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Papa volta a falar da Igreja como mãe e destaca sua misericórdia

Catequese, quarta-feira, 18 de setembro  de 2013, Jéssica Marçal, com Rádio Vaticano / Da Redação

Santo Padre lembrou que Igreja é uma boa mãe, que conduz seus filhos, têm misericórdia com eles e coloca-os nas mãos de Deus

Papa destacou como a Igreja é compreensiva com os fiéis. Foto: Radio Vaticano

Na catequese desta quarta-feira, 18, Papa Francisco voltou a falar da imagem da Igreja como mãe, conforme fez na semana passada. Ele destacou três aspectos referentes à essa imagem materna da Igreja: o fato de que ela conduz seus filhos ao bom caminho, a compreensão e misericórdia que manifesta para com os fiéis e sua atitude de rezar sempre pelos seus filhos, colocando-os nas mãos de Deus.

A reflexão de Francisco continuou sendo feita em comparação às atitudes de uma mãe, que ama e cuida de seus filhos. Da mesma forma que a mãe ensina seu filho a caminhar na vida, assim faz a Igreja.

“A Igreja faz a mesma coisa: orienta a nossa vida, dá-nos os ensinamentos para caminhar bem. (…) Uma mãe não ensina nunca aquilo que é mal, quer somente o bem dos filhos e assim faz a Igreja”.

No segundo aspecto, o Papa lembrou como a Igreja é misericordiosa e compreensiva. Na comparação com a mãe, ele explicou que esta sempre tem paciência, em todas as situações, de continuar a acompanhar o filho.

“Aquilo que a impulsiona é a força do amor; uma mãe sabe seguir com discrição, com ternura o caminho dos filhos e mesmo quando erram encontra sempre o modo para compreender, para ser próxima, para ajudar. (…) A Igreja é assim, uma mãe misericordiosa, que entende, que procura sempre ajudar”.

E por último, Francisco destacou que a mãe sempre saber bater à todas as portas, inclusive à de Deus, pelo bem dos filhos. “A Igreja coloca nas mãos do Senhor, com a oração, todas as situações de seus filhos. Confiemos na força da oração da Mãe Igreja: o Senhor não permanece insensível”.

 

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje retorno ainda sobre a imagem da Igreja como mãe. Eu gosto tanto dessa imagem da Igreja como mãe. Por isto, quis retornar a ela, porque esta imagem me parece que nos diz não somente como é a Igreja, mas também qual face deveria ter sempre mais a Igreja, esta nossa mãe Igreja.

Gostaria de destacar três coisas, sempre olhando às nossas mães, a tudo aquilo que fazem, que vivem, que sofrem pelos próprios filhos, continuando aquilo que disse quarta-feira passada. Eu me pergunto: o que faz uma mãe?

1. Primeiro de tudo ensina a caminhar na vida, ensina a seguir bem na vida, sabe como orientar os filhos, procura sempre indicar o caminho certo na vida para crescerem e tornarem-se adultos. E o faz com ternura, com afeto, com amor, sempre também quando procura endireitar o nosso caminho porque nos dispersamos um pouco na vida ou tomamos caminhos que levam a um abismo. Uma mãe sabe o que é importante para que um filho caminhe bem na vida, e não aprendeu nos livros, mas aprendeu do próprio coração. A universidade das mães é o seu coração! Ali aprendem a levar adiante os próprios filhos.

A Igreja faz a mesma coisa: orienta a nossa vida, dá-nos os ensinamentos para caminhar bem. Pensemos nos dez Mandamentos: indicam-nos um caminho a percorrer para amadurecer, para ter pontos firmes no nosso modo de nos comportarmos. E são frutos da ternura, do amor próprio de Deus que os doou a nós. Vocês poderiam me dizer: mas são mandamentos! São um conjunto de “não”! Eu gostaria de convidar vocês a lê-los – talvez vocês tenham se esquecido um pouco deles – e então pensá-los de modo positivo. Vejam que se referem ao nosso modo de nos comportarmos para Deus, para nós mesmos e para os outros, propriamente aquilo que nos ensina uma mãe para viver bem. Convidam-nos a não fazermos ídolos materiais que depois nos tornam escravos, a recordar-nos de Deus, a ter respeito pelos pais, a sermos honestos, a respeitar o outro… Tentem vê-los assim e considerá-los como se fossem as palavras, os ensinamentos que a mãe dá para seguir bem na vida. Uma mãe não ensina nunca aquilo que é mal, quer somente o bem dos filhos, e assim faz a Igreja.

