vicente de Paulo, grande sacerdote

São Vicente de Paulo sabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e espírito e amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mat 22,37.39).

Se não foi o lema da vida deste santo, viveu como se fosse. O santo de hoje, São Vicente de Paulo, nasceu na Aquitânia (França) em 1581. No seu tempo a França era uma potência, porém convivia com as crianças abandonadas, prostitutas, pobreza e ruínas causadas pelas revoluções e guerras.

Grande sacerdote, gerado numa família pobre e religiosa, ele não ficou de braços cruzados mas se deixou mover pelo espírito de amor. Como padre, trabalhou numa paróquia onde conviveu com as misérias materiais e morais; esta experiência lhe abriu para as obras da fé. Numa viagem foi preso e, com grande humildade, viveu na escravidão até converter seu patrão e conseguiu depois de dois anos sua liberdade.

A partir disso, São Vicente de Paulo iniciou a reforma do clero, obras assistenciais, luta contra o jansenismo que esfriava a fé do povo e estragava com seu rigorismo irracional. Fundou também a “Congregação da Missão” (lazaristas) e unido a Santa Luísa de Marillac, edificou as “Filhas da Caridade” (irmãs vicentinas).

Sabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração. Morreu quase octogenário, a 27 de setembro de 1660.

São Vicente de Paulo, rogai por nós!

Santo Evangelho (Lc 7, 1-10)

24ª Semana Comum – Segunda-feira 18/09/2017

ANO PAR

Primeira Leitura (1Cor 11,17-26.33)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 17no que tenho a dizer-vos, eu não vos louvo, pois vossas reuniões não têm sido para o vosso bem, mas para o mal. 18Com efeito, e em primeiro lugar, ouço dizer que, quando vos reunis em assembleia, têm surgido divisões entre vós. E, em parte, acredito. 19Na verdade, convém que haja até cisões entre vós, para que também se tornem bem conhecidos aqueles dentre vós que resistem à prova. 20De fato, não é para comer a Ceia do Senhor que vos reunis em comum. 21Pois cada um se apressa a comer a sua própria ceia; e enquanto um passa fome o outro se embriaga. 22Não tendes casas onde comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei de elogiar-vos? Neste ponto, não posso elogiar-vos. 23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei-o em memória de mim”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha. 33Portanto, meus irmãos, quando vos reunirdes para a Ceia, esperai uns pelos outros.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 39)

— Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
— Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho”.

— Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei”.

— Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios.

— Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor. Digam sempre: “É grande o Senhor!” os que buscam em vós seu auxílio.

 

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (1Tm 2,1-8)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 1antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; 2pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda a piedade e dignidade. 3Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador; 4ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, 6que se entregou em resgate por todos. Este é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, 7e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo e – falo a verdade, não minto –, mestre das nações pagãs na fé e na verdade. 8Quero, portanto, que em todo o lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 27)

— Bendito seja o Senhor, porque ouviu o clamor da minha súplica!
— Bendito seja o Senhor, porque ouviu o clamor da minha súplica!

— Escutai o meu clamor, a minha súplica, quando eu grito para vós; quando eu elevo, ó ‘Senhor, as minhas mãos para o vosso santuário.

— Minha força e escudo é o Senhor, meu coração nele confia. Ele ajudou-me e alegrou meu coração; eu canto em festa o seu louvor.

— O Senhor é a fortaleza do seu povo e a salvação do seu Ungido. Salvai o vosso povo e libertai-o; abençoai a vossa herança! Sede vós o seu pastor e o seu guia pelos séculos eternos!

 

Evangelho (Lc 7,1-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. 6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente a teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado ‘Faze isto!’, e ele o faz’”. 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São José de Cupertino, enriqueceu a Igreja com sua santidade

O poder da oração levou São José de Cupertino para o convento franciscano e ao sacerdócio

O santo de hoje nasceu num estábulo, a exemplo de Jesus, em Cupertino, no reino de Nápoles, a 17 de junho de 1603. Filho de pais pobres, tornou-se um pobre que enriqueceu a Igreja com sua santidade de vida.

José quando menino era a tal ponto limitado na inteligência que pouco aprendia e apresentava dificuldades nos trabalhos manuais, porém, de maneira extraordinária progrediu no campo da oração e da caridade.

São José foi despedido de dois conventos franciscanos por não conseguir corresponder aos ofícios e serviços comuns. Ele, porém, não desistia de recomendar sua causa a Santíssima Virgem, pela qual tinha sido anteriormente curado de uma grave e misteriosa enfermidade.

O poder da oração levou São José de Cupertino para o convento franciscano e ao sacerdócio, precisando para isso que a Graça suprisse as falhas da natureza. Desde então, manifestavam-se nele, fenômenos místicos acompanhados de curas milagrosas, que o tornou conhecido e procurado em toda a região.

Dentre os acontecimentos espirituais o que muito se destacou foi o êxtase, que consiste naquele estado de elevação da alma ao plano sobrenatural, onde a pessoa fica momentaneamente desapegada dos sentidos e entregue totalmente numa contemplação daquilo que é Divino.

São José era tão sensível a esta realidade espiritual, que isto acontecia durante a Santa Missa, quando rezava com os Salmos e em outros momentos escolhidos por Deus; somente num dos conventos onde viveu 17 anos, seus irmãos presenciaram cerca de 70 êxtases do santo. A fama das curas milagrosas se alastrava como uma epidemia, exaltando a imaginação popular, e obrigando o Frei José, a ser transferido de convento para convento. Mas, os fenômenos se repetiam e o povo lhe tirava todo o sossego.

Como na vida da maioria dos santos não faltaram línguas caluniosas que, interpretando mal esta popularidade atribuiu-lhe poderes demoníacos aos seus milagres e êxtases, ao ponto de denunciarem o santo Frei ao Tribunal da Inquisição de Nápoles. O processo terminou reconhecendo a inocência do religioso, impondo-lhe, porém, a reclusão obrigatória e a transferência para conventos afastados.

Depois de sofrer muito e de diversas maneiras, predisse o lugar e o tempo de sua morte, que aconteceu em 18 de setembro de 1663, contando com sessenta anos de humilde testemunho e docilidade aos Carismas do Espírito Santo.

Foi beatificado por Bento XIV em 1753 e canonizado por Clemente XIII em 1767.

São José de Cupertino, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 24, 42-51)

21ª Semana do Tempo Comum – Quinta-feira 31/08/2017 

Primeira Leitura (1Ts 3,7-13)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

Irmãos,7ficamos confortados, em meio a toda angústia e tribulação, pela notícia acerca de vossa fé. 8Agora sentimo-nos reviver, porque vós estais firmes no Senhor. 9Como podemos agradecer a Deus por toda a alegria que nos invade diante do nosso Deus, por causa de vós? 10Noite e dia rezamos efusivamente para vos rever e completar o que ainda falta na vossa fé. 11Que o próprio Deus e nosso Pai, e nosso Senhor Jesus dirijam os nossos passos até vós. 12O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. 13Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 89)

— Saciai-nos de manhã com vosso amor!
— Saciai-nos de manhã com vosso amor!

— Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

— Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!

— Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho, fazei dar frutos o labor de nossas mãos!

