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Quem é Deus? Seu significado na vida do homem

Segunda-feira, 04 de março de 2013, Jéssica Marçal / Da Redação

”O mais importante não é sabermos logicamente se Deus existe ou não. O mais importante é nós sabermos o que significa ter um Deus”, diz Pe. Paulo  

No Ano da Fé, instituído pelo Papa Emérito Bento XVI, a grande proposta foi redescobrir a fé em Deus, sabendo dar razões para a crença que se professa. Mas quem é Deus, como o ser humano pode ter certeza de sua existência?

Para quem ainda não tem uma fé madura, às vezes torna-se complicado entender a existência de Deus, uma vez que, materialmente falando, não se pode vê-Lo e nem tocá-Lo. Mas para além dessas questões, o padre e teólogo Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da arquidiocese de Cuiabá, enfatiza que o mais importante é entender o que significa ter um Deus, muito mais do que compreender logicamente a Sua existência.

“O mais importante não é nós sabermos logicamente se Deus existe ou não. O mais importante é nós sabermos o que significa ter um Deus, ou seja, se Deus existe, eu sou para Ele, Ele é o meu Senhor, e eu não existo para mim”.

Esse é um dos motivos, segundo o sacerdote, pelo qual Deus é uma realidade que o ser humano tem dificuldade de aceitar. Ele acredita que a dúvida acerca da existência de Deus, na verdade, não é pelo fato de Deus ser inatingível através de uma reflexão filosófica, mas porque a Sua existência comprova que o ser humano não é o Senhor da própria vida.

“Então o que significa Deus para mim: significa que eu não sou Deus e que eu devo viver para Ele. Aqui está a grande mensagem, a mensagem do cristianismo que sempre quer, em primeiro lugar, que o ser humano saia da idolatria, saia da posição de se colocar no lugar de Deus”.

Deus no imaginário de cada um

A compreensão que cada um tem de Deus é algo muito particular, bem como as referências adotadas no imaginário para se referir a Ele. Algumas pessoas associam Deus a uma pessoa que está no Céu, outras a um espírito, a uma voz no universo. Padre Paulo explica que, na verdade, Deus, pelo seu próprio conceito, não pode ser equiparado a nada daquilo que é experiência humana. Ele compara a impossibilidade da mente humana captar Deus àquela de um copo conter todo o oceano.

“Um Deus verdadeiro, exatamente por ser difícil de ser compreendido, é a prova de que Ele é Deus verdadeiro. O caminho do esforço humano para chegar até Deus é sempre difícil”.

Ele enfatiza que o caminho a ser percorrido, então,  para chegar a essa compreensão sobre quem é Deus é exatamente o contrário: Deus é que vem até o homem. “No cristianismo, nós sabemos que Deus veio até nós. Jesus não é uma confecção da mente humana, mas nós vemos que é Deus que se rebaixa para se tornar compreensível e fazer com que o homem seja capaz de fazer uma experiência verdadeira de Deus”.

Revelação e a inteligência

De que forma pode, então, o ser humano, acolher a revelação de Deus, reconhecendo-O como criador de todas as coisas? Segundo padre Paulo, a própria inteligência humana leva à dedução de que a ordem do universo só pode ser fruto da inteligência, porque o acaso só gera desordem. E essa é uma dedução filosófica que todo ser humano de boa vontade pode alcançar. Mas ele destaca uma curiosidade que também é importante de ser esclarecida, que é o fato de Deus, em sua onipotência, não apresentar-se face a face, de uma forma que o homem não tenha mais dúvida alguma de sua existência.

“A resposta é simples: se Deus se apresentasse ao homem, o poder de atração e de convencimento da verdade que é Deus tiraria a nossa liberdade e o homem não seria mais livre para dizer sim a Deus e amá-Lo ou para rejeitar Deus e virar as costas a Ele. Deus quer preservar a nossa liberdade, porque o que Deus espera de nós é amor e o amor só existe quando ele é livre”.

E quanto ao mistério da Santíssima Trindade, sobre alguma dúvida que ainda se possa ter sobre Deus trino Pai, Filho e Espírito Santo, o sacerdote destaca que esta foi uma revelação que o homem conheceu através de Jesus Cristo.

“Esta realidade escondida no mistério eterno de Deus só pode ser conhecida em Jesus Cristo. Não é possível ter acesso à trindade através de um conhecimento nem científico-natural nem filosófico. Simplesmente uma verdade que deve ser conhecida por Revelação, e não por raciocínios humanos”.