2. Gostaria de dizer-vos uma segunda coisa: quando um filho cresce, torna-se adulto, toma o seu caminho, assume as suas responsabilidades, caminha com as próprias pernas, faz aquilo que quer e, às vezes, acontece também de sair do caminho, acontece qualquer acidente. A mãe sempre, em toda situação, tem a paciência de continuar a acompanhar os filhos. Aquilo que a impulsiona é a força do amor; uma mãe saber seguir com discrição, com ternura o caminho dos filhos e mesmo quando erram encontra sempre o modo para compreender, para ser próxima, para ajudar. Nós – na minha terra – dizemos que uma mãe sabe “dar a cara”. O que isto quer dizer? Quer dizer que uma mãe sabe “colocar sua face” pelos próprios filhos, isso é, impelida a defendê-los, sempre. Penso nas mães que sofrem pelos filhos que estão na prisão ou em situações difíceis: não se perguntam se são culpados ou não, continuam a amá-los e muitas vezes se submetem a humilhações, mas não têm medo, não deixam de se doar.

A Igreja é assim, uma mãe misericordiosa, que entende, que procura sempre ajudar, encorajar também diante dos seus filhos que erraram e que erram, não fecha nunca as portas da Casa; não julga, mas oferece o perdão de Deus, oferece o seu amor que convida a retomar o caminho mesmo para aqueles filhos que caíram em um abismo profundo, a Igreja não tem medo de entrar na noite deles para dar esperança; a Igreja não tem medo de entrar na nossa noite quando estamos na escuridão da alma e da consciência, para dar-nos esperança! Porque a Igreja é mãe!

3. Um último pensamento. Uma mãe sabe pedir, bater a toda porta pelos próprios filhos, sem calcular, o faz com amor. E penso em como as mães sabem bater também e, sobretudo, na porta do coração de Deus! As mães rezam tanto pelos próprios filhos, especialmente por aqueles mais frágeis, por aqueles que têm mais necessidade, por aqueles que na vida tomaram caminhos perigosos ou errados. Poucas semanas atrás, celebrei na igreja de Santo Agostinho, aqui em Roma, onde foram conservadas as relíquias da mãe, Santa Mônica.  Quantas orações elevou a Deus aquela santa mãe pelo filho, e quantas lágrimas derramou! Penso em vocês, queridas mães: quanto rezam pelos vossos filhos, sem se cansarem! Continuem a rezar, a confiar os vossos filhos a Deus; Ele tem um coração grande! Batam à porta do coração de Deus com a oração pelos filhos.

E assim faz também a Igreja: coloca nas mãos do Senhor, com a oração, todas as situações dos seus filhos. Confiemos na força da oração da Mãe Igreja: o Senhor não permanece insensível. Sabe sempre nos surpreender quando não esperamos. A Mãe Igreja o sabe!

Bem, estes eram os pensamentos que queria dizer pra vocês hoje: vejamos na Igreja uma boa mãe que nos indica o caminho a percorrer na vida, que sabe ser sempre paciente, misericordiosa, compreensiva e que sabe colocar-nos nas mãos de Deus.

Apelo do Papa

Todos os anos, em 21 de setembro, as Nações Unidas celebram o “Dia Internacional da Paz”, e o Conselho Ecumênico das Igrejas apela aos seus membros a fim de que em tal dia rezem pela paz. Convido os católicos de todo o mundo a unirem-se aos outros cristãos para continuar a implorar a Deus o dom da paz nos lugares mais atormentados do nosso planeta. Possa a paz, dom de Jesus, morar sempre nos nossos corações e apoiar os propósitos e as ações dos responsáveis das Nações e de todos os homens de boa vontade. Empenhemo-nos todos a encorajar os esforços para uma solução diplomática e política dos conflitos de guerra que ainda preocupam. O meu pensamento vai especialmente á querida população síria, cuja tragédia humana pode ser resolvida somente com o diálogo e a negociação, no respeito à justiça e à dignidade de cada pessoa, especialmente os mais frágeis e indefesos.

Um Bom Pai!

Ser um bom pai é complicado neste mar de predadores que preferem atacar os filhotes. Por serem frágeis, indefesos, inocentes, o pai tem que ser forte, prevenido, esperto. Um dia eles crescem, mas até lá é preciso prover casa, comida, saúde, estudo, defender das drogas, dos bandidos, das más companhias. E não fica só nisto quando há os inimigos espirituais. Algo parecido com a história do peixe que fica viúvo e tem que cuidar o filho Nemo contra os perigos do mar. Certo dia o peixinho desobedece, se afasta do pai, cai na rede e termina num aquário. “Procurando Nemo” é o título deste famoso desenho animado que tem final feliz e uma grande lição.