 

Evangelho (Mt 24,42-51)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 42”Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor! 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. 45Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46Feliz o empregado, cujo senhor encontrar agindo assim, quando voltar. 47Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, 49e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; 50então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. 51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Raimundo Nonato, modelo de santidade

São Raimundo Nonato se tornou modelo para todo vocacionado à santidade e ao resgate das almas

São Raimundo Nonato encontrou dificuldades para vir à luz, foi invocado como patrono e protetor das parturientes e das parteiras (seu nome significa “não nascido” porque foi extraído vivo das entranhas da mãe já morta).

Nasceu na Espanha, em Portel, na diocese de Solsona (próximo a Barcelona) no ano de 1200. Ainda menino, teve de guardar o gado e, durante seus anos de pastor, visitava constantemente uma ermida de São Nicolau, onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora de quem era devotíssimo.

Conta-se que, durante as horas que passava aos pés de Maria, um anjo lhe guardava o rebanho. Desde jovem, Raimundo Nonato percebeu sua inclinação à vida religiosa. Seu pai buscou, sem êxito, impedi-lo de corresponder ao chamado vocacional. Ao entrar para a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, pôde receber do fundador: São Pedro Nolasco, o hábito. Assim, tornou-se exemplo de ardor na missão de resgatar das mãos dos mouros, os cristãos feito escravos.

Certa vez, São Raimundo conseguiu liderar uma missão que libertou 150 cristãos, porém, quando na Argélia acabaram-se os recursos para o salvamento daqueles que corriam o risco de perderem a vida e a fé, o Missionário e Sacerdote Raimundo, entregou-se no lugar de um dos cristãos. Na prisão, Raimundo pregava para os muçulmanos e cristãos, com tanta Unção que começou a convertê-los e desse modo sofreu muito, pois chegaram ao extremo de perfurarem os seus lábios com um ferro quente, fechando-os com um cadeado. Foi mais tarde libertado da prisão e retornou à Espanha.

São Raimundo Nonato, morreu em Cardona no ano de 1240 gravemente doente. Não aguentou atingir Roma onde o Papa Gregório IX queria São Raimundo como Cardeal e conselheiro. O seu corpo foi descansar na mesma ermida de São Nicolau em que orava nos seus anos de pastor.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

Santo Evangelho (Jo 11, 19-27)

Santa Marta – Sábado 29/07/2017

Primeira Leitura (1Jo 4,7-16)
Leitura da Primeira Carta de São João.

7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8 Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9 Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11 Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13 A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14 E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15 Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16 E nós conhecemos o amor que Deus tem para co­nosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 33)

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda a angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

— Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, porque nada faltará aos que o temem. Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor não falta nada.

 

Evangelho (Jo 11,19-27)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 19 muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27 Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

Ou (escolhe-se um dos evangelhos)

Evangelho (Lc 10,38-42)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38 Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!”. 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42 Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santa Marta

Hoje lembramos a vida de Santa Marta, que tem seu testemunho gravado nas Sagradas Escrituras. Padres e teólogos encontram em Marta e sua irmã Maria, a figura da vida ativa (Marta) e contemplativa (Maria). O nome Marta vem do hebraico e significa “senhora”.

No Evangelho, Santa Marta apresenta-se como modelo ativo de quem acolhe: “… Jesus entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa” (Lc 10,38).

Esta não foi a única vez, já que é comprovada a grande amizade do Senhor para com Marta e seus irmãos, a ponto de Jesus chorar e reviver o irmão Lázaro.

A tradição nos diz que diante da perseguição dos judeus, Santa Marta, Maria e Lázaro, saíram de Bethânia e tiveram de ir para França, onde se dedicaram à evangelização. Santa Marta é considerada em particular como patrona das cozinheiras e sua devoção teve início na época das Cruzadas.

Santa Marta, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 8, 5-17)

12ª Semana Comum – Sábado 01/07/2017

ANO PAR

Primeira Leitura (Lm 2,2.10-14.18-19)
Leitura do Livro das Lamentações.

2O Senhor destruiu sem piedade todos os campos de Jacó; em sua ira deitou abaixo as fortificações da cidade de Judá; lançou por terra, aviltou a realeza e seus príncipes. 10Sentados no chão, em silêncio, os anciãos da cidade de Sião espalharam cinza na cabeça, vestiram-se de saco; as jovens de Jerusalém inclinaram a cabeça para o chão. 11Meus olhos estão machucados de lágrimas, fervem minhas entranhas; derrama-se por terra o meu fel diante da arruinada cidade de meu povo, vendo desfalecerem tantas crianças pelas ruas da cidade. 12Elas pedem às mães: “O trigo e o vinho, onde estão?” E vão caindo como derrubadas pela morte nas ruas da cidade, até expirarem no colo das mães. 13Com quem te posso comparar, ou a quem te posso assemelhar, ó cidade de Jerusalém? A quem te igualarei, para te consolar, ó cidade de Sião? Grande como o mar é tua aflição; quem poderá curar-te? 14Teus profetas te fizeram ver imagens falsas e insensatas, não puseram a descoberto a tua malícia, para tentar mudar a tua sorte; ao contrário, deram-te oráculos mentirosos e atraentes. 18Grite o teu coração ao Senhor, em favor dos muros da cidade de Sião; deixa correr uma torrente de lágrimas, de dia e de noite. Não te concedas repouso, não cessem de chorar as pupilas de teus olhos. 19Levanta-te, chora na calada da noite, no início das vigílias, derrama o teu coração, como água, diante do Senhor; ergue as mãos para ele, pela vida de teus pequeninos, que desfalecem de fome em todas as encruzilhadas.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 73)

— Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.
— Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.

— Ó Senhor, por que razão nos rejeitastes para sempre e vos irais contra as ovelhas do rebanho que guiais? Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, desta tribo que remistes para ser a vossa herança, e do monte de Sião que escolhestes por morada!

— Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: no santuário o inimigo destruiu todas as coisas; e, rugindo como feras, no local das grandes festas, lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos.

— Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos. Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais!

— Recordai vossa Aliança! A medida transbordou, porque nos antros desta terra só existe violência! Que não se escondam envergonhados o humilde e o pequeno, mas glorifiquem vosso nome o infeliz e o indigente!

 

ANO ÍMPAR

Primeira Leitura (Gn 18,1-15)
Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias, 1 o Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré, quando ele estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2 Levantando os olhos, Abraão viu três homens de pé, perto dele. Assim que os viu, correu ao seu encontro e prostrou-se por terra. 3 E disse: “Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem, sem parar junto a mim, teu servo. 4 Mandarei trazer um pouco de água para vos lavar os pés, e descansareis debaixo da árvore. 5 Farei servir um pouco de pão para refazerdes vossas forças, antes de continuar a viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo”. Eles responderam: “Faze como disseste”. 6 Abraão entrou logo na tenda, onde estava Sara e lhe disse: “Toma depressa três medidas da mais fina farinha, amassa alguns pães e assa-os“. 7 Depois, Abraão correu até o rebanho, pegou um bezerro dos mais tenros e melhores, e deu-o a um criado, para que o preparasse sem demora. 8 A seguir, foi buscar coalhada, leite e o bezerro assado, e pôs tudo diante deles. Abraão, porém, permaneceu de pé, junto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam. 9 E eles lhe perguntaram: “Onde está Sara, tua mulher?” “Está na tenda”, respondeu ele. 10 E um deles disse: “Voltarei, sem fal­ta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho”. Ouvindo isto, Sara pôs-se a rir, da entrada da tenda, que estava atrás dele. 11 Abraão e Sara já eram velhos, muito avançados em idade, e para ela já havia cessado o período regular das mulheres. 12 Por isso, Sara se pôs a rir em seu íntimo, dizendo: “Acabada como estou, terei ainda tal prazer, sendo meu marido já velho?” 13 E o Senhor disse a Abraão: “Por que riu Sara, dizendo consigo mesma: ‘Acaso ainda terei um filho, sendo tão velha?’ 14 Existe alguma coisa impossível para o Senhor? No ano que vem, voltarei por este tempo, e Sara já terá um filho”. 15 Sara protestou, dizendo: “Eu não ri”, pois estava com medo. Mas ele insistiu: “Sim, tu riste”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Lc 1,46ss)

— O Senhor se lembrou de mostrar sua bondade.
— O Senhor se lembrou de mostrar sua bondade.