A descoberta de Deus na atividade habitual

Como em Nazaré, como os primeiros cristãos

Para aqueles que são chamados por Deus a santificar-se no meio do mundo, converter o trabalho em oração e ter alma contemplativa, é o único caminho, porque “ou sabemos encontrar o Senhor em nossa vida ordinária ou nunca O encontraremos”, afirmava São Josemaria.

Convém que meditemos bem devagar sobre este ensinamento capital de São Josemaria. Neste texto, consideraremos o que é a contemplação; em outras ocasiões, deter-nos-emos no aprofundamento da vida contemplativa no trabalho e nas atividades da vida ordinária.

A descoberta de Deus, na atividade habitual de cada dia, dá aos próprios afazeres seu valor último e sua plenitude de sentido. A vida oculta de Jesus em Nazaré, os anos intensos de trabalho e de oração, nos quais Jesus Cristo levou uma vida comum — como a nossa, se o quisermos —, divina e humana ao mesmo tempo, mostram que a atividade profissional, a atenção dedicada à família e as relações sociais não são obstáculo para orar sempre (Lc 18,1), mas ocasião e meio para uma vida intensa de intimidade com o Senhor, até que chega um momento em que é impossível estabelecer uma diferença entre trabalho e contemplação.

Por esse caminho de contemplação na vida ordinária, seguindo as pegadas do Mestre, decorreu a vida dos primeiros cristãos: «quando passeia, conversa, descansa, trabalha ou lê, o crente ora» (Clemente de Alexandría, Stromata, 7, 7.), escrevia um autor do século II. Anos mais tarde, São Gregório Magno testemunha, como um ideal tornado realidade em numerosos fiéis, que «a graça da contemplação não se dá sim aos grandes e não aos pequenos; mas muitos grandes a recebem, e também muitos pequenos; e tanto entre os que vivem retirados como entre pessoas casadas. Portanto, se não há estado algum entre os fiéis que fique excluído da graça da contemplação, aquele que guarda interiormente o coração pode ser ilustrado com essa graça» (São Gregório Magno, In Ezechielem homiliae, 2, 5, 19.).

O Magistério da Igreja, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, recordou muitas vezes esta doutrina, tão importante para os que têm a missão de levar Cristo a todas as partes e transformar o mundo com o espírito cristão. «As atividades diárias apresentam-se como um precioso meio de união com Cristo, podendo converter-se em matéria de santificação, terreno de exercício das virtudes, diálogo de amor que se realiza nas obras. O espírito de oração transforma o trabalho e, assim, torna-se possível estar em contemplação de Deus ainda que permanecendo nas ocupações mais variadas» ( João Paulo II, Discurso ao Congresso «A grandeza da vida ordinária», no centenário do nascimento de São Josemaria, 12-I-2002, n. 2).

Ensina o Catecismo que «a contemplação de Deus na Sua glória celestial é chamada pela Igreja de ‘visão beatífica’» (CIC 1028). Desta contemplação plena de Deus, própria do Céu, podemos ter uma certa antecipação nesta terra, um princípio imperfeito (Cfr. Santo Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, q. 12, a. 2, c; e II-II, q. 4, a.1; q. 180, a. 5, c.) que, embora seja de ordem diversa da visão, é já uma verdadeira contemplação de Deus, assim como a graça, embora sendo de ordem distinta da glória, é, não obstante, uma verdadeira participação na natureza divina. Agora vemos como num espelho, obscuramente; depois veremos cara a cara. Agora conheço de modo imperfeito, depois conhecerei como sou conhecido (1 Cor 12, 12. Cfr. 2 Cor 5, 7; 1 Jn 3, 2.), escreve São Paulo.

Essa contemplação de Deus como num espelho, durante a vida presente, é possível graças às virtudes teologais, à fé e à esperança vivas, informadas pela caridade. A fé unida à esperança e vivificada pela caridade «faz-nos saborear antecipadamente o gozo e a luz da visão beatífica, fim de nosso caminhar aqui em baixo» (CIC 163). A contemplação é um conhecimento amoroso e gozoso de Deus e de seus desígnios manifestados nas criaturas, na Revelação sobrenatural e plenamente na Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, nosso Senhor. «Ciência de amor» (São João da Cruz, Noite escura, liv. 2, cap. 18, n. 5), chama-a São João da Cruz. A contemplação é um conhecimento total da verdade, alcançado não por um processo de raciocínio, mas por uma intensa caridade (Santo Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 180, a. 1, c e a.3, ad 1).