A Bíblia compara a maldade com o mar e promete que esta imensidão hostil vai desaparecer no novo céu e na nova terra. Por isto recomenda: “Escute o seu pai, pois você lhe deve a vida”. Mas, e se o pai aqui não escuta o Pai de lá? Filho de peixe peixinho é, ou, filho de cobra cobrinha é.Por isto as palavras: “No caminho dos maus existem armadilhas e dificuldades; quem dá valor à vida se afasta deles. Eduque a criança no caminho em que deve andar e até o fim da vida não se desviará dele” (Provérbios 22.5,6).  No meio disto surge o grande mandamento: “Respeite o seu pai e a sua mãe para que você viva muito tempo na terra”.

É uma coisa lógica: filho que respeita os pais vive mais tempo na terra. Também é uma coisa lógica: quem respeita a Deus vive a eternidade no céu. Foi pensando nisto que Jesus perguntou:  “Qual é o pai capaz de dar uma cobra ao seu filho quando ele pede um peixe?” Diz isto após ensinar a oração do Pai Nosso com petições que englobam tudo aquilo que é necessário para o espírito e para o corpo. Por isto a insistência do Salvador: “Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem” (Lucas 11.13).  Neste mar infestado de ameaças, ter o Espírito de Deus é tudo o que um pai precisa para dar peixes aos seus preciosos filhos.

Marcos Schmidt
pastor luterano
[email protected]

Santo Evangelho (Mt 13, 1-9)

16ª Semana Comum – Quarta-feira 24/07/13

Primeira Leitura (Êx 16,1-5.9-15)
Leitura do Livro do Êxodo.

1 Toda a Comunidade dos filhos de Israel partiu de Alim e chegou ao deserto de Sin, entre Elim e o Sinai, no dia quinze do segundo mês da saída do Egito. 2 A Comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão, no deserto, dizendo: 3 “Quem dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos juntos às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxeste a este deserto para matar de fome a toda essa gente?” 4 O Senhor disse a Moisés: “Eu farei chover para vós o pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. 5 No sexto dia, quando prepararem o que tiverem trazido, terão o dobro do que recolhem diariamente”. 9 E Moisés disse a Aarão: “Dize a toda a Comunidade dos filhos de Israel: ‘Apresentai-vos diante do Senhor, pois ele ouviu a vossa murmuração’”. 10 Enquanto Aarão falava a toda a Comunidade dos filhos de Israel, voltando os olhos para o deserto, eles viram aparecer na nuvem a glória do Senhor. 11 O Senhor falou, então, a Moisés, dizendo: 12 “Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão. Assim sa­bereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”. 13 Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14 Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra. 15 Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 77)

— O Senhor deu o pão do céu, como alimento.
— O Senhor deu o pão do céu, como alimento.

— E tentaram o Senhor nos corações, exigindo alimento à sua gula. Falavam contra Deus e assim diziam: “Pode o Senhor servir a mesa no deserto?”

— Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, e as comportas das alturas fez abrir; fez chover-lhes o maná e alimentou-os, e lhes deu para comer o pão do céu.

— O homem se nutriu do pão dos anjos, e mandou-lhes alimento em abundância; fez soprar o vento leste pelos céus e fez vir, por seu poder, o vento sul.

— Fez chover carne para eles como o pó, choveram aves como areia do oceano; elas caíram sobre os seus acampamentos e pousaram ao redor de suas tendas.

 

Evangelho (Mt 13,1-9)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2 Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3 E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5 Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6 Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7 Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8 Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9 Quem tem ouvidos, ouça!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Charbel

O santo de hoje nasceu no norte do Líbano, num povoado chamado Bulga-Kafra, no ano de 1828. Proveniente de uma família cristã e centrada nos valores do Evangelho, muito cedo precisou conviver com a perda de seu pai.

Após discernir o seu chamado à vida religiosa, com 20 anos ingressou num seminário libanês maronita. Durante o Noviciado, trocou seu nome de batismo (José) por Charbel. Mostrou-se um homem fiel às regras, obediente à ação do Espírito Santo e penitente.

Após sua ordenação em 1859, enfrentou muitas dificuldades, dentre elas a perseguição ferrenha aos cristãos com o martírio de muitos jovens religiosos e a destruição de inúmeros mosteiros em sua época. Em meio a tudo isso, perseverou na fé, trazendo consigo as marcas de uma vocação ao silêncio, à penitência e à uma vida como eremita.

Aos 70 anos, vivendo num ermo dedicado a São Pedro e São Paulo, com saúde bastante fragilizada, discerniu que era chegada a hora de sua partida para a Glória Celeste. Era Véspera de Natal. E no dia 24 de Dezembro, deitado sobre uma tábua, agonizante, entregou sua vida Àquele que concede o prêmio reservado aos que perseveram no caminho de santidade: a vida eterna.

São Charbel, rogai por nós!

Vou dar-lhe uma ajuda adequada

Qual presente devo dar para meu (a) amado (a)? 

“Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18).