— A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois, ele viu a pequenez de sua serva, eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome.

— Seu amor, de geração em geração chega a todos que o respeitam. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.

— Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

 

Evangelho (Mt 8,5-17)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 5 quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6 “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7 Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8 O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9 Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10 Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11 Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12 enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. 13 Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! e seja feito como tu creste”. E, naquela mesma hora, o empregado ficou curado. 14 Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15 Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16 Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17 para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santo Aarão, exemplo de fidelidade

Pertence aos santos do Antigo Testamento. O santo de hoje era irmão de sangue de Moisés.

Seu testemunho está nas Sagradas Escrituras no Pentateuco, no Salmo 98 e no livro do Eclesiástico.

“Exaltou também a Aarão, santo como ele, seu irmão, da tribo de Levi. Confirmou para ele uma aliança eterna, deu-lhe o sacerdócio do seu povo, encheu-o de felicidade e de glória. Moisés consagrou-lhe as mãos e o ungiu com o óleo santo. Foi-lhe, pois, concedido por aliança eterna, a ele e à sua descendência, enquanto durar o céu: servir ao Senhor e exercer o sacerdócio, e abençoar o povo em seu nome.” (Eclo 45,7-8.18-19)

Aarão é exemplo de fidelidade e de ‘sim’ a Deus.

Santo Aarão, rogai por nós!

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Ano A

Por Mons. Inácio José Schuster

Este ano, a Solenidade de São Pedro e de São Paulo, Apóstolos, coincide com o domingo, substituindo a liturgia do domingo comum correspondente a este dia. É uma oportunidade para celebrar mais festivamente esta solenidade que nos recorda dois grandes personagens da história da nossa fé cristã, ou seja, os dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. Neles encontramos um exemplo para a nossa vida, não esquecendo que são nossos intercessores diante de Deus. A liturgia tem uma missa de vigília, não havendo nada que impeça somente a celebração da missa do dia. As orações próprias (especialmente a coleta) acentuam esta idéia: “por meio dos apóstolos São Pedro e São Paulo, comunicastes à vossa Igreja os primeiros ensinamentos da fé”; e pedem que “a Igreja se mantenha sempre fiel à doutrina daqueles que foram o fundamento da sua fé”. O prefácio desta solenidade é de grande beleza, pondo em paralelo os dois apóstolos: “Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo, e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel, e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração”. Pedro foi o primeiro dos apóstolos. Não é o primeiro na ordem cronológica, mas sim o primeiro no grupo dos discípulos. No Evangelho desta solenidade, Jesus diz. “Tu és Pedro: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (missa do dia). Pelo fato de Pedro ter sido o primeiro do grupo dos Doze, hoje, o Papa é considerado o sucessor de Pedro. Simão era um pescador, um homem simples, mas um homem apaixonado que viu em Jesus o sentido da sua vida; por isso, seguiu-O. Frágil como nós, experimentou a dificuldade de reconhecer a fé e negou Jesus por três vezes, mas depois, como nos diz o livro dos Atos dos Apóstolos, deu testemunho de Jesus (1ª leitura da vigília), até entregar a sua vida, sendo feito prisioneiro (1ª leitura do dia) e morrendo mártir em Roma. Paulo é o outro grande Apóstolo. Não conheceu Jesus e durante muitos anos foi um perseguidor dos cristãos. Todos sabem como Saulo se converteu e como descobre a fé em Jesus, transformando-se no grande apóstolo dos gentios – daqueles que não eram judeus – pregando o Evangelho por toda a região mediterrânea com as suas viagens e com as suas cartas. Paulo será preso e martirizado em Roma. As suas cartas, tantas vezes proclamadas nas nossas celebrações, ajudam-nos a conhecer o seu carisma e a sua mensagem. Na 2ª leitura desta solenidade, narra-nos como foi chamado e enviado por Jesus (vigília), como também nos fala da entrega total da sua vida pela causa do Evangelho, com a ajuda de Deus, confiando de que receberá o prêmio no dia em que se apresentar diante do Senhor, justo juiz (dia). Pedro e Paulo são os dois grandes apóstolos, são os fundamentos da Igreja. Esta solenidade deve fortalecer a nossa fé. Pedro e Paulo foram dois homens simples, cada um com a sua história, com as suas fraquezas e dificuldades, mas também foram testemunhas firmes de Jesus, até dar a vida no martírio em Roma. De Pedro e de Paulo procede a nossa fé que se foi transmitindo de geração em geração na unidade da Igreja. Nós somos homens e mulheres simples, frágeis, por vezes com dificuldade em acreditar e em ser autênticos discípulos de Jesus. Mas em Pedro e Paulo encontramos um modelo, um exemplo, ânimos para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, verdadeiros membros da Sua Igreja. Por intercessão de Pedro e de Paulo, rezemos pela Igreja, pelo Papa, pelos Bispos, por todos os cristãos do mundo para que permaneçamos firmes na fé. No Evangelho da missa do dia, Jesus pergunta aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”. Os discípulos respondem: “Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias, ou algum dos profetas”. Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Então Simão Pedro tomou a palavra e disse: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. Hoje, Jesus repete-nos a pergunta: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Cada um terá de dar uma resposta. Para mim, quem é Jesus? Como Pedro, podemos afirmar que Jesus é o Senhor, o Filho de Deus, Aquele que dá sentido à nossa vida, Aquele em quem podemos encontrar as raízes mais profundas do nosso ser. Que a profissão de fé de Pedro e de Paulo seja hoje exemplo e bálsamo para que cada um de nós faça da vida uma verdadeira profissão de fé.

 