A oração mental é um diálogo com Deus. Escreveste-me: “Orar é falar com Deus. Mas, de quê?” — De quê? D’Ele e de ti: alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias, fraquezas! e ações de graças e pedidos; e amor e desagravo. Em duas palavras, conhecê-Lo e conhecer-te: “relacionar-se!” (São Josemaria, Caminho, n. 91). Na vida espiritual, este relacionamento com Deus tende a simplificar-se à medida que aumenta o amor filial, cheio de confiança. Sucede, então, que, com frequência, já não são necessárias as palavras para orar nem as exteriores nem as interiores. Sobram as palavras, porque a língua não consegue expressar-se; já o entendimento se aquieta. Não se raciocina, olha-se! (São Josemaria, Amigos de Deus, n. 307).

Isto é a contemplação, um modo de orar ativo, mas sem palavras, intenso e sereno, profundo e simples. Um dom que Deus concede aos que o buscam com sinceridade, aos que põem toda a alma no cumprimento de Sua Vontade com obras e procuram mover-se na sua presença. Primeiro uma jaculatória, depois outra e outra…, até que parece insuficiente esse fervor, porque as palavras resultam pobres: e dá-se passagem à intimidade divina, num olhar para Deus sem descanso e sem cansaço (São Josemaria, Amigos de Deus, n. 296). Isto pode suceder, como ensina São Josemaria, não só nos tempos dedicados expressamente à oração, mas também enquanto realizamos com a maior perfeição possível, dentro de nossos erros e limitações, as tarefas próprias de nossa condição e de nosso ofício, afirmava o santo acima citado.

J. López
http://www.opusdei.org.br

Santo Evangelho (Lc 9, 1-6)

25º Semana Comum – Quarta-feira 27/09/2017

Primeira Leitura (Esd 9,5-9)
Leitura do Livro de Esdras.

5Na hora da oblação da tarde, eu, Esdras, levantei-me da minha prostração. E, com as vestes e o manto rasgados, caí de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus. 6E disse: “Meu Deus, estou coberto de vergonha e confusão ao levantar a minha face para ti, porque nossas iniquidades multiplicaram-se acima de nossas cabeças e nossas faltas se acumularam até o céu. 7Desde os tempos de nossos pais até este dia, uma grande culpa pesa sobre nós: por causa de nossas iniquidades, nós, nossos reis e nossos sacerdotes, fomos entregues às mãos dos reis estrangeiros, à espada, ao cativeiro, à pilhagem e à vergonha, como acontece ainda hoje. 8Mas agora, por um breve instante, o Senhor nosso Deus concedeu-nos a graça de preservar dentre nós um resto, e de permitir que nos fixemos em seu lugar santo. Assim o nosso Deus deu brilho aos nossos olhos e concedeu-nos um pouco de vida no meio de nossa servidão. 9Pois éramos escravos, mas em nossa servidão o nosso Deus não nos abandonou. Antes, conseguiu para nós o favor dos reis da Pérsia, deu-nos bastante vida para podermos reconstruir o templo de nosso Deus e restaurar suas ruínas, e concedeu-nos um abrigo seguro em Judá e em Jerusalém.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Tb 13,2-8)

— Bendito seja Deus que vive eternamente!
— Bendito seja Deus que vive eternamente!

— Vós sois grande, Senhor, para sempre, e vosso reino se estende nos séculos! Porque vós castigais e salvais, fazeis descer aos abismos da terra, e de lá nos trazeis novamente: de vossa mão nada pode escapar.

— Vós que sois de Israel, dai-lhe graças e por entre as nações celebrai-o! O Senhor dispersou-vos na terra para narrardes sua glória entre os povos, e fazê-los saber, para sempre, que não há outro Deus além dele.

— Castigou-nos por nossos pecados, seu amor haverá de salvar-nos. Compreendei o que fez para nós, dai-lhe graças com todo o respeito!

— Bendizei o Senhor, seus eleitos, fazei festa e alegres louvai-o!

 

Evangelho (Lc 9,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
São Vicente de Paulo, grande sacerdote

São Vicente de Paulo sabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e espírito e amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mat 22,37.39).

Se não foi o lema da vida deste santo, viveu como se fosse. O santo de hoje, São Vicente de Paulo, nasceu na Aquitânia (França) em 1581. No seu tempo a França era uma potência, porém convivia com as crianças abandonadas, prostitutas, pobreza e ruínas causadas pelas revoluções e guerras.

Grande sacerdote, gerado numa família pobre e religiosa, ele não ficou de braços cruzados mas se deixou mover pelo espírito de amor. Como padre, trabalhou numa paróquia onde conviveu com as misérias materiais e morais; esta experiência lhe abriu para as obras da fé. Numa viagem foi preso e, com grande humildade, viveu na escravidão até converter seu patrão e conseguiu depois de dois anos sua liberdade.