Namorar é bom! Como diz o versículo do Gênesis, não é bom que homem, assim como a mulher, esteja só! É bom trilhar o caminho do namoro. Conhecer. Amadurecer. Esperar! E um dia casar-se. Com a proximidade do Dia dos Namorados ficamos pensando no melhor presente que podemos dar para aquela pessoa a quem amamos. E por todos os lados, somos bombardeados por propagandas dizendo-nos que quanto maior o presente, tanto maior o amor. A variedade de produtos é enorme, uma mais linda que o outra. Ficamos até mesmo confusos, pensando como podemos manifestar nosso amor, por meio de um grande, caro e belo presente.

Assim, quando menos esperamos, estamos envolvidos pela propaganda. Sorrateiramente nossos conceitos vão sendo corrompidos. Por fim, acabamos pensando que a melhor manifestação de amor que podemos dar, e receber, é através de um belo presente. Um perfume importado ou até mesmo uma noite inesquecível no motel.

Isso é propaganda enganosa! Quanta mentira! Ora, não podemos nos tornar passivos diante desta situação, reduzindo todo nosso afeto a um bem material ou a uma situação de pecado.

E qual é o melhor presente que o namorado pode dar? O melhor, maior, mais caro e belo presente que podemos dar é simplesmente o respeito!

O respeito é a demonstração do sentimento de estima pela outra pessoa. Palavra “respeito” vem do latim respicere, que significa “olhar para trás”. Ora, respeitar é, portanto, o ato de construir com o outro bases sólidas. É valorizar tudo o que o outro possui, para que, no futuro, com o sacramento do matrimônio, se possa assumir estes dons como nossos, e também oferecer os nossos ao outro, a fim de que sejamos um.

Quem busca respeitar o outro, também comunica e faz “propaganda” de que ainda é tempo de viver este dom. Enquanto as mídias divulgam a cultura do desrespeito, do prazer e do ter, do uso, somos impelidos a mostrar, com a nossa vida, que é possível construir um namoro sólido, fundado no respeito, fruto do amor verdadeiro.

Trago uma declaração de um namorado (a) que traz o conceito do respeito:

“Meu amor, gostaria de agradecer a Deus, neste dia feito para nós, por ter me dado a oportunidade de compartilhar minha vida com você neste tempo que estamos juntos. Vivemos alegrias e sofrimentos. Já vivemos tantas coisas juntos, mas ainda temos muito o que viver. Gostaria de poder, muito mais do que presentes, dar-lhe, com gratuidade, o que mais valoroso possuo.

Não sou o galã de novela, não tenho o corpo sarado, nem tenho a conta cheia de grana, mas apenas um coração sincero. Posso dizer: Amo-te pelo que és, não pelo que tens! Meu amor para com você não é traduzido em bens, mas em gestos. Procurei em você uma mulher fiel, e encontrei! Você é tudo que sonhei! Não sei como será no futuro, mas sei que os valores que construirmos juntos serão a base para longos dias, e muitas conquistas virão por diante.

Quero me guardar para você! Esperar por você! Aguentar mesmo contra meus impulsos, que te desejam, mas que se submetem ao meu querer. Se te quero para toda vida, esperar até o casamento será apenas uma das provas de amor que vou te dar. Meu presente hoje, meu amor, é acreditar em Deus. Confiar a Ele a condução de nossas vidas, pois tenho certeza: o Senhor tem cuidando de nós!

Meu presente é olhar nos seus olhos e dizer: desejo-te, mais do que tudo, mas espero-te, pois tu vales mais do que tudo. Meu presente hoje, meu amor, é ser fiel, pois “o amor aperfeiçoa-se na fidelidade” (Soren Kierkegaard). Quero me aperfeiçoar na fidelidade. Ir contra a correnteza, nadar contra minha própria natureza que não entende que o tempo certo será em breve, após o sacramento do Matrimônio. Meu presente, hoje, é dar-lhe a garantia de que não sou um “fogo de palha”, não sou apenas um “clique”, um Twitter, um post. Meu amor não cabe em 140 caracteres! Eu não te “curti”, eu te amo! Sou de carne e osso. Tenho uma alma imortal. Mas, nesta vida, quero estar ao seu lado, por tantos quantos dias Deus nos permitir, neste caminho de conhecimento, rumo ao altar”.

Portanto, neste Dia dos Namorados, ofereça ao outro o seu melhor presente! Não vá na onda das propagandas, que querem transformar seu amor em objeto. Antes, se lance nesta aventura, tão antiga, mas tão nova, que é o respeito e a castidade. Tenho certeza de que, num futuro próximo, você colherá muitos frutos maduros, segundo a vontade de Deus.

Feliz Dia dos Namorados!

Bruno Nascimento
Missionário da Comunidade Canção Nova
12/06/2012

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