FAZER UM ENCONTRO PESSOAL COM JESUS
Padre Roger Luis

A Igreja hoje celebra a solenidade de São Pedro e São Paulo. Eles são os dois pilares da Igreja. “No dia seguinte, João estava lá, de novo, com dois dos seus discípulos. Vendo Jesus caminhando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus”! Os dois discípulos ouviram esta declaração de João e passaram a seguir Jesus. Jesus voltou-se para trás e, vendo que eles o seguiam, perguntou-lhes: “Que procurais?” Eles responderam: “Rabi ( que quer dizer Mestre ), onde moras?” Ele respondeu: “Vinde e vede”! Foram, viram onde morava e permaneceram com ele aquele dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido a declaração de João e seguido Jesus. Ele encontrou primeiro o próprio irmão, Simão, e lhe falou: “Encontramos o Cristo!” ( que quer dizer Messias )Então, conduziu-o até Jesus, que lhe disse, olhando para ele: “Tu és Simão, filho de João. Tu te chamarás Cefas!” (que quer dizer Pedro). No dia seguinte, ele decidiu partir para a Galiléia e encontrou Filipe. Jesus disse a este: “Segue-me”! (Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro). Filipe encontrou-se com Natanael e disse-lhe: “Encontramos Jesus, o filho de José, de Nazaré, aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, bem como os Profetas”. Natanael perguntou: “De Nazaré pode sair algo de bom?” Filipe respondeu: “Vem e vê”! (João 3, 35-46). André apresentou Jesus a Pedro, um Cristo completo, um Jesus que faz milagres, mas também que sofreu e morreu na cruz. E essa é a missão da Canção Nova, apresentar um Messias com tudo que Ele é. Jesus ao se encontrar com Pedro, muda toda a sua vida, muda a sua história, Pedro deixa os seus sonhos para fazer aquilo que está no coração do Senhor. Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos discípulos: “Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas”. “E vós”, retomou Jesus, “quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus então declarou: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Em seguida, recomendou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo (Mateus 16, 13-20). Quem é Jesus para você, quem Jesus na sua família? Você tem mostrado com sua vida quem é Jesus? Você tem proclamado com a sua vida, que Jesus é o messias? Jesus que Pedro declara como filho de Deus é um Cristo inteiro, que vem trazer milagres, prodígios que veio para que tivéssemos um encontro pessoal com Ele e nossa vida fosse transformada. Ele veio libertar os pobres sim, mas não podemos reduzir sua missão somente a isso, Ele veio para que tivéssemos um encontro com Ele. Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama se espalhou por toda a região. Ele ensinava nas sinagogas deles, e todos o elogiavam. Foi então a Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, no dia de sábado, foi à sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, encontrou o lugar onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor”. Depois, fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele. Então, começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” (Lucas 4, 14-21). Jesus disse: “Em mim se cumpre essa profecia de Isaías é libertar os pobres, curar os que estão cegos fisicamente, mas também espiritualmente.” Jesus tem um novo tempo para sua vida. Um tempo de graça, de restauração para sua vida. Pois foi isso que ele veio trazer. São Pedro em sua primeira pregação disse que Jesus de Nazaré era um homem credenciado pelos sinais e milagres que Ele fez. A igreja toda tem o direito de experimentar o Cristo por inteiro que nos visita e nos toca. No tempo em que vivemos se nossa evangelização não for carismática, não vamos atingir as pessoas que estão imersas no pecado. Hoje os discursos são tão grandes para que paremos de falar sobre as curas, os milagres de Jesus que eu me questiono se estou errado, mas a Palavra de Deus me dá um respaldo. E eu toco nos milagres do Senhor. E eu entendo a via da perseguição, e eu vou continuar pregando, pois o Senhor me deu um espírito de coragem e não de covardia. Eu me questiono se as pessoas que estão sofrendo não tem o direito de vivenciar os milagres do Senhor, mas a Palavra de Deus vem em meu socorro, em Atos dos Apóstolos está escrito que Pedro e João foram presos por fazerem um milagre, mas a comunidade deu suporte a eles, orando para que crescessem os milagres e prodígios. O desejo de Jesus é que as pessoas experimentem a graça dos prodígios e milagres, que esses acontecimentos se multipliquem. Uma coisa que tem sumido é o temor de Deus, basta ver como o pecado hoje está naturalizado. Muitos não se preocupam dizendo que Deus é misericordioso, mas a misericórdia de Deus é a justiça. Precisamos proclamar Jesus na sua totalidade. Jesus é o mesmo de ontem, de hoje e de sempre e Ele continua realizando milagres e prodígios. E você tem o direito de experimentar esse Cristo que Pedro e Paulo experimentaram. Cegos recobram a vida, paralíticos andam, mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada, mas depende muito de você. Você quer? Depende de você querer e entender esse mistério. Saulo perseguia aos cristãos, mas Jesus entrou na sua vida e o transformou completamente. Quando nós nos abrimos a experiência com Cristo, ele renova, muda toda nossa vida. Não importa o que você era antes, como vivia, se era alguém frio na sua fé, que não acreditava que Jesus poderia fazer algo na sua vida, mas agora Deus começou a te convencer que você pode ter um vida reta. O que fez a diferença na vida de Pedro e Paulo foi o encontro pessoal com Jesus. Ele está operando também na sua vida, não tenha medo do que o Senhor fará em sua vida. Jesus Cristo quer te libertar, te dar vida nova, foi isso que os pilares da Igreja experimentaram. Nós não pregamos poesia, pregamos o evangelho. Não temos medo porque nos experimentamos o Espírito Santo que nos libertou do medo, que nos deu um avivamento. Saulo recebeu o Espírito Santo quando Ananias impôs suas mãos sobre ele. Pedro ficou cheio do Espírito quando foi batizado no cenáculo junto com Maria, e após esse batismo ele fez um pregação e se converteram 3 mil pessoas, ele com certeza não pregou poesia. Que hoje você experimente os milagres e prodígios que Deus tem para você.

 

ONDE ESTÁ PEDRO, AÍ ESTÁ A IGREJA!
Padre Bantu Mendonça

Estamos diante da questão da identidade de Jesus. Perante isto, dois títulos se confrontam: “Filho do Homem” e “Cristo”. Jesus, com frequência, identifica-se como o “Filho do Homem”. Por outro lado, os discípulos originários do Judaísmo identificam Jesus como o “Cristo”. O “Filho do Homem” é uma expressão que aparece quase uma centena de vezes no profeta Ezequiel, exprimindo a condição humana -comum e frágil- de alguém que coloca toda sua confiança em Deus. “Cristo”, que é sinônimo de Messias ou Ungido, é um título aplicado abundantemente a Davi, ou a um seu descendente, no Antigo Testamento, estando associado à idéia de um chefe poderoso e dominador. Nós, católicos, temos a certeza e o orgulho de sermos a única Igreja cristã, edificada sobre fundamento rochoso, sobre Pedro (ver Mt 7, 24). Daí que nos orgulhamos em afirmar: “Onde está Pedro, aí está a Igreja!” (Santo Ambrósio). Deixemos a primeira pergunta “Quem dizem os homens que sou eu?” e respondamos à segunda pergunta “E vós, quem dizeis que eu sou?” Hoje não é suficiente a resposta de Pedro: “O Messias, o esperado de Israel”. A nossa resposta deveria ser: O Filho de Deus encarnado, que se entregou e morreu por mim. (ver Gl 2,20) Por isso, vivemos a vida presente pela fé no Filho de Deus. Na verdade, essa imagem de Cristo que todos nós levamos dentro – desde o nosso Batismo – está, ou destroçada ou escurecida. Como poderemos ser apóstolos se não sentimos Sua presença dentro de nós? Como “vender um produto” do qual não estamos nós, os vendedores, convencidos? A resposta de Jesus dada a Simão indica que a nossa resposta, admitindo Seu senhorio total como Messias e como Filho de Deus, é também um dom do céu e que ela merece um makarismo especial. Não seremos os chefes, como Pedro, mas a Igreja estará fundada em nós e em nossas famílias. Além de Cristo como figura central, temos Pedro como figura destacada, por duas razões: por sua fé em Jesus e por sua lista de serviços como chefe da comunidade. A revelação de confessar Jesus como Messias, Filho de Deus, é um dom do Pai e isso serve para todos nós. A chefia da comunidade eclesial é própria dele e continua em seus sucessores através dos séculos. A eles pertence o poder das chaves, jurídico e doutrinal, como o entende a Igreja Católica. Não foi dado este poder aos outros discípulos e, portanto, devemos distingui-lo do poder evangelizador e de governo dado ao resto dos apóstolos, do qual todos nós participamos como discípulos e missionários de Jesus Cristo com uma missão específica. Que os dois pilares da Igreja PEDRO e PAULO, intercedam por cada um de nós a fim de que – verdadeiramente – exercendo as nossas tarefas diárias, professemos a nossa fé em Cristo, Filho do Deus Vivo.