A partir disso, São Vicente de Paulo iniciou a reforma do clero, obras assistenciais, luta contra o jansenismo que esfriava a fé do povo e estragava com seu rigorismo irracional. Fundou também a “Congregação da Missão” (lazaristas) e unido a Santa Luísa de Marillac, edificou as “Filhas da Caridade” (irmãs vicentinas).

Sabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração. Morreu quase octogenário, a 27 de setembro de 1660.

São Vicente de Paulo, rogai por nós!

Santo Evangelho (Mt 13, 1-23)

15º Domingo Comum – Domingo 16/07/2017 

Primeira Leitura (Is 55,10-11)
Leitura do Livro do Profeta Isaías:

Isto diz o Senhor: 10“Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 64)

— A semente caiu em terra boa e deu fruto.
— A semente caiu em terra boa e deu fruto.

— Visitais a nossa terra com as chuvas,/ e transborda de fartura./ Rios de Deus que vêm do céu derramam águas,/ e preparais o nosso trigo.

— É assim que preparais a nossa terra:/ vós a regais e aplainais,/ os seus sulcos com a chuva amoleceis/ e abençoais as sementeiras.

— O ano todo coroais com vossos dons,/ os vossos passos são fecundos;/ transborda a fartura onde passais,/ brotam pastos no deserto.

— As colinas se enfeitam de alegria,/ e os campos, de rebanhos;/ nossos vales se revestem de trigais:/ tudo canta de alegria!

 

Segunda Leitura (Rm 8,18-23)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:

Irmãos: 18Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. 19De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. 20Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; 21também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. 22Com efeito, sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Mt 13,1-23)

—O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
—PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!” 10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam nem compreendem. 14Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram. 18Ouvi, portanto, a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento; quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE
Nossa Senhora do Carmo

Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi prefigurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45).

Estes profetas foram “participantes” da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.

Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”.

Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Acompanhar, e não condenar, quem fracassou no amor

Sexta-feira, 28 de fevereiro  de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Em homilia, nesta manhã, Santo Padre falou da beleza do matrimônio

Na homilia desta sexta-feira, 28, na Casa Santa Marta, Papa Francisco concentrou-se na beleza do matrimônio, advertindo que é preciso acompanhar, e não condenar, quem experimentou o fracasso no amor. Ele também enfatizou que Cristo é o Esposo da Igreja e, assim sendo, não se pode entender um sem o Outro.

A reflexão partiu do Evangelho do dia, no qual os fariseus questionam Jesus sobre o divórcio. Trata-se de uma armadilha para Jesus, a fim de tirar Sua autoridade moral, explicou Francisco. “Esta é a armadilha: por trás da casuística* sempre há uma armadilha. Sempre! Contra o povo, contra nós e contra Deus, sempre! ‘Mas é permitido fazer isso? Divorciar-se da própria mulher?’”.

A resposta de Jesus, conforme explicou Francisco, vai além da casuística, atinge o centro do problema. Jesus remete aos dias da criação, à “obra-prima da criação”, lembrando que Deus fez o homem e a mulher para que se unissem e formassem uma só carne.

“O Senhor toma este amor da obra-prima da criação para explicar o amor que tem pelo Seu povo. E um passo a mais: quando Paulo precisa explicar o mistério de Cristo, o faz em relação, em referência à Sua Esposa: porque Cristo se casou com a Igreja, o Seu povo”.

Esta é, segundo Francisco, a história do amor, da obra-prima da criação. Mas quando esse “fazer-se uma só carne” falha, porque muitas vezes isso acontece, o Papa disse que é preciso sentir essa dor do fracasso e acompanhar quem sofre com essa situação. “Acompanhar aquelas pessoas que tiveram esse fracasso no próprio amor. Não condenar! Caminhar com eles!”.

Quando alguém lê a reflexão do Pontífice, pensa neste plano de amor, neste caminho de amor do matrimônio cristão, que Deus abençoou na obra-prima da Sua criação.

“Quando alguém pensa nisso, vê quão belo é o amor, quão belo é o matrimônio, quão bela é a família, quão belo é este caminho e quanto amor também nós devemos ter pelos irmãos e irmãs que, na vida, tiveram o infortúnio de um fracasso no amor”.

Referindo-se, por fim, a São Paulo, Papa Francisco destacou a beleza do amor que Cristo tem pela sua Esposa, a Igreja.

“Também aqui devemos estar atentos para que não falhe o amor. Cristo esposou a Igreja! Não se pode entender Cristo sem a Igreja e não se pode entender a Igreja sem Ele. Este é o grande mistério da obra-prima da criação. Que o Senhor dê a todos nós a graça de entendê-Lo e também a graça de nunca cairmos nesses comportamentos casuísticos dos fariseus, dos doutores da lei”.