 

A Solenidade de São Pedro e de São Paulo, Apóstolos é uma oportunidade para celebrar festivamente esta solenidade que nos recorda dois grandes personagens da história da nossa fé cristã, ou seja, os dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. Neles encontramos um exemplo para a nossa vida, não esquecendo que são nossos intercessores diante de Deus. A liturgia tem uma missa de vigília, não havendo nada que impeça somente a celebração da missa do dia. As orações próprias (especialmente a coleta) acentuam esta idéia: “por meio dos apóstolos São Pedro e São Paulo, comunicastes à vossa Igreja os primeiros ensinamentos da fé”; e pedem que “a Igreja se mantenha sempre fiel à doutrina daqueles que foram o fundamento da sua fé”. O prefácio desta solenidade é de grande beleza, pondo em paralelo os dois apóstolos: “Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo, e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel, e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração”. Pedro foi o primeiro dos apóstolos. Não é o primeiro na ordem cronológica, mas sim o primeiro no grupo dos discípulos. No Evangelho desta solenidade, Jesus diz. “Tu és Pedro: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (missa do dia). Pelo fato de Pedro ter sido o primeiro do grupo dos Doze, hoje, o Papa é considerado o sucessor de Pedro. Simão era um pescador, um homem simples, mas um homem apaixonado que viu em Jesus o sentido da sua vida; por isso, seguiu-O. Frágil como nós, experimentou a dificuldade de reconhecer a fé e negou Jesus por três vezes, mas depois, como nos diz o livro dos Atos dos Apóstolos, deu testemunho de Jesus (1ª leitura da vigília), até entregar a sua vida, sendo feito prisioneiro (1ª leitura do dia) e morrendo mártir em Roma. Paulo é o outro grande Apóstolo. Não conheceu Jesus e durante muitos anos foi um perseguidor dos cristãos. Todos sabem como Saulo se converteu e como descobre a fé em Jesus, transformando-se no grande apóstolo dos gentios – daqueles que não eram judeus – pregando o Evangelho por toda a região mediterrânea com as suas viagens e com as suas cartas. Paulo será preso e martirizado em Roma. As suas cartas, tantas vezes proclamadas nas nossas celebrações, ajudam-nos a conhecer o seu carisma e a sua mensagem. Na 2ª leitura desta solenidade, narra-nos como foi chamado e enviado por Jesus (vigília), como também nos fala da entrega total da sua vida pela causa do Evangelho, com a ajuda de Deus, confiando de que receberá o prêmio no dia em que se apresentar diante do Senhor, justo juiz (dia). Pedro e Paulo são os dois grandes apóstolos, são os fundamentos da Igreja. Esta solenidade deve fortalecer a nossa fé. Pedro e Paulo foram dois homens simples, cada um com a sua história, com as suas fraquezas e dificuldades, mas também foram testemunhas firmes de Jesus, até dar a vida no martírio em Roma. De Pedro e de Paulo procede a nossa fé que se foi transmitindo de geração em geração na unidade da Igreja. Nós somos homens e mulheres simples, frágeis, por vezes com dificuldade em acreditar e em ser autênticos discípulos de Jesus. Mas em Pedro e Paulo encontramos um modelo, um exemplo, ânimos para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, verdadeiros membros da Sua Igreja. Por intercessão de Pedro e de Paulo, rezemos pela Igreja, pelo Papa, pelos Bispos, por todos os cristãos do mundo para que permaneçamos firmes na fé. No Evangelho da missa do dia, Jesus pergunta aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”. Os discípulos respondem: “Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias, ou algum dos profetas”. Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Então Simão Pedro tomou a palavra e disse: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. Hoje, Jesus repete-nos a pergunta: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Cada um terá de dar uma resposta. Para mim, quem é Jesus? Como Pedro, podemos afirmar que Jesus é o Senhor, o Filho de Deus, Aquele que dá sentido à nossa vida, Aquele em quem podemos encontrar as raízes mais profundas do nosso ser. Que a profissão de fé de Pedro e de Paulo seja hoje exemplo e bálsamo para que cada um de nós faça da vida uma verdadeira profissão de fé.

 

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E DE SÃO PAULO, A
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