* Casuística: termo usado para denotar raciocínios morais desviantes construídos para justificar ações que são moralmente duvidosas.

Igreja deve estar em pé, em caminho e em escuta, afirma Francisco

Quinta-feira, 4 de maio de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Na homilia de hoje, Papa Francisco motivou os fiéis a “viver a Igreja” com três características principais

Antes de iniciar sua série de audiências nesta quinta-feira, 04, o Papa Francisco celebrou a Missa na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano.

Em sua homilia, o Pontífice comentou três palavras extraídas da Primeira Leitura, do capítulo 8 dos Atos dos Apóstolos, convidando os fiéis a relerem este trecho depois com calma em casa.

Igreja que se levanta

A primeira expressão é “Prepara-te e vai”, dirigida por um Anjo a Filipe. “Este é um sinal da evangelização”, disse o Papa.

De fato, a vocação e a grande consolação da Igreja é evangelizar. “Mas para evangelizar, “prepara-te e vai”. Não diz: “Fique sentado, tranquilo, em casa”: não! A Igreja, para ser sempre fiel ao Senhor, deve estar em pé e em caminho: “Prepara-te e vai”. Uma Igreja que não se levanta, que não está em caminho, adoece”.

Uma Igreja parada, acrescentou o Papa, acaba fechada com tantos traumas psicológicos e espirituais, “fechada no pequeno mundo das fofocas, das coisas… fechada, sem horizontes”. “Prepara-te e vai, em pé e em caminho. Assim deve agir a Igreja na evangelização”, destacou.

Ouvir a inquietação do coração

A segunda exortação evidenciada pelo Papa é “aproxima-te desse carro e acompanha-o”. No carro, havia um eunuco etíope, que foi a Jerusalém para adorar Deus e que, enquanto viajava, lia o profeta Isaías. Trata-se da “conversão de um ministro da economia” e, portanto, destacou Francisco, de “um grande milagre”.

O Espírito exorta Filipe a se aproximar daquele homem, “não lhe diz para pregar”, afirmou Francisco, ressaltando a importância de uma Igreja que saiba ouvir a inquietação do coração de todo o homem:

“Todos os homens, todas as mulheres têm uma inquietação no coração, boa ou ruim, mas há uma inquietação. Ouça aquela inquietação. Não diz: “Vai e faça proselitismo”. Não, não! “Vai e ouve”. Ouvir é o segundo passo. O primeiro é “Prepara-te e vai”; o segundo, “ouve”. Aquela capacidade de escuta: o que as pessoas sentem, o que sente o coração dessa gente, o que pensam… Mas pensam coisas erradas? Mas eu quero ouvir essas coisas erradas, para entender bem onde está a inquietação. Todos temos uma inquietação dentro de nós. O segundo passo da Igreja é encontrar a inquietação das pessoas”.

Depois, é o próprio etíope que, vendo Filipe se aproximar, lhe pergunta de quem falava o Profeta Isaías e o convida a subir e sentar-se junto a ele. Então, “com mansidão” – destacou o Papa – Filipe começa “a pregar”. Assim, “a sua inquietação encontra uma explicação que enche de esperança o seu coração”. “Mas isso – prosseguiu Francisco – foi possível porque Filipe se aproximou e ouviu”.

Enquanto o etíope ouvia, o Senhor trabalhava dentro dele. Deste modo, o homem entende que a profecia de Isaías se referia a Jesus. A sua fé em Jesus então cresceu a tal ponto que, quando chegaram onde estava a água, pede para ser batizado. “Foi ele quem pediu o Batismo, porque o Espírito tinha trabalhado no coração”, notou o Papa, exortando a deixar o Espírito trabalhar no coração das pessoas. Depois do Batismo, o Espírito, “que está sempre presente”, pega Filipe e o leva a outra parte, e o eunuco “cheio de alegria” prosseguiu o seu caminho.

Alegria do cristão

A terceira palavra que o Papa destaca é, por fim, a alegria: “a alegria do cristão”. Francisco concluiu a homilia fazendo votos de que a Igreja esteja “em pé”, “mãe” que ouve e, “com a graça do Espírito Santo”, “encontra a Palavra a dizer”:

“A Igreja mãe que dá à luz a tantos filhos com este método digamos – usemos a palavra – este método que não é proselitista: é o método do testemunho à obediência. A Igreja, que hoje nos diz: “Alegra-te”. Alegrar-se, a alegria. A alegria de ser cristãos inclusive nos momentos mais duros, porque depois da lapidação de Estevão, teve início uma grande perseguição e os cristãos se espalharam por todos os lugares, como a semente que o vento leva. E foram eles que pregaram a Palavra de Jesus. Que o Senhor nos dê a graça a todos nós de viver a Igreja assim: em pé e em saída, em escuta das inquietações das pessoas e sempre em alegria”.

Santo Evangelho (Lc 24, 13-35)

3º Domingo da Páscoa – Domingo 30/04/2017

Primeira Leitura (At 2,14.22-33)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:

No dia de Pentecostes, 14Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22“Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28Deste-me a conhecer os caminhos da vida, e a tua presença me encherá de alegria’. 29Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. 32Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. 33E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Responsório (Sl 15)

— Aleluia, aleluia, aleluia!
— Aleluia, aleluia, aleluia!

— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!/ Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor:/ nenhum bem eu posso achar fora de vós!”/ Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,/ meu destino está seguro em vossas mãos!

— Eu bendigo o Senhor, que me aconselha,/ e até de noite me adverte o coração./ Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,/ pois se o tenho a meu lado não vacilo.

— Eis por que meu coração está em festa,/ minha alma rejubila de alegria,/ e até meu corpo no repouso está tranquilo;/ pois não haveis de me deixar entregue à morte,/ nem vosso amigo conhecer a corrupção.

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida;/ junto a vós, felicidade sem limites,/ delícia eterna e alegria ao vosso lado!

 

Segunda Leitura (1Pd 1,17-21)
Leitura da Primeira Carta de São Pedro:

Caríssimos: 17Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. 18Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. 21Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Anúncio do Evangelho (Lc 24,13-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” 19Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”. 25Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso o para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

A IGREJA CATÓLICA CELEBRA E VENERA HOJE 
São José Benedito Cottolengo, sacerdote dos desprotegidos 

São José Benedito Cottolengo, acolhia as pessoas carentes de amor, assistência material, físico e espiritual

Hoje, lembramos São José Benedito Cottolengo que nasceu em Bra, na Itália, onde desde de pequeno demonstrou-se inclinado à caridade. Com o passar do tempo e trabalho com sua vocação, tornou-se um sacerdote dos desprotegidos na diocese de Turim.

Quando teve que atender uma senhora grávida, que devido à falta de assistência social, morreu em seus braços; espantado, retirou-se em oração e nisso Deus fez desabrochar no seu coração a necessidade da criação de uma casa de abrigo que, mesmo em meio às dificuldades, foi seguida por outras. Esse grande homem de Deus acolhia pobres, doentes mentais, físicos, ou seja, todo tipo de pessoas carentes de amor, assistência material, físico e espiritual.

Confiando somente nos cuidados do Pai do Céu, estas casas desde a primeira até a verdadeira cidade da caridade que surgiu, chamou-se “Pequena Casa da Divina Providência”. Diante do Santíssimo Sacramento, José Cottolengo e outros cristãos, que se uniram a ele nesta experiência de Deus, buscavam ali forças para bem servir aos necessitados, pois já dizia ele: “Se soubesses quem são os pobres, os servirias de joelhos!”.

Entrou no Céu com 56 anos.

São José Benedito Cottolengo, rogai por nós!

O perigo do “turismo existencial”

Caminhar com fé / segunda-feira, 31 de março de 2014, Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco destacou que, quem tem fé, caminha rumo às promessas de Deus, se não é um “turista existencial”

Não vagar pela vida, mas seguir corretamente a meta que para um cristão quer dizer as promessas de Deus, que nunca decepcionam. Este foi o ensinamento que o Papa Francisco deixou a partir das leituras do dia em Missa nesta segunda-feira, 31, na Casa Santa Marta.

Francisco citou três tipos de crentes: os que confiam nas promessas de Deus e as seguem, os que têm uma fé estagnada e os que estão convencidos de progredir, mas, em vez disso, fazem apenas “turismo existencial”. Trata-se de pessoas que sabem que a vida cristã é um itinerário, mas que há diversos modos de percorrê-lo ou então não percorrê-lo de fato.

Referindo-se ao trecho do livro do profeta Isaías na primeira Leitura, o Papa lembrou que, antes de pedir qualquer coisa, Deus promete e sua promessa é aquela de uma vida nova, de uma vida alegre. Aqui está, segundo ele, o fundamento principal da virtude da esperança: confiar nas promessas de Deus sabendo que Ele nunca decepciona.  Mas há cristãos que sofrem a “tentação de parar”.

“Tantos cristãos parados! Temos tantos que têm uma esperança frágil. Sim, acreditam que haverá o Céu e tudo ficará bem. Tudo bem que acreditam nisso, mas não buscam isso! Cumprem os mandamentos, os preceitos, tudo tudo… Mas estão parados. O Senhor não pode fazer deles fermento no seu povo, porque não caminham. E este é um problema: os parados. Depois, há outros entre eles e nós que erram o caminho: todos nós, algumas vezes, erramos o caminho. O problema não é errar o caminho, o problema é não voltar quando alguém percebe que errou”, disse.