Na cidade do Vaticano, no dia 29 de junho de 2014, quarta-feira, o Sumo Pontífice Francisco, gloriosamente reinante, preside a Santa Missa da Solenidade de São Pedro e de São Paulo quando impõe aos Arcebispos Eleitos desde junho de 2014 até o presente momento o Pálio, símbolo da Dignidade Arquiepiscopal. No Brasil, queremos nos unir ao Romano Pontífice e celebrar, com júbilo, a solenidade dos dois alicerces de nossa fé católica. Diz o Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil que a Solenidade de São Pedro e de São Paulo será transferida para o próximo domingo. Pedro foi o primeiro Pontífice e é o fundamento da Igreja. Seu nome era Simão. Jesus o apelidou de Pedro, isto é, de pedra, ao lhe dizer que sobre ele fundaria a Sua Igreja(cf. Mt 16,18). Desde a fundação da Santa Igreja, de São Pedro ao Papa Francisco, a Santa Igreja teve 268 papas. Todos eles fundamento – ou seja – pedra da Igreja como Pedro. Jesus poderia manter a sua Igreja somente com o seu desejo. Entretanto, quis repartir o trabalho, a responsabilidade e o poder. Permanece sempre presente. Por isso São Paulo dirá que “Jesus Cristo foi e é a pedra principal do edifício. É nele que o edifício se une e cresce”(cf. Ef 2,20-21). Jesus confia a Pedro, o papa, o poder de governar, de decidir, de legislar, o poder de santificar, o poder de confortar, o poder de apascentar o Rebanho. Assim, a festa de hoje é a festa do Papa, que nos garante na fé. Prezados fiéis, A Primeira Leitura desta solenidade nos apresenta a prisão e libertação de Pedro(cf. At 12,1-11). Acerca de 43dC Herodes Agripa I manda executar Tiago, filho de Zebedeu. Depois, manda aprisionar Pedro. Mas o “anjo do Senhor” o liberta – como libertou os israelitas do Egito. A comunidade recorreu à arma da oração: é Deus quem age. Ele é o libertador. Queridos Irmãos, Pedro era Galileu, que tinha um irmão que também era Apóstolo: André. A profissão de Pedro era pescador e ele era filho de Jonas. Quando conheceu Jesus Pedro residia em Cafarnaum. Pedro era casado e sua sogra morava com ele. Mas a grandiosidade de Pedro estava na disponibilidade com que aceitou o convite de Jesus para deixar de ser pescador de peixes para se transformar em pescador de homens, de seguidores do Cristo. Coube a Pedro, juntamente com João e Tiago Maior, o privilégio de assistir à transfiguração de Jesus, e à ressurreição da filha de Jairo. A tudo isso, o episódio mais conhecido de São Pedro foi o momento em que na noite da Quinta-Feira, apesar de ter sido prevenido por Jesus, Pedro renega Jesus por três vezes. A negação de Pedro é um crime comparável ao de Judas. Porém, enquanto Judas entrou no desespero, Pedro entrou no caminho da conversão. Jesus não lhe tira o mandato apostólico, mas volta a confirma-lo depois da ressurreição. Após a festa de Pentecostes, Pedro assume de fato a direção dos apóstolos e é ele quem preside a eleição de Matias, para substituir Judas. Pedro prega a Palavra do Evangelho na Galiléia, na Samaria e Judéia. Tem a força dos milagres, a ponto de ressuscitar mortos. Depois de uma visão, compreende que também a salvação vem para os pagãos. Isso sim, que os pagãos tem o direito ao batismo. Pedro foi preso e, por milagre de Deus, foi solto. Pedro toma a palavra no Primeiro Concílio de Jerusalém e, depois, viaja para Antioquia. Mais tarde, Pedro chega à cidade de Roma, onde vive por alguns anos, até ser martirizado entre os anos 64 e 67, durante a perseguição do Imperador Nero. Fala a tradição da Igreja que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, em respeito ao Senhor. Amados Irmãos, O Filho de Deus, Jesus que foi enviado a este mundo para recriar a humanidade e fazer de todas as criaturas um reinado capaz de dar ao Criador toda a honra e toda a glória, entregou o papado a Pedro em Cesaréia de Filipe(cf. Mt 16,13). Jesus entregou a Pedro o poder das chaves: “A quem perdoar os pecados os pecados serão perdoados. A quem reterdes os pecados os pecados serão retidos”. O poder das chaves que foi dado por Cristo a Pedro e aos seus sucessores, simbolizam a autoridade sobre a cidade, sobre a casa, sobre a Igreja, sobre todos os batizados. Pedro, e seus sucessores, poderá permitir ou impedir o acesso ao Reino, à comunidade cristã. A figura do “atar e desatar” reforça o símbolo das chaves. O fato de Jesus usar dois verbos antônimos, numa figura que reforça a primeira – as chaves – significa dizer três vezes a mesma coisa, ou seja, dizer com autoridade, sem deixar nenhuma dúvida. Pedro, assim, representa todos os homens e mulheres, pecadores e santos ao mesmo tempo, com uma sede incontida de Deus e capaz de pesadas traições. Cada um de nós tem essa experiência. As fraquezas e grandezas de Pedro podem nos servir de consolo e estímulo. Deus não fundou a Igreja sobre anjos, mas sobre uma pessoa de carne pecadora e espírito possuído de grande amor e esperança. Se temos a experiência do pecado, tenhamos também a experiência da conversão e da humildade. O amor que estava encheu o coração de Pedro era maior do que o pecado, por isso ele mesmo disse: “O amor cobre a multidão dos pecados”(cf. 1Pd 4,8). A esperança supera o desânimo. Esperança que, em nome de Cristo, Pedro anunciou com misericórdia, com caridade, com graça, manifestando a doce presença de Cristo. Estimados Irmãos, Paulo, que também celebramos em 25 de janeiro, aparece mais na qualidade de fundador carismático da Igreja. Sua vocação se dá na visão do Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, transforma-se em mensageiro de Cristo; “apóstolo das gentes”. Paulo é que realiza, por excelência, a missão dos apóstolos, de serem testemunhas de Cristo “até os extremos da terra”(cf. At 1,8). As cartas a Timóteo, escritas da prisão de Roma, são a prova inequívoca disso, pois Roma é a capital do mundo, o trampolim para o Evangelho se espalhar por todo o mundo civilizado daquele tempo. Ele é o “apóstolo das nações”. No fim de sua vida, pode oferecer sua vida “como oferenda adequada” a Deus, assim como ele ensinou(cf. Rm 12,1). Como Pedro, ele experimentou Deus como um Deus que liberta da tribulação. Caros fiéis, A Segunda Leitura(cf. 2Tm 4,6-8.17-18) nos apresenta a oferenda da vida de Paulo. Paulo, que sempre trabalhou com as suas próprias mãos, está agrilhoado; na defesa, ninguém o assistiu. Contudo, fala cheio de gratidão e de esperança. “Guardou a fidelidade”: a sua e a dos fiéis. Aguarda com confiança o encontro com o Senhor. Ofereceu a sua vida no amor, e o amor não tem fim. Seu último ato religioso é a oferenda de sua vida. Mas a sua vida está nas mãos de Deus, que a arrebata da boca das feras. Amigos e amigas, Pedro e Paulo representam duas vocações na Igreja, duas dimensões do apostolado, diferentes, mas complementares. As duas foram necessárias para que pudéssemos comemorar, hoje, os fundadores da Igreja Católica que peregrina na universalidade do mundo. A complementaridade dos dois “carismas” continua atual: a responsabilidade institucional e a criatividade missionária. Hoje celebra-se, com gáudio, o “dia do Santo Padre”. Enseja uma reflexão sobre o serviço de responsabilidade última. Importa crescermos em uma obediência adulta, sem mistificação da autoridade, nem anarquia. O governo pastoral da Igreja, hoje sob a barca de Francisco, é um serviço legítimo, autêntico e necessário para a Igreja. Mas, importa observar também que aquele que tem a última palavra deve escutar as penúltimas palavras de muita gente. Pedro e Paulo são testemunhas de Cristo. Por isso, unidos à coroa do martírio, recebam por toda a terra igual veneração que hoje depositamos em orações no coração do Augusto Sumo Pontífice Francisco, a quem rezamos, para que guie a Igreja de Cristo, sendo a primeira testemunha do Ressuscitado, Amém!

 

TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO!
Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração
SOLENIDADE DOS SANTOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO

Pedro e Paulo: dois nomes que desde o início da comunidade cristã indicaram o conjunto dos apóstolos e a Tradição ininterrupta da fé da Igreja, fundada sobre a pregação e o testemunho dos apóstolos. Todo domingo proclamamos na profissão de fé: “Creio na igreja, una, santa, católica, apostólica”. Na cidade de Roma, que recebeu pela pregação de Pedro e de Paulo, “as primícias da fé” (Oração do dia), desde o séc. IV é celebrada no mesmo dia a memória sagrada do martírio deles. As recentes descobertas arqueológicas feitas nas escavações em baixo das “confissões” do altar mor, das basílicas de São Pedro e de São Paulo em Roma, confirmaram a antiquíssima veneração dos grandes apóstolos nos lugares sagrados onde foram guardados seus corpos. A presença e a pregação dos dois apóstolos e o martírio comum deles na cidade imperial, em testemunho de Cristo e do evangelho, fizeram da Igreja de Roma e do seu bispo, o sinal da fidelidade na fé pregada pelos apóstolos, e da comunhão entre os fiéis de todas as comunidades cristãs. Nesse sentido, é significativo que, dentre os títulos com que são chamados os romanos pontífices, Francisco, enquanto bispo de Roma, use habitualmente de preferência o título de “sucessor de São Pedro”, quase como que para destacar a continuidade com a fé de Pedro e dos apóstolos, no exercício do seu ministério de confirmar os irmãos na fé, e de promover a unidade entre todos os cristãos, nesta nossa época em que a fé cristã é chamada a enfrentar tantos desafios. Apesar de serem diferentes, seja no temperamento natural, na formação cultural e religiosa, na história familiar e pessoal, bem como na relação pessoal com o próprio Jesus, Pedro e Paulo estão unidos na mesma fé, no mesmo testemunho de Jesus até o dom da vida, e chamados a “congregar a única família de Cristo por meios diferentes”, como afirma o Prefácio da missa da festa: “Pedro fundou a igreja primitiva sobre a herança de Israel, Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação”. Pedro destaca a fidelidade de Deus à sua aliança com Israel; Paulo evidencia que esta aliança, pela gratuidade do amor de Deus, abraça não somente o povo de Israel, mas todos os povos que se tornam herdeiros da fé de Abraão. A atividade missionária deles, narrada nos Atos dos Apóstolos, e as respectivas Cartas, manifestam claramente a progressiva entrada de Pedro e de Paulo na perspectiva do chamado universal à nova aliança em Cristo, quer dos judeus quer dos pagãos. Esta entrada deles no projeto de Deus, passa através de uma profunda conversão da própria mentalidade ao plano de Deus, revelado e atuado em Cristo Jesus.  Neste caminho de conversão interior e de estilo no ministério apostólico, Pedro e Paulo se tornam modelo e exemplo de todo discípulo de Jesus, em todo tempo e lugar. Eles são exemplo admirável também para a Igreja do nosso tempo, que está passando de um modelo de cultura consolidada por séculos e de cristandade, a um modelo de sociedade secularizada e de culturas diferentes que convivem uma junto da outra. Com o Concílio Vaticano II, a Igreja destacou a exigência de aprender a reconhecer, com o discernimento do Espírito, os sinais da presença de Deus e da ação misteriosa do seu Espírito também nas novas situações, ao invés de se limitar ao queixar-se das transformações radicais em ato na sociedade. É comovente a pedagogia com a qual o Senhor chama os dois, com gratuita iniciativa, e os forma segundo modalidades e etapas que valorizam a personalidade especifica de cada um. Pedro, o pescador do lago de Genesaré, será transformado no pescador de homens que, confiando na palavra de Jesus, terá a coragem de lançar novamente a rede depois de ter trabalhado em vão a noite inteira, e a fé deixará a rede apanhar uma pesca superabundante (Lc 5, 11; cf Jo, 21). É o mesmo Pedro que, iluminado pelo Pai, confessará, também em nome dos outros apóstolos: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Por isso Jesus, mudando seu nome de Simão para Pedro – Rocha -, o indicará como a pedra sobre a qual ele irá construir sua Igreja, sendo esta proclamação da fé inspirada pelo Pai, a razão da sua escolha e da sua missão para confirmar os irmãos na mesma fé (Evangelho do dia). É o mesmo Pedro que, logo depois de tal confissão de fé, não consegue afinar-se com o projeto de Deus, revelado e assumido por Jesus, ao anunciar a sua paixão e morte como condição para realizar sua missão de salvador (Mt 16, 21-23). O evangelista Mateus salienta logo que seguir a Jesus no seu caminho pascal não é questão somente para Pedro, mas para todo discípulo: “Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, a perderá, mas o que perder sua vida por causa de mim a encontrará” (Mt 16, 24-25). À generosa proposta de seguir Jesus até a morte, se for necessário (Mt 26, 33-35), segue ao invés a negação de até mesmo conhecer Jesus (Mt 26, 69-74). Mas o choro amargo da conversão (Mt 26,75) marca o nascimento do novo Pedro. Cheio do Espírito Santo, chegará a proclamar que o Jesus, crucificado pelo povo, Deus o ressuscitou, está vivo, e enviou os apóstolos como suas testemunhas para a alegria e a salvação de Israel e de todo povo (cf. At. 2, 14-36). O processo de transformação de Pedro, porém, alcançará seu cume quando, na casa do pagão Cornélio, aprenderá definitivamente o chamado dos pagãos à salvação em Cristo, reivindicando por todos a gratuidade do dom de Deus: “Portanto, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós, que cremos no Senhor Jesus, quem seria eu para impedir a Deus de agir? Ouvindo isto, tranqüilizaram-se e glorificavam a Deus, dizendo: ‘Logo, também aos gentios Deus concedeu o arrependimento que conduz à vida’” (At 11, 17-18). Esta inteligência de fé do evento por parte de Pedro, e sua capacidade de iluminar os irmãos de Jerusalém, abrindo-os ao plano de Deus, constitui o primeiro verdadeiro exercício do seu ministério de confirmar na fé os irmãos. Tal ministério amadurece através de várias passagens de obediência ao Espírito e de conversão interior do próprio Pedro, modelo do caminho de obediência na fé de todo discípulo que se põe ao seguimento de Jesus e do seu Espírito. Mas esta exigência de constante conversão ao método do Senhor, para atuar verdadeiramente o serviço de iluminar e guiar os irmãos, se torna particularmente forte por aqueles que são chamados na Igreja a presidir a comunidade em nome do Senhor. Convosco sou cristão – afirma Santo Agostinho – e para vocês, pastor. Por isso escuto com temor cada palavra de Deus”   Não menos surpreendente e iluminador sobre a pedagogia de Deus é o chamado e o caminho de Saulo/Paulo. Uma experiência que marcará profundamente sua maneira de entender e proclamar o mistério de Jesus e da Igreja, e o chamado à salvação de todo homem e mulher em Cristo. Ele mesmo falará várias vezes sobre o seu encontro inesperado e inimaginável com o Senhor Jesus na estrada para Damasco; encontro este que mudou radicalmente sua existência. A transformação de perseguidor dos seguidores de Jesus em seu apóstolo iluminado e corajoso, fará de Paulo a testemunha privilegiada da gratuidade da salvação pela fé no Senhor Jesus, e o construtor da comunidade dos discípulos como único corpo vivente do próprio Cristo, constituído pelos judeus e os pagãos, enriquecido pela variedade dos dons e carismas do Espírito, cada um e todos juntos, finalizados à edificação da caridade que tudo anima. A fé, o batismo e a partilha do seu corpo e do seu sangue fazem de todo fiel uma pessoa radicalmente partícipe do seu mistério de morte e ressurreição, uma criatura nova, que desde já antecipa a plenitude da vida do Espírito do Pai e do seu reino. Nesta profunda conexão com Cristo, Paulo experimenta e proclama aquela liberdade suprema que nasce da consciência de ser amado sem limite pelo Pai e o próprio Jesus: “Se Deus está conosco, quem estará contra nós? Quem não poupou seu próprio Filho e o entregou por todos nó, como não nos haverá de agraciar em tudo junto com ele?…. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, os perigos, a espada?… Mas em tudo isto somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou” (Rm 8, 31-37). A confissão de Paulo sobre sua radical conformação a Cristo, num processo que o faz morrer à sua precedente identificação com a lei judaica e sua presunção de auto-salvação, se torna na realidade a meta sonhada e procurada por todo discípulo: “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a pela feno Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 19-20) Na radicalidade comum em Cristo dos dois apóstolos e na comunhão recíproca entre eles no Espírito, que acolhe e valoriza as diversidades das experiências e dos pensamentos, a Igreja contempla e celebra o mistério da própria identidade e da própria missão entre os povos. Com efeito, os dois apóstolos realizaram em si mesmos, cada um na sua forma, a Palavra de Jesus segundo a qual o discípulo está destinado a partilhar a sorte do mestre: “O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima do seu senhor” (Mt 10,24). Os Atos dos Apóstolos (primeira leitura), narram a atuação de Herodes em relação a Pedro, como aconteceu com o próprio Jesus, quando foi preso, julgado e condenado à morte durante os dias precedentes à Páscoa. Lucas nos dá do evento, não somente uma descrição acurada até os pormenores, mas sobretudo o sentido teológico e espiritual. Pedro partilha a sorte pascal de Jesus, assim como é pedido a todo discípulo, se quer realmente ficar fiel ao Mestre Jesus. “Eram os dias dos Pães Ázimos. Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um” (At 12, 3-4). Frente à prepotência do poder político e do fundamentalismo nacionalista e religioso, está somente a pequena Igreja que fica rezando com fervor e perseverança a Deus por Pedro, entregando-lhe a sorte do apóstolo (At 12, 5), assim como o próprio Jesus, ele que entrega a si mesmo e os discípulos ao cuidado fiel do Pai (Jo 17, 9-10). O anjo enviado por Deus acorda Pedro e lhe ordena: “Levanta-te depressa”, e as correntes caem das suas mãos; ele sai através dos portões e por entre os guardas, e toma consciência da ação de Deus: “Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (At 12, 7- 11). O conjunto dos eventos constitui a narração da Páscoa de Pedro por obra de Deus, como a ressurreição de Jesus: preso, guardado com forte esquema de segurança como Jesus no sepulcro, libertado por Deus, como Jesus subtraído à morte pelo poder do Pai. Paulo, por parte sua, na carta a Timóteo, resume o curso da sua vida e da sua missão, nos termos do combate valoroso que chega a seu fim e da corrida bem sucedida, perseverando na fé, e na oferta sacrifical que está para ser derramada em cima do altar do amor por Cristo. “Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento da minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa de justiça que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia” (2 Tm 4, 6-8).  O Senhor não deixou que seu apóstolo ficasse sozinho frente aos desafios e aos sofrimentos repetidos que acompanharam sua missão. Esta experiência da proximidade e fidelidade de Deus é garantia que ele libertará do mal o seu apóstolo, também no juízo final e o introduzirá na plenitude do reino de Deus. Nos apóstolos Pedro e Paulo, não somente a Igreja de Roma, mas a Igreja inteira e todo discípulo contempla com estupor e celebra as maravilhas do Senhor, como cada um é chamado a seguir Jesus e a partilhar sua sorte, de morte e de vida nova. Evangelizados em maneira sempre nova pela memória da grande experiência de Jesus por eles vivenciada, nos tornamos evangelizadores e apóstolos para o nosso tempo. Com a vida, mais do que com as palavras: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!”