O modelo de quem acredita e segue aquilo que a fé lhe indica é o funcionário do rei descrito no Evangelho. O homem pediu a Jesus a cura do filho doente e não duvidou um instante de colocar-se a caminho de casa quando o Mestre lhe assegurou ter obtido a cura. No extremo oposto, afirmou o Papa, está talvez o grupo mais perigoso, no qual estão aqueles que enganam a si mesmos: aqueles que caminham, mas não fazem caminho.

“São cristãos errantes: vagam, vagam como se a vida fosse um turismo existencial, sem meta, sem levar as promessas a sério. Aqueles que vagam e se enganam, porque dizem: ‘Eu caminho!’. Não, você não caminha, você vaga. Em vez disso, o Senhor pede para nós não pararmos, para não errar o caminho e não vagar pela vida. Pede-nos para olhar para as promessas seguir adiante com elas, como aquele homem que acreditou na palavra de Jesus! A fé nos coloca em caminho rumo às promessas. A fé nas promessas de Deus”.

O Santo Padre reconheceu que os homens, em sua condição de pecadores, podem errar o caminho, mas Deus sempre dá a graça de voltar. Ele destacou que a Quaresma é um bom tempo para cada um pensar se está realmente em caminho ou se está parado.

“Se errar o caminho, vai confessar-se e retomar o caminho. Ou se  é um turista teológico, um destes que vagam pela vida, mas nunca dão um passo adiante. E peço ao Senhor a graça de retomar o caminho, de nos colocar em caminho, mas rumo às promessas”.

Em Deus, justiça é misericórdia, diz Papa em homilia

Sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017, Da Redação, com Rádio Vaticano
 
Francisco advertiu sobre a hipocrisia da casuística e destacou que em Deus justiça é misericórdia e misericórdia é justiça

Na Missa desta sexta-feira, 24, o Papa Francisco advertiu para a hipocrisia e para o engano provocado por uma fé reduzida a uma “lógica casuística”.

“É lícito para um marido repudiar a própria mulher?”. Esta é a pergunta contida no Evangelho de Marcos que os doutores da Lei fazem a Jesus durante sua pregação na Judeia. “E o fazem para colocar Cristo à prova mais uma vez”, observou o Papa, que se inspirou na resposta de Jesus para explicar o que mais conta na fé.

“Jesus não responde se é lícito ou não; não entra na lógica casuística deles. Porque eles pensavam na fé somente em termos de ‘pode’ ou ‘não pode’, até onde se pode, até onde não se pode. É a lógica da casuística: Jesus não entra nisso. E faz uma pergunta: ‘Mas o que Moisés vos ordenou? O que está na vossa lei?’. E eles explicam a permissão que Moisés deu de repudiar a mulher, e são eles a cair na própria armadilha. Porque Jesus os qualifica como ‘duros de coração’: ‘Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento’, e diz a verdade. Sem casuística. Sem permissões. A verdade.”

Francisco destacou que Jesus sempre diz a verdade, explica as coisas como foram criadas, a verdade das Escrituras, da Lei de Moisés. E o faz também quando seus discípulos o interrogam sobre o adultério, aos quais repete: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”.

Mas se a verdade é esta e o adultério é “grave”, como explicar então que Jesus falou “tantas vezes com uma adúltera, com uma pagã”?, pergunta o Papa. “Bebeu de seu copo, que não era puro?”. E no final lhe disse: “Eu não te condeno. Não peques mais”? Como explicar isso?

“O caminho de Jesus – vê-se claramente – é o caminho da casuística à verdade e à misericórdia. Jesus deixa a casuística de fora. Aos que queriam colocá-lo à prova, aos que pensavam com esta lógica do ‘pode’, os qualifica – não aqui, mas em outro trecho do Evangelho – como hipócritas. Também com o quarto mandamento eles negavam de assistir os pais com a desculpa de que tinham dado uma bela oferta à Igreja. Hipócritas. A casuística é hipócrita. É um pensamento hipócrita. ‘Pode – não pode… que depois se torna mais sutil, mais diabólico: mas até que ponto posso? Mas daqui até aqui não posso. É a enganação da casuística”.

O caminho do cristão, portanto, não cede à lógica da casuística, mas responde com a verdade que o acompanha, a exemplo de Jesus, “porque Ele é a encarnação da Misericórdia do Pai, e não pode negar a si mesmo. Não pode negar a si mesmo porque é a Verdade do Pai, e não pode negar a si mesmo porque é a Misericórdia do Pai”. “Este é o caminho que Jesus nos ensina”, notou o Papa, difícil de ser aplicado diante das tentações da vida.