Sexta-feira Santa tem coleta em favor da Terra Santa

Hoje, com todo o mundo, fazemos a coleta  em benefício  da Igreja Católica da Terra Santa (Jerusalém), pela salvaguarda «da memória» da passagem de Nosso Senhor em 74 Santos Lugares.

Visto a impossibilidade de subsistência da Igreja nessa região sem o apoio e solidariedade das outras Igrejas, que necessitam de moradias e trabalho para frear a tentação do êxodo que progressivamente diminui o número de cristãos.

No trabalho cotidiano da Custódia da Terra Santa estão comprometidos 300 frades franciscanos de mais de trinta nações diferentes que, juntamente com outros religiosos(as) e leigos(as) voluntários, se empenham na manutenção e renovação dos lugares santos como também no acolhimento e assistência aos peregrinos. A Custódia cuida de trinta paróquias e oitenta igrejas; dirige 16 escolas com 10.000 alunos e 400 professores, diferentes escritórios com 250 postos de trabalho, cinco hospedarias (as «Casas Novas») com quinhentos leitos para peregrinos, três residências de anciãos e dois internatos para órfãos.

Ajuda as famílias cristãs, em sua maioria excluídas do sistema político-religioso local, dando-lhes, moradias ou ajudando a pagar alugueis. Respalda a juventude universitária com bolsas de estudo, e as crianças com creches. Também promove uma ação científica, cultural e ecumênica através da Faculdade de Teologia Bíblica e Arqueologia de Jerusalém, o Centro de Estudos Orientais Cristãos do Cairo, o Instituto Magnificat de música sacra e uma Editora «FranciscanPrinting Press». Todas estas atividades são possíveis graças à generosidade dos cristãos de todo o mundo.

A coleta de hoje, Sexta-feira Santa, em todas as paróquias, será destinada, toda ela, para a ajuda à Custódia, que agradece o empenho e colaboração dos católicos.

 

Coleta é destinada aos projetos e trabalhos da Igreja da Terra Santa

Na Sexta-feira Santa acontece anualmente a coleta universal em favor da Terra Santa, promovida pelo Fórum Internacional da Ação Católica (FIAC).

“A coleta da Sexta-feira Santa é importante para a realização de programas de apoio aos cristãos da Terra Santa que dependem da ajuda financeira dos irmãos e irmãs em Cristo do mundo inteiro. É um modo de apoiar a missão da Igreja, especialmente nos lugares onde cada cristão deve se sentir em casa”, disse a responsável pela Coordenação Juvenil do FIAC, Codruta Fernea.

Na carta do prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, divulgada por ocasião da coleta, explicou que graças a essas doações, as comunidades católicas da Terra Santa – como o Patriarcado Latino de Jerusalém, a Custódia da Terra Santa, além das comunidades greco-melquita, copta, maronita, síria, caldeia e armênia, junto com as famílias religiosas e organizações de todos os tipos – receberão “apoio para estarem próximas aos pobres e aos sofredores sem distinção de credo ou etnia”,

Os jovens da Ação Católica se comprometem a encontrar em suas paróquias as formas mais adequadas de sensibilização para essa iniciativa, explicando a origem, o significado e trabalhando concretamente pela coleta de ofertas que serão enviadas para as dioceses.

No site do Fórum Internacional da Ação Católica – www.fiacifca.org – estão disponíveis materiais úteis para a coleta e atualizações sobre as atividades do FIAC relacionadas com a Terra Santa.

Santo Evangelho (Mc 10, 28-31)

8ª Semana do Tempo Comum – Terça-feira 28/02/2017

Primeira Leitura (Eclo 35,1-15)
Leitura do Livro do Eclesiástico.

1Aquele que guarda a lei faz muitas oferendas; 2aquele que cumpre os preceitos oferece um sacrifício salutar (3).4Aquele que mostra agradecimento, oferece flor de farinha, e o que pratica a beneficência oferece um sacrifício de louvor. 5O que agrada ao Senhor é afastar-se do mal, e o que o aplaca é deixar a injustiça. 6Não te apresentes na presença de Deus de mãos vazias, 7porque tudo isso se faz em virtude do preceito. 😯 sacrifício do justo enriquece o altar, o seu perfume sobe ao Altíssimo. 9A oblação do justo é aceitável, e sua memória não cairá no esquecimento. 10Honra ao Senhor com coração generoso e não regateies as primícias que apresentares. 11Faze todas as tuas oferendas com semblante sereno, e com alegria consagra o teu dízimo. 12Dá a Deus segundo a doação que ele te fez, e com generosidade, conforme as tuas posses; 13porque ele é um Deus retri­buidor, e te recompensará sete vezes mais. 14Não tentes corrompê-lo com presentes: ele não os aceita; 15nem confies em sacrifício injusto, porque o Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 49)

— A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
— A todos que procedem reta­mente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

— “Reuni à minha frente os meus eleitos, que selaram a Aliança em sacrifícios!” Testemunha o próprio céu seu julgamento, porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

— “Escuta, ó meu povo, eu vou falar; ouve, Israel, eu testemunho contra ti: Eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus! Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos.

— Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

 

Evangelho (Mc 10,28-31)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 28começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. 29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. 31Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Santos Romão e Lupicino – Irmãos peregrinos 

Santos Romão e Lupicino, fundaram mosteiro baseado nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo.

Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali.

Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano.

Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade.

O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino.

Santos Romão e Lupicino, rogai por nós!

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