“Quando a tentação toca o coração, este caminho de sair da casuística à verdade e à misericórdia não é fácil: é necessária a graça de Deus para que nos ajude a ir assim avante. E devemos pedi-la sempre. ‘Senhor, que eu seja justo, mas justo com misericórdia’. Não justo, coberto com a casuística. Justo na misericórdia. Como és Tu. Justo na misericórdia. Depois, uma pessoa de mentalidade casuística pode se perguntar: ‘Mas o que é mais importante em Deus? Justiça ou misericórdia?’. Este também é um pensamento doente… o que é mais importante? Não são duas: é somente uma, uma só coisa. Em Deus, justiça é misericórdia e misericórdia é justiça. Que o Senhor nos ajude a entender esta estrada, que não é fácil, mas nos fará felizes, a nós, e fará felizes muitas pessoas”.

Maria: Pedagoga da Solidariedade

A simplicidade dos gestos e palavras nos ensina a ser melhores

A palavra “pedagogia” é de origem grega. Entre os ocidentais ela firmou-se como a ciência do ensino. Nas Sagradas Escrituras encontramos inúmeros pedagogos que nos ensinam o caminho da felicidade em Deus. Dentre estes inúmeros professores na arte da fé encontramos a Virgem Maria.

Na simplicidade dos gestos e palavras, Nossa Senhora ocupa um lugar especial dentro da história da salvação. Escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador, ela nos ensina o caminho que nos conduz a seu Filho Jesus Cristo. A Santíssima Virgem Maria é o caminho do amor para chegarmos a Cristo. Foi por intermédio do “sim” de Maria que Jesus Cristo realizou a Sua primeira visita aos homens.

Na pedagogia da escola de Maria aprendemos o valor do serviço em um mundo extremamente agitado por tantas vozes e sons que nos dizem que, em primeiro lugar, deve ser feita a nossa vontade. Em meio a uma sociedade que passa a ver o outro como alguém distante, corremos o risco de assistir as necessidades e o sofrimento dos nossos irmãos e irmãs como se estivéssemos vendo um telejornal.

Não! A dor do outro não é um programa jornalístico. Ela é real e requer que saiamos de nossas anestesias da indiferença e sintamos verdadeiramente a dor de nossos irmãos e irmãs de maneira caridosa e fraterna.  Quem precisa de nossa ajuda não é um estranho, cujo indiferentismo possa nos fazer acreditar que nada temos a ver com a realidade de quem sofre.

A Virgem Maria, quando soube pelo Anjo Gabriel que sua prima Isabel estava grávida, não esperou um convite formal para ir ao encontro das necessidades da prima. Nossa Senhora percebeu, naquele acontecimento, uma oportunidade de colocar-se a serviço daquela que precisava de sua ajuda.

“E eis que Isabel, tua parenta, está também para dar à luz um filho em sua velhice e já está sem eu sexto mês, ela que era chamada estéril. Naquele tempo, Maria partiu às pressas, ruma à região montanhosa, para uma cidade de Judá” (cf. Mc 1,26-45).

Diante da realidade de Isabel, Maria sabia, em seu coração, que sua amiga precisava de sua ajuda. Ela vai às pressas. Nada foi obstáculo para ela. Atravessou uma região montanhosa. Venceu as dificuldades do caminho para estar a serviço. O gesto solidário de Nossa Senhora é um caminho pedagógico-espiritual para todos nós.

A Santíssima Virgem atualiza em sua vida o ensinamento que seu Filho vai nos deixar: “Pois o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate pela multidão” (Cf. Mc 10,45). Diante da necessidade de Isabel, Maria vê, com os olhos do coração, uma oportunidade de fazer o bem. O gesto solidário da Mãe do Salvador é um exemplo para que o frio da indiferença não estacione no tempo de nossa vida.

A pedagogia mariana é uma lição de cuidado e carinho com relação às diversas necessidades daqueles que estão do nosso lado. Na metodologia do cuidado com o outro não é necessário esperar um convite formal para a prática do bem. A solidariedade é sempre um convite não formal para o bem. Pequenos gestos podem fazer grande diferença. Maria é a grande pedagoga do amor generoso e solidário com os necessitados. Ela nos ensina,  a cada dia, a arte de sermos conduzidos por um amor de Mãe e Mestra na arte do cuidado com o próximo…

Padre Flávio Sobreiro
Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre – MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG. http://www.flaviosobreiro.com

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